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<p>1</p><p>CULTURA DIGITAL</p><p>1</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 2</p><p>2. CULTURA DIGITAL: CONCEITO E CARACTERÍSTICAS ................................... 4</p><p>2.1 Tecnologia da Informação .............................................................................. 5</p><p>2.1.1 Tecnologia WEB 2.0 ................................................................................ 9</p><p>3. CIBERESPAÇO E CIBERCULTURA .................................................................. 11</p><p>3.1 Cibercultura .................................................................................................. 11</p><p>3.1.1 Cultura Contemporânea ........................................................................ 11</p><p>3.2 Ciberespaço ................................................................................................. 13</p><p>4. PRODUTOS MEDIÁTICOS NOS DIFERENTES ESPAÇOS DIGITAIS ............. 16</p><p>4.1 Espaços Digitais ........................................................................................... 16</p><p>4.2 Espaços Digitais e Gêneros Textuais ........................................................... 19</p><p>REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 21</p><p>2</p><p>NOSSA HISTÓRIA</p><p>A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários,</p><p>em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-</p><p>Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo</p><p>serviços educacionais em nível superior.</p><p>A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de</p><p>conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação</p><p>no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua.</p><p>Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que</p><p>constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de</p><p>publicação ou outras normas de comunicação.</p><p>A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma</p><p>confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base</p><p>profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições</p><p>modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica,</p><p>excelência no atendimento e valor do serviço oferecido.</p><p>3</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A ampliação do acesso aos dispositivos móveis, consequência de alguns</p><p>fatores tais como a convergência das telecomunicações e da informática,</p><p>possibilitaram umarelaçãoestreita entre as sociedades e cultura. A sinergia dessa</p><p>relação ainda na década de 60 fez convergir outras formas de sociabilidade na esfera</p><p>da comunicação e da média promovendo mudanças não só no modo de produção,</p><p>mas também no modo de compartilhamento do conhecimento.</p><p>Uma dessas mudanças é a própria ideia de aprendizagem móvel ( Mobile</p><p>Leaming ou m-Learming) que pressupõe novos usos e combinações criativas para</p><p>dispositivos como Tabletes, Freaders e Smartphones ( celulares inteligentes), outros</p><p>equipamentos com áudio, vídeo, SMS e uma variedade de recursos que possibilita a</p><p>integração das mídias, o compartilhamento de ideias e de experiências culturais.</p><p>Da década de 60 até hoje, pesquisadores brasileiros, de diferentes áreas do</p><p>conhecimento, organizam grupos e linhas de pesquisas voltados para o estudo das</p><p>características, potencialidades e limites das tecnologias digitais, as implicações e</p><p>relações sociais, políticas e econômicas que se estabelecem a partir delas, a cultura</p><p>que emerge dessas relações, bem como sobre os processos formativos necessários</p><p>para a sua utilização, compreensão e desenvolvimento.</p><p>A Cultura digital entendida não apenas como o uso de equipamentos e produtos</p><p>digitais, mas também, de acordo com Costa (2008), como processos, experiências,</p><p>vivências, escolhas que se dão frente ao excesso de informações, produtos e serviços</p><p>que circulam pelos bancos de dados, redes e dispositivos digitais. Portanto, a cultura</p><p>digital é entendida aqui como uma formação mais ampla que a cibercultura, uma vez</p><p>que esta se incrementa em rede, dependente portanto de conectividade, de</p><p>tecnologias on-line, e aquela se constitui também em ambientes off-line, a exemplo</p><p>dos laboratórios de informática das escolas que não possuem conexão internet .</p><p>Nesta disciplina, tratamos de compreender o que é cultura digital, tecnologia</p><p>educacional e sua importância. Em seguida, discutimos e analisamos diferentes TDs</p><p>— desde as mídias sociais até a robótica. Visando a momento levar a melhor</p><p>compreender que não há como impedir a cultura digital e mostrar como utilizá-la a seu</p><p>favor, explorando da melhor forma possível os diferentes recursos das TDsnos mais</p><p>diversos momentos.</p><p>4</p><p>CULTURA DIGITAL: CONCEITO E CARACTERÍSTICAS</p><p>O conceito de cultura digital se trata da cultura nascida pela era digital,</p><p>originária do ciberespaço e da linguagem da internet que busca integrar a realidade</p><p>com o mundo virtual. O tema ganhou grande ênfase com a homologação da Base</p><p>Nacional Comum Curricular (BNCC), devido às mudanças advindas do avanço</p><p>tecnológico e do crescente acesso a elas pela facilidade de dispositivos como</p><p>computadores, telefones celulares, tablets e outros.</p><p>Nesta nova relação, os jovens têm se engajado como protagonistas da cultura</p><p>digital. Eles se envolvem diretamente com novas forma.Além disso, há grande</p><p>atuação social em redes como Facebook, Instagram, Whatsapp e Twitter. Essa nova</p><p>cultura tem apelo emocional e induz ao imediatismo de respostas e informações,</p><p>privilegia análises superficiais e traz diferentes dos modos de dizer e argumentar.</p><p>A cultura digital é uma nova cultura que surge a partir da digitalização das</p><p>tecnologias analógicas, com o uso do microcomputador, além do desenvolvimento da</p><p>cibernética, linguagens de programação, e ainda recebe influências de fatores sociais,</p><p>políticos, econômicos, etc</p><p>Como a BNCC contempla a cultura digital?</p><p>“Contempla a cultura digital, diferentes linguagens e diferentes letramentos,</p><p>desde aqueles basicamente lineares, com baixo nível de hipertextualidade,</p><p>até aqueles que envolvem a hipermídia”.</p><p>5</p><p>1. Tecnologia da Informação</p><p>O modelo tecno-econômico da tecnologia da informação e comunicação (TIC)</p><p>surgiu a partir da revolução industrial utilizada pelos Estados Unidos já no fim da</p><p>segunda guerra mundial, que deu início à criação de novas indústrias que</p><p>movimentaram a economia do país no pós-guerra, como a dos computadores</p><p>eletrônicos, seus programas e componentes (PEREZ, 2009).</p><p>O desenvolvimento da tecnologia, sua evolução e utilização do computador,</p><p>deu-se através de diferentes estágios, conforme apresentado na figura abaixo.</p><p>Figura 1:Ondas sucessivas em tecnologia da informação</p><p>Fonte: Adaptado de SABBAG (2007)</p><p>Podemos conceituar tecnologia da informação e comunicação conforme</p><p>apresentado abaixo:</p><p>a) Segundo Sabbag (2007) o termo tecnologia da Informação e comunicação</p><p>surgiu há cerca de dez anos atrás, substituindo assim a palavra informática. O autor</p><p>explica que o objetivo primordial da tecnologia de informação e comunicação não era</p><p>mais somente gerir informação, mas sim conhecimento, o que provocou uma nova</p><p>ruptura, devido aos estudos relacionados à inteligência artificial ligados à cognição. É</p><p>o peopleware, e o conhecimento humano como artifício imprescindível na era atual.</p><p>6</p><p>b) Para Laudon e Laudon (2004), a tecnologia da informação pode ser entendida</p><p>como um conjunto formado por hardware e software e utilizado para coletar,</p><p>processar, armazenar, disseminar informação para suporte às decisões.</p><p>A TIC é o resultado</p><p>da fusão das telecomunicações, da informática, e das</p><p>mídias eletrônicas e servem de ferramentas mediadoras do processo educacional</p><p>como um todo (BOHN, 2011).</p><p>A escolha da tecnologia está relacionada ao meio mais apropriados para uma</p><p>situação específica de ensino e aprendizagem e pela elaboração de um assunto</p><p>pedagógico adequado a eles. Embora seja simples dizer que a tecnologia vem</p><p>proporcionado avanços na humanidade, não é tão simples conceituar a tecnologia.</p><p>Analisando a etimologia dessa palavra, verifica-se que é constituída de duas palavras</p><p>gregas: “tecnhos” e “logia”. Enquanto a primeira palavra significa o processo de se</p><p>fazer algo, a segunda significa o sistemático entendimento sobre algo. Então,</p><p>tecnologia pode ser entendida como o conhecimento de se fazer algo, ou melhor, o</p><p>conhecimento da manipulação da natureza para finalidades humanas (BETZ, 1997).</p><p>Segundo Turban, Rainer e Potter (2005), a Tecnologia da Informação em si</p><p>geralmente não é mais o motivo de vantagem competitiva, mas pode ser a base para</p><p>o uso estratégico da informação, que poderá se constituir nessa vantagem.</p><p>O novo cenário que se vale das tecnologias da informação e comunicação para</p><p>educar exige uma estratégia de gestão que contemple aspectos antes não</p><p>avaliadosna busca pela qualidade educacional. O processo ensino e aprendizagem</p><p>carece, agora, de uma infraestrutura mais especializada que ofereça condições de pôr</p><p>em prática um aprendizado colaborativo e construtivista ao mesmo tempo.</p><p>Complementa esse raciocínio a autora Belloni (2005), ao dizer que com o uso de</p><p>novas ferramentas tecnológicas o gestor da educação deve formular uma nova</p><p>midiatização do processo ensino e aprendizagem:</p><p>[...] aproveitando ao máximo as potencialidades comunicacionais e</p><p>pedagógicas dos recursos técnicos: criação de materiais e estratégicas,</p><p>metodologias, formação de educadores como professores, comunicadores,</p><p>produtores, tutores, e produção de conhecimento.</p><p>Essa conjunção de “tecnologias da informação e comunicação com sólidas</p><p>bases pedagógicas”, exige uma adequada infraestrutura que, valendo-se de um</p><p>7</p><p>ambiente virtual de aprendizagem colaborativo, se paute pela qualidade e não</p><p>somente pela quantidade (BOHN, 2011).</p><p>Lévy (1996) afirma que vem ocorrendo um movimento de virtualização, o qual</p><p>atinge os indivíduos, a economia, a sensibilidade coletiva e não só a informação e</p><p>comunicação. Para o autor, essa virtualização afeta até mesmo a maneira de “estar</p><p>junto ‟, caracterizados pelas comunidades virtuais, empresas virtuais, cultura virtual,</p><p>ou seja, a era dominada pelo virtual. Para constatar isso, Levy (2009, p. 31) disserta:</p><p>Cada corpo individual torna-se parte integrante de um imenso hipercorpo</p><p>híbrido e mundializado. Fazendo eco ao hipercórtex que expande hoje seus</p><p>axônios pelas redes digitais do planeta, o hipercorpo da humanidade estende</p><p>seus tecidos quiméricos entre as epidermes, entre as espécies, para além</p><p>das fronteiras e dos oceanos, de uma margem a outra do rio da vida.</p><p>c) Para Kenski (2003), tecnologias são “conjunto de conhecimentos e princípios</p><p>que e se aplicam ao planejamento, à construção e à utilização de um equipamento</p><p>em um determinado tipo de atividade”.</p><p>Para Santos et al. (2002), as tecnologias de informação e comunicação não</p><p>restringe somente a equipamentos de hardware e software e nem tão pouco à</p><p>comunicação de dados, mas compreendem todas as atividades que ocorrem na</p><p>sociedade, as quais utilizam recursos tecnológicos; disseminação social da</p><p>informação a partir de sistemas informativos inteligentes.</p><p>O uso desses recursos de TI pode se dar a partir de duas perspectivas: apenas</p><p>como ferramenta didático-pedagógica - a instrumentalidade – ou um elemento</p><p>carregado de conteúdo que representa nova forma de pensar e agir - o fundamento</p><p>(PRETTO, 1994, p. 23).</p><p>A segunda alternativa representa inserir a escola “num só movimento para a</p><p>alfabetização da imagem, da comunicação, da informação - e ao mesmo tempo, da</p><p>língua e da escrita” (FUSARI, 1994, p. 40). Por isso, o contato dos professores com a</p><p>tecnologia em atividades educativas deve ser diferente daquele que os meios de</p><p>comunicação de massa proporcionam.</p><p>Derntl e Motschning-Pitrik (2005) argumentam que as novas tecnologias de</p><p>informação e comunicação possui potencial para desempenhar um papel significativo</p><p>com uma aproximação mais efetiva, em termos de maior aprofundamento e processos</p><p>8</p><p>de aprendizagem ao longo da vida. Segundo os autores, a tecnologia tem mostrado</p><p>ser capaz de dar o apoio às pessoas quanto à organização, transferência, e</p><p>administração de informações. Dessa forma, a tecnologia tem contribuído para</p><p>promover um amplo espaço para o estudo individual, interação em aula e experiências</p><p>de aprendizagem mais ricas.</p><p>Atualmente, os recursos tecnológicos de suporte a cursos on-line permitem</p><p>estender o acesso à informação e explorar modos de comunicação síncronos e</p><p>assíncronos, sendo que a seleção e a combinação destes recursos tecnológicos</p><p>dependerão do modelo adotado, dos objetivos do curso e das características do</p><p>público-alvo (RAMOS, 2005).</p><p>No que se refere à comunicação síncrona e assíncrona, Ramos (2005)</p><p>esclarece que a primeira supõe a comunicação entre pessoas de diferentes</p><p>localidades por meio da Internet em tempo real, tendo como ferramentas de apoio</p><p>nesta comunicação os chats (bate-papo), comunicadores instantâneos (msn, skype),</p><p>vídeo conferência e vídeo chat. Enquanto que o segundo tipo supõe a comunicação</p><p>entre pessoas de locais diferentes, independentemente do tempo, utilizando-se de</p><p>ferramentas como o e-mail e o fórum de discussão.</p><p>As TICs estão nos celulares, radinhos portáteis, televisores domésticos, em</p><p>livros, em carros, no gps, nas câmeras dos celulares, no cybercafé da esquina, nos</p><p>meios que podem minimizar a distância entre professores e estudantes na construção</p><p>do conhecimento. Shapiro e Varian (1999) afirmam que as mudanças que vêm</p><p>acontecendo são consequência dos avanços da tecnologia.</p><p>Segundo Castells (2003, p. 69):</p><p>“O que caracteriza a atual revolução tecnológica não é a centralidade de</p><p>conhecimentos e informação, mas a aplicação desses conhecimentos e</p><p>dessa informação para a geração de conhecimentos e de dispositivos de</p><p>processamento/comunicação da informação, em um ciclo cumulativo entre a</p><p>inovação e seu uso [...] e as novas tecnologias de informação não são</p><p>simplesmente ferramentas a serem aplicadas, mas processos a serem</p><p>desenvolvidos.”</p><p>Pode-se dizer que sistema de comunicação e interatividade continuará</p><p>crescendo alterando a cultura da humanidade, transformando rapidamente a</p><p>sociedade atual.</p><p>9</p><p>Segundo Chui et al. (2009), as tecnologias da web 2.0 ramificaram rapidamente</p><p>entre os usuários nos últimos anos. Redes sociais como o Facebook, Linkedin têm</p><p>atraído milhões de usuários.</p><p>1.1.1 Tecnologia WEB 2.0</p><p>1. Wikis, comentários e espaços de trabalho compartilhado: Facilita a criação</p><p>conjunta de conteúdos e aplicações em larga escala, distribuída por um grupo de</p><p>usuários</p><p>2. Blogs, podcasts, videocasts, peertopeer: Oferece aos usuários uma forma</p><p>de comunicar/compartilhar informações com um amplo grupo de outros usuários</p><p>3. Previsão de mercado, informações de mercado, votação: Explora o poder</p><p>coletivo da comunidade gerando uma série de respostas derivadas desta coletividade</p><p>4. Tags, rastreamento de usuário, classificação, RSS: Incluir informações</p><p>adicionais para priorizar a informação ou valorizar a informação</p><p>5. Rede social, mapeamento de redes: Aproveita a conexão entre pessoas para</p><p>oferecer novas aplicações</p><p>Observando algumas tecnologias exemplificadas acima, podemos citar que</p><p>basicamente, o mundo moderno e a utilização das TICs estão vinculados a quatro</p><p>pressupostos, segundo Neri (2012):</p><p> Conectividade: Representa a capacidade de se acessar às</p><p>TICs a partir de</p><p>lugares os mais diversos, portanto com mobilidade espacial proporcionada por acesso</p><p>sem fio. A conectividade está em acessar tanto a internet (e-mail, Skype, facebooketc)</p><p>ou o serviço de telefonia (celular, 3G, 4G, Wi Fi). A conectividade permite que se</p><p>multipliquem os locais de acesso;</p><p>O que é a Web 2.0</p><p>O termo é utilizado para designar uma segunda geração de comunidades e</p><p>serviços oferecidos na internet, tendo como conceito a Web e através de</p><p>aplicativos baseados em redes sociais e tecnologia da informação.</p><p>10</p><p> Convergência: Possibilidade de se valer da conectividade em um único</p><p>dispositivo, como computador, celular, tablet etc. Significa unificar dispositivos de</p><p>acesso;</p><p> Conteúdo: Diz respeito ao que está sendo transmitido pelas vias digitais (vídeo,</p><p>áudio, jogos, aulas etc), de modo que satisfaça de forma individual ou coletiva quem</p><p>deseja o acesso digital; e</p><p> Capacidade: Está ligado ao conceito de “capabilities” que trata da capacidade</p><p>humana em potencializar as suas escolhas. A tecnologia da informação e da</p><p>comunicação afeta cada vez mais a vida das pessoas a todo tempo. Atualmente</p><p>tornou-se rotina a potencialização das atividades humanas com a utilização da TIC,</p><p>como exemplo podemos citar: uma simples marcação de consulta médica,</p><p>movimentação bancária, reconhecimento de voz, cabines de aeronaves onde</p><p>praticamente cabe ao piloto somente a gestão do vôo, pois o restante é executado por</p><p>agentes tecnológicos (ALMEIDA, 2012).</p><p>11</p><p>CIBERESPAÇO E CIBERCULTURA</p><p>2. Cibercultura</p><p>A Cibercultura é a cultura que surgiua partir do uso da rede de computadores, e</p><p>de outros suportes tecnológicos (como, por exemplo, o smartphone) através da</p><p>comunicação virtual, a indústria do entretenimento e o comércio eletrônico.O prefixo</p><p>ciber vem da palavra inglesa cybernetics.</p><p>O termo Cibercultura tem vários sentidos, mas se pode entender como a forma</p><p>sociocultural que advém de uma relação de trocas entre a sociedade, a cultura e as</p><p>novas tecnologias de base microeletrônicas surgidas na década de 1970, graças à</p><p>convergência das telecomunicações com a informática. A cibercultura é um termo</p><p>utilizado na definição dos agenciamentos sociais das comunidades no espaço</p><p>eletrônico virtual. Estas comunidades estão ampliando e popularizando a utilização da</p><p>Internet e outras tecnologias de comunicação, possibilitando assim maior aproximação</p><p>entre as pessoas de todo o mundo, seja por meio da construção colaborativa, das</p><p>multimodalidades e/ou da hipertextualidade.</p><p>1.1.2 Cultura Contemporânea</p><p>Figura 2: Ciclo das culturas</p><p>Fonte: https://www.google.com.br/</p><p>12</p><p>A cultura contemporânea é marcada pelas tecnologias digitais, resultado da</p><p>evolução da cultura moderna. É também o estudo de vários fenômenos sociais</p><p>associados à internet e outras novas formas de comunicação em rede, como as</p><p>comunidades on-line, jogos de multiusuários, jogos sociais, mídias sociais, realidade</p><p>aumentada, mensagens de texto, e inclui questões relacionadas à identidade,</p><p>privacidade e formação de rede.</p><p>As novidades que a tecnologia trouxe para a modernidade a partir das décadas</p><p>de 60 e 70, tal qual a possibilidade de remixagem de textos, utilização de técnicas</p><p>literárias como o cut-up (cópia-colagem), o advento da internet entre outros, geraram</p><p>diversos debates sobre questões sociais. Nesse contexto, durante a década de 80</p><p>novos termos como cibercultura, proposto por Pierre Lévy e ciberespaço, surgiram.</p><p>Figura 3: Cibercultura</p><p>Fonte:https://www.google.com.br/</p><p>Para entender melhor as características da cibercultura, usaremos o teórico</p><p>Lévy (1999), que utiliza termos como ciberespaço e cibercultura, que surgem no</p><p>cenário digital. De acordo com ele:</p><p>[...] ciberespaço é o novo meio de comunicação que surge da interconexão</p><p>mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infraestrutura</p><p>material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de</p><p>informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e</p><p>alimentam esse universo. Quanto ao neologismo "cibercultura", especifica o</p><p>conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de</p><p>13</p><p>modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o</p><p>crescimento do ciberespaço (LÉVY, 1999, p. 14).</p><p>3. Ciberespaço</p><p>O ciberespaço ao funcionar como um novo lugar de sociabilidade, acaba por</p><p>originar novas formas de relações sociais, com códigos, estruturas e especificidades</p><p>próprias. Entretanto, esses novos códigos não são completamente inéditos e sim uma</p><p>reformulação das possibilidades já conhecidas de sociabilidade, tanto de</p><p>espaço/tempo virtuais, quanto de seus agentes sociais, cuja capacidade de</p><p>metamorfose é levada às últimas consequências.</p><p>Figura4: Ciberespaço</p><p>Fonte:https://www.google.com.br/</p><p>Ciberespaço e cibercultura estão interligados, sendo que cibercultura, nos</p><p>termos de Lévy (1999), é a expressão usada por ele para se referir à cultura digital. O</p><p>ciberespaço é um espaço de comunicação aberto, formado por um conjunto de</p><p>sistemas de comunicação eletrônicos, que transmitem informações provenientes de</p><p>fontes digitais. É um meio que associa todos os dispositivos de criação de informação,</p><p>de gravação, de comunicação e de simulação. A informação nesse ambiente tem</p><p>caráter virtual:</p><p>14</p><p> Fluída,</p><p> Tratável em tempo real,</p><p> Interativa, etc.</p><p>A cibercultura, que é a cultura que surge desse ambiente, expressa o desejo</p><p>de construção de um laço social, segundo Lévy (1999).</p><p>O laço social é formado a partir das possibilidades de criação de comunidades</p><p>virtuais com os mesmos interesses e de processos abertos de colaboração. O</p><p>ambiente das tecnologias digitais pode ser propício para a criação de laços. Cerveró</p><p>(2007) menciona a cibercultura a partir da reformulação do conceito de cultura que</p><p>conhecemos, que ainda está relacionada à escrita, e nos remete à cultura clássica e</p><p>humanista.</p><p>A cultura digital, de certa forma “desestabiliza” esta cultura clássica, pois</p><p>representa um novo marco de uma sociodinâmica cultural. Resumindo, a cibercultura</p><p>(ou cultura digital) tem sido amplamente associada à aparição de novas formas</p><p>culturais vinculadas ao uso da internet. Não é só a cultura dos computadores — a</p><p>cibercultura surge a partir da interação entre ciberespaço e cultura (GEERTZ, 2000).</p><p>A cibercultura reúne formas de significar e de atuar/interagir no ciberespaço, formas</p><p>que são diferentes das que existiam antes de sua chegada. (CERVERÓ, 2007).</p><p>15</p><p>Figura 5: Considerações de Piere Lévy</p><p>Fonte: https://www.google.com.br/</p><p>16</p><p>PRODUTOS MEDIÁTICOS NOS DIFERENTES ESPAÇOS DIGITAIS</p><p>4. Espaços Digitais</p><p>Esses espaços de comunicação surgidos com o advento da internet, cuja</p><p>tecnologia e suporte permitem a múltiplas conexões e trocas entre usuários nos mais</p><p>diversos pontos, criam novas formas de contato, eliminando distâncias físicas e</p><p>geográficas.</p><p>Da mesma forma, ampliam as fronteiras dos indivíduos, das cidades, das</p><p>nações, que encontram nos espaços digitais da internet um elemento de ampliação e</p><p>expansão.</p><p>Os espaços digitais surgidos com a internet se apresentam e se constituem</p><p>através de metáforas de lugares – ou “não lugares” como diria Auge (1994) – de</p><p>pontos “geográficos” promovidos pela tecnologia informática e digital, cujo contato</p><p>insere os usuários em diferentes e diferenciados fluxos de informação.</p><p>Nesses espaços, a sensação de deslocamento se apresenta através das</p><p>diferentes interfaces construídas e se faz presente como uma topografia peculiar, uma</p><p>“localização espacial” no espaço de interação, num mundo digital, cuja lógica desse</p><p>deslocamento se constrói através de hipertextos2 e processos interativos</p><p>informatizados.</p><p>A máquina, o computador e seus elementos – tela-teclado-mouse-etc. – insere</p><p>o usuário-cidadão num ambiente de contato e interação, onde o seu eu se projeta</p><p>numa metamorfose digital interativa. Manifestando e dando roupagem às suas</p><p>17</p><p>subjetividades, que se projetam e se manifestam em estratégias de uso e manipulação</p><p>das tecnologias, o espaço digital transforma-se num ponto de encontro e convergência</p><p>de várias operações e representações simbólicas dos diversos sujeitos envolvidos.</p><p>Assim, os espaços digitais configuram-se como um espaço plural de</p><p>deslocamento, contato e acesso, em que a lógica de cada ator integrado ao processo</p><p>faz-se presente e constante, alterando, redirecionando e gerando novas</p><p>configurações e novos fenômenos a cada instante.</p><p>Vemos, agora, que os espaços digitais da internet não se configuram como</p><p>uma esfera autônoma ou desconectada dos processos sociais em que se insere. Ao</p><p>contrário, se conecta aos processos dos atores e campos, dando novas</p><p>características e nova roupagem aos processos comunicacionais e interacionais,</p><p>tornando-se, desse modo, fator de tensionamento e de aproximação das relações</p><p>entre atores e campos sociais</p><p>Em verdade, os espaços digitais se apresentam como um espaço de</p><p>comunicação e mediação através de redes tecnológicas informatizadas, sendo que as</p><p>subjetividades e os processos dos diversos atores e campos se projetam para</p><p>construir processos e elementos comunicacionais.</p><p>Os espaços digitais não existem como materialidade, mas se fazem presentes</p><p>como pontos de encontro, “lugares” onde ocorrem processos de interação por via</p><p>tecnológica, e as funções, as tarefas e os processos de cada ator e campo são</p><p>construídos conforme as estratégias, os desejos, as necessidades e as expectativas</p><p>do outro que acessa e interage com o espaço.</p><p>Exemplificando: um banco na internet simula um banco físico em suas funções</p><p>e operações, ampliando as possibilidades de relação desse com seus clientes e</p><p>quebrando algumas marcas temporais presentes nas agências e nos espaços físicos;</p><p>uma sala de chat emula uma conversa presencial, que se projeta sobre um espaço,</p><p>uma camada de tecnologia digital que amplia ou cria novas relações.</p><p>Um exemplo final: uma sala de aula digital insere alunos e professores numa</p><p>relação de troca e experimentação na busca do conhecimento, sendo que cada um,</p><p>em seu espaço físico individual, conectado à rede, se projeta e interage com os</p><p>demais, construindo e operando uma relação de ensino. É semelhante a uma sala de</p><p>aula física: há leituras a fazer, há trabalhos a realizar, há debates dos quais participar,</p><p>interferir e mediar, mas essas ações se fazem e se dão sobre uma camada tecnológica</p><p>de comunicação.</p><p>18</p><p>Vemos, nesse viés, que os espaços digitais se ajustam, são formados pelas</p><p>culturas, operações e estratégias daqueles que nele adentram, formando seus</p><p>caminhos, sua topografia. Torna-se, assim, mais um elemento para a formação de</p><p>imagem, circulação, negociação e visibilidade dos processos de interação e com os</p><p>diversos campos em sua relação com os demais atores e campos.</p><p>Vários autores argumentam, veja-se Lévy, por exemplo, que a conexão aos</p><p>sistemas da internet, o potencial para a livre emissão e a recepção somados à</p><p>facilidade de acesso à maior variedade de fontes de informação, poderiam aprofundar</p><p>o conhecimento dos fatos e fatores, qualificando as opiniões, a formação política dos</p><p>cidadãos e a relação desses com as estruturas de regulação e poder da sociedade.</p><p>Cândido (1999) chega a mencionar a possibilidade dd criação de uma Ágora Virtual,</p><p>semelhante as Ágoras gregas, onde através dos sistemas digitais os cidadãos</p><p>pudessem se reunir para resolver, debater e decidir as demandas sociais. Conexão –</p><p>Comunicação e Cultura.</p><p>Cabe referir, também, como nos diz Maia (2002), que a tecnologia não</p><p>determina a interação nem garante a crítica ou a reflexão, ou seja, a simples promoção</p><p>de espaços tecnológicos de interação não garante a necessária negociação entre os</p><p>atores ou a reflexão por parte dos receptores. A autora Maia (2002, p. 56) cita uma</p><p>série de estudos empíricos que demonstram que as pessoas conectadas através do</p><p>espaço digital expressam as próprias opiniões, buscam e disponibilizam informações</p><p>sem que se vinculem a um debate propriamente dito.</p><p>Tomando essa posição como eixo argumentativo, podemos considerar que, se</p><p>não há debate ou negociação, mas difusão e busca de visibilidade, em que cada um</p><p>insere seus processos e suas visões sobre um tema em pauta sem trocar com os</p><p>demais há na verdade uma busca de influência sobre o processo que parte de uma</p><p>individualidade, que se projeta sobre um todo podendo gerar maiores ou menos</p><p>efeitos.</p><p>Assim, deve-se levar em conta que, como já foi dito, os espaços digitais se</p><p>inserem na sociedade, refletindo os seus processos culturais e trazendo reflexos e</p><p>efeitos aos mesmos.</p><p>Como já referimos, a internet não é uma mídia isolada, mas que existe, ganha</p><p>sentido a partir dos usos sociais que dela são feitos. Logo, os processos dos usuários</p><p>no espaço digital, tensionados e influenciados pelos diversos processos e pelas</p><p>instâncias sociais, irão se projetar e se fazer presentes nesse espaço, refletindo a</p><p>19</p><p>cultura e os fazeres desses usuários e campos. Ora, como vimos, a internet evoluiu</p><p>de um meio para armazenamento, circulação e recuperação de dados e informações</p><p>para suportar diferenciadas práticas simbólicas e discursivas pelas incidências de</p><p>diferentes atores e campos.</p><p>Figura 6: Espaço Digital de Pesquisa</p><p>Fonte: https://www.google.com.br/</p><p>5. Espaços Digitais e Gêneros Textuais</p><p>Os gêneros textuais passaram por transmutação ou reelaboração devido às</p><p>novas mídias e hipertextual, novas forma de interação e reconfiguração do papel do</p><p>leitor, que também passa a ser produtor – o que amplia as possibilidades de</p><p>participação e interação com os multiletramentos. Observe abaixo a mudança do</p><p>gênero digital que é originada de um gênero impresso:</p><p>Figura 7</p><p> Vivenciar esses gêneros na escola torna-se fundamental para desenvolver uma</p><p>compreensão ativa dos textos. A BNCC não contempla ferramenta digital, mas, é</p><p>possível utilizá-las (inclusive do celular). Compartilho algumas sugestões que</p><p>20</p><p>permitem gerar empatia, colaboração e interatividade para as aulas.</p><p>Blogs: É um gênero textual digital veiculado na internet que serve como meio de</p><p>comunicação virtual. O termo é uma abreviação da palavra inglesa “weblog” que surge</p><p>da união dos vocábulos “web” (teia) e “log” (diário de bordo). Para trabalhar com este</p><p>gênero é possível criar um especifico que contenham a multimodalidade, ao integrar</p><p>foto, texto e vídeo. Entre os programas se destacam</p><p>o Wordpress, Tumblr, Blogger, todos gratuitos.</p><p> Meme/charge digital: O gênero atrai muitos os jovens, pela forma irreverente.</p><p>O termo é bastante conhecido e utilizado no "mundo da internet", referindo-se</p><p>ao fenômeno de "viralização" de uma informação. Ou seja: qualquer vídeo, imagem,</p><p>frase, ideia, música, que se espalhe entre vários usuários rapidamente, alcançando</p><p>muita popularidade e pode ser criado a partir de ferramentas gratuitas e intuitivas</p><p>como o Canvas e o meme mania.</p><p> Vídeo-minuto: Os alunos se identificam muito com este gênero, pela</p><p>possibilidade de internalizar e oralizar acontecimentos. Além dos programas</p><p>disponíveis como aplicativo de celular, também é possível trabalhar no computador</p><p>com o Windows movie maker, que é bem simples e intuitivo e possui ferramenta de</p><p>edição.</p><p> Fanfic: É um gênero voltado para leitura e escrita de histórias. Para tornar mais</p><p>prazeroso o trabalho com fanfics, é possível usar o playfic, que é um site com uma</p><p>programação simples. Ele possibilita o desenvolvimento de habilidades de leitura</p><p>e</p><p>escrita, em que o usuário pode criar sua narrativa e possibilitar que os leitores</p><p>escolham o final da história.Mobilizar práticas de cultura digital em diferentes</p><p>linguagens, gêneros, mídias e ferramentas digitais é importante para expandir e</p><p>produzir sentidos no processo de compreensão e produção dos alunos. Ao refletir</p><p>sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais, o aluno participa ativamente da</p><p>construção do conhecimento.</p><p>21</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>CASTELLS, M. A Sociedade em rede: a era da informação, economia, sociedade</p><p>e cultura. v. 1, São Paulo. Ed. Paz e Terra, 2001.</p><p>__________. Redes de Indignação e esperança: movimentos sociais na era da</p><p>internet. R. J. Zahar, 2012.</p><p>COLL, C., MONEREO, C. Educação e Aprendizagem no Século XXI: Novas</p><p>ferramentas, novos cenários, novas finalidades. In: COLL, C., MONEREO, C.</p><p>(ed.). Psicologia da Educação Virtual – Aprender e Ensinar com as Tecnologias da</p><p>Informação e da Comunicação. Porto Alegre: ARTMED, 2010.</p><p>FRANCO, C. de P. Possibilidades de participação na sala de aula virtual: uma</p><p>análise dos modos de interação em um componente on-line de leitura</p><p>instrumental em inglês. Revista Eutomia. Ano 3, ed. 1, jul. 2010, p. 1-15. Disponível</p><p>em: . Acesso em: 2020.</p><p>KERCKHOVE, D. A Pele da Cultura: Investigando a nova realidade eletrônica.</p><p>São Paulo: Annablume, 2009.</p><p>LÉVY, P. As tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da</p><p>informática. 2. ed. São Paulo: Ed. 34, 2010.</p><p>________. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999. MARIOTTI, H. Autopoiese.</p><p>Cultura e Sociedade, 1999. Disponível em: . Acesso em: 2020.</p><p>MCLUHAN, M. Os meios de comunicação como extensões do homem. 10. ed.</p><p>Trad. Décio Pignatari. São Paulo: Cultrix, 1995.</p><p>MONTEIRO, D. M.; RIBEIRO, V. M. B.; e STRUCHINER, M. As tecnologias da</p><p>informação e da comunicação nas práticas educativas: espaços de interação?</p><p>Estudo de um fórum virtual. Educação & Sociedade. v. 28, n. 101, 2007, p. 1435-</p><p>1454. Disponível em: . Acesso em: 2020.</p><p>MORAIS, O. J. A Dinâmica das Teorias da Comunicação; novos métodos como</p><p>passagem para novas práticas teóricas. In: FERREIRA, G. M.; HOHLFELDT, A.;</p><p>MARTINO, L.: MORAIS, O. J. (orgs.). Teorias da comunicação: trajetórias</p><p>investigativas. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2010, p. 79-94.</p><p>NEVADO, R. A. Ambientes virtuais de aprendizagem: do “ensino na rede” a</p><p>“aprendizagem em rede”. Salto para o futuro. 2005. Disponível em: <</p><p>http://www.tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/151043NovasFormasAprender.pdf >.</p><p>Acesso em: 12 junho 2014.</p><p>NEVADO, R. A., CARVALHO, M. J. S., C. S. MENEZES. Metarreflexão e a</p><p>Construção da (trans) formação permanente: um estudo no âmbito de um curso</p><p>de pedagogia a distância. In: Valente, J; Bustamante, S. (Org). Educação a</p><p>Distância: prática e formação do profissional reflexivo. São Paulo: AVERCAMP,2009</p>