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Direito Internacional - QUESTIONÁRIO UNIDADE I - UNIP

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Assinale a alternativa correta: De acordo com a jurisprudência atual da Corte Europeia de Direitos Humanos em matéria de extradição, não se exige que um Estado Parte da Convenção Europeia de Direitos Humanos leve em consideração o risco de violação grave de direitos humanos do extraditando pelo Estado Requerente que não seja parte da Convenção, uma vez que os direitos protegidos na Convenção Europeia de Direitos Humanos não vinculam Estados terceiros. Conforme a Convenção Interamericana sobre o Cumprimento de Sentenças Penais no Exterior, o Estado sentenciador conservará sua plena jurisdição para a revisão das sentenças proferidas por seus tribunais, mas cabe ao Estado receptor do indivíduo transferido a faculdade de conceder indulto, anistia ou perdão à pessoa sentenciada. O acordo de extradição do Mercosul não prevê a denegação da extradição por delitos políticos, em virtude do paradigma da confiança que deve imperar na cooperação jurídica internacional em blocos de integração econômica. De acordo com a jurisprudência atual da Corte Europeia de Direitos Humanos em matéria de extradição, não se exige que um Estado Parte da Convenção Europeia de Direitos Humanos leve em consideração o risco de violação grave de direitos humanos do extraditando pelo Estado Requerente que não seja parte da Convenção, uma vez que os direitos protegidos na Convenção Europeia de Direitos Humanos não vinculam Estados terceiros. De acordo com o Acordo de Assistência Judiciária em Matéria Penal entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América, a assistência será prestada ainda que o fato sujeito a inquérito, investigação ou ação penal não seja punível na legislação de ambos os Estados.

a) I and III are correct.
b) II and IV are correct.
c) III and V are correct.

Sobre Tratados Internacionais, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmacoes:
I. Em relação ao Direito dos Tratados e ao ordenamento jurídico brasileiro, a formulação de reservas é, via de regra, facultada ao Estado que assina, ratifica, aceita, aprova ou adere a um tratado, mas o próprio tratado pode proibi-las. Exemplifica tal vedação o Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional.
II. Em relação ao Direito dos Tratados e ao ordenamento jurídico brasileiro, a regra que veda ao Estado invocar o fato de que seu consentimento em se obrigar por um tratado foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência para concluir tratados não admite exceção.
III. Em relação ao Direito dos Tratados e ao ordenamento jurídico brasileiro, a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, concluída em 23 de maio de 1969, somente foi promulgada sem reservas, no Brasil, em 14 de dezembro de 2009, pelo Decreto n. 7.030.
IV. Com relação ao estatuto jurídico dos tratados internacionais no Direito brasileiro, os tratados internacionais se incorporam ao ordenamento jurídico brasileiro com o status de emenda constitucional.
V. Acerca do processo de incorporação, vigência e extinção dos tratados internacionais relativos a direitos humanos no ordenamento jurídico brasileiro, tratados internacionais relativos a direitos humanos podem conter autorização expressa para formulação de quaisquer reservas que o Estado-parte considere apropriadas, desde que tais reservas não sejam incompatíveis com o objeto e o fim do tratado, não estando sujeitas à aceitação ulterior dos demais Estados contratantes.
a. V, F, F, F, V.
b. V, V, V, V, F.
c. V, F, F, F, V.
d. F, V, F, F, V.
e. F, F, F, F, F.

Até hoje, o sistema legislativo internacional é de forma horizontal, não havendo nenhum órgão legislativo da sociedade internacional. [...] Não há autoridade legislativa que adote uma legislação universalmente vinculativa e não há corte internacional com jurisdição compulsória. [...] Já que não existe uma constituição da sociedade internacional que possa esclarecer as fontes do direito internacional, as cortes internacionais têm tentado determinar as suas regras de aplicação. Essa questão é geralmente tratada como fontes do direito internacional” (Hee Moon Jo. Introdução ao Direito Internacional. 2. ed. São Paulo: LTr, 2004, p. 77-8 – com adaptações). A respeito do assunto abordado nesse fragmento de texto, assinale a opção correta, considerando que CIJ se refere à Corte Internacional de Justiça.
Jus cogens são normas imperativas de Direito Internacional geral, aceitas e reconhecidas pela comunidade internacional dos Estados como um todo, que não podem ser derrogadas ou modificadas, salvo por norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma natureza, e que podem ter fundamento tanto convencional quanto consuetudinário.
Dada sua soberania, os Estados podem, no que se refere aos atos unilaterais autonormativos, voltar atrás quanto a declarações ou
a.
b.
c.

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Questões resolvidas

Assinale a alternativa correta: De acordo com a jurisprudência atual da Corte Europeia de Direitos Humanos em matéria de extradição, não se exige que um Estado Parte da Convenção Europeia de Direitos Humanos leve em consideração o risco de violação grave de direitos humanos do extraditando pelo Estado Requerente que não seja parte da Convenção, uma vez que os direitos protegidos na Convenção Europeia de Direitos Humanos não vinculam Estados terceiros. Conforme a Convenção Interamericana sobre o Cumprimento de Sentenças Penais no Exterior, o Estado sentenciador conservará sua plena jurisdição para a revisão das sentenças proferidas por seus tribunais, mas cabe ao Estado receptor do indivíduo transferido a faculdade de conceder indulto, anistia ou perdão à pessoa sentenciada. O acordo de extradição do Mercosul não prevê a denegação da extradição por delitos políticos, em virtude do paradigma da confiança que deve imperar na cooperação jurídica internacional em blocos de integração econômica. De acordo com a jurisprudência atual da Corte Europeia de Direitos Humanos em matéria de extradição, não se exige que um Estado Parte da Convenção Europeia de Direitos Humanos leve em consideração o risco de violação grave de direitos humanos do extraditando pelo Estado Requerente que não seja parte da Convenção, uma vez que os direitos protegidos na Convenção Europeia de Direitos Humanos não vinculam Estados terceiros. De acordo com o Acordo de Assistência Judiciária em Matéria Penal entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América, a assistência será prestada ainda que o fato sujeito a inquérito, investigação ou ação penal não seja punível na legislação de ambos os Estados.

a) I and III are correct.
b) II and IV are correct.
c) III and V are correct.

Sobre Tratados Internacionais, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmacoes:
I. Em relação ao Direito dos Tratados e ao ordenamento jurídico brasileiro, a formulação de reservas é, via de regra, facultada ao Estado que assina, ratifica, aceita, aprova ou adere a um tratado, mas o próprio tratado pode proibi-las. Exemplifica tal vedação o Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional.
II. Em relação ao Direito dos Tratados e ao ordenamento jurídico brasileiro, a regra que veda ao Estado invocar o fato de que seu consentimento em se obrigar por um tratado foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência para concluir tratados não admite exceção.
III. Em relação ao Direito dos Tratados e ao ordenamento jurídico brasileiro, a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, concluída em 23 de maio de 1969, somente foi promulgada sem reservas, no Brasil, em 14 de dezembro de 2009, pelo Decreto n. 7.030.
IV. Com relação ao estatuto jurídico dos tratados internacionais no Direito brasileiro, os tratados internacionais se incorporam ao ordenamento jurídico brasileiro com o status de emenda constitucional.
V. Acerca do processo de incorporação, vigência e extinção dos tratados internacionais relativos a direitos humanos no ordenamento jurídico brasileiro, tratados internacionais relativos a direitos humanos podem conter autorização expressa para formulação de quaisquer reservas que o Estado-parte considere apropriadas, desde que tais reservas não sejam incompatíveis com o objeto e o fim do tratado, não estando sujeitas à aceitação ulterior dos demais Estados contratantes.
a. V, F, F, F, V.
b. V, V, V, V, F.
c. V, F, F, F, V.
d. F, V, F, F, V.
e. F, F, F, F, F.

Até hoje, o sistema legislativo internacional é de forma horizontal, não havendo nenhum órgão legislativo da sociedade internacional. [...] Não há autoridade legislativa que adote uma legislação universalmente vinculativa e não há corte internacional com jurisdição compulsória. [...] Já que não existe uma constituição da sociedade internacional que possa esclarecer as fontes do direito internacional, as cortes internacionais têm tentado determinar as suas regras de aplicação. Essa questão é geralmente tratada como fontes do direito internacional” (Hee Moon Jo. Introdução ao Direito Internacional. 2. ed. São Paulo: LTr, 2004, p. 77-8 – com adaptações). A respeito do assunto abordado nesse fragmento de texto, assinale a opção correta, considerando que CIJ se refere à Corte Internacional de Justiça.
Jus cogens são normas imperativas de Direito Internacional geral, aceitas e reconhecidas pela comunidade internacional dos Estados como um todo, que não podem ser derrogadas ou modificadas, salvo por norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma natureza, e que podem ter fundamento tanto convencional quanto consuetudinário.
Dada sua soberania, os Estados podem, no que se refere aos atos unilaterais autonormativos, voltar atrás quanto a declarações ou
a.
b.
c.

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<p>Revisar envio do teste: QUESTIONÁRIO UNIDADE I</p><p>DIREITO INTERNACIONAL 7340-60_54501_R_E1_20242 CONTEÚDO</p><p>Usuário mariana.vitalino @aluno.unip.br</p><p>Curso DIREITO INTERNACIONAL</p><p>Teste QUESTIONÁRIO UNIDADE I</p><p>Iniciado 12/09/24 20:39</p><p>Enviado 12/09/24 20:42</p><p>Status Completada</p><p>Resultado da</p><p>tentativa</p><p>3 em 3 pontos</p><p>Tempo decorrido 3 minutos</p><p>Resultados exibidos Todas as respostas, Respostas enviadas, Respostas corretas, Comentários, Perguntas</p><p>respondidas incorretamente</p><p>Pergunta 1</p><p>Resposta</p><p>Selecionada:</p><p>d.</p><p>Respostas: a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>d.</p><p>e.</p><p>Acerca do Direito Internacional atinente à nacionalidade e à extradição, assinale a opção</p><p>correta.</p><p>Considere que, durante uma viagem de navio, um casal de argentinos,</p><p>que deixara seu país rumo a um passeio pelo Caribe, tenha uma criança</p><p>no momento em que o navio transite no mar territorial brasileiro. Nessa</p><p>situação, a criança terá nacionalidade brasileira.</p><p>A perda da nacionalidade brasileira somente poderá ocorrer caso haja</p><p>aquisição de outra nacionalidade por naturalização voluntária.</p><p>A extradição é um ato estatal que obriga o estrangeiro a sair do território</p><p>nacional, ao qual não poderá mais retornar.</p><p>Nacionalidade é o vínculo entre o indivíduo e a nação.</p><p>Considere que, durante uma viagem de navio, um casal de argentinos,</p><p>que deixara seu país rumo a um passeio pelo Caribe, tenha uma criança</p><p>no momento em que o navio transite no mar territorial brasileiro. Nessa</p><p>situação, a criança terá nacionalidade brasileira.</p><p>A nacionalidade brasileira originária poderá ser perdida a qualquer</p><p>tempo sem restrições.</p><p>UNIP EAD BIBLIOTECAS MURAL DO ALUNO TUTORIAISCONTEÚDOS ACADÊMICOS</p><p>0,3 em 0,3 pontos</p><p>http://company.blackboard.com/</p><p>https://ava.ead.unip.br/webapps/blackboard/execute/courseMain?course_id=_360686_1</p><p>https://ava.ead.unip.br/webapps/blackboard/content/listContent.jsp?course_id=_360686_1&content_id=_4116302_1&mode=reset</p><p>https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_10_1</p><p>https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_27_1</p><p>https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_47_1</p><p>https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_29_1</p><p>https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_25_1</p><p>https://ava.ead.unip.br/webapps/login/?action=logout</p><p>Comentário da</p><p>resposta:</p><p>Resposta: D</p><p>Comentário: segundo previsão do artigo 12, inciso I, "a", da Constituição</p><p>Federal de 1988: “São brasileiros natos: a) os nascidos na República</p><p>Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não</p><p>estejam a serviço de seu país”.</p><p>Pergunta 2</p><p>Resposta</p><p>Selecionada:</p><p>c.</p><p>Respostas: a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>d.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>De acordo com a jurisprudência atual da Corte Europeia de Direitos</p><p>Humanos em matéria de extradição, não se exige que um Estado Parte da</p><p>Convenção Europeia de Direitos Humanos leve em consideração o risco de</p><p>violação grave de direitos humanos do extraditando pelo Estado</p><p>Requerente que não seja parte da Convenção, uma vez que os direitos</p><p>protegidos na Convenção Europeia de Direitos Humanos não vinculam</p><p>Estados terceiros.</p><p>Conforme a Convenção Interamericana sobre o Cumprimento de</p><p>Sentenças Penais no Exterior, o Estado sentenciador conservará sua plena</p><p>jurisdição para a revisão das sentenças proferidas por seus tribunais, mas</p><p>cabe ao Estado receptor do indivíduo transferido a faculdade de conceder</p><p>indulto, anistia ou perdão à pessoa sentenciada.</p><p>O acordo de extradição do Mercosul não prevê a denegação da extradição</p><p>por delitos políticos, em virtude do paradigma da con�ança que deve</p><p>imperar na cooperação jurídica internacional em blocos de integração</p><p>econômica.</p><p>De acordo com a jurisprudência atual da Corte Europeia de Direitos</p><p>Humanos em matéria de extradição, não se exige que um Estado Parte da</p><p>Convenção Europeia de Direitos Humanos leve em consideração o risco de</p><p>violação grave de direitos humanos do extraditando pelo Estado</p><p>Requerente que não seja parte da Convenção, uma vez que os direitos</p><p>protegidos na Convenção Europeia de Direitos Humanos não vinculam</p><p>Estados terceiros.</p><p>De acordo com o Acordo de Assistência Judiciária em Matéria Penal entre</p><p>o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados</p><p>Unidos da América, a assistência será prestada ainda que o fato sujeito a</p><p>inquérito, investigação ou ação penal não seja punível na legislação de</p><p>ambos os Estados.</p><p>0,3 em 0,3 pontos</p><p>e.</p><p>Comentário da</p><p>resposta:</p><p>O Estado brasileiro não rati�cou o Tratado de Viena que permite</p><p>extradição por delitos políticos.</p><p>Resposta: C</p><p>Comentário: segundo previsão da Convenção Europeia de Direitos</p><p>Humanos, os direitos ali vinculados não obrigam Estados-Terceiros.</p><p>Pergunta 3</p><p>Resposta</p><p>Selecionada:</p><p>a.</p><p>Respostas: a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>d.</p><p>e.</p><p>Comentário</p><p>da resposta:</p><p>Com relação aos tratados internacionais, assinale a opção correta à luz da Convenção de</p><p>Viena sobre Direito dos Tratados, de 1969.</p><p>Uma parte não pode invocar as disposições de seu direito interno para</p><p>justi�car o inadimplemento de um tratado.</p><p>Uma parte não pode invocar as disposições de seu direito interno para</p><p>justi�car o inadimplemento de um tratado.</p><p>Reserva constitui uma declaração bilateral feita pelos Estados ao</p><p>assinarem um tratado.</p><p>Apenas o chefe de Estado pode celebrar tratado internacional.</p><p>Ainda que a existência de relações diplomáticas ou consulares seja</p><p>indispensável à aplicação de um tratado, o rompimento dessas relações,</p><p>em um mesmo tratado, não afetará as relações jurídicas estabelecidas</p><p>entre as partes.</p><p>O Brasil não é signatário da Convenção de Viena sobre Direitos dos</p><p>Tratados por ser contrário aos interesses nacionais.</p><p>Resposta: A</p><p>Comentário: segundo artigo 46, do Decreto n. 7030/2009 - quanto ao</p><p>direito interno sobre competência para concluir Tratados -, o Estado não</p><p>pode invocar o fato de que seu consentimento em se obrigar por um</p><p>tratado foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno</p><p>sobre competência para concluir tratados, a não ser que essa violação</p><p>fosse manifesta e dissesse respeito a uma norma de seu direito interno de</p><p>importância fundamental. Uma violação é manifesta se for objetivamente</p><p>evidente para qualquer Estado que proceda, na matéria, de conformidade</p><p>com a prática normal e de boa fé.</p><p>Pergunta 4</p><p>0,3 em 0,3 pontos</p><p>0,3 em 0,3 pontos</p><p>Resposta Selecionada: c.</p><p>Respostas: a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>d.</p><p>e.</p><p>Comentário da</p><p>resposta:</p><p>De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, os países costeiros</p><p>têm direito a declarar uma Zona Econômica Exclusiva (ZEE). É delimitada por uma linha</p><p>imaginária situada a:</p><p>200 milhas marítimas da costa.</p><p>50 milhas marítimas da costa.</p><p>150 milhas marítimas da costa.</p><p>200 milhas marítimas da costa.</p><p>500 milhas marítimas da costa.</p><p>1.000 milhas marítimas da costa.</p><p>Resposta: C</p><p>Comentário: o artigo 57, da CNUDM, declara que a largura da zona</p><p>econômica exclusiva não se estenderá além de 200 milhas marítimas</p><p>das linhas de base a partir das quais se mede a largura do mar</p><p>territorial.</p><p>Pergunta 5</p><p>Resposta Selecionada: a.</p><p>Respostas: a.</p><p>b.</p><p>Dentre os enunciados, somente estão corretos:</p><p>I - A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar reconhece, na zona econômica</p><p>exclusiva, os direitos do Estado costeiro para exploração e aproveitamento, conservação e</p><p>gestão dos recursos naturais, vivos ou não vivos das águas sobrejacentes ao leito do mar,</p><p>do leito do mar e seu subsolo, bem como sua jurisdição no tocante à colocação e à</p><p>utilização de ilhas arti�ciais.</p><p>II - O Estado costeiro, de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do</p><p>Mar, possui o direito de perseguição que só poderá ter início de execução quando o navio</p><p>infrator estiver nas águas internas, no mar territorial ou na zona contígua, podendo</p><p>continuar e terminar no mar territorial de terceiro Estado desde que a perseguição tenha</p><p>sido contínua e não tiver sido interrompida.</p><p>III - De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, em caso de</p><p>abalroamento</p><p>entre navios mercantes em alto-mar, a jurisdição penal pode ser exercida</p><p>pelo Estado da bandeira de qualquer um dos navios envolvidos ou ainda por Estado</p><p>terceiro em cujo porto os navios buscaram abrigo após o incidente.</p><p>IV - De acordo com a convenção sobre infrações e certos outros atos praticados a bordo de</p><p>aeronaves, o Estado contratante que não for o da matrícula da aeronave pode exercer sua</p><p>jurisdição penal em relação à infração cometida a bordo, caso tal exercício de jurisdição</p><p>seja necessário para cumprir obrigações internacionais multilaterais.</p><p>I e IV.</p><p>I e IV.</p><p>I, III e IV.</p><p>0,3 em 0,3 pontos</p><p>c.</p><p>d.</p><p>e.</p><p>Comentário da</p><p>resposta:</p><p>Todos estão corretos.</p><p>II e III.</p><p>Todos estão incorretos.</p><p>Resposta: A</p><p>Comentário: estão previstas, de forma expressa na Convenção das</p><p>Nações Unidas sobre Direito de Mar, as condições a�rmadas nas opções</p><p>I e IV no que tange ao exercício do direito à zona econômica exclusiva e</p><p>jurisdição para cumprimento de obrigações internacionais.</p><p>Pergunta 6</p><p>Resposta Selecionada: b.</p><p>Respostas: a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>d.</p><p>e.</p><p>Comentário</p><p>da resposta:</p><p>Em razão de sua natureza descentralizada, o Direito Internacional público se desenvolveu</p><p>no sentido de admitir fontes de Direito diferentes daquelas admitidas no Direito interno.</p><p>Que fonte, entre as listadas a seguir, não pode ser considerada fonte de Direito</p><p>Internacional?</p><p>Decisões de Tribunais Constitucionais dos Estados.</p><p>Tratado.</p><p>Decisões de Tribunais Constitucionais dos Estados.</p><p>Costume.</p><p>Princípios gerais de Direito.</p><p>Convenções.</p><p>Resposta: B</p><p>Comentário: segundo o artigo 38, do Estatuto da Corte Internacional de</p><p>Justiça (CIJ), são fontes do Direito Internacional: as convenções</p><p>internacionais, os costumes internacionais e os princípios gerais do</p><p>Direito. A doutrina e a jurisprudência são meios auxiliares, não</p><p>constituindo fontes em sentido técnico.</p><p>Pergunta 7</p><p>Resposta</p><p>Selecionada:</p><p>e.</p><p>Em relação aos sujeitos de Direito Internacional público, assinale a opção correta.</p><p>Dada a natureza da personalidade jurídica das organizações</p><p>internacionais, considera-se reconhecida sua personalidade mesmo por</p><p>Estados que não tenham rati�cado seu tratado constitutivo.</p><p>0,3 em 0,3 pontos</p><p>0,3 em 0,3 pontos</p><p>Respostas: a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>d.</p><p>e.</p><p>Comentário da</p><p>resposta:</p><p>Não é possível que organizações internacionais participem do processo</p><p>de criação de outras organizações internacionais, pois a iniciativa da</p><p>criação desse tipo de organização cabe aos Estados.</p><p>Dado o elenco dos elementos constitutivos de um Estado constante da</p><p>Convenção Interamericana sobre Direitos e Deveres dos Estados de</p><p>Montevidéu, é correto a�rmar que o reconhecimento de um governo</p><p>pelos Estados signatários dessa convenção implica no reconhecimento de</p><p>um Estado a ele relacionado.</p><p>A jurisprudência do TST reconhece a imunidade absoluta de jurisdição</p><p>dos Estados estrangeiros.</p><p>A imunidade de execução dos Estados estrangeiros é prevista em regras</p><p>costumeiras internacionais.</p><p>Dada a natureza da personalidade jurídica das organizações</p><p>internacionais, considera-se reconhecida sua personalidade mesmo por</p><p>Estados que não tenham rati�cado seu tratado constitutivo.</p><p>Resposta: E</p><p>Comentário: as organizações internacionais são sujeitos secundários do</p><p>Direito Internacional público, logo, são entidades criadas a partir da</p><p>vontade de Estados, para defender seus interesses, e só então adquirem</p><p>personalidade jurídica derivada deles.</p><p>Pergunta 8</p><p>Resposta</p><p>Selecionada:</p><p>c.</p><p>Respostas: a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>No que concerne à perda e à reaquisição da nacionalidade brasileira, assinale a opção</p><p>correta.</p><p>Brasileiro naturalizado que, em virtude de atividade nociva ao Estado,</p><p>tiver sua naturalização cancelada por sentença judicial só poderá</p><p>readquiri-la mediante ação rescisória.</p><p>A reaquisição de nacionalidade brasileira é conferida por lei de iniciativa</p><p>do presidente da República.</p><p>Em nenhuma hipótese, brasileiro nato perde a nacionalidade brasileira.</p><p>Brasileiro naturalizado que, em virtude de atividade nociva ao Estado,</p><p>tiver sua naturalização cancelada por sentença judicial só poderá</p><p>readquiri-la mediante ação rescisória.</p><p>0,3 em 0,3 pontos</p><p>d.</p><p>e.</p><p>Comentário da</p><p>resposta:</p><p>Eventual pedido de reaquisição de nacionalidade feito por brasileiro</p><p>naturalizado será processado no Ministério das Relações Exteriores.</p><p>Segundo Tratado Internacional que o Brasil é signatário, não há</p><p>possibilidade de perda de nacionalidade brasileira.</p><p>Resposta: C</p><p>Comentário: segundo o artigo 20, da Constituição Federal de 1988, as</p><p>situações que promovem a perda da nacionalidade são apenas duas:</p><p>I. Cancelamento da naturalização por sentença judicial, em virtude de</p><p>atividade nociva ao interesse nacional;</p><p>II. Aquisição de outra nacionalidade.</p><p>Pergunta 9</p><p>I. Em relação ao Direito dos Tratados e ao ordenamento jurídico</p><p>brasileiro, a formulação de reservas é, via de regra, facultada ao</p><p>Estado que assina, rati�ca, aceita, aprova ou adere a um tratado,</p><p>mas o próprio tratado pode proibi-las. Exempli�ca tal vedação o</p><p>Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional.</p><p>II. Em relação ao Direito dos Tratados e ao ordenamento jurídico</p><p>brasileiro, a regra que veda ao Estado invocar o fato de que seu</p><p>consentimento em se obrigar por um tratado foi expresso em</p><p>violação de uma disposição de seu direito interno sobre</p><p>competência para concluir tratados não admite exceção.</p><p>III. Em relação ao Direito dos Tratados e ao ordenamento jurídico</p><p>brasileiro, a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados,</p><p>concluída em 23 de maio de 1969, somente foi promulgada sem</p><p>reservas, no Brasil, em 14 de dezembro de 2009, pelo Decreto n.</p><p>7.030.</p><p>IV. Com relação ao estatuto jurídico dos tratados internacionais no</p><p>Direito brasileiro, os tratados internacionais se incorporam ao</p><p>ordenamento jurídico brasileiro com o status de emenda</p><p>constitucional.</p><p>V. Acerca do processo de incorporação, vigência e extinção dos</p><p>tratados internacionais relativos a direitos humanos no</p><p>ordenamento jurídico brasileiro, tratados internacionais relativos a</p><p>direitos humanos podem conter autorização expressa para</p><p>formulação de quaisquer reservas que o Estado-parte considere</p><p>apropriadas, desde que tais reservas não sejam incompatíveis com</p><p>o objeto e o �m do tratado, não estando sujeitas à aceitação</p><p>ulterior dos demais Estados contratantes.</p><p>Sobre Tratados Internacionais, identi�que como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes</p><p>a�rmativas:</p><p>0,3 em 0,3 pontos</p><p>Resposta Selecionada: b.</p><p>Respostas: a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>d.</p><p>e.</p><p>Comentário da</p><p>resposta:</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.</p><p>V, F, F, F, V.</p><p>V, V, V, V, F.</p><p>V, F, F, F, V.</p><p>F, V, F, F, V.</p><p>F, F, F, F, F.</p><p>V, F, F, V, F.</p><p>Resposta: B</p><p>Comentário: sobre o tema formas de incorporação de tratados no</p><p>ordenamento jurídico brasileiro, bem como sobre o direito de reserva, as</p><p>a�rmações I e V estão corretas, consoante previsão legal quando a</p><p>matéria objeto do tratado se referir a direitos humanos.</p><p>Pergunta 10</p><p>Resposta</p><p>Selecionada:</p><p>a.</p><p>Respostas: a.</p><p>b.</p><p>“Até hoje, o sistema legislativo internacional é de forma horizontal, não havendo nenhum</p><p>órgão legislativo da sociedade internacional. [...] Não há autoridade legislativa que adote</p><p>uma legislação universalmente vinculativa e não há corte internacional com jurisdição</p><p>compulsória. [...] Já que não existe uma constituição da sociedade internacional que possa</p><p>esclarecer as fontes do direito internacional, as cortes internacionais têm tentado</p><p>determinar as suas regras de aplicação. Essa questão é geralmente tratada como fontes do</p><p>direito internacional” (Hee Moon Jo.  Introdução ao Direito Internacional. 2. ed. São Paulo: LTr,</p><p>2004, p. 77-8 – com adaptações).</p><p>A respeito do assunto abordado nesse fragmento de texto, assinale a opção correta,</p><p>considerando que CIJ se refere à Corte Internacional de Justiça.</p><p>Jus cogens são normas imperativas de Direito Internacional geral, aceitas e</p><p>reconhecidas pela comunidade internacional dos Estados como um todo,</p><p>que não podem ser derrogadas ou modi�cadas, salvo por norma ulterior</p><p>de Direito Internacional geral</p><p>da mesma natureza, e que podem ter</p><p>fundamento tanto convencional quanto consuetudinário.</p><p>Jus cogens são normas imperativas de Direito Internacional geral, aceitas e</p><p>reconhecidas pela comunidade internacional dos Estados como um todo,</p><p>que não podem ser derrogadas ou modi�cadas, salvo por norma ulterior</p><p>de Direito Internacional geral da mesma natureza, e que podem ter</p><p>fundamento tanto convencional quanto consuetudinário.</p><p>Dada sua soberania, os Estados podem, no que se refere aos atos</p><p>unilaterais autonormativos, voltar atrás quanto a declarações ou</p><p>manifestações formuladas expressamente, não havendo de se falar em</p><p>vinculação ao conteúdo daquilo que formalmente expressaram.</p><p>0,3 em 0,3 pontos</p><p>Quinta-feira, 12 de Setembro de 2024 20h42min35s GMT-03:00</p><p>c.</p><p>d.</p><p>e.</p><p>Comentário da</p><p>resposta:</p><p>O Estatuto da CIJ enumera um rol de fontes que a Corte pode utilizar para</p><p>cumprir sua função de decidir as controvérsias que lhe forem submetidas,</p><p>mas não, do ponto de vista doutrinário, um rol de fontes para o Direito</p><p>Internacional.</p><p>A  opinio juris do costume internacional representa uma atividade estatal</p><p>que é normativamente obrigatória, de forma que, conforme já decidido</p><p>pela CIJ, pode-se inferir que há uma norma proibitiva de determinado agir</p><p>quando os Estados não agirem de determinada forma.</p><p>Conforme já decidido pela CIJ, a norma consuetudinária será absorvida ou</p><p>revogada pela norma de tratado internacional se ambas regularem o</p><p>mesmo conteúdo.</p><p>Resposta: A</p><p>Comentário: o jus cogens compreende o conjunto de normas aceitas e</p><p>reconhecidas pela comunidade internacional, que não podem ser objeto</p><p>de derrogação pela vontade individual dos Estados, de forma que essas</p><p>regras gerais só podem ser modi�cadas por outras de mesma natureza.</p><p>← OK</p>

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