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<p>CICLO 4 - PEDIATRIA</p><p>1) Explicar o exame físico na criança.</p><p>Sinais Vitais: A aferição da temperatura, frequência cardíaca, frequência respiratória, pulso, pressão arterial e</p><p>saturação de oxigênio. A FR e a FC variam de acordo com a faixa etária. A pressão arterial na infância varia de acordo</p><p>com o gênero, idade e altura da criança. Incluir também a avaliação da perfusão periférica (deverá ser menor ou igual</p><p>a dois segundos) e a oximetria de pulso.</p><p>Ectoscopia (inspeção geral): Estado Geral (bom, regular, comprometido ou ruim, saudável ou enfermo),</p><p>fácies (atípica ou típica), presença de malformações congênitas visíveis, biotipo/conformação corpórea, postura,</p><p>atitude (ativo, hipoativo, atitude passiva, posições características, movimentos significativos), estado psíquico</p><p>(irritado, prostrado, obnubilado, sonolento, comatoso), reação da criança aos pais, acompanhantes e médico, estado</p><p>de nutrição e hidratação da criança. Completar a ectoscopia com uma inspeção geral da pele, anexos e subcutâneo -</p><p>Cor: (pigmentação, cianose, palidez, icterícia), Vasos sanguíneos: alterações vasculares (telangiectasias,</p><p>hemangiomas, circulação colateral, púrpura - petéquias e equimoses), erupções, dermografismo, xantomas, nódulos</p><p>subcutâneos, turgor e elasticidade, escamação, estrias, cicatrizes, estado de hidratação (umidade das mucosas,</p><p>turgor da pele, fontanelas, enoftalmia), edema. Unhas: cianose, palidez, coloração, estrias, infecção (paroníquia).</p><p>Cabelos: distribuição, coloração, textura.</p><p>A palpação das cadeias de linfonodos pode ser realizada em todo o corpo antes do exame físico segmentar ou então</p><p>durante o exame de cada segmento corporal. É importante verificar a presença de linfadenomegalias, número de</p><p>linfonodos aumentados, localização, tamanho, consistência, mobilidade, sinais flogísticos.</p><p>Cabeça e pescoço:</p><p>Crânio e couro cabeludo: No couro cabeludo deve ser avaliada a existência de ectoparasitoses, lesões cutâneas</p><p>fúngicas ou bacterianas, a distribuição e as características dos cabelos, que podem informar sobre problemas</p><p>nutricionais, metabólicos, endocrinológicos ou dermatológicos. No crânio, examinamos principalmente suas</p><p>dimensões, conformação anatômica, suturas, fontanelas e consistência.</p><p>Face: Aspectos a serem observados na face: expressão facial, simetria (idenficar se há dismetrias faciais),</p><p>movimentos faciais paralisias (facial, trigêmeo), edema de face. Avaliar os olhos, nariz, orelhas, lábios, mandíbula,</p><p>glândulas salivares (parótida, submaxilar,sublingual).</p><p>Olhos: Tamanho do globo ocular, posição (exoftalmia, enoftalmia), pálpebras (ptose, infecções), conjuntiva e</p><p>córnea, checar a tensão do globo ocular, esclera, iris, pupilas (fotoreatividade, anisocoria), estrabismo, movimentos</p><p>oculares, nistagmo.</p><p>Orelhas: Tamanho, posição, anomalias, secreção, sensibilidade, otoscopia (conduto auditivo, membrana auditiva –</p><p>triângulo luminoso, hiperemia, retração, abaulamento), mastóide, audição e função vestibular.</p><p>Nariz: Forma, batimento de asas do nariz, aspectos da mucosa, secreções, epistaxe, septo nasal, polipos, tumores,</p><p>seios paranasais.</p><p>Boca e Faringe: Palidez perioral. Lábios: (paralisias, fissuras, vesículas e pústulas, cor, edema). Boca: (odor, trisma,</p><p>salivação). Dentes: (número, conservação, escovação, etc). Gengiva: (infecção, coloração, sangramento, cisto,</p><p>hipertrofia). Mucosa oral: aspecto, coloração, monilíase, enantema, petéquias, ulcerações. Língua: papilas, cor,</p><p>aspecto (geográfica, escrotal, framboesa), tamanho (macroglossia), cicatrizes, “lingua presa”, cisto, paralisia. Palato e</p><p>Faringe: cor, sangramento, fenda, perfuração, palato ogival, úvula, faringe posterior, amígdalas (tamanho, coloração</p><p>exudato...), epiglote. Laringe: voz, rouquidão, estridor. (Na semiologia pediátrica é fundamental que se deixe para o</p><p>final do exame os procedimentos mais desagradáveis como visualização da orofaringe e otoscopia). Na otoscopia</p><p>visualiza-se o conduto auditivo externo e tímpano, observando-se sua integridade e normalidade. No exame da</p><p>orofaringe, usando-se preferencialmente uma lanterna e uma espátula, observa-se os lábios, e posteriormente</p><p>inspeciona-se a mucosa, gengiva, frênulos labiais, língua, dentes, pálato e, finalmente, as amígdalas e região</p><p>posterior da orofaringe.</p><p>Pescoço: É importante verificar sua forma, tamanho, posição, simetria, mobilidade, anomalias, tumorações e vasos</p><p>sanguíneos. Observar se há turgência venosa jugular (presente na insuficiência cardíaca congestiva), palpar os</p><p>pulsos carotídeos e realizar ausculta (buscando identificar a existência de sopros). Verificar as estruturas normais do</p><p>pescoço, músculo esternocleidomastóideo, cadeias de linfonodos, tireóide, laringe, traquéia, glândulas</p><p>submandibulares.</p><p>Tórax: O exame do tórax deve ser realizado como um todo e também de forma comparativa (comparando o lado</p><p>direito com o lado esquerdo), avaliando sua forma e simetria, abaulamentos ou retrações, estágio de</p><p>desenvolvimento mamário (nas adolescentes púberes), ginecomastia (nos meninos), alterações cutâneas, o aspecto</p><p>e a frequência dos movimentos respiratórios, ictus cordis.</p><p>Sistema Respiratório: O exame cuidadoso do sistema respiratório deve ser sistematizado na sequência inspeção,</p><p>palpação, percussão e ausculta. Na inspeção, deve-se verificar a frequência respiratória, (taquipnéia, eupnéia,</p><p>bradipnéia), os tipos respiratórios (respiração abdominal ou torácica, respiração nasal ou bucal, ritmos patológicos), o</p><p>ritmo (Kussmaul, Cheyne-Stokes, Biot) e amplitude (hiperpnéia), dispnéia (esforço respiratório com utilização de</p><p>musculatura acessória), tiragem intercostal, subcostal, retração esternal ou de fúrcula. Na palpação, deve-se verificar</p><p>a amplitude da expansibilidade torácica e o frêmito tóraco-vocal. A percussão poderá mostrar som claro pulmonar,</p><p>hipersonoridade, timpanismo, submacicez, macicez. A ausculta pulmonar permite avaliar a intensidade e distribuição</p><p>do murmúrio vesicular e a presença de ruídos adventícios (roncos, sibilos, estertores finos e grossos, sopro tubário,</p><p>atrito pleural), bem como alterações da voz à ausculta (broncofonia, pectorilóquia, egofonia).</p><p>Sistema Cardiovascular: O exame sistematizado do sistema cardiovascular segue a ordem inspeção, palpação e</p><p>ausculta. A criança é examinada, preferencialmente sentada, mas pode ser examinada também em decúbito dorsal</p><p>ou mesmo no colo da mãe. Inicia-se pela localização, inspeção e palpação do ictus cordis, verificando sua extensão,</p><p>amplitude, duração e presença de frêmito. Na ausculta deve-se identificar a frequência e o ritmo cardíacos, as</p><p>características das bulhas e a existência de sopros. Os sopros devem ser caracterizados quanto ao foco onde é mais</p><p>audível, intensidade, o momento do ciclo em que ocorre (sistólico, diastólico, contínuo), o timbre, irradiação, entre</p><p>outras características. Outros aspecto do exame do sistema cardiovascular é a palpação dos pulsos, pela qual é</p><p>possível contar sua frequência e verificar seu ritmo e amplitude. Os pulsos devem ser palpados na região cervical</p><p>(pulsos carotídeos) e nos quatro membros (pulsos radiais e braquiais nos membros superiores, pediais e femurais</p><p>nos membros inferiores). Observar também se há pulso venoso ou turgência jugular na região cervical</p><p>direita. Finalmente a aferição da pressão arterial (PA), identificando a pressão sistólica e diastólica e comparando os</p><p>valores obtidos com tabelas próprias, considerando que a PA varia de acordo com a faixa etária, a altura e o gênero</p><p>(masculino ou feminino) da criança.</p><p>Abdome: O exame clínico do abdome do paciente pediátrico, deve ser realizado idealmente com a criança em</p><p>decúbito dorsal. O exame sistematizado segue a ordem inspeção, ausculta, percussão e palpação, nessa</p><p>ordem. Inspeção: permite observar sua forma como um todo (abdome plano, escavado, globoso, distendido,</p><p>presença de abaulamentos ou retrações localizadas), o aspecto da pele</p><p>(coloração, hidratação, brilho, enrugamento,</p><p>lesões ou cicatrizes), circulação venosa superficial, cicatriz umbilical, movimentos visíveis (peristaltismo de "luta"),</p><p>hérnias, malformações, entre outros. Ausculta: tem por objetivo principal a avaliação da frequência e intensidade dos</p><p>ruídos intestinais (borborismo ou ruídos hidroaéreos), causados pelo deslocamento de gases e líquidos durante as</p><p>contrações peristálticas. Percussão: Os tipos de sons produzidos variam do som timpânico (timpanismo) ao som</p><p>maciço (macicez). O timpanismo, presente em áreas gasosas, se caracteriza por um som ressonante, alto e claro,</p><p>semelhante ao som de um tambor. A macicez, presente em estruturas sólidas ou líquidas, é um som seco, abafado e</p><p>baixo. Palpação: verifica-se a tensão da parede abdominal, sua sensibilidade, a textura da pele e sua temperatura, a</p><p>presença de resistência da parede do abdome à palpação, avaliar presença de hérnias, massas tumorais ou císticas</p><p>palpáveis, ascite, visceromegalias, entre outros.</p><p>Gênito urinário e região perineal</p><p>Meninos: Avaliar o grau de exposição da glande ao se tracionar o prepúcio, identificar se existe fimose. Identificar a</p><p>forma do pênis e a localização da uretra procurando a existência de hipospádia ou epispádia. Palpar a bolsa escrotal</p><p>e verificar a presença dos testículos, buscando identificar sua forma, volume, consistência e sensiblidade. Avaliar se</p><p>há criptorquidia, testículo ectópico, testículo retrátil, cisto de cordão espermático, hidrocele, ou outras anomalias. Nos</p><p>adolescentes, checar o estadiamento do desenvolvimento dos caracteres sexuais de Tanner.</p><p>Meninas: Inspecionar o tamanho e características do clitóris, orifício uretral, lábios maiores e menores, verificar a</p><p>existência de sinéquia de pequenos lábios. Checar se há sinais inflamatórios ou corrimento vaginal. Observar o</p><p>aspecto do hímen e se há anomalias congênitas himenais.</p><p>Por fim, examinar a região glútea, ânus (fístulas, fissuras, abscessos, anomalias congênitas anorretais), prolapso</p><p>retal, outras protrusões, (pólipos, etc).</p><p>2) Citar valores de referência dos SSVV no bebê e na criança.</p><p>Temperatura – SBP 2021</p><p>Retal acima de 38 - 38,3ºC</p><p>Oral acima de 37,5 - 37,8ºC</p><p>Axilar acima de 37,2 - 37,3ºC</p><p>Auricular acima de 37,8 - 38ºC</p><p>Frequência Respiratória – SBP 2017</p><p>< 1 ano: 30 a 60 rpm</p><p>1 a 3 anos: 24 a 40 rpm</p><p>4 a 5 anos: 22 a 34 rpm</p><p>6 a 12 anos: 18 a 30 rpm</p><p>13 a 18: 12 a 16 rpm</p><p>Frequência Cardíaca –</p><p>RN: 70 a 170 bpm</p><p>11 meses: 80 a 160 bpm</p><p>2 anos: 70 – 120 bpm</p><p>4 anos: 80 – 120 bpm</p><p>6 anos: 75 – 115 bpm</p><p>8 a 10 anos: 70 -110 bpm</p><p>PA:</p><p>0 – 3 meses: 75/50 mmHg</p><p>3 a 6 meses: 85/65 mmHg</p><p>9 – 12 meses: 90/70 mmHg</p><p>1 – 13 anos: 90/65 mmHg</p><p>21635c-MO - Hipertensao Arterial Infanc e Adolesc.indd (sbp.com.br)</p><p>3) Entender a relação peso e estatura adequada p/ 5 meses.</p><p>Percentil –</p><p>4) Explicar principais alterações na ausculta pulmonar.</p><p>Sons normais: Os sons respiratórios normais são os ruídos produzidos pela passagem do ar pelas vias</p><p>aéreas durante a respiração.</p><p>• Som traqueal – Audível na região de projeção da traqueia, no pescoço e região esternal. Origina-se da</p><p>passagem de ar da fenda glótica e na própria traqueia.</p><p>Há componente inspiratório – composto por ruído soproso, um pouco rude</p><p>componente expiratório – ruído forte e prolongado que ocorre após curto intervalo silencioso.</p><p>• Som brônquico - Som traqueal audível na zona de projeção dos brônquios de maior calibre, na face</p><p>anterior do tórax, nas proximidades do esterno. Assemelha-se ao som traqueal, diferenciando-se dele</p><p>apenas por ter componente expiratório menos intenso.</p><p>https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21635c-MO_-_Hipertensao_Arterial_Infanc_e_Adolesc.pdf</p><p>• Som broncovesicular - intensidade e duração da inspiração e expiração são de igual magnitude,</p><p>ambas um pouco mais forte que murmúrio vesicular, mas sem alcançar a intensidade do som brônquico</p><p>• Murmúrio vesicular- Os ruídos respiratórios ouvidos na maior parte do tórax são causados pela</p><p>turbulência do ar circulante ao chocar-se contra as saliências das bifurcações brônquicas, ao passar por</p><p>cavidades de tamanhos diferentes, tais como bronquíolos ou alvéolos, ou vice-versa.</p><p>O componente inspiratório é mais intenso, mais duradouro e de tonalidade mais alta em relação ao</p><p>componente expiratório que, por sua vez, é mais fraco, de duração mais curta e tonalidade mais baixa.</p><p>Não há intervalo silencioso entre inspiração e expiração, como no som traqueal.</p><p>A diminuição do murmúrio vesicular pode resultar de presença de ar (pneumotórax), líquido (derrame</p><p>pleural) e tecido sólido na cavidade pleural (espessamento pleural); enfisema pulmonar, dor torácica</p><p>que impeça ou diminua a movimentação torácica, obstrução das vias aéreas superiores (espasmo ou</p><p>edema de glote, obstrução da traqueia), oclusão parcial ou total de brônquios ou bronquíolos.</p><p>Os ruídos adventícios (sons anormais) resultam da passagem do ar através de fluidos, muco ou vias aéreas</p><p>estreitadas. Os quatro tipos de ruídos são:</p><p>Estertores ou crepitações: local da ausculta – mais comuns em lobos dependentes: direito e bases do</p><p>pulmão esquerdo. Causados por reinflação súbita de grupos de alvéolos e aumento de fluido em pequenas</p><p>vias aéreas. Som como “esmagamento de papel celofane”. Mais ouvidos durante o fim da inspiração.</p><p>Roncos: local da ausculta – primeiramente, sobre a traqueia e os brônquios, mas, se for alto o suficiente,</p><p>pode ser ouvido sobre a maior parte dos campos pulmonares. Causados por fluido ou muco nas vias aéreas</p><p>maiores, causando “turbulência” e espasmo muscular. É mais ouvido durante a expiração.</p><p>Sibilos (chiados sibilantes): local da ausculta – sobre todos os campos pulmonares, principalmente sobre</p><p>os posteriores. Causado pela alta velocidade do fluxo de ar pelo brônquio severamente estreitado ou</p><p>obstruído. Ouvido continuamente durante a inspiração ou expiração.</p><p>Fricções por atrito pleural: local da ausculta – sobre o campo pulmonar anterolateral (se o paciente estiver</p><p>sentado verticalmente). Causado por pleura inflamada. Pleura parietal “esfregando” contra pleura visceral.</p><p>Melhor auscultado durante a expiração.</p><p>Referência utilizada: PERRY, G.; POTTER, P.A.; ELKIN, M.K. Procedimentos e Intervenções de</p><p>Enfermagem. 5ª ed. 2013. Elsevier. 816 p.</p><p>5) Citar principais causas de internação na infância.</p><p>INTERNAÇÕES - A fragilidade dos cuidados em saúde disponíveis para a população pediátrica também</p><p>pode ser observada no alto número de hospitalizações. Em média, foram realizadas 2,6 milhões de</p><p>internações ao ano, entre 2010 e 2019.</p><p>No período, considerando apenas a faixa etária de 0 a 4 anos, as hospitalizações foram motivadas</p><p>principalmente por doenças do aparelho respiratório, com 3,9 milhões de pacientes; intercorrências</p><p>perinatais, com 2,4 milhões de internações; e patologias infecciosas e parasitárias, com 1,9 milhão. De 5 a 9</p><p>anos, as causas que aparecem nas primeiras colocações são: doenças do aparelho respiratório, com 989</p><p>mil hospitalizações; patologias infecciosas e parasitárias, com 607 mil pacientes; e causas externas, com</p><p>488 mil internações.</p><p>Principais doenças do aparelho respiratório: Asma; Rinite alérgica; IVAS (resfriado e gripe); Laringite viral</p><p>aguda; Bronquiolite; Coqueluche; Pneumonias; Tuberculose; Covid-19; Bronquiolite obliterante.</p><p>ADOLESCÊNCIA - De 15 a 19 anos de idade, as internações foram motivadas especialmente por</p><p>atendimentos relacionados ao parto e puerpério, com 5,3 milhões de pacientes ou 59,2% do total de</p><p>hospitalizações no período (2010 a 2019). A gravidez na adolescência é considerada um fator de aumento</p><p>da situação de vulnerabilidade das jovens mães e seus bebês, principalmente no caso de famílias com</p><p>baixa renda.</p><p>6) Compreender a bronquiolite e principais achados. TRATADO DE PEDIATRIA SBP – 4 EDIÇÃO 2017</p><p>Principais achados: o quadro se inicia como um resfriado,</p><p>com obstrução nasal, coriza clara, tosse, febre,</p><p>recusa das mamadas e irritabilidade de intensidade variável. Em um ou dois dias o quadro evolui para</p><p>tosse mais intensa, dificuldade para respirar, respiração rápida e sibilância (chiado/chio de peito). Por</p><p>vezes, pode haver sinais e sintomas mais graves, como sonolência, gemência, cianose (arroxeamento dos</p><p>lábios e extremidades) e pausas respiratórias.</p><p>A bronquiolite viral aguda (BVA) é a infecção do trato respiratório inferior + comum em crianças pequenas. A</p><p>doença resultado da obstrução inflamatória das pequenas vias aéreas, de gravidade variável, mais</p><p>frequente de formas leves, mas pode evoluir para graves. Ocorre mais comumente durante os primeiros 2</p><p>anos de vida, com incidência maior em lactentes menores de 6 meses. É uma das causas mais frequentes</p><p>de internação hospitalar nessa faixa etária. as apresentações severas ocorrem em bebês de baixa idade,</p><p>entre 1 e 3 meses de vida.</p><p>Baixo peso ao nascimento, desnutrição, idade materna, amamentação e aglomeração também são fatores</p><p>de risco para infecções das vias aéreas inferiores e associadas com BVA.</p><p>A incidência da BVA no 1º ano de vida é de 11%, caindo para cerca de 6% durante o 2º ano de vida. O pico</p><p>de incidência ocorre entre 2 e 5 meses de idade. Nas crianças menores de 1 ano, o risco de hospitalização</p><p>pela doença é de aproximadamente 2%.</p><p>As características anatômicas e fisiológicas do aparelho respiratório do lactente são</p><p>determinantes no quadro clínico apresentado da BVA. A superfície de troca gasosa nos</p><p>pulmões ainda não está plenamente desenvolvida e a resistência aérea é alta nos primeiros</p><p>meses de vida, determinando uma frequência respiratória mais elevada. Além disso, os</p><p>https://pebmed.com.br/laringite-qual-corticoide-e-mais-eficaz-no-tratamento/</p><p>anticorpos adquiridos passivamente da mãe durante a vida intrauterina e que protegem</p><p>contra uma variedade de patógenos caem bruscamente nos primeiros meses após o</p><p>nascimento, expondo o bebê a diversas doenças. O pulmão da criança de baixa idade é</p><p>relativamente mal adaptado a suportar agressões e desenvolvem enfermidades mais</p><p>facilmente.</p><p>7) Citar formas de prevenir a bronquiolite.</p><p>Imunização passiva - A imunoglobulina endovenosa específica (IGEV-VSR) e o anticorpo monoclonal</p><p>humanizado para VSR (palivizumabe) têm se mostrado efetivos na prevenção da infecção pelo VSR em</p><p>populações de risco. No nosso meio, encontra-se comercialmente disponível para uso apenas o</p><p>palivizumabe. As recomendações estabelecidas para sua utilização na América do Norte recentemente</p><p>sofreram atualização e podem ser vistas, de maneira sumarizada. É importante referir que os benefícios</p><p>advindos dessa prevenção devem ser avaliados de maneira crítica quanto ao custo-benefício. Contextos</p><p>geográficos, epidemiológicos e econômicos devem ser considerados antes da incorporação universal da</p><p>recomendação.</p><p>A PROFILAXIA COM PALIVIZUMABE:</p><p>1) E RECOMENDADA, NO PRIMEIRO ANO DE VIDA, PARA RECÉM-NASCIDOS COM IDADE</p><p>GESTACIONAL < 29 SEMANAS.</p><p>2) NÃO É RECOMENDADA PARA RECÉM-NASCIDOS SAUDÁVEIS COM IDADE GESTACIONAL > 29</p><p>SEMANAS</p><p>3) E RECOMENDADA, NO PRIMEIRO ANO DE VIDA, PARA RECÉM-NASCIDOS PRÉ-TERMO</p><p>PORTADORES DE DOENÇA PULMONAR CRÔNICA DA PREMATURIDADE DEFINIDA POR: IDADE</p><p>GESTACIONAL < 32 SEMANAS, ASSOCIADA A NECESSIDADE DE OXIGÊNIO (> 21%), POR PELO</p><p>MENOS 28 DIAS APÓS O NASCIMENTO.</p><p>4) NO PRIMEIRO ANO DE VIDA E INDICADA PARA LACTENTES PORTADORES DE DOENÇA</p><p>CARDÍACA COM REPERCUSSÃO HEMODINÂMICA SIGNIFICATIVA</p><p>5) NO PRIMEIRO ANO DE VIDA, PODE SER INDICADA ATÉ UM MÁXIMO DE CINCO DOSES MENSAIS</p><p>(15 MG/KG/DOSE), DURANTE A TEMPORADA DO VSR, NAQUELES LACTENTES QUE</p><p>PREENCHEM OS CRITÉRIOS DE UTILIZAÇÃO DO IMUNOBIOLÓGICO. LACTENTES COM</p><p>CRITÉRIOS DE UTILIZAÇÃO, NASCIDOS AO LONGO DA TEMPORADA DO VSR VIRA O A</p><p>REQUERER MENOS DOSES.</p><p>6) NÃO É RECOMENDADA NO SEGUNDO ANO DE VIDA, EXCETO PARA OS LACTENTES QUE</p><p>NECESSITARAM DE PELO MENOS 28 DIAS DE SUPLEMENTAÇÃO DE OXIGÊNIO, APÓS O</p><p>NASCIMENTO, E QUE CONTINUAM A REQUERER ALGUMA INTERVENÇÃO MEDICA (OXIGÊNIO</p><p>SUPLEMENTAR, TERAPIA CRÔNICA COM CORTICOSTEROIDE OU DIURÉTICO)</p><p>7) DEVE SER DESCONTINUADA NO CASO DE O LACTENTE NECESSITAR DE HOSPITALIZAÇÃO</p><p>ASSOCIADA A VSR</p><p>8) NO PRIMEIRO ANO DE VIDA, PODE SER CONSIDERADA NOS LACTENTES COM ANOMALIA</p><p>PULMONAR OU DOENÇA NEUROMUSCULAR CAPAZES DE PREJUDICAR A CAPACIDADE DE</p><p>CLEARANCE DAS SECREÇÕES DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES.</p><p>9) NOS DOIS PRIMEIROS ANOS DE VIDA (< 24 MESES), PODE SER CONSIDERADA DURANTE A</p><p>TEMPORADA DO VSR NAS CRIANÇAS PROFUNDAMENTE IMUNOCOMPROMETIDAS.</p><p>10) NÃO É RECOMENDADA PARA CRIANÇAS PORTADORAS DE FIBROSE CÍSTICA OU SÍNDROME</p><p>DE DOWN, EM FUNÇÃO DE OS DADOS DISPONÍVEIS SEREM INSUFICIENTES PARA UM JUÍZO</p><p>CRITICO CONSOLIDADO.</p><p>11) NÃO E RECOMENDADA PARA PREVENÇÃO DE VSR ASSOCIADA A CUIDADOS DE SAÚDE</p><p>Referência: DIRETRIZES PARA O MANEJO DA INFECÇÃO CAUSADA PELO VÍRUS SINCICIAL</p><p>RESPIRATÓRIO (VSR) – 2017 SBP</p><p>20277c-Diretrizes manejo infeccao causada VSR.indd (sbp.com.br)</p><p>Medidas de controle da transmissão:</p><p>Isolamento de casos confirmados e suspeitos, medidas padrão de controle de infecção hospitalar, higiene</p><p>frequente e criteriosa das mãos e uso de equipamentos de proteção (luvas, óculos, máscaras e aventais),</p><p>têm sido considerados efetivos, em graus variados, na prevenção e redução das taxas de infecções e de</p><p>surtos hospitalares desta e de outras infecções virais.</p><p>Controle da Infecção na Comunidade – Um aspecto crítico para a prevenção da infecção pelo VSR em</p><p>lactentes e crianças pequenas é a adequada orientação dos pais e dos cuidadores a respeito da</p><p>importância em tentar minimizar o risco de exposição transmissão do vírus na comunidade. As</p><p>recomendações básicas enfatizam a importância de medidas como a lavagem frequente das mãos, além de</p><p>limitar, quando possível, a exposição da criança a ambientes com elevado risco de contágio, como creches</p><p>e escolas maternais, assim como evitar o contato com pessoas com doença respiratória aguda. Como os</p><p>lactentes jovens (principalmente com menos de 6 meses de idade), compõem o grupo mais susceptível a</p><p>apresentar doença grave pelo VSR e suas complicações, retardar a entrada em creches durante a</p><p>sazonalidade do vírus é uma medida que deve ser considerada. Além disso, locais aglomerados, como</p><p>supermercados, shopping centers, clubes etc., constituem-se em ambientes de risco para aquisição de</p><p>doenças virais, devendo ser evitados.</p><p>Estudos demonstram que em lactentes que foram hospitalizados por VSR, a principal fonte de infecção foi o</p><p>irmão mais velho ou os pais do lactente. Creches e escolas devem ter políticas para evitar a transmissão de</p><p>infecções, como por exemplo, recomendações de incentivo à higienização de mãos, políticas para a</p><p>desinfecção de brinquedos e todos os outros materiais que podem servir como fômites. Por fim, destacamos</p><p>a importância de estimular o aleitamento materno e evitar o tabagismo passivo entre os lactentes e</p><p>crianças.</p><p>Controle da Infecção no Ambiente Hospitalar - A chance de aquisição intra-hospitalar do vírus tem relação</p><p>direta com a sazonalidade da doença na comunidade, com taxas de infecção significativamente mais altas</p><p>durante a estação do VSR. Lactentes hospitalizados pelo VSR e os profissionais de saúde que os assistem</p><p>podem disseminar o vírus de um paciente a outro através do contato com secreções infectadas ou por</p><p>fômites. O encontro do vírus em estetoscópios e outros equipamentos de uso no hospital enfatiza a</p><p>importância de medidas rigorosas de desinfecção destes instrumentos antes e após o seu uso. Além disso,</p><p>familiares e visitantes podem funcionar como vetores da infecção nos hospitais.</p><p>https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Diretrizes_manejo_infeccao_causada_VSR2017.pdf</p><p>8) Entender o diagnóstico da bronquiolite.</p><p>Considerando que o diagnóstico da BVA deve ser estabelecido dentro de bases clínicas, é importante ter</p><p>uma visão detalhada dos principais fatores a se considerar, conforme descrito a seguir:</p><p>Idade: Bronquiolite afeta crianças com menos de 2 anos de idade. Entretanto, 90% dos casos que</p><p>necessitam de hospitalização são crianças com menos de 12 meses de idade. O pico de incidência das</p><p>hospitalizações está centrado entre 3 e 6 meses de idade. Além disso, nos últimos anos, muitos estudos</p><p>voltados para o tema têm incluído exclusivamente pacientes com até 12 meses de idade, justificando que,</p><p>entre os 12 e 24 meses de idade, o risco de asma poderia ser mais elevado, o que dificultaria a avaliação</p><p>de intervenções em função de fisiopatologias diferentes.</p><p>Febre: Lactentes com bronquiolite podem ter febre ou história de febre. Essa manifestação é mais marcada</p><p>na fase prodrômica da doença. A ausência de febre não exclui o diagnóstico de bronquiolite, entretanto, a</p><p>presença de temperaturas elevadas ou manifestações de toxemia requerem avaliação cuidadosa para</p><p>outras causas, antes que o diagnóstico de BVA seja firmado de maneira definitiva.</p><p>Toxemia: Intoxicação determinada pela presença de toxinas (endógenas ou exógenas) no sangue,</p><p>originada pela insuficiência total ou parcial dos órgãos excretores. Sinais e sintomas: letargia, má perfusão</p><p>periférica* (> 3 segundos), hipo ou hiperventilação ou cianose.</p><p>Fase prodrômica: que precede o aparecimento de sintomas de uma dada doença, na qual a maioria dos</p><p>sinais clínicos são inespecíficos.</p><p>Tosse: Manifestação comum nos quadros de BVA. Geralmente seca, associada à sibilância, é uma das</p><p>primeiras manifestações de comprometimento pulmonar na bronquiolite.</p><p>Taquipneia: O aumento da frequência respiratória é um sinal importante nas infecções do trato respiratório</p><p>inferior (bronquiolite e pneumonia). Traduz a resposta do organismo ao acometimento pulmonar pelo agente</p><p>infeccioso, em uma tentativa de compensar os mecanismos geradores de prejuízo na mecânica pulmonar e</p><p>na troca gasosa.</p><p>Tiragem subcostal, intercostal e supraclaviculares são comumente vistas em lactentes com BVA. Em</p><p>algumas situações, esse esforço respiratório pode estar associado a presença de tórax hiper insuflado, o</p><p>que pode facilitar um diagnóstico clínico diferencial entre BVA e pneumonia.</p><p>Tiragem Subdiafragmática (TSD) - Visível na divisão toraco-abdominal, representa aumento da</p><p>atividade diafragmática</p><p>Tiragem Intercostal (TIC) - Visível na porção lateral do tórax, representa aumento da atividade dos</p><p>músculos intercostais externos</p><p>Batimento de Aletas Nasais (BAN) - Observada pela movimentação de abertura e fechamento das</p><p>narinas</p><p>Tiragem de Fúrcula (TF) - Caracterizada pelo afundamento da região superior do osso esterno, devido</p><p>ao uso de músculos respiratórios acessórios</p><p>Crepitações - Crepitações inspiratórias disseminadas por todos os campos pulmonares são manifestações</p><p>comuns, mas não universais, nos portadores de BVA. No Reino Unido, diferentemente dos EUA,</p><p>crepitações são consideradas quase que obrigatórias para o diagnóstico de bronquiolite. Nesses locais, a</p><p>presença de sibilância, sem crepitações, sugere um diagnóstico definido por sibilância induzida por vírus.</p><p>Sibilância - No Reino Unido, as definições atribuídas a bronquiolite descrevem sibilância aguda expiratória</p><p>como um achado comum, mas não universal, fazendo um contraponto com o que ocorre nos EUA, com a</p><p>presença de crepitações. As diferenças de valorização atribuída à presença desses dois sintomas (entre</p><p>EUA e Reino Unido) contribui para a dificuldade na extrapolação e interpretação de dados comuns.</p><p>Avaliação da gravidade - Alguns instrumentos de avaliação procuram compilar o efeito de variáveis</p><p>clínicas, constituindo escores frequentemente utilizados em estudos clínicos para avaliação da gravidade da</p><p>doença. Apesar de englobarem os principais desfechos clínicos avaliados na BVA (frequência respiratória,</p><p>tiragem e sibilância) e de possuírem boas propriedades discriminativas, não abrangem todos os</p><p>determinantes de gravidade da doença. Evolutivamente, o quadro clínico inicia com rinorreia, tosse e febre</p><p>baixa, que evolui para dificuldade respiratória associada a sinais de obstrução brônquica e sibilância. A</p><p>doença é autolimitada na maioria dos casos. A presença de cianose indica hipóxia e caracteriza gravidade,</p><p>que pode vir associada a episódios de apneia, principalmente em prematuros. Alguns fatores de</p><p>base que podem acometer um hospedeiro portador de BVA têm sido avaliados sob um contexto de risco</p><p>atrelado a apresentações mais graves da doença. Em uma análise conjunta, vários achados clínicos e</p><p>laboratoriais podem caracterizar apresentações da doença atreladas a maior gravidade.</p><p>Achados radiológicos - A radiografia de tórax pode ser útil nos casos graves, quando ocorre piora súbita</p><p>do quadro respiratório ou quando existem doenças cardíacas ou pulmonares prévias. Os principais achados</p><p>são: hiperinsuflação torácica difusa, hipertransparência, retificação do diafragma e até broncograma aéreo</p><p>com um infiltrado de padrão intersticial. uma medida de exceção, restrita aos quadros mais graves, como já</p><p>referidos, ou quando outro diagnóstico for considerado. Como instrumento de caracterização de gravidade,</p><p>também possui limitações, já que pacientes podem ter formas graves de apresentação da doença com uma</p><p>radiografia de tórax normal.</p><p>Achados laboratoriais - Exames laboratoriais não devem ser solicitados considerando a obtenção de</p><p>informações úteis para consolidação diagnóstica. A própria identificação do agente (cultura, sorologia,</p><p>imunofluorescência ou biologia molecular) não tem indicação para ser realizada de rotina. Podem ser úteis</p><p>para consolidação de informações de vigilância epidemiológica e, em alguns serviços, para a alocação de</p><p>pacientes em leitos hospitalares em uma estratégia de isolamento de coorte. Por questões operacionais</p><p>(facilidade, rapidez e custo), a técnica de imunofluorescência é a mais frequentemente utilizada. O material</p><p>deve preferencialmente ser obtido por técnica de aspiração nasofaríngea. As técnicas de biologia molecular</p><p>(PCR real time) podem ser úteis, embora possuam limitações intrínsecas à técnica (custo, laboratório</p><p>especializado), nem sempre disponíveis em todos os serviços assistenciais. A própria sensibilidade do</p><p>método tem gerado algumas discussões acerca da sua validade em um contexto isolado de diagnóstico.</p><p>Nessas situações, a identificação de material genético de mais de um agente viral traz questionamentos</p><p>quanto a diferenças de interpretação do achado em um contexto clínico, salientando dúvidas quanto à</p><p>possibilidade de codetecção frente a diagnósticos de coinfecção.</p><p>9) Explica o tratamento da bronquiolite.</p><p>Na grande maioria dos pacientes, a evolução é benigna e o processo evolui para a cura sem a necessidade</p><p>de nenhuma intervenção. Os pacientes são assistidos em casa e o princípio do tratamento está</p><p>fundamentado em uma terapêutica eminentemente sintomática (controle da temperatura, do status hídrico e</p><p>nutricional, bem como acompanhamento da evolução do comprometimento respiratório). A necessidade de</p><p>internação hospitalar é infrequente, ocorrendo em cerca de 1 a 2% dos pacientes com faixa etária inferior a</p><p>1 ano de idade. Nestes, os critérios para indicação da hospitalização estão basicamente focados no grau de</p><p>comprometimento do sofrimento respiratório e na presença de fatores de risco associados. Cuidados</p><p>intensivos podem ser necessários para os pacientes hospitalizados, em taxas variáveis de 10 a 15%. São</p><p>pontos comuns a qualquer rotina assistencial direcionada para pacientes hospitalizados a oxigenoterapia, a</p><p>manutenção do status hídrico, o mínimo manuseio e a precoce identificação de complicações associadas.</p><p>Tratamento não farmacológico:</p><p>O atendimento deve ser organizado, procurando manter o lactente calmo com mínimo manuseio. Muitas</p><p>vezes, a presença da mãe é fundamental para esse objetivo. A hipertermia,</p><p>quando presente, deve ser</p><p>tratada. Importante referir que a presença de febre elevada não é um achado comum na fase pulmonar da</p><p>doença e, sempre que estiver presente, é preciso atentar para complicações associadas.</p><p>A cabeceira do leito deve ser mantida preferencialmente elevada. Obstrução nasal e rinorreia, quando</p><p>presentes, devem ser aliviadas com higiene e lavagem nasal – aspiração quando necessário. Trata-se de</p><p>uma medida importante, não só por questões de conforto, mas também para evitar comprometimento da</p><p>mecânica respiratória nos lactentes muito pequenos, quando ainda são respiradores nasais exclusivos. A</p><p>aspiração nasal deve ser prescrita a partir da observação de sinais de desconforto. Sua recomendação de</p><p>aplicação, de maneira fixa e regular, não parece trazer benefícios. A prevenção da infecção cruzada deve</p><p>sempre ser considerada como etapa de extrema importância, principalmente para portadores de infecção</p><p>pelo VSR.</p><p>Aporte hídrico - Uma vez que o paciente desenvolva quadro de sofrimento respiratório progressivo, com</p><p>risco de falência respiratória, a suspensão da administração de líquidos e/ou alimentos pela via oral é</p><p>mandatória. Frequências respiratórias > 60 a 70 mrpm, principalmente na vigência de obstrução nasal, vêm</p><p>a aumentar o risco de aspiração para o trato respiratório. Nesses pacientes, a ração hídrica diária deve ser</p><p>ofertada por via parenteral. Dessa maneira, deve estar ajustada à taxa de manutenção, determinada por</p><p>peso, idade ou superfície corpórea. Ajustes podem ser necessários em função de potenciais complicações</p><p>associadas. Na presença de desidratação (diminuição da ingesta e/ou aumento das perdas insensíveis), o</p><p>aporte hídrico deve ser aumentado em taxas superiores às de manutenção. Por outro lado, algumas</p><p>situações especiais podem necessitar de restrição no aporte hídrico ofertado (aumento da secreção de</p><p>ADH, edema pulmonar).3 Portanto, nesses pacientes, é fundamental uma adequada monitoração (clínica e</p><p>laboratorial), já que eles apresentam extrema labilidade no seu equilíbrio hídrico. Uma vez estabelecido o</p><p>plano inicial de reposição hídrica, deve-se sempre considerar possibilidade de ajustes ao longo da evolução</p><p>da doença.</p><p>Fisioterapia - Sob a ótica da evidência, as técnicas de fisioterapia respiratória possuem uma moderada</p><p>recomendação para que não sejam utilizadas, prática fundamentada pela análise crítica de uma série de</p><p>estudos de literatura, delineados com pequenas limitações metodológicas, mesmo que achados</p><p>radiológicos de atelectasias sejam encontrados em uma parcela significativa desses pacientes.</p><p>Tratamento farmacológico:</p><p>Oxigênio- A administração de oxigênio deve sempre ser considerada no tratamento dos pacientes</p><p>hospitalizados com bronquiolite. Deve ser aquecido e umidificado, devendo ser preferencialmente</p><p>administrado por cânula nasal. Máscara, campânula ou oxitenda têm sido cada vez menos utilizadas,</p><p>mesmo com a possibilidade de uma maior oferta e controle das concentrações de oxigênio administradas.</p><p>Cânulas nasais de alto fluxo para fornecimento de misturas de ar-oxigênio têm sido cada vez mais</p><p>utilizadas, pela possibilidade de diminuir o esforço respiratório. Embora estudos ainda careçam de maior</p><p>aprofundamento e refinamento metodológicos, resultados são favoráveis e apontam até para a possibilidade</p><p>de diminuição da necessidade de entubação e suporte ventilatório. Uma vez indicada a suplementação de</p><p>oxigênio, é necessário monitorar (de maneira contínua ou intermitente frequente) a saturação de oxigênio</p><p>por oximetria de pulso, visando a mantê-la em níveis superiores a 90%.</p><p>Broncodilatadores (alfa e beta-adrenérgicos)- Embora ainda sejam as drogas mais frequentemente</p><p>prescritas para pacientes portadores de BVA, seus reais benefícios carecem de fundamentação e</p><p>evidências científicas. Vários broncodilatadores têm sido avaliados como opção terapêutica no tratamento</p><p>desses pacientes, entretanto, apenas as drogas beta-2-agonistas (principalmente o salbutamol) e as drogas</p><p>com propriedades alfa-adrenérgicas (adrenalina) têm merecido maiores considerações dentro de atuais</p><p>protocolos terapêuticos. Estudos que apontam benefício para utilização dessas drogas têm sido</p><p>considerados metodologicamente mais fracos e, frequentemente, incluem crianças mais velhas com história</p><p>de sibilância prévia. A adrenalina inalatória é outra medicação frequentemente administrada para pacientes</p><p>portadores de BVA. Considerando que hiperemia e edema de mucosa são responsáveis por alguns dos</p><p>mecanismos fisiopatológicos envolvidos na gênese do processo obstrutivo da BVA, a estimulação dos</p><p>receptores alfa-adrenérgicos poderia agregar benefícios à estimulação dos betas receptores por parte dos</p><p>broncodilatadores. A adrenalina possui essas propriedades (beta e alfa-adrenérgicas), com potencial ação</p><p>farmacológica para reduzir o extravasamento microvascular (capilar e pós-capilar), reduzir o edema sobre a</p><p>mucosa brônquica e promover broncodilatação por relaxamento da musculatura brônquica.</p><p>Vários estudos têm sido conduzidos procurando determinar os potenciais benefícios da adrenalina em</p><p>pacientes com BVA em diferentes cenários. Assim como nos broncodilatadores da classe beta-adrenérgica,</p><p>não há dados capazes de definir com segurança qual subgrupo de pacientes portadores de BVA poderia se</p><p>beneficiar dessa terapêutica. Sob a ótica de evidência, tanto broncodilatadores da classe dos beta-</p><p>adrenérgicos quanto a adrenalina (propriedades alfas e beta-adrenérgicos) têm forte recomendação para</p><p>que não sejam utilizados como rotina na BVA, juízo fundamentado pela análise crítica de uma série de</p><p>estudos de literatura, delineados com pequenas limitações metodológicas. Sendo assim, à luz do</p><p>conhecimento atual, essas drogas não devem ser recomendadas no tratamento de rotina dos pacientes</p><p>portadores de BVA, necessitando de novos dados focados sobretudo na determinação das características</p><p>de um subgrupo que poderia se beneficiar da terapêutica. Até que isso seja definido, é importante que</p><p>outras questões também sejam ponderadas: dose ideal, intervalo de administração e questões relacionadas</p><p>à segurança em terapêuticas mais prolongadas, aspectos também sem resposta fundamentada.</p><p>Solução salina hipertônica - Estudos advindos de pacientes portadores de fibrose cística vieram a sugerir</p><p>que a utilização de soluções salinas hipertônicas (3%, 5% e 7%) administradas por via inalatória melhoraria</p><p>o clearance mucociliar de lactentes portadores de BVA. Dados de literatura chegaram a sugerir que</p><p>pudesse ser utilizada de maneira universal nos portadores de BVA, visto reduzir tempo de internação e</p><p>demonstrar melhora na redução de escores clínicos. sob o ponto de vista da evidência, a solução salina</p><p>hipertônica tem recomendações para sua utilização, embora essas sejam ainda fracas, visto estarem</p><p>fundamentadas em estudos com achados de menor consistência metodológica.</p><p>Corticosteroides - As bases lógicas para sua utilização estão relacionadas a uma possível importância da</p><p>inflamação na gênese do processo. O papel da inflamação é sustentado por evidências relacionadas a um</p><p>aumento de mediadores pró-inflamatórios e achados encontrados por ocasião de exames</p><p>anatomopatológicos em portadores de BVA.13 Apesar do seu uso frequente (36% dos casos, em alguns</p><p>centros) e dos seus potenciais benefícios teóricos, os corticosteroides sistêmicos não têm demonstrado</p><p>eficácia no tratamento da BVA, sendo, por isso, contraindicados. Outro aspecto terapêutico relacionado à</p><p>utilização de corticosteroides está centrado na sua administração por via inalatória, com o intuito de se obter</p><p>uma redução da sibilância que frequentemente sucede a bronquiolite aguda. Sob a ótica de evidência,</p><p>corticosteroides têm forte recomendação para não serem utilizados no tratamento da BVA, dados que têm</p><p>sido fundamentados pela análise crítica da literatura, incluindo ensaios clínicos bem delineados</p><p>e</p><p>metanálises.</p><p>Outros - Várias outras drogas têm sido alvo de estudos para tratamento da bronquiolite viral aguda e de</p><p>suas complicações. Em casos especiais, apontam para a possibilidade de benefícios associados à</p><p>utilização, entretanto, carecemos de maiores evidências e fundamentação científica: surfactante exógeno,</p><p>misturas gasosas de hélio e oxigênio (heliox), desoxirribonuclease humana recombinante (Dnase),</p><p>macrolídeos, entre outras.</p><p>Suporte ventilatório - Dependendo da população amostrada, a necessidade de ventilação mecânica pode</p><p>oscilar entre 5 e 15% dos pacientes internados. Os maiores candidatos são lactentes menores de 3 meses,</p><p>pacientes com displasia broncopulmonar, portadores de desnutrição proteicocalórica, síndrome de Down,</p><p>cardiopatias congênitas e pacientes que adquiriram bronquiolite intra-hospitalar. O tempo de ventilação</p><p>mecânica oscila entre 5 e 15 dias, período no qual o processo obstrutivo deve começar a resolver-se.</p><p>10) Citar principais agentes causadores da bronquiolite.</p><p>O VSR é um paramixovírus de RNA, existem dois grandes subtipos (A e B), que muitas vezes circulam</p><p>concomitantemente. Evidências sugerem que as diferenças antigênicas podem afetar a suscetibilidade à</p><p>infecção, e algumas cepas podem ser mais virulentas do que outras. Outros agentes causais da BVA</p><p>também estão bem determinados, como influenza, rinovírus, parainfluenza (tipos 1 e 3), adenovírus,</p><p>metapneumovírus, bocavírus humano, entre outros.</p><p>O VSR in vitro é um dos menos agressivos entre os vírus respiratórios, porém sua grande afinidade pelo</p><p>epitélio bronquiolar explica sua tendência a produzir problemas respiratórios importantes.</p><p>A inoculação do VSR ocorre provavelmente através da superfície da mucosa nasal. Depois de um período</p><p>de incubação assintomático de 4 a 5 dias, a criança infectada desenvolve sintomas característicos da</p><p>infecção respiratória superior. A disseminação para as vias respiratórias baixas causa mecanismos pouco</p><p>compreendidos, mas, supostamente, mediante inspiração de secreções infectadas que produzem</p><p>pneumonia ou bronquiolite.</p><p>Os mecanismos patogênicos na bronquiolite permanecem, todavia, indefinidos. A capacidade de</p><p>recuperação depois da infecção com VSR relaciona-se com os níveis secretórios das imunoglobulinas IgA,</p><p>IgG e IgM e de anticorpo dependentes da citotoxicidade mediada por células.2 Esses mecanismos</p><p>poderiam ser os responsáveis pelos sintomas leves observados nas reinfecções. A variação dos achados</p><p>clínicos em crianças pequenas poderia ocorrer como consequência da falta de desenvolvimento das</p><p>defesas individuais do hospedeiro.</p><p>A transmissão ocorre normalmente por contato direto ou próximo a secreções contaminadas, que podem</p><p>envolver gotículas ou fômites. O período de incubação é de 2 a 8 dias, com uma média de 4 a 6 dias. O</p><p>período de disseminação viral é normalmente de 3 a 8 dias, mas pode prolongar-se, especialmente em</p><p>lactentes mais novos, nos quais a disseminação pode continuar até por 3 ou 4 semanas. As infecções pelo</p><p>VSR não conferem imunidade completa, sendo comuns as reinfecções durante a vida.</p><p>Existem dois modos primários de transmissão da infecção pelo VSR: contato direto com grandes partículas</p><p>de secreção e autoinoculação pelas mãos (após contato com material contaminado). A transmissão por</p><p>pequenas partículas de aerossol não é tão importante. Portanto, as mãos devem ser cuidadosamente</p><p>lavadas, antes e após o contato com o doente. Atenção especial deve ser dada para a deposição de</p><p>secreções e materiais contaminados, visto que podem permanecer infectantes (por viabilidade do agente</p><p>viral) por várias horas em roupas, luvas, estetoscópios e mãos. Medidas de isolamento de contato são</p><p>obrigatoriamente requeridas. Caso não haja disponibilidade de um quarto privativo ou de um quarto de</p><p>isolamento comum aos portadores da doença, uma distância mínima de 2 metros entre cada leito da</p><p>unidade deve ser obedecida.</p><p>11) Compreender as características do desconforto respiratório.</p><p>No lactente os sinais e sintomas são mais exuberantes do que no adolescente. No entanto, há um ponto em</p><p>comum: a TAQUIPNEIA. Este é o sinal clínico mais precoce em qualquer idade, já a BRADIPNEIA e a</p><p>APNEIA são sinais de maior gravidade e mais tardios.</p><p>Outros sinais e sintomas respiratórios: dispneia, tiragens intercostais e subdiafragmáticas, tiragens de</p><p>fúrcula, batimento de asa de nariz, diminuição ou ausência dos sons respiratórios são comuns no</p><p>desconforto respiratório de qualquer etiologia. O estridor está presente em obstruções da via aérea superior,</p><p>sibilos nas obstruções de via aérea inferior e crepitações nas doenças do parênquima pulmonar. O gemido</p><p>(fechamento da glote para aumentar a capacidade residual) é um sinal de alerta importante de fadiga.</p><p>Cianose é um sinal tardio, principalmente em pacientes com anemia. Sinais cardiovasculares como</p><p>taquicardia ou bradicardia, hipotensão, hipertensão, má perfusão periférica e pulso paradoxal indicam maior</p><p>gravidade. Sinais gerais como irritação, sonolência, fadiga e sudorese também podem estar presentes.</p><p>Terapia_-_Insuficiencia_Respiratoria_Aguda.pdf (sbp.com.br) 2017</p><p>12) Compreender a fisiopatologia do broncoespasmo.</p><p>-> Um espasmo é uma contração muscular involuntária. Quando ocorre no pulmão é chamado de</p><p>Broncoespasmo.</p><p>-> broncoespasmo é o estreitamento súbito dos brônquios devido à contração da musculatura lisa das vias</p><p>aéreas, cursando com obstrução parcial ou total do ar para os pulmões. Frequentemente associado a asma,</p><p>doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e anafilaxia.</p><p>Um broncoespasmo é uma condição caracterizada pela contração súbita dos músculos lisos que envolvem</p><p>os brônquios e que compõe as vias aéreas pulmonares. Assim, essa contração reduz o diâmetro dos</p><p>brônquios, dificultando a passagem do ar e resultando em sintomas como falta de ar, sibilos, tosse e</p><p>sensação de aperto no peito. Ocorre quando alérgenos ou irritantes entram em contato com as vias aéreas,</p><p>ativando mastócitos e outras células inflamatórias, como eosinófilos e neutrófilos.</p><p>Hiper responsividade é o aumento da sensibilidade que ocorre nos brônquios dos pacientes com asma.</p><p>Sensibilidade excessiva, que determina uma exagerada capacidade de reagir a certas substâncias irritantes</p><p>as quais o paciente é alérgico. É uma característica chave de condições como a asma, pode ser</p><p>exacerbada por diversos fatores como Infecções respiratórias virais e bacterianas, que agravam a</p><p>inflamação.</p><p>13) Citar sinais e sintomas do broncoespasmo.</p><p>https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Terapia_-_Insuficiencia_Respiratoria_Aguda.pdf</p><p>Os sinais e sintomas do broncoespasmo refletem o grau de obstrução da via área e variam de intensidade,</p><p>entre leve, moderado ou intenso. Assim, podem-se apresentar como: Sibilos; Dispneia; Taquipneia; Tosse</p><p>seca ou produtiva; Desconforto respiratório ou sensação de aperto no peito; Cianose.</p><p>As principais causas de broncoespasmo incluem doenças respiratórias crônicas, alergias e infecções</p><p>respiratórias agudas. Além disso, pode incluir exercícios, exposição a irritantes, estresse e ansiedade.</p><p>Classifica-se a Asma como doença inflamatória crônica das vias aéreas, sendo a principal doença</p><p>respiratória da infância, caracterizada por episódios recorrentes de broncoespasmo. Portanto, a asma ou</p><p>quadros de exacerbação da doença, desencadeiam-se comumente por alérgenos, como poeira, pólen,</p><p>ácaros, exercícios, infecções virais, variações climáticas e estresse emocional.</p><p>O broncoespasmo na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que inclui bronquite crônica e</p><p>enfisema, é causado pela inflamação crônica das vias aéreas devido à exposição a irritantes, como fumaça</p><p>de cigarro, poluição do ar e poeiras ocupacionais. Assim, resulta-se em hipersecreção de muco,</p><p>remodelamento das vias aéreas e perda de elasticidade pulmonar.</p><p>Caracteriza-se anafilaxia como uma reação alérgica aguda e</p><p>potencialmente fatal, que cursa</p><p>com broncoespasmo. Assim, é desencadeada por substâncias como pólen, poeira, alimentos, picadas de</p><p>insetos e medicamentos em indivíduos sensíveis.</p><p>O diagnóstico de broncoespasmo é essencialmente clínico, realizado através do estado hemodinâmico</p><p>do paciente, história e exame físico direcionados. Assim, o objetivo da assistência é realizar o manejo da</p><p>crise de forma rápida e eficaz.</p><p>História Clínica</p><p>• Sintomas: Pergunta-se principalmente sobre dispneia (falta de ar), sibilo (chiado), tosse e sensação de</p><p>aperto no peito.</p><p>• Passado médico: Identifica-se condições pré-existentes como asma, DPOC, alergias, infecções</p><p>respiratórias recentes e exposição a irritantes, como fumaça de cigarro e poluentes</p><p>• Fatores Desencadeantes: Pesquisa-se possíveis gatilhos como exercício físico, mudança climática,</p><p>alérgenos, infecções virais e o contexto do surgimento da crise, como situações estressantes.</p><p>Exame Físico</p><p>Realiza-se as etapas do exame físico do aparelho respiratório:</p><p>• Inspeção: Observa-se o padrão respiratório, se há sinais de esforço respiratório como utilização de</p><p>musculatura acessória, retração intercostal ou batimento da asa do nariz. Além disso, avalia-se sinais</p><p>de cianose.</p><p>• Ausculta: Avalia-se distribuição do murmúrio vesicular e presença de sibilos, creptos ou roncos.</p><p>• Percussão e Palpação: Verifica-se expansibilidade torácica e simetria e identifica-se o som pulmonar.</p><p>Ausculta pulmonar é especialmente importante para detectar sibilos e outros sons respiratórios anormais.</p><p>Assim, a presença de sibilos difusos durante a expiração é um achado comum. Contudo, a ausência de</p><p>sibilos não exclui o diagnóstico em casos de obstrução grave de via aérea, onde o fluxo de ar é muito baixo</p><p>para produzir som.</p><p>14) Compreender o manejo do broncoespasmo.</p><p>15) Entender as indicações e manejo p/ uso de dispositivos inalatórios. AAAI_4_1_Miolo_cor.indd</p><p>(sbp.com.br)</p><p>São quatro os tipos de dispositivos inalatórios:</p><p>(a) inaladores dosimetrados pressurizados (IDPs), que utilizam o hidrofluoralcano (HFA) como propelente;</p><p>(b) inaladores de pó;</p><p>(c) nebulizadores de jato ou nebulizadores ultrassônicos;</p><p>(d) nebulizadores de membrana vibratória.</p><p>Técnica do uso dos dispositivos inalatórios</p><p>https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/v4n1a02.pdf</p><p>https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/v4n1a02.pdf</p><p>16) Compreender o Aerolin.</p><p>CLASSE: Agonista beta-2-adrenérgico.</p><p>MECANISMO DE AÇÃO: Relaxa o músculo liso brônquico por ação nos receptores beta-2, com pouca ou</p><p>quase nenhuma ação nos receptores beta-1-adrenérgicos do músculo cardíaco.</p><p>APRESENTAÇÃO: Solução para nebulização: 5 mg/mL - frasco com 10 mL (Aerolin®);</p><p>SPRAY: 100 microgramas (Aerolin®, Aerofrin®, Aerodini®).12) Compreender a lavagem nasal.</p><p>USO CLÍNICO: Crise asmática; Asma brônquica (ambulatório); Crise asmática na criança (hospitalar);</p><p>Bronquiolite (ambulatório); Bronquiolite (hospitalar); Doença pulmonar obstrutiva crônica (ambulatório).</p><p>PEDIATRIA: Spray: 100-200 microgramas por via inalatória, por até 4x/dia na terapia crônica;</p><p>MONITORAMENTO: Pico de fluxo expiratório (PFE), testes de função pulmonar, frequência cardíaca,</p><p>glicose sérica, potássio sérico e sintomas de asma.</p><p>EFEITOS ADVERSOS: Tremor; Taquicardia; Dor de cabeça.</p><p>FARMACOCINÉTICA: Distribuição: Ligação às proteínas de 10%; Início da ação: ≤ 5 minutos;</p><p>ELIMINAÇÃO: Tanto a droga inalterada como o conjugado são excretados principalmente na urina. A maior</p><p>parte da dose é excretada em 72 horas.</p><p>17) Compreender a lavagem nasal.</p><p>Quadro 1. Dispositivos utilizados para lavagem nasal e cuidados com o nariz.</p><p>Conta-gotas</p><p>Seringas</p><p>Flaconetes*</p><p>Peras de aspiração, aspiradores nasais,</p><p>aspiradores elétricos</p><p>Chaleirinha</p><p>Garrafas compressíveis</p><p>Spray</p><p>Spray em jato contínuo</p><p>a) sempre direcionar o dispositivo no sentido lateral da narina, evitando o trauma no septo nasal;</p><p>b) nunca aplicar com força, sempre manter uma pressão suave e contínua;</p><p>c) estabelecer um bom vedamento da conexão de saída do dispositivo com a narina;</p><p>d) direcionar o jato em ângulo de 45 graus para cima em relação ao plano do palato</p><p>18) Citar indicações da claritromicina.</p><p>CLASSE ANTIMICROBIANO: Macrolídeo.</p><p>MECANISMO DE AÇÃO: Exerce sua ação antibacteriana ligando-se à subunidade ribossômica 50S,</p><p>resultando na inibição da síntese de proteínas. O metabólito 14-OH da Claritromicina é duas vezes mais</p><p>ativo que o composto original contra certos organismos.</p><p>USO CLÍNICO: Faringoamigdalite; Exacerbação infecciosa de DPOC; Infecção pelo H. Pylori; Piodermite;</p><p>Pneumonia comunitária; Profilaxia para endocardite; Sinusite bacteriana; Micobacterioses; outras infecções</p><p>localizadas ou disseminadas causados por microrganismos sensíveis.</p><p>PERFIL DE AÇÃO:</p><p>Primeira linha (++): Arcanobacter. sp, B. pertussis, Bartonella sp., Legionella sp.</p><p>Alternativa (+): Actinomyces sp., B. burgdorferi, C. burnetii, C. diphtheriae, C. jejuni, C. trachomatis,</p><p>Chlamydophila sp., Clostridium sp., H. influenzae, K. granulomatis, Leptospira sp., M. catarrhalis, S.</p><p>lugdunensis.</p><p>ADVERTÊNCIAS: Atenção! Medicamento de uso restrito a hospitais;</p><p>19) Entender a fluidoterapia isotônica.</p><p>A oferta de líquidos intravenosos, ou fluidoterapia, é uma das intervenções médicas mais frequentes em</p><p>pacientes internados, com a finalidade de reposição ou manutenção hídrica. Fluidoterapia de reposição é</p><p>utilizada para expansão do espaço extracelular depletado, como ocorre em pacientes com diarreia aguda.</p><p>Fluidoterapia de manutenção é utilizada para manter a homeostase corporal de pacientes em jejum,</p><p>oferecendo a quantidade necessária de água e eletrólitos para repor as perdas devidas aos processos</p><p>fisiológicos, como diurese, suor, evacuação e perspiração.</p><p>Rec78_TerapiaIntensiva.pdf (spsp.org.br)</p><p>20) Compreender a Fórmula de Holliday- Segar.</p><p>Historicamente, Holliday e Segar (1957) utilizaram do gasto calórico basal para estimar as necessidades</p><p>hidroeletrolíticas com base em estudo de crianças previamente hígidas hospitalizadas recebendo</p><p>soroterapia intravenosa (IV). Desde então esta foi a base (com algumas modificações) para a estimativa da</p><p>fluido terapia de manutenção em crianças, que engloba os seguintes componentes:</p><p>• Água – nossa “oferta hídrica” (OH).</p><p>• Eletrólitos – usualmente Sódio (Na⁺) e Potássio (K⁺). Cloreto geralmente acompanha ambos</p><p>(cloreto de sódio – NaCl, e cloreto de potássio – KCl).</p><p>• Glicose – glicosado 5% a 10%.</p><p>https://www.spsp.org.br/site/asp/recomendacoes/Rec78_TerapiaIntensiva.pdf</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/13431307/</p><p>21) Citar manejo da baixa aceitação alimentar na criança com desidratação.</p><p>22) Citar sinais de desidratação na Criança. 20240303_103046.pdf (mastereditora.com.br)</p><p>Os sintomas de desidratação nas crianças acontecem quando há pouca quantidade de água no organismo</p><p>para o seu funcionamento correto, causando olhos fundos, diminuição da frequência urinária, sede</p><p>excessiva, pele e boca secas, choro sem lágrimas e afundamento das fontanelas do bebê, Fraldas secas há</p><p>mais de 6 horas ou com urina amarela e com cheiro forte; Comportamento fora do habitual, irritabilidade ou</p><p>apatia; Sonolência, cansaço excessivo ou alteração dos níveis de consciência.</p><p>A desidratação nas crianças normalmente acontece devido a episódios de diarreia, vômitos ou por excesso</p><p>de calor e febre, além de também pode estar relacionada com infecções virais ou bacterianas.</p><p>A perda de peso, o tempo de enchimento capilar prolongado, o turgor da pele e o padrão respiratório</p><p>anormal foram considerados os melhores sinais clínicos para avaliação da desidratação. Já a Organização</p><p>Mundial de Saúde (OMS), o Ministério da Saúde (MS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), propõem</p><p>alguns critérios para avaliar o estado de hidratação da criança com diarreia como o estado geral, aparência</p><p>dos olhos,</p><p>presença ou não de lágrimas, se tem sede, nível de consciência, sinal da prega cutânea, como</p><p>se encontra o pulso e o enchimento capilar, sendo que este último não faz parte dos critérios atuais do</p><p>Ministério da Saúde.</p><p>O enchimento capilar normal na criança é até 3 segundos, 3 a 5 segundos está prejudicado e acima de 5</p><p>segundos, muito prejudicado. A pesquisa do sinal da prega cutânea, também, requer maior cuidado na sua</p><p>valorização, porque pode ter sua avaliação comprometida, uma vez que o turgor da pele pode estar</p><p>falsamente normal quando a criança estiver em hipernatremia ou tiver excesso de gordura subcutânea, ou</p><p>ainda apresentar-se falsamente prologado nos distúrbios primários da pele e na desnutrição. O</p><p>https://www.mastereditora.com.br/periodico/20240303_103046.pdf</p><p>desaparecimento do sinal da prega superior a dois segundos pode sinalizar desidratação grave</p><p>23) Explicar o manejo da desidratação.</p><p>Quantidade de Sais de Reidratação Oral necessários</p><p>A quantidade de Sais de Reidratação Oral necessários para a criança varia de acordo com a gravidade da</p><p>desidratação, sendo indicado:</p><p>• Desidratação leve: 40-50 mL/kg de sais;</p><p>• Desidratação moderada: 60-90 mL/kg a cada 4 horas;</p><p>• Desidratação grave: 100-110 mL/kg diretamente na veia.</p><p>Independente da gravidade da desidratação é recomendada que a alimentação seja iniciada o mais breve</p><p>possível.</p>

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