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<p>Estudante</p><p>Outubro/Novembro - 2024</p><p>Língua Portuguesa</p><p>e Matemática</p><p>2</p><p>Revisa Goiás</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>Semana 1 - Outubro</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>Contextualizando o gênero</p><p>textual, o tema e o campo</p><p>de atuação</p><p>Caro(a) estudante, mais uma vez estamos juntos</p><p>para explorar novos textos. Assim, convidamos você a</p><p>se aventurar nas leituras dos gêneros textuais Estatu-</p><p>to, Entrevista e Peça Teatral. Você será desafiado a de-</p><p>senvolver ainda mais a sua competência leitora . Leia</p><p>os textos com atenção, se aproprie dos gêneros textu-</p><p>ais que serão trabalhados, das temáticas abordadas,</p><p>interpretando e fazendo inferências. Vamos lá!?</p><p>Caro(a) estudante, continuamos juntos(as) para</p><p>aprender cada vez mais! Nestas atividades, vamos</p><p>estudar sobre o gênero estatuto. Vamos lá?</p><p>1. Antes de ler os textos, vamos conversar?</p><p>• Como surge uma lei?</p><p>• Você conhece algum documento normativo ou de lei?</p><p>• Conhece o Estatuto da Pessoa com Deficiência?</p><p>• Que tipo de regras esse estatuto pode ter?</p><p>• Para você, quais os principais direitos esse estatu-</p><p>to deve trazer?</p><p>► Conhecendo os gêneros textuais</p><p>Estatuto</p><p>Estatuto é um conjunto de normas jurídicas cuja</p><p>característica comum é estabelecer regras de organi-</p><p>zação e funcionamento de uma sociedade, instituição,</p><p>órgão, estabelecimento, empresa pública ou privada.</p><p>Disponível em: https://gestaodesegurancaprivada.com.br/estatuto-o-que-e-definicao-tipos/ Acesso em 8 mai. 2024. (Adaptado)</p><p>Para que serve o estatuto?</p><p>Sua função social é estabelecer regras com o obje-</p><p>tivo de assegurar direitos e deveres do cidadão, bem</p><p>como prever as sanções legais para resguardar o cum-</p><p>primento delas, e normatizar a convivência de um gru-</p><p>po dentro da sociedade.</p><p>Características</p><p>• Linguagem formal, clara e objetiva.</p><p>• Verbos com valor de imposição, pois indicam nor-</p><p>mas e leis, as quais devem ser seguidas, e não discutidas.</p><p>• Vocabulário mais técnico.</p><p>Estrutura</p><p>O estatuto apresenta: A lei que deu origem ao es-</p><p>tatuto. / O (s) responsável (is) pela criação e pela san-</p><p>ção da lei.</p><p>• Títulos. O primeiro costuma abordar os objeti-</p><p>vos que serão tratados no estatuto. / Capítulos. / Se-</p><p>ções. / Artigos, que são simbolizados pela expressão</p><p>“Art.” e são a unidade básica de uma lei. / Parágrafo:</p><p>O parágrafo é o desdobramento de um artigo e é re-</p><p>presentado pelo símbolo “§” quando tiver mais de um</p><p>ou então “parágrafo único” se for só um. / Inciso: Os</p><p>incisos são desdobramentos dos artigos e dos pará-</p><p>grafos e são simbolizados por algarismos romanos,</p><p>como “X” (que quer dizer inciso dez). / Alínea: São os</p><p>desdobramentos dos incisos e são representadas por</p><p>letras minúsculas, por exemplo, “a” (que quer dizer alí-</p><p>nea a). / Item: Os itens são os desdobramentos das alí-</p><p>neas, representados por número arábicos, como “1)”</p><p>(que quer dizer item 1).</p><p>Disponível em: https://pt.slideshare.net/jociluz/slide-genero-textual-estatuto Acesso em: 8 mai. 2024. (adaptado).</p><p>Estatuto da Pessoa com Deficiência</p><p>O Estatuto da Pessoa com Deficiência, também é</p><p>conhecido como Lei Brasileira de Inclusão (LBI) – (Lei</p><p>nº 13.146/2015). É a lei que estabelece direitos e ga-</p><p>rantias às pessoas com deficiência.</p><p>Ele foi criado com o objetivo de promover a inclu-</p><p>são social, a igualdade de oportunidades e o exer-</p><p>cício pleno da cidadania dessas pessoas. Ele prevê</p><p>medidas de acessibilidade em diversos setores, como</p><p>na educação, no trabalho, no transporte, na saúde, na</p><p>cultura e no lazer. Além disso, também estabelece me-</p><p>didas de proteção e assistência à pessoa com deficiên-</p><p>cia em situações de vulnerabilidade social.</p><p>O Estatuto foi aprovado pelo Congresso Nacional</p><p>em 2015 e entrou em vigor em janeiro de 2016. Des-</p><p>de então, ele tem sido um importante instrumento</p><p>para garantir a inclusão social das pessoas com defi-</p><p>ciência no Brasil.</p><p>Disponível em: https://www.handtalk.me/br/blog/estatuto-da-pessoa-com-deficiencia/ Acesso em 8 mai. 2024. (adaptado)</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>3</p><p>Caro(a) estudante, agora que você já sabe o que</p><p>é o Estatuto da Pessoa com Defi ciência, vamos ler e</p><p>analisar um fragmento desse estatuto. Leia o texto e,</p><p>juntamente com o(a) professor(a), responda às ques-</p><p>tões propostas.</p><p>Leia um fragmento do Estatuto da Pessoa com De-</p><p>fi ciência.</p><p>Texto I</p><p>Presidência da República</p><p>Secretaria-Geral</p><p>Subchefi a para Assuntos Jurídicos</p><p>Lei no 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015</p><p>Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com</p><p>Defi ciência (Estatuto da Pessoa com Defi ciência).</p><p>A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o</p><p>Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte</p><p>Lei:</p><p>[...]</p><p>TÍTULO I</p><p>Disposições Preliminares</p><p>CAPÍTULO I</p><p>Disposições Gerais</p><p>Art. 1º É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pes-</p><p>soa com Defi ciência (Estatuto da Pessoa com Defi ciên-</p><p>cia), destinada a assegurar e a promover, em condições</p><p>de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades</p><p>fundamentais por pessoa com defi ciência, visando à</p><p>sua inclusão social e cidadania.</p><p>Parágrafo único. Esta Lei tem como base a Convenção</p><p>sobre os Direitos das Pessoas com Defi ciência e seu</p><p>Protocolo Facultativo, ratifi cados pelo Congresso Na-</p><p>cional por meio do Decreto Legislativo nº 186, de 9 de</p><p>julho de 2008, em conformidade com o procedimento</p><p>previsto no § 3º do art. 5º da Constituição da República</p><p>Federativa do Brasil, em vigor para o Brasil, no plano</p><p>jurídico externo, desde 31 de agosto de 2008, e pro-</p><p>mulgados pelo Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de</p><p>2009, data de início de sua vigência no plano interno.</p><p>Art. 2º Considera-se pessoa com defi ciência aquela</p><p>que tem impedimento de longo prazo de natureza fí-</p><p>sica, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em inte-</p><p>ração com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua</p><p>participação plena e efetiva na sociedade em igualda-</p><p>de de condições com as demais pessoas.</p><p>§ 1º A avaliação da defi ciência, quando necessária,</p><p>será biopsicossocial, realizada por equipe multipro-</p><p>fi ssional e interdisciplinar e considerará:</p><p>I – os impedimentos nas funções e nas estruturas</p><p>do corpo;</p><p>II – os fatores socioambientais, psicológicos e pes-</p><p>soais;</p><p>III – a limitação no desempenho de atividades;</p><p>e IV – a restrição de participação.</p><p>§ 2º O Poder Executivo criará instrumentos para ava-</p><p>liação da defi ciência.</p><p>§ 3º O exame médico-pericial componente da avalia-</p><p>ção biopsicossocial da defi ciência de que trata o § 1º</p><p>deste artigo poderá ser realizado com o uso de tec-</p><p>nologia de telemedicina ou por análise documental</p><p>conforme situações e requisitos defi nidos em regula-</p><p>mento. (Incluído pela Lei nº 14.724, de 2023)</p><p>Art. 2º-A. É instituído o cordão de fi ta com desenhos</p><p>de girassóis como símbolo nacional de identifi cação de</p><p>pessoas com defi ciências ocultas. (Incluído pela Lei nº</p><p>14.624, de 2023)</p><p>§ 1º O uso do símbolo de que trata o caput deste ar-</p><p>tigo é opcional, e sua ausência não prejudica o exer-</p><p>cício de direitos e garantias previstos em lei. (Incluído</p><p>pela Lei nº 14.624, de 2023)</p><p>§ 2º A utilização do símbolo de que trata o caput des-</p><p>te artigo não dispensa a apresentação de documen-</p><p>to comprobatório da defi ciência, caso seja solicitado</p><p>pelo atendente ou pela autoridade competente. (In-</p><p>cluído pela Lei nº 14.624, de 2023)</p><p>[...]</p><p>Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm Acesso em: 17 abr. 2024. (adaptado)</p><p>2. O estatuto é um conjunto de normas jurídicas cuja</p><p>característica comum é estabelecer regras de organi-</p><p>zação e funcionamento de uma sociedade, instituição,</p><p>órgão, estabelecimento etc. Assim, responda:</p><p>a) O que é o Estatuto da Pessoa com Defi ciência?</p><p>b) Onde são encontrados textos jurídicos como o Esta-</p><p>tuto da Pessoa com Defi ciência?</p><p>c) Para quem foi produzido o Estatuto da Pessoa com</p><p>Defi ciência, ou seja, quem é o público-alvo desse texto?</p><p>d) Por que foi criado o Estatuto da Pessoa com</p><p>- Antônio Martinho? Faz três anos que</p><p>ele morreu.</p><p>CHICÓ - Mas era vivo quando eu tinha o bicho.</p><p>JOÃO GRILO - Quando você teve o bicho? E foi você</p><p>que pariu o cavalo, Chicó?</p><p>CHICÓ - Eu não. Mas do jeito que as coisas vão não me</p><p>admiro mais de nada. No mês passado uma mulher pa-</p><p>riu um, na serra do Araripe, para os lados do Ceará.</p><p>JOÃO GRILO - Isso é coisa da seca. Acaba nisso, essa</p><p>fome: ninguém pode ter menino e haja cavalo no mun-</p><p>do. A comida é mais barata e é coisa que se pode ven-</p><p>der. Mas seu cavalo, como foi?</p><p>CHICÓ - Foi uma velha que me vendeu barato, porque</p><p>ia se mudar, mas recomendou todo o cuidado porque</p><p>o cavalo era bento. E só podia ser mesmo, porque ca-</p><p>valo bom como aquele eu nunca tinha visto. Uma vez</p><p>corremos atrás de uma garrota, das seis da manhã até</p><p>as seis da tarde, sem parar nem por um momento, eu a</p><p>cavalo, ele a pé. Fui derrubar a novilha já de noitinha,</p><p>mas quando acabei o serviço e enchocalhei a rês, olhei</p><p>ao redor, e não conhecia o lugar que estávamos. Tomei</p><p>uma vereda que havia assim e saí tangendo o boi...</p><p>JOÃO GRILO - O boi? Não era uma garrota?</p><p>CHICÓ - Uma garrota é um boi.</p><p>JOÃO GRILO - E você corria atrás dos dois de uma vez?</p><p>CHICÓ (irritado) - Corria, é proibido?</p><p>JOÃO GRILO - Não, mas eu me admiro eles correrem</p><p>tanto tempo juntos, sem se apartarem. Como foi isso?</p><p>CHICÓ - Não sei, só sei que foi assim. Saí tangendo os</p><p>bois e de repente avistei uma cidade. [...] Você sabe que</p><p>eu comecei a correr da ribeira do Taperoá na Paraíba.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>18</p><p>Pois bem, na entrada da rua perguntei a um homem</p><p>onde estava e ele me disse que era Própria, de Sergipe.</p><p>JOÃO GRILO - Sergipe, Chicó?</p><p>CHICÓ - Sergipe, João. Eu tinha corrido até lá no meu</p><p>cavalo. Só sendo bento mesmo!</p><p>JOÃO GRILO - Mas, Chicó, e o rio São Francisco?</p><p>CHICÓ - Lá vem você com sua mania de pergunta, João.</p><p>JOÃO GRILO - Claro, tenho que saber. Como foi que</p><p>você passou?</p><p>CHICÓ - Não sei, só sei que foi assim. Só podia estar seco</p><p>nesse tempo, porque não lembro quando passei... E nes-</p><p>se tempo todo o cavalo ali comigo, sem reclamar nada.</p><p>JOÃO GRILO - Eu me admirava era se reclamasse.</p><p>[...]</p><p>SUASSUNA, Ariano. Auto da Compadecida. São Paulo: Agir, 2005.</p><p>Imagem disponível em: https://i.pinimg.com/736x/66/db/3f/66db3f6a322b0034974799cc4b268765.jpg Acesso em 16 mai. de 2024.</p><p>Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5419645/mod_resource/content/1/Auto%20da%20Compadecida.pdf</p><p>(Pág.: 15 a 17) Acesso em 16 mai. de 2024. (adaptado).</p><p>11. A linguagem é um processo de comunicação en-</p><p>tre o emissor e o receptor de uma mensagem. Para a</p><p>transmissão dessa mensagem, é necessário um código,</p><p>que deve ser dominado tanto pelo emissor quanto pelo</p><p>receptor. Assim, para uma eficiente comunicação, é ne-</p><p>cessário escolher a linguagem adequada. Sendo assim,</p><p>responda:</p><p>a) Como deve ser a linguagem empregada em um texto</p><p>teatral?</p><p>b) No texto teatral, como é introduzida a fala das per-</p><p>sonagens?</p><p>c) Que outros elementos também colaboram na ence-</p><p>nação de um texto teatral?</p><p>12. Como o texto teatral se divide quando a peça é longa?</p><p>13. Quando se lê um texto teatral, o leitor é o interlo-</p><p>cutor do drama vivido pelas personagens. Quem é o in-</p><p>terlocutor quando o texto teatral é representado?</p><p>14. O fragmento lido traz um monólogo, um diálogo ou</p><p>um aparte? Justifique sua resposta.</p><p>15. Esse texto reproduz, de forma cômica, uma discus-</p><p>são entre dois personagens: Chicó e João Grilo.</p><p>a) Qual é o fato que desperta o conflito entre as perso-</p><p>nagens?</p><p>b) O que deixa a personagem João Grilo irritado?</p><p>16. O texto teatral se vale de alguns recursos técnicos</p><p>específicos do gênero. Há, em algumas passagens, pa-</p><p>lavras e frases entre parênteses e/ou grafadas em itáli-</p><p>co. Identifique passagens em que esse recurso técnico</p><p>pode ser observado.</p><p>“JOÃO GRILO: Que isso Chicó? (Passa o dedo na</p><p>garganta). Já estou ficando por aqui com suas histórias.</p><p>É sempre uma coisa toda esquisita. Quando se pede</p><p>uma explicação, vem sempre com “não sei, só sei que</p><p>foi assim”.” / “CHICÓ (irritado): Corria, é proibido?”</p><p>17. Embora a história contada por Chicó seja engraça-</p><p>da, há uma passagem na qual se observa uma crítica ao</p><p>contexto social vivenciado pelas personagens. Retire-a</p><p>do texto e comente o problema existente.</p><p>18. No texto teatral, as falas das personagens desem-</p><p>penham papel importante na construção da história.</p><p>Que recurso foi utilizado para a composição do texto?</p><p>(A) Discurso direto. (C) Discurso indireto livre.</p><p>(B) Discurso indireto. (D) Ausência de discurso.</p><p>19. No teatro, o texto dramático é estruturado a partir</p><p>das falas das personagens apresentadas na forma de:</p><p>(A) Ato, cena e cenário.</p><p>(B) Diálogo, monólogo e apartes.</p><p>(C) Primeiro ato, segundo ato e terceiro ato.</p><p>(D) Introdução, desenvolvimento, clímax e desfecho.</p><p>PRODUÇÃO TEXTUAL</p><p>Caro(a) estudante, chegou o momento de pro-</p><p>duzirmos um texto. Para isso, relembre o que você</p><p>aprendeu sobre o gênero textual entrevista e fique</p><p>atento às informações de “Como produzir uma entre-</p><p>vista”. Atente-se para as informações a seguir!!!!</p><p>Estudante, a entrevista é um gênero de caráter</p><p>interacional, geralmente entre duas pessoas, orga-</p><p>nizado em turnos com uma pequena introdução so-</p><p>bre o entrevistado e o tema. A entrevista ainda pode</p><p>ser feita com a interação por escrito (por e-mail, por</p><p>exemplo). O objetivo desse gênero é obter informa-</p><p>ções sobre a pessoa entrevistada ou sobre um tema/</p><p>fato que a envolva.</p><p>Como produzir uma entrevista</p><p>Estrutura da entrevista</p><p>De maneira geral, a entrevista é estruturada da se-</p><p>guinte maneira: definição do tema, roteiro, título e revisão.</p><p>Definição do tema: é o primeiro passo para a entre-</p><p>vista acontecer. Somente a partir daí é possível esco-</p><p>lher o entrevistado (fonte) que tem mais conhecimento</p><p>sobre aquele assunto e que contribuirá para enrique-</p><p>cer o texto.</p><p>- Roteiro: como o próprio nome diz, é o material</p><p>que vai guiar o entrevistador no momento da entrevis-</p><p>Semana 3 - Novembro</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>19</p><p>ta. Para elaborá-lo é imprescindível pesquisar sobre o</p><p>tema e sobre a fonte. A partir daí podem ser listadas al-</p><p>gumas perguntas que nortearão o trabalho, apesar de</p><p>que podem surgir outras questões interessantes além</p><p>do que estará no papel.</p><p>- Título: realizada a entrevista, ela é transcrita, se</p><p>for para jornal, revista ou internet. Muitas vezes ela</p><p>é iniciada com um título, que deve resumir o assunto</p><p>abordado de maneira interessante, que prenda a aten-</p><p>ção do leitor.</p><p>- Revisão: por fim, é fundamental que todo o texto</p><p>seja revisado para identificar possíveis erros de escrita.</p><p>Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/entrevista Acesso em 14 mai. 2024. (adaptado)</p><p>HORA DE PRODUZIR!!!</p><p>Agora, é a sua vez!</p><p>Realize uma entrevista com alguém que fica muito</p><p>nas redes sociais. Alguém que você julga comprome-</p><p>ter demais o próprio tempo e a vida, com esse hábito.</p><p>Tente compreender como essa pessoa se sente e o</p><p>que a faz ter esse tipo de comportamento. Tente des-</p><p>cobrir também se a pessoa tem noção do que ocorre</p><p>com ela e se isso é prejudicial.</p><p>Planeje sua entrevista:</p><p>» Elabore as perguntas de acordo com o tema;</p><p>» Pense nos objetivos da entrevista, nas expectati-</p><p>vas como entrevistador e na expectativa de seus</p><p>possíveis leitores, ouvintes ou espectadores.</p><p>» Construa perguntas variadas e mais abertas sem</p><p>esperar apenas sim ou não como respostas, por</p><p>exemplo:</p><p>♦ O que pensa de…? Por quê?</p><p>♦ Ou mais fechadas – Gosta de…? Por quê?</p><p>♦ Quanto tempo passa nas redes sociais diaria-</p><p>mente? Por quê?</p><p>♦ Adeque as perguntas ao entrevistado (nível</p><p>etário, nível sociocultural…) e à situação (mo-</p><p>mento lugar).</p><p>» Prepare-se para a realização da entrevista:</p><p>» Revise o roteiro de perguntas;</p><p>» Acerte uma data para a realização da entrevista e</p><p>contate o entrevistado para realizar o agendamento;</p><p>» Cheque os equipamentos que serão utilizados:</p><p>celulares, câmeras de vídeo ou outros, caso quei-</p><p>ra utilizar algum; Se não for possível utilizar algum</p><p>equipamento, apenas anote no seu caderno.</p><p>» Ensaie as perguntas até sentir-se à vontade para a</p><p>tarefa.</p><p>Coletânea</p><p>Texto I</p><p>Vício em redes sociais? Descubra como lidar com o</p><p>problema</p><p>Você sente que está passando tempo demais na</p><p>internet? Não consegue ficar longe do celular porque</p><p>já bate a vontade de checar suas notificações? Embora</p><p>possa se tratar de mero hábito, o uso excessivo de re-</p><p>des sociais pode indicar um vício – e causar prejuízos à</p><p>sua vida offline.</p><p>Mas como diferenciar o vício do hábito? E como</p><p>vencer a dependência das redes sociais? Consultamos</p><p>Fabíola Luciano, psicóloga e membro da Sociedade</p><p>Brasileira de Coaching, para entender essas e outras</p><p>questões.</p><p>O que leva as pessoas a abusarem das redes sociais?</p><p>“Uma das causas que podemos apontar é a dificul-</p><p>dade que algumas pessoas têm de fazer amigos reais.</p><p>Hoje, principalmente nos grandes centros urbanos, os</p><p>relacionamentos acabam ficando mais difíceis porque</p><p>desenvolvemos barreiras para estabelecer uma cone-</p><p>xão profunda com as pessoas – e essa conexão acaba</p><p>envolvendo habilidades que muitos de nós não temos.</p><p>As redes sociais colaboram para essa dependência ao</p><p>permitir encontrar outras pessoas com gostos em co-</p><p>mum [sem, no entanto, as exigências de um relaciona-</p><p>mento da vida real]”, explica Fabíola. E nós gostamos de</p><p>nos relacionar com quem tem a ver conosco, ainda que</p><p>se trate de uma relação apenas virtual.</p><p>Como saber que se trata de um vício?</p><p>Todo vício parte de uma necessidade que você não</p><p>consegue controlar – esse é o primeiro sinal. Outro</p><p>sintoma é a alteração brusca de humor ao não poder</p><p>acessar as redes. “Geralmente, essas pessoas acabam</p><p>tendo uma vida muito mais pautada na vida da internet</p><p>do que na vida real. Por isso, tendem a expor cada mo-</p><p>mento do seu dia nas redes sociais”, completa. [...]</p><p>O vício pode causar consequências mais sérias?</p><p>A resposta é sim. O vício em redes sociais pode au-</p><p>mentar seu isolamento social, pois a internet se torna</p><p>o único meio de se relacionar e você acaba perdendo</p><p>o contato com pessoas reais. Também prejudica a con-</p><p>centração e pode provocar alterações no sono, ansie-</p><p>dade e até mesmo depressão. [...]</p><p>Como as pessoas próximas podem ajudar?</p><p>Nesse processo de fazer alguém enxergar que está</p><p>viciado, é essencial apontar o que se está perdendo ao</p><p>ficar horas nas redes sociais e afastado da vida real:</p><p>“Como todo vício, a pessoa nunca enxerga que precisa</p><p>de ajuda. Por isso, em vez de fazer uma crítica, o ideal é</p><p>tentar apontar os prejuízos que ela não percebeu antes.</p><p>No caso dos mais jovens, os pais devem ter autono-</p><p>mia para limitar o tempo de uso das redes sociais e do ce-</p><p>lular e trazê-los para um universo real, que é onde a gente</p><p>vive, e onde as coisas acontecem de verdade”, conclui.</p><p>Disponível em: https://fortissima.com.br/2019/05/03/vicio-em-redes-sociais-saiba-como-lidar-com-o-problema-14834419/</p><p>Acesso em 14 mai. 2024. (adaptado)</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>20</p><p>Texto II</p><p>Disponível em: https://comunicadores.info/ilustracoes-que-mostram-o-lado-viciante-das-redes-sociais/ Acesso em 14 mai. 2024.</p><p>(adaptado)</p><p>REVISITANDO A MATRIZ SAEB</p><p>Caro(a) estudante, até aqui, em nossa trajetória</p><p>no decorrer da realização das atividades propostas,</p><p>buscamos conhecer um pouco mais sobre diversos</p><p>gêneros textuais (Estatuto, Entrevista e Peça Tea-</p><p>tral). Agora, propomos a você a realização de algumas</p><p>questões que, além de contribuir com a sistematiza-</p><p>ção dos conhecimentos adquiridos por você, poderão</p><p>ser norteadoras do que você ainda necessita buscar</p><p>“conhecer mais”. Nossa sugestão é que dialogue com</p><p>seu(a) professor(a) após o término de todas as ativi-</p><p>dades. Vamos lá?</p><p>Leia o texto.</p><p>“Criatividade se adquire com prática”</p><p>Especialista garante que criatividade não é coisa só</p><p>de gênio</p><p>O que você faria se soubesse que não iria falhar?</p><p>“Nada”, segundo o professor de design gráfico Brad</p><p>Hokanson, da Universidade de Minnesota. Isso porque,</p><p>para ele, não tem diversão nenhuma na falta de desafio.</p><p>E é exatamente isso que melhora a nossa criatividade.</p><p>Na edição deste mês da Galileu (nº280), o professor</p><p>Hokanson — que ministra o curso “Solução Criativa</p><p>de Problemas, disponível no site Coursera (em inglês)</p><p>— explica como essa habilidade pode ser adquirida por</p><p>qualquer um. Leia o nosso papo com ele, na íntegra:</p><p>GALILEU: A criatividade é para todo mundo?</p><p>Algumas pesquisas mostram que a criatividade é</p><p>parte das habilidades mentais. Todo mundo a usa na</p><p>hora de resolver problemas que encontramos no dia a</p><p>dia. A gente só não reconhece isso como criatividade.</p><p>Nós não devemos pensar que não somos criativos só</p><p>porque não estamos produzindo arte ou inventando</p><p>alguma coisa como Einstein. Na verdade, somos bem</p><p>inventivos e criativos em muitas coisas. Por isso, deve-</p><p>mos reconhecer a criatividade e trabalhá-la. Todo mun-</p><p>do consegue. Criatividade se adquire com prática.</p><p>De certa maneira, para ser criativo é preciso de-</p><p>safiar alguns padrões. Você acha que as pessoas têm</p><p>medo de serem criativas por conta disso?</p><p>Acho. Uma das características da criatividade é</p><p>que ela difere do normal, da rotina. Ou seja, temos que</p><p>ser corajosos para propor coisas novas, seja vestindo</p><p>meias diferentes, ou comendo de uma forma inusitada.</p><p>Às vezes, nos sentimos limitados pela sociedade, sejam</p><p>colegas de trabalho com regras rígidas ou uma família</p><p>muito tradicional, mas todos devem estar abertos a</p><p>resolver problemas de forma diferente dentro do seu</p><p>próprio contexto.</p><p>As pessoas acham que criatividade é uma coisa li-</p><p>gada às artes, só músicos, pintores e designers podem</p><p>ser criativos. Por que é errado pensar assim?</p><p>Artistas, designer e músicos são sortudos por te-</p><p>rem uma vida cercada de criatividade. Mas acho que as</p><p>pessoas erram ao isolar a criatividade em certos cam-</p><p>pos e não incorporar isso na vida. Meu pai era pedreiro,</p><p>ele era muito bom em inventar e consertar coisas. Ape-</p><p>sar de achá-lo criativo, ele nunca pensou nele mesmo</p><p>desta forma. Não era arte, mas ele estava resolvendo</p><p>problemas e inventando coisas.</p><p>Falta de criatividade é associada com uma visão</p><p>de mundo mais limitada. Como as pessoas podem se</p><p>livrar desse tipo de visão?</p><p>Uma das formas de aumentar nosso potencial criati-</p><p>vo é nos expondo a ambientes, coisas e pessoas diferen-</p><p>tes. Algumas pesquisas mostram que nossas memórias</p><p>e experiências em lugares diferentes podem nos ajudar</p><p>a resolver os problemas de onde vivemos. As pessoas</p><p>podem ter visões limitadas em seus ambientes de tra-</p><p>balho, por exemplo, mas podem mudar as coisas tendo</p><p>certeza de que atingiram os limites por lá.</p><p>Disponível em: http://revistagalileu.globo.com Acesso em: 14 maio 2024. (adaptado).</p><p>1. Qual é o tema do texto lido?</p><p>(A) A criatividade é adquirida quando praticada com</p><p>frequência.</p><p>(B) A importância da criatividade para a invenção.</p><p>(C) A necessidade das habilidades mentais.</p><p>(D) A criatividade não é para todo mundo.</p><p>2. O ponto de vista defendido pelo entrevistado está</p><p>no trecho:</p><p>(A) “De certa maneira, para ser criativo é preciso de-</p><p>safiar alguns padrões.”</p><p>(B) “Falta de criatividade é associada com uma visão</p><p>de mundo mais limitada.</p><p>(C) “As pessoas acham que criatividade é uma coisa</p><p>ligada às artes, só músicos, pintores ...”</p><p>(D) “... mas todos devem estar abertos a resolver</p><p>problemas de forma diferente dentro do seu próprio</p><p>contexto.”</p><p>Semana 4 - Novembro</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>21</p><p>3. No trecho “Apesar de achá-lo criativo, ele nunca</p><p>pensou nele mesmo desta forma.”, o termo em desta-</p><p>que estabelece uma relação lógico-discursiva de</p><p>(A) adição. (C) conclusão.</p><p>(B) finalidade. (D) concessão.</p><p>4. Em</p><p>qual trecho a palavra destacada faz uma retomada?</p><p>(A) “Algumas pesquisas mostram que a criatividade é</p><p>parte das habilidades mentais.”</p><p>(B) “Nós não devemos pensar que não somos criati-</p><p>vos só porque não estamos produzindo arte ...”</p><p>(C) “... temos que ser corajosos para propor coisas</p><p>novas, seja vestindo meias diferentes, ou comendo</p><p>de uma forma inusitada.”</p><p>(D) “Algumas pesquisas mostram que a criatividade</p><p>é parte das habilidades mentais. Todo mundo a usa</p><p>na hora de resolver problemas que encontramos no</p><p>dia a dia.”</p><p>Leia um fragmento da Constituição Federal.</p><p>[...]</p><p>TÍTULO II</p><p>DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS</p><p>CAPÍTULO I</p><p>DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E</p><p>COLETIVOS</p><p>Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de</p><p>qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos</p><p>estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do di-</p><p>reito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à</p><p>propriedade, nos termos seguintes:</p><p>I - homens e mulheres são iguais em direitos e obriga-</p><p>ções, nos termos desta Constituição;</p><p>II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer</p><p>alguma coisa senão em virtude de lei;</p><p>III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamen-</p><p>to desumano ou degradante;</p><p>IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo veda-</p><p>do o anonimato; [...]</p><p>Disponível em Acesso em 23 de set. de 2021.</p><p>5. Qual o assunto principal tratado no fragmento de</p><p>texto?</p><p>(A) O desrespeito às leis que regem o País.</p><p>(B) A proibição da manifestação do pensamento.</p><p>(C) A desigualdade entre brasileiros e estrangeiros</p><p>perante a lei.</p><p>(D) Os direitos e deveres dos brasileiros e estrangei-</p><p>ros residentes no País.</p><p>6. No trecho “...garantindo-se aos brasileiros e aos es-</p><p>trangeiros residentes no País a inviolabilidade do direi-</p><p>to à vida...”, a palavra destacada significa</p><p>(A) o que é popular.</p><p>(B) o que é desigual.</p><p>(C) o que se pode infringir.</p><p>(D) o que não se pode violar.</p><p>7. A linguagem utilizada na Constituição Federal é</p><p>(A) formal, clara e objetiva, com vocabulário técnico.</p><p>(B) regional, clara e objetiva, com vocabulário colo-</p><p>quial.</p><p>(C) informal, literária, subjetiva, com vocabulário co-</p><p>loquial.</p><p>(D) poética, permeada de subjetividade, com voca-</p><p>bulário conotativo.</p><p>Observe o fragmento de um texto teatral:</p><p>[...]</p><p>ANINHA - [Num ímpeto] Não, Sinval. Hoje eu vou</p><p>buscar meu tio. Vou no meu carro. Tenho um assunto</p><p>para conversar com ele na volta para casa.</p><p>SINVAL - [Embaraçado] Dona Ana… Às quintas-fei-</p><p>ras ele não vem direto para casa… Eu é que devo ir. Ele</p><p>voltará muito tarde.</p><p>[...]</p><p>Disponível em: https://produzirtextosgeotambau.blogspot.com/2013/11/texto-teatral-escrito-exercicios-de.html Acesso em: 17</p><p>maio 2024. (adaptado</p><p>8. Com base no diálogo entre as personagens, pode-se</p><p>perceber que elas utilizam uma linguagem mais</p><p>(A) formal.</p><p>(B) regional.</p><p>(C) informal.</p><p>(D) científica.</p><p>9. Quais elementos principais fazem parte da encena-</p><p>ção de um texto teatral?</p><p>(A) Atos, cenas e falas decoradas.</p><p>(B) ensaios, cenário, público e rubrica.</p><p>(C) figurinos, música, rubrica, câmera e movimentos.</p><p>(D) Cenário, música, luz, figurino, maquiagem e ges-</p><p>tos.</p><p>10. No trecho “SINVAL - [Embaraçado] Dona Ana… Às</p><p>quintas-feiras ele não vem direto para casa…”, as reti-</p><p>cências foram empregadas para</p><p>(A) obstruir um pensamento.</p><p>(B) omitir um pensamento.</p><p>(C) marcar hesitação.</p><p>(D) enfatizar a fala.</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>22</p><p>Revisa Goiás</p><p>MATEMÁTICA</p><p>Semana 1 - Outubro</p><p>Diagnóstico</p><p>1. Observe a fração, a seguir:</p><p>A representação percentual que corresponde a essa</p><p>fração é igual a</p><p>(A) 7%. (C) 21%.</p><p>(B) 9%. (D) 30%.</p><p>2. Em uma determinada escola, com 324 estudantes,</p><p>as turmas do ensino médio representam dois nonos da</p><p>população dos estudantes.</p><p>A população do ensino médio dessa escola é de</p><p>(A) 36 estudantes. (C) 96 estudantes.</p><p>(B) 72 estudantes. (D) 252 estudantes.</p><p>3. Ao pesquisar sobre o censo de sua cidade, Diogo</p><p>descobriu que seu bairro, com 12 mil habitantes, cor-</p><p>responde a 3% da população total da cidade.</p><p>Qual é o total de habitantes da cidade de Diogo?</p><p>(A) 36 000 (C) 120 000</p><p>(B) 40 000 (D) 400 000</p><p>4. Devido à alta demanda, o preço de venda de um cli-</p><p>matizador de ar, em uma determinada loja, passou a</p><p>custar R$ 160,50, após um acréscimo de 7%.</p><p>Qual era o preço original do climatizador antes do</p><p>acréscimo?</p><p>(A) 146,50 (C) 150,00</p><p>(B) 149,26 (D) 153,50</p><p>5. Em certas lojas é comum que os vendedores utilizem</p><p>uma calculadora para calcular possíveis acréscimos ou</p><p>descontos. Suponha que, em uma determinada compra,</p><p>é oferecido um desconto de 5%, mas hoje a calculadora</p><p>está com defeito e o cálculo precisa ser feito à mão.</p><p>Para mostrar, ao cliente, o preço do produto com o des-</p><p>conto aplicado, basta realizar a seguinte multiplicação:</p><p>(A) (preço total) x 0,005 (C) (preço total) x 0,5</p><p>(B) (preço total) x 0,05 (D) (preço total) x 0,95</p><p>6. Selma calculou corretamente o valor da expressão</p><p>, para a=3 e b=6.</p><p>Qual o resultado encontrado por Selma?</p><p>(A) –1 (C) 4</p><p>(B) –4 (D) 14</p><p>7. Observe a expressão algébrica, a seguir:</p><p>Qual o valor dessa expressão quando a=–1, b=6 e c=–9 ?</p><p>(A) –36 (C) 0</p><p>(B) –24 (D) 48</p><p>8. Considere x e y números reais inteiros positivos, tais que:</p><p>x – y = 7 e x2 y – xy2 = 210</p><p>O valor de xy é igual a</p><p>(A) 7. (C) 30.</p><p>(B) 10. (D) 37.</p><p>9. Observe a expressão</p><p>O valor numérico dessa expressão, para 𝑥 = 101, é igual a</p><p>(A) −100,1. (C) −10.</p><p>(B) −100. (D) 100.</p><p>10. Observe a equação polinomial do 2° grau, a seguir</p><p>ax2 + bx + c = 0</p><p>Para que essa equação seja considerada incompleta, é</p><p>necessário que</p><p>(A) não possua raízes reais.</p><p>(B) possua o coefi ciente a igual a zero.</p><p>(C) possua os coefi cientes b ou c, ou ambos, iguais a zero.</p><p>(D) possua todos os coefi cientes negativos.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>23</p><p>11. Dada a equação polinomial do 2º grau, a seguir</p><p>–x2 + 6x – 5 = 0</p><p>Podemos afi rmar que o conjunto de soluções dessa</p><p>equação é igual a:</p><p>(A) S = {–5,–1} (C) S = {–1,5}</p><p>(B) S = {–5,1} (D) S = {1,5}</p><p>12. Considerando a seguinte equação do segundo grau</p><p>x2 + 5x + 6 = 0</p><p>Sobre as raízes, desta equação, é correto afi rmar que</p><p>possui</p><p>(A) nenhuma raiz real.</p><p>(B) uma raiz real.</p><p>(C) duas raízes reais e iguais.</p><p>(D) duas raízes reais e distintas.</p><p>Semana 2 - Outubro</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>o que precisamos</p><p>saber?</p><p>PORCENTAGEM</p><p>A porcentagem é denotada pelo termo x% (“x</p><p>porcento”), com x ∈ , é uma maneira de indicar a</p><p>razão centesimal ou qualquer outra representa-</p><p>ção equivalente a ela.</p><p>Exemplos:</p><p>A porcentagem também é chamada de taxa percen-</p><p>tual ou, simplesmente, percentual.</p><p>Mais exemplos de equiva-</p><p>lência de frações.</p><p>Acesse o QR Code e assista ao</p><p>vídeo do Youtube: Matemática |</p><p>Goiás TEC | SEDUC</p><p>PORCENTAGEM DE UM VALOR NUMÉRICO</p><p>Podemos calcular a porcentagem de um valor de</p><p>diferentes maneiras, como já visto em volumes ante-</p><p>riores do REVISA GOIÁS 2024.</p><p>Observe como calcular 12% de 550, de três for-</p><p>mas distintas:</p><p>1ª) Multiplicando o valor pela representação fra-</p><p>cionária da porcentagem</p><p>2ª) Multiplicando o valor pela representação de-</p><p>cimal da porcentagem</p><p>550 ∙ 12% = 550 ∙ 0,12 = 66</p><p>3ª) Utilizando a regra de três</p><p>Organizando os valores, temos o quadro:</p><p>Assim, podemos montar a proporção e encontrar</p><p>o valor referente a 12%,</p><p>Note que “550 está para x as-</p><p>sim como 100 está para 12”</p><p>É possível encontrar o percentual</p><p>que “uma parte” representa de “um</p><p>todo”, por um método prático. Veja:</p><p>• Qual a porcentagem que 40 representa de um total</p><p>de 200?</p><p>Aplicando a regra de três, temos:</p><p>Observe que a razão é equivalente ao percentual</p><p>que buscamos. Assim, o decimal correspondente a esta</p><p>fração é</p><p>Portanto, 40 representa 20% de um total de 200.</p><p>• Qual é a porcentagem que 200 representa de um to-</p><p>tal de 160?</p><p>Calculando a razão de , temos:</p><p>Assim, 200 representa 125% de um</p><p>total de 160.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>24</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. Represente:</p><p>a) 40% na forma de fração irredutível.</p><p>b) 19% na forma decimal.</p><p>c) na forma de porcentagem.</p><p>d) na forma decimal.</p><p>e) 0,06 na forma fracionária irredutível.</p><p>f) 1,28 na forma de porcentagem.</p><p>2. Calcule:</p><p>a) 15% de 200 e) 85% de 50</p><p>b) 24% de 800 f) 50% de 70</p><p>c) 30% de 120 g) 105% de 60</p><p>d) 75% de 104 h) 35% de 300</p><p>3. Complete os espaços, a seguir:</p><p>a) 50 é __________% de 200.</p><p>b) 60 é __________% de 75.</p><p>c) 15 é __________% de 250.</p><p>d) 72 é __________% de 3600.</p><p>4. Uma mercadoria que custava R$ 80,00, passou a</p><p>custar R$ 100,00. Qual a porcentagem de aumento</p><p>dessa mercadoria?</p><p>5. Calcule e responda:</p><p>a) Quanto é 30% de R$ 650,00?</p><p>b) Ao escalar uma montanha, Felipe subiu 195 me-</p><p>tros e foi informado que havia percorrido 30% do</p><p>percurso. Qual é a altura da montanha?</p><p>c) Sabe-se que 15% equivalem a 36 estudantes de</p><p>uma escola. Quantos estudantes há nessa escola?</p><p>6. (SPAECE 2012 – Adaptada) Na prova de um concurso</p><p>público, Fred acertou 8 das 10 primeiras questões e três</p><p>quartos das questões restantes, ou seja, 30 questões.</p><p>O percentual de acerto de Fred foi de</p><p>(A) 68,5%. (C) 76,0%.</p><p>(B) 72,0%. (D) 77,5%.</p><p>7. Em 2023, uma faculdade registrou a matrícula de</p><p>1600 novos estudantes. Estimulado por novas polí-</p><p>ticas de inclusão financeira e/ou social, espera-se um</p><p>aumento de cerca de 18%, em relação a esse número,</p><p>nas matrículas em 2024. Qual será o total de novos es-</p><p>tudantes em 2024, caso a previsão se realize?</p><p>8. (UFSM-RS – Adaptada) A prefeitura, responsável</p><p>pela iluminação pública de uma cidade, trocou 40% das</p><p>luminárias por outras mais eficientes. Decorrido um</p><p>ano da troca, verificou que 2% das novas luminárias e</p><p>6% das luminárias antigas apresentaram defeito.</p><p>Qual é a porcentagem das luminárias da cidade que</p><p>apresentaram defeito nesse período?</p><p>(A) 4,4% (C) 6,8%</p><p>(B) 5,6% (D) 8,0%</p><p>Vamos avançar?</p><p>ACRÉSCIMIOS E DECRÉSCIMOS</p><p>Frequentemente, os acréscimos (aumentos) ou</p><p>decréscimos (descontos) aplicados em algumas situ-</p><p>ações, são baseados em porcentagem. Para resolver</p><p>situações como essas, temos um método prático:</p><p>valor final = valor inicial ∙ fator multiplicativo</p><p>O fator multiplicativo depende da situação, pois</p><p>• no acréscimo, somamos 1 com a forma decimal</p><p>da porcentagem.</p><p>• no decréscimo, subtraímos 1 com a forma deci-</p><p>mal da porcentagem.</p><p>Exemplo</p><p>Pedro aluga um galpão para depósito e seu valor</p><p>mensal é de R$ 1200,00. Com o pagamento anteci-</p><p>pado há um desconto de 5% sobre o valor e caso haja</p><p>atrasos incide 8% sobre o aluguel. Nessas condições:</p><p>a) Caso Pedro atrase, qual será o valor a pagar?</p><p>b) Caso Pedro antecipe, qual será o valor a pagar?</p><p>Solução:</p><p>a) Valor inicial: 1200</p><p>Acréscimo : 8%</p><p>fator multiplicativo = 1 + 0,08 = 1,08</p><p>Assim,</p><p>valor final = valor inicial ∙ fator multiplicativo</p><p>valor final = 1200 ∙ 1,08</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>25</p><p>valor final = 1296</p><p>Ao pagar em atraso, o valor será R$ 1296,00.</p><p>b) Valor inicial: 1200</p><p>Desconto : 5%</p><p>fator multiplicativo = 1 - 0,05 = 0,95</p><p>Assim,</p><p>valor final = valor inicial ∙ fator multiplicativo</p><p>valor final = 1200 ∙ 0,95</p><p>valor final = 1140</p><p>Ao pagar antecipado, o valor será R$ 1140,00.</p><p>AUMENTOS E DESCONTOS SUCESSIVOS</p><p>Para calcular aumentos e descontos sucessivos,</p><p>a ordem dessas variações não importa. Não é neces-</p><p>sário calcularmos separadamente os acréscimos e/ou</p><p>decréscimos sucessivos, podemos calculá-los, simul-</p><p>taneamente, efetuando a multiplicação de seus fato-</p><p>res pelo valor total.</p><p>Considere o valor de R$ 100,00: um aumento de</p><p>15% seguido de um desconto de 10%, tem o mesmo</p><p>resultado de um desconto de 10% seguido de um au-</p><p>mento de 15%. Determinando o valor final após essas</p><p>variações:</p><p>▶ Acréscimo seguido do desconto:</p><p>Calculando o acréscimo de 15%, temos</p><p>100 ∙ 1,15 = 115</p><p>Seguindo o cálculo, agora com um desconto de</p><p>10%, obtemos</p><p>115 ∙ 0,90 = 103,50</p><p>▶ Desconto seguido de acréscimo:</p><p>Calculando o desconto de 10%, temos</p><p>100 ∙ 0,90 = 90</p><p>Seguindo o cálculo, agora com o acréscimo de</p><p>15%, temos</p><p>90 ∙ 1,15 = 103,50</p><p>Além de não haver alteração no resultado, o resu-</p><p>mo das operações acima é:</p><p>(100 ∙ 1,15) ∙ 0,90 ou (100 ∙ 0,90) ∙ 1,15</p><p>Exemplo</p><p>Uma jaqueta que custava R$ 300,00 teve um au-</p><p>mento de 20% e, na semana seguinte, teve um descon-</p><p>to de 15%, sobre o valor acrescido. Após as variações,</p><p>a jaqueta passou a custar quanto?</p><p>Solução:</p><p>Calculando o acréscimo e o decréscimo, simulta-</p><p>neamente, temos</p><p>ATIVIDADES</p><p>9. Uma camisa que custava R$ 85,00 teve um aumento</p><p>de 12%. Qual é o novo preço dessa camisa?</p><p>10. Luiza comprou um tênis cujo valor na vitrine era de</p><p>R$ 340,00. Ao efetuar o pagamento Luiza recebeu um</p><p>desconto de R$ 51,00 sobre o valor desse tênis. Saben-</p><p>do disso, responda:</p><p>a) Quantos reais Luiza pagou pelo tênis?</p><p>b) Qual foi o percentual de desconto recebido por</p><p>Luiza nessa compra?</p><p>c) Se o percentual de desconto fosse de 20%, quan-</p><p>tos reais Luiza pagaria pelo tênis?</p><p>11. Nilton planeja seus gastos em uma planilha para con-</p><p>trolá-los melhor. Ele registrou os gastos do mês de maio</p><p>e, como já sabia qual seria o reajuste de cada despesa,</p><p>registrou uma previsão de gastos para o mês de junho.</p><p>Determine a previsão dos gastos de Nilton, no mês de</p><p>junho, de acordo com os reajustes indicados.</p><p>12. Uma raquete custa, na loja A, R$ 15,00 a mais que</p><p>na loja B. O proprietário da loja A, percebendo isso,</p><p>lança uma promoção oferecendo um desconto de 10%,</p><p>nesse produto, para que a raquete tenha o mesmo pre-</p><p>ço da loja B. Quanto custa a raquete na loja B?</p><p>13. Cauê contraiu um empréstimo no valor de R$ 780,00</p><p>em seu banco digital. As condições escolhidas para o</p><p>pagamento desse empréstimo são:</p><p>I. Realizar o pagamento em parcela única;</p><p>II. Acréscimos de 8% mês a mês.</p><p>Sabendo que ele conseguiu fazer o pagamento 2 meses</p><p>após o prazo, o valor pago por Cauê, em reais, foi de:</p><p>(A) 842,40. (C) 909,79.</p><p>(B) 904,80. (D) 1622,40.</p><p>14. Flávia percebeu que determinada mercadoria teve</p><p>seu preço elevado em 18%, após o fim de uma promo-</p><p>ção. Ao chegar à loja ela conseguiu, com o gerente, um</p><p>desconto de 5%. Mesmo assim ela pagou R$ 302,50 a</p><p>mais do que o valor promocional. Qual era o preço da</p><p>mercadoria em promoção?</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>26</p><p>Vamos Sistematizar?</p><p>Fazendo o uso de fórmulas, cálculos e modelos</p><p>disponíveis, a Matemática Financeira nos auxilia na</p><p>resolução de problemas financeiros como o cálcu-</p><p>lo de taxas de juros, o entendimento da inflação, as</p><p>aplicações financeiras (rentabilidade e liquidez de um</p><p>investimento), cálculos de impostos etc. É importante</p><p>termos conhecimento de alguns conceitos intrínsecos</p><p>a ela.</p><p>CONCEITOS BÁSICOS DA MATEMÁTICA</p><p>FINANCEIRA</p><p>Lucro e Prejuízo (L)</p><p>A diferença do preço de venda e do preço de cus-</p><p>to, de determinado produto, pode ser positiva ou ne-</p><p>gativa. Então, para obtermos lucro, o preço de venda</p><p>(V) deve ser maior que o preço de custo (C).</p><p>L = V – C</p><p>Caso L seja positivo, haverá lucro, porém, se for</p><p>negativo, haverá prejuízo.</p><p>Além disso, o lucro também pode ser expresso</p><p>como um percentual em relação ao preço de custo ou</p><p>ao preço de venda. Em outras palavras:</p><p>• é o percentual de lucro sobre o preço de custo;</p><p>• é o percentual de lucro sobre o preço de venda.</p><p>Exemplo:</p><p>Um produto foi comprado por R$ 620,00 e vendi-</p><p>do por R$ 960,00.</p><p>Responda as seguintes perguntas:</p><p>a) Qual foi o lucro, em reais?</p><p>b) Qual a porcentagem, aproximada, de lucro so-</p><p>bre o preço de custo?</p><p>Solução:</p><p>a) A diferença entre o preço de venda e o preço de</p><p>custo é</p><p>960 – 620 = 340</p><p>O lucro foi de R$ 340,00.</p><p>b) Calculando a razão entre lucro (L) e custo (C), temos</p><p>A porcentagem de lucro sobre o preço de custo é de,</p><p>aproximadamente, 54,84%.</p><p>ELEMENTOS</p><p>BÁSICOS DA MATEMÁTICA</p><p>FINANCEIRA</p><p>• Operação financeira: Ato econômico em que há</p><p>transferência de valores entre o credor, indivíduo ou</p><p>entidade que possui capital, e o tomador, agente eco-</p><p>nômico que recebe o valor.</p><p>• Capital (C): É o valor investido no início de uma ope-</p><p>ração financeira.</p><p>• Juros ( J): Pode–se definir juros como:</p><p>o rendimento, em dinheiro, de uma aplicação fi-</p><p>nanceira, ou seja, um acréscimo sobre o valor de uma</p><p>compra adquirida;</p><p>um valor que se recebe em uma aplicação mo-</p><p>netária;</p><p>um valor referente ao atraso no pagamento de</p><p>uma prestação ou a quantia paga pelo empréstimo de</p><p>determinado capital.</p><p>• Prazo (t): É o tempo da operação financeira, ou seja,</p><p>o período em que os juros são calculados.</p><p>• Taxa de juros (i): É o percentual utilizado para o cál-</p><p>culo dos juros em determinado intervalo de tempo.</p><p>• Valor presente: É o valor de uma operação financei-</p><p>ra na data inicial.</p><p>• Valor futuro: É o valor de uma operação financeira</p><p>compreendido entre a data inicial e final da operação.</p><p>ATIVIDADES DE sistematização</p><p>15. Ao comprar uma mercadoria de R$ 130,00, um re-</p><p>vendedor pretende lucrar a partir da venda deste item,</p><p>aplicando um aumento de 25% sobre o valor de com-</p><p>pra. Sabendo disso responda:</p><p>a) Qual será o lucro, em reais, deste revendedor?</p><p>b) Qual será o percentual de lucro sobre o preço de</p><p>venda?</p><p>c) Caso ele pretenda aumentar mais 12%, qual será o</p><p>novo valor desta mercadoria?</p><p>d) Qual será o novo percentual de lucro, sobre o pre-</p><p>ço de venda acrescido de 12%?</p><p>16. Um produto custa R$ 9000,00. Calcule o preço de</p><p>venda, de modo a obter:</p><p>a) Um lucro de 15% sobre o valor de custo.</p><p>b) Um prejuízo de 10% sobre o valor de custo.</p><p>17. Um produto cujo preço de custo é de R$ 420,00 é</p><p>vendido com um lucro de 30% sobre o preço de venda.</p><p>Qual é o preço de venda desse produto?</p><p>(A) 126,00 (C) 546,00</p><p>(B) 294,00 (D) 600,00</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>27</p><p>18. Rebecca foi adquirir um automóvel em uma con-</p><p>cessionária e escolheu um modelo cujo preço, à vista,</p><p>era R$ 62 000,00. O vendedor informou-lhe que o va-</p><p>lor desse automóvel poderia ser totalmente fi nanciado</p><p>em 48 parcelas mensais, idênticas, de R$ 1750,00. Ela</p><p>então optou por fi nanciar a compra desse automóvel.</p><p>Nessas condições, responda.</p><p>a) Qual foi o preço total, em reais, que Rebecca pa-</p><p>gou pelo automóvel?</p><p>b) Qual foi o valor, em reais, que Rebecca pagou de</p><p>juros nesse fi nanciamento?</p><p>c) Qual foi a taxa de juros sobre o valor do automóvel</p><p>com o fi nanciamento?</p><p>19. Duas lojas de roupas vendem calças jeans de mes-</p><p>ma marca e modelo pelo mesmo preço à vista. Mas, se</p><p>parcelado, oferecem as seguintes condições:</p><p>Loja 1 – Entrada de 60% do valor e o restante em 30</p><p>dias, com 10% de juros sobre o saldo restante;</p><p>Loja 2 – Entrada de 40% do valor e o restante em 30</p><p>dias, com 8% de juros sobre o saldo restante.</p><p>Se o cliente decidir comprar parcelado, nessas condi-</p><p>ções, qual das lojas será mais vantajosa?</p><p>Semana 3 - Outubro</p><p>o que precisamos</p><p>saber?</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>EXPRESSÕES ALGÉBRICAS</p><p>Expressões algébricas são combinações entre</p><p>números, letras, sinais gráfi cos e operações básicas,</p><p>cuja resolução deve seguir uma ordem específi ca.</p><p>As letras são conhecidas como variáveis e utilizadas</p><p>para representar valores distintos. Caso a expressão</p><p>algébrica possua um único termo algébrico, ela é co-</p><p>nhecida como monômio; quando possui mais de um,</p><p>é chamada de polinômio. Vejamos alguns exemplos</p><p>de expressões algébricas:</p><p>♦ 3x2 c + 5ya2 – 3</p><p>♦ –7n3 m</p><p>♦ x2 + 2x – 3</p><p>♦ 2k5 – 3k3 + k – 10</p><p>• Valor numérico de uma expressão algébrica</p><p>Quando conhecemos ou atribuímos um valor a</p><p>variável de uma expressão algébrica, é possível en-</p><p>contrar o seu valor numérico. O valor numérico da</p><p>expressão algébrica é o resultado ao substituirmos a</p><p>variável por um valor.</p><p>Exemplo:</p><p>Dada a expressão x3 + 4x2 + 3x – 5, para x = 2, qual é</p><p>o valor numérico dessa expressão?</p><p>Solução:</p><p>Para calcular o valor da expressão, deve–se substi-</p><p>tuir o x por 2. Temos,</p><p>Logo, o valor numérico dessa expressão é 25.</p><p>• Expressão algébrica racional</p><p>Uma expressão algébrica racional (fracionária) é o</p><p>quociente entre dois polinômios. Em outras palavras,</p><p>é uma fração cujo numerador e denominador, não</p><p>nulo, são polinômios. Vejamos alguns exemplos de ex-</p><p>pressões algébricas racionais:</p><p>Em ambos os casos, os denominadores (x–2) e (a2 + b3)</p><p>devem ser diferentes de zero.</p><p>(x – 2) ≠ 0 e (a2 + b3) ≠ 0</p><p>• Valor numérico das expressões algébricas racionais</p><p>Considere a expressão racional, a seguir:</p><p>Pode–se determinar o valor numérico dessa ex-</p><p>pressão para valores específi cos de a. Por exemplo,</p><p>calcular o valor numérico para a=–1.</p><p>Então, o valor dessa expressão para a=–1 é igual a 2.</p><p>1. Substitua o valor de x=2 nos binômios, a seguir.</p><p>ATIVIDADES</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>28</p><p>3. Substitua o valor de nos polinômios, a seguir.</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>4. Substitua o valor de a=2 e b=–3 nas expressões algé-</p><p>bricas, a seguir.</p><p>5. Substitua e calcule o valor numérico dos binôminos,</p><p>a seguir, para x=2.</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>6. Substitua e calcule o valor numérico dos trinômios, a</p><p>seguir, para x=–3.</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>7. Substitua e calcule o valor numérico dos polinômios,</p><p>a seguir, para x=–1.</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>8. Substitua os valores de a=2 e b=–1 nas expressões</p><p>algébricas, a seguir, e calcule seus valores numéricos.</p><p>2º GRUPO</p><p>Vamos avançar?</p><p>FATORAÇÃO DE POLINÔMIOS</p><p>A fatoração é um processo utilizado na matemá-</p><p>tica que consiste em representar um número ou uma</p><p>expressão como produto de fatores.</p><p>Ao escrever um polinômio como a multiplicação</p><p>de outros polinômios, frequentemente, conseguimos</p><p>simplificar a expressão.</p><p>Exemplo:</p><p>Qual o valor da expressão quando</p><p>x=–3?</p><p>Depois que você aprender um pouco mais sobre</p><p>fatoração, notará que essa expressão poderá ser re-</p><p>solvida da seguinte maneira:</p><p>Agora, substituindo x=–3, temos:</p><p>x – 3 = – 3 – 3 = – 6</p><p>Confira, a seguir, os tipos de fatoração de polinômios.</p><p>• Fator Comum em Evidência</p><p>Usamos esse tipo de fatoração quando existe um</p><p>fator que se repete em todos os termos do polinômio.</p><p>Esse fator, que pode conter números e/ou letras, será</p><p>colocado em evidência (na frente dos parênteses).</p><p>Dentro dos parênteses ficará o resultado da divisão</p><p>de cada termo do polinômio pelo fator comum.</p><p>Na prática, vamos fazer os seguintes passos:</p><p>1°) Identificar se existe algum número e/ou variável</p><p>que divide todos os termos do polinômio;</p><p>2°) Colocar os fatores comuns (número e/ou letras)</p><p>na frente dos parênteses (em evidência);</p><p>3°) Colocar dentro dos parênteses o resultado da</p><p>divisão de cada fator do polinômio pelo fator que</p><p>está em evidência.</p><p>No caso das variáveis (letras), usamos a regra da</p><p>divisão de potências de mesma base.</p><p>Exemplo:</p><p>15x + 10y – 20z</p><p>Solução:</p><p>2. Substitua o valor de x = –3 nos trinômios, a seguir.</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>29</p><p>Primeiro, identificamos que todos os coeficientes</p><p>dessa expressão são múltiplos de 5 e, que não existe</p><p>nenhuma letra que se repete. Colocamos o número 5</p><p>em evidência e dividimos todos os termos pelo 5 (fator</p><p>comum), colocando esse quociente entre os parênteses:</p><p>15x + 10y – 20z</p><p>5 ∙ 3x + 5 ∙ 2y – 5 ∙ 4z</p><p>5 ∙ (3x + 2y – 4z)</p><p>Exemplo:</p><p>2a²b + 3a³c – 5a4</p><p>Como 2, 3 e 5 não possuem um divisor comum di-</p><p>ferente de 1, não iremos colocar nenhum número em</p><p>evidência, ou seja, não temos um número inteiro, além</p><p>do 1, como fator comum.</p><p>Porém, a variável a se repete em todos os termos.</p><p>Nesse caso, o fator comum é o a2, portanto, será a va-</p><p>riável em evidência.</p><p>Colocamos o a2 em evidência e, os quocientes ob-</p><p>tidos entre os parênteses:</p><p>2a²b + 3a³c – 5a4</p><p>a2 ∙ 2b + a2</p><p>∙ 3ac – a2 ∙ 5a2</p><p>a2 ∙ (2b + 3ac – 5a2)</p><p>Na multiplicação de potências de mesma base,</p><p>conservamos a base e somamos os expoentes.</p><p>am ∙ an = am+n</p><p>Na divisão de potências de mesma base, con-</p><p>servamos a base e subtraímos os expoentes.</p><p>am ÷ an = am-n</p><p>• Agrupamento</p><p>Em polinômios onde há fatores comuns, em gru-</p><p>pos de termos, podemos usar a fatoração por agrupa-</p><p>mento. Para isso, devemos identificar os termos que</p><p>possuem fatores comuns e assim, agrupá–los.</p><p>Exemplo:</p><p>ax + bx + ay + by</p><p>Os termos ax e bx tem como fator comum o x. Já</p><p>os termos ay e by possuem como fator comum o y.</p><p>Colocando esses fatores em evidência, teremos:</p><p>x ∙ (a + b) + y ∙ (a + b)</p><p>Note que o (a + b) agora também é um fator co-</p><p>mum, pois se repete nos dois termos.</p><p>Colocando (a + b) em evidência, encontramos a</p><p>forma fatorada do polinômio:</p><p>(a + b) ∙ (x + y)</p><p>Exemplo:</p><p>2x2 – 4x + xy – 2y</p><p>Os termos 2x² e –4x tem como fator comum o 2x.</p><p>Já os termos xy e –2y possuem como fator comum o y.</p><p>Colocando esses fatores em evidência, teremos:</p><p>2x ∙ (x–2) + y ∙ (x–2)</p><p>Note que agora, o (x–2) também é um fator co-</p><p>mum, pois se repete nos dois termos.</p><p>Colocando (x–2) em evidência, encontramos a for-</p><p>ma fatorada do polinômio:</p><p>(x – 2) ∙ (2x + y)</p><p>ATIVIDADES</p><p>9. Fatore os polinômios, a seguir, e coloque os fatores</p><p>comuns em evidência:</p><p>a) 3ax – 7ay c) x3 y2 + x2 y2 + xy2</p><p>b) x3–x2 + x d) a²b² – ab³</p><p>10. Fatore os polinômios, a seguir, por agrupamento:</p><p>a) a2+ ab + ac + bc</p><p>b) ab + ac + 10b + 10c</p><p>c) x2 – 3x + 2xy – 6y</p><p>d) 2x3 – 4x2 + 6x + x2 y – 2xy + 3y</p><p>11. Observe a figura, a seguir.</p><p>a) Determine a expressão que permite calcular o perí-</p><p>metro.</p><p>b) Fatore a expressão encontrada anteriormente.</p><p>12. Fatore o polinômio, a seguir, utilizando o fator co-</p><p>mum em evidência:</p><p>3m2 n – 2m3 n + m4</p><p>Semana 4 - Outubro</p><p>Vamos ampliar?</p><p>• Trinômio Quadrado Perfeito</p><p>Trinômios são polinômios com 3 termos. Os trinô-</p><p>mios quadrados perfeitos do tipo:</p><p> a2 + 2ab + b²</p><p> a² – 2ab + b²</p><p>São, respectivamente, resultados dos produtos</p><p>notáveis (a + b)² e (a – b)².</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>30</p><p>ATIVIDADES DE AMPLIAÇÃO</p><p>Vamos relembrar o desenvolvimento de cada</p><p>um deles:</p><p>(a + b)2 = (a + b) ∙ (a + b) = a2 + ab + ab + b2 = a2 + 2ab + b²</p><p>(a–b)2 = (a–b) ∙ (a–b) = a2 – ab – ab + b2 = a2 – 2ab + b²</p><p>Assim, a fatoração do trinômio quadrado perfeito</p><p>será:</p><p>a2 + 2ab + b2 = (a+b)² (Quadrado da soma de dois termos)</p><p>a2 – 2ab + b2 = (a–b)² (Quadrado da diferença de dois</p><p>termos)</p><p>Para verificar se um trinômio é um quadrado per-</p><p>feito, fazemos o seguinte:</p><p>♦ Colocar o trinômio em ordem decrescente (de</p><p>acordo com seus graus);</p><p>♦ Calcular a raiz quadrada do primeiro e do último</p><p>termo, se admitirem raiz quadrada, podem ser</p><p>quadrados perfeitos;</p><p>♦ Se admitirem raízes, estas serão os termos a e b;</p><p>♦ Efetuar o produto das raízes encontradas por 2;</p><p>♦ Comparar o valor encontrado no passo anterior</p><p>com o 2º termo. Se forem iguais, é um quadrado</p><p>perfeito.</p><p>Exemplo:</p><p>x² + 6x + 9</p><p>Primeiro, temos que verificar se o trinômio é um</p><p>quadrado perfeito.</p><p>Multiplicando o produto das raízes encontradas</p><p>por 2, teremos:</p><p>2 ∙ 3 ∙ x = 6x</p><p>Como o valor encontrado é igual ao 2º termo do</p><p>trinômio, o trinômio é um quadrado perfeito.</p><p>Como ele é do tipo (a+b)2, sua fatoração será:</p><p>x2 + 6x + 9 = (x + 3)2</p><p>Exemplo:</p><p>x² – 8xy + 9y²</p><p>Vamos verificar se o trinômio é quadrado perfeito:</p><p>e</p><p>Multiplicando o produto das raízes por 2, teremos:</p><p>2 ∙ x ∙ 3y = 6xy</p><p>O valor encontrado não coincide com o 2º termo</p><p>do trinômio</p><p>(8xy ≠ 6xy)</p><p>Como não é um trinômio quadrado perfeito, não</p><p>podemos usar esse tipo de fatoração.</p><p>• Diferença de Dois Quadrados</p><p>Para fatorar polinômios do tipo a² – b² usamos o pro-</p><p>duto notável da soma pela diferença de dois termos.</p><p>Vamos lembrar?</p><p>(a+b) ∙ (a–b) = a2 – ab + ab – b2 = a2 – b²</p><p>Assim, a fatoração de polinômios desse tipo será:</p><p>a² – b² = (a + b) ∙ (a – b)</p><p>Para fatorar, devemos calcular a raiz quadrada dos</p><p>dois termos. Depois, escrever o produto da soma dos</p><p>valores encontrados pela diferença desses valores.</p><p>Exemplo:</p><p>9x² – 25</p><p>Primeiro, encontramos a raiz quadrada dos termos:</p><p>Escrevendo o produto da soma desses valores</p><p>pela diferença, teremos:</p><p>9x2 – 25 = (3x + 5) ∙ (3x–5)</p><p>Exemplo:</p><p>4a4 – 144</p><p>Primeiro, encontramos a raiz quadrada dos termos:</p><p>Escrevendo o produto da soma desses valores</p><p>pela diferença, teremos:</p><p>4a4 – 144 = (2a2 + 12) ∙ (2a2 –12)</p><p>13. Fatore os seguintes trinômios quadrados perfeitos:</p><p>a) x2+ 4x + 4 =</p><p>b) a2– 6ab + 9b² =</p><p>c) x² + 16x + 64 =</p><p>d) – x + 1=</p><p>14. Fatore cada diferença de quadrados, a seguir:</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>15. Simplifique a expressão algébrica .</p><p>16. Elevando um número natural, não nulo, ao qua-</p><p>drado, subtraindo por ele mesmo e dividindo pelo</p><p>próprio número.</p><p>O resultado será igual ao</p><p>(A) próprio número.</p><p>(B) dobro do número.</p><p>(C) antecessor do número.</p><p>(D) sucessor do número.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>31</p><p>o que precisamos</p><p>saber?</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>EQUAÇÃO POLINOMIAL DO 2º GRAU</p><p>Uma equação polinomial do segundo grau, tam-</p><p>bém conhecida como equação quadrática, é uma sen-</p><p>tença algébrica, geralmente, expressa por:</p><p>ax² + bx + c = 0</p><p>Onde:</p><p>♦ x é a incógnita;</p><p>♦ a, b e c são números reais, com a ≠ 0;</p><p>♦ a é coefi ciente do termo que multiplica x²;</p><p>♦ b é coefi ciente do termo que multiplica x;</p><p>♦ c é o coefi ciente do termo independente de x.</p><p>A equação é de 2° grau pois, o maior expoente da</p><p>incógnita é 2.</p><p>As equações do segundo grau podem ser classifi -</p><p>cadas em dois tipos: completas ou incompletas.</p><p>Equações quadráticas completas:</p><p>Uma equação do segundo grau completa é aquela</p><p>que possui todos os três coefi cientes a,b, e c diferen-</p><p>tes de zero.</p><p>Exemplos:</p><p>♦ x² + x + 1 = 0. O valor dos coeficientes são:</p><p>a = 1, b = 1 e c = 1.</p><p>♦ 2x2 – x + 6 = 0. O valor dos coeficientes são:</p><p>a = 2, b = –1 e c = 6.</p><p>♦ –x2 + 5x – 7 = 0. O valor dos coefi cientes são:</p><p>a=–1, b = 5 e c = –7.</p><p>♦ . O valor dos coefi cientes são:</p><p>e c = –2.</p><p>Equações quadráticas incompletas:</p><p>Uma equação do segundo grau incompleta é aque-</p><p>la em que os coefi cientes b e/ou c assumem o valor de</p><p>zero. As formas mais comuns são:</p><p>I. Equação do segundo grau incompleta do tipo</p><p>→ ax2 + c = 0:</p><p>Nesse caso, o coefi ciente b é zero.</p><p>Exemplos:</p><p>♦ 2x2 + 1 = 0. O valor dos coefi cientes são: a=2,b=0</p><p>e c = 1.</p><p>♦ –x2 – 3 = 0. O valor dos coefi cientes são: a=–1, b = 0</p><p>e c = –3.</p><p>♦ . O valor dos coefi cientes são:</p><p>e c=–7.</p><p>II. Equação do segundo grau incompleta do tipo</p><p>→ ax2 + bx = 0:</p><p>Nesse caso, o coefi ciente c é zero.</p><p>Exemplos:</p><p>♦ x2 – 5x = 0. O valor dos coeficientes são:</p><p>a = 1, b = –5 e c = 0.</p><p>♦ –8x2 + x = 0. O valor dos coeficientes são:</p><p>a = –8, b = 1 e c = 0.</p><p>♦ x2 + x = 0. O valor dos coeficientes são:</p><p>a = 1, b = 1 e c = 0.</p><p>III. Equação do segundo grau incompleta do tipo</p><p>→ax2=0:</p><p>Nesse caso, tanto o coefi ciente b quanto o coefi -</p><p>ciente c são iguais a zero.</p><p>Exemplos:</p><p>♦ x2 = 0. O valor dos coeficientes são:</p><p>a = 1, b = 0 e c = 0.</p><p>♦ –5x2 = 0. O valor dos coeficientes são:</p><p>a = –5, b = 0 e c = 0.</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. Observe o quadro, a seguir:</p><p>Dentre as equações apresentadas, quais se encaixam</p><p>na defi nição de equação do 2° grau?</p><p>(A) I e VI (C) III, V e VII</p><p>(B) I, II e VI (D) I, II, IV e VII</p><p>2. Nas equações do segundo grau, a seguir, determine o</p><p>valor de seus coefi cientes.</p><p>a) 3x2 – 10x + 3 = 0 f) x2 = 4</p><p>b) –x2 + 10x = 25 g) –x2 + x = 0</p><p>c) x2 = –2x + 4 h) 3x2 + 5 = x</p><p>d) x2 – 9x + 8 = 0</p><p>e) 7x – 3 = 2x2</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>32</p><p>3. Observe as equações polinomiais do 2º grau e es-</p><p>creva os coeficientes a, b, c indicando se, a equação é</p><p>completa ou incompleta.</p><p>a) x2 + x – 4 = 0 c) –5x² – 3x = 0</p><p>b) 2x² – 18 = 0 d) 2x² – 6x + 5 = 0</p><p>Vamos avançar?</p><p>MÉTODOS DE RESOLUÇÃO</p><p>DE EQUAÇÕES DO 2º</p><p>GRAU INCOMPLETAS</p><p>• Resolução de Equações com b = 0</p><p>A equação do 2º grau será do tipo ax2 + c = 0. Neste</p><p>caso isolando o valor de x, teremos:</p><p>ax² = –c</p><p>Assim:</p><p>As raízes serão:</p><p>Onde:</p><p>1) Se , existem duas raízes reais iguais em módu-</p><p>lo (x' e x''), porém com sinais contrários;</p><p>2) Se , não existem raízes reais.</p><p>Exemplo:</p><p>Resolva a equação 3x² – 12 = 0.</p><p>Solução:</p><p>3x2 – 12 = 0</p><p>3x2 = 12</p><p>x2 =</p><p>x2 = 4</p><p>O conjunto solução da equação S = {2, –2}</p><p>|2| = |–2|</p><p>▶ Resolvendo uma equação do 2º grau através</p><p>da diferença de dois quadrados</p><p>Quando a equação polinomial do 2º grau é um</p><p>produto notável da soma pela diferença (a2– b2), ela</p><p>possui duas raízes reais distintas.</p><p>Exemplo:</p><p>9x2 – 25 = 0</p><p>Calculando a raiz quadrada dos termos,</p><p>Encontrando o produto da soma desses valores</p><p>pela diferença deles, teremos:</p><p>9x2 – 25 = 0</p><p>(3x + 5) ∙ (3x – 5) = 0</p><p>3x + 5=0 ou 3x – 5=0</p><p>• Resolução de Equações com c = 0</p><p>A equação do 2º grau será do tipo ax2 + bx = 0. Nes-</p><p>te caso fatoramos a equação e colocamos o valor de x</p><p>em evidência:</p><p>ax2 + bx = 0</p><p>x ⋅ (ax + b) = 0</p><p>A Lei do anulamento garante que, se o produto de</p><p>dois números reais m e p é igual a zero, então m=0 ou</p><p>p=0. Aplicando essa lei:</p><p>Se x ∙ (ax + b) = 0</p><p>x = 0 ou ax + b = 0</p><p>Então, para ax + b = 0, temos:</p><p>Se o valor se c for igual a zero então uma das raízes</p><p>da equação do 2º grau será zero.</p><p>Exemplo:</p><p>Resolva a equação 5x2 – 3x = 0.</p><p>Solução:</p><p>5x2 – 3x = 0 ⇒ x ∙ (5x – 3) = 0</p><p>x = 0 ou 5x – 3 = 0</p><p>Para 5x – 3=0, temos:</p><p>5x = 3</p><p>O conjunto solução da equação .</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>33</p><p>ATIVIDADES</p><p>4. Calcule as equações incompletas e indique as raízes.</p><p>a) 10x2 – 1000 = 0 f) 2 x2 + 14x = 0</p><p>b) 5x2 – 125 =0 g) x2 + x = 0</p><p>c) 3x2 + 27 = 0 h) 2x2 – 4x = 0</p><p>d) 5x2 = 0 i ) 2x2 = 0</p><p>e) x2 + 10x = 0 j) x2 – 25 = 0</p><p>5. Assinale qual das raízes de uma equação do segundo</p><p>grau possui o coeficiente B nulo.</p><p>(A)</p><p>(B)</p><p>(C)</p><p>(D)</p><p>(A)</p><p>(B)</p><p>(C)</p><p>(D)</p><p>6. Considerando a equação 10x2 – 1000 = 0, duas raízes</p><p>reais e distintas, x' e x", podem ser encontradas. Deter-</p><p>mine x' + x".</p><p>7. Complete as lacunas do texto, a seguir.</p><p>Conhecendo uma equação</p><p>Uma é uma sentença que relaciona duas ex-</p><p>pressões e/ou . As expressões</p><p>são representadas por e, na maioria</p><p>dos casos, essa letra é o . Essas letras desconheci-</p><p>das são chamadas de . Em outras palavras,</p><p>uma equação é uma que contém, pelo menos,</p><p>uma .</p><p>A sentença a seguir é uma , observe</p><p>2x2 = 32</p><p>A , neste caso, é o e, a definição no dicioná-</p><p>rio matemático de incógnita é: grandeza que deve ser</p><p>encontrada para a resolução de uma equação ou de um</p><p>problema. O que deixa essa equação é o 4.</p><p>Então, no lugar da x, deve–se colocado o valor</p><p>4. Observe:</p><p>2x2 = 32</p><p>Para que a sentença (equação) seja verdadeira, se co-</p><p>locado o valor no lugar da incógnita x, o primeiro</p><p>membro deve resultar em . Então, tem–se que:</p><p>2x2</p><p>primeiro membro</p><p>2 ∙ 42</p><p>2 ∙ 16</p><p>32</p><p>Observe que o –4 também deixa essa equa-</p><p>ção , pois:</p><p>2 ∙ (–4)2</p><p>2 ∙ 16</p><p>32</p><p>Logo, uma equação do 2º grau possui dois valores</p><p>que tornam a sentença verdadeira, neste caso</p><p>e .</p><p>MÉTODOS DE RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DO 2º</p><p>GRAU COMPLETA</p><p>▶ Resolvendo uma equação do 2º grau através</p><p>da fatoração</p><p>Quando a equação polinomial do 2º grau é um</p><p>trinômio quadrado perfeito, ela possui duas raízes</p><p>reais iguais, podendo ser fatorada para facilitar a</p><p>sua resolução.</p><p>Exemplo:</p><p>x2 – 6x + 9 = 0</p><p>(x – 3)2 = 0</p><p>Para essa igualdade ser verdadeira, x–3 deve ser</p><p>igual a zero. Assim,</p><p>x – 3 = 0</p><p>x = 3</p><p>Logo,</p><p>x' = x" = 3</p><p>▶ Resolvendo uma equação do 2º grau através</p><p>da fórmula resolutiva do 2º grau</p><p>A solução da equação do 2° grau pode ser encon-</p><p>trada usando métodos específicos mas, o princípio</p><p>básico da resolução de equações do segundo grau é a</p><p>fórmula resolutiva.</p><p>Onde, a letra grega ∆ (delta) é o discriminante.</p><p>Esta fórmula fornece dois possíveis valores para x,</p><p>pois a equação quadrática, geralmente, tem duas raí-</p><p>zes reais.</p><p>Essas raízes dependem do discriminante ∆, onde:</p><p>♦ Se ∆ > 0, a equação possui duas raízes reais</p><p>distintas;</p><p>♦ Se ∆ = 0, a equação possui duas raízes reais</p><p>iguais;</p><p>♦ Se ∆ 0 a equação possui duas raízes reais</p><p>distintas.</p><p>Exemplo:</p><p>Na equação 3x2 + 3x + 2 = 0 o valor do discriminan-</p><p>te é dado por:</p><p>a = 3, b = 3 e c = 2</p><p>∆ = b2 – 4 ∙ a ∙ c</p><p>∆ = 3² – 4 ∙3 ∙ 2</p><p>∆ = 9 – 24</p><p>∆ = –15</p><p>Portanto, ∆</p><p>∙ (–7) = –14</p><p>(–2) ∙ 7 = –14</p><p>Agora a soma desses dois números, encontrados</p><p>no produto, precisa ser igual a –5.</p><p>Como temos que 2 + (–7) = –5, então as raízes da</p><p>equação são {–7, 2}.</p><p>DICAS!</p><p>Este método de resolução de equações do 2º grau</p><p>é indicado se as raízes da equação forem inteiras.</p><p>13. Resolva as equações, a seguir, utilizando Soma e</p><p>Produto.</p><p>a) 3x2 + 6x – 9 = 0</p><p>b) 4x2 – 24x + 32 = 0</p><p>c) 52 + 30x + 25 = 0</p><p>d) x2 – 3x – 40 = 0</p><p>14. A equação x2 – x – 30 = 0 apresenta duas raízes</p><p>iguais a:</p><p>(A) – 6 e–5.</p><p>(B) – 1 e–30.</p><p>(C) 6 e–5.</p><p>(D) 30 e 1.</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa Goiás</p><p>Expediente</p><p>Governador do Estado de Goiás</p><p>Ronaldo Ramos Caiado</p><p>Vice–Governador do Estado de Goiás</p><p>Daniel Vilela</p><p>Secretária de Estado da Educação</p><p>Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira</p><p>Secretária–Adjunta</p><p>Helena Da Costa Bezerra</p><p>Diretora Pedagógica</p><p>Alessandra Oliveira de Almeida</p><p>Superintendente de Educação Infantil e Ensino</p><p>Fundamental</p><p>Giselle Pereira Campos Faria</p><p>Superintendente de Ensino Médio</p><p>Osvany Da Costa Gundim Cardoso</p><p>Superintendente de Segurança Escolar e Colégio</p><p>Militar</p><p>Cel Mauro Ferreira Vilela</p><p>Superintendente de Desporto Educacional, Arte</p><p>e Educação</p><p>Marco Antônio Santos Maia</p><p>Superintendente de Modalidades e Temáticas</p><p>Especiais</p><p>Rupert Nickerson Sobrinho</p><p>Diretor Administrativo e Financeiro</p><p>Andros Roberto Barbosa</p><p>Superintendente de Gestão Administrativa</p><p>Leonardo de Lima Santos</p><p>Superintendente de Gestão e Desenvolvimento</p><p>de Pessoas</p><p>Hudson Amarau De Oliveira</p><p>Superintendente de Infraestrutura</p><p>Gustavo de Morais Veiga Jardim</p><p>Superintendente de Planejamento e Finanças</p><p>Taís Gomes Manvailer</p><p>Superintendente de Tecnologia</p><p>Bruno Marques Correia</p><p>Diretora de Política Educacional</p><p>Patrícia Morais Coutinho</p><p>Superintendente de Gestão Estratégica e</p><p>Avaliação de Resultados</p><p>Márcia Maria de Carvalho Pereira</p><p>Superintendente do Programa Bolsa Educação</p><p>Márcio Roberto Ribeiro Capitelli</p><p>Superintendente de Apoio ao Desenvolvimento</p><p>Curricular</p><p>Nayra Claudinne Guedes Menezes Colombo</p><p>Chefe do Núcleo de Recursos Didáticos</p><p>Evandro de Moura Rios</p><p>Coordenador de Recursos Didáticos para o Ensino</p><p>Fundamental</p><p>Alexsander Costa Sampaio</p><p>Coordenadora de Recursos Didáticos para o</p><p>Ensino Médio</p><p>Edinalva Soares de Carvalho Oliveira</p><p>Professores elaboradores de Língua Portuguesa</p><p>Edinalva Filha de Lima Ramos</p><p>Edna Aparecida dos Santos</p><p>Katiuscia Neves Almeida</p><p>Maria Aparecida Oliveira Paula</p><p>Norma Célia Junqueira de Amorim</p><p>Professores elaboradores de Matemática</p><p>Alan Alves Ferreira</p><p>Basilirio Alves da Costa Neto</p><p>Jéssica de Rezende Graff Tinti</p><p>Tayssa Tieni Vieira de Souza</p><p>Tyago Cavalcante Bilio</p><p>Professores elaboradores de Ciências da Natureza</p><p>Leonora Aparecida dos Santos</p><p>Sandra Márcia de Oliveira Silva</p><p>Silvio Coelho da Silva</p><p>Professor elaborador de Ciências Humanas e</p><p>Sociais Aplicadas</p><p>Ricardo Gonçalves Tavares</p><p>Revisão</p><p>Cristiane Gonzaga Carneiro Silva</p><p>Diagramação</p><p>Adriani Grun</p><p>Defi ci-</p><p>ência?</p><p>3. Quais são os direitos das pessoas com defi ciência?</p><p>4. Conforme a estrutura de um estatuto, relacione a</p><p>primeira coluna à segunda:</p><p>(1) Artigo ( ) São os desdobramentos das alíneas, repre-</p><p>sentados por números arábicos, como “1)”.</p><p>(2) Parágrafo ( ) Desdobramentos dos artigos e dos</p><p>parágrafos e são simbolizados por algaris-</p><p>mos romanos.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>4</p><p>(3) Inciso ( ) É o desdobramento de um artigo e é repre-</p><p>sentado pelo símbolo “§” quando tiver mais de</p><p>um ou então “parágrafo-único” se for só um.</p><p>(4) Alínea ( ) São simbolizados pela expressão “Art.”</p><p>e são a unidade básica de uma lei.</p><p>(5) Item ( ) São os desdobramentos dos incisos e</p><p>são representadas por letras minúsculas,</p><p>por exemplo, “a”.</p><p>5. Sobre a Lei Federal nº 13.146/2015, marque as afi r-</p><p>mações a seguir como (C) certas ou (E) erradas.</p><p>( ) A avaliação da defi ciência, conforme a Lei Bra-</p><p>sileira de Inclusão Lei Federal nº 13.146/2015, deve</p><p>ser realizada por equipe multiprofi ssional e conside-</p><p>rar aspectos biopsicossociais.</p><p>( ) São considerados especialmente vulneráveis</p><p>somente a criança e o idoso, com defi ciência.</p><p>( ) A tecnologia assistiva é defi nida como produtos</p><p>e serviços que promovem a autonomia de pessoas</p><p>com defi ciência.</p><p>( ) É estabelecido como pessoa com defi ciência</p><p>aquela que não possui impedimentos de longo prazo</p><p>de natureza física, mental, intelectual ou sensorial,</p><p>que podem limitar sua participação social.</p><p>( ) Instituiu o cordão de fi ta com desenhos de giras-</p><p>sóis como símbolo nacional de identifi cação de pes-</p><p>soas com defi ciências ocultas.</p><p>Acesse a Atividade 3 do Ser Goi-</p><p>ás para saber sobre outros estatutos.</p><p>Disponível em: https://youtu.be/</p><p>Ty6BjVP0zYE</p><p>ampliando</p><p>os conhecimentos</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>Leia outro fragmento do Estatuto da Pessoa com Defi ciência.</p><p>[...]</p><p>Art. 3º Para fi ns de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcan-</p><p>ce para utilização, com segurança e autonomia, de</p><p>espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edifi ca-</p><p>ções, transportes, informação e comunicação, inclu-</p><p>sive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros</p><p>serviços e instalações abertos ao público, de uso pú-</p><p>blico ou privados de uso coletivo, tanto na zona urba-</p><p>na como na rural, por pessoa com defi ciência ou com</p><p>mobilidade reduzida;</p><p>II – desenho universal: concepção de produtos, am-</p><p>bientes, programas e serviços a serem usados por</p><p>todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou</p><p>de projeto específi co, incluindo os recursos de tecno-</p><p>logia assistiva;</p><p>III – tecnologia assistiva ou ajuda técnica: produtos,</p><p>equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias,</p><p>estratégias, práticas e serviços que objetivem pro-</p><p>mover a funcionalidade, relacionada à atividade e à</p><p>participação da pessoa com defi ciência ou com mo-</p><p>bilidade reduzida, visando à sua autonomia, indepen-</p><p>dência, qualidade de vida e inclusão social;</p><p>IV – barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude</p><p>ou comportamento que limite ou impeça a partici-</p><p>pação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição</p><p>e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liber-</p><p>dade de movimento e de expressão, à comunicação,</p><p>ao acesso à informação, à compreensão, à circulação</p><p>com segurança, entre outros, classifi cadas em:</p><p>a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos</p><p>espaços públicos e privados abertos ao público ou de</p><p>uso coletivo;</p><p>b) barreiras arquitetônicas: as existentes nos edifí-</p><p>cios públicos e privados;</p><p>c) barreiras nos transportes: as existentes nos sis-</p><p>temas e meios de transportes;</p><p>d) barreiras nas comunicações e na informação:</p><p>qualquer entrave, obstáculo, atitude ou compor-</p><p>tamento que difi culte ou impossibilite a expressão</p><p>ou o recebimento de mensagens e de informações</p><p>por intermédio de sistemas de comunicação e de</p><p>tecnologia da informação;</p><p>e) barreiras atitudinais: atitudes ou comportamen-</p><p>tos que impeçam ou prejudiquem a participação</p><p>social da pessoa com defi ciência em igualdade de</p><p>condições e oportunidades com as demais pessoas;</p><p>f) barreiras tecnológicas: as que difi cultam ou im-</p><p>pedem o acesso da pessoa com defi ciência às tec-</p><p>nologias;</p><p>V – comunicação: forma de interação dos cidadãos</p><p>que abrange, entre outras opções, as línguas, inclu-</p><p>sive a Língua Brasileira de Sinais (Libras), a visualiza-</p><p>ção de textos, o Braille, o sistema de sinalização ou de</p><p>comunicação tátil, os caracteres ampliados, os dispo-</p><p>sitivos multimídia, assim como a linguagem simples,</p><p>escrita e oral, os sistemas auditivos e os meios de voz</p><p>digitalizados e os modos, meios e formatos aumenta-</p><p>tivos e alternativos de comunicação, incluindo as tec-</p><p>nologias da informação e das comunicações;</p><p>[...]</p><p>VIII - mobiliário urbano: conjunto de objetos existen-</p><p>tes nas vias e nos espaços públicos, superpostos ou</p><p>adicionados aos elementos de urbanização ou de edi-</p><p>fi cação, de forma que sua modifi cação ou seu tras-</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>5</p><p>lado não provoque alterações substanciais nesses</p><p>elementos, tais como semáforos, postes de sinaliza-</p><p>ção e similares, terminais e pontos de acesso coletivo</p><p>às telecomunicações, fontes de água, lixeiras, toldos,</p><p>marquises, bancos, quiosques e quaisquer outros de</p><p>natureza análoga;</p><p>[...]</p><p>CAPÍTULO II</p><p>Da Igualdade e da Não Discriminação</p><p>Art. 4º Toda pessoa com deficiência tem direito à igual-</p><p>dade de oportunidades com as demais pessoas e não</p><p>sofrerá nenhuma espécie de discriminação.</p><p>§ 1º Considera-se discriminação em razão da defi-</p><p>ciência toda forma de distinção, restrição ou exclu-</p><p>são, por ação ou omissão, que tenha o propósito ou</p><p>o efeito de prejudicar, impedir ou anular o reconhe-</p><p>cimento ou o exercício dos direitos e das liberdades</p><p>fundamentais de pessoa com deficiência, incluindo</p><p>a recusa de adaptações razoáveis e de fornecimento</p><p>de tecnologias assistivas.</p><p>§ 2º A pessoa com deficiência não está obrigada à</p><p>fruição de benefícios decorrentes de ação afirmativa.</p><p>Art. 5º A pessoa com deficiência será protegida de</p><p>toda forma de negligência, discriminação, exploração,</p><p>violência, tortura, crueldade, opressão e tratamento</p><p>desumano ou degradante.</p><p>Parágrafo único. Para os fins da proteção mencionada</p><p>no caput deste artigo, são considerados especialmente</p><p>vulneráveis a criança, o adolescente, a mulher e o ido-</p><p>so, com deficiência.</p><p>[...]</p><p>Art. 7º É dever de todos comunicar à autoridade com-</p><p>petente qualquer forma de ameaça ou de violação aos</p><p>direitos da pessoa com deficiência.</p><p>[...]</p><p>Art. 8º É dever do Estado, da sociedade e da família</p><p>assegurar à pessoa com deficiência, com prioridade,</p><p>a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à</p><p>sexualidade, à paternidade e à maternidade, à alimen-</p><p>tação, à habitação, à educação, à profissionalização,</p><p>ao trabalho, à previdência social, à habilitação e à re-</p><p>abilitação, ao transporte, à acessibilidade, à cultura, ao</p><p>desporto, ao turismo, ao lazer, à informação, à comuni-</p><p>cação, aos avanços científicos e tecnológicos, à digni-</p><p>dade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e</p><p>comunitária, entre outros decorrentes da Constituição</p><p>Federal, da Convenção sobre os Direitos das Pessoas</p><p>com Deficiência e seu Protocolo Facultativo e das leis e</p><p>de outras normas que garantam seu bem-estar pesso-</p><p>al, social e econômico.</p><p>[...]</p><p>Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm Acesso em: 17 abr. 2024. (adaptado)</p><p>6. O assunto/tema de um texto é a ideia ou tópico cen-</p><p>tral que está sendo abordado ou explorado, ou seja, a</p><p>mensagem principal. Dessa forma, qual o assunto prin-</p><p>cipal tratado no Art. 5º?</p><p>(A) A limitação no desempenho de atividades das</p><p>pessoas com deficiência.</p><p>(B) Os fatores socioambientais, psicológicos e pesso-</p><p>ais das pessoas com deficiência.</p><p>(C) Os direitos à igualdade de oportunidades e ne-</p><p>nhuma espécie</p><p>de discriminação a pessoas com de-</p><p>ficiência.</p><p>(D) A proteção à pessoa com deficiência, de toda for-</p><p>ma de negligência, discriminação, exploração, vio-</p><p>lência, entre outras.</p><p>7. No trecho “VIII – mobiliário urbano: conjunto de ob-</p><p>jetos existentes nas vias e nos espaços públicos, super-</p><p>postos ou adicionados aos elementos de urbanização</p><p>ou de edificação, de forma que sua modificação ou seu</p><p>traslado não provoque alterações substanciais nesses</p><p>elementos...”, a palavra destacada significa</p><p>( ) locomover.</p><p>( ) desviar.</p><p>( ) antecipar.</p><p>8. Em todo texto aparecem expressões conectoras –</p><p>sejam conjunções, preposições, advérbios e respecti-</p><p>vas locuções – que criam e sinalizam relações semân-</p><p>ticas de diferentes naturezas. Entre as mais comuns,</p><p>podemos citar as relações de comparação (mais que,</p><p>tão... quanto), concessão (embora, ainda assim), tempo</p><p>(quando, até que), condição (se, caso, desde que), adi-</p><p>ção (e, além disso), oposição (todavia, contudo) etc.</p><p>Em “É dever de todos comunicar à autoridade compe-</p><p>tente qualquer forma de ameaça ou de violação aos</p><p>direitos da pessoa com deficiência.”, o termo em des-</p><p>taque estabelece uma relação lógico-discursiva. Qual</p><p>é essa relação?</p><p>9. Segundo o Art. 3º da Lei Brasileira de Inclusão da</p><p>Pessoa com Deficiência – as “barreiras” são qualquer</p><p>entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que li-</p><p>mite ou impeça a participação social da pessoa com de-</p><p>ficiência. Diante do que orienta a Lei nº 13.146/2015,</p><p>associe as barreiras apresentadas às suas conceitua-</p><p>ções corretas.</p><p>I - Barreiras</p><p>urbanísticas</p><p>( ) Aquelas existentes nos edifícios públicos</p><p>e privados.</p><p>II - Barreiras</p><p>arquitetôni-</p><p>cas</p><p>( ) Qualquer entrave, obstáculo, atitude</p><p>ou comportamento que dificulte ou im-</p><p>possibilite a expressão ou o recebimento</p><p>de mensagens e de informações por inter-</p><p>médio de sistemas de comunicação e de</p><p>tecnologia da informação.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>6</p><p>III - Barreiras</p><p>nas comuni-</p><p>cações e na</p><p>informação</p><p>( ) Aquelas existentes nas vias e nos espa-</p><p>ços públicos e privados abertos ao público</p><p>ou de uso coletivo.</p><p>IV - Barreiras</p><p>atitudinais</p><p>( ) Atitudes ou comportamentos que im-</p><p>peçam ou prejudiquem a participação</p><p>social da pessoa com deficiência em igual-</p><p>dade de condições e oportunidades com</p><p>as demais pessoas.</p><p>10. A pontuação, além de demarcar unidades de senti-</p><p>do, garante expressividade ao texto, provocando efei-</p><p>tos de sentido diversos. Assim, em “Art. 1º É instituída</p><p>a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência</p><p>(Estatuto da Pessoa com Deficiência),” por que os pa-</p><p>rênteses foram empregados nesse contexto?</p><p>Leia o texto.</p><p>Texto II</p><p>Disponível em: https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/estatuto-da-</p><p>-pessoa-com-deficiencia Acesso em: 17 abr. 2024.</p><p>11. Observe o texto II: a Lei 13.146/2015 “assegura e</p><p>promove, a todas as pessoas com deficiência, condi-</p><p>ções de igualdade, o exercício dos direitos e das liber-</p><p>dades fundamentais.” Dessa maneira, a condição de</p><p>igualdade em relação às demais pessoas deve se dar</p><p>( ) sem nenhuma espécie de discriminação, distin-</p><p>ção, restrição ou exclusão.</p><p>( ) prioritariamente no usufruto de benefícios decor-</p><p>rentes de ação afirmativa.</p><p>( ) no acesso ao uso de tecnologias assistivas para</p><p>acessar os programas e as políticas.</p><p>12. A língua é a nossa expressão básica e sendo assim,</p><p>ela muda conforme a região, época, cultura, experi-</p><p>ências, contexto e as necessidades do indivíduo e do</p><p>grupo que se expressa. É essencial observar que toda</p><p>“variação linguística” é adequada para atender às ne-</p><p>cessidades comunicativas do falante. Assim, qual(is)</p><p>é(são) a(s) característica(s) da linguagem dos textos</p><p>normativos?</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>SISTEMATIZANDO</p><p>os conhecimentos</p><p>Leia mais um fragmento do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência.</p><p>Texto III</p><p>[...]</p><p>TÍTULO II</p><p>Dos Direitos Fundamentais</p><p>CAPÍTULO I</p><p>Do Direito à Vida</p><p>Art. 10. Compete ao poder público garantir a dignida-</p><p>de da pessoa com deficiência ao longo de toda a vida.</p><p>Parágrafo único. Em situações de risco, emergência ou</p><p>estado de calamidade pública, a pessoa com deficiên-</p><p>cia será considerada vulnerável, devendo o poder pú-</p><p>blico adotar medidas para sua proteção e segurança.</p><p>Art. 11. A pessoa com deficiência não poderá ser obri-</p><p>gada a se submeter a intervenção clínica ou cirúrgica, a</p><p>tratamento ou a institucionalização forçada.</p><p>Parágrafo único. O consentimento da pessoa com defi-</p><p>ciência em situação de curatela poderá ser suprido, na</p><p>forma da lei.</p><p>Art. 12. O consentimento prévio, livre e esclarecido</p><p>da pessoa com deficiência é indispensável para a rea-</p><p>lização de tratamento, procedimento, hospitalização e</p><p>pesquisa científica.</p><p>§ 1º Em caso de pessoa com deficiência em situação</p><p>de curatela, deve ser assegurada sua participação,</p><p>no maior grau possível, para a obtenção de consen-</p><p>timento.</p><p>[...]</p><p>Art. 13. A pessoa com deficiência somente será aten-</p><p>dida sem seu consentimento prévio, livre e esclarecido</p><p>em casos de risco de morte e de emergência em saúde,</p><p>resguardado seu superior interesse e adotadas as sal-</p><p>vaguardas legais cabíveis.</p><p>[...]</p><p>CAPÍTULO IV</p><p>Do Direito à Educação</p><p>Art. 27. A educação constitui direito da pessoa com</p><p>deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo</p><p>em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a</p><p>vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento</p><p>possível de seus talentos e habilidades físicas, senso-</p><p>riais, intelectuais e sociais, segundo suas característi-</p><p>cas, interesses e necessidades de aprendizagem.</p><p>Semana 2 - Outubro</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>7</p><p>Parágrafo único. É dever do Estado, da família, da co-</p><p>munidade escolar e da sociedade assegurar educação</p><p>de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a</p><p>salvo de toda forma de violência, negligência e discri-</p><p>minação.</p><p>Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm Acesso em: 8 mai. 2024. (adaptado).</p><p>13. No trecho “O consentimento prévio, livre e escla-</p><p>recido da pessoa com deficiência é indispensável para</p><p>a realização de tratamento, procedimento, hospitali-</p><p>zação e pesquisa científica.”, as palavras em destaque</p><p>estabelecem relações, respectivamente, de</p><p>(A) finalidade e adição.</p><p>(B) oposição e conclusão.</p><p>(C) alternância e condição.</p><p>(D) finalidade e concessão.</p><p>14. O que diz o parágrafo único do Art. 27 da Lei Brasi-</p><p>leira de Inclusão?</p><p>15. Analise a afirmativa e marque Certo ou Errado:</p><p>Segundo a Lei nº 13.146/2015, “A educação constitui</p><p>direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema</p><p>educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado</p><p>ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o mínimo</p><p>desenvolvimento possível de seus talentos e habili-</p><p>dades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segun-</p><p>do suas características, interesses e necessidades de</p><p>aprendizagem.”</p><p>( ) Certo.</p><p>( ) Errado.</p><p>16. Em “... de forma a alcançar o máximo desenvolvi-</p><p>mento possível de seus talentos e habilidades físicas,</p><p>sensoriais, intelectuais e sociais, ...”, as vírgulas foram</p><p>utilizadas para</p><p>(A) marcar um discurso.</p><p>(B) separar várias habilidades.</p><p>(C) indicar uma circunstância de lugar.</p><p>(D) intercalar uma expressão desconhecida.</p><p>17. No Art. 3º, parágrafo único, diz: “É dever do Estado,</p><p>da família, da comunidade escolar e da sociedade asse-</p><p>gurar educação de qualidade à pessoa com deficiência,</p><p>colocando-a a salvo de toda forma de violência, negli-</p><p>gência e discriminação.”</p><p>Qual é a importância de se instituir um Estatuto da</p><p>Pessoa com Deficiência?</p><p>Os elementos que atuam como indicadores de</p><p>argumentação são denominados de modalizadores</p><p>discursivos. Eles são os encarregados de evidenciar</p><p>o ponto de vista assumido pelo falante e assegurar o</p><p>modo como ele elabora o discurso.</p><p>- Existem palavras, expressões que fortalecem</p><p>o discurso ligado ao conteúdo temático e se apoia em</p><p>valores do universo social para estabelecer “obrigação</p><p>social”, “permissão” e “possibilidade” (efeito facultativo</p><p>de permissão). (Modalizadores deônticos). Exemplos: É</p><p>necessário / É dever / Poderá ser / Deve ser...</p><p>18. Identifique nos trechos do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência, a seguir, os mecanismos de modalização</p><p>deôntica (de proibição, obrigatoriedade e possibilida-</p><p>de) e marque a opção correta.</p><p>a) “Parágrafo único. O consentimento da pessoa com</p><p>deficiência em situação de curatela poderá ser suprido,</p><p>na forma da lei.”</p><p>( ) Proibição ( ) Possibilidade ( ) Obrigatoriedade</p><p>b) “§ 1º Em caso de pessoa com deficiência em situação</p><p>de curatela, deve ser assegurada sua participação, no</p><p>maior grau possível, para a obtenção de consentimento.”</p><p>( ) Proibição ( ) Possibilidade ( ) Obrigatoriedade</p><p>c) “A pessoa com deficiência não poderá ser obrigada a</p><p>se submeter a intervenção clínica ou cirúrgica, a trata-</p><p>mento ou a institucionalização forçada.”</p><p>( ) Proibição ( ) Possibilidade ( ) Obrigatoriedade</p><p>Semana 3 - Outubro</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>Contextualizando o gênero</p><p>textual, o tema e o campo</p><p>de atuação</p><p>1. Antes de ler os textos, vamos conversar?</p><p>• Você já assistiu ou leu alguma entrevista? Onde?</p><p>Quem foi entrevistado(a)?</p><p>• Para que serve uma entrevista?</p><p>• Você já foi entrevistado(a)?</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>8</p><p>► Conhecendo os gêneros textuais</p><p>Entrevista</p><p>A entrevista é um gênero textual amplamente</p><p>utilizado na comunicação, tanto na mídia quanto em</p><p>outros contextos. Trata-se de uma forma de diálogo</p><p>estruturado, em que uma pessoa faz perguntas e outra</p><p>responde, com o objetivo de obter informações rele-</p><p>vantes sobre determinado assunto. A entrevista pode</p><p>ser realizada de forma presencial, por telefone, por</p><p>e-mail ou até mesmo por meio de videoconferência.</p><p>Disponível em: https://aulanotadez.com.br/glossario/o-que-e-genero-textual-entrevista/. Acesso em: 10 mai. 2024.</p><p>Caro(a) estudante, vamos conhecer o gênero En-</p><p>trevista? Você sabia que a entrevista é um gênero em</p><p>que uma pessoa de destaque fala de sua vida pessoal</p><p>ou profissional e dá sua opinião sobre certos assun-</p><p>tos? Vamos descobrir mais?</p><p>Leia o texto a seguir.</p><p>Texto I</p><p>Entrevista com Eduardo Bertassi sobre o uso da</p><p>Inteligência Artificial na Sociedade Contemporânea</p><p>Mestrando em Engenharia da Computação pela</p><p>Escola Politécnica da Universidade de São Paulo responde</p><p>questões sobre Inteligência Artificial.</p><p>Quais são os maiores benefícios do uso da IA na so-</p><p>ciedade contemporânea?</p><p>Se buscarmos no dicionário a definição da palavra</p><p>“inteligência” veremos que uma das definições é a “ca-</p><p>pacidade de compreensão e resolução de problemas</p><p>ou conflitos e de adaptação a novas situações”. A ca-</p><p>pacidade de raciocínio e adaptação é o que torna um</p><p>indivíduo mais apto para se destacar (ou até mesmo</p><p>sobreviver) em ambientes onde existem qualquer tipo</p><p>de competição.</p><p>Para as empresas, a utilização de inteligência artifi-</p><p>cial na criação de novos produtos e serviços permitirá</p><p>que os problemas ou as necessidades de seus clientes</p><p>sejam resolvidos de formas mais personalizadas, de</p><p>acordo com as situações de cada momento. Essa ca-</p><p>pacidade “inteligente” de adaptação é o que tornará</p><p>determinados produtos e serviços mais competitivos</p><p>em relação aos de seus concorrentes, fazendo com</p><p>que eles fiquem mais tempo no mercado, gerando mais</p><p>lucro para quem os criou. Portanto, para as empresas,</p><p>sem dúvida nenhuma, o maior benefício é a obtenção</p><p>de mais lucro devido à maior capacidade de competi-</p><p>ção conferida pela utilização da inteligência artificial.</p><p>Para a sociedade, os benefícios virão na forma de</p><p>maiores comodidades, simplificações e reduções de</p><p>custos, mas eu acredito que os benefícios mais signifi-</p><p>cativos serão aqueles que poderão ser obtidos quando</p><p>a inteligência artificial superar as capacidades cogniti-</p><p>vas dos humanos ao realizar tarefas complexas, como</p><p>já faz o computador Watson, da IBM, ao processar uma</p><p>quantidade gigantesca de dados para obter diagnósti-</p><p>cos de diferentes tipos de câncer e, em seguida, reco-</p><p>mendar tratamentos mais adequados para eles.</p><p>Porém, Yuval Harari, o autor do livro “Sapiens: Uma</p><p>breve história da humanidade”, tem alertado que por</p><p>trás das maravilhas dos avanços tecnológicos esconde-</p><p>-se a ameaça da possibilidade de criarmos sociedades</p><p>altamente desiguais.</p><p>Se os computadores começarem a superar os seres</p><p>humanos não apenas em termos cognitivos, mas tam-</p><p>bém em termos físicos, por qual motivo as empresas</p><p>contratarão as pessoas? Se os computadores fornece-</p><p>rem melhores diagnósticos que os médicos, e os robôs</p><p>tiverem a capacidade de realizar cirurgias extremamen-</p><p>te delicadas, para que precisaremos de tantos médicos?</p><p>[...]</p><p>Que regras devem ser adotadas ou estabelecidas</p><p>para que a IA não venha a ameaçar milhares de em-</p><p>pregos?</p><p>A criação de quaisquer novas tecnologias sempre</p><p>ameaçará empregos porque as empresas sempre pre-</p><p>cisarão ser mais competitivas, caso contrário, deixarão</p><p>de existir. Que regras deveriam ter sido adotadas para</p><p>que a máquina à vapor e a mecanização da produção</p><p>não viessem a ameaçar milhares de empregos no sé-</p><p>culo 18? Veja que, após duzentos anos, apesar de as</p><p>tecnologias terem mudado, essa pergunta continua</p><p>praticamente a mesma.</p><p>A utilização da inteligência artificial certamente</p><p>extinguirá diversos tipos de empregos, além daqueles</p><p>que estão sendo extintos atualmente. Segundo a con-</p><p>sultoria Boston Consulting Group, até 2025 um quarto</p><p>dos empregos que existem atualmente serão substitu-</p><p>ídos por software ou robôs e, segundo um estudo da</p><p>Universidade de Oxford, 35% dos empregos existentes</p><p>correm o risco de serem automatizados.</p><p>Os exemplos da substituição de humanos por má-</p><p>quinas “inteligentes” são bem conhecidos: a empresa</p><p>automotiva Tesla, que possui uma fábrica altamente</p><p>automatizada, produz não apenas carros, mas também</p><p>caminhões, com capacidades autônomas de navega-</p><p>ção; a empresa Uber está substituindo seus motoris-</p><p>tas por carros autônomos; a Amazon está investindo</p><p>em serviços de entregas feitos por drones; a empresa</p><p>Boston Dynamics constrói robôs que poderão ser uti-</p><p>lizados por exércitos; as grandes conquistas recentes</p><p>feitas na área de exploração espacial foram alcançadas</p><p>graças aos avanços na criação e utilização de veículos</p><p>de exploração espacial não tripulados como o Spirit e o</p><p>Opportunity da NASA.</p><p>Não é possível parar o desenvolvimento tecnoló-</p><p>gico porque ele é necessário para a sobrevivência das</p><p>empresas. A ameaça não vem da utilização da máquina</p><p>à vapor ou da inteligência artificial, mas da finalidade</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>9</p><p>que se deseja atingir com a utilização dessas tecnolo-</p><p>gias, que é a necessidade de obter mais lucro; caso con-</p><p>trário, as empresas deixarão de existir.</p><p>As empresas precisam gerar lucro para continuar</p><p>existindo e, para existirem, precisam ser mais competi-</p><p>tivas e, ao serem mais competitivas também precisam</p><p>estimular o aumento do consumo de seus produtos.</p><p>Quanto maior o consumo, maiores serão os lucros;</p><p>maior será a competição, maior será a necessidade de</p><p>investir em inovações e maior será a necessidade de</p><p>estimular o consumo novamente. É um círculo vicioso</p><p>que pode resultar no colapso na sociedade como a co-</p><p>nhecemos.</p><p>O problema da ameaça aos empregos está relacio-</p><p>nado com o sistema econômico hegemônico no mun-</p><p>do, que é o capitalismo. Paradoxalmente, apesar de o</p><p>sistema capitalista, com a competição e o livre merca-</p><p>do, estimular a criação de produtos e serviços melho-</p><p>res, estimular o crescimento econômico e o aumento</p><p>da produtividade e prosperidade, também promove</p><p>maior desigualdade social, o alto consumo de recursos</p><p>finitos, desemprego e instabilidade econômica.</p><p>[...]</p><p>Então como é possível que</p><p>a IA seja usada de for-</p><p>ma responsável e controlada?</p><p>Quando os irmãos Wright e Santos Dumont in-</p><p>ventaram o avião eles não objetivavam a produção de</p><p>caças de guerra. Quando Enrico Fermi descobriu que</p><p>bombardeando núcleos de átomos com nêutrons gera-</p><p>va-se uma reação em cadeia que liberava uma grande</p><p>quantidade de energia, ele não objetivava a criação da</p><p>bomba atômica.</p><p>Na minha opinião, a utilização de qualquer tecno-</p><p>logia ou de qualquer conhecimento para um determi-</p><p>nado fim precisa estar relacionado com a ética, que é o</p><p>conjunto de valores e princípios que guia a conduta das</p><p>pessoas na sociedade.</p><p>Em novembro de 2017, o Global Network of In-</p><p>ternet and Society Research Centers, do qual o CEST</p><p>faz parte, organizou um evento no Rio de Janeiro para</p><p>discutir como utilizar a IA de forma responsável para</p><p>promover a inclusão social. Diversos pesquisadores</p><p>de grandes universidades como Harvard, MIT e USP,</p><p>assim como representantes de empresas como Micro-</p><p>soft, IBM e Google compareceram ao evento. Portan-</p><p>to, existem diversos pesquisadores e profissionais no</p><p>mundo que se preocupam com o uso da IA para pro-</p><p>mover justiça social, aumentar o acesso a sistemas de</p><p>saúde, melhorar a educação, entre outros. Esses mes-</p><p>mos pesquisadores e profissionais também se preocu-</p><p>pam com os riscos da adoção da IA como, por exemplo,</p><p>o futuro do trabalho, a emergência de novas estruturas</p><p>de poder, o aumento das desigualdades sociais envol-</p><p>vendo comunidades rurais, mulheres, jovens, grupos</p><p>éticos ou raciais, entre outros.</p><p>Acredito que o caminho para a utilização respon-</p><p>sável da IA é aquele que será criado não apenas por</p><p>engenheiros, cientistas da computação e matemáticos.</p><p>A utilização responsável da IA surgirá do trabalho con-</p><p>junto de equipes interdisciplinares que considerarão</p><p>aspectos éticos e sociológicos além dos aspectos téc-</p><p>nicos, econômicos e financeiros.</p><p>Quais são os maiores desafios para os estudiosos</p><p>nesse campo?</p><p>Eu não faço parte do grupo de estudiosos que se</p><p>dedicam exclusivamente à área de inteligência artificial,</p><p>mas, conversando com profissionais da área, reparei que</p><p>existem dois desafios importantes. O primeiro diz respei-</p><p>to à remoção de vieses dos algoritmos que são utilizados</p><p>em sistemas de inteligência artificial e o segundo diz res-</p><p>peito à capacidade autônoma de comunicação e tomada</p><p>de decisões desses tipos de sistemas quando eles passa-</p><p>rem a interagir entre si com maior frequência.</p><p>Um algoritmo é uma sequência de instruções que</p><p>são utilizadas por uma máquina para executar determi-</p><p>nadas tarefas visando um determinado fim. Algoritmos</p><p>de inteligência artificial podem ser criados por enge-</p><p>nheiros, cientistas da computação, matemáticos, físi-</p><p>cos, sociólogos, ou quaisquer outros profissionais que</p><p>saibam como criar um algoritmo. Acontece que, duran-</p><p>te a criação do algoritmo, parte da personalidade de</p><p>seus criadores pode ser incorporada naquele conjun-</p><p>to de instruções mesmo que de forma não intencional.</p><p>Portanto, uma preocupação que existe é a de entender</p><p>como é possível criar algoritmos que não possuam os</p><p>vieses de seus programadores. Isso é particularmente</p><p>importante quando um algoritmo de inteligência ar-</p><p>tificial está avaliando, por exemplo, como alocar gru-</p><p>pos étnicos numa determinada região, como conceder</p><p>crédito a uma pessoa, ou como selecionar adequada-</p><p>mente um candidato para uma determinada vaga de</p><p>emprego. O que não se deseja é que os algoritmos to-</p><p>mem decisões arbitrárias, mas isso é muito difícil de se</p><p>fazer porque os pesquisadores não conseguem dizer</p><p>exatamente como uma máquina autônoma toma uma</p><p>determinada decisão. Ou seja, o desafio é impedir que</p><p>os sistemas de inteligência artificial sejam caixas pretas</p><p>as quais não se sabe exatamente como elas funcionam</p><p>ou por que tomam determinadas decisões..</p><p>[...]</p><p>Com relação ao segundo desafio, imagine uma si-</p><p>tuação na qual diferentes sistemas de inteligência ar-</p><p>tificial, completamente autônomos entre si, tenham</p><p>que tomar uma decisão conjunta. Se não se sabe exa-</p><p>tamente como esses sistemas tomam suas decisões e,</p><p>por exemplo, eles pertencem às forças armada, poderí-</p><p>amos correr o risco de deflagração de uma guerra por</p><p>conta de uma decisão errada tomada por esses siste-</p><p>mas. Essa é uma preocupação real e não ficção científi-</p><p>ca. Os carros autônomos devem ser programados para</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>10</p><p>matar ou para salvar vidas? É interessante reparar que</p><p>os carros autônomos precisam ser programados para</p><p>lidar com decisões éticas que, às vezes, nem os seres</p><p>humanos sabem como proceder. No caso de um aci-</p><p>dente, o carro deve proteger seus passageiros a todo</p><p>custo ou minimizar a quantidade de vítimas, mesmo</p><p>que tenha que sacrifi car seus ocupantes? Agora, ima-</p><p>gine dezenas ou centenas de sistemas de inteligência</p><p>artifi cial tomando decisões de forma completamente</p><p>autônoma, controlando o mercado fi nanceiro, o tráfe-</p><p>go aéreo, mísseis, satélites, etc. e tendo que lidar com</p><p>centenas de questões éticas ao mesmo tempo, isso</p><p>sem contar que as questões éticas variam de país para</p><p>país. Imagine a complexidade necessária para contro-</p><p>lar este sistema de sistemas autônomos.</p><p>[...]</p><p>Disponível em: http://www.cest.poli.usp.br/pt/entrevista-com-eduardo-bertassi-sobre-inteligencia-artifi cial-na-sociedade-contem-</p><p>poranea/ Acesso em: 19 ago. 2024 (adaptado).</p><p>2. A entrevista é um gênero textual amplamente utili-</p><p>zado na comunicação, tanto na mídia quanto em outros</p><p>contextos. Trata-se de uma forma de diálogo estrutu-</p><p>rado, em que uma pessoa faz perguntas e outra res-</p><p>ponde. Assim, releia o texto I e responda:</p><p>a) Quem é o entrevistado e quem é o entrevistador</p><p>nesse texto?</p><p>b) Onde foi publicada a entrevista que você leu?</p><p>c) Essa entrevista se destina a qual tipo de leitor?</p><p>3. Qual é a fi nalidade de uma entrevista? E dessa en-</p><p>trevista?</p><p>4. O objetivo da entrevista é fazer com que o leitor/ex-</p><p>pectador se interaja com o conhecimento do entrevista-</p><p>do sobre um determinado assunto. Objetiva também di-</p><p>fundir um conhecimento e, por isso, auxilia na formação</p><p>de opinião e posicionamento crítico da sociedade, uma</p><p>vez que propõe um debate sobre determinado tema.</p><p>Dessa forma, qual é o assunto/tema da entrevista lida?</p><p>Acesse a Atividade 1 do Ser</p><p>Goiás para saber mais sobre o</p><p>gênero Entrevista.</p><p>Disponível em: https://youtu.</p><p>be/458vH2s8e0Y</p><p>ampliando</p><p>os conhecimentos</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>Características da Entrevista</p><p>• É marcada pela oralidade e pelo discurso direto</p><p>(esse último, pela transcrição fi dedigna das pala-</p><p>vras do ENTREVISTADOR e do ENTREVISTA-</p><p>DO), logo, pode haver muitas marcas de oralidade</p><p>bem como observações (geralmente entre parên-</p><p>teses) que descrevem as ações de ambos;</p><p>• Quando publicadas em meios impressos, po-</p><p>de-se perceber a utilização de muitos sinais</p><p>de pontuação: travessão, aspas, reticências,</p><p>interrogação, parênteses, em alguns casos, até</p><p>detalhando aspectos do entrevistado, como</p><p>emoções, lágrimas e risos;</p><p>• É informativa, veiculada, sobretudo, por meio de</p><p>jornais, revistas, internet, televisão, rádio, dentre</p><p>outros;</p><p>• O ENTREVISTADOR é o responsável por fazer</p><p>perguntas, e o ENTREVISTADO (ou entrevista-</p><p>dos) as responde;</p><p>• Apesar de muitas vezes haver formalidade, devi-</p><p>do a ser um gênero oral, há uma mescla entre a</p><p>linguagem padrão e a não padrão da língua por-</p><p>tuguesa.</p><p>Estrutura da entrevista</p><p>• Manchete ou título – Essa é uma parte que deve-</p><p>rá despertar interesse no interlocutor envolvido,</p><p>podendo ser uma frase criativa ou pergunta in-</p><p>teressante.</p><p>• Apresentação – É o momento em que se apre-</p><p>sentam os pontos de maior relevância da en-</p><p>trevista, como também se destaca o perfi l do</p><p>entrevistado, sua experiência profi ssional e seu</p><p>domínio em relação ao assunto abordado.</p><p>• Perguntas e respostas – Basicamente, é a entre-</p><p>vista propriamente dita, na qual são retratadas</p><p>as falas de cada um dos envolvidos.</p><p>Entretanto, há algumas entrevistas</p><p>que não se-</p><p>guem este padrão, ou seja, umas apresentam um</p><p>roteiro mais conciso somente de perguntas e respos-</p><p>tas, outras, ao invés de retratar as falas em seu modo</p><p>literal, optam por transcrevê-las usando um discurso</p><p>indireto, ou, até mesmo, muitas trazem um texto in-</p><p>trodutório e mais detalhado, com informações sobre</p><p>o local, a data e duração da entrevista.</p><p>Disponível em: Um gênero textual do cotidiano jornalístico - Brasil Escola (uol.com.br) Acesso em 27 de jun.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>11</p><p>5. No quadro a seguir, explique cada um dos elemen-</p><p>tos que compõem a estrutura de uma entrevista, e em</p><p>seguida, retire do texto um exemplo de cada um deles.</p><p>6. A entrevista é um gênero essencialmente oral e re-</p><p>quer uma postura adequada tanto por parte de quem</p><p>a elabora quanto por parte de quem a responde. Por-</p><p>tanto, deve-se dar maior atenção no que se refere à</p><p>linguagem, pois é algo que se tornará acessível ao pú-</p><p>blico de uma forma geral. Assim, a linguagem utilizada</p><p>na entrevista lida é formal ou informal? Justifique sua</p><p>resposta transcrevendo um trecho do texto.</p><p>7. Ao escrever um texto é fundamental que se tenha</p><p>ideias claras. Para que isso ocorra, as frases devem estar</p><p>bem articuladas, o que contribui para um texto coeso.</p><p>Essa articulação pode ser alcançada por meio de elemen-</p><p>tos conectivos (articulares), normalmente conjunções,</p><p>advérbios e pronomes, que sinalizam relações semânti-</p><p>cas de diferentes naturezas, como causalidade, compara-</p><p>ção, oposição, temporalidade, adição, entre outras.</p><p>Nos fragmentos abaixo, quais são as relações que os</p><p>elementos articuladores destacados expressam?</p><p>a) “... é a “capacidade de compreensão e resolução de pro-</p><p>blemas ou conflitos e de adaptação a novas situações”.</p><p>b) “Portanto, existem diversos pesquisadores e pro-</p><p>fissionais no mundo que se preocupam com o uso da</p><p>IA para promover justiça social, aumentar o acesso a</p><p>sistemas de saúde...”</p><p>c) “... exclusivamente à área de inteligência artificial,</p><p>mas, conversando com profissionais da área, reparei</p><p>que existem dois desafios importantes..”</p><p>d) “Isso é particularmente importante quando um al-</p><p>goritmo de inteligência artificial está avaliando, por</p><p>exemplo, como alocar grupos étnicos numa determi-</p><p>nada região.”</p><p>8. A pontuação é muito mais do que simples sinais para</p><p>separar ou marcar segmentos da superfície do texto.</p><p>Além de estarem vinculados intimamente à coerência</p><p>do texto, esses sinais podem acumular outras funções</p><p>discursivas, isto é, podem produzir efeitos de sentido,</p><p>como aqueles ligados à ênfase, à reformulação ou à</p><p>justificação de certos segmentos. Nos trechos a seguir,</p><p>a pontuação foi usada intencionalmente. Marque a 2ª</p><p>coluna de acordo com essa intenção.</p><p>(1) Introduzir</p><p>um esclareci-</p><p>mento.</p><p>( ) “Se os computadores fornecerem melhores</p><p>diagnósticos que os médicos, e os robôs tive-</p><p>rem a capacidade de realizar cirurgias extre-</p><p>mamente delicadas, para que precisaremos</p><p>de tantos médicos?” – Ponto de Interrogação</p><p>(2) Enfatizar</p><p>uma afirma-</p><p>ção.</p><p>( ) “Se buscarmos no dicionário a definição da</p><p>palavra “inteligência” veremos que...” - Aspas</p><p>(3) Estimular</p><p>uma reflexão.</p><p>( ) “Os exemplos da substituição de humanos</p><p>por máquinas “inteligentes” são bem conheci-</p><p>dos: a empresa automotiva Tesla, que possui</p><p>uma fábrica altamente automatizada, produz</p><p>não apenas carros, mas também caminhões,</p><p>...” – Dois pontos</p><p>(4) Dar desta-</p><p>que a uma pa-</p><p>lavra.</p><p>( ) “A capacidade de raciocínio e adaptação é o</p><p>que torna um indivíduo mais apto para se des-</p><p>tacar (ou até mesmo sobreviver) em ambientes</p><p>onde existem qualquer tipo de competição.” -</p><p>Parênteses</p><p>9. O texto não é um simples agrupamento de frases</p><p>justapostas, mas um conjunto harmonioso em que há</p><p>laços, interligações, relações entre suas partes. As pa-</p><p>lavras e expressões utilizadas retomam ideias, evitam</p><p>repetições e reforçam sentidos para contribuir com</p><p>a continuidade do texto e a compreensão de senti-</p><p>do. Desse modo, em “Essa capacidade “inteligente”</p><p>de adaptação é o que tornará determinados produ-</p><p>tos e serviços mais competitivos em relação aos de</p><p>seus concorrentes, fazendo com que eles fiquem mais</p><p>tempo no mercado, gerando mais lucro para quem os</p><p>criou.”, a palavra em destaque faz referência a quem?</p><p>Semana 4 - Outubro</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>SISTEMATIZANDO</p><p>os conhecimentos</p><p>Estudante, vamos continuar estudando e aprendendo?</p><p>Leia um trecho da entrevista do escritor Pedro Bandeira,</p><p>consagrado autor da literatura infantojuvenil.</p><p>Texto II</p><p>“Escritor não se aposenta”: aos 80 anos, Pedro</p><p>Bandeira segue criando histórias</p><p>Em entrevista ao site do Itaú Cultural (IC), o autor fala</p><p>de seu amor pelos leitores e propõe uma luta em prol da</p><p>esperança</p><p>Publicado em 25/03/2022 - por Heloísa Iaconis</p><p>Antes de começar esta conversa, Pedro Bandeira</p><p>estava escrevendo. É assim que ele tem construído a</p><p>sua vida: escrevendo – ofício que, aliás, não preten-</p><p>de largar. Aos 80 anos, completados em 9 de março</p><p>de 2022, o autor permanece firme em seu propósito</p><p>de emocionar gerações de leitores. Ultimamente, por</p><p>exemplo, dedica-se a projetos voltados para a educa-</p><p>ção infantil, já que, em sua opinião, as crianças devem</p><p>Manchete ou título</p><p>Apresentação</p><p>Perguntas e respostas</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>12</p><p>ter contato com os livros o mais cedo possível. E tan-</p><p>to empenho gera uma relação recíproca: de cartas a</p><p>e-mails, de e-mails a mensagens no WhatsApp, Pedro</p><p>recebe continuações de suas narrativas, perguntas</p><p>sobre as personagens e os melhores desejos de feliz</p><p>aniversário. O seu público equivale a uma família gran-</p><p>de, gente que mantém nele a esperança no Brasil e por</p><p>quem o inventor da Feiurinha se desmancha.</p><p>Por que o senhor se enveredou pela escrita?</p><p>A língua portuguesa foi a minha brincadeira quan-</p><p>do criança. Tinha dois irmãos bem mais velhos do que</p><p>eu e, por isso, brincava sozinho. E lia – não para ficar in-</p><p>teligente, mas sim pela diversão. Lia muito gibi; depois,</p><p>passei para o livro. Logo que me alfabetizei, aos 8 anos,</p><p>li Reinações de Narizinho e adorei. Não parei mais de ler.</p><p>Resultado: assim que me tornei adulto, escrevia melhor</p><p>do que a minha turma. Fui aceito para trabalhar em um</p><p>jornal. Do jornal, fui para uma revista na Editora Abril.</p><p>Lá comecei a escrever histórias infantis. Escrevia, po-</p><p>rém, o que me mandavam, não o que eu queria. Até que</p><p>tentei fazer um livro meu e tive a sorte de as crianças</p><p>me aceitarem. Então, como aconteceu com a leitura,</p><p>não parei mais. Estou com 80 anos e não vou parar, não.</p><p>Como nasce uma história para o senhor?</p><p>Uma vez, tive um aluno bastante calado, um menino</p><p>que não perguntava, não se destacava em nada. Quieto,</p><p>quieto. Fiquei pensando naquele garoto. Era timidez?</p><p>Mas será que a vida, de repente, não daria uma sacudida</p><p>e ele teria que se revelar? O que o faria abrir a conchi-</p><p>nha? Se algo acontecesse com ele? Não, ele fugiria. Se</p><p>algo acontecesse com alguém de que ele gostasse? Ima-</p><p>ginei que havia uma paquera e que algo ocorreria com</p><p>ela: dessa maneira, nasceu Prova de fogo (1999). Isabel,</p><p>de A marca de uma lágrima (1985), veio do quadro Mulher</p><p>no espelho, de Picasso (e o enredo da obra parte da peça</p><p>Cyrano de Bergerac). Alice no país da mentira (2005) tem</p><p>início com uma frase que havia escrito 20 anos atrás.</p><p>A inspiração não cai do céu. As ideias dormem dentro</p><p>de nós. Algumas acordam meio tortas e não vão para a</p><p>frente. Outras se desenvolvem.</p><p>O que significa criar para o público infantojuvenil?</p><p>Sou brasileiro e os problemas do Brasil sempre me</p><p>incomodaram. Muitos falam que o nosso país não deu</p><p>certo. Deu certo: o projeto do atraso, que se estabelece</p><p>desde 1500 [...] O que necessitamos é mudar. E chego à</p><p>conclusão de que só o povo pode transformar os rumos</p><p>de uma nação. Mas esse povo precisa ter acesso à infor-</p><p>mação, ao conhecimento. Temos que parar</p><p>de excluir</p><p>brasileiros. Por esses motivos, penso que, com os meus</p><p>livros, estou preparando os futuros brasileiros, aqueles</p><p>que vão mudar este país, e tenho o maior orgulho disso.</p><p>Como se dá o seu contato com os leitores?</p><p>Eu amo muito, muito, muito os meus leitores. Al-</p><p>guns deles cresceram, casaram, me enviaram o con-</p><p>vite de casamento, a foto do primeiro filhinho. Tenho</p><p>um livro dedicado a uma leitora e outro dedicado ao</p><p>filho dela. Sinto orgulho ao saber que os meus leitores</p><p>cresceram bem. Penso neles, fico preocupado como se</p><p>fossem os meus filhos. No meu aniversário de 80 anos,</p><p>recebi tantas mensagens de parabéns. Uma pessoa que</p><p>cresce com você passa a ser da sua família. Os meus lei-</p><p>tores são a minha família: fui feito por eles, porque, se</p><p>tivessem me recusado, não teria tentado de novo.</p><p>Se a sua produção não fosse voltada para crianças</p><p>e jovens, o senhor escreveria ainda assim?</p><p>Eu não sei. Logo mais sairá um título que só poderá</p><p>ser lido por adultos, pois é um trabalho que exige uma</p><p>necessidade cultural que apenas adultos podem ter. O</p><p>tom relaxado, no entanto, segue o mesmo. Tenho con-</p><p>tos de que adultos podem gostar, mas não são o meu pú-</p><p>blico-alvo. O meu alvo é da infância até a adolescência.</p><p>Ajudo os leitores a subir a escada. Após o Ensino Médio,</p><p>largo as mãos deles e fico olhando o quão alto eles che-</p><p>gam. Torço para que leiam Machado de Assis, Shakes-</p><p>peare, Cervantes, o que quiserem. Que não parem de</p><p>ler, absorver conhecimento, tratar das emoções.</p><p>O que não pode faltar em uma narrativa?</p><p>A literatura trata de emoções, não de coisas con-</p><p>cretas. Eu escrevo sobre emoções. A arte é realizada</p><p>para você se emocionar, para tocar a sua sensibilidade,</p><p>a sua consciência. Não necessariamente para agradar,</p><p>mas para tocar o seu coração. Se eu não te emocionar,</p><p>eu errei.</p><p>Qual a importância da imaginação?</p><p>Nós nos diferenciamos de outras espécies porque</p><p>imaginamos. Se o ser humano não imaginasse que po-</p><p>deria voar como os pássaros, nós não voaríamos, hoje</p><p>em dia, melhor do que os pássaros. A nossa imaginação</p><p>torna possível o impossível. Todos os seres humanos</p><p>têm a mesma capacidade de imaginar. Contudo, a ima-</p><p>ginação deve ser alimentada com educação e arte. Se</p><p>não incentivarmos as pessoas a criar mundos, [...]</p><p>O que motiva o senhor a continuar escrevendo?</p><p>A esperança é o meu alimento. Se eu for um ve-</p><p>lho desesperançoso, para que viver? Tenho esperan-</p><p>ça. Nestas oito décadas, digo que o Brasil melhorou,</p><p>sim. Mas ainda temos dificuldades enormes. Hoje, em</p><p>especial, dificuldades internas. Porém, não podemos</p><p>entregar os pontos. O desânimo contribui para a ma-</p><p>nutenção e a aceitação dos problemas. Precisamos</p><p>acreditar em nós e lutar contra o desespero, lutar a fa-</p><p>vor da esperança.</p><p>Disponível em: https://www.itaucultural.org.br/secoes/entrevista/aos-80-anos-pedro-bandeira-segue-criando-historias Acesso em:</p><p>11 mai. 2024. (adaptado).</p><p>10. A entrevista é um gênero textual utilizado para</p><p>obter informações, opiniões ou relatos de uma pessoa</p><p>sobre determinado tema. Assim, qual é tema que a en-</p><p>trevista lida traz?</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>13</p><p>11. O objetivo principal de uma entrevista é extrair</p><p>informações, declarações e opiniões para esclarecer</p><p>determinado assunto. É um gênero textual muito utili-</p><p>zado para a construção de matérias de jornais, revistas,</p><p>rádios, TV e outros textos que passam algum conheci-</p><p>mento para a população.</p><p>a) Retire do texto II exemplos de opinião.</p><p>b) Justifique sua resposta.</p><p>12. Por ser um gênero essencialmente oral, a entrevis-</p><p>ta dá uma maior atenção no que se refere à linguagem.</p><p>Desse modo, sobre o tipo de linguagem empregada</p><p>pelo entrevistador e pelo entrevistado, responda:</p><p>a) Que tipo de linguagem o entrevistador (site do Itaú</p><p>Cultural) e o entrevistado (Pedro Bandeira) a empre-</p><p>gam: formal ou informal? Explique sua resposta.</p><p>b) É possível identificar marcas de oralidade na entrevis-</p><p>ta escrita? Justifique sua resposta com trechos do texto.</p><p>13. As figuras de linguagem consistem em recursos ex-</p><p>pressivos que promovem determinados efeitos de sen-</p><p>tidos conforme a atitude criativa que explora aspectos</p><p>semânticos, fonológicos e sintáxicos. Dessa forma, em</p><p>“A inspiração não cai do céu. As ideias dormem dentro</p><p>de nós.”, ocorre uma</p><p>(A) antítese. (C) gradação.</p><p>(B) hipérbole. (D) personificação.</p><p>14. No trecho “Imaginei que havia uma paquera e que</p><p>algo ocorreria com ela: dessa maneira, nasceu Prova de</p><p>fogo (1999).”, os dois pontos foram utilizados para</p><p>(A) introduzir um esclarecimento.</p><p>(B) acrescentar um argumento.</p><p>(C) questionar um dado.</p><p>(D) definir um conceito.</p><p>15. Qual é a relação lógico-discursiva que a palavra</p><p>destacada estabelece em “Se eu for um velho desespe-</p><p>rançoso, para que viver? Tenho esperança.”?</p><p>(A) adição. (C) condição.</p><p>(B) oposição. (D) conclusão.</p><p>16. Que efeito de sentido percebe-se no trecho “Al-</p><p>guns deles cresceram, casaram, me enviaram o convi-</p><p>te de casamento, a foto do primeiro filhinho.”, a partir</p><p>dos elementos destacados?</p><p>(A) o exagero de ideias. (C) a progressão de ideias.</p><p>(B) a repetição de ideias. (D) a suavização de uma ideia.</p><p>17. Algumas palavras (conectores discursivos) são res-</p><p>ponsáveis pela articulação e progressão textuais. A utili-</p><p>zação adequada desses recursos possibilita a construção</p><p>de um texto claro e eficiente. No trecho “Penso neles, fico</p><p>preocupado como se fossem os meus filhos..”, a palavra</p><p>em destaque faz referência a</p><p>(A) brasileiros. (C) adultos.</p><p>(B) leitores. (D) irmãos.</p><p>18. A respeito do gênero entrevista, marque V para</p><p>verdadeiro e F para falso.</p><p>( ) Em qualquer entrevista, a linguagem empregada</p><p>é formal, mas pode trazer a linguagem informal.</p><p>( ) Em uma entrevista, a pessoa entrevistada deve</p><p>apenas responder o que lhe é perguntado, sem a</p><p>possibilidade de fazer comentários de seu interesse.</p><p>( ) Não é possível realizar entrevistas de cunho polí-</p><p>tico e religioso devido a sensibilidade do tema.</p><p>( ) Uma entrevista pode ter como objetivo divulgar</p><p>informações sobre a pessoa entrevistada.</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>Contextualizando o gênero</p><p>textual, o tema e o campo</p><p>de atuação</p><p>Semana 1 - Novembro</p><p>Caro(a) estudante, nesta sequência de atividades</p><p>estudaremos os textos teatrais, pertencentes ao gê-</p><p>nero dramático.</p><p>1. Antes de ler os textos, vamos conversar?</p><p>• Você já foi ao teatro?</p><p>• Você já viu alguma encenação? Onde?</p><p>• Já participou de algum teatro na escola ou em ou-</p><p>tro espaço?</p><p>• Quais sentimentos você experenciou ao assistir</p><p>uma peça teatral?</p><p>• Você sabe o que é uma comédia de costumes?</p><p>• Em que contextos ou espaços podemos entrar em</p><p>contato com um texto dramático?</p><p>► Conhecendo o gênero textual</p><p>Texto Dramático ou Teatral</p><p>Os Textos Teatrais ou Dramáticos são aqueles</p><p>produzidos para serem representados (encenados)</p><p>e podem ser escritos em poesia ou prosa. São, por-</p><p>tanto, peças de teatro escritas por dramaturgos e di-</p><p>rigidas por produtores teatrais e, em sua maioria, são</p><p>pertencentes ao gênero narrativo.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>14</p><p>O texto teatral assemelha-se ao narrativo quanto</p><p>às características, uma vez que se constitui de fatos,</p><p>personagens e história (o enredo representado), que</p><p>sempre ocorre em um determinado lugar, dispostos</p><p>em uma sequência linear representada pela introdu-</p><p>ção (ou apresentação), complicação, clímax e desfecho.</p><p>A história em si é retratada pelos atores por meio</p><p>do diálogo, no qual o objetivo maior pauta-se por</p><p>promover uma efetiva interação com o público ex-</p><p>pectador, em que razão e emoção se fundem a todo</p><p>momento, proporcionando prazer e entretenimento.</p><p>Pelo fato de o Texto Teatral ser representado e</p><p>não contado, ele dispensa a presença do narrador, pois</p><p>como anteriormente mencionado, os atores assumem</p><p>um papel de destaque no trabalho realizado por meio</p><p>de um discurso direto</p><p>em consonância com outros</p><p>recursos que tendem a valorizar ainda mais a moda-</p><p>lidade em questão, como pausas, mímica, sonoplastia,</p><p>gestos e outros elementos ligados à postura corporal.</p><p>Normalmente, os textos dramáticos apresentam: pró-</p><p>logo (introdução), ato (período de um acontecimento),</p><p>cenas (entrada e saída de personagens), epílogo (des-</p><p>fecho) e rubrica (indicação e descrição do que deve</p><p>ser feito em cena).</p><p>A questão do tempo difere-se daquele constituído</p><p>pelo narrativo, pois o tempo da ficção, ligado à dura-</p><p>ção do espetáculo, coincide com o tempo da represen-</p><p>tação. Outro ponto faz referência ao tamanho em que</p><p>a peça se apresenta demarcada, ou seja, se muito ex-</p><p>tensa, costuma ser dividida em partes, consideradas</p><p>atos, os quais podem ser subdivididos em cenas.</p><p>As rubricas, demarcadas por aqueles elementos</p><p>que no texto escrito aparecem em destaque, em itá-</p><p>lico, ou entre parênteses, por exemplo, atuam como</p><p>indicadores que orientam o diretor e as personagens</p><p>acerca das características relativas ao cenário, bem</p><p>como sobre o modo de proceder dessas mesmas per-</p><p>sonagens. Antes delas, como podemos constatar no</p><p>exemplo de uma peça demonstrada pela linguagem</p><p>teatral (acima citada), aparece o nome da persona-</p><p>gem, em letras maiúsculas ou em negrito.</p><p>Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/o-texto-teatral.htm Acesso em: 13 maio 2024 (adaptado).</p><p>A peça O Judas em Sábado de Ale-</p><p>luia foi escrita por Martins Pena, pre-</p><p>cursor da comédia de costumes no</p><p>Brasil. A história se passa no Rio de</p><p>Janeiro do século XIX, no ano de 1844.</p><p>É uma típica comédia de costumes do</p><p>Romantismo, isto é, a peça caracteriza</p><p>o cotidiano de modo cômico, apresen-</p><p>tando as personagens de modo caricatural, bem como</p><p>apontando para valores culturais da classe média [...]</p><p>A história se passa na casa de José Pimenta, cabo</p><p>da Guarda Nacional, e de suas filhas Chiquinha e Ma-</p><p>ricota. É Sexta-Feira Santa, e um grupo de crianças</p><p>prepara um boneco de Judas para a malhação da ma-</p><p>nhã seguinte. O jovem Faustino vem se encontrar com</p><p>Maricota, mas quando chega Ambrósio, pretendente</p><p>mais rico da moça, ele se esconde no Judas. A partir</p><p>daí, passa a testemunhar, sem ser visto, conversas en-</p><p>tre vários personagens - inclusive uma declaração de</p><p>amor de Maricota por Ambrósio, bastante semelhan-</p><p>te à que ela tinha feito há pouco para ele.</p><p>Imagem disponível em: https://www.topleituras.com/livros/judas-sabado-aleluia-comedias-martins-pena-be84-capa.jpg Acesso</p><p>em: 14 mai. 2024. / Disponível em: https://www.algosobre.com.br/resumos-literarios/o-judas-em-sabado-de-aleluia.html Acesso</p><p>em: 14 maio 2024 (adaptado).</p><p>Estudante, os textos trabalhados são fragmen-</p><p>tos da peça teatral O Judas em Sábado de Aleluia, de</p><p>Martins Pena.</p><p>Observe o texto a seguir:</p><p>Texto I</p><p>O Judas em Sábado de Aleluia</p><p>Comédia em 1 ato</p><p>CENA IV</p><p>Faustino e Maricota.</p><p>[...]</p><p>Maricota — Eu, sim! Responda-me, por onde andou,</p><p>que não passou por aqui ontem, e fez-me esperar toda</p><p>tarde à janela? Que fez do cravo que lhe dei o mês pas-</p><p>sado? Por que não foi ao teatro quando eu lá estive</p><p>com D. Mariana? Desculpe-se, se pode. Assim é que</p><p>corresponde a tanto amor? Já não há paixões verdadei-</p><p>ras. Estou desenganada. (Finge que chora)</p><p>Faustino — Maricota...</p><p>Maricota — Fui bem desgraçada em dar meu coração</p><p>a um ingrato!</p><p>Faustino (enternecido) — Maricota!</p><p>Maricota — Se eu pudesse arrancar do peito esta pai-</p><p>xão...</p><p>Faustino — Maricota, eis-me a teus pés! (Ajoelha-se, e</p><p>enquanto fala, Maricota ri-se, sem que ele veja) Neces-</p><p>sito de toda a tua bondade para ser perdoado!</p><p>Maricota — Deixe-me.</p><p>Faustino — Queres que morra a teus pés? (Batem pal-</p><p>mas na escada)</p><p>Maricota (assustada) — Quem será? (Faustino conser-</p><p>va-se de joelhos)</p><p>Capitão (na escada, dentro) — Dá licença?</p><p>Maricota (assustada) — É o Capitão Ambrósio! (Para</p><p>Faustino:) Vá-se embora, vá-se embora! (Vai para den-</p><p>tro, correndo)</p><p>Faustino (levanta-se e vai atrás dela) — Então, o que</p><p>é isso?... Deixou-me!... Foi-se!... E esta!... Que farei!...</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>15</p><p>ampliando</p><p>os conhecimentos</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>(Anda ao redor da sala como procurando aonde escon-</p><p>der-se) Não sei onde esconder-me... (Vai espiar à porta,</p><p>e daí corre para a janela) Voltou, e está conversando à</p><p>porta com um sujeito; mas decerto não deixa de entrar.</p><p>Em boas estou metido, e daqui não... (Corre para o Ju-</p><p>das, despe-lhe a casaca e o colete, tira-lhe as botas e o</p><p>chapéu e arranca-lhe os bigodes) O que me pilhar tem</p><p>talento, porque mais tenho eu. (Veste o colete e casa-</p><p>ca sabre a sua própria roupa, calça as batas, põe o cha-</p><p>péu armado e arranja os bigodes. Feito isto, esconde o</p><p>corpo do Judas em uma das gavetas da cômoda, onde</p><p>também esconde o próprio chapéu, e toma o lugar do</p><p>judas) Agora pode vir... (Batem) Ei-lo! (Batem) Aí vem!</p><p>[...]</p><p>Martins Pena. Comédias. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2007.</p><p>Disponível em: http://www.portugues.seed.pr.gov.br/arquivos/File/leit_online/martins_pena4.pdf Acesso em: 16 de mai. de 2024. (adaptado).</p><p>2. Todo texto tem sua função social e, por isso, pre-</p><p>tende, por exemplo, informar ou esclarecer, expor um</p><p>ponto de vista, refutar uma posição, narrar um acon-</p><p>tecimento, fazer uma advertência, persuadir alguém</p><p>de alguma coisa etc. Assim, qual é a fi nalidade do texto</p><p>dramático (teatral)?</p><p>3. Pelo fato de o texto teatral ser representado e não</p><p>contado, ele dispensa a presença do narrador, pois os</p><p>atores assumem um papel de destaque no trabalho rea-</p><p>lizado. Desse modo, como o interlocutor toma conheci-</p><p>mento dos fatos e das características das personagens?</p><p>4. O texto é apresentado a partir da cena IV. Apesar de</p><p>desconhecer o início da conversa entre Faustino e Ma-</p><p>ricota, é possível supor algumas coisas.</p><p>a) Que ligação parece haver entre ambos?</p><p>b) Que sentimento cada um expressa para o outro?</p><p>c) Maricota parece sincera na expressão de seus senti-</p><p>mentos? Justifi que sua resposta?</p><p>5. Qual diferença pode ser notada na estrutura de um</p><p>texto dramático quando comparado aos textos narrati-</p><p>vos? Justifi que com trechos do texto lido.</p><p>6. Por que Faustino é levado a esconder-se, fazendo-se</p><p>passar pelo boneco de judas, e não a ir embora?</p><p>( ) Porque o Capitão está na porta e ele não tem</p><p>como sair sem ser visto.</p><p>( ) Porque quer saber sobre a conversa entre Mari-</p><p>cota e o Capitão.</p><p>( ) Porque deseja se revelar para o Capitão e brigar</p><p>pelo amor de Maricota.</p><p>A peça teatral é composta por dois tipos de texto:</p><p>Texto principal – contém as falas dos atores, que</p><p>podem ser escritas por meio de:</p><p>• Monólogo – a personagem fala consigo mesma, ex-</p><p>pondo, perante o público, os seus pensamentos e/</p><p>ou sentimentos (precedido sempre de travessão);</p><p>• Diálogo – falas entre duas ou mais personagens</p><p>(precedido sempre de travessão);</p><p>• Apartes – comentários de uma personagem para</p><p>o público, pressupondo que não são ouvidos pelo</p><p>seu interlocutor.</p><p>Texto secundário (Indicações cênicas) – Destina-</p><p>-se ao leitor, ao encenador ou aos atores.</p><p>Disponível em: https://www.todamateria.com.br/texto-teatral/ Acesso em 13 mai. 2024. (adaptado).</p><p>A peça teatral compõe-se também em sua estru-</p><p>tura de:</p><p>• Listagem inicial das personagens;</p><p>• Indicação do nome das personagens no início de</p><p>cada fala;</p><p>• Informações sobre a estrutura externa da peça</p><p>(divisão em atos, cenas ou quadros);</p><p>• Indicações sobre o cenário e guarda-roupas das</p><p>personagens;</p><p>• Rubricas - indicações sobre movimentação das</p><p>personagens em palco, as atitudes que devem to-</p><p>mar, os gestos que devem fazer ou a entoação de</p><p>voz com que devem proferir as palavras.</p><p>Disponível em: https://www.mendelvilas.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Texto-Dram%C3%A1tico.pdf. Acesso em: 28 fev.</p><p>2024 (adaptado).</p><p>Leia outro fragmento da peça O Judas em Sábado de Aleluia.</p><p>Texto II</p><p>O Judas em Sábado de Aleluia</p><p>Comédia em 1 ato</p><p>CENA X</p><p>Chiquinha e Faustino.</p><p>Chiquinha (entra e senta-se e costura) — Deixe-me</p><p>ver se posso</p><p>acabar este vestido para vesti-lo amanhã,</p><p>que é Domingo de Páscoa. (Cose) [...]. Tudo anda assim.</p><p>Ai, ai! (Suspirando) Há gente bem feliz; alcançam tudo</p><p>quanto desejam e dizem tudo quanto pensam: só eu</p><p>nada alcanço e nada digo. Em quem estará ele pensan-</p><p>do! Na mana, sem dúvida. Ah, Faustino, Faustino, se tu</p><p>soubesses!...</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>16</p><p>Faustino (à parte) — Fala em mim! (Aproxima-se de</p><p>Chiquinha pé ante pé)</p><p>Chiquinha — A mana, que não sente por ti o que eu sin-</p><p>to, tem coragem para te falar e enganar, enquanto eu,</p><p>que tanto te amo, não ouso levantar os olhos para ti.</p><p>Assim vai o mundo! Nunca terei valor para fazer-lhe a</p><p>confissão deste amor, que me faz tão desgraçada; nun-</p><p>ca, que morreria de vergonha! Ele nem em mim pensa.</p><p>Casar-me com ele seria a maior das felicidades. (Fausti-</p><p>no, que durante o tempo que Chiquinha fala vem apro-</p><p>ximando-se e ouvindo com prazer quanto ela diz, cai a</p><p>seus pés)</p><p>Faustino — Anjo do céu! (Chiquinha dá um grito, assus-</p><p>tada, levanta-se rapidamente para fugir e Faustino a</p><p>retém pelo vestido) Espera!</p><p>Chiquinha, gritando — Ai, quem me acode?</p><p>Faustino — Não te assustes, é o teu amante, o teu noi-</p><p>vo... O ditoso Faustino!</p><p>Chiquinha (forçando para fugir) — Deixe-me!</p><p>Faustino (tirando o chapéu) — Não me conheces? É o</p><p>teu Faustino!</p><p>Chiquinha (reconhecendo-o) — Sr. Faustino!</p><p>Faustino (sempre de joelhos) — Ele mesmo, encanta-</p><p>dora criatura! Ele mesmo, que tudo ouviu.</p><p>Chiquinha (escondendo o rosto nas mãos) — Meu</p><p>Deus!</p><p>Faustino — Não te envergonhes. (Levanta-se) E não te</p><p>admires de ver-me tão ridiculamente vestido para um</p><p>amante adorado.</p><p>Chiquinha — Deixe-me ir para dentro.</p><p>Faustino — Oh não! Ouvir-me-ás primeiro. Por causa</p><p>de tua irmã eu estava escondido nestes trajos: mas</p><p>prouve a Deus que eles me servissem para descobrir a</p><p>sua perfídia e ouvir a tua ingênua confissão, tanto mais</p><p>preciosa, quanto inesperada. Eu te amo, eu te amo!</p><p>Chiquinha — A mana pode ouvi-lo!</p><p>Faustino — A mana! Que venha ouvir-me! Quero di-</p><p>zer-lhe nas bochechas o que penso. Se eu tivesse adi-</p><p>vinhado em ti tanta candura e amor, não teria passado</p><p>por tantos dissabores e desgostos, e não teria visto</p><p>com meus próprios olhos a maior das patifarias! Tua</p><p>mana e... Enfim, eu cá sei o que ela é, e basta. Deixemo-</p><p>-la, falemos só no nosso amor! Não olhes para minhas</p><p>botas... Tuas palavras acenderam em meu peito uma</p><p>paixão vulcânico-piramidal e delirante. Há um momen-</p><p>to que nasceu, mas já está grande como o universo.</p><p>Conquistaste-me! Terás o pago de tanto amor! Não</p><p>duvides; amanhã virei pedir-te a teu pai.</p><p>Chiquinha (involuntariamente) — Será possível?!</p><p>Faustino — Mais que possível, possibilíssimo!</p><p>Chiquinha — Oh! Está me enganando... E o seu amor</p><p>por Maricota?</p><p>Faustino (declamando) — Maricota trouxe o inferno</p><p>para minha alma, se é que não levou minha alma para o</p><p>inferno! O meu amor por ela foi-se, voou, extinguiu-se</p><p>como um foguete de lágrimas!</p><p>Chiquinha — Seria crueldade se zombasse de mim! De</p><p>mim, que ocultava a todos o meu segredo.</p><p>Faustino — Zombar de ti! Seria mais fácil zombar do</p><p>meu ministro! Mas, silêncio, que parece-me que sobem</p><p>as escadas. Chiquinha, assustada — Será meu pai?</p><p>Faustino — Nada digas do que ouviste: é preciso que</p><p>ninguém saiba que eu estou aqui incógnito. Do segredo</p><p>depende a nossa dita.</p><p>Pimenta (dentro) — Diga-lhe que não pode ser.</p><p>Faustino — É teu pai!</p><p>Chiquinha — É meu pai!</p><p>Ambos — Adeus (Chiquinha entra correndo e Faustino</p><p>põe o chapéu na cabeça, e toma o seu lugar)</p><p>[...]</p><p>Martins Pena. Comédias. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2007.</p><p>Disponível em: http://www.portugues.seed.pr.gov.br/arquivos/File/leit_online/martins_pena4.pdf Acesso em: 16 de mai. de 2024. (adaptado).</p><p>7. Observe o trecho do texto:</p><p>“Chiquinha, gritando — Ai, quem me acode?</p><p>Faustino — Não te assustes, é o teu amante, o teu noi-</p><p>vo... O ditoso Faustino!</p><p>Chiquinha (forçando para fugir) — Deixe-me!</p><p>Faustino (tirando o chapéu) — Não me conheces? É o</p><p>teu Faustino!”</p><p>Os textos dramáticos são textos literários feitos</p><p>para serem representados no palco, e como todo gê-</p><p>nero textual, também apresenta uma estrutura. Sendo</p><p>assim, responda:</p><p>a) Como se chamam os trechos escritos entre parên-</p><p>teses ou à frente dos nomes das personagens? Qual é</p><p>a sua função?</p><p>b) No texto da peça, há indicações para a entonação</p><p>(indica o tom de fala) dessas falas? Justifique sua res-</p><p>posta.</p><p>8. Sabemos que as rubricas dão orientações sobre as</p><p>personagens na peça. Na cena X, liste quais são as ru-</p><p>bricas atribuídas a Faustino.</p><p>9. Ao escrever um texto é fundamental que se tenha</p><p>ideias claras. Para que isso ocorra, as frases devem</p><p>estar bem articuladas, o que contribui para um texto</p><p>coeso e coerente. Essa articulação pode ser alcançada</p><p>por meio de elementos conectivos (articulares), nor-</p><p>malmente conjunções, advérbios e pronomes, que si-</p><p>nalizam relações semânticas de diferentes naturezas,</p><p>como causalidade, comparação, oposição, temporali-</p><p>dade, adição, entre outras.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>17</p><p>Nos fragmentos abaixo, quais são as relações que</p><p>os elementos articuladores destacados expressam?</p><p>a) “Deixe-me ver se posso acabar este vestido para</p><p>vesti-lo amanhã.”</p><p>b) “Por causa de tua irmã eu estava escondido nestes</p><p>trajos:”</p><p>c) “Chiquinha dá um grito, assustada, levanta-se rapi-</p><p>damente para fugir e Faustino a retém pelo vestido.”</p><p>d) “Há um momento que nasceu, mas já está grande</p><p>como o universo.”</p><p>10. Em “O meu amor por ela foi-se, voou, extinguiu-se</p><p>como um foguete de lágrimas!”, as palavras destacadas</p><p>foram utilizadas no texto para</p><p>( ) destacar o sentido denotativo.</p><p>( ) atribuir características humanas.</p><p>( ) intensificar progressivamente uma ideia.</p><p>Semana 2 - Novembro</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>SISTEMATIZANDO</p><p>os conhecimentos</p><p>Estudante, vamos continuar aprendendo? Ana-</p><p>lisaremos um fragmento da peça teatral “O Auto da</p><p>Compadecida”, de Ariano Suassuna.</p><p>O teatro de Ariano Suassuna</p><p>O teatro de Ariano Suassuna impressiona pela ca-</p><p>pacidade que o autor apresenta de mesclar o erudito</p><p>e o popular.</p><p>Dos folhetos de cordel nascem algumas das suas</p><p>peças, como é o caso de “O Auto da Com¬pa¬decida”,</p><p>que se originou, segundo o autor, “da fusão de três fo-</p><p>lhetos de cordel: ‘O Enterro do Cachorro’, ‘O Cavalo</p><p>que Defecava Dinheiro’ (ambos de Leandro Gomes) e</p><p>‘O Castigo da Soberba’ (de Anselmo Vieira)”. Ocorre,</p><p>nesse caso, não a cópia, mas sim a recriação de textos</p><p>da literatura popular nordestina, dando origem a um</p><p>texto teatral em que o popular e o erudito fundem-se</p><p>de modo brilhante.</p><p>Apresenta na escrita traços de linguagem oral [de-</p><p>monstrando, na fala do personagem, sua classe social]</p><p>e apresenta também regionalismos relativos ao Nor-</p><p>deste. Em 2000, inspirou o filme homônimo estrelado</p><p>por Selton Melo e Matheus Nachtergaele e dirigido</p><p>por Guel Arraes. Por muito tempo, a adaptação au-</p><p>diovisual foi a maior bilheteria do cinema brasileiro.</p><p>Imagem disponível em: https://www.editoraarqueiro.com.br/livros/tudo-e-todas-as-coisas/ Acesso em: 16 abr. 2024.</p><p>Disponível em: https://www.jornalopcao.com.br/opcao-cultural/forca-inesgotavel-teatro-de-ariano-suassuna-13338/ Acesso em:</p><p>16 mai. 2024. (adaptado).</p><p>Leia um fragmento de Auto da Compadecida, de Ariano</p><p>Suassuna.</p><p>Texto III</p><p>O Auto da Compadecida</p><p>[...]</p><p>JOÃO GRILO - Que isso Chicó?</p><p>(Passa o dedo na garganta). Já</p><p>estou ficando por aqui com suas</p><p>histórias. É sempre uma coisa</p><p>toda esquisita. Quando se pede</p><p>uma explicação, vem sempre com</p><p>“não sei, só sei que foi assim”.</p><p>CHICÓ - Mas se eu tive mesmo o</p><p>cavalo, meu filho, o que é que eu</p><p>vou fazer? Vou mentir, dizer que</p><p>não tive?</p><p>JOÃO GRILO - Você vem com uma história dessas e</p><p>depois se queixa quando o povo diz que você é sem</p><p>confiança.</p><p>CHICÓ - Eu sem confiança? Antônio Martinho está aí</p><p>para dar as provas do que eu digo.</p><p>JOÃO GRILO</p>