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<p>APOSTILA PREPARATÓRIA</p><p>PARA O EXAME DE</p><p>MESTRE-AMADOR.</p><p>OBTENÇÃO DA HABILITAÇÃO</p><p>PARA CONDUZIR</p><p>EMBARCAÇÕES NA</p><p>ATIVIDADE DE ESPORTE E</p><p>RECREIO, NOS LIMITES DA</p><p>NAVEGAÇÃO COSTEIRA.</p><p>2ª Edição – Otubro de 2016</p><p>IMPORTANTE:</p><p>Esta edição da Apostila tem como base os assuntos</p><p>relacionados no programa constante do Anexo 5-A da Norma</p><p>da Autoridade Marítima (NORMAM-03/DPC), atualizada pela</p><p>Portaria nº 250, de 16 de agosto de 2016, para o exame de</p><p>habilitação na categoria de Mestre-Amador, com o</p><p>diferencial de sintetizar o programa e a relação das</p><p>disciplinas sugeridas pela Marinha do Brasil, com foco</p><p>específico no conteúdo para a citada categoria.</p><p>www.portaldoamador.com.br</p><p>MATERIAL EXCLUSIVO DO SITE PORTALDOAMADOR</p><p>É importante alertar que nossas apostilas recebem numeração única e senha exclusiva, e são</p><p>personalizadas ao comprador (canto inferior esquerdo). Dessa forma, após receber o material,</p><p>você somente poderá fazer uso para o seu aprendizado e para preparar-se para o exame, não</p><p>estando autorizado a revendê-lo, nem distribuí-lo sob qualquer forma.</p><p>Se você baixou este material de outro site na Internet ou alguém repassou este material para</p><p>você, saiba que estará fazendo uso de uma cópia pirata e pirataria é crime. Se você identificar</p><p>que este material está sendo utilizado por outra empresa ou está sendo distribuído em outro</p><p>site, por favor, denuncie para nós pelo email atendimento@portaldoamador.com.br.</p><p>PROCESSO DE HABILITAÇÃO</p><p>Para se submeter ao exame de Mestre-Amador, o candidato deverá dirigir-se à Capitania dos</p><p>Portos, Delegacia ou Agência, portando a seguinte documentação:</p><p>1. Cópia da Carteira de Arrais-Amador (o candidato já deve ser habilitado como Arrais-Amador).</p><p>2. Cópia autenticada da Carteira de Identidade e do CPF;</p><p>3. Atestado médico, emitido há menos de 01 ano, fornecido por qualquer profissional médico</p><p>(com carimbo do CRM), que comprove bom estado psicofísico (físico, auditivo, mental e</p><p>visual), incluindo limitações caso existam. O atestado médico é dispensável para os</p><p>candidatos que apresentarem sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dentro da</p><p>validade;</p><p>4. Requerimento para inscrição. Na internet, preencha seus dados e imprima o requerimento</p><p>acessando o endereço: http://www.dpc.mar.mil.br/pt-br/sisama;</p><p>5. Recibo da Taxa de Inscrição (GRU cobrança). Preencha e imprima a GRU acessando o</p><p>endereço: http://www.dpc.mar.mil.br/pt-br/emissao-de-guia-de-recolhimento; e</p><p>6. Cópia do comprovante de residência (conta de água luz ou telefone), expedido no prazo</p><p>máximo de 90 dias, em nome do interessado ou declaração de próprio punho de endereço.</p><p>EXAME DE HABILITAÇÃO</p><p>O exame para Mestre-Amador constará de uma prova escrita, constituída de 40 questões do tipo</p><p>múltipla escolha. O candidato será considerado aprovado com 50% ou mais de acertos. A duração</p><p>da prova será de 2 horas. Para a realização da prova o candidato deverá portar o protocolo de</p><p>inscrição, documento oficial de identificação, caneta esferográfica azul ou preta, material de</p><p>desenho: lápis ou lapiseira, régua, um par de esquadros ou régua de paralelas, transferidor,</p><p>compasso e borracha.</p><p>RECOMENDAÇÃO DO AUTOR</p><p>Embora a Marinha do Brasil, não exija Curso Prático para Mestre-Amador, recomenda-se que o</p><p>interessado procure uma escola náutica ou um amigo que possa lhe dar umas aulas práticas, de</p><p>forma que o candidato sinta-se seguro na hora de pilotar sua embarcação na navegação costeira.</p><p>Lembre-se: a Segurança no Mar é de imensa importância, pois o comandante ou piloto do barco é</p><p>o responsável pela vida de seus tripulantes, familiares e amigos, bem como de seu bem maior, sua</p><p>própria vida.</p><p>Capitão-Tenente (RM1-AA) Evangelista da Silva</p><p>Arte, criação, desenvolvimento e atualização.</p><p>www.portaldoamador.com.br</p><p>Í N D I C E</p><p> Unidade 1 - Fundamentos da Navegação 01</p><p> Unidade 2 - Cartas Náuticas 11</p><p> Unidade 3 - Publicações de Auxílio à Navegação 23</p><p> Unidade 4 - Instrumentos de Auxílio à Navegação 33</p><p> Unidade 5 - Radar e GPS 45</p><p> Unidade 6 - Noções de Funcionamento da EPIRB 61</p><p> Unidade 7 - Noções de Estabilidade 65</p><p> Unidade 8 - Meteorologia 73</p><p> Unidade 9 - Navegação e Balizamento (RIPEAM) 90</p><p> Unidade 10 - Sobrevivência no Mar 104</p><p> Unidade 11 - Navegando com Agulhas Magnéticas 114</p><p> Unidade 12 - Rumos e Marcações 121</p><p> Unidade 13 - Posição no Mar 129</p><p>Carta Especial para Instrução 13006:</p><p>↘ Disponível em: http://www.portaldoamador.com.br/paginas/downloads.html</p><p>www.portaldoamador.com.br [FUNDAMENTOS DA NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 1</p><p>[Unidade 1:</p><p>Nesta unidade, você terá uma visão geral dos diferentes tipos e métodos de navegação; a forma</p><p>da Terra; pontos cardeais; conhecerá as principais linhas, pontos e planos da esfera terrestre;</p><p>aprenderá sobre o sistema de coordenadas geográficas; verá as unidades de medidas usadas na</p><p>navegação, e entenderá sobre as diferenças entre Loxodromia e Ortodromia, suas vantagens e</p><p>desvantagens.</p><p>Navegação</p><p>Que navegar, alem de ciência, é uma arte, todos os bons</p><p>navegantes já sabem. Eis aqui a definição universal de</p><p>navegação: “Navegação é a ciência e a arte de conduzir uma</p><p>embarcação de um ponto a outro da superfície da Terra com</p><p>segurança”. Para tal o navegante considera informações sobre</p><p>cartografia, meteorologia, auxílios à navegação, sistemas de</p><p>posicionamento, perigos existentes e outros.</p><p>Tipos e Métodos de</p><p>Navegação</p><p>Atenção!</p><p>- Os conceitos e definições</p><p>apresentados neste trabalho para</p><p>navegação em águas restritas, costeira</p><p>e oceânica, tem como referência a</p><p>Norma da Autoridade Marítima para</p><p>Amadores (NORMAM-03/DPC).</p><p>Pontos Notáveis</p><p>- São pontos conhecidos devidamente</p><p>representados nas Cartas Náuticas,</p><p>tais como, pontas, cabos, ilhas, faróis</p><p>etc.</p><p>Águas rasas</p><p>- a expressão “águas rasas”, se refere</p><p>ao lugar em que a água é pouco</p><p>profunda.</p><p>Nauta</p><p>- Aquele que navega; navegador,</p><p>marinheiro.</p><p>Basicamente, quanto à distância em que se navega da costa</p><p>ou obstáculo mais próximo, a navegação pode ser de três tipos</p><p>principais:</p><p> Águas Restritas - também denominada Navegação</p><p>Interior é aquela que se pratica em águas consideradas</p><p>abrigadas, tais como no interior de portos, baías, canais,</p><p>rios, lagos e lagoas. É, também a navegação utilizada</p><p>próximo à costa (ou perigo mais próximo) a menos de 3</p><p>milhas náuticas de terra. É o tipo de navegação que exige</p><p>maior precisão. (Veleiro, Motonauta e Arrais-Amador).</p><p> Costeira - é a navegação que se faz ao longo da costa,</p><p>entre portos nacionais e estrangeiros, dentro dos limites</p><p>de visibilidade da costa, à vista de terra, não excedendo a</p><p>20 milhas náuticas. Na navegação costeira a posição da</p><p>embarcação é determinada visualmente, tomando-se</p><p>por referências, pontos notáveis em terra, tais como:</p><p>pontas, ilhas, faróis, torres, edificações etc. (Mestre-</p><p>Amador).</p><p> Oceânica - é definida como sem restrições, isto é, aquela</p><p>realizada fora dos limites de visibilidade da costa, além</p><p>das 20 milhas náuticas, e sem outros limites</p><p>estabelecidos. É caracterizada quando a embarcação</p><p>navega suficientemente afastada de terra e áreas de</p><p>tráfego nas quais os perigos de águas rasas e de</p><p>abalroamentos são relativamente pequenos. (Capitão-</p><p>Amador).</p><p>Em qualquer um dos tipos de navegação, o nauta utiliza-se</p><p>de um ou mais métodos para determinar a posição da</p><p>embarcação no mar. Os principais são:</p><p> Astronômica - método em que o navegante determina a</p><p>posição da embarcação pela observação dos astros (Sol,</p><p>Lua, planetas e estrelas). Normalmente, só é utilizada em</p><p>alto-mar (na navegação oceânica).</p><p> Visual - método que tem por princípio determinar o</p><p>rumo ou rota da embarcação com base em pontos</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [FUNDAMENTOS DA NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 2</p><p>Atenção!</p><p>- Na navegação costeira, devemos</p><p>utilizar</p><p>na carta náutica)</p><p>http://www.youtube.com/watch?v=LHKHiYYUy8E</p><p>(Vídeo - Carta Náutica, uma visão geral)</p><p>http://www.youtube.com/watch?v=Hth54V5LRlg</p><p>(Vídeo - Medidas elementares sobre a carta náutica)</p><p>http://www.youtube.com/watch?v=hHuyyekus8s&feature=player_detailpage#t=131s</p><p>http://www.youtube.com/watch?v=LSOIyplcKIQ&feature=player_detailpage#t=130s</p><p>http://www.infoescola.com/cartografia/projecao-de-mercator/</p><p>http://educacao.uol.com.br/geografia/escala-cartografica-como-interpretar-reducoes-em-mapas.jhtm</p><p>http://www.esteio.com.br/newsletters/paginas/006/o-class_cilindrica.htm</p><p>http://www.curso-objetivo.br/vestibular/roteiro_estudos/projecoes_cartograficas.aspx</p><p>http://www.sispesca.io.usp.br/outros/cursos/navegacao/</p><p>http://www.oocities.org/eduardolouro/APOSTMST.htm</p><p>Parabéns por ter concluído está unidade.</p><p>Na próxima unidade você conhecerá outras Publicações de Auxílio à Navegação.</p><p>Acesse o site e selecione “Por Disciplina”: Publicações e Cartas Náuticas</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [PUBLICAÇÕES DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 23</p><p>Unidade 3:</p><p>Nesta unidade, você vai conhecer as principais publicações de auxílio à navegação, que são de</p><p>interesse dos navegantes das embarcações de esporte e recreio, exceto as miúdas, cujas</p><p>informações complementam e ampliam os elementos fornecidos pelas Cartas Náuticas</p><p>Brasileiras.</p><p>Publicações de Auxílio à</p><p>Navegação</p><p>Como você já viu, a carta náutica é o principal documento</p><p>de auxílio à navegação aquaviária, oferecendo o</p><p>posicionamento geográfico da embarcação, delimitando áreas</p><p>que devam ser evitadas e determinando a derrota com</p><p>segurança. No entanto, ela não suporta sozinha a totalidade das</p><p>informações necessárias ao navegante. Assim, a Diretoria de</p><p>Hidrografia e Navegação (DHN), edita outros documentos</p><p>cartográficos auxiliares, que tem como principal objetivo</p><p>oferecer informações complementares as cartas náuticas,</p><p>publicações essas, que devemos ter a bordo, devidamente</p><p>atualizadas, para serem consultadas, sempre que for</p><p>necessário.</p><p>Você estudará cada uma dessas publicações</p><p>separadamente.</p><p>Catálogo de Cartas e</p><p>Publicações</p><p>Fonte: http://www.mar.mil.br/dhn/chm</p><p>Na Internet</p><p>- O Catálogo de Cartas e Publicações</p><p>você encontra disponível para</p><p>download gratuito no endereço:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-</p><p>publicacoes/publicacoes/catalogo/cata</p><p>logo.htm</p><p>Acesso em: 11/11/2015</p><p>Derrota</p><p>- Rumo ou caminho traçado na carta</p><p>náutica que uma embarcação deve</p><p>seguir para se deslocar de um lugar</p><p>para outro.</p><p>Consiste de um catálogo que relaciona todas as cartas</p><p>náuticas, publicações e impressos em geral editados pela DHN.</p><p>As informações contidas no catálogo dividem-se em quatro</p><p>partes:</p><p> Parte 1 - traz a relação de todas as cartas publicadas</p><p>(Marítimas, Fluviais, Lacustres, Especiais e</p><p>Meteorológicas).</p><p> Parte 2 - apresenta os vinte (20) índices em que as cartas</p><p>são distribuídas. Cada índice contém uma relação</p><p>detalhada das cartas do trecho representado, com área</p><p>de abrangência, título, escala e o ano da primeira e da</p><p>última edição, a fim de dar ao navegante ciência do</p><p>estado de atualização das cartas, que devem ser</p><p>constantemente revistas. São incluídas nesta parte as</p><p>cartas do II Plano Cartográfico Náutico Brasileiro.</p><p> Parte 3 - relaciona todas as publicações e impressos</p><p>editados pela DHN, de interesse exclusivo à navegação.</p><p> Parte 4 - relaciona todas as Cartas Eletrônicas da DHN</p><p>disponíveis para aquisição junto ao Centro Internacional</p><p>de Cartas Náuticas Eletrônicas – IC-ENC (www.ic-enc.org)</p><p>ou Primar (www.primar.no).</p><p>Na prática, o Catálogo de Cartas e Publicações é para ser</p><p>consultado sempre antes de adquirir uma carta ou publicação,</p><p>e por ocasião do planejamento de uma viagem, pois ele nos</p><p>ajuda a selecionar as cartas e publicações náuticas necessárias</p><p>para execução de uma determinada derrota a ser percorrida</p><p>por uma embarcação.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [PUBLICAÇÕES DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 24</p><p>Roteiro</p><p>Fonte: http://www.mar.mil.br/dhn/chm</p><p>Atenção!</p><p>- Roteiro é a publicação onde o</p><p>navegador encontra detalhes dos</p><p>portos, fundeadouros e costas.</p><p>Na Internet</p><p>- O Roteiro completo você encontra</p><p>disponível para download gratuito no</p><p>endereço:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-</p><p>publicacoes/publicacoes/roteiros.htm</p><p>Acesso em: 01/11/2015</p><p>O Roteiro complementa as cartas náuticas brasileiras,</p><p>oferecendo subsídios para melhor avaliar as informações das</p><p>cartas na navegação ao longo da costa ou dos canais e nas</p><p>aterragens, assim como conhecer os regulamentos, recursos e</p><p>facilidades dos portos, fundeadouros e terminais portuários. Se</p><p>há mais informações disponíveis do que as mostradas nas</p><p>cartas, elas são registradas no Roteiro.</p><p>Para efeitos de cartografia náutica, o Roteiro é constituído</p><p>de três volumes que divide a costa do Brasil em:</p><p> Roteiro Costa Norte - Vai da Baia do Oiapoque ao Cabo</p><p>Calcanhar (RN) incluindo o Rio Amazonas, Jarí e</p><p>Trombetas e o Rio Pará.</p><p> Roteiro Costa Leste - Vai do Cabo Calcanhar (RN) ao</p><p>Cabo Frio (RJ), incluindo as Ilhas Oceânicas da região.</p><p> Roteiro Costa Sul - Vai do Cabo Frio (RJ) ao Arroio Chuí</p><p>(RS), incluindo a Lagoa dos Patos e Mirim.</p><p>O Roteiro também é um documento de consulta. Deve ser</p><p>utilizado pelo navegante sempre que se tem necessidade de</p><p>conhecer, com detalhes, pontos geográficos característicos,</p><p>descrição da costa, estruturas isoladas e auxílios à navegação</p><p>que permitam identificá-los para determinar a posição da</p><p>embarcação, perigos existentes, ventos predominantes,</p><p>correntes oceânicas, áreas e atividades de restrição à</p><p>navegação, rotas mais usuais e aconselhadas, fundeadouros,</p><p>profundidades das barras e canais, recursos dos portos, áreas</p><p>proibidas e outros, antes e no decorrer de uma viagem. Tal</p><p>ação, além de ajudar na decisão da melhor derrota a seguir,</p><p>evita perigos à navegação.</p><p>Lista de Faróis</p><p>Fonte: http://www.mar.mil.br/dhn/chm</p><p>Faróis</p><p>- Os faróis podem ser classificados em:</p><p>Radiofaróis e Aerofaróis. Radiofarol é</p><p>uma estação de terra que transmite</p><p>em ondas radioelétrica para navio ou</p><p>avião. No caso do navio, ele funciona</p><p>como um receptor e marca o farol com</p><p>o Radiogoniômetro.</p><p>O Aerofaról é destinado à navegação</p><p>aérea, podendo ser usado para a</p><p>navegação marítima.</p><p>A Lista de Faróis traz todas as informações sobre faróis,</p><p>aerofaróis, barcas-faróis, faroletes, balizas, boias luminosas e</p><p>luzes particulares ou de obstáculos aéreos de interesse do</p><p>navegante, existentes na costa, nos rios, nas lagoas e nas ilhas</p><p>do Brasil, assim como nas costas e ilhas dos países estrangeiros</p><p>que possuam suas terras representadas nas cartas náuticas</p><p>brasileiras.</p><p>A Lista de Faróis é constituída de apenas um volume,</p><p>dividido em cinco (5) partes:</p><p> Costa Norte e Bacia Amazônica;</p><p> Costa Leste;</p><p> Costa Sul;</p><p> Lagoa dos Patos; e</p><p> Área Estrangeira.</p><p>Atualizado a cada 12 meses, a Lista de faróis apresenta</p><p>ainda fotos dos principais faróis e faroletes listados, como mais</p><p>um elemento para sua identificação, além das características</p><p>dos Radiofaróis tais como: tipo, nome, indicativo, localização,</p><p>frequência e alcance.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [PUBLICAÇÕES DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 25</p><p>Lista de Sinais Cegos</p><p>- Contém informações referentes a</p><p>todos os sinais cegos existentes na</p><p>costa e nos rios, lagoas e ilhas do</p><p>Brasil, exceto os situados nas hidrovias</p><p>Paraguai-Paraná e Tietê-Paraná.</p><p>Na Internet</p><p>- A Lista de Faróis completa você</p><p>encontra disponível para download</p><p>gratuito no endereço:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-</p><p>publicacoes/publicacoes/lf/lf.htm</p><p>Acesso em: 11/11/2015</p><p>A lista de faróis é complementada pela Lista de Sinais Cegos</p><p>(boias</p><p>cegas, balizas e placas de ponte). Além da Lista de Faróis, as</p><p>principais características de uma boia ou baliza também podem ser</p><p>encontradas na carta náutica da região.</p><p>Como usar:</p><p>A Introdução nos dá explicação detalhada para o seu uso,</p><p>além de outras informações úteis ao navegante, dentre as quais</p><p>destacamos: as características das luzes (descrições e</p><p>ilustrações), tabela de alcance geográfico das luzes, em que se</p><p>entra com a altitude do farol e a elevação do observador,</p><p>achando-se a distância entre os faróis, o Sistema de</p><p>Balizamento Marítimo (IALA) Região “B”, que é a região do</p><p>Brasil, e a lista de abreviaturas usadas na Lista de Faróis.</p><p>Lista de Auxílios-Rádio</p><p>Fonte: http://www.mar.mil.br/dhn/chm</p><p>Na Internet</p><p>- A Lista de Auxílios-Rádio 2015-2019</p><p>completa você encontra disponível</p><p>para download gratuito no endereço:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-</p><p>publicacoes/publicacoes/lar/lar.htm</p><p>Acesso em: 01/11/2015</p><p>Dividida em nove capítulos, é a publicação que tem como</p><p>principal objetivo fornecer ao navegante, informações</p><p>detalhadas sobre os serviços-rádio de auxílio à navegação</p><p>marítima existentes na costa do Brasil e sobre serviços-rádio,</p><p>incluindo transmissões via satélite, úteis ao navegante que</p><p>estiver no oceano Atlântico Sul.</p><p>Corrigido e atualizado pelos Avisos-Rádio, Folheto Quinzenal</p><p>de Avisos aos Navegantes e Suplemento Anual, a lista de</p><p>Auxílios-Rádio trata dos seguintes aspectos: Radiogoniometria,</p><p>Sinais Horários (para acertarmos o relógio de bordo), Serviços</p><p>Radiometeorológicos (Boletins de previsão meteorológica),</p><p>Avisos-Rádio Náuticos e Avisos-Rádio SAR, Respondedor Radar</p><p>(RACON), Comunicações de Perigo e Segurança, Apoio Costeiro</p><p>e Sistemas de Navegação Eletrônica.</p><p>Quando usar:</p><p>A Lista de Auxílios-Rádio é especialmente útil, quando</p><p>temos a bordo, pelo menos, um rádio receptor e/ou um</p><p>Radiogoniômetro.</p><p>Tábuas das Marés</p><p>Fonte: http://www.mar.mil.br/dhn/chm</p><p>Na Internet</p><p>- As Tábuas das Marés, na versão</p><p>online, estão disponíveis para consulta</p><p>em:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-</p><p>previsao-mare/tabuas/index.htm</p><p>Acesso em: 01/11/2015</p><p>Editadas anualmente, a publicação Tábuas das Marés</p><p>contém previsões das marés com horas e alturas das preamares</p><p>e baixa-mares para os principais portos, ilhas oceânicas e</p><p>costeiras, barras, fundeadouros e atracadouros da costa</p><p>brasileira e da Estação Antártica Comandante Ferraz, para todos</p><p>os dias do ano. Esta previsão é feita por meio de cálculos</p><p>especiais denominados “métodos harmônicos”.</p><p>A publicação fornece ao navegante o nome do porto, as</p><p>coordenadas geográficas do porto (latitude e longitude), o fuso</p><p>a que se referem as horas indicadas, instantes das preamares e</p><p>baixa-mares com as respectivas alturas sobre o nível de</p><p>redução, ao qual correspondem também às sondagens que</p><p>estão registradas nas cartas náuticas, a altura do nível médio</p><p>sobre o nível de redução e fases da lua.</p><p>Atualmente as previsões de marés são disponibilizadas para</p><p>consulta on-line, pela DHN, para 53 portos cadastrados.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [PUBLICAÇÕES DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 26</p><p>Previsão das Marés:</p><p>- O navegante necessita dessas</p><p>informações para verificar qual é</p><p>a profundidade real de um local,</p><p>em um determinado dia e</p><p>horário. Verificando, também,</p><p>qual a intensidade e o sentido da</p><p>corrente de maré indicada na</p><p>carta de correntes de maré do</p><p>referido porto.</p><p>Extrato das Previsões das Marés – versão eletrônica</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-previsao-mare/tabuas/index.htm</p><p>Maré</p><p>Na Internet</p><p>- Explicações sobre a aplicação da</p><p>maré para a navegação, estão</p><p>disponíveis em:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-</p><p>previsao-mare/tabuas/mares.html</p><p>Acesso em: 01/11/2015</p><p>Maré de vazante</p><p>- Fase de descida lenta do nível das</p><p>águas. Corresponde a transição de</p><p>maré cheia para maré vazia.</p><p>A fim de melhor assimilar o assunto, vamos conhecer alguns</p><p>conceitos básicos ligados a este fenômeno das águas, que</p><p>certamente é útil no dia-a-dia do navegante.</p><p>Maré é o movimento periódico das águas do mar, pelo qual</p><p>elas se elevam ou se abaixam em relação a uma referência fixa</p><p>no solo. É produzido pela ação conjunta da Lua e do Sol, e, em</p><p>muito menor escala, dos planetas; a sua amplitude varia para</p><p>cada ponto da superfície terrestre, e as horas de máximo</p><p>(preamar) e mínimo (baixa-mar) dependem fundamentalmente</p><p>das posições daqueles astros.</p><p>[Dicionário Aurélio]</p><p>Ao movimento horizontal das águas de um ponto a outro,</p><p>chamamos de corrente de maré e ocorrem no período em que</p><p>a maré está enchendo ou está vazando. No período em que o</p><p>nível das águas está subindo, chamamos de maré de enchente</p><p>e, quando o nível das águas está descendo ou diminuindo,</p><p>chamamos maré de vazante. Quando a maré de enchente</p><p>atinge o seu nível mais elevado, chamamos de preamar (ou</p><p>maré alta ou maré cheia); quando a maré de vazante chega ao</p><p>seu nível mais baixo, chamamos de baixa-mar (ou maré baixa).</p><p>No vai e vem das águas, haverá um período de tempo durante o</p><p>qual o nível do mar fica praticamente parado, ou seja, o nível do</p><p>mar não se altera; a esse curto período dar-se o nome de estofo</p><p>da maré.</p><p>Existem diferentes definições que conceituam a maré, os</p><p>quais podem considerá-la como:</p><p> Altura da Maré - é a distância vertical, em um</p><p>determinado instante, entre o nível do mar e o nível de</p><p>redução registrado na carta náutica. Para obter a altura</p><p>da maré, o navegante deve interpolar as alturas de</p><p>preamar e baixa-mar no horário desejado. Esta</p><p>informação, para o ano em curso, está contida na</p><p>publicação.</p><p> Nível de Redução (NR) - é o nível escolhido como</p><p>referência das sondagens das cartas náuticas e, tem</p><p>como base a média das menores baixa-mares de sizígias</p><p>da região sondada. Assim, em condições normais, o</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [PUBLICAÇÕES DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 27</p><p>Lembre-se:</p><p>- É consultando a “Tábuas de Marés”</p><p>que obtemos a hora e a altura da</p><p>maré, na preamar e na baixa-mar;</p><p>esses dados possibilitam calcular a</p><p>amplitude da maré em um</p><p>determinado dia e local.</p><p>Previsões de Marés (Máximas e</p><p>Mínimas Diárias)</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-</p><p>previsao-mare/tabuas/index.htm</p><p>navegante terá a certeza que o nível do mar na baixa-</p><p>mar indicada na carta náutica, em nenhum momento,</p><p>ficará abaixo do NR, indicando uma segurança a mais</p><p>para quem navega na área sondada.</p><p> Maré de Sizígia - é o nome dado a uma maré de grande</p><p>amplitude, caracterizada por preamares muito altas e</p><p>baixa-mares muito baixas, ou seja, nas altas de sizígia,</p><p>temos marés altas mais acentuadas e, nas baixas de</p><p>sizígia o mar atinge o nível mais baixo, caracterizando-se</p><p>por alturas negativas de maré, isto é, com o nível do mar</p><p>abaixo do NR.</p><p> Maré de Quadratura - é a maré de pequena amplitude,</p><p>caracterizada por preamares baixas e baixa-mares altas,</p><p>ou seja, nas marés de quadratura, temos as marés altas</p><p>menos altas e as marés baixas menos baixas.</p><p> Amplitude da Maré - é a diferença entre uma preamar e</p><p>uma baixa-mar consecutivas, ou seja, a variação do nível</p><p>das águas, entre uma preamar e uma baixa-mar</p><p>imediatamente anterior ou posterior.</p><p> Nível Médio do Mar - é o nível do mar que fica entre o</p><p>nível da preamar e o nível da baixa-mar, ou seja, é a</p><p>metade da amplitude da maré.</p><p> Ciclo da Maré - é o período de tempo entre uma</p><p>preamar e a baixa-mar que se segue.</p><p> Maré Semidiurna - ocorrem entre duas preamares e</p><p>duas baixa-mares no período de um dia.</p><p> Maré Diurna - ocorrem entre uma preamar e uma baixa-</p><p>mar no período de um dia.</p><p> Maré Mista - ocorrem oscilações diurnas e semidiurnas</p><p>no período de um dia.</p><p> Maré de Desigualdades Diurnas - Ocorrem entre duas</p><p>preamares e duas baixa-mares no período de um dia,</p><p>porém com acentuadas desigualdades.</p><p>Observe!</p><p>- Na figura o lado, para o dia</p><p>07/10/2010, quinta-feira, temos as</p><p>seguintes alturas de marés:</p><p>01:49 horas – 1.3m (preamar)</p><p>08:53 horas – 0.0m (baixa-mar)</p><p>14:21 horas – 1.2m (preamar)</p><p>20:56 horas – 0.2m (baixa-mar)</p><p>- Para o exemplo, podemos concluir</p><p>que, a partir de 01:49 horas, a maré</p><p>começará a descer; a partir das 08:53</p><p>horas a maré começará subir; a partir</p><p>das 14:21 horas a maré começará a</p><p>descer, e a partir das 20:56 horas, a</p><p>maré começará subir. Observe que</p><p>esse vai e vem das águas, ocorre num</p><p>ciclo que se completa, mais ou menos,</p><p>de 6 em 6 horas, durante 24 horas.</p><p>A figura abaixo apresenta às marés do Porto do Rio de Janeiro –</p><p>Ilha Fiscal (Estado do Rio de Janeiro).</p><p>Extrato da Tabela de Marés, versão online disponibilizada pela DHN no</p><p>endereço eletrônico:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-previsao-mare/tabuas/index.htm</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [PUBLICAÇÕES DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 28</p><p>Horário de Verão</p><p>- Para obter o horário correto das</p><p>alturas das marés nos portos em que</p><p>estiver vigorando o horário de verão, o</p><p>navegante deve somar uma (1) hora às</p><p>horas fornecidas nas “Tábuas das</p><p>Marés”.</p><p>Tábuas das Marés de um Porto Qualquer</p><p>Janeiro</p><p>Dia Hora Altura (m)</p><p>01/01/2012 00:00 2.0</p><p>06:00 5.0</p><p>12:00 2.0</p><p>18:00 6.0</p><p>08/01/2012 00:21 2.1</p><p>06:38 6.0</p><p>12:47 2.0</p><p>00:34 6.0</p><p>BM - baixa-mar</p><p>PM - preamar</p><p>Tábua das Marés de um Porto Qualquer</p><p>Janeiro</p><p>Dia Hora Altura (m)</p><p>01/01/2012 00:00 2.0</p><p>06:00 6.0</p><p>12:00 2.0</p><p>18:00 6.0</p><p>08/01/2012 00:21 2.1</p><p>06:38 6.0</p><p>12:47 2.0</p><p>00:34 6.0</p><p>PC - profundidade na carta náutica</p><p>AM - altura da maré no instante desejado</p><p>Atenção!</p><p>- Se na carta consta a profundidade no</p><p>local de 3.0 metros, e na “Tábuas de</p><p>Marés” às 00:21 a altura no local para</p><p>o dia e horário é de 2.1 metros, soma-</p><p>se. Com isso o valor aproximado às</p><p>00:30 horas será de 5.1 metros.</p><p>Como obter a amplitude, a profundidade e a altura da maré</p><p>para um determinado porto:</p><p>Amplitude da Maré - para obter a amplitude da maré,</p><p>subtrai-se a altura da maré na baixa-mar (BM) da altura da</p><p>maré na preamar (PM), posterior ou anterior.</p><p>AMPLITUDE =</p><p>ALTURA DA</p><p>BAIXA-MAR (BM)</p><p>-</p><p>ALTURA DA</p><p>PREAMAR (PM)</p><p>Por Exemplo:</p><p>Consultando a Tábuas das Marés para um determinado porto</p><p>(quadro ao lado), temos as seguintes informações para o dia</p><p>01/01/2012: baixa-mar (BM) às 00:00 horas, igual a 2.0 metros, e</p><p>preamar (PM) às 06:00 horas, igual a 5.0 metros. Qual a amplitude da</p><p>maré no local, naquele instante?</p><p>Solução:</p><p>- Amplitude = BM – PM = 2.0 – 5.0 = 3.0 metros.</p><p>Conclui-se que a amplitude da maré no local entre 00:00 e 06:00</p><p>horas será de 3.0 metros, ou seja, no período a maré vai subir 3.0</p><p>metros, somando-se aos 2.0 metros da BM, podemos afirmar que, às</p><p>06:00 horas a altura da maré será de 5.0 metros.</p><p>Profundidade de um Porto - Para obtermos a profundidade</p><p>em um determinado local de um porto, ou nas imediações,</p><p>soma-se a profundidade registrada na carta náutica (nível de</p><p>redução) a altura da maré no instante desejado.</p><p>PROFUNDIDADE</p><p>REAL NO INSTANTE</p><p>DESEJADO</p><p>=</p><p>PROFUNDIDADE</p><p>DA CARTA</p><p>NÁUTICA (PC)</p><p>+</p><p>ALTURA DA</p><p>MARÉ NO</p><p>INSTANTE</p><p>DESEJADO (AM)</p><p>Por Exemplo:</p><p>Navegando em um determinado local, às 00:30 horas do dia</p><p>08/01/2012, estava registrada em carta náutica a profundidade de 3.0</p><p>metros. Como saber a profundidade real naquele instante?</p><p>Solução:</p><p>Consultando a Tábuas das Marés (quadro ao lado), colunas mês,</p><p>dia e hora, verifica-se que às 00:21 horas do dia 08/01/2012, a altura</p><p>da maré será de 2.1 metros (baixa-mar). Logo, podemos determinar a</p><p>profundidade no local às 00:30 horas.</p><p>- Profundidade = PC + AM = 3.0 + 2.1 = 5.1 metros.</p><p>Conclui-se que às 00:30 horas a profundidade será de 5.1 metros</p><p>ou próximo a este valor. Entendeu?</p><p>Altura da Maré - Para obter a altura da maré no instante</p><p>desejado, o navegante tem de resolver uma regra de três, ou</p><p>seja, hora da preamar menos a hora da baixa-mar e a</p><p>respectiva amplitude (cm). A hora desejada, menos a hora da</p><p>baixa-mar (minutos) e a altura da maré no instante desejado,</p><p>menos a altura da baixa-mar (cm).</p><p>PM - BM e AMPLITUDE</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [PUBLICAÇÕES DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 29</p><p>Tábua das Marés de um Porto Qualquer</p><p>Janeiro</p><p>Dia Hora Altura (m)</p><p>01/01/2012 00:00 2.0</p><p>06:00 5.0</p><p>12:00 2.0</p><p>18:00 6.0</p><p>08/01/2012 00:21 2.1</p><p>06:38 6.0</p><p>12:47 2.0</p><p>00:34 6.0</p><p>BM - baixa-mar</p><p>PM - preamar</p><p>Por Exemplo:</p><p>Consultando-se a tábua das marés para um determinado porto,</p><p>temos as seguintes informações para o dia 01/01/2012 (quadro ao</p><p>lado): preamar às 06:00 horas, igual a 5.0 metros e baixa-mar às 12:00</p><p>horas, igual a 2.0 metros. Qual a altura da maré prevista para as 09:00</p><p>horas daquele dia?</p><p>Solução:</p><p>PM às 06:00 = 5.0</p><p>BM às 12:00 = 2.0</p><p>Hora desejada = 09:00 horas.</p><p>1. Calcular o intervalo entre a Baixa-mar e a Preamar:</p><p>- Hora da BM - Hora da PM =</p><p>- Intervalo: BM - PM = 12:00 - 06:00 = 6 horas.</p><p>2. Calcular a Amplitude da Maré:</p><p>- Altura da BM - Altura da PM</p><p>- Amplitude: BM - PM = PM = 2.0 - 5.0 = 3.0 metros.</p><p>3. Calcular o intervalo entre a Hora desejada e a Baixa-mar:</p><p>- Hora desejada - Hora da BM</p><p>- Hora desejada - BM = 09:00 - 12:00 = 3 horas.</p><p>Com os cálculos, concluímos que a maré está vazando (descendo),</p><p>pois num intervalo de 6 horas a maré descerá 3.0 metros. Utilizando a</p><p>Regra de três simples, agora podemos definir a altura da maré.</p><p>(Regra de 3)</p><p>3h x 3.0</p><p>=</p><p>9.0</p><p>= 1.5 metros</p><p>6 6</p><p>Logo, concluímos que, do horário da preamar até o horário</p><p>desejado, a altura da maré vai vazar (descer) 1.5 metros, ou seja, as</p><p>09:00 horas a maré estará em 3.5 metros aproximadamente, e</p><p>descendo.</p><p>Carta 12000</p><p>Na Internet</p><p>- A Carta 12000, em formato PDF,</p><p>pode ser obtida gratuitamente na</p><p>INTERNET, no endereço:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-</p><p>publicacoes/publicacoes/carta12000/c</p><p>arta12000.pdf</p><p>Acesso em: 01/11/2015</p><p>Embora seja chamada de Carta, na prática, a publicação</p><p>Carta 12000, intitulada “Símbolos, Abreviaturas e Termos</p><p>Usados nas Cartas Náuticas Brasileiras”, é editada em forma de</p><p>livreto, baseada nas Especificações de Cartas da Organização</p><p>Hidrográfica Internacional (OHI) que reúne a coletânea</p><p>completa dos símbolos, abreviaturas e termos utilizados nas</p><p>cartas náuticas nacionais e internacionais.</p><p>Por conter o significado de cada símbolo, abreviatura e</p><p>termos utilizados nas cartas náuticas nacionais e estrangeiras, é</p><p>altamente recomendável tê-la a bordo, mantida sempre à</p><p>disposição do navegante, e em local de fácil acesso.</p><p>Quando usar:</p><p>Ao nos depararmos com algum símbolo ou abreviatura na</p><p>carta, cujo significado fuja ao nosso conhecimento, a consulta à</p><p>Carta 12.000 torna-se de grande importância. Por ser um</p><p>documento de consulta, não há necessidade de ser decorada.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [PUBLICAÇÕES DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 30</p><p>A Carta 12000 poderá ser também</p><p>adquirida no Posto de Vendas da</p><p>EMGEPRON, situado na Base de</p><p>Hidrografia da Marinha em Niterói</p><p>(BHMN), Rua Barão de Jaceguay s/nº -</p><p>Ponta da Armação – 24048-900 -</p><p>Niterói, RJ, Brasil; ou na página de</p><p>comércio eletrônico:</p><p>http://www.cartasnauticasbrasil.com.</p><p>br</p><p>Trecho da Carta 16006</p><p>Conheça a Carta 12000!</p><p>Os símbolos (seções de A a U), Abreviaturas (seções V e W)</p><p>e termos são classificados na Carta 12000 como topografia,</p><p>hidrografia ou auxílio à navegação, facilitando, desta forma, a</p><p>consulta do navegante.</p><p>Detalhes sobre a Carta 12000 podem ser obtidos baixando a</p><p>publicação, disponível na internet no endereço eletrônico ao</p><p>lado.</p><p>Algumas das abreviaturas comumente encontradas nas Cartas</p><p>Náuticas e registradas na Carta 12000:</p><p>A - tipo de fundo, areia E - encarnada</p><p>AL - fundo misto de areia e lama F.E. - luz fixa encarnada</p><p>AERO - aerofarol IG - igreja</p><p>Alt - alternada ISO - isofásica</p><p>Arg – argila L - lama</p><p>ACor - fundo misto de areia e coral Lp - lampejo</p><p>Av - areia verde MON - monumento</p><p>Arreb. - arrebentação NR - nível de redução</p><p>B - branca Obstn - obstrução</p><p>C - cascalho Pesq. - Pesqueiro</p><p>Cor - coral P – pedra</p><p>CHM - chaminé V – verde</p><p>Alguns símbolos encontrados nas Cartas Náuticas e decifrados na</p><p>Carta 12.000:</p><p>ʘ - chaminé notável ɷ - boia</p><p> - igreja notável  - luz</p><p>—.—.— isobatimétrica de 100m — – — isobatimétrica de 50m</p><p>Avisos aos Navegantes</p><p>Atenção!</p><p>- Os Avisos-Rádio SAR (busca e</p><p>salvamento) e os Avisos-Rádio</p><p>Náuticos relativos à interdição de área</p><p>marítima, realização de reboques,</p><p>ocorrência de derrelitos, regatas,</p><p>movimentação de navios engajados</p><p>em levantamentos marítimos e outros</p><p>eventos de curta duração, são,</p><p>exclusivamente, divulgados via</p><p>rádio/satélite e disponibilizados na</p><p>Internet.</p><p>De grande importância para a navegação, os Avisos aos</p><p>Navegantes (AVGANTES) são publicações editadas</p><p>periodicamente sob a forma de Folheto, e tem o propósito de</p><p>fornecer aos navegantes, informações destinadas à atualização</p><p>das cartas e demais publicações náuticas brasileiras, tais como,</p><p>roteiros, listas de faróis, tábuas das marés e outras.</p><p>Periodicamente, são publicados três “Avisos aos</p><p>Navegantes”:</p><p> Área Marítima e Hidrovias em Geral - folheto quinzenal;</p><p> Hidrovia Paraguai-Paraná - folheto mensal; e</p><p> Hidrovia Tietê-Paraná - folheto trimestral.</p><p>Conforme o modo de divulgação e a característica das</p><p>alterações que são introduzidas, os avisos são classificados</p><p>como:</p><p> Avisos-Rádio Náuticos - de caráter urgente. Devido à</p><p>urgência que se deseja com que cheguem aos</p><p>navegantes, tem como método de disseminação</p><p>principal as transmissões via rádio. São classificados em</p><p>Avisos de Área (NAVAREA), Avisos Costeiros ou Avisos</p><p>Locais.</p><p> Avisos Temporários (T) - se destinam a introduzir</p><p>correções nas cartas náuticas de caráter transitório.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [PUBLICAÇÕES DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 31</p><p>Avisos Permanentes Especiais (APE)</p><p>- São os que, embora não alterem as</p><p>cartas náuticas, divulgam informações</p><p>gerais importantes para os</p><p>navegantes. São publicados em sua</p><p>totalidade nos folhetos quinzenais</p><p>“Avisos aos Navegantes” nº 1 e 13,</p><p>sendo válidos para todo o ano.</p><p>Na Internet</p><p>- O folheto quinzenal de Avisos aos</p><p>Navegantes e a Relação das Cartas e</p><p>Publicações Náuticas e respectivas</p><p>correções, estão disponíveis no</p><p>endereço:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-</p><p>aviso-</p><p>navegantes/avgantes/avgante.htm</p><p>Acesso em: 01/11/2015</p><p> Avisos Preliminares (P) - se destinam a antecipar</p><p>informações de correções que, posteriormente, serão</p><p>incluídos nos Avisos Permanentes.</p><p> Avisos Permanentes - se destinam a introduzir correções</p><p>definitivas nas cartas náuticas.</p><p>Formas de Divulgação:</p><p>Como já dito, as informações dos Avisos aos Navegantes</p><p>chegam aos navegantes pela transmissão de Avisos-Rádio, e</p><p>ainda, pela divulgação do Resumo Semanal, pela publicação no</p><p>folheto quinzenal, e também pela Internet.</p><p>O folheto quinzenal “Avisos aos Navegantes” é editado pela DHN,</p><p>em português, com um anexo em inglês, sendo distribuído</p><p>gratuitamente aos navegantes. Contem os avisos-rádio em vigor,</p><p>avisos permanentes, preliminares e temporários da quinzena, e os</p><p>preliminares e temporários anteriormente publicados e que</p><p>continuam em vigor. Fazem parte ainda do folheto as alterações</p><p>referentes à Lista de Faróis, Lista de Auxílios-Rádio e o Roteiro.</p><p>Correções:</p><p>As correções às cartas náuticas são consubstanciadas por</p><p>meio dos Avisos Temporários (T), Avisos Preliminares (P) e</p><p>Avisos Permanentes, apresentados na Seção III. Quando</p><p>necessário, a alguns Avisos Permanentes, são associadas</p><p>reproduções de trechos, notas e quadros (conhecidos como</p><p>"bacalhaus") encartadas nos próprios Avisos aos Navegantes,</p><p>em seção específica.</p><p>As correções às publicações náuticas são apresentadas na</p><p>Seção IV e, quando necessário, por meio de "Folhas de</p><p>Correções" encartadas no final dos Avisos aos Navegantes.</p><p>Para maiores detalhes, recomenda-se a leitura atenta da</p><p>Seção I (Informações Gerais) dos Avisos aos Navegantes.</p><p>Cartas Piloto</p><p>Na Internet</p><p>- O Atlas de Cartas Piloto completo</p><p>encontra-se disponível no endereço:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-</p><p>publicacoes/publicacoes/cp/cp.htm</p><p>Acesso em: 05/05/2016</p><p>As Cartas Piloto apresentam informações meteorológicas e</p><p>oceanográficas de fundamental importância para o navegante,</p><p>tanto na fase de planejamento, como na de execução da</p><p>derrota.</p><p>A DHN publica um Atlas de Cartas Piloto para o Oceano</p><p>Atlântico, abrangendo, no sentido N–S, o trecho de Trinidad ao</p><p>Rio da Prata e, no sentido E–W, o trecho desde o litoral da</p><p>América do Sul até o meridiano de 020ºW.</p><p>O Atlas de Cartas Piloto é constituído por 12 cartas, na</p><p>Projeção de Mercator, sendo uma para cada mês do ano. Para a</p><p>navegação, as principais informações das Cartas Piloto referem-</p><p>se a ventos e correntes marítimas. Apresentam ainda,</p><p>informações sobre a declinação magnética (mostrando linhas</p><p>isogônicas e linha de mesma variação anual da declinação),</p><p>temperatura do ar e temperatura da água do mar. No verso</p><p>das Cartas Piloto constam, também, informações sobre</p><p>nevoeiro, visibilidade, temperatura, vento médio e ocorrência</p><p>de ventos fortes nos principais portos e ilhas do Brasil.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [PUBLICAÇÕES DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 32</p><p>Almanaque Náutico</p><p>O Almanaque Náutico contém dados relativos à Navegação</p><p>Astronômica. Traz informações sobre o nascer e por do Sol e da</p><p>Lua, passagem meridiana do Sol e da Lua e dos planetas Vênus,</p><p>Marte, Júpiter e Saturno, hora e duração dos crepúsculos,</p><p>tábuas da Estrela Polar, elementos para correção de alturas</p><p>observadas com o sextante, dados sobre hora legal, fusos</p><p>horários, cartas celestes etc. Por ser especialmente indicado</p><p>para navegação oceânica, não teceremos maiores comentários.</p><p>RIPEAM</p><p>Na Internet</p><p>- O RIPEAM, em formato PDF, pode ser</p><p>obtido gratuitamente na INTERNET, no</p><p>seguinte endereço:</p><p>https://www.dpc.mar.mil.br/sites/def</p><p>ault/files/ssta/ripeam/flipbook/index.</p><p>html#/0</p><p>Acesso em: 01/11/2015</p><p>Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no</p><p>Mar (RIPEAM-72) - contém as regras de manobra no mar.</p><p>Pela sua importância, esse assunto você estudará na</p><p>Unidade 9</p><p>NOTA IMPORTANTE:</p><p>- Todas as publicações citadas nesta unidade são editadas pela Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) e</p><p>mantidas atualizadas pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), ambas pertencentes à Marinha do</p><p>Brasil.</p><p>Para ter acesso a relação das principais Publicações de Auxílio à Navegação, consulte o endereço:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-publicacoes/publicacoes/publicacoes.htm</p><p>Parabéns por ter concluído mais está unidade.</p><p>Verifique seus conhecimentos, realizando os Simulados Online.</p><p>Acesse o site e selecione “Por Disciplina”: Publicações e Cartas Náuticas</p><p>Saiba mais</p><p>Você pode saber mais sobre o assunto estudado nesta unidade consultando os seguintes</p><p>endereços eletrônicos:</p><p>https://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/download/cap12.pdf</p><p>(Publicações de Auxílio à Navegação)</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-publicacoes/publicacoes/publicacoes.htm</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [INSTRUMENTOS NÁUTICOS DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 33</p><p>Unidade 4:</p><p>Nesta unidade, você terá uma visão geral dos principais instrumentos de auxílio à navegação;</p><p>entenderá como funcionam as agulhas</p><p>(magnética e giroscópica); odômetro de fundo e de</p><p>superfície; ecobatímetro e prumo de mão; alidade entre outros.</p><p>Instrumentos de Auxílio</p><p>à Navegação</p><p>Singradura</p><p>- Caminho, rota que uma embarcação</p><p>percorre em determinado tempo.</p><p>Dotação de Equipamentos de</p><p>Navegação</p><p>- É responsabilidade do Comandante,</p><p>dotar a sua embarcação com</p><p>equipamentos de navegação</p><p>compatíveis com a singradura que irá</p><p>empreender. (NORMAM-03/DPC).</p><p>A escolha dos instrumentos que se deve ter a bordo</p><p>depende de alguns fatores, dentre os quais se destacam o</p><p>tamanho da embarcação, a singradura que irá empreender e</p><p>os recursos disponíveis a bordo. Aqui vamos conhecer, sem</p><p>entrar em detalhes técnicos, alguns dos equipamentos de</p><p>auxílio à navegação comumentes encontrados na maioria das</p><p>embarcações de esporte e recreio (lazer) utilizadas na</p><p>navegação costeira, estimada e em águas restritas.</p><p>Os instrumentos náuticos são utilizados basicamente para</p><p>se obter as direções no mar (rumos e marcações), medir e</p><p>determinar a velocidade e a distância percorrida por uma</p><p>embarcação, medir as distâncias no mar, medir profundidades,</p><p>desenho e plotagem, ampliação do poder de visão do</p><p>navegante, entre outros. Vejamos alguns desses instrumentos:</p><p>Agulhas Náuticas</p><p>(Bússolas)</p><p>Agulha Náutica</p><p>- Instrumento empregado pelo</p><p>navegante para se orientar no mar.</p><p>Agulha Magnética</p><p>A Agulha Magnética pode ser:</p><p>- Eletrônica: baseia seu funcionamento</p><p>na medida do campo magnético</p><p>terrestre - apresentação digital de</p><p>rumos.</p><p>- Giromagnética: combina os efeitos</p><p>do magnetismo e do giroscópio.</p><p>Um dos problemas principais da navegação é determinar a</p><p>direção no mar (rumos e marcações) a seguir para ir de um</p><p>ponto a outro na superfície terrestre, bem como determinar a</p><p>posição da embarcação em função de pontos de terra quando</p><p>dentro do alcance visual. A solução de ambos exige que se</p><p>conheça uma orientação e esta é obtida pelas Agulhas</p><p>Náuticas. As agulhas náuticas podem ser Magnéticas e</p><p>Giroscópicas.</p><p>Agulha Magnética</p><p>A bússola, mais conhecida pelos Marinheiros como agulha</p><p>é o instrumento de navegação mais importante a bordo ainda</p><p>hoje. O seu princípio de funcionamento é, de um ferro natural</p><p>ou artificialmente magnetizado que tende em se orientar</p><p>segundo a direção do campo magnético da Terra.</p><p>Basicamente, a agulha magnética se compõe de um grupo</p><p>aglutinado de leves barras magnetizadas (imãs) e paralelas que</p><p>se fixam na parte inferior de um disco graduado de 000° a 360°</p><p>chamado de rosa dos ventos ou rosa de rumos. Possui no</p><p>centro um capitel (ou flutuador) com um cavado cônico com</p><p>uma pedra incrustada (rubi, safira etc.) onde assenta uma haste</p><p>vertical denominada estilete (ou pião), fixado no fundo do</p><p>morteiro composto de uma cuba cheia com uma mistura de</p><p>água destilada e álcool etílico (para não congelar) ou um</p><p>destilado fino de petróleo, fechada com um disco de vidro. No</p><p>vidro da cuba existe um traço vertical chamado linha de fé</p><p>(referência para rumos – indica com rigor a direção da proa da</p><p>embarcação), que deve ser rigorosamente alinhada com a linha</p><p>proa-popa (eixo longitudinal da embarcação). Feita de material</p><p>não magnético, a cuba é montada, em um suporte conhecido</p><p>por bitácula que contém um sistema dito cardan (suspensão</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [INSTRUMENTOS NÁUTICOS DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 34</p><p>Denominação das Agulhas Magnéticas</p><p>- Agulha padrão: recebe essa</p><p>denominação, a que estiver mais bem</p><p>instalada sob o ponto de vista</p><p>magnético, ou seja, em local o mais</p><p>livre possível de influências magnéticas</p><p>de. Pela agulha padrão é que se</p><p>determinam os rumos e as marcações.</p><p>- Agulha de Governo: é a que fica na</p><p>frente do piloto (Timoneiro) da</p><p>embarcação. Serve basicamente para o</p><p>governo da embarcação.</p><p>- Agulha Portátil: é uma agulha</p><p>manual, geralmente guardada em uma</p><p>caixa de madeira, que pode ser</p><p>transportada para qualquer ponto da</p><p>embarcação. Muito útil nas pequenas</p><p>embarcações (miúdas).</p><p>Atenção!</p><p>- As agulhas magnéticas podem ser</p><p>líquidas ou secas. As agulhas líquidas</p><p>possuem mais estabilidade que as</p><p>secas, porém as secas são mais</p><p>sensíveis. As boas agulhas devem</p><p>satisfazer duas condições principais:</p><p>serem sensíveis, para que acusem a</p><p>mínima mudança de rumo e, estáveis,</p><p>de forma a permanecerem imóveis</p><p>tanto quanto possível, qualquer que</p><p>seja o jogo do navio.</p><p>Relembrando:</p><p>- O desvio da agulha é provocado por</p><p>perturbações magnéticas induzidas na</p><p>agulha magnética.</p><p>cardan). A suspensão cardan é a parte da agulha magnética que</p><p>permite que a mesma se mantenha na horizontal, qualquer que</p><p>seja o jogo da embarcação.</p><p>Quando se começou com os cascos em ferro o desvio da</p><p>agulha passou a ter um efeito considerável e a agulha teve que</p><p>ser adaptada. Então, a bitácula passou a incluir uns ferros para</p><p>compensar esses efeitos e umas esferas de ferro denominadas</p><p>“esferas de Barlow”, que na prática, são ímãs de ferro duro e</p><p>peças de ferros doces que tem como função, compensar ou</p><p>diminuir os desvios, causados pelos ferros de bordo e seus</p><p>sistemas elétricos, e pela presença de influências magnéticas da</p><p>Terra; um dispositivo elétrico para iluminação da rosa dos</p><p>ventos, e um inclinômetro que é destinado a indicar as</p><p>inclinações da embarcação. A bitácula possui ainda uma tampa</p><p>de metal onde existe um dispositivo de iluminação de</p><p>emergência à bateria. Para proteção da agulha dos raios</p><p>solares, existe uma peça de metal não magnético, adaptada à</p><p>parte superior da cuba chamada capuchana.</p><p>A Agulha Magnética tem como características importantes:</p><p> Operar independente de qualquer fonte de energia</p><p>elétrica, isto é, não necessita de alimentação;</p><p> Ser muito pouco sujeita a avarias;</p><p> Estar sempre estabilizada, se bem calibrada; e</p><p> Em comparação com outras agulhas, tem custo</p><p>relativamente baixo, motivo pelo o qual a Agulha</p><p>Magnética continua fazendo parte do equipamento dos</p><p>navios, mesmo dos mais modernos, como sistema de</p><p>orientação em caso de emergências.</p><p>Porém, esse tipo de agulha tem como limitações, o fato</p><p>de ser afetada pelo material ferroso do navio (ferros de bordo)</p><p>e pela presença de influências magnéticas da Terra; por isso,</p><p>tende a alinhar-se com a direção que chamamos de Norte</p><p>Magnético (Nmg), em lugar do Norte verdadeiro (Nv) da Terra.</p><p>Também não é tão precisa e fácil de usar como a agulha</p><p>giroscópica; além de ser mais afetada por altas latitudes que</p><p>uma agulha giroscópica.</p><p>Independente de onde se pretende navegar, todas as</p><p>embarcações, com exceção das miúdas devem ser equipadas com</p><p>agulha magnética de governo. As embarcações com comprimento</p><p>igual ou maior que 24 metros deverão possuir, também, certificado</p><p>de compensação ou curva de desvio da agulha atualizada a cada dois</p><p>(2) anos.</p><p>Uma agulha magnética precisa ser compensada (calibrada) a cada</p><p>dois anos (calibrar uma agulha magnética é determinar o seu desvio).</p><p>A operação de compensação visa anular ou reduzir os efeitos das</p><p>massas de ferro sobre uma agulha. O desvio da agulha, que</p><p>permanece após sua compensação, chama-se Desvio Residual. Por</p><p>Norma, uma agulha magnética também deve ser compensada sempre</p><p>que seus desvios excedam três (3°) graus.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [INSTRUMENTOS NÁUTICOS DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 35</p><p>TABELA DE ITEM OBRIGATÓRIO PARA</p><p>EMBARCAÇÕES DE ESPORTE E/OU</p><p>RECREIO</p><p>(NORMAM-03/DPC)</p><p>Embarcações Agulha Magnética</p><p>Miúdas Dispensadas</p><p>Médio Porte Obrigatório</p><p>Grande Porte Obrigatório</p><p>[Compensada ou</p><p>possuir curva de</p><p>desvios atualizada</p><p>a cada dois (2)</p><p>anos]</p><p>Inércia Giroscópica</p><p>- A inércia giroscópica (ou rigidez no</p><p>espaço) é a propriedade que o</p><p>giroscópio livre tem em manter seu</p><p>eixo apontado sempre para um</p><p>mesmo ponto no espaço, a despeito</p><p>dos movimentos de sua base.</p><p>Precessão do giroscópio</p><p>- Precessão é a reação que o</p><p>giroscópio tem a toda a força que</p><p>tende a desviar o seu eixo da direção</p><p>em que se encontra. Aplicando-se uma</p><p>força externa a um giroscópio, ele</p><p>reage rodando o seu eixo num plano a</p><p>90º com a direção da força. O</p><p>movimento de rotação da Terra faz</p><p>com que a direção do eixo do</p><p>giroscópio varie em relação a esta.</p><p>Então, a Terra ao rodar faz com que o</p><p>eixo do giroscópio se afaste do plano</p><p>horizontal terrestre e assim o peso</p><p>aplicado no giroscópio exercerá uma</p><p>força (externa) no seu eixo, tentando</p><p>pô-lo paralelo á superfície Terrestre,</p><p>fazendo-o precessar para o Polo Norte.</p><p>Por isso, a Agulha Giroscópica, se não</p><p>tiver nenhum erro, indica sempre para</p><p>o Norte verdadeiro.</p><p>Agulha Eletrônica (“FLUX GATE COMPASS”)</p><p>A evolução mais recente da agulha magnética é a agulha</p><p>eletrônica. Essa nova agulha baseia seu funcionamento na</p><p>medida do campo magnético terrestre, diferentemente da</p><p>agulha tradicional, que utiliza a lei de atração e repulsão dos</p><p>polos magnéticos e podem ainda serem utilizadas em latitudes</p><p>mais elevadas. Geralmente seu mostrador é em formato digital,</p><p>não possuindo partes móveis.</p><p>Agulha Giroscópica</p><p>A Agulha giroscópica, também conhecida por Giro, é um</p><p>tipo de bússola que não tem nada de magnetismo, ou seja, não</p><p>é afetada pelos ferros de bordo e nem por equipamentos</p><p>elétricos, sendo o seu funcionamento baseado no princípio do</p><p>giroscópio livre, que possui duas propriedades importantes:</p><p> A Inércia giroscópica (ou rigidez no espaço), que faz com</p><p>que o giroscópio mantenha o seu eixo de rotação</p><p>paralelo a si próprio, mesmo quando se desloca; e</p><p> A Precessão, que consiste na característica que faz com</p><p>que, quando alguma força atua de forma a pretender</p><p>alterar-lhe a direção em que aponta o seu eixo de</p><p>rotação, ele reaja rodando esse eixo numa direção</p><p>perpendicular à força atuante, como que procurando</p><p>uma posição em que essa força deixe de perturbar a sua</p><p>Rigidez no Espaço.</p><p>Funcionamento Básico da Agulha Giroscópica:</p><p>Quando uma agulha giroscópica é alimentada, isto é, quando</p><p>o seu rotor é posto a girar e atinge a velocidade normal de</p><p>operação (6000 RPM em média), ela começa automaticamente</p><p>a se “orientar” em busca do norte verdadeiro, qualquer que seja</p><p>a direção em que se encontre quando parada. Quanto mais</p><p>próxima estiver do norte verdadeiro, mais rápida será sua</p><p>orientação.</p><p>Na agulha giroscópica (giro) orientada, o eixo de rotação do</p><p>giroscópio é mantido alinhado com o meridiano geográfico do</p><p>lugar, isto é, na direção da linha norte-sul, verdadeiro. Assim, o</p><p>norte da giro aponta para o norte verdadeiro.</p><p>Normalmente, uma agulha giroscópica dispõe de</p><p>repetidoras instaladas a bordo, para leitura de rumos e</p><p>marcações. Uma repetidora é, basicamente, uma rosa graduada</p><p>de 000⁰ a 360⁰, que, por meio de servomecanismos eletrônicos,</p><p>reproduz exatamente as leituras da mestra da agulha</p><p>giroscópica. A repetidora da giro é montada em um suporte</p><p>denominado peloro. Para obtermos as marcações, instala-se</p><p>sobre a repetidora um círculo azimutal, ou alidade ou utiliza-se</p><p>um taxímetro que fornece marcações relativas e é utilizado em</p><p>embarcações menores cuja linha de visada da agulha está</p><p>obstruída.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [INSTRUMENTOS NÁUTICOS DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 36</p><p>Na Internet</p><p>- Veja em vídeo como funciona o</p><p>giroscópio, para ter uma melhor</p><p>compreensão.</p><p>http://diariodebordohofmann.blogspo</p><p>t.com.br/2012/07/giroscopio-entenda-</p><p>definitivamente-como.html</p><p>Acesso em: 30/11/2015</p><p>Atenção!</p><p>- As embarcações modernas possuem</p><p>normalmente, duas agulhas</p><p>giroscópicas, uma funcionando como</p><p>“backup” da outra. E, nunca é demais</p><p>lembrar, a agulha magnética, mesmo</p><p>nas embarcações modernas,</p><p>permanece em uso, continuando</p><p>obrigatoriamente a fazer parte dos</p><p>equipamentos de bordo, como</p><p>reserva, para o caso de falhas na</p><p>agulha giroscópica.</p><p>Recordando:</p><p>- As agulhas magnéticas dependem de</p><p>uma curva de desvios atualizada e,</p><p>devem ser instaladas em locais</p><p>distantes de materiais ferrosos ou</p><p>magnéticos, para não interferir em seu</p><p>funcionamento. Já as agulhas</p><p>giroscópicas, são mais precisas,</p><p>entretanto, exigem manutenções</p><p>adequadas para operar em boas</p><p>condições de eficiência.</p><p>A agulha giroscópica tem como principal vantagem apontar</p><p>na direção do meridiano verdadeiro (admitindo que não haja</p><p>nem erro nem desvio, respectivamente). No entanto, apresenta</p><p>três vulnerabilidades importantes:</p><p> É elétrica, por isso, exige uma fonte de energia a bordo</p><p>(se a corrente falha a agulha não funciona);</p><p> Necessita, quando lançada, de algum tempo para</p><p>estabilizar, sendo, portanto, necessário ser posta em</p><p>funcionamento com antecedência de pelo menos vinte</p><p>minutos; e</p><p> Está sujeita a avarias próprias dos equipamentos</p><p>elétricos, exigindo uma adequada manutenção para</p><p>operar em boas condições de eficiência.</p><p>Agulha Giromagnética</p><p>É o tipo de agulha que combina os efeitos do magnetismo e</p><p>do giroscópio. Seu funcionamento baseia-se numa agulha</p><p>magnética, a qual possui um dispositivo que fixa no meridiano</p><p>magnético um pequeno giroscópio, que, por sua vez, controla</p><p>um transmissor que opera as repetidoras. Uma agulha</p><p>magnética é alojada numa câmara estanque, que é posicionada</p><p>longe de todos os ferros de bordo. Suas indicações são enviadas</p><p>a uma unidade giroscópica que possui uma rosa dos ventos, que</p><p>indica o rumo magnético (as indicações da agulha não são</p><p>afetadas pelos balanços e arfagens da embarcação). Esse rumo</p><p>é passado a uma repetidora por meio de um transmissor ligado</p><p>ao giroscópio. O sistema possui capacidade para operar duas</p><p>repetidoras.</p><p>A agulha Giromagnética pode ser usada com sucesso em</p><p>pequenas embarcações de esporte e recreio (quando</p><p>aplicáveis), embarcações usadas na pesca, rebocadores e</p><p>outras, pois suas indicações são estáveis e pelo seu pequeno</p><p>tamanho, ocupa pouco espaço.</p><p>Instrumentos de Marcar Quando marcamos alvos (objetos) utilizando pontos</p><p>notáveis em terra, tais como ilhas, faróis, faroletes etc,</p><p>chamamos Marcações, porém, quando as marcações são feitas</p><p>para astros (Sol, Lua, Estrelas, Planetas), chamamos de</p><p>Azimute.</p><p>A alidade de pínulas, o taxímetro, o círculo azimutal, a</p><p>alidade telescópica e a alidade manual são instrumentos</p><p>utilizados para medir marcações e azimutes.</p><p>Alidade de Pínulas</p><p>É o mais simples dos instrumentos óticos de marcar,</p><p>utilizado sobre um taxímetro, para poder efetuar as marcações.</p><p>Faz-se uso da alidade de pínulas nas embarcações que só</p><p>possuem agulhas de governo.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [INSTRUMENTOS NÁUTICOS DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 37</p><p>Taxímetro</p><p>Utilizado em conjunto com a alidade de pínulas, o</p><p>taxímetro é um instrumento utilizado para obter marcações</p><p>relativas de objetos que estejam na linha de visada da</p><p>embarcação. Consiste de uma rosa graduada de 000° a 360°,</p><p>montada num suporte vertical chamado de peloro, tendo em</p><p>cima uma régua horizontal em cujos extremos existem duas</p><p>pínulas que permitem ao observador olhar entre ela e o centro</p><p>da rosa o objeto (alvo) visado para poder efetuar as marcações.</p><p>O taxímetro ao ser instalado a bordo deve ter sua linha 0° -</p><p>180° colocada paralelamente à linha longitudinal proa-popa.</p><p>Círculo Azimutal</p><p>Também empregado na obtenção de marcações de objetos</p><p>avistados, o círculo azimutal possui prismas adicionais que lhe</p><p>permite, além das marcações de pontos, também ser usado na</p><p>determinação da marcação dos astros (Sol, Lua, Estrelas,</p><p>Planetas etc.).</p><p>Alidade Telescópica</p><p>Instrumento semelhante a um círculo azimutal, porém</p><p>dispõe de uma luneta telescópica com retículo, em vez do</p><p>conjunto fenda de visada/mira. Assim, a imagem é ampliada,</p><p>melhorando a definição de objetos distantes para o</p><p>observador. Um prisma refletor permite que sejam observados</p><p>simultaneamente</p><p>o objeto visado e a marcação</p><p>correspondente.</p><p>Alidade Manual</p><p>É o mais simples dos instrumentos de marcar. Comumente</p><p>usados nas embarcações de lazer, uma alidade manual nada</p><p>mais é que uma cuba, com mostrador graduado de 000° a 360°,</p><p>igual à agulha magnética, podendo ser levada a qualquer ponto</p><p>da embarcação para tirar marcações de qualquer ponto</p><p>avistado. A alidade manual, normalmente, não sofre influência</p><p>dos ferros de bordo. O que significa dizer que seu desvio da</p><p>agulha é praticamente zero (0) e sua indicação será para o</p><p>Norte magnético.</p><p>Odômetro</p><p>Odômetro de Superfície</p><p>Instrumento instalado a bordo das embarcações que tem</p><p>como finalidade indicar a velocidade atual e a distância</p><p>percorrida (navegada) pela embarcação. Os odômetros são de</p><p>três tipos básicos:</p><p> Odômetro de superfície - por ser um instrumento antigo,</p><p>é usado atualmente como equipamento de emergência.</p><p>Mede a velocidade da embarcação em relação ao seu</p><p>deslocamento na superfície (massa d’água circundante).</p><p>Consiste de um pequeno hélice portátil, ligado a um</p><p>cabo (linha), que por sua vez é conectado com um</p><p>volante e a um registrador, tipo relógio. Quando a</p><p>embarcação se movimenta provoca o giro do hélice que,</p><p>através do cabo e do volante, é transmitido ao</p><p>registrador. Obtém-se a velocidade fazendo-se a leitura</p><p>das milhas percorridas a cada hora diretamente no</p><p>contador do registrador que também dispõe de um</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [INSTRUMENTOS NÁUTICOS DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 38</p><p>Odômetro</p><p>- É o único equipamento que operando</p><p>corretamente e aferido, permite</p><p>calcular com precisão o efeito de</p><p>corrente local.</p><p>Atenção!</p><p>- Os odômetros de superfície e de</p><p>fundo medem a velocidade da</p><p>embarcação na superfície, isto é, em</p><p>relação à massa d’água circundante</p><p>(depois essa velocidade é integrada</p><p>em relação ao tempo e transformada</p><p>em distância percorrida). Já o</p><p>odômetro Doppler mede a velocidade</p><p>em relação ao fundo.</p><p>Velocidade de superfície</p><p>- Velocidade medida através da água</p><p>na qual flutua.</p><p>Velocidade de fundo</p><p>- Velocidade medida em relação ao</p><p>fundo do mar.</p><p>totalizador da distância navegada. Pela simplicidade de</p><p>instalação e substituição rápida de componentes</p><p>avariados, o odômetro de superfície é um instrumento,</p><p>ainda hoje, utilizado nos navios mercantes, porém está</p><p>em desuso, sendo substituído por equipamentos mais</p><p>modernos. Esse tipo de Odômetro tem limitações, tais</p><p>como, precisa ser retirado da água quando o navio dá</p><p>máquinas atrás (a ré); sofre muita influência do mar</p><p>grosso; enroscam-se em algas, sargaços e lixo com</p><p>facilidade; e seu registrador somente permite a indicação</p><p>de distância percorrida (navegada) e não de velocidade</p><p>da embarcação. Além disso, os odômetros de superfície</p><p>podem apresentar indicações erradas devido ao mar</p><p>muito agitado, má conservação, hélice rebocando lixo ou</p><p>algas e comprimentos de cabos inadequados.</p><p> Odômetro de fundo - mede a velocidade em relação ao</p><p>deslocamento da embarcação no fundo (massa d’água no</p><p>fundo do casco – quilha); esse instrumento já faz parte</p><p>da estrutura do navio e pode ser de dois tipos: de tubo</p><p>Pitot e eletromagnético. Ambos consistem em uma</p><p>haste projetada através do casco no fundo (quilha)</p><p>controlada por uma válvula de mar. Dentro da haste</p><p>existe um tubo Pitot, ou um aparelho de indução</p><p>eletromagnética que determinam, por medição indireta,</p><p>a velocidade do navio. A velocidade, integrada em</p><p>função do tempo por meios elétricos e mecânicos, é, por</p><p>sua vez, convertida em distância navegada.</p><p> Odômetro Doppler - No efeito Doppler a velocidade e a</p><p>distância navegada é indicada referenciando-se,</p><p>duplamente, à massa d'água na superfície e ao fundo</p><p>(quilha). Esse tipo de odômetro possui no casco da</p><p>embarcação, um transdutor de emissão e um de</p><p>recepção. Quando a embarcação se movimenta é</p><p>emitido um sinal de onda para o fundo do mar pelo</p><p>emissor; o sinal regressa levemente defasado do pulso</p><p>original. O receptor recebe esse sinal e interpreta com</p><p>base no efeito Doppler, e assim é obtida a distância</p><p>navegada. O odômetro Doppler, além de apresentar a</p><p>vantagem de poder indicar velocidades muito pequenas,</p><p>é o único que mede a velocidade no fundo. As indicações</p><p>dos outros tipos estão influenciadas pelos movimentos</p><p>devidos às correntes oceânicas, correntes de marés,</p><p>ventos etc.</p><p>Corrida da Milha</p><p>Os odômetros necessitam de aferição ou calibragem periódica, a</p><p>fim de verificar-se a exatidão de suas indicações. Para isto, pode-se</p><p>recorrer a vários processos, os quais, na sua essência, consistem todos</p><p>em aferir rigorosamente a distância percorrida durante um intervalo</p><p>de tempo. Dentre esses processos, o mais comumente utilizado</p><p>recebe o nome de corrida da milha. Na “corrida da milha”, o navio</p><p>efetua uma série de percursos (corridas) cuja distância, rigorosamente</p><p>conhecida, é definida a partir de marcas conspícuas em terra. Observe</p><p>a figura abaixo!</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [INSTRUMENTOS NÁUTICOS DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 39</p><p>Corrida da milha</p><p>A distância D entre marcas pode ser de uma milha (e daí o nome</p><p>tradicional de “corrida da milha”), mas, de preferência, deveria ser</p><p>superior a esse valor (3 ou mais milhas).</p><p>O tempo que o navio leva para percorrer cada um dos percursos,</p><p>em diferentes regimes de máquinas (RPM), é medido, obtendo-se</p><p>assim as correspondentes velocidades.</p><p>Como as águas não são paradas e, portanto, sempre existe uma</p><p>corrente, usa-se um artifício para obter os resultados desejados, sem</p><p>sofrer os efeitos da corrente.</p><p>Adota-se a média dos valores de duas corridas consecutivas em</p><p>rumos opostos, anulando, assim, a influência da corrente, visto que os</p><p>seus efeitos foram opostos nas duas corridas mencionadas.</p><p>A “corrida da milha” é o processo mais comumente utilizado e o</p><p>mais rigoroso para se proceder à calibragem de odômetros e</p><p>velocímetros.</p><p>Estadímetro</p><p>Estadímetro</p><p>Atenção!</p><p>- O estadímetro é o equipamento que</p><p>se baseia no princípio de determinação</p><p>da distância pela medição do ângulo</p><p>vertical que subentende um objeto de</p><p>altitude conhecida.</p><p>Instrumento destinado a medir de distâncias no mar em</p><p>função do conhecimento da altura do objeto que não deverá</p><p>ter mais de 200 metros. Baseiam-se no princípio de</p><p>determinação da distância pela medição do ângulo vertical que</p><p>subtende um objeto de altitude conhecida, utilizando a fórmula:</p><p>d = h . cotg a</p><p>ONDE:</p><p>d: distância ao objeto visado (fornecida pelo estadímetro);</p><p>h: altitude conhecida do objeto visado (introduzida no</p><p>instrumento); e</p><p>a: ângulo vertical que subtende o objeto (medido com o</p><p>estadímetro).</p><p>A altitude do objeto visado, para o qual se determina a</p><p>distância, deve estar entre 50 e 200 pés (15m e 60m). A maioria</p><p>dos estadímetros pode ser capaz de determinar distâncias</p><p>desde um mínimo de cerca de 200 metros até um máximo da</p><p>ordem de 10.000 metros.</p><p>Tem como princípio de funcionamento as imagens diretas e</p><p>refletidas associadas a uma escala de distância, faz-se com que</p><p>a imagem refletida seja superposta direta, ocasião em que se lê</p><p>a distância mostrada no dial, que é a distância que o objeto</p><p>encontra-se do observador.</p><p>Sextante</p><p>Diz-se sextante, pois é na forma de um</p><p>sexto de círculo.</p><p>Até o aparecimento do GPS, o sextante era um instrumento</p><p>primordial em se tratando de navegação.</p><p>O Sextante é um instrumento ótico destinado a medir</p><p>ângulos entre dois ou mais pontos, sendo usado principalmente</p><p>na navegação astronômica (medição da altura de um astro</p><p>acima da linha do horizonte).</p><p>Basicamente, o sextante compõe-se de uma luneta, dois</p><p>espelhos refletores presos a um setor circular, um tambor</p><p>micrométrico graduado de 0° a 60°, um limbo graduado em</p><p>graus (com um microscópio auxiliar para tornar a leitura mais</p><p>precisa), uma</p><p>alidade que gira em torno de um eixo, e filtros</p><p>para a proteção contra a luz solar.</p><p>O funcionamento do sextante é simples. O objetivo é medir</p><p>um ângulo entre dois objetos. Visa-se o horizonte através da</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [INSTRUMENTOS NÁUTICOS DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 40</p><p>Alidade (braço)</p><p>- É a régua que gira em torno de um</p><p>eixo que passa pelo centro geométrico</p><p>do setor.</p><p>Uso do sextante</p><p>-Até ao aparecimento do GPS, o</p><p>sextante era um instrumento</p><p>primordial em navegação. Convém não</p><p>perder o treino do seu uso, já que</p><p>apesar de toda a tecnologia, este</p><p>método é por enquanto, o único</p><p>infalível de obter-se a posição. Desde</p><p>que haja Sol e Lua.</p><p>Estaciógrafo</p><p>luneta e movendo a alidade temos de levar a imagem refletida</p><p>do astro a coincidir com a imagem do horizonte visado</p><p>diretamente. Se o astro visado é grande, como o Sol ou a Lua, a</p><p>coincidência com o horizonte faz-se pelo limbo (borda) superior</p><p>ou inferior do astro. A alidade indica no limbo do sextante o</p><p>valor do ângulo medido.</p><p>Na navegação costeira, usa-se o sextante, quando se quer</p><p>determinar a posição da embarcação conhecendo-se os ângulos</p><p>entre três pontos em terra (segmentos capazes), ou mesmo</p><p>saber a distância a um objeto, desde que se conheça a sua</p><p>altura ou sua altitude. Para plotagem da posição por segmentos</p><p>capazes podem ser utilizados três processos. O primeiro deles,</p><p>muito pouco empregado, consiste em traçar os segmentos</p><p>capazes pelo método gráfico. O segundo processo, mais rápido</p><p>e normalmente o preferido a bordo de uma embarcação, utiliza</p><p>o estaciógrafo, instrumento específico para esta finalidade.</p><p>O sextante pode ser utilizado tanto na navegação astronômica</p><p>quanto na navegação por segmentos capazes. Seu uso na navegação</p><p>astronômica demanda um prévio estabelecimento do erro</p><p>instrumental, que é particular de cada indivíduo, ou seja, deve ser</p><p>calculado antes da viagem e ser mantido periodicamente atualizado.</p><p>Estaciógrafo</p><p>Consiste, sucintamente, de um círculo graduado que dispõe de</p><p>três réguas irradiando do centro. A régua central é fixa, determina o</p><p>centro do círculo e passa pelo zero da graduação do mesmo que,</p><p>geralmente, é marcado de ½ em ½ grau, de 0 a 180° para cada lado</p><p>dessa régua. As outras duas réguas são móveis, dispõem de botões de</p><p>pressão para travá-las em qualquer graduação do círculo e são</p><p>munidas, ainda, de verniers ou parafusos micrométricos.</p><p>Prumo de Mão</p><p>Prumo de Mão  Ecobatímetro</p><p>- Quando o aparelho usa uma linha</p><p>com um peso, chama-se Prumo de</p><p>Mão. Quando o aparelho usa sons</p><p>(ultra-sons), chama-se ecobatímetro.</p><p>Atenção!</p><p>- Em desuso, o prumo de mão ainda é</p><p>um bom instrumento para ter a bordo</p><p>capaz de remediar eventuais avarias</p><p>Dos instrumentos de navegação, o prumo de mão é, com</p><p>certeza, o primeiro que permitiu medir a altura da água por</p><p>baixo de uma embarcação.</p><p>Usado para medir profundidades de aproximadamente 36</p><p>metros (20 braças), a sonda ou prumo de mão consiste de uma</p><p>linha marcada em décimos (sandaresa) com um peso de</p><p>chumbo denominado chumbada em forma de cone, pesando</p><p>cerca de 3 a 7 quilos, tendo na sua base um cavado destinado à</p><p>colocação de sebo ou cera ou sabão para coletar amostras do</p><p>fundo de modo a se conhecer a sua natureza (lama, areia, lodo,</p><p>pedra, cascalho etc.).</p><p>Para determinar a profundidade, com a embarcação parada</p><p>ou com pouca velocidade, cerca de três (3) nós, deve-se lançar</p><p>a chumbada com um forte impulso para vante e fazer a leitura</p><p>quando o prumo tocar no fundo (não se esquecendo de</p><p>descontar a altura do prumo de mão entre a quilha e o espelho</p><p>d’água).</p><p>A natureza do fundo é verificada quando se recolhe a</p><p>chumbada, pois o sebo ou sabão ou cera poderá conter lama</p><p>ou areia e outro, ou pode voltar limpa, mostrando que o fundo</p><p>é de pedra e, neste caso, imprópria para o fundeio.</p><p>Saber a natureza do fundo é um dado importante para a</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [INSTRUMENTOS NÁUTICOS DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 41</p><p>com o ecobatímetro. Para medição da</p><p>profundidade com o prumo de mão, a</p><p>velocidade precisa ser reduzida até o</p><p>valor de três (3) nós.</p><p>operação de salvamento, quando ocorre o encalhe da</p><p>embarcação. O prumo de mão serve também para indicar se o</p><p>navio fundeado (“garra”). Para isso, larga-se a chumbada no</p><p>fundo, com um pouco de seio na linha, e amarra-se esta à</p><p>borda. A inclinação da linha indica se o navio está “garrando”.</p><p>Ecobatímetro</p><p>Tipo de fundo no uso do ecobatímetro</p><p>- O fundo duro, constituído de pedra</p><p>ou areia, proporciona melhores</p><p>condições de recepção do eco.</p><p>Dotação de Ecobatímetro nas</p><p>embarcações de esporte e/ou recreio</p><p>- As embarcações de grande porte</p><p>(Iates), construídas após 11/02/2000,</p><p>deverão ser equipadas com um</p><p>ecobatímetro. Para as embarcações</p><p>menores o seu emprego é</p><p>recomendado. (NORMAM-03/DPC).</p><p>Regras Práticas no uso do</p><p>Ecobatímetro</p><p>1. Dentre os modos de apresentação</p><p>da profundidade, é possível considerar</p><p>ou não o calado do barco. Caso o</p><p>calado seja considerado, o que é</p><p>recomendável, o seu valor deverá ser</p><p>acrescido ao valor da profundidade</p><p>obtida no ecobatímetro. No entanto,</p><p>convém certificar-se que o valor</p><p>ajustado está correto, a fim de evitar</p><p>erros de leitura.</p><p>2. A distância entre a proa e o</p><p>transdutor também deve ser</p><p>considerada, tendo em vista que, em</p><p>caso de aproximação de um alto</p><p>fundo, a profundidade apresentada</p><p>não corresponderá à do bico de proa,</p><p>podendo ocorrer o encalhe da</p><p>embarcação. Ou seja, o encalhe</p><p>poderá estar mais próximo de que se</p><p>imagina.</p><p>Atenção!</p><p>- O principio fundamental de operação</p><p>do ecobatímetro é a reflexão de ondas</p><p>sonoras ou ultra-sonoras no fundo.</p><p>Muito mais moderno que o prumo de mão, o ecobatímetro</p><p>tem a vantagem de medir a profundidade instantaneamente e</p><p>continuamente do local, por meio da emissão de pulsos e a</p><p>recepção do seu eco após tocar no fundo do mar. A</p><p>profundidade medida é a partir do fundo da embarcação</p><p>(quilha). Para encontrarmos a profundidade do local, devemos</p><p>somar o calado da embarcação.</p><p>Seu principio de funcionamento baseia-se num feixe ou</p><p>impulso de ondas sonoras de frequência sônica (menor que 18</p><p>kHz), ou ultrassônica (maior que 18 kHz), que é transmitido</p><p>verticalmente por um transdutor instalado no casco da</p><p>embarcação. O feixe bate no fundo e volta em forma de eco à</p><p>superfície onde é recebido por um receptor que calculará a</p><p>profundidade do local. Seu mostrador pode ser analógico ou</p><p>digital.</p><p>O ecobatímetro tradicional informa somente o valor que</p><p>está imediatamente abaixo da quilha, e nunca o que está</p><p>adiante.</p><p>Quando utilizamos o ecobatímetro, devemos também saber</p><p>que esse equipamento pode sofrer alterações em seu</p><p>rendimento, dependendo da natureza do fundo. Se o local é</p><p>constituído de fundo duro como pedra e areia, o eco refletido é</p><p>mais forte, mais nítido, pois este tipo de fundo apresenta as</p><p>melhores condições de reflexão do eco. Se o local é de fundo</p><p>macio (lama mole, por exemplo), absorve parte da energia</p><p>sonora, dando, em consequência, um eco fraco que,</p><p>principalmente, nos limites da escala do equipamento, pode</p><p>acarretar dificuldades na leitura. Assim, teremos mais precisão</p><p>e confiança nas leituras efetuadas em fundos bons refletores,</p><p>isto é, fundos duros. Para saber a qualidade do fundo, podemos</p><p>consultar a carta de náutica (desde que tenhamos uma posição</p><p>estimada confiável) ou colher amostras do fundo com o prumo</p><p>de mão. Neste caso, poderemos até comparar as leituras do</p><p>prumo e do ecobatímetro, para verificar se o ecobatímetro está</p><p>regulado.</p><p>As Cartas Náuticas também fornecem profundidades em metros, a</p><p>natureza do fundo e todos os perigos à navegação, tais como pedras,</p><p>bancos de areia, barcos afundados etc. Porém, para comparar a</p><p>profundidade medida pelo ecobatímetro com a indicada na carta,</p><p>é</p><p>preciso considerar a altura da maré no instante da medição.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [INSTRUMENTOS NÁUTICOS DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 42</p><p>Barômetro</p><p>Atenção!</p><p>- O Barômetro desce quando o ar é</p><p>quente e sobe quando o ar é frio.</p><p>Regra GERAL:</p><p>- Barômetro alto significa TEMPO BOM</p><p>e Barômetro baixo, MAU TEMPO.</p><p>Instrumento utilizado na medição da pressão atmosférica ao</p><p>nível do mar. Os barômetros podem ser de dois tipos:</p><p>Barômetro de Mercúrio e Barômetro Aneróide, sendo este</p><p>último, o mais utilizado a bordo das embarcações.</p><p>Menos preciso, porém bem menor e mais prático que o</p><p>barômetro de mercúrio, o barômetro aneróide está sujeito a</p><p>erros instrumentais, que são determinados pela aferição do</p><p>instrumento ou pela comparação com um barômetro de</p><p>mercúrio, que é mais preciso. Esta operação fornece a correção</p><p>instrumental a ser aplicada a todas as leituras feitas.</p><p>De uma maneira geral, pois existem muitos parâmetros a</p><p>considerar, pressão barométrica alta, significa tempo bom e</p><p>pressão barométrica baixa, significa mau tempo. Para saber se</p><p>a pressão está alta ou baixa, deve-se saber que a pressão do ar</p><p>atmosférico é de 760 milímetros de mercúrio ou 1013</p><p>milibares.</p><p>De acordo com Miguens (1999), os barômetros de mercúrio não</p><p>são convenientes para uso a bordo, em virtude de sua fragilidade,</p><p>tamanho e susceptibilidade a erros devido aos movimentos do navio.</p><p>Termômetro</p><p>Em navegação a previsão das condições do tempo é de</p><p>extrema importância. O termômetro é o instrumento usado</p><p>para medir a temperatura ambiente (temperatura do ar) e as</p><p>suas variações, ou seja, o termômetro permite saber se em</p><p>determinado lugar está quente ou frio e se a temperatura está</p><p>aumentando ou diminuindo. Dentre os tipos utilizados na</p><p>meteorologia voltados para a navegação, destacam-se: o</p><p>termômetro de máxima e mínima (fig. ao lado), que mede a</p><p>maior e a menor temperatura ocorrida num dado intervalo de</p><p>tempo e o termômetro da água do mar (fig. abaixo), que mede</p><p>a temperatura do mar na superfície. Ambos contêm uma escala</p><p>em graus Celsius (°C) ou Fahrenheit (°F).</p><p>Para garantir melhor precisão das informações, os</p><p>termômetros devem ser instalados a bordo em local arejado e</p><p>protegido da chuva e dos raios solares.</p><p>Anemômetro</p><p>Também chamado de anemógrafo, é um instrumento</p><p>destinado a medir e registrar a velocidade do vento, que é</p><p>obtida em m/seg, km/h, nó ou por meio da escala de Beaufort</p><p>de ventos, que estima a velocidade do vento a partir do estado</p><p>mar, numa escala de zero “0” (calmaria) a doze “12” (furacões).</p><p>O vento é um elemento que, atuando sobre a embarcação,</p><p>faz com que o caminho realmente percorrido em relação ao</p><p>fundo do mar seja diferente do caminho percorrido na</p><p>superfície. Os anemômetros existentes a bordo são instalados</p><p>no mastro e indicam, geralmente, a velocidade do vento</p><p>aparente, em um mostrador.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [INSTRUMENTOS NÁUTICOS DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 43</p><p>Radiogoniômetro</p><p>Radiogoniometria</p><p>- É o conjunto de operações que visam</p><p>determinar a direção, segundo a qual</p><p>uma estação recebe sinais</p><p>radiotelegráficos transmitidos por</p><p>outra estação.</p><p>Atenção!</p><p>- O radiogoniômetro indica a direção</p><p>de uma estação rádio, para obtenção</p><p>da posição de uma embarcação.</p><p>É um auxílio eletrônico à navegação que se utiliza das ondas</p><p>de rádio. É um tipo especial de aparelho receptor sempre</p><p>acoplado a uma antena rotativa (antena de quadro) e a um</p><p>disco graduado de 000⁰ a 360⁰ que permite a determinação da</p><p>linha de posição (ou marcação) do sinal recebido, sinal este,</p><p>emitido por uma estação radiogoniométrica ou radiofarol.</p><p>A antena do radiogoniômetro é uma antena especial em</p><p>cuja propriedade direcional o funcionamento do aparelho se</p><p>baseia. Assim, por meio da antena é que se indica a direção de</p><p>uma estação rádio, para obtenção da posição de uma</p><p>embarcação.</p><p>O radigoniômetro é o aparelho eletrônico que determina a</p><p>direção da estação transmissora, com referência a um plano</p><p>determinado, usando a propriedade direcional da antena de quadro.</p><p>Há dois processos para obtenção de uma marcação</p><p>radiogoniométrica: Uma embarcação transmite os sinais, e uma</p><p>estação radiogoniométrica de posição conhecida determina sua</p><p>direção e fornece a marcação obtida ou a embarcação recebe</p><p>os sinais transmitidos por um radiofarol, e determina sua</p><p>marcação.</p><p>Outros Instrumentos</p><p>Plotar</p><p>- Na carta náutica, o caminho a seguir</p><p>pela embarcação, por meio das</p><p>coordenadas geográficas.</p><p>Binóculo</p><p>Cronógrafo</p><p>Relógio de Antepara</p><p>É um relógio comum, regulado para</p><p>indicar a Hora Legal correspondente</p><p>ao fuso em que se navega.</p><p>Instrumentos de desenhos e plotagem</p><p>Como já estudamos, para plotar nas cartas náuticas,</p><p>precisa-se de um lápis comum, que deve ser suficientemente</p><p>macio para que em caso de necessidade de uso de borracha</p><p>macia, não provoque desgastes nas cartas. Para traçados ou</p><p>leitura de valores de rumos e marcações, usa-se a régua de</p><p>paralelas. Para medidas de distâncias usa-se o compasso que,</p><p>devido sua facilidade de uso, dispensa maiores comentários.</p><p>Binóculo</p><p>São instrumentos muito úteis a bordo, pois aumentam o</p><p>poder de visão dos pontos notáveis em terra e auxiliam no</p><p>reconhecimento de auxílios a navegação, tais como boias,</p><p>faróis, igrejas etc. Os binóculos de bordo são quase sempre de</p><p>7x50, o que significa que aumentam sete vezes os objetos</p><p>visados.</p><p>Cronógrafo</p><p>É um instrumento muito útil, especialmente nos períodos</p><p>noturnos, na identificação de faróis. Na falta de um cronógrafo,</p><p>devemos ter, no mínimo, um relógio analógico com ponteiro de</p><p>segundos.</p><p>Lanterna</p><p>Muito útil, especialmente à noite, deve-se optar por</p><p>lanternas equipadas com vidro vermelho, o que é importante</p><p>para identificação da nossa embarcação, quando precisamos de</p><p>apoio à noite.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [INSTRUMENTOS NÁUTICOS DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 44</p><p>Parabéns por ter concluído mais está unidade.</p><p>Verifique seus conhecimentos, realizando os Simulados Online.</p><p>Acesse o site e selecione “Por Disciplina”: Instrumentos Náuticos</p><p>Saiba mais</p><p>Você pode saber mais sobre o assunto estudado nesta unidade consultando os seguintes</p><p>endereços eletrônicos:</p><p>https://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/download/cap3.pdf</p><p>(Agulhas náuticas; conversão de rumos e marcações)</p><p>https://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/download/cap11.pdf</p><p>(Navegação costeira, estimada e em águas restritas)</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 45</p><p>Unidade 5</p><p>Esta unidade tem como propósito, apresentar noções de navegação radar e operação dos</p><p>sistemas de navegação por satélite (GPS e DGPS).</p><p>Radar</p><p>Antena radar</p><p>Uso do Radar</p><p>- O radar é usado para detectar e</p><p>acompanhar todos os tipos de objetos</p><p>– alvos de superfície, aeronaves ou</p><p>mísseis numa área muito grande ao</p><p>redor da instalação do radar.</p><p>O termo “Radar” deriva da expressão inglesa “Radio</p><p>Detecting And Ranging“ (Rádio Detecção e Medição de</p><p>Alcance), o que significa: Detecção e determinação da distância</p><p>por intermédio das ondas de rádio do espectro</p><p>eletromagnético.</p><p>As principais informações fornecidas pelo radar são:</p><p>distância, direção (marcação), altitude e velocidade de alvos</p><p>acima d’água, no ar e em terra, ou até mesmo no espaço, caso</p><p>o radar seja adequado. Seu funcionamento baseia-se na</p><p>medição do tempo necessário para que a onda eletromagnética</p><p>por sua antena ao encontrar um alvo regresse à mesma antena</p><p>sob a forma de um eco. Além disso, sendo sua antena</p><p>direcional, a direção de onde provém, o eco, que nada mais é</p><p>do que a marcação do alvo pode ser também</p><p>determinada. Na</p><p>prática, o radar usa a reflexão de ondas-rádio para detectar</p><p>objetos que não são visíveis normalmente, por estarem na</p><p>escuridão, ocultos por nevoeiros ou a grandes distâncias.</p><p>A antena do radar gira para que seja possível determinar a</p><p>marcação do alvo, ou seja, sua direção. No instante em que a</p><p>antena alinha-se com esse alvo, ela pode percebê-lo pela</p><p>recepção do eco do pulso de ondas eletromagnéticas emitidas</p><p>originalmente pelo radar.</p><p>A Imagem radar necessita ser interpretada, pois nem</p><p>sempre coincide com a visão real. Observe a figura (ao lado),</p><p>que representa a tela do radar que detectou a linha da costa e a</p><p>imagem real correspondente.</p><p>Podemos verificar que o radar fornece ao navegante,</p><p>distâncias e posições reais de objetos (linhas da costa, ilhas,</p><p>outras embarcações etc.) em uma determinada escala. Logo,</p><p>com o radar é possível executar uma navegação costeira, isto é,</p><p>fazer marcações e obter distâncias de pontos notáveis que</p><p>estejam identificados pelas cartas náuticas, principalmente</p><p>quando existirem dificuldades de executar uma navegação</p><p>visual, como, por exemplo, quando se está navegando muito</p><p>distante da costa, quando se está navegando à noite ou em</p><p>condições adversas de tempo, tais como, em temporais e</p><p>nevoeiros.</p><p>Além disso, o radar é muito útil para a segurança da</p><p>navegação na entrada e saída de portos, navegação fluvial e</p><p>lacustre e para o controle do tráfego adjacente, ou seja, o</p><p>controle das embarcações que estejam navegando próximo, a</p><p>fim de evitar abalroamentos no mar.</p><p>Radar de Navegação</p><p>Existem diversos equipamentos radar, com diferentes</p><p>finalidades. Em nosso estudo, vamos distinguir o Radar de</p><p>Navegação, que tem como principais finalidades a obtenção de</p><p>linhas de posição (LDP) para determinação da posição da</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 46</p><p>Principais funções do Radar</p><p>- Marcação e distância que</p><p>determinado objeto (alvo) se encontra</p><p>da nossa embarcação.</p><p>embarcação, na execução da navegação e a detecção e medição</p><p>de distâncias e marcações em relação a outras embarcações, a</p><p>fim de evitar abalroamentos no mar.</p><p>Princípio de</p><p>Funcionamento do</p><p>Radar</p><p>Atenção!</p><p>- Os navios mercantes e demais</p><p>embarcações normalmente dispõem</p><p>apenas de radar destinado à</p><p>navegação e ao acompanhamento de</p><p>outros navios, de modo a evitar riscos</p><p>de abalroamento.</p><p>- O efeito da refração normal,</p><p>assumindo condições atmosféricas</p><p>padrões, é encurvar para baixo a</p><p>trajetória das ondas-radar,</p><p>acompanhando a curvatura da Terra e</p><p>aumentando o horizonte-radar, em</p><p>relação ao horizonte geográfico.</p><p>- O funcionamento do radar depende</p><p>do fato de que ondas radioelétricas de</p><p>alta frequência são refletidas de volta</p><p>ao transmissor por todos os objetos</p><p>dentro do alcance do transmissor.</p><p>Fonte: www.fazano.pro.br</p><p>Funcionamento básico do Radar</p><p>- O radar funciona com o transmissor</p><p>emitindo um curto pulso de ondas</p><p>radioelétricas de alta frequência em</p><p>direção ao alvo. Este reflete uma</p><p>pequena porção do pulso transmitido,</p><p>de volta, em direção a antena</p><p>receptora. O receptor amplifica esse</p><p>eco e o apresenta no indicador.</p><p>- Os radares para navegação marítima</p><p>operam nas faixas de frequências “X” e</p><p>“S”.</p><p>Embora os equipamentos radar possam ser classificados,</p><p>quanto ao tipo de modulação, em radar de pulso, radar de onda</p><p>contínua e radar Doppler, vamos nos ater apenas ao princípio</p><p>de funcionamento dos radares de pulso, pois estes são,</p><p>normalmente, o tipo de radar empregado na navegação</p><p>marítima.</p><p>O princípio básico do radar de navegação é a determinação</p><p>de distância para um objeto (alvo), pela medida do tempo</p><p>requerido para um pulso de energia de radiofrequência (RF),</p><p>transmitido sob a forma de onda, deslocar-se da fonte de</p><p>referência até o alvo e retornar como um eco refletido. Os</p><p>radares de navegação (ou radares de pulso) emitem ondas em</p><p>frequências muito elevadas, com pulsos de duração</p><p>extremamente curta e medem o intervalo de tempo entre a</p><p>transmissão do pulso e a recepção do eco, refletido no objeto</p><p>(alvo), determinando assim a sua distância. A metade do</p><p>intervalo de tempo, multiplicada pela velocidade de</p><p>propagação das ondas eletromagnéticas, determina a distância</p><p>do objeto alvo. Os pulsos que são transmitidos pela antena</p><p>formam um feixe que, no radar é bastante estreito no plano</p><p>horizontal, mas que pode ser bem mais largo no plano vertical.</p><p>A antena é normalmente de forma parabólica e gira no sentido</p><p>dos ponteiros do relógio, de forma a varrer 360° em torno de</p><p>sua posição.</p><p>A marcação do objeto (alvo) é determinada pela orientação</p><p>da antena no instante de recepção do eco por ele refletido.</p><p>Sendo a distância ao alvo, determinada pela medição do tempo</p><p>requerido para um pulso de energia deslocar-se até o alvo e</p><p>retornar como um eco refletido. É necessário que este ciclo seja</p><p>completado antes que seja transmitido o pulso seguinte. Essa é</p><p>a razão porque os pulsos transmitidos (de duração</p><p>extremamente curta, muitas vezes de cerca de 1</p><p>microssegundo, ou menos) devem ser separados por um</p><p>intervalo de tempo relativamente longo, durante o qual não há</p><p>transmissão. De outra forma, se o eco refletido fosse recebido</p><p>durante a transmissão do pulso seguinte, usando a mesma</p><p>antena para transmissão/recepção, este eco, relativamente</p><p>fraco, seria bloqueado pelo forte pulso transmitido.</p><p>Os equipamentos radar utilizam as três últimas faixas do</p><p>espectro de RF: frequências ultra-altas (UHF), super altas (SHF)</p><p>e extremamente altas.</p><p>Cada faixa de frequência é destinada a uma aplicação</p><p>específica. Os radares de navegação marítima usam as bandas S</p><p>(10 centímetros), para navegação costeira e de alto mar e X (3</p><p>centímetros), para aterragem/aproximação e navegação em</p><p>águas restritas (canais, portos, baías e enseadas).</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 47</p><p>Componentes de um</p><p>Sistema Radar Básico</p><p>Radar  Componentes Básicos</p><p>- O equipamento radar consiste de um</p><p>transmissor, uma antena direcional de</p><p>transmissão e recepção, um receptor e</p><p>um indicador.</p><p>Todos os sistemas radar consistem dos seguintes</p><p>componentes básicos:</p><p> Fonte - fornece todas as voltagens (AC) e (DC)</p><p>necessárias para operação dos componentes do sistema.</p><p> Antena Moduladora - dispara o transmissor e,</p><p>simultaneamente, envia pulsos de sincronização para o</p><p>indicador e outros componentes. Circuitos de tempo</p><p>(que podem estar, ou não, localizados no modulador)</p><p>estabelecem a frequência de repetição de impulsos (FRI)</p><p>na qual o modulador gera seus pulsos de disparo e de</p><p>sincronização, ou seja, o número de pulsos transmitidos</p><p>por segundo.</p><p> Transmissor - gera e envia ondas radioelétricas para a</p><p>antena, sob a forma de pulsos curtos de alta potência. A</p><p>chave T/R (duplexer) controla os ciclos de transmissão de</p><p>pulsos e de recepção de ecos (quando a transmissão é</p><p>bloqueada).</p><p> Antena - capta quaisquer ondas radar refletida pelo alvo</p><p>ou outros objetos sólidos. A antena irradia ondas</p><p>eletromagnéticas produzidas pelo transmissor radar,</p><p>durante o movimento de rotação. Essas ondas, ao</p><p>encontrarem um alvo, são refletidas por ele, retornando</p><p>à antena em forma de eco. O Eco captado pela antena</p><p>vai a um amplificador e, ao receptor, onde o indicador</p><p>sensibiliza a tela fluorescente aparecendo sob a forma</p><p>visual. A cada recebimento do eco o processo se repete.</p><p> Receptor - recebe os sinais do eco radar. Amplifica os</p><p>ecos refletidos pelos alvos, reproduzindo-os como pulsos</p><p>de vídeo, e os transmite para o indicador.</p><p> Indicador - produz uma indicação visual dos pulsos dos</p><p>ecos, em uma maneira que forneça as informações</p><p>desejadas dos alvos detectados, ou seja, o indicador</p><p>interpreta os sinais recebidos.</p><p> Tela do Radar – Basicamente, na tela do radar existem</p><p>cinco circunferências</p><p>sempre pontos notáveis em</p><p>terra.</p><p>Importante:</p><p>- Não há dúvidas que dos três tipos</p><p>primários de navegação: oceânica,</p><p>costeira e em águas restritas, está</p><p>última exigirá do navegante maior</p><p>atenção e cuidado na precisão do</p><p>cumprimento da derrota, por envolver</p><p>a proximidade de perigos à navegação.</p><p>Derrota</p><p>- Rumo ou direção que segue um navio</p><p>em viagem.</p><p>notáveis em terra ou na costa (utiliza referências</p><p>visíveis), valendo-se de acidentes naturais e artificiais,</p><p>tais como: pontas, ilhas, faróis, torres etc. (comum em</p><p>navegação costeira).</p><p> Eletrônica - método que tem por princípio obter a</p><p>posição da embarcação com auxílio de equipamentos</p><p>eletrônicos, tais como radar, radiogoniômetro, GPS e</p><p>outros.</p><p> Estimada - método aproximado de navegação. Pode ser</p><p>à vista de terra ou não. Neste método o princípio é</p><p>calcular a posição da embarcação em função de outra</p><p>posição já conhecida do navegante, utilizando-se o rumo,</p><p>a velocidade no mar e o intervalo de tempo entre as</p><p>posições.</p><p>Antes de aprofundar no estudo da navegação propriamente</p><p>dita, torna-se necessário conhecer a forma da superfície</p><p>terrestre, uma vez que o problema da navegação diz respeito a</p><p>sua representação num plano.</p><p>Forma da Terra</p><p>Algumas civilizações antigas acreditavam que a Terra era</p><p>plana; os gregos, porém, já imaginavam que a Terra era</p><p>redonda. Chegaram a essa constatação graças a simples</p><p>observações: Quando uma embarcação se afastava da costa,</p><p>primeiro sumia o casco e só depois as velas. Os exploradores</p><p>descreviam mudanças de posição das estrelas no céu,</p><p>conforme viajavam para o norte ou para o sul. E, a observação</p><p>dos eclipses lunares mostra que a sombra da Terra projetada</p><p>na superfície da Lua é sempre esférica.</p><p>Hoje, após centenas de novos estudos, sabe-se que a forma</p><p>da Terra não é a de uma esfera perfeita e sim a de esferóide (ou</p><p>geóide) achatada nos polos devido ao movimento de rotação</p><p>ao redor de seus eixos, porém para fins de navegação, sua</p><p>forma é considerada esférica, que possui centro e círculos na</p><p>superfície como linhas imaginárias.</p><p>Essas linhas imaginárias cruzam a superfície terrestre em</p><p>dois sentidos: umas, no sentido leste-oeste (E-W - horizontal);</p><p>outras no sentido norte-sul (N-S - vertical). E estão divididas,</p><p>basicamente, em paralelos e meridianos.</p><p>Movimentos da Terra</p><p>Dois são os movimentos mais importantes da Terra: rotação</p><p>e translação.</p><p> Rotação - é o movimento que a Terra executa em torno</p><p>de si mesma, ou do seu eixo imaginário, no sentido de</p><p>oeste para leste (W-E). Esse movimento dura 24 horas e</p><p>é o responsável pela sucessão dos dias e das noites.</p><p> Translação - é o deslocamento da Terra em torno do Sol,</p><p>efetuando uma trajetória elíptica completa em 365 dias,</p><p>5 horas, 48 minutos e 48 segundos. Esse movimento da</p><p>Terra é o responsável pelas estações do ano.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [FUNDAMENTOS DA NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 3</p><p>Pontos Cardeais,</p><p>Colaterais e</p><p>Subcolaterais</p><p>Rosa dos ventos</p><p>Atenção!</p><p>- Nas cartas náuticas representamos</p><p>estas direções em forma de um círculo</p><p>graduado de 0° a 360°. Este círculo é</p><p>chamado de rosa dos ventos.</p><p>- No mostrador da bússola (agulha</p><p>náutica) aparece o conjunto composto</p><p>dos pontos cardeais, colaterais e</p><p>subcolaterais que formarão a rosa dos</p><p>ventos. Em ambos os casos, a rosa dos</p><p>ventos fornece ao navegante as</p><p>direções de que ele precisa para</p><p>executar a navegação. Portanto, a</p><p>compreensão desses pontos é de</p><p>fundamental importância para aqueles</p><p>que desejam utilizar, por exemplo,</p><p>uma bússola, a carta náutica, o GPS</p><p>etc.</p><p>.</p><p>São pontos ou direções da superfície terrestre, elaborados</p><p>com base no movimento aparente do Sol.</p><p> Pontos Cardeais - São quatro os pontos cardeais: O lado</p><p>no qual o Sol nasce foi denominado de Leste (E); o lado</p><p>onde o Sol se põe foi denominado de Oeste (W).</p><p>Conhecidos esses dois pontos, foram criados os outros</p><p>dois pontos: o Norte (N) e o Sul (S).</p><p> Pontos colaterais – Além dos pontos cardeais, para</p><p>simplificar a localização foram criados mais quatro</p><p>pontos intermediários no meio dos pontos cardeais.</p><p>Esses pontos foram denominados de pontos colaterais:</p><p>Nordeste (NE), Sudeste (SE), Sudoeste (SW) Noroeste</p><p>(NW); e.</p><p> Pontos subcolaterais – Além dos pontos cardeais e</p><p>colaterais, entre os pontos colaterais foram</p><p>estabelecidos oito pontos subcolaterais que se</p><p>encontram no intervalo de um ponto cardeal e um</p><p>colateral. São eles: Norte-Nordeste (NNE), Este-Nordeste</p><p>(ENE), Este-Sudeste (ESE), Sul-Sudeste (SSE), Sul-</p><p>Sudoeste (SSW), Oeste-Sudoeste (WSW), Oeste-Noroeste</p><p>(WNW) e Norte-Noroeste (NNW).</p><p>O conjunto formado pelos pontos cardeais, colaterais e</p><p>subcolaterais é chamado de rosa dos ventos, também</p><p>conhecida como rosa de rumos ou rosa circular. Para permitir a</p><p>navegação em qualquer direção, é que a rosa dos ventos,</p><p>apresenta-se na carta náutica graduada de 000° a 360° graus no</p><p>sentido horário (sentido de rotação que acompanha o</p><p>movimento dos ponteiros do relógio), tendo o 0° para cima e</p><p>alinhado com a direção Norte.</p><p>Principais Linhas, Pontos</p><p>e Planos da Esfera</p><p>Terrestre</p><p>A linha imaginária, em torno da qual a Terra executa seu</p><p>movimento de rotação, é chamada de eixo (ou eixo terrestre</p><p>ou eixo polar). Aos lugares formados pela interseção do eixo</p><p>polar com a superfície terrestre chamamos de polos. Ao</p><p>extremo norte temos o Polo Norte (PN) e ao extremo Sul temos</p><p>o Polo Sul (PS). Se cortarmos a esfera terrestre por um plano</p><p>horizontal que passa pelo centro da Terra (semelhante a dividir</p><p>uma laranja em duas partes iguais) teremos um círculo</p><p>máximo. Esse círculo aparece nas cartas náuticas como uma</p><p>linha horizontal na latitude 0°, e é chamado de equador.</p><p>Conhecido também como Equador Terrestre, o equador é</p><p>definido como o círculo máximo horizontal da esfera terrestre</p><p>perpendicular ao eixo polar e equidistante de ambos os polos,</p><p>que divide a Terra em dois hemisférios chamados Norte (N),</p><p>acima do Equador, e Sul (S), abaixo do Equador. A partir do</p><p>equador (que está na latitude 0°) são contados noventa graus</p><p>(90°) para Norte e 90° para Sul. Agora, se cortarmos a esfera</p><p>terrestre por um plano horizontal que não passa pelo centro da</p><p>Terra (semelhante a dividir uma laranja em duas ou mais partes</p><p>desiguais), as seções resultantes serão os círculos menores.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [FUNDAMENTOS DA NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 4</p><p>Atenção!</p><p>- O Meridiano de Greenwich possui</p><p>esse nome porque é o meridiano que</p><p>passa sobre um observatório</p><p>astronômico localizado na cidade de</p><p>Greenwich (Inglaterra). É o meridiano</p><p>de Greenwich que divide a Terra em</p><p>dois hemisférios Leste (E) e Oeste (W).</p><p>Esses círculos aparecem nas cartas náuticas como linhas</p><p>horizontais e são chamados de paralelos. Dessa forma,</p><p>podemos afirmar que paralelos são cada um dos círculos</p><p>menores da superfície terrestre paralelos ao equador e, seus</p><p>raios são sempre menores que o do Equador. A partir do</p><p>equador, na posição de zero grau (0°), os paralelos servem para</p><p>determinar as latitudes dos lugares (de um determinado</p><p>ponto). Meridianos são os círculos máximos verticais da esfera</p><p>terrestre, limitados pelos polos (vão do polo norte ao polo sul).</p><p>Passam por ambos os polos da Terra, e cruzam-se entre si</p><p>nestes pontos (semelhante aos gomos de uma laranja). Os</p><p>meridianos de referência são o Meridiano de Greenwich,</p><p>também chamado meridiano de origem, meridiano zero ou</p><p>primeiro meridiano, serve de referência para a contagem das</p><p>longitudes. As longitudes assumem valores entre 000⁰ e 180°</p><p>para Leste (E) ou para Oeste (W), a partir do Meridiano de</p><p>Greenwich. Por outro lado, temos o meridiano 180° ou</p><p>Antimeridiano que é o meridiano que está oposto 180° ao</p><p>meridiano de Greenwich.</p><p>Recordando:</p><p>- O equador é</p><p>equidistantes e concêntricas, os</p><p>chamados “círculos de distâncias”, possuem uma</p><p>graduação circular de 0° a 360°, onde a graduação zero</p><p>(0) corresponde à proa da embarcação, apresentando,</p><p>portanto, marcações relativas. A distância é lida na tela</p><p>com o auxílio de um ponto luminoso que pode correr a</p><p>linha de varredura a nosso comando e que pode ser</p><p>ajustado em cima do alvo desejado lendo a indicação</p><p>dada, diretamente no mostrador de distância, em função</p><p>de uma das escalas previamente selecionadas.</p><p>Limitações do Radar</p><p>Como todo equipamento, o radar também apresenta</p><p>algumas limitações que influem na imagem exibida no indicador</p><p>e, portanto, nas informações que ele pode proporcionar, como</p><p>por exemplo:</p><p> Discriminação em distância - é a capacidade do</p><p>equipamento de diferenciar dois alvos numa mesma</p><p>marcação, porém, em distâncias próximas. Abaixo de</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 48</p><p>Uso do radar na navegação costeira e</p><p>em águas restritas</p><p>- Em virtude de sua maior precisão, as</p><p>distâncias-radar tem preferência sobre</p><p>as marcações, na navegação costeira e</p><p>em águas restritas.</p><p>Distâncias X Marcações</p><p>- De uma forma geral, obteremos</p><p>maior precisão utilizando as distâncias-</p><p>radar em vez de marcações-radar.</p><p>determinada diferença de distância entre os dois alvos, o</p><p>radar não consegue mais distingui-los, e os apresenta</p><p>como único alvo na tela do indicador.</p><p> Discriminação em marcação - é a propriedade do</p><p>equipamento em discriminar dois alvos próximos na</p><p>mesma distância, porém em marcações próximas.</p><p>Quando a diferença de marcações entre dois alvos é</p><p>menor que um determinado valor angular, o radar não</p><p>consegue mais distingui-los e eles aparecerão em sua</p><p>tela como único alvo.</p><p> Limitação de alcance mínimo - é a mínima distância</p><p>radar-alvo dentro da qual esse último é apresentado na</p><p>tela do indicador, sem ser confundido com o borrão no</p><p>centro da tela.</p><p> Limitação de alcance máximo - é a distância máxima em</p><p>que o radar consegue obter os alvos.</p><p> Limitação de precisão - é o grau de precisão de que são</p><p>determinadas as marcações e as distâncias dos alvos.</p><p>Movimentos do Radar</p><p>O GPS possibilita ao radar a referência</p><p>do Norte verdadeiro.</p><p>Movimento Relativo</p><p>- O movimento relativo é o mais usado</p><p>por radares de navegação na Marinha</p><p>Mercante.</p><p>O Radar opera, basicamente, com dois movimentos ou tipos</p><p>de apresentação da imagem radar:</p><p> Movimento Verdadeiro - a nossa embarcação se</p><p>movimenta na tela, os alvos se movem com rumo e</p><p>velocidade reais. A terra é fixa.</p><p> Movimento Relativo - a nossa embarcação fica parada</p><p>no centro da tela, os alvos se movem com rumo e</p><p>velocidade relativos. A terra se move em relação ao</p><p>rumo e à velocidade do nosso navio.</p><p>Vantagens e</p><p>Desvantagens do Radar</p><p>Distância radar x posição do alvo</p><p>- O método mais exato, para obtenção</p><p>de uma posição, usando somente o</p><p>radar é por meio da distância radar de</p><p>vários alvos.</p><p>Atenção!</p><p>- Para se determinar uma posição, com</p><p>maior precisão, devem-se obter duas</p><p>distâncias radar.</p><p>O radar tem suas vantagens e desvantagens - entre as</p><p>vantagens podemos citar:</p><p> Pode ser usado à noite, ou sob condições de baixa</p><p>visibilidade independentemente da embarcação;</p><p> Pode-se obter a posição facilmente por meio de um</p><p>único objeto fixo. Porém, para se determinar uma</p><p>posição, com maior precisão, devem-se obter duas</p><p>distâncias radar;</p><p> Não é afetado por fatores que, comumente, causam</p><p>interferência e má recepção em outros sistemas</p><p>eletrônicos;</p><p> Pode localizar e acompanhar temporais violentos; e</p><p> Permite cálculos rápidos de rumos e velocidades de</p><p>embarcações próximas, determinando se há risco ou não</p><p>de abalroamento.</p><p>Entre as desvantagens do radar, podemos citar:</p><p> Ser um equipamento muito sensível e, por conseguinte,</p><p>sujeito a avarias;</p><p> Necessita ser ajustado e sincronizado com exatidão;</p><p> Exige interpretação da imagem recebida, que nem</p><p>sempre fácil ou simples;</p><p> As cartas náuticas não são adaptadas para identificação</p><p>na tela, o que causa problemas quando comparamos os</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 49</p><p>contornos de terra mostrados no radar com os da carta;e</p><p> Não detecta alvos pequenos e costa muito baixa.</p><p>Controles do Radar</p><p>Importante:</p><p>- A sequência correta, para se ligar o</p><p>radar é:</p><p> Stand by;</p><p> On;</p><p> Ganho;</p><p> Sintonia; e</p><p> Brilho.</p><p>Atenção!</p><p>- No indicador de um radar de</p><p>navegação o VRM é o controle que</p><p>permite ter maior precisão da</p><p>distância de um alvo.</p><p>Largura de pulso radar:</p><p>- Considerando as larguras de pulso</p><p>radar, deverá ser utilizado em águas</p><p>interiores pulso curto, porque terá</p><p>melhor precisão em distância.</p><p>Alguns dos principais controles de um Radar:</p><p>Operação liga-desliga - Com um simples toque no botão</p><p>esquerdo do mouse, muda-se de STANDBY para ON. Quando o</p><p>sistema é inicializado para a simulação aparecerá</p><p>STANDBY/ON, mostrando STANDBY iluminado. Em STAND BY,</p><p>o transmissor não está irradiando e a antena está parada, mas</p><p>indica que o equipamento está pronto para entrar em</p><p>operação. Pressionando ON, o sistema iniciará o exercício</p><p>selecionado. Pressionando STANDBY, uma vez, esta função</p><p>aparecerá piscando.</p><p>Ajuste de Imagem do Radar - Os principais ajustes a serem</p><p>feitos na Imagem Radar serão o brilho, o ganho e os</p><p>atenuadores de reverberação, que estão contidos na própria</p><p>tela radar.</p><p>Escala de distância (Range Scale) - Seleciona a escala</p><p>desejada pelo operador, apresentando ao mesmo tempo o</p><p>valor dos anéis de distância à direita da escala em uso.</p><p>Controle VRM / EBL (Variable Range Mark/Electronic</p><p>Bearing Line) - Apresenta a distância e marcação do navio para</p><p>o alvo detectado ou pontos de terra, de acordo com a posição</p><p>da VRM/EBL, selecionada pelo Operador. Embaixo destas</p><p>leituras é mostrado se o radar está operando em TRUE</p><p>(Verdadeiro) ou RELATIVE (Relativo). TRUE é mostrado quando</p><p>a orientação NORTH UP ou COURSE UP está selecionada e</p><p>RELATIVE, quando HEAD UP está selecionado.</p><p>Controles de Descentragem - EBL OFFSET - permite ao</p><p>operador descentrar a EBL para qualquer posição do display.</p><p> EBL HOME - permite que a origem da EBL seja</p><p>instantaneamente recolocada no centro do display.</p><p> OFF CENTER - permite ao operador descentrar o centro</p><p>da varredura (próprio navio), com toda a apresentação,</p><p>para qualquer posição do display, desde que não</p><p>ultrapasse o limite de 60%.</p><p> CENTER - retorna a origem da varredura, com toda a</p><p>apresentação, para o centro do display.</p><p>PWR pulse (força do pulso) - Permite ao operador trocar o</p><p>pulso do radar. Inicialmente o radar encontra-se em Pulso</p><p>Curto; quando o operador acessar esta função, o radar passará</p><p>a operar em Pulso Longo.</p><p>Marca de proa (Heading mark) - Remove</p><p>momentaneamente a marca de proa do display a fim de</p><p>verificar a presença de pequenos alvos sob a mesma. Voltará</p><p>ao normal quando o operador liberar a tecla do mouse.</p><p>Controle atenuador de reverberação - É utilizado para</p><p>melhorar a Imagem Radar pela remoção de manchas e</p><p>perturbações indesejáveis, que podem obscurecer contatos</p><p>importantes. São os chamados “Anti-Clutters”, e são de dois</p><p>tipos diferentes: Anti-Clutter Sea, ou apenas SEA e Anti-Clutter</p><p>Rain, ou apenas RAIN.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 50</p><p>STC</p><p>- Em um radar, este controle permite</p><p>diminuir o ganho dos ecos mais</p><p>próximos, sem alterar os ecos</p><p>distantes, sendo seu alcance máximo</p><p>efetivo de quatro a cinco milhas,</p><p>sendo praticamente ineficaz além de</p><p>oito milhas.</p><p>FTC</p><p>- Em um radar, este controle, destina-</p><p>se a diminuir, tanto quanto possível, os</p><p>ecos de chuvas, granizo e neve, que</p><p>podem obscurecer os alvos.</p><p>Controles GAIN, SEA e RAIN</p><p> GAIN - permite o ajuste do ganho do receptor.</p><p> SEA - Também chamado de STC (Sensitivity Time Control</p><p>ou Anti-Clutter Sea) serve para reduzir os efeitos do</p><p>retorno do mar (Reverberação). Este controle possui</p><p>maior efeito a curta distância, reduzindo seu efeito nos</p><p>alvos além de seis milhas.</p><p> RAIN – Também conhecido como FTC (Fast Time Control</p><p>ou Anti-Clutter Rain), destina-se a diminuir, tanto quanto</p><p>possível, os ecos de chuvas fortes, neve ou granizo, que</p><p>podem obscurecer os alvos melhorando o desempenho</p><p>do radar.</p><p>Display Orientation - Permite ao operador selecionar os</p><p>seguintes tipos de orientação da apresentação do Display:</p><p>NORTH UP, COURSE UP e HEAD UP.</p><p> NORTH UP - é o modo de apresentação em que o norte</p><p>verdadeiro tem como referência o 000° do display. A</p><p>marca de proa (linha de fé) é orientada para o rumo em</p><p>que o navio está navegando e acompanha as alterações</p><p>de rumo do navio. Permite ao operador obter marcações</p><p>verdadeiras dos alvos, pontos de terra etc.</p><p> COURSE UP - este modo apresenta a marca de proa</p><p>(linha de fé) no topo do display 000°. Entretanto, se o</p><p>operador acessar o MENU 2 e desabilitar COURSE UP</p><p>RELATIVE, na função DISPLAY OPTION, a marca de proa</p><p>apresentará o rumo verdadeiro do navio no topo e</p><p>acompanhará qualquer alteração de rumo. Quando</p><p>estabilizado no novo rumo, se o operador tocar e liberar</p><p>NEW COURSE, a marca de proa voltará para o topo do</p><p>display. Permite ao operador obter marcações</p><p>verdadeiras.</p><p>Intensity - Este submenu permite ao operador ajustar o</p><p>brilho ou intensidade do vídeo do radar, VRM/EBL, anéis de</p><p>distância, Painel Gráfico, símbolos do ARPA e Círculo Gráfico.</p><p>True motion - Este submenu, quando selecionado pelo</p><p>operador, apresenta no display o movimento verdadeiro do</p><p>próprio navio e dos alvos. Na apresentação, pontos de terra,</p><p>ilhas, boias etc. aparecem parados. Quando o próprio navio</p><p>alcança 75% do raio do display, o sistema automaticamente</p><p>reposiciona o navio no ponto inicial. O controle MANUAL</p><p>RESET permite ao operador reposicionar o navio manualmente</p><p>antes de atingir 75% do display.</p><p>RACON</p><p>Apresentação radar de</p><p>um RACON</p><p>O sistema de balizamento poderá ser dotado de um</p><p>respondedor radar ou RACON (“Radar beacon”), que é um</p><p>auxílio à navegação radar, geralmente instalado em um farol,</p><p>farolete, boia ou barca-farol etc, que, quando excitado por um</p><p>radar de navegação, automaticamente retorna um sinal</p><p>distinto, que aparece na tela do radar do navio, como uma letra</p><p>em código Morse, proporcionando identificação positiva do</p><p>alvo e possibilitando determinar sua marcação e distância</p><p>radar.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 51</p><p>Global Positioning</p><p>System (GPS)</p><p>Atenção!</p><p>- O sistema GPS está sob controle</p><p>estrangeiro e, até mesmo sob a forma</p><p>Diferencial (DGPS), pode ter sua</p><p>precisão degradada intencionalmente</p><p>sem que nada possamos fazer – essa é</p><p>uma de suas limitações.</p><p>Homem ao Mar</p><p>- A expressão “homem ao mar”</p><p>significa que uma ou mais pessoas</p><p>caíram na água.</p><p>Busca e Salvamento</p><p>- A expressão “busca e salvamento”</p><p>tem o mesmo significado de</p><p>“socorro”.</p><p>O Sistema NAVSTAR GPS permite a navegação por sinais de</p><p>satélite altamente preciso. Foi desenvolvido pelo Departamento</p><p>de Defesa dos Estados Unidos, em conjunto com seus aliados</p><p>da OTAN. A base dessa criação foi o projeto NAVSTAR,</p><p>desenvolvido em 1960. Seu sistema de radionavegação</p><p>determina a posição bi ou tridimensional, de um ponto</p><p>qualquer sobre a superfície da Terra ou próximo a ela. Está</p><p>disponível 24 horas por dia, com cobertura mundial, em</p><p>quaisquer condições de tempo.</p><p>Antes de uso somente militar e dirigido à navegação,</p><p>atualmente é aberto e pode ser usado por todos os cidadãos</p><p>gratuitamente. Sua função é a de identificar a localização de um</p><p>aparelho Receptor GPS.</p><p>Os aparelhos receptores, por sua vez, têm a função de</p><p>enviar um sinal para os satélites. Assim, fazendo alguns</p><p>cálculos, o receptor GPS consegue determinar qual a sua</p><p>posição e, com a ajuda de alguns mapas de cidades, indicarem</p><p>quais caminhos você pode percorrer para chegar ao local</p><p>desejado.</p><p>O sistema GPS, por sua integridade, disponibilidade e</p><p>precisão, tornou obsoletos praticamente todos os outros</p><p>sistemas de navegação eletrônica de médio e longo alcance.</p><p>Suas vantagens e possibilidades são imensas, especialmente</p><p>com a aplicação da técnica Diferencial (DGPS).</p><p>Além das aplicações na navegação oceânica e na navegação</p><p>costeira, ou, sob a forma Diferencial (DGPS), na navegação em</p><p>águas restritas (no acesso e no interior de portos, baías e</p><p>canais); em operações de sinalização náutica, controle de</p><p>tráfego de porto e dragagem; e em levantamentos</p><p>hidrográficos, oceanográficos e geofísicos, o sistema tem, ainda,</p><p>outros importantes empregos, como em fainas de homem ao</p><p>mar e em operações de socorro, busca e salvamento.</p><p>Componentes do</p><p>Sistema GPS</p><p>Fonte:</p><p>http://www.panda4x4.net/aventura/gps/gps.htm</p><p>Segmento espacial</p><p>- a parte total do sistema GPS que</p><p>inclui os satélites e os veículos de</p><p>lançamento.</p><p>O sistema GPS é constituído por três componentes</p><p>principais: o segmento espacial (satélites), o segmento terrestre</p><p>(monitoramento e controle) e o segmento do usuário</p><p>(receptores GPS e equipamentos associados). Os três</p><p>segmentos operam em interação constante, proporcionando,</p><p>dados de posicionamento tridimensional (latitude, longitude e</p><p>altitude), rumo, velocidade e tempo (hora) com alta precisão.</p><p>Alguns detalhes de cada componente dos sistema GPS:</p><p>Segmento espacial - Atualmente o segmento espacial é</p><p>composto de 27 satélites, sendo 24 operativos e 3 de reserva,</p><p>distribuídos em seis planos orbitais (cada órbita com 4</p><p>satélites). Esses planos orbitais têm uma inclinação de 55⁰ em</p><p>relação ao equador terrestre, a uma altitude de</p><p>aproximadamente 20.200 km (cerca de 10.900 milhas</p><p>náuticas). As órbitas são percorridas a cada 12 horas</p><p>aproximadamente, por cada satélite.</p><p>Todos os satélites NAVSTAR GPS transmitem seus sinais em</p><p>duas frequências na faixa de UHF, centradas em 1575,42 MHz e</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 52</p><p>Segmento espacial do GPS</p><p>O segmento espacial do GPS foi</p><p>projetado para garantir, com uma</p><p>probabilidade de</p><p>95%, que pelo menos 4 satélites</p><p>estejam sempre acima do horizonte</p><p>(com uma altura maior que a elevação</p><p>mínima de 5º requerida para uma boa</p><p>recepção), em qualquer ponto da</p><p>superfície da Terra, 24 horas por dia.</p><p>Efemérides do satélite</p><p>-São dados orbitais transmitidos pelos</p><p>satélites que permitem prever em que</p><p>posição no céu eles estarão, em</p><p>determinado instante. Como o GPS</p><p>funciona com base na medida de</p><p>distância entre o satélite e o receptor,</p><p>a posição do satélite é fundamental</p><p>para o processo.</p><p>Fonte: Enet</p><p>Nº de Satélites GPS para</p><p>posicionamento:</p><p>4 = Latitude, Longitude, Altitude e</p><p>hora.</p><p>3 = Latitude, Longitude e Hora.</p><p>2 = Latitude e Longitude.</p><p>Fonte: www.pazevita.com</p><p>LATITUDE</p><p>LONGITUDE</p><p>ALTITUDE</p><p>HORA</p><p>RUMO</p><p>VELOCIDADE</p><p>1227,60 MHz, designadas, respectivamente, frequências L1 e</p><p>L2, mas o sinal de cada satélite é transmitido com uma</p><p>modulação diferente, sob a forma de código, que permite a</p><p>perfeita identificação dos satélites pelo receptor GPS de bordo.</p><p>Essas modulações em forma de código consistem de um</p><p>código de precisão (P CODE) e de um código de aquisição inicial</p><p>(C/A – “COARSE ACQUISITION CODE”), que proporcionam,</p><p>respectivamente, dois tipos de serviços conhecidos como PPS e</p><p>SPS, a saber:</p><p> PPS - Serviço de Posicionamento Preciso (Precise</p><p>Positioning Service), acessível apenas aos usuários</p><p>militares norte-americanos e seus aliados da OTAN, além</p><p>de outras agências governamentais dos EUA; e</p><p> SPS - Serviço de Posicionamento</p><p>Padrão (Standard</p><p>Positioning Service), acessível aos demais usuários do</p><p>sistema.</p><p>A portadora L1 contém ambas as modulações em código,</p><p>enquanto a L2 contém somente o código P.</p><p>Embora o serviço PPS seja mais preciso a diferença de</p><p>desempenho entre os dois serviços são na realidade menor do</p><p>que os projetistas do sistema esperavam.</p><p>A expectativa do projeto inicial na precisão obtida pelo PPS</p><p>e SPS era de aproximadamente 20 e 100 metros,</p><p>respectivamente, o que não ocorreu na prática. Por essa razão</p><p>é introduzida uma degradação intencional no sistema que</p><p>diminui a precisão do serviço SPS em tempo real, através da</p><p>adulteração dos relógios dos satélites, provocando erros nas</p><p>medidas das distâncias pela transmissão de efemérides</p><p>degradadas.</p><p>Segmento terrestre - Consiste em uma rede de estações</p><p>terrestres que monitoram e rastreiam os satélites e os mantém</p><p>abastecidos com informações diárias.</p><p>São constituídos por cinco estações monitoras que</p><p>rastreiam passivamente todos os satélites visíveis. Uma estação</p><p>“Master” (localizada nos EUA, no Estado do Colorado) para</p><p>processamento dos dados coletados nas estações monitoras; e</p><p>quatro antenas terrestres que transmitem ou carregam os</p><p>dados processados na estação “Master”. Ao menos três vezes</p><p>por dia essas informações são transmitidas aos satélites para</p><p>atualização dos dados codificados nos sinais transmitidos aos</p><p>usuários.</p><p>O GPS requer a obtenção de mais de uma distância para</p><p>produzir uma posição na superfície da Terra. Se desejarmos</p><p>uma posição tridimensional (latitude, longitude e altitude) e</p><p>informações precisas de tempo é necessário observar quatro</p><p>(4) satélites, o que permite calcular as quatro incógnitas,</p><p>(latitude, longitude, altitude e hora). Para a navegação</p><p>marítima, a altitude não tem relevância, mas é um dado</p><p>importante para a navegação aérea.</p><p>Além das quatro (4) incógnitas anteriormente citadas, o GPS</p><p>fornece também o rumo e a velocidade do navio, ambos em</p><p>relação ao fundo, entre outras informações.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 53</p><p>Segmento usuário – Este segmento é composto pelos</p><p>equipamentos a bordo de embarcações, aeronaves, automóveis</p><p>etc. O usuário, ao receber no seu Receptor GPS, os sinais do</p><p>sistema, determina com precisão sua distância para os vários</p><p>satélites, pela medição dos tempos de trajeto dos sinais</p><p>transmitidos pelos satélites através da variação Doppler e</p><p>computam a posição do receptor e, a hora exata da medição.</p><p>Receptor GPS</p><p>O Receptor GPS nada mais é do que um aparelho que</p><p>mostra nossa posição, hora e outros recursos que variam</p><p>conforme o tipo de aparelho.</p><p>A necessidade da medida de distâncias a quatro satélites</p><p>para determinação de uma posição GPS tridimensional</p><p>(latitude, longitude, altitude) causa um grande impacto no</p><p>projeto dos receptores GPS. Uma regra básica que resulta disso</p><p>é que, se forem desejadas posições contínuas, de elevada</p><p>precisão, será necessário dispor de um receptor com, pelo</p><p>menos, quatro canais. Ou seja, um aparelho que possa devotar</p><p>um canal para cada um dos quatro satélites GPS sendo</p><p>simultaneamente observados.</p><p>Determinação da</p><p>Posição GPS</p><p>Fonte: www2.uefs.br</p><p>Atenção!</p><p>- A intensidade dos sinais necessária</p><p>para que um receptor adquira (ou</p><p>readquira) os satélites é cerca de</p><p>CINCO vezes maior que a intensidade</p><p>do sinal necessária para que o receptor</p><p>acompanhe os satélites e leia suas</p><p>mensagens.</p><p>- Os sinais oriundos de satélites a uma</p><p>baixa elevação estarão enfraquecidos</p><p>quando, obrigatoriamente,</p><p>demorarem mais a passar através da</p><p>atmosfera terrestre.</p><p>O receptor de GPS de bordo determina continuamente a</p><p>sua posição, através do recebimento das informações de três</p><p>(ou quatro) satélites que estejam visíveis (acima do horizonte</p><p>da antena de equipamento).</p><p>Etapas básicas na determinação da posição são as</p><p>seguintes:</p><p>1) Os satélites GPS transmitem continuamente os seus</p><p>dados orbitais (suas efemérides): hora da transmissão, posição</p><p>do satélite, elevação e desvio do relógio, número do satélite e</p><p>qualidade do sinal.</p><p>Cada satélite transmite uma mensagem que essencialmente diz:</p><p>“Eu sou o satélite nº X, minha posição atual é Y e esta mensagem</p><p>foi transmitida na hora Z”.</p><p>O receptor GPS de bordo recebe os sinais dos satélites e</p><p>determina a posição deles (satélites) por comparação dos</p><p>dados.</p><p>2) o receptor GPS mede com muita precisão (por Doppler) a</p><p>distância do navio-satélite.</p><p>3) sendo a posição dos satélites conhecidas e suas distâncias</p><p>ao navio também, o receptor GPS de bordo determina sua</p><p>própria posição através de uma triangulação dos sinais dos</p><p>satélites.</p><p>4) em poucos minutos, o equipamento efetua esses cálculos</p><p>automaticamente e fornece a latitude, a longitude e a hora de</p><p>acordo com o relógio do satélite.</p><p>5) o GPS dá uma posição consistentemente mais precisa do</p><p>que os resultados da observação astronômica, sob quaisquer</p><p>condições atmosféricas e em qualquer lugar da Terra.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 54</p><p>Fontes de Erro do</p><p>Sistema GPS</p><p>Atenção!</p><p>- A degradação intencional ou</p><p>disponibilidade seletiva é, de longe, a</p><p>maior fonte de erro do GPS padrão.</p><p>As principais fontes dos erros que afetam o sistema GPS são</p><p>a disponibilidade seletiva (“selective availability”); atrasos</p><p>ionosféricos e atmosféricos; erros nos relógios dos satélites</p><p>GPS e erros dos receptores.</p><p>Foi mencionado que o GPS oferece dois (2) serviços de</p><p>posicionamento. O Serviço de Posicionamento Preciso (PPS), e o</p><p>Serviço Padrão de Posicionamento (SPS). Por razões de</p><p>segurança nacional, o Departamento de Defesa dos EUA</p><p>degrada a precisão do GPS, pela introdução de erros no relógio</p><p>dos satélites e na mensagem de navegação. Em caso de</p><p>emergência nacional, a degradação do nível de precisão pode</p><p>ser elevada para além de 100 metros.</p><p>Almanaque</p><p>Almanaque</p><p>- Chama-se “Almanaque”, as</p><p>informações sobre os satélites,</p><p>necessárias para a operação dos</p><p>receptores do GPS.</p><p>Para que o receptor GPS de bordo possa operar, é</p><p>necessário que tenha em sua memória todas as informações</p><p>sobre os satélites. Tais informações são chamadas de</p><p>“almanaque” e são memorizadas logo no início da operação do</p><p>equipamento.</p><p>No entanto, como o equipamento receptor GPS não sai de</p><p>fábrica com o almanaque inserido, ele deve ser preparado para</p><p>recebê-lo após a instalação a bordo. Dessa forma, as</p><p>informações do almanaque são memorizadas pelo receptor GPS</p><p>por ocasião de sua primeira operação. Sem dispor do</p><p>almanaque em sua memória, a posição GPS não pode ser</p><p>determinada. A partir daí, cada vez que o receptor captar um</p><p>satélite, ele consulta o seu almanaque e calcula imediatamente</p><p>a posição do satélite registrado em sua memória.</p><p>Funções do GPS</p><p>ETA</p><p>- Abreviatura de hora estimada de</p><p>chegada (Estimated Time of Arrival).</p><p>Fundeio</p><p>- Ato de lançar a âncora no fundo para</p><p>ancorar o barco. O mesmo que</p><p>ancorar.</p><p>Garrar</p><p>- Arrastar o ferro por este não segurar</p><p>bem a embarcação.</p><p>A função básica do GPS a bordo é a determinação da</p><p>posição precisa do navio. Mas, sendo um equipamento</p><p>diversificado, pode ser utilizado para uma infinidade de</p><p>funções, todas elas ligadas à navegação e a sua segurança, a</p><p>saber:</p><p> Determinar a velocidade do navio em relação ao fundo;</p><p> Determinação exata da hora;</p><p> Possibilidade de inserir, os pontos da derrota (way</p><p>points) e programar toda a travessia através dela;</p><p> Possibilidade de determinar o ETA aos diversos pontos</p><p>da derrota e se o barco está atrasado ou adiantado em</p><p>relação ao programado;</p><p> Fornecimento das correções de rumo e velocidade a</p><p>serem efetuados para compensar os efeitos de mar,</p><p>vento, corrente, etc. que atuam sobre o navio (correção</p><p>do abatimento);</p><p> Determinar com precisão a posição de queda</p><p>de</p><p>“Homem ao Mar” através de um botão próprio, (M.O.B)</p><p>facilitando o recolhimento do mesmo;</p><p> Permite o fundeio de precisão, e dispara alarme no caso</p><p>do navio garrar ou se afastar da posição de fundeio mais</p><p>do que o programado; e</p><p> Permite recuperar derrotas anteriores para eventuais</p><p>análises ou reutilização etc.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 55</p><p>Programação da</p><p>Navegação</p><p>Programar a navegação a ser executada consiste em,</p><p>conhecendo as coordenadas do ponto de partida e do ponto</p><p>aonde se deseja chegar, determinar o rumo a ser seguido e a</p><p>distância a navegar.</p><p>O GPS fornece esses dados da seguinte forma:</p><p> Quando a navegação a ser executada é composta de</p><p>apenas um rumo (derrota simples), a programação para</p><p>a navegação, neste caso, consistirá em inserir as</p><p>coordenadas do ponto de partida e do ponto de</p><p>chegada, na função WAYPOINT (WPT ou WP), e acionar,</p><p>em seguida a tecla ir para (GO TO). Desta forma, o GPS</p><p>fornecerá o Rumo Verdadeiro (Desired Track – DTK) a ser</p><p>navegado, assim como a distância a ser navegada (Along</p><p>Distance Track – ATD).</p><p> Quando a navegação a ser executada é composta por</p><p>mais de um rumo (derrota composta), a programação da</p><p>navegação consistirá em inserir as coordenadas de todos</p><p>os pontos de mudança de rumo e do ponto de chegada,</p><p>na função WAYPOINT (WPT ou WP). Para cada</p><p>coordenada inserida, o GPS batizará com um número de</p><p>WAYPOINT, de forma que o ponto de chegada será o</p><p>último WAYPOINT. Acionando a tecla ir para (GO TO), o</p><p>GPS fornecerá os Rumos (DTK) e Distâncias (ATD) entre</p><p>os WPT.</p><p>Operação do Sistema</p><p>GPS</p><p>Modernos equipamentos que trabalham com cartas</p><p>náuticas digitais podem ser de grande ajuda na navegação</p><p>costeira, informando e visualizando, em tempo real, nossa</p><p>posição em relação à costa em que estamos navegando.</p><p>Normalmente estas cartas estão sincronizadas com os</p><p>demais equipamentos, tais como radar, GPS, ecobatímetro,</p><p>odômetro, giro etc.</p><p>Ao ligar o aparelho “GPS” é necessário inserir algumas</p><p>informações para que, quando receba um sinal do sistema</p><p>(satélites artificiais), possa decodificar o sinal de maneira a</p><p>fornecer os dados (latitude e longitude) corretamente.</p><p>A maioria dos “GPS” mantém estas informações em</p><p>memória, mesmo após desligados; portanto, só devem ser</p><p>inseridas novas informações caso haja modificações.</p><p>Principais informações fornecidas pelo GPS:</p><p> Hora local (Local time) - como o sistema utiliza a Hora</p><p>Média de Greenwich (HMG), é necessário que o</p><p>navegante insira o fuso horário da região onde está</p><p>navegando, a fim de que as posições fornecidas tenham</p><p>como registro a hora local. Para tanto, é indispensável</p><p>acionar a função UTC (universal time coordinated) e</p><p>inserir o fuso. Quem navega na costa brasileira, por</p><p>exemplo, deve inserir +3, que corresponde ao fuso da</p><p>costa do Brasil.</p><p> Datum - como existem pequenas distorções referentes</p><p>às projeções das cartas náuticas, é necessário que o</p><p>navegante insira o datum, que é uma referência</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 56</p><p>WGS-84</p><p>- (“World Geodetic System – 1984”);</p><p>elipsóide e “datum” utilizados como</p><p>referência para todos os cálculos e</p><p>posições do sistema GPS.</p><p>cartográfica da projeção da carta, no equipamento.</p><p>Desta forma, as posições fornecidas estarão adequadas a</p><p>distorções da projeção. As cartas náuticas brasileiras têm</p><p>como datum universal o WGS 84, que deve ser inserido</p><p>no equipamento.</p><p> Sistema Náutico - como o GPS é um equipamento</p><p>utilizado para outros tipos de navegação (aérea e</p><p>terrestre), e cada uma delas utiliza-se de medidas</p><p>características, é necessário que o navegante coloque o</p><p>equipamento no modo náutico, para que este forneça as</p><p>distâncias em milhas náuticas e as velocidades em nós.</p><p>Feito isso, o GPS estará pronto para fornecer ao</p><p>navegante, a todo instante, as suas coordenadas de</p><p>latitude e longitude.</p><p> Derrota Simples - É quando a navegação a ser executada</p><p>é composta apenas de um rumo; este caso acontece</p><p>quando vamos para um determinado ponto onde seja</p><p>possível traçar apenas um rumo para podermos atingi-lo.</p><p>Consistirá em inserir no “GPS” as coordenadas do ponto</p><p>(waypoint), onde se deseja chegar.</p><p> Derrota Composta - é quando a navegação a ser</p><p>executada é composta por mais de um rumo; este caso</p><p>acontece quando precisamos inserir no “GPS” mais de</p><p>um ponto (waypoint), para alcançarmos o destino</p><p>desejado.</p><p> Velocidade (Ground Speed – GS ou Speed Over Ground –</p><p>SOG) - esta informação é fornecida pelo GPS a todo</p><p>instante. Basta que o navegante acione a função GS ou</p><p>SOG. A velocidade apresentada refere-se à velocidade</p><p>real da embarcação em relação ao fundo do mar, isto é,</p><p>levando em consideração vento e/ou corrente. A</p><p>velocidade em relação ao fundo é usada para determinar</p><p>o ETA.</p><p> Rumo no fundo (COG - Course Over Ground) -</p><p>Semelhante à velocidade no fundo, o rumo apresentado</p><p>refere-se ao rumo real da embarcação, conforme</p><p>planejado e traçado na carta náutica, mesmo sob efeito</p><p>de vento e/ou corrente.</p><p> Abatimento (XTE - Cross Track Error) – O “GPS” também</p><p>fornece o abatimento da embarcação, ou seja, a</p><p>distância perpendicular do rumo planejado à posição</p><p>atual.</p><p> Rumo a Navegar (Bearing – BRG) - sabendo qual foi o</p><p>rumo navegado e o abatimento da embarcação, o GPS</p><p>sugere o rumo a navegar para alcançar o waypoint mais</p><p>próximo.</p><p> Rumo a Navegar levando em consideração corrente e</p><p>vento (Course to Steer – CTS) - utilizando a função CTS, o</p><p>equipamento fornece um rumo de governo, ou seja, um</p><p>rumo a navegar, levando-se em consideração os efeitos</p><p>de corrente e vento existentes, para alcançar o próximo</p><p>Waypoint.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 57</p><p> Duração de travessia até um waypoint (Time To Go –</p><p>TTG) - esta função informa o tempo que falta para chegar</p><p>a qualquer ponto da derrota, a partir da posição atual.</p><p> Hora estimada de chegada (ETA - Estimated Time of</p><p>Arrival) - Esta função fornece a hora estimada de</p><p>chegada em um waypoint (ponto de mudança de rumo)</p><p>ou do ponto final de chegada (último waypoint).</p><p>DGPS</p><p>(Diferencial GPS)</p><p>Precisão do DGPS</p><p>- A precisão do DGPS depende do</p><p>afastamento fixo–móvel, ou seja,</p><p>depende da distância entre a</p><p>embarcação e a estação de referência</p><p>DGPS.</p><p>Conceito de Operação do DGPS</p><p>- O conceito de operação utilizando no</p><p>DGPS é o de posicionamento relativo.</p><p>Alcance e Precisão do DGPS</p><p>- A precisão do DGPS depende do</p><p>afastamento fixo-móvel, ou seja,</p><p>depende da distância entre a</p><p>embarcação e a estação de referência</p><p>DGPS. Já o alcance preciso dos dados</p><p>do DGPS é de até 200-250 milhas da</p><p>estação de referência.</p><p>Recordando:</p><p>- Por razões de segurança nacional, o</p><p>Departamento de Defesa dos Estados</p><p>Unidos degrada a precisão do GPS para</p><p>100 metros (2 drms), pela introdução</p><p>de erros no relógio dos satélites e na</p><p>mensagem de navegação. Em caso de</p><p>emergência nacional, a degradação do</p><p>nível de precisão pode ser elevada</p><p>para além de 100 metros.</p><p>Recordando:</p><p>- IALA (Associação Internacional de</p><p>Sinalização Náutica); e</p><p>- IMO (Organização Marítima</p><p>Internacional).</p><p>É uma das mais sofisticadas formas de navegação GPS,</p><p>permitindo medidas muito precisas. O DGPS baseia-se nos</p><p>sinais transmitidos a partir de uma estação fixa, em terra, de</p><p>posição bem definida. É um novo conceito de auxílio à</p><p>navegação, utilizando a transmissão dos radiofaróis existentes</p><p>na costa. Os erros nas pseudo-distâncias (inclusive os devidos</p><p>AS) calculados a partir do conhecimento das coordenadas da</p><p>estação fixa, são transmitidos para a estação móvel (a</p><p>embarcação), eliminando, virtualmente, todos os erros nas</p><p>medidas. Sua precisão</p><p>depende do afastamento fixo-móvel.</p><p>A técnica diferencial aplicada ao GPS foi desenvolvida para</p><p>obter maior precisão do posicionamento do SPS do sistema</p><p>GPS. Corrige não só a degradação intencional da precisão do</p><p>GPS introduzida pelo Departamento da Defesa dos Estados</p><p>Unidos, mas também as influências incontroláveis, como as</p><p>condições de propagação atmosférica, os erros de sincronização</p><p>dos relógios e as irregularidades nas órbitas dos satélites. Essa</p><p>técnica DGPS torna a precisão de posicionamento do GPS</p><p>inferior a 10 metros e acessível a qualquer usuário.</p><p>A disponibilidade seletiva (S/A) ou degradação intencional é,</p><p>de longe, a maior fonte de erros do GPS.</p><p>Com a técnica diferencial aplicada ao GPS, é compensada</p><p>uma grande porcentagem dos erros provenientes das fontes</p><p>citadas.</p><p>O DGPS foi desenvolvido pela Guarda Costeira dos EUA a fim</p><p>de fazer com que seja alcançada uma precisão entre 8 e 20</p><p>metros, necessária à aproximação de portos, navegação</p><p>portuária e em águas restritas – que não é dada pelo SPS</p><p>(Standard Positioning Service) nem pela S/A (Selective</p><p>Availability).</p><p>Tanto a IALA como a IMO, endossaram o uso do DGPS por</p><p>seu potencial no incremento da segurança da navegação.</p><p>Ambas as organizações também aprovaram o uso dos</p><p>radiofaróis para a transmissão dos dados de correção DGPS.</p><p>O sistema emprega uma série de estações de referência em</p><p>pontos cujas coordenadas são conhecidas com precisão. Em</p><p>operação, as estações de referência recebem continuamente os</p><p>Sinais dos Satélites GPS, comparam os valores recebidos com a</p><p>sua posição conhecida, computam a diferença e geram as</p><p>correções na medida da distância para cada satélite GPS. Essas</p><p>correções são transmitidas pelas estações de referência para os</p><p>receptores DGPS instalados em navios/embarcações que</p><p>trafegam na área.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 58</p><p>Siglas Comumente</p><p>Usadas por um GPS</p><p>Tela tópica de um GPS</p><p>Vamos interpretar as informações da</p><p>tela acima:</p><p>- BRG 324º - Marcação do próximo</p><p>waypoint</p><p>- DIST 0.24 NM – Distância do próximo</p><p>waypoint</p><p>- COG 323º - Rumo no fundo</p><p>- SOG 7.6 Kts – Velocidade no fundo</p><p>- XTE 0.02 NM – Abatimento lateral</p><p>- NEXT WPT – Próximo ponto 171</p><p>- TTG – Tempo que falta para chegar</p><p>ao próximo ponto.</p><p>- TIME – Hora atual e data</p><p>- POSITION – Latitude e Longitude</p><p>atual do navio</p><p>- ETA END – Hora final de chegada</p><p>Atenção!</p><p>- As siglas COG, CTS e UTC no GPS</p><p>tem o seguinte significado: Rumo</p><p>no fundo, rumo a navegar e hora</p><p>média de Greenwich.</p><p>Ao navegar utilizando o GPS, devemos levar em</p><p>consideração alguns termos próprios do equipamento, tais</p><p>como:</p><p> ALMANAQUE - Informações contidas no sinal do satélite.</p><p> ANCHOR WATCH - alarme para fundeio (usado quando a</p><p>embarcação está fundeando, e a âncora sai do lugar,</p><p>arrastando o barco pelo fundo) - (garrando).</p><p> ATD - Distância a ser navegada ((Along Track Distance).</p><p> BTW - rumo para o waypoint (bearing to waypoint).</p><p> BRG - Direção em graus para o destino (Bearing).</p><p> CLEAR - limpar.</p><p> COG - Rumo no fundo; é a direção resultante realmente</p><p>navegada, desde o ponto de partida até o ponto de</p><p>chegada, num determinado momento, ou seja, na carta,</p><p>o rumo no fundo é a resultante entre o rumo na</p><p>superfície e a corrente.</p><p> CROSS TRACK - erros de navegação, desvios lateral em</p><p>relação à rota prevista.</p><p> CU - orientação da carta eletrônica com o curso para</p><p>cima (couse UP).</p><p> CTS - rumo a seguir, considerando o abatimento de</p><p>vento/corrente (couse to steer).</p><p> CMG - rumo realmente navegado (Course Made Good)</p><p>corrigido do efeito abatimento.</p><p> DISTANCE TO GO - distância para chegar (regular para</p><p>milhas náuticas).</p><p> DTK - rumo desejado na superfície.</p><p> DTV - distância até o waypoint (distance to waypoint).</p><p> DOP - desvio de posição (Diluiton of Precision).</p><p> DMG - distância realmente navegada (Distance Made</p><p>Good)</p><p> EVENT MARCK - marca a posição de algo desejado (ou</p><p>simplesmente MARCK).</p><p> ETA - hora estimada de chegada (Estimated Time of</p><p>Arrival).</p><p> ETD - hora estimada de partida.</p><p> ETE - duração estimada da travessia (Estimated Time of</p><p>Enroute).</p><p> FT - altitude em pés (feet).</p><p> GO TO - ir para. Comando para ir a um determinado</p><p>ponto escolhido.</p><p> GDOP - desvio geometric de posição (geometric diluition</p><p>of precision).</p><p> HEADING - direção em que a proa aponta.</p><p> HDOP - desvio horizontal de precisão (horizontal diluition</p><p>of precision).</p><p> HU - orientação da carta eletrônica com a proa para cima</p><p>(Head UP).</p><p> LAND MARK - pontos de derrota (o mesmo que WP)</p><p> LEG - uma pernada da rota ou rumo.</p><p> MOB - Homem ao mar; esta tecla do GPS imediatamente</p><p>após ser acionado, o GPS insere um ponto chamado</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 59</p><p>MOB com a posição atual e ao mesmo tempo executa a</p><p>função GO TO (vá para), considerando este ponto como</p><p>destino.</p><p> MARCK - Comando para marcar um ponto de sua</p><p>posição atual</p><p> NO GO AREA - área a ser evitada</p><p> NM - milhas náuticas (nautical Miles).</p><p> NU - orientação da carta eletrônica com o norte para</p><p>cima (Norte UP).</p><p> NMEA - Nautical Maritime Eletronic Association.</p><p> POSITION FIX - posição calculada.</p><p> PLOTTER - traçador de derrota.</p><p> RANGE - alcance.</p><p> ROUTE (RTE) - rota ou rumo.</p><p> RNG ou DTG - distância para o destino (Range ou</p><p>Distance To Go).</p><p> SOG - velocidade no fundo (speed over gound).</p><p> SHIP POSITION - posição do barco.</p><p> SA - disponibilidade seletiva.</p><p> SETUP - ajustagem. Comando de programação.</p><p> SOA - Velocidade de avanço; é aquela com a qual se</p><p>pretende progredir ao longo da derrota planejada.</p><p> TRK ou BRG - É o rumo apresentado pelo GPS. O</p><p>instrumento já fornece o rumo verdadeiro.</p><p> TRIP - distância de viagem.</p><p> TTG - tempo para chegar. (Time To Go)</p><p> TIDE - marés.</p><p> UTC - hora média de Greenwich.</p><p> VDOP - desvio vertical de posição (vertical diluition of</p><p>precision).</p><p> VMG - velocidade no fundo; é a velocidade ao longo da</p><p>derrota realmente seguida em relação ao fundo do mar,</p><p>desde o ponto de partida até o ponto de chegada.</p><p> WAYPOINT (WPT) - Insere qualquer ponto pretendido.</p><p>Ponto marcado (exemplos: pesqueiro, ponto de fundeio)</p><p> WGS - datum eletrônico (Word geodesic system).</p><p> XTE - erro no rumo (Cross Track Error).</p><p> 2D - posição em latitude e longitude.</p><p> 3D - Posição em três dimensões (latitude, longitude e</p><p>altura).</p><p>Parabéns por ter concluído mais está unidade.</p><p>Verifique seus conhecimentos, realizando os Simulados Online.</p><p>Acesse o site e selecione “Por Disciplina”: Instrumentos Náuticos</p><p>Saiba mais</p><p>Você pode saber mais sobre o assunto estudado nesta unidade consultando os seguintes endereços</p><p>eletrônicos:</p><p>https://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/download/cap14.pdf</p><p>(Navegação Radar)</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE RADAR E GPS]</p><p>Mestre-Amador 60</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Radar</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/GPS</p><p>http://www.ebah.com.br/content/ABAAAexa0AC/navegacao</p><p>http://cartografia.eng.br/site/introducao-ao-gps/</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE FUNCIONAMENTO DA EPIRB]</p><p>Mestre-Amador 61</p><p>Unidade 6</p><p>Nesta unidade, você vai conhecer algumas noções básicas de funcionamento da EPIRB.</p><p>EPIRB</p><p>Fonte: http://www.brmcc.aer.mil.br</p><p>GMDSS</p><p>- Em Inglês: Global Maritime Distress</p><p>and Safety System.</p><p>Atenção!</p><p>- Os principais equipamentos utilizados</p><p>pelo GMDSS são o EPIRB, que é um</p><p>equipamento projetado para</p><p>transmitir alertas aos Centros de</p><p>Coordenação de Salvamento de</p><p>qualquer lugar do mundo, o NAVTEX,</p><p>que é um sistema automatizado de</p><p>distribuição de informações de</p><p>segurança marítima (avisos à</p><p>navegação, previsões do tempo e</p><p>avisos meteorológicos) e o INMARSAT.</p><p>COSPAS – Satélites Russos</p><p>SARSAT – Satélites Americanos.</p><p>SAR</p><p>- Sigla do Inglês “Search and Rescue”,</p><p>significa Busca e Salvamento. No Brasil</p><p>todos os órgãos componentes de um</p><p>Serviço de Busca e Salvamento</p><p>Marítimo, a exceção do Sistema de</p><p>Alerta, estão estruturados nas</p><p>Organizações Militares da Marinha do</p><p>Brasil, sendo, portanto, designado</p><p>como Serviço de Busca e Salvamento</p><p>da Marinha – SALVAMAR BRASIL.</p><p>Na Internet</p><p>- Saiba mais sobre o SALVAMAR</p><p>BRASIL, acessando o endereço:</p><p>https://www.mar.mil.br/salvamarbrasi</p><p>l/</p><p>Acesso em: 16/11/2015.</p><p>O que é EPIRB?</p><p>É uma Radiobaliza Indicadora de Posição em Emergência,</p><p>(acrônimo do inglês Emergency Position Indicating Radio</p><p>Beacon) destinada a transmitir um sinal que identifique uma</p><p>embarcação ou aeronave em perigo e determine sua</p><p>localização em qualquer lugar do mundo, facilitando os</p><p>trabalhos de busca e resgate, através do Sistema Marítimo</p><p>Global de Socorro e Segurança (GMDSS).</p><p>GMDSS</p><p>Iniciado pela Organização Marítima Internacional (IMO), em</p><p>1988, é um sistema internacional que utiliza tecnologia</p><p>terrestre e satelital com sistemas de rádio a bordo dos navios</p><p>para assegurar um rápido e automático envio de um sinal de</p><p>socorro a uma central de comunicações em terra e às</p><p>autoridades de resgate, em adição aos navios e estações que se</p><p>encontram nas proximidades de um incidente.</p><p>Basicamente, este sistema tem a finalidade de automatizar</p><p>as comunicações de socorro entre os navios e os Centros de</p><p>Coordenação de Salvamento (RCC) e Subcentros de</p><p>Coordenação de Salvamento (RSC) distribuídos ao longo do</p><p>litoral marítimo e fluvial, fazendo conhecer a situação de</p><p>emergência a toda embarcação próxima a um sinistro a fim de</p><p>que coopere nas tarefas de salvamento.</p><p>Aplicável a todos os navios de passageiros carregando mais</p><p>de doze (12) passageiros em viagens internacionais ou em mar</p><p>aberto e de carga de 300 toneladas e acima, quando navegando</p><p>em viagens internacionais ou em mar aberto, o GMDSS exige</p><p>que os navios recebam transmissões de informações de</p><p>segurança marítima, e levem uma radiobaliza satelital (EPIRB)</p><p>de 406MHz.</p><p>Satélites do Sistema:</p><p> COSPAS-SARSAT - é um sistema de satélites</p><p>desenvolvido para fornecer alertas de perigo e dados de</p><p>localização em coordenadas geográficas aos RCC para</p><p>auxiliar nas operações do Serviço de Busca e Salvamento</p><p>(sigla SAR), designado para detectar e localizar sinais de</p><p>balizas de emergência (EPIRB) que transmitam durante</p><p>situações de perigo na frequência de 406 MHz.</p><p> INMARSAT - é um sistema que emprega quatro satélites</p><p>geoestacionários, situados a cerca de 36000 km acima do</p><p>Equador, voltados para prover aos navios com estações</p><p>terrenas de navio (SES), com recursos de alerta e socorro</p><p>e capacidade de comunicações ponto a ponto utilizando</p><p>correio eletrônico, fac-símile, transmissão de dados e</p><p>radiotelefonia. Tem a limitação de não oferecer</p><p>cobertura além dos paralelos 70⁰ Norte e Sul.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE FUNCIONAMENTO DA EPIRB]</p><p>Mestre-Amador 62</p><p>Tipos de EPIRB</p><p>Atenção!</p><p>- A frequência de 406MHz nas EPIRB</p><p>satélite é a utilizada para orientação</p><p>das unidades SAR marítimas.</p><p>Existem basicamente dois tipos de EPIRB, as ativadas</p><p>manualmente e as ativadas automaticamente.</p><p>Os aparelhos de acionamento automático possuem um</p><p>dispositivo hidrostático que, em caso de afundamento, libera a</p><p>EPIRB, lançando-a para fora da embarcação. Transmitem em</p><p>duas frequências: 121,5MHz, utilizadas para orientação das</p><p>unidades SAR aéreas e 406MHz, utilizadas para orientação das</p><p>unidades SAR marítimas. São normalmente de cores fortes (a</p><p>mais usada é a vermelha e alaranjada); possuem uma luz</p><p>estroboscópica branca que emite 52 lampejos por minuto,</p><p>facilitando a localização visual à noite; são à prova d’água até</p><p>cerca de 10 metros de profundidade, medem cerca de 30 cm e</p><p>pesam cerca de 2 a 5 kg e são alimentados por uma bateria</p><p>capaz de mantê-los em funcionamento por cerca de quarenta e</p><p>oito (48) horas. Tem vida útil de 10 anos, e são fabricadas de</p><p>modo a operar em condições adversas (-40⁰C a 40⁰C). O sinal</p><p>do EPIRB contém também a identificação da embarcação ou</p><p>aeronave, além de seu código.</p><p>Quanto ao modo de ativação a EPIRB pode ser:</p><p> Classe C - VHF canal 15/16. Ativação manual. Somente</p><p>marítimo. Não detectável por satélite.</p><p> Categoria I - 406/121,5MHz. Flutuante. Ativada</p><p>automaticamente. Detectável por satélite em qualquer</p><p>parte do mundo. Pode ser ativada manualmente.</p><p> Categoria II - 406/121,5MHz. Igual à categoria I, mas</p><p>manual.</p><p> INMARSAT E - 1646MHz. Este serviço foi extinto em</p><p>2006.</p><p>Funcionamento Básico</p><p>do EPIRB</p><p>Quando ativada, (automaticamente ou manualmente) a</p><p>EPIRB envia sinais intermitentes na frequência de 406 MHz</p><p>captados pelos satélites que imediatamente retransmitem a</p><p>informação para uma estação rastreadora de satélite, chamada</p><p>de Terminal Local do Usuário (LUT), a qual processa os sinais</p><p>para determinar a localização da EPIRB e juntamente com os</p><p>dados da localização e outras informações, retransmite o alerta,</p><p>via um Centro de Controle da Missão (MCC), onde são</p><p>adicionados dados de identificação e outras informações sobre</p><p>o navio. O MCC transmite a mensagem de alerta para um RCC</p><p>para que este acione os recursos de Busca e Salvamento (SAR).</p><p>No Brasil, as mensagens de alerta sobre embarcações ou</p><p>aeronaves acidentadas ou em situação de perigo, é recebida</p><p>pelo RCC marítimo (SALVAMAR) ou aeronáutico (SALVAERO)</p><p>que coordenam os recursos disponíveis para as ações de busca</p><p>e salvamento.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE FUNCIONAMENTO DA EPIRB]</p><p>Mestre-Amador 63</p><p>Sequência de funcionamento</p><p>(1) Ocorre o possível sinistro;</p><p>(2) A EPIRB emite o sinal de alarme;</p><p>(3) Os satélites recebem o sinal e</p><p>retransmitem às LUT (estações</p><p>terrestres);</p><p>(4) As LUT processam o sinal e enviam</p><p>uma mensagem com a posição do</p><p>sinistro a um MCC.</p><p>(5) O MCC transmite o alerta a um RCC</p><p>para iniciar as atividades busca e</p><p>salvamento SAR.</p><p>Recursos SAR</p><p>- Os Recursos SAR incluem aeronaves</p><p>de asa fixa, helicópteros, embarcações,</p><p>pessoal especializado e até recursos</p><p>comerciais ou privados, quando</p><p>necessários.</p><p>Sequência básica de funcionamento da EPIRB:</p><p>Regras para a EPIRB</p><p>Fonte: http://www.brmcc.aer.mil.br</p><p>Obtenção do código</p><p>- O procedimento para registro online</p><p>de seu EPIRB, disponível em:</p><p>www.brmcc.aer.mil.br/index.php/ct-</p><p>menu-item-31/ct-menu-item-37</p><p>Acesso em: 16/11/2015.</p><p>Importante:</p><p>- Muitas balizas são ativadas</p><p>acidentalmente causando falsos</p><p>alertas, podendo desencadear ações</p><p>de resgates desnecessários.</p><p>Licença de Estação</p><p>- As embarcações que dotam</p><p>equipamentos de rádio comunicação</p><p>devem obter a Licença de Estação de</p><p>Navio nas sedes regionais da ANATEL.</p><p>Informações e o formulário para</p><p>preenchimento podem ser obtidos na</p><p>página da Anatel em:</p><p>http://www.anatel.gov.br</p><p> Requisitos Técnicos - A EPIRB deve ser instalada a bordo</p><p>em local de fácil acesso. Deve ter dimensões e peso tais</p><p>que permita o seu transporte por uma única pessoa até a</p><p>embarcação de sobrevivência e ter sua liberação,</p><p>flutuação e ativação automática em caso de naufrágio da</p><p>embarcação; e devem, ainda, possuir dispositivo para</p><p>ativação manual quer no local de instalação ou,</p><p>remotamente, a partir da estação de manobra.</p><p> Aprovação da EPIRB - Toda EPIRB instalada em</p><p>embarcações deve ser do tipo aprovada pelo COSPAS-</p><p>SARSAT.</p><p> Frequência de Operação - As EPIRB deverão ser capazes</p><p>de transmitir um sinal de socorro por meio de satélite,</p><p>em órbita polar, na faixa de 121,5MHz ou 406MHz.</p><p> Código Único de Identificação - As EPIRB deverão ser</p><p>dotadas de um código único, que é usado para associá-lo</p><p>à aeronave ou a embarcação na qual está instalado. O</p><p>código é constituído pelo dígito 710 (identificação</p><p>do</p><p>Brasil), seguido por outros seis (6) dígitos que</p><p>identificarão a estação do navio, utilizando a frequência</p><p>de 406MHz. O código, é conhecido como MMSI</p><p>(Maritime Mobile Safety Identity), é atribuído pela</p><p>Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).</p><p> Registro da EPIRB - Após a codificação da EPIRB, o</p><p>proprietário da embarcação ou seu representante legal</p><p>deverá registrar a EPIRB no Centro Integrado de Controle</p><p>de Missão (BRMCC). Para tal deverão preencher o</p><p>formulário de registro, que é gratuito, disponível no site</p><p>do órgão na Internet. A Marinha do Brasil, também</p><p>orienta o proprietário de embarcação ou seu</p><p>representante legal, a dirigir-se a Capitania, Delegacia ou</p><p>Agência do órgão, para que o registro seja informado ao</p><p>Comando do Controle do Tráfego Marítimo</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE FUNCIONAMENTO DA EPIRB]</p><p>Mestre-Amador 64</p><p>(COMCOMTRAM), de modo a possibilitar o</p><p>cadastramento do equipamento no Sistema “SALVAMAR</p><p>BRASIL” do Comando de Operações.</p><p> Alteração de Dados Cadastrais - Quaisquer alterações</p><p>nas características da EPIRB, nos dados da empresa,</p><p>mudança de propriedade, alteração do endereço ou</p><p>telefones, ou de seus navios, deverá ser notificado ao</p><p>BRMCC, no prazo máximo de vinte e quatro (24) horas,</p><p>por meio do formulário de registro citado anteriormente,</p><p>objetivando manter a confiabilidade dos dados inseridos</p><p>no Sistema “SALVAMAR BRASIL” e possibilitar a precisa</p><p>identificação da embarcação e de seu proprietário em</p><p>caso de uma possível emissão de sinal de socorro.</p><p>Dotação de EPIRB nas</p><p>Embarcações Amadoras</p><p>É recomendável que as embarcações que se dirijam a portos</p><p>estrangeiros, ou que se afastem, sistematicamente, a mais de</p><p>100 milhas náuticas da costa, sejam equipadas com a EPIRB de</p><p>406MHz.</p><p>Todas as embarcações, quando empreendendo navegação</p><p>interior, estão dispensadas de serem equipadas com a EPIRB. As</p><p>embarcações de médio porte, maiores de 12 metros e menores de 24</p><p>metros, quando empreendendo navegação costeira, estão</p><p>dispensadas de serem equipadas com a EPIRB; se empreendendo</p><p>navegação oceânica, deverão ser equipadas com a EPIRB de 406MHz.</p><p>As embarcações de grande porte (iguais ou maiores de 24 metros de</p><p>comprimento), exceto quando empreendendo navegação interior,</p><p>deverão ser equipadas com a EPIRB de 406MHz.</p><p>Parabéns por ter concluído mais está unidade.</p><p>Verifique seus conhecimentos, realizando os Simulados Online.</p><p>Acesse o site e selecione “Por Disciplina”: Instrumentos Náuticos</p><p>Saiba mais</p><p>Você pode saber mais sobre o assunto estudado nesta unidade consultando os seguintes</p><p>endereços eletrônicos:</p><p>http://inseer.ibict.br/sipaer/index.php/sipaer/article/viewFile/260/271</p><p>(Emprego de Transmissor Localizador de Emergência 406MHz no Brasil)</p><p>http://www.brmcc.aer.mil.br/index.php</p><p>http://www.cospas-sarsat.int/en/</p><p>http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalInternet.do</p><p>http://www.popa.com.br/docs/cronicas/epirb/</p><p>https://www.mar.mil.br/salvamarbrasil/</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE ESTABILIDADE DE UMA EMBARCAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 65</p><p>Unidade 7:</p><p>Nesta unidade, você vai conhecer algumas noções básicas e recomendações sobre estabilidade</p><p>de uma embarcação. Matéria básica para realização do Exame de Mestre-Amador.</p><p>Contribuições de</p><p>Arquimedes</p><p>Arquimedes (282-212 a.C.)</p><p>Inventor e matemático grego.</p><p>Vamos começar com uma pergunta: POR QUE OS BARCOS</p><p>FLUTUAM?</p><p>Embora esse não fosse o questionamento de Arquimedes,</p><p>contam os livros, que esse sábio descobriu, enquanto tomava</p><p>banho, que um corpo imerso na água se torna mais leve devido</p><p>a uma força, exercida pelo líquido sobre o corpo, vertical e para</p><p>cima, que alivia o peso do corpo. Força essa, denominada</p><p>empuxo.</p><p>O Princípio de Arquimedes é fundamental para</p><p>entendermos porque um navio flutua e pode assim ser</p><p>enunciado:</p><p>“Todo corpo mergulhado num fluido em repouso sofre, por parte</p><p>do fluido, uma força vertical para cima, chamada empuxo, cuja</p><p>intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo”.</p><p>Então, quando um objeto está na água (que é um fluído)</p><p>duas forças atuam sobre ele, o peso (P) do corpo, agindo</p><p>verticalmente para baixo (devido à influência do campo</p><p>gravitacional da terra), e a força de empuxo (E) exercida pela</p><p>água, verticalmente para cima. Assim, podemos afirmar que, é</p><p>a existência do empuxo que faz com que os corpos</p><p>mergulhados em um fluido pareçam pesar menos do que</p><p>realmente pesam. É o que chamamos de peso aparente,</p><p>expresso pela diferença entre o peso real e o empuxo.</p><p>Características Lineares</p><p>de uma Embarcação</p><p>Para compreender melhor o que será apresentado nesta</p><p>unidade, vamos recapitular algumas características lineares de</p><p>uma embarcação:</p><p>A medida longitudinal da embarcação é chamada</p><p>comprimento; e a sua medida transversal, é chamada boca,</p><p>medido de borda a borda. O calado é a medida da altura, desde</p><p>a quilha (fundo da embarcação) até a superfície da água,</p><p>quando a embarcação está flutuando. O calado é marcado em</p><p>escalas a vante, a ré e a meio navio (meia nau). A linha d’água</p><p>ou linha de flutuação é a interseção da superfície da água com</p><p>o costado da embarcação. É também chamada de linha d’água</p><p>a faixa pintada no casco entre os calados máximo (a plena</p><p>carga) e leve (embarcação vazia). O pontal ou pontal moldado</p><p>é a medida vertical entre o convés principal e a quilha. A borda</p><p>livre é a distância vertical entre a linha de flutuação (superfície</p><p>da água) até o convés principal, medido a meio navio. A</p><p>superfície do casco que fica mergulhada na água é chamada</p><p>obras vivas ou carena; e a parte que fica acima da linha d’água,</p><p>é chamada obras mortas. Calado à meia-nau é a distância</p><p>vertical entre a superfície da água e a parte mais baixa da</p><p>embarcação medida na secção da meia-nau, isto é, na metade</p><p>do comprimento entre as perpendiculares dos pontos extremos</p><p>da proa e popa.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE ESTABILIDADE DE UMA EMBARCAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 66</p><p>Flutuabilidade</p><p>Atenção!</p><p>- Estabilidade não é flutuabilidade.</p><p>Flutuabilidade é a comparação de</p><p>duas forças: empuxo da água X peso</p><p>do navio. Quando o primeiro é maior</p><p>que o segundo, tem-se uma</p><p>flutuabilidade positiva e a tendência é</p><p>o navio flutuar. Do contrário, ela passa</p><p>a ser negativa e a tendência será de</p><p>afundar. Quando se igualam, diz-se</p><p>que a flutuabilidade é neutra.</p><p>Figura 1 Figura 2</p><p>Por exemplo:</p><p>- Se prendermos um cubo estaque na</p><p>água (figura 1 acima), ao largarmos</p><p>(figura 2 acima) ele subirá. É a força de</p><p>empuxo atuando nas paredes</p><p>exteriores do cubo que faz com ele</p><p>flutue. É exatamente isto que ocorre</p><p>com uma embarcação quando é posta</p><p>a flutuar.</p><p>Estanque</p><p>- Ficar estanque (o navio), não mais</p><p>fazer água (entrar água).</p><p>Para que uma embarcação flutue é necessário que haja</p><p>equilíbrio entre o seu peso e a força de empuxo, isto é, que o</p><p>peso da embarcação seja igual ao peso da água deslocada. Por</p><p>esta razão, no estudo da estabilidade o peso da embarcação é o</p><p>mesmo que deslocamento.</p><p>Peso da embarcação - é a resultante de todos os pesos de</p><p>bordo, incluindo a estrutura, os equipamentos, carga e pessoal,</p><p>sendo considerado como uma força única agindo verticalmente</p><p>de cima para baixo, aplicada no centro de gravidade da</p><p>embarcação.</p><p>Deslocamento é a medida do peso do volume de água que o navio</p><p>desloca, quando flutuando em águas tranquilas. Esse valor é o peso do</p><p>navio.</p><p>Como já vimos, o empuxo é a força que age de baixo para</p><p>cima, no centro de empuxo ou centro de carena, e faz a</p><p>embarcação flutuar.</p><p>As situações abaixo sintetizam bem a relação entre peso (P)</p><p>e empuxo (E):</p><p> Se o peso da embarcação for maior que o empuxo (P ></p><p>E). O peso adquire aceleração</p><p>para baixo. Neste caso, a</p><p>embarcação afunda na água.</p><p> Se o peso da embarcação for menor que o empuxo (P <</p><p>E). O peso adquire aceleração para cima. Neste caso, a</p><p>embarcação será conduzida à superfície.</p><p> Se o peso da embarcação for igual ao empuxo (P = E). A</p><p>embarcação permanece na profundidade em que for</p><p>deixada na água, inclusive na superfície. Neste caso, a</p><p>embarcação permanece em equilíbrio indiferente (a</p><p>resultante que atua será zero).</p><p>Se P > E A embarcação afunda na água.</p><p>Se P < E A embarcação será conduzida à superfície.</p><p>Se P = E A embarcação permanece em equilíbrio indiferente.</p><p>Assim, enquanto for mantido o equilíbrio entre peso</p><p>(deslocamento) e empuxo (P = E), a embarcação permanecerá</p><p>flutuando. Este equilíbrio deve ser mantido, a fim de assegurar</p><p>boa flutuabilidade da embarcação.</p><p>Flutuabilidade - é a propriedade que tem a embarcação de</p><p>flutuar e permanecer na superfície da água. A reserva de</p><p>flutuabilidade é o volume da parte estanque das obras mortas,</p><p>ou seja, o volume de água que pode embarcar em</p><p>compartimentos estanques situados acima da linha d´água, sem</p><p>comprometer a segurança da embarcação.</p><p>Borda Livre (BL) - é a BL que determina o peso máximo que</p><p>uma embarcação pode receber, ou seja, a atribuição de uma</p><p>borda-livre mínima visa definir uma reserva de flutuabilidade</p><p>para a embarcação. Como já vimos, é caracterizado pelo</p><p>volume do casco compreendido entre o plano de flutuação,</p><p>correspondente ao carregamento máximo, e o convés principal,</p><p>com o objetivo de evitar o carregamento excessivo, garantindo,</p><p>assim, uma maior segurança à embarcação, à carga, à</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE ESTABILIDADE DE UMA EMBARCAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 67</p><p>Borda Livre</p><p>- É a distância vertical entre a linha de</p><p>flutuação e o convés principal da</p><p>embarcação.</p><p>Disco de Plimsoll</p><p>Marca de borda livre em água doce</p><p>Plimsoll</p><p>- Lord Samuel Plimsoll, membro do</p><p>parlamento inglês que promoveu a</p><p>aprovação dessas marcas.</p><p>Escala de Calado</p><p>- É a graduação marcada no Costado</p><p>dos navios, avante, a ré e, algumas</p><p>vezes, a meia nau, em ambos os</p><p>bordos, para leitura dos Calados.</p><p>tripulação e aos passageiros. Se a embarcação inclinar ao ponto</p><p>da borda molhar, haverá perigo iminente de emborcamento.</p><p>A reserva varia em função do embarque e desembarque de pesos</p><p>a bordo e, consequentemente, devido à variação do calado. Se o</p><p>deslocamento (peso) for aumentando, haverá diminuição da reserva</p><p>de flutuabilidade e a embarcação poderá submergir (ir a pique).</p><p>Marca de Linha de Carga (Disco de Plimsoll) - As</p><p>embarcações sujeitas à borda-livre deverão possuir as marcas</p><p>de linha de carga fixadas em ambos os bordos, no costado. Esta</p><p>marca deverá ser fixada de forma que o anel seja colocado à</p><p>meia-nau. Instituída em 1876, depois de vários acidentes</p><p>ocasionados por carregamentos excessivos, são</p><p>regulamentadas por uma Convenção Internacional de Linhas de</p><p>Carga. A Marca de Linha de Carga (Disco de Plimsoll) das</p><p>embarcações não empregadas em viagens internacionais</p><p>consiste de um anel, cruzado por uma linha horizontal, cuja face</p><p>superior passa pelo centro do anel. As letras C e P indicam que</p><p>a borda foi atribuída por uma Capitania, Delegacia ou Grupo</p><p>Especial de Vistoria (GEVI). Quando atribuída por outras</p><p>entidades, deverão ser fixadas as marcas das respectivas</p><p>entidades.</p><p>Estão dispensadas da atribuição de borda livre as embarcações</p><p>com comprimento inferior a 20 metros; arqueação bruta (AB) menor</p><p>ou igual a 50AB; os navios de guerra; e, as embarcações destinadas</p><p>exclusivamente a esporte e/ou recreio (lazer).</p><p>Arqueação Bruta (AB) - é um valor adimensional. Medida da</p><p>capacidade total da embarcação, proporcional ao volume dos</p><p>espaços fechados da mesma.</p><p>Peso da Embarcação - é a resultante de todos os pesos de</p><p>bordo, incluindo a estrutura, os equipamentos, carga e pessoal,</p><p>sendo considerado como uma força única agindo verticalmente</p><p>de cima para baixo, aplicada no centro gravidade da</p><p>embarcação (G).</p><p>Deslocamento e Porte</p><p>de uma Embarcação</p><p>Dead weight</p><p>- Expressão inglesa usada para medir a</p><p>capacidade comercial dos navios pelo</p><p>peso que ele é capaz de transportar, o</p><p>que da ideia de tamanho. Um navio de</p><p>tantas toneladas “dead weight".</p><p>Lastro</p><p>- Ação de colocar peso no fundo do</p><p>casco para aumentar a estabilidade da</p><p>embarcação.</p><p>Deslocamento ≈ Tonelagem</p><p>- Não se deve confundir deslocamento</p><p>com tonelagem. Deslocamento refere-</p><p>se ao peso da embarcação, que é igual</p><p>ao peso do volume de água deslocada</p><p>pela carena.</p><p>Deslocamento “dead weight” - como já foi dito,</p><p>deslocamento é a medida do peso do volume de água que a</p><p>embarcação desloca, quando flutuando em águas tranquilas. Na</p><p>prática, o deslocamento corresponde ao seu próprio peso</p><p>expresso em toneladas.</p><p>Dependendo das condições da embarcação, teremos várias</p><p>maneiras de considerar o deslocamento, a saber:</p><p> Deslocamento Leve - é o peso da embarcação</p><p>totalmente vazia, ao final da sua construção;</p><p> Deslocamento em Lastro - é o peso da embarcação, sem</p><p>carga;</p><p> Deslocamento Atual - é o peso da embarcação flutuando</p><p>na linha d’água considerada, geralmente entre a</p><p>condição de lastro e parcialmente carregada; e</p><p> Deslocamento em Plena Carga ou Máximo - é o peso da</p><p>embarcação quando atinge flutuabilidade máxima, isto é,</p><p>o deslocamento máximo, agrega todos os pesos de</p><p>bordo.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE ESTABILIDADE DE UMA EMBARCAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 68</p><p>Tonelagem é a medida de volume e</p><p>não de peso.</p><p>- Nos países de sistema métrico</p><p>decimal, como é o caso do Brasil, o</p><p>deslocamento é expresso em</p><p>toneladas de 1000 quilos. Nos países</p><p>que adotam o sistema inglês de</p><p>medidas, o deslocamento é expresso</p><p>em toneladas longas (de 1016 quilos).</p><p>Porte bruto - é o peso que a embarcação pode transportar,</p><p>excetuando seu próprio peso, quando se encontra num</p><p>determinado calado médio, ou seja, é a diferença entre o</p><p>deslocamento da embarcação pronta (completamente</p><p>carregada com o combustível, aguada, tripulação, os materiais</p><p>de consumo e a carga), e a embarcação pronta (mas</p><p>completamente vazia, sem combustível, sem aguada, sem</p><p>materiais de consumo, sem carga e sem tripulação).</p><p>Porte líquido - é o peso da carga, passageiros e bagagens</p><p>que rendem frete, que a embarcação pode transportar em</p><p>determinada condição de carregamento.</p><p>Estabilidade</p><p>Estabilidade Longitudinal</p><p>Atenção!</p><p>- Quando o trim de uma embarcação é</p><p>zero, podemos afirmar que ela está</p><p>com calados iguais.</p><p>Atenção!</p><p>- Se o movimento da embarcação está</p><p>muito lento dizemos que a</p><p>embarcação está com pouca</p><p>estabilidade.</p><p>É a capacidade que tem uma embarcação de retornar à sua</p><p>posição de equilíbrio, depois de um caturro ou após um</p><p>balanço motivados por forças externas, tais como: efeito das</p><p>ondas, estado do mar conjugado à velocidade da embarcação,</p><p>arrumação de pesos a bordo, embarque ou desembarque de</p><p>cargas, entre outros fatores que interferem no comportamento</p><p>da embarcação. Caturro, ou arfagem, é o movimento de</p><p>oscilação vertical da embarcação no sentido longitudinal (proa-</p><p>popa); e balanço, é o movimento de oscilação lateral da</p><p>embarcação de um bordo para outro (sentido BE-BB).</p><p> Estabilidade longitudinal (sentido proa-popa) – No</p><p>movimento longitudinal, os principais problemas</p><p>apresentados por uma embarcação estão diretamente</p><p>relacionados com o ritmo do caturro e a modificação do</p><p>trim. Chama-se trim, ou compasso, a diferença entre os</p><p>calados a vante e a ré da embarcação (calados de proa e</p><p>de popa). Quando o calado de vante é igual ao calado de</p><p>ré, diz-se que a embarcação está trimada (trim correto,</p><p>sem compasso ou em águas parelhas); quando o calado</p><p>á ré é maior que o calado a vante, diz-se que a</p><p>embarcação está derrabada; e quando o calado a vante</p><p>é maior do que o calado</p><p>a ré, diz-se que a embarcação</p><p>está abicada. Para segurança da embarcação, devemos</p><p>buscar os meios para fazer com que a mesma fique</p><p>sempre com o trim correto (calado igual, a vante e a ré).</p><p> Estabilidade Transversal (sentido BE-BB) - Diretamente</p><p>relacionada com a segurança da embarcação, a</p><p>estabilidade transversal, depende em grande parte do</p><p>estado do mar, podendo atingir valores elevados, e</p><p>também da distribuição correta de pesos a bordo. Um</p><p>balanço rápido demonstra boa estabilidade; já um</p><p>balanço lento, indica estabilidade deficiente.</p><p>É um procedimento comum descrever a estabilidade de uma</p><p>embarcação pela sua resposta a inclinação de pequenos ângulos (até</p><p>aproximadamente 7⁰ a 10⁰). Se o movimento de balanço da</p><p>embarcação está muito lento dizemos que a embarcação está com</p><p>pouca estabilidade; se o movimento do balanço for rápido dizemos</p><p>que está com excesso de estabilidade.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE ESTABILIDADE DE UMA EMBARCAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 69</p><p>Centro de Gravidade</p><p>(G), Centro de Carena</p><p>(G) e Metacentro (M)</p><p>A figura acima representa a embarcação</p><p>adriçada (na condição de equilíbrio, sem</p><p>inclinação).</p><p>A figura acima representa a embarcação</p><p>adernada (por causa da inclinação o centro</p><p>de carena se movimenta).</p><p>Metacentro (M)</p><p>- É o ponto de encontro de duas linhas</p><p>de ação da força de empuxo quando a</p><p>embarcação se inclina de dois ângulos</p><p>muito próximos.</p><p>Atenção!</p><p>- Quando uma embarcação aderna, o</p><p>centro de carena se movimenta para o</p><p>mesmo bordo que adernou.</p><p>Centro de Gravidade (G) - é o ponto onde todo o peso da</p><p>embarcação se concentra. Sempre atua na vertical e para</p><p>baixo. O centro de gravidade “G” pode variar de posição em</p><p>função do próprio peso da embarcação vazia, dos óleos</p><p>combustíveis e lubrificantes, da água potável (aguada), do</p><p>lastro de água salgada, da distribuição da carga e demais pesos</p><p>a bordo.</p><p>Quando desembarcamos pesos na embarcação, o centro de</p><p>gravidade move no sentido oposto aos pesos desembarcados.</p><p>Centro de Carena (C) - é o ponto onde se concentra a força</p><p>de empuxo de baixo para cima e faz a embarcação flutuar, ou</p><p>seja, é o ponto em que a força de empuxo se concentra.</p><p>Sempre atua na vertical e para cima.</p><p>Quando a embarcação aderna o centro de gravidade</p><p>permanece na mesma vertical, por outro lado, o centro de</p><p>carena se desloca para o bordo em que a embarcação adernou</p><p>descrevendo uma curva, indo se situar na vertical da nova</p><p>carena adotada pela embarcação em função do balanço. O</p><p>centro dessa curva chama-se metacentro (M).</p><p>A distância vertical entre o centro de gravidade “G” e o</p><p>metacentro “M” chama-se altura metacêntrica (GM) da</p><p>embarcação. Essa distância entre “G” e “M”, é também</p><p>conhecida como “GM”. O valor da altura metacêntrica dá uma</p><p>ideia real da estabilidade da embarcação.</p><p>A estabilidade abrange três condições de equilíbrio, a saber:</p><p> Estável - é a condição ideal de estabilidade, pois a</p><p>embarcação, ao balançar, volta a sua posição normal de</p><p>equilíbrio. GM será sempre positiva (GM > 0).</p><p> Instável - é a condição indesejável, pois afeta a</p><p>segurança da embarcação. GM será sempre negativa</p><p>(GM < 0).</p><p> Indiferente - é a condição em que a embarcação poderá</p><p>ficar em equilíbrio seja qual for a sua posição, adriçado</p><p>ou com banda. GM será sempre igual a zero (GM = 0).</p><p>Ao adquirir banda, forma-se o binário de forças, sendo que</p><p>ele tem efeito inverso ao da condição estável, porque o braço</p><p>de endireitamento (GZ) é negativo e, consequentemente, o</p><p>“M” também é negativo e sua tendência é fazer a embarcação</p><p>adquirir maior banda. A embarcação irá se inclinando para um</p><p>dos bordos e o centro de carena “B” irá se deslocando mais</p><p>para à direita conforme a embarcação for adernando. Se a</p><p>distância entre “G” e “M” (GM) for negativa e pequena, “B”</p><p>alcançará a vertical que passa por “G” e, nesse caso, se</p><p>encontrará em equilíbrio indiferente. Entretanto, se a GM</p><p>negativa for grande, “B” não alcançará a vertical que passa por</p><p>“G” e o navio continuará a adernar. Essa banda que a</p><p>embarcação adquire, ao assumir tal posição de equilíbrio,</p><p>chama-se banda permanente por GM negativa.</p><p>Quando a embarcação aderna, existe um braço do binário,</p><p>que é formado pelas forças de gravidade atuando</p><p>simultaneamente em “G” e a força de empuxo exercida em “C”,</p><p>que dão a embarcação condição de voltar à sua posição normal</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE ESTABILIDADE DE UMA EMBARCAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 70</p><p>Soçobrar</p><p>- Afundar, naufragar; submergir (-se).</p><p>de equilíbrio. A esse braço dá-se o nome de braço de</p><p>endireitamento.</p><p>Braço de endireitamento (GZ) - é a distância entre as</p><p>verticais em que atuam as forças de gravidade e de empuxo. Ele</p><p>faz com que a embarcação volte à sua posição de equilíbrio</p><p>quando esta se inclina para um dos bordos. Estando a</p><p>embarcação em sua posição normal de equilíbrio, o braço de</p><p>endireitamento terá o valor nulo. Quanto maior a distância</p><p>entre as verticais, maior será o braço de endireitamento e</p><p>maior será a estabilidade de embarcação. É claro que existe um</p><p>limite para a inclinação de uma embarcação, que, se</p><p>ultrapassado, certamente provocará seu emborcamento ou</p><p>soçobramento.</p><p>Esforços Estruturais</p><p>Longitudinais e</p><p>Transversais</p><p>A correta distribuição de pesos a bordo é fundamental para</p><p>manter a estabilidade e o equilíbrio de uma embarcação. Por</p><p>outro lado, a má distribuição de pesos pode causar</p><p>deformações no casco no sentido do comprimento que</p><p>provoca esforços denominados: alquebramento e contra-</p><p>alquebramento.</p><p> Alquebramento - pode ocorrer pela maior concentração</p><p>de pesos nas extremidades (proa e popa) da embarcação</p><p>provocando uma curvatura longitudinal com</p><p>convexidade para cima.</p><p> Contra-alquebramento - é provocado pela maior</p><p>concentração de pesos no centro da embarcação (meia-</p><p>nau), e pouco peso na popa ou proa podendo vir a</p><p>quebrar ao meio em caso de mau tempo. O contra-</p><p>alquebramento caracteriza-se por uma curvatura</p><p>longitudinal com a convexidade para baixo. Quando</p><p>uma embarcação inclina transversalmente, ou seja,</p><p>pende para um dos bordos (lados), devido à</p><p>movimentação de peso, ou por embarque ou</p><p>desembarque de peso a bordo, diz-se que ela está com</p><p>banda; quando a embarcação não está inclinada</p><p>transversalmente, diz-se que ela está adriçada. Portanto,</p><p>dividir os pesos entre as laterais é uma boa prática.</p><p>Efeito de Pesos Altos</p><p>Uma embarcação com centro de gravidade elevado, ao se</p><p>inclinar por um motivo qualquer (balanço ou má distribuição de</p><p>pesos) produzirá uma inclinação maior, pela atuação da força</p><p>da gravidade, transformando o braço de endireitamento em</p><p>um braço de emborcamento. O excesso de peso em partes</p><p>altas ou a má distribuição de pesos em relação às laterais</p><p>prejudica a estabilidade da embarcação. Portanto, evite pesos</p><p>altos, coloque mais peso na parte de baixo que na parte de</p><p>cima de sua embarcação.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE ESTABILIDADE DE UMA EMBARCAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 71</p><p>Efeito de Superfície</p><p>Livre</p><p>Ocorre quando os tanques não estão completamente</p><p>cheios. Como existe um espaço entre a superfície do líquido e o</p><p>teto do tanque ou dos tanques, quando a embarcação se inclina</p><p>lateralmente, o liquido no interior do tanque, também se</p><p>desloca para o mesmo bordo, como se fosse um peso inserido</p><p>lateralmente, concorrendo para acentuar a inclinação da</p><p>embarcação. Para evitar o “efeito de superfície livre”, é</p><p>recomendável dividir os tanques de combustível de forma</p><p>proporcional e assim, reduzir ao máximo a instabilidade da</p><p>embarcação. Tal efeito, não ocorre se o tanque estiver</p><p>totalmente cheio ou totalmente vazio.</p><p>Informações</p><p>Importantes</p><p> A água salgada é mais densa que a água doce devido a</p><p>quantidade de sal. A densidade da água doce é 1 x 103</p><p>km/m3 e a densidade da água salgada é em média 1,025</p><p>x 103 km/m3.</p><p> Como o empuxo depende da densidade do líquido, o</p><p>empuxo exercido sobre uma embarcação é maior</p><p>quando ela está no mar. Assim, uma embarcação utiliza</p><p>3% a mais de lastro em água salgada.</p><p> O lastro está relacionado ao centro de gravidade que</p><p>deve ficar abaixo do centro de empuxo. Para aumentar o</p><p>lastro, são adicionados pesos na embarcação.</p><p> Dar-se o nome de água de lastro, a água utilizada,</p><p>especialmente, em embarcações de carga como</p><p>contrapeso para ajudar a manter a estabilidade e a</p><p>integridade estrutural das embarcações.</p><p> Navegação em mau tempo - Durante mau tempo, o</p><p>estado do mar piora e pode afetar o seguimento do</p><p>barco ou até mesmo a sua estabilidade. Para essas</p><p>situações, são previstas as seguintes medidas:</p><p>- Capear - aproar o vento e as ondas. A ação diminuirá o</p><p>balanço a um nível aceitável; o caturro aumentará</p><p>drasticamente; funciona melhor a baixa velocidade; e</p><p>admite a variação de deixar as ondas pela bochecha.</p><p>- Correr com o tempo - deixar o vento e o mar pela popa.</p><p>A ação diminui sensivelmente o balanço e o caturro; a</p><p>velocidade deve ser de, no máximo, 40% da velocidade</p><p>das ondas; exige atenção ao governo, pois o efeito do</p><p>leme é atenuado; e admite a variação de deixar as ondas</p><p>pela alheta.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NOÇÕES DE ESTABILIDADE DE UMA EMBARCAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 72</p><p>Parabéns por ter concluído mais está unidade.</p><p>Verifique seus conhecimentos, realizando os Simulados Online.</p><p>Acesse o site e selecione “Por Disciplina”: Estabilidade</p><p>Saiba mais</p><p>Você pode saber mais sobre o assunto estudado nesta unidade consultando os seguintes</p><p>endereços eletrônicos:</p><p>http://www.if.ufrgs.br/mpef/mef004/20021/Angelisa/</p><p>http://www.oceanica.ufrj.br/deno/prod_academic/relatorios/atuais/DanielQ+Leticia/relat1/ESTABILIDAD</p><p>E.htm</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Arquitetura_naval</p><p>http://projetosdeveleiros.com.br/?p=124</p><p>http://proavirtualg9.pbworks.com/w/page/18679349/Porque-o-navio-nao-afunda</p><p>http://www.ebah.com.br/content/ABAAAABEkAC/arqnav-cap1</p><p>http://www.mar.mil.br/cpal/download/amador/estabilidade.pdf</p><p>http://www.aquafluxus.com.br/porque-os-navios-flutuam-principio-de-arquimedes/</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 73</p><p>Unidade 08:</p><p>Nesta unidade, você vai estudar Meteorologia: Interpretação de Cartas Sinóticas; Boletins</p><p>Meteorológicos; imagens satélite e avisos de mau tempo; características das frentes, nevoeiros,</p><p>nuvens e ciclones extratropicais; principais instrumentos meteorológicos e noções dos ventos</p><p>predominantes na costa do Brasil.</p><p>Meteorologia</p><p>Competências</p><p>- O Centro de Hidrografia da Marinha</p><p>(CHM), coordenado pela Diretoria de</p><p>Hidrografia e Navegação (DHN) é por</p><p>lei o órgão, responsável pela operação</p><p>do serviço meteorológico marinho.</p><p>Pela legislação brasileira a Marinha</p><p>tem responsabilidade pela</p><p>meteorologia marinha. Toda a área</p><p>oceânica adjacente ao nosso litoral é</p><p>de responsabilidade da Marinha do</p><p>Brasil.</p><p>Ciência da atmosfera</p><p>Segundo a Organização Meteorológica Mundial,</p><p>Meteorologia é o estudo de todos os fenômenos diferentes de</p><p>uma nuvem. É a parte da física que estuda os fenômenos</p><p>atmosféricos, também chamados de meteoros. A meteorologia</p><p>tem como atividades básicas a pesquisa, a análise e o registro</p><p>dos dados meteorológicos, atividades essas que, no seu</p><p>conjunto recebem o nome de observação meteorológica. Entre</p><p>suas principais atividades, cabe determinar as condições do</p><p>tempo presente em uma determinada localidade ou região,</p><p>bem como suas probabilidades de evolução futura, resultando</p><p>em um conjunto de informações prováveis denominadas</p><p>previsão do tempo.</p><p>Atmosfera</p><p>Atmosfera</p><p>- A massa de ar que envolve a Terra.</p><p>Troposfera</p><p>- Camada atmosférica mais próxima da</p><p>Terra, cuja espessura aumenta do pólo</p><p>(5 km) para o equador (18 km).</p><p>Massa gasosa que acompanha os movimentos da Terra</p><p>(rotação e translação). O Ar atmosférico é composto por uma</p><p>mistura de gases. Os gases mais importantes são o Nitrogênio e</p><p>o Oxigênio, que representam 78% e 20,95% do volume total,</p><p>respectivamente, e o restante, 0,97% de outros gases nobres.</p><p>Além disso, compõem o ar atmosférico: vapor d’água; e</p><p>impurezas (poeira, fumaça, sal etc.), sendo estes os mais</p><p>importantes na formação dos fenômenos meteorológicos, que</p><p>ocorrem principalmente na Troposfera.</p><p>Camadas da Atmosfera</p><p>Em razão de suas características, diretamente associadas</p><p>aos eventos meteorológicos que produzem, as seguintes</p><p>camadas atmosféricas são consideradas principais ou mais</p><p>importantes no estudo dos fenômenos meteorológicos:</p><p> Troposfera - também denominada baixa atmosfera é a</p><p>camada da atmosfera em que vivemos e respiramos. É a</p><p>primeira camada e a mais importante para a vida na</p><p>Terra, pois é onde ocorre a maioria dos fenômenos</p><p>meteorológicos (chuvas, formação de nuvens,</p><p>relâmpagos). A temperatura do ar varia verticalmente na</p><p>atmosfera, diminuindo com a altitude, ao longo da</p><p>troposfera, ou seja, à medida que vamos subindo a</p><p>temperatura vai caindo.</p><p> Estratosfera - camada situada logo acima da troposfera.</p><p>Nessa camada a temperatura é praticamente constante.</p><p>É onde se localiza a camada de ozônio, que funciona</p><p>como uma espécie de filtro natural do planeta Terra,</p><p>protegendo-a dos raios ultravioletas do Sol.</p><p> Mesosfera - camada localizada imediatamente acima da</p><p>estratosfera. Nessa camada o comportamento da</p><p>temperatura é irregular, aumentando, de maneira geral</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 74</p><p>Aeroluminescência</p><p>- A aeroluminescência é uma fraca</p><p>emissão de luz resultante de reações</p><p>químicas que envolvem o oxigênio, o</p><p>nitrogênio, o sódio e o ozônio</p><p>(quimioluminescência) nas altitudes</p><p>entre 80 e 96 km acima da superfície</p><p>da Terra.</p><p>com a altitude. É onde ocorre o fenômeno da</p><p>aeroluminescência.</p><p> Termosfera - camada situada acima da mesosfera. Nessa</p><p>camada a temperatura aumenta com a altitude. É uma</p><p>camada que atinge altas temperaturas, pois nela há</p><p>oxigênio atômico, gás que absorve a energia solar em</p><p>grande quantidade.</p><p> Exosfera - camada que antecede o espaço sideral. É na</p><p>exosfera que as partículas se desprendem da gravidade</p><p>do planeta Terra. Na exosfera ocorre o fenômeno da</p><p>aurora boreal e também permanecem os satélites de</p><p>transmissão de informações e os telescópios espaciais.</p><p>Aquecimento e</p><p>Resfriamento da Terra e</p><p>da Atmosfera</p><p>Atenção!</p><p>- Depois de aquecida, a Terra irradia</p><p>calor. O ar, que era quase</p><p>transparente às irradiações de ondas</p><p>curtas do Sol, absorve grande parte</p><p>das irradiações de ondas longas da</p><p>Terra, aquecendo-se gradativamente,</p><p>de baixo para cima.</p><p>A transferência de calor da Terra para</p><p>atmosfera se faz por quatro</p><p>processos:</p><p>- A radiação é a transferência de</p><p>ondas eletromagnéticas da Terra para</p><p>a atmosfera. A convecção é o</p><p>movimento vertical do ar atmosférico.</p><p>As camadas mais baixas de ar da</p><p>atmosfera, quando aquecidas, tornam-</p><p>se mais leves, logo, tendem a subir,</p><p>conduzindo calor para as camadas</p><p>superiores. A condução ocorre quando</p><p>a camada de ar em contato com o solo</p><p>conduz calor para as camadas</p><p>superiores e a advecção é o processo</p><p>de transferência de calor, de região</p><p>para região, devido ao movimento</p><p>horizontal do ar, ou seja, através dos</p><p>ventos.</p><p>A Terra é aquecida durante o dia pela Radiação solar ou</p><p>Insolação e é resfriada pela Radiação terrestre, dia e noite.</p><p>A energia irradiada pelo Sol (radiação solar), a qual aquece</p><p>a Terra, permite a evaporação da água, a formação de nuvens, a</p><p>chuva, o temporal etc. É, então a fonte</p><p>o círculo máximo da esfera terrestre, que a divide</p><p>em dois hemisférios, norte e sul.</p><p>- O equador é aquele que se adota como origem de contagem das</p><p>latitudes.</p><p>- Os paralelos são círculos cujos planos são paralelos ao equador.</p><p>Seus raios são sempre menores que o raio do equador.</p><p>- Os paralelos mantêm entre si um mesmo afastamento para leste</p><p>ou oeste.</p><p>- Temos infinitos paralelos de latitude, sendo que o equador é um</p><p>único paralelo (círculo máximo), todos os outros são círculos</p><p>menores.</p><p>- Meridianos são círculos máximos que passam pelos polos</p><p>terrestres.</p><p>- O Meridiano de Greenwich, é o círculo máximo da esfera</p><p>terrestre, que passa pelos polos, e a divide em dois hemisférios</p><p>leste e oeste.</p><p>- O Meridiano de Greenwich é aquele que se adota como origem</p><p>de contagem das longitudes</p><p>- Os meridianos convergem do equador (0°) para os polos 90° para</p><p>o norte ou 90° para o sul (N ou S), onde se encontram.</p><p>- Os meridianos e os paralelos se cruzam num ângulo de 90°.</p><p>- Navegando-se sobre um paralelo, o rumo é leste ou oeste.</p><p>Coordenadas</p><p>Geográficas Latitude e</p><p>Longitude</p><p>As coordenadas geográficas foram desenvolvidas para dar</p><p>mais segurança ao navegante e principalmente, para permitir</p><p>que se registrasse em mapas e cartas a exata localização dos</p><p>pontos de destino e as rotas que levavam até eles.</p><p>Qualquer posição sobre a superfície da Terra é determinada</p><p>pelas Coordenadas Geográficas, expressas em graus (°),</p><p>minutos (‘), e segundos (“), que utilizam como referência a</p><p>linha do equador e o meridiano de Greenwich, e são chamados</p><p>de Latitude e Longitude.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [FUNDAMENTOS DA NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 5</p><p>Latitude do Lugar</p><p>- A diferença em minutos, sobre um</p><p>meridiano, entre o equador e um</p><p>ponto, nos fornece a latitude do lugar.</p><p>VALORES ANGULARES</p><p>Graus (°), minutos (‘) e segundos (“)</p><p>- Latitude: Os graus inteiros de</p><p>latitude, os minutos e segundos são</p><p>sempre informados com dois</p><p>algarismos - Ex.: Lat. 29° 58' 03"S</p><p>- Longitude: Os graus inteiros de</p><p>longitude são sempre informados com</p><p>três algarismos, e os minutos e</p><p>segundos com dois algarismos – Ex.:</p><p>Long. 050° 04’ 07”W</p><p>Atenção!</p><p>- Os minutos e segundos de latitude e</p><p>de longitude não podem ultrapassar de</p><p>59.</p><p>Por exemplo:</p><p>Errado:</p><p>Lat. 29° 57' 63"</p><p>Long. 050° 03’ 67”W</p><p>Certo:</p><p>Lat. 29° 58' 03"S</p><p>Long. 050° 04’ 07”W</p><p>Latitude (ou latitude de um lugar) - é o ângulo ou arco de</p><p>meridiano formado, no centro da Terra, a partir do equador,</p><p>até o paralelo do lugar, variando de 00° a 90°, para norte ou</p><p>sul. Por convenção, a Latitude de um lugar é representada pela</p><p>letra grega  - “Phi” ou a abreviatura “Lat.”. A diferença em</p><p>minutos, sobre um meridiano, entre o equador, nos fornece a</p><p>latitude de um lugar ou latitude de um ponto.</p><p>Longitude (ou longitude de um lugar) - é o ângulo, formado</p><p>no polo, pelo meridiano do lugar, e o meridiano de Greenwich.</p><p>Ou seja, é a distância entre um meridiano qualquer e o</p><p>meridiano de Greenwich (partindo do meridiano de Greenwich</p><p>ao ponto considerado). As longitudes assumem valores entre</p><p>000° no meridiano de Greenwich a 180° no meridiano oposto</p><p>(antimeridiano), no sentido leste (E) ou oeste (W). Por</p><p>convenção, a longitude de um lugar é representada pela letra</p><p>grega -  - “Lambda” ou a abreviatura “Long.”.</p><p>Recordando:</p><p>- Veja na figura acima que a longitude corre sobre o equador</p><p>partindo da origem até o meridiano do lugar. Já a latitude corre</p><p>sobre o meridiano do lugar tendo como origem o cruzamento dele</p><p>com o equador.</p><p>- As coordenadas de um ponto, são latitude e longitude.</p><p>- A latitude é contada, a partir do equador, variando de 00° a 90°,</p><p>norte ou sul.</p><p>- A latitude é o arco de meridiano, compreendido entre o equador</p><p>e o paralelo do lugar.</p><p>- A longitude é contada, a partir do meridiano de Greenwich, de</p><p>000° a 180°, ao um ponto considerado, no sentido leste ou oeste.</p><p>- A longitude, do meridiano de Greenwich, é de 000°. Já a</p><p>longitude, do antimeridiano, é de 180°.</p><p>- Um ponto geográfico na superfície da Terra. Isto é, o cruzamento</p><p>de um paralelo com um meridiano, é informado através das</p><p>coordenadas geográficas de latitude e longitude, nesta ordem,</p><p>sendo que a latitude é medida sobre um arco de meridiano e a</p><p>longitude é medida sobre um arco de paralelo.</p><p>- Todos os pontos geográficos sobre a linha de um mesmo</p><p>paralelo terão a mesma latitude.</p><p>- Todos os pontos geográficos sobre um mesmo meridiano terão a</p><p>mesma longitude.</p><p>- Na informação sobre as coordenadas, sempre se indica primeiro</p><p>a latitude e depois a longitude.</p><p>Segue na sequencia alguns cálculos envolvendo latitudes e</p><p>longitudes, essenciais na arte de navegar.</p><p>Acompanhe a explicação analisando as figuras, para facilitar</p><p>o entendimento:</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [FUNDAMENTOS DA NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 6</p><p>Diferença de latitude</p><p>- Observe que o resultado da diferença</p><p>de latitude não tem denominação</p><p>Norte (N) ou Sul (S).</p><p>Diferença de Latitude (ou caminho em latitude) é a</p><p>distância angular, tomada ao longo de um meridiano qualquer,</p><p>entre os paralelos que passam por dois pontos determinados.</p><p>No cálculo da diferença de latitude, somamos as duas latitudes</p><p>quando estas estiverem em hemisférios diferentes (N-S); e</p><p>Subtraímos as duas latitudes quando estas estiverem no mesmo</p><p>hemisfério (N-N ou S-S).</p><p>Ex: 1 (DLat de hemisférios diferentes, soma-se)</p><p>Dados: Lat. B = 25°N / Lat. C = 25°S</p><p>Solução: DLat = Lat. B + Lat. C ► 25°N + 25°S = 50°</p><p>Ex: 2 (DLat de mesmo hemisfério, subtrai-se)</p><p>Dados: Lat. A = 50°N / Lat. B = 25°N</p><p>Solução: DLat = Lat. A - Lat. B ► 50°N - 25°N = 25°</p><p>Latitude Média entre dois lugares</p><p>- Observe que o resultado da Latitude</p><p>Média conserva a letra do hemisfério e</p><p>no caso de hemisférios diferentes</p><p>conserva a letra da latitude de maior</p><p>valor absoluto.</p><p>Latitude Média entre dois lugares é a latitude do paralelo</p><p>médio entre dois pontos de latitudes diferentes.</p><p>No cálculo da latitude média, somamos as duas latitudes e</p><p>dividimos o resultado por dois, quando estas estiverem no mesmo</p><p>hemisfério (N-N ou S-S), conservando a letra; e</p><p>Subtraímos as latitudes quando estas estiverem em hemisférios</p><p>diferentes (N-S), e dividimos o resultado por dois, atribuindo a letra</p><p>da denominação da latitude de maior valor absoluto.</p><p>Ex: 1 (LatM de mesmo hemisfério, soma-se e divide por 2)</p><p>Dados: Lat. A = 25°N / Lat. B = 35°N</p><p>Solução: LatM = [Lat. A + Lat. B] : 2 ► 25°N + 35°N = 60°:2 = 30°N</p><p>Ex: 2 (LatM hemisférios diferentes, subtrai e divide por 2)</p><p>Dados: Lat. B = 35°N / Lat. C = 25°S</p><p>Solução: LatM = [Lat. B - Lat. C] : 2 ► 35°N - 25°S = 10° : 2 = 5°N</p><p>Diferença de Longitude</p><p>- Observe que o resultado da diferença</p><p>de longitude, também não tem</p><p>denominação Leste (E) ou Oeste (W).</p><p>Diferença de Longitude (ou Caminho em Longitude) é a</p><p>distância angular, tomada no equador, entre os meridianos que</p><p>passam por dois pontos determinados.</p><p>O cálculo da diferença de longitude é similar ao da diferença de</p><p>latitude, ou seja, somamos as duas longitudes, quando estas</p><p>estiverem em hemisférios diferentes (W-E), e subtraímos as duas</p><p>longitudes, quando estas estiverem no mesmo hemisfério (W-W ou E-</p><p>E). A exceção é quando as longitudes estiverem em hemisférios</p><p>diferentes e a soma ultrapassa os 180°. Nesse caso, subtrai-se a soma</p><p>de 360° e o resultado será a diferença de longitude.</p><p>Ex: 1 (DLong de hemisférios diferentes, soma-se)</p><p>Dados: Long. A = 025°W / Long. C = 025°E</p><p>Solução: DLong = Long. A + Long. C ► 025°W + 025°E = 050°</p><p>Ex: 2 (DLong de mesmo hemisfério, subtrai-se)</p><p>Dados: Long. A = 025°W / Long. B = 050°W</p><p>Solução: DLong = Long. A - Long. B ► 025°W - 050°W = 025°</p><p>Ex: 3 (DLong quando o resultado ultrapassa os 180°)</p><p>Dados: Long. D = 120°W / Long. E = 160°E</p><p>Solução: DLong = Long.</p><p>de energia responsável</p><p>pela ocorrência dos fenômenos meteorológicos e</p><p>oceanográficos.</p><p>Depois que a temperatura da Terra torna-se mais alta ou</p><p>mais baixa que aquela do ar próximo a ela, o ar em contato com</p><p>o solo começa a ser aquecido ou resfriado através de um</p><p>processo chamado Condução (transferência de calor através da</p><p>matéria sem transferência da própria matéria).</p><p>A absorção de radiação de onda curta depende da natureza</p><p>do solo, portanto, uma massa de ar situada, por exemplo, sobre</p><p>uma superfície arenosa será aquecida mais rapidamente que</p><p>uma massa em contato com uma superfície úmida. Essa</p><p>desigual distribuição local de calor gera outro método de</p><p>transferência de calor conhecido como Convecção</p><p>(transferência das principais propriedades atmosféricas pelo</p><p>movimento vertical do ar por meio das correntes ascendentes</p><p>ou descendentes).</p><p>Quando o ar aquecido se eleva em correntes de convecção,</p><p>ar menos aquecido das adjacências move-se em direção ao</p><p>local onde o ar está ascendendo para preencher o espaço.</p><p>Nesse momento, ocorre outro método de transferência de uma</p><p>propriedade atmosférica, chamado de Advecção (transferência</p><p>de alguma propriedade atmosférica por movimento horizontal</p><p>do ar). Assim como a superfície da Terra, a atmosfera também</p><p>experimenta um aquecimento desigual.</p><p>As principais causas da variação do aquecimento da</p><p>atmosfera são:</p><p> Incidência de raio solar - O ângulo de incidência e a</p><p>quantidade de raios solares, em um mesmo lugar, variam</p><p>durante o dia e com a estação do ano, em virtude dos</p><p>movimentos de rotação e translação da Terra e da</p><p>inclinação do eixo da Terra com relação à sua órbita.</p><p>Com isso, varia, também, a quantidade de calor</p><p>transmitido à atmosfera (pelo Sol e pelos mecanismos de</p><p>troca de calor com a Terra). Além disso, quanto maior a</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 75</p><p>latitude, menor o ângulo de incidência dos raios solares</p><p>e, portanto, menor a temperatura. Isto também explica o</p><p>aquecimento desigual da atmosfera em diferentes</p><p>regiões.</p><p> Cobertura de nuvens - As nuvens dificultam que a</p><p>energia solar alcance a Terra, diminuindo o seu</p><p>aquecimento e, por conseguinte, o aquecimento da</p><p>atmosfera; por isto, nos dias em que o céu está</p><p>encoberto, o ar tende a ser mais frio. No entanto, as</p><p>nuvens também absorvem uma parte da energia</p><p>refletida pela Terra; esta é a causa de serem as noites de</p><p>céu encoberto menos frias do que as de céu limpo.</p><p> Natureza do solo - A natureza do solo é responsável pela</p><p>quantidade de energia absorvida pela Terra, pela rapidez</p><p>com que a Terra se aquece e se resfria, e pela</p><p>quantidade de calor que a Terra irradia. Assim, a</p><p>natureza do solo é, também, um fator preponderante na</p><p>variação do aquecimento da atmosfera.</p><p>Elementos</p><p>Meteorológicos</p><p>Termômetro e Psicrômetro</p><p>- A medida da temperatura do ar seco</p><p>efetua-a se por meio do termômetro</p><p>ou termógrafo e a medida da</p><p>temperatura do ar úmido, que é</p><p>utilizada para a determinação da</p><p>temperatura do ponto de orvalho,</p><p>obtêm-se pelo psicrômetro.</p><p>A temperatura do ar aquece de dia e</p><p>resfria à noite. A temperatura da</p><p>superfície do mar (TSM) durante o dia</p><p>e à noite não apresenta variação de</p><p>valor, uma vez que a energia recebida</p><p>da radiação solar é em grande parte</p><p>utilizada na evaporação da água da</p><p>superfície do mar. A TSM tem muita</p><p>importância na interação oceano-</p><p>atmosfera, porque a TSM influencia de</p><p>forma bastante significativa o</p><p>resfriamento do ar.</p><p>Dentre os fatores que influenciam na manobra da</p><p>embarcação, a natureza pede atenção especial, por não estar</p><p>sob o controle do navegante. Saber compreender a</p><p>meteorologia é essencial para a garantia da segurança da</p><p>embarcação.</p><p>Os elementos meteorológicos mais importantes a observar</p><p>são: temperatura, pressão, umidade, ventos, nuvens,</p><p>visibilidade e precipitação.</p><p>Temperatura do Ar - é a quantidade de calor presente na</p><p>atmosfera. O Sol é a fonte de calor do planeta Terra e,</p><p>consequentemente da atmosfera. Mas o Sol não aquece</p><p>diretamente a atmosfera, ao contrário, os raios solares</p><p>atravessam a camada do ar que nos envolve, sem aquecê-la,</p><p>indo esquentar as terras e as águas da superfície do planeta.</p><p>Depois de esquentadas, as terras e as águas irradiam para a</p><p>atmosfera o calor recebido. Assim, quanto maior a quantidade</p><p>de radiação solar recebida pela Terra, mais alta será a</p><p>temperatura do ar.</p><p>Pressão Atmosférica - também chamada de pressão</p><p>barométrica, é a pressão (força) exercida pelo peso da</p><p>atmosfera (peso gravitacional) sobre uma coluna de ar em um</p><p>determinado ponto. Pode-se afirmar que a pressão em uma</p><p>superfície é o peso de toda a coluna de ar acima dela. Portanto,</p><p>podemos facilmente concluir que a altitude interfere na</p><p>pressão atmosférica. Nas áreas de elevada altitude, a pressão é</p><p>menor, porque a coluna de ar nas áreas elevadas é menor que</p><p>nas áreas de baixa altitude. A pressão do ar varia com a</p><p>altitude, sendo maior ao nível do mar.</p><p>Para se medir a pressão atmosférica, utilizamos barômetros</p><p>de mercúrio ou aneróides.</p><p>Os barômetros de mercúrio são mais precisos, entretanto, os mais</p><p>resistentes são os aneróides, sendo estes os mais utilizados a bordo</p><p>dos navios.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 76</p><p>Higrômetro ≈ Psicrômetro</p><p>- Instrumentos para medir o grau de</p><p>umidade do ar.</p><p>Saturação</p><p>- A saturação ocorre quando uma</p><p>parcela do ar presente deixa de</p><p>receber vapor d´água, levando-nos a</p><p>dizer, em tais condições, que o ar está</p><p>saturado.</p><p>Umidade relativa</p><p>- Quando falasse em umidade relativa</p><p>100%, é quando ela está em</p><p>saturação; se está chovendo a</p><p>umidade fica entre 95%/100%. Então,</p><p>umidade relativa é a quantidade de</p><p>umidade que tem sobre a quantidade</p><p>que o vapor pode conter naquela</p><p>mesma temperatura.</p><p>Temperatura do Ponto de orvalho</p><p>- É a temperatura onde o vapor d’água</p><p>existente no ar atmosférico começa a</p><p>se condensar, ou seja, é a temperatura</p><p>do ar ambiente no qual o ar atinge sua</p><p>saturação de umidade, simplesmente</p><p>ou somente por resfriamento do ar. A</p><p>relação entre o ponto de orvalho e a</p><p>umidade relativa do ar é</p><p>inversamente proporcional, isto é,</p><p>quanto menor a diferença, maior será</p><p>a umidade relativa.</p><p>Umidade ≈ Temperatura do Ar</p><p>- A umidade relativa varia de modo</p><p>inversamente proporcional à variação</p><p>da temperatura. Se a temperatura do</p><p>ar aumenta, a sua capacidade de</p><p>conter vapor d’água até se saturar</p><p>também aumenta; logo, a sua</p><p>umidade relativa diminui. Se a</p><p>temperatura do ar diminui, o seu</p><p>limite de conter umidade até se</p><p>saturar também diminui; logo, a sua</p><p>umidade relativa aumenta.</p><p>Umidade - é a quantidade de vapor de água contida na</p><p>atmosfera. A ação da radiação solar e do vento sobre as águas</p><p>da superfície da Terra provocam o fenômeno da evaporação,</p><p>que nada mais é do que a passagem da água do estado líquido</p><p>para o estado gasoso (vapor). Na evaporação, uma quantidade</p><p>enorme de vapor de água fica em suspensão na atmosfera, ou</p><p>seja, água em estado gasoso, chamada de umidade.</p><p>Quando a massa de ar não tem vapor de água, se diz que a</p><p>massa é seca. Por outro lado, quando a massa de ar tem vapor</p><p>de água, a massa é úmida. A massa de ar úmida é sempre</p><p>menos pesada do que uma massa de ar seco, por isso o ar</p><p>úmido é mais instável.</p><p>A quantidade de vapor de água ou umidade que pode</p><p>conter o ar depende diretamente de sua temperatura. Quanto</p><p>maior é a temperatura, maior é a capacidade que tem o ar de</p><p>conter vapor de água. Portanto, o ar está saturado quando</p><p>alcança sua capacidade. A quantidade de vapor de água contida</p><p>no ar pode expressar-se de diferentes formas. A umidade</p><p>relativa é uma das formas mais conhecidas e representa a</p><p>relação entre a quantidade de vapor de água que se encontra</p><p>no ar e a máxima capacidade que poderia conter à mesma</p><p>temperatura. Este valor é expresso</p><p>na forma de porcentagem</p><p>(%). A umidade relativa varia sempre que muda a quantidade</p><p>de vapor de água presente no ar e também quando varia a</p><p>temperatura.</p><p>Por exemplo, um declínio da temperatura traz uma</p><p>diminuição na capacidade do ar, motivo pelo qual aumenta a</p><p>umidade relativa ao encontrar-se o ar mais próximo a sua</p><p>saturação. Quando a temperatura e, portanto, a capacidade do</p><p>ar diminui até que a umidade atinge 100%, significa que o ar</p><p>está saturado. A temperatura, a qual a umidade relativa chega</p><p>aos 100%, se chama temperatura de ponto de orvalho. Se o ar</p><p>continuar esfriando, começa a condensação (transformação do</p><p>vapor em água). A temperatura de ponto de orvalho tem uma</p><p>característica muito importante, a qual toda vez que o</p><p>conteúdo de uma massa de ar se mantém constante, a</p><p>temperatura de ponto de orvalho também permanece</p><p>praticamente invariável. Para a formação de nuvens é preciso</p><p>que haja levantamento ou brusco esfriamento do ar úmido.</p><p>Quando o ar úmido sobe várias centenas e milhares de metros,</p><p>atinge o nível de condensação, que é a altitude a partir da qual</p><p>o vapor de água se transforma em pequenas gotas. Esta</p><p>condensação é obtida pela brusca diminuição da pressão</p><p>atmosférica.</p><p>Vento - é o ar em movimento. São partículas de ar que se</p><p>põem em movimento, tanto no sentido horizontal (chamado</p><p>advecção), quanto no sentido vertical (chamado convecção) e,</p><p>desta forma, transportando ou distribuindo calor.</p><p>O ar se desloca das zonas ou áreas de alta pressão</p><p>(anticiclones), para zonas ou áreas de baixa pressão (ciclones).</p><p>Isto permite dizer que os anticiclones são dispersores de vento</p><p>e os ciclones são receptores de vento.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 77</p><p>VENTOS</p><p>Ventos</p><p>- Sopram de alta pressão para baixa</p><p>pressão</p><p>- Sentido – de onde vem</p><p>- Intensidade – velocidade</p><p>- Caráter – regular ou rajada.</p><p>Vento à Superfície</p><p>- Por convenção, o termo se aplica à</p><p>velocidade do vento a 10 metros de</p><p>altura e em áreas desobstruídas.</p><p>Força do vento</p><p>- A força do vento é medida em NÓS e</p><p>classificada de acordo com a escala</p><p>Beaufort, apresentada mais adiante.</p><p>Rajada</p><p>- Rápido aumento na intensidade do</p><p>vento em relação à sua intensidade</p><p>média. A variação entre a intensidade</p><p>do vento e os seus picos ocasionais é</p><p>de pelo menos 10 nós.</p><p>Brisas do Mar e de Terra</p><p>- Ventos locais causados pelo</p><p>aquecimento e pelo resfriamento</p><p>desigual de superfícies aquosa e</p><p>terrestre adjacentes, sob influência da</p><p>radiação solar (durante o dia) e da</p><p>radiação terrestre (durante a noite),</p><p>que produzem uma gradiente de</p><p>pressão (razão de decréscimo ou</p><p>aumento da pressão por unidade de</p><p>distância em um determinado período</p><p>de tempo) junto à costa. Durante o dia</p><p>sopra do mar para terra (brisa</p><p>marítima) e, à noite, da terra para o</p><p>mar (brisa terrestre.</p><p>Anemômetro</p><p>- Instrumento usado para medir e</p><p>registrar a direção e a velocidade</p><p>(intensidade) do vento. O</p><p>Anemômetro de bordo pode ser do</p><p>tipo Portátil ou de Mastro. Em ambos</p><p>os tipos, a orientação do sensor</p><p>(anemoscópio) indica a direção do</p><p>vento, enquanto a rotação do hélice</p><p>ou das conchas permite a</p><p>determinação de sua velocidade.</p><p>Escala Beaufort</p><p>São duas as principais causas dos ventos:</p><p> Por diferença de pressão, condição na qual o fluxo de ar</p><p>irá escoar das altas para as baixas pressões; e</p><p> Por diferença de temperatura, condição em que a</p><p>desigualdade de aquecimento faz com que o ar mais frio</p><p>tome o lugar do ar mais aquecido.</p><p>≈ Direção do Vento - o vento é designado pelo sentido de</p><p>onde vem, trazendo as características do seu local de origem.</p><p>Assim, dependendo do local de onde se originou, podem ser</p><p>quentes ou frios, úmidos ou secos, sendo, consequentemente,</p><p>responsáveis pelas variações de temperatura e de umidade do</p><p>ar nos locais por onde passa.</p><p>≈ Vento e Rajada - Os ventos mudam continuamente tanto</p><p>de intensidade quanto de direção, variações essas</p><p>determinadas, principalmente, pelos acidentes geográficos e</p><p>pelo relevo da superfície terrestre. Quando a diferença entre a</p><p>intensidade de um vento e sua intensidade média é maior que</p><p>dez (10) Nós, num período de tempo não superior a vinte (20)</p><p>segundos, esse vento recebe o nome de rajada.</p><p>≈ Ventos Locais - os ventos recebem diversos nomes,</p><p>atribuídos em função das respectivas zonas de circulação, por</p><p>essa razão são denominados ventos locais, também chamados</p><p>de brisas ou terrais. Entre esses, pelos efeitos que provocam no</p><p>clima de suas regiões, merecem destaque:</p><p> Pampeiros - ventos de elevada intensidade, que sopram</p><p>no Rio da Prata entre junho e setembro, com direção de</p><p>oeste (W) para leste (E). Os pampeiros dão origem ao</p><p>vento minuano;</p><p> Minuano - vento que sopra na direção SW para NE, na</p><p>região sul do Brasil;</p><p> Papagaio - vento que sopra na Costa Rica, no inverno, de</p><p>NE e fresco.</p><p> Siroco - vento muito quente e fresco que sopra na África</p><p>do Norte, durante o verão, com direção de S ou SE; e</p><p> Alísios - ventos que divergem dos cinturões de alta</p><p>pressão subtropicais em direção a zona de convergência</p><p>intertropical. Sopram de nordeste no hemisfério norte e</p><p>de sudeste no sul.</p><p>Intensidade do Vento - dependendo da intensidade do</p><p>vento, poderemos ter uma situação característica do tempo.</p><p>Significa que podemos estabelecer certos padrões do tempo</p><p>nos mares, rios, lagos ou lagoas por meio da velocidade do</p><p>vento.</p><p>Antes de se pensar em medir a intensidade do vento com o</p><p>anemômetro, foi sentida a necessidade de se graduar de</p><p>alguma forma sua velocidade. Assim, seguindo padrão utilizado</p><p>internacionalmente, a nossa informação de ventos está</p><p>baseada na Escala Beaufort. Praticamente todos os centros de</p><p>meteorologia marinha emitem em termo de força Beaufort.</p><p>Disto resulta a lei de Buys-Ballot ou lei básica dos ventos,</p><p>que estabeleceu uma relação entre o vento e a distribuição de</p><p>pressão que, para efeito de nosso estudo, pode ser aqui</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 78</p><p>- Escala numérica de 0 a 12 que estima</p><p>a velocidade do vento a partir do</p><p>estado do mar.</p><p>Tabela para auxílio na interpretação</p><p>da força do vento (ESCALA</p><p>BEAUFORT)</p><p>Designação</p><p>Beaufort</p><p>(força)</p><p>Velocidade</p><p>Nós</p><p>Milhas</p><p>Por Hora</p><p>0 ≈ Calmaria Menor</p><p>que 1</p><p>0 a 0,2</p><p>1 ≈ Bafagem 1 a 3 0,3 a 1,5</p><p>2 ≈ Aragem 4 a 6 1,6 a 3,3</p><p>3 ≈ Fraco 7 a 10 3,4 a 5,4</p><p>4 ≈ Moderado 11 a</p><p>16</p><p>5,5 a 7,9</p><p>5 ≈ Fresco 17 a</p><p>21</p><p>8,0 a 10,7</p><p>6 ≈ Muito</p><p>fresco</p><p>22 a</p><p>27</p><p>10,8 a</p><p>13,8</p><p>7 ≈ Forte 28 a</p><p>33</p><p>13,9 a</p><p>17,1</p><p>8 ≈ Muito forte 34 a</p><p>40</p><p>17,2 a</p><p>20,7</p><p>9 ≈ Duro 41 a</p><p>47</p><p>20,8 a</p><p>24,4</p><p>10 ≈ Muito duro 48 a</p><p>55</p><p>24,5 a</p><p>28,4</p><p>11 ≈</p><p>Tempestuoso</p><p>56 a</p><p>63</p><p>28,5 a</p><p>32,6</p><p>12 ≈ Furacão Maior</p><p>que 63</p><p>32,7 e</p><p>acima</p><p>Tabela de Circulação dos Ciclones e</p><p>Anticiclones</p><p>Hemisfério Anticiclone Ciclones</p><p>Sul</p><p>Divergente</p><p>anti-</p><p>horário</p><p>Converge</p><p>nte</p><p>horário</p><p>Norte</p><p>Divergente</p><p>horário</p><p>Converge</p><p>nte</p><p>Anti-</p><p>horário</p><p>Circulação (Lei de Buys-Ballot)</p><p>“No hemisfério norte, os ventos giram</p><p>em sentido horário em torno dos</p><p>anticiclones (A) e no sentido anti-</p><p>horário em torno das depressões ou</p><p>ciclones (B)”.</p><p>enunciada do seguinte modo:</p><p>Voltando-se para a direção de onde sopra o vento verdadeiro, a</p><p>baixa barométrica fica à sua direita no Hemisfério Norte e à esquerda</p><p>no Hemisfério Sul, a cerca de 110⁰ da direção de onde sopra o vento.</p><p>Sistema de Baixa Pressão (ciclone):</p><p>BAIXA ou CENTRO de BAIXA PRESSÃO: estes sistemas</p><p>geralmente tem forma elíptica e a pressão diminui conforme</p><p>nos aproximamos de seu centro, a qual é identificada com a</p><p>letra B. Em meteorologia, a circulação do ar (vento) em torno</p><p>de um centro de baixa pressão (ciclone), ocorre no sentido</p><p>anti-horário no hemisfério norte e horário no hemisfério sul.</p><p>Por isso também esses sistemas são chamados Ciclones. Dentro</p><p>desses sistemas o ar move-se em direção a seu</p><p>centro</p><p>(convergência). Essa convergência de ar em superfície,</p><p>provocada pela presença de um centro de baixa pressão, induz</p><p>levantamento em seu interior determinando em consequência</p><p>o mecanismo de levantamento necessário para a formação das</p><p>nuvens.</p><p>Mau tempo – está quase sempre associado a uma convergência</p><p>de ventos, ou seja, a um ciclone ou depressão.</p><p>Sistema de Alta Pressão (anticiclone):</p><p>ALTA ou CENTRO de ALTA PRESSÃO: estes sistemas</p><p>geralmente tem forma elíptica e a pressão aumenta conforme</p><p>nos aproximamos de seu centro, a qual é identificada com a</p><p>letra A. A circulação do ar (ventos) em torno de um centro de</p><p>alta pressão (anticiclone), ocorre no sentido horário no</p><p>hemisfério norte e anti-horário no hemisfério sul. Por isso</p><p>também, esses sistemas são chamados anticiclones. Dentro</p><p>desses sistemas, o ar se escapa de seu centro (divergência).</p><p>Essa divergência de ar em superfície, provocada pela presença</p><p>do anticiclone, induz subsidência em seu interior, inibindo a</p><p>formação de nuvens.</p><p>A representação gráfica dos ciclones e anticiclones faz-se</p><p>por meio de isóbaras.</p><p>Chamam-se isóbaras as linhas que unem pontos de uma mesma</p><p>pressão atmosférica. O traçado das isóbaras produz padrões</p><p>característicos, tais como: depressões, cavados, anticiclones e cristas.</p><p> Ciclones - regiões de pressões relativamente baixas,</p><p>também chamado de centro de baixa pressão. É</p><p>também sinônimo de depressão, onde predomina o mau</p><p>tempo e a diminuição da pressão para o centro.</p><p>Caracteriza-se em uma carta sinótica como um sistema</p><p>de isóbaras fechadas, envolvendo uma pressão central</p><p>baixa. Pode ser tropical ou extratropical, dependendo de</p><p>onde ocorre. Precipitação e ventos mais intensos estão</p><p>associados a esta feição.</p><p> Cavado - é uma área alongada de pressão atmosférica</p><p>relativamente mais baixa. Pode ser a extensão de um</p><p>ciclone. É o oposto de crista e é geralmente, associado a</p><p>mau tempo, assim como o próprio ciclone. A máxima</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 79</p><p>“Ao contrário, no hemisfério sul, os</p><p>ventos giram em sentido anti-horário</p><p>em torno dos anticiclones (A) e no</p><p>sentido horário em torno das</p><p>depressões ou ciclones (B)”</p><p>curvatura das isóbaras ocorre ao longo do eixo do</p><p>cavado. Uma frente necessariamente localiza-se em um</p><p>cavado.</p><p> Anticiclones - regiões de altas pressões, também</p><p>conhecidas como centro de alta. Predomina o bom</p><p>tempo e a pressão aumenta para o centro.</p><p> Crista - é uma área alongada de pressão atmosférica</p><p>mais alta. Pode ser a extensão de um anticiclone. É o</p><p>oposto de cavado e é geralmente associado a bom</p><p>tempo, assim como o próprio anticiclone. A máxima</p><p>curvatura das isóbaras ocorre ao longo do eixo da crista.</p><p>Além de influenciar no estado do mar, o vento também exerce</p><p>influência sobre o deslocamento das nuvens, formação de nevoeiros e</p><p>precipitação (chuvas).</p><p>Nuvens</p><p>- Umidade do ar condensada. Podem</p><p>ser classificadas quanto a sua</p><p>aparência (aspecto), estrutura e altura</p><p>da base.</p><p>O CÉU ANUNCIA</p><p>- Céu azul escuro: vento.</p><p>- Céu claro e brilhante: bom tempo.</p><p>- Céu azul leitoso: chuva.</p><p>- Céu limpo com clarões no horizonte:</p><p>bom tempo e calor.</p><p>- Céu uniforme encoberto: calmaria.</p><p>- Céu sem nuvens: vento.</p><p>- Céu avermelhado ao pôr do sol: bom</p><p>tempo no dia seguinte.</p><p>- Céu avermelhado ao nascer do sol: o</p><p>tempo geralmente muda para pior.</p><p>- Céu amarelo brilhante ao entardecer:</p><p>geralmente é sinal de vento no dia</p><p>seguinte.</p><p>- Céu amarelo pálido: pode significar</p><p>chuva.</p><p>Nuvens - são indicadores de tempo úteis. As nuvens são</p><p>definidas como consistindo de agregados visíveis de pequenas</p><p>partículas de água, cristais de gelo, ou a mistura de ambos na</p><p>atmosfera acima da superfície da Terra. Em geral, as nuvens são</p><p>sustentadas por correntes ascendentes na atmosfera e, embora</p><p>pareçam flutuar, na verdade os elementos que as compõem</p><p>caem lentamente em relação ao ar circulante.</p><p>As nuvens podem ser classificadas, quanto à formação,</p><p>formato ou tipo de desenvolvimento (aparência ou aspecto), e</p><p>quanto à altura de sua base.</p><p>Quanto à formação, podem ser:</p><p> Orográficas - formadas pela ascensão forçada do ar, em</p><p>consequência de elevações geográficas;</p><p> Frontais - formadas pela ascensão forçada do ar em</p><p>consequência do encontro de duas massas de ar de</p><p>características diferentes; e</p><p> Térmicas ou Convectivas - formadas pela ascensão</p><p>adiabática (vertical) do ar aquecido.</p><p>Quanto ao formato, podem ser:</p><p> Estratiformes - aquelas que surgem em camadas</p><p>contínuas, apresentando grande expansão horizontal e</p><p>pouca espessura. Em geral caracterizam chuvas fracas,</p><p>nevoeiro e faixa de mau tempo, mais larga;</p><p> Cumuliformes - aquelas que surgem em camadas</p><p>descontínuas, formadas por blocos ou glóbulos isolados</p><p>ou agrupados. Apresentam, sempre, expansão vertical</p><p>exagerada em relação à expansão horizontal. As nuvens</p><p>cumuliformes tem a forma de flocos de algodão isolados,</p><p>dando a impressão de nuvem sólida e, em geral,</p><p>caracterizam chuvas em forma de pancadas, trovoadas e</p><p>faixa de mau tempo mais curta; e</p><p> Cirriformes – são horizontais, mais fibrosas, de aspecto</p><p>frágil e ocupam as altas atmosferas. Não dá origem a</p><p>precipitação, mas são fortes indicativos da mesma.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 80</p><p>Nuvens Baixas</p><p>Nuvem de Trovoada</p><p>- Expressão popular para</p><p>Cumulonimbus, a nuvem associada a</p><p>tempestades.</p><p>Nuvens Médias</p><p>Nuvens Altas</p><p>Quanto à altura da base - conforme as altitudes que se</p><p>situam, as nuvens podem ser: baixas, médias e altas.</p><p>NUVENS BAIXAS (abaixo de 2 km de altura)</p><p> Stratus (St) - normalmente acinzentadas, aparecem em</p><p>camadas uniformes, aparentando um nevoeiro. Quando</p><p>espessas, dificultam a penetração da luz solar.</p><p> Nimbostratus (Ns) - mais escuras que a stratus, porém</p><p>também uniformes, tendo a aparência de nuvens</p><p>carregadas, típicas de chuva. Normalmente bloqueiam a</p><p>penetração da luz do Sol.</p><p> Cumulus (Cu) - nuvens densas, com a aparência de</p><p>chumaços de algodão, porém nunca cobrem inteiramente o</p><p>céu. Normalmente, a presença de cumulus significa bom</p><p>tempo. Quando a temperatura na superfície do mar for</p><p>mais quente que o ar, pode haver instabilidade,</p><p>favorecendo a convecção e a formação de nuvens Cumulus.</p><p> Stratucumulus (Sc) - nuvens derivadas de cumulus</p><p>ligeiramente acinzentadas, com forma de rolos não</p><p>uniformes. Normalmente, depois delas, ocorrem dias</p><p>claros e bom tempo.</p><p> Cumulonimbus (Cb) - nuvens muito densas e acinzentadas,</p><p>com formatos que lembram grandes torres. Normalmente,</p><p>são seguidas de mau tempo com fortes ventos e chuvas</p><p>pesadas.</p><p>NUVENS MÉDIAS (entre 2 e 6 km de altura)</p><p> Altostratus (As) - nuvens que se assemelham a um véu</p><p>ligeiramente acinzentado, deixando o céu fosco.</p><p>Normalmente, indicam a aproximação de chuvas e ventos.</p><p> Altocumulus (Ac) - estas nuvens têm aparência de</p><p>pequenos chumaços de algodão, sendo, normalmente,</p><p>associadas a mudanças de tempo.</p><p>NUVENS ALTAS (acima de 6 km de altura)</p><p> Cirrus (Ci) - com aparência fibrosa, normalmente se</p><p>apresentam isoladas. Nuvens altas e esgarçadas muitas</p><p>vezes dão alarme antecipado de mau tempo se seguidas de</p><p>formação de nuvens, porém, a direção do vento é</p><p>importante. Se dissipando significa melhora do tempo.</p><p> Cirrostratus (Cs) - nuvens finas e esbranquiçadas.</p><p>Normalmente, cobrem o céu todo, dando uma aparência de</p><p>um fino véu. Sinal de mau tempo.</p><p> Cirrocumulus (Cc) - nuvens pouco densas e esbranquiçadas,</p><p>com a aparência de ondas. Normalmente, a presença</p><p>dessas nuvens está associada a bom tempo.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 81</p><p>Fenômenos Meteorológicos que</p><p>Aferam a Visibilidade</p><p>Fenômeno</p><p>Condição de</p><p>Visibilidade</p><p>Nevoeiro Abaixo de 1km</p><p>Névoa Acima de 1 km</p><p>Chuva Forte</p><p>entre 50 e</p><p>500m</p><p>Chuvisco Forte Abaixo de 500m</p><p>Neve</p><p>Abaixo de 1</p><p>kkm</p><p>Tempestade de</p><p>Areia, poeira e</p><p>borrifo das</p><p>ondas</p><p>Abaixo de 1 km</p><p>Chuva</p><p>- Vapor d'água condensado na</p><p>atmosfera que se precipita sobre a</p><p>terra em forma de gotas (diâmetro</p><p>superior a 0,5mm). Dependendo da</p><p>média horária de sua acumulação no</p><p>pluviômetro, pode ser leve (até</p><p>2,5mm), moderada (2,5 a 7,5mm) ou</p><p>forte (superior a 7,5mm).</p><p>Chuvisco</p><p>- Gotas d'água muito pequenas</p><p>(diâmetro inferior a 0,5mm),</p><p>uniformemente dispersas, que</p><p>precipitam sobre a terra.</p><p>Nevasca</p><p>- Nevada acompanhada de temporal.</p><p>Atenção!</p><p>- A névoa e o nevoeiro, são os</p><p>fenômenos que reduzem a visibilidade</p><p>em maior grau. O nevoeiro diminui a</p><p>visibilidade para menos de 1 km; no</p><p>caso de nevoeiro denso, a visibilidade</p><p>pode ser reduzida a zero. Logo que for</p><p>observada a ocorrência de nevoeiro, é</p><p>necessário pôr em prática as medidas</p><p>de segurança para navegação sob</p><p>visibilidade restrita, especialmente</p><p>aquelas estabelecidas pelos</p><p>regulamentos internacionais, como o</p><p>RIPEAM (Regulamento Internacional</p><p>para Evitar Abalroamento no Mar).</p><p>Nevoeiro de Radiação</p><p>- Nevoeiro que se forma sobre terra</p><p>em noites caracterizadas por ventos</p><p>fracos, céu limpo e ar úmido nos</p><p>baixos níveis da atmosfera.</p><p>Nevoeiro de Advecção</p><p>- Nevoeiro formado pela passagem</p><p>lenta de uma massa de ar</p><p>relativamente quente, úmida e estável</p><p>sobre uma superfície fria.</p><p>Visibilidade - é a maior distância em que objetos e</p><p>contornos de características definidas podem ser vistos e</p><p>identificados, sem auxílio de instrumentos óticos, ou seja, vistos</p><p>e identificados a olho nu. São vários os motivos pelos quais a</p><p>visibilidade é afetada: precipitações, nevoeiros, névoas, chuvas</p><p>fortes, chuviscos, espumas do mar, tempestades de área,</p><p>poeira, borrifo das ondas e sal.</p><p>A visibilidade é avaliada em quilômetros (km), e pode ser</p><p>classificada em três níveis, a saber:</p><p> Visibilidade boa - quando não existe nenhuma</p><p>interferência (fenômeno meteorológico) ou, se existe,</p><p>não é significativo;</p><p> Visibilidade moderada - quando existem fenômenos que</p><p>reduzem a visibilidade, causando prejuízo às atividades</p><p>humanas; e</p><p> Visibilidade má ou péssima - quando os fenômenos</p><p>restringem a visibilidade ao ponto de oferecer perigo às</p><p>atividades humanas.</p><p>De acordo com a intensidade, a chuva, com exceção das</p><p>pancadas fortes e passageiras, raramente reduz a visibilidade à</p><p>superfície para menos de 1.500 metros. O chuvisco e a neve,</p><p>normalmente, reduzem a visibilidade em um grau maior que a</p><p>chuva. Nevascas fortes podem reduzir a visibilidade em zero.</p><p>Nevoeiro é formado quando o vapor d’água existente na</p><p>atmosfera se condensa, seja como resultado do resfriamento</p><p>do ar a superfície, pelo oceano ou pelo terreno subjacente</p><p>(nevoeiro de resfriamento) ou do acréscimo ao seu teor de</p><p>vapor d’água (nevoeiro de evaporação). Por convenção, o</p><p>termo se aplica quando a visibilidade for inferior a um</p><p>quilômetro. Seu aspecto é branco leitoso ou acinzentado,</p><p>dependendo da concentração de poluentes no ar. Em ambos os</p><p>casos pode-se sentir a umidade.</p><p>O nevoeiro de resfriamento, comum sobre campos, em</p><p>consequência de contato do ar quente sobre o solo, resfriado</p><p>durante a noite. Dissipa-se com o aquecimento diurno. O</p><p>resfriamento pode ser produzido por: Contato com o solo</p><p>resfriado durante a noite (nevoeiro de radiação); contato do ar</p><p>quente e úmido em movimento com uma superfície (solo ou</p><p>mar) mais fria, sobre a qual se desloca (nevoeiro de advecção);</p><p>e por ascensão diabática do ar que se desloca, subindo por um</p><p>terreno elevado (nevoeiro orográfico ou de encosta). O</p><p>nevoeiro de evaporação, comum sobre superfícies líquidas,</p><p>geralmente, acontecem de manhã, como resultado da</p><p>evaporação da água que é mais quente que o ar. O aumento da</p><p>evaporação se dar por: Evaporação da chuva quente em ar mais</p><p>frio (nevoeiro frontal), e, também, por evaporação de um ar</p><p>mais quente em ar mais frio (nevoeiro de vapor).</p><p>São vários os fatores importantes na formação de</p><p>nevoeiros: A elevada umidade relativa (97 a 100%);</p><p>estabilidade atmosférica; o resfriamento convincente e, a</p><p>velocidade do vento (fraco ou calmo).</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 82</p><p>Advecção</p><p>- Nevoeiro de vapor</p><p>- Nevoeiro marítimo</p><p>- Nevoeiro de brisa marítima</p><p>- Nevoeiro glacial</p><p>Névoa Úmida</p><p>- Obstrução da visibilidade nas</p><p>camadas superficiais da atmosfera,</p><p>causada por gotículas de água em</p><p>suspensão. Por convenção, o termo se</p><p>aplica quando a visibilidade for</p><p>superior a um quilômetro.</p><p>Névoa Seca</p><p>- Obstrução da visibilidade nas</p><p>camadas superficiais da atmosfera,</p><p>causada por partículas sólidas muito</p><p>pequenas e não aquosas em</p><p>suspensão. Dá ao ar uma aparência</p><p>opalescente.</p><p>Monções</p><p>- Nome dado aos ventos que sopram</p><p>principalmente no Sudeste da Ásia,</p><p>alternativamente do mar para a terra e</p><p>da terra para o mar, durante muitos</p><p>meses.</p><p>Os nevoeiros podem ser classificados em três tipos:</p><p> Forte - quando a visibilidade atinge até cem (100) metros</p><p>de distância;</p><p> Fraco - quando os objetos podem ser avistados além de</p><p>100 metros e a menos de um (1) quilômetro; e</p><p> Baixo - quando alcança aproximadamente três (3) metros</p><p>de altitude e se estende como um vasto lençol</p><p>envolvendo a área. Forma-se nas primeiras horas da</p><p>madrugada em uma camada pouco espessa colada a</p><p>superfície, geralmente sobre baixadas e zonas</p><p>pantanosas, podendo o céu estar perfeitamente visível.</p><p>Névoa - é uma nuvem do tipo stratus, que toca ou se forma</p><p>junto ao solo, devido à ausência de movimento vertical. Pode</p><p>formar-se em condição de umidade relativamente baixa e</p><p>estende-se a altitudes de até três (3) quilômetros. Em geral, a</p><p>visibilidade vai além de mil (1000) metros e, conforme suas</p><p>propriedades classificam-se em duas categorias: Névoa úmida</p><p>que tem a aparência de um nevoeiro muito fraco. Sua umidade,</p><p>apesar de ser alta (mais de 80%) é inferior a do nevoeiro e sua</p><p>visibilidade varia entre um (1) e dois (2) quilômetros. A névoa</p><p>úmida tem uma cor acinzentada, em consequência de sua</p><p>constituição, rica em poluentes atmosféricos. Névoa seca que é</p><p>caracterizada pela concentração de minúsculas partículas secas</p><p>de ar atmosférico. Apresenta cores diversas, variando conforme</p><p>a paisagem. Assim, quando vista na direção de um fundo</p><p>escuro, como serras, cidades etc., apresenta-se com uma</p><p>tonalidade azul chumbo, tornando-se, porém, amarela ou</p><p>alaranjada, quando vista de encontro a um fundo claro (Sol,</p><p>nuvem no horizonte, etc.). Na névoa seca, a umidade</p><p>permanece abaixo de 80%, porém quantidade considerável de</p><p>água em suspensão, e sua visibilidade varia de 1 a 5</p><p>quilômetros.</p><p>Borrifos ou espumas do mar arrastada pelo vento - Quando</p><p>ocorrem no mar ventos de força 10 ou acima, na escala Beaufort</p><p>(velocidade maior ou igual a 48 nós), as espumas se desprendem das</p><p>cristas das ondas, provocando borrifos que podem reduzir</p><p>drasticamente a visibilidade, para umas poucas dezenas de metros</p><p>(50m ou menos).</p><p>Poeira - a Poeira fina transportada de regiões desérticas, afeta a</p><p>visibilidade no mar nas proximidades destas regiões. A poeira roxa do</p><p>Saara é comumente observada nas áreas marítimas a oeste da África,</p><p>até o arquipélago de Cabo Verde. Da mesma forma, as monções de NE</p><p>na China transportam poeira amarela do interior do continente para</p><p>além do Mar da China.</p><p>Sal - No mar, partículas de sal são levantadas e introduzidas na</p><p>atmosfera, podendo reduzir a visibilidade, em uma faixa que varia de</p><p>500 a 1.000 metros de altitude.</p><p>Precipitação</p><p>- Qualquer depósito aquoso, nas</p><p>formas líquida ou sólida, derivado da</p><p>atmosfera. Pode ser chuva, neve,</p><p>granizo etc.</p><p>Precipitação - denomina-se precipitação à descida de uma</p><p>parcela do ar atmosférico sob a forma líquida e/ou</p><p>sólida para</p><p>níveis inferiores. Pode ocorrer sob a forma de chuva, chuvisco</p><p>ou garoa e granizo, ou uma combinação deles. Subdivide-se em</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 83</p><p>Pluviômetro</p><p>- Instrumento para medir a quantidade</p><p>acumulada de precipitação em certo</p><p>período de tempo.</p><p>Pancadas</p><p>- São caracterizadas por curta duração</p><p>e rápidas flutuações de intensidade.</p><p>Tem, também, início e fim bem</p><p>definidos.</p><p>Precipitações, quanto a intensidade</p><p>- De acordo com a intensidade, as</p><p>precipitações subdividem-se em:</p><p>garoa, chuvisco fraco, chuvisco</p><p>moderado e chuvisco forte.</p><p>dois tipos: precipitação líquida (chuva, chuvisco), precipitação</p><p>sólida (neve, granizo, saraiva).</p><p>Quanto ao caráter de continuidade, as precipitações podem</p><p>ser: Intermitentes, contínuas e em pancadas.</p><p> Contínua - quando a duração da precipitação oriunda de</p><p>nuvens estratiformes é de uma hora ou mais, sem</p><p>interrupção;</p><p> Intermitente - quando os períodos de precipitação</p><p>oriunda de nuvens estratiformes são inferiores há uma</p><p>hora; e</p><p> Pancadas - precipitação sólida ou líquida oriunda de uma</p><p>nuvem convectiva, que se distingue da precipitação</p><p>intermitente ou contínua das nuvens estratificadas.</p><p>Frentes</p><p>Frente</p><p>- Encontro de duas massas de ar com</p><p>características diferentes (frias e</p><p>quentes).</p><p>Fonte:</p><p>http://prezi.com/eeg0x2vkji3n/nocoes-de-</p><p>meteorologia/</p><p>Atenção!</p><p>- A temperatura do ar e a umidade</p><p>indicam as propriedades da massa de</p><p>ar presente e, sua alteração brusca</p><p>pode ser a chegada de uma frente</p><p>com outra massa de ar.</p><p>Frente à superfície, usualmente representada como uma</p><p>linha nas cartas sinóticas é a zona ao longo da qual a superfície</p><p>frontal intercepta a superfície da Terra.</p><p>No encontro de duas massas de ar de características</p><p>diferentes (frias e quentes) identifica-se a superfície que</p><p>delimita essas massas. A interceptação dessa superfície,</p><p>denominada superfície frontal com o solo ou o oceano, é uma</p><p>linha conhecida como frente.</p><p>De acordo com as características termodinâmicas das</p><p>massas de ar que as seguem e com os seus deslocamentos, as</p><p>principais frentes são:</p><p> Frente Fria - aquela cujo movimento é tal que uma massa</p><p>de ar mais fria substitui outra mais quente. A passagem</p><p>de uma frente fria normalmente caracteriza-se na</p><p>superfície da Terra por queda de temperatura e mudança</p><p>na direção do vento. Na maioria dos casos ocorre chuva,</p><p>e pode também provocar pancadas de chuvas fortes com</p><p>trovoadas;</p><p> Frente Quente - aquela em que o ar frio é substituído</p><p>pelo ar quente. Seu deslocamento é lento;</p><p> Frente Oclusa - situação em que a frente fria alcança a</p><p>frente quente. É uma superposição (junção) das</p><p>superfícies frontais (quente e fria), dando origem a uma,</p><p>entre duas formações possíveis: frente oclusa tipo fria,</p><p>quando a frente fria alcança a frente quente, e a frente</p><p>oclusa tipo quente, quando a frente quente alcança a</p><p>frente fria; e</p><p> Frente Estacionária - aquela em que uma massa de ar</p><p>não substitui a outra.</p><p>Cartas Sinóticas</p><p>As cartas meteorológicas são conhecidas como Cartas</p><p>Sinóticas no qual são representados elementos meteorológicos</p><p>selecionados, sobre uma vasta área em um dado horário. É</p><p>emitida pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), com a</p><p>representação gráfica das frentes (frias e quentes), cavados,</p><p>zonas de alta e baixa pressão, cobertura de nuvens, velocidade</p><p>e direção do vento.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 84</p><p>Na Internet</p><p>- Para visualizar uma Carta Sinótica</p><p>completa, consulte na internet o</p><p>endereço:</p><p>https://www.mar.mil.br/dhn/chm/met</p><p>eo/prev/cartas/cartas.htm</p><p>Acesso em: 18/11/2015</p><p>As Cartas sinóticas de previsão à superfície são transmitidas</p><p>por fac-símile ou pela Internet, em dois horários: 00:00 e 12:00</p><p>GMT (em intervalos de 12h), na forma gráfica.</p><p>Interpretação:</p><p>A interpretação das cartas sinóticas dará a previsão do</p><p>tempo a ser considerada pelo navegante. O principal quesito a</p><p>ser observado na carta são as linhas isóbaras, que marcam as</p><p>variações de pressão e consequentemente indicam a direção</p><p>em que se deslocarão as massas de ar.</p><p>Toda carta sinótica mostra uma distribuição de pressão na</p><p>qual existem regiões de alta e baixa pressão.</p><p> Regiões de Alta ou anticiclônica são representadas na</p><p>carta sinótica pela letra - "A". As zonas de alta pressão</p><p>indicam tempo estável, normalmente bom; e</p><p> Regiões de Baixa ou ciclônica são representadas na carta</p><p>sinótica pela letra -"B". As zonas de baixa pressão</p><p>indicam instabilidade no tempo.</p><p> O encontro de massas de alta e baixa pressão irá gerar os</p><p>chamados sistemas frontais, que podem ser de frentes</p><p>frias, quentes, estacionárias e oclusas, em todos os casos</p><p>gerando a formação de nuvens e/ou chuvas.</p><p>Serviços Meteorológicos</p><p>de Apoio ao Navegante</p><p>Na Internet</p><p>- Avisos de Mau Tempo, Cartas</p><p>sinóticas, Meteoromarinha, entre</p><p>outras informações importantes para o</p><p>navegante, você encontra disponível</p><p>para consulta no seguinte endereço:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/met</p><p>eo/prev/avisos/avisos.htm</p><p>Acesso em: 18/11/2015</p><p>Os serviços meteorológicos de interesse do navegante</p><p>obedecem às normas da Organização Marítima Internacional</p><p>(OMI). As radiocomunicações das mensagens meteorológicas</p><p>obedecem às disposições da União Internacional de</p><p>Telecomunicações (UIT). A operação do serviço meteorológico,</p><p>na área marítima de responsabilidade do Brasil, cabe ao Centro</p><p>de Hidrografia da Marinha (CHM), órgão subordinado à</p><p>Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) e abrange a área do</p><p>Oceano Atlântico.</p><p>Os serviços meteorológicos elaborados pelo CHM são</p><p>agrupados nos seguintes tipos:</p><p> Boletim de Condições e Previsão de Tempo para a Área</p><p>de Responsabilidade do Brasil (Meteoromarinha);</p><p> Boletim de Previsão Especial; e</p><p> Cartas Meteorológicas.</p><p>Meteoromarinha - A ciência da atmosfera. É destinado,</p><p>preferencialmente, à navegação marítima de longo curso e de</p><p>cabotagem.</p><p>As partes que constituem o Meteoromarinha são:</p><p> Parte I - Avisos de mau tempo em vigor;</p><p> Parte II - Resumo descritivo de tempo;</p><p> Parte III - Previsão do tempo;</p><p> Parte IV - Análise e/ou prognóstico, no código FM 46-IV</p><p>IAC FLEET;</p><p> Parte V - Seleção de mensagens meteorológicas de</p><p>navios, no código FM 13-XI SHIP; e</p><p> Parte VI - Seleção de mensagens meteorológicas de</p><p>estações terrestres, no código FM 12-XI SYNOP.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 85</p><p>METAREA V</p><p>Fonte: Marinha do Brasil</p><p>Atenção!</p><p>- A ausência de avisos de mau tempo é</p><p>claramente mencionada no texto dos</p><p>boletins, por meio da expressão NIL ou</p><p>NÃO HÁ.</p><p>Ressaca</p><p>- Arrebentação violenta no litoral,</p><p>causada por ondas de um mar muito</p><p>agitado. Tem como causa a ocorrência</p><p>de ondas de grande comprimento</p><p>atuando perpendicularmente em</p><p>trechos retilíneos da costa marítima.</p><p>Boletim ao Mar</p><p>- Aplicativo de visualização de</p><p>Informações de Segurança Marítima –</p><p>Desenvolvido pela Marinha do Brasil, o</p><p>“Boletim ao Mar” tem como objetivo</p><p>divulgar informações de utilidade ao</p><p>navegante. Ao realizar o download (na</p><p>Apple Store ou Ggoogle Play</p><p>gratuitamente), o usuário terá acesso</p><p>aos boletins meteorológicos, avisos de</p><p>mau tempo e cartas sinóticas, bem</p><p>como os Avisos Rádio Náuticos e de</p><p>Busca e Salvamento (SAR), o que</p><p>possibilita a toda comunidade</p><p>marítima uma maior interação com</p><p>produtos destinados à segurança da</p><p>navegação.</p><p>Fonte: Marinha do Brasil</p><p>≈ Partes, I, II e III são transmitidas em linguagem clara, em</p><p>português e repetidas em inglês, após a Parte VI.</p><p>≈ Parte III fornece as previsões de fenômenos de tempo</p><p>significativos, ventos predominantes, ondas e visibilidade. As</p><p>previsões são válidas para</p><p>o período mencionado no início do</p><p>seu texto, para as áreas costeiras (ALFA a HOTEL) e oceânicas</p><p>(NOVEMBER e SIERRA), denominado METAREA V. o Brasil é</p><p>responsável por esta área.</p><p>A tabela a seguir apresenta os limites de cada área:</p><p>Área Limite</p><p>ALFA Do Arroio Chuí ao Cabo de Santa Marta</p><p>BRAVO Do Cabo de Santa Marta ao Cabo Frio (Oceânica)</p><p>CHARLIE Do Cabo de Santa Marta ao Cabo Frio (Costeira)</p><p>DELTA Do Cabo Frio a Caravelas</p><p>ECHO De Caravelas a Salvador</p><p>FOXTROT De Salvador a Natal</p><p>GOLF De Natal a São Luiz</p><p>HOTEL De São Luiz ao Cabo Orange</p><p>NOVEMBER Norte Oceânica (Oeste de 020°W, de 7°N a 15°S)</p><p>SIERRA Sul Oceânica (Oeste de 020°W, de 15°S a 36°S)</p><p>Avisos de Mau Tempo - são mensagens urgentes à</p><p>segurança da navegação, disseminados de forma imediata e</p><p>depois incluídos no Meteoromarinha, quando uma ou mais das</p><p>seguintes condições de tempo ou mar estejam previstas:</p><p> Vento - de força 7 ou acima, na escala Beaufort</p><p>(intensidade 28 nós ou mais);</p><p> Ondas - de 3 metros ou maiores, em águas profundas;</p><p> Visibilidade - restrita a 1 km ou menos; e</p><p> Ressaca - com ondas de 2,5 metros ou mais atingindo a</p><p>costa.</p><p>Exemplo de Aviso de Mau Tempo</p><p>AVISO NR 146/2014</p><p>AVISO DE VENTO FORTE</p><p>EMITIDO ÀS 1230 HMG - QUA - 26/MAR/2014</p><p>ÁREA SUL OCEÂNICA AO SUL DE 25S E ENTRE 035W E 025W A</p><p>PARTIR DE 280000 HMG. VENTO CICLÔNICO FORÇA 7 COM</p><p>RAJADAS.</p><p>VÁLIDO ATÉ 291200 HMG.</p><p>Boletim de Previsão Especial - fornece previsões</p><p>meteorológicas para uma área marítima restrita e finalidades</p><p>específicas, tais como: operações de reboque, socorro e</p><p>salvamento, regatas oceânicas e outros que, por suas</p><p>peculiaridades, exigem informações com maior detalhamento</p><p>espacial ou temporal ou, ainda, informações que não constam</p><p>do Meteoromarinha.</p><p>A forma e o conteúdo deste boletim obedecem, de maneira</p><p>geral, aos modelos das Partes I, II e III do meteoromarinha.</p><p>O CHM avaliará o pedido e informará ao solicitante sobre a</p><p>possibilidade ou não do seu atendimento, bem como sobre o</p><p>custo do serviço para o usuário, quando for o caso.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 86</p><p>As Cartas Meteorológicas são transmitidas por</p><p>radiofacsímile, possibilitando ao navegante que dispõe de</p><p>receptor apropriado, recebê-las na forma gráfica.</p><p>Simbologia utilizada na análise das cartas meteorológicas</p><p>Imagens de Satélites</p><p>Nota:</p><p>- Na imagem IR, as partes bem brancas</p><p>indicam a presença de grandes nuvens</p><p>Cumulonimbus tão comuns em frentes</p><p>frias, tormentas tropicais e</p><p>tempestades isoladas.</p><p>Os centros de previsão do tempo, como também os</p><p>navegantes, trabalham com o recurso de grande precisão que</p><p>são imagens de satélites meteorológicos. Essa ferramenta, de</p><p>grande utilidade principalmente em áreas carentes de</p><p>informação como aquelas sujeitas à influência de fenômenos</p><p>extratropicais (frente fria) é obtida pelos satélites</p><p>geoestacionários que fornecem uma visão circular de uma face</p><p>da terra ou descrevem ao longo do meridiano superior do local</p><p>sua órbita polar, respectivamente.</p><p>Nos oceanos, normalmente, tem-se menos observações</p><p>meteorológicas a superfície do que nos continentes, então as</p><p>imagens cobrindo o oceano e o mar costeiro nos ajuda a</p><p>identificar os elementos e fenômenos que estão ocorrendo no</p><p>instante da imagem e sua respectiva evolução.</p><p>As nuvens Cumulonimbus que provocam trovoadas,</p><p>relâmpagos, e fortes precipitações associadas a fortes ventos</p><p>aparecem nas imagens de satélite no canal infravermelho (IR)</p><p>como regiões bem brancas, diferenciando-as das regiões menos</p><p>brancas ou cinza clara, cinza escura ou cor escura. Quanto</p><p>menos clara a imagem IR, menor é a espessura da nuvem</p><p>representada, indicando que a nuvem não é Cumulus e sim</p><p>Stratus. E quanto menos claro aparece um Stratus mais baixo</p><p>ele está. Os Cirrus aparecem bem mais brancos que os baixos</p><p>Stratus. Normalmente, pela intensidade do branco nas</p><p>imagens IR, identifica-se primeiro o Cumulonimbus, os Cirrus,</p><p>os baixo Stratus ou pequenos Cumulus e a superfície do oceano</p><p>ou continente.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 87</p><p>REGRAS PRÁTICAS PARA PREVISÃO DO TEMPO</p><p>BOM TEMPO - O tempo bom geralmente permanece quando:</p><p>– O nevoeiro de verão dissipa-se antes do meio-dia;</p><p>– as bases das nuvens ao longo das montanhas aumentam em altura;</p><p>– as nuvens tendem a diminuir em número;</p><p>– o barômetro está constante ou subindo lentamente;</p><p>– o Sol poente parece uma bola de fogo e o céu está claro (céu avermelhado no ocaso);</p><p>– a Lua brilha muito e o vento é leve; e</p><p>– há forte orvalho ou geada à noite.</p><p>MUDANÇA PARA MAU TEMPO - O tempo geralmente muda para pior quando:</p><p>– Nuvens cirrus transformam-se em cirrostratus, abaixam-se e tornam-se mais espessas, criando uma</p><p>aparência de “céu pedrento”;</p><p>– nuvens que se movem rapidamente aumentam em número e abaixam em altura;</p><p>– nuvens movem-se em diferentes direções, desencontradamente no céu, em diferentes alturas;</p><p>– altocumulus ou altostratus escurecem o céu e o horizonte a oeste (isto é, nuvens médias aparecem no</p><p>horizonte a oeste) e o barômetro cai rapidamente;</p><p>– o vento sopra forte de manhã cedo;</p><p>– o barômetro cai rápida e continuadamente;</p><p>– ocorre um aguaceiro durante a noite;</p><p>– o céu fica avermelhado no nascer do Sol;</p><p>– uma frente fria, quente ou oclusa se aproxima;</p><p>– o vento N ou NE passa a soprar do S ou SE; e</p><p>– a temperatura está anormal para a época do ano.</p><p>MUDANÇA PARA BOM TEMPO - O tempo geralmente vai melhorar quando:</p><p>– As bases das nuvens aumentam em altura;</p><p>– um céu encoberto mostra sinais de clarear;</p><p>– o vento ronda de S ou SW para NE ou N;</p><p>– o barômetro sobe continuamente; e</p><p>– três a seis horas depois da passagem de uma frente fria.</p><p>A DHN mantém o Boletim Meteorológico atualizado com previsões para 24 e para 48 horas, na internet</p><p>gratuitamente para consulta, no seguinte endereço:</p><p>https://www.mar.mil.br/dhn/chm/meteo/prev/meteoro/boletim.htm</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 88</p><p>A seguir, é apresentado um exemplo de Boletim Meteorológico</p><p>METEOROMARINHA REFERENTE À ANÁLISE DE 1200 HMG - 24/MAR/2014</p><p>DATA E HORA REFERENCIADA AO MERIDIANO DE GREENWICH - HMG</p><p>PRESSAO EM HECTOPASCAL - HPA</p><p>VENTO NA ESCALA BEAUFORT</p><p>ONDAS EM METROS</p><p>PARTE UM - AVISOS DE MAU TEMPO</p><p>NIL.</p><p>PARTE DOIS - ANÁLISE DO TEMPO EM 241200</p><p>ALTA 1022 EM 33S043W. FRENTE FRIA EM 45S036W E 42S043W MOVENDO-SE COM 10/15 NÓS</p><p>PARA E/SE. FRENTE FRIA EM 45S022W, 40S024W, 35S028W E 30S022W MOVENDO-SE COM 05/10</p><p>NÓS PARA E/SE. FRENTE FRIA QUASE ESTACIONARIA EM 30S032W, 27S035W E 22S040W.</p><p>ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL (ZCIT) 03N020W, 02N030W, 02N040W E 00N050W</p><p>COM FAIXA DE 3/4 GRAUS DE LARGURA COM PANCADAS DE CHUVA MODERADA/FORTE E</p><p>TROVOADAS ISOLADAS A OESTE DE 035W E PANCADAS ISOLADAS NO RESTANTE DA FAIXA.</p><p>PARTE TRÊS - PREVISÃO DO TEMPO VÁLIDA DE 250000 ATÉ 260000</p><p>ÁREA ALFA (DE ARROIO CHUÍ ATÉ CABO DE SANTA MARTA)</p><p>PANCADAS ISOLADAS. VENTO SE/NE 3/4. ONDAS DE SE/NE 0.5/1.5 JUNTO À COSTA E SW/SE</p><p>1.5/2.5 NO RESTANTE DA ÁREA. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA DURANTE AS</p><p>PANCADAS.</p><p>ÁREA BRAVO (DE CABO DE SANTA MARTA ATÉ CABO FRIO - OCEÂNICA)</p><p>PANCADAS E TROVOADAS ISOLADAS NO NORTE DA ÁREA. VENTO SE/NE 3/5 COM RAJADAS.</p><p>ONDAS DE SW/SE 1.5/2.5. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA DURANTE AS</p><p>PANCADAS.</p><p>ÁREA CHARLIE (DE CABO DE SANTA MARTA ATÉ CABO FRIO - COSTEIRA)</p><p>PANCADAS ISOLADAS JUNTO À COSTA. VENTO SE/NE 2/4 COM PERÍODOS DE CALMARIA. ONDAS</p><p>DE SW/SE 0.5/1.5 JUNTO À COSTA E 1.5/2.5 NO RESTANTE DA ÁREA. VISIBILIDADE BOA</p><p>REDUZINDO PARA MODERADA DURANTE AS PANCADAS.</p><p>ÁREA DELTA (DE CABO FRIO ATÉ CARAVELAS)</p><p>PANCADAS OCASIONALMENTE FORTES E TROVOADAS ISOLADAS. VENTO SW/SE 5/6 COM</p><p>RAJADAS</p><p>A OESTE DE 038W E SE/NE 3/4 COM RAJADAS NO RESTANTE DA ÁREA. ONDAS DE SE</p><p>PASSANDO SW 1.5/2.5. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA/RESTRITA DURANTE AS</p><p>PANCADAS.</p><p>ÁREA ECHO (DE CARAVELAS ATÉ SALVADOR)</p><p>PANCADAS OCASIONALMENTE FORTES. VENTO SE/NE 3/4 COM RAJADAS DURANTE AS</p><p>PANCADAS. ONDAS DE SW/SE 1.0/2.0. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA/RESTRITA</p><p>DURANTE AS PANCADAS.</p><p>ÁREA FOXTROT (DE SALVADOR ATÉ NATAL)</p><p>PANCADAS JUNTO À COSTA E NO NORTE DA ÁREA. VENTO SE/E 3/4 COM RAJADAS. ONDAS DE</p><p>S/SE 1.0/2.0. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA DURANTE AS PANCADAS.</p><p>ÁREA GOLF (DE NATAL ATÉ SÃO LUÍS)</p><p>PANCADAS OCASIONALMENTE FORTES E TROVOADAS ISOLADAS. VENTO SE/NE 3/4</p><p>OCASIONALMENTE 5 COM RAJADAS DURANTE AS PANCADAS. ONDAS DE SE/NE 1.0/2.0.</p><p>VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA/RESTRITA DURANTE AS PANCADAS.</p><p>ÁREA HOTEL (DE SÃO LUÍS ATÉ CABO ORANGE)</p><p>PANCADAS OCASIONALMENTE FORTES E TROVOADAS ISOLADAS. VENTO NE 3/5 COM RAJADAS</p><p>DURANTE AS PANCADAS. ONDAS DE NE 1.0/2.0. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA</p><p>MODERADA/RESTRITA DURANTE AS PANCADAS.</p><p>ÁREA SUL OCEÂNICA</p><p>SUL DE 25S</p><p>OESTE DE 030W</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [METEOROLOGIA]</p><p>Mestre-Amador 89</p><p>PANCADAS OCASIONALMENTE FORTES E TROVOADAS ISOLADAS. VENTO SE/NE 3/5 COM</p><p>RAJADAS. ONDAS DE SW/SE 2.0/3.0 PASSANDO 1.5/2.5. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA</p><p>MODERADA/RESTRITA DURANTE AS PANCADAS.</p><p>LESTE DE 030W</p><p>PANCADAS OCASIONALMENTE FORTES E TROVOADAS ISOLADAS. VENTO SE/NE</p><p>OCASIONALMENTE NW 4/6 COM RAJADAS. ONDAS DE SW/SE 2.0/3.0 PASSANDO SW 1.5/2.5.</p><p>VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA/RESTRITA DURANTE AS PANCADAS.</p><p>NORTE DE 25S</p><p>PANCADAS OCASIONALMENTE FORTES E TROVOADAS ISOLADAS. VENTO SE/NE 3/4 COM</p><p>RAJADAS. ONDAS DE SW/SE 1.5/2.5. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA/RESTRITA</p><p>DURANTE AS PANCADAS.</p><p>ÁREA NORTE OCEÂNICA</p><p>PANCADAS OCASIONALMENTE FORTES E TROVOADAS ISOLADAS ENTRE 05S E 05N E PANCADAS</p><p>ISOLADAS NO RESTANTE DA ÁREA. VENTO SE/E AO SUL DO EQUADOR E NE/NW</p><p>OCASIONALMENTE SE AO NORTE DO EQUADOR 3/5 COM RAJADAS. ONDAS DE SW/SE AO SUL DO</p><p>EQUADOR E SW/SE PASSANDO NE/SE AO NORTE DO EQUADOR 1.5/2.5. VISIBILIDADE BOA</p><p>REDUZINDO PARA MODERADA/RESTRITA DURANTE AS PANCADAS.</p><p>Parabéns por ter concluído mais está unidade.</p><p>Verifique seus conhecimentos, realizando os Simulados Online.</p><p>Acesse o site e selecione “Por Disciplina”: Meteorologia</p><p>Saiba mais</p><p>Você pode saber mais sobre o assunto estudado nesta unidade consultando os seguintes sites:</p><p> https://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/download/cap-45.pdf</p><p>(Noções de Meteorologia para Navegantes)</p><p> http://www.mar.mil.br/dhn/dhn/downloads/normam/normam_19.pdf</p><p>(Normas da Autoridade Marítima para as Atividades de Meteorologia Marítima)</p><p> http://www.ufrgs.br/lmqa/arquivos/uploads/aula_1_introducao.pdf</p><p> http://www.cise.pt/pt/images/Projetos/EA/pdf%20casal%20do%20rei/5%20-</p><p>%20Climatologia%20e%20Meteorologia.pdf</p><p> http://andersonmedeiros.com/download-livros-meteorologia-climatologia-geomorfologia/</p><p> http://www.agritempo.gov.br/publish/publicacoes/livros/METEOROLOGIA_E_CLIMATOLOGIA_VD2_Mar_</p><p>2006.pdf</p><p> https://content.meteoblue.com/pt/help/parametros/vento</p><p> www.mar.mil.br/dhn/chm/meteo/</p><p>(Sítio Institucional do Serviço Meteorológico Marinho para consulta e apoio ao navegante)</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 90</p><p>Unidade 09:</p><p>Veremos nesta unidade, Noções Básicas de Luzes de Navegação, Luzes Especiais e</p><p>Regras de Governo, Sistema de Balizamento Marítimo da IALA B, Sinais de Perigo e</p><p>Sinais Diversos.</p><p>RIPEAM</p><p>RIPEAM</p><p>Entrada em vigor: 15/07/1977</p><p>Resumo:</p><p>- Esse regulamento tem sua primeira</p><p>versão em 1889 e vem sendo</p><p>aprimorado ao longo dos anos sempre</p><p>com o objetivo de estabelecer e</p><p>padronizar as luzes, marcas e sinais</p><p>(sonoros e luminosos) de navegação,</p><p>assim como os procedimentos para</p><p>manobra, de forma a constituir um</p><p>tráfego marítimo internacional</p><p>organizado e seguro.</p><p>Finalidade do RIPEAM</p><p>- Evitar abalroamentos no mar,</p><p>utilizando-se regras internacionais de</p><p>navegação, luzes, marcas e sinais.</p><p>Aplicação do RIPEAM</p><p>- As regras do RIPEAM se aplicam a</p><p>todas as embarcações em mar aberto</p><p>e em todas as águas a este ligadas,</p><p>navegáveis por navios de alto mar, e</p><p>para embarcações em águas</p><p>interiores.</p><p>Hidroavião</p><p>- A palavra “hidroavião” designa</p><p>qualquer aeronave projetada para</p><p>manobrar na água.</p><p>A “Convenção sobre o Regulamento Internacional para</p><p>Evitar Abalroamentos no Mar” (COLREG), conhecida no Brasil</p><p>como RIPEAM, foi adotada pela Organização Marítima</p><p>Internacional (IMO), no ano de 1972 e entrou em vigor,</p><p>internacionalmente, em 1977. O RIPEAM apresenta medidas</p><p>para evitar abalroamentos no mar, utilizando-se regras</p><p>internacionais de navegação, luzes e marcas e ainda sinais</p><p>sonoros, convencionadas pelos países membros da IMO e que</p><p>padronizam as ações e manobras, a fim de evitar acidentes</p><p>envolvendo mais de uma embarcação.</p><p>Palavras e Termos utilizados pelo RIPEAM:</p><p> A palavra “embarcação” designa qualquer engenho ou</p><p>aparelho, inclusive veículos sem calado (sobre colchões</p><p>de ar) e hidroviários, usado ou capaz de ser usado</p><p>como meio de transporte sobre a água.</p><p> O termo “embarcação de propulsão mecânica”</p><p>designa qualquer embarcação movimentada por meio</p><p>de máquinas ou motores.</p><p> O termo “embarcação à vela” designa qualquer</p><p>embarcação sob vela, ou seja, com a máquina de</p><p>propulsão, se houver, não esteja em uso.</p><p> O termo “embarcação engajada na pesca” designa</p><p>qualquer embarcação pescando com redes, linhas,</p><p>redes de arrasto ou qualquer outro equipamento que</p><p>restringe sua manobrabilidade. A pesca de anzol não se</p><p>inclui nesta definição.</p><p> O termo “embarcação sem governo” designa uma</p><p>embarcação que se encontra incapaz de manobrar.</p><p> O termo “em movimento” se aplica a todas as</p><p>embarcações que não se encontram fundeadas,</p><p>amarradas a terra ou encalhadas.</p><p> O termo “embarcação com capacidade de manobra</p><p>restrita” designa uma embarcação que devido a</p><p>natureza de seus serviços, se encontra restrita em sua</p><p>capacidade de manobrar.</p><p> O termo “embarcação restrita devido ao seu calado”</p><p>designa uma embarcação que, devido ao seu calado em</p><p>relação à profundidade e largura de um canal, está com</p><p>severas restrições de manobra.</p><p> O termo “no visual” significa que uma embarcação</p><p>observa a outra visualmente.</p><p> O termo “visibilidade restrita” se aplica a qualquer</p><p>condição na qual a visibilidade é prejudicada por</p><p>nevoeiro, névoa, chuva, tempestade ou qualquer causa</p><p>semelhante.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 91</p><p>Regras de Governo e de</p><p>Navegação</p><p>Abalroamento</p><p>- Ato ou efeito de abalroar. Choque de</p><p>dois veículos em terra, na água ou no</p><p>ar.</p><p>Velocidade de Segurança</p><p>- É a velocidade que possibilita uma</p><p>ação apropriada e eficaz para evitar</p><p>abalroamento bem como para ser</p><p>parada a uma distância apropriada às</p><p>circunstâncias e condições</p><p>predominantes – devemos diminuir a</p><p>velocidade. (Regra 6)</p><p>Regra 9</p><p>CANAIS ESTREIROS</p><p>Atenção!</p><p>- Embarcações a vela de comprimento</p><p>inferior a 20 metros, em movimento,</p><p>poderão exibir uma lanterna</p><p>combinada no mastro onde melhor</p><p>possa ser vista.</p><p>Regra 13</p><p>ULTRAPASSAGEM</p><p>Embarcação Alcançadora</p><p>- A embarcação alcançadora (de maior</p><p>velocidade), não tem preferência de</p><p>passagem, devendo manobrar para</p><p>passar pela outra, a sua frente com</p><p>segurança.</p><p>A seguir, estão algumas das regras mais utilizadas e que</p><p>devem ser do conhecimento de todos os navegantes:</p><p>► Regras 5, 7 e 8 – Condução de embarcações em qualquer</p><p>condição de visibilidade</p><p> Em face de NÃO existir sinalização em alto mar, efetuar</p><p>constante vigilância visual, auditiva e eletrônica, usando</p><p>velocidade de segurança para poder manobrar a tempo</p><p>de evitar um</p><p>abalroamento.</p><p> Existe um risco de abalroamento com outra embarcação</p><p>quando a sua marcação for constante e a distância estiver</p><p>diminuindo. Em caso de dúvida presuma que o risco de</p><p>abalroar existe.</p><p> Toda manobra para evitar abalroamento deverá ser feita</p><p>de forma franca e positiva, com ampla antecedência,</p><p>demonstrando à outra embarcação, que houve alteração</p><p>de movimento, para ser imediatamente visualizada pela</p><p>outra embarcação, resultando em uma passagem a</p><p>distância segura.</p><p> Usar as regras prescritas e soar os sinais de manobra</p><p>previstos no RIPEAM.</p><p>► Regra 9 - Canais estreitos</p><p> Uma embarcação deverá manter-se tão próxima e segura</p><p>do limite exterior do canal, que estiver ao seu boreste.</p><p>Assim, quando duas embarcações navegam num canal</p><p>estreito, em rumos apostos, aproximando-se, a manobra</p><p>correta de ambas, caso haja risco de abalroamento, é o de</p><p>ir mais para a margem de seu boreste.</p><p> Uma embarcação deve evitar o máximo possível fundear</p><p>em um canal estreito.</p><p> Uma embarcação não deve cruzar um canal estreito se</p><p>esta manobra vier atrapalhar a passagem de outra que só</p><p>pode navegar com segurança no canal ou via de acesso.</p><p> Embarcações com menos de 20 metros de comprimento,</p><p>embarcações a vela ou engajadas na pesca não devem</p><p>atrapalhar a passagem de outra embarcação que só possa</p><p>navegar com segurança dentro do canal ou via de acesso.</p><p>► Regra 13 – Situação de Ultrapassagem</p><p> Quaisquer que sejam as condições, toda embarcação que</p><p>esteja ultrapassando outra deverá manter-se fora do</p><p>caminho daquela que é ultrapassada. Uma embarcação</p><p>está ultrapassando outra quando se aproxima vindo de</p><p>uma direção de mais de 22,5° graus para ré do través</p><p>dessa última e com maior velocidade. Nessa situação, a</p><p>embarcação é considerada uma “embarcação</p><p>alcançadora”. Durante a noite, ela só poderá ver a luz de</p><p>alcançado (ou de popa) da outra, sem avistar nenhuma de</p><p>suas luzes de bordo.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 92</p><p>Regra 14</p><p>RODA A RODA</p><p>(Ambas Guinarão para Boreste)</p><p>Regra 15</p><p>RUMOS CRUZADOS</p><p>► Regra 14 - Situação de Roda a Roda</p><p> Quando duas embarcações à propulsão mecânica</p><p>estiverem se aproximando em rumos diretamente</p><p>opostos, ou quase diretamente opostos, em condições que</p><p>envolvam risco de abalroamento, as duas guinam para</p><p>boreste, passando bombordo com bombordo uma da</p><p>outra.</p><p>A situação de roda a roda é caracterizada quando os rumos são</p><p>diretamente ou quase diretamente opostos.</p><p>► Regra 15 - Situação de RUMOS CRUZADOS</p><p> Quando duas embarcações à propulsão mecânica</p><p>navegam em rumos que se cruzam, a preferência de</p><p>passagem é da que avistar a outra pelo seu bombordo, isto</p><p>é, a que vê a luz verde da outra embarcação. Nesse caso, a</p><p>embarcação que avistar a outra por boreste (ver a luz</p><p>encarnada da outra embarcação), deve manobrar,</p><p>mantendo-se fora do caminho da outra evitando cruzar a</p><p>sua proa (frente), manobrando antecipada e</p><p>substancialmente. A embarcação que tem preferência</p><p>deverá, em princípio, manter seu rumo e velocidade ou</p><p>manobrar apenas quando verificar que o abalroamento</p><p>parece inevitável por omissão do responsável pela</p><p>manobra.</p><p>Manobra em Canais</p><p>Estreitos</p><p>Águas Rasas</p><p>- De um modo geral, o efeito das águas</p><p>rasas é aumentar a resistência à</p><p>propulsão.</p><p>Atenção!</p><p>- De acordo com o RIPEAM, quando</p><p>duas embarcações navegam num canal</p><p>estreito, em rumos opostos,</p><p>aproximando-se, a manobra correta</p><p>para evitar risco de abalroamento é</p><p>que ambas as embarcações devem ir</p><p>mais para a margem de seu boreste.</p><p>As regras de navegação e manobras em rios e canais que</p><p>apresentem restrições sejam em área para evolução ou</p><p>profundidade, principalmente se a embarcação for de</p><p>propulsão mecânica, requerem do navegante alguns cuidados</p><p>e procedimentos, a saber:</p><p>Velocidade - A velocidade em canais e rios, principalmente</p><p>em locais de pouca profundidade, tende a aumentar o calado</p><p>da embarcação. Na prática, se a quantidade de água embaixo</p><p>da quilha for pequena em relação ao calado, deve-se reduzir a</p><p>velocidade da embarcação para que esta não venha a tocar o</p><p>fundo.</p><p>Efeito das águas rasas</p><p>Quanto menor a distância entre a quilha do navio e o fundo do</p><p>mar, menor será o efeito das correntes geradas pelas pás dos hélices</p><p>sobre o casco e o leme. Quando essa distância é muito pequena, a</p><p>embarcação leva mais tempo para obedecer ao comando do leme.</p><p>Tendência em águas restritas - Verifica-se, principalmente</p><p>em canais e rios estreitos, uma tendência das ondas que se</p><p>formam na proa de encontrarem resistência na margem mais</p><p>próxima, repelindo a proa para o bordo oposto. Nesse caso, a</p><p>tendência é de a proa guinar para a margem mais distante e a</p><p>popa ser atraída para a margem mais próxima.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 93</p><p>Cruzamento de embarcações - Quando duas</p><p>embarcações passam em rumos paralelos e em sentidos</p><p>contrários, à pequena distância, pode haver uma interferência</p><p>recíproca devido ao movimento das águas, gerado pelo</p><p>sistema de ondas que se inicia na proa, e pela corrente de</p><p>sucção. Convém que ambas as embarcações mantenham a</p><p>velocidade a mais reduzida possível para lhes permitir</p><p>governar.</p><p>Regras de Preferência</p><p>Entre Embarcações</p><p>Propulsão mecânica</p><p>(motorizada)</p><p>Vela</p><p>Pesca</p><p>Sem governo</p><p>(avaria na motorização)</p><p>Atenção!</p><p>- Toda embarcação obrigada a</p><p>manobrar deverá, tanto quanto</p><p>possível, fazê-lo antecipadamente, e</p><p>de forma clara, possibilitando que a</p><p>outra embarcação perceba a sua</p><p>intenção e que tenha a eficácia de se</p><p>manter bem safa da outra.</p><p>Exceto em situações especiais, a Regra 18 do RIPEAM</p><p>define quem deve manobrar, dependendo da propulsão,</p><p>emprego e situação da embarcação.</p><p>Regra 18 – Responsabilidade entre embarcações:</p><p> Uma embarcação à propulsão mecânica em movimento</p><p>deverá manter-se fora do caminho de embarcações:</p><p> sem governo;</p><p> com capacidade de manobra restrita;</p><p> engajada na pesca; e</p><p> a vela.</p><p> Uma embarcação de vela em movimento tem preferência</p><p>em relação a uma embarcação a motor, mas deverá</p><p>manter-se fora do caminho de embarcações:</p><p> sem governo;</p><p> com capacidade de manobra restrita; e</p><p> embarcação engajada na pesca.</p><p> Uma embarcação engajada na pesca em movimento tem</p><p>preferência em relação a uma embarcação a vela, mas</p><p>deverá manter-se afastada do caminho de embarcações:</p><p> sem governo; e</p><p> com capacidade de manobra restrita.</p><p> Uma embarcação com capacidade de manobra restrita em</p><p>movimento tem preferência em relação a uma embarcação</p><p>a vela e embarcação engajada na pesca, mas deverá</p><p>manter-se fora do caminho de embarcações:</p><p> sem governo.</p><p> Uma embarcação sem governo tem preferência em</p><p>relação a todas as demais embarcações.</p><p>Toda embarcação que não uma embarcação sem governo</p><p>ou com capacidade de manobra restrita deverá, se as</p><p>circunstâncias do caso o permitir, evitar atrapalhar a</p><p>passagem segura de uma embarcação restrita devido ao seu</p><p>calado, exibindo os sinais adequados à situação. E, uma</p><p>embarcação restrita devido ao seu calado deverá navegar</p><p>com cuidado redobrado, levando em conta suas condições</p><p>especiais.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 94</p><p>Luzes e Marcas de</p><p>Navegação</p><p>Luzes e Marcas de Navegação</p><p>Visibilidade Restrita</p><p>- Pode ser causada por Chuvas</p><p>Torrenciais, Névoa, Nevada, Nevoeiro,</p><p>Tempestade e outras de mesma</p><p>natureza.</p><p>Luzes de Navegação</p><p>- As luzes de navegação são</p><p>setorizadas para melhor identificar o</p><p>movimento da embarcação, à noite.</p><p>Exibição das Luzes de</p><p>Navegação</p><p>Propulsão mecânica em movimento</p><p>Regra 23 (a)</p><p>Embarcações</p><p>de Lazer</p><p>- Embarcações de Esporte e/ou</p><p>Recreio (lazer) de comprimento</p><p>inferior a 12 metros, exibem</p><p>normalmente as luzes de bordos e</p><p>uma luz circular branca</p><p>As luzes de navegação devem ser exibidas do pôr ao</p><p>nascer do sol e em períodos de visibilidade restrita, sendo</p><p>que não deve haver outras luzes que possam confundir a sua</p><p>identificação por parte de outras embarcações.</p><p>As marcas de navegação são cegas (não emitem luzes) e</p><p>devem ser exibidas no período diurno. Elas são apresentadas</p><p>em forma de cones, esferas e cilindros, de cor preta.</p><p>Definição das Luzes de Navegação:</p><p> Luz de mastro é uma luz branca contínua, situada</p><p>sobre o eixo longitudinal da embarcação, visível em um</p><p>setor horizontal de 225° desde a proa até 22,5° por</p><p>ante-a-ré do través de ambos os bordos. Se houver</p><p>duas exibidas, a do mastro de ré da embarcação terá</p><p>que ser sempre a mais alta.</p><p> Luz de bordo é uma luz verde a boreste e encarnada a</p><p>bombordo, visível em setores de 112,5° desde a proa</p><p>até 22,5° por ante-a-ré do través do seu respectivo</p><p>bordo.</p><p> Luz de alcançado é uma luz branca contínua situada</p><p>tão próximo possível da popa, visível apenas de quem</p><p>vem de ré, em um setor horizontal de 135°,</p><p>posicionada para projetar sua luz sobre um setor de</p><p>67,5° de cada bordo a partir da popa.</p><p> Luz de reboque é uma luz amarela com as mesmas</p><p>características da luz de alcançado, e por cima desta,</p><p>quanto ao seu posicionamento e visibilidade.</p><p>As luzes anteriormente citadas devem ser exibidas pelas</p><p>embarcações em situações normais. Em situações especiais</p><p>outras luzes poderão ser exibidas.</p><p>A seguir, estão algumas das regras mais comuns:</p><p>Embarcações de propulsão mecânica em movimento com</p><p>mais de 50 metros de comprimento devem exibir:</p><p> luz de mastro de vante branca;</p><p> luz de mastro de ré mais alta que a de vante branca;</p><p> luzes de bordos; e</p><p> luz de alcançado.</p><p>Embarcações com comprimento entre 12 e 50 metros</p><p>devem exibir:</p><p> luz de mastro de vante branca;</p><p> luz de mastro de ré (facultativa);</p><p> luzes de bordos; e</p><p> luz de alcançado.</p><p>Se de propulsão mecânica com menos de 12 metros de</p><p>comprimento, pode, ao invés das luzes prescritas acima, exibir</p><p>uma luz circular branca e luzes de bordos.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 95</p><p>Reboque (inferior a 200m)</p><p>Regra 24 (a) (d) e (e)</p><p>Reboque (superior a 200m)</p><p>Regra 24 (a) (d) e (e)</p><p>(Durante o dia uma marca em forma de</p><p>cone onde melhor possa ser vista)</p><p>Reboque a contrabordo ou empurra</p><p>Regra 24 (a) (d) (e) e (f)</p><p>Sem Governo</p><p>Regra 27 (a)</p><p>(Durante o dia, duas esferas ou marcas</p><p>semelhantes dispostas em linha vertical,</p><p>onde melhor possam ser vistas)</p><p>Capacidade de Manobra Restrita</p><p>Regra 27 (b)</p><p>(Exceto em remoção de minas)</p><p>Embarcações menores que 7 metros, independentemente</p><p>do tipo de propulsão, devem apresentar uma luz branca;</p><p>se tiver velocidade maior que sete nós, deve apresentar</p><p>também luzes de bordos.</p><p>Quando fundeadas fora das proximidades de um canal estreito,</p><p>uma via de acesso, um fundeadouro ou rotas normalmente</p><p>utilizadas por outras embarcações estarão desobrigadas de exibir as</p><p>luzes de fundeio.</p><p>Luzes de reboque e empurra – se o comprimento do</p><p>reboque for inferior a 200 metros de comprimento, a</p><p>embarcação rebocadora deve exibir:</p><p> 2 luzes brancas (verticais) no mastro a vante;</p><p> luz de alcançado;</p><p> luzes de bordos; e</p><p> luz de reboque (amarelo) acima da de alcançado.</p><p>Se o comprimento do reboque for superior a 200 metros,</p><p>veremos:</p><p> 3 luzes brancas (verticais) no mastro a vante;</p><p> luz de alcançado;</p><p> luzes de bordos; e</p><p> luz de reboque (amarelo) acima da de alcançado.</p><p>Embarcações empurrando ou rebocando a contrabordo</p><p>devem exibir:</p><p> as mesmas luzes dos casos anteriores, exceto a luz</p><p>amarela de reboque; e</p><p> se for incapaz de se desviar do seu rumo, deve também</p><p>exibir as luzes de embarcação com capacidade de</p><p>manobra restrita.</p><p>Se simultaneamente rebocando e empurrando ou</p><p>rebocando a contrabordo devem exibir as mesmas luzes dos</p><p>casos anteriores.</p><p>Embarcação sem governo deve exibir:</p><p> 2 luzes encarnadas (verticais) no mastro a vante; e</p><p>Se estiver com seguimento, exibirá também: luzes de</p><p>bordos e luz de alcançado.</p><p>Embarcação com capacidade de manobra restrita deve</p><p>exibir:</p><p> 3 luzes verticais, sendo a superior e a inferior</p><p>encarnadas, e a do meio branca</p><p>Se estiver com seguimento, exibirá também: luzes de</p><p>mastro, luzes de bordos e luz de alcançado.</p><p>- Quando fundeada, exibirá também as luzes e marca</p><p>de fundeio.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 96</p><p>Restrita Devido ao seu Calado</p><p>Regra 28</p><p>(Durante o dia, uma marca constituída de</p><p>um cilindro, onde melhor passar ser vista)</p><p>Fundeada</p><p>Regra 30 (a)</p><p>Embarcação com capacidade de manobra restrita devido</p><p>ao seu calado deve exibir:</p><p> 3 luzes circulares encarnadas (verticais);</p><p> luz de mastro à vante e a ré. (Se a embarcação tiver</p><p>comprimento inferior a 50m não é obrigada a exibir</p><p>esta segunda luz a ré);</p><p> luzes de bordos; e</p><p> luz de alcançado.</p><p>Embarcação fundeada deve exibir:</p><p> 1 luz circular branca na parte de vante; e</p><p> 1 luz circular branca mais baixa que a de vante na parte</p><p>de ré. (Se o comprimento for inferior a 50 metros pode</p><p>exibir apenas uma luz branca onde melhor possa ser</p><p>vista).</p><p>Embarcação encalhada deve exibir:</p><p> 2 luzes encarnadas circulares (verticais);</p><p> luzes de fundeio (conforme regra acima); e</p><p> durante o dia, três esferas dispostas em linha vertical.</p><p>Embarcação engajada em varredura de minas deve exibir:</p><p> 3 luzes circulares verdes, sendo: 1 próxima do topo do</p><p>mastro de vante e as outras duas, uma de cada lado da</p><p>verga do mesmo mastro; e</p><p> durante o dia, três esferas pretas.</p><p>Embarcação engajada em operações submarinas ou de</p><p>dragagem com capacidade de manobra restrita e com</p><p>existência de obstrução deve exibir:</p><p> luzes de embarcação com capacidade de manobra</p><p>restrita (As luzes superior e inferior devem ser</p><p>encarnadas e a central deve ser branca).</p><p> 2 luzes circulares encarnadas ou duas esferas no bordo</p><p>onde se encontra a obstrução.</p><p> 2 luzes circulares verdes ou duas marcas em forma de</p><p>dois cones unidos pela base.</p><p>- Com seguimento usar luzes de bordos e luz de</p><p>alcançado. Se estiver fundeada não deve exibir as luzes</p><p>de fundeio. E na impraticabilidade do uso de todas as</p><p>luzes e marcas, deve exibir: as luzes superior e inferior</p><p>encarnadas e a central branca e, usar uma Bandeira</p><p>“ALFA” disposta a uma altura mínima de 1 metro,</p><p>devendo ser visível em todos os setores.</p><p>Embarcação à vela, em movimento deve exibir:</p><p> luzes de bordos; e</p><p> luz de alcançado.</p><p>- Se de comprimento inferior a 20 metros, poderá exibir</p><p>uma lanterna combinada instalada no mastro onde melhor</p><p>possa ser vista;</p><p>- pode exibir duas luzes encarnadas (verticais), sendo a</p><p>(Durante o dia, uma esfera na parte de</p><p>vante)</p><p>Encalhada</p><p>Regra 30 (d)</p><p>Operação de Remoção de Minas</p><p>Regra 27 (f)</p><p>Engajada em Operação Submarina ou de</p><p>Dragagem, com Capacidade de Manobra</p><p>Restrita e com Existência de Obstrução.</p><p>Regra 27 (d)</p><p>Bandeira ALFA do Código Internacional de</p><p>Sinais</p><p>Vela</p><p>Regra 25 (a) (c) e (e)</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 97</p><p>Atenção!</p><p>- De acordo com o RIPEAM, uma</p><p>embarcação a vela, mas navegando a</p><p>motor tem os mesmos direitos e</p><p>deveres de um barco a motor.</p><p>Transportando Carga Perigosa</p><p>superior encarnada e a inferior verde. Não usar a lanterna</p><p>combinada neste caso; e</p><p>- quando também usando sua propulsão mecânica, deve</p><p>exibir a vante, onde melhor possa</p><p>ser vista: uma marca em</p><p>forma de cone, com vértice para baixo.</p><p>Embarcação transportando carga perigosa deve exibir:</p><p> 1 luz encarnada no alto do mastro ou a Bandeira Bravo</p><p>durante o dia.</p><p>Bandeira BRAVO do Código Internacional de Sinais.</p><p>Marcas de Navegação</p><p>Como vimos existem regras referentes às luzes que se</p><p>aplicam ao período noturno. E, durante o dia as Regras são</p><p>definidas por meio de marcas, onde melhor possam ser vistas.</p><p>► Vejamos algumas Regras sobre “Marcas” do RIPEAM-72:</p><p>Embarcação Fundeada</p><p>1 esfera preta</p><p>Embarcação em Faina de Reboque</p><p>2 cones pretos unidos pela base</p><p>Embarcação Sem Governo</p><p>2 esferas pretas (verticais)</p><p>Embarcação Capacidade de Manobra Restrita</p><p>1 esfera preta sobre 2 cones pretos unidos pelas</p><p>base e outra esfera preta abaixo</p><p>Embarcação Encalhada</p><p>3 esferas pretas (verticais)</p><p>Embarcação com Capacidade de Manobra Restrita</p><p>Devido ao seu Calado 1 cilindro</p><p>► Sinais de Manobra e Sinais de Advertência</p><p>As embarcações demonstram suas manobras e suas advertências, por meio de sinais sonoros, da</p><p>seguinte forma (Regra 34 do RIPEAM):</p><p>Sinais de Apito Significado Emprego</p><p>Um apito curto Estou guinando para boreste Quando, as embarcações estão no</p><p>visual uma da outra, como sinais de</p><p>advertência.</p><p>Dois apitos curtos Estou guinando a bombordo</p><p>Três apitos curtos Estou dando atrás (máquinas atrás, a ré)</p><p>Dois apitos longos</p><p>seguido de um apito</p><p>curto</p><p>Tenciono ultrapassá-lo por seu boreste Quando, as embarcações estão no</p><p>visual uma da outra, para indicar</p><p>intenção de ultrapassagem em um</p><p>canal estreito ou via de acesso. Dois apitos longos</p><p>seguidos de dois</p><p>apitos curtos</p><p>Tenciono ultrapassá-lo por seu</p><p>bombordo</p><p>Um apito longo, um</p><p>curto, um longo e um</p><p>curto, nesta ordem</p><p>Concordo com sua ultrapassagem Pela embarcação a ser ultrapassada,</p><p>para indicar a sua concordância.</p><p>Cinco apitos curtos</p><p>ou mais</p><p>Não entendi suas intenções de manobra Quando uma embarcação não</p><p>consegue entender as intenções de</p><p>manobra da outra.</p><p>Um apito longo Por embarcações aproximando-se de curvas de rios ou canais estreitos, onde</p><p>possa haver outras embarcações ocultas por obstáculos ou baixa visibilidade,</p><p>como advertência. Este sinal deverá ser respondido pelas embarcações que</p><p>estiverem ocultas com um apito longo.</p><p>Na ausência de apito, as embarcações poderão utilizar buzina ou sino para sinalizar as suas intenções.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 98</p><p>Qualquer embarcação pode suplementar os sinais de manobra e de advertência com sinais</p><p>luminosos por meio de lampejos com duração de cerca de um segundo, em intervalos também de um</p><p>segundo, da seguinte forma (Regra 34 do RIPEAM):</p><p>Sinais Luminosos Significado</p><p>Um lampejo Estou guinando para boreste</p><p>Dois lampejos Estou guinando para bombordo</p><p>Três lampejos Estou dando máquinas atrás</p><p>► Sinais Sonoros emitidos em Visibilidade Restrita</p><p>Quando se navega em visibilidade restrita alguns sinais sonoros devem ser executados com o</p><p>propósito de evitar abalroamento com outras embarcações, especialmente, nos casos de neblina, chuva</p><p>forte, fumaça ou qualquer outra causa semelhante. Assim, as embarcações demonstram suas manobras</p><p>em visibilidade restrita, da seguinte forma (Regra 35 do RIPEAM):</p><p>Sinais de Apito Significado e Emprego</p><p>Um apito longo de dois em dois</p><p>minutos</p><p>Embarcação a motor em movimento, com visibilidade restrita.</p><p>Dois apitos longos de dois em</p><p>dois minutos</p><p>Embarcação sob máquinas, mas parada e sem seguimento em</p><p>visibilidade restrita.</p><p>Um apito longo seguido de dois</p><p>apitos curtos de dois em dois</p><p>minutos</p><p>Embarcação sem governo, restrita devido a seu calado, a vela,</p><p>engajada na pesca, com capacidade de manobra restrita, rebocando</p><p>ou empurrando.</p><p>Um apito longo e três apitos</p><p>curtos de dois em dois minutos</p><p>Embarcação rebocada ou, se houver mais de uma rebocada, a última</p><p>do reboque, se guarnecida.</p><p>Um apito curto, um longo e um</p><p>curto</p><p>Embarcação fundeada, indicando sua posição e advertindo uma</p><p>embarcação que se aproxima quanto à possibilidade de uma colisão.</p><p>Além do toque de sino, ou toques de sino e gongo.</p><p>Quatro apitos curtos Sinal de identificação de embarcação engajada em serviço de</p><p>praticagem.</p><p>Cinco apitos curtos Não consigo entender a sua manobra.</p><p>Três badaladas distintas de sino,</p><p>um toque de sino batido rápido</p><p>e, se determinado, de gongo e</p><p>três badaladas distintas depois</p><p>do toque de sino</p><p>Embarcação encalhada.</p><p>► Equipamentos utilizados para sinalização sonora:</p><p> Embarcações menores de 12 metros - Qualquer dispositivo sonoro</p><p> Embarcações com mais de 12 metros – Apito e sino</p><p> Embarcações maiores de 50 metros – Apito, sino e gongo.</p><p> O holofote pode ser utilizado para sinalizar perigo à outra embarcação quando dirigida a ela.</p><p>Balizamento</p><p>Balizamento</p><p>- É o conjunto de boias luminosas e</p><p>balizas destinadas a orientar a</p><p>navegação (à entrada de canais, portos</p><p>e rios, ou para alertar sobre uma área</p><p>de perigo rodeada por águas</p><p>navegáveis etc.).</p><p>- Quanto à apresentação das luzes, as</p><p>boias do balizamento podem ser cegas</p><p>ou luminosas.</p><p>São constituídos de sinais visuais fixos, flutuantes, cegos e</p><p>luminosos que demarcam os canais de acesso, áreas de</p><p>manobra, bacias de evolução e águas seguras e também</p><p>indicam os perigos à navegação nos portos e seus acessos, nas</p><p>baias, rios, lagos e lagoas. No entanto, não se aplicam a faróis,</p><p>barcas faróis, sinais de alinhamento, área de regatas, pontos</p><p>de espera das eclusas e boias gigantes.</p><p>No Brasil, o balizamento adotado é o sistema “IALA B”.</p><p>IALA, que em inglês quer dizer “International Association of</p><p>Lighthouse Authorities”, pode ser dividido em “IALA A” e</p><p>“IALA B”. Para se distinguir basicamente a IALA B (sistema</p><p>usado no Brasil, também chamado “Região B”) e a IALA A</p><p>(usado no Reino Unido), simples e basicamente, invertem-se</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 99</p><p>Atenção!</p><p>- O balizamento deve ser utilizado pelo</p><p>navegante como orientação para uma</p><p>navegação segura.</p><p>as boias que determinam as margens encarnadas para verdes</p><p>e vice-versa.</p><p>O sistema de balizamento da IALA é constituído pelos</p><p>sinais laterais, de canal preferencial, perigo isolado, águas</p><p>seguras, cardinais e especiais.</p><p>Sistema de Balizamento</p><p>da IALA B (Região B)</p><p>Racon:</p><p>- O Racon é um tipo de radar</p><p>transponder usado na navegação</p><p>marítima.</p><p>A identificação dos sinais de balizamento, durante o dia é</p><p>feita por marca de tope, forma e cor e, durante a noite pela</p><p>cor e ritmo das luzes.</p><p>O sistema de balizamento poderá ser dotado de um</p><p>dispositivo denominado “racon”, que emite um sinal na tela</p><p>do radar facilitando a sua identificação.</p><p>Vamos recordar:</p><p>A bordo de uma embarcação as cores das luzes de navegação</p><p>dos bordos são verdes para boreste (BE) e encarnadas para</p><p>bombordo (BB). Assim, no sistema IALA “B”, quem vai para o</p><p>mar deixa os sinais encarnados por BB e os verdes por BE.</p><p>Esta simples regra de coincidência de cores dos sinais de</p><p>balizamento e das luzes da embarcação permite que o</p><p>navegante manobre sua embarcação cumprindo as normas de</p><p>balizamento. De forma inversa, aquele que vem do mar deixa</p><p>os sinais encarnados por BE e os verdes por BB.</p><p>a) Sinais Laterais:</p><p>Os sinais laterais, geralmente são utilizados para definir os lados ou o canal preferencial</p><p>a bombordo e a boreste de um caminho a ser seguido, de acordo com a direção de quem vem do</p><p>mar quando se aproximam de um porto, baía, foz de rio e outras vias aquáticas. De uma maneira</p><p>geral as boias laterais de canal possuem formato cilíndrico, pilar, charuto ou cônico.</p><p>Sinal lateral de bombordo (BB)</p><p>Para serem deixados por BOMBORDO, quando a embarcação</p><p>estiver entrando no porto. Tem a cor verde e pode ser da forma</p><p>cilíndrica, pilar ou charuto.</p><p>D + Long. E ► 120°W + 160°E = 280°</p><p>Em princípio realizamos a soma das duas longitudes, porém este</p><p>arco de equador é o maior, e a diferença de longitude é medida do</p><p>arco menor. Então, faremos ainda mais uma operação:</p><p>Solução: DLong = 360° - 280° = 080°</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [FUNDAMENTOS DA NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 7</p><p>Longitude Média entre dois lugares</p><p>Longitude Média entre dois lugares é a longitude do</p><p>meridiano médio entre dois pontos.</p><p>No cálculo da longitude média, acha-se o resultado pela</p><p>semissoma das longitudes, quando estas estiverem no mesmo</p><p>hemisfério e divide-se por dois.</p><p>Longitude média entre hemisférios diferentes, cuja soma seja</p><p>menor que 180°, achamos pela semidiferença das longitudes, dando o</p><p>nome do maior valor absoluto. Se o resultado for maior que 180°,</p><p>somamos as longitudes e diminuímos de 360°, depois dividimos o</p><p>resultado por dois e somamos a longitude de menor valor absoluto,</p><p>considerando o seu sinal.</p><p>Ex: 1 (LongM - mesmo hemisfério, soma-se e divide por 2)</p><p>Dados: Long. A = 025°W / Long. B = 40°W</p><p>Solução: LongM = [Long. A + Long. B] : 2 ► 25°W + 40°W : 2 =</p><p>32,5°W</p><p>Ex: 2 (LongM - hemisférios diferentes, subtrai-se e divide por 2)</p><p>Dados: Long. B = 040°W / Long. C = 025°E</p><p>Solução: LongM = [Long. B - Long. C] : 2 ► 040°W - 025°E = 015° :</p><p>2 = 7,5°W</p><p>Ex: 3 (LongM - quando o resultado ultrapassa os 180°)</p><p>Dados: Long. D = 120°W / Long. E = 130°E</p><p>Solução: LongM = Long. D + Long. E ► 120°W + 130°E = 250°</p><p>- Como o resultado ultrapassou os 180°, está não é a correta</p><p>diferença de longitude. Então, faremos mais uma operação:</p><p>LongM = 360° - 250° = 110° : 2 = 55°</p><p>Somaremos agora, o resultado com a menor longitude:</p><p>LongM = 120° + 55° = 175°W</p><p>Unidades de Medidas</p><p>Usadas na Navegação</p><p>Milha Náutica</p><p>- Uma milha náutica corresponde a 1</p><p>minuto da circunferência terrestre na</p><p>altura da Linha do Equador, ou seja, se</p><p>pegarmos a circunferência da Terra e</p><p>dividirmos por 360°, e dividirmos o</p><p>resultado por 60 minutos, teremos o</p><p>valor de 1.852 metros, que</p><p>corresponde a uma milha náutica</p><p>(internacionalmente conhecida como 1</p><p>NM).</p><p>São três as unidades básicas de medidas usadas na</p><p>navegação: distância, velocidade e tempo.</p><p> Distância - a distância, no mar, é medida em milhas</p><p>náuticas ou milha marítima.</p><p>A milha marítima equivale ao comprimento de um minuto do</p><p>arco de círculo máximo (um minuto de latitude) do globo terrestre,</p><p>fixada por Acordo Internacional (1929) como o valor padrão 1.852m,</p><p>no sistema métrico.</p><p> Velocidade - a velocidade, no mar, é expressa em NÓ. O</p><p>nó é a velocidade de uma milha náutica percorrida em</p><p>uma hora, ou seja, a relação entre espaço e tempo.</p><p>Nó [um (1) nó equivale a 1,852 km/h]</p><p> Tempo – o tempo é medido em horas. Uma hora tem 60</p><p>minutos, e cada minuto tem 60 segundos.</p><p>Comumente, usa-se a regra do triângulo para calcular a</p><p>distância, a velocidade e o tempo percorrido por uma</p><p>embarcação.</p><p>Ex: 1 - A distância entre o ponto A e o ponto B é de 12,0 milhas.</p><p>Sendo a velocidade da embarcação 8,0 Nós, quanto tempo levará a</p><p>viagem do ponto A para o B?</p><p>Resposta: Usando a fórmula da figura ao lado Temos:</p><p>T = D : V ► T = 12,0 : 8,0 = 1,5h. Nesse caso, temos que converter</p><p>os décimos de hora em minutos, assim 1,5 h = 01h30min.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [FUNDAMENTOS DA NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 8</p><p>Atenção!</p><p>1 NM = 1852 m, equivale a 1 minuto</p><p>de latitude. 1 grau equivale a 60</p><p>minutos = 1 hora. 1 minuto equivale a</p><p>60 segundos.</p><p>Na Internet:</p><p>- Aprenda como calcular distâncias,</p><p>acesse: pt.wikihow.com/Calcular-uma-</p><p>Distância.</p><p>Ex: 2 - Se uma embarcação navegou 640 milhas em 65 horas e 18</p><p>minutos, logo sua velocidade média foi de 9,8 nós.</p><p>Resposta: Usando a fórmula:</p><p>V = D : T ► V = 640 : 65,18 = 9,8189 nós.</p><p>Ex: 3 - Sendo a velocidade média de 12,2 nós, e a duração da</p><p>viagem de 2 dias, 20 horas e 30 minutos (2dias20h30m), então a</p><p>distância navegada será de 835,70 milhas.</p><p>Para facilitar, Primeiro vamos converter os dias em horas:</p><p>2 dias = 48h ► 48h + 20h + 30m = 68h30m = 68,5h</p><p>Resposta: Usando a fórmula:</p><p>D = V x T ► D = 12,2 x 68,5 = 835,70 milhas.</p><p>Ortodromia e Loxodromia</p><p>Ortodromia  Loxodromia</p><p>- O caminho mais curto entre dois</p><p>pontos sobre o globo é um arco de</p><p>círculo máximo, uma ortodromia.</p><p>Numa carta de Mercator esse caminho</p><p>corresponde a uma curva. Nessa carta</p><p>as linhas retas são chamadas</p><p>loxodromias, curvas de direção cardeal</p><p>constante.</p><p>Ortodromia ► linha curva</p><p>- É a menor distância entre dois pontos</p><p>na superfície da terra.</p><p>Loxodromia ► linha reta</p><p>- “linha de rumo”, ou seja, um caminho</p><p>que segue sempre a mesma direção</p><p>cardeal.</p><p>Em um deslocamento entre dois pontos na superfície</p><p>terrestre o navegante planejará sua trajetória verificando as</p><p>posições que irá ocupar. A derrota planejada será função do</p><p>processo de navegação disponível e sempre poderá ser feita</p><p>por meio de duas linhas de rumos, a saber:</p><p> Ortodromia - originada das palavras ortho “reto” e</p><p>dromos “caminho”, esta derrota se caracteriza por ser o</p><p>menor segmento de um círculo máximo que passa por</p><p>dois pontos determinados.</p><p> Loxodromia - loxo significa “direção constante” e dromos</p><p>significa “caminho”. Também chamada linha de rumo,</p><p>loxodromia é a linha que faz sempre o mesmo ângulo</p><p>com todos os meridianos, ou seja, é a linha que</p><p>intercepta os vários meridianos seguindo um ângulo</p><p>constante (ângulos iguais). Ela se apresenta como uma</p><p>espiral que tende para o Polo.</p><p>Embora a menor distância entre dois pontos na superfície</p><p>terrestre seja percorrida numa derrota ortodromica, a</p><p>navegação sobre uma ortodromia, é de difícil marcação nas</p><p>cartas, tendo em vista que o ângulo entre a curva e os</p><p>sucessivos meridianos que ela atravessa varia em cada</p><p>meridiano atravessado – essa é uma desvantagem da</p><p>ortodromia. Assim, quando se pretende navegar de um ponto a</p><p>outro na superfície terrestre, pela dificuldade em se traçar uma</p><p>derrota ortodromica, é sempre mais conveniente navegar por</p><p>uma loxodromia, isto é, por uma Linha de Rumo, indicada pela</p><p>agulha, na qual a direção da proa da embarcação corte todos</p><p>os meridianos sob um mesmo ângulo – essa é uma vantagem</p><p>da loxodromia em relação à ortodromia.</p><p>Recordando:</p><p>- A menor distância que liga dois pontos da superfície terrestre,</p><p>será percorrida numa derrota ortodrômica (linha curva).</p><p>- A Navegação feita, em arco de círculo menor, de um ponto a</p><p>outro da superfície terrestre, formando ângulos iguais com os</p><p>meridianos, chamamos de loxodromia.</p><p>- uma milha marítima tem 1.852m.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [FUNDAMENTOS DA NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 9</p><p>Glossário</p><p>Outras medidas de distâncias usadas</p><p>na navegação, derivadas do sistema</p><p>inglês:</p><p>- Pé (Ft) - é a unidade de comprimento</p><p>ou altura, é igual a 0,33 do metro.</p><p>- Jarda (Yd) - é a unidade de distância,</p><p>é igual a 0,915 do metro.</p><p>- Braça (Fht) - antiga unidade de</p><p>medida de profundidade, é igual a</p><p>1,830 do metro.</p><p>- Polegada (") - unidade de medida de</p><p>comprimento antiga, é igual a 0,0254</p><p>metro.</p><p>Rosa dos Ventos</p><p>- A rosa dos ventos mais completa,</p><p>com 32 pontos, já se faziam presentes</p><p>em mapas portulanos no século XIV,</p><p>que eram mapas utilizados pelos</p><p>grandes navegadores europeus.</p><p>Inicialmente, ela tinha outros</p><p>formatos, sendo que a sua composição</p><p>atual em forma de rosa é creditada aos</p><p>portugueses colonizadores.</p><p>Glossário de Termos empregados e não especificamente</p><p>definidos no corpo desta unidade:</p><p> Agulha - geralmente em forma de seta, é a parte da bússola</p><p>que indica a direção dos pontos cardeais, Norte, Sul, Leste e</p><p>Oeste e suas subdivisões.</p><p> Apartamento - é a distância entre dois meridianos, medida</p><p>num determinado paralelo de latitude</p><p>Quando houver luz, a boia exibirá</p><p>luz verde.</p><p>Sinal lateral de boreste (BE)</p><p>Para serem deixados por BORESTE, quando a embarcação</p><p>estiver entrando no porto. Tem a cor encarnada e pode ser da</p><p>forma cônica, pilar ou charuto. Quando houver luz, a boia</p><p>exibirá luz encarnada.</p><p>b) Sinais Laterais Modificados:</p><p>Canal preferencial a bombordo</p><p>Há também a possibilidade de bifurcação dos canais. Então</p><p>aparecerão boias encarnadas com uma faixa verde. Indicam</p><p>que o “canal preferencial está a bombordo desta boia”. Quando</p><p>houver luz, a boia exibirá luz encarnada.</p><p>Canal preferencial a boreste</p><p>Da mesma forma, aparecerão boias verdes com uma faixa</p><p>encarnada. Indicam que o “canal preferencial está a boreste</p><p>desta boia”. Pode ser da forma cônica, pilar ou charuto.</p><p>Quando houver luz, a boia exibirá luz verde.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 100</p><p>Vamos memorizar:</p><p>A regra a ser seguida é, quando a embarcação estiver entrando no porto as boias encarnadas devem</p><p>ficar pelo boreste (direita) da embarcação e as boias verdes pelo bombordo (esquerda). Assim, quando</p><p>esta mesma embarcação estiver saindo do porto, avistará as boias verdes pelo seu boreste e as boias</p><p>encarnadas pelo seu bombordo, coincidindo com as cores das luzes da embarcação. Por isso dizemos na</p><p>Marinha que “um marinheiro entra num porto solteiro e sai casado”, referenciando a coincidência das</p><p>cores das luzes de navegação e das boias. No Brasil a “direção convencional do balizamento”, ou seja, a</p><p>numeração do balizamento de canal segue a ordem crescente, a partir da entrada do canal vindo do mar</p><p>e, no caso da navegação fluvial, subindo o rio (de jusante para montante). Nesse caso, as boias</p><p>encarnadas recebem a numeração impar e as boias verdes a numeração par, a partir do numeral um (1).</p><p>EMBARCAÇÃO ENTRANDO NO PORTO</p><p>(As cores das luzes NÃO casam com as cores das boias)</p><p>ENTRANDO: Visualiza e deixa as boias ENCARNADAS</p><p>(vermelhas) por Boreste e as boias VERDES por</p><p>Bombordo da embarcação</p><p>EMBARCAÇÃO SAINDO DO PORTO</p><p>(As cores das luzes casam com as cores das boias)</p><p>SAINDO: Visualiza e deixa as boias VERDES por Boreste e</p><p>as boias ENCARNADAS (vermelhas) por Bombordo da</p><p>embarcação</p><p>c) Perigo Isolado:</p><p>Os sinais de “perigo isolado” indicam a existência de</p><p>perigos à navegação, tais como pedras, navios afundados etc.</p><p>Estes sinais são colocados junto ou sobre um perigo que tenha</p><p>águas navegáveis em toda a sua volta.</p><p>É de cor preta e encarnada em faixas horizontais. De dia</p><p>são identificados por duas esferas pretas uma sobre a outra; à</p><p>noite, por dois lampejos brancos.</p><p>Novos Perigos</p><p>Quando da existência de um perigo isolado ainda não registrado em</p><p>carta náutica, se o perigo oferecer risco à navegação é importante</p><p>utilizar um balizamento dobrado, ou seja, com dois sinais iguais</p><p>para balizá-lo.</p><p>d) Águas Seguras:</p><p>Os sinais de “águas seguras” indicam que em torno desses</p><p>sinais ás águas são seguras para a navegação (águas</p><p>navegáveis).</p><p>É de cor branca e encarnada em faixas verticais. De dia</p><p>são identificados por uma esfera encarnada; à noite exibe luz</p><p>branca isofásica e exibe a letra A do código Morse.</p><p>e) Sinais cardinais:</p><p>Nas cores amarelo e preto, os sinais cardinais indicam o quadrante que, a partir deles,</p><p>temos águas seguras, ou seja, em que a embarcação deve passar para estar livre dos perigos.</p><p>Podem ser usados para indicar águas mais profundas ou ainda para chamar a atenção para a</p><p>junção, bifurcação ou fim de um canal. As marcas de tope apontam para as posições das faixas</p><p>pretas.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 101</p><p>Norte</p><p>Sul</p><p>Leste</p><p>Oeste</p><p>Boia de Sinal Cardinal Norte</p><p>Indicam que as águas mais profundas estão ao norte deste</p><p>sinal, ou o quadrante em que a embarcação deve se manter.</p><p>De cor preta sobre a amarela, distingue-se, de dia, por dois</p><p>cones pretos, um sobre o outro, com os vértices para cima; à</p><p>noite, com lampejos brancos rápidos ou muito rápidos</p><p>ininterruptos.</p><p>Boia de Sinal Cardinal Sul</p><p>Indicam que as águas mais profundas estão ao sul deste sinal,</p><p>ou o quadrante em que a embarcação deve se manter. De cor</p><p>amarela sobre preto, distingue-se, de dia, por dois cones</p><p>pretos, um sobre o outro, com os vértices para baixo; à noite,</p><p>com seis lampejos brancos rápidos (em intervalos de 15s) ou</p><p>muito rápidos (em intervalos de 10s).</p><p>Boia de Sinal Cardinal Leste</p><p>Indicam que as águas mais profundas estão a leste deste sinal,</p><p>ou o quadrante em que a embarcação deve se manter. De cor</p><p>preta com uma larga faixa de cor amarela, distingue-se, de</p><p>dia, por dois cones pretos, um sobre o outro, unidos pela base</p><p>(base a base); à noite, com três lampejos brancos rápidos (em</p><p>intervalos de 10s) ou muito rápidos, com intervalos de 5s.</p><p>Boia de Sinal Cardinal Oeste</p><p>Indicam que as águas mais profundas estão a oeste deste</p><p>sinal, ou o quadrante em que a embarcação deve se manter.</p><p>De cor amarela com uma larga faixa preta, distingue-se, de</p><p>dia, por dois cones pretos, um sobre o outro, unidos pelas</p><p>pontas (ponta a ponta); à noite nove lampejos brancos</p><p>rápidos (em intervalos de 15s) ou muito rápidos, com</p><p>intervalos de 10s.</p><p>f) Sinais Especiais:</p><p>De cor amarela, são especialmente destinados a orientar a</p><p>navegação em regiões com características especiais</p><p>mencionadas em documentos náuticos. A marca de tope de</p><p>um sinal especial é identificada por um X (xis) amarelo.</p><p>Exemplo:</p><p>Uma área destinada a recreação, área de despejos, área de</p><p>exercícios militares, cabo ou tubulação submarina, áreas de</p><p>segurança, dragagens, separação de tráfego e outros fins</p><p>especiais.</p><p>Sinais de Perigo</p><p>May day</p><p>- É a chamada radiotelefônica de</p><p>emergência ou socorro, versão</p><p>anglicizada do francês m'aider ou</p><p>m'aidez, que significa "venha me</p><p>ajudar".</p><p>Estando uma embarcação em perigo, pode-se se usar os</p><p>seguintes sinais de perigo:</p><p> A palavra MAY DAY emitida por radiotelefonia.</p><p> Foguetes lançando estrelas de luz encarnada (à noite)</p><p> Um sinal explosivo soado em intervalos de cerca de</p><p>um minuto.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 102</p><p>Navegação em baixa visibilidade</p><p>- É a navegação realizada em áreas de</p><p>nevoeiro, nevasca, cerração ou fortes</p><p>aguaceiros, que dificultam avistar</p><p>outras embarcações, auxílios ou</p><p>perigos à navegação.</p><p>- Em visibilidade restrita, a</p><p>embarcação que detectar a presença</p><p>de outra em situação de risco de</p><p>abalroamento deverá manobrar</p><p>independentemente da manobra da</p><p>outra embarcação com antecedência.</p><p> Um toque contínuo de qualquer aparelho de</p><p>sinalização de cerração.</p><p> Código internacional de sinais bandeira NC.</p><p> Movimentos com os braços para cima e para baixo.</p><p> Bandeira quadrada de qualquer cor tendo acima ou</p><p>abaixo uma esfera ou qualquer coisa semelhante a</p><p>uma esfera.</p><p> Sinal de SOS emitido por qualquer método de</p><p>sinalização inclusive telegrafia.</p><p> Foguete luminoso com paraquedas ou tocha manual</p><p>exibindo luz encarnada (à noite).</p><p> Um sinal de fumaça de cor alaranjada (de dia).</p><p> Radiofarol de emergência indicador de posição.</p><p> Corante de água.</p><p> Pedaço de lona alaranjado com um círculo e um</p><p>quadrado preto para identificação aérea.</p><p>Exceto quando da necessidade de indicar perigo, é proibido o</p><p>uso ou exibição de qualquer um dos sinais de perigo ou de outros</p><p>que com eles possam ser confundidos.</p><p>Regras para o</p><p>Balizamento Fluvial e</p><p>Lacustre</p><p>Em pontes fixas</p><p>- A viga do vão principal de uma ponte</p><p>fixa, deve exibir no centro uma luz</p><p>rápida branca.</p><p>Atenção!</p><p>- Num rio ou canal, principalmente</p><p>estreito, a embarcação maior tem</p><p>preferência em relação a outra menor.</p><p>- Quando navegar próximo</p><p>a local com</p><p>trapiche, flutuante de atracação ou</p><p>embarcação atracada ao barranco, ou</p><p>ao cruzar com pequenas embarcações,</p><p>a velocidade deve ser reduzida com</p><p>antecedência, para diminuir o efeito</p><p>do banzeiro provocado pelo</p><p>deslocamento do barco.</p><p>Cambões</p><p>- Trechos compreendidos entre duas</p><p>pontas de uma mesma praia.</p><p>Estirões</p><p>- Trechos longos e retilíneos situados</p><p>entre duas praias.</p><p>No sistema “IALA B” adaptado à navegação fluvial</p><p>entende-se por margem esquerda a margem situada do lado</p><p>esquerdo em relação à direção de montante para a</p><p>desembocadura do rio e margem direita a margem situada do</p><p>lado direito, também em relação à direção de montante para</p><p>a desembocadura do rio.</p><p>Em outras palavras, na sinalização fluvial, entende-se por</p><p>margem esquerda a margem situada do lado esquerdo de</p><p>quem desce o rio (navegando no sentido de montante para</p><p>jusante). A margem direita, portanto, é a margem situada do</p><p>lado direito de quem desce esse mesmo rio.</p><p>Se a embarcação estiver descendo o rio (navegando de</p><p>montante para jusante) a boia verde, será deixada por</p><p>boreste, logo a boia encarnada será deixada por bombordo.</p><p>No balizamento fluvial e lacustre que exijam sinais</p><p>luminosos, os da margem direita exibirão luz verde, logo os</p><p>da margem esquerda exibirão luz encarnada.</p><p>Para a prática da navegação fluvial, devemos observar os</p><p>seguintes preceitos:</p><p> Lei do Rio - Quando duas embarcações navegam em</p><p>rumos opostos a que vem a favor da corrente deve</p><p>posicionar-se no meio do rio e a outra na sua margem</p><p>direita, sendo que a que vem em favor da correnteza</p><p>tem preferência;</p><p> Subindo o rio, deve-se navegar, quando possível, nas</p><p>áreas mais rasas, onde a correnteza é menor;</p><p>descendo o rio, deve-se navegar nas áreas mais</p><p>profundas, onde a correnteza é maior;</p><p> Nos cambões, as maiores profundidades ficam quase</p><p>no meio do rio, do lado oposto à praia;</p><p> Nos estirões deve-se navegar no meio do rio; nesses</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]</p><p>Mestre-Amador 103</p><p>Remansos</p><p>- Áreas onde não há correnteza ou</p><p>onde a correnteza é contrária à do rio.</p><p>Fluvial e Lacustre</p><p>- Fluvial: Relativo a rios, lagos e lagoas.</p><p>Lacustre: Que está ou vive nas</p><p>margens ou nas águas de um lago.</p><p>Montante e Jusante</p><p>- Chama-se “Montante” o lado da</p><p>nascente do rio. E, “Jusante” o lado</p><p>para onde correm as águas (sentido da</p><p>corrente).</p><p>trechos podem existir ilhas baixas, longas e estreitas,</p><p>situadas próximas e paralelas às margens dos rios e</p><p>cobertas de vegetação rasteira; e</p><p> Nos remansos, geralmente localizados na margem</p><p>fora das curvas muito fechadas, a profundidades são</p><p>bem menores, o fundo é sujo e o governo da</p><p>embarcação é muito difícil.</p><p>Dos termos mais empregados no ambiente fluvial,</p><p>destacam-se:</p><p> Banzeiro - ondas provocadas pela passagem dos</p><p>navios;</p><p> Camalotes - arbustos, folhagens que se despenderam</p><p>da margem descendo o rio;</p><p> Jusante - foz do rio, onde desemboca; ponto</p><p>referencial ou seção de rio compreendido entre o</p><p>observador e a foz de um rio;</p><p> Montante - nascente do rio; ponto referencial ou</p><p>seção de rio compreendido entre o observador e a</p><p>nascente de um rio;</p><p> Margem direita/esquerda - sentido de montante para</p><p>jusante, de quem desce o rio;</p><p> Paranás/Reveses - trecho de um mesmo rio</p><p>envolvendo ilhas; espécie de atalho;</p><p> Praias - extensões do leito do rio que descobrem no</p><p>período da seca;</p><p> Talvegue - canal mais profundo do rio;</p><p> Volta rápida - curva muito fechada do rio, decorrente</p><p>da formação de sacados; e Volta redonda – mantém a</p><p>mesma curvatura em sua extensão.</p><p>Parabéns por ter concluído mais está unidade.</p><p>Verifique seus conhecimentos, realizando os Simulados Online.</p><p>Acesse o site e selecione “Por Disciplina”: Navegação e Balizamento</p><p>Saiba mais</p><p>Você pode saber mais sobre o assunto estudado nesta unidade consultando os seguintes</p><p>endereços eletrônicos:</p><p>http://www.dpc.mar.mil.br/sta/ripeam/flipbook/index.html#/0</p><p>(Convenção Sobre o Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar, 1972)</p><p>http://coisasdebarco.blogspot.com.br/2012/10/respostas-do-teste-ripeam.html</p><p>http://www.rumomagnetico.com/#!ripeam/cfdf</p><p>http://tempodefun.dominiotemporario.com/doc/Manobras.pdf</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM]</p><p>Mestre-Amador 104</p><p>Unidade 10:</p><p>Nesta unidade, você terá uma visão geral sobre o material de salvatagem previstos para</p><p>embarcações de esporte e/ou recreio; e terá uma noção sobre Sobrevivência no Mar.</p><p>Salvatagem</p><p>Desde que o homem lançou-se ao mar, passou a conviver</p><p>com sinistros envolvendo suas embarcações. Por mais</p><p>modernos que sejam os sistemas de prevenção, por mais que se</p><p>observem as medidas de segurança, em tempo algum será</p><p>possível eliminar definitivamente o risco de acidentes no mar.</p><p>Por isso, torna-se necessário, que todo o pessoal embarcado</p><p>saiba utilizar os equipamentos de salvatagem disponíveis para</p><p>uma eventual faina de abandono e conheça os procedimentos</p><p>básicos de busca de salvamento (Search And Rescue – SAR).</p><p>Os recursos de salvatagem normalmente encontrados nas</p><p>embarcações são os coletes salva-vidas, boias circulares, balsas</p><p>salva-vidas e os equipamentos de sinalização de emergência.</p><p>Material de Salvatagem</p><p>Salvatagem</p><p>- é o nome dado ao conjunto de</p><p>equipamentos e medidas de resgate e</p><p>manutenção da vida no pós-desastre.</p><p>Homologação</p><p>- No caso do material de salvatagem,</p><p>significa a ação ou efeito de declarar</p><p>que o produto está de acordo com as</p><p>regras exigidas para uso do produto</p><p>em atividade náutica.</p><p>As Normas marítimas brasileiras determinam que todas as</p><p>embarcações devam ter a bordo equipamentos de salvatagem.</p><p>Esses equipamentos é que vão facilitar os procedimentos de</p><p>emergência para garantir a sobrevivência das pessoas caso</p><p>ocorra um naufrágio. Quanto ao uso, podemos dividir os</p><p>equipamentos de salvatagem em dois tipos: individuais, tais</p><p>como coletes salva-vidas e as boias circulares e os coletivos, por</p><p>exemplo, as balsas infláveis, botes e baleeiras.</p><p>Da Homologação</p><p>Cabe a Diretoria de Portos e Costas (DPC), a emissão do</p><p>certificado de homologação de todo componente, acessório,</p><p>dispositivo, equipamento ou outro produto cuja homologação pelo</p><p>Governo Brasileiro, seja requerida por regulamentos nacionais e</p><p>internacionais, para aplicações em embarcações, plataformas e</p><p>atividades náuticas esportivas.</p><p>Coletes Salva-Vidas</p><p>Atenção!</p><p>- Os coletes infláveis devem ser</p><p>inflados quando já estiver dentro da</p><p>água. E, deve ser amarrado ao corpo,</p><p>com a parte flutuante para frente.</p><p>- É conveniente que antes de uma</p><p>viagem se faça uma demonstração</p><p>para todos embarcados, da forma de</p><p>uso dos coletes salva-vidas. Saber</p><p>vestir o colete corretamente já salvou</p><p>muitas vidas nos casos de abandono</p><p>de uma embarcação.</p><p>Atenção!</p><p>- Dos itens de dotação de a bordo, o</p><p>colete salva-vidas é considerado de</p><p>dotação obrigatória em todas as</p><p>embarcações e em qualquer situação.</p><p>É o principal e mais comum equipamento de salvatagem a</p><p>bordo de uma embarcação. Podem ser infláveis ou rígidos</p><p>(conhecidos como coletes de paina, estes são normalmente</p><p>utilizados nas embarcações de esporte e/ou recreio).</p><p>São normalmente fabricados em cinco tamanhos básicos:</p><p>extragrande, para adultos acima de 110kg, grande, para adultos</p><p>de 55 a 110kg, médio, para pessoas de 35 a 55kg, pequeno,</p><p>para crianças de 25 a 35kg, e pequeno para crianças até 25kg.</p><p>Podem ser do tipo canga (de vestir pela cabeça) ou do tipo</p><p>jaqueta ou jaleco (de vestir como paletó). Dependendo do</p><p>emprego, poderão possuir os seguintes acessórios: apito,</p><p>lanterna, bateria e faixas adesivas refletoras. Os coletes</p><p>infláveis contem ainda: ampola de CO2, alça de pick-up e linha</p><p>de agregação (utilizado para manter os náufragos reunidos),</p><p>e</p><p>pó marcador.</p><p>É importante que todos a bordo saibam vestir os coletes,</p><p>para que eles sejam utilizados adequadamente quando se</p><p>fizerem necessários.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM]</p><p>Mestre-Amador 105</p><p>Uso de roupas protetoras</p><p>- Nas motos aquáticas, trajes normais</p><p>de banho não oferecem a proteção</p><p>adequada contra fortes jatos de água</p><p>como, por exemplo, os da saída da</p><p>turbina. É recomendado usar roupas</p><p>de neoprene, calçados tipo crocs ou</p><p>neoprene, luvas e óculos de proteção.</p><p>Recordando [Coletes]</p><p>- Classe I - Navegação Oceânica;</p><p>- Classe II - Navegação Costeira;</p><p>- Classe III - Navegação Interior;</p><p>- Classe IV - Trabalhos e</p><p>- Classe V - Embarcações miúdas e</p><p>moto aquática (no caso da moto</p><p>aquática, o porte é obrigatório).</p><p>Todos os ocupantes de moto aquática (jet-ski ou similar)</p><p>devem utilizar coletes salva-vidas classe V ou superior,</p><p>homologados pela Marinha do Brasil. Os condutores,</p><p>tripulantes e passageiros das demais embarcações, deverão</p><p>mantê-los a bordo, estivados (guardados) de maneira a serem</p><p>prontamente utilizados, em local visível, bem sinalizado e de</p><p>fácil acesso para uma eventual necessidade de uso.</p><p>Os coletes salva-vidas são classificados como:</p><p> CLASSE I – fabricados conforme requisitos previstos na</p><p>Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida</p><p>Humana no Mar (SOLAS). Para uso nas embarcações e</p><p>plataformas empregadas em Mar Aberto na Navegação</p><p>Oceânica que operam em águas internacionais. Seu</p><p>uso é eficiente em qualquer tipo de água, mar agitado e</p><p>locais remotos onde o resgate pode ser demorado.</p><p>Possui refletivo e lâmpada.</p><p> CLASSE II – fabricados com base nos requisitos SOLAS,</p><p>abrandados para uso nas embarcações empregadas em</p><p>Mar Aberto na Navegação Costeira que operem</p><p>somente em águas brasileiras. Possuem os mesmos</p><p>requisitos de flutuabilidade dos coletes Classe I. O que o</p><p>diferencia é o fato de não possuir lâmpada. Possui</p><p>refletivo.</p><p> CLASSE III – para uso nas embarcações empregadas na</p><p>Navegação Interior. Seu uso é eficiente em mar, rios,</p><p>lagos e lagoas. Sem refletivo.</p><p> CLASSE IV – fabricado para uso, por longos períodos,</p><p>por pessoas envolvidas em trabalhos realizados</p><p>próximos à borda da embarcação, cais ou suspensos</p><p>por pranchas ou outros dispositivos que corram risco de</p><p>cair na água acidentalmente.</p><p> CLASSE V – fabricado para uso em atividades</p><p>esportivas de velocidade como: moto aquática,</p><p>banana-boat, esqui aquático, windsurf, parasail, pesca</p><p>esportiva, canoagem e em embarcações miúdas</p><p>classificadas como esporte e/ou recreio, embarcações</p><p>de médio porte classificadas como esporte e/ou recreio</p><p>(empregadas na navegação interior).</p><p>Existem diversos modelos de coletes salva-vidas. No entanto, você</p><p>deverá adquirir e utilizar a bordo de sua embarcação, coletes que</p><p>estejam homologados (aprovados), pela Marinha do Brasil. Os coletes</p><p>homologados possuem uma etiqueta de identificação, impressa em</p><p>local facilmente visível. Sem o certificado de homologação, o colete</p><p>não terá validade. É importante, também, verificar se o colete está</p><p>dentro do prazo de validade.</p><p>A quantidade (dotação) de coletes em uma embarcação</p><p>deve atender ao limite máximo (lotação) de pessoas a bordo,</p><p>ou seja, para 100% da lotação autorizada no documento de</p><p>inscrição da embarcação, devendo haver coletes de tamanho</p><p>pequeno para as crianças, e adquiridos conforme o emprego da</p><p>embarcação.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM]</p><p>Mestre-Amador 106</p><p>- Os coletes destinados ao uso por</p><p>crianças deverão também ser</p><p>marcados com o símbolo acima.</p><p>Atenção!</p><p>- Somente os coletes Classe I e II</p><p>deverão ser providos de refletivo (tiras</p><p>refletivas). Não use coletes Classe I, II,</p><p>III ou IV em Banana-Boat ou em</p><p>atividades de alta velocidade.</p><p>Os coletes salva-vidas deverão ser estivados (arrumados)</p><p>em local visível, bem sinalizado e de fácil acesso, de modo a</p><p>estarem prontamente acessíveis.</p><p>Para evitar imprevistos com o colete salva-vidas, siga as</p><p>seguintes regras básicas:</p><p> Nunca use o colete como encosto ou travesseiro.</p><p> Não o retire da embarcação, pois poderá faltar na hora</p><p>da necessidade.</p><p> Sempre que ocorrer algum treinamento, principalmente</p><p>em água salgada, o colete deve ser lavado com água</p><p>doce e posto para secar.</p><p> Guarde os coletes sempre a bordo, e em locais de fácil</p><p>acesso para o caso de necessidade, e nunca amarrado à</p><p>embarcação. Sua localização deverá ser bem indicada;</p><p>evite locais trancados com chaves ou cadeados.</p><p> Inspecione os coletes periodicamente, e aqueles que</p><p>estiverem em mau estado de conservação, mesmo que o</p><p>prazo de validade não esteja vencido, substitua-os.</p><p>Boias Circulares</p><p>Bóia salva-vidas tipo ferradura</p><p>- A boia salva-vidas Classe III</p><p>(Navegação Interior), poderá ser do</p><p>formato de ferradura, conforme</p><p>mostrado na figura abaixo:</p><p>Boia tipo ferradura</p><p>Atenção!</p><p>- Todo material de salvatagem deve</p><p>possuir certificado de homologação</p><p>emitido pela DPC.</p><p>As boias circulares (também conhecidas como boia salva-</p><p>vidas) são equipamentos primários de salvamento, destinados</p><p>principalmente para resgate rápido de alguém que cai na água</p><p>“homem ao mar”, enquanto aguarda salvamento.</p><p>Normalmente, é fabricada em fibra de vidro na cor laranja com</p><p>enchimento de poliuretano expandido de baixa densidade.</p><p>Deverá possuir uma linha de salva-vidas (cabo de nylon) fixada</p><p>em quatro (4) pontos equidistantes em forma de alça, para</p><p>facilitar o seu lançamento, bem como servir de apoio a mão do</p><p>náufrago. Em alguns casos específicos, a boia deverá ser</p><p>provida de um dispositivo de iluminação automático (facho</p><p>holmes) para sinalização durante a noite, acompanhado com</p><p>um fumígeno flutuante de fumaça alaranjada com duração de 3</p><p>a 4 minutos para sinalização durante o dia. Deverá ainda,</p><p>possuir uma retinida flutuante (cabo fino) de comprimento</p><p>igual ao dobro da altura em que ficará estivada (arrumada),</p><p>quando a mesma estiver acima da linha de flutuação na</p><p>condição de navio leve, ou 30 metros, se este for maior, no caso</p><p>das boias Classes I e II. No caso da boia Classe III, a retinida terá</p><p>20 metros.</p><p>O número de boias a bordo depende do comprimento da</p><p>embarcação. Normalmente, são distribuídos nos dois bordos da</p><p>embarcação. Não necessita ser marcada com o nome da</p><p>embarcação, mas deverá ser marcada de forma permanente,</p><p>com uma etiqueta, com o número do Certificado de</p><p>Homologação fornecido pela Diretoria de Portos e Costas (DPC).</p><p>DOTAÇÃO DE BOIAS SALVA-VIDAS NAS EMBARCAÇÕES DE RECREIO</p><p>Miúdas Dispensadas</p><p>Médio porte - com menos de 12 metros de comprimento 1 boia</p><p>Médio porte - com comprimento igual ou superior a 12</p><p>metros</p><p>2 boias</p><p>Grande Porte (Iates) 2 boias</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM]</p><p>Mestre-Amador 107</p><p>Homem ao Mar</p><p>Retinida</p><p>- Cabos produzidos em polietileno,</p><p>muito utilizados a bordo das</p><p>embarcações. Tem como característica</p><p>boa resistência química e a solventes,</p><p>não absorvem água, flutuante e tem</p><p>ótima resistência ao atrito.</p><p>As boias salva-vidas são de três tipos:</p><p> CLASSE I (SOLAS) – fabricados conforme requisitos</p><p>previstos na Convenção Internacional para Salvaguarda</p><p>da Vida Humana no Mar (SOLAS). Para uso em Mar</p><p>Aberto e nas plataformas. Seu uso é eficiente em</p><p>qualquer tipo de água, mar agitado e locais remotos</p><p>onde o resgate pode ser demorado. Seu diâmetro é de</p><p>800 mm, sendo provida de fitas retro refletoras.</p><p> CLASSE II – fabricados com base nos requisitos SOLAS,</p><p>abrandados para uso nas embarcações empregadas em</p><p>Mar Aberto, que operem somente em águas sob</p><p>jurisdição nacional. Possui os mesmos</p><p>requisitos de</p><p>flutuabilidade das boias Classe I. Seu diâmetro é de 650</p><p>mm, sendo provida de fitas retro refletoras.</p><p> CLASSE III – aprovada para uso nas embarcações</p><p>empregadas na Navegação Interior. Seu diâmetro é de</p><p>650 mm, não possuem fitas retro refletoras.</p><p>A boia salva-vidas é muito utilizada na faina de “homem ao mar”,</p><p>ou seja, quando um tripulante ou passageiro cai dentro da água. O</p><p>mais importante, no entanto, é o tempo em que se leva para retirar a</p><p>pessoa de dentro da água. Quanto mais rápido, melhores serão as</p><p>chances de sobrevivência.</p><p>Na ocorrência de “homem ao mar” em primeiro lugar dê o</p><p>alarme, grite, avise ao piloto da embarcação ou comandante</p><p>que tem alguém dentro da água. De preferência, jogue uma</p><p>boia que tenha retinida, procurando recuperar a pessoa antes</p><p>que ela tenha passado pela embarcação. Não sendo possível,</p><p>lance ao mar equipamentos de sinalização para marcar a</p><p>posição da pessoa (como foi dito, as boias circulares podem ter</p><p>acessórios do tipo sinais de fumaça ou dispositivos de</p><p>iluminação). Esforce-se para não perder a vítima de vista e</p><p>providencie juntamente com outros tripulantes algum</p><p>dispositivo para içar (subir) a pessoa de dentro da água para</p><p>bordo.</p><p>Resgate de Homem ao</p><p>Mar</p><p>Curva de Williamson</p><p>Visando padronizar a forma de recolhimento de alguém que</p><p>caiu na água, são consideradas como procedimentos padrão as</p><p>seguintes principais manobras adotadas internacionalmente:</p><p> Curva de Williamson - recomendada para situações de</p><p>mar grosso, à noite ou em baixa visibilidade, quando o</p><p>homem não está no visual. Consiste em guinar 60° para</p><p>o bordo em que o homem caiu e depois inverter o leme</p><p>até atingir o rumo oposto ao que inicialmente se</p><p>navegava; diminuir a velocidade e aproximar-se do</p><p>homem.</p><p> Curva de Anderson - recomendada para situações em</p><p>que o homem está no visual. Consiste em guinar 180°</p><p>para o bordo em que o homem caiu e depois inverter o</p><p>leme até atingir o rumo oposto ao que inicialmente se</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM]</p><p>Mestre-Amador 108</p><p>Atenção!</p><p>- Quando se deseja retornar e navegar</p><p>no rumo oposto exatamente em cima</p><p>da esteira (marca deixada pelo hélice)</p><p>na manobra de guinada deve-se usar a</p><p>Curva de Boutakow.</p><p>- Em todas as situações o navio deve</p><p>posicionar-se, deixando o homem por</p><p>sotavento, entre a bochecha e o</p><p>través, parando a cerca de 10 metros</p><p>do homem.</p><p>navegava, reduzindo máquinas adiante 2/3 e a cerca de</p><p>450 jardas do homem, manobrar com as máquinas para</p><p>quebrar o seguimento próximo ao ponto de</p><p>recolhimento.</p><p> Curva de Boutakow - recomendada para as mesmas</p><p>situações da Curva de Williamson. Consiste em guinar</p><p>70° para o bordo em que o homem caiu e depois inverter</p><p>o leme até atingir o rumo oposto ao que inicialmente se</p><p>navegava; diminuir a velocidade e aproximar-se do</p><p>homem. Esta manobra é uma das mais usadas em</p><p>embarcações de propulsão a motor.</p><p> Manobra “Y” (Yankee) - recomendada quando o</p><p>recolhimento do homem ocorrer em águas restritas.</p><p>Consiste em retornar exatamente no rumo aposto sobre</p><p>a esteira deixada pelo hélice. A curva é de 70° para um</p><p>bordo e depois se inverte todo o leme até atingir o rumo</p><p>oposto ao que inicialmente se navegava. Quando a proa</p><p>estiver próxima da marcação do homem, parar máquinas</p><p>e dar máquinas adiante, para recolhê-lo.</p><p> Curva Racetrack - Consiste de duas guinadas</p><p>razoavelmente rápidas de 180° para o bordo da queda</p><p>do homem, parando no bordo da queda, devendo</p><p>retornar ao homem, mesmo que ele não esteja no visual.</p><p>O homem estando safo, dar máquinas adiante toda força</p><p>e governar na recíproca do rumo original. Usar máquina</p><p>e leme para atingir a posição final adequada ao</p><p>recolhimento.</p><p> Curva Retardada - recomendada quando o náufrago</p><p>estiver no visual e safo da popa. Esta manobra só deve</p><p>ser feita em boas condições de visibilidade. Consiste em</p><p>guinar para o bordo da queda do homem, dando</p><p>máquinas adiante toda força, e em seguida aproar</p><p>diretamente no náufrago. Depois, usar máquina e leme</p><p>para atingir a posição adequada ao recolhimento.</p><p>Balsas Salva-Vidas</p><p>São equipamentos que servem como meio secundário de</p><p>abandono. As balsas não são equipamentos à prova de fogo e</p><p>também não possuem propulsão. Atualmente as balsas infláveis</p><p>são lançadas pela borda, podendo ser utilizadas pelos náufragos</p><p>em poucos segundos. São acondicionadas em casulos fechado</p><p>de fibra de vidro (cofres plásticos), que ficam dispostos em</p><p>cabides próprios e localizados nos conveses abertos, ficando</p><p>assim protegidas da ação do tempo e dos borrifos do mar. Para</p><p>sua utilização basta lançá-lo ao mar e colher o cabo até que seja</p><p>encontrada certa resistência, quando deverá ser dado um</p><p>puxão mais forte, o que liberará a descarga das ampolas de CO2</p><p>que inflarão a balsa em cerca de 30 segundos. Deve existir a</p><p>bordo em quantidade suficiente, com uma margem de</p><p>segurança de 10%.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM]</p><p>Mestre-Amador 109</p><p>Balsa e casulo</p><p>Cobertura das balsas</p><p>- A cobertura da balsa salva-vidas é de</p><p>cor alaranjada para facilitar o</p><p>avistamento pelas equipes de busca.</p><p>Iluminação das balsas</p><p>- O dispositivo de iluminação das</p><p>balsas, quando houver, é alimentado</p><p>por bateria ativada automaticamente</p><p>pela água salgada.</p><p>Atenção!</p><p>- A função da âncora flutuante em uma</p><p>balsa salva-vidas é diminuir a ação do</p><p>vento e das correntes na deriva da</p><p>balsa</p><p>Boça - nome comum a muitos cabos.</p><p>Existem três classes de balsas:</p><p> Classe I - Empregadas na navegação internacional (longo</p><p>curso), podendo ser utilizadas nas demais classes de</p><p>navegação.</p><p> Classe II - Empregadas na Navegação de Cabotagem e</p><p>Apoio Marítimo. Exigida nas embarcações de Esporte</p><p>e/ou Recreio na Navegação de Alto Mar (Oceânica).</p><p> Classe III - São empregadas na navegação interior.</p><p>Os modelos das balsas variam conforme o fabricante. A</p><p>maioria é para 15 pessoas, algumas são para 20 ou 25 pessoas;</p><p>são fabricadas de acordo com as normas da Organização</p><p>Marítima Internacional (IMO) e testadas para suportarem</p><p>condições adversas de mar aberto por tempo indeterminado,</p><p>proporcionando condições de sobrevivência para o número de</p><p>pessoas de sua lotação.</p><p>Possuem cobertura alaranjada, e em seu interior os</p><p>seguintes equipamentos fazem parte da dotação: um apito, um</p><p>par de remos, lanterna sinalizadora com pilhas, bujões de vários</p><p>diâmetros, bomba manual (para recompletar o ar), coletores de</p><p>água, manta térmica, âncora flutuante, aro flutuante, uma</p><p>caixa de primeiros socorros, refletor radar, esponjas (para</p><p>remoção de água do interior da balsa), pirotécnicos (foguetes</p><p>estrela vermelha com paraquedas, fachos manuais vermelhos e</p><p>fumígenos laranja), ração líquida (latas de 350 ml, duas latas</p><p>por dia para cada náufrago – não usar no primeiro dia), e</p><p>sólida (constituição básica: açúcar), para três (3) dias,</p><p>instruções para sobrevivência e utilização do kit da balsa,</p><p>espelho sinalizador diurno, kit para pesca, facas (com ponta</p><p>arredondada, para evitar danos à balsa), abridor de lata, tabela</p><p>de sinais de salvamento (para orientar a utilização dos</p><p>pirotécnicos).</p><p>As balsas salva-vidas devem ser revisadas a cada 12 meses</p><p>e normalmente tem vida útil de 12 anos, a contar da data de</p><p>fabricação.</p><p>Para operação das balsas, existe um cabo de disparo que é</p><p>fixo à estrutura do navio e que é responsável por acionar a</p><p>ampola de CO2, que faz com que a balsa infle.</p><p>O cabo de disparo também é utilizado como boça. Após</p><p>lançado o casulo na água (são necessários, pelo menos, dois</p><p>homens); recolha o cabo excedente e puxe com força para</p><p>acionar o sistema de disparo (ampola de CO2), que inflará a</p><p>balsa em cerca de 30 segundos.</p><p>Caso o casulo esteja instalado</p><p>em um convés muito elevado,</p><p>maior que o comprimento do cabo de disparo, este deve ser</p><p>aumentado, de modo a permitir a chegada do casulo ao mar</p><p>sem que ele fique pendurado pelo cabo de disparo.</p><p>Se durante o lançamento da balsa salva-vidas, ela se inflar</p><p>de cabeça para baixo, você poderá desvirá-la subindo sobre os</p><p>flutuadores, tracionando os tirantes existentes na sua parte</p><p>inferior, mantendo os pés apoiados na borda, lançando-se para</p><p>trás. Para facilitar, deve-se verificar a direção do vento,</p><p>desvirando-se a balsa em seu favor.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM]</p><p>Mestre-Amador 110</p><p>Atenção!</p><p>- Para embarcar na balsa, devemos</p><p>evitar fazer peso de um só lado, para</p><p>ela não virar.</p><p>- A melhor maneira de saltar na água,</p><p>utilizando o colete salva-vidas, é com</p><p>as pernas esticadas e os pés juntos.</p><p>- As balsas salva-vidas rígidas servem</p><p>para serem utilizadas para abandonar</p><p>a embarcação em caso de emergência.</p><p>Método para entrar na balsa:</p><p>Existem duas maneiras de você entrar em uma balsa</p><p>inflável: seco ou molhado. No embarque direto, ou método</p><p>seco, deve-se entrar na balsa sem mergulhar na água. Em</p><p>seguida esta é arriada na água com o pessoal dentro dela. Caso</p><p>não seja possível, o embarque será molhado, isto é, você terá</p><p>que entrar na água.</p><p>O procedimento para pular na água, é pular sempre de pé</p><p>(regra dos “pés primeiro”), com as pernas fechadas e braços</p><p>juntos do corpo, de preferência segurando seu colete salva-</p><p>vidas e nadar até o bote salva-vidas e embarcar nele com</p><p>calma.</p><p>Em embarcações empregadas para navegação interior,</p><p>geralmente existe uma balsa rígida. A melhor maneira de</p><p>embarcar na balsa salva-vidas, de dentro da água, é utilizando a</p><p>escada de tiras e a plataforma de embarque.</p><p>Emprego de Materiais</p><p>de Homologação de</p><p>Governos Estrangeiros</p><p>O material de origem estrangeira poderá ser empregado</p><p>para atendimento das dotações de embarcações e demais</p><p>exigências das Normas Brasileiras e instruções da Diretoria de</p><p>Portos e Costas (DPC). Esses materiais devem possuir</p><p>“Certificado de Homologação” do país de origem, no qual esteja</p><p>explicitamente declarado que o material foi homologado de</p><p>acordo com os requisitos ou regras estabelecidas na Convenção</p><p>Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar (Sigla:</p><p>SOLAS 74/78).</p><p>Equipamentos Rádio</p><p>Em caso de emergência peça socorro usando os canais de</p><p>comunicação disponíveis a bordo. Para o navegante amador,</p><p>normalmente estão disponíveis os seguintes meios/canais:</p><p> Rádio VHF – canal 16, frequência 156,800MHz.</p><p> Rádio HF SSB – frequências 2181KHz ou 4215,0 KHz</p><p> EPIRB – Se possuir o EPIRB, usar na frequência de</p><p>406MHz.</p><p> Celular – Apesar de não fazer parte dos equipamentos</p><p>de comunicações de bordo, hoje é largamente utilizado</p><p>pelo navegante amador.</p><p>Procedimentos do</p><p>Náufrago Antes do</p><p>Resgate</p><p>Você só é sobrevivente após o resgate! até ser salvo, você é</p><p>apenas um náufrago. Para alcançar o seu objetivo, que é ser</p><p>resgatado com vida, você tem que observar os procedimentos</p><p>de sobrevivência no mar. Veja os mais importantes:</p><p>Não se deve saltar sobre as balsas salva-vidas e sim nas suas</p><p>proximidades. O abandono deve ser feito preferencialmente por</p><p>barlavento devendo nadar até a sua balsa. Deve-se evitar saltar</p><p>sobre destroços e em locais onde haja óleo. Se o colete for</p><p>inflável, saltar com o colete vazio, protegendo o pescoço e os</p><p>órgãos genitais (de pernas cruzadas), e nunca pular de cabeça e</p><p>sim de pé. O abandono por barlavento se justifica por ser onde</p><p>as manchas de óleo terão menor extensão e o abatimento por</p><p>efeito do vento tornará mais rápido o afastamento da</p><p>embarcação.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM]</p><p>Mestre-Amador 111</p><p>Atenção!</p><p>- Chama-se Barlavento, o lado da</p><p>embarcação por onde entra o vento e</p><p>Sotavento, o lado da embarcação por</p><p>onde o vento sai.</p><p>Atenção!</p><p>- Sobreviventes de naufrágios durante</p><p>a segunda guerra mundial apontam o</p><p>óleo flutuante como a origem das</p><p>maiores dificuldades para o</p><p>salvamento. Para evitar todos os</p><p>inconvenientes causados pelo óleo</p><p>como o elevado risco de sufocação</p><p>pela irritação das vias respiratórias e</p><p>até mesmo a cegueira, deve-se nadar o</p><p>mais rápido possível para nos afastar</p><p>da embarcação acidentada e com</p><p>incêndio contra a correnteza e, se for o</p><p>caso, por baixo da água até afastarmos</p><p>o risco de óleo na superfície.</p><p>Atenção!</p><p>- havendo revezamento na balsa e</p><p>para melhor conforto de quem está na</p><p>balsa as roupas deverão ser trocadas</p><p>para que os que estão na balsa</p><p>permaneçam com roupas sempre</p><p>secas. O revezamento deverá ser</p><p>previsto, para todos que estiverem em</p><p>boas condições físicas.</p><p>Atenção!</p><p>- O cabo que prende a balsa à</p><p>embarcação, só deve ser cortado</p><p>quando todos já estiverem</p><p>embarcados na balsa.</p><p>Quando o náufrago já estiver na água deverá observar</p><p>alguns procedimentos, a saber:</p><p> Manter-se em constante vigilância.</p><p> Não retirar os sapatos e as roupas.</p><p> Permanecer imóvel, conservando as energias.</p><p> Caso seja necessário nadar, fazê-lo com braçadas</p><p>regulares, evitando movimentos frenéticos.</p><p> Afastar-se de locais onde existam cardumes de peixes.</p><p> Quando ameaçado por tubarão, nadar com movimentos</p><p>fortes e regulares, sem ser frenético, de frente para o</p><p>tubarão, numa direção que não cruze o seu caminho.</p><p> Bater com as palmas das mãos, em forma de cuia na</p><p>superfície da água e gritar com a cabeça mergulhada</p><p>dentro da água.</p><p> Caso o ataque seja iminente, procurar atingir o tubarão</p><p>com algum objeto pontiagudo no focinho, olhos, guelras</p><p>ou ventre.</p><p> A sobrevivência do náufrago depende do tempo de</p><p>permanência na água, em função da temperatura da</p><p>água do mar.</p><p>E, após embarcar na balsa salva-vidas:</p><p> Corte o cabo que a prende à embarcação.</p><p> Caso o mar esteja agitado, mantenha-se vestido com o</p><p>colete salva-vidas.</p><p> Afastar-se da embarcação que esteja afundando, mas se</p><p>mantenha nas proximidades do naufrágio, para ajudar as</p><p>equipes de busca e salvamento a encontrá-lo.</p><p> Recolha os companheiros que estejam dentro da água e</p><p>aplique os primeiros socorros em quem necessitar.</p><p> Recolha da água objetos que estiverem flutuando e que</p><p>possam ser úteis.</p><p> Procure reunir todas as outras embarcações de</p><p>sobrevivência que estejam nas proximidades.</p><p> Estabeleça turno de vigia com o objetivo principal de</p><p>observar a aproximação de embarcações ou aeronaves.</p><p> Não se exponha ao sol, principalmente sem roupas, pois</p><p>os raios solares podem causar queimaduras graves.</p><p> Improvise uma cobertura para sua embarcação de</p><p>sobrevivência, caso ela não a possua.</p><p> Proceda à distribuição controlada das rações de</p><p>sobrevivência – água e alimento.</p><p> Economize energia, evite fazer esforços e não fale</p><p>desnecessariamente, pois aumentará o desgaste físico e</p><p>a perda de água do corpo. É conveniente, porém,</p><p>movimentar-se com regularidade, a fim de manter a</p><p>circulação sanguínea.</p><p> Envide esforços para manter a moral do grupo elevado.</p><p> Deixe os sinalizadores de emergência (fumígenos e</p><p>foguetes iluminativos com paraquedas) preparados para</p><p>funcionamento.</p><p> No caso de rios e de águas abrigadas, evite o</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM]</p><p>Mestre-Amador 112</p><p>sangramento de feridas quando na água, pois o sangue</p><p>atrai piranhas que atacam em cardumes e podem</p><p>devorar uma pessoa.</p><p>Procedimento de</p><p>Abandono da</p><p>Embarcação</p><p>Atenção!</p><p>- No mar, a nossa embarcação é o local</p><p>mais seguro. A ordem para abandonar</p><p>a embarcação deve ser dada pelo</p><p>comandante ou mestre da</p><p>embarcação.</p><p>A ordem para abandonar a embarcação deve ser dada pelo</p><p>comandante ou mestre da embarcação.</p><p>Antes da ordem de</p><p>abandono, o comandante deve considerar o risco de naufrágio</p><p>iminente, provável e possível, mas em qualquer dos casos o</p><p>fato deve ser tratado como “muito grave”.</p><p>Ao receber a ordem para abandonar a embarcação, vista</p><p>roupas adicionais e o seu colete salva-vidas, dirija-se ao ponto</p><p>de reunião (local previamente definido para abandono da</p><p>embarcação), e observe as seguintes recomendações:</p><p> Não leve objeto de uso pessoal nem qualquer tipo de</p><p>bagagem.</p><p> Havendo tempo, procure abastecer a embarcação de</p><p>sobrevivência com água potável adicional.</p><p> Leve para a embarcação de sobrevivência apenas</p><p>equipamentos úteis, como por exemplo, equipamentos</p><p>de comunicação (rádios portáteis, de sinalização,</p><p>fumígenos e pirotécnicos), cabos de fibra, acessórios</p><p>náuticos (carta náutica do local, régua, compasso, lápis),</p><p>cobertores, entre outros.</p><p> Execute suas tarefas relativas ao lançamento da</p><p>embarcação de sobrevivência.</p><p> Entre na embarcação de sobrevivência, de preferência</p><p>seco.</p><p> Assegure-se de que todos os companheiros destinados</p><p>para aquela embarcação estão a bordo.</p><p> Afaste-se da embarcação sinistrada o suficiente para</p><p>ficar “safo” da embarcação.</p><p>Importância da</p><p>Alimentação para o</p><p>Náufrago</p><p>- As rações modernas são em sua</p><p>maioria em forma de açúcar.</p><p>A água é a principal prioridade do náufrago em uma</p><p>embarcação de sobrevivência. O corpo humano tem cerca de</p><p>33 litros de água e esta quantidade não pode baixar para menos</p><p>de 20 litros.</p><p>A água existente nas balsas, não deve ser ministrada ao</p><p>naufrago, no primeiro dia, sendo recomendável a partir do</p><p>segundo dia, que cada náufrago consuma 700 ml. A ração</p><p>sólida também deve ser ministrada ao náufrago a partir do</p><p>segundo dia, na proporção de metade da cota, deixando o</p><p>restante para o terceiro e quarto dias. A água da chuva pode ser</p><p>consumida; não se deve ingerir água do mar; o enjoo deve ser</p><p>tratado com medicamentos próprios. Em comparação com a</p><p>água, a alimentação vem em segundo plano. Dispondo de água</p><p>potável para beber, o organismo humano é capaz de suportar</p><p>algumas semanas sem alimento sólido. Entretanto, quando em</p><p>completa ausência de água, a sobrevida da pessoa é reduzida</p><p>para apenas alguns dias.</p><p>Proteger-se do sol, vento, água do mar e do frio e,</p><p>sobretudo, procurar manter o equilíbrio hídrico do organismo,</p><p>conservando a água do corpo, são bem mais importantes do</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM]</p><p>Mestre-Amador 113</p><p>Atenção!</p><p>- Em caso de náusea, deve-se tomar</p><p>logo o medicamento contra enjoo e</p><p>manter-se deitado. O vômito</p><p>representa grande perda de água para</p><p>o organismo.</p><p>Dispensa (dotação)</p><p>- As embarcações empregadas na</p><p>Navegação Interior estão dispensadas</p><p>de dotar (ter a bordo) embarcações de</p><p>sobrevivência.</p><p>que comer. Contudo, não se deve negligenciar quanto à</p><p>alimentação, embora esta venha no final de sua lista de</p><p>prioridades em sobrevivência no mar.</p><p>As embarcações de sobrevivência modernas são dotadas de</p><p>rações sólidas, compostas principalmente de balas de goma</p><p>(jujubas) e chicletes, ou então, de tabletes de um composto à</p><p>base de glicose. A explicação para essa composição da ração</p><p>sólida de sobrevivência no mar está no fato de que o corpo</p><p>necessita primeiramente de açúcar e gordura, e não de carne</p><p>(proteínas).</p><p>Perigos que Ameaçam a</p><p>Sobrevivência</p><p>Nunca beba água do mar, nem misture com água potável.</p><p>Quando o náufrago bebe água salgada, o sal fica acumulado em</p><p>seu corpo, havendo necessidade de água potável para dissolvê-</p><p>lo nos rins, e posteriormente, eliminá-lo através da urina. Como</p><p>em sobrevivência no mar não existe água potável em</p><p>quantidade adequada para hidratar o corpo, a própria água do</p><p>organismo vai migrar para eliminar o sal acumulado. Dessa</p><p>forma, o náufrago que bebe água do mar agrava o seu estado</p><p>de desidratação, podendo inclusive morrer. Também não se</p><p>deve beber a urina. A urina do náufrago é escura, concentrada,</p><p>e mal cheirosa. Além de água do mar e urina, é proibida a</p><p>ingestão pelo náufrago, de bebidas alcoólicas.</p><p>A falta de funcionamento dos intestinos constitui fenômeno</p><p>comum em náufragos, dada exiguidade da alimentação.</p><p>Parabéns por ter concluído está unidade.</p><p>Verifique seus conhecimentos, realizando os Simulados Online.</p><p>Acesse o site e selecione “Por Disciplina”: Sobrevivência no Mar</p><p>Saiba mais</p><p>Você pode saber mais sobre o assunto estudado nesta unidade consultando os seguintes sites:</p><p> https://www.mar.mil.br/cpal/download/amador/sobrevivencia.pdf</p><p> http://www.enautica.pt/publico/professores/jemilio/pdf/SM_II/JE-SOBREVIVENCIA&SALVAMENTO.pdf</p><p> http://www.fenixaviacao.com.br/download/cms/ess/sobrebivernciamar.pdf</p><p> http://g1.globo.com/platb/globomar/2012/04/13/globo-mar-participa-de-treinamento-de-sobrevivencia-</p><p>em-alto-mar/</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGANDO COM AGULHAS MAGNÉTICAS]</p><p>Mestre-Amador 114</p><p>(Unidade 11:</p><p>Nesta unidade, você estudará o magnetismo terrestre; princípio de funcionamento das agulhas</p><p>magnéticas; declinação magnética; desvio da agulha; curva de desvios da agulha; compensação</p><p>da agulha e variação total da agulha magnética.</p><p>Magnetismo Terrestre</p><p>Bússola</p><p>- A bússola, mais conhecida pelos</p><p>navegantes como agulha é um</p><p>instrumento com uma agulha</p><p>magnética que é atraída para o polo</p><p>magnético terrestre.</p><p>Importante!</p><p>- Quando o norte magnético coincidir</p><p>com o norte geográfico, a declinação</p><p>magnética (Dmg) será considerada</p><p>nula.</p><p>O fenômeno do magnetismo terrestre é o resultado de a</p><p>Terra ser cortada por diversas linhas magnéticas, se</p><p>comportando como um enorme imã. Essas linhas tem</p><p>características que possibilitou a construção do primeiro grande</p><p>recurso de navegação, que em virtude da sua simplicidade, logo</p><p>se universalizou, a agulha magnética.</p><p>Antes de você saber como ela funciona, é preciso que</p><p>compreenda que na Terra existem dois pontos de concentração</p><p>magnética, uma ao Norte (N), com polaridade negativa, o polo</p><p>norte magnético (-) e outra ao Sul (S), com polaridade positiva,</p><p>o polo sul magnético (+). As linhas de força tendem a se</p><p>dirigirem de um ao outro polo. Entretanto estas linhas de força</p><p>sofrem interferências, entre outras coisas, em razão da</p><p>concentração desuniforme dos materiais magnéticos existentes</p><p>na Terra, principalmente o ferro no subsolo, provocando</p><p>desvios nestas linhas.</p><p>O campo magnético terrestre exerce uma atração sobre</p><p>materiais magnetizados, é por isso que, qualquer barra</p><p>imantada livremente suspensa se orientará na direção dos</p><p>polos magnéticos, ou seja, o polo norte magnético (-) atrairá o</p><p>polo positivo da barra, bem como o polo sul magnético (+)</p><p>atrairá o polo negativo da barra. É exatamente essa a</p><p>propriedade em que se baseiam as agulhas magnéticas (por</p><p>serem imantadas, são atraídas sempre na direção do norte</p><p>magnético da Terra).</p><p>É importante que você entenda que a Terra possui um campo</p><p>magnético que atua como referência para o funcionamento da agulha</p><p>magnética. Como a Terra é um imã e a agulha também, surge uma</p><p>atração magnética. Assim, não importa o lugar, uma agulha</p><p>magnética vai apontar sempre na direção do polo Norte Magnético,</p><p>isto porque o campo magnético da Terra faz com que o ponteiro</p><p>aponte nessa direção.</p><p>Vale lembrar, que em determinado ponto do planeta</p><p>existem dois pontos que chamamos de Norte. Um deles é</p><p>chamado de Norte geográfico ou verdadeiro (Nv) e está</p><p>localizado no encontro da latitude 90°N com a longitude 000°.</p><p>E, outro localizado próximo a este, que funciona como um</p><p>grande centro de atração magnética, chamado de Norte</p><p>magnético (Nmg). O norte magnético geralmente não coincide</p><p>com o norte geográfico (verdadeiro), ficando um pouco mais a</p><p>esquerda ou a direita deste. A essa distância ou ângulo</p><p>formado entre os</p><p>dois nortes chamamos de declinação</p><p>magnética (Dmg).</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGANDO COM AGULHAS MAGNÉTICAS]</p><p>Mestre-Amador 115</p><p>Agulhas Magnéticas</p><p>Atenção!</p><p>- A declinação magnética, assim como</p><p>o desvio da agulha, pode ser para</p><p>Leste (E) ou para Oeste (W).</p><p>Importante!</p><p>- Para minimizar a influência do</p><p>magnetismo produzido pelo próprio</p><p>navio, costuma-se instalar a agulha</p><p>magnética, em local, o mais distante</p><p>possível de tais influências.</p><p>Como você deve ter notado pelo que leu até agora, as</p><p>agulhas magnéticas funcionam por influência do magnetismo</p><p>da Terra, tendo como característica se orientar segundo a</p><p>direção desse campo.</p><p>Porém, esse tipo de agulha, quando instalada nos navios,</p><p>passa a sofrer influências de outros campos magnéticos, além</p><p>do terrestre, devido à existência de material ferroso na</p><p>estrutura dos barcos, e dos equipamentos elétricos de bordo,</p><p>chamados genericamente de “ferros de bordo”, causando um</p><p>desvio na indicação da agulha, tornando-a imprecisa quanto</p><p>mais próxima a eles. Por essa razão, quando a navegação está</p><p>sendo orientada por uma agulha magnética, devemos fazer</p><p>correções para a declinação magnética (causada pelo</p><p>magnetismo terrestre) e também para o desvio da agulha</p><p>(causado pelos ferros de bordo).</p><p>Tipos de agulhas magnéticas:</p><p>A bordo dos grandes navios, a agulha que estiver instalada</p><p>em local mais livre de influências magnéticas é denominada</p><p>agulha padrão; a agulha utilizada para governo do navio se</p><p>denomina agulha de governo; a agulha instalada no teto de</p><p>maneira que se vê a rosa por baixo é chamada agulha de teto.</p><p>Nas pequenas embarcações usa-se a chamada agulha manual,</p><p>que é o tipo de agulha normalmente guardada em uma caixa,</p><p>que a torna facilmente transportável.</p><p>É muito importante que você não confunda desvio da agulha</p><p>com declinação magnética</p><p> O desvio da agulha é provocado pelo material ferroso de bordo</p><p>(os ferros de bordo), e o seu valor é obtido da curva de desvios.</p><p> A declinação magnética é provocada pelo campo magnético da</p><p>Terra, e é tirada na rosa dos ventos existente no interior das cartas</p><p>náuticas.</p><p>Declinação Magnética</p><p>Lendo uma carta náutica, você pode-se perceber que na</p><p>grande maioria dos lugares, existe uma distância entre o Norte</p><p>verdadeiro (Nv) e o Norte indicado pela agulha que pode ser</p><p>pequena ou grande dependendo do lugar. Essa distância, que é</p><p>medida em graus (°) e minutos (‘) para Leste (E) ou Oeste (W),</p><p>conforme o Norte magnético (Nmg) esteja a leste ou oeste do</p><p>Norte verdadeiro (Nv), é chamada de Declinação magnética</p><p>(Dmg). Assim, quando o norte magnético está, a esquerda do</p><p>norte verdadeiro, diz-se que a declinação magnética é Oeste</p><p>(W), mas quando ocorre ao contrário, e o norte magnético está</p><p>à direita do norte verdadeiro, diz-se que a declinação magnética</p><p>será Leste (E), e ainda, quando o norte magnético, coincidir</p><p>com o norte verdadeiro, a declinação magnética será</p><p>considerada nula, embora essa possibilidade seja difícil de</p><p>ocorrer. Observe a figura ao lado.</p><p>Resumindo, podemos dizer que a Declinação magnética</p><p>(Dmg) em um determinado local como sendo: O ângulo</p><p>formado entre o norte verdadeiro e o norte magnético,</p><p>contado a partir do Norte verdadeiro (Nv), ou seja, é a</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGANDO COM AGULHAS MAGNÉTICAS]</p><p>Mestre-Amador 116</p><p>Variação Anual</p><p>- A alteração que o valor da Dmg sofre</p><p>durante um ano é o que chamamos de</p><p>Variação Anual.</p><p>Siglas:</p><p>Nv – Norte verdadeiro</p><p>Nmg – Norte magnético</p><p>Dmg – Declinação magnética</p><p>Exercício 1</p><p>Solução gráfica usando o Calunga</p><p>Importante!</p><p>- Calunga: A solução dos problemas de</p><p>navegação fica facilitada com o uso do</p><p>“calunga”. (O desenho acima),</p><p>popularmente conhecido como:</p><p>solução gráfica.</p><p>Exercite o calunga!</p><p>Recomendações Práticas</p><p>- Tenha muita atenção no sentido</p><p>Leste (E) e Oeste (W) do Desvio da</p><p>agulha (Da) e da Declinação magnética</p><p>(Dmg).</p><p>diferença que uma agulha (bússola) marca entre o norte</p><p>verdadeiro e o norte magnético.</p><p>E para complicar mais ainda a vida do navegante, a Dmg não</p><p>é fixa e varia com o passar dos anos. Essa variação ocorre de</p><p>local para local na Terra, e, em cada local, varia de ano para</p><p>ano, aumentando ou diminuindo o seu valor. Dessa forma, para</p><p>realizar uma navegação precisa, essa variação anual da</p><p>declinação magnética deve ser corrigida desde o ano de seu</p><p>levantamento até o ano vigente.</p><p>Onde encontrar o valor da declinação magnética e a</p><p>variação anual?</p><p>Para ajudar o navegante, a saber, dizer qual a declinação</p><p>magnética do local onde se encontra navegando, as cartas</p><p>náuticas registram no interior das suas rosas dos ventos, três</p><p>importantes informações, a saber:</p><p> O valor da Declinação magnética (Dmg), local;</p><p> O ano de seu levantamento; e</p><p> A sua Variação anual.</p><p>Assim, estando de posse da carta náutica do lugar onde</p><p>você pretende navegar, é possível obter-se a Dmg para a região</p><p>em questão fazendo as devidas correções.</p><p>Que tal realizarmos dois exercícios, para fixar melhor?</p><p>EXERCÍCIO 1:</p><p>De posse da carta náutica do lugar onde se pretende navegar,</p><p>digamos que a Dmg, registrada numa carta náutica de 2010, seja de</p><p>18°30’W (dezoito graus e trinta minutos para oeste), com o aumento</p><p>de 10’W (dez minutos para oeste) por ano.</p><p>Então, qual será o valor da Dmg atualizada para o ano de 2012?</p><p>Solução algébrica:</p><p>1) Calcule a variação da agulha atualizada para o ano de 2012</p><p>De 2010 para 2012, são dois anos. Sendo a variação anual de</p><p>10’W por ano; basta multiplicar o número de anos com o valor anual,</p><p>logo teremos: 2 x 10’ = 20’W (20 minutos oeste).</p><p>2) Calcule a Dmg atualizada para o ano de 2012</p><p>Agora que sabemos o valor do aumento, basta calcular os</p><p>18°30’W registrados na rosa dos ventos da carta de 2010, com os</p><p>20’W da correção para o ano de 2012.</p><p>Resultado:</p><p>Fórmula: Dmg = Dmg registrada ± variação total</p><p>Dmg = 18°30’W + 20’W (sinais iguais se somam)</p><p>Dmg = 18°50’W</p><p>Conclui-se que o valor da Dmg atualizada para o ano de 2012 é</p><p>de 18°50’W, e aumentando.</p><p>Observe que neste exercício o Norte Magnético (Nmg) está à</p><p>esquerda do Norte verdadeiro (Nv), já que a Dmg está no sentido</p><p>oeste (W).</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGANDO COM AGULHAS MAGNÉTICAS]</p><p>Mestre-Amador 117</p><p>Exercício 2</p><p>Solução gráfica usando o Calunga</p><p>Recomendações Práticas</p><p>- Tenha muita atenção no sentido</p><p>Leste(E) e Oeste (W) do Desvio da</p><p>agulha (Da) e da Declinação magnética</p><p>(Dmg).</p><p>EXERCÍCIO 2:</p><p>Digamos que a Declinação magnética (Dmg), registrada numa</p><p>carta náutica de 2009, é de 18°30’E (dezoito graus e trinta minutos</p><p>para leste), com a variação anual diminuindo de 5’W (cinco minutos</p><p>para oeste) por ano.</p><p>Qual o valor da Dmg atualizada para o ano de 2012?</p><p>Solução algébrica:</p><p>1) Calcule a variação anual atualizada para o ano de 2012</p><p>De 2009 para 2012, são três anos. Sendo a variação 5’W ao ano,</p><p>basta multiplicar o número de anos com a variação anual, logo</p><p>teremos: 3 x 5’ = 15’W (15 minutos).</p><p>2) Calcule a Dmg atualizada para o ano de 2012</p><p>Agora que sabemos o valor que diminuiu, basta calcular</p><p>algebricamente os 18°30’E, referente à Dmg de 2009 com os 15’W da</p><p>correção para o ano de 2012.</p><p>Resultado:</p><p>Fórmula: Dmg = Dmg registrada ± variação total</p><p>Dmg = 18°30’E - 15’W (sinais diferentes subtraem)</p><p>Dmg = 18°15’E</p><p>Conclui-se que o valor da declinação magnética atualizada para o</p><p>ano de 2012 é de 18°15’E, e diminuindo.</p><p>Observe que neste exercício o Norte Magnético (Nmg) está à</p><p>direita do Norte verdadeiro (Nv), já que a Declinação magnética (Dmg)</p><p>está no sentido leste (E).</p><p>Desvio da Agulha</p><p>SIGLAS:</p><p>Da - Desvio da Agulha</p><p>Dmg - Declinação magnética</p><p>Nmg - Norte magnético</p><p>Nag - Norte</p><p>da Agulha</p><p>Nv - Norte verdadeiro</p><p>Você já sabe que por influência do magnetismo terrestre a</p><p>agulha magnética aponta para o polo magnético da Terra. No</p><p>entanto, essa mesma agulha, quando instalada a bordo das</p><p>embarcações, sofre pequenos desvios do norte magnético,</p><p>provocados pelo campo magnético da própria embarcação e</p><p>até mesmo de sua carga, os chamados ferros de bordo, levando</p><p>a agulha a apontar para uma direção qualquer, diferente do</p><p>Norte magnético (Nmg), denominada Norte da agulha (Nag).</p><p>Essa diferença entre o norte magnético (Nmg) e o Norte da</p><p>agulha (Nag), é chamada de Desvio da agulha (Da). E, tal como</p><p>a Declinação magnética (Dmg), o Desvio da agulha (Da) pode</p><p>ser para Leste (E) ou para Oeste (W). Nas figuras ao lado, você</p><p>pode observar que os Desvios da agulha (Da) variam de acordo</p><p>com a sua posição em relação ao Norte magnético (Nmg).</p><p>Também, é importante saber, que o Desvio da agulha (Da) é</p><p>uma particularidade de cada embarcação. Por essa razão,</p><p>devemos calcular esse desvio através de alinhamentos ou</p><p>azimutes.</p><p>Dizemos que desvio da agulha (Da) em um determinado</p><p>local é o ângulo formado entre o norte magnético e o norte da</p><p>agulha, contado a partir do Norte magnético (Nmg).</p><p>É muito importante que você entenda que o desvio da agulha</p><p>causado por influência dos ferros de bordo, varia conforme a</p><p>orientação da embarcação, ou seja, para cada proa (rumo) da</p><p>embarcação haverá um desvio correspondente.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGANDO COM AGULHAS MAGNÉTICAS]</p><p>Mestre-Amador 118</p><p>Curva de Desvios da</p><p>Agulha</p><p>Tabela de Desvios</p><p>A tabela da curva de desvios deve ser</p><p>atualizada a cada dois (2) anos.</p><p>Uso da tabela de desvios</p><p>- Para usar a curva de desvios, entra-se</p><p>com o rumo magnético (observe a</p><p>figura acima) na coluna vertical da</p><p>esquerda (0 a 345) e anda-se na</p><p>horizontal até encontrar a curva e seu</p><p>valor.</p><p>Na Internet</p><p>- Relação de Peritos em Compensação</p><p>de Agulha Magnética Cadastrado na</p><p>Marinha, disponível em:</p><p>http://www.dpc.mar.mil.br/sites/defa</p><p>ult/files/ssta/material/peritos/peritos_</p><p>agulha.pdf</p><p>Acesso em: 30/11/2015</p><p>Exercício 3</p><p>Solução gráfica usando o Calunga</p><p>Assim como a carta náutica mostra no interior de sua rosa</p><p>dos ventos o valor da Declinação magnética (Dmg) do lugar e a</p><p>Variação anual, o navegante necessita ter a bordo, uma Tabela</p><p>de Desvios, que lhe dá os valores para o Desvio da agulha (Da)</p><p>em função da proa (rumo) da sua embarcação.</p><p>A tabela é construída fazendo-se a embarcação girar em</p><p>torno de si própria, assumindo todas as proas (rumos) possíveis,</p><p>anotando-se por comparação com uma indicação verdadeira, os</p><p>desvios da agulha para os principais valores de proa. A técnica é</p><p>conhecida como “Compensação da Agulha”.</p><p>Na prática, existe um profissional credenciado pela Marinha</p><p>do Brasil, denominado “Compensador de Agulha”, que irá a</p><p>bordo do navio para minimizar e determinar os desvios da</p><p>agulha para cada proa, e que, após a compensação,</p><p>confeccionará a Tabela de Desvios da Agulha. A compensação</p><p>da agulha visa anular ou reduzir as influências dos ferros de</p><p>bordo sobre a agulha.</p><p>Após a compensação, os desvios não eliminados são</p><p>denominados desvios residuais. São aceitos desvios residuais</p><p>menores ou iguais a 3° (graus), devendo ser refeita a</p><p>compensação, sempre que os desvios excedam esse valor.</p><p>O desvio deve ser revisto, no mínimo, uma vez por ano e sempre</p><p>que ocorrerem acréscimos ou retiradas de equipamentos de bordo,</p><p>especialmente, se eles forem elétricos ou eletrônicos. Tenha em</p><p>mente que cada agulha tem sua curva de desvios própria, sendo o</p><p>desvio uma particularidade de cada embarcação. Ou seja, a tabela de</p><p>desvios calculada com base na proa de uma embarcação não serve</p><p>para ser utilizada por outra embarcação.</p><p>Vejamos um exemplo de como calcular o Desvio da agulha</p><p>(Da) para a proa de nossa embarcação.</p><p>EXERCÍCIO 3:</p><p>Estando uma embarcação com o rumo na sua agulha magnética</p><p>(Rag) de 60°E, qual o desvio da agulha (Da) para esta proa e qual do</p><p>Rumo magnético (Rmg)?</p><p>Solução algébrica:</p><p>Consultando a Tabela de desvios (figura acima), observa-se que</p><p>para uma proa de 60°E a curva indica um desvio de 1,5°E. Isto</p><p>significa que para esta proa os ferros de bordo alteram a direção</p><p>fornecida pela agulha magnética em 1,5° para leste (E).</p><p>Para corrigir o Desvio da agulha (Da), basta somar 1,5°E ao</p><p>Rumo de agulha (Rag) que achamos o Rumo magnético (Rmg).</p><p>Resultado:</p><p>Rmg = Rag ± Da</p><p>Rmg = 60°E + 1,5°E (sinais iguais se somam)</p><p>Rmg = 61,5°E</p><p>Conclui-se que o valor do desvio da agulha (Da) atualizado para</p><p>esta proa é de 61,5°E.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGANDO COM AGULHAS MAGNÉTICAS]</p><p>Mestre-Amador 119</p><p>Variação Total da</p><p>Agulha</p><p>Variação Total</p><p>- Fórmula: VT = Dmg ± Da</p><p>Recordando</p><p>- A Variação total (Vt) é a soma</p><p>algébrica da declinação magnética</p><p>e desvio da agulha. VT = Dmg ± Da</p><p>Exercício 4</p><p>Solução gráfica usando o Calunga</p><p>Exercício 5</p><p>Solução gráfica usando o Calunga</p><p>Recomendações Práticas</p><p>- Tenha muita atenção no sentido</p><p>Leste(E) e Oeste (W) do Desvio da</p><p>agulha (Da) e da Declinação magnética</p><p>(Dmg).</p><p>Já vimos a Declinação magnética (Dmg) e o Desvio da</p><p>agulha (Da). Vamos analisar agora a variação total da agulha.</p><p>Na prática, quando a navegação está sendo orientada por</p><p>uma agulha magnética, é importante considerar que teremos</p><p>que fazer correções para a Variação Total da agulha.</p><p>Essa Variação Total da agulha nada mais é do que a soma</p><p>algébrica das duas correções: Declinação magnética (Dmg) e</p><p>Desvio da agulha (Da), que tem que ser feita, a fim de obter a</p><p>direção verdadeira da embarcação, que certamente é o que</p><p>interessa ao navegante.</p><p>A Variação total (VT) em um determinado local é o ângulo</p><p>formado entre o Norte verdadeiro (Nv) e o Norte da agulha</p><p>(Nag), contado a partir do Norte verdadeiro (Nv).</p><p>E, como calcular a Variação Total (VT) para obter o erro da</p><p>agulha magnética?</p><p>Acompanhe os exercícios a seguir:</p><p>EXERCÍCIO 4:</p><p>Digamos que o Desvio da agulha (Da), registrado na tabela de</p><p>desvios é de 3°E, e a Declinação magnética (Dmg), registrada numa</p><p>carta náutica para o ano vigente, é de 20°W. Qual será a Variação</p><p>Total (VT)?</p><p>Organizando os dados conhecidos:</p><p>Dmg = 20°W</p><p>Da = 3°E</p><p>Vt = ?</p><p>Solução algébrica:</p><p>Para o problema apresentado, basta calcular algebricamente os</p><p>20°W, referentes à Dmg com os 3°E referente ao Da.</p><p>Resultado:</p><p>VT = Dmg ± Da</p><p>VT = 20°W - 3°E (sinais diferentes subtraem)</p><p>VT = 17°W.</p><p>EXERCÍCIO 5:</p><p>Digamos que o Desvio da agulha (Da), registrado na tabela de</p><p>desvios é de 3°W, e a Declinação magnética (Dmg), registrada numa</p><p>carta náutica para o ano vigente, é de 18°W. Qual será a Variação</p><p>Total (VT)?</p><p>Organizando os dados conhecidos:</p><p>Dmg = 18°W</p><p>Da = 3°W</p><p>Vt = ?</p><p>Solução algébrica:</p><p>Basta calcular algebricamente os 18°W da Dmg com os 3°W do</p><p>Da.</p><p>Resultado:</p><p>VT = Dmg ± Da</p><p>VT = 18°W + 3°W (sinais iguais se somam)</p><p>VT = 21°W.</p><p>Observe que em ambos os exercícios o Norte Magnético (Nmg)</p><p>está à esquerda do Norte verdadeiro (Nv), já que a Declinação</p><p>magnética (Dmg) está no sentido oeste (W).</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [NAVEGANDO COM AGULHAS MAGNÉTICAS]</p><p>Mestre-Amador 120</p><p>Desvios da Agulha</p><p>Giroscópica</p><p>Depois de conhecer os fatores de influenciam no</p><p>funcionamento das agulhas magnéticas, vamos continuar nosso</p><p>estudo falando um pouco sobre outro tipo de agulha - a Agulha</p><p>Giroscópica e seus desvios.</p><p>Diferentemente da agulha magnética, a agulha giroscópica</p><p>não sofre influência do magnetismo terrestre e nem dos ferros</p><p>de bordo. Sendo assim, as suas indicações são verdadeiras, ou</p><p>seja, uma agulha giroscópica, quando ligada a corrente elétrica,</p><p>depois de certo tempo irá apontar para o Norte verdadeiro.</p><p>Porém, essa agulha não está totalmente isenta de erro. E,</p><p>quando isso acontece, a linha 000° - 180° tende a se afastar do</p><p>Meridiano Verdadeiro, formando um ângulo, conhecido como</p><p>Desvio da Giroscópica (Dgi). Nesse caso, o 000° da giro não</p><p>mais irá apontar para o Norte verdadeiro, mas, para uma</p><p>direção chamada de Norte da Giro (Ngi).</p><p>Dessa forma, se o 000° da giro cair para oeste (W) do</p><p>Meridiano Verdadeiro, o Desvio da giro (Dgi) será oeste (W). E</p><p>será Leste (E) quando acontecer ao contrario.</p><p>O Desvio da Giro, uma vez confirmado, será igual para</p><p>qualquer proa. E, para se determinar o valor do desvio da giro</p><p>deve-se fazer a comparação entre as marcações da giro com</p><p>alinhamento de pontos de terra.</p><p>Com o navio girando, o Desvio da agulha (Da) na Agulha</p><p>Magnética vai mudando de valor, ao passo que o Desvio da agulha</p><p>(Dgi) na Giroscópica, permanece com o mesmo valor.</p><p>Parabéns por ter concluído mais está unidade.</p><p>Verifique seus conhecimentos, realizando os Simulados Online.</p><p>Acesse o site e selecione “Por Disciplina”: Problemas de Navegação</p><p>Saiba mais</p><p>Você pode saber mais sobre o assunto estudado nesta unidade consultando os seguintes</p><p>sites:</p><p> https://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/download/cap3.pdf</p><p>(Agulhas Náuticas; Conversão de Rumos e Marcações).</p><p> http://www.sispesca.io.usp.br/outros/cursos/navegacao/</p><p> http://www.oocities.org/g_anjos/ams.htm</p><p> http://www.agulhamagnetica.com.br/home_0.html</p><p> http://www.avela.pt/nav_costeira_estimada.htm</p><p> http://marcelle.br.tripod.com/bussola.htm</p><p> http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=798&sid=7</p><p>Todas as embarcações amadoras, exceto as miúdas, deverão ser equipadas com agulha magnética de</p><p>governo. As embarcações com comprimento igual ou maior que 24 metros (Iates) deverão possuir,</p><p>também, certificado de compensação ou curva de desvios disponível a bordo, atualizado a cada dois</p><p>anos. Não existe obrigatoriedade de equipar esse tipo de embarcação com agulha giroscópica.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [RUMOS E MACAÇÕES]</p><p>Mestre-Amador 121</p><p>Unidade 12:</p><p>Nesta unidade, você identificará os diversos tipos de rumos e marcações e aprenderá a fazer</p><p>conversão de rumos e marcações resolvendo exercícios.</p><p>Rumos e Marcações a</p><p>Bordo</p><p>Direção</p><p>- É, na superfície da Terra, a linha que</p><p>liga dois pontos.</p><p>Exemplos de pontos notáveis:</p><p>- Igrejas, faróis, ilhas, torres etc.</p><p>Um navio para ir de um ponto a outro da superfície da Terra</p><p>deve seguir um Rumo. Esse rumo deve ser traçado na carta</p><p>náutica, com direção e sentido definidos.</p><p>Ademais, quando se navega próximo da costa ou em águas</p><p>restritas, para determinar a posição de uma embarcação,</p><p>normalmente, o navegante observa Marcações de pontos</p><p>notáveis em Terra ou auxílios à navegação.</p><p>A bordo para obtermos os Rumos e as Marcações,</p><p>normalmente, utilizamos Agulhas Náuticas, que podem ser</p><p>Magnéticas ou Giroscópicas.</p><p>Direção</p><p>Direção - é na superfície terrestre, a linha que liga dois</p><p>pontos. O desenho ao lado, chamado de Rosa dos Ventos,</p><p>apresenta as direções cardeais (N, S, E, W), laterais (NE, SE,</p><p>SW, NW) e colaterais (NNE, ENE, ESSE, SSE, SSW, WSW, WNW,</p><p>NNW), já estudadas na Unidade 1. Pelo fato da estrela Polar</p><p>estar parada no céu, ela foi definida como a direção Norte (N).</p><p>Tendo essa direção como referência foi possível criar todas as</p><p>outras. Assim, nas cartas náuticas usadas na navegação</p><p>representamos as direções em forma de um círculo dividido em</p><p>360° graus, tendo como 0° graus para cima e alinhado para com</p><p>a direção Norte.</p><p>Rumo</p><p>Rumo - é o ângulo horizontal formado entre uma direção de</p><p>referência e a direção para a qual aponta a proa da nossa</p><p>embarcação, quando navegando.</p><p>Os rumos são medidos de 000° a 360° graus, sempre no</p><p>sentido horário, a partir da direção de referência adotada para</p><p>indicar o rumo.</p><p>As direções de referência utilizadas em navegação para</p><p>indicar rumos são:</p><p> Norte verdadeiro (Nv) ou geográfico;</p><p> Norte magnético (Nmg); e</p><p> Norte da agulha (Nag).</p><p>Conforme o Norte utilizado como referência (origem), os</p><p>rumos podem ser:</p><p> Rumo verdadeiro (Rv) - é o ângulo formado entre o</p><p>Norte verdadeiro (Rv) e linha de proa da embarcação,</p><p>medido a partir do Norte verdadeiro (Nv).</p><p> Rumo magnético (Rmg) - é o ângulo formado entre o</p><p>Norte magnético (Nmg) e a linha de proa da embarcação,</p><p>medido a partir do Norte magnético (Nmg).</p><p> Rumo da agulha (Rag) - é o ângulo formado entre o</p><p>Norte da agulha (Nag) e a linha de proa da embarcação,</p><p>medido a partir do Norte da agulha (Nag).</p><p>A figura ao lado ilustra bem a teoria de que todos os rumos tem</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [RUMOS E MACAÇÕES]</p><p>Mestre-Amador 122</p><p>Atenção!</p><p>- Em navegação, o Norte que interessa</p><p>ao navegante é o verdadeiro (Nv), ou</p><p>seja, aquele onde se inicia a contagem</p><p>da rosa dos ventos (000°). A operação</p><p>de transformar os rumos, conhecida</p><p>como Correção de Rumos, pode ser</p><p>feita através de formulas ou de</p><p>gráficos comumente chamados de</p><p>“calunga”.</p><p>origem num norte [Nv, Nmg e Nag], e levam até a proa de nossa</p><p>embarcação.</p><p>RUMOS PRÁTICOS</p><p>Quando se navega em águas restritas, tais como, em lagos, lagoas,</p><p>baías, rios e canais, é comum orientar-se por referências em Terra</p><p>(pontos notáveis) para obtermos o posicionamento da nossa</p><p>embarcação, dispensando o uso de agulha. A essa referência dar-se o</p><p>nome de Rumos Práticos.</p><p>Na realidade, especificamente, o termo Rumo aplica-se à</p><p>direção na qual se navega na superfície do mar, que, em geral,</p><p>encontra-se em movimento, pelo efeito da corrente. Assim,</p><p>surge o conceito de Rumo no Fundo, em referência a direção</p><p>resultante realmente navegada, desde o ponto de partida até o</p><p>ponto de chegada num determinado instante. Normalmente, o</p><p>Rumo no Fundo é a resultante entre o Rumo na Superfície e a</p><p>Corrente.</p><p>Marcação</p><p>Objeto ou alvo</p><p>- Em nosso estudo, o termo objeto,</p><p>refere-se a um alvo qualquer, por</p><p>exemplo, um farol, uma ilha, uma</p><p>torre ou igreja, etc.</p><p>Importante!</p><p>- Utilizando a Agulha Giroscópica,</p><p>quando o ângulo da marcação é</p><p>contado a partir do Norte da Giro (Ngi)</p><p>ate o objeto, temos a Marcação da</p><p>Giroscópica (Mgi).</p><p>Marcação - é o ângulo horizontal entre a linha que une a</p><p>embarcação a um objeto (ou alvo) e uma determinada direção</p><p>de referência, medido a partir dessa referência.</p><p>As direções de referência utilizadas como origem das</p><p>marcações, são:</p><p> Norte verdadeiro (Nv) ou geográfico;</p><p> Norte magnético (Nmg);</p><p> Norte da agulha (Nag); e</p><p> Proa da embarcação.</p><p>Assim, se adotarmos como origem da marcação um Norte,</p><p>poderemos ter as seguintes marcações ate o objeto, variando</p><p>de 000° a 360°, sempre no sentido horário:</p><p> Marcação verdadeira (Mv) - é o ângulo formado entre o</p><p>Norte verdadeiro (Nv) e a linha do alvo (objeto), medido</p><p>no sentido horário, a partir do Norte verdadeiro (Nv).</p><p> Marcação magnética (Mmg) - é o ângulo formado entre</p><p>o Norte magnético (Nmg) e a linha do alvo (objeto),</p><p>medido no sentido horário, a partir do Norte magnético</p><p>(Nmg).</p><p> Marcação da agulha (Ma) - é o ângulo formado entre o</p><p>Norte da agulha (Nag) e a linha do alvo (objeto), medido</p><p>no sentido horário, a partir do Norte da agulha (Nag).</p><p>Analise a figura ao lado:</p><p>- Você, provavelmente, já observou que todas as marcações</p><p>tem origem num norte [Norte verdadeiro (Nv), Norte magnético</p><p>(Nmg) ou o Norte da agulha (Nag)], e ainda na proa de nossa</p><p>embarcação que levam até um objeto (alvo).</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [RUMOS E MACAÇÕES]</p><p>Mestre-Amador 123</p><p>Atenção!</p><p>- Observando a figura acima, vemos</p><p>que, quando o objeto (alvo) está por</p><p>boreste (BE), a Marcação Polar (Mp) é</p><p>igual a Marcação relativa (Mr). Quando</p><p>o objeto (alvo) está por bombordo</p><p>(BB), a Marcação Polar (Mp) é igual a</p><p>360° menos a Marcação relativa (Mr).</p><p>Mp = 360° - Mr.</p><p>Recordando:</p><p>- Marcação Relativa (Mr): conta-se de</p><p>000⁰ a 360⁰, no sentido horário, a</p><p>partir da proa.</p><p>- Marcação Polar (Mp): conta-se de</p><p>000⁰ a 180⁰ para boreste (MpBE) ou</p><p>bombordo (MpBB), a partir da proa.</p><p>Importante:</p><p>- Ao escolher os pontos a serem</p><p>usados na determinação de uma</p><p>posição, deve-se atentar para os</p><p>seguintes detalhes: Se a posição vai ser</p><p>determinada por duas retas de</p><p>marcação, o ideal e que o ângulo entre</p><p>as mesmas, seja próximo a 090°; Se</p><p>forem tomadas três marcações, os</p><p>ângulos entre as retas deverão ser</p><p>próximos de 060°.</p><p>Mas, atenção!</p><p>Quando a direção de referência é a proa da nossa</p><p>embarcação, teremos as seguintes marcações distintas:</p><p> Marcação relativa (Mr) - é o ângulo formado entre a</p><p>linha de proa de uma embarcação e a linha do alvo</p><p>(objeto marcado), medido de 000° a 360° (sempre no</p><p>sentido horário, a partir da proa da embarcação).</p><p> Marcação Polar (Mp) - é o ângulo formado entre a linha</p><p>de proa de uma embarcação e a linha do alvo (objeto</p><p>marcado), medido de 000° a 180°.</p><p>É importante saber que a marcação polar (Mp) recebe</p><p>sempre uma designação para cada um dos bordos, isto é, 180°</p><p>para Boreste (BE) ou 180° para bombordo (BB).</p><p>Vamos analisá-las uma por uma:</p><p> Marcação Polar Boreste (MpBE) - é o ângulo formado</p><p>entre a linha de proa de uma embarcação e a linha do</p><p>alvo (objeto marcado), por boreste, de 000° a 180°.</p><p> Marcação Polar Bombordo (MpBB) - é o ângulo formado</p><p>entre a linha de proa de uma embarcação e a linha do</p><p>alvo (objeto marcado), por bombordo, de 000° a 180°.</p><p>A Exceção - Na marcação polar, a exceção se dá quando o</p><p>objeto está pela Proa ou pela Popa, ou seja, encontra-se</p><p>exatamente a 000° ou 180°, em relação a Proa ou Popa</p><p>respectivamente. Nesse caso, não é necessário informar o valor</p><p>da marcação polar, dizemos apenas que o objeto está pela</p><p>Proa ou pela Popa.</p><p>Fique esperto!</p><p>- Se a marcação relativa (Mr) for menor que 180°, então, a</p><p>marcação polar será por boreste. Nesse caso, a marcação polar será</p><p>igual à marcação relativa.</p><p>- Se a marcação relativa (Mr) for maior que 180°, então, a</p><p>marcação polar será por bombordo. Nesse caso, basta subtrair 360° à</p><p>marcação relativa.</p><p>Importante:</p><p>Fazer marcações é uma rotina que objetiva determinar a posição</p><p>da embarcação ou verificar o movimento relativo de outra</p><p>embarcação em relação à sua. Porém, não devemos esquecer de que</p><p>as marcações a serem traçadas na carta náutica tem que ser</p><p>Marcações Verdadeiras (Mv) sendo, portanto, necessário saber</p><p>convertê-las.</p><p>Conversão de Rumos a</p><p>Bordo</p><p>Antes de prosseguir no estudo de Rumos e Marcações, é</p><p>essencial fixar, os conceitos de Declinação magnética, Desvio</p><p>da agulha e Variação Total. Assim, se necessário, reveja a</p><p>Unidade 11 (Navegando com Agulhas Magnéticas).</p><p>Vamos em frente?</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [RUMOS E MACAÇÕES]</p><p>Mestre-Amador 124</p><p>Na conversão de rumos realizamos, basicamente, a ação de</p><p>somar ou subtrair a Declinação magnética (Dmg) e o Desvio da</p><p>agulha (Da) ao Rumo (R) apresentado.</p><p>Para facilitar o trabalho de converter rumos, o navegante</p><p>deve considerar que, a bordo, ele sempre está vendo o Rumo</p><p>da agulha (Rag), quando usando agulha magnética, mas</p><p>colocará na carta náutica o Rumo verdadeiro (Rv).</p><p>E, quando estiver trabalhando na carta, precisa levar o rumo</p><p>verdadeiro para a agulha (para o piloto da embarcação).</p><p>Preste muita atenção!</p><p>Há dois métodos para converter rumos:</p><p>1. Método gráfico (ou calunga) - Neste método,</p><p>construímos um desenho, começando sempre pelo</p><p>Norte verdadeiro (Nv), em seguida aplicamos a</p><p>Declinação magnética (Dmg) e desenhamos o Norte</p><p>magnético (Nmg). Depois, aplicamos o Desvio da agulha</p><p>(Da) e o Norte da agulha (Nag). Com o desenho pronto,</p><p>somamos ou subtraímos para converter o rumo</p><p>desejado; e</p><p>2. O segundo método, é o matemático (ou algébrico).</p><p>A seguir, apresentaremos alguns exercícios resolvidos, que</p><p>certamente o ajudarão a entender melhor os assuntos</p><p>estudados nesta Unidade. Vamos iniciar com a conversão de</p><p>rumos:</p><p>EXERCÍCIO 01:</p><p>Sendo o Rumo verdadeiro (Rv) = 120°, a Declinação magnética (Dmg) = 20°W, e o Desvio da agulha</p><p>(Da) = 5°W, então o Rumo da agulha (Ra) será:</p><p>Relembrando:</p><p>- Mantemos fixos, o rumo da</p><p>embarcação (proa) e o Norte</p><p>verdadeiro (Nv).</p><p>- O Rv é medido do Nv até a proa da</p><p>embarcação.</p><p>- A Dmg varia do Nv para o Nmg.</p><p>- O Da varia do Nmg para o Na</p><p>a) Resolvendo pelo Calunga:</p><p>Faça o calunga, conforme mostra a figura começando pelo Nv, a</p><p>partir do qual, aplique a Dmg para obter o Nmg. Em seguida aplique o</p><p>Da, a partir do Nmg para obter o Nag. Depois aplique o Rv, a partir do</p><p>Nv, quando então poderá desenhar a Proa.</p><p>Solução:</p><p>Depois de fazer o calunga, fica fácil saber que, para governar em</p><p>um Rv = 120°, é preciso governar com o Ra de 145°.</p><p>b) Resolvendo o mesmo exercício algebricamente:</p><p>Primeiro organize os dados conhecidos:</p><p>Rv = 120°E</p><p>Dmg = 20°W</p><p>Da = 5°W</p><p>Ra = ?</p><p>Para simplificar, vamos obter a Variação Total (VT):</p><p>Como VT = Dmg ± Da</p><p>Aplicando a fórmula teremos:</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [RUMOS E MACAÇÕES]</p><p>Mestre-Amador 125</p><p>- O Ra é medido do Na até a proa da</p><p>embarcação.</p><p>VT = 20°W + 5°W = 25°W (sinais iguais somam-se)</p><p>Vamos encontrar o Rumo agulha (Ra):</p><p>Fórmula: Ra = Rv ± VT</p><p>Aplicando a Fórmula teremos:</p><p>Ra = 120°E + 25°W</p><p>Ra = 145°.</p><p>EXERCÍCIO 02:</p><p>Sendo o Rumo da agulha (Ra) = 180°, a Declinação magnética (Dmg) = 25°E, e o Desvio da agulha</p><p>(Da) = 5°W, então o Rumo verdadeiro (Rv) será:</p><p>Lembre-se:</p><p>- Mantêm-se fixos o rumo da</p><p>embarcação (proa) e o Norte</p><p>verdadeiro (Nv).</p><p>- A Dmg varia do Nv para o Nmg.</p><p>- O Da varia do Nmg para o Na</p><p>- O Ra é medido do Na até a proa da</p><p>embarcação.</p><p>- O Rv é medido do Nv até a proa da</p><p>embarcação.</p><p>a) Resolvendo pelo Calunga:</p><p>Faça o calunga, conforme mostra a figura começando pelo Nv, a</p><p>partir do qual, aplique a Dmg para obter o Nmg. Em seguida aplique o</p><p>Da, a partir do Nmg, quando então poderá desenhar o Na. Em</p><p>seguida, aplique o Ra, a partir do Na. Agora, você já pode desenhar o</p><p>Rv, a partir do Nv. Depois de fazer o Calunga, conclui-se que o Rv que</p><p>a embarcação está navegando é de 200°.</p><p>b) Resolvendo o mesmo exercício algebricamente:</p><p>Primeiro organize os dados conhecidos:</p><p>Ra = 180°</p><p>Dmg = 25°E</p><p>Da = 5°W</p><p>Rv = ?</p><p>Para simplificar, vamos obter a Variação Total (VT):</p><p>Como VT = Dmg ± Da</p><p>Aplicando a fórmula teremos:</p><p>VT = 25°E - 5°W = 20°E (sinais diferentes subtraem)</p><p>Vamos encontrar o Rumo Verdadeiro (Rv):</p><p>Fórmula: Rv = Ra ± VT</p><p>Aplicando a Fórmula teremos:</p><p>Rv = 180°E + 20°E</p><p>Rv = 200°</p><p>Conversão de</p><p>Marcações Bordo</p><p>A conversão de marcações segue as mesmas regras da</p><p>conversão de rumos.</p><p>Acompanhe os exercícios resolvidos:</p><p>EXERCÍCIO 03:</p><p>Sendo o Rumo verdadeiro (Rv) = 040°, a Marcação da agulha (Mag) = 270°, a Declinação magnética</p><p>(Dmg) = 19°W, e o Desvio da agulha (Da) = 5°E, então a Marcação verdadeira (Mv) será:</p><p>a) Resolvendo pelo Calunga:</p><p>Faça o calunga, conforme mostra a figura começando pelo Nv, a</p><p>partir do qual, aplique a Dmg para obter o Nmg. Em seguida aplique o</p><p>Da, a partir do Nmg, quando então poderá desenhar o Na. Em</p><p>seguida desenhe o Rv, a partir do Nv para obter a Proa. Depois</p><p>desenhe a Mag, a partir do Na até o objeto. Observando o calunga</p><p>verificamos que a Mv = 270° - 14° = 256°.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [RUMOS E MACAÇÕES]</p><p>Mestre-Amador 126</p><p>Mais uma vez, Lembre-se:</p><p>- Mantêm-se fixos o rumo da</p><p>embarcação (proa) e o Norte</p><p>verdadeiro (Nv).</p><p>- A Dmg varia do Nv para o Nmg.</p><p>- O Rmg varia do Nmg até a proa.</p><p>- O Rv é medido do Nv</p><p>e expressa em</p><p>medida linear, ou seja, é a distância percorrida no sentido</p><p>leste e oeste, quando se navega de um ponto a outro da</p><p>superfície terrestre em um mesmo paralelo. Apartamento</p><p>exprime a distância do navio entre os portos ou costas.</p><p> Ao apartamento, dos dois lugares - A diferença de</p><p>longitude, entre dois lugares, na latitude de 00⁰, é igual ao</p><p>apartamento, dos dois lugares.</p><p> Distância entre dois lugares - a diferença de latitude, entre</p><p>dois lugares, no mesmo hemisfério é a distância entre dois</p><p>lugares.</p><p> Caminho em latitude - é a distância angular, tomada ao</p><p>longo de um meridiano qualquer, entre os paralelos que</p><p>passam por dois pontos determinados.</p><p> Caminho em longitude - é a distância angular, tomada no</p><p>equador, entre os meridianos que passam por dois pontos</p><p>determinados.</p><p> Derrota - Linha traçada em uma carta de navegação que</p><p>uma embarcação deve seguir para se deslocar com</p><p>segurança de um lugar para outro. Rumo ou direção que</p><p>segue um navio em viagem.</p><p> Enfiamento - é o alinhamento de dois pontos bem definidos</p><p>em terra. Se um observador vê dois objetos em linha então</p><p>ele estará sobre a direção que os une. Então, diz-se que os</p><p>objetos estarão enfiados.</p><p> Jarda - 2027 jardas, no sistema inglês, que é a medida de</p><p>um minuto de latitude, na latitude de 48 graus.</p><p> Meridiano Terrestre - é o círculo máximo da esfera</p><p>terrestre, que passa pelos polos.</p><p>Parabéns por ter concluído está unidade.</p><p>Verifique seus conhecimentos, realizando os Simulados Online.</p><p>Acesse o site e selecione “Por Disciplina”: Navegação Estimada e Costeira 1</p><p>Saiba mais</p><p>Você pode saber mais sobre os assuntos estudados nesta unidade consultando os seguintes</p><p>endereços eletrônicos:</p><p>https://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/download/cap1.pdf</p><p>(O problema geral da Navegação)</p><p>https://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/download/cap17.pdf</p><p>(A Terra e seus Movimentos. A Esfera Terrestre)</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [FUNDAMENTOS DA NAVEGAÇÃO]</p><p>Mestre-Amador 10</p><p>http://www.melhorsoft.com/detalhes/balistica/index.html#LoxodromiasEOrtodromias</p><p>pt.wikihow.com/Converter-de-N%C3%B3s-para-Milhas-por-Hora</p><p>(Como Converter de Nós para Milhas por Hora)</p><p>http://www.coladaweb.com/geografia/pontos-cardeais-e-colaterais</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=b3WYYSMpCl0&ebc=ANyPxKqM2OKiIjwpYzz7BIhR7hsvNa-RjhRNo-</p><p>XqYpjuYVfzejXLE8EFl7kCz_396GEToHC2r35K_7MP2wSGy-_vye__nleiqQ</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [CARTAS NÁUTICAS]</p><p>Mestre-Amador 11</p><p>Unidade 2:</p><p>Nesta unidade, você conhecerá as cartas náuticas e as suas múltiplas informações; terá uma visão</p><p>geral dos sistemas de projeção, escalas, informações contidas na carta, cores e manuseio, com</p><p>ênfase à carta náutica na projeção de Mercator.</p><p>Cartas Náuticas</p><p>Atenção!</p><p>- A navegação considerada em nosso</p><p>estudo é aquela realizada em meio</p><p>aquático, seja ela marítima, fluvial ou</p><p>lacustre. Para tanto, utiliza-se o termo</p><p>“carta náutica”, que é o documento</p><p>cartográfico resultante de</p><p>levantamentos de áreas navegáveis</p><p>por embarcações.</p><p>Uma carta náutica é na realidade um mapa que tem como</p><p>propósito servir de ferramenta à navegação em meio aquático.</p><p>Suas informações compreendem levantamentos de áreas</p><p>oceânicas, mares, baías, rios, canais, lagos, lagoas, ou qualquer</p><p>outra massa d’água navegável; representam ainda os acidentes</p><p>terrestres e submarinos, fornecendo informações sobre</p><p>profundidades, perigos à navegação (bancos, pedras submersas,</p><p>cascos soçobrados ou qualquer outro obstáculo à navegação), e</p><p>ainda, natureza do fundo, fundeadouros, áreas de fundeio,</p><p>auxílios à navegação (faróis, faroletes, boias, balizas, luzes de</p><p>alinhamento, radiofaróis etc.), altitudes e pontos notáveis aos</p><p>navegantes, linha da costa e de contorno de ilhas, elementos de</p><p>marés, correntes e magnetismo e outras indicações necessárias à</p><p>segurança da navegação. As cartas náuticas estão associadas a</p><p>um sistema de coordenadas (latitude e longitude) que permite a</p><p>obtenção da localização de qualquer ponto que represente. Além</p><p>das cartas convencionais (em papel), existem as cartas náuticas</p><p>digitais, que podem ser de dois tipos: eletrônica (vetorial) e</p><p>RASTER, as quais podem, em certas condições, substituir as</p><p>cartas convencionais.</p><p>Para melhor compreender a cartografia náutica é</p><p>fundamental iniciarmos o estudo descrevendo a necessidade de</p><p>representar a Terra num plano e das técnicas de projeção, pois</p><p>assim você estará mais contextualizado.</p><p>Necessidade de</p><p>Representar a Terra</p><p>num Plano</p><p>Navegação Aquaviária</p><p>- É a navegação realizada por barcos,</p><p>navios e outros meios aquáticos,</p><p>utilizando um corpo de água, tais</p><p>como oceanos, mares, lagos, lagoas,</p><p>rios, ou outros canais navegáveis.</p><p>O globo terrestre é a representação mais fiel do planeta, mas</p><p>é difícil de ser manuseado. Entre suas limitações, podemos citar</p><p>duas principais:</p><p> O globo impossibilita a visão de toda a Terra</p><p>simultaneamente.</p><p> A curvatura acaba dificultando possíveis medições de</p><p>distâncias.</p><p>Assim, apesar da semelhança de forma, o globo não é</p><p>funcional para muitas finalidades, em especial, para a navegação</p><p>aquaviária e precisa ser substituído pelas cartas náuticas.</p><p>As cartas, por sua vez, constituem uma representação plana</p><p>reduzida – total ou parcial – da superfície terrestre. No entanto, a</p><p>construção de uma carta apresenta dois grandes desafios:</p><p> Representar a curvatura do geoide (formato da Terra),</p><p>num plano; e</p><p> Representar as dimensões da superfície terrestre numa</p><p>folha de papel, que é muito menor.</p><p>Para solucionar esse problema, a cartografia desenvolveu um</p><p>método para representar a superfície terrestre numa superfície</p><p>plana (na carta) chamada de projeção.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [CARTAS NÁUTICAS]</p><p>Mestre-Amador 12</p><p>Projeção</p><p>Projeção</p><p>- A representação gráfica da Terra ou</p><p>parte dela, na qual aparece, com</p><p>destaque, o gradeado (ou gratícula)</p><p>formado por paralelos e meridianos.</p><p>Visão Eurocêntrica</p><p>- A carta de Mercator é denominada</p><p>eurocêntrica, por colocar em destaque</p><p>a Europa. Geógrafos críticos condenam</p><p>essa projeção, porque ela deforma e</p><p>distorce grosseiramente as áreas</p><p>representadas, contribuindo assim</p><p>para a criação de uma imagem</p><p>ideologizada do mundo a favor das</p><p>economias dominantes, no caso a</p><p>Europa.</p><p>Projeção é a técnica utilizada para representar uma porção da</p><p>Terra sobre uma superfície plana. O processo consiste em</p><p>transferir pontos da superfície terrestre para um plano, ou para</p><p>uma superfície desenvolvível em um plano, tal como um cilindro</p><p>ou um cone.</p><p>Como a posição de qualquer ponto da superfície terrestre fica</p><p>completamente determinada pelas suas coordenadas de latitude</p><p>e longitude, basta que numa carta estejam representados</p><p>meridianos e paralelos, para que qualquer ponto possa ser</p><p>representado.</p><p>Existem diversos sistemas de projeção, com inúmeras</p><p>variações. Cada projeção tem uma finalidade específica, como</p><p>por exemplo, representar a divisão política mundial, aspectos</p><p>geográficos naturais, culturais e econômicos de uma</p><p>determinada área, edificações, navegação aérea e a navegação</p><p>aquaviária, que é à base de nosso estudo. O fato é que não existe</p><p>uma melhor projeção. Elas devem ser escolhidas de acordo com a</p><p>sua finalidade.</p><p>Destacaremos aqui, a projeção de Mercator, por ser ainda</p><p>hoje a mais usada na confecção das cartas náuticas brasileiras e</p><p>em grande parte das cartas estrangeiras.</p><p>Projeção de Mercator</p><p>Atenção!</p><p>- Na projeção de Mercator os</p><p>meridianos e paralelos apresentam-se</p><p>paralelos e perpendiculares, entre si,</p><p>nas cartas de navegação. (cruzam-se</p><p>no ângulo de 90⁰)</p><p>Idealizada em 1569 por Gerardus Mercator, é a base para a</p><p>navegação, na qual os meridianos e paralelos são projetados</p><p>geometricamente num cilindro tangente a Terra no equador,</p><p>até a proa.</p><p>Siglas (recordando):</p><p>Da - Desvio da agulha</p><p>Ra - Rumo da agulha</p><p>Vt - Variação Total</p><p>b) Resolvendo o mesmo exercício algebricamente:</p><p>Primeiro organize os dados conhecidos:</p><p>Rv = 040°</p><p>Mag = 270°</p><p>Dmg = 19°W</p><p>Da = 5°</p><p>Mv = ?</p><p>Vamos encontrar a Variação Total (VT):</p><p>Fórmula: VT = Dmg ± Da</p><p>Aplicando a fórmula teremos:</p><p>VT = 19°W – 5E° = 14°W.</p><p>Vamos encontrar a Marcação verdadeira (Mv):</p><p>Fórmula: Mv = Ma ± VT</p><p>Aplicando a Fórmula teremos:</p><p>Mv = 270°E - 14°W</p><p>Mv = 256°</p><p>Lembre-se:</p><p>- Isto é uma soma algébrica, portanto, caso o Da e a Dmg sejam</p><p>negativos (-), em vez de somar você terá que subtrair.</p><p>Exercício 04:</p><p>Sendo o Rumo da agulha (Ra) = 025°, a Marcação relativa (Mrel) = 090°, a Declinação magnética</p><p>(Dmg) = 21°W, e o Desvio da agulha (Da) = 4°W, então a Marcação verdadeira (Mv) será:</p><p>.</p><p>a) Resolvendo pelo Calunga:</p><p>Faça o calunga, conforme mostra a figura começando pelo Nv, a</p><p>partir do qual, aplique a Dmg para obter o Nmg. Em seguida aplique o</p><p>Da, a partir do Nmg, quando então poderá desenhar o Na. Em</p><p>seguida aplique o Ra, a partir de seu norte para obter a Proa. Depois</p><p>desenhe a Mrel a partir da Proa. Agora para finalizar desenhe a Mv, a</p><p>partir de seu Norte de referência. Observando o calunga verificamos</p><p>que a Mv = 090°.</p><p>b) Resolvendo o mesmo exercício algebricamente:</p><p>Primeiro organize os dados conhecidos:</p><p>Ra = 025°</p><p>Mrel = 090°</p><p>Dmg = 21°W</p><p>Da = 4°</p><p>Mv = ?</p><p>Vamos encontrar o Rumo verdadeiro (Rv):</p><p>Fórmula: Rv = Ra ± Dmg ± Da</p><p>Aplicando a fórmula teremos:</p><p>Rv =025°E - 21°W - 4°W = 000°.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [RUMOS E MACAÇÕES]</p><p>Mestre-Amador 127</p><p>Mais uma vez, Lembre-se:</p><p>- Isto é uma soma algébrica, portanto,</p><p>caso o Da e a Dmg sejam negativos (-),</p><p>em vez de somar você terá que</p><p>subtrair.</p><p>Vamos encontrar a Marcação verdadeira (Rv)</p><p>Fórmula: Mv = Mr + Rv</p><p>Aplicando a Fórmula teremos:</p><p>Mv = 090°W - 000°W</p><p>Mv = 090°</p><p>Após realizar os exercícios, certamente você percebeu que o método de fazer o Calunga, é</p><p>muito prático, especialmente, por permitir visualizar o problema sem a necessidade de decorar</p><p>fórmulas.</p><p>Vamos Praticar mais um</p><p>pouco?</p><p>Recomendações práticas:</p><p>Leia cuidadosamente o problema e</p><p>certifique-se de que compreendeu</p><p>perfeitamente, que dados são</p><p>fornecidos e que dados são</p><p>pedidos. Lembre-se de que a</p><p>solução de todos os problemas</p><p>baseia-se em uns poucos princípios</p><p>básicos e simples. Certifique-se de</p><p>haver compreendido esses</p><p>princípios básicos.</p><p>Dicas:</p><p>- Faça o Calunga:</p><p>1. Desenhe a reta que representa o</p><p>Norte verdadeiro (Rv);</p><p>2. Desenhe a reta que representa o</p><p>Norte magnético. Para isto precisará</p><p>do valor da Declinação magnética</p><p>(Dmg);</p><p>3. Desenhe a reta que representa o</p><p>Norte da agulha (Nag). Para isto</p><p>precisará do valor do Desvio da agulha</p><p>(da);</p><p>4. Desenhe a curva que representa o</p><p>Rumo verdadeiro (Rv). Para isto</p><p>precisará do valor do Rumo verdadeiro</p><p>ou a curva que representa o Rumo</p><p>magnético (Rmg) ou o Rumo da agulha</p><p>(Rag), conforme cada caso.</p><p>Resolva graficamente (utilizando o calunga) os exercícios</p><p>abaixo:</p><p>Confira as respostas dos exercícios ao final desta Unidade.</p><p>5.1 – Sendo o Rmg=120° e a Dmg=20°W, então o Rv será:</p><p>Resposta = ______</p><p>5.2 – Sendo o Rv = 000° e a Dmg = 20°E, então o Rmg será:</p><p>Resposta = ______</p><p>5.3 – Sendo o Da = 3°E e a Dmg = 20°W, então a VT será:</p><p>Resposta = ______</p><p>5.4 – Sendo o Rv = 100°, o Rmg = 119° e o Ra =122°, então os valores</p><p>da Dmg, VT e Da serão, respectivamente:</p><p>Resposta – Dmg = ______ VT = ______ Da = ______</p><p>5.5 Sendo a Dmg = 20°W, o Rmg = 090° e a MpBB = 090°, então a MV</p><p>será:</p><p>Resposta = ______</p><p>5.6 – Sendo o Rv = 100° e a Mv = 055°, a Mrel será:</p><p>Resposta = ______</p><p>5.7 – Sendo o Rv = 145° e MpBE = 045°, a Mv será:</p><p>Resposta = ______</p><p>5.8 – Sendo o Rv = 045° e a Mrel = 300°, a MpBB será:</p><p>Resposta = ______</p><p>Abreviaturas Utilizadas</p><p>Nesta Unidade e seus</p><p>Significados:</p><p>Nota:</p><p>- Não existe um padrão universal ou</p><p>internacional de abreviaturas na</p><p>representação dos termos</p><p>empregados em navegação. Porém,</p><p>Abreviatura Significado</p><p>N ou Nv Norte verdadeiro</p><p>Nm ou Nmg Norte magnético</p><p>Na ou Nag Norte da agulha</p><p>Dm ou Dmg Declinação magnética</p><p>Da ou Dag Desvio da agulha</p><p>Vt ou VT Variação Total</p><p>Rv Rumo verdadeiro</p><p>Rm ou Rmg Rumo magnético</p><p>Ra ou Rag Rumo da agulha</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [RUMOS E MACAÇÕES]</p><p>Mestre-Amador 128</p><p>buscamos utilizar nesta unidade</p><p>abreviaturas comumente utilizadas</p><p>pela Marinha do Brasil em suas obras.</p><p>Rp Rumos práticos</p><p>Mv Marcação verdadeira</p><p>Mm ou Mmg Marcação magnética</p><p>Mr ou Mrel Marcação relativa</p><p>Mp Marcação polar</p><p>MpBB Marcação polar Bombordo</p><p>MpBE Marcação polar Boreste</p><p>Resposta dos Exercícios 5.1 a 5.8:</p><p>Parabéns por ter concluído mais está unidade.</p><p>Verifique seus conhecimentos, realizando os Simulados Online.</p><p>Acesse o site e selecione “Por Disciplina”: Problemas de Navegação</p><p>Saiba mais</p><p>Você pode saber mais sobre o assunto estudado nesta unidade consultando os seguintes</p><p>sites:</p><p> https://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/download/cap3.pdf</p><p>(Agulhas Náuticas; Conversão de Rumos e Marcações)</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [RUMOS E MACAÇÕES]</p><p>Mestre-Amador 129</p><p> http://www.caaml.mb/geral/arquivos/publicacoes/caaml-1111.pdf</p><p> http://www.sispesca.io.usp.br/outros/cursos/navegacao/</p><p> http://clubedoarrais.com/?p=404</p><p> http://www.4shared.com/document/UMy0M1Pr/4_-_NAV_1_10__-_UN_IV_-_Posio_.html</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [POSIÇÃO NO MAR]</p><p>Mestre-Amador 130</p><p>Unidade 13:</p><p>Nesta unidade, você aprenderá sobre as linhas de posição (LDP), os processos para a</p><p>determinação da posição no mar, as técnicas e regras da navegação estimada e costeira, os</p><p>efeitos da corrente sobre a trajetória da embarcação e como determinar distâncias no mar.</p><p>Posição No Mar</p><p>Derrota:</p><p>- Linha traçada na carta náutica que</p><p>uma embarcação deve seguir numa</p><p>viagem para se deslocar de um lugar</p><p>para outro.</p><p>Singradura</p><p>- caminho percorrido num único rumo.</p><p>Recordando:</p><p>- Rumos práticos - quando se navega</p><p>em águas restritas, tais como, em</p><p>lagos, lagoas, baías, rios e canais, é</p><p>comum orientar-se por pontos em</p><p>Terra (pontos notáveis) para obtenção</p><p>do posicionamento da embarcação, e</p><p>não por rumos da agulha. A essa</p><p>referência denomina-se de Rumos</p><p>Práticos.</p><p>Plotagem</p><p>- Localizar, no mar, a posição da</p><p>embarcação ou de um objeto (alvo),</p><p>numa carta náutica.</p><p>Já vimos que uma posição no mar é definida por um</p><p>paralelo e um meridiano que passa no ponto, ou seja, por suas</p><p>coordenadas geográficas de latitude e longitude como</p><p>referências.</p><p>Conhecendo nossa posição, podemos determinar a direção</p><p>a seguir e corrigi-la sempre que necessário: saber a que</p><p>distância está nossa embarcação; quanto tempo levará para</p><p>alcançar o destino, e também, evitar perigos eventuais em</p><p>nossa derrota (viagem).</p><p>Se a “derrota”, do ponto de partida até o destino, é feita</p><p>em um único rumo, dizemos que a embarcação segue uma</p><p>derrota simples ou singradura única. Se, para alcançar o</p><p>destino, for necessário usar mais de um rumo, dizemos que a</p><p>embarcação segue uma derrota composta, ou em singraduras</p><p>múltiplas.</p><p>Chamamos de ponto de chegada ou final a um ponto nas</p><p>proximidades do porto de destino, arbitrariamente</p><p>determinado pelo navegador, a partir do qual se navega em</p><p>“rumos práticos”, com o prático do porto a bordo ou não. É</p><p>preciso notar que nessas ocasiões, mesmo navegando em</p><p>“rumos práticos”, fazem-se ainda as marcações julgadas</p><p>necessárias para conhecer, a curtos intervalos de tempo, a</p><p>posição da embarcação e verificar se ela vai bem ou mal</p><p>navegada, adotando-se</p><p>sendo o centro de projeção o centro da Terra.</p><p>Nessa projeção os meridianos são retas paralelas (sentido</p><p>norte-sul) igualmente espaçadas para iguais diferenças de</p><p>longitude (os meridianos formam ângulos iguais com o rumo); o</p><p>equador é uma reta perpendicular aos meridianos e os paralelos</p><p>são linhas retas paralelas ao equador (sentido oeste-leste).</p><p>Algumas características da projeção de Mercator</p><p>- Superfície de desenvolvimento - pertence a classe por</p><p>desenvolvimento cilíndrico.</p><p>- Projeção - pertence a categoria das projeções conformes</p><p>(manutenção da forma em pequenas áreas).</p><p>- Tangência - equatorial, pois o cilindro é tangente à superfície da</p><p>Terra no Equador.</p><p>- Meridianos - representados por linhas verticais retas ortogonais</p><p>equidistantes (igualmente espaçadas).</p><p>- Paralelos - representados por linhas horizontais retas ortogonais</p><p>não equidistantes (espaçamentos desiguais).</p><p>- Equador - é o centro de projeção (círculo máximo).</p><p>- Interseção (cruzamento) de paralelos e meridianos - em 90⁰</p><p>- Escala - varia com a latitude.</p><p>- Uso para o Navegante - navegação Costeira e Estimada.</p><p>Uma condição básica para utilização de um sistema de projeção em</p><p>Cartografia Náutica é que represente as loxodromias (linhas de rumo),</p><p>por linhas retas. Essa é uma característica da Projeção de Mercator.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [CARTAS NÁUTICAS]</p><p>Mestre-Amador 13</p><p>Atenção!</p><p>- A Carta de Mercator é geralmente</p><p>limitada pelo paralelo de 60°, pois,</p><p>nessa latitude, as deformações já se</p><p>apresentam excessivas. Porém,</p><p>podemos utilizá-la até a latitude de</p><p>80°, desde que sejam tomadas</p><p>precauções especiais quanto ao uso da</p><p>escala das distâncias.</p><p>Reticulado ou Graduado</p><p>- Na projeção de Mercator, o conjunto</p><p>de meridianos e paralelos é chamado</p><p>de reticulado. Limitando o reticulado,</p><p>são traçadas as bordas. A superior e a</p><p>inferior contem a escala de longitude e</p><p>as laterais, a escala de latitude,</p><p>também conhecida como escala de</p><p>distancia. Tais escalas são graduadas</p><p>em graus, minutos e segundos.</p><p>Latitudes Crescidas</p><p>- A figura abaixo ilustra este conceito.</p><p>Atenção!</p><p>- Na Carta de Mercator, a escala de</p><p>longitudes é sempre constante,</p><p>enquanto que a escala de latitudes</p><p>varia com a latitude.</p><p>Como vimos, a projeção de Mercator é classificada como:</p><p> Cilíndrica - porque a superfície da Terra (ou parte dela) é</p><p>projetada em um cilindro;</p><p> Equatorial - porque o cilindro é tangente à superfície da</p><p>Terra no equador; e</p><p> Conforme - porque os ângulos são representados sem</p><p>deformação.</p><p>A projeção de Mercator apresenta algumas vantagens, como</p><p>por exemplo:</p><p> Os meridianos são representados por um sistema de linhas</p><p>retas (N-S);</p><p> Os paralelos e o equador são representados por um</p><p>segundo sistema de linhas retas, perpendicular às linhas</p><p>que representam os meridianos (W-E);</p><p> Fácil identificação dos pontos cardeais (rosa dos ventos);</p><p> Facilidade de plotagem (gradeados ou reticulados);</p><p> Fácil determinação das coordenadas de qualquer ponto;</p><p> Os ângulos medidos na superfície da Terra são</p><p>representados por ângulos idênticos na carta; assim,</p><p>direções podem ser medidas diretamente na carta. Na</p><p>prática, distâncias também podem ser medidas</p><p>diretamente na carta;</p><p> As linhas de rumo ou loxodromias são representadas por</p><p>linhas retas;</p><p> Facilidade de construção (por meio de elementos</p><p>retilíneos); e</p><p> Existência de tábuas para o traçado do reticulado.</p><p>Mas não somente vantagens são encontradas na projeção de</p><p>Mercator. Veja algumas de suas desvantagens:</p><p> Deformação excessiva nas altas latitudes (geralmente</p><p>limitada pelo paralelo de 60⁰);</p><p> Impossibilidade de representação dos polos; e</p><p> Distorção dos paralelos e meridianos, exceto o equador.</p><p>Latitudes Crescidas - Na carta de Mercator, os meridianos</p><p>representados mantém uma distancia constante entre si,</p><p>enquanto que os paralelos, devido ao efeito das latitudes</p><p>crescidas, vão alterando a distancia que os separa à medida que</p><p>se afastam do equador para os polos. A linha do equador é a</p><p>única coordenada que é representada em sua dimensão original</p><p>(não sofre distorções). Por isso regiões localizadas em altas</p><p>latitudes, especialmente nas áreas polares, praticamente não são</p><p>representadas, pois as distorções aumentam à medida que nos</p><p>afastamos do equador em direção aos polos. Assim, à medida</p><p>que a latitude cresce, os paralelos vão se afastando entre si</p><p>quanto maior o afastamento do Equador, com os meridianos</p><p>sofrendo aumento na mesma proporção. Nasce daí o conceito de</p><p>latitudes crescidas.</p><p>A Latitude Crescida é definida como o comprimento do arco de</p><p>meridiano, entre o equador e um dado paralelo, numa carta de</p><p>Mercator, medido em unidade de minuto de longitude, no equador.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [CARTAS NÁUTICAS]</p><p>Mestre-Amador 14</p><p>Por isso, as distâncias deverão ser lidas na escala das</p><p>latitudes. Este é um cuidado que o navegante deve ter na</p><p>utilização de uma carta na projeção de Mercator.</p><p>Escala</p><p>ESCALA =</p><p>Numerador</p><p>----------------------------</p><p>Denominador</p><p>Numerador</p><p>- a unidade é igual a um (1), sempre.</p><p>Denominador</p><p>- número de vezes em que foi dividido</p><p>o trecho.</p><p>Atenção!</p><p>- Quanto maior o denominador da</p><p>escala, menor a escala.</p><p>Por exemplo!</p><p>- uma escala de 1:25.000 é maior que</p><p>1:100.000, uma vez que, em 1:25.000,</p><p>1 mm na carta corresponde a 25.000</p><p>mm = 25 m no terreno, enquanto na</p><p>outra escala, 1 mm na carta</p><p>representa 100.000 mm = 100 m no</p><p>terreno.</p><p>Exemplos:</p><p>Escala de 1:100.000</p><p>1 mm 100.000 mm 100 m</p><p>Escala de 1:50.000</p><p>1 mm 50.000 mm 50 m</p><p>- Escala de 1:25.000</p><p>1 mm 25.000 mm 25 m</p><p>Conclusão:</p><p>- Escala pequena, por exemplo,</p><p>1:250.000, 1:1.000.000, cobrem</p><p>grandes áreas, já uma escala grande,</p><p>por exemplo, 1:25.000, 1:50.000,</p><p>1:100.000, cobrem pequenas áreas</p><p>com muito mais detalhes.</p><p>A escala é um dos atributos fundamentais de uma carta</p><p>náutica, pois estabelece a correspondência entre a distância</p><p>medida entre dois pontos, representados na carta e as distâncias</p><p>reais entre esses pontos, na superfície da Terra. Ou seja, é a</p><p>maneira de indicar a proporção de áreas entre a carta e a</p><p>realidade.</p><p>A escala é definida como a relação entre a distância medida entre</p><p>dois pontos, em uma folha de papel (carta náutica) e a verdadeira</p><p>distância entre esses pontos, na superfície da Terra (medida real no</p><p>terreno).</p><p>Existem duas formas de indicar a proporção de áreas entre a</p><p>carta e a realidade: uma gráfica e a outra numérica.</p><p> Escala Gráfica - é apresentada com uma linha graduada no</p><p>canto inferior da carta.</p><p> Escala numérica - a escala é representada por uma fração,</p><p>onde o numerador é igual à unidade um (1) e o</p><p>denominador é o número (valor da escala), de quantas</p><p>vezes tal unidade foi reduzida no terreno. Sendo uma</p><p>fração, a escala fica MAIOR quanto MENOR for o</p><p>denominador, ou seja, quanto MAIOR a escala MENOR</p><p>será o valor atribuído ao DENOMINADOR.</p><p>Para compreender melhor, vamos usar como exemplo a</p><p>representação do Cabo Búzios ao Cabo Frio (figura ao lado).</p><p>Considerando a escala de 1:40.000 (lê-se: um por quarenta</p><p>mil), tem-se que cada 1 mm obtido na representação desenhada</p><p>na carta equivale a 40.000 mm ou 40 m do tamanho real do</p><p>lugar.</p><p>(1 mm de carta = 40.000 mm = 40 m da superfície terrestre).</p><p>Assim, as cartas são projetadas em escalas que poderão</p><p>apresentar um lugar com maior ou menor nível de detalhamento.</p><p>Logo, uma carta onde a escala é 1:25.000, classificada como de</p><p>grande escala representa uma área menor, mas contém</p><p>informações mais precisas e detalhadas sobre a área; já outra, de</p><p>1:150.000, classificada como de média escala, abrangeria uma</p><p>área maior, porém com menos detalhes e ainda, uma carta de</p><p>1:3.000.000, classificada como de escala muito pequena cobriria</p><p>uma faixa extensa, porém com muito menos detalhes</p><p>ainda.</p><p>Exemplo:</p><p>O que significa a escala numérica de 1:25.000 em uma carta</p><p>náutica?</p><p>Resposta: Significa que a região representada foi dividida 25.000</p><p>vezes, ou seja, cada unidade na carta equivale a 25.000 unidades no</p><p>terreno (25.000 milímetros ou 25 metros).</p><p>Então, como seria representada uma distância de 500 metros em</p><p>uma carta nesta escala?</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [CARTAS NÁUTICAS]</p><p>Mestre-Amador 15</p><p>Lembre-se:</p><p>- Quando o trecho navegável é</p><p>abrangido por carta náutica, deve-se</p><p>fazer uso de cartas de maior escala,</p><p>que mostrarão sempre maiores</p><p>detalhes da área abrangida.</p><p>Nota:</p><p>- No exemplo, cada milímetro na carta</p><p>corresponde a 25.000 mm (ou 25</p><p>metros), no terreno.</p><p>Resposta: Se cada milímetro na carta corresponde a 25.000 mm</p><p>no terreno (ou 25 metros), teremos:</p><p>1 mm de carta = 25.000 mm = 25 m</p><p>X mm = ?</p><p>X =</p><p>500</p><p>= 20 mm -----------------------------------</p><p>25</p><p>Significa dizer que 500 metros na carta de 1:25.000, equivale a</p><p>20 milímetros da superfície terrestre.</p><p>Classificação das Cartas</p><p>quanto a Escala</p><p>Edição e Publicação das Cartas</p><p>Náuticas</p><p>- No Brasil, cabe à Diretoria de</p><p>Hidrografia e Navegação (DHN), na</p><p>qualidade de Serviço Hidrográfico</p><p>Brasileiro, manter, por meio do Centro</p><p>de Hidrografia da Marinha (CHM),</p><p>todas as Cartas Náuticas em Águas</p><p>Jurisdicionais Brasileiras (AJB)</p><p>atualizadas.</p><p>Segue, na sequencia, um quadro</p><p>resumo de classificação das cartas,</p><p>conforme a escala.</p><p>Cartas Gerais</p><p>Escala menor que 1:3.000.000</p><p>CARTAS DE TRECHOS</p><p>Grandes Trechos</p><p>Escala entre 1:3.000.000 a</p><p>1:1.500.000</p><p>Médios Trechos</p><p>Escala entre 1:1.500.000 e</p><p>1:500.000</p><p>Pequenos Trechos</p><p>Escala entre 1:500.000 e 1:150.000</p><p>CARTAS PARTICULARES</p><p>Escala maior que 1:150.000</p><p>Cartas de Aproximação</p><p>Escala entre 1:150.000 e 1:50.000</p><p>Cartas de Porto</p><p>Escala maior que 1:50.000</p><p>Planos</p><p>Escala igual ou maior que 1:25.000</p><p>Atenção!</p><p>- Nas cartas de aproximação e planos</p><p>de portos, os pontos referenciais, tais</p><p>como, topografia, faróis, torres etc,</p><p>para navegação, apresentam-se em</p><p>maiores detalhes.</p><p>De modo a melhor atender às necessidades da comunidade</p><p>marítima, a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) publica e</p><p>classifica as cartas de navegação de acordo com a escala, nos</p><p>seguintes tipos de carta, que podem variar de área para área:</p><p>Cartas Gerais - com escala menor que 1:3.000.000, abrangem</p><p>grandes extensões de mar e da costa, e apresentam escala muito</p><p>pequena. São empregadas no planejamento de grandes derrotas</p><p>oceânicas, não sendo adequada para emprego na navegação.</p><p>Cartas de Trechos - são cartas de escala intermediária.</p><p>Subdividem-se em:</p><p> Cartas de Grandes Trechos - com escala entre 1:3.000.000</p><p>a 1:1.500.000, se destinam à navegação fora do alcance de</p><p>faróis e pontos de terra.</p><p> Cartas de Médios Trechos - com escala entre 1:1.500.000</p><p>e 1:500.000, também se destinam à navegação fora do</p><p>alcance de faróis e pontos de terra.</p><p> Cartas de Pequenos Trechos - com escala entre 1:500.000</p><p>e 1:150.000, se destinam à navegação costeira e</p><p>cabotagem.</p><p>Cartas Particulares - com escala maior que 1:150.000,</p><p>destinam-se à navegação em águas costeiras restritas. Abrangem</p><p>extensões relativamente pequenas e apresentam-se em grande</p><p>escala, ricas em informações, permitindo mostrar maiores</p><p>detalhes sobre um local. Subdividem-se em:</p><p> Cartas de Aproximação - com escala entre 1:150.000 e</p><p>1:50.000, destinadas à aterragem de portos ou passagens</p><p>por áreas críticas de perigos à navegação afastados da</p><p>costa.</p><p> Cartas de Porto - com escala maior que 1:50.000,</p><p>destinam-se a representação detalhada de portos, baías,</p><p>enseadas e fundeadouros.</p><p>Planos - com escalas igual ou maior que 1:25.000, servem</p><p>para dar mais detalhes de certos trechos, tais como, entrada de</p><p>portos, baías, atracadouros, canais e trechos de rios, onde a</p><p>navegação exige mais detalhe e precisão.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [CARTAS NÁUTICAS]</p><p>Mestre-Amador 16</p><p>Orientações das Cartas</p><p>Leitura da Escala na Carta:</p><p>- Na Carta, a escala de latitude cresce</p><p>de cima para baixo e a escala de</p><p>longitudes cresce da direita para a</p><p>esquerda.</p><p>Uma carta colocada na posição de leitura terá o Norte (N) em</p><p>sua parte superior e o Sul (S) na parte inferior da carta. O Leste</p><p>(E) está à direita e o Oeste (W) à esquerda da carta. Assim, para</p><p>uma leitura correta, devemos nos posicionar ao sul da carta, com</p><p>o norte voltado para cima.</p><p>Nas cartas náuticas a escala de latitude está localizada nas</p><p>laterais da carta (W-E), e a escala de longitude nas partes</p><p>superior e inferior da carta (N-S). Desse modo, na determinação</p><p>de um ponto, na escala vertical, localizada nas laterais, de uma</p><p>carta, lê-se a latitude, e na escala horizontal, superior e inferior,</p><p>lê-se a longitude.</p><p>Baixe a Carta Especial para Instrução 13006, para visualizar a</p><p>imagem em cores e ter uma melhor compreensão.</p><p>http://www.portaldoamador.com.br/downloads/carta13006.pdf</p><p>Informações Contidas</p><p>nas Cartas</p><p>Marés de sizígia</p><p>- Marés de grande amplitude, que se</p><p>segue ao dia de lua cheia ou de lua</p><p>nova; água-viva, maré de lua.</p><p>Carmim</p><p>- Vermelho muito vivo, ligeiramente</p><p>arroxeado, muito utilizado para</p><p>correção de pequenos textos.</p><p>As cartas náuticas trazem importantes informações de</p><p>orientações ao navegante, as principais são:</p><p> Título da Carta - indica o país e o trecho de abrangência da</p><p>carta. Por exemplo, na figura ao lado (título da carta</p><p>náutica), a área geográfica geral é o BRASIL e o trecho da</p><p>costa representado situa-se na COSTA LESTE do Cabo</p><p>Búzios ao Cabo Frio.</p><p> Número da Carta - situado no canto superior esquerdo e</p><p>no canto inferior direito da carta, representa o número de</p><p>ordem da carta no Catálogo de Cartas.</p><p> Sondagens - profundidades e altitudes registradas nas</p><p>cartas são indicadas por diversos números espalhados pela</p><p>carta. São profundidades em metros, levantadas, com</p><p>grande aproximação, no local na média das mais baixas</p><p>marés de sizígia, ou seja, nas condições mínimas de água</p><p>no local sondado e podem, também, serem representadas</p><p>por linhas de mesma profundidade, denominadas de linhas</p><p>isobáticas. As altitudes tem como referência o nível médio</p><p>do mar.</p><p> Notas sobre precauções - apresentam-se, geralmente, em</p><p>letras grafadas em vermelho para chamar a atenção do</p><p>usuário. Devem ser lidas com atenção pelo navegante.</p><p> Observações sobre continuação da Carta - se existente, é</p><p>escrito a carmim junto às laterais e margens. Indicam que</p><p>a carta continua. Ex.: Carta 1500: adjacente carta 1600.</p><p> Outras cartas de maior precisão existentes no trecho - os</p><p>limites de tais cartas são escritos a carmim, em forma de</p><p>retângulos, incluindo os números no canto inferior direito.</p><p> Rosa dos Ventos - disposta em um ou mais lugares da</p><p>carta, tem o “zero” voltado para o Norte Verdadeiro (Nv)</p><p>da Terra. Traz em seu interior, o valor da Declinação</p><p>Magnética (Dmg) do trecho, que facilita o traçado de</p><p>rumos e marcações. A rosa também traz informações do</p><p>ano de seu levantamento e a variação anual.</p><p> Meridianos e Paralelos - as cartas apresentam meridianos</p><p>(linhas verticais) e paralelos (linhas horizontais).</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [CARTAS NÁUTICAS]</p><p>Mestre-Amador 17</p><p>Carta 12000</p><p>- Em forma de livreto, é uma</p><p>publicação padronizada</p><p>internacionalmente, que traz todos os</p><p>símbolos, abreviaturas e termos</p><p>utilizados nas cartas náuticas.</p><p>Datum</p><p>- Relação entre a distância medida</p><p>entre dois pontos, na carta náutica, e a</p><p>verdadeira distância entre esses</p><p>pontos, na superfície da Terra.</p><p>WGS-84</p><p>- O World Geodetic System 1984, é a</p><p>quarta versão do sistema de referência</p><p>geodésico global estabelecido pelo</p><p>Departamento de Defesa Americano</p><p>(DoD) desde 1960</p><p>com o objetivo de</p><p>fornecer posicionamento e navegação</p><p>em qualquer parte do mundo.</p><p> Escala de Latitudes - apresentadas nas laterais direita e</p><p>esquerda das cartas, como já visto, as escalas de latitude</p><p>crescem de cima para baixo.</p><p> Escala de Longitudes - apresentadas na parte superior e</p><p>inferior das cartas, como já visto, a escala de longitude</p><p>cresce da direita para a esquerda.</p><p> Auxílios à Navegação - faróis, radiofaróis, faroletes, boias,</p><p>balizas, luzes e pontos notáveis do relevo da costa, com</p><p>suas características, são representados nas cartas por</p><p>símbolos e abreviaturas e registrados na Carta 12000.</p><p> Datum - apresentados na legenda das cartas, refere-se ao</p><p>modelo de representação matemática da superfície</p><p>terrestre ao nível do mar utilizado pelos cartógrafos numa</p><p>carta náutica. As cartas Mercatorianas utilizam o datum</p><p>WGS-84.</p><p>Com menos detalhes, a carta náutica também traz</p><p>representada na parte terrestre, o contorno da linha da costa,</p><p>ilhas, curvas de nível, pontos notáveis à navegação, instalações</p><p>portuárias e outras informações de interesse da navegação. É</p><p>importante saber que em uma carta náutica só serão</p><p>representados os detalhes da parte terrestre que sejam de</p><p>interesse da navegação aquaviária.</p><p>As Cores na Carta</p><p>Trecho de uma carta náutica</p><p>As cartas são confeccionadas de acordo com os preceitos e</p><p>normas da Organização Hidrográfica Internacional (OHI), da</p><p>Organização Marítima Internacional (IMO) e da Associação</p><p>Internacional de Sinalização Marítima (AISM), tendo as mesmas</p><p>cores em qualquer parte do mundo.</p><p>A cor creme representa a parte terrestre; a cor azul royal</p><p>(mais forte) indica águas com menor profundidade (sempre</p><p>inferior a 10 metros); a cor azul claro indica águas com</p><p>profundidade entre 10 e 20 metros; a parte branca indica</p><p>profundidades locais superiores a 20 metros. Os diversos</p><p>números espalhados, na parte branca, significam às</p><p>profundidades em metros no local, medidos na mais baixa maré</p><p>de sizígia.</p><p>Atualização das Cartas</p><p>Atenção!</p><p>- Todas as alterações que afetam a</p><p>segurança da navegação e que podem</p><p>ser introduzidas na carta à mão ou por</p><p>colagem de trecho, são divulgadas por</p><p>Avisos aos Navegantes.</p><p>As Cartas, e as demais publicações de auxílio à navegação</p><p>devem ser mantidas atualizadas. A data de atualização constitui</p><p>um importante elemento de análise e avaliação de confiança da</p><p>carta. Assim, antes de usá-la o navegante deve verificar se não há</p><p>nenhum Aviso Permanente que a tenha alterado, após o último</p><p>Aviso nela registrado, e deve anotar todos os Avisos-Rádios,</p><p>Avisos Temporários e Avisos Preliminares que a afetam e</p><p>continuam em vigor, de acordo com o último Folheto Quinzenal</p><p>dos Avisos aos Navegantes. Este assunto será estudado na</p><p>próxima Unidade.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [CARTAS NÁUTICAS]</p><p>Mestre-Amador 18</p><p>Observe a figura abaixo, ela ilustra algumas das informações contidas nas cartas</p><p>Confiança e Precisão da</p><p>Carta</p><p>O valor de uma carta náutica depende, principalmente,</p><p>da precisão do levantamento em que é baseada, sendo esse</p><p>fato tanto mais sensível quanto maior a escala da carta. A</p><p>data do levantamento, que é sempre encontrada no título</p><p>da carta, é um bom guia para estimar essa precisão.</p><p>Nas cartas atuais, os Diagramas de Levantamentos ou</p><p>Diagramas de Confiabilidade também fornecem importantes</p><p>informações sobre a precisão e confiança da carta. Em certas</p><p>zonas, onde a qualidade predominante do fundo é areia ou</p><p>lama, podem, com o passar dos anos, ocorrer sensíveis</p><p>alterações. É mesmo possível afirmar que, exceto nos portos</p><p>muito frequentados e em suas proximidades, em nenhum</p><p>levantamento até agora executado o exame do fundo foi</p><p>muito minucioso para poder ficar certo de que todos os</p><p>perigos foram encontrados e delimitados. Outra maneira de</p><p>se avaliar a qualidade de uma carta é o exame da</p><p>quantidade e da distribuição das sondagens nela mostradas.</p><p>Quando as sondagens são esparsas e irregularmente</p><p>distribuídas, pode-se considerar que o levantamento não foi</p><p>feito com grande detalhe.</p><p>Deve-se ter sempre em mente que o principal método</p><p>para conhecer o relevo do fundo do mar é o laborioso</p><p>processo de sondagem, no qual uma embarcação que sonda</p><p>uma determinada área conserva-se sobre determinadas</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [CARTAS NÁUTICAS]</p><p>Mestre-Amador 19</p><p>Prumo de Mão</p><p>- Sendo o mais antigo método usado para</p><p>determinar profundidades, consiste em um</p><p>peso de chumbo de forma troncônica,</p><p>denominado chumbada, tendo na parte</p><p>superior uma alça, ou um orifício, e na base</p><p>um cavado, onde se coloca sabão ou sebo,</p><p>com a finalidade de trazer uma amostra da</p><p>qualidade do fundo, indicando a tensa. Para</p><p>medição da profundidade com o prumo de</p><p>mão, a velocidade precisa ser reduzida até o</p><p>valor de três (3) nós.</p><p>Ecobatímetro</p><p>- Também usado para medir profundidades,</p><p>o ecobatímetro apresenta vantagem sobre o</p><p>prumo de mão, pois permite sondagem</p><p>contínua com qualquer velocidade do navio,</p><p>em profundidades não alcançadas por eles,</p><p>e quase independentemente das condições</p><p>de tempo.</p><p>Alto fundo</p><p>- Parte do fundo do mar que está acima do</p><p>nível geral em relação a outras áreas. Por</p><p>exemplo, quando as sondagens indicam</p><p>pouca água e o resto da carta mostra a</p><p>existência de pedras e altos-fundos, os</p><p>espaços em branco entre as profundidades</p><p>devem ser considerados como suspeitos</p><p>para uma navegação segura.</p><p>linhas e, cada vez que lança o prumo de mão ou faz uma</p><p>sondagem sonora, com ecobatímetro, obtém a</p><p>profundidade sobre uma área diminuta, que representa o</p><p>relevo submarino de uma faixa de pouca largura. Por</p><p>conseguinte, as linhas de sondagem devem sempre ser</p><p>consideradas como representando o relevo submarino</p><p>apenas nas suas proximidades imediatas.</p><p>Por vezes, não havendo indícios da existência de um</p><p>alto- fundo, sua localização pode escapar quando se sondam</p><p>duas linhas que o ladeiam, sendo essa possibilidade tanto</p><p>maior quanto menor a escala da carta. As cartas costeiras,</p><p>por conseguinte, não podem ser consideradas como</p><p>infalíveis, não se devendo, em uma costa rochosa, navegar</p><p>por dentro da linha de 20 metros de profundidade, sem se</p><p>tomar toda precaução para evitar um possível perigo.</p><p>Mesmo em carta de grande escala, os navios devem evitar</p><p>passar sobre fundos irregulares representados nas cartas,</p><p>porque algumas pedras isoladas são tão escarpadas, que, na</p><p>sondagem, pode não ter sido encontrada a sua parte mais</p><p>rasa. Espaços em branco entre as profundidades podem</p><p>significar que nesses trechos não se fizeram sondagens.</p><p>Quando há bastante fundo em torno de tais trechos, podem</p><p>eles ser considerados como de profundidade grande e</p><p>uniforme. Porém, quando as sondagens indicam pouca água</p><p>e o resto da carta mostra a existência de pedras e altos-</p><p>fundos, esses espaços em branco devem ser considerados</p><p>como suspeitos.</p><p>Materiais Básicos Utilizados</p><p>no Manuseio das Cartas</p><p>Náuticas</p><p>Cintel</p><p>- Chama-se “cintel” ao instrumento que</p><p>permite o traçado de arcos de distância</p><p>maiores que a abertura máxima de um</p><p>compasso comum.</p><p>São utilizados, basicamente, os seguintes materiais para</p><p>trabalhar na carta convencional (em papel): Régua de</p><p>Paralelas, Compasso, Lápis Grafite e Borracha.</p><p>A régua de paralelas para navegação tem como função o</p><p>traçado de linhas que determinam os valores de Rumos e</p><p>Marcações. Fabricadas em acrílico e com escalas em graus, a</p><p>régua de paralelas compõe-se de duas réguas presas por</p><p>duas pequenas barras e um sistema de roldanas, que</p><p>promovem seu deslizamento paralelo sobre uma carta</p><p>náutica. Existem réguas de paralelas que possuem uma</p><p>graduação que facilita seu uso, dispensando seu</p><p>deslocamento até a rosa de rumos (rosa dos ventos). A</p><p>referência para esta régua será qualquer meridiano.</p><p>Para medir distâncias</p><p>de um ponto a outro, referente a</p><p>uma área marítima, usamos o compasso e obtemos a</p><p>medida em milhas náuticas. Os compassos de navegação</p><p>podem ser de ponta seca, para serem abertos e fechados</p><p>com uma só mão, ao mesmo tempo em que se trabalha na</p><p>carta, ou do tipo usado em desenho técnico, com ponta de</p><p>grafite ou com porta lápis. Para o caso de arcos de grandes</p><p>raios, usamos o cintel (extensão que se adapta ao compasso</p><p>a fim de traçar grandes círculos).</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [CARTAS NÁUTICAS]</p><p>Mestre-Amador 20</p><p>Para assinalar o traçado na carta náutica, é importante</p><p>ter a mão um lápis macio e uma borracha de boa qualidade.</p><p>Recomenda-se que qualquer traço na carta, seja feito</p><p>com lápis, pois, além de evitar rasuras, o navegante poderá</p><p>apagar o traçado anterior aproveitando a carta por várias</p><p>vezes.</p><p>A Utilização das Cartas</p><p>Náuticas</p><p>Reta de posição</p><p>- Para o transporte de uma reta de posição,</p><p>são necessários a distância, o rumo, a</p><p>direção e a hora.</p><p>Na Internet</p><p>- Consulte o vídeo publicado na internet</p><p>para visualizar os materiais básicos de</p><p>manuseio de uma carta náutica e ter uma</p><p>melhor compreensão.</p><p>http://www.youtube.com/watch?v=bSPfeOE</p><p>ZLOI</p><p>Como já visto, as cartas náuticas trazem uma ou mais</p><p>Rosa dos Ventos (ou rosa de rumos), que informa os graus</p><p>de cada rumo, de 000° a 360°, no sentido horário.</p><p>A medida de qualquer direção na carta é feita, aplicando</p><p>a régua de paralelas à direção traçada, cujo valor angular se</p><p>queira saber, fazendo com que a régua de paralelas seja</p><p>deslocada paralelamente, desde a direção traçada até</p><p>atingir o centro da rosa dos ventos existente na carta.</p><p>Uso da régua de paralelas:</p><p>Tendo em mãos a carta náutica do trecho que se deseja</p><p>navegar, traça-se uma linha reta entre o ponto de partida e</p><p>ponto de chegada da viagem. Coloca-se uma régua de</p><p>paralelas sobre esta linha reta e leva-se a régua, de forma</p><p>paralela, até o centro da rosa dos ventos impressa na carta</p><p>onde é feita a leitura do rumo obtido. Este rumo lido é o</p><p>rumo verdadeiro (Rv). No caso do litoral brasileiro,</p><p>acrescenta-se (soma-se) a declinação magnética da área,</p><p>onde teremos, então, o rumo magnético a ser seguido na</p><p>agulha.</p><p>A régua, ao atingir a rosa, estará cortando-a, em dois</p><p>pontos: um será o valor angular da direção do movimento</p><p>da embarcação, ou seja, a direção verdadeira do movimento</p><p>pretendido pela embarcação, e o outro o valor angular da</p><p>recíproca, ou seja, a direção oposta a este movimento. Uma</p><p>direção e sua recíproca sempre terão a diferença de 180°.</p><p>Carta Náutica Digital</p><p>ECDSIS</p><p>- Exibe informações por meio de cartas</p><p>eletrônicas e integra informações do GPS e</p><p>outros sensores de navegação como radar,</p><p>ecobatímetro e AIS. Pode exibir informações</p><p>de derrotas previamente selecionadas.</p><p>Na Internet</p><p>- As cartas ENC, podem ser obtidas em inglês</p><p>nos Centros Regionais Autorizados de</p><p>Distribuição de Cartas ENC, em:</p><p>http://www.ic-enc.org/ ou em</p><p>http://www.primar.org/</p><p>- As cartas Raster podem ser obtidas</p><p>gratuitamente na internet em:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-</p><p>cartas-raster/raster_disponiveis.html.</p><p>Acesso em: 01/11/2015</p><p>No que se refere às cartas digitais destinadas a</p><p>navegação, há quatro conceitos importantes.</p><p> ECDSIS - (Electronic Chart Display and Information</p><p>System) – Sistema Eletrônico de Apresentação de</p><p>Cartas e Informações de navegação por computador</p><p>que obedece aos regulamentos da Organização</p><p>Marítima Internacional e pode ser utilizado em vez</p><p>das cartas náuticas tradicionais (impressa);</p><p>A principal função do ECDSIS é contribuir para a navegação</p><p>segura sem, no entanto, descartar o uso das cartas náuticas</p><p>convencionais.</p><p> ECS - Sistema de Cartas Eletrônicas que pode ser</p><p>utilizado como auxílio à navegação, mas não substitui</p><p>legalmente a carta náutica impressa;</p><p> Carta Náutica Eletrônica (ENC) - é a base de dados</p><p>padronizada com relação a conteúdo, estrutura e</p><p>formato, emitida para uso com o ECDIS sob a</p><p>autoridade de Serviços Hidrográficos autorizados pelo</p><p>Governo; e</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [CARTAS NÁUTICAS]</p><p>Mestre-Amador 21</p><p>- Para saber mais sobre as cartas RASTER e</p><p>ENC, acesse o endereço:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-</p><p>cartas-nauticas/cartas.html</p><p>Acesso em: 01/11/2015</p><p> Carta náutica RASTER (RNC) - é uma cópia digital</p><p>(formato bitmap) da carta náutica convencional de</p><p>papel. A carta náutica digital ENC contém todas as</p><p>informações úteis da carta náutica para a navegação</p><p>segura e pode conter informações suplementares</p><p>além daquelas contidas na carta em papel, que</p><p>possam ser consideradas necessárias para a</p><p>navegação segura.</p><p>Glossário</p><p>Azimute</p><p>- Quando realizamos marcações de objetos</p><p>na superfície terrestre (morros, faróis,</p><p>navios, edifícios etc.), chamamo-las de</p><p>Marcações, porém, quando as marcações</p><p>são feitas para astros (Sol, Lua, Estrelas,</p><p>Planetas etc.), denominamos Azimute.</p><p>Obtenção de cartas convencionais</p><p>- As cartas de papel podem ser obtidas nos</p><p>Postos e Agentes de Vendas credenciados</p><p>pela DHN. A lista completa está disponível</p><p>na Internet em:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/publica_</p><p>postosdevendas.htm</p><p>Acesso em: 01/11/2015</p><p>Glossário de Termos empregados e não especificamente</p><p>definidos no corpo desta unidade:</p><p> Azimute - é uma direção definida em graus, variando de</p><p>000° a 360°. Existem outros sistemas de medida de</p><p>azimutes, tais como o milésimo e o grado, mas o mais</p><p>usado pelos navegadores é o Grau. A direção de 000°</p><p>graus corresponde ao Norte, e aumenta no sentido dos</p><p>ponteiros do relógio.</p><p> Nível de Redução (NR) - pode ser definido como um</p><p>nível tão baixo que a maré, em condições normais, não</p><p>fique abaixo dele.</p><p> Pontos Notáveis - qualquer ponto que possa servir como</p><p>referência para a navegação visual ou radar no trecho</p><p>que se deseja navegar (morros, faróis, navios, edifícios</p><p>etc.).</p><p> Plotagem - locar numa carta náutica a posição de uma</p><p>embarcação, aeronave, alvo etc. Para plotar um ponto,</p><p>na carta náutica, é necessário ter as coordenadas.</p><p> Reticulado – também chamado de graduado, é a</p><p>denominação dada ao conjunto dos meridianos e</p><p>paralelos, em uma Carta de Mercator.</p><p> Linha Isobática ou isobatimétrica - é a linha que, na</p><p>carta náutica, liga pontos de mesma profundidade.</p><p> Linhas agônicas - é a linha que une dois pontos onde a</p><p>declinação magnética é nula (zero).</p><p> Linhas isogônicas - linhas que unem pontos de mesma</p><p>declinação. Nas cartas onde as informações magnéticas</p><p>não se apresentarem dentro da rosa dos ventos, estarão</p><p>representadas por linhas que unem pontos de mesma</p><p>declinação, ou seja, por linhas isogônicas.</p><p> Série Traub - Pela série de TRAUB em uma carta náutica,</p><p>verifica-se a existência de corrente. É constituída pela</p><p>série de marcações polares 14⁰, 16⁰, 22⁰, 27⁰, 34⁰, 45⁰,</p><p>63⁰ e 90⁰ a um mesmo objeto, que apresentam as</p><p>seguintes propriedades: As distâncias navegadas entre</p><p>duas marcações consecutivas são iguais. A distância do</p><p>objeto quando estiver pelo través é o dobro da distância</p><p>navegada entre duas marcações consecutivas.</p><p> Singradura - é a derrota efetuada por uma embarcação,</p><p>em determinado tempo.</p><p>Exemplar [008655] pertencente à:</p><p>Jorge Felix Vilela Ferreira</p><p>www.portaldoamador.com.br [CARTAS NÁUTICAS]</p><p>Mestre-Amador 22</p><p>Saiba mais</p><p>Você pode saber mais sobre “carta náutica” consultando os seguintes endereços eletrônicos:</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/download/cap2a.pdf</p><p>(Projeções Cartográficas; A Carta Náutica)</p><p>http://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/download/cap2b.pdf</p><p>(Projeções Cartográficas; A Carta Náutica)</p><p>http://www.youtube.com/watch?v=bSPfeOEZLOI</p><p>(Vídeo - Como utilizar a carta náutica, traçar rumos, calcular distâncias e tempo de navegação)</p><p>http://www.youtube.com/watch?v=JLbttcQbe2w</p><p>(Vídeo - Aprendendo a trabalhar</p>

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