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Tutoria 2.5 
1- Quais os principais e mais comuns tipos de parasitoses humanas? 
As principais parasitoses humanas causadas por protozoários são: 
• Amebiase: infecção ocasionada pela Entaboela histolytica 
• Giardíase, infecção do intestino delgado causada pelo parasita Giardia lamblia. Ocorre mais frequentemente em crianças e 
é uma das causas mais comuns de diarreia na infância 
• Tricomoníase, doença venérea transmitida através do ato sexual, causada pelo Trichomonas vaginalis. 
• Toxoplasmose, causada pelo Toxoplasma gondii. Na maioria dos casos, não provoca sintomas e a infecção grave só se 
desenvolve em pessoas com sistema imunológico enfraquecido. Se for contraída durante a gravidez, pode resultar em 
aborto espontâneo, feto natimorto ou com defeitos congênitos. 
• Doença de Chagas, ou tripanossomíase americana, causada pelo Trypanossoma cruzi. A fase aguda pode ser sintomática 
ou não e a fase crônica pode se manifestar nas formas indeterminada, cardíaca, digestiva ou cardio-digestiva. 
• Malária, causada por protozoários do gênero Plasmodium, é uma doença infecciosa febril aguda que pode ter evolução 
rápida e ser grave 
• Leishmanioses: existem aproximadamente 25 especies Leishmania parasitando mamíferos, responsáveis pelas 
leihmanioses tegumentar e visceral 
As principais doenças causadas por helmintos são: 
• Teníase, representada pela presença no intestino da Taenia solium, que pode estar contida na carne de porco, ou Taenia 
saginata, presente na carne bovina. 
• Cisticercose, ocasionada por ovos da Taenia solium que se localizam nos músculos ou no cérebro. A forma mais grave é 
quando os cisticercos estão localizados no sistema nervoso central. 
• Esquistossomose, causada pelo Schistosoma mansoni, adquirido quando a pessoa entra em contato com água onde 
existam caramujos infectados pelos vermes causadores da esquistossomose. Dentro do organismo de uma pessoa, vivem 
nas veias do mesentério e do fígado, causando sintomas. 
• Filariose, também conhecida como elefantíase, causada pela Wuchereria Bancrofti, transmitida pela picada do mosquito 
Culex quiquefasciatus (pernilongo ou muriçoca) infectado com larvas do parasita. 
• Ascaridíase: o agente etiológico é o Ascaris lumbricoides, conhecidos como lombriga ou bicha. 
• Tricuriase: Tricburis tricbiura, um helminto nematódeo, é o agente etiológico da tricuriase. 
• Ancilostomíase (amarelão): É uma doença ocasionada pelos parasitos Ancylostoma duodenale e Necator americanus 
• Enterobiase (oxiuriase): enterobus vermiculareis é a única espécie que parasita o homem, causando a enterobiose 
 
2- Biologia dos protozoários 
Os protozoários são organismos unicelulares pertencentes ao reino Protista. Eles são eucariotos, o que significa que suas células 
possuem núcleos definidos e organelas membranosas. Os protozoários são amplamente distribuídos em ambientes aquáticos e 
terrestres, e muitos deles são parasitas de plantas, animais e seres humanos. Aqui estão alguns dos principais tipos de protozoários: 
• Sarcodíneos: Amoebas: Protozoários que se movem e se alimentam por meio de pseudópodes, extensões temporárias 
de seu citoplasma. Exemplos incluem Entamoeba histolytica, causadora da amebíase. 
• Ciliados: Paramecium: Organismos caracterizados pela presença de cílios que cobrem sua superfície celular. Eles se 
movem ativamente e se alimentam de partículas através de estruturas especializadas chamadas de "boca oral." 
• Flagelados: Trypanosoma: Protozoários com uma ou mais estruturas flagelares que são responsáveis por seu movimento. 
Trypanosoma brucei, por exemplo, é o causador da doença do sono em humanos. 
• Apicomplexa: Plasmodium: Gênero de protozoários parasitas intracelulares obrigatórios que causam a malária em humanos. 
Eles têm um complexo apical especializado para a penetração nas células hospedeiras. 
• Coccídios: Cryptosporidium: Protozoário que pode causar infecções gastrointestinais em humanos. A Cryptosporidium 
parvum é um exemplo significativo. 
• Foraminíferos: Organismos marinhos que secretam conchas de carbonato de cálcio, formando depósitos no fundo do 
oceano. Apesar de não serem parasitas, são importantes para a formação de estruturas geológicas.Radiolários: Organismos 
marinhos que possuem esqueletos silicosos distintos. Eles têm uma variedade de formas e são comumente encontrados 
em ambientes oceânicos. Eles são caracterizados por sua diversidade morfológica, ciclo de vida complexo e habilidade de 
locomoção. Existem diversos tipos de protozoários, classificados com base em características como estrutura celular, 
forma de locomoção e hábitat. 
Fase 
1- trofozoítos: forma ativa do protozoário, a qual se alimenta, se reproduz e se locomove; 
2- cisto e oocisto: formas de resistência ao meio externo; 
3- gametas: forma encontrada no início da reprodução sexuada, sendo o gameta masculino denominado de microgameta e 
o feminino de macrogameta.. 
Esses organismos apresentam organelas que exercem funções vitais e podem estar relacionadas à locomoção. Assim temos: 
1- pseudópodes: organela temporária representada pelo prolongamento externo do citoplasma. Exemplo: Entamoeba 
histolytica 
2- flagelos: estrutura fina que se exterioriza em pontos definidos para cada espécie ou fase biológica. Exemplo: Trypanosoma 
cruzi, Leishmania sp; 
3- cílios: estrutura muito fina cuja composição funcional e morfológica é muito semelhante a constituição do flagelo. Exemplo: 
Balantidium coli. 
Os protozoários podem se reproduzir por dois processos básicos: assexuado e sexuado. Quanto à respiração, podem ser 
aeróbicos (quando vivem em meio rico em oxigênio) ou anaeróbicos (quando vive ambientes pobres em oxigênio, como os 
parasitos intestinais). 
Os protozoários são micro‑organismos simples que variam em tamanho de 2 a 100 μm. Possuem protoplasma envolto por uma 
membrana celular e contendo inúmeras organelas, incluindo um núcleo delimitado por membrana, um retículo endoplasmático, 
grânulos de armazenamento de nutrientes e vacúolos contráteis e digestivos. O núcleo contém cromatina agrupada ou dispersa e 
um cariossoma central. Órgãos de motilidade variam de simples extrusões citoplasmáticas ou pseudópodes a estruturas mais 
complexas, como flagelos ou cílios. O reino Protozoa compreende 13 subgrupos principais, ou filos, 7 dos quais têm importância na 
parasitologia médica 
Os Flagelados: Metamonada, Parabasalia, Percolozoa e Euglenozoa 
Previamente agrupados no antigo subfilo Mastigophora, os flagelados são agora distribuídos em quatro filos: Metamonada, 
Parabasalia, Percolozoa e Euglenozoa. Os flagelados movimentam‑se por meio de seus flagelos, que se assemelham a chicotes. O 
número e a posição dos flagelos variam grandemente nas diferentes espécies. Além disso, estruturas especializadas associadas aos 
flagelos podem produzir uma aparência morfológica característica, que pode ser útil na identificação das espécies. 
Amoebozoa 
O filo Amoebozoa, englobando as amebas, é equivalente ao antigo subfilo Sarcodina. A locomoção das amebas é realizada pela 
extrusão de pseudópodes (“falsos pés”). As amebas são fagocíticas e contêm mitocôndrias com cristas tubulares. 
Apicomplexa 
Os organismos do filo Apicomplexa são frequentemente referidos como Sporozoa ou Coccidia. O filo Apicomplexa inclui um 
grande grupo de protozoários de reprodução sexuada e formadores de esporos, com comparáveis ciclos de vida e morfologias 
semelhantes ao nível da microscopia eletrônica. Esses organismos possuem um sistema de organelas produtor de substâncias na 
extremidade apical que os auxiliam a penetrar nas células do hospedeiro e, dessa forma, tornam‑se parasitas intracelulares. 
Ciliophora 
O filo Ciliophora consiste em ciliados, incluindo uma grande variedade de espécies de vida livre e simbióticas. A locomoção dos 
ciliados envolve o movimento coordenado de fileiras de estruturas semelhantes a fios de cabelo, ou cílios. Os cílios são 
estruturalmente semelhantes aos flagelos,mas, em geral, mais curtos e numerosos. Alguns ciliados são multinucleados. O único 
ciliado parasita de seres humanos, Balantidium coli, contém dois núcleos: um macronúcleo grande e um micronúcleo pequeno. 
Stramenopila (anteriormente Chromista) 
O reino Stramenopila foi criado para acomodar diversos organismos semelhantes a plantas, na maioria algas, que originalmente 
eram quimeras entre hospedeiros biflagelados eucarióticos e algas vermelhas simbióticas que perderam seus cloroplastos ao longo 
da evolução, mas que ainda retêm elementos de seus ancestrais, as algas vermelhas. Apesar de terem previamente migrado entre 
os reinos Fungi e Protozoa, Blastocystis spp. são hoje em dia alocados no reino Stramenopila (filo Bigyra, classe Blastocystea) com 
base em análises do rRNA 18S e outras evidências moleculares. 
 
3- Biologia dos helmintos 
Filo Platyhelminthes, ou vermes achatados: Esses invertebrados têm corpo achatado ventrodorsalmente, são segmentados ou não, 
têm simetria bilateral, ausência de cavidades internas (acelomados), órgãos fixadores na extremidade anterior ou posterior do 
corpo, ausência de sistema circulatório e sistema digestivo incompleto ou ausente. 
• Morfologia- Os trematódeos apresentam corpo foliáceo não segmentado e duas ventosas, uma anterior (boca) e uma 
ventral (acetábulo). Os cestóides ou tênias têm corpo alongado e segmentado em forma de fita dividido em três partes: 
escólex (cabeça com estruturas diversas para a fixação), colo (pescoço curto e produtor de novos segmentos 
denominados proglotes) e estróbilo (conjunto de proglotes que constituem o corpo). Os monogêneos apresentam corpo 
não segmentado e estruturas de fixação localizadas geralmente na extremidade posterior do corpo (haptor). As planárias 
têm corpo foliáceo ou laminar não segmentado, tegumento ciliado, ocelos na porção anterior do corpo e boca ventral. 
• Digestão e excreção- Nos trematódeos, monogêneos e planárias, o sistema digestivo é incompleto, isto é, a boca é a 
única abertura para o exterior, e o ânus é ausente. Nos cestóides, o sistema digestivo é ausente; logo, esses helmintos 
absorvem os nutrientes diretamente do intestino dos hospedeiros, por difusão. Devido à ausência de sistema circulatório, a 
distribuição interna dos nutrientes nos platelmintos é realizada pelo mesmo processo, e a digestão pode ser intra ou 
extracelular. O sistema excretor está presente e é do tipo protonefridial. É formado por um emaranhado de túbulos com 
células especializadas localizadas nas extremidades do corpo do animal, denominadas solenócitos ou células-flama. Estas 
apresentam cílios e/ou flagelos, que promovem a movimentação dos fluidos, possibilitando a filtração. Os resíduos são 
removidos pelos ductos excretores e através do nefridióporo, poros que se abrem na superfície corporal dos platelmintos. 
• Respiração- As espécies parasitas são anaeróbicas, enquanto as de vida livre realizam trocas gasosas por difusão simples 
por meio da respiração tegumentar. 
• Ciclo e reprodução- A maioria é hermafrodita, podem se reproduzir sexuadamente ou assexuadamente. Além disso 
podem ter ciclo monoxeno (sem hospedeiros intermediários) ou heteroxeno (envolvendo um ou dois hospedeiros 
intermediários, além do hospedeiro definitivo). 
Filo Nematoda, ou vermes cilíndricos: Os de vida livre podem ser encontrados em todos os tipos de ambientes (terrestres, 
marinhos e dulcícolas), e as formas parasitárias encontram-se na maior parte do reino animal (especialmente vertebrados) e em 
plantas. 
• Morfologia- apresentam corpo cilíndrico e não segmentado, simetria bilateral, cavidades internas preenchidas por líquido 
com função de esqueleto hidrostático (pseudocelomados), ausência de sistema circulatório e de ventosas, e presença de 
sistema digestivo completo. Ao longo de todo o corpo, possuem fibras musculares dispostas longitudinalmente, permitindo 
ao animal fazer movimentos somente de flexão. Todo o corpo é revestido por uma camada acelular (cutícula) lisa (sem 
cílios) secretada pela hipoderme subjacente, o que lhe confere maior resistência corporal ao ambiente. 
• Digestão e excreção- se alimentam de substâncias do hospedeiro, como componentes do sistema circulatório (em 
animais) e seiva ou tecido vegetal (em plantas). Os nematóides apresentam sistema digestivo completo (boca, esôfago, 
intestino e ânus). A digestão é inicialmente extracelular (no lúmen intestinal) e, posteriormente, intracelular. 
• O sistema excretor pode estar presente ou ausente. Quando presente, é constituído por uma ou mais glândulas 
excretoras em forma de H (células renetes), que se comunicam com o poro excretor ventral ao nível do esôfago. 
Algumas espécies podem excretar resíduos nitrogenados (amônia). 
• Ciclo e reprodução- A maioria das espécies são dioicas e com dimorfismo sexual, sendo os machos geralmente menores 
do que as fêmeas. Algumas espécies são hermafroditas. Os machos também podem apresentar cauda recurvada 
ventralmente, bolsa copulatória ou expansões aladas da cutícula com presença ou ausência de papilas. A reprodução pode 
ser sexuada (maioria das espécies) ou assexuada (por partenogênese). O ciclo de vida dos nematoides pode ser 
monoxeno ou heteroxeno. 
Helmintos 
Os helmintos são organismos multicelulares complexos alongados e bilateralmente simétricos. Eles são consideravelmente maiores 
que os protozoários parasitas e quase sempre são macroscópicos, variando em tamanho de menos de 1 mm a 1 m ou mais. A 
superfície externa de alguns vermes é recoberta por uma cutícula protetora, a qual é acelular e pode ser lisa ou possuir 
projeções, espinhos ou tubérculos. A cobertura protetora dos vermes achatados (platelmintos) é denominada tegumento. 
Frequentemente, os helmintos possuem estruturas de fixação elaboradas, como ganchos, ventosas, dentes ou placas. Essas 
estruturas estão normalmente localizadas na região anterior e podem ser úteis na classificação e identificação dos organismos 
(Tabela 68-3). Os helmintos tipicamente apresentam sistemas nervoso e excretório primitivos. Alguns apresentam tratos 
alimentares; entretanto, nenhum apresenta sistema circulatório. Os helmintos são separados em dois filos, os Nematelmintos e os 
Platelmintos. 
• Nematelmintos O filo dos Nematelmintos consiste nos vermes cilíndricos, os quais possuem corpos cilíndricos. O sexo dos 
nematoides é separado, e esses organismos apresentam um sistema digestivo completo. Os nematelmintos podem ser 
parasitas intestinais ou infectar o sangue e os tecidos. 
• Platelmintos O filo dos Platelmintos consiste nos vermes achatados, os quais apresentam corpos que se assemelham a 
folhas ou se parecem com segmentos de fita. Os Platelmintos podem ser subsequentemente divididos em trematódeos e 
cestoides. Trematodas, ou trematódeos, apresentam corpos com aspecto de folha. A maioria é hermafrodita, com órgãos 
sexuais masculinos e femininos em um único corpo. O sistema digestivo é incompleto e apenas apresenta tubos em 
forma de saco. Os ciclos de vida são complexos; caramujos servem como primeiros hospedeiros intermediários, e outros 
animais ou plantas aquáticas atuam como segundos hospedeiros intermediários. Cestoides, ou vermes em forma de fita, 
apresentam o corpo composto de fitas de proglotes ou segmentos. Todos são hermafroditas e não apresentam sistema 
digestivo, absorvendo nutrientes através das paredes do corpo. Os ciclos de vida de alguns cestoides são simples e 
diretos, enquanto os de outros são complexos e requerem um ou mais hospedeiros 
 
 
 
 
4- Ciclo biológico da ascaridíase 
O ciclo evolutivo do A. lumbricoides (Figura 42.1) é monoxênico, isto é, envolve apenas um hospedeiro. A fecundação dos milhares 
de óvulos produzidos diariamente pela fêmea ocorre por meio da cópula com o verme masculino. Os ovos, ainda não 
embrionados, são liberados através das fezes para o ambiente, onde se tornam embrionados caso este ofereça condições 
favoráveis, como: temperaturas em tornode 27°C, com variações de aproximadamente 3°C para cima ou para baixo; umidade e 
presença de oxigênio. Os ovos embrionados dão origem ao primeiro estágio larval (L1) em cerca de 15 dias; após mais 7 dias, 
acontece a evolução para o segundo estágio larval (L2). Nessas duas primeiras etapas, as larvas são rabditoides e ainda não são 
infectantes. Somente após a evolução para o terceiro estágio (L3), que é filarioide, as estruturas larvares tornam-se infectantes, 
podendo permanecer no solo por até sete anos. Para que isso aconteça, a larva, ainda no interior do ovo, reduz significativamente 
seu metabolismo e somente completa o seu ciclo quando deglutida (Neto, 2008; CDC, 2018; Hinrichsen, 2009). 
Após a ingestão, os ovos (Figura 42.2) atravessam o tubo gastrintestinal, para eclodir ao chegarem no intestino delgado. O 
rompimento do ovo ocorre devido às condições ambientais encontradas no local. Sobre isso, pode-se citar o papel das substâncias 
contidas na bile, da temperatura, do pH e, principalmente, da concentração de dióxido de carbono. As larvas L3, após saírem do 
ovo, migram para o intestino grosso e alcançam as correntes linfática e sanguínea após atravessarem a parede intestinal na altura 
do ceco. Em seguida, migram na direção dos pulmões, ao passarem, sequencialmente, pela circulação porta, pelo fígado, pela veia 
cava inferior, pelo coração e pela artéria pulmonar. Nos pulmões, essas larvas sofrem nova mudança e evoluem para L4, estágio 
que é alcançado em média cerca de 8 dias após a ingestão dos ovos. As larvas L4 então rompem os capilares pulmonares, 
ganhando acesso aos alvéolos, local onde elas amadurecem de L4 para L5. Dos alvéolos, as larvas L5 migram, sequencialmente, 
em direção à faringe, passando pela árvore brônquica, traqueia e laringe. Nesse ponto, elas são envolvidas pelo muco ali existente, 
o que lhes confere resistência ao ambiente ácido do estômago. Podem, então, ser expelidas do hospedeiro, a partir do reflexo da 
tosse, ou deglutidas. Nesse caso, quando chegam ao intestino delgado, se fixam e amadurecem dando lugar às formas adultas, 
concluindo seu ciclo biológico (CDC, 2018; Neto, 2008; Neves, 2009; 2013; Hinrichsen, 2009). 
Da ingestão dos ovos até o desenvolvimento do A. lumbricoides em sua forma adulta, o hiato de tempo necessário é de 
aproximadamente 60 dias. A longevidade observada desse helminto varia de 1 a 2 anos, a depender da interferência do ambiente 
(Neto, 2008; Rey, 2008; Gryschek et al., 2015). 
 
 
5- O que é tenesmo retal? 
O tenesmo retal consiste na vontade constante de defecar sem que haja eliminação de fezes. Também provoca a sensação de 
evacuação incompleta, que pode estar acompanhada de sintomas como dor e cólica abdominal. Normalmente, o problema também 
está acompanhado de sintomas de ansiedade. 
Os principais sintomas de tenesmo são: 
• Sensação de constante necessidade de evacuar 
• Sensação de evacuação incompleta 
• Dor e cólica abdominal 
• Dor no reto 
• Dependendo da causa do tenesmo, o paciente também pode apresentar outros sintomas, como febre, perda de apetite, 
náuseas e vômitos e a presença de sangue nas fezes. 
Tenesmo retal é uma vontade intensa de evacuar, mas a sensação é de não ocorrer esvaziamento completo ou nem ocorrer a 
evacuação. Pode acontecer em períodos específicos ou ser um quadro prolongado. 
O tenesmo pode ser causado por diferentes doenças ou condições, como: 
• doenças inflamatórias do intestino (como a colite ulcerativa e a doença de Crohn); 
• tumores do reto ou do cólon 
• amebíase; 
• doença celíaca; 
• diverticulite; 
• doença diverticular; 
• disfunção do piso pélvico; 
• síndrome do cólon irritável; 
• fissura anal 
6- Como os parasitas agem no corpo humano? 
1- Ação Espoliativa: Quando o parasito absorve nutriente ou sangue do hospedeiro. Deixam pontos hemorrágicos na 
mucosa, quando abandonam o local da sucção; 
2- Ação Tóxica: Algumas espécies produzem enzimas ou metabólitos que podem lesar o hospedeiro; 
3- Ação Mecânica: Algumas espécies podem impedir o fluxo de alimento, bile ou absorção alimentar; 
4- Ação Traumática: É provocada, principalmente, por formas larvárias de helmintos outro exemplo é o rompimento das 
hemácias pelos Plasmodium; 
5- Ação Irritativa: Deve-se a presença constante do parasito que, sem produzir lesões traumáticas, irrita olocal parasitado; 
6- Ação Enzimática: A ação da E. histolytica ou dos Ancylostomatidae para lesar o epitélio intestinal e, assim, obter alimentos 
assimiláveis etc; 
7- Ação Anóxia: Qualquer parasito que consuma o O2, da hemoglobina, ou produza anemia, é capaz de provocar uma 
anóxia generalizada 
 
 
8- Quais os sintomas de uma parasitose? 
Distúrbios gastrointestinais: 
• Diarreia frequente. 
• Constipação. 
• Dor abdominal. 
• Náuseas e vômitos. 
• Perda de peso inexplicada: 
• Algumas parasitoses podem levar a uma redução na absorção de nutrientes, resultando em perda de peso não 
intencional. 
Fadiga e fraqueza: A desnutrição associada à perda de nutrientes pode levar à fadiga e fraqueza. 
Anemia: Algumas parasitoses, especialmente aquelas causadas por vermes intestinais, podem causar anemia devido à perda de 
sangue ou à competição por nutrientes. 
Coceira anal: Comum em infestações por vermes como o Enterobius vermicularis (oxiúros). 
Urticária ou erupções cutâneas: Algumas infecções parasitárias podem desencadear reações alérgicas na pele, resultando em 
coceira, urticária ou erupções cutâneas. 
Febre: Pode ocorrer em infecções parasitárias agudas ou em casos mais graves. 
Problemas respiratórios: Em infecções pulmonares por parasitas, podem ocorrer sintomas como tosse, dificuldade respiratória e dor 
no peito. 
Dor muscular e articular: Alguns parasitas, como o causador da doença de Chagas, podem causar dor muscular e articular. 
Irritação ocular: Alguns parasitas podem afetar os olhos, causando irritação, vermelhidão e, em casos mais graves, problemas de 
visão. 
Alterações no sistema nervoso: Em infecções mais graves ou em estágios avançados, parasitas podem afetar o sistema nervoso, 
levando a sintomas como convulsões, confusão e alterações de comportamento. 
9- Medidas profilática para se prevenir uma parasitose? 
Para o controle dessas doenças, é necessário mudar o comportamento da população em risco, de forma a reduzir a poluição do 
meio ambiente e a reinfecção da população. As medidas gerais de educação em saúde e saneamento deverão assegurar 
implantação de medidas gerais e individuais tais como: 
• Uso de instalações sanitárias adequadas, com tratamento adequado dos dejetos, a fim de que impeça realmente a 
poluição das superfícies; 
• Tratamento adequado da água; 
• Inspeção sanitária da carne visando reduzir o consumo de carne contaminada; 
• Coibir a irrigação de hortas e pomares com água de rios e córregos, que recebam esgoto ou outras fontes de águas 
contaminadas; 
• Impedir o acesso dos suínos/bovinos às fezes humanas ou à água e alimentos contaminados com material fecal; 
• Tratamento dos doentes e de todas as pessoas da família, se necessário. evitando que esses sejam fontes de infecção; 
• Educar a população sobre as parasitoses intestinais e suas formas de transmissão; 
• Lavar bem as mãos antes de comer ou de manusear alimentos, após defecar ou após contato com terra; 
• Lavar cuidadosamente frutas e legumes que serão ingeridos crus; (colocar em de solução clorada ou de hipoclorito de 
sódio – colocar uma colher de sopa para um litro de água e deixar os alimentos por 20 minutos); 
• Proteção de alimentos contra poeira, insetos ou outros animais que possam ser usados como vetor mecânico para esses 
parasitas; 
• Uso de calçados; 
• Manter as unhas aparadas rente aos dedos, para evitar acúmulo de material contaminado; 
• Evitar coçar a região anal desnuda e levar as mãos à boca; 
• Lavagem e cuidados adequados com a roupa íntima,toalhas de banho e roupas de cama; 
• Cozinhar bem a carne de porco ou mantê-la em refrigeração a -20°C por 12 a 24 horas; 
• Não entrar em águas suspeitas de contaminação. 
• Prevenção de parasitas adquiridos através da pele 
As medidas que ajudam a proteger contra picadas de inseto incluem: 
• Usar inseticida (permetrina ou piretrina) em spray nas casas e no lado de fora das casas. 
• Colocar telas em portas e janelas 
• Usar mosquiteiros sobre as camas impregnados de permetrina ou piretrina 
• Aplicar repelentes contra insetos contendo DEET (dietiltoluamida) em áreas expostas da pele 
• Usar calças compridas e camisas de manga comprida, principalmente entre o anoitecer e o amanhecer, para proteção 
contra as picadas de insetos 
• Se a exposição a insetos for provavelmente longa ou envolver muitos insetos, aplicar permetrina nas roupas antes de 
usá-las 
 
 
 
10- Medidas terapêuticas para o tratamento de parasitoses? 
O tratamento da parasitose varia dependendo do tipo específico de parasita envolvido. As medidas terapêuticas podem incluir 
medicamentos antiparasitários específicos, suporte sintomático e, em alguns casos, medidas preventivas. Aqui estão algumas 
abordagens comuns para o tratamento de parasitoses: 
Medicamentos Antiparasitários 
• Protozoários: Medicamentos como metronidazol, tinidazol, atovaquona-proguanil, e outros podem ser prescritos, 
dependendo do tipo de protozoário causador da infecção. 
• Helmintos (vermes): Albendazol, mebendazol, praziquantel, ivermectina e outros são exemplos de medicamentos usados 
para tratar infecções helmínticas. 
Antibióticos: Em casos de infecções bacterianas associadas a parasitoses, como a infecção secundária por bactérias, pode ser 
necessário o uso de antibióticos específicos. 
Suporte Sintomático: 
• Controle dos sintomas, como uso de analgésicos para aliviar dor, medicamentos antipiréticos para febre, e antieméticos 
para náuseas e vômitos. 
• Rehidratação oral ou intravenosa em casos de desidratação causada por diarreia severa. 
Tratamento de Complicações: Algumas parasitoses podem causar complicações específicas que requerem tratamento adicional. 
Por exemplo, a terapia de suporte para problemas hepáticos em casos de infecção por Schistosoma. 
Medidas Preventivas: 
• Educação sobre práticas de higiene pessoal, saneamento básico e segurança alimentar. 
• Uso de água potável e alimentos bem cozidos para prevenir a ingestão de ovos ou cistos de parasitas. 
• Medidas de controle de vetores para prevenir infecções transmitidas por insetos. 
Monitoramento e Acompanhamento: Acompanhamento médico para monitorar a resposta ao tratamento e garantir a resolução 
completa da infecção. Exames de acompanhamento para verificar a ausência de parasitas no corpo 
11- Qual a resposta imunológica do organismo contra os parasitas? Eosinófilos, IgE 
É a primeira linha de defesa mediada, principalmente, pelos macrófagos e outras células fagocíticas. Essas células têm receptores 
de reconhecimento padrão (PRR) que reconhecem padrões moleculares associados aos patógenos (PAMPs) na superfície dos 
protozoários. Assim, diversos efeitos imunológicos são estimulados, no intuito de eliminar o que não é próprio do organismo. A 
fagocitose é acompanhada por um aumento do consumo de oxigênio e isso ativa a enzima NADPH oxidase na membrana 
plasmática é ativada, transferindo prótons da NADPH para o oxigênio molecular, formando radicais altamente tóxicos como 
superóxido, peróxido de hidrogênio e radicais hidroxila. Outro mecanismo é a acidificação da vesícula formada pela fusão entre 
fagossomo e endossomo pela ATPase. Além disso, há a produção de citocinas e a estimulação das células natural killer. 
Imunidade adaptativa: Acontece com a apresentação de antígenos pelas moléculas do complexo principal de histocompatibilidade 
(MHC), podendo estimular a resposta celular tanto via linfócitos T CD8 (citotóxicos) como via linfócitos T CD4 (auxiliares). 
O curso da infecção depende da ativação de um dos subgrupos das células T CD4+, Th1 ou Th2, os quais diferem no padrão de 
citocinas secretadas. Geralmente, a produção de interleucina (IL)-12 direciona a expansão de células Th1, que produzem interferona 
gama (IFN-γ). Esta, por sua vez, ativa macrófagos a produzirem óxido nítrico (NO), que, consequentemente, mata os parasitos 
intracelulares. Por outro lado, a produção de IL-4 direciona o desenvolvimento de células Th2, que geralmente estão relacionadas 
com a suscetibilidade à infecção. Essas células produzem IL-4, que pode inibir a síntese de NO por macrófagos, permitindo a 
sobrevivência e a multiplicação dos parasitos. 
As células T CD8 são protetoras contra patógenos por meio de dois mecanismos: produção de citocinas, como IFN-©, fator de 
necrose tumoral alfa (TNF-〈) e linfotoxina, e por meio da lise das células infectadas. A produção de citocinas pode ter 
consequências locais e sistêmicas, enquanto a atividade citolítica é direta, pelo contato da célula infectada com a célula efetora. As 
células T CD8 induzem a citólise das células infectadas pela liberação de grânulos líticos (granzimas e perforinas), que formam 
poros na membrana celular e provocam apoptose da célula infectada (indução de morte celular programada). 
A produção de anticorpos e a ativação do sistema complemento podem acontecer; no entanto, não são eficazes para controlar o 
desenvolvimento parasitário, haja vista o padrão intracelular de infecção dos protozoários. 
 
 
Eosinófilos 
Os eosinófilos são granulócitos muito eficientes no combate às infecções, tem uma ação antiparasitária voltada principalmente para 
os helmintos, tendo uma das respostas potencialmente fortes e eficientes do organismo. São reunidos em locais de infecções por 
parasitas e reações alérgicas através de moléculas de adesão e quimosinas. Seu mecanismo de ação ocorre através de 
citotoxidade mediadas por células que depende de anticorpos, tendo participação do FceRI, que é um receptor de IgE 
(CRUVINEL,et al., 2010) 
Os Helmintos (vermes) são organismos pluricelulares (metazoários), parasita de plantas e animais, incluindo o homem. Possuem dois 
ramos ou filos no reino animal: os Platyhelminthes, vermes achatados, em forma de fita; e os Nemathelminthes, vermes cilíndricos, 
com tubo digestivo completo. Fazem parte dessas famílias o Hyminolepis nana, Taenia solium, Taenia saginata, Schistosoma 
mansoni (Platyhelminthes); Ascaris lumbricooides, Enterobius vermicularis, Trichuris trichiura, Ancilostoma duodenales, Necator 
americanus, Strongyloides stercoralis (Nemathelminthes) entre outros. Cada um desses vermes possui seu ciclo, no qual o 
hospedeiro depois de infectado abriga as formas sexuadas adultas eliminando seus ovos nas fezes (CASTINHEIRAS; MARTINS, 
2003). 
Em relação à imunidade inata contra helmintos, à fagocitose por macrófago ou neutrófilos é impossível por causa do tamanho da 
larva, sendo necessária uma estratégia diferente do sistema imune inato para eliminar o patógeno (YAOCHITE, 2012). As células T 
CD4+ ou T CD8+ do tipo 2 da imunidade adaptativa são produtoras de citocinas do tipo IL-4, IL-5 e IL-13 no qual uma das funções 
é induzir os linfócitos B para a produção de anticorpos, que nesse caso é do tipo principalmente de IgE, mas também IgA e IgG 
que vão ativar os eosinófilos, os mastócitos e basófilos, que são fundamentais na defesa contra helmintos 
Durante o processo, os anticorpos produzidos se ligam aos patógenos revestindo toda a extensão de sua membrana, em seguida 
os eosinófilos reconhecem esses anticorpos se aderindo pela ligação do FcεRI com a IgE ligada ao antígeno alvo, liberando seus 
grânulos citoplasmáticos. Depois de ativados, os grânulos catiônicos eosinófilos liberados pelos eosinófilos induzem uma inflamação 
devido a essa liberação. Esses grânulos são compostos por peroxidase eosinofilia, proteína catiônica eosinofilia, proteína básica 
principal e neurotoxina derivada de eosinófilos, que tem enorme potencial citotóxico nos parasitas (CRUVINEL et al.,2010) Como 
mostra a figura 3. 
A proteína catiônica eosinofilia(ECP) é bactericida, promove a degranulação dos mastócitos e é tóxico para os parasitas do tipo 
helmintos. Seu mecanismo de ação envolve a formação de poros na membrana-alvo que permite a entrada de outros 
componentes citotóxicos, além disso, ela também inibe a proliferação de linfócitos T e suprime a produção de anticorpos pelos 
linfócitos B avisando para encerrar a produção. A peroxidase eosinofilia induz a formação e espécie reativa de oxigênio (EROs) e 
óxido nítrico (NO), isso promove um estresse na célula, chamado de estresse oxidativo, levando a célula a morte por apoptose e 
necrose 
Os eosinófilos também tem uma capacidade de destruir esquistossomos por meio da citotoxicidade celular dependente de 
anticorpo (OLIVEIRA, 2011). Um tipo de defesa dos helmintos é que eles induzem a produção de vários anticorpos policlonais não 
específico do parasita e muito pouco específico contra o parasita, protegendo assim o helminto da degranulação mediada por IgE 
dos eosinófilos, mastócitos e basófilos (ERB, 2007). 
Mastócitos 
Os mastócitos são também granulócitos vindos de progenitores hematopoiéticos na medula óssea. Normalmente não são 
encontrados na circulação. Os mastócitos já maduros têm forma estratégica de distribuição sob o epitélio da pele e mucosas, junto 
aos vasos sanguíneos e nervos, estão em grande maioria em áreas que ficam em contato com o meio ambiente (CRUVINEL et al., 
2010). 
Os mastócitos, em sua estrutura, possuem uma com membrana receptores de alta afinidade para a imunoglobulina E (IgE). Altas 
quantidades desse receptor são encontradas em mastócitos e basófilos, quantidades menores são encontradas nos eosinófilos, 
células dendríticas, monócitos e 30% das células B. A maior parte dos IgE que se localiza nos tecidos está ligada ao receptor Fcε
RI dos macrófagos. A ligação cruzada dos IgE pré-formados ligado aos receptores FcεRI com os antígenos, gera uma liberação e 
a produção de uma série de mediadores a partir da ativação de varias tirosina-quinase (RECH; GRAÇA, 2006). 
Em defesa, os mastócitos possui uma ótima capacidade de degranulação, principalmente contra o Schistosoma mansoni (helminto). 
A ativação dependente de FcεRI tem uma participação crucial da resposta imune adquirida em termos de produção de 
anticorpos e citocinas. Os linfócitos TCD4+ ou TCD8+ do tipo 2 produzem citocinas como IL-4, IL-5 e IL-10, que tem como uma 
de suas várias funções a ativação de linfócitos B para produção de anticorpos. Os anticorpos do tipo IgE circulantes se ligam aos 
basófilos e/ou mastócitos, no qual iram produzir histamina e outros mediadores que levam a destruição dos helmintos pela liberação 
de seus grânulos citoplasmáticos (OLIVEIRA, 2011). 
 
12- Conceituar hospedeiro definitivo, intermediário, reservatório natural. (Entender trichuris) 
• O hospedeiro definitivo é aquele em que o ciclo sexuado do parasita ocorre, ou aquele em que o patógeno adulto está 
presente. Já o hospedeiro intermediário é aquele em que o ciclo assexuado do parasita ocorre, ou aquele em que a 
forma larvária está presente. 
• Hospedeiro Intermediário: não possui um hospedeiro intermediário na sua biologia. O ciclo de vida desse parasita é direto, 
envolvendo apenas o hospedeiro definitivo. 
• Reservatório Natural: não possui uma população específica de animais que funcione como reservatório natural. A infecção 
ocorre predominantemente entre seres humanos. No entanto, em termos de epidemiologia, comunidades com más 
condições sanitárias e higiênicas podem servir como fonte de infecção contínua, contribuindo para a persistência do 
parasita. 
 
Hospedeiro definitivo: é o que apresenta o parasito em sua fase de maturidade ou em fase de reprodução sexuada. 
• Ex.: o hospedeiro definitivo do Plasmodium é o Anopheles; os hospedeiros definitivos do S. mansoni são os humanos. 
Hospedeiro intermediário: é aquele que apresenta o parasito em sua fase larvária ou assexuada. Ex.: o caramujo é o hospedeiro 
intermediário do S. mansoni. 
Hospedeiro paratênico ou de transporte: é o hospedeiro intermediário no qual o parasito não sofre desenvolvimento ou 
reprodução, mas permanece viável até atingir novo hospedeiro definitivo. 
• Ex.: peixes maiores, que ingerem peixes menores contendo larvas plerocercóides de Diphyllobotrium, que simplesmente 
transportam essas larvas até que os humanos as ingiram (os humanos preferem comer crus os peixes maiores...) . 
Um reservatório natural de um parasita refere-se a uma população de organismos em que o parasita pode viver e reproduzir-se 
sem causar danos significativos. Esse reservatório pode incluir animais ou humanos que abrigam o parasita, muitas vezes sem 
apresentar sintomas da infecção. Essa relação é crucial para a persistência e transmissão do parasita na natureza. 
 
TRICHURIS 
Triturasse é uma infecção causada por um parasita chamado Trichuris trichiura, uma espécie de nematódeo do gênero Trichuris 
comumente encontrado no Intestino Grosso dos pacientes. 
Formas evolutivas 
• Adultos: Parecem chicotes com uma extremidade anterior extremamente afilada e outra região mais alargada, considerada 
posterior, onde estão presentes os orgãos sexuais femininos e masculinos. Ele possui esticócitos que são glândulas 
esofagianas importantes para degradar o tecido intestinal permitindo a alimentação desses adultos por sangue, anticorpos 
e líquidos intersticiais. O macho tem uma extremidade posterior enrolada (encurvada) que serve para se fixar a fêmea 
(com extremidade posterior normal) durante a copula. Ambos vivem a nível de intestino grosso ou delgado 
• Ovo: Tem um formato elíptico com extremidade repleta de poros lipídicos onde vai ocorrer eclosão da larva. É revestido 
por uma membrana tripla, sendo não embrionando precisando do meio ambiente para se maturar e evoluir para a forma 
infectante. As condições favoráveis para esse desenvolvimento são: solo argiloso ou arenoso, com umidade elevada, 
temperatura de 25 – 30 mas sem exposição ao sol. 
Ciclo Biológico: Os ovos são eliminados com as fezes e demoram cerca de 13 a 20 dias para se tornar infectantes. O ovo larvado é 
ingerido pelo homem e então, quando entra em contanto com fatores favoráveis como pH, CO2, sais biliares, presentes nos sucos 
digestivos acaba liberando as larvas L1 que vão sofrer várias mudanças e dentro de 90 dias pós contaminação tornam-se vermes 
adultos que vão iniciar a oviposição. 
Esse processo ocorre quando a larva L1 invade a mucosa das criptas cecais formando tuneis sinuoso para maturar. Quando se 
maturam, colocam a parte mais robusta na luz intestinal de forma a permitir a copulação. Com a copulação liberam ovos que saem 
com o bolo fecal. No meio ambiente ele se matura podendo infectar novos hospedeiros. 
 
O Trichuris trichiura, causador da tricuríase em humanos, tem um ciclo de vida complexo. O ser humano é o hospedeiro definitivo, 
onde os vermes adultos habitam o intestino grosso. Os ovos, liberados nas fezes humanas, precisam de um período de maturação 
no solo para se tornarem infectantes. 
O solo contaminado serve como ambiente externo e não como um hospedeiro no sentido clássico. No entanto, considerando o 
ciclo de vida, o solo desempenha um papel crucial como meio de transporte para os ovos infectantes. Portanto, o solo 
contaminado atua como um ambiente intermediário para a maturação dos ovos. 
Não há um hospedeiro intermediário clássico no ciclo de vida do Trichuris trichiura, pois o desenvolvimento dos estágios 
infectantes ocorre no ambiente externo (solo). Portanto, o ser humano é o hospedeiro definitivo, o solo é o ambiente 
intermediário, e o próprio ser humano, ao eliminar os ovos nas fezes, contribui para a contaminação do solo, completando o ciclo 
de vida.

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