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Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
ALESSANDRA VANESSA FERREIRA DOS SANTOS-
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
GUSTAVO SILVA OLIVEIRA
AUTORIA
Gustavo Silva Oliveira
Olá. Sou Engenheiro Florestal formado pela Universidade Federal 
de Santa Maria (UFSM), mestre em Engenharia Florestal pela Universidade 
do Estado de Santa Catarina (UDESC) e, atualmente, doutorando do 
programa de Pós-graduação em Engenharia Florestal pela Universidade 
Federal do Paraná (UFPR), nas áreas de Economia, Política e Administração 
Florestal. Possuo experiência como tutor científico no Programa de 
Educação Continuada em Ciências Agrárias da Universidade Federal do 
Paraná (PECCA/UFPR). Além das atividades de ensino, também participo 
ativamente de projetos de pesquisa institucionais nas áreas de Economia 
e administração florestal. Amo minha profissão, meu trabalho e adoro 
transmitir meus conhecimentos e as experiências que tive ao longo da 
minha carreira. É uma grande satisfação poder contribuir na formação de 
pessoas que estão em busca de um futuro melhor e que almejam ser 
bons profissionais. Deste modo, fui convidado pela “Editora Telesapiens” 
a compor seu corpo docente e seu elenco de autores independentes. 
É com grande satisfação que quero colaborar com você nesta etapa de 
estudo e trabalho. Estou aqui para o que precisar! Conte comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento 
de uma nova 
competência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando necessárias 
observações ou 
complementações 
para o seu 
conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas 
e links para 
aprofundamento do 
seu conhecimento;
REFLITA:
se houver a 
necessidade de 
chamar a atenção 
sobre algo a ser 
refletido ou discutido;
ACESSE: 
se for preciso acessar 
um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
fazer um resumo 
acumulativo das 
últimas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de 
autoaprendizagem 
for aplicada;
TESTANDO:
quando uma 
competência for 
concluída e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Levantamento dos Aspectos e Impactos Ambientais (LAIA) .... 12
Conceitos do LAIA .......................................................................................................................... 12
Prognóstico e Avaliação dos Impactos Ambientais ............................................... 13
Métodos Espontâneos (Ad hoc) ........................................................................ 17
Método da Listagem de Controle (Checklist) ......................................... 17
Redes de Interação ................................................................................................... 19
Métodos Quantitativos ............................................................................................ 19
Modelos de Simulação ............................................................................................ 19
Mapas de Superposição (Overlays) ............................................................... 20
Classificação dos Impactos Ambientais ............................................22
Abrangência ........................................................................................................................................24
Reversibilidade ................................................................................................................................25
Prazo de Manifestação ..............................................................................................................25
Magnitude ...........................................................................................................................................26
Cumulatividade e Associação ..............................................................................................27
Licenciamento Ambiental ......................................................................28
Licenciamento Ambiental ........................................................................................................28
Competência do Licenciamento Ambiental .............................................29
Sistema Nacional do Meio Ambiente ............................................................ 31
Fases do Licenciamento Ambiental ...............................................................33
Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) ...........36
Estudo de Impacto Ambiental - EIA ................................................................................. 36
Elaboração do EIA ..................................................................................................... 38
Tipos de EIA .................................................................................................................... 39
Relatório de Impacto Ambiental - RIMA ........................................................................ 40
9
UNIDADE
03
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
10
INTRODUÇÃO
A crescente preocupação com o desenvolvimento sustentável 
vem ganhando cada vez mais espaço nas organizações, tanto públicas 
quanto privadas. Diante disso, o levantamento e a análise dos aspectos 
e impactos ambientais compreendem uma das mais importantes etapas 
da implementação de um Sistema de Gestão Ambiental. Atualmente, 
existem diversos métodos que corroboram com os prognósticos e 
avaliação dos impactos ambientais. No entanto, na prática, muitas são as 
dificuldades inerentes à previsão e avaliação dos impactos, em função 
da complexidade e abrangência de alguns impactos. Desse modo, para 
um melhor entendimento e contribuição na tomada de decisões os 
impactos, são classificados considerando distintas premissas e pontos 
de vista. Para isso, é destacada a importância da legislação frente à 
preservação da qualidade ambiental, evidenciando a necessidade de 
eficientes estudos e relatórios de impactos que atenderão aos objetivos 
sobre a compatibilidade das atividades humanas em equilíbrio com o 
meio ambiente. 
E então? Vamos iniciar os estudos referentes à unidade letiva? 
Vamos começar. 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
11
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vinda (o). Nosso propósito é auxiliar você no 
desenvolvimento das seguintes objetivos de aprendizagem até o término 
desta etapa de estudos:
1. Interpretar os conceitos dos levantamentos dos aspectos e 
impactos ambientais. 
2. Identificar os tipos de impactos ambientais, considerando 
diferentes óticas de ocorrência. 
3. Avaliar de maneira geral o licenciamento ambiental no Brasil. 
4. Explicar sobre os estudos e relatórios de impacto ambiental, com 
seus conceitos, diretrizes e pontos fundamentais. 
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? 
Ao trabalho! 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
12
Levantamento dos Aspectos e Impactos 
Ambientais (LAIA)
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
como os conceitos dos levantamentos dos aspectos e 
impactos ambientais. Em seguida, conhecerá os principais 
métodos de avaliação e quais situações são indicadas a 
cada um deles, além das principais limitações. .
E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então 
vamos lá. Avante!
Conceitos do LAIA
DEFINIÇÃO:
O Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais 
(LAIA) consiste em um instrumento utilizado para verificar 
e analisar os aspectos e impactos ambientais de um 
determinado empreendimento.
Em virtude do desenvolvimento econômico, advindo,principalmente, após a revolução industrial, as problemáticas ambientais 
se intensificaram de maneira constante. Essas questões começaram a 
ter uma maior atenção em diversos países afetados por esse modelo 
industrial. 
Assim, atualmente as preocupações ambientais se tornam cada 
vez mais evidentes e as tomadas de decisões, no sentido de buscar o 
desenvolvimento sustentável, também. Para isso, a sociedade, pensando 
em estabelecer o equilíbrio entre as atividades produtivas e meio ambiente, 
cria as entidades legislativas, reguladores e governamentais. Pensando 
no Brasil, muitas empresas ainda priorizam o aumento econômico de suas 
atividades, desconsiderando a preservação do meio ambiente.
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
13
Nesse sentido, o principal foco da gestão ambiental é a manutenção 
da qualidade ambiental, por intermédio do constante aperfeiçoamento das 
condições iniciais das empresas. Com base nessas diretrizes e no auxílio 
da política ambiental definidos na organização, busca-se a aplicação do 
SGA (Sistema de Gestão Ambiental), que necessita ser constantemente 
revisto e aperfeiçoado. 
Figura 1: Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais (LAIA)
Fonte: @freepik
Cabe destacar que, para o efetivo funcionamento desses programas, 
deve-se ter o objetivo de minimizar os riscos ambientais e buscar ações 
corretivas quando preciso.
Prognóstico e Avaliação dos Impactos 
Ambientais
Segundo a norma NBR ISO14001, o aspecto ambiental configura-
se como um elemento da atividade, produtos e/ou serviços de uma 
empresa que consiga interagir com o ambiente em que está inserida. 
Nesse sentido, a identificação dos aspectos ambientais é possível 
estabelecer um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Já o conceito de 
impacto ambiental se dá por quaisquer ações humanas que alterem as 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
14
propriedades biológicas, químicas e físicas do meio ambiente, sejam 
elas de maneira direta ou indireta (Artigo 1º da Resolução n.º 001/86 do 
Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA). Dentre os impactos 
diretos e indiretos, tem-se: 
 • Qualidade dos recursos ambientais;
 • Saúde;
 • Atividades sociais e econômicas;
 • Biota; 
 • Segurança e bem-estar da população;
 • Condições estéticas e sanitárias ambientais.
Diante desses conceitos, cabe destacar que o LAIA de uma 
organização é o principal ponto para que seja possível a aplicação dos 
Sistema de Gestão Ambiental. Assim, inicia o processo com a verificação 
dos impactos ambientais que determinada atividade causará no meio 
ambiental e, posteriormente, realizam-se as ações para corretivas e 
preventivas, com o intuito de atenuar ou eliminar tais impactos. 
Conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT 
(2004), a identificação de aspectos ambientais não apresentam uma linha 
única a ser seguida, no entanto, são consideradas questões como: 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
15
 • Emissões atmosféricas; 
Figura 2: Emissões atmosférica
Fonte:@freepik
 • Lançamentos no solo;
 • Utilização de matérias-primas e recursos naturais; 
 • Consumo de energia; 
 • Energia emitida;
 • Entre outros. 
Exemplo: Calor, radiação e vibração. 
A identificação dos aspectos ambientais pode ocorrer considerando 
as informações já abordadas para questões regulamentares, mas 
também cabe aos gestores buscarem uma ótica sistêmica sobre os fluxos 
de materiais e energias inerentes as operações, agregando riscos para 
sociedade e meio ambiente. 
Conforme abordado por Dyllick et al. (2000), os critérios são 
abordados conforme a relevância ambiental, potencial de risco e as 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
16
exigências dos atores envolvidos. Desse modo, atualmente os critérios 
mais adotados para a escolha dos aspectos ambientais são: 
 • Dimensão do impacto;
 • Gravidade do impacto;
 • Probabilidade de ocorrência;
 • Permanência de impacto;
 • Exposição real ou potencial;
 • Dificuldade de alterar o impacto; 
 • Preocupações dos atores envolvidos.
Diante do exposto, a avaliação do impacto ambiental consiste em 
uma poderosa ferramenta para a proteção ambiental. A Constituição 
Federal (1988) declara que é dever do poder Público garantir, na forma da 
Lei, que para a instalação de obra ou atividade potencialmente causadora 
de significativa degradação do meio ambiente, seja feito estudo prévio de 
impacto ambiental. 
Diante da complexidade dos assuntos inerentes às questões 
ambientais, fica a responsabilidade da equipe técnica avaliar a condução 
e o método mais adequados. Assim, para medir esses impactos, utilizam-
se técnicas e metodologias de avaliação que contribuem com a avaliação 
e verificação dos impactos de determinado planejamento. 
Dentre as opções, destacam-se estas linhas metodológicas para a 
avaliação de impactos ambientais:
 • Métodos Espontâneos (Ad hoc);
 • Listagens (Checklist);
 • Redes de Interações (Networks); 
 • Matrizes de Interações; 
 • Métodos Quantitativas; 
 • Modelos de Simulação; 
 • Mapas de Superposição (Overlays); 
 • Projeção de cenários.
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
17
Métodos Espontâneos (Ad hoc)
Este método consiste na condução de reuniões entre atores com 
especialidades de diversas áreas, visando à obtenção de informações em 
tempo hábil. No entanto, apresenta limitações em relação à identificação 
de situações que devem ser repensadas e a disponibilidade de pessoas 
qualificadas. 
Figura 3: Equipe interdisciplinar
Fonte: @freepik
Além disso, tem por característica um grau elevado de subjetividade, 
mesmo com a rápida aplicação e custos inerentes reduzidos, quando as 
situações são consideráveis boas. 
Método da Listagem de Controle (Checklist)
Consiste em um dos primeiros e mais utilizados métodos, pois 
traz certa facilidade de aplicação, listando os impactos no meio físico, 
biológico e antrópico. Inicialmente ocorre a identificação e enumeração 
dos impactos, conforme uma análise ambiental feita, anteriormente, no 
ambiente.
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
18
NOTA:
Este método pode ser conduzido no formato de 
questionário, visando o direcionamento da avaliação. 
Desta maneira, cabe aos responsáveis da aplicação do método 
relacionar questões das fases de implantação, operação e desativação do 
empreendimento, classificando as características positivas e negativas, de 
acordo com o tipo da alteração pelo homem que esteja sendo aplicada 
no sistema analisado.
Figura 4: Método da Listagem de Controle
Fonte:@freepik
Como desvantagens, apresentam fragmentação, não evidenciando 
interrelações entre os fatores ambientais. Além disso, a identificação dos 
impactos é subjetiva e qualitativa.
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
19
Redes de Interação 
Este método, configura-se no sentido de identificar as conexões 
entre os efeitos ambientais que podem ocorrer das ações humanas. Desta 
maneira, por meio de esquemas e modelos matemáticos, verifica-se os 
impactos diretos e consequência dessas ações. 
NOTA:
Este método define a sequência de impactos ambientais 
oriundos por uma atividade, por meio de gráficos ou 
diagramas, que colaboram com o traçado de ações que 
o causaram de maneira direta e indireta, para posterior 
tomada de decisões quanto às medidas mitigadoras
Cabe destacar que este método apresenta certa limitação, pois 
não consegue identificar e retratar precisamente todas as características 
naturais do meio ambiente com suas relações internas. 
Métodos Quantitativos 
Os resultados deste método oferecem informações importantes 
para compor determinada situação ambiental e previsão de impactos. 
Ademais, permitem que diferentes atores envolvidos trabalhem juntos, 
reduzindo, assim, a subjetividade. 
IMPORTANTE:
Esse método permite a comparação de maneira eficiente 
entre alternativas do mesmo projeto.
Apresentam algumas limitaçõesquanto à identificação de impactos 
secundários e terciários, além da preparação da equipe. 
Modelos de Simulação
Nestas situações, explora-se a não linearidade e ligações indiretas. 
Apresenta bastante agilidade por utilizar computadores, permitindo 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
20
que diferentes informações sejam utilizadas e que seja realizada a 
identificação de falta de dados no início do processo. Para a utilização 
desses modelos, é necessária certa qualidade das informações, além 
de necessitar de pessoas especializadas para o desenvolvimento dos 
modelos matemáticos. 
Desse modo, cabe ressaltar que esse método representa o que há de 
mais moderno em relação a métodos de avaliação de impactos ambientais, 
sendo utilizado para análises e prognósticos da qualidade ambiental.
Mapas de Superposição (Overlays)
Estes métodos, servem para avaliar a relação espacial entre os 
elementos ambientais e identificar a extensão inerentes a tais impactos. 
Como vantagens, apresentam a facilidade de comparação com e sem 
determinado projeto e aplicação em grandes projetos, colaborando na 
escolha de alternativas. 
Figura 5: Avaliação espacial entre os elementos ambientais
Fonte:@freepik
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
21
Como pontos limitantes, apresenta a dificuldade na escolha dos 
fatores a serem mapeados e a valorização dos impactos. 
Diante do exposto, cabe ressaltar que a escolha do método 
de avaliação é um ponto de extrema importância para a avalição dos 
impactos ambientais, em virtude de cada um deles apresentar diferentes 
propostas. No entanto, em muitos casos ocorre a junção de mais de um 
método, visando adquirir o melhor prognóstico possível.
RESUMINDO:
No primeiro capítulo desta unidade letiva, foi verificada 
uma abordagem geral e conceitual sobre o levantamento 
de aspectos e impactos ambientais, atual cenário frente às 
adversidades de mercado e a classificação desses fatores. 
Em seguida, os métodos mais utilizados quanto à avaliação 
e prognósticos de impactos ambientais foram explanados. 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
22
Classificação dos Impactos Ambientais
OBJETIVO:
Neste segundo capítulo, você verá cada um dos tipos 
de impactos ambientais, considerando diferentes óticas 
de ocorrência. Além disso, com esta abordagem, poderá 
compreender a importância de saber a proporção e o tipo 
de impacto que se está trabalhando, para então a tomada 
de decisões. .
Vamos começar!
O impacto ambiental caracteriza-se pelos efeitos oriundos de 
mudanças que ocorrem em relação ao meio ambiente. Em muitas 
situações, o impacto ocorre em virtude do desenvolvimento econômico, 
sem o devido controle e gerenciamento dos recursos naturais. 
De acordo com a CONAMA 306 de 2002/, alterada pela Resolução 
381 de 2006 Impacto Ambiental, o impacto ambiental se configura como 
“qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas 
do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia 
resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam a 
saúde, a segurança e o bem-estar da população, as atividades sociais e 
econômicas, a biota, as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente 
e a qualidade dos recursos ambientais”.
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
23
Figura 6: Impacto ambiental da biota
Fonte:@freepik
Assim, atualmente existem diversos tipos de impactos que podem 
ocorrer no meio ambiente e, de maneira geral, eles são classificados de 
distintas maneiras.
Para a correta classificação do impacto, adota-se a consequência 
do impacto e seus efeitos em relação à atividade, classificando-o como 
direto (resultado de uma simples relação de causa e efeito, também 
chamado impacto primário ou de primeira ordem) ou indireto. Cabe 
destacar que os indiretos são inerentes às ocorrências consequentes dos 
impactos diretos. 
Ademais, os impactos podem configurar-se nas categorias de ia do 
impacto considera a sua classificação em negativo (adverso) ou positivo 
(benéfico).
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
24
Abrangência
Considerando o impacto de influência que um empreendimento 
pode causar, é realizada a classificação da seguinte maneira: 
 • Local: acontece em situações em que o impacto, ou seus efeitos, 
ocorrem ou se manifestam na área diretamente afetada ou na 
área de influência direta definida para o empreendimento, ou seja, 
quando a ação afeta apenas o próprio sítio e suas imediações;
 • Regional: essa classificação caracteriza-se pelo impacto e seus 
efeitos, ocorrendo ou se manifestando na área de influência 
indireta definida para o empreendimento. Em suma, quando o 
efeito se propaga por uma área e suas imediações; 
Figura 7: Incêndios florestais
Fonte:@freepik
 • Estratégico: na área de abrangência estratégica, ocorre em 
situações em que o impacto e seus efeitos se apresentam em 
áreas que extrapolam as “Áreas de Influência” destinadas para o 
empreendimento, quando é afetado um componente ou recurso 
ambiental de relevância coletiva ou nacional.
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
25
Reversibilidade 
Neste segundo tipo de classificação de impacto, considera-se as 
possibilidades de reversão ou não, sendo as seguintes características 
para cada classificação: 
 • Reversível: consiste em situações em que é possível reverter o 
impacto ou os efeitos causados pelas ações, colaborando com 
a aplicação de medidas para sua reparação ou então com o 
cancelamento da atividade geradora do impacto;
Figura 8: Obras causando ruídos e poeira
Fonte:@freepik
 • Irreversível: Essa classificação é considerada mais grave, pois 
mesmo com o cancelamento da atividade geradora do impacto 
não é possível reverter o seu impacto.
Prazo de Manifestação 
Nesta classificação considera-se o tempo em que o impacto e seus 
efeitos se manifestam, podendo ser compreendidos como: 
 • Imediato: ocorre imediatamente ao início das atividades que 
causaram o impacto, ou seja, quando o efeito surge no instante 
em que se dá a ação;
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
26
EXEMPLO: Produção de ruído e poeira na fase de construção de 
um projeto.
 • Médio Prazo: sucede após um período médio das ações 
causadoras, quando o efeito se manifesta depois de decorrido 
certo tempo após a ação;
Figura 9: Incidência de doenças
Fonte:@freepik
 • Longo Prazo: sucede posteriormente a um longo período, 
considerando o início das atividades que o causaram;
Exemplo: Alteração do regime de rios e a incidência de doenças 
respiratórias causadas pela inalação de poluentes por longos prolongados.
 • Impacto temporário: quando o efeito continua por um período 
determinado;
 • Impacto permanente: situações em que, uma vez executada a 
atividades, os impactos e efeitos não param de se manifestar num 
horizonte temporal determinado. 
Magnitude 
Adota a grandeza de um impacto em fatores absolutos, sendo 
definido como a mensuração de alteração de um atributo ambiental, 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
27
em fatores quantitativos ou qualitativos. Para isso, adota-se uma escala 
nominal de fraco, médio, forte ou variável.
IMPORTANTE:
Muitos autores sugerem a utilização de valoração da 
magnitude de um impacto considerando critérios não 
subjetivos, visando a uma análise mais precisa.
No entanto, em muitas situações, não é possível a obtenção de 
dados se medidos sob critérios quantitativos, tornando mais difícil as 
comparações, não permitindo assim uma valoração objetiva com relação 
à dimensão dos impactos.
Cumulatividade e Associação 
Diante desses fatores, o impacto ambiental considera a possibilidade 
de ocorrência de interação com outros impactos. Nas situações em que 
se verifica a interação cumulativa ou de associação, é atribuído o nome de 
“presente”. Já em situações em que não ocorre e nem se prevê a interação, 
o impacto é denominado “ausente”Desse modo, é bastante importante entender como são classificados 
os impactos ambientais para que, então, se possa ter o entendimento do 
que se trata e quais as medidas e tomada de decisões a serem adotadas 
pelas partes interessadas. 
RESUMINDO:
Nesta segunda unidade, foi verificada a classificação dos 
impactos ambientais sob diferentes percepções, dentre 
elas: área de abrangência, reversibilidade, prazo de 
manifestação magnitude, cumulatividade e associação. 
Assim, foi caracterizada cada uma destas situações, 
abordando-se exemplos práticos em alguns casos. 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
28
Licenciamento Ambiental 
OBJETIVO:
Neste capítulo, vamos aprender de maneira geral sobre 
o licenciamento ambiental no Brasil. Além disso, serão 
abordadas as competências de cada nível governamental, 
seja união, estado ou municípios, incluindo os órgãos 
licenciadores responsáveis. Por fim, você entenderá 
as três licenças necessárias para a liberação de um 
empreendimento. .
Preparado para mais um passo rumo ao conhecimento dos aspectos 
ambientais? Vamos iniciar!
Licenciamento Ambiental 
Licenciamento ambiental consiste no procedimento de cunho 
administrativo em que o órgão ambiental responsável licencia os 
procedimentos de localização, instalação, ampliação e atividades de 
empreendimentos e ações que utilizam os recursos ambientais. Cabe 
destacar que, nessas situações, as atividades são as consideradas 
poluidoras ou que podem causar degradação ao meio ambiente.
IMPORTANTE:
Com esta ferramenta, o intuito é a garantia de que as deci-
sões preventivas e de controle implantadas nos empreen-
dimentos estejam de acordo com o desenvolvimento sus-
tentável.
Deste modo, as principais vantagens do licenciamento atualmente são: 
 • Principais meios para defesa do meio ambiente;
 • Colaboração com o ganho de qualidade ambiental e com a vida 
das comunidades;
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
29
 • Cumprimento de normas e legislações ambientais;
 • Subsídio à programas de melhoria ambiental.
Figura 10: Cumprimento de normas e legislações
Fonte:@freepik
A Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 225, aborda que 
“todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de 
uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se 
ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo, preservá-lo para 
as presentes e futuras gerações”. E complementarmente à Resolução 
CONAMA 237/97 dispõe sobre licenciamento ambiental, listagem de 
atividades e estudos ambientais.
Competência do Licenciamento Ambiental
Em relação às competências, elas são executadas pela 
administração pública, por intermédio de seus órgãos ou entes em 
comum à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios. No 
entanto, cabe destacar que todos podem realizar ações, em decorrência 
da competência paralela e simultânea a eles atribuída, por meio do artigo 
23 da Constituição Federal de 1988.
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
30
Ademais, o Art. 23 traz que é competência comum da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
 • III – Proteger os documentos, as obras e outros bens de valor 
histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens 
naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
 • IV – Impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras 
de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural;
 • VI – Proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer 
de suas formas;
 • VII – Preservar as florestas, a fauna e a flora;
 • Entre outros. 
Figura 11: Preservação e proteção ambiental
Fonte:@freepik
Nesse sentido, cada nível apresenta suas responsabilidades e 
competências sendo eles: 
 • União: deve promover o licenciamento ambiental de 
empreendimentos e atividades, localizados ou desenvolvidos 
conjuntamente no Brasil e em país limítrofe; localizados ou 
desenvolvidos no mar territorial, na plataforma continental ou 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
31
na zona econômica exclusiva; localizados ou desenvolvidos em 
terras indígenas, entre outros;
 • Estadual: nesse nível intermédio deve ser promovido o 
licenciamento ambiental de atividades ou empreendimento 
que utilizam os recursos ambientais, efetiva ou potencialmente 
poluidores ou causadores de degradação ambiental;
 • Municipal: é de competência dos municípios promover o 
licenciamento ambiental de atividades ou empreendimento que 
resulte em impacto ambiental local, de acordo com os Conselhos 
Estaduais de Meio Ambiente, considerados os critérios potenciais 
poluidor, porte e natureza da atividade ou neste nível atividades 
localizadas em unidades de conservação com exceção das Áreas 
de Proteção Ambiental. 
Sistema Nacional do Meio Ambiente
O Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) é composto 
por órgãos e entidades da União, Estados, Distrito Federal, territórios e 
municípios, incluindo ainda as Fundações instituídas pelo Poder Público. 
Tais componentes têm a responsabilidade de manter a proteção e 
melhoria da qualidade ambiental.
Desta maneira, constituem o SISNAMA, de acordo com a Lei 6938 
da Política Nacional do Meio Ambiente, o órgão:
 • Superior: consiste em responsabilidades do conselho de Governo. 
Tem como principal objetivo a elaboração da política nacional e 
nas premissas governamentais;
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
32
Figura 12: Conselho do governo
Fonte:@freepik
 • Consultivo e Deliberativo: com responsabilidade do Conselho 
Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Tem a finalidade de 
assessorar, estudar e propor alternativas ao órgão superior; 
 • Central: o órgão central é responsabilidade do Ministério do Meio 
Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal; 
NOTA:
Este órgão tem a ação de planejar, coordenar e controlar a 
maneira com que a política nacional, o órgão federal e as 
premissas governamentais fixadas para o meio ambiente
 • Executor: responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio 
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Tem por intuito 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
33
aplicar e fazer aplicar, como órgão federal, a política e premissas 
governamentais impostas para o meio ambiente;
 • Setoriais: os órgãos ou entidades integrantes da Administração 
Pública Federal Direta ou Indireta, bem como as Fundações 
instituídas pelo Poder Público;
IMPORTANTE:
Objetiva a proteção da qualidade ambiental ou a correta 
condução do uso de recursos ambientais.
 • Seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela 
execução de programas e fiscalização; 
 • Locais: entidades municipais ou órgãos responsáveis pelo controle 
e fiscalização das atividades.
Fases do Licenciamento Ambiental
 • Licença Prévia (LP): consiste na parte inicial do licenciamento, 
composta pelas ações de avaliação do órgão quanto à localização 
e à concepção do empreendimento;
NOTA:
Nesta licença é atestada a viabilidade ambiental, 
estabelecendo os requisitos básicos para as próximas 
etapas.
Cabe destacar que a LP serve de suporte para a construção de toda 
atividade. Sob a ótica empresarial, nesse período são levantados todos os 
elementos do controle ambiental da empresa. 
Além disso, o órgão responsável define se a área utilizada para o 
empreendimento é tecnicamente adequada. Esse estudo de viabilidade é 
baseado no Zoneamento Municipal.
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
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DEFINIÇÃO:
O zoneamento é um instrumento jurídico de ordenação do 
uso e ocupação do solo.
Nesse contexto, podem ser pedidos estudos ambientais adicionais, 
tais como o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto 
Ambiental (EIA/RIMA). Posteriormente, o órgão toma a decisão das 
condições nas quais a atividade deverá se adequar para cumprimento da 
legislação. 
 • Licença de Instalação (LI): Após a concessão da LP, e esmiuçado 
o projetoinicial bem como definidas as diretrizes de proteção 
ambiental, é requerida a Licença de Instalação (LI). Nesse 
momento, é concedida a autorização do início das edificações e 
instalações inerentes aos processos;
IMPORTANTE:
Para execução desta licença deve-se seguir as normativas 
apresentadas e quaisquer que sejam as alterações 
realizadas nos sistemas, devem ser encaminhadas ao 
órgão licenciador para diagnóstico. 
 • Licença de Operação (LO): A terceira licença consiste na autorização 
do funcionamento do empreendimento. Só ocorre após a análise 
de medidas de controle ambiental estabelecidas nas duas 
primeiras licenças. Além disso, nas restrições da (LO) são definidos 
os métodos de controle e as condicionantes de operação.
Nesse contexto, entender cada etapa das licenças é fundamental 
para que sejam conhecidas as diretrizes de quaisquer atividades que 
venha a alterar as propriedades do meio ambiente. Além disso, as 
legislações estão cada vez mais exigentes, no entanto, ainda há muitas 
questões a serem melhoradas, principalmente quanto às fiscalizações.
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
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RESUMINDO:
No capítulo três, foram abordados o licenciamento 
ambiental e as diretrizes que o envolve. Além disso, foi 
feita a explanação das competências dos diferentes 
níveis de legislação. Por fim, foram conceituadas as 
fases de licenciamento ambiental até a liberação para 
funcionamento de atividades que altere as propriedades 
do Meio Ambiente. 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
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Estudos e Relatórios de Impacto 
Ambiental (EIA/RIMA)
OBJETIVO:
Neste último capítulo da unidade, você aprenderá sobre 
os estudos e relatórios de impacto ambiental, com seus 
conceitos, diretrizes e pontos fundamentais para a correta 
condução de qualquer empreendimento. Além disso, 
verificará os tipos de estudos pertinentes, atualmente, para 
a realização de quaisquer atividades. 
Preparado? Vamos começar!
Estudo de Impacto Ambiental - EIA
DEFINIÇÃO:
O estudo de impacto ambiental consiste em um documento 
base para as negociações que poderão se estabelecer 
entre empreendedor, governo e partes interessadas.
Conforme o art. 225, §1º, inciso IV descrito na Constituição Federal de 
1988, este estudo é exigido na forma da lei, para situações de instalação 
de obra ou ação causadora de degradação do meio ambiente, ou seja, 
estudo prévio de impacto ambiental. 
Cabe a este estudo, o atendimento da legislação vigente e os 
princípios e objetivos da Lei de Política Nacional do Meio Ambiente, que 
são: 
 • I - Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização 
de projeto, confrontando-as com a hipótese de não execução do 
projeto;
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
37
 • II - Identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais 
gerados nas fases de implantação e operação da atividade;
 • III - Definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente 
afetada pelos impactos, denominada área de influência do projeto, 
considerando, em todos os casos, a bacia hidrográfica na qual se 
localiza;
 • IV - Considerar os planos e programas governamentais, propostos 
e em implantação na área de influência do projeto, e sua 
compatibilidade.
Figura 13: Cumprimento dos objetivos da Lei de Política Nacional do Meio Ambiente
Fonte:@freepik
Nesse contexto, o principal objetivo deste estudo diz respeito à 
análise das atividades causadoras de alterações nas propriedades do 
meio ambiente, quantificando de maneira antecipada os impactos. O 
documento de planejamento deve trazer os motivos de tal impacto, e 
suas respectivas justificativas. 
Ademais, o EIA deve agregar um posicionamento ambiental 
em relação à área de influência da atividade em questão. Outro ponto 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
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importante é o diagnóstico da situação ambiental do local, adotando os 
fatores físicos, biológicos e socioeconômicos. 
NOTA:
Nestes estudos, é fundamental a explanação e definição 
das alternativas e medidas mitigadoras dos impactos que 
possam ser causados ao meio ambiente. 
Elaboração do EIA 
No que diz respeito à elaboração destes estudos, podem ser 
realizados pelos profissionais que compõem o ambiente empresarial, 
ou até mesmo por outras organizações prestadoras de serviços que 
apresentem equipe técnica qualificada para elaboração. 
Figura 14: Elaboração do EIA
Fonte:@freepik
Cabe ressaltar que, independentemente da equipe que realiza 
os estudos, a exigência mínima é que os grupos de profissionais sejam 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
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qualificados e apresentem conhecimento quanto às legislações e 
procedimentos corretos de avaliação. 
Após a definição da equipe, o empreendedor deve obter o 
licenciamento para posteriormente fornecer ao órgão responsável. Para 
isso, é necessário o fornecimento das informações para o andamento no 
processo de Licenciamento.
Tipos de EIA
 • Estudos Ambientais (Resolução 237/97): compreendem os 
estudos inerentes aos elementos ambientais relacionados à 
localização, instalação, operação e ampliação de uma atividade 
ou empreendimento. Além disso, é exposto como subsídio para o 
diagnóstico da licença;
NOTA:
Aborda o relatório ambiental preliminar, plano e projeto 
de controle ambiental, plano de recuperação de área 
degradada, diagnóstico ambiental, plano de manejo e 
diagnóstico preliminar de risco.
 • Estudos Ambientais (Resolução CEMA70/2009): aborda que 
todos os estudos relativos aos aspectos ambientais inerentes 
à localização, instalação, operação e ampliação de um 
empreendimento, atividade ou obra, exposto como subsídio para 
a análise da licença ou autorização solicitada, compreendendo: 
 • Relatório ambiental preliminar (RAP);
 • Projeto básico ambiental (PBA);
 • Plano de controle ambiental (PCA);
 • Plano de recuperação de área degradada (PRAD);
 • Plano de gerenciamento de resíduos sólidos (PGRS);
 • Análise de risco (AR);
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 • Projeto de controle de poluição ambiental (PCPA);
 • Avaliação ambiental integrada ou estratégica (AAI ou AAE);
 • Relatório Ambiental Simplificado (RAS)
 • Relatório de Impacto de Vizinhança (EIV). 
Relatório de Impacto Ambiental - RIMA
O relatório de impacto ambiental afeta diretamente as considerações 
finais do estudo de impacto ambiental, ou seja, busca fornecer informações 
corretas e objetivas ao órgão ambiental e às partes interessadas sobre o 
conteúdo do estudo de impacto ambiental.
O referido relatório deve ser elaborado de forma objetiva e adequada 
a sua compreensão, compreendendo:
 • Objetivos e justificativas das atividades, juntamente à relação e 
compatibilidade com os planos, programas governamentais e às 
políticas setoriais;
 • Descrição das atividades e alternativas tecnológicas e locacionais, 
(especificadas) nas fases de construção e operação a área de 
influência, matérias primas, entre outras;
 • O panorama geral dos resultados dos estudos de análises 
ambientais da área de influência das atividades; 
 • Descrição dos possíveis impactos ambientais da implantação e 
operação do projeto, alternativas, os horizontes de tempo, entre outros.
Em suma, pode-se afirmar que o RIMA colaborará e servirá como 
comunicação entre o EIA, que compreende premissas totalmente 
técnicas, o órgão licenciador e o público envolvido.
Desse modo, ressalta-se a necessidade de compreender os 
conceitos quanto aos estudos e relatório de impacto ambiental, tendo 
bem claro os procedimentos e objetivo de cada um. Para quaisquer 
atividades, independentemente da dimensão, entender a necessidade 
desses procedimentos retrata a consciência quanto ao desenvolvimento 
sustentável. 
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
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RESUMINDO:
Neste capítulo final, foram abordados os conceitos e 
diretrizes do estudo e relatório de impacto ambiental, 
evidenciando suasindispensabilidades frente ao desafio de 
desenvolvimento sustentável e atendimento à legislação 
vigente. 
SAIBA MAIS:
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso 
à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Artigo: 
“Bases teórico-conceituais de métodos para avaliação de 
impactos ambientais em EIA/RIMA” OLIVEIRA e MEDEIROS. 
Acessível clicando aqui. 
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
sobre o levantamento de aspectos e impactos ambientais, 
suas questões conceituais e os principais prognósticos e 
instrumentos de avaliação, sendo eles compostos por 
métodos que vão desde o checklist dos impactos até 
metodologias mais complexas, como redes de interações. 
No segundo capítulo, você visualizou a classificação 
dos impactos sob óticas de área de abrangência, 
reversibilidades, prazos de manifestação, entre outros. Em 
seguida, foram abordadas as principais questões quanto ao 
licenciamento ambiental, com as competências de cada 
nível governamental. Ademais, o sistema nacional do meio 
ambiente e seus principais órgãos licenciadores foram 
abordados. Para isso, foram explanados três tipos de licença 
necessárias para o funcionamento de um empreendimento. 
Para finalizar a unidade, o último capítulo foi composto 
pelos estudos e relatórios de impacto ambiental, seus 
procedimentos de liberação e os tipos de estudos atuais.
Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais
https://bit.ly/2Ncd6tD
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REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT) – NBR 1004: 
Resíduos Sólidos: Classificação. Rio de Janeiro: 2004.
BRASIL. Resolução Conama nº 011, de 18 de março de 1986 (incluiu o 
inciso XVII no artigo 2º desta Resolução).Diário Oficial da União, 1986. 
Brasília, DF.
BRASIL. Resolução Conama nº 237 de 19 de dezembro de 1997. Brasília, 
DF, Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/cecav/images/download/
CONAMA%20237_191297.pdf. Acesso em: 28 set. 2020.
BRASIL. Resolução Conama nº 306 de 2002: Estabelece os requisitos 
mínimos e o termo de referência para realização de auditorias ambientais. 
Brasília, DF, Disponível em: http://www.mma.gov.br/port/conama/res/
res02/res30602.html. Acesso em: 28 set. 2020.
BRASIL, Constituição (1988). Constituição da República Federativa do 
Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.
CAMPANI, D. B. Implementação do sistema de gestão ambiental no 
prédio da engenharia mecância-UFRGS. XXX Congresso Interamericano 
de Ingeniería Sanitaria Y Ambiental, Punta Del Este, 2006.
DYLLICK, G. et al. Guia da série de normas ISO 14001: sistemas de gestão 
ambiental. Trad. Beate Frank. Blumenau: Edifurb, 2000. Trad. de SAQ - 
Leitfaden zur Normenreihe ISO 14001. Umweltmanagementsysteme.
ROHRICH, S. S.; CUNHA, J. C. A proposição de uma taxonomia para 
a análise da gestão ambiental no Brasil. Revista de Administração 
Contemporânea, v. 8, n. 4, p. 86-95, 2004.
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	Levantamento dos Aspectos e Impactos Ambientais (LAIA)
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