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<p>Nils DTVP 2 TESTE EVOLUTIVO DE PERCEPÇÃO VISUAL Tradução de Maria Cristina Ferreira MANUAL</p><p>SUMÁRIO Originalmente publicado por Inc., 8700 Shoal Creek Boulevard, Austin, Texas 78758, EUA Copyright 1961, 1966, 1993 by Inc. PREFÁCIO 6 Copyright 2001, da versão em português, de Alberto Antonio Araujo de Oliveira ME (ENTRELETRAS) AGRADECIMENTOS 9 Reservados todos os direitos para a língua portuguesa. 1 VISÃO GERAL DO TESTE E FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 10 1.1 Uma breve descrição dos processos perceptuais 10 Nenhuma parte desta publicação, incluindo projeto gráfico, 1.1.1 Um modelo do processo receptivo em três níveis 10 ilustrações e capa, poderá ser reproduzida ou transcrita por qualquer modo 1.1.2 Tipos de capacidades percepto-visuais 12 ou por qualquer outro meio seja este eletrônico, mecânico, de fotocópia, de 1.1.3 Interdependência das capacidades de percepção visual 13 gravação, ou outros, sem prévia autorização, por escrito, da Editora. 1.2 A mensuração das habilidades percepto-visuais 14 1.2.1 A situação atual dos testes de percepção visual 14 1.2.2 papel das capacidades motoras na avaliação percepto-visual 17 AVISO 1.3 Uma visão geral do DTVP-2 18 1.4 Usos do DTVP-2 20 Os testes psicológicos são instrumentos de emprego específico e como tal sua utilização se restringe a profissionais habilitados à sua 2 ADMINISTRAÇÃO DO TESTE E PONTUAÇÃO 22 aplicação. 2.1 Qualificações do examinador 22 Ele pode ser administrado por psicólogos e demais profissionais 2.2 Procedimentos básicos de testagem 23 interessados no exame e diagnóstico da situação percepto-visual de 2.3 Testagem de com problemas 23 crianças. 2.4 Tempo de testagem 24 2.5 Níveis de entrada, basais e de teto 24 2.6 Instruções específicas para os subtestes 25 Editor e Projeto Gráfico: Alberto Antonio Oliveira Capa: Copiare Duplicadora 2.6.1 Subteste 1: Coordenação viso-motora 25 2.6.2 2: Posição no 28 2.6.3 Subteste 3: Cópia 28 Dados Internacionais de Catalogação da Publicação (CIP) 2.6.4 Subteste 4: Figura-fundo 29 H224d Subteste 5: Relações espaciais 30 Hammil. Donald 1934 2.6.6 Subteste 6: Closura visual 31 testes evolutivo de percepção visual / Donald D. 2.6.7 Subteste 7: Velocidade viso-motora 32 Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress; tradução de Maria Cristina 2.6.8 Subteste Constância da forma 37 Ferreira 2. ed. Rio de Janeiro: Entreletras, 2001 21cm. Tradução de Developmental test of visual perception. ISBN 85-87941-04-6 (broch.) 1. Percepção visual. Pearson, Nils A. Voresss, Judith K, III. CDD: 152.148 EDITORA ENTRELETRAS R Ibituruna 43 / 406 B2 Tijuca 20271-021 Rio de Janeiro RJ Tel / Fax (21) 2264-9622</p><p>3 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DO DTVP-2 38 6 VALIDADE DOS RESULTADOS DO TESTE 67 3.1 Caderno de registro e perfil dos resultados 38 6.1 Validade de conteúdo 68 3.1.1 Seção 1: Informações de identificação 39 6.1.1 Fundamentação teórica subjacente à seleção do 3.1.2 Seção II: Registro dos escores dos subtestes do conteúdo formato dos 68 DTVP-2 e dos escores compostos 6.1.1.1 Coordenação viso-motora 69 41 3.1.3 Seção III: Perfil dos escores do teste 6.1.1.2 Posição no espaço 69 43 3.1.4 Seção IV: Dados de outros testes 43 6.1.1.3 Cópia 69 6.1.1.4 3.1.5 Seção V: Condições de aplicação 43 Figura-fundo 70 6.1.1.5 71 3.1.6 Seção VI: Características do DTVP-2 44 Relações espaciais 6.1.1.6 Closura visual 71 3.1.7 Seção VII: Interpretação recomendações 44 6.1.1.7 Velocidade viso-motora 72 3.1.8 Seção VIII: Registro do desempenho nos itens e 6.1.1.8 Constância da forma 72 subtestes 45 6.1.1.9 Análisc de itens 73 3.2 Escores do teste e sua interpretação 45 6.2 Validade relacionada ao critério 74 3.2.1 Escores brutos 45 6.3 Validade de constructo 76 3.2.2 Equivalentes de idade 45 6.3.1 3.2.3 Percentis Diferenciação quanto à idade 77 46 6.3.2 3.2.4 Escores padrão dos subtestes Inter-relações entre os valores do DTVP-2 77 46 6.3.3 3.2.5 Quocientes compostos 47 Relação do DTVP-2 com testes de habilidade cognitiva 78 6.3.4 Diferenciação entre grupos 81 3.3 que os compostos medem ? 47 6.3.5 Análise fatorial 81 3.3.1 Quociente de percepção visual geral (QPVG) 48 6.3.6 Validade dos itens 83 3.3.2 Quocientes clínicos 48 3.4 O que os subtestes medem? 50 7 CONTROLE DE VIESES 84 Realização de análises de discrepâncias intra-habilidades 51 Cuidados na interpretação dos resultados do teste 52 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 86 Fidedignidade do teste. Uma causa de preocupação 52 3.6.2 Os testes não diagnosticam 53 Explicações sobre os erros situacionais do sujcito 53 3.8 Compartilhando os resultados do teste 54 PROCEDIMENTOS NORMATIVOS APÊNDICE A: TABELAS DE CONVERSÃO NORMATIVA 4 93 56 4.1 Procedimentos de seleção da amostra 56 4.2 Características demográficas da amostra 57 APÊNDICE B: EXEMPLOS DE RESPOSTAS DAS CRIANÇAS 104 4.3 Estatísticas normativas 57 4.3.1 Escores padrão dos subtestes 57 4.3.2 Quocientes compostos 59 4.3.3 Percentis 59 4.3.4 Equivalentes de idade 59 5 FIDEDIGNIDADE DO TESTE 62 5.1 Amostragem de conteúdo 62 5.2 Amostragem de tempo 64 5.3 Pontuação entre avaliadores 65</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual o trabalho com o DTVP começou em 1958. Os itens foram construídos e estudos pilotos foram conduzidos para testar seu valor. Várias versões preliminares do DTVP foram desenvolvidas antes que a forma final fosse publicada por Frostig, Lefever Whittlesey em março de 1961. Procedimentos de pontuação atualizados e novas normas, baseadas em crianças, foram divulgados em uma monografia datada de 1964 (Frostig, Maslow, Lefever & Whittlesey, 1964). A este PREFÁCIO periódico seguiu-se a publicação do manual para pontuação e aplicação do teste, em 1966 (Frostig e cols., 1966). Imediatamente após sua publicação, o DTVP tornou-se um teste Marianne Frostig na Áustria em 1906. Em 1939, logo após o início da extremamente popular. Dc 1961 até por volta de 1970, o foi provavelmente o teste mais popular cm sua área. Os pesquisadores usaram-no amplamente para estudar as Segunda Guerra Mundial, foi com sua família para os Estados Unidos. Lá passou a da visual, determinar os do da lecionar durante o dia enquanto continuava seus estudos à noite. Em 1949 recebeu percepção visual e identificar as crianças com desordens de percepção visual. Por o grau de mestre pela Claremont Graduate School e, em 1955, o de doutora em outro lado, um número considerável de pesquisas investigou os méritos do DTVP, psicologia educacional pela University of Southern California. No início dos anos no que diz respeito à sua fidedignidade 50, fundou o Centro de Terapia Educacional Marianne Frostig, em Los Angeles, Lamentavelmente, tomados em conjunto, os achados destas pesquisas sugeriram com o objetivo de oferecer treinamento profissional e tratamento a crianças com que o DTVP apresentava sérias falhas que precisavam ser sanadas. dificuldades de aprendizagem, e lá atuou como dirctora executiva até sua Após uma completa revisão de aproximadamente 30 estudos relevantes, aposentadoria, em 1972. Marianne Frostig morreu em 21 de junho de 1985, na Hammill e Wiederholt (1973) concluíram que enquanto os escores do DTVP cram Alemanha Ocidental, em virtude de uma acidente sofrido durante uma viagem válidos, as fidedignidades associadas aos subtestes eram muito baixas para permitir destinada à realização de palestras e conferências. Os leitores interessados em interpretações confiáveis. Os autores observaram, também, que os subtestes não conhecer mais detalhes a respeito da vida da Frostig devem consultar o tributo cram independentes. Uma visão negativa a das propriedades estatísticas do cm sua homenagem escrito cm 1985 por Phyllis Maslow, colega de longa DTVP figurou no Consumer's Guide to Tests in Print (Guia do Consumidor dos trabalho de Frostig sobre percepção visual ganhou reconhecimento Testes Impressos Hammill, Brown & Bryant, 1992). A referida publicação utiliza nacional, cm parte devido à publicação, junto com um grupo de colegas, de um experts cm mensuração para avaliar os testes de acordo com critérios objetivos testc dc percepção visual amplamente utilizado, o Teste Evolutivo de Percepção bascados práticas Esses experts avaliaram como "inaccitáveis" Visual (Developmental Test of Visual Perception DTVP- Frostig, Lefever & os quesitos "dados normativos", fidedignidade" "validade" do DTVP. Tais Whittlescy, 1966). instrumento foi claborado com o intuito mensurar avaliações foram reforçadas maioria dos indivíduos que revisaram cinco aspectos distintos da percepção visual: coordenação viso-motora, figura- criticamente o teste. Exemplos destas revisões são apresentados fundo, constância da forma, posição no espaço relações espaciais. A experiência clínica dos aliada aos achados de como Thurstone (1914), "Em nenhum lugar do manual há referências ao sexo, nível de (1960) Cruickshank, Wallen (1957), levou-os a acreditar que estas ou ocupação e nível escolar dos pais do grupo As normas estão cinco árcas desenvolviam-sc umas das outras e As fidedignidades de longe atingcm os aceitáveis. Os dados relacionavam, de algum modo, à capacidade de aprendizagem da criança a sua de validade... não suportam a afirmação dos autores de que teste cinco adaptação à escola e ao ambiente. habilidades perceptuais operacionalmente definidas" (Salvia & 1991, Antes que o DTVP se tornasse disponível, os profissionais não tinham pp. 312-314). nenhum instrumento abrangente e normatizado para avaliar os diversos componentes da percepção visual. Na verdade, embora existissem testes de "O DTVP deficiente no que diz respeito a seus dados de padronização, habilidades percepto-visuais específicos, eles se constituíam, em sua maioria, em fidedignidade, do teste instruções para interpretação. Dc igual modo, sua instrumentos clínicos informais com nenhum ou poucos dados estatísticos que validade está longe substancial" (Luftig, 1989, p. 411). suportassem sua fidedignidade e validade. Tais instrumentos padronizados inadequadamente, quando o e os grupos normativos diferiam drasticamente "O principal problema cstá na não representatividade da amostra de de um teste para outro, o que fazia com que seus resultados não pudessem ser Os dados de fidedignidade e validade apresentados no manual são comparados com confiança e limitava seu valor 6 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 7</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual insuficientes e algumas vezes inadequados" (Goh & Swerdlik, 1985, p. 297). "A amostra normativa foi sclecionada apenas entre crianças de escolas caucasianas, provenientes de lares de classe média" (Gabbard,1982, p. 385). A análise destas revisões críticas e das avaliações do Consumer's Guide, aliada à crença de que a área necessitava de uma boa medida de percepção visual, levou-nos a desenvolver o DTVP-2, isto é, a segunda edição do teste. Os aspectos AGRADECIMENTOS implementados ou melhorados estão listadas abaixo. 1. A fidedignidade dos subtestes foi incrementada para níveis aceitáveis. Estendemos nossos sinceros agradecimentos aos seguintes profissionais que 2. Amplas evidências a respeito da validade de conteúdo, validade realizaram o trabalho de campo com o DTVP-2, fornecendo os dados normativos relacionada com o critério e validade de constructo foram fornecidas. das crianças pertencentes a suas respectivas áreas geográficas ou contribuindo de 3. A validade fatorial foi implementada com o objetivo de se fortalecer a outras maneiras para o desenvolvimento deste teste: validade do teste Barbara Heneghan (California); Sheila Lesensky (Conecticut); Denise Allen 4. Foram que demonstraram a ausência dc raciais, (Indiana); Mary Cronin (Louisiana); Betsy Davis (Maryland); Barbara Romano de gênero e de dominância manual. (New Jersey); Karen Gaylord, John LaFave, Nellic Thornton (New York); Trudy 5. Os dados normativos agora basciam-sc cm uma grande amostra Kuenning (Ohio); Geryl Benson (Pennsylvania); Joyce Burc, Sheila Contreras, estratificada, cujas características são demograficamente similares às Jeanne Doyle, Laura Fowler, Helen Kauris, Claire McGee, Lana Taylor, Jim obtidas no censo sobre a população de idade escolar de 1990. Wiehe, Anna Wilkinson (Texas); Robert Burr (Utah); Robert Siegel (Virginia). 6. Dois novos escores compostos (percepção visual de motricidade reduzida e integração viso-motora) foram desenvolvidos para facilitar o diagnóstico. 7. As idades às quais os testes podem ser administrados foram estendidas até os 10 anos de idade Frostig (Frostig e cols., 1964; M. Frostig, G. D. Orpet & P. Maslow, comunicação pessoal, 14 de agosto de 1970) sabia que a padronização do DTVP NOTA era precária e que os subtestes precisavam ter sua fidedignidade aumentada, mas faltavam os recursos financeiros necessários ao trabalho de revisão do teste. Os usuários do DTVP-2 estão convidados a enviar cópias de seus trabalhos, Nós tivemos prazer de completar esta tarefa para ela. De um modo geral, acompanhadas de quaisquer sugestões para a melhoria do teste, aos cuidados da acreditamos que ela está orgulhosa com nossos esforços. Com esta revisão, Editora ENTRELETRAS, R Ibituruna 43 / 406 2, Rio de Janeiro / RJ, 20271- esperamos que o teste de Frostig recupere a posição anteriormente ocupada e volte 021, ou do PRO-ED, 8700 Shoal Creek Boulevard, Austin, Texas 78757, a ser um dos primeiros e melhores testes de percepção visual 8 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 9</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual afinidade com o som (auditivas), com o toque (táteis), com paladar (gustativas) ou com o cheiro (olfativas). Cada um desses tipos células de seus próprios feixes e terminais nervosos, formando, assim, uma modalidade ou canal cspecífico. Os impulsos relacionados a sensações novas, ao circularem pelos feixes terminais um canal específico, são associados à memória. de experiências sensações passadas, que faz com que essas novas sensações adquiram significado, através de um processo dinâmico e contínuo de associações entre os significados de feixes e As mensagens veiculadas pelos impulsos são, portanto, construídas, definidas, verificadas e modificadas, podendo os resultados de tais operações variarem da simples consciência da cor, forma e som às complexas interpretações que caracterizam a linguagem, o pensamento o raciocínio oral e gráfico. Desse modo, é através de tal processo que os indivíduos aprendem sobre o ambiente externo que os circunda, mediante uma interação constante entre experiências novas e passadas que possibilita o refinamento contínuo de seu conhecimento. Tal VISÃO GERAL DO TESTE E cadeia de ocorrências neurais que torna possível a consciência, interpretação, associação estocagem de informações é basicamente um processo de recepção. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Para alguns tcóricos, todo o processo receptivo é chamado de "percepção". caso, o termo percepção significa "conhecer" ou Esta é a definição dos filósofos e dos dicionários. Outros teóricos, entretanto, fazem Os objetivos do presente capítulo são: introduzir noções básicas a respeito do distinção entre a "sensação" (reação passiva das células receptoras, não fenômeno da percepção visual; discutir iniciativas anteriores destinadas a mensurar envolvendo a memória) e a "percepção" (o restante do processo receptivo). Outros, as capacidades de percepção visual; fornecer uma visão geral a respeito da ainda, diferenciam apenas entre a a "cognição", englobando a do Testc Evolutivo Percepção Visual (Developmental Test of Visual "percepção" na "cognição". Perception Second Edition DTVP-2) apontar os principais motivos que A maioria dos psicólogos, ocupacionais e educadores, contudo, justificam a avaliação destas habilidades. Por outro lado, apresenta os fundamentos concordam provavelmente com Strauss e Lehtinen (1947) e Witt, Elliott, Gresham tcóricos à adequada dos resultados pclo Kramer (1988), para quem a percepção consiste em uma etapa intermediária do instrumento. processamento de informação, situada entre a sensação e a cognição. Sob essa perspectiva, portanto, o processo receptivo divide-se em três sensação, percepção e cognição. Os processos associados ao pensamento, linguagem e 1.1 UMA BREVE DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS PERCEPTUAIS solução de problemas estão afetos à cognição, enquanto os que se encontram relacionados às propriedades concretas e não simbólicas dos estímulos (como, por Esta seção examina algumas noções básicas acerca dos processos exemplo, tamanho, cor, forma, textura ou som) são identificados como percepção. perceptivos. Neste sentido, discute, inicialmente, algumas idéias gerais sobre a De fato, separar as propriedades físicas e concretas dos aspectos cognitivos é algo percepção e apresenta um modelo em três níveis para a descrição das capacidades artificial, já que, na prática, ao copiarmos formas geométricas, pensamos em um receptivas. Em seguida, apresenta os tipos de capacidades visuais mais comumente "triângulo", ou em um "quadrado", etc. Os processos restantes (relacionados à mencionados na literatura clínica nas pesquisas dessa área. Por fim, tccc simples tomada de consciência) são considerados como sensação. considerações a respeito do fato das diferentes capacidades perceptivas visuais Para os objetivos do presente trabalho, então, o termo "percepção" refere-se serem ou não interdependentes da dessa questão para a prática clínica. às operações do envolvem a interpretação organização dos elementos fisicos de um estímulo, contrapondo-se, assim, aos aspectos sensoriais 1.1.1 Um modelo do processo receptivo em três níveis ou simbólicos do estímulo, As tarefas perceptuais, portanto, podem ser prontamente diferenciadas da sensação (como, por exemplo, acuidade auditiva corpo humano é com uma grande de células versus sensibilidade das dc processamento cognitivo (como, por receptoras. Algumas delas têm afinidade com a luz (visuais), enquanto outras têm ENTRELETRAS ENTRELETRAS 11 10</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual exemplo, acuidade auditiva versus compreensão de leitura). Sem dúvida, Frostig, Em completa revisão dos processos de percepção visual, Chalfant e Lefever e Whittlesey (1966) tacitamente aceitaram esta definição, já que todos os Scheffelin (1969) discutem tipos de visual aos postulados itens de seu teste original mensuravam a compreensão de propriedades concretas por Frostig e seus colaboradores. Mais recentemente, as revisões de literatura sobre dos estímulos. percepção visual de Stephens e Pratt (1989) e de Gabbard (1992) confirmaram os Tal visão é essencialmente a mesma de Aslin e Smith (1988), os constructos de Frostig e cols. (1961, 1966), Frostig e cols. (1964) Chalfant termos utilizados por eles apresentem pequena variação, em comparação aos Tal consistência teórica constituiu a base de nossa decisão de reter os mencionados acima. Nesse sentido, Aslin e Smith dividem as funções receptivas constructos originais como fundamentação lógica à elaboração dos subtestes do em "três diferentes níveis estruturais: (a) primitivos sensoriais, (b) representações DTVP-2. perceptuais e (c) representações de ordem superior (cognição c linguagem)" (p. 439). Os autores sustentam que esses três níveis são teoricamente distintos, apesar 1.1.3 Interdependência das capacidades de percepção visual de apresentarem uma grande interação entre si. Assim, por exemplo, as tarcfas perceptuais são potencialmente influenciadas por fatores cognitivos associados à Muitos clínicos e pesquisadores sustentam que todas as capacidades linguagem, ainda que nem sempre essas tarefas acarretem uma resposta verbal. De percepção visual são teoricamente distintas umas das outras (assim, por exemplo, a modo semelhante a nós, Aslin Smith também postularam um modelo dc capacidade figura-fundo existiria da capacidade dc constância da processamento visual em três níveis, no qual a percepção visual encontra-se situada forma). Tal pressuposto levou ao desenvolvimento para medir entre um nível inferior, que lida com a visão, o som e a consciência do toque e um capacidades específicas de percepção visual 'de programas de intervenção nível superior, que lida com as capacidades de raciocínio e destinados a treinar capacidades. O principal argumento em defesa da independência de tais habilidades é o fato dos autores tenderem a discutir 1.1.2 Tipos de capacidades percepto-visuais diferentes tipos de habilidades de percepção visual (Chalfant & Scheffelin, 1969; Gabbard, 1992) e a construir testes com o propósito aparente medir distintas Na primeira edição do DTVP, Frostig, Lefever e Whittlesey (1961, 1966) e capacidades de percepção visual. Contudo, embora essa posição de independência Frostig, Maslow, Lefever Whittlesey (1964) procuraram construir uma bateria de possa ser verdadeira em um certo sentido, ela é indubitavelmente falsa em outro cinco subtestes que mensurava cinco diferentes aspectos da percepção visual. sentido. Quatro desses foram nomeados de acordo com o tipo de percepção visual Assim é que, embora possam existir, teoricamente, diferentes capacidades mensurada (constância da forma, figura-fundo, posição no espaço e relações sob o ponto de vista prático, elas provavelmente encontram espaciais). quinto subteste coordenação motora ocular foi nomeado de acordo mescladas de forma inseparável, no interior do indivíduo. Para provar a existência com o tipo de modalidade envolvida na tarefa e não com o tipo de percepção visual de capacidades visuais específicas, Thurstone (1944) administrou pelo menos 50 envolvida. testes perceptuais a uma grande amostra de sujeitos e submeteu os dados à análise A justificativa lógica para desses tipos particulares de percepção fatorial. Os resultados levaram-no à conclusão de que existiam diferentes como conteúdos do DTVP apoiou-se na experiência profissional dos autores e nos capacidades perceptivas A identificação dessas categorias foi útil para a achados de Thurstone (1944), Wedell (1960) Cruickshank, Bice Wallen (1957). compreensão do contexto teórico da percepção, porém os desempenhos reais nos Os tipos específicos de percepção visual operacionalizados no DTVP original diferentes testes de Thurstone apresentaram-se fortemente correlacionados e foram: somente uma análise fatorial altamente sensível foi capaz de extrair fatores (capacidades), usados cm parte por Frostig cols. (1961) como base Constância da forma: envolve o reconhecimento das características para a construção dos subtestes do DTVP. dominantes certas figuras ou formas quando elas aparecem em diferentes Como os escores nos testes perceptuais apresentam-se altamente tamanhos, sombreados, texturas e posições. correlacionados entre si, torna-se pouco provável que capacidades Figura-fundo: envolve o figuras cm um claramente detectadas casos Assim, por exemplo, a contexto sensorial geral. capacidade de figura-fundo pode ser teoricamente definida como um aspecto Posição no espaço: envolve a discriminação de inversões e rotações de distinto do constructo "percepção visual", mas, na prática, ela não é tão facilmente figuras. distinguível de outros componentes da percepção visual, tais como a discriminação Relações espaciais: envolve a análise de formas e padrões em relação ao visual, a constância da forma e a posição no espaço. próprio corpo e ao espaço. Na construção de testes de percepção visual, é possível usar os constructos 12 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 13</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual derivados da fatorial como base para de subtestes, mas destes instrumentos, entretanto, se fez acompanhar de normas nacionais, além do devemos ter cautcla cm afirmar que os resultados de cada subteste uma que a maioria deles adotou procedimentos informais de elaboração, segundo os medida discreta do constructo. Todos os itens dc um destinado a avaliar a padrões atuais. Por outro lado, poucos instrumentos demonstraram capacidade de figura-fundo pode exigir que a criança localize figuras inscridas em fidedignidade ou validade adequada. A clássica monografia de Thurstone (1944) um contexto que contém, ainda, formas distratoras. Entretanto, para realizar a constitui uma boa fonte para os leitores que desejam aprofundar o conhecimento a a criança precisará utilizar consideravelmente as' capacidades de respeito de tais testes. discriminação, relações espaciais constância da forma. Tal interdependência entre Nos anos 30, os profissionais começaram a construir testes que atualmente as capacidades é a responsável pelas altas correlações entre os resultados de são considerados mais ou menos "padronizados", na medida em que eram subtestes cujos conteúdos supostamente representam diferentes habilidades submetidos a procedimentos para o estabelecimento de normas, assim como de sua percepto-visuais. fidedignidade e validade. Entre estes novos testes de percepção visual, destacam-se Uma crítica ao DTVP original referia-se aos pressupostos de Frostig e cols. o Teste Gestáltico Viso-Motor (Visual-Motor Gestalt Test Bender, 1938), alguns (1961, 1966) dc Frostig (1964) de que as capacidades perceptivas visuais subtestes da Escala de Inteligência Wechsler Bellevue (Wechsler Bellevue cram independentes umas das outras e de que os subtestes da bateria mensuravam Intelligence Scale - Wechsler, 1939) e os Testes de Aptidão para Aprendizagem de capacidades discretas. Nove cstudos investigaram as relações entre os subtestes do Detroit (Detroit Testes of Learning Aptitude Baker & Leland, 1935). Um segundo DTVP (Allen, 1968; Boyd & Randle, 1970; Cawley, Burrow & Goodstein, 1968; conjunto de testes elaborados especificamente para avaliar a percepção visual Corah & Powell, 1963; Hammill, Colarusso & Wiederholt, 1971; Ohnmacht & surgiu nos anos 60 e incluía o Teste de Discriminação Visual de Chicago (Chicago Olson, 1968; Ohnmacht & Roscii, 1967; Olson; 1968; Spraguc, 1965). Tais cstudos Test of Visual Discrimination Weiner, & Morency, 1965); o Teste de empregaram uma variedade de testes perceptuais, de inteligência, de leitura de Memória para Desenhos (Memory-for-Designs Test Graham & Kendall, 1960); o desempenho, bem como diferentes amostras de crianças, e não conseguiram obter Teste de Coordenação para Desenhos de Slosson (Slosson Drawing Coordination cinco fatores separados com os subtestes do DTVP. dos estudos Test Slosson, 1967); o Teste Evolutivo de Integração Viso-Motora obtiveram somente um fator (percepção visual), enquanto os outros dois (Developmental Test of Visual-Motor Integration Beery & Buktenica, 1967), bem encontraram apenas dois fatores (percepção visual integração viso-motora). Os como alguns subtestes do Teste de Habilidades Psicolinguísticas de Illinois (Test of resultados dessas pesquisas serviram de base à nossa decisão de fornecer escores Psycholinguistic Abilities Kirk & McCarthy, 1961). A primeira edição do Teste scparados para a visual c para a integração viso-motora no DTVP-2 Evolutivo de Percepção Visual, de Frostig (Developmental Test of Visual evitar a tentação de construir subtestes para a mensuração de "habilidades Perception Frostig e cols., 1961), também foi publicada durante os anos 60. percepto-visuais discretas". Após os anos 60, os testes de percepção visual que mais têm se destacado são o Teste Percepção Visual Não-Motora (Motor-Free Visual Perception Test Colarusso & Hammill, 1972); os Testes de Integração Sensorial do Sul da 1.2 A MENSURAÇÃO DAS HABILIDADES PERCEPTO-VISUAIS Califórnia (Southern California Sensory Integration Tests Ayres, 1980); o Teste Gestáltico de Bender para Crianças Pequenas (The Bender Gestalt Test for Young Esta seção fornece uma visão accrca da problemática da mensuração Children Koppitz, 1975); os Testes de Prática e Integração Sensorial (Sensory das habilidades percepto-visuais, que tem uma longa tradição na psicologia e na Integration and Praxis Tests Ayres, 1989); o Teste de Habilidades Viso- educação. A primeira parte descreve sucintamente o desenvolvimento de testes de Perceptuais (Test of Visual-Perceptual Skills Gardner, 1982); o Teste de percepção visual nos anos 90, com particular atenção para a adequação Habilidades Viso-Motoras (Test of Visual-Motor Skills Gardner, 1986) e alguns psicométrica de testes amplamente utilizados hoje em dia. Na segunda parte, subtestes da Bateria Psico-Educacional Woodcock-Johnson (Woodcock-Johnson discute-se papel dos testes viso-motores na avaliação das capacidades percepto- Psycho-Educational Johnson, 1989). visuais crianças. A questão com a qual os clínicos, pesquisadores e professores se defrontam é que todos os testes de percepção visual atualmente disponíveis apresentam sérios 1.2.1 A situação atual dos testos de percepção visual problemas. Via de regra, seus dados normativos baseiam-se em amostras não representativas, seus coeficientes de fidedignidade são muito baixos, que impede Nos primórdios do século 20, os clínicos e a clínica dos escores por eles fornecidos, e os estudos de validação a inúmeros instrumentos destinados à mensuração da percepção visual, com o intuito que são submetidos são muito esparsos, o que faz com que esses instrumentos não de estudar a natureza da ou diagnosticar distúrbios individuais. Nenhum 14 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 15</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo du Percepção Visual inspirem confiança. Salvia e Ysseldyke (1991), lamentando a situação atual dos necessitain de testes de percepção visual bcm construídos, que possam servir aos testes de percepção visual, tecem as seguintes considerações: propósitos supracitados. A segunda edição do DTVP foi elaborada precisamente com a finalidade de preencher essas lacunas. que a maioria das pesquisas tem mostrado é que a maior parte dos testes percepto-motores não são fidedignos. Não sabemos o que medem, 1.2.2 papel das capacidades motoras na avaliação percepto-visual porque eles não medem nada de forma consistente os testes empregados para avaliar as habilidades percepto-motoras em crianças são tecnicamente De modo geral, as tarefas usadas na mensuração da percepção visual inadequados. Na maioria das vezes, não têm valor tcórico ou psicométrico. envolvem atividades de integração viso-motora (olho-mão) e atividades visuais que (p. 305) requerem pouca ou nenhuma habilidade motora, razão pela qual costumam ser denominadas de atividades Considerando-se, entretanto, que uma As observações de Salvia e Ysseldyke (1991) são reforçadas pelas avaliações resposta motora constitui ingrediente necessário a quaisquer tarefas de avaliação, de testes objetivos publicadas pelo Guia do Consumidor de Testes Impressos scria mais adequado conceber tais como sendo de motricidade reduzida. (Hammill, Brown & Bryant, 1992). Nele, profissionais com experiência na área de emparelhamento é um exemplo de atividade visual de motricidade reduzida mensuração avaliam os escores oriundos de diferentes testes, de acordo com (mostra-se à criança a figura de um círculo'e a cla que aponte quantos critérios similares aos propostos pela Associação dc Psicologia Americana círculos ela consegue encontrar em uma página com desenhos de formas (American Psychological Association, 1985). As normas, a fidedignidade a gcométricas variadas). Já a cópia é um exemplo de atividade viso-motora (mostra- validade de cada teste são avaliadas por pelo menos duas pessoas. o resultado final se à criança uma forma geométrica e pede-se a ela que desenhe uma exatamente da avaliação traduz-se em um escore A (altamente recomendado), B igual, em uma folha de papel). (recomendado) ou F (não recomendado). As avaliações de oito dos testes mais Uma afirmação de Bender (1938) reflete a lógica de se utilizar um teste de populares usados atualmente para a avaliação da percepção visual ou da integração integração viso-motora para a mensuração da percepção visual: "O comportamento viso-motora foram revistas. Os testes eram .0 Teste Gestáltico de Bender para motor de uma criança pequena adapta-se ao estímulo percebido no campo visual" Crianças Pequenas (The Bender Gestalt Test for Young Children Koppitz, 1975); Isto implica que a percepção que a criança tem de um estímulo cm o Teste Evolutivo de Integração Viso-Motora (Developmental Test of Visual-Motor sua habilidade para copiá-lo, posição defendida também por Kephart (1970), Ball Integration Beery, 1989), 0 Teste Evolutivo de Percepção Visual (Developmental (1962) e Berko (1954), entre outros. Test of Visual Perception - Frostig cols., 1964), o Teste de Percepção Visual Não há dúvida de que os testes dc integração viso-motora (também chamados Não-Motora (Motor-Free Visual Perception Test Colarusso & Hammill, 1972), o de testes de comportamento motor visualmente orientado) exigem considerável Inventário Percepto-Motor de Purdue (Purdue Perceptual-Motor Survey Roach & habilidade percepto-visual e, na maioria dos casos, seus resultados Kephart, 1966), os Testes de Prática e Integração Sensorial (Sensory Integration informações válidas acerca das habilidades perceptuais do indivíduo. Esses testes and Praxis Tests Ayres, 1989); o Teste de Habilidades Viso-Motoras (Test of são válidos quando o interesse reside no modo pelo qual a criança integra Visual-Motor Skills Gardner, 1986) e o Teste de Habilidades Viso-Perceptuais habilidades visuais e motoras. Contudo, uso não é apropriado cm todos os (Test of Visual-Perceptual Skills Gardner, 1982). A referida revisão indicou que casos. Assim é que um conjunto significativo de investigações ressalta a os avaliadores deram graus F (não recomendado) aos escores totais de todos os oito importância de se mensurar a percepção visual de modo independente do testes, assim como aos de todos os subtestes associados a CSSCS envolvimento motor. pressuposto dc tal premissa é que a percepção visual C o instrumentos. desenvolvimento motor são sistemas relativamente autônomos (Birch & Lefford, A percepção visual caracteriza-se como uma importante área da psicologia, 1963; Bortner & Birch, 1962; Rosenblith, 1965). da terapia ocupacional, da ortometria e da educação. Contudo, a ausência de testes Se a percepção visual e a coordenação motora consistem cm sistemas de percepção visual tecnicamente adequados inibe tanto a prática clinica como as separados, um desempenho fraco em testes de integração viso-motora pode atividades de pesquisa. Assim é que os testes existentes encontram-se tão sinalizar a existência de problemas cm uma dessas mas não na outra. Desse precariamente construídos que seus resultados não podem ser confiavelmente modo, afirmações sobre a percepção visual apoiadas nesse tipo de teste podem não utilizados para a identificação de crianças com éficits.perceptivos que necessitam ser válidas. de atendimento para a testagem da eficácia de programas de Newcomer Hammill (1973) a respeito dessa posição. tratamento voltados para a correção dessas dificuldades ou para a mensuração de Os administraram um testc dc percepção visual de motricidade reduzida variáveis cm pesquisas destinadas a estudar percepção. Os profissionais um testc de integração viso-motora a três grupos de crianças com paralisia cerebral 16 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 17</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Evolutivo da Percepção Visual que diferenciavam quanto ao grau de motor (leve, moderado e severo). duas condições já foram previamente discutidas na seção "O papel das capacidades no visual de motricidade reduzida, a média motoras na avaliação percepto-visual". A Tabela 1.1. mostra a relação entre o tipo dos três grupos foi a mesma, porém no teste de integração viso-motora, o grupo de percepção visual mensurada pelo subteste e o grau de destreza motora com prejuízo motor leve foi o que obteve a média mais alta, enquanto o grupo com necessária ao desempenho no mesmo. motor severo foi o que obteve a média mais baixa. Verifica-se assim que, Os oito subtestes que a DTVP-2 são descritos abaixo, de forma pelo menos para esse grupo de indivíduos, os testes de integração viso-motora não sucinta. Informações mais detalhadas a respeito do formato, conteúdo e SC mostraram apropriados à mensuração da percepção visual. fundamentos lógicos dos subtestes serão apresentadas posteriormente na seção Por essa razão, muitos autores recomendam cautela na utilização de testes de sobre Validade de Conteúdo, no capítulo 6. objetivo da presente seção é tão integração viso-motora para a avaliação da capacidade perceptiva visual. May e somente familiarizar os leitores com os subtestes da bateria. Marozas (1987) afirmam que seu uso "complica a avaliação" (p. 1632). Colarusso Subteste 1. Coordenação Viso-Motora: As crianças são solicitadas a Hammill (1972) apontam que "introduzem uma variável espúria na desenhar uma linha dentro de uma ampla faixa reta. As faixas vão se mensuração da percepção" e Frostig e cols. (1964) recomendam que tornando progressivamente mais estreitas e incorporando ângulos e curvas. a contaminação das tarefas perceptuais pelas habilidades viso-motoras" 465). Subteste 2. Posição no Espaço: Apresenta-se às crianças uma figura Uma avaliação completa da percepção visual da criança deve incluir, estímulo, sendo-lhes pedido que selecionem exatamente aquela figura em uma portanto, tarefas de avaliação exclusivamente percepto-visuais (que requerem séric de figuras similares. Esta é uma tarefa estritamente de pouca ou nenhuma habilidade motora) e tarefas que envolvem a integração viso- Subteste 3. Cópia: Mostra-se às crianças uma figura simples, sendo-lhes motora ou o comportamento motor visualmente orientado. conhecimento do solicitado que a copiem em uma folha de papel. As figuras a screm modo pelo qual a criança SC desempenha nessas duas diferentes condições dá mais copiadas vão tornando progressivamente mais complexas. segurança ao diagnóstico, além de simplificá-lo. DTVP-2 foi construído Subteste 4. Figura-Fundo: As crianças são apresentadas a figuras estímulo e para avaliar a capacidade da criança nas condições solicitadas a encontrar o maior número possível dessas figuras em uma página na de motricidade reduzida de motricidade de modo a permitir a comparação qual as figuras encontram-sc inscridas cm um contexto confuso complexo. entre essas duas modalidades. Subteste 5. Relações Espaciais: Mostra-se às crianças desenhos compostos por pontos espaçados e por pontos unidos por linhas, que formam determinados padrões. Sua tarcfa consiste em reproduzir esses mesmos padrões, unindo os 1.3 UMA VISÃO GERAL DO DTVP-2 pontos apropriados que se encontram desenhados na folha de papel. Subteste 6. Closura Visual: As crianças uma figura estímulo e são DTVP-2 consiste em uma bateria de oito subtestes que medem habilidades solicitadas a selecionar uma figura exatamente igual a esta, entre um conjunto de viso-motoras e percepto-visuais diferentes, porém interrelacionadas. Planejado figuras desenhadas de modo incompleto. Para realizar o emparelhamento, as para uso em crianças de 4 a 10 anos, sua fidedignidade e validade foram crianças precisam completar mentalmente as partes que faltam nas figuras de cada empiricamente estabelecidas. A amostra normativa foi composta por 1.972 série. crianças de 12 diferentes estados norte-americanos. DTVP-2 é a versão mais Subteste 7. Velocidade Viso-Motora: Apresenta-se às crianças (a) quatro recente da popular bateria de testes de Frostig e cols. (1961, 1966) e Frostig e cols. diferentes desenhos geométricos, sendo que dois deles contêm marcas especiais e (1964). Elc podc scr administrado por psicólogos, terapeutas ocupacionais, (b) uma página completamente preenchida com esses quatro desenhos, sendo que educadores demais profissionais interessados no exame e diagnóstico da situação nenhum deles contém marcas. Sua tarefa é desenhar as marcas apropriadas nas percepto-visual de crianças. figuras cm que isso se fizer necessário, dentro de um determinado período de Os subtestes do DTVP-2 foram construídos de forma a se mostrarem tempo. congruentes com os constructos adotados por Frostig cols. (1961, 1966) Frostig Subteste 8. Constância da Forma: As crianças vêem uma figura estímulo e cols. (1964), os quais já foram previamente discutidos na seção "Tipos de a clas que a encontrem no meio de uma série de figuras, na qual cla se habilidades percepto-visuais" do presente capítulo. Desse modo, cada um dos oito apresenta em tamanhos, posições e sombreados diferentes, podendo, além disso, subtestes da DTVP-2 mede um tipo de capacidade percepto-visual, quais sejam a estar inserida em um contexto em desordem. posição no cspaço, a constância da forma, as relações espaciais ou a figura-fundo. Por outro lado, cada subteste pode ser classificado como de motricidade reduzida ou de motricidade plena. As razões para mensurar a percepção visual sob essas 18 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 19</p><p>Donald D. Hammill, Nils Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual 1.4 USOS DO DTPV-2 Em terceiro lugar, os resultados do DTVP-2 podem ser usados para a demonstração dos efeitos de programas especiais de treinamento destinados à DTVP-2 tem quatro finalidades principais: (a) documentar a presença e o correção de problemas percepto-visuais e viso-motores. Algumas pesquisas (Myers grau de dificuldades percepto-visuais ou viso-motoras em crianças, (b) identificar & Hammill, 1990; Witt e cols., 1988) sugerem que os ganhos advindos de candidatos a encaminhamentos profissionais, (c) verificar a eficácia de programas treinamentos especiais para a melhoria da percepção não são transferidos para a de intervenção e (d) servir como um instrumento de pesquisa. maioria das áreas acadêmicas, nem tampouco torna a criança mais "pronta" para a escola, muito embora a maior parte dos profissionais acredite que a correção de problemas percepto-visuais e de coordenação viso-motora é desejável por si só, TABELA 1.1: Constructos subjacentes aos subtestes do DTVP-2 especialmente no caso de crianças sentido, uma parcela Envolvimento motor nos subtestes significativa dos profissionais dessa área provavelmente concorda com a Subtestes do DTVP-2 Tipo de percepção observação de Luftig (1989): visual mensurada Motricidade Motricidade reduzida plena Coordenação Viso-Motora Relações espaciais Sim As crianças de fato vivenciam problemas percepto-visuais que exigem Posição no Espaço Posição no espaço Sim tratamento, não porque eles ocasionam dificuldades acadêmicas (embora Cópia Constância da forma Sim eles possam causá-las cm certas situações), mas porque tais déficits causam Figura-Fundo Figura-fundo Sim dificuldades para os indivíduos. (p. 405) Relações Espaciais Relações espaciais Sim Closura Visual Constância da forma Sim Tais déficits certamente podem interferir no desempenho de habilidades Velocidade Viso-Motora Constância da forma Sim adaptativas comuns no dia-a-dia, que toda criança deveria possuir, tais como Constância da Forma Constância da forma Sim correr, segurar, atirar, tracejar copiar, entre outras. Ao considerarmos a necessidade de programas de tratamento, sugerimos que todos tenham em mente a afirmação de Mercer (1987): "O treinamento visual deve ser considerado apenas Neste sentido, os resultados do DTVP-2 são úteis para a constatação da quando o incremento da percepção visual é o objetivo prioritário" (p. 231) presença e do grau de déficits percepto-visuais em crianças. A disponibilidade de Em quarto lugar, o DTVP-2 é um valioso instrumento de pesquisa, quocientes relacionados às habilidades percepto-visuais de motricidade reduzida e especialmente para os investigadores que desejam usar instrumentos padronizados às capacidades viso-motoras permite a comparação de tais habilidades e contribui no estudo dos processos percepto-visuais. Ele pode ser utilizado para se testar a para a compreensão de quaisquer dificuldades que a criança possa ter. adequação de diferentes teorias sobre a percepção visual, assim como na Em segundo lugar, uma vez identificadas como portadoras de problemas, as investigação das relações entre habilidades perceptuais e desempenho intelectual, crianças podem encaminhadas a outros profissionais ou instituições para a acadêmico adaptativo. Conforme mencionado anteriormente, pode também claboração de diagnósticos futuros, ou podem ser inscridas cm programas adotado no teste da cficácia de programas dc intervenção. A maior parte dos destinados ao tratamento de tais problemas. resultados de pesquisas sobre percepção visual, acumulados até presente Algumas crianças com escores baixos no DTVP-2 podem necessitar de momento, foram obtidos por meio de testes tecnicamente inadequados. Esses exames adicionais, realizados por um ortometrista ou oftalmologista, que permitam resultados e as conclusões neles apoiadas poderiam ter sido bem diferentes, se a identificação de problemas associados à visão. Por outro lado, muitos medidas tecnicamente adequadas estivessem disponíveis e fossem adotadas profissionais consideram que os déficits em habilidades percepto-visuais ou viso- naquela Felizmente, o DTVP-2 poderá ser empregado em réplicas de motoras constituem sintomas de organicidade (Gabel, Oster & Butnik, 1986; May estudos anteriores, assim como novas investigações. & Marozas, 1987; Whiworth, 1984; Witt e cols., 1988): Frostig e Maslow (1973), com base na experiência adquirida no Centro Marianne Frostig de Terapia Educacional, também observaram que nos grupos de crianças com problemas cerebrais ocorria uma incidência maior de déficits perceptuais. Devido a essas relações, os usuários do DTVP-2 poderão sentir a necessidade de encaminhar alguns casos para psicólogos, ortometristas e demais profissionais especializados no atendimento a crianças com problemas de base orgânica. 20 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 21</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual Antes de aplicar o DTVP-2, os interessados devem, ainda, informar-se sobre as políticas normas locais, bem como sobre as recomendações de suas respectivas associações profissionais acerca do uso de testes. Tal situação aplica-se cspecialmente aos casos em que a finalidade da testagem é diagnosticar deficiências ou qualificar alunos para programas especiais. 2.2 PROCEDIMENTOS BÁSICOS DE TESTAGEM De modo a garantir a aplicação do teste de forma confiável, as devem adotar as seguintes regras: 1. Aplicar o teste usando Manual, o Caderno de Figuras, 0 Caderno de Respostas e o Caderno de Registro e Perfil dos Resultados. Todas as instruções necessárias à aplicação do teste são fornecidas pelo Manual. ADMINISTRAÇÃO DO TESTE As respostas das crianças são registradas no Caderno de Registro e Perfil dos Resultados. E PONTUAÇÃO 2. Realizar a aplicação do teste pelo menos três vezes, para praticar, antes de iniciar a primeira aplicação propriamente dita. 3. Aplicar o teste somente de forma individual e nunca a grupos de Este capítulo apresenta informações a respeito da administração do DTVP-2, crianças. no que diz respcito (a) às qualificações do examinador, (b) aos procedimentos 4. Realizar a testagem em um ambiente privado, que seja bem ventilado e básicos de testagem, (c) à testagem de alunos com problemas especiais, (d) ao iluminado, além de calmo, confortável e sem distratores. tempo necessário à administração do teste, (e) aos níveis de entrada, basais e teto e 5. Estabelecer um rapport inicial com a criança, explicitando a finalidade (e) às instruções específicas para a aplicação e pontuação dos subtestes do do teste e abordando a sessão de testagem como uma tarefa agradável. DTVP-2. 6. Manter-se alerta aos níveis de fadiga da criança e interromper a testagem se ela emitir sinais de cansaço ou de perda de interesse. 7. Elogiar e encorajar o examinando, sem se desviar dos procedimentos de 2.1 QUALIFICAÇÕES DO EXAMINADOR testagem. Afirmações tais como "você parece estar gostando" ou "você fez rapidamente" são apropriadas, porém comentários como "muito É recomendável que o DTVP-2 seja aplicado e interpretado apenas por bom" ou "está certo" devem ser evitados, na medida em que se pessoas que tenham passado por algum tipo de treinamento formal em avaliação, encontram associados ao grau de precisão das respostas do examinando. que assegure uma compreensão básica das ferramentas estatísticas associadas 8. Os subtestes do DTVP-2 devem ser administrados na seguinte à testagem, dos procedimentos gerais relacionados à aplicação, pontuação e ordem: (1) Coordenação Viso-Motora, (2) Posição no Espaço, (3) Cópia, interpretação de testes dos aspectos que caracterizam a avaliação de (4) Figura-Fundo, (5) Relações Espaciais, (6) Closura Visual, crianças. (7) Velocidade Viso-Motora e (8) Constância da Forma. Tal é geral obtido em cursos universitários voltados para a avaliação, tais como os de psicologia escolar, de educação especial, de patologia da fala, de leitura e de aconselhamento, entre outros. Os seminários promovidos por 2.3 TESTAGEM DE CRIANÇAS COM PROBLEMAS agências ou por consultores privados também oferecem treinamento nessa área. As pessoas com esse tipo de experiência não terão dificuldades cm dominar Em virtude do teste exigir pouca linguagem falada, ele pode ser aplicado a os procedimentos necessários à aplicação, pontuação e interpretação do crianças surdas, com dificuldades de audição e que não falam o português. Nestes Para clas, a adoção dos procedimentos de testagem descritos no presente manual será suficiente para garantir a administração eficaz do teste. 22 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 23</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste da Percepção Visual casos, o examinador precisará adotar gestos, sinais e/ou fornecer exemplos 2.6 INSTRUÇÕES ESPECÍFICAS PARA os SUBTESTES adicionais. teste pode também ser aplicado a crianças com deficiências motoras (tais As instruções específicas para a aplicação e pontuação dos subtestes do como as que têm paralisia cerebral). Nessas situações, caberá ao examinador DTVP-2 são apresentadas nesta seção. As letras correspondentes às respostas decidir se os subtestes de motricidade plena deverão ser ou não aplicados. Embora corretas dos subtestes 2, 4, 6 e 8 encontram-se na Seção VIII do Caderno de esses subtestes auxiliem a mensuração do grau de deficiência motora e de sucesso Registro e Perfil dos Resultados, mas não aparecem no Caderno de Figuras, na de terapias motoras, eles não deverão ser utilizados se fizerem a criança se sentir medida em que poderiam funcionar como distratores. As Ictras maiúsculas ansiosa ou frustrada. designam as instruções a screm dadas pelo examinador durante a aplicação do Cuidados especiais devem ser tomados na testagem de crianças hiperativas, com distúrbios ansiosas. Embora as mesmas instruções padronizadas e os mesmos critérios de pontuação do teste devam ser adotados, examinador 2.6.1 Subteste 1: Coordenação Viso-Motora provavelmente terá que encorajar mais essas crianças, mostrar mais firmeza ao dar as instruções, avançar cuidadosamente na administração das tarefas, deixar na Nível basal: Nenhum mesa apenas os materiais que a criança cstiver usando cm cada situação Nível de teto: Nenhum e intercalar a testagem com pausas para atividades de descanso e Instruções: Abra Caderno Respostas na primeira página. Diga, "OLHE relaxamento. ESTE RATO. VOCÊ VAI DESENHAR UMA LINHA DO RATO ATÉ ESTE QUEIJO AQUI [apontar o DESENHE A LINHA COM BASTANTE CUIDADO E PROCURE FICAR SEMPRE NO MEIO DA FAIXA CINZA. 2.4 TEMPO DE TESTAGEM DEPOIS QUE VOCÊ COMEÇAR A DESENHAR A LINHA, NÃO TIRE DO PAPEL ATÉ CHEGAR AO FINAL. FAÇA ISSO AGORA." tempo necessário à administração do total varia entre 30 e 60 minutos Quando a criança terminar o item de exemplo, cla deverá ser encorajada a aproximadamente. Para evitar tempos maiores, o examinador deve encorajar o continuar a tarefa rapidamente. Diga, "VOCÊ ESTÁ VENDO ESSE CARRO? examinando a avançar rapidamente, sem gastar muito tempo cm itens VOCÊ VAI DESENHAR UMA LINHA DO CARRO ATÉ A GARAGEM. Normalmente, DTVP-2 pode ser realizado cm uma única sessão. Entretanto, com LEMBRE-SE DE FICAR NO MEIO DA FAIXA CINZA E DE NÃO TIRAR alguns indivíduos pode ser necessária a testagem em mais de uma sessão. LÁPIS DO PAPEL ATÉ TERMINAR." Sc a criança levantar o lápis, recoloque-o no mesmo ponto e diga: "LEMBRE-SE DE NÃO LEVANTAR ATÉ CHEGAR AO FINAL DA FAIXA CINZA". 2.5 NÍVEIS DE ENTRADA, BASAIS E DE TETO Antes que a criança comece o item 2, diga, "ESTÁ VENDO CACHORRO? VOCÊ VAI DESENHAR UMA LINHA DO CACHORRO ATÉ DTVP-2 não tem níveis basais, já que a testagem inicia-se com item 1 de ESTE OSSO AQUI [apontar o osso]. DESENHE COM BASTANTE CUIDADO. cada subteste. Todos os itens dos subtestes 1 e 7 (Coordenação Viso-Motora e TENTE FICAR NO MEIO DA FAIXA. FIQUE NA PARTE CINZA DA FAIXA." Velocidade Viso-Motora) devem ser administrados, enquanto nos demais, a Passe para o item 3 e diga, "OLHE! DESTA VEZ o CAMINHO TEM testagem deve prosseguir até que o teto seja atingido. Nos subtestes 2, 4, 6 e 8 CURVAS. DESENHE UMA LINHA DA BORBOLETA ATÉ A FLOR. FIQUE (Posição no Espaço, Figura-Fundo, Closura Visual e Constância da Forma) o teto é BEM NO MEIO DO CAMINHO. LEMBRE-SE DE NÃO TIRAR o DO o ponto em que a criança comete três erros em um total de cinco itens consecutivos PAPEL DEPOIS QUE TIVER COMEÇADO." quaisquer. Nos subtestes 3 e 5 (Cópia Relações Espaciais) o nível de é Vá para último item item 4 e diga, "OLHE PARA ESTA PISTA DE ponto em que a criança recebe três zeros consecutivos. CORRIDA. DESENHE UMA LINHA EM VOLTA DE TODA A PISTA. Ocasionalmente, itens acima do teto podem ser erroneamente administrados. CARRO PODE ANDAR NELA EM QUALQUER FAÇA A LINHA Apesar da criança poder responder a itens acima do teto de forma correta, cles NO MEIO DA PISTA E NÃO TIRE DO PAPEL DEPOIS QUE ainda assim são considerados como incorretos, recebendo zero. uso correto dos COMEÇAR A DESENHAR." de tcto é ilustrado nos exemplos apresentados na Figura 2.1. 24 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 25</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 - Teste Evolutivo da Percepção Visual Pontuação: Cada item do subteste é dividido em segmentos designados por letras. A criança acumula pontos em cada segmento. No item 1, cada segmento cm a linha não ultrapassar os limites da faixa a criança ganhará 1 ponto. Sc, FIGURA 2.1: Guia para uso dos níveis de teto a linha ultrapassar os limites da faixa naquele segmento, cla receberá Se, por outro lado, a criança tiver levantado o lápis do papel (isto é, se a continuidade da linha for quebrada), em qualquer dos segmentos, também 0. Nos itens 2, 3 e 4, a faixa cinza torna-se mais estreita que no item 1 e faixas Subteste 2: Posição no espaço 3 zero 5 consecutivos) adicionais aparecem dos dois lados dessa faixa cinza. Tais faixas adicionais item formam intervalos a serem utilizados na pontuação. A faixa total é dividida cm 10 12 13 14 15 17 18 19 20 21 22 23 24 25 Escore 5 segmentos de 2,5 cm cada. Em cada segmento cm que a linha permanecer dentro Bruto da faixa estreita cinza a criança receberá 4 pontos. Nos segmentos a linha desviar da faixa cinza para os intervalos a ela adjacentes (faixas adicionais), a criança terá uma redução em seus pontos. Considera-se que a linha está nos 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 "intervalos adjacentes" quando é possível visualizar espaços cm branco entre a Escore 2 Bruto linha pela criança e as linhas que demarcam as faixas. Em qualquer segmento no qual a criança tiver tirado o lápis do papel, ela terá 0. Um modclo para SC determinar o da criança apresentado na Figura 2.2. Nelc é possível verificar que, 110 segmento a, a linha da 18 19 20 21 22 23 24 25 Escore faixa cinza para a faixa adicional imediatamente acima, e assim, a criança deverá 6 Bruto receber 3 pontos. No segmento b, a linha desenhada desviou-se para a segunda +6 faixa adicional abaixo da faixa cinza, logo a criança deverá receber 2 pontos. No segmento C, como a criança obviamente tirou o lápis do papel, deverá receber 0. Os escores da criança em cada segmento devem ser anotados nos quadrados 10 11 12 13 14 15 16 20 21 22 23 24 25 Escore / 12 apropriados que se encontram no verso do Caderno de Registro e Perfil dos / Bruto Resultados. Em seguida, deve-se registrar o obtido cm cada um dos quatro + 12 itens, nos espaços a eles destinados, mediante a soma dos pontos obtidos nos Subteste 3: Cópia (teto: escore zero em 3 consecutivos) segmentos a A soma desses dará, o item bruto total da criança no subteste, que deverá ser registrado no quadrado 2 J 5 13 14 17 19 20 Escore 5 apropriado. 2 2 +5 FIGURA 2.2: Chave de apuração para 0 subteste de coordenação viso-motora 2 15 16 17 18 19 20 - 12 2 Bruto 1 2 10 11 12 15 16 17 18 19 20 Escore 3 10 Bruto 4 3 2 + 10 a segmento b segmento 26 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 27</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual 2.6.2 Subteste 2: Posição no Espaço estímulo na forma como ele aparece no Caderno de Respostas. A segunda coluna contém dois desenhos, cuja qualidade sugere que a criança perdeu a "gestalt" (isto Nível basal: Nenhum é, a idéia básica) do estímulo e, portanto, deve ganhar 0. Uma descrição da gestalt Nível de teto: Três respostas incorretas cm um total de cinco itens de cada desenho encontra-se na Tabela 2.1. consecutivos quaisquer A terceira coluna da Figura 2.3 mostra mais duas reproduções de estímulos, Instruções: Abra Caderno de Figuras na página inicial do subteste de cuja qualidade merece ponto. Nesses casos, a criança tem gestalt, mas o desenho Posição no Espaço. Mostre o primeiro item de exemplo à criança e diga, "AQUI é inferior (literalmente, uma distorção da gestalt). As figuras apresentadas nessa ESTÁ UM QUADRADO COM UM DESENHO DENTRO DELE. DESSE coluna da Tabela consistem nas reproduções que podem obter um OUTRO LADO TEMOS TRÊS OUTROS QUADRADOS TAMBÉM COM de 1. Outras situações que ocorrem e não devem receber mais de 1 DESENHOS DENTRO DELES [apontar os quadrados OLHE PARA ponto são: (a) adições (uma linha adicional é desenhada junto a uma reprodução DESENHO DO PRIMEIRO QUADRADO. EU QUERO QUE VOCÊ razoável do desenho, (b) riscos excessivos (numerosas linhas ou rabiscos ao invés ENCONTRE UM DESENHO EXATAMENTE IGUAL A ESTE EM UM de um desenho, ainda que com linhas (c) descnhos que DESSES OUTROS QUADRADOS. PROCURE ENCONTRAR UM DESENHO passam, porém, dos limites do quadrado. QUE ESTEJA EXATAMENTE NA MESMA POSIÇÃO DESSE PRIMEIRO Se o desenho da criança é igual ou de melhor qualidade que os desenhos AQUI". Completar os.dois exemplos. Apontar e gesticular adequadamente ao dar mostrados na quarta coluna, cla receberá 2 pontos. as instruções à criança. Quando a criança tiver entendido a tarefa, virc a página e Registre o para cada item copiado no quadrados apropriados do comece a administrar os itens numerados. Diga, AGORA EU VOU VIRAR A Caderno de Registro e Perfil dos Resultados. A soma total desses escores resultará OLHE A FIGURA QUE ESTÁ AQUI [apontar o estímulo] E no escore bruto da criança no subteste de Cópia. ENCONTRE AQUI DESSE LADO [apontar as opções de resposta] UMA OUTRA QUE ESTEJA EXATAMENTE NA MESMA POSIÇÃO." 2.6.4 Subteste 4: Figura-Fundo Pontuação: As respostas corretas são apresentadas abaixo dos quadrados destinados ao registro do escore da criança em cada item do Caderno de Registro e Nível basal: Nenhum Perfil dos Resultados, na seção referente ao subteste Posição no Espaço. Se a Nível de teto: Três respostas incorretas cm um total de cinco itens criança apontar a figura correta, escrever 1 dentro do quadrado apropriado consecutivos quaisquer e, em caso contrário, 0. escore bruto é a soma total dos escores obtidos em cada item. Instruções: Abra o Caderno de Figuras na página inicial do subteste Figura- Diga, "OLHE ESTA PÁGINA. VOCÊ ESTÁ VENDO A FIGURA DO ALTO DA PÁGINA E TODAS ESSAS FORMAS QUE ESTÃO NA PARTE DE 2.6.3 Subteste 3: Cópia BAIXO DA PÁGINA? EU QUERO QUE VOCÊ ME MOSTRE QUAIS DESTAS Nível basal: Nenhum FORMAS AQUI DE BAIXO SÃO PARTE DA FIGURA QUE ESTÁ NO ALTO Nível de teto: Um escore zero em três itens consecutivos DA PÁGINA c gesticule Complete os dois com a criança antes de administrar os itens numerados. Instruções: Abra Caderno de Respostas na página inicial do subteste de Cópia. Diga, "OLHE ESTA VOCÊ ESTÁ VENDO TODOS ESSES Pontuação: Assinale 1 ou 0 nos quadrados apropriados do Caderno de QUADRADOS? EM TODOS ELES TEM UMA FIGURA NA PARTE DE CIMA Registro e Perfil dos Resultados, medida que a criança indica sua resposta (as E NA PARTE DE BAIXO NÃO TEM NADA. EU QUERO QUE VOCÊ respostas corretas são apresentadas abaixo dos quadrados numerados para este DESENHE A FIGURA QUE VOCÊ VÊ NA PARTE DE CIMA, AQUI NESSE subteste). Para receber 1, ela deverá indicar todas as formas corretamente E não OUTRO QUADRADO DA PARTE DE BAIXO, QUE ESTÁ EM AO indicar quaisquer das outras formas. Em outras palavras, para acertar o item a DESENHAR A FIGURA, TOME CUIDADO PARA QUE ELA FIQUE TODA criança deve responder exatamente de acordo com a chave de respostas. escore DENTRO DO QUADRADO". Passe para os itens de teste. bruto nesse subteste corresponde ao número total de itens que cla responde corretamente. Pontuação: Na pontuação desse subteste, a criança pode receber 0, 1 ou 2 pontos em cada item. Alterações de tamanho (por exemplo, maiores ou menores que o estímulo) não interferem na pontuação. Os desenhos da Figura 2.3 servem de orientação para a pontuação do A primeira coluna mostra o 28 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 29</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual TABELA 2.1: Descrição das gestalts dos itens do subteste de cópia PARTE DE CIMA VOCÊ ESTÁ VENDO PONTOS UNIDOS POR UMA LINHA E NA PARTE DE BAIXO ESTÃO APENAS PONTOS. VOCÊ NÃO VAI 1. Uma única linha com desvio de até 10° para cada um dos lados da vertical DESENHAR NADA NA PARTE DE CIMA. COPIE A LINHA QUE ESTÁ NA 2. Uma linha reta com desvio de até 10° para cada um dos lados da horizontal PARTE DE CIMA NESTA PARTE AQUI [apontar e gesticular apropriadamente]. 3. Uma única linha reta com desvio de até 10° para cada um dos lados da diagonal (na direção VOCÊ ESTÁ VENDO COMO A LINHA COMEÇA NESTE PONTO E desejada) 4. Uma forma predominantemente circular que apresente não mais que 2:1 de proporção entre TERMINA NESTE OUTRO? FAÇA A SUA LINHA EXATAMENTE IGUAL A altura e largura ESTA." a criança fazer os exemplos A e 5. Duas linhas cruzando-se diagonalmente. A parte mais longa deve ser não mais que duas vezes O terceiro exemplo é mais dificil porque a criança precisa escolher os dois maior que a parte mais curta pontos corretos entre os quatro que aparecem no quadrado, antes de desenhar a 6. Très lados claramente definidos, ângulo maior que os outros linha. Diga, "AGORA, VAMOS FAZER O ÚLTIMO EXEMPLO. OLHE PARA 7. Duas linhas retas que se cruzam, sendo uma com desvio de até 10° de cada um dos lados da ESTES QUADRADOS AQUI [apontar]. QUANTAS LINHAS VOCÊ ESTÁ vertical e a outra com desvio de até 10° de cada um dos lados da horizontal. A parte mais longa VENDO NA PARTE DE CIMA? [a criança deve responder uma]. ENTÃO, deve ser não mais que duas vezes maior que a parte mais curta QUANTAS LINHAS VOCÊ VAI DESENHAR NA PARTE DE BAIXO? [de 8. Quatro lados claramente definidos denotando um quadrado novo a criança deve responder uma]. SÓ TEM UMA LINHA NA PARTE DE 9. Uma figura de quatro lados (mais quadrada que retangular) com duas linhas internas que se cruzam, produzindo quatro figuras menores de quatro lados CIMA, ENTÃO, DEVE DESENHAR APENAS UMA LINHA NA PARTE 10. Quaisquer duas linhas curvas, com um triângulo entre clas. A linha dentro do DE BAIXO." Após a criança ter entendido a tarefa, ela deverá então receber triângulo produz duas figuras de que se assemelham a ordens para realizar o restante dos itens do subteste. 11. Uma figura um contendo duas linhas mais ou menos retas que dividem o Pontuação: A criança ocasionalmente rabiscar ou ligar todos os cm três partes pontos existentes dentro dos quadrados. Nestes casos em que a criança não faz 12. Qualquer figura de quatro lados contendo duas linhas aproximadamente paralclas e duas não nenhum esforço óbvio para copiar o desenho, ela deverá receber 0. Tentativas isto é, um trapézio razoáveis de copiar o desenho são pontuadas contando-se o número de pontos que 13. Qualquer figura oval com uma figura semelhante a um triângulo superposta cm todo a criança tocou com o lápis e que apareciam unidos na figura estímulo. Os pontos comprimento da oval 14. Um figura de quatro lados, com duas linhas internas que se cruzam produzindo quatro triângulos podem ser tocados em qualquer ordem. Registre o número total de pontos corretamente tocados em cada item, nos quadrados apropriados que se encontram 15. Qualquer figura de cinco lados usando linhas mais ou menos retas 16. Uma figura de quatro lados com duas linhas internas que se cruzam, produzindo quatro figuras no Caderno de Registro e Perfil dos Resultados. Não subtraia desse total o número menores de três lados no centro e um em cada uma das duas extremidades correspondente aos pontos tocados incorretamente, porque não apareciam unidos 17. Qualquer figura de quatro lados, com os lados opostos paralelos, que uma figura de na figura-estímulo. quatro lados cujos lados opostos também sejam paralelos. Os lados da figura interna não podem ser aproximadamente paralelos ao da figura externa 2.6.6 Subteste 6: Closura Visual 18. Uma ligura scmelhante a um diamante, um quadrado ou retângulo que tenha triângulos cm seus dois lados adjacentes. A figura final deve ter seis lados Nível basal: Nenhum 19. Um figura de quatro lados que contenha uma figura de quatro lados que, por sua vez, contenha uma outra figura de quatro lados. Todas as linhas das três figuras de quatro lados devem ser Nível de teto: Três respostas incorretas em um total de cinco itens aproximadamente paralelas. Linhas devem ser descnhadas de modo a aproximadamente consecutivos quaisquer conectarem os ângulos da figura interna com os ângulos correspondentes de pelo menos uma das Instruções: Abra o Caderno de Figuras na página inicial do subteste de outras duas figuras Closura Visual. Diga, "OLHE PARA ESTA PÁGINA. VOCÊ ESTÁ VENDO UM 20. Um triângulo contendo uma roda com quatro aros RETÂNGULO AQUI NESTA PARTE DE CIMA E OUTROS TRÊS AQUI NA PARTE DE BAIXO? OLHE A FIGURA QUE ESTÁ NA PARTE DE CIMA. AGORA OLHE ESSAS FIGURAS AQUI EM BAIXO. ALGUÉM NÃO 2.6.5 5: Relações Espaciais ACABOU DE DESENHAR ESSAS FIGURAS. TENTE IMAGINAR COMO ELAS FICARIAM SE FOSSEM TERMINADAS. SE ELAS FOSSEM Nível basal: Nenhum TERMINADAS, QUAL DESSES DESENHOS PARECERIA COM DESENHO Nível de teto: Um escore 0 cm três itens consecutivos DA PARTE DE CIMA? Após a criança responder corretamente aos dois Instruções: Abra o Caderno de Respostas na página de exemplo do subteste exemplos, proceda à aplicação dos itens restantes. dc Relações Espaciais. Diga, "OLHE QUADRADOS DESSA PÁGINA. NA 30 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 31</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress Pontuação: À medida que a criança indica sua resposta, registre 1 ou 0 nos espaços do Caderno de Registro e Perfil dos Resultados destinados a esse subteste. escore bruto total corresponde ao número de itens corretamente respondidos. Em outras palavras, some os escores assinalados a cada item e registre o resultado no espaço reservado à anotação do bruto para esse subteste. 2.6.7 Subteste 7: Velocidade Viso-Motora Nível basal: Nenhum Nível de teto: Nenhum Instruções: Você precisará de um cronômetro ou um relógio com ponteiro de segundos para esse subteste. Abra o Caderno de Respostas na página inicial do subteste de Velocidade Viso-Motora. Diga, "EU QUERO VER COM QUE RAPIDEZ VOCÊ CONSEGUE FAZER DIFERENTES MARCAS DENTRO de DESSES DESENHOS. OLHE AQUI PARA ALTO DA PÁGINA [indicar o exemplo A]. VOCÊ ESTÁ VENDO AS DUAS LINHAS DESENHADAS DENTRO DO CÍRCULO GRANDE E o 'X' DESENHADO DENTRO DO QUADRADO PEQUENO? NADA ESTÁ DESENHADO DENTRO DO QUADRADO GRANDE OU DO CÍRCULO PEGUE LÁPIS E FAÇA DUAS LINHAS DENTRO DO CÍRCULO GRANDE E UM 'X' DENTRO DO QUADRADO PEQUENO. TOME CUIDADO PARA QUE AS LINHAS de NÃO PASSEM PARA FORA DOS DESENHOS." "AGORA, OLHE EXEMPLO B [apontar]. EU QUERO QUE VOCÊ FAÇA A MESMA COISA QUE ACABOU DE FAZER, MAS o MAIS RÁPIDO TOME CUIDADO PARA NÃO PASSAR PARA FORA DOS DESENHOS." Quando a criança completar o exemplo, diga, "QUANDO EU I VIRAR A PÁGINA, VOCÊ VAI VER os MESMOS DESENHOS. ESPERE ATÉ EU DIZER 'PRONTO', AGORA E FAÇA TANTAS LINHAS QUANTAS VOCÊ CONSEGUIR." Vire a página e diga, "LEMBRE-SE, FAÇA DUAS LINHAS DENTRO DOS CÍRCULOS GRANDES E UM 'X' DENTRO DOS QUADRADOS NÃO DEIXE AS LINHAS PASSAREM PARA FORA DOS DESENHOS. FAÇA MAIS RÁPIDO QUE VOCÊ EU VOU LHE DAR UM MINUTO E ENTÃO EU VOU DIZER 'PARE' PRONTO, AGORA." Pare a criança exatamente após 1 minuto. Pontuação: Dê 1 ponto para cada desenho que contenha as linhas e corretamente Caso eles ultrapassem os limites do desenho, não dê um ponto àquele desenho. As marcas incorretamente colocadas não são deduzidas do total de pontos. o escore bruto corresponde ao total de linhas c 'Xs' corretamente colocados. 32 ENTRELETRAS</p><p>Donald D. Hammill. Nils A. Pearson. Judith K. Voress FIGURA 2.3: continuação ITEM ESTIMULO PONTO 1 PONTO : PONTOS 6 7 8 9 10 34 ENTRELETRAS DTVP-2 - Teste Evolutivo da Percepção Visual FIGURA 2.3: continuação ITEM ESTIMULO N° 0 PONTO 1 PONTO PONTOS 11 F 12 13 14 15 ENTRELETRAS 35</p><p>DTVP-2 - Teste Evolutivo da Percepção Visual 2.6.8 Subteste 8: Constância da Forma Nível basal: Nenhum Nível de teto: Três respostas incorretas em um total de cinco itens consecutivos quaisquer Instruções: Abra o Caderno de Figuras na página inicial do subteste de Constância da Forma. Diga, "OLHE ESTA PÁGINA A SUA VOCÊ PODE VER QUE NA PARTE DE CIMA EXISTE UM DESENHO E NA PARTE DE BAIXO EXISTEM OUTROS DESENHOS. ENCONTRE DESENHOS DESSA PARTE DE BAIXO [indicar as opções de resposta à QUE SÃO PARECIDOS AO DESENHO DA PARTE DE CIMA [indicar o estímulo à criança]. os DESENHOS QUE VOCÊ IRÁ PROCURAR AQUI NA PARTE DE BAIXO PODEM SER MAIORES, MENORES, MAIS ESCUROS OU MAIS CLAROS QUE DESENHO QUE ESTÁ NA PARTE DE CIMA. ELES PODEM TAMBÉM ESTAR VIRADOS PARA os LADOS OU ESTAREM DE CABEÇA PARA BAIXO. EXISTEM DOIS DESENHOS AQUI NA PARTE DE BAIXO. MOSTRE PARA MIM QUAIS SÃO ESSES DESENHOS." Continuar a testagem, após a criança entender os itens de exemplo. Se a criança não indicar as duas respostas, lembrá-la que ela tem que dar duas respostas, devendo, portanto, escolher dois desenhos. Pontuação: Cada item do subteste recebe um escore de 1 ou 0. As crianças recebem 1 ponto para cada item respondido corretamente. À medida que a criança dá sua resposta, um escore de 1 ou 0 deve ir sendo registrado no local apropriado do Caderno de Registro e Perfil dos Resultados (as respostas corretas a cada item encontram-se abaixo do espaço destinado ao registro da resposta da criança). Para receber 1 ponto, a resposta da criança deve corresponder exatamente à resposta que aparece no caderno. o escore bruto para subteste corresponde ao total de itens respondidos corretamente. 16 18 20 37 ENTRELETRAS</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual 3.1.1 Seção I: Informações de identificação O campo (seção I) da primeira página do Caderno de Registro e Perfil dos Resultados fornece espaço para o registro de dados relevantes a respeito da criança a ser testada e do aplicador do teste. Tais informações incluem 0 nome da criança, idade, sexo, escola e série, bem como o nome e a titulação do examinador. A idade exata da criança é facilmente determinada a data de nascimento da data em que ela é testada. Considere-se, por exemplo, o caso de Sarah: Ano Mês Dia Data de testagem 92 11 16 Data de nascimento 85 7 8 Idade cronológica 7 4 8 INTERPRETAÇÃO DOS Sarah tem 7 anos, 4 meses e 8 dias. Eventualmente, pode ser necessário RESULTADOS DO DTVP-2 tomar emprestado um ano (12 meses) ou um mês (30 dias) para se corretamente. Supondo aniversário de Sarah fosse em 17 de novembro de 1985. Este capítulo explica como interpretar os resultados do DTVP-2. Os seguintes tópicos são discutidos: (a) como completar o Caderno de Registro e Ano Mês Dia Data de testagem 22 Perfil dos Resultados, (b) o que o Sistema PRO-ESCORE DTVP-2 faz, (c) como 11 16 Data de nascimento 85 11 17 relatar interpretar os escores do (d) o que os resultados compostos do DTVP-2 medem, (e) o que os resultados dos subtestes, (f) como as Como 17 não pode ser subtraído de 16, tomamos 30 dias (isto é, um mês) análiscs de discrepâncias podem ser conduzidas, (g) que cuidados devem emprestado da coluna do mês e aos 16 dias. Desse modo, a data de tomados ao se interpretar os escores do teste, (h) como explicar os erros da criança testagem passa a ser e os situacionais e (i) como compartilhar os resultados do teste com outras pessoas. Ano Mês Dia Data de testagem 92 10 46 3.1 CADERNO DE REGISTRO E PERFIL DOS RESULTADOS Data de nascimento 85 11 17 individual da criança no teste é registrado no Considerando-se, entretanto, que 11 meses não pode ser subtraído de 10 Caderno de Registro e Perfil dos Resultados. A primeira página do caderno meses, 12 (isto é, um ano) são tomados emprestados da coluna do ano. A destina-se ao registro de informações específicas a respeito da criança e do data de testagem torna-se, então 91-22-46. Com uma simples subtração (ver examinador, à anotação dos brutos, dos equivalentes de idade, dos abaixo) chegamos, então, à idade de Sarah: 6 anos, 11 meses e 29 percentis, dos escores padrão, dos quocientes e escores de outros bcm como Ano Mês ao registro do perfil dos resultados. A segunda página oferece espaço para a Dia Data da testagem 91 22 46 descrição das condições de administração do teste, além de trazer uma breve Data de nascimento 85 11 17 discussão a respeito das caractcrísticas do DTVP-2. A terceira página é Idade cronológica 6 11 29 às interpretações A página final é usada para o registro do desempenho da criança nos itens dos diferentes subtestes. Um exemplo do Caderno Para a utilização das tabelas normativas, a idade de Sarah não deve ser de Registro Perfil dos Resultados de Sarah, totalmente é apresentado para Desse modo, cla tem 6 anos 11 mescs de idade e não na Figura 3.1. 7 anos e 0 meses. 38 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 39</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson. Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual FIGURA 3.1: Exemplo de um perfil completo / Caderno de 3.1.2 Seção II: Registro dos escores dos subtestes do DTVP-2 dos escores compostos DTVP-2 TESTE EVOLUTIVO ENTRELETRAS Nesta seção, o examinador registra o escore bruto da criança, o equivalente DE PERCEPÇÃO VISUAL idade, o percentil e o escore padrão para cada subteste. Os escores brutos podem ser convertidos em equivalente de idade, escores padrão e percentis, utilizando-se CADERNO DE REGISTRO E PERFIL DOS RESULTADOS as tabelas normativas apresentadas no Apêndice A. Assim por exemplo, escore bruto dc Sarah de 140 cm Coordenação Viso-Motora é convertido para um Seção 1: Identificação equivalente de idade (EI) de 5-10, utilizando-se a Tabela A-13. A Tabela A-7 do Sarah Boston Sexo: M F Apêndice A indica que, nesse mesmo subteste, o escore padrão de Sarah é 8 seu Titulação: Data de aplicação: 92 a 11 m 16 d percentil é 25, com base em sua idade de 7 anos e 4 meses. Escola: Central Data de nascimento: 85 a 7 m 8 d Os escores padrão dos subtestes são registrados nos espaços a cles destinados Série: 2c Idade: a 4 m 8 d nesta seção. Tais escores são, então, utilizados no cálculo do escore composto de Seção II: Registro dos dos subtestes dos escores compostos do DTVP-2 Percepção Visual de Motricidade Reduzida (PMR) ou no cálculo do Equiv Escures padrio Escore composto dc Integração Viso-Motora (IVM). escore composto de Percepção Idade PVO IVM Composto Visual Geral (PVG) engloba os escores padrão de todos os subtestes. Assim, por 1. 140 2S 8 Visual 1. 17 6.3 37 9 103 58 7-6 exemplo, o padrão do subteste de Closura Visual contribui tanto para o 23 so is 4. 14 10-7 7S 12 12 Visual de escore composto de Percepção Visual Geral quanto para o escore composto as 9-7 84 13 13 Reduzida 102 55 Percepção Visual de Motricidade Reduzida. 6. Closure 12 7.10 63 11 11 7. 13 7-2 63 11 Os escores padrão que dão origem a cada composto são somados e os 1. da 10 5-7 37 9 9 103 58 7-8 resultados registrados em espaços próprios, na última linha desta seção, na qual se Some dos 83 41 42 "Soma dos Escores Padrão dos Estes valores devem ser convertidos Seção III: dos escores do teste cm um quociente (um outro tipo de escore padrão) e em percentil, utilizando-se a Escores Compostos de outros testes Tabela A-12 do Apêndice A. Estes quocientes e percentis são registrados nos N espaços a eles destinados à direita da Seção II. 2 Assim, por exemplo, para calcular o Quociente de Percepção Visual Geral (QPVG) do DTVP-2, os escores padrão de todgs os oito subtestes são somados. Esta soma pode ser transformada em um quociente ou percentil, a Escores Tabela A-12 do Apêndice A. No caso de Sarah, a Soma dos Escores Padrão dos 20 20 150 150 19 19 145 145 Subtestes é 83. A tabela A-12 do Apêndice A é então consultada. o examinador 18 140 140 17 17 133 135 localiza a coluna "Soma dos 8 subtestes" e desce por cla até encontrar o número 16 16 130 130 IS 125 125 14 14 120 120 83. quociente correspondente (103), encontrado à esquerda, é o escore quociente 13 13 115 115 12 12 110 110 de o percentil (encontrado à direita) é igual a 58. 11 11 105 10 10 100 100 Os de idade (EI) para os escores compostos também podem 95 95 90 90 estimados. Isto é feito através do cálculo da mediana dos Els que englobam cada 85 10 10 composto (oito Els para Percepção Visual Geral, quatro para a Percepção 70 70 65 65 Visual de Motricidade Reduzida quatro para Integração Viso-Motora). 60 60 modo, ordene os Els dos subtestes pertinentes, do maior para o menor, encontre a mediana, através do cálculo da média entre o quarto e o quinto Els, quando os oito EDITORA ENTRELETRAS Código R 43/406 subtestes envolvidos, e entre o segundo e o terceiro Els, quando apenas Direitos Reservados (04.04) 20271-021 de RJ Tel (21) 22649622 quatro subtestes estiverem envolvidos. Assim, por exemplo, suponhamos que o escore composto de Integração Viso-Motora inclua Els iguais a 4-3, 5-2, 6-1 6-2. Colocando-se esses Els em ordem temos: 6-2, 6-1, 5-2, 4-3. A mediana será 40 ENTRELETRAS 41 ENTRELETRAS</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual FIGURA 3.1: Exemplo de um perfil completo / Caderno de Registo 3.1.2 Seção II: Registro dos escores dos subtestes do DTVP-2 dos escores compostos DTVP-2 TESTE EVOLUTIVO ENTRELETRAS Nesta seção, o examinador registra o escore bruto da criança, equivalente DE PERCEPÇÃO VISUAL idade, o percentil e o escore padrão para cada subteste. Os escores brutos podem ser convertidos em equivalente de idade, escores padrão e percentis, utilizando-se CADERNO DE REGISTRO E PERFIL DOS RESULTADOS as tabelas normativas apresentadas no Apêndice A. Assim por exemplo, o escore bruto Sarah de 140 cm Coordenação Viso-Motora é convertido para um Seção Identificação equivalente de idade (EI) de 5-10, utilizando-se a Tabela A-13. A Tabela A-7 do Sarah Boston Sexo: M F Apêndice A indica que, nesse mesmo subteste, o escore padrão de Sarah é 8 seu Titulação: Data de aplicação: 92 a 11 m 16 d percentil é 25, com base em sua idade de 7 anos e 4 meses. Escola: Central Data de nascimento: 85 a 7 m 8 d Os escores padrão dos subtestes são registrados nos espaços a cles destinados Série: Idade: a 4 m 8 d nesta seção. Tais escores são, então, utilizados no cálculo do escore composto de Seção II: Registro dos dos subtestes 0 dos escores compostos do DTVP-2 Percepção Visual de Motricidade Reduzida (PMR) ou no cálculo do Escore Equiv Escures dos composto dc Integração Viso-Motora (IVM). escore composto de Percepção de Equiv Idade PVO IVM Composto Visual Geral (PVG) engloba os escores padrão de todos os subtestes. Assim, por 1. 140 2S 8 Visual 1. no Espago 17 37 I 9 103 58 7-6 exemplo, o padrão do subteste Closura Visual contribui tanto para o J. 23 so 10 4. 14 10-7 12 12 Visual de escore composto de Percepção Visual Geral quanto para o escore composto Espaciais as 9-7 84 13 13 Reduzida 102 55 6. Closure 12 7.10 63 11 11 Percepção Visual de Motricidade Reduzida. 7. 13 63 11 Viso Os escores padrão que dão origem a cada composto são somados e os 1. da Forma 10 5-7 37 9 9 Motors 103 58 7-8 resultados registrados em espaços próprios, na última linha desta seção, na qual se padrio dos 83 41 42 "Soma dos Escores Padrão dos Subtestes". Estes valores devem ser convertidos Seção III: dos escores do teste cm um quociente (um outro tipo de escore padrão) e em percentil, utilizando-se a dos Escores de outros Tabela A-12 do Apêndice A. Estes quocientes e percentis são registrados nos N espaços a eles destinados à direita da Seção II. Assim, por exemplo, para calcular o Quociente de Percepção Visual Geral (QPVG) do DTVP-2, os escores padrão de todgs os oito subtestes são somados. Esta soma pode ser transformada em um quociente ou percentil, a Escores Tabela A-12 do Apêndice A. No caso de Sarah, a Soma dos Escores Padrão dos 20 20 150 150 19 19 145 145 Subtestes é 83. A tabela A-12 do Apêndice A é então consultada. examinador 18 140 140 17 17 133 localiza a coluna "Soma dos 8 subtestes" e desce por cla até encontrar o número 16 16 130 130 IS 125 125 14 14 120 120 83. quociente correspondente (103), encontrado à esquerda, é o escore quociente 13 13 115 115 12 12 110 110 de Sarah. percentil (encontrado à direita) é igual a 58. 11 11 105 105 10 10 100 100 Os de idade (EI) para os escores compostos também podem 95 95 90 90 estimados. Isto é feito através do cálculo da mediana dos Els que englobam cada 85 10 10 75 73 composto (oito Els para Percepção Visual Geral, quatro para a Percepção 70 70 65 65 Visual de Motricidade Reduzida quatro para Integração Viso-Motora). Desse 60 60 modo, ordene os Els dos subtestes pertinentes, do maior para o menor, encontre a mediana, através do cálculo da média entre o quarto e o quinto Els, quando os oito EDITORA ENTRELETRAS Código R 43/406 subtestes cstiverem envolvidos, e entre o segundo e o terceiro Els, quando apenas (04.04) Direitos Reservados 20271-021 Rio de RJ Tel Fax (21) quatro subtestes estiverem envolvidos. Assim, por exemplo, suponhamos que 0 escore composto de Integração Viso-Motora inclua Els iguais a 4-3, 5-2, 6-1 e 6-2. Colocando-se esses Els em ordem temos: 6-2, 6-1, 5-2, 4-3. A mediana será 0 40 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 41</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual ponto médio entre 6-1 5-2. Para calculá-la devemos verificar o número de mescs 4. Não deve estimar simplesmente porque um examinando obteve um entre as duas idades (nesse caso a diferença é de 11 meses), dividi-lo por 2 (o que desempenho fraco em um subteste. daria um resultado de e adicioná-lo à idade mais baixa (5-2). Desse modo, o de idade para o composto será ou 5-7. 3.1.3 Seção III: Perfil dos escores do teste Em certas ocasiões, o examinador poderá aplicar menos que oito subtestes. Isto pode ocorrer quando o período de testagem for muito curto, examinando Na Seção II, os escores compostos e os escores dos subtestes são reportados a prosseguir, o examinador administrar ou pontuar subteste cm forma numérica. Na Seção III, os escores do teste são apresentados cm forma incorretamente ou ocorrer algo levante sérias dúvidas a respeito da validade gráfica. Os valores dos escores dos subtestes do DTVP-2, dos escores compostos e dos resultados do subteste. Nessas situações, o examinador terá que realizar uma dos escores de outros testes são assinalados com um X no local apropriado. Tal estimativa, modo a obter os oito necessários ao cômputo do QPVG. A perfil permite que os diferentes escores do DTVP-2 sejam facilmente comparados estimativa é feita mediante a adição dos escores padrão dos subtestes efetivamente entre si e com os escores de outros testes. Através da inspeção visual desses perfis, aplicados a divisão de tal resultado pelo número de Essa média deve o examinador pode ter uma estimativa a grosso modo dos pontos fortes e fracos da ser registrada nos espaços destinados ao escore padrão do subteste que não foi criança no DTVP-2. aplicado deve ser envolvida com um círculo para que tal valor é estimado. 3.1.4 Seção IV: Dados de outros testes Quando SC torna necessária a utilização de um escore estimado para se completar um dos outros compostos, ele consistirá na média dos escores Os resultados de quaisquer outros testes relevantes que tenham sido aplicados padrão envolvidos no cálculo de um escore composto particular. Assim, por à criança são registrados na Seção IV. Devem ser anotados o nome do teste, a data exemplo, o Quociente de Integração Viso-Motora (QIVM) engloba quatro em que foi administrado e os equivalentes do DTVP-2. Tais equivalentes baseiam- subtestes (Coordenação Viso-Motora + Cópia + Relações Espaciais + Velocidade se em uma distribuição de média 100 e desvio padrão de 15. Se um teste não Viso-Motora). Consideremos uma situação em que o examinando recebeu escores reporta escores padrão baseados nesta distribuição, seus resultados podem ser padrão de 4, 5 6 nos três primeiros subtestes, mas não foi capaz de realizar o de convertidos para esses equivalentes usando-se a Tabela 3.1. Uma conversão mais Velocidade Viso-Motora por causa do tempo. Nesse caso, o valor estimado de 5 precisa pode ser feita através da seguinte fórmula: Equivalente do DTVP-2 = servirá de escore padrão para o subteste de Velocidade Viso-Motora. quociente (15/DP) (X M) + 100. Nesta equação, DP e M referem-se, respectivamente, ao do escore composto, assim como percentil, são encontrados através do desvio padrão e à média de algum outro teste (1,96 e 5 para estaninos; 10 50 para procedimento já descrito. escores T) e X é o escore real da criança naquele teste. Embora um perfil possa ser construído a partir de escores compostos que Você pode querer comparar o desempenho no DTVP-2 de Sarah com testes contenham um valor estimado, os escores padrão de subtestes estimados não que outras No exemplo da Figura 3.1, Sarah também, devem ser usados para a construção de perfis e nem devem ser considerados o Teste de Inteligência Não-Verbal Segunda Edição (Test of Nonverbal representativos da situação da criança naquele subteste específico. Assim, por Intelligence Second Edition Brown, Sherbenou & Johnsen, 1990) e o Teste de SC uma criança deixar realizar um subteste e o examinador calcular um Habilidade de Precoce Segunda Edição (Test of Early Reading Ability padrão estimado para este subteste específico, tal escore deverá ser usado Second Edition Reid, Hresko & Hammill, 1989). o Quociente de Inteligência apenas para fins estatísticos e não para finalidades clínicas. Em outras palavras, o Não-Verbal Quociente de de Sarah encontram-se registrados na Seção escore estimado de um subteste não se presta à realização de quaisquer IV assinalados na Seção III. julgamentos clínicos, na medida em que ele nada informa a respeito da habilidade da criança naquele servindo apenas para permitir cômputo dos 3.1.5 Seção V: Condições de aplicação quocientes dos escores compostos. Ao estimar, tenha os seguintes pontos em mente: Esta seção fornece ao examinador a oportunidade dc registrar informações 1. No cálculo de um composto clínico, a estimação não deve importantes a respcito das condições ambientais do examinando no utilizada cm mais dc um momento da testagem, tais como clima durante a testagem, o "rapport", tempo 2. Um subteste estimado não deve ser clinicamente. dc testagem, o número dc sessões necessárias para SC completar a testagem as 3. valor usado apenas para o cálculo dos valores limitações do examinando. A análisc dc tais limitações permite ao examinador compostos (escore composto geral demais escores compostos). decidir o grau de confiança dos resultados obtidos. É óbvio que os resultados 42 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 43</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual ponto médio entre 6-1 5-2. Para calculá-la verificar o número de mescs 4. Não deve estimar simplesmente porque um um entre as duas idades (nesse caso a diferença é de 11 meses), dividi-lo por 2 (o que desempenho fraco em um subteste. daria um resultado de e adicioná-lo à idade mais baixa (5-2). Desse modo, de idade para o composto será ou 5-7. 3.1.3 Seção III: Perfil dos escores do teste Em certas ocasiões, o examinador poderá aplicar menos que oito subtestes. Isto pode ocorrer quando o período de testagem for muito curto, o examinando Na Seção II, os escores compostos e os escores dos subtestes são reportados a prosseguir, o examinador administrar ou pontuar 0 subteste cm forma numérica. Na Seção III, os escores do teste são apresentados cm forma incorretamente ou ocorrer algo levante sérias dúvidas a respeito da validade gráfica. Os valores dos escores dos subtestes do DTVP-2, dos escores compostos e dos resultados do subteste. Nessas situações, o examinador terá que realizar uma dos escores de outros testes são assinalados com um X no local apropriado. Tal estimativa, dc modo a obter os oito necessários ao cômputo do QPVG. A perfil permite que os diferentes escores do DTVP-2 facilmente comparados estimativa é feita mediante a adição dos escores padrão dos subtestes efetivamente entre si e com os escores de outros testes. Através da inspeção visual desses perfis, aplicados a divisão de tal resultado pelo número de subtestes. Essa média deve o examinador pode ter uma estimativa a grosso modo dos pontos fortes e fracos da registrada nos espaços destinados ao escore padrão do subteste que não foi criança no DTVP-2. aplicado deve envolvida com um círculo para evidenciar que tal valor é estimado. 3.1.4 Seção IV: Dados de outros testes Quando torna necessária a utilização de um escore estimado para se completar um dos outros ele consistirá na média dos escores Os resultados de quaisquer outros testes relevantes que tenham sido aplicados padrão envolvidos no cálculo de um escore composto particular. Assim, por à criança são registrados na Seção IV. Devem ser anotados o nome do teste, a data exemplo, o Quociente de Integração Viso-Motora (QIVM) engloba quatro em que foi administrado e os equivalentes do DTVP-2. Tais equivalentes baseiam- subtestes (Coordenação Viso-Motora + Cópia + Relações Espaciais + Velocidade se em uma distribuição de média 100 e desvio padrão de 15. Se um teste não Viso-Motora). Consideremos uma situação em que o examinando recebeu escores reporta escores padrão baseados nesta distribuição, seus resultados podem ser padrão de 4, 5 6 nos três primeiros subtestes, mas não foi capaz realizar o dc convertidos para esses equivalentes usando-se a Tabela 3.1. Uma conversão mais Velocidade Viso-Motora por causa do tempo. Nesse caso, o valor estimado de 5 precisa pode ser feita através da seguinte fórmula: Equivalente do DTVP-2 = servirá de escore padrão para o subteste de Velocidade Viso-Motora. quociente (15/DP) (X M) + 100. Nesta equação, DP e M referem-se, respectivamente, ao do escore composto, assim como o percentil, são encontrados através do desvio padrão e à média de algum outro teste (1,96 e 5 para estaninos; 10 50 para já descrito. escores T) e X é o escore real da criança naquele teste. Embora um perfil possa ser construído a partir de escores compostos que Você pode querer comparar o desempenho no DTVP-2 de Sarah com testes contenham um valor estimado, os escores padrão de estimados não que medem outras habilidades. No exemplo da Figura 3.1, Sarah também, devem ser usados para a construção de perfis e nem devem ser considerados o Teste de Inteligência Não-Verbal Segunda Edição (Test of Nonverbal representativos da situação da criança naquele subteste específico. Assim, por Intelligence - Second Edition Brown, Sherbenou & Johnsen, 1990) e Teste de SC uma criança deixar de realizar um subteste e o examinador calcular um Habilidade de Precoce Segunda Edição (Test of Early Reading Ability cscore padrão estimado para este subteste específico, tal escore deverá ser usado Second Edition Reid, Hresko & Hammill, 1989). o Quociente de Inteligência apenas para fins estatísticos e não para finalidades clínicas. Em outras palavras, Não-Verbal o Quociente de de Sarah encontram-se registrados na Seção escore estimado de um subteste não se presta à realização de quaisquer IV assinalados na Seção III. julgamentos clínicos, na medida em que ele nada informa a respeito da habilidade da criança naquele servindo apenas para permitir cômputo dos 3.1.5 Seção V: Condições de aplicação quocientes dos escores compostos. Ao estimar, tenha os seguintes pontos em mente: Esta seção fornece ao examinador a oportunidade registrar informações 1. No cálculo de um composto a estimação não deve importantes a respcito das condições ambientais do examinando no utilizada cm mais dc um momento da testagem, tais como o clima durante a testagem, o "rapport", o tempo 2. Um subteste estimado não deve ser clinicamente. dc testagem, o número dc sessões necessárias para SC completar a testagem as 3. o valor usado apenas para o cálculo dos valores limitações do examinando. A análisc dc tais limitações permite ao examinador compostos (escore composto geral demais escores compostos). decidir o grau confiança dos resultados obtidos. É óbvio que os resultados 42 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 43</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual fornecidos por uma criança doente e distraída, testada em um ambiente barulhento 3.1.8 Seção VIII: Registro do itens e subtestes e muito quente, serão menos indicativos de suas reais habilidades que aqueles obtidos em condições ótimas. desempenho da criança nos itens de cada subteste é registrado nesta seção Os totais nos itens de cada subteste são escritos nos quadrados apropriados. Estes 3.1.6 Seção VI: Características do DTVP-2 "escores brutos" são registrados cm seguida nos espaços a eles destinados na Seção II e transformados em equivalentes de idade, percentis e escores padrão. A base teórica e as características estatísticas do DTVP-2 são sintetizadas nesta seção do Caderno de Registro e Perfil dos Resultados. Estas informações que o Icitor do relatório avalic a adequação técnica do testc costuma ser 3.2 ESCORES DO TESTE E SUA INTERPRETAÇÃO bastante útil no momento de se discutir os resultados da avaliação com os pais ou outros profissionais. o DTVP-2 produz cinco tipos de escores: escores brutos, equivalentes de idade, percentis, escores padrão e quocientes compostos. Cada um desses índices 3.1.7 Seção VII: Interpretação e recomendações será descrito a seguir. Estc espaço é rescrvado às anotações do examinador, no que diz respeito à 3.2.1 Escores brutos interpretação do DTVP-2, recomendações de futuras avaliações e sugestões de intervenções ou encaminhamentos pertinentes. Comentários sobre a validade dos escore bruto é o número total de pontos que o examinando recebe no resultados obtidos com o teste são também apropriados. conjunto de itens de um subteste. Tais escores têm pouco valor clínico. Assim, por exemplo, fato de Sarah ter recebido um escore bruto de 17 em dois diferentes subtestes não significa que seu conhecimento dos conteúdos dos dois subtestes seja TABELA 3.1 Relação dos escores padrão com o rank percentílico Ao contrário, um escore de 17 um dos subtestes pode indicar uma habilidade abaixo da média, enquanto o mesmo escore no outro subteste pode Rank Escores padrão indicar uma habilidade superior. valor do escores brutos repousa no fato de que Quocientes Subtestes Escores percentílico Escores T Escores Estaninos do DTVP-2 do DTVP-2 NCE podem ser convertidos em equivalentes de idade, percentis e escores padrão. 99 150 20 99 83 +3,33 9 99 145 19 99 80 9 3.2.2 Equivalentes de idade 99 140 18 99 77 9 99 135 17 99 73 9 Os equivalentes de idade para os testes de habilidades específicas costumam 98 130 16 92 70 9 95 125 15 85 67 +1,67 8 ser rotulados de acordo com o conteúdo do teste. Desse modo, os equivalentes de 91 120 14 78 63 +1,33 8 idade associados aos testes de leitura são chamados de "idades de leitura" e os 84 115 13 71 60 +1,00 7 associados aos testes de percepção visual são chamados de "idades de percepção 75 110 12 64 57 6 visual". Tais escores derivam-se do cálculo do escore médio do grupo normativo, 63 105 11 57 53 6 considerado em intervalos de 6 cm 6 meses. Através de um processo de 50 100 10 50 50 0,00 5 37 95 9 43 47 -0,33 4 interpolação, extrapolação e suavização, os equivalentes de idade são gerados para 25 90 8 36 43 -0,67 4 cada escore bruto alcançado um determinado subteste. Assim, um escore bruto 16 85 7 29 40 1,00 3 de 150 no subteste de Coordenação Viso-Motora produz um equivalente de idade 9 80 6 22 37 2 (EI) de 6-3 (ver Tabela A-13 do Apêndice A). 5 75 5 15 33 -1,67 2 A utilização dos equivalentes de idade vem sendo objeto de discussão nos 2 70 4 8 30 -2,00 1 1 65 3 1 27 -2,33 1 últimos anos e a Associação Americana de Psicologia, entre outras, tem defendido 1 60 2 1 23 -2,67 1 a interrupção de seu uso. Desse modo, ela tem estimulado os editores de testes a 1 55 1 20 -3,00 1 não mais reportarem os escores desses instrumentos em equivalentes de idade. A maioria dos autores tem SC posicionado contra uso equivalentes de idade com base no argumento de que suas propriedades 44 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 45</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste da Percepção Visual são inadequadas, além de que conduzem a interpretações Salvia Ysseldykc (1991) uma detalhada discussão a Os escores padrão permitem aos examinadores a realização de comparações entre os subtestes. Conforme mencionado anteriormente, o fato de um examinando das dificuldades relacionadas às normas de idade. Contudo, ainda obter um bruto de 17 em dois diferentes não permite ao atualmente, o sistema vigente em muitas das escolas exige que os examinadores examinador comparações entre tais resultados. Contudo, um escore forneçam tipo de escore. Devido, portanto, ao fato de tais escores ainda serem padrão de 17 ambos os subtestes indica que o examinando teve um resultado solicitados para propósitos administrativos, nós os estamos muito bom em ambas as medidas (isto é, bem superior). De modo semelhante, fornecendo (relutantemente). A Tabela A-13 do Apêndice A é usada para converter quando uma pessoa obtém um escore padrão de 6 em Relações Espaciais e de 17 os brutos de cada em equivalentes de idade. cm Closura Visual o examinador pode concluir que ela foi relativamente fraca em Considerando-se que os equivalentes idade são problemáticos, Relações Espaciais, enquanto em Closura Visual cla foi excelente. recomendamos que os usuários do DTVP-2 leiam as precauções associadas aos equivalentes de idade, encontradas trabalhos de Aiken (1985), Anastasi (1988), 3.2.5 Quocientes compostos Grounlund Linn (1990) e Salvia e Ysscldyke (1991). Nós, ao reportarmos resultados para pais outros profissionais, preferimos utilizar os escores padrão e Os quocientes compostos constituem os escores mais precisos do DTVP-2. os percentis, cm comparação aos de idade. Tais escores são obtidos através da adição dos escores padrão dos subtestes apropriados e da conversão de cada soma em um quociente (isto é, um escore 3.2.3 Percentis padrão com uma média de 100 e um desvio padrão de 15), usando-se a Tabela A- 12 encontrada no Apêndice A. desempenho no teste, reportado nesses termos, Os percentis ou ordens percentílicas representam valores que indicam a interpreta-se da seguinte forma: percentagem da distribuição que se encontra igual ou abaixo de um escore particular. Assim, por um percentil de 56 significa que 56% da amostra de padronização obteve resultado igual ou abaixo do a associado. Avaliações Percentagem Obviamente, esta interpretação é fácil de entender, que converte os percentis em Quocientes descritivas incluída um escore popular entre os profissionais, especialmente nas situações em que necessitam compartilhar os resultados com outras pessoas. Os percentis são 130 Excelente 2,34 121-130 Muito bom 6,87 gerados para os subtestes e compostos mediante a utilização das Tabelas A-1 a 111-120 Acima da média 16,12 A-12 que SC encontram no Apêndice A. 90-110 Médio 49,51 80-89 Abaixo da média 16,12 3.2.4 Escores padrão dos subtestes 70-79 Fraco 6,87</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual 3.3.1 Quociente de Percepção Visual Geral (QPVG) motora). o DTVP-2 reflete esta dicotomia ao fornecer quocientes que representam cada um formatos. Tais quocientes são dénominados de "quocientes Para muitas crianças, o QPVG é a melhor medida do que a grande maioria clínicos" devido a sua importância para diagnóstico da criança para a das quer dizer ao usar a expressão "percepção visual". fornece compreensão da natureza de scus problemas. informações a da habilidade de percepção visual derivada de dois formatos do teste viso-motora motricidade reduzida). Os dados dos oito Quociente de Percepção Visual de Motricidade Reduzida (QPMR). Dc subtestes, cada um dos quais mede um tipo diferente de percepção visual, de um todos os quocientes do DTVP-2, o QPMR é a medida mais "pura" direta da mancira diferente, para o QPVG. percepção visual, por refletir a competência perceptual exigindo apenas um Os indivíduos que vão bem nesse composto demonstram domínio das mínimo de habilidades motoras (apenas a capacidade de apontar). habilidades de coordenação viso-motora e da capacidade de percepção visual necessária à execução daquelas habilidades. Tais indivíduos demonstram Quociente de Integração Viso-Motora (QIVM). Para ir bem nesse compreensão considerável das propriedades físicas relacionadas a figuras objetos. composto, a criança deve demonstrar suas habilidades percepto-visuais através do Eles apresentam, ainda, habilidades de discriminação bastante desenvolvidas, que desempenho de tarefas de coordenação viso-motora. Escores baixos nesse os tornam capazes de reconhecer figuras-estímulo, quando estas aparecem em composto não indicam necessariamente uma percepção visual fraca, já que eles séries constituídas por formas similares (mas diferentes) ou por formas podem estar associados ao fato das crianças apresentarem movimentos manuais incompletas, cm contextos distratores cm posições tamanhos diferenciados. desajeitados ou dificuldades de coordenar os movimentos das mãos dos olhos. Tais habilidades percepto-visuais são integradas com as habilidades manuais da criança, permitindo-lhe, assim, a com destreza, de movimentos manuais Contrastando 0 QPMR e 0 QIVM. Uma discrepância significativa entre acurados. estes dois quocientes pode ser importante. Quando o QPMR é superior ao QIVM, o As crianças altos neste composto provavelmente desempenham examinador tem provas de que o QIVM relativamente baixo não se deve à com destreza uma ampla gama de atividades que exigem habilidades percepto- percepção visual de per A fonte de discrepância provavelmente no visuais c/ou habilidades viso-motoras finas. Tais atividades incluem jogos (quebra- sistema motor da criança. Nesses casos, o examinador deve preferir o QPMR ao cabeças), comportamentos adaptativos (usar fechaduras, trincos, fechos, tesouras, QPVG, como a melhor evidência a do status da percepção visual da alavancas e botões) e habilidades necessárias na e nos primeiros anos do criança e da possibilidade de que suas habilidades motoras estejam com problemas. ensino fundamental (colar, unir pontos, copiar, colorir, desenhar, separar cm Teoricamente, não seria de se esperar casos cm que o QIVM maior do classes e usar estêncil, quadro de giz, quadro de pinos, etc.). que o QPMR, já que presumivelmente as pessoas deveriam ser capazes dc perceber Escores baixos no QPVG são apresentados, em geral, por crianças que têm os estímulos antes de poder duplicá-los ou manipulá-los. Contudo, tais casos problemas de percepção visual, distúrbios motores finos ou dificuldades de podem ocorrer e constituem exemplos de erros no teste, erros situacionais coordenar seus movimentos com a visão. Como clas tendem a (distrações das criança ou do examinador, nível ruído, temperatura da sala) e apresentar fraco desempenho nas habilidades necessárias a certos jogos, nos erros do sujeito (desatenção, baixo nível de energia, atitude ou motivação). A comportamentos adaptativos nas atividades escolares mencionadas no parágrafo comparação do QPMR com o QIVM é muito útil ao examinador, por permitir-lhe anterior. assegurar-se de que não está erroncamente diagnosticando que a criança tem Quando os QPVGs são abaixo de 90, os examinadores necessitam prestar dificuldades de percepção visual quando, na verdade, ela apresenta problemas na maior atenção aos quocientes clinicamente importantes o Quociente de área motora. Percepção Visual de Motricidade Reduzida (QPMR) e o Quociente de Integração Para a maioria das crianças, entretanto, quocientes costumam ficar Viso-Motora (QIVM). o exame desses quocientes pode auxiliar na explicação das relativamente próximos um do outro e raramente se desviam em mais que um causas para baixos QPVGs. desvio padrão. Quando ambos os quocientes forcm maiores ou iguais a 90, concluir que a criança situa na média ou acima no que SC refere às 3.3.2 Quocientes clínicos habilidades mensuradas pelo DTVP-2. Por outro lado, o fato dos dois quocientes situarem-sc abaixo de 90 pode indicar algum grau retardo mental, problemas de Conforme anteriormente mencionado, os profissionais têm adotado dois visão ou distúrbios Em tais casos, avaliações mais completas das formatos básicos ao testar a habilidade percepto-visual (os que usam tarefas de habilidades cognitivas da visão devem realizadas. motricidade reduzida os que usam de avaliação da integração viso- transt 48 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 49</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual o QUE os SUBTESTES MEDEM? 3.5 DE ANÁLISES DE DISCREPÂNCIAS INTRA- HABILIDADES Quando realizada sensatamente, a interpretação do desempenho nos subtestes fornece informações sobre os pontos fortes fracos da pessoa. Na condução de tais Informações clinicamente úteis podem ser obtidas através do exame dos análiscs, os problemas relacionados à interpretação desses subtestes pontos fortes e fracos nas habilidades da pessoa. Assim, por exemplo, um "perfil devem ser encarados diretamente. Assim, por exemplo, a fidedignidade associada à de resultados baixos", exibido em função de um desempenho inferior em todos os maioria dos subtestes encontra-se próxima ou abaixo dos índices Isto compostos e subtestes é associado a dificuldades percepto-visuais significa que as diagnósticos julgamentos bascados nos escores gerais. De modo contrário, um perfil "disperso", demonstrando pontos fortes e dos subtestes deverão conter erros consideravelmente maiores que os baseados nos fracos entre as diversas habilidades, tem sido mais recentemente associado à compostos. organicidade ou a preferências acentuadas no processamento psicológico. Quando Por essa razão, os resultados dos escores compostos devem receber maior usadas, as análises de discrepâncias intra-habilidades tornam-se ferramentas crédito atenção que os escores dos subtestes. A avaliação do desempenho nos clínicas valiosas e evidenciam uma das características mais atraentes do DTVP-2 subtestes é útil para gerar hipóteses e especulações sobre o porquê da pessoa ter ido (qual seja a sua utilização para o exame das forças e fraquezas intrínsecas à bem ou mal em um escore composto, porém as decisões importantes sobre estrutura constitucional de uma pessoa). diagnóstico e colocação devem se apoiar primordialmente na interpretação dos Para SC conduzir uma análise de discrepâncias intra-habilidades, os Escores valores dos escores compostos. Os subtestes seus contcúdos particulares são de Diferenças (isto é, a diferença matemática entre os escores de dois testes) devem apresentados ser calculados. Tais Escores de Diferenças podem ser computados entre dois quocientes ou entre quaisquer dois subtestes. Na comparação entre os escores do Coordenação Viso-Motora: Mede a habilidade de se desenhar com precisão teste, a questão fundamental é: Quão discrepantes devem ser dois escores do teste linhas retas ou curvas, de acordo com limites visuais. para configurarem uma diferença significativa? Reynolds (1985) sugere que os escores padrão scjam usados cm qualquer Posição no Espaço: Mede a habilidade de se emparelhar figuras de acordo comparação e que um procedimento de regressão seja empregado para se com suas características comuns. determinar o tamanho que um Escore de Diferença deve ter para alcançar significância estatística. Tal procedimento pode ser usado se a intercorrelação entre Cópia: Mede a habilidade de se reconhecer as características de um desenho os dois escores é conhecida e se os coeficientes de fidedignidade para ambos os e SC conforme o modelo. escores estiverem disponíveis. Como ambos os índices encontram-sc disponíveis para os subtestes e compostos do DTVP-2, nós usamos procedimento e Figura-Fundo: Mede a habilidade de se identificar figuras específicas, geramos a Tabela 3.2, que fornece Escores de Diferença mínimos para a mesmo quando elas se encontram escondidas em contextos confusos, complexos. comparação dos subtestes do DTVP-2. Para uma diferença entre os quocientes (QPMR e QIVM) ser significativa, é necessário que ela atinja 0 valor de 9,3. Relações Espaciais: Mede a habilidade de se conectar pontos, para se Na condução de uma análise de diferenças, o Escore de Diferença deve ser reproduzir padrões apresentados visualmente. computado subtraindo-se o escore mais baixo do mais alto. Se uma diferença entre os subtestes estiver sendo devemos consultar a tabela para verificar se o Closura Visual: Mede a habilidade de reconhecer uma figura estímulo, Escore de Diferença é significativo. Como exemplo, consideremos o desempenho quando ela estiver desenhada de forma incompleta. de Sarah cm escores padrão nos testes de Coordenação Viso-Motora e de Relações Espaciais. Seu Escore de Diferença é 5. Consultando a Tabela 3.2, verificamos que Velocidade Viso-Motora: Mcdc a com que uma criança capaz dc o Escore de Diferença deve pelo menos 2,4 para alcançar significância fazer certas marcas cm descnhos. estatística (p Como os 5 pontos excedem o critério de 2,4, podemos dizer que o escore de Coordenação Viso-Motora é significativamente menor que o Constância da Forma: Mcdc a habilidade de duas figuras que cscore de Relações Espaciais, ao nível confiança de 0,05. variam cm uma ou mais características discriminatórias (lamanho, posição ou sombreado). 50 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 51</p><p>Donald Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual 3.6 CUIDADOS NA INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DO TESTE modo, diagnósticos e hipóteses apoiados somente cm dados de testes devem ser confirmados através outras Este manual apresenta um método para testar a percepção visual. Ainda que a presente bateria de testes tenha sido cuidadosamente planejada, completamente 3.6.2 Os testes não diagnosticam padronizada e extensivamente investigada, certas limitações inerentes a sua utilização devem ser consideradas. Os examinadores esquecem o ditado de que "é a pessoa e não os testes que diagnosticam" e baseiam seus diagnósticos exclusivamente nos 3.6.1 Fidedignidade do teste. Uma causa de preocupação resultados dos testes, o que constitui uma tarefa arriscada. Os resultados dos testes são meramente observações e não Eles especificam nível de Erros inerentes aos testes não podem ser inteiramente extraídos de um desempenho obtido em uma dada ocasião e em uma situação particular, mas nada instrumento de medida e, assim, os resultados de testes devem ser interpretados Mesmo os testes mais fidedignos contêm uma quantidade informam ao examinador a respeito dos motivos pelos quais a pessoa apresentou aqucle desempenho. alarmante de erro. Anastasi (1988) apresenta um procedimento para a estimativa da "variância Questões concernentes ao do desempenho nos testes a verdadeira" do teste, que SC nos erros associados à amostragem de tempo, essência do diagnóstico e podem ser respondidas apenas por um examinador amostragem de c diferenças entre Assumindo-se que um competente. Os resultados dos testcs contribuições valiosas ao teste particular é fidedigno no menor nível aceitável (isto é, 0,80), a variância diagnóstico, porém os diagnósticos práticos apoiam-se, em última análise, nas verdadeira do teste será de somente 40%, em todas as três fontes de erro. Este teste habilidades clínicas e na experiência dos Conforme assinalado por "aceitável" tem, na realidade, mais erros que variância verdadeira em seus escores! Kirk (1984), os escores dos testes fornecem apenas auxílio ao julgamento clínico. Por essa razão, torna-se necessária uma considerável cautela em tais casos. Os Assim, por exemplo, não devemos concluir rapidamente que Sally tem um examinadores devem ser cuidadosos ao interpretarem até mesmo os resultados problema de percepção visual simplesmente porque todos os seus três quocientes daqueles testes que alcançam altos níveis de fidedignidade, porque eles também do DTVP-2 foram abaixo de 90. Muitos fatores podem ser os causadores do possuem erros Assim, por exemplo, um teste com uma desempenho particular de uma pessoa cm um determinado teste. Sally pode fidedignidade quase perfeita (0,95) ainda contém 15% de erro todas as três necessitar do uso de óculos. Ela pode ter se sentido indisposta no dia da testagem. fontes. Ela podia estar doente, preocupada ou desmotivada. Antes de realizar um diagnóstico de que uma criança apresenta déficits percepto-visuais, o examinador TABELA 3.2: Diferenças significativas nas comparações deve procurar conhecer modo através do qual ela desempenha tarefas visuais entre os subtestes do DTVP-2 viso-motoras em'casa e na escola. Nada poderia ser mais embaraçoso para um examinador do que realizar um diagnóstico de que uma criança tem deficiências Subtestes do DTVP-2 VM PS CO FF RE CV VVM CF percepto-visuais, apoiado exclusivamente cm dados de testes, verificar, Coordenação Viso-Motora 2,6 3,1 2,4 2,8 2,3 2,7 posteriormente, que a criança tem habilidade para o desempenho de jogos, video Posição no Espaço 2,7 3,2 2,5 2,9 2,4 2,8 games e outras atividades para as quais a percepção visual constitui um requisito. Cópia 3,0 2,3 2,7 2,2 2,6 Para realizar diagnósticos acurados e decisões clínicas, os examinadores devem Figura-Fundo 2,8 3,2 2,8 3,1 reunir informações que transcendam as através dos testes. Relações Espaciais 2,5 2,0 2,4 Closura Visual 2,4 2,8 Velocidade Viso-Motora 2,4 Constância da Forma 3.7 EXPLICAÇÕES SOBRE os ERROS SITUACIONAIS E DO SUJEITO Lyman (1978) assinala que a fidedignidade de qualquer pode ser Esta é a razão pela qual os resultados dos testes, especialmente quando afetada por cinco fontes inerentes de erro: (a) conteúdo do teste, (b) estabilidade no usados para a realização de julgamentos a respeito dos indivíduos, devem ser tempo, (c) pontuação entre examinadores, (d) examinando (c) situação. Os considerados com precaução. Resultados baseados ent testes com fidedignidades construtores de testes são os responsáveis pelas primeiras três fontes menores que 0,80 não devem levados em conta tais De todo capítulo 5 apresenta informações sobre a fidedignidade do DTVP-2 mostra que seus resultados podem interpretados com confiança. 52 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 53</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual As duas fontes finais de variância de erro surgem da situação em que os ser discutidos antes que façam recomendações finais aos pais c/ou aos examinandos são testados dos próprios examinandos. Fatores relacionados as examinandos. estas duas fontes podem influenciar a fidedignidade do teste de várias maneiras. examinador é responsável pelas variáveis óbvias que podem afetar negativamente 3. Todos os ser feitos para se traduzir os resultados do o desempenho do examinando (como, por exemplo, uma sala barulhenta, a DTVP-2 em uma linguagem familiar à pessoa com a qual a informação ausência de intervalos de descanso, a iluminação deficiente, um mobiliário estiver sendo compartilhada. Os examinadores devem evitar a utilização desconfortável). Em quaisquer situações, estas fontes de erro devem ser de quando tal terminologia não se mostrar consideradas na análise dos resultados. modo pelo qual a situação de testagem influencia o desempenho de uma pessoa não pode ser acuradamente mensurado. De modo similar, o modo pelo qual o estado emocional e físico da pessoa contribui para o erro do teste também não pode ser precisamente determinado. Entretanto, os examinadores devem estar atentos a certas condições (como, por exemplo, fadiga, estado de saúde, nervosismo, atitude frente ao teste, nível de atenção). Considerando-se que as informações desse tipo são subjetivas bascadas em clas devem ser tratadas somente como fatores de influência no livro Avaliando Ambientes Educacionais (Evaluating Educational Environments Smith, Neisworth & Greer, 1978) pode ser consultado no que diz respeito às informações referentes às de 3.8 COMPARTILHANDO os RESULTADOS DO TESTE Os resultados dos testes devem ser compartilhados com pessoas responsáveis e escolhidas para receber tais informações. Ao compartilhar os achados do DTVP- 2, o examinador deve sempre considerar os três pontos discutidos sucintamente abaixo 1. Uma compreensão completa dos objetivos, construção do DTVP-2 revela-se necessária antes de qualquer apresentação. o manual técnico também deve ser disponibilizado, quando os resultados forem apresentados a pessoas não familiarizadas com o testc. A seção "1.4 Usos do DTVP-2", no capítulo 1, juntamente com as informações dos capítulos referentes à fidedignidade, validade e estatísticas normativas, são de particular interesse. 2. Quando os escores dos testes são compartilhados, eles devem ser sempre acompanhados por uma interpretação pessoal do examinador a respeito (a) do que significam, (b) dos diagnósticos possíveis e do modo através do qual eles SC relacionam ao DTVP-2, (c) dc. sugestões para mudanças instrucionais, SC (d) de recomendações para testagens futuras que se mostrem apropriadas. Todos pontos devem 54 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 55</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste da Percepção Visual porque todas as crianças matriculadas nestas escolas foram testadas aquclas cujos pais negaram-sc a assinar a permissão ou que estavam ausentes no dia da testagem). A seção seguinte, que aborda as características demográficas da amostra, demonstra a extensão do succsso de tal procedimento, no que diz respeito à obtenção de um amostra normativa representativa a nível 4.2 CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS DA AMOSTRA Os descritos acima resultaram cm uma amostra normativa que cra representativa da população As características da amostra no que refere à raça, etnia, gênero, residência, área dominância manual e são reportadas cm percentagens, na Tabela 4.1. Para quatro variáveis (região geográfica, gênero, raça e são também apresentadas informações estratificadas por intervalos de idade (ver Tabela 4.2). PROCEDIMENTOS NORMATIVOS Com apenas uma exceção, cada uma dessas características foram comparadas com as percentagens reportadas para a população de idade escolar dos Estados Unidos da América, no Resumo Estatístico dos Estados Unidos (Statistical Os métodos usados para a normatização do DTVP-2 são descritos Abstract of the United States U.S. Bureau of the Census, 1990). As percentagens capítulo. Mais especificamente, são discutidos os procedimentos de seleção da sobre dominância manual dircita ou foram estimadas por Kinsbourne e amostra, as características da amostra e os tipos de estatísticas Hiscock (1981). A comparação dessas percentagens evidenciou que, considerada normativas apresentadas. em sua totalidade, a amostra cra nacionalmente representativa. As crianças com deficiências não foram excluídas representaram 3% da amostra. 4.1 PROCEDIMENTOS DE SELEÇÃO DA AMOSTRA 4.3 ESTATÍSTICAS NORMATIVAS O DTVP-2 foi normatizado em uma amostra de 1972 crianças, residentes em 12 diferentes (California, Florida, Indiana, Louisiana, Maryland, New Os resultados do DTVP-2 são apresentados em escores padrão para os York, Ohio, Pennsylvania, Tennessee, Texas, Utah Virginia), a partir de dados subtestes, quocientes compostos, percentis e equivalentes de idade. Os escores entre feverciro junho de 1992. padrão para os subtestes os quocientes compostos permitem ao examinador Os locais de coleta foram selecionados de modo relativamente aleatório, comparar os diferentes escores do teste entre si, assim como com os resultados de através da utilização do arquivo usuários da PRO-ED, com intuito de quaisquer outros testes que utilizem distribuição similar (média 10 e desvio padrão localizar profissionais que haviam adquirido testes de percepção visual ou de 3 para os subtestes ou média 100 e desvio padrão 15 para os compostos). integração viso-motora nos últimos três anos. Estes experientes usuários de testes, que se distribuíam por todos os 50 estados norte-americanos, foram contatados e solicitados a testar crianças de suas imediações geográficas para propósitos 4.3.1 Escores padrão dos subtestes normativos. Quatorze pessoas atenderam à solicitação se voluntariaram a coletar ou a supervisionar a coleta de dados do DTVP-2. Elas trabalhavam em 16 Os escores padrão dos subtestes foram calculados da maneira que se segue: diferentes pré-cscolas ou escolas de ensino fundamental localizadas em todos os para cada um dos subtestes do DTVP-2, foram construídas distribuições de quatro principais distritos censitários dos Estados Unidos. Não foi necessário acumuladas dos escores brutos a partir da idade de 4 anos (4-0) até a aplicar procedimentos para selecionar as crianças a testadas idade de 10 anos 11 meses (10-11), utilizando-se, cm geral, intervalos de seis meses de idade em cada distribuição. Tais distribuições deram origem a escores padrão específicos às diferentes faixas sendo que os resultados foram Estados membros dos Estados Unidos da América (N. do E.) 56 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 57</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual suavizados de modo a permitir uma progressão mais consistente através das idades. 4.3.2 Quocientes compostos Os escores brutos para os subtestes podem ser convertidos em padrão mediante consulta às A-1 a A-11, do Apêndice A. Os quocientes compostos foram gerados a partir dos procedimentos para variância comum sugeridos por Guilford e Fruchter (1978). referido procedimento envolve a soma dos escores padrão dos subtestes que formam um TABELA 4.1: Características demográficas da amostra normativa composto e a conversão desta soma um quociente. Assim, por exemplo, o composto de Integração Viso-Motora é resultante de quatro subtestes cujos escores Percentagem da população Percentagem da amostra em idade escolar padrão devem ser somados, originando-se um valor denominado de "soma dos padrão". A Tabela A-12 deve então, utilizada para se converter a soma Raça Branca 84 80 dos padrão desscs quatro subtestes cm um Negra 13 16 Outra 03 04 4.3.3 Percentis Etnia Foram gerados também percentis para os subtestes e para os compostos do Americana nativa 01 01 Hispânica 12 DTVP-2. Embora os percentis sejam convenientes e populares, eles apresentam Oriental/Ilhas do Pacífico 03 03 certas desvantagens (para discussões das vantagens desvantagens, ver Aiken, Afro-americana 12 14 1985 e Wallace, Larsen & Elksnin, 1992). Os percentis para os subtestes são Outra 72 71 apresentados nas Tabelas A-1 a A-11 do Apêndice A. percentil está localizado na coluna da esquerda da tabela e o escore padrão correspondente aparece na Masculino 51 51 coluna da direita. Os percentis para os compostos na Tabela A-12. Feminino 49 49 4.3.4 Equivalentes de idade Residência Urbana 76 78 Rural 24 22 Os equivalentes de idade são fornecidos para os subtestes compostos do DTVP-2. Os equivalentes de idade indicam a idade evolutiva correspondente ao Área geográfica escore alcançado pela criança. Para se determinar os equivalentes de idade para os 22 19 subtestes (isto é, idades perceptuais), os escores médios de todas as crianças em Central norte 24 24 cada uma das faixas de idade consideradas, iniciando-se aos 4 anos (4-0) e indo até Sul 33 36 Oeste 21 21 aos 10 anos e 11 meses (10-11), foram computados e alocados em um gráfico, com os escores brutos no eixo X e as idades em meses no eixo Y. Tais escores médios Dominância manual foram em seguida ligados por Após a suavização e interpolação destas Dircita 90 90 linhas, foi possível determinar-se facilmente as idades correspondentes a cada Esquerda 10 10 escore bruto possível, através do Os equivalentes de idade para os Idade compostos não se encontram na tabela normativa. Eles devem ser estimados Quatro (Número de casos) 05 através do cálculo da idade perceptual mediana (IP) dos subtestes envolvidos Cinco (100) 12 cada composto particular. Tal procedimento é descrito em detalhes no capítulo 3. Seis (240) 12 Os equivalentes de idade devem ser utilizados com cautela, devido aos Sete (244) 16 Oito (309) 16 processos de interpolação, extrapolação e suavização adotados em sua construção. Nove (324) 24 Torna-se fundamental que os usuários do DTVP-2 tomem contato com as Dez (288) 15 preocupações relacionadas aos equivalentes de idade, expressas por Aiken (1985), Anastasi (1988), Grounlund e Linn (1990) e Salvia e Ysseldyke (1991). 58 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 59</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 - Teste Evolutivo da Percepção Visual TABELA 4.2: continuação TABELA 4.2: Estratificação das características da amostra selecionada por Domicílio e Idade idade (região raça residência) Urbano Rural Região Geográfica e Idade Idade n % n % 4 Nordeste Central Norte Sul 74 74 26 26 5 186 n n n % 78 54 Idade % 23 % % 6 188 77 56 23 4 23 23 23 23 35 35 19 19 7 226 5 57 24 54 23 81 34 20 73 48 83 27 8 243 75 81 25 6 54 22 56 23 80 33 54 22 7 67 21 85 28 19 9 359 77 97 60 108 31 23 70 82 25 101 31 22 10 217 71 75 71 25 8 22 9 88 19 110 24 171 37 98 21 Total 10 24 71 25 33 19 1493 55 76 479 24 68 94 Total 427 22 481 24 659 33 405 21 População norte-americana em idade escolar 78 23 População norte- americana em idade escolar 19 24 36 21 Gênero e Idade Masculino Feminino Idade n % % 4 53 53 47 47 5 125 52 115 48 6 110 45 134 55 7 157 51 152 49 8 158 49 166 51 9 252 54 215 46 10 155 54 133 46 Total 1010 51 962 49 População norte-americana em idade escolar 51 49 Raça e Idade Caucasóide Mongolóide Idade n % n % % 4 86 86 12 12 2 2 5 201 84 36 15 3 1 6 203 83 25 10 16 7 7 250 81 37 12 22 7 8 277 86 43 13 4 1 9 405 87 59 13 3 1 10 243 84 43 15 2 1 Total 1665 84 255 13 52 3 População norte-americana idade escolar 80 16 4 60 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 61</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual os alfas médios de todos os subtestes são accitáveis, na medida cm que situam-sc na faixa dc 0,83 a 0,95. Todos alfas médios para os compostos situaram-se na faixa de 0,90. TABELA 5.1: Coeficientes de fidedignidade pela consistência interna para os escores do DTVP-2 em sete intervalos de idade (decimais omitidos) Idade Valores do DTVP-2 Média 4 5 6 7 8 9 10 5 Coordenação Viso-Motora 96 93 89 89 85 90 86 90 Posição no Espaço 93 92 86 89 87 82 84 88 Cópia 89 93 91 91 91 91 93 91 Figura-Fundo 89 83 80 80 80 81 83 83 Relações Espaciais 97 97 93 91 94 91 85 94 Closura Visual 89 88 88 88 87 87 86 88 FIDEDIGNIDADE DO TESTE Velocidade Viso-Motora 93 94 94 95 95 95 96 95 Constância da Forma 91 87 86 87 89 89 89 A fidedignidade refere-se à consistência com a qual um instrumento mede Percepção Visual de uma habilidade. Salvia Ysscldyke (1991) afirmam que como o DTVP-2 Motricidade Reduzida 95 95 93 94 93 93 93 94 apresentar dados dc fidedignidade suficientes para permitir que usuário Integração Viso-Motora 97 97 96 96 95 96 95 96 possa interpretar os resultados do teste acuradamente" (p. 126). Para testes como o DTVP-2, os coeficientes de fidedignidade devem estar próximos ou exceder 0,80 Percepção Visual Geral 98 98 97 97 96 97 96 97 para que o teste possa considerado minimamente fidedigno, sendo, contudo, mais descjável, coeficientes iguais ou superiores a 0,90 (Aiken, 1985; Helmstadter, TABELA 5.2: Erros padrão de medida para os escores padrão do DTVP-2 1964; Nunnally, 1978; Salvia & Ysscldyke, 1991). Esta seção examina três tipos cm sete intervalos de idade dc erros que podem a fidedignidade do DTVP-2: (a) amostragem de (b) amostragem tempo e (c) pontuação entre Idade Valores do DTVP-2 Média 4 5 6 7 8 9 10 5.1 AMOSTRAGEM DE CONTEÚDO Coordenação Viso-Motora 1 1 1 1 1 1 1 1 Posição no Espaço 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 A amostragem de refletc o grau homogencidade entre os itens Cópia 1 1 Figura-Fundo 1 1 1 1 I 1 1 um Para SC determinar esta homogeneidade, a fidedignidade associada à Relações Espaciais 1 1 1 1 1 1 1 1 consistência interna dos itens deve ser investigada. Este tipo- de fidedignidade Closura Visual 1 1 1 1 1 1 1 demonstra a extensão cm que os itens uns com os outros C é Velocidade Viso-Motora 1 1 1 1 1 1 1 computada através do método do coeficiente Alfa de Cronbach (1951). Cem Constância da Forma 1 1 1 1 1 1 1 protocolos cada faixa (a intervalos dc um ano, a partir dos 4 até os 10 anos de idade) foram selecionados alcatoriamente para compor a amostra Visual de normativa. Os Alfa obtidos para os do DTVP-2 cm cada um Motricidade Reduzida 2 2 3 2 3 3 3 2 1/2 dos intervalos dc idade na Tabcla 5.1. Usando-sc a técnica Integração Viso-Motora 2 2 2 2 2 2 2 2 transformação foram calculadas as médias alfas. Os valores dessas médias na coluna à dircita da tabela. Conforme pode ser observado, Percepção Visual Geral 1 2 2 2 2 2 2 62 ENTRELETRAS 63 ENTRELETRAS</p><p>Donald D. Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual Os erros padrão de medida (EPM) reportados na Tabela 5.2 podem ser estáveis no tempo. 88 alunos, com idades entre 4 10 anos, matriculados na usados para se estimar o intervalo de confiança associado ao escore de um teste escola St. Mary, em Austin, Texas, EUA, foram testados duas vezes, com um particular. De acordo com Salvia e Ysseldyke (1991), 0 EPM "fornece informações intervalo de duas semanas entre as testagens. Scus escores brutos foram sobre a certeza ou confiança com a qual um de teste pode computados e os resultados das duas testagens correlacionados. Os coeficientes (p. 134). EPM estima a quantidade de erro que pode estar refletida no escore do teste-reteste daí resultantes são apresentados na Tabcla 5.3. Considerando-sc que teste de um indivíduo, em razão da fidedignidade do. teste ser menor que um os participantes do estudo amplamente em idade, os coeficientes foram resultado perfeito. EPM bascia-se na fórmula: corrigidos para a influência espúria da idade. Tais coeficientes corrigidos, denominados de r corrigidos para a idade, são encontrados na Tabela 5.3. Accitando-sc 0,80 como critério mínimo para o coeficiente de fidedignidade, pode-se verificar que, entre os para os oito subtestes, dois excederam (DP = desvio padrão; r = fidedignidade), e uma zona dentro da 0,80, cinco apresentarem-se "em torno de" 0,80 um (para o Cópia) qual provavelmente se encontra 0 escore verdadeiro do indivíduo. r na fórmula é encontra-sc bcm abaixo do nível do critério (0,71). Muito embora tais resultados representado pelos alfas apresentados na Tabela 5.1. A importância sejam de certa forma os ainda contêm erros de clínica desses valores é exemplificada pelo caso de Bobby Ele tem um QPVG de amostragem de tempo suficientes para levarem os examinadores a agir com 98 EPM para cssa idade é igual a 2. modo, o examinador sabc que há ao interpretarem os resultados dos subtestes. Por outro lado, os para os uma probabilidade de 68% de que verdadeiro esteja situado entre 96 e compostos são bastante altos, numa indicação de que os amostragem dc 100, uma probabilidade 95% de scu cscore verdadeiro situado entre 94 e tempo para os compostos são mínimos que, assim, os podem ter 102 uma probabilidade 99% que verdadeiro situado confiança nestes quocientes. 92 e 104. Obviamente, quanto menor o EPM, maior a confiança que se pode nos resultados do teste. A fidedignidade através da consistência interna foi também estimada, TABELA 5.3: Coeficientes de fidedignidade pelo teste-reteste adicionalmente, para 49 crianças caucasianas com déficits orgânicos, assistidas para os escores do DTVP-2 (decimais omitidos) pelo Centro de Educação Harry S. Track, cm Sewickley, Pennsylvania. Suas idades variavam entre 5 anos e meio e 12 anos e com a mediana de idade sendo Valores do DTVP-2 r pelo teste-reteste r corrigido para a idade igual a 9 anos. Todas estas crianças haviam sido diagnosticadas como portadoras Coordenação Viso-Motora 77 de "déficits neurológicos", "autismo" ou "paralisia Os cocficientes alfas Posição no Espaço 84 75 para esta amostra foram de 0,92 (VM); 0,89 (PS); 0,94 (CO); 0,77 (FF); 0,96 (RE); Cópia 82 71 0,88 (CV); 0,96 (VVM); 0,85 (CF); 0,93 (QPMR); 0,96 (QIVM) e 0,96 (QPVG). Figura-Fundo 80 75 Tais coeficientes são suficientemente altos para sugerir que os escores do DTVP-2 Relações Espaciais 92 86 são apropriados para a utilização em amostras particulares de crianças deficientes. Closura Visual 85 77 Velocidade Viso-Motora 87 83 Constância da Forma 83 78 5.2 AMOSTRAGEM DE TEMPO Percepção Visual de Motricidade Reduzida 92 89 Integração 93 89 A amostragem de tempo examina a extensão cm que o desempenho de uma criança no testc é constante no tempo é geralmente avaliada através da técnica de Percepção Visual Geral 95 93 teste-reteste. Esta abordagem envolve a aplicação do teste e sua reaplicação cm um intervalo de uma ou duas semanas. Anastasi (1988) assinala que esta forma de fidedignidade "demonstra a extensão em que os escores de um teste podem scr 5.3 PONTUAÇÃO ENTRE AVALIADORES generalizados a diferentes ocasiões, sendo que quanto maior a fidedignidade, menos os escores serão suscetíveis a mudanças alcatórias decorrentes das A fidedignidade entre avaliadores de testes objetivos é condições do examinando ou do ambiente de testagem" (p. 109). alta. Tais testes envolvem apenas erros mecânicos de pontuação, facilmente Um estudo foi realizado para se determinar se os resultados do DTVP-2 eram eliminados através da correção por computador. Uma alta fidedignidade, 64 entretanto, não pode ser facilmente assumida quando a pontuação do teste envolve ENTRELETRAS ENTRELETRAS 65</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual julgamentos subjetivos, conforme ocorre vários subtestes do Os de pontuação podem ser consideravelmente reduzidos mediante a utilização de procedimentos claros de aplicação, orientações detalhadas sobre a correção e pontuação de oportunidades para tal prática. Além disso, os testes devem demonstrar estatisticamente a quantidade crro quc, cm testes, deve a avaliadores diferentes. Para isto, dois indivíduos devem pontuar um conjunto de testes independentemente (Anastasi, 1988). A correlação entre os escores produzidos fornece um índice geral de No caso do DTVP-2, dois indivíduos pontuaram independentemente 88 protocolos do DTVP-2. Tais protocolos pertenciam às mesmas crianças utilizadas no estudo do teste-reteste. A amostra manifestou uma ampla variedade de habilidade perceptual. Os dois indivíduos eram membros da de pesquisa da PRO-ED que tinham familiaridade com os procedimentos de correção e pontuação do DTVP-2. Os resultados dessas duas pontuações para os diversos do DTVP-2 foram correlacionados. Os cocficientes obtidos foram: 0,93 (VM); 0,97 (PS); 0,92 (CO); 0,97 (FF); 0,94 (RE); 0,98 (CV); 0,95 (VVM) e 0,99 VALIDADE DOS RESULTADOS DO TESTE (CF). Tais são altos suficiente para serem aceitos como cvidência da entre avaliadores do DTVP-2. A fidedignidade geral do DTVP-2 encontra-se sintetizada na Tabela 5.4. No A validade se refere ao grau em que um teste mede os atributos que seu autor corpo da pode ser visualizado o status relativo das três fontes de erro no afirma que ele mede. Groulund Linn (1990) sugerem que: contcúdo, tempo diferenças entre avaliadores -, descritas por Anastasi (1988). A apresenta os coeficientes médios dos do DTVP-2 por 1. A validade se à extensão em que a interpretação dos resultados de idade, que já haviam sido reportados anteriormente. Os melhores indicadores da um teste ou instrumento de avaliação é apropriada a um dado grupo de fidedignidade geral do são os médios que se encontram à direita indivíduos, e não ao instrumento em si... mais correto se falar em da tabela, na medida em que refletem todas as três fontes de erro de um teste. validade da interpretação a ser dada aos resultados. 2. A validade é uma questão de grau; cla não existe sob a forma tudo ou TABELA 5.4: Sumário dos coeficientes de fidedignidade do DTVP-2 nada... A validade é melhor considerada em termos de categorias que relacionados às três fontes de erro do teste (decimais omitidos) especificam o grau, tais como alta validade, validade moderada e baixa Fontes de erro do teste validade. Valores do DTVP-2 Amostragem Amostragem 3. Pontuação Média A validade é sempre especifica para algum uso ou interpretação entre de de particular. Nenhum teste é válido para todos os propósitos... Assim, na avaliadores contcúdo tempo apreciação ou descrição da validade, torna-se necessário considerar o Coordenação Viso-Motora 93 90 77 87 tipo de interpretação específica a ser dada aos resultados. Os resultados Posição no Espaço 97 88 75 87 Cópia 92 91 71 85 de uma avaliação nunca são apenas válidos, ele têm um grau diferente de Figura-Fundo 97 83 75 85 validade para cada interpretação particular a ser realizada. (pp. 49-50). Relações Espaciais 94 94 86 91 Closura Visual 98 88 77 88 Três tipos interrelacionados de validade são considerados: Velocidade Viso-Motora 95 95 83 91 validade de de critério e de constructo. As seções seguintes descrevem Constância da Forma 99 89 78 89 os procedimentos adotados para a avaliação de cada uma dessas formas de validade, no que diz respeito ao DTVP-2. Percepção Visual de Motricidade Reduzida 98 94 89 95 Integração Viso-Motora 95 96 89 94 Percepção Visual Geral 98 97 93 97 66 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 67</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual 6.1 VALIDADE DE CONTEÚDO 6.1.1.1 Coordenação viso-motora A validade de conteúdo envolve 0 "exame sistemático do conteúdo do teste Descrição da Tarefa: A criança é a desenhar linhas retas ou para se determinar se ele cobre uma amostra representativa do domínio de curvas entre dois pontos scm violar limites específicos. comportamento a ser mensurado" (Anastasi, 1988, p. 140). Obviamente, este tipo Fundamentação Teórica: princípio aqui é que a criança deve ver os de validade deve ser incorporado ao teste durante a concepção dos limites e monitorar manuais para assegurar de que a linha que construção dos itens. Os construtores de usualmente abordam a validade de está sendo desenhada irá permanecer dentro dos limites estabelecidos. Um subteste demonstrando que as habilidades a serem mensuradas são consistentes similar compunha o DTVP original. A principal diferença entre o subteste atual com conhecimento disponível a de uma determinada área. Os anterior é a divisão das (isto dos itens) cm segmentos. Na medida que construtores de teste também costumam demonstrar que os itens mostram o número de pontos influencia a fidedignidade, a pontuação do desempenho da estatisticamente consistentes. criança em segmentos (N e não cm itens contribui para o aumento Duas demonstrações sobre a validade de conteúdo são oferecidas para os da fidedignidade do teste. De geral, o formato deste subteste é similar ao subtestes do DTVP-2. Primeiramente, a fundamentação teórica para os contcúdos e subteste de Labirintos da Escala Wechsler de Inteligência para Crianças Edição formatos dos é apresentada. Em seguida, a validade dos itens é (Wechsler Intelligence Scale for Children Third Edition Wechsler, 1991) ao empiricamente demonstrada através dos resultados dos procedimentos de análise subteste de Acuracidade Motora, dos Testes de Prática e Integração Sensorial de itens utilizados durante as sucessivas fases da construção do teste e escolha dos (Sensory Integration and Praxis Tests Ayres, 1989). itens. 6.1.1.2 Posição no Espaço 6.1.1 Fundamentação teórica subjacente à seleção do conteúdo e formato dos subtestes Descrição da Tarefa: Após estudar uma figura estímulo, a criança aponta-a em um conjunto de figuras similares, mas diferentes. A memória não constitui um Esta seção discute a validade de conteúdo dos subtestes, lidando fator de interferência, na medida que a figura estímulo permanece à vista especificamente com a seleção dos constructos perceptuais mensurados pelo tempo DTVP-2 e dos formatos adotados para testá-los. Fundamentação Teórica: Esta é uma tarefa estritamente de discriminação Os constructos percepto-visuais que escolhemos para serem mensurados no visual que envolve 0 emparelhamento de uma figura com outra. Consideradas por DTVP-2 (constância da forma, figura-fundo, relações espaciais e posição no Salvia e Ysseldyke (1991) como componentes básicos da maioria dos testes de espaço) foram discutidos no capítulo 1. Para reforçar, estes constructos foram habilidades mentais, são também encontradas cm articulados por Frostig seus colegas (Frostig, Lefever & Whittlesey, 1961, 1966; baterias de testes que medem a prontidão para a cscola (como, por exemplo, Frostig, Maslow, Lefever & Whittlesey, 1964), a partir das pesquisas de Thurstone Teste de Prontidão Metropolitan (Metropolitan Readiness Test Nurss & (1944), Wedell (1960) Cruickshank, Bice e Wallen (1957). Seus achados foram McGauvran, 1986) e a aptidão (como, por exemplo, Teste Pictórico de posteriormente confirmados por Chalfant Scheffelin (1969), Gabbard (1922) e Inteligência (Pictorial Test of Intelligence French, 1964), bem como cm testes de Stephens e Pratt (1989). Estcs trabalhos a base do contcúdo percepção visual (como, por exemplo, o de Habilidades Viso-Perceptuais incorporado aos subtestes do DTVP-2. (Test of Visual-Perceptual Skills Gardner, 1982) e o Teste de Percepção Visual Determinado o contcúdo do DTVP-2, o próximo passo consistiu na scleção (Motor-Free Visual Perception Test Colarusso & Hammil, 1972). dos formatos de teste que poderiam scr usados para os constructos. Esta subteste é essencialmente o mesmo do DTVP original, sendo que nós apenas etapa iniciou-se com uma extensa revisão dos testes de percepção visual de adicionamos mais itens para incrementar sua fidedignidade. integração viso-motora existentes. o objetivo tal revisão foi identificar os melhores formatos atualmente em uso e adaptá-los ou aprimorá-los, para que 6.1.1.3 Cópia pudessem ser usados no DTVP-2. Ao que os formatos dos subtestes do DTVP-2 são similares aos de outros testes bastante conhecidos Descrição da Tarefa: A criança é solicitada a uma forma aceitos, estamos evidenciando uma das da validade de conteúdo do DTVP- desenho-estímulo é mantido à vista. 2. A discussão a da fundamentação tcórica para cada subteste do DTVP-2 Fundamentação Teórica: procedimento através do qual uma pessoa é apresentada a seguir. desenha uma figura-estímulo é talvez a técnica de avaliação psicológica mais 68 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 69</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual popular no atualmente. Ela é popular cm função da crença dc que seus 6.1.1.5 Relações Espaciais resultados fornecem uma ampla gama de informações sobre a pessoa. Tais informações relacionami-se ao status da maturidade geral, organicidade, habilidade Descrição da Tarefa: A criança é solicitada a conectar pontos para motora fina percepção visual do indivíduo. Muitos clínicos também utilizam os reproduzir um padrão. como dc afetivas. Para as finalidades do DTVP-2, o Fundamentação Teórica: Para realizar tarcfa, as crianças devem de Cópia é considerado como um teste estritamente coordenação viso- perceber o padrão, organizar as através dc um planejamento sobre motora. Uma amostra de outros testes que usam a cópia para avaliar a percepção como responder e executar tal plancjamento, reproduzindo o padrão de visual inclui a Escala dc (Stanford-Binet Intelligence ficlmente. Com poucas mudanças dc pontuação, estc é mesmo do DTVP Scale - Thorndike, Hagen & Sattler, 1986), Teste Gestáltico de Bender para original. Crianças Pequenas (The Bender Gestalt Test for Young Children - Koppitz, 1975), Nós não somos os únicos a utilizar o procedimento de conexão de pontos o Teste dc Habilidades Auditivo-Visuais de Carrow (Carrow para a mensuração da acuidade viso-motora. Ayres (1989) inclui um subteste Abilities Test - Carrow-Woolfolk, 1981), Teste Evolutivo de Integração Viso- similar em seus Testes de Prática e Integração Sensorial (Sensory and Motora (Developmental Test of Visual-Motor Integration - Bcery, 1989), o Testc Praxis Tests), que apresenta procedimentos dc pontuação mais abrangentes Abrangente de Funcionamento Visual (Comprehensive Test of Visual Functioning elaborados que o nosso Larson, & Vitali, 1990), o Teste de Habilidades Viso-Motoras (Test of Visual-Motor Skills - Gardner, 1986); os Testes de Prática e Integração Sensorial 6.1.1.6 Closura Visual (Sensory Integration and Praxis Tests - Ayres, 1989) e de Prontidão Metropolitan (Metropolitan Readiness Test - Nurss & McGauvran, 1986), para Descrição da Tarefa: Mostra-sc à criança uma pcdc-sc a apenas alguns. Nós usamos o subteste de Reprodução de Desenhos, dos cla que a reconheça cm um conjunto de figuras apresentam partes Testes de Aptidão para a Aprendizagem de Detroit - Terccira Edição (Detroit Tests consideráveis de seus contornos incompletos. of Learning Aplitude - Third Edition - Hammil, 1991) como modelo para Fundamentação Teórica: psicológico inerente a estc subteste é subteste. Cópia é um subteste inteiramente novo no DTVP-2, englobando, o da closura ou "gestalt". A idéia é que um objeto familiar será reconhecido portanto, uma dimensão de visual não mensurada pelo DTVP original. mesmo quando apresentado de forma parcial, fragmentada ou truncada. A maioria das dc testes destinadas a medir uma ampla traços incluem 6.1.1.4 Figura-Fundo tarefas que avaliam tanto habilidades de closura visual como habilidades de closura auditiva. Entre os que a closura visual através um formato similar Descrição da Tarefa: A criança é solicitada a encontrar figuras-alvo ao que nós adotamos no DTVP-2, a Escala de Inteligência que se encontram escondidas em um contexto complexo. para Crianças - Terceira Edição (Wechsler Intelligence Scale for Children Third Fundamentação Teórica: Estc subteste mede a habilidade de discriminação Edition - Wechsler, 1991), os Testes de Aptidão para a Aprendizagem de Detroit de alto Para a criança deve reconhecer curvas e linhas relevantes Terceira Edição (Detroit Tests of Learning Aptitude - Third Edition - Hammill, c, simultancamente, desconsiderar as não importantes. Frostig colegas 1991), Teste de Habilidades Viso-Perceptuais (Test of Visual-Perceptual Skills incluíram este subteste em sua bateria e, com ligeiras alterações de formato, nós Gardner, 1982), o Teste Abrangente de Funcionamento Visual (Comprehensive subteste na revisão. Entre os autores de testes que adotaram a Test of Visual Functioning - Larson e cols., 1990), Teste de Percepção Visual abordagem da figura escondida para medir a percepção figura-fund incluem-se Não-Motora (Motor-Free Visual Perception Test - Colarusso & Hammill, 1972) e Gardner (1982; Test of Visual-Perceptual Skills - Teste Habilidades Viso- a Bateria Psico-Educacional de Woodcock Johnson - Testes de Habilidade Perceptuais), Ayres (1989; Sensory Integration and Praxis Tests - Testes de Prática Cognitiva (Woodcock-Johnson Psycho-Educational Battery - Tests of Cognitive Integração Sensorial), Larson e cols. (1990; Comprehensive Test of Visual Ability - Woodcock & Johnson, 1989). Embora o formato os procedimentos de Functioning - Teste Abrangente de Funcionamento Visual) Colarusso Hammill pontuação varicm dc algum modo cm cada um destes casos, as tarefas de todos (1972; Motor-Free Visual Perception Test - Teste de Visual Não- eles são claramente como tarefas de closura visual. Este subteste do Motora). DTVP-2 mede uma importante habilidade perceptual que foi omitida nas versões anteriores. 2 Estados Unidos da (N. do E.) 70 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 71</p><p>Donald D. Hammill, Nils Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual 6.1.1.7 Velocidade Viso-Motora contcúdo de nossa bateria de testes. Muito os subtestes do DTVP-2 sejam únicos, clcs são, cm muitos aspectos, similares a outros testes já existentes, que Descrição da Tarefa: Apresenta-se à criança (a) quatro diferentes descnhos mensuram as mesmas habilidades. A qualidade do DTVP-2 está no fato de que geométricos, dois dos quais contêm marcas especiais (b) uma página formatos de diferentes baterias de testes foram adaptados e integrados em uma completamente preenchida com os quatro desenhos ordem aleatória), sendo estrutura originalmente articulada por Frostig seus colegas, com intuito de SC que nenhum deles apresenta qualquer tipo de marca. A tarefa da criança consiste criar um teste de visual sólido cm desenhar as marcas apropriadas, tantos desenhos correspondentes quantos cla scja capaz, cm um determinado período de tempo. 6.1.1.9 Análisc itens Fundamentação Teórica: A idéia a este subteste é a de que a velocidade de execução é um aspecto importante da eficiência viso-motora. Para Na seção anterior, nós evidências qualitativas a respeito da realizar bcm a tarcfa, a criança deve as marcas com os desenhos, validade de contcúdo do DTVP-2. Esta seção quantitativas discriminar visualmente entre os desenhos, para encontrar aqueles nos quais deve sobre a validade de contcúdo do testc, sob a forma de uma da discriminação fazer as marcas apropriadas, fazer as marcas fisicamente, monitorar o resultado de dos itens. "A discriminação dos itens refere-se ao grau em que um item diferencia forma a ter certeza de que a marca foi feita no desenho correto e para o próximo corretamente os examinandos, no comportamento que o teste foi planejado para desenho. Todas essas operações devem ser realizadas no menor espaço de tempo mensurar" (Anastasi, 1988, p. 210). A técnica de correlação bisserial de pontos, na As baterias que contêm subtestes que combinam habilidades de qual cada item é correlacionado com o total do teste, foi usada para se discriminação visual e habilidade motora fina com a velocidade de execução determinar a discriminação dos itens (por vezes denominada poder Levantamento de Interesses e Aptidões Ocupacionais Segunda Edição discriminatório ou de validade do item). Garret (1962) observou que os itens com (Occupational Aptitude Survey and Interest Schedule Second Edition Parker, um bisserial de pontos (isto é, poder discriminatório) maior ou igual a 1991), a Escala Wechsler Inteligência para Crianças Edição 0,20 "podem ser considerados válidos se o teste é suficientemente longo. Em testes (Wechsler Intelligence Scale for Children Third Edition Wechsler, 1991) o itens validades maiores são (p. 233). Infelizmente, Teste dc Habilidades Auditivo-Visuais Carrow (Carrow Auditory-Visual Garret outros autores o número de itens que um deve ter Abilities Test Carrow-Woolfolk, 1981). para ser considerado "suficientemente longo". Dc modo semelhante, os autores também não orientações a do quão maior os dos 6.1.1.8 Constância da Forma testes menores devem ser, para serem considerados satisfatórios. Desse modo, na interpretação do poder discriminatório, decidimos aplicar os critérios que orientam Descrição da Tarefa: Apresenta-se à criança uma figura-estímulo e solicita- a interpretação dos coeficientes de validade do Anastasi (1988) sugere que se a cla que a encontre cm uma de figuras. Nestas séries, a figura-estímulo coeficientes de 0,20 ou 0,30, estatisticamente significantes, podem ser terá diferentes tamanhos, posições e/ou sombreados. considerados aceitáveis. Para os presentes propósitos, o valor mais conservador de Fundamentação Teórica: A constância da forma refere-se a uma habilidade 0,30 foi selecionado para assegurar que os itens retidos no DTVP-2 de discriminação visual de ordem superior, que permite às pessoas reconhecerem eram aceitáveis. que uma figura é essencialmente a mesma, independentemente do fato de ela primeiro passo na construção do DTVP-2 consistiu na formulação da aparecer em tamanhos, posições, texturas, cores ou sombreados diferentes. versão experimental do teste. segundo passo referiu-se à analise dos itens dessa subteste de constância da forma do DTVP, primeira edição, não se mostrou primeira versão, com o intuito de se selecionar os melhores itens e eliminar os itens fidedigno. Para corrigir estc fato, subteste foi reconceituado em um formato inadequados. Com base nessa análisc da capacidade de discriminação dos itens, diferente, que possibilitou a aplicação de um número maior de itens na mesma aqueles que mostraram insatisfatórios (isto é, que não haviam satisfeito os quantidade de tempo, que incrementou significativamente a fidedignidade. Em critérios descritos acima) foram eliminados. da versão experimental do testc. Os scus testes, Colarusso e Hammill (1972) e Gardner (1982) mensuraram a bons itens (isto é, os que satisfizcram aos critérios associados ao poder de constância da forma através de um formato similar ao adotado no DTVP-2. discriminação do item) foram alocados na presente versão do teste, segundo a Na elaboração do DTVP-2, nós realizamos uma revisão da literatura sobre as ordem do mais fácil para o mais habilidades de percepção visual e os formatos de teste comumente utilizados para Para demonstrar conclusivamente as características dos itens dessa versão mensurar a percepção visual. Esta revisão foi útil à seleção dos conteúdos final, uma análise de itens final foi realizada. Nesse estudo, 100 protocolos de cada formatos dos subtestes que compõem do DTVP-2 assegurou a validade de intervalo de idade entre 4 e 10 anos foram alcatoriamente selecionados do grupo 72 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 73</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual normativo. Os cocficientes de discriminação dos itens resultantes são apresentados corrigidos por atenuação, com o objetivo de se reduzir a influência da na Tabela 6.1. Todos os itens do teste satisfizeram as exigências previamente fidedignidade imperfeita das variáveis critério, através da fórmula de Guilford e descritas, fornecendo, assim, cvidências quantitativas a da validade de Fruchter (1978, p. 450). Os padrão foram adotados no cálculo, com o intuito de se tentar neutralizar quaisquer influências espúrias da idade nos coeficientes. Os coeficientes da Tabela 6.2 são tamanho suficiente para justificar a TABELA 6.1: Poderes de discriminação medianos para os escores do DTVP-2 conclusão de que DTVP-2 tem validade relacionada ao critério, do tipo cm sete intervalos de idade (decimais omitidos) concorrente. As medianas dos coeficientes obtidos entre os subtestes do DTVP-2 e os escores do MVPT do VMI foram calculadas e, cm ambos os casos, foram Idades Subtestes do DTVP-2 iguais a 0,65, indicando, assim, uma "alta" relação (MacEachron, 1982). Os 4 5 6 7 8 9 10 compostos do DTVP-2 obtiveram correlações ainda maiores com as medidas de Coordenação Viso-Motora 55 44 35 34 31 36 32 critério. Não o composto de Integração Viso-Motora obteve Posição no Espaço 64 51 43 46 42 36 38 correlação igual a 0,89 com escore total do VMI, resultado alto o suficiente para Cópia 51 62 55 59 55 54 61 sugerir equivalência. composto geral do DTVP-2 (isto é, a Percepção Visual Figura-Fundo 56 41 35 31 41 44 34 Geral) apresentou correlações tão altas com os escores do MVPT e do VMI quanto Relações Espaciais 63 66 49 41 52 42 31 Closura Visual 47 47 52 51 50 49 48 as obtidas por essas medidas nas análises de teste-reteste, isto é, nas correlações Velocidade Viso-Motora 73 75 58 55 61 62 57 com clas próprias. Constância da Forma 54 50 49 45 46 52 47 TABELA 6.2: Correlação entre os escores do DTVP-2 os escores do MVPT do VMI (decimais omitidos) 6.2 VALIDADE RELACIONADA AO CRITÉRIO Valores do DTVP-2 MVPT VMI Wallacc, Larsen Elksnin (1992) assinalam validade relacionada com Coordenação Viso-Motora 27 76 o critério é utilizada para comparar um teste com uma medida de características Posição no Espaço 74 69 similares, já validada (validade concorrente), ou para predizer o desempenho futuro Cópia 67 95 de uma pessoa (validade preditiva). A validade preditiva do DTVP-2 ainda está por Figura-Fundo 65 49 Relações Espaciais 65 84 ser explorada, porém sua validade concorrente foi investigada. A validade Closura Visual 58 62 concorrente é obtida através da corrclação de um com outras medidas de Velocidade Viso-Motora 82 55 constructos similares já validadas, scndo que, cm nosso caso tais Constância da Forma 59 41 medidas associavam-se à habilidade percepto-visual geral. modo, no presente a validade concorrente do DTVP-2 foi Percepção Visual de Motricidade Reduzida 73 67 investigada através da correlação dos de scus subtestes de seus Integração Viso-Motora 72 89 compostos com os totais do Teste Percepção Visual Não-Motora (Motor-Free Visual Perception Test (MVPT) Colarusso & Hammill, 1972), uma Percepção Visual Geral 78 87 medida relativamente pura de percepção visual, e do Teste Evolutivo de Integração Viso-Motora (Developmental Test of Visual-Motor Integration (VMI) Beery, 1989), uma medida dc percepção visual coordenação motora. Estes testes de Os três escores padrão compostos do DTVP-2, bem como os escores padrão critério não têm assim, fornecem um único escorc. totais do MVPT e do VMI, basciam-sc cm uma distribuição de média 100 desvio Os participantes foram os mesmos 49 alunos com déficits padrão 15. Em nossa amostra, todos cscores (isto é, quocientes) situaram-se neurológicos que como sujcitos para um dos estudos de fidedignidade em torno ou acima de 70 e não mostraram estatisticamente diferentes ao nível de reportados no Capítulo 5. Suas características foram descritas na seção 5.1 confiança de 5%. Isto sugere que os testes medem o mesmo constructo percepção "Amostragem de conteúdo". Os coeficientes que denotam o grau de relação entre o visual e que os escores reais das crianças nos três testes devem ser próximos uns DTVP-2 MVPT o VMI são apresentados na 6.2. Todos foram dos outros. 74 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 75</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual Para concluir, o fato do DTVP-2 e das medidas de critério terem apresentado 6.3.1 Diferenciação quanto à idade correlações tão altas fornecido escores padrão médios similares é uma forte evidência da validade relacionada ao critério do DTVP-2 (assim como do MVPT e Se as habilidades de percepção visual da criança melhoram à medida que elas do VMI). Esperamos que pesquisas futuras investiguem a validade do DTVP-2 se tornam mais velhas, seria de se esperar que os escores brutos do DTVP-2 com outras amostras de crianças em diferentes contextos. aumentassem com a idade, que é o que acontecc. A média dos brutos do DTVP-2 obtidos pelas crianças das diferentes faixas etárias do grupo normativo são apresentadas na Tabela 6.3. Os escores aumentam com a idade, conforme o 6.3 VALIDADE DE CONSTRUCTO esperado. Além disso, as correlações destes escores com as idades das crianças, para os subtestes de VM; PS; CO; FF; RS; CV; VVM e CF foram, A validade de constructo, último tipo de validade a ser examinado, relaciona- respectivamente, 0,54; 0,61; 0,61; 0,43; 0,65; 0,58; 0,50 0,49. Todos os se ao grau em que os traços subjacentes de um teste podem identificados e a foram altamente significativos (p</p><p>Donald Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual TABELA 6.4: Intercorrelações entre os subtestes c compostos do DTVP A CSSA é uma escala Likert de relato do professor, composta por 66 itens, (decimais omitidos) que uma ampla gama de habilidades observadas nas situações de sala de testes compostos aula. Seus itens são agrupados em nove subtestes (Pensamento Verbal, Pronúncia, Valores do DTVP-2 VM PS CO FF RE CV VVM CF QPMR QIVM QPVG Leitura, Escrita, Matemática, Ciências/Estudos Sociais/Fatos do dia-a-dia, Coordenação Viso-Motora 35 37 26 41 27 15 24 37 44 45 Comportamento Social, Caligrafia e Generalizações Motoras Grosseiras). - Posição no Espaço 43 33 57 47 10 46 56 52 59 Os coeficientes de correlação que a relação entre os escores do Cópia 37 57 45 38 55 DTVP-2 e os escores da CSSA aparecem na Tabela 6.5. Em virtude dessa análises 18 50 61 Figura-Fundo 32 18 37 41 terem utilizado escores brutos de crianças que diferiam em idade, os coeficientes 32 40 45 Relações Espaciais foram corrigidos para os efeitos da idade. tamanho dos coeficientes reportados 47 15 49 63 58 68 na tabela demonstra que 0 desempenho dos alunos nos subtestes do DTVP-2 tem Closura Visual 13 45 56 47 55 pouco a ver com suas habilidades escolares, segundo a percepção de seus Velocidade 12 18 20 22 professores. Este achado é consistente com os achados de pesquisas anteriormente Constância da Forma 54 42 50 referidas nesta seção com o modelo teórico de percepção discutido no Capítulo 1. Percepção Visual de Motricidade Reduzida 61 61 Tal modelo tem por hipótese que as habilidades perceptuais são de natureza Integração Viso-Motora 63 diferente das habilidades cognitivas. Sc é o caso, não seria de se esperar que os Percepção Visual Geral dois tipos de habilidades se apresentassem muito correlacionados. Considerando-se que as correlações entre os escores do DTVP-2 e da CSSA foram estatisticamente significativas, porém baixas, pode-se concluir que os dados da Tabela 6.5 suportam 6.3.3 a validade de constructo do DTVR-2. Relação do DTVP-2 com de habilidade cognitiva Há consenso entre os achados de no que SC refere ao fato dos testes percepto-visuais correlações significativas, ainda que relativamente TABELA 6.5: Correlação entre os valores do DTVP-2 e os valores das baixas, com medidas inteligência, linguagem assuntos escolares (ver Arter Escalas Abrangentes de Habilidades do Aluno (CSSA) (decimais omitidos) & Jenkins, 1977; Colarusso & Hammill, 1972; Hammill & McNutt, 1981; Hammill Valores do DTVP-2 & Wiederholt, 1973; Larsen & Hammill, 1975). Sendo o caso, seria de SC Valores das CSSA Subtestes Compostos os expressando a relação entre os do DTVP-2 os VM PS CO FF RE CV VVM CF QPMR QIVM QPVG escores testes cognitivos entre 0,20 c 0,60, amplitude descrita por Pensamento Verbal 10 21 20 14 21 33 NS 25 35 16 26 MacEachron (1982) como indicativa de um grau de relação "baixo" a "moderado". NS 18 20 15 18 31 NS 24 32 15 25 Com respeito à inteligência à realização escolar, especificamente, seria de Leitura 13 24 19 17 25 35 NS 26 38 21 31 se que os testes dc percepção visual apresentassem maiores Escrita 17 23 24 21 25 35 10 28 39 26 37 com a inteligência do que com desempenho na medida que os NS 23 12 16 22 35 NS 28 38 14 24 primeiros incluem subtestes destinados a mensurar a habilidade Ciências/ viso-motora, enquanto os segundos a enfocar habilidades cognitivas de Estudos Sociais/ Fatos do dia-a-dia NS 21 19 15 19 32 NS 24 34 13 23 nível superior, como a e a matemática. Nós realizamos vários estudos Comportamento Social NS 16 21 NS 18 28 NS 12 25 17 24 para investigar a relação do DTVP-2 com medidas de realização escolar Caligrafia 12 19 24 15 22 33 10 14 31 22 31 inteligência. Generalizações Motoras No deste tipo dc validade, os do DTVP-2 foram Brutas NS NS 14 NS 10 18 NS NS 12 NS 10 com os das Escalas Abrangentes dc Habilidades do Estudante (Comprehensive Scales of Student Abilities (CSSA) Hammill & NS não significativo com 0,05 Todos os outros coeficientes são significativos com 0,05 Hresko, 1994). Os sujcitos foram 411 crianças matriculadas cm duas cscolas paroquiais urbanas cm Santo Antonio e Austin, Texas, escola pública rural cm New Bremen, Ohio. Trinta um por da amostra cra hispânica; 52% cra A conclusão acima foi reforçada resultados um outro estudo de sexo masculino a idade mediana foi de 8 anos (variando de 6 a 10). envolvendo realização escolar. os Testes Abrangentes de Habilidades 78 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 79</p><p>Donald Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual Básicas (Comprehensive Tests of Basic Skills (CTBS) CTB/McGraw-Hill, 1989) o DTVP-2 foram aplicados a 115 alunos caucasianos urbanos matriculados na estão dentro do o DTVP-2 demonstrou uma forte relação com Academia Hebraica em Westminister, California. A amostra cra 55% a Escala de Desempenho do WISC-R. Considerando-se que ambos medem Os escores dos oito subtestes dos três compostos do DTVP-2 foram habilidades não-verbais c que a Escala de Desempenho do WISC-R adota formatos correlacionados com os escores totais de Leitura, Linguagem e Matemática e com de teste que envolvem coordenação viso-motora, closura visual e manipulação de 0 escore total da bateria do CTBS. Isto resultou em 44 coeficientes de correlação, blocos, não causa surpresa fato desses testes terem apresentado correlações tão 41 dos quais não cram estatisticamente significativos ao nível de confiança de altas. As conclusões relacionadas ao WISC-R devem, entretanto, ser vistas com Mesmo os três cocficientes significativos cram apenas.iguais a 0,24; 0,28 e 0,42. por screm bascadas cm um estudo de apenas 24 sujcitos. Tal relação porém, scr aprofundada através investigações futuras. Dc todo modo, ainda que de forma tentativa, os resultados do estudo sugerem que o DTVP-2 tem validade de constructo. TABELA 6.6: Correlação entre os valores do DTVP-2 e os valores do WISC-R (decimais omitidos) 6.3.4 Diferenciação entre grupos Valores do WISC-R Valores do DTVP-2 Escala de Escala verbal Os resultados teste de percepção visual devem ser capazes de Escala total desempenho distinguir claramente entre crianças que reconhecidamente (ou supostamente) Coordenação Viso-Motora NS 73 61 apresentam deficiências na habilidade de percepção visual crianças Posição no Espaço NS 78 55 presumivelmente normais. Para estudar a validade discriminante, os escores do Cópia 45 93 80 Figura-Fundo DTVP-2 de 49 crianças com desordens neurológicas foram examinados. As NS 49 NS Relações Espaciais características dessas crianças foram descritas anteriormente na seção NS 73 63 Closura Visual "Amostragem de conteúdo". Esta amostra foi selecionada devido à considerável NS 62 43 Velocidade Viso-Motora quantidade de opiniões profissionais de pesquisas indicando que as crianças com NS 29 NS Constância da Forma NS prejuízos neurológicos, como grupo, experimentam deficiências percepto-motoras 28 NS acentuadas (Birch & Lefford, 1964; Chalfant & Scheffelin, 1969; Cruickshank Percepção Visual de Motricidade Reduzida NS 69 45 cols., 1957; Strauss, Lehtinen & Kephart, 1989; Ylvisaker & Holland, Integração Viso-Motora 1985). 47 83 72 Os escores padrão médios para esta amostra de crianças deficientes foram os Percepção Visual Geral NS 87 68 seguintes: Coordenação Viso-Motora 7; Posição no Espaço 6; Cópia 7; Figura- Fundo 7; Relações Espaciais 7; Closura Visual 6; Velocidade Viso-Motora 6; NS = não significativo com</p><p>Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual um único fator, pode-se presumir que o fator mede a "percepção visual geral". 6.3.6 Validade dos itens fato de que um único fator tenha emergido desta análise não é surpreendente à luz do trabalho de Spearman (1972), no qual ficou demonstrado o poder da habilidade Por fim, um outro importante aspecto da validade de constructo lida com a geral Isto suporta a validade dos subtestes do DTVP-2 como medida da percepção corrclação Guilford e Fruchter (1978) assinalam que SC pode obter visual. informações a da validade de constructo através do exame da correlação entre os resultados dos itens individuais e do teste total. Nós discutimos esta relação (denominada de discriminação do item) anteriormente nestc capítulo, na TABELA 6.7: Estrutura fatorial dos subtestes do DTVP-2 seção 6.1 Validade de Conteúdo, Os poderes de discriminação dos itens do DTVP- Com rotação 2 são reportados na Tabela 6.1. Valores desta magnitude não seriam prováveis em Sem rotação Subtestes Fator Fator 2 um teste que apresentasse uma validade de constructo Eigenvalues 4,1783 3,9197 3,5208 VM 0,65 0,59 0,66 PS 0,80 0,80 0,69 CO 0,79 0,74 0,76 FF 0,62 0,59 0,60 RS 0,87 0,84 0,79 CV 0,76 0,76 0,65 VVM 0,49 0,44 0,51 CF 0,73 0,74 0,60 Após examinar os resultados iniciais do sobre a análise fatorial, decidimos realizar uma outra análise fatorial usando o método de rotação Tal procedimento dois fatores com valores próprios (eigenvalues) maiores que 1. Os dois fatores estão na 6.7. fatores como Percepção Visual de Motricidade Reduzida (Fator 1) e Integração Viso-Motora (Fator porque a maioria dos subtestes carregaram de forma consistente com a nossa forma assinalá-los aos compostos. Os dois subtestes inconsistentes, Figura-Fundo e Relações Espaciais, contribuíram igualmente para ambos os fatores. Desse modo, a validade dos subtestes como medida da visual sob condições de testagem de motricidade reduzida ou sob condições de motricidade plena ficou cvidenciada cm scis dos oito subtestes. Tal validade é questionável com relação aos subtestes de Figura-Fundo e de Relações Espaciais. Os resultados das análises fatoriais suportam fortemente nossa afirmação básica de que os subtestes do DTVP-2 medem a percepção visual e que assim o fazern de duas diferentes maneiras. Uma delas emprega que habilidade motora mínima e a outra depende da atividade viso-motora. Os achados de nossas fatoriais adicionam credibilidade aos nove que investigaram a estrutura fatorial do DTVP original. Tais estudos são discutidos no Capítulo na seção 1.3 das habilidades percepto-visuais". 82 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 83</p><p>'Donald D. Hammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual No os valores Delta para itens de cada subteste foram separadamente computados para as crianças com dominância manual direita ou esquerda seguida, estando os coeficientes resultantes apresentados na Tabela 7.1. Como tais são uniformemente altos, pode- concluir que os itens do DTVP-2 não são viesados no que se refere à dominância manual. TABELA 7.1: Correlações entre os valores Delta para gênero, raça e dominância manual nos subtestes do DTVP-2 (decimais omitidos) Dominância Gênero Raça Manual Subtestes do DTVP-2 Masculino/ Branca/ Esquerda/ Feminino branca Direita Coordenação Viso-Motora 98 99 99 CONTROLE DE VIESES Posição no Espaço 99 99 98 Cópia 97 82 97 DTVP-2 foi construído maneira a minimizar os vieses raciais, de Figura-Fundo 99 99 99 de dominância Assim, por exemplo, a lista Jensen (1980) sobre os Relações Espaciais 97 97 97 modos de SC reduzir as influências culturais nos testes foi levada em conta no Closura Visual 99 98 98 momento da escolha dos formatos dos itens. Velocidade Viso-Motora 99 99 99 Para SC investigar empiricamente os do DTVP-2, foram três da Forma 99 99 99 estudos cm que os escores Delta foram examinados. Tais escores, derivados de escalas lincares relacionadas às dificuldades dos itens, constituem-sc em transformações lincares da cscala Z (Delta = + 13). referido procedimento foi utilizado por Slosson, Nicholson e Hipshman (1990), Hammill (1991) e Hammill e Bryant (1991) como forma de examinar os do testc. Jensen (1980) observou que o r de Pearson entre os valores Delta de diferentes grupo "indica grau de semelhança dos grupos nas dificuldades do itens, quando a ordenação das dificuldades dos itens é eliminada" (p. 442). No primeiro estudo, foram computados os valores Delta para os itens de cada subteste, separadamente para os dois grupos de gênero. Em seguida, tais valores foram correlacionados para cada um dos subtestes, sendo os resultados apresentados na Tabela 7.1. MacEachron (1982) descreve os coeficientes dessa magnitude como "muito altos". Tais coeficientes evidências de que o viés de é pouco ou nenhum. No segundo estudo, os valores Deltas para os itens de cada subteste foram computados separadamente para dois grupos raciais brancos e não brancos. Os valores dos dois grupos cm cada subteste posteriormente correlacionados e os coeficientes resultantes na Tabela 7.1. De modo semelhante ao estudo anterior, esses coeficientes podem ser considerados muito altos, o que evidências de que os vieses raciais são poucos ou inexistem no DTVP-2. 84 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 85 ou</p><p>Donald D. Ilammill, Nils A. Pearson, Judith K. Voress DTVP-2 - Teste Evolutivo da Percepção Visual Bender, L. (1938). A visual motor gestalt test and its American Orthopsychiatric Association Research Monograph, 3. Berko, N. J. (1954). Some factors in the perceptual deviations of cerebral palsied children. Cerebral Palsy Review, 15, 3-4, 14. Birch, H., & Lefford, A. (1963). Intersensory development in children REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Monograph]. Child Development, 28 (Whole No. 5) Birch, H. G. & Lefford. A. 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Voress DTVP-2 Teste Evolutivo da Percepção Visual TABELA A-1: Escores padrão e percentis por idade TABELA A-3: Escores padrão percentis por idade 4-0 a 4-5 5-0 a 5-5 Subtestes Percentis Escores Subtestes Escores VM PS CO FF RE CV VVM CF Padrão Percentis VM PS CO FF RE CV VVM CF Padrão 0-2 1 0-8 0 1 99 174-176 23 32-33 17 41 15 19-22 17 18 172-173 22 30-31 17 40 14 16-18 16 19 177-179 24 34-35 18 42 16 23-26 18 19 174-184 23-25 18 >40 14 17-20 20 180-184 25 >35 43 16 19-20 20 TABELA A-2: Escores padrão c percentis por idade TABELA A-4: Escores padrão e percentis por'idade 4-6 a 4-11 5-6 a 5-11 Subtestes Escores Percentis Subtestes Escores VM PS CO FF RE CV VVM CF Padrão Percentis VM PS CO FF RE CV VVM CF Padrão 0.4 0 1 0-15 0 0-1 1 41 >15 >22 18-20 20 182-184 >17 >30 20 20 94 ENTRELETRAS ENTRELETRAS 95</p>