Prévia do material em texto
Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais ELETIVA: Educação Financeira Secretaria de Estado da Educação Subsecretaria de Educação Básica Superintendências de Políticas Pedagógicas Diretoria de Ensino Médio Por que as ciências econômicas se distanciam tanto da vida real das pessoas? Qual a relação entre crescimento econômico e desenvolvimento humano? Em resposta, Amartya Sem argumenta que “a renda é um aspecto significativo, porém não o único capaz de gerar oportunidades aos indivíduos. O que decide é desenvolver as capacidades individuais – a capacidade que alguém tem para fazer coisas. Isso depende da EDUCAÇÃO e de outros fatores interligados”. Coordenação: Alzira Reis Consultoria Pedagógica: Laura Coutinho 2 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 4 1. A BNCC e a Educação Financeira 4 2. Conceito de Educação Financeira 6 3. Educação Financeira nas Escolas 7 4. Matrizes de Competências 10 4.1. Matriz de Competência Discente 11 4.2. Matriz de Competência Docente 12 5. Ementa 13 5.1 Ementa Ensino Médio - MG – 1ª série 13 Referências Bibliográficas 15 3 APRESENTAÇÃO A Eletiva Educação Financeira fundamenta-se na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em publicações da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), bem como no documento “Orientação para Educação Financeira nas Escolas” da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), criada através do Decreto Federal 7.397/2010, e renovada pelo Decreto Federal nº 10.393, de 9 de junho de 2020, com o objetivo de contribuir para o fortalecimento da cidadania, fornecendo e apoiando ações que ajudem a população a tomar decisões financeiras autônomas e conscientes. Para melhor estrutura didática, este documento está organizado em cinco seções. A primeira apresenta a BNCC e como os temas contemporâneos transversais são propostos pela Base. A segunda traz a definição do conceito de Educação Financeira, segundo a OCDE, ao passo que a terceira mostra os pilares apontados pela ENEF que norteiam o trabalho de Educação Financeira nas escolas. Prossegue-se, na quarta, com a apresentação das competências específicas de Educação Financeira a serem desenvolvidas ao longo do trabalho de formação dos discentes e docentes. Finalizando o documento, a quinta seção dispõe a ementa e o quadro organizador da 1ª série do Ensino Médio do estado do estado de Minas Gerais, que, por sua vez, subsidiarão os planos criados para ajudar o docente a estruturar o trabalho na sala de aula. 1. A BNCC e a Educação Financeira A BNCC é o documento normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. Tais aprendizagens devem concorrer para assegurar aos estudantes o desenvolvimento de dez competências gerais. Na BNCC, competência é definida como “a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho”. O diferencial de um ensino com foco no desenvolvimento de competências é que tais conhecimentos são apresentados dentro de um contexto no qual o estudante se reconhece e pode, 4 assim, construir as relações e significados necessários para aprender e aplicar. Desde a chegada da BNCC às escolas, estas vêm progressivamente promovendo a necessária associação do conteúdo curricular ao cotidiano dos estudantes, de modo a atender o espírito da Base, que atribui à escola a responsabilidade de transformar a realidade por meio não apenas do estudo de conteúdos considerados clássicos, mas, também, daqueles que têm como finalidade a crítica social. Nesse contexto, são propostos na BNCC os Temas Contemporâneos Transversais, com a condição de explicitar a ligação entre os diferentes componentes curriculares de forma integrada, bem como de fazer sua conexão com situações vivenciadas pelos estudantes em suas realidades. Na qualidade de Tema Contemporâneo Transversal, a Educação Financeira, tal como preconizava a LDB, pode ser incorporada, pelas redes de ensino e pelas escolas em suas respectivas esferas de autonomia e competência, aos currículos e às propostas pedagógicas, de forma transversal e integradora. Nesse sentido, os Temas Contemporâneos Transversais visam a superação das formas de fragmentação do processo pedagógico em que os conteúdos não se relacionam, não se integram e não interagem entre si. A Educação Financeira não só encontra lugar na BNCC, como também contribui para a formação de uma juventude íntegra e comprometida com a mudança da condição de vida pessoal e comunitária. Crianças, adolescentes e jovens, uma vez educados financeiramente, podem ajudar suas famílias na determinação de seus objetivos de vida e dos meios mais adequados para alcançá-los. Por tudo isso, é importante que a Educação Financeira chegue nas escolas. Estudantes financeiramente educados podem constituir-se em pessoas capazes de tomarem decisões financeiras mais adequadas, que fortaleçam o comando autônomo da própria vida. Esses estudantes multiplicam os conhecimentos adquiridos no âmbito da família e da comunidade, o que faz crescer muito o impacto dos resultados desse aprendizado. Educação Financeira significa muito mais do que dominar conceitos complexos como juros, inflação, orçamento, tributos; significa ter comportamentos que permitam levar a vida de modo financeiramente saudável. Ao vivenciarem o aprendizado da Educação Financeira, as pessoas passam a consumir, poupar e investir de forma 5 responsável e consciente, tornam-se menos suscetíveis a dívidas descontroladas, fraudes e situações comprometedoras que prejudicam não só a própria qualidade de vida como a de outras pessoas. Uma das questões levantadas em relação à Educação Financeira é com qual idade se deve começar a trabalhar o tema nas escolas. É comum pensar que um programa de Educação Financeira seja necessário apenas a partir da adolescência, mas há justificativas para que ele seja introduzido desde os primeiros anos escolares. Por exemplo, muitos comportamentos pertinentes ao universo financeiro são desenvolvidos com mais propriedade em crianças, como saber esperar, ser organizado, distinguir o que é desejo e do que é necessidade. Quando jovens, muitas atitudes indesejadas já podem ter sido consolidadas, e é mais difícil desconstruí-las para depois reconstruí-las adequadamente. Além disso, existem avaliações de iniciativas de Educação Financeira desenvolvidas em outros países, indicando que, quanto mais cedo o programa começa, melhores os resultados alcançados. 2. Conceito de Educação Financeira A OCDE define Educação Financeira como um processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram a sua compreensão em relação aos conceitos e produtos financeiros. Podendo ser desenvolvida por meio de três vertentes – Informação, Formação e Orientação –, somente as duas primeiras devem ser abordadas nas escolas, já que as ações relativas à vertente Orientação estariam voltadas ao público adulto, pois trata dos produtos financeiros. Por Informação entendem-se fatos, dados e conhecimentos específicos para tornarem as pessoas atentas a oportunidades e escolhas financeiras, bem como as suas consequências advindas. Por Formação compreende-se o desenvolvimento dos valores e das competências necessárias para dominar termos e conceitos financeiros por meio de ações educativas que preparem as pessoas para empreender projetos individuais e sociais. No entanto, cabem algumas considerações: 1. Informações podem ser inúteis se o estudante não for capaz de selecionar e analisar as mais apropriadas para uma determinada situação e utilizá-las 6 adequadamente. 2. Valores como transparência, cooperação, respeito e responsabilidade precisam ser aplicados às informações para que o uso seja sempre ético. Por conta dessasexigências, o trabalho de Educação Financeira precisa pautar-se no desenvolvimento de determinadas competências, estando assim alinhado com a Base Nacional Comum Curricular. 3. Educação Financeira nas Escolas O trabalho com Educação Financeira nas Escolas é uma estratégia fundamental para ajudar os estudantes a enfrentarem seus desafios cotidianos e a realizarem seus sonhos. Compreendendo que o cotidiano acontece em um espaço e tempo e relacionando a Educação Financeira ao cotidiano, é importante que ela seja estudada segundo essas duas dimensões. Na dimensão espacial, os conceitos da Educação Financeira são tratados tendo como ponto de partida o impacto das ações no âmbito individual sobre o âmbito social e vice versa. Por exemplo, é desejável que cada pessoa tome conta da sua vida financeira de modo adequado para que as obrigações assumidas não atinjam outras pessoas. Na dimensão temporal, os conceitos são abordados a partir da noção de que as decisões tomadas no presente podem afetar o futuro e são consequências do passado. Estão relacionados às dimensões espaciais e temporais grandes objetivos: ensinar a consumir e a poupar de modo ético, responsável e consciente; oferecer conceitos e ferramentas para a tomada de decisão autônoma, baseada em mudança de atitude; ensinar a planejar a curto, médio e longo prazos; desenvolver a cultura da prevenção; proporcionar a possibilidade de mudança da condição atual de vida. Enfim, formar para a cidadania e disseminar os conceitos de Educação Financeira junto às famílias e à comunidade. No trabalho de Educação Financeira nas escolas, além dos conhecimentos específicos financeiros, como consumo, poupança, investimento, orçamento, 7 planejamento, seguro, inflação, tributos, entre outros, existe um trabalho – pesquisado pela psicologia econômica e pelas ciências comportamentais – direcionado às armadilhas psicológicas, como imediatismo, influência dos outros, aversão à perda e não ao risco. As armadilhas estão presentes em diferentes situações da vida, fazendo com que a razão não seja usada na tomada de decisão; ao contrário, ela fica enviesada por uma emoção. Isso ocorre porque, no funcionamento mental humano, a razão é escrava da emoção. Uma das alternativas metodológicas do trabalho de Educação Financeira nas Escolas é criar situações didáticas contextualizadas, por meio de casos do cotidiano, com foco na aprendizagem e na religação dos saberes. Estudos realizados pela OCDE confirmam que tanto professores quanto estudantes preferem trabalhar com situações que os envolvam em decisões de vida real. Nesse sentido, são indicadas as metodologias ativas que encorajem o protagonismo do estudante, a realização de experiências diferenciadas e questões práticas que demandam tomadas de decisão autônoma, ao mesmo tempo em que incentivam a cooperação e permitem que os estudantes se apoiem mutuamente. Para desenvolver as competências, o professor deve estar preparado para propor situações didáticas que acionem os conhecimentos necessários para lidar com as múltiplas e variadas situações financeiras do cotidiano. Mas, quem pode trabalhar com Educação Financeira nas escolas? A complexidade dos fenômenos do mundo atual não pode ser compreendida por ciências isoladas. Assim, tanto a Educação Financeira beneficia-se da promoção de diálogos entre as diferentes disciplinas como pode contribuir com esse processo, já que seus conteúdos transbordam os limites do mundo financeiro e invadem todas as áreas escolares, tomando emprestado conceitos, procedimentos, ferramentas e aplicações. Por isso, há indicação para que a Educação Financeira seja introduzida na escola como um tema transversal, a ser trabalhado pelos professores das diversas disciplinas. Alguns exemplos: decidir sobre a melhor forma de pagamento inclui cálculo de juros, o que pertence à área de Matemática; ler e interpretar textos com vocabulário específico de Educação Financeira requisita competências de Língua Portuguesa; História, Geografia e Sociologia podem fornecer diversos conceitos para a compreensão das inter-relações geradas pela globalização; os questionamentos 8 éticos inerentes a uma série de decisões financeiras – seja de consumo ou de poupança – serão mais bem formulados se iluminados pela Filosofia; da Biologia, Física e Química virão importantes conhecimentos e procedimentos para dar suporte a condutas de cunho ecológico e sustentável. E assim por diante. Toda comunidade escolar é beneficiada com a entrada da Educação Financeira nas Escolas. A OCDE reitera que promover a Educação Financeira entre todos os públicos da escola ajudará a quebrar o ciclo geracional do analfabetismo financeiro de estudantes, pais e professores, disseminando hábitos financeiros na comunidade. O professor, ao trabalhar Educação Financeira de forma transversal e em conjunto com outros professores, tem a oportunidade de vivenciar um projeto pedagógico inovador e de introduzir a escola na discussão de um tema contemporâneo importante, capaz de promover mudanças na condição de vida dos estudantes. O estudante tem a oportunidade de uma aprendizagem significativa e poderá realizar seus sonhos e projetos de vida. Além do estudante e do professor, a equipe da gestão da escola e as famílias dos estudantes devem ser envolvidas no trabalho de Educação Financeira, e também recebem benefícios, tanto do ponto de vista pessoal como social. E ainda existe, pelo menos, mais um benefício direto: a Educação Financeira pode contribuir muito com o desenvolvimento sustentável. Ao tratar do consumo, ela trabalha a mudança de hábitos para evitar o desperdício e conscientiza sobre a aquisição de produtos e serviços que não prejudiquem a sociedade e o planeta, ou seja, incentiva o consumo consciente e responsável que demanda dos consumidores as atitudes de refletir, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar. Outro aspecto dessa formação é o trabalho com os vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para reduzir a pobreza, proteger o meio ambiente e garantir que todas as pessoas desfrutem de paz e de prosperidade. Para isso, ela discute desenvolvimento sustentável com base em cinco pilares: econômico, ambiental, cultural, climático e social. 4. Matrizes de Competências O modelo pedagógico baseado no conceito de competências privilegia a construção do conhecimento, a participação e a valorização do estudante, a partir das suas 9 experiências. A competência não se limita ao conhecer, mas vai além porque envolve mobilizar conhecimentos e habilidades para aplicá-los, com capacidade de julgamento, em situações reais e concretas. O conceito de competências opera uma mudança de foco: de um ensino centrado em saberes disciplinares, o processo de aprendizagem passa a visar o desenvolvimento do estudante integral, com atividades transdisciplinares e transversais (o limite entre as disciplinas desaparece configurando-se como um novo objeto). Segundo a OCDE, para melhor enfrentarem-se os desafios do século XXI, cada vez mais exigentes, imprevisíveis e mutantes, é preciso desenvolver competências cognitivas e competências socioemocionais. Pesquisadores afirmam que a Educação pode ajudar com uma variedade de competências que empoderam os estudantes para resolverem com mais propriedade os desafios do cotidiano. Competências cognitivas como leitura, cálculo e letramento científico permitem às pessoas entenderem melhor a informação para tomarem decisões e resolverem problemas. Mas são as competências socioemocionais que garantirão a elas a capacidade de traduzir as intenções em ações, estabelecer relacionamentos positivos com a família, os amigos e a comunidade e distanciar-se de estilos de vida insalubres e de comportamentos de risco. As competências socioemocionais são tão importantes quanto as cognitivas para determinar os resultados (Heckman, Stixrud e Urzua, 2006; Kautz et al., 2014).Consciência, perseverança, autoestima, sociabilidade e autocontrole estão entre as dimensões mais importantes das competências socioemocionais, responsáveis por influenciarem o futuro da criança e do jovem, incluindo bom estado de saúde, bem-estar subjetivo e menor possibilidade de envolvimento com problemas de conduta. Mas elas não desempenham um papel isoladamente, já que contribuem para aperfeiçoar ainda mais as competências cognitivas, permitindo trocas mútuas que ampliam a probabilidade da criança e o jovem alcançarem resultados positivos na vida. Além disso, são úteis para enfrentar-se o inesperado, atender múltiplas demandas, equilibrar os impulsos e trabalhar de forma cooperativa. Para mobilizar as competências socioemocionais, devem ser criadas atividades pedagógicas, no contexto de qualquer disciplina ou projeto, que promovam experiências práticas, trabalho em equipe, autoeficácia, motivação e o protagonismo 10 do estudante. 4.1. Matriz de Competência Discente A matriz de competência discente baseia-se nas dez competências de Educação Financeira, elaboradas por especialistas na área para a ENEF. A matriz foi validada pelo Grupo de Apoio Pedagógico (GAP), composto pelos quatro órgãos reguladores - BCB, PREVIC, CVM, SUSEP - dos Ministérios da Fazenda (MF), Educação (MEC), Justiça (MJ) e Previdência Social (MPAS), Secretarias de Educação e por representantes da sociedade civil. 1. Debater direitos e deveres, demonstrando honestidade e integridade. 2. Tomar decisões financeiras social e ambientalmente responsáveis, avaliando os impactos de suas decisões pessoais, interpessoais, comunitárias e institucionais. 3. Equilibrar desejos e necessidades no planejamento financeiro do projeto de vida, identificando soluções para problemas pessoais e sociais 4. Ler e interpretar textos específicos de Educação Financeira, aprendendo a fazer um julgamento fundamentado, após análise de informações, dados, fatos. 5. Ler criticamente textos publicitários, reconhecendo como as habilidades de pensamento crítico são úteis na vida cotidiana. 6. Tomar decisões financeiras autônomas, de acordo com suas reais necessidades, com vistas à realização de projeto de vida, definindo metas pessoais e coletivas. 7. Atuar como multiplicador, compartilhando seus aprendizados no contexto de suas relações sociais, refletindo sobre o seu papel para promover o bem-estar pessoal, familiar e comunitário. 8. Elaborar planejamento financeiro, reconhecendo as demandas e oportunidades situacionais. 9. Analisar alternativas de prevenção de curto, médio e longo prazos, entendendo as influências das instituições e dos sistemas na conduta social. 10. Analisar alternativas para superar dificuldades econômicas, antecipando e avaliando as consequências de suas ações. 11 4.2. Matriz de Competência Docente O trabalho por competências atrela a ação educativa ao fazer do estudante. Devem ser planejadas as oportunidades para os estudantes desenvolverem as competências cognitivas, definidas na Matriz de Competências Discente e as competências socioemocionais de perseverança, autoestima, sociabilidade, consciência e estabilidade emocional. Uma matriz também com dez competências direciona a capacitação do professor. 1. Apropriar-se dos objetos de conhecimento presentes na Matriz de Competência Discente de Educação Financeira; 2. Criar ambientes de aprendizagem favoráveis ao desenvolvimento das competências de Educação Financeira e das competências socioemocionais que mais se relacionam com a proposta; 3. Planejar as ações didáticas que resultem em efetiva aprendizagem, conjugando situações didáticas que envolvem o cotidiano e os objetos de conhecimento de Educação Financeira; 4. Conduzir práticas pedagógicas alicerçadas nas metodologias ativas, como estratégia para que os estudantes possam ter uma aprendizagem significativa; 5. Articular para que professores de outras áreas colaborem com seus conhecimentos específicos no projeto de Educação Financeira; 6. Adaptar às características de cada turma os planos de aula desenvolvidos, como forma de ajudar a prática docente; 7. Desenvolver atividades que estimulem o protagonismo dos estudantes e as experiências cooperativas de aprendizagem, registrando-as em um ambiente de aprendizagem; 8. Usar a tecnologia da informação como ferramenta no processo de ensino e aprendizagem, dominando a utilização dos aplicativos relacionados à Educação Financeira; 9. Pesquisar boas práticas e objetos de aprendizagem diferenciados de Educação Financeira, para complementar o trabalho de sala de aula; 10. Avaliar os estudantes de acordo com as competências expressas na Matriz de 12 Competência Discente de Educação financeira. 5. Ementa A ementa de um curso é um recorte de tópicos de uma área de conhecimento para atender a uma finalidade educacional. A ementa proposta tem como base os tópicos do Programa Educação Financeira nas Escolas da ENEF. Ela foi aplicada no Projeto-piloto que envolveu cerca de 900 escolas, 26.000 estudantes em seis estados brasileiros. Esse projeto foi avaliado pelo Banco Mundial e apresentou como resultados: melhorias significativas no conhecimento, nas atitudes e no comportamento financeiro; maior proficiência financeira, autonomia financeira. Especificamente, devido ao projeto, os estudantes ficaram mais propensos a poupar, administrar suas despesas, conversar com seus pais sobre questões financeiras e ajudar a organizar o orçamento familiar. 5.1 Ementa Ensino Médio - MG – 1ª série Entendimento da Educação Financeira como um processo de compreensão de conceitos financeiros. Estudo de como o planejamento, o orçamento, o trabalho e a renda contribuem para o equilíbrio da vida financeira. Discussão de como o consumo consciente e a poupança são relacionados à prática financeira responsável. O protagonismo do jovem na tomada de decisão sobre sua vida financeira de forma autônoma. A educação financeira e sua contribuição no exercício da cidadania. As variáveis financeiras e seus impactos no cotidiano da vida das pessoas. 13 QUADRO ORGANIZADOR Minas Gerais – Eletiva TEMA OBJETOS DE CONHECIMENTO Planejamento, Orçamento Planejamento Gestão financeira/orçamento Receitas: fixas e variáveis Classificação de despesas Análise de despesas Peso relativo Estimativa Custo de oportunidade Consumo, Poupança e Investimento Desejo e necessidade Consumo consciente e armadilhas psicológicas Compras à vista e a prazo Cartão de débito e crédito Cálculo de juros Consumismo Código de Defesa do Consumidor Conceito de Inflação Taxas de juros real e nominal Endividamento Reserva financeira para sonhos, emergências e aposentadoria Investimento: conceito e relação risco x retorno Tecnologias digitais e finanças 14 Referências Bibliográficas BANCO CENTRAL DO BRASIL. Caderno de educação financeira – gestão de finanças pessoais. Brasília: BCB, 2013. BRASIL. Ministério da Educação. Base nacional comum curricular – ensino médio. Brasília, 2018. ______. Ministério da Educação. Orientações para educação financeira nas escolas. Brasília: CONEF, 2010. ______. Ministério da Educação. Educação financeira nas escolas: ensino médio. Brasília CONEF, 2013. ______. Ministério da Educação. Educação financeira nas escolas: ensino fundamental. Série Educação financeira nas escolas; v. 5 ao 9. Brasília: CONEF, 2014. ______. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Manual de educação para o consumo sustentável. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, 2005. COUTINHO, Laura; PADILHA, Heloisa; KLIMIC, Carlos. Educação financeira: como planejar, consumir, poupar e investir. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2015. FERREIRA, Vera Rita de Mello. Decisões econômicas: você já parou pra pensar? São Paulo: Saraiva, 2007. OECD.ORG. (2015). Skills for social progress: the power of social emotional skills. OCDE skills students, OCDE Publishing. http://dx.doi.org/10.178/9789264226159-enOECD.ORG. (2014). Financial education for youth: the role of schools. OECD Publishing. http://dx.doi.org/10.1787/9789264174825-en https://www.oecd-ilibrary.org/finance-and-investment/financial-education-in schools_9789264174825-en OECD.ORG. (2020). Recommendation of the council on financial Literacy. OECD/ LEGAL/ 0461. https://legalinstruments.oecd.org/en/instruments/OECD-LEGAL-0461 PERRENOUD, Philippe. A escola e a aprendizagem da democracia. Porto: Asa Editores, 2002. WEBSITES INDICADOS BANCO CENTRAL DO BRASIL. Calculadora do cidadão. Aplicativo que simula operações do cotidiano financeiro a partir de informações fornecidas pelo usuário. O cálculo deve ser considerado apenas como referência para as situações reais e não como valores oficiais. https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/calculadoradocidadao ______. Cidadania financeira. Curso on-line, gratuito, com todo o conteúdo apresentado por meio de vídeos animados, utilizando conceitos básicos sobre temas do cotidiano das pessoas. Apresenta a divertida história da família de Tarcísio e seus amigos, que buscam utilizar o dinheiro de modo consciente e otimizar os gastos. https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/cursos 15 BRASIL. Ministério da Economia. Comissão de Valores Mobiliários. https://www.gov.br/cvm/pt-br ______. Ministério da Educacão/SEBRAE/CVM. Educação financeira na escola. programa que visa formar professores da educação básica, por meio de plataforma EaD específica, para disseminação de educação financeira nas escolas brasileiras http://www.edufinanceiranaescola.gov.br/ http://www.edufinanceiranaescola.gov.br/ensino-medio/ http://www.edufinanceiranaescola.gov.br/ensino-fundamental/ http://www.edufinanceiranaescola.gov.br/podcasts/ http://www.edufinanceiranaescola.gov.br/livro-planejamento-financeiro-pessoal/ ______. Ministério da Educacão. Temas contemporâneos transversais na BNCC – Proposta de Práticas de Implementação. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/guia_pratico_temas_contemp orane os.pdf ______. Ministério da Educacão. Temas contemporâneos transversais na BNCC – Contexto histórico e pressupostos pedagógicos. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_cont empor aneos.pdf ______. Ministério da Justiça e Segurança Pública/SENACON. Defesa do consumidor. https://www.defesadoconsumidor.gov.br/ https://www.defesadoconsumidor.gov.br/escolanacional/cursos/cursos-endc COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ. CPFL nas escolas – energia em Jogo. Ação educativa realizada em escolas do estado de São Paulo que difunde uma cultura de eficiência energética e desenvolvimento sustentável, promovendo a mudança de hábitos de consumo de energia de estudantes, educadores e seus familiares. https://www.cpflnasescolas.com.br/recursos-didaticos/ CONSUMIDOR.GOV.BR. Interlocução direta entre consumidores e empresas. https://www.consumidor.gov.br/pages/principal/?1637718679834#aconteudo ESTRATÉGIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA. Orientação para educação financeira nas escolas. https://www.vidaedinheiro.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/Plano-Diretor-ENEF-anexos ATUALIZADO_compressed.pdf INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS). Apresenta as metas de ação global para alcance até 2030, em sua maioria, abrangendo as dimensões ambiental, econômica e social do desenvolvimento sustentável. https://odsbrasil.gov.br/ PÍLULAS de Psicologia Econômica Dra. Vera Rita. Youtube. https://www.youtube.com/channel/UCE9sl7nYkHXKBlSUpvOujDA SUSEP. (2017). Guia de orientação e defesa do consumidor. file:///C:/Users/pc/Downloads/FINAL%20-%202017_01_24-Susep-guia_completorev12_v3% 20(1).pdf 16