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ENGENHARIA CIVIL
ESTRUTURAS METÁLICAS E ESTRUTURAS DE
MADEIRA
Caderno de Exercícios e Formulário da disciplina de
Estruturas Metálicas e Estruturas de Madeira do
Curso de Engenharia Civil da Facsul.
Professor: Eng. Civil Esp. Talles Mello
www.tallesmello.com.br
eng.tallesmello@gmail.com
Acadêmico:
Campo Grande – MS
1ª Edição
2 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
Solicita-se aos usuários deste trabalho a
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referem, devem conter comentários apropriados
para seu entendimento ou sua justificação.
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diretamente ao autor, por meio do e-mail:
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Ficha Catalográfica
Mello, Talles.
Estruturas Metálicas e Estruturas de Madeira / Talles Taylor dos Santos
Mello – Campo Grande, MS, 2018.
52 p. : il. color. – (Material didático)
Caderno de aula de exercícios da disciplina de Estruturas Metálicas e
Estruturas de Madeira, do Curso de Engenharia Civil da Facsul, de Campo
Grande/MS.
1. Engenharia Civil – composição, proporção, etc. 2. Projeto estrutural. 3.
Apostila. I. Facsul. Curso de Engenharia Civil. II. Título.
CDD (20) 720.7
3 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
1. ESTRUTURAS DE MADEIRA 4
1.1. RESISTÊNCIA DE CÁLCULO (RESISTÊNCIA DO MATERIAL ) 4
1.2. DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS 7
1.3. AÇÕES 7
1.4. TRAÇÃO 8
1.5. COMPRESSÃO 8
1.5.1. COMPRESSÃO (PEÇA CURTA ) 8
1.5.2. COMPRESSÃO (MEDIANAMENTE ESBELTA ) 9
1.5.3. COMPRESSÃO (PEÇAS ESBELTAS) 9
1.6. FLEXÃO SIMPLES (VIGAS) 10
1.6.1. CISALHAMENTO LONGITUDINAL 10
1.7. L IGAÇÕES 11
1.8. EXERCÍCIOS 14
2. ESTRUTURAS METÁLICAS 19
2.1. CONSTANTES FÍSICAS DOS AÇOS : 19
2.2. AÇÕES E SEGURANÇA 21
2.3. TRAÇÃO 23
2.4. LIGAÇÕES COM CONECTORES 25
2.5. SOLDAS DE ENTALHE 26
2.6. SOLDAS DE FILETE: 27
2.7. RESISTÊNCIA DAS SOLDAS 28
2.8. COMPRESSÃO 30
2.9. FLEXÃO (VIGAS DE ALMA CHEIA ) 35
2.10. BARRAS SUBMETIDAS A ESFORÇOS COMBINADOS DE MOMENTO FLETOR , FORÇA
AXIAL E FORÇA CORTANTE 45
2.11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 45
2.12. EXERCÍCIOS 46
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1. Estruturas de Madeira
1.1. Resistência de cálculo (resistência do material)
��� = ���� ��
��
Onde: ��� é o valor característico da resistência; ���� é o coeficiente de modificação que leva em consideração os efeitos da duração do carregamento, da
umidade do meio ambiente e da qualidade do material;
�� é o coeficiente de ponderação de segurança do material.
Os coeficientes de modificação, ����, afetam os valores de cálculo das propriedades da
madeira em função da classe de carregamento da estrutura, da classe de umidade admitida, e do
eventual emprego de madeira de 2ª qualidade. O coeficiente de modificação ����é formado
pelo produto: ���� = ����
. ����� . �����
Valores dos coeficientes de ponderação da resistência para estado limite último (ELU):
��
= 1,4 ���= 1,8 ���= 1,8
Onde:
��
= 1,4 para tensões de compressão paralelas às fibras;
���= 1,8 para tensões de tração paralelas às fibras e
���= 1,8 para tensões de cisalhamento paralelas às fibras
Valor dos coeficiente de ponderação da resistência para estado limite de serviço (ELS):
��= 1,0
Tabela 1 – Classes de Umidade
Classes de Umidade
Umidade Relativa do
Ambiente (Uamb)
Umidade de Equilíbrio da
Madeira (Ueq)
1 ≤ 65% 0,12
2 65%˂ Uamb ≤ 75% 0,15
3 75%˂ Uamb ≤ 85% 0,18
4
Uamb ˃ 85%
durante longos períodos
≥ 25%
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Tabela 2 – Valores de kmod,1
Tabela 3 – Valores de kmod,2
Tabela 4 – Valores de kmod,3
(*) t é a espessura das lâminas e r é o menor raio de curvatura das lâminas
Tabela 5 – Classes de Carregamento
Classes de Carregamento
Tipos de Madeira
Madeira Serrada, Madeira
Laminada Colada, Madeira
Compensada
Madeira Recomposta
Permanente 0,6 0,3
Longa Duração 0,7 0,45
Média Duração 0,8 0,65
Curta Duração 0,9 0,9
Instantânea 1,1 1,1
Classes de Umidade
Madeira Serrada,
Madeira Laminada
Colada, Madeira
Compensada
Madeira Recomposta
Madeira Serrada
Submersa
(1) e (2) 1,0 1,0 0,65
(3) e (4) 0,8 0,9
Coníferas 0,8
Dicotiledôneas de 1ª Categoria 1,0
Peças de 2ª Categoria 0,8
Madeira laminada colada Peças retas 1,0
Peças curvas 1-2000 (t/r) (* )
Classe de Carregamento
Ação variável principal da combinação
Duração Acumulada
Ordem de grandeza da duração
acumulada da ação
característica
Permanente Permanente Vida útil da construção
Longa Duração Longa Duração Mais de 6 meses
Média Duração Média Duração Uma semana a 6 meses
Curta Duração Curta Duração Menos de uma semana
Duração Instantânea Duração Instantânea Muito curta
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Tabela 6 – Fatores de Combinação e Utilização (Ψi)
* Admite-se Ψ2=0 quando a ação variável principal corresponde a um efeito sísmico
A NBR 7190/1997 definiu classes de resistência para possibilitar o emprego de
madeiras com propriedades padronizadas, mesmo que de espécies florestais diferentes,
orientando a escolha do material para a elaboração de projetos estruturais.
Tabela 7 – Classes de Resistência Coníferas
Coníferas
(Valores na condição padrão de referência U = 12%)
Classes fcok (MPa) fvk (MPa) Eco,m (MPa)
(*) ρ bas, m
(kg/m3)
ρ aparente
(kg/m3)
C 20 20 4 3500 400 500
C 25 25 5 8500 450 550
C 30 30 6 14.500 500 600
(*) como definida em 5.1.2
Tabela 8 – Classes de Resistência Dicotiledôneas
Dicotiledôneas
(Valores na condição padrão de referência U = 12%)
Classes fcok (MPa) fvk (MPa) Eco,m (MPa)
(*) ρ bas, m
(kg/m3)
ρ aparente
(kg/m3)
C 20 20 4 9500 500 650
C 30 30 5 14.500 650 800
C 40 40 6 19.500 750 950
C 60 60 8 24.500 800 1000
(*) como definida em 5.1.2
Ações em estruturas correntes Ψ0 Ψ1 Ψ2
-Variações uniformes de temperatura em relação à média
anual local 0,6 0,5 0,3
-Pressão dinâmica do vento 0,5 0,2 0
Cargas Acidentais dos Edifícios Ψ0 Ψ1 Ψ2
-Locais em que não há predominância de pesos de
equipamentos fixos, nem de elevadas concentrações de
pessoas
0,4 0,3 0,2
-Locais onde há predominância de pesos de
equipamentos fixos, ou de elevadas concentrações de
pessoas
0,7 0,6 0,4
-Bibliotecas, arquivos, oficinas e garagens
0,8 0,7 0,6
Cargas móveis e seus efeitos dinâmicos Ψ0 Ψ1 Ψ2
-Pontes de pedestres 0,4 0,3 0,2*
-Pontes rodoviárias 0,6 0,4 0,2*
-Pontes ferroviárias (ferrovias não especializadas)
0,8 0,6 0,4*
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1.2. Disposições Construtivas
Dimensões mínimas das seções transversais:
- peças principais - A > 50 cm² e b > 5 cm
- peças secundárias - A > 18 cm² e b > 2,5 cm
- peças principais múltiplas – A > 35 cm² e b > 2,5 cm
- peças secundárias múltiplas - A > 18 cm² e b > 1,8 cm
Esbeltez máxima:
- peças comprimidas - L0sua média, ao longo de toda a vida útil da construção. As ações
permanentes são divididas em:
a) Ações permanentes diretas: são constituídas pelo peso próprio da estrutura, dos
elementos construtivos fixos, das instalações e outras como equipamentos e empuxos.
b) Ações permanentes indiretas: são constituídas por deformações impostas por
retração do concreto, fluência, recalques de apoios, imperfeições geométricas e protensão.
• Ações variáveis;
• Ações excepcionais.
• Para cargas variáveis de curta duração consideradas como ação variável
principal, a NBR7190/97 permite a redução para 75% da solicitação no estado limite último.
Logo, a combinação última normal é
Fd = ��FG,k + ��* 0,75 * FQ,k
Onde: ���, , é o valor característico das ações permanentes
���, , , é o valor característico da ação variável considerada principal em um determinado caso
de carregamento.
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1.4. Tração
• Tração paralela às fibras ���� = ����
Obs: a tensão solicitante de projeto deve ser calculada considerando a área líquida da
seção, sendo descontadas as áreas projetadas dos furos e entalhes executados na madeira para a
instalação dos elementos de ligação.
• Tração normal às fibras
Não se considera a resistência a tração normal às fibras para fins de projeto estrutural
1.5. Compressão
���� = ������ � = !����
onde: " = índice de esbeltez
imin = raio de giração mínimo da seção transversal
1.5.1. Compressão (Peça curta)
Para as peças curtas, definidas pelo índice de esbeltez " ≤ 40, que na situação de
projeto são admitidas como solicitadas apenas à compressão simples, dispensa-se a
consideração de eventuais efeitos de flexão.
Para as peças curtas, que na situação de projeto são admitidas como solicitadas à flexo-
compressão, as condições de segurança são as especificadas em 6.3.6, com os momentos
fletores determinados na situação de projeto.
�
�� = �
��
1.5.1.1. Compressão normal as fibras
�
�� = 0,25 . �
��
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1.5.2. Compressão (Medianamente esbelta)
Para as peças medianamente esbeltas, definidas pelo índice de esbeltes 40 ]�3 − [*5 + ( ] �AB�8CB + �DB�8CBTalles Mello | www.tallesmello.com.br
A espessura convencional t deve ser obtida segundo a configuração da ligação.
No caso de duas peças de madeira, correspondente a corte simples, t será a menor das
espessuras t1 e t2 das peças a serem unidas, de acordo com a figura
No caso de três peças, correspondente a corte duplo, será adotado o menor dos valores
entre t1 , t2 /2 e t3 , conforme indica a figura
Espaçamento entre pinos
14 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
1.8. Exercícios
1) Projetar uma peça de madeira, Classe C60, sem classificação, U =
12%, com seção retangular submetida a uma ação permanente composta por uma
força axial de 700 kgf e a uma ação variável composta de uma força concentrada no
ponto médio do vão livre igual a 75 kgf e uma força distribuída igual a 45 kgf/m.
2) Uma viga de madeira de 7,5 cm de espessura apóia-se sobre uma viga
de concreto de 12 cm de espessura. Sabendo-se que a reação de apoio da viga de
madeira é de 36 kN (valor de cálculo), verificar a compressão normal localizada.
Adotar madeira classe C40 e Kmod = 0,56.
3) Um pontalete curto de madeira (seção 7,5 x 7,5 cm) está sujeito a uma força
de compressão axial. Determinar a máxima força de cálculo que o pontalete pode
suportar. Adotar madeira classe C25 e Kmod = 0,56.
15 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
4) Calcular a altura necessária para uma viga, cuja largura é de 6cm, e
está submetida a um carregamento permanente, uniformemente distribuída, de 82
N/m, e a uma carga concentrada permanente de 160 N, no ponto médio do vão de
5,80m, conforme a figura. Dados:
· Madeira: Folhosa C40,
· Umidade classe (3).
5) Determinar a força de compressão máxima que pode ser aplicada sobre
um pilar curto de madeira de seção 10x6cm, sabendo-se que γg = 1,3 e fcd = 18,0
MPa.
6) Determinar a força de compressão normal às fibras máxima que pode
ser aplicada sobre um pilar curto de madeira de seção 5x5cm, sabendo-se que γq =
1,4 e fcnd = 4,0 MPa.
16 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
7) Dimensionar a espessura mínima de um montante de madeira de uma
cobertura, sabendo-se que está sujeito a uma força de tração F = 10 kN.
Dados: γg = 1,4, ftd = 12,0 MPa e largura da peça de 8 cm.
8) Determine a máxima carga de tração F, paralela às fibras, que o
contraventamento de um pórtico suporta.
Dados: Madeira Conífera C30, umidade classe 1, seção de 8x4cm, madeira
recomposta e γq = 1,4. e fcd = 16,0 MPa.
9) Determine a máxima carga de tração F, paralela às fibras, que o
contraventamento de um pórtico suporta.
Dados: Madeira Conífera C30, umidade classe 1, seção de 8x4cm, madeira
recomposta e γq = 1,4.
17 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
10) Uma ponte é suportada por 6 pilares de madeira serrada que ficam
submersos. Considere γg = 1,4 (esforços permanentes), γq = 1,4 (esforços variáveis) e
madeira dicotiledônea C60 de segunda categoria. Ainda, considere que os esforços
são distribuídos igualmente para todos os 6 pilares, e que estes são curtos.
Dimensione os pilares conforme os esforços:
a) Pilares de seção quadrada, com peso próprio P = 90,0 kN (carga
permanente);
b) Pilares de seção circular, com impacto vertical de veículos Q = 150,0 kN
(carga de curta duração).
11) Uma ponte de madeira para pedestres possui vários pequenos pilares
de madeira recomposta, cada um recebendo um esforço de compressão normal às
fibras, de curta duração, com valor igual a 6,5 kN. Considerando a madeira empregada
dicotiledônea C40, de primeira categoria, classe de umidade 3 e γq = 1,4, dimensione
uma seção quadrada para esses pilares.
18 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
12) Determinar a quantidade de parafusos para a ligação perpendicular
abaixo. Dados: Madeira: Conífera C30, Umidade classe (1), Parafusos: fy,k = 600
MPa.
13) Calcular a quantidade de pregos para efetuar a ligação entre as peças
com seções, respectivas, de (6X12) cm2 e (4X12) cm2, conforme a figura.
Dados:
· Madeira: Folhosa C40,
· Umidade classe (1).
· Pregos: fy,k = 600 MPa.
14) Calcule a carga e dimensione as peças, dos pilares e da treliça
abaixo. A carga é a somatória dos dígitos do RA do aluno
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2. Estruturas Metálicas
2.1. Constantes Físicas dos aços:
Constante Física Valor
Módulo de elasticidade longitudinal, E 200 000 MPa
Coeficiente de Poisson, v 0,3
Módulo de elasticidade transversal, G 77 000 MPa
Coeficiente de dilatação térmica, β 12 x 10-6 oC -1
Massa específica, ρ 7850 kg/m3
Aços ABNT para uso estrutural:
ABNT NBR 7007
ABNT NBR 6648
ABNT NBR 6649 / ABNT NBR 6650
Aços- carbono e micro ligados para
uso estrutural e geral
Chapas grossas de aço-
carbono para uso estrutural
Chapas finas (a frio/a quente) de
aço-carbono para uso estrutural
Denominação
fy
MPa
fu
MPa Denominação fy
MPa
fu
MPa
Denominação fy
MPa
fu
MPa
MR 250
AR 350
AR 350 COR
AR 415
250
350
350
415
400-560
450
485
520
CG-26
CG-28
255
275
410
440
CF-26
CF-28
CF-30
260/260
280/280
---/300
400/410
440/440
---/490
ABNT NBR 5000 ABNT NBR 5004 ABNT NBR 5008
Chapas grossas de aço de baixa
liga e alta resistência mecânica
Chapas finas de aço de baixa
liga e alta resistência mecânica
Chapas grossas e bobinas grossas,
de aço de baixa liga, resistentes à
corrosão atmosférica, para uso
estrutural
Denominação
fy
MPa
fu
MPa Denominação fy
MPa
fu
MPa
Denominação fy
MPa
fu
MPa
G-30
G-35
G-42
G-45
300
345
415
450
415
450
520
550
F-32/Q-32
F-35/Q-35
Q-40
Q-42
Q-45
310
340
380
410
450
410
450
480
520
550
CGR 400
CGR 500 e
CGR 500A
250
370
380
490
ABNT NBR 5920/ABNT NBR 5921 ABNT NBR 8261
Chapas finas e bobinas finas (a frio/a
quente), de aço de baixa liga, resistentes à
corrosão atmosférica, para uso estrutural
Perfil tubular, de aço-carbono, formado a frio, com e sem
costura, de seção circular ou retangular para usos
estruturais
Denominação
fy
MPa
fu
MPa
Denominação
Seção circular
Seções quadrada e
retangular
fy
MPa
fu
MPa
fy
MPa
fu
MPa
CFR 400
CFR 500
---/250
310/370
---/380
450/490
B
C
290
317
400
427
317
345
400
427
a Para limitações de espessura, ver norma correspondente.
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Aço ASTM para uso estrutural:
Classificação Denominação Produto
Grupo de
Perfil a b ou
faixa de
espessura
disponível
Grau fy
MPa
fu
MPa
Aços - Carbono
A36
Perfis 1, 2 e 3
- 250 400 a 550 Chapas e
Barrasc t ≤ 200mm
A500 Perfis 4
A 230 310
B 290 400
Aços de baixa
liga e alta
resistência
mecânica
A572
Perfis
1, 2 e 3
42 290 415
50 345 450
55 380 485
1 e 2
60 415 520
65 450 550
Chapas e
Barras c)
t ≤ 150mm 42 290 415
t ≤ 100mm 50 345 450
t ≤ 50mm 55 380 485
t ≤ 31,5mm
60 415 520
65 450 550
A992d Perfis 1, 2 e 3 - 345 a 450 450
Aços de baixa
liga e alta
resistência
mecânica.
Resistentes à
corrosão
atmosférica.
A242
Perfis
1 - 345 485
2 - 315 460
3 - 290 435
Chapas e
Barras c)
t ≤ 19mm - 345480
19mm ˂ t ≤
37,5mm - 315 460
37,5mm ˂ t ≤
100mm - 290 435
A588
Perfis 1 e 2 - 345 485
Chapas e
Barrasc
t ≤ 100mm - 345 480
100mm ˂ t ≤
125mm - 315 460
125mm ˂ t ≤
200mm - 290 435
Aços de baixa
liga temperados
e auto -
revenidos
A913 Perfis 1 e 2
50 345 450
60 415 520
65 450 550
a Grupos de Perfis laminados para efeito de propriedades mecânicas:
- Grupo 1: Perfis com espessura de mesa inferior ou igual a 37,5mm;
- Grupo 2: Perfis com espessura de mesa superior a 37,5mm e inferior ou igual a
50mm;
- Grupo 3: Perfis com espessura de mesa superior a 50mm;
- Grupo 4: Perfis tubulares.
b t corresponde à menor dimensão ou ao diâmetro da seção transversal da barra.
c Barras redondas, quadradas e chatas.
d A relação fu/fy não pode ser inferior a 1,18
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2.2. Ações e Segurança
Combinações de Ações Últimas:
Combinações Normais: Sd = Σᵞg*G + ᵞq1*Q1 + ∑ l>���m� * Ψ0i*Qi
Combinações especiais e construtivas: Sd=Σᵞg*G + ᵞq1*Q1 + ∑ l>���m� *Ψ0i,ef *Qi
Combinações excepcionais: Sd = Σᵞg*G + E + ∑ l>���m
*Ψ0i,ef *Qi
G = Carga permanente;
Q1 = ação variável principal;
Qi = demais ações variáveis;
E = ação excepcional;
ᵞg = coeficiente de majoração da ação permanente;
ᵞq1 = coeficiente de majoração da ação variável principal;
ᵞqi = coeficientes de majoração das demais ações variáveis;
Ψ0i = fatores de combinação;
Ψ0i,ef = Ψ0i salvo quando a ação variável principal especial, construtiva ou excepcional tiver um tempo de
atuação muito pequeno, caso em que Ψ0i,ef pode ser tomado como o fator correspondente de redução Ψ2i.
Coeficientes de Ponderação das Ações:
Notas:
a) Os valores entre parênteses correspondem aos coeficientes para as ações permanentes favoráveis
à segurança; ações variáveis e excepcionais favoráveis à segurança não devem ser incluídas nas combinações.
b) O efeito de temperatura citado não inclui o gerado por equipamentos, o qual deve ser considerado
ação decorrente do uso e ocupação da edificação.
Combinações
Ações permanentes ( ᵞg)
Diretas
Indiretas
Peso
próprio
de
estruturas
metálicas
Peso
próprio
de
estruturas
pré-
moldadas
Peso próprio de
estruturas
moldadas no
local e de
elementos
construtivos
industrializados
e empuxos
permanentes
Peso próprio de
elementos
construtivos
industrializados
com adições in
loco
Peso próprio
de elementos
construtivos
em geral e
equipamentos
Normais
1,25
(1,00)
1,30
(1,00)
1,35
(1,00)
1,40
(1,00)
1,50
(1,00)
1,20
(0)
Especiais ou de
construção
1,15
(1,00)
1,20
(1,00)
1,25
(1,00)
1,30
(1,00)
1,40
(1,00)
1,20
(0)
Excepcionais
1,10
(1,00)
1,15
(1,00)
1,15
(1,00)
1,20
(1,00)
1,30
(1,00)
0
(0)
Ações variáveis ( ᵞq) a d
Efeito da temperatura b
Ação do vento
Ações
truncadas
e
Demais ações variáveis,
incluindo as decorrentes
do uso e ocupação
Normais 1,20 1,40 1,20 1,50
Especiais ou de
construção
1,00 1,20 1,10 1,30
Excepcionais 1,00 1,00 1,00 1,00
22 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
c) Nas combinações normais, as ações permanentes diretas que não são favoráveis à segurança podem,
opcionalmente, ser consideradas todas agrupadas, com coeficiente de ponderação igual a 1,35 quando as ações
variáveis decorrentes do uso e ocupação forem superiores a 5 kN/m2, ou 1,40 quando isso não ocorrer. Nas
combinações especiais ou de construção, os coeficientes de ponderação são respectivamente 1,25 e 1,30, e nas
combinações excepcionais, 1,15 e 1,20.
d) Nas combinações normais, se as ações permanentes diretas que não são favoráveis à segurança
forem agrupadas, as ações variáveis que não são favoráveis à segurança podem, opcionalmente, ser consideradas
também todas agrupadas, com coeficiente de ponderação igual a 1,50 quando as ações variáveis decorrentes do uso e
ocupação forem superiores a 5 kN/m2, ou 1,40 quando isso não ocorrer (mesmo nesse caso, o efeito da temperatura
pode ser considerado isoladamente, com o seu próprio coeficiente de ponderação). Nas combinações especiais ou de
construção, os coeficientes de ponderação são respectivamente 1,30 e 1,20, e nas combinações excepcionais, sempre
1,00.
e) Ações truncadas são consideradas ações variáveis cuja distribuição de máximos é truncada por um
dispositivo físico, de modo que o valor dessa ação não possa superar o limite correspondente. O coeficiente de
ponderação mostrado nesta Tabela se aplica a este valor-limite.
Fatores de Combinação Ψ0 e de Redução Ψ1 e Ψ2 das Ações Variáveis:
Ações
ᵞf2
ψ0 ψ1
d
ψ2
e
Ações
variáveis
causadas pelo
uso e
ocupação
Locais em que não há predominância de pesos e de
equipamentos que permanecem fixos por longos
períodos de tempo, nem de elevadas concentrações de
pessoas b
0,5
0,4
0,3
Locais em que há predominância de pesos e de
equipamentos que permanecem fixos por longos
períodos de tempo, ou de elevadas concentrações de
pessoas c
0,7
0,6
0,4
Bibliotecas, arquivos, depósitos, oficinas e garagens e
sobrecargas em coberturas (a)
0,8 0,7 0,6
Vento Pressão dinâmica do vento nas estruturas em geral 0,6 0,3 0
Temperatura
Variações uniformes de temperatura em relação à média
anual local
0,6 0,5 0,3
Passarelas de pedestres 0,6 0,4 0,3
Cargas móveis
e seus efeitos
Vigas de rolamento de pontes rolantes 1,0 0,8 0,5
dinâmicos Pilares e outros elementos ou subestruturas que
suportam vigas de rolamento de pontes rolantes 0,7 0,6 0,4
Notas:
a) Nas coberturas comuns (telhados), na ausência de especificação mais rigorosa, deve ser prevista
uma sobrecarga característica mínima de 0,25 kN/m2, em projeção horizontal. Admite-se que essa sobrecarga englobe
as cargas decorrentes de instalações elétricas e hidráulicas, de isolamentos térmico e acústico e de pequenas peças
eventualmente fixadas na cobertura, até um limite superior de 0,05 kN/m2.
b) Edificações residenciais de acesso restrito.
c) Edificações comerciais, de escritórios e de acesso público.
d) Para estado-limite de fadiga (ver Anexo K), usar ψ1 igual a 1,0.
e) Para combinações excepcionais onde a ação principal for sismo, admite-se adotar para ψ2 o valor zero.
23 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
Coeficientes de ponderação das resistências para o aço estrutural ( γa):
2.3. Tração
Barras prismáticas, exceto barras com extremidade rosqueada e barras ligadas
por pinos:
Escoamento da Seção Bruta: Rop � q�× stuvw
Ruptura da Seção Líquida: Rop = q�× stuvw
Ay = C{ × A| ∅}~�� = d + 3,5mm (furo padrão) I� = I5 − ∑ I-����
I� = �Z − ∑�∅-����� + ∑ ��
�5� × e (para chapas)
Sendo:
Ag = área bruta;
An = área líquida;
d = diâmetro do conector;
b = largura da chapa;
t = espessura da chapa.
Fator de Redução C t:
a) Quando a força de tração for transmitida diretamente para todos os
elementos da seção transversal da barra, por soldas ou parafusos:
Ct = 1,00
b) Quando a força de tração for transmitida somente por soldas
transversais:
�� = I
I5
Ac = área da seção transversal dos elementos conectados.
c) Barras com seções transversais abertas quando a força de tração
for transmitida somente por parafusos ou somente por soldas longitudinais ou ainda
por uma combinação de soldas longitudinais e transversais para alguns (não todos)
Combinações
Escoamento, flambagem
e instabilidade
γa1
Ruptura
γa2
Normais 1,10 1,35
Especiais ou de construção 1,10 1,35
Excepcionais 1,00 1,15
24 Estruturas de Madeira e Estruturas MetálicasEstruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
2.8. Compressão
Resistência de cálculo:
Ro � � × × I5 × �j l6
Onde: Q é o fator de redução associado à flambagem local;
X é o fator de redução associado à resistência, à compressão, obtido a partir do índice
de esbeltez reduzido.
Q = 1,0 para seções cujos elementos têm relações b/t iguais ou inferiores às dadas na tabela 1. Não se
cumprindo esta condição, tem-se Q¯_��°_�� + ��Mj À1 + 0,039 «N���� Á±
Onde:
_w = �}ÂJÃÄ�ÅÆÇ _� = 5,2 _
_� + 1
_� = 0,45 �B − �ÈÏ��È�� � ÐÑaJ
Ña�
Ò, com Ój conforme Nota 9 a seguir
�� = ÐB − e-� + e-�2 Ò ²12 Ô e-� Z-� � e-� �ÈÏÕe-� Z-� � + e-� �ÈÏÕ Ö
39 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
3) O estado-limite FLA aplica-se só à alma da seção U, quando
comprimida pelo momento fletor. Para seção U, o estado-limite FLM aplica-se somente
quando a extremidade livre das mesas for comprimida pelo momento fletor.
4) Wef é o módulo de resistência mínimo elástico, relativo ao eixo de
flexão, para uma seção que tem uma mesa comprimida (ou alma comprimida no caso
de perfil U fletido em relação ao eixo de menor inércia) de largura igual a bef, dada por
F.3.2, com � igual a fy. Em alma comprimida de seção U fletida em relação ao eixo de
menor momento de inércia, b = h, t = tw e bef = hef.
5) A tensão residual de compressão nas mesas,��, deve ser tomada
igual a 30% da resistência ao escoamento do aço utilizado.
6) Para perfis laminados: )
� � O,Î×3ƛ² U
, ƛr = 0,83� 3�-aJF»�
Para perfis soldados: )
� = O,×O3 Gƛ² U
, ƛr = 0,95� 3�-aJF»�/ G
Com kc conforme F. 2.
7) O estado-limite FLT só é aplicável quando o eixo de flexão for o de
maior momento de inércia.
8) b/t é a relação entre largura e espessura aplicável à mesa do perfil;
no caso de seções I e H com um eixo de simetria, b/t refere-se à mesa comprimida
(para mesas de seções I e H, b é a metade da largura total, para mesas de seções U,
a largura total, para seções tubulares retangulares, a largura da parte plana e para
perfis caixão, a distância livre entre almas).
9) Para essas seções, devem ser obedecidas as seguintes limitações:
a) 1 9� ≤ Ój ≤ 9 com Ój = �aG�aÙ
b) a soma das áreas da menor mesa e da alma deve ser superior à área da
maior mesa.
10) Para seções-caixão: ƛ¹ = 3,76 � 3-a
Para seções tubulares retangulares: ƛ¹ = 2,42 � 3-a
40 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
Para vigas I e H duplamente simétricas, fletidas em relação ao eixo de
maior momento de inércia (eixo x), temos:
Características da seção transversal:
- Zx = módulo resistente plástico da seção
em relação ao eixo de flexão (eixo x);
- Wx = módulo resistente elástico da
seção em relação ao eixo de flexão;
- h0 = altura da alma, tomada igual à
distância entre faces internas das mesas nos
perfis soldados e igual a esse valor menos os
dois raios de concordância entre mesa e alma
nos perfis laminados.
Classificação das vigas quanto à esbeltez da alma:
- Se
¶!
�! ≤ 5,7 � 3-a: Viga de alma Não Esbelta;
- Se
¶!�! > 5,7 � 3-a: Viga de alma Esbelta.
a) Vigas de Alma Não Esbelta (¶!�! ≤ 5,7 � 3-a ):
a.1) Flambagem Local da Alma (FLA):
ƛ´ = ¶!�! ƛ´Ú = 3,76 � 3-a ƛ´� = 5,70. � 3-a
Para MR250: ƛ�¹ = 106,3 e ƛ�� = 161,2.
- Se ƛb ≤ ƛbp (alma compacta): Mn = Mp = Zx.fy
- Se ƛbp ˂ ƛb ≤ ƛ´� (alma não compacta): Mn = Mp -
ƛÛJƛÜÝ ƛÜÞJ ƛÜÝ . �)¹ − )��,
sendo Mr = fy.Wx.
a.2) Flambagem Local da Mesa Comprimida (FLM):
ƛ´ = �È/��È ƛ´Ú = 0,38 � 3-a ƛ´� = ¦. � 3�-aJF»�/ G
Sendo: �� = 0,3�j (tensão residual);
Para perfis laminados: K = 0,83 e kc = 1,0;
Para perfis soldados: K =0,95 e kc = 4/ µℎO/eO; 0,35 ≤ kc ≤ 0,76.
Para MR250: ƛ�¹ = 10,75.
41 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
- Se ƛb ≤ ƛbp (mesa compacta): Mn = Mp = Zx.fy
- Se ƛbp ˂ ƛb ≤ ƛ´� (mesa não compacta): Mn = Mp -
ƛÛJƛÜÝ ƛÜÞJ ƛÜÝ . �)¹ − )��, sendo Mr
= (�j − ��).Wx.
- Se ƛb ˃ ƛ´� (mesa esbelta): Mnß)� = O,Î×.3ƛ�� . U¥ àá¨á à+¨��â �áD�AáBCâ
)� = O,×O.3. Gƛ�� . U¥ àá¨á à+¨��â âC�BáBCâ
a.3) Flambagem Lateral com Torção (FLT):
ƛ´ = ��a ƛ´Ú = 1,76. � 3-a ƛbr =
,�£µ�a¿�a.¿.h� °1 + �1 + �¤.¾�.h���a
Para MR250: ƛ�¹ = 49,8.
Onde: Lb = comprimento destravado, ou seja, distância entre duas seções contidas à flambagem
lateral com torção;
ry = raio de giração da seção em relação ao eixo perpendicular ao eixo de flexão (eixo y);
Cw = constante de empenamento da seção transversal;
_w = �}ÂJÃÄ�ÅÆÇ e �� = �a.�¶J�È�²�
J = constante de torção da seção transversal: J =
¶!.�!Õ� + 2. �È.�ÈÕ� ;
Cb é o coeficiente que leva em conta o efeito favorável de o
momento fletor não ser uniforme no segmento Lb, e é dado por:
�� = 12,5. )�6¥2,5. )�6¥ + 3. )� + 4. )½ + 3. )¾ ≤ 3,0
Onde :
Mmax é o momento fletor máximo solicitante de cálculo, em módulo, no comprimento
destravado Lb; MA, MB e MC são os momentos fletores solicitantes de cálculo, em módulo, nas seções
situadas a Lb/4, Lb/2 e 3.Lb/4 da extremidade esquerda do trecho destravado, respectivamente. Para
os casos em que uma das mesas encontra-se livre para se deslocar lateralmente e a outra não,
consultar o item 5.4.2.4. da norma.
Cb deve ser tomado igual a 1,0 nas seguintes situações:
• Trechos em balanço entre uma seção com restrição à deslocamento lateral e à
torção e a extremidade livre;
• A favor da segurança.
Determinação de Mn:
- Se ƛb ≤ ƛbp (viga curta): Mn = Mp = Zx.fy
- Se ƛbp ˂ ƛb ≤ ƛ´� (viga intermediária):
Mn = �� . ¸)¹ − ƛÛJƛÜÝ ƛÜÞJ ƛÜÝ . �)¹ − )�� ¼ ≤ )¹, sendo Mr = (�j − ��).Wx.
42 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
- Se ƛb ˃ ƛ´� (viga longa):
)
� � �� . ��. L. MjN�� °��Mj À1 + 0,039 «. N���� Á ≤ )¹
b) Vigas de Alma Esbelta ( ¶!�! > 5,7 � 3-a ):
Nestes casos o índice de esbeltez da alma ƛ´ = ℎO eO⁄ não pode
ultrapassar os valores dados por:
ƛb ≤ 260
ƛ� ≤ O,��3-a , se
6¶! > 1,5
ƛ´ ≤ 11,7. � 3-a, se
6¶! ≤ 1,5
Sendo: a = espaçamento entre enrijecedores.
Para determinação do momento fletor resistente nominal (Mn),
utiliza-se o parâmetro kpg abaixo:
�¹5 = 1 − 6»
�OO��OO.6» . À¶!�! − 5,7. � 3-aÁ ≤ 1,0 com á� = ¶!.�!�È.�È
A viga não pode ter ar superior a 10.
b.1) Escoamento da Mesa Tracionada (EMT):
Mn = Wx . fy
b.2) Flambagem Local da Mesa Comprimida (FLM):
ƛ´ = �È/��È ƛ′´Ú = 0,38 � 3-a
ƛ′´� = 0,95. � 3O,¤.-a
kc = 4/ µℎO/eO; 0,35 ≤ kc ≤ 0,76
Para MR250: ƛ′�¹ = 10,75.
- Se ƛb ≤ ƛ’bp: Mn = kpg.Wx.fy;
- Se ƛ’bp ˂ ƛb ≤ ƛ′´�: Mn = kpg .¸1 − 0,3. Ð ƛÛJƛäÜÝ ƛäÜÞJ ƛäÜÝ Ò¼ .Wx. �j;
- Se ƛb ˃ ƛ′´�: )� = O,×O. º¡.3. G.å²ƛ�� .
43 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
b.3) Flambagem Lateral com Torção (FLT):
ƛ´ � �
�æ ƛ′´Ú � 1,10 � 3-a ƛ′´� = �. � 3O,¤.-a
Para MR250: ƛ′�¹ = 31,1 e ƛ′�� = 106,2.
Onde :
rT = raio de giração, relativo ao eixo de menor inércia, da seção formada pela mesa comprimida e um terço
da região comprimida da alma: ç̈ = °�È.�ÈÕ/
��¶!.�!Õ/¤� �È.�È�¶!.�!/Î
- Se ƛb ≤ ƛ’bp: Mn = kpg.Wx.fy;
- Se ƛ’bp ˂ ƛb ≤ ƛ′´�: Mn = Cb .kpg .¸1 − 0,3. Ð ƛÛJƛäÜÝ ƛäÜÞJ ƛäÜÝ Ò¼.Wx. �j ≤ kpg. Wx. �j;
- Se ƛb ˃ ƛ′´�: )� = ¾�. º¡.��.3.å²ƛ�� ≤ kpg. Wx. �j.
Esforço Cortante Resistente:
Para Seções I, H e U fletidasem relação ao eixo pe rpendicular à alma:
VÍéÆê = ë�ìí� ƛ = ¶!�! ƛÚ = 1,10 � î.3-a
ƛ� = 1,37. � î.3-a
Sendo:kv = 5,0, para almas sem enrijecedores transversais,
>¶! > 3 ou ,
>¶! > � �ÎO(¶!/�!=� ²;
kv = 5 +
É(6 ¶!⁄ =² , para todos os outros casos.
Com a = distância entre linhas de centro de dois enrijecedores transversais adjacentes.
Para MR250: ƛ¹ = 31,11. µ�� e ƛ� = 38,75 . µ�� .
Área efetiva de cisalhamento (Aw): Aw = h.t0
Esforço cortante nominal (Vn):
- Se ƛ ≤ ƛp: Vn = Vp = 0,6 Aw.fy;
- Se ƛp ˂ ƛ ≤ ƛ�: Vn =
ƛºƛ . 0,6 Aw.fy;
- Se ƛ ˃ ƛ�: Vn = 1,24. �ƛºƛ ��. 0,6 Aw.fy.
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Para seções tubulares retangulares e caixão fletida s em torno de um eixo
central de inércia:
Aplica-se o mesmo procedimento indicado para seções I, H e U fletidas em
relação ao eixo perpendicular à alma, com:
kv = 5,0
Aw = 2h0 .t0
Onde: h0 é a altura da parte plana das almas nas seções tubulares e a distância entre faces
internas das mesas nas seções caixão, e t0 é a espessura de uma das almas.
Para seções T fletidas em relação ao eixo perpendic ular à alma:
Aplica-se o mesmo procedimento indicado para seções I, H e U fletidas em
relação ao eixo perpendicular à alma, com:
Kv = 1,2
Aw = h.t0
Onde: h é a altura total da seção transversal e t0 é a espessura da alma, desde que h/ t0 ≤ 260 .
Para seções formadas por duas cantoneiras fletidas em relação ao eixo
perpendicular ao de simetria:
Aplica-se o mesmo procedimento indicado para seções I, H e U fletidas em
relação ao eixo perpendicular à alma, com:
kv = 1,2
Aw = 2b.t
Onde: b é a altura total da seção (largura da aba) e t é a espessura da aba de uma das cantoneiras,
desde que b/ t ≤ 260 .
Para seções I, H e U fletidas em relação ao eixo pe rpendicular às mesas:
Aplica-se o mesmo procedimento indicado para seções I, H e U fletidas
em relação ao eixo perpendicular à alma, com:
kv = 1,2
Aw = 2bf .tf
Onde: bf é a largura da mesa e tf é a espessura média da mesa.
45 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
2.10. Barras submetidas a esforços combinados de mo mento fletor,
força axial e força cortante
Para atuação simultânea da força axial de tração ou
compressão e de momentos fletores deve ser obedecida a limitação
fornecida por:
a) para
1ï2
1ð2
≥ 0,2: 1ï21ð2 + £× ÐK²,ï2K²,ð2 + Ka,ï2Ka,ð2Ò ≤ 1,0
b) para
1ï21ð2em relação ao eixo pe rpendicular à alma:
VÍéÆê = ë�ìí� ƛ = ¶!�! ƛÚ = 1,10 � î.3-a
ƛ� = 1,37. � î.3-a
Sendo:kv = 5,0, para almas sem enrijecedores transversais,
>¶! > 3 ou ,
>¶! > � �ÎO(¶!/�!=� ²;
kv = 5 +
É(6 ¶!⁄ =² , para todos os outros casos.
Com a = distância entre linhas de centro de dois enrijecedores transversais adjacentes.
Para MR250: ƛ¹ = 31,11. µ�� e ƛ� = 38,75 . µ�� .
Área efetiva de cisalhamento (Aw): Aw = h.t0
Esforço cortante nominal (Vn):
- Se ƛ ≤ ƛp: Vn = Vp = 0,6 Aw.fy;
- Se ƛp ˂ ƛ ≤ ƛ�: Vn =
ƛºƛ . 0,6 Aw.fy;
- Se ƛ ˃ ƛ�: Vn = 1,24. �ƛºƛ ��. 0,6 Aw.fy.
44 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
Para seções tubulares retangulares e caixão fletida s em torno de um eixo
central de inércia:
Aplica-se o mesmo procedimento indicado para seções I, H e U fletidas em
relação ao eixo perpendicular à alma, com:
kv = 5,0
Aw = 2h0 .t0
Onde: h0 é a altura da parte plana das almas nas seções tubulares e a distância entre faces
internas das mesas nas seções caixão, e t0 é a espessura de uma das almas.
Para seções T fletidas em relação ao eixo perpendic ular à alma:
Aplica-se o mesmo procedimento indicado para seções I, H e U fletidas em
relação ao eixo perpendicular à alma, com:
Kv = 1,2
Aw = h.t0
Onde: h é a altura total da seção transversal e t0 é a espessura da alma, desde que h/ t0 ≤ 260 .
Para seções formadas por duas cantoneiras fletidas em relação ao eixo
perpendicular ao de simetria:
Aplica-se o mesmo procedimento indicado para seções I, H e U fletidas em
relação ao eixo perpendicular à alma, com:
kv = 1,2
Aw = 2b.t
Onde: b é a altura total da seção (largura da aba) e t é a espessura da aba de uma das cantoneiras,
desde que b/ t ≤ 260 .
Para seções I, H e U fletidas em relação ao eixo pe rpendicular às mesas:
Aplica-se o mesmo procedimento indicado para seções I, H e U fletidas
em relação ao eixo perpendicular à alma, com:
kv = 1,2
Aw = 2bf .tf
Onde: bf é a largura da mesa e tf é a espessura média da mesa.
45 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
2.10. Barras submetidas a esforços combinados de mo mento fletor,
força axial e força cortante
Para atuação simultânea da força axial de tração ou
compressão e de momentos fletores deve ser obedecida a limitação
fornecida por:
a) para
1ï2
1ð2
≥ 0,2: 1ï21ð2 + £× ÐK²,ï2K²,ð2 + Ka,ï2Ka,ð2Ò ≤ 1,0
b) para
1ï21ð2 < 0,2: 1ï2�1ð2 + ÐK²,ï2K²,ð2 + Ka,ï2Ka,ð2Ò ≤ 1,0
Onde:
NSd é a força axial solicitante de cálculo;
NRd é a força axial resistente de cálculo;
Mx,Sd e My,Sd são os momentos fletores solicitantes de cálculo em relação
ao eixos x e y;
Mx,Rd e My,Rd são os momentos fletores resistentes de cálculo em relação
ao eixos x e y.
Para a atuação de força cortante na direção de um dos eixos centrais de
inércia a verificação deve ser feita da mesma forma que para este efeito
isolado (vigas).
2.11. Referências Bibliográficas
ABNT; NBR 8800: Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e
concreto de edifícios. ABNT, 2008.
PFEIL, M.; PFEIL, W.; Estruturas de Aço : Dimensionamento Prático. 8
ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009.
46 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
2.12. Exercícios
1) Calcular a espessura necessária de uma chapa de 100 mm de
largura, sujeita a um esforço axial de 100 kN (10 tf) de cálculo, resolver o
problema para o aço MR250.
47 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
2) Uma chapa de
� 5"(1,27x12,7cm) de a¸co A36 (MR250) é
solicitada `a tracao. Ela está conectada `a uma chapa gusset por quatro
parafusos de diâmetro
É
£”(15,875mm). Determine o esforço de tração resistente
pelo método dos estados limites.
3) Calcular o diâmetro do tirante capaz de suportar uma carga
permanente especial axial de 150 kN de um equipamento, sabendo-se que a
transmissão de carga será feita por um sistema de roscas e porcas. Admitindo-
se aço MR250 (ASTM A36).
48 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
4) Duas chapas de 22x300 mm são emendadas por meio de talas,
também de 22x300 mm, com 2x8 parafusos de diâmetro 7/8”(aproximadamente
22,2 mm). Verificar se as dimensões das chapas são satisfatórias, admitindo-se
aço MR250 (ASTM A36), for¸carga permanente de 300 kN (equipamentos)
tracionando as chapas e B = 300 mm.
49 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
5) Calcule a resistência à compressão axial da coluna da estrutura
treliçada abaixo. Perfil soldado IP 220 de aço MR250 (fy = 25 kN/cm2 e fu = 40
kN/cm2) . Combinação normal de ações. Dados do perfil: A = 33,4 cm2; Ix=
2772 cm4; Iy= 205 cm4 ,rx= 9,11 cm; ry= 2,48 cm.
50 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
6) Dimensionar a solda de filete necessária para resistir a um
esforço atuante de cálculo de 422 kN. Considere aço MR250 (fy = 25 kN/cm2 e
fu = 40 kN/cm2), eletrodo E60 (fw = 41,5 kN/cm2) e combinação normal de
ações.
51 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
7) Calcular a resistência da ligação parafusada abaixo para
combinação normal de ações. A barra da treliça é constituída por dois perfis U
250 X 29,8 kg/m, prendendo-se a uma chapa gusset de 12,7 mm (1/2") por
meio de parafusos com diâmetro d = 3/4", ASTM A307. Aço do perfil e da
chapa ASTM A36 (fy = 25 kN/cm2 e fu = 40 kN/cm2) .
52 Estruturas de Madeira e Estruturas Metálicas | Profº Talles Mello | www.tallesmello.com.br
8) Verificar a viga constituída de um perfil VS
550 x 88 em aço MR 250 da figura abaixo. Apenas os
apoios são travados lateralmente. A carga majorada já
inclui o peso próprio. Flexão em torno do eixo
perpendicular à alma e combinação normal de ações.