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1 Sumário MOTIVAÇÃO DA AULA ........................................................................................................................................................... 2 CONTEXTUALIZAÇÃO .............................................................................................................................................................. 3 PLANEJAMENTO ....................................................................................................................................................................... 7 PAPÉIS DE TRABALHO - DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA ............................................................................................ 21 QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS ........................................................................................................................ 36 Planejamento da Auditoria ......................................................................................................................................... 36 Papéis de trabalho (documentação de auditoria) ................................................................................................ 66 LISTA DE QUESTÕES ........................................................................................................................................................... 103 GABARITO ........................................................................................................................................................................... 128 RESPOSTAS DAS QUESTÕES SUBJETIVAS ....................................................................................................................... 129 RESUMO EM MAPAS E ESQUEMAS .................................................................................................................................. 133 BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................................................................................... 139 2 MOTIVAÇÃO DA AULA Vamos pensar um pouco no tema da aula de hoje? Tente responder as perguntas a seguir. LISTA DE PERGUNTAS 1) O que é planejamento de auditoria? 2) Quais as atividades que devem ser realizadas pelo auditor no início do trabalho de auditoria corrente? 3) Como o planejamento de auditoria está dividido? 4) Qual a relação existente entre plano de auditoria e estratégia global? 5) Quais as obrigações do Auditor ao definir a estratégia global? 6) Quais as obrigações do Auditor ao definir o plano de auditoria? 7) O planejamento de auditoria é imutável? 8) Quais as obrigações do Auditor antes de começar os trabalhos de auditoria inicial? 9) O planejamento deve ser encerrado antes de iniciados os trabalhos? 10) Cite aspectos que o planejamento deve considerar antes da identificação e avaliação pelo auditor dos riscos de distorções relevantes? 11) Caracterize o plano de auditoria. 12) O que é Documentação de Auditoria? 13) Como (em que contexto) o auditor deve preparar a documentação de auditoria? 14) A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem de quais fatores? 15) A documentação de auditoria substitui os registros contábeis da entidade? 16) Qual o período de retenção da documentação de auditoria? 17) Qual o limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria? 18) De quem é a propriedade da documentação de auditoria? Se você não tem certeza de uma ou algumas das respostas a esses questionamentos, não se preocupe. Fique atento que esses temas serão abordados ao longo da aula de hoje! 3 CONTEXTUALIZAÇÃO Podemos dividir o trabalho da auditoria em 3 (três) ou 4 (quatro) grandes fases: o planejamento; a execução; a emissão do relatório (opinião) do auditor, e – a depender do referencial normativo que tomarmos por base – o monitoramento. Essa divisão é utilizada em grande parte pela doutrina, até por servir a fins didáticos. As normas de auditoria independente não fazem essa separação (ou categorização) de forma expressa. As normas de auditoria governamental, por sua vez, versam sobre esse fluxo de trabalho (planejamento; execução; relatório; e monitoramento). Pois bem, na aula de hoje iremos abordar a primeira fase da auditoria – o Planejamento (além da Documentação). Essa é uma etapa de fundamental importância em qualquer processo administrativo. Afinal, por meio do planejamento definem-se os objetivos a serem atingidos e como alcançá-los. Segundo o glossário de termos do controle externo do TCU, “auditoria é processo sistemático, documentado e independente de se avaliar objetivamente uma situação ou condição para determinar a extensão na qual os critérios aplicáveis são atendidos, obter evidências quanto a esse atendimento e relatar os resultados dessa avaliação a um destinatário predeterminado”. Cada uma das etapas da auditoria é integrada por atividades, iniciando-se com o planejamento, seguindo com a fase de execução, e terminando com a emissão do relatório. Ressalta-se, todavia, que o planejamento não é uma fase estanque ou isolada, devendo ser atualizado a qualquer momento, inclusive durante a execução do trabalho de coleta de evidências que dão suporte às conclusões do auditor. Além dessas etapas, considera-se que alguns aspectos são transversais e perpassam por todas as fases do processo de auditoria, tais como: controle de qualidade, documentação, comunicação, dentre outros. Estes aspectos contribuem para garantir a eficácia e a credibilidade do trabalho da auditoria. Vejamos o esquema a seguir, que ilustra bem as etapas do fluxo do trabalho da auditoria: 4 Fonte: Programa de aprimoramento profissional em Auditoria do TCU – Auditoria governamental (2011) O planejamento é a fase do processo de auditoria em que se desenvolve e se documenta o plano de um trabalho específico, estabelecendo-se o escopo, o prazo e a alocação de recursos, bem como se desenvolvendo os procedimentos necessários para consecução do objetivo da auditoria, tais como: obtenção da visão geral do objeto de auditoria; identificação e avaliação de objetivos, riscos e controles; elaboração do programa ou projeto de auditoria; e elaboração preliminar de papéis de trabalho. Já a execução do programa ou projeto de auditoria é a fase na qual a equipe utiliza as fontes de informação e aplica os procedimentos previstos durante o planejamento em busca de evidências para fundamentar as conclusões. O auditor realiza testes, coleta evidências, desenvolve os achados ou constatações e documenta o trabalho realizado, observando as normas, o método ou os padrões de auditoria. Por fim, temos o relatório, que consiste no instrumento formal e técnico por intermédio do qual a equipe comunica aos leitores o objetivo e as questões de auditoria, o escopo e suas eventuais limitações, a metodologia utilizada, os achados e evidências de auditoria, as conclusões e as propostas de encaminhamento. Segundo as Normas de Auditoria Governamental do United States Government Accountability Office – GAO, são 4 (quatro) as fases ou etapas de um Processo de Auditoria do Setor Público, quais sejam: 1. Planejamento da Auditoria, que significa determinar o escopo da auditoria, o cronograma, os objetivos, os critérios, a metodologia a ser usada e os recursos necessários para assegurar que a auditoria engloba as funções mais importantes da organização, assim como, os processos e os resultados; 2. Execução, que envolve a coleta, o exame e análise das evidências adequadas em qualidade e quantidade, de acordo com os objetivos, critérios e metodologia da auditoria, desenvolvidos na fase de planejamento. Essa fase se processa mediante a aplicação de procedimentos de auditoria, com a finalidade de: 5 • testar e avaliar os Controles Internos; • identificar os efeitos das variaçõesem relação aos critérios e às principais causas; • desenvolver Conclusões e Recomendações. 3. Relatório, que compreende a comunicação dos resultados das auditorias à administração superior da entidade em questão, ao ministro respectivo, ao parlamento ou conselho de diretores, dependendo da natureza da auditoria; 4. O Acompanhamento ou monitoramento (follow-up) que inclui: a) uma revisão sistemática das ações desenvolvidas pela administração, a partir das recomendações ou observações de auditoria efetuadas pelo Escritório do Auditor Geral ou uma recomendação feita por uma comissão parlamentar; b) uma avaliação da eficácia das ações corretivas tomadas face aos problemas que originaram as Recomendações ou as Observações da Auditoria; c) um relatório sobre os resultados das revisões de acompanhamento apresentado à Câmara dos Comuns e/ou à administração, conforme o caso. Fonte: Princípios Fundamentais de Auditoria Operacional– Normas da Intosai: ISSAI 300 Fonte: Princípios Fundamentais de Auditoria do Setor Público – Normas da Intosai: ISSAI 100 Como dissemos acima, o registro da Documentação de Auditoria é um aspecto transversal, que passa por todas as etapas do trabalho de Auditoria. De acordo com as normas de auditoria 6 Independente, Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor. Percebam então que a documentação é algo mais amplo do que, por exemplo, as evidências de auditoria. A documentação engloba, além do registro das evidências, o registro dos procedimentos executados e das conclusões alcançadas. 7 PLANEJAMENTO A NBC TA 300 (R1) é o normativo que trata da responsabilidade do auditor no planejamento da auditoria das demonstrações contábeis. O objetivo do auditor, segundo a norma, é planejar a auditoria de forma a realizá-la de maneira eficaz. Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis de várias maneiras, inclusive para: Confira uma questão de prova a esse respeito: (ISS Recife / 2014) Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir. I. Permite que o auditor dedique atenção apropriada às áreas importantes da auditoria. II. Permite que o auditor identifique e resolva problemas potenciais tempestivamente. III. Permite que o auditor organize adequadamente o trabalho para que a auditoria seja realizada de forma eficaz e eficiente. Finalidades do planejamento: Auxiliar o auditor a dedicar atenção apropriada às áreas importantes da auditoria; Auxiliar o auditor a identificar e resolver tempestivamente problemas potenciais Auxiliar o auditor a organizar adequadamente o trabalho de auditoria para que seja realizado de forma eficaz e eficiente; Auxiliar na seleção dos membros da equipe de trabalho com níveis apropriados de capacidade e competência para responderem aos riscos esperados e na alocação apropriada de tarefas; Facilitar a direção e a supervisão dos membros da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho; Auxiliar, se for o caso, na coordenação do trabalho realizado por outros auditores e especialistas. 8 IV. Permite que o auditor selecione os membros da equipe de trabalho com níveis apropriados de capacidade e competência para responderem às evidências esperadas e aloque apropriadamente os recursos. Assinale: a) se somente as afirmativas I, II e IV estiverem corretas. b) se somente as afirmativas I, II e III estiverem corretas. c) se somente as afirmativas II, III e IV estiverem corretas. d) se somente as afirmativas I, III e IV estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. Comentários: O item 2 da NBC TA 300 (R1) diz que “o planejamento da auditoria envolve a definição de estratégia global para o trabalho e o desenvolvimento de plano de auditoria. Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis de várias maneiras, inclusive para Auxiliar o auditor a dedicar atenção apropriada às áreas importantes da auditoria – ITEM I CORRETO; Auxiliar o auditor a identificar e resolver tempestivamente problemas potenciais – ITEM II CORRETO; Auxiliar o auditor a organizar adequadamente o trabalho de auditoria para que seja realizado de forma eficaz e eficiente – ITEM III CORRETO; Auxiliar na seleção dos membros da equipe de trabalho com níveis apropriados de capacidade e competência para responderem aos riscos esperados e na alocação apropriada de tarefas – ITEM IV ERRADO (foi utilizada a palvra “evidências”, ao invés de “riscos”); Facilitar a direção e a supervisão dos membros da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho; Auxiliar, se for o caso, na coordenação do trabalho realizado por outros auditores e especialistas.”. Gabarito: B A fim de otimizar a eficácia e a eficiência do processo de planejamento, o sócio do trabalho e outros membros-chave da equipe devem ser envolvidos no planejamento da auditoria, incluindo o próprio planejamento e a participação na discussão entre os membros da equipe de trabalho. 5. O sócio do trabalho e outros membros-chave da equipe de trabalho devem ser envolvidos no planejamento da auditoria, incluindo o planejamento e a participação na discussão entre os membros da equipe de trabalho. O planejamento de auditoria está delimitado em duas dimensões: uma ampla, em nível estratégico (chamada de Estratégia Global) e outra restrita, em nível mais operacional (chamada Plano de Auditoria), conforme delineado abaixo. A Estratégia Global define as linhas gerais do trabalho da auditoria (seu alcance, época e direção). O Plano de Auditoria, por sua vez, detalha o que precisa ser feito para que se cumpram os objetivos do trabalho. No Plano, basicamente, deve-se descrever os procedimentos de auditoria que serão aplicados ao longo dos trabalhos. Confira uma questão de prova: 9 (TCE-RJ / 2021) Acerca do plano de auditoria baseado em risco, julgue os itens subsecutivos. A estratégia de auditoria descreve o que fazer, e o plano de auditoria como fazê-lo. Comentários: A Estratégia (ou Estratégia Global) define as linhas gerais da auditoria, seu alcance, sua época e sua extensão. Nessa etapa, são definidos os objetivos do trabalho, ou “o que” fazer. Já no plano de auditoria são definidas as etapas para se atingir os objetivos definidos, ou o “como” chegar lá. Para tanto, define-se a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria. Gabarito, portanto, certo. Saibam que a Estratégia Global e o Plano de Auditoria estão intimamente relacionados, não sendo, necessariamente, processos isolados e sequenciais! 2. O planejamento da auditoria envolve a definição de estratégia global para o trabalho e o desenvolvimento de plano de auditoria. [...] [...] 7. O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina o alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. [Grifo nosso] [...] 9. O auditor deve desenvolver o plano de auditoria, que deve incluir a descrição de: (a) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco, conforme estabelecido na NBC TA 315 – Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante por meio do Entendimento da Entidade e de seu Ambiente; (b) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação, conforme previsto na NBC TA 330 – Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados; (c) outros procedimentos de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria. [grifos nossos] 10 Ao definir a Estratégia Global, o auditor deve identificar as características do trabalho de maneiraa definir seu alcance; definir os objetivos do relatório; dentre outros fatores. Vejamos algumas questões de prova a esse respeito: (SEFAZ GO - 2018) A estratégia global de auditoria (A) orienta os esforços da equipe do trabalho, considerando fatores não significativos. (B) não deve levar em conta resultados de atividades preliminares nem o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho. (C) deve identificar características do trabalho, desde que não defina o seu alcance. (D) define o alcance, época e direção de auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. (E) não pode, desde logo, definir objetivos do relatório do trabalho. 11 Comentários: Questão aborda aspectos da parte geral (ampla) do planejamento – a Estratégia global. Analisando cada alternativa: Letra A) ERRADO. Ao definir a Estratégia Global, o auditor deve considerar os fatores que são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho. 8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve: [...] (c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho; Letra B) ERRADO. Tanto os resultados de atividades preliminares quanto o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho na entidade são fatores que devem ser levados em consideração na definição da Estratégia Global. 8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve: [...] (d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade; e Letra C) ERRADO. Ao definir a estratégia global, o auditor deve identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. 8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve: (a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance; Letra D) CORRETA. Ela está em conformidade com a NBC TA 300(R1) – item 7 (acima apresentado). Letra E) ERRADO. O auditor deve sim definir os objetivos do relatório de auditoria ao estabelecer a Estratégia Global. 8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve: [...] (b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas; Gabarito: D (SEFAZ MA – 2016) O documento que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho é denominado de (A) roteiro de auditoria. (B) plano de auditoria. (C) papeis de trabalho. (D) normas de auditoria. (E) estratégia para execução dos trabalhos. Comentários: De acordo com o item 9 da NBC TA 300 (R1), além da Estratégia Global, o auditor deve ainda desenvolver o plano de auditoria, que inclui a descrição de: (a) a natureza, a época e a extensão dos PROCEDIMENTOS planejados de avaliação de risco; 12 (b) a natureza, a época e a extensão dos PROCEDIMENTOS adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação; (c) outros PROCEDIMENTOS de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria. Vejam que, de maneira geral, o desenvolvimento do Plano de Auditoria está intimamente relacionado à descrição da natureza, época e extensão dos PROCEDIMENTOS de auditoria. Gabarito: B. Há algumas atividades (chamadas de “atividades preliminares”) que o auditor deve executar antes mesmo do planejamento, ou seja, logo no início do trabalho da auditoria corrente, como por exemplo: a realização de procedimentos de controle de qualidade relativos à aceitação e continuidade dos trabalhos, a avaliação de requisitos éticos e de independência e o estabelecimento do entendimento dos termos do trabalho. Atividades preliminares do trabalho de auditoria 6.O auditor deve realizar as seguintes atividades no início do trabalho de auditoria corrente: (a) realizar os procedimentos exigidos pela NBC TA 220 – Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis, itens 12 e 13; (b) avaliação da conformidade com os requisitos éticos, inclusive independência, conforme exigido pela NBC TA 220, itens 9 a 11; e (c) estabelecimento do entendimento dos termos do trabalho, conforme exigido pela NBC TA 210 – Concordância com os Termos do Trabalho de Auditoria, itens 9 a 13. Esse ponto é muito cobrado em provas. Vejamos um exemplo: (SEFAZ DF / 2020) Com relação a planos, procedimentos e amostragem de auditoria, julgue o item a seguir. Preliminarmente aos trabalhos de auditoria independente das demonstrações contábeis, o profissional responsável deve avaliar a conformidade com os requisitos éticos, incluindo-se a independência da equipe de trabalho em relação ao auditado, conforme exigido pelas normas aplicáveis. Comentários: Como vimos, a avaliação da conformidade com requisitos éticos, incluindo-se a independência, é uma das atividades preliminares do trabalho de auditoria. Portanto, trata-se de algo a ser feito, como diz o enunciado, preliminarmente aos trabalhos. Gabarito: certo. 13 Um dos conceitos mais importantes e explorados pelas bancas refere-se à flexibilidade (ou possibilidade de alteração) do planejamento da auditoria. Entendam que tanto a Estratégia Global quanto o Plano de Auditoria não são imutáveis, devendo ser atualizados e alterados sempre que necessário no curso da auditoria. Reiteradamente, encontramos itens ou assertivas de questões de concursos afirmando que o planejamento não pode ser alterado (sempre que se deparar com eles, saiba que estão errados). Veja: 10. O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria sempre que necessário no curso da auditoria. A norma complementa que “em decorrência de imprevistos, mudanças nas condições ou na evidência de auditoria obtida na aplicação de procedimentos de auditoria, o auditor pode ter que modificar a estratégia global e o plano de auditoria e, portanto, a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados, considerando a revisão dos riscos avaliados. Pode ser o caso de informação identificada pelo auditor que difere significativamente da informação disponível quando o auditor planejou os procedimentos de auditoria (...)”. (PC PE – 2016 – Adaptada) A respeito das atividades preliminares ao trabalho de auditoria das demonstrações contábeis, assinale a opção correta. b) Havendo incompatibilidade ou imprevisto, o plano de auditoria deve ser alterado, uma vez que a estratégia global de auditoria é inalterável. Comentários: A assertiva em análise está errada, uma vez que tanto o plano de auditoria quanto a estratégia global devem ser alterados, sempre que necessário, no curso dos trabalhos. É o que prevê o item 10 da NBC TA 300 (R1) – acima apresentado. Gabarito: errado. Para otimizar os trabalhos, o auditor deve planejar a natureza, a época e a extensão do direcionamento e supervisão da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho. Adicionalmente, durante o planejamento da auditoria o auditor deve documentar: a estratégia global; o plano de auditoria; as eventuais alterações corridas tanto na estratégia quanto no plano, além das razões dessas alterações. 11. O auditor deve planejar a natureza, a época e a extensão do direcionamento e supervisão da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho. 12. O auditor deve documentar: 14 (a) a estratégia global de auditoria; (b) o plano de auditoria; e (c) eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global de auditoria ou no plano de auditoria durante o trabalho de auditoria, e as razões dessas alterações. [grifos não constantes no original] Geralmente, as bancas costumam cobrar o que o auditor deve documentar quando estiver nafase de planejamento. Segue o mapa mental que resume essa informação. Outro ponto da norma, não tão explorado em provas, traz as considerações adicionais a serem observadas pelo auditor em trabalhos de auditoria inicial. Nesse contexto, o auditor deve realizar as seguintes atividades antes de começar os trabalhos de auditoria inicial: (a) aplicar procedimentos exigidos pela norma de controle de qualidade (NBC TA 220), relativos à aceitação do cliente e do trabalho de auditoria específico; e (b) entrar em contato com o auditor antecessor, caso haja mudança de auditores, de acordo com os requisitos éticos pertinentes A partir de agora, iremos explorar a Sessão “Aplicação e outros materiais explicativos”. Trata-se de detalhamentos das informações contidas na introdução e no corpo da norma. Essas aplicações serão identificadas pela letra “A” (A1; A2; A3 etc.). Inicialmente, a norma nos alerta que as atividades de planejamento variam conforme os seguintes aspectos (item A1): ✓ Porte e a complexidade da entidade; ✓ Experiência anterior dos membros-chave da equipe com a entidade; ✓ Mudanças nas circunstâncias que ocorrem durante o trabalho. 15 Chamamos a sua atenção para o item A2 abaixo (muito explorado). Ele nos diz que o planejamento não é uma fase isolada, mas um processo dinâmico, contínuo e iterativo, que se inicia logo após (ou em conexão com) a conclusão da auditoria anterior, seguindo até a conclusão do trabalho de auditoria atual. Na sequência, o item A3 chama sua atenção de que o auditor pode, muito bem, discutir elementos do planejamento com a administração da entidade. Isso não modifica o fato de que a responsabilidade pelo planejamento da auditoria é, unicamente, do auditor (ou da firma de auditoria)! Veja: A2. Planejamento não é uma fase isolada da auditoria, mas um processo contínuo e iterativo, que muitas vezes começa logo após (ou em conexão com) a conclusão da auditoria anterior, continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual. Entretanto, o planejamento inclui a consideração da época de certas atividades e procedimentos de auditoria que devem ser concluídos antes da realização de procedimentos adicionais de auditoria. Por exemplo, o planejamento inclui a necessidade de considerar, antes da identificação e avaliação pelo auditor dos riscos de distorções relevantes, aspectos como: (a) os procedimentos analíticos a serem aplicados como procedimentos de avaliação de risco; (b) obtenção de entendimento global da estrutura jurídica e o ambiente regulatório aplicável à entidade e como a entidade cumpre com os requerimentos dessa estrutura; (c) a determinação da materialidade; (d) o envolvimento de especialistas; (e) a aplicação de outros procedimentos de avaliação de risco. [grifos não constantes no original] A3. O auditor pode optar por discutir esses elementos do planejamento com a administração da entidade, de forma a facilitar a condução e o gerenciamento do trabalho de auditoria (por exemplo, coordenar alguns dos procedimentos de auditoria planejados com o trabalho do pessoal da entidade). Apesar de normalmente essas discussões ocorrerem, a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria continuam sendo de responsabilidade do auditor. Na discussão de temas incluídos na estratégia global de auditoria ou no plano de auditoria deve-se atentar para não comprometer a eficácia dessa auditoria. Por exemplo, a discussão com a administração da natureza e da época de procedimentos de auditoria detalhados pode comprometer a eficácia da auditoria ao tornar tais procedimentos demasiadamente previsíveis Em relação ao item A2, visto acima, tenhamos cuidado. É que, por mais que a norma nos diga que o planejamento não é algo estanque (ou isolado), deve-se levar em consideração que algumas atividades e procedimentos devem ser concluídos (ou finalizados) ANTES da aplicação dos procedimentos adicionais de auditoria. Nesse contexto, deve-se considerar, ANTES da identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante, diversos aspectos (procedimentos analíticos, entendimento da estrutura geral da entidade, determinação da materialidade, envolvimento de especialistas e aplicação de outros procedimentos de avaliação de risco). 16 Confira uma questão de prova sobre esses pontos: (ISS Cuiabá / 2016) O planejamento da auditoria deve definir a estratégia do trabalho e desenvolver o plano de auditoria. Sobre o planejamento da auditoria, assinale a afirmativa correta. a) O planejamento é uma fase isolada, que termina com o início do trabalho de auditoria. b) A experiência anterior dos membros-chave da equipe de trabalho com a entidade não influencia a natureza e a extensão das atividades de planejamento. c) A estratégia global e o plano de auditoria são de responsabilidade do auditor e da administração da entidade auditada. d) A estratégia global deve definir o alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano. e) Uma vez iniciada a auditoria, devem permanecer inalterados a estratégia global e o plano de auditoria. Comentários: A: ERRADA: como vimos acima, o planejamento da auditoria NÃO é uma fase isolada, mas um processo contínuo e iterativo que vai da conclusão da auditoria anterior até o fechamento da auditoria atual. B: ERRADA: a natureza e a extensão das atividades de planejamento variam conforme a experiência anterior dos membros-chave da equipe com a entidade (além do porte e complexidade da entidade e de mudanças ocorridas durante o trabalho). 17 C: ERRADA. A responsabilidade pela definição da Estratégia Global e pelo Plano de Auditoria é unicamente do auditor. D: CORRETA, nos termos do item 7 da NBC TA 300 (R1) – acima apresentado. E: ERRADA: como já vimos mais uma vez nesta aula, o auditor deve – sempre que necessário – atualizar e alterar a Estratégia Global e o Plano de Auditoria (portanto nem um nem outro devem permanecer inalterados). Gabarito: D. Vejamos, na sequência, outros itens importantes da NBC TA 300 (R1), com destaque para os itens A10 e A16: A8. O processo de definição da estratégia global auxilia o auditor a determinar, dependendo da conclusão dos procedimentos de avaliação de risco, temas como: (a) os recursos a serem alocados em áreas de auditoria específicas, tais como membros da equipe com experiência adequada para áreas de alto risco ou o envolvimento de especialista em temas complexos; (b) os recursos a alocar a áreas de auditoria específicas, tais como o número de membros da equipe alocados para observar as contagens de estoque em locais relevantes, a extensão da revisão do trabalho de outros auditores no caso de auditoria de grupo de empresas ou o orçamento de horas de auditoria a serem alocadas nas áreas de alto risco; (c) quando esses recursos devem ser alocados, por exemplo, se em etapa intermediária de auditoria ou em determinada data-base de corte; e (d) como esses recursos são gerenciados, direcionados e supervisionados, por exemplo, para quando estão previstas as reuniões preparatórias e de atualização, como devem ocorrer as revisões do sócio e do gerente do trabalho (por exemplo, em campo ou fora dele) e se devem ser realizadas revisões de controle de qualidade do trabalho. Esclarecendo: reparem que a estratégia global auxilia, bastante, na alocação de recursos, especialmente humanos, em áreas específicas ou etapas intermediárias. A10. Uma vez definida a estratégia global de auditoria, pode ser desenvolvido plano de auditoria para tratar dos diversos temas identificados na estratégia global de auditoria, levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente dos recursos do auditor. A definição da estratégia global de auditoria e o plano de auditoria detalhado não são necessariamente processos isolados ou sequenciais, estando intimamente relacionados,uma vez que as mudanças em um podem resultar em mudanças no outro. Esclarecendo: a primeira interpretação a que chegamos, a partir da leitura da norma, é de que a estratégia global e o plano de auditoria são etapas sequenciais. Ocorre que há uma ressalva importante, e por isso explorada em provas, de que essas etapas NÃO são necessariamente sequenciais. Isso advém, dentre outros, do fato de que tanto a estratégia global quanto o plano de auditoria podem ser alterados a qualquer tempo. Por esse motivo, uma eventual alteração no plano 18 de auditoria pode ocasionar uma mudança na estratégia global – e é justamente por esse motivo que esses estágios não são necessariamente sequenciais. A12. O plano de auditoria é mais detalhado que a estratégia global de auditoria visto que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho. O planejamento desses procedimentos de auditoria ocorre no decurso da auditoria, à medida que o plano de auditoria para o trabalho é desenvolvido. A13. A determinação da natureza, da época e da extensão dos procedimentos de avaliação de risco, e dos procedimentos de auditoria adicionais, à medida que eles se relacionam com as divulgações, é importante, considerando tanto a ampla gama de informações quanto o nível de detalhes que possam estar incluídos nessas divulgações. Além disso, certas divulgações podem conter informações obtidas fora do razão geral e dos razões auxiliares, que também podem afetar os riscos avaliados e a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria para tratar desses riscos. A14. A consideração das divulgações no início da auditoria ajuda o auditor a dar a devida atenção e planejar o tempo adequado para tratar as divulgações da mesma forma que as classes de transações, de eventos e de saldos contábeis. Considerações preliminares também podem ajudar o auditor a determinar os efeitos sobre a auditoria de: • divulgações significativas novas ou revisadas necessárias em decorrência de mudanças no ambiente, nas condições financeiras ou nas atividades da entidade (por exemplo, mudança na identificação de segmentos e de comunicação de informações sobre segmentos decorrentes de combinação de negócios significativa); • divulgações significativas novas ou revisadas decorrentes de mudanças na estrutura de relatório financeiro aplicável; • necessidade de envolvimento de especialista para ajudar nos procedimentos de auditoria relacionados com divulgações específicas (por exemplo, divulgações relacionadas com obrigações com previdência e outros benefícios de aposentadoria); e • assuntos relacionados com divulgações que o auditor pode querer discutir com os responsáveis pela governança. A16. A natureza, a época e a extensão do direcionamento e da supervisão dos membros da equipe e a revisão do seu trabalho podem variar dependendo de diversos fatores, incluindo: (a) o porte e a complexidade da entidade; (b) a área da auditoria; (c) os riscos de distorções relevantes (por exemplo, um aumento no risco de distorções relevantes para uma dada área de auditoria costuma exigir um correspondente aumento na extensão e no 19 direcionamento e supervisão tempestiva por parte dos membros da equipe e uma revisão mais detalhada do seu trabalho); (d) a capacidade e a competência dos membros individuais da equipe que realiza o trabalho de auditoria. [grifos não constantes no original] Antes de finalizarmos, vejamos alguns pontos acerca do Planejamento previstos em normas já revogadas de auditoria, especialmente a NBC T 11 IT - 07 Planejamento da Auditoria. Infelizmente, em auditoria, a cobrança de normas revogadas é comum, até porque a doutrina acaba por “eternizar” algumas dessas passagens. Vejamos: O Planejamento da Auditoria é a etapa do trabalho na qual o auditor independente estabelece a estratégia geral dos trabalhos a executar na entidade a ser auditada, elaborando-o a partir da contratação dos serviços, estabelecendo a natureza, a oportunidade e a extensão dos exames, de modo que possa desempenhar uma auditoria eficaz. O Planejamento da Auditoria é muitas vezes denominado Plano de Auditoria, ou Programa de Auditoria, conceitos que nesta IT são considerados partes do Planejamento da Auditoria. As informações obtidas quando da avaliação dos serviços, conforme previsto nas Normas Profissionais de Auditor Independente aprovadas pelo CFC, devem servir de base, também, para a elaboração do Planejamento da Auditoria, sendo essa uma etapa subsequente àquela. O auditor independente deve ter em conta que o Planejamento da Auditoria é um processo que se inicia na fase de avaliação para a contratação dos serviços. Nesta etapa devem ser levantadas as informações necessárias para conhecer o tipo de atividade da entidade, sua complexidade, a legislação aplicável, relatórios, parecer e outros informes a serem emitidos, Fatores que alteram a natureza, a época e a extensão do planejamento: O porte e a complexidade da entidade A área da auditoria Os riscos de distorções relevantes A capacidade e a competência dos membros individuais da equipe 20 para assim determinar a natureza do trabalho a ser executado. A conclusão do Planejamento da Auditoria só se dá quando o auditor independente completa os trabalhos preliminares. As informações obtidas, preliminarmente, para fins de elaboração da proposta de serviços, juntamente com as levantadas para fins do Planejamento da Auditoria, devem compor a documentação comprobatória de que o auditor executou estas etapas de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. Muitas informações que compõem o planejamento definitivo para determinado período são confirmadas durante os trabalhos de campo, o que implica a necessidade de o auditor independente revisá-lo e ajustá-lo à medida que for executando os trabalhos. O programa de auditoria deve ser preparado por escrito ou por outro meio de registro, o que facilita o entendimento dos procedimentos de auditoria a serem adotados e propicia uma orientação mais adequada para a divisão do trabalho. O detalhamento dos procedimentos de auditoria a serem adotados deve esclarecer o que o auditor necessita examinar na entidade, com base no seu sistema contábil e de controles internos. No programa de auditoria, devem ficar claras as diversas épocas (momentos) para a aplicação dos procedimentos e a extensão com que os exames serão efetuados. O programa de auditoria, além de servir como guia e instrumento de controle para a execução do trabalho, deve abranger todas as áreas a serem examinadas pelo auditor independente. (PG-DF / 2021) No que diz respeito à auditoria independente das demonstrações contábeis, julgue o item que se segue. O planejamento da auditoria inicia-se depois de finalizada a fase de avaliação para a contratação dos serviços e é concluído quando o auditor finaliza os trabalhos preliminares, com o atendimento dos principais objetivos, os quais se referem à obtenção do conhecimento das atividades da entidade auditada, suas práticas operacionais e outros aspectos que possam vir a ser fixados segundo as circunstâncias de cada trabalho. Comentários: Diferentemente do que diz a assertiva, conforme vimos acima, o Planejamento da Auditoria é um processo que se inicia já na fase de avaliação para a contratação dos serviços. Item, portanto, já pode ser considerado como ERRADO. Ainda de acordo com a norma revogada, a conclusão do Planejamento da Auditoria só se dá quando o auditor independente completa os trabalhos preliminares, Nesse ponto, precisamos ficar atentos, uma vez que, segundo a norma atualmente em vigor, o planejamento se inicia logo após o término da auditoria anterior e vai até a conclusão da auditoria corrente (nesse sentido, não poderíamos considerar o "fim" ou a "conclusão" doplanejamento antes do término da auditoria). Gabarito: errado. 21 PAPÉIS DE TRABALHO - DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA A NBC TA 230 (R1) trata da responsabilidade do auditor na elaboração da documentação de auditoria para a auditoria das demonstrações contábeis. Nesse contexto, o objetivo do auditor é preparar documentação que forneça: ✓ Registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor; e ✓ Evidências de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas e as exigências legais e regulamentares aplicáveis. O que é então a documentação de auditoria? De acordo A NBC TA 230 (R1), documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”). Vejam que estamos diante de um conceito amplo (registro de procedimentos, evidências e conclusões – elaborados tanto em meio físico quanto em meio eletrônico). Já o arquivo de auditoria compreende uma ou mais pastas ou outras formas de armazenamento, em forma física ou eletrônica que contêm os registros que constituem a documentação de trabalho específico. Fiquem atentos para as diferenças entre esses 2 conceitos. Esquematizando: ➢ Documentação de auditoria (papéis de trabalho): registro dos procedimentos, evidências e conclusões. ➢ Arquivo de auditoria: pastas que contêm os registros que constituem a documentação de auditoria. 22 Confira uma questão de prova: (Telebrás / 2022) Com relação aos papéis de trabalho, julgue o próximo item. A elaboração dos papéis de trabalho pode se dar tanto por meio físico como por meio eletrônico, devendo o arquivamento dessa documentação ser efetuado de modo racional e sistemático. Comentários: A parte inicial da questão pode ser, tranquilamente, considerada como correta com base no que acabamos de ver. Para a parte final, precisamos trazer um conceito presente em uma norma revogada (NBC T 11), e que ainda consta na NBC TI 01 (que trata da Auditoria Interna). Nesse contexto, os papéis de trabalho devem ser elaborados, organizados e arquivados de forma sistemática e racional. Gabarito, portanto, certo. A norma traz ainda diversas finalidades adicionais da documentação de auditoria – todas elas importantes e comumente cobradas em provas. São elas: auxiliar a equipe de trabalho no planejamento e na execução da auditoria; assistir aos membros responsáveis pela direção no cumprimento de suas responsabilidades; permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada; manter registro de assuntos importantes para auditorias futuras; permitir revisões, controle de qualidade e inspeções externas. Apresentamos a seguir – “na veia” – os dispositivos mais cobrados da NBC TA 230 (R1). Veja: 2. A documentação de auditoria, que atende às exigências desta Norma e às exigências específicas de documentação de outras normas de auditoria relevantes, fornece: (a) evidência da base do auditor para uma conclusão quanto ao cumprimento do objetivo global do auditor (NBC TA 200); e (b) evidência de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis. 3. A documentação de auditoria serve para várias finalidades adicionais, que incluem: • assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria; • assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão...; • permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho; • manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras; • permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade em conformidade com a NBC PA 01 – Controle de Qualidade...; • permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis. 23 6. Para fins das normas de auditoria, os seguintes termos possuem os significados atribuídos abaixo: (a) Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”). (b) Arquivo de auditoria compreende uma ou mais pastas ou outras formas de armazenamento, em forma física ou eletrônica que contêm os registros que constituem a documentação de trabalho específico. (c) Auditor experiente é um indivíduo (interno ou externo à firma de auditoria) que possui experiência prática de auditoria e conhecimento razoável de: (i) processos de auditoria; (ii) normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis; (iii) ambiente de negócios em que opera a entidade; e (iv) assuntos de auditoria e de relatório financeiro relevantes ao setor de atividade da entidade. [grifos não constantes no original] Confira uma questão de prova: (TCE-PI / 2021 - Adaptada) Julgue o item a seguir: A elaboração de papéis de trabalho tem entre as suas finalidades registrar as evidências e o cumprimento do trabalho. Comentários: Apesar de não literal, a questão está correta. Como visto acima, a documentação de auditoria fornece, dentre outros, evidência da base do auditor para uma conclusão quanto ao cumprimento do objetivo global do auditor. Gabarito: certo. Esquematizando as finalidades – principais e adicionais – da documentação de auditoria: 24 O auditor deve preparar tempestivamente a documentação de auditoria, que seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda: (a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis; (b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida; e (c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões. Atenção ao termo “suficiente” utilizado acima (vira e mexe é objeto de cobrança em questões); atente-se também ao fato de que a documentação de auditoria deve ser preparada de maneira que um auditor experiente (e não um usuário qualquer) entenda os procedimentos executados, as evidências e as conclusões obtidas. Não seria “justo” exigir que o auditor preparasse documentação suficiente para que qualquer pessoa no mundo compreendesse o que foi feito ao longo dos trabalhos (procedimentos aplicados, evidências coletadas e conclusões alcançadas). 25 A elaboração tempestiva de documentação de auditoria suficiente e apropriada aprimora a qualidade da auditoria e facilita a revisão e a avaliação eficazes da evidência de auditoria e das conclusões obtidas antes da finalização do relatório do auditor. A documentação elaborada após a execução do trabalho de auditoria tende a ser menos precisa do que aquela elaborada no momento em que o trabalho é executado. Ao documentar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria executados, o auditor deve registrar ainda: (a) as características que identificam os itens ou assuntos específicos testados; (b) quem executou o trabalho de auditoria e a data em que foi concluído; e (c) quem revisou o trabalho de auditoria executado e a data e extensão de tal revisão. Cabe ressaltar que, durante a execução da auditoria, o auditor deve documentar, também, as discussões de assuntos significativos com a administração, responsáveis pela governança e outros, incluindo a natureza dos assuntos significativos discutidos, e quando e com quemas discussões ocorreram. Se forem identificadas informações referentes a um assunto significativo que sejam inconsistentes com a sua conclusão final, deve-se documentar como essa inconsistência foi tratada. Adicionalmente, se – em circunstâncias excepcionais – o auditor julgar necessário não atender um requisito relevante de uma norma, ele deve documentar como os procedimentos alternativos de auditoria executados cumprem a finalidade desse requisito, e as razões para o não atendimento. Se, também em circunstâncias excepcionais, o auditor executar procedimentos novos ou adicionais ou chegar a outras conclusões após a data do relatório, o auditor deve documentar: (a) as circunstâncias identificadas; (b) os procedimentos novos ou adicionais executados, a evidência de auditoria obtida e as novas conclusões alcançadas, e seu efeito sobre o relatório do auditor; e (c) quando e por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram executadas e revisadas. Vamos compreender que a situação acima é uma exceção à regra, segundo a qual o auditor executa procedimentos, obtém evidências e chega a conclusões apenas até a data do relatório. Por ser uma situação excepcional, há que se documentar as circunstâncias identificadas, quais procedimentos foram executados e quem os aplicou e revisou. No fluxo normal do trabalho, o auditor deve montar a documentação em arquivo de auditoria e completar o processo administrativo de montagem do arquivo final de auditoria tempestivamente após a data do relatório. Após a montagem desse arquivo, ele não apaga nem descarta documentação de auditoria de qualquer natureza antes do fim do seu período de guarda dessa documentação (5 anos, no mínimo). Destacamos o termo “após” acima pelo seguinte motivo: após a montagem do arquivo final não há que se falar em alteração (de nenhuma natureza) na documentação pelo período de guarda (ou custódia) da documentação. Como veremos mais à frente na aula (item A22 da NBC TA 230), durante (reparem na diferença) o processo de montagem do arquivo final, podem ser feitas alterações na 26 documentação, desde que tais alterações sejam de natureza administrativa (exemplo: descartar documentação superada e acrescentar referências cruzadas). Outro item da norma muito cobrado em provas é o período de retenção da documentação de auditoria. Fiquem atentos porque as bancas costumam modificar, ou o período de retenção (não inferior a 5 anos), ou o termo inicial da contagem desse prazo (data do relatório). Veja: Confira uma questão de prova: (Telebrás / 2022) Com relação aos papéis de trabalho, julgue o próximo item. O período de retenção dos papéis de trabalho não deve ser inferior a três anos, contados da data do relatório do auditor. Comentários: O período de retenção é não inferior a cinco anos (ao invés de três, como propõe o enunciado) da data do relatório. Gabarito, portanto, errado. Para finalizar, iremos explorar itens que já foram objeto de cobranças por diversas bancas e, em seguida, apresentaremos esquemas com as principais informações a eles correspondentes. Veja: A2. A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem de fatores como: (a) tamanho e complexidade da entidade; (b) natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados; 27 (c) riscos identificados de distorção relevante; (d) importância da evidência de auditoria obtida; (e) natureza e extensão das exceções identificadas; (f) necessidade de documentar a conclusão ou a base da conclusão não prontamente determinável a partir da documentação do trabalho executado ou da evidência de auditoria obtida; (g) metodologia e as ferramentas de auditoria usadas. A3. A documentação de auditoria pode ser registrada em papel, em formatos eletrônicos ou outros. Exemplos de documentação de auditoria incluem: (a) programas de auditoria; (b) análises; (c) memorandos de assuntos do trabalho; (d) resumos de assuntos significativos; (e) cartas de confirmação e representação; (f) listas de verificação; (g) correspondências (inclusive correio eletrônico) referentes a assuntos significativos. O auditor pode incluir resumos ou cópias de registros da entidade (por exemplo, contratos e acordos significativos e específicos) como parte da documentação de auditoria. A documentação de auditoria, porém, não substitui os registros contábeis da entidade. Cuidado: reparem que a documentação pode ser registrada em diferentes formatos como papel, meio eletrônico e outros. Apesar de o auditor poder utilizar resumos ou cópias de registros da entidade como parte da documentação, ela jamais substitui os registros contábeis da entidade! A4. O auditor não precisa incluir na documentação de auditoria versões superadas de papéis de trabalho e demonstrações contábeis, notas que reflitam entendimento incompleto ou preliminar, cópias anteriores de documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos ou de outro tipo de documentos em duplicata. Atenção: essa é uma passagem bem explorada. Não há necessidade de se documentar versões superadas de papéis de trabalho e demonstrações contábeis, além de notas incompletas ou com erros que tenham sido corrigidos. A5. Explicações verbais do auditor, por si só, não representam documentação adequada para o trabalho executado pelo auditor ou para as conclusões obtidas, mas podem ser usadas para explicar ou esclarecer informações contidas na documentação de auditoria. Atenção: a parte final do item acima é uma ressalva importante. Por mais que uma explicação verbal, sozinha, não represente documentação, ela pode ser usada pra explicar informações presentes em outra documentação. 28 A7. A documentação de auditoria fornece evidências de que a auditoria está em conformidade com as normas de auditoria. Contudo, não é necessário nem praticável para o auditor documentar todos os assuntos considerados ou todos os julgamentos profissionais exercidos na auditoria. Além disso, é desnecessário o auditor documentar separadamente (como em lista de verificação, por exemplo) a conformidade em assuntos já demonstrada por documentos incluídos no arquivo de auditoria. Por exemplo: • a existência de plano de auditoria adequadamente documentado demonstra que o auditor planejou a auditoria; • a existência de carta de contratação assinada no arquivo de auditoria demonstra que o auditor e a administração concordaram com os termos do trabalho de auditoria, ou, quando apropriado, junto aos responsáveis pela governança; • o relatório do auditor que contém opinião com ressalva demonstra que o auditor cumpriu o requisito de expressar opinião com ressalva sob as circunstâncias especificadas nas normas; • em relação às exigências que se aplicam geralmente ao longo de toda a auditoria, pode haver várias maneiras pelas quais a conformidade a elas pode ser demonstrada no arquivo de auditoria. A8. Julgar a importância de assunto exige análise objetiva dos fatos e circunstâncias. Exemplos de assuntos significativos incluem: • assuntos que dão origem a riscos significativos; • resultados de procedimentos de auditoria que indiquem (i) que as demonstrações contábeis podem conter distorção relevante, ou (ii) a necessidade de revisar a avaliação anterior dos riscos de distorção relevante feita pelo auditor e as respostas do auditor aos riscos avaliados; • circunstâncias que causam dificuldade significativa ao auditor para aplicar os procedimentos de auditoria necessários; • constatações que possam resultar em modificação do relatório de auditoria ou na inclusão de parágrafo de ênfase no relatório do auditor. A11. O auditor pode considerar útil preparar e reter como parte da documentação de auditoria um resumo (conhecido também como memorando de conclusão) que descreva os assuntos significativos identificados durante a auditoria e como elesforam tratados, ou que inclua referências cruzadas a outros documentos comprobatórios relevantes que forneçam tal informação (...) a elaboração de tal resumo pode dar suporte ao auditor na consideração dos assuntos significativos. Também pode ajudar o auditor a considerar se, à luz dos procedimentos de auditoria executados e das conclusões obtidas, há qualquer objetivo relevante das normas de auditoria que não possa ser atendido que impediriam o auditor de atingir o seu objetivo global. A14. A documentação não se limita aos registros elaborados pelo auditor, mas podem incluir outros registros apropriados, como minutas de reuniões elaboradas pelo pessoal da entidade e acordadas com 29 o auditor. O auditor pode discutir assuntos significativos com outros empregados da entidade e terceiros, como pessoas que prestam serviço de consultoria. A21. A NBC PA 01, item 45, requer que as firmas de auditoria estabeleçam políticas e procedimentos para a conclusão tempestiva da montagem dos arquivos de auditoria. Um limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria geralmente não ultrapassa 60 dias após a data do relatório do auditor (NBC PA 01, item A54). A22. A conclusão da montagem do arquivo final de auditoria após a data do relatório do auditor é um processo administrativo que não envolve a execução de novos procedimentos de auditoria nem novas conclusões. Contudo, novas modificações podem ser feitas na documentação de auditoria durante o processo final de montagem se essas forem de natureza administrativa. Exemplos de tais modificações incluem: (a) apagar ou descartar documentação superada; (b) selecionar, conferir e acrescentar referências cruzadas aos documentos de trabalho; (c) conferir itens das listas de verificação evidenciando ter cumprido os passos relativos ao processo de montagem do arquivo; (d) documentar evidência de auditoria que o auditor obteve, discutiu e com a qual concordou junto aos membros relevantes da equipe de trabalho antes da data do relatório de auditoria. A23. A NBC PA 01, item 47, requer que as firmas estabeleçam políticas e procedimentos para a retenção da documentação de trabalhos. O período de retenção para trabalhos de auditoria geralmente não é inferior a cinco anos a contar da data do relatório do auditor ou, se posterior, da data do relatório do auditor do grupo (NBC PA 01, item A61). A24. Um exemplo de circunstância em que o auditor pode julgar necessário modificar a documentação de auditoria existente ou acrescentar nova documentação de auditoria após ter sido completada a montagem do arquivo é a necessidade de esclarecimento da documentação de auditoria existente em resposta a comentários recebidos durante as inspeções de monitoramento executadas por partes internas ou externas. [grifos não constantes no original] 30 31 (SEFAZ GO - 2018) A documentação de auditoria: I. Também é conhecida como “papéis de trabalho”. II. Deve ser preparada de modo que um leigo possa entender a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados. III. Deve ser sigilosa, ocultando, por exemplo, o nome do profissional que executou o trabalho de auditoria. IV. Trata-se de coleção de papéis para a elaboração do relatório final que pode, excepcionalmente, conter documentos emitidos após a data desse relatório. Está correto o que se afirma APENAS em (A) I e IV. (B) I e III. (C) I e II. (D) III e IV. (E) II e IV. Comentários: Questão aborda aspectos gerais de documentação de auditoria. Analisando cada item: I. Item correto. Segundo a NBC TA 230(R1): 6. Para fins das normas de auditoria, os seguintes termos possuem os significados atribuídos abaixo: (a) Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”). II. Item errado. Não é um leigo que deve ser capaz de entender os procedimentos executados, mas um auditor experiente. Segundo a NBC TA 230(R1): Forma, conteúdo e extensão da documentação de auditoria 8. O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda: (a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis; (b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida; e 32 (c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões. [grifo nosso] III. Item errado. Não há respaldo para tal afirmação nas normas. Entendemos que é necessário estar explícito o nome do profissional que executou a auditoria. IV. Item correto. É possível aceitar o item como correto a partir da definição de documentação de auditoria (registro das conclusões alcançadas pelo auditor) e do item que trata dos assuntos surgidos após a data do relatório: 13. Se, em circunstâncias excepcionais, o auditor executar procedimentos novos ou adicionais ou chegar a outras conclusões após a data do relatório, o auditor deve documentar: (a) as circunstâncias identificadas; (b) os procedimentos novos ou adicionais executados, a evidência de auditoria obtida e as novas conclusões alcançadas, e seu efeito sobre o relatório do auditor; e (c) quando e por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram executadas e revisadas. Vejam que, em condições normais, não se executam novos procedimentos após a data do relatório. No entanto, em circunstâncias excepcionais, isso pode acontecer. Nesse caso, o auditor deve documentar as circunstâncias identificadas, os procedimentos novos executados (além das novas evidências e conclusões obtidas) e quem efetivamente os executou e revisou. Gabarito: A. (DPE RS / 2017) Considere os itens abaixo. I. Assistir à equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria. II. Assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão. III. Permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho. IV. Manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras. V. Permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis. Nos termos da NBC TA 230, esses itens representam as denominadas finalidades adicionais a) dos papéis de trabalho. 33 b) da documentação de auditoria. c) do planejamento da auditoria. d) dos registros contábeis fidedignos. e) do relatório de auditoria. Comentários: Questão aborda as finalidades adicionais da documentação da auditoria, segundo a NBC TA 230 (R1). Veja: 3. A documentação de auditoria serve para várias finalidades adicionais, que incluem: • assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria; • assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão (...); • permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho; • manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras; • permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade em conformidade com a NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas (...); • permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis. [grifo nosso]Assim, todos os itens enumerados na questão são finalidades adicionais da documentação de auditoria. Portanto, alternativa correta é B. Essa questão poderia ser anulada, pois a própria NBC TA 230 (R1) esclarece que a documentação de auditoria é usualmente utilizada com a expressão “papéis de trabalho”, o que levaria a questão apresentar duas alternativas corretas. Em regra, questões desse tipo não são anuladas porque a banca “blindou” o enunciado com a expressão “nos termos na NBC TA 230” e se prendeu à literalidade da norma. Vejam que, de fato, a nomenclatura “oficial” é Documentação de Auditoria, que também é conhecida como Papéis de Trabalho. Gabarito: B. (ISS Cuiabá – 2016) De acordo com a NBC TA 230, Documentação de Auditoria, o auditor deve preparar documentação suficiente para que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda: I. a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis. II. os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida. 34 III. os assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões. Está correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. Comentários: conforme vimos acima, o auditor deve preparar tempestivamente a documentação de auditoria, que seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda: (a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis; (b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida; e (c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões. Pelo exposto, todos os itens estão corretos (literalidade da norma). Gabarito: E Outro ponto recorrente em provas é a classificação da documentação da auditoria em corrente e permanente. Tal categorização é prevista pela doutrina e também pelas normas de auditoria governamental. Quanto à sua natureza, Crepaldi explicita que os papéis de trabalho devem ser organizados conforme sua finalidade, separando-os em dois grupos: I- Pasta permanente: inclui todos os papéis que são de importância de importância diária e contínua, ano após ano para consulta, por conterem dados sobre o sistema, área ou objeto da auditoria. Exemplos: histórico da empresa, estatuto, composição do capital social, informações contábeis, dos sistemas contábeis e operacionais e ainda informações relativas a participação da empresa no mercado. II- Pasta corrente: é composta de todos os papéis do exercício em curso. Exemplos: planejamento do trabalho, balancetes, demonstrações contábeis e análise de contas etc. [grifo nosso] No mesmo sentido, Almeida Cavalcanti dispõe que os papéis de trabalho podem ser de natureza corrente ou permanente, sendo os correntes utilizados em apenas um exercício social, e os permanentes em mais de um exercício. 35 Segundo o autor, são exemplos de papéis de trabalho correntes: caixas e bancos, contas a receber, estoques, aplicações financeiras, receitas e despesas, demonstrações financeiras, etc. Por outro lado, são exemplos de papéis de trabalho permanente: estatuto ou contrato social, cópias de contrato bancário de financiamento de longo prazo, manuais de procedimentos internos, legislações aplicáveis à entidade auditada etc. De forma semelhante, as Normas de Auditoria do TCU (NAT) classificam os papéis de trabalho em transitórios (ou correntes) e permanentes. De acordo com o normativo, ao final da auditoria, todos os papéis de trabalho obtidos devem ser classificados em transitórios ou permanentes: Transitórios são aqueles necessários ao trabalho somente por um período limitado, para assegurar a execução de um procedimento ou a obtenção de outros papéis de trabalho subsequentes; Todos os demais papéis de trabalho obtidos, não classificados como transitórios, são considerados como papéis de trabalho permanentes. Ainda de acordo com Crepaldi, quando da elaboração dos papéis de trabalho, o auditor deverá levar em consideração alguns pontos essenciais, a saber: • Concisão: os papéis de trabalho devem ser concisos, de forma que todos entendam sem a necessidade de explicações por parte da pessoa que os elaborou. Qualquer pessoa com conhecimento razoável de auditoria deve ser capaz de interpretar a maneira com que foi conduzido o trabalho; • Objetividade: os papéis de trabalho devem ser objetivos, de forma que se entenda aonde o auditor pretende chegar. Não se deve divagar nas conclusões e observações obtidas no decorrer da auditoria, para que seja possível manter a objetividade do trabalho; • Limpeza: os papéis de trabalho devem ser limpos, de forma a não prejudicar o entendimento destes. Excesso de informações, fontes de pesquisa, ao invés de demonstrar a profundidade dos exames, pode transparecer falta de planejamento, o que pode prejudicar o entendimento do trabalho realizado; • Lógica: os papéis de trabalho devem ser elaborados de forma lógica de raciocínio, na sequência natural do objetivo a ser atingido. A “abertura” de papéis de trabalho com rigor lógico e desencadeamento de etapas favorece a revisão e entendimento do que foi executado pelo auditor; • Completude: os papéis de trabalho devem ser completos por si só, evitando assim que o revisor destes tenha que recorrer a novas informações para fundamentar o que foi executado pelo auditor. 36 QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS Planejamento da Auditoria 1. (FGV / TCE-PI / 2021) O planejamento das atividades de auditoria requer a definição de algumas informações acerca do objeto a ser auditado. São consideradas informações essenciais, EXCETO: a) escopo do trabalho; b) local de realização dos trabalhos de auditoria; c) avaliação sumária do risco inerente ao objeto a ser auditado; d) faixas de remuneração do pessoal que compõe a equipe de trabalho; e) cronograma com definição de data de início e término dos trabalhos. Comentários Questão bastante ampla, para a qual temos que aplicar conhecimento obtido em diferentes normativos de nossa disciplina. Vejamos cada assertiva: A: ERRADA. A delimitação do escopo da auditoria é mais que essencial para o planejamento dos trabalhos. Pelas normas de auditoria do TCU (NAT), a delimitação de escopo faz parte do planejamento, devendo ainda ser evidenciada no programa de auditoria. B: ERRADA. O local de realização dos trabalhos irá influenciar a quantificação dos recursos necessários à sua execução. Além disso, a localidade pode ter influência sobre o prazo/cronograma de execução dos trabalhos. C: ERRADA. A avaliação de riscos também é fundamental ao planejamento. As NAT nos ensinam que, na proposição das auditorias (um dos componentes do planejamento), deve-se ter bem definidos os objetivos, riscos e controles. D: CERTA. A faixa salarial da equipe não é um elemento essencial ao planejamento, e nem tampouco à nenhuma das etapas da auditoria. E: ERRADA. Os prazos para execução dos trabalhos, evidenciados no cronograma, são elementos fundamentais ao planejamento da auditoria. Assim nos ensina, dentre outros, o Manual de Auditoria Operacional do TCU. 37 Gabarito: “D”. 2. (FGV - ISS Cuiabá – AFTRM – 2016) O planejamento da auditoria deve definir a estratégia do trabalho e desenvolver o plano de auditoria. Sobre o planejamento da auditoria, assinale a afirmativa correta.a) O planejamento é uma fase isolada, que termina com o início do trabalho de auditoria. b) A experiência anterior dos membros-chave da equipe de trabalho com a entidade não influencia a natureza e a extensão das atividades de planejamento. c) A estratégia global e o plano de auditoria são de responsabilidade do auditor e da administração da entidade auditada. d) A estratégia global deve definir o alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano. e) Uma vez iniciada a auditoria, devem permanecer inalterados a estratégia global e o plano de auditoria. Comentários Questão trata de aspectos gerais acerca do Planejamento da Auditoria. Analisando cada assertiva: Letra A) ERRADA: como vimos, o planejamento da auditoria NÃO é uma fase isolada, mas um processo contínuo e iterativo que vai da conclusão da auditoria anterior até o fechamento da auditoria atual – item A2, NBC TA 300 (R1). Letra B) ERRADA: a natureza e a extensão das atividades de planejamento variam conforme a experiência anterior dos membros-chave da equipe com a entidade (além do porte e complexidade da entidade e mudanças ocorridas durante o trabalho) – item A1, NBC TA 300 (R1). Letra C) ERRADA. A responsabilidade pela definição da Estratégia Global e pelo Plano de Auditoria é apenas do auditor. Letra D) CORRETA, nos termos exatos do item 7 da NBC TA 300 (R1) – abaixo transcrito. 7. O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina o alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. [Grifo nosso] Letra E) ERRADA: como vimos, o auditor deve – sempre que necessário – atualizar e alterar a Estratégia Global e o Plano de Auditoria (portanto nem um nem outro devem permanecer inalterados). Gabarito: “D”. 3. (FGV / ALBA – Auditor – 2014) A natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho são elementos que fazem parte a) do processo de auditoria. 38 b) da estratégia global de auditoria. c) da gestão da auditoria. d) da avaliação preliminar da auditoria. e) do plano da auditoria. Comentários De acordo com a NBC TA 300 (R1), além da Estratégia Global, o auditor deve ainda desenvolver o plano de auditoria, que inclui a descrição de: (a) a natureza, a época e a extensão dos PROCEDIMENTOS planejados de avaliação de risco; (b) a natureza, a época e a extensão dos PROCEDIMENTOS adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação; (c) outros PROCEDIMENTOS de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria. Vejam que, de maneira geral, o desenvolvimento do Plano de Auditoria está intimamente relacionado à descrição da natureza, época e extensão dos PROCEDIMENTOS de auditoria. Gabarito: “E”. 4. (FGV/ ISS Recife – Auditor Tesouro Municipal – 2014) Nas atividades de planejamento da auditoria, deve-se estabelecer uma estratégia global que defina seu alcance, sua época e sua direção, a fim de orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. Os procedimentos a serem adotados estão listados a seguir, à exceção de um. Assinale-o. a) Identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. b) Definir os objetivos do relatório do trabalho, de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas. c) Considerar, para orientar os esforços da equipe do trabalho, os fatores que, no julgamento profissional do auditor, são irrelevantes. d) Considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria. e) Determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. Comentários Questão exige conhecimento sobre o que o auditor deve fazer ao definir a ESTRATÉGIA GLOBAL. Como vimos, essa é a dimensão mais abrangente do planejamento, aquela que fornece suas linhas gerais. Vejamos o que diz a norma: 8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve: (a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance – letra A correta; 39 (b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas – letra B correta; (c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho – letra C errada (deve-se considerar os fatores significativos); (d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade – letra D correta; e (e) determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho – letra E correta. Gabarito: “C”. 5. (FGV/ ISS Recife – Auditor Tesouro Municipal – 2014) Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir. I. Permite que o auditor dedique atenção apropriada às áreas importantes da auditoria. II. Permite que o auditor identifique e resolva problemas potenciais tempestivamente. III. Permite que o auditor organize adequadamente o trabalho para que a auditoria seja realizada de forma eficaz e eficiente. IV. Permite que o auditor selecione os membros da equipe de trabalho com níveis apropriados de capacidade e competência para responderem às evidências esperadas e aloque apropriadamente os recursos. Assinale: a) se somente as afirmativas I, II e IV estiverem corretas. b) se somente as afirmativas I, II e III estiverem corretas. c) se somente as afirmativas II, III e IV estiverem corretas. d) se somente as afirmativas I, III e IV estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. Comentários O item 2 da NBC TA 300 (R1) diz que “o planejamento da auditoria envolve a definição de estratégia global para o trabalho e o desenvolvimento de plano de auditoria. Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis de várias maneiras, inclusive para • Auxiliar o auditor a dedicar atenção apropriada às áreas importantes da auditoria – ITEM I CORRETO; 40 • Auxiliar o auditor a identificar e resolver tempestivamente problemas potenciais – ITEM II CORRETO; • Auxiliar o auditor a organizar adequadamente o trabalho de auditoria para que seja realizado de forma eficaz e eficiente – ITEM III CORRETO; • Auxiliar na seleção dos membros da equipe de trabalho com níveis apropriados de capacidade e competência para responderem aos riscos esperados e na alocação apropriada de tarefas – ITEM IV ERRADO (foi utilizada a palvra “evidências”, ao invés de “riscos”); • Facilitar a direção e a supervisão dos membros da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho; • Auxiliar, se for o caso, na coordenação do trabalho realizado por outros auditores e especialistas.”. O enunciado traz praticamente a literalidade do item acima descrito. Gabarito: “B”. 6. (FGV / Pref. Recife – ACI – Finanças Públicas – 2014) De acordo com a NBC TA 300, o auditor, ao desenvolver o plano de auditoria, deve descrever a) a avaliação da conformidade com os requisitos éticos, inclusive independência, conforme exigido pela NBC TA 220. b) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação, conforme previsto na NBC TA 330. c) os procedimentos para entendimento dos termos do trabalho, conforme exigido pela NBC TA 210. d) os processos para auxiliar o auditor a identificar e resolver tempestivamente problemas potenciais. e) as medidas para facilitar a direção e a supervisão dos membros da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho. Comentários Como vimos, a NBC TA 300 (R1), em seu item 9, menciona aquilo que o auditor deve considerarao desenvolver o plano de auditoria. Vejamos: 9. O auditor deve desenvolver o plano de auditoria, que deve incluir a descrição de: (a) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco, conforme estabelecido na NBC TA 315 – Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante por meio do Entendimento da Entidade e de seu Ambiente; (b) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação, conforme previsto na NBC TA 330 – Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados; 41 (c) outros procedimentos de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria. Pelo exposto, nosso gabarito é a letra B (literalidade do item 9, “b”, da NBC TA 300 (R1)). Gabarito: “B”. 7. (FGV / SEFAZ RJ – 2010) Nas atividades de planejamento o auditor deve estabelecer uma estratégia global definindo o alcance, a época e a direção para o desenvolvimento do plano de auditoria. A respeito do planejamento da auditoria, assinale a afirmativa incorreta. a) O auditor deve identificar as características do trabalho para definir o seu alcance, bem como definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas. b) O auditor deve considerar os fatores que no seu julgamento profissional são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho e determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. c) O auditor deve considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando for o caso, a relevância do conhecimento obtido em outros trabalhos. d) O auditor deve desenvolver o plano de auditoria e nele deve incluir a descrição da natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco. e) O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global e o plano de auditoria, para definir o tipo de técnica e os procedimentos aplicáveis na revisão do seu trabalho. Comentários Questão bem literal, que cobra conhecimento do que o auditor deve observar ao definir a Estratégia Global e o Plano de Auditoria. Segundo a NBC TA 300: 8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve: (a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance – Letra A; (b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas – Letra A; (c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho – Letra B; (d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade – Letra C; e (e) determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho – Letra B. 9. O auditor deve desenvolver o plano de auditoria, que deve incluir a descrição de: 42 (a) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco – Letra D; (b) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação; (c) outros procedimentos de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria. Só nos restou a Letra E, que não é tão fácil. Sua parte inicial está correta, ou seja, o auditor deve atualizar e alterar a estratégia global e o plano de auditoria. Ocorre que tais atualizações e alterações devem ser feitas SEMPRE QUE NECESSÁRIO no curso de auditoria, e não apenas para definir o tipo de técnica e os procedimentos aplicáveis na revisão do seu trabalho. É o que nos ensina a NBC TA 300. Vejamos: 10. O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria sempre que necessário no curso da auditoria. Gabarito: “E”. 8. (FGV / SEFAZ AP – 2010) O auditor deve definir uma estratégia global que defina o alcance, a época e a direção do seu trabalho e oriente o desenvolvimento do plano de auditoria. Ao estabelecer essa estratégia global, o auditor deve adotar os procedimentos apresentados a seguir, à exceção de um. Assinale-o. a) Identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. b) Definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas. c) Considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho. d) Considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria, sendo indispensável o conhecimento dos outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade. e) Determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. Comentários Todas as assertivas, com exceção da letra D, trazem – de forma correta – fatores que ao auditor deve observar ao definir a Estratégia Global. Uma das coisas que o auditor deve fazer, ao definir a Estratégia Global, é considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade. Portanto, a letra D erra ao dizer que é indispensável o conhecimento de outros trabalhos realizados pelo sócio para a entidade. 43 Detalhe bem sutil, mas que – nesse caso – fez toda diferença. Gabarito: “D”. 9. (FGV / SEFAZ AP – 2010) A respeito do plano de auditoria assinale a afirmativa incorreta. a) é mais detalhado que a estratégia global de auditoria visto que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho. b) trata dos diversos temas identificados na estratégia global, levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente dos recursos do auditor. c) deve incluir a descrição da natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco. d) deve ser atualizado e alterado sempre que necessário no curso da auditoria. e) deve ser desenvolvido para que o planejamento da auditoria seja elaborado. Comentários Como vimos, o auditor deve desenvolver o plano de auditoria, que deve incluir – dentre outros – a descrição da natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco (letra C correta). O plano de auditoria é mais detalhado que a estratégia global de auditoria visto que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho (letra A correta). O planejamento desses procedimentos de auditoria ocorre no decurso da auditoria, à medida que o plano de auditoria para o trabalho é desenvolvido. Além disso a NBC TA 300 também prevê que, uma vez definida a estratégia global de auditoria, pode ser desenvolvido plano de auditoria para tratar dos diversos temas identificados na estratégia global de auditoria, levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente dos recursos do auditor (letra B correta). Tanto o plano de auditoria quanto a estratégia global devem ser atualizados e alterados sempre que necessário no curso da auditoria (letra D correta). Nos restou a letra E, única que não nos remete a uma passagem literal da NBC TA 300. Ora, podemos entender que o Plano de Auditoria faz parte do planejamento, ou seja, é um de deus componentes (mais detalhado que o outro componente, a Estratégia Global). Portanto, há um erro de semântica na assertiva, dado que ela diz que o plano de auditoria deve ser desenvolvido para que o planejamento seja elaborado(é como se ela dissesse que o Planejamento vem depois do Plano de Auditoria – o que não é verdade). Gabarito: “E”. 10. (CESPE / SEFAZ DF – 2020) 44 Com relação a planos, procedimentos e amostragem de auditoria, julgue o item a seguir. Preliminarmente aos trabalhos de auditoria independente das demonstrações contábeis, o profissional responsável deve avaliar a conformidade com os requisitos éticos, incluindo-se a independência da equipe de trabalho em relação ao auditado, conforme exigido pelas normas aplicáveis. Comentários: Item trata das atividades preliminares do planejamento, preconizadas no item 6 da NBC TA 300(R1). Vejamos mais uma vez: Atividades preliminares do trabalho de auditoria 6. O auditor deve realizar as seguintes atividades no início do trabalho de auditoria corrente: (a) realizar os procedimentos exigidos pela NBC TA 220 – Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis, itens 12 e 13; (b) avaliação da conformidade com os requisitos éticos, inclusive independência, conforme exigido pela NBC TA 220, itens 9 a 11; e (c) estabelecimento do entendimento dos termos do trabalho, conforme exigido pela NBC TA 210 – Concordância com os Termos do Trabalho de Auditoria, itens 9 a 13 (ver itens A5 a A7). [grifos não constantes no original] Item, portanto, CERTO (bastante literal). Gabarito: CERTO 11. (CESPE / TCE MG – 2018) Antes de iniciar a etapa de planejamento de determinada auditoria, o auditor deve a) definir o envolvimento de especialistas. b) estabelecer o entendimento dos termos do trabalho. c) definir os procedimentos analíticos a serem aplicados. d) obter entendimento global da entidade a ser auditada. e) determinar a materialidade do objeto de auditoria. Comentários: Questão interessante e que apresenta uma particularidade: pede-se a atividade que o auditor deve executar ANTES de iniciar, efetivamente, o planejamento da auditoria. A NBC TA 300 apresenta as chamadas atividades preliminares do trabalho de auditoria, ou seja, que devem ser feitas no início do trabalho de auditoria corrente, antes mesmo das atividades de planejamento. Vejamos: Atividades preliminares do trabalho de auditoria 6. O auditor deve realizar as seguintes atividades no início do trabalho de auditoria corrente: 45 (a) realizar os procedimentos exigidos pela NBC TA 220 – Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis, itens 12 e 13; (b) avaliação da conformidade com os requisitos éticos, inclusive independência, conforme exigido pela NBC TA 220, itens 9 a 11; e (c) estabelecimento do entendimento dos termos do trabalho, conforme exigido pela NBC TA 210 – Concordância com os Termos do Trabalho de Auditoria, itens 9 a 13. Analisando-se as assertivas, a única que traz uma atividade preliminar do trabalho de auditoria é a letra B (estabelecimento do entendimento dos termos do trabalho). As demais são atividades que devem ser desempenhadas durante o planejamento dos trabalhos, conforme previsto no item A2 da NBC TA 300. Veja: A2. Planejamento não é uma fase isolada da auditoria, mas um processo contínuo e iterativo, que muitas vezes começa logo após (ou em conexão com) a conclusão da auditoria anterior, continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual. Entretanto, o planejamento inclui a consideração da época de certas atividades e procedimentos de auditoria que devem ser concluídos antes da realização de procedimentos adicionais de auditoria. Por exemplo, o planejamento inclui a necessidade de considerar, antes da identificação e avaliação pelo auditor dos riscos de distorções relevantes, aspectos como: (a) os procedimentos analíticos a serem aplicados como procedimentos de avaliação de risco; (b) obtenção de entendimento global da estrutura jurídica e o ambiente regulatório aplicável à entidade e como a entidade cumpre com os requerimentos dessa estrutura; (c) a determinação da materialidade; (d) o envolvimento de especialistas; (e) a aplicação de outros procedimentos de avaliação de risco. Gabarito: B 12. (CESPE / TCE MG – 2018) O auditor designado para planejar a supervisão dos membros da equipe de auditoria poderá, em seu planejamento, ignorar a) a área da auditoria. b) os riscos de distorções relevantes. c) a capacidade dos membros individuais da equipe. d) as auditorias anteriormente realizadas. e) o porte e a complexidade da entidade. Comentários: 46 De acordo com a NBC TA 300 (R1), a natureza, a época e a extensão do direcionamento e da supervisão dos membros da equipe e a revisão do seu trabalho podem variar dependendo de diversos fatores, incluindo: (a) o porte e a complexidade da entidade; (b) a área da auditoria; (c) os riscos de distorções relevantes (por exemplo, um aumento no risco de distorções relevantes para uma dada área de auditoria costuma exigir um correspondente aumento na extensão e no direcionamento e supervisão tempestiva por parte dos membros da equipe e uma revisão mais detalhada do seu trabalho); (d) a capacidade e a competência dos membros individuais da equipe que realiza o trabalho de auditoria. O enunciado pede um fator que o auditor pode ignorar, ou seja, que não precisa ser levado em consideração, ao determinar o direcionamento e a supervisão da equipe. A única assertiva que não consta no rol acima apresentado é a letra D. Gabarito: D 13. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna – 2018) Considerando as etapas e as atividades envolvidas no planejamento e na execução dos trabalhos do auditor, julgue o item que se segue. Ao planejar e executar testes de controle, o auditor deve verificar o modo como os controles foram aplicados ao longo do período, a consistência dos controles e quem os aplicou ou por quais meios eles foram aplicados. Comentários Item certo. Planejamento é uma das fases mais importante do processo de auditoria, pois é o momento de otimização dos trabalhos do auditor. Nesse contexto, o auditor analisa a natureza e a extensão dos testes de controle (testes relacionados aos controles internos da entidade auditada). Segundo a NBC 330 (R1): Natureza e extensão dos testes de controle 10. Ao planejar e executar os testes de controle, o auditor deve: (a) executar outros procedimentos de auditoria juntamente com indagação para obter evidência de auditoria sobre a efetividade operacional dos controles, incluindo: (i) o modo como os controles foram aplicados ao longo do período. (ii) a consistência como eles foram aplicados; (iii) por quem ou por quais meios eles foram aplicados (ver itens A26 a 29); (b) determinar se os controles a serem testados dependem de outros controles (controles indiretos) e, caso afirmativo, se é necessário obter evidência de auditoria que suporte a operação efetiva desses controles indiretos (ver itens A30 e 31). [grifo nosso] 47 Vejam que, nesse caso, a banca cobrou um item referente ao planejamento não previsto na NBC TA 300 (R1) – Planejamento de Auditoria, mas em outro normativo (a NBC TA 330 R1 – Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados). Isso é, de certa forma comum, pois praticamente todas as normas fazem alguma referência ao planejamento dos trabalhos. Gabarito: “CERTO”. 14. (CESPE – Auditor Estadual (TCM-BA) / Controle Externo – 2018) No início do planejamento de uma auditoria, a questão crítica é a definição do volume de informações necessário à obtenção de uma segurança razoável. Essa decisão depende a) do conhecimento específico sobre a atividade da entidade. b) do tipo de opinião expressada no relatório final. c) da quantidade de pessoas envolvidas no trabalho de auditoria. d) da existência de recursos eletrônicos de informação. e) do conhecimento da legislação aplicável. Comentários Questão quer saber o que influência, durante o planejamento dos trabalhos, o volume de informaçõesa serem analisadas para obtenção de segurança razoável. De início, adianto que a questão não é fácil e, em primeira análise, parece contar com mais de uma assertiva correta. Infelizmente não é possível fazermos uma associação direta com as normas para chegarmos ao gabarito. Segundo a doutrina, para atingir o nível de segurança de que as demonstrações contábeis da empresa auditada estejam realmente de acordo com a veracidade dos fatos e os princípios contábeis, existem diversas etapas do extenso trabalho realizado por parte do auditor independente, e entre elas a do planejamento, na qual os controles internos da entidade têm um papel importante para o auditor. Ao buscar a inteligência da NBC TA 300 (R1) – Planejamento da Auditoria, vemos que ela traz – em seu Apêndice – os chamados “Fatores significativos, atividades preliminares do trabalho e conhecimento obtido em outros trabalhos” que devem ser levados em consideração na definição da Estratégia Global. Vejamos o que diz a norma: • determinação da materialidade de acordo com a NBC TA 320 – Materialidade no Planejamento; • identificação preliminar de áreas em que pode haver maior risco de distorções relevantes. (...) • volume de operações, que pode determinar se é mais eficiente para o auditor confiar nos controles internos; (...) 48 • desenvolvimento de negócios significativos que afetem a entidade, inclusive mudanças na tecnologia da informação e nos processos de negócio, troca de diretores-chave e aquisições, fusões e alienações; [Grifos nossos] Ou seja, a própria norma exige que o auditor tenha conhecimento amplo da entidade, fazendo com que sejam adotados mais ou menos procedimentos (testes) de auditoria em função do volume de informações necessário à obtenção de uma segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro. Ante o exposto, melhor gabarito seria a letra A. Vamos analisar as demais para ratificarmos o entendimento prévio. Letra B: “do tipo de opinião expressada no relatório final”. Planejamento e relatório são fases distintas do processos de auditoria. Podemos dizer, por óbvio, que o planejamento se dá já na fase inicial dos trabalhos. O relatório, por sua vez, é o objetivo final do auditor (expressar opinião sobre se as demonstrações estão em conformidade com a estrutura aplicável). Não há correlação entre o tipo de opinião do auditor (modificada ou não modificada) e o volume de informações necessário à obtenção de uma segurança razoável. Letra C: “da quantidade de pessoas envolvidas no trabalho de auditoria”. Isso influenciará, basicamente, nos custos e nos prazos de conclusão do trabalhos do auditor (não no volume de informações a serem analisadas). Letra D: “da existência de recursos eletrônicos de informação”. Este aspecto está mais relacionado à otimização na condução dos trabalhos. Exemplo: se houver mais recursos eletrônicos disponíveis, o tempo necessário para aplicar procedimentos de auditoria é menor. Letra E: “do conhecimento da legislação aplicável”. Esse é um atributo muito importante, que deve permear todas as etapas do trabalho do auditor. Isso está correlacionado a uma das características inerentes a qualquer auditor – o julgamento profissional. O julgamento profissional é essencial para a condução apropriada da auditoria. Isso porque a interpretação das exigências éticas e profissionais relevantes, das normas de auditoria e as decisões informadas requeridas ao longo de toda a auditoria não podem ser feitas sem a aplicação do conhecimento e experiência relevantes para os fatos e circunstâncias. Gabarito: “A”. 15. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) A estratégia global e o plano de auditoria são processos a) estanques. b) dependentes. c) sucessivos. d) autônomos. e) relacionados. 49 Comentários O planejamento de auditoria se divide em duas partes: estratégia global (amplo) e plano de auditoria (restrito). O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina o alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. Segundo a inteligência do item A10, da NBC TA 300(R1): A10. Uma vez definida a estratégia global de auditoria, pode ser desenvolvido plano de auditoria para tratar dos diversos temas identificados na estratégia global de auditoria, levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente dos recursos do auditor. A definição da estratégia global de auditoria e o plano de auditoria detalhado não são necessariamente processos isolados ou sequenciais, estando intimamente relacionados, uma vez que as mudanças em um podem resultar em mudanças no outro. [grifo nosso] O gabarito preliminar da banca foi a letra E (“relacionados”). Entendemos que essa era, de fato, a melhor opção a ser marcada, pela inteligência do item A10 citado acima (reparem no trecho “estando intimamente relacionados”). Ocorre que, em sua justificativa de anulação (sim, a questão foi anulada), a banca diz: “além da opção apontada como gabarito preliminar (RELACIONADOS), as opções DEPENDENTES e SUCESSIVOS também estão corretas”. Em nosso entendimento, o próprio item A10 inicia dando a ideia de sucessão (“uma vez definida a Estratégia Global, pode ser desenvolvido o Plano de Auditoria...”). Já a dependência entre a Estratégia Global e o Plano de Auditoria advém da ideia de que uma coisa (Estratégia 50 Global) orienta a outra (Plano) – “o auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina o alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria” (item 7 da NBC TA 300 R1). Gabarito: “ANULADA”. 16. (CESPE / TRE TO – 2017) De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à auditoria interna, no planejamento de uma auditoria, os fatos relevantes que devem ser considerados pelo auditor na execução dos trabalhos incluem I o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade. II o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas contábil e de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade. III a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos da entidade. IV o uso do trabalho de especialistas. V os riscos de auditoria, quer pelo volume quer pela complexidade das transações e operações. Assinale a opção correta. a) Apenas o item I está certo. b) Apenas os itens II e V estão certos. c) Apenas os itens II, III e IV estão certos. d) Apenas os itens I, III, IV e V estão certos. e) Todos os itens estão certos. Comentários Segundo a NBC TI 01, norma que rege os trabalhos da auditoria interna, o auditor deve considerar diversos fatores na fase do planejamento. Além disso, o planejamento deve estar alinhado às diretrizes estabelecidas pela administração da entidade. Veja abaixo os itens pertinentes da NBC TI 01 (norma especificamente explorada em outras aulas de nossos cursos). 12.2.1 – Planejamento da Auditoria Interna 12.2.1.1 – O planejamento do trabalho da Auditoria Interna compreende os exames preliminares das áreas, atividades, produtos e processos, para definir a amplitude e a época do trabalho a ser realizado, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração da entidade. 12.2.1.2 – O planejamento deve considerar os fatores relevantes na execução dos trabalhos, especialmente os seguintes: a) o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade; 51 b) o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas contábil e de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade; c) a natureza, a oportunidadee a extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos da entidade; d) a existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito dos trabalhos da Auditoria Interna; e) o uso do trabalho de especialistas; f) os riscos de auditoria, quer pelo volume ou pela complexidade das transações e operações; g) o conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos anteriores, semelhantes ou relacionados; h) as orientações e as expectativas externadas pela administração aos auditores internos; e i) o conhecimento da missão e objetivos estratégicos da entidade.[grifo nosso] Verificando-se os fatores enumerados nos itens da questão e na norma acima descrita, concluímos que todos eles são relevantes no planejamento, segundo a NBC TI 01. Gabarito: “E”. 17. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018) Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria. O planejamento dos trabalhos da auditoria interna deve envolver a análise dos riscos, que, por sua vez, estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Comentários O Planejamento é uma das fases mais importante do processo de auditoria, pois é o momento de otimização dos trabalhos do auditor. Segundo a NBC TI 01 (norma que rege os trabalhos de auditoria interna – explorada no detalhe em outras aulas de nossos cursos), nessa fase deve ser avaliado o risco de não se atingir o objetivo dos trabalhos, mesmo seguindo todo o planejamento e aplicando corretamente os procedimentos de auditoria. Veja: 12.2.2 – Riscos da Auditoria Interna 12.2.2.1 – A análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos; estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Nesse sentido, devem ser considerados, principalmente, os seguintes aspectos:[...] [grifo nosso] Gabarito: “CERTO”. 18. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018) Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria. 52 O planejamento para a realização de auditorias deve ser documentado e os programas de trabalho formalmente preparados, sendo necessário constar nesse planejamento informações suficientes para a compreensão dos procedimentos que deverão ser executados pelos auditores. Comentários Segundo a NBC TI 01, o auditor deve documentar o planejamento com informações suficientes para execução dos procedimentos de auditoria. Veja: 12.2.1.3 – O planejamento deve ser documentado e os programas de trabalho formalmente preparados, detalhando-se o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados, em termos de natureza, oportunidade, extensão, equipe técnica e uso de especialistas. 12.2.1.4 – Os programas de trabalho devem ser estruturados de forma a servir como guia e meio de controle de execução do trabalho, devendo ser revisados e atualizados sempre que as circunstâncias o exigirem. [grifo nosso] Gabarito: “CERTO”. 19. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018) Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria. Na fase de planejamento, um dos aspectos a serem considerados na análise de risco é a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. Comentários Segundo a NBC TI 01, o auditor deve considerar diversos fatores na fase do planejamento, em especial, a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas atrelada ao risco de auditoria interna. Veja: 12.2.2 – Riscos da Auditoria Interna 12.2.2.1 – A análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos; estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Nesse sentido, devem ser considerados, principalmente, os seguintes aspectos: a) a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos da Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou a complexidade das transações e das operações; b) a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. [grifo nosso] Gabarito: “CERTO”. 20. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018) Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria. 53 Os principais aspectos não atrelados aos riscos, mas que deverão ser observados na fase de planejamento incluem a verificação e a comunicação de eventuais limitações relacionadas aos procedimentos da auditoria interna, tendo em vista o volume ou a complexidade das transações e das operações. Comentários Como visto acima, a verificação e comunicação de limitações eventuais ao alcance dos procedimentos de auditoria, considerando o volume ou a complexidade das transações e operações, é um aspecto que deve ser considerado na análise dos riscos da Auditoria Interna. Portanto, a questão erra ao dizer que esse é um aspecto não atrelado aos riscos. 12.2.2 – Riscos da Auditoria Interna 12.2.2.1 – A análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos; estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Nesse sentido, devem ser considerados, principalmente, os seguintes aspectos: a) a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos da Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou a complexidade das transações e das operações; b) a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. [grifo nosso] Gabarito: “ERRADO”. 21. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) De acordo com as Normas Brasileiras para o Exercício da Auditoria Interna e com a Resolução CFC n.º 986/2003, julgue o item que se segue. No planejamento dos trabalhos da auditoria interna, cabe ao próprio setor definir a extensão e profundidade dos exames, mas é a administração que determina a época da realização de cada trabalho. Comentários Item errado. A responsabilidade pelo planejamento é do próprio auditor. É no planejamento que são definidos a amplitude e a época do trabalho a ser realizado. A administração da entidade, por sua vez, traça as diretrizes (não é ela que determina a época de realização de cada trabalho). Veja: 12.2.1 – Planejamento da Auditoria Interna 12.2.1.1 – O planejamento do trabalho da Auditoria Interna compreende os exames preliminares das áreas, atividades, produtos e processos, para definir a amplitude e a época do trabalho a ser realizado, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração da entidade. [NBC TI 01] [Grifo nosso] Gabarito: “ERRADO”. 54 22. (CESPE – Perito Criminal (PC PE)/Ciências Contábeis / Área 8 - 2016) A respeito das atividades preliminares ao trabalho de auditoria das demonstrações contábeis, assinale a opção correta. a) É vedada a realização de auditoria com apenas um profissional, ainda que ele seja o responsável pela entidade de auditoria. b) Havendo incompatibilidade ou imprevisto, o plano de auditoria deve ser alterado, uma vez que a estratégia global de auditoria é inalterável. c) A supervisão dos membros da equipe deve ser realizada ao final dos trabalhos de levantamento. d) No caso de auditorias recorrentes, os procedimentos iniciais devem ser aplicados logo após — ou em conexão com — a conclusão da auditoria anterior. e) O plano de auditoria deve ser definido antes das discussões a respeito da estratégia global de auditoria. Comentários Questão aborda aspectos das atividades preliminares ao trabalho de auditoria das demonstrações contábeis na fase de planejamento, segundo a NBC TA 300 (R1). Analisandocada alternativa: Letra A) ERRADA. Não existe previsão normativa dessa vedação. Do contrário, há essa previsão (realização de auditoria por um único profissional – sócio do trabalho) no item A17 da NBC TA 300 (R1), especificamente para entidades de pequeno porte. Vejamos: “quando a auditoria é realizada integralmente pelo sócio do trabalho, não se colocam questões de direção e supervisão dos membros da equipe de trabalho e de revisão do seu trabalho. (...) Quando existem assuntos particularmente complexos ou incomuns e a auditoria é realizada por um único profissional, pode ser recomendável a consulta a outros auditores com experiência adequada ou à entidade profissional dos auditores”. Letra B) ERRADA. Tanto o plano quanto a estratégia global devem ser atualizados e alterados, quando necessário, segundo inteligência do item 10 da NBC TA 300 (R1). Veja: 10. O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria sempre que necessário no curso da auditoria. [grifo nosso] Letra C) ERRADA. Não existe tal previsão nas normas de auditoria. Entendemos que essa supervisão deve ser realizada no início do planejamento, facilitando a direção dos membros da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho. Letra D) CORRETA. A NBC TA 300 está escrita no contexto de auditorias recorrentes (e não iniciais). A assertiva está em conformidade com a inteligência do item A7, da NBC TA 300 (R1). Veja: A7. A avaliação pelo auditor da continuidade do relacionamento com o cliente e de requisitos éticos, incluindo independência, ocorre ao longo do trabalho de auditoria à medida que mudam as circunstâncias e as condições. A aplicação de procedimentos iniciais sobre a continuidade do 55 cliente e a avaliação de requisitos éticos (inclusive independência) no início do trabalho de auditoria corrente significa que estes devem estar concluídos antes da realização de outras atividades importantes para esse trabalho. No caso de trabalhos de auditoria recorrentes, esses procedimentos iniciais devem ser aplicados logo após (ou em conexão com) a conclusão da auditoria anterior. [grifo nosso] A título de ilustração, vejamos o que diz o item A22 da norma: A22. A finalidade e o objetivo do planejamento da auditoria não mudam caso a auditoria seja inicial ou em trabalho recorrente. Entretanto, no caso de auditoria inicial, o auditor pode ter a necessidade de estender as atividades de planejamento por falta da experiência anterior que é normalmente utilizada durante o planejamento dos trabalhos. Letra E) ERRADA. Como a estratégia global é mais abrangente, em regra o plano de auditoria deve ser definido após àquela, ou seja, define-se a estratégia global e em seguida o plano. Frisamos, no entanto que a própria norma diz que os processos não são necessariamente sequenciais. Veja: A10. Uma vez definida a estratégia global de auditoria, pode ser desenvolvido plano de auditoria para tratar dos diversos temas identificados na estratégia global de auditoria, levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente dos recursos do auditor. A definição da estratégia global de auditoria e o plano de auditoria detalhado não são necessariamente processos isolados ou sequenciais, estando intimamente relacionados, uma vez que as mudanças em um podem resultar em mudanças no outro. [grifo nosso] Gabarito: “D”. 23. (CESPE – Contador (DPU) - 2015) A respeito do planejamento dos trabalhos de auditoria governamental, da fraude e do erro, dos testes, das técnicas e da amostragem estatística em auditoria, julgue o próximo item. No planejamento dos trabalhos de auditoria a ser realizada na DPU, além da observância das normas de auditoria, o auditor deve considerar as normas específicas relativas ao objeto da auditoria, ainda que tais normas não sejam consideradas na avaliação da materialidade de distorções encontradas. Comentários Item errado. A primeira parte da questão está correta. O problema está na segunda parte. Consoante a NBC TA 320, materialidade para execução da auditoria significa o valor ou valores fixados pelo auditor, inferiores ao considerado relevante para as demonstrações contábeis como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a probabilidade de que as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. 56 Como um dos objetivos do auditor é aplicar o conceito de materialidade adequadamente no planejamento e na execução da auditoria, ele só deve considerar normas específicas, relativas ao objeto da auditoria, na avaliação da materialidade das distorções encontradas, quando elas forem consideradas nessa avaliação. Gabarito: “ERRADO”. 24. (FCC / ALAP – 2020) Uma boa auditoria fundamenta-se em uma etapa de planejamento adequada. As normas técnicas buscam as melhores práticas quanto a esse importante expediente preparatório. A NBC TA 300 estabelece que a) o planejamento da auditoria é responsabilidade exclusiva da administração da entidade, sem interferência do auditor. b) o planejamento da auditoria é responsabilidade exclusiva do controle interno. c) apenas excepcionalmente o auditor deve discutir elementos do planejamento com a administração da entidade. d) há a possibilidade de o auditor discutir os elementos do planejamento com a administração da entidade. e) há o dever de o auditor discutir os elementos do planejamento com a administração da entidade. Comentários Questão trata de tópicos da NBC TA 300, normativo que regula o planejamento da auditoria independente, em especial do item A3. Esse item nos ensina que o auditor PODE discutir elementos do planejamento com a administração da entidade. E mais: isso não muda em nada o fato de que a responsabilidade pelo planejamento (estratégia global e plano de auditoria) é do auditor. A3. O auditor pode optar por discutir esses elementos do planejamento com a administração da entidade, de forma a facilitar a condução e o gerenciamento do trabalho de auditoria (por exemplo, coordenar alguns dos procedimentos de auditoria planejados com o trabalho do pessoal da entidade). Apesar de normalmente essas discussões ocorrerem, a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria continuam sendo de responsabilidade do auditor. Na discussão de temas incluídos na estratégia global de auditoria ou no plano de auditoria deve- se atentar para não comprometer a eficácia dessa auditoria. Por exemplo, a discussão com a administração da natureza e da época de procedimentos de auditoria detalhados pode comprometer a eficácia da auditoria ao tornar tais procedimentos demasiadamente previsíveis. Vejamos, a seguir, os comentários de cada assertiva. Letra A: o planejamento da auditoria, por óbvio, é de responsabilidade da própria equipe de auditoria – e não da administração da entidade auditada (cliente da auditoria) – ERRADA. Letra B: idem acima. Quem tem responsabilidade pelo planejamento é o auditor (firma de auditoria) – e não o controle interno – ERRADA. 57 Letra C: o planejamento PODE, em circunstâncias normais, ser discutido com a administração da entidade – ERRADA. Letra D: assertiva reflete o entendimento do item A3 da norma. Atenção ao verbo “pode”, no sentido de que não há obrigação do auditor discutir elementos do planejamento com a administração – essa é uma faculdade da equipe de auditoria – CORRETA. Letra E: como mencionado acima, essa discussão de elementos do planejamento com a administração da entidade é uma faculdade (possibilidade), e não um dever ou obrigação. Gabarito: “D”. 25. (FCC/ SEFAZ GO – AUDITOR FISCAL – 2018) A estratégia global de auditoria (A) orienta os esforços da equipe do trabalho, considerando fatores não significativos. (B) não deve levar em conta resultados de atividades preliminares nem o conhecimentoobtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho. (C) deve identificar características do trabalho, desde que não defina o seu alcance. (D) define o alcance, época e direção de auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. (E) não pode, desde logo, definir objetivos do relatório do trabalho. Comentários Questão aborda aspectos da parte geral (ampla) do planejamento – a Estratégia global. Analisando cada alternativa: Letra A) ERRADA. Ao definir a Estratégia Global, o auditor deve considerar os fatores que são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho. 8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve: [...] (c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho; Letra B) ERRADA. Tanto os resultados de atividades preliminares quanto o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho na entidade são fatores que devem ser levados em consideração na definição da Estratégia Global. 8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve: [...] (d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade; e Letra C) ERRADA. Ao definir a estratégia global, o auditor deve identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. 8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve: 58 (a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance; Letra D) CORRETA. Ela está em conformidade com a NBC TA 300(R1) – item 7. Letra E) ERRADO. O auditor deve sim definir os objetivos do relatório de auditoria ao estabelecer a Estratégia Global. 8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve: [...] (b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas; Gabarito: “D”. 26. (FCC/ MPE PE –Analista Ministerial – Auditoria – 2018) As normas de planejamento de auditoria das demonstrações contábeis determinam que se documente A) as versões superadas das demonstrações contábeis, plano de auditoria e cópias de documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos. B) eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global, notas que reflitam entendimento preliminar e documentos em duplicata. C) a estratégia global de auditoria, o plano de auditoria e cópias de documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos. D) a estratégia global de auditoria, o plano de auditoria e eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global. E) As notas que reflitam entendimento preliminar, o plano de auditoria e eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global. Comentários Ao planejar a auditoria, o auditor deve documentar: (a) a estratégia global de auditoria; (b) o plano de auditoria; e (c) eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global de auditoria ou no plano de auditoria durante o trabalho de auditoria, e as razões dessas alterações. É o que diz o item 12 da NBC TA 300 (R1). 59 Gabarito: “D”. 27. (FCC/ TCE RS - Auditor Público Externo - Administração Pública - 2018) O controle que funciona é o controle preventivo, o controle substantivo, que elege prioridades e acompanha paripassu a execução de projetos. O controle que funciona é aquele que orienta, esclarece e alerta, que concentra e aprofunda sua fiscalização naquilo que é essencial, mediante critérios de materialidade, relevância, risco e oportunidade. (LIMA, Luiz Henrique. O Controle da Responsabilidade Fiscal e os Desafios para os Tribunais de Contas em Tempos de Crise. In: LIMA, Luiz Henrique; DE OLIVEIRA, Weder; CAMARGO, João Batista. Contas Governamentais e Responsabilidade Fiscal: Desafios para o Controle Externo. Belo Horizonte: Fórum, 2017, p.135) Acerca da materialidade e planejamento em auditoria, assevera-se: A) O planejamento, como etapa antecedente e isolada da auditoria, consiste primeiramente na identificação dos riscos de distorções relevantes e subsequentemente na determinação da materialidade. [...] Comentários Assertiva ERRADA. O planejamento da auditoria NÃO é uma fase isolada, mas um processo contínuo e iterativo que vai da conclusão da auditoria anterior até o fechamento da auditoria atual – item A2, NBC TA 300 (R1). Gabarito: “ERRADA”. 28. (FCC/ SEFAZ MA – AFRE – 2016) O documento que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho é denominado de (A) roteiro de auditoria. (B) plano de auditoria. (C) papeis de trabalho. (D) normas de auditoria. (E) estratégia para execução dos trabalhos. 60 Comentários De acordo com o item 9 da NBC TA 300 (R1), além da Estratégia Global, o auditor deve ainda desenvolver o plano de auditoria, que inclui a descrição de: (a) a natureza, a época e a extensão dos PROCEDIMENTOS planejados de avaliação de risco; (b) a natureza, a época e a extensão dos PROCEDIMENTOS adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação; (c) outros PROCEDIMENTOS de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria. Vejam que, de maneira geral, o desenvolvimento do Plano de Auditoria está intimamente relacionado à descrição da natureza, época e extensão dos PROCEDIMENTOS de auditoria. Gabarito: “B”. 29. (FCC/ CGM São Luís – Auditor de Controle Externo – 2015) Considere os fatores abaixo. I. Conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade. II. Existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito dos trabalhos de Auditoria Interna. III. O conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos anteriores, semelhantes e relacionados. Esses fatores são relevantes na execução dos trabalhos de auditoria, especificamente para a fase de a) planejamento. b) comunicação de resultados. c) testes de auditoria. d) especificação de resultados. e) detalhamento de achados de auditoria. Comentários Questão acerca do planejamento da auditoria interna (explorado detalhadamente em outras aulas de nossos cursos). Vejamos o que diz, na íntegra, a NBC TI 01 em relação ao planejamento da auditoria interna: 12.2.1.1 – O planejamento do trabalho da Auditoria Interna compreende os exames preliminares das áreas, atividades, produtos e processos, para definir a amplitude e a época do trabalho a ser realizado, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração da entidade. 12.2.1.2 – O planejamento deve considerar os fatores relevantes na execução dos trabalhos, especialmente os seguintes: 61 a) o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade; b) o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas contábil e de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade; c) a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos da entidade; d) a existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito dos trabalhos da Auditoria Interna; e) o uso do trabalho de especialistas; f) os riscos de auditoria, quer pelo volume ou pela complexidade das transações e operações; g) o conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos anteriores, semelhantes ou relacionados; h) as orientações e as expectativas externadas pela administração aos auditores internos; e i) o conhecimento da missão e objetivos estratégicos da entidade. 12.2.1.3 – O planejamento deve ser documentado e os programasde trabalho formalmente preparados, detalhando-se o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados, em termos de natureza, oportunidade, extensão, equipe técnica e uso de especialistas. 12.2.1.4 – Os programas de trabalho devem ser estruturados de forma a servir como guia e meio de controle de execução do trabalho, devendo ser revisados e atualizados sempre que as circunstâncias o exigirem. Gabarito: “A”. 30. (FCC/ SEFAZ PI – Auditor Fiscal – 2015) Considere: I. A elaboração de relatórios e emissão de relatórios e certificados. II Elaboração dos papéis de trabalho e aplicação de testes. III. Avaliação dos riscos de auditoria do Sistema de Controle Interno; Planejamento e elaboração dos programas de trabalho. IV. Monitoramento ou follow-up. Os itens acima constituem etapas do trabalho, recomendadas pelas normas de execução dos trabalhos de auditoria para se obter evidências robustas, e devem obedecer a sequência lógica seguinte: A) II, IV, III e I. B) I, III, IV e II. C) III, II, I e IV. D) IV, III, II e I. 62 E) III, IV, I e II. Comentários Como vimos na seção contextualização, podemos dividir o trabalho de auditoria em 03 (três) ou 04 (quatro) etapas, a depender do referencial normativo que tomarmos por base. No escopo da auditoria governamental, especialmentem podemos dividir os trabalhos de auditoria nas seguintes fases: O planejamento está mencionado expressamente no item III. A execução, que é a etapa em que se aplicam os testes para obtenção de evidências, está retratada no item II. O relatório consta no item I. O monitoramento está citado de forma expressa no item IV. Gabarito: “C”. 31. (FCC/ TCE GO – Analista de Controle Externo – Orçamento e Finanças – 2014) Nas atividades de planejamento de auditoria independente, deve o auditor estabelecer uma estratégia global que defina o alcance, a época e a direção da auditoria. Assim, ao definir a estratégia global, deve o auditor, entre outros, nos termos da NBC TA 300: I. Elaborar o plano de auditoria, para definir o tipo de técnica e os procedimentos aplicáveis na revisão de seu trabalho. II. Definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas. III. Identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. IV. Considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho. V. Determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. Está correto o que consta APENAS em 63 a) IV e V b) III, IV e V c) II, III, IV e V d) I e III e) I, II e III Comentários Questão cobra a literalidade do item 8 da NBC TA 300 (R1). Os itens II, III, IV e V estão previstos no escopo da estratégia global. Veja: 8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve: (a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance; (b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas; (c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho; (d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade; e (e) determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. O item I menciona a elaboração do plano de auditoria (etapa que não se confunde com a definição da estratégia global). Fácil, não é mesmo?! Gabarito: “C”. 32. (FCC/ TCE PI – Auditor Fiscal de Controle Externo – 2014) O planejamento da auditoria é a fase na qual são fixadas as ações a serem executadas no trabalho de campo. Entre os principais conceitos sobre os quais está fundamentada esta atividade figura a a) legalidade. b) relevância. c) impessoalidade. d) objetividade. e) publicidade. Comentários Questão tomou por base passagem da já revogada NBC T 11.07. Veja: RELEVÂNCIA E PLANEJAMENTO 64 40. O auditor independente deve, no planejamento da auditoria, considerar a ocorrência de fatos relevantes que possam afetar a entidade e a sua opinião sobre as demonstrações contábeis. Reparem que as outras assertivas trazem princípios gerais da administração pública (o famoso mnemônico “LIMPE”), além do princípio da objetividade. Gabarito: “B”. 33. (FCC/ TRT 13ª – An. Judiciário/Contabilidade – 2014) A execução dos trabalhos de auditoria é dividida em fases. O conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos do ente auditado é elemento que deve ser verificado na fase de a) testes de auditoria. b) conclusão dos trabalhos de auditoria. c) planejamento de auditoria. d) triagem de achados de auditoria. e) avaliação de resultados de auditoria. Comentários Essa questão é legal para atentarmos ao seguinte fato: o enunciado não menciona Auditoria Interna, no entanto a base para resposta vem da literalidade da NBC TI 01 – Auditoria Interna. Isso acontece com frequência em nossa disciplina. A NBC TI 01 traz diversos pontos que coincidem com temas ligados à auditoria independente (como é o caso do planejamento, documentação, relatório, etc.). É quase como se tivéssemos uma pequena amostra de tudo o que estudamos na auditoria independente. Pois bem, meus amigos. Vejamos o trecho da norma que fornece a base para resolvermos a questão: 12.2.1.2 – O planejamento deve considerar os fatores relevantes na execução dos trabalhos, especialmente os seguintes: a) o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade (...) Pelo exposto, nosso gabarito é claramente a letra C. Percebam que o conceito acima também está em linha com o que prevê diversos pontos da NBC TA 300 (R1), especialmente o item A2 (abaixo transcrito): A2. Planejamento não é uma fase isolada da auditoria, mas um processo contínuo e iterativo, que muitas vezes começa logo após (ou em conexão com) a conclusão da auditoria anterior, continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual. Entretanto, o planejamento inclui a consideração da época de certas atividades e procedimentos de auditoria que devem ser concluídos antes da realização de procedimentos adicionais de auditoria. Por exemplo, o 65 planejamento inclui a necessidade de considerar, antes da identificação e avaliação pelo auditor dos riscos de distorções relevantes, aspectos como: (a) os procedimentos analíticos a serem aplicados como procedimentos de avaliação de risco; b) obtenção de entendimento global da estrutura jurídica e o ambiente regulatório aplicável à entidade e como a entidade cumpre com os requerimentos dessa estrutura; (c) a determinação da materialidade; (d) o envolvimento de especialistas; (e) a aplicação de outros procedimentos de avaliação de risco. Gabarito: “C”. 34. (FCC/ TCE PR – Analista de Controle – Jurídica – 2011) A fase da auditoria em que se determina o momento da realização de cada uma das tarefas é chamada de a) planejamento. b) análise de risco. c) estudo de caso. d) evidenciação. e) seleção de programa de trabalho. Comentários Em diferentes trechos da NBC TA 300, é dito que o auditor deve determinar a “época” de diversos elementos (direção da auditoria, recursos necessários para realizar o trabalho, procedimentos de auditoria, etc. Podemos entender essa “época” como “momento”. Veja: 2. O planejamento da auditoria envolve a definição de estratégia global para o trabalho e o desenvolvimento de plano de auditoria. [...] 7. O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina o alcance, a época e a direção da auditoria,para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. 8. Ao definir a estratégia global, o auditor deve: [...] (e) determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. 9. O auditor deve desenvolver o plano de auditoria, que deve incluir a descrição de: (a) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco; (b) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação; [...] (Grifos nossos) Gabarito: “A”. 66 Papéis de trabalho (documentação de auditoria) 35. (FGV / SEFAZ AM – 2022) De acordo com a NBC TA 230 (R1) – Documentação de Auditoria, a elaboração de documentação de auditoria suficiente e apropriada aprimora a qualidade da auditoria quando realizada de acordo com a(o) a) tempestividade. b) comparabilidade. c) verificabilidade. d) materialidade. e) conservadorismo. Comentários Como vimos, o auditor deve preparar tempestivamente a documentação de auditoria. Essa elaboração tempestiva de documentação de auditoria suficiente e apropriada aprimora a qualidade da auditoria e facilita a revisão e a avaliação eficazes da evidência de auditoria e das conclusões obtidas antes da finalização do relatório do auditor. Gabarito: “A”. 36. (FGV / TCE AM – 2021) Nas auditorias, os papéis de trabalho são elaborados com diversos objetivos, entre eles auxiliar o auditor na execução dos procedimentos planejados. Os papéis de trabalho também são de natureza corrente ou permanente, a depender das características da informação que registram. Um exemplo de papel de trabalho corrente é: a) cartões de assinaturas de pessoas responsáveis pela aprovação de transações; b) cópias de atas de reuniões cujas decisões se estendem por mais de um exercício social; c) cópias de contratos de assistência técnica; d) legislações específicas aplicáveis à entidade auditada; e) questionário de controle interno. Comentários A melhor doutrina, bem como as normas de auditoria governamental, classifica a documentação de auditoria em corrente (utilizadas no exercício em curso) e permanente (papéis que são de importância de importância diária e contínua, ano após ano para consulta). São exemplos de papéis de trabalho correntes: caixas e bancos, contas a receber, estoques, aplicações financeiras, receitas e despesas, demonstrações financeiras, etc. Por outro lado, são exemplos de papéis de trabalho permanente: estatuto ou contrato social, cópias de contrato 67 bancário de financiamento de longo prazo, manuais de procedimentos internos, legislações aplicáveis à entidade auditada etc. Dentre as assertivas acima, apenas o questionário de controle interno pode se qualificar como corrente por se tratar de elemento necessário a aplicação de um determinado procedimento de auditoria (um teste de observância), válido para a auditoria de um período determinado. Todos os demais exemplos, são permanentes, servindo para a auditoria de forma contínua, por mais de um exercício financeiro. Gabarito: “E”. 37. (FGV / DPE RJ – 2019) A documentação de auditoria fornece evidências de que o trabalho de auditoria está sendo desenvolvido em conformidade com as normas pertinentes e inclui a documentação de assuntos e julgamentos profissionais significativos. Porém, na documentação de assuntos e julgamentos profissionais significativos, NÃO é adequado documentar: a) assuntos que dão origem a riscos significativos; b) características que identificam os itens testados e as evidências obtidas; c) circunstâncias que causam dificuldade significativa ao auditor para aplicar os procedimentos de auditoria necessários; d) constatações que possam resultar na inclusão de parágrafo de ênfase no relatório do auditor; e) resultados de procedimentos de auditoria que indiquem que as demonstrações contábeis podem conter distorção relevante. Comentários A documentação de auditoria deve ser preparada de maneira suficiente para que um auditor experiente entenda, dentre outros, os principais assuntos significativos identificados. Acerca desses assuntos significativos, assim prevê a NBC TA 230: A8. Julgar a importância de assunto exige análise objetiva dos fatos e circunstâncias. Exemplos de assuntos significativos incluem: • assuntos que dão origem a riscos significativos; • resultados de procedimentos de auditoria que indiquem (i) que as demonstrações contábeis podem conter distorção relevante, ou (ii) a necessidade de revisar a avaliação anterior dos riscos de distorção relevante feita pelo auditor e as respostas do auditor aos riscos avaliados; • circunstâncias que causam dificuldade significativa ao auditor para aplicar os procedimentos de auditoria necessários; 68 • constatações que possam resultar em modificação do relatório de auditoria ou na inclusão de parágrafo de ênfase no relatório do auditor. Portanto, a única assertiva que não sei inclui nos exemplos de assuntos significativos que o auditor deve considerar, por mera ausência de previsão normativa, é a letra B. Gabarito: “B”. 38. (FGV / CGM Niterói – AMCI – Auditoria Governamental – 2018) Em relação aos papéis de trabalho, assinale a afirmativa correta. a) São cópias de documentos utilizados anteriormente, que dão suporte ao trabalho desenvolvido pelo auditor. b) Devem permitir que um auditor experiente e sem envolvimento na auditoria verifique o trabalho realizado para fundamentar as conclusões. c) São classificados, segundo a natureza da informação, como correntes, quando utilizados por mais de um período. d) Devem ser preparados pelo auditor responsável pelo trabalho de auditoria. e) Devem ser detalhados, contendo o máximo de palavras possíveis. Comentários Vimos que a documentação de auditoria (ou papéis de trabalho) deve ser preparada tempestivamente pelo auditor de maneira que um outro auditor experiente, sem envolvimento com os trabalhos, entenda o contexto geral em que a auditoria foi conduzida, ou seja, os procedimentos executados, as evidências obtidas e as conclusões alcançadas. Pelo exposto, nosso gabarito é a letra B. Vamos analisar as demais assertivas: A: ERRADA. Assertiva carece de qualquer previsão normativa e é, em certa medida, absurda. Seria mais razoável entender que cópias dos documentos utilizados no ano corrente fazem parte da documentação de auditoria. C: ERRADA. A melhor doutrina, bem como as normas de auditoria governamental, classifica a documentação de auditoria em corrente (utilizadas no exercício em curso) e permanente (papéis que são de importância de importância diária e contínua, ano após ano para consulta). Portanto a assertiva erra ao dizer que documentação corrente é utilizada por mais de um período. D: ERRADA. Assertiva aparentemente não contém nenhuma impropriedade. Ocorre que ela não conta, como no caso da letra B, com previsão normativa expressa. E: ERRADA. Assertiva também carece de previsão normativa. As normas dizem ainda que não é necessário nem praticável para o auditor documentar todos os assuntos considerados ou todos os julgamentos profissionais exercidos na auditoria. Gabarito: “B”. 39. (FGV - ISS Cuiabá – AFTRM – 2016) 69 De acordo com a NBC TA 230, Documentação de Auditoria, o auditor deve preparar documentação suficiente para que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda: I. a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis. II. os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida. III. os assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões. Está corretoo que se afirma em: a) I, apenas. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. Comentários Conforme vimos ao longo da aula, o auditor deve preparar tempestivamente a documentação de auditoria, que seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda: (a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis; (b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida; e (c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões. Pelo exposto, todos os itens da questão estão corretos (literalidade da NBC TA 230 (R1) – Item 8). Gabarito: “E”. 40. (FGV / TCM SP – Ag. Fiscalização –Bibl./Jur./TI – 2015) De acordo com a NBC TA 230, que trata da documentação de auditoria, os papéis de trabalhos fornecem evidências relativas ao cumprimento do objetivo global do auditor e da conformidade do planejamento e execução da auditoria. No que tange aos papéis de trabalho, é correto afirmar que: a) os registros relativos ao planejamento da auditoria não são considerados papéis de trabalho, mas apenas aqueles preparados pelo auditor durante a execução da auditoria; 70 b) não se recomenda a inclusão de resumos ou cópias de registros da entidade na documentação de auditoria, pois esses documentos podem ser facilmente acessados; c) o auditor não precisa manter na documentação de auditoria versões superadas de papéis de trabalho e demonstrações contábeis; d) quando apresentados de forma detalhada, os papéis de trabalho podem substituir alguns registros contábeis da entidade; e) a conclusão da montagem dos arquivos de auditoria deve ser tempestiva, admitindo-se uma diferença máxima de 30 dias após a data do relatório do auditor. Comentários Letra A: ERRADA. Devem compor a documentação de auditoria os registros relativos a todas as etapas da auditoria (planejamento, execução e relatório). Letra B: ERRADA. Tal inclusão é plenamente possível, de acordo com a NBC TA 230. Vejamos o que diz a norma: “(...) O auditor pode incluir resumos ou cópias de registros da entidade (por exemplo, contratos e acordos significativos e específicos) como parte da documentação de auditoria. A documentação de auditoria, porém, não substitui os registros contábeis da entidade”. Letra C: CORRETA. Nos termos do item A4 da NBC TA 230 (R1), “O auditor não precisa incluir na documentação de auditoria versões superadas de papéis de trabalho e demonstrações contábeis, notas que reflitam entendimento incompleto ou preliminar, cópias anteriores de documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos ou de outro tipo de documentos em duplicata”. Letra D: ERRADA. Vimos que, apesar da documentação de auditoria poder incluir resumos ou cópias dos registros da entidade, a recíproca não é verdadeira, ou seja, a documentação jamais substitui registros contábeis da entidade. Letra E: ERRADA. O prazo para conclusão da montagem do arquivo final, de acordo com a norma, “não ultrapassa” 60 dias a contar da data do relatório. É comum questões considerarem o prazo de 60 dias (“cravados”) como correto! Gabarito: “C”. 41. (FGV / TJ PI – An. Judiciário – Apoio Esp. – Auditor – 2015) Os papéis de trabalho constituem a documentação preparada pelo auditor ou fornecida a este na execução da auditoria; sua guarda é responsabilidade do (a): a) auditor responsável; b) auditoria interna; c) administração da entidade auditada; d) contador da entidade auditada; e) conselho fiscal. 71 Comentários Questão trata de um importante ponto previsto na NBC PA 01: a propriedade da documentação de auditoria. A propriedade da documentação de trabalho é da firma de auditoria, e não da entidade auditada! Vejamos o que diz o item A63 da NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas de Auditores Independentes: Item A63. A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério, disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde que essa divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal. Firma, nesse contexto, pode ser entendida como um único profissional (auditor) ou ainda uma sociedade de pessoas que atuam como auditor independente. Gabarito: “A”. 42. (FGV / TJ PI – An. Judiciário – Apoio Esp. – Auditor – 2015) Os papéis de trabalho devem ser organizados conforme sua finalidade. São consideradas comuns: I. Pasta permanente; II. Pasta corrente; III. Pasta de análise das contas; IV. Pasta de correspondência. Constitui um exemplo de papel de trabalho que compõe a pasta corrente: a) análise da evolução do capital social; b) controles do fluxo de informações; c) descrição do sistema em escrituração contábil; d) estatuto da entidade auditada e suas alterações; e) planejamento do trabalho. Comentários Segundo a NBC TA 230(R1), “documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor” (usualmente é também utilizada a expressão “papéis de trabalho”)”. Quanto à sua natureza, Crepaldi, em sua obra, na versão digital, “Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016, p.17” explicita que os papéis de trabalho devem ser organizados conforme sua finalidade, separando-os em dois grupos: 72 I- Pasta permanente: inclui todos os papéis que são de importância de importância diária e contínua, ano após ano para consulta, por conterem dados sobre o sistema, área ou objeto da auditoria. Exemplos: histórico da empresa, estatuto, composição do capital social, informações contábeis, dos sistemas contábeis e operacionais e ainda informações relativas a participação da empresa no mercado. II- Pasta corrente: é composta de todos os papéis do exercício em curso. Exemplos: planejamento do trabalho, balancetes, demonstrações contábeis e análise de contas etc. [grifo nosso]. Pelo exposto, o planejamento dos trabalhos é exemplo de documentação do tipo corrente. As demais assertivas referem-se a exemplos de documentação do tipo permanente. Gabarito: “E”. 43. (FGV / CGE MA – Auditor do Estado – 2014) Assinale a alternativa que indica a finalidade para a qual é usada a documentação de auditoria. a) Assistir a equipe de trabalho na aplicação dos procedimentos de elaboração do plano de auditoria e para conhecimento da entidade auditada. b) Permitir que a equipe de trabalho não possa ser responsabilizada por seu trabalho, em possíveis questionamentos da auditoria. c) Manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras, quando não houver a aceitação da empresa auditada. d) Permitir a condução de inspeções internas em conformidade com as exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis. e) Assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do trabalho de auditoria no cumprimento de suas responsabilidades de revisão. Comentários Questão aborda as finalidades adicionais da documentação da auditoria, segundo a NBC TA 230 (R1). Para facilitar o entendimento, podemos imaginar que as finalidades adicionais são de 3 tipos: assistência (assistir a equipe no planejamento e execução dos trabalhos; manter registro de assuntos com importância recorrente), responsabilização (permitir que a equipe possa ser responsabilizada) e revisão (permitir a revisão dos trabalhos, o controle de qualidade e ainda inspeções externas). Vejamos o que diz a norma: 3. A documentação de auditoriaserve para várias finalidades adicionais, que incluem: • assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria; • assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão; • permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho; • manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras; 73 • permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade em conformidade com a NBC PA 01; • permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis. [Grifos nosso] Assim, a única assertiva que encontra respaldo no trecho acima destacado é a letra E. As demais assertivas deturpam, em alguma medida, o que prevê a norma. Gabarito: “E”. 44. (FGV / DPE RJ – Técnico Superior Especializado – Ciências Contábeis – 2014) Analise as seguintes afirmativas sobre os papeis de trabalho de auditoria: I. Devem ser arquivados com relação ao seu tipo: permanente, confidencial e corrente. II. Tem como uma de suas finalidades evidenciar o trabalho feito e as conclusões emitidas. III. Os papeis de trabalho que não contenham inconformidades nos testes ou que não sejam conclusivos devem ser removidos e arquivados à parte dos demais papéis de trabalho. Assinale se a) somente I estiver correta. b) somente I e II estiverem corretas. c) I, II e III estiverem corretas. d) somente II estiver correta. e) somente III estiver correta. Comentários Item I ERRADO. De acordo com a melhor doutrina, a documentação pode ser classificada em corrente e permanente. Item II CORRETO. Essa é umas finalidades principais da documentação de auditoria. Veja o que diz a NBC TA 230 (R1): 2. A documentação de auditoria, que atende às exigências desta Norma e às exigências específicas de documentação de outras normas de auditoria relevantes, fornece: (a) evidência da base do auditor para uma conclusão quanto ao cumprimento do objetivo global do auditor; e (b) evidência de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis. Item III ERRADO. Não há uma regra no sentido de que o auditor deve remover da documentação papéis que não apresentaram inconformidades nos testes ou que sejam inconclusivos. Se, em seu julgamento, o auditor considerar que algum desses papéis é relevante para o entendimento geral dos trabalhos, eles devem ser mantidos! Gabarito: “D”. 74 45. (FGV - ISS Cuiabá – AFTRM – 2014) De acordo com a NBC TA 230, Documentação de Auditoria, se, após a data do relatório, o auditor obtiver outras conclusões, deve documentar as informações apresentadas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a. a) As circunstâncias identificadas e os procedimentos novos ou adicionais executados. b) O motivo pelo qual não se obtiveram as conclusões mais recentes em um primeiro momento. c) As novas conclusões alcançadas e seu efeito sobre o relatório do auditor. d) O momento em que as modificações resultantes da documentação de auditoria foram executadas e revisadas. e) Por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram executadas e revisadas. Comentários Em situações normais, o auditor não executa novos testes, ou tampouco chega a novas conclusões, após a data de seu relatório. Em circunstâncias excepcionais, no entanto, isso é possível. Nesse caso, deve-se documentar as circunstâncias identificadas; os novos procedimentos, evidências e conclusões alcançadas; e ainda quando e por quem as mudanças foram executadas e revisadas. Vejamos o que diz a NBC TA 230 (R1): 13. Se, em circunstâncias excepcionais, o auditor executar procedimentos novos ou adicionais ou chegar a outras conclusões após a data do relatório, o auditor deve documentar: (a) as circunstâncias identificadas; (b) os procedimentos novos ou adicionais executados, a evidência de auditoria obtida e as novas conclusões alcançadas, e seu efeito sobre o relatório do auditor; e (c) quando e por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram executadas e revisadas. Pelo exposto, a única assertiva que não está de acordo com a norma é a letra B. Gabarito: “B”. 46. (CESPE / CGE CE – 2019) A documentação de auditoria é irrelevante para a) permitir a condução de inspeções externas. b) manter um registro de assuntos de importância recorrente. c) assistir a equipe de trabalho no planejamento. d) atribuir responsabilidade pelo trabalho executado. e) definir a data da divulgação do parecer de auditoria. Comentários: 75 Questão pede que seja apontado um elemento para o qual a documentação é irrelevante, ou seja, algo que não esteja dentre as suas finalidades (chamadas pela NBC TA 230 de “finalidades adicionais”). Vejamos: 3. A documentação de auditoria serve para várias finalidades adicionais, que incluem: • assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria; • assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão...; • permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho; • manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras; • permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade em conformidade com a NBC PA 01...; • permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis. [Grifo nosso] A única assertiva que não se encontra entre as finalidades da documentação de auditoria é a letra E. Gabarito: E 47. (CESPE / TRE TO – 2017) Em conformidade com as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à auditoria, em especial à documentação dos papéis de trabalho, um auditor, ao planejar a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria, deverá registrar a) as informações pormenorizadas dos auditores que tiverem executado os trabalhos anteriores. b) os dados dos informantes que tiverem sido descartados em uma possível seleção para entrevista investigativa. c) as características que identifiquem os itens ou assuntos específicos testados. d) as notas que reflitam entendimento incompleto ou preliminar. e) a data e hora precisas em que tiverem sido realizados os levantamentos da estatística amostral. Comentários Questão aborda aspecto relacionado à documentação dos procedimentos de auditoria executados. Segundo a NBC TA 230 (R1), “o auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda: a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis; (b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida; e (c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as 76 conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões”. O item 9 da norma, abaixo transcrito, define o que o deve ser documentado especificamente em relação aos procedimentos executados. Nessa documentação, devem ser registrados assuntos específicos que permitam, por exemplo, que a equipe de trabalho seja responsabilizada por seu trabalho e facilite a investigação de exceções ou inconsistências. O item 9 da norma supracitada enumera tais assuntos. Veja: 9. Ao documentar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria executados, o auditor deve registrar: (a) as características que identificam os itens ou assuntos específicostestados; (b) quem executou o trabalho de auditoria e a data em que foi concluído; e (c) quem revisou o trabalho de auditoria executado e a data e extensão de tal revisão. [grifo nosso] Portanto, alternativa correta é C. Veja que as demais alternativas contêm informações irrelevantes (informações pormenorizadas, dados descartados, notas que reflitam entendimento incompleto e data e hora precisas) para o processo de auditoria, não havendo, portanto, a necessidade de que sejam documentadas. Esse tipo de informação não contempla assuntos significativos que possam, de alguma forma, influenciar na opinião do auditor. Gabarito: “C”. 48. (CESPE Analista Judiciário (STM)/Contabilidade/Apoio Especializado – 2011) Com relação aos conceitos gerais de auditoria e aos papéis utilizados na sua execução, julgue o item seguinte. Como regra geral, os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. A seu critério, partes ou excertos desses papéis podem ser postos à disposição do auditado, que deve autorizar formalmente, salvo em situações legais específicas, a sua entrega a terceiros. Comentários Questão trata de um importante ponto previsto na NBC PA 01: a propriedade da documentação de auditoria. Vejamos o que diz o item A63 da NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas de Auditores Independentes: Item A63. A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério, disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde que essa divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal. Quando a norma diz “firma”, podemos entender como sendo um único profissional ou uma sociedade de pessoas que atuam como auditor independente. 77 Gabarito: “CERTO”. 49. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) Os papéis de trabalho podem referir-se à fase de planejamento ou de execução da auditoria. Entre os primeiros, destacam-se os da avaliação dos controles internos e de revisão contábil. Comentários Item errado. A primeira parte da questão está correta, já que os papéis de trabalho (documentação de auditoria) podem referir-se tanto a fase de planejamento, quanto à etapa de execução da auditoria. O erro está na segunda parte, pois a avaliação dos controles internos e a revisão contábil são feitas na fase de execução da auditoria, e não do planejamento. Gabarito: “ERRADO”. 50. (CESPE – Contador (DPU) - 2016) Em relação aos papéis de trabalho, tipos de auditoria no setor público e eventos subsequentes, julgue o item que se segue. Os papéis de trabalho obtidos nas auditorias internas são semelhantes em suas finalidades e importância aos papéis elaborados diretamente pelos auditores internos. Comentários Item certo. Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”). Segue mapa com as finalidades dos papéis de trabalhos, sejam eles obtidos nas auditorias, ou elaborados diretamente pelos auditores. Veja: 78 Ressalte-se que não há norma de auditoria - interna ou externa - que faça distinção acerca das finalidades e da importância entre os papéis de trabalho obtidos nas auditorias (ou seja, fornecidos ao auditor pela própria entidade ou mesmo por terceiros) e aqueles elaborados diretamente pelos auditores. Gabarito: “CERTO”. 51. (CESPE - Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna - 2018) Julgue o item a seguir, relativo à documentação de auditoria. O término da montagem do arquivo final de auditoria, após a data do relatório do auditor, é um processo administrativo que não envolve a realização de novos procedimentos de auditoria nem novas conclusões. Comentários Item certo. Questão trata da montagem do arquivo final de auditoria. De acordo com a norma, o auditor deve montar a documentação em arquivo de auditoria e completar o processo administrativo de montagem do arquivo final de auditoria tempestivamente após a data do relatório. Reparem que a montagem do arquivo final é um processo quase que mecânico. Nesse processo, não devem ser efetuados novos procedimentos e nem tampouco devem ser extraídas novas conclusões. Há ressalvas quanto a modificações de natureza administrativa, podendo essas serem feitas durante a montagem do arquivo final (exemplo: descarte de documentação superada). Vejamos os itens correspondentes: Montagem do arquivo final de auditoria 79 14. O auditor deve montar a documentação em arquivo de auditoria e completar o processo administrativo de montagem do arquivo final de auditoria tempestivamente após a data do relatório do auditor. A22. A conclusão da montagem do arquivo final de auditoria após a data do relatório do auditor é um processo administrativo que não envolve a execução de novos procedimentos de auditoria nem novas conclusões. Contudo, novas modificações podem ser feitas na documentação de auditoria durante o processo final de montagem se essas forem de natureza administrativa. Exemplos de tais modificações incluem: (a) apagar ou descartar documentação superada; (b) selecionar, conferir e acrescentar referências cruzadas aos documentos de trabalho; (c) conferir itens das listas de verificação evidenciando ter cumprido os passos relativos ao processo de montagem do arquivo; (d) documentar evidência de auditoria que o auditor obteve, discutiu e com a qual concordou junto aos membros relevantes da equipe de trabalho antes da data do relatório de auditoria. [Grifo nosso] Gabarito: “CERTO”. 52. (CESPE - Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna - 2018) Julgue o item a seguir, relativo à documentação de auditoria. A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria independem de fatores como tamanho e complexidade da organização. Comentários Item errado. O item trata dos fatores que devem ser levados em consideração na preparação da documentação de auditoria (sua forma, conteúdo e extensão). Segundo a NBC TA 230(R1): A2. A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem de fatores como: (a) tamanho e complexidade da entidade; (b) natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados; (c) riscos identificados de distorção relevante; (d) importância da evidência de auditoria obtida; (e) natureza e extensão das exceções identificadas; (f) necessidade de documentar a conclusão ou a base da conclusão não prontamente determinável a partir da documentação do trabalho executado ou da evidência de auditoria obtida; (g) metodologia e as ferramentas de auditoria usadas. [grifo nosso] 80 Nesse tipo de questão devemos nos preocupar com a literalidade da norma. Dessa forma, concluímos que a forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem do tamanho e da complexidade da entidade. Gabarito: “ERRADO”. 53. (CESPE - – TCE PR – ACE/Administração – 2016) No que se refere à documentação de auditoria, assinale a opção correta. a) Discussões entre auditor e administração devem ser mantidas em sigilo, devendo, portanto, ser excluídas da documentação. b) Procedimentos podem ser executados mesmo depois da conclusão do relatório de auditoria, desde que sejam devidamente documentados. c) A documentação de auditoria deve limitar-se aos registros elaborados pelo auditor, para fins de confirmação da autenticidade. d) De acordo com as normas em vigor, os termos arquivo de auditoria e documentação de auditoria são sinônimos. e) Por exigência da preservação probatória estabelecida nas normas de auditoria, a documentação de auditoria deve incluir todos os documentos, inclusive versões superadas de documentos e notas que reflitam entendimento incompleto. ComentáriosVejamos a seguir os comentários de cada assertiva: Letra A - Errada. De acordo com o item 10 da NBC TA 230 (R1), temos o contrário, ou seja, “O auditor deve documentar discussões de assuntos significativos com a administração, os responsáveis pela governança e outros, incluindo a natureza dos assuntos significativos discutidos e quando e com quem as discussões ocorreram”. Letra B – Correta (nosso gabarito). O item 13 da NBC TA 230 (R1) trata dos “assuntos surgidos após a data do relatório do auditor”. Em seus termos, “se, em circunstâncias excepcionais, o auditor executar procedimentos novos ou adicionais ou chegar a outras conclusões após a data 81 do relatório, o auditor deve documentar: (a) as circunstâncias identificadas; (b) os procedimentos novos ou adicionais executados, a evidência de auditoria obtida e as novas conclusões alcançadas, e seu efeito sobre o relatório do auditor; e (c) quando e por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram executadas e revisadas”. Letra C - Errada. Nos termos do item A14 da NBC TA 230 (R1), “A documentação não se limita aos registros elaborados pelo auditor, mas podem incluir outros registros apropriados, como minutas de reuniões elaboradas pelo pessoal da entidade e acordadas com o auditor. O auditor pode discutir assuntos significativos com outros empregados da entidade e terceiros, como pessoas que prestam serviço de consultoria”. Letra D - Errada. Vimos ao longo de nossa aula que isso não é verdade. Vamos relembrar: -- Documentação de auditoria (papéis de trabalho): registro dos procedimentos, evidências e conclusões. -- Arquivo de auditoria: pasta que contém os registros que constituem a documentação de auditoria. Letra E - Errada. Nos termos do item A4 da NBC TA 230 (R1), “O auditor não precisa incluir na documentação de auditoria versões superadas de papéis de trabalho e demonstrações contábeis, notas que reflitam entendimento incompleto ou preliminar, cópias anteriores de documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos ou de outro tipo de documentos em duplicata”. Gabarito: “B”. 54. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA) /Controle Externo - 2018) Na documentação de auditoria, deve-se excluir a) discussões da equipe de auditoria com a administração e com os responsáveis pela governança. b) informação que possa ser considerada inconsistente com a conclusão final da auditoria. c) registro de procedimentos de auditoria diferentes dos requeridos pelas normas técnicas. d) cópias anteriores de documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos. e) razões específicas para modificações na documentação de auditoria ocorridas após a emissão do relatório. Comentários A questão aborda exemplos de documentos que podem ser excluídos (ou “não incluídos” – como diz a norma) da documentação de auditoria. Veja: A4. O auditor não precisa incluir na documentação de auditoria versões superadas de papéis de trabalho e demonstrações contábeis, notas que reflitam entendimento incompleto ou preliminar, cópias anteriores de documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos ou de outro tipo de documentos em duplicata. [NBC TA 230] [grifo nosso] 82 Portanto, alternativa correta é D. As demais alternativas trazem informações relevantes que devem ser documentadas, pois fornecem evidência de auditoria que ajudarão a sustentar a opinião do auditor, além de demonstrar que a auditoria foi planejada e executada conforme as normas e que servirão para assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da mesma. Gabarito: “D”. 55. (CESPE - Analista Judiciário (STM) /Contabilidade/Apoio Especializado - 2018) À luz das Normas Brasileiras de Contabilidade do Conselho Federal de Contabilidade que tratam do auditor independente e da auditoria independente de informação contábil histórica, julgue o item subsequente. A documentação de auditoria e a evidência de auditoria remetem ao mesmo conceito, ou seja, ambas são constituídas por registros, documentos e outras informações que permitem a obtenção de conclusões pelo auditor. Comentários Item errado. Evidência de auditoria é parte integrante da documentação de auditoria, ou seja, a documentação é mais ampla que a evidência. Nesse sentido, veja mais uma vez como as normas de auditoria as definem: Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”). [NBC TA 230(R1)][grifo nosso] Evidências de auditoria são as informações utilizadas pelo auditor para fundamentar suas conclusões em que se baseia a sua opinião. As evidências de auditoria incluem informações contidas nos registros contábeis subjacentes às demonstrações contábeis e outras informações. [NBC TA 200(R1)] [grifo nosso] Gabarito: “ERRADO”. 56. (FCC / ALAP – 2020) A expressão papéis de trabalho vem sendo derrogada pelo termo documentação de auditoria em normas que estabelecem que ela deve ser preparada de forma que um a) auditor experiente entenda a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados, desde que tenha tido envolvimento anterior com a auditoria. b) leigo que tenha tido envolvimento anterior com a auditoria consiga entender a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados. c) auditor experiente entenda os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida, ainda que não tenha tido envolvimento anterior com a auditoria. d) auditor inexperiente e que não tenha tido envolvimento anterior com a auditoria entenda os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida. 83 e) leigo que não tenha tido envolvimento anterior com a auditoria entenda os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida. Comentários Questão exige conhecimento do “famoso” item 8 da NBC TA 230, segundo o qual – em resumo – a documentação deve ser preparada de maneira SUFICIENTE para que um auditor EXPERIENTE (sem nenhum envolvimento com a auditoria) entenda: a natureza, época e a extensão dos procedimentos aplicados; os resultados desses procedimentos, ou seja, as evidências obtidas; e os principais assuntos identificados e as conclusões alcançadas. Gabarito: “C”. 57. (FCC – Auditor Fiscal/SEFAZ BA– 2019) De acordo com a NBC TA 230 (R1), a documentação de auditoria, também conhecida como papéis de trabalho, I. permite a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis. II. fornece evidência da base do auditor para uma conclusão quanto ao cumprimento do objetivo global do auditor. III. permite que a equipe de trabalho possa ser exonerada de responsabilidade por seu trabalho, quando as conclusões apresentadas tiverem tido a participação de mais de um especialista do auditor. IV. fornece evidência de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis. Está correto o que se afirma APENAS em (A) I e III. (B) I, III e IV. (C) II e IV. (D) I, II e IV. (E) II e III Comentários Questão aborda as finalidades da documentação de auditoria – principais e adicionais. Segundo a NBC TA 230(R1): 84 Percebam que somente a “III” apresenta um erro sutil, pois a documentação de auditoria permite que a equipe de trabalho possa responsabilizada (e não "exonerada de responsabilidade"). Portanto, alternativa correta é D. Gabarito: “D”. 58. (FCC - AUDITOR FISCAL / SEFAZ GO - 2018) A documentação de auditoria: I. Também é conhecida como “papéis de trabalho”. II. Deve ser preparada de modo que um leigo possa entender a natureza, época eextensão dos procedimentos de auditoria executados. III. Deve ser sigilosa, ocultando, por exemplo, o nome do profissional que executou o trabalho de auditoria. IV. Trata-se de coleção de papéis para a elaboração do relatório final que pode, excepcionalmente, conter documentos emitidos após a data desse relatório. Está correto o que se afirma APENAS em (A) I e IV. (B) I e III. (C) I e II. (D) III e IV. (E) II e IV. Comentários Questão aborda aspectos gerais de documentação de auditoria, segundo a NBC TA 230(R1). Analisando cada item: I. Item correto. Segundo a NBC TA 230(R1): 85 6. Para fins das normas de auditoria, os seguintes termos possuem os significados atribuídos abaixo: (a) Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”). II. Item errado. Não é um leigo que deve ser capaz de entender os procedimentos executados, mas um auditor experiente. Segundo a NBC TA 230(R1): 8. O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda: (a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis; (b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida; e (c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões. III. Item errado. Não há respaldo para tal afirmação nas normas. Entendemos que é necessário estar explícito o nome do profissional que executou a auditoria. IV. Item correto. É possível aceitar o item como correto a partir da definição de documentação de auditoria (registro das conclusões alcançadas pelo auditor), segundo a NBC TA 230(R1), e do item que trata dos assuntos surgidos após a data do relatório. Veja: 13. Se, em circunstâncias excepcionais, o auditor executar procedimentos novos ou adicionais ou chegar a outras conclusões após a data do relatório, o auditor deve documentar: (a) as circunstâncias identificadas; (b) os procedimentos novos ou adicionais executados, a evidência de auditoria obtida e as novas conclusões alcançadas, e seu efeito sobre o relatório do auditor; e (c) quando e por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram executadas e revisadas. Reparem que a situação acima, ou seja, execução de procedimentos novos ou obtenção de novas conclusões APÓS A DATA DO RELATÓRIO, só pode ocorrer EM CIRCUSNTÂNCIAS EXCEPCIONAIS. Nesse caso, o auditor deve documentar as circunstâncias identificadas, os 86 novos procedimentos executados e a identificação de por quem e quando as modificações foram executadas e revisadas. Gabarito: “A”. 59. (FCC/ ALESE – An. Legislativo/Contabilidade – 2018) A NBC TA 230 estabelece, no tocante especificamente à forma, conteúdo e extensão da documentação de auditoria, que o auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis, devendo registrar, inclusive, as características que identificam os itens ou assuntos específicos testados, vedados estes registros quando a entidade for instituição financeira. b) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados, sendo obrigatório o registro da data em que foi concluída a auditoria, mas vedado o registro da pessoa que executou o trabalho, exceto quando houver determinação judicial específica nesse sentido. c) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida, bem como a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis, devendo registrar, inclusive, quem revisou o trabalho de auditoria executado, bem como a data e extensão de tal revisão. d) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões, sendo facultativa a documentação da discussão destes assuntos, quando mantidas apenas com os responsáveis pela governança da entidade, mas vedada, em qualquer caso, a identificação da pessoa com quem as discussões ocorreram. e) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões, dispensada a documentação referente ao modo como foram tratadas as informações que se mostraram inconsistentes com a sua conclusão final. Comentários Questão utiliza parte do que acabamos de apresentar na anterior (item 8 da NBC TA 230 R1) e mais um pouco (item 9 da NBC TA 230 R1). Vejamos: Item 8. O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda: (a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis; (b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida; e 87 (c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões. Item 9. Ao documentar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria executados, o auditor deve registrar: (a) as características que identificam os itens ou assuntos específicos testados; (b) quem executou o trabalho de auditoria e a data em que foi concluído; (c) quem revisou o trabalho de auditoria executado e a data e extensão de tal revisão. Pela literalidade dos itens trazidos acima, nosso gabarito só pode ser a letra C. Reparem que o item 9 define o que o deve ser documentado especificamente em relação aos procedimentos executados. Vamos analisar os erros das demais assertivas: a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis, devendo registrar, inclusive, as características que identificam os itens ou assuntos específicos testados, vedados estes registros quando a entidade for instituição financeira. Não existe previsão normativa para tal vedação. b) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados, sendo obrigatório o registro da data em que foi concluída a auditoria, mas vedado o registro da pessoa que executou o trabalho, exceto quando houver determinação judicial específica nesse sentido. O item 9, “b”, diz que deve ser documentado quem executou o trabalho e a data em que foi concluído. d) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões, sendo facultativa a documentação da discussão destes assuntos, quando mantidas apenas com os responsáveis pela governança da entidade, mas vedada, em qualquer caso, a identificação da pessoa com quem as discussões ocorreram. 10. O auditor deve documentar discussões de assuntos significativos com a administração, os responsáveis pela governança e outros, incluindo a natureza dos assuntos significativos discutidose quando e com quem as discussões ocorreram. e) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões, dispensada a documentação referente ao modo como foram tratadas as informações que se mostraram inconsistentes com a sua conclusão final. 11. Se o auditor identificou informações referentes a um assunto significativo que são inconsistentes com a sua conclusão final, ele deve documentar como tratou essa inconsistência. Gabarito: “C”. 60. (FCC/ MPE PE – Analista Ministerial – Auditoria – 2018) Embora a conclusão da montagem do arquivo final de auditoria constitua processo administrativo desprovido de novos testes e conclusões, novas modificações de natureza 88 administrativa podem ser feitas na documentação de auditoria nessa etapa, para suprimir, apagar ou descartar a) evidências desfavoráveis à conclusão apresentada. b) referências cruzadas aos documentos de trabalho. c) documentação superada. d) evidência de auditoria que o auditor obteve antes da data do relatório de auditoria. e) identificação de quem executou o trabalho de auditoria. Comentários Questão trata da montagem do arquivo final de auditoria. De acordo com a norma, o auditor deve montar a documentação em arquivo de auditoria e completar o processo administrativo de montagem do arquivo final de auditoria, tempestivamente após a data do relatório. Reparem que a montagem do arquivo final é um processo quase que mecânico. Nesse processo, não devem ser efetuados novos procedimentos e nem tampouco devem ser extraídas novas conclusões. Há ressalvas quanto a modificações de natureza administrativa na documentação, podendo essas serem feitas durante a montagem do arquivo final (exemplo: descarte de documentação superada). A regra, no entanto, é que após a montagem do arquivo final de auditoria, o auditor não apaga nem descarta documentação de qualquer natureza antes do fim de seu período de guarda (5 anos da data do relatório). Gabarito: “C”. 61. (FCC/ TRF 5ª Região – An. Judiciário/Contadoria – 2017) Na auditoria das demonstrações contábeis, de acordo com a NBC TA 230 (R1) − Documentação de Auditoria, a documentação de auditoria, que atende às exigências de tal Norma e às exigências específicas de documentação de outras normas de auditoria relevantes, fornece evidência a) da base do auditor para uma conclusão sobre a segurança absoluta de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante. b) de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis. c) da base para o auditor promover alterações nos registros contábeis de forma que possa ter razoável segurança que, como um todo, as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. d) de que o risco de auditoria foi eliminado, mesmo na existência de riscos de distorção relevante e de detecção. e) de que o auditor não exercitou o julgamento profissional ao planejar e executar a auditoria de demonstrações contábeis. Comentários 89 De acordo com a NBC TA 230: 2. A documentação de auditoria, que atende às exigências desta Norma e às exigências específicas de documentação de outras normas de auditoria relevantes, fornece: (a) evidência da base do auditor para uma conclusão quanto ao cumprimento do objetivo global do audito; e (b) evidência de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis. Pelo exposto, o gabarito é letra B. Vejam que as demais assertivas trazem situações não previstas em normas ou então “absurdas” no contexto da auditoria (“segurança absoluta”; “risco foi eliminado”). Gabarito: “B”. 62. (FCC - Analista (DPE RS) / Contabilidade - 2017) Considere os itens abaixo. I. Assistir à equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria. II. Assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão. III. Permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho. IV. Manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras. V. Permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis. Nos termos da NBC TA 230, esses itens representam as denominadas finalidades adicionais a) dos papéis de trabalho. b) da documentação de auditoria. c) do planejamento da auditoria. d) dos registros contábeis fidedignos. e) do relatório de auditoria. Comentários Questão aborda as finalidades adicionais da documentação da auditoria, segundo a NBC TA 230(R1). Veja: 3. A documentação de auditoria serve para várias finalidades adicionais, que incluem: • assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria; • assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão em 90 conformidade com a NBC TA 220 – Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis; • permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho; • manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras; • permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade; • permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis. [Grifos nossos] Assim, todos os itens enumerados na questão são finalidades adicionais da documentação de auditoria. Gabarito: “B”. 63. (FCC/ TST – An. Jud. – Contador – 2017) Um auditor independente, durante os trabalhos de auditoria, julgou necessário NÃO atender um requisito relevante de uma norma. Nesse caso, nos termos da NBC TA 230, ele deve a) trancar a auditoria e refazer o planejamento. b) justificar ao auditado a opção do não atendimento. c) reorganizar a extensão dos procedimentos de auditoria executados. d) reavaliar os resultados dos procedimentos de auditoria executados. e) documentar como os procedimentos alternativos executados cumprem a finalidade do requisito não atendido. Comentários Questão interessante, que trata de situação atípica, qual seja: não atendimento de requisito relevante de norma específica. Vejamos os itens correspondentes da norma: Item 12. Se, em circunstâncias excepcionais, o auditor julgar necessário não atender um requisito relevante de uma norma, ele deve documentar como os procedimentos alternativos de auditoria executados cumprem a finalidade desse requisito, e as razões para o não atendimento. Gabarito: “E”. 64. (FCC/ SEFAZ MA – Auditor Fiscal – 2016) Nas auditorias das demonstrações contábeis o auditor deve preparar tempestivamente a documentação de auditoria. Quanto à forma, ao conteúdo e à extensão, o auditor deve levar em conta, entre outros, os seguintes fatores: I. Resultado de auditorias anteriores e os ajustes promovidos pela entidade. II. Natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados. III. Volume dos recursos e a importância das transações realizadas pela entidade. 91 IV. Riscos identificados de distorção relevante. V. Tamanho e complexidade da entidade. Está correto o que se afirma APENAS em (A) II, IV e V. (B) I, III e IV. (C) II e III. (D) III, IV e V. (E) I, II, e V. Comentários Questão aborda um assunto recorrentemente cobrado pela FCC. Trata-se dos fatores que influenciam a forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria. Vejamos o que diz o item A2 da NBC TA 230: “A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependemde fatores como: (a) tamanho e complexidade da entidade; (b) natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados; (c) riscos identificados de distorção relevante; (d) importância da evidência de auditoria obtida; (e) natureza e extensão das exceções identificadas; (f) necessidade de documentar a conclusão ou a base da conclusão não prontamente determinável a partir da documentação do trabalho executado ou da evidência de auditoria obtida; (g) metodologia e as ferramentas de auditoria usadas”. Os itens II, IV e V são os únicos que constam no rol trazido pelo item A2 da norma supracitada. Gabarito: “A”. 65. (FCC/ COPERGAS PE – Contador – 2016) As demonstrações contábeis do exercício de 2015 da Companhia Distribuidora de Águas Potáveis do Nordeste serão auditadas pela firma TOC Auditores e Consultoria Contábil. Na realização dos trabalhos de auditoria, o Auditor deve montar a documentação em arquivo de auditoria e completar o processo administrativo de montagem do arquivo final de auditoria tempestivamente. Segundo as Normas de Auditoria – NBC PA 01 e TA 230, um limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria não pode ultrapassar: A) 30 dias após a data do relatório do auditor. B) 40 dias após o término dos trabalhos de auditoria. C) 60 dias após a data do relatório do auditor. 92 D) 40 dias após o término dos trabalhos de auditoria E) 60 dias após a revisão da documentação de auditoria. Comentários Questão trata do prazo para conclusão da montagem do arquivo final de auditoria. Vejamos os itens correspondentes da norma: Item A21. A NBC PA 01, item 45, requer que as firmas de auditoria estabeleçam políticas e procedimentos para a conclusão tempestiva da montagem dos arquivos de auditoria. Um limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria geralmente não ultrapassa 60 dias após a data do relatório do auditor Temos que guardar 2 informações importantes aqui. A primeira é o prazo propriamente dito (60 dias); a segunda é o início da contagem do prazo (data do relatório de auditoria). Uma terceira informação relevante é que esse limite de tempo “geralmente não ultrapassa” 60 dias. Já a questão assevera que o prazo “não pode ultrapassar” (de forma taxativa), motivo pelo qual a questão foi ANULADA. Na prova você marcaria letra C e “segue o baile”. Gabarito: “ANULADA”. 66. (FCC/ TRT 23ª Região – An. Jud. – Contabilidade – 2016) Sobre entidade auditada, considere: I. Complexidade. II. Localização. III. Finalidade social. IV. Tamanho. Nos termos da NBC TA 230, a forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem dos fatores que constam em a) I, II e IV, apenas. b) I, II, III e IV. c) II, III e IV, apenas. d) I e IV, apenas. e) I, II e III, apenas. Comentários Mais uma que exige conhecimento dos fatores que influenciam a forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria. Veja mais uma vez o que diz o item A2 da NBC TA 230: “A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem de fatores como: (a) tamanho e complexidade da entidade; 93 (b) natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados; (c) riscos identificados de distorção relevante; (d) importância da evidência de auditoria obtida; (e) natureza e extensão das exceções identificadas; (f) necessidade de documentar a conclusão ou a base da conclusão não prontamente determinável a partir da documentação do trabalho executado ou da evidência de auditoria obtida; (g) metodologia e as ferramentas de auditoria usadas”. Gabarito: “D”. 67. (FCC/ PGE MT – Analista/Contabilidade – 2016) Segundo a Norma Brasileira de Contabilidade do Trabalho de Auditoria 230 (NBC TA 230) (R1) não representa documentação adequada para o trabalho executado pelo auditor ou para as conclusões obtidas, mas, pode ser usada para explicar ou esclarecer informações contidas na documentação de auditoria: a) programas de auditoria. b) análises. c) memorandos de assuntos do trabalho. d) listas de verificação. e) explicações verbais do auditor. Comentários Questão bem direta, resolvível com conhecimento do item A5 da NBC TA 230 (R1). Veja: A5. Explicações verbais do auditor, por si só, não representam documentação adequada para o trabalho executado pelo auditor ou para as conclusões obtidas, mas podem ser usadas para explicar ou esclarecer informações contidas na documentação de auditoria. Gabarito: “E”. 68. (FCC/ TCE-CE – ACE/Contabilidade – 2015) A Companhia de Distribuição de Alimentos do Nordeste, por exigências legais, contratou o auditor independente para realizar a auditoria das demonstrações contábeis do exercício de 2014. Com relação à documentação de auditoria, nos termos das NBC TAs, o objetivo do auditor é preparar documentação que forneça (A) evidência de que o auditor aplicou procedimentos de auditoria necessários e suficientes para detectar possíveis fraudes na empresa. (B) segurança que as demonstrações contábeis estão livres de irregulares que possam comprometer a credibilidade da empresa. 94 (C) registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor, e evidências de que a auditoria foi planejada executada em conformidade com as normas e as exigências legais e regulamentares aplicáveis. (D) registro das causas e efeitos da falta de competitividade, quando houver, da empresa no mercado. (E) evidência de que os trabalhos foram adequados ao objeto da auditoria e que o auditor é o responsável pela prevenção e detecção de fraudes e erros. Comentários Questão sobre os objetivos do Auditor Independente relacionados à documentação. Vale ressaltar que quase todas as NBC TA trazem, em seu corpo, o Objetivo do Auditor relacionados ao tema tratado (documentação, amostragem, planejamento, etc.). Nos termos do item 5 da NBC TA 230, o “objetivo do auditor é preparar documentação que forneça: (a) registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor; e (b) evidências de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas e as exigências legais e regulamentares aplicáveis”. Gabarito: “C”. 69. (FCC/ TCE-CE – ACE/Atividade Jurídica – 2015) Com base na documentação de auditoria normatizada pela NBC TA 230, a) o auditor deve documentar todos os assuntos considerados ou todos os julgamentos exercidos na auditoria. b) é necessário que o auditor documente separadamente a conformidade em assuntos, ainda que já demonstrada por documentos incluídos no arquivo de auditoria. c) explicações verbais do auditor, por si só, não representam documentação adequada para o trabalho executado pelo auditor ou para conclusões obtidas, mas podem ser usadas para explicar ou esclarecer informações obtidas na documentação de auditoria. d) a documentação de auditoria deve sempre ser registrada em papel, condição necessária para comprovar os fundamentos da conclusão do auditor. e) a precisão da documentação elaborada pelo auditor independe se foi feita de forma tempestiva ou após a realização do trabalho de auditoria. Comentários Questão bacana que traz diversos pontos interessantes da norma. Vejamos a seguir os comentários de cada assertiva: A - Errada. O Item A7 da NBC TA 230 diz justamente o contrário. Vejamos: Item A7. A documentação de auditoria fornece evidências de que a auditoria está em conformidade com as normas de auditoria. Contudo, não é necessário nem praticável para o 95 auditor documentar todos os assuntos considerados ou todos os julgamentos profissionais exercidos na auditoria. Além disso, é desnecessário o auditor documentar separadamente (como em lista de verificação, por exemplo) a conformidade em assuntos já demonstrada por documentos incluídos no arquivo de auditoria. B - Errada. Acabamos de apresentaro item A7 da norma. Reparem na parte final que diz ser desnecessário essa documentação em separado de assuntos cuja conformidade restou demonstrada por documentos já incluídos no arquivo de auditoria. C - Correta. É exatamente o que diz o importante item A5 da norma. Vejamos: Item A5. Explicações verbais do auditor, por si só, não representam documentação adequada para o trabalho executado pelo auditor ou para as conclusões obtidas, mas podem ser usadas para explicar ou esclarecer informações contidas na documentação de auditoria. D - Errada. De acordo com o também importante item A3 da norma, “a documentação de auditoria pode ser registrada em papel, em formatos eletrônicos ou outros. Exemplos de documentação de auditoria incluem: (a) programas de auditoria; (b) análises; (c) memorandos de assuntos do trabalho; (d) resumos de assuntos significativos; (e) cartas de confirmação e representação; (f) listas de verificação; (g) correspondências (inclusive correio eletrônico) referentes a assuntos significativos (...)”. Cabe aqui um destaque para a parte final do item A3, não cobrada nessa questão especificamente. Vejamos: “(...) O auditor pode incluir resumos ou cópias de registros da entidade (por exemplo, contratos e acordos significativos e específicos) como parte da documentação de auditoria. A documentação de auditoria, porém, não substitui os registros contábeis da entidade”. Parece óbvia essa não substituição dos registros contábeis pela documentação de auditoria, mas os examinadores tentam – de forma recorrente – fazer você acreditar no contrário. Portanto, meus amigos, fiquem ligados! E - Errada. Assertiva trata de um ponto importante que é a elaboração tempestiva da documentação de auditoria. Vejamos os itens da norma relacionados: Item 7. O auditor deve preparar tempestivamente a documentação de auditoria. Item A1. A elaboração tempestiva de documentação de auditoria suficiente e apropriada aprimora a qualidade da auditoria e facilita a revisão e a avaliação eficazes da evidência de auditoria e das conclusões obtidas antes da finalização do relatório do auditor. A documentação elaborada após a execução do trabalho de auditoria tende a ser menos precisa do que aquela elaborada no momento em que o trabalho é executado. Podemos extrair pelo menos 2 coisas dos itens apresentados acima: Em primeiro lugar, é possível sim elaborar documentação de auditoria após a execução do trabalho. Em segundo lugar, que a documentação elaborada após a execução do trabalho tende a ser MENOS PRECISA que aquela elaborada tempestivamente (daí o erro na assertiva). Gabarito: “C”. 70. (FCC/ CGM São Luís –Auditor de Controle Interno- 2015) 96 Considere os itens abaixo. I. O objetivo do Auditor Interno é preparar documentação que forneça registro suficiente do embasamento do seu relatório. II. Arquivo de auditoria compreende o registro de procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor. III. A documentação de auditoria pode substituir os registros contábeis da entidade. Sobre a documentação de auditoria, está correto o que se afirma em a) I e II, apenas. b) II, apenas. c) I apenas. d) I, II e III. e) II e III, apenas. Comentários Item I: CORRETO. De acordo com a NBC TA 230 (R1), o objetivo do auditor é preparar documentação que forneça: ✓ Registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor; e ✓ Evidências de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas e as exigências legais e regulamentares aplicáveis. Item II: ERRADO. Essa é a definição da documentação de auditoria. Vamos relembrar: -- Documentação de auditoria (papéis de trabalho): registro dos procedimentos, evidências e conclusões. -- Arquivo de auditoria: pasta que contém os registros que constituem a documentação de auditoria. Item III: ERRADO. O auditor pode incluir resumos ou cópias de registros da entidade (por exemplo, contratos e acordos significativos e específicos) como parte da documentação de auditoria. A documentação de auditoria, porém, não substitui os registros contábeis da entidade. Gabarito: “C”. 71. (FCC/ CGM São Luís –Auditor de Controle Interno- 2015) Considere as hipóteses abaixo. I. O Auditor Interno pode não atender um requisito relevante de uma norma. II. O Auditor Interno pode executar procedimentos adicionais referentes a fatos ocorridos após a data do relatório de auditoria. 97 III. O Auditor Interno deve documentar inconsistências em relação a sua conclusão final, referentes a assuntos significativos. Nos termos da NBC TA 230, está correto o que se afirma em a) III, apenas. b) I, II e III. c) II e III, apenas. d) II, apenas. e) I e III, apenas. Comentários I. CORRETO. O auditor até pode não atender um requisito relevante de uma norma. Nesse caso, ele deve documentar como os procedimentos alternativos cumprem a finalidade desse requisito, e as razões para o não atendimento. 12. Se, em circunstâncias excepcionais, o auditor julgar necessário não atender um requisito relevante de uma norma, ele deve documentar como os procedimentos alternativos de auditoria executados cumprem a finalidade desse requisito, e as razões para o não atendimento. Item II. CORRETO. Vimos que isso pode acontecer em circunstâncias excepcionais. 13. Se, em circunstâncias excepcionais, o auditor executar procedimentos novos ou adicionais ou chegar a outras conclusões após a data do relatório, o auditor deve documentar: (a) as circunstâncias identificadas; (b) os procedimentos novos ou adicionais executados, a evidência de auditoria obtida e as novas conclusões alcançadas, e seu efeito sobre o relatório do auditor; e (c) quando e por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram executadas e revisadas. Item III: CORRETO, nos termos do item 11 da NBC TA 230 (R1): 11. Se o auditor identificou informações referentes a um assunto significativo que são inconsistentes com a sua conclusão final, ele deve documentar como tratou essa inconsistência. Gabarito: “B”. 72. (FCC/ TCE GO – Analista de Controle Externo – Contabilidade – 2014) No decorrer dos trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis da empresa Distribuidora de Aços Rígidos do Brasil S/A, o auditor independente constatou que o valor do saldo da conta duplicatas a receber, em 31.12.2013, apresentava uma diferença de R$ 150.000,00, referente a três duplicatas, de um mesmo cliente, pagas no mês de novembro de 2013, não baixadas do saldo. Quanto à evidência de auditoria, nos termos da NBC TA 230, o auditor deve registrá-la a) no relatório da auditoria, expressando uma opinião com ressalvas. 98 b) no livro de ocorrências de achados de auditoria. c) no relatório da auditoria, expressando uma opinião sem ressalvas. d) em documentação de Auditoria (papéis de trabalho). e) no relatório da auditoria, com abstenção de opinião. Comentários Questão muito tranquila. A evidência de auditoria obtida (bem como os procedimentos executados e as conclusões alcançadas) deve ser registrada na documentação de auditoria. 6. Para fins das normas de auditoria, os seguintes termos possuem os significados atribuídos abaixo: (a) Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”). Gabarito: “D”. 73. (FCC/ SEFAZ PE – AFTE -2014) Na auditoria interna realizada na tesouraria de determinada empresa de produtos alimentícios, referente à movimentação financeira do mês de agosto de 2014, o auditor constatou que a empresa pagou três duplicatas sem a devida comprovação de compra ou recebimento do material. A fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua opinião,críticas, sugestões e recomendações, as informações e provas obtidas no curso da auditoria serão registrados (A) nos papeis de trabalho. (B) no certificado de auditoria. (C) no relatório de auditoria. (D) no programa de auditoria. (E) na ata de conclusão da auditoria. Comentários Questão bem parecida com a anterior, sendo que estamos no escopo da Auditoria Interna, conforme citado no enunciado. Vejamos a seguir todos os tópicos referentes aos Papéis de Trabalho (documentação de auditoria), presentes na NBC TI 01 (norma explorada com detalhes em outras aulas de nossos cursos). Reparem como os conceitos são semelhantes: Item 12.1.2 – Papéis de Trabalho 12.1.2.1 – A Auditoria Interna deve ser documentada por meio de papéis de trabalho, elaborados em meio físico ou eletrônico, que devem ser organizados e arquivados de forma sistemática e racional. 12.1.2.2 – Os papéis de trabalho constituem documentos e registros dos fatos, informações e provas, obtido no curso da auditoria, a fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua opinião, críticas, sugestões e recomendações. 99 12.1.2.3 – Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciarem a compreensão do planejamento, da natureza, da oportunidade e da extensão dos procedimentos de Auditoria Interna aplicados, bem como do julgamento exercido e do suporte das conclusões alcançadas. 12.1.2.4 – Análises, demonstrações ou quaisquer outros documentos devem ter sua integridade verificada sempre que forem anexados aos papéis de trabalho. Gabarito: “A”. 74. (FCC/ ALEPE – Contabilidade – 2014) Os papéis de trabalho: I. devem conter o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e das conclusões alcançadas pelo auditor. II. devem ser preparados de forma suficiente para que sejam compreendidos por qualquer usuário da informação contábil. III. têm como objetivo auxiliar a execução dos exames, servir de suporte aos relatórios e como prova em questões judiciais. Está correto o que se afirma APENAS em A) I. B) II. C) I e III. D) I e II. E) II e III. Comentários Questão traz umas “cascas de banana” nos itens II e III. Vejamos cada item a seguir: Item I – Correto. Tenho até vergonha de trazer novamente esse conceito (rs). Já vimos anteriormente que essa é exatamente a letra do item 6 da NBC TA 230. Item II – Errado de acordo com o item 8 da NBC TA 230, a seguir descrito: Item 8. O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda: (a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis; (b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida; e (c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões. 100 Ora, a documentação de auditoria deve ser preparada de maneira que um auditor experiente (e não um usuário qualquer – por isso a incorreção do item) entenda os procedimentos executados, as evidências e as conclusões obtidas. Fiquem ligados ainda no termo “suficiente”, que já foi objeto de cobrança em questões (da FCC inclusive). Item III – Correto. Item bem difícil e, de certa forma, controverso. Vejamos cada parte do item separadamente. Os papéis de trabalho têm como objetivo: • Auxiliar a execução dos exames – correto, nos termos do item 5 da NBC TA 230, que trata das finalidades adicionais dos papéis de trabalho. Consta no rol do item 5 o seguinte: “assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria”. • Servir de suporte aos relatórios – igualmente correto (e óbvio, em certa medida). O item 5 da NBC TA 230 diz que o objetivo do auditor é preparar documentação de auditoria que forneça registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor. • Servir como prova em questões judiciais. Aqui reside a controvérsia da questão. Não há tal previsão expressa nas normas de auditoria. Encontramos registros na doutrina que dizem que os papéis de trabalho têm como objetivo “representar na justiça as evidências do trabalho executado, acumular provas necessárias para suportar o parecer do auditor”. Portanto a banca considerou o item como correto. Aliás, a banca já defendeu esse argumento como correto em outras ocasiões. Gabarito: “C”. 75. (FCC/ ALEPE – Contabilidade – 2014) Os papéis de trabalho devem ter abrangência e detalhamento para propiciar a compreensão do planejamento de auditoria em grau a) suficiente. b) adequado. c) relevante. d) exato. e) relativo. Comentários Vimos os alertando para a expressão “suficiente” prevista no item 8 da NBC TA 230 (R1). Veja mais uma vez: 8. O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda [...] Gabarito: “A”. 76. (FCC/ TCE PR – Analista de Controle – Jurídica – 2011) Sobre os papéis de trabalho é correto afirmar que são 101 a) de propriedade da empresa ou órgão auditado. b) documentos elaborados pelo auditor na fase que antecede o planejamento da auditoria. c) o conjunto de formulários que contém os apontamentos obtidos pelo auditor durante o seu exame. d) as atividades desempenhadas por cada integrante do grupo de auditoria. e) os documentos, selecionados pelo auditor, que devem ficar arquivados por, pelo menos, dez anos após a emissão do parecer de auditoria. Comentários Letra A: ERRADA. Assertiva trata de um importante ponto previsto na NBC PA 01: a propriedade da documentação de auditoria. Saibam de pronto, meus amigos, que a propriedade da documentação de trabalho é da firma de auditoria, e não da entidade auditada! Vejamos o que diz o item A63 da NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas de Auditores Independentes: Item A63. A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério, disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde que essa divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal. Quando a norma diz “firma”, podemos entender como sendo um único profissional ou uma sociedade de pessoas que atuam como auditor independente. Letra B: ERRADA. Os documentos são elaborados ao longo de toda a auditoria. Letra C: CORRETO. Definição não está errada, mas é incompleta, principalmente pelo que atualmente é previsto pela NBC TA 230 (R1). Sabemos que a documentação é algo mais amplo, que envolve o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor. Letra D: ERRADA. Totalmente absurda! Letra E: ERRADA. Assertiva trata de mais um ponto muito cobrado pela FCC e outras bancas: o período pelo qual deve ser mantida (custodiada) a documentação de auditoria. Vejamos o que diz o item A23 da NBC TA 230: “A NBC PA 01, item 47, requer que as firmas estabeleçam políticas e procedimentos para a retenção da documentação de trabalhos. O período de retenção para trabalhos de auditoria geralmente não é inferior a cinco anos a contar da data do relatório do auditor ou, se posterior, da data do relatório do auditor do grupo”. Gabarito: “C”. 77. (FCC/ SEFAZ SP – APOFP – 2010) Em auditoria, são considerados permanentes somente os seguintes papéis de trabalho: a) guias de auditoria, questionários e diagramação de rotinas. b) gráficos, questionários e diagramação de rotinas. 102 c) gráficos, tabelas estatísticase guias de auditoria. d) planilhas de cálculo, tabelas estatísticas e guias de auditoria. e) planilhas de cálculo, tabelas estatísticas e gráficos. Comentários Segundo a NBC TA 230(R1), “documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor” (usualmente é também utilizada a expressão “papéis de trabalho”)”. Quanto à sua natureza, Crepaldi, em sua obra, na versão digital, “Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016, p.17” explicita que os papéis de trabalho devem ser organizados conforme sua finalidade, separando-os em dois grupos: I- Pasta permanente: inclui todos os papéis que são de importância de importância diária e contínua, ano após ano para consulta, por conterem dados sobre o sistema, área ou objeto da auditoria. Exemplos: histórico da empresa, estatuto, composição do capital social, informações contábeis, dos sistemas contábeis e operacionais e ainda informações relativas a participação da empresa no mercado. II- Pasta corrente: é composta de todos os papéis do exercício em curso. Exemplos: planejamento do trabalho, balancetes, demonstrações contábeis e análise de contas etc. [grifo nosso]. Dessa maneira, o importante aqui é conhecer os conceitos de pasta permanente e corrente. Nessa questão, a banca considerou como permanentes os papéis de trabalho presentes na letra A. Parece-nos que os guias e as diagramações de rotina são de fato permanentes. Já os questionários são bastante duvidosos (se pensarmos na resposta de um questionário seria mais o caso de serem correntes; já quando pensamos num modelo de questionário padrão a ser aplicada em determinadas situação, aí sim estaríamos no contexto da pasta permanente). Gabarito: “A”. 103 LISTA DE QUESTÕES 1. (FGV / TCE-PI / 2021) O planejamento das atividades de auditoria requer a definição de algumas informações acerca do objeto a ser auditado. São consideradas informações essenciais, EXCETO: a) escopo do trabalho; b) local de realização dos trabalhos de auditoria; c) avaliação sumária do risco inerente ao objeto a ser auditado; d) faixas de remuneração do pessoal que compõe a equipe de trabalho; e) cronograma com definição de data de início e término dos trabalhos. 2. (FGV - ISS Cuiabá – AFTRM – 2016) O planejamento da auditoria deve definir a estratégia do trabalho e desenvolver o plano de auditoria. Sobre o planejamento da auditoria, assinale a afirmativa correta. a) O planejamento é uma fase isolada, que termina com o início do trabalho de auditoria. b) A experiência anterior dos membros-chave da equipe de trabalho com a entidade não influencia a natureza e a extensão das atividades de planejamento. c) A estratégia global e o plano de auditoria são de responsabilidade do auditor e da administração da entidade auditada. d) A estratégia global deve definir o alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano. e) Uma vez iniciada a auditoria, devem permanecer inalterados a estratégia global e o plano de auditoria. 3. (FGV / ALBA – Auditor – 2014) A natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho são elementos que fazem parte a) do processo de auditoria. b) da estratégia global de auditoria. c) da gestão da auditoria. 104 d) da avaliação preliminar da auditoria. e) do plano da auditoria. 4. (FGV/ ISS Recife – Auditor Tesouro Municipal – 2014) Nas atividades de planejamento da auditoria, deve-se estabelecer uma estratégia global que defina seu alcance, sua época e sua direção, a fim de orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. Os procedimentos a serem adotados estão listados a seguir, à exceção de um. Assinale-o. a) Identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. b) Definir os objetivos do relatório do trabalho, de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas. c) Considerar, para orientar os esforços da equipe do trabalho, os fatores que, no julgamento profissional do auditor, são irrelevantes. d) Considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria. e) Determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. 5. (FGV/ ISS Recife – Auditor Tesouro Municipal – 2014) Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir. I. Permite que o auditor dedique atenção apropriada às áreas importantes da auditoria. II. Permite que o auditor identifique e resolva problemas potenciais tempestivamente. III. Permite que o auditor organize adequadamente o trabalho para que a auditoria seja realizada de forma eficaz e eficiente. IV. Permite que o auditor selecione os membros da equipe de trabalho com níveis apropriados de capacidade e competência para responderem às evidências esperadas e aloque apropriadamente os recursos. Assinale: a) se somente as afirmativas I, II e IV estiverem corretas. b) se somente as afirmativas I, II e III estiverem corretas. c) se somente as afirmativas II, III e IV estiverem corretas. d) se somente as afirmativas I, III e IV estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 6. (FGV / Pref. Recife – ACI – Finanças Públicas – 2014) De acordo com a NBC TA 300, o auditor, ao desenvolver o plano de auditoria, deve descrever 105 a) a avaliação da conformidade com os requisitos éticos, inclusive independência, conforme exigido pela NBC TA 220. b) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação, conforme previsto na NBC TA 330. c) os procedimentos para entendimento dos termos do trabalho, conforme exigido pela NBC TA 210. d) os processos para auxiliar o auditor a identificar e resolver tempestivamente problemas potenciais. e) as medidas para facilitar a direção e a supervisão dos membros da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho. 7. (FGV / SEFAZ RJ – 2010) Nas atividades de planejamento o auditor deve estabelecer uma estratégia global definindo o alcance, a época e a direção para o desenvolvimento do plano de auditoria. A respeito do planejamento da auditoria, assinale a afirmativa incorreta. a) O auditor deve identificar as características do trabalho para definir o seu alcance, bem como definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas. b) O auditor deve considerar os fatores que no seu julgamento profissional são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho e determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. c) O auditor deve considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando for o caso, a relevância do conhecimento obtido em outros trabalhos. d) O auditor deve desenvolver o plano de auditoria e nele deve incluir a descrição da natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco. e) O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global e o plano de auditoria, para definir o tipo de técnica e os procedimentos aplicáveis na revisão do seu trabalho. 8. (FGV / SEFAZ AP – 2010) O auditor deve definir uma estratégia global que defina o alcance, a época e a direção do seu trabalho e oriente o desenvolvimento do plano de auditoria. Ao estabelecer essa estratégia global, o auditor deve adotar os procedimentos apresentados a seguir, à exceção de um. Assinale-o. a) Identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. b) Definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas.c) Considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho. 106 d) Considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria, sendo indispensável o conhecimento dos outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade. e) Determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. 9. (FGV / SEFAZ AP – 2010) A respeito do plano de auditoria assinale a afirmativa incorreta. a) é mais detalhado que a estratégia global de auditoria visto que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho. b) trata dos diversos temas identificados na estratégia global, levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente dos recursos do auditor. c) deve incluir a descrição da natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco. d) deve ser atualizado e alterado sempre que necessário no curso da auditoria. e) deve ser desenvolvido para que o planejamento da auditoria seja elaborado. 10. (CESPE / SEFAZ DF – 2020) Com relação a planos, procedimentos e amostragem de auditoria, julgue o item a seguir. Preliminarmente aos trabalhos de auditoria independente das demonstrações contábeis, o profissional responsável deve avaliar a conformidade com os requisitos éticos, incluindo-se a independência da equipe de trabalho em relação ao auditado, conforme exigido pelas normas aplicáveis. 11. (CESPE / TCE MG – 2018) Antes de iniciar a etapa de planejamento de determinada auditoria, o auditor deve a) definir o envolvimento de especialistas. b) estabelecer o entendimento dos termos do trabalho. c) definir os procedimentos analíticos a serem aplicados. d) obter entendimento global da entidade a ser auditada. e) determinar a materialidade do objeto de auditoria. 12. (CESPE / TCE MG – 2018) O auditor designado para planejar a supervisão dos membros da equipe de auditoria poderá, em seu planejamento, ignorar a) a área da auditoria. b) os riscos de distorções relevantes. 107 c) a capacidade dos membros individuais da equipe. d) as auditorias anteriormente realizadas. e) o porte e a complexidade da entidade. 13. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna – 2018) Considerando as etapas e as atividades envolvidas no planejamento e na execução dos trabalhos do auditor, julgue o item que se segue. Ao planejar e executar testes de controle, o auditor deve verificar o modo como os controles foram aplicados ao longo do período, a consistência dos controles e quem os aplicou ou por quais meios eles foram aplicados. 14. (CESPE – Auditor Estadual (TCM-BA) / Controle Externo – 2018) No início do planejamento de uma auditoria, a questão crítica é a definição do volume de informações necessário à obtenção de uma segurança razoável. Essa decisão depende a) do conhecimento específico sobre a atividade da entidade. b) do tipo de opinião expressada no relatório final. c) da quantidade de pessoas envolvidas no trabalho de auditoria. d) da existência de recursos eletrônicos de informação. e) do conhecimento da legislação aplicável. 15. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) A estratégia global e o plano de auditoria são processos a) estanques. b) dependentes. c) sucessivos. d) autônomos. e) relacionados. 16. (CESPE / TRE TO – 2017) De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à auditoria interna, no planejamento de uma auditoria, os fatos relevantes que devem ser considerados pelo auditor na execução dos trabalhos incluem I o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade. II o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas contábil e de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade. III a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos da entidade. 108 IV o uso do trabalho de especialistas. V os riscos de auditoria, quer pelo volume quer pela complexidade das transações e operações. Assinale a opção correta. a) Apenas o item I está certo. b) Apenas os itens II e V estão certos. c) Apenas os itens II, III e IV estão certos. d) Apenas os itens I, III, IV e V estão certos. e) Todos os itens estão certos. 17. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018) Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria. O planejamento dos trabalhos da auditoria interna deve envolver a análise dos riscos, que, por sua vez, estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. 18. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018) Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria. O planejamento para a realização de auditorias deve ser documentado e os programas de trabalho formalmente preparados, sendo necessário constar nesse planejamento informações suficientes para a compreensão dos procedimentos que deverão ser executados pelos auditores. 19. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018) Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria. Na fase de planejamento, um dos aspectos a serem considerados na análise de risco é a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. 20. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018) Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria. Os principais aspectos não atrelados aos riscos, mas que deverão ser observados na fase de planejamento incluem a verificação e a comunicação de eventuais limitações relacionadas aos procedimentos da auditoria interna, tendo em vista o volume ou a complexidade das transações e das operações. 21. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) De acordo com as Normas Brasileiras para o Exercício da Auditoria Interna e com a Resolução CFC n.º 986/2003, julgue o item que se segue. No planejamento dos trabalhos da auditoria interna, cabe ao próprio setor definir a extensão e profundidade dos exames, mas é a administração que determina a época da realização de cada trabalho. 109 22. (CESPE – Perito Criminal (PC PE)/Ciências Contábeis / Área 8 - 2016) A respeito das atividades preliminares ao trabalho de auditoria das demonstrações contábeis, assinale a opção correta. a) É vedada a realização de auditoria com apenas um profissional, ainda que ele seja o responsável pela entidade de auditoria. b) Havendo incompatibilidade ou imprevisto, o plano de auditoria deve ser alterado, uma vez que a estratégia global de auditoria é inalterável. c) A supervisão dos membros da equipe deve ser realizada ao final dos trabalhos de levantamento. d) No caso de auditorias recorrentes, os procedimentos iniciais devem ser aplicados logo após — ou em conexão com — a conclusão da auditoria anterior. e) O plano de auditoria deve ser definido antes das discussões a respeito da estratégia global de auditoria. 23. (CESPE – Contador (DPU) - 2015) A respeito do planejamento dos trabalhos de auditoria governamental, da fraude e do erro, dos testes, das técnicas e da amostragem estatística em auditoria, julgue o próximo item. No planejamento dos trabalhos de auditoria a ser realizada na DPU, além da observância das normas de auditoria, o auditor deve considerar as normas específicas relativas ao objeto da auditoria, ainda que tais normas não sejam consideradas na avaliação da materialidade de distorções encontradas. 24. (FCC / ALAP – 2020) Uma boa auditoria fundamenta-se em uma etapa de planejamento adequada. As normas técnicasbuscam as melhores práticas quanto a esse importante expediente preparatório. A NBC TA 300 estabelece que a) o planejamento da auditoria é responsabilidade exclusiva da administração da entidade, sem interferência do auditor. b) o planejamento da auditoria é responsabilidade exclusiva do controle interno. c) apenas excepcionalmente o auditor deve discutir elementos do planejamento com a administração da entidade. d) há a possibilidade de o auditor discutir os elementos do planejamento com a administração da entidade. e) há o dever de o auditor discutir os elementos do planejamento com a administração da entidade. 25. (FCC/ SEFAZ GO – AUDITOR FISCAL – 2018) A estratégia global de auditoria (A) orienta os esforços da equipe do trabalho, considerando fatores não significativos. 110 (B) não deve levar em conta resultados de atividades preliminares nem o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho. (C) deve identificar características do trabalho, desde que não defina o seu alcance. (D) define o alcance, época e direção de auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. (E) não pode, desde logo, definir objetivos do relatório do trabalho. 26. (FCC/ MPE PE –Analista Ministerial – Auditoria – 2018) As normas de planejamento de auditoria das demonstrações contábeis determinam que se documente A) as versões superadas das demonstrações contábeis, plano de auditoria e cópias de documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos. B) eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global, notas que reflitam entendimento preliminar e documentos em duplicata. C) a estratégia global de auditoria, o plano de auditoria e cópias de documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos. D) a estratégia global de auditoria, o plano de auditoria e eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global. E) As notas que reflitam entendimento preliminar, o plano de auditoria e eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global. 27. (FCC/ TCE RS - Auditor Público Externo - Administração Pública - 2018) O controle que funciona é o controle preventivo, o controle substantivo, que elege prioridades e acompanha paripassu a execução de projetos. O controle que funciona é aquele que orienta, esclarece e alerta, que concentra e aprofunda sua fiscalização naquilo que é essencial, mediante critérios de materialidade, relevância, risco e oportunidade. (LIMA, Luiz Henrique. O Controle da Responsabilidade Fiscal e os Desafios para os Tribunais de Contas em Tempos de Crise. In: LIMA, Luiz Henrique; DE OLIVEIRA, Weder; CAMARGO, João Batista. Contas Governamentais e Responsabilidade Fiscal: Desafios para o Controle Externo. Belo Horizonte: Fórum, 2017, p.135) Acerca da materialidade e planejamento em auditoria, assevera-se: A) O planejamento, como etapa antecedente e isolada da auditoria, consiste primeiramente na identificação dos riscos de distorções relevantes e subsequentemente na determinação da materialidade. [...] 28. (FCC/ SEFAZ MA – AFRE – 2016) O documento que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho é denominado de 111 (A) roteiro de auditoria. (B) plano de auditoria. (C) papeis de trabalho. (D) normas de auditoria. (E) estratégia para execução dos trabalhos. 29. (FCC/ CGM São Luís – Auditor de Controle Externo – 2015) Considere os fatores abaixo. I. Conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade. II. Existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito dos trabalhos de Auditoria Interna. III. O conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos anteriores, semelhantes e relacionados. Esses fatores são relevantes na execução dos trabalhos de auditoria, especificamente para a fase de a) planejamento. b) comunicação de resultados. c) testes de auditoria. d) especificação de resultados. e) detalhamento de achados de auditoria. 30. (FCC/ SEFAZ PI – Auditor Fiscal – 2015) Considere: I. A elaboração de relatórios e emissão de relatórios e certificados. II Elaboração dos papéis de trabalho e aplicação de testes. III. Avaliação dos riscos de auditoria do Sistema de Controle Interno; Planejamento e elaboração dos programas de trabalho. IV. Monitoramento ou follow-up. Os itens acima constituem etapas do trabalho, recomendadas pelas normas de execução dos trabalhos de auditoria para se obter evidências robustas, e devem obedecer a sequência lógica seguinte: A) II, IV, III e I. B) I, III, IV e II. C) III, II, I e IV. D) IV, III, II e I. 112 E) III, IV, I e II. 31. (FCC/ TCE GO – Analista de Controle Externo – Orçamento e Finanças – 2014) Nas atividades de planejamento de auditoria independente, deve o auditor estabelecer uma estratégia global que defina o alcance, a época e a direção da auditoria. Assim, ao definir a estratégia global, deve o auditor, entre outros, nos termos da NBC TA 300: I. Elaborar o plano de auditoria, para definir o tipo de técnica e os procedimentos aplicáveis na revisão de seu trabalho. II. Definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas. III. Identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. IV. Considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho. V. Determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. Está correto o que consta APENAS em a) IV e V b) III, IV e V c) II, III, IV e V d) I e III e) I, II e III 32. (FCC/ TCE PI – Auditor Fiscal de Controle Externo – 2014) O planejamento da auditoria é a fase na qual são fixadas as ações a serem executadas no trabalho de campo. Entre os principais conceitos sobre os quais está fundamentada esta atividade figura a a) legalidade. b) relevância. c) impessoalidade. d) objetividade. e) publicidade. 33. (FCC/ TRT 13ª – An. Judiciário/Contabilidade – 2014) A execução dos trabalhos de auditoria é dividida em fases. O conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos do ente auditado é elemento que deve ser verificado na fase de a) testes de auditoria. 113 b) conclusão dos trabalhos de auditoria. c) planejamento de auditoria. d) triagem de achados de auditoria. e) avaliação de resultados de auditoria. 34. (FCC/ TCE PR – Analista de Controle – Jurídica – 2011) A fase da auditoria em que se determina o momento da realização de cada uma das tarefas é chamada de a) planejamento. b) análise de risco. c) estudo de caso. d) evidenciação. e) seleção de programa de trabalho. 35. (FGV / SEFAZ AM – 2022) De acordo com a NBC TA 230 (R1) – Documentação de Auditoria, a elaboração de documentação de auditoria suficiente e apropriada aprimora a qualidade da auditoria quando realizada de acordo com a(o) a) tempestividade. b) comparabilidade. c) verificabilidade. d) materialidade. e) conservadorismo. 36. (FGV / TCE AM – 2021) Nas auditorias, os papéis de trabalho são elaborados com diversos objetivos, entre eles auxiliar o auditor na execução dos procedimentos planejados. Os papéis de trabalho também são de natureza corrente ou permanente, a depender das características da informação que registram. Um exemplo de papel de trabalho corrente é: a) cartões de assinaturas de pessoas responsáveis pela aprovação de transações; b) cópias de atas de reuniões cujas decisões se estendem por mais de um exercício social; c) cópias de contratos de assistência técnica; d) legislações específicas aplicáveis à entidade auditada; e) questionário de controleinterno. 37. (FGV / DPE RJ – 2019) 114 A documentação de auditoria fornece evidências de que o trabalho de auditoria está sendo desenvolvido em conformidade com as normas pertinentes e inclui a documentação de assuntos e julgamentos profissionais significativos. Porém, na documentação de assuntos e julgamentos profissionais significativos, NÃO é adequado documentar: a) assuntos que dão origem a riscos significativos; b) características que identificam os itens testados e as evidências obtidas; c) circunstâncias que causam dificuldade significativa ao auditor para aplicar os procedimentos de auditoria necessários; d) constatações que possam resultar na inclusão de parágrafo de ênfase no relatório do auditor; e) resultados de procedimentos de auditoria que indiquem que as demonstrações contábeis podem conter distorção relevante. 38. (FGV / CGM Niterói – AMCI – Auditoria Governamental – 2018) Em relação aos papéis de trabalho, assinale a afirmativa correta. a) São cópias de documentos utilizados anteriormente, que dão suporte ao trabalho desenvolvido pelo auditor. b) Devem permitir que um auditor experiente e sem envolvimento na auditoria verifique o trabalho realizado para fundamentar as conclusões. c) São classificados, segundo a natureza da informação, como correntes, quando utilizados por mais de um período. d) Devem ser preparados pelo auditor responsável pelo trabalho de auditoria. e) Devem ser detalhados, contendo o máximo de palavras possíveis. 39. (FGV - ISS Cuiabá – AFTRM – 2016) De acordo com a NBC TA 230, Documentação de Auditoria, o auditor deve preparar documentação suficiente para que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda: I. a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis. II. os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida. III. os assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões. Está correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) I e II, apenas. 115 c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 40. (FGV / TCM SP – Ag. Fiscalização –Bibl./Jur./TI – 2015) De acordo com a NBC TA 230, que trata da documentação de auditoria, os papéis de trabalhos fornecem evidências relativas ao cumprimento do objetivo global do auditor e da conformidade do planejamento e execução da auditoria. No que tange aos papéis de trabalho, é correto afirmar que: a) os registros relativos ao planejamento da auditoria não são considerados papéis de trabalho, mas apenas aqueles preparados pelo auditor durante a execução da auditoria; b) não se recomenda a inclusão de resumos ou cópias de registros da entidade na documentação de auditoria, pois esses documentos podem ser facilmente acessados; c) o auditor não precisa manter na documentação de auditoria versões superadas de papéis de trabalho e demonstrações contábeis; d) quando apresentados de forma detalhada, os papéis de trabalho podem substituir alguns registros contábeis da entidade; e) a conclusão da montagem dos arquivos de auditoria deve ser tempestiva, admitindo-se uma diferença máxima de 30 dias após a data do relatório do auditor. 41. (FGV / TJ PI – An. Judiciário – Apoio Esp. – Auditor – 2015) Os papéis de trabalho constituem a documentação preparada pelo auditor ou fornecida a este na execução da auditoria; sua guarda é responsabilidade do (a): a) auditor responsável; b) auditoria interna; c) administração da entidade auditada; d) contador da entidade auditada; e) conselho fiscal. 42. (FGV / TJ PI – An. Judiciário – Apoio Esp. – Auditor – 2015) Os papéis de trabalho devem ser organizados conforme sua finalidade. São consideradas comuns: I. Pasta permanente; II. Pasta corrente; III. Pasta de análise das contas; IV. Pasta de correspondência. Constitui um exemplo de papel de trabalho que compõe a pasta corrente: 116 a) análise da evolução do capital social; b) controles do fluxo de informações; c) descrição do sistema em escrituração contábil; d) estatuto da entidade auditada e suas alterações; e) planejamento do trabalho. 43. (FGV / CGE MA – Auditor do Estado – 2014) Assinale a alternativa que indica a finalidade para a qual é usada a documentação de auditoria. a) Assistir a equipe de trabalho na aplicação dos procedimentos de elaboração do plano de auditoria e para conhecimento da entidade auditada. b) Permitir que a equipe de trabalho não possa ser responsabilizada por seu trabalho, em possíveis questionamentos da auditoria. c) Manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras, quando não houver a aceitação da empresa auditada. d) Permitir a condução de inspeções internas em conformidade com as exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis. e) Assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do trabalho de auditoria no cumprimento de suas responsabilidades de revisão. 44. (FGV / DPE RJ – Técnico Superior Especializado – Ciências Contábeis – 2014) Analise as seguintes afirmativas sobre os papeis de trabalho de auditoria: I. Devem ser arquivados com relação ao seu tipo: permanente, confidencial e corrente. II. Tem como uma de suas finalidades evidenciar o trabalho feito e as conclusões emitidas. III. Os papeis de trabalho que não contenham inconformidades nos testes ou que não sejam conclusivos devem ser removidos e arquivados à parte dos demais papéis de trabalho. Assinale se a) somente I estiver correta. b) somente I e II estiverem corretas. c) I, II e III estiverem corretas. d) somente II estiver correta. e) somente III estiver correta. 45. (FGV - ISS Cuiabá – AFTRM – 2014) De acordo com a NBC TA 230, Documentação de Auditoria, se, após a data do relatório, o auditor obtiver outras conclusões, deve documentar as informações apresentadas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a. 117 a) As circunstâncias identificadas e os procedimentos novos ou adicionais executados. b) O motivo pelo qual não se obtiveram as conclusões mais recentes em um primeiro momento. c) As novas conclusões alcançadas e seu efeito sobre o relatório do auditor. d) O momento em que as modificações resultantes da documentação de auditoria foram executadas e revisadas. e) Por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram executadas e revisadas. 46. (CESPE / CGE CE – 2019) A documentação de auditoria é irrelevante para a) permitir a condução de inspeções externas. b) manter um registro de assuntos de importância recorrente. c) assistir a equipe de trabalho no planejamento. d) atribuir responsabilidade pelo trabalho executado. e) definir a data da divulgação do parecer de auditoria. 47. (CESPE / TRE TO – 2017) Em conformidade com as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à auditoria, em especial à documentação dos papéis de trabalho, um auditor, ao planejar a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria, deverá registrar a) as informações pormenorizadas dos auditores que tiverem executado os trabalhos anteriores. b) os dados dos informantes que tiverem sido descartados em uma possível seleção para entrevista investigativa. c) as características que identifiquem os itens ou assuntos específicos testados. d) as notas que reflitam entendimento incompleto ou preliminar. e) a data e hora precisas em que tiverem sido realizados os levantamentos da estatística amostral. 48. (CESPE Analista Judiciário (STM)/Contabilidade/Apoio Especializado – 2011) Com relação aos conceitos gerais de auditoria e aos papéis utilizados na suaexecução, julgue o item seguinte. Como regra geral, os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. A seu critério, partes ou excertos desses papéis podem ser postos à disposição do auditado, que deve autorizar formalmente, salvo em situações legais específicas, a sua entrega a terceiros. 49. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) 118 Os papéis de trabalho podem referir-se à fase de planejamento ou de execução da auditoria. Entre os primeiros, destacam-se os da avaliação dos controles internos e de revisão contábil. 50. (CESPE – Contador (DPU) - 2016) Em relação aos papéis de trabalho, tipos de auditoria no setor público e eventos subsequentes, julgue o item que se segue. Os papéis de trabalho obtidos nas auditorias internas são semelhantes em suas finalidades e importância aos papéis elaborados diretamente pelos auditores internos. 51. (CESPE - Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna - 2018) Julgue o item a seguir, relativo à documentação de auditoria. O término da montagem do arquivo final de auditoria, após a data do relatório do auditor, é um processo administrativo que não envolve a realização de novos procedimentos de auditoria nem novas conclusões. 52. (CESPE - Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna - 2018) Julgue o item a seguir, relativo à documentação de auditoria. A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria independem de fatores como tamanho e complexidade da organização. 53. (CESPE - – TCE PR – ACE/Administração – 2016) No que se refere à documentação de auditoria, assinale a opção correta. a) Discussões entre auditor e administração devem ser mantidas em sigilo, devendo, portanto, ser excluídas da documentação. b) Procedimentos podem ser executados mesmo depois da conclusão do relatório de auditoria, desde que sejam devidamente documentados. c) A documentação de auditoria deve limitar-se aos registros elaborados pelo auditor, para fins de confirmação da autenticidade. d) De acordo com as normas em vigor, os termos arquivo de auditoria e documentação de auditoria são sinônimos. e) Por exigência da preservação probatória estabelecida nas normas de auditoria, a documentação de auditoria deve incluir todos os documentos, inclusive versões superadas de documentos e notas que reflitam entendimento incompleto. 54. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA) /Controle Externo - 2018) Na documentação de auditoria, deve-se excluir a) discussões da equipe de auditoria com a administração e com os responsáveis pela governança. b) informação que possa ser considerada inconsistente com a conclusão final da auditoria. c) registro de procedimentos de auditoria diferentes dos requeridos pelas normas técnicas. 119 d) cópias anteriores de documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos. e) razões específicas para modificações na documentação de auditoria ocorridas após a emissão do relatório. 55. (CESPE - Analista Judiciário (STM) /Contabilidade/Apoio Especializado - 2018) À luz das Normas Brasileiras de Contabilidade do Conselho Federal de Contabilidade que tratam do auditor independente e da auditoria independente de informação contábil histórica, julgue o item subsequente. A documentação de auditoria e a evidência de auditoria remetem ao mesmo conceito, ou seja, ambas são constituídas por registros, documentos e outras informações que permitem a obtenção de conclusões pelo auditor. 56. (FCC / ALAP – 2020) A expressão papéis de trabalho vem sendo derrogada pelo termo documentação de auditoria em normas que estabelecem que ela deve ser preparada de forma que um a) auditor experiente entenda a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados, desde que tenha tido envolvimento anterior com a auditoria. b) leigo que tenha tido envolvimento anterior com a auditoria consiga entender a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados. c) auditor experiente entenda os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida, ainda que não tenha tido envolvimento anterior com a auditoria. d) auditor inexperiente e que não tenha tido envolvimento anterior com a auditoria entenda os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida. e) leigo que não tenha tido envolvimento anterior com a auditoria entenda os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida. 57. (FCC – Auditor Fiscal/SEFAZ BA– 2019) De acordo com a NBC TA 230 (R1), a documentação de auditoria, também conhecida como papéis de trabalho, I. permite a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis. II. fornece evidência da base do auditor para uma conclusão quanto ao cumprimento do objetivo global do auditor. III. permite que a equipe de trabalho possa ser exonerada de responsabilidade por seu trabalho, quando as conclusões apresentadas tiverem tido a participação de mais de um especialista do auditor. IV. fornece evidência de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis. Está correto o que se afirma APENAS em 120 (A) I e III. (B) I, III e IV. (C) II e IV. (D) I, II e IV. (E) II e III 58. (FCC - AUDITOR FISCAL / SEFAZ GO - 2018) A documentação de auditoria: I. Também é conhecida como “papéis de trabalho”. II. Deve ser preparada de modo que um leigo possa entender a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados. III. Deve ser sigilosa, ocultando, por exemplo, o nome do profissional que executou o trabalho de auditoria. IV. Trata-se de coleção de papéis para a elaboração do relatório final que pode, excepcionalmente, conter documentos emitidos após a data desse relatório. Está correto o que se afirma APENAS em (A) I e IV. (B) I e III. (C) I e II. (D) III e IV. (E) II e IV. 59. (FCC/ ALESE – An. Legislativo/Contabilidade – 2018) A NBC TA 230 estabelece, no tocante especificamente à forma, conteúdo e extensão da documentação de auditoria, que o auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis, devendo registrar, inclusive, as características que identificam os itens ou assuntos específicos testados, vedados estes registros quando a entidade for instituição financeira. b) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados, sendo obrigatório o registro da data em que foi concluída a auditoria, mas vedado o registro da pessoa que executou o trabalho, exceto quando houver determinação judicial específica nesse sentido. c) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida, bem como a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis, devendo 121 registrar, inclusive, quem revisou o trabalho de auditoria executado, bem como a data e extensão de tal revisão. d) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões, sendo facultativa a documentação da discussão destes assuntos, quando mantidas apenas com os responsáveis pela governança da entidade, mas vedada, em qualquer caso, a identificação da pessoa com quem as discussões ocorreram. e) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidasa respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões, dispensada a documentação referente ao modo como foram tratadas as informações que se mostraram inconsistentes com a sua conclusão final. 60. (FCC/ MPE PE – Analista Ministerial – Auditoria – 2018) Embora a conclusão da montagem do arquivo final de auditoria constitua processo administrativo desprovido de novos testes e conclusões, novas modificações de natureza administrativa podem ser feitas na documentação de auditoria nessa etapa, para suprimir, apagar ou descartar a) evidências desfavoráveis à conclusão apresentada. b) referências cruzadas aos documentos de trabalho. c) documentação superada. d) evidência de auditoria que o auditor obteve antes da data do relatório de auditoria. e) identificação de quem executou o trabalho de auditoria. 61. (FCC/ TRF 5ª Região – An. Judiciário/Contadoria – 2017) Na auditoria das demonstrações contábeis, de acordo com a NBC TA 230 (R1) − Documentação de Auditoria, a documentação de auditoria, que atende às exigências de tal Norma e às exigências específicas de documentação de outras normas de auditoria relevantes, fornece evidência a) da base do auditor para uma conclusão sobre a segurança absoluta de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante. b) de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis. c) da base para o auditor promover alterações nos registros contábeis de forma que possa ter razoável segurança que, como um todo, as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. d) de que o risco de auditoria foi eliminado, mesmo na existência de riscos de distorção relevante e de detecção. e) de que o auditor não exercitou o julgamento profissional ao planejar e executar a auditoria de demonstrações contábeis. 122 62. (FCC - Analista (DPE RS) / Contabilidade - 2017) Considere os itens abaixo. I. Assistir à equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria. II. Assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão. III. Permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho. IV. Manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras. V. Permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis. Nos termos da NBC TA 230, esses itens representam as denominadas finalidades adicionais a) dos papéis de trabalho. b) da documentação de auditoria. c) do planejamento da auditoria. d) dos registros contábeis fidedignos. e) do relatório de auditoria. 63. (FCC/ TST – An. Jud. – Contador – 2017) Um auditor independente, durante os trabalhos de auditoria, julgou necessário NÃO atender um requisito relevante de uma norma. Nesse caso, nos termos da NBC TA 230, ele deve a) trancar a auditoria e refazer o planejamento. b) justificar ao auditado a opção do não atendimento. c) reorganizar a extensão dos procedimentos de auditoria executados. d) reavaliar os resultados dos procedimentos de auditoria executados. e) documentar como os procedimentos alternativos executados cumprem a finalidade do requisito não atendido. 64. (FCC/ SEFAZ MA – Auditor Fiscal – 2016) Nas auditorias das demonstrações contábeis o auditor deve preparar tempestivamente a documentação de auditoria. Quanto à forma, ao conteúdo e à extensão, o auditor deve levar em conta, entre outros, os seguintes fatores: I. Resultado de auditorias anteriores e os ajustes promovidos pela entidade. II. Natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados. III. Volume dos recursos e a importância das transações realizadas pela entidade. IV. Riscos identificados de distorção relevante. V. Tamanho e complexidade da entidade. 123 Está correto o que se afirma APENAS em (A) II, IV e V. (B) I, III e IV. (C) II e III. (D) III, IV e V. (E) I, II, e V. 65. (FCC/ COPERGAS PE – Contador – 2016) As demonstrações contábeis do exercício de 2015 da Companhia Distribuidora de Águas Potáveis do Nordeste serão auditadas pela firma TOC Auditores e Consultoria Contábil. Na realização dos trabalhos de auditoria, o Auditor deve montar a documentação em arquivo de auditoria e completar o processo administrativo de montagem do arquivo final de auditoria tempestivamente. Segundo as Normas de Auditoria – NBC PA 01 e TA 230, um limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria não pode ultrapassar: A) 30 dias após a data do relatório do auditor. B) 40 dias após o término dos trabalhos de auditoria. C) 60 dias após a data do relatório do auditor. D) 40 dias após o término dos trabalhos de auditoria E) 60 dias após a revisão da documentação de auditoria. 66. (FCC/ TRT 23ª Região – An. Jud. – Contabilidade – 2016) Sobre entidade auditada, considere: I. Complexidade. II. Localização. III. Finalidade social. IV. Tamanho. Nos termos da NBC TA 230, a forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem dos fatores que constam em a) I, II e IV, apenas. b) I, II, III e IV. c) II, III e IV, apenas. d) I e IV, apenas. e) I, II e III, apenas. 67. (FCC/ PGE MT – Analista/Contabilidade – 2016) 124 Segundo a Norma Brasileira de Contabilidade do Trabalho de Auditoria 230 (NBC TA 230) (R1) não representa documentação adequada para o trabalho executado pelo auditor ou para as conclusões obtidas, mas, pode ser usada para explicar ou esclarecer informações contidas na documentação de auditoria: a) programas de auditoria. b) análises. c) memorandos de assuntos do trabalho. d) listas de verificação. e) explicações verbais do auditor. 68. (FCC/ TCE-CE – ACE/Contabilidade – 2015) A Companhia de Distribuição de Alimentos do Nordeste, por exigências legais, contratou o auditor independente para realizar a auditoria das demonstrações contábeis do exercício de 2014. Com relação à documentação de auditoria, nos termos das NBC TAs, o objetivo do auditor é preparar documentação que forneça (A) evidência de que o auditor aplicou procedimentos de auditoria necessários e suficientes para detectar possíveis fraudes na empresa. (B) segurança que as demonstrações contábeis estão livres de irregulares que possam comprometer a credibilidade da empresa. (C) registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor, e evidências de que a auditoria foi planejada executada em conformidade com as normas e as exigências legais e regulamentares aplicáveis. (D) registro das causas e efeitos da falta de competitividade, quando houver, da empresa no mercado. (E) evidência de que os trabalhos foram adequados ao objeto da auditoria e que o auditor é o responsável pela prevenção e detecção de fraudes e erros. 69. (FCC/ TCE-CE – ACE/Atividade Jurídica – 2015) Com base na documentação de auditoria normatizada pela NBC TA 230, a) o auditor deve documentar todos os assuntos considerados ou todos os julgamentos exercidos na auditoria. b) é necessário que o auditor documente separadamente a conformidade em assuntos, ainda que já demonstrada por documentos incluídos no arquivo de auditoria. c) explicações verbais do auditor, por si só, não representam documentação adequada para o trabalho executado pelo auditor ou para conclusões obtidas, mas podem ser usadas para explicar ou esclarecer informações obtidas na documentação de auditoria. d) a documentação de auditoria deve sempre ser registrada em papel, condição necessária para comprovar os fundamentos da conclusão do auditor. 125 e) a precisão da documentação elaborada pelo auditor independe se foi feita de formatempestiva ou após a realização do trabalho de auditoria. 70. (FCC/ CGM São Luís –Auditor de Controle Interno- 2015) Considere os itens abaixo. I. O objetivo do Auditor Interno é preparar documentação que forneça registro suficiente do embasamento do seu relatório. II. Arquivo de auditoria compreende o registro de procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor. III. A documentação de auditoria pode substituir os registros contábeis da entidade. Sobre a documentação de auditoria, está correto o que se afirma em a) I e II, apenas. b) II, apenas. c) I apenas. d) I, II e III. e) II e III, apenas. 71. (FCC/ CGM São Luís –Auditor de Controle Interno- 2015) Considere as hipóteses abaixo. I. O Auditor Interno pode não atender um requisito relevante de uma norma. II. O Auditor Interno pode executar procedimentos adicionais referentes a fatos ocorridos após a data do relatório de auditoria. III. O Auditor Interno deve documentar inconsistências em relação a sua conclusão final, referentes a assuntos significativos. Nos termos da NBC TA 230, está correto o que se afirma em a) III, apenas. b) I, II e III. c) II e III, apenas. d) II, apenas. e) I e III, apenas. 72. (FCC/ TCE GO – Analista de Controle Externo – Contabilidade – 2014) No decorrer dos trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis da empresa Distribuidora de Aços Rígidos do Brasil S/A, o auditor independente constatou que o valor do saldo da conta duplicatas a receber, em 31.12.2013, apresentava uma diferença de R$ 150.000,00, referente a três duplicatas, de um mesmo cliente, pagas no mês de novembro de 2013, não baixadas do saldo. Quanto à evidência de auditoria, nos termos da NBC TA 230, o auditor deve registrá-la 126 a) no relatório da auditoria, expressando uma opinião com ressalvas. b) no livro de ocorrências de achados de auditoria. c) no relatório da auditoria, expressando uma opinião sem ressalvas. d) em documentação de Auditoria (papéis de trabalho). e) no relatório da auditoria, com abstenção de opinião. 73. (FCC/ SEFAZ PE – AFTE -2014) Na auditoria interna realizada na tesouraria de determinada empresa de produtos alimentícios, referente à movimentação financeira do mês de agosto de 2014, o auditor constatou que a empresa pagou três duplicatas sem a devida comprovação de compra ou recebimento do material. A fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua opinião, críticas, sugestões e recomendações, as informações e provas obtidas no curso da auditoria serão registrados (A) nos papeis de trabalho. (B) no certificado de auditoria. (C) no relatório de auditoria. (D) no programa de auditoria. (E) na ata de conclusão da auditoria. 74. (FCC/ ALEPE – Contabilidade – 2014) Os papéis de trabalho: I. devem conter o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e das conclusões alcançadas pelo auditor. II. devem ser preparados de forma suficiente para que sejam compreendidos por qualquer usuário da informação contábil. III. têm como objetivo auxiliar a execução dos exames, servir de suporte aos relatórios e como prova em questões judiciais. Está correto o que se afirma APENAS em A) I. B) II. C) I e III. D) I e II. E) II e III. 75. (FCC/ ALEPE – Contabilidade – 2014) Os papéis de trabalho devem ter abrangência e detalhamento para propiciar a compreensão do planejamento de auditoria em grau 127 a) suficiente. b) adequado. c) relevante. d) exato. e) relativo. 76. (FCC/ TCE PR – Analista de Controle – Jurídica – 2011) Sobre os papéis de trabalho é correto afirmar que são a) de propriedade da empresa ou órgão auditado. b) documentos elaborados pelo auditor na fase que antecede o planejamento da auditoria. c) o conjunto de formulários que contém os apontamentos obtidos pelo auditor durante o seu exame. d) as atividades desempenhadas por cada integrante do grupo de auditoria. e) os documentos, selecionados pelo auditor, que devem ficar arquivados por, pelo menos, dez anos após a emissão do parecer de auditoria. 77. (FCC/ SEFAZ SP – APOFP – 2010) Em auditoria, são considerados permanentes somente os seguintes papéis de trabalho: a) guias de auditoria, questionários e diagramação de rotinas. b) gráficos, questionários e diagramação de rotinas. c) gráficos, tabelas estatísticas e guias de auditoria. d) planilhas de cálculo, tabelas estatísticas e guias de auditoria. e) planilhas de cálculo, tabelas estatísticas e gráficos. 128 GABARITO 1. D 2. D 3. E 4. C 5. B 6. B 7. E 8. D 9. E 10. CERTO 11. B 12. D 13. CERTO 14. A 15. ANULADA 16. E 17. CERTO 18. CERTO 19. CERTO 20. ERRADO 21. ERRADO 22. D 23. ERRADO 24. D 25. D 26. D 27. ERRADA 28. B 29. A 30. C 31. C 32. B 33. C 34. A 35. A 36. E 37. B 38. B 39. E 40. C 41. A 42. E 43. E 44. D 45. B 46. E 47. C 48. CERTO 49. ERRADO 50. CERTO 51. CERTO 52. ERRADO 53. B 54. D 55. ERRADO 56. C 57. D 58. A 59. C 60. C 61. B 62. B 63. E 64. A 65. ANULADA 66. D 67. E 68. C 69. C 70. C 71. B 72. D 73. A 74. C 75. A 76. C 77. A 129 RESPOSTAS DAS QUESTÕES SUBJETIVAS 1) O que é planejamento de auditoria? Resposta: É a primeira etapa ou fase do processo de auditoria. Nele é determinado o escopo da auditoria, o cronograma, os objetivos, os critérios, a metodologia a ser usada e os recursos necessários para assegurar que a auditoria englobe as funções mais importantes da organização, assim como os processos e os resultados. 2) Quais as atividades que devem ser realizadas pelo auditor no início do trabalho de auditoria corrente? Resposta: o auditor deve realizar as seguintes atividades no início do trabalho de auditoria corrente: a) realizar procedimentos de Controle de Qualidade; b) avaliação da conformidade com os requisitos éticos, inclusive independência; c) estabelecer entendimento dos termos do trabalho. 3) Como o planejamento de auditoria está dividido? Resposta: O planejamento de auditoria está delimitado em duas dimensões: uma ampla (chamada de Estratégia Global) e outra restrita (chamada Plano de Auditoria). 4) Qual a relação existente entre plano de auditoria e estratégia global? Resposta: A estratégia global de auditoria define o alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. Uma vez definida a estratégia global, pode ser desenvolvido plano de auditoria para tratar dos diversos temas nela identificados, levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente dos recursos disponíveis. A definição da estratégia global de auditoria e o plano de auditoria detalhado não são necessariamente processos isolados ou sequenciais, estando intimamente relacionados, uma vez que as mudanças em um podem resultar em mudanças no outro. 5) Quais as obrigações do Auditor ao definir a estratégia global? Resposta: a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance; b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas; c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho; 130 d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade; e e) determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. 6) Quais as obrigações do Auditor ao definir o plano de auditoria? Resposta: a) Incluir a descrição da natureza, a época e a extensãodos procedimentos planejados de avaliação de risco; (b) Incluir a descrição da natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação; (c) Deve incluir a descrição de outros procedimentos de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria. 7) O planejamento de auditoria é imutável? Resposta: Não. O auditor deve atualizar e alterar tanto a estratégia global quanto o plano de auditoria sempre que necessário no curso da auditoria. 8) Quais as obrigações do Auditor antes de começar os trabalhos de auditoria inicial? Resposta: auditor deve realizar as seguintes atividades antes de começar os trabalhos de auditoria inicial: a) aplicar procedimentos relativos à aceitação do cliente e do trabalho de auditoria específico; e b) entrar em contato com o auditor antecessor, caso haja mudança de auditores, de acordo com os requisitos éticos pertinentes. 9) O planejamento deve ser encerrado antes de iniciados os trabalhos? Resposta: Não. Planejamento não é uma fase isolada da auditoria, mas um processo contínuo e iterativo, que muitas vezes começa logo após (ou em conexão com) a conclusão da auditoria anterior, continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual. Entretanto, o planejamento inclui a consideração da época (momento) de certas atividades e procedimentos de auditoria que devem ser concluídos antes da realização de procedimentos adicionais de auditoria. 10) Cite aspectos que o planejamento deve considerar antes da identificação e avaliação pelo auditor dos riscos de distorções relevantes? a) os procedimentos analíticos a serem aplicados como procedimentos de avaliação de risco; 131 b) obtenção de entendimento global da estrutura jurídica e o ambiente regulatório aplicável à entidade e como a entidade cumpre com os requerimentos dessa estrutura; c) a determinação da materialidade; d) o envolvimento de especialistas; e) a aplicação de outros procedimentos de avaliação de risco. 11) Caracterize o plano de auditoria. Resposta: O plano de auditoria é mais detalhado que a estratégia global de auditoria visto que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho. O planejamento desses procedimentos de auditoria ocorre no decurso da auditoria, à medida que o plano de auditoria para o trabalho é desenvolvido. 12) O que é Documentação de Auditoria? Resposta: Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”). 13) Como (em que contexto) o auditor deve preparar a documentação de auditoria? Resposta: o auditor deve preparar tempestivamente documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um auditor experiente*, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda: (a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas e exigências legais e regulamentares aplicáveis; (b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida; e (c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões. *Auditor experiente é um indivíduo (interno ou externo à firma de auditoria) que possui experiência prática de auditoria e conhecimento razoável de: (i) processos de auditoria; (ii) normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis; (iii) ambiente de negócios em que opera a entidade; e (iv) assuntos de auditoria e de relatório financeiro relevantes ao setor de atividade da entidade. 14) A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem de quais fatores? (a) tamanho e complexidade da entidade; (b) natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados; (c) riscos identificados de distorção relevante; (d) importância da evidência de auditoria obtida; (e) natureza e extensão das exceções identificadas; 132 (f) necessidade de documentar a conclusão ou a base da conclusão não prontamente determinável a partir da documentação do trabalho executado ou da evidência de auditoria obtida; (g) metodologia e as ferramentas de auditoria usadas. 15) A documentação de auditoria substitui os registros contábeis da entidade? Resposta: Não. O auditor até pode incluir resumos ou cópias de registros da entidade como parte da documentação de auditoria. No entanto, frisamos que a documentação de auditoria não substitui os registros contábeis da entidade. 16) Qual o período de retenção da documentação de auditoria? Resposta: O período de retenção para trabalhos de auditoria geralmente não é inferior a cinco anos a contar da data do relatório do auditor ou, se posterior, da data do relatório do auditor do grupo. 17) Qual o limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria? Resposta: Um limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria geralmente não ultrapassa 60 dias após a data do relatório do auditor. 18) De quem é a propriedade da documentação de auditoria? Resposta: A documentação do trabalho é de propriedade da firma (que executa a auditoria), e não da entidade auditada. A firma pode, a seu critério, disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde que essa divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal. 133 RESUMO EM MAPAS E ESQUEMAS 1. 2. 3. 134 4. 5. Finalidades do planejamento: Auxiliar o auditor a dedicar atenção apropriada às áreas importantes da auditoria; Auxiliar o auditor a identificar e resolver tempestivamente problemas potenciais Auxiliar o auditor a organizar adequadamente o trabalho de auditoria para que seja realizado de forma eficaz e eficiente; Auxiliar na seleção dos membros da equipe de trabalho com níveis apropriados de capacidade e competência para responderem aos riscos esperados e na alocação apropriada de tarefas; Facilitar a direção e a supervisão dos membros da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho; Auxiliar, se for o caso, na coordenação do trabalho realizado por outros auditores e especialistas. 135 6. 7. 136 8. 9. 10. Fatores que alteram a natureza, a época e a extensão do planejamento: O porte e a complexidade da entidade A área da auditoria Os riscos de distorções relevantes A capacidade e a competência dos membros individuais da equipe 137 11. 12. 138 13. 139 BIBLIOGRAFIA BRASIL. Tribunal de Contas da União. Programa de aprimoramento profissional em Auditoria - proaudi. Auditoria Governamental. Brasília, DF. 2011. Disponível em: <http://portal.tcu.gov.br/biblioteca-digital/curso-de-auditoria-governamental-1.htm>. Acesso em 30 de janeiro de 2019. _______. Tribunal de Contas da União. Critérios Gerais de controle interno na Administração Pública. Brasília, DF. 2010. Disponível em: <http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/comunidades/biblioteca_tcu/documentos?pers pectiva=501587>. Acesso em 30 de janeiro de 2019. _______. Tribunal de Contas da União. Portaria 280/2010. Normas de Auditoria do Tribunal de Contas da União, Brasília, DF, 08 de dezembro de 2010. Disponível em: <http://www.tcu.gov.br/Consultas/Juris/Docs/judoc/PORTN/20100218/PRT2003-090.doc>. Acesso em 30 de janeiro de 2019. _______. Tribunal de Contas da União. Portaria-SEGECEXnº 26/2009. Padrões de auditoria de conformidade (PAC), Brasília, DF, de 19 de outubro de 2009. 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