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Indaial – 2022
Psicomotoras
Prof. Jefferson Campos Lopes
1a Edição
Práticas
Impresso por:
Copyright © UNIASSELVI 2022
Elaboração:
Prof. Jefferson Campos Lopes
Revisão, Diagramação e Produção:
 Equipe Desenvolvimento de Conteúdos EdTech
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
 Ficha catalográfica elaborada pela equipe Conteúdos EdTech UNIASSELVI
L864p
Lopes, Jefferson Campos
Práticas psicomotoras. / Jefferson Campos Lopes – Indaial: 
UNIASSELVI, 2022.
146 p.; il.
ISBN 978-85-515-0509-0
ISBN Digital 978-85-515-0505-2
1. Psicomotricidade. - Brasil. II. Centro Universitário Leonardo da 
Vinci.
CDD 612.67
Olá, acadêmico! Seja bem-vindo ao Livro Didático Práticas Psicomotoras! O 
movimento é a primeira manifestação na vida do ser humano. Desde a vida intrauterina, 
realizamos movimentos com o  nosso corpo, no qual vão se estruturando e sendo 
exercidas enormes influências no comportamento.
Durante a evolução da humanidade, o corpo humano, pela forma e movimento, 
é investigado, estudado e analisado desde a Antiguidade. As diversas relações advindas 
do corpo em movimento e a procura pelos sentidos e significados desse corpo perpassam 
séculos, e se constituem como objetos de estudo de muitos filósofos e pesquisadores.
Parte do estudo do desenvolvimento humano advém da relação do corpo em 
movimento e do campo de desenvolvimento, passando para as ferramentas de ação, 
as categorias psicomotoras, até a aplicabilidade, no solo e no meio aquático, incluindo 
diferentes intervenções, desde a escola e os meios educacionais até os terapêuticos.
Na Unidade 1, teremos a satisfação de aprender o conceito e as definições de 
psicomotricidade, a evolução histórica e as intervenções psicomotoras no bebê. Através 
da cronologia da psicomotricidade, analisaremos os efeitos dela para o desenvolvimento 
do ser humano, dos aspectos cognitivos, físicos e sociais da criança.
Na Unidade 2, abordaremos as intervenções psicomotoras na infância, 
a importância de desenvolver a psicomotricidade nessa fase, na qual o corpo da criança cresce 
e o cérebro também. Ainda, as diferenças do que são o crescimento e o desenvolvimento nas 
fases de vida do ser humano. A psicomotricidade será apresentada através do movimento 
que desenvolve no indivíduo, analisada pelos movimentos fundamentais. 
Na Unidade 3, finalizaremos com as intervenções psicomotoras na adolescência. 
É uma fase dinâmica e complexa, merecedora de atenção especial para a evolução do 
ser humano, uma vez que essa etapa do desenvolvimento define padrões biológicos e 
de comportamentos que devem se manifestar durante o resto da vida do indivíduo.
Portanto, esperamos que os materiais, aqui, selecionados, com os respectivos 
conteúdos, estimulem a sua leitura e o seu aprendizado, incluindo a formação profissional.
Boa leitura e bons estudos!
Prof. Jefferson Campos Lopes
APRESENTAÇÃO
Olá, acadêmico! Para melhorar a qualidade dos materiais ofertados a 
você – e dinamizar, ainda mais, os seus estudos –, a UNIASSELVI disponibiliza materiais 
que possuem o código QR Code, um código que permite que você acesse um conteúdo 
interativo relacionado ao tema que está estudando. Para utilizar essa ferramenta, acesse 
as lojas de aplicativos e baixe um leitor de QR Code. Depois, é só aproveitar essa facilidade 
para aprimorar os seus estudos.
GIO
QR CODE
Você lembra dos UNIs?
Os UNIs eram blocos com informações adicionais – muitas 
vezes essenciais para o seu entendimento acadêmico 
como um todo. Agora, você conhecerá a GIO, que ajudará 
você a entender melhor o que são essas informações 
adicionais e por que poderá se beneficiar ao fazer a leitura 
dessas informações durante o estudo do livro. Ela trará 
informações adicionais e outras fontes de conhecimento que 
complementam o assunto estudado em questão.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os 
acadêmicos desde 2005, é o material-base da disciplina. A partir 
de 2021, além de nossos livros estarem com um novo visual 
– com um formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a 
leitura –, prepare-se para uma jornada também digital, em que 
você pode acompanhar os recursos adicionais disponibilizados 
através dos QR Codes ao longo deste livro. O conteúdo 
continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada 
com uma nova diagramação no texto, aproveitando ao máximo 
o espaço da página – o que também contribui para diminuir 
a extração de árvores para produção de folhas de papel, por 
exemplo. Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto 
de ações sobre o meio ambiente, apresenta também este 
livro no formato digital. Portanto, acadêmico, agora você tem a 
possibilidade de estudar com versatilidade nas telas do celular, 
tablet ou computador. 
Junto à chegada da GIO, preparamos também um novo 
layout. Diante disso, você verá frequentemente o novo visual 
adquirido. Todos esses ajustes foram pensados a partir de 
relatos que recebemos nas pesquisas institucionais sobre os 
materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, 
possa continuar os seus estudos com um material atualizado 
e de qualidade.
ENADE
LEMBRETE
Olá, acadêmico! Iniciamos agora mais uma 
disciplina e com ela um novo conhecimento. 
Com o objetivo de enriquecer seu conheci-
mento, construímos, além do livro que está em 
suas mãos, uma rica trilha de aprendizagem, 
por meio dela você terá contato com o vídeo 
da disciplina, o objeto de aprendizagem, materiais complementa-
res, entre outros, todos pensados e construídos na intenção de 
auxiliar seu crescimento.
Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que 
preparamos para seu estudo.
Conte conosco, estaremos juntos nesta caminhada!
Acadêmico, você sabe o que é o ENADE? O Enade é um 
dos meios avaliativos dos cursos superiores no sistema federal de 
educação superior. Todos os estudantes estão habilitados a participar 
do ENADE (ingressantes e concluintes das áreas e cursos a serem 
avaliados). Diante disso, preparamos um conteúdo simples e objetivo 
para complementar a sua compreensão acerca do ENADE. Confira, 
acessando o QR Code a seguir. Boa leitura!
SUMÁRIO
UNIDADE 1 - PSICOTRICIDADE E INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS NO BEBÊ ................. 1
TÓPICO 1 - PSICOTRICIDADE E INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS NO BEBÊ ....................3
1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................................3
2 CONCEITOS .........................................................................................................................4
3 BREVE HISTÓRIA DA PSICOMOTRICIDADE ......................................................................6
4 DESENVOLVIMENTOS MOTOR, COGNITIVO E AFETIVO DE 0 A 3 ANOS .........................8
RESUMO DO TÓPICO 1 ........................................................................................................ 20
AUTOATIVIDADE .................................................................................................................. 21
TÓPICO 2 - REFLEXOS PRIMITIVOS E POSTURAIS DO BEBÊ .......................................... 23
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 23
2 REFLEXOS PRIMITIVOS E POSTURAIS ........................................................................... 23
LEITURA COMPLEMENTAR ................................................................................................ 32
3 RELAÇÃO ENTRE REFLEXOS E ESTEREÓTIPOS RÍTMICOS NO BEBÊ .......................... 34
4 AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS/ESTEREÓTIPOS NO BEBÊ .............................................. 36
RESUMO DO TÓPICO 2 ........................................................................................................ 39
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................. 40
TÓPICO 3 - INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS DE 0 A 3 ANOS..........................................41
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 41
2 INTERVENÇÕES PARA BEBÊS DE 0 A 3 ANOS ................................................................ 41
RESUMO DO TÓPICO 3 ........................................................................................................ 46
AUTOATIVIDADE ..................................................................................................................47
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 48
UNIDADE 2 — INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS NA INFÂNCIA ........................................ 51
TÓPICO 1 — CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO NA INFÂNCIA ................................... 53
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 53
2 CARACTERÍSTICAS DOS DESENVOLVIMENTOS COGNITIVO, AFETIVO E MOTOR 
 DA CRIANÇA ..................................................................................................................... 55
2.1 SENSÓRIO-MOTOR ..............................................................................................................................55
2.2 PRÉ-OPERATÓRIO ..............................................................................................................................55
2.3 OPERATÓRIO CONCRETO .................................................................................................................55
2.4 OPERATÓRIO FORMAL .......................................................................................................................56
3 TAMANHO FÍSICO E MATURAÇÃO BIOLÓGICA .............................................................. 64
4 EXERCÍCIO FÍSICO, LESÃO E DESENVOLVIMENTO MOTOR NA INFÂNCIA ................... 66
RESUMO DO TÓPICO 1 .........................................................................................................73
AUTOATIVIDADE ..................................................................................................................74
TÓPICO 2 - DESENVOLVIMENTO DO MOVIMENTO FUNDAMENTAL ..................................75
1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................................75
2 HABILIDADE DE MANIPULAÇÃO .....................................................................................76
3 HABILIDADE DE LOCOMOÇÃO ......................................................................................... 77
4 HABILIDADES DE ESTABILIDADE ...................................................................................79
RESUMO DO TÓPICO 2 .........................................................................................................81
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................. 82
TÓPICO 3 - INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS NA INFÂNCIA ........................................... 83
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 83
2 TREINAMENTO DE FORÇA E DE RESISTÊNCIA, PARA MENINOS E MENINAS, 
 NA PRÉ-PUBERDADE E PSICOMOTRICIDADE ............................................................... 83
3 INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS NA INFÂNCIA ........................................................... 85
LEITURA COMPLEMENTAR ................................................................................................ 89
RESUMO DO TÓPICO 3 ......................................................................................................... 91
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................. 92
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 93
UNIDADE 3 — INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS NA ADOLESCÊNCIA .............................95
TÓPICO 1 — CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO NA ADOLESCÊNCIA .........................97
1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................................97
2 CRESCIMENTO NA ADOLESCÊNCIA, PUBERDADE E MATURAÇÃO BIOLÓGICA ..........97
3 FATORES HORMONAIS ASSOCIADOS À PUBERDADE ..................................................100
4 MATURAÇÃO ÓSSEA, MOVIMENTO E EXERCÍCIO.........................................................102
RESUMO DO TÓPICO 1 .......................................................................................................103
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................... 104
TÓPICO 2 - MOVIMENTO ESPECIALIZADO .......................................................................105
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................105
2 HABILIDADES DE MOVIMENTOS ESPECIALIZADOS ....................................................105
3 APTIDÃO FÍSICA, ADOLESCÊNCIA E PSICOMOTRICIDADE .........................................107
4 EMOÇÃO, COGNIÇÃO E MOVIMENTO MOTOR ................................................................108
RESUMO DO TÓPICO 2 ........................................................................................................111
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................ 112
TÓPICO 3 - INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS ................................................................. 113
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 113
2 APRENDIZAGEM DO MOVIMENTO ESPECIALIZADO .................................................... 113
3 MUDANÇAS NA APTIDÃO FÍSICA NA ADOLESCÊNCIA E PSICOMOTRICIDADE ...........117
4 COMPORTAMENTO MOTOR ............................................................................................ 118
5 INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS NA ADOLESCÊNCIA ...............................................123
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................... 137
RESUMO DO TÓPICO 3 ....................................................................................................... 141
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................142
REFERÊNCIAS ....................................................................................................................143
1
UNIDADE 1 - 
PSICOTRICIDADE 
E INTERVENÇÕES 
PSICOMOTORAS NO BEBÊ
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• compreender as definições de psicomotricidade e a evolução cronológica dela na 
humanidade;
• conhecer os principais autores que abarcam esse tema;
• analisar as características do desenvolvimento motor nos bebês;
• estudar as noções do desenvolvimento psicomotor nessa faixa etária.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer dela, você encontrará 
autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – PSICOTRICIDADE E INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS NO BEBÊ
TÓPICO 2 – REFLEXOS PRIMITIVOS E POSTURAIS DO BEBÊ
TÓPICO 3 – INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS DE 0 A 3 ANOS
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos em frente! Procure 
um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações.
CHAMADA
2
CONFIRA 
A TRILHA DA 
UNIDADE 1!
Acesse o 
QR Code abaixo:
3
PSICOTRICIDADE E INTERVENÇÕES 
PSICOMOTORAS NO BEBÊ
1 INTRODUÇÃO
No tempo dos nossos pais ou avós, a vida das crianças era nas calçadas, 
nas praças, nos muitos terrenos da cidade, nos sítios e nasfazendas do 
interior. As brincadeiras eram simples, porém, muito divertidas. Existiam 
brincadeiras de meninos e brincadeiras de meninas. Tinham, também, 
as brincadeiras para ambos os sexos. As brincadeiras de meninos 
estimulavam competições e atividades físicas, enquanto as brincadeiras 
das meninas eram, geralmente, relacionadas à vida doméstica e às 
relações afetivas. Essas mesmas brincadeiras fazem parte do patrimônio 
lúdico-cultural, traduzindo valores, costumes, formas de pensamento e 
aprendizagem. Assim, os jogos e as brincadeiras podem ser capazes de 
fornecer, à criança, a possibilidade de ser um sujeito ativo, construtor 
do próprio conhecimento, alcançando progressivos graus de autonomia 
diante das estimulações do ambiente. 
Hoje, vivemos, em novos tempos, a marca da industrialização, belíssimos 
na forma, iguais entre si e impostos à criança pelos meios de comunicação 
de massa. Tempos de globalização, quebra da singularidade do sujeito. 
Assim, a subjetivação da criança se faz em outro cenário. As brincadeiras 
de fundo de quintal foram substituídas e reduzidas a um quarto, a uma 
tela de televisor, aos computadores, à tecnologia avançada, e, quando 
não é reduzida por esses motivos, a liberdade deles é tolhida pela violência 
instalada na maioria dos grandes centros urbanos. A relação da criança 
não é mais com outra criança, mas com a imagem virtual. Com isso, as 
emoções se perdem nesses circuitos eletrônicos, e a criança passa a 
ter, como melhores companhias, a máquina e as imagens virtuais. Os 
sentimentos e as relações interpessoais se tornaram frios, atualmente. 
Basta observarmos, com mais carinho, os sites de relacionamentos, 
nos quais os cumprimentos de parabéns, para um amigo que esteja 
aniversariando, são feitos por esse veículo tecnológico. Nem um simples 
telefonema é realizado. Diante disso, escola e família precisam se dar 
conta de que, por meio do lúdico, as crianças têm chances de crescer e 
de se adaptar ao mundo coletivo (MACHADO; NUNES, 2011, p. 1).
Podemos observar que, nos dias de hoje, vivemos com certas dificuldades de 
experimentar e vivenciar o movimento. Assim, os jogos, os brinquedos, o brincar, as 
cirandas, as rodas, as cantigas sempre tiveram um papel muito importante na vida 
das crianças, dos adolescentes e dos adultos, e estão presentes na história e nas 
construções cultural e social de um povo, desde as mais remotas civilizações.
É necessário ter em mente que o ser humano, através do próprio corpo, desenvolve 
o processo educativo, pois, nele, estão armazenadas as características de vida. Clama por 
ser concreta, atendendo às necessidades da própria realidade. Essa questão, por sua vez, 
deve fomentar o trabalho educativo do professor de Educação Física para além da simples 
tarefa da ação motora, com a elevação da prática para uma abordagem educadora.
TÓPICO 1 - UNIDADE 1
4
FIGURA 1 – CRIANÇA VITRUVIANA
FONTE: <https://bit.ly/37lvJYR>. Acesso em: 24 out. 2021.
A figura anterior é uma relação ao famoso Homem Vitruviano, uma obra do 
grande artista Leonardo Da Vinci. Representado, agora, por um menino, mostra a relação 
de harmonia e de proporção do corpo humano.
2 CONCEITOS
É uma ciência que tem, como objetivo, o estudo do homem através do corpo dele 
em movimento em relação aos mundos externo e interno e às possibilidades de perceber, 
atuar, agir com o outro, com objetos e consigo mesmo. Portanto, é um termo empregado 
para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências 
vividas pelo sujeito, cuja ação é resultante da individualidade e da sociabilização.
Assim, para a psicomotricidade, temos uma visão de intenção, a qual é expressa 
através de emoções que são desenvolvidas e estimuladas com movimentos, melhorados 
com o uso das nossas capacidades cognitivas e socioafetivas.
É uma ciência relacionada ao processo de maturação: o corpo é a origem das 
aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas, o que chamamos de desenvolvimento psicomotor.
Apresentaremos, a seguir, várias definições do termo psicomotricidade, para 
que tenhamos uma ampla possibilidade de reflexão. 
Para Fonseca (2008, p. 1), a psicomotricidade pode ser conceituada, 
resumidamente, como “o campo transdisciplinar que estuda e investiga as relações e as 
influências, recíprocas e sistêmicas, entre o psiquismo e a motricidade”.
5
FIGURA 2 – POSSÍVEL DEFINIÇÃO DE PSICOMOTRICIDADE
FONTE: <https://bit.ly/3xf95MG>. Acesso em: 24 out. 2021.
QUADRO 1 – PRINCIPAIS TEÓRICOS - PSICOMOTRICIDADE
Já Le Boulch (1987) afirma que a finalidade da educação psicomotora não 
é a aquisição de habilidades gestuais. Entretanto, o trabalho psicomotor, como 
o conhecemos, gera uma melhor aptidão para a aprendizagem, com respeito ao 
desenvolvimento da criança.
Diante da evolução do termo, Falcão e Barreto (2009) relatam que ele passou 
por uma nova definição, não mais voltada a um plano motor, mas a um corpo em 
movimento, deixando de ser tratado como uma reeducação para ser compreendido 
como uma terapia psicomotora, com um enfoque “global” do corpo do sujeito.
Seguem alguns outros autores que falam do tema.
Autores Definições
Jean Piaget
Aprofunda-se nos processos do desenvolvimento cognitivo, conside-
rando a adaptação. Para ele, a criança age e se ordena, primeiramente, 
em função dos fatores biológicos, os quais dão origem e provocam os 
primeiros mecanismos que encaminham as interações constitutivas 
dos processos psicológicos.
Henry Wallon
Destaca o papel da emoção no primórdio do desenvolvimento humano 
e considera que, no desenvolvimento infantil, não se separa o aspecto 
cognitivo do afetivo.
Pierre Vayer
Menciona que todas as experiências da criança são vividas corporal-
mente. Tais experiências acrescentam valores sociais que o meio dá ao 
corpo e a cada parte dele. Esse corpo é investido de significações, de 
sentimentos e de valores muito particulares e pessoais.
Jean Le 
Boulch
Cita que a educação psicomotora deve ser considerada uma educação 
de base desde o início da escolarização da criança, ou seja, desde 
o período pré-escolar. Tal educação permite que a criança tome 
consciência do próprio corpo, da lateralidade; aprenda a se situar 
no espaço, a dominar o próprio tempo; e a adquirir, habilmente, a 
coordenação, os gestos e os movimentos.
6
Bernard 
Aucouturier
Determina que favorecer um desenvolvimento harmonioso da criança é dar, 
a ela, as oportunidades de existir, de se tornar uma pessoa única; é oferecer 
condições propícias para se comunicar, se expressar, criar e pensar.
Edouard 
Guilmain
Demonstra que a reeducação psicomotora tem, como objetivo, seguir, 
em todas as crianças, a organização das funções do sistema nervoso 
à medida que acontece a maturação.
Esteban 
Levin
Alcança um novo campo conceitual quando passa a olhar, além do 
corpo orgânico e expressivo, para esse corpo receptáculo, olhado, 
tocado, falado, marcado e inscrito por outro corpo na linguagem, por 
estar inserido em um discurso.
Júlián de 
Ajuriaguerra
Ensina que a criança evolui por meio da própria imagem corporal, fazendo 
uma correlação com esse corpo e o objeto, em busca de um equilíbrio.
Dalila M. 
Costallat
Preocupa-se com o processo de aquisição da alfabetização e divide a 
atividade psicomotora em funcional e relacional.
André 
Lapiérre
Argumenta que o corpo é a essência de todos os aspectos, por meio 
da atividade motora, com dimensões fisiológica, psicológica, funcional 
e anatômica, sem ignorar o conteúdo psíquico.
FONTE: Adaptado de Alves (2016)
3 BREVE HISTÓRIA DA PSICOMOTRICIDADE
Ao longo da história, surgiram diferentes concepções relacionadas ao conceito 
de psicomotricidade, especificamente, a partir do século XIX, quando ele apareceu 
pela primeira vez, cujos estudos prosseguiram até a atualidade. No entanto, para as 
compreensão e definição, faz-se necessário conhecer a origem.
O corpo humano sempre foi valorizado, desde a Antiguidade, através do culto 
e da valorização excessiva do esplendor físico,com a cultivação de músculos bem 
desenvolvidos, considerados sinal de masculinidade. O percurso histórico desse corpo 
discursivo e simbólico está marcado pelas diferentes concepções que o homem vai 
construindo ao longo da história (LEVIN, 2003).
A palavra corpo provém, por um lado, do sânscrito garbhas, que significa embrião, 
e, por outro lado, do grego karpós, de fruto, semente, envoltura. Por último, do latim corpus, 
em relação ao tecido de membros, à envoltura da alma, ao embrião do espírito (LEVIN, 2003).
A cultura do corpo tem origem nas grandes cidades gregas. O homem grego 
sabia dar, a ele, um lugar de eleição, nos estádios ou nos lugares de culto, no mármore 
ou nas cores. Para Platão, o primeiro elemento da educação do espírito e do corpo 
está em alimentá-lo e mexê-lo a cada momento, e já afirmava haver uma separação 
distinta entre corpo e alma, colocando esse corpo, apenas, como lugar de transição da 
existência, no mundo, de uma alma imortal.
7
De acordo com Lorenzon (1995), Dupré, influenciado pelos estudos da psicanálise, 
formula, em 1906, o termo psicomotricidade, e começa a caminhar nas delimitações 
dessa área. Em 1909, esse estudioso começou a chamar atenção dos próprios alunos 
no que diz respeito ao desequilíbrio motor, observando que havia uma relação entre as 
anomalias psicológicas e as motrizes.
Assim, Wallon (1941-2007) entendeu a motricidade como uma das origens da vida 
intelectual. Defendeu o movimento como o caminho para a comunicação do psiquismo 
com o corpo, e, assim, caracterizou-o como um dos elementos fundamentais da educação.
Outro grande autor renomado, Piaget (1967-2002), também, identificou a importância 
do desenvolvimento motor para a aquisição das estruturas cognitivas, principalmente, 
antes da aquisição da linguagem. O autor desenvolveu uma corrente teórica que define 
o conhecimento como uma construção realizada pelo sujeito, através de uma interação 
com o meio. Essa construção está pautada em ações que marcam uma série de degraus 
sucessivos e hierárquicos, nomeados, por Piaget, como estágios de desenvolvimento.
De acordo com Bueno (1998), Ajuriaguerra e Diatkine provocaram uma profunda 
mudança na história moderna da psicomotricidade, por volta dos anos 50 do século passado, 
ao desenvolver as primeiras técnicas reeducativas vinculadas aos distúrbios motores. 
Após esses estudos, Ajuriaguerra (1980) definiu os grandes eixos da psicomotricidade 
dos tempos modernos: coordenações estático-dinâmica e óculo-manual; organizações 
espacial e temporal da gestualidade instrumental; estrutura do esquema corporal; e 
afirmação da lateralidade e do domínio tônico. Assim, entendeu que, pela motricidade, a 
criança descobre o mundo dos objetos e se desenvolve cognitivamente.
QUADRO 2 – LINHA CRONOLÓGICA DA EVOLUÇÃO DA PSICOMOTRICIDADE
FONTE: O autor
SÉC.XIX – COMEÇO DO ESTUDO
• 1850 – NASCE O TERMO PSICOMOTO.
• 1870 – HITZIG/ FRISTSCH – FAZ O MAPEAMENTO DO CERÉBRO POR ÁREAS PSICOMOTORAS.
• 1901 – TISSÉ – AFIRMA QUE A EDUCAÇÃO FÍSICA NÃO CONTEMPLA, APENAS, 
EXERCÍCIOS MUSCULARES, MAS, TAMBÉM, PSICOMOTORES.
• 1909 – DUPRÉ – DEFENDE A INDEPENDÊNCIA DA DEBILIDADE MOTORA.
• 1925 – WALLON – RELACIONA O MOVIMENTO COM A AFETO, A EMOÇÃO, O MEIO 
AMBIENTE E OS HÁBITOS DO INDIVÍDUO.
• 1935 – GUILMAN – DESENVOLVE O EXAME PSICOMOTOR.
• 1970 – DIFERENTES AUTORES DEFINEM O PSICOMOTOR.
• 1980 – EM PORTUGAL, SURGE A FACULDADE DE MOTRICIDADE HUMANA.
• 1995 – FONSECA – CONCEITUA E ATUALIZA O QUE É PSICOMOTRICIDADE.
• 1996 – PRIMEIRO CONGRESSO EUROPEU DE PSICOMOTRICIDADE.
8
Quer saber mais um pouco a respeito da psicomotricidade? Então, 
recomendamos a leitura da obra a seguir, um clássico do tema: 
FONSECA, V. Psicomotricidade: filogênese, ontogênese e retrogênese. 3. ed. Rio 
de Janeiro: Wak Ed., 2009. 
No livro, o autor aborda as tendências filogenéticas, ontogenéticas, 
disontogenéticas e retrogenéticas da psicomotricidade, e mostra, com 
detalhes, a relação entre a motricidade e o psiquismo ao longo da vida. 
Partindo de uma visão antropológica, o autor demonstra como se deu 
a evolução do homem, primeiramente, pela conquista da postura e 
da marcha bípedes, depois, para manter o domínio da natureza pela 
fabricação e pelo uso de ferramentas. Por fim, o ser humano chegou ao uso 
da linguagem articulada, até os adventos da grafomotricidade, da arte e da 
escrita, que ilustram a importância da motricidade como fator fundamental 
das evoluções cultural e científica do ser humano.
DICA
4 DESENVOLVIMENTOS MOTOR, COGNITIVO E AFETIVO 
DE 0 A 3 ANOS 
Antes de mais nada, é fundamental destacar a importância dos estudos e das 
pesquisas acerca do desenvolvimento infantil, uma vez que negligenciar essa tarefa 
pode impactar, negativamente, no crescimento da criança. Afinal, a partir dos estudos, 
os pesquisadores identificam dificuldades e transtornos comuns em diferentes estágios 
da infância, e, então, formulam tratamentos e metodologias que driblem tais problemas. 
Assim, podemos chamar, de Desenvolvimento Infantil (DI), a parte fundamental do 
desenvolvimento humano, destacando-se que, nos primeiros anos, é moldada a 
arquitetura cerebral, a partir da interação entre a herança genética e as influências do 
meio em que a criança vive (MUSTARD, 2009).
O desenvolvimento humano é um processo longo e gradual, com mudanças, 
e envolve, de forma integrada, o crescimento, a maturação, as experiências e as 
adaptações ao meio. Entendendo que o ser é biopsicossocial, o desenvolvimento se dá 
nos aspectos físico, ou motor; afetivo; social, ou relacional; e cognitivo.
Para um melhor entendimento das fases do desenvolvimento humano, 
demonstraremos os períodos evolutivos, lembrando que esses períodos não devem ser 
considerados fechados, pois cada pessoa é um ser único, e o desenvolvimento dela 
depende da relação de equilíbrio de cada fase.
9
FIGURA 3 – FASES DO DESENVOLVIMENTO HUMANO
FONTE: <https://bit.ly/3xhVhkv>. Acesso em: 3 out. 2021.
Caro acadêmico, para aprofundar os seus conhecimentos a respeito do 
desenvolvimento humano, sugerimos a leitura da obra Desenvolvimento 
Humano, das autoras Diane E. Papalia e Ruth D. Feldman, 12ª edição, de 
2013, que apresentam os aspectos dos desenvolvimentos físico, cognitivo e 
psicossocial, de forma didática e ilustrada. As principais novidades da edição 
são: seção de como a tecnologia afeta a aprendizagem; nova cobertura que 
envolve a neurociência; informações descobertas que abarcam as mães no 
mercado de trabalho; cobertura atualizada das amizades, ao ser incluído o 
efeito do Facebook; e dados atualizados das teorias do porquê as pessoas 
envelhecem, até quando e por quanto tempo a vida pode ser estendida.
DICA
Seguem alguns aspectos do desenvolvimento humano no globo. São divididos 
em quatro:
• Aspecto físico-motor: é a consideração do crescimento orgânico, da maturação 
neurofisiológica, da capacidade de manipulação de objetos e do exercício do próprio 
corpo. Exemplo: A criança que consegue procurar um brinquedo debaixo da cama 
por já estar apta a coordenar os movimentos das pernas, pés, tronco, braços e mãos.
• Aspecto intelectual: É a capacidade de pensar, de raciocinar. Exemplo: A criança 
que, para alcançar um pacote de bolachas em cima do armário, usa um banquinho, 
ou seja, como percebe que a própria altura não é suficiente para alcançá-las, planeja 
essa ação através do uso de uma ferramenta. Assim, consegue obter êxito.
10
• Aspecto afetivo-emocional: é o modo particular de cada indivíduo de integrar as 
próprias experiências, é o sentir. Exemplo: O medo da criança frente ao comentário 
de uma professora a respeito do desempenho dela em uma atividade; a alegria de 
receber um presente.
• Aspecto social: É a maneira como o indivíduo reage diante das situações que envolvem 
outras pessoas. Exemplo: Na sala de aula, é fácil observar que algumas crianças 
procuram outras para a realização de tarefas, enquanto muitas permanecem sozinhas.
O desenvolvimento infantil se inicia, ainda,na vida uterina, com o crescimento 
físico, a maturação neurológica, a construção de habilidades relacionadas ao 
comportamento e as esferas cognitiva, afetiva e social. A primeira infância, que abrange 
a idade de zero a cinco anos, é a fase na qual a criança se encontra mais receptiva aos 
estímulos vindos do ambiente, e o desenvolvimento das habilidades motoras ocorre 
muito rapidamente. Nesse período, principalmente, no primeiro ano de vida, os primeiros 
marcos motores aparecem com o controle da cabeça, o rolar, o arrastar, engatinhar, o 
sentar e o marchar, no fim do primeiro ano. 
Em função desse processo, a primeira infância (fase que compreende desde 
o nascimento até os cinco anos) é um relevante período da vida, por ser o princípio da 
exploração no meio em que a criança está inserida, e quando há uma grande plasticidade 
neuronal, isto é, alta adaptabilidade cerebral.
A plasticidade é o que permite o aprendizado de novas habilidades, como 
engatinhar, andar, falar, marcos do desenvolvimento infantil. 
Apesar da neuroplasticidade estar presente ao longo de toda a vida (o que permite 
o aprendizado de novas habilidade em qualquer idade), é mais latente na infância, se há, 
ainda mais, exposição a um ambiente com estímulos sensório-motores positivos. Um 
exemplo disso é que, provavelmente, você já deve ter percebido que crianças pequenas 
aprendem, tão rapidamente, a usar o celular, que parecem ter nascido prontas para o 
uso dessa tecnologia.
A criança começa a organizar o próprio mundo a partir do corpo, como afirma 
Fonseca (2010, p. 157): 
[...] O corpo é, em suma, o personagem central e privilegiado sobre 
o qual terá que recair todo o estudo sobre a criança, uma vez que 
está implicado em todas as atividades, quer sejam escolares ou não. 
O corpo é a própria atividade da criança, e, a criança, um corpo em 
atividade. O corpo é uma unidade psicossomática, logo, psicomotora; 
a ação, um movimento do pensamento; e, o movimento, um 
pensamento em ação.
Podemos notar, a partir da ação corporal, que a criança começa a compreensão 
do mundo que a cerca, situando-se no tempo e no espaço. Para a criança ser incluída 
no processo educacional, as professoras que trabalham na educação Infantil devem 
11
assumir novos olhares sobre todos os corpos, e atuar como mediadoras do processo, 
não enaltecer tanto crianças com dificuldades, mas valorizar as possibilidades que cada 
corpo tem para se expressar.
Diferenças entre crescimento, desenvolvimento e maturação.
Crescimento: é um processo, de caráter concreto e mensurável, que 
compreende a formação, o aumento da massa e a renovação dos tecidos, 
sendo, a infância, a fase na qual se inicia o aumento global do organismo.
Desenvolvimento: é toda ação, ou efeito, relacionado com o processo 
de crescimento, evolução  de um objeto, pessoa ou situação em uma 
determinada condição.
Maturação: é direcionado às transformações que capacitam o organismo 
a alçar novos níveis de funcionamento. Com a maturação, a cada dia que 
passa, estamos mais preparados para executar novas tarefas.
NOTA
12
FIGURA 4 – IMPORTÂNCIA DOS ESTÍMULOS MOTORES NA PRIMEIRA INFÃNCIA
FONTE: <https://bit.ly/3rdRMYx>. Acesso em: 24 out. 2021.
Seguem as principais abordagens e as teorias para uma melhor busca para esse tema:
13
FIGURA 5 – ABORDAGENS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO
FONTE: <https://bit.ly/3JlRTHN>. Acesso em: 9 out. 2021.
Destacam-se os aspectos mais característicos dos desenvolvimentos físico, 
cognitivo e afetivo social na faixa etária de 0 a 3 anos.
QUADRO 3 – INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO MOTOR DA CRIANÇA DE 0 A 3 ANOS
IDADE INDICADOR
1° mês
Postura-característica do bebê em supino: membros flexionados (hipertonia fisioló-
gica); cabeça oscilante, comumente, mais lateralizada; e mãos fechadas. Os mem-
bros inferiores ficam mais livres, os quais alternam movimentos de flexão e extensão, 
porém, com as pernas, geralmente, fletidas sobre o abdômen. O tronco apresenta 
uma característica mais hipotônica, com a ausência dos equilíbrios cervical e de tro-
no. Apresenta movimentos amplos, variados e estereotipados, com forte influência 
de reflexos primitivos. Abre e fecha os braços em resposta ao estímulo, movimento 
que pode estar influenciado pelo Reflexo de Moro. Em prono: o peso do corpo se 
encontra na cabeça e no tronco superior, em função da elevação da pelve, decorren-
te da flexão de membros inferiores. Isso dificulta a ampla mobilidade dos membros 
superiores. Pode levantar a cabeça momentaneamente, e, sempre, lateralizada, sem 
o alcance da linha média (ajeita a cabeça para poder respirar).
2° mês
Em supino: uma postura mais assimétrica, influenciada pela resposta ao Re-
flexo Tônico Cervical Assimétrico (extensão dos membros superior e inferior 
do lado para o qual a face está voltada, e flexão dos membros contralaterais). 
Acompanha, visualmente, os objetos, ou a face humana, com movimentos de 
cabeça, geralmente, até a linha média. Prono: mais elevação da cabeça, apro-
ximadamente, 45°, mas não a mantém erguida. Os membros inferiores ficam, 
um pouco mais, estendidos, porém, ainda, em flexão. Colocado na posição 
sentada, mantém a cabeça elevada intermitentemente.
14
3° mês
No fim do terceiro mês, espera-se a aquisição do equilíbrio cervical. Supino: melhor 
controle cervical. Consegue manter a cabeça na linha média. Acompanha objetos 
visualmente, com movimentos de rotação da cabeça para ambos os lados (mais de 
180º). Os movimentos dos olhos e da cabeça já são, muitas vezes, simultâneos e co-
ordenados. Prono: possibilidade de descarga do peso nos antebraços, com melhora 
da estabilidade escapular, ao elevar a parte superior do tronco e a cabeça (em 90°) na 
linha média. Puxado para se sentar: apresenta um leve atraso da cabeça. Colocado 
na posição sentada: mantém a cabeça erguida, podendo, ainda, ocorrer oscilações.
4° mês
Movimentos alternados, facilmente, dos membros, entre a extensão e a flexão. 
Postura mais simétrica. Une as mãos na linha média, e mantém a cabeça 
mais centralizada. Os olhos são mais ativos e a atenção visual contribui para 
o aumento da estabilidade da cabeça e garante a correta orientação dela no 
espaço. Supino: alcance dos joelhos e rolamento para decúbito lateral, com 
uma forte percepção corporal. Ao ouvir ruídos, o bebê para de se mover e 
vira para a fonte sonora. Prono: apoio das mãos mantido com o cotovelo 
estendido. Estende-se contra a gravidade, e deixa, apenas, o abdômen no 
apoio. Tendência a cair para os lados, rolando, acidentalmente, para supino. 
Inicia-se a reação de Landau. Gosta de ser colocado na posição sentada, 
mantendo a cabeça ereta, mas instável quando o tronco oscila. O tronco 
permanece menos tempo fletido.
5° mês
Supino: elevação dos pés à boca e do quadril. Pode se arrastar em supino, 
empurrando o corpo para trás (interesse no alcance do objeto). Inicia o rolar 
para prono, ainda, sem muita rotação do tronco. Prono: deslocamento lateral 
do peso sobre os antebraços, para o alcance dos brinquedos. Rola para 
supino, tenta “nadar” no chão, é capaz de pivotear (girar sob o próprio eixo) e 
de manter os membros superiores estendidos. Puxado para se sentar: eleva a 
cabeça do apoio. Colocado na posição sentada: a cabeça não oscila; começa 
a se sentar com apoio e mantém o tronco ereto.
6° mês
A criança, ao fim do sexto mês, já com domínio sobre os movimentos rotacionais. De-
nota-se controle sobre as transferências de decúbito, como rolar. Supino: rolamento 
para prono, levantamento da cabeça espontaneamente. Prono: suporte do peso nas 
mãos, com a liberação do apoio de uma delas para o alcance de objetos. Apresenta 
uma reação de equilíbrio nessa posição, começando em supino. Inicia o arrastar. Pu-
xado para se sentar: auxilia no movimento, elevando a cabeça do apoio e tracionan-
do membros superiores. Colocado na posição sentada: é capaz de se manter nessa 
postura com apoio, por um longo tempo, ainda, com cifose lombar. Apoia as mãos 
na frente do corpo pela reaçãode proteção para frente. Ainda, não tem total controle 
do próprio deslocamento de peso nessa postura, e não apresenta reações laterais.
7° mês
Nesse período, desenvolvimento adequado das musculaturas do tronco e da pelve, 
com uma ótima estabilidade na postura sentada. Com isso, a retificação do tronco 
fica mais evidente. Supino: reações de equilíbrio presentes (iniciação na posição 
sentada) e elevação da cabeça como se fosse sentar. Prono: Cabeça elevada, com 
apoio no abdômen e nas mãos, com a possibilidade de giro ou de arrastamento. 
Brinca em decúbito lateral. Adquire o equilíbrio do tronco. Senta-se sem apoio.
15
8° mês
Com o domínio das rotações, experimentação, pelo bebê, de várias posturas 
diferentes, como o sentar em anel, o sentar de lado (sidesitting), o sentar com 
as pernas estendidas (longsitting) e o sentar entre os calcanhares (sentar-se 
em “w”). Todas essas possibilidades permitem a transferência para a postura de 
gatas, ajoelhado e vice-versa. Supino: geralmente, rolamento ou puxamento 
para o sentar. Prono: posição quadrúpede (ou de gatas), com transferência de 
prono para sentado e vice-versa. Sentado: tem um bom equilíbrio do tronco.
9° mês
Uma vez na postura de gatas, experimentação, pela criança, das transferências 
de peso, com o balance para frente, para trás e para os lados. Com isso, 
vai desenvolvendo o equilíbrio e a força muscular para iniciar o engatinhar. 
Inicialmente, desenvolve o engatinhar com o tronco em bloco, e, depois, de 
maneira dissociada, ou seja, com movimentos laterais do tronco. Apresenta 
uma reação de equilíbrio na posição sentada (inicia quadrúpede), com um 
melhor controle do tronco (realiza movimentos de rotação). Engatinha e realiza 
transferências de sentado para a posição de gatas e vice-versa. Começa a 
assumir a posição de joelhos e fica de pé com apoio.
10° mês
Transferência, ao fim do 10° mês, pela criança, de sentado para gatas, para 
joelhos, semiajoelhado e tracionado para de pé. Engatinha ou se desloca 
através da posição “tipo urso”, com apoio nas mãos e nos pés, mantendo 
joelhos estendidos. Sentado, apresenta uma extensão protetora para trás e 
roda em círculos. Inicia a marcha lateral com apoio nos móveis, e é capaz de 
caminhar quando segurado pelas mãos.
11° mês
Desenvolvimento, pela criança, da postura ortostática. A criança realiza a marcha 
lateral e já é capaz de liberar o apoio de uma das mãos. Posteriormente, realiza a 
marcha para frente, empurrando um apoio móvel (como cadeira ou banquinho). 
O caminhar para frente, ao redor dos móveis, enquanto se apoia com uma mão, é 
um precursor natural da marcha para frente, com o auxílio da mão de um adulto.
12° mês
Oportunidade de elevação da criança. Estende, ativamente, os membros 
inferiores e se transfere da posição ortostática para sentado, ao dissociar os 
movimentos dos membros inferiores. Inicia o ficar de pé sem apoio, primeiros 
passos independentes. Na fase inicial da marcha independente, a criança 
assume uma base alargada de apoio nos pés, com a abdução dos braços 
e a fixação do tronco superior. Apresenta passos curtos e acelerados, com 
cadência aumentada, em função do déficit de equilíbrio. A literatura aponta 
que a ocorrência da marcha sem apoio, antes dos 12 meses, ou até os 18 
meses, pode ser considerada dentro da faixa de normalidade, no caso de uma 
criança nascida a termo e sem sinais de comprometimento neurológico.
12 a 18 
meses
Ganho gradativo de equilíbrio. Reduz a base de suporte durante a marcha. 
Após o 15º mês, a criança mantém o ritmo de aquisições motoras, porém, com 
foco no refino das habilidades motoras grossas e manipulativas. Sobe e desce 
escadas engatinhando, ou apoiada pelas mãos. Ajoelha-se só.
16
18 a 24 
meses
Melhora do equilíbrio e desempenho de marcha. Realiza o choque de calcanhar 
no início do apoio, diminui a cadência e aumenta a velocidade. Fica sentada 
sozinha em uma cadeira. Sobe e desce escadas, segurando-se no corrimão. 
Começa a saltar sobre os dois pés.
24 a 30 
meses
Observação do correr e do bater em uma bola, sem a perda de equilíbrio. Tenta 
se equilibrar em um só pé.
30 a 36 
meses
Desenvolvimento do subir escadas, com a alternação dos movimentos de 
membros inferiores. Coloca um pé, de cada vez, no degrau, apenas, para 
subir. Consegue se manter em pé sobre uma única perna. Salta no mesmo 
local com ambos os pés. Anda de triciclo.
FONTE: O autor
FIGURA 6 – MARCOS DO DESENVOLVIMENTO MOTOR
FONTE: <https://bit.ly/3xj6OQN>. Acesso em: 9 out. 2021.
A cognição significa processar informações, com as finalidades de perceber, 
integrar, compreender e responder, adequadamente, aos estímulos do ambiente, levando 
o indivíduo a pensar, a avaliar e a cumprir uma tarefa, ou uma atividade social. Para 
processar, é necessário o envolvimento de várias regiões cerebrais, as quais são sede de 
determinadas funções que, em conjunto, expressam uma habilidade específica. Essas 
regiões devem estar íntegras, maduras, de acordo com a idade, e se interconectar, 
adequadamente, para que haja uma boa resposta do cérebro aos estímulos do ambiente. 
Por extensão, observam-se a concretização da aprendizagem e a evolução adaptativa 
para novas aprendizagens.
17
QUADRO 4 – INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DA CRIANÇA DE 0 A 3 ANOS
FONTE: O autor
A cognição se refere a um conjunto de habilidades cerebrais/mentais 
necessárias para a obtenção de conhecimento sobre o mundo. Tais habilidades 
envolvem pensamento, raciocínio, abstração, linguagem, memória, atenção, criatividade, 
capacidade de resolução de problemas, dentre outras funções.
Segue um quadro que abarcará o desenvolvimento cognitivo.
IDADE INDICADOR
Um mês
Atenta-se à face humana/Reage a sons fortes com sustos e se aquieta 
ao som da voz humana.
Dois meses
Fixa o olhar na face humana/Mantém a atenção ao ouvir essa voz/ Segue 
uma pessoa, ou um objeto, com os olhos, na linha média.
Três meses
Fixa o olhar em objetos/Sorri a todos que se aproximam sorrindo/
Descobre as mãos.
Quatro 
meses
Demonstra excitação quando o cuidador brinca com ela/Descobre os pés/É 
muito curiosa, observa tudo com muita atenção/Explora os brinquedos, 
ocasionalmente, levando-os à boca/Segue, visualmente, o objeto que cai.
Cinco 
meses
Aumenta a atenção e já passa mais tempo em uma mesma atividade/Olha 
e pega o tudo que está ao alcance, levando-o à boca propositalmente.
Seis a nove 
meses
Explora os objetos de modo variado/Demonstra interesse por diversos 
brinquedos/Usa o corpo para atingir objetivos e contemplar a própria 
curiosidade.
Nove a 12 
meses
Vê um objeto desaparecer e o procura, mesmo escondido/Executa gestos 
a partir de modelos/Entende solicitações simples associadas a gestos.
12 a 18 
meses
Executa gestos a pedido e sem modelo/Busca um objeto escondido, 
certo de que ele está em algum lugar/Gosta de jogos de ação e de reação/
Aponta para objetos desejados/Explora os brinquedos de modo amplo, 
descobrindo os atributos e as funções deles.
18 a 24 
meses
Nomeia as partes do corpo e os objetos/Realiza uma brincadeira simbólica 
simples/Estuda os efeitos produzidos pelas próprias atividades/Puxa 
objetos por um fio/Faz encaixes por tentativa e erro.
24 a 30 
meses
Conhece conceitos básicos/Segue instruções, envolvendo dois 
conceitos/Rabisca, espontaneamente/Presta atenção à história/
Realiza encaixes de formas/Brinca com outras crianças.
30 a 36 
meses
Reconhece diversas cores/Entende instruções com até três conceitos/Conta 
histórias e relata eventos ocorridos/Apresenta um jogo simbólico, imitando 
papéis sociais/Demonstra interesse em brincar com outras crianças.
18
FIGURA 7 – FASES DO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO, SEGUNDO PIAGET
FONTE: <https://bit.ly/3ryvTUb>. Acesso em: 9 out. 2021.
Cada vez mais, tem sido reconhecida a importância da inteligência emocional 
(BISQUERRA, 2012), incluindo a capacidade de se conhecer, de saber ouvir, de se colocar 
no lugar do outro, de se solidarizar, de conviver, enfim, de viver melhor.
Quantoaos indicadores afetivos sociais, nessa fase, as crianças vão se 
conscientizando a respeito dos próprios sentimentos e dos sentimentos dos outros, e 
começam a controlar melhor as emoções em situações sociais. O crescimento emocional 
se expressa a partir do autocontrole de emoções negativas. Sabem analisar as emoções 
que as deixam tristes, bravas ou amedrontadas, e, inicialmente, podem reagir a elas de 
formas inadequadas (agressivas, ou tentam não as reconhecer), mas, com a ajuda de um 
adulto, podem aprender alternativas mais adaptativas de identificá-las e de expressá-las.
Os ambientes familiar e escolar são fundamentais para o desenvolvimento do 
controle da emoção e da autoestima (sentimentos positivos em relação a possibilidades, 
confiança em si mesmo, facilidade de aceitação de desafios). Felizmente, as crianças 
retraídas e isoladas estão, atualmente, recebendo mais atenção por parte dos adultos 
significativos (BISQUERA, 2012).
O desenvolvimento de comportamentos pró-sociais (aqueles que promovem 
interações sociais que oportunizam a aprendizagem de outros comportamentos) ajudam 
as crianças a se tornarem mais empáticas em situações sociais, livres de emoções 
negativas e competentes para enfrentar os problemas de maneira mais construtiva. 
Trabalhar, em sala de aula, com estratégias de encenação de situações do cotidiano, e 
que, também, envolvam a troca de papéis, auxilia na compreensão do problema a partir 
do ponto de vista do outro. É um passo decisivo para o desenvolvimento da empatia.
19
Relacionar-se com pares da mesma idade cronológica é um excelente 
aprendizado de comportamentos pró-sociais. Adquirem-se senso de identidade e 
habilidades de liderança, de comunicação, de cooperação e de papéis, além de regras. 
É o início do afastamento dos pais, já que o grupo de amigos abre novas perspectivas 
(PAPALIA; OLDS; FELDMAN, 2006).
20
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como:
• O estudo da psicomotricidade permite compreender a forma como a criança toma 
consciência do próprio corpo e das possibilidades de se expressar por meio dele.
• A psicomotricidade é a ciência que tem, como objetivo de estudo, o homem, por 
meio do próprio corpo em movimento e em relação aos mundos interno e externo, 
incluindo as possibilidades de perceber, atuar e agir com o outro, com os objetos 
e consigo mesmo.
• O termo psicomotricidade tornou-se, primeiramente, conhecido na França.
• O movimento é a primeira manifestação da vida do ser humano, pois, desde a vida 
intrauterina, realizam-se movimentos com o corpo, no qual vão se estruturando e 
se exercendo enormes influências no comportamento.
• O desenvolvimento humano é um processo que ocorre a níveis físico, mental e 
afetivo, desde o nascimento até a morte.
• As fases do desenvolvimento cognitivo são sensório-motor, pré-operatório, 
operatório concreto e operatório formal.
• Os estímulos, para o desenvolvimento humano, são: motor, afetivo e cognitivo.
• As fases do desenvolvimento infantil estão divididas em: 1 infância (nascimento 
até três anos) e 2 infância (dos três aos seis anos).
RESUMO DO TÓPICO 1
21
1 Você aprendeu várias definições do que é a psicomotricidade, assim, explique, com as 
suas palavras, o que ela pode ser. 
2 Como podemos adquirir a cognição? Dê dois exemplos.
3 Segundo Piaget, em que fase do desenvolvimento cognitivo que a criança constrói e 
percebe o mundo através de experiências? Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) Sensório-motor.
b) ( ) Pré-operatório.
c) ( ) Operatório concreto.
d) ( ) Operatório formal.
AUTOATIVIDADE
22
23
REFLEXOS PRIMITIVOS E POSTURAIS DO BEBÊ
1 INTRODUÇÃO
Caro acadêmico, neste tópico, a nossa intenção é conduzir você para conhecer 
os movimentos que são executados pelos bebês. Para isso, é imprescindível que você 
conheça cada ação que poderá ser executada.
O reflexo é um esquema motor que engloba um estímulo específico, o qual gera 
uma resposta específica. O esquema anatômico é denominado de arco reflexo, composto 
por um receptor, o neurônio (motor aferente), o neurônio motor eferente e o músculo 
efetor. Os reflexos primitivos estão presentes no desenvolvimento motor normal de todas 
as crianças, e produzem, como resultado, um conjunto de respostas para cada estímulo. 
Esses reflexos são ações motoras automáticas precursoras dos movimentos voluntários.
A maior parte dos movimentos do recém-nascido é representada por reflexos primiti-
vos, os quais vão desaparecendo durante os seis primeiros meses de vida, quando estruturas 
neurológicas, hierarquicamente, mais recentes (corticais), amadurecem e se tornam funcio-
nais (VILANOVA, 1998). Dentre os reflexos, destacam-se: sucção, moro, preensão palmar, pre-
ensão plantar, Galant, marcha, Reflexo Tônico-Cervical Assimétrico (RTCA) e anfíbio.
UNIDADE 1 TÓPICO 2 - 
2 REFLEXOS PRIMITIVOS E POSTURAIS
Gallahue e Ozmun (2003) classificaram os reflexos como primitivos e posturais. 
Os reflexos primitivos estão, intimamente, associados à obtenção de alimento e à 
proteção do bebê, aparecendo, primeiramente, na vida fetal, e persistindo durante todo 
o primeiro ano de vida. Já os reflexos posturais fazem lembrar movimentos voluntários 
posteriores, pois fornecem, automaticamente, a manutenção de uma posição ereta, 
para um indivíduo, em um ambiente, sendo encontrados em todos os bebês normais 
nos primeiros meses pós-natais, e, em alguns casos, persistir no primeiro ano. Os tipos 
mais comuns de reflexos humanos são:
• Reflexo de Moro: É uma reação corporal maciça que tem a particularidade de 
induzir uma brusca extensão da cabeça, alterando a relação dela com o tronco. 
Consiste na extensão, na abdução e na elevação de ambos os membros superiores, 
seguidas do retorno à habitual atitude flexora em adução. Foi descrito, por André 
Thomas, como “reflexo de braços em cruz”. 
24
FIGURA 8 – REFLEXO MORO
FIGURA 9 – REFLEXO RTCA
FONTE: <https://bit.ly/3jgQd7N>. Acesso em: 9 out. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/3LOj4fP>. Acesso em: 9 out. 2021.
Sempre, é desencadeada após uma reação brusca, que pode ser considerada 
uma reação defensiva que tende a uma melhor adequação do corpo no espaço, assim 
que se altere o equilíbrio em uma posição determinada.
• Reflexo Tônico-Cervical Assimétrico (RTCA): Trata-se de um reflexo postural 
desencadeado por mudanças na posição da cabeça em relação ao tronco. É de 
grande importância para o desenvolvimento do conhecimento corporal e da 
situação dele no espaço.
• Reflexo de Landau: Resulta de uma complexa interação de reações labirínticas 
e tônico-cervicais. Para observá-lo, deve-se manter a criança suspensa 
horizontalmente, com o dorso para cima, posição na qual a cabeça da criança se 
eleva espontaneamente, em dorsiflexão, impulsionada por reflexos de retificação 
cefálica, de origem labiríntica. Tal atitude determina que o tronco e os quatro 
25
FIGURA 10 – REFLEXO DE LANDAU
FIGURA 11 – REFLEXO DE CONEXÃO ENTRE MÃOS E BOCA
FONTE: <https://soumamae.com.br/o-que-e-o-reflexo-de-landau/>. Acesso em: 9 out. 2021.
FONTE: <http://glo.bo/38BYmlf>. Acesso em: 9 out. 2021.
membros se estendam, dando, ao eixo do corpo, a disposição de um arco tenso 
côncavo para cima. Com isso, quando se flexiona, passivamente, a cabeça, a 
criança, imediatamente, flexiona o tronco e os membros (CORIAT, 2001).
• Reflexo de conexão entre as mãos e a boca: Consiste, e descrito, também, por 
Coriat (2001), na rotação da cabeça para a linha média, acompanhada da abertura 
da boca, como resposta à pressão exercida, pelos polegares do observador, sobre 
as palmas das mãos do lactente.
• Reflexo corneano: Determina, a estimulação suave da córnea, a contração ativa 
do músculo orbicular das pálpebras.
26
FIGURA 12 – REFLEXO CORNEANO
FIGURA 13 – REFLEXOS ORAIS
FONTE: <https://bit.ly/37qiSoi>. Acesso em: 9 out. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/3ujRz8b>. Acesso em: 9 out. 2021.
• Reflexos orais: Têm a finalidade de possibilitar o ato de se alimentar. Compreendem 
os reflexos debusca, sucção e deglutição. Consistem, também, na orientação seletiva 
dos lábios e da cabeça para o local onde se aplica a estimulação, denominados, por 
André-Thomas (CORIAT, 2001), de “reflexos dos quatro pontos colaterais”.
• Reflexos cutâneos abdominais: Consistem na contração brusca dos músculos 
da parede abdominal, como resposta a estímulos superficiais.
• Reflexo de Galant (encurvamento do tronco): Está presente desde o nascimento 
e desaparece no decorrer do segundo mês de vida. Esse reflexo é testado com a 
criança em prono, deslizando-se um objeto pontiagudo da região do ilíaco até a 
última costela, próximo às vértebras lombares. Como resposta, ocorre uma flexão 
lateral do tronco, com o desenvolvimento da capacidade de extensão dele. A resposta 
a esse estímulo passa a ser extensão e flexão lateral do tronco. A persistência gera a 
dificuldade de desenvolver a transferência lateral de peso.
27
FIGURA 14 – REFLEXO DE GALANT
FIGURA 15 – REFLEXO DE PREENSÃO PLANTAR
FONTE: <https://bit.ly/3LOKIcS>. Acesso em: 9 out. 2021.
FONTE: <http://soumae.net/reflexo-plantar/>. Acesso em: 9 out. 2021.
• Defesa plantar: É o típico reflexo de automatismo medular, que desaparece no 
sexto mês. Para obtê-lo, estimula-se a planta do pé em decúbito dorsal e a resposta 
é a retirada em tríplice flexão.
• Reflexo de preensão plantar: Pode estar presente desde o nascimento, até o 
terceiro trimestre, desaparecendo com um ano de vida.
• Reflexo de preensão palmar: Ao tocar a superfície interna da mão, esta se fecha e 
permanece fechada enquanto dura o estímulo. Pode-se puxar a criança para cima, 
mantendo-se, entretanto, as articulações dos cotovelos, ligeiramente, fletidas. Se 
esse reflexo dura mais tempo, desfaz-se da posição através da abertura da mão 
(ausência de reações de equilíbrio), e é reforçado, fisiologicamente, pela sucção.
28
FIGURA 16 – REFLEXO DE PREENSÃO PALMAR
FIGURA 17 – REFLEXO DE MARCHA
FONTE: <https://bit.ly/3NWr54p>. Acesso em: 9 out. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/37wFmEg>. Acesso em: 9 out. 2021.
• Reflexo de marcha: É testado, esse reflexo, ao se segurar o bebê pelas axilas, com 
os pés em uma superfície de apoio, inclinando-a para frente. Com o estímulo, o 
bebê “anda”, realizando uma flexão alternada dos membros inferiores. Esse reflexo 
apresenta uma faixa de normalidade do nascimento até o quarto mês.
• Suporte positivo: É considerado normal desde o nascimento até o segundo ou 
terceiro mês de vida. Esse reflexo é testado ao se segurar o bebê de pé sobre uma 
superfície de apoio, e realizar ligeiros “quikes” para cima e para baixo. Com isso, ele 
realiza o suporte em extensão digitígrado, uma resposta em padrão extensor total. 
Os resquícios dessa resposta são comuns até, aproximadamente, sete meses.
29
FIGURA 18 – SUPORTE POSITIVO
FONTE: <http://glo.bo/3NUdLgX>. Acesso em: 9 out. 2021.
• Reflexo Tônico Cervical Simétrico (RTCS): Demonstra dependência entre as 
posturas da cabeça e dos ombros e pode ser testado com o bebê em prono, sobre 
a perna do examinador, com membros superiores e inferiores livres. A extensão da 
cabeça produz uma extensão dos membros superiores e a flexão dos inferiores. 
Essa flexão provoca outra, também, de membros superiores, com a extensão 
dos inferiores. Pode ser observado do segundo ao quarto mês de vida do bebê, 
e a persistência pode dificultar a permanência na postura de gatas, o engatinhar 
em padrão cruzado e proporcionar o engatinhar sem a dissociação de cinturas 
(escapular e pélvica), gerando o engatinhar em bloco.
FIGURA 19 – RTCS
FONTE: <https://bit.ly/3jgR607>. Acesso em: 9 out. 2021.
• Reflexo Tônico Labiríntico (RTL): Pode ser testado na postura prona ou supina. 
Com a criança em supino, sobre as mãos do examinador, busca-se observar a 
presença do aumento da atividade extensora, fletindo-se os membros superiores 
e inferiores e se observando a resistência a esses movimentos e à flexão passiva 
30
da cabeça. Na postura supina, analisa-se o aumento da atividade flexora, com a 
análise da resistência às extensões da cabeça e dos membros. Caso o reflexo esteja 
presente com hipertonia, será, sempre, patológico.
FIGURA 20 – REFLEXO TÔNICO LABIRÍNTICO
FIGURA 21 – REAÇÃO CERVICAL DE ENDIREITAMENTO
FONTE: <https://bit.ly/3uYIW1U>. Acesso em: 9 out. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/38GAUDz>. Acesso em: 9 out. 2021.
• Reação cervical de endireitamento: Pode ser testada com o bebê em supino. 
É preciso segurá-lo, delicadamente, pelo occipital, e rodar a cabeça dele para o 
lado. O restante do corpo se move, reflexivamente, na mesma posição da cabeça: 
primeiramente, os quadris e as pernas se alinham, seguidos pelo tronco. Com a 
faixa de normalidade do quarto ao sexto mês de vida, é a única reação que deve 
desaparecer, dando lugar à reação corpo sobre corpo.
• Reação corpo sobre corpo: Tem início a partir do sexto mês de vida. Essa reação é 
testada da mesma forma que a anterior, porém, com o bebê com alguma dissociação 
das cinturas escapular e pélvica.
31
• Reação labiríntica e óptica de retificação: São testadas, ambas as reações, 
nas posturas prona, supina e decúbito lateral, com a criança suspensa na postura 
desejada e com olhos vendados. Na reação labiríntica, a partir do estímulo dos canais 
semicirculares, ela busca, com a própria maturação, a verticalização da cabeça. Na 
reação óptica, ela é orientada por algum objeto de interesse. Em ambas, a faixa de 
normalidade é a partir do primeiro mês, em prono; e, aproximadamente, entre o 
quinto e o sexto mês, em supino e decúbito lateral.
• Reação de anfíbio: É testada, essa reação, com a criança na postura prona, ao 
se levantar um lado da cintura pélvica. Como resposta, há as flexões do tronco e 
do membro inferior do mesmo lado. Essa reação permite o desenvolvimento do 
arrastar, além do engatinhar, normal a partir do sexto mês.
• Reações protetoras: São movimentos protetores dos membros na direção da força 
que se desloca, como reação a uma súbita força deslocadora ou quando o equilíbrio 
não pode mais ser mantido. Pode ser testada nas posturas prona, prona para os 
lados, supina e sentada. Na postura prona, o bebê é posicionado com os braços 
para frente, ao responder com o apoio das mãos e a elevação da cabeça. A reação 
normal é a partir do terceiro mês. Em supino, o normal se torna o sexto mês, com o 
posicionamento da criança sobre o rolo e o deslocamento dela para um dos lados. 
Como resposta ao estímulo, ela demonstra o apoio do membro superior do lado do 
deslocamento e tenta manter a verticalização da cabeça. Com a criança sentada, o 
examinador a desloca anterior, posterior e lateralmente. A resposta, normal do sexto 
ao nono mês, será, sempre, o apoio dos braços, incluindo as mãos espalmadas, as 
quais protegem o corpo e livram a face a partir da verticalização da cabeça.
• Reação de equilíbrio: É testada da mesma forma que a reação anterior. Nessa, 
busca-se observar a procura da criança pela verticalização e pelo aumento da base, 
através do afastamento. A faixa de normalidade é do sétimo ao décimo oitavo mês 
nas posturas prona, supina, sentada, gatas, de joelhos e de pé.
Como podemos verificar, o processo de integração de  reflexos primitivos  é 
abrangente. Ocorre, mais especificamente, no mesencéfalo; no tronco cerebral; na estrutura 
subcortical, responsável pelo controle das necessidades vitais etc., tão importantes de 
serem, paulatinamente, descobertos. Assim, o bebê, também, explora o movimento, a partir 
de uma tentativa de proteção, e cria as próprias rotinas, como o sono e a alimentação. 
Quer saber mais um pouco a respeito de como estimular o cérebro do seu bebê? 
Então, recomendamos a leitura da obra a seguir, com várias atividades para desenvolver 
facilmente. É repleta de ideias divertidas, direcionadas ao período crítico, que vai d o 
nascimento aos 12 meses. Toda brincadeira tem informações da última palavra da 
pesquisa cerebral e uma discussão da forma através da qual a atividade em pauta 
promove a capacidadedo cérebro do bebê.
SILBERG, J. 125 brincadeiras para estimular o cérebro de seu bebê. São Paulo: 
Editora Aquariana, 2013.
NOTA
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Possibilidade de testes a serem realizados sobre reflexos primitivos
AACD São Paulo
1- REFLEXO PRIMITIVO DE APOIO - (0 a 02 meses) 
• posição de teste: Criança suspensa, verticalmente, pelo examinador. 
• estímulo: Apoio da planta dos pés na superfície da mesa. 
• Resposta: Aumento do tônus extensor dos membros inferiores, com a extensão do 
joelho e do quadril.
2- REFLEXO DE MARCHA - (0 a 02 meses) 
• posição de teste: Criança suspensa pelo examinador, apoiada na superfície da mesa. 
• estímulo: Inclinação anterior do tronco. 
• Resposta: Passos curtos e ritmados, sem a extensão do joelho e do quadril (falsa corrida). 
3- REFLEXO DE COLOCAÇÃO DAS PERNAS (0 a 02 meses)
• posição de teste: Criança suspensa, verticalmente, pelo examinador.
• estímulo: Toque do dorso do pé da criança na borda da mesa.
• Resposta: Tríplice flexão do membro inferior e colocação do pé sobre a superfície. 
Realização, pela criança, do movimento “subir degraus”. 
4- REFLEXO DE BUSCA (0 a 02 meses)
• posição de teste: Qualquer (exceto em decúbito ventral). 
• estímulo: Leve toque nas comissuras labiais ou no centro do lábio superior ou inferior. 
• Resposta: língua, lábios e cabeça movidos em direção ao estímulo. 
5- REFLEXO DE SUCÇÃO (0 a 5 meses)
• posição de teste: Qualquer (exceto em decúbito ventral).
• estímulo: Introdução do dedo do examinador entre os lábios do bebê.
• Resposta: Reação de sucção.
6- REFLEXO DE PREENSÃO PALMAR (0 a 3 - 4 meses) 
• posição de teste: Qualquer. 
• estímulo: Contato do dedo do examinador com a palma da mão do bebê. 
• Resposta: Flexão, em massa, dos dedos, até a retirada do estímulo.
7- REFLEXO DE PREENSÃO PLANTAR (0 a 10 - 11 meses) 
• posição de teste: Qualquer (exceto em posição ortostática).
LEITURA
COMPLEMENTAR
33
• estímulo: Contato do dedo do examinador com o sulco metatarso falângico.
• Resposta: Flexão plantar dos artelhos. 
8- REFLEXO DE EXTENSÃO CRUZADA (0 a 02 meses)
• posição de teste: Criança em decúbito dorsal, com a cabeça na linha média.
• estímulo: Estímulo doloroso na planta do pé. 
• resposta: Flexão da perna estimulada e extensão cruzada da contralateral.
9- REFLEXO DE MORO (0 a 6 meses) 
• posição de teste 1: Examinador com a criança sentada. 
• estímulo 1: Cabeça caída em extensão. 
• posição de teste 2: Criança em decúbito dorsal. 
• estímulo 2: levantamento, rapidamente, da pélvis; tapinhas no abdômen, ou puxar o lençol. 
• Resposta para 1 e 2: 
• 1ª fase: Abdução dos membros superiores, com abdução e extensão dos dedos. 
• 2ª fase: Adução dos membros superiores (reação do abraço). 
10- REAÇÃO DE GALANT (0 a 2 meses) 
• posição de teste: Criança em decúbito ventral.
• estímulo: Leve toque, com a ponta de um lápis, na região paravertebral dorsal, 
entre a l2a e a crista ilíaca.
• Resposta: Encurvamento do tronco, com concavidade para o lado estimulado.
11- REAÇÃO CERVICAL DE RETIFICAÇÃO (0 a 6 meses) 
• posição de teste: Criança em decúbito dorsal, com braços e pernas estendidas. 
• estímulo: Rotação ativa ou passiva da cabeça.
• Resposta: Rotação, “em bloco”, do tronco.
12- REFLEXO TÔNICO CERVICAL SIMÉTRICO (0 a 4 meses) 
• posição de teste: criança em decúbito ventral, ligeiramente, suspensa pelo abdômen. 
• estímulo: flexão, ou extensão, passiva, ou ativa, da cabeça. 
• Resposta: para flexão: flexão dos membros superiores e extensão dos inferiores; 
para extensão: extensão dos membros superiores e flexão dos inferiores. 
13- REFLEXO TÔNICO CERVICAL ASSIMÉTRICO (0 a 4 meses) 
• posição de teste: Criança em decúbito dorsal, com a cabeça na linha média, os 
braços e as pernas estendidos. 
• estímulo: Rotação da cabeça (90 graus). 
• Resposta: Extensão das extremidades faciais e flexão das extremidades occipitais. 
14- REFLEXO TÔNICO LABIRÍNTICO (0 a 4 meses) 
• posição de teste 1: Criança em decúbito dorsal. 
• posição de teste 2: Criança em decúbito ventral. 
• estímulo: Própria postura. 
34
• estímulo: Própria postura. 
• Resposta: Aumento do tônus extensor. 
• Resposta: Aumento do tônus flexor. 
15- REFLEXO DE LANDAU 
• posição de teste: Criança em suspensão ventral 
• estímulo 1: Extensão passiva, ou ativa, da cabeça. 
• Resposta: Desencadeamento do tônus extensor, com extensão do tronco, do 
quadril e dos membros superiores e inferiores. 
• estímulo 2: Flexão passiva, ou ativa, da cabeça. 
• Resposta: Flexão do tronco, do quadril e dos membros superiores e inferiores.
16- REFLEXO DE COLOCAÇÃO DAS MÃOS 
• posição de teste: Criança suspensa, verticalmente, pelo examinador. 
• estímulo: Toque do dorso da mão da criança na borda da mesa. 
• Resposta: Flexão do punho e colocação da mão sobre a mesa
FONTE: <file:///C:/Users/Jefersom/Downloads/reflexos%20primitivos%20(1).pdf>. Acesso em: 6 out. 2021.
3 RELAÇÃO ENTRE REFLEXOS E ESTEREÓTIPOS RÍTMICOS 
NO BEBÊ
Esses comportamentos são, no geral, movimentos ritmados da cabeça, das 
mãos ou do corpo, sem uma óbvia função adaptativa. Os movimentos podem cessar, 
ou, mesmo, não ser desencadeados, em resposta a um esforço do sujeito nesse sentido.
Os movimentos estereotipados podem ocorrer várias vezes ao dia, durante, 
apenas, alguns segundos, minutos ou mais tempo. Os comportamentos variam, 
consoante o contexto (ocorrem, mais frequentemente, quando o sujeito está 
concentrado, excitado, ansioso, cansado ou aborrecido). O Critério A requer que 
esses movimentos sejam, aparentemente, sem causa. Contudo, alguns movimentos 
estereotipados servem para controlar outros.
A estereotipia é caracterizada por movimentos repetitivos que, aparentemente, 
não têm função adaptativa (BERKSON; DAVENPORT, 1962). Movimentos estereotipados 
são, assim, denominados, por ocorrer com grande frequência, repetidamente e com 
pouca variação. Ocorrem por serem movimentos de autoestimulação, ou, também, 
chamados de autorreguladores. A motivação advém pelas buscas de sensações, de 
bem-estar ou pela tendência às repetições, sendo que a ocorrência da estereotipia tem 
sido associada a déficits de aprendizagem e sociais durante o desenvolvimento.
As estereotipias, segundo Cantavella et al. (1992), podem ser classificadas em 
cinco grupos: 
35
• estereotipias do desenvolvimento normal; 
• movimentos parasitas estereotipados; 
• comportamentos sociais estereotipados; 
• estereotipias em forma de tiques;
• hábito motor, "Blindisms''.
As estereotipias do desenvolvimento, normalmente, são tipos de comportamentos 
que podem aparecer em crianças com desenvolvimento normal, quando estão 
mudando de fase de desenvolvimento e aprendendo novos comportamentos. São um 
estado de imaturidade biológica, ou psíquica, antes da maturação, e podem, ou devem, 
desaparecer ao longo do desenvolvimento (CANTAVELLA et al., 1992).
Os movimentos parasitas estereotipados são descargas motoras em um corpo 
parado, como movimentos de pernas, movimentação rápida da cabeça, vocalizações 
repetidas ao realizar tarefas. Devido a um alto grau de ansiedade em uma determinada 
situação, uma criança cega tende a obter controle da ansiedade por meio desses 
movimentos repetitivos bruscos (CANTAVELLA et al., 1992).
Comportamentos sociais estereotipados se referem a movimentos repetitivos com as 
formas motora, facial e vocal. Em crianças com deficiência visual, ocorrem com muita frequência, 
devido a situações de contato social e em um novo ambiente e à carência de informações 
visuais, diferindo dos movimentos parasitas estereotipados. Por serem expressões com rigidez, 
invariáveis e constantes, estes ocorrem, com frequência, com a transição da situação atual para 
a próxima, como em trocas ambientais ou de atividades (CANTAVELLA et al., 1992).
Tiques são movimentos involuntários e bruscos, rápidos, repetitivos, estereotipados, 
rígidos em forma, e ocorrem de maneira irregular, como movimentos bruscos de braços e 
cabeça, piscadas, movimento das sobrancelhas, assovios e lambidas (TOLOSA; CANELAS, 
1969).De maneira geral, as estereotipias tendem a cessar quando a pessoa se distrai ou se 
envolve em alguma atividade. Um tique pode ser a expressão de um conflito emocional ou 
o resultado de uma doença neurológica, como a síndrome de Tourette.
Estereotipias de hábito motor ("Blindisms"), ou ceguismos, ocorrem, mais 
comumente, em pessoas com deficiência visual grave, quando são submetidas a um 
elevado grau de controle, de cuidado, ou de exigência ambiental e atividades intensas, 
podendo, então, aparecer esses movimentos estereotipados, ou parasitas, denominados 
de Blindisms. Enfatiza-se uma forte ocorrência no espaço ocular, com movimentos de 
compressão dos olhos ou circulares, como se fosse necessário coçá-los, com o intuito, 
na maioria dos casos, de busca de fleches de luz (CANTAVELLA et al., 1992).
A relação entre os reflexos e os estereotipados rítmicos, em bebês, deve ser 
analisada onde todos os bebês têm um controle limitado dos próprios corpos, mas, 
para compensar essa falta de controle, eles nascem com um conjunto de mecanismos 
de sobrevivência que os protege contra possíveis perigos. Por esse motivo, embora 
36
um pequeno seja muito dependente dos pais, ele não é, completamente, indefeso. 
Chamamos esses movimentos de reflexos primitivos. Dessa forma, temos que 
estar atentos a esses movimentos repetidos em situações, os quais podem vir a ser 
comportamentos inadequados, os quais ocorrem com frequência, repetidamente e com 
pouca variação. Quando esses movimentos são executados pela criança, causam danos 
físicos, são denominados de autolesões, ou comportamentos autolesivos.
4 AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS/ESTEREÓTIPOS NO BEBÊ
A avaliação deve poder contribuir ativamente, de modo a incentivar essa 
criança a aprender e a se desenvolver. Dessa forma, a avaliação, ao invés de se centrar 
nas limitações da criança, direciona-se para o atendimento das necessidades dela, 
no sentido de tornar essa avaliação promotora da aprendizagem, em uma perspectiva 
inclusiva, em vez de ameaçadora e excludente.
Avaliar é observar, além de intervir constantemente, (re) planejando a ação 
educativa, em busca de (re) significá-la, de forma apropriada, às necessidades de cada 
criança e do grupo como um todo. A avaliação, no contexto da educação infantil, precisa 
ser mediadora do desenvolvimento da criança. Para isso, é importante buscar várias formas 
de registro, as quais servem, como suporte, para a elaboração do parecer do trabalho 
realizado, contemplando os avanços, as expectativas, as mudanças e as descobertas.
Apresentaremos, a seguir, alguns testes de avaliação. Esses testes e escalas 
de desenvolvimento facilitam e auxiliam a triagem, o diagnóstico, o planejamento e a 
progressão do tratamento, caso alguma anormalidade seja detectada.
1. Teste de Gesell 
O teste de Gesell é um teste de referência que envolve a avaliação direta e a 
observação da qualidade e da integração de comportamentos. Pode ser aplicado em 
crianças de quatro semanas até 36 meses de idade cronológica. As categorias de análise 
dessa escala se referem às seguintes áreas: comportamento adaptativo (organização 
e adaptação sensório-motora, cognição); comportamento motor grosseiro e delicado 
(sustentação da cabeça, sentar-se, engatinhar, andar, manipular objetos com as mãos); 
comportamento de linguagem (expressiva ou receptiva); comportamento pessoal-
social (relação com o meio-ambiente).
2. Escala de Desenvolvimento Infantil de Bayley
Os principais aspectos avaliados por cada subescala são: subescala mental 
(funcionamento das capacidades sensoriais e perceptivas); subescala motora 
(motricidade fina e ampla) e subescala comportamental (avaliação qualitativa da 
interação da criança com objetos e pessoas).
37
3. Teste de Denver
O teste pode ser aplicado por vários profissionais da saúde, em crianças de 
zero a seis anos, classificando-o, dicotomicamente, em risco ou normal. É composto 
por 125 itens distribuídos na avaliação de quatro áreas distintas do desenvolvimento 
neuropsicomotor: motricidade ampla, motricidade fina-adaptativa, comportamento 
pessoal-social e linguagem (SOUZA et al., 2008).
4. Teste de Triagem Sobre o Desenvolvimento de Milani Comparetti
Esse exame de triagem avalia o desenvolvimento motor desde o nascimento até 
24 meses. Pode ser administrado de quatro a oito minutos. Observam-se comportamentos 
espontâneos (controle postural e padrões de movimentos ativos) e respostas evocadas 
(reflexos primitivos, reações de endireitamento e equilíbrio). Portanto, o desenvolvimento 
motor é avaliado com base na correlação entre as aquisições funcionais motoras da 
criança e as estruturas reflexas.
5. Inventário Portage Operacionalizado
O objetivo do IPO é a elaboração de uma proposta de intervenção no ambiente 
natural de crianças, a partir da detecção do atraso no desenvolvimento, por meio de 
um treinamento específico dado aos pais, visando à aceleração do desempenho dessas 
crianças durante a idade da pré-escola (BLUMA et al., 1976).
6. Avaliação Neurológica de Bebês Prematuros e a Termo
Pode ser aplicado em crianças de zero a 12 meses, pois os criadores não possuem 
dados de acompanhamento por um tempo de mais de um ano. O teste é composto por 
nove itens de neurocomportamento (capacidade do bebê de se habituar a estímulos 
luminosos e sonoros repetidos, movimentos espontâneos do corpo, reação defensiva, 
observação de movimentos oculares anormais, orientações auditiva e visual e atenção 
aos estímulos visuais e auditivos), 15 itens que avaliam o tônus muscular e seis deles 
que verificam os reflexos primitivos e profundos. Durante a aplicação do teste, também, 
são acompanhadas as seis categorias do estado comportamental.
7. Avaliação Neurológica do Recém-nascido e do Bebê
O exame deve ser feito no terceiro dia de vida e no fim da primeira semana, em caso 
de anormalidades. A faixa etária avaliada é de zero a 12 meses. A avaliação inclui exame do 
crânio, avaliação do tônus, reflexos primários e observação da postura e do movimento. 
Os marcos do desenvolvimento e as habilidades funcionais não são avaliados. A criança é 
classificada como normal, anormal ou suspeita. Por fim, quando a anormalidade é detectada, 
pode ser designada como leve, moderada ou grave (SEME-CIGLENNEKI, 2003).
38
8. Test of Infant Motor Performance (TIMP)
A avaliação é composta por 27 itens pontuados, com base na observação de 
uma atividade espontânea do bebê presente, ou ausente, e mais 25 itens eliciados, 
avaliados pelo examinador, de acordo com um formato padronizado, em uma escala de 
cinco ou seis pontos, que descrevem comportamentos específicos a serem notados, 
variando de menos maduro a com uma resposta completa. Os itens do teste enfatizam 
o desenvolvimento do controle da cabeça e do tronco, o uso de técnicas de manuseio 
para emissão precoce do controle postural e a observação de comportamentos emitidos 
espontaneamente, sem que haja alguma estimulação do observador.
9. Escala Motora Infantil de Alberta (AIMS)
Os 58 itens avaliam os padrões motores e as posturas, usando-se três critérios: 
alinhamento postural, movimentos antigravitacionais e superfície de contato. As 
subescalas são determinadas por cada postura: prona, supina, sentada e em pé. A 
pontuação é anotada como passou/falhou. Ao fim, os pontos, de cada postura, são 
somados em uma pontuação total de itens observados.
Como podemos observar, existem três tipos básicos de instrumentos de avaliação: 
exames neurológicos e de neurocomportamento, que têm sido criados para avaliar a inte-
gridade do bebê; instrumentos abrangentes, os quais determinam o grau de desenvolvi-
mento de crianças em relação a vários domínios de motores; e instrumentos neuromotores, 
que analisam habilidades motoras amplas ou finas, visando a uma área funcional.
39
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como:
• O reflexo é uma reação corporal automática à estimulação. Comportamentos refle-
xos ou respondentes são interações estímulo-resposta(ambiente-sujeito) incondi-
cionadas, inatas; relativamente, estereotipadas e fixas.
• O ato reflexo é o mais rápido mecanismo de estímulo e resposta do sistema nervoso. 
Ocorre quando reagimos, de maneira instantânea e involuntária, a estímulos 
ambientais.
• Os reflexos primitivos são originados do sistema nervoso central, presentes em 
crianças novas, especialmente, em bebês.
• Os principais tipos de reflexo primitivos são: Moro, tônico cervical, palmar, plantar, 
cutâneo plantar, marcha reflexa, sucção, Galant e Landau.
• A avaliação é um importante componente de observação e de análise do 
desenvolvimento do bebê para, caso haja algum indício, possam ser aplicados os 
devidos procedimentos para a correção dele.
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1 Comente, com as suas palavras, o que são reflexos.
2 Descreva algum exemplo de reflexo primitivo.
3 Os movimentos dos recém-nascidos são representados por reflexos e reações 
primitivas. A ausência desses reflexos, em idades nas quais deveriam estar 
presentes, ou a persistência deles, quando desnecessária, pode indicar um atraso no 
desenvolvimento neuropsicomotor, sendo, de grande importância, a detecção disso, 
pelo fisioterapeuta, na prática clínica. Assim, quanto ao reflexo de preensão palmar, 
que consiste no fechamento da mão após qualquer estímulo na palma ou na face 
palmar dos dedos, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) Esse reflexo está presente entre o sétimo e o nono mês de vida.
b) ( ) O reflexo se observa no decorrer do quarto mês, com o desaparecimento no sexto 
mês de vida.
c) ( ) A manifestação desse reflexo se inicia no décimo mês, com a ausência no décimo 
segundo mês de vida.
d) ( ) Esse reflexo ocorre, predominantemente, no primeiro mês de vida, com a 
diminuição e a ausência no decorrer do terceiro e do quarto meses.
AUTOATIVIDADE
41
TÓPICO 3 - 
INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS DE 0 A 3 ANOS
1 INTRODUÇÃO
Para entender melhor a ideia do que é uma intervenção, precisamos saber que 
a direção é encontrar, além de atuar sobre a causa “do problema”, procurando, sempre, 
manter, essa intervenção,  a mais interessante e lúdica possível, de acordo com os 
interesses da criança. As causas, para uma “descoordenação motora” que se observa, 
podem ser diversas, e, até mesmo, múltiplas.
A intervenção psicomotora compreende uma mediatização a partir da qual o 
terapeuta pretende estudar e compensar condutas inadequadas e inadaptadas em 
diversas situações, geralmente, ligadas a problemas de desenvolvimento e de maturação 
psicomotora, de aprendizagem, de comportamento ou de âmbito psicoafetivo.
Formiga, Pedrazzani e Tudela (2010) citam as principais metas de um programa 
de intervenção precoce:
• Maximizar o potencial de cada criança inserida no programa, por meio da estimulação 
em nível ambulatorial e no ambiente natural, estabelecendo o tipo, o ritmo e a 
velocidade dos estímulos, e designando, na medida do possível, um perfil de reação.
• Potencializar a contribuição dos pais ou dos responsáveis, de modo que eles interajam 
com a criança, a fim de estabelecer uma mutualidade precoce pela comunicação e 
pelo afeto, prevenindo o advento de patologias emocionais e cinestésicas.
• Promover um ambiente favorável para o desempenho de atividades que são 
necessárias para o desenvolvimento da criança. 
• Oferecer orientações aos pais e à comunidade quanto às possibilidades de 
acompanhamento, desde o período neonatal até a fase escolar.
• Promover um modelo de atuação multiprofissional e interdisciplinar. 
• Disseminar informações, incentivando e auxiliando a criação de novos programas 
de estimulação precoce.
UNIDADE 1
2 INTERVENÇÕES PARA BEBÊS DE 0 A 3 ANOS
A estimulação das funções motoras deve ocorrer por meio da abordagem 
proprioceptiva, visando proporcionar a sensação de onde se localizam partes do próprio 
corpo no espaço, com uma diversidade de experiências sensitivas/sensoriais e a promoção 
de praxias do sistema sensório-motor oral e do próprio toque. Quanto à motricidade, devem 
ser trabalhados e reforçados movimentos diversos, que favoreçam a adequação de tônus e 
força muscular. Esse é um trabalho que gera a consciência do próprio corpo e a inibição de 
42
movimentos estereotipados. Formiga, Pedrazzani e Tudela (2010) destacam a importância 
do contato físico da criança com o terapeuta e com as pessoas que a circundam, incluindo 
brinquedos e brincadeiras, o que proporciona apoio afetivo, segurança e equilíbrio dos quais 
necessita para crescer em harmonia com o meio em que vive.
Para fins didáticos, dividiremos as propostas de atividade de estimulação motora 
pela sequência dos principais marcos do desenvolvimento:
• Estimulação da linha média: A postura em supino é ideal para esse estímulo. 
Podemos usar brinquedos coloridos e luminosos para atrair a atenção do bebê, 
incentivando-o a manter a cabeça na linha média. Se ele não consegue ativamente, 
pode ser auxiliado pelo terapeuta. Nessa mesma posição, já com a cabeça 
posicionada, estimule a preensão bimanual na linha média. Enquanto o bebê 
percebe o objeto, ajude-o a alcançá-lo, apoiando os cotovelos dele e direcionando 
as mãozinhas. Para que a informação seja bem recebida e assimilada pelo SNC, 
é possível acentuar a descarga de peso na região cervical e no tronco superior, 
elevando a pelve do bebê e aproximando os membros inferiores dos superiores. Esse 
movimento, também, fortalece a musculatura abdominal, alonga a musculatura 
cervical e permite o alcance dos pés pelas mãos, conforme mostrado a seguir:
FIGURA 22 – ESTÍMULO À EXPLORAÇÃO DA LINHA MÉDIA
FONTE: <https://bit.ly/3v4pjWbm>. Acesso em: 9 out. 2021.
• Estimulação do controle cervical: Pode-se promover essa estimulação em 
supino e, até mesmo, em decúbito lateral. Entretanto, na postura em prono, há um 
melhor controle da simetria corporal e é possível utilizar a gravidade como fator de 
estimulação. Consegue-se colocar um rolo de tecido, ou espuma, embaixo das axilas, 
com os braços à frente dele, para auxiliar no deslocamento do peso corporal e no 
movimento de extensão cervical. É importante utilizar objetos coloridos, ruidosos ou 
luminosos para atrair a atenção do bebê, o que favorece o seguimento visual e a 
elevação da cabeça. O rolo deve ser de uma altura que permita o apoio dos cotovelos.
43
FIGURA 23 – ESTÍMULO À EXPLORAÇÃO PARA CONTROLE CERVICAL
FIGURA 24 – ESTÍMULO À EXPLORAÇÃO DO RODAR
FONTE: <https://bit.ly/3vaSAPg>. Acesso em: 9 out. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/3xcr6v2>. Acesso em: 9 out. 2021.
• Estimulação do Rolar: Na postura supina, pode-se incentivar o rolar através da fixa-
ção visual em um objeto, ou, mesmo, no rosto do terapeuta, ou estimulador. No início, 
talvez, seja necessário auxílio para atingir a postura, assim, para isso, o terapeuta está 
apto a apoiar os ombros ou a pelve do bebê, ajudando-o na impulsão do movimento. 
Provavelmente, é necessário ajudá-lo para a liberação do braço no rolar de supino 
para prono, e vice-versa. Essa atividade, também, promove estímulos vestibulares 
e labirínticos, o que auxilia na aquisição das reações labirínticas e na retificação. Em 
crianças que já desenvolvam essa reação, podemos utilizá-la como auxiliar da esti-
mulação do rolar. Realizar essa atividade no colo do terapeuta, ou estimulador, tam-
bém, torna-se muito eficaz, e, muitas vezes, mais confortável e acolhedor para o bebê.
• Estimulação do ortostatismo estático e do andar: Com a criança apoiada em 
um móvel ou em uma outra pessoa, pode-se promover o desequilíbrio para frente, 
para trás e para os lados, estimulando as estratégias de equilíbrio do tornozelo e do 
quadril. É possível incentivar a marcha lateral, com apoio, e progredir para a marcha 
44
para frente, também, com suporte, seja empurrando uma cadeira, um banco, ou, 
mesmo, um andador infantil. Ao estimular a marcha com o apoio de uma ou de ambas 
as mãos do estimulador, é necessário estar atento para não incentivar a extensão dos 
ombros da criança (manter os braços para cima), pois essa posiçãoaltera a descarga 
de peso e, com isso, dificulta a aquisição do equilíbrio de pé, seja estático ou dinâmico. 
O melhor ponto de apoio, para a estimulação da marcha, é pelo quadril.
FIGURA 25 – ESTÍMULO À EXPLORAÇÃO DO ANDAR
FIGURA 26 – ESTÍMULO À EXPLORAÇÃO DO AMBIENTE
FONTE: <https://bit.ly/3uoyvFC>. Acesso em: 9 out. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/38DZlRZ>. Acesso em: 9 out. 2021.
• Estimulando a exploração do ambiente: O bebê, também, precisa ser incentivado 
a engatinhar embaixo das cadeiras da sala ou da cozinha, com a intenção de buscar 
um objeto e, com isso, desenvolver uma variedade de sensações e de movimentos, 
como abaixar a cabeça para passar por baixo, movimentar os membros dentro das 
amplitudes permitidas etc. Esses deslocamentos auxiliam no desenvolvimento das 
noções espaciais, como “em cima”, “embaixo”, “dentro” e “fora”.
45
FIGURA 27 – ESTÍMULO À EXPLORAÇÃO MANUAL
FONTE: <https://bit.ly/3un88Ab>. Acesso em: 24 out. 2021.
• Estimulação da função manual: A estimulação da função manual acontece 
associada à quase totalidade de experiências sensório-motoras vivenciadas pelo 
bebê no cotidiano.
46
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como:
• A intervenção psicomotora se baseia em uma visão holística do indivíduo e integra 
as funções cognitivas, socioeconômicas, simbólicas, psicolinguísticas e motoras, a 
fim de promover as capacidades de ser e de agir em um contexto psicossocial.
• A intervenção psicomotora visa vivenciar o corpo não só pela promoção de uma 
melhor funcionalidade (melhora da qualidade de vida), mas, também, explorar as 
funções tônico-afetiva e cognitiva dele, reconhecendo, em si, o espaço, o tempo, a 
comunicação, os afetos e a relação com os outros.
• A abordagem proprioceptiva é um método que se baseia nos princípios da estimu-
lação máxima do aparelho neuromuscular, com o auxílio de padrões de movimentos 
diagonais e a aplicação de estímulos sensoriais, como os auditivos, visuais, cutâne-
os e proprioceptivos.
• Os principais marcos do desenvolvimento são: estimulações da linha média, do 
controle cervical, do Rolar, do ortostatismo estático e do andar, com a exploração 
do ambiente e da função manual.
47
1 Comente, com as suas palavras, o que é uma intervenção psicomotora.
2 Quais são os outros estímulos para a promoção da intervenção psicomotora?
3 Identifique, somente, a alternativa errada em relação aos principais estímulos dos 
marcos do desenvolvimento da criança.
a) ( ) Estimulação da linha média.
b) ( ) Estimulação do Rolar
c) ( ) Estimulação da função manual.
d) ( ) Estimulação pedagógica.
AUTOATIVIDADE
48
REFERÊNCIAS
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ALVES, F. A infância e a psicomotricidade: a pedagogia do corpo e do movimento. Rio 
de Janeiro: Editora Wak, 2016.
BERKSON, G.; DAVENPORT, R. K. Stereotyped movements of mental defectives: I. Initial 
survey. American Journal of Mental Deficiency, v. 66, n. 1, p. 849-852, 1962.
BISQUERRA, R. Como educar las emociones: la inteligencia emocional en la infancia y 
la adolescencia. Barcelona: Hospital Sant Joan de Déu, 2012.
BLUMA, S. et al. The Portage guide to early educational (revised edition). Portage, 
Wisconsin: Cooperative Educacional Service Agency 12, 1976.
BUENO, J. M. Psicomotricidade: teoria e prática. São Paulo: Editora Lovise, 1998.
CANTAVELLA, F. et al. Introducción al estúdio de las estereotipias en el nino ciego. 
Barcelona: Masson; ONCE, 1992. 140p.
CORIAT, L. F. Maturação psicomotora: no primeiro ano de vida da criança. São 
Paulo: Centauro, 2001.
FALCÃO, H. T.; BARRETO, M. A. M. Breve histórico da psicomotricidade. Revista Ensino, 
Saúde e Ambiente, Niterói, v. 2, n. 2, p. 84-96, 2009.
FONSECA, V. Desenvolvimento psicomotor e aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2010.
FONSECA, V. Desenvolvimento psicomotor e aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2008.
FORMIGA, C. K. M. R.; PEDRAZZANI, E. S.; TUDELA, E. Intervenção precoce com bebês 
de risco. Rio de Janeiro: Atheneu, 2010.
GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor. 2. ed. 
São Paulo: Phorte, 2003.
LE BOULCH, J. Educação psicomotora: a psicocinética na idade escolar. Porto Alegre: 
Artes Médicas, 1987.
LEVIN, E. A clínica psicomotora: o corpo na linguagem. Petrópolis: Vozes, 2003.
49
LORENZON, A. M. M. D. Psicomotricidade: teoria e prática. Porto Alegre: Edições EST, 1995.
MACHADO, J. R. M.; NUNES, M. V. S. 245 jogos lúdicos: para brincar como nossos pais 
brincavam. Rio de Janeiro: Walk Editora, 2011.
MUSTARD, J. F. Early human development – Equity from the start – Latin America. Rev 
Latino Am Cienc Soc Niñez, v. 7, n. 2, p. 639-680, 2009.
PAPALIA, D. E.; OLDS, S. W.; FELDMAN, R. D. Desenvolvimento humano. Porto Alegre: 
Artmed, 2006.
SEME-CIGLENEEKI, P. Predictive value of assessment of general movements for neurological 
development of high-risk preterm infants. Croat Med J, v. 44, n. 6, p. 721-727, 2003.
SOUZA, S. C. et al. Desenvolvimento de pré-escolares na educação infantil em Cuiabá, 
Mato Grosso, Brasil. Cad Saúde Pública, v. 24, n. 8, 1917-1926, 2008.
TOLOSA, A. P. M.; CANELAS, H. M. Propedêutica neurológica: temas essenciais. São 
Paulo: Fundo Editorial Procienx, 1969. 519p.
VILANOVA, L. C. P. Aspectos neurológicos do desenvolvimento do comportamento da 
criança. Rev Neurocienc, v. 6, n. 1, p. 106-110, 1998.
50
51
INTERVENÇÕES 
PSICOMOTORAS NA INFÂNCIA
UNIDADE 2 — 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• ter a compreensão das definições de crescimento e de desenvolvimento;
• conhecer os principais autores;
• entender as características do desenvolvimento motor fundamental;
• analisar as noções do desenvolvimento psicomotor na infância.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer dela, você encontrará 
autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO NA INFÂNCIA
TÓPICO 2 – DESENVOLVIMENTO DO MOVIMENTO FUNDAMENTAL
TÓPICO 3 – INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS NA INFÂNCIA
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos em frente! Procure 
um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações.
CHAMADA
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UNIDADE 2!
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TÓPICO 1 — 
CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO NA 
INFÂNCIA
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, apresentaremos dois sistemas muito importantes do corpo e que 
estão relacionados à aprendizagem psicomotora: o desenvolvimento e o crescimento 
humanos. Isso mesmo, neste tópico, você irá conhecê-los melhor. Não temos a 
pretensão de nos aprofundar, mas apresentar aquilo que é importante para você.
Por conta da existência de uma forte interação entre o crescimento e o 
desenvolvimento, muitas vezes, ambos os conceitos vêm sendo empregados de forma 
indiscriminada, com o mesmo significado. Todavia, referem-se a processos que, embora 
indissociáveis, e cuja ocorrência isolada é impossível, são fenômenos diferentes que, 
sempre, demonstram uma correspondência direta entre si.
As pessoas dizem que as duas palavras abarcam a mesma situação, mas o 
crescimento corresponde ao processo resultante da multiplicação e da diferenciação 
celulares, o qual determina alterações progressivas nas dimensões do corpo inteiro 
ou de partes e segmentos específicos, em relação ao fator tempo, do nascimento à 
idade adulta. Em contrapartida, o desenvolvimento se caracteriza pela sequência de 
modificações evolutivas, em órgãos e sistemas do organismo humano, que induzem ao 
aperfeiçoamento de funções complexas.
Desse modo, o crescimento se refere, essencialmente, às transfor-
mações quantitativas, enquanto o desenvolvimento engloba, simul-
taneamente, tanto as transformações quantitativas quanto as quali-
tativas, e é resultante de aspectos associados ao próprio processo de 
crescimento físico, à maturação biológica e às experiências vivencia-das no atributo considerado: desempenhos motor, emocional, social 
e cognitivo (ROCHE; SUN, 2003, p. 7).
54
FIGURA 1 – CRESCIMENTO.
FONTE: <https://bit.ly/3JhCsQQ>. Acesso em: 10 out. 2021.
Assim, podemos entender que o crescimento, de modo geral, é considerado o 
aumento do tamanho corporal, que cessa com o término do aumento da altura.
De acordo com Caetano, Silveira e Gobbi (2005), o desenvolvimento motor é 
um processo de alterações no nível de funcionamento de um indivíduo, assim, uma 
grande capacidade de controlar movimentos é adquirida ao longo do tempo, através da 
interação das exigências da tarefa, da biologia do indivíduo e do ambiente.
É importante salientar que o desenvolvimento sofre a influência contínua de 
fatores intrínsecos e extrínsecos, os quais provocam variações de um indivíduo para o 
outro, e que tornam, único, o curso do desenvolvimento de cada criança. 
Os fatores intrínsecos determinam as características físicas da criança, a cor dos 
olhos e outros atributos, geneticamente, determinados. Os fatores extrínsecos começam 
a atuar desde a concepção, estando, diretamente, relacionados com o ambiente da vida 
intrauterina, proporcionado pela mãe, por meio das condições de saúde e de nutrição 
dela. Além disso, mãe e feto sofrem os efeitos do ambiente que os circunda. 
Você já parou para pensar que existem outros termos que podem nos confundir? Assim, apresenta-
remos, a seguir, alguns deles, para a sua compreensão:
Aprendizagem motora se refere aos ganhos, relativamente, permanentes, de habilidades motoras, 
associados à prática ou à experiência (SCHMIDT; LEE, 2005).
Controle motor é o estudo dos aspectos neurais, físicos e comportamentais do movimento (SCHMIDT; 
LEE, 2005). 
Maturação fisiológica é um avanço qualitativo na constituição biológica e pode se referir à 
célula, ao órgão ou ao avanço do sistema em composição bioquímica, em vez de, somente, 
ao tamanho (TEEPLE, 1978).
Envelhecimento é o processo que ocorre com a passagem de tempo, levando à perda da adapta-
bilidade ou da função total, e, eventualmente, à morte (SPIRDUSO; FRANCIS; MACRAE, 2005).
NOTA
55
2 CARACTERÍSTICAS DOS DESENVOLVIMENTOS 
COGNITIVO, AFETIVO E MOTOR DA CRIANÇA
A cognição faz parte do nosso sistema cerebral. Ela define possibilidades de 
como apreendemos, armazenamos e aplicamos conhecimentos. Referimo-nos, à 
cognição, como a capacidade de adquirir informações.
Esse termo, também, reflete a nossa capacidade de resolução de problemas, o uso 
das linguagens e o raciocínio lógico-matemático. Como o nome indica, o desenvolvimento 
cognitivo consiste no modo através do qual a nossa cognição evolui durante a vida.
Piaget divide o desenvolvimento das crianças em quatro fases, sendo que a 
última delas começa por volta dos 11 anos. Veja um resumo de cada uma das partes, 
conforme Papalia, Olds e Feldman (2006).
2.1 SENSÓRIO-MOTOR
Trata-se da primeira fase do desenvolvimento cognitivo, e corresponde, mais ou 
menos, aos dois primeiros anos de vida da criança. Nesse período, o bebê percebe o mundo 
pelos órgãos sensoriais. Aquilo que existe, para ele, é o que pode ser visto ou tocado. É por 
isso que a criança chora, por exemplo, quando a mãe sai do campo de visão dele.
Nessa etapa, a criança começa a desenvolver ações, com objetivos práticos, 
como chorar quando sente fome ou sono.
2.2 PRÉ-OPERATÓRIO
A fase pré-operatória começa com o surgimento da linguagem, logo que a 
criança aprende a articular palavras com sentido e a associá-las a pessoas ou a objetos. 
Geralmente, dura dos dois aos sete anos.
Uma das principais características dessa fase é o egocentrismo (a criança 
deseja tudo para si e, ainda, não sabe se colocar no lugar do outro). 
Nesse período, é normal ter problemas para brincar com coleguinhas, entrar em 
conflito com irmãos e querer comprar tudo o que vê.
2.3 OPERATÓRIO CONCRETO
Dos sete aos 11 anos, a criança passa a entender o mundo e próprio lugar nele. 
56
Nesse período, costuma marcar presença a famosa fase dos porquês, pois a 
criança busca saber de onde vêm as coisas e como elas funcionam.
Também, nessa etapa, os pequenos começam a fazer associações, percebendo 
que toda ação gera uma reação. Trata-se de um bom momento para reforçar que 
comportamentos negativos trazem más consequências.
2.4 OPERATÓRIO FORMAL
O período operatório formal consiste  no último estágio do desenvolvimento 
cognitivo infantil, segundo Piaget. Ele começa por volta dos 11 anos e termina quando se 
chega à fase adulta. Nesse momento, desenvolvem-se as capacidades mais complexas, 
como o pensamento lógico-dedutivo e a capacidade de abstração.
A criança compreende conceitos subjetivos e não precisa mais basear os 
próprios pensamentos em objetos palpáveis. Ela consegue elaborar hipóteses e associar 
uma informação a outra para criar um conhecimento novo.
FIGURA 2 – ESTÁGIO COGNITIVO - PIAGET 
FONTE: <https://bit.ly/35UdFor>. Acesso em: 24 abr. 2021.
57
Segundo Michelon et al. (2020), o desempenho motor é considerado um bom 
indicador para avaliar o desenvolvimento infantil, por expressar não só a integridade dos 
sistemas nervoso e motor, mas, também, aspectos afetivos, cognitivos e de interação social.
O desenvolvimento motor, na infância, caracteriza-se pela aquisição de um 
amplo espectro de habilidades motoras, o que possibilita, à criança, um amplo domínio 
do próprio corpo, de diferentes posturas (estáticas e dinâmicas). Ainda, locomover-
se pelo meio ambiente de variadas formas (andar, correr, saltar) e manipular objetos e 
instrumentos diversos (receber uma bola, arremessar uma pedra, chutar, escrever).
Todo ser humano nasce para se movimentar, evoluir e se tornar autónomo como 
tal. A aprendizagem motora é contínua e gradual, ganhando competência e controle, ao se 
superarem os desafios de um mundo em constante evolução (GALLAHUE; OZMUN, 2005).
Gallahue e Ozmun (2005) e Filho e Manoel (2002) mencionam que o 
desenvolvimento motor se manifesta a partir de três categorias de comportamento 
motor: os movimentos de locomoção; manipulativos, ou de controle de objetos; e 
de controle postural, ou estabilizadores. Gallahue e Ozmun (2005) caracterizam, em 
seguida, cada um deles. 
Os movimentos básicos locomotores se caracterizam pela mudança de posição 
do corpo, relativamente, a um ponto fixo, como andar, correr, saltar. Os manipulativos são 
demonstrados pela realização ou pela resseção de objetos, como lançar, chutar, receber, 
e pelo uso da mão e do pulso para a prática de habilidades de motricidade fina, como 
cortar ou costurar. Os estabilizadores são aqueles que envolvem estabilidade, ou seja, que 
visam manter o equilíbrio em relação à força gravítica, como rodopiar, virar, inclinar-se etc. 
Existe, ainda, um grande conjunto de movimentos que resulta da combinação dos três 
tipos, estabilizadores, locomotores e manipulativos, a exemplo de saltar à corda.
Conforme Gallahue e Ozmun (2005), através de uma ampulheta, demonstram 
as fases do desenvolvimento motor e os respetivos estágios de desenvolvimento.
58
FIGURA 3 – AMPULHETA DE GALLAHUE
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/641551909411120514/>. Acesso em: 24 abr. 2021.
Assim, de acordo com os referidos autores, o processo de desenvolvimento 
motor se divide em quatro fases de movimentos: reflexos, rudimentares, fundamentais 
e especializados, sendo que cada uma delas será, resumidamente, descrita seguida. 
Na base da pirâmide, encontra-se a fase dos movimentos reflexos, que são 
movimentos involuntários, provocados por estímulos, como a luz, o som ou o toque. 
Essa fase se subdivide em dois estágios: o estágio de codificação de informações, que 
se inicia, ainda, dentro do útero, e que termina por volta dos quatro meses de idade; e o 
estágio de decodificação de informações, que se inicia, aproximadamente, nos quatro 
meses de idade e finda perto do primeiro ano de vida. No estágio de codificação, os 
reflexos são o meio através do qual o bebé procura proteção, alimento e informação. Node decodificação, esses reflexos vão sendo, progressivamente, inibidos, e a atividade 
sensório-motora passa à motora-perceptiva.
Após a fase dos movimentos reflexos, surge a movimentos rudimentares, na 
qual é assegurada a transição entre os movimentos involuntários e o aparecimento de 
padrões de movimentos fundamentais. Estes são os primeiros movimentos voluntários 
59
do bebê, com o aparecimento sequencial previsível e, a maturação, determinante. 
Ainda, os fatores biológicos, ambientais e de tarefa podem influir. Denota-se uma 
grande progressão do comportamento motor no sentido de aquisição de padrões que 
apresentam, contudo, níveis muito diversificados.
Os movimentos rudimentares incluem movimentos estabilizadores (controle 
da cabeça, pescoço e tronco; sentar-se, manter-se em pé), locomotores (rastejar, 
engatinhar) e manipulativos (alcançar, segurar, largar). Essa fase se divide em dois 
estágios: o de inibição de reflexos, que se inicia desde o nascimento e vai até o primeiro 
ano de vida e o de pré-controle, que ocorre entre o primeiro e segundo ano. O estágio 
de inibição reflexa se caracteriza, como o nome indica, pela inibição progressiva dos 
reflexos, até que sejam substituídos por movimentos voluntários, mesmo que, ainda, 
descontrolados. O estágio de pré-controle é caracterizado pela aprendizagem do 
equilíbrio, da manipulação de objetos e da locomoção pelo espaço envolvente. Essa 
fase é, também, marcada pelos rápidos desenvolvimentos cognitivo e motor, que, em 
parte, podem se dever ao processo maturacional. 
Ocorre, posteriormente, a fase dos movimentos fundamentais, que corresponde 
ao período de exploração do corpo. As crianças reagem a diversos estímulos, e de forma 
mais controlada e precisa, por isso, os movimentos estabilizadores, locomotores e 
manipulativos são, individualmente, aprimorados, e, só depois, combinados.
Os movimentos estabilizadores englobam movimentos de equilíbrio dinâmico, 
como caminhar em diferentes trajetórias, ou realizar um rolamento para a frente; de 
equilíbrio estático, como se colocar, manter-se ou se equilibrar com um pé, e posturas 
que abranjam inclinações e rotações. 
Os movimentos locomotores englobam habilidades, como corridas, saltos, 
galopes, dentre outras, e, por fim, os manipulativos abarcam o lançar, o receber, o 
rebater, o pontapear etc.
A última fase corresponde à dos movimentos especializados, que resultam da 
combinação das habilidades motoras, fundamentais para diversos desempenhos motores do 
dia a dia, de lazer, ou, ainda, a nível desportivo. Os movimentos estabilizadores, locomotores 
e manipulativos vão sendo aperfeiçoados, de acordo com a exigência das situações.
Essa fase se divide em três estágios: o estágio transitório, que decorre 
entre os sete e os 10 anos de idade, caracteriza-se pela utilização das habilidades 
motoras fundamentais em atividades de lazer e desportivas, agora, mais precisas 
e controladas. Nesse período, a criança explora várias combinações de habilidades 
motoras fundamentais que devem se traduzir em ações motoras inerentes aos demais 
desportos. O estágio de aplicação, que se inicia por volta dos onze, e termina pelos treze 
anos de idade, e que é caracterizado pelo crescente desenvolvimento cognitivo, aliado 
a uma experiência motora, permite, à criança, tomar decisões quanto à própria prática 
60
desportiva. O estágio de utilização permanente começa por volta dos catorze anos e se 
prolonga ao longo da vida. É considerado o culminar do processo de desenvolvimento 
motor, uma fase na qual as crianças utilizam todo o reportório motor, adquirido nos 
estágios e fases anteriores, nas atividades desportivas que realizam no decorrer da vida. 
Podemos entender que a afetividade engloba as capacidades de afetar e de 
ser afetado pelos mundos externo e interno, por meio de sensações, as quais podem 
ser agradáveis ou desagradáveis. A dimensão afetiva faz parte do processo evolutivo 
humano e tem um papel marcante para o desenvolvimento integral dele.
Etimologicamente, a palavra afeto tem origem latina, affectus, que significa 
estado psíquico, ou moral (bom ou mau); afeição, disposição de alma, estado físico, 
sentimento, vontade. Historicamente, esse termo tem sido abordado desde a Grécia 
antiga. Entre os filósofos, postulava-se a dicotomia entre razão e emoção.
FIGURA 4 – AFETIVIDADE
FONTE: <https://bit.ly/3DV8qRJ>. Acesso em: 24 abr. 2021.
O verbete afetividade é definido da seguinte forma: Conjunto de fenômenos 
psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções; sentimentos e paixões, 
acompanhados, sempre, da impressão de dor ou prazer, de satisfação ou insatisfação, 
de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.
A afetividade tem um papel determinante no processo de aprendizagem do ser 
humano, pois está presente em todas as áreas da vida, influenciando, eminentemente, o 
crescimento cognitivo. Ela potencializa o ser humano a revelar os próprios sentimentos 
em relação a outros seres e objetos.
Segundo Almeida (1999, p. 42), “a afetividade tem um papel imprescindível 
no processo de desenvolvimento da personalidade da criança, que se manifesta, 
primeiramente, no comportamento, e, posteriormente, na expressão”.
O afeto é uma parte inerente da interação humana, e se desenvolve em 
uma relação com a família, com as pessoas e dentro da escola. O grande desafio é, 
entretanto, trazê-lo para ações conscientes. Para isso, é importante entender que 
61
essa prática afetiva não é, necessariamente, dar carinho, mas, também, dar atenção a 
quem o aluno é, ao que o afeta, de forma a auxiliar o aprendizado dele. Na prática, isso 
significa, literalmente, prestar atenção na intenção por trás de cada atitude, percebendo 
se as práticas estão auxiliando na construção do caminho educativo, com variação em 
cada etapa (ALMEIDA, 1999). Essa relação é permeada através de um contrato afetivo, 
de forma que o docente, ainda, seja uma figura de autoridade e de referência.
Podemos caracterizar o ensino da afetividade, para crianças, através de duas 
diretrizes:
1. Os Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Infantil (RCNEI) definem 
esse nível de ensino, contemplando a alimentação, a limpeza e o lazer (brincar). O 
papel de EDUCAR, sempre, respeita o caráter lúdico das atividades, com ênfase no 
desenvolvimento integral da criança (BRASIL, 1998). Os RCNEI (BRASIL, 1998) são 
propostos para serem trabalhados com as crianças em seis eixos: Movimento, Música, 
Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade e Matemática. Deve-
se desenvolver, nas crianças, algumas capacidades, como: ampliar relações sociais 
pela interação com outras crianças e adultos; conhecer o próprio corpo; brincar e se 
expressar das mais variadas formas; e utilizar diferentes linguagens para se comunicar.
2. Os campos de experiência da BNCC são as esferas de desenvolvimento que devem 
ser trabalhadas durante a Educação Infantil.
Seguem os campos de experiência.
O eu, o outro e o nós
É um campo que consiste no início da busca pelas identidades pessoal e coletiva. 
Nessa etapa, o professor precisa focar na  função social da escola, favorecer o bom 
convívio com diferenças e disseminar o entendimento das consequências negativas 
dos preconceitos e das discriminações.
Exemplos de aplicação:
• bebês (0 a 1,5 ano): favorecer a autoconsciência corporal com atividades, como se 
virar sozinho, brincar diante do espelho, e assim por diante;
• crianças bem pequenas (de 1,5 ano até 3 anos e 11 meses): aplicar a rotatividade de 
brinquedos para que aprendam a ter solidariedade com o outro; propor atividades 
de imitação e de aprendizado de características físicas;
• crianças pequenas (de 4 a 5 anos e 11 meses): ouvir histórias de costumes culturais 
de diferentes povos, jogos em equipe e registro de memórias, a fim de estimular a 
apropriação da própria história.
62
• Corpo, gestos e movimentos
Aqui, o professor deve estimular a criança a ter consciência do papel da música no 
desenvolvimentohumano, do próprio corpo e das possibilidades de movimento, para 
uma vida mais saudável. Assim, o campo aborda atividades e brincadeiras que integram 
corpo, emoções e linguagens.
Exemplos de aplicação:
• bebês: promover situações que estimulem o contato com outras crianças, animais 
e adultos, para que possam observar movimentos corporais; estimular a autonomia, 
como usar brinquedos com as próprias mãos e levar a colher à boca;
• crianças bem pequenas: aplicar atividades que ajudem a explicar conceitos, como 
velocidade, intensidade, em cima/embaixo, perto/longe etc. e propor brincadeiras 
que envolvam subir, escalar, pular e se equilibrar;
• crianças pequenas: brincar de imitar robôs, zumbis e outros personagens 
imaginários, para que exercitem a inteligência corporal; frequentar aulas de dança, 
mímica, teatro, esportes etc.
• Traços, sons, cores e formas
Esse é o campo de experiência que se refere às manifestações artísticas. 
Os professores da Educação Infantil precisam trazer, para a sala de aula, diversas 
expressões do mundo das artes, como a música, a pintura e a dança. Assim, ajudam os 
pequenos a desenvolverem os sensos estético e crítico, além da liberdade de criação.
Exemplos de aplicação:
• bebês: brincar de bater palmas; acompanhar a música, batendo em um objeto; 
possibilitar que o bebê investigue objetos, como lápis, carvão, papel e outros;
• crianças bem pequenas: criar sons com objetos diversos e instrumentos musicais; 
explorar a argila e a massa de modelar, para descobrir texturas e formas; e conhecer 
brincadeiras cantadas e músicas;
• crianças pequenas: explicar a diferença entre sons graves e agudos, fortes e fracos, 
curtos e longos; e aplicar atividades de construção de brinquedos, inspirados no 
artesanato local etc.
• Escuta, fala, pensamento e imaginação
Os professores devem ter a consciência de que, na escola, as crianças têm 
contato com as estruturas linguísticas mais complexas. Por isso, devem ter essa 
aproximação, para criar familiaridade com a oralidade e a escrita, por meio da contação 
de histórias e das letras.
63
Exemplos de aplicação:
• bebês: mostrar canções, cujas letras se associam a movimentos; apresentar 
parlendas e pequenas histórias;
• crianças bem pequenas: praticar a contação de histórias; produzir teatros de 
fantoches; criar peças teatrais curtas; e propor que recontem narrativas simples;
• crianças pequenas: manter um  projeto de leitura; mostrar as letras do alfabeto; 
propor a encenação de histórias; e criar pequenos poemas.
• Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações
O último campo de experiência tem relação com os mundos físico e sociocultural. 
A partir das brincadeiras, as crianças aprendem a manipular objetos físicos e a explorar 
o entorno delas, além de terem noção da pluralidade sociocultural existente.
Exemplos de aplicação:
• bebês: mostrar materiais que proporcionem diferentes experiências sensoriais, 
como lanternas (luminosidade), cubos de gelo (temperatura), gelatina (consistência), 
grãos de arroz (textura);
• crianças bem pequenas: ensinar a respeito da areia, terra, água e demais elementos; 
promover a consciência espacial, com brincadeiras de empilhar objetos, do maior 
para o menor, e vice-versa; classificar brinquedos por cor etc.;
• crianças pequenas: explorar materiais, como argila, ou massa de modelar, 
para criar diversas figuras tridimensionais; observar transformações naturais, 
como o crescimento de plantas em uma horta; estabelecer noções de distância, 
comprimento e massa etc.
FIGURA 5 – DIVISÃO DAS FAIXAS ETÁRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
FONTE: <https://sae.digital/bncc-na-educacao-infantil/>. Acesso em: 24 abr. 2021.
64
Quer saber um pouco mais a respeito da BNCC? Então, recomendamos a leitura 
do artigo intitulado dele O que são os Campos de Experiência da Educação Infantil, 
de Rita Trevisan. Propõe-se uma nova organização curricular e se coloca a criança 
como centro do processo educativo: https://bit.ly/37x76ID.
DICA
3 TAMANHO FÍSICO E MATURAÇÃO BIOLÓGICA
Ao falamos de tamanho físico, estamos nos referindo ao crescimento, que 
corresponde ao processo resultante da multiplicação e da diferenciação celular, o 
que determina alterações progressivas nas dimensões do corpo inteiro ou de partes e 
segmentos específicos, em relação ao fator tempo, do nascimento à idade adulta.
Segundo Marcondes et al. (2002, p. 2),
os fatores que influenciam o crescimento do ser humano podem ser 
divididos em fatores intrínsecos, aqueles relacionados ao sistema 
neuroendócrino e à energia hereditária, e fatores extrínsecos, 
aqueles relacionados ao ambiente, como a alimentação; as condições 
socioeconômicas, geofísicas e de urbanização; e a relação mãe-filho.
O tamanho físico é avaliado pela aquisição de peso e de altura apropriados e 
pelo aumento de todos os órgãos (exceto o tecido linfático, que diminui de tamanho). O 
crescimento, do nascimento à adolescência, ocorre em duas fases distintas:
• Fase 1 (do nascimento até a idade de um a dois anos): essa fase é de crescimento 
rápido, embora a taxa de crescimento diminua nesse período.
• Fase 2 (por volta dos dois anos até o início da puberdade): nessa fase, ocorre o 
crescimento, com aumentos anuais, relativamente, constantes.
FIGURA 6 – ACOMPANHAMENTO DO TAMANHO FÍSICO
FONTE: <http://revistadepediatriasoperj.org.br/detalhe_artigo.asp?id=553>. Acesso em: 15 abr. 2021.
65
A maturação se refere às transformações que capacitam o organismo a alçar 
novos níveis de funcionamento. Com a maturação, a cada dia que passa, estamos mais 
preparados para executar novas tarefas. Assim, direciona-se ao tempo e ao controle 
temporal do progresso pelo estado biológico maduro.
A maturação diz respeito ao momento e à evolução para o desenvolvimento de 
vários sistemas, em direção ao estado biológico maduro e às alterações qualitativas, as 
quais capacitam o indivíduo a progredir para níveis mais altos de atividade. Com isso, o 
processo de maturação tem foco no avanço, ou nos indicadores, para se alcançar esse 
estado, incluindo as decorrências individuais.
Segundo Malina, Bouchard e Bar-Or (2004), as medidas de maturação variam, 
de acordo com o sistema biológico considerado. Geralmente, os indicadores mais 
utilizados são as maturações esquelética, sexual e somática.
A maturação esquelética é um procedimento de verificação do progresso 
esquelético a partir dos raios-X da mão e do punho. Tem sido, mais comumente, 
utilizado, pelos pesquisadores, para determinarem a idade biológica. Os ossos da mão 
e do punho fornecem as bases para a avaliação, uma vez que essa região anatômica 
permite a observação das alterações que ocorrem desde o período neonatal até o fim da 
fase de crescimento estatural.
FIGURA 7 – MATURAÇÃO ESQUELÉTICA
FONTE: <https://bit.ly/3LPHW6Z>. Acesso em: 15 abr. 2021.
66
A maturação sexual se baseia na idade de aparecimento e de evolução das 
características sexuais primárias e secundárias. As características sexuais primárias 
são aquelas, diretamente, envolvidas com a reprodução, com o desenvolvimento dos 
ovários, do útero e da vulva, nas meninas, e dos testículos, da próstata e da produção 
de esperma, nos meninos.
As características sexuais secundárias são as ligadas ao dimorfismo sexual 
externo, isto é, ao desenvolvimento dos seios, do pênis, dos pelos faciais e dos pelos 
pubianos e à modificação da voz.
A maturação somática é utilizada para avaliar o desenvolvimento biológico, 
utilizando-se, para isso, a análise do PVC em estatura, que pode ser obtido por uma fórmula, 
a qual conta com medidas antropométricas de peso, estatura e altura troncocefálica.
FIGURA 8 – MATURAÇÃO SOMÁTICA
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/427560558350010995/>. Acesso em: 24 abr. 2021.
4 EXERCÍCIO FÍSICO, LESÃO E DESENVOLVIMENTO MOTOR 
NA INFÂNCIA
O termo exercício, que deriva do latim exercitĭu, é usado para designar a ação e 
o resultado de se exercitar ou exercitar: praticar algo, ou usar uma faculdade mental, ou 
umsetor do corpo, repetidamente, para estimular uma atividade. A ideia de físico, por 
sua vez, pode se referir ao corporal, ou corpóreo. Assim, o exercício físico é a atividade 
realizada para preservar ou otimizar a condição física. Geralmente, é uma série de 
movimentos que se repete periodicamente.
67
FIGURA 9 – EXERCÍCIO FÍSICO
FONTE: <https://bit.ly/37pzDzX>. Acesso em: 16 abr. 2021.
Os exercícios físicos podem ser definidos como qualquer movimento que 
envolve um gasto energético de curta (anaeróbico) ou longa (aeróbico) duração, com 
a finalidade de melhoria das capacidades físicas. Os exercícios aeróbicos são aqueles 
que utilizam o oxigênio como fonte de energia para as contrações musculares, sendo 
de intensidade leve ou moderada. Já os anaeróbicos são aqueles de intensidade mais 
elevada, os quais necessitam de um esforço intenso, no entanto, de curta duração, 
promovendo a formação do ácido láctico.
Entendemos que as crianças podem e devem fazer exercícios físicos. Essa prática 
regular melhora o desenvolvimento dos ossos e dos músculos desde cedo, além de favorecer 
a manutenção de um peso saudável ao longo da vida, fortalecer o sistema imunológico e 
evitar que elas desenvolvam problemas de saúde decorrentes do sedentarismo.
Nas primeiras idades da infância, a preocupação deve ser direcionada à prática 
de atividades físicas, como andar, correr, dançar, pular, subir e descer escadas, ou seja, de 
atividades que tiram o nosso corpo do estado de repouso e favorecem o gasto de energia. 
Seguem atividades físicas que podem ser realizadas:
Até os 6 anos
Quanto mais naturais são os movimentos dos seus filhos nessa fase, melhor. Por essa 
razão, vale a pena visitar parques, permitir que as crianças andem de bicicleta (inicialmente, 
com rodinhas), deixar que elas brinquem ao ar livre e adaptar os móveis de casa nesse sentido. 
O gasto de energia vem das brincadeiras, como pular corda, correr e brincar de pega-pega, 
pois as atividades físicas, na infância, adquirem um caráter bem lúdico.
68
Dos 6 aos 12 anos
A partir dos 6 anos, as habilidades motoras passam a ganhar o amadurecimento 
necessário para a prática de exercícios físicos. Levar as crianças, que estão nessa fase, 
para circuitos de corrida, também, é uma ótima escolha. A prática regular de corrida 
melhora a capacidade cardiorrespiratória, mantém um nível adequado de colesterol, 
aumenta o condicionamento físico, dentre outros benefícios. No entanto, vale lembrar 
que a atividade deve ser feita de forma leve.
A partir dos 12 anos
As crianças desenvolvem força, equilíbrio e flexibilidade a partir dos 12 anos. 
Deve-se priorizar as habilidades motoras do corpo, e não o ganho de massa muscular.
No uso cotidiano, na área médica, a lesão é um termo que congrega todas as 
modificações anormais de um tecido biológico. Ela pode se tratar de um simples corte, 
queimadura ou ferida. Ainda, igualmente, resultar da ação de um agente patogênico, ou 
de um problema metabólico, fisiológico ou imunológico. Em todos os casos, a lesão diz 
respeito a um dano provocado aos tecidos corporais do paciente.
Uma lesão é definida como uma lesão corporal de nível orgânico, resultante de 
uma exposição aguda à energia (mecânica, térmica, elétrica, química ou radiológica) 
em quantidades que excedam o limite de tolerância fisiológica. Em alguns casos 
(por exemplo, afogamento, estrangulamento, congelamento), o dano resulta de uma 
insuficiência de um órgão vital (BAKER, 1984).
Uma lesão ocorre quando o corpo é exposto a uma energia maior do que a 
capacidade para absorvê-la. Essa energia pode se encontrar de várias formas, como 
mecânica, térmica, elétrica e química.
A seguir, apresentaremos, de forma resumida, um pouco mais de cada uma:
• Energia mecânica, também, chamada de energia cinética, está associada ao 
movimento. É a forma que, mais frequentemente, associa-se às lesões, e que é 
ligada a uma variedade de tipos de lesões, incluindo quedas, acidentes de trânsito e 
obstruções das vias aéreas (entalar-se entre as grades do berço, engasgar-se com 
alimentos e pequenos objetos e se sufocar com travesseiros e bichos de pelúcia).
• A energia térmica está associada à temperatura, alta ou baixa. Ela inclui chamas 
abertas, superfícies e líquidos. Fogo e chamas são as causas líderes de lesões 
térmicas. Queimaduras são as lesões mais comuns.
• A energia elétrica está associada à eletricidade, a fiações e tomadas. Perigos comuns 
incluem circuitos sobrecarregados, como a utilização de fios desgastados ou que 
passam sob tapetes sujeitos a danos, como em áreas de alta movimentação. Esses 
perigos podem levar ao choque elétrico e a queimaduras.
69
• A energia química é encontrada nas substâncias químicas, nos estados líquido, 
sólido ou gasoso. Estão incluídos medicamentos, produtos de limpeza, cáusticos e 
ácidos e metais pesados (como chumbo, pesticidas e outros). A lesão mais comum 
é o envenenamento por ingestão de alguma substância química.
Como podemos verificar, lesões fazem parte do contexto humano, seja um 
adulto ou uma criança, entretanto, os riscos são maiores nas crianças, pois elas estão 
descobrindo, experimentando e aprendendo os riscos a serem evitados. 
Fatores de riscos de lesões, em crianças de zero a quatro anos, incluem:
Falta de habilidade para entender e reconhecer perigos. 
Coordenação, ainda, a se desenvolver. 
Tendência de imitar o comportamento do adulto. 
Habilidade limitada para reagir de maneira rápida e correta. 
Agora, seguem fatores de riscos de lesões em crianças maiores: 
Realização de tarefas de adultos.
Interesse a ter pelo perigo.
Interesse por correr riscos. 
Tendência a desafiar uns aos outros para agir perigosamente. 
Mais tempo livre sem ser supervisionado por um adulto.
As medidas tomadas, para a prevenção de lesões, são chamadas de intervenções. 
Essas intervenções podem ser implantadas em qualquer momento da lesão – desde 
preveni-la (prevenção primária) a reduzir a severidade dela (prevenção secundária). 
Ainda, tratar a lesão de maneira medicamentosa (prevenção terciária).
Prevenção Primária: prevenir uma lesão ao se retirar o perigo ou torná-lo 
inacessível, assim, a lesão não ocorre. Exemplos: eliminar pequenas partes de brinquedos 
de bebês e trancar os venenos e estocá-los em um local alto, fora do alcance das crianças.
Prevenção Secundária: reduzir a severidade do ocorrido, assim, ocorre a experiência 
da lesão. No entanto, reduzir, ou eliminar o perigo potencial, limita a severidade. Exemplos: 
utilizar pijamas antichama, capacetes de bicicletas e cintos de segurança.
Prevenção Terciária: curar a lesão instalada. Um tratamento médico efetivo 
melhora o ocorrido. Exemplos: uma criança lesada ser tratada no local, com socorro 
imediato, e, depois, receber atendimento médico e reabilitação apropriados.
O desenvolvimento motor é considerado
como um processo sequencial, contínuo e relacionado à idade 
cronológica, pelo qual o ser humano adquire uma enorme quantidade 
de habilidades motoras, as quais progridem de movimentos simples e 
desorganizados para a execução de habilidades motoras, altamente, 
organizadas e complexas (HAYWOOD; GETCHELL, 2004, p. 23).
70
Assim, o movimento humano pode ser entendido de diversas formas, como um 
meio de se locomover para apanhar algum objeto, mas, de forma geral, está relacionado 
à qualidade de vida, assim, com poucas limitações, melhor será. Dessa forma, o 
movimento é presente em quase todas as atividades humanas, seja em atividades 
domésticas, no trabalho, em um treinamento ou no lazer.
As crianças realizam, naturalmente, muitas atividades motoras na infância, 
como correr, pular, saltar, arremessar, dentre outras, sendo, essas habilidades motoras, 
fundamentais. Conhecidos como marcos motores, os  desenvolvimentos motores, 
na primeira infância, possuem alguns estágios, conforme a idade e o mês em que se 
encontra a criança. Assim, seguem algumas atividades que podem ser realizadas na 
faixa etária do primeiro mês de vida atéos 6 anos, com ou sem ajuda de um adulto:
FIGURA 10 – BOLA NO CESTO
FIGURA 11 – CIRCUITO
FONTE: <https://bit.ly/3v1aHag>. Acesso em: 20 abr. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/3NZB5dh>. Acesso em: 24 abr. 2021.
71
FIGURA 12 – AMARELINHA
FIGURA 13 – ENCAIXES DE OBJETOS
FONTE: <https://www.wemystic.com.br/brincadeiras-infantis-origem-mistica/>. Acesso em: 20 abr. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/38vYQcpl>. Acesso em: 20 abr. 2021.
FIGURA 14 – EQUILÍBRIO
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=01v_EminygY>. Acesso em: 20 abr. 2021.
72
FIGURA 15 – SALTANDO
FONTE: <https://bit.ly/3KoxFyh>. Acesso em: 20 abr. 2021.
Quer saber mais a respeito do desenvolvimento motor em crianças? Então, recomendamos a 
leitura da obra que segue, a qual expõe o amplo espectro multidisciplinar que, necessariamente, 
permeia o exercício do cuidar de crianças que nascem e se desenvolvem no século XXI.
DICA
FONTE: <https://amzn.to/3rezRB7>. Acesso em: 24 abr. 2021.
73
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como:
• O crescimento  corresponde ao processo resultante da multiplicação e da 
diferenciação celulares, o que determina alterações progressivas nas dimensões do 
corpo inteiro ou de partes e segmentos específicos, em relação ao fator tempo, do 
nascimento à idade adulta.
• O desenvolvimento é a capacidade que o indivíduo vai adquirindo de realizar funções 
cada vez mais complexas.
• As fases do desenvolvimento, segundo Piaget, são: estágios sensório-motor; pré-
operacional, ou simbólico; operatório concreto; e operatório formal.
• A chamada Ampulheta do Desenvolvimento Motor, ou Ampulheta da Vida, de 
Gallahue e Ozmun, tem, como objetivo, ilustrar as fases de desenvolvimento que 
adquirimos ao longo da vida, até a morte. Esse desenvolvimento se divide em quatro 
fases sequenciadas, e tem, como referência, o avanço da idade cronológica.
• São cinco eixos de experiência, na BNNC, da educação infantil.
• A divisão das faixas etárias, na educação infantil, é a seguinte: bebês, crianças bem 
pequenas e crianças pequenas.
• O tamanho físico está ligado a um processo dinâmico que apresenta, visualmente, 
o aumento do tamanho corporal.
• A maturação é o desenvolvimento do organismo.
• Os tipos de maturação são esquelética, sexual e somática.
• O exercício físico é uma atividade que, também, aumenta o gasto energético, porém, 
com caráter planejado e estruturado, como tempo, distância ou ritmo determinado.
• A lesão é um termo utilizado para descrever qualquer dano, ou mudança, no tecido 
de um organismo vivo.
• O desenvolvimento motor pode ser identificado com um processo de mudança do 
comportamento, relacionado com a idade, de postura e de movimento da criança.
74
1 Comente, com as suas palavras, qual é a diferença entre desenvolvimento e 
crescimento.
2 O que se desenvolve no estágio operatório de Piaget?
3 O que se adquire, na fase motora reflexiva, que está dentro da ampulheta de Gallahue?
a) ( ) Decodificação da informação.
b) ( ) Codificação da linguagem.
c) ( ) Codificação motora.
d) ( ) Codificação pedagógica.
AUTOATIVIDADE
75
DESENVOLVIMENTO DO MOVIMENTO 
FUNDAMENTAL
1 INTRODUÇÃO
O desenvolvimento motor é um componente do desenvolvimento geral do 
ser humano. É, comumente, definido como as alterações do comportamento motor 
através do ciclo da vida.
É importante salientar que o desenvolvimento, nesse contexto, refere-se a 
alterações motoras progressivas, isto é, o ser humano apresenta uma melhoria linear na 
performance motora e isso acontece toda vez que se torna necessário o aprimoramento 
de tais habilidades, mas, com o passar dos anos, ou seja, com o processo de 
envelhecimento, essa performance se deteriora na velhice.
Compreender como adquirimos o controle motor e a coordenação dos 
movimentos é fundamental para entendermos como vivemos. Quando compreendemos 
o processo de desenvolvimento de um indivíduo típico, assimilamos orientações 
fundamentais importantes para a eficácia do ensino e da aprendizagem.
As instruções, com base no desenvolvimento, envolvem experiências de 
aprendizado que são, não apenas, adequadas à idade, mas, também, apropriadas e 
divertidas, em termos de desenvolvimento. O fornecimento de instruções é um aspecto 
importante do processo ensino-aprendizado.
Para podermos entender melhor os movimentos fundamentais, adotaremos 
uma nomenclatura que se faz necessária para as aplicações conceitual e técnica, a qual 
se reflete com os nomes de padrões motores e habilidade motora.
O desenvolvimento dos padrões fundamentais de movimento, como andar, 
correr, saltar e arremessar, segue uma sequência de estágios, representando níveis 
graduais de proficiência, isto é, de controle motor. Esses padrões constituem a primeira 
forma de ação voluntária para o controle de movimentos, e podem ser definidos como 
o conjunto de características básicas de sequência e de organização de movimentos 
dentro de uma relação espaço-temporal.
O domínio dos padrões motores fundamentais é essencial para o desenvolvimen-
to motor. Essas habilidades devem compor o repertório motor da criança e servem, como 
base, para o desenvolvimento de muitas especializadas, momento em que as habilidades 
motoras fundamentais são refinadas e combinadas para a realização de movimentos com-
plexos, em atividades do cotidiano ou esportivas (AKBARI et al., 2009; EATHER et al., 2018).
UNIDADE 2 TÓPICO 2 - 
76
A habilidade motora pode ser entendida como um ato, ou tarefa, e quase todo 
ato motor, ou movimento, pode ser considerado uma habilidade. São movimentos que 
devem ser aprendidos, a fim de serem executados corretamente.
As habilidades motoras fundamentais são compostas por habilidades de 
locomoção (correr, saltar, rolar), de estabilidade (equilibrar-se sobre uma perna ou sobre 
uma barra de equilíbrio) e de manipulação (arremessar, chutar, pegar) (GALLAHUE; 
OZMUN; GOODWAY, 2013; RUDD et al., 2015). Também, são influenciadas por fatores do 
indivíduo, do ambiente e da tarefa. Servem, como base, para o domínio de movimentos 
complexos que combinem essas habilidades citadas (AKBARI et al., 2009; EATHER et al., 
2018). O domínio das habilidades motoras fundamentais é essencial para realização de 
tarefas cotidianas, como caminhar até o outro lado da rua, equilibrar-se sobre uma perna 
para alcançar um objeto, ou pegar uma caixa (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013).
Para entender melhor, devemos nos lembrar das fases dos movimentos 
fundamentais, definidos em três estágios: inicial, elementar e maduro.
Estágio Inicial: são as primeiras tentativas da criança em relação a uma habilidade 
fundamental. Estão, nesse nível, as crianças com dois anos de idade. 
Estágio Elementar: envolve um forte controle e uma melhor coordenação rítmica 
dos movimentos fundamentais. As crianças de três a quatro anos estão nesse nível 
de aprendizagem. Percebe-se que muitas crianças e adultos não passam desse 
estágio em muitos padrões de movimento. 
Estágio Maduro: verifica-se a existência de desempenhos, mecanicamente, 
eficientes, coordenados e controlados. Os dados disponíveis sugerem que as 
crianças podem, e devem, atingir esse estágio aos cinco ou seis anos de idade.
NOTA
2 HABILIDADE DE MANIPULAÇÃO
As habilidades de manipulação de objetos são caracterizadas pela força que é 
entregue a um dado objeto. Essas habilidades são essenciais para a interação intencional 
e controle de objetos do nosso meio (GALLAHUE; DONNELLY, 2008).
Assim, a habilidade manipulativa é o processo de usar a mão para ajustar 
um objeto, de forma a posicioná-lo, de maneira mais efetiva, na mão, para uso, 
posicionamento ou soltura.
Uma boa preparação de ensino das habilidades manipulativas requer conhecê-
las e agrupá-las para desenvolver atividades, assim, a seguir, sugeriremos exercícios 
e atividades simples e tradicionais que são excelentes para desenvolver a habilidade 
77
de manipulação. Esses exercícios de controle facilitam o desenvolvimento a partir da 
repetição, ampliando,ou diminuindo, espaços e ritmos. 
• Atividades com diferentes tamanhos e formas de bolas: podem ser balões, murchas, 
menores do que as oficiais, saquinhos de feijão ou de areia, dentre outras; 
• Rolar a bola pelo corpo.
• Controlar a bola com os pés e os joelhos.
• Passar a bola entre as pernas.
• Arremessar a bola para o alto e pegá-la.
• Arremessar uma bola contra uma parede. 
• Em duplas, jogar a bola de um para o outro com as duas mãos.
• Em duplas, jogar a bola de um para o outro, alternando as mãos e a altura da jogada. 
• O professor, à frente, jogar a bola para o aluno em diferentes alturas e distâncias.
• Jogar a bola para cima, bater palmas e pegar.
• Jogar uma bola de um para o outro em duplas, trios, quartetos.
• Quicar diferentes tamanhos de bola em um determinado espaço.
• Passar uma bola de um para o outro com um dos pés. Primeiramente, com o 
dominante, depois, com o outro. 
• Praticar o exercício anterior em círculo. 
• Passar uma bola de um para o outro com um dos pés. Primeiramente, com o 
dominante, depois, com o outro.
• Praticar o exercício anterior em círculo. 
• Colocar a música dos Escravos de Jó com materiais. 
• Jogar bola ao túnel.
• Entre cones, quicar a bola.
• Entre cones, andar; ir rolando a bola com um dos pés, e, depois, com o outro, sem pressa.
• Com a rede de voleibol entre duas equipes de alunos, jogar a bola de um para o 
outro, e aleatoriamente. 
• Praticar o mesmo exercício anterior, variando a altura e a força a partir das quais a 
bola é jogada.
• Utilizando uma bola grande, atirar com os pés separados, e, depois, juntos, contra a 
parede, utilizando a mão direita, ou esquerda, para atirar. 
• Utilizando uma bola pequena, ou um saco de areia, jogar para o outro companheiro, 
com diferentes posições corporais.
• Desenvolver o atirar com o braço levantado (a mão acima dos ombros), com força, 
suave, rápido, no alvo.
• Agarrar, chutar e quicar bolas pequenas e grandes, em diversas posições, com os 
lados direito e esquerdo do corpo.
3 HABILIDADE DE LOCOMOÇÃO
Habilidades locomotoras são relacionadas aos movimentos corporais que geram 
um movimento geral do corpo através do espaço.
78
São aquelas a partir das quais o corpo é transportado em uma direção vertical 
ou horizontal, de um ponto para o outro. Atividades, como andar, correr e saltar, são 
consideradas movimentos locomotores fundamentais.
Para Gallahue e Donnelly (2008), os movimentos locomotores permitem a projeção 
do corpo de um ponto a outro do espaço. Através da conquista de movimentos, como rastejar, 
escorregar, caminhar, correr, saltar, e tantos outros, o indivíduo estabelece relações com o 
ambiente, em busca de objetivos. Assim, seguem algumas atividades de locomoção, como:
FIGURA 16 – CRIANÇAS SALTANDO ENTRE BAMBOLÊS
FIGURA 17 – CRIANÇAS ANDANDO POR OBSTÁCULOS
FONTE: <https://bit.ly/372KdNm>. Acesso em: 24 abr. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/3KrGHun>. Acesso em: 20 abr. 2021.
79
FIGURA 18 – SALTANDO OBSTÁCULOS
FIGURA 19 – SALTANDO COM UM PÉ SÓ
FONTE: <htttp://www.colegiologosofico.com.br/noticias/48318/turmas-do-infantil-praticam-corrida-com-
-obstaculos-nas-aulas-de-educacao-fisica>. Acesso em: 20 abr. 2021.
FONTE: <https://morumbisul.com.br/brinquedos-e-brincadeiras/>. Acesso em: 20 abr. 2021.
4 HABILIDADES DE ESTABILIDADE
As habilidades de estabilização  são aquelas que possibilitam, ao indivíduo, 
recuperar e manter o equilíbrio, como apoios e rolamentos. 
Para Gallahue e Ozmun (2005), a estabilidade se refere à habilidade de manter o 
equilíbrio em relação à força da gravidade, mesmo que a natureza da aplicação da força 
possa ser alterada ou que partes do corpo possam ser colocadas em posições pouco 
comuns. Portanto, ela está presente desde as mais simples atividades do nosso dia a 
dia até tarefas de grande complexidade.
Quando se fala de estabilidade, no sentido literal, imagina-se estável, ou bem 
equilibrado, contudo, com relação à habilidade motora, vai muito além disso. A habilidade 
envolve o equilíbrio em toda a esfera de alcance, como o estático, o dinâmico e o 
recuperado. O estático é o equilíbrio sem movimento; o dinâmico, com movimentação, e, o 
recuperado, reestabelecido depois de uma súbita perda. Assim, a partir dessas afirmações, 
pode-se constatar que, realmente, dentro das outras habilidades, as manipulativas e as 
locomotoras, sempre, há a presença da estabilidade, tornando os movimentos interligados.
Seguem algumas atividades estabilizadoras:
80
FIGURA 20 – EQUILÍBRIO EM UM PÉ SÓ
FIGURA 21 – ESTRELINHA
FONTE: <https://bit.ly/3vbbsxA>. Acesso em: 20 abr. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/379My9g>. Acesso em: 20 abr. 2021.
81
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como:
• O desenvolvimento motor é o termo designado para o processo de mudança no 
comportamento, na postura e no movimento de um indivíduo ao longo da vida.
• A habilidade motora é qualquer tarefa, simples ou complexa, que, por intermédio 
da exercitação, pode passar a ser efetuada com um elevado grau de qualidade, 
podendo chegar à automatização.
• As habilidades motoras fundamentais são: locomotoras (correr e saltar), 
estabilizadoras (equilibrar e rolar) e manipuladoras (arremessar, receber, chutar, 
rebater e quicar).
• As habilidades manipulativas envolvem movimentos finos e grossos. A manipulação 
motora fina se refere às atividades que enfatizam o controle, a precisão e a exatidão dos 
movimentos, e a grossa envolve movimentos de dar ou receber as forças de objetos.
• A locomoção abarca as capacidades de projetar o corpo no espaço e de alterar 
a posição relativa dele frente aos pontos fixos da superfície, o que caracteriza as 
habilidades motoras locomotivas.
• Têm o direcionamento, as habilidades motoras estabilizadoras, aos movimentos 
que envolvem um aspecto de estabilidade, ou seja, manter em equilíbrio a relação 
indivíduo e força da gravidade.
82
1 Comente, com as suas palavras, a diferença entre desenvolvimento e habilidade 
motora.
2 Quais são as habilidades motoras fundamentais? Identifique uma ação para cada 
uma delas.
3 Existe a possibilidade de realizar duas habilidades motoras fundamentais ao mesmo 
tempo? Na ação de pular amarelinha, quais seriam elas?
a) ( ) Estabilização e locomoção.
b) ( ) Estabilização e manipulação.
c) ( ) Manipulação e fundamental.
d) ( ) Locomoção e manipulação.
AUTOATIVIDADE
83
TÓPICO 3 - 
INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS NA INFÂNCIA
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, apresentaremos algumas atividades a serem desenvolvidas, 
pela criança, no brincar, dentro do contexto dela, pois, através do movimento, 
inclui-se a interação do neuromotor e das funções psicológicas, contribuindo para o 
desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Dessa forma, podemos, também, verificar 
que o treino de força e a resistência são importantes no processo psicomotor. Por fim, 
as avaliações são de suma importância em todas as etapas do desenvolvimento infantil.
UNIDADE 2
2 TREINAMENTO DE FORÇA E DE RESISTÊNCIA, 
PARA MENINOS E MENINAS, NA PRÉ-PUBERDADE E 
PSICOMOTRICIDADE
O treino de força é aquele que exige muito dos músculos, ou seja, no momento 
da execução, o indivíduo necessita do maior número de fibras musculares possível para 
vencer a resistência oferecida pelo próprio corpo. 
Pode ser feito por qualquer pessoa, desde que haja o acompanhamento de 
um profissional qualificado. Além de melhorar a força, o  treino ajuda no equilíbrio, na 
coordenação motora, na agilidade etc.
O treinamento de força (TF), também, conhecido como musculação, é uma 
forma específica de condicionamento físico. Pratica-se de inúmeras maneiras e se 
difere em modelos e métodos de treinamento (TIBANA; PRESTES, 2013).
O treinamento de força melhora a coordenação, o equilíbrio, potência, força e 
resistência. Além disso, esse processo é indicado para diversos públicos e idades, que 
variam desde crianças a adolescentes, adultos e idosos, com necessidades especiais ou 
não, e, até mesmo, com patologias (CAMPOS,2000).
84
FIGURA 22 – TREINAMENTO DE FORÇA
FIGURA 23 – RESISTÊNCIA
FONTE: <https://bit.ly/3Kwqjco>. Acesso em: 20 abr. 2021.
A resistência consiste na capacidade de manter o fôlego mesmo quando se está 
fazendo um grande esforço físico. Assim, o treino serve para aumentar essa capacidade 
durante a prática dos mais diversos esportes. Sem esse treino, o rendimento do trabalho 
cai, pois o cansaço domina o corpo mais cedo.
A resistência motora é o componente da capacidade funcional que permite 
realizar movimentos, durante um determinado intervalo de tempo, sem perdas 
significativas de qualidade da execução, assim, prolonga-se o tempo de execução até 
o surgimento dos sintomas, dos sinais de fadiga. A resistência pode ser dividida em 
anaeróbia alática, anaeróbia lática e aeróbia.
FONTE: <https://bit.ly/3Jn5f6D>. Acesso em: 20 abr. 2021.
Conforme Fontoura (2003), a força muscular é um dos componentes da aptidão 
física, e ela se faz importante em todas as faixas etárias, no nosso caso, em crianças 
e adolescente pré-púberes. Necessitam desenvolver condicionamento cardiovascular, 
flexibilidade e habilidades motoras, além da força (FLECK; KRAEMER, 1999).
85
3 INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS NA INFÂNCIA
Apresentaremos algumas atividades de força e de resistência que podem ser 
realizadas com crianças e pré-adolescentes, as quais favorecem a intervenção psicomotora.
Para iniciar, é de grande valia que se procure um médico, o qual realiza todos 
os exames necessários para que seja considerado apto para essa prática. Em seguida, 
um profissional competente, pois um professor que tenha conhecimento da prescrição 
correta dos exercícios pode fazer a diferença.
Durante a realização dos exercícios, ele deve estar próximo, ao corrigir, orientar e 
dar o devido suporte para a criança. Realizar um aquecimento lúdico, fazer as correções 
posturais e aplicar as cargas e as repetições adequadas fazem parte de um treinamento 
saudável. Um local adequado, com equipamentos que, realmente, possam ser utilizados 
em benefício, também, é de grande valia. A criança que pratica musculação necessita não 
só da orientação do professor, a respeito dos benefícios do que ela está fazendo, mas, 
também, que os treinos sejam atraentes e cativantes. Para isso, um local alegre, arejado e 
limpo contribui para uma evolução melhor. Os equipamentos devem estar em condições 
de uso e não oferecer riscos de lesões. Ainda, adequados às estaturas das crianças.
Ao prescrever os exercícios para as crianças e os pré-adolescentes, deve-se observar 
que, para as flexões e as extensões, os movimentos devem ser realizados com total amplitude, 
lentos e equilibrados. As repetições precisam ficar entre 15 e 20, por serem mais importantes 
do que a carga, propriamente, dita, a qual deve ser pequena. É preciso se atentar, também, 
ao exercitar alguns grupos musculares, para que sejam exercitados, ainda, os antagônicos, 
assim, ocorre o equilíbrio muscular. Os treinamentos necessitam de uma frequência de duas 
a três vezes por semana, com um tempo, por treino, de 20 a 30 minutos, sendo que, para 
os adolescentes, esse tempo pode ser um pouco maior. Por fim, é importante que haja, pelo 
menos, um dia de descanso, entre os treinos, para a perfeita recuperação muscular.
Seguem algumas atividades de força e de resistência para crianças e pré-
adolescentes, as quais contribuem para a psicomotricidade e são muito divertidas.
86
FIGURA 24 – CARRINHO DE MÃO
FIGURA 25 – SUSPENSÃO EM PRANCHA ESTENDIDA
FIGURA 26 – CABO DE GUERRA.
FONTE: <https://bit.ly/3jkngYQ>. Acesso em: 20 abr. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/35SPIh4>. Acesso em: 20 abr. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/3DU96H6>. Acesso em: 20 abr. 2021.
87
FIGURA 27 – TÉCNICA DE ELEVAÇÃO
FIGURA 28 – PIQUE NO LUGAR
FIGURA 29 – ELEVAÇÃO LATERAL COM RESISTÊNCIA DAS PERNAS
FONTE: <https://bit.ly/3DZah8n>. Acesso em: 20 abr. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/3O3WeD9>. Acesso em: 20 abr. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/38HlZsG>. Acesso em: 20 abr. 2021.
88
FIGURA 30 – RESISTÊNCIA EM DUPLA
FIGURA 31 – ABDOMINAL
FONTE: <https://bit.ly/3DZah8n>. Acesso em: 20 abr. 2021.
FONTE: <http://previva.com.br/atividade-fisica-faixa-etaria/>. Acesso em: 20 abr. 2021.
89
Avaliações dos estágios de desenvolvimento motor na infância
O  desenvolvimento motor  é o processo de mudança de comportamento 
relacionado à idade, de postura e de movimento da criança. É uma fase com alterações 
complexas e interligadas, na qual participam todos os aspectos de crescimento e de 
maturação dos aparelhos e dos sistemas do organismo. O desenvolvimento motor não 
depende, apenas, da maturação do sistema nervoso, mas, também, da biologia, do 
comportamento e do ambiente.
Uma das melhores formas de avaliar é através da escala motora para crianças 
“EDM”, um instrumento singular capaz de analisar o desempenho motor nas seis 
diferentes áreas que enfocam os elementos básicos da motricidade humana: motricidade 
fina, coordenação global, equilíbrio, esquema corporal, organização espacial e temporal. 
Rosa Neto (2002) afirma que é uma escala de fácil manejo para o examinador. No 
geral, as provas são muito estimulantes, a partir das quais a criança colabora durante o 
transcurso do exame, ao estabelecer uma confiança e empatia perante o examinador, o 
que proporciona uma forte confiabilidade dos resultados.
A Escala de Desenvolvimento Motor (EDM) é um instrumento, elaborado por 
Rosa Neto (2002), com o intuito de fazer uma avaliação psicomotora das crianças, 
através de um conjunto de provas diferentes e com grau de dificuldade crescente, com 
o objetivo de mensurar o desenvolvimento motor delas.
Esse teste permite avaliar o nível de desenvolvimento motor ao considerar êxitos 
e fracassos, mediante a idade cronológica, as idades motoras e os quocientes motores. A 
avaliação é dividida em sete áreas: motricidade fina, motricidade global, equilíbrio, esquema 
corporal, organização espacial e temporal, além da lateralidade (mão, olhos e pés).
A administração da bateria de testes é individual, iniciada pela idade cronológica 
da criança. Quando o êxito é obtido, avançava-se para as tarefas relativas às idades 
seguintes, até que um erro seja detectado. Quando a criança não obtém êxito na primeira 
tentativa, o examinador recorre às tarefas pertinentes às idades anteriores, até a obtenção 
de sucesso por ela. Os dados são tabulados por Idade Cronológica (IC), em meses, e pelas 
respectivas idades motoras (IM), em cada tarefa, cujo resultado é provido com base nas 
tabelas normativas, indicadas pelo autor. A Idade Motora Geral (IMG) é obtida a partir da 
razão entre a soma das idades motoras e o número de tarefas realizadas.
LEITURA
COMPLEMENTAR
90
FIGURA 32 – AVALIAÇÃO MOTORA EDM
FONTE: <https://bit.ly/3joeucf>. Acesso em: 20 abr. 2021.
Quer saber mais um pouco a respeito do treinamento de força para crianças? Um método 
que pode ser, especialmente, benéfico para elas, é o emprego de exercícios com o peso 
corporal. Essas atividades podem desenvolver a aptidão muscular, aumentar a coordenação 
e o equilíbrio dos músculos e melhorar o desenvolvimento dos tecidos moles. Assim, o livro 
a seguir introduzirá o leitor ao emprego de exercícios com o peso corporal, compatíveis 
à idade, com informações valiosas da área de fisiologia do exercício, relacionada ao 
desenvolvimento e ao planejamento de um programa.
REA, M. Treinamento de força para crianças. 1. ed. São Paulo: Phorte, 2000.
DICA
91
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como:
• O treino de força é o máximo de força que um músculo, ou grupo muscular, pode 
produzir, a partir de um padrão específico de movimento, realizado em determinada 
velocidade.
• O treino de resistência é a capacidade de trabalhar a resistência, a força dos 
músculos por longos períodos de tempo, isto é, suportar a carga por mais tempo ao 
resistir a mais repetições de determinado exercício.
• A força é um componente essencial do desempenho motor, vistoque certo nível de 
força muscular é necessário para executar uma tarefa.
• A força muscular é fundamental, também, como capacidade motora para a realização 
de tarefas diárias, e um elemento essencial para a evolução nos conteúdos próprios 
da atividade física.
• O treino de força mais adequado, para crianças, parece ser o que utiliza o peso 
corporal, visto que, durante a infância, deve-se desenvolver, de maneira geral, e 
abrangente, o sistema locomotor, ao ser utilizado o ímpeto natural de movimento.
• Durante o início da puberdade, observam-se grandes ganhos de força muscular, 
visto que, nessa fase, ocorre um aumento significativo da massa muscular, devido à 
liberação de hormônios sexuais e do hormônio do crescimento.
92
1 Comente, com as suas palavras, a diferença entre os treinos de força e de resistência.
2 Cite duas atividades que podemos fazer, com crianças e adolescentes, de treino de 
força.
3 Segundo vários autores, qual é a melhor avaliação psicomotora a ser feita com 
crianças e adolescentes?
a) ( ) Escala de Desenvolvimento Motor (EDM).
b) ( ) Escala de Idade Cronológica (IC).
c) ( ) Escala de Idade Motora (IM).
d) ( ) Teste de Denver.
AUTOATIVIDADE
93
REFERÊNCIAS
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Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998. 114p.
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GALLAHUE, D.; OZMUN, J. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebés, 
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GALLAHUE, D.; OZMUN, J.; GOODWAY, J. Compreendendo o desenvolvimento motor: 
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literatura. Revista Brasileira de Cardiologia, v. 26, n. 1, p. 66-76, 2013.
95
INTERVENÇÕES 
PSICOMOTORAS NA 
ADOLESCÊNCIA
UNIDADE 3 — 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• ter a compreensão das transformações biológicas e psicossociais;
• estudar o conhecimento e a percepção corporais;
• entender as características do desenvolvimento motor fundamental;
• analisar as noções do desenvolvimento psicomotor na adolescência.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer dela, você encontrará 
autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO NA ADOLESCÊNCIA
TÓPICO 2 – MOVIMENTO ESPECIALIZADO
TÓPICO 3 – INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos em frente! Procure 
um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações.
CHAMADA
96
CONFIRA 
A TRILHA DA 
UNIDADE 3!
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97
TÓPICO 1 — 
CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO NA 
ADOLESCÊNCIA
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Ao chegarem na adolescência, os jovens crescem das mais variadas formas, 
com os desenvolvimentos do físico, do cognitivo e do pessoal.
Aqui, direcionaremos a nossa aprendizagem às mudanças físicas, as quais ocorrem 
fora e dentro do corpo, o que acontece através de um processo, chamado de puberdade.
Apesar dos principais marcos do desenvolvimento físico, na adolescência, estarem 
presentes em todos, o tempo varia muito, tanto entre os sexos quanto dentro deles. Alguns 
adolescentes exibem sinais físicos de maturidade mais cedo do que os pares deles.
A adolescência é definida como um período biopsicossocial que compreende, 
segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) (1965), a segunda década de vida, ou seja, 
dos 10 aos 20 anos. Esse, também, é o critério adotado pelo Ministério da Saúde, do Brasil, 
e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o Estatuto da Criança 
e do Adolescente (ECA), o período vai dos 12 aos 18 anos. Em geral, a adolescência se 
inicia com as mudanças corporais, decorrentes da puberdade, e termina com as inserções 
social, profissional e econômica na sociedade adulta (FORMIGLI; COSTA; PORTO, 2000).
As mudanças e as continuidades que o adolescente vivencia, nesse processo de 
desenvolvimento, têm relação com essa fase específica (mudanças físicas e cognitivas) 
e com as modificações que ocorrem na sociedade da qual participa.
2 CRESCIMENTO NA ADOLESCÊNCIA, PUBERDADE E 
MATURAÇÃO BIOLÓGICA 
Atualmente, a adolescência é tida como um período, extremamente, relevante dentro 
dos processos de crescimento e de desenvolvimento, quando as transformações físicas-
biológicas da puberdade se associam àquelas dos âmbitos psico-sociocultural e econômico.
A puberdade é caracterizada pelas mudanças biológicas que se manifestam 
na adolescência, as quais representam, para o ser humano, o início da capacidade 
reprodutiva. A puberdade não é, portanto, sinônimo de adolescência, mas uma parte 
dela. Constitui-se por um período, relativamente, curto, de cerca de dois a quatro anos 
98
de duração, no qual ocorrem todas as modificações físicas desse momento de transição, 
da infância para a idade adulta. Essas transformações somáticas têm caráter universal, 
ou seja, representam um fenômeno comum a todos os indivíduos nessa fase da vida.
Podemos considerar que a puberdade é caracterizada, fundamentalmente, 
pelos seguintes eventos: 
• Crescimentoesquelético linear.
• Alteração da forma e da composição. 
• Desenvolvimento dos órgãos e dos sistemas. 
• Desenvolvimento das gônadas e dos caracteres sexuais.
O crescimento esquelético ocorre de forma não linear, com velocidades 
variáveis, de acordo com a fase de vida considerada, e suscetível a influências externas, 
como oferta alimentar e aspectos psicossociais e ambientais, incluindo a ação hormonal 
predominante (TANNER, 1981).
Para termos um controle observacional, foi criado, pela OMS, um padrão de 
análise internacional. Meninas e meninos são avaliados através de um padrão de cálculo 
entre a idade da criança e as variáveis, como peso, altura e perímetro da cabeça.
A observação da curva de velocidade de crescimento permite a identificação de 
três momentos fundamentais do crescimento humano, conforme:
• Fase 1 (lactância): Fase de crescimento rápido, porém, desacelerado. A velocidade 
de crescimento, no primeiro ano de vida, é a mais rápida da vida extrauterina, cerca 
de 25 cm/ano, reduzindo-se, drasticamente, nos dois primeiros anos.
• Fase 2 (Infância, propriamente, dita): Fase de crescimento lento, mais estável 
e constante. São comuns, nos consultórios pediátricos, queixas familiares do tipo 
“meu filho não cresce”, por ser um momento de pouca velocidade de crescimento, 
particularmente, quando comparado à fase pregressa. A velocidade média varia de 
4 a 6 cm/ano, e é chamada de infantil, ou pré-puberal, pois, somente, modifica-se 
na fase seguinte.
• Fase 3 (Puberdade): Novamente, fase de crescimento rápido, com aceleração e 
posterior desaceleração, até, finalmente, haver o término do processo de crescimento. 
Período de intenso crescimento esquelético, a adolescência é considerada uma fase 
de grande vulnerabilidade ao desenvolvimento humano, cuja suscetibilidade aos 
agravos externos pode ocasionar prejuízos irreparáveis à estatura final do indivíduo. 
Portanto, o adolescente merece um enfoque preventivo de saúde e uma atenção 
diagnóstica especial em relação à apresentação de doenças crônicas, transtornos 
alimentares e distúrbios nutricionais.
99
Em alguns momentos, pode ocorrer o que chamamos de estirão puberal, 
o crescimento acerelado em ambos os sexos. O maior incômodo são as dores que 
ocorrem, principalmente, nas pernas, atrás dos joelhos e na panturrilha. Podem atingir, 
também, os membros superiores.
A partir das alterações na forma e na composição, são estabelecidas as distintas 
formas corporais masculinas e femininas, fenômeno denominado de dimorfismo sexual, 
resultante dos desenvolvimentos esquelético, muscular e do tecido adiposo. O depósito de 
gordura, nas meninas, ocorre, principalmente, nas regiões das mamas e dos quadris, e confere 
um aspecto característico do corpo feminino. Nos homens, o crescimento do diâmetro 
biacromial (entre ombros), o que confere uma relação biacromial/bi-ilíaco elevada, associado 
ao desenvolvimento muscular na região da cintura escapular, define a forma masculina.
Com exceção do tecido linfoide, que apresenta involução progressiva a partir da 
adolescência, e do tecido nervoso (praticamente, com todo o crescimento já estabelecido), 
todos os órgãos e sistemas se desenvolvem durante a puberdade, sobretudo, os 
sistemas cardiocirculatório e respiratório. O aumento da capacidade física, observado 
nessa fase, é mais marcante no sexo masculino, e é originado do desenvolvimento do 
sistema cardiorrespiratório, das alterações hematológicas (aumento da eritropoiese) e 
do aumento da massa muscular, da força e da resistência física.
Já com relação aos desenvolvimentos das gônadas e dos caracteres sexuais, 
um conjunto de modificações é desencadeado e regulado por um complexo mecanismo 
neuroendócrino, além da influência de fatores hereditários durante os eventos puberais, 
sobretudo, no tocante à variabilidade de tais fenômenos e à magnitude, a exemplo das 
características de pilosidade, tamanho das mamas e idade de ocorrência da primeira 
menstruação (menarca).
A primeira manifestação puberal, nas meninas, é o desenvolvimento do broto, ou 
botão mamário, fenômeno denominado de telarca. No sexo masculino, o início clínico da 
puberdade é marcado pelo aumento do volume testicular, ao atingir quatro centímetros 
cúbicos (mililitros), o que é, raramente, percebido pelo próprio adolescente.
A maturação biológica é um processo que leva ao amadurecimento completo 
dos tecidos, dos sistemas e das funções do ser humano.
É definida como um processo sucessivo de alterações estruturais e funcionais 
que finalizam na idade adulta (FORJAZ; PRISTA; CARDOSO JUNIOR, 2009; MALINA; 
BOUCHARD; BAR-OR, 2004).
O processo de maturação biológica apresenta algumas formas de mensuração e/
ou classificação, por meio de diferentes indicadores, dentre os quais é possível destacar 
os sexuais secundários, ósseos e somáticos (MALINA; BOUCHARD; BAR-OR, 2004).
100
• Indicador sexual secundário: Utiliza os seguintes elementos para a obtenção 
de tal classificação: a) pilosidade púbica; b) características genitais, exclusivas do 
gênero masculino; e c) características de mamas, exclusivas do gênero feminino 
(MALINA; BOUCHARD; BAR-OR, 2004; TANNER, 1981).
• Indicador ósseo: Dá-se, a verificação da ossificação, por meio de imagens de 
raios-X. Para isso, existem diversos protocolos e regiões específicas, como coluna 
cervical, mãos, punhos, tornozelos e pés, contudo, as áreas das mãos e dos punhos 
têm sido utilizadas, com frequência e acurácia, em relação às demais. Dos protocolos 
que utilizam mãos e punhos, os mais aplicados são: Greulich-Pyle (GREULICH; PYLE, 
1959), TannerWhitehouse I, II e III (TANNER; WHITEHOUSE; HEALY, 1962; TANNER et 
al., 1975) e Fels (ROCHE; CHUMLEA; THISSEN, 1988).
• Indicador somático: Consiste na mensuração de variáveis antropométricas, como 
estatura total, estatura tronco-encefálica, comprimento de membros inferiores e 
massa corporal total. A partir de mensurações, os valores são aplicados em uma 
equação, a qual entrega valores decimais relativos a tantos anos em que o indivíduo 
já se encontra com o momento de ocorrência do Pico de Velocidade do Crescimento 
(PVC) (GOMEZ-CAMPOS et al., 2013; JACKOWSKI et al., 2012).
Os conhecimentos de crescimento, puberdade e maturação são os alicerces 
básicos de atenção às transformações e à saúde dos adolescentes. Caso ocorram 
queixas e dúvidas que envolvam esses assuntos, devemos procurar ajuda especializada 
para obter orientação a respeito do que fazer.
3 FATORES HORMONAIS ASSOCIADOS À PUBERDADE
Podemos entender os hormônios como substâncias químicas mensageiras, 
produzidas pelas glândulas. Cada hormônio produzido pelo corpo humano tem funções 
específicas, seja regular o crescimento, a vida sexual, o desenvolvimento e o equilíbrio 
interno. Assim, são muito importantes para as atividades biológicas do corpo.
Os hormônios são substâncias “responsáveis pela integração das atividades 
de sistemas e subsistemas orgânicos”. Alteram a função celular em resposta à variação 
do meio externo, induzem a manutenção do trabalho celular e modificam os níveis de 
atividade de tecidos e de órgãos, mantendo a constância de composição do meio interno.
Durante a puberdade, elevam-se as secreções de três hormônios: os esteroides se-
xuais, o de crescimento (GH, Growth Hormone) e o IGF-1. A sequência de intervenção de cada 
um deles, para a aceleração estatural, não é bem esclarecida. Há uma amplitude dos picos 
de GH e da quantidade total de GH secretado, sem modificação de frequência desses picos.
Os hormônios sexuais são substâncias produzidas nas gônadas: testosterona 
nos testículos (em indivíduos do gênero masculino) e progesterona e estrógeno nos 
ovários (em indivíduos do gênero feminino).
101
O GH, também, conhecido como somatotropina, ou hormônio somatotrópico, é 
o mais abundante, secretado pela adenohipófise (BAUMANN, 1991). Dois genes principais 
estão relacionados à síntese do hormônio do crescimento: o gene normal do GH (GH-N, ou 
GH-1, Growth Hormone-Normal Gene),expresso na hipófise; e o gene variante do GH (GH-V, 
ou GH-2, Growth Hormone-Variant Gene), presente na placenta e detectável na circulação, 
somente, durante a gravidez, ou lactação (BAUMANN, 1991; STROBL; THOMAS, 1994).
Os IGFs (IGF-I e IGF-II) podem ser produzidos na maioria dos órgãos e tecidos do 
organismo. No ovário, o IGF-I possui origem nas células da granulosa, e tem, como principal 
função, estimular o desenvolvimento folicular nas fases pré-antral e antral (ARMSTRONG; 
BENOIT, 1996), tendo em vista a grande importância do GH e do IGF-I na fisiologia da reprodução.
FIGURA 1 – SINAIS DE MUDANÇAS CORPORAIS EM MENINOS E MENINAS
FONTE: <http://cienciasecognicao.org/neuroteen/?p=489>. Acesso em: 15 dez. 2021.
São muitas as diferenças, na composição corporal, entre ambos os sexos. O 
ganho de peso dos meninos é consequência do crescimento da massa muscular deles, 
enquanto, nas meninas, o maior responsável é o aumento do tecido adiposo.
A diferença essencial, entre os sexos, consiste no fato de que as meninas têm 
uma taxa de deposição de gordura, sempre, maior do que a dos meninos, e, mesmo 
com a diminuição do ritmo de acréscimo, continuam ganhando gordura, embora mais 
lentamente. Os meninos chegam a perder tecido adiposo. Isso explica por que os 
garotos se tornam, aparentemente, mais magros nessa fase, e, elas, mais gordinhas, 
principalmente, após passarem pelo PVC, na época da menarca (CHIPKEVITCH, 1995).
102
4 MATURAÇÃO ÓSSEA, MOVIMENTO E EXERCÍCIO
A maturação óssea é a maneira através da qual acompanhamos a maturidade 
esquelética, quando as cartilagens de crescimento se transformam em ossos. De maneira 
generalizada, acontece, nos meninos, perto dos 16 anos, e, nas meninas, aos 14.
A maturação óssea é a metamorfose dos esqueletos cartilaginoso e membranoso 
do feto até a fase adulta.
Várias áreas do esqueleto têm sido utilizadas para estimar a maturação esquelética, 
como o pé, o tornozelo, o quadril, o cotovelo, a mão, o punho e as vértebras cervicais. As 
radiografias da mão e do punho têm sido, frequentemente, utilizadas, devido à grande 
quantidade de ossos e de epífises, que sofrem mudanças em diferentes tempos e 
velocidades, localizados em uma área não muito extensa (TAVANO; FREITAS; LOPES, 1982).
Dentre os métodos desenvolvidos para estimar o grau de maturação do indivíduo 
em radiografias de mão e de punho, destaca-se o “método de Grave e Brown” (GRAVE; 
BROWN, 1976), o qual analisa 14 eventos de ossificação observados antes, durante e 
após o pico de velocidade do crescimento puberal. Esse método, inclusive, é usado, 
por alguns autores, para o estudo de outras formas, para a determinação da maturação 
esquelética, como padrão-ouro, a partir da idade óssea do paciente.
Para uma correta estimativa do estágio de maturação óssea, uma boa qualidade 
radiográfica é imprescindível. Existem inovações tecnológicas que foram desenvolvidas 
a fim de melhorar a qualidade da imagem, dentre elas, o uso de imagens digitais. 
Elas oferecem vantagens sobre o método tradicional, como a aplicação de uma dose 
baixa de radiação ao paciente; a facilidade de arquivamento das imagens; a aplicação 
de ferramentas de  software, como brilho, contraste e mensuração; e a possibilidade 
de transmissão via internet. Todos esses aspectos, associados, têm levado a uma 
assimilação dos sistemas digitais.
103
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como:
• A adolescência é definida como um período biopsicossocial que compreende, 
segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) (1965), a segunda década de vida, 
ou seja, dos 10 aos 20 anos.
• A puberdade é caracterizada pelas mudanças biológicas que se manifestam na 
adolescência, e representa, para o ser humano, o início da capacidade reprodutiva.
• São características, da puberdade, os seguintes eventos: crescimento esquelético 
linear, alteração da forma e da composição, e desenvolvimento dos órgãos, dos 
sistemas, das gônadas e dos caracteres sexuais.
• A curva da velocidade de crescimento é a forma adotada como padrão observacional 
do crescimento humano.
• A maturação biológica é um processo que leva ao amadurecimento completo dos 
tecidos, dos sistemas e das funções do ser humano.
• Os hormônios são substâncias responsáveis pelas integrações das atividades de 
sistemas e de subsistemas orgânicos.
• A maturação óssea é a metamorfose dos esqueletos cartilaginoso e membranoso 
do feto até a fase adulta.
104
1 Comente, com as suas palavras, o que é a adolescência.
2 O que acontece na fase 3 dos indicadores da curva de velocidade de crescimento?
3 Os hormônios são substâncias químicas mensageiras produzidas pelas glândulas, 
assim, quais são as mudanças observadas no adolescente do sexo masculino? 
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) Ombros mais largos.
b) ( ) Corpo com quadril maior.
c) ( ) Aparecimento do broto mamário.
d) ( ) Menarca.
AUTOATIVIDADE
105
MOVIMENTO ESPECIALIZADO
1 INTRODUÇÃO
A partir de agora, quando falarmos de movimentos especializados, estaremos 
fazendo uma relação entre os movimentos maduros e refinados e os complexos e 
específicos, que podem ser adaptados para as exigências específicas de vários tipos de 
atividades presentes no cotidiano.
Para Gallahue (2005), a fase de desenvolvimento das habilidades motoras 
especializadas apresenta três estágios: 
(1) Estágio de transição (estágio de aprender a treinar): Esse estágio é caracterizado 
pelas primeiras tentativas do indivíduo de refinar e de associar habilidades de movimento 
maduro. Nesse estágio de transição, ou de aprender a treinar, futuros atletas aprendem 
como treinar para obter excelentes habilidade e performance. Para a maioria das crianças 
de 8 a 12 anos, esse é um período crítico, durante o qual as habilidades de movimento 
fundamental maduro são refinadas e aplicadas aos esportes e aos jogos da cultura. 
(2) Estágio de aplicação (estágio de treinar a treinar): Esse estágio faz o 
indivíduo se tornar mais consciente dos próprios dotes e limitações físicas pessoais, e, 
assim, dirige o foco para determinados tipos de esportes em ambientes competitivos e 
recreacionais. A ênfase está em aprimorar a proficiência.
(3) Estágio de aplicação ao longo da vida (estágio de treinar para competir/
participar): Esse estágio proporciona, aos indivíduos, geralmente, reduzirem o alcance 
de buscas atléticas pela escolha de algumas atividades para se engajar, regularmente, 
em situações competitivas, recreativas ou do dia a dia.
Vale salientar que esses movimentos precisam ser aprendidos e vivenciados 
até a aprendizagem dos fundamentais. Caso não ocorra esse processo, com certeza, 
existem lacunas para a continuidade, agora, com os movimentos especializados.
UNIDADE 3 TÓPICO 2 - 
2 HABILIDADES DE MOVIMENTOS ESPECIALIZADOS
Após a criança atingir um estágio maduro em um determinado padrão de 
movimento fundamental, pouca mudança ocorre na “forma” daquela tarefa de 
movimento durante a fase de movimento especializado. O aprimoramento do padrão e 
as variações de estilo na forma ocorrem à medida que uma forte habilidade (precisão, 
acurácia, coordenação e controle motor) é alcançada, mas o padrão básico permanece 
106
inalterado. Contudo, melhoras significativas na performance, baseadas na competência 
física, podem ser observadas de um ano para o outro. À medida que o adolescente 
aprimora a força muscular, a resistência, o tempo de reação, a velocidade de movimento, 
a coordenação, e assim por diante, podemos esperar melhores escores de performance.
Reconhecer as condições que podem limitar, ou aprimorar, o desenvolvimento 
constitui a chave para o ensino bem-sucedido na fase de habilidade de movimento 
especializado.
Uma vez identificadas tais condições para cada indivíduo, o ensino se torna 
mais uma questão de reduzir o constrangimento (condições limitantes) e maximizar as 
affordances (condições aprimoradas) do que, simplesmente, enfatizar, mecanicamente, 
a execução “correta” da habilidade.Podemos identificar esses movimentos através de esquemas unidimensionais, 
com a classificação das habilidades de movimento junto a uma única dimensão. Ainda, 
ganharam popularidade ao longo dos anos, a saber:
(1) aspectos musculares;
(2) aspectos temporais;
(3) aspectos do meio ambiente;
(4) aspectos funcionais. 
Na grande maioria dos aspectos musculares, são envolvidos grandes grupos, e, 
lógico, em algumas situações, a coordenação motora fina. A maior parte das habilidades 
esportivas é classificada como movimentos de coordenação motora grossa, com 
exceção, talvez, do tiro ao alvo, do arco e flecha, e alguns outros.
Com base nos aspectos temporais, o movimento, também, pode ser classificado 
como discreto, em série ou contínuo. Um movimento discreto apresenta início e fim 
definidos. O arremesso, o salto, o chute e o toque em uma bola são exemplos. Um 
movimento em série envolve a performance de um movimento simples e discreto, 
repetido diversas vezes, em uma sucessão rápida. O saltito rítmico, o drible do basquete 
e a rebatida da bola de futebol americano, ou voleibol, demonstram ser tarefas típicas. 
Por fim, um movimento contínuo abrange os movimentos repetidos durante um 
determinado tempo. A corrida, a natação e o ciclismo marcam presença.
Quanto aos aspectos ambientais, são considerados tarefas motoras abertas ou fe-
chadas. Uma tarefa motora aberta é aquela realizada em um ambiente no qual as condições, 
constantemente, mudam. Essas condições mutáveis exigem que o indivíduo faça ajustes ou 
modificações no padrão de movimento, para se adaptar às demandas da situação. Por exemplo, 
a criança que participa de um jogo típico de pega-pega, que exige corrida e movimentos súbitos 
em diversas direções, nunca, utiliza, exatamente, os mesmos padrões de movimento durante o 
jogo. Uma tarefa motora fechada se trata de uma habilidade motora realizada em um ambiente 
estável, ou previsível, onde aquele que a executa determina quando iniciará a ação.
107
Por último, o aspecto funcional se relaciona à intenção, sempre, de direcionar 
o movimento. O transporte do corpo ganha, justamente, uma funcionalidade, a de ir 
até o local desejado.
3 APTIDÃO FÍSICA, ADOLESCÊNCIA E PSICOMOTRICIDADE
A aptidão física é a capacidade de realizar as atividades cotidianas com 
tranquilidade e menor esforço. Está relacionada à saúde e à prática de atividades físicas 
em vários momentos, pois precisamos de muitas, das qualidades físicas, para executar 
diferentes tarefas do dia a dia (BARBANTI, 1990). Para algo simples, como pegar um item 
que cai, é necessário um mínimo de flexibilidade para poder abaixar e pegar, assim, cada 
vez mais, vemos pessoas com essa dificuldade, por não praticarem atividades físicas.
É possível tratar da aptidão física de duas maneiras, relacionada à prática 
desportiva e à saúde. A ligada à saúde se refere à condição física nas capacidades que 
são, profundamente, relacionadas, principalmente, à qualidade de vida das pessoas, 
como a flexibilidade, a resistência aeróbia, a força e a composição corporal. Já a 
direcionada ao desempenho desportivo é associada, além das capacidades citadas, à 
agilidade, à velocidade, ao equilíbrio postural e à coordenação motora.
FIGURA 2 – COMPONENTES DA APTIDÃO FÍSICA
FONTE: <https://bit.ly/3upQgEF>. Acesso em: 20 dez. 2021.
Abordaremos mais alguns conceitos ligados à aptidão física, relacionada às 
habilidades, pois faremos uma relação com a adolescência, que, nesta fase, está ligada, 
diretamente, a essas habilidades. Ainda, os componentes da aptidão física, direcionados 
à saúde, são, também, importantes.
Segundo Pezzetta et al. (2003), em conformidade com o American College of 
Sports Medicine (1998), os componentes que englobam a AFRS compreendem os fatores 
motores (flexibilidade e força/resistência muscular localizada), funcionais (aptidão 
cardiorrespiratória), morfológicos (composição corporal), físicos e comportamentais.
108
Flexibilidade é a propriedade intrínseca dos tecidos sintéticos que 
determinam a amplitude de movimento atingido, sem causar danos em uma ou 
mais articulações (CHANDLER; BROWN, 2009). De acordo com Glaner (2003), a 
flexibilidade é influenciada por fatores, como nível de atividade física, tipo de 
atividade, sexo e idade. Pessoas que mantêm ou melhoram a força e a flexibilidade 
estão mais aptas para as atividades diárias, sendo menos passíveis de desenvolver 
dor lombar e de apresentar algum tipo de deficiência física, especialmente, com o 
avanço da idade (PATE et al., 1995 apud PEZZETTA et al., 2003).
Glaner (2003) define força/resistência muscular como a capacidade, ou 
de um grupo de músculos, de suportar contrações repetidas por um determinado 
período de tempo. O fortalecimento da musculatura e a manutenção de índices de 
força e de resistência podem ajudar a reduzir os casos de entorse, além de auxiliar 
na prevenção de problemas de postura.
A função cardiorrespiratória, também, conhecida como capacidade 
aerodinâmica, é definida como a capacidade do organismo em se adaptar a um 
exercício físico moderado, participando de grandes grupos por períodos de tempo, 
relativamente, longos (PITANGA, 2004).
A composição corporal é a quantificação dos principais componentes 
presentes na estrutura do corpo humano (PETROSKI, 2009). Siri (1961) e Brozek et al. 
(1963 apud GLANER, 2003) definem a composição corporal como a quantificação 
do corpo humano em massa gorda e massa corporal magra.
Como podemos observar, a aptidão física é importante no contexto da 
adolescência, pois ela ajuda no desenvolvimento dos elementos da psicomotricidade. 
Ainda, identificamos fatores relacionados à saúde e às habilidades motoras 
fundamentais e especializadas, necessárias para a realização de diversas tarefas. 
É fato que a aptidão física, ligada à psicomotricidade, é uma condição que traz 
diferenças significativas quando incorporadas às atividades, ou tarefas.
4 EMOÇÃO, COGNIÇÃO E MOVIMENTO MOTOR
A definição de emoção pode parecer ser óbvia e simples, uma vez que esse 
termo é utilizado, no cotidiano, com frequência.
Nesse sentido, conforme Atkinson, Atkinson, Smith, Bem e Nolen-Hoeksema 
(2002), Davis e Lang (2003), Frijda (2008), Gazzaniga e Heatherton (2005) e Levenson 
(1999), a emoção poderia ser definida como uma condição complexa e momentânea que 
surge em experiências de caráter afetivo, provocando alterações em várias áreas dos 
funcionamentos psicológico e fisiológico, preparando o indivíduo para a ação.
109
De acordo com Bock, Furtado e Teixeira (2008), as emoções são expressões de 
afeto acompanhadas de reações intensas e breves do organismo, em resposta a um 
acontecimento inesperado, ou, às vezes, muito aguardado, fantasiado.
Scherer (2005) aponta a existência de cinco componentes para que haja um 
estado emocional: cognição, sintomas físicos (componentes neurológicos), motivação, 
expressão motora e experiência subjetiva ou sentimento. 
O componente cognitivo avalia os objetos e os eventos que se manifestam no mundo 
externo. O neurofisiológico surge para a regulação do organismo. O motivacional prepara e 
direciona ações. O motor manifesta a reação e a intenção correspondente. Por fim, o subjetivo 
monitora o estado do organismo frente à interação dele com os eventos e os objetos.
Compreender a emoção significa saber como ela pode influenciar, diretamente, 
no nosso comportamento, por isso, saber reconhecer as próprias emoções é o primeiro 
passo na caminhada para o autoconhecimento, ligado, diretamente, ao corpo, pois quando 
estamos nos sentindo mal, além de demonstramos visualmente, o corpo, também, sente.
Quando falamos da cognição, podemos estar falando de um ato, ou processo, 
que nos dá conhecimento, ou informação, para o uso diário.
Para Piaget (1983), a cognição humana é uma forma de adaptação biológica, 
assim, o conhecimento é construído, aos poucos, a partir do desenvolvimento 
das estruturas cognitivas, as quais se organizam, de acordo com os estágios de 
desenvolvimento da inteligência.O conhecimento é construído durante as interações entre os indivíduos em 
sociedade, desencadeando o aprendizado.
Existe uma abordagem de processamento da informação, da pesquisa e 
da compreensão textual, conceituada como uma atividade cognitiva, a qual envolve 
percepção, memória, inferência e dedução. A compreensão do texto ocorre a partir 
do conhecimento de mundo e da familiaridade com os diversos tipos de textos, o que 
requerer as consciências semântica e pragmática de leitores mais proficientes.
Segundo Macedo (2004), a aquisição do conhecimento depende de uma 
interpretação, e, esta, de um ato de vontade. Assim, nessa perspectiva, o homem 
integra as próprias percepções, constituindo uma propriedade inerente, a qual decorre 
do poder cognitivo e da competência interpretativa dele, do próprio conhecer.
110
FIGURA 3 – RELAÇÃO ENTRE EMOÇÃO, COGNIÇÃO E MOVIMENTO MOTOR
FONTE: <https://bit.ly/37z2IJh>. Acesso em: 20 dez. 2021.
Assim, no momento em que sabemos administrar as nossas emoções, e, com isso, 
aprender e conhecer mais, teremos condições de adquirir a melhor visão a ser desenvolvida 
ao nosso redor, através da ação, pelo movimento, nas mais diversas situações.
111
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como:
• Movimentos especializados são uma relação entre os movimentos maduros e 
refinados e os complexos e específicos, os quais podem ser adaptados para as 
determinadas exigências.
• Existem três estágios que estão envolvidos nos movimentos especializados: de 
transição, de aplicação e de aplicação ao longo da vida.
• A aptidão física é a capacidade de realizar atividades cotidianas com tranquilidade 
e pouco esforço. Está relacionada à saúde e à prática de atividades físicas em 
vários momentos, pois precisamos de muitas, das qualidades físicas, para executar 
diferentes tarefas.
• A emoção é uma condição complexa e momentânea que surge a partir de 
experiências de caráter afetivo, o que provoca alterações em várias áreas dos 
funcionamentos psicológico e fisiológico, preparando o indivíduo para a ação.
• A cognição é um ato, ou processo, que nos dá conhecimento, ou informação, para 
o uso diário.
112
1 Comente, com as suas palavras, o que é uma tarefa aberta.
2 Quais são os cinco componentes para um estado emocional?
3 Qual é o componente que faz parte dos elementos da habilidade da aptidão física? 
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) Agilidade.
b) ( ) Flexibilidade.
c) ( ) Força muscular.
d) ( ) Aptidão cardiorrespiratória.
AUTOATIVIDADE
113
TÓPICO 3 - 
INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS
1 INTRODUÇÃO
No último tópico, apresentaremos as intervenções psicomotoras na adolescência 
quanto ao aprendizado do movimento especializado, às mudanças de aptidão física, ao 
comportamento motor e a atividades de realização.
É importante lembrar que a fase da adolescência é marcada por muitas 
transformações corporais, emocionais, além das crises de identidade e de 
relacionamentos, em geral.
A adolescência é um período da vida, comumente, conhecido não só como um 
momento repleto de tribulações, desafios e mudanças, mas, também, muitas vezes, 
como uma fase de rebeldia e de descontentamento, inclusive, com a imagem corporal.
Do ponto de vista cronológico, a adolescência é estabelecida pela 
Organização Mundial da Saúde (OMS), marcando a idade de dez a 
quatorze anos como a pré-adolescência, e, de quinze a dezenove anos, a 
adolescência, propriamente, dita. Já na espera legal, no Brasil, o Estatuto 
da Criança e do Adolescente (Lei Federal 8.069, de 1990) considera a 
pessoa entre doze e dezoito anos de idade como adolescente (BRASIL, 
2002 apud BRAGA; MOLINA; FIGUEIREDO, 2010, p. 88).
Através das intervenções psicomotoras, nessa fase, há um aumento da consciência 
e da percepção corporais. Assim, o indivíduo tem mais capacidade para interpretar as 
reações do próprio corpo e potencializar as funções executivas e de atenção própria.
UNIDADE 3
2 APRENDIZAGEM DO MOVIMENTO ESPECIALIZADO
Como sabemos, a grande maioria das crianças, quando apresenta um processo 
de aprendizado realizado, e correto, está chegando a um estágio maduro de um 
determinado padrão de movimento fundamental. Pouca mudança ocorre na forma da 
tarefa de movimento durante a fase de movimento especializado. O aprimoramento 
do padrão e as variações de estilo na forma ocorrem à medida que uma determinada 
habilidade (precisão, acurácia, coordenação e controle motor) é alcançada, mas o 
padrão básico permanece inalterado. Contudo, melhoras significativas na performance, 
baseadas na competência física, podem ser observadas de um ano para o outro. À 
medida que o adolescente aprimora a força muscular, a resistência, o tempo de reação, 
a velocidade de movimento, a coordenação, e assim por diante, podemos esperar 
melhores escores de performance. 
114
A fase especializada do desenvolvimento motor é resultado da fase de 
movimentos fundamentais. Na fase especializada, o movimento se torna uma 
ferramenta que se aplica a muitas atividades motoras complexas, presentes na vida 
diária, na recreação e nos objetivos esportivos. Esse é um período em que as habilidades 
estabilizadoras, locomotoras e manipulativas fundamentais são, progressivamente, 
refinadas, combinadas e elaboradas, para uso, em situações, crescentemente, exigentes. 
Os movimentos fundamentais de saltar com um pé só e pular, por exemplo, podem, 
agora, ser aplicados em atividades, como pular corda, para o desempenho em danças 
folclóricas, no salto triplo na pista, e em competições (GALLAHUE; OZMUN, 2005).
Nessa fase, há três estágios que podem ser desenvolvidos. O acesso a esses 
estágios depende de fatores afetivos, cognitivos e neuromusculares, presentes no 
indivíduo. Fatores específicos, no movimento e na biologia, assim como as condições 
do meio ambiente, estimulam o movimento de um estágio para outro.
• Estágio transitório
 
Apesar de estarmos falando de adolescentes, em algum período, nos 7 ou 8 
anos de idade, as crianças, geralmente, entram em um estágio de habilidades motoras 
transitório (GALLAHUE; DONELLY, 2008). No período transitório, o indivíduo começa 
a combinar e a aplicar habilidades motoras fundamentais para o desenvolvimento de 
habilidades especializadas no esporte e em ambientes recreacionais. Caminhar em 
uma ponte de cordas, pular corda e jogar bola são exemplos de habilidades transitórias 
comuns. Essas habilidades motoras transitórias contêm os mesmos elementos do 
que os movimentos fundamentais, mas com forma, precisão e controle mais latentes. 
Portanto, o estágio transitório é um período agitado para os pais e para os professores, 
incluindo as crianças. Estas se acham, ativamente, envolvidas na descoberta e na 
combinação de numerosos padrões motores, e, frequentemente, ficam exultantes com 
a rápida expansão das próprias habilidades motoras. O objetivo de pais, de professores e 
de treinadores, nesse estágio, deve ser o de ajudar as crianças a aumentarem o controle 
motor e a competência motora em inúmeras atividades.
Deve-se tomar cuidado para que a criança não restrinja o envolvimento dela com 
certas atividades, especializando-se em algumas. Um enfoque restrito das habilidades, 
nesse estágio, provavelmente, provoca efeitos indesejáveis nos últimos dois estágios da 
fase de movimentos especializados.
115
FIGURA 4 – ESTÁGIO TRANSITÓRIO
FONTE: <https://bit.ly/3E4gf84>. Acesso em: 27 out. 2021.
• Estágio de aplicação 
Jovens atletas, do ensino fundamental em diante, que passaram, com sucesso, 
o estágio anterior, de desenvolvimento da habilidade motora, estão, agora, no estágio 
de aplicação, ou de treinar a treinar. 
Durante o estágio de aplicação, o indivíduo se torna mais consciente dos dotes 
e das limitações físicas pessoais que possui, e, assim, dirige o foco para determinados 
tipos de esportes, em ambientes competitivos e recreacionais (GALLAHUE, 2005). A 
ênfase está em aprimorar a proficiência. A prática é o objetivo-chave para desenvolver 
grausmais elevados de habilidade.
Os padrões de movimento, característicos do iniciante, durante a fase de 
transição, ajustar-se-ão. As habilidades mais complexas são refinadas e aplicadas em 
esportes oficiais e atividades recreacionais, indicados para lazer e para competição. 
Os indivíduos, nesse estágio, entram em um período de maturação biológica, 
que permite, a eles, beneficiarem-se de rotinas de treinamento mais intensas, a fim 
de aumentar a força muscular e a resistência, incluindo a resistência aeróbica. É um 
estágio no qual as habilidades necessárias e as táticas exigidas de diversos esportes 
são consolidadas e as tentativas de domínio são intensificadas. Consequentemente, 
é, especialmente, importante, nessa fase, que a atividade seja adequada ao indivíduo, 
de maneira que os interesses, as habilidades e o potencial, para o sucesso, sejam 
merecedores de uma cuidadosa consideração.
116
FIGURA 5 – ESTÁGIO DE APLICAÇÃO
FIGURA 6 – ESTÁGIO DE APLICAÇÃO AO LONGO DA VIDA
FONTE: <https://bit.ly/3vbOqpZ>. Acesso em: 27 out. 2021.
FONTE: <https://pxhere.com/pt/photo/593878>. Acesso em: 27 out. 2021.
• Estágio de aplicação ao longo da vida 
No estágio de aplicação ao longo da vida, treinar para competir/participar, 
conforme Gallahue (2005), os indivíduos, geralmente, reduzem o alcance das próprias 
buscas atléticas pela escolha de algumas atividades, para se engajar, regularmente, em 
situações competitivas, recreativas ou do dia a dia. Forte especialização e refinamento de 
habilidades ocorrem nesse estágio de treinar para competir e de treinar para participar. 
Maximizar a performance é o objetivo-chave desse estágio. Das habilidades esportivas 
dominadas, a ênfase é colocada nas ótimas preparações física, psicológica e tática. 
As atividades, ao longo da vida, são selecionadas com base nos interesses pessoais, 
habilidades, ambições, disponibilidade de instalações e equipamentos e experiências 
anteriores. As oportunidades de participar são, frequentemente, limitadas nesse estágio, 
devido às crescentes responsabilidades e compromissos.
117
3 MUDANÇAS NA APTIDÃO FÍSICA NA ADOLESCÊNCIA E 
PSICOMOTRICIDADE
A aptidão física é descrita como a capacidade de executar atividades físicas 
com energia e vigor, sem excesso de fadiga, e como a demonstração de qualidades e 
de capacidades físicas que conduzam ao baixo risco de desenvolvimento de doenças e 
incapacidades funcionais.
A aptidão física tem sido descrita de muitas maneiras. Centers for Disease Control 
and Prevention (CDC) padronizaram, em 1985, a definição: um conjunto de atributos, ou 
de características, que as pessoas possuem, ou adquirem, e que se relaciona com a 
capacidade de realizar uma atividade física (ACMS, 2011).
Vale lembrar que já vimos, na unidade anterior, que a aptidão física é composta por 
dois conceitos: aptidão geral, estado de saúde e bem-estar; e aptidão específica, tarefas 
baseadas na capacidade de atingir aspectos específicos no esporte ou na ocupação.
É muito importante que se pratique atividade física na infância, ao criar hábitos 
positivos e proporcionar uma boa aptidão física durante a adolescência e a vida adulta. 
Como já citado, a aptidão física ajuda na melhoria de hábitos, e traz, com a prática de 
exercícios, um benefício para a vida toda, e a prevenção de doenças graves.
Nos últimos 20 anos, com os avanços tecnológicos, é notável o aumento do 
sedentarismo em adolescentes, pelo fato de passarem boa parte do dia em frente a 
computadores, celulares e televisores. Isso pode ocasionar um atraso nas capacidades 
motoras, por falta de uma atividade física regular, o que gera insucesso ao desempenhar 
habilidades motoras específicas (SILVA, 2014).
Bons níveis de aptidão física, na adolescência, estão associados a bons 
indicadores de saúde, como: baixos níveis de colesterol e de triglicerídeos, pressão 
arterial e sensibilidade à insulina equilibradas, prevalência mínima de lombalgias, desvios 
posturais, desempenho acadêmico satisfatório e poucos riscos de obesidade.
Na adolescência, ainda, ocorrem transformações sociais, e a falta de confiança 
física, no quesito imagem corporal, traz situações de dificuldade. 
O desempenho motor sofre variações em função de fatores, os quais são 
associados à passagem do tempo, como maturação, crescimento e degenerescência.
A imagem corporal é a figuração do próprio corpo, formada e estruturada na mente 
do indivíduo, ou seja, é a maneira através da qual o corpo se apresenta para si próprio. É 
o conjunto de sensações sinestésicas construídas pelos sentidos (audição, visão, tato, 
paladar), oriundas de experiências vivenciadas pelo indivíduo. Assim, o referido cria um 
referencial do corpo que tem, para o próprio corpo e para o outro, para o objeto elaborado.
118
Essa imagem corporal tem sido descrita como a capacidade de representação 
mental do próprio corpo, pertinente a cada indivíduo, assim, são envoltos aspectos 
relacionados à estrutura (como tamanho, dimensões) e à aparência (forma, aspecto), 
dentre vários outros componentes psicológicos e físicos.
Ao pensarmos no papel da psicomotricidade, é importante que essa reflexão, que 
abarca as possibilidades de ela auxiliar, na adolescência, a imagem corporal, seja lançada, 
pelo fato de que se tem muito cuidado com a infância e com a melhor idade, ficando 
um abismo entre essas duas fases da vida, representado pela adolescência. Também, 
cabe voltarmos a nossa atenção para essa fase do desenvolvimento, a qual se reporta 
nosso estudo. Caso essas alterações, consideradas normais, não sejam, suficientemente, 
entendidas pelos agentes (educativos, familiares, sociais), os quais rodeiam os cotidianos 
do pré-adolescente e do adolescente, podem surgir alterações na personalidade do 
jovem, o que compromete todo o trajeto de vida dele (HENRIQUES, 2009).
Assim, compreendemos que a imagem corporal adolescente é instável e berço 
de respostas às emoções, às mensagens do meio social, às sensações fisiológicas, 
proprioceptivas e musculares, e que é mais vulnerável nesse período da vida, pois, 
dentre outras buscas e esclarecimentos, procura definir a personalidade. De acordo com 
Capisano (1990), esta é um combustível da imagem corporal, pois ambas conservam 
uma relação íntima específica.
FIGURA 7 – IMAGEM CORPORAL
FONTE: <https://bit.ly/3utY2xh>. Acesso em: 27 out. 2021.
4 COMPORTAMENTO MOTOR
Do ponto de vista biológico, o desenvolvimento motor é o resultado da maturação 
dos tecidos nervosos, do aumento de tamanho e de complexidade do sistema nervoso 
central, além do crescimento dos ossos e dos músculos durante toda a trajetória, que 
vai desde o nascimento até o fim da vida.
119
A área de Comportamento Motor (CM) é composta por três campos de investigação: 
Aprendizagem Motora (AM), Controle Motor (CM) e Desenvolvimento Motor (DM). Ainda, congre-
ga, atualmente, pesquisadores de diferentes formações e atuações profissionais (TANI, 2005).
O desenvolvimento motor pode ser definido como um processo de mudanças 
no nível de funcionamento de um indivíduo, o qual desenvolve uma forte capacidade de 
controlar movimentos que são adquiridos.
Conforme Peres, Serrano e Cunha (2009), os estudos, na área do comportamento 
motor, são influenciados por três fatores: o indivíduo, o ambiente e a tarefa. Podem ser 
potenciais limitadores do desenvolvimento de novas aprendizagens.
Conforme Magill (2000, p. 1),
o desenvolvimento motor consiste na área de conhecimento que 
estuda as mudanças que ocorrem, internamente, no indivíduo, 
deduzidas de uma ampliação, relativamente, permanente do 
desempenho motor dele, como resultado de práticas físicas. Partindo 
desse princípio, o desenvolvimento motor possui relação com a idade, 
mas não depende dela, além de que, para que o desenvolvimento 
aconteça, a aprendizagem necessita ocorrer.
O desenvolvimento motor, na fase da adolescência, está compreendido entre 10 
a 20 anos, com o aprimoramento dos movimentos especializados.
Ao falarmos de avaliar e de mediro movimento, usamos o termo desempenho 
motor, que nada mais é que a capacidade de medir uma habilidade motora.
Vale lembrar que diferentes autores, como Gallahue e Ozmun (2005) e Haywood e 
Getchel (2004), sugeriram fases e estágios de desenvolvimento motor com descrições similares. 
Uma dessas propostas foi sugerida por Gallahue e Ozmun (2005). Observe as seguintes fases:
• fase motora reflexa: inicia-se na vida intrauterina e vai até os quatro primeiros meses, 
após o nascimento. Essa fase se caracteriza pela presença de movimentos involuntários, 
que são a base para o desenvolvimento motor, por meio dos quais ocorrem os primeiros 
contatos do indivíduo com o meio ambiente. Por sua vez, os reflexos se subdividem 
em primitivos e posturais: os primeiros são responsáveis por determinadas atividades, 
como alimentação, reunião de informações e reações defensivas; por outro lado, os 
outros servem como mecanismos de estabilização, de locomoção e de manipulação.
• fase dos movimentos rudimentares: vai do nascimento até os dois primeiros 
anos de vida. Nessa fase, aparecem os primeiros movimentos voluntários, que, 
apesar de imperfeitos e descontrolados, são de suma importância para a aquisição 
de mais complexos. 
• fase dos movimentos fundamentais: prolonga-se dos dois aos sete anos de 
idade. Esses movimentos são consequência dos rudimentares. Nessa fase, as 
crianças formam e exploram as próprias capacidades motoras. Assim, os movimentos 
fundamentais são básicos para qualquer outra combinação de movimentos. 
120
• fase dos movimentos especializados: marca presença dos 7 aos 14 anos. 
Nesse período, a criança/adolescente começa a refinar as próprias habilidades 
fundamentais e passa a combiná-las para a execução de inúmeras atividades, 
sejam cotidianas ou de lazer.
O desenvolvimento motor é o termo designado para os processos de mudança 
de comportamento, postura e movimento de um indivíduo ao longo da vida. Esses 
processos sofrem influência de um conjunto de características genéticas, relacionadas 
à predisposição para o movimento e às experiências de cada um.
FIGURA 8 – EXEMPLO DE DESENVOLVIMENTO MOTOR
FONTE: <https://bit.ly/3KzrFTq>. Acesso em: 27 out. 2021.
O controle motor consiste na integração de vários sistemas do corpo. Pode-se 
fazer uma analogia, como um computador, no qual há o hardware, que é a estrutura 
física dele, em comparação à estrutura corporal que pertence ao ser humano, ao sistema 
muscular. O software interpreta todas as ações e os comandos enviados aos programas 
utilizados, o que corresponde ao nosso sistema nervoso central, além do periférico.
Esse controle motor é um processo que visa maximizar um estímulo inicial, ou 
adquirido, ao torná-lo um aprendizado. A integração da neurociência demonstra que 
o SNC é adaptável, não somente, durante o desenvolvimento, mas, também, por toda 
vida. Ainda, pode ser melhorado, com o enriquecimento do estudo da neuroplasticidade, 
para a evolução do controle motor, que é estimulado por influências ambientais e 
comportamentais (UMP-HRED, 2004). Assim, o controle motor se desenvolve a partir 
de um conjunto complexo de processos neurais, físicos e comportamentais, os quais 
governam a postura e o movimento.
Durante muito tempo, acreditou-se que a lesão cerebral seria permanente, com 
pouco reparo e recuperação, o que limita o controle motor, porém, nos dias de hoje, é 
possível verificar a influência do processo plástico para a reabilitação desse controle no 
indivíduo (O’SULLIVAN; SCHMITZ, 2010). 
121
FIGURA 9 – EXEMPLO DE CONTROLE MOTOR
FONTE: <http://www.institutomood.com.br/treinamento-fisico/pilates/>. Acesso em: 27 out. 2021.
A aprendizagem motora humana consiste em uma série de processos internos 
que determinam a capacidade do indivíduo de executar uma tarefa motora, em associação 
a práticas e experiências prévias. Esses processos estão, intrinsecamente, ligados 
ao controle motor, pois, a todo momento, estamos nos deslocando, e os movimentos 
representam a principal forma de interação entre os seres humanos e o ambiente. 
Assim, a aprendizagem motora é o melhoramento gradativo de um indivíduo 
ao desempenhar um certo comportamento motor, que é analisado através da prática 
(OLIVEIRA, 2010).
Com isso, desenvolvemos a habilidade motora, uma ação que exige movimentos 
voluntários do corpo e/ou dos membros para atingir um objetivo (MAGILL, 2000). Para 
Gallahue e Ozmun (2005), é um padrão de movimento fundamental realizado com 
precisão, exatidão e controle.
Agora, apresentaremos os estágios que fazem parte da aprendizagem motora, 
que servem como uma forma de evolução do aprendizado (PELLEGRINI, 2000):
• Inexperiente (novato): o aprendiz realiza movimentos descoordenados, sem muita 
eficiência e fluência. O aluno verbaliza a tarefa, mas não se detém a detalhes do 
movimento.
• Intermediário: os movimentos desnecessários não mais aparecem após várias 
tentativas. O padrão motor se torna mais estabilizado, e, as ações, mais coordenadas.
• Avançado: os movimentos são mais eficientes, com pouco gasto energético, e o 
executante passa a saber como alcançar a meta da atividade proposta.
Esses estágios possibilitam identificarmos, pelo aprendizado, algumas 
características, como a indicação sequencial dos movimentos pelas mudanças de 
tarefas, que, com o tempo, tornam-se permanentes. 
122
Segundo Magill (2000), através do modelo unidimensional, as habilidades 
motoras podem ser classificadas como grossas, finas, discretas, seriadas, contínuas, 
fechadas ou abertas. Observe:
• Habilidades motoras grossas: utilizam grandes grupos musculares para produzir 
ações e requerem pouca precisão quando comparadas às habilidades motoras 
finas. Exemplos: caminhar, pular, arremessar.
• Habilidades motoras finas: utilizam grupos musculares menores, mais 
especificamente, aqueles envolvidos na coordenação óculo-manual, e requerem 
uma alta precisão. Exemplos: desenhar, costurar, abotoar.
• Habilidades motoras discretas: apresentam pontos iniciais e finais bem definidos. 
Exemplos: chutar uma bola, apertar um botão.
• Habilidades motoras seriadas: entregam a execução ordenada de diversos 
movimentos discretos em uma série, ou sequência. Exemplo: quicar uma bola de 
basquetebol.
• Habilidades motoras contínuas: são constituídas por movimentos repetitivos. 
Exemplo: caminhar, nadar, pedalar.
• Habilidades motoras fechadas: são realizadas em um ambiente estável, sem 
alteração durante a realização da habilidade. Exemplos: praticar tiro ao arco e 
arremesso livre de basquetebol.
• Habilidades motoras abertas: são desempenhadas em um ambiente não estável, 
onde o contexto, ou o objeto, varia, durante a realização. Exemplos: defender uma 
bola, trecking, rebater uma bola de tênis.
FIGURA 10 – EXEMPLO DE APRENDIZAGEM MOTORA
FONTE: <https://bit.ly/37aBN6L>. Acesso em: 27 out. 2021.
123
Leia GO, T. Comportamento motor - Conceitos, estudos e aplicações. 1. 
ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
DICA
5 INTERVENÇÕES PSICOMOTORAS NA ADOLESCÊNCIA
A partir de agora, você encontrará informações de intervenções oriundas dos 
elementos psicomotores, para adolescentes de 10 a 20 anos. Antes de começar, é 
importante ressaltar, aos jovens, o porquê de fazer alguma atividade física:
• Promove o desenvolvimento humano e o bem-estar, ao ajudar a desfrutar de uma 
vida plena e com qualidade.
• Melhora as habilidades de socialização.
• Desenvolve as habilidades motoras, como correr, saltar e arremessar.
• Estipula a adoção de uma vida saudável, como a melhora da alimentação e a 
diminuição do tempo destinado a um comportamento sedentário (como em frente 
ao celular, computador, tablet, videogame e televisão).
• Eleva a saúde do coração e a condição física.
• Auxilia no controle do peso adequado e na diminuição do risco de obesidade.
• Proporciona bom humor e reduz a sensação de estresse e os sintomas de ansiedade 
e de depressão.
• Entrega um desempenho escolar satisfatório.
Lembre-se, também, que podemos fazeratividade de várias formas, como:
• No seu tempo livre: antes, ou depois, das atividades na escola, reserve um tempo para 
fazer alguma atividade física com os amigos, com a família ou sozinho, aquilo de que você 
gosta. Você pode caminhar; correr; empinar pipa; dançar; nadar; pedalar; surfar; jogar 
futebol, vôlei, basquete, bocha, tênis, peteca, frescobol; fazer ginástica, ou artes marciais; 
ou participar de brincadeiras e jogos, como esconde-esconde, pega-pega, queimada/
baleado/carimba/caçador, pular corda, saltar com elástico, jogar taco/bete etc.
• No seu deslocamento: sempre que possível, faça deslocamentos a pé ou de 
bicicleta, de skate, de patins ou de patinete (sem motor), por exemplo. Você pode 
fazer esses deslocamentos nas idas e voltas para a escola, para o estágio, para o 
mercado, para as casas de amigos, para a Unidade Básica de Saúde e para o polo do 
Programa Academia da Saúde. Procure fazer isso com os pais ou responsáveis, ou 
com amigos e colegas, para que seja mais seguro e agradável.
• Na escola: ainda, tornar o dia a dia, na escola, mais ativo, também, é uma forma 
de atividade física. Participe, ativamente, das aulas de educação física. Se você 
tem dificuldade em alguma atividade, converse com o professor para que ele possa 
124
ajudar. Se a escola oferece atividades físicas extracurriculares, aquelas oferecidas 
no contraturno escolar, antes, ou depois, das aulas, inscreva-se em alguma. 
Aproveite o tempo do recreio, ou do intervalo, para brincar com amigos, envolver-se 
em atividades que abarquem o movimento.
• Locais especializados: Tipo academias, centros de treinamento, projetos sociais 
que desenvolvam quaisquer tipos de esporte, com orientação de um profissional de 
educação física.
Os princípios básicos da psicomotricidade estão relacionados aos elementos 
psicomotores. Esses elementos, apresentados a seguir, auxiliam no desenvolvimento 
da aprendizagem, no processo pedagógico de ensino de movimento, incorporados na 
cultura corporal do movimento:
• Esquema corporal: Está ligado, diretamente, à criança, dessa forma, ela é capaz 
de simbolizar o próprio corpo, interiorizar a imagem dele, e, assim, contribuir para 
que consiga se diferenciar do mundo que a rodeia.  Conforme Fonseca (1995) 
complementa, é influenciado pela linguagem e pelas interações sociais, portanto, 
não integra, apenas, informações corporais, mas, também, afetos e conceitos.
• Imagem corporal: Para Pfeifer e Anhão (2009), refere-se às percepções, aos 
pensamentos e aos sentimentos que englobam o próprio corpo e as experiências, 
trazendo essa noção de corpo através das vivências ao longo da vida. 
• Tônus: É a atividade postural dos músculos que se fixa nas articulações em 
algumas posições determinadas, assim, são solidárias umas com as outras. Em 
conjunto, compõem a atitude. Indica o tono muscular, tem um papel fundamental 
no desenvolvimento motor, e garante atitudes, postura, mímicas e emoções, das 
quais emergem todas as atividades motoras humanas (FONSECA, 1995).
• Organização espaço-temporal: Possui relação com o meio no qual o ser humano 
vive. Após a criança aprender a andar, tem as capacidades de adquirir noções de 
espaço-tempo e de perceber a distância, as direções e forma de se relacionar com o 
meio através do próprio corpo. Outra maneira, também, conhecida, a orientação, ou 
percepção espacial, para Gallardo (1997), tem relação com as posições, as texturas, 
as formas e os tamanhos de objetos e de coisas do ambiente. Relaciona-se com a 
informação da visão, ao fornecer um ponto de referência do ambiente em relação 
ao corpo, horizontal ou vertical. Ainda, destacam-se as formas, como quadrado, 
redondo; o tamanho, incluindo grande, pequeno etc., com noções de localização.
• Ritmo: É o desenvolvimento espaço-temporal que determina a tipologia rítmica 
de cada indivíduo. O corpo, bem situado, é um templo do movimento ritmado, 
sem se esquecer, também, de que existem influências da lateralidade sobre essas 
perspectivas. O indivíduo se movimenta, age, sente e reage de maneiras diferentes, 
e os objetivos se renovam a cada instante, com mudanças dinâmicas, assim, as 
reações oriundas dessas mudanças e o recrutamento de várias partes do corpo estão 
relacionados à imagem corporal, fazendo com que a autoimagem não se torne estado 
ideal ou estática, pelo simples fato de esta ser submetida a mudanças rítmicas.
125
• Coordenação global ou motricidade ampla: É o conjunto de funções unidas 
para a representação de atividades globais e mais amplas que se dão por meio de 
uma atuação harmônica e econômica do sistema nervoso central dos músculos, 
nervos e sentidos, para a execução de um movimento (FONSECA, 1995). A função 
da praxia está vinculada às relações culturais, psicológicas, simbólicas, afetivas, 
dentre outras, e pode ser dividida em diferentes funções, como: global, que é a 
ação de movimentos, sem ter consciência deles; analítica, quando se dão os inícios 
da análise e da interpretação dos movimentos pela criança; e sintética, ao conseguir 
coordenar um conjunto global de atos.
De acordo Fonseca (1995, s.p.), a praxia global é composta por cinco subfatores:
• Coordenação oculomanual: são movimentos manuais agregados à 
visão. Requer as noções de distância e de precisão para o lançamento.
• Coordenação oculopedal: é a coordenação dos pés, associada 
à visão.
• Dismetria: é quando não se consegue executar atividades que 
exigem as funções visoespacial e visocinestésica frente a uma 
determinada distância, a fim de atingir um alvo.
• Dissociação: é a capacidade de locomover diferentes partes do 
corpo, de maneiras diferentes, para realizar determinada atividade, 
ou seja, é a independência motora de vários segmentos corporais.
• Praxia Fina: é considerada a capacidade de controlar os 
pequenos músculos para a execução de atividades refinadas, 
como: escrita, recorte, encaixe, colagem, dentre outras. A mão 
é o órgão responsável por essa praxia, assim, caso haja a perda 
de funções, o organismo se estrutura em busca de outro órgão, 
a fim de corresponder a tais atividades.
• Motricidade fina: A coordenação motora fina se refere aos movimentos dos 
pequenos músculos do corpo, salienta Gallardo (1997). São movimentos que 
necessitam ser aprendidos e controlados por um nível superior do sistema nervoso 
central, e, para a execução, são necessárias concentração, precisão e atenção. É 
uma coordenação segmentar a partir da qual são utilizadas as mãos para a realização 
de tarefas complexas, por meio do movimento e dos pequenos grupos musculares, 
como a manuseio de um lápis, da cola, dentre outras atividades desenvolvidas pela 
coordenação dos dedos (falanges distais). Os atos realizados pelas habilidades 
motoras finas são, simplesmente, escrever, desenhar, encaixar brinquedos, pintar, 
pegar pequenos objetos com as pontas dos dedos, tocar piano, digitar etc. A criança, 
quando não tem essa coordenação bem desenvolvida, pode estar apta a enfrentar 
dificuldades futuras, assim, tem grande importância, a estimulação, já na infância.
• Lateralidade: A lateralidade é relacionada à predominância de um hemisfério cerebral 
sobre o outro. Quando ocorre a dominância do hemisfério esquerdo sobre o direito, 
indica-se o indivíduo destro; já do hemisfério direito sobre o esquerdo, o canhoto, ou 
sinistro. Quando não existe um predomínio claro e são usados, discretamente, os dois 
lados, o ambidestro marca presença (ALVES, 2012). Ao ser legítimo afirmar que haja 
cooperação dos lados dos dois hemisférios para a formação da inteligência, Alves 
126
(2012, p. 72) define “a lateralidade como a apreensão das ideias de direita e esquerda, 
ao dizer que esse conhecimento deve ser automatizado o mais cedo possível e 
enfatizar que a automatização da lateralização é necessária e indispensável”.
A lateralidade é examinada a partir dos órgãos pares, como pés, mãos, olhos 
e ouvidos, e por meio de gestos do dia a dia. Não devemos definir a lateralidade como, 
apenas, os conhecimentosesquerda e direita, mas, sim, toda a percepção do eixo 
corporal (ALVES, 2012).
• Equilíbrio: Influencia na execução de tarefas motoras, como observa Gallardo 
(1997). Requer atenção ao controle do corpo, ao transporte de objetos e à postura, 
com relação com superfícies de apoio, forma através da qual o peso do corpo é 
distribuído e gravidade, entendido como um estado psicoemocional. O equilíbrio, 
ainda, é apontado, por Vieira (2009), como um estado particular em que o indivíduo 
fica imóvel ou lança o próprio corpo, ao utilizar a gravidade ou resistir a ela, 
considerando um estado individual pelo qual a pessoa pode manter um gesto, ou 
atividade, sendo fundamental para uma coordenação motora geral.
A equilibração pode ser estática ou dinâmica. Alves (2012) as define como: 
equilíbrio estático: movimentos não locomotores, como ficar em pé, apenas, com a 
ponta dos pés, tocando o solo; e equilíbrio dinâmico: movimentos locomotores, como 
andar em marcha normal sobre uma linha delimitada.
Ao entendermos que o processo educacional e a aprendizagem caminham 
juntos, determina-se que um sujeito possui um corpo e movimentos que precisam ser 
trabalhados desde a infância até a adolescência. Caso não seja feito isso, podem ser 
identificados problemas, dificuldades para o desenvolvimento motor no cotidiano. 
FIGURA 11 – TIRAR FOTOS PARA ACOMPANHAR O EFEITO DO PRÓPRIO CORPO - ESQUEMA CORPORAL
FONTE: <http://glo.bo/3NYI0Do>. Acesso em: 9 dez. 2021.
127
A utilização de fotos, de antes e depois, traz, ao adolescente, uma possibilidade 
de visualização do próprio corpo, as quais mostram, assim, a evolução dele. Um meio 
muito simples são as famosas selfies, que podem ser tiradas de qualquer celular, ou 
máquina fotográfica. Sugerimos, para a prática, fotografar, mesmo que você não esteja 
fazendo uma atividade física constante. Marque momentos da sua vida para eternizar 
lembranças e transformações.
FIGURA 12 – TIRAR FOTOS DE PESSOAS FAZENDO ATIVIDADE FÍSICA PARA RECONHECER ALGUMA 
MUDANÇA CORPORAL - ESQUEMA CORPORAL
FONTE: <https://news.gympass.com/atividades-fisicas-ao-ar-livre/>. Acesso em: 9 dez. 2021.
A realização de atividades físicas, ou exercícios físicos, em locais ao ar livre, ou 
em academias, serve como motivação do progresso do desenvolvimento, ao adquirir uma 
melhor qualidade de vida, músculos mais definidos ou uma performance satisfatória. Serve, 
também, para que possamos visualizar o movimento realizado, com destaque à correção 
dele, ou melhoria. Sugerimos, para a prática, ao realizar essas fotos sozinho, ou com o auxílio 
de pessoas, encontrar o melhor momento. Se possível, faça filmagens ao lado de pessoas.
FIGURA 13 – FAZER SELFIES PARA RECONHECER TRAÇOS FAMILIARES - IMAGEM CORPORAL
FONTE: <https://veganapati.pt/examples-family-traits-inherited>. Acesso em: 9 dez. 2021.
128
As selfies são uma forma que, atualmente, a tecnologia concede-nos, para que 
possamos acompanhar momentos, locais e situações vivenciados. Sugerimos, para a 
prática, realizar esse procedimento de forma alegre, sozinho ou com pessoas ao lado.
FIGURA 14 – IMITAR GRANDES ATLETAS DO ESPORTE - IMAGEM CORPORAL
FIGURA 15 – REALIZAR DISPUTAS DE BRAÇO DE FERRO (TÔNUS)
FONTE: <http://glo.bo/3JIh73r>. Acesso em: 9 dez. 2021.
FONTE: <https://globoplay.globo.com/v/2502325/>. Acesso em: 9 dez. 2021.
Além de ser estimulante você conseguir uma foto com uma grande estrela do 
esporte, ou da beleza, tem o objetivo de registrar alguma marca famosa. Sugerimos, 
para a prática, também, não só ter registros com pessoas ilustres, mas incluir o seu 
professor, por exemplo, e pessoas que estejam fazendo uma atividade física.
Ao realizarmos disputas de braço de ferro, estamos trabalhando vários músculos, 
em especial, o bíceps e o tríceps, para a execução do movimento. Sugerimos, para a prática, 
buscar uma orientação de pessoas que já praticam esse tipo de atividade física, pois 
existem várias técnicas em jogo, além da possibilidade de participação em competições.
129
FIGURA 16 – TREINAMENTO PARA BARRA FÍSICA
FIGURA 17 – SALTO EM DISTÂNCIA
FONTE: <https://aprovataf.com.br/treinamento-para-a-barra-fixa/>. Acesso em: 9 dez. 2021.
FONTE: <https://www.todoestudo.com.br/educacao-fisica/salto-em-distancia>. Acesso em: 9 dez. 2021.
No momento de se segurar em uma barra fixa, realizam-se movimentos 
isométricos, que são aqueles que promovem uma contração muscular, sem que haja a 
realização de movimentos, ou seja, fica-se parado por um tempo determinado, na mesma 
posição, durante a execução da atividade. Os principais benefícios desse tipo de exercício 
são os ganhos de força e de hipertrofia, sem exigir demais das articulações. Sugerimos, 
para a prática, a execução, de forma progressiva. Comece bem próximo do chão, e, com 
o tempo, realize a barra completa, que exige força, sustentação e técnicas específicas.
A realização do salto em distância traz uma noção da relação entre a corrida e o salto 
realizado no movimento. Feito de forma lúdica, serve como uma brincadeira que envolve a 
disputa de quem vai mais longe, a ser feita em locais que não precisam de um material específico. 
Quando realizado de forma intencional, visa desenvolver o atletismo, que é um dos esportes 
mais completos a serem executados na fase da adolescência. As técnicas compreendem a 
preparação; o impulso; o deslocamento, ou flutuação; e a queda. Sugerimos, para a prática, 
realizar em locais que não causem quedas, as quais possam gerar lesões. Assim, alguns pontos 
poderiam ser adaptados, como: uso de colchão; na praia, ou lugar adaptado com areia.
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FIGURA 18 – REALIZAR MOVIMENTO DE CORTADA - ORGANIZAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL
FIGURA 19 – REALIZAR TIPOS DE DANÇA (RITMO)
FONTE: <https://blog.futfanatics.com.br/esportes/como-escolher-bola-de-volei>. Acesso em: 9 dez. 2021.
FONTE: <https://www.1zoom.me/pt/wallpaper/570825/z5008/3840x2400>. Acesso em: 9 dez. 2021.
O jogo, ou a atividade de praticar voleibol, tem, como função, a exploração de diversos 
movimentos corporais, além de ser uma forma recreativa entre amigos, ou competitiva. No 
caso da figura anterior, a cortada exige a ação de rebater a bola através de um movimento 
específico, o qual trabalha com noções de tempo e de espaço para obter êxito. Sugerimos, 
para a prática, o uso inicial com bolões de gás, assim, pode-se chegar a uma noção de 
tempo para acompanhar a bola durante a trajetória dela. Depois, passa-se para uma bola 
de plástico, a fim de ser jogada, de um ponto, por uma pessoa. Esse sujeito realiza o salto no 
meio, a fim de colocar a tentativa de cortada em prática. Por fim, joga-se com a bola oficial. 
Assim, diante da possibilidade de conhecer mais o voleibol, realiza-se o movimento correto.
Na dança, que é a sucessão de várias formas de ritmos musicais, são emitidos sons 
de instrumentos musicais, e realizados movimentos coreografados, ou não. Sugerimos, 
para a prática, começar a partir de ações simples, como: ouvir a música que você mais 
gosta várias vezes, ver filmagens que retratam como se pode executar o ritmo da música, 
chamar um amigo que sabe vários ritmos ou entrar em uma escola específica para tal.
131
FIGURA 20 – TOCAR INSTRUMENTOS MUSICAIS - RITMO
FIGURA 21 – PULAR CORDA - COORDENAÇÃO GLOBAL
FONTE: <https://bit.ly/3jphYuO>. Acesso em: 9 dez. 2021.
FONTE: <https://www.tuasaude.com/pular-corda-emagrece/>. Acesso em: 9 dez. 2021.
Tocar qualquer instrumento musical proporciona uma sensação de prazer e 
libera hormônios relacionados à felicidade. Esse processo, na grande maioria das vezes, 
começa de forma particular, com tentativas de erros e acertos. Ao prosseguir, busca-se 
uma escola, ou um profissional, para a melhoria das técnicas. Sugerimos, para a prática, 
de forma bem simples, um farto material, de qualidade e gratuito, postado nas redes, 
mas partimos do princípio de que a escolha do instrumento é fundamental. O êxito 
advém da dedicação e da persistência, e, com a ajuda de pessoas que já tocam, ou 
professores, alcança-se a evoluçãode forma mais rápida.
Pular corda é uma brincadeira de criança, a qual trabalha a coordenação de 
membros inferiores e superiores para a execução. Envolve a coordenação e o controle 
dos movimentos dos braços e das pernas em relação à trajetória da corda, e estes 
dependem da organização das informações que o organismo capta, referentes ao 
caminho da corda e da frequência de batida dela. Pode-se realizar essa atividade de 
forma particular ou em grupos. Em alguns esportes, como no boxe, é essencial o trabalho 
executado por elas. Sugerimos, para a prática, a compra de uma corda de cinzal, na qual 
são dados nós nas pontas, com uma medida para a execução do giro completo. Com o 
tempo, consegue-se realizar movimentos de longa duração e mais complexos.
132
FIGURA 22 – JOGO DE REBATIDA - COORDENAÇÃO GLOBAL
FIGURA 23 – FAZER DESENHOS - COORDENAÇÃO FINA
FONTE: <https://bit.ly/3rgT3Os>. Acesso em: 9 dez. 2021.
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=cklsdjKLCUg>. Acesso em: 9 dez. 2021.
O jogo de rebatida tem, como objetivo, a realização de um movimento de 
ataque sobre um objeto, ou, como chamamos, de casinha, para que seja derrubada. A 
defesa rebate a bola arremessada, e, por meio desse ato, marcam-se pontos para uma 
posterior vitória. O trabalho é realizado em conjunto, com os membros superiores, para 
os movimentos de ataque e de defesa, ao atirar a bola e defender a casinha, incluindo a 
corrida, de um lado para o outro, com os membros inferiores. Sugerimos, para a prática, 
locais abertos, ou fechados. É necessária uma bolinha de borracha, além de dois objetos 
que simbolizam a casinha e dois tacos de madeira. Por fim, é preciso estipular um 
número de pontos e saber as regras básicas.
O desenho faz parte de um processo de representação, ou criação de formas, 
Pode ser feito com caneta, lápis, carvão ou canetas hidrocores.
A coordenação motora fina envolve a ativação de musculaturas pequenas, 
como as das mãos ou dos pés. O desenvolvimento dela permite que a pessoa possa 
fazer movimentos mais precisos e delicados.
133
Sugerimos, para a prática, ser realizado, de forma natural, no início, assim, a pessoa 
escolhe o que quer desenhar e como deve ficar o resultado. Ainda, entregar desenhos 
prontos para serem pintados, para, depois, passar para desenhos mais complexos e com 
um grau de dificuldade maior.
FIGURA 24 – CONSTRUÇÃO DE ROBÓTICA - COORDENAÇÃO FINA
FIGURA 25 – ESCRITA COM DOMINÂNCIA DIFERENTE - LATERALIDADE
FONTE: <https://findes.com.br/news/sesirobotica/>. Acesso em: 9 dez. 2021.
FONTE: <https://bit.ly/3LWqr4W>. Acesso em: 9 dez. 2021.
A robótica é o ramo da ciência que é responsável pela tecnologia existente em 
máquinas, computadores, softwares, sistemas com controles mecânico e automático. 
Talvez, são mais conhecidos para a produção de robôs. Já são utilizados, em grande 
escala, nas indústrias e em atividades com um alto grau de periculosidade.
Além de desenvolver a coordenação fina, para a construção detalhada de 
peças, proporciona a cognição para um alto nível de desenvolvimento de conhecimento 
e de informação. Os aprendizados de eletrônica básica e de microcontroladores são 
essenciais, através de cursos, livros ou internet. Sugerimos, para a prática, peças de 
lego, para a confecção de pequenos experimentos. 
134
A ação de usar um dos lados do corpo se chama dominância, razão pela qual a 
lateralidade é uma predisposição, através de mãos, pés e olhos. Pode ser destra (lado 
direito), canhota (lado esquerdo) e ambidestra (lados direto e esquerdo).
O uso da escrita é uma das formas de desenvolver a lateralidade, pois o aluno 
apresenta o aspecto relevante nos processos de ensino escolar e da vida. Para o 
desenvolvimento da lateralidade, auxiliam-se os hemisférios direto e esquerdo do 
cérebro, a fim de serem preparados para realizar operações muito precisas e complexas, 
o que possibilita a execução de funções, como a elaboração de praxias, a fala, a escrita 
e o pensamento cognitivo.
Sugerimos, para a prática, a escrita de poemas e de diários de vida, das mais 
diversas formas. Destacar os dois principais tipos de escrita, o baseado em ideogramas, 
que representa conceitos, e o em grafemas, com a percepção de sons ou de grupos de 
sons. Um tipo de escrita baseado em grafemas é a alfabética.
FIGURA 26 – JOGOS DE GAMIFICAÇÃO - LATERALIDADE
FONTE: <https://bit.ly/3utyW1s>. Acesso em: 9 dez. 2021.
A gamificação é o manejo de técnicas de design de jogos digitais (avatares, 
desafios, rankings e prêmios), com o objetivo de engajamento dos participantes. Na 
educação, vem sendo utilizada para o envolvimento dos alunos em aula e para trazer de 
volta o foco nas atividades.
Sugerimos, para a prática, o uso dos comandos feitos pelas mãos, ou dedos, 
os quais desenvolvem a dominância e a lateralidade, seja nos notebooks, nos 
computadores ou em um gamepad. Também, conhecido como joypad, é um tipo de 
controlador de jogo para videogames, segurado com as duas mãos, normalmente, os 
dois polegares, para acionar os botões.
135
FIGURA 27 – PRATICAR SLACKLINE - EQUILÍBRIO
FIGURA 28 – PARKOUR - EQUILÍBRIO
FONTE: <https://www.flickr.com/photos/proctoracademy/8660269607>. Acesso em: 9 dez. 2021.
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=uqOWoeJ7bpo>. Acesso em: 9 dez. 2021.
O slackline é uma atividade física executada em uma fita estreita e flexível, de 
nylon ou de poliéster, presa em dois pontos fixos, assim, são realizados movimentos em 
cima dela, estáticos ou dinâmicos. Para a prática, são necessários dois pontos fixos, como 
estruturas, rochas ou árvores. Pode ser praticado individualmente e/ou em grupos.
Para a execução da atividade, é necessário um trabalho que integre equilíbrio e 
concentração, principalmente, no início. Sugerimos, para a prática, um local que tenha 
proteção contra eventuais quedas no chão, como areia, grama e colchões, além da 
fixação em lugares seguros. Por fim, pode-se ter a ajuda de uma pessoa, a qual auxilia 
na ida e na vinda pela fita.
136
O parkour é um jeito diferente de atividade. O percurso envolve se deslocar de um 
ponto para o outro, de forma rápida e direta, sem desviar dos obstáculos que aparecerem. 
Eles devem ser transpostos com manobras que abarcam saltos, escaladas e nenhum 
equipamento, apenas, o próprio corpo. O espaço ideal, para a prática, é a paisagem urbana. 
O trabalho envolve equilíbrio, pois, em determinadas execuções dos movimentos, 
há a perda dele, então, realiza-se a contração necessária para se manter fixo. Sugerimos, 
para a prática, saber fazer saltos, rolamentos, pulos e volteios. O início pode ser praticado 
em muros baixos, com obstáculos de ferro e conhecimento do local.
137
Crescimento e Desenvolvimento Puberais 
Evelyn Eisenstein
Karla Coelho 
(Principais) 
Características das puberdades masculina e feminina
A adolescência é uma fase dinâmica e complexa, merecedora de atenção 
especial no sistema de saúde, uma vez que essa etapa do desenvolvimento define 
padrões biológicos e de comportamentos que se manifestarão durante o resto da vida 
do indivíduo. A adolescência diz respeito à passagem da infância para a idade adulta, 
enquanto a puberdade se refere às alterações biológicas, as quais possibilitam o 
completo crescimento, o desenvolvimento e a maturação do indivíduo, o que assegura 
as capacidades de reprodução e de preservação da espécie. 
A puberdade se inicia após a reativação dos neurônios hipotalâmicos 
basomediais, os quais secretam o hormônio liberador de gonadotrofinas. A secreção 
deste gera a liberação pulsátil dos hormônios luteinizante (LH) e folículo-estimulante 
(FSH) pela glândula hipófise. Isso ocorre, inicialmente, durante o sono, e, mais tarde, 
estabelece-se em ciclo circadiano (BERHAMAN; VAUGHAN, 1990).
O crescimento e o desenvolvimento são eventos, geneticamente, programados, 
da concepção ao amadurecimento completo, porém, fatores inerentes ao próprio 
indivíduo e outros, representados por circunstâncias ambientais, podem provocar 
modificações nesseprocesso. Fatores climáticos, socioeconômicos, hormonais, 
psicossociais, e, sobretudo, nutricionais, são algumas das possíveis causas de 
modificação do crescimento e do desenvolvimento (SAITO, 1989). 
Devido à grande variabilidade quanto ao início, duração e progressão das 
mudanças puberais, a idade cronológica, nem sempre, está de acordo com a idade 
biológica. Essa última reflete melhor o progresso do organismo em direção à maturidade. 
Por isso, diversos parâmetros de crescimento e desenvolvimento são analisados, 
através de medidas de peso, altura, idade óssea, dentre outras (DAMANTE et al., 1983). 
Essa separação, entre as idades cronológica e biológica, depende de fatores que levam 
a um desenvolvimento, nem sempre, harmônico. É o que chamamos de assincronia de 
maturação (EISENSTEIN; SOUZA, 1993). 
LEITURA
COMPLEMENTAR
138
Puberdade
A puberdade, considerada uma etapa inicial, ou biológica, da adolescência, 
caracteriza-se pela ocorrência de dois tipos de mudanças no sistema reprodutivo sexual. 
Em primeiro lugar, as características sexuais primárias, que, nas meninas, referem-se 
às alterações dos ovários, do útero e da vagina; e, nos meninos, testículos, próstata e 
glândulas seminais, experimentam marcantes mudanças estruturais. Em segundo lugar, 
acontece o desenvolvimento das características sexuais secundárias: nas meninas, o 
aumento das mamas e o aparecimento dos pelos pubianos e axilares; nos meninos, o 
aumento da genitália, do pênis, dos testículos, da bolsa escrotal, além do aparecimento 
dos pelos pubianos, axilares, faciais e da mudança do timbre da voz. Paralelamente, à 
maturação sexual, são observadas outras mudanças biológicas, como as alterações 
no tamanho, na forma, nas dimensões, na composição corporal (quantidade de massa 
muscular e tecido adiposo) e na velocidade de crescimento, que é o chamado estirão 
puberal. Esse processo, marcado por alterações de diversas funções orgânicas, constitui o 
que se denomina de processo de maturação corporal, que ocorre, simultaneamente, com 
as transformações comportamentais e psicossociais, o que representa a adolescência.
Principais características da puberdade
1. Crescimento: aceleração da velocidade de crescimento em altura e peso, ou 
estirão puberal (eixos GH e IGF-I). 2. Mudanças das características sexuais secundárias 
e maturação sexual: Eixo hipotalâmico-gonadotrópico-gonadal. Gonadarca: aumento 
de mamas, útero e ovários nas meninas; e aumento da genitália, pênis e testículos nos 
meninos, devido à elevação dos esteroides sexuais, estrogênios nas meninas e androgênios 
nos meninos. Adrenarca: surgimento de pelos pubianos, axilares e faciais, devido ao 
aumento dos androgênios produzidos pelas suprarrenais, e, em maior quantidade, nos 
meninos. Esses fenômenos são interdependentes e mantêm uma associação temporal 
entre si. 3. Mudanças de composição corporal: aumento da massa gordurosa nas meninas 
e da massa muscular nos meninos, além da proporção corporal entre os gêneros. 4. 
Outras mudanças corporais: voz, pressão arterial, maturação óssea, áreas cardíaca e 
respiratória, várias enzimas relacionadas às atividades osteoblásticas e do crescimento, 
hematócrito, hemoglobina, dentre outras. O surgimento da puberdade, em crianças 
normais, é determinado, basicamente, por fatores genéticos, quando se controlam 
os fatores socioeconômicos e o meio ambiente. O desenvolvimento dos caracteres 
sexuais é mais tardio nas classes de baixo nível socioeconômico (COLLI, 1984a; 1984b). É 
comum adolescentes de diferentes grupos etários se encontrarem no mesmo estágio de 
desenvolvimento. Daí, a necessidade de utilização de critérios de maturidade fisiológica 
para o acompanhamento do desenvolvimento infanto-puberal (ZERWES; SIMÕES, 1993).
Puberdade feminina
O primeiro sinal da puberdade da menina consiste no aparecimento do broto 
mamário (esse momento é chamado de telarca), e pode se iniciar de modo unilateral, 
com uma assimetria mamária temporária. Geralmente, seis meses, após a telarca, 
139
ocorre a pubarca, ou adrenarca (surgimento dos pelos pubianos). A menarca (primeira 
menstruação), fato marcante da puberdade feminina, ocorre, em média, aos 12 anos e 
seis meses, no Brasil, podendo variar de nove a 15 anos. A puberdade feminina envolve 
toda uma transformação dos órgãos sexuais. O útero, por exemplo, também cresce, 
para aconchegar o feto durante a futura gravidez. A composição dos tecidos sofre uma 
mudança profunda, especialmente, com a deposição do tecido adiposo nos quadris 
e no abdômen. Alterações no esqueleto, como o alargamento da bacia, completam o 
quadro da formação do contorno feminino característico.
Puberdade masculina
No sexo masculino, o início da puberdade se evidencia pelo aumento do volume 
dos testículos, o que ocorre, em média, aos 10 anos e 9 meses, mas pode variar de 
nove a 14 anos. Em seguida, aparecem os pelos pubianos, em torno dos 11 anos e 9 
meses, com o aumento do pênis. Ao mesmo tempo, ou logo após o surgimento dos 
pelos, o pênis começa a aumentar de tamanho e espessura, e a glande se desenvolve. 
O processo culmina na maturação sexual completa, isto é, na primeira ejaculação 
com sêmen (a semenarca), que ocorre por volta dos 14 a 15 anos de idade. Antes, por 
volta dos 13 a 14 anos, é comum a polução noturna, ou ejaculação durante o sono. O 
aparecimento dos pelos axilares e faciais se dá mais tarde, em média, aos 12,9 e 14,5 
anos, respectivamente. O volume testicular pode ser avaliado por palpação comparativa, 
com o orquidômetro de Prader (conjunto-padrão de 12 elipsoides), considerando-se 
que, se o volume encontrado for maior que 3 ml, ou um comprimento maior que 2,5 
cm, indica que o indivíduo iniciou a puberdade, enquanto volumes de 12 ml, ou mais, 
são considerados adultos (Figura 3). Volume testicular = comprimento + largura em cm.
Maturação sexual
A classificação mais utilizada, para avaliarmos a maturação sexual, é a proposta 
por Tanner, desde 1962, que considera as etapas de desenvolvimento, de um a cinco, 
para mamas, em meninas. Quanto à genitália, nos meninos, a classificação, também, 
varia, de um a cinco (TANNER, 1962). Para ambos os sexos, a presença de pelos pubianos 
é classificada de um (sem pelos, ou pré-puberal) a cinco (pelos supra púbicos, com a 
formação do triângulo). A classificação de seis é pós-puberal, e normal na maioria dos 
adolescentes, com o aumento dos pelos pubianos nas regiões inguinais, face interna 
das coxas e região infra umbilical, principalmente, no sexo masculino.
A avaliação da maturação sexual pode ser realizada durante o exame físico, 
ou através de pranchas ilustrativas, assim, o adolescente identifica o estágio de 
desenvolvimento dos próprios caracteres sexuais secundários (Anexos A e B). 
A autoavaliação é uma alternativa já reconhecida em estudos brasileiros (SAITO, 
1990; MATSUDO; MATSUDO, 1991), pois mostra uma boa correlação (r=0,80) entre a 
autoavaliação e aquela realizada por um profissional especializado. 
140
Vários fatores interferem na maturação sexual, alguns endógenos, ou genéticos, 
e outros exógenos, ou ambientais, como nível socioeconômico, hábitos alimentares e 
grau de atividade física. A resultante dessas influências determina a época de surgimento 
da maturação sexual e das variações individuais dela, além das características de uma 
determinada população (MARCONDES, 1982). 
O intervalo de tempo, entre o início da puberdade e o estágio adulto, varia muito, e 
em ambos os sexos. Estima-se, em três anos, o período médio de desenvolvimento, desde o 
estágio dois ao cinco, de genitais e pelos pubianos (MARSHALL; TANNER, 1970; TARANGER, 
1976; LEE, 1980). No caso das meninas, é de três a quatro anos o período médio entre os 
estágios iniciais de desenvolvimento das mamas (M2) e dos pelos pubianos (P2) e o estágio 
adulto (MARSHALL; TANNER, 1970; BILLEWICZ; THOMSON; FELLOWS, 1983; MATOS, 1992). A 
composição corporal do adolescente oscila em função da maturação sexual. 
A idade da menarca representao início da desaceleração do crescimento, a qual 
ocorre no fim do estirão puberal, com um grande acúmulo de tecido adiposo. Para os 
meninos, o pico de crescimento coincide com a fase adiantada de desenvolvimento dos 
genitais e pilosidade pubiana, momento em que, também, ocorre o desenvolvimento 
acentuado das massas magra e muscular (SAITO, 1993). A Organização Mundial da 
Saúde (OMS) recomenda, para estudos de rastreamento populacional, a utilização de 
dois eventos de maturação para cada sexo: um inicial, como marcador do estirão de 
crescimento, e outro indicando que a velocidade máxima de crescimento já ocorreu. 
Para o sexo feminino, o marcador inicial do estirão de crescimento é a presença do broto 
mamário (estágio M2 de mamas), e, para indicar que a velocidade máxima já ocorreu, a 
menarca. Para os meninos, o marcador inicial é o aumento da genitália (estágio G3), e, 
como velocidade máxima, o estágio quatro, ou cinco, de genitália, ou a mudança da voz 
(ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 1995).
FONTE: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_adolescente_competencias_habilidades.pdf>. 
Acesso em: 24 dez. 2021.
141
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como:
• O movimento especializado é a junção dos movimentos maduros e refinados para as 
exigências específicas de uma atividade recreativa, do dia a dia, e, principalmente, 
de uma prática desportiva.
• Existem três estágios na fase de desenvolvimento humano: transitório, de aplicação 
e de aplicação longa.
• A aptidão física é descrita como a capacidade de executar atividades físicas com 
energia e vigor, sem excesso de fadiga, e como a demonstração de qualidades e de 
capacidades físicas.
• A imagem corporal é a figuração do próprio corpo, formada e estruturada na mente 
do indivíduo, ou seja, é a maneira através da qual o corpo se apresenta para si próprio.
• O desenvolvimento motor é o resultado da maturação dos tecidos nervosos, do 
aumento de tamanho e da complexidade do sistema nervoso central, além do 
crescimento dos ossos e dos músculos, que vai desde o nascimento até o fim da vida.
• O controle motor  consiste na integração de vários sistemas do corpo. Podemos 
fazer uma analogia. Em um computador, por exemplo, existe o hardware, que é 
a estrutura física, em comparação à estrutura corporal que possuímos, como o 
sistema muscular.
• Os elementos básicos da psicomotricidade são esquema e imagem corporais, 
tônus, organização espaço-temporal, ritmo, coordenação global, motricidade fina, 
lateralidade e equilíbrio.
142
1 Explique, com as suas palavras, o que é o desenvolvimento motor.
2 Cite três estágios que podem ser praticados na fase do desenvolvimento.
3 Qual das alternativas, a seguir, não faz parte dos elementos básicos da 
psicomotricidade?
a) ( ) Imagem corporal.
b) ( ) Lateralidade.
c) ( ) Flexibilidade.
d) ( ) Tônus.
AUTOATIVIDADE
143
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