Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Curso:Direito 
Disciplina: Direito Empresarial IV 
(Direito Falimentar) 
Profa. Renata Albuquerque Lima 
 
 
 
 
DIREITO FALIMENTAR E DE RECUPERAÇÃO 
DAS EMPRESAS 
 
Lei 11.101/2005 atualizado pela Lei 14.112/2020 
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO FALIMENTAR 
ANTIGUIDADE: 
• A finalidade era a satisfação da honra dos credores, onde o corpo do devedor era 
dividido entre os credores na proporção da dívida. 
• Os princípios do processo de execução surgem com os romanos, onde imperava o 
princípio segundo o qual o corpo do devedor respondia pelo pagamento das dívidas; 
• A execução não se restringia somente ao seu patrimônio, mas atingia à pessoa do 
devedor, o qual era aprisionado, escravizado e morto; 
• Na fase romana primitiva – Lei das XII tábuas – execução corpórea, pessoal e não 
patrimonial; 
• “Lex Poetelia Papiria”: introduziu a execução de índole patrimonial (marco: saiu da 
execução corpórea e passou ao patrimônio, iniciando o processo falimentar); 
• “Lex Julia Bonorum”: os bens do devedor eram postos à venda, mas ficava reservada 
certa parte de seus bens para atender às necessidades de sua sobrevivência (inovou 
apenas nesta parte). 
IDADE MÉDIA: 
 
• O concurso creditório (dos credores) passa a ser rigidamente disciplinado, 
obrigando os credores a habilitarem-se em juízo e sendo atribuído ao juiz a 
função de zelar pela guarda e venda dos bens (aqui não bastava ter o crédito, 
tinha que se habilitar em juízo); 
• É nesse período que o concurso de credores se transforma em falência; 
• O instituto da falência era identificado pela fuga ou ocultação do devedor, 
sem deixar bens suficientes ao pagamento dos credores (início dos atos 
falimentares); 
• A falência atingia os devedores comerciantes e não comerciantes, havendo 
tanto a perda da propriedade quanto da administração dos bens. 
 
TEMPOS MODERNOS: 
 
• O Código Comercial Francês (1807/08) – Napoleão Bonaparte – 
O falido era considerado verdadeiro criminoso (marco de 
introdução dos atos de comércio no direito comercial); 
• Inovou na distinção entre comerciantes e não comerciantes, 
aplicando-lhes a falência apenas aos que exerciam os “Atos de 
Comércio”, ou seja, aos comerciantes; 
• Gradativamente, abrandam-se os rigores da legislação, 
assumindo a falência um caráter econômico-social, buscando-se 
sempre que possível a sobrevivência da empresa. 
FALÊNCIA NO BRASIL: 
 
• Ordenações do Reino: a falência era tratada como parte do Direito Criminal – aspecto primitivo 
da Idade Média; 
 
• Código Comercial Brasileiro de 1850 – principal função era a apuração da responsabilidade 
criminal do falido (apurar os atos praticados pelo falido); 
 
• Estado Novo – Decreto-Lei n.º 7661, de 21/06/1945 – Antiga Lei de Falências e Concordatas – 
forte ingerência do Juiz; 
 
• Lei 11.101 de 2005 – Nova Lei de Falências e Recuperação de Empresas – participação dos 
credores e a busca pelo soerguimento da empresa e a preservação dos postos de trabalho (forte 
função social); 
 
• Institutos criados: Assembléia Geral de Credores e Comitê de Credores. O Juiz passa a ser 
intermediário; 
 
• Sofre a falência: o Empresário (sociedade ou firma individual). A Pessoa Física sofre insolvência. 
 
• Advento da Lei 14.112/2020 
ASPECTOS CONCEITUAIS: 
FALÊNCIA: 
 
• ORIGEM: Deriva do verbo latino “fallere” (falsear, faltar, enganar). Embora 
tenha um caráter pejorativo (aspecto negativo), o termo permanece na nova 
Lei, em face do seu enraizamento. 
 
• DEFINIÇÃO DE FALÊNCIA: “é um processo de execução coletivo (concurso 
creditório) promovido contra o devedor empresário, em que todos os seus 
bens são arrecadados para a venda judicial forçada (com a finalidade de 
apurar ativo), com a distribuição proporcional do ativo entre os credores 
(cada credor terá sua cota parte da massa falida, na ordem a ser seguida, na 
medida de seus créditos). 
OBJETIVOS DO PROCESSO DE FALÊNCIA 
• Art. 75. A falência, ao promover o afastamento do devedor de suas 
atividades, visa a: 
 
I - preservar e a otimizar a utilização produtiva dos bens, dos ativos e dos 
recursos produtivos, inclusive os intangíveis, da empresa; 
 
II - permitir a liquidação célere das empresas inviáveis, com vistas à 
realocação eficiente de recursos na economia; e 
III - fomentar o empreendedorismo, inclusive por meio da viabilização do 
retorno célere do empreendedor falido à atividade econômica. 
ASPECTOS CONCEITUAIS: 
• NATUREZA JURÍDICA DA FALÊNCIA: existem 3 correntes: 
 
• A - Natureza Processual: a falência é essencialmente um processo com suas 
características e peculiaridades. 
• B - Natureza Substancial: antes de ser um processo, a falência é uma relação de 
débito e crédito entre o devedor e o credor. 
• C - Natureza “sui generis” ou eclética ou mista: é um misto de substância e o 
processo. É a origem da relação de crédito e débito e o processo. 
 
• OBS:CONSIDERAÇÕES CRÍTICAS SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DA FALÊNCIA: 
(doutrina) deixar de lado a parte doutrinária e buscar a recuperação da empresa, e, 
em conseqüência, salvar os postos de trabalho (preocupação com o social). 
 
 MOTIVOS QUE DÃO ENSEJO AO PEDIDO DE FALÊNCIA: 
 
• A - Impontualidade Injustificada (art. 94, I, LF): quando não se paga, no vencimento, sem 
relevante razão de direito, obrigação líquida materializada em títulos executivos 
protestados, cuja soma seja igual ou superior a 40 salários mínimos, na data do pedido de 
falência. Este limite é para evitar pedidos infundados ou quando se tenha apenas 
suspeitas. 
 
• B -Execução Frustrada – na Vara Cível (art. 94, II, LF): não paga, não deposita e não nomeia 
bens à penhora. Neste caso, pode ser qualquer valor. Pode-se requerer a suspensão do 
processo (Juízo Cível), solicitando-se uma certidão atestando a falta de pagamento, a não 
realização do depósito ou a não nomeação de bens à penhora, para, em seguida, formular-
se, perante o Juiz competente, o pedido de falência instruído com aquele documento 
(certidão). 
• - Finalidade: cautela, antes de entrar com um pedido de falência, ou poder entrar com a 
falência em valor inferior a 40 salários mínimos e sem litisconsórcio. 
MOTIVOS QUE DÃO ENSEJO AO PEDIDO DE FALÊNCIA: 
 
• C - Atos Falimentares (art. 94, III, LF): são atos realizados pelo falido com 
intuito de se esquivar do cumprimento e pagamento de suas obrigações 
para com seus credores. O rol não é exaustivo, mas apenas 
exemplificativo. Estes atos são praticados no período que antecede a 
falência, fazendo de tudo para se esquivar dos pagamentos, tais como 
venda, transferência ou simulação de transferência de bens a terceiros; 
ausenta-se sem deixar representante habilitado e com recursos suficientes 
para pagar os credores; deixa de cumprir, no prazo estabelecido, obrigação 
assumida no plano de recuperação judicial, etc. 
 
COMPETÊNCIA E UNIVERSALIDADE DO JUÍZO FALIMENTAR: 
 
• Competência para conhecer do pedido de falência, decretá-la e processá-la 
é do Juiz do local em que está situado o principal estabelecimento da 
empresa devedora no Brasil (art. 3.º da LF). 
• Em regra, é a matriz, mas, em casos excepcionais, poderá ser uma filial com 
grande volume de negócios e operações. 
• Nos casos de empresas estrangeiras com filiais no Brasil, é o local da 
principal filial situada em nosso país. 
 
 
CARACTERÍSTICAS DO JUÍZO FALIMENTAR: 
 
• INDIVISIBILIDADE: é no Juízo da falência que se dá o concurso de todos os credores 
e onde se realizam as fases do processo de falência. É a garantia da uniformidade 
de julgamento. 
• UNIVERSALIDADE: atração de todos os bens e interesses dos credores que, ao lado 
dos interesses do devedor, são reunidos sob uma única e individual jurisdição. 
• - Decretada a falência, todos os processo em andamento em outros juízos serão 
reunidos pelo juízo da falência. Os processos serão suspensos e os interessados se 
habilitarão no processo de falência. 
Suspensão das ações e execuções individuaisArt. 6º. A decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação judicial 
implica: 
I - suspensão do curso da prescrição das obrigações do devedor sujeitas ao regime desta Lei; 
II - suspensão das execuções ajuizadas contra o devedor, inclusive daquelas dos credores 
particulares do sócio solidário, relativas a créditos ou obrigações sujeitos à recuperação judicial ou à 
falência; 
III - proibição de qualquer forma de retenção, arresto, penhora, sequestro, busca e apreensão e 
constrição judicial ou extrajudicial sobre os bens do devedor, oriunda de demandas judiciais ou 
extrajudiciais cujos créditos ou obrigações sujeitem-se à recuperação judicial ou à falência. 
 
 
 
 EXCEÇÕES AO PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE (INDIVISIBILIDADE) DO JUÍZO 
FALIMENTAR (art. 6.º LF): 
 
• Ações em que a massa falida for autora ou litisconsorte ativo: no caso da empresa que 
entra em falência por conta de ter muita dívida para receber e a massa falida entra com 
ação entre seus devedores. Não há suspensão destas ações; 
 
• Ações que demandam quantia ilíquida: neste caso, a ação terá seu curso normal e só será 
suspensa quando liquidada, quando então o credor se habilita no juízo da falência; 
• Reclamações trabalhistas para as quais é competente a Justiça do Trabalho: 
neste caso, o juiz do trabalho manda oficiar o Juízo da falência, dando 
conhecimento e informando o valor estimado para a reserva da quantia. 
 
• Execuções Tributárias (art. 187 CTN): não se sujeitam a nenhum concurso de 
credores, nem à habilitação na falência. 
 
• Ações de conhecimento de que é parte a União Federal, entidade Autárquica 
ou Empresa Pública Federal, hipótese em que a competência é da Justiça 
Federal.

Mais conteúdos dessa disciplina