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ANATOMORFOFISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO METAS •Compreender a organização e a constituição do Sistema Nervoso Periférico (SNP). •Diferenciar o sistema nervoso somático e o sistema nervoso autônomo. •Classificar o sistema nervoso autônomo. Identificar os órgãos dos sentidos. •Compreender a origem embrionária do sistema nervoso • O SNP é uma parte essencial do sistema nervoso, responsável por transmitir informações entre o Sistema Nervoso Central (SNC) e o resto do corpo. • Ele é composto por nervos e gânglios que estão localizados fora do crânio e da coluna vertebral, e se estendem até os membros e órgãos internos. • Os nervos periféricos são responsáveis por levar informações sensoriais, como toque, dor e temperatura, do corpo para o SNC. • Eles, também, enviam comandos motores do SNC para os músculos e as glândulas em todo o corpo. • Além disso, o SNP é responsável por controlar funções involuntárias do corpo, como a frequência cardíaca, a respiração e a digestão. Existem duas divisões principais do SNP: o sistema nervoso periférico somático e o sistema nervoso periférico autônomo. O sistema nervoso periférico somático é responsável pelo controle consciente e voluntário dos músculos do corpo, enquanto o sistema nervoso periférico autônomo controla funções involuntárias do corpo, como a respiração e a digestão O sistema nervoso periférico autônomo é dividido em duas subdivisões: o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parassimpático. O sistema nervoso simpático é responsável pela “resposta de luta ou fuga”, que é uma resposta do corpo a situações de estresse. O sistema nervoso parassimpático é responsável por promover a “resposta de descanso e digestão”, que é uma resposta do corpo para ajudar a recuperar e a descansar após situações de estresse. •O SNP é crucial para manter o corpo funcionando corretamente. •Qualquer dano aos nervos periféricos pode afetar a capacidade do corpo de transmitir informações sensoriais e comandos motores, o que pode levar a sintomas, como dor, formigamento e fraqueza muscular. • Lesões graves, nos nervos periféricos, podem afetar as capacidades do corpo de se mover e de realizar tarefas diárias. • O SNP é uma parte importante do sistema nervoso, que ajuda a controlar o corpo e a manter funções normais. • Ele desempenha um papel fundamental na transmissão de informações sensoriais e comandos motores e no controle de funções corporais involuntárias SISTEMA NERVOSO SOMÁTICO •O sistema nervoso somático é responsável pela inervação dos músculos estriados esqueléticos, sendo que temos controle sobre ele. •Por exemplo, quando queremos pegar um objeto com as mãos, o nosso comando, para o cérebro, faz com que os neurônios motores do sistema nervoso somático enviem sinais para a contração dos músculos do membro superior responsável por realizar a ação. • Nesse caso, dizemos que o controle é voluntário, pois depende da nossa vontade. • A parte periférica do sistema nervoso está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios sensitivos e pelas terminações nervosas. NERVOS •Os nervos são aglomerados de fibras nervosas (axônios de neurônios) envolvidos por vários revestimentos de tecido conjuntivo. •Cada fibra nervosa é formada por um conjunto de axônios de neurônios envolvidos pelas células de Schwann. •No SNC, as fibras nervosas (nesse caso, envolvidas pelos oligodendrócitos) formam os feixes, ou tratos da substância branca •No SNP, as fibras dão origem aos nervos. Lembrando que os nervos podem ser mielínicos, quando apresentam bainha de mielina; ou amielínicos, quando a bainha de mielina está ausente. •Devido à bainha de mielina ter uma constituição lipídica, ela garante o aspecto esbranquiçado dos nervos Segundo Junqueira e Carneiro (2018), as túnicas de tecido conjuntivo, associadas aos nervos, são identificadas da seguinte forma: ■ Endoneuro: é a camada mais interna, constituída por uma fina membrana de tecido conjuntivo rico em fibras reticulares. O endoneuro envolve cada axônio, externamente, à bainha de mielina. ■ Perineuro: é formado por várias camadas de células achatadas. O perineuro envolve cada feixe nervoso (conjunto de fibras nervosas). ■ Epineuro: é a camada mais externa. Envolve todo o nervo externamente e preenche os espaços entre os feixes nervosos. É formado por um tecido conjuntivo denso. • Apesar de os neurônios serem células permanentes, ou seja, não se regenerarem, os prolongamentos deles, como os axônios, podem realizar tal tarefa. • Vários filamentos (prolongamentos) da porção proximal crescem e se ramificam até atingir o órgão efetor (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2018). •Os nervos têm, como função, realizar a comunicação entre a periferia (SNP) e o centro (SNC). • Informações sensitivas provenientes de órgãos internos e da superfície do corpo (pele) chegam até a medula espinal através de fibras sensitivas, denominadas de aferentes. • Impulsos provenientes da medula espinal chegam até os músculos através de fibras motoras, denominadas de eferentes •Alguns nervos são formados, apenas, por fibras aferentes, sendo denominados de nervos sensitivos; outros possuem, somente, fibras eferentes, os motores. •A maioria dos nervos possui fibras aferentes e eferentes, sendo denominados de mistos NERVOS ESPINHAIS •Os nervos espinhais são aqueles que se conectam à medula espinal. Para tanto, os nervos devem passar através do forame intervertebral. Após atravessar o forame, um nervo espinhal origina duas raízes: a raiz sensitiva e a raiz motora. • A raiz sensitiva, posterior, é constituída, apenas, por fibras aferentes (sensitivas), e chega à medula espinal pela região posterior, exatamente, no sulco lateral posterior. •A raiz motora, anterior, é formada por fibras eferentes (motoras), e sai pela região anterior da medula espinal, no sulco lateral anterior Antes de chegar ao forame intervertebral e originar os ramos anterior e posterior, os nervos se dividem em ramos •Ramo posterior: inerva a musculatura profunda e a pele do tronco. •Ramo anterior: inerva as estruturas dos membros inferiores e as peles das regiões anterior e lateral do tronco •Ramo meníngeo: penetra no forame vertebral e inerva estruturas presentes no canal vertebral, como as vértebras, os ligamentos vertebrais, os vasos sanguíneos e as meninges. •Ramos comunicantes: fazem parte do sistema nervoso autônomo, sendo responsáveis pela inervação das vísceras (isso será discutido adiante). IMPORTANTE •A forma mais comum de dor no dorso é provocada por compressão, ou irritação, do nervo isquiático, o maior nervo do corpo humano. •Uma lesão ao nervo isquiático e a seus ramos resulta na dor ciática, quadro doloroso que pode se estender da nádega descendo pela face posterior e lateral da perna, e pela face lateral do pé. •O nervo isquiático pode ser lesado em razão de um disco herniado, luxação do quadril, osteoartrite das partes lombar e sacral da medula espinal, pressão do útero durante a gravidez, inflamação, irritação ou uma injeção intramuscular glútea administrada de forma inadequada” (TORTORA, 2007). NERVOS CRANIANOS • Se originam e/ou chegam a regiões do encéfalo, especificamente, no tronco encefálico, em sua maioria, diferente do que ocorre com os nervos espinhais, os quais se encontram conectados à medula espinal. •Os nervos cranianos formam um total de 12 pares, responsáveis pela inervação, principalmente, de estruturas da cabeça e do pescoço. •Nervo olfatório (I): o primeiro par de nervos cranianos, puramente, sensitivo e responsável pelo sentido do olfato. •O nervo olfatório faz conexão em uma região do encéfalo, denominada de bulbo olfatório. • Então, segue como trato olfatório. •Nervo óptico (II): é puramente sensitivo e especializado no sentido da visão. •Os nervos ópticos têm origem na retina e se projetam emdireção ao diencéfalo, no qual a metade medial das fibras cruzam para o lado oposto, em uma região denominada de quiasma óptico •Após isso, os axônios originam os tratos ópticos que seguem em direção ao diencéfalo e, deste, para o lobo occipital do cérebro, no córtex visual primário. •Nervo oculomotor (III): um nervo, puramente, motor, é responsável pelos movimentos oculares. • Tem a função de controle de quatro dos seis músculos extrínsecos do bulbo do olho. •Nervo troclear (IV): o quarto par é o menor nervo craniano, sendo um nervo motor (eferente) responsável pela inervação do músculo oblíquo superior, que é um músculo extrínseco do bulbo do olho. •Nervo trigêmeo (V): o maior nervo craniano. É um nervo misto, ou seja, possui fibras sensitivas (aferentes) e motoras (eferentes). • Tem três ramos principais: o ramo oftálmico (puramente sensitivo); o ramo maxilar (exclusivamente sensitivo) inerva a região média da cabeça; e o ramo mandibular (misto) possui fibras motoras responsáveis por inervar os músculos da mastigação e fibras sensitivas que suprem estruturas da região inferior da cabeça . Nevralgia do trigêmeo •Os pacientes se queixam de dor intensa, debilitante, desencadeada por contato com o lábio, a língua ou as gengivas. •A dor surge subitamente, com intensidade cruciante, e, então, desaparece. Em geral, apenas, um dos lados da face é afetado. •Muitas vezes, a dor pode ser, temporariamente, controlada por meio de terapia medicamentosa, mas intervenções cirúrgicas podem ser necessárias como solução final. •O objetivo da cirurgia é a destruição dos nervos sensitivos que veiculam sensações dolorosas. • Eles podem ser destruídos por secção nervosa, um procedimento, denominado de rizotomia (rhiza, nariz); ou por injeção de substâncias químicas, como álcool ou fenol, dentro do nervo, no nível do forame redondo, ou oval. •As fibras sensitivas, também, podem ser destruídas pela inserção de eletrodos e cauterização dos troncos nervosos sensitivos quando eles deixam o gânglio trigeminal •Nervo abducente (VI): um nervo, puramente, motor, que supre o músculo reto lateral, responsável por realizar os movimentos laterais dos olhos. •Nervo facial (VII): o sétimo par, um nervo misto. •Os neurônios sensitivos inervam a face e são responsáveis pela percepção gustativa dos dois terços anteriores da língua. •As fibras motoras inervam os músculos da face. Paralisia de Bell •Resulta da inflamação do nervo facial, provavelmente, relacionada à infecção viral. •O comprometimento do nervo facial pode ser inferido pelos sintomas de paralisia dos músculos da face, no lado afetado; e pela perda da sensação do paladar nos dois terços anteriores da língua. •Os indivíduos não exibem deficiências sensitivas relevantes e a patologia é, geralmente, indolor. • Em muitos casos, a paralisia de Bell “melhora sozinha” após algumas semanas ou meses, mas esse processo pode ser acelerado com tratamento precoce, à base de corticosteroide e drogas antivirais •Nervo vestibulococlear (VIII): um nervo, exclusivamente, sensitivo, relacionado à sensação de equilíbrio e à audição. •Nervo glossofaríngeo (IX): nono par de nervos cranianos misto. A porção sensitiva é responsável por transmitir informações da faringe e do palato mole, além da percepção gustativa. Já a porção motora controla os músculos da deglutição, localizados na faringe. •Nervo vago (X): um nervo misto, sendo que a parte sensitiva inerva parte da orelha, o músculo diafragma e fornece informação gustativa da faringe. • Entretanto, grande parte das fibras aferentes do nervo vago fornece informações sensoriais de vísceras das vias respiratórias e abdominais. •As fibras motoras suprem o músculo do coração; a musculatura lisa; e glândulas das vias respiratórias, do estômago, dos intestinos e da vesícula biliar. •Nervo acessório (XI): função, exclusivamente, motora, sendo responsável por inervar os músculos da deglutição (palato mole e faringe) e a musculatura intrínseca das cordas vocais (laringe). Ainda, supre os músculos esternocleidomastoideo e trapézio. •Nervo hipoglosso (XII): um nervo, puramente, motor. As fibras são responsáveis por realizar a inervação da musculatura estriada da língua, com a realização do controle voluntário dos movimentos da língua •A pele que recobre todo o corpo é inervada por neurônios sensitivos somáticos, que conduzem impulsos nervosos da pele para o tronco encefálico e a medula espinal. •Do mesmo modo, neurônios motores somáticos que conduzem impulsos para fora da medula espinal inervam os músculos esqueléticos subjacentes. GÂNGLIOS •Os gânglios são pequenos aglomerados de corpos celulares de neurônios localizados fora do SNC. •Ao envolver os corpos celulares, encontram-se células de sustentação, as células satélites. •Uma cápsula constituída de tecido conjuntivo denso reveste os gânglios externamente. TERMINAÇÕES NERVOSAS •As terminações nervosas estão localizadas na extremidade distal dos nervos (região distante da medula espinal). • Essas estruturas têm, como função, receber diferentes tipos de estímulos de órgãos internos e da superfície do corpo. •Os mecanoceptores fornecem informações a respeito das sensações de tato, pressão, vibração, propriocepção e audição e equilíbrio. •Os termoceptores detectam mudanças na temperatura. •Os nociceptores respondem a estímulos dolorosos resultantes de danos físicos ou químicos a um tecido. •Os fotorreceptores detectam a luz que alcança a retina dos olhos. •Os quimiorreceptores detectam substâncias químicas na boca (paladar), no nariz (odor) e nos líquidos corporais. •Os osmorreceptores detectam a pressão osmótica nos líquidos corporais. SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO •O sistema nervoso autônomo faz parte do SNP, e, como o nome sugere, o controle dele é “autônomo”, ou seja, ele se autocontrola de maneira independente da nossa vontade. • É responsável pela inervação da musculatura lisa visceral, músculo estriado cardíaco e glândulas, de modo a realizar o controle das vísceras. Está constituída por: •Neurônios sensitivos autônomos: localizados nas paredes das vísceras e dos vasos sanguíneos, transmitem a informação para o SNC. •Centros de integração: regiões do encéfalo que recebem os estímulos dos neurônios sensitivos. •Neurônios motores autônomos: aqueles que propagam a informação proveniente dos centros de integração do SNC para os tecidos efetores (músculo liso, músculo cardíaco e glândulas). •O sistema nervoso autônomo é composto por duas partes: o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parassimpático. • Essas duas partes, na maioria das vezes, exercem funções antagônicas. •Por exemplo, a parte simpática promove o aumento da frequência cardíaca, enquanto a parte parassimpática realiza a diminuição dela. • Entretanto, nem sempre, isso acontece, uma vez que algumas estruturas são inervadas por, apenas, uma das partes: a simpática ou a parassimpática. SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO • O sistema nervoso simpático predomina em condições de estresse ou emergência, nas situações de “luta ou fuga”, nas quais o corpo se prepara para lutar ou fugir de determinada ameaça. Nas situações de “luta e fuga”, ocorre uma ativação geral do sistema nervoso simpático, preparando o corpo para lutar ou fugir. Nesses casos, temos: • aumento da frequência cardíaca; • aumento da frequência respiratória; •elevação da pressão arterial; •dilatação dos vasos sanguíneos que suprem os músculos estriados esqueléticos (garantindo um maior aporte de O2 e nutrientes para os músculos); • relaxamento do músculo liso (parando a atividade do sistema digestório); •dilatação das pupilas; •dilatação das vias respiratórias; •decomposição do glicogênio hepático em glicose (glicogenólise) e decomposição de triglicerídeos em ácido graxo e glicerol, o que permite um maior suporte nutricional para a síntese deATP; • aumento da glicemia. •Uma resposta exagerada do sistema nervoso simpático pode ocasionar uma manifestação clínica chamada de disreflexia autônoma. •Os pacientes com essa condição apresentam hipertensão arterial, pele ruborizada (vermelha) e quente, ansiedade e hipertensão arterial. •A disreflexia autônoma pode provocar convulsões, acidente vascular cerebral ou infarto, caso não seja tratada rapidamente (TORTORA; DERRICKSON, 2017). SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO •Atuando preferencialmente em situações de repouso, as funções do sistema nervoso parassimpático estão, de maneira oposta ao do simpático, relacionadas a momentos de relaxamento, levando à ativação do sistema digestório para absorver nutrientes e armazenar energia, causando um aumento generalizado do conteúdo de nutrientes circulantes pelo corpo. Nesse caso, temos: •diminuição da frequência cardíaca; •diminuição da frequência respiratória; • constrição das pupilas; • ativação do sistema digestório pela estimulação da secreção das glândulas digestivas; •estimulação de uma secreção fluida, rica em enzimas pelas glândulas salivares; •estimulação da absorção de nutrientes pelas células dos tecidos; • inervação da musculatura lisa visceral, aumentando sua atividade; • contração da bexiga urinária para promover a micção; •estímulo para a defecação; •estímulo sexual. SENTIDOS GERAIS • Sensações térmicas: podem ser de frio e calor, sendo capturadas pelos termorreceptores (terminações nervosas livres), localizados na epiderme (frio) e na derme (calor). • Sensações dolorosas: são capturadas pelos nociceptores (terminações nervosas livres) que se encontram espalhados por todo o corpo. • Sensações táteis: vários tipos de mecanorreceptores captam estímulos táteis, os quais incluem as sensações de pressão, toque, vibração, coceira e cócegas. • Sensações proprioceptivas: têm origem a partir dos proprioceptores, localizados nos músculos e tendões, os quais nos informam a posição articular e a tensão exercida sobre os tendões. VISÃO •A visão nos permite enxergar o mundo ao nosso redor. •As pálpebras, os cílios, os supercílios (sobrancelhas), os músculos extrínsecos do olho e o aparelho lacrimal são considerados estruturas oculares acessórias, pois auxiliam a proteção, a movimentação e a lubrificação adequada dos olhos, respectivamente. •O bulbo do olho é formado por três túnicas (camadas): túnica fibrosa, túnica vascular e retina (TORTORA; DERRICKSON, 2017). •A informação visual, capturada pelos receptores visuais da retina, é enviada ao encéfalo pelos nervos ópticos, os quais chegam ao quiasma óptico no diencéfalo. •No quiasma óptico, ocorre o cruzamento de metade das fibras do nervo óptico do lado direito para o esquerdo, e vice-versa. •A partir daí, o trato óptico chega aos corpos geniculados laterais e, deste, parte em direção ao córtex visual, localizado no lobo occipital do cérebro. OLFATO •As partículas de odor, presentes no ar que inspiramos, interagem com os órgãos olfatórios, duas estruturas localizadas na região superior da cavidade nasal, lateralmente ao septo nasal. •Cada órgão olfatório está constituído por um neuroepitélio, formado por receptores olfatórios, células de sustentação e células basais. •A informação odorífera, capturada pelos receptores sensitivos (dendritos de neurônios bipolares) do neuroepitélio, segue pelos seus axônios, os quais atravessam o osso etmoide (na região da lâmina cribriforme) até o bulbo olfatório. • Lá, a informação é passada, por meio de sinapses, para neurônios de segunda ordem, que seguem pelo trato olfatório até o córtex olfatório no cérebro GUSTAÇÃO •O sentido do paladar envolve a percepção de cinco paladares primários: salgado, ácido, amargo, doce e umami – recentemente descoberto por cientistas japoneses, o umami é descrito com um paladar “carnoso”. •Os botões gustativos (calículos gustativos, de acordo com a nomenclatura anatômica), responsáveis por capturar os estímulos do paladar, estão localizados em estruturas presentes na superfície dorsal (parte de cima) da língua, as papilas linguais, as quais variam de acordo com a sua forma e localização, sendo: •Papilas filiformes: as mais abundantes, presentes por toda a língua. Possuem um formato alongado e pontiagudo que auxilia a deglutição, porém essas papilas não participam no sentido da gustação, pois não possuem botões gustativos. •Papilas fungiforme: também se encontram por toda a superfície da língua. Seu formato estreito na base e alongado na superfície lembra um cogumelo, daí o nome fungiforme. •Papilas foleadas: aparecem em pequena quantidade apenas nas regiões laterais posteriores da língua. Seu formato lembra uma folha. •Papilas circunvaladas: têm aspecto de grandes círculos e se localizam apenas na região posterior da língua. • . Os impulsos nervosos passam dos nervos cranianos até o bulbo, do qual seguem para o sistema límbico, o tálamo e o hipotálamo. •Do tálamo, a informação gustativa segue para o lobo temporal do cérebro, no qual se localiza a área gustativa primária, que possibilita a percepção do sabor (TORTORA, 2007). AUDIÇÃO E EQUILÍBRIO •Orelha externa: responsável por capturar as ondas sonoras, é formada por orelha, meato acústico externo (MAE) e membrana timpânica. •Orelha média: região localizada no osso temporal, entre a membrana timpânica (orelha externa) e os ossos da orelha interna. É uma cavidade repleta de ar, que contém os três menores ossos do corpo humano: martelo, bigorna e estribo. •Orelha interna: região formada por duas divisões – externamente, um labirinto ósseo, e internamente, um labirinto membranoso, o qual contém um líquido denominado endolinfa. • A perilinfa é um líquido contido entre os labirintos ósseo e membranoso. •O labirinto ósseo é formado por três partes: canais semicirculares, vestíbulo e cóclea. •Os canais semicirculares são uma série de três canais interligados, que contêm os receptores responsáveis por detectar a posição do corpo no espaço (equilíbrio). • O vestíbulo é a região central do labirinto ósseo, localizado entre os canais semicirculares e a cóclea. •Por fim, a cóclea é uma estrutura que lembra um caracol e contém os receptores para a audição. •As ondas sonoras, capturadas pela orelha, passam pelo MAE e causam uma vibração da membrana timpânica. •Ao vibrar, a membrana timpânica movimenta os três ossículos da audição, que, através do estribo, conectado à janela do vestíbulo, promove uma onda na perilinfa, e desta, para a endolinfa • Já o equilíbrio é dependente dos movimentos e da posição da cabeça. •Conforme a cabeça se movimenta, a endolinfa também é movimentada, levando à ativação dos receptores do equilíbrio, localizados no interior dos canais semicirculares e do vestíbulo. • Essa informação segue da parte vestibular do nervo vestibulococlear (VIII) até o tronco encefálico e o cerebelo. DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO DO SISTEMA NERVOSO • O sistema nervoso inicia seu desenvolvimento no período embrionário, a partir da terceira semana, e continua após o nascimento, durante o período pós-natal. DESENVOLVIMENTO INICIAL DO SISTEMA NERVOSO •O desenvolvimento do sistema nervoso inicia no fim da 3ª semana, a partir da formação da placa neural, um espessamento da região central do ectoderma embrionário. ESPINHA BÍFIDA •O não fechamento do tubo neural em algum ponto pode levar ao desenvolvimento de uma má formação embrionária, a espinha bífida. •Nessa condição, os arcos vertebrais não se fecham, ocorrendo o extravasamento de meninges, liquor e/ou tecido nervoso para fora do canal vertebral. •Um dos tipos mais frequentes da doença é a mielomeningocele, resultando em alterações na função da medula espinhal (BIZZI; MACHADO, 2012). Slide 1 Slide 2: METAS Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10: SISTEMA NERVOSOSOMÁTICO Slide 11 Slide 12 Slide 13: NERVOS Slide 14 Slide 15 Slide 16: Segundo Junqueira e Carneiro (2018), as túnicas de tecido conjuntivo, associadas aos nervos, são identificadas da seguinte forma: Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21: NERVOS ESPINHAIS Slide 22 Slide 23 Slide 24: Antes de chegar ao forame intervertebral e originar os ramos anterior e posterior, os nervos se dividem em ramos Slide 25 Slide 26: IMPORTANTE Slide 27 Slide 28 Slide 29: NERVOS CRANIANOS Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36: Nevralgia do trigêmeo Slide 37 Slide 38 Slide 39: Paralisia de Bell Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46: GÂNGLIOS Slide 47: TERMINAÇÕES NERVOSAS Slide 48 Slide 49 Slide 50: SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO Slide 51: Está constituída por: Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55: SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO Slide 56: Nas situações de “luta e fuga”, ocorre uma ativação geral do sistema nervoso simpático, preparando o corpo para lutar ou fugir. Nesses casos, temos: Slide 57 Slide 58 Slide 59: SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO Slide 60: Nesse caso, temos: Slide 61 Slide 62: SENTIDOS GERAIS Slide 63 Slide 64 Slide 65: VISÃO Slide 66 Slide 67 Slide 68: OLFATO Slide 69 Slide 70 Slide 71: GUSTAÇÃO Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77: AUDIÇÃO E EQUILÍBRIO Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 83: DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO DO SISTEMA NERVOSO Slide 84: DESENVOLVIMENTO INICIAL DO SISTEMA NERVOSO Slide 85: ESPINHA BÍFIDA Slide 86