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Unidade 1 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação DEFINIÇÕES DE CONTENÇÃO DOS INCÊNDIOS Professora : Dra. Ana Elisa Lavezo Objetivos de aprendizagem Entender a teoria do fogo e, desta forma, como o fogo se inicia. Compreender o princípio da combustão, sabendo identificar os tipos de combustão quanto à velocidade, reação química e porcentagem de oxigênio. Entender que os combustíveis possuem três temperaturas importantes e distintas. Identificar os tipos das classes e a proporção dos incêndios. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial Plano de estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: Teoria do Fogo. Princípio da Combustão. Pontos Notáveis. Classificação dos incêndios. Introdução Prezado(a) aluno(a)! Animados? Vamos iniciar nosso estudo sobre proteção contra incêndios e explosões, a partir dele o(a) acadêmico(a) conseguirá entender como o fogo se propaga e se extingue, veremos a norma regulamentadora e os códigos dos bombeiros que deveremos seguir, diante disso os objetivos para esse estudo são: identificar como o incêndio se propaga, entender como os incêndios podem ser extintos, compreender quais são os mecanismos que podem ser utilizados para conter os incêndios e entender a norma regulamentadora sobre incêndios. Para isso, dividimos nosso estudo nas seguintes aulas: formas de propagação, formas de extinção, compreender quais são os mecanismos que podem ser utilizados para conter os incêndios e entender a norma regulamentadora sobre incêndios. Inicialmente, apresentaremos as formas de propagação dos incêndios; é muito importante sabermos como ocorre a propagação dos incêndios, pois dessa forma sabermos como é possível a extinção. As formas que iremos estudar serão: condução, convecção e irradiação. Na sequência, apresentaremos as formas de extinção dos incêndios; devemos lembrar o tetraedro do fogo para estudarmos a extinção, pois ela consiste na retirada de um dos elementos do tetraedro. As formas de extinção que iremos estudar serão: isolamento, resfriamento, abafamento e extinção química. Continuando nossos estudos, iremos estudar como se dá a classificação das edificações que dependerá do material da construção da edificação, além das classes de riscos determinadas pelo corpo de bombeiros e o tipo de isola- mento das edificações. Para finalizar, estudaremos a norma regulamentadora – NR 23; a partir dela, é possível determinar quais são os principais pontos para os quais a norma exige regulamentações, a norma recomenda a utilização do código dos bombeiros de cada estado para que as edificações estejam adequadamente nas normas. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://getfireshot.com Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 Unidade 1 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Teoria do fogo Neste estudo, iniciaremos discutindo sobre a importância da prevenção contra os incêndios. Gostaria que vocês percebessem como somos omissos em alguns pontos em relação aos incêndios, pois sabemos que, como qualquer acidente, este só ocorrerá se tivermos uma sequência de erros que resultará nele. Vejamos: você quando pequeno teve instruções de como se deve proceder em caso de emergência? Posso garantir a você que a maioria não teve nenhuma instrução, e pior: ainda existem inúmeras pessoas que não fazem ideia de como os incêndios se iniciam e muito menos como deve-se extingui-los em seu princípio, por isso que muitos incêndios que poderiam ser contidos em seu princípio se propagam e por fim se tornam grandes incêndios, às vezes com várias vítimas. O problema de uma empresa ou indústria que não tem uma consciência de prevenção aos incêndios é que quando ocorre um acidente, não sabem como proceder, o que devem fazer primeiro, e esses minutos iniciais que são desperdiçados tentando entender o que ocorreu e o que é preciso fazer podem ser os minutos que faltarão para que se salve a todos ou os minutos em que conseguiriam extinguir o incêndio em seu princípio. Desta forma, essa disciplina traz para vocês a realidade de como ocorrem os incêndios, quais são as atitudes que se deve tomar para a sua extinção rápida ou, se não for possível, como deve-se proceder para a retirada das pessoas em segurança. Vamos abordar um fato igualmente importante que são os equipamentos de combate aos incêndios, que devem estar sempre desobstruídos e sinalizados para que, quando for necessária a utilização, os brigadistas ou funcionários possam utilizá-los com facilidade. Deve-se possuir, também, uma brigada de incêndio treinada e atuante, ou seja, se necessário a brigada consegue tomar decisões importantes, como a necessidade a evacuação ou por onde deve-se começar a extinção do incêndio. Desta forma, vamos iniciar nosso estudo explicando quais são as condições necessárias e suficientes para que o fogo se inicie. Para que possamos ter respaldo bibliográfico, utilizaremos os Códigos dos Bombeiros do Estado do Paraná e o Código dos Bombeiros do Estado de São Paulo como base para nossos estudos, portanto, iniciaremos com as definições de fogo, combustão, incêndio e explosão contidas no CSCIP-CB/PMPR, NPT 003 – Terminologia de Segurança Contra Incêndio. De acordo com a definição do fogo, é possível entender que para que ele exista, é necessário que possua todos os elementos e que estes estejam em condições adequadas, por exemplo, o combustível com a quantidade de calor necessária para mudar de estado físico, o mínimo de oxigênio, e que haja uma faísca para dar o início ao processo. O fogo é uma combustão com controle, ou seja, é possível extingui-lo quando quisermos. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial Fogo é a resultante de uma reação química de oxidação (processo de combustão), caracterizada pela emissão de calor, luz e gases tóxicos. Para que o fogo exista, é necessária a presença de quatro elementos: combustível, comburente (normalmente o Oxigênio), calor e reação em cadeia (CSCIP-CB/PMPR, 2016, p. 23). Agora vamos entender a definição de combustão que é muito importante para podermos entender o fato dos combustíveis queimarem. Combustão é a ação de queimar ou arder. Estado de um corpo que queima, produzindo calor e luz. Oxidação forte com produção de calor e normalmente de chama (não obrigatoriamente). Reação química que resulta da combinação de um elemento combustível com o oxigênio (comburente), com intensa produção de energia calorífica e, não obrigatoriamente, de chama (CSCIP-CB/PMPR, 2016, p. 10). A combustão é a queima propriamente dita, ou seja, o ato que determinado combustível, nas condições de temperatura e quantidade de oxigênio adequadas, possui de queimar, seja controlado ou não. Vamos entender quando essa combustão foge do controle como o seguinte nome: “Incêndio: é o fogo sem controle, intenso, o qual causa danos e prejuízos à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio”(CSCIP-CB/PMPR, 2016, p. 26). Temos que lembrar também que existem situações em que não ocorre o incêndio e sim a explosão, que é um fenômeno com uma velocidade maior que a do incêndio. “Explosão: fenômeno acompanhado de rápida expansão de umsistema de gases, seguida de uma rápida elevação na pressão; seus principais efeitos são o desenvolvimento de uma onda de choque e ruído” (CSCIP-CB/PMPR, 2016, p. 22). A partir dessas definições, vamos estudar como o fogo, que é um fenômeno sobre controle, ocorre e quais são os elementos necessários para que este fenômeno exista. Os elementos necessários para que o fogo exista inicialmente são: combustível, comburente e fonte de calor, formando o triângulo do fogo. Com o passar dos anos, percebeu-se que havia incêndios que somente o triângulo do fogo não era capaz de representar, desta forma criou-se o tetraedro do fogo, que são os seguintes elementos: combustível, comburente, fonte de calor e reação em cadeia. Figura 2: Triângulo do Fogo e tetraedro do fogo / Fonte: adaptado de CB/PMSP (2011, on-line)¹. Combustível https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com O combustível é todo o material que pode queimar e alimentar uma combustão, independente do estado físico em que esteja, a saber, sólido, líquido ou gasoso. Os combustíveis sólidos e líquidos precisam mudar de estado com ação do calor para o estado gasoso, a fim de que, combinados com o comburente (oxigênio), formem uma substância inflamável (CAMILLO JR., 2012). Combustíveis sólidos: São combustíveis que, em temperatura ambiente, se encontram no estado sólido. Ex.: madeira, papel, palha, plástico. O combustível sólido, quando exposto a um determinado nível de energia (calor ou radiação) sofre um processo de decomposição térmica, denominado pirólise, e desenvolvem produtos gasosos (gás e vapor), que, com o oxigênio do ar, forma mistura inflamável (ou mistura explosiva). Essa mistura na presença de uma fonte de energia ativante (faísca, chama, centelha) se inflama. Caso o nível de energia incidente sobre o sólido for suficiente para manter a razão da pirólise para formara mistura inflamável, haverá a continuidade da combustão (SEITO et al., 2008, p. 37). Combustível Líquido: os combustíveis líquidos podem ser divididos em voláteis e não voláteis. Os combustíveis líquidos voláteis são aqueles que, quando abrimos o recipiente em que estão contidos, conseguimos, em temperatura ambiente, sentir seu cheiro, que são os vapores da substância. Os vapores são inflamados e, com a ação do calor, a parte líquida evaporará para se inflamar. Ex.: álcool, éter, benzeno. Por sua vez, os combustíveis líquidos não voláteis são aqueles em que é necessário primeiro o aquecimento e depois estes se inflamam com a presença do oxigênio. Ex.: óleo, graxa. O combustível líquido quando exposto a um determinado grau de calor, não sofre decomposição térmica, mas, sim, o fenômeno físico denominado evaporação, que é a liberação dos vapores, os quais, em contato com o oxigênio do ar, formam a mistura inflamável (ou mistura explosiva). Os combustíveis líquidos são na sua maioria derivados de petróleo, que são denominados hidrocarbonetos. As substâncias oleígenas retiradas de plantas e gorduras animais têm mecanismo semelhante, na ignição, aos derivados de petróleo (SEITO et al., 2008, p. 37). Combustível Gasoso: diferentemente dos líquidos e sólidos em que há a necessidade da mudança de estado físico, os combustíveis gasosos permanecem no mesmo estado, ou seja, no estado gasoso. Esse combustível se incendeia quando está em contato com o oxigênio e uma faísca. São combustíveis que se inflamam de forma rápida e consomem o combustível de forma rápida também. Assim considerado quando se apresenta em forma de gás ou vapor na temperatura do ambiente. Esse combustível em contato com o oxigênio do ar forma a mistura inflamável (ou mistura explosiva), que na presença de uma energia ativante (faísca, chama, centelha) se inflama. Os combustíveis gasosos são, na maioria, as frações mais leves do petróleo. Outros gases combustíveis mais conhecidos que não derivam do petróleo são: hidrogênio, o monóxido de carbono, amônia, dissulfeto de carbono (SEITO et al., 2008, p. 38). “GLP é uma mistura de gases derivados do petróleo, ele é inflamável, o que exige muita atenção no manuseio do botijão. Não tem cheiro, por isso um composto a base de enxofre (mercaptana) é adicionado ao gás para revelar a sua presença caso haja vazamento. O GLP não é venenoso, mas é asfixiante. Por ser mais pesado que o ar, quando há vazamento de GLP, num local fechado, este vai se acumulando ao nível do chão e expulsa gradualmente o oxigênio do ambiente, causando asfixia em quem permanecer ali. Logo, botijão com vazamento precisa ser removido para um local aberto.” Fonte: Corpo de Bombeiros do Paraná (s.d., on-line)². https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com Comburente É o oxigênio, lembrando que o ar atmosférico ideal possui 21% de O2 e 79% de N2, por isso, quando riscamos um fósforo este se acende, o ar atmosférico possui a quantidade suficiente de oxigênio para iniciar uma combustão. “O comburente é o elemento ativador do fogo, o comburente dá vida às chamas, e o mais comum é o oxigênio, contido no ar atmosférico numa porcentagem de 21%” (CAMILLO JR., 2012, p. 18). Calor “É o elemento que dá o início ao fogo; é o calor que faz o fogo se propagar pelo combustível” (CAMILLO JR., 2012, p. 19). A faísca, a chama, o superaquecimento de equipamentos e a sobrecarga em aparelhos energizados são exemplos de calor. Reação em cadeia Uma reação em cadeia é uma sequência de reações que ocorrem durante o fogo, produzindo sua própria energia de ativação (o calor) enquanto há comburente e combustível para queimar (CAMILLO JR., 2012, p. 20). A reação em cadeia é quando o processo seguinte acontece continuamente e progressivamente. Os materiais combinados com o oxigênio e submetidos a uma temperatura mais alta, essa mistura inflamar-se- á, gerando maior quantidade de calor, que vai aquecendo novas partículas do combustível e inflamando-as de forma contínua e progressiva, gerando maior quantidade de calor (CAMILLO JR., 2012, p. 19). Diante dos elementos apresentados, percebe-se que o fogo é muito mais complicado de acontecer do que um simples riscar de fósforo, precisa que os combustíveis estejam nas quantidades, estados e temperaturas adequadas para que estes elementos possam, combinados, obtê-lo. Princípio da combustão Iniciando este estudo, iremos definir o que é combustão para que entendamos como a combustão pode ser mais eficiente. A combustão é a queima propriamente dita, pode ser classificada de três formas: quanto à velocidade, reação e a porcentagem de O2. A combustão quanto à velocidade pode ser lenta, ativa ou explosão. Quanto à reação, por sua vez, pode ser completa ou https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com incompleta. Por fim, quanto à porcentagem de oxigênio, dependendo da sua quantidade, a chama estará em plenitude, incandescência ou não existirá fogo. Quanto à Velocidade da Combustão Segundo Camillo Jr. (2012, p. 20), “combustão lenta é aquela em que o fogo só produz calor, não há chama, isto é, não há luz, e geralmente se processa em ambientes pobres em oxigênio”. Outra definição é: “Combustão lenta ocorre em ambiente pobre de oxigênio. A reação é fraca, a geração de calor é gradual e não há queima” (CSCIP-CB/PMPR, 2016, p. 11). Novamente de acordo com Camillo Jr. (2012, p. 20), “combustão ativa é aquela em que o fogo, além de produzir calor, produz também chama, isto é, luz, e se processa em ambientes ricos em oxigênio.” Outra definição é: “Combustão em ambiente rico em oxigênio. Produz fogo (calor e chama)” (CSCIP-CB/PMPR, 2016, p. 10). Tipos de combustão ativa ou viva são os incêndios em geral. Figura 3 - Combustão viva – Incêndio e muito viva – Explosão Conforme Camillo Jr. (2012, p. 20), “explosão é a combustão rápidaque atinge altas temperaturas, essa transformação de energia se caracteriza por violenta dilatação dos gases que, por sua vez, exercem também violenta pressão nas paredes que o confinam.” Exemplo de Explosão são as explosões propriamente ditas, podem ser definidas também como combustão muito viva. Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. (Lavoisier) Quanto às reações da combustão A combustão pode ser classificada quanto à reação química que ocorre durante a sua queima, ou seja, os reagentes e produtos dessas reações definem seus tipos. A combustão pode ser completa ou incompleta, dependendo da quantidade de oxigênio. Quando duas substâncias reagem quimicamente entre si, se transformam em outras substâncias. Esses produtos finais resultantes da combustão, que dependerão do tipo do combustível, normalmente são: Gás carbônico (CO2), Monóxido de carbono (CO), fuligem, cinzas, vapor d´água, mais calor e energia luminosa (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, 2008, p. 10). https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com Os produtos das reações completas e incompletas, ou seja, monóxido de carbono ou dióxido de carbono, dependerão da quantidade de oxigênio que entrou em contato com os combustíveis no momento da queima. “Na combustão completa ocorre a queima total de oxigênio e na combustão incompleta, a queima parcial de oxigênio” (CAMILLO JR., 2012, p. 21). A combustão completa, de acordo com o CSCIP-CB/PMPR, NPT 003 (2016, p. 10), “É aquela em que a queima produz calor e chamas e se processa em ambiente rico em oxigênio.” Na combustão completa, o combustível reage com o oxigênio e o calor, formando o gás carbônico e a água. Combustível + Oxigênio + Calor → CO₂ + H₂O Figura 4 - Combustão Completa - chama azul Por sua vez, quando falamos da combustão incompleta, o combustível reage com o oxigênio e o calor formando monóxido de carbono e água, além da energia e da fumaça que cada reação produz, pode ocorrer de formar outros gases com menor concentração, dependerá do combustível e da quantidade de oxigênio. Combustível + Oxigênio + Calor → CO₂ + H₂O Figura 5 - Combustão Incompleta - chama avermelhada https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com Conforme a Apostila do estágio probatório para oficiais do quadro de saúde (CORPO DE BOMBEIROS..., 2008, p. 10) “a fumaça é um dos produtos da combustão, sendo o resultado de uma combustão incompleta, onde pequenas partículas sólidas se tornam visíveis.” A combustão completa pode ser observada na prática quando jogamos um pouco de álcool ou gasolina no chão e ateamos fogo, veremos uma chama azul que representa a reação completa, já a reação incompleta podemos visualizar quando acendemos uma vela ou em queimadas de canaviais em que a chama é avermelha- da e deixa resíduos como as fuligens. Porcentagem de O₂ na Combustão A porcentagem de oxigênio em qualquer combustão é imprescindível para que esta ocorra, e dependendo da quantidade de oxigênio o fogo se comportará de formas diferentes, como podemos observar na tabela a seguir proposta por Camillo Jr.: Tabela 1: Quantidade de Oxigênio em uma combustão Fonte: Camillo Jr. (2012, p. 18). “Existem combustíveis que já possuem oxigênio em sua composição, como é o caso da pólvora, nitratos, celuloides etc., que podem queimar em qualquer lugar, com ou sem a presença de ar” (CAMILLO JR., 2012, p. 19). Um exemplo prático e fácil que pode se verificar a diminuição do oxigênio é o seguinte: acendemos uma vela e colocamos um copo sobre a vela, de tal forma que não seja possível haver um contato entre oxigênio e a vela e o copo. É possível verificar que a chama diminuirá, gradativamente, até se apagar. Quando ela se apagar, certamente a quantidade de oxigênio estará entre 0% e 8%, ou seja, não terá oxigênio suficiente para manter a combustão (CAMILLO JR., 2012, p.19). Outras situações interessantes de pensarmos ocorrem quando o trabalhador está em um espaço confinado e possui a possibilidade de explosão, nesses casos deve-se utilizar um multigases que possui o sensor LEL – Limite de explosividade para a liberação e para o trabalho dos funcionários neste local. Enquanto estiver antes do limite inferior de explosividade, existe muito oxigênio, mas pouco combustível para iniciar uma explosão e quando chega nesse limite o sensor começa a apitar. Por sua vez, quando está acima do limite de explosividade, o trabalhador não estará mais no local mas terá pouquíssimo oxigênio e muito combustível no ambiente, que também não terá as condições mínimas para a explosão. Entre o limite mínimo de explosividade e o limite máximo de explosividade pode ocorrer uma explosão a qualquer momento; dessa forma, os trabalhadores devem evacuar o local. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com Pontos notáveis Os pontos notáveis são os pontos de temperatura em que os diferentes combustíveis se inflamam de formas diferentes, ou seja, com maior ou menor facilidade, na maioria dos casos os combustíveis possuem três pontos de temperaturas caracteriza- dos como ponto de fulgor, que é o mais baixo, na sequência o ponto de combustão e, por fim, a temperatura de ignição, que é a temperatura mais alta. Os pontos notáveis dos combustíveis são diferentes entre si, ou seja, os pontos notáveis de um combustível dificilmente serão iguais ao de outro combustível, mesmo que os dois se inflamem. Um grande incêndio pode vir depois de uma pequena fagulha. (Provérbio chinês) Segundo Camillo Jr. (2012, p. 24), “nos estudos de prevenção e extinção de incên- dios, devemos saber como os diversos materiais se comportam em relação ao calor.” O ponto de fulgor é definido, segundo Camillo Jr. (2012, p. 24-25), como: a temperatura mínima necessária para que um combustível desprenda vapores ou gases inflamáveis, que, combinados com o oxigênio do ar em contato com uma chama, começam a se queimar, mas a chama não se mantém porque os gases produzidos são ainda insuficientes. É chamado ponto de lampejo ou flash point. Dizemos que um combustível está em seu ponto ou temperatura de fulgor no momento em que, ao aproximar uma chama externa aos gases desprendidos pelo aquecimento e em contato com o oxigênio, um lampejo for emitido (acende e, em seguida, apaga). Tomemos, como exemplo, o álcool num dia frio. Se quisermos queimá-lo, só conseguiremos que se incendeie efetivamente depois da terceira ou quarta tentativa de ateamento de fogo. Conforme Camillo Jr. (2012, p. 25), “a principal característica desse ponto é que, se retirarmos a chama, o fogo se apagará por causa da pouca quantidade de calor para produzir gases suficientes e manter a transformação em cadeia, ou seja, manter o fogo.” https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com O ponto de fulgor é a menor temperatura, de acordo com Seito et al. (2008, p. 39), “em que ocorre um lampejo, provocado pela inflamação dos vapores da amostra, pela passagem de uma chama piloto, ou ainda, a menor temperatura em que a aplicação da chama piloto produz um lampejo provocado pela inflamação dos vapores desprendidos pela amostra.” Um exemplo para facilitarmos o entendimento dos pontos notáveis, começando com o ponto de fulgor, é o seguinte: quando colocamos um fósforo próximo de um pedaço de madeira, essa madeira inicialmente não se incendeia, precisa-se que forneçamos o calor por um tempo para essa madeira até que comece a soltar “fumaça”, ou seja, vapores da combustão para depois começar a se incendiar, mas mesmo assim precisa que continuamos fornecendo o calor para o combustível, pois se retirarmos a chama, esta se apaga, pois não possui vapores suficientespara manter a combustão. A partir do momento em que o combustível se aquece, este atinge o que chamamos de ponto de combustão. Segundo Camillo Jr. (2012, p. 25-26), o ponto de combustão pode ser definido como: a temperatura mínima necessária para que um combustível desprenda vapores ou gases inflamáveis que, combinados com o oxigênio do ar e ao entrar em contato com uma chama, se inflamam, e, mesmo que se retire a chama, o fogo não se apaga, pois essa temperatura faz gerar, do combustível, vapores ou gases suficientes para manter o fogo ou a transformação em cadeia. No instante em que, ao atearmos fogo, ele se instala e permanece, dizemos que o combustível se encontra em seu ponto ou temperatura de combustão ( fire point ). Conforme Seito et al. (2008, p. 39), “o ponto de combustão é a temperatura em que a amostra, após inflamar-se pela passagem da chama piloto, continua a queimar por cinco segundos, no mínimo.” O ponto de combustão é a menor temperatura na qual um combustível, segundo o CSCIP-CB/PMPR, NPT 003 (2016, p. 36), “emite vapores em quantidade suficiente, para formar uma mistura com o ar na região imediatamente acima da sua superfície, capaz de entrar em ignição quando em contato com uma chama e mantiver a combustão após a retirada da chama.” Voltamos ao nosso pedaço de madeira que está se incendiando com o forneci- mento do calor: aos poucos a temperatura desse combustível vai aumentando até atingir o ponto de combustão, nesse momento, o combustível não precisa mais ser alimentado pela chama, a partir do momento em que o combustível está no ponto de combustão é necessário fornecer a chama apenas até o fogo pegar, em seguida pode-se retirar a chama que a combustão conseguirá se manter, pois os vapores da combustão conseguem preservá-la. Figura 7 - Ponto de Combustão A temperatura de ignição ocorre quando um combustível permanece aquecendo por um tempo até que chegue na sua temperatura de ignição, nesse momento o combustível se inflama sem a necessidade de chamas, está quente o suficiente para se incendiar sozinho. A definição pode ser entendida a partir de Camillo Jr. (2012, p. 26-27), como: a temperatura em que os gases desprendidos dos combustíveis entram em combustão apenas pelo contato com o oxigênio do ar, independentemente de qualquer fonte de calor. Até agora, para provocarmos uma https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com combustão, tivemos de lançar mão de uma chama externa. Mas, se continuarmos aquecendo o combustível, ele chegará a atingir a sua temperatura mais crítica, a temperatura de ignição espontânea, e então os vapores por ele desprendidos entrarão em combustão pelo simples contato com o oxigênio, sem o auxílio da chama externa. Segundo o CSCIP-CB/PMPR, NPT 003 (2016, p. 36), “a temperatura de ignição é a temperatura mínima em que ocorre uma combustão independente de uma fonte de ignição como chama e faísca. O simples contato do combustível com o comburente é suficiente para estabelecer a reação.” Figura 8 - Temperatura de Ignição O exemplo que podemos citar no caso de temperatura de ignição ocorre quando em uma floresta ou campo existe uma seca grande e com a incidência do sol por horas esse combustível seco pode se incendiar espontaneamente sem a necessidade da chama. Se houver um pedaço de vidro ou espelho, essa combustão poderá ser ainda mais rápida, visto que o combustível está seco e de fácil combustão. Classificação dos incêndios https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com A classificação dos incêndios pode ser dividida em duas formas: quanto à proporção e quanto ao combustível. A proporção se relaciona com a extensão do incêndio, ou seja, com o seu tamanho e o combustível está relacionado com a classe em que ele se encontra. Proporção dos Incêndios Os incêndios podem ser classificados quanto à proporção em: princípio de incêndio, pequeno incêndio, médio, grande ou extraordinário. Quando falamos de proporção, quero que vocês entendam que não existe ligação com o número de mortos e sim com a sua extensão. Podemos ter um incêndio extraordinário sem mortos ou com poucos mortos, assim como podemos ter um incêndio de médias proporções com centenas de mortos. Princípio de incêndio Evento de mínimas proporções para o qual é suficiente a utilização de um extintor portátil (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, on-line)³. Exemplos típicos de incêndios nesse caso são: fogo em uma cesta de lixo, um aparelho eletrodoméstico incendiado, etc. Pequeno incêndio Evento cujas proporções exigem emprego e material especializado, sendo extinto com facilidade e sem apresentar perigo iminente de propagação (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR..., on-line)⁴. Outros exemplos que podem ser tidos como possíveis locais para pequenos incêndios são: cômodos de uma casa, como o quarto, a sala, ou um estabelecimento comercial. Figura 9 - Pequeno Incêndio – por exemplo, carro ou cômodo de casa Médio incêndio Evento em que a área atingida e a sua intensidade exigem a utilização de meios e materiais equivalentes a um socorro básico de incêndio (conjunto de viaturas do Corpo de Bombeiros composta de um Auto Rápido - AR, um Auto Bomba - AB ou ABT, um Auto de Busca e Salvamento - ABS, uma Auto Escada Mecânica - AEM, e um Auto Socorro de Emergência - ASE), apresentando perigo iminente de propagação. (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR..., on-line)⁵. Outros exemplos da classificação de porte médio são: incêndios em uma sala comercial, uma casa pequena, uma unidade de apartamento ou um edifício, uma boate, um restaurante. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com Figura 10 - Médio incêndio – casa Grande incêndio Evento cujas proporções apresentam uma propagação crescente, necessitando do emprego efetivo de mais de um socorro básico para a sua extinção (CORPO DE BOMBEIROS MILITARES DO RIO DE JANEIRO, on-line)⁶. Exemplos: Edifícios, Shoppings, Indústrias em que não forem contidos os incêndios. Figura 11 - Grande incêndio – por exemplo, Edifícios Extraordinário Incêndio provocado por fenômenos naturais, como abalos sísmicos, vulcões, etc., ou ainda por bombardeios ou similares, atingindo quarteirões, bairros e cidades inteiras. (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR..., on-line)⁷. Combustível Conforme o código dos bombeiros do estado do Paraná e de São Paulo, a classificação dos combustíveis se divide em quatro e, em alguns estados, são adotadas apenas três classificações; como os códigos são estaduais, dependerá de cada estado. Segundo Saliba (2010, p. 62), “Para combater o incêndio, o responsável deve conhecer as classes de fogo possíveis de ocorrer no local, para que possa selecionar o melhor meio de combatê-lo. Sendo assim, para facilitar o combate ao incêndio, o fogo foi dividido em classes”. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com Classe de incêndio é a “classificação didática na qual se definem fogos de diferentes naturezas. Adotada no Brasil em quatro classes: fogo classe A, fogo classe B, fogo classe C e fogo classe D” (CB/PMSP, 2014, p. 127). Existem algumas diferenças de classificação de incêndios pelo mundo, dessa forma, vamos esclarecer algumas delas: Na Europa – Classe A: são incêndios que envolvem materiais sólidos; Classe B: são os líquidos inflamáveis ou sólidos que se liquefazem; Classe C: são os gases inflamáveis; Classe D: são os metais combustíveis; Classe E: são incêndios que envolvem classe A e B com materiais elétricos energizados e a Classe F são incêndios com óleos ou gorduras de cozinhas. Nos EUA – Classe A são incêndios de materiais combustíveis comuns; Classe B são combustíveis e líquidos inflamáveis;Classe C são incêndios que envolvem equipamentos elétricos energizados; Classe D são metais combustíveis e Classe K são incêndios que envolvem a presença de óleos vegetais, animais ou gorduras em equipamentos de cozinha. Fonte: Camillo Jr. (1999, p. 37-38). Classe A Segundo Saliba (2010, p. 62) e a Cartilha de Orientação do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (2011, p. 14), “os materiais da classe A são materiais de fácil combustão, com a propriedade de queimar em sua superfície e profundidade, que deixam resíduos como tecido, madeira, papel, fibras, etc.”. Por sua vez, no CSCIP-CB/ PMPR, NPT 003 (2016, p. 23), “a classe A engloba fogos em sólidos de maneira geral”. Os combustíveis, ou seja, os materiais que podem ser citados como classe A serão todos os sólidos que se inflamam, alguns com mais facilidade, outros com menos, devido à composição do material e quantidade de material disposto. Classe B Conforme Saliba (2010, p. 62) e a Cartilha de Orientação do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (2011, p. 15), “a classe B engloba incêndios em líquidos inflamáveis, ou seja, os produtos que queimam em sua superfície e não deixam resíduos quando queimados, como graxas, óleos, vernizes, tintas, gasolina, etc.”. Por outro lado, no CSCIP-CB/PMPR, NPT 003 (2016, p. 23), “a classe B engloba incêndios em líquidos e gases inflamáveis ou combustíveis sólidos, que se liquefazem por ação do calor e queima somente em superfície.” Os combustíveis, ou seja, materiais que fazem parte da classe B, são os líquidos ou gases inflamáveis, podem ser líquidos voláteis ou líquidos não voláteis, dessa forma quando forem líquidos demorarão mais para passar de estado físico e se inflamar do que os gases, que não precisam passar de um estado a outro. Classe C De acordo com Saliba (2010, p. 62) e a Cartilha de Orientação do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (2011, p. 15), “na classe C, são classificados quando ocorrem incêndios em equipamentos elétricos energizados, como motores, transformadores, quadro de distribuição, fios etc.”. Os incêndios na Classe C, quando desligados da energia e não possuírem acumuladores de energia, como resistores e capacitores, podem ser extinguidos como na classe A, com resfriamento, nos demais casos sempre será por abafamento. Classe D Segundo a Cartilha de Orientação do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (2011, p. 15), “os incêndios em metais que inflamam facilmente, como o alumínio em pó, o magnésio, o carbonato de potássio etc. Não é permitido jogar água neste tipo incêndio, pois, na presença da água, esses metais reagem de forma violenta.” https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com Por sua vez, no CSCIP-CB/PMPR, NPT 003 (2016, p. 23), “a classe D é considerada fogo em metais pirofóricos.” “Os materiais pirofóricos conhecidos são: o magnésio (Mg), o alumínio (Al), o urânio (U), o sódio (Na), o potássio (K), o lítio (Li), o zircônio (Zr), o cálcio (Ca), o titânio (Ti)” (SEITO et al., 2008, p. 37). Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/atividades Unidade 1 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ATIVIDADES 1. O fogo é resultante da reação química entre um combustível e o comburente, libe- rando calor e luz; para que esse fogo exista e consiga se manter, é necessário que seus elementos estejam em condições mínimas. Diante disso, assinale a alternativa correta sobre os elementos que compõem o quadrado do fogo. a) Combustível, comburente, calor e combustão. b) Combustão, combustível, reação em cadeia e calor. c) Combustível, comburente, calor e reação em cadeia. d) Reação em cadeia, calor, combustão e combustível. e) Comburente, Combustível, Calor e Combustão. 2. Na classificação da combustão, é necessário que se entenda como os combustíveis se comportam quando são incendiados; existem os combustíveis que se incendeiam de forma moderada e que têm fenômenos luminosos. Diante dessas informações, assinale a alternativa correta. a) Incêndios. b) Combustão ativa c) Comburente. d) Explosão. e) Combustão lenta. 3. Na classificação dos incêndios, vimos que uma das divisões é o tipo de combustível em que ele se enquadra. Temos quatro classes nas quais os combustíveis podem ser divididos, conforme o código dos bombeiros dos estados do Paraná ou de São Paulo. Diante disso, analise as afirmações a seguir: A classe A é referente a materiais sólidos combustíveis como madeira e plástico. I) A classe B incendeia mais rápido que a classe A. II) A classe B se incendeia na superfície e na profundidade e deixa resíduos. III) A classe D é referente a materiais elétricos energizados. Assinale a alternativa correta. a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e II, apenas. d) I e IV, apenas. e) I, II, III e IV. Resolução das atividades Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/atividades https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/resumo Unidade 1 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação RESUMO Prezado(a) acadêmico(a)! Espero que tenham gostado do nosso estudo sobre proteção contra incêndios e explosões, a partir dele o(a) acadêmico(a) conseguiu entender como o fogo acontece e quais propriedades dos elementos do fogo precisam existir para que este se inicie. Diante disso, os objetivos para esse estudo foram: entender a teoria do fogo e desta forma como o fogo se inicia, compreender o princípio da combustão, sabendo identificar os tipos de combustão quanto à velocidade, reação química e porcentagem de oxigênio, entender que os combustíveis possuem três temperaturas importantes e distintas e identificar os tipos das classes e a proporção dos incêndios. Para isso, dividimos nosso estudo nas seguintes aulas: teoria do fogo, princípio da combustão, pontos notáveis e classificação dos incêndios. Iniciamos nosso estudo explicando como devemos ter consciência nas questões relacionadas aos incêndios e como devemos proceder em caso de incêndio, para que entendêssemos como este ocorre explicamos o triângulo do fogo e do quadrado do fogo, cujos elementos são: combustível, comburente, fonte de calor e reação em cadeia. Na sequência, explicamos o princípio da combustão, nessa parte queremos que entendam que os combustíveis possuem velocidades para ocorrer que podem ser divididas entre lenta, ativa e explosão. As reações podem ser completas ou incompletas e isso influencia nos produtos que formam. Por fim, falamos das porcentagens de O₂ sendo plenitude, incandescência e “não possui fogo” seus tipos. Continuamos explicando sobre os pontos notáveis, que são as temperaturas em que os combustíveis precisam estar para se incendiar, esses pontos podem ser: ponto de fulgor, ponto de combustão e temperatura de ignição. Terminando nosso estudo, apresentamos a classificação dos incêndios, nessa classificação dividimos em proporção, que é a extensão que o incêndio pode atingir e quanto ao combustível, ou seja, classe A, classe B, classe C e classe D. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/resumo https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/eu-indicoUnidade 1 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Material Complementar Leitura Manual de Prevenção e Combate a Incêndios Autor: Abel Batista Camillo Júnior Editora: Senac Sinopse : Em “Manual de Prevenção e Combate a Incêndios”, Camillo Jr. (Tenente Coronel da PM) escreve, de maneira simples, didática e de fácil entendimento. É direcionado a pessoas que iniciam seus estudos na área preventiva de extinção de incêndios e pronto-socorrismo. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/eu-indico https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/refer%C3%AAncias Unidade 1 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação REFERÊNCIAS CAMILLO JR., A. B. Manual de Prevenção e Combate a Incêndios . 13. ed. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2012. CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO. IT nº 03 – Terminologia de Segurança Contra Incêndio . 2014. Disponível em: < http://corpodebombeiros.sp.gov.br/ >. Acesso em: 25 out. 2017. CORPO DE BOMBEIROS DO PARANÁ. Cuidados com o gás de cozinha ou GLP - Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Estado do Paraná . Disponível em: < http://www.bombeiros.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=24 >. Acesso em: 18 ago. 2017. CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Apos tila do Estágio Probatório para oficiais do Quadro de Saúde, EPOQS – Prevenção e Combate ao Incêndio . 2008. 46p. CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO RIO DE JANEIRO. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/133403148/Apostila- Prev-Comb-Inc >. Acesso em: 21 ago. 2017. POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ. Terminologia de Segurança Contra Incêndio (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 003 . Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná, 2016. Disponível em: < http://www.bombeiros.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=316 >. Acesso em: 28 out. 2017. SALIBA, T. M. Curso Básico de Segurança e Higiene Ocupacional . 3. ed. São Paulo: Editora LTr, 2010. SEITO, A.; GILL A.; PANNONI, F. D.; SILVA, S. B.; ONO, R.; CARLO, U. D.; PIGNATT, E.; SILVA, V. A Segurança Contra Incêndio no Brasil . 1. ed. São Paulo: Projeto Editora, 2008. REFERÊNCIAS ON-LINE ¹Em: < http://www.ccb.policiamilitar.sp.gov.br/icb/wpcontent/uploads/2017/02/Cartilha_de_Orientacao.pdf >. Acesso em: 18 ago. 2017. ²Em: < http://www.bombeiros.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=24 >. Acesso em: 18 ago. 2017. ³Em: < http://www2.cbmerj.rj.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=68:classificacao-dos-incendios& catid=7:Informacoes-Tecnicas&Itemid=15 >. Acesso em: 21 ago. 2017. ⁴Em: < http://www2.cbmerj.rj.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=68:classificacao-dos-incendios& catid=7:Informacoes-Tecnicas&Itemid=15 >. Acesso em: 21 ago. 2017. ⁵Em: < http://www2.cbmerj.rj.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=68:classificacao-dos-incendios& catid=7:Informacoes-Tecnicas&Itemid=15 >. Acesso em: 21 ago. 2017. ⁶Em: < http://www2.cbmerj.rj.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=68:classificacao-dos-incendios& catid=7:Informacoes-Tecnicas&Itemid=15 >. Acesso em: 21 ago. 2017. ⁷Em: < http://www2.cbmerj.rj.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=68:classificacao-dos-incendios& catid=7:Informacoes-Tecnicas&Itemid=15 >. Acesso em: 21 ago. 2017 Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/refer�ncias https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fcorpodebombeiros.sp.gov.br%2F&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3VrWJcpCpbGt26eTnqcVUj http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.pr.gov.br%2Fmodules%2Fconteudo%2Fconteudo.php%3Fconteudo%3D24&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2N-rbLvWUiuPSfLaqQ8Fs0 https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fpt.scribd.com%2Fdocument%2F133403148%2FApostila-Prev-Comb-Inc&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1d5Hd4BN7w8YGTM_wRKrVj https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fpt.scribd.com%2Fdocument%2F133403148%2FApostila-Prev-Comb-Inc&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1d5Hd4BN7w8YGTM_wRKrVj http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.pr.gov.br%2Fmodules%2Fconteudo%2Fconteudo.php%3Fconteudo%3D316&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1WkgmSgS7ZB1dQOl3bjiHT http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.ccb.policiamilitar.sp.gov.br%2Ficb%2Fwpcontent%2Fuploads%2F2017%2F02%2FCartilha_de_Orientacao.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0ChbW4vmNas657ffZ7BqXX http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.pr.gov.br%2Fmodules%2Fconteudo%2Fconteudo.php%3Fconteudo%3D24&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2N-rbLvWUiuPSfLaqQ8Fs0 http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww2.cbmerj.rj.gov.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D68%3Aclassificacao-dos-incendios%26catid%3D7%3AInformacoes-Tecnicas%26Itemid%3D15&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1pD3lfnQj4c3AMfv-b75M7 http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww2.cbmerj.rj.gov.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D68%3Aclassificacao-dos-incendios%26catid%3D7%3AInformacoes-Tecnicas%26Itemid%3D15&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1pD3lfnQj4c3AMfv-b75M7 http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww2.cbmerj.rj.gov.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D68%3Aclassificacao-dos-incendios%26catid%3D7%3AInformacoes-Tecnicas%26Itemid%3D15&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1pD3lfnQj4c3AMfv-b75M7 http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww2.cbmerj.rj.gov.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D68%3Aclassificacao-dos-incendios%26catid%3D7%3AInformacoes-Tecnicas%26Itemid%3D15&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1pD3lfnQj4c3AMfv-b75M7 http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww2.cbmerj.rj.gov.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D68%3Aclassificacao-dos-incendios%26catid%3D7%3AInformacoes-Tecnicas%26Itemid%3D15&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1pD3lfnQj4c3AMfv-b75M7 http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww2.cbmerj.rj.gov.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D68%3Aclassificacao-dos-incendios%26catid%3D7%3AInformacoes-Tecnicas%26Itemid%3D15&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1pD3lfnQj4c3AMfv-b75M7 http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww2.cbmerj.rj.gov.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D68%3Aclassificacao-dos-incendios%26catid%3D7%3AInformacoes-Tecnicas%26Itemid%3D15&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1pD3lfnQj4c3AMfv-b75M7 http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww2.cbmerj.rj.gov.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D68%3Aclassificacao-dos-incendios%26catid%3D7%3AInformacoes-Tecnicas%26Itemid%3D15&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1pD3lfnQj4c3AMfv-b75M7 http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww2.cbmerj.rj.gov.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D68%3Aclassificacao-dos-incendios%26catid%3D7%3AInformacoes-Tecnicas%26Itemid%3D15&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1pD3lfnQj4c3AMfv-b75M7 http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww2.cbmerj.rj.gov.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D68%3Aclassificacao-dos-incendios%26catid%3D7%3AInformacoes-Tecnicas%26Itemid%3D15&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1pD3lfnQj4c3AMfv-b75M7 https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/aprofundando Unidade 1 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação APROFUNDANDO Vamos tentar juntar os conteúdos que aprendemos até aqui: Lembramos que os incêndios, para ocorrer, necessitam de quatro elementos. Vamos lembrar quais são eles: combustível, comburente, fontede calor e a reação em cadeia. Esses elementos são muito importantes para entendermos por que os combustíveis têm formas diferentes de iniciar um incêndio ou fogo. Pense no churrasco do final de semana: mesmo que tenhamos oxigênio suficiente e combustível (carvão suficiente), se atearmos fogo no carvão diretamente, o fogo queimará o fósforo e quando terminar o fósforo o fogo apaga, não é mesmo? Por que isso ocorre? Porque o combustível (carvão) não está na temperatura de fulgor para esquentar até a temperatura de combustão e conseguir manter a churrasqueira acesa. Para que isso ocorra, o que nós fazemos? Colocamos um pouco de líquido inflamável, como óleo de cozinha, dentro de uma latinha ou embebido em um pedaço de papel ou pão seco para que quando você colocar fogo, este possa se manter pelo tempo suficiente em que o carvão se aquece chegando à temperatura de combustão e consiga mantê-la; dessa forma, o carvão aquecerá a grelha que assará nosso churrasco. Espero que tenham entendido um pouco mais sobre os pontos notáveis. Fonte: a autora. PARABÉNS! Você aprofundou ainda mais seus estudos! Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/aprofundando https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fsites.google.com%2Fview%2Fexpedienteunicesumar%2Fp%25C3%25A1gina-inicial&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw086V6F5xmP9H59FzTAbq6f Unidade 1 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação EDITORIAL DIREÇÃO UNICESUMAR Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; LAVEZO , Ana Elisa. Proteção Contra Incêndios e Explosões. Ana Elisa Lavezo. Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 37 p. “Pós-graduação Universo - EaD”. 1. Proteção. 2. Explosões 3. EaD. I. Título. CDD - 22 ed. 363 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar Diretoria de Design Educacional Equipe Produção de Materiais Fotos : Shutterstock NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 Retornar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial/editorial https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un1/pagina-inicial Unidade 2 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIOS E EXPLOSÕES Professora : Dra. Ana Elisa Lavezo Objetivos de aprendizagem • Identificar como o incêndio se propagou. • Entender como os incêndios podem ser extintos. • Compreender quais são os mecanismos que podem ser utilizados para conter os incêndios. • Entender a norma regulamentadora sobre incêndios.. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial Plano de estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: • Formas de Propagação. • Formas de Extinção. • Classe de Risco das Edificações. • NR 23 – Proteção Contra Incêndios. Introdução Prezado(a) aluno(a)! Animados? Vamos iniciar nosso estudo sobre proteção contra incêndios e explosões, a partir dele o(a) acadêmico(a) conseguirá entender como o fogo se propaga e se extingue, veremos a norma regulamentadora e os códigos dos bombeiros que deveremos seguir, diante disso os objetivos para esse estudo são: identificar como o incêndio se propaga, entender como os incêndios podem ser extintos, compreender quais são os mecanismos que podem ser utilizados para conter os incêndios e entender a norma regulamentadora sobre incêndios. Para isso, dividimos nosso estudo nas seguintes aulas: formas de propagação, formas de extinção, compreender quais são os mecanismos que podem ser utilizados para conter os incêndios e entender a norma regulamentadora sobre incêndios. Inicialmente, apresentaremos as formas de propagação dos incêndios; é muito importante sabermos como ocorre a propagação dos incêndios, pois dessa forma sabermos como é possível a extinção. As formas que iremos estudar serão: condução, convecção e irradiação. Na sequência, apresentaremos as formas de extinção dos incêndios; devemos lembrar o tetraedro do fogo para estudarmos a extinção, pois ela consiste na retirada de um dos elementos do tetraedro. As formas de extinção que iremos estudar serão: isolamento, resfriamento, abafamento e extinção química. Continuando nossos estudos, iremos estudar como se dá a classificação das edificações que dependerá do material da construção da edificação, além das classes de riscos determinadas pelo corpo de bombeiros e o tipo de isola- mento das edificações. Para finalizar, estudaremos a norma regulamentadora – NR 23; a partir dela, é possível determinar quais são os principais pontos para os quais a norma exige regulamentações, a norma recomenda a utilização do código dos bombeiros de cada estado para que as edificações estejam adequadamente nas normas. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://getfireshot.com Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 Unidade 2 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Formas de propagação As formas de propagação são as formas em que o incêndio aumenta, ou seja, passa de princípios de incêndios para incêndios de grandes proporções. Existem três formas de propagação dos incêndios, que são: condução, convecção e irradiação. Segundo Miranda Jr. et al. (2005), “o fogo pode se propagar pelo contato da chama com outros combustíveis ou por meio do deslocamento de partículas incandescentes ou pela ação do calor, transmitindo o calor de várias formas.” O fogo se propaga por contato direto da chama com os materiais combustíveis, pelo deslocamento de partículas incandescentes, que se desprendem de outros materiais já em combustão, e pela ação do calor. O calor é uma forma de energia produzida pela combustão ou originada do atrito dos corpos. Ele se propaga por três processos de transmissão: condução, convecção e irradiação (CAMILLO JR., 2012, p. 28). Muitos incêndios são caracterizados pelas três formas de propagação, pode-se iniciar a propagação com uma delas, mas na sequência as outras formas de propagação podem acontecer, visto que cada uma tem uma característica diferente de desencadeamento. Vamos entender as formas de propagação. Condução Conforme o Código dos Bombeiros de SP – IT02 (2015, p. 96), “a condução acontece através de um material sólido de uma região de temperatura elevada em direção a outra região de baixa temperatura.” Condução é a transferência de calor de um ponto para outro de forma contínua. Esta transferência é feita de molécula a molécula sem que haja transporte da matéria de uma região para outra. É o processo pelo qualo calor se propagada chama para a mão, através da barra de ferro (RIO DE JANEIRO, 2008, p. 20). https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial Figura 1 - Formas de transferência de calor por condução De acordo com as definições de condução, podemos entender que quando ocorre um curto circuito e o fogo corre pela fiação energizada, está acontecendo uma condução. A transmissão por condução ou contato, é necessário que os copos estejam juntos. Ex.: se colocarmos a ponto de uma barra de ferro sobre o fogo, após algum tempo, podemos verificar que a outra ponta não exposta à ação do fogo estará aquecida. Nesse caso, o calor se transmitiu de molécula a molécula até atingir a outra extremidade da barra de ferro. Se colocarmos um fardo de algodão próximo a uma chapa de ferro e, na outra face da chapa, a chama de um maçarico, em breve notaremos que a parte do fardo de algodão encostada na chapa de ferro também estará aquecida. (CAMILLO JR., 2012, p. 29) Dessa forma, podemos concluir que a condução sempre acontecerá quando os materiais estão encostados uns nos outros, ou seja, o calor passa de molécula a molécula sem carregar as moléculas; o que passa é o calor, que faz com que as moléculas vibrem também. A condução pode ocorrer em barracões em que a viga é de ferro e por algum motivo se incendeia, aos poucos passa para a viga toda e pode até ceder o teto do barracão. Convecção Conforme o Código dos Bombeiros de SP – IT 02 (2015, p. 96), “a convecção acontece por meio de um fluido de líquido ou gás, entre 2 corpos submersos no fluido, ou entre um corpo e o fluido.” A convecção é caracterizada pelo contato da massa de ar aquecida com o combustível que irá se incendiar, ou seja, o fogo começa em determinado material que gera massa de ar aquecida e que sobe carregando temperatura, até que essa massa de ar chegue a outros combustíveis, que aquecendo formem outro foco de fogo. “Convecção é a transferência do calor de uma região para a outra, através do transporte de matéria (ar ou fumaça). O ar quente sempre subirá. É o processo pelo qual o calor se propaga nas galerias ou janelas dos edifícios em chamas” (RIO DE JANEIRO, 2008, p. 20). A convecção acontece quando o calor é transmitido através de uma massa de ar aquecida, que se desloca do local em chamas, levando para outros locais quantidades de calor suficientes para que os materiais combustíveis aí existentes atinjam seu ponto de combustão, originando outro foco de fogo. Um exemplo de transmissão do calor por convecção é o ar quente projetado pelo secador de cabelo (CAMILLO JR., 2012, p. 30). https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Um exemplo muito comum de propagação com convecção é quando ocorrem incêndios em edifícios (um apartamento ou um andar) e algum combustível se inflama e a massa de ar aquecida (fumaça) que os materiais que se incendiaram geraram carrega temperatura necessária para gerar outro foco de fogo. Figura 2 - Forma de transferência de calor por convecção Antigamente, como os elevadores e escadas não tinham isolamento, a propagação dos edifícios por convecção era maior, atualmente com os isolamentos está reduzindo a velocidade de propagação e isso é muito importante, pois assim os incêndios conseguem atingir uma menor área, possibilitando a sua extinção mais rápida. A única forma que ainda não se conseguiu reduzir a forma de propagação é pelas janelas, sendo essa uma das únicas formas de propagação por convecção em edifícios. Toda abertura vertical (como os poços de elevador, dutos de ar-condicionado, lixeiras, poços de escada) funciona como verdadeira chaminé. As chamas, a fumaça (gases e vapores) e a fuligem sobem por convecção e levam o incêndio para o alto, internamente. O mesmo acontece com um incêndio localizado nos andares baixos (ou porão) de um prédio: os gases aquecidos sobem pelas aberturas verticais e, atingindo combustíveis dos locais eleva- dos do prédio, provocam outros focos de incêndio (CAMILLO JR., 2012, p. 31). Você consegue visualizar, na figura a seguir (Figura 3), de qual forma a condução e convecção ocorrem nesse incêndio? https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Figura 3 - Formas de transferência de calor por condução e convecção Na Figura 3, pode-se perceber um incêndio em que é possível visualizar duas formas de propagação, a condução e a convecção. A condução é observada, principalmente, no corrimão da escada, tanto na madeira como nas barras de ferro, e a convecção acontecerá na massa de ar aquecida que irá carregar esse calor e gerar novos focos de fogo. Irradiação A irradiação, por sua vez, é um método diferente de propagação do calor, visto que não precisa de contato com a condução e também não possui a massa de ar aquecida da convecção. Na irradiação, é necessário haver ondas de caloríficas que quando incidirem em combustíveis de fácil combustão geram a faísca necessária para incendiar o combustível. A irradiação acontece por meio de um gás ou do vácuo, na forma de energia irradiante. Já segundo a EPOQS (2008, p. 20) é a transferência do calor através de ondas eletromagnéticas, denominadas ondas caloríficas ou calor radiante. Neste processo não há necessidade de suporte material nem transporte de matéria. A irradiação passa por corpos transparentes como o vidro e fica bloqueada em corpos opacos como a parede. Ex.: O calor propagado de um prédio para o outro sem ligação física (CÓDIGO DOS BOMBEIROS DE SP – IT 02, 2015, p. 96). Figura 4 - Forma de transferência de calor por irradiação Os exemplos mais comuns de irradiação são os aquecedores elétricos, que ao ficarem muito próximos de combustíveis irradiam as ondas de calor, aquecendo até que esses combustíveis cheguem à temperatura de fulgor e se inicie uma combustão na presença de oxigênio. Os exemplos típicos de transmissão de calor por irradiação é o calor solar ir- radiado para o nosso planeta, a transmissão do calor por meio de raios ou ondas e também o calor que sentimos no rosto quando nos aproximamos do fogo. Num grande incêndio de um prédio, por exemplo, vários outros prédios ao seu redor ficam queimados em virtude da irradiação do calor. São chamados incêndios secundários, em que, apesar de as chamas não aflora- rem, as consequências são semelhantes às dos incêndios primários. (CAMILLO JR., 2012, p. 32) https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Outra forma de propagação por irradiação são os incêndios em florestas ou campos, em que a irradiação do sol na pastagem seca aquece, chegando até a temperatura de ignição, iniciando dessa forma o incêndio. Formas de extinção A Cartilha de Orientações Básicas do CBPMESP (2011, p. 16) diz: “a maioria dos incêndios começa com um pequeno foco, fácil de debelar. Conheça os métodos de extinção do fogo e as formas de evitar que um incêndio se transforme numa catástrofe em sua atividade econômica, trazendo danos e perdas irreparáveis”. Caro(a) aluno(a), você já se envolveu em um princípio de incêndio no qual não sabia a forma mais adequada de proceder para a sua extinção? Fonte: a autora. Neste estudo, iremos iniciar explicando o tetraedro do fogo, que são os elementos necessários para que este se inicie; a partir desses conceitos, conseguiremos entender os métodos de extinção do fogo. Partindo do princípio de que para haver fogo são necessários o combustível, o comburente e o calor, formando o triângulo do fogo ou, mais moderna- mente, o quadrado ou tetraedro do fogo,quando já se admite a ocorrência de uma reação em cadeia, para extinguirmos o fogo, basta retirar um desses componentes. (CAMILLO JR., 2012, p. 22) https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Figura 5 - Tetraedros do Fogo / Fonte: Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (2011, p. 16, on-line)¹. Como citado anteriormente, existem quatro elementos para que se tenha um incêndio e o objetivo dos métodos de extinção é que se ataque os elementos para que ela possa ocorrer. Para entendermos melhor como ocorre a extinção, vamos entender como os métodos funcionam para cada elemento: retirada do material (isolamento – retirada do combustível), abafamento (retirada do oxigênio ou comburente), resfriamento (retirada do calor) e a extinção química (retirada da reação em cadeia). Isolamento De acordo com Miranda Jr. et al. (2005), “o método que consiste na extinção por retirada do material ou isolamento possui duas técnicas: a retirada do material que está queimando e a retirada do material que está próximo ao fogo. Acabando o combustível, o incêndio se extingue mais rapidamente.” Conforme a Cartilha de Orientações Básicas do CBPMESP (2011, p.17), “o isolamento trata-se de retirar do local o material (combustível) que está pegando fogo e, também, outros materiais que estejam próximos às chamas.” Figura 6 - Incêndio no Parque Doñana na Espanha e Retirada do material combustível Fonte: Green Me (2017, on-line)²; Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (2011, p.17, on-line)¹ O acero mostrado na figura anterior é realizado quando se tem incêndios em grandes áreas e precisa-se confiná-los para tentar diminuir a velocidade de propagação. Na figura do tetraedro do fogo o combustível está cortado, ou seja, este método de extinção é para a retirada do combustível. A atuação no combustível consiste na retirada do material ainda não atingi- do pelo fogo. Muitas vezes, no caso de incêndios de penetração, como em silos e em pilhas de materiais combustíveis sólidos, ou de incêndios em florestas, tanques de armazenamento de fluidos inflamáveis e outros, o único método de extinção disponível é a remoção do combustível não queimado da área do incêndio. (MATTOS; MÁSCULO, 2011, p. 161). https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Em alguns casos, é necessária a retirada do material que possui a possibilidade de queimar, digamos que possuímos vários tanques de líquidos inflamáveis e um deles se incendiou, faz-se a retirada dos combustíveis dos tanques próximos para que diminua a quantidade de combustível a ser queimado, pois quando se termina o combustível disponível os incêndios se apagam, mesmo que para isso demore dias. Resfriamento De acordo com Miranda Jr. et al. (2005), “o método que consiste na extinção por retirada do calor ou resfriamento se dá pela diminuição da temperatura e eliminação do calor, até que o combustível não gere mais gases ou vapores e se apague, ou que gere poucos gases que não sejam suficientes para manter a combustão.” Conforme a Cartilha de Orientações Básicas do CBPMESP (2011, p. 17), “trata-se de diminuir a temperatura (calor) do material em chamas.” Segundo Camillo Jr. (2012, p. 23), “quando retiramos o calor do fogo, até que o combustível não gere mais gases nem vapores e se apague, dizemos que extinguimos o fogo pelo método de resfriamento.” De acordo com Saliba (2010) e com Mattos e Másculo (2011), o método mais empregado no caso de incêndios em materiais combustíveis comuns, como papel, plástico, madeira, palha, é extinguir o fogo mediante a remoção do calor do combustível, diminuindo, assim, a taxa de evaporação, até o fogo cessar. O agente usado comumente para combater incêndios por resfriamento é a água. Figura 7 - Utilização de água para o resfriamento e retirada do calor / Fonte: Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (2011, p.18, on-line) No caso de materiais sólidos deve-se tomar muito cuidado, pois os sólidos queimam na superfície e na profundidade, nesses casos o incêndio pode ter sido extinto aparentemente, mas na profundidade pode estar com foco ainda. A Figura 7 mostra o tetraedro do fogo com o calor sendo retirado, pois quando jogamos água abaixamos a temperatura do combustível que está queimando, que fica inferior ao ponto de fulgor e assim se extingue. Abafamento De acordo com Miranda Jr. et al. (2005), o método que consiste na extinção por retirada do comburente ou abafamento ocorre na diminuição ou impedimento do contato de oxigênio com o combustível. Quando a quantidade de combustível estiver muito baixa, não ocorre a combustão. Segundo Camillo Jr. (2012, p. 23) “consiste na retirada do comburente, evitando-se que o oxigênio contido no ar se misture com os gases gerados pelo combustível e forme uma mistura inflamável.” https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Figura 8 - Abafadores e retirada do oxigênio / Fonte: Bombeiros DF (2014, on-line)³; Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (2011, p.17, on-line)¹. O abafamento é, entre os métodos de extinção, o mais difícil. Uma cobertura de gás carbônico, espuma, tetracloreto de carbono, ou outro líquido vaporizante, exatamente em cima da superfície do material inflamado, evitará que o oxigênio alcance o fogo, extinguindo-o. Não haverá reignição se a cobertura for mantida durante um período suficiente para que o material combustível se resfrie abaixo de sua temperatura de combustão. Portanto, esses agentes extintores são de valor limitado em incêndios de madeiras e outros materiais combustíveis comuns, porque a cobertura não costuma ser conservada por um período bastante longo. (MATTOS; MÁSCULO, 2011, p. 160) De acordo com Saliba (2010), somente pequenos incêndios podem ser abafados com tampas de vasilhas, panos, cobertores, etc., enquanto que para outros de maiores proporções são necessários produtos específicos para se conseguir o abafamento. Um dos exemplos comuns de abafamento é quando ocorre um incêndio em uma panela e a partir disso, para a extinção é necessário o abafamento com um pano úmido sobre a panela e o desligamento o fogo, esse é um tipo de abafamento para pequenos incêndios. Pode-se utilizar os extintores de pó químico seco e o gás carbônico, além das espumas quando forem incêndios maiores. Extinção Química A extinção química ocorre quando, de acordo com Miranda Jr. et al. (2005), interrompemos a reação em cadeia. A quebra da reação em cadeia extingue, também, o incêndio. Este método consiste no seguinte: o combustível, sob ação do calor, gera gases ou vapores que, ao se combinarem com o comburente, formam uma mistura inflamável. Quando lançamos determinados agentes extintores ao fogo, suas moléculas se dissociam pela ação do calor e se combinam com a mistura inflamável (gás ou vapor mais comburente), formando outra mistura não inflamável. A reação em cadeia torna a queima autossustentável. O calor irradiado das chamas atinge o combustível e este é decomposto em partículas menores, que se combinam com o oxigênio e queimam, irradiando outra vez calor para o combustível, formando um ciclo constante (CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2011, p. 18). https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Tetaedro do Fogo Figura 9 - Quebra da reação em cadeia Fonte: Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (2011, p. 18, on-line) ¹ . Segundo Camillo Jr. (2012, p. 24) “quando determinados agentes extintores são lançados ao fogo, suas moléculas se dissociam pela ação do calor e se combinam com a mistura inflamável, formando outra mistura não inflamável.” De acordo com Saliba (2012) e Mattos e Másculo (2011), a teoria da extinção química atribuia eficiente extinção dos hidrocarbonetos halogenados e dos sais inorgânicos a uma reação química, já que interfere na cadeia de reações que se realiza durante a combustão. A reação em cadeia acontece na maioria dos incêndios, tornando a queima autossustentável, e para a extinção desses incêndios seria o caso de aplicar a extinção química, mas há muitos anos esse tipo de método não está mais sendo utilizado, fazendo com seja necessária a aplicação dos três métodos anteriores de extinção para que a extinção da reação em cadeia ocorra, ou seja, é necessário que se faça o isolamento, o resfriamento e o abafamento. Classe de risco das edificações https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Neste estudo, veremos que a classificação de risco das edificações pode ser dividida conforme Fernandes (2010), quanto ao tipo de construção, quanto ao material com que a edificação foi construída e quanto ao risco de incêndios das edificações, que pode ocorrer em áreas isoladas, compartimentadas ou incorporadas. Quanto à construção De acordo com Fernandes (2010), as edificações podem ser classificadas quanto à construção em combustíveis, incombustíveis e resistentes ao fogo. Combustíveis Conforme Fernandes (2010), são edificações construídas total ou parcialmente em madeira. Figura 10 - Edificações em madeira Incombustíveis De acordo com Fernandes (2010), são edificações construídas totalmente em concreto. Figura 11 - Edificações construídas em concreto Resistentes ao fogo https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Segundo Fernandes (2010) são as edificações construídas com materiais que opõem resistência ao fogo, tais como ferro e alvenaria de tijolos. Figura 12 - Edificações construídas em alvenaria Figura 13 - Edificações classificadas em risco leve Quanto ao Risco de Incêndio Segundo Fernandes (2010), a classificação do tipo da gradação de risco de incêndios é dada dependo do material da construção e do tipo de material que será armazenado dentro da construção, com esses dados calcula-se a carga de incêndio. Para facilitar, o corpo de bombeiros de cada estado possui uma tabela na qual determina qual a graduação de risco daquela edificação. Elas são classificadas em risco leve, moderado e elevado. Risco Leve (RL) Conforme Fernandes (2010), são ocupações de potencial calorífico sutil. Ex.: Residências. Risco Moderado (RM) Segundo Fernandes (2010), são ocupações de potencial calorífico limitado. Ex.: Hotéis. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Figura 14 - Edificações classificadas em risco moderado Figura 15 - Edificações classificadas em risco elevado Risco Elevado (RE) De acordo com Fernandes (2010), são ocupações de potencial calorífico intenso. A classificação quanto ao risco pode ser obtida nos códigos dos bombeiros de cada estado. Utilizaremos o código dos bombeiros do estado do Paraná para exemplificar, no caso, essa tabela é similar à tabela do código dos bombeiros de São Paulo. Na tabela a seguir vamos entender que a descrição é o tipo de atividade à qual a edificação pertence e os exemplos são dessas descrições. Os Grupos são subdivididos de A até M, e esses grupos são novamente subdivididos. O objetivo da apresentação dessa tabela é que encontremos o tipo de edificação que se quer saber o grau de risco e verifiquemo-nos ao lado. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Tabela 1 - Atividade e grau de risco da edificação Fonte: Código dos Bombeiros do Estado do Paraná – NPT 017 (p. 13, 2016). A importância de saber o grau de risco da edificação é que a partir deste, dimensio- na-se a distância dos extintores, quantidade de membros da brigada de incêndio e assim por diante. Para o dimensionamento da área de risco de uma edificação, considera-se como área de risco todo local coberto ou não, onde possa ocorrer incêndio, sendo que serão computadas como área de risco as áreas cobertas, ainda que edificadas em material incombustível ou resistente ao fogo, e as áreas descobertas são computadas como áreas de risco quando utilizadas como depósito de materiais combustíveis. Fonte: Fernandes (2010, p. 16). Áreas de Risco das Edificações https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com As áreas de risco das edificações podem ser classificadas em: isoladas, compartimentadas e incorporadas. Na determinação do tipo de área de risco, sempre utilizaremos o parâmetro de que as edificações estão no mesmo terreno, pois para terrenos diferentes deve-se atender à legislação municipal. Ressaltando que as áreas de risco correspondem a toda a área que possa se incendiar, sendo coberta ou não. Área de Risco Isolada Conforme Fernandes (2010, p. 17), “área de risco isolada é a separada de qualquer outra área de risco por espaços desocupados, com a distância igual ou superior” às calcula- das pelo corpo de bombeiros de cada estado. Fernandes (2010, p. 17) complementa com: “as construções em lotes de terrenos distintos, independentes estruturalmente e sem aberturas comuns, serão computadas como áreas de risco isoladas”, ou seja, significa que se existir uma edificação ou mais no mesmo terreno e uma delas se incendiar, as demais não correm risco de se incendiarem também. A figura abaixo demostra a distância de isolamento, quando as edificações possuem risco isolado. Figura 16 - Exemplo de área de risco isolado / Fonte: Fernandes (2010, p.17). Área de Risco Compartimentada De acordo com Fernandes (2010, p. 17), a área de risco compartimentada é “aquela que possui compartimentação horizontal e/ou vertical por meio de elementos cons- truturais (paredes corta-fogo, portas corta-fogo etc.) os quais oferecem resistência à propagação do fogo a outras partes do risco ou a outros riscos.” O material que está sendo utilizado atualmente para construir as paredes e muros corta fogo externamente é o bloco de concreto celular autoclavado, oferecendo re- sistência ao fogo; de acordo com os fabricantes do bloco, o tempo de confinamento do fogo dependerá da espessura do bloco. As figuras a seguir mostram exemplos da construção desses blocos. Existe uma solução interna que são os acartonados, que possuem resistência ao fogo. A resistência dos acartonados é muito menor do que a do concreto autoclavado, mas é melhor do que não colocar nenhum material re- sistente ao fogo. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Figura 17 - Exemplo de área de risco compartimentada com porta, parede ou muro corta-fogo / Fonte: Fernandes (2010, p.18). Área de Risco Incorporada Segundo Fernandes (2010, p. 17), a área de risco incorporada é“aquela que não possui isolamento, tornando possível a propagação do fogo a outras áreas de risco, ou seja, estão no mesmo terreno.” As áreas de risco incorporadas são áreas onde as distâncias entre as edificações são menores que as recomendadas pelo corpo de bombeiros e não existe nenhum retardante de propagação das chamas como porta, muro, ou parede. NR 23 - Proteção contra incêndios https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Prezado(a) aluno(a), neste estudo iremos abordar a norma regulamentadora que contempla o assunto de proteção contra incêndios que é a NR 23, as normas regulamentadoras podem ser acessadas pelo site do Ministério do Trabalho, sendo que desta forma você as encontra atualizadas. Em maio de 2011 a norma regulamentadora – NR 23 sofreu uma modificação que a alterou de forma substancial, trazendo emum de seus itens a obrigação de cada estado em constituir seu próprio código de bombeiros. Desta forma, alguns estados elaboraram seus códigos, subdivididos em assuntos (extintores, hidrantes, chuveiros automáticos, brigada de incêndios, plano de emergência, sinalização de emergência, entre outros assuntos). Nem todos os estados elaboraram um código completo; dessa forma, alguns deles elaboraram uma cartilha de informação abordando os assuntos de combate aos incêndios. A norma regulamentadora – NR 23 não contempla mais assuntos como: quantos equipamentos de combate ao incêndio (tanto os fixos como os móveis) devem ser utilizados, ou as sinalizações de emergência (onde devem ser dispostos), chuveiros automáticos (quantos e como devem ser utilizados), planos de emergência (como devem ser elaborados), detectores de fumaça (quantos e como devem ser utilizados), alarmes contra incêndios (quantos e como devem ser utilizados); por isso, essas informações devem ser procuradas no código dos bombeiros de cada estado. A norma regulamentadora – NR 23 indica alguns itens que o empregador deve estar ciente da existência e como deve proceder nos casos de incêndios. Essa norma é simples e de fácil entendimento, pois acaba por deixar a regulamentação, as distâncias e a forma de proceder em caso de emergência para o código dos bombeiros. De acordo com ela, “Todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis” Brasil (BRASIL, 2017, p. 517). Neste item, quando a norma se refere à legis- lação estadual, significa que cada estado deve elaborar e fazer cumprir os códigos dos bombeiros. Além disso, ela menciona as normas técnicas aplicáveis, que são por exemplo as NBR (formas de procedimentos que devem ser seguidos para que a legislação seja satisfeita), algumas dessas normas abordam: a forma correta de recarga de extintores, teste hidrostático das mangueiras de hidrantes, pressão necessária que as mangueiras, dependendo do modelo, podem suportar, e formas corretas de armazenamento das mangueiras de hidrantes. Acadêmico(a), vamos pensar: será que algum dia você já obstruiu um extintor ou hidrante nem que seja por poucos minutos? Já parou para pensar se sua vida dependesse daquele extintor ou hidrante que está obstruído por sua causa? Fonte: a autora. Agora no estudo iremos abordar o item 23.1.1 da NR 23 (BRASIL, 2017, p. 517): “o empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre: a. utilização dos equipamentos de combate ao incêndio; b. procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança; c. dispositivos de alarme existentes.” O entendimento desses itens é de suma importância, quando a norma se refere à utilização dos equipamentos de combate ao incêndio, está se referindo às informações relevantes sobre os extintores, hidrantes e chuveiros automáticos; podemos inferir que são todas as informações desde treinamentos utilizando estes equipamentos, localização, inspeções primárias, secundárias e terciarias nos casos de extintores e inspeções no geral nos casos de hidrantes e chuveiros. A norma também aborda a parte de procedimentos para evacuação a dos locais com segurança. Nesse item, inferimos que devemos procurar no código informações sobre plano de emergência e brigadas de incêndios, dentre esses itens definições de rotas de fuga e pontos de encontro, assim como a definição dos profissionais que devem executar cada parte do plano de emergência em caso de incêndios. Deve-se consultar no código como dimensionar e treinar uma brigada de incêndio e, além disso, quais profissionais podem realizar esse treinamento. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Para finalizar esse item, a norma aborda os dispositivos de alarmes existentes, in- ferimos que deve-se verificar quais tipos e como os alarmes de incêndios devem ser colocados, pode-se incluir também não somente os alarmes de incêndio mas os detectores de fumaça, visto que a utilização deste equipamento identifica rapidamente um princípio de incêndio. Na sequência, iremos abordar os itens que a NR 23 menciona sobre as saídas de emergência: 23.2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência. 23.4 Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho. 23.5 As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento. (BRASIL, 2017, p. 517) Nesses itens a norma discutirá sobre as saídas de emergência, que são um dos itens mais importantes nos planos de emergência de uma edificação, visto que se as saídas estiverem mal identificadas ou fechada a chave, nada adiantará que todos os outros itens estejam corretos, pois as pessoas não conseguirão sair em segurança do local sinistrado, entende-se que a porta precisa estar aberta, mas pode haver mecanismos para serem abertas apenas do lado de dentro da porta para trazer segurança aos trabalhadores. As saídas de emergência não devem diminuir a abertura em toda a extensão para dentro da edificação e não podem conter degraus nem nada que impeça a saída das pessoas do interior do recinto em caso de emergência. Finalizando a NR 23, o item 23.3 (BRASIL, 2017, p. 517), aborda que “as aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída.” Este item remete à parte do Código dos bombeiros que irá explicar sobre as sinalizações de emergência e iluminações de emergência, dentre esses temas deve-se abordar os tipos de sinalização, tipos de placas, altura que devem ser colocadas, além da sua finalidade. Devemos lembrar que a sequência das placas tem por objetivo mostrar a rota de fuga das edificações, a identificação de hidrantes e extintores, além de iluminar a rota de fuga nos casos de falta de energia elétrica; seja por motivos de incêndios ou não, a iluminação possui poucos Lux, mas é suficiente para que as pessoas possam se deslocar com segurança até a saída. A Norma Regulamentadora – NR 23 aborda apenas esses itens, mas como ela cita que devemos cumprir a legislação estadual, aborda todo o Código dos bombeiros; então, desta forma, todos os itens que forem importantes podem ser incorporados ao código e as edificações deverão segui-las. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/atividades Unidade 2 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ATIVIDADES 1. O fogo é resultante da reação química entre um combustível e o comburente, libe- rando calor e luz; para que esse fogo exista e consiga se manter, é necessário que seus elementos estejam em condições mínimas. Diante disso, assinale a alternativa correta sobre os elementos que compõem o quadrado do fogo. a) Combustível, comburente, calor e combustão. b) Combustão, combustível, reação em cadeia e calor. c) Combustível, comburente, calor e reação em cadeia. d) Reação em cadeia, calor, combustão e combustível. e) Comburente, Combustível, Calor e Combustão . 2. Na classificação da combustão, é necessário que se entenda como os combustíveis se comportam quando são incendiados; existem os combustíveis que se incendeiam de forma moderada e que têm fenômenos luminosos. Diante dessas informações, assinale a alternativa correta. a) Incêndios. b) Combustão ativa c) Comburente. d) Explosão. e) Combustão lenta. 3. Na classificação dos incêndios, vimos que umadas divisões é o tipo de combustí- vel em que ele se enquadra. Temos quatro classes nas quais os combustíveis podem ser divididos, conforme o código dos bombeiros dos estados do Paraná ou de São Paulo. Diante disso, analise as afirmações a seguir: A classe A é referente a materiais sólidos combustíveis como madeira e plástico. I) A classe B incendeia mais rápido que a classe A. II) A classe B se incendeia na superfície e na profundidade e deixa resíduos. III) A classe D é referente a materiais elétricos energizados. Assinale a alternativa correta. a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e II, apenas. d) I e IV, apenas. e) I, II, III e IV. Resolução das atividades Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/atividades https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/resumo Unidade 2 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação RESUMO Prezado(a) acadêmico(a)! Espero que tenham gostado do nosso estudo sobre proteção contra incêndios e explosões, a partir dele o(a) acadêmico(a) entendeu como ocorre a propagação e extinção dos incêndios, além de entendermos a norma regulamentadora e os códigos dos bombeiros que deveremos seguir, diante disso, os objetivos para esse estudo devem ser: identificar como o incêndio se propaga, entender como os incêndios podem ser extintos, compreender quais são os mecanismos que podem ser utilizados para conter os incêndios e entender a norma regulamentadora sobre incêndios. Para isso, dividimos nosso estudo nas seguintes aulas: formas de propagação, formas de extinção, compreender quais são os mecanismos que podem ser utilizados para conter os incêndios e entender a norma regulamentadora sobre incêndios. Inicialmente apresentamos como as formas de propagação podem ser subdivididas: condução, convecção e irradiação, a partir da forma que os incêndios se propagaram é mais fácil entender como os incêndios se iniciaram e principalmente quais as classes que compreendem a propagação. Na sequência, apresentamos as formas de extinção dos incêndios que podem ser divididas em: isolamento, resfriamento, abafamento e extinção química. Devemos lembrar sempre do quadrado do fogo; cada lado do quadrado é a retirada de um elemento que compõe os tipos de extinção que possuímos. A classificação das edificações pode ser dividida como tipos de materiais de construção (combustível, resistente ao fogo e incombustível), classes de riscos (risco leve, moderado e elevado) e os tipos de isolamento das edificações (isoladas, incorporadas e compartimentadas), essas características determinam várias condições de utilização ou determinação da quantidade de equipamentos de combate aos incêndios. Para finalizar, estudamos a norma regulamentadora – NR 23 e os códigos dos bombeiros; a partir deles obtemos as principais obrigações que precisam ser seguidas para a prevenção dos incêndios. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/resumo https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/eu-indico Unidade 2 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Material Complementar Leitura Curso Básico de Segurança e Higiene Ocupacional Autor: Tuffi Messias Saliba Editora: LTr Sinopse : Esta obra tem sido adotada como livro texto dos cursos de engenharia e técnico de segurança do trabalho em diversas escolas. A abordagem de diversos temas de segurança e saúde ocupacional, de maneira didática e objetiva, contribui positivamente para a grandeza da obra composta pelos profissionais da área. Portanto, é com muita satisfação que apresentamos a 5a edição do Curso Básico de Segurança e Higiene Ocupacional. Na Web Os links a seguir servem para vocês conseguirem acessar os códigos dos bombeiros do estado do Paraná e de São Paulo, ou seja, caso queira acessar o código na integra, é possível obtê-los. Código dos Bombeiros do Estado do Paraná Acesse Código dos Bombeiros do Estado de São Paulo Acesse Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/eu-indico https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.pr.gov.br%2Fmodules%2Fconteudo%2Fconteu-%2520do.php%3Fconteudo%3D316&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2fVFhHfZZx8F0T-S7CJP7d http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fcorpodebombeiros.sp.gov.br%2F&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3VrWJcpCpbGt26eTnqcVUj https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/refer%C3%AAncias Unidade 2 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação REFERÊNCIAS BRASIL, Segurança e Medicina do Trabalho . 78. ed. São Paulo: Editora Atlas, São Paulo, 2017. CAMILLO JR., A. B. Manual de Prevenção e Combate a Incêndios . 13. ed. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2012. FERNANDES, I. R. Engenharia de Segurança Contra Incêndio e Pânico . 1. ed. Curitiba: CREA, 2010. CORPO DE BOMBEIROS DO PARANÁ. NPT 017 – Brigada de Incêndio , 2016. Disponível em: < http://www.bombeiros.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=316 >. Acesso em: 27 ago. 2017. RIO DE JANEIRO. Apostila do Estágio Probatório para oficiais do Quadro de Saúde, EPOQS – Prevenção e Combate ao Incêndio , 2008. 46p. MATTOS, U. A. de O.; MÁSCULO, F. S. Higiene e Segurança do Trabalho . Rio de Janeiro: Elsevier/ Abepro, 2011. MIRANDA JUNIOR, L. C. Curso básico de segurança em instalações serviço em eletricida- de. Manual de Treinamento CPNSP , 2005. SALIBA, T. M. Curso Básico de Segurança e Higiene Ocupacional . 3. ed. São Paulo: Editora LTr, 2010. CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO. Cartilha de orientações básicas do CBPMESP – Noções de Prevenção contra incêndio . Dicas de Segurança, 2011. Disponível em: < http://www.ccb.policiamilitar.sp.gov.br/icb/wp-content/uploads /2017/02/Cartilha_de_ Orientacao.pdf >. Acesso em: 27 ago. 2017. CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO. Código dos Bombeiros Militar do Estado de São Paulo . IT nº 02 – Conceitos Básicos de Segurança Contra Incêndio, 2015. Disponível em: < http://www.corpodebombeiros.sp.gov.br /dsci_publicacoes2/_lib/file/doc/IT_02_2011.pdf >. Acesso em: 27 ago. 2017. REFERÊNCIAS ON-LINE ¹Em: < http://www.ccb.policiamilitar.sp.gov.br/icb/wpcontent/uploads/2017/02/Cartilha_de_ Orientacao.pdf > ²Em: < https://www.greenme.com.br/informar-se/biodiversidade/5560-espanha-incendio-donana >. Acesso em: 28 out. 2017. ³Em: < http://www.bombeirosdf.com.br/2014/08/incendios-sao-cada-vez-mais-frequentes.html >. Acesso em: 22 ago. 2017. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/refer�ncias https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.pr.gov.br%2Fmodules%2Fconteudo%2Fconteudo.php%3Fconteudo%3D316&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1WkgmSgS7ZB1dQOl3bjiHT http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.ccb.policiamilitar.sp.gov.br%2Ficb%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F02%2FCartilha_de_&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1z4L_ERASuQOc7QGegiGtThttp://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.ccb.policiamilitar.sp.gov.br%2Ficb%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F02%2FCartilha_de_&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1z4L_ERASuQOc7QGegiGtT http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.corpodebombeiros.sp.gov.br%2Fdsci_publicacoes2%2F_lib%2Ffile%2Fdoc%2FIT_02_2011.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2ViM6hWwZrhd0SI0-76z9m http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.corpodebombeiros.sp.gov.br%2Fdsci_publicacoes2%2F_lib%2Ffile%2Fdoc%2FIT_02_2011.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2ViM6hWwZrhd0SI0-76z9m http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.ccb.policiamilitar.sp.gov.br%2Ficb%2Fwpcontent%2Fuploads%2F2017%2F02%2FCartilha_de_Orientacao.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0ChbW4vmNas657ffZ7BqXX https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.greenme.com.br%2Finformar-se%2Fbiodiversidade%2F5560-espanha-incendio-donana&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3pxLEdUwVNMzEe7JcALp-f http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeirosdf.com.br%2F2014%2F08%2Fincendios-sao-cada-vez-mais-frequentes.html&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw38LR20rvTwmaJ508F2pweL https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/aprofundando Unidade 2 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação APROFUNDANDO Gostaria que vocês lembrassem de incêndios que se iniciaram com curto circuito em ares-condicionados, um incêndio antigo e que ainda é muito lembrado foi o do Edifício Joelma em 1974. Iniciou com um curto circuito em um ar-condicionado e o funcionário do edifício viu o princípio de incêndio, como não sabia extinguir foi desligar a chave geral do edifício, mas infelizmente o funcionário demorou muito para fazê-lo e o incêndio tomou rapidamente o edifício do 12º andar até o 25º, pois possuía muitos materiais de fácil combustão. Muitos edifícios e indústrias iniciam seus incêndios dessa forma, ou seja, de uma forma fácil de ser extinta, mas o funcionário tem que possuir treinamento para avaliar a situação e saber qual extintor utilizar e como, além de saber como é a forma mais fácil e rápida de desligar as chaves daquele setor para que o incêndio demore mais a se propagar, facilitando dessa forma a extinção. Fonte: a autora. PARABÉNS! Você aprofundou ainda mais seus estudos! Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/aprofundando https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fsites.google.com%2Fview%2Fexpedienteunicesumar%2Fp%25C3%25A1gina-inicial&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw086V6F5xmP9H59FzTAbq6f Unidade 2 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação EDITORIAL DIREÇÃO UNICESUMAR Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; LAVEZO , Ana Elisa. Proteção Contra Incêndios e Explosões. Ana Elisa Lavezo. Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 37 p. “Pós-graduação Universo - EaD”. 1. Proteção. 2. Explosões 3. EaD. I. Título. CDD - 22 ed. 363 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar Diretoria de Design Educacional Equipe Produção de Materiais Fotos : Shutterstock NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 Retornar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial/editorial https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un2/pagina-inicial Unidade 3 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação EQUIPAMENTOS MÓVEIS E FIXOS DE COMBATE AOS INCÊNDIOS Professora : Dra. Ana Elisa Lavezo Objetivos de aprendizagem Entender os tipos de agentes extintores existentes e onde serão dispostos para o uso. Compreender quais extintores são específicos para determinadas classes e como usar. Entender como usar os hidrantes e os tipos de hidrantes. Compreender para que se utiliza os chuveiros e os detectores de fumaça, assim como suas diferenças. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial Plano de estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: Agentes Extintores. Extintores. Hidrantes. Chuveiros Automáticos e Detectores de Fumaça Introdução Prezado(a) aluno(a)! Vamos iniciar nosso estudo sobre a proteção contra incêndios e explosões, a partir dele o(a) acadêmico(a) entenderá como utilizar de forma correta os extintores e hidrantes, além da utilização dos chuveiros automáticos e detectores de fumaça, diante disso os objetivos para esse estudo são: entender os tipos de agentes extintores existentes e onde serão dispostos para o uso, compreender que os extintores são específicos para determinadas classes e como usar, entender como usar os hidrantes e os tipos de hidrantes e compreender para que se utilizam os chuveiros e os detectores de fumaça, assim como suas diferenças. Para isso, dividimos nosso estudo nas seguintes aulas: agentes extintores, extintores, hidrantes e chuveiros automáticos e detectores de fumaça. Inicialmente, apresentaremos os agentes extintores, a partir destes conceitos entenderemos como os agentes extintores funcionam, ou seja, qual método de extinção será aplicado na situação em questão. Os agentes que iremos estudar são: água, gás carbônico, pó químico seco e espuma. Na sequência abordaremos os extintores, explicaremos seus tipos, formas de inspeções e métodos de extinção que estão associados a eles. Entenderemos que os extintores serão aplicados dependendo do material que estiver queimando e no seu princípio. Outro assunto que abordaremos em nosso estudo são os hidrantes, nessa parte falaremos dos tipos de hidrantes que podemos encontrar nas indústrias e empresas, como utilizamo-los corretamente, as partes dos hidrantes, a forma de dispor as mangueiras e as inspeções que devem ser realizadas. Terminando nosso estudo, falaremos dos chuveiros automáticos e dos detectores de fumaça, os dois são equipamentos que compõem a proteção contra incêndios. Os chuveiros automáticos são equipamentos capazes de aspergir água quando sua ampola se rompe e os detectores de fumaça disparam um alarme sonoro quando a fumaça chega até seu sensor. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://getfireshot.com Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 Unidade 3 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Agentes extintores Segundo Camillo (2012), os agentes extintores são substâncias sólidas, líquidas ou gasosas que podem ser utilizadas para a extinção dos incêndios dependendo do material que está incendiado. Essas substâncias podem ser dispostas em extintores (aparelhos portáteis ou sobre rodas), conjuntos hidráulicos (hidrantes) e dispositivos especiais (chuveiros automáticosou sprinklers ). Conforme Camillo (2012), os agentes extintores, portanto, são todas as substâncias capazes de interromper uma combustão, podendo ser por resfriamento (retirada do calor), abafamento (retirada do comburente), extinção química (retirada da reação em cadeia) e isolamento (retirado do combustível), em muitos casos ocorrerá a utilização simultânea desses processos. Pode-se dizer que os principais agentes extintores são: água, espuma, pós químicos e gás carbônico. Água Iniciaremos nosso estudo com a água, visto que é o agente extintor que existe em maior quantidade disponível e é mais barato em relação aos demais. A ação extintora da água é o resfriamento, ou seja, a retirada do calor. A água tem a função de diminuir a temperatura abaixo da temperatura de combustão, dessa forma extinguindo o fogo. A água é condutora de corrente elétrica, desta forma, na presença de equipamentos elétricos energizados deve-se evitar a sua utilização. A água é o mais completo dos agentes extintores. A sua importância é reconhecida, pois mesmo que não leve à extinção completa do incêndio auxilia no isolamento de riscos e facilita a aproximação dos bombeiros ao fogo para o emprego de outros agentes extintores. Atualmente é mais utilizada em sistemas de proteção contra incêndio como o sistema de hidrantes e mangotinhos, sistema de chuveiros automáticos e sistema de água nebulizada, tendo como objetivo o controle e a extinção rápida e eficiente de um incêndio (SEITO et al., 2008, p. 233 apud GOMES, 1998). Caro(a) acadêmico(a)! https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial Você saberia diferenciar em quais tipos de incêndios podem ser utilizados os diferentes agentes extintores? Fonte: a autora. Segundo Seito et al. (2008 apud FERREIRA, 1987), a água é o agente extintor que proporciona a melhor absorção de calor, sendo que o poder de extinção pode ser aumentado ou diminuído, conforme a forma que é aplicado sobre o fogo. A água pode proporcionar os seguintes métodos de extinção: por resfriamento, abafamento e emulsificação, dependendo da forma que é aplicada. A água, dependendo da forma que é aplicada, pode produzir os métodos de resfriamento e secundariamente o resfriamento, a forma como será aplicada depende do tipo de jato utilizado, existem quatro métodos diferentes que são: jato sólido, compacto, neblina e chuveiro. O jato tipo sólido há muitos anos vem sendo utilizado nos hidrantes, ainda pode-se dizer que existem vários hidrantes que o utilizam, este jato é formado por um tubo único e totalmente denso de água, tipo tronco-cônico, não sendo oco internamente, apresentando características de volume e forma bem definidas, como se fosse um filete. Esse jato é produzido pelo esguicho agulheta e é utiliza- do para atingir locais com maiores distâncias, como incêndios que exigem penetração nos materiais combustíveis ou grande volume de água (CAMILLO JR., 2012). De acordo com Camillo Jr. (2012), o jato compacto é um jato produzido pelo esguicho regulável, esse jato possui o centro oco, pois os filetes de água são produzidos pelas ranhuras externas da parte frontal do esguicho. Figura 1 - Agente Extintor – Água O jato chuveiro pequenas gotas de água que se assemelham a uma chuva. É produzido pelo esguicho regulável e tem a aparência de um cone de 90º com a abertura voltada para frente. É utilizado para a aproximação em incên- dios, pois fornece ótima proteção do calor irradiado e também tem grande poder de cobertura, ajudando a extinguir rapidamente as chamas. Pode ser utilizado também com um cone de 45º que atinge maior distância no combate ao incêndio e ainda fornece uma razoável proteção ao calor irra- diado (CAMILLO JR., 2012, p. 94-95). A água em jato sob a forma de vapor, com esguichos especiais e com bombas de pressão, é aquela fragmentada em pequeníssimas partículas, de diâmetro quase que microscópico, chamada também de neblina . O método de extinção utilizado para os jatos sólido, compacto e chuveiro é o resfriamento. Já o jato neblina pode ser utilizado como resfriamento e abafamento. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com Dióxido de Carbono (CO₂) Segundo Saliba (2010), o CO₂ ou dióxido de carbono é um material não condutor que atua sobre o fogo pela diminuição da quantidade de oxigênio até que se consiga valores abaixo do mínimo, ou seja, os métodos de extinção utilizados neste caso são abafamento e resfriamento. É um gás inodoro, não tóxico, não condutor de eletricidade, não deixa resíduos corrosivos, que combate incêndios pela redução do nível de oxigênio do ambiente protegido para valores abaixo de 13,86%, impossibilitando a respiração humana. O CO ₂ é utilizado em extintores portáteis e principalmente na indústria, na proteção de geradores de energia elétrica, laminadores, má- quinas gráficas, tanques de óleo, fornos, dutos, armazenamento de líquidos inflamáveis etc. (SEITO et al., 2008, p. 281). O agente extintor gás carbônico é muito utilizado quando se quer extinguir incêndios em materiais elétricos energizados (Classe C), pois não danifica os equipamentos e não deixa resíduos. Espuma As espumas são soluções nas quais é utilizada um LGE (Líquido Gerador de Espuma) mais água, além de oxigênio ou gás carbônico, formando a espuma. Segundo Camillo Jr. (2012), a espuma atua nos líquidos inflamáveis ou combustíveis classe B, impe- dindo o contato do ar com os vapores inflamáveis do combustível e resfriando o combustível e os demais combustíveis a sua volta, dessa forma, além do resfriamen- to, tem-se o abafamento como princípio principal. A utilização da espuma tem que ser feita com cuidado, porque o fenômeno que faz a extinção é o abafamento; se a espuma não for eficiente para o líquido inflamável em questão, este não romperá o contato do fogo com o oxigênio e a espuma não será eficaz. De acordo com Camillo Jr. (2012), uma espuma, para ser eficiente, deve: Possuir velocidade de extinção: possuir uma velocidade de dissipação rápida para obter uma cobertura em cima do combustível até a extinção total do fogo. Ser eficiente na contenção dos gases: a cobertura tem que conter os gases inflamáveis e diminuir os riscos da volta do fogo. Ser resistente ao combustível: a espuma tem que suportar os efeitos do combustível e não solubilizar as espumas. Ser resistente ao calor: aguentar os efeitos do calor fornecido pelo fogo. Um agente extintor cuja principal ação de extinção é a de abafamento e, se- cundariamente, a de resfriamento, por utilizar razoável quantidade de água na sua formação, conduz corrente elétrica, então não pode ser utilizado em incêndios da classe C. Por um processo de agitação de uma mistura de água com um agente espumante (extrato) e a aspiração simultânea de ar atmos- férico em um esguicho próprio, temos a formação da espuma mecânica, que pode ser de baixa, média e alta expansão (CAMILLO JR., 2012, p. 42). As espumas mecânicas são muito eficientes nos casos de classe B (líquidos ou gases inflamáveis), podem ser utilizadas também em incêndios da classe A, mas nunca devem ser utilizadas em incêndios de classe C e D, pois podem piorar os incêndios ao invés de extingui-los. Pó Químico Seco (PQS) Há vários tipos de Pó Químico Seco (PQS), cada tipo possui uma composição diferente e, consequentemente, uma aplicação diferente, os tipos mais comuns são: o PQS (BC), PQS (ABC), PQS (especial) e PQS (veículos). https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com Mello (2011, p. 36) define o Pó Químico Seco (PQS) como sendo: “um material finamentepulverizado, não condutor de eletricidade, com característica de fluido, tratado para ser repelente a água, resistente a aglomeração, resistente à vibração e com propriedades extintoras variadas de acordo com o tipo e a classificação.” Conforme Mello (2011), o agente extinto, Pó Químico Seco, pode ser classifica- do, de acordo com o combustível, em: a. Pó Químico Regular (Comum): empregado em incêndios de classe B e C, tendo em sua composição a base de bicarbonato de sódio ou bicarbonato de potássio; b. Pó Químico para Múltiplos Propósitos: empregado em incêndios classe A, B e C, tendo em sua composição a base de fosfato de amônio ou fosfato de magnésio; c. Pó Químico Especial: empregado em incêndios de metais combustíveis, classe D. O tipo de PQS que será utilizado dependerá da classe de incêndios que se quer extinguir, é importante lembrar que não importa a classe de incêndio que será extinta, o método de extinção utilizado será sempre o abafamento, não possuindo ação de resfriamento. Extintores O extintor de incêndio automático foi inventado por um militar inglês, o Capitão George William Manby. Em 1813, ele presenciou um incêndio em Edimburgo, iniciado no 5º andar do edifício; as mangueiras não alcançavam e o fogo tomou todo o quarteirão. A partir desse fato, o militar inventou, em 1816, um aparelho cilíndrico de cobre, com sessenta centímetros de altura e capacidade de quinze litros. Era envasado com até três quartos de um líquido antichamas, uma solução de potassa cáustica. O espaço restante era preenchido de ar comprimido (CAMILLO JR., 2012). Os aparelhos de extintores de incêndios são destinados à extinção imediata de um princípio de incêndio quando, ainda em sua fase inicial, sua eficácia ficará condicionada ao fácil acesso aos aparelhos, ao perfeito serviço de manutenção e ao conhecimento pelo operador das técnicas de extinção de fogo e da operação dos extintores (CAMILLO JR., 2012). Segundo Saliba (2010, p. 63), “os extintores são desenvolvidos para combater princípios de incêndios, sendo que o agente extintor contido nos extintores deve ser adequado para cada classe.” Os extintores de incêndios são utilizados para a extinção do princípio dos incêndios e por isso deve ocorrer uma ação rápida do operador, sendo que este deve ter treinamento e os equipamentos precisam estar desobstruídos e recarregados. A nomenclatura dos extintores dependerá dos tipos de agentes que estão acondicionando. É importante lembrar que a nomenclatura do extintor vem acompanhada das classes que estes extinguem, ou seja, A, B, C ou D; alguns extintores podem extinguir mais de uma classe. Todo extintor possui um rótulo, de acordo com o sistema internacional de identificação, no qual constarão as classes de incêndios que o extintor indicar (CAMILLO JR., 2012). https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com Figura 2 - Identificação das classes de incêndios Fonte: Equitec extintores (s.d., on-line)¹. Os extintores de água pressurizada extinguirão a classe A, os extintores de pó químico seco - PQS (ABC) extinguem classe A, B e C, e o PQS (BC) extingue classe B e C, assim como o extintor de CO² extingue classes B e C, extintor característico D extingue classe D e o extintor K extinguirá classe K. Uma das recomendações dos extintores de incêndios é que estejam adequadamente inspecionados para que, quando precisarem ser utilizados, funcionem adequadamente. Segundo Camillo Jr. (2012), em uma inspeção primária, deve-se verificar os seguintes itens: A localização correta dos extintores, isto é, conforme o projeto de incêndio e o grau de risco das edificações são determinados os locais onde os extintores precisam se localizar. O extintor estar sempre no local correto ajuda a localização. O acesso, isto é, os extintores devem estar desobstruídos para que possam, em caso de emergência, poder ser utilizados rapidamente. Os lacres de carga, pinos de segurança, rótulos de registro das inspeções, selo do INMETRO, analisar todas essas partes, para que não estejam fora da validade, o lacre não pode estar quebrado, pois indica que não foi utilizado. Verificação da Pressão: Nos casos onde o extintor possui manômetro, analisar se está correta a pressão do extintor e no caso dos extintores de CO², pesar a cada 6 meses para verificar se ocorreu diminuição do peso. Figura 3 - Mangueiras obstruídas Fonte: Extintores de incêndio (2012, on-line)². O manômetro dos extintores de incêndios permite que saibamos qual pressão está no interior do extintor. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com Nos extintores de CO², que não possuem manômetro, é necessário que esse extintor seja pesado a cada 6 meses para que saibamos se o peso continua o mesmo ou está vazando gás. Os extintores de H₂O, PQS e Espuma possuem manômetros Figura 4 - Manômetro do extintor de H ₂ O e PQS Fonte: a autora. No manômetro da Figura 4, caso a seta esteja: Na parte vermelha do lado esquerdo, é necessária a recarga do extintor, pois a pressão está abaixo da recomendada; Se estiver no verde, o extintor está com a pressão correta e; Se estiver na parte vermelha do lado direito, é necessária a recarga, pois está com uma pressão superior à recomendada. De acordo com Camillo Jr. (2012), a inspeção objetiva um exame completo dos extintores, de forma que o seu funcionamento seja seguro e eficiente. É realizada por meio de vistorias periódicas, nas quais são verificados: localização, acesso, visibilidade, rótulo de instrução, lacres, selos indicativos, peso, danos físicos, entupimento de bicos e mangueiras, mangueiras rígidas, peças soltas ou quebradas, pressão. As inspeções podem ser divididas da seguinte forma: Semanais: verificar acesso, visibilidade e sinalização; Mensais: verificar se os bicos ou mangueiras não estão obstruídos, mangueiras flexíveis, observar a pressão do manômetro, o lacre e o pino de segurança. Semestrais: verificar o peso do extintor de CO². Se estiver com 10% a menos do peso especificado, refazer a recarga. Lembre-se que essa medida é necessária, pois os extintores de CO² não possuem manômetro. Anuais: verificar se não há dano físico no extintor, avaria no pino de segurança, lacre, válvula e alívio, e examinar o nível da espuma mecânica. (CAMILLO JR., 2012, p. 62-63). As inspeções secundárias são as inspeções realizadas em empresas especializadas para a recarga dos extintores e as inspeções terciárias são realizadas nas empresas especializadas para realizar o teste hidrostático. Os extintores novos de fábrica não possuem anéis, já os extintores que passaram pela inspeção secundária (recarga), a partir de 2012 receberam um anel para identificar que o extintor foi recarregado naquele ano, pois cada ano possui uma cor diferente, conforme tabela a seguir. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com Tabela 1: Cronograma para confecções dos anéis / Fonte: Casa do Extintor (s.d., on-line)³ Além dos anéis e do manômetro, devem ser verificados os selos do INMETRO, para ver se não são falsificados. Fonte: Casa do Extintor (s.d., on-line)⁴. Vimos que as inspeções são importantes para o sistema de combate aos incêndios; neste caso, os extintores devem estar nas condições adequadas para uso, então é interessante que vocês saibam como devem proceder as inspeções de extintores de incêndio. Fonte: a autora. A norma referente aos extintores são os códigos dos bombeiros de cada estado, utilizaremos como base os Códigos dos bombeiros de São Paulo e do Paraná, pois são códigos completos e divididos por assunto de norma. Em São Paulo, é o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 021; no Paraná, é o Código de SegurançaContra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR, 2014) - NPT 021. Iremos abordar os principais assuntos dessa parte dos códigos. A distância máxima a ser percorrida com o extintor portátil e sobre rodas vai de- pender do código do seu estado, como já mencionamos, citaremos dois códigos, ou seja, São Paulo e Paraná. O CSCIP-CB/PMPR – NPT 021-2014 e o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 021/2011 são equivalentes em recomendar que a distância de caminhamento máxima entre os extintores é para risco baixo – D=25m, risco médio ou moderado – D=20m e para risco alto ou elevado – D= 15m, sendo que a classe de risco pode ser encontrada no NPT 017/2016 e IT 17/2014. Nos dois códigos é explicado que, quando se utiliza extintores sobre rodas, deve-se acrescer a metade dos valores nas distâncias. O CSCIP-CB/PMPR – NPT 021-2014 e o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo – IT 021/2011– são equivalentes em recomendar que: https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com Quando os extintores forem instalados em paredes ou divisórias, a altura de fixação do suporte deve variar, no máximo, entre 1,6 m do piso, de forma que a parte inferior do extintor permaneça, no mínimo, a 0,10 m do piso acabado. É permitida a instalação de extintores sobre o piso acabado, desde que permaneçam apoiados em suportes apropriados, com altura recomendada entre 0,10 m e 0,20 m do piso. Devem estar desobstruídos e devidamente sinalizados de acordo com o estabelecido na norma de sinalização de emergência (2011, p. 489, on-line)⁵. Os extintores podem ser instalados nas paredes com sinalização de um quadrado de 1,0 m de cada lado sendo em vermelho e amarelo, amarelo por fora, uma faixa de cada lado de 0,15m e por dentro, 0,70m, preenchendo toda a parte de dentro do quadrado. Este extintor pode também ser afixado na parede ou ficar no suporte no chão. Hidrantes Hidrantes são equipamentos fixos de combate aos incêndios constituídos de um registro, mangueiras e esguichos, sendo que todas as partes possuem os conectores storz que são universais para conectar as partes umas nas outras de forma adequa- da e fixa, pois com a pressão que o hidrante vai fornecer para o conjunto, caso não estejam adequadamente encaixadas, as partes do conjunto podem se soltar causando até a possibilidade de acidentes. Outros acessórios que são utilizados nos hidrantes é o abrigo ande é acondicionado o sistema, a chave de mangueiras, que é utilizada para facilitar a desconexão das mangueiras ou registros e a tampa do registro que tem a função de não deixar nenhum bichinho entrar na rede de hidrantes. Conforme Pereira (2009), o sistema de hidrantes e mangotinhos é um dispositivo instalado nas edificações e áreas de risco, com a finalidade de combate a incêndios. Esse sistema é composto de reserva de incêndio (água destinada apenas para essa finalidade), bomba de incêndio (salvo os locais onde for possível a utilização da gravidade conjunta ou unicamente), rede de tubulações (sinalizada de cor vermelho segurança), hidrantes (abrigo e seus equipamentos) ou mangotinhos. Conforme Mattos e Másculo (2011), os hidrantes devem ser dispostos da seguinte forma: pelo menos um próximo ao ponto de acesso principal do pavimento ou risco isolado protegido, e os demais hidrantes devem ser dispostos nas áreas de circulação de risco, próximo das paredes externas ou divisões internas. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com A instalação elétrica para o funcionamento das bombas e demais equipa- mentos dos sistemas de hidrantes deverá ser independente da instalação ou executada de modo a se poder desligar a instalação geral sem interromper a sua alimentação. Para serem operados, são necessárias pessoas treinadas. Em alguns casos, torna-se obrigatório o uso de brigadas de incêndio ou corpo de bombeiros particulares (MATTOS; MÁSCULO, 2011, p. 173). O sistema de bombas precisa estar ligado a uma rede elétrica independente, pois quando ocorre uma emergência, uma das primeiras ações é o desligamento da rede elétrica, caso o sistema de bombas dos hidrantes esteja na mesma rede, este se tornará inoperante. De acordo com Camillo Jr. (1999), as mangueiras são um dos materiais mais caros e sempre são utilizadas em locais desfavoráveis, dessa forma, temos que tomar alguns cuidados para que elas tenham uma durabilidade maior: Abrigá-las em locais arejados. Não arrastar as mangueiras em locais que possuam entulhos, quinas, vidros, telhados, principalmente quando estiverem molhadas ou cheias de água. Não devem ser deixadas sobre óleos, substâncias químicas ou ácidos, pois podem danificar as fibras ou estragar a borracha. As juntas (storz), como são de cobre, não devem ser arrastadas ou sofrer batidas, pois podem amassar e dificultar o engate. Não se deve passar veículos ou qualquer carro ou carrinho sobre as mangueiras. As mangueiras não podem ser colocadas sobre superfícies aquecidas. Não se deve deixar as mangueiras conectadas, pois, caso haja um vazamento na linha, se as mangueiras estiverem conectadas, isso dificulta a verificação rápida desse vazamento, pode ficar longos períodos vazando sem a identificação e, quando isso acontecer, a mangueira estraga. Enrolar as mangueiras sempre secas, para evitar que estrague as fibras. Existe uma forma de enrolar a mangueira, mas ela não pode ser acondicionada dentro do abrigo e sim deve ser deixada como mangueira adicional no estoque ou almoxarifado. Forma espiral: consiste em enrolar a mangueira a partir de uma de suas extremidades, ou seja, uma de suas extremidades fica no meio da mangueira enrolada e continua-se enrolando, formando uma espiral. Após a utilização das mangueiras e quando estas já estiverem secas, devem ser enroladas para serem acondicionadas dentro do abrigo. Forma zigue-zague: A forma ziguezagueada é a forma utilizada para locais onde a brigada de incêndio ainda não foi constituída ou possui pouco treinamento, deve ser enrolada da seguinte forma: acopla-se a mangueira ao registro para facilitar na hora de enrolar, e acondiciona-se a mangueira fazendo um zigue-zague até que esta esteja inteira dobrada; na sequência desconecta-se a mangueira no registro e apoia sobre a mangueira, e a outra extremidade deve estar acoplada no esguicho. Forma aduchada: consiste em dobrar a mangueira no meio com a diferença de um cotovelo e enrolar a mangueira, formando uma espiral a partir da dobra em direção às extremidades, nenhuma extremidade fica no meio dela, as duas ficam para fora, facilitando o engate no registro e no esguicho. Esta forma de acondicionamento é para locais onde existe brigada de incêndio, pois esta saberá desenrolar a mangueira rapidamente. A mangueira nunca deve ficar acoplada no registro. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com Figura 6 - Formas de acondicionar as mangueiras: ziguezagueada e aduchada / Fonte: a autora. Na Inglaterra, em 1811, ocorreu a fabricação das primeiras mangueiras de tecido. Nessa época, com o surgimento dos teares circulares, ocorreu definitivamente o aparecimento das mangueiras de tecido, as quais eram tecidas com fibras naturais (linho, juta, cânhamo etc.). No ano de 1868, J. B. Forsyth patenteou um processo no qual era introduzido um tubo de borracha dentro da mangueira de tecido, encaixado pela ação do vapor em altas temperaturas. Esse sistema, hoje conhecido por vulcanização, só veio a ser utilizado com sucesso quase um século depois, com o desenvolvimento de novos tipos de borracha e de produtos químicos que aumentavam sua durabilidade. Nos anos60, as fibras sintéticas começaram gradativamente a substituir as naturais, trazendo inúmeras vantagens, como: redução do peso, capacidade para suportar maiores pressões, baixa absorção da água, ausência de fungos e menor manutenção. Fonte: Pereira (2009, p. 131). Tipos de Hidrantes Existem vários tipos de hidrantes, os emergentes, os de recalque (que pode ser de coluna ou de passeio) e os hidrantes. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com Figura 7 - Hidrantes Emergentes Hidrantes Emergentes Os hidrantes de coluna são chamados, também, de acordo com Camillo Jr. (1999, p. 74), “de emergentes, combinam as formas permanentes de hidrantes e são dotados de meios de conexão direta às mangueiras, esses hidrantes possuem 2 ou 3 conexões para mangueiras.” Hidrantes de Recalque O Hidrante de Recalque consta no Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 022/03 e Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP- CB/PMPR) - NPT 022/2014 - Sistemas de hidrantes e mangotinhos para o combate a incêndios. Todos os sistemas devem ser dotados de dispositivo de recalque, consistindo de um prolongamento de mesmo diâmetro da tubulação principal, cujos engates sejam compatíveis com os usados pelo Corpo de Bombeiros (IT 022/03, 2011, p. 494, on- line) ⁶ . Hidrante de Recalque é o hidrante que fica na calçada ou na coluna da rua para facilitar a utilização destes pelo bombeiro, por isso deve conter engates compatíveis com o corpo de bombeiros. O dispositivo de recalque deve ser preferencialmente do tipo coluna, podendo opcionalmente o dispositivo de recalque ser instalado no passeio público. O dispositivo de recalque quando do tipo coluna deve ser instalado preferencialmente na fachada principal da edificação ou próximo a guarita, com a introdução voltada para a rua e para baixo em um ângulo de 45o e a uma altura entre 0,60 m e 1,50 m em relação ao piso do passeio da propriedade. Poderá também ser instalado no muro da divisa com a rua, desde que próximo ao acesso da edificação. A localização do dispositivo de recalque sempre deve permitir aproximação da viatura apropriada para o recalque da água, a partir do logradouro público, para o livre acesso dos bombeiros. Para a proteção do dispositivo de recalque contra atos de vandalismo, a junta de união tipo engate rápido pode ser soldada. (CSCIP-CB/PMPR, 2014, p. 7) O Hidrante de recalque pode ser colocado no passeio desde que siga algumas orientações conforme o código dos bombeiros de cada estado. Ser enterrado em caixa de alvenaria, com fundo permeável ou dreno. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.corpodebombeiros.sp.gov.br%2Fdsci_publicacoes2%2F_lib%2Ffile%2Fdoc%2FIT_22_2011.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0WJgnuL19-BhGPEkOMDTYB A tampa deve ser articulada e o requadro em ferro fundido ou material similar, na cor vermelha, identificada pela palavra “HIDRANTE DE RECALQUE”, com dimensões de 0,40 m x 0,60 m. A abertura do hidrante deve estar afastada a 0,50 m da guia do passeio. A introdução voltada para cima em ângulo de 45º e posicionada, no máximo, a 0,15 m de profundidade em relação ao piso do passeio. É vedada a instalação do dispositivo de recalque em local que tenha circulação ou passagem de veículos. (CSCIP-CB/PMPR, 2014, p. 8). Dependendo da forma como suas edificações foram dispostas, o hidrante de recalque pode não estar localizado na rua, e sim distante, no máximo, 10 m do estacionamento das viaturas do Corpo de Bombeiros dentro do pátio da empresa/indústria, visto que, se as edificações estiverem muito afastadas da rua, podem dificultar a ação dos Bombeiros no combate ao incêndio. Deve-se tomar cuidado para que o hidrante de recalque não fique em um local onde possa ser obstruído, tornando-o ineficaz. Figura 8 - Hidrante de Recalque Fonte: Bombeiro Oswaldo (2015, on-line)⁷. Hidrantes Pereira (2009) ressalta a diferença entre os sistemas de hidrantes ou mangotinhos para combate de incêndios nas edificações e áreas de risco dos hidrantes urbanos é em relação à forma de abastecimento, ou seja, hidrantes ou mangotinhos das edificações são abastecidos com água da própria edificação, já os hidrantes emergentes são abastecidos com água da rede urbana. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com Chuveiros automáticos e detectores de fumaça Neste estudo, abordaremos as diferenças entre os chuveiros automáticos e os detectores de fumaça, saberemos em quais locais devem ser utilizados e onde não se pode utilizar. Chuveiros Automáticos Conforme Saliba (2010), os chuveiros automáticos são instalações utilizadas no combate ao incêndio, compostas por uma série de crivos regadores que têm por objetivo borrifar automaticamente água no foco de fogo de um princípio de incêndio, diminuindo a probabilidade de propagação e extinguindo-o. Os chuveiros automáticos são equipamentos fixos de combate aos incêndios, que têm o objetivo de diminuir a temperatura, deixando-a abaixo do ponto de combustão. Os sistemas de chuveiros automáticos, ao mesmo tempo que são simples, têm sido desenvolvidos por profissionais ao longo de um período de mais de 100 anos, de forma que possam responder rapidamente e com eficiência ao surgimento de um incêndio. Um grande incêndio em Londres levou John Green a projetar um sistema automático de combate ao fogo em 1673, mas infelizmente não se tem de- talhes desse sistema. O primeiro dispositivo automático para a extinção de incêndio foi patenteado em 1723 por Ambrose Godfrey Hanckvitz, célebre químico. Fonte: Pereira (2009, p. 137). Segundo Camillo Jr. (2012, p. 78), “o sistema de distribuição de chuveiros automáticos são ligados a um encanamento central, do qual saem ramificações de tubos cujos diâmetros diminuem à medida que se afastam da linha principal.” No final dessas ramificações, são colocados bicos que passam a água, cuja quantidade e temperatura com que os chuveiros serão acionados dependem do risco a proteger. Deve-se avaliar o tipo de chuveiro que vai ser colocado para que esteja de acordo com a edificação. Figura 9 - Chuveiro Automático libera a água com a temperatura necessária https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com Segundo Pereira (2009), os chuveiros automáticos são compostos dos seguintes elementos: Corpo: parte do chuveiro automático que possui uma rosca, para a fixação dele na linha de ramificações, e serve de suporte para os demais componentes. Defletor/Difusor: elemento destinado a espalhar a água, distribuindo-a segundo as normas para chuveiros automáticos. Ampola ou cápsula: elemento termossensível destinado a liberar o obturador por efeito da elevação da temperatura e, com isso, deixar a água fluir sobre o foco de incêndio. Essas ampolas podem ser de vidro ou fusíveis de liga metálica Figura 10 - Elementos dos chuveiros automáticos Fonte: Camillo Jr. (2012, p. 79). Os chuveiros automáticos possuem ampolas; como vimos, para que estas liberem água é necessário que as ampolas sejam aquecidas até a temperatura em que elas se rompem, liberando assim a água. Essas temperaturas dependerão da cor da ampola que está no local protegido, veja a figura a seguir que mostra alguns exemplos diferentes desses tipos de ampolas nos chuveiros automáticos. Tabela 2 - Código de cores das ampolas dos Figura 11 – Chuveiros Automáticos chuveiros automáticos. com várias temperaturas Fonte: Camillo Jr. (2012) e Pereira (2009). Nos locais onde existirem hidrantes e chuveiros instalados na mesma edificação, não se podeesquecer que a reserva de incêndio destinada ao combate ao incên- dio deve ficar junto e, portanto, deve prever a redução da pressão quando os dois sistemas estiverem ligados ao mesmo tempo, para que nenhum dos sistemas seja prejudicado. O projetista deve aumentar a reserva de água destinada aos chuveiros na reserva de hidrantes. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com Figura 12 - Sinalização do registro de recalque do sistema de chuveiros automáticos Fonte: São Paulo (2015, p.518). Essa identificação é utilizada para identificar o recalque dos chuveiros automáticos, que fica localizado próximo ao hidrante de recalque. Detectores de Fumaça Segundo Camillo Jr. (2012, p. 112), “os detectores de fumaça são dispositivos que, quando sensibilizados por fenômenos físicos e/ou químicos, detectam princípios de incêndios, podendo ser ativados, por calor, chama ou fumaça.” Figura 13 - Detectores de Fumaça Os detectores de fumaça são dispositivos que podem estar distribuídos nas edificações e que possuem a função de detectar a fumaça em casos de incêndios; a partir da detecção, disparam um alarme em uma central indicando que naquele local possui fumaça. Os detectores de fumaça diferem dos chuveiros automáticos justamente por causa dessa propriedade: enquanto os chuveiros liberam água, os detectores de fumaça emitem um sinal sonoro e luminoso. Existem lugares em que pode-se colocar os dois sistemas: tanto os detectores de fumaça como os chuveiros automáticos. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com As definições estipuladas pelo CSCIP-CB/PMPR (NPT 003/2014 – Terminologias de Segurança Contra Incêndios) são as seguintes: Detector de fumaça óptico (fotoelétrico): detector sensível aos produtos da combustão capazes de afetar a absorção ou dispersão de radiação na região infravermelha visível e/ou ultravioleta do espectro eletromagnético. Detector de fumaça: detector sensível às partículas sólidas ou líquidas dos produtos da combustão e/ou pirólise na atmosfera (PARANÁ, 2015, p.15). Atualmente existem vários tipos de detectores, cada um adequado para a finalidade necessária. A maioria dos detectores de fumaça é colocada em locais em que os chuveiros automáticos prejudicariam mais do que ajudariam na extinção do incêndio. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/atividades Unidade 3 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ATIVIDADES 1. Os agentes extintores são substâncias capazes de extinguir os princípios de incêndios dependendo do tipo de material que está se incendiando. Diante disso, analise as afirmações a seguir: I) A água é o mais completo dos agentes extintores. II) A água possui importância reconhecida, pois mesmo que não leve à extinção completa do incêndio, auxilia no isolamento de riscos. III) O método de extinção prioritariamente da água é o resfriamento. IV) É possível fazer um abafamento com a água dependendo da forma que o jato for manuseado. Assinale a alternativa correta. a) I, apenas. b) I e II, apenas. c) II e III, apenas. d) I, II e III, apenas. e) I, II, III e IV. 2. Os extintores de incêndios são utilizados para a extinção do princípio de incêndios e por isso demandam uma ação rápida do operador, sendo que este deve ter treinamento e os equipamentos precisam estar desobstruídos e recarregados. Diante disso, analise as alternativas a seguir: a) A classe A extingue somente por abafamento. b) A classe B extingue somente por resfriamento. c) A classe C extingue somente por resfriamento. d) A classe D extingue por abafamento. e) A classe B extingue por isolamento. 3. Conforme Mattos e Másculo (2011), os hidrantes devem ser dispostos da seguinte forma: pelo menos um próximo ao ponto de acesso principal do pavimento ou risco isolado protegido, os demais hidrantes devem ser dispostos nas áreas de circulação de risco, próximo das paredes externas ou divisões internas. Diante disso, analise as alternativas a seguir: a) Os hidrantes podem ser de pó químico seco, dependendo do risco a proteger. b) Os hidrantes podem ser de espuma se forem proteger locais que possuam materiais da classe A. c) Os hidrantes que são abastecidos com água podem ser encontrados na maioria dos locais. d) Os hidrantes de espuma podem ser encontrados em shopping centers. e) Os hidrantes de pó químico seco são excelentes, visto que a maioria dos locais são extintos por abafamento. Resolução das atividades Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/atividades https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/resumo Unidade 3 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação RESUMO Prezado (a) acadêmico(a)! Espero que tenham gostado do nosso estudo que teve como foco a utilização de forma correta os extintores e hidrantes, além da utilização dos chuveiros automáticos e detectores de fumaça. Diante disso, os objetivos para esse estudo foram: entender os tipos de agentes extintores existentes e onde serão dispostos para o uso, compreender que os extintores são específicos para determinadas classes e como se usam, entender como usamos os hidrantes e os tipos de hidrantes e compreender para que se utilizam os chuveiros e os detectores de fumaça, assim como suas diferenças. Para isso, dividimos nosso estudo nas seguintes aulas: agentes extintores, extintores, hidrantes e chuveiros automáticos e detectores de fumaça. Inicialmente, apresentamos os agentes extintores, os agentes que estudamos são a água, pó químico seco, espuma e gás carbônico. Diante desses agentes, conseguimos entender como que o fogo se extingue, pois dependendo do tipo do agente extintor é um diferente método de extinção que está associado. Na sequência explicamos sobre os extintores, estes são equipamentos móveis de combate aos incêndios capazes de extinguir princípios de incêndios. Existem vários tipos e cada um dos tipos pode ser utilizado dependendo do material que está sendo incendiado. Deve-se tomar cuidado para não piorar os incêndios ao invés de extingui-los. Continuando nosso estudo, falamos sobre os hidrantes, que são os equipamentos fixos de combate aos incêndios; aprendemos que os hidrantes, para estarem completos, precisam ter: re- gistro, mangueira, esguicho, chave e abrigo. A maioria dos hidrantes são de água, mas pode ser acoplado neles o liquido gerador de espuma utilizado geralmente em usinas e petroquímicas. Terminando nosso estudo, falamos dos chuveiros automáticos e dos detectores de fumaça, sendo que os chuveiros automáticos são equipamentos capazes de extinguir o fogo aspergindo água quando a ampola se rompe e os detectores de fumaça disparam um alarme sonoro quando a fumaça chega até seu sensor. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/resumo https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/eu-indico Unidade 3 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Material Complementar Leitura A Segurança contraincêndio no Brasil Autor: Alexandre Itiu Seito Editora: Projeto Editora Sinopse : O livro pretende disseminar largamente os conhecimentos sobre a segurança contra incêndio e, para tanto, além da impressão em papel, ele também estará disponível em sítio na Internet. Era necessário dar a partida nesse processo e acreditamos que o presente trabalho vem fazer exatamente isso. Na Web Os links a seguir servem para vocês conseguirem acessar os códigos dos bombeiros do estado do Paraná e de São Paulo, ou seja, caso queira acessar o código na integra, é possível obtê-los. Código dos Bombeiros do Estado do Paraná Acesse Código dos Bombeiros do Estado de São Paulo Acesse Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/eu-indico https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.pr.gov.br%2Fmodules%2Fconteudo%2Fconteu-%2520do.php%3Fconteudo%3D316&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2fVFhHfZZx8F0T-S7CJP7d http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fcorpodebombeiros.sp.gov.br%2F&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3VrWJcpCpbGt26eTnqcVUj https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/refer%C3%AAncias Unidade 3 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação REFERÊNCIAS CAMILLO JR., A. B. Manual de Prevenção e Combate a Incêndios . 13. ed. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2012. MATTOS, U. A. de O.; MÁSCULO, F. S. Higiene e Segurança do Trabalho . Rio de Janeiro, Elsevier/ Abepro, 2011. MELLO, T. A.. Mater ial introdutório para a química aplicada à proteção e combate a incêndios: curso técnico profissionalizante em segurança do trabalho . Trabalho de conclusão de curso. Universidade de Brasília. Instituto de química. 2001. PARANÁ. Código dos Bombeiros Militar do Estado do Paraná. NPT 017 – Brigada de Incêndio , 2016. Disponível em: < http://www.bombeiros.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=316 >. Acesso em: 27 ago. 2017. PARANÁ. Código dos Bombeiros Militar do Estado do Paraná. NPT 021 – Extintores de Incêndio , 2014. Disponível em: < http://www.bombeiros.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=316 >. Acesso em: 30 ago. 2017. PARANÁ. Código dos Bombeiros Militar do Estado do Paraná. NPT 022 – Sistemas de Hidrantes e Mangotinhos para combate a incêndios , 2015. Disponível em: < http://www.bombeiros. pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=316 >. Acesso em: 30 ago. 2017. PEREIRA, Á. G. Segurança contra incêndios . São Paulo: Editora Ltr, 2009. SALIBA, T. M. Curso Básico de Segurança e Higiene Ocupacional . 3. ed. São Paulo: Editora LTr, 2010. SÃO PAULO. Código dos Bombeiros Militar do Estado de São Paulo. IT nº 02 – Conceitos Básicos de Segurança Contra Incêndio , 2015. Disponível em: < http://www.corpodebombeiros.sp.gov.br/dsci_publicacoes2/_lib/file/doc/IT_02_2011.pdf >. Acesso em: 27 ago. 2017. SEITO, A. I.; GILL, A.; PANNONI, F. D.; SILVA, S. B.; ONO, R.; CARLO, U. D.; PIGNATT, E.; SILVA, V. A Segurança Contra Incêndio no Brasil . 1. ed. São Paulo: Projeto Editora, 2008. REFERÊNCIAS ON-LINE ¹Em: < http://equitecextintores.com.br/classes-de-incencios/ >. Acesso em: 28 out. 2017. ²Em: < http://extintor-de-incendio.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html >. Acesso em: 28 out. 2017. ³Em: < http://www.casadoextintor.com.br/dicas >. Acesso em: 28 out. 2017. ⁴Em: < http://www.casadoextintor.com.br/dicas >. Acesso em: 28 out. 2017. ⁵Em: < http://www.corpodebombeiros.sp.gov.br/dsci_publicacoes2/lib/file/doc/IT_21_2011.pdf >. Acesso em 28 out. 2017. ⁶Em: < http://www.corpodebombeiros.sp.gov.br/dsci_publicacoes2/lib/file/doc/IT_22_2011.pdf >. Acesso em 28 out. 2017. ⁷Em: < http://bombeiroswaldo.blogspot.com.br/2015/07/sistemas-de-hidrantes-finalidade-bomba.html >. Acesso em: 28 out. 2017. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/refer�ncias https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.pr.gov.br%2Fmodules%2Fconteudo%2Fconteudo.php%3Fconteudo%3D316&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1WkgmSgS7ZB1dQOl3bjiHT http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.pr.gov.br%2Fmodules%2Fconteudo%2Fconteudo.php%3Fconteudo%3D316&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1WkgmSgS7ZB1dQOl3bjiHT http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2ULAaB6e5Q8kquQvvWkySd http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.corpodebombeiros.sp.gov.br%2Fdsci_publicacoes2%2F_lib%2Ffile%2Fdoc%2FIT_02_2011.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2ViM6hWwZrhd0SI0-76z9m http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fequitecextintores.com.br%2Fclasses-de-incencios%2F&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw15BZH3iouLSfN1jNoEgV27 http://extintor-de-incendio.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.casadoextintor.com.br%2Fdicas&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw18hOtPJ76WvLTUcEpFo5Ou http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.casadoextintor.com.br%2Fdicas&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw18hOtPJ76WvLTUcEpFo5Ou http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.corpodebombeiros.sp.gov.br%2Fdsci_publicacoes2%2F_lib%2Ffile%2Fdoc%2FIT_21_2011.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw18rRNT_B2t8zy5Es8JTE85 http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.corpodebombeiros.sp.gov.br%2Fdsci_publicacoes2%2F_lib%2Ffile%2Fdoc%2FIT_22_2011.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0WJgnuL19-BhGPEkOMDTYB http://bombeiroswaldo.blogspot.com.br/2015/07/sistemas-de-hidrantes-finalidade-bom- https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/aprofundando Unidade 3 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação APROFUNDANDO No Aprofundando dessa unidade, quero resgatar os extintores e como são importantes no combate ao princípio de incêndios. É muito importante que saibamos que no rótulo do extintor existem as classes que o extintor extingue. Vamos lembrar, classe A: materiais sólidos de fácil combustão, classe B: materiais líquidos e gases inflamáveis, classe C: materiais elétricos energizados, classe D: metais pirofóricos. É importante ressaltar também que materiais da classe A devem ser extintos por resfriamento, ou seja, devemos jogar água. Já materiais das classes B, C e D são extintos por abafamento, ou seja, devemos extinguir com pó químico seco (classe B, C e D), espuma (classe B) ou gás carbônico (classe B e C). Diante disso, é importante ressaltar que mesmo que o método seja abafamento, nem todos os agentes extintores podem ser utilizados em todas as classes somente levando em consideração que se extingue por abafamento. Outra situação que devemos respeitar são as distâncias entre os extintores, e como sabemos se isso está correto em nossa empresa? Primeiramente devemos verificar em qual dos grupos da tabela dos bombeiros a empresa se enquadra; a partir dessa informação, podemos determinar qual é o grau de risco que está associado ao ramo da empresa. No Código dos Bombeiros do Estado do Paraná e de São Paulo, a classificação das distâncias dos extintores de incêndios é definida como: Risco Leve: D = 25 m; Risco Moderado: D = 20m e Risco Elevado: D = 15m. Dessa forma, ficou bem mais fácil, não é mesmo? Ou seja, determina-se o grau de risco ao qual sua empresa ou indústria se enquadra e a partir disso saberemos quais são as distâncias máximas entre os extintores de incêndios. Dessa forma, podemos também determinar quantos extintores são necessários no mínimo, não esqueçam que se deve possuir extintores para todas as classes que existem na empresa, mas é claro que a maioria dos extintores serão para o maiorrisco. Fonte: a autora. PARABÉNS! Você aprofundou ainda mais seus estudos! Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/aprofundando https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fsites.google.com%2Fview%2Fexpedienteunicesumar%2Fp%25C3%25A1gina-inicial&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw086V6F5xmP9H59FzTAbq6f Unidade 3 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação EDITORIAL DIREÇÃO UNICESUMAR Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; LAVEZO , Ana Elisa. Proteção Contra Incêndios e Explosões. Ana Elisa Lavezo. Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 40 p. “Pós-graduação Universo - EaD”. 1. Proteção. 2. Explosões 3. EaD. I. Título. CDD - 22 ed. 363 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar Diretoria de Design Educacional Equipe Produção de Materiais Fotos : Shutterstock NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 Retornar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial/editorial https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un3/pagina-inicial Unidade 4 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ORGANIZAÇÃO DO COMBATE A INCÊNDIOS Professora : Dra. Ana Elisa Lavezo Objetivos de aprendizagem Refletir sobre o plano de emergência das edificações e como estruturá-lo. Entender como a brigada de incêndio se estrutura e como deve-se dimensioná-la. Compreender os tipos de iluminação de emergência que existem nas edificações. Refletir sobre as sinalizações de emergência e suas diferenças. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial Plano de estudo seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: Plano de Emergência. Brigada de Incêndio. Iluminação de Emergência. Sinalização de Emergência. Introdução Prezado(a) acadêmico(a)! Vamos iniciar nosso estudo sobre a proteção contra incêndios e explosões, a partir dele o(a) acadêmico(a) conseguirá entender como devemos construir um plano de emergência e uma brigada de incêndio, diante disso os objetivos para esse estudo são: refletir sobre o plano de emergência das edificações e como estruturá-lo, entender como a brigada de incêndio se estrutura e como deve-se dimensioná-la, compreender os tipos de iluminação de emergência que existem nas edificações e refletir sobre as sinalizações de emergência e suas diferenças. Para isso, dividimos nosso estudo nas seguintes aulas: plano de emergência, brigada de incêndio, iluminação de emergência e sinalização de emergência. Inicialmente apresentaremos o que é o plano de emergência contra incêndios, em quais casos deve ser elaborado e como deve ser elaborado, além de quais são as principais etapas para a sua elaboração. O plano de emergência é responsável por informar como proceder em situações de emergências. Na sequência explicaremos sobre as brigadas de incêndios, que são um grupo de pessoas organizadas e treinadas com a função de combater incêndios ou resolver situações de emergência. Para continuarmos, neste assunto iremos abordar as iluminações e o alarme contra incêndios, o alarme é importante para informar todos os ocupantes que está ocorrendo uma situação de emergência, na qual se deve proceder como os brigadistas orientarem e a iluminação é para conduzir as pessoas até a saída. Terminando nosso estudo, falaremos das sinalizações de segurança, as sinalizações dividem-se em: sinalizações de proibição, alerta, orientação e salvamento, equipamentos e sinalização complementar, cada uma dessas sinalizações ajuda a melhorar a informação e traz agilidade ao ocupante. Avançar https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://getfireshot.com Unidade 4 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Plano de emergência Segundo Pereira (2009), o plano de evasão é um conjunto de informações e orientações dadas aos ocupantes de uma edificação (residencial, comercial, industrial, escritórios, institucionais etc.), com o intuito de mostrar como se deve proceder em caso de emergência para preservar a integridade física dos funcionários e visitantes. Para que a evacuação ocorra de forma organizada, é necessário tomar medidas preliminares de planejamento e realizar exercícios de evacuação e execução A NBR 15.219 regula o plano de emergência contra incêndio e seus requisitos. Essa norma estabelece requisitos mínimos para elaborar, implantar, manter e revisar um Plano de Emergência Contra Incêndio (PECI). De acordo com essa norma, todo e qualquer local em que estão situadas uma ou mais edificações ou áreas para serem usadas para determinados eventos ou ocupação deverá ter seu PECI. Ainda de acordo com a norma, o PECI deve ser desenvolvido por profissional habilitado, ou seja, alguém que tenha elaborado planos de emergência nos últimos cinco anos, ou por profissional com formação que tenha tido as cargas horárias descritas a seguir, dependendo dos níveis (baixo, médio ou alto) de risco da ocupação: Prevenção e combate a incêndio e abandono de área: 200, 300 e 400 h. Primeiros socorros: 60, 120 e 240 h. Análise de risco: 60, 100 e 140 h. O PECI deve ser auditado por um profissional a cada 12 meses, preferencial- mente antes da sua revisão. Fonte: Seito et al. (2008, p. 316). https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial O Plano de emergência possui normas estaduais dos bombeiros para serem segui- das, ou seja, cada estado possui um código dos bombeiros e nele existem as normas que devem ser seguidas para constituir um plano de emergência, vamos adotar neste caso o Código dos bombeiros do estado de São Paulo e do Paraná para obtermos as informações relevantes sobre este assunto. A elaboração do plano de emergência deve ser realizada primeiramente com a inspeção dos locais de trabalho para verificarmos as condições gerais de trabalho, além de analisar como e onde devem ser localizadas as rotas de fuga, pontos de encontro, ou seja, se não conhecermos a edificação dificilmente conseguiremos construir um plano de emergência que abordará todos os riscos das edificações, além da planta de risco. O profissional habilitado deve realizar uma análise dos riscos da edificação com o objetivo de minimizar e/ou eliminar todos os riscosexistentes, recomendando-se a utilização de métodos consagrados, tais como: What if, Check list, HAZOP, Árvore de Falhas, Diagrama Lógico de Falhas (SÃO PAULO, 2014, p. 3). O profissional e as ferramentas utilizadas por esse profissional dependerão da experiência e das análises de riscos apresentadas no local analisado; várias dessas ferramentas podem ser utilizadas para minimizar os riscos apresentados na edificação. O CSCIP- CB/PMPR -NPT 016/2014 (p. 6) – Plano de Emergência contra incêndio, define como deve ser realizado o plano de emergência e indica que deve conter no mínimo as informações abaixo relacionadas. O plano de emergência deve contemplar as descrições das edificações para identificarmos como as edificações se comportam. Em seguida, deve ser realizado um procedimento básico de emergência que conterá todas as informações para a evacuação da edificação. 1) Descrição da edificação ou área de risco 1.1) Identificação da edificação: identificar o nome da empresa. 1.2) Localização: indicar o tipo de localização: se urbana ou rural, endereço, característica da vizinhança, distância do Corpo de Bombeiros e meios de ajuda externa (Plano de Auxílio Mútuo – PAM). 1.3) Estrutura (Construção): indicar o tipo, por exemplo, de alvenaria, concreto, metálica, madeira etc. 1.4) Dimensões: indicar área total construída e de cada uma das edificações, altura de cada edificação, número de andares, se há subsolos, garagens e outros detalhes. 1.5) Ocupação: indicar o tipo de ocupação de acordo com o Regulamento de segurança contra incêndio. 1.6) População: indicar a população fixa e flutuante, e suas características, total e por setor, área e andar. 1.7) Características de funcionamento: indicar os horários e turnos de trabalho, os dias e horários fora do expediente de funcionamento e as demais características da planta, departamentos, responsáveis e ramais internos. 1.8) Pessoas portadoras de necessidades especiais: indicar o número de pessoas e sua localização na planta. 1.9) Riscos específicos inerentes à atividade: detalhar todos os riscos existentes (por exemplo: cabine primária, caldeira, equipamentos, cabine de pintura etc.). 1.10) Recursos humanos: indicar o número de membros da Brigada de Incêndio, de Brigadistas Profissionais, de Corpo de Bombeiros e outros meio de ajuda externa. 1.11) Sistemas de Segurança contra Incêndio: indicar os equipamentos e recursos existentes (sistema de hidrantes, chuveiros automáticos, sistema de espuma e resfriamento, reserva técnica de incêndio, reserva de líquido gerador de espuma, grupo motogerador, etc.). 1.12) Rotas de fuga: indicar as rotas de fuga e os pontos de encontro, mantendo-os sinalizados e desobstruídos. 2) Procedimentos básicos de emergência contra incêndio Os procedimentos a seguir estão relacionados em uma ordem lógica e devem ser executados conforme a disponibilidade do pessoal, com prioridade ao atendimento de vítimas. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4#h.21cg2xugs932 2.1) Alerta: deve contemplar como deve ser dado o alerta em caso de incêndio (por exemplo: através de alarme, telefone ou outro meio), especificar órgãos e telefones de quem deve ser avisado e como os membros da Brigada e a população em geral devem ser avisados sobre o alerta. 2.2) Análise da situação: deve identificar quem vai realizar a análise da situação, qual a responsabilidade dessa pessoa, a quem ela vai informar, caso seja confirmada a emergência e demais providências necessárias. 2.3) Apoio externo: deve identificar quem é a pessoa responsável por acionar o Corpo de Bombeiros ou outro meio de ajuda externa. Deve estar claro que essa pessoa deve fornecer, no mínimo, as seguintes informações: a. nome e número do telefone utilizado; b. endereço da planta (completo); c. pontos de referência; d. características do incêndio ou do sinistro; e. quantidade e estado das eventuais vítimas. PT 016 – Plano de emergência contra incêndio. Uma pessoa, preferencialmente um brigadista, deve orientar o Corpo de Bombeiros ou o meio de ajuda externa, quando da sua chegada, sobre as condições e acessos e apresentá-los ao Chefe da Brigada. 2.4) Primeiros socorros e hospitais próximos: devem indicar quem são as pessoas habilitadas para prestar os primeiros socorros às eventuais vítimas e aos hospitais próximos. 2.5) Eliminar riscos: deve indicar quem é a pessoa responsável pelo corte da energia elétrica (parcial ou total) e pelo fechamento das válvulas das tubulações, se necessário. 2.6) Abandono de área: deve indicar a metodologia a ser usada, caso seja necessário abandonar o prédio e as pessoas responsáveis por este processo. 2.7) Isolamento de área: deve indicar a metodologia a ser usada para isolar as áreas sinistradas e as pessoas responsáveis por este processo. 2.8) Confinamento do incêndio: deve indicar a metodologia a ser usada para evitar a propagação do incêndio e suas consequências, bem como as pessoas responsáveis por este processo. 2.9) Combate ao incêndio: deve indicar quem vai combater o incêndio e os meios a serem utilizados em seu combate. 2.10) Investigação: após o controle total da emergência e a volta à normalidade, o Chefe da Brigada deve iniciar o processo de investigação e elaborar um relatório, por escrito, sobre o sinistro e as ações de contenção, para as devidas providências e/ou investigação. 3) Responsabilidade pelo plano O responsável pela empresa (preposto) e o responsável pela elaboração do Plano de Emergência contra Incêndio devem assinar o plano. No plano de emergência, depois de ser elaborado, este deve ser testado para verificar se as condições colocadas no plano são possíveis de serem executadas pelos brigadistas e pelos ocupantes, se as rotas de fuga e pontos de encontro estão bem localizadas, se os brigadistas possuem formação adequada para a extinção do princípio dos incêndios, para verificar como será realizado na prática é necessário que se faça exercícios simulados nos quais devem ser anotados durante e após este simulado os dados constantes no Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 016/2014 (p. 4) a seguir: Data e Horário do Evento; Tempo Gasto no Abandono; Tempo Gasto no Retorno; Atuação dos Profissionais Envolvidos; Comportamento da População; Participação do Corpo de Bombeiros e Tempo Gasto para a sua chegada; https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com Ajuda Externa (Por Exemplo: PAM – Plano de Auxílio Mútuo etc.); Falha de Equipamentos; Falhas Operacionais; Demais Problemas Levantados na Reunião. Os dados contidos nos treinamentos são sempre interessantes de serem compara- dos com os exercícios anteriores, devem ser realizadas atualizações deste plano de emergência todas as vezes em que se instalarem novas máquinas, equipamentos ou setores, visando que o plano esteja atualizado sempre e desta forma preservando a saúde e bem-estar dos que ali trabalham ou visitam. Brigada de incêndio A brigada de incêndio é um grupo de profissionais que serão responsáveis pela proteção das edificações e dos funcionários em caso de emergência. Ao soar o alarme de incêndio, o grupo de brigadistas se reúne para verificar a situação em que se encontra a emergência e na sequência decidir se é necessário fazer a evacuação e o combate aos incêndios. A brigada de incêndio de uma edificação pode ser dividi- da em quatro brigadas menores, que abrangerão todas as funções da brigada de incêndio. • Brigadas de incêndio: é a brigada responsável pelo combate de incêndios, ou seja, extinguir o princípio de incêndio nas edificações. Essa brigada é constituída por funcionários treinados paraesse fim e de diversos setores, assim, independente de onde ocorra o incêndio, existem pessoas experientes nesse setor (CAMILLO JR., 2012). • Brigadas de abandono: é a brigada responsável pela evacuação dos ocupantes das edificações. Essa brigada é constituída por funcionários treinados para a retirada de pessoas das edificações. Em caso de incêndios ou emergências e após a retirada das pessoas, esses brigadistas se retiram juntamente com as pessoas evacuadas (CAMILLO JR., 2012). • Brigadas de emergência: é a brigada responsável, além do combate ao princípio de incêndio, por riscos específicos como derramamento de líquidos inflamáveis ou combustíveis tóxicos. Fazem as orientações para o abandono do local em situação de emergência, além de serem os responsáveis por sinistros em locais específicos, como inundações e derramamento de pro- dutos perigosos (CAMILLO JR., 2012). • Brigada de Primeiros Socorros: é a brigada responsável por fazer os primeiros socorros e retirar pessoas feridas do interior da edificação, devem acompanhar os ocupantes feridos até a chegada dos bombeiros. As brigadas de incêndio devem ser treinadas para os riscos a que estão expostos, pois desta forma, quando ocorrer uma situação de emergência, a brigada consegui- rá tomar as decisões de forma rápida e precisa, visando a manutenção da saúde do trabalhador, além de tentar minimizar ao máximo os danos materiais para a indústria. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com Uma das primeiras organizações de combate ao fogo de que se tem notícia foi criada na Roma antiga, em 27 a.C. Um grupo conhecido como vigiles patrulhava as ruas para impedir incêndios e policiar a cidade. Nessa época, o fogo era um grande problema para os vigiles, que não possuíam métodos eficientes para a sua extinção. Em 1666, na Inglaterra, existiam brigadas de seguros contra incêndios, que eram formadas por companhias de seguros, criadas após um grande incêndio que ocorreu em Londres, que deixou milhares de pessoas desabrigadas. Essas brigadas foram criadas para proteger a propriedade de seus clientes. No Brasil, não foi diferente. As primeiras organizações de combate aos incêndios só começaram a surgir após os grandes incêndios, como o que destruiu, em 1732, parte do Mosteiro de São Bento, próximo à atual praça Mauá, no Rio de Janeiro. Fonte: Camillo Jr. (2012, p. 139). As explicações dos tipos e regras para se constituir uma brigada de incêndio estarão neste estudo baseadas nos Códigos dos bombeiros do estado do Paraná e de São Paulo. Utilizaremos, para isso, o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 017/2014; no Paraná, é o Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 017/2016 – Brigada de Incêndio. A composição da Brigada de incêndios de cada edificação, sendo ela por pavimento ou compartimento, leva em consideração o número de funcionários, o grau de risco em que a edificação se encontra e o grupo na qual esta se localiza. Quando em uma planta houver mais de um grupo de ocupação, o número de brigadistas deve ser calculado levando-se em conta o grupo de ocupação de maior risco. O número de brigadistas só é calculado para cada grupo de ocupação se as unidades forem compartimentadas ou se os riscos forem isolados (CSCIP- CB/PMPR, 2016, p. 2). Sobre o dimensionamento da brigada de incêndio, precisamos entender a tabela 1 do Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 017/2014. Os grupos são as categorias que dimensionam o local, divisão é a forma como os grupos são divididos, utilizando as letras para agrupá-los (utilizado no dimensionamento da reserva de incêndio para os hidrantes). A descrição e os exemplos são as edificações que devem ser utilizadas para o dimensionamento, o grau de risco está relacionado com a destinação da edificação, e pode ser baixo, médio ou alto. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com Tabela 1 - Composição mínima da brigada de incêndio por pavimento ou compartimento / Fonte: São Paulo (2014, p. 8-14). Para o dimensionamento, utilizaremos um exemplo. Considerando um comércio (floricultura) com uma população fixa de 40 pessoas, dimensione a Brigada de Incêndio. Resolução: Deve-se saber qual o grau de risco. No caso do comércio (floricultura), de acordo com a Tabela 1, o grau é de risco baixo. Até 10 pessoas, é necessário 2 brigadistas. Temos 40 pessoas de população fixa – 10 pessoas (2 brigadistas) = 30 pessoas para continuar o dimensionamento. Acima de 10 pessoas de população fixa, Nota 05¹. O grau de risco para esse caso é baixo, então, a cada 20 pessoas, acrescenta-se mais 1 brigadista. Como temos 30 pessoas ainda para dimensionar, faremos 30÷20= 1,5 brigadistas. Como na primeira parte do dimensionamento tínhamos 2 brigadistas, adicionamos mais 2 (1,50 brigadistas aproxima para 2 brigadistas, pois a quantidade de brigadistas tem que ser um número inteiro). Já que estamos falando de Brigada de Incêndio, você sabe qual profissional pode treinar os brigadistas? Fonte: a autora. A formação do profissional que irá treinar os brigadistas e o nível de treinamento dos brigadistas estão indicados na tabela 1 do Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 017/2014. Formação em Higiene, Segurança e Medicina do Trabalho, devidamente registrado nos conselhos regionais https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com competentes ou no Ministério do Trabalho. O médico e o enfermeiro do trabalho só podem responsabilizar-se pelo treinamento de primeiros socorros. Ensino médio completo e especialização em Prevenção e Combate a Incêndio (carga horária mínima de 120 horas-aula para risco baixo ou médio e 160 horas-aula para risco alto) e técnicas de emergências médicas (carga horária mínima de 100 horas-aula para risco baixo, médio ou alto) para os componentes das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares (SÃO PAULO, 2014, p. 3). A partir disso, é possível inferir que os profissionais da segurança, formados e credenciados seja no conselho da classe ou no Ministério do trabalho, podem ministrar o curso desde que tenham proficiência, conforme estabelecido acima. Os profissionais da segurança serão responsáveis pelo treinamento de brigada de incêndios e os profissionais da enfermagem e medicina poderão assinar o treinamento dos primeiros socorros. A brigada de incêndio é organizada dividindo seus brigadistas nos seguintes componentes: brigadistas, líder, chefe de edificação e coordenador geral, sendo que todos são selecionados satisfazendo a Tabela 1 do IT 17/2014, os brigadistas devem todos estar identificados para que os demais profissionais saibam quem são, devem possuir comunicação interna para poder ter um melhor diálogo, ou seja, que seja rápido e eficiente. Dentre seus brigadistas, saibamos que o líder, o chefe de edificação e o coordenador geral que devem analisar a ocorrência e dar a ordem de abandono se for o caso, por isso seus brigadistas devem ter ciência das rotas de fuga e os pontos de encontro determinados no plano de emergência. Iluminação de emergência iluminação de emergência, consoante Camillo Jr. (2012), são sistemas de luzes com acionamento automático por baterias ou gerador, que são acionados na falta de energia elétrica, incêndios ou por corte de energia. A iluminação de emergência ocorrerá na rota de fuga da edificação até o local do ponto de encontro, com o o b jetivo de iluminar esse trajeto para os ocupantes evacuarem com segurança. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4https://getfireshot.com O sistema de iluminação de emergência complementa a viabilidade da saída dos ocupantes do edifício, portanto não pode ser concebido isoladamente dos demais sistemas de segurança da edificação. É preferível que essa iluminação seja feita mediante luminárias instaladas próximo ao piso, pois assim corre- se menos risco de vê-las obscurecidas pela fumaça. De forma alternativa, a luminária deve estar abaixo da altura máxima do escape natural da fumaça. Fonte: Seito et al. (2008, p. 215). As explicações dos modelos de iluminação de emergência aceitas nos códigos dos bombeiros serão baseadas no Código do estado do Paraná e de São Paulo. Utilizaremos para isso o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 018/2011; no Paraná, é o Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/ Os componentes da fonte de energia centralizada de alimentação do sistema de iluminação de emergência, bem como seus comandos, devem ser insta- lados em local não acessível ao público, sem risco de incêndio, ventilado e que não ofereça risco de acidentes aos usuários. A vida útil das baterias usadas nesse sistema deve ser de quatro anos, com- provada pelo fabricante (CSCIP- CB/PMPR, 2014). Os sistemas de iluminação de emergência possuem baterias internas que, no caso de falta de energia, serão utilizadas para o iluminamento; é interessante que as baterias estejam sempre carregadas, caso contrário não ligarão em caso de desligamento de energia elétrica. As baterias para sistemas autônomos devem ser de chumbo ácido, selada ou níquel-cádmio, isentas de manutenção (CSCIP-CB/PMPR, 2014). A seguir verás uma foto de um tipo de iluminação de emergência, esta deve sempre permanecer carregada, indicada pela luz vermelha embaixo, e ligada à parede, pois quando houver falta de energia esse equipamento irá acender. Figura 1 - Iluminação de emergência Fonte: a autora O Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 018/2014 – Iluminação de Emergência determina a localização que é necessária para se dispor a iluminação de emergência. A distância máxima entre os pontos de iluminação de emergência não deve ultrapassar 15 m e entre o ponto de iluminação e a parede, 7,5 m. Outro distanciamento entre pontos pode ser adotado, desde que atenda aos parâmetros da NBR 10898/99. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com Deve-se garantir um nível mínimo de iluminamento de 3 lux em locais planos (corredores, halls, áreas de refúgio) e 5 lux em locais com desnível (escadas ou passagens com obstáculos) (CSCIP-CB/PMPR, 2014, p. 3). Verifica-se que, a partir das distâncias que essas iluminações precisam estar para iluminar, é uma iluminação necessária apenas para sair do local que os ocupantes estão, pois a quantidade de lux é muito pequena se comparado com qualquer posto de trabalho, mas para que as pessoas evacuem com segurança, é necessário que se tenha essa iluminação para que visualizem os obstáculos. Sistema de detecção e alarme de incêndio O alarme de incêndio, conforme Camillo Jr. (2012), corresponde aos conjuntos com- postos de dispositivos manuais tipo quebra- vidro e campainhas de alta potência, instalados em locais propícios. Quando estes forem acionados, disparam um sinal luminoso e sonoro no painel central, com o objetivo de informar uma situação de perigo ou incêndio e reunir, o mais rapidamente possível, os brigadistas. O sinal pode ser utilizado como sinal para o abandono da edificação. Atualmente não se quebra mais o vidro do alarme, é só levantar a parte da frente e acionar o alarme e, para desligar, deve-se resetá-lo. Figura 2 - Alarmes contra incêndio As explicações dos modelos de alarme de incêndios estarão explicadas no código do estado do Paraná e de São Paulo. Utilizaremos para isso o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 019/2011; no Paraná, é o Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP- CB/PMPR) - NPT 019/2011 – Sistema de detecção e alarme de incêndio. Todo sistema deve ter duas fontes de alimentação. A principal é a rede do sistema elétrico da edificação e a auxiliar é constituída por baterias, nobreak ou gerador. Quando a fonte de alimentação auxiliar for constituída por bateria de acumuladores ou nobreak, esta deve ter autonomia mínima de 24 horas em regime de supervisão, sendo que, no regime de alarme, deve ser de, no mínimo, 15 minutos para suprimento das indicações sonoras e/ou visuais ou o tempo necessário para o abandono da edificação. Quando a alimentação auxiliar for por gerador, também deve ter os mesmos parâmetros de autonomia mínima (CSCIP-CB/PMPR, 2011, p.2). O nobreak ou gerador do alarme de incêndio tem que prever o tempo máximo de evacuação da edificação, assim como a iluminação de emergência. O tempo que o alarme irá tomar deverá compor desde o início da emergência, a chegada dos bombeiros https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com até a evacuação de todos os ocupantes. As centrais de detecção e alarme devem ter dispositivo de teste dos indicadores luminosos e dos sinalizadores acústicos. A central de detecção e alarme e o painel repetidor devem ficar em local onde haja constante vigilância humana e de fácil visualização. A central deve acionar o alarme geral da edificação, devendo ser audível em toda edificação. (CSCIP- CB/PMPR, 2011 É importante ressaltar que muitas indústrias possuem profissionais portadores de deficiência auditiva, visto isso, deve-se colocar um sistema que além de sonoro, possua o sinal luminoso de alarme também. “A distância máxima a ser percorrida por uma pessoa, em qualquer ponto da área protegida até o acionador manual mais próximo, não deve ser superior a 30 metros. Preferencialmente, os acionadores manuais devem ser localizados junto aos hidrantes” (CSCIP-CB/PMPR, 2011). A localização do alarme de incêndio deve ser bem estudada para que este se localize em um local de fácil visualização e acesso, normalmente coloca-se o acionador próximo de extintores ou hidrantes, facilitando o combate, se assim for necessário. Sinalização de emergência A sinalização de emergência divide-se em sinalização básica (proibição, alerta, orientação e salvamento, equipamentos) e sinalização complementar. Caro(a) acadêmico(a), você sabe a diferença entre as placas de identificação? Vamos aprender? Fonte: a autora. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com Sinalização de Proibição A sinalização de proibição visa proibir e coibir ações capazes de conduzir ao início do incêndio ou ao seu agravamento. As sinalizações devem seguir as seguintes especificações, conforme Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 020/2011 (p. 19): “forma circular; cor de contraste: branca; barra diametral e faixa circular (cor de segurança): vermelha; cor do símbolo: preta; margem (opcional): branca; proporcionalidades paramétricas.” A sinalização de proibição deve ser instalada em local visível a “uma altura de 1,8 m medida do piso acabado à base da sinalização, distanciadas entre si, no máximo, 15 m entre si” (SÃO PAULO, 2011, p. 460). Figura 3 - Sinalização de Proibição / Fonte: São Paulo (2011, p. 467 Sinalização de Alerta A sinalização de alerta visa alertar áreas e materiais com potencial de risco de incêndio, explosão, choques elétricos e contaminação por produtos perigosos. As sinalizações devem seguir as seguintes especificações, segundoo Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 020/2011 (p. 19): “forma: triangular; cor do fundo (cor de contraste): amarela; moldura: preta; cor do símbolo (cor de segurança): preta; margem (opcional): branca; proporcionalidades paramétricas.” A sinalização de alerta deve ser instalada em local visível a “uma altura de 1,8 m medida do piso acabado à base da sinalização, distanciadas entre si, no máximo, 15 m entre si” (SÃO PAULO, 2011, p. 460). https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com Figura 4 - Sinalização de Alerta / Fonte: São Paulo (2011, p. 468). Sinalização de Orientação e salvamento A sinalização de orientação e salvamento visa indicar as rotas de saída e as ações necessárias para o seu acesso e uso. As sinalizações devem seguir as seguintes especificações, de acordo com o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 020/2011 (SÃO PAULO, 2011, p. 475): “forma: quadrada ou retangular; cor do fundo (cor de segurança): verde; cor do símbolo (cor de contraste): fotoluminescente; margem (opcional): fotoluminescente; proporcionalidades paramétricas.” Figura 5 - Sinalização de Orientação e salvamento / Fonte: São Paulo (2011, p. 469). Segundo o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 020/2011 (p. 4), “a sinalização de saída de emergência apropriada deve assinalar todas as mudanças de direção, saídas, escadas etc., e ser instalada segundo sua função”. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com A sinalização de orientação e salvamento deve ser instalada em local visível a “uma altura de 1,8 m medida do piso acabado à base da sinalização, distanciadas entre si, no máximo, 15 m entre si” (SÃO PAULO, 2011, p. 460). Sinalização de Equipamentos de Combate a Incêndio e Alarme Visa indicar a localização e os tipos de equipamentos de combate a incêndios e alarme, disponíveis no local. Figura 6 - Sinalização de Equipamentos de Combate a Incêndio e Alarme / Fonte São Paulo (2011, p. 472). As sinalizações devem seguir as seguintes especificações, conforme Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 020/2011, (p. 19): “forma: quadrada ou retangular; cor de fundo (cor de segurança): vermelha; cor do símbolo (cor de contraste): fotoluminescente; margem (opcional): fotoluminescente; proporcionalidades paramétricas.” “A sinalização apropriada de equipamentos de combate a incêndio deve estar a uma altura de 1,8 m, medida do piso acabado à base da sinalização, e imediatamente acima do equipamento sinalizado” (SÃO PAULO, 2011, p. 460). A Sinalização Complementar A sinalização para o sistema de proteção por hidrantes, as tubulações aparentes, não embutidas na alvenaria (parede e piso), devem ter pintura na cor vermelha. A sinalização complementar indica a direção da saída, por isso é importante, visto que em caso de incêndios ou emergências deve- se proceder com a evacuação utilizando essas sinalizações. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com Figura 7 - Sinalização de obstáculos / Fonte: São Paulo (2011, p. 482). A sinalização complementar de indicação de obstáculos e desnível deve ser implantada para que no momento da saída consigamos sair sem nos machucarmos. Figura 8 - Sinalização indicando a saída de emergência / Fonte: São Paulo (2011, p. 484). Nota de rodapé ¹Nota 05: Quando a população fixa de um pavimento, compartimento ou setor for maior que 10 pessoas, será acrescido mais um brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo, mais um briga- dista para cada grupo de até 15 pessoas para risco médio e mais um brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco alto (SÃO PAULO, 2014, p. 14). Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/atividades Unidade 4 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ATIVIDADES 1. Segundo Pereira (2009), o plano de evasão é um conjunto de informações e orientações dadas aos ocupantes de uma edificação (residencial, comercial, industrial, escritórios, institucionais etc.) com o intuito de informar como se deve proceder em caso de emergência para preservar a integridade física dos funcionários e visitantes. Diante disso, analise as afirmações a seguir. I) O plano de emergência é um documento que normalmente só é elaborado por ser obrigatório. II) O plano de emergência é analisado pelos brigadistas. III) O plano de emergência deve ser seguido pelos brigadistas e ocupantes em caso de emergência. Assinale a alternativa correta. a) I, apenas. b) I e II, apenas. c) II e III, apenas. d) I, II e III, apenas. e) I, II, III e IV. 2. As brigadas de incêndios devem ser treinadas para os riscos a que todos estão ex- postos, pois desta forma, quando ocorrer uma situação de emergência a brigada conseguirá tomar as decisões de forma rápida e precisa, visando a manutenção da saúde do trabalhador, além de tentar minimizar ao máximo os danos materiais para a indústria. Diante disso, analise as afirmações a seguir. I) A brigada de incêndio é caracterizada por fazer os primeiros socorros. II) A brigada de abandono é caracterizada por retirar os ocupantes do local sinistrado. III) A brigada de primeiros socorros chama os bombeiros, e os bombeiros retira as pessoas machucadas. IV) A brigada de emergência só é chamada em caso de emergência. Assinale a alternativa correta. a) II, apenas. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/atividades https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial b) I e II, apenas. c) II e III, apenas. d) I, II e III, apenas. e) I, II, III e IV. 3. As sinalizações de emergência estão distribuídas nas edificações para orientar e in- formar os ocupantes das ações que podem ser executadas dentro da edificações e quais não devem ser realizadas para a segurança dos ocupantes. Essas sinalizações se dividem em proibição, alerta, orientação e salvamento, além das sinalizações dos equipamentos. Diante disso, analise as afirmações a seguir. I) As sinalizações de proibição são vermelhas, geralmente círculos. II) As sinalizações de alerta são geralmente vermelhas para alertar do perigo. III) As sinalizações de orientação e salvamento são verdes e podem indicar a direção da rota de fuga das edificações. IV) A sinalização dos equipamentos é amarela e preto, para destacar. Assinale a alternativa correta. a) I, apenas. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) I, II e III, apenas. e) I, II, III e IV. Resolução das atividades Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/atividades https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/resumo Unidade 4 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Avançar RESUMO Prezado (a) acadêmico(a)! Espero que tenham gostado do nosso estudo e que tenham aprendi- do bastante sobre como devemos elaborar um plano de emergência e constituir uma brigada de incêndio, diante disso os objetivos deste estudo foram: refletir sobre o plano de emergência das edificações e como estruturá-lo, entender como a brigada de incêndiose estrutura e como deve-se dimensioná-la, compreender os tipos de iluminação de emergência que existem nas edificações e refletir sobre as sinalizações de emergência e suas diferenças. Para isso, dividimos nosso estudo nas seguintes aulas: plano de emergência, brigada de incêndio, iluminação de emergência e sinalização de emergência. Inicialmente, apresentamos passo a passo o que deve conter em um plano de emergência contra incêndios, e desta forma entendemos que as edificações devem possuir os planos de emergência, para trazer clareza à brigada quando ocorrer uma emergência. Esse plano conterá todas as informações necessárias para a retirada das pessoas em segurança. Na sequência, abordamos as brigadas de incêndios, informamos que a brigada de incêndio pode ser dividida para uma melhor atuação desta, sendo que esses brigadistas devem ser treinados para o tipo de brigada em que foram inseridos, além de se submeterem a seu superior de brigada, executando suas funções de forma eficiente. Continuando no assunto de proteção contra incêndios, explicamos sobre as iluminações e alarme contra incêndios. O alarme é importante, pois a partir deste todos os ocupantes conseguem ter ciência do que está ocorrendo e se preparam para a saída, se for o caso; existem alarme apenas sonoros e existem alarmes sonoros e luminosos também. A iluminação de emergência é utiliza- da para conduzir através da rota de fuga até o ponto de encontro os ocupantes em segurança. Terminando nosso estudo, falamos das sinalizações de segurança, que dividem-se em sinalizações de proibição, alerta, orientação e salvamento, equipamentos e sinalização complementar. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/resumo https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/eu-indico Unidade 4 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Avançar Material Complementar Leitura Segurança contra incêndios Autor: Áderson Guimarães Pereira Editora: LTr Sinopse : O conteúdo deste trabalho consiste na reunião de artigos elaborados pelo autor e publicados em revistas especializadas em segurança contra incêndios. Trata de assuntos relativos a temas institucionais, administrativos e operacionais. Destacam-se os artigos nos quais são descritas as medidas de segurança contra incêndios a serem previstas nas edificações e áreas de risco para a melhoria da qualidade das condições preventivas. Na Web Os links a seguir servem para vocês conseguirem acessar os códigos dos bombeiros do estado do Paraná e de São Paulo, ou seja, caso queira acessar o código na integra, é possível obtê-los. Código dos Bombeiros do Estado do Paraná Acesse Código dos Bombeiros do Estado de São Paulo Acesse Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/eu-indico https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/eu-indico#h.e2a038keqqtt http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.pr.gov.br%2Fmodules%2Fconteudo%2Fconteu-%2520do.php%3Fconteudo%3D316&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2fVFhHfZZx8F0T-S7CJP7d http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fcorpodebombeiros.sp.gov.br%2F&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3VrWJcpCpbGt26eTnqcVUj https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/refer%C3%AAncias Unidade 4 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Avançar REFERÊNCIAS CAMILLO JR., A. 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Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/refer�ncias https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.pr.gov.br%2Fmodules%2Fconteudo%2Fconteudo.php%3Fconteudo%3D316&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1WkgmSgS7ZB1dQOl3bjiHT http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.pr.gov.br%2Fmodules%2Fconteudo%2Fconteudo.php%3Fconteudo%3D316&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1WkgmSgS7ZB1dQOl3bjiHT http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.pr.gov.br%2Fmodules%2Fconteudo%2Fconteudo.php%3Fconteudo%3D316&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1WkgmSgS7ZB1dQOl3bjiHT http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.bombeiros.pr.gov.br%2Fmodules%2Fconteudo%2Fconteudo.php%3Fconteudo%3D316&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1WkgmSgS7ZB1dQOl3bjiHT http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.corpodebombeiros.sp.gov.br%2Fdsci_publicacoes2%2F_lib%2Ffile%2Fdoc%2FIT_20_2011.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1sVvohEBFxyt0TUa3GQMuq http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fcorpodebombeiros.sp.gov.br%2F&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3VrWJcpCpbGt26eTnqcVUj https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/aprofundando Unidade 4 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação APROFUNDANDO O Aprofundando deste estudo vem falando um pouco mais sobre como dimensionar uma brigada de incêndios. Vamos colocar outros exemplos: 1) Dimensione uma brigada de incêndio de um comércio de açougue, com 62 funcionários de população fixa. • Até 10 pessoas, é necessário 2 brigadistas. • Temos 62 pessoas de população fixa – 10 pessoas (2 brigadistas) = 52 pessoas para continuar o dimensionamento. Nota 5: Quando a população fixa de um pavimento, compartimento ou setor for maior que 10 pessoas, será acrescido mais um brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo. • O grau de risco = baixo, então, a cada 20 pessoas, mais 1 brigadista. Como temos 52 pessoas ainda para dimensionar, faremos 52÷20 = 2,6 brigadistas. Resposta Final: 5 brigadistasno total, para esse comércio (açougue) com 62 pessoas de população fixa. 2) Dimensione uma brigada de incêndio de um comércio Shopping Center, com 198 funcionários de população fixa. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/aprofundando https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial Tabela A.1 - Composição mínima da brigada de incêndio por pavimento ou compartimento • Até 10 pessoas, é necessário 8 brigadistas. • Temos 198 pessoas de população fixa – 10 pessoas (8 brigadistas) = 188 pessoas para continuar o dimensionamento. Nota 5: Quando a população fixa de um pavimento, compartimento ou setor for maior que 10 pessoas, será acrescido mais um brigadista para cada grupo de até 15 pessoas para risco médio. • O grau de risco = médio, então, a cada 15 pessoas, mais 1 brigadista. Como temos 188 pessoas ainda para dimensionar, faremos 188÷15 = 12,5 brigadistas. • Resposta Final: 21 brigadistas no total, para esse Shopping Center com 198 pessoas de população fixa. 3-) Dimensione uma brigada de incêndio de um Hotel e assemelhado, com 10 funcionários de população fixa, quando os funcionários da edificação forem distribuídos nos pavimentos. FAZER TABELA Tabela A.1 - Composição mínima da brigada de incêndio por pavimento ou compartimento Quando os funcionários da edificação forem distribuídos nos pavimentos, deve-se utilizar a Nota 5. • Até 10 pessoas, é necessário 4 brigadistas. • Resposta Final: 4 brigadistas no total, para esse Hotel e assemelhado com 10 pessoas de população fixa. 4) Dimensione uma brigada de incêndio de uma Creche, com 53 funcionários de população fixa. https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/aprofundando https://getfireshot.com Tabela A.1 - Composição mínima da brigada de incêndio por pavimento ou compartimento Nota 15: Nas divisões onde a população fixa for acima de 10 e a tabela A.1 determinar o cálculo para 80% da população fixa, o número total de brigadistas será o valor da população fixa x 80%. • 53 funcionários x 80% = 42,4 brigadistas. Resposta Final: 43 brigadistas no total, para essa Creche com 53 pessoas de população fixa. Espero que tenha ficado mais claro como fazer os dimensionamentos; a maior parte utilizará a nota 5 e a tabela, mas tenha cuidado sempre ao utilizar a tabela, olhe a nota que deverá ser utilizada. Fonte: a autora. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/aprofundando https://getfireshot.com https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fsites.google.com%2Fview%2Fexpedienteunicesumar%2Fp%25C3%25A1gina-inicial&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw086V6F5xmP9H59FzTAbq6f Unidade 4 Pagina inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação EDITORIAL DIREÇÃO UNICESUMAR Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; LAVEZO , Ana Elisa. Proteção Contra Incêndios e Explosões. Ana Elisa Lavezo. Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 3 5 p. “Pós-graduação Universo - EaD”. 1. Proteção. 2. Explosões 3. EaD. I. Título. CDD - 22 ed. 363 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar Diretoria de Design Educacional Equipe Produção de Materiais Fotos : Shutterstock NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 Retornar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial/editorial https://getfireshot.com https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial https://sites.google.com/unicesumar.com.br/protecao-contra-incendios-un4/pagina-inicial