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ANATOMORFOFISIOLOGIA DO
SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO
METAS
•Compreender a organização e a constituição do Sistema 
Nervoso Periférico (SNP).
•Diferenciar o sistema nervoso somático e o sistema 
nervoso autônomo.
•Classificar o sistema nervoso autônomo. Identificar os 
órgãos dos sentidos.
•Compreender a origem embrionária do sistema nervoso
• O SNP é uma parte essencial do 
sistema nervoso, responsável por 
transmitir informações entre o 
Sistema Nervoso Central (SNC) e o 
resto do corpo.
• Ele é composto por nervos e 
gânglios que estão localizados fora 
do crânio e da coluna vertebral, e se 
estendem até os membros e órgãos 
internos.
• Os nervos periféricos são 
responsáveis por levar 
informações sensoriais, como 
toque, dor e temperatura, do 
corpo para o SNC.
• Eles, também, enviam comandos 
motores do SNC para os músculos 
e as glândulas em todo o corpo.
• Além disso, o SNP é responsável 
por controlar funções 
involuntárias do corpo, como a 
frequência cardíaca, a respiração e 
a digestão.
Existem duas divisões principais do SNP: o sistema nervoso 
periférico somático e o sistema nervoso periférico autônomo.
O sistema nervoso periférico somático é responsável pelo 
controle consciente e voluntário dos músculos do corpo, 
enquanto o sistema nervoso periférico autônomo controla 
funções involuntárias do corpo, como a respiração e a digestão
O sistema nervoso periférico autônomo é dividido em duas 
subdivisões: o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso 
parassimpático. 
O sistema nervoso simpático é responsável pela “resposta de luta 
ou fuga”, que é uma resposta do corpo a situações de estresse. 
O sistema nervoso parassimpático é responsável por promover a 
“resposta de descanso e digestão”, que é uma resposta do corpo 
para ajudar a recuperar e a descansar após situações de estresse.
•O SNP é crucial para manter o corpo funcionando 
corretamente. 
•Qualquer dano aos nervos periféricos pode afetar a 
capacidade do corpo de transmitir informações sensoriais 
e comandos motores, o que pode levar a sintomas, como 
dor, formigamento e fraqueza muscular. 
• Lesões graves, nos nervos periféricos, podem afetar as 
capacidades do corpo de se mover e de realizar tarefas 
diárias.
• O SNP é uma parte importante 
do sistema nervoso, que ajuda a 
controlar o corpo e a manter 
funções normais.
• Ele desempenha um papel 
fundamental na transmissão de 
informações sensoriais e 
comandos motores e no controle 
de funções corporais 
involuntárias
SISTEMA NERVOSO SOMÁTICO
•O sistema nervoso somático é responsável pela inervação 
dos músculos estriados esqueléticos, sendo que temos 
controle sobre ele. 
•Por exemplo, quando queremos pegar um objeto com as 
mãos, o nosso comando, para o cérebro, faz com que os 
neurônios motores do sistema nervoso somático enviem 
sinais para a contração dos músculos do membro 
superior responsável por realizar a ação.
• Nesse caso, dizemos que o controle é 
voluntário, pois depende da nossa 
vontade.
• A parte periférica do sistema nervoso 
está constituída pelos nervos cranianos 
e espinhais, pelos gânglios sensitivos e 
pelas terminações nervosas.
NERVOS
•Os nervos são aglomerados de fibras nervosas (axônios 
de neurônios) envolvidos por vários revestimentos de 
tecido conjuntivo.
•Cada fibra nervosa é formada por um conjunto de axônios 
de neurônios envolvidos pelas células de Schwann.
•No SNC, as fibras nervosas (nesse caso, envolvidas pelos 
oligodendrócitos) formam os feixes, ou tratos da 
substância branca
•No SNP, as fibras dão origem aos nervos. Lembrando que 
os nervos podem ser mielínicos, quando apresentam 
bainha de mielina; ou amielínicos, quando a bainha de 
mielina está ausente.
•Devido à bainha de mielina ter uma constituição lipídica, 
ela garante o aspecto esbranquiçado dos nervos
Segundo Junqueira e Carneiro (2018), as túnicas de 
tecido conjuntivo, associadas aos nervos, são 
identificadas da seguinte forma:
■ Endoneuro: é a camada mais interna, constituída por 
uma fina membrana de tecido conjuntivo rico em fibras 
reticulares. O endoneuro envolve cada axônio, 
externamente, à bainha de mielina. 
■ Perineuro: é formado por várias camadas de células 
achatadas. O perineuro envolve cada feixe nervoso 
(conjunto de fibras nervosas).
■ Epineuro: é a camada mais
externa.
Envolve todo o nervo
externamente e preenche os
espaços entre os feixes nervosos.
É formado por um tecido
conjuntivo denso.
• Apesar de os neurônios serem 
células permanentes, ou seja, 
não se regenerarem, os 
prolongamentos deles, como os 
axônios, podem realizar tal 
tarefa.
• Vários filamentos 
(prolongamentos) da porção 
proximal crescem e se ramificam 
até atingir o órgão efetor 
(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2018).
•Os nervos têm, como função, realizar a comunicação 
entre a periferia (SNP) e o centro (SNC).
• Informações sensitivas provenientes de órgãos internos e 
da superfície do corpo (pele) chegam até a medula 
espinal através de fibras sensitivas, denominadas de 
aferentes.
• Impulsos provenientes da medula espinal chegam até os 
músculos através de fibras motoras, denominadas de 
eferentes
•Alguns nervos são formados, apenas, por fibras aferentes, 
sendo denominados de nervos sensitivos; outros 
possuem, somente, fibras eferentes, os motores.
•A maioria dos nervos possui fibras aferentes e eferentes, 
sendo denominados de mistos
NERVOS ESPINHAIS
•Os nervos espinhais são aqueles que se conectam à 
medula espinal. Para tanto, os nervos devem passar 
através do forame intervertebral. Após atravessar o 
forame, um nervo espinhal origina duas raízes: a raiz 
sensitiva e a raiz motora.
• A raiz sensitiva, posterior, é constituída, apenas, por 
fibras aferentes (sensitivas), e chega à medula espinal 
pela região posterior, exatamente, no sulco lateral 
posterior. 
•A raiz motora, anterior, é formada por fibras eferentes 
(motoras), e sai pela região anterior da medula espinal, 
no sulco lateral anterior
Antes de chegar ao forame intervertebral e originar 
os ramos anterior e posterior, os nervos se dividem 
em ramos
•Ramo posterior: inerva a musculatura profunda e a pele 
do tronco.
•Ramo anterior: inerva as estruturas dos membros 
inferiores e as peles das regiões anterior e lateral do 
tronco
•Ramo meníngeo: penetra no forame vertebral e inerva 
estruturas presentes no canal vertebral, como as 
vértebras, os ligamentos vertebrais, os vasos sanguíneos 
e as meninges.
•Ramos comunicantes: fazem parte do sistema nervoso 
autônomo, sendo responsáveis pela inervação das 
vísceras (isso será discutido adiante).
IMPORTANTE
•A forma mais comum de dor no dorso é provocada por 
compressão, ou irritação, do nervo isquiático, o maior 
nervo do corpo humano. 
•Uma lesão ao nervo isquiático e a seus ramos resulta na 
dor ciática, quadro doloroso que pode se estender da 
nádega descendo pela face posterior e lateral da perna, e 
pela face lateral do pé.
•O nervo isquiático pode ser lesado em razão de um disco 
herniado, luxação do quadril, osteoartrite das partes 
lombar e sacral da medula espinal, pressão do útero 
durante a gravidez, inflamação, irritação ou uma injeção 
intramuscular glútea administrada de forma inadequada” 
(TORTORA, 2007).
NERVOS CRANIANOS
• Se originam e/ou chegam a regiões do encéfalo, 
especificamente, no tronco encefálico, em sua maioria, 
diferente do que ocorre com os nervos espinhais, os quais 
se encontram conectados à medula espinal. 
•Os nervos cranianos formam um total de 12 pares, 
responsáveis pela inervação, principalmente, de 
estruturas da cabeça e do pescoço.
•Nervo olfatório (I): o primeiro par de nervos cranianos, 
puramente, sensitivo e responsável pelo sentido do 
olfato.
•O nervo olfatório faz conexão em uma região do encéfalo, 
denominada de bulbo olfatório. 
• Então, segue como trato olfatório.
•Nervo óptico (II): é puramente sensitivo e especializado 
no sentido da visão.
•Os nervos ópticos têm origem na retina e se projetam emdireção ao diencéfalo, no qual a metade medial das fibras 
cruzam para o lado oposto, em uma região denominada 
de quiasma óptico
•Após isso, os axônios originam os tratos ópticos que 
seguem em direção ao diencéfalo e, deste, para o lobo 
occipital do cérebro, no córtex visual primário.
•Nervo oculomotor (III): um nervo, puramente, motor, é 
responsável pelos movimentos oculares.
• Tem a função de controle de quatro dos seis músculos 
extrínsecos do bulbo do olho.
•Nervo troclear (IV): o quarto par é o menor nervo 
craniano, sendo um nervo motor (eferente) responsável 
pela inervação do músculo oblíquo superior, que é um 
músculo extrínseco do bulbo do olho.
•Nervo trigêmeo (V): o maior nervo craniano. É um nervo 
misto, ou seja, possui fibras sensitivas (aferentes) e 
motoras (eferentes).
• Tem três ramos principais: o ramo oftálmico (puramente 
sensitivo); o ramo maxilar (exclusivamente sensitivo) 
inerva a região média da cabeça; e o ramo mandibular 
(misto) possui fibras motoras responsáveis por inervar os 
músculos da mastigação e fibras sensitivas que suprem 
estruturas da região inferior da cabeça .
Nevralgia do trigêmeo
•Os pacientes se queixam de dor intensa, debilitante, 
desencadeada por contato com o lábio, a língua ou as 
gengivas.
•A dor surge subitamente, com intensidade cruciante, e, 
então, desaparece. Em geral, apenas, um dos lados da 
face é afetado.
•Muitas vezes, a dor pode ser, temporariamente, 
controlada por meio de terapia medicamentosa, mas 
intervenções cirúrgicas podem ser necessárias como 
solução final. 
•O objetivo da cirurgia é a destruição dos nervos sensitivos 
que veiculam sensações dolorosas.
• Eles podem ser destruídos por secção nervosa, um 
procedimento, denominado de rizotomia (rhiza, nariz); ou 
por injeção de substâncias químicas, como álcool ou 
fenol, dentro do nervo, no nível do forame redondo, ou 
oval.
•As fibras sensitivas, também, podem ser destruídas pela 
inserção de eletrodos e cauterização dos troncos 
nervosos sensitivos quando eles deixam o gânglio 
trigeminal
•Nervo abducente (VI): um nervo, puramente, motor, que 
supre o músculo reto lateral, responsável por realizar os 
movimentos laterais dos olhos. 
•Nervo facial (VII): o sétimo par, um nervo misto. 
•Os neurônios sensitivos inervam a face e são responsáveis 
pela percepção gustativa dos dois terços anteriores da 
língua. 
•As fibras motoras inervam os músculos da face.
Paralisia de Bell
•Resulta da inflamação do nervo facial, provavelmente, 
relacionada à infecção viral. 
•O comprometimento do nervo facial pode ser inferido 
pelos sintomas de paralisia dos músculos da face, no lado 
afetado; e pela perda da sensação do paladar nos dois 
terços anteriores da língua.
•Os indivíduos não exibem deficiências sensitivas 
relevantes e a patologia é, geralmente, indolor.
• Em muitos casos, a paralisia de Bell “melhora sozinha” 
após algumas semanas ou meses, mas esse processo 
pode ser acelerado com tratamento precoce, à base de 
corticosteroide e drogas antivirais
•Nervo vestibulococlear (VIII): um nervo, exclusivamente, 
sensitivo, relacionado à sensação de equilíbrio e à 
audição.
•Nervo glossofaríngeo (IX): nono par de nervos cranianos 
misto. A porção sensitiva é responsável por transmitir 
informações da faringe e do palato mole, além da 
percepção gustativa. Já a porção motora controla os 
músculos da deglutição, localizados na faringe.
•Nervo vago (X): um nervo misto, sendo que a parte 
sensitiva inerva parte da orelha, o músculo diafragma e 
fornece informação gustativa da faringe.
• Entretanto, grande parte das fibras aferentes do nervo 
vago fornece informações sensoriais de vísceras das vias 
respiratórias e abdominais. 
•As fibras motoras suprem o músculo do coração; a 
musculatura lisa; e glândulas das vias respiratórias, do 
estômago, dos intestinos e da vesícula biliar.
•Nervo acessório (XI): função, exclusivamente, motora, 
sendo responsável por inervar os músculos da deglutição 
(palato mole e faringe) e a musculatura intrínseca das 
cordas vocais (laringe). Ainda, supre os músculos 
esternocleidomastoideo e trapézio.
•Nervo hipoglosso (XII): um nervo, puramente, motor. As 
fibras são responsáveis por realizar a inervação da 
musculatura estriada da língua, com a realização do 
controle voluntário dos movimentos da língua
•A pele que recobre todo o corpo é inervada por neurônios 
sensitivos somáticos, que conduzem impulsos nervosos 
da pele para o tronco encefálico e a medula espinal. 
•Do mesmo modo, neurônios motores somáticos que 
conduzem impulsos para fora da medula espinal inervam 
os músculos esqueléticos subjacentes.
GÂNGLIOS
•Os gânglios são pequenos aglomerados de corpos 
celulares de neurônios localizados fora do SNC.
•Ao envolver os corpos celulares, encontram-se células de 
sustentação, as células satélites. 
•Uma cápsula constituída de tecido conjuntivo denso 
reveste os gânglios externamente.
TERMINAÇÕES NERVOSAS
•As terminações nervosas estão localizadas na 
extremidade distal dos nervos (região distante da medula 
espinal). 
• Essas estruturas têm, como função, receber diferentes 
tipos de estímulos de órgãos internos e da superfície do 
corpo.
•Os mecanoceptores fornecem informações a respeito das 
sensações de tato, pressão, vibração, propriocepção e 
audição e equilíbrio. 
•Os termoceptores detectam mudanças na temperatura.
•Os nociceptores respondem a estímulos dolorosos 
resultantes de danos físicos ou químicos a um tecido.
•Os fotorreceptores detectam a luz que alcança a retina 
dos olhos.
•Os quimiorreceptores detectam substâncias químicas na 
boca (paladar), no nariz (odor) e nos líquidos corporais.
•Os osmorreceptores detectam a pressão osmótica nos 
líquidos corporais.
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
•O sistema nervoso autônomo faz parte do SNP, e, como o 
nome sugere, o controle dele é “autônomo”, ou seja, ele 
se autocontrola de maneira independente da nossa 
vontade. 
• É responsável pela inervação da musculatura lisa visceral, 
músculo estriado cardíaco e glândulas, de modo a realizar 
o controle das vísceras.
Está constituída por:
•Neurônios sensitivos autônomos: localizados nas 
paredes das vísceras e dos vasos sanguíneos, transmitem 
a informação para o SNC.
•Centros de integração: regiões do encéfalo que recebem 
os estímulos dos neurônios sensitivos.
•Neurônios motores autônomos: aqueles que propagam a 
informação proveniente dos centros de integração do SNC 
para os tecidos efetores (músculo liso, músculo cardíaco e 
glândulas).
•O sistema nervoso autônomo é composto por duas 
partes: o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso 
parassimpático. 
• Essas duas partes, na maioria das vezes, exercem funções 
antagônicas. 
•Por exemplo, a parte simpática promove o aumento da 
frequência cardíaca, enquanto a parte parassimpática 
realiza a diminuição dela.
• Entretanto, nem sempre, isso acontece, uma vez que 
algumas estruturas são inervadas por, apenas, uma das 
partes: a simpática ou a parassimpática.
SISTEMA NERVOSO 
SIMPÁTICO
• O sistema nervoso simpático 
predomina em condições de 
estresse ou emergência, nas 
situações de “luta ou fuga”, 
nas quais o corpo se prepara 
para lutar ou fugir de 
determinada ameaça.
Nas situações de “luta e fuga”, ocorre uma ativação 
geral do sistema nervoso simpático, preparando o 
corpo para lutar ou fugir. Nesses casos, temos:
• aumento da frequência cardíaca; 
• aumento da frequência respiratória; 
•elevação da pressão arterial; 
•dilatação dos vasos sanguíneos que suprem os músculos 
estriados esqueléticos (garantindo um maior aporte de 
O2 e nutrientes para os músculos);
• relaxamento do músculo liso (parando a atividade do 
sistema digestório); 
•dilatação das pupilas; 
•dilatação das vias respiratórias; 
•decomposição do glicogênio hepático em glicose 
(glicogenólise) e decomposição de triglicerídeos em ácido 
graxo e glicerol, o que permite um maior suporte 
nutricional para a síntese deATP; 
• aumento da glicemia.
•Uma resposta exagerada do sistema nervoso simpático 
pode ocasionar uma manifestação clínica chamada de 
disreflexia autônoma.
•Os pacientes com essa condição apresentam hipertensão 
arterial, pele ruborizada (vermelha) e quente, ansiedade 
e hipertensão arterial. 
•A disreflexia autônoma pode provocar convulsões, 
acidente vascular cerebral ou infarto, caso não seja 
tratada rapidamente (TORTORA; DERRICKSON, 2017).
SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO
•Atuando preferencialmente em situações de repouso, as 
funções do sistema nervoso parassimpático estão, de 
maneira oposta ao do simpático, relacionadas a 
momentos de relaxamento, levando à ativação do sistema 
digestório para absorver nutrientes e armazenar energia, 
causando um aumento generalizado do conteúdo de 
nutrientes circulantes pelo corpo.
Nesse caso, temos:
•diminuição da frequência cardíaca; 
•diminuição da frequência respiratória; 
• constrição das pupilas; 
• ativação do sistema digestório pela estimulação da 
secreção das glândulas digestivas;
•estimulação de uma secreção fluida, rica em enzimas 
pelas glândulas salivares; 
•estimulação da absorção de nutrientes pelas células dos 
tecidos; 
• inervação da musculatura lisa visceral, aumentando sua 
atividade; 
• contração da bexiga urinária para promover a micção; 
•estímulo para a defecação; 
•estímulo sexual.
SENTIDOS GERAIS
• Sensações térmicas: podem ser de frio e calor, sendo 
capturadas pelos termorreceptores (terminações 
nervosas livres), localizados na epiderme (frio) e na 
derme (calor).
• Sensações dolorosas: são capturadas pelos nociceptores 
(terminações nervosas livres) que se encontram 
espalhados por todo o corpo.
• Sensações táteis: vários tipos de mecanorreceptores 
captam estímulos táteis, os quais incluem as sensações de 
pressão, toque, vibração, coceira e cócegas.
• Sensações proprioceptivas: têm origem a partir dos 
proprioceptores, localizados nos músculos e tendões, os 
quais nos informam a posição articular e a tensão 
exercida sobre os tendões.
VISÃO
•A visão nos permite enxergar o mundo ao nosso redor. 
•As pálpebras, os cílios, os supercílios (sobrancelhas), os 
músculos extrínsecos do olho e o aparelho lacrimal são 
considerados estruturas oculares acessórias, pois auxiliam 
a proteção, a movimentação e a lubrificação adequada 
dos olhos, respectivamente. 
•O bulbo do olho é formado por três túnicas (camadas): 
túnica fibrosa, túnica vascular e retina (TORTORA; 
DERRICKSON, 2017).
•A informação visual, capturada pelos receptores visuais 
da retina, é enviada ao encéfalo pelos nervos ópticos, os 
quais chegam ao quiasma óptico no diencéfalo. 
•No quiasma óptico, ocorre o cruzamento de metade das 
fibras do nervo óptico do lado direito para o esquerdo, e 
vice-versa. 
•A partir daí, o trato óptico chega aos corpos geniculados 
laterais e, deste, parte em direção ao córtex visual, 
localizado no lobo occipital do cérebro.
OLFATO
•As partículas de odor, presentes no ar que inspiramos, 
interagem com os órgãos olfatórios, duas estruturas 
localizadas na região superior da cavidade nasal, 
lateralmente ao septo nasal.
•Cada órgão olfatório está constituído por um 
neuroepitélio, formado por receptores olfatórios, células 
de sustentação e células basais.
•A informação odorífera, capturada pelos receptores 
sensitivos (dendritos de neurônios bipolares) do 
neuroepitélio, segue pelos seus axônios, os quais 
atravessam o osso etmoide (na região da lâmina 
cribriforme) até o bulbo olfatório.
• Lá, a informação é passada, por meio de sinapses, para 
neurônios de segunda ordem, que seguem pelo trato 
olfatório até o córtex olfatório no cérebro
GUSTAÇÃO
•O sentido do paladar envolve a percepção de cinco 
paladares primários: salgado, ácido, amargo, doce e 
umami – recentemente descoberto por cientistas 
japoneses, o umami é descrito com um paladar 
“carnoso”.
•Os botões gustativos (calículos gustativos, de acordo com 
a nomenclatura anatômica), responsáveis por capturar os 
estímulos do paladar, estão localizados em estruturas 
presentes na superfície dorsal (parte de cima) da língua, 
as papilas linguais, as quais variam de acordo com a sua 
forma e localização, sendo: 
•Papilas filiformes: as mais abundantes, presentes por 
toda a língua. Possuem um formato alongado e 
pontiagudo que auxilia a deglutição, porém essas papilas 
não participam no sentido da gustação, pois não possuem 
botões gustativos.
•Papilas fungiforme: também se encontram por toda a 
superfície da língua. Seu formato estreito na base e 
alongado na superfície lembra um cogumelo, daí o nome 
fungiforme.
•Papilas foleadas: aparecem em pequena quantidade 
apenas nas regiões laterais posteriores da língua. Seu 
formato lembra uma folha.
•Papilas circunvaladas: têm aspecto de grandes círculos e 
se localizam apenas na região posterior da língua.
• . Os impulsos nervosos passam dos nervos cranianos até 
o bulbo, do qual seguem para o sistema límbico, o tálamo 
e o hipotálamo. 
•Do tálamo, a informação gustativa segue para o lobo 
temporal do cérebro, no qual se localiza a área gustativa 
primária, que possibilita a percepção do sabor (TORTORA, 
2007).
AUDIÇÃO E EQUILÍBRIO
•Orelha externa: responsável por capturar as ondas 
sonoras, é formada por orelha, meato acústico externo 
(MAE) e membrana timpânica.
•Orelha média: região localizada no osso temporal, entre a 
membrana timpânica (orelha externa) e os ossos da 
orelha interna. É uma cavidade repleta de ar, que contém 
os três menores ossos do corpo humano: martelo, 
bigorna e estribo.
•Orelha interna: região formada por duas divisões –
externamente, um labirinto ósseo, e internamente, um 
labirinto membranoso, o qual contém um líquido 
denominado endolinfa.
• A perilinfa é um líquido contido entre os labirintos ósseo 
e membranoso. 
•O labirinto ósseo é formado por três partes: canais 
semicirculares, vestíbulo e cóclea.
•Os canais semicirculares são uma série de três canais 
interligados, que contêm os receptores responsáveis por 
detectar a posição do corpo no espaço (equilíbrio).
• O vestíbulo é a região central do labirinto ósseo, 
localizado entre os canais semicirculares e a cóclea. 
•Por fim, a cóclea é uma estrutura que lembra um caracol 
e contém os receptores para a audição.
•As ondas sonoras, capturadas pela orelha, passam pelo 
MAE e causam uma vibração da membrana timpânica.
•Ao vibrar, a membrana timpânica movimenta os três 
ossículos da audição, que, através do estribo, conectado à 
janela do vestíbulo, promove uma onda na perilinfa, e 
desta, para a endolinfa
• Já o equilíbrio é dependente dos movimentos e da 
posição da cabeça. 
•Conforme a cabeça se movimenta, a endolinfa também é 
movimentada, levando à ativação dos receptores do 
equilíbrio, localizados no interior dos canais 
semicirculares e do vestíbulo. 
• Essa informação segue da parte vestibular do nervo 
vestibulococlear (VIII) até o tronco encefálico e o 
cerebelo.
DESENVOLVIMENTO 
EMBRIONÁRIO DO 
SISTEMA NERVOSO
• O sistema nervoso inicia
seu desenvolvimento no 
período embrionário, a 
partir da terceira
semana, e continua após
o nascimento, durante o 
período pós-natal.
DESENVOLVIMENTO INICIAL DO 
SISTEMA NERVOSO
•O desenvolvimento do sistema nervoso inicia no fim da 3ª 
semana, a partir da formação da placa neural, um 
espessamento da região central do ectoderma 
embrionário.
ESPINHA BÍFIDA
•O não fechamento do tubo neural em algum ponto pode 
levar ao desenvolvimento de uma má formação 
embrionária, a espinha bífida. 
•Nessa condição, os arcos vertebrais não se fecham, 
ocorrendo o extravasamento de meninges, liquor e/ou 
tecido nervoso para fora do canal vertebral. 
•Um dos tipos mais frequentes da doença é a 
mielomeningocele, resultando em alterações na função 
da medula espinhal (BIZZI; MACHADO, 2012).
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	Slide 2: METAS
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	Slide 10: SISTEMA NERVOSOSOMÁTICO
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	Slide 13: NERVOS
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	Slide 16: Segundo Junqueira e Carneiro (2018), as túnicas de tecido conjuntivo, associadas aos nervos, são identificadas da seguinte forma:
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	Slide 21: NERVOS ESPINHAIS
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	Slide 24: Antes de chegar ao forame intervertebral e originar os ramos anterior e posterior, os nervos se dividem em ramos
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	Slide 26: IMPORTANTE
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	Slide 29: NERVOS CRANIANOS
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	Slide 36: Nevralgia do trigêmeo
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	Slide 39: Paralisia de Bell
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	Slide 46: GÂNGLIOS
	Slide 47: TERMINAÇÕES NERVOSAS 
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	Slide 50: SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
	Slide 51: Está constituída por:
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	Slide 55: SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO
	Slide 56: Nas situações de “luta e fuga”, ocorre uma ativação geral do sistema nervoso simpático, preparando o corpo para lutar ou fugir. Nesses casos, temos:
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	Slide 59: SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO
	Slide 60: Nesse caso, temos:
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	Slide 62: SENTIDOS GERAIS 
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	Slide 68: OLFATO 
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	Slide 71: GUSTAÇÃO
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	Slide 77: AUDIÇÃO E EQUILÍBRIO
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	Slide 82
	Slide 83: DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO DO SISTEMA NERVOSO
	Slide 84: DESENVOLVIMENTO INICIAL DO SISTEMA NERVOSO
	Slide 85: ESPINHA BÍFIDA
	Slide 86

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