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<p>Psicologia da Educação Cognitivista</p><p>Prof.ª Eloiza da Silva Gomes de Oliveira</p><p>Descrição</p><p>Os fundamentos da Psicologia da Educação na formação de professores centrados no domínio relativo à</p><p>educação cognitivista e conectivista.</p><p>Propósito</p><p>Compreender a importância da Psicologia da Educação Cognitivista para a formação docente, indicando</p><p>seus principais representantes e a aplicabilidade dos respectivos conceitos à prática pedagógica.</p><p>Objetivos</p><p>Módulo 1</p><p>Ideias de Piaget na Psicologia</p><p>Reconhecer a importância das ideias de Piaget na Psicologia da Educação Cognitivista.</p><p>Módulo 2</p><p>Principais teorias de Vygotsky</p><p>Definir a teoria de Vygotsky como importante movimento no cognitivismo.</p><p>Módulo 3</p><p>Conectivismo na sociedade</p><p>Identificar o conectivismo como uma teoria compatível com a sociedade do conhecimento e a era digital.</p><p>Introdução</p><p>Vamos começar falando um pouco da Psicologia da Educação, da sua importância e de como é</p><p>fundamental para os educadores estudá-la. Ela é um ramo da Psicologia que, associada à Pedagogia, tem</p><p>como foco o ensino e a aprendizagem, suas características, as condições ótimas para que aconteçam e</p><p>também as dificuldades e os entraves que possam ser enfrentados pelos alunos e professores. Em resumo,</p><p>os fatores psicológicos envolvidos na educaç��o.</p><p>O domínio dos seus conteúdos facilita muito o trabalho do professor, o enfrentamento das situações da</p><p>prática docente e a seleção das estratégias didáticas que ele vai utilizar.</p><p>Nesse processo, a Psicologia da Educação atua dando ao professor os conhecimentos necessários para a</p><p>compreensão do ato educativo e o diagnóstico das condições em que ocorre e permite que ele pratique a</p><p>intervenção necessária para corrigir os desvios e aprimorar o ensino e a aprendizagem.</p><p></p><p>1 - Ideias de Piaget na Psicologia</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer a importância das ideias de Piaget na</p><p>Psicologia da Educação Cognitivista.</p><p>Fundamentos da Psicologia da Educação</p><p>A Psicologia da Educação trata dos fundamentos psicológicos, dos processos e das consequências</p><p>psíquicas que estão presentes em uma situação educativa.</p><p>Uma variedade de movimentos teóricos entra no universo da formação docente e podemos dizer que,</p><p>embora a Psicologia da Educação não garanta ao professor o sucesso de todas as aulas, oferece a ele uma</p><p>base de conhecimentos muito valiosa para sua prática.</p><p>A Psicologia da Educação compreende, pois, a utilização de conclusões obtidas em diversas áreas das</p><p>ciências psicológicas sobre assuntos que interessam especi�camente à Educação e à investigação de</p><p>problemas relacionados às pessoas sob ação educativa.</p><p>(GOULART, 2009, p. 14)</p><p>Se os ramos da Psicologia que lidam com a Educação se multiplicam, podemos afirmar que a introdução de</p><p>aspectos do cognitivismo e do conectivismo tornam-se marcantes nas transformações da Educação no</p><p>século XX.</p><p>Passando por estudos e experimentos propagados no mundo inteiro, o olhar sobre como se aprende, como</p><p>é possível melhorar esse processo, marca definitivamente a história das escolas e da Educação. Iniciamos</p><p>os caminhos da abordagem da escola teórica que se volta para esse estudo: a Psicologia da Educação</p><p>Cognitivista.</p><p>Psicologia da Educação Cognitivista: de que estamos</p><p>falando?</p><p>No âmbito da Psicologia da Educação, três grandes escolas teóricas têm importância. Confira a seguir quais</p><p>são elas:</p><p>Humanismo</p><p>Comportamentalismo (ou behaviorismo)</p><p>O cognitivismo surgiu na década de 1950, mas teve seu impacto no cenário da ciência aumentado na</p><p>década de 1990, opondo-se ao comportamentalismo e aos estudos do comportamento observável e as</p><p>formas de modificá-lo.</p><p>Ao contrário do comportamentalismo, o cognitivismo estuda o pensamento, a percepção, a memória, deseja</p><p>analisar as formas como o sujeito percebe o mundo e os modos pelos quais desenvolve as funções</p><p>cognitivas.</p><p>Veja alguns exemplos de funções cognitivas a seguir:</p><p>Raciocinar</p><p>Falar</p><p>Cognitivismo</p><p>Memorizar</p><p>Resolver problemas</p><p>Moreira (1999, p. 3) afirma que “a Psicologia Cognitiva preocupa-se com o processo de compreensão,</p><p>transformação, armazenamento e utilização das informações, envolvida no plano da cognição”. Sternberg</p><p>(2010, p. 22), conhecido autor cognitivista, faz coro às palavras de Moreira, afirmando que a Psicologia</p><p>Cognitiva trata do modo como as pessoas percebem, aprendem, recordam e pensam sobre a informação.</p><p>Com esse campo de estudo, é fácil compreender a aproximação natural com a Educação e os processos de</p><p>ensino e aprendizagem, constituindo o que chamamos de Psicologia da Educação Cognitivista.</p><p>Compartilhando aprendizagens: Um psicólogo e �lósofo</p><p>chamado Jean Piaget</p><p>Biogra�a</p><p>Começaremos com um resumo da biografia de Piaget, talvez o teórico da Psicologia da Educação</p><p>Cognitivista mais conhecido.</p><p>Jean Piaget no campus da Universidade de Michigan.</p><p>Jean Piaget (1896-1980) é um dos grandes nomes da Psicologia, em especial pelos avanços promovidos na</p><p>compreensão do funcionamento da inteligência da criança. Alguns professores sinalizam que a razão sai do</p><p>campo da Filosofia e passa para o campo da Psicologia e, a reboque, para o campo da Educação.</p><p>ean Piaget</p><p>Nascido na Suíça e marcado pelas relações familiares preponderantemente calvinistas, tinha no pai, professor</p><p>universitário de Literatura medieval, o impulso para seu desenvolvimento acadêmico. Uma curiosidade é que</p><p>Piaget foi considerado, em sua época, um prodígio, com a impressionante marca de ter publicado um texto</p><p>sobre sua observação do pardal albino, aos 11 anos de idade.</p><p>Formou-se em Biologia e Filosofia, tendo se doutorado com apenas 22 anos. Já na França, passou ao modismo</p><p>dos estudos de testes sobre as crianças na busca típica pelo padrão dos moldes do início do século XX.</p><p>Na França, enquanto participava de estudos de testes sobre as crianças, começou a perceber, pela primeira</p><p>vez, “padrões de desenvolvimento” – crianças da mesma idade cometiam erros semelhantes.</p><p>Atualmente pode parecer corriqueiro, mas Piaget passou muito tempo tentando entender como funcionam</p><p>as estruturas do raciocínio, em especial das crianças, e como o desenvolvimento de seu aprendizado</p><p>poderia ser melhorado.</p><p>A pergunta que o movia era: Será que podemos fasear as formas do</p><p>desenvolvimento infantil?</p><p>Isso vinha sendo tentado “cientificamente” em muitos centros. Mas Piaget tinha um grande problema de</p><p>pesquisa em suas mãos. Foi então que, em 1919, mergulhou na “fronteira final”, ao menos naquele</p><p>momento, da anatomia humana: dedicou-se a entender as bases da mente humana; foi um marco em sua</p><p>vida. Piaget iniciou seus estudos experimentais e começou a pesquisar o desenvolvimento das habilidades</p><p>cognitivas. Seu conhecimento de Biologia levou-o a enxergar o desenvolvimento cognitivo de uma criança</p><p>como uma evolução gradativa.</p><p>Comentário</p><p>Você pode imaginar que tipo de testes eram feitos e se podiam ou não colocar as crianças em risco; boa</p><p>parte das teorias de Piaget foram baseadas em estudos e observações sobre seus filhos, que ele realizou</p><p>ao lado de sua esposa.</p><p>Piaget lecionou nas principais universidades do mundo, como a Sorbonne, em Paris; fundou um centro</p><p>internacional de Epistemologia genética; e, ao longo de sua vida, publicou muito deixando uma enorme</p><p>contribuição para diversos campos do saber como a Psicologia e Pedagogia.</p><p>Principais estudos de Piaget</p><p>Para Piaget (1998, p.17), é necessário “(...) levar a criança a reinventar aquilo de que é capaz, ao invés de se</p><p>limitar a ouvir e repetir (...)”. Com isso, ao longo dos dos anos, três dos seus estudos se destacaram:</p><p>estágios do desenvolvimento cognitivo do ser humano, desenvolvimento da linguagem e desenvolvimento</p><p>moral. Confira a seguir um pouco mais sobre cada um deles:</p><p>Estágios do desenvolvimento cognitivo do ser humano</p><p>Neste estudo, Piaget fala de quatro estágios, em que cada um engloba o anterior e o amplia. Veja a seguir:</p><p>Sensório-motor</p><p>Conhecimento do mundo por meio dos órgãos, dos sentidos e dos movimentos. No fim desse estágio</p><p>surgem as primeiras operações</p><p>mentais.</p><p>0 a 24 meses.</p><p>Pré-operatório</p><p>A criança já utiliza símbolos, imagens, números e palavras para representar o mundo. O pensamento é</p><p>imediato e egocêntrico, autocentrado.</p><p>2 a 6 anos.</p><p>Operatório concreto</p><p>A criança já possui operações lógicas e as utiliza para conhecer a realidade e explicar os fenômenos. Essas</p><p>operações precisam de objetos concretos para serem realizadas.</p><p>7 a 11 anos.</p><p>Operatório formal</p><p>A partir desse momento, os indivíduos realizam abstrações, formulam hipóteses, planejam, deduzem e</p><p>imaginam soluções para os problemas.</p><p>Adolescência em diante.</p><p>Podemos resumir um ciclo de desenvolvimento cognitivo da seguinte forma:</p><p>1. Percepção e ação para conhecer o mundo;</p><p>2. Representação do mundo por meio de símbolos;</p><p>3. Operações concretas e formais para solucionar problemas.</p><p>As teorias de Piaget</p><p>Neste vídeo, vamos entender melhor sobre as teorias de Piaget!</p><p>Provas Piagetianas</p><p></p><p>Segundo Piaget, é possível avaliar o desenvolvimento cognitivo da criança e conseguir identificar as fases</p><p>em que ela se encontra nesse desenvolvimento cognitivo. Para isso, ele não utilizou os testes de inteligência</p><p>existentes, mas criou testes para essas pesquisas: as chamadas provas piagetianas de classificação,</p><p>seriação, espaço, entre outras.</p><p>Para isso, usou materiais variados: papel, massa de modelar, blocos e palitos de madeira, líquido colorido, e</p><p>propôs desafios e questões às crianças avaliadas.</p><p>Desenvolvimento da linguagem</p><p>Neste segundo estudo, Piaget considera que a linguagem é produto do desenvolvimento cognitivo do</p><p>homem, já que é antecedida pela inteligência sensório-motora.</p><p>Da mesma maneira que o desenvolvimento das operações mentais, o desenvolvimento da linguagem passa</p><p>por etapas. Observe a seguir a linha de tempo do desenvolvimento da linguagem de uma criança:</p><p>Linguagem pré-verbal</p><p>2 a 10 meses.</p><p>Linguagem egocêntrica</p><p>10 meses a 6 anos.</p><p>Linguagem socializada</p><p>A partir dos 6 anos.</p><p>Desenvolvimento moral</p><p>É o terceiro estudo importante de Piaget. Você já percebeu que, para o cientista, tudo acontece de acordo</p><p>com o desenvolvimento das operações mentais?</p><p>O mesmo ocorre com a moralidade, a relação da criança com as normas e regras. É a partir da interação</p><p>com pessoas e ambientes que a criança constrói seus valores, princípios e suas normas morais.</p><p>Esse desenvolvimento é dividido em três estágios que veremos a seguir:</p><p>Anomia</p><p>Característica da criança pequena; ausência da noção de regras; a moral ainda está fora do</p><p>universo infantil.</p><p>Para finalizar, confira a seguir duas citações importantes de Piaget que complementam o que vimos até</p><p>agora:</p><p>A�rmar o direito da pessoa humana à Educação é pois assumir uma responsabilidade muito mais</p><p>pesada que a de assegurar a cada um a possibilidade da leitura da escrita e do cálculo: signi�ca, a</p><p>rigor, garantir para toda a criança o pleno desenvolvimento de suas funções mentais e a aquisição dos</p><p>conhecimentos, bem como dos valores morais que correspondam ao exercício destas funções, até a</p><p>adaptação à vida social atual.</p><p>(PIAGET, 1998, p. 34)</p><p>Para a criança, trata-se não somente de aplicar as operações aos objetos, ou melhor, de executar, em</p><p>pensamento, ações possíveis sobre esses objetos, mas de re�etir estas operações independente dos</p><p>objetos e de substituí-las por simples proposições [...] o pensamento concreto é a representação de</p><p>uma ação possível, e o formal é a representação de uma representação de ações possíveis.</p><p>(PIAGET, 2011, pp. 56-57)</p><p>Heteronomia moral</p><p>Consciência que a criança toma do que pode ou não fazer, mas por meio de regras que vêm</p><p>do mundo externo, de início compreendidas e aplicadas de forma egocêntrica.</p><p>Autonomia moral</p><p>Consciência da existência de regras e de que suas aplicações, assim como os julgamentos</p><p>morais, devem estar fundamentadas em cooperação e respeito mútuos.</p><p>Assimilação e acomodação</p><p>Para Piaget, a criança se desenvolve cognitivamente por meio de sucessivas equilibrações diante dos</p><p>desafios, problemas, das questões que incitam a curiosidade (ou desequilíbrios) que a realidade lhe</p><p>apresenta.</p><p>Essas equilibrações ocorrem por meio de dois processos que podemos ver a seguir:</p><p>Assimilação</p><p>Tendência dos esquemas mentais que já possui para assimilar coisas novas que a realidade</p><p>apresenta.</p><p>Acomodação</p><p>Tendência contrária, dos esquemas mentais se modificarem para atender aos novos conteúdos e</p><p>experiências.</p><p>Imagine que uma criança esteja aprendendo a reconhecer animais. Até o momento, o único animal que ela</p><p>conhece tem representado mentalmente é o cachorro. Assim, podemos dizer que a criança possui, em sua</p><p>estrutura cognitiva, um esquema mental para o cachorro.</p><p>Quando apresentamos a esta criança outro animal, como um cavalo, com caracteristicas semelhantes</p><p>(corpo coberto por pelo, quatro patas, rabo, etc.), ela chamará o cavalo de cachorro, tentando fazer uma</p><p>assimilação do novo conceito aos esquemas mentas que possui. Quando corrigida por um adulto,</p><p>afirmando que se trata de um cavalo e mão de um cachorro, a criança acomodará aquele estímulo a uma</p><p>nova estrutura cognitiva, criando um novo esquema mental. Essa criança tem, agora, um esquema para o</p><p>conceito de cachorro e outro para o conceito de cavalo.</p><p></p><p>Essa é a definição de acomodação, dada por Piaget (1996, p. 18); chamaremos acomodação (por analogia</p><p>com os "acomodatos" biológicos) toda modificação dos esquemas de assimilação sob a influência de</p><p>situações exteriores (meio) ao quais se aplicam.</p><p>Confira a seguir dois relatos como exemplos:</p><p>“Acho que consigo pensar essa questão na minha aula. Ensino Matemática e noto que, quando</p><p>apresento a dinâmica dos números inteiros saindo dos números naturais, a turma sofre. Uma vez, vi</p><p>um professor chegando com encartes de mercado, perguntei o que era aquilo e ele respondeu que</p><p>era para fazer a aula, que era meu ‘calo’. Ele distribuiu, fez uma brincadeira dando um orçamento por</p><p>grupo para fazer uma festa, os grupos podiam pedir empréstimo uns ao outros, faziam uma coisa</p><p>‘doida’; quando faziam resumo, os grupos sabiam seu gasto, sabiam quanto estavam devendo e o</p><p>professor dizia que só iria ensinar a eles a ler o que eles sabiam. Poxa, ele tinha resultados muito</p><p>melhores que do eu!”</p><p>“Faço isso em História, vi em uma série de TV, tinha que contar sobre uma guerra, eles não</p><p>entendiam nada, percebi que um garoto fez uma “apropriação” com os termos que ele conhece,</p><p>reconhecendo as coisas, rolou interesse. A prova foi uma loucura, um tal de ‘dono do morro’, ‘boca de</p><p>fumo’, mas sabe que eles entenderam?!”</p><p>Resumindo</p><p>Assimilação é o processo mental pelo qual se incorporam os dados das novas experiências aos esquemas</p><p>mentais existentes. É um movimento de integração do meio ao organismo.</p><p>Acomodação é o processo mental pelo qual os esquemas mentais existentes serão modificados, em função</p><p>de novas experiências do meio. É um movimento de adequação do organismo ao meio.</p><p>Relato 1 </p><p>Relato 2 </p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>Marco Antônio Moreira (1999) apresenta três paradigmas teórico-filosóficos para o estudo da</p><p>aprendizagem: o comportamentalismo (behaviorismo), o humanismo e o cognitivismo.</p><p>São pontos fundamentais para o cognitivismo:</p><p>Parabéns! A alternativa B está correta.</p><p>A opção correta é B, o Cognitivismo visa rediscutir, entender as dinâmicas do pensamento humano.</p><p>Busca notar o que é típico e atípico, recorrente e exceção, a fim de entender sobre o pensamento, a</p><p>percepção, a memória; deseja fundamentalmente dar vazão à lógica de sujeito, sendo capaz de</p><p>articular e utilizar seus conhecimentos e suas funções cognitivas para tal.</p><p>As opções A, D, e E trazem princípios da Psicologia da Educação Humanista, cujo principal teórico foi</p><p>Carl Rogers. Alguns dos princípios dessa abordagem são: o aluno é o centro do processo educativo,</p><p>ninguém ensina a ninguém, apenas facilita a aprendizagem do outro; as pessoas aprendem quando</p><p>isso mantém ou melhora a estrutura do seu ser (self), a autopercepção e a autoestima;</p><p>o facilitador da</p><p>aprendizagem (não é utilizado o termo professor) deve ter qualidades de autenticidade e compreensão</p><p>empática do outro.</p><p>A resposta C faz referência ao Comportamentalismo, tendo como foco os aspectos observáveis do</p><p>comportamento humano. Concebe a aprendizagem como modificação do comportamento, modelado e</p><p>A Ensino centrado no aluno e autorrealização.</p><p>B Estudo do pensamento, da percepção, da memória.</p><p>C Modelagem do comportamento, reforço e condicionamento.</p><p>D Autenticidade, compreensão empática.</p><p>E Uso do insight rápido e as interpretações daquilo para entender.</p><p>condicionado pela utilização de reforços, estímulos apresentados ou retirados depois que o</p><p>comportamento é manifestado, com o objetivo de fazer com que ele aumente ou diminua a frequência</p><p>com que é apresentado.</p><p>Questão 2</p><p>Jean Piaget foi um importante teórico da Psicologia da Educação cognitivista, com seus estudos sobre</p><p>o desenvolvimento da criança. Leia com atenção o texto a seguir, sobre o desenvolvimento das</p><p>operações mentais da criança:</p><p>“Neste estágio, que vai do nascimento até aproximadamente os dois anos de idade, o conhecimento do</p><p>mundo pela criança se dá através dos órgãos dos sentidos e dos movimentos, surgindo ao final as</p><p>primeiras operações mentais. No decorrer do período, o ser humano estabelece as bases fundamentais</p><p>para a construção das principais categorias do conhecimento, que ocorrerá depois.”</p><p>Assinale a alternativa que indica esse estágio.</p><p>Parabéns! A alternativa B está correta.</p><p>A opção A corresponde à adolescência em diante, quando os indivíduos se tornam mais conscientes do</p><p>sentimento dos outros e da realidade, com a superação total do egocentrismo. Tornam-se capazes de</p><p>pensar abstratamente, superando o concreto, formular hipóteses, planejar, deduzir e imaginar soluções</p><p>A Estágio operatório formal.</p><p>B Estágio sensório motor.</p><p>C Estágio de assimilação e acomodação.</p><p>D Estágio operatório concreto.</p><p>E Estágio de incompreensão estrutural.</p><p>para os problemas. Assimilação e acomodação, apresentadas na opção C, não constituem um estágio</p><p>do desenvolvimento cognitivo.</p><p>A criança interage com o mundo, os novos objetos e situações, por meio de equilibrações, que ocorrem</p><p>por dois processos: a assimilação e a acomodação são processos permanentes nos esquemas</p><p>mentais, uma vez que buscam entender a dinâmica dos pensamentos a partir de esquemas; além,</p><p>também, da tendência contrária, dos esquemas mentais ser reordenarem para acomodar as novas</p><p>experiências.</p><p>A opção D faz referência ao período entre aproximadamente 7 a 11 anos, fase da escolarização, em que</p><p>a criança utiliza as operações lógicas que já possui, mas necessita de objetos concretos e situações</p><p>reais para apoiá-las. A criança não pensa em termos abstratos, nem raciocina a respeito de</p><p>proposições verbais ou hipotéticas.</p><p>Já a opção E não deixa a estrutura de conceito em negativa se afastando da proposta apontada.</p><p>2 - Principais teorias de Vygotsky</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de de�nir a teoria de Vygotsky como importante</p><p>movimento no cognitivismo.</p><p>Quem foi Vygotsky?</p><p>No módulo anterior, além de ressaltar a importância do estudo da Psicologia da Educação, essencial para a</p><p>formação e para a prática do professor, apresentamos o Cognitivismo, um dos três movimentos teóricos</p><p>fundamentais da Psicologia, junto com o humanismo e o comportamentalismo.</p><p>Tendo como foco a cognição, os processos de compreensão, a transformação, o armazenamento e a</p><p>utilização das informações, o Cognitivismo foi rapidamente incorporado aos estudos pedagógicos,</p><p>constituindo a Psicologia da Educação Cognitivista.</p><p>Reconhecemos um grande estudioso dessa área: o psicólogo e filósofo suíço Jean Piaget. Dos seus</p><p>estudos, selecionamos três fundamentais e muito conhecidos:</p><p>Teoria dos estágios do desenvolvimento das operações mentais;</p><p>Teoria do desenvolvimento da linguagem;</p><p>Teoria do desenvolvimento da moralidade.</p><p>Neste módulo, iremos tratar do psicólogo russo Vygotsky e de alguns dos seus seguidores mais</p><p>importantes.</p><p>Vygotsky foi, durante muito tempo, um ilustre desconhecido para o Ocidente. Nascido em meio à</p><p>consolidação da crise do czarismo e do estabelecimento da URSS, conclui seus estudos no momento em</p><p>que se concretizam as mudanças.</p><p>Vygotsky apoiou fortemente a Revolução Russa de 1917, que implantou o regime comunista no país.</p><p>Com a ascensão de Josef Stalin (1878-1953) ao poder, em 1924, o ambiente cultural na Rússia ficou</p><p>progressivamente limitado e Vygotsky se indispôs com o regime stalinista, foi preso por subversão e, mais</p><p>tarde, exilado na Sibéria.</p><p>Lev Semyonovich Vygotsky.</p><p>Vygotsky atravessa, como intelectual e acadêmico, as crises da Segunda Guerra Mundial e as tensões da</p><p>Guerra Fria e, apesar de morrer relativamente jovem, seu legado na Universidade de Moscou deixou uma</p><p>linha de pesquisa fundamental e que se encontraria, tempos depois, com os estudos e desenvolvimentos de</p><p>outros autores da Psicologia da Educação ocidental.</p><p>ensões da Guerra Fria</p><p>Por causa das características da tensão do mundo da Guerra Fria, sabemos pouco de seus feitos acadêmicas.</p><p>Fruto do forte investimento soviético no campo da Educação e do valor dado aos professores universitários e</p><p>ao desenvolvimento da criança, sabe-se de sua relevância em um importante congresso em Leningrado e de</p><p>sua atuação em pesquisas que versavam principalmente sobre o desenvolvimento infantil, as doenças</p><p>psicológicas, formulando a teoria que o deixaria famoso, associando aspectos da socialização com elementos</p><p>de cognição e seus impactos psicológicos.</p><p>Curiosidade</p><p>As ideias de Vygotsky foram repudiadas pelo governo soviético e as obras de sua autoria foram proibidas na</p><p>União Soviética, entre 1936 e 1958, pela censura do regime totalitário russo.</p><p>Essa proibição fez com que sua obra Pensamento e linguagem só fosse lançada no Brasil em 1962; e A</p><p>formação social da mente, em 1984, quando o autor começou a ser conhecido em nosso país e estudado</p><p>nas nossas universidades.</p><p>Alguns conceitos de Vygotsky que nos permitem a�rmar</p><p>que ele é um teórico cognitivista</p><p>Outra maneira de ver a Psicologia da Educação relacionada ao mundo é um dos principais legados trazidos</p><p>pelo autor. Vygotsky considera as influências do mundo na formação do cognitivismo.</p><p>Ele tem como foco os processos psicológicos chamados de superiores, presentes nos seres humanos,</p><p>determinados histórica e culturalmente: atenção e memória, raciocínio, capacidade de planejamento,</p><p>pensamento abstrato, entre outros e, fundamentalmente, a linguagem. Mais cognitivista que isso, é</p><p>impossível!</p><p>Chegamos à conclusão de que o meio não pode ser analisado por nós como uma condição estática e</p><p>exterior com relação ao desenvolvimento, mas deve ser compreendido como variável e dinâmico. Então</p><p>o meio, a situação de alguma forma in�uencia a criança, norteia o seu desenvolvimento. Mas a criança</p><p>e o seu desenvolvimento se modi�cam, tornam-se outros. E não apenas a criança se modi�ca,</p><p>modi�ca-se também a atitude do meio para com ela, e esse mesmo meio começa a in�uenciar a</p><p>mesma criança de uma nova maneira. Esse é um entender dinâmico e relativo do meio – é o que de</p><p>mais importante se deve extrair quando se fala sobre o meio na pedologia.</p><p>(VIGOTSKI, [1935], 2010, p 137)</p><p>Para entender melhor, veremos a seguir os principais conceitos de Vygotsky:</p><p>O homem é sempre sujeito do conhecimento, mas, para ter acesso a ele, necessita da mediação feita</p><p>por vários entes: o conhecimento construído pelas gerações anteriores; os instrumentos físicos; os</p><p>instrumentos simbólicos, como a linguagem, e outros seres humanos. Na escola, por exemplo, os</p><p>professores e os colegas são agentes mediadores para a construção de novos conhecimentos.</p><p>Para Vygotsky, o homem está em constante relacionamento com o mundo que o cerca. São as</p><p>trocas sociais ou interações, principalmente com os outros seres humanos, que possibilitam a</p><p>aprendizagem e o desenvolvimento.</p><p>Opondo-se ao inatismo, afirma que, por meio das interações sociais, o indivíduo</p><p>modifica o mundo</p><p>(social e físico) e, ao mesmo tempo, é transformado pelo mundo. Segundo o autor, o ser humano não</p><p>é somente “produto do meio”, mas também construtor do mundo.</p><p>Mediação </p><p>Interação </p><p>O desenvolvimento cognitivo é um processo de internalização, pelo indivíduo, das experiências</p><p>sociais. Essa apropriação acontece por meio das funções mentais. Assim, as funções psicológicas</p><p>superiores do ser humano aparecem duas vezes na vida: primeiro, na relação com outras pessoas</p><p>(interpessoalmente) e, depois, no interior da própria pessoa (intrapessoalmente), elas são</p><p>internalizadas.</p><p>A Zona de Desenvolvimento Proximal define aquelas funções que ainda não amadureceram, mas que</p><p>estão em processo de maturação; funções que amadurecerão, mas que estão, presentemente, em</p><p>estado embrionário (VYGOTSKY, 1999, p. 97).</p><p>Trata-se, então, da distância entre o nível de desenvolvimento real de uma pessoa, já adquirido ou</p><p>formado, expresso, por exemplo, pela capacidade de resolver independentemente um problema; e o</p><p>nível de desenvolvimento potencial, expresso pela capacidade de resolver um problema sob a</p><p>orientação ou em colaboração com outra pessoa.</p><p>Internalização </p><p>Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) </p><p>Curiosidade</p><p>Uma das dificuldades da chegada do pensamento do autor ao Brasil não se dá pela qualidade de sua teoria,</p><p>mas por fatores ideológicos. A obra de Vygotsky só recebeu a valorização que merecia após a amenização</p><p>da crise ideológica (Capitalismo Liberal x Comunismo) e do medo de que as bases do pensamento</p><p>comunista pudessem estar sob o pensamento de qualquer russo. Além disso, teve forte influência no</p><p>pensamento educacional brasileiro, na década de 1980, correspondendo à abertura política pós-ditadura</p><p>militar.</p><p>Dois tipos de conceitos</p><p>Por meio da experiência pedagógica, aprendemos que o ensino direto de conceitos sempre se mostra</p><p>impossível e pedagogicamente estéril. O professor que envereda por esse caminho costuma não conseguir</p><p>senão uma assimilação vazia de palavras, um verbalismo puro e simples que estimula e imita a existência</p><p>dos respectivos conceitos na criança, mas, na prática, esconde o vazio.</p><p>Em tais casos, a criança não assimila o conceito, mas a palavra; capta mais de</p><p>memória do que de pensamento e sente-se impotente diante de qualquer tentativa</p><p>de emprego consciente do conhecimento assimilado.</p><p>No fundo, esse método de ensino de conceitos é a falha principal do rejeitado método puramente</p><p>escolástico de ensino, que substitui a apreensão do conhecimento vivo pela apreensão de esquemas</p><p>verbais mortos e vazios (VYGOTSKY, 2001, p. 247).</p><p>Vygotsky abordava, no estudo do desenvolvimento cognitivo do homem, dois tipos de conceitos, que você</p><p>pode ver a seguir:</p><p>Espontâneos (cotidianos)</p><p>Desenvolvidos na experiência pessoal, cotidiana e concreta da criança.</p><p>Exemplo:</p><p>Nas atividades práticas, a criança adquire a noção de comida, alimento, como um conceito espontâneo.</p><p>Cientí�cos</p><p>Adquiridos por meio do ensino sistemático, compõem o sistema organizado de conhecimentos.</p><p>Exemplo:</p><p>Na escola, ela aprende os conceitos científicos relacionados ao valor nutricional dos alimentos.</p><p>Para finalizar, confira a seguir duas citações importantes de Vygotsky que complementam o que vimos até</p><p>agora:</p><p>Desde os primeiros dias do desenvolvimento da criança, suas atividades adquirem um signi�cado</p><p>próprio em um sistema de comportamento social, e sendo dirigidas a objetivos de�nidos, são</p><p>refratadas através do prisma do ambiente da criança. O caminho do objeto até a criança e desta até o</p><p>objeto passa através de outra pessoa. Essa estrutura humana complexa é o produto de um processo de</p><p>desenvolvimento profundamente enraizado nas ligações entre história individual e história social.</p><p>(VYGOTSKY, 1989, p. 33)</p><p>Um aspecto essencial do aprendizado é o fato de ele criar a zona de desenvolvimento proximal; ou seja,</p><p>o aprendizado desperta vários processos internos de desenvolvimento, que são capazes de operar</p><p>somente quando a criança interage com pessoas em seu ambiente e quando em cooperação com</p><p>companheiros. Uma vez internalizados, esses processos tornam-se parte das aquisições do</p><p>desenvolvimento da criança.</p><p>(VYGOTSKY, 1999, p. 117-118)</p><p>Luria e Leontiev: principais seguidores de Vygotsky</p><p>Os trabalhos de Vygotsky constituíram uma escola de pensamento cognitivista na Rússia, mesmo com suas</p><p>obras proibidas durante tanto tempo.</p><p>Dois dos seus mais conhecidos seguidores, que concretizaram a linha de estudos do desenvolvimento e da</p><p>aprendizagem do homem conhecida como pensamento sócio-histórico, foram:</p><p>Alexander Romanovich Luria (1902-1977)</p><p>Alexei Leontiev (1903-1979)</p><p>Luria foi convidado, em 1924, a fazer parte do corpo de jovens cientistas do Instituto de Psicologia de</p><p>Moscou. Lá, conheceu Vygotsky e se associou a Leontiev com o objetivo de estabelecer um novo recorte da</p><p>Psicologia, relacionando os processos psicológicos com aspectos culturais, históricos e instrumentais,</p><p>enfatizando o papel fundamental da linguagem.</p><p>Atividade Discursiva</p><p>Vamos analisar o relato a seguir:</p><p>“Em História, noto muito isso, alguns assuntos que eu amo, como Renascimento e Iluminismo, não consigo</p><p>despertar os pontos, a dinâmica, falando de poesia, galerias, Europa, do que já vi [...] e o aprendizado não se</p><p>sustenta, fico bravo porque não me dão atenção! Aí, na aula de escravidão quando inicio a falar de</p><p>profissões, resistência, começo a falar de mãe, de alforria [...], eles vão sendo despertados, querem entender</p><p>[...], falo da lutas e de um monte de coisas, há uma comunidade histórica, com forte presença negra. Então,</p><p>eles falam dos avós, das dificuldades da comunidade; vou dando liberdade e eles vão construindo novos</p><p>discursos que eu – que sou de outra região e tenho outra cor – nunca tinha imaginado. Acho que se</p><p>considerar um pouco mais posso ter resultados melhores!”</p><p></p><p>Com base no conhecimento adquirido até aqui, responda qual seria a justificativa para o relato do professor.</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Exibir solução</p><p>Não sabemos se é só interesse, talvez o processo seja pensar as dinâmicas do desenvolvimento, e de</p><p>cada fase do desenvolvimento, e associar seu desenvolvimento com a dinâmica de desenvolvimento</p><p>social. Lembra a fase do tênis, amarrar o tênis não é um processo natural do desenvolvimento; a</p><p>autonomia para determinadas ações em uma fase, é. Os alunos que moram em uma parte alta da</p><p>cidade sabem o que é um morro, uma elevação, brincam com a ideia de montanha, a diferença vai ser</p><p>que cada fase do desenvolvimento – que acontece e é mensurado pela demanda e pelo</p><p>amadurecimento —,manifesta-se e é observado de modo a perceber o desenvolvimento e, nesse</p><p>princípio, o professor é fundamental, para entender o que é parte do desenvolvimento, adequar e</p><p>difundir, mediar.</p><p>Vygotsky e o mundo na educação</p><p>Neste vídeo, você entenderá melhor sobre essa questão.</p><p></p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>Leia o texto com atenção:</p><p>“Normalmente, quando nos referimos ao desenvolvimento de uma criança, o que buscamos</p><p>compreender é até aonde a criança já chegou, em termos de um percurso que, supomos, será</p><p>percorrido por ela. Assim, observamos seu desempenho em diferentes tarefas e atividades, como, por</p><p>exemplo: ela já sabe andar? Já sabe amarrar sapatos? Já sabe construir uma torre com cubos de</p><p>diversos tamanhos? Quando dizemos que a criança já sabe realizar determinada tarefa, referimo-nos à</p><p>sua capacidade de realizá-la sozinha. Por exemplo, se observamos que a criança já sabe amarrar</p><p>sapatos, está implícita a ideia de que ela sabe amarrar sapatos, sozinha, sem necessitar de ajuda de</p><p>outras pessoas” (OLIVEIRA, 1995, p. 58).</p><p>No texto, temos a descrição de um dos conceitos enunciados por Vygotsky, ao estudar o</p><p>desenvolvimento humano.</p><p>Esse conceito é:</p><p>Parabéns! A alternativa A está correta.</p><p>A Desenvolvimento real</p><p>B Fase egocêntrica da linguagem</p><p>C Zona de desenvolvimento proximal</p><p>D Desenvolvimento potencial</p><p>E Conectivismo cognitivo</p><p>A opção B fala de um conceito piagetiano, o de linguagem egocêntrica. Segundo Piaget, a linguagem</p><p>egocêntrica é uma das expressões da função simbólica da criança, que surge em torno dos três anos. É</p><p>uma linguagem baseada em si mesma, sem função comunicativa com os demais.</p><p>Quando chega aos seis ou sete anos, a criança abandona o pensamento e a linguagem egocêntricos,</p><p>surgindo o pensamento lógico concreto e desenvolvendo os aspectos comunicativos da linguagem.</p><p>A ZDP, mencionada na opção C, é definida por Vygotsky como a distância entre o nível real de</p><p>desenvolvimento, capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível de</p><p>desenvolvimento potencial, capacidade da resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou</p><p>em colaboração com outro companheiro mais experiente.</p><p>Finalmente, o desenvolvimento potencial (opção D) foi descrito acima: ele é expresso pela capacidade</p><p>de resolução e problemas, estimulados pelo mediador.</p><p>Questão 2</p><p>Segundo Rego (2009, p.93), “Vygotsky, inspirado nos princípios do materialismo dialético, considera o</p><p>desenvolvimento da complexidade da estrutura humana como um processo de apropriação pelo</p><p>homem da experiência histórica e cultural.”</p><p>Sobre a teoria de Vygotsky, é correto afirmar que:</p><p>A</p><p>Vygotsky tem uma concepção inatista de que a criança nasce já pronta e só espera o</p><p>amadurecimento se manifestar, reagindo às pressões do meio.</p><p>B</p><p>Os níveis de desenvolvimento real (aquilo que a criança é capaz de fazer sozinha) e</p><p>potencial (aquilo que a criança só é capaz de fazer com a ajuda de outro indivíduo)</p><p>independem da interação com o meio social.</p><p>C</p><p>A criança, ao chegar à escola, já traz uma bagagem de conceitos científicos, que são</p><p>apenas elaborados e aprimorados pela ação educativa intencional.</p><p>Parabéns! A alternativa D está correta.</p><p>A concepção A é incorreta porque Vygotsky se opunha ao inatismo, via o indivíduo como um ser ativo,</p><p>capaz de modificar a si próprio e o meio em que vive. Assim, ao desenvolver-se acontece uma ação</p><p>dialética, recíproca, de transformação mútua, entre o indivíduo e o mundo que o cerca.</p><p>A afirmação da concepção B é incorreta porque Vygotsky valoriza a interação da criança com o meio</p><p>que a cerca, criando o conceito de Zona de desenvolvimento proximal (ZDP), em que essas interações</p><p>atuam, tornado o que é potencial em desenvolvimento real.</p><p>Em se tratando da alternativa C, ela contradiz a afirmativa de Vygotsky de que a criança chega à escola</p><p>com conceitos espontâneos, construídos no dia a dia, fora da sala de aula. Eles são construídos nas</p><p>relações mediadas pelos familiares, grupos de amizade ou por outros grupos significativos. Na escola,</p><p>terá vivências e convivências que constituirão os conceitos científicos, do saber sistematizado</p><p>universal. A alternativa E está incorreta, pois o Conectivismo é uma teoria cognitivista, sendo sua</p><p>vertente a que se aproxima das demandas da era digital.</p><p>D</p><p>Seus estudos se fundamentam no método e nos princípios teóricos do materialismo</p><p>histórico-dialético, com forte influência marxista.</p><p>E</p><p>Conectivismo dialoga com as teorias cognitivistas, sendo sua face de proximidade com</p><p>a Educação.</p><p>3 - Conectivismo na sociedade</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car o conectivismo como uma teoria</p><p>compatível com a sociedade do conhecimento e a era digital.</p><p>O que é conectivismo?</p><p>No módulo que encerramos, o foco esteve na Psicologia Cognitiva da Educação desenvolvida na Rússia,</p><p>tendo como protagonista Lev Semenovich Vygotsky, psicólogo cuja obra esteve proibida durante muitos</p><p>anos, por determinação do regime totalitário russo. Ainda assim, ele criou, com o apoio de seguidores como</p><p>Luria e Leontiev, os fundamentos de uma tendência teórica: a Psicologia Sócio-Histórica.</p><p>Vygotsky atuou como professor e deixou importantes estudos sobre a cognição humana, o ensino da Arte, o</p><p>brinquedo, o atendimento aos alunos com necessidades especiais, entre outros.</p><p>Neste módulo, vamos estudar uma escola mais atual do cognitivismo, cujo nome é até parecido, o</p><p>conectivismo. Vamos precisar investigar o que representa esse olhar. Há uma defesa importante, que ele</p><p>não representa uma ruptura, mas uma atualização dinâmica para o mundo contemporâneo das abordagens</p><p>da Psicologia no ambiente escolar. Afinal, conectar passou a ser um verbo recorrente e com importantes</p><p>metáforas em nosso meio.</p><p>ognitivismo</p><p>Via de regra, é uma tendência, não foi apresentado de forma tão detalhada na Educação como as Teorias de</p><p>Piaget e de Vygotsky. Isso ocorre por sua atualidade, além da demora da chegada ao Brasil de linhas de</p><p>Psicologia da Educação já conhecidas, mas que passaram por enorme resistência.</p><p>Mas, afinal, o que é o conectivismo? O conectivismo implica uma nova visão de aprendizagem não apenas</p><p>formal e sistemática, mas apresenta um modelo que não a considera mais uma atividade interna,</p><p>individualista, e reconhece as aceleradas mudanças tecnológicas na sociedade.</p><p>Segundo Siemens (2004), "a tecnologia reorganizou o modo como vivemos, como nos comunicamos e</p><p>como aprendemos", e continua: “o conectivismo fornece uma percepção das habilidades e tarefas de</p><p>aprendizagem necessárias para os aprendizes florescerem na era digital”.</p><p>É central no conectivismo a ideia de que o conhecimento está distribuído em redes conectadas e de que</p><p>aprender constitui a capacidade de circular ativa e proveitosamente por essas redes. Isso faz com que essa</p><p>ideia esteja em sintonia com a nova realidade tecnológica e a sociedade em rede da era atual.</p><p>Conectivismo e sociedade de rede</p><p>Neste vídeo, você entenderá mais sobre a sociedade em rede!</p><p></p><p>Alguns princípios do conectivismo</p><p>Confira agora oito princípios do conectivismo:</p><p>Aprendizagem e conhecimento apoiam-se na diversidade de opiniões;</p><p>Aprendizagem é um processo de conectar nós especializados ou fontes de informação;</p><p>Aprendizagem pode residir em dispositivos não humanos;</p><p>A capacidade de saber mais é mais crítica do que aquilo que é conhecido atualmente;</p><p>É necessário cultivar e manter conexões para facilitar a aprendizagem contínua;</p><p>A habilidade de enxergar conexões entre áreas, ideias e conceitos é uma habilidade fundamental;</p><p>Atualização (currency – conhecimento acurado e em dia) é a intenção de todas as atividades de</p><p>aprendizagem conectivistas;</p><p>A tomada de decisão é, por si só, um processo de aprendizagem.</p><p>omada de decisão</p><p>Escolher o que aprender e o significado das informações que chegam é enxergar através das lentes de uma</p><p>realidade em mudança. Apesar de haver uma resposta certa agora, ela pode ser errada amanhã, devido a</p><p>mudanças nas condições que cercam a informação e que afetam a decisão (SIEMENS, 2004, p. 6).</p><p>Criadores do conectivismo: Siemens e Downes</p><p>George Siemens nasceu no Canadá, em 1970, professor da Athabasca University, em Alberta, e é</p><p>considerado o criador e principal teórico do conectivismo.</p><p>Manifestou interesse pelas possibilidades pedagógicas das Tecnologias da Informação e Comunicação</p><p>(TIC) e, com o também canadense Stephen Downes, apresentou o conectivismo como um novo paradigma</p><p>de estudo da aprendizagem mediada por tecnologias.</p><p>Stephen Downes.</p><p>Nascido em 1959, Downes é considerado um dos principais especialistas mundiais em tecnologia de</p><p>aprendizagem online e novas mídias.</p><p>Possui publicações nas áreas de Lógica, raciocínio, habilidades do século XXI e Literacia Digital, além de</p><p>grande destaque no movimento de Educação aberta.</p><p>ducação aberta</p><p>Educação Aberta é o movimento mundial que defende o livre acesso a oportunidades de aprendizagem,</p><p>conteúdos livres e tecnologias e internet gratuitas.</p><p>George Siemens investiga a aprendizagem digital construindo relações sobre o desenvolvimento da</p><p>Indústria 4.0, da velocidade de informações do mundo em sociedade em redes, além de um processo de</p><p>constante readaptação.</p><p>ndústria 4.0</p><p>Um termo recorrente que faz referências às revoluções das tecnologias no século XXI.</p><p>A proposta de Siemens é que a democratização de plataformas e meios criam oportunidade educacionais</p><p>singulares;</p><p>essas novas redes, formais e informais, geram oportunidades de conhecimento e plataformas</p><p>educacionais que podem ser exploradas. No entanto, precisamos pensar sobre o impacto dessa</p><p>digitalização nas dimensões humanas e é sobre isso que passamos a tratar.</p><p>George Siemens.</p><p>Segundo Downes (2005, apud MOTA, 2004), o conhecimento é distribuído por uma rede de conexões e, por</p><p>essa razão, a aprendizagem consiste na capacidade de construir e circular nessas redes. A “aprendizagem</p><p>ocorre em comunidades e a prática da aprendizagem é a própria participação na comunidade”.</p><p>O autor afirma que existem não duas, mas três categorias de conhecimento. Confira a seguir:</p><p>Além das categorias, as redes também apresentam características que possibilitam promover o</p><p>conhecimento cognitivo. Conheça a seguir quais são elas e seus significados:</p><p>Autonomia</p><p>Conhecimento quantitativo</p><p>Originado das práticas de calcular e medir, relativo aos dados objetivos dos objetos.</p><p>Conhecimento qualitativo</p><p>Derivado dos sentidos, relativo aos dados subjetivos captados dos objetos.</p><p>Conhecimento conectivo ou distribuído</p><p>Derivado das conexões, das redes.</p><p>O indivíduo, em uma rede, contribui de acordo com seus próprios conhecimentos, valores e decisões e</p><p>também trabalha em prol dos seus interesses individuais, além dos interesses coletivos.</p><p>Abertura</p><p>Todos podem interagir com todos e as contribuições dos membros são fundamentais para a comunidade</p><p>em rede. A abertura da rede não impõe barreiras para a entrada de novos membros, ideias e desafios.</p><p>Diversidade</p><p>Compreende que as pessoas participantes da rede estão em locais diferentes, falam línguas diferentes,</p><p>provêm de diferentes culturas, acessam diferentes recursos e têm diferentes pontos de vista.</p><p>Interatividade</p><p>O conhecimento conectivo não é aquele transmitido de uma pessoa para outra, mas o que é gerado da</p><p>colaboração em rede emerge como resultado das conexões estabelecidas.</p><p>Algumas consequências do conectivismo para a</p><p>educação</p><p>O conectivismo aplicado na educação pode trazer grandes benefícios quando aplicados de forma</p><p>responsável. Veja a seguir três exemplos de consequencias benéficas que ele trâs:</p><p>Chamada por muitos de c-Learning - aprendizagem em comunidade, aprendizagem comunicativa ou</p><p>aprendizagem colaborativa, desenvolvida em redes sociais virtuais.</p><p>Aprendizagem em rede </p><p>Comunidades de prática </p><p>Termo criado por Étienne Wenger (1952-) para designar grupos que se reúnem periodicamente, em</p><p>função de interesses comuns na aprendizagem coletiva e colaborativa e na aplicação do conteúdo</p><p>aprendido.</p><p>Sigla originada do inglês Massive Open Online Course (Curso Online Aberto e Massivo), designa</p><p>cursos acessíveis a qualquer pessoa com acesso à internet. Não há acompanhamento dos alunos</p><p>matriculados por um professor ou tutor. Os MOOCs são acessados por milhares de pessoas, por</p><p>isso, são planejados de modo que o conhecimento do aluno seja testado a cada módulo aprendido,</p><p>permitindo o progresso para os módulos seguintes.</p><p>Resumindo, podemos apresentar assim o processo de surgimento e consolidação do conectivismo no</p><p>cenário educacional:</p><p>1. A Web 2.0 propiciou o surgimento de espaços virtuais de interação e colaboração;</p><p>2. A construção do conhecimento passou a se constituir de forma não linear, baseada em dados e</p><p>informações;</p><p>3. Os trabalhos de Siemens e Downes propiciam o surgimento do Conectivismo e suas manifestações, como</p><p>a aprendizagem em rede, as comunidades de prática, os MOOCs.</p><p>E para finalizar, confira a seguir duas citações importantes de Siemens e Downes que complementam o que</p><p>vimos até agora:</p><p>Web 2.0</p><p>A Web 2.0 foi um dos estágios da evolução inicial da internet, designando a segunda geração de comunidades</p><p>e serviços. Houve aumento da velocidade e da facilidade de uso de diversos aplicativos, do acesso às redes</p><p>sociais e às tecnologias da informação e comunicação.</p><p>A aprendizagem é um processo que ocorre dentro de ambientes nebulosos onde os elementos centrais</p><p>estão em mudança – não inteiramente sob o controle das pessoas. A aprendizagem (de�nida como</p><p>MOOCs </p><p>conhecimento acionável) pode residir fora de nós mesmos (dentro de uma organização ou base de</p><p>dados), é focada em conectar conjuntos de informações especializados, e as conexões que nos</p><p>capacitam a aprender mais são mais importantes que nosso estado atual de conhecimento.</p><p>(SIEMENS, 2004, p. 5-6)</p><p>[...] quando a tecnologia é o gargalo através do qual a instrução deve ser entregue, então a tecnologia,</p><p>se ela não impulsiona o conteúdo, certamente limita o conteúdo. Atualmente, as instituições que</p><p>oferecem aprendizado online devem conviver com a realidade de que o material instrutivo deve ser</p><p>entregue através de tubos estreitos para computadores descapacitados que executam softwares</p><p>duvidosos. No futuro, tudo isso vai mudar.</p><p>(DOWNES, 1998, n.p.)</p><p>Atividade Discursiva</p><p>Já parou para pensar que esse “nó”, em uma rede, de alguma forma somos nós, e que se ele sempre existiu,</p><p>é parte fundamental desse mundo em que a gente vive?</p><p>Não dá para fugir dele em nenhuma hipótese!</p><p>A convivência em ambientes virtuais de aprendizagem pressupõe diversos tipos de interação, síncronas e</p><p>assíncronas, com níveis distintos e que são variados nas formas da gente interagir nessa rede.</p><p>E esse é um ponto incômodo: os professores estão acabados? Eles não serão mais necessários?</p><p>Com base no conhecimento adquirido até aqui, reflita sobre o papel do professor:</p><p></p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Exibir solução</p><p>Nunca foram tão necessários, a dinâmica das redes e pela tecnologia só tem subido e se</p><p>intensificado. As informações aumentam, mas a profundidade, o sentido, o entendimento das</p><p>interações diminuem. E para aprender não basta conectar, tem que haver troca, tem que haver</p><p>dinâmica.</p><p>O professor está diferente do que conhecemos ou pensamos normalmente sobre ele. Será que ele é uma</p><p>nova máquina, uma conexão? Pense bem – quantas conexões são possíveis?</p><p>Essas novas possibilidades de conexão são ganhos. Mas as formas como elas ocorrem continuam</p><p>precisando de mediação, de sentido. Confira a seguinte citação sobre o conectivismo:</p><p>O conectivismo não vê mais o professor como o responsável por de�nir conhecimento, o professor está</p><p>em meio a essa teia, diante da facilidade de acesso à leitura e aos conhecimentos não tem sentido</p><p>imaginar que ele será o provedor de conteúdo; ele leva a linha, o processo, mas lida com a colaboração</p><p>coletiva constante e ele é parte. O foco de um professor deve ser ajudar para que os alunos encontrem</p><p>soluções. A resolução de problemas estruturados de forma coletiva. Aprender não é mais concebido</p><p>como memorização ou mesmo compreensão de tudo, mas como construção e manutenção de</p><p>conexões em rede, transformando os alunos não mais em uma �gura passiva a ser iluminada, mas em</p><p>um aprendente, e que todo o conjunto constrói seu aprendizado, inclusive o clima de aprendizado.</p><p>(JORGE MATTAR, 2013, p. 24 - 25)</p><p>O conectivismo dialoga com a dinâmica de objetos de aprendizagem, abertos ou direcionados, acessíveis e</p><p>persistentes. Assim, a interação em Educação a distância move-se para além de consultas diretas a</p><p>professores, bases de teorias diversas da Psicologia e do Cognitivismo, valorizando as trocas nos grupos e</p><p>limitações dos ambientes virtuais de aprendizagem, associadas à Pedagogia Construtivista de Educação a</p><p>distância.</p><p>Cognitivismo e os MOOCs</p><p>Neste vídeo, você entenderá melhor sobre os MOOCs!</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>George Siemens, um dos criadores do conectivismo, formulou alguns princípios que caracterizam essa</p><p>teoria.</p><p>Assinale, na sequência de afirmativas, a que expressa um desses princípios.</p><p></p><p>A</p><p>A intenção de todas as atividades de aprendizagem conectivista é o resgate do</p><p>conhecimento secular, sistematizado universalmente.</p><p>B</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>O que o Conectivismo tem como princípio é o oposto da alternativa A, pois afirma que a atualização, o</p><p>processo cotidiano e contínuo, é a intenção</p><p>de todas as atividades que nos remetem a buscar formas</p><p>de que o aprendizado seja promovido.</p><p>A opção de resposta B contradiz o princípio do Conectivismo de que a aprendizagem contínua e</p><p>significativa pressupõe a conexão a redes, que constituem fontes de informação e acesso à diversidade</p><p>de opiniões.</p><p>A afirmativa D se contrapõe ao princípio do Conectivismo de que a aprendizagem pode ser realizada</p><p>também através da interação com as redes virtuais. A alternativa E está incorreta, pois o Conectivismo</p><p>valorização as conexões resultantes da era digital e sua função na Educação.</p><p>Questão 2</p><p>Segundo Stephen Downes (1998), “na medida em que o aprendizado é uma atividade social, depende</p><p>da presença, isto é, depende da interação e do senso de comunhão que temos com outras pessoas.</p><p>Mas a presença não precisa ser direta e pessoal; pode ser mediada por objetos e tecnologias”.</p><p>Apresenta uma forma de conhecimento que chama de conectivo, produzido nas redes, e que tem como</p><p>uma de suas características não ser transmitido de uma pessoa para outra, mas gerado da</p><p>colaboração, e emergir como resultado das conexões estabelecidas.</p><p>Essa característica é chamada de:</p><p>As aprendizagens individualmente realizadas são sempre mais significativas do que</p><p>aquelas que ocorrem no contato com grupos.</p><p>C É necessário cultivar e manter conexões para facilitar a aprendizagem contínua.</p><p>D A aprendizagem acontece apenas na interação com outros seres humanos.</p><p>E Valorização da tecnologia para compreensão da Psicologia.</p><p>Parabéns! A alternativa B está correta.</p><p>De acordo com Downes (1998), a aprendizagem não é estruturada, controlada ou processada e</p><p>acontece em redes. Uma rede é, em si, um ponto de trocas e conhecimento, paralelo, constantes, e deve</p><p>ser debatido sobre sua forma, como pode promover autonomia, abertura, diversidade e interatividade</p><p>em prol do aprendizado.</p><p>Considerações �nais</p><p>Estamos concluindo um tema composto por três módulos, que tratou de uma importante escola da</p><p>Psicologia da Educação: o cognitivismo.</p><p>Ela constitui, com a Psicologia da Educação Humanista e a Psicologia da Educação Comportamentalista,</p><p>uma tríade fundamental nessa área do conhecimento.</p><p>A palavra cognição nos remete a processos de aprendizagem, atenção, memória, linguagem, raciocínio, que</p><p>compõem o desenvolvimento intelectual do homem e as habilidades mentais necessárias para que o ser</p><p>humano construa o conhecimento sobre o mundo.</p><p>A Diversidade</p><p>B Interatividade</p><p>C Autonomia</p><p>D Abertura</p><p>E Crítica</p><p>Os teóricos que fazem parte desta escola têm, em comum, aspectos como a ênfase na atividade do sujeito</p><p>no próprio processo de aprendizagem e o destaque da interação da pessoa que aprende com o mundo e</p><p>com os outros indivíduos.</p><p>Os estudos de Piaget sobre o desenvolvimento das operações mentais, da linguagem e da moralidade da</p><p>criança; a abordagem de Vygotsky e de seus seguidores, na então União Soviética, que deram origem ao</p><p>movimento Histórico-Social na Psicologia e na Educação; e o conectivismo constituem importantes</p><p>manifestações da Psicologia da Educação Cognitivista.</p><p>Encerramos com um bom exemplo da Psicologia Cognitiva. Robert Sternberg, conhecido autor dessa linha</p><p>teórica, ao tratar da questão do julgamento e da tomada de decisões, afirma que ambos são</p><p>fundamentados em três requisitos cognitivos:</p><p>- Possuir informações completas sobre todas as opções possíveis, bem como sobre os resultados da</p><p>decisão tomada.</p><p>- Ter clareza das diferenças sutis entre as opções de decisão.</p><p>- Ser totalmente racional em relação à escolha da opção.</p><p>Segundo o autor, a prioridade do Cognitivismo “é o estudo de como as pessoas percebem, aprendem,</p><p>lembram-se e pensam sobre a informação” (STERNBERG, 2010, p. 23).</p><p>Podcast</p><p>Agora com a palavra os Professores Carla Marçal e Rodrigo Rainha, relembrando e debatendo pontos</p><p>importantes sobre a Psicologia da Educação.</p><p></p><p>Referências</p><p>DOWNES, Stephen. The future of online learning. [S.I], 1998.</p><p>GOULART, Íris B. Psicologia da Educação: fundamentos teóricos e aplicações à prática pedagógica.</p><p>Petrópolis: Vozes, 2009.</p><p>MATTAR, J. Aprendizagem em ambientes virtuais: teorias, conectivismo e MOOCs. In: TECCOGS - Revista</p><p>Digital de Tecnologias Cognitivas /TIDD/PUC-SP. 7. ed. jan/jun 2013, p.20-40.</p><p>MOREIRA, M. A. Teorias da aprendizagem. São Paulo: E. P. U, 1999.</p><p>MOTA, J. C. Da Web 2.0 ao e-Learning 2.0: aprender na rede. Dissertação de Mestrado em Ciências da</p><p>Educação. Especialidade em Pedagogia do e-Learning. Universidade Aberta, Portugal, 2004.</p><p>OLIVEIRA, Martha Kolh de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento; um processo sócio-histórico. São</p><p>Paulo: Scipione, 1995.</p><p>PIAGET, Jean. Biologia e Conhecimento. Petrópolis: Vozes, 1996.</p><p>PIAGET, Jean. Para onde vai a Educação? Rio de Janeiro: José Olympio, 1998.</p><p>PIAGET, Jean. Seis estudos de Psicologia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011.</p><p>REGO, Teresa C. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da Educação. Petrópolis: Vozes 2009.</p><p>SIEMENS, George. Conectivismo: uma teoria de aprendizagem para a idade digital. 2004. Consultado na</p><p>internet em: 14 abril. 2022.</p><p>STERNBERG, Robert J. Psicologia Cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 2010.</p><p>VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1989.</p><p>VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1999.</p><p>VYGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2001.</p><p>VIGOTSKI, L. S. A questão do meio na pedologia. (Trabalho original publicado em 1935). Psicologia USP,</p><p>21(4), 2010.</p><p>Explore +</p><p>Se você gostou deste tema, apresentamos uma sugestão para aprender mais sobre alguns aspectos dos</p><p>conteúdos abordados.</p><p>Um dos movimentos diretamente associados à Psicologia da Educação Cognitivista é o construtivismo.</p><p>Inspirado nas ideias de Jean Piaget, é uma linha de pensamento em Educação que propõe o aluno como</p><p>centro do processo educacional, sendo levado a construir o conhecimento a partir das próprias experiências</p><p>e da interação com a realidade e com os colegas. Teve grande repercussão no Brasil nas décadas de 1980 e</p><p>1990.</p><p>Para que você conheça mais sobre o Construtivismo, sugerimos a leitura do texto O construtivismo no</p><p>ensino fundamental: um caso de desconstrução, da autoria de Cilene Chakur, Rita de Cássia da Silva e Vânia</p><p>Galindo Massabni, apresentado na 27ª Reunião da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em</p><p>Educação (ANPED), realizada em 2004.</p>