Prévia do material em texto
Cavidade Oral Mucosa oral - Epitélio estratificado pavimentoso queratinizado ou não - Conjuntivo subjacente (lâmina própria) com papilas semelhantes à derme - A função das papilas é aumentar a superfície de contato entre o epitélio e o conjuntivo - Mucosa = Epitélio + conjuntivo (lâmina própria) Tipos de mucosa oral mastigatória - Paraqueratinizado (parcialmente queratinizado) ou ortoqueratinizada (totalmente queratinizado) com Tecido Conjuntivo Denso Não Modelado (muitas fibras colagenas) - Gengiva, dorso da língua e palato duro (sujeitos à fricção e ao atrito). - Ou seja, essa cavidade é a que tem maior atrito com o alimento durante a mastigação (ex: gengiva, dorso da língua e o palato duro) - No dorso da língua o epitélio é paraqueratinizado pois possui mucosa especializada, já a gengiva e o palato duro são ortoqueratinizados Revestimento - Não queratinizada com Tecido Conjuntivo Denso Não Modelado menos fibroso - Encontrado no restante da cavidade oral: Palato mole, lábios, ventre da língua, assoalho da boca, bochechas Especializada - Mucosa que percebe o sabor dos alimentos - Contém papilas gustativas. - Dorso da língua, áreas do palato mole e faringe Tecido da Mucosa oral Glândulas salivares maiores - São glândulas envolvidas por capsula conjuntiva e podem ser isoladas já as menores não podem ser isoladas pois estão na lâmina própria - Somente 5% da saliva vem das glândulas menores, as outras vem das maiores - As glândulas salivares maiores estão presentes em pares, 2 glândulas salivares parótidas, 2 glândulas salivares sublinguais e 2 glândulas salivares submandibular - Glândula parótida encontra-se anteriormente a orelha, seu ducto desemboca na altura do segundo molar superior, produz 30% da saliva, produz secreção serosa (mais fluida) - Glândula submandibular encontra-se abaixo da mandíbula, seu ducto desemboca na carúncula sublingual, é a principal produtora de saliva (60%), produz secreção de predomínio seroso (é mista, possui tanto células mucosas quanto serosas produzindo saliva, porem tem predomínio seroso) - Glândula sublingual encontra-se abaixo da língua no assoalho da boca, ficando acima e a frente da submandibular. Possui ductos pequenos que desembocam nas pregas sublingual, produz secreção de predomínio mucoso (é mista, possui tanto células mucosas quanto serosas produzindo saliva, porem tem predomínio mucoso) sendo mais espessa, produz 5% da saliva - Parênquima (parte funcional da glândula produz saliva) com ácinos ou túbulos e ductos, ou seja, as células secretoras estão ou nos ácinos ou nos túbulos da glândula, enquanto os ductos levam a secreção para a superfície da boca - Estroma (estrutura da glândula que da sustentação) com conjuntivo - Cápsula de conjuntivo envia septos dividindo parênquima em lobos e lóbulos (são menores e ficam dentro dos lobos) sendo que o estroma (conjuntivo) é quem divide a glândula em lobos e lóbulos Porções secretoras - Células serosas e/ou mucosas organizadas em ácinos ou túbulos, envolvidos por células mioepiteliais (células contrateis) elas se contraem para impulsionar a saliva produzida para o ducto da glândula células mucosas sublingual - Cubóides ou colunares, formam túbulos - Grânulos com secreção rica em carboidratos (mucina) - São ricas em carboidratos (muci, não cora bem em HE células serosas submandibular - Piramidais, formam ácinos arredondados - Grânulos com amilase salivar, lactoferrina (sequestra o ferro que é importante para o metabolismo das bactérias) e lisozima (digere parede de bactérias) - Células serosas são ricas em proteínas são mais fluidas coram melhor em HE - Ductos: remove sódio e cloreto da saliva (hipotônica) - Ducto intercalar: origem do sistema de ductos da glândula salivar (células cubicas e lúmem menor) - Ducto estriado: continuação do ducto intercalar (células colunares e lúmem mais aberto), são células que absorvem cloreto de sódio, isso é importante para mantem a saliva hipotônica e excretar menos cloreto de sódio na saliva Língua - Fibras musculares estriadas esqueléticas entrelaçadas, classificadas de acordo com sua origem e inserção em: Extrínsecas - Se originam de fora dela (movimento da língua para dentro e fora da boca, de lado a lado) intrínsecas - Se originam dentro dela e nela se inserem (permitem a mudança de formato da língua) Divisões da língua superfícies - Dorsal (voltada para o teto/palato) - Ventral (voltada para o assoalho) - Laterais (voltada para as bochechas) dorsal Corpo (parte livre da língua): - Papilas linguais (fazem a cobertura do dorso da língua, criando uma superfície que é fácil de ser limpa, possuem botões gustativos que ajudam a determinar o sabor dos alimentos) - Sulco terminal (forma de V) marca o limite entre a raiz e o corpo Obs: em frente ao sulco terminal ficam as papilas valadas que percebem o sabor amargo Raiz (tonsilas linguais) é um órgão linfoide, ou seja, rico em linfóides defesa celular e produção de anticorpos Papilas linguais - Dorso da língua: percepção dos sabores (exceto as filiformes) - Papilas fungiforme tem um eixo formado por conjuntivo coberto por epitélio não queratinizado que possuem botões gustativos - Papilas filiformes possuem um eixo de conjuntivo e epitélio queratinizado (facilita a limpeza da lingua) em maior quantidade, não possuem botões gustativos - Papila Valada são poucos numerosas, possuem botões gustativos que determinam sabor de alimento Dentes coroa - Parte visível na cavidade oral - Coroa clinica somente o que é visto na cavidade oral - Coroa anatômica parte coberta por gengiva colo - Coberto pela gengiva (encontro do esmalte e do cemento) - Área de transição da coroa para a raiz raiz - Parte dentro do alvéolo dental Obs: - Dentes decíduos/dentes de leite são 20 - Dentes permanentes 32 (com os 4 sisos) Estruturas associadas aos dentes (periodonto) - Ligamento Periodontoal - Alvéolo - Gengiva Ligamento periodontal - Estrutura conjuntiva, rico em fibras colágenas que se orientam na mesma direção - Mantém o dente preso ao osso e absorve as força da mastigação (impacto) - Conjuntivo denso (fibras de Sharpey) entre o cemento da raiz e o alvéolo ósseo (absorve forças mastigatórias) - Alta taxa de renovação INERVACAO - Fibras autônomas (regulam diâmetro da luz das arteríolas) - Fibras da dor (medeiam sensação de dor) - Fibras proprioceptivas (percepção da orientação espacial e reflexo mandibular) - Possui fibras nociceptiva: são fibras nervosas que determinar a dor alvéolo - Cavidade óssea na qual o dente está suspenso - Processo alveolar: osso compacto envolve a raiz do dente e é recoberto por osso esponjoso gengiva - Formada por epitélio e conjuntivo - Epitélio prende-se à superfície do esmalte por hemidesmossomos - Epitélio juncional - barreira entre a cavidade oral e o conjuntivo da gengiva, essa junção é importante para impedir o acesso de bactérias da cavidade oral a raiz do dente - Sulco gengival: entre o esmalte e o epitélio acima do ep. juncional, profundidade de até 3 mm Componentes mineralizados do dente Dentina - Recobre a cavidade pulpar (câmara pulpar e canal da raiz). esmalte - Cobre a dentina na coroa cemento - Cobre a dentina na raiz junções - Amelodentinária = esmalte e dentina - Amelcementária = esmalte e o cemento - Dentinocementário = dentina e o cemento Polpa dental - Vascularizada e inervada (fibras simpáticas e sensitivas - dor) 3 zonas concêntricas ao redor da regiao central - Zona odontoblástica (mais externa) – monocamada de odontoblastos - Zona pobre de células (abaixo da zona odontoblástica) - Zona rica em células (mais profunda, envolve o núcleo pulpar) – fibroblastos e células mesenquimais(células tronco) Esmalte - Substancia mais dura do corpo: 96% hidroxipatita 4% matriz orgânica (enamelinas e amelogeninas) e água - Cobre a dentina por cima da coroa - A resistência é devido a composição de 96% hidroxiapatita. (mineral) - 4% matriz orgânica (são as proteínas enamelinas e amelogeninas) e água Obs: não contem colágeno - Não viva, não possui células imersas na matriz extracelular, ou seja, não é possível o reparo de esmalte - O esmalte não é reparado devido à morte dos ameloblastos (células que produzem o esmalte no período embrionário) durante a erupção do dente - Cárie: Acúmulo de microorganismos em pequenos defeitos do esmalte → metabolização de nutrientes na saliva (essa metabolização desses nutrientes por esses microorganismos produzem ácidos) → ácidos descalcificam (desmineralizam) o esmalte tornando o dente mais frágil - O bicarbonato diminui a acidez - O fluoreto na água e pasta dental aumenta a dureza do esmalte (devido o intercâmbio do fluoreto e dos íons hidroxila presentes nas proteínas) - Produzido pelos ameloblastos - Células colunares altas - Na extremidade dos ameloblastos voltada para a região de formação do esmalte do dente encontra-se os Processos de Tomes, onde essas células acumulam granulos de secreção contendo as proteínas do esmalte (enamelinas e amelogeninas) - A dentina fica logo abaixo do esmalte Prisma do esmalte - O esmalte é organizado em prismas, que é uma estrutura em formato cilíndrico / colunar (comp. 4-8 μm) - Esses prismas são sintetizados pelas células e depositadas ao redor da dentina concentricamente - Existe uma taxa de deposição de prismas do esmalte que cria demarcações, sendo elas linhas de crescimento aposicional do esmalte chamadas de Estrias de Retzius Dentina - Segunda mais dura do corpo - Alto grau de elasticidade – protege contra fraturas. - 65 -70% hidroxiapatita Câmara Pulpar Esmalte Dentina Prisma do Esmalte - 20 -25% orgânico (componente orgânico mais abundante na dentina colágeno tipo I) - 10% água - Capacidade de reparação, as células que formam a dentina não morrem, dessa forma ela consegue ser reparada se houver danos - Odontoblastos células responsáveis pela formação da dentina e do colágeno que compõe a dentina - A dentina é a maior parte do dente, então o esmalte cobre só a dentina da coroa a dentina da raiz é coberta pelo cemento, ou seja, a dentina está presente tanto na coroa quanto na raiz do dente - Os odontoblastos são células cilíndricas, presentes na zona mais externa da polpa dental - A organização da dentina permite que essas células emitam prolongamentos que permitem a renovação da dentina em qualquer ponto dela - Produzem de 4-8 μm de dentina / dia, durante a formação do dente - Na dentina é possível ver as Linhas de Owen, que representam linhas de crescimento - análogas às estrias de Retzius no esmalte - Matriz extracelular de conjuntivo sempre possui água em sua composição por mais que seja mineralizada Túbulos dentinários - São as linhas perpendiculares a junção amelodentinária - Durante a formação da dentina os odontoblastos emitem prolongamentos e ao redor desse prolongamento que ele emite ele deposita a dentina concentricamente na polpa do dente, e como ele deposita a matriz orgânica da dentina envolta do prolongamento ele cria esse túbulo dentinário - Espaços preenchidos por líquido e por prolongamentos odontoblásticos (ou prolongamentos de tomes) ocupam os túbulos dentinários - Seu diâmetro varia: Mais próximo a junção amelodentinária, o prolongamento do odontoblastos é ais fino, e o diâmetro do túbulo dentinário é pequeno Mais próximo a polpa do dente onde tem a associação do prolongamento com o corpo do odontoblastos o diâmetro do odontoblastos é maior e o diâmetro do túbulo dentinário também é maior - No começo da formação os odontoblastos emitem um prolongamento passam a depositar a pré-dentina na junção amelodentinária, depois o odontoblastos vai produzindo a dentina e vai se afastando da junção amelodentinária assim o prolongamento vai se alongando e criando os túbulos dentinários RESUMINDO: os túbulos dentinários surgem porque os odontoblastos tem prolongamentos e a matriz orgânica da dentina é depositado envolta desses prolongamentos Obs: Odontoblastos formam a camada mais externa da polpa Dentina - Sensibilidade mediada por fibras nervosas associadas aos odontoblastos, mais especificamente aos prolongamentos dos odontoblastos - Qualquer distúrbio no liquido que envolve o odontoblastos (liquido tissular) despolarizam as fibras nervosas gerando sensibilidade (calor, frio, trauma e pH ácido) Cemento - Restrito à raiz, cobre a dentina na região da raiz - 45-50% hidroxiapatita. - 50-55% orgânico (colágeno tipo I) e água - As células que produzem o cemento são os cementoblastos (estão na superfície externa do cemento em contato com ligamento periodontal) formam cemento a vida toda - É avascular, mas nos ligamentos periodontais tem vascularização então a nutrição das células chega para elas a partir de vasos do ligamento periodontal - Cemento celular (região apical da raiz, contém cementócitos em lacunas) - Cemento acelular (2/3 anteriores da raiz não possuem cementocitos nas lacunas da raiz) é a maior parte do cemento - Fibras de Sharpey inseridas na MEC do cemento, se inserem na superfície óssea e entram no cemento sendo incluídas e mineralizadas nesse ponto Reabsorção - Odontoclastos removem cemento e dentina durante esfoliação dentária (perda dos dentes decíduos) - Na troca de dentes a raiz do dente tem que ser esfoliada, sendo esse processo responsável pelos odontoclastos - Os odontoclastos se aderem a raiz do dente acidificam a superfície e essa acidificação promovem a reabsorção da parte inorgânica e posteriormente essas células produzem enzimas que digerem a parte orgânica, reabsorvendo o cemento e a dentina ele vai amolecendo a raiz e chega a um ponto que cai Aparelho ortodôntico - Dificuldade na reabsorção do cemento permite movimentar dentes mal posicionados - Quando é colocado o aparelho ortodôntico e é gerado uma pressão do dente sobre o alvéolo dentário tem-se uma reabsorção da parede do alvéolo no ponto da pressão enquanto no ponto oposto quando o ligamento periodontal traciona a matriz óssea ali ocorre a deposição de matriz óssea - Altera forma do alvéolo movendo o dente para sua posição correta. - Conseguimos alterar a forma do alvéolo sem alterar a estrutura do dente por conta da dureza do dente