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Diretor Executivo DAVID LIRA STEPHEN BARROS Gerente Editorial ALESSANDRA VANESSA FERREIRA DOS SANTOS- Projeto Gráfico TIAGO DA ROCHA Autoria GUSTAVO SILVA OLIVEIRA AUTORIA Gustavo Silva Oliveira Olá. Sou Engenheiro Florestal formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), mestre em Engenharia Florestal pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e, atualmente, doutorando do programa de Pós-graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), nas áreas de Economia, Política e Administração Florestal. Possuo experiência como tutor científico no Programa de Educação Continuada em Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (PECCA/UFPR). Além das atividades de ensino, também participo ativamente de projetos de pesquisa institucionais nas áreas de Economia e administração florestal. Amo minha profissão, meu trabalho e adoro transmitir meus conhecimentos e as experiências que tive ao longo da minha carreira. É uma grande satisfação poder contribuir na formação de pessoas que estão em busca de um futuro melhor e que almejam ser bons profissionais. Deste modo, fui convidado pela “Editora Telesapiens” a compor seu corpo docente e seu elenco de autores independentes. É com grande satisfação que quero colaborar com você nesta etapa de estudo e trabalho. Estou aqui para o que precisar! Conte comigo! ICONOGRÁFICOS Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que: OBJETIVO: para o início do desenvolvimento de uma nova competência; DEFINIÇÃO: houver necessidade de apresentar um novo conceito; NOTA: quando necessárias observações ou complementações para o seu conhecimento; IMPORTANTE: as observações escritas tiveram que ser priorizadas para você; EXPLICANDO MELHOR: algo precisa ser melhor explicado ou detalhado; VOCÊ SABIA? curiosidades e indagações lúdicas sobre o tema em estudo, se forem necessárias; SAIBA MAIS: textos, referências bibliográficas e links para aprofundamento do seu conhecimento; REFLITA: se houver a necessidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou discutido; ACESSE: se for preciso acessar um ou mais sites para fazer download, assistir vídeos, ler textos, ouvir podcast; RESUMINDO: quando for preciso fazer um resumo acumulativo das últimas abordagens; ATIVIDADES: quando alguma atividade de autoaprendizagem for aplicada; TESTANDO: quando uma competência for concluída e questões forem explicadas; SUMÁRIO Levantamento dos Aspectos e Impactos Ambientais (LAIA) .... 12 Conceitos do LAIA .......................................................................................................................... 12 Prognóstico e Avaliação dos Impactos Ambientais ............................................... 13 Métodos Espontâneos (Ad hoc) ........................................................................ 17 Método da Listagem de Controle (Checklist) ......................................... 17 Redes de Interação ................................................................................................... 19 Métodos Quantitativos ............................................................................................ 19 Modelos de Simulação ............................................................................................ 19 Mapas de Superposição (Overlays) ............................................................... 20 Classificação dos Impactos Ambientais ............................................22 Abrangência ........................................................................................................................................24 Reversibilidade ................................................................................................................................25 Prazo de Manifestação ..............................................................................................................25 Magnitude ...........................................................................................................................................26 Cumulatividade e Associação ..............................................................................................27 Licenciamento Ambiental ......................................................................28 Licenciamento Ambiental ........................................................................................................28 Competência do Licenciamento Ambiental .............................................29 Sistema Nacional do Meio Ambiente ............................................................ 31 Fases do Licenciamento Ambiental ...............................................................33 Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) ...........36 Estudo de Impacto Ambiental - EIA ................................................................................. 36 Elaboração do EIA ..................................................................................................... 38 Tipos de EIA .................................................................................................................... 39 Relatório de Impacto Ambiental - RIMA ........................................................................ 40 9 UNIDADE 03 Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 10 INTRODUÇÃO A crescente preocupação com o desenvolvimento sustentável vem ganhando cada vez mais espaço nas organizações, tanto públicas quanto privadas. Diante disso, o levantamento e a análise dos aspectos e impactos ambientais compreendem uma das mais importantes etapas da implementação de um Sistema de Gestão Ambiental. Atualmente, existem diversos métodos que corroboram com os prognósticos e avaliação dos impactos ambientais. No entanto, na prática, muitas são as dificuldades inerentes à previsão e avaliação dos impactos, em função da complexidade e abrangência de alguns impactos. Desse modo, para um melhor entendimento e contribuição na tomada de decisões os impactos, são classificados considerando distintas premissas e pontos de vista. Para isso, é destacada a importância da legislação frente à preservação da qualidade ambiental, evidenciando a necessidade de eficientes estudos e relatórios de impactos que atenderão aos objetivos sobre a compatibilidade das atividades humanas em equilíbrio com o meio ambiente. E então? Vamos iniciar os estudos referentes à unidade letiva? Vamos começar. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 11 OBJETIVOS Olá. Seja muito bem-vinda (o). Nosso propósito é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos: 1. Interpretar os conceitos dos levantamentos dos aspectos e impactos ambientais. 2. Identificar os tipos de impactos ambientais, considerando diferentes óticas de ocorrência. 3. Avaliar de maneira geral o licenciamento ambiental no Brasil. 4. Explicar sobre os estudos e relatórios de impacto ambiental, com seus conceitos, diretrizes e pontos fundamentais. Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 12 Levantamento dos Aspectos e Impactos Ambientais (LAIA) OBJETIVO: Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como os conceitos dos levantamentos dos aspectos e impactos ambientais. Em seguida, conhecerá os principais métodos de avaliação e quais situações são indicadas a cada um deles, além das principais limitações. . E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Conceitos do LAIA DEFINIÇÃO: O Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais (LAIA) consiste em um instrumento utilizado para verificar e analisar os aspectos e impactos ambientais de um determinado empreendimento. Em virtude do desenvolvimento econômico, advindo,principalmente, após a revolução industrial, as problemáticas ambientais se intensificaram de maneira constante. Essas questões começaram a ter uma maior atenção em diversos países afetados por esse modelo industrial. Assim, atualmente as preocupações ambientais se tornam cada vez mais evidentes e as tomadas de decisões, no sentido de buscar o desenvolvimento sustentável, também. Para isso, a sociedade, pensando em estabelecer o equilíbrio entre as atividades produtivas e meio ambiente, cria as entidades legislativas, reguladores e governamentais. Pensando no Brasil, muitas empresas ainda priorizam o aumento econômico de suas atividades, desconsiderando a preservação do meio ambiente. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 13 Nesse sentido, o principal foco da gestão ambiental é a manutenção da qualidade ambiental, por intermédio do constante aperfeiçoamento das condições iniciais das empresas. Com base nessas diretrizes e no auxílio da política ambiental definidos na organização, busca-se a aplicação do SGA (Sistema de Gestão Ambiental), que necessita ser constantemente revisto e aperfeiçoado. Figura 1: Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais (LAIA) Fonte: @freepik Cabe destacar que, para o efetivo funcionamento desses programas, deve-se ter o objetivo de minimizar os riscos ambientais e buscar ações corretivas quando preciso. Prognóstico e Avaliação dos Impactos Ambientais Segundo a norma NBR ISO14001, o aspecto ambiental configura- se como um elemento da atividade, produtos e/ou serviços de uma empresa que consiga interagir com o ambiente em que está inserida. Nesse sentido, a identificação dos aspectos ambientais é possível estabelecer um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Já o conceito de impacto ambiental se dá por quaisquer ações humanas que alterem as Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 14 propriedades biológicas, químicas e físicas do meio ambiente, sejam elas de maneira direta ou indireta (Artigo 1º da Resolução n.º 001/86 do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA). Dentre os impactos diretos e indiretos, tem-se: • Qualidade dos recursos ambientais; • Saúde; • Atividades sociais e econômicas; • Biota; • Segurança e bem-estar da população; • Condições estéticas e sanitárias ambientais. Diante desses conceitos, cabe destacar que o LAIA de uma organização é o principal ponto para que seja possível a aplicação dos Sistema de Gestão Ambiental. Assim, inicia o processo com a verificação dos impactos ambientais que determinada atividade causará no meio ambiental e, posteriormente, realizam-se as ações para corretivas e preventivas, com o intuito de atenuar ou eliminar tais impactos. Conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (2004), a identificação de aspectos ambientais não apresentam uma linha única a ser seguida, no entanto, são consideradas questões como: Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 15 • Emissões atmosféricas; Figura 2: Emissões atmosférica Fonte:@freepik • Lançamentos no solo; • Utilização de matérias-primas e recursos naturais; • Consumo de energia; • Energia emitida; • Entre outros. Exemplo: Calor, radiação e vibração. A identificação dos aspectos ambientais pode ocorrer considerando as informações já abordadas para questões regulamentares, mas também cabe aos gestores buscarem uma ótica sistêmica sobre os fluxos de materiais e energias inerentes as operações, agregando riscos para sociedade e meio ambiente. Conforme abordado por Dyllick et al. (2000), os critérios são abordados conforme a relevância ambiental, potencial de risco e as Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 16 exigências dos atores envolvidos. Desse modo, atualmente os critérios mais adotados para a escolha dos aspectos ambientais são: • Dimensão do impacto; • Gravidade do impacto; • Probabilidade de ocorrência; • Permanência de impacto; • Exposição real ou potencial; • Dificuldade de alterar o impacto; • Preocupações dos atores envolvidos. Diante do exposto, a avaliação do impacto ambiental consiste em uma poderosa ferramenta para a proteção ambiental. A Constituição Federal (1988) declara que é dever do poder Público garantir, na forma da Lei, que para a instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, seja feito estudo prévio de impacto ambiental. Diante da complexidade dos assuntos inerentes às questões ambientais, fica a responsabilidade da equipe técnica avaliar a condução e o método mais adequados. Assim, para medir esses impactos, utilizam- se técnicas e metodologias de avaliação que contribuem com a avaliação e verificação dos impactos de determinado planejamento. Dentre as opções, destacam-se estas linhas metodológicas para a avaliação de impactos ambientais: • Métodos Espontâneos (Ad hoc); • Listagens (Checklist); • Redes de Interações (Networks); • Matrizes de Interações; • Métodos Quantitativas; • Modelos de Simulação; • Mapas de Superposição (Overlays); • Projeção de cenários. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 17 Métodos Espontâneos (Ad hoc) Este método consiste na condução de reuniões entre atores com especialidades de diversas áreas, visando à obtenção de informações em tempo hábil. No entanto, apresenta limitações em relação à identificação de situações que devem ser repensadas e a disponibilidade de pessoas qualificadas. Figura 3: Equipe interdisciplinar Fonte: @freepik Além disso, tem por característica um grau elevado de subjetividade, mesmo com a rápida aplicação e custos inerentes reduzidos, quando as situações são consideráveis boas. Método da Listagem de Controle (Checklist) Consiste em um dos primeiros e mais utilizados métodos, pois traz certa facilidade de aplicação, listando os impactos no meio físico, biológico e antrópico. Inicialmente ocorre a identificação e enumeração dos impactos, conforme uma análise ambiental feita, anteriormente, no ambiente. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 18 NOTA: Este método pode ser conduzido no formato de questionário, visando o direcionamento da avaliação. Desta maneira, cabe aos responsáveis da aplicação do método relacionar questões das fases de implantação, operação e desativação do empreendimento, classificando as características positivas e negativas, de acordo com o tipo da alteração pelo homem que esteja sendo aplicada no sistema analisado. Figura 4: Método da Listagem de Controle Fonte:@freepik Como desvantagens, apresentam fragmentação, não evidenciando interrelações entre os fatores ambientais. Além disso, a identificação dos impactos é subjetiva e qualitativa. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 19 Redes de Interação Este método, configura-se no sentido de identificar as conexões entre os efeitos ambientais que podem ocorrer das ações humanas. Desta maneira, por meio de esquemas e modelos matemáticos, verifica-se os impactos diretos e consequência dessas ações. NOTA: Este método define a sequência de impactos ambientais oriundos por uma atividade, por meio de gráficos ou diagramas, que colaboram com o traçado de ações que o causaram de maneira direta e indireta, para posterior tomada de decisões quanto às medidas mitigadoras Cabe destacar que este método apresenta certa limitação, pois não consegue identificar e retratar precisamente todas as características naturais do meio ambiente com suas relações internas. Métodos Quantitativos Os resultados deste método oferecem informações importantes para compor determinada situação ambiental e previsão de impactos. Ademais, permitem que diferentes atores envolvidos trabalhem juntos, reduzindo, assim, a subjetividade. IMPORTANTE: Esse método permite a comparação de maneira eficiente entre alternativas do mesmo projeto. Apresentam algumas limitaçõesquanto à identificação de impactos secundários e terciários, além da preparação da equipe. Modelos de Simulação Nestas situações, explora-se a não linearidade e ligações indiretas. Apresenta bastante agilidade por utilizar computadores, permitindo Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 20 que diferentes informações sejam utilizadas e que seja realizada a identificação de falta de dados no início do processo. Para a utilização desses modelos, é necessária certa qualidade das informações, além de necessitar de pessoas especializadas para o desenvolvimento dos modelos matemáticos. Desse modo, cabe ressaltar que esse método representa o que há de mais moderno em relação a métodos de avaliação de impactos ambientais, sendo utilizado para análises e prognósticos da qualidade ambiental. Mapas de Superposição (Overlays) Estes métodos, servem para avaliar a relação espacial entre os elementos ambientais e identificar a extensão inerentes a tais impactos. Como vantagens, apresentam a facilidade de comparação com e sem determinado projeto e aplicação em grandes projetos, colaborando na escolha de alternativas. Figura 5: Avaliação espacial entre os elementos ambientais Fonte:@freepik Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 21 Como pontos limitantes, apresenta a dificuldade na escolha dos fatores a serem mapeados e a valorização dos impactos. Diante do exposto, cabe ressaltar que a escolha do método de avaliação é um ponto de extrema importância para a avalição dos impactos ambientais, em virtude de cada um deles apresentar diferentes propostas. No entanto, em muitos casos ocorre a junção de mais de um método, visando adquirir o melhor prognóstico possível. RESUMINDO: No primeiro capítulo desta unidade letiva, foi verificada uma abordagem geral e conceitual sobre o levantamento de aspectos e impactos ambientais, atual cenário frente às adversidades de mercado e a classificação desses fatores. Em seguida, os métodos mais utilizados quanto à avaliação e prognósticos de impactos ambientais foram explanados. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 22 Classificação dos Impactos Ambientais OBJETIVO: Neste segundo capítulo, você verá cada um dos tipos de impactos ambientais, considerando diferentes óticas de ocorrência. Além disso, com esta abordagem, poderá compreender a importância de saber a proporção e o tipo de impacto que se está trabalhando, para então a tomada de decisões. . Vamos começar! O impacto ambiental caracteriza-se pelos efeitos oriundos de mudanças que ocorrem em relação ao meio ambiente. Em muitas situações, o impacto ocorre em virtude do desenvolvimento econômico, sem o devido controle e gerenciamento dos recursos naturais. De acordo com a CONAMA 306 de 2002/, alterada pela Resolução 381 de 2006 Impacto Ambiental, o impacto ambiental se configura como “qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam a saúde, a segurança e o bem-estar da população, as atividades sociais e econômicas, a biota, as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos ambientais”. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 23 Figura 6: Impacto ambiental da biota Fonte:@freepik Assim, atualmente existem diversos tipos de impactos que podem ocorrer no meio ambiente e, de maneira geral, eles são classificados de distintas maneiras. Para a correta classificação do impacto, adota-se a consequência do impacto e seus efeitos em relação à atividade, classificando-o como direto (resultado de uma simples relação de causa e efeito, também chamado impacto primário ou de primeira ordem) ou indireto. Cabe destacar que os indiretos são inerentes às ocorrências consequentes dos impactos diretos. Ademais, os impactos podem configurar-se nas categorias de ia do impacto considera a sua classificação em negativo (adverso) ou positivo (benéfico). Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 24 Abrangência Considerando o impacto de influência que um empreendimento pode causar, é realizada a classificação da seguinte maneira: • Local: acontece em situações em que o impacto, ou seus efeitos, ocorrem ou se manifestam na área diretamente afetada ou na área de influência direta definida para o empreendimento, ou seja, quando a ação afeta apenas o próprio sítio e suas imediações; • Regional: essa classificação caracteriza-se pelo impacto e seus efeitos, ocorrendo ou se manifestando na área de influência indireta definida para o empreendimento. Em suma, quando o efeito se propaga por uma área e suas imediações; Figura 7: Incêndios florestais Fonte:@freepik • Estratégico: na área de abrangência estratégica, ocorre em situações em que o impacto e seus efeitos se apresentam em áreas que extrapolam as “Áreas de Influência” destinadas para o empreendimento, quando é afetado um componente ou recurso ambiental de relevância coletiva ou nacional. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 25 Reversibilidade Neste segundo tipo de classificação de impacto, considera-se as possibilidades de reversão ou não, sendo as seguintes características para cada classificação: • Reversível: consiste em situações em que é possível reverter o impacto ou os efeitos causados pelas ações, colaborando com a aplicação de medidas para sua reparação ou então com o cancelamento da atividade geradora do impacto; Figura 8: Obras causando ruídos e poeira Fonte:@freepik • Irreversível: Essa classificação é considerada mais grave, pois mesmo com o cancelamento da atividade geradora do impacto não é possível reverter o seu impacto. Prazo de Manifestação Nesta classificação considera-se o tempo em que o impacto e seus efeitos se manifestam, podendo ser compreendidos como: • Imediato: ocorre imediatamente ao início das atividades que causaram o impacto, ou seja, quando o efeito surge no instante em que se dá a ação; Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 26 EXEMPLO: Produção de ruído e poeira na fase de construção de um projeto. • Médio Prazo: sucede após um período médio das ações causadoras, quando o efeito se manifesta depois de decorrido certo tempo após a ação; Figura 9: Incidência de doenças Fonte:@freepik • Longo Prazo: sucede posteriormente a um longo período, considerando o início das atividades que o causaram; Exemplo: Alteração do regime de rios e a incidência de doenças respiratórias causadas pela inalação de poluentes por longos prolongados. • Impacto temporário: quando o efeito continua por um período determinado; • Impacto permanente: situações em que, uma vez executada a atividades, os impactos e efeitos não param de se manifestar num horizonte temporal determinado. Magnitude Adota a grandeza de um impacto em fatores absolutos, sendo definido como a mensuração de alteração de um atributo ambiental, Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 27 em fatores quantitativos ou qualitativos. Para isso, adota-se uma escala nominal de fraco, médio, forte ou variável. IMPORTANTE: Muitos autores sugerem a utilização de valoração da magnitude de um impacto considerando critérios não subjetivos, visando a uma análise mais precisa. No entanto, em muitas situações, não é possível a obtenção de dados se medidos sob critérios quantitativos, tornando mais difícil as comparações, não permitindo assim uma valoração objetiva com relação à dimensão dos impactos. Cumulatividade e Associação Diante desses fatores, o impacto ambiental considera a possibilidade de ocorrência de interação com outros impactos. Nas situações em que se verifica a interação cumulativa ou de associação, é atribuído o nome de “presente”. Já em situações em que não ocorre e nem se prevê a interação, o impacto é denominado “ausente”Desse modo, é bastante importante entender como são classificados os impactos ambientais para que, então, se possa ter o entendimento do que se trata e quais as medidas e tomada de decisões a serem adotadas pelas partes interessadas. RESUMINDO: Nesta segunda unidade, foi verificada a classificação dos impactos ambientais sob diferentes percepções, dentre elas: área de abrangência, reversibilidade, prazo de manifestação magnitude, cumulatividade e associação. Assim, foi caracterizada cada uma destas situações, abordando-se exemplos práticos em alguns casos. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 28 Licenciamento Ambiental OBJETIVO: Neste capítulo, vamos aprender de maneira geral sobre o licenciamento ambiental no Brasil. Além disso, serão abordadas as competências de cada nível governamental, seja união, estado ou municípios, incluindo os órgãos licenciadores responsáveis. Por fim, você entenderá as três licenças necessárias para a liberação de um empreendimento. . Preparado para mais um passo rumo ao conhecimento dos aspectos ambientais? Vamos iniciar! Licenciamento Ambiental Licenciamento ambiental consiste no procedimento de cunho administrativo em que o órgão ambiental responsável licencia os procedimentos de localização, instalação, ampliação e atividades de empreendimentos e ações que utilizam os recursos ambientais. Cabe destacar que, nessas situações, as atividades são as consideradas poluidoras ou que podem causar degradação ao meio ambiente. IMPORTANTE: Com esta ferramenta, o intuito é a garantia de que as deci- sões preventivas e de controle implantadas nos empreen- dimentos estejam de acordo com o desenvolvimento sus- tentável. Deste modo, as principais vantagens do licenciamento atualmente são: • Principais meios para defesa do meio ambiente; • Colaboração com o ganho de qualidade ambiental e com a vida das comunidades; Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 29 • Cumprimento de normas e legislações ambientais; • Subsídio à programas de melhoria ambiental. Figura 10: Cumprimento de normas e legislações Fonte:@freepik A Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 225, aborda que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo, preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. E complementarmente à Resolução CONAMA 237/97 dispõe sobre licenciamento ambiental, listagem de atividades e estudos ambientais. Competência do Licenciamento Ambiental Em relação às competências, elas são executadas pela administração pública, por intermédio de seus órgãos ou entes em comum à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios. No entanto, cabe destacar que todos podem realizar ações, em decorrência da competência paralela e simultânea a eles atribuída, por meio do artigo 23 da Constituição Federal de 1988. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 30 Ademais, o Art. 23 traz que é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: • III – Proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; • IV – Impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural; • VI – Proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; • VII – Preservar as florestas, a fauna e a flora; • Entre outros. Figura 11: Preservação e proteção ambiental Fonte:@freepik Nesse sentido, cada nível apresenta suas responsabilidades e competências sendo eles: • União: deve promover o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades, localizados ou desenvolvidos conjuntamente no Brasil e em país limítrofe; localizados ou desenvolvidos no mar territorial, na plataforma continental ou Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 31 na zona econômica exclusiva; localizados ou desenvolvidos em terras indígenas, entre outros; • Estadual: nesse nível intermédio deve ser promovido o licenciamento ambiental de atividades ou empreendimento que utilizam os recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou causadores de degradação ambiental; • Municipal: é de competência dos municípios promover o licenciamento ambiental de atividades ou empreendimento que resulte em impacto ambiental local, de acordo com os Conselhos Estaduais de Meio Ambiente, considerados os critérios potenciais poluidor, porte e natureza da atividade ou neste nível atividades localizadas em unidades de conservação com exceção das Áreas de Proteção Ambiental. Sistema Nacional do Meio Ambiente O Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) é composto por órgãos e entidades da União, Estados, Distrito Federal, territórios e municípios, incluindo ainda as Fundações instituídas pelo Poder Público. Tais componentes têm a responsabilidade de manter a proteção e melhoria da qualidade ambiental. Desta maneira, constituem o SISNAMA, de acordo com a Lei 6938 da Política Nacional do Meio Ambiente, o órgão: • Superior: consiste em responsabilidades do conselho de Governo. Tem como principal objetivo a elaboração da política nacional e nas premissas governamentais; Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 32 Figura 12: Conselho do governo Fonte:@freepik • Consultivo e Deliberativo: com responsabilidade do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Tem a finalidade de assessorar, estudar e propor alternativas ao órgão superior; • Central: o órgão central é responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal; NOTA: Este órgão tem a ação de planejar, coordenar e controlar a maneira com que a política nacional, o órgão federal e as premissas governamentais fixadas para o meio ambiente • Executor: responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Tem por intuito Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 33 aplicar e fazer aplicar, como órgão federal, a política e premissas governamentais impostas para o meio ambiente; • Setoriais: os órgãos ou entidades integrantes da Administração Pública Federal Direta ou Indireta, bem como as Fundações instituídas pelo Poder Público; IMPORTANTE: Objetiva a proteção da qualidade ambiental ou a correta condução do uso de recursos ambientais. • Seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas e fiscalização; • Locais: entidades municipais ou órgãos responsáveis pelo controle e fiscalização das atividades. Fases do Licenciamento Ambiental • Licença Prévia (LP): consiste na parte inicial do licenciamento, composta pelas ações de avaliação do órgão quanto à localização e à concepção do empreendimento; NOTA: Nesta licença é atestada a viabilidade ambiental, estabelecendo os requisitos básicos para as próximas etapas. Cabe destacar que a LP serve de suporte para a construção de toda atividade. Sob a ótica empresarial, nesse período são levantados todos os elementos do controle ambiental da empresa. Além disso, o órgão responsável define se a área utilizada para o empreendimento é tecnicamente adequada. Esse estudo de viabilidade é baseado no Zoneamento Municipal. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 34 DEFINIÇÃO: O zoneamento é um instrumento jurídico de ordenação do uso e ocupação do solo. Nesse contexto, podem ser pedidos estudos ambientais adicionais, tais como o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Posteriormente, o órgão toma a decisão das condições nas quais a atividade deverá se adequar para cumprimento da legislação. • Licença de Instalação (LI): Após a concessão da LP, e esmiuçado o projetoinicial bem como definidas as diretrizes de proteção ambiental, é requerida a Licença de Instalação (LI). Nesse momento, é concedida a autorização do início das edificações e instalações inerentes aos processos; IMPORTANTE: Para execução desta licença deve-se seguir as normativas apresentadas e quaisquer que sejam as alterações realizadas nos sistemas, devem ser encaminhadas ao órgão licenciador para diagnóstico. • Licença de Operação (LO): A terceira licença consiste na autorização do funcionamento do empreendimento. Só ocorre após a análise de medidas de controle ambiental estabelecidas nas duas primeiras licenças. Além disso, nas restrições da (LO) são definidos os métodos de controle e as condicionantes de operação. Nesse contexto, entender cada etapa das licenças é fundamental para que sejam conhecidas as diretrizes de quaisquer atividades que venha a alterar as propriedades do meio ambiente. Além disso, as legislações estão cada vez mais exigentes, no entanto, ainda há muitas questões a serem melhoradas, principalmente quanto às fiscalizações. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 35 RESUMINDO: No capítulo três, foram abordados o licenciamento ambiental e as diretrizes que o envolve. Além disso, foi feita a explanação das competências dos diferentes níveis de legislação. Por fim, foram conceituadas as fases de licenciamento ambiental até a liberação para funcionamento de atividades que altere as propriedades do Meio Ambiente. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 36 Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) OBJETIVO: Neste último capítulo da unidade, você aprenderá sobre os estudos e relatórios de impacto ambiental, com seus conceitos, diretrizes e pontos fundamentais para a correta condução de qualquer empreendimento. Além disso, verificará os tipos de estudos pertinentes, atualmente, para a realização de quaisquer atividades. Preparado? Vamos começar! Estudo de Impacto Ambiental - EIA DEFINIÇÃO: O estudo de impacto ambiental consiste em um documento base para as negociações que poderão se estabelecer entre empreendedor, governo e partes interessadas. Conforme o art. 225, §1º, inciso IV descrito na Constituição Federal de 1988, este estudo é exigido na forma da lei, para situações de instalação de obra ou ação causadora de degradação do meio ambiente, ou seja, estudo prévio de impacto ambiental. Cabe a este estudo, o atendimento da legislação vigente e os princípios e objetivos da Lei de Política Nacional do Meio Ambiente, que são: • I - Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização de projeto, confrontando-as com a hipótese de não execução do projeto; Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 37 • II - Identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e operação da atividade; • III - Definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos, denominada área de influência do projeto, considerando, em todos os casos, a bacia hidrográfica na qual se localiza; • IV - Considerar os planos e programas governamentais, propostos e em implantação na área de influência do projeto, e sua compatibilidade. Figura 13: Cumprimento dos objetivos da Lei de Política Nacional do Meio Ambiente Fonte:@freepik Nesse contexto, o principal objetivo deste estudo diz respeito à análise das atividades causadoras de alterações nas propriedades do meio ambiente, quantificando de maneira antecipada os impactos. O documento de planejamento deve trazer os motivos de tal impacto, e suas respectivas justificativas. Ademais, o EIA deve agregar um posicionamento ambiental em relação à área de influência da atividade em questão. Outro ponto Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 38 importante é o diagnóstico da situação ambiental do local, adotando os fatores físicos, biológicos e socioeconômicos. NOTA: Nestes estudos, é fundamental a explanação e definição das alternativas e medidas mitigadoras dos impactos que possam ser causados ao meio ambiente. Elaboração do EIA No que diz respeito à elaboração destes estudos, podem ser realizados pelos profissionais que compõem o ambiente empresarial, ou até mesmo por outras organizações prestadoras de serviços que apresentem equipe técnica qualificada para elaboração. Figura 14: Elaboração do EIA Fonte:@freepik Cabe ressaltar que, independentemente da equipe que realiza os estudos, a exigência mínima é que os grupos de profissionais sejam Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 39 qualificados e apresentem conhecimento quanto às legislações e procedimentos corretos de avaliação. Após a definição da equipe, o empreendedor deve obter o licenciamento para posteriormente fornecer ao órgão responsável. Para isso, é necessário o fornecimento das informações para o andamento no processo de Licenciamento. Tipos de EIA • Estudos Ambientais (Resolução 237/97): compreendem os estudos inerentes aos elementos ambientais relacionados à localização, instalação, operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento. Além disso, é exposto como subsídio para o diagnóstico da licença; NOTA: Aborda o relatório ambiental preliminar, plano e projeto de controle ambiental, plano de recuperação de área degradada, diagnóstico ambiental, plano de manejo e diagnóstico preliminar de risco. • Estudos Ambientais (Resolução CEMA70/2009): aborda que todos os estudos relativos aos aspectos ambientais inerentes à localização, instalação, operação e ampliação de um empreendimento, atividade ou obra, exposto como subsídio para a análise da licença ou autorização solicitada, compreendendo: • Relatório ambiental preliminar (RAP); • Projeto básico ambiental (PBA); • Plano de controle ambiental (PCA); • Plano de recuperação de área degradada (PRAD); • Plano de gerenciamento de resíduos sólidos (PGRS); • Análise de risco (AR); Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 40 • Projeto de controle de poluição ambiental (PCPA); • Avaliação ambiental integrada ou estratégica (AAI ou AAE); • Relatório Ambiental Simplificado (RAS) • Relatório de Impacto de Vizinhança (EIV). Relatório de Impacto Ambiental - RIMA O relatório de impacto ambiental afeta diretamente as considerações finais do estudo de impacto ambiental, ou seja, busca fornecer informações corretas e objetivas ao órgão ambiental e às partes interessadas sobre o conteúdo do estudo de impacto ambiental. O referido relatório deve ser elaborado de forma objetiva e adequada a sua compreensão, compreendendo: • Objetivos e justificativas das atividades, juntamente à relação e compatibilidade com os planos, programas governamentais e às políticas setoriais; • Descrição das atividades e alternativas tecnológicas e locacionais, (especificadas) nas fases de construção e operação a área de influência, matérias primas, entre outras; • O panorama geral dos resultados dos estudos de análises ambientais da área de influência das atividades; • Descrição dos possíveis impactos ambientais da implantação e operação do projeto, alternativas, os horizontes de tempo, entre outros. Em suma, pode-se afirmar que o RIMA colaborará e servirá como comunicação entre o EIA, que compreende premissas totalmente técnicas, o órgão licenciador e o público envolvido. Desse modo, ressalta-se a necessidade de compreender os conceitos quanto aos estudos e relatório de impacto ambiental, tendo bem claro os procedimentos e objetivo de cada um. Para quaisquer atividades, independentemente da dimensão, entender a necessidade desses procedimentos retrata a consciência quanto ao desenvolvimento sustentável. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais 41 RESUMINDO: Neste capítulo final, foram abordados os conceitos e diretrizes do estudo e relatório de impacto ambiental, evidenciando suasindispensabilidades frente ao desafio de desenvolvimento sustentável e atendimento à legislação vigente. SAIBA MAIS: Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Artigo: “Bases teórico-conceituais de métodos para avaliação de impactos ambientais em EIA/RIMA” OLIVEIRA e MEDEIROS. Acessível clicando aqui. RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido sobre o levantamento de aspectos e impactos ambientais, suas questões conceituais e os principais prognósticos e instrumentos de avaliação, sendo eles compostos por métodos que vão desde o checklist dos impactos até metodologias mais complexas, como redes de interações. No segundo capítulo, você visualizou a classificação dos impactos sob óticas de área de abrangência, reversibilidades, prazos de manifestação, entre outros. Em seguida, foram abordadas as principais questões quanto ao licenciamento ambiental, com as competências de cada nível governamental. Ademais, o sistema nacional do meio ambiente e seus principais órgãos licenciadores foram abordados. Para isso, foram explanados três tipos de licença necessárias para o funcionamento de um empreendimento. Para finalizar a unidade, o último capítulo foi composto pelos estudos e relatórios de impacto ambiental, seus procedimentos de liberação e os tipos de estudos atuais. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais https://bit.ly/2Ncd6tD 42 REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT) – NBR 1004: Resíduos Sólidos: Classificação. Rio de Janeiro: 2004. BRASIL. Resolução Conama nº 011, de 18 de março de 1986 (incluiu o inciso XVII no artigo 2º desta Resolução).Diário Oficial da União, 1986. Brasília, DF. BRASIL. Resolução Conama nº 237 de 19 de dezembro de 1997. Brasília, DF, Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/cecav/images/download/ CONAMA%20237_191297.pdf. Acesso em: 28 set. 2020. BRASIL. Resolução Conama nº 306 de 2002: Estabelece os requisitos mínimos e o termo de referência para realização de auditorias ambientais. Brasília, DF, Disponível em: http://www.mma.gov.br/port/conama/res/ res02/res30602.html. Acesso em: 28 set. 2020. BRASIL, Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. CAMPANI, D. B. Implementação do sistema de gestão ambiental no prédio da engenharia mecância-UFRGS. XXX Congresso Interamericano de Ingeniería Sanitaria Y Ambiental, Punta Del Este, 2006. DYLLICK, G. et al. Guia da série de normas ISO 14001: sistemas de gestão ambiental. Trad. Beate Frank. Blumenau: Edifurb, 2000. Trad. de SAQ - Leitfaden zur Normenreihe ISO 14001. Umweltmanagementsysteme. ROHRICH, S. S.; CUNHA, J. C. A proposição de uma taxonomia para a análise da gestão ambiental no Brasil. Revista de Administração Contemporânea, v. 8, n. 4, p. 86-95, 2004. Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais Levantamento dos Aspectos e Impactos Ambientais (LAIA) Conceitos do LAIA Prognóstico e Avaliação dos Impactos Ambientais Métodos Espontâneos (Ad hoc) Método da Listagem de Controle (Checklist) Redes de Interação Métodos Quantitativos Modelos de Simulação Mapas de Superposição (Overlays) Classificação dos Impactos Ambientais Abrangência Reversibilidade Prazo de Manifestação Magnitude Cumulatividade e Associação Licenciamento Ambiental Licenciamento Ambiental Competência do Licenciamento Ambiental Sistema Nacional do Meio Ambiente Fases do Licenciamento Ambiental Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) Estudo de Impacto Ambiental - EIA Elaboração do EIA Tipos de EIA Relatório de Impacto Ambiental - RIMA