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<p>Bohumil Med Teoria da do professor temas da Bohumil Med, aborda todos linguagem teoria musical além numa de incluir assuntos e objetiva, usuais em livros desta e suas pouco tais como: modos litúrgicos acordes transposições; escalas alterados; escalas exóticas; etc. e ampliada, teoria é o mais A 4a. completo de existente em do professor Bohumil A livro Med, série outras que entituladas Teoria a este e "Exercicios um de conjunto 4a. é interligado fundamental ao complementary ensino e que ao Revista e Ampliada aprendizado de ISBN 978-85-85886-02-01 9788585886021</p><p>Bohumil Med TEORIA da MÚSICA edição REVISTA e AMPLIADA</p><p>Série Musicologia - 17 Editor: Bohumil Med ©Bohumil Med Capa: Dora Galesso Composição do texto e de partituras: prof. Haroldo Mauro Júnior Revisão: Luiza Paes de Carvalho Impresso pela: Artes Gráficas Fone: (61) 3386-1590 ISBN: 978-85-85886-02-1 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Agradecimentos Med, Bohumil - à Universidade de Brasília que incentiva a Teoria da música / Bohumil Med. - 4. ed. rev. e pesquisa dos seus professores ampl. Brasília, DF : Musimed, 1996. - ao professor Haroldo Mauro Jr. responsável Bibliografia. pela composição dos textos, partituras musicais e desenhos. 1. Música - Teoria I. Título Agradecimento especial 96-1692 CDD-781 Índices para catálogo sistemático: a Luiza Paes de Carvalho, a revisora implacável 1. Música : Teoria 781 dos textos. 2. Teoria musical 781 Direitos para esta Edição contratados com: MusiMed Edições Musicais, Importação e Exportação Ltda CGC: 37.146.172/0001-88 Inscrição Estadual: 07313754/001-46 Sede: SCRS 505 - Bloco "A" - Loja 64 - 70350-510 Caixa Postal: 09693 - Ag. Central - 70040-976 BRASÍLIA - DF 3244-9799 Impresso no Brasil</p><p>SUMÁRIO INTRODUÇÃO 9 CARACTERÍSTICAS DA MÚSICA E DO SOM 11 NOTAS - PAUTA 13 III CLAVE DE SOL - CLAVE DE FÁ NA QUARTA LINHA 16 IV VALORES 20 V SEMITOM, TOM, ALTERAÇÕES 30 VI PONTO DE AUMENTO 39 VII PONTO DE DIMINUIÇÃO 44 VIII LEGATO 47 IX CLAVES DE DÓ E CLAVE DE FÁ NA TERCEIRA LINHA 50 INTERVALOS JUSTOS, MAIORES E MENORES 60 XI INTERVALOS AUMENTADOS E DIMINUTOS 71 BOHUMIL MED XII INTERVALOS COMPOSTOS 75 XIII INVERSÃO DE INTERVALOS 78 em 24 de setembro de 1939. Graduou- XIV ENARMONIA 82 Música de Praga. Pós-graduado pela Academia Brno, Tchecoslováquia, atuou como primeiro XV ESCALA GRAU 86 questras e conjuntos de música de câmera na XVI SÉRIE 91 XVII E DE INTERVALOS 97 trompista da Orquestra Sinfônica Brasileira no XVIII ESCALAS MAIORES 100 mesmo período foi professor de trompa e de XIX COMPASSO 114 tituto Villa-Lobos, atual UniRio. XX MÉTRICA 128 ocupa o cargo de professor de trompa e de XXI ESCALAS MENORES 133 versidade de Brasília - UnB. Foi ainda trompista a UnB e da Orquestra do Teatro Nacional, em XXII ACENTO MÉTRICO, SÍNCOPE E CONTRATEMPO 141 ias turnês pela Europa, América do Norte e XXIII ESCALA MAIOR FORMA E MELÓDICA 152 XXIV TONS VIZINHOS 158 didáticos - RITMO, SOLFEJO e TEORIA DA XXV MODULAÇÃO 162 nte convidado para ministrar cursos e palestras XXVI MODOS LITÚRGICOS cursos internacionais e muitos outros 165 or diversas escolas em todo o Brasil. XXVII TRANSPORTE 176</p><p>XXVIII TEORIA DOS COMPASSOS 181 XXIX TRANSPOSIÇÃO DOS MODOS LITÚRGICOS 183 XXX ANDAMENTO 187 XXXI ESCALAS ARTIFICIAIS 196 XXXII QUIÁLTERAS 206 XXXIII 213 INTRODUÇÃO XXXIV EXPRESSÃO 221 XXXV ESCALAS EXÓTICAS 224 A ARTE, como dizem os antigos, é a revelação do belo. Conforme XXXVI ABREVIATURAS 237 os meios de expressão, podemos dividir as artes em: XXXVII TERMOS ESPECIAIS 256 I. ARTES VISUAIS (ou Artes Plásticas) cuja percepção é visual, imediata XXXVIII ESCALA GERAL 264 completa, por exemplo, arquitetura, escultura, pintura, etc. A obra, uma vez terminada, não precisa mais de intermediário para ser XXXIX NOMENCLATURA DAS NOTAS 269 percebida. XL ACORDES DE QUINTA 271 II. ARTES SONORAS cuja percepção é auditiva e sequencial, por XLI ACORDES DE QUINTA ALTERADOS 282 exemplo, música. A matéria prima é o som. Os sons existem enquanto XLII INVERSÃO DOS ACORDES DE QUINTA 284 os intérpretes cantam, tocam ou declamam. XLIII CIFRAGEM DOS ACORDES DE QUINTA 288 III. ARTES COMBINADAS por exemplo, teatro, ópera, balé, cinema, etc. XLIV ORNAMENTOS APOJATURA 293 A MÚSICA, arte de combinar os sons, vem sendo cultivada desde as mais remotas eras. Os chineses, três mil anos antes de Cristo, já XLV ORNAMENTOS MORDENTE 306 desenvolviam teorias musicais complexas como, por exemplo, o círculo XLVI ORNAMENTOS GRUPETO 310 das quintas. Para os gregos e romanos, a musa EUTERPE tinha a XLVII ORNAMENTOS TRINADO 318 atribuição especial de proteger a música. Para os católicos, a padroeira XLVIII ORNAMENTOS ARPEJO, GLISSANDO, PORTAMENTO, dos músicos é SANTA CECÍLIA, uma musicista sacrificada no ano 232 FLOREIO E CADÊNCIA MELÓDICA 324 A música, escrita pelo compositor, para ser percebida pelo ouvinte, XLIX MELODIA MOVIMENTO DAS VOZES 333 necessita de um intermediário, ou melhor, de um intérprete. A música L ACORDES A QUATRO VOZES 340 não é apenas uma arte, mas também uma ciência. Por isso, os músicos LI ACORDES DE SÉTIMA 348 (compositores ou intérpretes) precisam, além de talento, uma técnica LII ACORDES DE SÉTIMA ALTERADOS 357 específica, bem apurada; e esta se aprende durante longos anos de LIII INVERSÃO DOS ACORDES DE SÉTIMA 360 estudo. Para alcançar nível profissional competitivo, o músico precisa ter talento, força de vontade e perseverança. Alguns instrumentistas limitam- LIV ACORDES DE NONA 366 se apenas a dominar a técnica de seu instrumento. Estes nunca irão LV OUTROS ACORDES 372 atingir a perfeição, pois, além da habilidade mecânica, o músico precisa LVI ORIGEM, AFINIDADE E ENARMONIA DOS ACORDES 376 ter o domínio de toda ciência musical, que se estrutura em várias LVII TRANPOSIÇÃO PARA INSTRUMENTOS "TRANSPOSITORES" 381 disciplinas: teoria (básica) da música, solfejo, ritmo, percepção melódica, LVIII NOTAÇÃO MODERNA e dinâmica, harmonia, contraponto, formas musicais, 388 instrumentos musicais, instrumentação, orquestração, arranjo, fisiologia da CODA 393 voz e fonética, psicologia da música, pedagogia musical, história da EXERCÍCIOS - RESPOSTAS 398 música, acústica musical, análise musical, composição, regência e técnica BIBLIOGRAFIA 411 de um ou mais instrumentos musicais específicos. Essas disciplinas, ÍNDICE 415 também chamadas de Teoria Geral da Música, são um meio e não um 9</p><p>fim. No entanto, são um meio indispensável. Essas disciplinas sintetizam as experiências de todas as gerações de compositores e de músicos do passado. Apresentam sugestões, conselhos e recomendações, e não regras rigorosas e intransigentes. A TEORIA (básica) da MÚSICA, elaborada neste livro, analisa a grafia musical e o seu significado (notas, valores, claves, compassos, matizes, abreviaturas, etc.) e os sistemas musicais (escalas, intervalos, acordes, etc.). texto procura ser o mais sintético apresentando CARACTERÍSTICAS DA MÚSICA E DO SOM somente o essencial, sempre voltando-se para a aplicação prática das definições. Para realmente atingir o domínio da teoria, o aluno ou estudioso deve fixar todas as regras através de inúmeros exercícios diários. A quarta edição revista e ampliada deste livro é o resultado MÚSICA é a arte de combinar os sons simultânea e sucessivamente, de uma pesquisa de mais de vinte anos, durante os quais foram com ordem, equilíbrio e proporção dentro do tempo. analisados a maioria dos tratados teóricos existentes escritos em línguas As principais partes de que a música é constituída são: compreesíveis ao autor. 1) MELODIA conjunto de sons dispostos em ordem sucessiva horizontal da música). 2) HARMONIA conjunto de sons dispostos em ordem (concepção vertical da música). 3) CONTRAPONTO conjunto de melodias dispostas em ordem simultânea (concepção ao mesmo tempo horizontal e vertical da música). 4) RITMO ordem e proporção em que estão dispostos os sons que constituem a melodia e a harmonia. SOM é a sensação produzida no ouvido pelas vibrações de corpos Uma vibração em movimento o ar na forma de ondas sonoras que se propagam em todas as direções simultaneamente. Estas atingem a membrana do timpano fazendo-a vibrar. Transformadas em Impulsos nervosos, as vibrações são transmitidas ao cérebro que as como tipos diferentes de o som só é decodificado através do cérebro. A Vibração Regular produz sons de altura definida, chamados sons musicais ou notas musicais. Por exemplo, o som do piano, do violino, etc. A Vibração Irregular produz sons de altura indefinida, chamados de barulhos. Por exemplo, som de avião, de de uma explosão, etc. Na música são usados não somente sons regulares (instrumentos musicais com notas definidas), mas também sons irregulares (instrumentos de percussão). As características principais do som são: 1) ALTURA determinada pela frequência das vibrações, isto é, da sua 10 11</p><p>Quanto maior for a velocidade da vibração, mais agudo rá o som. URAÇÃO extensão de um som; é determinada pelo tempo de nissão das amplitude das vibrações; é determinada pela força pelo volume do agente que as produz. É o grau de volume sonoro. MBRE combinação de vibrações determinadas pela espécie do ente que as produz. o timbre é a "cor" do som de cada instrumento voz, derivado da intensidade dos sons harmônicos que acompanham NOTAS PAUTA sons principais. e qualquer som musical tem, simultaneamente, as quatro A mais importante característica do som é a altura. NOTAÇÃO MUSICAL são os sinais que representam a escrita Até o século XI a altura era a única característica grafada. No cal, tais como: pauta, claves, notas, etc. século XII inicia-se a definição da duração. timbre começa a ser Na escrita musical, as propriedades do som são representadas da indicado a partir do século XVI e a intensidade a partir do século XVII. nte maneira: A música foi cultivada durante muito tempo por transmissão oral, ALTURA pela posição da nota no pentagrama e pela clave. A de geração em geração. As origens da notação musical ocidental ernância de notas de alturas diferentes resulta em melodia. A encontram-se nos símbolos taquigráficos gregos notação fonética. Do nultaneidade de sons de alturas diferentes resulta em acordes, que século y ao século VII foi aperfeiçoado um sistema de neumas, uma o a base da espécie de que não definia a altura exata, apenas dava uma URAÇÃO pela figura da nota e pelo andamento. A alternanância idéia aproximada da Por volta do século IX surge a pauta. A notas de durações diferentes resulta em ritmo. princípio consistia em uma única linha horizontal colorida (vermelha pelos sinais de dinâmica. A alternância de notas representava a nota Fá), à qual foi posteriormente acrescentada outra intensidades diferentes resulta em linha colorida (amarela representava a nota D6). Guido d'Arezzo (992- IMBRE pela indicação da voz ou instrumento que deve executar 1050) sugeriu o emprego de três e quatro linhas (o canto gregoriano música. A alternância e a combinação de timbres diferentes resulta utiliza até hoje o tetragrama). o pentagrama, sistema de cinco linhas paralelas, conhecido desde o século XI, foi adotado apenas no século XVII. Embora-sejam inúmeros os sons empregados na música, para representá-los bastam somente sete notas: dó ré mi - fá sol lá si A estes (sistema silábico introduzido por Guido d'Arezzo), usados predominantemente em línguas latinas, correspondem as sete letras (sistema alfabético introduzido pelo Papa Gregório Grande, 540 usadas em alemão, grego, etc.: D E - F - G - A H (alemão). B Obs.: A letra "B" representa a nota "si" em enquanto, em alemão, a letra "B" representa a nota "si 12 13</p><p>Contam-se as linhas e os espaços suplementares a partir da pauta: Os nomes das notas se repetem de sete em sete da seguinte maneira: ...si dó superiores superiores mais grave dó sol lá si mi fá sol lá si fá Linhas Espaçoes si mi agudo Suplementares Suplementares No piano, estas sete notas correspondem às teclas brancas. inferiores inferiores As notas são representadas graficamente com sinais na forma oval, que, pelas posições tomadas no pentagrama, indicam os sons mais graves Obs.: As linhas suplementares são também chamadas linhas ou os mais agudos. complementares ou auxiliares. certo errado o mais agudos A largura da linha suplementar é um mais pouco maior que a cabeça da nota: graves errado As linhas suplementares o PENTAGRAMA ou a PAUTA MUSICAL é a disposição de cinco linhas são individuais (indepen- paralelas horizontais e quatro espaços intermediários, onde se escrevem dentes) para cada nota: as notas musicais. Contam-se as linhas e os espaços da pauta de baixo linha para cima. 5 4 Somente são grafadas as 3 3 linhas 2 espaços linhas suplementares 2 1 1 estritamente indispensáveis: o número de linhas suplementares é ilimitado, mas procura-se evitar os A nota que está num espaço não deve passar excessos (acima de oito linhas suplementares). para a linha de cima nem para a de baixo. A nota que está numa linha ocupa a metade do espaço superior e a metade do espaço Exercício n° 1: Grafar a nota na linha no espaço indicado. Na pauta podem ser escritas apenas nove notas (veja o exemplo acima). a) linha b) espaço c) 2° espaço supl. inf. Para grafar as notas mais agudas ou as mais graves, utilizam-se as d) linha sup. e) linha espaço supl. sup. linhas suplementares (curtos segmentos de linha horizontal que atuam como uma extensão da pauta mantendo o mesmo distanciamento das linhas da pauta normal). a) b) c) d) e) f) etc. 15 14</p><p>Exercício n° Escrever das notas: nome notas CLAVE DE SOL - CLAVE DE FÁ NA QUARTA LINHA A CLAVE DE FÁ marca o lugar desenho da nota fá na quarta linha: da clave de Fá uso do pentagrama permite a grafia relativa, isto é, indica que um som é mais agudo que outro. Para definir o nome de cada nota na pauta é necessário dar nome a pelo menos uma Formas antigas da clave de Fá: A CLAVE é um sinal colocado no da pauta que dá seu nome à nota escrita em sua linha. Nos espaços e nas linhas ascendentes ou descendentes, as notas são nomeadas sucessivamente de acordo com a ordem: dó ré mi fá sol lá si dó Obs.: Os dois pontos após a clave Fá são os da letra F. Obs.: 1) A palavra CLAVE vem do latim e significa 2) Atualmente usam-se três tipos de de Sol, de Fá e de Tendo a posição da nota fá, pode-se deduzir os nomes das outras notas: 3) As claves derivam de letras maíusculas que eram indicações das linhas nas pautas primitivas. desenho da clave de Sol origina- se da letra G, o da clave de Fá da letra F e o da clave de sol si ré ml sol si ré Dó da letra desenho das claves é uma deformação histórica das letras acima. Exercício n° 2: Escrever o nome das notas. 4) desenho da clave se repete rigorosamente no início de cada nova A CLAVE DE SOL marca o lugar desenho da nota sol na segunda linha: da clave de Sol d6 Sol nome das notas: Formas antigas da Clave de Sol: Para definir a relação entre as notas grafadas nas duas claves, é preciso definir uma só nota, grafada em duas claves. Esta nota chama-se Dó Central e encontra-se no meio do teclado do piano. Tendo a posição da nota sol, pode-se deduzir os nomes das outras notas: D6 Central: mi fá SOL si ré mi 16 17</p><p>o mesmo clave de Sol é própria para grafar as notas agudas (violino, flauta, canto, etc.). A clave de Fá é indicada para as notas graves oloncelo, contrabaixo, fagote, trombone, etc.). Tendo uma mesma nota grafada em duas claves diferentes, pode- o sistema de cinco linhas e de sete claves é até hoje o sistema transcrever melodias de uma clave para a outra. Transcrever uma mais usado e o mais prático. Todas as outras modalidades de grafia elodia significa grafar a mesma melodia na mesma altura, usando um musical são usadas esporadicamente. tro sistema, por exemplo, uma outra clave. 1) Sistema de onze linhas - é a aproximação das duas pautas, uma com a clave de sol e a outra com a clave de fá. Muito interessante porém pouco prático. ercício n° 3: Transcrever para a clave de Fá. central central E dó central 2) Tablaturas - indicações da posição dos dedos nas cordas do instrumento. 3) Notação numérica - números que representam os graus da escala e traços em cima ou em baixo do número que indicam as oitavas superiores ou inferiores. 4) Braille - notação para deficientes visuais através de um sistema ercício n° 4: Transcrever para a clave de Sol. de perfurações. 5) Outros sistemas. Exercícios para treinamento: 1) Compor várias melodias em clave de Sol e transcrevê-las para a clave de Fá, ) e vice-versa. 2) Ler fluentemente os nomes das notas nas duas claves (incluindo as notas nas linhas e espaços suplementares). 18 19</p><p>nome semibreve mínima seminima colcheia semicolcheis figure pausa IV ou VALORES A figura é formada de até três partes: 1) cabeça 2) haste 3) colchete Em música existem sons longos e sons breves. Há também ou bandeirola momentos quando se interrompe a emissão do som: os A duração do som depende da duração da vibração do corpo A VALORES ANTIGOS VALORES EXTREMOS duração é a maior ou a menor continuidade de um som. A relação entre nome máxima longs breve durações de sons define o ritmo. figura not figura o RITMO é a organização do tempo. o ritmo não é, portanto, um som, mas somente um tempo organizado. "O ritmo é a ordem do movimento" (Platão). A palavra ritmo (em grego rhythmos) designa "aquilo pausa que flui, aquilo que se move". Antigamente eram as palavras que indicavam, mais ou menos, o A duração das figuras e tempo de duração de cada nota. No do século XIII surgiram pausas correspondem-se. = as figuras mensurais para determinar a duração dos As mais o silêncio é a ausência do som. antigas eram a Máxima, a Longa, a Breve, a Semibreve, a Mínima e a Observações sobre a grafia das figuras: Semínima. Eram originalmente pretas, posteriormente brancas. No 1) É muito importante a precisão na grafia das notas. do século XVI desapareceram as neumas e no século XVII a notação 2) A haste é um traço vertical colocado à direita da figura quando para redonda substituiu a notação quadrada. Na NOTAÇÃO MUSICAL ATUAL, cada nota escrita na pauta informa cima e à esquerda quando para baixo: a altura (posição da nota na linha ou no espaço da pauta), e também As notas colocadas na parte inferior da pauta (até a terceira linha) a duração (formato e configuração da nota). A DURAÇÃO RELATIVA dos têm a haste para cima; as notas colocadas na parte superior da pauta sons é definida pelos valores (os valores definem as proporções entre (a partir da terceira linha) têm a haste para baixo. Na terceira linha as notas). A DURAÇÃO ABSOLUTA é dada pela indicação do andamento. é facultativo colocar a haste para cima ou para VALOR é o sinal que indica a duração relativa do som e do silêncio. Os VALORES POSITIVOS ou FIGURAS indicam a duração dos sons e os VALORES NEGATIVOS ou PAUSAS indicam a duração dos linha silêncios. FIGURAS e PAUSAS são um conjunto de sinais convencionais 3) A haste das notas colocadas nas linhas e nos espaços suplementares, representativos das durações. São sete os valores que representam as é mais longa. figuras e as pausas no atual sistema musical. Para cada figura existe uma pausa correspondente. 20 21</p><p>4) A haste das figuras com três ou mais colchetes é também mais longa. A música Jingle Bells escrita como música instrumental e como música vocal com letra: 5) Os colchetes são sempre colocados no lado direito das 6) Quando existe a sucessão de várias figuras com colchete(s), estes Jin- bells, Jin gle bells, Jin all the podem ser unidos com uma barra de ligação. Outras variações da barra de ligação: exceção: colchete no lado esquerdo certo errado 7) A haste atravessa todas as barras de certo errado ou ou 8) Na música vocal, quando cada nota corresponde a uma sílaba do texto, é costume não ligar os colchetes com a barra. ou ou ru a, nes- a tem bos que Quando há uma sílaba para vários sons, grafam-se os valores com barra de ligação. Duerme- to ni duer - me não é recomendável A le lu 22 23</p><p>Na música instrumental procura-se visualisar os tempos e partes de tempos através de barras de ligação. Exemplo: Os mesmos valores são agrupados de maneira diferente, conforme a estrutura do compasso. o uso da barra de ligação impossibilita, algumas vezes, a aplicação da regra sobre a posição das hastes. Nesse caso, a posição das hastes depende da distância das notas mais altas e mais baixas do grupo em relação à terceira linha da pauta, e não da quantidade de notas do grupo Obs.: As pausas marcadas com um círculo não são necessárias e na parte superior ou inferior da pauta. geralmente não se grafam. A direção da barra de ligação é horizontal quando as notas têm a mesma A grafia de melodias a duas vozes: altura; e é inclinada, seguindo a direção geral das notas, quando estas 1) As notas que devem ser tocadas (ou cantadas) juntas escrevem-se alturas diferentes. uma em cima da outra. 2) Quando é necessário separar as duas vozes num pentagrama, as hastes da primeira voz são grafadas para cima e as da segunda voz para baixo. No segundo compasso há o cruzamento das vozes, isto é, a Exercício Explicar o que está errado. segunda voz canta as notas mais voz agudas. 3) Quando existem notas comuns entre a primeira e a segunda voz, estas são grafadas uma ao lado da outra ou uma nota com duas hastes. voz Observações sobre a grafia das pausas: 1) A pausa da semibreve é escrita sob voz a quarta linha da pauta: 2) A pausa da mínima é escrita sobre linha a terceira linha da pauta: 3) A pausa da breve é escrita no 3° espaço Subentende-se que os valores da segunda voz marcados com a seta terceiro espaço da pauta: são 4) As notas vizinhas, quando tocadas simultaneamente, são grafadas 4) As demais pausas devem ser centralizadas no pentagrama. Nas pausas juntas, uma ao lado da outra. A nota mais grave é escrita, geralmente, com colchetes, o colchete mais alto deve ser colocado no terceiro à esquerda. espaço. 24 25</p><p>certo errado Partitura para piano: mão direita 5) As pausas são grafadas no espaço disponível, observando a evolução gráfica de cada voz. mão esquerda certo errado errado 6) Cada voz pode ter o seu próprio pentagrama. voz REGRA PRINCIPAL: A escrita deve ser a mais clara possível e as notas devem ser agrupadas de maneira que representem sempre uma unidade voz Grafia das melodias a três ou mais DIVISÃO BINÁRIA DE VALORES: As notas que devem ser tocadas simultaneamente, devem ser escritas A unidade divide-se em duas partes iguais. Indica-se o/2. uma exatamente embaixo da outra. Notas vizinhas grafam-se lado a lado. 1 1 2 1/2 4 1/4 ou 8 1/8 voz voz 16 1/16 voz voz 32 1/32 voz 64 1/64 cruzamento das vozes e voz). 26 27</p><p>As pausas obedecem à mesma proporção dos valores, isto cada uma vale duas da seguinte. - 1/64 1/32 Exercício n°2: 1/16 Quantas tem uma ? 2 Uma tem quantas 4 Quantas tem uma ? 13 Uma tem quantas ? 1/8 DIVISÃO TERNÁRIA DE VALORES: - 1/2 A unidade divide-se em três partes iguais. Indica-se o/3. - 1/4 1 1 3 1/3 9 1/9 etc. 2 4 8 16 32 64 Obs.: Teoricamente existe a divisão quaternária, quinária, etc. PROLAÇÃO (do latim prolatione - prolongamento do som) era, antigamente, Semibreve a no período da música proporcional, uma referência ao valor da semibreve. 1 2 4 16 32 Prolação perfeita, indicada pelo sinal dividia a semibreve em três Sub-prolação perfeita, indicada pelo sinal dividia a mínima Mínima em três semínimas. 1 2 4 8 16 @ Semínima 1 2 4 Prolação imperfeita, indicada pelo sinal dividia a semibreve em duas Colcheia mínimas. Sub-prolação imperfeita, indicada pelo sinal dividia a mínima 2 4 duas semínimas. 0 C Semicolcheia 1 2 Pesquisa recomendada: Evolução da notação musical tradicional. 28 29</p><p>o SISTEMA TEMPERADO iguala os semitons em partes perfeitamente iguais, ficando cada um com quatro comas e 4 1/2 comas 4 1/2 comas dé ré V 4 1/2 comas 4 1/2 comas SEMITOM, TOM, ALTERAÇÕES o Sistema temperado representa o abandono da perfeição da afinação absoluta no sistema natural em favor do uso do sistema cromático; é SEMITOM ou MEIO TOM é o menor intervalo adotado entre duas notas uma "renúncia" aos cálculos físicos, à acústica pura, para facilitar as na música ocidental (no sistema temperado). Abrevia-se st ou mt. projeções menor intervalo entre dois sons é, na verdade, a diferença de A Escala temperada consiste na divisão da oitava em doze semitons uma vibração (por exemplo entre uma nota com setenta e outra com setenta e uma vibrações por segundo). o sistema musical ocidental utiliza o primeiro tratado sobre o temperamento é o de autoria do teórico somente uma seleção semitonal dos sons existentes. Algumas culturas e organista Andreas Werckmeister e foi publicado em 1691. J.S.Bach orientais (japonesa, chinesa, árabe, hebraica, etc.) utilizam em reconheceu as vantagens do sistema temperado e consagrou-o na famosa seu sistema musical frações menores que um semitom (um quarto de tom, coleção de quarenta e oito prelúdios e fugas "O Cravo Bem um oitavo de tom, etc.). (o cravo com o som modificado, alterado). o SISTEMA NATURAL, fundamentado em cálculos acústicos, define com Instrumentos temperados são instrumentos de som fixo (piano, órgão, precisão o número de vibrações para cada nota e as relações entre elas teclado, etc.) que produzem as notas da escala temperada. (por exemplo Sistema de Zarlino, Sistema de Pythagoras). Nesse sistema, Instrumentos não temperados são instrumentos que não têm som fixo o som resultante da sobreposição de doze quintas é mais agudo do que (violino, trombone, canto, etc.) e por isso podem produzir as notas da o de sete oitavas. Existem tons maiores e menores e semitons maiores escala natural. e menores. o sistema natural é mais afinado, mas é, por outro lado, bastante ré mi sol lá si complexo. o sistema temperado, por sua vez, é menos afinado, porém mais prático. Os instrumentos não temperados devem combinar os dois tom maior tom menor semitom tom maior tom menor tom maior semitom maior menor sistemas, tocando "naturalmente" quando a harmonia permite, e "temperadamente" quando acompanhados por um instrumento temperado. Coma (do grego koma) é a nona parte de um tom. TOM é a soma de dois semitons. Abrevia-se t. Entre as notas mi-fá e si-dó há um Entre as notas dó-ré, ré-mi, fá-sol, sol-lá e lá-si, 5 comas 4 comas há um tom. ré mi 1 coma 4 5 comas No teclado as teclas imediatamente vizinhas formam ACIDENTE ou ALTERAÇÃO é o sinal que, colocado diante da nota, 5 comas 5 comas modifica sua entoação. 4 comas 4 comas Alterações ascendentes: 5/9 4/9 4/9 5/9 SUSTENIDO eleva a altura da nota natural um semitom (ou meio tom). 30 31</p><p>Alteração variável: eleva BEQUADRO anula o efeito dos demais acidentes, tornando a nota natural. Dependendo do acidente anterior, o bequadro pode elevar ou abaixar a dó 1/2 tom natural sustenido nota. Obs.: 1) o acidente é grafado na pauta antes da nota (#dó) mas pronuncia-se após a nota (dó sustenido). 2) Nota natural é a nota sem acidente (dó, ré, ...). Nota alterada é a nota com acidente ...). DOBRADO SUSTENIDO eleva a nota natural dois semitons. Não se usa mais o bequadro duplo: eleva dó dé antigamente atualmente 1 tom natural dobrado o mesmo to efeito novo acidente anula o acidente anterior: 1 st antigamente o mesmo efeito NO Dobrado sustenido é também chamado de sustenido duplo. Obs.: antigo sinal (chamado de quadrantum ou de durum) Alterações descendentes: representava a nota si natural e deu origem ao - bequadro. o BEMOL abaixa a nota natural um semitom (ou meio tom). antigo sinal b (chamado de rotundum ou bé molle) representava a nota si bemol e deu origem ao b - abaixa Cada nota pode ser alterada 1/2 tom ré ré de quatro maneiras natural DOBRADO BEMOL abaixa a nota natural dois semitons. É muito raro o uso do sustenido e bemol triplo. abaixa be Efeito dos acidentes: 1 tom ré ré natural 1 st. 1 at st. st. bemol x t. 1 st natural ou st. Antigamente o dobrado bemol se grafava: bb Dobrado bemol é também chamado de bemol duplo. 33 32</p><p>Grafia dos acidentes na pauta Nos acordes mais completos deve-se usar o bom senso na grafia dos Os acidentes devem ser escritos com muita precisão, sempre na mesma acidentes. linha ou no mesmo espaço da cabeça da nota. errado certo errado Exercício n° 1: Elevar meio tom as seguintes notas, conservando nota base. Quando a nota alterada está na linha suplementar, essa linha não nem atravessa o acidente. No intervalo harmônico procura-se grafar as alterações, sempre que de modo que os sinais não se confundam um com outro. ilegível alteração da nota aguda Exercício n° 2: Abaixar meio tom as seguintes notas, conservando a nota base. alteração da nota grave certo errado certo errado natural SEMITOM pode ser diatônico cromático ou artificial certo errado o semitom natural é formado por notas naturais. Só existem dois semitons naturais: mi-fá, si-dó. o semitom diatônico é formado por notas de nomes diferentes. -si execução a interpretação seria Obs.: Os semitons mi-fá e si-dó, além de serem semitons naturais, são diferente também semitons diatônicos. 34 35</p><p>Se dentro do mesmo compasso houver uma nota alterada e depois dela romático é formado por notas de nomes iguais. notas iguais em oitavas diferentes, torna-se necessário colocar as alterações também nas notas oitavadas, pois o acidente ocorrente só afeta as notas de mesma altura. st. crom. dial. st. st. crom. Classificar os semitons. acidente fixo é ainda chamado de constitutivo e o acidente ocorrente de Acidente de precaução (ou acidente de prevenção) coloca-se à esquerda da figura para evitar equívocos na leitura corrente de um trecho. Antigamente grafava-se entre parênteses ou sobre ou sob a nota. ACIDENTES fixos antigamente hoje podem ser divididos em: ocorrentes de precaução ou tonal - seu efeito estende-se sobre todas as notas do durante todo o trecho, salvo indicação contrária. Coloca- o do trecho. conjunto de acidentes fixos, grafado entre fração do compasso, chama-se armadura. fixo ocorrente de precaução e armadura fração do compasso todas estas todas estas notas notas Obs.: Alguns compositores do século XX adotam a regra, em que o acidente altera somente a própria nota. se repete no início de cada pentagrama. so) sol orrente - coloca-se à esquerda da figura e altera todas as smo nome e de mesma altura que surgirem depois da o final do compasso em que se encontra. sol sol natural sol natural Numa única partitura para duas vozes um único acidente pode afetar as notas em duas partes diferentes da mesma pauta. 37 36</p><p>grafia segura acidente de VI PONTO DE AUMENTO PONTO de AUMENTO é a abreviatura de uma combinação de valores. É um sinal que, colocado à direita de uma nota ou pausa, aumenta metade da sua duração. Não é necessário colocar o porque o acidente na primeira pauta não altera as notas da segunda pauta. A ligadura prolonga o efeito do Ponto simples (um só ponto) acrescenta ao valor original a duração do valor seguinte de menor duração. sib % 1 1/2 1 1/2 A nota ou pausa com ponto é chamada de pontuada. Os pontos de aumento nas notas escritas nas linhas devem ser grafados acima da linha. Nas notas escritas nos espaços os pontos são grafados no centro do espaço. mi sol errado Exercício Dar nome às seguintes notas. Exceções: nome subentende-se que todas as das notas notas pontuadas certo Pesquisa recomendada: Sistema natural e Sistema temperado. errado 38 39</p><p>Equivalência dos valores pontuados com valores simples. 1 3 6 12 Deve-se evitar o uso de valores pontuados que compliquem a 24 48 96 Semibreve pontuada compreensão da estrutura dos tempos nos compassos. 3 6 12 24 48 A) B) Mínima A grafia B é melhor que a grafia A, pois proporciona uma leitura mais 1 3 6 12 24 imediata da divisão o ponto de aumento não pode 1 3 6 12 prolongar o valor passando para um outro compasso. 1 3 6 Não se usa mais ponto de aumento colocado no compasso seguinte. Semicolcheis 3 Fusa Toda figura pontuada é divisível por três e o resultado é uma figura Nas pausas pontuadas, o ponto de aumento é grafado, sempre que simples. no terceiro espaço. Equivalência dos valores pontuados com valores pontuados: 2 4 8 16 32 64 Semibreve Nas pausas pontuadas com colchete, o ponto é grafado na altura do 1 2 4 8 16 32 colchete mais alto. 1 2 4 8 16 2 4 8 Grafia dos valores pontuados em melodias a duas ou mais vozes: 2 4 certo errado 1 2 Fusa Toda figura pontuada é divisível por dois e o resultado é uma figura ou mas não pontuada. assim 41 40</p><p>Ponto duplo (dois pontos consecutivos) - soma ao valor original a Conforme o número de pontos de aumento, classificam-se os valores: duração de dois valores seguintes (diferentes) de menor duração (ou acrescenta um meio e um quarto ao valor original). - simples (sem ponto) - composto (com um ponto) irregular (com dois ou três pontos) + + Pontos de aumento pouco usados: 1) Ponto "+" acrescenta um quarto do valor original. 1/4 2) Ponto acrescenta um terço do valor original. = 1 Exercício n° 1: Substituir os valores pontuados pelos valores originais (não abreviados). Ponto triplo (três pontos consecutivos) - soma ao valor original a duração de três valores seguintes (diferentes) de menor duração (ou acrescenta um meio, um quarto e um oitavo ao valor original). Exercício n° 2: Substituir os seguintes valores por valores pontuados. 1/2 1/4 1/8 1/8 Chopin: op. 28, compasso 7 etc. 43 42</p><p>notação: execução: Exercício n° 2: Determinar a execução. VII PONTO DE DIMINUIÇÃO Ponto ligado ou brando (ou staccato dolce, staccato misto, meio staccato) é um sinal composto de ponto e traço (o ponto é mais PONTO DE DIMINUIÇÃO (ou staccato) é um sinal que, colocado sobre próximo à cabeça da nota), que divide o valor em quatro partes, ou sob a nota, divide o valor em som e silêncio. sendo as primeiras três partes de som e a última quarta parte de A palavra staccato (italiano), que significa, em destacado, silêncio. indica que os sons são articulados de modo separado e seco. valor original ou Ponto simples de diminuição (ou staccato simples) é um ponto colocado 1/4 1/4 1/4 1/4 acima ou abaixo da nota (próximo à cabeça da nota) que divide 1/4 1/4 1/4 1/4 3/4 1/4 som o valor em duas metades, sendo a primeira de som e a segunda notação: execução: de silêncio. valor original ou 1/2 1/2 1/2 1/2 Várias figuras seguidas com ponto ligado: notação: execução: Ponto ligado é também chamado de portato. A emissão das notas é feita Não existe ponto de diminuição nas pausas: de uma maneira intermediária entre o legato e o staccato (por isso a combinação do ponto e ligadura). Exercício 1: Determinar a execução. Comparação dos três tipos de staccato: som = if Ponto seco ou alongado (ou staccato secco, staccatissimo, staccato grande, staccato martelado) é um sinal em forma de (um 1/2 1/2 1/4 3/4 3/4 1/4 acento alongado), apontado para a cabeça da nota, que divide o valor em quatro partes, sendo o primeiro quarto de som e os três Exercício n° 3: Determinar a execução. quartos restantes de silêncio. valor original ou - 1/4 1/4 1/4 1/4 1/4 1/4 1/4 1/4 1/4 3/4 silêncio 44 45</p><p>Exercício n° 4: Transcrever usando os pontos de diminuição. VIII LEGATO Na prática, a diminuição da duração do som não é exata, matemática, mas apenas aproximada e varia conforme o estilo, o andamento e as exigências da interpretação. LEGATO é uma palavra italiana usada para indicar que a passagem de um som para outro deve ser feita sem interrupção. LIGADURA é uma linha curva ou grafada sobre ou sob figuras. Ligadura de prolongamento é a ligadura colocada entre sons de mesma altura, somando-lhes a duração. Podem suceder-se duas ou mais ligaduras. Só a primeira nota, ou seja, aquela de onde parte a ligadura, é articulada. As seguintes constituem uma prolongação da primeira. A ligadura une as cabeças das notas e não as hastes. errado: certo: errado: a) A grafia melhor certo: errado: 8 as mínimas de sol são separadas Ligando mais de duas notas de mesma altura, grafam-se tantas ligaduras quanto forem necessárias para que cada nota seja ligada à nota seguinte. 46 47</p><p>Todas as notas pertencentes à primeira haste estão ligadas a todas as notas da segunda haste. pausas não faz sentido. ou olonga o efeito Ligadura de frase (ligadura fraseológica) indica os limites da frase musical. sol sustenido a, no entanto, unir a última nota de m a primeira nota da pauta seguinte, deve-se repetir o acidente na nova pauta. Outro sinal para indicar a frase: expressão é a ligadura colocada sobre ou sob figuras de turas diferentes, as quais devem ser executadas unidamente, m nenhuma interrupção. Às vezes é também chamada de Ligadura de indica o grupo de notas que formam adura de portamento. 3 3 3 Ligadura de ponto ligado Articulação - diferentes formas de emissão e ataque dos sons (ligados, destacados). A articulação pertence à técnica do instrumento. Não ráfico "ligadura" pode ser substituido pela palavra confundir com fraseamento, que é um capítulo da Exercício n° 1: Analisar as ligaduras. Legato 3 3 ato" significa que as notas não são to ligadas chamam-se notas soltas. 48 49</p><p>Exercício n° 1: Escrever o nome das notas. nome das notes: IX VES DE DÓ E CLAVE DE FÁ NA TERCEIRA LINHA Colocação da nota Dó central: m da clave de Sol e da clave de Fá na quarta linha, usam- Exercício n° 2: Transcrever a melodia para a clave de Sol. as claves de e a de Fá na terceira linha. Nas linhas onde critas, encontram-se respectivamente as notas dó e fá. mais antigas são as claves de Dó e de Fá, usadas por Guido to para indicar duas das quatro linhas, nas quais encontram-se tons naturais. si mi Exercício 3: Transcrever a melodia para a clave de Fá na quaria linha. clave não há como r o nome das notas: ? lave, as mesmas diferentes de notas: mi ré sol A CLAVE DE DÓ NA SEGUNDA LINHA indica que E DE DÓ indica a colocação da nota dó. a nota grafada nessa linha se chama dó. antigas da clave de Dó: sol 16 si DÓ ré mi fá sol 14 si Exercício n° 4: Escrever o nome das notas. : DE DO NA PRIMEIRA LINHA indica que rafada nessa linha se chama dó. 5 das notas: Colocação da nota Dó central: sol DÓ ré mi sol si ré 50 51</p><p>Exercício n° 9: Transcrever a melodia para a clave de na terceira linha. Exercício n° 5: Transcrever a melodia para a clave de A clave de Dó na terceira linha também é chamada de Clave de viola. Exercício n° 6: Transcrever a melodia para a clave de D6 na segunda linha. Encontra-se, principalmente, em partituras para viola e ainda em partes o para trombone e oboé da caccia. A CLAVE DE DÓ NA QUARTA LINHA indica que a nota grafada nessa linha se chama dó. A CLAVE DE DÓ NA TERCEIRA LINHA indica que do ré mi sol 14 a nota grafada nessa linha se chama dó. si DÓ ré mi dé Exercício n° 10: Escrever o nome das notas. 9 sol si DÓ ré mi sol 16 Exercício n° 7: Escrever das notas. nome das notas: nome das notas: Colocação da nota Dó central: Colocação da nota Dó central: dó Exercício n° 11: Transcrever a melodia para a clave de Sol. Exercício n° 8: Transcrever a melodia para a clave de Sol. 53 52</p><p>12: Transcrever a melodia para a clave de D6 na quarta linha. Exercício n° 15: Transcrever a melodia para a clave de na terceira linha. e Dó na quarta linha é atualmente usada por compositores para Setticlavio é o conjunto das sete claves musicais. notas médias-agudas do violoncelo, fagote, trombone e Colocação da nota Dó central no setticlavio: mente as notas agudas do contrabaixo. certo para violoncelo e orquestra: Outros nomes das claves: DE NA TERCEIRA LINHA indica que soprano melo-soprano tenor baixo rafada nessa linha se chama fá. Conforme a clave aplicada, a mesma figura pode ter o nome de todas as Por exemplo: ré mi FÁ si ré 13: Escrever o nome das notas. d6 ré mi sol Conforme a clave aplicada, todas as figuras na pauta podem ter o mesmo nome (mas não a mesma altura). Por exemplo: da nota Dó central: Nota Ré dé 14: Transcrever a melodia para a clave de Sol. o A B Uma só nota corresponde às quatro letras que formam o nome do compositor B A C H. C H 54 55</p><p>Não são mais usadas as claves de Sol na primeira linha, de Fá na quinta 2) o Canto Gregoriano usa até hoje a pauta de quatro linhas com linha e de Dó na quinta linha. Essas claves dão o mesmo nome às figuras as claves de Dó na segunda, terceira e quarta linha e a clave já definidas por outras claves. de Fá na segunda e terceira linha. Para facilitar a leitura, pode ser necessário trocar a clave no decorrer Clave de Sol na primeira linha (clave francesa ou clave aguda de da música para evitar o emprego de muitas linhas suplementares. violino). Em vez de: sol central central sol sol é melhor escrever: Clave de Fá na quinta linha (clave de sub-baixo). Mudando a clave no meio da melodia, a nova clave é grafada antes da barra do compasso ou no meio do compasso. central fá central Clave de Dó na quinta linha (clave de Mudando a clave na pauta seguinte, a nova clave é também grafada no dé central final da pauta anterior. A necessidade de se grafar a extensão de cada tipo de voz humana numa pauta resultou no surgimento de várias claves diferentes (as linhas suplementares ainda não existiam). meio soprano contralto tenor baritono Numa partitura antiga para um conjunto, cada voz era grafada numa clave o sistema de onze linhas (endecagrama) era usado no passado. diferente. justa Obs.: 1) Os dois pontos grafados antigamente após a clave, para indicar com mais precisão a linha onde esta se encontrava, continuam ml somente após a clave de Fá. antigamente atualmente dé si 16 sol 56 57</p><p>Exercício n° 17: Transcrever a melodia para a clave mista. : Obs.: 1) A clave mista é a única que desloca, na transcrição, a nota da linha para o espaço vice-versa. 2) nome das notas na clave mista é o mesmo das notas na clave de Sol. dé sistema de duas pautas 3) Outras formas de ado para escrever a música ou grafia da clave mista: é provavelmente : rivado do endecagrama. 4) Notas grafadas nas claves seguintes soam: a) uma oitava acima b) uma oitava abaixo : a) b) d) c) uma oitava acima AVES HÍBRIDAS d) duas oitavas acima clave mista ou de tenor é uma combinação da clave de Sol com clave de Dó na quarta Há uma tradição de grafar as notas de 5) Para evitar muitas linhas suplementares, é costume escrever a or uma oitava acima do seu som real, ou seja, as notas reais do tenor música para vários instrumentos uma oitava acima ou abaixo am uma oitava abaixo do que está grafado. da altura real. Geralmente não se a mudança de oitava na grafia da clave. escrita som real contrabaizo e de tenor som real violão n° 16: Transcrever a melodia para a clave de Sol. flautim Exercícios para treinamento: 1) Formar melodias em diversas claves € transcrever o que está escrito para claves diferentes. 2) Ler fluentemente os nomes das notas em todas as claves 3) Formar diferentes exemplos da aplicação do 58 59</p><p>Nota conjunta é a nota mais próxima (tanto para cima como para baixo). Todas as demais são notas disjuntas. Notas conjuntas Notas X simples - formado por notas INTERVALOS JUSTOS, MAIORES E MENORES que se encontram dentro do Intervalo limite de oito notas sucessivas (uma oitava). INTERVALO - é a diferença de altura entre dois sons; composto formado por notas - é a relação existente entre duas alturas; que ultrapassam esse limite. - é o espaço que separa um som do outro. A medida física de intervalo, criada pelo físico francês Félix Savart, se chama SAVART. Altura absoluta do som é a altura exata, correspondente a um Exercício Classificar os intervalos. determinado número de vibrações. Altura relativa do som é o resultado da comparação entre sons (no mínimo dois). melódico - formado por notas Os intervalos são medidos de duas maneiras: Intervalo sucessivas. a) numericamente - formado por b) qualitativamente notas simultâneas. a) A classificação de intervalos é segundo o número de notas ascendente (ou superior): contidas no intervalo. As notas que A primeira nota é mais grave formam o intervalo também são Intervalo 2 3 4 do que a segunda. contadas. descendente (ou inferior): A primeira nota é mais aguda Intervalo simples de: primeira contém uma nota. do que a segunda. segunda contém duas notas. terça contém três notas. quarta contém quatro notas. Obs.: Essa classificação só faz sentido para intervalos melódicos. quinta contém cinco notas. sexta contém seis notas. sétima contém sete notas. conjunto - formado por notas oitava contém oito notas. Intervalo consecutivas. disjunto - formado por notas não consecutivas. 60 61</p><p>A classificação numérica do intervalo não leva em consideração nem os INTERVALOS JUSTOS: acidentes nem as claves. Primeira Justa j) - também chamada de "unissono", compreende dois sons do mesmo nome e de mesma altura. Quarta Justa j) - formada por dois tons e um semitom. 1 1 1/2 1 1/2 1/2 1 Intervalo composto de: nona contém nove décima contém dez Exercício n° 3: Formar quartas justas undécima ou décima primeira contém onze notas. duodécima ou décima segunda contém doze notas. ascendentes etc descendentes Exercício n° 2: Classificar (numericamente) os intervalos e determinar se são Quinta justa j) - formada por três simples ou compostos. tons e um semitom. 1 1/2 1/2 1 Localização das quintas sobre a pauta: ambas as notas são escritas em linhas ou espaços, separadas por uma linha ou um espaço. b) A qualificação de intervalos é feita segundo o número de tons e Exercício n° 4: Formar quintas justas semitons contidos num determinado intervalo. Há dois tipos de intervalos, os justos (ou puros ou perfeitos) e os maiores e Intervalos justos: Maiores ou menores: descendentes 62 63</p><p>Exercício n° 6: Formar segundas maiores Oitava j) - formada por cinco tons e dois semitons. + ascendentes : 1 1 1/2 1 1 1/2 0 Obs.: Seis tons não formam + uma oitava justa. descendentes 1 1 1 1 1 Segunda menor m) - formada por um semitom. 70 1/2 1 1 1 1/2 1 1/2 Exercício n° 5: Formar oitavas justas ascendentes o Exercício n° 7: Formar segundas menores ascendentes descendentes to descendentes Obs.: Dá-se também o nome de OITAVA ao conjunto de notas existentes entre uma nota qualquer e sua primeira repetição no grave ou no agudo. Terça Maior M) - formada por dois tons. 1 1 e o 1 1 INTERVALOS MAIORES E MENORES: Localização das terças sobre a pauta: as duas notas ocupam linhas ou espaços Segunda Maior M) - formada por um tom. 1 Exercício n° 8: Formar terças maiores be ascendentes Localização das segundas sobre a descendentes D pauta: uma nota é grafada na linha e a outra no espaço seguinte ou vice- Diton (do grego) é o intervalo formado por dois tons. versa (intervalo conjunto). 65 64</p><p>Terça menor m) - formada por um tom Exercício n° 11: Formar sextas menores e um semitom. bo 1 1/2 ascendentes 1/2 1 descendentes Exercício n° 9: Formar terças menores ascendentes Relação entre quinta justa, sexta Maior e sexta menor: 6° M m descendentes + + Sexta Maior M) - formada por quatro tons e um semitom. 1/2 1 1 Sétima Maior M) - formada por cinco tons e um semitom. 1 1/2 1 1 1/2 1 1 1 1/2 1 1 1 1 Exercício n° 10: Formar sextas maiores Exercício n° 12: Formar sétimas maiores ascendentes ascendentes to 70 descendentes descendentes Sexta menor m) - formada por três Sétima menor m) formada tons e dois por quatro tons e dois semitons. 1 1 1/2 1/2 1 1/2 1 1 1/2 Obs.: Quatro tons não formam uma Obs.: Cinco tons não formam uma sexta menor. sétima menor. 1 1 1 1 1 1/2 1 1 1/2 1 1/2 1 I 1 1/2 66 67</p><p>Exercício n° 13: Formar sétimas menores 3) Para facilitar a grafia dos nomes dos intervalos, são abreviados os intervalos maiores com letra Maiúscula (segunda Maior M) e os menores com letra minúscula (segunda menor m). ascendentes Procedimentos práticos para identificar os intervalos: 1) Classifica-se numericamente descendentes o intervalo: 2) Qualifica-se o intervalo Relação entre oitava justa, sétima Maior e sétima menor: formado pelas notas naturais (sem os acidentes): m 3) Qualifica-se o mesmo 2°M intervalo com os acidentes, + comparando-a com aquele M sem Obs.: 1) Obs.: 1) Quando ambas as notas do intervalo têm acidentes iguais, a qualificação é idêntica à do intervalo sem acidentes. e M M m 2) Para facilitar a qualificação de intervalos com acidentes dobrados, subtrai-se o mesmo acidente das duas notas, m obtendo-se o mesmo resultado. M 70 2) Sextas e sétimas maiores, formadas por notas naturais, têm um Exercício n° 14: Classificar e qualificar intervalos. semitom natural. M M e Procedimentos práticos para formar os intervalos a partir de nota Sextas e sétimas menores, formadas por notas naturais, têm dois dada: semitons naturais. Por exemplo: menor ascendente a partir da nota mi bemol: m m 1) Forma-se uma a partir da nota dada (sem acidentes): 68 69</p><p>2) Qualifica-se o intervalo natural: m 3) Qualifica-se o intervalo com a M nota dada (com o acidente): XI m 4) Altera-se a segunda nota para 0 INTERVALOS AUMENTADOS E DIMINUTOS formar o intervalo solicitado: Intervalos Aumentados (A) são os que um semitom cromático a mais que os justos ou Exercício n° 15: Formar os intervalos a partir da nota dada. A A A 3° A m M e Exercício n° 1: Formar intervalos. A Exercícios para treinamento: 1) Escrever vários exemplos para os intervalos maiores, menores e justos (em o e todas as claves) 2) Escrever diversos intervalos e classificá-los. Intervalos Diminutos (D) são os que têm um semitom cromático a menos que os justos ou menores. D D Exercício n° 2: Formar os D D to Obs: 1) Todas as QUINTAS, formadas por notas não alteradas ou com alterações iguais, são 70 71</p><p>Exercício n° 3: Formar os intervalos. A única EXCEÇÃO é a quinta SI FÁ: SA SA SA SA SA Si : o e 2) Todas as QUARTAS, formadas por notas não alteradas ou com as alterações iguais, são Intervalos Superdiminutos ou Subdiminutos (SD ou 2xD) são os que têm um semitom a menos que os diminutos, SD SD SD SD be A única EXCEÇÃO é a quarta Exercício n° 4: Formar Si SD SD SD SD SD e o e 3) intervalo de quarta aumentada é chamado de TRÍTONO ou TRITOM. Do século XV ao século XIX era considerado um intervalo perigoso, apelidado de Diabolus in Musica. Obs: o intervalo superaumentado é também chamado de excedente e o intervalo superdiminuto de Teoricamente, é formar intervalos três, quatro e cinco vezes é tritono diatônico aumentados e A A A 3xA 4xA XO be D A 3xD 4xD 4) Não existe o intervalo de o primeira diminuta. Intervalos Superaumentados (SA ou 2xA) são os que tem um semitom único intervalo 5 vezes aumentado: 5xA a mais que os aumentados. SA SA SA SA o único intervalo 5 vezes diminuto: 5xD 72 73</p><p>Exercício n° 5: Classificar (e qualificar) os intervalos. XII Escala dos intervalos: J INTERVALOS COMPOSTOS 5xD - 4xD - 3xD - SD - D A - SA 3xA - 4xA - 5xA m M Intervalos compostos são os que ultrapassam o limite da Intervalo composto é um intervalo simples acrescido de uma ou mais oitavas. 3xA 48 e 3xD Para formar um intervalo correspondente composto, adiciona-se ao intervalo simples uma ou mais Exemplo extremo de intervalo que inverte sua direção: Intervale simples Intervalos correspondentes compostos Diminuta - A distância entre as duas notas é zero. primeiro som é mais alto do que o segundo som: o intervalo é descendente. A distância - SD real é de um semitom, à segunda menor. Classifica-se o intervalo como segunda Para reduzir um intervalo composto a seu correspondente simples, menor subtraem-se as Seguindo o mesmo chega-se à Intervalo composto - 3xD conclusão de que a classificação correta é Intervale correspondente simples segunda Maior descendente. the 4xD Classificação correta é: segunda Aumentada descendente. Exercícios para treinamento: 1) Escrever vários exemplos para todos os intervalos abordados neste capítulo. Classifica-se o intervalo composto como se fosse intervalo simples e 2) Escrever diversos intervalos ( em todas as claves) e classificá-los. adiciona-se o número sete para cada oitava. 74 75</p><p>vezes o intervalo de nona é também chamado de segunda comp o de décima, terceira composta, etc. Exercício n° 1: Procurar o intervalo correspondente simples de 1 5 6 7 = = = Para encontrar o intervalo correspondente simples de um intervalo Exercício n° 2: Classificar os intervalos. composto, subtrai-se deste o número sete ou um múltiplo de sete. - 7 o a Exemplo: Procurar o intervalo 33:7 Número de oitavas correspondente simples da 5 subtraídas. intervalo correspondente Exercícios para treinamento: simples. 1) Escrever vários intervalos compostos classificá-los. 2) Escrever vários intervalos compostos grafando cada nota diferente e classificá-los. Classificar o intervalo: 0 M 7 + 7 + + 7 M nota SA Três oitavas e SA (3x7) + SA 27" SA + justa (contam-se notas, pois trata-se de um intervalo correspondente simples). 7 + 76 77</p><p>A inversão muda a classificação de intervalos. XIII INVERSÃO DE INTERVALOS 1+8= A soma do intervalo original e 2+7= do invertido é nove. 3+6= 9 erter um intervalo consiste em trocar a posição das notas, isto é, a nota inferior uma oitava acima ou a nota superior uma oitava aixo. ersão de intervalo melódico: Para encontrar a inversão de um intervalo, basta do número 9 9 - 3° 0 A muda a qualificação de M m M Inversão: ou m SD SA 4xA inversão do intervalo melódico, TO equência das notas não se altera o we a mesma). A primeira nota intervalo original continua sendo Os intervalos justos, quando invertidos, não mudam sua qualificação rimeira nota do intervalo invertido. (continuam justos). a ordem das notas for alterada, j contra-se o intervalo complementar + oitava e não o intervalo invertido. inversão, o intervalo ascendente ascendente descendente torna intervalo descendente e Maior menor e-versa. Modificação dos intervalos aumentado diminuto ersão de intervalo nas inversões: superdiminate MAS: justo justo 78 79</p><p>Inversão dos intervalos compostos: Exercício Classificar os intervalos, inverter e Geralmente, não se invertem os intervalos compostos. Não é exemplo de Ao M transportar a nota grave uma oitava acima, encontra-se o intervalo correspondente simples de um composto. Alguns teóricos admitem a inversão de intervalos compostos conforme as seguintes normas: intervalo original (A) deverá ser reduzido ao intervalo correspondente simples (B). Este é invertido (C) e a ele se adiciona o mesmo número de oitavas a que o primeiro intervalo foi reduzido (D). Exercícios para treinamento: Formar diversos intervalos, classificar, inverter e cla A B C D Inversão da oitava: to A inversão da oitava justa e da oitava diminuta enquadra-se nas regras da inversão. A inversão da oitava aumentada, porém, é diferente. o intervalo invertido da oitava aumentada seria a primeira aumentada. conclui-se que a oitava aumentada é um intervalo composto. Definição exata de intervalos simples e compostos: Intervalos simples são formados por notas encontradas dentro do limite de uma oitava justa SD, D, j). Intervalos compostos são formados por notas que ultrapassam o limite de oitava justa A, SA, 80 81</p><p>Para cada nota podem ser encontradas duas notas EXCEÇÃO: Só existe esta possibilidade de enarmonia. As notas solt ou láb encontram-se exatamente no meio do diatônico fá-si. No piano localizam-se na tecla central das três teclas XIV pretas Obs.: 1) Nos instrumentos de afinação natural (não fixa), duas notas ENARMONIA enarmônicas não têm rigorosamente a mesma altura. Há uma diferença quase imperceptível entre elas. 2) A enarmonia surgiu como consequência do sistema temperado, que iguala os semitons cromáticos e Enarmonia é a substituição de uma ou mais notas por outras que, muito 3) A palavra "enarmônico" tem origem grega e significa "um embora de nome diferente, representam os mesmos sons. 4) A substituição enarmônica é muito empregada nas modulações. Notas enarmônicas são notas de nome e grafia diferentes, porém com o mesmo resultado No piano, as notas enarmônicas são tocadas na mesma tecla. Exercício n° 1: Encontrar as notas enarmônicas. MI FÁ SOL LÁ SI Intervalos enarmônicos representam Si D6: Mi F6 Sol L4 Si os mesmos sons, porém com nomes Mi b Si grafia diferentes. parcial Quanto ao intervalo, a enarmonia pode ser total Enarmonia parcial do intervalo é enarmonia apenas da primeira ou da segunda nota do intervalo (uma das notas continua "original"). D D 3xD Os intervalos M, SA e 3x D são intervalos Na enarmonia parcial o intervalo original sempre muda a sua classificação. 82 83</p><p>Aplicando a enarmonia parcial para cada intervalo, existem quatro 2) Se as duas notas do intervalo forem nesse caso, só haverá um intervalo enarmônico. intervalos enarmônicos. Exceção: 1) Se uma nota do intervalo for a nota sol# ou nesse caso só haverá três intervalos Exercício n° 3: Fazer a enarmonia total e classificar todos os intervalos. 2) Se as duas notas do intervalo forem e láb, nesse caso, só haverá dois intervalos enarmônicos. Exercício n° 2: Fazer a enarmonia parcial e classificar todos os intervalos. Aplicando simultaneamente a enarmonia parcial e total, encontram-se oito enarmônicos para cada intervalo (com exceção dos intervalos que contêm as notas ou the Enarmonia total do intervalo é a enarmonia de ambas as notas do Exercícios para treinamento: Fazer a enarmonia parcial total de intervalos a) intervalo (nenhuma das notas se mantém "original"). simples; b) compostos; c) intervalos com notas grafadas em claves diferentes. D M 6° 4xD Os intervalos 3° M, D, 4xD e 3xD são intervalos o intervalo original pode ou não conservar a sua classificação. Na enarmonia total existem, para cada intervalo, quatro intervalos enarmônicos. Exceção: 1) Se uma nota do intervalo for a nota ou nesse caso, só haverá dois intervalos enarmônicos. 84 85</p><p>Escalas diatônicas Escalas antigas Escalas modernas (modos) (maiores e menores) Por exemplo, modo dórico: Por exemplo, escala Ré Maior: XV ESCALA - GRAU - Escala artificial ou cromática é uma seqüência de doze semitons Escala - é uma sucessão ascendente e descendente de notas consecutivos (oitava dividida em doze semitons). diferentes consecutivas; - é o conjunto de notas disponíveis num determinado sistema Escalas artificiais musical; - é uma sucessão ordenada de sons, compreendidos no limite de uma oitava. Escalas cromáticas Escalas alteradas A palavra "escala" tem a sua origem no latim "scala", que significa gama Por exemplo, escala lá menor Por exemplo, escala lá menor ou escada. cromática clássica: alterada: As escalas são classificadas quanto ao número de notas: a) de 5 notas b) de 6 notas (hexacordal). III - Escalas exóticas e outras têm a formação singular. c) de 7 notas (heptatônica). As mais conhecidas são: d) de 12 notas (artificial ou cromática). Escalas ciganas Escalas Escalas de tons quanto à utilização: ou chinesas inteiros I - Escalas naturais ou Por exemplo, escala Por exemplo, escala de - Escalas artificiais ou cromáticas. Por exemplo, escala a partir da tons inteiros a partir da III - Escalas exóticas e de Dó Maior Cigana: nota dó: nota dó: Obs.: 1) A escala hindú é "sa-grama". 2) A escala árabe tem 17 I - Escala natural ou diatônica é uma seqüência de sete notas diferentes consecutivas ( a oitava nota é a repetição da primeira) guardando entre si, geralmente, o intervalo de um tom ou de um semitom. Graus - nome dado às notas que formam a escala. Numeram-se por Obs.: 1) Escala diatônica é uma escala algarismos romanos. A primeira nota da escala é considerada 2) A palavra "dia" (do grego) significa "através, "entre". A palavra o grau I, a segunda o grau II, etc. "diatônico" (do grego) significa "através da sucessão de Diaton (do grego) é o intervalo que separa duas notas conjuntas não III IV y VI VII I VII VI IV III II I 86 87</p><p>Obs.: 1) A escala diatônica tem sete graus. o oitavo grau é a repetição Graus tonais - I, IV e V - com os seus respectivos acordes caracterizam do primeiro grau. o tom. 2) Na escala descendente, os graus conservam os mesmos Os graus tonais números da formam com os intervalos justos. Os graus conjuntos são os graus imediatos Os graus disjuntos são os que têm IV I IV um ou mais graus intermediários. Modo é o caráter de uma escala. Ele varia de acordo com a posição Cada grau de uma escala recebe um nome especial, conforme a função de tons e semitons e suas relações com a que exerce. MODO (escala tipo Maior) menor (escala tipo menor) Graus modais - III, VI e VII - são os que diferem, comparando duas escalas com a mesma tônica, uma maior e a outra menor. o primeiro grau, dá o nome à escala e ao tom. É o grau Escala Maior principal da escala. o segundo grau, ou sobretônica, encontra-se um grau M acima da III VI VII o terceiro grau, MEDIANTE, encontra-se no meio dos dois graus mais Escala menor importantes, I e V. o quarto grau, SUBDOMINANTE, está um grau "abaixo" ou "sob" a dominante e desempenha um papel um pouco menos importante que a Grau III - grau modal invariável (fixo) difere sempre. quinto grau, DOMINANTE, é o grau mais importante depois da tônica. Grau VI e VII - graus modais variáveis (móveis) - podem diferir ou não. É o grau que "domina" os outros graus, tanto na melodia quanto na harmonia. o sexto grau, está um grau "acima" ou "sobre" a dominante. Encontra-se no meio dos graus importantes I - IV (na direção VII VI VII descendente). o sétimo grau é chamado de SENSÍVEL 1/2 quando está meio tom abaixo da tônica. Há uma grande atração da sensível em VII relação à Tonalidade - é a interdependência em que se encontram os diferentes graus da escala relativamente à tônica, centro de todos os o sétimo grau é chamado de movimentos; SUBTÔNICA quando está um tom é o complexo de sons e acordes relacionados com um abaixo da VII I centro tonal principal, a tônica; 88 89</p><p>é o conjunto de funções dos graus da escala e dos acordes sobre eles formados; é o sistema que rege as escalas ou tons, segundo o de que os seus diferentes graus estão na dependência da nota principal, ou seja, da Tonalidade maior é o conjunto de todas as escalas maiores. Tonalidade menor, de todas as escalas menores. XVI Tom é a altura em que se realiza a tonalidade. tom exprime o mesmo conjunto de notas que a escala, as notas podendo, entretanto, SÉRIE HARMÔNICA sucederem-se alternadamente. Exemplo de uma tonalidade Tom de D6 o Som é resultante das vibrações de corpos elásticos. Som musical é o som resultante de vibrações regulares. Vibração é um movimento completo de "vai e vem" do corpo A música tonal é aquela em que existe uma hierarquia de sons, A distinguindo-se, entre os mesmos, o centro de atração. Ao produzir o som, um corpo elástico (por Bitonalidade é um processo harmônico que consiste na sobreposição ou ex. uma corda) é deslocado de seu ponto simultaneidade de melodias ou acordes pertencentes a tons diferentes. de repouso AB e levado à posição AmB. Soltando-se a corda, ela procura, devido a M sua elasticidade, voltar à posição original AB. Porém, por causa da tensão que nela foi produzida, ela não consegue parar no m M mesmo ponto, continuando o movimento até o extremo oposto voltando em seguida para AmB. Este movimento se repete diversas vezes até que a corda, perdendo gradativamente a tensão inicial, Stravinsky: Petrushka repousa finalmente em AB. B 3 A A A o movimento compreendido entre a posição de repouso AB, posição AmB e a volta à posição de repouso AB é Politonalidade é a simultaneidade de vários tons diferentes (compositores chamado de vibração simples. m mais conhecidos: B. Bartók, D. Milhaud, P. Hindemith e outros). A continuação da vibração simples até a posição AnB e Atonalidade é a negação da tonalidade. Adota o sistema cromático a volta à posição de repouso temperado que não se relaciona com centros tonais e rejeita os conceitos AB resulta numa vibração de consonância e dissonância (compositor mais conhecido: A. Schöenberg). dupla. B B B Posição Vibração Vibração de repouso simples dupla 90 91</p><p>Amplitude é a distância entre os dois extremos da vibração (m-n). Série harmônica é o conjunto de sons que acompanham um som A amplitude determina a intensidade do som: quanto maior a amplitude, fundamental (som gerador, som principal). mais forte é o som. é o número de vibrações por segundo. É medida em Hertz Série harmônica da nota etc. (Hz). Por exemplo a nota tem 440 vibrações por segundo. A da nota é de 440 Hz. Quanto maior a mais agudo é o som. altura Amplitude intensidade N° 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 j M m M As vibrações do corpo elástico são transmitidas ao ar sob a forma de M m M m ? ondas sonoras. A sensação que estas produzem em nosso ouvido é o som. Toda nota gera uma série harmônica proporcionalmente idêntica. Para construí-la aplica-se a mesma seqüência de intervalos da série harmônica da nota "dó", isto é: - M m 3° m - M M 2° M M m etc. Ondas Sonoras Corpo Elástico Ouvido 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Um som musical não se constitui de apenas uma nota. Juntamente com o som principal soam sons secundários, bem fracos e quase série etc. de o som principal é chamado som fundamental e os sons que o acompanham são os sons harmônicos (ou concomitantes ou complementares). Exercício n° 1: Construir a série harmônica da nota Ré: Uma corda, ao vibrar em toda a sua extensão produz uma determinada nota. Enquanto a corda vibra por inteiro, simultaneamente, ela vibra também dividindo-se em duas metades, produzindo um som uma oitava acima da nota original. Além da vibração da corda por inteiro e em duas metades, ela vibra também, simultaneamente, dividindo-se em terços, em quartos, em quintos, etc., produzindo as vibrações secundárias. Observando a série harmônica, constata-se que os intervalos que a formam começam com a oitava justa e vão ficando sempre menores (intervalos digressivos). Não há dois intervalos abstolutamente iguais na série, mesmo que recebam a mesma classificação. Portanto as duas terças menores (entre e não são iguais. A primeira é maior e a segunda é menor e mesmo acontece com a série de segundas maiores localizadas entre o sétimo e o décimo primeiro harmônico -) e com as segundas menores a etc. partir do décimo primeiro Conseqüentemente algumas notas sons som fundamental da série harmônica diferem das notas do sistema temperado. 92 93</p><p>Timbre é a característica do som que distingue uma voz ou um 1 2 3 4 5 6 7 8 g 10 11 12 13 14 15 16 etc. instrumento de outro. Resulta da intensidade e da qualidade dos harmônicos que acompanham o som fundamental. Os fatores responsáveis be pelo timbre característico de um instrumento são o material de que é feito o instrumento, o modo como os sons são produzidos e como ressoam. som harmônico n° 7 (Si b) é um pouco mais baixo, o 11 é mais Uma determinada nota musical tem sempre a mesma qualquer baixo (entre o fá e fá #), o n° 13 é mais baixo (entre o lá e lá b) e que seja o instrumento ou voz que a o timbre não altera a o n° 14 (si b) também é um pouco mais A série harmônica não tem limite, mas, na prática, observam-se os tromps harmônicos somente até o n° 15 pois, após este, os intervalos da série etc. etc. são menores que semitons. A intensidade diferente dos harmônicos 13 13 Série harmônica descendente (ou inferior) é o espelhamento perfeito dos de uma mesma nota, tocada pelo oboé 12 12 mesmos intervalos que constituem a série harmônica ascendente (ou 11 11 e pela trompa. Os números indicam os superior). Foi definida pelo teórico musical alemão Hugo Riemann (1849- 10 10 9 9 1919). 8 8 7 7 6 6 5 5 4 4 3 5 12 13 3 2 3 4 6 7 8 9 10 11 etc. 2 2 1 Cada nota tem, proporcionalmente, a mesma série Porém, a intensidade e a qualidade de harmônicos varia de instrumento para sons fundamentais A mesma nota: Nem todos os instrumentos geram a série harmônica completa. A clarineta, por exemplo, só produz os números Instrumento A Instrumento B Ressonância - é a ampliação das vibrações de um corpo sonoro reproduzidas num outro corpo (caixas ou tampas dos instrumentos de cordas, piano, tubos de órgão e 3 3 instrumentos de sopros); 2 4 é a vibração de um corpo elástico quando atingido por 2 4 uma onda sonora de igual à de etc. 1 1 5 que esse corpo prescinde para ser animado. etc. Num teclado de piano pressione sucessivamente, sem que saia som, as 5 7 6 teclas correspondentes a e Lá (A). Em seguida ataque secamente, 6 7 com a outra mão, a nota dó 3 (B) sem sustentá-la. As cordas correspondentes a Fá e Lá graves, sendo liberadas, ressoarão parcialmente reproduzindo o dó superior que é o harmônico comum Os números representam os sons harmônicos e os a intensidade das duas de cada um. 94 95</p><p>A B C Obs.: 1) P. Schaeffer demonstrou que se forem executados sons XVII harmônicos sem o som fundamental, este surgirá como resultante dos CONSONÂNCIA E DISSONÂNCIA DE INTERVALOS 2) Fonômetro é o aparelho acústico que mede a velocidade das vibrações. 3) A ciência do som se chama acústica. Dois ou mais sons simultâneos produzem o efeito de consonância ou dissonância. Exercícios para treinamento: Formar as séries harmônicas de vários sons A Consonância proporciona uma sensação de repouso e estabilidade. fundamentais. A Dissonância proporciona uma sensação de movimento e Intervalo consonante é aquele cujas notas se completam. Tem o caráter estável, conclusivo, passivo e de repouso. Intervalo dissonante é aquele cujas notas não se completam. Tem o caráter ativo, dinâmico, transitivo, instável e de movimento. As notas da série harmônica próximas do som gerador produzem as consonâncias. As notas mais afastadas produzem as M m M 25 M M M m imperfeitas Consonância e dissonância são os dois elementos principais da harmonia clássica. Conforme o conceito tradicional, os intervalos são classificados em: perfeito: j. j consonante imperfeito: M e m, M e m neutro: A e D Intervalo dissonante suave: m e M forte: M e m dissonante condicional: intervalos aumentados e diminutos (nem todos). 96 97</p><p>consonância ainda, às vezes, classificada como consonância mista, situada entre as consonâncias perfeitas e imperfeitas. M M m A m M m 5) Os conceitos de consonância e dissonância são, na verdade, fruto de o uma convenção e podem variar segundo a época, o estilo, a estética 8 e a cultura. perfeitas imperfeitas neutras fortes Conforme a concepção tradicional, um intervalo dissonante deve se Consonâncias resolvido num intervalo consonante, seguindo as tendências ascendentes ou descendentes das notas no intervalo original. Os intervalos consonantes perfeitos são chamados também de A m M m j consonantes invariáveis, porque não mudam a qualificação na inversão. o o e Na música popular e na música moderna, uma dissonância Os intervalos consonantes imperfeitos são chamados também de resolve em outra dissonância ou fica sem resolução. consonantes variáveis, porque mudam a qualificação na inversão. M m M e e o Os intervalos dissonantes condicionais transformam-se em consonantes através da enarmonia de uma das notas do intervalo. A D M Exceção: to Evolução histórica do conceito de consonância: 1) Na Idade Média, somente os intervalos justos eram considerados consonantes. 2) Nos séculos XII e XIII, as terças e sextas já eram aceitas como consonâncias imperfeitas. 3) A partir do século XIX os intervalos e foram considerados "dissonâncias suaves". 4) A quarta justa nem sempre foi considerada como consonância, sendo 98 99</p>