Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>Teoria MicroeconômicaTeoria Microeconômica</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Bem vindo(a)!</p><p>Este é um material preparado especialmente para você. Nossa ementa compreende</p><p>noções gerais de economia, sistema de economia de mercado (demanda, oferta,</p><p>equilíbrio e alterações no equilíbrio), elasticidade, teoria da produção, teoria dos</p><p>custos e estruturas de mercado. Aqui então, conceituaremos e contextualizaremos a</p><p>microeconomia, compreenderemos os tipos de análise microeconômica visando</p><p>estabelecer a importância da aplicação da sua análise.</p><p>Conceituaremos e contextualizaremos demanda, oferta e equilíbrio de mercado</p><p>com o objetivo de compreender demanda e oferta. Na parte �nal do material</p><p>abordaremos os conceitos de teoria de mercado. Veja nossa divisão de estudos.</p><p>Na unidade I vamos conceituar a economia, compreender os problemas</p><p>econômicos: o problema da escassez, compreender a curva de possibilidade de</p><p>produção e estabelecer a diferença entre microeconomia e macroeconomia.</p><p>Já na unidade II vamos conceituar e contextualizar demanda de mercado,</p><p>conceituar e contextualizar oferta de mercado, compreender equilíbrio de mercado</p><p>e compreender alterações no equilíbrio de mercado.</p><p>Na sequência, na unidade III falaremos a respeito dos conceitos de contextualizar</p><p>elasticidade-preço da demanda, vamos conceituar e contextualizar elasticidade-</p><p>renda da demanda, conceituar e contextualizar elasticidade-preço cruzada da</p><p>demanda e conceituar e contextualizar elasticidade da oferta</p><p>Em nossa unidade IV, vamos �nalizar o conteúdo dessa disciplina conceituando e</p><p>contextualizando teoria da produção, será possível também compreender a teoria</p><p>dos custos, conceituar e contextualizar Concorrência perfeita, conceituar e</p><p>contextualizar monopólio, conceituar e contextualizar oligopólio e por �m</p><p>conceituar e contextualizar concorrência monopolística.</p><p>Muito obrigado e bom estudo!</p><p>Unidade 1</p><p>Noções Gerais de Economia</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Introdução</p><p>É com imensa satisfação que iniciamos nosso conteúdo sobre a disciplina de</p><p>Microeconomia. Tenho certeza de que esse material lhe será muito útil tanto para</p><p>sua progressão acadêmica quanto para sua vida. A que se ressaltar obviamente que</p><p>nem todos possuem o mesmo apreço para conteúdos como este: teórico e que exija</p><p>um esforço talvez maior que o normal para absorver bem o entendimento de todo</p><p>seu contexto. Porém, não tenho dúvida de que isso não será um problema para você</p><p>que a�nal, chegou até aqui. Não é mesmo?</p><p>Pois bem, vamos lá. Nesta primeira unidade será apresentado uma noção geral</p><p>acerca do contexto da economia. Este capítulo apresenta conceitos sobre economia</p><p>visando promover um entendimento dos motivos pelo qual ela é estudada e aliás,</p><p>considerada como uma ciência social. Vamos abordar além dos conceitos de</p><p>economia, vários outros conceitos relacionados, tais como as necessidades humanas</p><p>e sua forte in�uência no que tange o problema fundamental da economia que por</p><p>muitas vezes resulta no temido problema da escassez. Outros conceitos a serem</p><p>tratados aqui são os bens e serviços, fatores de produção, agentes econômicos e</p><p>mercados. Esses conceitos remetem ao entendimento da relação entre o</p><p>consumidor e o mercado, mais adiantes nas próximas unidades tudo isso poderá ser</p><p>vislumbrado com maior clareza quando, por exemplo, estudarmos demanda e</p><p>oferta.</p><p>Então sem mais delongas te convido para iniciar os estudos e aproveitar ao máximo</p><p>o conteúdo rico de informações que terá a seguir.</p><p>Bons estudos!</p><p>Conceitos de Economia</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Etimologicamente, a palavra ECONOMIA, vem do Grego: OIKOS = casa NOMOS =</p><p>norma, Lei. Assim: “OIKONOMOS”</p><p>“Administração da casa”</p><p>“Aquele que administra o lar”</p><p>“Administração da coisa pública”</p><p>Economia é a ciência social que estuda a produção, a circulação e o consumo de</p><p>bens e serviços que são utilizados para satisfazer as necessidades humanas.</p><p>(VICECONTI; NEVES, 2013).</p><p>Para Nogami e Passos (2016) a economia é considerada como “uma ciência social</p><p>justamente porque tais ciências estudam a forma como a sociedade se organiza e</p><p>funciona. A partir de um determinado ponto de vista de que outras ciências sociais</p><p>tais como o direito, a sociologia, a antropologia e a psicologia também estudam o</p><p>funcionamento da sociedade, a economia por estudar comportamento humano</p><p>interagindo com as organizações na sociedade também o pode ser reconhecida</p><p>como ciência social.</p><p>Assim, de acordo com Vasconcellos (2015, p. 3) “trata-se de uma ciência social, já que</p><p>objetiva atender às necessidades humanas. Contudo, depende de restrições físicas,</p><p>provocadas pela escassez de recursos produtivos ou fatores de produção”. Esses</p><p>fatores de produção são:</p><p>mão de obra;</p><p>capital;</p><p>terra;</p><p>matérias-primas.</p><p>De acordo com Rossetti (2016, p. 19) “a economia é um estudo da humanidade nas</p><p>atividades correntes da vida; examina a ação individual e social em seus aspectos</p><p>mais estreitamente ligados à obtenção e ao uso das condições materiais do bem-</p><p>estar”.</p><p>Conceitos Básicos</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Bens e Serviços</p><p>Os bens e serviços de acordo com Nogami e Passos (2016) são tudo aquilo capaz de</p><p>atender uma necessidade humana.</p><p>Bens segundo Rossetti (2016, p. 126):</p><p>é a denominação usual de produtos tangíveis, resultantes de atividades</p><p>primárias e secundárias de produção. É a denominação genérica dos</p><p>produtos que provêm das atividades agropecuárias e das diferentes</p><p>categorias de atividades industriais, de transformação e de construção.</p><p>(ROSSETTI, 2016, p. 126).</p><p>Por que os bens e serviços são procurados? Porque são úteis, ou seja, atendem a</p><p>necessidade humana</p><p>Os bens podem ser classi�cados, quanto a raridade, em:</p><p>Livres: aqueles cuja quantidade é ilimitada e podem ser obtidos sem nenhum</p><p>esforço humano. Ex: Luz solar, ar, mar, etc.</p><p>Econômicos: são escassos, tem valor de mercado e precisam de esforço</p><p>humano para produzi-los. Ex: carro, computador, caneta, etc.</p><p>Os bens econômicos são classi�cados, quanto a natureza, em:</p><p>Materiais: são tangíveis: consumo - e a eles podemos atribuir características</p><p>como peso, altura etc. Ex: roupa, caderno; capital – equipamentos;</p><p>intermediários – Livro, borracha, etc.</p><p>Imateriais ou serviços: são intangíveis: Ex: consulta médica, aula, os serviços de</p><p>um advogado, os serviços de transporte, etc.</p><p>Os bens podem ser classi�cados também em: bens de consumo; bens de capital;</p><p>bens �nais; bens intermediários; bens privados e bens públicos.</p><p>Acompanhe o detalhamento no quadro a seguir.</p><p>Fatores de Produção</p><p>Para produzir bens e serviços são os fatores de produção ou recursos produtivos.</p><p>Mas o que são fatores de produção? São os elementos, limitados, utilizados no</p><p>processo de fabricação dos mais variados tipos de bens que irão satisfazer as</p><p>necessidades humanas ilimitadas. Eles são “constituídos pelas dádivas da natureza,</p><p>pela população economicamente mobilizável, pelas diferentes categorias de capital</p><p>e pelas capacidades tecnológicas e empresarial”. (ROSSETTI, 2016 p. 65).</p><p>Quadro 1. Outros bens: detalhamento</p><p>Bens de</p><p>consumo</p><p>São aqueles diretamente utilizados para a satisfação das</p><p>necessidades humanas. Podem ser de uso não durável,</p><p>ou seja, que desaparecem uma vez utiliza- dos</p><p>(alimentos, cigarros, gasolina etc.), ou de uso durável, que</p><p>tem como característica o fato de que podem ser usados</p><p>por muito tempo (móveis eletrodomésticos etc.).</p><p>Bens de</p><p>capital</p><p>(ou Bens de Produção), por sua vez, são aqueles que</p><p>permitem produzir outros bens. São exemplos de Bens</p><p>de Capital as máquinas, computadores, equipamentos,</p><p>instalações, edifícios etc.</p><p>Bens �nais</p><p>Tanto os Bens de Consumo quanto os Bens de Capital</p><p>são classi�cados como Bens Finais, uma vez que já́</p><p>passaram por todos os processos de transformação</p><p>possíveis, signi�cando que estão acabados.</p><p>Bens</p><p>intermediários</p><p>São aqueles que ainda precisam ser transformados para</p><p>atingir sua forma de�nitiva. A título de exemplo,</p><p>podemos citar o fertilizante utilizado na produção de</p><p>arroz, ou o aço, o vidro e a borracha utilizados na</p><p>produção de carros.</p><p>Bens privados São os</p><p>formas de</p><p>energia renovável, entre elas e em particular biocombustíveis, estão na ordem do dia.</p><p>Há, portanto, grande interesse em entender o modo de funcionamento desses</p><p>mercados, um conhecimento necessário para a elaboração de estratégias</p><p>empresariais e, sobretudo, de políticas públicas. O Brasil oferece um laboratório</p><p>particularmente interessante para essa espécie de estudos, não só por ser o espaço</p><p>do mais antigo programa de etanol automotivo em larga escala, mas, em especial,</p><p>por contar com uma frota de veículos �ex-fuel já expressiva, a qual permite o estudo</p><p>de padrões de consumo em situações em que o consumidor pode arbitrar entre</p><p>diferentes combustíveis.</p><p>Este artigo estuda a demanda por etanol no Brasil no período 2001-2009, utilizando</p><p>diferenças regionais para captar aspectos ainda pouco explorados pela literatura e</p><p>que conduzem a padrões de demanda bastante distintos. Em particular, diferenciais</p><p>logísticos e tributários resultam em grande variabilidade dos preços relativos entre</p><p>etanol e gasolina entre regiões, o que pode resultar em parâmetros da demanda</p><p>substancialmente diferentes, mensurados por meio das elasticidades própria e</p><p>cruzada. As diferenças regionais também permitem captar o efeito do nível de</p><p>renda per capita sobre as elasticidades-preço, de tal modo que é possível identi�car</p><p>que a renda não apenas afeta o nível de demanda (via elasticidade-renda da</p><p>demanda), mas também e substancialmente a sensibilidade da demanda em relação</p><p>a preços (efeito substituição).</p><p>Para lidar com o clássico problema de identi�cação da demanda, foram propostos</p><p>alguns modelos de estimação que usam variáveis instrumentais. Além disso, para</p><p>analisar as diferenças regionais, as unidades federativas foram separadas em dois</p><p>grupos no que diz respeito ao preço relativo etanol-gasolina, pois nem todos os</p><p>estados brasileiros têm preço relativo etanol-gasolina numa faixa próxima ao valor</p><p>crítico de 70%, dadas as diferenças de distância com relação à região produtora.</p><p>A relação entre o preço do etanol e o preço da gasolina apresenta grandes diferenças</p><p>entre unidades federativas. Enquanto em São Paulo a média dessa razão para o</p><p>período 2001-2009 foi inferior a 0,55 (55%), no Pará, essa média foi de 0,8 (80%). Isto é,</p><p>em São Paulo, a paridade etanol--gasolina esteve quase sempre abaixo dos 60%, o</p><p>que, a princípio, faz do etanol uma escolha quase sempre mais vantajosa para o</p><p>consumidor dessa região – admitindo que é economicamente mais vantajoso utilizar</p><p>o etanol sempre que o seu preço for inferior a 70% do preço da gasolina C. No estado</p><p>do Pará, por sua vez, a paridade de preços é su�cientemente alta para que um</p><p>proprietário de automóvel �ex-fuel opte quase sempre pela gasolina, mesmo quando</p><p>há pequenas mudanças nos preços relativos. Finalmente, em estados como Bahia e</p><p>Minas Gerais, a paridade está quase sempre numa faixa entre 65% e 75%, o que deve</p><p>levar a mudanças frequentes na escolha dos consumidores.</p><p>Este estudo considera que as elasticidades-preço do etanol deveriam ter maior</p><p>magnitude,  ceteris paribus, em estados como Minas Gerais e Bahia, uma vez que,</p><p>neles, pequenas variações nos preços relativos são su�cientes para a modi�cação da</p><p>escolha do consumidor. Para testar essa proposição, este trabalho classi�cou os</p><p>estados em faixas de acordo com o preço relativo médio entre etanol e gasolina.</p><p>Como existe uma correlação entre renda per capita e o preço relativo etanol-gasolina</p><p>nas unidades federativas, foram também criadas faixas de renda  per capita, como</p><p>forma de controlar e analisar esses dois efeitos.</p><p>Finalmente, na esteira de outros estudos realizados para o Brasil (SERIGATI et al., 2010;</p><p>FREITAS e KANEKO, 2011; SANTOS, 2013), procurou-se levar em consideração que o</p><p>incremento da participação da frota �ex-fuel provavelmente alterou as elasticidades</p><p>no período recente. Desse modo, o estudo foi feito separadamente para dois períodos</p><p>distintos, levando-se em conta o crescimento da frota de veículos com motores �ex-</p><p>fuel. Este artigo está estruturado em mais seis seções além desta introdução. A</p><p>segunda seção expõe brevemente a evolução recente da estrutura do mercado de</p><p>combustíveis para veículos leves no Brasil. Na seção seguinte apresenta-se uma</p><p>revisão bibliográ�ca de trabalhos empíricos que analisaram a demanda por etanol. A</p><p>quarta seção de�ne o modelo econométrico estimado e a quinta seção descreve os</p><p>dados. Por �m, a sexta seção apresenta os resultados obtidos e a última traz as</p><p>conclusões e indica direções para trabalhos futuros.</p><p>Fonte: ORELLANO, V. F.; SOUZA, A. D. N.; AZEVEDO, P. F. de. Elasticidade-preço da</p><p>demanda por etanol no Brasil: como renda e preços relativos explicam diferenças</p><p>entre estados, 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/. Acesso em: 19 de Maio de</p><p>2020.</p><p>Livro</p><p>https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20032013000400005</p><p>Filme</p><p>Web</p><p>ACESSAR</p><p>http://revista.ugb.edu.br/ojs302/index.php/episteme/article/download/165/150/</p><p>Unidade 4</p><p>Estruturas de Mercado</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Introdução</p><p>Olá, caro aluno!</p><p>A partir daqui vamos iniciar nossos estudos sobre as estruturas de mercado. Vamos</p><p>começar conceituando e contextualizando a teoria da produção que em síntese</p><p>tratado do lado da oferta. Ou seja, a teoria da produção analisa as �rmas (empresas)</p><p>e sua relação com o ambiente no qual oferta bens por ela produzidos.</p><p>Nosso material sobre a teoria microeconômica, neste capítulo retrata também outra</p><p>realidade bastante ativa na vida de qualquer organismo empresarial, a gestão dos</p><p>custos e, é por esse motivo, que também abordaremos a teoria dos custos a seguir.</p><p>Após conceituarmos e contextualizarmos sobre a teoria da produção e dos custos,</p><p>passaremos então para os conceitos de concorrência perfeita, monopólio, oligopólio</p><p>e concorrência monopolística. Esses conceitos são de fundamental importância pois</p><p>através de seu entendimento será possível que você no papel de empresário ou</p><p>ainda, administrador do negócio possa identi�car quem é sua empresa no meio</p><p>onde está ou onde pretende iniciar suas atividades.</p><p>Conhecer o potencial concorrencial do mercado, ver em qual campo de batalha está</p><p>colocando seu “time” para então direcionar estratégias através daquilo que não</p><p>pode faltar em nenhuma empresa: planejamento.</p><p>Acredite, parece clichê, mas nem todas as empresas fazem o dever de casa, muitas</p><p>acabam entrando em um mercado com alto potencial concorrencial sem ao menos</p><p>saberem onde estão entrando.   Além de um risco gigantesco obviamente, é no</p><p>mínimo desastroso para qualquer tipo de negócio negligenciar tais fatos tão</p><p>importantes.</p><p>Vamos lá?</p><p>Bons Estudos!</p><p>Teoria da Produção</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Conceito da Teoria da Produção</p><p>A Teoria da Produção preocupa-se com o lado da oferta do mercado, ou seja, com os</p><p>produtores, que vão oferecer aos consumidores os bens e serviços por eles</p><p>produzidos.</p><p>Produção é o processo pelo qual uma �rma transforma os fatores de produção</p><p>adquiridos em produtos ou serviços para a venda no mercado. Assim, a �rma é uma</p><p>intermediária: compra insumos (inputs, fatores de produção), combina-os segundo</p><p>um processo de produção escolhido e vende produtos (outputs) no mercado</p><p>(VASCONCELLOS, 2015 p. 113).</p><p>Para que essa teoria seja melhor entendida, antes, devemos nos ater aos conceitos</p><p>de �rma e posteriormente na de�nição da função de produção:</p><p>Firma, ou empresa</p><p>Na Teoria da Produção, não há interesse em de�nir a empresa do ponto de vista</p><p>jurídico ou contábil. Portanto, para nós, a empresa será apenas uma unidade técnica</p><p>de produção. Em decorrência, o empresário será o proprietário ou pessoa que</p><p>administra a �rma (SILVA; LUIZ, 2010).</p><p>Vasconcellos (2015, p. 143) destaca como objetivo proposto pelas �rma a “maximizar</p><p>lucros, maximizar participação no mercado, maximizar margem de rentabilidade</p><p>sobre os custos etc”.</p><p>Função de produção</p><p>Que é uma relação técnica entre as quantidades empregadas dos fatores de</p><p>produção e as quantidades produzidas do bem ou serviço, podendo ser</p><p>representada pela expressão:</p><p>Q= f (K, L)</p><p>em que:</p><p>Q= quantidade produzida do bem;</p><p>K=  quantidade empregada de fator capital;</p><p>L=  quantidade empregada de fator trabalho;</p><p>Essa expressão signi�ca que a quantidade produzida do bem depende, ou “é</p><p>função”, das quantidades empregadas dos fatores capital e trabalho. “No qual</p><p>insumos tais como serviços de mão de obra, matéria-prima e serviços de bens de</p><p>capital são transformados em um produto �nal” (VASCONCELLOS; OLIVEIRA E</p><p>BARBIERI, 2011, p. 147).</p><p>Lei dos Rendimentos</p><p>Decrescentes</p><p>Um dos conceitos mais conhecidos entre os economistas, dentro da Teoria da</p><p>Produção, é o da Lei ou Princípio dos Rendimentos Decrescentes, que trata sobre</p><p>quando elevando-se a quantidade do fator variável, permanecendo �xa a</p><p>quantidade dos demais fatores, a produção inicialmente aumentará as taxas</p><p>crescentes; a seguir, depois de certa quantidade utilizada do fator variável,</p><p>continuará a crescer, mas a taxas que tendem a cair continuando o incremento da</p><p>utilização do fator variável, a produção total chegará a um máximo, para depois</p><p>diminuir.</p><p>A Lei dos Rendimentos Decrescentes se refere a uma teoria que explica o motivo por</p><p>aumentos nas quantidades produzidas serem cada vez menores em relação ao</p><p>acréscimo de unidades produtivas no processo de produção de um bem ou serviço.</p><p>A teoria defende que a e�ciência produtiva diminui a cada novo fator de produção</p><p>incrementado ao mesmo fator �xo” (SILVA; AZEVEDO, 2017 p. 57).</p><p>@freepik</p><p>Custo de Oportunidade</p><p>São os custos relacionados às oportunidades deixadas de lado por determinado</p><p>indivíduo ou empresa, num espaço de tempo especí�co. Essa situação é mais fácil</p><p>de ser veri�cada se tomarmos por base o exemplo de uma empresa que possua</p><p>galpão próprio. Enquanto os contadores normalmente contabilizam o custo igual a</p><p>zero na utilização desse galpão, mesmo que ele abrigue as máquinas da própria</p><p>empresa, os economistas identi�cam nessa situação uma possibilidade de ganho,</p><p>pois o empresário poderia receber algum tipo de receita não operacional, caso ele</p><p>alugasse esse galpão. Dessa forma, os aluguéis não recebidos correspondem ao</p><p>custo de oportunidade (VASCONCELLOS; OLIVEIRA; BARBIERI, 2011).</p><p>Custos Fixos e Variáveis</p><p>Se considerarmos como exemplo</p><p>dois fatores: terra (�xo) e mão-de-</p><p>obra (variável) é possível veri�car</p><p>que, se várias combinações de terra</p><p>e mão-de-obra forem utilizadas para</p><p>produzir um item como o feijão e se</p><p>a quantidade de terra for mantida</p><p>constante, os aumentos da</p><p>produção dependerão do aumento</p><p>da mão-de-obra empregada na</p><p>lavoura para sua efetiva produção.</p><p>Assim, a produção deste item</p><p>aumentará até certo ponto e depois</p><p>cairá, isto é, a maior quantidade de</p><p>homens para trabalhar, associada à</p><p>área constante de terra, permitirá</p><p>que a produção cresça até um certo</p><p>ponto (máximo) e depois passe a</p><p>diminuir. Como a proporção entre</p><p>os fatores �xo e variável vai se</p><p>alterando, quando aumenta a</p><p>produção, essa lei também é</p><p>chamada de Lei das Proporções</p><p>Variáveis.</p><p>De acordo com Vasconcellos (2015, p. 127) “custos contábeis são aqueles</p><p>normalmente lançados na contabilidade privada, ou seja, são custos explícitos, que</p><p>sempre envolvem um dispêndio monetário”.</p><p>São os gastos efetivos contabilizados no balanço da empresa, que podem ser:</p><p>a) Custos Fixos: Ele independe da produção, não varia de acordo com seu volume e</p><p>é representado por fatores �xos, como aluguel, IPTU etc. - ,que são denominados,</p><p>contabilmente, custos indiretos.</p><p>b) Custos Variáveis: Esse custo depende da produção e varia de acordo com seu</p><p>volume. É representado por fatores variáveis – como mão-de-obra, matéria-prima</p><p>etc. – e são denominados, contabilmente, custos diretos.</p><p>Custos Médio e Marginal</p><p>Custo Total Médio: é o resultado do quociente do custo total pela quantidade total</p><p>produzida, também conhecido como custo unitário.</p><p>Custo Marginal</p><p>Também denominado custo incremental, é o resultado da produção de uma</p><p>unidade adicional de produto. Podemos calculá-lo pelo quociente da variação do</p><p>custo total pela variação da quantidade total produzida. Sua ocorrência só é possível</p><p>devido ao custo variável, uma vez que os custos �xos não variam em função da</p><p>produção.</p><p>TABELA – Produção e custos de produção</p><p>CT Me =</p><p>Custo Total</p><p>Total Produzido</p><p>CT Mg = Δ CV T</p><p>Δ Quantidade Total</p><p>Economias e Deseconomia de</p><p>Escala</p><p>As economias de escala ocorrem quando a curva de custo total médio de longo</p><p>prazo decresce com o aumento da produção, já as deseconomias de escalas</p><p>ocorrem quando a curva de custo total médio se eleva com a produção (MANKIW,</p><p>2013)</p><p>Quanto às economias de escala podemos destacar três possíveis causas para sua</p><p>ocorrência. São elas:</p><p>1. Economia de escala na fábrica – está ligada ao investimento no capital �xo e</p><p>humano, trazendo ganhos provenientes da especialização, que, por sua vez,</p><p>estão relacionados à produtividade dos fatores, ou seja, estão relacionados aos</p><p>aumentos mais que proporcionais da capacidade produtiva em relação aos</p><p>custos de produção. Também podemos ter o que chamamos de economias de</p><p>escopo, que re�etem os benefícios de menores custos ao se produzir dois ou</p><p>mais produtos em conjunto em vez de separados.</p><p>2. Economia de escala no produto – está relacionada ao aumento da</p><p>especialização dos fatores quando a produção de um único e especí�co</p><p>produto, por exemplo a mão-de-obra, tende a se tornar cada vez mais</p><p>quali�cada para a elaboração de um produto por causa das repetidas vezes</p><p>que lida com ele. Esse fato está ligado à curva de aprendizado, que se re�ete</p><p>diretamente nos custos.</p><p>3. Economia de escala ligada à empresa – são várias as vantagens que esse tipo</p><p>de economia pode trazer, e dentre as mais importantes destacamos:</p><p>Vantagens de produção e distribuição – quando se possui muitas</p><p>fábricas e produtos, são vários os benefícios relacionados à</p><p>logística da produção e distribuição, originados por essas</p><p>múltiplas operações;</p><p>Vantagens provenientes das inovações tecnológicas – como é o</p><p>caso da Pesquisa de Desenvolvimento (P&D) de produtos, que é</p><p>algo bastante oneroso. Essa tarefa é muito mais fácil para as</p><p>grandes empresas, ou para grupos delas, do que para as</p><p>pequenas;</p><p>Vantagens para se levantar recursos �nanceiros – em razão de seu</p><p>tamanho e suas garantias, é muito mais fácil para as grandes</p><p>empresas levantarem recursos, quer por intermédio de</p><p>�nanciamentos ou empréstimos, quer pelo lançamento de seus</p><p>papéis no mercado acionário;</p><p>Vantagens ligadas ao marketing e à promoção de vendas – é</p><p>muito comum os grandes grupos terem o próprio pessoal e até</p><p>mesmo o próprio veículo de divulgação para seus produtos, além</p><p>disso, em função da quantidade de eventos, �ca mais fácil a</p><p>negociação com os agentes de comunicação.</p><p>Quanto às deseconomias de escala, pode-se destacar como suas principais causas</p><p>os seguintes fatores:</p><p>1. Problemas administrativos ligados à coordenação e controle das operações, à</p><p>medida que elas aumentam de escala;</p><p>2. Falta de mão-de-obra especializada, levando as empresas a elevarem os</p><p>salários para conquistarem ou manterem seus técnicos, causando pressões</p><p>sobre o custo variável;</p><p>3. Problemas logísticos na distribuição dos produtos, quando há uma única</p><p>fábrica, distante dos centros consumidores, isso provoca elevação dos custos</p><p>de transporte.</p><p>Concorrência Perfeita</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Concorrência pura ou perfeita</p><p>É um tipo de mercado em que há um grande número de vendedores (empresas), de</p><p>tal forma que uma empresa, isoladamente, por ser pouco expressiva, não afeta os</p><p>níveis de oferta do mercado e, consequentemente, o preço de equilíbrio.</p><p>Num sistema de concorrência pura ou perfeitamente competitivo, predomina</p><p>o laissez-faire: milhares de produtores e milhões de consumidores têm condições de</p><p>resolver os problemas econômicos fundamentais (o que e quanto, como e para</p><p>quem produzir), como que guiados por uma  “mão invisível”. Isso sem a</p><p>necessidade de intervenção do Estado na atividade econômica (VASCONCELLOS,</p><p>2015, p. 5).</p><p>É um mercado pulverizado, pois é composto por um número considerável de</p><p>empresas. Nesse tipo de mercado devem prevalecer</p><p>ainda as seguintes premissas:</p><p>Produtos homogêneos: Não existe diferenciação entre produtos ofertados</p><p>pelas empresas concorrentes.</p><p>Não existem barreiras: para o ingresso de empresas no mercado</p><p>Transparência do mercado: todas as informações sobre lucros, preços etc., são</p><p>conhecidas por todos os participantes do mercado.</p><p>Concorrência perfeita no</p><p>mercado de fatores</p><p>É um mercado onde existe uma oferta abundante do fator de produção (por</p><p>exemplo, mão-de-obra não especializada), o que torna o preço desse fator constante.</p><p>Os ofertantes ou fornecedores, com são em grande número, não têm condições de</p><p>obter preços mais elevados por seus serviços (VASCONCELLOS; OLIVEIRA; BARBIERI,</p><p>2011).</p><p>Monopólio</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Monopólio</p><p>O mercado monopolista se caracteriza por apresentar condições diametralmente</p><p>opostas às da concorrência perfeita. Nele existe, de um lado, uma única empresa</p><p>dominando inteiramente a oferta e, do outro, todos os consumidores. Não há,</p><p>portanto, concorrência, nem produto substituto ou concorrente. Nesse caso, ou os</p><p>consumidores se submetem às condições impostas pelo vendedor, ou</p><p>simplesmente deixarão de consumir o produto.</p><p>Monopólio é um termo que tem origem grega. Mono signi�ca “um” e polein,</p><p>“vender”. Ele consiste em uma das principais estruturas de mercado. Tem como</p><p>principal característica a ausência de concorrentes. A concorrência ocorre quando</p><p>há disputa entre as várias empresas atuantes no mesmo segmento, com o intuito de</p><p>atrair fatias maiores de clientes e, portanto, obter lucros mais elevados (SILVA;</p><p>AZEVEDO, 2017, p. 212).</p><p>Para Vasconcellos (2015) a existência de monopólios, deve haver barreiras que</p><p>praticamente impeçam a entrada de novas empresas no mercado. Essas barreiras</p><p>podem advir das seguintes condições:</p><p>Monopólio puro ou natural: Ocorre quando o mercado, por suas próprias</p><p>características, exige a instalação de grandes plantas industriais, que operam</p><p>normalmente com economias de escala e custos unitários bastante baixos,</p><p>possibilitando à empresa cobrar preços baixos por seu produto, o que acaba</p><p>praticamente inviabilizando a entrada de novos concorrentes.</p><p>Elevado volume de capital: A empresa monopolista necessita de um elevado</p><p>volume de capital e uma alta capacitação tecnológica.</p><p>Patentes: Enquanto a patente não cai em domínio público, a empresa é a</p><p>única que detém a tecnologia apropriada para produzir aquele determinado</p><p>bem.</p><p>Controle de matérias-primas básicas: Por exemplo, o controle de minas de</p><p>bauxita pelas empresas produtoras de alumínio.</p><p>REFLITA</p><p>Monopólios são situações de fato em que existe apenas um agente no</p><p>polo da oferta: todos a ele se submetem. Daí que o monopolista</p><p>também "fabrica" o preço, a agenda da produção e o nível de qualidade.</p><p>(MOREIRA, 2014).</p><p>Existem ainda, os monopólios institucionais ou estatais em setores considerados</p><p>estratégicos ou segurança nacional (energia, comunicação, petróleo).</p><p>Diferentemente da concorrência perfeita, como existem barreiras à entrada de</p><p>novas empresas, os lucros extraordinários devem persistir também a longo prazo em</p><p>mercados monopolizados.</p><p>Concorrência monopolista</p><p>Trata-se de uma estrutura de mercado intermediária entre a concorrência perfeita e</p><p>o monopólio, mas que não se confunde com o oligopólio, pelas seguintes</p><p>características:</p><p>Número relativamente grande de empresas com certo interesse concorrencial,</p><p>porém com segmentos de mercados e produtos diferenciados, seja por</p><p>características físicas, embalagem ou prestação de serviços complementares</p><p>(pós-venda).</p><p>Margem de manobra para �xação dos preços não muito ampla, uma vez que</p><p>existem produtos substitutos no mercado (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>Monopsônio</p><p>Trata-se de uma forma de mercado na qual há somente um comprador para muitos</p><p>vendedores dos serviços dos insumos. É o caso da empresa que se instala em uma</p><p>determinada cidade do interior e, por ser a única, torna-se demandante exclusiva da</p><p>mão-de-obra  local e das cidades próximas, tendo para si a totalidade da oferta de</p><p>mão-de-obra (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>Monopólio Bilateral</p><p>O monopólio bilateral ocorre quando um monopsonista, na compra do fator de</p><p>produção, defronta-se com um monopolista na venda desse fator. Por exemplo, só a</p><p>empresa “A” compra um tipo de aço que é produzido apenas pela siderúrgica “B”.  A</p><p>empresa “A” é monopsonista, porque só ela compra esse tipo de aço, e a siderúrgica</p><p>“B” é monopolista, porque só ela vende esse tipo de aço.</p><p>Nesses casos, a determinação dos preços de mercado dependerá não só de fatores</p><p>econômicos, mas do poder de barganha de ambos: o monopsonista tentando pagar</p><p>o preço mais baixo (usando a força de ser o único comprador), e o monopolista</p><p>tentando vender por um preço mais elevado (usando o poder de ser o único</p><p>fornecedor).</p><p>Oligopólio</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Oligopólio</p><p>É um tipo de estrutura normalmente caracterizada por um pequeno número de</p><p>empresas que dominam a oferta de mercado. Pode caracterizar-se como um</p><p>mercado em que há um pequeno número de empresas, como a indústria de</p><p>automóveis, antes do governo Fernando Collor de Mello, ou então onde há um</p><p>grande número de empresas, mas poucas dominam o mercado, como a indústria</p><p>de bebidas.</p><p>Oligopólio “é uma organização de mercado em que há́ poucos vendedores de uma</p><p>mercadoria ou de substitutos muito próximos de modo que as ações de cada</p><p>vendedor afetam todos os outros vendedores” (VASCONCELLOS; OLIVEIRA;</p><p>BARBIERI, 2011, p. 222).</p><p>O setor produtivo brasileiro é altamente oligopolizado, sendo possível encontrar</p><p>inúmeros exemplos: montadoras de veículos, setor de cosméticos, indústria de</p><p>papel, indústria de bebidas, indústria química, indústria farmacêutica.</p><p>No oligopólio, tanto as quantidades ofertadas quanto os preços são �xados entre as</p><p>empresas por meio de conluios ou cartéis.</p><p>Oligopsônio</p><p>É um mercado onde existem poucos compradores que dominam o mercado para</p><p>muitos vendedores. Exemplo: indústria de laticínios. Em cada cidade existem dois ou</p><p>três laticínios que adquirem a maior parte do leite dos inúmeros produtores rurais</p><p>locais. A indústria automobilística, além de oligopolista no mercado de bens e</p><p>serviços, também é na compra de autopeças (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>Ação governamental e abusos de mercado</p><p>Criado em 1962 (Lei n 4.137), o Conselho Administrativo de Direito Econômico (CADE)</p><p>é uma autarquia ligada ao Ministério da Justiça, que tem por objetivo julgar</p><p>processos administrativos relativos a abusos de poder econômico, bem como</p><p>analisar fusões de empresas que podem criar situações de monopólio ou maior</p><p>domínio de mercado. Quando se prova que a limitação da concorrência não propicia</p><p>ganhos aos consumidores em termos de menores preços ou produtos</p><p>tecnologicamente mais avançados, o CADE manda desfazer o negócio entre as</p><p>partes.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Concentração econômica no Brasil</p><p>De acordo com o artigo 90 da Lei 12.529/2011, os atos de concentração</p><p>são as fusões de duas ou mais empresas anteriormente independentes;</p><p>as aquisições de controle ou de partes de uma ou mais empresas por</p><p>outras; as incorporações de uma ou mais empresas por outras; ou,</p><p>ainda, a celebração de contrato associativo, consórcio ou  joint</p><p>venture  entre duas ou mais empresas. Apenas não são considerados</p><p>atos de concentração, para os efeitos legais, os consórcios ou</p><p>associações destinadas às licitações promovidas pela administração</p><p>pública direta e indireta e aos contratos delas decorrentes.</p><p>ACESSAR</p><p>http://www.cade.gov.br/servicos/perguntas-frequentes/perguntas-sobre-atos-de-concentracao-economica</p><p>Estudamos ao longo desta unidade sobre as estruturas de mercado. Nosso material</p><p>conceitualizou e contextualizou a teoria da produção que em  como apresentado</p><p>tratado do lado da oferta, analisa as �rmas e sua relação com o ambiente no qual</p><p>oferta bens por ela produzidos.</p><p>Neste capítulo tratamos da gestão dos custos abordando a teoria dos custos, onde foi</p><p>possível compreender sobre os custos de oportunidade, valendo lembrar que são os</p><p>custos relacionados às oportunidades deixadas de lado por determinado indivíduo ou</p><p>empresa,</p><p>num espaço de tempo especí�co.</p><p>Vimos também sobre os custos �xos e variáveis que, De acordo com Vasconcellos</p><p>(2015, p. 127) “custos contábeis são aqueles normalmente lançados na contabilidade</p><p>privada, ou seja, são custos explícitos, que sempre envolvem um dispêndio</p><p>monetário”.</p><p>Já o custo médio e marginal, onde custo total médio é o resultado do quociente do</p><p>custo total pela quantidade total produzida, também conhecido como custo unitário.</p><p>além de economia e deseconomias de escala que ocorrem quando a curva de custo</p><p>total médio de longo prazo decresce com o aumento da produção, custo marginal</p><p>também denominado custo incremental, é o resultado da produção de uma unidade</p><p>adicional de produto.</p><p>Já as deseconomias de escalas ocorrem quando a curva de custo total médio se eleva</p><p>com a produção. Após conceituarmos e contextualizarmos sobre a teoria da produção</p><p>e dos custos, passamos então para os estudos dos conceitos de concorrência perfeita,</p><p>monopólio que pode ser caracterizado por apresentar condições diametralmente</p><p>opostas às da concorrência perfeita. Nele existe, de um lado, uma única empresa</p><p>dominando inteiramente a oferta e, do outro, todos os consumidores. Não há,</p><p>portanto, concorrência, nem produto substituto ou concorrente. Nesse caso, ou os</p><p>consumidores se submetem às condições impostas pelo vendedor, ou simplesmente</p><p>deixarão de consumir o produto.</p><p>Conclusão - Unidade 4</p><p>Estudamos também oligopólio e concorrência monopolística. Esses conceitos</p><p>conforme relatado anteriormente, são fundamentais pois através de seu</p><p>entendimento será possível que você no papel de empresário ou ainda, administrador</p><p>do negócio possa identi�car quem é sua empresa no meio onde está ou onde</p><p>pretende iniciar suas atividades.</p><p>Leitura Complementar</p><p>Comissão Europeia investigará acusações de monopólio envolvendo</p><p>App Store e Apple Pay</p><p>A Comissão Europeia anunciou duas investigações contra a Apple, uma voltada para a</p><p>App Store e outra para o Apple Pay. A medida foi tomada após uma série de</p><p>reclamações que acusam a Maçã de monopólio no mercado de apps e dominar as</p><p>tecnologias necessárias no âmbito de pagamentos móveis.</p><p>A primeira investigação avaliará se as diretrizes da Apple para desenvolvedores na</p><p>distribuição de apps por meio da App Store violam as regras de concorrência da CE.</p><p>Já a segunda analisará os termos e as condições relacionados ao Apple Pay, uma vez</p><p>que apenas o sistema de pagamento da Maçã utiliza o recurso NFC1 do iPhone e do</p><p>Apple Watch.</p><p>App Store</p><p>Mais precisamente, a investigação sobre a App Store se concentrará, em particular, no</p><p>sistema de compras embutido na loja de aplicativos e nas restrições à capacidade dos</p><p>desenvolvedores de informar aos usuários sobre possibilidades alternativas de</p><p>compra fora dos aplicativos. A investigação segue as denúncias do Spotify, que tornou</p><p>pública sua rixa com a Apple no começo do ano passado, quando reclamou da</p><p>cobrança de 30% sobre assinaturas feitas dentro do aplicativo por meio da App Store.</p><p>De acordo com a gigante de streaming, a taxa cobrada pela Maçã obrigaria o serviço</p><p>a aumentar o valor do seu plano premium, colocando-a em desvantagem em relação</p><p>ao Apple Music. Além disso, o Spotify (entre outras empresas) a�rma que as compras</p><p>internas da App Store dão à Apple “controle total sobre o relacionamento com</p><p>clientes que assinam serviços de terceiros, desmobilizando e restringindo acesso a</p><p>dados importantes sobre as atividades e ofertas dos concorrentes”.</p><p>O Spotify comemorou a decisão da CE em um comunicado:</p><p>“Hoje é um bom dia para os consumidores, o Spotify e outros desenvolvedores de</p><p>aplicativos na Europa e no mundo. O comportamento anticompetitivo da Apple</p><p>prejudicou intencionalmente os concorrentes, criou um ambiente desnivelado e</p><p>privou os consumidores de escolhas signi�cativas por muito tempo. Estamos felizes</p><p>https://macmagazine.uol.com.br/post/2020/06/16/comissao-europeia-investigara-acusacoes-de-monopolio-envolvendo-app-store-e-apple-pay/#easy-footnote-bottom-1-724695</p><p>com a decisão da Comissão Europeia de investigar formalmente a Apple e esperamos</p><p>que ajam com urgência para garantir uma concorrência justa na plataforma iOS para</p><p>todos os participantes da economia digital.”</p><p>A investigação também segue uma denúncia feita em março passado pela</p><p>distribuidora canadense de ebooks e mídias digitais Kobo, que também reclamou da</p><p>cobrança da “taxa Apple” sobre produtos e serviços adquiridos com intermédio da</p><p>App Store. Assim como a reclamação do Spotify, a canadense a�rma que essa medida</p><p>faz com que o valor de produtos subam, colocando-a em desvantagem em relação às</p><p>ofertas disponibilizadas pela loja de livros da Apple. Segundo uma reportagem do</p><p>Financial Times 2, a Kobo argumenta que ter que pagar à Apple 30% de comissão em</p><p>cada ebook vendido pela App Store “torna quase impossível obter lucro”, enquanto a</p><p>própria Maçã não tem o mesmo corte na sua loja de livros.</p><p>Apple Pay</p><p>Sobre o Apple Pay, a Comissão disse que investigará como a Maçã opera sua</p><p>tecnologia de pagamentos móveis, com foco na limitação de acesso à funcionalidade</p><p>NFC em iPhones e Apple Watches por serviços terceiros. Com base nos termos e</p><p>condições do serviço, eles esperam averiguar se a Apple é responsável por “distorcer a</p><p>competição e reduzir a escolha e a inovação”.</p><p>Resposta da Apple</p><p>Em resposta às acusações e à investigação, um porta-voz da Apple fez a seguinte</p><p>declaração:</p><p>“Desenvolvemos a App Store com dois objetivos em mente: ser um local seguro e</p><p>con�ável para os clientes descobrirem e baixarem aplicativos, e uma ótima</p><p>oportunidade de negócios para empreendedores e desenvolvedores. Estamos</p><p>profundamente orgulhosos dos inúmeros desenvolvedores que inovaram e</p><p>obtiveram sucesso por meio de nossa plataforma. E, à medida que crescemos juntos,</p><p>continuamos a oferecer novos serviços inovadores — como o Apple Pay — que</p><p>oferecem a melhor experiência ao cliente enquanto atende aos padrões líderes do</p><p>setor em privacidade e segurança. É decepcionante que a Comissão Europeia esteja</p><p>apresentando queixas infundadas de um punhado de empresas que simplesmente</p><p>querem uma carona e não seguem as mesmas regras que todos os outros. Não</p><p>achamos isso certo — queremos manter uma igualdade de condições em que</p><p>qualquer pessoa com determinação e uma ótima ideia possa ter sucesso.”</p><p>Está claro, na resposta da Apple, que a “inesperada” publicação lançada na tarde de</p><p>ontem tinha outro motivo para além de enaltecer as benfeitorias da App Store no</p><p>mercado de apps e no comércio em geral — ela também foi usada como uma defesa</p><p>premeditada da companhia.</p><p>A Comissão Europeia a�rma que investigará “com prioridade” as acusações contra a</p><p>Apple, mas não há um prazo de�nido sobre quanto tempo esse processo poderá</p><p>levar.</p><p>https://macmagazine.uol.com.br/post/2020/06/16/comissao-europeia-investigara-acusacoes-de-monopolio-envolvendo-app-store-e-apple-pay/#easy-footnote-bottom-2-724695</p><p>Fonte: RIBEIRO, L. G. Comissão Europeia investigará acusações de monopólio</p><p>envolvendo App Store e Apple Pay. macmagazine, 2020. Disponível em:</p><p>https://macmagazine.uol.com.br/. Acesso em: 17 de Junho de 2020.</p><p>Livro</p><p>Filme</p><p>https://macmagazine.uol.com.br/post/2020/06/16/comissao-europeia-investigara-acusacoes-de-monopolio-envolvendo-app-store-e-apple-pay/</p><p><</p><p>Referências</p><p>CADE. Concentração econômica. Disponível em:</p><p>http://www.cade.gov.br/servicos/perg u ntas-f requentes/perguntas-sobre-atos-</p><p>de­concentracao-econom ica > Acesso em 16 de março de 2020.</p><p>MANKIW, N. Gregory. Princípios de microeconomia. São Paulo: Cengage Learning,</p><p>2013.</p><p>MOREIRA, Egon Bockmann. As leis são um monopólio do Poder Legislativo.</p><p>Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opi n iao/a rtigos/as-leis-sao-u m­</p><p>monopol io-do-poder-leg islativo-9I9dyf5acs58f86p56jdd6on i/. Acesso em 03 de Abril</p><p>de 2020.</p><p>RIBEIRO, Luiz Gustavo. Comissão Europeia investigará acusações de monopólio</p><p>envolvendo App Store e Apple Pay. Disponível em:</p><p>https://macmagazi ne.uol.com.br/post/2020/06/16/com issao-eu ropeia-i nvestig ara­</p><p>acusacoes-de-monopol io-envolvendo-a pp-store-e-a</p><p>pple-pay/. Acesso em 17 de Junho</p><p>de 2020.</p><p>SILVA, César Roberto Leite da; LUIZ, Sinclayr. ECONOMIA E MERCADOS Introdução à</p><p>Economia. 19 ed. Saraiva, 2010.</p><p>SILVA, Daniele Fernandes; AZEVEDO, lraneide S. S. Economia. Porto Alegre: SAGAH,</p><p>2017.</p><p>VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de; OLIVEIRA, Roberto Guena de;</p><p>BARBIERI, Fabio. Manual de microeconomia. 3. ed. - São Paulo : Atlas, 2011.</p><p>VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de. Economia: micro e macro: teoria e</p><p>exercícios, glossário com os 300 principais conceitos econômicos. 6 ed. São Paulo:</p><p>Atlas, 2015.</p><p>Neste material foi possível estudar a economia a partir da divisão dos seus grandes</p><p>campos. Sabe-se que a economia divide-se em micro e macroeconomia.</p><p>Aqui especi�camente tratamos sobre a microeconomia e seus derivados. Você pôde</p><p>perceber durante tais estudos, sobre os conceitos que norteiam o estudo</p><p>microeconômico sendo ramo ligado a Teoria Econômica que estuda como se</p><p>comporta economicamente as unidades individuais de decisão representados pelos</p><p>consumidores, pelas empresas e pelos proprietários de recursos produtivos o que</p><p>proporcionou entendimento sobre os tipos de análise microeconômica e ou ainda</p><p>teoria dos preços que é a parte do estudo dedicada em explorar, como parte da</p><p>ciência econômica obviamente, como se determina o preço dos bens e serviços, ou</p><p>seja, como eles são formados, também dos fatores de  produção: empresas, política</p><p>econômica, entre outros que circundam essa variável, bem como a aplicação de tal</p><p>análise.</p><p>Conceituamos também demanda ou procura, que pode ser de�nida como a</p><p>quantidade de um determinado bem ou serviço que os consumidores desejam</p><p>adquirir em determinado período de tempo, a oferta referindo-se ao fato de que</p><p>quanto mais elevado for o preço de um bem ou serviço, maior será a disposição do</p><p>empresário em disponibilizar o seu produto para os consumidores.</p><p>Equilíbrio de mercado e elasticidade. Vimos a importância estabelecida entre elas</p><p>sendo amplamente possível compreender o que é demanda e o que é oferta.</p><p>Estudamos também sobre a teoria da produção que se preocupa com o lado da</p><p>oferta do mercado, ou seja, com os produtores, que vão oferecer aos consumidores</p><p>os bens e serviços por eles produzidos.</p><p>Por �m abordamos as várias formas ou estruturas de mercado, percebeu-se que elas</p><p>dependem fundamentalmente de três características, tais como o úmero de</p><p>empresas que compõem esse mercado, tipo do produto (se as empresas fabricam</p><p>Considerações Finais</p><p>produtos idênticos ou diferenciados) e se existem ou não barreiras ao acesso de</p><p>novas empresas nesse mercado além de sua in�uência na economia.</p><p>Um abraço e até breve.</p><p>00-capa</p><p>01-Introdução 1</p><p>02-Conceitos de Economia</p><p>03-Conceitos Básicos</p><p>04-Problemas Econômicos_ O Problema da Escassez</p><p>05-Microeconomia e Macroeconomia</p><p>06-Curva de Possibilidade de Produção</p><p>07-Conclusão 1</p><p>08-Introdução 2</p><p>09-Análise Demanda de Mercado</p><p>10-Análise Oferta de Mercado</p><p>11-Equilíbrio de Mercado</p><p>12-Alterações no Equilíbrio</p><p>13-Conclusão 2</p><p>14-Introdução 3</p><p>15-Elasticidade-Preço da Demanda</p><p>16-Elasticidade-Renda da Demanda</p><p>17-Elasticidade-Preço Cruzada da Demanda</p><p>18-Elasticidade da Oferta</p><p>19-Conclusão 3</p><p>20-Introdução 4</p><p>21-Teoria da Produção</p><p>22-Concorrência Perfeita</p><p>23-Monopólio</p><p>24-Oligopólio</p><p>25-Conclusão 4</p><p>26-Considerações Finais</p><p>produzidos e possuídos privadamente. Como</p><p>exemplo temos os automóveis, aparelhos de televisão etc.</p><p>Bens públicos</p><p>Referem-se ao conjunto de bens gerais fornecido pelo</p><p>setor público: educação, justiça, segurança, transportes</p><p>etc.</p><p>Fonte: Nogami e Passos (2016, p. 11).</p><p>Respectivamente, são as seguintes as denominações usuais desses recursos (como</p><p>são classi�cados):</p><p>Recursos naturais ou terra → é a origem de todo o processo produtivo. Ex:</p><p>minerais, água, sol, etc;</p><p>Trabalho → é a contribuição do ser humano na produção. Pode ser físico ou</p><p>intelectual. Ex: Trabalho de um agricultor no campo ou uma consulta médica;</p><p>Capital → são bens utilizados no processo produtivo. Ex: máquinas,</p><p>construções, infraestrutura, etc…</p><p>Tecnologia→  é constituída pelo conjunto de conhecimentos e habilidades que</p><p>dão sustentação ao processo de produção. O quadro 2 demonstra em detalhes</p><p>esse conjunto de conhecimentos e habilidades que se dá a denominação</p><p>genérica de capacidade tecnológica;</p><p>Quadro 2. Capacidade tecnológica: conceito e tipologia</p><p>Capacidade</p><p>tecnológica</p><p>Conjunto de conhecimento e de habilidades que dão</p><p>sustentação ao processo de produção.</p><p>Conceitualmente corresponde às expressões savoir</p><p>faire (saber fazer) ou know-how (saber fazer). Localiza-</p><p>se em todos os elos de todas as cadeias produtivas.</p><p>Está presente em todos os setores e em todas as</p><p>atividades humanas de produção. Envolve, de um lado,</p><p>os conhecimentos acumulados sobre as reservas</p><p>naturais; de outro lado, a capacitação do quadro</p><p>demográ�co; de outro ainda, a con�guração e o</p><p>desempenho dos bens de capital e dos bens e serviços</p><p>gerados. Nesse sentido, é um elo de ligação entre o</p><p>capital e a força de trabalho.</p><p>Tipologia da</p><p>capacidade</p><p>tecnológica</p><p>Capacitação para atividades de pesquisa e</p><p>desenvolvimento (P&D). Capacitação para desenvolver</p><p>e implantar novos projetos. Capacitação para operar os</p><p>processos de produção.</p><p>Capacitação</p><p>para P&D</p><p>Traduz-se pelo talento, pelo conhecimento e pelas</p><p>habilidades requeridas para atividades de pesquisa</p><p>básica e aplicada. Envolve tecnologias de</p><p>armazenamento, processamento, interpretação, fusão</p><p>e interação de conhecimentos técnico-cientí�cos.</p><p>Fundamentalmente, resulta em invenções.</p><p>Capacitação</p><p>para</p><p>desenvolvimento</p><p>e implantação</p><p>de projetos</p><p>Traduz-se por conhecimento e habilidades para</p><p>formatar projetos de novos processos e de novos</p><p>produtos. Envolve a seleção e a combinação de</p><p>tecnologias tradicionais dominadas e de última</p><p>geração para de�nir plantas e viabilizar a produção de</p><p>protótipos em escala econômica. Fundamentalmente,</p><p>é a passagem da invenção à inovação.</p><p>Capacitação</p><p>para operar o</p><p>processo de</p><p>produção</p><p>Traduz-se por capacidades associadas à operação do</p><p>processo produtivo. Envolve habilidades relacionadas à</p><p>manutenção de plantas, ao planejamento e controle</p><p>da produção, à otimização de processos e ao controle</p><p>da qualidade dos produtos resultantes. Diz respeito</p><p>também aos relacionamentos com os demais</p><p>integrantes a jusante e a montante da cadeia</p><p>produtiva em que cada atividade se situa.</p><p>Fonte: Rossetti (2016).</p><p>Empresariedade → a mobilização, a interação e a combinação dos recursos</p><p>fundamentais de produção pressupõem a existência de um quinto fator de alta</p><p>relevância: a capacidade de empreendimento.</p><p>Agentes Econômicos</p><p>São aqueles que agem sobre a economia. São pessoas de natureza física ou jurídica</p><p>que, por meio de suas ações, contribuem para o funcionamento do sistema</p><p>econômico.</p><p>Segundo Nogami e Passos (2016) são eles:</p><p>as Famílias (ou unidades familiares);</p><p>as Empresas (ou unidades produtivas);e,</p><p>o Governo.</p><p>Acompanhe o quadro a seguir:</p><p>Mercado</p><p>As várias formas ou estruturas de mercado dependem fundamentalmente de três</p><p>características:</p><p>1. Número de empresas que compõem esse mercado;</p><p>2. Tipo do produto (se as empresas fabricam produtos idênticos ou diferenciados);</p><p>3. Se existem ou não barreiras ao acesso de novas empresas nesse mercado.</p><p>Quadro 3. Agentes econômicos</p><p>Famílias</p><p>Incluem todos os indivíduos e unidades familiares da</p><p>economia e que, no papel de consumidores, adquirem os mais</p><p>diversos tipos de bens e serviços, objetivando o atendimento</p><p>de suas necessidades de consumo. Por outro lado, as famílias,</p><p>na qualidade de “proprietárias” dos recursos produtivos,</p><p>fornecem às empresas os diversos fatores de produção:</p><p>Trabalho, Terra, Capital e Capacidade Empresarial.</p><p>Empresas</p><p>São unidades encarregadas de produzir e/ou comercializar</p><p>bens e serviços. A produção é realizada por meio da</p><p>combinação dos fatores produtivos adquiridos juntos às</p><p>famílias. Tanto na aquisição de recursos produtivos quanto na</p><p>venda de seus produtos, as decisões das empresas são</p><p>guiadas pelo objetivo de se conseguir o máximo lucro.</p><p>Governo</p><p>Por sua vez, inclui todas as organizações que, direta ou</p><p>indiretamente, estão sob o controle do Estado, nas suas</p><p>esferas federais, estaduais e municipais. Muitas vezes o</p><p>governo intervém no sistema econômico atuando como</p><p>empresário e produ- zindo bens e serviços através de suas</p><p>empresas estatais; em outras, age como compra- dor –</p><p>quando, além de contratar serviços, adquire materiais,</p><p>equipamentos etc. –, tendo em vista a realização de suas</p><p>tarefas; outras vezes, ainda, o governo intervém no siste- ma</p><p>econômico por meio de regulamentos e controles com a</p><p>�nalidade de disciplinar a conduta dos demais agentes</p><p>econômicos.</p><p>Fonte: Nogami e Passos (2016, p. 16).</p><p>Problemas Econômicos: O</p><p>Problema da Escassez</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Pinho et al (2017) ressalta que se todos tivessem uma renda maior, seria fácil</p><p>imaginar que nem todos iriam gastar as mesmas proporções em consumo. Desse</p><p>modo a caracteriza então como uma ciência não exata, em que se podem</p><p>programar os resultados sem erros.</p><p>As necessidades humanas são in�nitas ou ilimitadas. Os Fatores de produção</p><p>(trabalho, capital e recursos naturais) são �nitos ou limitados. É por esses motivos</p><p>que a economia é conhecida também como a ciência da escassez ou das escolhas.</p><p>Nunca é demais rea�rmar que de forma sucinta a economia é a ciência da escassez.</p><p>Para Silva e Azevedo (2017, p. 39) “a escassez é derivada do termo latino excarpus,</p><p>que signi�ca algo em pouca quantidade, que possui carência, falta ou insu�ciência”.</p><p>Após entender o signi�cado e a importância da economia, cabe explicitar o objeto</p><p>de análise da economia, ou seja, a variável “culpada” por todos os problemas</p><p>econômicos: escassez.</p><p>Se os recursos não fossem escassos, não haveria ciências econômica. Mas o que é</p><p>escassez? Qual o sentido da escassez na economia? Escassez é a situação em que os</p><p>recursos são limitados e podem ser utilizados de diferentes maneiras, de tal modo</p><p>que devemos sacri�car uma coisa por outra. A escassez está relacionada ao tempo,</p><p>dinheiro, espaço, matéria prima, empregos etc. Ou seja, recursos limitados e</p><p>necessidades ilimitadas!</p><p>A partir do problema da escassez, qualquer economia procura responder as</p><p>seguintes perguntas:</p><p>O que e quanto produzir?</p><p>Como produzir?</p><p>Para quem produzir?</p><p>REFLITA</p><p>Suponha “se uma quantidade in�nita de cada bem pudesse ser</p><p>produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente</p><p>satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem</p><p>fosse, de fato, produzida”</p><p>Fonte: Pinho et al (2017, p. 10).</p><p>Veja o quadro a seguir:</p><p>Quadro 4. Questões fundamentais sobre escassez</p><p>Necessidades</p><p>humanas ilimitadas</p><p>X</p><p>Recursos produtivos</p><p>escassos</p><p>Escassez Escolha</p><p>• O que e quanto produzir</p><p>• Como produzir</p><p>• Para quem produzir</p><p>O que e quanto produzir Como produzir Para quem produzir</p><p>A sociedade deve decidir se</p><p>produz mais bens de consumo</p><p>ou bens de capital, ou, como</p><p>num exemplo clássico: quer</p><p>produzir mais canhões ou mais</p><p>manteiga? em que quantidade?</p><p>os recursos devem ser dirigidos</p><p>para a produção de mais bens</p><p>de consumo, ou bens de</p><p>capital?</p><p>Trata-se de uma questão de</p><p>eficiência produtiva: serão</p><p>utilizados métodos de</p><p>produção capital-intensivos? ou</p><p>mão de obra-intensivos? ou</p><p>terra-intensivos? Essa decisão</p><p>depende da disponibilidade de</p><p>recursos de cada país.</p><p>A sociedade deve decidir quais</p><p>os</p><p>setores que serão</p><p>beneficiados na distribuição do</p><p>produto: trabalhadores,</p><p>capitalistas ou proprietários da</p><p>terra? agricultura ou indústria?</p><p>mercado interno ou mercado</p><p>externo? Região Sul ou Norte?</p><p>Ou seja, trata-se de decidir</p><p>como será distribuída a renda</p><p>gerada pela atividade</p><p>econômica.</p><p>Fonte: Vasconcellos, (2015).</p><p>Microeconomia e</p><p>Macroeconomia</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Microeconomia</p><p>A microeconomia é o ramo ligado à Teoria Econômica que estuda como se</p><p>comporta economicamente as unidades individuais de decisão representados pelos</p><p>consumidores, pelas empresas e pelos proprietários de recursos produtivos</p><p>(VICECONTI; NEVES 2013).</p><p>Para Mankiw (2013, p. 28) “microeconomia é o estudo de como as famílias e</p><p>empresas tomam decisões e de como elas interagem em mercados especí�cos”.</p><p>O estudo da microeconomia foca em analisar a formação de preços no mercado, ou</p><p>seja, a interação entre os agentes econômicos, a empresa e o consumidor, por</p><p>exemplo, e como estes interagem e decidem qual o preço e a quantidade de</p><p>determinado bem ou serviço em mercados especí�cos” (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>É o ramo da Teoria Econômica que estuda o comportamento econômico das</p><p>unidades individuais de decisão representados pelos consumidores, pelas empresas</p><p>e pelos proprietários de recursos produtivos. As unidades individualizáveis da</p><p>economia, como o consumidor e a empresa, consideradas isoladamente ou em</p><p>agrupamentos de�nidos por critérios classi�catórios (ROSSETTI, 2016, p. 40).</p><p>Figura 1. Compartimentos usuais da economia: conexões entre principais</p><p>segmentos</p><p>Observação</p><p>sistematizada do</p><p>mundo real. Descrição</p><p>e mensuração de fatos</p><p>econômicos</p><p>A regulação da</p><p>atividade dos agentes</p><p>econômicos: a gestão</p><p>de custos e de</p><p>benefícios privados e</p><p>sociais</p><p>O consumidor e a análise</p><p>de procura</p><p>A empresa e a análise da</p><p>oferta</p><p>Remuneração dos fatores</p><p>de produção e estrutura</p><p>de repartição da renda</p><p>Estrutura concorrencial e</p><p>equilíbrio dos mercados</p><p>Princípios, teorias, leis e</p><p>modelos da economia</p><p>A condução do</p><p>processo econômico</p><p>considerado como</p><p>um todo</p><p>Contabilidade social:</p><p>sistemas de contas</p><p>nacionais, matrizes de</p><p>relações intersetoriais,</p><p>balanços</p><p>internacionais de</p><p>pagamentos e outras</p><p>medições agregativas</p><p>Análise de macrovariáveis:</p><p>produção, renda,</p><p>consumo, poupança,</p><p>investimento,</p><p>exportações, importações,</p><p>tributos e dispêndios</p><p>públicos, oferta e</p><p>demanda monetárias.</p><p>Análise dos setores real e</p><p>financeiro. Tipificação dos</p><p>recursos econômicos</p><p>TEORIA</p><p>ECONÔMICA</p><p>Teoria</p><p>Macroeconômica</p><p>Teoria</p><p>Microeconômica</p><p>Atuação sobre a realidade,</p><p>com três objetivos básicos:</p><p>• Crescimento</p><p>econômico sustentável</p><p>• Estabilidade econômica</p><p>• Distribuição da renda e</p><p>da riqueza</p><p>ECONOMIA</p><p>DESCRITIVA</p><p>POLÍTICA</p><p>ECONÔMICA</p><p>Fonte: Rossetti (2016).</p><p>Macroeconomia</p><p>É o ramo da Teoria Econômica que estuda o funcionamento da economia como um</p><p>todo, procurando identi�car e medir as variáveis que determinam o volume da</p><p>produção total, o nível de emprego e o nível geral de preços do sistema econômico,</p><p>bem como a inserção dele na economia mundial. (VICECONTI; NEVES, 2013).</p><p>Temos como base a economia, logo então a tratativa de sua   evolução como um</p><p>todo, analisando o que determina, bem como o comportamento de todos os</p><p>agregados econômicos.</p><p>Alguns exemplos dos principais agregados são:</p><p>Renda</p><p>Emprego</p><p>Produto Nacional</p><p>Desemprego</p><p>Investimento</p><p>Estoque de Moeda</p><p>Poupança</p><p>Taxa de Juros</p><p>Consumo</p><p>Balanço de Pagamentos</p><p>Nível Geral de Preços</p><p>Taxa de Câmbio</p><p>Negligencia o comportamento das unidades econômicas individuais, porém</p><p>permite estabelecer relações entre os agregados e melhor compreensão das</p><p>interações entre estes.</p><p>Estuda a economia como um todo, analisando a determinação e o comportamento</p><p>de grandes agregados, tais como: renda e produto nacionais, nível geral de preços,</p><p>emprego e desemprego, estoque de moeda e taxas de juros, balanço de</p><p>pagamentos e taxa de câmbio. (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>O principal objetivo da teoria econômica é analisar como são determinados os</p><p>preços e as quantidades dos bens produzidos e dos fatores de produção existentes</p><p>na economia (PINHO, 2017 p. 301).</p><p>Curva de Possibilidade de</p><p>Produção</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Como foi exposto anteriormente, a economia está ligada ao problema da escolha. Isso</p><p>muito provavelmente não lhe era novidade, visto que muito provável ou certamente você</p><p>já teve que escolher adquirir alguma coisa em relação à outra. E por que isso acontece</p><p>mesmo? Vale lembrá-lo que para responder a essa questão basta se lembrar que os</p><p>recursos são limitados e as necessidades ilimitadas.</p><p>Em outras palavras, é imposto às empresas uma escolha para a produção de diversos</p><p>tipos de bens.</p><p>Para ilustrar, será descrito a seguir uma breve situação hipotética:</p><p>a. Uma economia produz dois tipos de bens: X e Y;</p><p>b. A quantidade e qualidade dos recursos é �xa;</p><p>c. Existe pleno emprego;</p><p>d. A tecnologia é constante.</p><p>Essa Fronteira ou Curva de Possibilidades de Produção (CPP), também é</p><p>costumeiramente identi�cada como a Curva de Transformação, “é a fronteira máxima</p><p>que a economia pode produzir, dados os recursos produtivos limitados e a tecnologia”</p><p>(VASCONCELLOS, 2015 p. 10).</p><p>Através de sua análise será possível obter a percepção das alternativas de produção</p><p>da sociedade, supondo os recursos disponíveis plenamente empregados.</p><p>A quantidade de cada bem que pode ser produzido dado a quantidade de fatores</p><p>de produção disponíveis pode ser mais bem acompanhado na tabela 1.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>A capacidade produtiva de uma empresa é um indicador fundamental</p><p>para analisar o �uxo operacional de qualquer empresa. Mas por ser um</p><p>indicador que se relaciona diretamente com o faturamento e a</p><p>lucratividade do negócio, muitos pensam que quanto maior a</p><p>capacidade produtiva, melhor. Porém, esse conceito pode ser enganoso</p><p>– já que normalmente a capacidade produtiva ideal será aquela que</p><p>conseguir adequar melhor o nível de produção com a demanda do</p><p>mercado, gerando o menor custo possível. (REIS, 2018).</p><p>A tabela pode ser representada no grá�co 1, como:</p><p>Tabela 1. Tabela representativa das possibilidades de produção</p><p>BEM QUANT.</p><p>MAX. X</p><p>QUANTIDADES</p><p>INTERMEDIÁRIAS</p><p>QUANT. MAX.</p><p>Y</p><p>X 0 10 15 20 30</p><p>Y 55 45 25 5 0</p><p>PONTO A B C D E</p><p>Fonte: o autor.</p><p>Grá�co 1. Curva de transformação ou possibilidades de produção</p><p>55</p><p>45</p><p>25</p><p>5</p><p>0</p><p>Y</p><p>X10 15 20 30</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>D</p><p>E</p><p>Fonte: o autor.</p><p>Curva de transformação mostra a possibilidade de produzir bens dada uma certa</p><p>quantidade de fatores de produção A situação anterior apresenta o custo de</p><p>oportunidade, no qual as empresas deverão “abrir mão” da produção de um bem</p><p>para produzir outro. Assim:</p><p>Trata-se de uma curva das possibilidades de produção ou curva de</p><p>transformação;</p><p>No limite da curva (pontos A, B, C, D e E) algumas respostas para as</p><p>possibilidades de produção poderão ser obtidas, tais como:</p><p>→ representa o que melhor está cotado no mercado no momento.</p><p>→ representa o sacrifício de escolher o que produzir dado a falta de espaço</p><p>disponível para produzir vários produtos.</p><p>→ Falta de tempo para produzir mais.</p><p>→ Mudanças nos rumos estratégicos dos negócios. Etc.</p><p>Pode-se de�nir custo de oportunidade como todo sacrifício de se transferir os</p><p>recursos de uma atividade para outra, ou seja, é a quantidade de um bem ou serviço</p><p>a que se deve renunciar para obter outro.</p><p>Nesta primeira unidade foi apresentado uma noção geral acerca do contexto da</p><p>economia.</p><p>Este capítulo tratou dos conceitos sobre economia, o que possibilitou promover um</p><p>maior entendimento dos motivos pelo qual ela é estudada e aliás, considerada como</p><p>uma ciência social e mais do que isso: como interfere no nosso cotidiano.</p><p>Abordamos neste capítulo, além dos conceitos de economia, vários outros conceitos</p><p>relacionados, dentre eles as necessidades humanas e sua forte in�uência no que</p><p>tange o problema fundamental da economia que por muitas vezes resulta no temido</p><p>problema da escassez, já que as necessidades dos indivíduos são ilimitadas e os</p><p>recursos limitados.</p><p>Outros conceitos</p><p>tratados aqui foram os bens e serviços que de acordo com Nogami e</p><p>Passos (2016) são tudo aquilo capaz de atender uma necessidade humana. Fatores de</p><p>produção, elementos, limitados, utilizados no processo de fabricação dos mais</p><p>variados tipos de bens que irão satisfazer as necessidades humanas ilimitadas.</p><p>Agentes econômicos, aqueles que agem sobre a economia (famílias, governos,</p><p>empresas) além do estudo sobre as estruturas de mercados.</p><p>Esses conceitos, é sempre bom rea�rmar, remetem ao entendimento da relação</p><p>entre o consumidor e o mercado.</p><p>Conclusão - Unidade 1</p><p>OMS adverte sobre escassez de máscaras</p><p>com avanço do coronavírus</p><p>A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou nesta quarta-feira, 4, para a</p><p>diminuição dos estoques de máscaras, óculos e outros equipamentos de proteção,</p><p>essenciais para os pro�ssionais de saúde que combatem a epidemia de coronavírus.</p><p>Vários países tentam controlar os estoques desses itens.</p><p>A OMS teme que a escassez desses produtos seja resultado do "aumento da</p><p>demanda, acúmulo ou abuso". O diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus,</p><p>disse a repórteres em Genebra, na Suíça, que os preços das máscaras multiplicaram</p><p>por seis e os dos respiradores por três. "Não podemos parar a COVID-19 [a doença</p><p>causada pelo coronavírus] sem proteger os pro�ssionais de saúde", falou.</p><p>Ghebreyesus a�rmou ainda que a OMS enviou mais de meio milhão de kits de</p><p>material de proteção para 27 países, mas alertou que "os suprimentos estão acabando</p><p>rapidamente".</p><p>A falta de equipamentos na China causou o contágio de milhares de pro�ssionais de</p><p>saúde e a morte de dezenas deles.</p><p>Compras compulsivas</p><p>Em Seul, pelo menos 500 pessoas �zeram �la em um supermercado na quarta-feira</p><p>para comprar máscaras e o presidente sul-coreano Moon Jae-in pediu desculpas pela</p><p>falta do produto. O vírus infectou 4.812 pessoas e matou 28 na Coreia do Sul, onde há</p><p>mais casos novos diariamente do que na China.</p><p>O país fabrica 10 milhões de máscaras por dia e o governo ordena que os fabricantes</p><p>entreguem metade de sua produção em correios, farmácias e cooperativas agrícolas</p><p>para vender a um preço �xo reduzido, em uma quantidade máxima de cinco</p><p>unidades por pessoa.</p><p>Desabastecimento</p><p>A falta de equipamentos de proteção vem provocando governos de diversos países a</p><p>tomarem algumas medidas. Na Indonésia, a polícia con�scou 600 mil máscaras em</p><p>um armazém na região da capital, Jacarta, depois que os primeiros casos no país</p><p>foram con�rmados.</p><p>Alemanha e Rússia decidiram proibir a exportação de material médico para garantir</p><p>que suas equipes de saúde possam cuidar dos doentes.</p><p>Na Itália, Luigi D'Angelo, diretor do Departamento de Proteção Civil, disse à AFP que o</p><p>país, onde não se fabricam máscaras, importaria 800 mil da África do Sul. No entanto,</p><p>o local necessita de, pelo menos, mais de 10 milhões de máscaras.</p><p>Na França, onde 2.000 máscaras foram roubadas de um hospital, o presidente</p><p>Emmanuel Macron anunciou na terça-feira que seu governo exigirá que a produção</p><p>seja reservada aos trabalhadores da saúde e aos doentes.</p><p>Na China, um alto funcionário do Ministério da Indústria, por sua vez, pediu às</p><p>empresas de material de proteção que aumentassem sua produção e exportação,</p><p>porque a demanda em Hubei já está sendo atendida. / COM AFP</p><p>Fonte: REDAÇÃO. OMS adverte sobre escassez de máscaras com avanço do</p><p>coronavírus. Estadão. Disponível em: saude.estadao.com.br/noticias/geral,oms-</p><p>adverte-sobre-escassez-de-mascaras-com-avanco-do-coronavirus,70003219528.</p><p>Acesso em: 4 de mar. de 2020.</p><p>Livro</p><p>Filme</p><p>Unidade 2</p><p>Noções Gerais de</p><p>Microeconomia</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Introdução</p><p>Como se dá a formação dos preços dos produtos que você consome? Seria talvez</p><p>um movimento único e exclusivo que as empresas fazem ao vender produtos e</p><p>serviços em quem elas buscam cobrir seus gastos incluindo um percentual de</p><p>ganho e então teríamos o processo de formação de preços? Bem, obviamente que</p><p>não é somente isso. E para entender esse movimento de formação de preços em</p><p>mercados especí�cos é que precisamos também conhecer sobre demanda e oferta.</p><p>A�nal ao ter noção sobre a demanda, conseguimos entre outros fatores estimar qual</p><p>é a procura por produtos e serviços em determinados mercados. É possível entender</p><p>por que os produtores desejam ofertar aquilo que está “melhor cotado” no</p><p>momento da análise.</p><p>Através desse entendimento as empresas conseguem então vislumbrar com maior</p><p>possibilidade de acerto sobre as possibilidades de produção, pois conseguem</p><p>identi�car o potencial da sua demanda. Consegue trabalhar bem melhor a questão</p><p>do preço, pois ao identi�car seu mercado conseguem também estabelecer relação</p><p>direta com ele.</p><p>Na unidade vamos ver além da importância sobre analisar a demanda e a oferta, o</p><p>quão importante é também saber o que ocorre quando existe excesso/escassez de</p><p>demanda e, obviamente excesso/escassez de oferta. Acredito que você já sabe que</p><p>quando o preço de um produto aumenta, a oferta tende a aumentar também, não é</p><p>mesmo? Bem, isso e muito mais vamos ver a seguir.</p><p>Bons estudos!</p><p>Análise Demanda de</p><p>Mercado</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>A demanda ou procura pode ser de�nida como a quantidade de um determinado</p><p>bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir em determinado período de</p><p>tempo.</p><p>Demanda (ou procura) é a quantidade de determinado bem ou serviço</p><p>que os consumidores desejam adquirir, num dado período, dada sua</p><p>renda, seus gastos e o preço de mercado. Representa um desejo, um</p><p>plano: o máximo a que o consumidor pode aspirar, dada sua renda e os</p><p>preços no mercado (VASCONCELLOS, 2015, p. 31).</p><p>A procura depende de variáveis que in�uenciam a escolha do consumidor. São elas:</p><p>o preço do bem ou serviço, o preço de outros bens, a renda do consumidor e o gosto</p><p>ou preferência do indivíduo. Para estudar-se a in�uência dessas variáveis utiliza-se a</p><p>hipótese do coeteris paribus (Ceteris paribus), ou seja, considera-se cada uma</p><p>dessas variáveis afetando separadamente as decisões do consumidor.</p><p>Demanda é o mesmo que quantidade demandada? Embora tendam a ser utilizados</p><p>como sinônimo existe distinção entre demanda e quantidade demandada, esses</p><p>termos têm signi�cados diferentes.</p><p>Essa relação entre preço e quantidade demandada se aplica à maioria</p><p>dos bens existentes na economia e, de fato, ela é tão universal que os</p><p>economistas a chamam lei da demanda: com tudo o mais mantido</p><p>constante, quando o preço de um bem aumenta, a quantidade</p><p>demandada deste diminui; quando o preço diminui, a quantidade</p><p>demandada do bem aumenta (MANKIW, 2013, p. 65).</p><p>REFLITA</p><p>Com as medidas de isolamento social impostas para o controle da</p><p>pandemia do coronavírus, a demanda por internet aumentou nas</p><p>residências, assim como as reclamações dos clientes quanto à</p><p>qualidade do serviço: em Minas Gerais, as queixas relativas à banda</p><p>larga �xa subiram 37,7% de março a maio deste ano, em comparação</p><p>com o mesmo período de 2019. Foram 25.075 registros na Agência</p><p>Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesses três meses de</p><p>distanciamento, uma média de 272 por dia. Em todo o Brasil, a</p><p>insatisfação cresceu ainda mais: 41,6%. (MANSUR, 2020).</p><p>Por demanda entende-se toda a escala ou curva que relaciona os possíveis preços a</p><p>determinadas quantidades. Por quantidade demandada devemos entender um</p><p>ponto especí�co da curva relacionando um preço a uma quantidade.</p><p>Grá�co 1. Demanda ou quantidade demandada.</p><p>3 5 Q</p><p>D</p><p>D</p><p>2</p><p>4</p><p>P</p><p>Demanda/quantidade</p><p>demandada</p><p>P = PREÇOS</p><p>Q = QUANTIDADES</p><p>D = DEMANDA</p><p>Fonte: o autor.</p><p>No grá�co 1 é possível perceber a relação entre demanda e quantidade demandada</p><p>ao ponto de que por exemplo considerando o fator preço (ceteris paribus) ao ponto</p><p>de que se este subir a demanda/quantidade demandada tende a reduzir. A mesma</p><p>regra se aplica quando inversamente analisada. A curva de demanda é</p><p>negativamente inclinada, pois ao ponto de que o preço sobe as quantidades</p><p>demandadas tendem a baixar ou conforme citado acima, analisando pelo ponto de</p><p>vista de que se o preço baixar as quantidades procuradas tendem a subir.</p><p>Lei da Demanda: é a visão</p><p>do consumidor, expressa a relação inversa existente entre</p><p>a quantidade de um bem e seu preço. Quanto mais escasso for um bem, maior será</p><p>o seu preço e a abundância ocorrerá o inverso.</p><p>Portanto:</p><p>DEMANDA maior que a OFERTA = a tendência é o preço subir</p><p>DEMANDA menor que a OFERTA = a tendência é o preço baixar</p><p>Análise Oferta de Mercado</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>A oferta é conceituada como sendo as várias quantidades que os produtores</p><p>desejam oferecer ao mercado em determinado período de tempo. “É a quantidade</p><p>que os vendedores querem e podem vender” (MANKIW 2013, p. 71).</p><p>Para Silva e Azevedo (2017, p. 77) lei da oferta, “refere-se ao fato de que quanto mais</p><p>elevado for o preço de um bem ou serviço, maior será a disposição do empresário</p><p>em disponibilizar o seu produto para os consumidores, coeteris paribus”.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>O crescimento das economias emergentes ao longo das últimas</p><p>décadas trouxe um mundo de pessoas para o mercado consumidor, em</p><p>especial para o consumo de alimentos. O crescimento da China dos</p><p>anos 80 para cá impulsionou, por exemplo, a venda de commodities no</p><p>Brasil, em especial, a de carne bovina. Enquanto o gigante asiático</p><p>alcança um crescimento estável, Índia e países da África devem colocar</p><p>outros milhões de pessoas no consumo. O desa�o para o mundo será</p><p>atender o aumento da demanda por alimentos nessas economias em</p><p>crescimento, impulsionada ainda pelo aumento na população mundial,</p><p>que deve chegar a 10 bilhões de pessoas até 2050 (CORACCINI, 2019).</p><p>Grá�co 2. Oferta.</p><p>4 10 Q</p><p>O</p><p>3</p><p>8</p><p>P</p><p>Oferta</p><p>P = PREÇOS</p><p>Q = QUANTIDADES</p><p>O = OFERTA</p><p>Fonte: o autor.</p><p>Da mesma maneira que foi exposto ao tratar sobre a demanda, a oferta obviamente</p><p>depende de vários fatores. Dentre eles, é preciso destacar seu próprio preço, dos</p><p>demais preços, do preço dos fatores de produção, das preferências do empresário e</p><p>da tecnologia.</p><p>A partir da visão do empresário/produtor a Lei da Oferta: estabelece uma relação</p><p>direta entre os preços dos bens e a quantidade ofertada. Assim, quanto maior o</p><p>preço, maior é a quantidade ofertada.</p><p>REFLITA</p><p>“Com uma produção maior de milho nos Estados Unidos e queda na</p><p>demanda, a expectativa é de preços mais competitivos para o milho</p><p>norte-americano.”</p><p>ACESSAR</p><p>https://www.canalrural.com.br/noticias/agricultura/milho/milho-tendencia-de-preco-safra-dos-eua-e-demanda-o-que-saber-antes-de-fechar-negocio/</p><p>Equilíbrio de Mercado</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>A interação das curvas de demanda e oferta determina o preço e a quantidade de</p><p>equilíbrio de um bem ou serviço em um dado mercado.</p><p>Grá�co 3. Equilíbrio de mercado.</p><p>13 14 15 Q</p><p>OD</p><p>PE</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>P</p><p>D = DEMANDA</p><p>O = OFERTA</p><p>PE = PONTO DE EQUILÍBRIO</p><p>ponto de</p><p>equilíbrio</p><p>Fonte: o autor.</p><p>Na intersecção das curvas de oferta e demanda (ponto E) ou seja, ao se cruzarem,</p><p>teremos o preço e a quantidade de equilíbrio, isto é, o preço e a quantidade que</p><p>atendem às aspirações, necessidades dos consumidores e dos produtores de forma</p><p>simultânea.</p><p>Quando a quantidade ofertada estiver abaixo daquela de equilíbrio “PE” (A, por</p><p>exemplo), teremos uma situação de escassez do produto. Haverá uma competição</p><p>entre os consumidores, pois as quantidades procuradas serão maiores que as</p><p>ofertadas. Formar-se-ão �las, o que forçará a elevação de preços, até atingir-se o</p><p>equilíbrio, quando as �las cessarão.</p><p>Más se a quantidade ofertada se encontrar acima do ponto de equilíbrio “PE” (B, por</p><p>exemplo), haverá um excesso ou excedente de produção, um acúmulo de estoques</p><p>não programado do produto, o que poderá provocar uma competição entre os</p><p>produtores, conduzindo a uma redução dos preços, até que se atinja o ponto de</p><p>equilíbrio (VASCONCELLOS 2015, p. 55).</p><p>Assim, �ca de certa forma mais fácil compreender que há um movimento existente</p><p>entre demanda e oferta que é muito claro. Considerando esse excesso de oferta:</p><p>À medida que o preço cai, os consumidores começarão a achar que o</p><p>produto é mais atraente do que os substitutos de consumo e alguns</p><p>deles abandonarão esses substitutos; portanto, haverá um movimento</p><p>para a direita ao longo da curva de demanda D (expansão da</p><p>demanda).À medida que o preço cai, os produtores começarão a achar</p><p>que o produto é menos atraente do que outros substitutos de</p><p>produção e poderão direcionar recursos para essas alternativas;</p><p>portanto, haverá um movimento para a esquerda ao longo da curva de</p><p>oferta (contração da oferta). (WALL, 2015, p. 14)</p><p>Dessa forma visando a equidade, o governo pode intervir na formação de preços no</p><p>mercado através de:</p><p>1. Impostos;</p><p>2. Subsídios;</p><p>3. Tabelamento;</p><p>4. Fixação de preços mínimos;</p><p>5. Congelamentos de preços e salários;</p><p>6. Etc.</p><p>Alterações no Equilíbrio</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Toda alteração há que ser vista e interpretada. Extremos indicam geralmente a</p><p>existência de alteração na procura ou nas quantidades ofertadas. Ambos seguem</p><p>uma linha tênue e devem ser observados.</p><p>Tendo a oferta e a demanda como base de análise, conforme apresentadas nesta</p><p>unidade é possível vislumbrar que ao existir um movimento nas curvas de demanda</p><p>e oferta haverá também um movimento nos preços de equilíbrio e</p><p>consequentemente nas quantidades de equilíbrio de mercado.</p><p>Figura 1.  (a) Aumento na demanda; (b) decréscimo na demanda; (c) aumento na</p><p>oferta; (d) decréscimo na oferta.</p><p>(a) Aumento na demanda</p><p>Preço</p><p>P2</p><p>P1</p><p>Q2Q10 Quantidade ofertada e</p><p>demandada por período</p><p>S</p><p>D‘</p><p>D</p><p>Excesso de</p><p>demanda</p><p>(b) Decréscimo na demanda</p><p>Preço</p><p>P2</p><p>P1</p><p>Q2Q10 Quantidade ofertada e</p><p>demandada por período</p><p>S</p><p>D‘</p><p>D</p><p>Excesso de</p><p>oferta</p><p>(c) Aumento na oferta</p><p>Preço</p><p>P2</p><p>P1</p><p>Q2Q10 Quantidade ofertada e</p><p>demandada por período</p><p>S S’</p><p>D</p><p>Excesso de</p><p>oferta</p><p>(d) Decréscimo na oferta</p><p>Preço</p><p>P2</p><p>P1</p><p>Q2 Q10 Quantidade ofertada e</p><p>demandada por período</p><p>S</p><p>S’</p><p>D</p><p>Excesso de</p><p>demanda</p><p>Fonte: Wall (2015, p. 15).</p><p>Wall (2015) destaca ainda que à medida que a demanda se eleva, havendo então um</p><p>excesso de procura num mercado considerado livre, a tendência é também de haver</p><p>um aumento de preços. Quando o preço aumenta, os ofertantes desejam</p><p>disponibilizar mais itens neste mercado. Com o aumento de preços a demanda</p><p>tende a cair, provocando um novo ponto de equilíbrio.</p><p>É importante ressaltar que havendo excesso de demanda os preços tendem a subir,</p><p>pois neste caso haverá uma procura maior do que as quantidades ofertadas num</p><p>dado mercado. Já em contrapartida havendo um excesso de oferta, signi�ca que</p><p>existe maior disponibilidade de oferta do que a procura. Na prática signi�ca que o</p><p>mercado é muito dinâmico em preci�car de acordo com a demanda e oferta</p><p>havendo alterações em seu equilíbrio. Ao existir demanda maior do que aquelas</p><p>quantidades disponíveis para aquisição, tenderemos então para uma manobra de</p><p>subida dos preços, com esse aumento as quantidades demandadas se ajustarão e</p><p>neste momento poderá haver excedentes de produção, ocasionando quedas nos</p><p>preços até que um novo equilíbrio seja identi�cado e assim sucessivamente. Quer</p><p>um exemplo? Veja:</p><p>Imagine hipoteticamente que hoje temos um mercado equilibrado entre demanda</p><p>e oferta de computadores do tipo notebooks. O que signi�ca que as quantidades</p><p>demandadas são encontradas num dado mercado, não havendo nem excesso de</p><p>oferta e nem excesso de demanda. Se você quiser comprar um notebook neste</p><p>cenário, poderá fazê-lo tão simplesmente indo até uma loja da sua região ou até</p><p>mesmo via meio digital. Não haverá escassez de produto e os preços de mercado</p><p>alinhados.</p><p>Para �ns deste exemplo, imagine então que provocado por alguma situação adversa</p><p>(seja lá qual for) houve um aumento na procura por notebooks, ou seja, as pessoas</p><p>estão procurando mais computadores desse tipo. Mas como a produção desse item</p><p>seguia um equilíbrio anterior, com o aumento expressivo na demanda, não existiam</p><p>computadores su�cientes para toda a demanda, pessoas �zeram �las nas lojas e</p><p>sites �caram congestionados com esse aumento na procura. Logo os preços</p><p>subiram, as empresas fabricantes e aquelas que vendem esse tipo de produto</p><p>perceberam que ao existir esse aumento na demanda, existiu também uma</p><p>possibilidade de aumentar seus ganhos e começam então produzir mais e mais</p><p>quantidades, visto que existe demanda (oportunidade) e os consumidores estão</p><p>pagando por esses itens.</p><p>Em determinado momento a demanda cerceará, ou seja, deixa de aumentar e</p><p>atingirá seu ápice, seja pelas aspirações dos consumidores, seja pelos preços</p><p>cobrados, e quando isso ocorrer teremos um novo ponto de equilíbrio, porém tudo</p><p>aquilo que estiver disponível além da capacidade de absorção será considerado</p><p>como excesso de oferta, ou seja, todas as unidades de notebooks produzidas além</p><p>da demanda �carão paradas no mercado, quando isso ocorrer percebemos um</p><p>movimento em torno dos esforços para redução de estoques. É quando temos então</p><p>os ofertantes disputarão cada cliente, ocasionando queda nos preços, muitos</p><p>esforços para vendas de produtos ocorrerão até que um novo ponto de equilíbrio</p><p>ocorra.</p><p>Nesta unidade você aprendeu que a demanda ou procura como também é</p><p>denominada é a quantidade de determinado bem ou serviço que os consumidores</p><p>desejam adquirir, num dado período, dado alguns fatores tais como a sua renda, seus</p><p>gastos e o preço de mercado, preço de seus substitutos etc. Representa um desejo,</p><p>uma intenção, ou seja, um planejamento acerca daquilo que o consumidor pode</p><p>adquirir ao máximo, são suas mais amplas aspirações, dada sua renda e os preços no</p><p>mercado.</p><p>Na unidade em questão, foi apresentado também elementos caracterizadores da</p><p>oferta, você pôde perceber que a procura depende de variáveis que in�uenciam a</p><p>escolha do consumidor. Essas variáveis são amplamente identi�cadas, são elas: o</p><p>preço do bem ou serviço, o preço de outros bens, a renda do consumidor e o gosto ou</p><p>preferência do indivíduo. Viu também que para estudá-la, considerando sua</p><p>in�uência, dessas variáveis utiliza-se a hipótese do coeteris paribus (Ceteris paribus),</p><p>ou seja, considera-se cada uma dessas variáveis afetando separadamente as decisões</p><p>do consumidor.</p><p>Vimos que quando a procura é maior que a oferta, acarreta em excesso de demanda,</p><p>quando o contrário acontece temos um excesso de oferta. Porém quando</p><p>encontramos o ponto exato de encontro entre demanda e oferta, na intersecção das</p><p>curvas de oferta e demanda (ponto E) ou seja, ao se cruzarem, é o momento em que</p><p>teremos o preço e a quantidade de equilíbrio, isto é, o preço e a quantidade que</p><p>atendem às aspirações, necessidades dos consumidores e dos produtores de forma</p><p>simultânea. E como a demanda sofre várias in�uências, esse é um processo constante</p><p>de aumento e diminuição de demanda tendo o preço um acompanhante �el.</p><p>Conclusão - Unidade 2</p><p>O que é demanda, tipos e como fazer</p><p>a gestão</p><p>Por Redação Azulis</p><p>Sabia que a demanda é essencial para o negócio? Saiba tudo sobre o</p><p>assunto e aplique os conceitos hoje mesmo no seu empreendimento.</p><p>Entender o que é demanda de mercado e como ela funciona é</p><p>fundamental para todo empreendedor que deseja alcançar a</p><p>sustentabilidade do seu negócio. Isso acontece porque, à medida que se</p><p>tem conhecimento sobre o assunto, �ca mais fácil fazer o planejamento</p><p>das atividades.</p><p>E, com isso, atender às solicitações dos clientes, administrar o estoque e</p><p>assegurar mão de obra adequada para cada período do ano. No �nal das</p><p>contas, o resultado é mais e�ciência e produtividade.</p><p>Parece bom para você? A gente concorda que sim. Então, para descobrir</p><p>o que é demanda e aprender como gerenciá-la, preparamos este artigo</p><p>completo. Acompanhe!</p><p>O que é demanda?</p><p>Demanda é quando o consumidor precisa do seu produto ou serviço</p><p>durante um período de tempo. Para facilitar o entendimento, pense em</p><p>como o mercado funciona durante as datas comemorativas. No Natal,</p><p>por exemplo, é comum a procura por certos itens alimentícios, como</p><p>peru, nozes e uvas passas, certo? A tradição de trocar de presentes nessa</p><p>época também faz a busca por outros itens aumentar, como roupas,</p><p>sapatos, perfumes e brinquedos. Essa necessidade e o pedido de</p><p>consumo é o que representa a demanda.  Bom, agora que você já sabe o</p><p>que é demanda, podemos dar um passo adiante para entender a relação</p><p>entre demanda e oferta.</p><p>A relação entre oferta e demanda</p><p>Muito provavelmente, você já deve ter ouvido falar na lei da oferta e</p><p>procura, não é mesmo? A demanda é a procura. Ela diz respeito a quanto</p><p>os consumidores estão propensos a comprar determinado produto. Já a</p><p>oferta é referente à quantidade dessa mercadoria disponível no mercado.</p><p>Essa é a relação da oferta e da demanda: cliente interessado em comprar</p><p>um item disponível. Logo, �ca fácil entender que, quanto mais escasso o</p><p>https://www.azulis.com.br/artigo/gestao-de-estoque</p><p>produto estiver no mercado, maior será o preço dele. O contrário</p><p>também acontece: quanto mais produtos disponíveis, menor é o seu</p><p>valor. Nesse cenário, entender não apenas o que é demanda, mas</p><p>conhecer a relação entre oferta e procura no seu mercado, ajuda a</p><p>planejar. É o que permite saber, por exemplo, a quantidade de itens que</p><p>você deve comprar para o estoque, o quanto produzir e qual o valor do</p><p>seu produto em determinado período.</p><p>Tipos de demanda</p><p>Até aqui, entendemos o que é demanda e oferta. Mas você sabia que não</p><p>existe um só tipo de demanda? Para aumentar as vendas, é importante</p><p>que você conheça todas elas, levando em conta as necessidades do seu</p><p>público-alvo.</p><p>Com esse levantamento, você consegue identi�car oportunidades de</p><p>vendas e aprimorar o atendimento ao cliente. Como veremos agora,</p><p>existem vários tipos de demanda. Separamos as principais para você.</p><p>Demanda irregular</p><p>Esse tipo de demanda sofre com a sazonalidade decorrente de</p><p>acontecimentos não previstos, como o clima. Os produtos hortifrúti na</p><p>feira são exemplos clássicos. Na época da safra do morango e inhame,</p><p>por exemplo, o preço despenca. Já no comércio, seguindo o calendário</p><p>comemorativo, o Dia dos Pais é uma excelente época para os lojistas do</p><p>segmento masculino faturarem.</p><p>Fazem parte da demanda irregular as liquidações para renovação do</p><p>estoque, como a troca de coleção outono/inverno pelas peças de</p><p>primavera/verão.</p><p>Demanda plena</p><p>São os produtos e serviços que não podem faltar no nosso dia a dia. Ou</p><p>seja, que são essenciais para a sobrevivência ou para o mínimo de</p><p>conforto. Água, luz, e alimentos básicos, como feijão, arroz, leite e sal,</p><p>entram nesse tipo de demanda.</p><p>Demanda excessiva</p><p>Neste tipo de demanda, nem todos os clientes são atendidos. Isso</p><p>acontece porque a oferta não suporta o número de interessados. Essa</p><p>demanda é muito comum em itens promocionais exclusivos e para</p><p>eventos.</p><p>https://www.azulis.com.br/artigo/9-dicas-para-vender-mais</p><p>https://www.otempo.com.br/capa/economia/morango-e-inhame-ficam-mais-baratos-na-safra-1.308850</p><p>https://www.profissionaldeecommerce.com.br/dia-dos-pais-2019/</p><p>A turnê Nossa História, da dupla Sandy e Júnior, em 2019, por exemplo,</p><p>teve todos os ingressos esgotados em tempo recorde logo após a</p><p>liberação dos lotes de venda.</p><p>Demanda indesejada</p><p>É toda demanda que pode trazer riscos para o meio ambiente, para a</p><p>saúde e para a sociedade em geral. O uso de cigarro, por exemplo, é uma</p><p>demanda indesejada. Os produtos que se incluem nesse tipo são</p><p>regulados pelo governo, que investe em ações para inibir o consumo</p><p>desses itens.</p><p>A importância da análise de demanda de</p><p>mercado</p><p>Avaliar a demanda do seu mercado é fundamental para que você</p><p>entenda as necessidades do consumidor. Dessa forma, é possível se</p><p>preparar para garantir a e�ciência da sua operação e o sucesso das</p><p>vendas.</p><p>Abastecer o estoque e contratar pessoal são dois exemplos de decisões</p><p>que podem ser tomadas a partir da análise. Dar conta de suprir os</p><p>pedidos da sua clientela é ainda uma prova de que você se preocupa em</p><p>atendê-la bem. Esse cuidado é percebido pelo consumidor, que se sente</p><p>mais conectado com a marca e a empresa. Portanto, analisar a demanda</p><p>de mercado é também uma forma de estreitar o relacionamento com o</p><p>seu público.</p><p>Como fazer a gestão de demanda na empresa?</p><p>Depois de entender o que é demanda e conhecer seus diferentes tipos,</p><p>vamos à prática. Chegou a hora de aprender como fazer a gestão de</p><p>demanda na</p><p>sua empresa. Preste atenção nas dicas e comece agora</p><p>mesmo!</p><p>Faça o mapeamento do seu mercado</p><p>Independentemente do seu segmento de atuação, é certo que haverá</p><p>períodos de alta e baixa demanda. Identi�cá-los é importante para que</p><p>você possa explorar o momento para vender mais ou fazer o seu</p><p>planejamento �nanceiro a �m de minimizar os impactos negativos.</p><p>Pesquise bastante sobre o mercado no qual a sua empresa está inserida</p><p>e mantenha-se atualizado com as tendências.</p><p>Trabalhe os seus recursos disponíveis</p><p>https://famosidades.com.br/musica/turne-de-sandy-e-junior-tem-ingressos-esgotados-em-tempo-recorde/</p><p>https://www.azulis.com.br/artigo/escolher-bem-funcionarios</p><p>De�na quais são os produtos e serviços mais rentáveis e mais</p><p>importantes para a sua empresa. Considere também os seus recursos</p><p>disponíveis, como tecnologia, pessoal e capital. Trabalhe no valor �nal</p><p>que poderá ser praticado para garantir o lucro.</p><p>Peça feedback aos seus clientes</p><p>É muito importante entender o mercado e explorá-lo ao máximo. A boa</p><p>notícia é que o seu cliente pode fornecer as informações de que precisa.</p><p>Observe o comportamento de consumo do seu estabelecimento. Veja o</p><p>que os clientes mais compram, o que �ca muito tempo parado na</p><p>prateleira e ainda o que costuma faltar.</p><p>Além disso, você pode ser mais incisivo e questioná-los. Procure, por</p><p>exemplo, durante o atendimento e a venda, perguntar se ele encontrou</p><p>tudo o que procurava. Vale também realizar pesquisas de satisfação.</p><p>O cliente é parte fundamental para entender o que é demanda e como</p><p>gerenciá-la. A�nal, é dele que partem os pedidos. E é seu público que faz</p><p>o mercado girar. Ouvi-los deve ser uma atividade constante na sua rotina</p><p>como empreendedor.</p><p>Sem dúvida, isso vai fazer com que o desa�o de estabelecer uma gestão</p><p>e�ciente seja mais simples. Aliás, com relação à administração do</p><p>negócio, uma dica bônus é recorrer à informatização de processos. O</p><p>controle de estoque, por exemplo, se torna mais fácil quando existe um</p><p>sistema que registra todas as entradas e saídas.</p><p>ACESSAR</p><p>https://www.azulis.com.br/artigo/demanda</p><p>Livro</p><p>Filme</p><p>Unidade 3</p><p>Elasticidade</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Introdução</p><p>Nesta unidade você vai observar que é possível explicar a elasticidade como o grau</p><p>de reação de um produto à variação de, por exemplo, seu preço, isto é, a elasticidade</p><p>demonstra uma relação entre o efeito nas quantidades demandadas ou ofertadas</p><p>determinado produto e as causas que o determina, sob a condição de</p><p>coeteris/ceteris paribus.</p><p>Vai aprender que a elasticidade mede a resposta que consumidores e produtores</p><p>dão às alterações das condições de mercado. O que estudamos até aqui ganhará</p><p>muito mais importância e precisão com este conceito, já que agora será possível</p><p>entender os motivos pelos quais alguns bens sofrem mais e outros menos com o</p><p>efeito aumento/redução de preços.</p><p>Para resumir, já sabendo que você verá o conteúdo com maiores detalhes durante a</p><p>unidade, e obviamente como forma de degustar o conteúdo, podemos conceituar</p><p>elasticidade com o grau de reação ou de sensibilidade de um bem ou serviço à</p><p>variação de, seu preço, preço dos produtos substitutos ou complementares e renda</p><p>do consumidor.</p><p>Como bem observado por Mankiw (2013) ela, a elasticidade, é uma medida do</p><p>tamanho da resposta dos compradores e vendedores às mudanças das condições</p><p>do mercado. A metodologia de cálculo da elasticidade parte da análise do quociente</p><p>entre a variação percentual da quantidade em função da variação percentual de</p><p>outra variável, que lhe provoque alguma mutação, como o preço do próprio bem ou</p><p>serviço. É o que vamos ver a seguir.</p><p>Bons estudos!</p><p>Elasticidade - Preço da</p><p>Demanda</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Sua função é avaliar a reação da quantidade da demanda de um bem ou serviço em</p><p>relação às variações em seu preço. Essa é a visão do quando considerado o lado do</p><p>consumidor. A elasticidade-preço da demanda pode ser de�nida “como sendo a</p><p>relação entre a variação percentual na quantidade demandada e a variação</p><p>percentual no preço” (VASCONCELLOS 2011 p. 8).</p><p>Algebricamente, a elasticidade-preço da demanda pode ser representada por:</p><p>Onde:</p><p>Variação na quantidade demandada</p><p>Variação no preço</p><p>Carvalho (2015) a�rma que a elasticidade-preço da demanda refere-se à medida da</p><p>variação da quantidade demandada pelo consumidor de um produto quando seu</p><p>preço muda. Miltons (2016 p. 47) destaca que a “elasticidade-preço da demanda</p><p>mostra o quanto a demanda responde a variações no preço dos bens”.</p><p>Dessa forma quanto maior for a resposta, mais elástica será a demanda. Se a</p><p>resposta for pequena, signi�ca que a demanda é preço-inelástica.</p><p>Edp =</p><p>ΔQ</p><p>Q</p><p>ΔP</p><p>P</p><p>ΔQ =</p><p>ΔP =</p><p>SAIBA MAIS</p><p>O conceito de elasticidade, muito importante dentro da</p><p>microeconomia, aparece justamente como sendo uma forma mais</p><p>precisa e e�caz de analisar aspectos da oferta e da demanda. Cabe a ela</p><p>a possibilidade de não só avaliar, mas também de medir a reação de</p><p>compradores e vendedores em resposta às mudanças de outras</p><p>variáveis (FOUQUET, 2018).</p><p>Figura 1. A elasticidade-preço da procura</p><p>Fonte: Rossetti (2016, p. 432).</p><p>A elasticidade-preço da demanda é determinada pelo comportamento do</p><p>consumidor, regido por suas preferências pessoais. Tais preferências são formadas</p><p>com base em diversos aspectos, objetivos e subjetivos. Apesar desta aproximação</p><p>genérica, podemos enumerar alguns comportamentos típicos importantes. O</p><p>primeiro diz respeito ao grau de substitutibilidade. Se um bem tiver vários</p><p>substitutos próximos, o aumento de seu preço provocará grande redução na</p><p>quantidade demandada, ou seja, ele apresentará uma alta elasticidade-preço. O</p><p>segundo relaciona-se com a necessidade: bens necessários, remédios, consultas ao</p><p>dentista, escola, em geral, são inelásticos. Mesmo que seus preços subam, a</p><p>demanda não costuma cair muito. Claro que essa noção varia de pessoa para</p><p>pessoa, já que aquilo que é indispensável para um não necessariamente o é para</p><p>outro. (MILTONS, 2016 p. 47).</p><p>Os fatores que afetam a elasticidade preço da demanda, de acordo com Sampaio</p><p>(2019) são:</p><p>A existência de bens substitutos;</p><p>Grau de essencialidade do bem;</p><p>Limites de mercado;</p><p>Curto e longo prazo;</p><p>Grau de participação no orçamento;</p><p>Possibilidades de uso.</p><p>Veja o quadro a seguir com a explicitação sucinta de cada um dos fatores:</p><p>Quadro 1. Fatores que afetam a elasticidade preço demanda</p><p>Fatores que afetam a elasticidade preço da demanda</p><p>A existência</p><p>de bens</p><p>substitutos</p><p>Caso o bem em questão possua substitutos próximos e</p><p>havendo uma elevação de seu preço, a tendência é o</p><p>consumidor substituir o bem em questão pelo seu</p><p>substituto. Assim, a demanda por esse bem em questão</p><p>se torna mais elástica. Quanto maior o número de</p><p>substitutos, mais elástica tende a ser a demanda. Vejamos</p><p>um exemplo: suponhamos que o preço da manteiga suba</p><p>e que sejamos indiferentes em comprar manteiga ou</p><p>margarina. Nesse caso, a tendência é reduzirmos o</p><p>consumo de manteiga e aumentarmos o de margarina,</p><p>ou seja, a tendência é de sermos elásticos ao consumo de</p><p>manteiga.</p><p>Grau de</p><p>essencialidade</p><p>do bem</p><p>Caso o bem seja muito essencial, mesmo o preço subindo,</p><p>é provável que continuemos a consumi-lo ou que a</p><p>redução no consumo seja pequena. No caso de bens</p><p>supér�uos, a tendência é de uma redução maior no</p><p>consumo, caso os preços subam. Vejamos um exemplo:</p><p>caso o preço do remédio suba, as pessoas, provavelmente,</p><p>reduzirão o minimamente possível o seu consumo, já que</p><p>aquele bem é essencial. Em contrapartida, caso o preço</p><p>do perfume francês suba, é bem mais fácil o consumo</p><p>dele se reduzir, já que se trata de um bem supér�uo.</p><p>Limites de</p><p>mercado</p><p>Quando se de�ne o mercado de forma mais ampla, a</p><p>elasticidade é menor. Quando se de�ne o mercado de</p><p>forma mais restrita, a elasticidade é maior, já que é</p><p>possível encontrar substitutos com mais facilidade.</p><p>Mankiw exempli�ca isso muito bem quando diz: “[...] os</p><p>alimentos, uma categoria ampla, têm demanda bastante</p><p>inelástica, porque não há bons substitutos para eles. O</p><p>sorvete, uma categoria restrita, tem demanda mais</p><p>elástica,</p><p>porque é fácil substituí-lo por outras sobremesas.</p><p>Sorvete de baunilha, uma categoria mais restrita, tem</p><p>demanda muito elástica, porque os outros sabores de</p><p>sorvete são substitutos quase perfeitos para ele”.</p><p>Curto e longo</p><p>prazo</p><p>Quando o preço de determinado produto sobe, no curto</p><p>prazo, é mais difícil substituí-lo pelo consumo de outro</p><p>bem ou adaptar‐se ao baixo consumo do referido bem. Já,</p><p>no longo prazo, isso se torna mais fácil, visto que o</p><p>consumidor tem a oportunidade de tomar conhecimento</p><p>de alternativas que existem e, assim, ajustar seu consumo</p><p>ao preço do bem. Portanto, via de regra, quanto maior o</p><p>horizonte de tempo, mais elástica tende a ser a demanda.</p><p>A exceção a essa regra estaria no consumo de bens</p><p>duráveis como geladeira, automóveis etc. A diferença</p><p>entre as elasticidades de curto e longo prazo de um bem</p><p>é explicada pela velocidade com que os consumidores</p><p>reagem a mudanças no preço e pelo número de bens</p><p>substitutos disponíveis.</p><p>Grau de</p><p>participação</p><p>no orçamento</p><p>Quando o bem consumido representa pouco (em valores</p><p>monetários) no orçamento de uma família, mesmo que os</p><p>preços subam, a redução de seu consumo será pequena.</p><p>Pensemos no preço de uma caixa de fósforo. Como seu</p><p>valor representa muito pouco diante do orçamento de</p><p>uma família, mesmo que seu preço venha a subir</p><p>consideravelmente, as famílias di�cilmente reduzirão</p><p>muito o seu consumo. Portanto, quanto menos o bem</p><p>absorver uma parcela da renda do consumidor, menor</p><p>será sua elasticidade‐preço.</p><p>Possibilidades</p><p>de uso</p><p>Quando um produto possui muitos usos, o número de</p><p>bens substitutos tende a ser alto também, o que faz com</p><p>que seja fácil trocá‐lo por um substituto caso o preço</p><p>venha a subir. Portanto, quanto maior a possibilidade de</p><p>uso de um bem, maior a elasticidade dele. Assim, a�rma</p><p>Ferguson: “Então uma mercadoria, como a lã — que pode</p><p>ser usada na produção de roupas, estofamentos,</p><p>tapeçarias e outros — tenderá a ter uma elasticidade‐</p><p>preço mais alta que uma mercadoria com somente um</p><p>ou poucos usos — a manteiga, por exemplo”.</p><p>Fonte: Sampaio (2019).</p><p>Calculando a elasticidade-preço demanda</p><p>Suponha que para fazer o cálculo, dispusemos do seguinte exemplo:</p><p>Figura 2. Curva da demanda de café.</p><p>Fonte: Carvalho (2015, p. 117).</p><p>Conforme proposto por Carvalho (2015) é possível perceber que o preço no</p><p>momento 1 é de R$ 5,50, no momento 2, R$ 4,00. As quantidades demandadas, no</p><p>momento 1-15, 2-20 respectivamente. Apenas pela análise do grá�co da �gura, já é</p><p>possível identi�car que ao ponto que o preço do café diminuiu, as quantidades de</p><p>demandas aumentaram. A questão agora é identi�car se esse aumento signi�ca</p><p>que houve uma demanda elástica, inelástica ou unitária. Vamos ao exemplo do</p><p>cálculo que pode ser percebido na �gura a seguir:</p><p>Figura 3. Cálculo elasticidade-preço demanda</p><p>Fonte: Carvalho (2015).</p><p>Δ%P = ⋅ 100 = .100 = −27, 3%</p><p>Δ%Q = ⋅ 100 = ⋅ 100 = 33, 3%</p><p>Ep = = = 1, 22</p><p>P 2−P 1</p><p>P 1</p><p>4,00−5,50</p><p>5,50</p><p>Q2−Q1</p><p>Q1</p><p>20−15</p><p>15</p><p>Δ%Q</p><p>Δ%P</p><p>33,3</p><p>−27,3</p><p>Considerando a regra existente:</p><p>Demanda elástica (mais sensível) - %P provoca %Qd Mais que proporcional</p><p>Epp > |1|</p><p>Demanda inelástica (menos sensível) - %P provoca %Qd Menos que</p><p>proporcional Epp < |1|</p><p>Demanda unitária (proporcional) - %P provoca %Qd de mesma proporção</p><p>Epp = |1|</p><p>A demanda pelo café considerando esse exemplo especí�co de redução de preço,</p><p>possui demanda elástica a preço, pois a variação da quantidade (D%Q = 33,3%) é</p><p>maior do que a variação do preço (D%P = –27,3%), logo |Ep| >1 (1,22).</p><p>Quando a demanda é preço-elástica, a quantidade varia mais que</p><p>proporcionalmente ao preço. Ao contrário, quando ela é preço-inelástica, a mudança</p><p>da quantidade é proporcionalmente menor do que a variação do preço. A partir</p><p>desta conclusão, é possível analisar o efeito sobre a receita total das �rmas. Tal</p><p>ferramenta será útil na decisão de aumentar ou não os preços dos produtos das</p><p>empresas. (MILTONS, 2016 p. 50)</p><p>Essa análise poderá ser diferente no caso de considerar o aumento ou diminuição</p><p>de preço. Por isso é sempre importante considerar a reação da demanda sobre</p><p>redução ou aumento de preços de forma especí�ca.</p><p>Δ Δ</p><p>Δ Δ</p><p>Δ Δ</p><p>Elasticidade - Renda da</p><p>Demanda</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Parte do princípio de que havendo alteração na renda do indivíduo também haverá</p><p>alteração na quantidade demandada.</p><p>Carvalho (2015) enaltece que a elasticidade-renda da demanda tem como objetivo</p><p>medir a variação da quantidade demandada pelo consumidor de determinado</p><p>produto (x) resultante da variação de sua renda (R), tudo o mais constante.</p><p>Miltons (2016 P. 51) destaca que a “elasticidade-renda informa qual é a sensibilidade</p><p>do consumidor em resposta a variações na renda. Por de�nição, é a variação</p><p>percentual da quantidade demandada dividida pela variação percentual da renda.”</p><p>Quando ocorre uma variação percentual da renda, pode gerar uma variação</p><p>percentual da quantidade demandada, ou seja, um aumento percentual do</p><p>primeiro acarreta um aumento percentual ou uma diminuição percentual do</p><p>segundo; bem como uma diminuição percentual do primeiro acarreta um aumento</p><p>ou diminuição percentual do segundo. Portanto, a elasticidade renda da demanda</p><p>poderá ser uma relação positiva ou negativa, o que torna a análise do sinal muito</p><p>importante (SAMPAIO, 2019 p. 152).</p><p>A elasticidade renda da demanda poderá ser uma relação positiva ou negativa:</p><p>Segundo Sampaio (2019) supondo que a renda se eleve, ou seja, tenha uma</p><p>alteração para mais, como exemplo passando de 1000 para 1500 e que isso acarrete</p><p>uma diminuição da quantidade demandada de, por exemplo, 80 para 72. Neste caso</p><p>signi�ca que uma variação percentual da renda vai acarretar uma variação</p><p>percentual na quantidade demandada em sentido oposto, já que foi possível</p><p>perceber que mesmo a renda aumentando a demanda caiu. Quando isso ocorre,</p><p>independente da intensidade, diz‐se que o bem em questão é um bem inferior.</p><p>Veja no exemplo de cálculo na �gura a seguir:</p><p>Positiva e maior que um (1), bem é superior.</p><p>Positiva e menor ou igual a um (1), bem é normal.</p><p>Negativa, bem é inferior.</p><p>Zero, bem saciado ou saturado.</p><p>No caso dos bens inferiores, para Miltons (2016) a elasticidade-renda é negativa, já</p><p>que o aumento da renda provoca redução da quantidade demandada.</p><p>Supondo que a renda se eleve de 1000 para 1500 e que isso acarrete um aumento da</p><p>quantidade demandada de 80 para 112. Signi�ca que uma variação percentual da</p><p>renda vai acarretar uma variação percentual na quantidade demandada entre 0% e</p><p>100% desse aumento da renda, ou seja a elasticidade renda da demanda vai oscilar</p><p>entre zero e um. Quando isso ocorre, diz‐se que o bem em questão é um bem</p><p>normal.</p><p>Isso signi�ca, de acordo com Miltons (2016), que bens normais têm elasticidades-</p><p>renda positivas, já que a relação entre renda e quantidade demandada é direta.</p><p>Veja no exemplo de cálculo na �gura a seguir como será a variação percentual da</p><p>quantidade demandada:</p><p>Figura 4. Cálculo de demanda: bem inferior</p><p>Fonte: Sampaio (2019, p 153).</p><p>%ΔQd = ΔQd/Qd</p><p>Ou seja :</p><p>%ΔQd = = = −0, 1 = −10% = −10%</p><p>A variação percentual da renda será :</p><p>%ΔR = ΔR/R</p><p>Ou seja :</p><p>%ΔR = = = 0, 5 = 50% = 50%</p><p>Logo, a elasticidade renda da demanda será :</p><p>ERD =</p><p>ERD = −10% /50%</p><p>ERD = −1/5 = −0, 2</p><p>72−80</p><p>80</p><p>−8</p><p>80</p><p>1500−1000</p><p>1000</p><p>500</p><p>1000</p><p>%ΔQd</p><p>%ΔR</p><p>Supondo que a renda se eleve de 1000 para 1500 e que isso acarrete um aumento da</p><p>quantidade demandada de 80 para 160. Signi�ca que uma variação percentual da</p><p>renda vai acarretar uma variação percentual maior na quantidade demandada, ou</p><p>seja, a ERD vai ser maior que 1. Quando isso ocorre, diz‐se que o bem em questão é</p><p>um bem superior.</p><p>Veja no exemplo de cálculo na �gura a seguir como será a variação percentual da</p><p>quantidade demandada:</p><p>Figura 5. Cálculo de demanda: bem normal</p><p>Fonte: Sampaio (2019, p 154).</p><p>%ΔQd = ΔQd/Qd</p><p>Ou seja :</p><p>%ΔQd = = = 0, 4 = 40%</p><p>A variação percentual da renda será :</p><p>%ΔR = ΔR/R</p><p>Ou seja :</p><p>%ΔR = = = 0, 5 = 50%</p><p>Logo, a elasticidade renda da demanda será :</p><p>ERD =</p><p>EPD = 40%/50%</p><p>EPD = 0, 8</p><p>112−80</p><p>80</p><p>32</p><p>80</p><p>1500−1000</p><p>1000</p><p>500</p><p>1000</p><p>%ΔQd</p><p>%ΔR</p><p>Supondo que a renda se eleve de 1000 para 1500 e que isso não acarrete um</p><p>aumento da quantidade demandada, ou seja, a quantidade demandada</p><p>permanecerá igual a 80. Signi�ca que quando uma variação percentual da renda</p><p>não acarreta uma variação percentual na quantidade demandada, ou seja, a ERD for</p><p>igual a zero, trata‐se de um bem saciado ou saturado.</p><p>A variação percentual da quantidade demandada será:</p><p>Ou seja:</p><p>Figura 6. Cálculo de demanda: bem superior</p><p>Fonte: Sampaio (2019, p 154).</p><p>%ΔQd = ΔQd/Qd</p><p>Ou seja :</p><p>%ΔQd = = = 1 = 100%</p><p>A variação percentual da renda será :</p><p>%ΔR = ΔR/R</p><p>Ou seja :</p><p>%ΔR = = = 0, 5 = 50%</p><p>Logo, a elasticidade renda da demanda será :</p><p>ERD =</p><p>ERD = 100%/50%</p><p>ERD = 2</p><p>160−80</p><p>80</p><p>80</p><p>80</p><p>1500−1000</p><p>1000</p><p>500</p><p>1000</p><p>%ΔQd</p><p>%ΔR</p><p>%ΔQd = ΔQd/Qd</p><p>Figura 7. Cálculo de demanda: bem saciado ou saturado</p><p>Fonte: Sampaio (2019, p 155).</p><p>%ΔQd = = 0 = 0%</p><p>A variação percentual da renda será :</p><p>%ΔR = ΔR/R</p><p>Ou seja :</p><p>%ΔR = = = 0, 5 = 50%</p><p>Logo, a elasticidade renda da demanda será :</p><p>ERD =</p><p>ERD = 0%/50%</p><p>ERD = 0</p><p>0</p><p>80</p><p>1500−1000</p><p>1000</p><p>500</p><p>1000</p><p>%ΔQd</p><p>%ΔR</p><p>Elasticidade - Preço</p><p>Cruzada da Demanda</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>Mede justamente o impacto proveniente das variações percentuais nas quantidades</p><p>demandadas de um determinado bem em relação a variação percentual do preço</p><p>de outro bem.</p><p>Carvalho (2015) enfatiza que  a elasticidade cruzada da demanda mede a variação da</p><p>quantidade demandada pelo consumidor de um bem (x) resultante da variação no</p><p>preço de outro bem (y), tudo o mais constante.</p><p>Quando se deseja analisar o efeito do aumento do preço de um bem na demanda</p><p>de outro bem que lhe guarde alguma relação – substitutibilidade ou</p><p>complementaridade – deve- -se utilizar o conceito de elasticidade cruzada.</p><p>comparam-se variações percentuais de quantidade demandada de um bem com</p><p>variações percentuais no preço de outro bem, coeteris paribus. (MILTONS, 2016).</p><p>Quando ocorre uma variação percentual do preço de Y, pode gerar</p><p>uma variação percentual da quantidade demandada de X, ou seja, um</p><p>aumento percentual do primeiro pode acarretar um aumento ou uma</p><p>diminuição percentual do segundo; bem como uma diminuição</p><p>percentual do primeiro pode acarretar um aumento ou diminuição</p><p>percentual do segundo. Portanto, a elasticidade cruzada da demanda</p><p>poderá ser positiva ou negativa, o que torna a análise do sinal muito</p><p>importante. Quando a elasticidade cruzada da demanda for positiva,</p><p>dizemos que os bens são substitutos entre si. Quando a elasticidade</p><p>cruzada da demanda for negativa, dizemos que os bens são</p><p>complementares entre si. Se os bens não apresentarem nenhuma</p><p>relação entre si, então a elasticidade cruzada da demanda será zero</p><p>(SAMPAIO 2019, p. 159).</p><p>Figura 8. Elasticidade-preço cruzada da demanda</p><p>Fonte: Sampaio (2019, p. 159).</p><p>Então conforme apresentado por Sampaio (2019), se o preço de “y” (Py) sobe de 100</p><p>para 120, levando a um aumento da quantidade demandada de “x”, de 10 para 15,</p><p>então, diz‐se que “y” e “x” são bens substitutos e apresentam uma elasticidade</p><p>cruzada da demanda positiva. Se o preço de “y” (Py) sobe de 100 para 120, levando a</p><p>uma redução da quantidade demandada de “x”, de 100 para 80, então, diz‐se que “y”</p><p>e “x” são bens complementares e apresentam uma elasticidade cruzada da</p><p>demanda negativa.</p><p>Carvalho (2015) enfatiza que  a elasticidade cruzada da demanda mede a variação da</p><p>quantidade demandada pelo consumidor de um bem (x) resultante da variação no</p><p>preço de outro bem (y), tudo o mais constante.</p><p>Elasticidade da Oferta</p><p>AUTORIA</p><p>Rodrigo Junior Gualassi</p><p>O mesmo raciocínio utilizado para a demanda também se aplica para a oferta, a</p><p>�gura a seguir mostra perfeitamente essa relação de raciocínios. No entanto, neste</p><p>caso o resultado da elasticidade será positivo, pois a correlação entre preço e</p><p>quantidade ofertada é direta.</p><p>A elasticidade-preço da oferta é a variação percentual na quantidade ofertada do</p><p>bem x para cada unidade de variação percentual em seu preço. A fórmula é</p><p>semelhante à elasticidade-preço da demanda, com a diferença de ser, o resultado,</p><p>necessariamente um número positivo, dada a inclinação ascendente da curva de</p><p>oferta (MILTONS, 2016).</p><p>Sampaio (2019) a�rma que a elasticidade‐preço da oferta mede a variação</p><p>percentual na quantidade ofertada de um bem “x” em decorrência de uma variação</p><p>percentual no seu preço.</p><p>Figura 9. Elasticidade-preço da oferta</p><p>Fonte: Sampaio (2019, p. 159).</p><p>Quando ocorre uma variação percentual do preço, isso pode gerar uma variação</p><p>percentual da quantidade ofertada no mesmo sentido, ou seja, um aumento do</p><p>primeiro acarreta um aumento do segundo; bem como uma diminuição do</p><p>primeiro acarreta uma diminuição do segundo. Portanto, a elasticidade‐preço da</p><p>oferta será uma relação sempre positiva. Dizemos que quando essa relação é igual a</p><p>unidade, a elasticidade da oferta é unitária.</p><p>Quando essa relação é maior que 1, a oferta é elástica, e quando essa relação é</p><p>menor que 1, a oferta é inelástica.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Um bom exemplo de como a elasticidade ocorre é o caso da oferta, da</p><p>demanda e dos preços. Em geral, quando apenas a oferta de um</p><p>produto aumenta, os preços caem - logo, A interfere em B. Assim como</p><p>quando apenas a demanda aumenta, os preços sobem - repetindo a</p><p>sensibilidade anterior. (Mais Retorno, Online).</p><p>Figura 10. A elasticidade-preço da oferta</p><p>Fonte: Rossetti (2016, p. 433).</p><p>Miltons (2016) destaca ainda que sendo a elasticidade maior que 1 (ES>1), a oferta é</p><p>preço-elástica. Se ES = 1, a oferta é de elasticidade unitária e, por �m, se ES< 1, a</p><p>oferta é preço-inelástica.</p><p>A elasticidade preço da oferta mede o quanto a quantidade ofertada responde a</p><p>mudanças no preço. A oferta de um bem é chamada elástica se a quantidade</p><p>ofertada responde substancialmente a mudanças no preço. A oferta é chamada</p><p>inelástica se a quantidade ofertada responde pouco a mudanças no preço</p><p>(MANKIW, 2013, p. 96).</p><p>Quanto maior o preço, maior a quantidade que o empresário estará disposto a</p><p>ofertar, coeteris paribus.</p><p>REFLITA</p><p>A gestão de uma empresa trabalha intensamente para descobrir o</p><p>melhor patamar de preci�cação do seu produto. Isto é, o patamar que</p><p>trará maior lucratividade à empresa. Portanto, conhecer este conceito é</p><p>fundamental, não apenas para a gestão de uma empresa, mas também</p><p>para o investidor (REIS, 2018).</p><p>Eu preciso te lembrar sobre o que você viu nesta unidade, assim como observei na</p><p>introdução, na apresentação deste capítulo eu disse que você poderia observar que é</p><p>possível explicar a elasticidade como o grau de reação de um produto à variação de,</p><p>por exemplo, seu preço, isto é, a elasticidade demonstra uma relação entre o efeito</p><p>nas quantidades demandadas ou ofertadas determinado produto e as causas que o</p><p>determina, sob a condição de coeteris/ceteris paribus.</p><p>Aprendeu ainda que a elasticidade é responsável por medir a resposta que</p><p>consumidores e produtores dão às alterações das condições de mercado. Viu a</p><p>importância para a empresa em conhecer sobre essas interferências para entender</p><p>melhor o comportamento do consumidor.</p><p>Estudou também sobre metodologia de cálculo da elasticidade onde foi possível</p><p>entender que ela parte da análise do quociente entre a variação percentual da</p><p>quantidade em função da variação percentual de outra variável, que lhe provoque</p><p>alguma mutação, como o preço do próprio bem ou serviço. Agora é só se preparar e</p><p>partir para o nosso capítulo �nal, onde trataremos sobre as estruturas de mercado.</p><p>Leitura Complementar</p><p>Elasticidade-preço da demanda por etanol no Brasil: como renda e</p><p>preços relativos explicam diferenças entre estados</p><p>Veronica Fernandez Orellano;</p><p>Alberto De Nes de Souza;</p><p>Paulo Furquim de Azevedo.</p><p>Conclusão - Unidade 3</p><p>Poucos assuntos são tão consensuais como a inevitável mudança na matriz</p><p>energética mundial, particularmente para �ns de transporte automotivo</p><p>(CHICHILNISKY, 2006; GREENPEACE, 2010; WWF, 2011). Seja pelo esgotamento das</p><p>reservas de petróleo, prevista para as próximas décadas, seja pelas consequências</p><p>acumuladas do consumo de combustíveis fósseis sobre o meio ambiente,</p>

Mais conteúdos dessa disciplina