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Noções de Paleografia e Diplomática

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Prof Nanda

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Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

) ( ) F – F – V.

3 Ao examinarmos um documento de forma crítica, encontra-se a diplomática, que estuda o fato e a vontade que o originam, na medida em que se relacionam com o propósito e a consequência, o desenvolvimento de seu processo genético e o caráter de sua forma física e intelectual. Além disso a diplomática se pauta em estudar também outras questões. A respeito disso, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas sobre o estudo da diplomática:

( ) A diplomática não precisa estudar os demais problemas que ajudam a julgar a legitimidade e credibilidade dos documentos.

( ) A diplomática estuda as fases de elaboração e modos de transmissão dos documentos (original ou cópia).

( ) A diplomática estuda a organização e o funcionamento das chancelarias (serviço especial a quem era confiada a expedição dos atos dos soberanos), e também o estatuto dos Notários (pessoa autorizada a praticar atos na área jurídica, nomeadamente o testemunho de assinaturas em documentos) que o redigiram.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) (X) F – V – V.
b) ( ) V – F – V.
c) ( ) V – V – F.
d) ( ) F – F – V.

1 A tipologia documental é a prova concreta da existência de uma função e de uma atividade. O instrumento teórico-metodológico que, com seus métodos, permite a identificação dos documentos dentro das funções nas quais foram gerados e, ao mesmo tempo, a representação dessa própria função é chamado de:

a) ( ) Gestão de Documentos.
b) ( ) Paleografia.
c) ( ) História Administrativa.
d) ( ) Introdução à Administração.
e) (X) Diplomática Contemporânea.

3 Atualmente, a Diplomática possibilita também a identificação dos elementos considerados essenciais para que o documento digital seja considerado arquivístico. São estes: forma fixa, conteúdo estável, relação orgânica, contexto identificável, e ação, além do envolvimento de cinco pessoas, sendo elas:

a) ( ) Técnico arquivístico, especialista em direito, redator, compilador e historiador.

b) ( ) Técnico arquivístico, autor, historiador, compilador e redator.

c) (X) Autor, redator, destinatário, originador e produtor.

1 Os egípcios utilizaram centenas de sinais para escrever. Um desenho, por exemplo, podia representar uma ou mais letras. A escrita egípcia ou escrita sagrada, por ser dominada apenas por poucos, era feita em papiro e denominava-se:
a) ( ) Volutas.
b) ( ) Criptógrafos.
c) ( ) Megalíticos.
d) (X) Hieróglifos.

2 A escrita Cuneiforme da Mesopotâmia, ao contrário da escrita egípcia, apresentava dois aspectos característicos e singulares, onde cada um de seus símbolos gráficos representava tanto uma ideia quanto um som dessas escritas. Quais eram esses dois aspectos?
a) ( ) Aspectos robusto e fonético.
b) ( ) Aspectos pictórico e europeu.
c) ( ) Aspectos fonético e grego.
d) (X) Aspectos pictórico e fonético.

3 Além das pirâmides, no Antigo Império, os Egípcios desenvolveram sua escrita, isto é, os chamados Hieróglifos. Nesse sentido, a descoberta do exército de Napoleão, em 1799, fundamental para se desvendar a escrita egípcia, foi a:
a) (X) Pedra de Roseta.
b) ( ) Pedra de megalítico.
c) ( ) Stonehenge.
d) ( ) Queóps.

1 A escrita é a contrapartida gráfica do discurso, é a fixação da linguagem falada numa forma permanente ou semipermanente. Por meio da escrita, a linguagem pode transcender as condições ordinárias de tempo e lugar. A respeito disso e de acordo com o estudado, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
( ) A escrita é tida como, em síntese, um instrumento que emudece a palavra, sendo complexa nas culturas em uma possibilidade pouco transmissível.
( ) A escrita faz parte de tal modo da nossa civilização que poderia servir de definição dela própria, dividindo a história da humanidade em duas eras, antes e a partir da escrita.
( ) A escrita não é um procedimento destinado apenas para a fixação da palavra, mas também dá acesso ao mundo das ideias, permite apreender o pensamento e fazê-lo atravessar o espaço e o tempo, por isso a história da escrita segue a história dos avanços do espírito humano.
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – F – V.
c) ( ) F – V – F.
d) (X) F – V – V.

1 Até hoje ninguém sabe explicar direito qual foi a causa principal para a origem da escrita. Quando o povo se conscientizou de sua importância, ela já havia se consolidado ao ser utilizada amplamente. Por isso muitas sociedades a consideraram como um “presente dos deuses”. Desse modo, é difícil precisar qual foi a causa primordial para a criação da escrita, que, provavelmente, não foi a mesma para todos os povos, nem, com certeza, foi somente uma, mas a confluência de várias. A respeito disso e de acordo com o estudado, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
( ) O que se pode dizer é que a invenção da escrita foi um grande avanço para o desenvolvimento da humanidade, pois ela representa nossas ideias que podem ficar registradas por muitos e muitos anos, diferentemente da fala, que, se não for gravada, brevemente se desvanece.
( ) Nesse contexto, podemos compreender que o domínio da língua escrita marca o início da História humana.
( ) O uso da escrita não desenvolveu totalmente a comunicação entre os homens, pois outros atributos e formas de comunicação que vieram antes também já se propunham ao desenvolvimento humano.
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – F – V.
c) (X) V – V – F.
d) ( ) F – F – V.

No processo inicial de contagem, o homem estabelecia uma relação direta entre objetos tais como gravetos, pedras, traços nas pedras e o objeto que desejavam contar. Entretanto, a representação de quantidades maiores tornava-se difícil. Vão surgir, então, símbolos significando números. O número passa a ser símbolo e se desliga do objeto que representava originalmente. Com a evolução da linguagem, que importante substituição se efetivou?

a) A imagem foi substituída por linguagens de sinais da época.
b) A imagem foi substituída pela datilografia.
c) A imagem foi substituída pelo som exprimindo os números.
d) A imagem foi substituída por outros símbolos locais.

Quanto às abreviaturas, aponta-se que seu uso, por economia, vem desde a época do Império Romano. O código de Justiniano proibiu a sua utilização em documentos jurídicos. Após o século IX d.C. há um modismo em abreviar palavras, mas nos séculos XII e XIII tomaram-se providências no sentido de proibir as abreviaturas. Com o Renascimento, dá-se um novo surto de seu uso, criando-se, inclusive, tabelas de abreviaturas no século XVI. No reinado de D. Diniz, fez-se uma lei interditando as abreviaturas na documentação oficial. Se a letra estiver invertida ou de cabeça para baixo, significa palavra no feminino. No contexto da transcrição paleográfica, as abreviaturas acabam por:
a) Padronizar a transcrição paleográfica.
b) Facilitar a transcrição paleográfica.
c) Classificar a transcrição paleográfica.
d) Dificultar a transcrição paleográfica.

De acordo com o estudado, assinale a alternativa correta sobre o evento em que se deu a concepção primária das Normas Técnicas para Transcrição e Edição de Documentos Manuscritos (NTTEDM):

a) I Encontro Internacional de Padronização Paleográfica e de Diplomática.
b) I Encontro Nacional de Padronização Paleográfica e de Ensino de Obras Raras.
c) I Encontro Nacional de Normatização Paleográfica e de Ensino de Paleografia.
d) I Encontro Nacional de Normatização Paleográfica e de Ensino de Diplomática.

Em 1993, um evento aconteceu em São Paulo para a reformulação das Normas Técnicas para Transcrição e Edição de Documentos Manuscritos (NTTEDM). Assinale a alternativa que consta o nome correto do evento.

a) II Encontro Internacional de Padronização Paleográfica e de Diplomática.
b) II Encontro Nacional de Normatização Paleográfica e de Ensino de Paleografia.
c) II Encontro Nacional de Normatização Paleográfica e de Ensino de Diplomática.
d) II Encontro Internacional de Padronização Paleográfica e de Ensino de Obras Raras.

O estudo da paleografia e da diplomática fornece embasamento para várias áreas do conhecimento, permitindo a reconstrução de parte da história dos sujeitos, de suas práticas e das Instituições em épocas passadas. Conforme estudado, a Paleografia se relaciona intimamente com outras ciências históricas, sendo algumas delas as seguintes ciências:

a) Diplomática, Sigilografia e Codicologia.
b) Codicologia, Epigrafia e Cronologia.
c) Numismática, Medalhística e Arquivologia.
d) Todas as anteriores.

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Questões resolvidas

) ( ) F – F – V.

3 Ao examinarmos um documento de forma crítica, encontra-se a diplomática, que estuda o fato e a vontade que o originam, na medida em que se relacionam com o propósito e a consequência, o desenvolvimento de seu processo genético e o caráter de sua forma física e intelectual. Além disso a diplomática se pauta em estudar também outras questões. A respeito disso, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas sobre o estudo da diplomática:

( ) A diplomática não precisa estudar os demais problemas que ajudam a julgar a legitimidade e credibilidade dos documentos.

( ) A diplomática estuda as fases de elaboração e modos de transmissão dos documentos (original ou cópia).

( ) A diplomática estuda a organização e o funcionamento das chancelarias (serviço especial a quem era confiada a expedição dos atos dos soberanos), e também o estatuto dos Notários (pessoa autorizada a praticar atos na área jurídica, nomeadamente o testemunho de assinaturas em documentos) que o redigiram.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) (X) F – V – V.
b) ( ) V – F – V.
c) ( ) V – V – F.
d) ( ) F – F – V.

1 A tipologia documental é a prova concreta da existência de uma função e de uma atividade. O instrumento teórico-metodológico que, com seus métodos, permite a identificação dos documentos dentro das funções nas quais foram gerados e, ao mesmo tempo, a representação dessa própria função é chamado de:

a) ( ) Gestão de Documentos.
b) ( ) Paleografia.
c) ( ) História Administrativa.
d) ( ) Introdução à Administração.
e) (X) Diplomática Contemporânea.

3 Atualmente, a Diplomática possibilita também a identificação dos elementos considerados essenciais para que o documento digital seja considerado arquivístico. São estes: forma fixa, conteúdo estável, relação orgânica, contexto identificável, e ação, além do envolvimento de cinco pessoas, sendo elas:

a) ( ) Técnico arquivístico, especialista em direito, redator, compilador e historiador.

b) ( ) Técnico arquivístico, autor, historiador, compilador e redator.

c) (X) Autor, redator, destinatário, originador e produtor.

1 Os egípcios utilizaram centenas de sinais para escrever. Um desenho, por exemplo, podia representar uma ou mais letras. A escrita egípcia ou escrita sagrada, por ser dominada apenas por poucos, era feita em papiro e denominava-se:
a) ( ) Volutas.
b) ( ) Criptógrafos.
c) ( ) Megalíticos.
d) (X) Hieróglifos.

2 A escrita Cuneiforme da Mesopotâmia, ao contrário da escrita egípcia, apresentava dois aspectos característicos e singulares, onde cada um de seus símbolos gráficos representava tanto uma ideia quanto um som dessas escritas. Quais eram esses dois aspectos?
a) ( ) Aspectos robusto e fonético.
b) ( ) Aspectos pictórico e europeu.
c) ( ) Aspectos fonético e grego.
d) (X) Aspectos pictórico e fonético.

3 Além das pirâmides, no Antigo Império, os Egípcios desenvolveram sua escrita, isto é, os chamados Hieróglifos. Nesse sentido, a descoberta do exército de Napoleão, em 1799, fundamental para se desvendar a escrita egípcia, foi a:
a) (X) Pedra de Roseta.
b) ( ) Pedra de megalítico.
c) ( ) Stonehenge.
d) ( ) Queóps.

1 A escrita é a contrapartida gráfica do discurso, é a fixação da linguagem falada numa forma permanente ou semipermanente. Por meio da escrita, a linguagem pode transcender as condições ordinárias de tempo e lugar. A respeito disso e de acordo com o estudado, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
( ) A escrita é tida como, em síntese, um instrumento que emudece a palavra, sendo complexa nas culturas em uma possibilidade pouco transmissível.
( ) A escrita faz parte de tal modo da nossa civilização que poderia servir de definição dela própria, dividindo a história da humanidade em duas eras, antes e a partir da escrita.
( ) A escrita não é um procedimento destinado apenas para a fixação da palavra, mas também dá acesso ao mundo das ideias, permite apreender o pensamento e fazê-lo atravessar o espaço e o tempo, por isso a história da escrita segue a história dos avanços do espírito humano.
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – F – V.
c) ( ) F – V – F.
d) (X) F – V – V.

1 Até hoje ninguém sabe explicar direito qual foi a causa principal para a origem da escrita. Quando o povo se conscientizou de sua importância, ela já havia se consolidado ao ser utilizada amplamente. Por isso muitas sociedades a consideraram como um “presente dos deuses”. Desse modo, é difícil precisar qual foi a causa primordial para a criação da escrita, que, provavelmente, não foi a mesma para todos os povos, nem, com certeza, foi somente uma, mas a confluência de várias. A respeito disso e de acordo com o estudado, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
( ) O que se pode dizer é que a invenção da escrita foi um grande avanço para o desenvolvimento da humanidade, pois ela representa nossas ideias que podem ficar registradas por muitos e muitos anos, diferentemente da fala, que, se não for gravada, brevemente se desvanece.
( ) Nesse contexto, podemos compreender que o domínio da língua escrita marca o início da História humana.
( ) O uso da escrita não desenvolveu totalmente a comunicação entre os homens, pois outros atributos e formas de comunicação que vieram antes também já se propunham ao desenvolvimento humano.
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – F – V.
c) (X) V – V – F.
d) ( ) F – F – V.

No processo inicial de contagem, o homem estabelecia uma relação direta entre objetos tais como gravetos, pedras, traços nas pedras e o objeto que desejavam contar. Entretanto, a representação de quantidades maiores tornava-se difícil. Vão surgir, então, símbolos significando números. O número passa a ser símbolo e se desliga do objeto que representava originalmente. Com a evolução da linguagem, que importante substituição se efetivou?

a) A imagem foi substituída por linguagens de sinais da época.
b) A imagem foi substituída pela datilografia.
c) A imagem foi substituída pelo som exprimindo os números.
d) A imagem foi substituída por outros símbolos locais.

Quanto às abreviaturas, aponta-se que seu uso, por economia, vem desde a época do Império Romano. O código de Justiniano proibiu a sua utilização em documentos jurídicos. Após o século IX d.C. há um modismo em abreviar palavras, mas nos séculos XII e XIII tomaram-se providências no sentido de proibir as abreviaturas. Com o Renascimento, dá-se um novo surto de seu uso, criando-se, inclusive, tabelas de abreviaturas no século XVI. No reinado de D. Diniz, fez-se uma lei interditando as abreviaturas na documentação oficial. Se a letra estiver invertida ou de cabeça para baixo, significa palavra no feminino. No contexto da transcrição paleográfica, as abreviaturas acabam por:
a) Padronizar a transcrição paleográfica.
b) Facilitar a transcrição paleográfica.
c) Classificar a transcrição paleográfica.
d) Dificultar a transcrição paleográfica.

De acordo com o estudado, assinale a alternativa correta sobre o evento em que se deu a concepção primária das Normas Técnicas para Transcrição e Edição de Documentos Manuscritos (NTTEDM):

a) I Encontro Internacional de Padronização Paleográfica e de Diplomática.
b) I Encontro Nacional de Padronização Paleográfica e de Ensino de Obras Raras.
c) I Encontro Nacional de Normatização Paleográfica e de Ensino de Paleografia.
d) I Encontro Nacional de Normatização Paleográfica e de Ensino de Diplomática.

Em 1993, um evento aconteceu em São Paulo para a reformulação das Normas Técnicas para Transcrição e Edição de Documentos Manuscritos (NTTEDM). Assinale a alternativa que consta o nome correto do evento.

a) II Encontro Internacional de Padronização Paleográfica e de Diplomática.
b) II Encontro Nacional de Normatização Paleográfica e de Ensino de Paleografia.
c) II Encontro Nacional de Normatização Paleográfica e de Ensino de Diplomática.
d) II Encontro Internacional de Padronização Paleográfica e de Ensino de Obras Raras.

O estudo da paleografia e da diplomática fornece embasamento para várias áreas do conhecimento, permitindo a reconstrução de parte da história dos sujeitos, de suas práticas e das Instituições em épocas passadas. Conforme estudado, a Paleografia se relaciona intimamente com outras ciências históricas, sendo algumas delas as seguintes ciências:

a) Diplomática, Sigilografia e Codicologia.
b) Codicologia, Epigrafia e Cronologia.
c) Numismática, Medalhística e Arquivologia.
d) Todas as anteriores.

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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA 
E DIPLOMÁTICA
2022
Prof. Guilherme Goulart Righetto
GABARITO DAS 
AUTOATIVIDADES
GABARITO.indd 1GABARITO.indd 1 09/05/2022 13:18:5009/05/2022 13:18:50
2
NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
UNIDADE 1
TÓPICO 1 
1	 Os	centros	de	documentação	e	arquivos	utilizam	áreas	científicas	
auxiliares para o melhor tratamento de seus acervos. Uma 
bastante consultada é a disciplina que tem por objetivo o estudo 
da escrita e suas variações através do tempo que se denomina:
a) ( ) Paleontologia.
b) ( ) Arqueologia.
c)	(			)	 Caligrafia.
d)	(X)	 Paleografia.
e)	(			)	Datilografia.
2	 De	acordo	com	Berwanger	e	Leal	(2008),	a	paleografia	tem	relação	
direta e inter-relacionada com diversas outras ciências. A respeito 
disso	e	de	acordo	com	o	estudado,	classifique	V	para	as	sentenças	
verdadeiras e F para as falsas:
(			)	A	 Paleografia	 tem	 relação	 direta	 com	 diversas	 outras	 ciências,	
incluindo,	 principalmente,	 duas	 que	 dela	 foram	 construídas:	
(1)	 a	 Papirologia,	 que	 é	 o	 estudo	 de	 documentos	 em	 papiro,	
especialmente	de	origem	egípcia;	e	(2)	a	Codicologia,	que	estuda	
os	 códices	 medievais,	 geralmente	 grafados	 em	 pergaminhos	
(FLEXOR,	1970;	CONTRERAS,	1994).	
(			)	À	 Paleografia	 não	 interessam	 as	 novas	 ciências	 e	 tecnologias	
que	permitem	recuperar	a	leitura	de	palimpsestos,	visto	que	os	
instrumentos	antigos	das	ciências	clássicas	já	são	aptos	a	fazê-los.	
(			)	A	Paleografia	tem	relação	direta	com	o	Direito	e	a	Arquivologia.	
No	Direito,	em	razão	de	a	Paleografia	ler	documentos	manuscritos,	
principalmente	 os	 cartoriais	 do	 passado,	 subsidiando	 disputas	
judiciais.	No	que	se	refere	à	Arquivologia,	se	torna	indispensável	
a	leitura	documental	com	o	objetivo	de	proporcionar	uma	exata	
classificação	e	descrição	do	documento.
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3
NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b)	(X)	 V	–	F	–	V.
c) ( ) F – V – F.
d) ( ) F – F – V. 
3	 Após	o	final	da	primeira	metade	do	século	XX,	passou-se	a	ser	vista	
como	uma	 técnica	 com	fins	mais	pragmáticos	e	objetivos,	 cada	
vez mais incorporada aos currículos universitários, deixando de 
ser uso exclusivo e de domínio de poucos. À vista disso, assinale 
a alternativa que corresponde à disciplina mencionada:
a)	(			)	Diplomática.
b)	(			)	Arquivologia.
c)	(X)	 Paleografia.
d)	(			)	 Biblioteconomia.
4	 Ao	 falarmos	 na	 contemporaneidade,	 a	 Paleografia	 se	 ocupa	 do	
estudo e conhecimento das escritas antigas, distinguindo-se, pois, 
do	 campo	 das	 escritas	 neográficas.	 À	 vista	 disso,	 a	 Paleografia	
na	 atualidade	 tem	 finalidade	 tanto	 teórica	 quanto	 pragmática.	
Nesse	 sentido,	 disserte	 sobre	 as	 finalidades	 da	 paleografia	 na	
atualidade, bem como os seus interesses nesse contexto atual.
R.:	A	finalidade	teórica	da	paleografia	expressa	a	“preocupação	em	
se	 entender	 como	 se	 constituíram	 sócio-historicamente	 os	 sistemas	
de	escrita”;	 e	 a	finalidade	pragmática	da	paleografia	na	atualidade	
objetiva	 a	 “capacitação	 de	 leitores	 modernos	 para	 avaliarem	 a	
autenticidade	de	um	documento,	com	base	na	sua	escrita”,	além	de	
interpretar	 de	maneira	 adequada	 as	 escritas	 antigas.	À	 Paleografia	
interessam,	ainda	nesse	contexto	da	atualidade,	as	novas	ciências	e	
tecnologias	que	permitem	recuperar	a	leitura	de	palimpsestos	(isto	é,	
papiro	ou	pergaminho	cujo	texto	primitivo	foi	raspado,	para	dar	lugar	
a	outro),	apurar	compostos	e	pigmentos	pictóricos	de	iluminuras	e	de	
tintas,	conhecer	a	origem	animal	ou	botânica	dos	materiais	de	escrita,	
como	 o	 pergaminho	 ou	 o	 papiro	 e	 o	 papel,	 ou,	 até	 dos	 elementos	
sigilográficos	associados	ao	documento.
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4
NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
5	 O	nascimento	da	Paleografia	deu-se	no	século	XVII.	Sua	história	
pode	ser	dividida	em	dois	períodos:	o	de	formação	(fins	do	século	
XVII	e	primeiro	quarto	do	século	XVIII)	e	o	de	afirmação	(daí	até	
nossos dias). Nesse contexto, a denominada Guerra dos Trinta 
Anos provoca um intenso movimento no âmbito da disciplina. 
Disserte sobre os motivos porque.
R.:	 A	 Guerra	 dos	 Trinta	 Anos	 (1618-1648),	 como	 já	 mencionado,	
provoca	um	intenso	movimento	no	terreno	da	disciplina,	devido	a	uma	
verdadeira	avalanche	de	documentos	falsos	e	falsificados,	que	exigem	
de	juízes	e	tribunais	um	exaustivo	trabalho	de	crítica.	Controvérsias	
e	polêmicas	ocorreram	na	Alemanha,	Itália,	França	e	Inglaterra	sobre	
direitos	 feudais	 e	 eclesiásticos,	 cujos	 documentos	 depositados	 em	
arquivos	particulares	 e	nos	mosteiros	 foram	qualificados	de	 falsos.	
Foi	o	que	se	denominou	de	“Guerra	Diplomática”.
TÓPICO 2 
1 O monge e historiador francês considerado o “pai da Diplomática 
e	 Paleografia”	 por	 ter	 publicado,	 em	 1681,	 o	 primeiro	 tratado	
sobre o assunto, denominado De re diplomática libri VI foi:
a)	(			)	Natalis	de	Wailly.
b)	(			)	 Vicenta	Cortés	Alonso.
c)	(			)	Gabriel	Naudé.
d) (X) Jean Mabillon.
2	 A	 Diplomática	 desempenha	 as	 funções	 crítica,	 jurídica	 e	
classificadora,	sendo	consideradas	importantes	para	o	seu	devido	
desenvolvimento.	A	 respeito	disso	 e	de	 acordo	 com	o	 estudado,	
classifique	V	para	as	sentenças	verdadeiras	e	F	para	as	falsas:
(			)	A	 função	 crítica	 é	 bastante	 importante	 para	 os	 historiadores	
porque	 lhes	 permite	 distinguir	 os	 documentos	 autênticos,	
falsos	e	alterados,	determinando	sua	fidedignidade	como	fontes	
históricas	ou	testemunhos	jurídicos.
GABARITO.indd 4GABARITO.indd 4 09/05/2022 13:18:5009/05/2022 13:18:50
5
NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
(			)	A	 função	 jurídica	 determina	 as	 classes	 documentais	 como	
instrumentos	jurídicos	que	comprovem	direitos	ou	que	se	ocupem	
de	negócios	jurídicos.	
(			)	A	 função	 classificadora	 é	 também	conhecida	 como	arquivística	
porque	estabelece	estrutura	com	princípios	arquivísticos,	baseada	
na	relação	da	Diplomática	e	da	Arquivologia.	
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – F – V.
c) (X) V	–	V	–	F.
d) ( ) F – F – V.
3 Ao examinarmos um documento de forma crítica, encontra-se a 
diplomática, que estuda o fato e a vontade que o originam, na 
medida em que se relacionam com o propósito e a consequência, 
o desenvolvimento de seu processo genético e o caráter de sua 
forma física e intelectual. Além disso a diplomática se pauta em 
estudar	também	outras	questões.	A	respeito	disso,	classifique	V	
para as sentenças verdadeiras e F para as falsas sobre o estudo da 
diplomática:
(			)	A	 diplomática	 não	 precisa	 estudar	 os	 demais	 problemas	 que	
ajudam	a	julgar	a	legitimidade	e	credibilidade	dos	documentos.
(			)	A	 diplomática	 estuda	 as	 fases	 de	 elaboração	 e	 modos	 de	
transmissão	dos	documentos	(original	ou	cópia).
(			)	A	 diplomática	 estuda	 a	 organização	 e	 o	 funcionamento	 das	
chancelarias	 (serviço	 especial	 a	quem	era	 confiada	a	 expedição	
dos	atos	dos	soberanos),	e	também	o	estatuto	dos	Notários	(pessoa	
autorizada	 a	 praticar	 atos	 na	 área	 jurídica,	 nomeadamente	 o	
testemunho	de	assinaturas	em	documentos)	que	o	redigiram.
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:
a)	(X)	 F	–	V	–	V.
b) ( ) V – F – V.
c) ( ) V – V – F.
d)	(			)	F – F – V.
GABARITO.indd 5GABARITO.indd 5 09/05/2022 13:18:5009/05/2022 13:18:50
6
NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
4	 Tanto	 a	 Paleografia	 como	 a	Diplomática	 tratam	 de	 textos,	mas	
com	pontos	de	vista	diversos.	Enquanto	a	Paleografia	lê	e	decifra	
os caracteres extrínsecos do texto (letras, números, abreviaturas, 
ligações	e	outros	sinais	gráficos),	a	Diplomática	se	ocupa	de	seus	
caracteres intrínsecos (idioma, teor, estilo). Nesse cenário, aponte 
as	outras	diferenças	existentes	entre	a	Paleografia	e	a	Diplomática.R.:	Podemos	compreender	nesse	sentido	que,	enquanto	a	Paleografia	
se	interessa	pelo	documento	em	si,	traçando	regras	para	a	sua	tradução	
e	decodificação	 formal,	 a	Diplomática	 faz	 a	 interpretação	do	 texto,	
explora	o	seu	teor	e	conteúdo,	analisa	a	língua	e	o	estilo	e	verifica	a	
autenticidade	do	documento.	Pode-se	dizer	que	uma	cuida	“do	corpo	
e	a	outra,	da	alma	do	texto”	(BERWANGER;	LEAL,	2008,	p.	35).
5 O objeto da diplomática não é qualquer documento escrito que 
ela estude, mas apenas o documento arquivístico, ou seja, um 
documento criado ou recebido por uma pessoa física ou jurídica 
no decorrer de uma atividade prática. Qualquer documento 
escrito no sentido diplomático contém informações transmitidas 
ou descritas por meio de regras de representação, que são, elas 
próprias, evidências da intenção de transmitir informações: 
fórmulas, estilo burocrático ou literário, linguagem especializada, 
técnica de entrevista, e assim por diante. A partir do enunciado, 
disserte sobre as referidas regras da diplomática.
R.:	 As	 regras	 da	 diplomática,	 que	 se	 denominam	 como	 forma,	
refletem	estruturas	políticas,	jurídicas,	administrativas	e	econômicas,	
cultura,	hábitos,	mitos,	e	constituem	parte	integrante	do	documento	
escrito,	 porque	 formulam	 ou	 condicionam	 as	 ideias	 ou	 fatos	 que	
consideramos	 serem	 o	 conteúdo	 dos	 documentos.	A	 forma	 de	 um	
documento	é,	obviamente,	física	e	intelectual.
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
TÓPICO 3
1 A tipologia documental é a prova concreta da existência de uma 
função e de uma atividade. O instrumento teórico-metodológico 
que,	com	seus	métodos,	permite	a	identificação	dos	documentos	
dentro das funções nas quais foram gerados e, ao mesmo tempo, 
a representação dessa própria função é chamado de:
a)	(			)	Gestão	de	Documentos.
b)	(			)	 Paleografia.
c)	(			)	História	Administrativa.
d)	(			)	 Introdução	à	Administração.
e) (X) Diplomática Contemporânea.
2 Atualmente, a Diplomática está voltada ao estudo da tipologia 
documental, ou seja, à lógica orgânica dos conjuntos de 
documentos. Rondinelli (2004) conclui que analisar um 
documento,	à	 luz	do	método	diplomático,	significa	buscar	uma	
relação	entre	a	palavra	e	o	mundo,	pois	sua	finalidade	é	entender	
o mundo através do documento. Para tanto, faz-se necessário 
decompor o documento em seus elementos constitutivos. A 
respeito	disso	e	de	acordo	com	o	estudado,	classifique	V	para	as	
sentenças verdadeiras e F para as falsas:
(			)	 Para	 a	 Tipologia	 Documental,	 importa	 analisar	 o	 documento	
segundo	as	relações	que	ele	estabelece	com	os	seus	semelhantes,	isto	
é,	com	documentos	que	são	frutos	das	mesmas	funções/atividades,	
e,	por	fim,	com	a	própria	instituição	geradora	da	documentação.
(			)	Na	 atualidade,	 a	 Diplomática	 e	 a	Arquivística	 passam	 a	 atuar	
conjuntamente	 na	 resolução	de	problemas	 atuais,	 com	base	 na	
associação	dos	fundamentos	de	ambas	as	disciplinas.	
(			)	 Entre	as	várias	demandas	suscitadas	no	momento	presente,	está	
a	problemática	dos	documentos	arquivísticos	digitais,	sua	gestão,	
preservação	e	acesso.
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b)	(X)	 V	–	V	–	V.
c) ( ) V – V – F.
d)	(			)	F – F – V.
3	 Atualmente,	a	Diplomática	possibilita	também	a	identificação	dos	
elementos considerados essenciais para que o documento digital 
seja	 considerado	 arquivístico.	 São	 estes:	 forma	 fixa,	 conteúdo	
estável,	relação	orgânica,	contexto	identificável,	e	ação,	além	do	
envolvimento de cinco pessoas, sendo elas: 
a)	(			)	 Técnico	 arquivístico,	 especialista	 em	 direito,	 redator,	
compilador	e	historiador.
b)	(			)	 Técnico	arquivístico,	autor,	historiador,	compilador	e	redator.
c) (X) Autor, redator, destinatário, originador e produtor.
4	 Sobre	 a	 evolução	 da	 Diplomática,	 pode-se	 afirmar	 que	 a	
Diplomática Contemporânea é produto de uma revisão do 
desenvolvimento e da atualização dos princípios formulados 
anteriormente, com base nos pressupostos arquivísticos. À vista 
disso, explique a integração da Diplomática na contemporaneidade 
junto à Arquivística, bem como seu papel junto aos documentos 
arquivísticos digitais.
R.:	No	seu	sentido	moderno,	os	documentos	são	analisados	na	direção	
de	 seu	 contexto	 de	 produção,	 nas	 relações	 entre	 as	 competências,	
funções	e	atividades	do	órgão	produtor	e,	nesse	sentido,	apresenta	
profundas	 relações	 com	a	Arquivística	 (RODRIGUES,	 2008).	Nesse	
cenário,	 pode-se	 entender	 que	 a	 possibilidade	 de	 integração	 dos	
princípios	 e	 conceitos	 da	 Diplomática	 aos	 da	 Arquivística	 é	 vista	
como	 um	 caminho	 seguro	 para	 o	 bom	 gerenciamento	 arquivístico	
dos	documentos	no	presente	(RONDINELLI,	2004).	No	relativo	aos	
documentos	 arquivísticos	 digitais,	 aponta-se	 que	 a	 Diplomática	
fortemente	contribui	com	a	Arquivística	ao	propiciar	a	elaboração	e	
a	 preservação	de	documentos	 autênticos	 e	 confiáveis.	 Por	meio	da	
utilização	de	metadados,	pode-se	verificar	se	os	documentos	sofreram	
algum	processo	de	adulteração	em	sua	transmissão	e	manutenção	ao	
longo	do	tempo	(SANTOS;	FLORES,	2016).
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
5 Atualmente, a Diplomática é conhecida por Diplomática 
Contemporânea, Diplomática Especial, Diplomática aplicada à 
Arquivística ou ainda Tipologia Documental. Tal Diplomática 
Contemporânea é vista, atualmente, como fundamental para o 
tratamento dos acervos arquivísticos. Disserte sobre a necessária 
adaptação da Diplomática junto à Arquivística.
R.:	 Rodrigues	 (2008)	 aponta	 que,	 atualmente,	 há	 uma	 adaptação	
da	 metodologia	 da	 Diplomática	 às	 necessidades	 da	 Arquivística,	
assim	 como	outrora	 ocorreu	 com	o	Direito	 e	 a	História.	 Essa	 ideia	
é	 reforçada	 por	 Tognoli	 e	 Guimarães	 (2011),	 que	 defendem	 a	
manutenção	dos	 princípios	 e	 conceitos	 arquivísticos	 e	 a	 renovação	
do	 método	 e	 do	 objeto	 da	 Diplomática,	 para	 que,	 a	 partir	 dela,	
obtenha-se	 a	 identificação	 e	 o	 restabelecimento	 do	 contexto	 de	
criação	 dos	 documentos	 contemporâneos,	 em	 diferentes	 meios	 e	
suportes,	 garantindo,	 portanto,	 a	 sustentação	 da	 Arquivística	 no	
século	XXI.	Assim,	a	Diplomática	que,	antes,	ocupava-se	somente	da	
estrutura	formal	dos	documentos,	sua	autenticidade	e	fidedignidade,	
possuindo	 o	 olhar	 voltado	 para	 o	 documento	 isolado,	 como	 peça	
única,	 atualmente,	 percebe	 o	 documento	 como	 integrante	 de	 um	
conjunto,	 com	 perceptível	 ampliação	 de	 seu	 objeto	 em	 direção	 à	
gênese	documental.
UNIDADE 2
TÓPICO 1 
1 Os egípcios utilizaram centenas de sinais para escrever. Um 
desenho, por exemplo, podia representar uma ou mais letras. A 
escrita egípcia ou escrita sagrada, por ser dominada apenas por 
poucos, era feita em papiro e denominava-se:
a)	(			)	 Volutas.
b)	(			)	 Criptógrafos.
c)	(			)	Megalíticos.
d) (X) Hieróglifos.
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
2 A escrita Cuneiforme da Mesopotâmia, ao contrário da escrita 
egípcia, apresentava dois aspectos característicos e singulares, 
onde	cada	um	de	seus	símbolos	gráficos	representava	tanto	uma	
ideia quanto um som dessas escritas. Quais eram esses dois 
aspectos?
a)	(			)	Aspectos	robusto	e	fonético.
b)	(			)	Aspectos	pictórico	e	europeu.
c)	(			)	Aspectos	fonético	e	grego.
d) (X) Aspectos pictórico e fonético.
3 Além das pirâmides, no Antigo Império, os Egípcios 
desenvolveram sua escrita, isto é, os chamados Hieróglifos. 
Nesse sentido, a descoberta do exército de Napoleão, em 1799, 
fundamental para se desvendar a escrita egípcia, foia:
a) (X) Pedra de Roseta.
b)	(			)	 Pedra	de	megalítico.
c)	(			)	 Stonehenge.
d)	(			)	Quéops.
4	 Berwanger	 e	 Leal	 (2008)	 afirmam	 que	 a	 história	 da	 escrita	 se	
caracterizou mais propriamente por um processo de sucessão 
que de evolução, embora se reconheçam cinco principais iniciais 
fases. A partir disso, aponte e disserte sobre tais fases.
FONTE: BERWANGER, A. R.; LEAL, J. E. F. Noções de paleografia e diplomática. 3. 
ed. Santa Maria: EdUFSM, 2008.
R.: Escrita embrionária:	são	figuras	de	animais,	modelos	geométricos,	
várias	espécies	de	objetos,	sem	qualquer	relacionamento	com	a	escrita	
sistemática,	limitando-se	a	fixar	as	ideias	de	forma	estática.	Essa	fase	
rudimentar	da	escrita	remonta	a	20000	a.C.,	ou	seja,	ao	Homem	do	
Paleolítico	Superior.	
Pictografia:	a	pictografia,	ou	sinal	que	significa	o	objeto	representado,	
pode	se	referir	a	uma	sequência	de	planos	ou	ideias	de	uma	narrativa.	
Também	pressupõe	um	processo	de	análise	e	abstração	que	está	presente	
na	escrita	sistemática.	A	pictografia	não	se	lê,	ela	é	interpretada.
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
Ideografia:	 trata-se	 de	 linguagem	 simbólica	 em	 que	 cada	 palavra	
ou	grupo	de	palavras	essenciais	da	frase	tem	símbolo	individual	ou	
fixo,	representando	uma	ideia	abstrata,	uma	qualidade,	uma	ação.	É	
o	caso	da	figura	do	sol	conotando	calor,	dia,	luz.	Exemplos	de	escrita	
ideográfica	 da	 atualidade	 são	 os	 sinais	 de	 trânsito,	 os	 algarismos	
romanos,	os	sinais	aritméticos,	a	escrita	chinesa	etc.
Silabografia:	 sistema	 em	 que	 cada	 sílaba	 tem	 sua	 representação	
própria,	como	na	escrita	japonesa.
Fonografia	 ou	 sistema	 fonético:	 nesse	 sistema,	 cada	 som	 tem	 seu	
símbolo	 individual,	 chamado	 letra.	 Remonta	 aos	 fenícios,	 que	
aperfeiçoaram	e	divulgaram	o	alfabeto;	é	adotado	em	todas	as	línguas	
ocidentais	e	por	algumas	línguas	orientais.
5	 A	 origem	 da	 escrita	 é	 bastante	 longa.	 Se	 comparada	 ao	
desenvolvimento intelectual da humanidade, data de um 
passado recente, pois não há provas concretas de qualquer 
sistema	 completo	de	escrita	 antes	do	 século	 IV	a.C.:	 a	História	
testemunha seu primeiro uso entre 4000 e 3000 a.C. A partir disso, 
disserte sobre a origem da escrita, apontando sobre as escritas 
mais antigas e a sua importância desde os períodos mais remotos.
R.:	 A	 origem	 da	 escrita	 é	 bastante	 longa.	 Se	 comparada	 ao	
desenvolvimento	 intelectual	 da	 humanidade,	 data	 de	 um	 passado	
recente,	pois	não	há	provas	concretas	de	qualquer	sistema	completo	de	
escrita	antes	do	século	IV	a.C.:	a	História	testemunha	seu	primeiro	uso	
entre	4000	e	3000	a.C.	Entre	as	mais	antigas,	estão	a	escrita	sumeriana,	
a	acadiana,	a	egípcia	e	a	chinesa.	De	qualquer	forma,	era	considerada	
tão	importante	pelos	antigos	povos	que	esses	atribuíam	sua	invenção	
a	deuses	e	heróis.	Depois	da	gênese	da	palavra,	 revolução	maior	e	
primeira	na	afirmação	do	ser	humano,	que	mitologias	de	civilizações	
antigas	 matriciais	 enunciaram	 como	 fonte	 vital	 de	 criação,	 entre	
deuses	e	homens	nela	 inspirados,	da	palavra	oral,	pronunciável	na	
sua	totalidade,	a	invenção	da	escrita	constitui	uma	nova	revolução	na	
história.	A	escrita	nasce	de	contextos	civilizacionais	valorizadores	de	
uma	ordem	económica	em	que	se	reflete	a	organização	social.
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
TÓPICO 2 
1	 A	escrita	é	a	contrapartida	gráfica	do	discurso,	é	a	fixação	da	
linguagem falada numa forma permanente ou semipermanente. 
Por meio da escrita, a linguagem pode transcender as condições 
ordinárias de tempo e lugar. A respeito disso e de acordo com o 
estudado,	classifique	V	para	as	sentenças	verdadeiras	e	F	para	
as falsas:
(			)	A	escrita	é	tida	como,	em	síntese,	um	instrumento	que	emudece	
a	 palavra,	 sendo	 complexa	 nas	 culturas	 em	uma	possibilidade	
pouco	transmissível.
(			)	A	escrita	faz	parte	de	tal	modo	da	nossa	civilização	que	poderia	
servir	 de	 definição	 dela	 própria,	 dividindo	 a	 história	 da	
humanidade	em	duas	eras,	antes	e	a	partir	da	escrita.	
(			)	A	escrita	não	é	um	procedimento	destinado	apenas	para	a	fixação	
da	palavra,	mas	também	dá	acesso	ao	mundo	das	ideias,	permite	
apreender	o	pensamento	e	fazê-lo	atravessar	o	espaço	e	o	tempo,	
por	 isso	 a	 história	 da	 escrita	 segue	 a	 história	 dos	 avanços	 do	
espírito	humano.
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – F – V.
c) ( ) F – V – F.
d) (X) F	–	V	–	V.
2 A palavra alfabeto vem do latim alphabetum, que por sua vez é 
composta pelo nome das duas primeiras letras do alfabeto grego: 
alpha e beta.	 Pode-se	 definir	 o	 alfabeto	 como	 um	 sistema	 que	
exprime dois atributos essenciais. Quais são?
a)	(			)	 Escritas	e	sinais.
b)	(			)	 Expressões	e	sinais.
c)	(X)	 Sons	elementares	e	linguagem.
d)	(			)	 Linguagem	e	sinais.
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
3	 No	 fim	 do	 primeiro	 milênio	 a.C.,	 certas	 regiões	 conquistaram	
grande importância:. O fortalecimento dessas regiões favoreceu a 
expansão da nova e revolucionária forma de escrita. Que regiões 
eram essas?
a)	(			)	 Israel,	Índia	e	Aram.
b)	(			)	 Roma,	Grécia	e	Índia.
c)	(			)	 Roma,	Israel	e	Grécia.
d) (X) Israel, Fenícia e Aram.
4	 Antes	do	Período	Helenístico	 (323-146	a.C.),	o	alfabeto	 romano	
era	composto	de	vinte	e	uma	letras.	Por	causa	da	influência	grega	
em Roma, duas letras do alfabeto grego foram incorporadas ao 
alfabeto	 latino	 no	 Período	 Clássico	 (século	 I	 a.C.):	 o	 Υ	 e	 o	 Ζ.	
Assim, o alfabeto romano passou a ter vinte e três letras, às quais 
se davam os nomes: A, B, C, D, E, F, G, H, I, K, L, M, N, O, P, Q, R, 
S,	T,	U,	X,	Y	e	Z,	disserte	sobre	o	alfabeto	romano.	Diante	disso,	
disserte sobre o surgimento do alfabeto romano.
R.:	O	alfabeto	romano	surgiu,	então,	de	adaptações	que	os	romanos	
fizeram	do	alfabeto	etrusco	para	sua	língua	(séc.	VII	a.C.).	Os	etruscos,	
por	 sua	 vez,	 usaram	 como	 modelo	 o	 alfabeto	 grego	 ocidental	 (o	
alfabeto	 grego	 usado	 na	 Magna	 Grécia	 –	 nome	 genérico	 dado	 às	
colônias	 gregas	 do	 sul	 da	 Península	 Itálica),	 que	 já	 era	 um	 pouco	
diferente	do	alfabeto	grego	clássico	(grego	ático).	
5	 Sabendo	que	o	latim	vulgar	acabou	por	dominar	as	línguas	locais	
e	 com	 outras	 influências,	 surgiram	 novos	 idiomas	 –	 isto	 é,	 os	
neolatinos. Nesse sentido, aponte as principais línguas neolatinas. 
R.:	 As	 principais	 línguas	 neolatinas	 são:	 o	 português,	 o	 francês,	
o	 espanhol	 e	 o	 italiano.	Do	 latim	ainda	 se	 originaram	o	 romeno	
(falado	na	Romênia),	o	catalão	(na	Catalunha,	região	da	Espanha),	o	
rético	(na	Récia,	ou	seja,	Suíça,	Áustria	e	Itália),	o	provençal	(falado	
na	Provença,	 região	da	França,	 e	hoje	 transformado	em	dialeto),	
o	sardo	(na	Sardenha)	e	o	dalmático	 (falado	na	Dalmácia,	antiga	
lugoslávia,	e	hoje	língua	morta).
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
TÓPICO 3
1 Até hoje ninguém sabe explicar direito qual foi a causa principal 
para a origem da escrita. Quando o povo se conscientizou de 
sua importância, ela já havia se consolidado ao ser utilizada 
amplamente. Por isso muitas sociedades a consideraram como 
um	“presente	dos	deuses”.	Desse	modo,	é	difícil	precisar	qual	foi	
a causa primordial para a criação da escrita, que, provavelmente, 
não foi a mesma para todos os povos, nem, com certeza, foi 
somente	 uma,	 mas	 a	 confluência	 de	 várias.	 A	 respeito	 disso	
e	 de	 acordo	 com	 o	 estudado,	 classifique	 V	 para	 as	 sentenças	
verdadeiras e F para as falsas:
(			)	O	que	se	pode	dizer	é	que	a	invenção	da	escrita	foi	um	grande	
avanço	 para	 o	 desenvolvimento	 da	 humanidade,pois	 ela	
representa	nossas	ideias	que	podem	ficar	registradas	por	muitos	
e	muitos	anos,	diferentemente	da	fala,	que,	se	não	for	gravada,	
brevemente	se	desvanece.
(			)	Nesse	contexto,	podemos	compreender	que	o	domínio	da	língua	
escrita	marca	o	início	da	História	humana.	
(			)	 O	uso	da	escrita	não	desenvolveu	totalmente	a	comunicação	entre	os	
homens,	pois	outros	atributos	e	formas	de	comunicação	que	vieram	
antes	também	já	se	propunham	ao	desenvolvimento	humano.
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – F – V.
c)	(X)	 V	–	V	–	F.
d)	(			)	F – F – V.
2 Tendo em vista que o nosso alfabeto é o latino, é importante 
entendermos	que	dentro	da	escrita	latina	surgiram	modificações	
com o passar do tempo, por exemplo: escrita capital, escrita uncial, 
escrita semiuncial, escrita cursiva, escritas nacionais, escrita 
gótica e a escrita humanística. Qual destas escritas é utilizada até 
os dias atuais?
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
a)	(			)	 Escrita	semiuncial.
b)	(			)	 Escrita	capital.
c)	(			)	 Escrita	nacional.
d) (X) Escrita humanística.
3 No processo inicial de contagem, o homem estabelecia uma relação 
direta entre objetos tais como gravetos, pedras, traços nas pedras 
e o objeto que desejavam contar. Entretanto, a representação 
de	 quantidades	 maiores	 tornava-se	 difícil.	 Vão	 surgir,	 então,	
símbolos	significando	números.	O	número	passa	a	ser	símbolo	
e se desliga do objeto que representava originalmente. Com a 
evolução da linguagem, que importante substituição se efetivou?
a)	(			)	A	imagem	foi	substituída	por	linguagens	de	sinais	da	época.
b)	(			)	A	imagem	foi	substituída	pela	datilografia.	
c) (X) A imagem foi substituída pelo som exprimindo os números.
d)	(			)	A	imagem	foi	substituída	por	outros	símbolos	locais.
4 Os números indo-arábicos usados hoje são originários da Índia. 
A partir dessa proposição e do conteúdo estudado, disserte sobre 
o importante contexto histórico dos algarismos arábicos.
R.:	Uma	das	maiores	contribuições	dessa	civilização	foi	o	seu	sistema	
de	 numeração,	 que	 se	 desenvolveu	 no	 século	 V.	 Existem	 grandes	
diferenças	entre	o	sistema	indiano	e	os	da	Grécia,	Egito	e	Roma.	Uma	
delas	 é	 que	 esse	 sistema	 distinguia	 o	 número	 zero,	 enquanto	 que	
nos	outros	não	existia.	Essa	diferença,	que	a	princípio	parece	boba,	é	
muito	importante.	Graças	a	ela,	uma	outra	de	grande	importância	se	
deriva:	com	apenas	dez	símbolos	e,	usando	a	posição	em	que	estão	
escritos,	 o	 sistema	 indo-arábico	 tem	 a	 capacidade	 de	 representar	
quantidades	tão	grandes	ou	pequenas	como	quisermos.	No	século	XIV,	
a	então	dominante	numeração	romana	passou	a	ser,	gradativamente,	
substituída	pelos	algarismos	arábicos,	sendo	intensificado	seu	uso	no	
século	seguinte.	Os	algarismos	arábicos	venceram,	definitivamente,	os	
números	romanos	no	seu	uso	no	século	XVI.	Foi	vitória	da	praticidade	
e	fruto	das	exigências	de	uma	nova	realidade	socioeconômica	vigente.	
A	 existência	 do	 zero	 e	 a	 facilidade	dos	 algarismos	 arábicos	 para	 a	
realização	 de	 operações	 numéricas	 foram	 decisivas	 nessa	 questão	
(BERWANGER;	LEAL,	2008).
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
5	 Segundo	 Sampson	 (1996),	 a	 invenção	 da	 escrita	 aparece	
tardiamente com relação ao aparecimento da linguagem; ela 
apareceu	depois	da	chamada	“revolução	neolítica”,	e	sua	história	
pode	ser	dividida	em	três	fases:	pictórica,	ideográfica	e	alfabética.	
Disserte sobre as três fases evidenciadas.
R.:	A	 fase	 pictórica	 corresponde	 aos	 desenhos	 ou	 pictogramas,	 os	
quais	 não	 estão	 associados	 a	 um	 som,	mas	 à	 imagem	daquilo	 que	
se	quer	representar.	Consistem	em	representações	bem	simplificadas	
dos	 objetos	 da	 realidade.	 Aparecem	 em	 inscrições	 antigas,	 mas	
podem	 ser	 vistos	 de	 maneira	 mais	 elaborada	 na	 escrita	 asteca	 e,	
mais	recentemente,	nas	histórias	em	quadrinhos.	A	fase	ideográfica	
é	 representada	 pelos	 ideogramas,	 que	 são	 símbolos	 gráficos	 que	
representam	diretamente	uma	ideia,	como,	hoje	em	dia,	certos	sinais	
de	 trânsito.	As	escritas	 ideográficas	mais	 importantes	 são	a	egípcia	
(também	 chamada	 de	 hieroglífica),	 a	 mesopotâmica	 (suméria),	 as	
escritas	da	região	do	mar	Egeu	(a	cretense,	por	exemplo)	e	a	chinesa	
(de	onde	provém	a	escrita	japonesa).	Já	a	fase	alfabética	se	caracteriza	
pelo	 uso	 de	 letras,	 as	 quais,	 embora	 tenham	 se	 originado	 nos	
ideogramas,	 perderam	 o	 valor	 ideográfico	 e	 assumiram	 uma	 nova	
função	de	escrita:	a	representação	puramente	fonográfica.
UNIDADE 3
TÓPICO 1 
1 A escrita é a representação da linguagem, mais do que o 
pensamento,	 por	 meio	 de	 sinais	 gráficos	 convencionais,	 feitos	
na superfície de diversos materiais. Desde que o homem sentiu 
a necessidade de se comunicar e se expressar, tornando visíveis 
e mesmo duradouros os seus sentimentos, recordações, desejos, 
anseios e temores, ou simplesmente de relatar os fatos de seu 
cotidiano, ele procurou meios para fazê-lo. Assim, o cérebro 
orientou a mão para transmitir essas mensagens. A partir disso, 
essa estreita associação entre o cérebro e a mão representa uma 
condição essencial às nossas origens humanas, sendo: 
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
a)	(			)	A	nossa	condição	de	escrita	humana.
b)	(			)	A	nossa	condição	de	comunicação	entre	os	humanos.
c) (X) A nossa condição de Homo Sapiens.
d)	(			)	A	nossa	condição	de	sociedade	civil.
2 Desde os tempos mais primitivos, o homem lançou mão dos mais 
variados	 materiais	 para	 deixar	 expressas	 suas	 ideias.	 Sobre	 a	
questão dos materiais utilizados, assinale a alternativa correta:
a) (X) O barro é tido como o primeiro material utilizado para a escrita. 
Os materiais e instrumentos da escrita eram originários dos três 
reinos da natureza: animal, vegetal e mineral, e constituíam-se 
do material de base e do material impressor.
b)	(			)	O	 carvão	 é	 tido	 como	 o	 primeiro	 material	 utilizado	 para	 a	
escrita.	Os	materiais	e	instrumentos	da	escrita	eram	originários	
dos	 três	 reinos	 da	 natureza:	 animal,	 vegetal	 e	 mineral,	 e	
constituíam-se	de	propriedades	dos	minerais.
c)	(			)	O	pergaminho	é	tido	como	o	primeiro	material	utilizado	para	a	
escrita.	Os	materiais	e	instrumentos	da	escrita	eram	originários	
da	evolução	da	espécie.
d)	(			)	O	 chumbo	 é	 tido	 como	o	primeiro	material	 utilizado	para	 a	
escrita.	Os	materiais	e	instrumentos	da	escrita	eram	originários	
da	evolução	da	escrita	rupestre.
3 As tintas e suas variadas cores eram obtidas de diferentes modos 
e, muitas vezes, tinham empregos peculiares. Eram extraídas de 
vegetais (tanino e outros corantes), animais (moluscos ou mistura 
de gordura com fuligem e vinagre) e minerais (misturas químicas 
com o sulfato de ferro e noz de galha, por exemplo). A tinta preta, 
mais antiga e mais usada, era obtida com qual mistura?
a)	(			)	Mistura	de	água	de	chuva	ou	vinho	branco.
b) (X) Mistura de fumo (fuligem), gordura e vinagre.
c)	(			)	Mistura	 de	 ferrugem	misturado	 com	 o	 óleo	 produzido	 pela	
noz	de	galha.
d)	(			)	Mistura	de	tanino	e	ácido	gálhico.
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
4 A partir de uma espécie de junco, planta que crescia no delta 
do Nilo (Ciperus papyrus), surgiu a palavra papiro. O papiro foi 
utilizado em toda a Antiguidade, particularmente no Egito (3000 
a.C.), que fazia exportação do produto. Roma e Grécia eram os 
maiores consumidores. Parece que foi introduzido na Europa 
aproximadamente no séc. III d.C. e, no resto do mundo, seu 
emprego	 foi	 corrente	 até	 cerca	 de	 780	 d.C.	 O	 Vaticano	 fez	 uso	
sistemático desse materialaté o século XI. O papiro apresentou 
várias vantagens sobre as tabuinhas: como era um material leve, 
seu transporte tornava-se mais fácil, além do seu fácil manuseio. 
Substituindo	o	estilete,	a	pena	com	que	agora	se	escrevia	sobre	o	
papiro fez do ato da escrita uma tarefa mais amena. A tinta escura 
sobre o fundo claro do papiro proporcionou melhor legibilidade. 
Diante desse contexto, disserte sobre o modo de preparo do papiro.
 
R.:	 Eis	 o	 modo	 de	 preparar:	 cortava-se	 o	 caule	 da	 planta,	 tirava-
se	 a	 casca	 externa	 e	 talhava-se	 a	 parte	 interna	 em	 finas	 camadas.	
Colocavam-se	as	camadas	umas	sobre	as	outras,	em	sentido	vertical	
e	horizontal	e	depois	eram	prensadas	e	postas	a	secar	ao	sol.	Após	a	
secagem	eram	raspadas	com	casca	de	molusco	e	alisadas	com	marfim.	
Ficavam,	assim,	prontas	para	 escrever.	Essa	descrição	 foi	dada	por	
Plínio.	Os	papiros	eram,	então,	enrolados	em	bastões	cilíndricos,	de	
madeira	ou	osso	nas	extremidades,	chamados	umbilicus,	cuja	função	
consistia	em	proteger	o	material,	que	era	frágil.	As	folhas	chamavam-
se	plagula	–	daí	o	entendimento	do	que	virá	a	ser	a	página.	
Podemos	considerar	como	primeiras	formas	de	expressão	gravada	
os	 desenhos	 executados	 pelo	 homem	 do	 Paleolítico	 Superior	
(há	 cerca	 de	 20.000	 anos),	 nas	 paredes	 de	 cavernas	 na	 Espanha	
(Altamira),	na	França	(Lascaux),	na	Rússia,	no	Oriente	Médio,	na	
África,	 em	Portugal,	 bem	 como	 as	 inscrições	 em	pedras	 e	 ossos,	
datando	de	10.000	a	6.500	a.C.
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
5 Não se tem certeza quando o couro começou a ser usado como 
material de escrita; é certo, porém, que sua utilização data de tempos 
remotos. Entretanto, não havia meios de preservar o couro, que era 
comumente atacado por insetos, ou ressecava, apodrecia, partia. O 
homem começou, então, a aperfeiçoar a preparação desse material. 
Devido à suspensão da exportação do papiro pelo Egito, o rei de 
Pérgamo, Eumenes II, criou, no século II a.C., um processo para 
melhorar	o	couro.	Que	processo	era	este?	Justifique	sua	resposta.
R.:	A	partir	da	suspensão	da	exportação	do	papiro	pelo	Egito,	o	rei	
de	Pérgamo,	Eumenes	II,	criou,	no	século	II	a.C.,	um	processo	para	
melhorar	o	couro:	surgiu	então	o	pergaminho.	O	processo	consistia	
em	mergulhar	várias	vezes	na	 cal	o	 couro	do	animal.	Os	melhores	
pergaminhos	eram	 fabricados	 com	o	 feto	de	 carneiro	e	ovelha.	Em	
relação	 ao	 papiro,	 o	 pergaminho	 apresentava	 vantagens:	 era	 mais	
resistente	ao	manuseio,	mais	durável,	podia	ser	utilizado	em	ambas	
as	 faces	 e,	 ainda,	 reaproveitado.	 No	 século	 XIX	 foi	 inventado	 o	
pergaminho	vegetal,	que	imita	o	primitivo.
TÓPICO 2 
1	 O	 estudo	 das	 fontes	 primárias	 em	 meio	 digital	 –	 isto	 é,	 as	
fontes	 paleográficas	 –	 permite	 ao	 pesquisador	 o	 conhecimento	
e a reconstrução de aspectos relativos a realidades distantes, 
aproximando o cientista de práticas histórico-culturais pretéritas 
que auxiliam na interpretação de fatos do presente. A respeito 
disso	e	de	acordo	com	o	estudado,	classifique	V	para	as	sentenças	
verdadeiras e F para as falsas:
(			)	A	maior	disponibilização	de	documentos	manuscritos	e	impressos,	
em	especial	por	meio	dos	acervos	digitais,	oferece	aos	interessados	
referências	valiosas	nas	mais	variadas	áreas	do	conhecimento.
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
(			)	A	 adequada	 investigação	 paleográfica	 nas	 fontes	 digitais	 pode	
tanto	 ratificar	 e	 esclarecer	 o	 conhecimento	 já	 validado,	 como,	
muitas	vezes,	contrariar	os	dados	da	história	oficial,	seja	por	meio	
do	 conhecimento	 de	 novas	 fontes	 ou	 pela	 definição	 de	 novos	
elementos	que	conduzam	a	diferentes	leituras.
(			)	No	 contato	 com	 as	 fontes	 primárias	 o	 estudioso	 não	
necessariamente	 deve	 conhecer	 a	 natureza	 material	 e	 o	 teor	
do	 documento,	 assim	 como	 não	 é	 preciso	 empreender	 uma	
investigação	acerca	do	emissor	e	dos	seus	destinatários.
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – F – V.
c)	(X)	 V	–	V	–	F.
d) ( ) F – F – V.
2	 O	 iniciante	 em	 paleografia	 jamais	 calcula	 quais	 e	 quantas	
dificuldades	se	lhe	oporão	na	leitura	paleográfica	e	que	terá	de	
vencer para uma boa interpretação dos documentos. Indo além 
das considerações a respeito de o paleógrafo precisar conhecer 
a língua na qual está o documento, ou à questão interpretativa, 
por ser um fator quase pessoal: onde um historiador de boa-fé 
entende que o escriba quis dizer uma coisa; outro historiador, 
também com a melhor das intenções, analisando a frase de modo 
diverso, pode chegar a conclusões completamente opostas. Nesse 
contexto,	 e	 de	 acordo	 com	 o	 estudado,	 classifique	 V	 para	 as	
sentenças verdadeiras e F para as falsas:
(			)	 Sabe-se	que	baratas	atacam	todo	papel	ou	pergaminho,	danificando,	
assim,	o	documento.	Há	traças	que	perfuram	igualmente	 todos	
os	códices,	de	modo	que	o	documento	fica	praticamente	ilegível.	
Outros	 insetos	corroem	de	 forma	 longitudinal,	deixando	 traços	
diversas	folhas,	tornando	a	leitura	paleográfica	inviável.
(			)	Quando	 o	 documento	 está	 incompleto	 por	 ter	 sido	 rasgado,	
queimado,	 comido	 de	 ratos	 ou	 com	 folhas	 perdidas,	 o	 dano	
causado	 não	 tem	 conserto	 possível.	 Logo,	 resta	 ao	 leitor	 fazer	
suposições	a	respeito	dos	trechos	faltantes.
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
(			)	 Torna-se	 praticamente	 impossível	 ler	 documentos	 manchados	
por	 ácidos	 que	 tenham	 sido	 empregados	 com	o	 fim	de	 operar	
a	 qualidade	 da	 visibilidade	 das	 letras.	 O	 ácido	 reaviva	 a	 tinta	
momentaneamente,	possibilitando	a	leitura,	mas,	posteriormente,	
ataca	a	própria	base	da	escrita,	deixando	larga	mancha	escura,	de	
contornos	irregulares,	deixando,	daí,	inutilizado	o	documento.
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – F – V.
c) ( ) V – V – F.
d) (X) F	–	V	–	V.
3 Quanto às abreviaturas, aponta-se que seu uso, por economia, 
vem desde a época do Império Romano. O código de Justiniano 
proibiu a sua utilização em documentos jurídicos. Após o século 
IX d.C. há um modismo em abreviar palavras, mas nos séculos 
XII e XIII tomaram-se providências no sentido de proibir as 
abreviaturas. Com o Renascimento, dá-se um novo surto de seu 
uso, criando-se, inclusive, tabelas de abreviaturas no século 
XVI.	 No	 reinado	 de	 D.	 Diniz,	 fez-se	 uma	 lei	 interditando	 as	
abreviaturas	na	documentação	oficial.	Se	a	letra	estiver	invertida	
ou	 de	 cabeça	 para	 baixo,	 significa	 palavra	 no	 feminino.	 No	
contexto	da	transcrição	paleográfica,	as	abreviaturas	acabam	por:
a)	(			)	 Padronizar	a	transcrição	paleográfica.
b)	(			)	 Facilitar	a	transcrição	paleográfica.
c)	(			)	 Classificar	a	transcrição	paleográfica.
d)	(X)	 Dificultar	a	transcrição	paleográfica.
4	 Para	 o	 estudo	 da	 leitura	 paleográfica,	 deve-se	 conhecer,	 antes	
de tudo, não só a língua em que o documento foi escrito como 
também a língua na época da inscrição. Além disso, quais são os 
itens	necessários	para	uma	devida	leitura	paleográfica?
R.:	Nesse	 contexto,	 para	 o	 estudo	da	 leitura	 paleográfica	 é	 preciso	
também	observar	cuidadosamente	a	base	da	escrita,	a	tinta,	a	grafia	
das	 palavras,	 a	 caligrafia,	 a	 pautação,	 os	 parágrafos,	 a	 pontuação,	
a	 numeração,	 bem	 como	as	 eventuais	 tentativas	de	 adulteração	do	
documento,	entre	outros	aspectos.
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
5	 O	 paleógrafo	 deve	 reconhecer	 a	 diferença	 entre	 falsificação	 e	
adulteração de papéis. Documento adulterado é aquele que teve seu 
contexto	modificado	de	modo	a	ficar	alteradaa	sua	compreensão,	
ou então exagerados ou reduzidos os seus dados numéricos. 
Documentos	falsificados	são	os	forjados,	os	inexistentes	a	princípio	
e que foram criados inteiramente pelo interessado na burla. 
Diante disso, cite um exemplo de um documento adulterado e um 
documento	falsificado,	respectivamente.
R.:	Digamos	que	certa	pessoa	passa	a	outra	um	recibo	da	quantia	de	
cinco	mil	cruzeiros.	O	portador	do	recibo	adiciona	o	final	enta	ao	cinco,	
ficando	 então	 com	um	 recibo	do	 valor	 de	 cinquenta	mil	 cruzeiros.	
O	recibo	era	verdadeiro;	o	acréscimo	é	que	é	 falso.	Trata-se	de	um	
documento	adulterado.	Por	conseguinte,	outro	indivíduo	consegue,	
de	 algum	modo,	 a	 assinatura	de	uma	pessoa	qualquer	 com	algum	
espaço	em	branco	na	parte	superior.	Nesse	espaço	escreve	então	um	
texto	que	lhe	interesse	–	uma	declaração	de	venda,	um	recibo,	um	vale	
etc.	–	e	teremos	aí	um	documento	forjado	ou	falsificado.	Em	um	caso	
desses,	a	falsificação	pode,	inclusive,	se	fazer	presente	na	assinatura.
TÓPICO 3
1 De acordo com o estudado, assinale a alternativa correta sobre 
o evento em que se deu a concepção primária das Normas 
Técnicas para Transcrição e Edição de Documentos Manuscritos 
(NTTEDM):
a)	(			)	 I	 Encontro	 Internacional	 de	 Padronização	 Paleográfica	 e	 de	
Diplomática.
b)	(			)	 I	Encontro	Nacional	de	Padronização	Paleográfica	e	de	Ensino	
de	Obras	Raras.
c)	(X)	 I	 Encontro	 Nacional	 de	 Normatização	 Paleográfica	 e	 de	
Ensino	de	Paleografia.
d)	(			)	 I	Encontro	Nacional	de	Normatização	Paleográfica	e	de	Ensino	
de	Diplomática.
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
2	 Em	1993,	um	evento	aconteceu	em	São	Paulo	para	a	reformulação	
das Normas Técnicas para Transcrição e Edição de Documentos 
Manuscritos (NTTEDM). Assinale a alternativa que consta o 
nome correto do evento. 
a)	(			)	 II	 Encontro	 Internacional	 de	 Padronização	 Paleográfica	 e	 de	
Diplomática.
b)	(X)	 II	 Encontro	 Nacional	 de	 Normatização	 Paleográfica	 e	 de	
Ensino	de	Paleografia.
c)	(			)	 II	Encontro	Nacional	de	Normatização	Paleográfica	e	de	Ensino	
de	Diplomática.
d)	(			)	 II	 Encontro	 Internacional	 de	 Padronização	 Paleográfica	 e	 de	
Ensino	de	Obras	Raras.
3	 O	estudo	da	paleografia	e	da	diplomática	fornece	embasamento	
para várias áreas do conhecimento, permitindo a reconstrução de 
parte da história dos sujeitos, de suas práticas e das Instituições em 
épocas	passadas.	Conforme	estudado,	a	Paleografia	se	relaciona	
intimamente com outras ciências históricas, sendo algumas delas 
as seguintes ciências: 
a)	(			)	Diplomática,	Sigilografia	e	Codicologia.
b)	(			)	 Codicologia,	Epigrafia	e	Cronologia.
c)	(			)	Numismática,	Medalhística	e	Arquivologia.
d) (X) Todas as anteriores.
4	 A	 compreensão	 paleográfica	 dos	 estratos	 documentais	 do	
passado, hoje em dia, importa tanto aos manuscritos como aos 
impressos, testemunhos mecanicamente diferenciados, quanto à 
sua produção, é certo, mas social e intelectualmente comuns em 
matéria de problemáticas fundadoras próprias da fenomenologia 
histórica da escrita. Disserte sobre a importância e a utilidade dos 
documentos antigos nos dias de hoje.
R.:	Os	documentos	antigos	 são	verdadeiras	 riquezas	de	 informações	
que	o	homem	tem	em	suas	mãos,	esses	por	sua	vez	são	criados	com	a	
função	de	servir	a	administração	como	ato	de	prova	ou	em	decorrência	
de	 alguma	 ação.	 Diante	 disso,	 os	 famosos	 “papéis	 velhos”,	 em	 sua	
maioria	registram	informações	que	ajudam	a	entender	o	cenário	atual	
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NOÇÕES DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
de	 alguma	 região	 específica,	 pois	 quando	 se	 decide	 compreender	
alguma	situação,	os	profissionais	 recorrem	 também	aos	documentos	
antigos.	Assim,	os	documentos	antigos	podem	servir	para	esclarecer	o	
funcionamento	de	toda	uma	sociedade,	em	suas	atividades	humanas,	
ou	 seja,	 quanto	 mais	 documentos	 são	 usados	 para	 que	 os	 homens	
registrem	 suas	 ações	 e	 estabeleçam	 relacionamentos,	 mais	 eles	
produzem	e	conservam	arquivos	–	sendo	muitos	desses	arquivos	e	seus	
documentos	encontrados	hoje	de	forma	digital	e	bastante	acessível.	
5	 À	 Paleografia	 interessam	 as	 novas	 ciências	 e	 tecnologias	 que	
permitem recuperar a leitura de palimpsestos, apurar compostos e 
pigmentos pictóricos de iluminuras e de tintas. Além desses, aponte 
os	demais	interesses	da	paleografia,	conforme	o	conteúdo	estudado.
R.:	 Também	 interessam	 à	 Paleografia	 todas	 conhecer	 a	 origem	
animal	ou	botânica	dos	materiais	de	escrita,	como	o	pergaminho	ou	
o	papiro	e	o	papel,	ou,	até,	dos	elementos	sigilográficos	associados	
ao	documento,	além	de	conhecer	as	formas	e	enunciações	da	escrita,	
manuscrita	e	também	não	manuscrita,	códices,	incunábulos	e	livros	
antigos,	presentes	e	inscritos	no	documento	e/ou	no	monumento	que	
demarca	o	passado	histórico.
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