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<p>Semiologia do sistema respiratório de</p><p>pequenos animais:</p><p>Carina - bifurcação na traqueia</p><p>As pleuras revestem a a cavidade toracica e</p><p>protegem os pulmões. Nas peluras tem o líquido</p><p>Pleural.</p><p>- Síndrome das vias aéreas dos</p><p>braquicefálicos</p><p>1) Exame clínico do Sistema Respiratório:</p><p>Objetivos:</p><p>- Determinar se a alteração é do sistema</p><p>respiratório.</p><p>- Localizar o processo dentros do sistema</p><p>respiratório.</p><p>- Estabelecer a etiologia</p><p>- Iniciar pela identificação do paciente.</p><p>- Anamnese: Qual a queixa principal? como</p><p>iniciou? qual a evolução? quanto tempo ?</p><p>- Tratamentos anteriores (drogas, doses,</p><p>resultados), ambiente, alimentação,</p><p>vacinas, desverminação, revisão dos</p><p>sistemas orgânicos, sinais clínicos</p><p>relacionados ao sistema respiratório.</p><p>É um sinal clínico individual (em 1 animal) ou algo</p><p>coletivo (vários animais) ?</p><p>2) Sinais clínicos associados ao sistema</p><p>respiratório:</p><p>● Secreção nasal: Tipos de secreção</p><p>Serosa: é normal, límpida. mas o excesso não.</p><p>Mucosa: espessa e esbranquiçada</p><p>Purulenta: espessa e amarelada</p><p>Hemorrágica:</p><p>***Epistaxe: hemorragia nasal pura</p><p>Sangue puro - hemorragia; pode ser deficiência de</p><p>coagulação, estrutural vital (vaso sanguíneo que</p><p>pode estar sendo ou está rompido)</p><p>Sero-hemorrágica: serosa com estrias de sangue.</p><p>● Tosse: Expiração explosiva de ar dos</p><p>pulmões através da boca. É um reflexo</p><p>protetor.</p><p>Tosse produtiva - se tem líquido</p><p>Não produtiva - seca</p><p>*** Hemoptise: tosse com sangue</p><p>- Edema pulmonar cardiogênico - gera tosse</p><p>por acúmulo de líquido</p><p>● Hemoptise: eliminação de sangue pela</p><p>tosse = boca e narinas. Indica sangue nas</p><p>vias aéreas mais baixas.</p><p>Origem: Trato respiratório posterior (caudal).</p><p>Causas diversas: traumas, neoplasias,</p><p>coagulopatias, etc.</p><p>Importante diferenciar de hematêmese (vômito de</p><p>sangue) = sangue de origem do TGI.</p><p>● Espirro: Expiração brusca e ruidosa pelo</p><p>nariz.</p><p>- Causas: Irritação dos nervos nasais;</p><p>Reflexo protetor: corpos estranhos, poeira,</p><p>poluentes ambientais, alergias.</p><p>● Espirro reverso: Período breve de</p><p>inspiração ruidosa e forçada.</p><p>- Comum em cães de pequeno porte (hígidos</p><p>ou doentes)</p><p>- Possui natureza aguda, transitória e</p><p>autolimitante.</p><p>Causas: processo envolvendo a nasofaringe</p><p>(irritação), idiopáticas.</p><p>● Estridor: Som inspiratório agudo</p><p>(semelhante a um assobio fino)</p><p>- Audível sem o uso de estetoscópio</p><p>- Decorre de distúrbios na laringe, traqueia</p><p>ou narinas</p><p>- Incomum em gatos</p><p>- Em cães pode ocorrer disfonia (mudança</p><p>no latido)</p><p>- Comum na paralisia de laringe - as</p><p>aritenoides ficam meio fechadas, pode</p><p>causar dispneia e síncope.</p><p>● Ronco: som alto e grosseiro.</p><p>- Audível sem estetoscópio</p><p>- Ocorre devido a uma quantidade excessiva</p><p>de palato mole ou massas/ pólipos na</p><p>região da faringe</p><p>- Mais comum em cães de raças</p><p>braquiocefálicas e em animais obesos.</p><p>● Cianose: Coloração azulada observadas</p><p>em pele e mucosas.</p><p>- Decorrente de hipóxia tecidual</p><p>- Cautela*** = raças com a língua azulada.</p><p>(Ex: chow chow e sharpei)</p><p>● Dispneia: Dificuldade respiratória</p><p>- Narinas dilatadas, respiração com a boca</p><p>aberta, esforço respiratório evidente;</p><p>comum cianose.</p><p>- Esforço abdominal e torácica forte</p><p>● Ortopneia: quadro extremo de dispneia.</p><p>Neia - pescoço</p><p>- O paciente não consegue deitar - assume</p><p>posições que confiram alívio (estação ou</p><p>decúbito esternal).</p><p>Cautela !!!</p><p>- Manipulação cuidadosa de animais</p><p>dispneicos/cianóticos</p><p>- Estabilizar o paciente antes da avaliação</p><p>clínica.</p><p>3) Exame físico geral:</p><p>4) Exame físico específico:</p><p>- Inspeção</p><p>- Palpação</p><p>- Percussão</p><p>- Auscultação</p><p>● Inspeção e palpação:</p><p>Cabeça e pescoço: Aumentos de volumes;</p><p>cavidade oral (dentes e palato); focinho (úmido -</p><p>normal, seco), narinas (presença de secreções);</p><p>reflexo de tosse - friccionar os anéis traqueais.</p><p>Tórax: Aumentos de volume, ferimentos, fraturas</p><p>de costelas, dor torácica, enfisema SC.</p><p>- Respiração:</p><p>Tipo respiratório: Costoabdominal, abdominal,</p><p>costal.</p><p>Ritmo respiratório: a duração da inspiração e</p><p>expiração são semelhantes.</p><p>- Frequência respiratória:</p><p>Termos:</p><p>- Eupneia: respiração normal</p><p>- Taquipneia: aumento da FR</p><p>- Bradipneia: diminuição da FR</p><p>- Apneia: ausência de respiração</p><p>- Oscilações fisiológicas da Frequência</p><p>respiratória:</p><p>Aumento da frequência respiratória:</p><p>- Animais jovens</p><p>- Gestação</p><p>- Exercício</p><p>- Estresse</p><p>- Ambientes quentes e úmidos</p><p>Diminuição da frequência respiratória:</p><p>- Animais obesos</p><p>- Repouso prolongado</p><p>● Auscultação:</p><p>- Local silencioso</p><p>- Animal preferencialmente em estação</p><p>- Auscultar de maneira sistemática = de</p><p>frente para trás e de cima para baixo nos</p><p>espaços intercostais;</p><p>- Auscultar, no mínimo, dois movimentos</p><p>respiratórios em cada ponto de</p><p>auscultação.</p><p>- Fazer auscultação comparativa em cada</p><p>lado do tórax.</p><p>- Toda área de anormalidade deverá ser</p><p>auscultada novamente e comparada com</p><p>áreas normais.</p><p>Felinos = Ronronar; é um ruído grave;</p><p>Ativação dos músculos laríngeos intrínsecos.</p><p>Parar de ronronar = estímulo desagradável leve</p><p>(ex: odor de álcool).</p><p>Sons respiratórios normais: Produzidos pela</p><p>passagem do fluxo de ar nas vias respiratórias com</p><p>diâmetro maior que 2mm.</p><p>Som laringotraqueal: produzido pela vibração das</p><p>paredes da laringe e traqueia na passagem do ar.</p><p>- Auscultado sobre a traqueia cervical.</p><p>- Som intenso.</p><p>*** Em azul</p><p>Som traqueobrônquico: vibração da parede da</p><p>porção final da traqueias e dos grandes brônquios</p><p>- Auscultado no terço cranial do tórax.</p><p>*** Em amarelos</p><p>Som broncobronquiolar: passagem do ar pelos</p><p>brônquios menores e bronquíolos.</p><p>- Auscultado nos dois terços caudais do</p><p>tórax.</p><p>*** Em verde</p><p>Sons respiratórios adventícios (patológicos):</p><p>- Crepitação grossa: Presença de</p><p>líquido/muco em brônquios. Como soprar ar</p><p>em líquido, estourar bolhas.</p><p>- Crepitação fina: presença de líquido ou</p><p>muco nas pequenas vias aéreas; Esfregar</p><p>de uma mecha de cabelo ou estourar de</p><p>pequenas bolhas.</p><p>- Sibilo: Estreitamento de vias aéreas;</p><p>Chiado ou assovio (bexiga de ar</p><p>esvaziando lentamente)</p><p>- Roce pleural: Atrito das pleuras visceral e</p><p>parietal inflamadas; Atrito entre duas folhas</p><p>de papel.</p><p>● Percussão:</p><p>Percussão dígito-digital ou percussão digital</p><p>- Seios paranasais = Som claro</p><p>- Som maciço: acúmulo de líquidos, massas</p><p>Tórax (EIC)</p><p>- Aplicam-se dois golpes seguidos e rápidos</p><p>- Comparar a percussão dos dois hemitórax</p><p>Se o estômago estiver com gás é timpânico ou</p><p>submacico</p><p>5) Exames complementares:</p><p>- Hemograma: Alterações infecciosas</p><p>- Hemogasometria arterial: Medidas das</p><p>pressões parciais de O2 e CO2 → informações</p><p>sobre a função pulmonar; Monitorar resposta a</p><p>tratamento</p><p>- Endoscopia respiratória e lavados:</p><p>- Avaliação direta das vias respiratórias; avaliar</p><p>movimentação das aritenoides</p><p>- Coleta de material</p><p>- Biopsias → exame histopatológico</p><p>- Remoção de corpos estranhos</p><p>- Citologia/ cultura = Agente causal</p><p>- Exame radiográfico: Identificação e definição</p><p>das doenças intratorácicas e do trato</p><p>respiratório anterior.</p><p>- Ultrassonografia torácica: Efusão pleural,</p><p>alterações em superfície pulmonar, atelectasia.</p><p>- Toracocentese:</p><p>Finalidade diagnóstica: obtenção de amostras</p><p>para análise laboratorial.</p><p>Finalidade terapêutica: drenar líquido/ ar para</p><p>aliviar o desconforto respiratório do paciente.</p>