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Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
(Fernando Pessoa)
APOSTILA
POLÍCIA PENAL 2022
TEORIA + 500
QUESTÕES
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Sumário
Português ................................................................................................................................................... 5 a 34
Raciocínio Lógico ...................................................................................................................................... 35 a 49
Informática ............................................................................................................................................... 50 a 66
História do Acre ........................................................................................................................................ 67 a 72
Geografia do Acre ..................................................................................................................................... 73 a 76
Direito Constitucional ................................................................................................................................. 77 a 96
Lei de Execução Penal ............................................................................................................................. 97 a 121
Direitos Humanos ................................................................................................................................... 122 a 129
Direito Penal ........................................................................................................................................... 130 a 154
Direito Administrativo ............................................................................................................................ 155 a 183
Legislação Penal Especial ....................................................................................................................... 184 a 199
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CÉOS PRÉ-CONCURSO
CONTATO: (68) 99248-0992
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Prof. EMERSON FONTINELE
1. ACENTUAÇÃO GRÁFICA
REGRA GERAL CASOS ESPECIAIS
OXÍTONA DITONGO ABERTO
PAROXÍTONA HIATO
PROPAROXÍTONA ACENTO DIFERENCIAL
MONOSSÍLANOS TÔNICOS
Classificação das palavras quanto à posição do acento
tônico:
Em relação ao acento tônico, é possível observar que o
mesmo pode recair na última, na penúltima ou na
antepenúltima sílaba.
ca-quí
es-té-ril
ló-gi-ca
Estando o acento tônico na última sílaba, a palavra é
chamada de oxítona; se o acento incide na penúltima
sílaba, a palavra é paroxítona, se recai na antepenúltima
sílaba, a palavra é proparoxítona.
Hiatos, ditongos e tritongos:
A sequência de fonemas vocálicos numa palavra dá-se o
nome de encontro vocálico. Este pode
ser hiato, ditongo ou tritongo.
- Hiato = é a sequência de vogal com vogal em sílabas
separadas: po-e-ta; sa-ú-de; ca-í-da.
- Ditongo = é a sequência de vogal com semivogal
(decrescente) ou semivogal com vogal (crescente) na
mesma sílaba: vai-da-de; can-tei, ár-duo.
- Tritongo = é a sequência de semivogal com vogal e outra
semivogal na mesma sílaba: em-xa-guei; i-guais; a-guou
Os hiatos e os ditongos são importantes para o estudo da
acentuação gráfica.
1.1. REGRAS DE ACENTUAÇÃO
1.1.1. Monossílabos Tônicos:
Acentuam-se graficamente os terminados por:
-a(s) → chá(s), má(s)
-e(s) → pé(s), vê(s)
-o(s) → só(s), pôs
Vale lembrar que:
- Os monossílabos tônicos formados por ditongos abertos
-éis, -éu, -ói recebem o acento:
Exemplos: réis, véu, dói.
No caso dos verbos monossilábicos terminados em “-ê”,
em que a terceira pessoa do plural termina em “-eem”,
forma verbal que antes era acentuada, agora, por conta do
novo acordo ortográfico não leva acento.
Assim:
Ele vê - Eles veem
Ele crê – Eles creem
Ele lê – Eles leem
No entanto, isso não ocorre com os verbos monossilábicos
terminados em “-em”, uma vez que a terceira pessoa
termina em “-êm”, permanecendo acentuada. Logo:
Ele tem – Eles têm
Ela vem – Elas vêm
Logo, não se acentuam monossílabos tônicos como: tu,
nus, quis, noz, vez, par...
1.1.2. Oxítonas
Levam acento todas as oxítonas terminadas em “a(s)”,
“e(s)”, “o(s)” e “em(ens)”, seguidas ou não de “s”.
cajá – até – jiló – armazém – parabéns
Sendo assim, não se acentuam oxítonos como: saci(s) ,
tatu(s), talvez, tambor e etc.
1.1.3. Paroxítonas
Levam acento todas as paroxítonas terminadas em:
- l: afável, incrível, útil...
-r: caráter, éter, mártir...
-n: hífen, próton...
Obs.: quando grafadas no plural, não recebem acento:
polens, hifens...
-x: látex, tórax...
-os: fórceps, bíceps...
-ã(s): ímã, órfãs...
-ão(s): sótão(s), bênção(s)...
-um(s): fórum, álbum...
-on(s): elétron, próton...
-i(s): táxi, júri...
-u(s): Vênus, ônus...
-ei(s): pônei, jóquei...
-ditongo oral (crescente ou decrescente), seguido ou não
de “s”: história, série, água, mágoa...
https://www.infoescola.com/portugues/encontros-vocalicos/
https://www.infoescola.com/portugues/hiato/
https://www.infoescola.com/portugues/ditongo/
https://www.infoescola.com/portugues/tritongo/
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1.1.4. Proparoxítonos
Todos os proparoxítonos são acentuados, sem exceção:
médico, álibi, ômega, etc.
CASOS ESPECIAIS:
Ditongos Abertos
Os ditongos éi, éu e ói, sempre que tiverem pronúncia
aberta em palavras oxítonas (éi e não êi), são acentuados.
Veja:
éi (s): anéis, fiéis, papéis
éu (s): troféu, céus
ói (s): herói, constrói, caubóis
Obs.: os ditongos abertos ocorridos em
palavras paroxítonas NÃO são acentuados.
Exemplos: assembleia, boia, colmeia, Coreia, estreia,
heroico, ideia, jiboia, joia, paranoia, plateia, etc.
Atenção: a palavra destróier é acentuada por ser uma
paroxítona terminada em "r" (e não por possuir ditongo
aberto "ói").
Hiatos
Acentuam-se as letras –i e –u desde sejam a segunda vogal
tônica de um hiato e estejam sozinhas ou seguidas de –s
na sílaba: caí (ca-í), país (pa-ís), baú (ba-ú) e etc.
Quando o –i é seguido de –nh, não recebe acento: rainha,
bainha, moinho etc.
O –i e o –u não recebem acento quando aparecem
repetidos: xiita, juuna e etc
Hiatos formados por –ee e –oo não devem ser acentuados:
creem, deem, leem, magoo, enjoo e etc.
1.2. ACENTO DIFERENCIAL
O acento diferencial foi eliminado na última reforma
ortográfica, em 2008. Assim, apenas as palavras seguintes
devem receber acento:
Pôde (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do
indicativo do verbo poder) para diferenciar de Pode (3ª
pessoa do singular do presente do indicativo desse verbo);
Têm (3ª pessoa do plural do presente do indicativo do
verbo ter) e seus derivados (contêm, detêm, mantêm etc.)
para diferenciar do tem (3ª pessoa do singular do presente
do indicativo desse verbo e seus derivados);
O verbo pôr para diferenciar da preposição por.
Obs.: Trema
O sinal de trema (¨) é inteiramente suprimido em palavras
da língua portuguesa. Deve, no entanto, ser empregado
em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros:
mülleriano (de Müller).
2. MORFOLOGIA: CLASSES GRAMATICAIS
2.1. O que é classe gramatical?
É a classificação das palavras em grupos de acordo com a
sua função na língua portuguesa. Elas podem ser variáveis
e invariáveis, dividindo-se da seguinte forma:
Palavras variáveis - aquelas que variam em gênero,
número e grau: substantivo, verbo, adjetivo, pronome,
artigo e numeral.Palavras invariáveis - as que não variam: preposição,
conjunção, interjeição e advérbio.
2.1.2. Substantivo
- Os substantivos são palavras que usamos para nomear os
seres e as coisas. Possuem classificação e flexionam-se em
gênero, número e grau.
- Os substantivos são uma das classes de palavras que
compõem a gramática da língua portuguesa e
caracterizam-se por nomear seres animados, como
pessoas e animais, e inanimados, como objetos, lugares,
estados, ações, qualidades etc.
- O termo surgiu a partir do latim “substantivus”, que quer
dizer “o que há de substancial e real em algo”. Pode-se
interpretar por meio desse significado que os substantivos
são partes fundamentais de um texto. Eles podem variar
em gênero (feminino e masculino), grau (aumentativo e
diminutivo) e número (plural e singular) e assumem o
papel de núcleo das funções sintáticas.
2.1.2.1. Substantivo Comum
Os substantivos comuns são as palavras que designam os
seres da mesma espécie de forma genérica:
Exemplos: pessoa, gente, país.
2.1.2.2. Substantivo Próprio
Os substantivos próprios, grafados em letra maiúscula, são
palavras que particularizam seres, entidades, países,
cidades, estados da mesma espécie.
Exemplos: Brasil, São Paulo, Maria.
2.1.2.3. Substantivo Simples
Os substantivos simples são formados por apenas uma
palavra.
Exemplos: casa, carro, camiseta.
2.1.2.4. Substantivo Composto
Os substantivos compostos são formados por mais de uma
palavra.
Exemplos: guarda-chuva, guarda-roupa, beija-flor.
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/gramatica
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2.1.2.5. Substantivo Concreto
Os substantivos concretos designam as palavras reais,
concretas, sejam elas pessoas, objetos, animais ou
lugares.
Exemplos: menina, homem, cachorro.
2.1.2.6. Substantivo Abstrato
Os substantivos abstratos são aqueles relacionados aos
sentimentos, estados, qualidades e ações.
Exemplos: beleza, alegria, bondade.
2.1.2.7. Substantivo Primitivo
Os substantivos primitivos, como o próprio nome indica,
são aqueles que não derivam de outras palavras.
Exemplos: casa, folha, chuva.
2.1.2.8. Substantivo Derivado
Os substantivos derivados são aquelas palavras que
derivam de outras.
Exemplos: casarão (derivado de casa), folhagem (derivado
de folha), chuvarada (derivado de chuva).
2.1.2.9. Substantivo Coletivo
Os substantivos coletivos são aqueles que se referem a um
conjunto de seres.
Exemplos: flora (conjunto de flores), álbum (conjunto de
fotos), colmeia (conjunto de abelhas).
2.1.2.10. Gênero dos Substantivos:
De acordo com o gênero (feminino e masculino) das
palavras substantivas, elas são classificadas em:
2.1.2.11. Substantivos Biformes:
apresentam duas formas, ou seja, uma para o masculino e
outra para o feminino, por exemplo: professor e
professora; amigo e amiga.
2.1.2.12. Substantivos Uniformes:
somente um termo especifica os dois gêneros (masculino
e feminino), sendo classificados em:
2.1.2.12.1. Epicenos:
Palavra que apresenta somente um gênero e refere-se aos
animais, por exemplo: foca (macho ou fêmea).
2.1.2.12.2. Sobrecomum:
Palavra que apresenta somente um gênero e refere-se às
pessoas, por exemplo: criança (masculino e feminino).
2.1.2.12.3. Comum de dois gêneros:
Termo que se refere aos dois gêneros (masculino e
feminino), identificado por meio do artigo que o
acompanha, por exemplo: "o artista" e "a artista".
2.1.2.13. Fique Atento!
Quanto ao gênero, os substantivos de origem grega
terminados em "ema" e "oma" são masculinos, por
exemplo: teorema, poema.
Há os substantivos chamados de "gênero duvidoso ou
incerto", ou seja, aqueles utilizados para os dois gêneros
sem alteração do significado, por exemplo: o personagem
e a personagem.
Existem alguns substantivos que variando de gênero,
mudam seu significado, por exemplo: "o cabeça" (líder), "a
cabeça" (parte do corpo humano).
2.1.2.14. De acordo com o número do substantivo, eles
são classificados em:
2.1.2.14.1. Singular:
Palavra que designa uma única coisa, pessoa ou um grupo,
por exemplo: bola, mulher.
2.1.2.14.2. Plural:
Palavra que designa várias coisas, pessoas ou grupos, por
exemplo: bolas, mulheres.
2.1.2.15. SUBSTANTIVAÇÃO
Na substantivação, palavras como adjetivos, numerais,
verbos ou adjetivos passam a exercer a função de
substantivos. Para que isso ocorra, a palavra precisa estar
precedida de um artigo, conforme o exemplo abaixo:
• O olhar dela me fascina inteiramente.
Observe que a palavra “olhar” é um verbo que foi
substantivado por ter sido precedido do artigo indefinido
“o”. Veja mais alguns exemplos:
• Era um azul maravilhoso. (Adjetivo substantivado)
•Os milhões foram roubados do banco. (Numeral
substantivado)
• Ele disse um não bem grosseiro. (Advérbio
substantivado)
2.2. ADJETIVO
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou
característica do ser e se "encaixa" diretamente ao lado de
um substantivo.
2.2.1. Os adjetivos podem ser classificados em:
2.2.1.1. Primitivos:
Radicais que por si mesmos apontam qualidades.
Ex.: claro, triste, grande, vermelho.
https://www.todamateria.com.br/substantivo-epiceno/
https://www.todamateria.com.br/substantivo-sobrecomum/
https://www.todamateria.com.br/substantivo-comum-de-dois-generos/
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2.2.1.2. Derivados:
São formados a partir de outros radicais.
Ex.: infeliz, azulado.
2.2.1.3. Simples:
Apresentam um único radical em sua estrutura.
Ex.: apavorado, feliz.
2.2.1.4. Compostos:
Apresentam pelo menos dois radicais em sua estrutura.
Ex.: ítalo-brasileiro, socioeconômico.
2.2.2. Adjetivos pátrios:
São os adjetivos referentes a países, estados, regiões,
cidades ou localidades.
Ex.: brasileiro, goiano, carioca, acreano, capixaba.
2.2.3. Flexões dos adjetivos
Os adjetivos apresentam flexões de gênero, número e
grau.
2.2.3.1. Flexão de gênero
Os adjetivos assumem o gênero do substantivo do qual se
referem.
Ex.: Uma mulher formosa – um homem formoso
Uma professora ativa – um professor ativo
Quanto ao gênero, os adjetivos podem ser uniformes e
biformes.
Os adjetivos biformes apresentam uma forma para o
gênero feminino e outra para o masculino.
As formas do feminino são marcadas pelo acréscimo do
sufixo –a ao radical:
Ex.: o homem honesto – a mulher honesta, o produtor
inglês – a produtora inglesa.
Os adjetivos uniformes possuem uma única forma para o
masculino e o feminino:
Ex.: pássaro frágil – ave frágil, escritor ruim – escritora
ruim.
2.2.3.2. Flexão de número
Os adjetivos concordam em número com os substantivos
que modificam, assumem a forma singular e plural.
Ex.: político corrupto – políticos corruptos, salário digno –
salários dignos.
Os adjetivos compostos merecem maior atenção na
formação de plural:
- Nos adjetivos compostos formados por dois adjetivos,
apenas o segundo elemento vai para o plural:
Ex.: clínica médico-dentária, clínica médico-dentárias.
- Os adjetivos compostos em que o segundo elemento é
um substantivo são invariáveis também em número:
Ex.: recipiente verde-mar - recipientes verde-mar, tinta
amarelo-canário – tintas amarelo-canário.
2.2.3.3. Flexão de grau
Quando se quer comparar ou intensificar as características
atribuídas ao substantivo, os adjetivos sofrem variação de
grau.
Tem-se o grau comparativo e o grau superlativo.
2.2.4. Grau dos Adjetivos
2.2.4.1. Grau comparativo
Compara-se a mesma característica atribuída a dois ou
mais seres ou duas ou mais característica a um único ser.
O grau comparativo pode ser de igualdade, superioridade
e de inferioridade, são formados por expressões analíticas
que incluem advérbios e conjunções.
a) Grau comparativo de igualdade:
Ela é tão exigente quanto justa.
Ela é tão exigente quanto (ou como) sua mãe.
b) Grau comparativo de superioridade:Seu candidato é mais desonesto (do) que o meu.
c) Grau comparativo de inferioridade:
Somo menos passivos (do) que eles.
2.2.4.2. Grau superlativo
A característica conferida pelo artigo é intensificada de
forma relativa ou absoluta.
a) Relativo: a intensificação da característica conferida
pelo adjetivo é feita em relação a todos os demais seres de
um conjunto que apresentam uma certa qualidade. Pode
exprimir superioridade ou inferioridade, e é sempre
expresso de forma analítica.
Este é o mais interessante dos livros que li. (superioridade)
Ele é o menos egoísta de todos. (inferioridade)
b) Absoluto: indica que determinado ser apresenta
determinada qualidade em alto grau, transmitindo ideia
de excesso. Pode assumir forma analítica ou sintética.
- analítico: é formado com a presença de um advérbio:
Você é muito crítico.
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A prova de matemática estava extraordinariamente difícil.
- sintético: é expresso com a participação de sufixos.
A prova de matemática estava dificílima.
Este piloto é velocíssimo.
Muitos adjetivos ao receberem um dos sufixos formadores
dessa forma de superlativo assumem a forma latina.
Como, por exemplo, os adjetivos terminados em –vel,
esses assumem a terminação –bilíssimo.
Agradável: agradabilíssimo; volúvel: volubilíssimo.
2.3. VERBO
Verbos são palavras que indicam ações, estados ou
fenômenos, situando-os no tempo.
Quanto à estrutura, os verbos são compostos pelo radical
(a parte invariável e que normalmente se repete),
terminação (a parte que é flexionada) e a vogal
temática (que caracteriza a conjugação).
ESTUD- AR / ESCREV- ER / PART- IR
São três as conjugações em língua portuguesa:
1ª Conjugação: verbos terminados em AR
2ª Conjugação: verbos terminados em ER
3ª Conjugação: verbos terminados em IR
Quanto à morfologia, classificam-se em:
Regulares: quando flexionam-se de acordo com o
paradigma da conjugação.
ESTUDAR – eu estudo, tu estudas, ele estuda, nós
estudamos...
Irregulares: quando não seguem o paradigma da
conjugação.
CABER – eu caibo... MEDIR – eu meço...
Anômalos: quando sofrem modificação também no
radical.
IR – eu vou... SER – eu sou...
Defectivos: quando não são conjugados em todas formas.
FALIR – não possui 1ª, 2ª e 3ª pessoa do pres. do indicativo
e pres. do subjuntivo.
Abundantes: quando possuem mais de uma forma de
conjugação.
ACENDIDO – ACESO, INCLUÍDO - INCLUSO
Flexionam-se em número para concordar com o
sujeito/substantivo que acompanham;
em pessoa;
em tempo;
em modo;
em voz.
Quanto ao número podem ser:
- Singular e Plural.
Quanto à pessoa podem ser:
1ª pessoa – a que fala
2ª pessoa – com quem se fala
3ª pessoa – de quem se fala
Flexionam-se em tempo para indicar o momento em que
ocorrem os fatos:
O presente é usado para fatos que ocorrem no momento
em que se fala, para fatos que ocorrem no dia-a-dia, para
fatos que costumam ocorrer com certa frequência.
Ele escreve para um jornal local.
Eu estudo português quase todos os dias.
Usa-se o pretérito perfeito para indicar fatos passados,
observados depois de concluídos.
Ele escreveu para um jornal local sobre Aquecimento
Global.
Eu estudei francês o ano passado.
Usa-se o pretérito imperfeito para indicar fatos não
concluídos no momento em que se fala como também
para falar de fatos que ocorriam com frequência no
passado.
Ele estudava todos os dias e ainda escrevia para um jornal
local.
Usa-se o pretérito mais-que-perfeito para indicar fatos
passados ocorridos anteriormente a outros fatos
passados.
Já escrevera muitos artigos polêmicos, quando ingressou
no jornal local.
Usa-se o futuro do presente para falar de fatos ainda não
ocorridos, mas que ocorrerão depois que se fala.
Ela estudará muito e será bem sucedida na profissão.
Usa-se o futuro do pretérito para indicar fatos futuros
que dependem de outros fatos.
Ela trabalharia menos, se tivesse estudado mais.
Eu estudaria francês, se tivesse mais tempo.
O modo verbal indica de que forma o fato pode se realizar:
Modo Indicativo para fato certo: Eu estudo, Nós
escreveremos.
Modo Subjuntivo para fato hipotético, desejo, dúvida: Se
eles trabalhassem...
Modo Imperativo para ordem, pedido: Trabalhem com
afinco. Sejam estudiosos...
https://www.infoescola.com/portugues/vogal-tematica/
https://www.infoescola.com/portugues/vogal-tematica/
https://www.infoescola.com/portugues/morfologia/
https://www.infoescola.com/portugues/verbos-regulares-e-irregulares/
https://www.infoescola.com/portugues/verbos-regulares-e-irregulares/
https://www.infoescola.com/portugues/verbos-anomalos/
https://www.infoescola.com/portugues/verbos-defectivos-2/
https://www.infoescola.com/portugues/verbos-abundantes/
https://www.infoescola.com/portugues/substantivos/
https://www.infoescola.com/portugues/modo-indicativo/
https://www.infoescola.com/portugues/modo-subjuntivo-3/
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Há ainda três formas nominais: infinitivo, gerúndio
e particípio.
As vozes verbais indicam se o sujeito pratica ou recebe a
ação.
Voz ativa, quando o sujeito pratica a ação: O professor
elogiou o aluno.
Voz passiva, quando o sujeito recebe a ação: O aluno foi
elogiado pelo professor...
Voz reflexiva, quando o sujeito pratica e recebe a ação:
Dedicou-se aos estudos.
2.4. ADVÉRBIO
Advérbios são palavras invariáveis que
exprimem circunstância (de lugar, de tempo, de modo,
etc.) e possuem a capacidade de modificar o verbo,
o adjetivo, ou outros advérbios.
Ex.:
Eu gosto muito de café.
Esse chocolate é muito gostoso.
Nunca mais brigue com sua mãe.
Os advérbios, além de modificarem o verbo, o adjetivo e o
próprio advérbio, também podem modificar a oração
inteira. Nesse caso, o advérbio pode ocorrer em qualquer
posição.
Ex.:
Infelizmente, não encontramos nossos amigos na festa.
Não encontramos nossos amigos na festa, infelizmente
Quando a frase possui mais de um advérbio de modo
terminados em -mente, apenas o último advérbio recebe
o sufixo.
Ex.:
O carrossel girava lenta e suavemente.
Os advérbios são classificados de acordo com as
circunstâncias que exprimem. Eles podem ser de
afirmação, de negação, de modo, de lugar, de dúvida, de
intensidade, de tempo e interrogativos.
A seguir, uma lista com os principais advérbios de cada
tipo.
Locução adverbial
Quando duas ou mais palavras
(geralmente preposição + substantivo ou advérbio)
formam uma expressão que equivale a um advérbio
chamamos de locução adverbial.
As principais são: às vezes, às pressas, vez por outra, de
qualquer modo, de propósito, em breve, à toa, às
escondidas, à noite, de repente, de súbito.
Exs.:
Carlos fez o trabalho às pressas.
Joana errou a letra da música de propósito.
2.5. PRONOME
Os pronomes representam a classe de palavras que
substituem ou acompanham os substantivos.
De acordo com a função que exercem, eles são
classificados em sete tipos:
A) PRONOMES PESSOAIS são termos que substituem ou
acompanham o substantivo. Servem para representar os
nomes dos seres e determinar as pessoas do discurso, que
são:
1ª pessoa............a que fala
2ª pessoa............com quem se fala
3ª pessoa............de quem se fala
Eu aprecio tua dedicação aos estudos. Será
que ela aprecia também?
Os pronomes pessoais classificam-se em retos e oblíquos:
São pronomes retos, quando atuam como sujeito da
oração.
https://www.infoescola.com/portugues/participio-2/
https://www.infoescola.com/portugues/voz-reflexiva/
https://www.infoescola.com/portugues/verbos/
https://www.infoescola.com/portugues/adjetivos/
https://www.infoescola.com/portugues/preposicao/
https://www.infoescola.com/portugues/substantivos/
https://www.infoescola.com/portugues/pronomes-pessoais/
https://www.infoescola.com/portugues/substantivos/
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Singular Plural Exemplo1ª
pessoa
Eu nós Eu estudo todos os dias.
2ª
pessoa
Tu vós Tu também tens estudado?
3ª
pessoa
ele/ela eles/elas
Será que ela estuda
também?
São pronomes oblíquos, quando atuam como
complemento (objeto direto ou indireto).
Quanto à acentuação, classificam-se em oblíquos átonos
(acompanham formas verbais) e oblíquos tônicos
(acompanhados de preposição):
Pronomes oblíquos átonos: me, te, o, a, lhe, se, nos, vos,
os, as, lhes.
Desejo-te boa sorte...
Faça-me o favor...
Em verbos terminados em -r, -s ou -z, elimina-se a
terminação e os pronomes o(s), a(s) se tornam lo(s),
la(s).Em verbos terminados em -am, -em, -ão e -õe os
pronomes se tornam no(s), na(s).
Pronomes oblíquos tônicos: mim, ti, ele, ela, si, nós, vós,
eles, elas.
A mim pouco importa o que dizem...
Os pronomes de tratamento tem a função de pronome
pessoal e serve para designar as pessoas do discurso.
B) PRONOMES POSSESSIVOS - Indicam posse. Estabelece
relação da pessoa do discurso com algo que lhe pertence.
Singular Plural
1ª pessoa meu(s), minha(s) nosso(s), nossa(s)
2ª pessoa teu(s), tua(s) vosso(s), vossa(s)
3ª pessoa seu(s), sua(s) dele(s), dela(s)
C) PRONOMES DEMONSTRATIVOS – Indicam a posição de
um ser ou objeto em relação às pessoas do discurso.
1ª pessoa este(s), esta(s), isto.................se refere a algo
que está perto da pessoa que fala.
2ª pessoa esse(s), essa(s), isso................se refere a algo
que esta perto da pessoa que ouve.
3ª pessoa aquele(s), aquela(s), aquilo...se refere a algo
distante de ambos.
Estes livros e essas apostilas devem ser
guardadas naquela estante.
Estes - perto de quem fala
Essas - perto de quem ouve naquela - distante de ambos
D) PRONOMES INDEFINIDOS – São imprecisos, vagos. Se
referem à 3ª pessoa do discurso.
Podem ser variáveis (se flexionando em gênero e número)
ou invariáveis.
São formas variáveis: algum(s), alguma(s),
nenhum(s),nenhuma(s), todo(s), toda(s), muito(s),
muita(s), pouco(s), pouca(s), tanto(s), tanta(s), certo(s),
certa(s), vário(s), vária(s), outro(s), outra(s), certo(s),
certa(s), quanto(s), quanta(s), tal, tais, qual, quais,
qualquer, quaisquer...
São formas invariáveis: quem, alguém, ninguém, outrem,
cada, algo, tudo, nada..
Algumas pessoas estudam diariamente.
Ninguém estuda diariamente.
F) PRONOMES INTERROGATIVOS – São empregados para
formular perguntas diretas ou indiretas. Podem ser
variáveis ou invariáveis.
Variáveis: qual, quais, quanto(s), quanta(s).
Invariáveis: que, onde, quem...
Quantos de vocês estudam diariamente? Quem de vocês
estuda diariamente?
G) PRONOMES RELATIVOS – São os que relacionam uma
oração a um substantivo que representa. Também se
classificam em variáveis e invariáveis.
Variáveis: o(a) qual, os(as) quais, quanto(s), quanta(s),
cujo(s), cuja(s).
Invariáveis: que, quem, onde.
Conseguiu o emprego que tanto queria.
PREDICAÇÃO VERBAL & REGÊNCIA VERBAL & NOMINAL
PREDICAÇÃO VERBAL
Verbos de Ligação
Os verbos de ligação ligam o sujeito às suas características
(predicativo do sujeito).
Eles exprimem estado, mudança ou continuidade.
Diferentemente dos verbos intransitivos e os verbos
transitivos, os verbos de ligação não expressam ações.
Ex: Estou doente.
Continuo resfriada.
https://www.infoescola.com/portugues/pronome-obliquo/
https://www.infoescola.com/portugues/objeto-direto/
https://www.infoescola.com/portugues/acentuacao-grafica/
https://www.infoescola.com/portugues/pronomes-de-tratamento/
https://www.infoescola.com/portugues/pronome-possessivo/
https://www.infoescola.com/portugues/pronome-demonstrativo/
https://www.infoescola.com/portugues/pronome-indefinido/
https://www.infoescola.com/portugues/pronomes-interrogativos/
https://www.infoescola.com/portugues/pronome-relativo/
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Verbos Intransitivos
Os verbos intransitivos são aqueles verbos
que expressam sentido completo, sendo capazes de
constituir predicado sozinhos.
Ex: Escorreguei.
Ela saiu.
Não quer dizer que a oração acabe sempre no verbo
intransitivo. Ainda que não seja exigido, após o verbo pode
ser acrescentada mais alguma informação, tal como
adjunto adverbial ou predicativo do sujeito.
Ex: Escorreguei ali.
Ela saiu desesperada.
Verbos Transitivos
Os verbos transitivos são aqueles que não tem sentido
sozinhos, por isso, precisam de complementos.
Chama-se transitividade verbal a necessidade que um
verbo tem de ser completado com algo. Ele precisa
transitar para o objeto, ou seja, ir em busca de algo que
complete o seu sentido.
Ex: Relatei o ocorrido.
Gosto de rock.
A) Verbos Transitivos Diretos
Os verbos transitivos diretos são aqueles
cujo complemento não exige preposição.
Ex: Comprei jornais variados.
Cantou músicas sertanejas.
B) Verbos Transitivos Indiretos
Os verbos transitivos diretos e indiretos são aqueles
cujo complemento exige preposição.
Ex: Este documentos pertencem ao cliente.
Interessou-se pelos discos.
C) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Os verbos transitivos diretos e indiretos são aqueles
que precisam de dois complementos, um sem e outro com
preposição.
Ex: Comprei jornais variados naquela banca.
Não existe nada entre nós.
Importante!
O mesmo verbo pode ser empregado com predicações
verbais diferentes.
Por isso, é importante destacar que somente após analisar
o contexto é possível classificar se o verbo presente na
oração é intransitivo, transitivo ou de ligação.
Ex: Ela fala demais. (Verbo Intransitivo)
Ela fala várias línguas. (Verbo Transitivo)
REGÊNCIA VERBAL & NOMINAL
A REGÊNCIA é o campo da língua portuguesa que estuda
as relações de concordância entre os verbos (ou nomes) e
os termos que completam seu sentido. Ou seja, estuda a
relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou
um nome) e seus complementos.
A regência é necessária visto que algumas palavras da
língua portuguesa (verbo ou nome) não possuem seu
sentido completo.Observe o exemplo abaixo:
Muitas crianças têm medo. (medo de quê?)
Muitas crianças têm medo de fantasmas.
Obs.: perceba que o nome pede complemento antecedido
de preposição (“de” = preposição e “fantasmas” =
complemento).
IMPORTANTE: A regência estabelece uma relação entre
um termo principal (termo regente) e o termo que lhe
serve de complemento (termo regido) e possui dois
tipos: REGÊNCIA NOMINAL e REGÊNCIA VERBAL.
REGÊNCIA VERBAL
Regência verbal é a parte da língua que se ocupa da
relação entre os verbos e os termos que se seguem a eles
e completam o seu sentido.
Os verbos são os termos regentes, enquanto os objetos
(direto e indireto) e adjuntos adverbiais são os termos
regidos.
Para entender melhor sobre esse assunto e não errar mais,
confira abaixo alguns exemplos e suas respectivas
explicações:
https://www.todamateria.com.br/verbos-intransitivos/
https://www.todamateria.com.br/verbo-transitivo-direto-e-indireto/
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Nos exemplos acima, morar é um verbo transitivo
indireto, pois exige a preposição em (morar em algum
lugar).
No segundo exemplo, implicar é um verbo transitivo
direto, pois não exige preposição (implicar algo, e não
implicar em algo).
No terceiro exemplo, ir exige a preposição a, o que faz dele
um verbo transitivo indireto.
Na forma padrão, a oração “Isso implica em mudança de
horário” não está correta.
Vamos ver exemplos de alguns verbos e entender como
eles são regidos. Alguns, conforme o seu significado,
podem ter mais do que uma forma de regência.
1. ASSISTIR
a) com o sentido de ver exige preposição:
Que tal assistirmos ao filme?
b) com o sentido de dar assistência não exige preposição:
Sempre assistiu pessoas mais velhas.
c) com o sentido de pertencer exige preposição:
Assiste aos prejudicados o direito de indenização.
2. CHEGAR
O verbo chegar é regido pela preposição“a”:
Chegamos ao local indicado no mapa.
Essa é a forma padrão. No entanto, é comum observarmos
o uso da preposição “em” nas conversas informais, cujo
estilo é coloquial: Chegamos no local indicado no mapa.
3. CUSTAR
a) com o sentido de ser custoso exige preposição:
Aquela decisão custou ao filho.
b) com o sentido de valor não exige preposição:
Aquela casa custou caro.
4. OBEDECER
O verbo obedecer é transitivo indireto, logo, exige
preposição:
Obedeça ao pai!
Na linguagem informal, entretanto, ele é usado como
verbo transitivo direto: Obedeça o pai!
5. PROCEDER
a) com o sentido de fundamento é verbo intransitivo:
Essa sua desconfiança não procede.
b) com o sentido de origem exige preposição:
Essa sua desconfiança procede de situações passadas.
6. VISAR
a) com o sentido de objetivo exige preposição:
Visamos ao sucesso.
Na variante coloquial, encontramos o verbo sendo
utilizado sem preposição, ou seja, como verbo transitivo
direto: Visamos o sucesso.
b) com o sentido de mirar não exige preposição:
O policial visou o bandido à distância.
7. ESQUECER
O verbo esquecer é transitivo direto, logo não exige
preposição:
Esqueci o meu material.
No entanto, na forma pronominal, deve ser usado com
preposição: Esqueci-me do meu material.
8. QUERER
a) com o sentido de desejar não exige preposição:
Quero ficar aqui.
b) com o sentido de estimar exige preposição:
Queria muito aos seus amigos.
9. ASPIRAR
a) com o sentido de respirar ou absorver não exige
preposição:
Aspirou todo o escritório.
b) com o sentido de pretender exige preposição:
Aspirou ao cargo de ministro.
10. INFORMAR
O verbo é transitivo direto e indireto, assim ele exige um
complemento sem e outro com preposição:
Informei o acontecimento aos professores.
11. IR
O verbo ir é regido pela preposição “a”:
Vou à biblioteca.
12. IMPLICAR
a) com o sentido de consequência, o verbo implicar é
transitivo direto, logo não exige preposição:
O seu pedido implicará um novo orçamento.
b) com o sentido de embirrar, é transitivo indireto, logo
exige preposição:
Implica com tudo!
13. MORAR
O verbo morar é regido pela preposição “em”:
Mora no fim da rua.
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14. NAMORAR
O verbo namorar é transitivo direto, apesar de as pessoas
o usarem sempre seguido de preposição:
Namorou Maria durante anos.
"Namorou com Maria durante anos" não é
gramaticalmente aceito.
15. PREFERIR
O verbo preferir é transitivo direto e indireto. Assim:
Prefiro carne a peixe.
16. SIMPATIZAR
O verbo simpatizar é transitivo indireto e exige a
preposição "com":
Simpatiza com os mais velhinhos.
17. CHAMAR
a) com o sentido de convocar não exige complemento com
preposição:
Chama o Pedro!
b) com o sentido de apelidar exige complementos com e
sem preposição:
Chamou ao João de Mauricinho.
Chamou João de Mauricinho.
Chamou ao João Mauricinho.
Chamou João Mauricinho.
18. PAGAR
a) quando informamos o que pagamos o complemento
não tem preposição:
Paga o sorvete?
b) quando informamos a quem pagamos o complemento
exige preposição:
Paga o sorvete ao dono do bar.
REGÊNCIA NOMINAL
Regência Nominal é a maneira de um nome (substantivo,
adjetivo e advérbio) relacionar-se com seus
complementos.
Em geral, a relação entre o nome e o seu complemento é
estabelecida por preposição. Portanto, é justamente o
conhecimento da preposição o que há de mais importante
na regência nominal.
Confira abaixo alguns exemplos e frases com regência
nominal
Exemplo de regência de alguns nomes:
AMOR
Tenha “amor a” seus livros.
Meu “amor pelos” animais me conforta.
Cultivemos o “amor da” família.
O amor “para com” a Pátria.
ANSIOSO
Olhos “ansiosos de” novas paisagens.
Estava “ansioso por” vê-la.
Estou “ansioso para” ler o livro.
Exemplos de nomes transitivos e suas respectivas
preposições:
ACESSÍVEL A
Exemplo: Isto é acessível a todos.
ACOSTUMADO A, COM
Exemplos:
Estou acostumado a comer pouco.
Estamos acostumados com as novas ferramentas.
AFÁVEL COM, PARA COM
Exemplos:
Ele é afável com sua filha.
O professor tem sido afável para com seus alunos.
AGRADÁVEL A
Exemplo: Sou agradável a ti.
ALHEIO A, DE
Exemplos:
Ele vive alheio a tudo.
João está alheio de carinho fraternal.
APTO A, PARA
Exemplos:
Estou apto a trabalhar.
Joana está apta para desenvolver suas funções.
AVERSÃO A, POR
Exemplos:
Ele tem aversão a pessoas.
Paula tem aversão por itens supérfluos.
BENEFÍCIO A
Exemplo: Pilates é um grande benefício à saúde.
CAPACIDADE DE, PARA
Exemplos:
Laura tem excepcional capacidade de comunicação.
Joaquim tem capacidade para o trabalho.
CAPAZ DE, PARA
Exemplos:
Ele é capaz de tudo.
A empresa é capaz para trabalhar com projetos.
COMPATÍVEL COM
Exemplo: Seu computador é compatível com este.
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CONTRÁRIO A
Exemplo: Esse modo de vida é contrário à saúde.
CURIOSO DE, POR
Exemplos:
Luís é curioso de tudo.
Vitória é curiosa por natureza
DESCONTENTE COM
Exemplo: Estamos descontentes com nosso sistema
político.
ESSENCIAL PARA
Exemplo: Esse livro é essencial para aprender matemática.
FANÁTICO POR
Exemplo: Ele é fanático por histórias em quadrinhos.
IMUNE A, DE
Exemplos:
O Brasil não ficou imune à crise econômica.
Estamos imunes de pagar os impostos.
INOFENSIVO A, PARA
Exemplos:
O vírus é inofensivo a seres humanos
Os danos que sofreu são inofensivos para sua saúde.
JUNTO A, DE
Exemplos:
Comprei a casa junto a sua.
Estava junto de Miguel, quando aconteceu o acidente.
LIVRE DE
Exemplo: Este sabonete está livre de parabenos.
SIMPATIA A, POR
Exemplo:
José tem simpatia as causas populares.
Tenho muito simpatia por Ana.
TENDÊNCIA A, PARA
Viviana tem tendência à mentira.
As meninas tem tendência para a moda.
UNIÃO COM, DE, ENTRE
A união com Regina foi fracassada.
Na reação química, ocorreu uma união de substâncias.
A união entre eles é muito bonita
ACENTO INDICATIVO DE CRASE
CRASE é a fusão de duas vogais da mesma natureza. No
português assinalamos a crase com o acento grave (`).
Observe:
Obedecemos ao regulamento.
(a + o)
Não há crase, pois o encontro ocorreu entre duas vogais
diferentes. Mas:
Obedecemos à norma.
(a + a)
Há crase, pois, temos a união de duas vogais iguais:
(a + a = à)
1. REGRA GERAL
Observação:
Para saber se uma palavra aceita ou não o artigo, basta
usar o seguinte artifício:
I. Se pudermos empregar a combinação da antes da
palavra, é sinal de que ela aceita o artigo
II. Se pudermos empregar apenas a preposição de, é sinal
de que não aceita.
Ex: Vim da Bahia. (aceita)
Vim de Brasília (não aceita)
Vim da Itália. (aceita)
Vim de Roma. (não aceita)
2. CASOS PROIBIDOS – nunca ocorre crase.
1) Antes de masculino.
Caminhava a passo lento.
(preposição)
2) Antes de verbo.
Estou disposto a falar.
(preposição)
3) Antes de pronomes em geral.
Eu me referi a esta menina.
(preposição e pronome demonstrativo)
Eu falei a ela.
(preposição e pronome pessoal)
4) Antes de pronomes de tratamento.
Dirijo-me a Vossa Senhoria.
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(preposição)
Observações:
1. Há três pronomes de tratamento que aceitam o artigo
e, obviamente, a crase:
Senhora, senhorita e dona.
Dirijo-me à senhora.
2. Haverá crase antes dos pronomes que aceitarem o
artigo, tais como: mesma, própria...
Eu me referi à mesma pessoa.
5) Com as expressões formadas de palavras repetidas.
Venceu de ponta a ponta.
(preposição)
Observação:
É fácil demonstrar que entre expressões desse tipo ocorre
apenas a preposição:
Caminhavam passo a passo.
(preposição)
No caso, se ocorresse o artigo, deveria ser oartigo o e
teríamos o seguinte: Caminhavam passo ao passo – o que
não ocorre.
6) Antes dos nomes de cidade.
Cheguei a Curitiba.
(preposição)
Observação:
Se o nome da cidade vier determinado por algum adjunto
adnominal, ocorrerá a crase.
Cheguei à Curitiba dos pinheirais.
(adjunto adnominal)
7) Quando um a (sem o s de plural) vem antes de um nome
plural.
Falei a pessoas estranhas.
(preposição)
Observação:
Se o mesmo a vier seguido de s haverá crase.
Falei às pessoas estranhas.
(a + as = preposição + artigo)
3. CASOS OBRIGATÓRIOS – sempre ocorre crase
1) Na indicação pontual do número de horas.
Às duas horas chegamos.
(a + as)
Para comprovar que, nesse caso, ocorre preposição +
artigo, basta confrontar com uma expressão masculina
correlata.
Ao meio-dia chegamos.
(a + o)
2) Com a expressão à moda de e à maneira de.
A crase ocorrerá obrigatoriamente mesmo que parte da
expressão (moda de) venha implícita.
Escreve à (moda de) Alencar.
3) Nas expressões adverbiais femininas.
Expressões adverbiais femininas são aquelas que se
referem a verbos, exprimindo circunstâncias de tempo, de
lugar, de modo...
Chegaram à noite.
(expressão adverbial feminina de tempo)
Caminhava às pressas.
(expressão adverbial feminina de modo)
Ando à procura de meus livros.
(expressão adverbial feminina de fim)
Observações:
No caso das expressões adverbiais femininas, muitas vezes
empregamos o acento indicatório de crase (`), sem que
tenha havido a fusão de dois as. É que a tradição e o uso
do idioma se impuseram de tal sorte que, ainda quando
não haja razão suficiente, empregamos o acento de crase
em tais ocasiões.
4. USO FACULTATIVO DA CRASE – “tanto faz”
Antes de nomes próprios de pessoas femininos e antes de
pronomes possessivos femininos, pode ou não ocorrer a
crase.
Ex: Falei à Maria.
(preposição + artigo)
Falei à sua classe.
(preposição + artigo)
Falei a Maria.
(preposição sem artigo)
Falei a sua classe.
(preposição sem artigo)
Note que os nomes próprios de pessoa femininos e os
pronomes possessivos femininos aceitam ou não o artigo
antes de si. Por isso mesmo é que pode ocorrer a crase ou
não.
5. Casos especiais:
1) Crase antes de casa.
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A palavra casa, no sentido de lar, residência própria da
pessoa, se não vier determinada por um adjunto
adnominal não aceita o artigo, portanto não ocorre a
crase.
Por outro lado, se vier determinada por um adjunto
adnominal, aceita o artigo e ocorre a crase. Ex:
Volte a casa cedo.
(preposição sem artigo)
Volte à casa dos seus pais.
(preposição sem artigo)
(adjunto adnominal)
2) Crase antes de terra.
A palavra terra, no sentido de chão firme, tomada em
oposição a mar ou ar, se não vier determinada, não aceita
o artigo e não ocorre a crase.
Ex:
Já chegaram a terra.
(preposição sem artigo)
Se, entretanto, vier determinada, aceita o artigo e ocorre
a crase.
Ex:
Já chegaram à terra dos antepassados.
(preposição + artigo)
(adjunto adnominal)
3) Crase antes dos pronomes relativos.
Antes dos pronomes relativos quem e cujo não ocorre
crase.
Ex:
Achei a pessoa a quem procuravas.
Compreendo a situação a cuja gravidade você se referiu.
Antes dos relativos qual ou quais ocorrerá crase se o
masculino correspondente for ao qual, aos quais.
Ex: Esta é a festa à qual me referi.
Este é o filme ao qual me referi.
Estas são as festas às quais me referi.
Estes são os filmes aos quais me referi.
4) Crase com os pronomes demonstrativos: aquele (s),
aquela (s), aquilo.
Sempre que o termo antecedente exigir a preposição a e
vier seguido dos pronomes demonstrativos: aquele,
aqueles, aquela, aquelas, aquilo, haverá crase.
Ex: Falei àquele amigo.
Dirijo-me àquela cidade.
Aspiro a isto e àquilo.
Fez referência àquelas situações.
5) Crase depois da preposição até.
Se a preposição até vier seguida de um nome feminino,
poderá ou não ocorrer a crase. Isto porque essa
preposição pode ser empregada sozinha (até) ou em
locução com a preposição a (até a).
Ex: Chegou até à muralha.
(locução prepositiva = até a)
(artigo = a)
Chegou até a muralha.
(preposição sozinha = até)
(artigo = a)
6) Crase antes do que.
Em geral, não ocorre crase antes do que.
Ex: Esta é a cena a que me referi.
Pode, entretanto, ocorrer antes do que uma crase da
preposição a com o pronome demonstrativo a
(equivalente a aquela).
Para empregar corretamente a crase antes
do que convém pautar-se pelo seguinte artifício:
I. Se, com antecedente masculino, ocorrer ao que / aos
que, com o feminino ocorrerá crase;
Ex: Houve um palpite anterior ao que você deu.
( a + o )
Houve uma sugestão anterior à que você deu.
( a + a )
II. Se, com antecedente masculino, ocorrer a que, no
feminino não ocorrerá crase.
Ex: Não gostei do filme a que você se referia.
(ocorreu a que, não tem artigo)
Não gostei da peça a que você se referia.
(ocorreu a que, não tem artigo)
Observação:
O mesmo fenômeno de crase (preposição a + pronome
demonstrativo a) que ocorre antes do que, pode ocorrer
antes do de.
Ex:
Meu palpite é igual ao de todos.
(a + o = preposição + pronome demonstrativo)
Minha opinião é igual à de todos.
(a + a = preposição + pronome demonstrativo)
7) há / a
Nas expressões indicativas de tempo, é preciso não
confundir a grafia do a (preposição) com a grafia
do há (verbo haver).
Para evitar enganos, basta lembrar que, nas referidas
expressões:
a (preposição) indica tempo futuro (a ser transcorrido);
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há (verbo haver) indica tempo passado (já
transcorrido). Ex:
Daqui a pouco terminaremos a aula.
Há pouco recebi o seu recado.
ATENÇÃO:
Termos
PREPOSICIONADOS:
Termos “VIRGULADOS”:
Objeto Indireto
Complemento Nominal
Agente da Passiva
Adjunto adverbial
Aposto
Vocativo
I. TERMOS ESSENCIAIS
1. SUJEITO
A) Simples
- É formado por um núcleo, ou seja, um termo principal.
Ex: O empregado da casa vendeu seu carro. (núcleo:
empregado)
Eles estão sempre omitindo a verdade. (núcleo: Eles)
B) Composto
- É aquele formado por dois ou mais núcleos, por
exemplo:
Ex: Ana Maria e Joaquim terminaram o namoro. (núcleos:
Ana Maria, Joaquim)
Livros e cinema são o meu passatempo preferido.
(núcleos: Livros, cinema)
C) Oculto/Elíptico/Desinencial/Implícito
- É aquele que está escondido na oração.
Ex: Gostamos de pular Carnaval.
Levou tudo para casa.
D) Indeterminado
- É aquele que não podemos identificar o agente da ação,
nem pelo contexto, nem pela terminação verbal do
enunciado.
- Acontece quando o verbo não se refere a uma pessoa
determinada.
- Há duas maneiras de identificá-lo:
1) Com verbo na 3.ª pessoa do plural
Quando o verbo está na terceira pessoa do plural e não se
refere a nenhum substantivo citado anteriormente na
oração, por exemplo:
Ex: Disseram que ele foi eleito.
Capturaram o fugitivo.
2) com pronome "se" e verbo intransitivo, transitivo
indireto ou de ligação na 3.ª pessoa do singular (de modo
que não se consegue identificar quem pratica a ação), por
exemplo:
Ex: Acorda-se feliz (VI).
Necessita-se de pessoas jovens (VTI).
Nem sempre se é justo nesse mundo (VL).
E) Inexistente/Oração sem sujeito
Nas orações sem sujeito, o sujeito é inexistente uma vez
que são constituídas por verbos impessoais, ou seja, que
não admitem agentes da ação, como é o caso de:
1) verbos que indicam fenômenos da natureza
(amanheceu, anoiteceu, choveu, nevou, ventou, trovejou,
etc.).
2) verbo haver, quando empregado com sentido de existir,
acontecer e indicando tempopassado.
3) verbos ser, fazer, haver, estar, ir e passar indicando
tempo.
Ex.: Trovejou durante a noite.
Há boas palestras no congresso.
Está na hora do intervalo.
2. PREDICADO
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O predicado, formado por um ou mais verbos, é aquilo
que se declara sobre a ação do sujeito, concordando em
número e pessoa com ele.
I. TIPOS DE PREDICADO
De acordo com seu núcleo significativo, os predicados são
classificados em três tipos:
Predicado Verbal
Indica uma ação, sendo constituído por um núcleo, que é
um verbo nocional (verbo que indica uma ação). Nesse
caso, não há presença de predicativo do sujeito.
Ex: Nós caminhamos muito hoje.
(núcleo: caminhamos)
Cheguei hoje de viagem.
(núcleo: cheguei)
Predicado Nominal
Indica estado ou qualidade, sendo constituído por
um verbo de ligação (verbo que indica estado) e
o predicativo do sujeito (complementa o sujeito
atribuindo-lhe uma qualidade).
Há somente um núcleo, caracterizado por um nome
(substantivo ou adjetivo).
Ex: Aristides está feliz. (núcleo: feliz)
Ele continua atencioso comigo. (núcleo: atencioso)
Predicado Verbo-Nominal
Ao mesmo tempo que indica ação do sujeito, esse tipo de
predicado informa sua qualidade ou estado, sendo
constituído por dois núcleos: um nome e um verbo.
Nesse caso, há presença de predicativo do
sujeito ou predicativo do objeto (complementa o objeto
direto ou indireto, atribuindo-lhes uma característica).
Ex: Suzana chegou cansada.
(núcleos: chegou, cansada)
Terminaram satisfeitos o trabalho.
(núcleos: satisfeitos, trabalho)
Obs: Para identificar um predicado verbo-nominal, o
verbo que indica ação está expresso na oração. O verbo
que indica estado ou qualidade, por sua vez, está oculto.
II. TERMOS INTEGRANTES
A) OBJETO DIRETO
O objeto direto é o complemento de um verbo transitivo
direto sem preposição obrigatória. Ele indica o ser para a
qual se dirige a ação verbal. Pode ser apresentado por
substantivo, pronome, numeral, palavra ou expressão
substantivada ou oração substantiva.
Ex:
Algumas pessoas tomam vinho.
Queremos apenas uma vaga.
B) OBJETO INDIRETO
O objeto indireto completa a significação de um verbo e
vem sempre acompanhado de preposição. Pode ser
representado por substantivo ou palavra substantivada,
pronome, numeral, expressão substantivada ou oração
substantiva.
Ex:
Amélia acredita em discos voadores.
Precisamos apenas de uma vaga.
C) COMPLEMENTO NOMINAL
O complemento nominal é o termo da oração que é ligado
ao sujeito, predicativo, objetivo direto, o objeto indireto,
o agente da passiva, o adjunto adverbial, o aposto ou ao
vocativo.
O complemento nominal liga-se ao substantivo, adjetivo
ou advérbio por intermédio de uma preposição.
Ex:
A mulher tinha necessidade de medicamentos.
Esta conduta é prejudicial à saúde.
Decidiu favoravelmente ao acusado.
D) AGENTE DA PASSIVA
O agente da passiva é o complemento preposicionado que
representa o ser que pratica a ação expressa por um verbo
na voz passiva.
Ex:
A criança foi orientada pelo professor.
Transposição da Voz Passiva para a Voz Ativa
O agente da passiva é o sujeito na voz ativa.
O objeto direto da voz ativa passa a sujeito da voz passiva.
III. TERMOS ACESSÓRIOS
Os termos acessórios da oração são aqueles que podem
ser retirados da frase sem alterar sua estrutura sintática,
uma vez que não são indispensáveis. O seu uso, contudo,
poderá ser importante e essencial para a compreensão da
mensagem transmitida.
https://www.todamateria.com.br/predicativo-do-sujeito/
https://www.todamateria.com.br/verbos-de-ligacao/
https://www.todamateria.com.br/predicativo-do-objeto/
https://www.todamateria.com.br/objeto-direto/
https://www.todamateria.com.br/objeto-indireto/
https://www.todamateria.com.br/complemento-nominal/
https://www.todamateria.com.br/agente-da-passiva/
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a) Adjunto adnominal
- Atribui características ao substantivo que acompanham.
Pode ser representado por um artigo, por um adjetivo, por
uma locução adjetiva, por um pronome adjetivo e por um
numeral adjetivo.
Ex: Aquele livro velho é meu.
Meu filho tem uma camisa preta.
Sete pessoas diferentes ligaram para você hoje.
b) Adjunto adverbial
- É usado para indicar uma circunstância, transmitindo
uma ideia de tempo, modo, intensidade, lugar, afirmação,
dúvida,…
Os adjuntos adverbiais podem no início, no meio ou no fim
das frases e podem ser ou não separados por vírgulas,
conforme a posição que ocupam.
Existem adjuntos adverbiais de afirmação, de negação, de
causa, de lugar, de tempo, de intensidade, de companhia,
de dúvida, de concessão, de instrumento, de meio, de
modo, de condição, de finalidade, de assunto, de direção,
de exclusão, de frequência, de matéria, de
conformidade,…
Ex: Amanhã, a funcionária virá ao escritório assinar o
contrato.
A mãe abriu, lentamente, a porta do quarto da filha.
Meu irmão faz natação todos os dias.
c) Aposto
O aposto fornece novas informações sobre um dos termos
da oração, estando sintaticamente relacionado com ele. O
aposto desenvolve, explica, enumera, esclarece, detalha,
especifica esse outro termo da oração.
Ex: Sempre fui apaixonada por Pedro, o mais simpático de
todos os meninos.
As minhas duas primas, Cátia e Beth, moram no Rio
de Janeiro.
Gostaria de cursar várias faculdades: línguas,
medicina, advocacia, filosofia e botânica.
d) Vocativo
O vocativo não é um dos termos acessórios da oração. é
um termo independente que não se relaciona
sintaticamente com os outros termos da oração.
Ex: Mariana, venha!
Vamos ouvir, minha gente!
Você viu o que aconteceu, senhora?
ATENÇÃO! Em regra, o decoreba das conjunções tem sido
a melhor forma de acertar questões, especialmente na
banca IBADE. Só tome cuidado com questões das bancas:
CESPE, FGV e ESAF. Pois, às vezes, o decoreba pode
prejudicar.
1. ORAÇÕES COORDENADAS
1. ORAÇÕES COORDENADAS
1.1 Orações Assindéticas
- São caracterizadas pelo período composto justaposto, ou
seja, não são ligadas através SEM CONECTIVO (conjunção).
Ex: Chegamos à praia, nadamos, jogamos, comemos.
Insista, persista, não desista.
1.2 Orações Sindéticas
- São caracterizadas pelo período composto ligadas por
meio de uma CONJUNÇÃO coordenativa. Nesse caso, as
orações, dependendo dos conectivos, podem
ser: Aditivas, Adversativas, Alternativas, Conclusivas e Ex
plicativas.
a) Aditivas: transmitem ideia de soma, adição à oração
anterior.
Conjunções: e, nem, não só, mas também, mas ainda,
como, assim como, não só...mas também.
Ex: Eu e meu namorado jantamos fora e fomos ao cinema.
Não só foi descortês, como também culpou quem
estava inocente.
b) Adversativas: transmitem ideia de oposição,
contrariedade, contraste à oração anterior.
Conjunções: mas, porém, contudo, todavia, entretanto,
no entanto, não obstante, nada obstante, senão.
Ex: Eles queriam sair, porém estava chovendo.
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A seleção jogou bem, contudo ora eliminada.
c) Alternativas: transmitem ideia de escolha, alternância à
oração anterior.
Conjunções: ou, ou… ou; ora…ora; quer…quer;
seja…seja, nem ... nem.
Ex: Ora gosta de vestidos, ora gosta de sapatos.
Faça o que o professor manda ou será expulso da sal.
d) Conclusivas: transmitem ideia de conclusão,
finalização.
Conjunções: logo, portanto, por fim, por conseguinte,
pois, então, consequentemente, de modo que.
Exemplo: São adolescentes, logo irão namorar.
Nós presenciamos o acidente; seremos, pois, chamados
para depor.
e) Explicativas: transmitem ideia de explicação,
justificativa.
Conjunções: isto é, ou seja, a saber, na verdade, porque,
que, pois, porquanto.
Ex: Descemosdo carro porque o trânsito estava parado.
Não passei, pois estudei pouco.
2. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
As orações subordinadas adverbiais são iniciadas com uma
conjunção subordinativa (ou locução), isto é, aquelas que
ligam as frases (principal e a subordinada). São
classificadas em nove tipos, de acordo com a circunstância
que exprimem na frase:
a) Causais: indicam a causa da ação expressa na oração
principal.
Conjunções: porque, visto que, como, uma vez que,
posto que, etc.
Ex: A cidade foi alagada porque o rio transbordou.
b) Consecutivas: indicam uma consequência do fato
referido na oração principal.
Conjunções: que (precedido de tal, tão, tanto,
tamanho), de sorte que, de modo que, etc.
Ex: A casa custava tão cara que ela desistiu da compra.
c) Condicionais: expressam uma circunstância de
condição com relação ao predicado da oração principal.
Conjunções: se, caso, desde que, contanto que, sem que,
etc.
Ex: Deixe um recado se você não me encontrar em casa.
d) Concessivas: indicam um fato contrário ao referido na
oração principal.
Conjunções: embora, a menos que, se bem que, ainda
que, conquanto que, etc.
Ex: Embora tudo tenha sido cuidadosamente planejado,
ocorreram vários imprevistos.
e) Conformativas: indicam conformidade em relação à
ação expressa pelo verbo da oração principal.
Conjunções: conforme, consoante, como, segundo, etc.
Ex: Tudo ocorreu como estava previsto.
f) Comparativas: são aquelas que expressam uma
comparação com um dos termos da oração principal.
Conjunções: como, (mais, menos) que, do que, tão
quanto, etc.
Ex: Você deve estudar como um obstinado (estuda).
g) Finais: exprimem a intenção, o objetivo do que se
declara na oração principal.
Conjunções: para que, a fim de que, que, porque, etc.
Ex: Sentei-me na primeira fila, a fim de que pudesse ouvir
melhor.
h) Temporais: demarca em que tempo ocorreu o processo
expresso pelo verbo da oração principal.
Conjunções: quando, enquanto, logo que, assim que,
depois que, antes que, desde que, ...
Ex: Eu me sinto segura assim que fecho a porta da minha
casa.
i) Proporcionais: expressam uma ideia de
proporcionalidade relativamente ao fato referido na
oração principal.
Conjunções: à medida que, à proporção que, quanto
mais...tanto mais, quanto mais...tanto menos, etc.
Ex: Quanto menos trabalho, tanto menos vontade tenho
de trabalhar.
3. ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
- São introduzidas por meio de conjunção integrante:
QUE, SE.
a) Subjetiva – exerce a função de sujeito do verbo da
oração principal.
É necessário que você se apresente ao serviço amanhã.
Foi anunciado que Pedro é o vencedor do concurso.
b) Predicativa – exerce a função de predicativo do sujeito
do verbo da oração principal. Aparece sempre depois do
verbo ser.
O bom é que ela sempre foi bem comportada.
A dúvida era se seriam necessários mais ajudantes.
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c) Objetiva Direta – exerce a função de objeto direto do
verbo da oração principal.
Quero que você seja meu marido.
Os funcionários não sabiam que era dia de
despedimentos.
d) Objetiva Indireta – exerce a função de objeto indireto
do verbo da oração principal, sendo sempre iniciada por
uma preposição.
O diretor da empresa necessita de que todos os
colaboradores estejam presentes na reunião.
A professora insistiu muito em que os alunos tivessem
aulas de recuperação.
e) Completiva Nominal – exerce a função de
complemento nominal, completando o sentido de um
nome pertencente à oração principal. É sempre iniciada
por uma preposição.
Todos temos esperança deque a humanidade pare de
destruir o planeta.
Sinto necessidade de que você me deixe descansar um
pouco.
f) Apositiva – exerce a função de aposto de qualquer
termo da oração principal.
Helena apenas desejava uma coisa: que fosse muito feliz
com sua família.
Pedi um favor a meus amigos: que esperassem por mim.
4. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
- São introduzidas por pronome relativo: cujo, onde,
quem, o qual, QUE
a) Explicativa – acrescenta uma informação acessória,
ampliando ou esclarecendo um detalhe de um conceito
que já se encontra definido. Aparece sempre separada por
vírgulas e pode ser retirada da frase sem que haja
alteração do sentido da mesma.
O leão, que é um animal selvagem, atacou o domador.
A professora Ana Luísa, que é a professora mais nova da
escola, não veio trabalhar hoje.
b) Restritiva – especifica o sentido do nome a que se
refere, restringindo seu significado a um ser único,
definido por ele. Não existe marca de pausa, como
vírgulas, entre este tipo de oração e a oração principal. São
indispensáveis para a compreensão da frase.
Ele é um dos poucos diretores que é apreciado por todos
os funcionários.
Toda comida que é fresca é mais saborosa.
7. CONCORDÂNCIA VERBAL & NOMINAL
I. CONCORDÂNCIA NOMINAL
Regra Geral:
Casos Especiais
1. Com as expressões é proibido, é necessário, é bom, é
preciso e é permitido:
2. 1 Adjetivo qualificando 2 ou Substantivos:
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3. Vários adjetivos no singular caracterizando um único
substantivo:
O substantivo permanece no singular quando há presença
de um artigo entre os adjetivos, mas fica no plural quando
os adjetivos se apresentam sem artigos ou outros
determinantes.
Fiquei aprendendo coisas novas com a professora americana
e afrancesa.
Fiquei aprendendo coisas novas com as professoras americana
e francesa.
4. Palavra só como adjetivo:
Tendo o significado de sozinho, a palavra só atua como
adjetivo, devendo concordar em número com o
substantivo que caracteriza.
Meu avô está só.
Meus avós estão sós.
5. Com as palavras anexo, obrigado, mesmo, próprio,
incluso e quite:
As palavras anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso e
quite devem concordar em gênero e número com o
substantivo que caracterizam.
Por favor, leia as informações anexas.
As próprias professoras resolveram a falta de condições
das salas de aula.
Eu e você estamos quites.
6. Com as palavras bastante, caro, barato, muito, pouco,
longe e meio:
As palavras bastante, caro, barato, muito, pouco, longe e
meio, embora invariáveis enquanto advérbios, devem
concordar em gênero e número com o substantivo que
caracterizam enquanto adjetivos.
Há bastantes alunos interessados na palestra.
Essas compras ficaram muito caras!
Vou comprar aqueles chinelos baratos.
Apenas preenchi meia folha de papel com as informações
necessárias.
7. Com as palavras alerta e menos:
As palavras alerta e menos, embora atuem como
adjetivos, são advérbios, permanecendo sempre
invariáveis.
Os cachorros ouviram barulho e ficaram alerta.
Assim, há menos confusão!
8. Com as expressões um e outro, uma e outra, num e
noutro, numa e noutra:
Com as expressões um e outro, uma e outra, num e
noutro, numa e noutra, o adjetivo deve ser escrito no
plural, embora ao substantivo permaneça no singular.
A diretora achou um e outro funcionário cumpridores.
Você pôs isso numa e noutra gaveta arrumadas?
II. CONCORDÂNCIA VERBAL
Regra Geral:
Ex.:
- Nós É campeão.
- EXISTEM, em meio às dificuldades, muitos alunos
focados.
- Os usuários das redes sociais, na perspectiva da
modernidade, ESPERA que suas postagens OBTENHA
repercussão positiva.
CASOS ESPECIAIS
1. Verbo HAVER no sentido de Existir
2. PARTÍCULA SE
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1. Sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes.
Neste caso, o verbo vai para o plural e concorda com a
pessoa, por ordem de prioridade.
Ex:
Eu, tu e Cássio só chegaremos ao fim da noite. (eu, 1.ª
pessoa + tu, 2.ª pessoa + ele, 3.ª pessoa), ou seja, a 1.ª
pessoa do singular tem prioridade e, no plural, ela equivale
a nós, ou seja, "nós chegaremos".
Jair e eu conseguimoscomprar um apartamento (eu, 1.ª
pessoa + Jair, 3.ª pessoa). Aqui também é a 1.ª pessoa do
singular que tem prioridade. No plural, ela equivale a nós,
ou seja, "nós conseguimos".
2. Sujeito seguido por "tudo", "nada", "ninguém",
"nenhum", "cada um"
Neste caso, o verbo fica no singular.
Ex:
Amélia, Camila, Pedro, ninguém o convenceu de mudar a
opinião.
3. Sujeitos ligados por "com"
Quando semelhante à ligação "e", o verbo vai para o
plural.
Ex:
O ator com seus convidados chegaram às 6 horas.
Mas, quando "com" representar “em companhia de”, o
verbo concorda com o antecedente e o segmento "com" é
grafado entre vírgulas:
Ex:
O pintor, com todos os auxiliares, resolveu mudar a data
da exposição.
4. Sujeitos ligados por "ou"
Os verbos ligados pela partícula "ou" vão para o plural
quando a ação verbal estiver se referindo a todos os
elementos do sujeito:
Ex:
Doces ou chocolate desagradam ao menino.
- Quando a partícula “ou” é utilizada como retificação, o
verbo concorda com o último elemento.
Ex:
A menina ou as meninas esqueceram muitos acessórios.
- Mas, quando a ação verbal é aplicada a apenas um dos
elementos, o verbo permanece no singular.
Ex:
Laís ou Elisa ganhará mais tempo.
5. Pronome relativo "quem" e "que"
QUEM Neste caso, o verbo pode ser conjugado na
terceira pessoa do singular ou pode concordar com o
antecedente do pronome "quem".
Ex:
Fui eu quem afirmou.
Fui eu quem afirmei.
QUE Neste caso, o verbo concorda com o antecedente
do pronome “que”.
Ex:
Fui eu que levou.
Foste tu que levaste.
Foi ele que levou.
6. Sujeito coletivo
Nesta situação, o verbo fica sempre no singular.
Ex:
A multidão ultrapassou o limite.
Por outro lado, se o coletivo estiver especificado, o verbo
pode ser conjugado no singular ou no plural.
Ex:
A multidão de fãs ultrapassou o limite.
A multidão de fãs ultrapassaram o limite.
7. Coletivos partitivos
O verbo pode ser usado no singular ou no plural em
coletivos partitivos, tais como "a maioria de", "a maior
parte de", "grande número de".
Ex:
Grande número dos presentes se retirou.
Grande número dos presentes se retiraram.
8. Expressões "mais de", "menos de", "cerca de"
Nestes casos o verbo concorda com o numeral.
Ex:
Mais de uma mulher quis trocar as mercadorias.
Mais de duas pessoas chegaram antes do horário.
Nos casos em que “mais de” é repetido indicando
reciprocidade, o verbo vai para o plural.
Ex:
Mais de uma professora se abraçaram.
9. Partícula "se"
No caso em que a palavra "se" é índice de indeterminação
do sujeito, o verbo deve ser conjugado na 3.ª pessoa do
singular.
Ex:
Confia-se em todos.
No caso em que a palavra "se" é partícula apassivadora, o
verbo deve ser conjugado concordando com o sujeito da
oração.
Ex:
Construiu-se uma igreja.
Construíram-se novas igrejas.
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10. Verbos impessoais
Nestes casos, o verbo sempre é conjugado na 3.ª pessoa
do singular.
Ex:
Havia muitos copos naquela mesa.
Houve dois meses sem mudanças.
11. Verbos "dar", "soar" e "bater" + hora (s)
Nestes casos, o verbo sempre concorda com o sujeito.
Ex:
Deu uma hora que espero.
Soaram duas horas.
8. DENOTAÇÃO, CONOTAÇÃO & FIGURAS DE
LINGUAGEM
DENOTAÇÃO & CONOTAÇÃO
FIGURAS DE LINGUAGEM
Figuras de Linguagem, também chamadas de figuras de
estilo, são recursos estilísticos usados para dar maior
ênfase à comunicação e torná-la mais bonita.
Dependendo da sua função, elas são classificadas em:
Figuras de palavras ou semânticas: estão
associadas ao significado das palavras.
Exemplos: metáfora, comparação, metonímia,
catacrese, sinestesia e perífrase.
Figuras de pensamento: trabalham com a
combinação de ideias e pensamentos.
Exemplos: hipérbole, eufemismo, litote, ironia,
personificação, antítese, paradoxo, gradação e
apóstrofe.
Figuras de sintaxe ou construção: interferem na
estrutura gramatical da frase.
Exemplos: elipse, zeugma, hipérbato,
polissíndeto, assíndeto, anacoluto, pleonasmo,
silepse e anáfora.
Figuras de som ou harmonia: estão associadas à
sonoridade das palavras.
Exemplos: aliteração, paronomásia, assonância e
onomatopeia.
FIGURAS DE PALAVRAS
METÁFORA
- A metáfora representa uma comparação de palavras com
significados diferentes e cujo termo comparativo fica
subentendido na frase.
Exemplo: A vida é uma nuvem que voa. (A vida é como
uma nuvem que voa).
Uso da metáfora em "meu amor é uma caravana de rosas
vagando num deserto inefável"
COMPARAÇÃO
- Chamada de comparação explícita, ao contrário da
metáfora, neste caso são utilizados conectivos de
comparação (como, assim, tal qual).
Exemplo: Seus olhos são como jabuticabas.
Uso da comparação por meio do conectivo "como": "o
amor é como uma flor" e "o amor é como o motor do
carro"
METONÍMIA
- A metonímia é a transposição de significados
considerando parte pelo todo, autor pela obra.
Exemplo: Costumava ler Shakespeare. (Costumava ler as
obras de Shakespeare.)
https://www.todamateria.com.br/metafora/
https://www.todamateria.com.br/figura-de-linguagem-comparacao/
https://www.todamateria.com.br/metonimia/
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Uso da metonímia que substitui o vocábulo boi por
"cabeças de gado"
CATACRESE
- A catacrese representa o emprego impróprio de uma
palavra por não existir outra mais específica.
Exemplo: Embarcou há pouco no avião.
Embarcar é colocar-se a bordo de um barco, mas como
não há um termo específico para o avião, embarcar é o
utilizado.
O uso da expressão "bala perdida" é utilizada por não ter
outra mais específica
SINESTESIA
- A sinestesia acontece pela associação de sensações por
órgãos de sentidos diferentes.
Exemplo: Com aquele olhos frios, disse que não gostava
mais da namorada.
A frieza está associada ao tato e não à visão.
PERÍFRASE
- A perífrase, também chamada de antonomásia, é a
substituição de uma ou mais palavras por outra que a
identifique.
Exemplo: O rugido do rei das selvas é ouvido a uma
distância de 8 quilômetros. (O rugido do leão é ouvido a
uma distância de 8 quilômetros.)
Na charge acima, a "Terra da Garoa" substitui "cidade de
São Paulo"
FIGURAS DE PENSAMENTO
HIPÉRBOLE
- A hipérbole corresponde ao exagero intencional na
expressão.
Exemplo: Quase morri de estudar.
A expressão "morrendo de inveja" é uma hipérbole
EUFEMISMO
- O eufemismo é utilizado para suavizar o discurso.
Exemplo: Entregou a alma a Deus.
Acima, a frase informa a morte de alguém.
Na charge acima, a explicação de fofoqueira é usada para
suavizar o discurso
IRONIA
- A ironia é a representação do contrário daquilo que se
afirma.
Exemplo: É tão inteligente que não acerta nada.
Nota-se o uso da ironia, uma vez que o personagem está
zangado com a pessoa e utilizou o termo "inteligente" de
maneira irônica
https://www.todamateria.com.br/catacrese/
https://www.todamateria.com.br/figura-de-linguagem-sinestesia/
https://www.todamateria.com.br/perifrase/
https://www.todamateria.com.br/hiperbole/
https://www.todamateria.com.br/eufemismo/
https://www.todamateria.com.br/ironia/
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PERSONIFICAÇÃO
- A personificação ou prosopopeia é a atribuição de
qualidades e sentimentos humanos aos seres irracionais.
Exemplo: O jardim olhava as crianças sem dizer nada.
A personificação é expressa na última parte do quadrinho
onde o Zé Lelé afirma que o espelho está olhando ele.
Assim, utilizou-se uma caraterística dos seres vivos (olhar)
em um ser inanimado (o espelho).
ANTÍTESE
- A antítese é o uso de termos que têm sentidos opostos.
Exemplo: Toda guerra finaliza por onde devia ter
começado: a paz.
Uso da antítese expressa pelos termos que têm sentidos
opostos: positivo, negativo; mal, bem; paz e guerra
PARADOXO
-O paradoxo representa o uso de ideias que têm sentidos
opostos, não apenas de termos (tal como no caso da
antítese).
Exemplo: Estou cego de amor e vejo o quanto isso é bom.
Como é possível alguém estar cego e ver?
Uso do paradoxo pelas ideias com sentidos opostos
realçada pelos termos que explicam a "certeza": relativa e
absoluta.
GRADAÇÃO
- A gradação é a apresentação de ideias que progridem de
forma crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax).
Exemplo: Inicialmente calma, depois apenas controlada,
até o ponto de total nervosismo.
No exemplo acima, acompanhamos a progressão da
tranquilidade até o nervosismo.
Na tirinha, o personagem foi explicando de forma
crescente a ideia
APÓSTROFE
- A apóstrofe é a interpelação feita com ênfase.
Exemplo: Ó céus, é preciso chover mais?
Notamos a ênfase na segunda parte da tirinha com o uso
dos pontos de exclamação e interrogação: "Ai meu Deus!!!
Ele vai me matar" O que faço!? É o fim!"
https://www.todamateria.com.br/personificacao/
https://www.todamateria.com.br/antitese/
https://www.todamateria.com.br/paradoxo/
https://www.todamateria.com.br/figura-de-linguagem-gradacao/
https://www.todamateria.com.br/apostrofe/
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FIGURAS DE SINTAXE
ELIPSE
- A elipse é a omissão de uma palavra que se identifica de
forma fácil.
Exemplo: Tomara você me entenda. (Tomara que você
me entenda.)
Na segunda imagem do quadrinho, notamos o uso da
elipse: "depois (ele começou) a comer sanduíches entre as
refeições..."
ZEUGMA
- A zeugma é a omissão de uma palavra pelo fato de ela já
ter sido usada antes.
Exemplo: Fiz a introdução, ele a conclusão. (Fiz a
introdução, ele fez a conclusão.)
A zeugma é utilizada na segunda e terceira parte dos
quadrinhos: "(você é) um descongestionante nasal para o
meu nariz"; (você é) um antiácido para meu estômago!"
HIPÉRBATO
- O hipérbato é a alteração da ordem direta da oração.
Exemplo: São como uns anjos os seus alunos. (Os seus
alunos são como uns anjos.)
A ordem direta do nosso hino é "Das margens plácidas do
Ipiranga ouviram um brado retumbante de um povo
heroico"
POLISSÍNDETO
- O polissíndeto é o uso repetido de conectivos.
Exemplo: As crianças falavam e cantavam e riam felizes.
Uso do polissíndeto pela repetição do conectivo "se for"
ASSÍNDETO
- O assíndeto representa a omissão de conectivos, sendo o
contrário do polissíndeto.
Exemplo: Não sopra o vento; não gemem as vagas; não
murmuram os rios.
ANACOLUTO
- O anacoluto é a mudança repentina na estrutura da frase.
Exemplo: Eu, parece que estou ficando zonzo. (Parece que
eu estou ficando zonzo.)
https://www.todamateria.com.br/figura-de-linguagem-elipse/
https://www.todamateria.com.br/zeugma/
https://www.todamateria.com.br/hiperbato/
https://www.todamateria.com.br/polissindeto/
https://www.todamateria.com.br/assindeto/
https://www.todamateria.com.br/anacoluto/
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PLEONASMO
- Pleonasmo é a repetição da palavra ou da ideia contida
nela para intensificar o significado.
Exemplo: A mim me parece que isso está errado. (Parece-
me que isto está errado.)
Na tirinha acima, o "saia para fora" é um pleonasmo, uma
vez que o verbo "sair" já significa "para fora".
SILEPSE
- A silepse é a concordância com o que se entende e não
com o que está implícito. Ela é classificada em: silepse de
gênero, de número e de pessoa.
Exemplos:
Vivemos na bonita e agitada São Paulo. (silepse de gênero:
Vivemos na bonita e agitada cidade de São Paulo.)
A maioria dos clientes ficaram insatisfeitas com o produto.
(silepse de número: A maioria dos clientes ficou
insatisfeita com o produto.)
Todos terminamos os exercícios. (silepse de pessoa: neste
caso concordância com nós, em vez de eles: Todos
terminaram os exercícios.)
Uso da silepse de pessoa em "mais da metade da
população mundial somos crianças" e "as crianças, vamos
ter o mundo nas mãos".
ANÁFORA
- A anáfora é a repetição de uma ou mais palavras de
forma regular.
Exemplo: Se você sair, se você ficar, se você quiser esperar.
Se você “qualquer coisa”, eu estarei aqui sempre para
você.
Uso da anáfora pela repetição do termo "falta"
FIGURAS DE SOM
ALITERAÇÃO
- A aliteração é a repetição de sons consonantais.
Exemplo: O rato roeu a roupa do rei de Roma.
Uso da aliteração em "O rato roeu a roupa do rei de Roma"
PARONOMÁSIA
- Paronomásia é a repetição de palavras cujos sons são
parecidos.
Exemplo: O cavaleiro, muito cavalheiro, conquistou a
donzela. (cavaleiro = homem que anda a cavalo, cavalheiro
= homem gentil)
Uso da paronomásia por meio dos termos que possuem
sons parecidos: "grama" e "grana"
ASSONÂNCIA
- A assonância é a repetição de sons vocálicos.
https://www.todamateria.com.br/pleonasmo/
https://www.todamateria.com.br/silepse/
https://www.todamateria.com.br/anafora/
https://www.todamateria.com.br/aliteracao/
https://www.todamateria.com.br/paronomasia/
https://www.todamateria.com.br/assonancia/
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Exemplo:
"O que o vago e incógnito desejo de ser eu mesmo de meu
ser me deu."
(Fernando Pessoa)
Na tirinha acima, o uso da assonância é expresso pela
repetição das vogais "a" em: "massa", "salga", "amassa"
ONOMATOPEIA
- Onomatopeia é a inserção de palavras no discurso que
imitam sons.
Exemplo: Não aguento o tic-tac desse relógio.
No primeiro e último quadrinho temos o uso da
onomatopeia com "Bum, Bum, Bum" e "Buááá...;
Buááá...". O primeiro expressa o som do tambor, e o
segundo, o choro do cebolinha.
PONTUAÇÃO
SINAIS DE PONTUAÇÃO
Sinais de Pontuação são sinais gráficos que contribuem
para a coerência e a coesão de textos, bem como têm a
função de desempenhar questões de ordem estilística. São
eles:
PONTO (.)
VÍRGULA (,)
PONTO E VÍRGULA (;)
DOIS PONTOS (:)
PONTO DE EXCLAMAÇÃO (!)
PONTO DE INTERROGAÇÃO (?)
RETICÊNCIAS (...)
ASPAS (“”)
PARÊNTESES ( ( ) )
TRAVESSÃO (—)
1. PONTO (.)
O ponto, ou ponto final, é utilizado para terminar a ideia
ou discurso e indicar o final de um período. O ponto é,
ainda, utilizado nas abreviações.
Exemplos:
Acordei e logo pensei nela e na discussão que tivemos.
Depois, saí para trabalhar e resolvi ligar e pedir perdão.
O filme recebeu várias indicações para o óscar.
Esse acontecimento remonta ao ano 300 a.C., segundo
afirmam os nossos historiadores.
Sr. João, lamentamos informar que o seu voo foi
cancelado.
2. VÍRGULA (,)
A vírgula indica uma pausa pequena, deixando a voz em
suspenso à espera da continuação do período. Geralmente
é usada:
1ª) Nas datas, para separar o nome da localidade.
São Paulo, 25 de agosto de 2017.
2ª) Após os advérbios "sim" ou "não", usados como
resposta, no início da frase.
– Você gostou do vestido?
– Sim, eu adorei!
– Pretende usá-lo hoje?
– Não, no final de semana.
3ª) Após a saudação em correspondência (social e
comercial).
Com muito amor,
Respeitosamente,
4ª) Para separar termos de uma mesma função sintática.
A casa tem três quartos, dois banheiros, três salas e um
quintal.
Obs.: a conjunção "e" substitui a vírgula entre o último e
o penúltimo termo.
5ª) Para destacar elementos intercalados, como:
a) uma conjunção
Estudamos bastante, logo, merecemos férias!
b) um adjunto adverbial
Estas crianças, com certeza, serão aprovadas.
Obs.: a rigor, não é necessário separar por vírgula o
advérbio e a locução adverbial, principalmente quando de
pequeno corpo, a não ser que a ênfase o exija.
c) um vocativo
https://www.todamateria.com.br/onomatopeia/
https://www.todamateria.com.br/uso-do-ponto-final/
https://www.todamateria.com.br/usos-da-virgula-aprenda-os-truques/
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Apressemo-nos, Lucas, pois não quero chegar atrasado.
d) um aposto
Juliana, a aluna destaque, passou no vestibular.
e) Uma expressão explicativa(isto é, a saber, por exemplo,
ou melhor, ou antes, etc.)
O amor, isto é, o mais forte e sublime dos sentimentos
humanos, tem seu princípio em Deus.
6ª) Para separar termos deslocados de sua posição
normal na frase.
O documento de identidade, você trouxe?
7ª) Para separar elementos paralelos de um provérbio.
Tal pai, tal filho.
8ª) Para destacar os pleonasmos antecipados ao verbo.
As flores, eu as recebi hoje.
9ª) Para indicar a elipse de um termo.
Daniel ficou alegre; eu, triste.
10ª) Para isolar elementos repetidos.
A casa, a casa está destruída.
Estão todos cansados, cansados de dar dó!
11ª) Para separar orações intercaladas.
O importante, insistiam os pais, era a segurança da
escola.
12ª) Para separar orações coordenadas assindéticas.
O tempo não para no porto, não apita na curva, não
espera ninguém.
13ª) Para separar orações coordenadas adversativas,
conclusivas, explicativas e algumas orações alternativas.
Esforçou-se muito, porém não conseguiu o prêmio.
Vá devagar, que o caminho é perigoso.
Estude muito, pois será recompensado.
As pessoas ora dançavam, ora ouviam música.
ATENÇÃO
Embora a conjunção "e" seja aditiva, há três casos em que se usa a
vírgula antes de sua ocorrência:
1) Quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes.
Exemplo:
O homem vendeu o carro, e a mulher protestou.
Neste caso, "O homem" é sujeito de "vendeu", e "A mulher" é sujeito
de "protestou".
2) Quando a conjunção "e" vier repetida com a finalidade de dar
ênfase (polissíndeto).
Exemplo:
E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.
3) Quando a conjunção "e" assumir valores distintos que não
seja da adição (adversidade, consequência, por exemplo)
Exemplo:
Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada.
14ª) Para separar orações subordinadas substantivas e
adverbiais (quando estiverem antes da oração principal).
Quem inventou a fofoca, todos queriam descobrir.
Quando voltei, lembrei que precisava estudar para a
prova.
15ª) Para isolar as orações subordinadas adjetivas
explicativas.
A incrível professora, que ainda estava na
faculdade, dominava todo o conteúdo.
3. PONTO E VÍRGULA (;)
O ponto e vírgula serve para separar várias orações dentro
de uma mesma frase e para separar uma relação de
elementos.
É um sinal que muitas vezes gera confusão nos leitores, já
que ora representa uma pausa mais longa que a vírgula e
ora mais breve que o ponto.
Exemplos:
Os empregados, que ganham pouco, reclamam; os
patrões, que não lucram, reclamam igualmente.
Joaquim celebrou seu aniversário na praia; não gosta do
frio e nem das montanhas.
Os conteúdos da prova são: Geografia; História;
Português.
4. DOIS PONTOS (:)
Esse sinal gráfico é utilizado antes de uma explicação, para
introduzir uma fala ou para iniciar uma enumeração.
Exemplos:
Na matemática as quatro operações essenciais são:
adição, subtração, multiplicação e divisão.
Joana explicou: — Não devemos pisar na grama do
parque.
5. PONTO DE EXCLAMAÇÃO (!)
O ponto de exclamação é utilizado para exclamar. Assim,
é colocado em frases que denotam sentimentos como
surpresa, desejo, susto, ordem, entusiasmo, espanto.
Exemplos:
Que horror!
Ganhei!
6. PONTO DE INTERROGAÇÃO (?)
O ponto de interrogação é utilizado para interrogar,
perguntar. Utiliza-se no final das frases diretas ou
indiretas-livre.
Exemplos:
Quer ir ao cinema comigo?
Será que ele prefere jornais ou revistas?
https://www.todamateria.com.br/ponto-e-virgula/
https://www.todamateria.com.br/dois-pontos/
https://www.todamateria.com.br/ponto-de-exclamacao-quando-usar/
https://www.todamateria.com.br/ponto-de-interrogacao/
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7. RETICÊNCIAS (...)
As reticências servem para suprimir palavras, textos ou até
mesmo indicar que o sentido vai muito mais além do que
está expresso na frase.
Exemplos:
Ana gosta de comprar sapatos, bolsas, calças…
Não sei… Preciso pensar no assunto.
8. ASPAS (" ")
É utilizado para enfatizar palavras ou expressões, bem
como é usada para delimitar citações de obras.
Exemplos:
Satisfeito com o resultado do vestibular, se sentia o
“bom”.
Brás Cubas dedica suas memórias a um verme: "Ao verme
que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico
como saudosa lembrança estas memórias póstumas."
9. PARÊNTESES ( )
Os parênteses são utilizados para isolar explicações ou
acrescentar informação acessória.
Exemplos:
O funcionário (o mais mal-humorado que já vi) fez a troca
dos artigos.
Cheguei à casa cansada, jantei (um sanduíche e um suco)
e adormeci no sofá.
10. TRAVESSÃO (—)
O Travessão é utilizado no início de frases diretas para
indicar os diálogos do texto bem como para substituir os
parênteses ou dupla vírgula.
Exemplos:
Muito descontrolada, Paula gritou com o marido: — Por
favor, não faça isso agora pois teremos problemas mais
tarde.
Maria - funcionária da prefeitura - aconselhou-me que
fizesse assim.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
A colocação pronominal indica a posição dos pronomes
átonos - me, nos, te, vos, se, o(s), a(s), lhe(s) - em relação
ao verbo, do que resulta a próclise, a mesóclise e a ênclise.
Antes de entender como cada um dos casos deve ser
usado, a primeira regra é: a colocação pronominal é feita
com base em prioridades. O caso que tem mais prioridade
é a próclise, e se nenhuma das situações satisfizer o seu
uso, é utilizada a ênclise. Lembrando que a mesóclise
somente é utilizada com verbos no futuro do presente e
no futuro do pretérito
1. PRÓCLISE
Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo. Isso
acontece quando a oração contém palavras que atraem o
pronome:
1. Palavras que expressam negação tais como “não,
ninguém, nunca”:
Não o quero aqui.
Nunca o vi assim.
2. Pronomes relativos (que, quem, quando...), indefinidos
(alguém, ninguém, tudo…) e demonstrativos (este, esse,
isto…):
Foi ela que o fez.
Alguns lhes deram maus conselhos.
Isso me lembra algo.
3. Advérbios ou locuções adverbiais:
Ontem me disseram que havia greve hoje.
Às vezes nos deixa falando sozinhos.
4. Palavras que expressam desejo e também orações
exclamativas:
Oxalá me dês a boa notícia.
Deus nos dê forças.
5. Conjunções subordinativas:
Embora se sentisse melhor, saiu.
Conforme lhe disse, hoje vou sair mais cedo.
7. Palavras interrogativas no início das orações:
Quando te deram a notícia?
Quem te presenteou?
2. MESÓCLISE
Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo.
Isso acontece com verbos do futuro do presente ou do
futuro do pretérito, a não ser que haja palavras que
atraiam a próclise:
Orgulhar-me-ei dos meus alunos. (verbo orgulhar no
futuro do presente: orgulharei)
Orgulhar-me-ia dos meus alunos. (verbo orgulhar no
futuro do pretérito: orgulharia)
3. ÊNCLISE
Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo. Isso
acontece quando a oração contém palavras que atraem
esse tipo de colocação pronominal:
1. Verbos no imperativo afirmativo:
Depois de terminar, chamem-nos.
Para começar, joguem-lhes a bola!
2. Verbos no infinitivo impessoal:
Gostaria de pentear-te a minha maneira.
O seu maior sonho é casar-se.
3. Verbos no início das orações:
Fiz-lhe a pessoa mais feliz do mundo.
Surpreendi-me com o café da manhã.
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Colocação pronominal nas locuções verbais
Nos exemplos acima existe apenas um verbo atraindo o
pronome.
Agora, vejamos como ocorre a colocação do pronome nas
locuções verbais. Lembrando que as regras citadas para os
verbos na forma simples devem ser seguidas.
1. Usa-se a ênclise depois do verbo auxiliar ou depois do
verbo principal nas locuções verbais em que o verbo
principal esteja no infinitivo ou no gerúndio:
Devo-lhe explicar oque se passou. (ênclise depois do
verbo auxiliar, “devo”)
Devo explicar-te o que se passou. (ênclise depois do verbo
principal, “explicar”)
2. Caso não haja palavra que atraia a próclise, usa-se a
ênclise depois do verbo auxiliar em que o verbo principal
esteja no particípio:
Foi-lhe explicado como deveria agir. (Ênclise depois do
verbo auxiliar, “foi”, uma vez que o verbo principal
“explicar” está no particípio, “explicado”)
Tinha-lhe feito as vontades se não tivesse sido mal criado.
(Ênclise depois do verbo auxiliar, “tinha”, uma vez que o
verbo principal “fazer” está no particípio, “feito”).
INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
A compreensão e a interpretação de texto dependem do
contexto de produção, além do conhecimento de mundo
e dos conhecimentos linguísticos e literários do(a)
leitor(a).
Interpretação de texto é explicar um texto. Para isso, é
necessário que, antes, o(a) leitor(a) o tenha
compreendido. Nesse percurso, entre o processo
inconsciente de compreensão e a ação consciente de
interpretação da obra, ele(a) vai depender do
conhecimento de mundo, além dos conhecimentos
linguísticos e/ ou literários para encontrar o(s) sentido(s)
do texto e o explicar.
Resumo sobre interpretação de texto
Interpretação de texto é o ato de explicar um texto após a
sua compreensão.
A compreensão e a interpretação dependem,
principalmente, do contexto.
Há diferenças na interpretação de um texto literário e de
um texto não literário.
A interpretação de texto no Enem exige do(a)
candidato(a), além de conhecimento de mundo,
conhecimentos linguísticos e literários.
A compreensão é um processo inconsciente; já a
interpretação, um processo consciente.
O QUE É INTERPRETAÇÃO DE TEXTO?
Interpretar um texto significa não só o compreender, mas
também perceber suas nuances, seus detalhes implícitos.
Portanto, o(a) leitor(a) precisa entender o contexto de
produção desse texto.
Além disso, outros conhecimentos são úteis nesse
processo, como: tipologia textual, gêneros textuais,
funções de linguagem e, se o texto for literário, noções de
estilos de época e figuras de linguagem também são de
grande utilidade. Afinal, interpretar um texto é buscar
não só seu(s) sentido(s), mas também seu(s) objetivo(s).
COMO FAZER A INTERPRETAÇÃO DE TEXTO?
Para interpretar eficazmente um texto, é preciso
considerar os objetivos de seu autor (emissor ou
enunciador). No entanto, isso não pode ser feito por meio
de suposições, pois estão no texto todos os elementos
necessários para a sua compreensão e interpretação. É o
texto que nos diz qual é a intenção comunicativa de seu
autor.
A interpretação é um processo racional de análise do
texto. Isso significa que qualquer afirmação que o(a)
leitor(a) fizer sobre o que leu deve ser passível de
comprovação a partir de elementos textuais. Se o(a)
leitor(a) não consegue comprovar sua leitura por meio de
argumentos sustentados pelo texto lido, sua interpretação
é uma invenção.
É claro que existem textos plurissignificativos, que,
portanto, permitem mais de uma leitura. Porém, elas
também necessitam de comprovação. Então, o(a) leitor(a)
precisa analisar, criticar e fazer perguntas ao texto, para
buscar elementos que comprovem a sua interpretação. O
bom leitor e a boa leitora não são ingênuos, são críticos e,
portanto, questionadores:
Dicas para uma boa interpretação de texto
.
1. Observar se o texto é literário ou não literário
A primeira pergunta que você deve fazer antes de ler um
texto é se ele é literário ou não literário. Isso porque as
características de um texto artístico são diferentes das de
um texto funcional.
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-e-um-texto.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/tipos-textuais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/figuras-linguagem.htm
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Você não pode ler um texto literário da mesma forma que
lê uma notícia de jornal ou um artigo científico. Então,
entenda a diferença entre um texto literário e não
literário.
2. Crie hipóteses antes da leitura
Antes de começar uma leitura mais detalhada do texto,
busque criar hipóteses sobre o conteúdo que você vai ler.
Assim, você inicia a leitura mais preparado(a), pois já sabe
mais ou menos o assunto do texto. Nessa sua pré-leitura,
busque saber:
Quem é o autor ou enunciador do texto?: conhecer o
estilo autoral é um conhecimento prévio relevante para o
entendimento do(a) leitor(a).
O que sugere o título do texto?: muitas vezes, o título se
refere à temática principal.
Qual o tipo de texto?: textos narrativos, descritivos,
expositivos e argumentativos possuem características
diferentes; e o desconhecimento delas pode ser um
dificultador da leitura.
Qual o gênero textual?: entrevista, notícia, conto etc.
também apresentam características próprias; e, assim
como no tipo textual, o desconhecimento do gênero do
texto pode limitar o entendimento do(a) leitor(a).
Por que você quer ler o texto?: o objetivo do(a) leitor(a)
também influencia na leitura; afinal, você não pode ler um
poema com os mesmos olhos que lê uma bula de remédio.
Qual o contexto de produção?: situar o texto é essencial
para entendê-lo melhor; pois ele pode ser atual ou escrito
em um contexto político, social e cultural diferente do
tempo da leitura, o que pode influenciar na linguagem e
na temática da obra.
3. Ler apenas um livro não faz de você um(a) leitor(a)
competente
A prática da leitura aprimora a sua compreensão textual,
além de permitir que você acumule um repertório, que vai
possibilitar o entendimento de vários outros textos, de
tipos e gêneros diversos.
4. O conhecimento de mundo que auxilia a leitura não
está restrito aos livros
Você acumula informações ao ler e ao assistir a
(tele)jornais, ao ampliar seu gosto musical e, também,
cinematográfico, e quando você busca saber mais sobre
outras artes.
5. Amplie seus conhecimentos linguísticos e seu
vocabulário
Você não precisa saber, por exemplo, que a palavra “cujo”
é um pronome, mas se desconhecer a sua função, seu
entendimento textual vai ficar comprometido.
6. Durante a leitura, faça marcações em seu texto.
Sublinhe as informações mais relevantes, circule partes
que não compreendeu para retomá-las mais tarde e anote
suas dúvidas ou descobertas, pois os textos têm a
capacidade de gerar questionamentos e fazer revelações.
7. Não queira entender completamente um texto com
apenas uma leitura.
É preciso ler mais de uma vez para chegar ao
entendimento e encontrar, enfim, o(s) sentido(s) e o(s)
objetivo(s) do texto.
ANOTAÇÕES:
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/generos-textuais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/generos-textuais.htm
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LÓGICA PROPOSICIONAL
Sentença ou proposição é um conjunto de palavras ou
símbolos que exprimem uma ideia.
Na lógica, estudamos as sentenças declarativas, sentenças
as
quais podemos atribuir o valor lógico verdadeiro ou falso.
São elas as sentenças declarativas do tipo:
1) A matemática é uma ciência exata
2) Todo político é corrupto.
3) dois mais dois é igual a três
4) 5>3
Não são proposições lógica as sentenças:
1) interrogativas ( quem é você ? ) ,
2) exclamativas ( felicidades ! parabéns ! )
3) imperativa ( ordem ) ( vá embora, não fume. ).
4) Sentenças sem verbo ( o carro de João )
5) Um poema “ subi na árvore para ver meu amor passar,
meu amor não passou ...eu desci”
6) Sentenças matemáticas abertas como as equações
2x + 3 = 15 e as inequações - x + 4 <12 .
7) Sentenças paradoxais ( essa sentença é falsa ).
Observeque
nesse caso não temos como atribuir o valor V ou F
8) Sentenças paradoxais
Exemplo:“Esta frase é uma mentira”ou“ Só sei que nada
sei”.
Uma proposição pode ser do tipo simples ou composta.
ProposiçãoSimples: “Margarida gosta de rosas”
Proposição Composta: “Se amanhã não chover então
irei ao teatro”.
As proposições compostas utilizam os conectivos
lógicos.
Valor lógico de uma proposição
O valor lógico de uma proposição é Verdadeiro ou
Falso.
Exemplo: a proposição simples Florianópolis é capital
de Santa Catarina tem valor lógico verdadeiro.
A proposição 5 + 3 > 10 tem valor lógico falso.
Princípios adotados como regras fundamentais do
pensamento, na Lógica:
1) Princípio da não contradição - uma proposição não
pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
2) Princípio do terceiro excluído - toda proposição ou
é verdadeira ou é falsa, isto é, verifica-se sempre um
destes casos e nunca um terceiro.
3) Princípio da identidade – se uma proposição é
verdadeira, então ela é, verdadeira, vale dizer, todo
objeto é idêntico a si mesmo.
Exercício resolvido
Verifique quais das sentenças abaixo representa uma
proposição e em caso afirmativo atribua um valor
lógico:
a) Quando você vai fazer a prova? (Não é proposição)
b) É proibido pisar na grama. (Não é proposição)
c) 2 + 5 = 8 (Sim) – valor lógico Falso
d) 5x - 2 > 8 (Não é proposição)
e) 4.6 + 1 > 20 (Sim) – valor lógico Verdadeiro
f) 4x + 4 = 20 (Não é proposição)
g) “A frase dentro destas aspas é uma mentira.” (Não
é proposição).
VARIÁVEIS PROPOSICIONAIS
São letras latinas minúsculas ou maiúsculas utilizadas
para indicar as proposições.
Exemplos:
P: A lua é quadrada.
Q: A neve é branca.
MODIFICADOR LÓGICO (NEGAÇÃO)
Uma proposição pode ser formada a partir de outra,
pelo uso do modificador “não”.
NÃO SÃO
PREPOSIÇÕES
INTERROGATIVAS EXCLAMATIVAS IMPERATIVAS VAGO OU
SENTIMENTOS
OU OPINIÃO
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Ao acrescentarmos o não em uma proposição, obtemos a
sua negação. Indicando uma proposição por p, sua
negação será representada por ~p ou ¬p. Quando uma
proposição é do tipo simples construímos a sua negação
apenas negando o seu verbo.
Exemplos:
p: 40 é um número composto.
~p: 40 não é um número composto.
q: Brasília é a capital do Brasil
~q Brasília não é a capital do Brasil
Para obter a negação de uma sentença podemos utilizar
o modificador “não” ou “não é verdade que” ou é “falso
que” ou “não é o caso que”.
Exemplo:
O Avaí é o melhor time de Santa Catarina,
sua negação pode ser:
a) O Avaí não é o melhor time de Santa Catarina.
b) Não é verdade que o Avaí é o melhor time de Santa
Catarina.
c) É falso que o Avaí é o melhor time de Santa Catarina.
Se uma proposição é verdadeira, sua negação será
falsa. Se uma proposição é falsa, sua negação será
verdadeira.
Exemplo:
p: O estado de Santa Catarina é banhado pelo oceano
Atlântico é uma proposição verdadeira.
~p: O estado de Santa Catarina não é banhado pelo
oceano Atlântico é uma proposição falsa.
Importante: a negação de uma negação será sempre uma
afirmação.
Simbolicamente teremos: ~(~p) = p
Exemplo:
Dizer que “não é verdade que hoje não é domingo” é o
mesmo que dizer que” hoje é domingo”.
CASOS PARTICULARES DE NEGAÇÃO
Proposições do tipo nenhum, nenhuma ou ninguém
Nenhum Algum
Nenhuma Alguma
Ninguém Alguém
Exemplos:
P: Nenhum voto foi anulado.
~P: Algum voto foi anulado.
Q: Nenhuma prova foi encontrada no local do crime
~Q: Alguma prova foi encontrada no local do crime.
R: Ninguém gosta de mim.
~R: Alguém gosta de mim.
Importante: algum = existe = pelo menos um
Exemplos
A: Nenhum homem é fiel sua negação é:
~A: Algum homem é fiel ou
Existe homem fiel ou
Pelo menos um homem é fiel
2) Proposição do tipo “todo” ou “toda” ou “todos” ou
“todas”
Todo(a) Algum(a).........não...
Todos(as) Alguns(mas). ..não..
Observe que nesse caso temos que negar o verbo.
Exemplo.
Todos os animais são mamíferos.” é:
“Algum animal não é mamífero
“Existe animal que não é mamífero” ou
“Pelo menos um animal não é mamífero”
OBSERVAÇÕES:
Observe as sentenças abaixo:
1) O termo nem antes do termo todo significa que
temos que negar a frase.
Exemplo:
A: nem todo livro é instrutivo
~A: algum livro não é instrutivo.
2) Negação de sentenças matemáticas
a) 3 + 5 = 8 é 3 + 5 ≠ 8
b) x > 3 é x ≤3
c) x < 3 é x ≥ 3
Exemplo
A negação da proposição:
“Todo número x é tal que
x + 1 > 2”, é a proposição: “Existe um número x tal que
x + 1 ≤2”.
3) A negação da proposição “algum gato é pardo” pode
ser:
a) nenhum gato é pardo.
b) todo gato não é pardo.
nenhum algum
nenhuma alguma
Ninguém alguém
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PROPOSIÇÕES COMPOSTAS
Como vimos anteriormente, as proposições podem ser do
tipo simples ou composta. As compostas são formadas
por duas ou mais proposições simples interligadas por um
“conectivo”.
São eles:
Proposição Forma Símbolo
D i s j u n ç ã o n ã o
exclusive
Ou V
Disjunção exclusiva Ou .... ou V
Conjunção E ^
Condicional Se...então →
Bicondicional Se e somente se ↔
Disjunção não exclusiva - Exemplo: gosto de frutas ou
carne.
Disjunção exclusivas - Exemplo: ou caso ou compro uma
bicicleta.
Conjunção - Exemplo: vou trabalhar e voltar para casa.
Condicional - Exemplo: Se beber, não dirija. Bicondicional
- Exemplo: vou viajar se e somente se receber meu
salário.
Exercício resolvido:
1) Escreva as sentenças abaixo utilizando os conectivos
adequados:
a) A vida é bela ou a felicidade existe.
b) Ou encontro um trabalho ou vou estudar.
c) A lua é quadrada e a neve é branca.
d) Se eu ganhar na loteria então vou viajar.
e) Caso com você se e somente se for aprovado no
concurso.
f) Se Ana é bonita ou rica, então Ana é feliz.
Solução
a) R: p V q
b) R: p V q
c) R: p ^ q
d) R: p → q
e) R: p ↔ q
f) R: (p V q) → r
TABELA VERDADE
Para determinar o valor (verdade) das proposições
compostas, conhecidos as proposições simples que as
compõem, usaremos tabela verdade.
O número de linhas de uma tabela verdade é dada por
2 n onde n representa o número de proposições simples.
Exemplos:
Se temos uma proposição simples do tipo Melissa é
teimosa teremos então uma única proposição (n=1).
Assim a tabela verdade terá 21 = 2 linhas.
Sendo p e q proposições, a tabela verdade têm-se: 22 =
4 linhas
Sendo p, q e r proposições, a tabela verdade têm-se: 23
= 8 linhas
Exemplos: considerando uma proposição simples P
teremos uma coluna e duas linhas.
P
V
F
Considerando duas proposições P e Q
P Q
V V
V F
F V
F F
A seguir veremos a construção da tabela verdade para
cada um dos cincos conectivos lógicos e a aplicação nas
soluções dos exercícios.
1) Disjunção não exclusiva: (ou)
P Q P V Q
V V V
V F V
F V V
F F F
“Basta uma das proposições simples ser verdadeira para
que a proposição composta seja verdadeira”.
2) Disjunção exclusiva: (ou ....ou...)
P Q P V Q
V V F
V F V
F V V
F F F
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“Apenas uma das proposições deve ser verdadeira,
nunca ambas simultaneamente”.
3) Conjunção: (e)
P Q P ̂ Q
V V V
V F F
F V F
F F F
“Ambas devem ser verdadeiras para que a proposição
seja verdadeira”.
4) Condicional: (se então)
P Q P → Q
V V V
V F F
F V V
F F V
“Será falsa quando a primeira for verdadeira e a
segunda for falsa; nos demais casos será verdadeira”.
Macete: ‘Vera Fischer é Feia’ é uma frase falsa.
Importante: a proposição p é chamada de condição
suficiente e q é chamada de condição necessária.
Esse conectivo é mais frequente em questões e,
portanto, deve ser analisado em detalhes.
As seguintes expressões podem se empregar como
equivalentes de “Se A, então B”:
1) Se A, B. .
2) B, se A.
3) Quando A, B.
4) A implica B.
5) Todo A é B
6) A é condição suficiente para B.
7) B é condição necessária para A.
8) A somente se B.
Exemplo: Dada acondicional “Se chove, então fico
molhado”, são expressões equivalentes:
1) Se chove, fico molhado.
2) Fico molhado, se chove.
3) Quando chove, fico molhado.
4) Chover implica ficar molhado.
5) Toda vez que chove, fico molhado
6) Chover é condição suficiente para fico molhado.
7) Ficar molhado é condição necessária para chover.
8) Chove somente se fico molhado.
5) Bicondicional: se e somente se
P Q P ↔ Q
V V V
V F F
F V F
F F V
“As proposições devem ter o mesmo valor lógico para
ser verdadeira”.
Importante: p é uma condição necessária e suficiente
para q e q é uma condição necessária e suficiente para
p.
Uma proposição Bi condicional “A se e somente se B”
equivale à proposição composta:
“se A então B e se B então A”, ou seja,
“A ↔ B “é a mesma coisa que “ (A →B) e (B →A)”
Podem-se empregar também como equivalentes de
“A se e somente se B” as seguintes expressões:
1) A se e só se B.
2) Se A então B e se B então A.
3) A implica B e B implica A.
4) Todo A é B e todo B é A.
5) A somente se B e B somente se A.
6) A é condição suficiente e necessária para B.
7) B é condição suficiente e necessária para A.
EQUIVALÊNCIA LÓGICA
Dizemos que duas proposições são logicamente
equivalentes ou simplesmente equivalentes quando
satisfazem às duas condições seguintes:
1o – são compostas pelas mesmas proposições
simples; 2o – têm tabelas-verdade idênticas.
Uma consequência prática da equivalência lógica é que
ao trocar uma dada proposição por qualquer outra que
lhe seja equivalente, estamos apenas mudando
amaneira de dizê-la.
A equivalência lógica entre duas proposições, A e B,
pode ser representada simbolicamente como: A ↔ B
(lê-se: A é equivalente a B).
Observe que as proposições equivalentes querem
“passar a mesma mensagem”, porém com palavras
diferentes. São proposições de mesmos valores lógicos.
Exemplo: verifique se a proposição A: (p V q) → r é
equivalente a proposição B: (p → r) V s.
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Solução: observe que a proposição A apresenta uma
proposição r que não existe em B; isso já é suficiente
para dizermos que A e B não são equivalentes.
Com a finalidade de acelerar a solução dos exercícios
devemos gravar os principais casos de equivalências
lógicas cobrados pelas bancas examinadoras. São eles:
CONDICIONAL: existem duas proposições
equivalentes
a ela.
a) P → Q= ~Q →~P (chamada de contrapositiva)
b) P → Q= ~P V Q (chamamos de “bastardinha”)
Exemplo: considere a proposição “se beber então não
fume”.
Podemos criar outras duas proposições equivalentes a
ela:
1) contrapositiva: “se for dirigir não beba”
2) bastardinha: “não beba ou não dirija”.
DISJUNÇÃO NÃO EXCLUSIVA: existem duas
proposições equivalentes a ela.
a) P V Q = ~P → Q
b) P V Q = ~Q → P
Exemplo: considere a proposição “gosto de fruta ou de
doce”.
Podemos criar outras duas proposições equivalentes a
ela:
1) Se não gosto de fruta então gosto de doce
2) Se não gosto de doce então gosto de fruta.
Exercício resolvido:
Uma proposição X é dita logicamente equivalente a uma
outra, Y, quando ocorrer que elas tenham sempre o
mesmo valor lógico, ou seja, sempre que uma das duas
é verdadeira a outra também é verdadeira e sempre que
uma das duas é falsa a outra também é falsa. Com base
nesta definição assinale a única proposição abaixo que
não é equivalente da proposição “Se A então B”:
a) Todo A é B.
b) A é condição suficiente para B.
c) Se B então A.
d) Se não B então não A.
e) B é condição necessária para A.
Resposta: C
NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES COMPOSTAS
Um problema de grande importância para a lógica é o
da identificação de proposições equivalentes à negação
de uma proposição dada.
Negar uma proposição simples é uma tarefa que não
oferece grandes obstáculos. Entretanto podem surgir
algumas dificuldades quando procuramos identificar a
negação de uma proposição composta.
Como vimos anteriormente, a negação de uma
proposição deve ter sempre valor lógico oposto ao da
proposição dada. Deste modo, sempre que uma
proposição A for verdadeira, a sua negação ~A deve ser
falsa e sempre que A for falsa, ~A deve ser verdadeira.
Em outras palavras a negação de uma proposição deve
ser contraditória com a proposição dada.
É comum nos exercícios falar em “equivalente lógica
negativa”, isso tem o mesmo significado de negação.
Ao se pedir uma proposição “equivalente lógica
negativa” é mesmo que dizer “encontre a negação” da
proposição.
A seguir veremos os casos principais de negação de
proposições compostas. É fundamental a memorização
dessas regras para se acertar os problemas de negação,
muito frequentes nas provas de raciocínio lógico.
Negação das proposições compostas
~ (A V B) ~A ̂ ~B
~ (A ̂ B) ~A v ~B
~(A →B) A ̂ ~B
~(A VB) A ↔ B
~(A ↔B) A V B
Observe os exemplos abaixo:
A: Ela estudou muito ou teve sorte na prova.
~A:Ela não estudou muito e não teve sorte na prova.
B: O tempo será frio e chuvoso.
~B: O tempo não será frio ou não será chuvoso. C: Se o
tempo está chuvoso então está frio.
~C: O tempo está chuvoso e não está frio.
Leis de Morgan
1) ~(~A v ~ B) = A ^ B
2) 2) ~(~A ^ ~ B ) = A V B
Exercício resolvido
Sejam as proposições p:João é inteligente e q:Paulo joga
tênis. Então ~ (~p v q) em linguagem corrente, é:
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a) João é inteligente ou Paulo não joga tênis.
b) João é inteligente e Paulo não joga tênis.
c) João não é inteligente e Paulo não joga tênis.
d) João não é inteligente ou Paulo joga tênis.
e) João é inteligente ou Paulo joga tênis.
Solução: ~ (~p v q ) = p ^ ~q
João é inteligente e Paulo não joga tênis.
(Alternativa b)
PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS – DIAGRAMAS LÓGICO
Em algumas situações, símbolos matemáticos são
usados para facilitar a compreensão e o estudo de
temas mais teóricos, inclusive de outras áreas, como a
Lógica Matemática. Os diagramas de Venn são
ferramentas utilizadas para facilitar o estudo de
sentenças lógicas argumentativas. Veja os exemplos:
1) Proposição do tipo “Todo A é B“.
Exemplo: todo mamífero é um animal.
Podemos ter 2 possibilidades de representação em
forma de diagramas.
Todo elemento de A é elemento de B ou seja A B.
2) Proposição do tipo “Algum A é B“.
Exemplo: algum número par é primo.
Essa proposição nos leva a pensar em 4
p o s s i b i l i d a d e s de representação (diagramas)
Pelo menos um elemento de A é elemento de B.
Todos os elementos de A estão em B ou seja A, B.
Pode ocorrer ao contrário. Ou seja, todo B está em A ou
seja BA.
E pode ocorrer de ambos serem iguais (A = B).
Proposição do tipo “Algum A não é B“.
Exemplo: algum pesquisador não é professor.
Podemos ter 3 possibilidades de representação.
Existe elemento de A que não faz parte de B.
Quando dizemos algum não podemos deixar de
pensar na possibilidade de serem todos.
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4) Proposição do tipo “Nenhum A é B“.
Exemplo: nenhum número par é impar
Esta proposição afirma que A e B são dois conjuntos
disjuntos (intersecção vazia).
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de
proposições iniciais redunda em uma outra proposição
final, que será consequência das primeiras.
Dito de outra forma, argumento é a relação que associa
um conjunto de proposições P1, P2,. Pn, chamadas
premissas do argumento, a uma proposição C, chamada
de conclusão do argumento. No lugar dos termos
premissa e conclusão podem ser também usados os
correspondentes hipótese e tese, respectivamente.
Vejamos alguns exemplos de argumentos: Exemplo
1) P1: Todos os cearenses são humoristas.
P2: Todos os humoristas gostam de música.
C: Todosos cearenses gostam de música.
2) P1: Todos os cientistas são loucos.
P2: Martiniano é louco.
C: Martiniano é um cientista.
Existem argumentos com apenas uma premissa e uma
conclusão. Veja o exemplo:
Todos os peixes precisam de água. Logo, este peixe
também precisa de água.
Premissa: Todos os peixes precisam de água.
Conclusão: este peixe também precisa de água.
Importante dizer que nem sempre a conclusão é a
última proposição.
Observe o exemplo:
Hoje vai chover, pois há nuvens no céu, e sempre chove
quando há nuvens no céu.
Organizando o argumento teríamos:
P1: há nuvens no céu.
P2: sempre chove quando há nuvens no céu.
C:hoje vai chover.
Da mesma forma nada impede que a conclusão seja
colocada entre duas premissas. Veja o seguinte
argumento;
Como faltou a mais da metade das aulas, Roberto
reprovou por faltas, pois tem frequência inferior a 50%.
Organizando o argumento teríamos:
P1: Roberto faltou a mais da metade das aulas
P2: Roberto tem frequência inferior a 50%.
C: Roberto reprovou por faltas.
FORMAS DE REPRESENTAÇÃO DO ARGUMENTO
1ª forma: Premissa 1.Premissa 2 | Conclusão
2ª forma: Premissa 1
Premissa 2 ________
Conclusão
O tipo de argumento ilustrado nos exemplos anteriores
é chamado silogismo.
Silogismo é o argumento formado por duas premissas
e a conclusão.
TIPOS DE ARGUMENTO: DEDUTIVO E INDUTIVO
Dedutivo
Argumento dedutivo é aquele que parte de proposições
cada vez mais universais para proposições particulares,
proporcionando o que chamamos de demonstração,
pois que sua inferência (a conclusão é extraída das
premissas) é a inclusão de um termo menos extenso em
outro de maior extensão. De forma mais prática partindo
do genérico concluímos o particular.
GERAL PARTICULAR
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Dedutivo
Os seguintes exemplos podem elucidar melhor:
Exemplo 1:
Todo homem é mortal. João é homem
Logo, João é mortal.
Observe que no primeiro exemplo o argumento parte de
uma premissa universal para uma conclusão com
proposição particular (porque a segunda premissa é
também particular.
Exemplo 2:
Todo brasileiro é mortal
Todo paulista é brasileiro. Logo, todo paulista é mortal.
No segundo argumento, todas as premissas, bem como a
conclusão, são universais. No entanto, em ambos ocorrem
a inferência, pois que os termos dados (mortal, homem e
João – primeiro argumento, mortal, brasileiro e paulista –
segundo argumento) possuem uma relação de extensão
entre si que vai do maior termo (geral), passando pelo
médio (através do qual há mediação) e chegando, por fim,
ao termo menor (particular).
Indutivo
O segundo tipo de argumento é o indutivo. Este parte de
proposições particulares ou com termos relativamente
menores do que os que estão na conclusão, e chega a
termos mais universais ou mais extensos. Veja os
exemplos abaixo:
PARTICULAR GERAL
Exemplo 1:
O ferro conduz eletricidade. O ouro conduz eletricidade.
O chumbo conduz eletricidade.
A prata conduz eletricidade.
Logo, todo metal conduz eletricidade.
Exemplo 2:
Todo cão é mortal.
Todo gato é mortal.
Todo peixe é mortal. Todo pássaro é mortal.
Logo, todo animal é mortal.
Portanto, são duas as formas de se fazer argumentos:
por dedução ou por indução. Cada uma é aplicada
segundo as necessidades da investigação e a natureza do
problema suscitado pela razão humana.
ARGUMENTO VÁLIDO
Dizemos que um argumento é válido (ou ainda legítimo
ou bem construído), quando a sua conclusão é uma
consequência obrigatória do seu conjunto de premissas.
Veremos em alguns exemplos adiante que as premissas
e a própria conclusão poderão ser visivelmente falsas (e
até absurdas!), e o argumento, ainda assim, será
considerado válido. Isto pode ocorrer porque, na Lógica,
o estudo dos argumentos não leva em conta a verdade
ou a falsidade das premissas que compõem o
argumento, mas tão somente a validade deste.
A validade de um argumento não tem nada a ver com o
fato das premissas e a conclusão serem falsas ou
verdadeiras (no mundo real).
Exemplo: Considere o argumento:
P1: Todos os homens são pássaros.
P2: Nenhum pássaro é animal.
C: Portanto, nenhum homem é animal.
O argumento está perfeitamente bem construído,
sendo, portanto, é um argumento válido, muito embora
a veracidade das premissas e da conclusão sejam
totalmente questionáveis.
Repetindo: o que vale é a construção, e não o seu
conteúdo! Se a construção está perfeita, então o
argumento é válido, independentemente do conteúdo
das premissas ou da conclusão!
Como saber que um determinado argumento é mesmo
válido?
Uma forma simples e eficaz de comprovar a validade de
um argumento é utilizando-se de diagramas de
conjuntos. Trata-se de um método muito útil e que será
usado com frequência em questões que pedem a
verificação da validade de um argumento qualquer.
Vejamos como funciona, usando esse exemplo abaixo:
P1: “todos os homens são pássaros”
P2: “Nenhum pássaro é animal”.
C: “Nenhum homem é animal”.
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Quando se afirma, na premissa P1, que “todos os homens
são pássaros”, poderemos representar essa frase da
seguinte maneira:
Observem que todos os elementos do conjunto menor
(homens) estão incluídos, ou seja, pertencem ao
conjunto maior (dos pássaros). E será sempre essa a
representação gráfica da frase “Todo A é B”.
Dois conjuntos, um dentro do outro, estando o
conjunto menor a representar o grupo de quem se
segue à palavra todo.
Façamos a representação gráfica da segunda premissa.
Temos, agora, a seguinte frase: “Nenhum pássaro é
animal”.
Observemos que a palavra chave desta sentença é
nenhum. E a ideia que ela exprime é de uma total
dissociação entre os dois conjuntos. Vejamos como fica
sua representação gráfica:
Pássaro Animal
Será sempre assim a representação gráfica de uma
sentença “Nenhum A é B”: dois conjuntos separados, sem
nenhum ponto em comum.
Tomemos agora as representações gráficas das duas
premissas vistas acima e as analisemos em conjunto.
Teremos:
Agora, comparemos a conclusão do nosso argumento –
Nenhum homem é animal – com o desenho das
premissas acima. E aí? Será que podemos dizer que esta
conclusão é uma consequência necessária das
premissas? Claro que sim! Observemos que o conjunto
dos homens está totalmente separado (total
dissociação!) do conjunto dos animais.
Resultado: este é um argumento válido!
ARGUMENTO INVÁLIDO
Dizemos que um argumento é inválido – também
denominado ilegítimo, mal construído, falacioso ou
sofisma – quando a verdade das premissas não é
suficiente para garantir a verdade da conclusão.
Entenderemos melhor com um Exemplo.
Exemplo:
P1: Todas as crianças gostam de
chocolate. P2: Melissa não é
criança.
C: Portanto, Melissa não gosta de chocolate.
Veremos a seguir que este é um argumento inválido,
falacioso, mal construído, pois as premissas não
garantem (não obrigam) a verdade da conclusão.
Melissa pode gostar de chocolate mesmo que não seja
criança, pois a primeira premissa não afirmou que
somente as crianças gostam de chocolate.
Da mesma forma que utilizamos diagramas de conjuntos
para provar a validade do argumento anterior,
provaremos, utilizando-nos do mesmo artifício, que o
argumento em análise é inválido. Vamos lá:
Comecemos pela primeira premissa: “Todas as crianças
gostam de chocolate”. Já aprendemos como se
representa graficamente esse tipo de estrutura.
Teremos:
Chocolate
Criança
Analisemos agora o que diz a segunda premissa:
“Melissa não é criança”. O que temos que fazer aqui é
pegar o diagrama acima (da primeira premissa) e neleindicar onde poderá estar localizada a Melissa,
obedecendo ao que consta nesta segunda premissa.
Vemos facilmente que a Melissa só não poderá estar
dentro do conjunto das crianças. É a única restrição que
faz a segunda premissa! Isto posto, concluímos que a
Melissa poderá estar em dois lugares distintos do
diagrama:
1º) Fora do conjunto maior;
2º) Dentro do conjunto maior (sem tocar o conjunto
das crianças).
Pássaros
Homens
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Vejamos:
Olhando para o desenho acima observamos que pode
ser que ela goste de chocolate, mas também pode ser
que não goste (caso esteja fora do retângulo grande).
Assim, temos então um argumento considerado
inválido uma vez que as premissas não nos permitem
chegar à conclusão nenhuma.
O argumento é inválido, pois as premissas não
garantiram a veracidade da conclusão!
Importante observar que a validade de um argumento
não tem nenhuma relação com a veracidade das
premissas e conclusão no mundo real e sim com a forma
como ele está construído.
Podemos ter premissas e conclusão falsas (no mundo
real) e mesmo assim o argumento ser válido. Observe o
exemplo:
P1: Todo peixe tem asa. (Falso)
P2: Todo o cão é peixe. (Falso)
C: Todo o cão tem asa. (Falso)
Veja a representação gráfica das premissas:
Pelo diagrama concluímos que todo cão tem asa que
exatamente a conclusão apresentada pelo argumento.
Dessa forma a conclusão está de acordo com as
premissas tornando o argumento válido. Observe que a
validade do argumento não tem nada a ver com o fato
das proposições serem absurdas (falsas) quando
pensamos no mundo real. O que vale mesmo é o fato de
o argumento estar bem construído.
RESUMO
São consideradas proposições lógicas apenas as
sentenças declarativas (ou afirmativas).
Exemplo: O edital do concurso foi publicado.
Não são consideradas proposições as sentenças do tipo:
a) interrogativa: Qual é o seu nome?
b) exclamativas: Parabéns! Sucesso!
c) imperativas: Não fume! Não corra! Faça a prova!
d) sentenças aberta: x + 2 = 5 ; 2x – 2 > 4; ele é
competente
e) orações sem verbos: linda mulher, livro interessante
Tipos de Proposições
Simples: Pedro é funcionário público.
Composta: Pedro é funcionário público ou
comissionado.
As proposições compostas apresentam os conectivos
lógicos.
Importante: o símbolo ~ ou ¬ representa a negação da
sentença.
Se a proposição P for verdadeira ~P será falsa.
TABELA VERDADE
Nº de colunas = nº de proposições simples = n
Nº de linhas = 2n
Exemplo: a proposição (A V B) →C tem três proposições
e, portanto, a tabela verdade terá 23 = 8 linhas.
Tabela verdade dos 5 conectivos lógicos
A B ~A ~B A^B AVB AVB A→B ↔
V V F F V V F V V
V F F V F V V F F
F V V F F V V V F
F F V V F F F V V
Exemplo: Se existe justiça então ela deve ser para
todos.
P: condição suficiente (existe justiça)
Q: condição necessária (ela deve ser para todos).
Conectivo condicional (Se... então...)
Forma lógica A → B (A implica B)
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Alguns exemplos:”Quando chove levo o guarda-chuva”
pode ser interpretada como “ se chove então levo o
guarda-chuva”.
“Não vou trabalhar, se houver greve” pode ser
interpretada como “se houver greve então não vou
trabalhar”.
EQUIVALÊNCIA LÔGICA
1. CONDICIONAL
(A→B) = ~A v B (“Bastardinha”)
(A→B) = ~B → ~A (Contrapositiva)
Exemplo: “se existe inflação então os salários são
corrigidos”
São consideradas proposições equivalentes:
Contrapositiva: “Se os salários não são corrigidos então a
inflação não existe”
Bastardinha: “Não existe inflação ou os salários são
corrigidos.
2. DISJUNÇÃO NÃO EXCLUSIVA
(AvB) = ~A→B
Exemplo: “existe inflação ou os salários são corrigidos” é
equivalente a: “se não existe inflação então os salários são
corrigidos”.
NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES
1. Proposições Simples
P: Denize é engenheira ambiental
~P: Denize não é engenheira ambiental
~P: não é verdade que Denize é engenheira ambiental
~P: é falso que Denize é engenheira ambiental
Casos particulares
P: Nenhum professor é rico.
~P: Algum professor é rico. Q: Todo homem é fiel.
~Q: Algum homem não é fiel.
O termo ‘algum’ tem o mesmo significado que existe ou
pelo menos um.
2. Proposição Composta
Exemplos de negação de proposições compostas
a) Negação da conjunção (e)
Afirmação: A Justiça tarda e não falha.
Negação: a Justiça não tarda ou falha.
b) Negação da disjunção não exclusiva (ou)
Afirmação: Kaká vai à praia ou estuda.
Negação: Kaká não vai à praia e não estuda.
c) Negação da disjunção exclusiva (ou...ou...)
Afirmação: Ou Melissa brinca ou Leo joga.
Negação: Melissa brinca se e somente se Leo joga.
d) Negação da condicional ( se ...então ...)
Afirmação: Se beber não dirija.
Negação: Beba e dirija
e) Negação da bicondicional (se e somente se)
Afirmação: Trabalho se e somente se você ajudar.
Negação: Trabalho e você não ajuda ou você ajuda e
não trabalho.
OPERAÇÕES COM CONJUNTOS
Quando falamos de operação lembramos logo de
adição, subtração, divisão, multiplicação entre números.
É possível também operar conjuntos.
Essas operações recebem nomes diferentes, como:
união de conjuntos, intersecção de conjuntos, diferença
de conjunto e conjunto complementar.
Todas essas operações são representadas por símbolos
diferentes.
Veja a representação de cada uma delas:
União de conjuntos (U)
~ (A V B) ~A ̂ ~B
~ (A ̂ B) ~A v ~B
~(A →B) A ̂ ~B
~(A V B) A ↔ B
~(A ↔B) A V B
Formas de se escrever uma proposição condicional
1) Se A, B 2) Quando A, B 3) Caso A, B
4) A é condição suficiente para B
5) A é condição necessária para B
6) A, se B 7) Todo A é B
8) A implica em B 9) A somente se B
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Dados dois conjuntos A = {1, 2, 3, 4, 5} e B = {6, 7}, a união
deles seria pegar todos os elementos de A e de B e unir
em apenas um conjunto (sem repetir os elementos
comuns). O conjunto que irá representar essa união
ficará assim: {1,2,3,4,5,6,7}.
A representação da união de conjuntos é feita pelo
símbolo U. Então A U B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7}.
Intersecção de conjuntos (∩)
Quando queremos a intersecção de dois conjuntos é o
mesmo que dizer que queremos os elementos que eles
têm em comum. Dados dois conjuntos A = {1, 2, 3, 4, 5,
6} e B = {5, 6, 7}, a intersecção é representada pelo
símbolo ∩, então A ∩ B = {5, 6}, pois 5 e 6 são os
elementos que pertencem a ambos.
Se dois conjuntos não têm nenhum elemento comum, a
intersecção deles será um conjunto vazio.
Dentro da intersecção de conjuntos há algumas
propriedades:
1) A intersecção de um conjunto por ele mesmo é o
próprio conjunto: A ∩ A = A
2) A propriedade comutatividade na intersecção de dois
conjuntos é: A ∩ B = B ∩ A.
3) A propriedade associativa na intersecção de
conjuntos é:A
∩ (B ∩ C) = (A ∩ B) ∩ C
Fórmula da União
Existe uma fórmula que relaciona o número de
elementos da união, da intersecção e dos conjuntos
individuais. A fórmula é dada por:
n (A U B) = n (A) + n (B) – n (A ∩B)
Exemplo: Calcule o número de elementos da união dos
conjuntos A e B a partir dos seguintes dados: n(A) =10,
n(B) = 7, n(A∩B) =5.
Solução: substituiremos os dados na fórmula da união.
Teremos:
n(AUB) = n(A) + n(B) – n(A∩B) = 10 + 7 - 5 = 12
Diferença entre conjunto.
Dados o conjunto A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e o conjunto B = {5,
6, 7}, a diferença desses conjuntos é representada por
outro conjunto, chamado de conjunto diferença.
Então os elementos de A – B serão os elementos do
conjunto A menos os elementos que pertencerem ao
conjunto B. Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.
Observe que na operaçãoA – B o resultado é formado
por elementos exclusivos de A.
{0, 1, 2, 3, 4, 5} - {5, 6, 7}, = { 0,1,2,3,4}
Se queremos B – A , teremos no resultado os elementos
exclusivos de B.
{5, 6, 7} - {0, 1, 2, 3, 4, 5} = { 6, 7}
Conjunto complementar
Conjunto complementar está relacionado com a
diferença de conjunto.Para que exista o conjunto
complementar é necessário que um conjunto esteja
contido em outro. Caso contrário não é possível existir a
operação de complementar. Observe:
Se A = {2, 3, 5, 6, 8} e B = {6,8} então B está contido em
A.
Assim definimos como complementar de B o conjunto B’
ou B ̅ tal que: B’ = B ̅ = A – B = {2, 3, 5}.
Importante:
Se A = {1,2,3,4} e B = { 1,2,7} então B não está contido em
A logo não existe o complementar de B em relação a A.
Simbologia
SIMBOLOGIA DOS CONJUNTOS
Símbolos:
∈ : pertence ∃ : existe
∉ : não pertence ∄ : não existe
⊂ : está contido ∀ : para todo (ou qualquer que seja)
⊄ : não está contido ∅ : conjunto vazio
> : contém N : conjunto dos números naturais
⊅ : não contém Z : conjunto dos números inteiros
⁄⥿ : tal que Q : conjunto dos números racionais
⟹ : implica que Q'=I : conjunto dos números irracionais
- : se, e somente se R : conjunto dos números reais
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Símbolos de pertinência
Para relacionar elementos com conjuntos devemos utilizar
os símbolos de pertence ou não pertence.
Por exemplo, considerando o conjunto {1,2,3,4} dizemos
que 1 pertence ao conjunto A (1 ∈ A) e 5 não pertence ao
conjunto A (5 ∈ A).
Para relacionar dois conjuntos entre sí devemos usar
outros símbolos está contido ⊂, não está contido ⊄ ou
contém ⊃.
Por exemplo o conjunto A = {2,4} está contido no conjunto
B
= {1,2,3,4} então dizemos que
A ⊂ B.
Por outro lado, o conjunto A = {2,4} não está contido em B
=
{1,2,3} ou seja A ⊄ B.
Importante:
1- Quando um conjunto A está contido em um conjunto
B dizemos que A é subconjunto de B.
2- O conjunto vazio ∅ é subconjunto de qualquer
conjunto ou seja ⊂ está contido em qualquer outro
conjunto.
3- A quantidade de subconjuntos de um conjunto é dada
pela expressão 2n onde n é o número de elementos do
conjunto considerado.
Por exemplo, se A = {2,3,4} então A tem n = 3 elementos.
O número de subconjunto de A será sub(A) = 23 = 8
subconjuntos.
São eles: {2}, {3}, {4}, {2,3}, {2,4}, {3,4}, {2,3,4} e ∅
Exercícios resolvidos
1) Faça o diagrama dos conjuntos A = {1, 2, 3} e B = {2,
3, 4, 5, 6}.
Solução. Observando que há elementos que pertencem
a ambos, temos:
2) Com base no exercício anterior, enumere os
conjuntos:
L = A U B
M = A ∩ B
N = A – B
O = B – A
Solução. Aplicando as definições das operações temos: a)
L = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
b) M = {2, 3}
c) N = {1}
d) O = {4, 5, 6}
3) Uma pesquisa realizada com 100 pessoas em uma
pizzaria, revelou que destas, 70 gostam de pizzas
salgadas, 20 gostam de pizzas salgadas e doces.
Quantas foram as pessoas que responderam que
gostam apenas de pizzas doces?
Solução. Representando a situação na forma de
diagrama, retira-se a interseção de cada conjunto e
conclui-se que há 30 pessoas gostando apenas de pizza
doce.
4) No dia 17 de Maio próximo passado, houve uma
campanha de doação de sangue em uma Universidade.
Sabemos que o sangue das pessoas pode ser
classificado em quatro tipos quanto a antígenos. Uma
pesquisa feita com um grupo de 100 alunos da
Universidade constatou que 42 deles têm o antígeno A,
36 têm o antígeno B e 12 o antígeno AB. Sendo assim,
podemos afirmar que o número de alunos cujo sangue
tem o antígeno O é:
a) 20 alunos
b) 26 alunos
c) 34 alunos
d) 35 alunos
e) 36 alunos
Solução
A = 42 → quantidade de alunos cujo sangue possui o
antígeno A.
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B = 36 → quantidade de alunos cujo sangue possui o
antígeno B.
A n B = 12 → quantidade de alunos cujo sangue possui o
antígeno AB.
Precisamos determinar o total de alunos que possuem os
antígenos A e B. Aplicando a fórmula:
n(A u B) = n(A) + n(B) – n(A n B) n(A u B) = 42 + 36 – 12
n(A u B) = 66
Para saber a quantidade de alunos cujo sangue tem o
antígeno O teremos que subtrair 66, que representa a
quantidade de alunos que tem sangue com o antígeno A
ou B, de 100, que é o total de alunos.
n(O) = 100 – 66
n(O) = 34
Então, 34 alunos tem em seu sangue o antígeno O. A
resposta correta é a letra c.
5) Dados os conjuntos A = { 1,2,3,4,5 } e B = { 2,4 },
determine o conjunto complementar de B em relação a
A.
Solução
O conjunto B está contido em A (B С A ) , assim definimos
a operação complementar de B em relação a A como
sendo A – B.
Assim teremos B‘= B ̅ = {,2,3,4,5 } –{ 2,4 } = {1,3,5}
6) Considere os conjuntos A = { 1, 2, {2}, 3, ∅} e B = {1,3}
complete as lacunas usando os símbolos adequados:
a) 3___A
b) 1___B
c) ∅___A
d) 4___A
e) B___A
f) {1,4}__A
g) ∅___B
Solução:
a) O valor 3 é elemento de A então dizemos que 3 ∈ A.
b) O valor 1 é elemento de B então dizemos que 1 ∈ B.
c) O valor ∅ é elemento de A então dizemos que ∅ ∈ A.
d) O valor 4 não é elemento de A então dizemos que 4 ∈
A.
e) O conjunto B está contido em A então dizemos que B
⊂ A.
f) O conjunto {1,4} não está contido em A então dizemos
que {1,4} ⊄ A.
g) ∅ é subconjunto de B então dizemos que ∅ ⊂ B.
7) Considere o conjunto A = {1, 2, {3}} e assinale a
alternativa que contém um sub conjunto de A.
a) {3}
b) {1, 3}
c) {2, 3}
d) {4, {3}}
e) {{3}}
Solução
O elemento 3 não existe no conjunto A assim ele não
pode fazer parte dos subconjuntos de A. Assim
eliminamos as alternativas a, b e c.
Não existe o elemento 4 no conjunto A então também
eliminamos a alternativa d.
A alternativa “E” traz o subconjunto de A formado pelo
elemento {3}.
{3}. Alternativa correta.
8) Leia as afirmações a seguir:
I. Os números Naturais são aqueles inteiros não positivos
mais o zero.
II. Os números Irracionais são aqueles que
representam dízimas periódicas.
III. Os números Reais representam a união dos
números Racionais com os Irracionais.
Assinale a alternativa correta:
a) Somente a assertiva II está correta.
b) Somente a assertiva III está correta.
c) Somente a assertiva I está correta.
d) Somente as assertivas II e III estão corretas.
Solução:
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I. Falsa – São os positivos.
II. Falsa – as dízimas periódicas são números
provenientes de uma fração ou seja número racional.
III. Correto – Os Reais é a união dos irracionais com os
racionais.
Alternativa correta letra b.
9) Considerando que A U B={1, 2, 3, 4, 5, 6, 7,8}, A ∩ B={4,
5} e A – B={1, 2, 3}, determine o conjunto B.
Solução:
Resolveremos o exercício com o auxílio dos Diagramas de
Venn. Observe:
A U B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}
A ∩ B = {4, 5} (região central)
A – B = {1, 2, 3}
O conjunto B é formado pelos seguintes elementos {4, 5,
6, 7, 8}.
U = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6}, A = {1, 2}, B = {2, 3, 4},
C = {4, 5} determine (U – A) ∩ (B U C). Solução
U = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6}A = {1, 2}B = {2, 3, 4}
C = {4, 5}
Resolvendo os parênteses
(U – A) = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6} – {1, 2} = {0, 3, 4, 5, 6}
(B U C) = {2, 3, 4} U {4, 5} = {2, 3, 4, 5}
(U – A) ∩ (B U C) = {0, 3, 4, 5, 6} ∩ {2, 3, 4, 5}
Resposta: (U – A) ∩ (B U C) = {3, 4, 5}
ANOTAÇÕES:
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INFORMÁTICA
A Internet é basicamenteum vasto conjunto de redes de
computadores diferentes que utilizam um padrão comum
de comunicação e oferece um determinado conjunto de
serviços.
Word Wide Web (WWW) – A Web é uma aplicação
que é executada na Internet – trata-se de uma série de
páginas que podem ser acessadas por meio de um
navegador web.
Internet das Coisas (IoT) – Um conceito referente à
interconexão digital de objetos físicos cotidianos entre si
e com usuários por meio de sensores ou softwares
capazes de transmitir dados pela internet.
A Intranet é uma rede de computadores privada que
assenta sobre a suíte de protocolos da internet, porém
de uso exclusivo de um determinado local, como, por
exemplo, a rede de uma empresa, que só pode ser
acessada pelos seus utilizadores ou colaboradores
internos. Utiliza de tecnologias, padrões e serviços
comuns à internet.
A Extranet é uma rede privada de computadores que
funciona como uma extensão da Intranet, permitindo o
acesso restrito a usuários externos de uma organização
via internet, em geral são parceiros, fornecedores e
clientes. Também utiliza as mesmas tecnologias e
padrões da internet.
Rede de computadores é um conjunto de terminais,
equipamentos, meios de transmissão e comutação que
interligados possibilitam a prestação de serviços, tem
como objetivo o compartilhamento de recursos,
deixando equipamentos, programas e principalmente
dados ao alcance de múltiplos usuários.
Classificação das Redes
Personal Area Network - PAN - Rede de
computadores pessoal (celular, tables, fones,
notebooks) que se extende em poucos metros.
Local Area Network – LAN – Rede de computadores
de lares, escritórios, prédios.
Metropolitan Area Network – MAN – Rede de
comutadores entre uma cidade, conecta lojas matriz a
filiais, por exemplo. Outro exemplo é o Floresta Digital
no ACRE.
Wide Area Network – WAN – Rede de computadores
que conecta cidades, países e até continentes.
Quando se trata de comunicação sem fio (wireless) as
siglas são acrescentadas da letra W, como no caso de
WPAN, WLAN, WMAN e WWAN.
Tipos de Conexão
TECNOLOGIA DE
ACESSO
DESCRIÇÃO
DIAL-UP
Conexão discada através de um
modem e uma linha de telefonia
fixa. Era a maneira mais popular
de acesso da década de 90, hoje
encontra-se em desuso. Taxas de
até 56Kbps. Ocupava o telefone
ADSL
Conexão de banda larga
oferecida por empresas de
telefonia fixa. ADSL é a sigla para
Asymmetric Digital Subscriber
Line ou Linha de Assinante Digital
Assimétrica
HFC
Conexão híbrida de banda larga
via cabos de concessionárias de
TV a Cabo. Hibrida porque
começa com fibra optica e
termina com cabo coaxial na
residência.
FIBRA OPTICA
Conexão direta via fibra óptica
(feixes de luz até a residência do
contratante do serviço de
internet. Altas Velocidades.
PRINCIPAIS SERVIÇOS DESCRIÇÃO
WORD WIDE WEB
(WWW)
Serviço de visualização de
páginas web organizadas em
sites. Podem ser acessadas via
navegador – é o serviço mais
utilizado na Internet. Em geral,
esse serviço utiliza protocolos
como HTTP e HTTPS
CORREIO ELETRÔNICO
Serviço de envio e recebimento
de e-mails. Utiliza tipicamente
um modo assíncrono de
comunicação que permite a troca
de mensagens dentro de uma
organização. Utiliza protocolos
como POP3, IMAP e SMTP.
ACESSO REMOTO
Permite aos usuários se
conectarem com outros
computadores. Pode ser feito de
forma segura, com autenticação
e criptografia de dados, se
necessário.Protocolos como SSH
e TELNET
TRANSFERÊNCIA DE
ARQUIVOS
Torna arquivos disponíveis para
outros usuários por meio de
downloads e uploads. Em geral,
esse serviço utiliza protocolos
como FTP e P2P.
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PLC
Trata-se da tecnologia que
permite o acesso à internet
banda larga via rede elétrica. PLC
é a sigla para Power Line
Communication.
RADIODIFUSÃO
Tecnologia que permite o acesso
à internet banda larga via
radiofrequência. As ondas de
rádio são omnidirecionais, isto é,
elas se propagam em todas as
direções.
SATÉLITE
Uma rede via satélite é uma
combinação de nós que
fornecem comunicação de um
ponto a outro na Terra. Nesse
contexto, um nó pode ser um
satélite, uma estação terrestre
ou o terminal/telefone de um
usuário final
TELEFONIA MÓVEL
Comunicação entre duas
unidades móveis, denominadas
Estações Móveis; ou entre uma
unidade móvel e outra fixa,
normalmente chamada Unidade
Terrestre.
Internet Protocol – IP
O IP é um endereço dado a qualquer dispositivo em
uma rede, é a identidade desse dispositivo quando
conectado a uma rede. Atualmente temos duas versões
em uso IPv4 (versão 4) e IPv6 (versão 6).
TCP/IP x UDP/IP
São protocolos utilizados para o transporte de pacotes
na rede.
Em resumo, o TCP tem uma entrega confiável enquando
o UDP tem a entrega rápida.
Correio Eletrônico
É o serviço que permite compor, enviar e receber
mensagens eletrônicas pela internet (e-mail). É possível
o envio também de arquivos como fotos, musicas,
documentos e ate mesmo programas por e-mail, basta
procurar o botão “anexar”.
Cliente de e-mail – é uma aplicação instalada em uma
maquina local que permite envia/receber e-mails (Ex
Mozila Thunderbird, Microsoft Outlook);
Servidor de e-mail – é um computador especializado
que recebe e-mails de um cliente de e-mail ou webmail,
e os envia para o servidor de e-mail de destino;
Provedor de e-mail – é a empresa que hospeda e
disponibiliza serviços de e-mail para outras empresas ou
usuários finais. (Ex Gmail, Outlook, Yahoo, UOL);
Webmail – é uma aplicação hospedada em um
servidor remoto que permite enviar/receber e-mails (Ex
Gmail.com, Outlook.com, Yahoo.com, Uol.com) o
webmail é acessado utilizando um navegador de
internet.
Protocolos do Correio eletrônico
Navegadores
Também chamados de browsers, é um programa que
obtém informações de outras partes da web e as exibe
em seu computador ou dispositivo móvel. As
informações são transferidas usando o Protocolo de
Transferência de Hipertexto (HTTP), que define como
textos, imagens e vídeos são transmitidos na web. Essas
informações precisam ser compartilhadas e exibidas
num formato consistente, para que as pessoas que usam
qualquer navegador, em qualquer lugar do mundo,
possam ver as informações.
Veja abaixo alguns exemplos de navegadores como o
Google Chrome, Mozila Firefox, Internet Explorer, Opera
e Safari, mas não se limitando a estes.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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Protocolos mais usados e suas respectivas portas de
acesso.
PROTOCOLO PORTA DESCRIÇÃO
FTP 21 Transferência de
arquivos
HTTP E HTTPS 80 e 443 Web browser
SSH e TELNET 22 e 23 Acesso remoto
SMTP 25 Envio de e-mail
POP3 110 Recebimento de
e-mail
IMAP 143 Recebimento de
e-mail
Ferramentas de Busca
Como exemplo temos o Google como ferramenta de
busca.
É possível buscar qualquer coisa no google, desde um
site, uma foto, um texto, uma figura, um vídeo, entre
outros. Na imagem acima observe dois botões PESQUISA
GOOGLE E ESTOU COM SORTE.
A primeiro nada mais é do que a busca padrão, o
segundo botão tenta direcionar para a página que ele
acha mais relevante na pesquisa, geralmente, são
páginas oficiais ou aquelas que aparecem em primeiro
lugar na lista de resultados quando você utiliza o
buscador.
Operadores de busca auxiliam o usuário para uma busca
mais especifica de um termo, como na imagem abaixo.
Backup
É uma cópia de segurança, a qual deve ser armazenada
em um dispositivo diferente daquele de onde os dados
foram copiados.
Tipos de Backup
TIPO QUAIS DADOS COPIADOS?
BACKUP COMPLETO Todos os dados
BACKUP INCREMENTAL
Apenas arquivos novos ou
modificados
BACKUP DIFERENCIAL
Todos os arquivos desde o
ultimo backup completo.
A diferença entre backup incremental para o diferencial
é queno diferencial ele compara os dados do ultimo
backup completo enquanto que no incremental ele
compara no ultimo backup feito (podendo ser
comparado com o backup incremental anterior).
Noções de Firewall e Aplicativos para Segurança
Firewall são dispositivos, em forma de software e/ou de
hardware, que possuem a função de regular o tráfego de
dados entre redes distintas, impedindo a transmissão
e/ou a recepção de acessos nocivos ou não autorizados
de uma rede para outra. Ele controla, analisa, registra,
policia, monitora, regula e filtra o tráfego ou
movimentação da entrada/saída de dados, detectando
ameaças e bloqueando o acesso que não esteja em
conformidade com a política de segurança da
organização.
O Firewall atua de 02 modos, permissivo e restritivo. No
primeiro modo, permissivo, todas as transmissões de
dados que não estejam expressamente proibidas são
permitidas. No modo restritivo o firewall impede as
transmissões de dados que não sejam expressamente
permitidas.
Antimalware procura detectar e, então, anular ou
remover os códigos maliciosos de um computador
(antivírus, antispayware, etc). Podem ser localmente
instalados no computador ou executados sob demanda
por intermédio do navegador Web. Também podem ser
online, quando enviados para serem executados em
servidores remotos, por um ou mais programas.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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Antispayware é um tipo de software projetado para
detectar e remover programas de spyware indesejados.
Spyware é um tipo de malware instalado em um
computador sem o conhecimento do usuário para
coletar informações sobre ele. Isso pode representar um
risco de segurança para o usuário, além de degradar o
desempenho do sistema, absorvendo o poder de
processamento, instalando software adicional ou
redirecionando a atividade do navegador dos usuários.
Antispam já vêm integrados à maioria dos programas
de e-mails e permite separar os desejados dos
indesejados – os famosos spams. A maioria dos filtros
passa por um período inicial de treinamento, no qual o
usuário seleciona manualmente as mensagens
consideradas spam e, com base nas classificações, o filtro
vai "aprendendo" a distinguir as mensagens. Ao detectá-
las, essas ferramentas alertam para que ele tome as
atitudes adequadas para si.
Pragas Virtuais
Códigos maliciosos (Malwares, do inglês Malicious
Softwares) são programas especificamente
desenvolvidos para executar ações danosas e atividades
maliciosas em um computador.
Formas comuns de infecção são acessos a páginas
maliciosas, utilizando navegadores vulneráveis ou pela
ação direta de atacantes que, após invadirem o
computador, incluem arquivos contendo códigos
maliciosos; execução de arquivos previamente
infectados, obtidos em anexos de mensagens
eletrônicas, via mídias removíveis, em páginas web ou de
outros computadores.
Vírus são programa ou parte de um programa,
normalmente malicioso, que se propaga infectando,
inserindo cópias de si mesmo, anexando-se ou
hospedando-se em arquivos ou programas existentes na
máquina.
Worm é um programa capaz de se replicar
automaticamente, enviando cópias de si mesmo,
explorando automaticamente vulnerabilidades no pc.
BOT programa que dispõe de mecanismos de
comunicação com o invasor que permitem que ele seja
controlado remotamente. Possui processo de infecção e
propagação similar ao do Worm.
Trojan programa que age utilizando o princípio do
Cavalo de Troia, em um arquivo é enviado se fazendo
passar por um aplicativo útil, como um “presente de
grego”, mas que na verdade possui funcionalidades
maliciosas escondidas.
Ramsonware código malicioso que torna inacessíveis
os dados armazenados em um equipamento, geralmente
utilizando criptografia, e que exige pagamento de um
resgate.
Backdoor programa que permite o retorno de um
invasor a um computador comprometido, por meio da
inclusão de serviços criados ou modificados para este
fim.
Rootkit Conjunto de programas e técnicas que permite
esconder e assegurar a presença de um invasor ou de
outro código malicioso em um computador
comprometido.
Spyware Software espião, capaz de violar a privacidade
das informações de usuários, coletando dados da
máquina ou da rede e disponibilizando-as a terceiros.
Segurança da Informação
Proteção de informações e de sistemas de informações
contra acesso, uso, divulgação, interrupção, modificação
ou destruição não autorizados.
Possui 03 princípios fundamentais (CID), que são os
pilares da segurança da informação.
Confidencialidade
Integridade
Disponibilidade
Se um ou mais desses princípios forem violados, significa
que ocorreu um incidente de segurança da informação.
Os controles de segurança da informação possuem 02
níveis, físico (barreiras que limitam/impedem o acesso
físico à informação e/ou instalações onde ficam) e lógico
(através de senhas, firewalls, controle de acesso,
biometria) que limitem/impeçam que as informações
protegidas sejam acessadas.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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Os três princípios fundamentais:
Confidencialidade é a capacidade de um sistema de
não permitir que informações estejam disponíveis ou
sejam reveladas a entidades não autorizadas.
Integridade é a capacidade de garantir que a
informação manipulada está correta, fidedigna e que
não foi corrompida.
Disponibilidade é a propriedade de uma informação
estar acessível e utilizável sob demanda por uma
entidade autorizada.
Adicionalmente aos princípios fundamentais, temos a
Autenticidade e a Irretratabilidade.
Autenticidade é a propriedade que trata da garantia de
que o emissor de uma mensagem é de fato quem alega
ser. A autenticidade busca garantir que a pessoa que está
requisitando acesso a alguma informação é realmente
quem ela diz ser.
Irretratabilidade também chamada de Irrefutabilidade
ou Não-repúdio, o princípio da irretratabilidade trata da
capacidade de garantir que o emissor da mensagem ou
participante de um processo não negue posteriormente
a sua autoria.
Autenticidade + Integridade = Irretratabilidade
Assinatura Digital método matemático de autenticação
de informação digital tipicamente tratado como
substituto à assinatura física, já que elimina a
necessidade de ter uma versão em papel do documento
que necessita ser assinado. Por meio de um Algoritmo de
Hash, é possível garantir a integridade dos dados.
Certificado Digital é um documento eletrônico assinado
digitalmente por uma terceira parte confiável – chamada
Autoridade Certificadora – e que cumpre a função de
associar uma entidade (pessoa, processo, servidor) a um
par de chaves criptográficas com o intuito de tornar as
comunicações mais confiáveis e auferindo maior
confiabilidade na autenticidade. Ele é capaz de garantir
a autenticidade, integridade e não-repúdio, e até
confidencialidade.
Sistema Operacional Windows
É um sistema operacional proprietário, criado por Bill
Gates fundador da Microsoft.
É um sistema baseado no conceito de janelas, por isso o
nome que traduzido para o português significa “Janelas”.
Foi criado para uso em computadores pessoais, incluindo
computadores domésticos e empresariais, laptops, PCs.
O Windows 7 começou a ser vendido para usuários no
dia 22 de outubro de 2009, menos de 3 anos depois do
lançamento de seu predecessor, Windows Vista.
Pouco mais de três anos depois, o seu sucessor,
Windows 8, foi lançado em 26 de outubro de 2012.
E o Windows 10 em 29 de julho de 2015.
Gerenciamento de Arquivos e Pastas
Existem diferentes tipos de arquivos: imagens, músicas,
vídeos, textos, planilhas, bancos de dados, programas,
enfim... qualquer informação manipulada pela máquina
– quando salva – torna-se um arquivo.
Os arquivos são representados por nomes (é
recomendável que seja um nome sugestivo) e umaextensão, separados por um ponto (Ex: diego.jpg).
Uma pasta é um local para guardar arquivos, dando
origem a uma hierarquia organizada como uma árvore,
chamada árvore de diretórios.
Cada arquivo dentro da hierarquia de diretórios pode ser
especificado fornecendo-se o caminho a partir do topo
da hierarquia, conhecido como diretório raiz.
Word 2016
O Microsoft Office Word 2016 é um processador de texto
produzido pela Microsoft. Foi criado por Richard Brodie
para computadores IBM PC com o sistema operacional
DOS em 1983. Mais tarde, foram criadas versões para o
Apple Macintosh (1984), SCO UNIX e Microsoft Windows
(1989). Faz parte do rol de aplicativos Microsoft Office.
O Microsoft Word 2016 trabalha com o consagrado
formato de arquivo.docx, que utiliza a tecnologia XML. O
formato.doc não foi extinto do Word 2016, mas o.docx é
o formato padrão.
Quando salvamos um documento no formato.docx, ele
ficará mais leve (ocupará menos espaço), aceitará uma
maior quantidade de formatações, além de ser
totalmente compatível com a web, e a capacidade de
recuperação, em caso de corrompimento, chega a ser
70% maior que o formato .doc.
O formato.pdf também se destaca no Word 2016, com a
vantagem de que agora é possível abrir e editar PDF. Nas
edições anteriores, era possível apenas criar (exportar).
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Formatos de arquivos suportados pelo Word 2016:
• .docx: formato xml;
• .doc: formato da versão 2003 e anteriores;
• .docm: formato que contém macro (vba);
• .dot: formato de modelo (carta, currículo etc.) de
documento da versão 2003 e anteriores;
• .dotx: formato de modelo (carta, currículo etc.) com o
padrão xml;
• .odt: formato de arquivo do LibreOffice Writer;
• .rtf: formato de arquivos do WordPad;
• .xml: formato de arquivos para a web;
• .html: formato de arquivos para a web;
• .pdf: arquivos portáteis.
Barra de tarefas do Word:
1. Guia Arquivo: ao clicar sobre ela, serão exibidas
opções, como Informações, Novo, Abrir, Salvar, Salvar
como, Imprimir etc. Portanto, clique sobre ele e visualize
essas opções.
Informações: contém opções como proteger o
Documento, Inspecionar o Documento, Gerir
Documentos e informações relacionadas ao
proprietário do documento e suas propriedades.
Novo: Abrir um novo documento ou um modelo
(.dotx) pré-formatado.
Abrir: opções para abrir documentos já salvos
tanto no computador como no sistema de
armazenamento em nuvem da Microsoft, o
OneDrive. Além disso, exibe um histórico dos
últimos arquivos abertos.
Salvar/Salvar como: na primeira vez em que se vai
salvar um documento, as duas opções levam ao
mesmo lugar. Apenas a partir da segunda vez em
diante é que o Salvar apenas atualiza o documento
e o Salvar como exibe a janela abaixo, que
apresenta os locais onde serão armazenados os
arquivos. São opções tanto locais quanto na nuvem
(OneDrive).
Imprimir: opções de impressão do documento em
edição, desde a opção da impressora até as páginas
desejadas. O usuário tanto pode imprimir páginas
sequenciais quanto páginas alternadas. Exemplo:
“2-6”: o uso do hífen irá imprimir todas as páginas
de 2 até a 6. “2,6”: o uso da vírgula irá imprimir
apenas a página 2 e 6.
Compartilhar: opções para compartilhar, enviar
por e-mail, apresentar o documento on-line ou até
mesmo criar um blog na internet.
Exportar: opções para a exportação do arquivo no
formato PDF, XPS (formato similar ao PDF, porém
desenvolvido pela Microsoft) ou em outros
formatos disponíveis, como o.odt, do LibreOffice.
Conta: informações sobre a ativação do produto,
usuário da conta e configurações sobre temas e
plano de fundo utilizado na estética do Word 2016.
2. Guia página inicial: possui funções de formatação de
um texto, formatos de fonte, tamanhos, efeitos,
alinhamentos, estilos etc.
Grupo Área de Transferência: oferece um recurso
para que possamos manter mais de um item na área
de transferência, com limite de até 24 itens.
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Colar: cola um item (pode ser uma letra, palavra,
imagem) copiado ou recortado. Atalho CTRL + V.
A partir da seta, localizada abaixo do
respectivo botão, é possível acessar, entre
outras opções, a função colar especial, que
permite, por exemplo, colocar um texto,
retirando todas as formatações. Atalho
ALT+CTRL+V.
Recortar: recorta um item (pode ser uma letra,
palavra, imagem), armazenando-o temporariamente na
Área de Transferência para, em seguida, ser colado no
local desejado. Atalho CTRL + X.
Copiar: copia o item selecionado (cria uma cópia na
Área de Transferência). Atalho CTRL+C.
Pincel de Formatação: esse recurso (principalmente o
ícone) cai em vários concursos. Ele permite copiar a
formatação de um item e aplicar em outro. Atalho
CTRL+SHIFT+C / CTRL+SHIFT+V.
3. Grupo fonte:
Fonte: permite que você selecione uma fonte, ou
seja, um tipo de letra a ser exibido em seu texto. Em cada
texto, pode haver mais de um tipo de fonte diferente.
Tamanho da fonte: é o tamanho da letra do texto.
Permite que você escolha entre diferentes tamanhos de
fonte na lista ou que digite um tamanho manualmente.
Negrito: aplica o formato negrito (escuro) ao
texto selecionado. Se o cursor estiver sobre uma palavra,
ela ficará toda em negrito. Se a seleção ou a palavra já
estiver em negrito, a formatação será removida.
Itálico: aplica o formato itálico (deitado) ao
texto selecionado. Se o cursor estiver sobre uma palavra,
ela ficará toda em itálico. Se a seleção ou palavra já
estiver em itálico, a formatação será removida.
Sublinhado: sublinha, ou seja, insere ou remove
uma linha embaixo do texto selecionado. Se o cursor não
está em uma palavra, o novo texto que você inserir será
sublinhado.
Tachado: risca uma linha, uma palavra ou apenas
uma letra no texto selecionado ou, se o cursor somente
estiver sobre uma palavra, esta palavra ficará riscada.
Subscrito: coloca a palavra abaixo das demais.
Sobrescrito: coloca a palavra acima das demais.
Cor do realce do texto: aplica um destaque
colorido sobre a palavra, assim como um marca-texto.
Cor da fonte: permite alterar a cor da letra.
4. Grupo parágrafo:
Marcadores: permite criar uma lista com
diferentes marcadores. Depois que um marcador for
inserido, toda vez que for pressionado Enter, será
colocado um marcador no próximo parágrafo. Caso o
usuário não deseje mais nenhum marcador, basta
pressionar Enter novamente ou clicar no respectivo
ícone.
Numeração: permite criar uma lista numerada.
Depois que uma numeração for inserida, toda vez que
for pressionado Enter, será colocado um número no
próximo parágrafo. Caso o usuário não deseje mais
continuar a sequência, basta pressionar Enter
novamente ou clicar no respectivo ícone.
Lista de vários itens: permite criar uma lista
numerada em níveis. Depois que uma numeração for
inserida, toda vez que for pressionado Enter, será
colocado um número no próximo parágrafo. Para criar
um subnível, é preciso pressionar TAB. Caso o usuário
não deseje mais continuar a sequência, basta pressionar
Enter (se foi inserido um subnível 1.1, ao teclar Enter a
primeira vez, ele volta um nível, ou seja, vai aparecer 1
e, se pressionada novamente a tecla Enter, sem que nada
tenha sido escrito, a lista será desfeita) ou clicar no
respectivo ícone.
diminui o recuo do parágrafo em relação à
margem esquerda.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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aumenta o recuo do parágrafo em relação à
margem esquerda.
organiza a seleção atual em ordem alfabética
ou numérica.
mostra marcas de parágrafos e outros símbolos
de formatação ocultos. Observe as marcas que serão
exibidas ao ativar o recurso:
alinha o conteúdo com a margemesquerda.
centraliza seu conteúdo na página.
alinha o conteúdo à margem direita.
distribui o texto uniformemente entre as
margens esquerda e direita.
escolhe o espaçamento entre as linhas do
texto ou entre parágrafos.
aplica uma cor de fundo no parágrafo onde o
cursor está posicionado.
permite aplicar ou retirar bordas no trecho
selecionado.
5. Grupo estilo:
Possui vários estilos predefinidos que permitem salvar
configurações relativas ao tamanho e cor da fonte e
espaçamento entre linhas do parágrafo. É possível alterar
os estilos existentes ou mesmo criar novos.
6. Grupo edição: ao clicar nesse
ícone, é aberta a janela lateral,
denominada navegação, na qual é possível localizar uma
palavra ou trecho dentro do texto. Atalho: CTRL+L
pesquisa no documento a palavra ou
parte do texto que você quer mudar
e a substitui por outra de seu desejo. Atalho: CTRL+U.
seleciona o texto ou objetos no
documento.
7. Guia inserir: esta guia permite inserir imagens,
símbolos, cabeçalhos, tabelas, gráficos, número de
página e algumas novidades, como a de Inserir Vídeo
Online.
Adiciona uma folha inicial em seu
documento, parecida com uma capa.
Adiciona uma página em branco em qualquer lugar de
seu documento.
Uma seção divide um documento em partes
determinadas pelo usuário para que sejam aplicados
diferentes estilos de formatação em
cada uma ou para facilitar a
numeração das páginas dentro dela.
Permite inserir uma tabela, uma
planilha do Excel, desenhar uma tabela,
tabelas rápidas ou converter o texto em
tabela e vice-versa.
8. Grupo ilustrações:
permite inserir uma imagem no computador,
na rede ou em uma memória removível.
permite inserir imagens da web (Clip-Art do
Office.com, do site de buscas Bing ou do
OneDrive).
permite inserir formas geométricas, por
exemplo, setas, linhas retas etc.
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Permite ao usuário inserir várias formas.
É possível representar visualmente suas
ideias e estruturas. Esse recurso tem sido amplamente
explorado nos concursos atualmente.
Permite inserir um gráfico. Os dados são
importados do Excel. Assim que o
usuário clica nesse ícone, o Excel é aberto e nele você irá
inserir os dados do gráfico. Quando esse processo for
concluído, o Excel é fechado.
Com essa ferramenta, o usuário pode
capturar um “pedaço” da tela
aleatoriamente.
9. Grupo cabeçalho e
rodapé: é possível inserir
cabeçalhos, rodapés e
números de páginas
diferentes no mesmo
documento criando-se
seções diferentes, por meio da guia Layout de Página.
10. Grupo links:
exibe a caixa de diálogo Inserir Hiperlink
(abaixo), atalho CTRL+K, em que é possível
criar um link (atalho) para outro ponto do mesmo
documento (mas, nesse caso, o usuário tem antes que
criar um indicador para esse local
usando este ícone: ), outro arquivo
(documento do Word, apresentação do
PowerPoint, vídeos etc.) ou, ainda, para uma página da
internet.
11. Guia de design: a partir dessa guia, é possível
escolher temas, estilos de formatação, marca-d’água,
cor da página etc.
Ferramentas de design: formatação do
documento (design), plano de fundo da página,
marca-d’água, espaçamento de parágrafos, bordas da
página etc. Tente ir pelo raciocínio de que a maioria
das ferramentas presentes nessa guia irá alterar a
estética/embelezamento DE TODO O TEXTO, e não
somente de uma parte isolada.
12. Guia layout: esta guia permitirá que o usuário faça
manipulações em sua página, tais como configurar as
margens, orientação da página (retrato ou paisagem), o
tamanho da página, as colunas e muitas outras opções
de configurações.
Alterações estruturais de um documento no todo:
página (orientação, tamanho...), espaçamento dos
parágrafos, colunas, quebras etc. Enquanto vimos que
a guia Design segue a ideia da estética de todo o
documento, a guia Layout segue a ideia da estrutura.
13. Guia configurar página:
Margens: clicar na aba layout da página e, em
margens, no menu que irá aparecer, temos alguns
tamanhos predefinidos, como margens superior,
esquerda, inferior e direita. Podemos clicar em algumas
dessas margens predefinidas ou podemos criar uma
personalizada.
Orientação: neste botão, iremos configurar a página
a ser trabalhada, isto é, se ela ficará em pé, como retrato,
ou deitada, no sentido horizontal.
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Tamanho: escolhe o tamanho da folha
a ser utilizada.
Colunas: com esta opção, o usuário, após selecionar
o texto, pode dividi-lo em várias colunas.
Hifenização: é o recurso em que o Word separa as
palavras corretamente. Ao
digitar, se a palavra for
comprida, automaticamente
ele separa. Selecionar o texto,
clicar em hifenização e
automático.
Números de linhas: mostra os números das linhas,
fazendo referência a linhas
específicas no documento,
com rapidez e facilidade,
usando números de linhas nas
margens.
Quebras: adiciona uma quebra no local atual para o
texto continuar novamente na página, seção ou coluna
seguinte.
14. Guia de referências: permite inserir nota de rodapé,
sumário, legendas, índices, citações etc.
Sumário: permite adicionar um sumário ao texto.
Após adicionar o sumário, clique em “Adicionar Texto”
para adicionar entradas à tabela.
Inserir Nota de Rodapé: serve para adicionar notas
de rodapé ao documento. Essas notas são numeradas
automaticamente conforme são inseridas e, da mesma
forma, são renumeradas automaticamente conforme
forem movimentadas no texto. As notas de rodapé são
inseridas no rodapé do documento. Atalho: Alt+Ctrl+F.
Inserir Nota de Fim: serve para adicionar notas de fim
ao documento. As notas de fim são inseridas no fim do
documento. Atalho: Alt+Ctrl+D.
Próxima Nota de Rodapé: navega até a próxima nota
de rodapé do documento, permitindo que se navegue
entre elas. Rola o documento para mostrar o local onde
as notas de rodapé ou as notas de fim estão localizadas.
Inserir Citação: citar um livro, artigo de jornal ou
outro periódico como fonte das informações do
documento. Escolha uma opção da lista de fontes que
você criou ou especifique informações sobre uma nova
fonte. O Word formatará a citação de acordo com o
estilo selecionado.
Gerenciar Fontes Bibliográficas: com esta opção,
você gerencia as fontes citadas em seu documento,
editando, removendo e procurando por novas.
Bibliografia: adicionar uma bibliografia que lista
todas as fontes citadas no documento.
Inserir Legenda: para adicionar uma legenda a uma
imagem. Uma legenda é uma linha de texto exibida
abaixo de um objeto ou imagem, para descrevê-la.
Inserir Índice de Ilustrações: um índice de ilustrações
inclui inserir uma lista com todas as ilustrações, tabelas
ou equações do documento.
Referência Cruzada: referir-se a itens, como títulos,
ilustrações e tabelas, inserindo uma referência cruzada
como “Consulte a Tabela 2” ou “Vá para a página 12”. As
referências cruzadas serão atualizadas automaticamente
se o conteúdo for movido para outro local. Por padrão,
elas são inseridas como hiperlinks.
Marcar Entrada: inclui o texto selecionado no índice.
Atalho: Alt+Shift+X.
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Inserir Índice: inserir um índice no documento. Um
índice é uma lista de palavras-chave encontradas no
documento, podendo ser entradas de capítulos, títulos e
subtítulos, por exemplo, juntamente com os números
das páginas em que aparecem.
Atualizar Índice: atualizar o índice após modificações
no documento, de modo que todas as entradas indiquem
os números das páginas corretamente.
15. Guia correspondências: cria e configura envelopes,
etiquetas e mala direta. Ferramentas apenas para a
criação de mala direta (cartas/e--mail), etiquetas e
envelopes.
Iniciar uma mala direta: para criar uma carta-modelo
a ser impressa ou enviada várias vezes por e-mail,
remetendo cada cópia a um destinatário diferente.
Realçar Campos de Mesclagem: realçar os campos
inseridos no documento. Este recurso facilita a
identificação da parte da carta-modelo que será
substituída pelas informações da lista de destinatários
escolhida.
Bloco de Endereço: adicionar um endereço à carta.
Você especifica a informação e o local e o Word
substituirá essas informações pelos endereços reais da
lista de destinatários depois que a mala direta for
concluída.
Linha de Saudação: adicionar uma linha de saudação,
como “Prezado(a)”, ao documento.
Inserir Campo de Mesclagem: adicionar qualquer
campo da lista de destinatários ao documento, como
“Sobrenome”, “Nome da Empresa” etc. Após concluir a
mala direta, o Word substituirá esses campos pelas
informações reais da lista de destinatários.
Regras: especificar regras para a mala direta.
Coincidir Campos: este recurso informa ao Word o
significado dos vários campos da lista de destinatários.
Por exemplo, você pode indicar que o campo
personalizado “Residencial” equivale ao campo interno
normal “Telefone Residencial”.
Atualizar Etiquetas: ao criar etiquetas, é possível
atualizar todas as etiquetas do documento para usar as
informações da lista de destinatários.
Visualizar Resultados: substitui os campos de
mesclagem no documento pelos dados reais da lista de
destinatários, sendo possível visualizar sua aparência.
Localizar Destinatário: localizar e visualizar um
registro específico na lista de destinatários.
Verificação Automática de Erros: permite verificar se
há erros após a conclusão da mala direta.
Concluir e Mesclar: permite concluir a mala direta.
16. Guia de revisão de texto:
Ortografia e Gramática: para verificar a ortografia e
a gramática no documento. Atalho: F7.
Dicionário de Sinônimos: para sugerir palavras com
significado semelhante ao da palavra selecionada.
Atalho: Shift+F7.
Contagem de Palavras: conta o número de palavras,
caracteres, parágrafos e linhas no documento. É possível
visualizar a contagem de palavras também na barra de
Status do Word.
Traduzir: permite traduzir
palavras ou parágrafos em um
idioma diferente usando
dicionários bilíngues ou tradução
automática.
Idioma: permite definir o
idioma para revisão do texto.
Novo Comentário: permite adicionar um novo
comentário sobre a seleção. Também é possível excluir
um comentário e, ainda, navegar por eles.
Controlar Alterações: controla todas as alterações
feitas no documento, incluindo inserções, exclusões e
alterações de formatação. Além disso, é possível
escolher a forma de mostrar as marcações, o tipo de
marcação a ser exibida no documento e mostrar as
revisões em uma janela separada.
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Aceitar para aceitar as alterações do documento,
aceitar e passar para a próxima ou ainda aceitar todas as
alterações do documento.
Rejeitar para rejeitar as alterações do documento,
rejeitar e passar para a próxima ou ainda rejeitar todas
as alterações do documento.
Comparar: para comparar ou combinar várias versões
do documento.
Bloquear Autores ou Restringir como pessoas editam
ou formatam partes específicas do documento.
17. Guia exibir: por meio desta guia, podemos alterar e
personalizar como exibir o documento.
Modo de Leitura: maximiza o espaço de visualização
do documento a fim de proporcionar melhor leitura em
tela.
Layout de Impressão: exibe o documento do modo
como ficará na página impressa.
Layout da Web: exibe o documento do modo como
ficaria em uma página da web.
Estrutura de Tópicos: exibe o documento como uma
estrutura de tópicos.
Rascunho: exibe o documento como um rascunho
para uma edição rápida. Não exibe figuras e cabeçalho e
rodapé, por exemplo.
O único modo de exibição no qual aparece a
régua vertical é o Layout de Impressão. Nos
demais, a régua vertical não é exibida.
Mostrar: Permite configurar para
exibir Régua, Linhas de Grade e
Painel de Navegação.
Zoom: Neste grupo, é
possível configurar o Zoom do
documento, além de
visualização de uma ou duas
páginas do documento na tela.
Além disso, é possível também alterar o zoom do
documento para que a largura da página corresponda à
largura da janela.
Janela: Este grupo corresponde ao antigo menu
Janela. Nele, é possível abrir uma nova janela do
documento, organizar as janelas dos documentos
abertos, dividir a janela do documento atual em duas
partes, exibir documentos lado a lado, sincronizar a
rolagem de dois documentos de forma que rolem juntos
na tela, redefinir a posição da janela dos documentos
que estão sendo comparados lado a lado, de modo que
dividam a tela igualmente, e alternar entre as janelas dos
documentos abertos.
Macros: Permite gravar uma macro ou exibir macros.
As macros gravam sequências de ações para que possam
ser usadas em outros documentos, facilitando o
trabalho. As macros podem conter vírus, pois são áreas
executáveis nos documentos do Office, por isso, quando
você baixar um arquivo do Office da internet, é
necessário desabilitar as macros, para a segurança dos
seus dados. Os vírus que atacam documentos do Office
são chamados vírus de macro. Atalho: Alt+F8.
Principais Teclas de Atalhos
EXCEL 2016
O Microsoft Excel 2016 é um programa de planilha
eletrônica de cálculos, em que as informações são
digitadas em pequenos retângulos chamados de células ou
referências. As células são cruzamentos de linhas verticais
e linhas horizontais, ou seja, o ponto de encontro entre as
colunas e as linhas. É um programa que faz parte do
Microsoft Office.
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Barra de ferramentas de acesso rápido: a barra de
ferramentas de acesso rápido é a pequena área na parte
superior direita da Faixa de Opções. Ela contém os itens
que você usa com frequência: salvar, desfazer e repetir.
Você pode adicionar seus comandos favoritos a ela para
que estejam disponíveis, não importando em que guia
você esteja.
Botão Salvar (Ctrl+B): permite salvar a
pasta em edição.
Botão Desfazer (Ctrl+Z): permite desfazer
a última ação executada.
Botão Refazer (Ctrl+Y): permite refazer o
que foi desfeito.
Botão Personalizar Barra de Ferramentas de Acesso
Rápido: você pode personalizar essa barra. Clicando
nesse botão (flecha para baixo), aparece um
menu contendo outros comandos que
podem ser incluídos.
(CTRL + O): esse comando permite a abertura de um
novo documento ou um modelo (.xltx) pré-formatado.
(CTRL+A): abre um documento existente e que já foi
salvo anteriormente.
Conhecendo as Fórmulas e Funções do Excel 2016
Funções de uma planilha são comandos mais compactos
e rápidos para executar fórmulas. Com elas, é possível
fazer operações complexas com uma única fórmula. As
funções são agrupadas em categorias para facilitar a sua
localização.
funções financeiras: para calcular juros, rendimento
de aplicações, depreciação de ativos etc.;
funções matemáticas e trigonométricas: permite
calcular raiz quadrada, fatorial, seno, tangente etc.;
funções estatísticas: para calcular a média de valores,
valores máximos e mínimos de uma lista, desvio padrão,
distribuições etc.;
funções lógicas: possibilitam comparar células e
apresentar valores que não podem ser calculados com
fórmulas tradicionais.
Para introduzir uma função, o mais prático, enquanto
não se familiariza com essa funcionalidade, é selecionar
a Guia Fórmulas. Selecione a célula em que pretende
inserir a fórmula e depois escolha o comando Inserir
Função.
Utilizando Fórmulas para Calcular
Uma fórmulaé uma equação que analisa e faz cálculos
com dados em uma planilha. As fórmulas no Excel
sempre são iniciadas pelo sinal de igual (=), seguido dos
valores a serem calculados e dos operadores de cálculo.
Além de servir valores diretamente dentro de uma
fórmula, você também pode utilizar referências de célula
que contêm os valores desejados para realizar um
cálculo. Dessa forma, o resultado do cálculo será
atualizado automaticamente quando o valor de uma das
células que fazem parte da fórmula for alterado.
Uma fórmula também pode conter qualquer um dos
seguintes itens: funções, referências, operadores e
constantes. As funções, que são fórmulas pré-
desenvolvidas, serão estudadas posteriormente. Então,
em se tratando dos outros elementos que uma fórmula
pode conter, veremos a explicação de cada um.
Referências: Uma referência identifica uma célula ou
um intervalo de células em uma planilha e informa ao
Microsoft Excel onde procurar os valores ou dados a
serem usados em uma fórmula. Com referências, você
pode usar dados contidos em partes diferentes de uma
planilha em uma fórmula ou usar o valor de uma célula
em várias fórmulas. Você também pode se referir a
células de outras planilhas na mesma pasta de trabalho
e a outras pastas de trabalho.
Operadores: um sinal ou símbolo que especifica o
tipo de cálculo a ser executado dentro de uma
expressão. Existem operadores aritméticos, de
comparação, lógicos, concatenação e de referência.
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Se digitarmos ‘9, o Excel irá converter o 9 de numérico
para texto. Se digitarmos =”a1+b2”, ele retornará a1+b2.
E se digitarmos =9&2, ele retornará 92 em valor textual.
O símbolo “&” tem a função de concatenar (juntar)
valores e transformá-los em um valor de texto.
Como resolver uma fórmula composta (fórmula com
mais de um operador)? Siga a tabela abaixo:
Exemplo: =A1+b5*C6^A6
1º – Exponenciação (^)
2º – Multiplicação (*)
3º – Soma (+)
Constantes: um valor que não é calculado e que,
portanto, não é alterado. Uma expressão ou um valor
resultante de uma expressão não é considerado uma
constante.
Criando uma fórmula simples:
Para demonstrar na prática a criação de uma fórmula
simples de soma, tomaremos por base a seguinte tabela:
Em seguida, vamos posicionar a célula em que queremos
que o resultado saia e vamos digitar o sinal de igualdade.
Depois, vamos incluir a referência da primeira célula.
Depois o operador matemático. Em seguida inclua
também a referência da segunda célula, e por fim click
na tecla enter e o resultado surgirá.
Funções são fórmulas predefinidas que efetuam
cálculos usando valores específicos, denominados
argumentos, em uma determinada ordem ou estrutura.
As funções podem ser usadas para executar cálculos
simples ou complexos. Uma Função funciona como um
operador dentro de uma fórmula, semelhante à adição,
subtração etc. Porém, as funções são capazes de realizar
cálculos mais complexos e de maneira mais simples. As
funções são compostas por duas partes básicas e
começam com um sinal de igual (=), seguido do nome da
função, um parêntese de abertura, os argumentos da
função separados por vírgulas e um parêntese de
fechamento.
NOME DA FUNÇÃO: todas as funções que o Excel
permite usar em suas células têm um nome exclusivo.
Para obter uma lista das funções disponíveis, clique em
uma célula e pressione SHIFT+F3.
PONTUAÇÃO: o sinal de “;” (ponto e vírgula) é
interpretado como união (E). Exemplo: =SOMA(A1;A6).
O Excel irá somar o valor de A1 E o valor de A6. O sinal
de “:” (dois-pontos) é interpretado como intervalo (ATÉ).
Exemplo: =SOMA (A1:A6). O Excel irá somar os valores
de A1 ATÉ o valor de A6. O espaço em branco no meio de
dois intervalos será interpretado como uma
INTERSEÇÃO. Exemplo: =SOMA (A1:A6 A4:A5). O Excel
irá somar apenas as células que se repetem (se cruzam)
nos dois intervalos. A4 e A5.
PRINCIPAIS FUNÇÕES EXCEL:
Soma;
Média;
Máximo e Mínimo;
Maior e Menor;
Se;
Somase;
Cont.se;
Cont.valores; e
Procv.
Soma: esta função soma valores, sendo possível
adicionar valores individuais, valores de células ou, até
mesmo, intervalo de valores.
Exemplos:
=SOMA(A2:A10): Irá realizar a adição de todos os
valores no intervalo de A2 até A10. O sinal de “:”
(dois pontos) indica ao Excel que o usuário está se
referindo a um intervalo.
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=SOMA(A2;A10): Irá somar, por outro lado, apenas os
valores das células A2 e A10, uma vez que “;” (ponto e
vírgula) não indica um intervalo, mas valores isolados.
=SOMA(A2:A10;2): Adiciona 2 à soma dos valores
presentes no intervalo A2 a A10.
Média: A função “MÉDIA” retorna a média aritmética
entre 2 ou mais valores. Não confunda, entretanto, a
função “=média ()” com a função “=med()”, uma vez que
esta última fornece a mediana (pegadinha rotineira nos
concursos).
Exemplos:
=MÉDIA(A2:A10): Retornará a média destes 9
números no intervalo A2 a A10.
=MÉDIA(A2;A10): Fará a média aritmética entre as 2
células: A2 e A10.
Máximo e mínimo: a lógica desta função é
semelhante à das funções anteriores. Todavia, neste
caso, irá retornar o maior ou menor valor dentro de um
intervalo, ou entre valores especificados pelo usuário
(utilizando o ponto e vírgula).
Exemplos:
=MÁXIMO(A2:A10): Maior valor dentro deste
intervalo.
=MÍNIMO(A2;A10): Menor valor das 2 células (A2
ou A10).
=MÁXIMO(A2:A10;A15;50): Maior valor
comparando o número 50, com a célula A15 e o
intervalo A2:A10.
Maior e menor: a função “MÁXIMO” retornará o
maior valor entre todos, enquanto que a função
“MAIOR” exige que o usuário informe, adicionalmente, o
ranking do “maior” que ele deseja. Isto é, se é o segundo
maior, terceiro maior, e assim sucessivamente.
Exemplos:
=MAIOR(A2:A10;1): informa o maior número no
intervalo de A2 a A10;
=MAIOR(A2:A10; 2): informa segundo maior
número no intervalo de A2 a A10;
=MENOR(A2:A10;5): retorna o quinto menor valor
dentro do intervalo
Repare, que esta função não permite a inserção
de valores isoladamente (como nos exemplos
anteriores), mas sim de um intervalo.
Função “SE”: permite que o programador faça um ou
mais testes lógicos, de forma que o software retorne um
valor, caso este teste seja verdadeiro, ou outro valor,
caso contrário.
A sintaxe desta função é: =se(teste lógico; [valor
verdadeiro]; [valor falso])
=SE(A2>0;1;2): Irá verificar se o conteúdo da célula A2
é maior que zero. Se sim, retornará o valor 1, caso
contrário, 2.
=SE(A2>10;1;2): Irá verificar se o conteúdo da célula A2
é maior que 10. Se sim, retornará o valor 1, caso
contrário, 2.
Função “SE” dentro de outra função “SE”
Existe ainda a opção de intercalar uma função “SE”
dentro de outra, no objetivo de fazer análises mais
complexas, e isto abre um leque imenso de
possibilidades.
Como nada é mais esclarecedor que um exemplo prático,
imagine que um professor queira dar notas A, B ou C para
os alunos. Sendo que a nota “A” será para aqueles com
média acima de 7, a nota “B” para aqueles com média
entre 4 e 7, e abaixo de 4, nota “C”.
O primeiro passo é verificar se a média do aluno é maior
ou menor que 7, certo?! Se for maior ou igual a 7, nota
A. Caso seja menor, deve-se, adicionalmente, observar
se a média é maior ou menor que 4. Dessa maneira
teremos todas as possibilidades analisadas.
Dado que a nota do aluno esteja na célula A2, veja como
a função seria escrita:
=SE(A2>=7;”A”;SE(A2>=4;”B”;”C”))
Primeiro o programa irá verificar se a média é maior ou
igual a 7. Em caso afirmativo, irá retornar “A” e sair da
função. Fim.
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Apenas na hipótese de a média ser menor que 7, o
programa irá verificar a parte FALSA da função, isto é
“ SE(A2>=4;”B”;”C”)”.
Desse modo, se a linha de comando chegar a este ponto,
significa que a média do aluno JÁ É menor que 7, devendo,
para finalizar, apenas verificar se é maior que 4 ou não.
Caso afirmativo, o programa retornará a nota “B”, caso
contrário “C”.
Função SOMASE: Realizará a soma do conteúdo das
células, desde que alguma condição seja obedecida.
Exemplo:
=SOMASE(A1:A5; “>3”) somará todos valores maiores
que 3, no intervalo A1:A5. Como apenas 4 e 5 são
maiores que 3, o resultado será 9.
Função Cont.SE: Esta função retornará a quantidade
de células em um intervalo que obedeça determinada
condição.
No exemplo acima, a função
=CONT.SE(A1:A5;”LARANJA”) irá contar quantas vezes a
palavras “laranja” se repete no intervalo de A1 a A5.
Função CONT.VALORES: diferentemente da função
cont.se, CONT.VALORES não requer uma condição, mas
apenas um intervalo. Fornecido o intervalo, a função
retornará, como resultado, a quantidade de células não
vazias.
Função PROCV: fará a busca de um valor em uma
coluna e, ao encontrá-lo, retornará o conteúdo de outra
coluna, pertencente à mesma linha.
Veja a sintaxe: =PROCV(Valor_procurado, matriz_tabela,
num_indice_coluna)
=PROCV(“Leandro”;A1:B5;2): Irá buscar pela palavra
“Leandro” sempre pela primeira coluna da matriz
fornecida e, em seguida, retornará o valor da segunda
coluna da matriz, pertencente à mesma linha.
PROCV(“Leandro”; A2:C5;3) Irá buscar pela palavra
“Leandro” sempre pela primeira coluna da matriz
fornecida e, em seguida, retornará o valor da terceira
coluna da matriz, pertencente à mesma linha, ou seja,
“motorista”.
PRINCIPAIS TECLAS DE ATALHOS DO EXCEL
Tecla ALT. ALT + LETRA irá ativar a exibição das
teclas de atalho das guias e ferramentas.
Observe quando o ALT é pressionado.
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Sistema Operacional Linux
Um Sistema Operacional criado por Linus Torvald, a
partir de uma coleção de software construído sobre o
Kernel (núcleo) do Linux. Cada distribuição possui
recursos que a tornam única.
Algumas distribuições são projetadas para uso geral,
enquanto outras são projetadas para um caso de uso
muito específico, como um firewall ou um servidor da
Web.
Ao contrário de um software proprietário, ele é um
software livre, cujo código-fonte está aberto e
disponível sob a Licença GPL (General Public License)
para que o usuário possa ter acesso ao código-fonte com
o intuito de utilizá-lo executá-lo, estudá-lo, modificá-lo e
distribuí-lo livremente de acordo com os termos da
licença.
É multitarefa, isto é, o sistema pode executar mais de
uma aplicação ao mesmo tempo.
É multiusuário, isto é, um mesmo computador pode ter
várias contas de usuário.
Seu usuário administrador recebe o nome de root.
Sistema de Arquivos:
EXT2;
EXT3
EXT4; *Mais usado.
REISERFS;
Estrutura de Arquivos:
DIRETÓRIO DESCRIÇÃO
/ É o diretório raiz
/bin (arquivos binários) onde os programas
iniciados de forma autonoma.
/boot Arquivos para inicialização do sistema
/etc Todos os arquivos de configuração do
sistema e programas
/home Arquivos pessoais e de configuração de
um usuário
Comandos mais utilizados:
Principais Distribuições:
ANOTAÇÕES:
Comando Descrição
ls Exibe o conteúdo do diretório atual.
cd Permite a mudança de um diretório para outro.
rm Remove arquivos ou diretórios.
cp Comando usado para copiar arquivos.
mkdir Comando usado para criar diretórios (pastas).
pwd
Comando usado para mostrar o caminho do
diretório atual.
Cat Usado para unir, criar e exibir arquivos.
Mv Usado para mover arquivos
Find
Usado para procurar arquivos/diretórios no
disco através de parâmetros como tamanho, data
de modificação.
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PRIMEIROS HABITANTES
Povos Pré-Colombianos
Aqueles que viviam na América antes da chegada de
Cristóvão Colombo. Este termo é usado para se referir
aos povos nativos da América Hispânica e da América
Anglo-saxônica.
Destacavam-se: os olmecas, os toltecas, os teotihuacanos,
os zapotecas, os mixtecas, os astecas e os maias) e
dos Andes (os incas, moches, chibchas, cañaris).
Índios da Amazônia
Segundo os estudos realizados por linguistas, na Amazônia
existia cerca de 718 línguas faladas entre os 6 grandes
troncos-linguisticos indígenas. Os grandes troncos
linguísticos que habitavam a Amazônia em 1616 eram:
Tupi, Aruaque, Karibi, Tukano, Pano e Jê.
Índios do acre
Três são os troncos linguísticos que formam a população
indígena no Acre. São eles: Panos, Aruaques e Katukinas.
Os principais grupos indígenas existentes no Acre são:
Kaxinawás, Yawanawás, Oyanawás, Jaminawás, Nukuinus,
Araras Kaxararis, Kulinas, Kampas, Katukinas, Machineris,
Xinanes.
Curiosidade: As “correrias” contra os indíos.
As correrias eram perseguições armadas aos povos
indígenas que acompanharam a abertura e a instalação
dos seringais no Acre proporcionadas fundamentalmente
por seringalistas, no final do século XIX e início do século.
FORMAÇÃO ECONÔMICA DO ACRE
Primeiro Ciclo da Borracha
O Primeiro Ciclo da Borracha na Amazônia aconteceu no
final do século XIX e no início do século XX. Teve o seu
apogeu entre 1879 e 1912, após o
surgimento do automóvel, quando
a indústria automobilística
potencializou o uso da borracha.
Obtida a partir do látex da
seringueira, árvore originária da
Amazônia.
A borracha vinha do látex e o látex era obtido da
seringueira, um produto exclusivo da Amazônia brasileira.
No final do século XIX, Manaus se tornou o centro de
comercialização desse produto para o Mundo. O látex era
obtido em áreas distantes e trazido para Manaus de onde
saia para a Europa e para os Estados Unidos.
Nessa época o Brasil proibiu a saída de mudas de
seringueiras do país, para ter a exclusividade do produto
por mais tempo. Os ingleses
levaram vários navios com
contrabando de mudas para o
sudeste da Ásia. Essas mudas
foram plantadas na região da
Indochina, nos atuais
territórios do Vietnam, Laos e
Malásia, onde a seringueira
obteve excelentes resultados.
O látex do Sudeste da Ásia inundou o Mundo de borracha
e o preço caiu, pondo fim ao Ciclo da Borracha brasileiro,
diminuindo a riqueza da Amazônia.
A Migração Nordestina
À proporção que subia no mercado o preço da borracha,
crescia a demanda e aumentava a corrida para
a Amazônia. Os seringais multiplicavam-se, assim,
pelos vales do Acre, do Purus e, mais a oeste,
do Tarauacá: em um ano (1873-
1874), na bacia do Purus, a
população subiu de cerca de mil
para quatro mil habitantes. Por
outro lado, o governo imperial, já
sensível às ofertas decorrentes da
procura da borracha, considerou
brasileiro todo o vale do Purus.
Também na segunda metade do século XIX registraram-se
perturbações no equilíbrio demográfico e geoeconômico
do império, com o surto cafeeiro no Sul canalizando os
recursos financeiros e de mão de obra, em detrimento
do Nordeste. O empobrecimento crescente dessa região
impulsionou ondas migratórias em direção aos estados
do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O movimento
de populações tornou-se
particularmente ativo durante a
seca prolongada no interior
nordestino, de 1877 a 1880,
expulsando centenas de
nordestinos, que rumaram para
os seringais em busca de trabalho.
O avanço da migração nordestina processou-se até as
margens do Juruá] e acelerou a ocupação das terras que
mais tarde a Bolívia reclamaria. Os grandes leitos fluviais e
a rede de seus tributários eram então intensamente
trafegados por flotilhas de embarcações do mais variado
porte, transportando colonos, mercadorias e material de
abastecimento para os núcleos mais afastados.
HISTÓRIA DO ACRE
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Os governos do Amazonas e do Pará logo instituíram as
chamadas casas aviadoras, que financiavam vários tipos
de operações, garantiam créditos e promoviam o
incentivo comercial nos seringais
Curiosidade: As “Gaiolas”.
Eram embarcações mais
utilizadas pelos nordestinos
que migravam para as regiões
acreanas. Possuíam um
acabamento tosco, onde o
conforto era mínimo, e os passageiros dormiam
em redes no convés, o que, segundo a tradição oral, deu
origem ao nome, pois as redes balançam de um lado para
o outro, tal como o balanço dos pássaros nas gaiolas.
O segundo ciclo da borracha
O período da Batalha da Borracha, alguns também
chamam este período de Segundo Ciclo da Borracha, no
período de 1942 a 1945 no
contexto da Segunda Guerra
Mundial, quando a Amazônia
teve novamente, embora por
pouco tempo, um aumento
na procura e produção
da borracha financiado pelos
Estados Unidos
Quando as forças japonesas dominaram militarmente
o Pacífico Sul nos primeiros meses de 1942 e invadiram
também a Malásia, o controle dos seringais passou a estar
nas mãos dos nipônicos, o que culminou na queda de 97%
da produção da borracha asiática.
Na ânsia de uma solução para esse impasse e, também
para suprir a borracha necessária para o material bélico
dos Forças Aliadas, em maio de 1941 o governo brasileiro
fez acordos com o governo dos Estados Unidos, chamados
de Acordos de Washington, que desencadeou uma
operação em larga escala de extração de látex na
Amazônia - operação que ficou conhecida como a Batalha
da Borracha.
Como os seringais estavam abandonados e mais de 35 mil
trabalhadores permaneciam na região, o grande desafio
de Getúlio Vargas, então presidente do Brasil, era
aumentar a produção anual de látex de 18 mil para 45 mil
toneladas, como previa o acordo. Para isso seria
necessária a força braçal de 100 mil homens.
O alistamento compulsório em 1943 era feito pelo Serviço
Especial de Mobilização de Trabalhadores para a
Amazônia (SEMTA), com sede
no nordeste, em Fortaleza,
criado pelo então Estado
Novo. A escolha do nordeste
como sede deveu-se
essencialmente como resposta
a uma seca devastadora na
região e à crise sem
precedentes que os
camponeses da região
enfrentavam.
Milhares de trabalhadores de várias regiões do Brasil
foram compulsoriamente levados à escravidão por
dívida e à morte por doenças para as quais não possuíam
imunidade.
Só do nordeste foram para a Amazônia 54 mil
trabalhadores, sendo 30 mil deles apenas do Ceará. Esses
novos seringueiros receberam a alcunha de Soldados da
Borracha, numa alusão clara de que o papel do seringueiro
em suprir as fábricas nos EUA com borracha era tão
importante quanto o de combater o regime nazista com
armas.
Cerca de 30 mil seringueiros morreram abandonados na
Amazônia, depois de terem exaurido suas forças extraindo
o ouro branco. Morriam de malária, febre
amarela, hepatite e atacados por animais
como onças, serpentes e escorpiões.
A REVOLUÇÃO ACREANA
A ocupação das terras bolivianas pelos seringueiros
brasileiros.
Em 1890, um oficial boliviano, José Manuel Pando, alertou
seu governo para o fato de que na bacia
hidrográfica do Juruá havia mais de 300 seringais, com a
ocupação dos brasileiros implantando-se cada vez mais
rapidamente em solo da Bolívia.[22]
A penetração brasileira avançara
em profundidade para oeste do
meridiano de 64º até além do de
72º, numa extensão de mais de
mil quilômetros, muito embora já
estivessem fixadas as fronteiras
acima da confluência do Beni-
Mamoré, segundo o tratado de
1867.
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Em 1895, criou-se uma comissão para o ajuste da divisa. O
representante brasileiro, Gregório Taumaturgo de
Azevedo, demitiu-se após verificar que a ratificação do
tratado de 1867 iria prejudicar os seringueiros ali
estabelecidos.
Em 1899, os bolivianos estabeleceram um posto
administrativo em Puerto Alonso, cobrando impostos e
lançando taxas aduaneiras sobre as atividades dos
brasileiros. No ano seguinte, o Brasil aceitou a soberania
da Bolívia na zona, quando reconheceu oficialmente os
antigos limites na confluência Beni-Mamoré. Os
seringueiros, alheios às tramitações diplomáticas,
julgaram lesados seus interesses e iniciaram movimentos
de rebeldia, ocorrendo duas sérias contestações
Em abril de 1899, um advogado cearense, José Carvalho,
liderou uma ação armada, que culminou na expulsão das
autoridades bolivianas.
Logo depois a Bolívia iniciou negociações com um truste
anglo-americano, o Bolivian Syndicate, a fim de promover,
com poderes excepcionais (cobranças de impostos, força
armada), a incorporaçãopolítica e econômica do Acre a
seu território.
O Estado Independente do Acre
O governador do Amazonas, José Cardoso Ramalho
Júnior, informado do ajuste por um funcionário
do consulado
boliviano em Belém, o
espanhol Luis Gálvez
Rodríguez de Arias, enviou-o à
frente de contingentes
militares para ocupar Puerto
Alonso.
Gálvez proclamou ali a República do Acre, tornando-se seu
presidente com o apoio dos seringalistas. O Novo Estado
tinha o objetivo de afastar o domínio boliviano para depois
pedir anexação ao Brasil.
Em março de 1900, devido protestos da Bolívia, o
presidente Campos Sales extinguiu a efêmera república
(oito meses após a criação). Luis Gálvez teve que rendeu-
se e retirou-se para a Europa.
Reinstalaram-se os bolivianos na região, mas sofreram em
seguida o ataque de outra expedição que se constituíra
em Manaus, com a ajuda do novo governador Silvério
Néri, que também se opunha, nos bastidores, ao domínio
da Bolívia sobre o Acre, de onde provinham, em forma
de impostos, grandes quantias para o tesouro estadual.
Em dezembro de 1900, composta de moços intelectuais,
da boêmia de Manaus, a "Expedição dos Poetas"
desbaratou-se após rápido combate em frente a Puerto
Alonso.
Plácido de Castro e as revoltas armadas
Comerciantes e proprietários no Rio Acre resolveram
entregar a chefia de nova insurreição a um ex-aluno
da Escola Militar de Porto Alegre, José Plácido de
Castro, gaúcho de São Gabriel, que, à frente de um corpo
improvisado de seringueiros, iniciou operações na vila
de Xapuri, no alto Acre, e aí prendeu as autoridades
bolivianas (agosto de 1902).
Depois de combates esparsos e bem-sucedidos, Plácido de
Castro assediou Puerto Alonso, logrando a capitulação
final das forças bolivianas (fevereiro de 1903).
A luta começou em 6 de agosto de 1902, na cidade
de Xapuri, sendo finalizada em 24 de janeiro de 1903,
quando foi tomada Rio Branco (então transformada
em Porto Acre).
Plácido de Castro tinha como principal motivação o fato de
haver a Bolívia arrendado o território do Acre a um
sindicato estrangeiro (chartered company), semelhante
aos que operavam na Ásia e na África. O Bolivian
Syndicate, constituído por capitais ingleses e americanos,
iria empossar-se na administração do Acre, dispondo de
forças policiais e frota armada.
Representantes dessa companhia chegaram à vila de
Antimari (Rio Acre), abaixo de Puerto Alonso, mas
desistiram da missão porque os revolucionários
dominavam todo o rio, faltando pouco para o fim da
resistência boliviana.
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Aclamado governador do Estado Independente do Acre,
Plácido de Castro organizou um governo em Puerto
Alonso. Daí por diante a questão passou à esfera
diplomática.
A intervenção diplomática
Daí por diante a questão passou à esfera diplomática.
O Barão do Rio Branco assumira o Ministério do Exterior e
seu primeiro ato foi afastar
o Bolivian Syndicate. Os
banqueiros responsáveis pelo
negócio aceitaram em Nova
York a proposta do Brasil: dez
mil libras esterlinas como preço
da desistência do contrato
(fevereiro de 1903).
Em novembro de 1903, Rio Branco e o plenipotenciário
Assis Brasil assinaram com os representantes
da Bolívia o Tratado de Petrópolis, pelo qual
o Brasil adquiriu o Acre por compra (dois milhões de libras
esterlinas, ou 36 268 contos e 870 mil-réis em moeda e
câmbio da época), e cedeu uma pequena faixa do então
território do Mato Grosso denominada Triângulo do
Abunã,[38] com aproximadamente 2 300 km².
Em consequência, dissolveu-se o Estado Independente,
passando o Acre Meridional e o Acre Setentrional a
constituírem o território brasileiro do Acre, organizado,
segundo os termos da lei n° 1.181, de 25 de fevereiro de
1904, e do decreto 5 188, de 7 de abril de 1904, em três
departamentos administrativos: o do Alto Acre, o do Alto
Purus e o do Alto Juruá, chefiados por prefeitos da livre
escolha e nomeação do presidente da república.
Solucionada a parte da Bolívia, um outro caso tinha de ser
resolvido com o Peru. O governo de Lima, alegando validez
de títulos coloniais, reivindicava todo o território do Acre
e mais uma extensa área do estado do Amazonas.
O governo de Lima, alegando validez de títulos coloniais,
reivindicava todo o território do Acre e mais uma extensa
área do estado do Amazonas.[39] Delegações
administrativas e militares desse país tentaram
estabelecer-se no Alto Purus (1900, 1901 e 1903) e no Alto
Juruá (1898 e 1902).
Os brasileiros, com seus próprios recursos, forçaram os
peruanos a abandonar o Alto Purus (setembro de
1903). Rio Branco, para evitar novos conflitos, sugeriu
um modus vivendi para a neutralização de áreas no Alto
Purus e no Alto Juruá e o estabelecimento de uma
administração conjunta (julho de 1904).
Isso não impediu um conflito armado entre peruanos e um
destacamento do exército brasileiro em serviço no recém-
criado departamento do Alto Juruá. A luta findou com a
retirada das forças peruanas.
À luz dos títulos brasileiros e dos estudos das comissões
mistas que pesquisaram as zonas do Alto Purus e do Alto
Juruá, Rio Branco propôs ao governo do Peru o acerto de
limites firmado a 8 de setembro de 1909. Com esse ato
completou-se a integração político-jurídica do território
na comunidade brasileira.
A EXPANSÃO DA PECUÁRIA NO ACRE
O governo militar pós 64 e a política de ocupação da
Amazônia
O presidente do Brasil, João Goulart, que havia assumido
a Presidência em 1961, devido a
renúnciade Jânio Quadros, não
conseguiu chegar ao fim do seu
mandato, devido ao contragolpe dos
militares ocorrido em 31 de março
de 1964.
Com os militares ocupando a Presidência de República, a
economia brasileira foi aberta à países ricos, garantindo
assim a presença de empresas estrangeiras nas terras
nacionais.
Para a Amazônia, o Plano consistia que esta fosse
explorada por grandes empresas multinacionais,
substituindo os velhos e falidos seringais, por grandes
empresas agropecuárias internacionais.
Os órgãos criados pelos militares para a ocupação da
Amazônia
Com viés estatizante, o governo militar à
época, criou vários órgãos para a
execução de planos que facilitassem a
entrada de empresários na região
amazônica.
Assim foram criados entres outros:
SUDAM: Superintendência do desenvolvimento da
Amazônia;
BASA: Banco da Amazônia S.A;
SUFRAMA: Superintendência da Zona Franca de Manaus/
INCRA: Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária; dentre outros.
O governo Vanderley Dantas e o incentivo a pecuária no
Acre
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Entre 1971 a 1974 o então
governador, Francisco
Vanderley Dantas, abriu as
portas do Acre aos empresários
do centro sul do Brasil que
compraram terras baratas
vendidas pelos seringalistas
falidos.
Dantas oferecia também incentivos estaduais utilizando-
se do dinheiro do extinto BANACRE para financiar a criação
de gado colocando a disposição do fazendeiros os serviços
dos setores do governo estadual, para a elaboração de
projetos agropecuários.
Investiu pesado em propaganda de rádio e televisão,
dentro e fora do Estado do Acre para atrair fazendeiros.
“Produzir no Acre, Investir no Acre, Exportar pelo pacífico”
era o slogan de propaganda utilizado por Dantas para o
convencimento de empresários dispostos a aplicar seu
dinheiro na região acreana.
O Acre tornou-se o paraíso dos
fazendeiros e inferno para para
índios e seringueiros, pois suas
terras passaram e ser invadidas
por pessoas que eles não
conheciam, vindo de vários
lugares do país, que passaram a se
chamados de “paulistas”.
Os seringueiros e índios que
moravam nessas regiões,
afetados pela expansão
agropecuária mudaram-se
para outros lugares. Os que
ficaram tornaram-se “peões”
dos próprios fazendeiros para
poderem sobreviver. Os
seringueiros expulsos foram para as cidades formando
populosos barros.
Apesar da falta de incentivo, a produção de borracha
nunca foi extinta, e ainda hoje continua direta ou
indiretamente constituindo parte da renda de muitos
extrativistas que vivem no meio das florestas acreanas.
O MOVIMENTO AUTONOMISTA NO ACRE
Acre Território
Logo após a anexação do Acre ao Brasil, os acreanos
esperavam pela sua elevação a Estado o mais rápido
possível, uma vez que, nessa época (Auge do Ciclo da
Borracha), o Acre representava 1/3 do PIB brasileiro.
Porém isso não aconteceu.
Atendendo às disposições jurídicas do Tratado de
Petrópolis, o presidente Rodrigues Alves sancionou a lei
que criava o Território do Acre (1904) - o primeiro do país
- dividindo o Território em três departamentos: o do Alto
Acre, o do Alto Purus e o do Alto Juruá, este último
desmembrado para formar o do Alto Tarauacá em 1912. A
administração departamental exercia-se, até 1921, por
prefeitos designados pelo Presidente da República.
A revolta nos Departamentos
Essa subjugação causou intensas revoltas da população.
Foi o caso da revolta de Cruzeiro do Sul, em 1910, que
depôs o Prefeito Departamental
do Alto Juruá e proclamou criado
o Estado do Acre (a chamada
Revolta do Alto Juruá). Cem dias
depois, entretanto, as tropas
federais atacaram os revoltosos
e restabeleceram a 'ordem' e a
tutela.
Em 1913, um movimento de revolta ocorreria no Purus,
em Sena Madureira, por motivos muito semelhantes ao do
Alto Juruá. Em 1918, seria a vez da luta autonomista
chegar ao vale do Acre, em Rio Branco, que protestou
intensamente contra a manutenção daquela situação de
subjugação ao governo federal. Porém ambas as revoltas
foram igualmente sufocadas à força pelo governo
brasileiro.
A elevação do Acre a categoria de Estado
Impulso mesmo o movimento
autonomista só voltaria a ter
em meados da década de 50,
quando o PSD, do ex-
governador José Guiomard
dos Santos, resolveu assumir
essa bandeira e elaborar um
projeto de lei que
transformava o Acre em
Estado.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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Esse projeto causou grande movimentação política em
todo o Acre e chegou ao Congresso Nacional em 1957,
provocando uma intensa disputa política entre o PTB de
Oscar Passos e o PSD de Guiomard Santos, tendo o
primeiro se posicionado contra a lei de transformação do
Acre em Estado.
Depois de muitas disputas no Congresso Nacional,
finalmente em 1962, durante a fase parlamentarista do
governo João Goulart, foi assinada a lei 4.070, de autoria
do então deputado Guiomard Santos.
Por uma ironia política, o Presidente João Goulart era do
PTB, o partido que, a nível nacional, se colocava contra o
tal projeto. Ainda assim, o projeto foi aprovado e passou a
vigorar a partir do dia 15 de junho de 1962.
O PTB, todavia, não foi de todo derrotado. Nas primeiras
eleições livres e diretas realizadas na história do Acre, o
PTB foi o grande vencedor, fazendo o primeiro governador
constitucional do Acre, o Professor José Augusto de
Araújo, além de todas as prefeituras municipais acreanas.
ANOTAÇÕES:
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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GEOGRAFIA DO ACRE
ASPECTOS GERAIS
O Estado o Acre está situado na Região Norte, no extremo
oeste do Brasil, sua capital é Rio Branco e quem nasce no
estado é chamado acriano ou acreano. Sua área
compreende 164.123,738 km² e ocupa, entre os demais
estados da federação, o 16º lugar em área territorial.
O Estado faz fronteira com o estado do Amazonas ao
norte e em seu extremo ocidental – em uma estreita faixa
da fronteira, limita-se com Rondônia. Em sua porção
noroeste, faz também fronteiras internacionais com
o Peru e a Bolívia. É no Acre que se encontra o ponto mais
ocidental do Brasil, a nascente do rio Moa.
REGIÕES GEOGRÁFICAS:
INTERMEDIÁRIAS E IMEDIATAS DO ACRE
O Acre é composto por 22 municípios, que estão
distribuídos em cinco regiões geográficas imediatas, que
por sua vez estão agrupadas em duas regiões geográficas
intermediárias, segundo a divisão do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017.
A primeira seçãoaborda as regiões geográficas
intermediárias e suas respectivas regiões imediatas
integrantes, enquanto que a segunda trata das regiões
geográficas imediatas e seus respectivos municípios,
divididas por regiões intermediárias e ordenadas pela
codificação do IBGE.
As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas
em 2017, com a atualização da divisão regional do Brasil,
e correspondem a uma revisão das antigas mesorregiões,
que estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões
geográficas imediatas, por sua vez, substituíram as
microrregiões.
Na divisão vigente até 2017, os municípios do estado
estavam distribuídos em cinco microrregiões e duas
mesorregiões, segundo o IBGE.
Essa configuração deve ser utilizada para fins de
planejamento e estimativas.
Regiões Geográficas Intermediárias
Rio Branco e Cruzeiro do Sul.
Regiões Geográficas Imediatas
Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira
Cruzeiro do Sul e Taraucá.
MUNICÍPIOS DA REGIÃO DE RIO BRANCO: Acrelândia,
Bujari, Capixaba, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco,
Senador Guiomard.
MUNICÍPIOS DA REGIÃO DE BRASILEIA: Assis Brasil,
Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri.
MUNICÍPIOS DA REGIÃO DE SENA MADUREIRA: Monoel
Urbano, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira.
MUNICÍPIOS DA REGIÃO DE CRUZEIRO DO SUL: Cruzeiro
do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumartugo, Porto
Walter e Rodrigues.
MUNICÍPIOS DA REGIÃO DE TARAUCÁ: Taraucá, Jordão e
Feijó.
VEGETAÇÃO
Em razão do grande volume de chuvas e da farta rede
fluvial, a vegetação do Acre é exuberante. É revestido por
densa floresta equatorial de terra firme.
É significativamente rica em seringueiras, o que lhe
garante o primeiro lugar do país em produção de
borracha. As árvores nativas da vegetação do Acre são
responsáveis pela subsistência de grande parte dos povos
da floresta: coletores, camponeses, seringueiros e
população ribeirinha.
A floresta amazônica é a maior floresta do planeta, apesar
do desmatamento chegar a quase 20%. Por ser um bioma
muito extenso, 60% da floresta está em território
brasileiro, mas abrange 9 países da América do Sul (As
Guianas - Rep. Da Guiana, Suriname e Guiana Francesa-,
Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. O nono é o
Brasil) e dentro do território nacional cobre 9 estados
(Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Amapá, Pará, Mato
Grosso, Tocantins e Maranhão).
A porção da floresta amazônica em território nacional
denomina-se “Amazônia Legal”.
Características da floresta amazônica:
Latifoliada: Que possui plantas com folhas grandes e
largas.
Perenófila: Sempre verde e abundante
Densa: Mata muito fechada, com muitas variedades e de
difícil penetração.
https://www.infoescola.com/geografia/regiao-norte/
https://www.infoescola.com/amazonas/
https://www.infoescola.com/rondonia/
https://www.infoescola.com/bolivia/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Acre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Munic%C3%ADpio_(Brasil)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%B5es_geogr%C3%A1ficas_intermedi%C3%A1rias_e_imediatas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Brasileiro_de_Geografia_e_Estat%C3%ADstica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Brasileiro_de_Geografia_e_Estat%C3%ADstica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mesorregi%C3%B5es_e_microrregi%C3%B5es_do_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_mesorregi%C3%B5es_e_microrregi%C3%B5es_do_Acre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_mesorregi%C3%B5es_e_microrregi%C3%B5es_do_Acre
https://www.infoescola.com/geografia/vegetacao-do-acre/
https://www.infoescola.com/biomas/florestas-equatoriais/
https://www.infoescola.com/historia/camponeses/
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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Ombrófila: Sombria. As copas das árvores maiores fazem
com que o interior da floresta receba pouca luz.
Higrófila: Plantas adaptadas a alta pluviosidade
(quantidade de chuvas).
Heterogênea: Possui enorme diversidade. É considerada
Megadiversa.
POPULAÇÃO
A população acriana estimada, segundo o IBGE em 2021
era 906.876 pessoas distribuídas em 22 municípios. Como
os demais estados da região, o Acre conta com uma das
menores densidades demográficas do país, cerca de 4,47
hab/km².
HISTÓRICO E OCUPAÇÃO
Quando ainda território da Bolívia, a área que hoje é o
estado do Acre recebeu uma intensa leva de imigrantes
nordestinos, especialmente cearenses, que fugiam da
grave seca ocorrida em 1877. A presença de
características nordestinas, nos costumes e na cultura
ainda é marcante no Acre.
Durante muitas décadas, o que hoje é uma unidade da
federação brasileira, foi objeto de disputa com a Bolívia.
Apenas em 1903, com a assinatura do Tratado de
Petrópolis, que o território acreano passa definitivamente
para a administração e posse brasileiras. No entanto, o
Acre só se tornou um dos 26 estados da federação em
1962.
ECONOMIA
Embora tenha havido nos últimos anos uma diversificação
nas atividades econômicas do Acre, o extrativismo vegetal
ainda é responsável por uma significativa parte das
exportações do estado.
Embora há anos em decadência, a borracha obtida a partir
do látex das árvores amazônicas da seringueira, que
experimentou seu auge no início do século XX, é um dos
produtos do extrativismo que garantem sustento há
muitas famílias acrianas. Além da borracha, a extração da
castanha-do-brasil, também conhecida como castanha-
do-pará é importante para a geração de renda.
A madeira é o produto que o Acre mais exporta, isso se
deve ao o estado ser predominado pela floresta
Amazônica. Exportação de madeira cresce 21,5% em um
ano no Acre. E só no ano de 2019 mais de 31% de todos
os produtos exportados pelo estado foram de madeira, o
que gerou mais de USS 10 milhões
Desenvolvimento Sustentável
Um dos mais importantes conceitos contemporâneos é o
de desenvolvimento sustentável. Em poucas palavras seria
garantir o direito de exploração dos recursos naturais às
gerações futuras: Desenvolvimento econômico, com o uso
racional dos recursos, de modo a permitir às gerações
futuras a fazer o mesmo. Pressupõe o uso racional e
equilibrado da natureza, bem como também
desenvolvimento social, como saneamento básico, acesso
a atendimento de saúde e à educação. A sustentabilidade
amazônica pressupõe a preservação da floresta,
manutenção da soberania nacional e o desenvolvimento
social.
Os temas ligados ao meio ambiente são discutidos há
relativamente pouco tempo, depois da década de 70. É um
tema de grande interesse regional, nacional e até mesmo
global. A preservação do meio ambiente é uma
preocupação que aos poucos se consolida no Brasil.
Podemos perceber isso na preocupação com o
licenciamento ambiental de usinas que estão sendo
construídas na Amazônia. Tanto hidrelétricas quanto
termelétricas.
RELEVO
O território acriano é quase todo recoberto por formações
de planície, que raramente alcançam 300 metros de
altitude. A planície amazônica alcança a porção sul do
estado e as altitudes muito baixas fazem com que alguns
autores classifiquem essa formação como uma depressão
relativa.
Nas terras mais ao sul do estado, o relevo permanece
plano, no entanto as altitudes são um pouco mais
elevadas. Os terrenos acrianos são formados
essencialmente por rochas sedimentares, com
predominância de arenitos.
https://www.infoescola.com/clima/seca/
https://www.infoescola.com/historia/tratado-de-petropolis/
https://www.infoescola.com/historia/tratado-de-petropolis/
https://www.infoescola.com/quimica/latex/
https://www.infoescola.com/plantas/seringueira/
https://www.infoescola.com/geografia/planicie-amazonica/
https://www.infoescola.com/geologia/rochas-sedimentares/
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O relevo do Acre é predominantemente baixo, antigo e
profundamente desgastado. As terras baixas do acre são
predominantemente depressões e planícies.
A principal depressão é a Amazônica, onde está o rio Acre,
Planície Amazônica e Planalto rebaixado da Amazônia
ocidental (oeste), ondeestá o ponto mais alto do estado,
a Serra do Divisor, com 609 m, perto da fronteira como o
Peru. A região é um parque: O parque nacional da serra
do Divisor. Este é considerado o ponto mais ocidental do
Brasil.
CLIMA
O clima característico do Acre é o equatorial, que
apresenta durante todo o ano altas temperaturas e
elevada umidade. Os moradores locais classificam
as estações do ano em verão e inverno. Os meses
chuvosos, de setembro a maio correspondem ao inverno,
que ao contrário do que poderíamos imaginar, ainda
possui altas temperaturas. O verão, nos meses de junho,
julho e agosto é o verão, a estação mais seca, embora
ocasionalmente ainda ocorram chuvas.
O clima apresenta baixa amplitude térmica – ou seja, as
temperaturas variam pouco entre a mínima e a máxima. O
estado tem um dos mais altos índices pluviométricos –
volume de chuvas – do país, que ultrapassam os 2.100
milímetros anuais.
No inverno atua na Amazônia a MPA (massa polar
atlântica) provocando a friagem
A Massa Polar atlântica atua durante o inverno e no Acre
(e na Amazônia em geral) provoca o fenômeno da friagem:
por poucos dias há uma queda acentuada da temperatura,
que em alguns locais pode cair à 10 em algumas
localidades.
HIDROGRAFIA
Os rios acreanos, possuem grande importância para a
navegação, transporte de mercadorias e pessoas e
para a fixação das populações ribeirinhas.
Os principais rios do Acre são: Uma pequena parte do Rio
Negro, Rio Moa, Breu, Tarauacá, Envira, Alto Purus, Purus,
Iaco, Acre, Tejo, Rio Abunã e Rio Juruá.
GEOGLIFOS
Geoglifo é uma grande figura feita no chão (geralmente
com mais de quatro metros de extensão), em morros ou
regiões planas. Sua construção pode se dar pela disposição
organizada de sedimentos (como pedras, cascalho ou
terra), criando um desenho em relevo positivo, ou pela
retirada de sedimentos superficiais de modo a expor uma
rocha subjacente, criando um relevo negativo. Em ambos
os casos a formação da imagem se dá pelo fato de que a
região trabalhada se destacará do solo natural do local,
formando o desenho.
Os grandes geoglifos são melhor visualizados do alto, por
exemplo, se os vemos dos alto de um morro, de
um balão, avião ou helicóptero. Alguns desses desenhos
não podem ser vistos por completo do solo.
Entre os mais famosos geoglifos negativos estão as Linhas
de Nazca, no Peru.
Os geoglifos do Acre são um conjunto de geoglifos antigos
localizados no estado brasileiro do Acre.
Chamados de "tatuagens da terra" por alguns grupos
indígenas da região, essas estruturas de terra escavada
foram registradas pela primeira vez na década de 1970,
quando o pesquisador Ondemar Dias encontrou oito
dessas estruturas na terra do Acre enquanto executava
suas atividades para o Programa Nacional de Pesquisas
Arqueológicas da Bacia Amazônica (Pronapaba).
Em 2018, um desses geoglifos acreanos, com
aproximadamente 2500 anos de idade, foi tombado
pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (IPHAN). O conjunto dos geoglifos do Acre está
atualmente na Lista Indicativa a Patrimônio Mundial como
um candidato pelo Brasil
https://www.infoescola.com/geografia/estacoes-do-ano/
https://www.infoescola.com/clima/inverno/
https://www.infoescola.com/clima/amplitude-termica/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Morro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bal%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avi%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Helic%C3%B3ptero
https://pt.wikipedia.org/wiki/Linhas_e_Ge%C3%B3glifos_de_Nasca_e_das_Pampas_de_Jumana
https://pt.wikipedia.org/wiki/Linhas_e_Ge%C3%B3glifos_de_Nasca_e_das_Pampas_de_Jumana
https://pt.wikipedia.org/wiki/Peru
https://pt.wikipedia.org/wiki/Geoglifo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Acre
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ondemar_Dias&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Programa_Nacional_de_Pesquisas_Arqueol%C3%B3gicas_da_Bacia_Amaz%C3%B4nica&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Programa_Nacional_de_Pesquisas_Arqueol%C3%B3gicas_da_Bacia_Amaz%C3%B4nica&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_do_Patrim%C3%B4nio_Hist%C3%B3rico_e_Art%C3%ADstico_Nacional
https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_do_Patrim%C3%B4nio_Hist%C3%B3rico_e_Art%C3%ADstico_Nacional
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Lista_Indicativa_a_Patrim%C3%B4nio_Mundial&action=edit&redlink=1
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Foram encontrados geoglifos na região sudoeste da
Amazônia Ocidental, estando a maioria localizada no
estado do Acre, em áreas de interflúvios, nascentes
de igarapés e várzeas, principalmente entre os
rios Acre e Iquiri.
São mais de 410 geoglifos no estado espalhados por cerca
de 300 sítios arqueológicos.
REFERÊNCIAS DE TURISMO E DE LAZER
Gameleira
Novo Mercado Velho
Palácio de Rio Branco
Biblioteca Pública
Praça da Revolução Acreana
Passarela Joaquim Macedo
Parque da Maternidade
Parque do Tucumã
Parque São Francisco
Parque Chico Mendes
Parque Capitão Ciríaco
Horto Florestal
Mercado do Bosque
Sítio Histórico Quixadá
Casa de Chico Mendes
Seringal Cachoeira
Trilha Chico Mendes
Catedral Nossa Senhora da Glória
Rio Croa
Parque Chandless
Geoglifos
Serra do Divisor
Viagem ao Peru e Bolívia
Festival Yawa
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Interfl%C3%BAvio&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Igarap%C3%A9
https://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%A1rzea
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Acre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Iquiri
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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DIREITO CONSTITUCIONAL
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
PRELIMINARMENTE:
Precisamos estabelecer distinção entre princípios
fundamentais e fundamentos:
Princípios fundamentais = artigos 1º ao 4º;
Fundamentos = só artigo 1º
Ou seja, os ‘fundamentos” são espécies do gênero
“princípios fundamentais”.
ARTIGO 1º - FUNDAMENTOSFUNDAMENTOS DA RFB
VAMOS METODIZAR O CAPUT DO ARTIGO 1º PARA
ENCONTRAR NELE ALGUNS PRINCÍPIOS
FUNDAMENTAIS?
OBS.: É UMA CLÁUSULA PÉTREA.
Prof. Marcos Lima
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Democracia semidireta/participativa: acontece por
meio de representação de políticos em mandatos, mas
também pode contar com a participação da população
em certos momentos. O Brasil é adepto desse tipo de
sistema democrático.
Indireta = por meio dos políticos eleitos.
Direta = por meio de plebiscito, referendo e iniciativa
popular (artigo 14, CF).
Plebiscito: Em regra, o plebiscito é convocado pelo
legislativo (se nacional: no mínimo 1/3 de assinaturas
de deputados ou senadores). Mas, a CF/88 prevê casos
nos quais este é obrigatório, como no que tange a
separação ou fusão de território.
Referendo: Para ser proposto, faz-se necessária a
assinatura de no mínimo 1/3 de deputados ou
senadores.
Iniciativa popular: Na esfera federal, a iniciativa pode
ser exercida por meio de Projeto de Lei enviado à
Câmara dos Deputados, subscrito por, no mínimo, um
por cento do eleitorado nacional, distribuído por pelo
menos cinco unidades da federação e com não menos
de três décimos por cento dos eleitores de cada uma
delas. Em termos práticos, para que o projeto chegue
até o Congresso, é necessário obter cerca de 1,5 milhão
de assinaturas.
Para a propositura nos municípios, a Constituição
estabelece subscrição mínima de cinco por cento do
eleitorado da cidade. Já no âmbito estadual e distrital,
os requisitos para a apresentação de Projetos de Lei são
formalizados pela Constituição de cada Estado e pela
Lei Orgânica do DF.
ARTIGO 2º - SEPARAÇÃO DOS PODERES
Um fator importante é que, idêntico à forma de
estado federativa (FEFE), a separação dos poderes
também é uma cláusula pétrea (art. 60, §4º, CF88),
não podendo haver proposta de emenda tendentea
abolir essa separação. Veja, qualquer manifestação
que diminua (tende a abolir) a separação dos poderes
não merece prosperar, por força constitucional.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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ARTIGO 3º - OBJETIVOS FUNDAMENTAIS
ARTIGO 4º - RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Gerações ou dimensões:
1ª – Tem como titular o indivíduo,
são ligados ao valor de LIBERDADE (Revolução
Francesa de 1789). Liberdade. Também é referente aos
DIREITOS CIVIS e POLÍTICOS.
Direitos civis e políticos = 1ª GERAÇÃO.
2º - Direitos ligados igualdade material entre todos. São
direitos econômicos e sociais.
Direitos econômicos e sociais = 2ª GERAÇÃO.
3º - São ligados à fraternidade e igualdade (também da
Revolução Francesa de 1789). São direitos ao
progresso, desenvolvimento, meio ambiente,
autodeterminação dos povos, propriedade e
comunicação. São os ditos direitos transindividuais,
que protegem o gênero humano.
DIREITOS TRANSINDIVIDUAIS
(AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS,
PROGRESSO E MEIO AMBIENTE) = 3ª
GERAÇÃO.
4º - Direitos a democracia, informação e pluralismo
(Paulo Bonavides); manipulação genética (Norberto
Bobbio.
DEMOCRACIA, INFORMAÇÃO, PLURALISMO,
MANIPULAÇÃO GENÉTICA = 4ª GERAÇÃO.
5º - Direto à Paz (Paulo Bonavides) e Realidade Virtual.
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS - DIREITOS E
DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS)
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e
à propriedade, nos termos seguintes:
I – homens e mulheres são iguais em direitos e
obrigações, nos termos desta Constituição
(IGUALDADE ENTRE GÊNEROS);
II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer
alguma coisa senão em virtude de lei (PRINCÍPIO DA
LEGALIDADE. VERIFICAR DIFERENÇA ENTRE
PARTICULARES E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA);
Particular pode fazer tudo, desde que não
existe lei que o obrigue a fazer ou deixar algo.
Administração pública só pode fazer o que está
autorizado em lei, ou seja, todo o andamento
público deve estar regulado pela lei.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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III – ninguém será submetido a tortura nem a
tratamento desumano ou degradante (LEI 9455/97 –
LEI DA TORTURA);
IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo
vedado o anonimato;
V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao
agravo, além da indenização por dano material, moral
ou à imagem;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença,
sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos
e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de
culto e a suas liturgias;
VII – é assegurada, nos termos da lei, a prestação de
assistência religiosa nas entidades civis e militares de
internação coletiva.
VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de
crença religiosa ou de convicção filosófica ou política,
salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a
todos imposta e recusar-se a cumprir prestação
alternativa, fixada em lei;
IX – é livre a expressão da atividade intelectual,
artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra
e a imagem das pessoas, assegurado o direito a
indenização pelo dano material ou moral decorrente de
sua violação;
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela
podendo penetrar sem consentimento do morador,
salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação
judicial. IMPORTANTE;
DESTE MODO, SÓ SE PODE ENTRAR EM UMA CASA:
Consentimento do morador (dia e noite);
Flagrante delito (dia e noite);
Desastre (dia e noite);
Prestar socorro (dia e noite) e
Determinação judicial, somente durante o dia.
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das
comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas, salvo, no último caso
(ORAÇÃO 2 – DE DADOS E COMUNICAÇÕES
TELEFÔNICAS), por ordem judicial, nas hipóteses e na
forma que a lei estabelecer para fins de investigação
criminal ou instrução processual penal - IMPORTANTE;
Correspondência = sem ordem judicial;
Telegráfica = sem ordem judicial;
Dados = com ordem judicial;
Telefônica = com ordem judicial.
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou
profissão, atendidas as qualificações profissionais que
a lei estabelecer (NORMA DE EFICÁCIA CONTIDA)
OAB/CRO/CAU/CRC.
As qualificações exigidas têm que estar
previstas em lei e não somente no edital);
Trabalho lícito.
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e
resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao
exercício profissional;
Lei de acesso à informação.
XV - é livre a locomoção no território nacional em
tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos
da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus
bens (BRASIL É UM PAÍS DE FRONTEIRA ABERTA);
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas,
em locais abertos ao público, independentemente de
autorização, desde que não frustrem outra reunião
anteriormente convocada para o mesmo local, sendo
apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
Direito coletivo. Direito de reunião.
Não é mais necessário aviso prévio para
reunião pública – STF RE 806339.
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos,
vedada a de caráter paramilitar;
DIREITO COLETIVO. DIREITO DE ASSOCIAÇÃO.
NÃO PODE PARAMILITAR, COM
CARACTERISTICAS MILITARES.
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de
cooperativas independem de autorização, sendo
vedada a interferência estatal em seu funcionamento;
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente
dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por
decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o
trânsito em julgado;
DISSOLUÇÃO
DECISÃO JUDICIAL COM
TRÂNSITO EM JULGADO
SUSPENSÃO DECISÃO JUDICIAL APENAS
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a
permanecer associado;
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XXI - as entidades associativas, quando expressamente
autorizadas, têm legitimidade para representar seus
filiados judicial ou extrajudicialmente;
XXII - é garantido o direito de propriedade (CÓDIGO
CIVIL – DIREITO REAL DE PROPRIEDADE);
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para
desapropriação por necessidade ou utilidade pública,
ou por interesse social, mediante justa e prévia
indenização em dinheiro, ressalvados os casos
previstos nesta Constituição;
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade
competente poderá usar de propriedade particular,
assegurada ao proprietário indenização ulterior, se
houver dano;
Direito administrativo – princípio da
supremacia do interesse público sobre o
particular - fato do príncipe;
XXVI - a PEQUENA PROPRIEDADE RURAL, assim
definida em lei, desde que trabalhada pela família, não
será objeto de penhora para pagamento de débitos
decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei
sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento;
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de
utilização, publicação ou reprodução de suas obras,
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Após 70 anos será uma obra de domínio
público.
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras
coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas,
inclusive nas atividades desportivas;
b) o direito de fiscalização do aproveitamento
econômico das obras que criarem ou de que
participarem aos criadores, aos intérpretes e às
respectivas representações sindicais e associativas;XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos
industriais privilégio temporário para sua utilização,
bem como proteção às criações industriais, à
propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a
outros signos distintivos, tendo em vista o interesse
social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do
País;
Lei de Patentes e Invenções - Lei nº 9.279, de
14 de maio de 1996 - Regula direitos e
obrigações relativos à propriedade industrial.
DIREITO A INVENÇÕES E PATENTES.
XXX - é garantido o direito de herança;
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no
País será regulada pela lei brasileira em benefício do
cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes
seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus";
DE CUJUS = morto, falecido, que bateu as
botas, que foi para o além...
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa
do consumidor;
Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990
(institui o Código de Defesa do Consumidor).
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos
informações de seu interesse particular, ou de
interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no
prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas
aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da
sociedade e do Estado;
Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 – Lei
de Acesso à Informação.
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente
do pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa
de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;
b) a obtenção de certidões em repartições públicas,
para defesa de direitos e esclarecimento de situações
de interesse pessoal;
Pode ou não ter taxas. O que não pode é
cessar tais direitos (petição e certidão).
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder
Judiciário lesão ou ameaça a direito;
Princípio inafastabilidade de jurisdição. Lei não
pode cercear o postulado jurisdicional em
qualquer matéria, mesmo meramente
administrativa.
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada;
Os conceitos de tais estão na Lei de Introdução
ao Direito Brasileiro – LINDB.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;
Tribunal de exceção = tribunal pós fato.
O Tribunal de Exceção trata-se daquele em que
os julgadores são escolhidos de modo
arbitrário, sem obediência às regras objetivas
de competência e, ainda, após a ocorrência do
fato a ser analisado.
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a
organização que lhe der a lei, assegurados:
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem
pena sem prévia cominação legal; - IMPORTANTE.
Princípio da legalidade, anterioridade e
cominação legal em penas.
Artigo 1º, CP.
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o
réu;
Lei penal não retroage, salvo para beneficiar o
réu
Lei processual penal se aplica desde logo e não
retroage, nem para beneficiar o réu.
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória
dos direitos e liberdades fundamentais;
Lei 7.716/89, alterada pela Lei 9.459/97: define
os crimes resultantes de discriminação ou
preconceito por raça, cor, etnia, religião ou
procedência nacional;
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável
e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos
da lei;
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e
insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura ,
o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o
terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por
eles respondendo os mandantes, os executores e os
que, podendo evitá-los, se omitirem;
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a
ação de grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático;
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado,
podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação
do perdimento de bens ser, nos termos da lei,
estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até
o limite do valor do patrimônio transferido;
Princípio da pessoalidade, da
intranscendência ou da personalidade da
pena.
Veja, somente a pena não passa da pessoa do
condenado, os danos civis sim.
Não confundir com o princípio da
individualização da pena.
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e
adotará, entre outras, as seguintes:
Princípio da individualização da pena - garante
que as penas dos infratores não sejam
igualadas, mesmo que tenham praticado
crimes idênticos.
XLVII – IMPORTANTE. Não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos
termos do art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;
XLVIII – IMPORTANTE. A pena será cumprida em
estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza
do delito, a idade e o sexo do apenado;
XLIX - IMPORTANTE. É assegurado aos presos o
respeito à integridade física e moral;
L - IMPORTANTE. Às presidiárias serão asseguradas
condições para que possam permanecer com seus
filhos durante o período de amamentação;
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o
naturalizado, em caso de crime comum, praticado
antes da naturalização, ou de comprovado
envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e
drogas afins, na forma da lei;
EXTRADIÇÃO
Nato: nunca
Naturalizado
• Crime comum – praticado
antes da naturalização
• Tráfico de drogas – a qualquer
tempo
Estrangeiro não será
extraditado por crime político
ou de opinião.
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LII - não será concedida extradição de estrangeiro por
crime político ou de opinião;
STF, 2005 - Não se estende ao autor de atos
delituosos de natureza terrorista, considerado
o frontal repúdio que a ordem constitucional
brasileira dispensa ao terrorismo e ao
terrorista.
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão
pela autoridade competente;
Princípio do juiz natural (CPP) e vedação ao
juízo de exceção.
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus
bens sem o devido processo legal;
LV - Aos litigantes, em processo judicial ou
administrativo, e aos acusados em geral são
assegurados o contraditório e ampla defesa, com os
meios e recursos a ela inerentes;
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas
por meios ilícitos;
Teoria dos frutos da árvore envenenada
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito
em julgado de sentença penal condenatória;
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a
identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em
lei;
Lei nº 12.037, de 1º de outubro de 2009.
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação
pública, se esta não for intentada no prazo legal;
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos
processuais quando a defesa da intimidade ou o
interesse social o exigirem;
Segredo de justiça.
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou
por ordem escrita e fundamentada de autoridade
judiciária competente, salvo nos casos de transgressão
militar ou crime propriamente militar, definidos em lei;
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se
encontre serão comunicados imediatamente ao juiz
competente e à família do preso ou à pessoa por ele
indicada;
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os
quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a
assistência da família e de advogado;
LXIV - o preso tem direito à identificação dos
responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório
policial;
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela
autoridade judiciária;
Pacto de São José da Costa Rica – audiência de
custódia.
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido,
quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou
sem fiança;
LXVII – não haverá prisão civil pordívida, salvo a do
responsável pelo inadimplemento voluntário e
inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário
infiel;
SV25: É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que
seja a modalidade de depósito.
STF: o art. 7º, item 7, da CADH teria ingressado no sistema ju-
rídico nacional com status supralegal, inferior à CF/1988, mas
superior à legislação interna, a qual não mais produziria qual-
quer efeito naquilo que conflitasse com a sua disposição de ve-
dar a prisão civil do depositário infiel. EFICÁCIA PARALISANTE
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LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e
gratuita aos que comprovarem insuficiência de
recursos;
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro
judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo
fixado na sentença;
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente
pobres, na forma da lei:
a) o registro civil de nascimento;
b) a certidão de óbito;
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas
corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos
necessários ao exercício da cidadania.
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo,
são assegurados a razoável duração do processo e os
meios que garantam a celeridade de sua tramitação.
NOVIDADE!!!!!
LXXIX – É assegurado, nos termos da lei, o direito à
proteção dos dados pessoais, inclusive nos meios
digitais. EMENDA CONSTITUCIONAL 115/2022
§ 1º As normas definidoras dos direitos e garantias
fundamentais têm aplicação imediata.
§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta
Constituição não excluem outros decorrentes do
regime e dos princípios por ela adotados, ou dos
tratados internacionais em que a República Federativa
do Brasil seja parte.
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre
direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa
do Congresso Nacional, em dois turnos, por três
quintos dos votos dos respectivos membros, serão
equivalentes às emendas constitucionais.
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal
Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.
DIREITOS SOCIAIS
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a
alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o
lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à
maternidade e à infância, a assistência aos
desamparados, na forma desta Constituição.
Parágrafo único. Todo brasileiro em situação de
vulnerabilidade social terá direito a uma renda básica
familiar, garantida pelo poder público em programa
permanente de transferência de renda, cujas normas e
requisitos de acesso serão determinados em lei,
observada a legislação fiscal e orçamentária (Incluído
pela EC114/21)
EC26/2000 – MORADIA;
EC 64/2010 – ALIMENTAÇÃO;
EC 90/2015 – TRANSPORTE;
EC 114/2021 – RENDA BÁSICA
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e
rurais, além de outros que visem à melhoria de sua
condição social:
I - relação de emprego protegida contra despedida
arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei
complementar, que preverá indenização
compensatória, dentre outros direitos;
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego
involuntário;
III - fundo de garantia do tempo de serviço;
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente
unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais
básicas e às de sua família com moradia, alimentação,
educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e
previdência social, com reajustes periódicos que lhe
preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua
vinculação para qualquer fim;
V - piso salarial proporcional à extensão e à
complexidade do trabalho;
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em
convenção ou acordo coletivo;
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para
os que percebem remuneração variável;
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração
integral ou no valor da aposentadoria;
IX - remuneração do trabalho noturno superior à do
diurno;
X - proteção do salário na forma da lei, constituindo
crime sua retenção dolosa;
<- NOVIDADE
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc114.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc114.htm#art1
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XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada
da remuneração, e, excepcionalmente, participação na
gestão da empresa, conforme definido em lei;
XII - salário-família pago em razão do dependente do
trabalhador de baixa renda nos termos da lei;
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito
horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada
a compensação de horários e a redução da jornada,
mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado
em turnos ininterruptos de revezamento, salvo
negociação coletiva;
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente
aos domingos;
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior,
no mínimo, em cinquenta por cento à do normal;
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo
menos, um terço a mais do que o salário normal;
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e
do salário, com a duração de cento e vinte dias;
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher,
mediante incentivos específicos, nos termos da lei;
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço,
sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei;
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por
meio de normas de saúde, higiene e segurança;
XXIII - adicional de remuneração para as atividades
penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;
XXIV - aposentadoria;
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes
desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em
creches e pré-escolas;
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos
coletivos de trabalho;
XXVII - proteção em face da automação, na forma da
lei;
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo
do empregador, sem excluir a indenização a que este
está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das
relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco
anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o
limite de dois anos após a extinção do contrato de
trabalho;
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício
de funções e de critério de admissão por motivo de
sexo, idade, cor ou estado civil;
XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante
a salário e critérios de admissão do trabalhador
portador de deficiência;
XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual,
técnico e intelectual ou entre os respectivos;
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou
insalubre a menores de dezoito e de qualquer
trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na
condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;
XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com
vínculo empregatício permanente e o avulso.
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos
trabalhadores domésticos os direitos previstos nos
incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI,
XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as
condições estabelecidas em lei e observada a
simplificação do cumprimento das obrigações
tributárias, principais e acessórias, decorrentes da
relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos
nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua
integração à previdência social.
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical,
observado o seguinte:
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a
fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão
competente,vedadas ao Poder Público a interferência
e a intervenção na organização sindical;
II - é vedada a criação de mais de uma organização
sindical, em qualquer grau, representativa de categoria
profissional ou econômica, na mesma base territorial,
que será definida pelos trabalhadores ou
empregadores interessados, não podendo ser inferior à
área de um Município;
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses
coletivos ou individuais da categoria, inclusive em
questões judiciais ou administrativas;
IV - a assembleia geral fixará a contribuição que, em se
tratando de categoria profissional, será descontada em
folha, para custeio do sistema confederativo da
representação sindical respectiva, independentemente
da contribuição prevista em lei;
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se
filiado a sindicato;
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas
negociações coletivas de trabalho;
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser
votado nas organizações sindicais;
VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a
partir do registro da candidatura a cargo de direção ou
representação sindical e, se eleito, ainda que suplente,
até um ano após o final do mandato, salvo se cometer
falta grave nos termos da lei.
Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se
à organização de sindicatos rurais e de colônias de
pescadores, atendidas as condições que a lei
estabelecer.
Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo
aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de
exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio
dele defender.
§ 1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e
disporá sobre o atendimento das necessidades
inadiáveis da comunidade.
§ 2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às
penas da lei.
Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores
e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos
em que seus interesses profissionais ou
previdenciários sejam objeto de discussão e
deliberação.
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos
empregados, é assegurada a eleição de um
representante destes com a finalidade exclusiva de
promover-lhes o entendimento direto com os
empregadores.
DIREITOS DE NACIONALIDADE
Art. 12. São brasileiros:
I - natos:
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda
que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam
a serviço de seu país;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe
brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço
da República Federativa do Brasil;
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de
mãe brasileira, desde que sejam registrados em
repartição brasileira competente ou venham a residir
na República Federativa do Brasil e optem, em
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade,
pela nacionalidade brasileira;
II - naturalizados:
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade
brasileira, exigidas aos originários de países de língua
portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto
e idoneidade moral;
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade,
residentes na República Federativa do Brasil há mais de
quinze anos ininterruptos e sem condenação penal,
desde que requeiram a nacionalidade brasileira.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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§ 1º Aos portugueses com residência permanente no
País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros,
serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro,
salvo os casos previstos nesta Constituição.
§ 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre
brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos
previstos nesta Constituição.
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos:
I - de Presidente e Vice-Presidente da República;
II - de Presidente da Câmara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplomática;
VI - de oficial das Forças Armadas;
VII - de Ministro de Estado da Defesa.
MP3.COM
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do
brasileiro que:
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença
judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse
nacional;
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela
lei estrangeira;
b) de imposição de naturalização, pela norma
estrangeira, ao brasileiro residente em estado
estrangeiro, como condição para permanência em seu
território ou para o exercício de direitos civis;
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da
República Federativa do Brasil.
§ 1º São símbolos da República Federativa do Brasil a
bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais.
§ 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
poderão ter símbolos próprios.
DIREITOS POLÍTICOS
Os Direitos políticos são aqueles que permitem que o
povo participe do processo e direcione o rumo da
nação.
No Brasil adotamos o regime de Democracia
semidireta (participativa), pois tanto o povo exerce o
poder diretamente em alguns casos (ex: referendo)
como através de seus representantes eleitos.
Os direitos políticos costumam ser classificados da
seguinte forma:
Direitos políticos positivos: normas
relacionados a participação ativa dos cidadãos
na política. Ex: Plebiscito.
Direitos políticos negativos: normas
que limitam a participação do indivíduo na
vida política. Ex: Inelegibilidades, perda e
suspensão dos direitos políticos.
Direitos políticos positivos
Iniciemos pelos Direitos políticos positivos. De cara já
podemos perceber que a Constituição diferenciou os
conceitos de Sufrágio e voto.
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio
universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual
para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I – plebiscito;
II – referendo;
III – iniciativa popular.
Conforme a doutrina majoritária, podemos dizer que:
Sufrágio é um direito público e subjetiva, ou seja,
o direito de participar do pleito eleitoral enquanto
o voto é o instrumento para exercer o sufrágio.
O artigo também nos diz que a soberania popular será
exercida pelo sufrágio e voto mediante a plebiscito,
referendo e iniciativa popular, assim vamos defini-los,
conforme a Lei 9.709/98 em seu artigo 2.
Plebiscito: convocado com anterioridade a ato
legislativo ou administrativo, cabendo ao povo, pelo
voto, aprovar ou denegar o que lhe tenha sido
submetido.
Referendo: convocado com posterioridade a ato
legislativo ou administrativo, cumprindo ao povo a
respectiva ratificação ou rejeição.
Já a iniciativa popular é poder que o povo possui de
levar uma proposta de lei para o poder legislativo.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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As regras para a iniciativa popular foram estipuladas na
própria Constituição. De forma esquematizada
vejamos.
Iniciativa popular:
Federal (Art. 62, § 2º): apresentação à Câmara dos
Deputados de pelo menos 1% do eleitorado nacional,
contendo pelo menos 5 estados e ao menos 0,3% dos
eleitores de cada um deles.
Estadual (Art. 27, § 4º): a lei estadual disporá sobre a
iniciativa
Municipal (Art. 29, XIII): mínimo 5% do eleitorado
deste.
Capacidade eleitoral ativa:
A capacidade eleitoral ativa significa se tornar eleitor
(alistabilidade) e votar. Podemos separar em três
grupos de pessoas quanto a obrigatoriedade de
alistabilidade e voto (§1º).
Obrigatório:
I – “Adultos”: Maiores de 18 anos
Facultativos:
II, a) – os analfabetos;
II, b) – “Idosos”: os maiores de 70 anos;
II, c) – “Adolescentes”: os maiores de 16 e menores de
18 anos.
Vedados:
§2º – Estrangeiro; os conscritos durante o período do
serviço militar obrigatório
Capacidade eleitoral passiva:
A capacidade eleitoral passiva nada mais é que o direito
a ser votado e se eleger a um cargo público.Assim,
vejamos então requisitos cumulativos para se tornar
elegível.
Art. 14, § 3º São condições de elegibilidade, na forma
da lei:
I – a nacionalidade brasileira;
II – o pleno exercício dos direitos políticos;
III – o alistamento eleitoral*;
IV – o domicílio eleitoral na circunscrição;
V – a filiação partidária;
VI – a idade mínima de:
a) 35 anos para Presidente e Vice-Presidente da
República e Senador;
b) 30 anos para Governador e Vice-Governador de
Estado e do Distrito Federal;
c) 21 anos para Deputado Federal, Deputado Estadual
ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;
d) 18 anos para Vereador.
*Assim, podemos dizer que a capacidade eleitoral
passiva (Ex.: ser votado) pressuponha a ativa (Ex.:
poder votar), mas o oposto não é verdade.
§ 4º - São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.
Direitos Políticos Negativos
Havíamos dito que os Direitos Políticos Negativos eram
normas que limitam a participação do indivíduo na vida
política. São divididas em inexigibilidades (§5º a 10º) e
nas perdas e suspensão dos direitos políticos.
Reeleição
Trata-se de uma regra bem tranquila de entender, pois
os chefes do executivo (legislativo podem se reeleger
sem limitação) poderão ser reeleitos uma única vez, em
outras palavras, só poderão cumprir dois mandatos
consecutivos.
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de
Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os
houver sucedido, ou substituído no curso dos
mandatos poderão ser reeleitos para
um único período subsequente.
Que fique claro que essa regra não impede que os
chefes do executivo cumpram mais de dois
mandatos, desde que não sejam consecutivos.
Exemplo: Geraldo Alckmin foi governador de São Paulo
por quatro mandatos (2001-2003; 2003-2006; 2011-
2015; 2015-2018).
Desincompatibilização
O chefe do executivo deve se desvincular do cargo 6
meses antes para concorrer em outros cargos (veja que
a regra não vale para reeleição).
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da
República, os Governadores de Estado e do Distrito
Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos
mandatos até 6 meses antes do pleito.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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Como exemplo, João Dória, hoje governador de São
Paulo, teve que sair do cargo de prefeito de SP para que
se candidatar ao cargo de Governador.
Inelegibilidade reflexa
Denomina-se inelegibilidade reflexa, pois a regra não
atinge o chefe do executivo, mas sim seus parentes ou
cônjuge.
§ 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do
titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou
afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente
da República, de Governador de Estado ou Território, do
Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja
substituído dentro dos seis meses anteriores ao
pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e
candidato à reeleição.
Temos aqui uma inelegibilidade reflexa, pois essa regra
vale apenas no território de jurisdição do chefe do
executivo, assim a esposa de um prefeito poderia se
candidatar a vaga de deputada federal tranquilamente,
por exemplo, mas não poderia como vereadora na
cidade do mandato do marido. A regra tem por objetivo
impedir que se utilize a máquina pública para
candidaturas pessoais.
Voltando ao nosso exemplo, caso a esposa já fosse
vereadora e posteriormente o marido venha a vencer a
eleição como prefeito, ela poderá continuar a se
reeleger normalmente, conforme a exceção do
parágrafo “salvo se já titular de mandato eletivo e
candidato à reeleição.”
Eleição do militar
Os militares alistáveis são elegíveis (os conscritos não
entram nessa regra), se contar com menos de 10 anos
de serviço será afastado definitivamente da
corporação, se contar com mais de 10 anos só irá para
inatividade caso eleito.
§ 8º O militar alistável é elegível, atendidas as
seguintes condições:
I – se contar menos de 10 anos de serviço, deverá
afastar-se da atividade;
II – se contar mais de 10 anos de serviço, será
agregado pela autoridade superior e, se
eleito, passará automaticamente, no ato da
diplomação, para a inatividade.
Perda e Suspensão dos direitos políticos
O artigo 15 apresenta as hipóteses de perda (por prazo
indeterminado) e suspensão (prazo determinado) dos
direitos políticos, importante frisar que é vedada a
cassação (de forma definitiva).
Art. 15. É vedada a cassação de direitos
políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos
casos de:
Perda:
I – Cancelamento da naturalização por sentença
transitada em julgado;
IV – Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou
prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII*;
Suspensão:
II – Incapacidade civil absoluta;
III – Condenação criminal transitada em
julgado, enquanto durarem seus efeitos;
V – Improbidade administrativa, nos termos art. 37, §
4º.
DO PODER EXECUTIVO
Art. 76. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente
da República, auxiliado pelos Ministros de Estado.
Art. 77. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente
da República realizar-se-á, simultaneamente, no
primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e
no último domingo de outubro, em segundo turno, se
houver, do ano anterior ao do término do mandato
presidencial vigente.
§ 1º A eleição do Presidente da República importará a
do Vice-Presidente com ele registrado.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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§ 2º Será considerado eleito Presidente o candidato
que, registrado por partido político, obtiver a maioria
absoluta de votos, não computados os em branco e os
nulos.
§ 3º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na
primeira votação, far-se-á nova eleição em até vinte
dias após a proclamação do resultado, concorrendo os
dois candidatos mais votados e considerando-se eleito
aquele que obtiver a maioria dos votos válidos.
De acordo com a Constituição Federal e com
a Lei das Eleições, SÃO VÁLIDOS somente os votos
nominais e os de legenda. Votos nominais e de
legenda: os primeiros são os votos dados a
candidatos regularmente registrados. Já os de
legenda são os lançados diretamente à legenda
partidária (partido ou coligação).
§ 4º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer
morte, desistência ou impedimento legal de candidato,
convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior
votação.
§ 5º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores,
remanescer, em segundo lugar, mais de um candidato
com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso.
Art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da República
tomarão posse em sessão do Congresso Nacional,
prestando o compromisso de manter, defender e
cumprir a Constituição, observar as leis, promover o
bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a
integridade e a independência do Brasil.
Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data fixada
para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente, salvo
motivo de força maior, não tiver assumido o cargo,
este será declarado vago.
Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de
impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-
Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além
de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei
complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por
ele convocado para missões especiais.
Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do
Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos,
serão sucessivamente chamados ao exercício da
Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o
do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-
Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias
depois de aberta a última vaga.
§ 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do
período presidencial, a eleição para ambos os cargos
será feita trinta dias depois da última vaga, pelo
Congresso Nacional, na forma da lei.
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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§ 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão
completar o período de seus antecessores.
Art. 82. O mandato do Presidente da República é de 4
(quatro) anos e terá início em 5 de janeiro do ano
seguinte ao de sua eleição. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 111, de 2021) NOVIDADE
Art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da República
NÃO PODERÃO, sem licença do Congresso Nacional,
ausentar-se do País por período superior a quinze dias,
sob pena de perda do cargo.
DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA
REPÚBLICA
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da
República:
I - nomear e exonerar os Ministros de Estado;
II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a
direção superior da administração federal;
III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos
previstos nesta Constituição;
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem
como expedir decretos e regulamentos para sua fiel
execução;
V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
VI - dispor, mediante decreto, sobre:
a) organização e funcionamento da administração
federal, quando não implicar aumento de despesa nem
criação ou extinção de órgãos públicos;
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando
vagos;
VII - manter relações com Estados estrangeiros e
acreditar seus representantes diplomáticos;
VIII - celebrar tratados, convenções e atos
internacionais, sujeitos a referendo do Congresso
Nacional;
IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;
X - decretar e executar a intervenção federal;
XI - remeter mensagem e plano de governo ao
Congresso Nacional por ocasião da abertura da sessão
legislativa, expondo a situação do País e solicitando as
providências que julgar necessárias;
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência,
se necessário, dos órgãos instituídos em lei;
XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas,
nomear os Comandantes da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-
los para os cargos que lhes são privativos;
XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os
Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais
Superiores, os Governadores de Territórios, o
Procurador-Geral da República, o presidente e os
diretores do banco central e outros servidores, quando
determinado em lei;
XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os
Ministros do Tribunal de Contas da União;
XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta
Constituição, e o Advogado-Geral da União;
XVII - nomear membros do Conselho da República, nos
termos do art. 89, VII;
XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o
Conselho de Defesa Nacional;
XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira,
autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado
por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões
legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total
ou parcialmente, a mobilização nacional;
XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do
Congresso Nacional;
XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas;
XXII - permitir, nos casos previstos em lei
complementar, que forças estrangeiras transitem pelo
território nacional ou nele permaneçam
temporariamente;
XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual,
o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as
propostas de orçamento previstos nesta Constituição;
XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional,
dentro de sessenta dias após a abertura da sessão
legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;
XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na
forma da lei;
XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos
termos do art. 62;
XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta
Constituição.
XXVIII - propor ao Congresso Nacional a decretação do
estado de calamidade pública de âmbito nacional
previsto nos arts. 167-B, 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e
167-G desta Constituição. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 109, de 2021) <- NOVIDADE
Parágrafo único. O Presidente da República poderá
delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e
XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao
Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral
da União, que observarão os limites traçados nas
respectivas delegações.
DA RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA
REPÚBLICA
Art. 85. São CRIMES DE RESPONSABILIDADE os atos do
Presidente da República que atentem contra a
Constituição Federal e, especialmente, contra:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc111.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc111.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1
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I - a existência da União;
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder
Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes
constitucionais das unidades da Federação;
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e
sociais;
IV - a segurança interna do País;
V - a probidade na administração;
VI - a lei orçamentária;
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei
especial, que estabelecerá as normas de processo e
julgamento.
Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da
República, por dois terços da Câmara dos Deputados,
será ele submetido a julgamento perante o Supremo
Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou
perante o Senado Federal, nos crimes de
responsabilidade.
§ 1º O Presidente ficará suspenso de suas funções:
I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia
ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal;
II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração
do processo pelo Senado Federal.
§ 2º Se, decorrido o PRAZO DE CENTO E OITENTA DIAS,
o julgamento não estiver concluído, cessará o
afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular
prosseguimento do processo.
§ 3º Enquanto não sobrevier sentença condenatória,
nas infrações comuns, o Presidente da República não
estará sujeito a prisão.
§ 4º O Presidente da República, na vigência de seu
mandato, não pode ser responsabilizado por atos
estranhos ao exercício de suas funções.
DOS MINISTROS DE ESTADO
Art. 87. Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre
brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício
dos direitos políticos.
Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além
de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição
e na lei:
I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos
órgãos e entidades da administração federal na área de
sua competência e referendar os atos e decretos
assinados pelo Presidente da República;
II - expedir instruções para a execução das leis, decretos
e regulamentos;
III - apresentar ao Presidente da República relatório
anual de sua gestão no Ministério;
IV - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe
forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente da
República.
Art. 88. A lei disporá sobre a criação e extinção de
Ministérios e órgãos da administração pública.
DO CONSELHO DA REPÚBLICA
Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de
consulta do Presidente da República, e dele participam:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos
Deputados;
V - os líderes da maioria e da minoria no Senado
Federal;
VI - o Ministro da Justiça;
VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta
e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo
Presidente da República, dois eleitos pelo Senado
Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados,
todos com mandato detrês anos, vedada a
recondução.
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Art. 90. Compete ao CONSELHO DA REPÚBLICA
pronunciar-se sobre:
I - intervenção federal, estado de defesa e estado de
sítio;
II - as questões relevantes para a estabilidade das
instituições democráticas.
§ 1º O Presidente da República poderá convocar
Ministro de Estado para participar da reunião do
Conselho, quando constar da pauta questão
relacionada com o respectivo Ministério.
§ 2º A lei regulará a organização e o funcionamento do
Conselho da República.
DO CONSELHO DE DEFESA NACIONAL
Art. 91. O CONSELHO DE DEFESA NACIONAL é órgão de
consulta do Presidente da República nos assuntos
relacionados com a soberania nacional e a defesa do
Estado democrático, e dele participam como membros
natos:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - o Ministro da Justiça;
V - o Ministro de Estado da Defesa;
VI - o Ministro das Relações Exteriores;
VII - o Ministro do Planejamento.
VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica.
§ 1º Compete ao Conselho de Defesa Nacional:
I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de
celebração da paz, nos termos desta Constituição;
II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do
estado de sítio e da intervenção federal;
III - propor os critérios e condições de utilização de
áreas indispensáveis à segurança do território nacional
e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa
de fronteira e nas relacionadas com a preservação e a
exploração dos recursos naturais de qualquer tipo;
IV - estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento
de iniciativas necessárias a garantir a independência
nacional e a defesa do Estado democrático.
§ 2º A lei regulará a organização e o funcionamento do
Conselho de Defesa Nacional.
DO ESTADO DE DEFESA
Art. 136. O Presidente da República PODE, ouvidos o
Conselho da República e o Conselho de Defesa
Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou
prontamente restabelecer, em locais restritos e
determinados, a ordem pública ou a paz social
ameaçadas por grave e iminente instabilidade
institucional ou atingidas por calamidades de grandes
proporções na natureza.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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§ 1º O decreto que instituir o estado de defesa
determinará o tempo de sua duração, especificará as
áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos e
limites da lei, as medidas coercitivas a vigorarem,
dentre as seguintes:
I - RESTRIÇÕES AOS DIREITOS DE:
a) reunião, ainda que exercida no seio das associações;
b) sigilo de correspondência;
c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica;
II - ocupação e uso temporário de bens e serviços
públicos, na hipótese de calamidade pública,
respondendo a União pelos danos e custos
decorrentes.
§ 2º O tempo de duração do estado de defesa não será
superior a trinta dias, podendo ser prorrogado uma
vez, por igual período, se persistirem as razões que
justificaram a sua decretação.
§ 3º Na vigência do estado de defesa:
I - a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo
executor da medida, será por este comunicada
imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se
não for legal, facultado ao preso requerer exame de
corpo de delito à autoridade policial;
II - a comunicação será acompanhada de declaração,
pela autoridade, do estado físico e mental do detido no
momento de sua autuação;
III - a prisão ou detenção de qualquer pessoa não
poderá ser superior a dez dias, salvo quando autorizada
pelo Poder Judiciário;
IV - é vedada a incomunicabilidade do preso.
§ 4º Decretado o estado de defesa ou sua prorrogação,
o Presidente da República, dentro de vinte e quatro
horas, submeterá o ato com a respectiva justificação ao
Congresso Nacional, que decidirá por maioria absoluta.
§ 5º Se o Congresso Nacional estiver em recesso, será
convocado, extraordinariamente, no prazo de cinco
dias.
§ 6º O Congresso Nacional apreciará o decreto dentro
de dez dias contados de seu recebimento, devendo
continuar funcionando enquanto vigorar o estado de
defesa.
§ 7º Rejeitado o decreto, cessa imediatamente o estado
de defesa.
DO ESTADO DE SÍTIO
Art. 137. O Presidente da República PODE, ouvidos o
Conselho da República e o Conselho de Defesa
Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização
para decretar o estado de sítio nos casos de:
I - comoção grave de repercussão nacional ou
ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de
medida tomada durante o estado de defesa;
II - declaração de estado de guerra ou resposta a
agressão armada estrangeira.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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Parágrafo único. O Presidente da República, ao
solicitar autorização para decretar o estado de sítio ou
sua prorrogação, relatará os motivos determinantes do
pedido, devendo o Congresso Nacional decidir por
maioria absoluta.
Art. 138. O decreto do estado de sítio indicará sua
duração, as normas necessárias a sua execução e as
garantias constitucionais que ficarão suspensas, e,
depois de publicado, o Presidente da República
designará o executor das medidas específicas e as
áreas abrangidas.
§ 1º O estado de sítio, no caso do art. 137, I, não
poderá ser decretado por mais de trinta dias, nem
prorrogado, de cada vez, por prazo superior; no do
inciso II, poderá ser decretado por todo o tempo que
perdurar a guerra ou a agressão armada estrangeira.
§ 2º Solicitada autorização para decretar o estado de
sítio durante o recesso parlamentar, o Presidente do
Senado Federal, de imediato, convocará
extraordinariamente o Congresso Nacional para se
reunir dentro de cinco dias, a fim de apreciar o ato.
§ 3º O Congresso Nacional permanecerá em
funcionamento até o término das medidas coercitivas.
Art. 139. Na vigência do estado de sítio decretado com
fundamento no art. 137, I, só PODERÃO ser tomadas
contra as pessoas as seguintes medidas:
I - obrigação de permanência em localidade
determinada;
II - detenção em edifício não destinado a acusados ou
condenados por crimes comuns;
III - restrições relativas à inviolabilidade da
correspondência, ao sigilo das comunicações, à
prestação de informações e à liberdade de imprensa,
radiodifusão e televisão, na forma da lei;
IV - suspensão da liberdade de reunião;
V - busca e apreensão em domicílio;
VI - intervenção nas empresas de serviços públicos;
VII - requisição de bens.
Parágrafo único. Não se inclui nas restrições do inciso
III a difusão de pronunciamentos de parlamentares
efetuados em suas Casas Legislativas, desde que
liberada pela respectiva Mesa.
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 140. A Mesa do Congresso Nacional, ouvidos os
líderes partidários, designará Comissão composta de
cinco de seus membros para acompanhar e fiscalizar a
execução das medidas referentes ao estado de defesa
e ao estado de sítio.
Art. 141. Cessado o estado de defesa ou o estado de
sítio, cessarão também seus efeitos, sem prejuízo da
responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus
executores ou agentes.
Parágrafo único. Logo que cesse o estado de defesa ou
o estado de sítio, as medidas aplicadas em sua vigência
serão relatadas pelo Presidente da República, em
mensagem ao Congresso Nacional, com especificação e
justificação das providências adotadas, com relação
nominal dos atingidos e indicação das restrições
aplicadas.
LÁ VEM O NOSSO SONHO!
SEGURANÇA PÚBLICA
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito
e responsabilidade de todos, é exercida para a
preservação da ordem pública e da incolumidade das
pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militarese corpos de bombeiros militares.
VI - polícias penais federal, estaduais e distrital.
(Redação dada pela EC nº 104, de 2019)
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§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão
permanente, organizado e mantido pela União e
estruturado em carreira, destina-se a:
I - apurar infrações penais contra a ordem política e
social ou em detrimento de bens, serviços e interesses
da União ou de suas entidades autárquicas e empresas
públicas, assim como outras infrações cuja prática
tenha repercussão interestadual ou internacional e
exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei;
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes
e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem
prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos
nas respectivas áreas de competência;
III - exercer as funções de polícia marítima,
aeroportuária e de fronteiras;
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia
judiciária da União.
§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente,
organizado e mantido pela União e estruturado em
carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento
ostensivo das rodovias federais.
§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente,
organizado e mantido pela União e estruturado em
carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento
ostensivo das ferrovias federais. (Redação dada pela EC
nº 19, de 1998)
§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia
de carreira, incumbem, ressalvada a competência da
União, as funções de polícia judiciária e a apuração de
infrações penais, exceto as militares.
§ 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a
preservação da ordem pública; aos corpos de
bombeiros militares, além das atribuições definidas em
lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.
§ 5º-A. Às polícias penais, vinculadas ao órgão
administrador do sistema penal da unidade federativa
a que pertencem, cabe a segurança dos
estabelecimentos penais. (Redação dada pela EC nº
104, de 2019)
§ 6º As polícias militares e os corpos de bombeiros
militares, forças auxiliares e reserva do Exército
subordinam-se, juntamente com as polícias civis e as
polícias penais estaduais e distrital, aos Governadores
dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.
§ 7º A lei disciplinará a organização e o funcionamento
dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de
maneira a garantir a eficiência de suas atividades.
§ 8º Os Municípios poderão constituir guardas
municipais destinadas à proteção de seus bens,
serviços e instalações, conforme dispuser a lei.
§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes
dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na
forma do § 4º do art. 39. (Incluído pela EC nº 19, de
1998)
§ 10. A segurança viária, exercida para a preservação
da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do
seu patrimônio nas vias públicas:
I - compreende a educação, engenharia e fiscalização
de trânsito, além de outras atividades previstas em lei,
que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade
urbana eficiente; e (EC nº 82, de 2014)
II - compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, aos respectivos órgãos ou entidades
executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em
Carreira, na forma da lei. (EC nº 82, de 2014)
Obs. 1: mesmo sendo tratados no artigo 144 da CF, as
guardas municipais e os detrans/denatrans
(segurança viária) não são órgãos da segurança
pública.
Obs. 2: a Constituição não fala na Força Nacional de
Segurança Pública, embora ela seja bastante utilizada
atualmente. Acontece é que ela é fruto da chamada
cooperação federativa, sendo que os servidores
recebem treinamento do Ministério da Justiça,
capacitando-se para atuação conjunta entre
integrantes das polícias federais e dos órgãos de
segurança pública. Então, na verdade, a Força Nacional
não tem pessoal próprio, reunindo representantes das
polícias. A mobilização da tropa depende de solicitação
expressa do governador de estado, do DF ou ainda de
ministro de Estado.
Obs. 3: ao militar são proibidas a sindicalização e a
greve. Veja, então, que a própria Constituição negou o
direito de greve aos integrantes das Forças Armadas e
das auxiliares (PM e CBM). Ocorre que o STF foi além,
dizendo que os servidores que atuam na segurança
pública não podem exercer o direito de greve.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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TÍTULO I
Do Objeto e da Aplicação da Lei de Execução Penal
Art. 1º A execução penal tem por objetivo efetivar as
disposições de sentença ou decisão criminal e
proporcionar condições para a harmônica integração
social do condenado e do internado.
Art. 2º A jurisdição penal dos Juízes ou Tribunais da Justiça
ordinária, em todo o Território Nacional, será exercida, no
processo de execução, na conformidade desta Lei e do
Código de Processo Penal.
Parágrafo único. ESTA LEI APLICAR-SE-Á igualmente ao
preso provisório e ao condenado pela Justiça Eleitoral ou
Militar, quando recolhido a estabelecimento sujeito à
jurisdição ordinária.
Art. 3º Ao condenado e ao internado serão assegurados
todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei.
Parágrafo único. Não haverá qualquer distinção de
natureza racial, social, religiosa ou política.
Art. 4º O Estado deverá recorrer à cooperação da
comunidade nas atividades de execução da pena e da
medida de segurança.
TÍTULO II - Do Condenado e do Internado
CAPÍTULO I - Da Classificação
Art. 5º Os condenados serão CLASSIFICADOS, segundo os
seus antecedentes e personalidade, para orientar a
individualização da execução penal.
Art. 6o A classificação será feita por Comissão Técnica de
Classificação que elaborará o programa individualizador
da pena privativa de liberdade adequada ao condenado ou
preso provisório.
Art. 7º A Comissão Técnica de Classificação, existente em
cada estabelecimento, será presidida pelo diretor e
composta, no mínimo, por 2 (dois) chefes de serviço, 1
(um) psiquiatra, 1 (um) psicólogo e 1 (um) assistente
social, quando se tratar de condenado à pena privativa de
liberdade.
Parágrafo único. Nos demais casos a Comissão atuará
junto ao Juízo da Execução e será integrada por fiscais do
serviço social.
Art. 8º O condenado ao cumprimento de pena privativa de
liberdade, em regime fechado, será submetido a exame
criminológico para a obtenção dos elementos necessários
a uma adequada classificação e com vistas à
individualização da execução.
STF – EXAME CRIMINOLÓGICO NÃO É OBRIGATÓRIO
PARA A PROGRESSÃO DE REGIME, MAS SE O JUIZ
RESOLVER REALIZÁ-LO, FARÁ MOTIVADAMENTE.
Parágrafo único. Ao exame de que trata este artigo poderá
ser submetido o condenado ao cumprimento da pena
privativa de liberdade em regime semiaberto.
Art. 9º A Comissão, no exame para a obtenção de dados
reveladores da personalidade, observando a ética
profissional e tendo sempre presentes peças ou
informações do processo, poderá:
I - entrevistar pessoas;
II - requisitar, de repartições ou estabelecimentos
privados, dados e informações a respeito do condenado;
III - realizar outras diligências e exames necessários.
Art. 9º-A. O condenado por crime doloso praticado com
violência grave contra a pessoa, bem como por crime
contra a vida, contra a liberdade sexual ou por crime
sexual contra vulnerável, será submetido,
obrigatoriamente, à identificação do perfil genético,
mediante extração de DNA (ácido desoxirribonucleico),
por técnica adequada e indolor, por ocasião do ingresso
no estabelecimento prisional.
ATENÇÃO: sendo uma obrigação, não pode o condenado
se recusar a se submeter ao exame, sob pena de cometer
falta grave.
Prof. Marcos Lima
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§ 1º-A. A regulamentação deverá fazer constar garantias
mínimas de proteção de dados genéticos, observando as
melhorespráticas da genética forense.
§ 2o A autoridade policial, federal ou estadual, poderá
requerer ao juiz competente, no caso de inquérito
instaurado, o acesso ao banco de dados de identificação
de perfil genético.
§ 3º Deve ser viabilizado ao titular de dados genéticos o
acesso aos seus dados constantes nos bancos de perfis
genéticos, bem como a todos os documentos da cadeia de
custódia que gerou esse dado, de maneira que possa ser
contraditado pela defesa.
§ 4º O condenado pelos crimes previstos no caput deste
artigo que não tiver sido submetido à identificação do
perfil genético por ocasião do ingresso no
estabelecimento prisional DEVERÁ ser submetido ao
procedimento durante o cumprimento da pena.
§ 5º A amostra biológica coletada só poderá ser utilizada
para o ÚNICO E EXCLUSIVO FIM de permitir a identificação
pelo perfil genético, não estando autorizadas as práticas
de fenotipagem genética ou de busca familiar.
§ 6º Uma vez identificado o perfil genético, a amostra
biológica recolhida nos termos do caput deste artigo
deverá ser correta e imediatamente descartada, de
maneira a impedir a sua utilização para qualquer outro
fim.
§ 7º A COLETA da amostra biológica e a elaboração do
respectivo laudo serão REALIZADAS POR PERITO OFICIAL.
§ 8º Constitui falta grave a recusa do condenado em
submeter-se ao procedimento de identificação do perfil
genético.
CAPÍTULO II - Da Assistência
SEÇÃO I - Disposições Gerais
Art. 10. A assistência ao preso e ao internado é dever do
Estado, objetivando prevenir o crime e orientar o retorno
à convivência em sociedade.
Parágrafo único. A assistência estende-se ao egresso.
Art. 11. A assistência será:
I - material;
II - à saúde;
III -jurídica;
IV - educacional;
V - social;
VI - religiosa.
SEÇÃO II - Da Assistência Material
Art. 12. A assistência material ao preso e ao internado
consistirá no fornecimento de alimentação, vestuário e
instalações higiênicas.
Art. 13. O estabelecimento disporá de instalações e
serviços que atendam aos presos nas suas necessidades
pessoais, além de locais destinados à venda de produtos e
objetos permitidos e não fornecidos pela Administração.
SEÇÃO III - Da Assistência à Saúde
Art. 14. A assistência à saúde do preso e do internado de
caráter preventivo e curativo, compreenderá atendimento
médico, farmacêutico e odontológico.
§ 1º (Vetado).
§ 2º Quando o estabelecimento penal não estiver
aparelhado para prover a assistência médica necessária,
esta será prestada em outro local, mediante autorização
da direção do estabelecimento.
§ 3o Será assegurado acompanhamento médico à mulher,
principalmente no pré-natal e no pós-parto, extensivo ao
recém-nascido
SEÇÃO IV - Da Assistência Jurídica
Art. 15. A assistência jurídica é destinada aos presos e aos
internados sem recursos financeiros para constituir
advogado.
Art. 16. As Unidades da Federação deverão ter serviços de
assistência jurídica, integral e gratuita, pela Defensoria
Pública, dentro e fora dos estabelecimentos penais.
§ 1o As Unidades da Federação deverão prestar auxílio
estrutural, pessoal e material à Defensoria Pública, no
exercício de suas funções, dentro e fora dos
estabelecimentos penais.
§ 2o Em todos os estabelecimentos penais, haverá local
apropriado destinado ao atendimento pelo Defensor
Público.
§ 3o Fora dos estabelecimentos penais, serão
implementados Núcleos Especializados da Defensoria
Pública para a prestação de assistência jurídica integral e
gratuita aos réus, sentenciados em liberdade, egressos e
seus familiares, sem recursos financeiros para constituir
advogado.
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SEÇÃO V - Da Assistência Educacional
Art. 17. A assistência educacional compreenderá a
instrução escolar e a formação profissional do preso e do
internado.
Art. 18. O ensino de 1º grau será obrigatório, integrando-
se no sistema escolar da Unidade Federativa.
Art. 18-A. O ensino médio, regular ou supletivo, com
formação geral ou educação profissional de nível médio,
será implantado nos presídios, em obediência ao preceito
constitucional de sua universalização.
§ 1o O ensino ministrado aos presos e presas integrar-se-á
ao sistema estadual e municipal de ensino e será mantido,
administrativa e financeiramente, com o apoio da União,
não só com os recursos destinados à educação, mas pelo
sistema estadual de justiça ou administração
penitenciária.
§ 2o Os sistemas de ensino oferecerão aos presos e às
presas cursos supletivos de educação de jovens e adultos.
§ 3o A União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal
incluirão em seus programas de educação à distância e de
utilização de novas tecnologias de ensino, o atendimento
aos presos e às presas.
Art. 19. O ensino profissional será ministrado em nível de
iniciação ou de aperfeiçoamento técnico.
Parágrafo único. A mulher condenada terá ensino
profissional adequado à sua condição.
Art. 20. As atividades educacionais podem ser objeto de
convênio com entidades públicas ou particulares, que
instalem escolas ou ofereçam cursos especializados.
Art. 21. Em atendimento às condições locais, dotar-se-á
cada estabelecimento de uma biblioteca, para uso de
todas as categorias de reclusos, provida de livros
instrutivos, recreativos e didáticos.
Art. 21-A. O CENSO PENITENCIÁRIO deverá apurar:
I - o nível de escolaridade dos presos e das presas;
II - a existência de cursos nos níveis fundamental e médio
e o número de presos e presas atendidos;
III - a implementação de cursos profissionais em nível de
iniciação ou aperfeiçoamento técnico e o número de
presos e presas atendidos;
IV - a existência de bibliotecas e as condições de seu
acervo;
V - outros dados relevantes para o aprimoramento
educacional de presos e presas.
SEÇÃO VI - Da Assistência Social
Art. 22. A assistência social tem por finalidade amparar o
preso e o internado e prepará-los para o retorno à
liberdade.
Art. 23. Incumbe ao serviço de assistência social:
I - conhecer os resultados dos diagnósticos ou exames;
II - relatar, por escrito, ao Diretor do estabelecimento, os
problemas e as dificuldades enfrentadas pelo assistido;
III - acompanhar o resultado das permissões de saídas e
das saídas temporárias;
IV - promover, no estabelecimento, pelos meios
disponíveis, a recreação;
V - promover a orientação do assistido, na fase final do
cumprimento da pena, e do liberando, de modo a facilitar
o seu retorno à liberdade;
VI - providenciar a obtenção de documentos, dos
benefícios da Previdência Social e do seguro por acidente
no trabalho;
VII - orientar e amparar, quando necessário, a família do
preso, do internado e da vítima.
SEÇÃO VII - Da Assistência Religiosa
Art. 24. A assistência religiosa, com liberdade de culto,
será prestada aos presos e aos internados, permitindo-se-
lhes a participação nos serviços organizados no
estabelecimento penal, bem como a posse de livros de
instrução religiosa.
§ 1º No estabelecimento haverá local apropriado para os
cultos religiosos.
§ 2º Nenhum preso ou internado poderá ser obrigado a
participar de atividade religiosa.
SEÇÃO VIII - Da Assistência ao Egresso
Art. 25. A assistência ao egresso consiste:
I - na orientação e apoio para reintegrá-lo à vida em
liberdade;
II - na concessão, se necessário, de alojamento e
alimentação, em estabelecimento adequado, pelo prazo
de 2 (dois) meses.
Parágrafo único. O prazo estabelecido no inciso II poderá
ser prorrogado uma única vez, comprovado, por
declaração do assistente social, o empenho na obtenção
de emprego.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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Art. 26. Considera-se egresso para os efeitos desta Lei:
I - o liberado definitivo, pelo prazo de 1 (um) ano a contar
da saída do estabelecimento;
II - o liberado condicional, durante o período de prova.
Art. 27.O serviço de assistência social colaborará com o
egressopara a obtenção de trabalho.
CAPÍTULO III - Do Trabalho
SEÇÃO I - Disposições Gerais
Art. 28. O trabalho do condenado, como dever social e
condição de dignidade humana, terá FINALIDADE
educativa e produtiva.
§ 1º Aplicam-se à organização e aos métodos de trabalho
as precauções relativas à segurança e à higiene.
§ 2º O trabalho do preso não está sujeito ao regime da
Consolidação das Leis do Trabalho.
Art. 29. O trabalho do preso será remunerado, mediante
prévia tabela, não podendo ser inferior a 3/4 (três quartos)
do salário mínimo.
§ 1° O produto da remuneração pelo trabalho deverá
atender:
a) à indenização dos danos causados pelo crime, desde
que determinados judicialmente e não reparados por
outros meios;
b) à assistência à família;
c) a pequenas despesas pessoais;
d) ao ressarcimento ao Estado das despesas realizadas
com a manutenção do condenado, em proporção a ser
fixada e sem prejuízo da destinação prevista nas letras
anteriores.
§ 2º Ressalvadas outras aplicações legais, será depositada
a parte restante para constituição do pecúlio, em
Caderneta de Poupança, que será entregue ao condenado
quando posto em liberdade.
Art. 30. As tarefas executadas como prestação de serviço
à comunidade não serão remuneradas.
SEÇÃO II - Do Trabalho Interno
Art. 31. O condenado à pena privativa de liberdade está
obrigado ao trabalho na
medida de suas aptidões e
capacidade.
Parágrafo único. Para o preso provisório, o trabalho não é
obrigatório e só poderá ser executado no interior do
estabelecimento.
Art. 32. Na atribuição do trabalho deverão ser levadas em
conta a habilitação, a condição pessoal e as necessidades
futuras do preso, bem como as oportunidades oferecidas
pelo mercado.
§ 1º Deverá ser limitado, tanto quanto possível, o
artesanato sem expressão econômica, salvo nas regiões de
turismo.
§ 2º Os maiores de 60 (sessenta) anos poderão solicitar
ocupação adequada à sua idade.
§ 3º Os doentes ou deficientes físicos somente exercerão
atividades apropriadas ao seu estado.
Art. 33. A jornada normal de trabalho não será inferior a 6
(seis) nem superior a 8 (oito) horas, com descanso nos
domingos e feriados.
Parágrafo único. Poderá ser atribuído horário especial de
trabalho aos presos designados para os serviços de
conservação e manutenção do estabelecimento penal.
Art. 34. O trabalho poderá ser gerenciado por fundação,
ou empresa pública, com autonomia administrativa, e terá
por objetivo a formação profissional do condenado.
§ 1o. Nessa hipótese, incumbirá à entidade gerenciadora
promover e supervisionar a produção, com critérios e
métodos empresariais, encarregar-se de sua
comercialização, bem como suportar despesas, inclusive
pagamento de remuneração adequada.
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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§ 2o Os governos federal, estadual e municipal poderão
celebrar convênio com a iniciativa privada, para
implantação de oficinas de trabalho referentes a setores
de apoio dos presídios.
Art. 35. Os órgãos da Administração Direta ou Indireta da
União, Estados, Territórios, Distrito Federal e dos
Municípios adquirirão, com dispensa de concorrência
pública, os bens ou produtos do trabalho prisional, sempre
que não for possível ou recomendável realizar-se a venda
a particulares.
Parágrafo único. Todas as importâncias arrecadadas com
as vendas reverterão em favor da fundação ou empresa
pública a que alude o artigo anterior ou, na sua falta, do
estabelecimento penal.
SEÇÃO III - Do Trabalho Externo
Art. 36. O trabalho externo será admissível para os presos
em regime fechado somente em serviço ou obras públicas
realizadas por órgãos da Administração Direta ou Indireta,
ou entidades privadas, desde que tomadas as cautelas
contra a fuga e em favor da disciplina.
§ 1º O limite máximo do número de presos será de 10%
(dez por cento) do total de empregados na obra.
§ 2º Caberá ao órgão da administração, à entidade ou à
empresa empreiteira a remuneração desse trabalho.
§ 3º A prestação de trabalho à entidade privada depende
do consentimento expresso do preso.
Art. 37. A prestação de trabalho externo, a ser autorizada
pela direção do estabelecimento, dependerá de aptidão,
disciplina e responsabilidade, além do cumprimento
mínimo de 1/6 (um sexto) da pena.
Parágrafo único. Revogar-se-á a autorização de trabalho
externo ao preso que vier a praticar fato definido como
crime, for punido por falta grave, ou tiver comportamento
contrário aos requisitos estabelecidos neste artigo.
CAPÍTULO IV - Dos Deveres, dos Direitos e da Disciplina
SEÇÃO I - Dos Deveres
Art. 38. Cumpre ao condenado, além das obrigações legais
inerentes ao seu estado, submeter-se às normas de
execução da pena.
Art. 39. Constituem DEVERES do condenado:
I - comportamento disciplinado e cumprimento fiel da
sentença;
II - obediência ao servidor e respeito a qualquer pessoa
com quem deva relacionar-se;
III - urbanidade e respeito no trato com os demais
condenados;
IV - conduta oposta aos movimentos individuais ou
coletivos de fuga ou de subversão à ordem ou à disciplina;
V - execução do trabalho, das tarefas e das ordens
recebidas;
VI - submissão à sanção disciplinar imposta;
VII - indenização à vitima ou aos seus sucessores;
VIII - indenização ao Estado, quando possível, das
despesas realizadas com a sua manutenção, mediante
desconto proporcional da remuneração do trabalho;
IX - higiene pessoal e asseio da cela ou alojamento;
X - conservação dos objetos de uso pessoal.
Parágrafo único. Aplica-se ao preso provisório, no que
couber, o disposto neste artigo.
SEÇÃO II - Dos Direitos
Art. 40. Impõe-se a todas as autoridades o respeito à
integridade física e moral dos condenados e provisórios.
Art. 41. Constituem DIREITOS do preso:
I - alimentação suficiente e vestuário;
II - atribuição de trabalho e sua remuneração;
III - Previdência Social;
IV - constituição de pecúlio;
V - proporcionalidade na distribuição do tempo para o
trabalho, o descanso e a recreação;
VI - exercício das atividades profissionais, intelectuais,
artísticas e desportivas anteriores, desde que compatíveis
com a execução da pena;
VII - assistência material, à saúde, jurídica, educacional,
social e religiosa;
VIII - proteção contra qualquer forma de sensacionalismo;
IX - entrevista pessoal e reservada com o advogado;
X - visita do cônjuge, da companheira, de parentes e
amigos em dias determinados;
XI - chamamento nominal;
XII - igualdade de tratamento salvo quanto às exigências
da individualização da pena;
XIII - audiência especial com o diretor do estabelecimento;
XIV - representação e petição a qualquer autoridade, em
defesa de direito;
XV - contato com o mundo exterior por meio de
correspondência escrita, da leitura e de outros meios de
informação que não comprometam a moral e os bons
costumes.
XVI – atestado de pena a cumprir, emitido anualmente,
sob pena da responsabilidade da autoridade judiciária
competente.
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Parágrafo único. Os direitos previstos nos incisos V, X e
XV PODERÃO SER SUSPENSOS OU RESTRINGIDOS
mediante ato motivado do diretor do estabelecimento.
Art. 42. Aplica-se ao preso provisório e ao submetido à
medida de segurança, no que couber, o disposto nesta
Seção.
Art. 43. É garantida a liberdade de contratar médico de
confiança pessoal do internado ou do submetido a
tratamento ambulatorial, por seus familiares ou
dependentes, a fim de orientar e acompanhar o
tratamento.
Parágrafo único. As divergências entre o médico oficial e o
particular serão resolvidas pelo Juiz da execução.
SEÇÃO III - Da Disciplina
SUBSEÇÃO I - Disposições Gerais
Art. 44. A disciplina consiste na colaboração com a ordem,
na obediência às determinações das autoridades e seus
agentes e no desempenho do trabalho.
Parágrafo único. Estão sujeitos à disciplina o condenado à
pena privativa de liberdade ou restritiva dedireitos e o
preso provisório.
Art. 45. Não haverá falta nem sanção disciplinar sem
expressa e anterior previsão legal ou regulamentar.
§ 1º As sanções não poderão colocar em perigo a
integridade física e moral do condenado.
§ 2º É vedado o emprego de cela escura.
§ 3º São vedadas as sanções coletivas.
Art. 46. O condenado ou denunciado, no início da
execução da pena ou da prisão, será cientificado das
normas disciplinares.
Art. 47. O poder disciplinar, na execução da pena privativa
de liberdade, será exercido pela autoridade administrativa
conforme as disposições regulamentares.
Art. 48. Na execução das penas restritivas de direitos, o
poder disciplinar será exercido pela autoridade
administrativa a que estiver sujeito o condenado.
Parágrafo único. Nas faltas graves, a autoridade
representará ao Juiz da execução para os fins dos artigos
118, inciso I, 125, 127, 181, §§ 1º, letra d, e 2º desta Lei.
Art. 49. As faltas disciplinares classificam-se em leves,
médias e graves. A legislação local especificará as leves e
médias, bem assim as respectivas sanções.
Parágrafo único. Pune-se a tentativa com a sanção
correspondente à falta consumada. IMPORTANTE
Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa
de liberdade que:
I - incitar ou participar de movimento para subverter a
ordem ou a disciplina;
II - fugir;
III - possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender
a integridade física de outrem;
IV - provocar acidente de trabalho;
V - descumprir, no regime aberto, as condições impostas;
VI - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do
artigo 39, desta Lei.
VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho
telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação
com outros presos ou com o ambiente externo.
VIII - recusar submeter-se ao procedimento de
identificação do perfil genético.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se, no que
couber, ao preso provisório.
Art. 51. Comete falta grave o condenado à pena restritiva
de direitos que:
I - descumprir, injustificadamente, a restrição imposta;
II - retardar, injustificadamente, o cumprimento da
obrigação imposta;
III - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do
artigo 39, desta Lei.
Art. 52. A prática de fato previsto como crime doloso
constitui falta grave e, quando ocasionar subversão da
ordem ou disciplina internas, sujeitará o preso provisório,
ou condenado, nacional ou estrangeiro, sem prejuízo da
sanção penal, ao REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO,
com as seguintes características: IMPORTANTE
I - duração máxima de até 2 (dois) anos, sem prejuízo de
repetição da sanção por nova falta grave de mesma
espécie;
II - recolhimento em cela individual;
III - visitas quinzenais, de 2 (duas) pessoas por vez, a serem
realizadas em instalações equipadas para impedir o
contato físico e a passagem de objetos, por pessoa da
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família ou, no caso de terceiro, autorizado judicialmente,
com duração de 2 (duas) horas;
IV - direito do preso à saída da cela por 2 (duas) horas
diárias para banho de sol, em grupos de até 4 (quatro)
presos, desde que não haja contato com presos do mesmo
grupo criminoso;
V - entrevistas sempre monitoradas, exceto aquelas com
seu defensor, em instalações equipadas para impedir o
contato físico e a passagem de objetos, salvo expressa
autorização judicial em contrário;
VI - fiscalização do conteúdo da correspondência;
VII - participação em audiências judiciais
preferencialmente por videoconferência, garantindo-se a
participação do defensor no mesmo ambiente do preso.
§ 1º O regime disciplinar diferenciado também será
aplicado aos presos provisórios ou condenados, nacionais
ou estrangeiros: IMPORTANTE
I - que apresentem alto risco para a ordem e a segurança
do estabelecimento penal ou da sociedade;
II - sob os quais recaiam fundadas suspeitas de
envolvimento ou participação, a qualquer título, em
organização criminosa, associação criminosa ou milícia
privada, independentemente da prática de falta grave.
§ 2º (Revogado).
§ 3º Existindo indícios de que o preso exerce liderança em
organização criminosa, associação criminosa ou milícia
privada, ou que tenha atuação criminosa em 2 (dois) ou
mais Estados da Federação, o regime disciplinar
diferenciado será obrigatoriamente cumprido em
estabelecimento prisional federal.
§ 4º Na hipótese dos parágrafos anteriores, o regime
disciplinar diferenciado poderá ser prorrogado
sucessivamente, por períodos de 1 (um) ano, existindo
indícios de que o preso:
I - continua apresentando alto risco para a ordem e a
segurança do estabelecimento penal de origem ou da
sociedade;
II - mantém os vínculos com organização criminosa,
associação criminosa ou milícia privada, considerados
também o perfil criminal e a função desempenhada por
ele no grupo criminoso, a operação duradoura do grupo, a
superveniência de novos processos criminais e os
resultados do tratamento penitenciário.
§ 5º Na hipótese prevista no § 3º deste artigo, o regime
disciplinar diferenciado deverá contar com alta segurança
interna e externa, principalmente no que diz respeito à
necessidade de se evitar contato do preso com membros
de sua organização criminosa, associação criminosa ou
milícia privada, ou de grupos rivais.
§ 6º A visita de que trata o inciso III do caput deste artigo
será gravada em sistema de áudio ou de áudio e vídeo e,
com autorização judicial, fiscalizada por agente
penitenciário.
§ 7º Após os primeiros 6 (seis) meses de regime disciplinar
diferenciado, o preso que não receber a visita de que trata
o inciso III do caput deste artigo poderá, após prévio
agendamento, ter contato telefônico, que será gravado,
com uma pessoa da família, 2 (duas) vezes por mês e por
10 (dez) minutos.
SUBSEÇÃO III - Das Sanções e das Recompensas
Art. 53. Constituem sanções disciplinares:
I - advertência verbal;
II - repreensão;
III - suspensão ou restrição de direitos (artigo 41, PÚ);
IV - isolamento na própria cela, ou em local adequado, nos
estabelecimentos que possuam alojamento coletivo,
observado o disposto no artigo 88 desta Lei.
V - inclusão no regime disciplinar diferenciado.
Art. 54. As sanções dos incisos I a IV do art. 53 serão
aplicadas por ato motivado do diretor do estabelecimento
e a do inciso V, por prévio e fundamentado despacho do
juiz competente. IMPORTANTE
§ 1o A autorização para a inclusão do preso em regime
disciplinar dependerá de requerimento circunstanciado
elaborado pelo diretor do estabelecimento ou outra
autoridade administrativa.
§ 2o A decisão judicial sobre inclusão de preso em regime
disciplinar será precedida de manifestação do MP e da
defesa e prolatada no prazo máximo de quinze dias.
Art. 55. As recompensas têm em vista o bom
comportamento reconhecido em favor do condenado, de
sua colaboração com a disciplina e de sua dedicação ao
trabalho.
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Art. 56. São recompensas:
I - o elogio;
II - a concessão de regalias.
Parágrafo único. A legislação local e os regulamentos
estabelecerão a natureza e a forma de concessão de
regalias.
SUBSEÇÃO IV - Da Aplicação das Sanções
Art. 57. Na aplicação das sanções disciplinares, levar-se-ão
em conta a natureza, os motivos, as circunstâncias e as
consequências do fato, bem como a pessoa do faltoso e
seu tempo de prisão.
Parágrafo único. Nas faltas graves, aplicam-se as sanções
previstas nos incisos III a V do art. 53 desta Lei. #DEPEN21
Art. 58. O isolamento, a suspensão e a restrição de direitos
não poderão exceder a trinta dias, ressalvada a hipótese
do regime disciplinar diferenciado. VEJA: 30 DIAS
Parágrafo único. O isolamento será sempre comunicado
ao Juiz da execução.
SUBSEÇÃO V - Do Procedimento Disciplinar
Art. 59. Praticada a falta disciplinar, deverá ser instauradoo procedimento para sua apuração, conforme
regulamento, assegurado o direito de defesa.
Parágrafo único. A decisão será motivada.
Art. 60. A autoridade administrativa poderá decretar o
isolamento preventivo do faltoso pelo prazo de até dez
dias. A inclusão do preso no regime disciplinar
diferenciado, no interesse da disciplina e da averiguação
do fato, dependerá de despacho do juiz competente.
Parágrafo único. O tempo de isolamento ou inclusão
preventiva no regime disciplinar diferenciado será
computado no período de cumprimento da sanção
disciplinar.
TÍTULO III - Dos Órgãos da Execução Penal
CAPÍTULO I - Disposições Gerais
Art. 61. São órgãos da execução penal:
I - o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária;
II - o Juízo da Execução;
III - o Ministério Público;
IV - o Conselho Penitenciário;
V - os Departamentos Penitenciários;
VI - o Patronato;
VII - o Conselho da Comunidade.
VIII - a Defensoria Pública.
CAPÍTULO II - Do Conselho Nacional de Política Criminal
e Penitenciária
Art. 62. O Conselho Nacional de Política Criminal e
Penitenciária, com sede na Capital da República, é
subordinado ao Ministério da Justiça.
Art. 63. O Conselho Nacional de Política Criminal e
Penitenciária será integrado por 13 (treze) membros
designados através de ato do Ministério da Justiça, dentre
professores e profissionais da área do Direito Penal,
Processual Penal, Penitenciário e ciências correlatas, bem
como por representantes da comunidade e dos
Ministérios da área social.
Parágrafo único. O mandato dos membros do Conselho
terá duração de 2 (dois) anos, renovado 1/3 (um terço) em
cada ano.
Art. 64. Ao Conselho Nacional de Política Criminal e
Penitenciária, no exercício de suas atividades, em âmbito
federal ou estadual, incumbe:
I - propor diretrizes da política criminal quanto à
prevenção do delito, administração da Justiça Criminal e
execução das penas e das medidas de segurança;
II - contribuir na elaboração de planos nacionais de
desenvolvimento, sugerindo as metas e prioridades da
política criminal e penitenciária;
III - promover a avaliação periódica do sistema criminal
para a sua adequação às necessidades do País;
IV - estimular e promover a pesquisa criminológica;
V - elaborar programa nacional penitenciário de formação
e aperfeiçoamento do servidor;
VI - estabelecer regras sobre a arquitetura e construção de
estabelecimentos penais e casas de albergados;
VII - estabelecer os critérios para a elaboração da
estatística criminal;
VIII - inspecionar e fiscalizar os estabelecimentos penais,
bem assim informar-se, mediante relatórios do Conselho
Penitenciário, requisições, visitas ou outros meios, acerca
do desenvolvimento da execução penal nos Estados,
Territórios e Distrito Federal, propondo às autoridades
@PRE_CEOS / @MARCOSLIMA.TEN
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dela incumbida as medidas necessárias ao seu
aprimoramento;
IX - representar ao Juiz da execução ou à autoridade
administrativa para instauração de sindicância ou
procedimento administrativo, em caso de violação das
normas referentes à execução penal;
X - representar à autoridade competente para a
interdição, no todo ou em parte, de estabelecimento
penal.
CAPÍTULO III - Do Juízo da Execução
Art. 65. A execução penal competirá ao Juiz indicado na lei
local de organização judiciária e, na sua ausência, ao da
sentença.
Art. 66. Compete ao Juiz da execução:
I - aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer
modo favorecer o condenado;
II - declarar extinta a punibilidade;
III - decidir sobre:
a) soma ou unificação de penas;
b) progressão ou regressão nos regimes;
c) detração e remição da pena;
d) suspensão condicional da pena;
e) livramento condicional;
f) incidentes da execução.
IV - autorizar saídas temporárias;
V - determinar:
a) a forma de cumprimento da pena restritiva de direitos
e fiscalizar sua execução;
b) a conversão da pena restritiva de direitos e de multa em
privativa de liberdade;
c) a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva
de direitos;
d) a aplicação da medida de segurança, bem como a
substituição da pena por medida de segurança;
e) a revogação da medida de segurança;
f) a desinternação e o restabelecimento da situação
anterior;
g) o cumprimento de pena ou medida de segurança em
outra comarca;
h) a remoção do condenado na hipótese prevista no § 1º,
do artigo 86, desta Lei.
VI - zelar pelo correto cumprimento da pena e da medida
de segurança;
VII - inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos
penais, tomando providências para o adequado
funcionamento e promovendo, quando for o caso, a
apuração de responsabilidade;
VIII - interditar, no todo ou em parte, estabelecimento
penal que estiver funcionando em condições inadequadas
ou com infringência aos dispositivos desta Lei;
IX - compor e instalar o Conselho da Comunidade.
X – emitir anualmente atestado de pena a cumprir.
CAPÍTULO IV - Do Ministério Público
Art. 67. O Ministério Público fiscalizará a execução da pena
e da medida de segurança, oficiando no processo
executivo e nos incidentes da execução.
Art. 68. Incumbe, ainda, ao Ministério Público:
I - fiscalizar a regularidade formal das guias de
recolhimento e de internamento;
II - requerer:
a) todas as providências necessárias ao desenvolvimento
do processo executivo;
b) a instauração dos incidentes de excesso ou desvio de
execução;
c) a aplicação de medida de segurança, bem como a
substituição da pena por medida de segurança;
d) a revogação da medida de segurança;
e) a conversão de penas, a progressão ou regressão nos
regimes e a revogação da suspensão condicional da pena
e do livramento condicional;
f) a internação, a desinternação e o restabelecimento da
situação anterior.
III - interpor recursos de decisões proferidas pela
autoridade judiciária, durante a execução.
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Parágrafo único. O órgão do Ministério Público visitará
mensalmente os estabelecimentos penais, registrando a
sua presença em livro próprio.
CAPÍTULO V - Do Conselho Penitenciário
Art. 69. O Conselho Penitenciário é órgão consultivo e
fiscalizador da execução da pena.
§ 1º O Conselho será integrado por membros nomeados
pelo Governador do Estado, do Distrito Federal e dos
Territórios, dentre professores e profissionais da área do
Direito Penal, Processual Penal, Penitenciário e ciências
correlatas, bem como por representantes da comunidade.
A legislação federal e estadual regulará o seu
funcionamento.
§ 2º O mandato dos membros do Conselho Penitenciário
terá a duração de 4 (quatro) anos.
Art. 70. Incumbe ao Conselho Penitenciário:
I - emitir parecer sobre indulto e comutação de pena,
excetuada a hipótese de pedido de indulto com base no
estado de saúde do preso;
II - inspecionar os estabelecimentos e serviços penais;
III - apresentar, no 1º (primeiro) trimestre de cada ano, ao
Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária,
relatório dos trabalhos efetuados no exercício anterior;
IV - supervisionar os patronatos, bem como a assistência
aos egressos.
CAPÍTULO VI - Dos Departamentos Penitenciários
SEÇÃO I - Do Departamento Penitenciário Nacional
Art. 71. O Departamento Penitenciário Nacional,
subordinado ao Ministério da Justiça, é órgão executivo da
Política Penitenciária Nacional e de apoio administrativo e
financeiro do Conselho Nacional de Política Criminal e
Penitenciária.
Art. 72. São atribuições do Departamento Penitenciário
Nacional:
I - acompanhar a fiel aplicação das normas de execução
penal em todo o Território Nacional;
II - inspecionar e fiscalizar periodicamente os
estabelecimentos e serviços penais;
III - assistir tecnicamente as Unidades Federativas na
implementação dos princípios e regras estabelecidos
nesta Lei;
IV - colaborar com as Unidades Federativas mediante
convênios, na implantação de estabelecimentose serviços
penais;
V - colaborar com as Unidades Federativas para a
realização de cursos de formação de pessoal penitenciário
e de ensino profissionalizante do condenado e do
internado.
VI – estabelecer, mediante convênios com as unidades
federativas, o cadastro nacional das vagas existentes em
estabelecimentos locais destinadas ao cumprimento de
penas privativas de liberdade aplicadas pela justiça de
outra unidade federativa, em especial para presos sujeitos
a regime disciplinar.
VII - acompanhar a execução da pena das mulheres
beneficiadas pela progressão especial de que trata o § 3º
do art. 112 desta Lei, monitorando sua integração social e
a ocorrência de reincidência, específica ou não, mediante
a realização de avaliações periódicas e de estatísticas
criminais.
§ 1º Incumbem também ao Departamento a coordenação
e supervisão dos estabelecimentos penais e de
internamento federais.
§ 2º Os resultados obtidos por meio do monitoramento e
das avaliações periódicas previstas no inciso VII
do caput deste artigo serão utilizados para, em função da
efetividade da progressão especial para a ressocialização
das mulheres de que trata o § 3º do art. 112 desta Lei,
avaliar eventual desnecessidade do regime fechado de
cumprimento de pena para essas mulheres nos casos de
crimes cometidos sem violência ou grave ameaça.
SEÇÃO II - Do Departamento Penitenciário Local
Art. 73. A legislação local poderá criar Departamento
Penitenciário ou órgão similar, com as atribuições que
estabelecer.
Art. 74. O Departamento Penitenciário local, ou órgão
similar, tem por finalidade supervisionar e coordenar os
estabelecimentos penais da Unidade da Federação a que
pertencer.
Parágrafo único. Os órgãos referidos no caput deste artigo
realizarão o acompanhamento de que trata o inciso VII
do caput do art. 72 e encaminharão ao DEPEN os resultados.
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SEÇÃO III - Direção e Pessoal dos Estabelecimentos
Penais
Art. 75. O ocupante do cargo de diretor de
estabelecimento deverá satisfazer os seguintes requisitos:
I - ser portador de diploma de nível superior de Direito, ou
Psicologia, ou Ciências Sociais, ou Pedagogia, ou Serviços
Sociais;
II - possuir experiência administrativa na área;
III - ter idoneidade moral e reconhecida aptidão para o
desempenho da função.
Parágrafo único. O diretor deverá residir no
estabelecimento, ou nas proximidades, e dedicará tempo
integral à sua função.
Art. 76. O Quadro do Pessoal Penitenciário será
organizado em diferentes categorias funcionais, segundo
as necessidades do serviço, com especificação de
atribuições relativas às funções de direção, chefia e
assessoramento do estabelecimento e às demais funções.
Art. 77. A escolha do pessoal administrativo,
especializado, de instrução técnica e de vigilância
atenderá a vocação, preparação profissional e
antecedentes pessoais do candidato.
§ 1° O ingresso do pessoal penitenciário, bem como a
progressão ou a ascensão funcional dependerão de cursos
específicos de formação, procedendo-se à reciclagem
periódica dos servidores em exercício.
§ 2º No estabelecimento para mulheres somente se
permitirá o trabalho de pessoal do sexo feminino, salvo
quando se tratar de pessoal técnico especializado.
CAPÍTULO VII - Do Patronato
Art. 78. O Patronato público ou particular destina-se a
prestar assistência aos albergados e aos egressos (artigo
26).
Art. 79. Incumbe também ao Patronato:
I - orientar os condenados à pena restritiva de direitos;
II - fiscalizar o cumprimento das penas de prestação de
serviço à comunidade e de limitação de fim de semana;
III - colaborar na fiscalização do cumprimento das
condições da suspensão e do livramento condicional.
CAPÍTULO VIII - Do Conselho da Comunidade
Art. 80. Haverá, em cada comarca, um Conselho da
Comunidade composto, no mínimo, por 1 (um)
representante de associação comercial ou industrial, 1
(um) advogado indicado pela Seção da Ordem dos
Advogados do Brasil, 1 (um) Defensor Público indicado
pelo Defensor Público Geral e 1 (um) assistente social
escolhido pela Delegacia Seccional do Conselho Nacional
de Assistentes Sociais.
Parágrafo único. Na falta da representação prevista neste
artigo, ficará a critério do Juiz da execução a escolha dos
integrantes do Conselho.
Art. 81. Incumbe ao Conselho da Comunidade:
I - visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos
penais existentes na comarca;
II - entrevistar presos;
III - apresentar relatórios mensais ao Juiz da execução e ao
Conselho Penitenciário;
IV - diligenciar a obtenção de recursos materiais e
humanos para melhor assistência ao preso ou internado,
em harmonia com a direção do estabelecimento.
CAPÍTULO IX - DA DEFENSORIA PÚBLICA
Art. 81-A. A Defensoria Pública velará pela regular
execução da pena e da medida de segurança, oficiando, no
processo executivo e nos incidentes da execução, para a
defesa dos necessitados em todos os graus e instâncias, de
forma individual e coletiva.
Art. 81-B. Incumbe, ainda, à Defensoria Pública:
I - requerer:
a) todas as providências necessárias ao desenvolvimento
do processo executivo;
b) a aplicação aos casos julgados de lei posterior que de
qualquer modo favorecer o condenado;
c) a declaração de extinção da punibilidade;
d) a unificação de penas;
e) a detração e remição da pena;
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f) a instauração dos incidentes de excesso ou desvio de
execução;
g) a aplicação de medida de segurança e sua revogação,
bem como a substituição da pena por medida de
segurança;
h) a conversão de penas, a progressão nos regimes, a
suspensão condicional da pena, o livramento condicional,
a comutação de pena e o indulto;
i) a autorização de saídas temporárias;
j) a internação, a desinternação e o restabelecimento da
situação anterior;
k) o cumprimento de pena ou medida de segurança em
outra comarca;
l) a remoção do condenado na hipótese prevista no § 1o do
art. 86 desta Lei;
II - requerer a emissão anual do atestado de pena a
cumprir;
III - interpor recursos de decisões proferidas pela
autoridade judiciária ou administrativa durante a
execução;
IV - representar ao Juiz da execução ou à autoridade
administrativa para instauração de sindicância ou
procedimento administrativo em caso de violação das
normas referentes à execução penal;
V - visitar os estabelecimentos penais, tomando
providências para o adequado funcionamento, e requerer,
quando for o caso, a apuração de responsabilidade;
VI - requerer à autoridade competente a interdição, no
todo ou em parte, de estabelecimento penal.
Parágrafo único. O órgão da Defensoria Pública visitará
periodicamente os estabelecimentos penais, registrando a
sua presença em livro próprio.
TÍTULO IV - Dos Estabelecimentos Penais
CAPÍTULO I-Disposições Gerais
Art. 82. Os estabelecimentos penais destinam-se ao
condenado, ao submetido à medida de segurança, ao
preso provisório e ao egresso.
§ 1° A mulher e o maior de sessenta anos, separadamente,
serão recolhidos a estabelecimento próprio e adequado à
sua condição pessoal.
§ 2º - O mesmo conjunto arquitetônico poderá abrigar
estabelecimentos de destinação diversa desde que
devidamente isolados.
Art. 83. O estabelecimento penal, conforme a sua
natureza, deverá contar em suas dependências com áreas
e serviços destinados a dar assistência, educação,
trabalho, recreação e prática esportiva.
§ 1º Haverá instalação destinada a estágio de estudantes
universitários.
§ 2o Os estabelecimentos penais destinados a mulheres
serão dotados de berçário, onde as condenadas possam
cuidar de seus filhos, inclusive amamentá-los, no mínimo,
até 6 (seis) meses de idade.
§ 3o Os estabelecimentos de que trata o § 2o deste artigo
deverão possuir, exclusivamente, agentes do sexo
feminino na segurança de suas dependências internas.
§ 4oSerão instaladas salas de aulas destinadas a cursos do
ensino básico e profissionalizante.
§ 5o Haverá instalação destinada à Defensoria Pública.
Art. 83-A. Poderão ser objeto de execução indireta as
atividades materiais acessórias, instrumentais ou
complementares desenvolvidas em estabelecimentos
penais, e notadamente:
I - serviços de conservação, limpeza, informática,
copeiragem, portaria, recepção, reprografia,
telecomunicações, lavanderia e manutenção de prédios,
instalações e equipamentos internos e externos;
II - serviços relacionados à execução de trabalho pelo
preso.
§ 1o A execução indireta será realizada sob supervisão e
fiscalização do poder público.
§ 2o Os serviços relacionados neste artigo poderão
compreender o fornecimento de materiais,
equipamentos, máquinas e profissionais.
Art. 83-B. São indelegáveis as funções de direção, chefia
e coordenação no âmbito do sistema penal, bem como
todas as atividades que exijam o exercício do poder de
polícia, e notadamente:
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I - classificação de condenados;
II - aplicação de sanções disciplinares;
III - controle de rebeliões;
IV - transporte de presos para órgãos do Poder Judiciário,
hospitais e outros locais externos aos estabelecimentos
penais.
Art. 84. O preso provisório ficará separado do condenado
por sentença transitada em julgado.
§ 1o Os presos provisórios ficarão separados de acordo
com os seguintes critérios:
I - acusados pela prática de crimes hediondos ou
equiparados;
II - acusados pela prática de crimes cometidos com
violência ou grave ameaça à pessoa;
III - acusados pela prática de outros crimes ou
contravenções diversos dos apontados nos incisos I e II.
§ 2° O preso que, ao tempo do fato, era funcionário da
Administração da Justiça Criminal ficará em dependência
separada.
§ 3o Os presos condenados ficarão separados de acordo
com os seguintes critérios:
I - condenados pela prática de crimes hediondos ou
equiparados;
II - reincidentes condenados pela prática de crimes
cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa;
III - primários condenados pela prática de crimes
cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa;
IV - demais condenados pela prática de outros crimes ou
contravenções em situação diversa das previstas nos
incisos I, II e III.
§ 4o O preso que tiver sua integridade física, moral ou
psicológica ameaçada pela convivência com os demais
presos ficará segregado em local próprio.
Art. 85. O estabelecimento penal deverá ter lotação
compatível com a sua estrutura e finalidade.
Parágrafo único. O Conselho Nacional de Política Criminal
e Penitenciária determinará o limite máximo de
capacidade do estabelecimento, atendendo a sua
natureza e peculiaridades.
Art. 86. As penas privativas de liberdade aplicadas pela
Justiça de uma Unidade Federativa podem ser executadas
em outra unidade, em estabelecimento local ou da
União.
§ 1o A União Federal poderá construir estabelecimento
penal em local distante da condenação para recolher os
condenados, quando a medida se justifique no interesse
da segurança pública ou do próprio condenado.
§ 2° Conforme a natureza do estabelecimento, nele
poderão trabalhar os liberados ou egressos que se
dediquem a obras públicas ou ao aproveitamento de
terras ociosas.
§ 3o Caberá ao juiz competente, a requerimento da
autoridade administrativa definir o estabelecimento
prisional adequado para abrigar o preso provisório ou
condenado, em atenção ao regime e aos requisitos
estabelecidos.
CAPÍTULO II-Da Penitenciária
Art. 87. A penitenciária destina-se ao condenado à pena
de reclusão, em regime fechado.
Parágrafo único. A União Federal, os Estados, o Distrito
Federal e os Territórios poderão construir Penitenciárias
destinadas, exclusivamente, aos presos provisórios e
condenados que estejam em regime fechado, sujeitos ao
regime disciplinar diferenciado, nos termos do art. 52
desta Lei.
Art. 88. O condenado será alojado em cela individual que
conterá dormitório, aparelho sanitário e lavatório.
Parágrafo único. São requisitos básicos da unidade celular:
a) salubridade do ambiente pela concorrência dos fatores
de aeração, insolação e condicionamento térmico
adequado à existência humana;
b) área mínima de 6,00m2 (seis metros quadrados).
Art. 89. Além dos requisitos referidos no art. 88, a
penitenciária de mulheres será dotada de seção para
gestante e parturiente e de creche para abrigar crianças
maiores de 6 (seis) meses e menores de 7 (sete) anos, com
a finalidade de assistir a criança desamparada cuja
responsável estiver presa.
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Parágrafo único. São requisitos básicos da seção e da
creche referidas neste artigo:
I – atendimento por pessoal qualificado, de acordo com as
diretrizes adotadas pela legislação educacional e em
unidades autônomas; e
II – horário de funcionamento que garanta a melhor
assistência à criança e à sua responsável.
Art. 90. A penitenciária de homens será construída, em
local afastado do centro urbano, à distância que não
restrinja a visitação.
CAPÍTULO III- Da Colônia Agrícola, Industrial ou Similar
Art. 91. A Colônia Agrícola, Industrial ou Similar destina-se
ao cumprimento da pena em regime semiaberto.
Art. 92. O condenado poderá ser alojado em
compartimento coletivo, observados os requisitos da letra
a, do parágrafo único, do artigo 88, desta Lei.
Parágrafo único. São também requisitos básicos das
dependências coletivas:
a) a seleção adequada dos presos;
b) o limite de capacidade máxima que atenda os objetivos
de individualização da pena.
CAPÍTULO IV - Da Casa do Albergado
Art. 93. A Casa do Albergado destina-se ao cumprimento
de pena privativa de liberdade, em regime aberto, e da
pena de limitação de fim de semana.
Art. 94. O prédio deverá situar-se em centro urbano,
separado dos demais estabelecimentos, e caracterizar-se
pela ausência de obstáculos físicos contra a fuga.
Art. 95. Em cada região haverá, pelo menos, uma Casa do
Albergado, a qual deverá conter, além dos aposentos para
acomodar os presos, local adequado para cursos e
palestras.
Parágrafo único. O estabelecimento terá instalações para
os serviços de fiscalização e orientação dos condenados.
CAPÍTULO V - Do Centro de Observação
Art. 96. No Centro de Observação realizar-se-ão os exames
gerais e o criminológico, cujos resultados serão
encaminhados à Comissão Técnica de Classificação.
Parágrafo único. No Centro poderão ser realizadas
pesquisas criminológicas.
Art. 97. O Centro de Observação será instalado em
unidade autônoma ou em anexo a estabelecimento penal.
Art. 98. Os exames poderão ser realizados pela Comissão
Técnica de Classificação, na falta do Centro de
Observação.
CAPÍTULO VI-Hospital de Custódia e Trat. Psiquiátrico
Art. 99. O Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico
destina-se aos inimputáveis e semi-imputáveis referidos
no artigo 26 e seu parágrafo único do Código Penal.
Parágrafo único. Aplica-se ao hospital, no que couber, o
disposto no parágrafo único, do artigo 88, desta Lei.
Art. 100. O exame psiquiátrico e os demais exames
necessários ao tratamento são obrigatórios para todos os
internados.
Art. 101. O tratamento ambulatorial, previsto no artigo 97,
segunda parte, do Código Penal, será realizado no Hospital
de Custódia e Tratamento Psiquiátrico ou em outro local
com dependência médica adequada.
CAPÍTULO VII - Da Cadeia Pública
Art. 102. A cadeia pública destina-se ao recolhimento de
presos provisórios.
Art. 103. Cada comarca terá, pelo menos 1 (uma) cadeia
pública a fim de resguardar o interesse da Administração
da Justiça Criminal e a permanência do preso em local
próximo ao seu meio social e familiar.
Art. 104. O estabelecimento de que trata este Capítulo
será instalado próximo de centro urbano, observando-se
naconstrução as exigências mínimas referidas no artigo 88
e seu parágrafo único desta Lei.
Art. 105. Transitando em julgado a sentença que aplicar
pena privativa de liberdade, se o réu estiver ou vier a ser
preso, o Juiz ordenará a expedição de guia de
recolhimento para a execução.
Art. 106. A guia de recolhimento, extraída pelo escrivão,
que a rubricará em todas as folhas e a assinará com o Juiz,
será remetida à autoridade administrativa incumbida da
execução e conterá:
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I - o nome do condenado;
II - a sua qualificação civil e o número do registro geral no
órgão oficial de identificação;
III - o inteiro teor da denúncia e da sentença condenatória,
bem como certidão do trânsito em julgado;
IV - a informação sobre os antecedentes e o grau de
instrução;
V - a data da terminação da pena;
VI - outras peças do processo reputadas indispensáveis ao
adequado tratamento penitenciário.
§ 1º Ao Ministério Público se dará ciência da guia de
recolhimento.
§ 2º A guia de recolhimento será retificada sempre que
sobrevier modificação quanto ao início da execução ou ao
tempo de duração da pena.
§ 3° Se o condenado, ao tempo do fato, era funcionário da
Administração da Justiça Criminal, far-se-á, na guia,
menção dessa circunstância, para fins do disposto no § 2°,
do artigo 84, desta Lei.
Art. 107. Ninguém será recolhido, para cumprimento de
pena privativa de liberdade, sem a guia expedida pela
autoridade judiciária.
§ 1° A autoridade administrativa incumbida da execução
passará recibo da guia de recolhimento para juntá-la aos
autos do processo, e dará ciência dos seus termos ao
condenado.
§ 2º As guias de recolhimento serão registradas em livro
especial, segundo a ordem cronológica do recebimento, e
anexadas ao prontuário do condenado, aditando-se, no
curso da execução, o cálculo das remições e de outras
retificações posteriores.
Art. 108. O condenado a quem sobrevier doença mental
será internado em Hospital de Custódia e Tratamento
Psiquiátrico.
Art. 109. Cumprida ou extinta a pena, o condenado será
posto em liberdade, mediante alvará do Juiz, se por outro
motivo não estiver preso.
SEÇÃO II - Dos Regimes
Art. 110. O Juiz, na sentença, estabelecerá o regime no
qual o condenado iniciará o cumprimento da pena
privativa de liberdade, observado o disposto no artigo 33
e seus parágrafos do Código Penal.
Art. 111. Quando houver condenação por mais de um
crime, no mesmo processo ou em processos distintos, a
determinação do regime de cumprimento será feita pelo
resultado da soma ou unificação das penas, observada,
quando for o caso, a detração ou remição.
Parágrafo único. Sobrevindo condenação no curso da
execução, somar-se-á a pena ao restante da que está
sendo cumprida, para determinação do regime.
Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em
forma progressiva com a transferência para regime menos
rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver
cumprido ao menos: MUITO IMPORTANTE!
I - 16% (dezesseis por cento) da pena, se o apenado for
primário e o crime tiver sido cometido sem violência à
pessoa ou grave ameaça;
II - 20% (vinte por cento) da pena, se o apenado for
reincidente em crime cometido sem violência à pessoa ou
grave ameaça;
III - 25% (vinte e cinco por cento) da pena, se o apenado
for primário e o crime tiver sido cometido com violência à
pessoa ou grave ameaça;
IV - 30% (trinta por cento) da pena, se o apenado for
reincidente em crime cometido com violência à pessoa ou
grave ameaça;
V - 40% (quarenta por cento) da pena, se o apenado for
condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado,
se for primário;
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VI - 50% (cinquenta por cento) da pena, se o apenado for:
a) condenado pela prática de crime hediondo ou
equiparado, com resultado morte, se for primário, vedado
o livramento condicional;
b) condenado por exercer o comando, individual ou
coletivo, de organização criminosa estruturada para a
prática de crime hediondo ou equiparado; ou
c) condenado pela prática do crime de constituição de
milícia privada;
VII - 60% (sessenta por cento) da pena, se o apenado for
reincidente na prática de crime hediondo ou
equiparado;
VIII - 70% (setenta por cento) da pena, se o apenado for
reincidente em crime hediondo ou equiparado com
resultado morte, vedado o livramento condicional.
§ 1º Em todos os casos, o apenado só terá direito à
progressão de regime se ostentar boa conduta carcerária,
comprovada pelo diretor do estabelecimento, respeitadas
as normas que vedam a progressão.
§ 2º A decisão do juiz que determinar a progressão de
regime será sempre motivada e precedida de
manifestação do Ministério Público e do defensor,
procedimento que também será adotado na concessão de
livramento condicional, indulto e comutação de penas,
respeitados os prazos previstos nas normas vigentes.
§ 3º No caso de mulher gestante ou que for mãe ou
responsável por crianças ou pessoas com deficiência, os
REQUISITOS PARA PROGRESSÃO DE REGIME SÃO,
CUMULATIVAMENTE:
I - não ter cometido crime com violência ou grave ameaça
a pessoa;
II - não ter cometido o crime contra seu filho ou
dependente;
III - ter cumprido ao menos 1/8 (um oitavo) da pena no
regime anterior;
IV - ser primária e ter bom comportamento carcerário,
comprovado pelo diretor do estabelecimento;
V - não ter integrado organização criminosa.
§ 4º O cometimento de novo crime doloso ou falta grave
implicará a revogação do benefício do § 3º deste artigo.
§ 5º Não se considera hediondo ou equiparado, para os
fins deste artigo, o crime de tráfico de drogas previsto no §
4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006.
§ 6º O cometimento de falta grave durante a execução da
pena privativa de liberdade interrompe o prazo para a
obtenção da progressão no regime de cumprimento da
pena, caso em que o reinício da contagem do requisito
objetivo terá como base a pena remanescente.
§ 7º O bom comportamento é readquirido após 1 (um) ano
da ocorrência do fato, ou antes, após o cumprimento do
requisito temporal exigível para a obtenção do direito.
Art. 113. O ingresso do condenado em regime aberto
supõe a aceitação de seu programa e das condições
impostas pelo Juiz.
Art. 114. Somente poderá ingressar no regime aberto o
condenado que:
I - estiver trabalhando ou comprovar a possibilidade de
fazê-lo imediatamente;
II - apresentar, pelos seus antecedentes ou pelo resultado
dos exames a que foi submetido, fundados indícios de que
irá ajustar-se, com autodisciplina e senso de
responsabilidade, ao novo regime.
Parágrafo único. Poderão ser dispensadas do trabalho as
pessoas referidas no artigo 117 desta Lei.
Art. 115. O Juiz poderá estabelecer condições especiais
para a concessão de regime aberto, sem prejuízo das
seguintes condições gerais e obrigatórias:
I - permanecer no local que for designado, durante o
repouso e nos dias de folga;
II - sair para o trabalho e retornar, nos horários fixados;
III - não se ausentar da cidade onde reside, sem
autorização judicial;
IV - comparecer a Juízo, para informar e justificar as suas
atividades, quando for determinado.
Art. 116. O Juiz poderá modificar as condições
estabelecidas, de ofício, a requerimento do Ministério
Público, da autoridade administrativa ou do condenado,
desde que as circunstâncias assim o recomendem.
Art. 117. Somente se admitirá o recolhimento do
beneficiário de regime aberto em residência particular
quando se tratar de:
I - condenado maior de 70 (setenta) anos;
II - condenado acometido de doença grave;
III - condenada com filho menor ou deficiente físico ou
mental;
IV - condenada gestante.
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Art. 118. A execução da pena privativade liberdade ficará
sujeita à FORMA REGRESSIVA, com a transferência para
qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o
condenado:
I - praticar fato definido como crime doloso ou falta grave;
II - sofrer condenação, por crime anterior, cuja pena,
somada ao restante da pena em execução, torne incabível
o regime (artigo 111).
§ 1° O condenado será transferido do regime aberto se,
além das hipóteses referidas nos incisos anteriores,
frustrar os fins da execução ou não pagar, podendo, a
multa cumulativamente imposta.
§ 2º Nas hipóteses do inciso I e do parágrafo anterior,
deverá ser ouvido previamente o condenado.
Art. 119. A legislação local poderá estabelecer normas
complementares para o cumprimento da pena privativa
de liberdade em regime aberto (artigo 36, § 1º, do CP).
SEÇÃO III - Das Autorizações de Saída
SUBSEÇÃO I - Da Permissão de Saída
Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime
fechado ou semiaberto e os presos provisórios poderão
obter permissão para sair do estabelecimento, mediante
escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos:
I - falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira,
ascendente, descendente ou irmão;
II - necessidade de tratamento médico (parágrafo único do
artigo 14).
Parágrafo único. A permissão de saída será concedida pelo
diretor do estabelecimento onde se encontra o preso.
Art. 121. A permanência do preso fora do estabelecimento
terá a duração necessária à finalidade da saída.
SUBSEÇÃO II - Da Saída Temporária
Art. 122. Os condenados que cumprem pena em regime
semiaberto poderão obter autorização para saída
temporária do estabelecimento, sem vigilância direta, nos
seguintes casos:
I - visita à família;
II - frequência a curso supletivo profissionalizante, bem
como de instrução do 2º grau ou superior, na Comarca do
Juízo da Execução;
III - participação em atividades que concorram para o
retorno ao convívio social.
§ 1º A ausência de vigilância direta não impede a utilização
de equipamento de monitoração eletrônica pelo
condenado, quando assim determinar o juiz da execução.
§ 2º Não terá direito à saída temporária a que se refere
o caput deste artigo o condenado que cumpre pena por
praticar crime hediondo com resultado morte.
Art. 123. A autorização será concedida por ato motivado
do Juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a
administração penitenciária e dependerá da satisfação
dos seguintes requisitos:
I - comportamento adequado;
II - cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena, se o
condenado for primário, e 1/4 (um quarto), se reincidente;
III - compatibilidade do benefício com os objetivos da
pena.
Art. 124. A autorização será concedida por prazo não
superior a 7 (sete) dias, podendo ser renovada por mais 4
(quatro) vezes durante o ano.
§ 1o Ao conceder a saída temporária, o juiz imporá ao
beneficiário as seguintes condições, entre outras que
entender compatíveis com as circunstâncias do caso e a
situação pessoal do condenado:
I - fornecimento do endereço onde reside a família a ser
visitada ou onde poderá ser encontrado durante o gozo do
benefício;
II - recolhimento à residência visitada, no período noturno;
III - proibição de frequentar bares, casas noturnas e
estabelecimentos congêneres.
§ 2o Quando se tratar de frequência a curso
profissionalizante, de instrução de ensino médio ou
superior, o tempo de saída será o necessário para o
cumprimento das atividades discentes.
§ 3o Nos demais casos, as autorizações de saída somente
poderão ser concedidas com prazo mínimo de 45
(quarenta e cinco) dias de intervalo entre uma e outra.
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Art. 125. O benefício será automaticamente revogado
quando o condenado praticar fato definido como crime
doloso, for punido por falta grave, desatender as
condições impostas na autorização ou revelar baixo grau
de aproveitamento do curso.
Parágrafo único. A recuperação do direito à saída
temporária dependerá da absolvição no processo penal,
do cancelamento da punição disciplinar ou da
demonstração do merecimento do condenado.
SEÇÃO IV - Da Remição
Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime
fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por
estudo, parte do tempo de execução da pena.
§ 1o A contagem de tempo referida no caput será feita à
razão de:
I - 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência
escolar - atividade de ensino fundamental, médio,
inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de
requalificação profissional - divididas, no mínimo, em 3
(três) dias;
II - 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho.
§ 2o As atividades de estudo a que se refere o § 1o deste
artigo poderão ser desenvolvidas de forma presencial ou
por metodologia de ensino a distância e deverão ser
certificadas pelas autoridades educacionais competentes
dos cursos frequentados.
§ 3o Para fins de cumulação dos casos de remição, as
horas diárias de trabalho e de estudo serão definidas de
forma a se compatibilizarem.
§ 4o O preso impossibilitado, por acidente, de prosseguir
no trabalho ou nos estudos continuará a beneficiar-se com
a remição.
§ 5o O tempo a remir em função das horas de estudo será
acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do
ensino fundamental, médio ou superior durante o
cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão
competente do sistema de educação. IMPORTANTE
§ 6o O condenado que cumpre pena em regime aberto ou
semiaberto e o que usufrui liberdade condicional poderão remir,
pela frequência a curso de ensino regular ou de educação
profissional, parte do tempo de execução da pena ou do período
de prova, observado o disposto no inciso I do § 1o deste artigo.
§ 7o O disposto neste artigo aplica-se às hipóteses de
prisão cautelar.
§ 8o A remição será declarada pelo juiz da execução,
ouvidos o Ministério Público e a defesa.
Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até
1/3 (um terço) do tempo remido, observado o disposto no
art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da
infração disciplinar.
Art. 128. O tempo remido será computado como pena
cumprida, para todos os efeitos.
Art. 129. A autoridade administrativa encaminhará
mensalmente ao juízo da execução cópia do registro de
todos os condenados que estejam trabalhando ou
estudando, com informação dos dias de trabalho ou das
horas de frequência escolar ou de atividades de ensino de
cada um deles.
§ 1o O condenado autorizado a estudar fora do
estabelecimento penal deverá comprovar mensalmente,
por meio de declaração da respectiva unidade de ensino,
a frequência e o aproveitamento escolar.
§ 2o Ao condenado dar-se-á a relação de seus dias
remidos.
Art. 130. Constitui o crime do artigo 299 do Código Penal
declarar ou atestar falsamente prestação de serviço para
fim de instruir pedido de remição.
SEÇÃO V - Do Livramento Condicional
Art. 131. O livramento condicional poderá ser concedido
pelo Juiz da execução, presentes os requisitos do artigo 83,
incisos e parágrafo único, do Código Penal, ouvidos o
Ministério Público e Conselho Penitenciário.
Art. 132. Deferido o pedido, o Juiz especificará as
condições a que fica subordinado o livramento.
§ 1º Serão sempre impostas ao liberado condicional as
obrigações seguintes:
a) obter ocupação lícita, dentro de prazo razoável se for
apto para o trabalho;
b) comunicar periodicamente ao Juiz sua ocupação;
c) não mudar do território da comarca do Juízo da
execução, sem prévia autorização deste.
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§ 2° Poderão ainda ser impostas ao liberado condicional,
entre outras obrigações, as seguintes:
a) não mudar de residência sem comunicação ao Juiz e à
autoridade incumbida da observação cautelar e de
proteção;
b) recolher-se à habitação em hora fixada;
c) não freqüentar determinados lugares.
d) (VETADO)
Art.133. Se for permitido ao liberado residir fora da
comarca do Juízo da execução, remeter-se-á cópia da
sentença do livramento ao Juízo do lugar para onde ele se
houver transferido e à autoridade incumbida da
observação cautelar e de proteção.
Art. 134. O liberado será advertido da obrigação de
apresentar-se imediatamente às autoridades referidas no
artigo anterior.
Art. 135. Reformada a sentença denegatória do
livramento, os autos baixarão ao Juízo da execução, para
as providências cabíveis.
Art. 136. Concedido o benefício, será expedida a carta de
livramento com a cópia integral da sentença em 2 (duas)
vias, remetendo-se uma à autoridade administrativa
incumbida da execução e outra ao Conselho Penitenciário.
Art. 137. A cerimônia do livramento condicional será
realizada solenemente no dia marcado pelo Presidente do
Conselho Penitenciário, no estabelecimento onde está
sendo cumprida a pena, observando-se o seguinte:
I - a sentença será lida ao liberando, na presença dos
demais condenados, pelo Presidente do Conselho
Penitenciário ou membro por ele designado, ou, na falta,
pelo Juiz;
II - a autoridade administrativa chamará a atenção do
liberando para as condições impostas na sentença de
livramento;
III - o liberando declarará se aceita as condições.
§ 1º De tudo em livro próprio, será lavrado termo subscrito
por quem presidir a cerimônia e pelo liberando, ou alguém
a seu rogo, se não souber ou não puder escrever.
§ 2º Cópia desse termo deverá ser remetida ao Juiz da
execução.
Art. 138. Ao sair o liberado do estabelecimento penal, ser-
lhe-á entregue, além do saldo de seu pecúlio e do que lhe
pertencer, uma caderneta, que exibirá à autoridade
judiciária ou administrativa, sempre que lhe for exigida.
§ 1º A caderneta conterá:
a) a identificação do liberado;
b) o texto impresso do presente Capítulo;
c) as condições impostas.
§ 2º Na falta de caderneta, será entregue ao liberado um
salvo-conduto, em que constem as condições do
livramento, podendo substituir-se a ficha de identificação
ou o seu retrato pela descrição dos sinais que possam
identificá-lo. SALVO-CONDUTO
§ 3º Na caderneta e no salvo-conduto deverá haver espaço
para consignar-se o cumprimento das condições referidas
no artigo 132 desta Lei.
Art. 139. A observação cautelar e a proteção realizadas
por serviço social penitenciário, Patronato ou Conselho da
Comunidade terão a finalidade de:
I - fazer observar o cumprimento das condições
especificadas na sentença concessiva do benefício;
II - proteger o beneficiário, orientando-o na execução de
suas obrigações e auxiliando-o na obtenção de atividade
laborativa.
Parágrafo único. A entidade encarregada da observação
cautelar e da proteção do liberado apresentará relatório
ao Conselho Penitenciário, para efeito da representação
prevista nos artigos 143 e 144 desta Lei.
Art. 140. A revogação do livramento condicional dar-se-á
nas hipóteses previstas nos artigos 86 e 87 do Código
Penal.
Parágrafo único. Mantido o livramento condicional, na
hipótese da revogação facultativa, o Juiz deverá advertir o
liberado ou agravar as condições.
Art. 141. Se a revogação for motivada por infração penal
anterior à vigência do livramento, computar-se-á como
tempo de cumprimento da pena o período de prova,
sendo permitida, para a concessão de novo livramento, a
soma do tempo das 2 (duas) penas.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Msg/VEP-310-10.htm
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Art. 142. No caso de revogação por outro motivo, não se
computará na pena o tempo em que esteve solto o
liberado, e tampouco se concederá, em relação à mesma
pena, novo livramento.
Art. 143. A revogação será decretada a requerimento do
Ministério Público, mediante representação do Conselho
Penitenciário, ou, de ofício, pelo Juiz, ouvido o liberado.
Art. 144. O Juiz, de ofício, a requerimento do Ministério
Público, da Defensoria Pública ou mediante representação
do Conselho Penitenciário, e ouvido o liberado, poderá
modificar as condições especificadas na sentença,
devendo o respectivo ato decisório ser lido ao liberado por
uma das autoridades ou funcionários indicados no inciso I
do caput do art. 137 desta Lei, observado o disposto nos
incisos II e III e §§ 1o e 2o do mesmo artigo.
Art. 145. Praticada pelo liberado outra infração penal, o
Juiz poderá ordenar a sua prisão, ouvidos o Conselho
Penitenciário e o Ministério Público, suspendendo o curso
do livramento condicional, cuja revogação, entretanto,
ficará dependendo da decisão final.
Art. 146. O Juiz, de ofício, a requerimento do interessado,
do Ministério Público ou mediante representação do
Conselho Penitenciário, julgará extinta a pena privativa de
liberdade, se expirar o prazo do livramento sem
revogação.
Seção VI - Da Monitoração Eletrônica
Art. 146-A. (VETADO).
Art. 146-B. O juiz poderá definir a fiscalização por meio da
monitoração eletrônica quando:
I - (VETADO);
II - autorizar a saída temporária no regime semiaberto;
III - (VETADO);
IV - determinar a prisão domiciliar;
V - (VETADO);
Parágrafo único. (VETADO).
Art. 146-C. O condenado será instruído acerca dos
cuidados que deverá adotar com o equipamento
eletrônico e dos seguintes deveres:
I - receber visitas do servidor responsável pela
monitoração eletrônica, responder aos seus contatos e
cumprir suas orientações;
II - abster-se de remover, de violar, de modificar, de
danificar de qualquer forma o dispositivo de monitoração
eletrônica ou de permitir que outrem o faça;
III - (VETADO);
Parágrafo único. A violação comprovada dos deveres
previstos neste artigo poderá acarretar, a critério do juiz
da execução, ouvidos o Ministério Público e a defesa:
I - a regressão do regime;
II - a revogação da autorização de saída temporária;
III - (VETADO);
IV - (VETADO);
V - (VETADO);
VI - a revogação da prisão domiciliar;
VII - advertência, por escrito, para todos os casos em que
o juiz da execução decida não aplicar alguma das medidas
previstas nos incisos de I a VI deste parágrafo.
Art. 146-D. A monitoração eletrônica poderá ser
revogada:
I - quando se tornar desnecessária ou inadequada;
II - se o acusado ou condenado violar os deveres a que
estiver sujeito durante a sua vigência ou cometer falta
grave.
Art. 147. Transitada em julgado a sentença que aplicou a
pena restritiva de direitos, o Juiz da execução, de ofício ou
a requerimento do Ministério Público, promoverá a
execução, podendo, para tanto, requisitar, quando
necessário, a colaboração de entidades públicas ou
solicitá-la a particulares.
Art. 148. Em qualquer fase da execução, poderá o Juiz,
motivadamente, alterar, a forma de cumprimento das
penas de prestação de serviços à comunidade e de
limitação de fim de semana, ajustando-as às condições
pessoais do condenado e às características do
estabelecimento, da entidade ou do programa
comunitário ou estatal.
SEÇÃO II - Da Prestação de Serviços à Comunidade
Art. 149. Caberá ao Juiz da execução:
I - designar a entidade ou programa comunitário ou
estatal, devidamente credenciado ou convencionado,
junto ao qual o condenado deverá trabalhar
gratuitamente, de acordo com as suas aptidões;
II - determinar a intimação do condenado, cientificando-o
da entidade, dias e horário em que deverá cumprir a pena;
III - alterar a forma de execução, a fim de ajustá-la às
modificações ocorridas na jornada de trabalho.
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§ 1º o trabalho terá a duração de 8 (oito) horas semanais
e será realizado aos sábados, domingos e feriados, ou em
dias úteis, de modo a não prejudicar a jornada normal de
trabalho, nos horários estabelecidos pelo Juiz.
§ 2º A execução terá início a partir da data do primeiro
comparecimento.
Art. 150. A entidade beneficiada com a prestação de
serviços encaminhará mensalmente,ao Juiz da execução,
relatório circunstanciado das atividades do condenado,
bem como, a qualquer tempo, comunicação sobre
ausência ou falta disciplinar.
SEÇÃO III - Da Limitação de Fim de Semana
Art. 151. Caberá ao Juiz da execução determinar a
intimação do condenado, cientificando-o do local, dias e
horário em que deverá cumprir a pena.
Parágrafo único. A execução terá início a partir da data do
primeiro comparecimento.
Art. 152. Poderão ser ministrados ao condenado, durante
o tempo de permanência, cursos e palestras, ou atribuídas
atividades educativas.
Parágrafo único. Nos casos de violência doméstica contra
a mulher, o juiz poderá determinar o comparecimento
obrigatório do agressor a programas de recuperação e
reeducação.
Art. 153. O estabelecimento designado encaminhará,
mensalmente, ao Juiz da execução, relatório, bem assim
comunicará, a qualquer tempo, a ausência ou falta
disciplinar do condenado.
SEÇÃO IV - Da Interdição Temporária de Direitos
Art. 154. Caberá ao Juiz da execução comunicar à
autoridade competente a pena aplicada, determinada a
intimação do condenado.
§ 1º Na hipótese de pena de interdição do artigo 47, inciso
I, do Código Penal, a autoridade deverá, em 24 (vinte e
quatro) horas, contadas do recebimento do ofício, baixar
ato, a partir do qual a execução terá seu início.
§ 2º Nas hipóteses do artigo 47, incisos II e III, do Código
Penal, o Juízo da execução determinará a apreensão dos
documentos, que autorizam o exercício do direito
interditado.
Art. 155. A autoridade deverá comunicar imediatamente
ao Juiz da execução o descumprimento da pena.
Parágrafo único. A comunicação prevista neste artigo
poderá ser feita por qualquer prejudicado.
CAPÍTULO III - Da Suspensão Condicional
Art. 156. O Juiz poderá suspender, pelo período de 2 (dois)
a 4 (quatro) anos, a execução da pena privativa de
liberdade, não superior a 2 (dois) anos, na forma prevista
nos artigos 77 a 82 do Código Penal.
Art. 157. O Juiz ou Tribunal, na sentença que aplicar pena
privativa de liberdade, na situação determinada no artigo
anterior, deverá pronunciar-se, motivadamente, sobre a
suspensão condicional, quer a conceda, quer a denegue.
Art. 158. Concedida a suspensão, o Juiz especificará as
condições a que fica sujeito o condenado, pelo prazo
fixado, começando este a correr da audiência prevista no
artigo 160 desta Lei.
§ 1° As condições serão adequadas ao fato e à situação
pessoal do condenado, devendo ser incluída entre as
mesmas a de prestar serviços à comunidade, ou limitação
de fim de semana, salvo hipótese do artigo 78, § 2º, do
Código Penal.
§ 2º O Juiz poderá, a qualquer tempo, de ofício, a
requerimento do Ministério Público ou mediante proposta
do Conselho Penitenciário, modificar as condições e regras
estabelecidas na sentença, ouvido o condenado.
§ 3º A fiscalização do cumprimento das condições,
reguladas nos Estados, Territórios e Distrito Federal por
normas supletivas, será atribuída a serviço social
penitenciário, Patronato, Conselho da Comunidade ou
instituição beneficiada com a prestação de serviços,
inspecionados pelo Conselho Penitenciário, pelo
Ministério Público, ou ambos, devendo o Juiz da execução
suprir, por ato, a falta das normas supletivas.
§ 4º O beneficiário, ao comparecer periodicamente à
entidade fiscalizadora, para comprovar a observância das
condições a que está sujeito, comunicará, também, a sua
ocupação e os salários ou proventos de que vive.
§ 5º A entidade fiscalizadora deverá comunicar
imediatamente ao órgão de inspeção, para os fins legais,
qualquer fato capaz de acarretar a revogação do benefício,
a prorrogação do prazo ou a modificação das condições.
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§ 6º Se for permitido ao beneficiário mudar-se, será feita
comunicação ao Juiz e à entidade fiscalizadora do local da
nova residência, aos quais o primeiro deverá apresentar-
se imediatamente.
Art. 159. Quando a suspensão condicional da pena for
concedida por Tribunal, a este caberá estabelecer as
condições do benefício.
§ 1º De igual modo proceder-se-á quando o Tribunal
modificar as condições estabelecidas na sentença
recorrida.
§ 2º O Tribunal, ao conceder a suspensão condicional da
pena, poderá, todavia, conferir ao Juízo da execução a
incumbência de estabelecer as condições do benefício, e,
em qualquer caso, a de realizar a audiência admonitória.
Art. 160. Transitada em julgado a sentença condenatória,
o Juiz a lerá ao condenado, em audiência, advertindo-o das
consequências de nova infração penal e do
descumprimento das condições impostas.
Art. 161. Se, intimado pessoalmente ou por edital com
prazo de 20 (vinte) dias, o réu não comparecer
injustificadamente à audiência admonitória, a suspensão
ficará sem efeito e será executada imediatamente a pena.
Art. 162. A revogação da suspensão condicional da pena e
a prorrogação do período de prova dar-se-ão na forma do
artigo 81 e respectivos parágrafos do Código Penal.
Art. 163. A sentença condenatória será registrada, com a
nota de suspensão em livro especial do Juízo a que couber
a execução da pena.
§ 1º Revogada a suspensão ou extinta a pena, será o fato
averbado à margem do registro.
§ 2º O registro e a averbação serão sigilosos, salvo para
efeito de informações requisitadas por órgão judiciário ou
pelo Ministério Público, para instruir processo penal.
CAPÍTULO IV - Da Pena de Multa
Art. 164. Extraída certidão da sentença condenatória com
trânsito em julgado, que valerá como título executivo
judicial, o Ministério Público requererá, em autos
apartados, a citação do condenado para, no prazo de 10
dias, pagar o valor da multa ou nomear bens à penhora.
§ 1º Decorrido o prazo sem o pagamento da multa, ou o
depósito da respectiva importância, proceder-se-á à
penhora de bens que bastem para garantir a execução.
§ 2º A nomeação de bens à penhora e a posterior
execução seguirão o que dispuser a lei processual civil.
Art. 165. Se a penhora recair em bem imóvel, os autos
apartados serão remetidos ao Juízo Cível para
prosseguimento.
Art. 166. Recaindo a penhora em outros bens, dar-se-á
prosseguimento nos termos do § 2º do artigo 164, desta
Lei.
Art. 167. A execução da pena de multa será suspensa
quando sobrevier ao condenado doença mental (artigo 52
do Código Penal).
Art. 168. O Juiz poderá determinar que a cobrança da
multa se efetue mediante desconto no vencimento ou
salário do condenado, nas hipóteses do artigo 50, § 1º, do
Código Penal, observando-se o seguinte:
I - o limite máximo do desconto mensal será o da quarta
parte da remuneração e o mínimo o de um décimo;
II - o desconto será feito mediante ordem do Juiz a quem
de direito;
III - o responsável pelo desconto será intimado a recolher
mensalmente, até o dia fixado pelo Juiz, a importância
determinada.
Art. 169. Até o término do prazo a que se refere o artigo
164 desta Lei, poderá o condenado requerer ao Juiz o
pagamento da multa em prestações mensais, iguais e
sucessivas.
§ 1° O Juiz, antes de decidir, poderá determinar diligências
para verificar a real situação econômica do condenado e,
ouvido o Ministério Público, fixará o número de
prestações.
§ 2º Se o condenado for impontual ou se melhorar de
situação econômica, o Juiz, de ofício ou a requerimento do
Ministério Público, revogará o benefício executando-se a
multa, na forma prevista neste Capítulo, ou prosseguindo-
se na execução já iniciada.
Art. 170. Quando a pena de multa for aplicada
cumulativamente com pena privativa da liberdade,
enquanto esta estiver sendo executada, poderá aquela ser
cobrada mediante desconto na remuneração do
condenado (artigo 168).
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§ 1º Se o condenado cumprir a pena privativa de liberdade
ou obtiver livramento condicional, sem haver resgatado a
multa, far-se-á a cobrança nos termos deste Capítulo.§ 2º Aplicar-se-á o disposto no parágrafo anterior aos
casos em que for concedida a suspensão condicional da
pena.
TÍTULO VI - Da Execução das Medidas de Segurança
CAPÍTULO I - Disposições Gerais
Art. 171. Transitada em julgado a sentença que aplicar
medida de segurança, será ordenada a expedição de guia
para a execução.
Art. 172. Ninguém será internado em Hospital de Custódia
e Tratamento Psiquiátrico, ou submetido a tratamento
ambulatorial, para cumprimento de medida de segurança,
sem a guia expedida pela autoridade judiciária.
Art. 173. A guia de internamento ou de tratamento
ambulatorial, extraída pelo escrivão, que a rubricará em
todas as folhas e a subscreverá com o Juiz, será remetida
à autoridade administrativa da execução e conterá:
I - a qualificação do agente e o número do registro geral
do órgão oficial de identificação;
II - o inteiro teor da denúncia e da sentença que tiver
aplicado a medida de segurança, bem como a certidão do
trânsito em julgado;
III - a data em que terminará o prazo mínimo de
internação, ou do tratamento ambulatorial;
IV - outras peças do processo reputadas indispensáveis ao
adequado tratamento ou internamento.
§ 1° Ao Ministério Público será dada ciência da guia de
recolhimento e de sujeição a tratamento.
§ 2° A guia será retificada sempre que sobrevier
modificações quanto ao prazo de execução.
Art. 174. Aplicar-se-á, na execução da medida de
segurança, naquilo que couber, o disposto nos artigos 8° e
9° desta Lei.
CAPÍTULO II - Da Cessação da Periculosidade
Art. 175. A cessação da periculosidade será averiguada no
fim do prazo mínimo de duração da medida de segurança,
pelo exame das condições pessoais do agente,
observando-se o seguinte:
I - a autoridade administrativa, até 1 (um) mês antes de
expirar o prazo de duração mínima da medida, remeterá
ao Juiz minucioso relatório que o habilite a resolver sobre
a revogação ou permanência da medida;
II - o relatório será instruído com o laudo psiquiátrico;
III - juntado aos autos o relatório ou realizadas as
diligências, serão ouvidos, sucessivamente, o Ministério
Público e o curador ou defensor, no prazo de 3 (três) dias
para cada um;
IV - o Juiz nomeará curador ou defensor para o agente que
não o tiver;
V - o Juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das
partes, poderá determinar novas diligências, ainda que
expirado o prazo de duração mínima da medida de
segurança;
VI - ouvidas as partes ou realizadas as diligências a que se
refere o inciso anterior, o Juiz proferirá a sua decisão, no
prazo de 5 (cinco) dias.
Art. 176. Em qualquer tempo, ainda no decorrer do prazo
mínimo de duração da medida de segurança, poderá o Juiz
da execução, diante de requerimento fundamentado do
Ministério Público ou do interessado, seu procurador ou
defensor, ordenar o exame para que se verifique a
cessação da periculosidade, procedendo-se nos termos do
artigo anterior.
Art. 177. Nos exames sucessivos para verificar-se a
cessação da periculosidade, observar-se-á, no que lhes for
aplicável, o disposto no artigo anterior.
Art. 178. Nas hipóteses de desinternação ou de liberação
(artigo 97, § 3º, do Código Penal), aplicar-se-á o disposto
nos artigos 132 e 133 desta Lei.
Art. 179. Transitada em julgado a sentença, o Juiz expedirá
ordem para a desinternação ou a liberação.
TÍTULO VII - Dos Incidentes de Execução
CAPÍTULO I - Das Conversões
Art. 180. A pena privativa de liberdade, não superior a 2
(dois) anos, poderá ser convertida em restritiva de
direitos, desde que:
I - o condenado a esteja cumprindo em regime aberto;
II - tenha sido cumprido pelo menos 1/4 (um quarto) da
pena;
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III - os antecedentes e a personalidade do condenado
indiquem ser a conversão recomendável.
Art. 181. A pena restritiva de direitos será convertida em
privativa de liberdade nas hipóteses e na forma do artigo
45 e seus incisos do Código Penal.
§ 1º A pena de prestação de serviços à comunidade será
convertida quando o condenado:
a) não for encontrado por estar em lugar incerto e não
sabido, ou desatender a intimação por edital;
b) não comparecer, injustificadamente, à entidade ou
programa em que deva prestar serviço;
c) recusar-se, injustificadamente, a prestar o serviço que
lhe foi imposto;
d) praticar falta grave;
e) sofrer condenação por outro crime à pena privativa de
liberdade, cuja execução não tenha sido suspensa.
§ 2º A pena de limitação de fim de semana será convertida
quando o condenado não comparecer ao estabelecimento
designado para o cumprimento da pena, recusar-se a
exercer a atividade determinada pelo Juiz ou se ocorrer
qualquer das hipóteses das letras "a", "d" e "e" do
parágrafo anterior.
§ 3º A pena de interdição temporária de direitos será
convertida quando o condenado exercer,
injustificadamente, o direito interditado ou se ocorrer
qualquer das hipóteses das letras "a" e "e", do § 1º, deste
artigo.
Art. 182. REVOGADO
Art. 183. Quando, no curso da execução da pena privativa
de liberdade, sobrevier doença mental ou perturbação da
saúde mental, o Juiz, de ofício, a requerimento do
Ministério Público, da Defensoria Pública ou da autoridade
administrativa, poderá determinar a substituição da pena
por medida de segurança. (Redação dada pela Lei nº
12.313, de 2010).
Art. 184. O tratamento ambulatorial poderá ser
convertido em internação se o agente revelar
incompatibilidade com a medida.
Parágrafo único. Nesta hipótese, o prazo mínimo de
internação será de 1 (um) ano.
CAPÍTULO II - Do Excesso ou Desvio
Art. 185. Haverá excesso ou desvio de execução sempre
que algum ato for praticado além dos limites fixados na
sentença, em normas legais ou regulamentares.
Art. 186. Podem suscitar o incidente de excesso ou desvio
de execução:
I - o Ministério Público;
II - o Conselho Penitenciário;
III - o sentenciado;
IV - qualquer dos demais órgãos da execução penal.
CAPÍTULO III - Da Anistia e do Indulto
Art. 187. Concedida a anistia, o Juiz, de ofício, a
requerimento do interessado ou do Ministério Público,
por proposta da autoridade administrativa ou do Conselho
Penitenciário, declarará extinta a punibilidade.
Art. 188. O indulto individual poderá ser provocado por
petição do condenado, por iniciativa do MP, do Conselho
Penitenciário, ou da autoridade administrativa.
Art. 189. A petição do indulto, acompanhada dos
documentos que a instruírem, será entregue ao Conselho
Penitenciário, para a elaboração de parecer e posterior
encaminhamento ao Ministério da Justiça.
Art. 190. O Conselho Penitenciário, à vista dos autos do
processo e do prontuário, promoverá as diligências que
entender necessárias e fará, em relatório, a narração do
ilícito penal e dos fundamentos da sentença condenatória,
a exposição dos antecedentes do condenado e do
procedimento deste depois da prisão, emitindo seu
parecer sobre o mérito do pedido e esclarecendo qualquer
formalidade ou circunstâncias omitidas na petição.
Art. 191. Processada no Ministério da Justiça com
documentos e o relatório do Conselho Penitenciário, a
petição será submetida a despacho do Presidente da
República, a quem serão presentes os autos do processo
ou a certidão de qualquer de suas peças, se ele o
determinar.
Art. 192. Concedido o indulto e anexada aos autos cópia
do decreto, o Juiz declarará extinta a pena ou ajustará a
execução aos termos do decreto, no caso de comutação.
Art. 193. Se o sentenciado for beneficiado por indulto
coletivo, o Juiz, de ofício, a requerimento do interessado,
do Ministério Público, ou por iniciativa do Conselho
Penitenciário ou da autoridade administrativa,
providenciará de acordo com o disposto no art. anterior.
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TÍTULO VIII - Do Procedimento Judicial
Art. 194. O procedimento correspondente às situações
previstas nesta Lei será judicial, desenvolvendo-se peranteo Juízo da execução.
Art. 195. O procedimento judicial iniciar-se-á de ofício, a
requerimento do Ministério Público, do interessado, de
quem o represente, de seu cônjuge, parente ou
descendente, mediante proposta do Conselho
Penitenciário, ou, ainda, da autoridade administrativa.
Art. 196. A portaria ou petição será autuada ouvindo-se,
em 3 (três) dias, o condenado e o Ministério Público,
quando não figurem como requerentes da medida.
§ 1º Sendo desnecessária a produção de prova, o Juiz
decidirá de plano, em igual prazo.
§ 2º Entendendo indispensável a realização de prova
pericial ou oral, o Juiz a ordenará, decidindo após a
produção daquela ou na audiência designada.
Art. 197. Das decisões proferidas pelo Juiz caberá recurso
de agravo, sem efeito suspensivo.
TÍTULO IX - Das Disposições Finais e Transitórias
Art. 198. É defesa ao integrante dos órgãos da execução
penal, e ao servidor, a divulgação de ocorrência que
perturbe a segurança e a disciplina dos estabelecimentos,
bem como exponha o preso à inconveniente notoriedade,
durante o cumprimento da pena.
Art. 199. O emprego de algemas será disciplinado por
decreto federal.
Art. 200. O condenado por crime político não está
obrigado ao trabalho.
Art. 201. Na falta de estabelecimento adequado, o
cumprimento da prisão civil e da prisão administrativa se
efetivará em seção especial da Cadeia Pública.
Art. 202. Cumprida ou extinta a pena, não constarão da
folha corrida, atestados ou certidões fornecidas por
autoridade policial ou por auxiliares da Justiça, qualquer
notícia ou referência à condenação, salvo para instruir
processo pela prática de nova infração penal ou outros
casos expressos em lei.
Art. 203. No prazo de 6 (seis) meses, a contar da
publicação desta Lei, serão editadas as normas
complementares ou regulamentares, necessárias à
eficácia dos dispositivos não autoaplicáveis.
§ 1º Dentro do mesmo prazo deverão as Unidades
Federativas, em convênio com o Ministério da Justiça,
projetar a adaptação, construção e equipamento de
estabelecimentos e serviços penais previstos nesta Lei.
§ 2º Também, no mesmo prazo, deverá ser providenciada
a aquisição ou desapropriação de prédios para instalação
de casas de albergados.
§ 3º O prazo a que se refere o caput deste artigo poderá
ser ampliado, por ato do Conselho Nacional de Política
Criminal e Penitenciária, mediante justificada solicitação,
instruída com os projetos de reforma ou de construção de
estabelecimentos.
§ 4º O descumprimento injustificado dos deveres
estabelecidos para as Unidades Federativas implicará na
suspensão de qualquer ajuda financeira a elas destinada
pela União, para atender às despesas de execução das
penas e medidas de segurança.
Art. 204. Esta Lei entra em vigor concomitantemente com
a lei de reforma da Parte Geral do Código Penal, revogadas
as disposições em contrário, especialmente a Lei nº 3.274,
de 2 de outubro de 1957.
Anotações:
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CONCEITO E TERMINOLOGIA
A matéria Direitos Humanos pode ser conceituada como o
conjunto de direitos inerentes à dignidade da pessoa
humana, por meio da limitação do arbítrio do Estado e do
estabelecimento da igualdade como o aspecto central
das relações sociais.
A definição consagrada na doutrina atualmente é a de
Antônio Peres Luño, segundo o qual os direitos humanos
constituem “um conjunto de faculdades e instituições que,
em cada momento histórico, concretizam as exigências de
dignidade, liberdade e igualdade humanas, as quais
devem ser reconhecidas positivamente pelos
ordenamentos jurídicos em nível nacional e
internacional”.
A essência do conceito de Direitos Humanos centra-se na
proteção aos direitos mais importantes das pessoas,
notadamente, a dignidade.
IDEIA CENTRAL DOS DIREITOS HUMANOS = PROVER
MEIOS E INSTRUMENTOS JURÍDICOS PARA A DEFESA DA
DIGNIDADE DAS PESSOAS
Assegurar a dignidade de um ser humano é respeitá-lo e
tratá-lo de forma igualitária, independentemente de
quaisquer condições sociais, culturais ou econômicas.
Quanto à terminologia, a expressão que se disseminou é a
de “direitos humanos”, contudo, várias são as expressões
que podem ser consideradas sinônimas, por exemplo:
“direitos fundamentais”, “liberdades públicas”, “direitos
da pessoa humana”, “direitos do homem”, “direitos da
pessoa”, “direitos individuais”, “direitos fundamentais da
pessoa humana”, “direitos públicos subjetivos”.
Três considerações são importantes.
1 - Os doutrinadores afirmam que a expressão Direitos
Humanos é pleonástica, pois o termo “direitos” pressupõe
o ser humano. Não é possível conceber direitos de um
carro, direito de um animal etc. Somente o ser humano
pode ser sujeito de direitos, um carro ou animal poderão,
por outro lado, ser objetos de direito. Portanto, falar em
“Direitos Humanos” é falar a mesma coisa duas vezes. Isso
é pleonasmo.
2 - Para evitar confusões, devemos distinguir Direitos
Humanos de Direitos Fundamentais.
Apenas para nos situarmos, vejamos a definição de Ingo
Wolfgang Sarlet, doutrinador consagrado no tema: “Os
direitos fundamentais, ao menos de forma geral, podem
ser considerados concretizações das exigências do
princípio da dignidade da pessoa humana”.
Como vocês podem perceber, os conceitos são
praticamente idênticos. Assim, a distinção não reside no
conteúdo de tais direitos, mas no plano de positivação.
Melhor explicando:
Direitos Humanos se referem aos
direitos universalmente aceitos na
ordem internacional; e
Direitos Fundamentais constituem o
conjunto de direitos positivados na
ordem interna de determinado Estado.
Como na CF88, por exemplo.
3 - Fala-se, ainda, em centralidade dos Direitos Humanos,
no sentido de que a disciplina é importante em razão da
matéria que tutela. Não é possível se pensar em um Estado
Democrático de Direito, como é o Brasil, sem criar uma
série de direitos e garantias para tutelar a dignidade da
pessoa. Portanto, dizemos que os direitos humanos são
matéria central, tendo em vista que são imprescindíveis
para que a ordenamento jurídico afirme direitos das
pessoas e limite a atuação estatal contra arbitrariedades.
CARACTERÍSTICAS
Prof. Marcos Lima
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GERAÇÕES
Os direitos fundamentais, são normas jurídicas
intimamente ligadas a ideia da dignidade da pessoa
humana e limitação do poder, positivadas no plano
constitucional de determinado Estado democrático de
direito que, por sua importância axiológica, fundamentam
e legitimam todo o ordenamento jurídico.
A ideia de direitos fundamentais foi desenvolvida pelo
estudioso Karel Vasak, o qual embasou sua teoria nos
ideaisda Revolução francesa
– liberté égalité et fraternité (Liberdade, igualdade e
fraternidade.)
Segundo o estudioso, há no ordenamento jurídico 3
gerações de direitos que regulam a vida em sociedade e a
criação das normas que regem o atual sistema normativo.
1ª Geração
Os direitos fundamentais de 1ª dimensão começam a
nascer com as revoluções burguesas e com a crise das
monarquias absolutistas. Surgem do conflito entre a
burguesia e as monarquias.
Os Direitos Fundamentais de 1º Dimensão dizem respeito
ao direito à liberdade, propriedade, direitos políticos,
igualdade forma e garantias processuais.
2ª Geração
O Estado ausente mostrou um fator gerador de
desigualdade, e notou-se que ele deveria intervir em
algumas relações, formando, dessa maneira, o Estado de
bem-estar social (Welfare state), ou seja, um Estado que
não é ausente, mas sim prestador serviços e garantidor de
deveres à população.
Os Direitos Fundamentais de 2º Dimensão dizem respeito
aos direitos trabalhistas, à igualdade material e aos
direitos econômicos e sociais.
3ª Geração
Surgem ao final da 2ª Guerra Mundial, são direitos
transindividuais inerentes a todos os seres humanos.Os Direitos Fundamentais de 3º Dimensão dizem respeito
ao direito ao desenvolvimento; direitos ao meio ambiente
saudável; direito a propriedade do patrimônio cultural da
humanidade; direito a comunicação global.
4ª Geração
Há ainda especulações sobre a existência de uma quarta
geração de direitos fundamentais em decorrência da
globalização. Para Paulo Bonavides, “tratam-se dos
direitos introduzidos pela globalização política,
relacionados à democracia, à informação e ao pluralismo.
” Já Norberto Bobbio aduz a engenharia genética ser de 4ª
Geração.
5ª Geração
Contrapondo Karel Vasak, Paulo Bonavides aduz que a
paz necessita de maio visibilidade, ocasião em que estaria
na 5ª geração. Há também uma manifestação doutrinária
de que a realidade virtual seria de 5ª geração.
https://direito.legal/direito-publico/resumo-de-caracteristicas-dos-direitos-fundamentais/
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ESTRUTURA NORMATIVA
Os direitos humanos apresentam uma característica
marcante: possuem estrutura normativa aberta.
E que o seria uma estrutura normativa aberta? Estudamos
em Direito Constitucional que as normas jurídicas
compreendem regras e princípios.
As REGRAS são enunciados jurídicos tradicionais, que
preveem uma situação fática e, se essa ocorrer, haverá
uma consequência jurídica. Por exemplo, se alguém violar
o direito à imagem de outrem (fato), ficará responsável
pela reparação por eventuais danos materiais e morais
causados à pessoa cujas imagens foram divulgadas
indevidamente (consequência jurídica).
Os PRINCÍPIOS, por sua vez, segundo ensinamentos de
Robert Alexy, são denominados de “mandados de
otimização”, porque constituem espécie de normas que
deverão ser observadas na maior medida do possível.
Parece difícil, mas não é! Prevê art. 5º, LXXVIII, da CF, que
a todos será assegurada a razoável duração do processo.
Esse é um princípio! Não há aqui definição de até quanto
tempo será considerado como duração razoável para, se
ultrapassado esse prazo, aplicar a consequência jurídica
diretamente. Não é possível dizer, de antemão, se um,
cinco ou 10 anos é um prazo razoável. Por se tratar de
princípio, deve-se procurar, na melhor forma possível,
fazer com que o processo se desenvolva de forma rápida
e satisfatória às partes.
Por conta disso, um processo trabalhista, que comumente
envolve direito de caráter alimentar, deve tramitar mais
rápido (mais célere) quando comparado a um processo-
crime, por exemplo. É importante resolvê-lo rapidamente,
para que o empregado tenha acesso aos créditos
decorrentes em razão da natureza alimentícia. No
processo penal, para uma completa defesa do réu, é
necessário que o processo seja burocrático, atentando-se
a diversos detalhes que tornam o procedimento mais
demorado.
É importante decidir com cuidado, para evitar injustiça,
porque uma condenação infundada é muito prejudicial.
Não há, portanto, como definir um prazo, a priori, no qual
o processo seja considerado tempestivo. Assim, fala-se em
mandado de otimização, uma vez que princípio da
celeridade deve ser observado na medida do possível e de
acordo com as circunstâncias específicas.
As regras, por sua vez, são aplicadas a partir da técnica da
subsunção, ou seja, se ocorrer a situação de fato haverá a
incidência da consequência jurídica prevista.
Ou a regra aplica-se àquela situação ou não se aplica
(técnica do “tudo ou nada”).
Para os princípios, ao contrário, a aplicação pressupõe o
uso da técnica de ponderação de interesses, pois a
depender da situação fática assegura-se com maior, ou
menor, amplitude o princípio (técnica do “mais ou
menos”). Retornando ao exemplo, para o processo do
trabalho, o decurso de 2 anos poderá implicar violação ao
princípio da celeridade; para o processo crime o decurso
de 5 anos não implicará, necessariamente, violação do
mesmo princípio.
REGRAS: mandamentos de
determinação; aplicação por
subsunção; técnica do tudo ou nada.
PRINCÍPIOS: mandamentos de
otimização; aplicado por ponderação;
técnica do mais ou menos.
E qual a importância disso tudo para os Direitos Humanos?
A estrutura normativa dos Direitos Humanos é formada
principalmente por um conjunto de princípios.
Numa situação prática, você pode se defrontar com
trabalho em condições tão degradantes e precárias que,
embora não configurem escravidão no próprio sentido da
palavra, permitirão afirmar que aquela situação se
assemelha à condição análoga de escravo, de acordo com
os princípios e regras envolvidos.
São situações em que há tentativa de se mascarar a
realidade dos fatos, impondo-se ao empregado jornadas
extenuantes, cobrança de valores exorbitantes a título de
moradia e ou de instrumentos para o trabalho, entre
outros abusos.
Além disso, em termos normativos, devemos frisar que
tanto as regras como os princípios são considerados
espécie de normas, logo, possuem normatividade. Hoje
não é mais aceita a ideia clássica de que os princípios
constituem tão somente instrumentos interpretativos e
orientadores da aplicação
ESTRUTURA NORMATIVA DOS DIREITOS HUMANOS =
POSSUEM NORMATIVIDADE ABERTA, COM MAIOR
INCIDÊNCIA DE PRINCÍPIOS DO QUE DE REGRAS. Exemplo:
dignidade da pessoa humana, democracia, razoabilidade-
proporcionalidade.
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DESTAQUE
Dignidade da pessoa humana
A DIGNIDADE deve ser considerada como valor base de
todo e qualquer ordenamento jurídico. Pauta-se na ideia
de uma conduta justa, moral e democrática, de modo que
a pessoa é colocada no centro das regras jurídicas.
Justamente devido a sua importância, a dignidade é
colocada como base fundamental do direito interno de
qualquer Estado ou mesmo internacional.
Não é possível estabelecer um conceito único de
dignidade. Para fins de prova, devemos ter em mente que
a dignidade constitui um valor ético, por intermédio do
qual a pessoa é considerada sujeito de direitos e
obrigações, que devem ser assegurados para garantir a
personalidade, os quais são garantidos pela simples
existência.
Nesse contexto, veja o conceito de André de Carvalho
Ramos: “Assim, a dignidade humana consiste na qualidade
intrínseca e distintiva de cada ser humano, que o protege
contra todo tratamento degradante e discriminação
odiosa, bem como assegura condições materiais mínimas
de sobrevivência. Consiste em atributo que todo indivíduo
possui, inerente à sua condição humana, não importando
qualquer outra condição referente à nacionalidade, opção
política, orientação sexual, credo etc.” Com base no
conceito acima, é possível identificar dois elementos que
caracterizam a dignidade da pessoa humana:
1º elemento negativo: vedação à imposição de
tratamento discriminatório, ofensivo ou degradante; e
2º elemento positivo: busca por condições mínimas de
sobrevivência, da qual decorre a ideia de mínimo
existencial. Para encerrar esse tópico vamos abordar os
“usos possíveis” do termo “dignidade humana”. Trata-se
de uma análise pautada no pensamento de André de
Carvalho Ramos, mas que possui relevância porque é
construída a partir da jurisprudência do STF.
DIREITOS HUMANOS E A CF88
Veja, praticamente toda a constituição é voltada aos
interesses dos Direitos Humanos, justamente pelo fato de
ter sido um documento criado para romper com o regime
militar e iniciar o estado democrático de direito. No
entanto, elencaremos os pontos mais aparentes de
expressão dos Direitos Humanos na CF88, senão vejamos:
-Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela
união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e
tem como FUNDAMENTOS:
I - a soberania;
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo