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Educação Ambiental DA ESCOLA PARA A COMUNIDADE Meio Ambiente e Educação Um curso para Amazônia Paraense FICHA TÉCNICA GOVERNO DE ESTADO Helder Zahluth Barbalho Governador do Estado do Pará Hanna Ghassan Tuma Vice-governadora do Estado do Pará Rossieli Soares da Silva Secretário de Estado da Educação Júlio César Meireles de Freitas Secretário Adjunto de Educação Básica - SAEB Patrick Tranjan Secretário Adjunto de Planejamento e Finanças - SAPF Tiago Lima e Silva Secretário Adjunto de Gestão de Pessoas - SAGEP Arnaldo Dopazzo Secretário Adjunto de Infraestrutura - SAI Belmiro Neto Secretário Adjunto de Logística - SAL DIRETORIAS E COORDENAÇÕES Carla de Araújo Reis e Souza Diretoria de Educação Infantil e Ensino Fundamental I Elisângela de Castro dos Santos Coordenadoria de Educação Infantil Maura Ruth Costa Fonseca Coordenadoria de Ensino Fundamental I Regina Celli Santos Alves Diretora do Ensino Fundamental II e Ensino Médio Emilly Hanna Souza da Silva Assessoria de Educação Ambiental Mauro Márcio Tavares da Silva Assessoria de Educação Ambiental Higor Kyuzo da Silva Okada Coordenadoria de Ensino Médio Mari Elisa Santos de Almeida Coordenadoria de Ensino Técnico e Profissional e Educação em Tempo Integral Adriana de Jesus Silva Souza Coordenadoria de Ensino Fundamental II Ronaldo de Arruda Feio Núcleo de Esporte e Lazer Felipe Lisboa Linhares Diretoria de Diversidade e Inclusão Amilton Gonçalves Sá Barreto Coordenadoria de Educação Quilombola e Promoção da Igualdade Racial Giovana do Socorro dos Santos Costa Coordenadoria de Fortalecimento da Gestão Democrática Joana Carmem do Nascimento Machado Coordenadoria de Educação do Campo, das Águas e das Florestas Veraneize dos Anjos Alves Coordenadoria de Educação Escolar Indígena Céli Denise Corrêa da Costa Coordenadoria de Educação Especial Ana Cláudia de Moraes Neves Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos Francisco Augusto Lima Paes Diretoria de Formação Dionísio José da Costa Sá Coordenadoria de Formação dos Profissionais de Apoio Leila Cristina da Conceição Santos Coordenadoria de Formação do Magistério Cláudia Regina Bezerra Ferreira Diretoria de Gestão Escolar Beatriz Morrone Novaes Gabriela Bonffim Assessoria Estratégica do Gabinete da Secretaria de Estado de Educação Milena Monteiro da Silva Raimundo Correa de Oliveira Assessoria Estratégica do Gabinete da Secretária Adjunta de Educação Básica EQUIPE FGV DGPE Coordenação Geral José Henrique Paim Fernandes Romeu Weliton Caputo Manuelita Falcão Brito Juliana Abadia da Silva Rocha Mirna França da Silva Araújo Coordenação Pedagógica do Projeto Mirna França da Silva Araújo Jilmara Abadia da Silva Renata Marinho Equipe Pedagógica do Projeto Lívia Gonçalves de Oliveira Jacilene Ribeiro Lustoza Equipe Gerencial do Projeto Renilda Peres de Lima Renata Kuniy Aguirre Kerolayne Ancelmo da Silva Elzilane Silva Pereira Equipe Operacional do Projeto Samara Delgado de Resende Evelyn Ester Rodrigues Galdêncio Jeanne de Oliveira Sousa Rocha João Pedro de Sousa Projeto Gráfico e Diagramação Paulo Alves Bárbara Lopes Revisão Textual Pollyana dos Santos Silva Costa REDATORES(AS) Kelly Araújo Ferreira Krauzer Meio Ambiente e Educação Ciências da Natureza Sandra Rodrigues Sampaio Campêlo Linguagem Fernanda Rodrigues Neves Reinholtz Ciências Humanas Sandra Rodrigues Sampaio Campêlo Linguagem Joana Kelly Souza Santos Matemática Elaine Cristina Rossi Pavani Meio Ambiente e Educação Fabiana Negreli Passos Moreira Aprendizagem socioemocional FICHA TÉCNICA Políticas Públicas e Educação Ambiental Sumário Navegue pelas unidades Unidade 1 Unidade 2 Unidade 3 1.1 1.2 1.3 Histórico da Educação Ambiental Educação Ambiental no Novo Milênio Mobilização Paraense pela Educação Ambiental Emergência Climática 2.1 2.2 2.3 Carbono Novos modelos de desenvolvimento Escolas como lugares seguros Todo mundo faz parte da solução 3.1 3.2 3.3 Referências de boas práticas Relação entre as mudanças climáticas e o desempenho escolar Seminário de práticas locais Apresentação do módulo Este módulo aborda as principais temáticas referentes à Educação Ambiental formal e não formal voltadas para as questões da emergência climática global. O módulo discute os seguintes temas: a COP 30, os valores e as atitudes que refletem a conscientização a respeito dos problemas ambientais e os desafios enfrentados nas escolas, no âmbito da Educação Ambiental e no processo de formação dos alunos. As professoras Elaine e Kelly irão nos acompanhar neste módulo. Vídeo aula de abertura Olá, queridos(as) cursistas! O Meio Ambiente, o planeta Terra é a nossa casa, a nossa escola, o lugar que chamamos de “meu”. Então vamos planejar o nosso trabalho educacional pensando em ações para a promoção da aprendizagem e a formação dos sujeitos ecológicos. Nesta videoaula, vamos apresentar algumas temáticas como a COP 30, os valores e atitudes que refletem a sensibilização a respeito dos problemas ambientais e os desafios enfrentados nas escolas, no âmbito da Educação Ambiental e no processo de formação dos sujeitos ecológicos. Assista a videoaula aqui https://www.youtube.com/watch?v=6rZcXbzdLJc 01 02 03 Na unidade 01, iremos conhecer o histórico da Educação Ambiental e compreender a evolução dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) até os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Bem como aprofundar os conhecimentos sobre as ações de mobilização na Amazônia Paraense em prol das causas ambientais. Na unidade 02, nós vamos compreender como a emissão de carbono na atmosfera está diretamente relacionado com as mudanças climáticas. Vamos conhecer modelos de desenvolvimento sustentável e analisar as escolas como produtoras de Sujeitos Ecológicos. Na unidade 03, vamos apresentar experiências exitosas em práticas ambientais em diferentes regiões brasileiras, relacionar as mudanças climáticas ao desempenho escolar e realizar um seminário de boas práticas paraenses na área da Educação Ambiental. Unidade 1: Políticas Públicas e Educação Ambiental 1 1.1 Histórico da Educação Ambiental O mundo, como conhecemos hoje, não foi sempre assim, não é mesmo? Você consegue se lembrar de 5 diferenças sociais, tecnológicas, demográficas, políticas e climáticas que aconteceram no planeta nos últimos séculos? Pensa aí! É importante refletirmos sobre o ritmo em que essas mudanças e transformações vêm ocorrendo e como isso afeta a vida no planeta. Nosso planeta naturalmente já passou por grandes mudanças climáticas? Há muitas mudanças pela frente. E a humanidade influencia nesse contexto? VOCÊ SABIA? Desde que o ser humano adquiriu técnicas e tecnologias, utilizando-as em processos industriais para se beneficiar, de forma econômica e política, as mudanças no planeta vêm acontecendo bem rápido, e temos sentido as consequências desses processos na atualidade. Assista esse documentário para conhecer melhor as consequências das nossas ações! SAIBA MAIS ASSISTA https://www.youtube.com/watch?v=7K4fVzLAVfM Considerando o vídeo que assistimos, sobre os principais impactos das mudanças do clima no planeta, vamos pensar como os currículos escolares podem e precisam contribuir para a mudança desse cenário? VAMOS REFLETIR O currículo escolar compreende as expectativas de aprendizagem para os estudantes a cada ano e em cada campo de experiências, área de conhecimento e componente curricular ao longo da sua trajetória na Educação Básica. O objetivo do currículo é coordenar e orientar as ações dos professores, de forma que, ao final da sua trajetória, os alunos tenham desenvolvido plenamente as competências e habilidades especificadas pela BNCC e pelo currículo, em uma progressão lógica de aprendizagens. No estado do Pará, foi a Lei n.º 9.981/2023 que instituiu a Política de Educação Formal para o Meio Ambiente, Sustentabilidade e Clima, vinculada à Secretaria de Estado de Educação (SEDUC). Documentoaprovado pelo Conselho Estadual de Educação do Pará nos termos da Resolução nº. 769 (20/12/2018), Edição revisada e publicada pela Secretaria de Estado de Educação do Pará em 2019. LEIA AQUI O Documento Curricular Etapa Ensino Médio-Vol. II, do Estado do Pará/DCEPA. LEIA TAMBÉM LEIA TAMBÉM https://fep.if.usp.br/~profis/arquivo/docs_curriculares/PA/Para_Documento_Curricular_Ed_Infantil_Ensino_Fundamental_2019.pdf https://www.seduc.pa.gov.br/site/public/upload/arquivo/probncc/ProBNCC_DCEPA-12072021_compressed-3b8b0.pdf https://www.semas.pa.gov.br/legislacao/normas/view/322681 Podemos contar como a Educação Ambiental começou, lembrando um pouco do contexto histórico e geopolítico da época...Vamos lá? Vamos voltar no tempo um pouquinho... Lá na década de 1940, um período em que, na Europa e na América do Norte, ferviam alguns movimentos sociais decorrentes das consequências da Guerra Fria, da Segunda Guerra e do bombardeio de Hiroshima e Nagasaki, o movimento anti-guerra foi se fortalecendo politicamente, até que, em 1962, uma bióloga, chamada Rachel Carson, lançou o livro “Primavera Silenciosa” que se tornou o marco ambientalista no mundo. SAIBA MAIS “Refiro-me às pessoas que primeiro protestaram contra o imprudente e irresponsável envenenamento do mundo que os seres humanos compartilham com todas as outras criaturas, e que estão travando ainda agora milhares de pequenas batalhas que, no fim, trarão a vitória da lucidez e do bom senso em nossa acomodação ao mundo que nos cerca” Rachel Carson, 1962. Assista ao vídeo que conta um pouquinho da história de Rachel Carson e do movimento ambientalista: ASSISTA https://www.youtube.com/watch?v=UTEqZEzb7Do Agora, reflita sobre as cinco ideias-chave que o livro “Primavera Silenciosa” teve para o movimento ambientalista de 1962 e a sua aplicabilidade para o ano de 2024. O seres humanos não têm controle sobre a natureza, são apenas uma de suas partes. A sobrevivência de uma parte depende da saúde de todos na teia da vida.1 A industrialização, em geral, e o setor químico, em particular, estão provocando sério e crescente impacto negativo sobre o ambiente.2 Os pesticidas e herbicidas não apenas causam danos ao ambiente, mas também prejudicam o corpo humano que é permeável e está constantemente exposto a toxinas.3 Os cidadãos não deveriam confiar cegamente em empresas nem em governos que trabalham visando seus próprios interesses, mas, sim, interpelar ambos, caso pareça que estão sendo mal dirigidos. 4 Deveríamos ser prudentes e não supor que substâncias fazem bem só porque são legais, lucrativas ou desenvolvidas para o progresso da ciência.5 Para saber mais sobre esse clássico da literatura, conheça o livro clicando aqui: SAIBA MAIS https://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&opi=89978449&url=https://biowit.files.wordpress.com/2010/11/primavera_silenciosa_-_rachel_carson_-_pt.pdf&ved=2ahUKEwjLlY_4nqmFAxUlp5UCHUJwAsIQFnoECCcQAQ&usg=AOvVaw38lktNXrUeZVyjVSN85dE5 No início, a Educação Ambiental não era uma Política dos governos, como temos atualmente em muitos lugares do mundo e no Brasil. Alguns professores já usavam o termo nas universidades europeias desde 1945, mas ele se tornou conhecido a partir de 1965, na Conferência da Educação que aconteceu na Grã Bretanha, na Universidade de Keele. Porém, foi ganhando força quando o Clube de Roma, em 1968, que era um grupo de cientistas, se reuniu para discutir a crise ambiental. Você já tinha ouvido falar do Clube de Roma? Eles inauguraram uma era de eventos que reúne pessoas para discutir temas/ situações relacionadas às crises ambientais. Elaboraram um relatório intitulado “Limites do crescimento”, que apontava a necessidade de mudanças urgentes em relação à crise ambiental. E os problemas ambientais acabaram com essa cúpula comunicando sobre a crise ambiental? Não quer dizer que os problemas ambientais acabaram, mas a importância dos eventos está na concentração de chefes de estado e suas delegações, que têm a oportunidade de refletir e discutir os principais problemas socioambientais, e, em alguns casos, gerar documentos de referências com metas a serem cumpridas, que são importantes para buscarmos a sustentabilidade. Vamos ver um pouco dessa história? Educação Ambiental 1972 1987 1992 1999 2000 2002 2005 2012 2012 2015 2023 Linha do tempo da Educação Ambiental DCNEA SEDUC PAPNEA Conferência de Estocolmo (Conferências das Nações Unidas sobre Meio Ambiente - onde ocorreram as primeiras discussões sobre desenvolvimento e ambiente). Criação do Programa Internacional de Educação Ambiental (PIEA), pela UNESCO, em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o meio ambiente, em Belgrado, na Iugoslávia. Conferência Intergovernamental em Educação Ambiental, em Tbilisi, na Geórgia. Foram lançados os objetivos a serem alcançados pela Educação Ambiental e os princípios orientadores da EA o que remarca seu caráter interdisciplinar, crítico, ético e transformador. 1972 1975 1977 Congresso Internacional sobre Educação Ambiental e Formação Relativa ao Meio Ambiente, em Moscou, capital da Rússia. Avaliação do período desde Tbilissi e lançamento de novas metas para 10 anos. Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, ECO-92, realizada no Rio de Janeiro, Brasil. Desse evento saiu a Declaração do Rio sobre ambiente e desenvolvimento, a agenda 21 os princípios para administração sustentável das florestas, a Convenção da Biodiversidade e Convenção do Clima. Fórum das ONG’s. 1º Congresso Ibero-americano de Educação Ambiental, realizado na cidade mexicana de Guadalajara. 1987 1992 1994 Conferência Internacional sobre Meio Ambiente e Sociedade: Educação e Conscientização Pública para a Sustentabilidade, Tessalônica, Grécia. 3ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Kyoto, Japão. Assinatura de acordo entre países para diminuição dos gases de efeito estufa. Programa Nacional de Educação Ambiental. 1997 1997 1999 PNEA Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs). Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento/ Encontro da Terra, realizado em Johanesburgo, África do Sul, também denominado Rio+10, que teve a finalidade de avaliar as decisões tomadas na Conferência do Rio, em 1992. O documento Plano Internacional de Implementação é resultado de amplas consultas com as agências das Nações Unidas, governos nacionais, organizações da sociedade civil, ONGs e especialistas. A finalização desse documento de Implementação foi compartilhada com um Grupo de Consultores de Alto Nível que assessora a UNESCO na área de estratégia e conteúdo em relação à Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. 2000 2002 2005 Leia mais sobre a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável clicando aqui. https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000139937_por Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Brasil, também denominada Rio+20, que teve a finalidade de avaliar as decisões tomadas na Conferência do Rio+10. A Coordenação Geral de Educação Ambiental do MEC, por meio da Resolução n° 02, de 15 de junho de 2012, estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. A Agenda 2030 da ONU é um plano global para atingirmos em 2030 um mundo melhor para todos os povos e nações. A Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York, em setembro de 2015, com a participação de 193 estados membros, estabeleceu 17 objetivos de desenvolvimento sustentável. 2012 2012 2015 Conheça as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental por meio da leitura da Resolução nº 02, clicando aqui DCNEA http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=10988&Itemid= Após conhecer todo o histórico de como a Educação Ambiental foi se constituindo como políticapública no Brasil e no mundo, vamos pensar nas ações planejadas pela Secretaria Estadual de Educação do Pará? Você já conhece o Planejamento Estratégico SEDUC/PA para 2023-2026? Missão: Reposicionar a educação paraense com foco na melhoria de aprendizagem do estudante de forma sustentável e com responsabilidade social. Objetivos estratégicos: 1) Garantir o acesso e a permanência na Educação Básica. 2) Potencializar a qualidade do ensino-aprendizagem em todas as etapas e modalidades. 3) Investir na valorização dos profissionais da educação. 4) Estruturar uma gestão eficiente e integrada da Secretaria de Educação e da Rede de Ensino. 5) Fomentar a Educação Ambiental e a sustentabilidade. 2023 SEDUC PA Conheça o Planejamento Estratégico da SEDUC/PA 2023-2026 completo, clicando aqui https://drive.google.com/file/d/1E9Ke_UMgCNQeYtODojVv4RHEWpBvdJbB/view Ouça o podcast sobre os projetos políticos pedagógicos como espaços de validação da política de Educação Ambiental. De que forma as ações socioambientais podem ser incluídas nos documentos norteadores escolares. PODCAST https://www.spreaker.com/episode/m1m-2-projetos-politicos-pedagogicos--60315138 https://www.spreaker.com/episode/m1m-2-projetos-politicos-pedagogicos--60315138 Assista ao vídeo que conta um pouquinho sobre o PPP (Projeto Político Pedagógico). ASSISTA https://www.youtube.com/watch?v=nskND_1KR1Y Espaços de Educação Formal e Não Formal A Educação Ambiental não formal refere-se a “ações e práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente” (Lei n° 9.795/1999, artigo 13). Os poderes públicos federal, estaduais e municipais também devem incentivar a difusão de campanhas educativas e informações relacionadas ao meio ambiente, à participação das empresas públicas e privadas, meios de comunicação, universidades, ONGs, escolas e sociedade na formulação, execução e desenvolvimento de programas e atividades vinculadas com a Educação Ambiental não formal. As empresas e organizações da sociedade civil podem desenvolver programas de Educação Ambiental em parceria com as instituições formais de ensino para o treinamento e desenvolvimento de Recursos Humanos e outros programas direcionados aos estudantes ou comunidades escolares. Também são consideradas ações não formais de Educação Ambiental a divulgação de conteúdos que estimulem a sensibilização e a capacitação da sociedade para a importância das Unidades de Conservação, inclusive de suas populações tradicionais (indígenas, quilombolas, caboclos, ribeirinhos, pescadores). A sensibilização dos agricultores para as questões ambientais e as atividades de ecoturismo também estão relacionadas como atividades não formais de Educação Ambiental no ensino brasileiro. Para entender um pouquinho mais sobre a educação formal e a educação não formal e seus desafios, te convido a ler o texto “Educação ambiental formal e não formal”. É curtinho e interessante! Clique aqui para ler. LEIA TAMBÉM https://comogabaritar.com.br/educacao-ambiental-formal-e-nao-formal/ Você tem a responsabilidade de conduzir seus alunos a refletirem sobre o caráter da dimensão ambiental dentro do contexto local, aproximando-o de modelos da realidade de sua localidade e das experiências que podem ser vivenciadas!! Inove suas aulas, deixe-as sempre com um gostinho de quero mais. Como você pode fazer isso em espaços formais e não formais de educação na sua cidade? Museus? Parques? Praças? Uma sombra de árvore no pátio da escola? VAMOS REFLETIR Este quadro é parte da pesquisa feita pela prof.ª Elaine durante seu mestrado sobre os tipos de educação utilizando os precursores da área. 01 Museu Paraense Emílio Goeldi 02 Museu de Arte Sacra do Pará 03 Museu do Forte do Presépio 04 Museu das Gemas no Pará 05 Centro Cultural João Fona 06 Museu Histórico do Estado do Pará 07 Museu de Geociências Itaituba 08 Museu Municipal Itaituba Aracy Paraguaçu Conheça alguns Espaços de Educação não Formal para os quais vocês podem planejar a ida com os estudantes: CLIQUE PARA MAIS INFORMAÇÕES COMO LOCALIZAÇÃO, AGENDAMENTO DE VISITAS E TOUR VIRTUAL POR ESTES MUSEUS https://museus.pa.gov.br/ A Terra é a nossa casa e precisamos cuidar dela. A educação, seja ela a formal, não formal e a informal, é a forma pela qual construímos os conhecimentos e sensibilizamos as pessoas para cuidarem da nossa casa. VAMOS REFLETIR Espaços naturais 01 Parque Estadual do Utinga 02 Mangal das Garças Clique nos espaços para saber mais Ouça o podcast com a professora Elaine sobre os espaços de Educação Ambiental não formal para a práxis da Educação Ambiental. A construção do Sujeito Ecológico produzido pelo contato com o meio. PODCAST https://www.parquedoutinga.com.br/ https://www.mangaldasgarcas.com.br/ https://www.spreaker.com/episode/m1m-2-projetos-politicos-pedagogicos--60315138 https://www.spreaker.com/episode/m1m-2-projetos-politicos-pedagogicos--60315138 Assista ao vídeo que conta um pouquinho sobre Educação Ambiental em espaços não formais. ASSISTA https://www.youtube.com/watch?v=xzmlH0eg0G4 A “Carta da Terra” foi elaborada por visionários há mais de vinte anos. É um documento com dezesseis princípios que transformam a consciência em ação. Procura inspirar, em todas as pessoas, um novo sentido de interdependência global e uma responsabilidade compartilhada pelo bem estar de toda a família humana, da comunidade de vida e das gerações futuras. É uma visão de esperança e um chamado à ação. Por isso, utilizaremos trechos da carta ao logo deste módulo. No próximo tópico, apresentaremos um pouco da Educação Ambiental no Novo Milênio. “Confrontamos um momento crítico na história da Terra, uma época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida em que o mundo se torna cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, simultaneamente, grandes perigos e grandes promessas. Para prosseguir, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos combinar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura de paz. Para atingir este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos a nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida e com as futuras gerações”. Leia “A Carta da Terra”, completa, clicando aqui. LEIA TAMBÉM Leia “A Carta da Terra para crianças”, completa, clicando aqui. LEIA TAMBÉM https://antigo.mma.gov.br/o-ministerio/quem-e-quem/item/8071-carta-da-terra.html https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/590850 1.2 Educação Ambiental no Novo Milênio 1.2 Educação Ambiental no Novo Milênio Estamos sofrendo muito com o aumento das temperaturas e todas as suas consequências. Desde a Revolução Industrial, no século XVIII, a temperatura global já aumentou em 1,5º C. As mudanças climáticas são transformações a longo prazo nos padrões de temperatura e clima, principalmente causadas por atividades humanas, especialmente a queima de combustíveis fósseis. Em 2001, a ONU aprovou a Declaração do Milênio com oito compromissos (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – ODM). Em 2015, os 193 países que compõem a ONU adotaram uma nova agenda de desenvolvimento sustentável global: a Agenda, em 2030, com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Histórico das Conferência das Partes (COP) que é o encontro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Neste Novo Milênio, há uma série de encontros e ações sendo realizados para mudar essa situação. Vamos conversar sobre algumas delas? Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Quando representantes de muitos países se unem em prol de causas essenciais, a civilizaçãose mobiliza para alcançá-las. As metas do milênio foram estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2000, com o apoio de 191 nações, e ficaram conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). São eles: Esses objetivos deveriam ser atingidos até 2015, com o propósito de “Não deixar ninguém para trás”. Objetivos de Desenvolvimento do Milênio ASSISTA ASSISTA Não deixar ninguém para trás O que é a Agenda 2030? https://www.youtube.com/watch?v=HLG6RIprRzU https://youtu.be/j8L1CcanjT8?feature=shared Objetivos de Desenvolvimento Sustentável O mês de setembro de 2015 marcou um momento significativo na busca por um mundo mais sustentável com o advento da Agenda 2030, que trouxe consigo os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Objetivos de Desenvolvimento do Milênio ASSISTA Podemos movimentar todos esses objetivos por meio da educação, porque a educação transforma as pessoas e as pessoas mudam o mundo. Veja esse vídeo comigo e descubra que juntos podemos mais! https://www.youtube.com/watch?v=T5aGiv0bOQE ASSISTA Veja só o que as cinco cidades mais sustentáveis do mundo fizeram: ASSISTA Você sabe o que são cidades sustentáveis? Assista ao vídeo do IBGE para conferir: https://www.youtube.com/watch?v=W4z9o3Ae5_A https://www.youtube.com/watch?v=am2WOYu4iFc Entre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), tem-se o de assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento para todos. Contudo, em importantes estados da Amazônia Legal, a cobertura de coleta de esgoto é bem inferior à média nacional. Enquanto no Sudeste mais de 80% da população tem rede de esgoto, no Norte esse percentual é inferior a 15%. Como superar esse grande desafio na região da Amazônia? VAMOS REFLETIR Um movimento da ONU, que teve início no milênio passado, mas que vem atuando com muita força neste milênio, é a COP. Vocês sabem o que é? A Conferência das Partes (COP) é o encontro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizado anualmente por representantes de vários países, com objetivo de debater as mudanças climáticas e encontrar soluções para os problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos. A cada ano, é realizada a COP com o respectivo número do encontro. A COP1 ocorreu em Berlim, Alemanha, em 1995. SAIBA MAIS LENDO O ARTIGO COMPLETO AQUI NAVEGUE PELA TIMELINE DAS COPs E FIQUE POR DENTRO DO QUE ACONTECEU EM CADA UMA https://antigo.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas/acordo-de-paris.html https://antigo.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas/acordo-de-paris.html Conheça um pouco mais o histórico das COPs: COP22 Marrakesh, Marrocos (2016) COP23 Bonn, Alemanha (2017) COP24 Katowice, Polônia (2018) COP25 Madri, Espanha (2019) COP26 Glasgow, Escócia (2021) VOCÊ SABIA? A COP-27 foi o evento mais importante e o maior já realizado sobre o tema das mudanças climáticas. A 27ª edição aconteceu entre os dias 6 e 18 de novembro de 2022, em Sharm El Sheikh, no Egito. Durante a COP-27, os participantes debateram sobre o cumprimento das regras estabelecidas no Acordo de Paris, o uso de fontes renováveis de energia e o avanço da descarbonização, entre outros temas sustentáveis. SAIBA MAIS https://www.neoenergia.com/w/cop-27-o-maior-encontro-do-mundo-sobre-mudancas-climaticas#:~:text=A%20COP%2D27%20foi%20o,o%20tema%20das%20mudan%C3%A7as%20clim%C3%A1ticas VOCÊ SABIA? A COP28 aconteceu de 30 de novembro a 13 de dezembro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. SAIBA MAIS A próxima conferência da ONU sobre mudanças climáticas, a COP29, será em Baku, no Azerbaijão, neste ano de 2024. SAIBA MAIS O Brasil foi formalmente confirmado como sede da COP 30, a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que será realizada em Belém, entre 10 e 21 de novembro de 2025. SAIBA MAIS https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2023/11/qual-e-a-origem-da-cop-uma-das-conferencias-mais-importantes-sobre-mudancas-climaticas#:~:text=A%20COP%20 https://climainfo.org.br/2023/12/10/deja-vu-cop29-acontecera-no-azerbaijao-berco-da-industria-moderna-dos-combustiveis-fosseis/ https://oglobo.globo.com/mundo/clima-e-ciencia/noticia/2023/12/11/onu-oficializa-belem-no-para-como-sede-da-cop30-e-baku-no-azerbaijao-para-receber-cop29.ghtml ASSISTA Sem dúvida, o maior evento climático do mundo, neste milênio, será realizado em Belém (PA), em 2025. https://www.youtube.com/watch?v=jZv-03NtY5o 1.3 Mobilização Paraense pela Educação Ambiental Neste tópico, vamos ver como a Educação Ambiental é vista na BNCC e nas Diretrizes Curriculares do Território Paraense. Vamos conhecer a Lei n° 9.981 (06/07/2023), que institui a Política de Educação Formal para o Meio Ambiente, Sustentabilidade e Clima, vinculada à Secretaria de Estado de Educação (SEDUC) e os eixos prioritários dessa secretaria como o “Reflorestando Mentes: Educação para Sustentabilidade”. 1.3 Mobilização Paraense pela Educação Ambiental A Educação Ambiental, desde a década de 1990, foi tratada como um tema transversal até a sua pioneira transformação em Componente Curricular no estado do Pará (2024). Confira, no quadro a seguir, esse percurso histórico. VOCÊ SABIA? Documento Parâmetros Curriculares Nacionais Diretrizes Curriculares Nacionais Base Nacional Comum Curricular Publicação 1997 2013 2017/2018 Denominação Temas Transversais Eixos Temáticos / Norteadores Temas Contemporâneos (Transversais e Integradores) Quantos são? 6 (seis) Indeterminado (Organizados em temas gerais) 15 (quinze) Caráter normativo Recomendações para a Educação Básica. Assuntos que deveriam atravessar as mais diversas disciplinas. Recomendação de que eixos temáticos propiciem o trabalho em equipe, além de contribuir para a superação do isolamento das pessoas e de conteúdos fixos. Os professores com os estudantes têm liberdade de escolher temas, assuntos que desejam estudar, contextualizando-os em interface com outros. Determinação como referência nacional obrigatória para a elaboração ou adequação dos currículos e propostas pedagógicas. Considerados como conteúdo a serem integrados aos currículos da Educação Básica, a partir das habilidades a serem desenvolvidas pelos componentes curriculares. Ademais, a BNCC recomenda incorporar aos currículos e ás propostas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transversal e integradora. E a base legal? Não havia obrigatório vínculo uma norma com legislação ou específica. Parecer CNE/CEB n° 14/2000-Estabelece a interação entre a base e a parte diversificada, indissociavelmente e de forma transversal. Todos são regidos por marcos legais específicos. Por que transversal? Os temas devem ser incluídos no currículo como conteúdos flexíveis, que possam ser ministrados sob diferentes abordagens e por diversas áreas de conhecimento. Por que mudar? Em todos os documentos, as modificações representam importantes conquistas para a educação nacional e, principalmente, para os Temas Contemporâneos e a Transversalização dos conteúdos, que na BNCC receberam, no currículo escolar, espaço e status compatíveis com a sua relevância. SAIBA MAIS LENDO O DOCUMENTO COMPLETO AQUI http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/cadernos_tematicos/caderno_meio_ambiente_consolidado_v_final_27092022.pdf O Documento Curricular do Estado do Pará 2.1.2 Educação para a Sustentabilidade Ambiental, Social e Econômica (p. 19-20) Pensar um currículo que privilegie e avance nas discussões afeitas a uma Educação para a Sustentabilidade Ambiental, Social e Econômica, implica, fundamentalmente, em propiciar debates acerca de questões manifestas no seio da sociedade que apontam para incidentes e crimes ambientais, os quais colocam em risco recursos naturais e afetam o bem-estar das gerações. Encontrar soluçõespara prevenção e remediação dos danos causados é tarefa de todos. É urgente a compreensão, no contexto escolar, da complexidade que envolve o desenvolvimento sustentável e, assim, construir um currículo que possibilite processos de reelaboração de saberes que contribuam para mudança de atitudes em relação ao ambiente. O Documento Curricular do Estado do Pará foi aprovado pelo Conselho Estadual de Educação do Pará nos termos da Resolução n.º 769, de 20 de dezembro de 2018. 2ª Edição revisada e publicada pela Secretaria de Estado de Educação do Pará em 2019. O Brasil, por meio das ações do MEC, vem desenvolvendo ações e política educacional consubstanciada, por exemplo, no caso do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que se volta para essas questões e das Conferências sobre meio ambiente ocorridas pelo mundo. Em 1972, em Estocolmo, foi construída a Declaração do Meio Ambiente, relevante para as questões ambientais, que originou o conceito de ecodesenvolvimento como a relação harmônica entre meio ambiente e desenvolvimento, consubstanciada na justiça social, eficiência econômica e prudência ecológica (Fogliatti, 2004). Em 1983, a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento produz o relatório ― Nosso Futuro Comum, conhecido por relatório Brundtland, de onde advém o conceito de desenvolvimento sustentável, compreendido como a capacidade de ― “equacionar os problemas da pobreza, da satisfação das necessidades básicas de alimentação, de saúde e habitação, de uma nova matriz energética que privilegie as fontes renováveis e do processo de inovação tecnológica” (Fogliatti, 2004, p. 15). É atender as demandas atuais sem comprometer o atendimento das necessidades às futuras gerações. Outro marco importante foi a ECO-92, ocorrida no Rio de Janeiro, que congregou a Conferência das Nações Unidas e o Fórum Global, originando um conjunto de documentos sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, sendo que o mais extenso é a Agenda 21, que se configurou com um plano orientador das ações dos governos para a sustentabilidade humana. Em todos esses movimentos, enfatizou-se o esforço de definir ações conjuntas dos governos para reformularem propostas voltadas à questão ambiental. No entanto, apenas no ano de 1981, é estabelecida a Política Nacional do Meio Ambiente, por meio da Lei de nº 6.938/1981, alterada pelas Leis de nº 7.804/1989 e nº 7.028/1990, que criou o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA); assim, em 1988, a questão ambiental é elevada a mandamento constitucional, sendo reservado na Constituição Federal, Título III – Da Ordem Social, um capítulo específico para tratar da questão (Brasil, 1988). O estudo de leis ambientais e de programas de Educação Ambiental se torna necessidade para as regiões do Brasil, em particular, a região Norte, por abrigar, segundo estudos realizados por especialistas do setor, a maior floresta tropical do planeta, a maior bacia hidrográfica brasileira e, ainda, um desconhecido banco genético. Com essa responsabilidade em jogo, do presente e do futuro das populações, cabem aos governos e à sociedade civil organizada a criação de mecanismos de defesa e preservação desse patrimônio e difundi-los no cotidiano das escolas com ações/programas/projetos que construam consciências para o eco desenvolvimento e o uso sustentável dos recursos naturais. O Documento Curricular do Estado do Pará LEIA TAMBÉM https://fep.if.usp.br/~profis/arquivo/docs_curriculares/PA/Para_Documento_Curricular_Ed_Infantil_Ensino_Fundamental_2019.pdf Instituir o componente curricular de Educação Ambiental, Sustentabilidade e Clima para todos os anos e séries da educação básica. 1 2 3 Alfabetização Ambiental para os 1º e 2º anos do Ensino Fundamental. Repasse de recursos via Programa Dinheiro na Escola Paraense Eixo Sustentabilidade Ambiental. SEIS EIXOS PRIORITÁRIOS DA EDUCAÇÃO PARAENSE Criação de Centro de Inovação de Sustentabilidade Ambiental da Educação Básica (CISEB). 4 5 6 Selo sustentável e premiação para escolas estaduais e municipais com as melhores práticas de Educação Ambiental. Reflorestando mentes Rede global de jovens líderes pela proteção e sustentabilidade da Amazônia. 06 O sexto eixo, reflorestando mentes, prevê a criação de uma rede global de jovens líderes para Amazônia. O planejamento é realizar uma COP infanto juvenil no ano de 2024. Como um encontro de valorização das boas práticas que nascem nas comunidade e nas escolas, que têm os jovens como protagonistas das ações. Serão convidados jovens de todos os estados e países que também compõem o ecossistema da Floresta Amazônica. A expectativa é de reunir mais de 500 jovens e seus acompanhantes, em torno de 1.200 pessoas para discutir ações ambientais, climáticas e de sustentabilidade a fim de produzir um documento que será apresentado na COP 30 em 2025. Quantos jovens você conhece que possuem protagonismo e espírito de liderança? Como você pode incentivá-los a participar dessa convivência que vai fazer parte da história do nosso planeta? VAMOS REFLETIR João Ambiente - Construindo Uma Casa Sustentável para Todos Nós Você sabia que os pequenos vídeos podem gerar grandes reflexões e deixar suas aulas mais atrativas e inovadoras? Experimente, passe, curta e promova o debate, tenho certeza de que os estudantes vão gostar. Seguem algumas sugestões: ASSISTA VOCÊ SABIA? Awara Nane Putane ASSISTA Caminho de Gigantes ASSISTA https://www.youtube.com/watch?v=mdfi-awWMC0 https://www.youtube.com/watch?v=TklRrRkgJ6A&t=67s https://www.youtube.com/watch?v=YE1WeW_QIa8 Nesta unidade conhecemos um pouco da história da Educação Ambiental no Brasil e no mundo e como as legislações e políticas públicas foram sendo desenvolvidas ao longo do tempo em face das mudanças sociais, tecnológicas, demográficas, políticas, econômicas e climáticas que foram acontecendo. Aprendemos que a Educação Ambiental acontece nos espaços de educação formal, não formal e também informal. E que, neste Novo Milênio, as questões climáticas são uma ponto de sobrevivência e estão movimentando os representantes de todos os países do planeta para discutir as ações que as nações precisam tomar para conter o aumento da temperatura global. Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as Convenções-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP) são exemplos dessa mobilização global pelos direitos de todas as pessoas do planeta. Outros exemplos dessa mobilização acontecem na área da educação para que, no Pará, no Brasil e no mundo, as novas gerações possam ser sensibilizadas e informadas sobre a gravidade dos processos em curso, e possam, assim, ajudar a construir soluções mais sustentáveis para o presente e o futuro. CONCLUSÃO DA UNIDADE 1 Vejam o que disse António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 2023, sobre a nossa convivência neste planeta. SAIBA MAIS ASSISTA https://www.youtube.com/watch?v=b1wXvHM9Fxo&list=PLUZOt6bFc2fghKopTJcswi3GSYntbRsY3&index=1 Unidade 2: Emergência Climática 2 Unidade 2: Emergência Climática Nesta unidade nós vamos compreender como a emissão de Carbono na atmosfera está diretamente relacionada com as mudanças climáticas, vamos conhecer modelos de desenvolvimento sustentável e analisar as escolas como produtoras de Sujeitos Ecológicos. 2.1 CARBONO Neste tópico nós vamos ver como mudamos a química da atmosfera terrestre e como isso impacta toda a vida na Terra. Você vai calcular a sua pegada ecológica. E demonstraremos também que a quantidade de Carbono na atmosfera está diretamente relacionada ao Aquecimento Global. Por isso, precisamos da descarbonização do planeta e o Acordo de Paris foi um documento muito importante para que isso aconteça. Ele só precisa ser colocado em prática! Você sabe o que é o carbono? O gás carbônico? Como ele é produzido? Vamos assistir ao vídeo parater essas e outras respostas. ASSISTA VOCÊ SABIA? https://www.youtube.com/watch?v=y4vU7w8t25A Como a ação humana está afetando o Ciclo do Carbono? SAIBA MAIS ASSISTA https://www.youtube.com/watch?v=oh5bt61l85U Essa mesa redonda tem a duração de uma hora e meia, mas assistir esse vídeo vai fazer toda diferença na sua vida. Reserve um momento do seu dia e faça esse esforço, vale MUITO a pena. A mesa com o tema: "Emergência ambiental: do crescimento infinito à crise existencial" na íntegra, constituída por Ana Toni (Secretaria de Mudança de Clima, Ministério do Meio Ambiente), João Marcelo Borges (Instituto Unibanco) e Natalie Unterstell (Instituto Talanoa), com mediação de Lívia Menezes Pagotto (Instituto Arapyaú/Uma Concertação pela Amazônia). VAMOS REFLETIR ASSISTA https://youtu.be/YwPWKxlul50?feature=shared ONG Global Footprint Network calcula a pegada ecológica da humanidade SAIBA MAIS ASSISTA https://youtu.be/SD4zArzv96s?feature=shared Calcule sua pegada ecológica clicando na imagem abaixo VAMOS PRATICAR https://www.footprintcalculator.org/sponsor/wb/wb_pt O efeito estufa é um processo natural em que a Terra fica mais quente devido à retenção de calor na atmosfera. Quando a luz solar atinge o planeta, parte dela é absorvida e transformada em calor. Outra parte é refletida de volta ao espaço como radiação ultravioleta. Esse fenômeno é importante para manter a temperatura do planeta adequada para a vida. Sem o efeito estufa, a temperatura seria muito fria, dificultando a sobrevivência das espécies. Entretanto, as atividades humanas, como a indústria e a pecuária, têm aumentado o efeito estufa. Isso faz com que a temperatura do planeta fique mais elevada do que o necessário, é o chamado aquecimento global. EFEITO ESTUFA E AQUECIMENTO GLOBAL Aquecimento GlobalEfeito Estufa LEIA AQUI LEIA TAMBÉM https://www.significados.com.br/efeito-estufa/ https://www.significados.com.br/aquecimento-global/ ASSISTA O que causa o aquecimento global ASSISTA O futuro que queremos SAIBA MAIS https://www.youtube.com/watch?v=Oe0npq64-LI https://www.youtube.com/watch?v=dr5dueiANhI Emergência climática: soluções existem, mas é preciso agir agora. DESCARBONIZAÇÃO Para frear de vez o aquecimento do planeta, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), o mundo precisa se tornar “carbono neutro” por volta de 2050 (para estabilizar o aquecimento em 1,5ºC ou 2070 (para o limite de 2ºC). A NDC (Contribuição Nacional Determinada) brasileira, atualizada em 2023, estabelece que o Brasil deve reduzir as suas emissões em 48% até 2025 e 53% até 2030, em relação às emissões de 2005. Entenda melhor o que é a descarbonização ASSISTA LEIA TAMBÉM https://www.youtube.com/watch?v=zlGr69mEQfM https://bioeconomia.fea.usp.br/emergencia-climatica-solucoes-existem-mas-e-preciso-agir-agora/#:~:text=Para%20frear%20de%20vez%20o,para%20o%20limite%20de%202%C2%BAC BRASIL - COMPROMISSOS DE MITIGAÇÃO: LIDERAR PELO EXEMPLO Nossas metas de redução de emissão de gás carbônico são ambiciosas e necessárias. Vamos mobilizar toda sociedade para atingi-la. Acompanhe as ações que estão sendo realizadas clicando aqui LEIA AQUI A promessa do Brasil para o Acordo de Paris está na redução dos gases do efeito estufa em 43% até 2030. Para atingir essa meta, o país anunciou compromissos como o combater o desmatamento ilegal até 2030, reflorestar 12 milhões de hectares e ter uma matriz energética composta por 45% de fontes renováveis. No próximo tópico, vamos conhecer novos modelos de desenvolvimento. https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/desenvolvimento-sustentavel/resultados/emissoes-evitadas Acordo de Paris Mudanças Climáticas: o nosso amanhã começa hoje Por que o Acordo de Paris é considerado um marco histórico na pauta das mudanças climáticas? Acordo de Paris: os 5 anos do pacto climático que mudou o mundo Separamos alguns textos que apresentam as ações que estão sendo implementadas após o Acordo de Paris. Veja: SAIBA MAIS https://exame.com/esg/acordo-de-paris-os-5-anos-do-pacto-climatico-que-mudou-o-mundo/ https://exame.com/esg/por-que-o-acordo-de-paris-e-considerado-um-marco-historico-na-pauta-das-mudancas-climaticas/ https://www.petrobras.com.br/sustentabilidade/mudancas-climaticas https://antigo.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas/acordo-de-paris.html Carecemos urgentemente de uma visão comum de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será guiada e avaliada. 2.2 NOVO MODELO DE DESENVOLVIMENTO Neste novo modelo econômico, mais consciente e responsável do ponto de vista ambiental e social, o Brasil é protagonista. Para se ter uma ideia, o país lidera o setor de energias renováveis na América Latina, tem potencial para encabeçar a descarbonização do mundo e é apontado como o principal polo de produção do “combustível do futuro”, o hidrogênio verde. Neste tópico vamos conhecer os empregos verdes, a geração de energia limpa e a produção livre de carbono. O que é o emprego verde? Um emprego verde é aquele que atua de forma sustentável, com o objetivo de reduzir os impactos ambientais de empresas. Isso acontece a partir de ações como a redução de emissão de carbono e do consumo de recursos naturais e investimento em projetos de preservação, por exemplo. Como consequência, esses postos de trabalho contribuem para: preservar o ecossistema. reduzir o desperdício de materiais. ampliar o uso de recursos renováveis. aumentar o consumo consciente de energia e matérias-primas. Ecologista Biólogo Consultor de energia Engenheiro Florestal Engenheiro de energia renovável Eco construtor Especialista em EHS* Corretor de créditos de carbono Instalador de painéis solares Técnico de instalação de reciclagem Gerente de sustentabilidade Engenheiro de drones Engenheiro de carros elétricos Cientista ambiental Monitor de natureza Instalador de caldeiras de biomassa OS TRABALHOS QUE AJUDAM O MEIO AMBIENTE (EXEMPLOS DE EMPREGOS VERDES) *EHS é a sigla para Environment, Health and Safety. O profissional especialista na área fica responsável por planejar e implementar políticas de saúde, segurança e meio ambiente nas organizações, com o objetivo de prevenir acidentes e garantir que as empresas estejam em conformidade com as legislações vigentes. Leia as matérias e produza um folder na folha de papel sulfite A4 informando sobre o que são os empregos verdes, as profissões que estão em alta e sua importância para um novo modelo de desenvolvimento sustentável. Faça o upload do folder na plataforma e depois faça ele circular pelas suas redes sociais, ajude a divulgar essa ideia: VAMOS PRATICAR EMPREGOS VERDES: CONHEÇA 8 PROFISSÕES QUE ESTÃO EM ALTA O FUTURO DO EMPREGO É VERDE EMPREGOS VERDES O QUE É EMPREGO VERDE? VEJA A IMPORTÂNCIA E CENÁRIO NO BRASIL ECONOMIA VERDE: CRESCEM VAGAS PARA TRABALHAR PELO MEIO AMBIENTE EM MERCADO ONDE BRASIL É REFERÊNCIA https://blog.manpowergroup.com.br/empregos-verdes-conheca-8-profissoes-em-alta https://veja.abril.com.br/insights-list/o-futuro-do-emprego-e-verde https://paineldemudancasclimaticas.org.br/noticia/empregos-verdes https://www.meioemensagem.com.br/marketing/empregos-verdes https://exame.com/carreira/economia-verde-crescem-vagas-para-trabalhar-pelo-meio-ambiente-em-mercado-onde-brasil-e-referencia/ Seus alunos, sobrinhos, jovens conhecidos ainda querem seguir aquelas profissões tradicionais? Eles já ouviram falar dos empregos verdes? Como eles são importantes e rentáveis? Que tal apresentá-los para seus conhecidos? Vamos lá, utilize os textos do vamos praticare mãos à obra. VAMOS REFLETIR EMPREGOS VERDES E ENERGIA RENOVÁVEL Assista aos vídeos para conhecer as fontes de energia renováveis que prevalecem no Brasil. ASSISTA ASSISTA ASSISTA https://www.youtube.com/watch?v=MYvpH_1rAkw https://www.youtube.com/watch?v=xRUheo5GVtU https://www.youtube.com/watch?v=gRurfw3KLu8 Energia limpa: o que é, fontes, principais tipos e importância VOCÊ SABIA? A energia solar e a energia eólica podem ser consideradas as fontes de energia renovável mais limpas. Ambas utilizam recursos inesgotáveis para gerar energia (luz solar e ventos, respectivamente), possuem um impacto ambiental mínimo e não emitem poluentes. SAIBA MAIS https://www.portalsolar.com.br/energia-limpa ● O que é o Carbono Zero? ● Quando surgiu esse conceito? ● Qual é o objetivo do Carbono Zero? ● Qual a importância da redução dos gases do efeito estufa (GEE) no planeta? ● Como funciona o programa Carbono Zero no Brasil? ● Quais empresas podem participar do programa? ● Quais as vantagens de participar do programa Carbono Zero? ● Quais empresas que implementam ações para reduzir a emissão de carbono? ● Como participar do Carbono Zero? CARBONO ZERO Investigando sobre o Carbono Zero, me deparei com mais perguntas do que eu tinha antes. E você sabe a resposta para algumas dessas perguntas? Entenda o que é e como funciona o mercado de Carbono Carbono Zero: entenda o conceito e como aplicá-lo Exemplos de agricultura com baixa emissão de Carbono Agricultura neutra em carbono: como preparar o solo? Responda as questões do slide anterior, com base nos seguintes textos: https://ipam.org.br/cartilhas-ipam/o-que-e-e-como-funciona-o-mercado-de-carbono/ https://fia.com.br/blog/carbono-zero/ https://www.embrapa.br/tema-agricultura-de-baixo-carbono/sobre-o-tema https://blog.jacto.com.br/agricultura-neutra-em-carbono/ ● As escolas estão localizadas em lugares seguros? ● As salas de aula possuem condições saudáveis de aprendizagem (iluminação, espaço, mobiliário, climatização, materiais pedagógicos, etc.)? ● Será que dá para ter aulas de Educação Física em meio a ondas de calor? ● As crianças são prejudicadas por alagamentos? ● Conseguiremos mudar os modelos mentais das gerações atuais? ● Os estudos e as formações já existentes dão conta de conter as mudanças climáticas? ● Como as mudanças climáticas podem afetar a saúde das pessoas? 2.3 ESCOLAS COMO LUGARES SEGUROS Neste tópico vamos trabalhar a importância dos ambientes climatizados para a aprendizagem escolar. O currículo adaptado (Componente Curricular Educação para o Meio Ambiente, a Sustentabilidade e o Clima) e a Rede Global de Jovens Lideranças pela Sustentabilidade e a Amazônia (estudantes e educadores). ● Construção de escolas em locais planos, baixos, distantes de áreas de alagamentos e deslizamentos de encostas. ● Preferencialmente em áreas arborizadas e com pátios cobertos. ● Salas de aulas térreas, amplas, bem iluminadas e climatizadas. ● Serviços de vigilância e limpeza com ótimo padrão de qualidade. ● Espaços de aprendizagem adequados como bibliotecas, refeitórios, laboratórios, quadras cobertas e pátios. ● Sala de planejamento para os professores com equipamentos e internet. ● Sala de reuniões para atender a comunidade. ● Merenda escolar com cardápio regional, acompanhado por nutricionais, com preparo diário e por turno, em quantidade per capta adequada à faixa etária dos estudantes. ● Uso dos uniformes para identificação dos estudantes. ● Materiais didáticos, pedagógicos, ferramentas tecnológicas, softwares, internet em quantidade e qualidade compatível com o números de estudantes e servidores que atuam na unidade de ensino. ● Formação continuada da equipe para melhoria da aprendizagem. CARACTERÍSTICAS DE ESCOLAS COM BONS AMBIENTES DE APRENDIZAGEM Todas as características apresentadas anteriormente contribuem para termos um bom ambiente de aprendizagem, mas nada substitui os processos de construção do conhecimento entre professores e alunos! Por isso é importante o professor ser participativo, ter boa didática, participar das formações continuadas em serviço, apropriar-se das competências socioemocionais e utilizá-las em aula! CARACTERÍSTICAS DE ESCOLAS COM BONS AMBIENTES DE APRENDIZAGEM As altas temperaturas afetam não só o aprendizado dos alunos como a saúde dos mesmos e dos profissionais da educação. Defender a melhoria do ensino público passa pela qualidade no ambiente de trabalho e conforto dos servidores e alunos para cumprimento das metas. SAIBA MAIS Ambientes escolares climatizados melhoram o rendimento dos alunos. Durante o período escolar, os alunos passam grande parte do seu dia dentro das salas de aula. Para que o aprendizado flua da melhor forma possível, atenção e foco, sem interrupções ou distrações são fundamentai. Acesse o link e confira o artigo! COMPONENTE CURRICULAR EDUCAÇÃO PARA O MEIO AMBIENTE, A SUSTENTABILIDADE E O CLIMA No estado do Pará, a Lei n.º 9.981/2023 instituiu a Política de Educação Formal para o Meio Ambiente, Sustentabilidade e Clima, vinculada à Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), e revogou a Lei Estadual n.º 5.600, de 15 de junho de 1990, que dispõe sobre a promoção da Educação Ambiental em todos os níveis, de acordo com o art. 225, inciso IV da Constituição Estadual do Pará. Acesse o link do para saber mais e conheça a lei na íntegra. https://www.semas.pa.gov.br/legislacao/normas/view/322681 COMPONENTE CURRICULAR EDUCAÇÃO PARA O MEIO AMBIENTE, A SUSTENTABILIDADE E O CLIMA O componente curricular de Educação Ambiental, Sustentabilidade e Clima será ofertado para todos os anos e séries da Educação Básica da rede estadual de ensino do Pará de forma obrigatória a partir de 2024. E para os alunos da rede municipal de ensino a oferta se fará por meio da adesão dos municípios à política pública estadual. É um componente que tem uma carga horária de 40 horas anuais, divididas por 4 bimestres, são aproximadamente 10 horas aulas por bimestre. Entendemos que ainda talvez seja pouco, mas, pela potencialidade que isso pode trazer, acreditamos que certamente essas horas aula na escola se transformem em várias horas na comunidade, compartilhadas no dia a dia, na rotina dos alunos e da comunidade escolar. Os materiais para implementação do currículo do componente Educação para o Meio Ambiente, Sustentabilidade e Clima (online e impressos) compreendem: material para o estudante e para o professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (Materiais elaborados pela Rede e Consultores) para os Anos Finais do Ensino Fundamental (Rede e IUNGO) e para o Ensino Médio (Customizados a partir dos IAM). JOVENS LIDERANÇAS E SUSTENTABILIDADE A sustentabilidade não é apenas uma responsabilidade, mas também uma oportunidade. Os jovens podem se tornar agentes de mudança, moldando um futuro mais sustentável. Sua energia, paixão e determinação são ativos inestimáveis nesse percurso. Pensando em todo esse entusiasmo e paixão dos jovens, a SEDUC/PA planeja realizar uma COP infanto juvenil no ano de 2024. Como um encontro de valorização das boas práticas que nascem nas escolas, onde os jovens são protagonistas das ações. Serão convidados jovens de todos os estados e países que também possuem o ecossistema da floresta amazônica. Acesse o link para ver como os jovens podem ser protagonistas em relação a sustentabilidade. https://globalattitude.org.br/como-os-jovens-podem-ser-protagonistas-em-relacao-a-sustentabilidade/ JOVENS LIDERANÇAS E SUSTENTABILIDADE Falar hoje sobre mudanças climáticas e automaticamente não pensar em Greta Thunberg é quase impossível. A ativista sueca de 19 anos é uma das mais conhecidas líderes ambientais jovens, tendo assumido esse papel de destaque após organizar, em 2018, uma greve escolar pelo clima em Estocolmo, em frente ao parlamento. Existem tantas outras jovens lideranças por aí fazendo um trabalho incrível, sabia?! Veja um monte dessas lideranças jovensque já estão causando um impacto global com suas vozes, clicando aqui. SAIBA MAIS https://capricho.abril.com.br/comportamento/lideres-socioambientais-jovens-e-brasileiras-para-conhecer-e-seguir/ O carbono é um elemento químico presente no nosso planeta com grande importância para manutenção da vida, pois ele faz parte da estrutura das moléculas orgânicas. Além disso, é utilizado por alguns seres vivos para fotossíntese e perpassa pela cadeia alimentar. No ciclo geomorfológico, o carbono auxilia na decomposição de rochas, ao se diluir com água, permitindo que novas composições químicas façam parte dos ambientes. Porém, vimos que a sua emissão em excesso na atmosfera amplia as temperaturas, alterando o equilíbrio natural no clima do planeta. Também estudamos como podemos ter um modelo de desenvolvimento econômico, com ações com menos emissão de carbono e como as escolas podem ser ambientes mais adequados à aprendizagem e fomentar estratégias para alcançarmos um novo modelo para sociedades sustentáveis. Visto isso, vamos para nossa próxima unidade? Nossa próxima etapa de estudo nos ajuda na mobilização “Todos fazemos parte da solução”. CONCLUSÃO DA UNIDADE 2 Unidade 3: Todo mundo faz parte da solução 3 Unidade 3 Nesta unidade vamos apresentar experiências exitosas em práticas ambientais em diferentes regiões brasileiras, relacionar as mudanças climáticas ao desempenho escolar e realizar um seminário de boas práticas paraenses na área da Educação Ambiental. Todo mundo faz parte da solução 3.1 REFERÊNCIAS DE BOAS PRÁTICAS Neste tópico vamos conhecer experiências exitosas de práticas ambientais no Brasil e no mundo (instituições, OCIPs, escolas, etc). Os Centros de Educação Ambiental e os observatórios e centros de controle e monitoramento das questões climáticas. 3.1 REFERÊNCIAS DE BOAS PRÁTICAS CONHEÇA AS 7 REGIÕES QUE LIDERAM OS HÁBITOS DE CONSUMO SUSTENTÁVEL NO BRASIL E AQUELAS QUE ESTÃO ATRÁS LEIA TAMBÉM 9 PROJETOS SUSTENTÁVEIS NO BRASIL https://umsoplaneta.globo.com/sociedade/noticia/2023/04/13/conheca-as-7-regioes-que-lideram-os-habitos-de-consumo-sustentavel-no-brasil-e-aquelas-que-estao-atras.ghtml https://exchangedobem.com/projetos-sustentaveis-no-brasil/ Listamos abaixo algumas das práticas consideradas sustentáveis. Destacamos que muitas outras podem ser elencadas e seguidas, sendo essa questão bastante abrangente. ● Descarte adequado do lixo e dos rejeitos tanto domésticos quanto industriais. ● Separação correta do lixo orgânico e não orgânico, além da realização da coleta seletiva e práticas de reciclagem. ● Utilização de energias limpas e renováveis, como é o caso das energias solar, eólica e hidrelétrica. ● Adoção de meios alternativos de transporte que sejam menos poluentes ou, ainda, a priorização do transporte coletivo em detrimento do individual. QUAIS SÃO AS PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS MAIS REALIZADAS NO BRASIL? ● Utilização de produtos que sejam biodegradáveis, evitando o uso de artigos feitos com plástico e outros materiais que levam muito tempo para se decompor na natureza e podem, dessa forma, poluir ecossistemas terrestres e marinhos. ● Evitar o desperdício de água. ● Economizar energia elétrica. ● Praticar o consumo consciente, atentando-se à certificação ambiental e procedência dos produtos. ● Redução do desmatamento e da prática de queimadas. ● Criação de áreas de proteção ambiental e realização da fiscalização devida. ● Promoção de ações de reflorestamento. QUAIS SÃO AS PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS MAIS REALIZADAS NO BRASIL? Saiba mais sobre "Desenvolvimento sustentável", clicando aqui https://brasilescola.uol.com.br/geografia/desenvolvimento-sustentavel.htm#:~:text=Praticar%20o%20consumo%20consciente%2C%20atentando,Promo%C3%A7%C3%A3o%20de%20a%C3%A7%C3%B5es%20de%20reflorestamento Não são apenas desafios políticos e econômicos que estão relacionados com à sustentabilidade no Brasil. O país conta com três obstáculos centrais, o que inclui o desinteresse, a desinformação e a desigualdade social. Entenda: Desinteresse - mesmo que as empresas, governos e pessoas tenham informação de alguma necessidade da preservação ambiental, existem aqueles que não se importam com as consequências dos impactos ambientais causados pelas pessoas, pois não se sentem impactados pelas mudanças. QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS DESAFIOS PARA A SUSTENTABILIDADE NO BRASIL? QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS DESAFIOS PARA A SUSTENTABILIDADE NO BRASIL? Saiba mais sobre o assunto clicando aqui Desinformação - o maior desafio, sem dúvidas, é não entender a urgência de se começar a repensar nos hábitos de consumo e nas formas de produção, afinal, o conhecimento sobre o tema infelizmente não faz parte da realidade de muitas pessoas. Desigualdade social - é o momento em que a pessoa compreende a necessidade de realizar mudanças, porém não tem recursos básicos para isso, como alimentação, moradia, água, energia e condições para pagar transporte público. https://observatorio3setor.org.br/observatorio-em-movimento/sustentabilidade-no-brasil-quais-sao-os-desafios-e-solucoes/ OS CENTROS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Baixe o arquivo em PDF clicando aqui e faça a leitura dos slides para ficar por dentro de tudo que os Centros de Educação Ambiental devem ter. O Centro de Educação Ambiental é toda iniciativa pedagógica de educação formal, não formal e informal, que disponha, no mínimo, das seguintes qualidades: espaços e equipamentos educativos, equipe educativa, Projeto Político-Pedagógico (PPP) e Plano de Sustentabilidade. Sabia que existe uma rede de Centros de Educação Ambiental? Clique aqui e acesse VOCÊ SABIA? FAÇA O DOWNLOAD https://smastr16.blob.core.windows.net/portaleducacaoambiental/sites/201/2023/08/apresentacao-centros-de-ea-denise-scabin.pdf http://www.redeceas.esalq.usp.br/centros.htm ASSISTA Vamos assistir como é o funcionamento desses dois Centros aqui. Quem sabe a gente não vai trabalhar em um deles? Já pensou? ASSISTA SAIBA MAIS https://www.youtube.com/watch?v=ox2PgGLR6vw https://www.youtube.com/watch?v=kiTRA0rDSMs Os observatórios e centros de controle e monitoramento das questões climáticas coletam dados primários e secundários e os transformam em informações por meio de análises, sínteses e comparações que são compiladas em relatórios para fins científicos e de planejamento. Vejamos agora alguns deles aqui no Brasil. OS OBSERVATÓRIOS E CENTROS DE CONTROLE/MONITORAMENTO DAS QUESTÕES CLIMÁTICAS O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, IPCC, foi criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), em 1988, com o objetivo de fornecer aos formuladores de políticas avaliações científicas regulares sobre a mudança do clima, suas implicações e possíveis riscos futuros, bem como de propor opções de adaptação e mitigação. Atualmente, o IPCC possui 195 países membros, entre eles, o Brasil. PAINEL INTERGOVERNAMENTAL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA (IPCC) Conheça o Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima, clicando aqui SAIBA MAIS https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/cgcl/paginas/painel-intergovernamental-sobre-mudanca-do-clima-ipcc Outro Centro de observação, o Centro de Síntese em Mudanças Ambientais e Climáticas (SIMAClim), lançado em 2023 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), tem papel fundamental para produzir informações baseadas em evidências científicas voltadas aos tomadores de decisão. O projeto vai produzir informações que subsidiarão a tomada de decisão. Com sede na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o SIMAClim será conduzido pela Rede CLIMA (Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais), que reúne cerca de 150 cientistas. A Rede de Pesquisas vinculada ao MCTI é um instrumento institucional para atuação da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) e tem como finalidade impulsionar a geração de conhecimentoe o avanço científico e tecnológico na área de mudança do clima. CENTRO DE SÍNTESE EM MUDANÇAS AMBIENTAIS E CLIMÁTICAS (SIMAClim) Conheça mais sobre o SIMAClim, clicando aqui SAIBA MAIS https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2023/02/centro-de-sintese-em-mudancas-ambientais-e-climaticas-vai-gerar-informacoes-para-reduzir-impactos-climaticos-no-brasil O INPE lidera a Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais – Rede CLIMA, instituída pelo MCTI com o objetivo de gerar e disseminar conhecimento e tecnologia para que o Brasil possa responder às demandas e aos desafios provocados pelas mudanças climáticas globais. Também coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas. INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE) Saiba mais sobre o INPE, clicando aqui SAIBA MAIS http://www.inpe.br/faq/index.php?pai=9 O Observatório Parlamentar de Mudanças Climáticas e Transição Justa (OPCC) é uma rede de colaboração e cooperação formada por líderes parlamentares de vários países da América Latina e do Caribe, cujo principal objetivo é construir uma agenda para fortalecer a ambição climática e a transição justa na região. A presente plataforma do Observatório constitui-se como uma ferramenta de informação partilhada sobre o estado da legislação e do tratamento parlamentar ambiental na região. OBSERVATÓRIO PARLAMENTAR DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E TRANSIÇÃO JUSTA Saiba mais sobre o OPCC, clicando aqui SAIBA MAIS https://opcc.cepal.org/pt-br/monitor/marco-mudanca-climatica/pais?q=bra O Observatório de Clima e Saúde realiza um inventário de dados ambientais, climáticos, socioeconômicos e de saúde disponibilizados por variadas fontes para contribuir com a compreensão da relação entre os processos de mudanças ambientais e climáticas globais e seus efeitos na saúde. Esses dados dizem respeito a aspectos das mais diversas localidades do território brasileiro e provêm de bases de dados de instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), além de diversas outras instituições governamentais e de ensino e pesquisa. OBSERVATÓRIO DE CLIMA E SAÚDE Confira como é interessante essa relação entre os processos de mudanças ambientais e climáticas globais e seus efeitos na saúde. Acesse agora para compreender melhor o assunto que vamos discutir no próximo tópico, sobre as relações entre as mudanças climáticas e o desempenho escolar. Clique aqui OBSERVATÓRIO DE CLIMA E SAÚDE https://climaesaude.icict.fiocruz.br/pagina/apresentacao 3.2 RELAÇÃO ENTRE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O DESEMPENHO ESCOLAR Neste tópico vamos acompanhar pesquisas recentes sobre os impactos do clima na aprendizagem e a ansiedade climática. Você já ouviu falar em ansiedade climática? Vamos salientar a importância da formação continuada dos profissionais da educação na perspectiva socioambiental. E ver como os cursos profissionalizantes nas áreas da bioeconomia, turismo ecológico, biojóias, etc. estão em alta. Vamos lá? Não é novidade pra ninguém que os impactos negativos ao meio ambiente são capazes de gerar inúmeras consequências para o mundo e para a sociedade. No entanto, para além das mudanças climáticas, e os riscos econômicos ocasionados pela poluição, pesquisadores da FGV, em Brasília, investigam o impacto que a qualidade ambiental pode ocasionar na capacidade cognitiva das pessoas, sobretudo no desempenho escolar de crianças e adolescentes. MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O DESEMPENHO ESCOLAR Nessa pesquisa a qualidade ambiental é representada por quatro fatores: poluição do ar, áreas verdes, variações climáticas e queimadas florestais. Confira a pesquisa completa, nela você vai encontrar o link de um repositório com vários artigos recentes sobre a relação entre qualidade ambiental e desempenho escolar dos alunos de Ensino Médio no Brasil. MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O DESEMPENHO ESCOLAR Acesse a pesquisa, clicando aqui SAIBA MAIS https://rededepesquisa.fgv.br/noticia/poluicao-pode-impactar-no-desempenho-escolar-dos-estudantes-diz-pesquisa-da-fgv Eventos climáticos extremos, como enchentes ou períodos de seca, afetam a vida escolar de crianças e jovens, impedindo o acesso à escola, aumentando a insegurança alimentar e obrigando muitos a abandonarem os estudos para ajudar na renda familiar. MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O DESEMPENHO ESCOLAR Seus alunos são atingidos direta ou indiretamente por eventos climáticos extremos? A escola onde atua já serviu de apoio a desalojados por inundações? Você se vê como parte do problema ou da solução para conter os avanços das mudanças climáticas? Saiba mais, clicando aqui VAMOS REFLETIR https://lunetas.com.br/emergencia-climatica-impactos-educacao/ A crise climática afeta os mais pobres e pode estar relacionada às questões de interseccionalidade. Você sabe o que é isso? Não? Então assista ao vídeo para descobrir: ASSISTA https://www.youtube.com/watch?v=wIghuxxsdyc BRASIL ENTRE OS MAIS AFETADOS Calor excessivo, secas e chuvas torrenciais: por que o Brasil poder ser um dos países mais afetados pela mudança climática? Saiba mais, clicando aqui O Brasil é o país que mais vai sofrer aumento na variabilidade de temperatura: 20% em relação à média histórica. SAIBA MAIS https://www.bbc.com/portuguese/articles/clmp08dj43vo Você pode estar se perguntando o que exatamente é a ansiedade climática. Simplificando, é uma sensação de medo, preocupação ou tensão ligada às mudanças climáticas. Enquanto cientistas, ativistas e políticos alertam sobre os efeitos adversos do aumento da temperatura global e das transformações geradas há décadas – ondas de calor, secas, inundações, tudo isso está sendo noticiado e aparece nos feeds de mídia social. Isso levou à criação do termo “ansiedade climática ou eco-ansiedade”, apresentado em 2017 pela American Psychology Association (APA) que descreve o termo como “o medo crônico de sofrer um cataclismo ambiental que ocorre ao observar o impacto, aparentemente irrevogável, das mudanças climáticas gerando uma preocupação associada ao futuro de si mesmo e das gerações futuras”. Para conhecer mais sobre o assunto, acesse os links a seguir. ANSIEDADE CLIMÁTICA Mudanças climáticas afetam futuro de jovens LEIA AQUI ANSIEDADE CLIMÁTICA Casos de eco-ansiedade aumentam diante dos impactos do aquecimento global LEIA AQUI https://codex.com.br/mudancas-climaticas-afetam-futuro-de-jovens/ https://www.ecycle.com.br/casos-de-eco-ansiedade-aumentam-diante-dos-impactos-do-aquecimento-global-a-revela-pesquisa/ A formação continuada de professores em Educação Ambiental não apenas atualiza os educadores sobre práticas e pesquisas recentes, mas também contribui para o desenvolvimento de metodologias diversificadas, fomenta a ecocidadania e possibilita um papel mais ativo na implementação de políticas públicas, servindo como uma ponte entre o currículo formal e as necessidades específicas da comunidade. Destaca-se, para a efetivação dessa integração, a necessidade de três elementos: a estrutura curricular, os materiais didáticos e a colaboração entre a Secretaria de Educação e outras secretarias, como a do Meio Ambiente. FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL Desafios socioambientais e o papel da formação continuada de professores em Educação Ambiental Depois deste percurso para compreender que as mudanças climáticas interferem no rendimento escolar e causam ansiedade climática, vamos ver porque os professores precisam de formação continuada em Educação Ambiental. Leia estes dois artigos para saber mais: ARTIGO 1 FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL Educação Ambiental e a educação continuada de professores(as) ARTIGO 2 https://periodicos.unifesp.br/index.php/revbea/article/view/15980 https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/13/13/educaccedilatildeo-ambiental-e-a-educaccedilatildeo-continuada-de-professoresasSujeito ecológico: a dimensão subjetiva da ecologia Nós, professores, podemos contribuir para uma nova forma de ser um “sujeito ecológico”. LEIA TAMBÉM FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraDownload.do?select_action=&co_obra=193843&co_midia=2 Saiba mais sobre o PlanBio, clicando aqui Não é apenas na área da Educação que o Governo do Pará dá exemplo para o restante do país ao inserir um componente curricular de Educação Ambiental, Sustentabilidade e Clima para todos os estudantes da Educação Básica, mas, ele se destaca também ao lançar, em 2022, o Plano Estadual de Bioeconomia do Pará (PlanBio). Confira o documento! LEIA AQUI BIOECONOMIA E TURISMO ECOLÓGICO https://www.semas.pa.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/Plano-da-Bioeconomia-vers%C3%A3o-FINAL_01_nov.pdf Confira a reportagem na íntegra, clicando aqui A Secretaria de Turismo também está antenada com a bioeconomia e atua no desenvolvimento do ecoturismo no Pará. Quem sabe você não conhece alguém que queira fazer o curso de Condutores Ambientais de Trilhas e Caminhadas? LEIA AQUI BIOECONOMIA E TURISMO ECOLÓGICO https://agenciapara.com.br/noticia/51926/setur-atua-no-desenvolvimento-do-ecoturismo-no-para Novo curso do e-Campo aborda a bioeconomia amazônica A bioeconomia inclusiva na Amazônia envolve economias focadas no uso sustentável de recursos da biodiversidade, tendo como base o conhecimento tradicional e o diálogo com os conhecimentos científico e tecnológico em processos produtivos e de manejo, assim como aplicações industriais, de melhoramento genético e biotecnologia. Resultam do protagonismo de agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais no desenvolvimento local e regional com inclusão socioprodutiva e conservação ambiental. LEIA AQUI BIOECONOMIA INCLUSIVA https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/85939863/novo-curso-do-e-campo-aborda-a-bioeconomia-amazonica Potencial da bioeconomia para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e possibilidades para a atuação do BNDES A Embrapa lançou um novo curso online que aborda a bioeconomia amazônica que também é uma boa oportunidade para quem vai ingressar na bioeconomia. A capacitação é gratuita e tem oferta contínua. Acesse, clicando aqui LEIA AQUI BIOECONOMIA INCLUSIVA O curso on-line foi desenvolvido com recursos do projeto Bioeconomia e Sociobiodivesidade de cadeias produtivas de importância na agricultura familiar com ênfase nos Biomas Cerrado e Amazônia (Ted Bioeconomia), com recursos do programa Bioeconomia Brasil Sociobiodiversidade, por meio de parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Embrapa. https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/22024/1/02-BNDES-Revista56-PotencialBioeconomia.pdf https://ava.sede.embrapa.br/enrol/index.php?id=320 As biojoias fazem parte da bioeconomia e são um mercado em ascensão confira as reportagens e veja o que tem sido feito no Pará. BIOJOIAS Sementes de açaí, bacaba, inajá, macaúba, coco, castanha, ouriços da castanha, sementes de vagem e bambu, são exemplos de matérias-primas que o Instituto Preciosa Amazônia transforma em joias, arranjos e peças decorativas. Biojoias: um mercado em ascensão LEIA AQUI BIOJOIAS Prefeitura começa mais uma turma de Produção de Biojoias em Parauapebas LEIA AQUI MEI investe em bioeconomia para transformar a vida de mulheres – PA LEIA AQUI https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/biojoias-um-mercado-em-ascensao,7cd654ca74d36810VgnVCM1000001b00320aRCRD https://parauapebas.pa.gov.br/destaque/prefeitura-comeca-mais-uma-turma-de-producao-de-iojoias-em-parauapebas/ https://pa.agenciasebrae.com.br/cultura-empreendedora/mei-investe-em-bioeconomia-para-transformar-a-vida-de-mulheres/ 3.3 SEMINÁRIO DE PRÁTICAS LOCAIS Sabemos de todo cansaço e correria do dia a dia, mas registrar as suas práticas exitosas de ensino e aprendizagem é muito importante para a disseminação dessas práticas. São como as flores que plantamos em nosso jardim para atrair as borboletas. Pensando nisso, pedimos que você baixe o modelo em Word e siga as instruções para registrar uma prática de Educação Ambiental que você tenha realizado na escola onde atua. Vamos realizar um grande seminário virtual de práticas locais, onde todos os cursistas poderão conhecer as práticas uns dos outros. Como um grande jardim, repleto de flores e borboletas! FAÇA O DOWNLOAD AQUI https://docs.google.com/document/d/1Rn7UXqQCLpGnVKHsUnCdIlVMXO-CBxjG/edit?usp=sharing&ouid=107244651441633230088&rtpof=true&sd=true Esta unidade se propôs a apresentar experiências que inspirem a todos em relação às práticas ambientais em diferentes regiões brasileiras. Apontamos a relação entre as mudanças climáticas e o desempenho escolar dos estudantes, bem como a ansiedade climática, algo que tem despertado a consciência dos envolvidos no processo educativo para ações relacionadas às questões ambientais e climáticas. A unidade apresenta, ainda, os Centros de Educação Ambiental, os observatórios e centros de controle e monitoramento das questões climáticas que realizam a coleta de dados primários e secundários e transformam em informações por intermédio de análises, sínteses e comparações compiladas em relatórios com finalidades científicos e de planejamento. Essas instituições de pesquisa e divulgação de informações colaboram com os governos, para apontar caminhos, bem como vimos, com políticas espalhadas por todo o Brasil que contribuem para alcançarmos cidades mais sustentáveis. CONCLUSÃO DA UNIDADE 3 Fechamos nossa unidade 3, apontando a necessidade de uma pedagogia que inclua a Educação Ambiental como trabalho contínuo de mudança para o formação de sujeitos ecológicos e a bioeconomia como uma fonte de geração de renda em ascensão. Fizemos um convite especial de troca de experiências dentro da rede para que possamos fortalecer nossa luta por um ambiente saudável, justo e digno para todas as pessoas. “Todo mundo faz parte da solução”. E você também entende que é participante deste movimento em favor do Meio Ambiente e do Clima? CONCLUSÃO DA UNIDADE 3 No Brasil e no mundo, os principais problemas ambientais são provocados pelas intensas atividades dos seres humanos sobre a natureza. Por isso todo mundo faz parte da solução! No módulo Meio Ambiente e Educação, foi feita uma abordagem sobre as temáticas mais relevantes referentes à Educação Ambiental formal e não formal voltadas para as questões da emergência climática global. Este módulo apresentou a discussão sobre os seguintes temas: a Cop 30, os valores e atitudes que refletem a sensibilização a respeito dos problemas ambientais e os desafios enfrentados nas escolas no âmbito da Educação Ambiental e no processo de formação dos estudantes. O módulo perpassa pelas Políticas Públicas de Educação Ambiental, percorrendo toda sua linha do tempo, apontando os espaços formais e não formais e suas concepções de formação integral dos sujeitos ecológicos. CONCLUSÃO DO MÓDULO Apresentamos a Educação Ambiental no novo milênio por meio das convenções, encontros, ações e acordos realizados entre países que compõem a ONU na adoção de uma nova agenda de desenvolvimento sustentável global. Mostramos a mobilização destes países no estabelecimento das metas para o novo milênio, metas estas, que ficaram conhecidas como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Uma jornada foi percorrida por meio da timeline de todas as Conferências das Partes (COP), mostrando desde a primeira (COP 1) até a que acontecerá no Brasil em 2025. Este é um encontro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e que vem sendo realizado a cada ano em um país diferente. No ano de 2025, o Brasil sediará a COP 30, e o estado escolhido para isso é o Pará, que tem realizado ações relevantes para o cuidado e a preservação domeio ambiente. CONCLUSÃO DO MÓDULO O estado do Pará implementou o componente curricular Educação Ambiental, Sustentabilidade e Clima, a partir de 2024, em todas as séries e anos da Educação Básica, sendo assim, o pioneiro a tomar uma atitude importante para a formação de sujeitos ecológicos conscientes de que todos fazem parte da solução em relação às questões ambientais. Foi apresentado como, ao longo dos anos, mudamos a química da atmosfera terrestre e como isso tem impactado toda a vida na Terra. Aprendemos a calcular a sua pegada ecológica no planeta Terra, e de quantas terras precisamos para sobreviver, se continuarmos a produzir e consumir da mesma maneira que fazemos hoje. CONCLUSÃO DO MÓDULO Vimos que a quantidade de Carbono na atmosfera está diretamente relacionada ao Aquecimento Global, e que este, por sua vez, provoca uma série de eventos climáticos extremos. O módulo mostrou um novo modelo de desenvolvimento com trabalhos que cooperam com o meio ambiente como os empregos verdes, as energias renováveis, o carbono zero e as escolas como lugares seguros. Mas, o que as escolas têm a ver com este novo modelo de desenvolvimento? Com o aquecimento global, os espaços escolares precisam passar por uma transformação não só em seus currículos, como fez o Pará, mas em toda estrutura de suas escolas, principalmente nos espaços físicos. Por meio deste módulo, você percebeu características de uma escola com ambientes de aprendizagem propício e respeitoso como prevê a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. CONCLUSÃO DO MÓDULO E as lideranças jovens como têm se portado diante a sustentabilidade? Muitos entenderam que não é apenas uma responsabilidade, mas também uma oportunidade. Moldando um futuro mais sustentável, os jovens podem se tornar agentes de mudança. Sua determinação, energia, compromisso e corresponsabilidade são ativos inestimáveis nesse percurso. Perceberam então como todos fazem parte desta solução? Assim, o módulo trouxe na sua unidade final, a referência de boas práticas realizadas por alguns estados brasileiros. Você teve a oportunidade de conhecer os centros de educação ambiental, observatórios e centros de controle e monitoramento das questões climáticas e muito mais. CONCLUSÃO DO MÓDULO É importante observar que o aquecimento global tem afetado diretamente a relação entre o clima e o desempenho escolar dos estudantes. Neste módulo, você pôde se envolver, desenvolver e se comprometer ainda mais com as questões ambientais, compreendendo em especial como elas afetam o cotidiano escolar, as relações entre os atores envolvidos neste ambiente, a diversidade e inclusão por meio da interseccionalidade. Compreendeu, ainda, quais políticas públicas já foram implementadas para intervir nos problemas ambientais e no clima e o quanto estes assuntos se fazem presentes nos fundamentos da educação por meio do processo de ensino aprendizagem. Afinal, todo mundo faz ou não parte da solução em prol do meio ambiente? Fica a reflexão! Esperamos ter contribuído com a prática diária e pedagógica de cada um de vocês que participaram desta formação, através dos conteúdos trabalhados neste módulo de Meio Ambiente e Educação e a prática compartilhada com os pares. CONCLUSÃO DO MÓDULO REFERÊNCIAS AGENCIAGOV. Brasil é formalmente eleito país sede da COP-30. 11 de Dezembro de 2023. 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