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DESCRIÇÃO
Conceitos, princípios, aspectos, tipos, particularidades e atores dos processos de normalização, Avaliação de
conformidade, Normalização e auditorias de qualidade, de produto e processo.
PROPÓSITO
Compreender os contextos técnico, econômico e comercial dos conceitos, dos princípios, das particularidades
e dos atores dos processos de normalização, avaliação de conformidade, auditorias de qualidade, de produto e
processo.
PREPARAÇÃO
Acesse, quando necessário, os sítios da Organização Internacional para Normalização (ISO) e Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Descrever os principais conceitos inerentes à auditoria, seus aspectos e alguns tipos de auditorias
MÓDULO 2
Descrever os princípios da qualidade e a importância da acreditação no processo de auditoria da qualidade
MÓDULO 3
Reconhecer as principais características da auditoria interna da qualidade, suas etapas e aplicações
MÓDULO 4
Reconhecer as principais características da auditoria externa da qualidade, suas etapas e aplicações
INTRODUÇÃO
Neste tema, estudaremos aspectos inerentes ao processo de auditoria de qualidade. A qualidade de produtos e
serviços se notabilizou por ser um diferencial competitivo neste mundo globalizado. Com isso, transformou-se
em critério qualificador, assumindo papel obrigatório à sobrevivência das organizações.
Definida como a organização sistemática das atividades pela aplicação de regras comuns, a normalização
ganhou relevância a partir da Revolução Industrial. A fim de garantir que essas normas fossem implementadas
e que se comprovassem a qualidade de produto e serviço requeridas, surge o mecanismo da avaliação da
conformidade como um instrumento eficaz para o desenvolvimento empresarial e para a proteção do
consumidor.
Chamamos de avaliação da conformidade, tecnicamente, qualquer atividade com objetivo de determinar, direta
ou indiretamente, que os requisitos aplicáveis são atendidos. Tais requisitos podem estar estabelecidos em
norma, regulamento técnico, procedimento ou especificação.
MÓDULO 1
 Descrever os principais conceitos inerentes à auditoria, seus aspectos e alguns tipos de auditorias
O especialista Vanilson Fragoso conversará sobre a origem, a contextualização e as principais definições
inerentes ao tema auditoria de qualidade.
Foto: Shutterstock.com
ORIGEM DA AUDITORIA
Entende-se auditoria, conceitualmente, como:
O TERMO AUDITORIA TEM ORIGEM NO LATIM AUDIRE, QUE
SIGNIFICA OUVIR, PROVAVELMENTE DEVIDO À PRÁTICA DE
PRESTAR CONTAS, VERBALMENTE, REALIZADA PELOS
FUNCIONÁRIOS DOS IMPERADORES ROMANOS, QUE ERAM
NOMEADOS PARA SUPERVISIONAR OS ADMINISTRADORES
DAS PROVÍNCIAS. ENTRETANTO, ATRIBUI-SE A ORIGEM DA
ATIVIDADE DE AUDITORIA À INGLATERRA, TENDO EM VISTA O
INTENSO COMÉRCIO DESENVOLVIDO NAQUELE PAÍS NO
SÉCULO XIV. CONSEQUENTEMENTE, O TERMO QUE MELHOR
REPRESENTA A ORIGEM ETIMOLÓGICA DA PALAVRA É O
VERBO INGLÊS TO AUDIT – EXAMINAR, AJUSTAR, CORRIGIR,
CERTIFICAR.
PETER; MACHADO 2014
As auditorias tiveram sua origem nas áreas contábeis e financeiras, com objetivos de verificar se as contas e os
registros contábeis e financeiros estão conformes e se são confiáveis. Dessa forma, podemos entender que
auditoria é um dos principais instrumentos de que o gestor dispõe para assegurar a efetividade de seus
controles.
Deve-se observar que o processo de auditoria se iniciou no setor público, pela necessidade de garantir a
fidedignidade da prestação de contas dos recursos públicos aplicados. Posteriormente, o setor privado passou
a se preocupar bastante com a verificações sistemáticas das finanças e práticas contábeis das corporações.
Foto: Shutterstock.com
AUDITORIA DE QUALIDADE
A globalização é composta por um conjunto de fenômenos que interferem bastante nas atividades políticas,
econômicas, sociais e culturais da sociedade mundial. Dessa forma, globalização modifica o comportamento
individual, coletivo e institucional, e também está relacionada com a remoção de barreiras ao livre comércio.
AUDITORIA É UM DOS TIPOS DE AVALIAÇÃO DE
CONFORMIDADE EXISTENTES. ALÉM DA AUDITORIA, TAMBÉM
SÃO EXEMPLOS DE AVALIAÇÃO DE CONFORMIDADES AS
INSPEÇÕES, OS ENSAIOS, AS AMOSTRAGENS, A
DECLARAÇÃO DO FORNECEDOR E O LAUDO DE QUALIDADE,
ENTRE OUTROS.
Todos esses exemplos têm em comum o fato de serem aplicados para verificar em que extensão algum
produto, processo ou sistema está de acordo com os requisitos especificados. Habitualmente, esses requisitos
estão estabelecidos em normas técnicas, requisitos regulamentares ou procedimentos.
EVOLUÇÃO DAS AUDITORIAS DE QUALIDADE
PUBLICAÇÃO EM 2002
EDIÇÃO 2021
PUBLICAÇÃO EM 2002
Foi publicada, em 2002, a norma NBR ISO 19011:2002 – Diretrizes para auditorias de sistema de gestão da
qualidade e/ou ambiental. A norma foi revisada em 2012 e, atualmente, está em sua edição 2018, intitulada
Diretrizes para auditoria de sistemas de gestão.
EDIÇÃO 2021
A norma passou a contemplar, na edição de 2012, a auditoria de sistema de gestão de qualidade e ambiental.
Em 2018, essa abrangência aumentou para auditorias de sistemas de gestão, permitindo contemplar outros
sistemas, como o de segurança e saúde ocupacional.
Essas normas de auditorias definem as diretrizes para realização de auditorias de sistemas de gestão. No
entanto, os requisitos de cumprimento ao sistema de gestão de qualidade estão estabelecidos em normas
certificáveis. Por exemplo, a norma de gestão de qualidade é a NBR ISO 9001:2015 – Sistema de gestão de
qualidade – Requisitos com orientações para uso.
Apresentamos a evolução histórica dessas normas da série ISO 9000, usadas para fins de certificação:
1987
(ISO 9001; 9002; 9003)

1994
1ª revisão

2000
2ª revisão

2008
3ª revisão

2015
4ª revisão
Resumidamente, podemos compreender que a norma NBR ISO 19011 estabelece as diretrizes para o
planejamento e a realização das auditorias de qualidade nas organizações com base nos requisitos da NBR
ISO 9001. Vejamos:
NBR ISO 19011:2018 – DIRETRIZES PARA AUDITORIA DE SISTEMAS DE GESTÃO
Ensina a fazer auditoria de sistema de gestão.

NBR ISO 9001:2015 – SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE – REQUISITOS
Estabelece os requisitos e as regras que as empresas têm de cumprir e que serão auditadas.
PRINCIPAIS CONCEITOS
Segundo a NBR ISO 19011:2018, auditoria é um processo sistemático, independente e documentado, para
obter evidência de auditoria e avaliá-la objetivamente, para determinar a extensão na qual os critérios de
auditoria são atendidos.
Repare que essa definição traz alguns termos específicos. Vamos esclarecer melhor os termos que compõem a
definição de auditoria por meio da tabela a seguir:
Termo Definição Explicação
Processo
Conjunto de atividades inter-
relacionadas ou interativas que
transformam entradas em saídas.
Passa a ideia de que temos várias
atividades ou etapas que compõem o
processo de auditoria, subdivididos em
atividades de planejamento, execução e
elaboração de relatório.
Sistemático
Que se refere a um sistema, ao modo
ou método de formar um todo
organizado.
Não pode ser aleatório. Deve seguir
uma sequência prevista e estabelecida.
Independente
Pessoa que tem autonomia; quem
não se submete às vontades ou
necessidade alheias; aquele ou
aquela que é livre para se comportar
ou para pensar da maneira como lhe
convier.
Além de compor a definição, é um dos
princípios da auditoria.
Os auditores devem ser independentes
da atividade que está sendo auditada
sempre que praticável. Além disso, em
todos os casos, devem agir de maneira
livre de vieses e conflito de interesses.
Documentado Fundado, provado com documentos.
As etapas de auditoria – como plano de
auditoria, programa de auditoria,
relatório de auditoria, entre outros –
devem ser documentadas.
Evidência de
auditoria
Registros, apresentação de fatos ou
outras informações, pertinentes aos
critérios de auditoria e verificáveis.
Pode definir um ponto forte, uma
conformidade, uma não conformidade
ou umaoportunidade de melhoria.
Importante associar sempre esse
conceito a um fato verificável, e não a
uma inferência.
Avaliá-la
objetivamente
Não aplicável.
Avaliação objetiva sobre os fatos
verificáveis, comparando-os sempre
com os critérios (requisitos) da
auditoria.
Termo Definição Explicação
Extensão na
qual
Não aplicável.
O quanto as evidências objetivas
atendem aos critérios (requisitos) da
auditoria.
Critérios de
auditoria
Conjunto de políticas, procedimentos
ou requisitos usados como uma
referência, com a qual a evidência
objetiva é comparada.
São com esses critérios (requisitos) da
auditoria que comparamos as
evidências objetivas decorrentes das
constatações.
 Termos, definição e explicação – Tabela: Vanilson Fragoso (2021).
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
AUDITORIA DE PROCESSO
Diferentemente das auditorias de sistema de gestão de qualidade, as auditorias de processo não seguem as
diretrizes de uma norma técnica de sistema de gestão, como a ISO 19011:2018, por exemplo. Entretanto, isso
não significa que a auditoria de processo não tenha de ser sistematizada e realizada sob condições
estabelecidas.
Se analisarmos a definição de auditoria de processo da NBR ISO 9000:2015, observamos que ela é
praticamente a mesma definição de auditoria de sistema de gestão. Vejamos:
“PROCESSO SISTEMÁTICO, INDEPENDENTE E DOCUMENTADO
PARA OBTER EVIDÊNCIA OBJETIVA E AVALIÁ-LA
OBJETIVAMENTE PARA DETERMINAR A EXTENSÃO NA QUAL
OS CRITÉRIOS DE AUDITORIA SÃO ATENDIDOS”.
Também podemos entender que o processo de auditoria é uma verificação que visa avaliar os processos
internos da organização, gerando constatações baseadas em fatos.
CARACTERÍSTICAS
As características das auditorias de processos variam em função do tipo de processo a ser auditado. Podemos
aplicar esse tipo de auditoria tanto em processos produtivos como em processos de prestação de serviços. Em
função disso, as auditorias de processos poderão diferir muito umas das outras.
Os elementos fundamentais de uma auditoria incluem a determinação da conformidade de um objeto, de
acordo com um procedimento realizado por pessoal não responsável pelo objeto auditado.
OBJETIVOS
A auditoria de processos é adotada, normalmente, quando os gestores estão preocupados com o desempenho
da organização, a perda financeira, o grau de produtividade, a perda de conhecimento em decorrência da
rotatividade de colaboradores. Além disso, pode ser motivada por legislação, para processos críticos para o
negócio que precisam rodar perfeitamente ou mesmo para identificar desvios, riscos e oportunidades.
Realiza-se a auditoria de processos, prioritariamente, para incrementar o desempenho da organização. Embora
muitos pensem que o processo de auditoria tenha sempre uma visão negativa, de buscar o erro ou a não
conformidade, isso não é correto.
A auditoria visa avaliar o processo para constatar a conformidade. A não conformidade pode existir e deve ser
identificada, mas não é o objetivo mais importante da auditoria.
ASPECTOS DE AVALIAÇÃO
Normalmente, uma auditoria de processo avalia os seguintes aspectos inerentes ao funcionamento da
organização:
ESTRATÉGIA
METAS
DESEMPENHO
PROCESSOS
COLABORADORES
CONTROLES
TECNOLOGIAS
ESTRATÉGIA
Se está bem-definida ou precisa de cuidado especial.
METAS
Se são alcançáveis, tímidas ou utópicas.
DESEMPENHO
Se está coerente aos objetivos determinados para o processo.
PROCESSOS
Se o que está estabelecido ou documentado como prática é o que é esperado para o processo.
COLABORADORES
Se possuem a competência necessária – educação, conhecimento, habilidade, experiência e atitude – para o
executar os processos.
CONTROLES
Se são demasiadamente burocráticos, rígidos ou frágeis.
TECNOLOGIAS
Se estão alinhadas e atualizadas às exigências do processo.
ABRANGÊNCIA E EXEMPLOS
As auditorias de processo são muito aplicadas para processos especiais, como em processos de soldagem e
no setor de telecomunicações para processo de bilhetagem. Habitualmente, a realização desse tipo de
auditoria nos processos especiais exige profissionais competentes e, por vezes, qualificados e credenciados.
O foco da certificação de pessoas é a competência da pessoa no desempenho de determinada atividade. A
certificação garante a conformidade a critérios estabelecidos na norma de referência, que deve estabelecer
qual a competência desejada para determinada atividade.
 ATENÇÃO
Define-se competência como a capacidade de mobilizar, desenvolver e aplicar conhecimentos, habilidades e
atitudes no desempenho do trabalho e na solução de problemas para gerar resultados esperados.
A seguir, citamos alguns dos exemplos de certificação de pessoas:
Certificação de auditores de Sistemas de Gestão da Qualidade.
Qualificação de inspetores e supervisores de Ensaios Não Destrutivos (END).
Esses processos são realizados de acordo com requisitos estabelecidos por normas e documentos específicos.
AUDITORIA DE PRODUTO
A definição de produto, segundo a NBR ISO 9000:2015 é saída de uma organização que pode ser produzida
sem transação alguma ocorrendo entre a organização e o cliente. Como vimos nas auditorias de processos, as
auditorias de produtos irão variar bastante em suas características e particularidades em função da
complexidade do produto a ser auditado.
Lembre-se de que o conceito abrangente de produto engloba serviço, de modo que poderemos considerar as
auditorias de produtos e serviços da mesma forma.
Imagem: Shutterstock.com
O cliente deseja, em geral, duas coisas: que o produto siga determinada norma e que a conformidade a essa
norma seja demonstrada, mediante procedimentos de avaliação da conformidade. A auditoria de produto é o
principal exemplo desse tipo de avaliação de conformidade.
AUDITORIA DE PRODUTO E CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR (CDC)
O desejo do consumidor é a qualidade dos produtos e serviços que adquire. Nesse sentido, um dos objetivos
da Normalização é assegurar a qualidade dos produtos e serviços disponíveis no mercado. Por essa razão, o
Código de Defesa do Consumidor faz referência direta à Normalização Brasileira:
“SEÇÃO IV – DAS PRÁTICAS ABUSIVAS
ARTIGO 39 – É VEDADO AO FORNECEDOR DE PRODUTOS E
SERVIÇOS:
[...]
INCISO VIII – COLOCAR, NO MERCADO DE CONSUMO,
QUALQUER PRODUTO OU SERVIÇO EM DESACORDO COM AS
NORMAS EXPEDIDAS PELOS ÓRGÃOS OFICIAIS
COMPETENTES OU, SE NORMAS ESPECÍFICAS NÃO
EXISTIREM, PELA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS OU OUTRA ENTIDADE CREDENCIADA PELO
CONSELHO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E
QUALIDADE INDUSTRIAL – CONMETRO”.
CDC – Lei Federal PR N.º 8.078, de 11/09/1990
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) determina claramente que, mediante a existência de normas
técnicas para qualquer produto disponível no mercado, torna-se obrigatória a conformidade desses produtos
com os requisitos, critérios e especificações contidas nessas normas técnicas, sob pena de responsabilidade
para o fornecedor.
ISSO SIGNIFICA QUE AS NORMAS TÉCNICAS, MESMO SENDO
VOLUNTÁRIAS – NÃO TENDO A COMPULSORIEDADE
DETERMINADA POR REGULAMENTOS TÉCNICOS – SÃO
REFERÊNCIAS PARA O NOSSO MERCADO DE CONSUMO.
Podemos concluir que, havendo um conflito de consumo, se o fornecedor não conseguir demonstrar a
conformidade com uma norma técnica brasileira, passa a se responsabilizar por demonstrar que o seu produto
tem qualidade e é seguro.
ABRANGÊNCIA E EXEMPLOS
Uma auditoria pode ser realizada, de forma geral, em relação a vários critérios de auditoria.
Tais critérios, inclusive, excedem a dimensão de qualidade. Vejamos alguns:
Separadamente ou em combinação, incluindo, mas não limitados a requisitos definidos em um ou
mais padrões do sistema de gestão.
Políticas e requisitos especificados pelas partes interessadas relevantes.
Requisitos estatutários e regulamentares.
Um ou mais processos do sistema de gestão definidos pela organização ou outras partes.
Planos do sistema de gestão relacionados à disponibilização de resultadosespecíficos de um
sistema de gestão – por exemplo, plano de qualidade e plano de projeto.
CERTIFICAÇÃO DE PRODUTOS
Certificar um produto é garantir, por meio de um documento escrito, elaborado por um organismo
independente, que determinado produto está em conformidade com os requisitos técnicos estabelecidos.
A ISO – International Organization for Standardization –, por meio de seu Comitê de Avaliação da
Conformidade (ISO/CASCO), estabeleceu algumas das formas de avaliação de conformidade utilizadas em
vários países.
Tais formas estão classificadas segundo os modelos a seguir:
Faz um ensaio de tipo, oferecendo uma aprovação de um item em dado instante.
Ensaio de tipo seguido de verificação em amostras retiradas do comércio.
Ensaio de tipo seguido de verificação em amostras retiradas do fabricante.
Ensaio de tipo seguido de verificação em amostras retiradas do comércio e do fabricante.
Ensaio de tipo e aprovação do Sistema de Controle da Qualidade do fabricante, seguidos de verificação
em amostras retiradas do comércio e do fabricante, e auditorias no Sistema de Controle da Qualidade do
fabricante. Para a aprovação e acompanhamento do Sistema de Controle da Qualidade, é frequente
utilizar as normas da série NBR ISO 9000 como referência.
Avaliação e aprovação do Sistema da Qualidade do fabricante ser específico da certificação de Sistemas
– não aplicável para certificação de produtos.
Ensaio de lote, no qual se submete uma amostra de um lote do produto a um ensaio, emitindo-se laudo
sobre a sua conformidade com a especificação.
Ensaio 100%, no qual cada um dos itens do lote é submetido a ensaio para verificar sua conformidade
com a especificação dada.
VANTAGENS DA CERTIFICAÇÃO DE PRODUTOS
A certificação de produtos é bastante utilizada em muitos países, propiciando vantagens para diversas partes
interessadas, como consumidores, fabricantes, órgãos regulamentadores e para a sociedade em geral.
VANTAGENS
Utilizar a certificação como mecanismo de controle da produção.
Potencializar o grau de aceitação dos produtos e serviços pelo mercado.
Incrementar a produtividade e o nível de qualidade, em toda a cadeia produtiva no qual indústrias estão
inseridas, por sua aplicabilidade e abrangência nacional.
Servir de referência, tomando por base as regras estabelecidas no Código de Defesa do
Consumidor (CDC) para defesa de ações legais relacionadas com seus produtos e serviços.
Aumentar a confiança e credibilidade na relação cliente-fornecedor.
Combater a concorrência desleal.
EXEMPLOS
A certificação de produtos pode ser efetuada com base em normas de desempenho. Temos, como exemplos,
os processos de certificação de vergalhões de aço para a construção civil ou de placas cerâmicas para
revestimento.
TAMBÉM É POSSÍVEL AVALIARMOS COM BASE EM NORMAS
DE REQUISITOS DE SEGURANÇA. COMO EXEMPLO, TEMOS A
CERTIFICAÇÃO DE SEGURANÇA ELÉTRICA DE ALGUNS
ELETRODOMÉSTICOS. ESSE TIPO DE CERTIFICAÇÃO
GARANTE A SEGURANÇA EM SEU USO.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. VIMOS QUE A DEFINIÇÃO DE AUDITORIA É COMPOSTA POR DIVERSOS TEMAS
IMPORTANTES. PRIMEIRAMENTE, A AUDITORIA É UM PROCESSO SISTEMÁTICO DE
VERIFICAÇÃO, QUE BUSCA EVIDENCIAR NÃO SOMENTE CONFORMIDADE, MAS OS
PONTOS POSITIVOS, AS CONFORMIDADES E AS OPORTUNIDADES DE MELHORIAS.
MARQUE A ALTERNATIVA QUE CONSOLIDA OS DEMAIS TEMAS CENTRAIS QUE
COMPÕEM A DEFINIÇÃO DE AUDITORIA, DE ACORDO COM A ESTABELECIDA PELA
NORMA NBR ISO 19011:2018 – DIRETRIZES PARA AUDITORIA DE SISTEMAS DE
GESTÃO.
A) Independente, documentado, evidência de auditoria, avaliá-la objetivamente e critérios.
B) Não independente, sem documentos, inferência de auditoria, avaliá-la objetivamente, regulamentos.
C) Independente apenas em determinadas situações, parcialmente documentada, inferência de auditoria,
avaliá-la objetivamente quando possível, leis.
D) Independente (quando possível), parcialmente documentada quando relacionado a leis, não documentado,
avaliá-la objetivamente (quando possível), outras nomas.
E) Não independente, não documentado, evidências somente documentais, avaliá-la subjetivamente, requisitos
legais.
2. EXISTE UMA ASSOCIAÇÃO DIRETA ENTRE OS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO DE
CONFORMIDADE E NORMALIZAÇÃO E OS PROCESSOS DE AUDITORIA E
CERTIFICAÇÃO DE PRODUTO.
APONTE A ALTERNATIVA QUE MELHOR DESCREVE, POR MEIO DAS PALAVRAS-
CHAVE, O RECONHECIMENTO ESTABELECIDO NO CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR (CDC), DISPOSTO NA LEI FEDERAL PR Nº 8.078, DE 11/09/1990, PARA
OS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO DE CONFORMIDADE E NORMALIZAÇÃO E QUE,
POR SI SÓ, TRANSMITE SEGURANÇA E CREDIBILIDADE PARA OS CONSUMIDORES.
A) Mercado monopolista; práticas aceitas; consumo consciente; conformidade apenas com legislações.
B) Mercado cartelizado; práticas informais; consumo exaustivo; conformidade com procedimentos das
empresas.
C) Mercado monopolista; práticas formais; consumo mínimo; conformidade apenas com regulamentos técnicos.
D) Mercado de consumo; práticas abusivas; conflito de consumo; conformidade com uma norma técnica
brasileira.
E) Mercado monopolista/cartelizado; práticas padrões; consumo livre; conformidade com boas práticas
reconhecidas.
GABARITO
1. Vimos que a definição de auditoria é composta por diversos temas importantes. Primeiramente, a
auditoria é um processo sistemático de verificação, que busca evidenciar não somente conformidade,
mas os pontos positivos, as conformidades e as oportunidades de melhorias.
Marque a alternativa que consolida os demais temas centrais que compõem a definição de auditoria, de
acordo com a estabelecida pela norma NBR ISO 19011:2018 – Diretrizes para auditoria de sistemas de
gestão.
A alternativa "A " está correta.
A letra “A” contempla os termos centrais que compõem a definição adotada pela NBR ISO 19011:2018. As
demais opções apresentam termos que, por vezes, confrontam com os termos do princípio (inferência, avaliar
subjetivamente) correto e, em outros momentos atendem apenas parcialmente (avaliá-la objetivamente
(quando possível).
2. Existe uma associação direta entre os processos de avaliação de conformidade e normalização e os
processos de auditoria e certificação de produto.
Aponte a alternativa que melhor descreve, por meio das palavras-chave, o reconhecimento estabelecido
no Código de Defesa do Consumidor (CDC), disposto na Lei Federal PR nº 8.078, de 11/09/1990, para os
processos de avaliação de conformidade e normalização e que, por si só, transmite segurança e
credibilidade para os consumidores.
A alternativa "D " está correta.
A letra D é alternativa que apresenta as palavras-chave que relacionam os temas centrais do CDC aos pontos-
chave, como avaliação de conformidade e normalização. As outras opções trazem temas não relacionados
como mercados monopolista ou cartelizado, referenciam terminologias relacionadas à compulsoriedade, como
leis e regulamentos técnicos. Ainda faz referência a práticas e consumos que não se relacionam com nossa
temática.
MÓDULO 2
 Descrever os princípios da qualidade e a importância da acreditação no processo de auditoria da
qualidade
O especialista Vanilson Fragoso conversará sobre os princípios de auditorias e suas particularidades, bem
como sobre o Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade (SBAC) e seus desdobramentos.
Foto: Shutterstock.com
IMPORTÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DE AUDITORIA
A auditoria é caracterizada pela confiança em vários princípios
Como uma das premissas de gestão, as auditorias rodam dentro do ciclo PDCA – P de Plan (planejar); D de Do
(executar); C de Check (verificar) e A de Act (atuar).
Esses princípios devem ajudar a tornar a auditoria uma ferramenta eficaz e confiável no apoio às políticas e
aos controles de gestão. Desse modo, poderá fornecer informações sobre as quais uma organização pode
atuar para melhorar seu desempenho.
A adesão a esses princípios é um pré-requisito para fornecer conclusões de auditoria relevantes e suficientes,
assim como para permitir que os auditores, trabalhando independentemente uns dos outros, cheguema
conclusões semelhantes em circunstâncias semelhantes.
PRINCÍPIOS DE AUDITORIAS – NBR ISO 19011:2018
A NBR ISO 19011:2018 define os princípios de auditoria de sistema de gestão e eles servem de base para todo
o desenvolvimento das auditorias. A seguir, apresentamos os princípios da auditoria:
INTEGRIDADE – O FUNDAMENTO DO PROFISSIONALISMO
Auditores e indivíduos que gerenciam um programa de auditoria devem:
Realizar seu trabalho de forma ética, honesta e responsável.
Somente realizar atividades de auditoria se forem competentes.
Realizar seu trabalho de maneira imparcial, isto é, sendo justos e imparciais em todas as suas relações.
Ser sensíveis a quaisquer influências que possam ser exercidas em seu julgamento durante a realização
de uma auditoria.
APRESENTAÇÃO JUSTA – OBRIGAÇÃO DE RELATAR COM
VERACIDADE E EXATIDÃO
As constatações de auditoria, as conclusões de auditoria e os relatórios de auditoria devem refletir as
atividades de auditoria de forma verdadeira e precisa.
Obstáculos significativos encontrados durante a auditoria, bem como divergência não resolvida entre a equipe
de auditoria e auditado devem ser comunicadas. A comunicação deve ser verdadeira, precisa, objetiva,
oportuna, clara e completa.
DEVIDO CUIDADO PROFISSIONAL – APLICAÇÃO DE
DILIGÊNCIA E JULGAMENTO EM AUDITORIA
Os auditores devem exercer os devidos cuidados, de acordo com a importância da tarefa que executam e com
a confiança depositada neles pelo cliente da auditoria e por outras partes interessadas.
Um fator importante na realização do trabalho com o devido cuidado profissional é ter a capacidade de fazer
julgamentos fundamentados em todas as situações de auditoria.
CONFIDENCIALIDADE – SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Os auditores devem exercer discricionariedade no uso e proteção das informações adquiridas nas suas
funções. Informações de auditoria não devem ser usadas indevidamente para ganho pessoal, pelo auditor ou
pelo cliente de auditoria, ou de forma prejudicial aos interesses legítimos do auditado. As informações devem
ser tratadas de forma confidencial.
INDEPENDÊNCIA – BASE PARA A IMPARCIALIDADE DA
AUDITORIA E OBJETIVIDADE DAS CONCLUSÕES DE
AUDITORIA
Auditores devem ser independentes da atividade que está sendo auditada sempre que praticável. Portanto,
devem agir de maneira livre de vieses e conflitos de interesses.
Para auditorias internas, os auditores devem ser independentes da função que está sendo auditada, se
praticável. Auditores devem manter a objetividade durante todo o processo de auditoria para garantir que as
constatações e conclusões da auditoria sejam baseadas apenas nas evidências de auditoria.
Para pequenas organizações, pode não ser possível que os auditores internos sejam totalmente
independentes, mas devem atuar sem preconceitos e incentivar a objetividade.
ABORDAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS – MÉTODO RACIONAL
PARA ALCANÇAR CONCLUSÕES DE AUDITORIA CONFIÁVEIS E
REPRODUTÍVEIS EM UM PROCESSO DE AUDITORIA
SISTEMÁTICA
A evidência de auditoria deve ser verificável. Em geral, deve-se basear na amostragem das informações
disponíveis, uma vez que uma auditoria é realizada durante um período e com recursos finitos.
Amostragem apropriada deve ser aplicada, uma vez que isso está relacionado com a confiança que pode ser
colocada nas conclusões da auditoria.
INFRAESTRUTURA PARA AVALIAÇÃO DA
CONFORMIDADE
A infraestrutura para a avaliação da conformidade é composta por entidades com competências específicas.
Como exemplos, podemos citar laboratórios de ensaio e de calibração, organismos de inspeção, organismos
de certificação, auditores independentes, entre outros.
INDEPENDENTEMENTE DA FORMA DE AVALIAÇÃO DA
CONFORMIDADE UTILIZADA – DECLARAÇÃO DO
FORNECEDOR, QUALIFICAÇÃO DE FORNECEDORES OU
AUDITORIA DE CERTIFICAÇÃO –, É FUNDAMENTAL QUE HAJA
CONFIANÇA ENTRE AS PARTES INTERESSADAS
PERTINENTES. TAIS PARTES PODEM SER FORNECEDOR,
CONSUMIDOR, ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÃO,
LABORATÓRIOS DE ENSAIOS, ÓRGÃOS REGULAMENTADORES
E SOCIEDADE, ENTRE OUTROS.
A confiança deve estar presente nas relações existentes entre as partes descritas e nas atividades por elas
desempenhadas para que suportem a avaliação da conformidade.
CERTIFICAÇÃO, CREDENCIAMENTO E
ACREDITAÇÃO DO ORGANISMO CERTIFICADOR
SISTEMA BRASILEIRO DE CERTIFICAÇÃO (SBC)
O Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Tecnologia –, conhecido como órgão acreditador,
exerce a secretaria executiva do Conmetro e é o responsável por implementar as diretrizes estabelecidas pelo
Conmetro.
Imagem: www.gov.br/inmetro
O Inmetro também é o órgão executivo do CONACRE – Comitê Nacional de Credenciamento – e tem, entre
outras atividades, a função de acreditar os organismos de certificação de produtos e de sistemas de gestão.
Além disso, ainda é o credenciador das redes RBC – Rede Brasileira de Calibração – e RBLE – Rede Brasileira
de Laboratório de Ensaios.
RESPONSÁVEIS PELA EXECUÇÃO DA CERTIFICAÇÃO
Organismos independentes que executam as atividades de certificação são denominados organismos de
certificação. Eles devem seguir regras e técnicas internacionais claras, estabelecidas pela Organização
Internacional para Normalização (ISO), para desempenhar as suas atividades.
Vejamos, a seguir, alguns exemplos de normas que estabelecem essas regras e diretrizes:
NBR ISO/IEC 17021-1:2016 – Avaliação da conformidade – Requisitos para organismos que fornecem
auditoria e certificação de sistemas de gestão, Parte 1: Requisitos.
NBR ISO/IEC 17065:2013 – Avaliação da conformidade – Requisitos para organismos de certificação de
produtos, processos e serviços.
ISO/IEC Guia 60:2005 – Avaliação da conformidade – Código de boas práticas.
Entre os atores do processo de certificação, temos o organismo certificador, a organização auditada e o
organismo acreditador. Observe, na Figura 2 a seguir, o esquema que representa a relação entre esses atores,
envolvendo o processo de avaliação de conformidade:
Fonte: EnsineMe
 Processo de avaliação de conformidade – Figura: Vanilson Fragoso (2021).
Conforme vimos na ilustração, o fornecedor, de acordo com os seus próprios interesses e necessidades, pode
efetuar a avaliação da conformidade de seus produtos e serviços, bem como declarar essa condição ao
comprador ou ao mercado de forma geral.
O comprador, baseado em suas necessidades e expectativas, tem condições de avaliar os produtos e
serviços adquiridos para garantir sua conformidade em relação ao que foi comprado ou contratado.
ORGANISMO INDEPENDENTE OU TERCEIRA PARTE
A avaliação de conformidade pode ser realizada por meio de um organismo independente. Isso provê mais
confiança a quem compra ou contrata, e ao próprio mercado. Tal isenção contribui para a credibilidade do
processo, já que um ente externo está afirmando que o produto ou serviço tem qualidade.
Em outros modelos, o comprador, ao receber um produto ou serviço, pode confiar na declaração do fornecedor,
aceitando que o produto ou serviço está conforme os requisitos especificados.
 ATENÇÃO
Situações específicas
Produto comprado pode ter impacto importante no processo de produção do comprador, de modo que ele
pode pedir ao fornecedor que envie resultados de ensaio do produto pelo laboratório de controle da
qualidade para se certificar de que o produto está de acordo com as especificações.
Comprador solicita ao fornecedor o envio de algumas amostras para serem ensaiadas em um laboratório
externo de sua confiança.
Comprador efetua inspeções de liberação do produto na fábrica do fornecedor, para ter certeza de que os
produtos serão entregues conformes.
Comprador procede auditorias no sistema de gestão da qualidade do fornecedor para se assegurar de
sua capacidade de fornecer, consistentemente, produtos e serviços conformes.
Vimos que existem várias possibilidades na relação entre fornecedor e comprador para executar a avaliação da
conformidade dos produtos fabricados e serviços fornecidos. Aspectos técnicos e de confiança são
determinantes para a escolhada forma mais apropriada.
VANTAGENS
Imagine que um elevado número de clientes do fornecedor tome a decisão por efetuar ensaios independentes
nos produtos, inspeções na produção e auditorias no sistema de gestão da qualidade. Analisando sob o olhar
de custo e produtividades, essa proliferação de avaliações trará perda de tempo e produtividade, e aumento
dos custos.
A AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE POR ORGANISMO
INDEPENDENTE – TAMBÉM CHAMADA DE TERCEIRA PARTE –
SERVE PARA AUXILIAR NA SOLUÇÃO DESSE TIPO DE
PROBLEMA. DESSA FORMA, SUBTRAI-SE A NECESSIDADE DE
MÚLTIPLAS AVALIAÇÕES, CONSTITUINDO UMA FERRAMENTA
DE FACILITAÇÃO DAS RELAÇÕES COMERCIAIS E DA
RELAÇÃO FORNECEDOR-CLIENTE.
O organismo independente – tecnicamente competente, com reputação e credibilidade reconhecidas por
fornecedor e comprador – executa a avaliação da conformidade. Trataremos mais sobre esse tema adiante.
ACREDITAÇÃO
Acreditação é o reconhecimento formal da competência dos Organismos de Avaliação da Conformidade (OAC)
para atenderem requisitos previamente definidos e realizarem suas atividades com confiança. É uma
ferramenta estabelecida em escala internacional para gerar confiança na atuação das organizações.
A COORDENAÇÃO GERAL DE ACREDITAÇÃO DO INMETRO
(CGCRE) É O ÚNICO ORGANISMO DE ACREDITAÇÃO
RECONHECIDO PELO GOVERNO BRASILEIRO PARA
ACREDITAR ORGANISMOS DE AVALIAÇÃO DA
CONFORMIDADE.
CREDENCIAMENTO
Credenciamento é o modo pelo qual um organismo autorizado dá reconhecimento formal de que uma
organização ou pessoa é competente para desenvolver tarefas específicas.
INMETRO
RBC
RBLE
INMETRO
credencia Organismos de Certificação de Sistemas; Organismos de Certificação de Produtos e Serviços;
Organismos de Certificação de Pessoal; Organismos de Treinamento; Organismos de Inspeção; Laboratórios
de Ensaios e Laboratórios de Calibração.
RBC
reúne as competências e capacitações associadas a indústrias, universidades e institutos tecnológicos,
habilitados para realizar serviços de calibração. O credenciamento desses laboratórios comprova a
competência técnica e capacidade deles.
RBLE
reúne os laboratórios credenciados pelo Inmetro para a execução de ensaios. É aberta a qualquer laboratório,
nacional ou estrangeiro, que atenda aos critérios do Inmetro.
Entre seus objetivos, podemos destacar:
Aperfeiçoar padrões de ensaio e gerenciamento dos laboratórios atuantes no Brasil.
Identificar e reconhecer a competência técnica dos nossos laboratórios.
Promover a aceitação dos dados de ensaio de laboratórios credenciados, tanto nacional quanto
internacionalmente.
Possibilitar o comércio interno e externo mediante o reconhecimento desses ensaios.
Estimular o uso da capacitação laboratorial brasileira de modo racional.
As bases de Organismos de Avaliação da Conformidade Acreditados pela Coordenação Geral de Acreditação
podem ser consultadas no site no Inmetro.
Estão contemplados os seguintes tipos de serviços pelos Organismos de Avaliação da Conformidade (OAC),
subdivididos em Organismos de Certificação, Organismos de Inspeção e Organismos de verificação de
desempenho:
ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÃO
Sistemas de Gestão Ambiental (OCA).
Sistemas de Gestão da Qualidade NBR 15100 (OCE).
Sistemas de Gestão de Manejo de Florestas (OCF).
Certificação de Produtos (OCP).
Sistemas de Gestão da Qualidade (OCS).
Certificação de Pessoas (OPC).
Sistemas de Gestão da Segurança de Alimentos (OHC).
Sistemas de Gestão da Qualidade de Empresas de Serviços/Obras na Construção Civil (OCO).
Sistemas de Gestão da Responsabilidade Social (OCR).
Sistemas de Gestão na Área de Turismo (OTA).
Sistemas de Gestão de Medição (OCM).
Sistemas de Gestão em Tecnologia da Informação (OTI).
Sistemas de Gestão de Produtos para Saúde (OMD).
Sistemas de Gestão de Segurança da Informação (OTS).
Sistemas de Gestão de Energia (OGE).
Sistemas de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional (OSS).
Sistemas de Gestão de Segurança em Processos Gráficos (OSG).
Sistemas de Gestão Antissuborno (OGA).
ORGANISMOS DE INSPEÇÃO
Produtos Perigosos (OIA-PP).
Segurança Veicular (OIA-SV).
Ensaios não Destrutivos (OIA-END).
Veicular (OIVA).
Empreendimento de Infraestrutura (OIA-EI).
Campos de Futebol (OIA-CFT).
Eficiência Energética de Edificações (OIA-EEE).
Instalações Prediais de Gás Combustível (OIA-IG).
Fabricação no Setor de Óleo e Gás (OIA-OG).
ORGANISMOS DE VERIFICAÇÃO DE DESEMPENHO
Organismo de Verificação de Inventários de Gases de Efeito Estufa (OVV).
Observamos uma grande diversidade de temas contemplados pelos processos de acreditação e
credenciamento do Inemtro, excedendo, inclusive, o tema qualidade. Isso torna o processo de avaliação de
conformidade e as auditorias decorrentes dele muito importante para conferir a confiança e a competência
técnica tão requeridas para as diversas transações comerciais.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. VIMOS QUE A AUDITORIA É FUNDAMENTADA EM ALGUNS PRINCÍPIOS E QUE
SUAS ETAPAS RODAM DENTRO DO PROCESSO DO CICLO PDCA – P DE PLAN
(PLANEJAR); D DE DO (EXECUTAR); C DE CHECK (VERIFICAR) E A DE ACT (ATUAR).
A PARTIR DESSES PRINCÍPIOS, TODO O PROCESSO DE AUDITORIA É
DESENVOLVIDO.
MARQUE A ALTERNATIVA QUE ELENCA OS PRINCÍPIOS DE QUALIDADE DE ACORDO
COM O QUE ESTÁ ESTABELECIDO NA NORMA NBR ISO 19011:2018.
A) Complexidade, apresentação formal, devido cuidado pessoal, formalidade, dependência, abordagem
baseada em inferências.
B) Parcialidade, apresentação completa, registro profissional, informalidade, independência (quando possível),
abordagem baseada em indícios.
C) Simplicidade, apresentação informal, postura profissional, formalidade, independência (quando possível),
abordagem baseada em inferências.
D) Parcialidade, apresentação relativa, registro profissional, confidencialidade (quando possível), dependência,
abordagem baseada em indícios.
E) Integridade, apresentação justa, devido cuidado profissional, confidencialidade, independência, abordagem
baseada em evidências.
2. ESTUDAMOS QUE NA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE É FUNDAMENTAL QUE
HAJA CONFIANÇA ENTRE AS PARTES INTERESSADAS PERTINENTES –
FORNECEDOR, CONSUMIDOR, ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÃO, LABORATÓRIOS
DE ENSAIOS, ÓRGÃOS REGULAMENTADORES E SOCIEDADE, ENTRE OUTROS.
ESSA CONFIANÇA DEVE ESTAR PRESENTE EM TODAS AS RELAÇÕES ENTRE AS
PARTES DESCRITAS E NAS ATIVIDADES POR ELAS DESEMPENHADAS PARA QUE
SUPORTEM A AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE.
APONTE A ALTERNATIVA QUE EXEMPLIFICA OS TIPOS DE AVALIAÇÃO DE
CONFORMIDADE QUE PODEM SER USADOS PARA RESPALDAR ESSA CONFIANÇA
REQUERIDA:
A) Avaliação financeira, balanço contábil e avaliação de passivo ambiental.
B) Avaliação de clima organizacional, balanço de massa e avaliação de percepção de partes interessadas.
C) Declaração do fornecedor, qualificação de fornecedores e auditoria de certificação.
D) Avaliação de clima organizacional, balanço de energia e avaliação de passivo ambiental.
E) Avaliação financeira, balanço de massa e avaliação de percepção de partes interessadas.
GABARITO
1. Vimos que a auditoria é fundamentada em alguns princípios e que suas etapas rodam dentro do
processo do ciclo PDCA – P de Plan (planejar); D de Do (executar); C de Check (verificar) e A de Act
(atuar). A partir desses princípios, todo o processo de auditoria é desenvolvido.
Marque a alternativa que elenca os princípios de qualidade de acordo com o que está estabelecido na
norma NBR ISO 19011:2018.
A alternativa "E " está correta.
A letra “E” elenca todos os princípios de auditoria contidos na NBR ISO 19011:2018. Os demais itens citados
nas outras opções apresentam questões contraditórias ao processo de auditoria, por exemplo: parcialidade,
informalidade, abordagem baseada em indícios/inferências, dependência, entre outros.
2. Estudamos que na avaliação da conformidade é fundamental que haja confiança entre as partes
interessadas pertinentes – fornecedor, consumidor, organismos de certificação, laboratórios de
ensaios, órgãos regulamentadores e sociedade, entre outros. Essa confiança deve estar presente emtodas as relações entre as partes descritas e nas atividades por elas desempenhadas para que
suportem a avaliação da conformidade.
Aponte a alternativa que exemplifica os tipos de avaliação de conformidade que podem ser usados para
respaldar essa confiança requerida:
A alternativa "C " está correta.
A letra “C” é alternativa que apresenta exemplos corretos de avaliação de conformidade, ainda que existam
outros exemplos de avaliação de conformidade além dos mencionados. As outras opções apresentam
ferramentas importantes para gestão, mas que não se caracterizam como avaliação de conformidade no
contexto da questão.
MÓDULO 3
 Reconhecer as principais características da auditoria interna da qualidade, suas etapas e aplicações
Foto: Shutterstock.com
CONTEXTUALIZAÇÃO E DEFINIÇÃO
A auditoria interna – ou auditoria de primeira parte –, entre os processos de avaliação de conformidade, é
aquela que é conduzida pela própria organização ou por uma parte externa em seu nome. Isso significa que a
organização deverá capacitar seus funcionários, tornando-os auditores internos, ou subcontratar empresas ou
auditores externos para que eles realizem as auditorias internas na organização.
Analisaremos, a seguir, o que diz o requisito 9.2 Auditoria interna da ISO 9001:2015:
“9.2 AUDITORIA INTERNA
9.2.1 A ORGANIZAÇÃO DEVE CONDUZIR AUDITORIAS
INTERNAS A INTERVALOS PLANEJADOS PARA PROVER
INFORMAÇÃO SOBRE SE O SISTEMA DE GESTÃO DA
QUALIDADE:  
A) ESTÁ CONFORME COM:
 1) OS REQUISITOS DA PRÓPRIA ORGANIZAÇÃO PARA O SEU
SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE;  
2) OS REQUISITOS DESTA NORMA;  
B) ESTÁ IMPLEMENTADO E MANTIDO EFICAZMENTE.
9.2.2 A ORGANIZAÇÃO DEVE:
A) PLANEJAR, ESTABELECER, IMPLEMENTAR E MANTER UM
PROGRAMA DE AUDITORIA, INCLUINDO A FREQUÊNCIA,
MÉTODOS, RESPONSABILIDADES, REQUISITOS PARA
PLANEJAR E RELATAR, O QUE DEVE LEVAR EM
CONSIDERAÇÃO A IMPORTÂNCIA DOS PROCESSOS
CONCERNENTES, MUDANÇAS QUE AFETAM A ORGANIZAÇÃO
E OS RESULTADOS DE AUDITORIAS ANTERIORES;  
B) DEFINIR OS CRITÉRIOS E O ESCOPO PARA CADA
AUDITORIA;  
C) SELECIONAR AUDITORES E CONDUZIR AUDITORIAS PARA
ASSEGURAR A OBJETIVIDADE E A IMPARCIALIDADE DO
PROCESSO DE AUDITORIA;  
D) ASSEGURAR QUE OS RESULTADOS DAS AUDITORIAS
SEJAM RELATADOS PARA A GERÊNCIA PERTINENTE;  
E) EXECUTAR CORREÇÃO E AÇÕES CORRETIVAS
APROPRIADAS SEM DEMORA INDEVIDA;
F) RETER INFORMAÇÃO DOCUMENTADA COMO EVIDÊNCIA DA
IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE AUDITORIA E DOS
RESULTADOS DE AUDITORIA.”
Podemos observar que o requisito descrito da NBR ISO 9001:2015 – Sistema de Gestão de Qualidade –
Requisitos com orientação para uso define as atividades a serem feitas no processo de auditoria interna.
Como vemos, o texto determina o que fazer, mas não explica como fazer.
As orientações de como realizar as auditorias internas estão descritas na NBR ISO 19011:2018 – Diretrizes
para auditoria de sistemas de gestão.
RELAÇÃO COM OS PRINCÍPIOS DE AUDITORIA
Vamos começar destacando, entre os princípios de auditoria, aqueles que têm relação mais direta com o
processo de auditoria interna. Vejamos:
INDEPENDÊNCIA:
A base para a imparcialidade da auditoria e objetividade das conclusões de auditoria
OS AUDITORES DEVEM SER INDEPENDENTES DA ATIVIDADE
QUE ESTÁ SENDO AUDITADA, SEMPRE QUE PRATICÁVEL, E
DEVEM, EM TODOS OS CASOS, AGIR DE MANEIRA LIVRE DE
VIESES E CONFLITO DE INTERESSES. OS AUDITORES DEVEM
MANTER A OBJETIVIDADE DURANTE TODO O PROCESSO DE
AUDITORIA PARA GARANTIR QUE AS CONSTATAÇÕES E
CONCLUSÕES DA AUDITORIA SEJAM BASEADAS APENAS NAS
EVIDÊNCIAS DE AUDITORIA.
Para pequenas organizações, pode não ser possível que auditores internos sejam totalmente independentes da
atividade auditada, mas esforços devem ser feitos para remover preconceitos e incentivar a objetividade.
PROPÓSITO, OBJETIVOS, APLICABILIDADE E
ABRANGÊNCIA DA AUDITORIA INTERNA
Auditoria interna é, sem dúvida, uma das ferramentas mais adotadas e eficazes para determinar os níveis de
conformidade do sistema de gestão da organização com base nos requisitos (critérios) estabelecidos. Além
disso, uma auditoria interna bem executada fornece informações valiosas para que a organização possa
entender, analisar e potencializar a melhoria de seu desempenho da organização.
Devemos lembrar que a auditoria é um instrumento de verificação e, por si só, não garante a melhoria do
desempenho de uma empresa.
A implementação do plano de ação decorrente da auditoria interna é o que potencializa essa melhoria. Para
garantir sua eficácia, as auditorias internas deverão ser conduzidas de forma sistemática e planejada, por
auditores competentes e independentes.
No que diz respeito à abrangência das auditorias internas, convém que elas avaliem a implementação e a
eficácia dos sistemas de gestão da organização. Ela pode ser aplicada com base em uma norma de sistema de
gestão ou com base em requisitos específicos estabelecidos por clientes e demais partes interessadas,
produtos, serviços, processos ou outras questões específicas.
Além de identificar pontos fortes, boas práticas, conformidades, oportunidades de melhorias e não
conformidades, o processo de auditoria interna também identifica riscos e oportunidades, monitora o progresso
na resolução de problemas relativo a não conformidades e oportunidades de melhorias previamente
identificadas.
RESPONSÁVEIS PELA REALIZAÇÃO DA
AUDITORIA INTERNA
Quem deve realizar a auditoria interna – auditores internos da organização ou auditores externos em
nome da organização?
Sem dúvida, essa é uma das principais questões relacionadas ao processo de auditoria interna. As
organizações vivem um dilema entre usar seus auditores internos ou subcontratar auditores (empresas)
externos para auditar em seu nome.
Veremos, a seguir, uma tabela com algumas das vantagens e desvantagens de realizar auditorias internas com
auditores (funcionários) da organização ou com auditores externos.
AUDITORIA INTERNA – AUDITORES INTERNOS DA PRÓPRIA
EMPRESA OU EXTERNOS SUBCONTRATADOS
Vantagens Desvantagens
Auditorias com seus próprios funcionários
envolvem menos custos, já que serão usados
funcionários da organização.
Auditorias com auditores externos subcontratados
são mais custosas, pois a hora de auditoria de
auditor competente é valorizada.
Os auditores externos subcontratados
costumam ter visões mais críticas e amplas
sobre o sistema de gestão, pois já auditaram
outros sistemas de gestão.
Auditores internos da própria empresa correm o
risco de não serem críticos o suficiente por, às
vezes, só conhecerem esse sistema de gestão.
Auditores externos não são nossos
conhecidos, e isso ajuda a organização a
respeitar mais a auditoria interna. Funciona
como treino da equipe interna para a futura
auditoria externa.
Auditorias com seus próprios auditores não trazem
o clima completo de uma auditoria externa de
certificação. Um dos objetivos da auditoria interna é
preparar a organização para receber auditoria
externa.
 Vantagens e desvantagens – auditores internos ou externos. Tabela: Vanilson Fragoso ,2021
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
Uma alternativa que traz benefícios para o processo de auditoria interna é quando a organização consegue
mesclar auditores internos e externos na mesma equipe de auditoria interna. Dessa forma, é possível
potencializar as vantagens e minimizar as desvantagens apresentadas na tabela.
PROGRAMA DE AUDITORIA
A extensão e as demais características do programa de auditoria sempre serão baseadas no porte, na
natureza, na complexidade da organização, no nível de maturidade do sistema de gestão da qualidade, além
de levar em conta os riscos e as oportunidades inerentes ao processo.
É FUNDAMENTAL, PORTANTO, RECONHECER O CONTEXTO NO
QUAL A ORGANIZAÇÃO A SER AUDITADA ESTÁ INSERIDA
ANTES DE DEFINIRMOS O PROGRAMA DE AUDITORIA
INTERNA.
O programa de auditoria deve levar em consideração:
Objetivos organizacionais.
Questões externas e internas relevantes.
Necessidades e expectativas das partes interessadasrelevantes.
Requisitos de segurança e confidencialidade da informação.
PROCESSO DE AUDITORIA
Apresentamos, a seguir, a sequência do processo de auditoria interna, associando as etapas da auditoria ao
fluxo PDCA. Reiterando que o fluxo PDCA é um processo muito consagrado em diversos nichos da
administração e gestão.
FLUXO PDCA
Fluxo PDCA (do inglês: PLAN – DO – CHECK – ACT ou Adjust) é um método interativo de gestão de
quatro passos, utilizado para o controle e melhoria contínua de processos e produtos. É também
conhecido como o círculo/ciclo/roda de Deming, ciclo de Shewhart, círculo/ciclo de controle, ou PDSA
(plan-do-study-act).
Fonte: EnsineMe
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 Processo de auditoria interna Figura: Vanilson Fragoso ,2021
Todas as etapas descritas devem ser customizadas às características da organização que realizará a sua
auditoria de primeira parte – auditoria interna.
O especialista Vanilson Fragoso conversará sobre o processo de auditoria interna, suas etapas e
particularidades.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. APRENDEMOS QUE AS AUDITORIAS DE PRIMEIRA PARTE OU AUDITORIAS
INTERNAS – UM DOS EXEMPLOS DE AVALIAÇÃO DE CONFORMIDADE – PODEM SER
REALIZADAS TANTO POR FUNCIONÁRIOS DA PRÓPRIA EMPRESA COMO POR
AUDITORES EXTERNOS SUBCONTRATADOS. EXISTEM VANTAGENS E
DESVANTAGENS EM AMBAS AS OPÇÕES.
MARQUE A ALTERNATIVA QUE APRESENTA A RELAÇÃO CORRETA PARA
VANTAGENS OU DESVANTAGENS PARA AUDITORES INTERNOS OU EXTERNOS.
A) Vantagem: auditorias com auditores externos subcontratados são mais custosas, pois a hora de auditoria de
auditor competente é valorizada.
B) Vantagem: auditorias com seus próprios auditores não trazem o clima completo de uma auditoria externa de
certificação. Um dos objetivos da auditoria interna é preparar a organização para receber auditoria externa.
C) Desvantagem: auditores internos da própria empresa correm o risco de não serem críticos o suficiente por,
às vezes, só conhecerem esse sistema de gestão.
D) Desvantagem: auditorias com seus próprios auditores envolvem menos custos, pois serão usados os
próprios funcionários da organização.
E) Desvantagem: auditorias com seus próprios funcionários envolvem menos custos, pois serão usados os
próprios funcionários da organização.
2. PARA DETERMINAR O PROGRAMA DE AUDITORIA, A EQUIPE AUDITORA DEVE
LEVAR EM CONTA O PORTE, A NATUREZA, A COMPLEXIDADE DA ORGANIZAÇÃO, O
NÍVEL DE MATURIDADE DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE, O CONTEXTO NO
QUAL A ORGANIZAÇÃO A SER AUDITADA ESTÁ INSERIDA, ALÉM DE LEVAR EM
CONTA OS RISCOS E AS OPORTUNIDADES INERENTES AO PROCESSO.
QUAL ALTERNATIVA ELENCA TÓPICOS QUE DEVEM SER LEVADOS EM
CONSIDERAÇÃO PARA A ELABORAÇÃO DO PROGRAMA DE AUDITORIA?
A) Faturamento da empresa, número de ações trabalhistas da empresa, valor da ação da empresa na bolsa de
valores (para empresas S.A., de capital aberto) e porcentagem de satisfação de clientes com base na última
pesquisa.
B) Objetivos organizacionais, questões externas e internas relevantes, necessidades e expectativas das partes
interessadas relevantes, requisitos de segurança e confidencialidade da informação.
C) Número de reclamações de clientes, número de processos no Procon (Proteção e Defesa dos Direitos e
Interesses dos Consumidores), valor de patrimônio líquido da empresa (para empresas LTDA., de capital
fechado) e tempo de existência da empresa.
D) Número de reclamações de clientes, faturamento da empresa, valor da ação da empresa na bolsa de
valores (para empresas S.A., de capital aberto), tempo de existência da empresa e número de ações de crimes
ambientais da empresa.
E) Número de processos no Procon, número de ações de crimes ambientais da empresa, necessidades e
expectativas das partes interessadas não relevantes, e questões externas e internas irrelevantes.
GABARITO
1. Aprendemos que as auditorias de primeira parte ou auditorias internas – um dos exemplos de
avaliação de conformidade – podem ser realizadas tanto por funcionários da própria empresa como por
auditores externos subcontratados. Existem vantagens e desvantagens em ambas as opções.
Marque a alternativa que apresenta a relação correta para vantagens ou desvantagens para auditores
internos ou externos.
A alternativa "C " está correta.
A alternativa que, de fato, relata a desvantagem de forma correta é a letra “C”, pois é relevante a não criticidade
do auditor interno para o processo de auditoria interna. Não raro, os auditores internos (funcionários da
empresa) não conhecem outros sistemas de gestão para comparar e aprimorar sua capacidade de
questionamento. As demais alternativas invertem as classificações de vantagens ou desvantagens para os
tópicos descritos.
2. Para determinar o programa de auditoria, a equipe auditora deve levar em conta o porte, a natureza, a
complexidade da organização, o nível de maturidade do sistema de gestão da qualidade, o contexto no
qual a organização a ser auditada está inserida, além de levar em conta os riscos e as oportunidades
inerentes ao processo.
Qual alternativa elenca tópicos que devem ser levados em consideração para a elaboração do programa
de auditoria?
A alternativa "B " está correta.
A letra B é a que apresenta tópicos que devem ser levados em consideração para a elaboração do programa
de auditoria, como questões internas e externas, necessidades de partes interessadas e aspectos de
segurança e confidencialidade. As outras opções apresentam questões distintas que, apesar de serem
interessantes para a gestão das empresas, como indicadores de desempenho, não são pertinentes para a
elaboração do programa de auditoria.
MÓDULO 4
 Reconhecer as principais características da auditoria externa da qualidade, suas etapas e
aplicações
Foto: Shutterstock.com
AUDITORIA DE SEGUNDA PARTE
CONTEXTUALIZAÇÃO E DEFINIÇÃO
Vamos relembrar, primeiramente, a definição de auditoria estabelecida pela NBR ISO 19011:2018:
“PROCESSO SISTEMÁTICO, INDEPENDENTE E DOCUMENTADO
PARA OBTER EVIDÊNCIA OBJETIVA E AVALIÁ-LA
OBJETIVAMENTE, PARA DETERMINAR A EXTENSÃO NA QUAL
OS CRITÉRIOS DE AUDITORIA SÃO ATENDIDOS.”
Uma das notas dessa definição menciona as auditorias externas, especificando que “auditorias de segunda
parte são conduzidas por partes que têm um interesse na organização, como clientes, ou por outras pessoas
em seu nome.”
A auditoria de segunda parte também é chamada de auditoria de fornecedor ou de provedor externo.
Normalmente, na relação entre as partes interessadas, a auditoria de segunda parte é a avaliação que o cliente
faz em seus fornecedores e provedores externos.
Vamos analisar o que diz o requisito Controle de processos, produtos e serviços providos externamente,
da NBR ISO 9001:2015.
Tal requisito trata da relação entre organização – cliente – e seus provedores externos – fornecedores:
CONTROLE DE PROCESSOS, PRODUTOS E SERVIÇOS
PROVIDOS EXTERNAMENTE
GENERALIDADES
A organização deve assegurar que processos, produtos e serviços providos externamente estejam conformes
com requisitos.
A organização deve determinar os controles a serem aplicados para os processos, produtos e serviços providos
externamente quando:  
Produtos e serviços de provedores externos forem destinados à incorporação nos produtos e serviços da
própria organização.
Produtos e serviços forem providos diretamente para o(s) cliente(s) por provedores externos em nome da
organização.
Um processo, ou parte de um processo, for provido por um provedor externo como um resultado de uma
decisão da organização.
A organização deve determinar e aplicar critérios para a avaliação, seleção, monitoramento do desempenho e
reavaliação de provedores externos, baseados na sua capacidade de prover processos ou produtos e serviços
de acordo com requisitos. A organização deve reter informação documentada dessas atividades e de quaisquer
ações necessárias decorrentes das avaliações.
TIPO E EXTENSÃO DO CONTROLE
A organização deve assegurar que processos, produtos e serviços providos externamente não afetem
adversamente a capacidadeda organização de entregar consistentemente produtos e serviços conformes para
seus clientes.
A organização deve:  
Assegurar que processos providos externamente permaneçam sob o controle do seu sistema de gestão
da qualidade.
Definir tanto os controles que ela pretende aplicar a um provedor externo como aqueles que ela pretende
aplicar às saídas resultantes.  
Levar em consideração:
O impacto potencial dos processos, produtos e serviços providos externamente sobre a capacidade
da organização de atender consistentemente aos requisitos do cliente e aos requisitos estatutários e
regulamentares.
A eficácia dos controles aplicados pelo provedor externo.  
Determinar a verificação, ou outra atividade, necessária para assegurar que os processos, produtos e
serviços providos externamente atendam a requisitos.
INFORMAÇÃO PARA PROVEDORES EXTERNOS
A organização deve assegurar a suficiência dos requisitos antes de sua comunicação para o provedor externo.
A organização deve comunicar para provedores externos seus requisitos para:  
Os processos, produtos e serviços a serem providos.
A aprovação de:
Produtos e serviços. 
Métodos, processos e equipamentos.
Liberação de produtos e serviços. 
Competência, incluindo qualquer qualificação de pessoas requerida.  
As interações do provedor externo com a organização.  
Controle e monitoramento do desempenho do provedor externo a ser aplicado pela organização.
Atividades de verificação ou validação que a organização, ou seus clientes, pretendam desempenhar nas
instalações do provedor externo.
É IMPORTANTE RESSALTARMOS QUE A ABRANGÊNCIA DESSE
REQUISITO DA NBR ISO 9001:2015 NÃO ESTÁ RESTRITO AO
FORNECIMENTO DE PRODUTO OU SERVIÇO. A ABRANGÊNCIA
TAMBÉM SE ESTENDE AOS PROCESSOS FORNECIDOS
EXTERNAMENTE.
Por exemplo, quando a organização decide terceirizar parte de seu processo de fabricação, ela faz uso de
empresas também chamadas de terceiros. Essa prática é comum em supermercados, por exemplo, que
fabricam produtos e, depois, colocam a sua marca.
PROPÓSITOS E OBJETIVOS
Auditorias de segunda parte se caracterizam como uma das atividades de monitoramento aplicáveis a cadeias
de provedores externos/fornecedores, incluindo toda a cadeia do negócio. Isso significa que, em determinadas
situações, o fornecedor do fornecedor pode impactar, significativamente, a operação do cliente final.
Auditorias de segunda parte são, seguramente, uma das atividades de monitoramento aplicáveis a cadeias de
provedores externos/fornecedores mais eficazes.
Entre os principais objetivos da auditoria de segunda parte, podemos destacar:
Estabelecimento de benchmarking por meio de compartilhamento de boas práticas.
Redução de custos associados ao longo da cadeia.
Conquista de novos clientes ou fidelização de clientes efetivos.
Incremento do nível das vendas mediante demonstração de transparência e melhoria da percepção da
visão do cliente.
APLICABILIDADE E ABRANGÊNCIA
A definição de critérios (requisitos) a serem atendidos pelos fornecedores ou provedores externos depende do
impacto de produto, serviço ou processo na operação da organização (cliente). O tipo de avaliação que a
organização (cliente) exercerá sobre seus fornecedores ou provedores externos também é proporcional a esse
impacto.
Produtos, serviços ou processos que não impactem na operação do produto, serviço ou processo podem não
ter requisitos definidos e não passar por nenhum processo de avaliação, como auditoria de segunda parte.
 EXEMPLO
Como exemplos para produtos, temos os materiais de escritório básicos – clips, caneta, papel, entre outros.
Nesses casos, a organização pode adquirir esses itens em papelarias sem se importar com avaliação ou
estabelecimento de requisitos.
Como exemplos para serviços, temos os serviços de jardinagem e limpeza de áreas verdes da empresa. Esse
serviço não impacta na qualidade do produto ou serviço que a organização presta a seu cliente final.
As organizações, com base na definição de requisitos (critérios), estabelecem sua lista de fornecedores ou
provedores externos considerados críticos. Podem ser definidos sistemas (softwares) específicos para
gerenciamento dos fornecedores ou provedores externos.
A realização desse gerenciamento também pode ser realizada por meio do sistema operacional ERP –
Planejamento de Recursos Empresariais –, como o sistema SAP – Sistema Integrado de Gestão Empresarial.
Lembre-se de que, para organizações pequenas, uma planilha simples em Excel pode atender a essa
necessidade.
ERP
ERP é um sistema de informação que interliga todos os dados e processos de uma organização em um
único sistema. A interligação pode ser vista sob a perspectiva funcional (sistemas de finanças,
contabilidade, recursos humanos, fabricação, marketing, vendas, compras etc) e sob a perspectiva
sistêmica (sistema de processamento de transações, sistemas de informações gerenciais, sistemas de
apoio a decisão etc).
SAP
SAP é um sistema integrado de gestão empresarial (ERP) transacional, produto principal da SAP AG,
uma empresa alemã, líder no segmento de softwares corporativos[1], tendo cerca de 86 mil clientes,
segundo a própria SAP, em todo mundo, dentre a maioria das empresas de grande porte.
Vejamos um exemplo simples, a seguir, que pode ser adotado por organizações de todos os portes e
características:
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Descrição de
produtos ou
serviços
Requisitos ou
critérios
Forma de controle ou verificação
Priorização quanto
ao impacto da
compra ou
contratação
Quando? Como? Quem?
Identificar a
descrição do
produto
adquirido ou
do serviço
contratado.
Identificar o(s)
requisito(s)
aplicável(eis),
um em cada
linha, para o
fornecimento
em questão.
Quando
deve ser
avaliado o
documento
solicitado –
antes da
contratação,
durante a
realização
do serviço
ou após a
contratação.
Forma como o
requisito será
avaliado –
auditoria de
segunda parte,
análise da
documentação,
inspeção
visual,
entrevista etc.
Responsável
pela
avaliação do
requisito.
Indicar com o
número
correspondente
da prioridade,
impacto
relacionado à
compra do
bem, produto
ou contratação
do serviço:
1. Alto –
impacto alto na
qualidade do
produto ou
serviço.
2. Médio –
impacto médio
na qualidade
do produto ou
serviço.
3. Baixo –
impacto baixo
na qualidade
do produto ou
serviço.
Matéria-
prima XYZ.
Atender às
respectivas
especificações
técnicas.
Certificado
ou laudo de
qualidade –
avaliação
no ato do
recebimento
da matéria-
prima.
Avaliação do
certificado ou
laudo de
qualidade –
para todas as
matérias-
primas.
Auditoria de
segunda parte
– aplicável
Analista de
qualidade.
Auditor
interno de
qualidade ou
auditor
externo
contratado.
1, 2 ou 3
(depende da
matéria-prima
em questão).
1, 2 ou 3
(depende do
fornecedor da
matéria-prima
em questão).
Descrição de
produtos ou
serviços
Requisitos ou
critérios
Forma de controle ou verificação
Priorização quanto
ao impacto da
compra ou
contratação
Quando? Como? Quem?
para
fornecedores
críticos –
prioridade 1.
Serviço de
calibração
de
instrumentos
críticos para
a qualidade.
Laboratório
credenciado à
RBC – Rede
Brasileira de
Calibração.
Presença
do
laboratório
no sistema
Inmetro –
RBC –
avaliação
no ato da
contratação
e realização
do serviço.
Avaliação do
sistema
Inmetro.
Analista de
qualidade.
1 – Alto.
 Requisitos a serem atendidos por fornecedores ou provedores externos Tabela: Vanilson Fragoso ,2021
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
AUDITORIA DE TERCEIRA PARTE
CONTEXTUALIZAÇÃO E DEFINIÇÃO
A auditoria de terceira parte – também chamada de auditoria de certificação – é executada por organismos
independentes. A NBR ISO 19011:2018 estabelece que:
“AUDITORIAS DE TERCEIRA PARTE SÃO CONDUZIDAS POR
ORGANIZAÇÕES DE AUDITORIA INDEPENDENTES, COMO
AQUELAS QUE FORNECEREM CERTIFICAÇÃO/REGISTRO DE
CONFORMIDADE, OU POR AGÊNCIASGOVERNAMENTAIS”.
O organismo independente, muitas vezes, é acreditado junto ao organismo acreditador. O Inmetro é o
organismo acreditador reconhecido no Brasil. Desse modo, a Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro é
responsável pela acreditação de Organismos de Avaliação da Conformidade (OAC).
 SAIBA MAIS
Temos mais de 40 organismos independentes acreditados pelo Sistema de Gestão da Qualidade (OCS),
atualmente, no Brasil. Esse número oscila, já que alguns organismos podem solicitar cancelamento de sua
acreditação, assim como novos organismos independentes podem surgir ou solicitar a sua acreditação.
O organismo certificador independente e o organismo acreditador (Inmetro) são dois entes externos que fazem
parte da auditoria de terceira parte, diferentemente das auditorias de primeira e segunda parte. Por causa
disso, torna-se necessário um caráter formal e, por consequência, mais sistematizado na auditoria de terceira.
Algumas questões relevantes são a necessidade de agendamentos prévios junto ao organismo certificador
independente e a necessidade de garantir que a empresa estará em operação no momento da realização das
auditorias.
PROPÓSITOS, OBJETIVOS, APLICABILIDADE E
ABRANGÊNCIA
A auditoria de terceira parte ou de certificação de qualidade é utilizada a fim de certificar um sistema de
gestão de qualidade para demonstrar para uma terceira parte – cliente e demais partes interessadas.
ESTE TIPO DE AUDITORIA DE CERTIFICAÇÃO PODE SER
APLICADO A QUALQUER ORGANIZAÇÃO – EMPRESAS
PÚBLICAS E PRIVADAS, INDÚSTRIAS E PRESTADORAS DE
SERVIÇOS, ÓRGÃOS DE GOVERNO, ORGANIZAÇÕES NÃO
GOVERNAMENTAIS, ENTRE OUTRAS.
Além do Sistema de Gestão de Qualidade (NBR ISO 9001), temos auditorias de terceira parte para outros tipos
de sistemas. Dessa forma, podemos encontrar o Sistema de Gestão Ambiental (NBR ISO 14001), o Sistema de
Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional (NBR ISO 45001), o Sistema de Gestão de Responsabilidade
Social (NBR 16001), o Sistema de Gestão de Segurança de Alimentos (NBR ISO 22000), o Sistema de Gestão
de Compliance (NBR ISO 19600), o Sistema de Gestão de Antissuborno (NBR ISO 37001), entre outros.
O que diferencia esses sistemas é seu foco e a norma escolhida como referência.
Para todos esses sistemas de gestão, as normas que definem as regras e diretrizes para planejamento e
realização das auditorias são a ISO 19011:2018 – Diretrizes para auditorias de sistemas de gestão e a NBR
ISO/IEC 17021-1:2016 – Avaliação da conformidade – Requisitos para organismos que fornecem
auditoria e certificação de sistemas de gestão – Parte 1: Requisitos.
ETAPAS DA AUDITORIA
Apresentamos, a seguir, os eventos de auditoria que compõem o processo de certificação de sistemas de
gestão de qualidade:
Pré-auditoria – primeira avaliação externa do sistema de gestão (opcional).
Fase I (inicial) – avaliação inicial do sistema de gestão.
Fase II (certificação) – certificação, propriamente dita, do sistema de gestão.
Acompanhamento (follow-up) – acompanhamento de pendências de auditorias anteriores ou fato
relevante extraordinário – só em caso de necessidade.
Manutenção (periódica) – avaliação periódica do sistema de gestão de, no máximo, uma vez por ano.
Vejamos alguns comentários referentes a essas etapas de auditorias na tabela a seguir:
Evento Comentários
Pré-auditoria
É opcional, de modo que a organização não é obrigada a contratar essa etapa.
Por causa disso, ela não é oficial e não são geradas não conformidades nessa
fase.
Tem como vantagem ser o momento prévio, no qual o sistema de gestão é
apresentado para avaliação de sua adequação por parte da equipe de auditoria
de terceira parte.
Fase I – inicial Trata-se de uma etapa oficial, assim como as demais da sequência. Já podem
ser geradas não conformidades. Tem como característica principal ser uma
Evento Comentários
auditoria mais documental do que de campo. Sua principal função é a de
avaliar o nível de adequação do sistema de gestão de qualidade.
Isso significa avaliar em que extensão o sistema de gestão está concebido e
documentado em atendimento aos requisitos determinados pela NBR ISO
9001. Nesse caso, verifica-se se o que está escrito atende à norma NBR ISO
9001.
Fase II –
certificação
Auditoria completa, na qual deverá ser verificada, além da adequação já vista
na fase 1, a extensão da implementação dos requisitos determinados pela
NBR ISO 9001. É uma auditoria muito mais de campo do que documental.
Com isso, ela verifica se o que está escrito está implementado de fato.
Acompanhamento
(follow-up)
Essa etapa só é necessária em duas situações:
Para acompanhar não conformidades identificadas em etapa anterior,
cujo acompanhamento do plano de ação não possa aguardar até a
próxima auditoria de manutenção.
Em situações excepcionais que coloquem em risco a credibilidade da
certificação por fato relevante associado ao sistema de gestão de
qualidade. Um exemplo característico é quando a empresa tem de
promover um recall em função de problemas de qualidade sérios com
seus produtos. A indústria automobilística faz uso dessa prática.
Manutenção
Não é uma auditoria completa, ou seja, não são auditados todos os requisitos
da NBR ISO 9001. Além disso, são realizadas em intervalo máximo de um ano.
 Comentários sobre os eventos da auditoria de terceira parte/certificação Tabela: Vanilson Fragoso (2021).
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
VALIDADES
A validade do processo brasileiro de certificação definido pelo Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade
(SBAC) é de 3 anos, de forma equivalente aos demais sistemas no mundo. Desse modo, após a primeira
auditoria de certificação e duas sequenciais de manutenção a cada ano, depois é realizada uma auditoria de
recertificação para encerrar o ciclo.
Nessa ocasião, a auditoria também é completa, auditando todos os requisitos da NBR ISO 9001. Após esse
ciclo de 3 anos, inicia-se, portanto, um novo ciclo com duração de mais 3 anos.
O especialista Vanilson Fragoso conversará sobre o processo de auditoria externa de segunda e terceira partes
(certificação), bem como suas etapas e particularidades
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. AS AUDITORIAS DE SEGUNDA PARTE OU AUDITORIAS DE FORNECEDORES SE
CARACTERIZAM COMO UMA DAS ATIVIDADES DE MONITORAMENTO APLICÁVEIS A
CADEIAS DE PROVEDORES EXTERNOS E FORNECEDORES. OU SEJA, EM
DETERMINADAS SITUAÇÕES, O FORNECEDOR DO FORNECEDOR PODE IMPACTAR,
SIGNIFICATIVAMENTE, NA OPERAÇÃO DO CLIENTE FINAL.
MARQUE A ALTERNATIVA QUE DESCREVE ALGUNS DOS PRINCIPAIS OBJETIVOS
PERTINENTES ÀS AUDITORIAS DE SEGUNDA PARTE.
A) Benchmarking por meio de compartilhamento de práticas duvidosas, aumento de custos associados ao
longo da cadeia, perda de novos clientes, diminuição do nível das vendas e piora da percepção de clientes.
B) Benchmarking por meio de pesquisa de mercado, manutenção de custos associados ao longo da cadeia,
manutenção da carteira de clientes, manutenção do nível das vendas e estabilização do nível da percepção de
clientes.
C) Diminuição do valor da ação das empresas fornecedoras na bolsa de valores, aumento de custos
associados ao longo da cadeia, manutenção da carteira de clientes, diminuição do nível das vendas e piora da
percepção de clientes.
D) Benchmarking por meio de compartilhamento de boas práticas, redução de custos associados ao longo da
cadeia, conquista de novos clientes ou fidelização de clientes, incremento do nível das vendas mediante a
demonstração de transparência e melhoria da percepção de clientes.
E) Diminuição do valor de patrimônio líquido das empresas fornecedoras, melhoria do clima organizacional dos
funcionários da empresa, manutenção do nível de satisfação das partes interessadas e aumento de custos
associados ao longo da cadeia.
2. A AUDITORIA DE TERCEIRA PARTE OU DE CERTIFICAÇÃO É UTILIZADA NA
CERTIFICAÇÃO DE UM SISTEMA DE GESTÃO DE QUALIDADE COMO
DEMONSTRAÇÃO PARA UMA TERCEIRA PARTE – CLIENTE E DEMAIS PARTES
INTERESSADAS.PODE SER APLICADA A QUALQUER TIPO DE ORGANIZAÇÃO,
COMO EMPRESAS PÚBLICAS E PRIVADAS, INDÚSTRIAS E PRESTADORAS DE
SERVIÇOS, ÓRGÃOS DE GOVERNO, ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS E
ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR.
MARQUE A ALTERNATIVA QUE CITA AS ETAPAS QUE COMPÕEM A AUDITORIA DE
CERTIFICAÇÃO OU DE TERCEIRA PARTE.
A) Pré-auditoria, fase I (inicial), fase II (certificação), acompanhamento (follow-up) e manutenção.
B) Auditoria de documentação, auditoria de campo, auditoria interna e auditoria de segunda parte.
C) Auditoria de due dilligence, auditoria de campo, auditoria externa e auditoria de segunda parte.
D) Auditoria remota, auditoria presencial, auditoria interna e auditoria de documentação.
E) Pós-auditoria, auditoria presencial, auditoria de fornecedor e auditoria de ativos.
GABARITO
1. As auditorias de segunda parte ou auditorias de fornecedores se caracterizam como uma das
atividades de monitoramento aplicáveis a cadeias de provedores externos e fornecedores. Ou seja, em
determinadas situações, o fornecedor do fornecedor pode impactar, significativamente, na operação do
cliente final.
Marque a alternativa que descreve alguns dos principais objetivos pertinentes às auditorias de segunda
parte.
A alternativa "D " está correta.
A única alternativa que apresenta alguns dos principais objetivos pertinentes às auditorias de segunda parte é a
letra D. A possibilidade de compartilhamento de boas práticas contribui para melhoria do desempenho das
empresas, possibilitando redução de custos nos processos e na cadeia de fornecimento como um todo. Ainda é
possível, por meio da auditoria de segunda parte, aumentar e fidelizar sua relação de clientes, incrementando
vendas. Essa relação recíproca entre cliente e fornecedor melhora a transparência. As demais opções
apresentam tópicos com características negativas, e não positivas.
2. A auditoria de terceira parte ou de certificação é utilizada na certificação de um sistema de gestão de
qualidade como demonstração para uma terceira parte – cliente e demais partes interessadas. Pode ser
aplicada a qualquer tipo de organização, como empresas públicas e privadas, indústrias e prestadoras
de serviços, órgãos de governo, organizações não governamentais e organizações do terceiro setor.
Marque a alternativa que cita as etapas que compõem a auditoria de certificação ou de terceira parte.
A alternativa "A " está correta.
A letra A apresenta as etapas que compõem a auditoria de certificação ou de terceira parte. Começando pela
pré-auditoria, que faz parte do processo, embora seja opcional. São clássicas as fases I e II de auditoria, e as
auditorias de manutenção, que são executadas durante o processo de certificação.
Eventualmente, empresas podem precisar passar pelas auditorias de acompanhamento. Essas auditorias de
acompanhamento se fazem necessárias quando as causas das não conformidades não foram eliminadas. As
outras opções tratam de outros tipos de auditoria, mas não das etapas que compõem a auditoria de
certificação.
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste tema, apresentamos a estrutura brasileira de avaliação de conformidade, partindo dos temas de
normalização e norma técnica. Em seguida, tratamos de aspectos relativos à avaliação de conformidade,
especificando as questões relativas às auditorias de qualidade.
Abordamos os diversos tipos de auditorias de qualidade – de primeira, segunda e terceira partes. Também
apresentamos particularidades referentes a cada tipo de auditoria, além de auditoria de produto, auditoria de
processo e auditorias de sistemas de gestão.
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 19011: Diretrizes para auditoria de sistemas
de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 9000: Sistemas de gestão de qualidade –
Fundamentos e vocabulário. Rio de Janeiro: ABNT, 2015.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 9001: Sistemas de gestão de qualidade –
Requisitos com orientações para uso. Rio de Janeiro: ABNT, 2015.
BRASIL. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras
providências. Código de Defesa do Consumidor (CDC). Consultado em meio eletrônico em: 05 fev. 2021.
CNI.COMPI. Avaliação da conformidade: conhecendo e aplicando na sua empresa. 2. ed. rev. Brasília, 2002.
78p. In: Projeto Sensibilização e Capacitação da Indústria em Normalização, Metrologia e Avaliação da
Conformidade. Brasília: CNI/COMPI, 2002.
CNI.COMPI. Normalização: conhecendo e aplicando na sua empresa. 2. ed. rev. Brasília, 2002. 71p. In:
Projeto Sensibilização e Capacitação da Indústria em Normalização, Metrologia e Avaliação da Conformidade.
Brasília: CNI/COMPI, 2002.
MATTOS, J. G. de. Auditoria [recurso eletrônico]. Porto Alegre: Sagah, 2017.
MATTOS, J. G. de; GEHLEN, R. Z. da C. Certificação [recurso eletrônico]. Porto Alegre: Sagah, 2018.
OLIVEIRA, O. J. Curso básico de gestão da qualidade. São Paulo: Cengage Learning, 2014.
PETER, M. da G. A.; MACHADO, M. V. V. Manual de auditoria governamental. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2014.
EXPLORE+
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, pesquise na internet:
O site do Inmetro.
CONTEUDISTA
Vanilson Fragoso
 CURRÍCULO LATTES
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