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Finanças corporativasFinanças corporativas AUTORIA Antonio Carlos Lázaro Sanches Bem vindo(a)! Seja muito bem-vindo(a)! Prezado(a) aluno(a), que bom que você se interessou pelo assunto desta disciplina, será o começo de uma jornada de conhecimento e experiências novas, que trarão um novo jeito de ver as �nanças e como a utilizamos no dia a dia e nas empresas. Finanças Corporativas está presente em uma simples compra com desconto, em uma loja fazendo liquidação, e até nos complexos cálculos de juros compostos (exponenciais). Sugiro que se prepare e tenha em mãos uma boa calculadora para desvendar várias fórmulas da matemática �nanceira, análise de investimento e análise de sensibilidade. Nesta apostila, procurei abordar de forma prática esse conteúdo que é tão importante em nosso cotidiano, seja na vida pessoal ou pro�ssional. Quem nunca comprou parcelado? Quem nunca pensou em �nanciar um veículo? Você sabe calcular se os juros anunciados são efetivamente os juros cobrados? É muito importante que você, enquanto futuro pro�ssional graduado na área de gestão, tenha uma calculadora �nanceira. Recomendo HP12C. Não é uma calculadora barata, então, se você não pode comprar no momento, pode optar por acessar gratuitamente um emulador através do link: https://epxx.co/ctb/hp12c.html. Há também a possibilidade de baixar em seu smartphone um aplicativo de HP12C nas plataformas Android e IOS. Na Unidade I começaremos a explorar a matemática �nanceira e seus conceitos e importância no atual cenário �nanceiro. Depois serão demonstrados os cálculos de percentagem, taxa unitária e juros simples. E em seguida veremos o que é Desconto Racional e Desconto Comercial, um produto bancário muito utilizado pelas empresas no Brasil. Na Unidade II vamos ampliar nossos conhecimentos aprofundando mais no conceito de juros e partir para os juros compostos e descontos compostos, além de tratar também da correção monetária. Na Unidade III será conceituada a análise de investimento, seus métodos de análise e principalmente os tipos de formas, tais como: TMA (Taxa Mínima de Atratividade), VPL (Valor Presente Líquido) e TIR (Taxa Interna de Retorno), suas vantagens e desvantagens. Na Unidade IV, a última e não menos importante, vamos aprender o que é análise de sensibilidade, os possíveis cenários para tomada de decisão e o processo de tomada de decisão. Espero contribuir para seu crescimento pessoal e pro�ssional. Muito obrigado e bom estudo! https://epxx.co/ctb/hp12c.html Sumário Essa disciplina é composta por 4 unidades, antes de prosseguir é necessário que você leia a apresentação e assista ao vídeo de boas vindas. Ao termino da quarta da unidade, assista ao vídeo de considerações �nais. Unidade 1 Matemática �nanceira Unidade 2 Juros compostos, descontos compostos, amortização e depreciação Unidade 3 Análise de investimentos Unidade 4 Análise de sensibilidade Matemática �nanceira AUTORIA Antonio Carlos Lázaro Sanches Sumário Introdução 1 - Percentagem 2 - Taxa unitária 3 - Juros simples 4 - A simbologia que adotaremos 5 - Desconto racional ou desconto por dentro 6 - Desconto comercial ou desconto por fora Considerações Finais Introdução É muito comum em nosso cotidiano lidarmos com os assuntos que serão abordados nesta unidade: cálculo percentual e de juros! Você vai ao comércio e logo vê uma placa: 50% de desconto à vista! Ou ainda: �nancie seu veículo com taxa de 0,99% ao mês! Você sabe fazer um cálculo de porcentagem? Usando a calculadora? Ou sabe fazer de cabeça ou através de fórmulas? É muito comum fazermos tais contas de maneira intuitiva. Uso um exemplo clássico que, com certeza, já ocorreu na sua família ou com algum conhecido: meu falecido avô paterno, quase sem nenhum estudo, mas a vida toda foi comerciante. Fazia contas di�cílimas sem o auxílio de calculadora e ainda �cava bravo com os netos que a utilizavam. Cálculos percentuais exatos! Nós podemos treinar isto! Vamos lá? Plano de Estudo: 1. Percentagem 2. Taxa de Juros 3. Juros Simples 4. Simbologia 5. Desconto Racional ou Por Dentro 6. Desconto Comercial ou Por Fora Objetivos de Aprendizagem: 1. Estudar percentual e o uso em nossas vidas 2. Conhecer a utilidade de taxas de juros 3. Conhecer o que é juros simples 4. Estudar a simbologia e a convenção utilizada 5. Entender o que são os Descontos Racionais ou por dentro e sua utilidade para as empresas 6. Entender o que são os Descontos Comerciais ou por fora e sua utilidade para as empresas Percentagem Como podemos calcular qual foi o nosso aproveitamento em um determinado exame? Suponhamos que você tenha acertado em um exame 12 das 15 questões apresentadas. A razão entre o número de questões acertadas e o número total de questões é: Isto signi�ca que se dividirmos 12 por 15 chegaremos ao resultado de 0,8. O valor 0,8 signi�ca 80%. Sabe por quê? Como o próprio nome já diz “PORCENTO”, SE MULTIPLICARMOS 0,8 POR 100, CHEGAMOS A 80%. Isto signi�ca que seu aproveitamento foi de 80% ao acertar 12 questões num exame que continha 15. Vamos utilizar outro exemplo: Se você conseguisse acertar 25 questões num exame de 50? Divida o 25/50 e chegará ao resultado de 0,5 que se multiplicado por 100, revela seu aproveitamento de 50%. Tosi (2009) nos lembra que, na fórmula de matemática �nanceira, a taxa de juros deverá sempre ser informada na forma decimal, ou seja, dividida por 100. Exercícios resolvidos de percentagem: 12 15 SAIBA MAIS Na Calculadora HP-12C: 50 ENTER 25 %T Note que na HP-12C existe uma tecla “%T” além da tecla normal “%”. Nesse caso, em que queremos saber o quanto um número (por exemplo, 25) representa percentualmente de outro (50), digitamos primeiro o número 50 na sequência apertamos ENTER, lançamos o 25 e por último a tecla %T. Tente você mesmo! a) Quanto é 15% de 80? Multiplique 15 por 80 e divida por 100. 15 x 80 = 1200 1200/100 = 12 12 é 15% de 80 Se você achar mais fácil, você pode simplesmente multiplicar 15% na sua forma decimal, que é 0,15 por 80: 0,15 x 80 = 12 Resposta: 15% de 80 é igual a 12. b) Quanto é 70% de 30? Multiplique 70 por 30 e divida por 100: 21 é 70% de 30 Ou então você pode multiplicar 70% na sua forma decimal, que é 0,70 por 30: 0,7 x 30 = 21 Resposta: 70% de 30 é igual a 21. c) Quanto é 150% de 45? Multiplique 150 por 45 e divida por 100: 67,5 é 150% de 45 Você também pode simplesmente multiplicar 150% na sua forma decimal, que é 1,50 por 45: 1,50 x 45 = 67,5 Resposta: 150% de 45 é igual a 67,50. d) Expresse a razão de 19 para 25 como uma porcentagem. A razão de 19 para 25 pode ser expressa nestas duas formas: Ao realizarmos a divisão de 19 por 25 iremos obter o valor da razão: Tal como procedemos no caso das razões centesimais, devemos multiplicar esse valor decimal por 100 e acrescentar o símbolo “%” para termos a representação da porcentagem, na verdade o multiplicamos por 100%: ou 19 : 25 19 25 = 0, 76 19 25 0,76 x 100% = 76% e) 30% da população de uma cidade litorânea mora na área insular e os demais 337.799 habitantes moram na área continental. Quantas pessoas moram na ilha? Sabemos que 30% da população da cidade mora na ilha e o restante, ou seja, 70% mora no continente. Como 70% corresponde a 337.799 habitantes, podemos montar uma regra de três para calcularmos quantos habitantes correspondem aos 30% que moram na ilha: 337.799 está para 70, assim como x está para 30: Podemos resolver este exercício de uma outra forma. Se multiplicarmos 337.799 por 100 e dividirmos este produto por 70, iremos encontrar o número total de habitantes da cidade: Ao calcular 30% de 482.570 iremos encontrar o número de habitantes da ilha: Elementos do Cálculo Percentual Vimos no exemplo do início desta unidade que: Nesse exemplo, chamando o 12 de percentagem, o 15 de principal e o 80 de taxa, temos: Percentagem/principal = taxa/100 Daí, obtemos as seguintes de�nições: Taxa é o valor que representa a quantidade de unidades tomadas em cada 100. Percentagem é o valor que representaa quantidade tomada de outra, proporcionalmente a uma taxa. Principal é o valor da grandeza da qual se calcula a percentagem. O principal, a percentagem e a taxa são os elementos do cálculo percentual. × 100 = 482.570 337.799 70 482.570 × 30% = = 144.771 482.570 × 30 100 = 12 15 80 100 ATENÇÃO Na prática é muito comum: empregarmos as palavras desconto, comissão, multa, parte, quota, abatimento, prejuízo, lucro etc. em lugar de percentagem; designarmos a taxa percentual simplesmente por percentagem. Assim, tanto faz dizermos, em uma situação qualquer, que o lucro foi de R$ 80,00 ou de 20%. Taxa unitária Vimos que a taxa percentual se refere a 100, isto é: Porém, na resolução de muitas questões, é mais prático (e, algumas vezes, necessário) tomarmos como valor referencial a unidade, obtendo o que chamamos de taxa unitária (simbolizada por i). Assim: Temos então: = 25% 25 100 = ⇒ i = = 0, 25 25 100 i 1 25 100 Juros simples Juros são de�nidos como sendo a remuneração do capital a qualquer título. Assim, são válidas as seguintes expressões como conceitos de juros: a. remuneração do capital empregado em atividades produtivas; b. custo do capital de terceiros; c. remuneração paga pelas instituições �nanceiras sobre o capital nelas aplicado. Os juros são �xados por meio de uma taxa percentual que sempre se refere a uma unidade de tempo (ano, semestre, trimestre, mês, dia). Exemplos: 12% ao ano = 12% a.a. 4% ao semestre = 4% a.s. 1% ao mês = 1% a.m. Os regimes de juros estudados na Matemática Financeira são conhecidos como juros simples e juros compostos. No regime de juros simples apenas o capital inicial, também chamado de principal, rende juros. Juros não são capitalizados e, consequentemente, não rendem juros. No regime de juros compostos, somam-se os juros do período ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes. Juros são capitalizados e passam a render juros. O regime de juros compostos será apresentado na Unidade II. Tosi (2009) nos lembra que o valor dos juros simples é igual em todos os períodos de cálculo, o que nos possibilita dizer que ele é linear em relação ao prazo. Veja a demonstração grá�ca: Figura 1 - Juros Simples Fonte: Tosi (2009). ATENÇÃO O Valor do Dinheiro no Tempo A Matemática Financeira está diretamente ligada ao valor do dinheiro no tempo, que, por sua vez, está interligado à existência da taxa de juros. Do ponto de vista da Matemática Financeira, $1.000,00 hoje não são iguais a $1.000,00 em qualquer outra data, pois o dinheiro cresce no tempo ao longo dos períodos, devido à taxa de juros por período. Assim, um capital de $1.000,00 aplicado hoje, com uma taxa de juros de 8% a.a., implicará um rendimento anual de $80,00, proporcionando um montante de $1.080,00 no �nal de um ano. Pode-se dizer que considerando uma taxa de juros de, por exemplo, 8% a.a., é indiferente termos $1.000,00 hoje ou $1.080,00 daqui a um ano. Um capital de $1.000,00 hoje somente será igual a $1.000,00 daqui a um ano na hipótese irreal da taxa de juros ser considerada igual a zero. A simbologia que adotaremos A simbologia e a convenção utilizada em todo esse material didático serão idênticas àquelas adotadas por todas as calculadoras da marca HP, inclusive pela HP-12C. As grandezas monetárias podem ser representadas no �uxo de caixa de acordo com as convenções de �nal de período e de início de período, que são apresentadas a seguir. A calculadora HP-12C adota as seguintes convenções e simbologias para de�nir os elementos do Diagrama Padrão do Fluxo de Caixa: Número de períodos de capitalização de juros, expresso em anos, semestres, bimestres, mês ou dias, podendo tomar os valores 0,1, 2, 3... Taxa de juros por período de capitalização, expressa e percentagem, sempre mencionando a unidade de tempo considerada (ano, semestre, trimestre, bimestre, mês ou dia). Valor presente (Presente Value), ou seja, valor do capital inicial (principal) aplicado. Representa, na escala horizontal do tempo, o valor monetário colocado na data inicial, isto é, no ponto correspondente a n = 0. Valor futuro (Future Value), ou seja, valor do montante acumulado no �nal de períodos de capitalização, com a taxa de juros i. Representa, na escala horizontal do tempo, os valores monetários colocados nas datas futuras, isto é, nos pontos correspondentes a n = 1, 2, 3... Valor de cada prestação da Série Uniforme (Periodic PaymenT) que ocorre no �nal de cada período (Série Postecipada). Representa, na escala horizontal do tempo, o valor de cada prestação igual à que ocorre no �nal dos períodos 1, 2, 3... No regime de juros simples, os juros de cada período são obtidos pela aplicação da taxa de juros i sempre sobre o principal PV, fazendo com que os juros tenham o mesmo valor em todos os períodos. Assim, temos: juros de cada período: PV x i juros de n períodos: n x PV x i O valor futuro FV, também chamado de montante, é resultante da aplicação de um principal PV, durante n períodos, com uma taxa de juros i por período. No regime de juros simples, FV é obtido pela expressão: FV = montante = principal + juros = PV + n x PV x i ou seja: FV = PV (1 + i x n) Em que a unidade referencial de tempo da taxa de juros i deve coincidir com a unidade referencial de tempo utilizada para de�nir o número de períodos n. A Expressão Genérica FV = PV (1 + i x n) pode ser veri�cada, considerando PV = 1.000,00 e i = 8% ao ano, o montante FV, no �nal de cada ano é: n = 1 => FV = 1.000,00 (1 + 0,08 x 1) = 1.080,00 n = 2 => FV = 1.000,00 (1 + 0,08 x 2) = 1.160,00 E assim por diante. Observe que o montante FV corresponde ao saldo no �nal de cada ano após o pagamento. Exemplo: 1. Um comerciante tomou emprestado num banco estatal a importância de R$ 18.000,00 pelo prazo de dois anos a uma taxa de juros de 30% ao ano. Qual será o valor dos juros e o montante a serem pagos? PV = R$ 18.000,00 FV = ? n = 2 anos i = 30% aa ou 30/100 = 0,3 FV = PV (1 + i x n) FV = 18.000,00 (1 + 0,3 X 2) FV = 18.000,00 x 1,6 FV = 28.800,00 SAIBA MAIS Em relação aos elementos do Diagrama Padrão, são relevantes os seguintes comentários: a. os intervalos de tempo de todos os períodos são iguais. Assim, por exemplo, todos os meses têm a mesma duração de 30 dias; b. a unidade referencial de tempo da taxa de juros i deve necessariamente coincidir com a unidade referencial de tempo utilizada para de�nir o número de períodos n; c. os problemas comuns de Matemática Financeira envolvem, em geral, apenas quatro elementos, sendo que dois deles são obrigatoriamente a taxa de juros i e o número de períodos n. Os outros dois elementos a serem relacionados podem ser PV com FV, PV com PMT, e FV com PMT; d. as fórmulas desse compêndio são desenvolvidas apenas para esse Diagrama Padrão, assumindo a convenção de �nal de período. Os problemas que se enquadram nessa situação têm solução imediata. Os demais problemas deverão ser enquadrados nesse Diagrama Padrão mediante desdobramentos e outros artifícios que não alteram o enunciado do problema; e. a Calculadora HP-12C está preparada para resolver os problemas que se enquadram nesse Diagrama Padrão, com a convenção de �nal de período. Ressaltamos os seguintes pontos: A calculadora está preparada para utilizar a convenção de �nal de período quando a função END estiver ativa (acione as teclas g e END e veri�que se a palavra BEGIN não aparece indicada no visor); A calculadora deve apresentar sempre a letra C indicada no visor (pressione concomitantemente as teclas STO e EEX), para que realize todos os cálculos a juros compostos, independentemente do valor de n ser um número inteiro ou fracionário; Os valores monetários, sejam de PV, FV ou PMT, devem ser registrados na calculadora sempre de acordo com a convenção de sinal, isto é, as entradas de caixa (recebimentos) devem ter o sinal positivo (+), e as saídas de caixa (pagamentos) devem ter o sinal negativo (–); Os problemas que envolvem apenas quatro elementos devem ser resolvidos com o registrodo número zero para o elemento monetário (PV, FV ou PMT) que não participa do problema; Os valores do número de períodos n podem ser números inteiros ou fracionários. Por exemplo, n pode ser registrado em anos, fração de ano, fração de mês etc.; O registro de uma taxa de juros de 8%, por exemplo, deve ser feito com a colocação do número 8 na tecla correspondente a i. A calculadora, internamente, faz as operações com 8%, isto é, com 8/100 = 0,08; A calculadora sempre interliga os cinco elementos (n, i, PV, PMT e FV). Por exemplo, no caso de obtenção do PV, a HP-12C calcula a seguinte relação: PV = valor presente de FV + valor presente de PMT Fonte: Puccini e Puccini (2009). Desconto racional ou desconto por dentro Tosi (2009, p. 98) conceitua que “o desconto simples é efetuado com base no regime de capitalização simples, ou seja, utilizando-se taxas de juros lineares, nessa modalidade está incluído o desconto racional (por dentro)”. A taxa de juros i, também denominada taxa de rentabilidade ou, ainda, taxa de desconto “por dentro”, pode ser obtida a partir da relação a seguir, que fornece: O valor do desconto, expresso em $, corresponde aos juros acumulados no tempo. Assim, genericamente, ele pode ser obtido pela diferença entre o valor futuro FV, ou montante, e o valor presente PV, ou principal, ou seja: O valor do desconto “por dentro” (Dd), ou racional, é obtido multiplicando-se o valor presente PV pela taxa de desconto i, e esse produto pelo prazo da operação n, ou seja: Na prática, entretanto, o valor presente é sempre a incógnita, sendo normalmente conhecidos o valor futuro FV, o prazo n e a taxa de desconto i. Vamos, a seguir, deduzir a fórmula que permite obter o valor do desconto racional a partir das variáveis conhecidas. O valor do desconto “por dentro”, ou racional, é também obtido pela aplicação da expressão geral para desconto, isto é: A partir da expressão, podemos chegar na seguinte relação: Substituindo o PV dessa última equação, na equação anterior, temos: Vamos resolver alguns exercícios? a) Calcule o número de meses necessário para um capital dobrar de valor, com uma taxa de juros de 2% ao mês, no regime de juros simples. i = ( − 1) × FV PV 1 n Descontos = FV − PV Dd = PV × i × n Dd = FV − PV PV = FV 1 + i × n Dd = FV − = FV (1 − )FV 1 + i × n 1 1 + i × n Dd = FV × 1 × n 1 + i × n Solução: Supondo o valor de PV = $ 100,00, então teríamos FV = $ 200,00, e os dados do problema seriam os seguintes: PV= $100,00; FV = 2 X 100,00 = $200,00; i = 2% ao mês = 0,02; n = ? Pela Relação apresentada anteriormente temos: Assim temos que n = 50 meses. b) Calcule o valor da taxa mensal de desconto “por dentro” usada numa operação de desconto de 60 dias de um título cujo valor de resgate é $ 10.000,00 e cujo valor do principal é $ 9.750,00. Solução: Os dados do problema são os seguintes: PV= $9.750,00; FV = $10.000,00; n = 60 dias = 2 meses; i = ? (% ao mês) Precisamos multiplicar o resultado por 100 para �car em percentual. Assim, temos 1,282% ao mês. FV = 200, 00 = PV (1 + i × n) = 100, 00 (1 + 0, 02 × n) 200, 00 = 100 + 2n 200 − 100 = 2n 2n = 100 n = 100 2 i = ( − 1) × FV PV 1 n i = ( − 1) × 10.000 9.750 1 2 i = 0, 01282 c) Calcule o valor do desconto simples de um título de $ 1.000,00, com vencimento para 60 dias, sabendo-se que a taxa de desconto “por dentro” é de 1,2% ao mês. Solução: Os dados do problema são os seguintes: FV = $1.000,00; n = 60 dias; i = 1,2% ao mês = 1,2%/30; temos ao dia = 0,04% a.d. = 0,0004 Desconto = FV – PV = ? e, portanto, o desconto “por dentro” é igual a (1.000,00 − 976,56) = $23,44. d) Um empresário tem uma conta de cheque especial num banco que permite saques a descoberto e que cobra 1,5% ao mês sobre o saldo devedor, a juros simples, pelos dias que a conta �car descoberta. Calcule o montante de juros cobrado no mês de abril, assumindo que a conta tem saldo zero no �nal de março e que em abril são emitidos os seguintes cheques: OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Veja que sempre utilizamos as mesmas unidades de tempo, se nos derem o tempo em dias e a taxa em meses, temos que converter um ou outro para as mesmas unidades. Vai depender de como o problema pede. Se pedir em meses, transforme dias em meses, isto é, 60 dias = 2 meses. Outra coisa importante é que quando fazemos o cálculo do i no problema anterior, o resultado sai na forma unitária e se quisermos apresentar na forma percentual é só multiplicar por 100, isto é, 0,01282 X 100 = 1,282%. PV = FV (1 + i × n) PV = = $976, 56 1.000, 00 (1 + 0, 0004 × 60) Data 1º de abril 11 de abril 21 de abril Valor do cheque ($) 2.000,00 1.000,00 1.000,00 Saldo devedor ($) 2.000,00 3.000,00 4.000,00 Solução: Os dados do problema são os seguintes: i = 1,5% ao mês = 1,5%/30 = 0,05% ao dia = 0,0005 a.d. I) Calculando os juros devidos por período: Juros de 1º de abril a 10 de abril => durante esses 10 dias o saldo devedor é de $ 2.000,00, portanto: Juros = 2.000,00 X 0,0005 X 10 = $10,00 Juros de 11 de abril a 20 de abril => durante esses 10 dias o saldo devedor é de $ 3.000,00, portanto: Juros = 3.000,00 X 0,0005 X 10 = $15,00 Juros de 21 de abril a 30 de abril => durante esses 10 dias o saldo devedor é de $ 4.000,00, portanto: Juros = 4.000,00 X 0,0005 X 10 = $20,00 Assim, o total de juros devidos no mês de abril é igual a: Juros do mês de abril = (10,00 + 15,00 + 20,00) = $45,00 II) Utilizando o conceito de saldo médio: O saldo devedor médio no mês de abril é obtido pela relação: O que nos dá o valor de $ 3000,00. SALDO MÉDIO = (2000 × 10 + 3000 × 10 + 4000 × 10) 30 Desconto comercial ou desconto por fora Tosi (2009, p. 117) conceitua que “o desconto composto é efetuado com base no regime de capitalização composta, ou seja, utilizando-se taxas de juros exponenciais”. No regime de juros simples, os descontos de cada período são obtidos pela aplicação da taxa de desconto d sempre sobre o valor futuro FV, ou montante, fazendo com que os descontos tenham o mesmo valor em todos os períodos. Assim, temos: desconto de cada período: FV x d desconto de n períodos: n x FV x d Observe que a taxa de desconto d (“por fora”) é aplicada sobre o valor futuro FV para produzir o valor presente PV, ao passo que a taxa de desconto i (“por dentro”), ou taxa de rentabilidade, é aplicada sobre o valor presente PV para produzir o valor futuro FV. Assim, o valor do desconto “por fora” (Df), ou comercial, é obtido multiplicando-se o valor futuro FV pela taxa de desconto d por período, e esse produto pelo número de períodos de desconto n, ou seja: O valor presente PV, ou principal, resultante do desconto “por fora” sobre o montante FV, durante n períodos, com uma taxa de desconto d por período, é obtido, a juros simples, pela expressão: ou seja: Em que a unidade referencial de tempo da taxa de desconto d deve coincidir com a unidade referencial de tempo utilizada para de�nir o número de períodos n. Vejamos um exemplo a) Calcule o valor do desconto simples de um título de $ 1.000,00, com vencimento para 60 dias, sabendo-se que a taxa de desconto “por fora” é de 1,5% ao mês. Solução: Os dados do problema são os seguintes: FV = $1.000,00; n = 60 dias; d = 1,5% ao mês = 1,5%/30 ao dia = 0,05% a.d. = 0,0005 a.d. Desconto = FV − PV = ? Sabemos que: Df = FV × d × n PV = montante − descontos = FV − n × FV × d PV = FV (1 − d × n) PV = FV (1 − d × n) = $1.000, 00 × (1 − 0, 0005 × 60) = $970, 00 portanto, o desconto “por fora” é igual a (1.000,00 - 970,00) = $ 30,00. Livro Filme Juros compostos, descontos compostos, amortização e depreciação AUTORIA Antonio Carlos Lázaro Sanches Sumário Introdução 1 - Capitalização e desconto compostos 2 - Depreciação 3 - O que é amortização? Considerações Finais Introdução Certa vez resolvi trocar meu veículo por um novo, mas como eu não tinha todo o dinheiro para pagar à vista, resolvi �nanciar uma parte. A concessionária anunciava em sua vitrine uma taxa de juros de 0,99% ao mês para o �nanciamentodo carro, em 12 parcelas mensais. Como ando sempre com minha HP-12C, fui conferir, fazendo os cálculos. Conversando com o gerente da loja, ele me informou o seguinte: para �nanciar o valor de R$ 15.000,00, que correspondia à metade do valor de um carro, eu iria pagar 12 parcelas mensais de R$ 1.375,00, sendo a primeira 30 dias após do fechamento do negócio. Com essas informações e com a calculadora HP-12C, em alguns segundos, eu pude conferir se aquela taxa de 0,99% ao mês, divulgada pela empresa vendedora, era a taxa que realmente custava para mim, como consumidor. Vamos lá, pegue a sua calculadora HP-12C ou no emulador on-line (que já passei o link na apresentação deste material) e faça junto comigo: 1. Primeiramente ligue a HP: tecla ON. 2. Apague todas as memórias �nanceiras de sua HP, pois ela poderá pegar dados armazenados e fazer o cálculo errado. Para isso aperte duas teclas: digite primeiro a tecla f (amarela) e depois a tecla CLx. Faça isso sempre que você for começar um novo cálculo. (f CLx). 3. Digite a tecla f e a tecla do número 2 para aparecer duas casas decimais na HP. Se você quiser que apareça mais casas decimais é só teclar f e número desejado. (f 2) 4. Observe se no visor está aparecendo o termo BEGIN (ele não deve aparecer, pois ele serve para cálculos com uma parcela de entrada, que não é o caso, esse �nanciamento é sem entrada). Assim, se você digitar a tecla g (azul) e depois a tecla do número 7 (BEG) irá aparecer o termo BEGIN que serve para cálculos quanto você já paga uma parcela no ato da compra. Nesse caso, digite a tecla g e depois 8 (END), o termo BEGIN irá desaparecer e o cálculo será feito considerando um �nanciamento sem entrada, como é esse caso. (g 8) 5. Digite 12, que é o número de parcelas do �nanciamento e aperte a tecla n. (12 n) 6. Digite 15000, que é o valor �nanciado, aperte a tecla CHS para ele �car negativo (-15.000,00) e digite PV. (15000 CHS PV) 7. Agora digite 1375, que é o valor de cada parcela, e depois a tecla PMT. (1375 PMT) 8. Por último, digite a tecla i, que é a informação que você deseja que a HP-12C calcule, ou seja, a taxa de juro. (i) Observe que no visor apareceu 1,50. Caso não tenha aparecido esse valor, �que tranquilo, refaça todos os passos bem devagar e com cuidado que vai dar certo. Dessa forma, podemos concluir que a taxa custa 1,50% ao mês para quem comprar esse carro �nanciado. Bem diferente da taxa de 0,99% estampada nas vitrines da loja. Mas, por que você acha que isso acontece? Neste caso, foi porque a loja informou apenas a taxa de juro do negócio e não informou que havia outros custos a mais para fazer o �nanciamento, como o Imposto sobre Operações Financeiras, taxa para fazer o cadastro do cliente consumidor, taxa para a abertura de crédito etc. Essas outras informações não são apresentadas de maneira clara para você que é o consumidor, mas estão todas escondidas e são acrescentadas diretamente no valor das prestações. Se você não �car atento, pagará todas elas sem perceber e sem saber que está pagando. Por isso é muito importante que você saiba fazer o cálculo da taxa correta, pois, assim, você mesmo descobrirá se há mais valores sendo cobrados no seu �nanciamento e não �cará dependendo das informações que lhe forem passadas. Esse é um exemplo de armadilha que o mercado prepara para os consumidores. Se você estiver preparado, não será surpreendido(a) por nenhuma delas. Tosi (2009) explica que a capitalização composta ocorre quando os juros de cada período são incorporados ao capital, de forma que o resultado renda juros no próximo período. Veja a representação grá�ca: Figura 1 - Juros Compostos Fonte: Tosi (2009). Vamos agora veri�car estas situações e aprender a nos preparar! Plano de Estudo: 1. Capitalização e Desconto Compostos 2. Depreciação 3. O que é Amortização? Objetivos de Aprendizagem: 1. Conhecer o que é juros sobre juros (juros compostos) 2. Conhecer sobre Depreciação (desgaste ou perda de utilidade pelo uso dos produtos) 3. Estudar a perda do valor dos bens imateriais em razão do tempo (Amortização) Capitalização e desconto compostos Veremos nesta unidade que o conceito de juros compostos é muito importante, uma vez que esse é o sistema indicado para efetuar análises e transformações de �uxos de caixa de forma conceitualmente correta. Inicialmente, apresentaremos o problema da capitalização composta, que trata da valorização do dinheiro ao longo do tempo. Em seguida, apresentaremos o problema inverso, ou seja, o da diminuição das grandezas futuras, na medida em que são trazidas para o valor presente, mediante as operações de desconto composto. Nos dois casos, os estudos incluem deduções de fórmulas genéricas e suas aplicações em exemplos numéricos, cujas soluções são apresentadas pelo Simulador da HP-12C. No regime de juros compostos, os juros de cada período, quando não são pagos no �nal do período, devem ser somados ao capital e, consequentemente, também passam a render juros. A esse processo dá-se o nome de capitalização de juros, e como ele acontece no regime de juros compostos, costuma ser chamado de capitalização composta. No regime de juros compostos, os juros de cada período são obtidos pela aplicação da taxa de juros i sobre o capital, aplicado no início do período de capitalização. Assim, temos: A. no 1° período de capitalização (n = 1) capital no início do período = PV juros do período = PV x i capital no �nal do período = FV = PV +PV x i = PV (1 + i) B. no 2° período de capitalização (n = 2) capital no início do período = PV (1 + i) juros do período = PV (1 +i) x i capital no �nal do período = FV = PV (1 +i) +PV (1 + i) x i = = PV (1 +i) x (1 +i) portanto: C. no 3° período de capitalização (n = 3) A expressão para o valor futuro FV, ou montante, no �nal do 3° período de capitalização pode ser deduzida de forma análoga, e toma o seguinte aspecto: FV = PV (1 + i)2 D. no enésimo período de capitalização A expressão genérica do valor futuro FV, ou montante, resultante da aplicação de um principal PV durante n períodos de capitalização, com uma taxa de juros i por período, no regime de juros compostos é: em que a unidade referencial de tempo da taxa de juros i deve coincidir com a unidade referencial de tempo utilizada para de�nir o número de períodos n. Desconto Racional ou Por Dentro A taxa de desconto i (por dentro, ou racional) é usualmente denominada taxa de desconto e é muito utilizada pelo mercado �nanceiro. Temos que: que fornece o valor do principal PV a partir de FV, em função dos parâmetros n e i. O valor do desconto “por dentro” (Dd), ou racional, expresso em $, é obtido pela aplicação da Expressão Genérica para desconto, combinada com a Relação, isto é Se temos PV, achemos, então, FV. O problema envolvendo o cálculo do valor futuro FV a partir do valor presente PV consiste na solução da Expressão Genérica (5.1), em que a relação precisa ser calculada para os parâmetros i e n. A expressão pode ser calculada para qualquer valor de i e de n, com a utilização da HP-12C, basta utilizar das teclas a seguir: FV = PV (1 + i)3 FV = PV (1 + i)n PV = FV (1 + i)n Dd = FV − PV = FV [(1 + i)n − 1] (1 + i)n (1 + i)n (1 + i)n Vamos exempli�car? Quando o problema pedir o contrário, dado FV para achar PV. Faça os mesmos passos, apenas trocando a tecla PV por FV, inclusive mantenha a troca de sinal utilizando CHS. Vamos a mais um exercício? NA PRÁTICA Calcule o valor acumulado no �nal de seis anos, no regime de juros compostos, com uma taxa efetiva de 10% ao ano, a partir de um investimento inicial (principal) de $ 1.000,00. Solução: n = 6 anos; i = 10% ao ano; PV = $1.000,00; FV = ? O primeiro passo é limpar a calculadora: f Clx O segundo passo é digitar 1000 (que é o valor principal), inverter o sinal clicando em CHS. Isso deve ser feito, pois a calculadora reconhece a partir da inversão do sinal, que isto foi a entrada, o principal, como se fosse uma saída de caixa. Terceiro passo é digitar 10 i Quarto passo é digitar6 n E, por �m, tecle em FV. A calculadora lhe dará o número 1.771,56. Isto signi�ca que após 6 anos, o capital de 1000 acumulará 771,56 de juros, permitindo um montante de 1.771,56. NA PRÁTICA O montante de $ 1.000,00, colocado no �nal do 4° mês do diagrama indicado a seguir, deve ser capitalizado e descontado com a taxa de 1% ao mês, no regime de juros compostos. Calcule: a. o valor acumulado no �nal do 7° mês, pela capitalização do montante de $ 1.000,00 indicado no diagrama; b. o valor que deve ser investido no �nal do 1° mês, para se obter o montante de $ 1.000,00 indicado no diagrama. Solução: a. montante no �nal do 7° mês Assim, o valor de $ 1.000,00 �ca colocado no ponto zero da nova escala de tempo e deve ser tratado como um valor presente PV, que precisa ser capitalizado três meses para atingir o �nal do 7° mês. Na HP-12C: 1000 CHS PV 3 n 1 i FV O resultado será 1.030,30. b) principal no �nal do 1° mês Nesse caso, para enquadrarmos o problema no Diagrama Padrão, precisaremos colocar o valor PV (a ser determinado) no ponto zero da nova escala de tempo, conforme indicado a seguir: Assim, o valor de $ 1.000,00 �ca colocado no ponto 3 da nova escala de tempo, e deve ser tratado como um valor presente FV, que precisa ser descontado três meses para atingir o �nal do 1° mês. Na HP-12C: 1000 CHS FV 3 n 1 i PV O resultado será 970,59. Depreciação O que é Depreciação? É a diminuição do valor dos bens corpóreos em decorrência de desgaste ou perda de utilidade pelo uso, ação da natureza ou obsolescência. Expressa a perda de valor que os valores imobilizados de utilização sofrem no tempo, por força de seu emprego na gestão. O encargo da depreciação poderá ser computado como custo ou despesa operacional, conforme o caso. A depreciação dos bens utilizados na produção será custo, enquanto a depreciação dos demais bens há de ser registrada como despesa operacional. Segundo as leis brasileiras, segue uma tabela de depreciação: O lançamento pode ser: D = DESPESA DE DEPRECIAÇÃO Ou C = DEPRECIAÇÃO ACUMULADA Tabela 1 - Tabela de Depreciação Taxa anual Anos de vida útil Edifícios 4% 25 Máquinas e equipamentos 10% 10 Instalações 10% 10 Móveis e utensílios 10% 10 Veículos 20% 5 Computadores e periféricos 20% 5 Fonte: Dominium Contabilidade (2020). Alguns bens não se depreciam, como: Terrenos, salvo em melhoramentos ou construções; Bens que normalmente aumentam de valor com o tempo, como obra de arte; Prédios e construções não alugados nem utilizados por seu proprietário na produção de seus rendimentos ou imóveis destinados à venda. Como Calculamos Depreciação? Método linear (ou quotas constantes) É o método que contabiliza, como despesa ou custo, uma parcela constante do valor do bem em cada período. NA PRÁTICA A empresa comprou, no início de janeiro, um veículo com vida útil estimada de 5 anos pelo valor de $ 30.000,00, sem valor residual estimado. Qual será o valor da depreciação? No �nal do primeiro ano, deverá reconhecer a despesa de depreciação de $30.000,00 : 5 = $ 6.000,00 por ano. Para calcularmos o valor da depreciação mensal, para efeito de apuração de resultados mensais, basta dividir o valor da depreciação anual por 12: $ 6.000,00 : 12 = $ 500,00 por mês. Se considerarmos um valor residual de R$ 3.000,00, o valor anual da depreciação será: Para calcularmos o valor da depreciação mensal, para efeito de apuração de resultados mensais, basta dividir o valor da depreciação anual por 12: A contabilização do valor da depreciação mensal será efetuada da seguinte forma: débito de despesa de depreciação e crédito da conta Depreciação Acumulada, portanto o lançamento será: Débito – Despesa de Depreciação $ 450,00 Crédito – Depreciação Acumulada $ 450,00 No �nal do primeiro ano, o Ativo Imobilizado da empresa deverá ser apresentado no Balanço Patrimonial da seguinte forma: Veículos $ 30.000,00 (-) Depreciação Acumulada ($ 6.000,00) $ 24.000,00 Dessa forma, o leitor do balanço saberá a idade aproximada do Ativo Imobilizado da empresa. = $5.400, 00 por ano ($30.000, 00 − $3.000, 00) 5 = $450, 00 por mês $5.400, 00 12 Método soma dos dígitos Esse método consiste em somar os algarismos desde a unidade até o algarismo que representa o número de anos da vida útil do bem. No exemplo do item anterior, sem considerar o valor residual, teríamos: 1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15 Quota do 1º. Ano = 5/15 x $ 30.000 = $ 10.000 Quota do 2º. Ano = 4/15 x $ 30.000 = $ 8.000 Quota do 3º. Ano = 3/15 x $ 30.000 = $ 6.000 Quota do 4º. Ano = 2/15 x $ 30.000 = $ 4.000 Quota do 5º. Ano = 1/15 x $ 30.000 = $ 2.000 soma = $ 30.000 Nesse método, o valor mensal da depreciação: no primeiro ano, seria de R$ 10.000,00 : 12 = R$ 833,33. no segundo ano, seria de R$ 8.000,00 : 12 = R$ 666,67. no terceiro ano, seria de R$ 6.000,00 : 12 = R$ 500,00. no quarto ano, seria de R$ 4.000,00 : 12 = R$ 333,33. no quinto ano, seria de R$ 2.000,00 : 12 = R$ 166,67 Método saldo decrescente Também denominado método de Matheson ou Exponencial, ou ainda método da porcentagem �xa sobre o valor contábil. Em que n é o número estimado de anos da vida útil do bem. Usando o exemplo anterior e supondo um valor residual de R$ 1.500, teríamos: % anual = 1 – 0,54928 % anual = 0,45072 ou 45,072% Quota do 1º. Ano = 45,072% x 30.000 = $ 13.521,60 Porcentagem anual = 1 − n√valor residual Custo do bem %anual = 1 − 5√1.500 30.000 Quota do 2º. Ano = 45,072% x 16.478,40 = $ 7.427.15 Quota do 3º. Ano = 45,072% x 9.051,25 = $ 4.079,58 Quota do 4º. Ano = 45,072% x 4.971,67 = $ 2.240,83 Quota do 5º. Ano = 45,072% x 2.730,84 = $ 1.230,84 Total = $ 28.500,00 Nesse caso, a depreciação mensal seria de: No primeiro ano = R$ 13.521,60 : 12 = R$ 1.126,80 No segundo ano = R$ 7.427,15 : 12 = R$ 618,93 No terceiro ano = R$ 4.079,58 : 12 = R$ 339,97 No quarto ano = R$ 2.240,83 : 12 = R$ 186,74 No quinto ano = R$ 1.230,84 : 12 = R$ 102,57 O inconveniente desse método é a necessidade de um valor residual para proceder o cálculo da depreciação. SAIBA MAIS Exemplo de depreciação de um Congelador Vida útil determinada pelo empresário = 4 anos Valor de aquisição = 4.800 Valor residual (valor do mesmo congelador com 4 anos de uso) = 2.400 Valor Depreciável = Valor contábil - Valor residual Valor Depreciável = 4.800 - 2.400 = 2.400 Taxa anual de depreciação = 25% a.a. Depreciação no primeiro ano = 600 No segundo ano: Valor contábil = 4.800 - 600 = 4.200 Valor residual do congelador, agora para 3 anos = 1.800 (valor deve ser avaliado ano a ano) Valor depreciável = 4.200 - 1.800 = 2.400 Taxa de depreciação no segundo ano = 33,3333% Depreciação no segundo ano = 800 No terceiro ano: Valor contábil = 4.200 - 800 = 3.400 Valor residual do congelador, agora com 2 anos de uso e mais dois anos a usar = 1.000 Valor depreciável = 3.400 - 1000 = 2.400 Taxa de depreciação no terceiro ano = 50% Depreciação no terceiro ano = 1.200 No último ano: Valor contábil = 3.400 - 1.200 = 2.200 Valor residual, nesta data, é igual ao valor de mercado = 1.100 Valor Depreciável = 2.200 - 1.100 = 1.100 Taxa de depreciação no quarto ano = 100% Depreciação no quarto ano = 1.100 Como consequência, o valor contábil estará re�etindo o valor recuperável do ativo. Caso o empresário resolva continuar a usar o congelador, deverá ele estipular nova vida útil e o valor contábil de partida será os 1.100. Fonte: Autor (2020). O que é amortização? É a perda do valor dos bens imateriais em razão do tempo. Enquanto a depreciação é usada para os bens materiais (tangíveis), a amortização é usada para os bens imateriais (intangíveis), como benfeitorias e imóveis de terceiros, marcas e patentes, despesa de organizações etc. A amortização dos componentes do intangível sujeita-se a dois prazos: Um mínimo de cinco anos, para �ns �scais; Um máximo de dez anos, que é aplicável a todas as pessoas jurídicas que possuam escrituração contábil regular. O LANÇAMENTO SER D = AMORTIZAÇÃO E C = AMORTIZAÇÃO ACUMULADAQuais são os métodos de amortização? Os dois métodos mais utilizados são: Sistema de Amortização Progressivo (SAP, PRICE ou Sistema Francês) e Sistema de Amortização Constante (SAC). O primeiro método, conhecido também como Price ou Francês, utiliza-se da Tabela Price e é um método usado em amortização de empréstimo, cuja principal característica é apresentar prestações (ou parcelas) iguais. O método foi apresentado em 1771 por Richard Price em sua obra Observações sobre Pagamentos Remissivos (em inglês: Observations on Reversionary Payments). O método foi idealizado pelo seu autor para pensões e aposentadorias. No entanto, foi a partir da 2ª Revolução Industrial que sua metodologia de cálculo foi aproveitada para cálculos de amortização de empréstimo. A Tabela Price usa o regime de juros compostos para calcular o valor das parcelas de um empréstimo e, dessa parcela, qual é a proporção relativa aos pagamentos dos juros e a amortização do valor emprestado. Tomemos como exemplo um empréstimo de $ 1.000,00, com taxa de juros de 3% ao mês a ser pago em 4 parcelas mensais. Para calcular o valor da parcela, deve-se usar a fórmula de juros compostos combinada com a da progressão geométrica, resultando em: Onde: pmt: Valor da parcela PV: Valor Presente (do inglês Present Value) i: Taxa de juros (do inglês Interest Rate) n: Número de períodos pmt = PV i 1 − 1 (1+i)n No caso do exemplo, o cálculo da pmt é: Um mês depois do empréstimo, o saldo devedor cresce 3% indo para $ 1.030,00, porém, como também deve ocorrer o pagamento de $ 269,03, o saldo devedor passa a ser $ 760,97. Perceba que o pagamento da parcela cobriu os juros de $ 30,00 e também fez a amortização de $ 239,03 (269,03 - 30,00) do valor emprestado. O mesmo ocorre nos meses seguintes, porém, como o saldo devedor diminui a cada mês, o valor das parcelas relativo ao pagamento dos juros é decrescente. pmt = ≈ 269, 03 1000 × 0, 03 1 − 1 (1+0,03)4 Quadro - Tabela de Amortização Mês Saldo devedor Prestação Amortização Juros 0 1.000,00 1 760,97 239,03 30,00 2 514,78 246,20 22,83 3 261,19 253,58 15,44 4 0,00 261,19 7,84 Fonte: o autor. SAIBA MAIS Tabela Price no Brasil No Brasil, a interpretação matemática da existência de juro composto na Tabela Price �ca condicionada a fórmula anterior, que estabelece como regra geral na formação dos juros embutidos nas parcelas uma progressão Geométrica decrescente, ou seja, do maior para o menor. Vale ressaltar que juros compostos é uma unidade de medida, assim como juros contínuos ou juros simples. Em uma mesma série de pagamentos, podemos medir o custo �nanceiro por diversas unidades de medida, especialmente juros compostos e juros contínuos. A proibição legal no Brasil é a cobrança de juros sobre juros já cobrados do mutuário. Apesar de amplamente utilizada em todo o mundo ocidental, a metodologia de cálculo é discutida em alguns países do mundo, por ser o único sistema que permite o pagamento em parcelas iguais e periódicas ao longo do prazo do empréstimo. Embora a tabela Price seja também muito utilizada no Brasil pelo mercado e segmentos �nanceiros, seu uso tem sido contestado perante o judiciário, uma vez que a legislação brasileira permite o uso de juros compostos somente em determinadas operações que possuam previsão legal. “A aplicação da Tabela Price aos contratos de prestações diferidas no tempo impõe excessiva onerosidade aos mutuários devedores do SFH, pois no sistema em que a mencionada Tabela é aplicada, os juros crescem em progressão geométrica, sendo que, quanto maior quantidade de parcelas a serem pagas, maior será a quantidade de vezes que os juros se multiplicam por si mesmos, tornando o contrato, quando não impossível de se adimplir, pelo menos abusivo em relação ao mutuário, que vê sua dívida se estender inde�nidamente e o valor do imóvel exorbitar até trans�gurar-se inacessível e incompatível ontologicamente com os �ns sociais do Sistema Financeiro da Habitação.” (Delgado, 2005) Porém, este é o único método que permite pagamentos iguais ao longo do período. É muito conhecido o trecho do texto de Price para de�nir a transferência de renda pelo juro composto de suas tabelas: Um centavo de libra emprestado na data de nascimento de nosso Salvador a um juro composto de cinco por cento teria, no presente ano de 1781, resultado em um montante maior do que o contido em DUZENTOS MILHÕES de Terras, todas de ouro maciço. Porém, caso ele tivesse sido emprestado a juro simples ele teria, no mesmo período, Sistema de Amortização Constante (SAC) Sistema de Amortização Constante (SAC) é uma forma de amortização de um empréstimo por prestações que incluem os juros, amortizando, assim, partes iguais do valor total do empréstimo. Nesse sistema o saldo devedor é reembolsado em valores de amortização iguais. Dessa forma, no sistema SAC o valor das prestações é decrescente, já que os juros diminuem a cada prestação. O valor da amortização é calculado dividindo-se o valor do principal pelo número de períodos de pagamento, ou seja, de parcelas. O SAC é um dos tipos de sistema de amortização utilizados em �nanciamentos imobiliários. A principal característica do SAC é que ele amortiza um percentual �xo do saldo devedor desde o início do �nanciamento. Esse percentual de amortização é sempre o mesmo, o que faz com que a parcela de amortização da dívida seja maior no início do �nanciamento, fazendo com que o saldo devedor caia mais rapidamente do que em outros mecanismos de amortização. totalizado não mais do que SETE XELINS E SEIS CENTAVOS. (Nogueira, 2002, Tabela price da Prova Documental e Precisa elucidação de seu anatocismo) Fonte: Wikipedia (2020b). NA PRÁTICA Um empréstimo de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) a ser pago em 12 meses a uma taxa de juros de 1,0% ao mês (em juros simples), aplicando a fórmula para obtenção do valor da amortização iremos obter um valor igual a R$ 10.000,00. Essa fórmula é o valor do empréstimo solicitado dividido pelo período, sendo, nesse caso: R$ 120.000,00 / 12 meses. Logo, a tabela SAC �ca: Note que o juro é sempre 1,0% do saldo devedor do mês anterior, a prestação é a soma da amortização e o juro. Sendo assim, o juro é decrescente e diminui sempre na mesma quantidade, R$ 100,00. O mesmo comportamento tem as prestações. A soma das prestações é de R$ 127.800,00. Gerando juros de R$ 7.800,00. Quadro - Sistema de Amortização Constante Nº prestação Prestação Juros Amortização Saldo devedor 0 120000 1 11200 1200 10000 110000 2 11100 1100 10000 100000 3 11000 1000 10000 90000 4 10900 900 10000 80000 5 10800 800 10000 70000 6 10700 700 10000 60000 7 10600 600 10000 50000 8 10500 500 10000 40000 9 10400 400 10000 30000 10 10300 300 10000 20000 11 10200 200 10000 10000 12 10100 100 10000 0 Fonte: o autor. Outra coisa a se observar é que as parcelas e juros diminuem em progressão aritmética (PA) de r = -100. SAIBA MAIS Fórmulas: A = cte Rk = [(n – k + 1) . i + 1] . P/n Rk = A + Jk A = P/n Jk = (n – k + 1) . i . P/n em que: P: Financiamento n: Quantidade de Prestações i: taxa de juros Rk: Prestação A: Parcela da Amortização Jk: Parcela do Juro k Livro Vídeo Análise de investimentos AUTORIA Antonio Carlos Lázaro Sanches Sumário Introdução 1 - Método determinísticos de análise de investimentos 2 - Método de valor anual uniforme equivalente (VALUE) 3 - A Taxa de Atratividade (TMA) 4 - Método do Valor Presente Líquido (VPL) 5 - Método da Taxa Interna de Retorno (TIR) 6 - Método não exatos 7 - Árvore de decisão Considerações Finais Introdução Diversas pessoas que lidam com projetos de investimentos se deparam com a escolha de alternativas que envolvem estudos econômicos. E o pior, é muito comum vermos essas pessoas fazerem suas escolhas sem que o custo do capital empregado seja considerado de maneira correta. Somente um estudo econômico pode con�rmar a viabilidade de projetos tecnicamente corretos. Neste material, nós veremos parte do que os estudiosos chamam de “EngenhariaEconômica”. Tal engenharia objetiva a análise econômica de decisões sobre investimentos e tem muitas aplicações, pois os investimentos poderão ser de empresas privadas, públicas ou mesmo investimentos pessoais. Alguns exemplos de problemas que estudaremos são: Temos o dinheiro, é melhor comprar o veículo a vista ou a prazo Construir uma indústria com esteira para transportar materiais ou fazer o transporte manualmente Utilizar tubo de maior ou menor diâmetro para a construção de uma rede de abastecimento de águas Sempre que formos fazer uma análise sobre investimentos, devemos considerar seus os aspectos econômicos, ou seja, devemos nos preocupar com a rentabilidade. Aplicando corretamente os critérios econômicos, poderemos saber quais investimentos são rentáveis ou não. Ou ainda como poderemos aplicar dinheiro de maneira a obter maior retorno. Mas de nada adianta analisarmos a rentabilidade dos rendimentos se não possuirmos o dinheiro para aplicar, nem termos a possibilidade de conseguir �nanciamentos. Os investimentos mais rentáveis deverão ser analisados de acordo com critérios �nanceiros, os quais mostraram os efeitos do investimento na situação �nanceira da empresa, ou seja, como o investimento poderá afetar o capital de giro da empresa. Além do supracitado, existem fatores a serem analisados que não são conversíveis em dinheiro. A decisão de se implantar um projeto deve considerar três critérios relevantes: Econômico: rentabilidade do investimento; Financeiro: disponibilidade de recursos; Imponderáveis: fatores não conversíveis em dinheiro. Esse último critério trata das repercussões de um investimento que não são diretamente conversíveis em dinheiro, por isso chamado de imponderáveis. Um exemplo: investir para manter o nível de emprego. Manter a satisfação do cliente, dentre outros. Geralmente quem faz a análise desse último critério não somos nós, gestores do projeto, mas sim a alta administração da organização. De acordo com Filho e Kopittke (2008), é conveniente ter em mente que para se fazer um estudo econômico adequado, alguns princípios básicos devem ser considerados, como: Observar alternativas de investimento. De nada adianta calcular se é vantajoso comprar algo a vista se não há condição de conseguir dinheiro para isso. Expressar as alternativas sempre em dinheiro. Não há como comparar 200 horas/mensais de mão de obra com 200 Kwh de energia. Convertendo os dados REFLITA É importante entender que as técnicas de avaliação de investimentos são tão somente instrumentos de apoio à tomada de decisão. Outros fatores de decisão, como objetivos estratégicos, aspectos econômicos, políticos e gerenciais, são também relevantes na seleção de projetos de investimentos. Fonte: Puccini e Puccini (2011). em dinheiro teremos um denominador comum muito prático. Considerar apenas as alternativas. Por exemplo, numa análise para decidir sobre o tipo de motor a comprar, não é relevante saber o consumo de energia se for igual para os dois. Mensurar sempre os juros sobre o capital empregado. Sempre existe alguma maneira de empregar o dinheiro de modo que ele renda alguma coisa. Quando aplicamos o dinheiro em um projeto devemos ter certeza de ser esta a coisa mais rentável a se fazer. Não considerar o passado, pois o que interessa é o presente e o futuro. Não posso dizer: “este carro não pode ser vendido por menos que 30.000,00, pois eu gastei muito com ele em o�cina”. Isto não existe. O que realmente importa é o valor de mercado do carro. Plano de Estudo: 1. Método determinístico de Análise de Investimentos 2. Método de Valor Anual Uniforme Equivalente 3. Taxa de Atratividade (TMA) 4. Método do Valor Presente Líquido (VPL) 5. Método da Taxa Interna de Retorno (TIR) 6. Métodos não Exatos 7. Árvore de Decisão Objetivos de Aprendizagem: 1. Conhecer qual método será utilizado para Análise de Investimento 2. Conhecer uma série uniforme equivalente a todos os custos e receitas 3. Medir a Taxa Mínima de Atratividade e analisar se o investidor está obtendo ganhos �nanceiros 4. Conhecer as Vantagens e Desvantagens do Valor Presente Líquido 5. Estudar os métodos não exatos 6. Estudar a árvore de decisão Método determinísticos de análise de investimentos Para que o método de análise de um projeto seja de�nido, temos antes que de�nir qual é o objetivo da empresa que está elaborando e analisando o projeto. Não faz muito tempo, as empresas apenas pensavam no lucro ao �nal do ano ao fazerem um projeto. Porém os objetivos das empresas mudaram, assim como mudaram também os modelos de gestão com o passar dos tempos. Para uma análise sob esse enfoque, é necessário utilizarmos o conceito de “custo de recuperação do capital”. De acordo com Filho e Kopittke (2008), antigamente as empresas normalmente utilizavam a contabilidade de custos conjugada à contabilidade �nanceira. Com isso, todo investimento feito era amortizado em determinada quantidade de anos, sob a forma de depreciação. A recuperação do capital era lançada a uma taxa zero. Pelo conceito de equivalência, deve haver uma taxa tal que torne equivalente o investimento feito e sua recuperação. E é esta taxa que determina o custo do capital investido a ser lançado como despesa. Por isso é interessante que a empresa separe as contabilidades! Utilizamos três métodos de análises de investimentos que se ajustam a tais conceitos: Método do Valor Anual Uniforme Equivalente (VAUE): consiste em achar uma série uniforme equivalente a todos os custos e receitas para cada alternativa. A alternativa que tiver o maior saldo positivo é a melhor. Método do Valor Presente Líquido (VPL): calcula o valor presente equivalente das saídas de �uxo de caixa de cada alternativa, somando-o ao investimento inicial. A opção que apresentar o Valor Presente Líquido Total mais positivo é a melhor. A taxa utilizada para descontar o �uxo de caixa é a TMA REFLITA O método determinístico é um modelo matemático que resulta em um conjunto de saídas, com base no conjunto de entradas iniciais conhecidas. Fonte: Render et al. (2017). Método da Taxa Interna de Retorno (TIR): taxa para qual a saída do �uxo de caixa proveniente de um investimento é equivalente ao valor inicial investido, ou seja, é a taxa que zera os ganhos do investidor. Esse método calcula a TIR de todas as alternativas para compará-las com a TMA de�nida. Os investimentos com TIR maior que a TMA são consideráveis rentáveis. Esses métodos são equivalentes e, se bem aplicados, conduzem ao mesmo resultado. Porém cada um se adapta melhor a um determinado tipo de problema. Veremos cada um deles brevemente. CONCEITUANDO TMA: Taxa Mínima de Atratividade é a taxa a partir da qual o investidor considera que está obtendo ganhos �nanceiros. É uma taxa associada a um baixo risco, ou seja, qualquer sobra de caixa pode ser aplicada, na pior das hipóteses, na TMA. Geralmente é utilizada a SELIC (taxa básica de juros da economia), a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) e/ou a TR (Taxa Referencial). Método de valor anual uniforme equivalente (VALUE) Como já mencionado, o VALUE consiste em achar uma série uniforme equivalente a todos os custos e receitas para cada alternativa. A alternativa que tiver o maior saldo positivo é a melhor. Porém os mais utilizados são a TIR e o VPL. Como custo de oportunidade, temos o conceito de TMA que veremos adiante. A Taxa de Atratividade (TMA) Como já mencionado, ao considerarmos uma proposta de investimentos, devemos levar em conta que estamos perdendo a oportunidade de aplicarmos esses recursos em outras coisas. Por exemplo, se eu investir $ 100 mil na compra de um equipamento, eu posso ter que deixar de investir esse dinheiro em ações ou na própria poupança, e ainda quem sabe num outro projeto. Porém, como as oportunidades são várias, nós devemos levar em consideração algumas opções de fácil acesso e um tanto quanto seguras. No Brasil, para pessoas físicas, é comum a TMA ser igual à rentabilidade da poupança. Para pessoas jurídicas, a determinação da TMA émais complexa e depende do prazo do investimento ou da importância estratégica das alternativas. Agora, quando vamos fazer comparações de curto prazo, como comprar uma componente da produção hoje com desconto ou daqui a dez dias sem desconto, utilizamos a remuneração dos títulos bancários de curto prazo como os CDBs. Método do Valor Presente Líquido (VPL) De acordo com Groppelli e Nikbakht (2006), existem vantagens e desvantagens neste método. O método do valor presente líquido tem três vantagens importantes: Primeira, ele usa os �uxos de caixa em lugar dos lucros líquidos. Fluxos de caixa (lucros líquidos + depreciação) incluem a depreciação como uma fonte de fundos. Isso funciona porque a depreciação não é um desembolso de caixa no ano em que o ativo é depreciado. Ao contrário da contabilidade, no campo das �nanças considera- se o �uxo de caixa em lugar dos lucros líquidos. Portanto, a abordagem do VPL, ao contrário do método da taxa média de retorno, é consistente com a moderna teoria �nanceira. Segunda, o método do VPL, ao contrário dos métodos da taxa média de retorno e do período de amortização (payback), reconhece o valor do dinheiro no tempo. Quanto maior o tempo, maior o desconto. Ou, simpli�cando, se os �uxos de caixa de um projeto, com risco médio, são descontados a 10%, um outro projeto com um maior grau de risco deve ser descontado a uma taxa superior à de 10%. Portanto, o valor do dinheiro no tempo para um projeto está re�etido na taxa de desconto que deve ser selecionada com cuidado pelo analista �nanceiro. Geralmente, a taxa de desconto tende a se elevar caso a oferta monetária esteja escassa e haja expectativa de elevação da taxa de juros. Terceira, aceitando somente projetos com VPL positivos, a companhia também aumentará o seu valor. Um aumento no valor da companhia, na realidade, é um aumento no preço das ações ou na riqueza dos acionistas. O método do VPL do orçamento de capital deve, portanto, no �nal das contas, acarretar maior riqueza aos acionistas. Já que o objetivo da moderna administração �nanceira é aumentar, continuamente, a riqueza dos acionistas, o método do VPL deve ser visto como a técnica mais moderna de orçamento de capital. Existem, entretanto, algumas limitações à abordagem do VPL. O método supõe que a administração seja capaz de fazer previsões detalhadas dos �uxos de caixa dos anos futuros. Na realidade, entretanto, quanto maior o período, mais difícil a estimativa dos �uxos de caixa futuros. Os �uxos de caixa futuros são in�uenciados pelas vendas futuras, pelos custos da mão-de-obra, dos materiais e dos custos indiretos de fabricação, pelas taxas de juros, pelos gostos dos consumidores, pelas políticas governamentais, pelas mudanças demográ�cas etc. A superestimação ou subestimação dos �uxos de caixa futuros podem levar à aceitação de um projeto que deveria ser rejeitado, ou à rejeição de um projeto que deveria ser aceito. Além do mais, o método do VPL supõe que a taxa de desconto seja a mesma durante todo o projeto. No exemplo precedente você descontou os �uxos de caixa a 10% durante quatro anos, porém uma taxa de desconto de 10% pode não ser realista. A taxa de desconto de um projeto, tal como a taxa de juros, na realidade, muda de um ano para o outro. A taxa de desconto pode ser afetada por oportunidades de reinvestimento de �uxos de caixa futuros, pelas taxas de juros futuras e pelos custos de levantamento de novos capitais. O problema pode ser resolvido pela previsão das taxas de juros futuras e, então, pelo desconto do �uxo de caixa de cada ano futuro pela taxa de desconto prevista. Embora essa seja uma sugestão inteligente, você há de concordar que a predição de uma taxa de juros para os próximos cinco ou dez anos é tão incerta quanto os resultados de se lançar uma moeda cinco ou dez vezes! Contudo, não obstante tais limitações, o método do VPL é ainda o melhor método de orçamento de capital. Método da Taxa Interna de Retorno (TIR) De acordo com Groppelli e Nikbakht (2006), existem vantagens e desvantagens nesse método, veja a seguir. Vantagens e Desvantagens Numerosas pesquisas têm mostrado que, na prática, o método da TIR é mais utilizado que a abordagem do VPL. A razão disso pode ser atribuída à facilidade de cálculo da TIR, parecida com a TMR; porém, ao usar os �uxos de caixa e ao reconhecer o valor do dinheiro no tempo, parece-se com o VPL. Em outras palavras, embora a TIR seja fácil e compreensível, ela não possui as restrições da TMR e do período de amortização (payback), pois ambos os métodos ignoram o valor do dinheiro no tempo. O principal problema com o método da TIR é que ele, muitas vezes, fornece taxas de retorno não-realistas. Suponha uma taxa mínima de retorno de 11% e uma TIR calculada de 40%. Isso signi�ca que a administração deve aceitar imediatamente o projeto por causa da sua TIR de 40%? A resposta é não! Uma TIR de 40% implica em a companhia ter uma oportunidade de reinvestir seus �uxos de caixa futuros à taxa de 40%. Se a experiência passada e a economia indicarem que os 40% representam uma taxa não-realista para futuros investimentos, então uma TIR de 40% é suspeita. Falando francamente, uma TIR de 40% é muito boa para ser verdade! A menos que a TIR calculada seja uma taxa razoável para reinvestimento dos �uxos de caixa futuros, ela não deve servir como parâmetro de aceitação ou rejeição de um projeto. Um outro problema com o método da TIR é que ele pode fornecer diferentes taxas de retorno. Suponha que haja duas taxas de desconto (duas TIRs) que tornem o valor presente igual ao investimento inicial. Nesse caso, qual taxa deve ser usada na comparação com a taxa mínima? A �nalidade dessa pergunta não é resolver os casos em que haja diferentes TIRs, mas que você saiba que o método da TIR, não obstante sua popularidade no mundo dos negócios, apresenta mais problemas do que imagina um pro�ssional. Método não exatos Os três métodos exatos, VPL, VALUE e TIR são equivalentes e ajustam-se perfeitamente ao conceito de “equivalência” da matemática �nanceira. Alguns analistas, no entanto, ainda utilizam métodos não exatos. Não é nosso interesse nos aprofundar, mas sim passar brevemente por eles apenas para conhecimento. O principal método não exato é o do tempo de recuperação do capital investido, o famoso PAYBACK. Ele mede o tempo necessário para que o somatório das parcelas anuais seja igual ao investimento inicial. Esse método não leva em consideração a vida do investimento, e pode ser di�cultada sua aplicação quando o investimento inicial se der por mais de um ano ou quando os projetos comparados tiverem investimentos iniciais diferentes. Veja um exemplo baseado em Groppelli e Nikbakht (2006): NA PRÁTICA A Companhia ABC planeja investir num projeto que tem um desembolso inicial de $ 3.700. Ela previu que o projeto proporcionará entradas de caixa regulares de $ 1.000 no ano 1, de $ 2.000 no ano 2, de $ 1.500 no ano 3 e de $1.000 no ano 4. Se a empresa tivesse como meta um período de amortização (payback) de três anos, você recomendaria que esse projeto fosse aceito? Solução: As informações anteriores devem ser reescritas no seguinte formato: Você pode ver por essa informação que após dois anos a empresa terá recuperado $ 3.000 dos seus $ 3.700 investidos. Então, calculemos a proporção do terceiro ano que a empresa precisará para recuperar os $ 700 restantes do seu investimento inicial ($3.700 – $3.000 = $700). Para fazer isso, simplesmente dividimos os $ 700 pela entrada de caixa do terceiro ano: 700/1.500 = 0,47 Em termos redondos, 0,47 de um ano é, aproximadamente, 24 semanas (0,47 x 52 semanas = 24 semanas), perfazendo um total de 2 anos e 24 semanas antes que o investimento seja recuperado. A seguir, compare esse período de recuperação com o período-meta para ver se a empresa deve prosseguir com o investimento. Nesse caso, o período de recuperação efetivo (2 anos e 24 semanas) é menor que o período-meta de 3 anos. Portanto, o projeto é aceitável. Tabela X - título aqui ANO FLUXO DE CAIXA($) 1 1.000 2 2.000 3 1.500 4 1.000 Fonte: o autor Ainda de acordo com os autores existem vantagens e desvantagens na utilização do método. Vantagens e Desvantagens O método do período de recuperação do investimento tem várias vantagens e desvantagens. A principal vantagem é que esse método é fácil de usar. Não é necessário fazer cálculos complicados para encontrar quantos anos um projeto demora para recuperar o seu investimento inicial. O período de recuperação do investimento também é fácil entender. Portanto, quando os analistas precisam de uma medida rápida do risco, eles podem usar o método do período de recuperação para ver se o capital investido será recuperado em um período razoável de tempo. O método do período de recuperação do investimento, não obstante sua simplicidade, pode ser de valia mesmo para as maiores corporações multinacionais. Para tais empresas, eventos políticos — tais como a nacionalização de setores num país estrangeiro — são as principais fontes de risco. Em termos de possíveis eventos políticos, então, quanto menor o período de recuperação do investimento, menor o risco do projeto. O método do período de recuperação de investimento, portanto, pode ajudar as empresas a medir o risco de perder o capital em países estrangeiros. @freepik A principal desvantagem desse método é ignorar completamente o valor do dinheiro no tempo. No método do período de recuperação de investimento, não existe diferença entre o valor de uma entrada de caixa de $ 100 no primeiro ano e o mesmo montante de entrada de caixa um ano depois. Além do mais, o método do período de recuperação não leva em consideração as entradas de caixa produzidas após o período em que o investimento inicial foi recuperado. Por causa desses graves obstáculos, o método do período de recuperação de investimento não deve ser visto como uma abordagem muito boa ao orçamento de capital. Vimos os métodos convencionais mais utilizados para a análise de um projeto. De acordo com esses métodos, o trabalho do gestor seria basicamente avaliar o risco, escolher uma taxa de desconto apropriada e calcular o valor presente dos �uxos de caixa. De acordo com Samanez (2009), na prática, essa tarefa não é tão simples e vai muito além disso. Uma vez conhecidas as possíveis falhas do projeto, o gestor pode decidir se investe mais em informação, como uma melhor pesquisa de mercado, por exemplo. Pode-se decidir investir mais em um novo processo tecnológico com o objetivo de con�rmar a qualidade, durabilidade, resistência etc. Ou seja, o projeto não é algo estático! Sendo assim, abordaremos algumas técnicas usadas no planejamento e controle de um projeto de investimento, de modo que o gestor possa ter uma visão melhor da sensibilidade do empreendimento às mudanças nas principais variáveis. De acordo com Samanez (2009), para conseguir uma análise econômica robusta, deve-se examinar o impacto das diversas fontes de risco sobre o VPL do projeto. Isso pode ser feito por meio de algumas técnicas, das abordaremos nesta unidade. Árvore de decisão A árvore de decisão é uma metodologia grá�ca de veri�car as consequências de decisões atuais e futuras, bem como os eventos aleatórios relacionados. Esse método nos possibilita o entendimento e o controle de um número expressivo de problemas de investimentos sujeitos a riscos. De acordo com Samanez (2009), essa metodologia consiste num meio de mostrar a anatomia de uma decisão de investimento, assim como a interação entre decisão presente, eventos possíveis, atitudes de competidores e possíveis decisões futuras e suas consequências. Esse método aborda dois elementos essenciais para a análise real de investimentos, sendo eles a incerteza e o investimento sequencial. Vejamos a estrutura da árvore de decisão: Figura 1 - Árvore de Decisão Fonte: adaptado de Filho e Kopittke (2008). Os nós quadrados representam as decisões e os nós redondos representam nós de incerteza, ou seja, eventos aleatórios. De acordo com Filho e Kopittke (2008), nos ramos de uma árvore de decisão devem ser levados em conta: As probabilidades após os nós de incerteza Os valores de investimentos nos nós de decisão Os retornos no �nal dos ramos Veja o exemplo adaptado de Filho e Kopittke (2008): NA PRÁTICA Um vendedor ambulante está considerando a possibilidade de vender camisas esportivas. As camisas seriam compradas por $ 10.00 e vendidas por $ 35.00. Como a qualidade do material é baixa estima-se que haja 30% de perda para o vendedor ambulante. Independentemente da quantidade adquirida, seus custos de transporte e manutenção serão de $ 1000.00 por dia. As camisas não vendidas terão um valor residual de $ 2.00. A demanda diária pelas camisas depende das condições de vigilância nas ruas: se a vigilância for ostensiva, o vendedor somente consegue vender 50 camisas, vendendo 4 vezes mais se a vigilância das ruas for fraca. Caso a vigilância for média, o vendedor consegue colocar 120 camisas. As camisas só podem ser compradas em lotes pré-determinados: 80, 160, 240 ou 320 unidades. A experiência tem mostrado que há 40% de chance de que a vigilância seja fraca contra 30% de vigilância ostensiva. Em consequência ela é média 30% das vezes. Calcule: 1. Qual a quantidade de camisas que o vendedor ambulante deverá comprar para maximizar o seu lucro esperado? 2. Disponha os resultados sob forma de matriz de receitas. Solução: 1. a) Quantidade de camisas que maximiza o lucro esperado. Alternativas: 1. compra de 80 camisas 2. compra de 160 camisas 3. compra de 240 camisas 4. compra de 320 camisas Alternativa A: Custo da alternativa: 80 x 10.00 + 1000.00 = 1800.00 Camisas vendáveis: 80 x 0,7 = 56 Receitas: Para vigilância ostensiva: 50 x 35.00 + 6 x 2.00 = 1762.00 Para vigilância média: 56 x 35,00 = 1960.00 Para vigilância fraca: 56 x 35.00 = 1960.00 Receita líquida: Para vigilância ostensiva (o): 1762.00 - 1800.00 = -38.00 Para vigilância média (m): 160.00 Para vigilância fraca (f): 160.00 Calcula-se as receitas líquidas das outras alternativas de forma análoga. A árvore de decisão apresenta-se assim: As receitas líquidas esperadas são as seguintes: E(A) = 0,3 x (-38) + 0,3 x 160 + 0,4 x 160 = 100.60 E(B) = 706.20 Figura 2 - Árvore de Decisão de três etapas Fonte: adaptado de Filho e Kopittke (2008). E(C) = 836.60 E(D) = 571.00 Dessa forma, a melhor alternativa é a C, que consiste na compra de 240 camisas. Pode-se, também, apresentar o problema sob a forma de matriz de decisão: A partir destes dados pode-se, por exemplo, calcular o valor de uma informação adicional. Vamos fazer aqui uma exempli�cação, que, apesar de hipotética, pode ser utilizada para outros casos, é claro! Até quanto o vendedor ambulante poderá pagar a um hipotético policial corrupto para que lhe informe qual o tipo de vigilância que irá ocorrer com certeza? Deve-se veri�car, neste caso, qual a melhor opção quando se sabe o que vai ocorrer: Caso a vigilância seja ostensiva a melhor alternativa é a A, ou seja, o prejuízo será de $38.00. Caso a vigilância seja média a melhor alternativa é a B, com lucro de 1320. Caso a vigilância seja fraca a melhor opção é a alternativa D, com lucro de 2848. Assim, o valor esperado da receita líquida, com informação perfeita, é de: V(p) = -38 x 0,3 + 1320 x 0,3 + 2848 x 0,4 = 1523,80 Ora, o valor esperado sem essa informação era de $836,60, correspondente à alternativa C. Assim, o vendedor deve estar disposto a pagar ao policial no máximo: Quadro 2 - Matriz de Decisão Vigilância Alternativas Ostensiva Média Fraca A -38,00 160,00 160,00 B -726,00 1320,00 1320,00 C -1414,00 896,00 2480,00 D -2102,00 208,00 2848,00 P(v) 0,3 0,3 0,4 Fonte: adaptado de Filho e Kopittke (2008). 1523,80 - 836,60 = 687,20 REFLITA Esse exemplo serviu para nos mostrar que a empresa pode gastar adicionalmente no caminhar de um projeto para conseguir informações. Mas deve-se calcular exatamente qual é o máximo que ela poderá pagar, de modo que compense o investimento. Fonte: o autor.Livro Filme Análise de sensibilidade AUTORIA Antonio Carlos Lázaro Sanches Sumário Introdução 1 - A análise de cenários 2 - Processo de tomada de decisão Considerações Finais Introdução De acordo com Samanez (2009), como na projeção dos �uxos de caixa de um projeto geralmente temos que trabalhar com grande quantidade de variáveis ou fatores, torna-se importante identi�car quais deles tem um peso maior na determinação de tais �uxos. Como vimos, não podemos considerar os projetos como sendo estáticos, pois lidam com variáveis, que como o próprio nome já diz, variam ao longo do tempo e podem causar alterações nos �uxos de caixa futuros. Mas como mensurar tais alterações? Como saber como essas alterações irão afetar o andamento do meu projeto? A análise de sensibilidade permite identi�car as variáveis críticas no processo de projeção e determinação dos �uxos futuros, de modo que possamos avaliar o projeto considerando diversas hipóteses sobre o comportamento dessas variáveis. Existem duas maneiras de fazermos a análise de sensibilidade: modo unidimensional e multidimensional. Análise unidimensional: quando medimos os efeitos de cada variável separadamente. Análise multidimensional: quando analisamos os efeitos das variáveis ao mesmo tempo. Atualmente, com o avanço da tecnologia informática, podemos fazer a análise de sensibilidade em cenários que representam fenômenos econômicos que provocam movimentos em mais de uma variável de cada vez. Plano de Estudo: 1. Análise de Cenários 2. Processo de Tomada de Decisão Objetivos de Aprendizagem: 1. Analisar a sensibilidade em si, é a correlação que podem apresentar as variáveis 2. Conhecer as várias formas de Tomada de Decisão A análise de cenários Um problema da análise de sensibilidade em si é a correlação que podem apresentar as variáveis. Um número grande de vendas pode se associar facilmente a preços menores ou época de promoções. O que surgiu para melhorar a análise de sensibilidade foi uma variante desta, conhecida como análise de cenários. Na análise de cenários, ao invés da variação de um parâmetro por vez, podemos fazer variar um conjunto destes, formando assim os cenários. São atribuídos valores a cada parâmetro e após várias análises de sensibilidade podemos identi�car as variáveis- chave que, em cada cenário, determinam o sucesso e o insucesso do projeto. Vejamos o exemplo a seguir proposto por Samanez (2009): Efetue uma análise de sensibilidade (com o uso de cenários) para um projeto que requer um investimento inicial de $ 150, depreciável em 10 anos. Suponha que as informações contidas no Quadro 1 são as apresentadas pelo departamento de Marketing a respeito do mercado, da participação da empresa nesse mercado, do preço unitário de venda, do custo variável e do custo �xo para três cenários possíveis: o pessimista, o otimista e o esperado. Quadro 1 - Informações sobre os três cenários possíveis para o projeto tratado CENÁRIOS VARIÁVEL PESSIMISTA OTIMISTA ESPERADO Mercado 900 unidades/ano 1.100 unidades/ano 1.100 unidades/ano Participação 4% 16% 10% Vendas projetadas 36 unidades/ano 176 unidades/ano 100 unidades/ano Preço unitário $ 3,5/unidade $ 3,80/unidade $ 3,75/unidade Custo variável $ 3,6/unidade $ 2,75/unidade $ 3/unidade Custo �xo total $ 4/ano $ 20/ano $ 30/ano Fonte: Samanez (2009). A partir destas informações, o Quadro 2 mostra o �uxo de caixa esperado para o período de 10 anos e o VPL de cada cenário. O cálculo do VPL considerou uma taxa de desconto de 10% ao ano. No caso do cenário esperado: Como o VPL do cenário esperado é positivo, uma decisão apressada poderia recomendar o investimento. Porém, algumas dúvidas podem surgir a partir das estimativas do cenário esperado: Será que o mercado absorve 1.000 unidades por ano? Será que a empresa conseguirá abocanhar 10% desse mercado? Se os concorrentes lançarem um produto de melhor qualidade ou menor preço, o que ocorrerá? Será que o custo variável �cará realmente em torno de $ 3,00 por unidade? Quadro 2 - Fluxo de caixa esperado e o VPL de cada cenário CENÁRIO PESSIMISTA OTIMISTA ESPERADO ANO 0 ($) DO ANO 1 AO 10 ($) DO ANO 1 AO 10 ($) DO ANO 1 AO 10 ($) Investimento -150 Receitas 126 668,8 375 (-) custo variável total -129,60 -484 -300 (-) custo �xo total -40 -20 -30 (-) depreciação -15 -15 -15 Lucro antes de juros e IR -58,60 149,80 30 (-) IR (50%) 0,0 -74,90 -15 (+) depreciação 15 15 15 Fluxo de caixa livre (FCL) -150 -43,6 89,90 30 VPL (10%) -417,90 402,40 34,34 Fonte: Samanez (2009). V PL esperado = −$150, 00 +∑10 t=1 = $34, 34 $30 (1, 10) t Vimos por meio do exemplo que o projeto poderá até dar prejuízo, como no caso do cenário pessimista. Mas o que fazer então? Temos que analisar qual variável tem mais peso, ou quais variáveis. Isso quer dizer que existem algumas variáveis que causam mais impacto no projeto quando elas se alteram. Observando o quadro, podemos concluir que os parâmetros que mais podem colocar em risco o sucesso econômico do projeto são os aumentos inesperados nos custos variáveis e �xos, já que nesses casos, o VPL assume maiores valores negativos. Cabe aqui salientar que essa análise não de�ne o signi�cado de otimista e pessimista, visto que não usa probabilidades. O trabalho técnico em análise econômica de projetos exige transformar possibilidades em probabilidades. A análise também não considera a possibilidade de ocorrer variáveis interdependentes. Nesse caso, talvez fosse necessário fazer uma análise de cenários ou uma análise de sensibilidade conjunta. Quadro 3 - VPL do cenário pessimista com a mudança de uma variável de cada vez Mudança VPL Recalculado Mudança do VPL Em valor ($) Em % Diminuição de 20% na participação no mercado -413,48 -4,42 -1,06% Aumento de 20% no custo variável -577,18 -159,28 -38,11% Aumento de 20% no custo �xo unitário 467,06 -49,16 -11,76% Fonte: Samanez (2009). SAIBA MAIS Corresponde ao valor presente dos resultados esperados – positivos e negativos – do �uxo de caixa, descontando-se ao custo do capital. Custo de capital ou Taxa mínima de atratividade, representa o retorno mínimo exigido para um projeto de investimento Fonte: Galesne, Fensterseifer e Lamb (1999). Processo de tomada de decisão De acordo com Filho e Kopittke (2008), devemos ter em mente que a análise das alternativas de investimento é apenas um passo de um processo de solução de um problema. De nada adiante boa técnica de análise de alternativas se estas não forem adequadamente geradas. Segundo Krick (1971) apud Filho e Kopittke (2008), os passos básicos para o “processo do projeto” são: Formulação do problema Análise do problema Busca de alternativas Avaliação das alternativas Especi�cação da solução preferida A fase I implica em descrever de maneira geral, porém resumida, as características do problema. Por exemplo, a empresa apresentou di�culdades no escoamento da produção, pois as instalações não estão adequadas para a recente expansão das vendas. A fase II requer uma especi�cação mais pormenorizada das características desse problema, incluindo as restrições. Essa fase inclui também a de�nição dos critérios e sua ponderação para a posterior análise das alternativas. A fase III busca identi�car alternativas que atendam as especi�cações e as restrições. A fase IV consiste num confronto entre os resultados qualitativos e quantitativos através dos critérios estipulados na fase II. A fase V, �nalmente, consiste na escolha da alternativa com base na análise das fases de I a IV. Existem outras metodologias interessantes. Vejamos a que foi proposta por Kepner e Tregoe (1980) apud Filho e Kopittke (2008). De acordo com essa metodologia existem sete fases para a análise de decisão, focadas na melhor alternativa. As fases são as seguintes: Estabelecer os objetivos: resultados que se espera obter. Classi�car os objetivos: devemos classi�car os objetivos em OBRIGATÓRIOS e DESEJÁVEIS. Desenvolver alternativas dentre as quais será feita aescolha Avaliar as alternativas Exemplo de Aplicação Veja o exemplo proposto por Filho e Kopittke (2008): suponha que você tenha que decidir sobre uma melhor localização industrial. Veja os dados que você possui. A empresa que lhe contratou pretende implantar uma nova unidade de produção capaz de produzir 300 mil toneladas no ano. Essa empresa, apesar de já ter de�nida sua produção, deve se confrontar com dois problemas: a escolha adequada da tecnologia e da localização. Existem dois grandes centros consumidores para o produto em questão, os quais chamaremos de C1 e C2. Existe também um centro fornecedor de matéria prima que denominaremos MP. A matéria prima a qual o autor se refere é a principal, podendo ser encontradas as matérias primas secundárias em qualquer uma das localidades. Duas tecnologias são possíveis, A ou B. Então o problema que você tem que resolver é: Instalar-se em C1, C2 ou MP, e utilizar A ou B. Ou seja, são seis possibilidades, C1 - A; C1 - B; C2 - A; C2 - B; MP - A; MP - B. Escolher a melhor alternativa como decisão tentativa Avaliar as consequências adversas da decisão tentativa Controlar os efeitos da decisão �nal, evitando as consequências adversas e fazendo um acompanhamento adequado O centro C1 não possui tradição nesse ramo industrial. A empresa prevê, baseada em sólido estudo de mercado, que venderá 1/3 da sua produção em C2 e, 2/3 em C1. Já a fonte de matérias primas MP, possui sérios problemas de mão de obra, que exigiriam um centro de treinamento e poderiam ocasionar problemas com rotatividade de pessoal, visto que a população não está acostumada ao trabalho na indústria. Para ambas as tecnologias, os processos produtivos requerem investimentos semelhantes e o consumo de matéria prima é o mesmo, porém, com a tecnologia B o custo com matéria prima secundária seria maior. O processo A economiza nos materiais secundários, mas possui um custo de mão de obra superior, pois exige maior quali�cação. O processo A conta com perspectivas de produzir com melhor qualidade futura, pois trata-se de uma tecnologia nova. Porém existe uma certa incerteza, visto que o processo B já é testado e aprovado, apesar de mais antigo. O preço competitivo nas localidades C1 e C2 é de 2.400/t. O preço da matéria prima é de 320/t (na fonte) e o consumo é de 1,2 t/t de produto. O custo de transporte de matéria prima é de 0,16/tkm e para o produto é de 0,56/tkm. O custo dos materiais secundários é de 240/t de produto para o processo B e de 144/t para o processo A. A incidência do custo de mão de obra no processo B é de 404/t no centro C2, 456 em C1 e 488 no centro MP. Para o processo A a mão de obra é 20% mais cara. Os demais custos somam 400/t indiferentemente ao processo ou à localização. O custo de recuperação do capital é de 150 milhões/ano. MP �ca ao sul do estado, a 250 Km de C2 e a 400 Km de C1. C2 �ca no oeste do estado, a 250 Km de MP e 500 Km de C1. C1 �ca no leste do estado, a 500 Km de C2 e 400 Km de MP. C1 e C2 não possuem problemas de mão de obra, porém o centro C2, além de possuir tradição neste ramo de indústrias, possui mão de obra mais barata. Veja que você, enquanto tomador(a) de decisão, teve que organizar todos os dados referentes às possibilidades e agora deve escolher onde produzir. Seus superiores estão aguardando sua decisão de melhor localidade e tecnologia. E você, o que decidiria? Como utilizaria todos estes dados? Estabelecimento dos objetivos Produzir com máxima lucratividade possível. Ter amplas condições de crescimento. Atingir no futuro o mercado externo. Manter o padrão de inovação tecnológica. Evitar poluição ambiental. Reduzir investimento inicial. Evitar problemas com mão de obra. Evitar riscos em relação ao processo produtivo. @freepik Considere alguns fatores adicionais: 1. MP é um porto marítimo 2. A empresa, no futuro, tem o objetivo de ampliar a produção e tentar o mercado externo. 3. A empresa terá problemas de rejeitos industriais. 4. O centro C1 possui alta concentração industrial com sérios problemas de poluição ambiental. 5. O governo está criando incentivos para descentralização industrial. 6. Está prevista a construção de uma linha férrea entre MP e C2. 7. A prefeitura de MP poderá oferecer infraestrutura para a indústria. Classi�cação e ponderação dos objetivos Os objetivos podem ser classi�cados em obrigatórios e desejáveis. Colocaremos um objetivo obrigatório que será: “Produzir com lucratividade (margem de lucro sobre as receitas) mínima de 7%” Os demais objetivos e restrições serão ordenados e ponderados conforme veremos a seguir. Desenvolvimento das alternativas Como já mencionado anteriormente, seis são as possibilidades, visto que possuímos três localidades vezes duas tecnologias possíveis. Porém, antes da análise é necessário estabelecer uma matriz de custos baseados nos dados já mencionados anteriormente, calculando, assim, a lucratividade e a perda relativa sobre as receitas. Avaliação das alternativas As seis alternativas produzirão com rentabilidade acima de 7%, o que signi�ca que todas terão lucratividade, que fora nosso único objetivo obrigatório. A perda da pior alternativa quantitativa (MP-A) em relação às receitas é de apenas 2,7%. Portanto, todas as alternativas deverão ser analisadas com mais cautela, visto que a diferença entre elas não é signi�cativa. Qualquer objetivo secundário que for alcançado pode superar essa perda facilmente. Quadro 4 - Matriz de cálculo dos custos de cada combinação LOCALIZAÇÕES ALTERNATIVAS TECNOLOGIA C TECNOLOGIA B MP C1 C2 MP C1 C2 Custos Transporte de matéria-prima para 0 23.400 14.400 0 23.040 14.400 Transporte de produtos acabados para C1 44.800 0 56.000 44.800 0 56.000 Transporte de produtos acabados para C2 14.400 28.000 0 14.400 28.000 0 Subtotal 58.800 51.040 70.400 58.800 51.040 70.400 Mão de obra 175.680 164.160 145.440 146.400 136.800 121.200 Matéria-prima 115.200 115.200 115.200 115.200 115.200 115.200 Materiais secundários 43.200 43.200 43.200 72.000 72.000 72.000 Outros custos 120.000 120.000 120.000 120.000 120.000 120.000 Recuperação do capital 150.000 150.000 150.000 150.000 150.000 150.000 TOTAL DOS CUSTOS 662.880 643.600 644.240 662.400 645.040 648.800 A Receitas 720.000 720.000 720.000 720.000 720.000 720.000 B Margem de lucro 57.120 76.400 75.760 57.600 74.960 71.200 C Diferença sobre melhor alternativa (C1 A) 19.280 0 640 18.800 1.440 5.200 D Perda sobre receitas C/A 2,70% 0 0,10% 2,70% 0,20% 0,70% E Lucratividade 7,90% 10,60% 10,50% 8,00% 10,40% 9,90% Fonte: Filho e Kopittke (2008). Para tomarmos a decisão, portanto, devemos ponderar os outros objetivos e restrições. Temos que montar uma matriz de ponderação, como a que segue. Escolha da melhor alternativa em primeira tentativa Considerando-se os resultados obtidos através do confronto dos objetivos e restrições estabelecidos, a tendência é que façamos a escolha pela localização C2. Porém, como o resultado de C2 �cou parecido tanto com a tecnologia A quanto com a B, temos que fazer outra análise mais aprofundada, ou seja, das consequências adversas. Consequências adversas As duas alternativas de tecnologia para a localização C2 possuem algumas notas baixas que devemos analisar com mais atenção. Quadro 5 - Matriz de Ponderações Objetivos desejáveis Peso Tecnologia A Tecnologia B MP C1 C2 MP C1 C2 E P E P E P E P E P E P Produzir com máxima lucratividade 10 5 50 10 100 10 100 5 50 10 100 9 90 Condições de crescimento 9 5 45 5 45 10 90 5 45 5 45 10 90 Exportar futuramente 7 10 70 5 35 8 56 10 70 5 35 8 56 Inovação tecnológica 7 10 70 10 70 10 70 6 42 6 42 6 42 Evitar poluição 7 10 70 5 35 10 70 10 70 5 35 10 70 Evitar problemas de mão de obra 7 3 21 8 56 10 70 3 21 8 56 10 70 Evitar riscos no processo 5 5 25 5 25 5 25 10 50 10 50 10 50 Reduzir investimento inicial 3 30 30 5 15 5 15 10 30 5 15 5 15 Total 55 381 381 496 378 378 483 NOTA PONDERADA = total/55 6,9 6,9 9 6,9 6,98,8 Fonte: Filho e Kopittke (2008). Obs.: Produto (P) = Escore (E) x Peso Em relação à localização Ambas receberam nota 5,0 no objetivo 8, reduzir investimento inicial. Essa nota foi atribuída devido a possibilidade da localização MP oferecer incentivos à instalação. Como não existe certeza disso vir a ocorrer, uma posição mais conservadora manteria a posição C2. Em relação às tecnologias C2 - A recebeu nota baixa no objetivo 7, ao mesmo tempo que C2 - B recebeu nota baixa no objetivo 4. Ou seja, há dúvidas sobre o novo processo, em relação ao risco de operacionalizá-la, mas também ao colocarmos estaríamos possibilitando inovações tecnológicas. A escolha de A traz um risco embutido do processo não funcionar a contento. Pode- se dizer que é raro isto acontecer (probabilidade = 20%), mas com alto índice de gravidade, ou seja, se ocorrer é muito grave (90 numa escala de 0 a 100). Já a escolha de B, em troca de segurança, impossibilita grandes progressos tecnológicos, com 60% de probabilidade, porém com índice mais baixo de gravidade (20, numa escala de 0 a 100). Em suma, para essas duas possibilidades (C2 – A e C2 – B) teríamos o seguinte: Quadro 6 - Consequências adversas para cada tecnologia CONSEQUÊNCIAS ADVERSAS PROBABILIDADDE DE 0 A 1 GRAVIDADE DE 0 A 100 PXG C2 – A Processo não funcionar a contento 0,2 90 18 Impossibilidade de progressos tecnológicos 0 20 0 SUBTOTAL 18 C2 – B Processo não funcionar a contento 0 90 0 Impossibilidade de progressos tecnológicos 0,6 20 12 SUBTOTAL 12 Fonte: Filho e Kopittke (2008). Conclusão Em função das informações fornecidas, da metodologia adotada e das ponderações aplicadas, observamos uma tendência para a escolha da combinação C2 – B. Essa escolha só foi possível após diversas análises, pois quantitativamente poderíamos ter escolhido a alternativa C1 – A. Na matriz de ponderações, C2 – A passou a ser a melhor alternativa. Somente após a análise das consequências adversas é que foi possível chegar a C2 – B. É importante ressaltar que o exemplo é meramente didático. Quando for aplicado na prática, deve ser bem mais pormenorizado, estudado em conjunto com os diversos setores da empresa, para que possa ser de�nido o que seria ponto positivo e o que seria ponto negativo de cada decisão. O importante após essa exposição é perceber que as vezes a tomada de decisão, ao ser feita com a análise de apenas o que é mais positivo, não é a melhor solução. Os pontos adversos também são importantes e às vezes decisivos na escolha do gestor do projeto. Portanto, para concluirmos a nossa disciplina de Avaliação de Projetos, é importante o(a) gestor(a) ter em mente que para cada situação podem aparecer diferentes soluções. REFLITA Em que situações é necessário utilizar técnicas de análise de investimentos? Quais as técnicas mais indicadas para cada situação? Fonte: o autor Livro Prezado(a) aluno(a), Foi um grande prazer tratar de um assunto tão importante para todo o processo de gestão e �nanças corporativas, ou seja, como administrar os recursos com base na maximização do capital investido. Para isso aprendemos sobre a utilidade da matemática �nanceira em nossas vidas, a importância de se conhecer sobre taxas de juros e seus impactos em nosso cotidiano, o que são juros simples e como calcular descontos racionais ou por dentro e suas utilidades para as empresas. Estudamos sobre juros compostos e sobre descontos compostos, aprendemos que o desgaste ou perda de utilidade pelo uso dos produtos são tratados como depreciação e que isso afeta o valor dos bens ao longo do tempo. Vimos que todo investimento precisa ser analisado antes de se tomar a decisão de investir, para isso os métodos para Análise de Investimento são fundamentais. De�nir a TMA é a base para saber se o investidor está obtendo ganhos �nanceiros e, além de tudo, entender que o dinheiro perde valor com a passagem do tempo. Analisamos também a importância da criação de cenários para a tomada de decisão, o que garante uma maior certeza em relação as variáveis e alteração do projeto. Para concluir nossa apostila, deixo a vocês alguns exercícios resolvidos. Espero que este conteúdo tenha sido de grande valia para você! Um grande abraço e sucesso! Conclusão 00-Finanças corporativas 01-Matemática financeira 02-Juros compostos, descontos compostos, amortização e depreciação 03-Análise de investimentos 04-Análise de sensibilidade 05-Conclusão