Prévia do material em texto
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD AULA ____ DATA: 24/06/2024 VERSÃO:01 RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: CONTROLE DE QUALIDADE MICROBIOLÓGICO DADOS DO(A) ALUNO(A): NOME:CLAYTON LIMA RODRIGUES MATRÍCULA:04029621 CURSO:FARMÁCIA POLO:UNAMA GARDEN SHOPPING BOA VISTA-RR PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A):ANDREIA ALENCAR TEMA DE AULA: PREPARAÇÃO DE MATERIAIS E VIDRARIA PARA ESTERILIZAÇÃO POR CALOR SECO E ÚMIDO RELATÓRIO: Definir esterilização por calor seco e esterilização por calor úmido. A esterilização é muito importante quando se fala em produtos para laboratório e pesquisa. Para alguns protocolos, é necessária a utilização de protocolos estéreis, garantindo qualidade e resultados exatos sem a interferência de microrganismos. Existem vários métodos de esterilização, porém o objetivo principal consiste na eliminação das formas de vida microbiana como: bactérias, fungos, vírus e esporos. A escolha do método mais eficiente dependerá do tipo de produto utilizado e podem ser físicos, químicos ou a combinação de ambos. Método de esterilização físicos são: Esterilização por calor seco (estufa): A esterilização por calor seco, efeito por meio da criação de uma estufa, flambagem ou incineração atua por oxidação da matéria orgânica, onde o calor irradia por suas paredes laterais, oxidando as células microbianas, provocando a sua morte. Este tipo de esterilização é feito por meio de condução de calor, sendo absorvido pela superfície externa do item e passa para o centro, passando de camada por camada, até que o objeto seja atingido pela temperatura certa. É adequado para instrumentos que não podem ser autoclavados devido a presença de componentes sensíveis à umidade. A esterilização com calor seco requer um tempo mais longo entre 1hora até 3horas em altas temperaturas do que o calor úmido. A esterilização por calor seco, é utilizado para esterilizar materiais de aço inox, vidrarias, óleos e pós. E a sua temperatura varia entre 160°c a 180°c, por 1 a 2 horas, observando-se a esterilização a seco é proibida pela ANVISA, para produtos relacionados à saúde, conforme resolução da RDC n°,15, de março de 2012. Vantagens: • Não causa corrosão. • Pode ser utilizado para objetos sensíveis à umidade. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD AULA ____ DATA: 24/06/2024 VERSÃO:01 Desvantagens: • Requer temperaturas mais elevadas e tempos mais longos em comparação com o calor úmido. • Pode causar danos a materiais sensíveis. Esterilização por calor úmido (vapor por pressão- autoclave, fervura e pasteurização): a esterilização por calor úmido requer temperaturas superiores à de água fervente que são atingidas por meio de vapor sob pressão em autoclave. Esse equipamento é uma câmara de pressão de isolamento em que o vapor é usado para elevar a temperatura, em torno de 121°c por 15 a 30 minutos. E sua eficácia depende do tempo da temperatura, da pressão e do vapor em contato direto. O processo consiste em manter o material contaminado em contato com o vapor de água em temperatura elevada por um período suficiente para matar todos os microrganismos, ocorrendo a desnaturação das enzimas e proteínas estruturais. É adequado para uma ampla gama de materiais, incluindo instrumentos médicos, vidrarias e meio de cultura. Vantagens: • Efetivo contra uma variedade de microrganismos, incluindo esporos bacterianos. • Penetra bem em objetos porosos. Desvantagens: • Não adequado para substâncias sensíveis ao calor ou umidade. • Pode causar danos a materiais sensíveis, como plásticos e borracha. A autoclave como método de esterilização, oferece uma série de vantagens, tornando- a uma escolha preferencial em diversas indústrias. Aqui podemos destacar algumas vantagens que fazem da autoclave uma opção tão valorizada: • Eficácia multi espécies: a autoclave é altamente eficaz contra uma ampla gama de microrganismo, incluindo bactérias, vírus e esporos bacterianos. Isso a torna uma opção confiável para eliminação de agentes infecciosos, garantindo segurança em ambientes hospitalares, laboratoriais e na indústria alimentícia. • Penetração em materiais porosos: a autoclavagem tem um grande poder de penetrar materiais porosos, como tecido, instrumentos cirúrgicos e materiais de embalagem. O vapor saturado é capaz de preencher essas estruturas, atingindo todos os cantos e recantos e garantindo uma esterilização completa. • Tempos de ciclo controlados: a flexibilidade na programação dos ciclos de autoclavagem permite ajustar o tempo, a temperatura e a pressão conforme a necessidade. Isso é vital para a esterilização de diversos tipos de materiais, evitando danos excessivos em itens sensíveis ao calor. • Redução de riscos de contaminação cruzada: a autoclave elimina os microrganismos patogênicos, reduzindo significativamente os riscos de contaminação cruzada. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD AULA ____ DATA: 24/06/2024 VERSÃO:01 • Padrões regulatórios e validade: a autoclave é amplamente aceita e reconhecida em conformidade com os padrões regulatórios, como as diretrizes da ANVISA e a RDC 15/2012. Além disso, os ciclos de autoclavagem podem ser validados, assegurando a eficácia do processo. Métodos de esterilização químicos. A esterilização química envolve o uso de agentes químicos, que será abordado logo abaixo que são: • Óxido de etileno (ETO): é um gás vastamente utilizado na esterilização de materiais de laboratórios e hospitais de uso único por causa do seu custo/benefício. Sua ação se dá pela reação com uma proteína no núcleo da célula, impedindo a reprodução. Todos os produtos devem ser colocados em embalagens permeáveis a gases para permitir que o ETO penetre. Seu uso não danifica os materiais e pode ser utilizado em vários tipos de materiais, inclusive os termossensíveis. Contudo ele é altamente tóxico, carcinogênico e teratogênico. • Peróxido de hidrogênio: em concentrações de 3% e 6% têm ação rápido, é biodegradável e atóxico, mas tem alta ação corrosiva. Sua ação é mais eficaz em capilares hemodiaalizadores e lentes de contato, mas esse processo não é muito utilizado. • Ácido peracético: tem ação rápida, baixa toxicidade e é biodegradável. Porém danifica metais. uma grande vantagem é ser efetivo mesmo na presença de matéria orgânica (ou seja, os materiais não precisam ser previamente limpos). Em compensação, os materiais devem ser utilizados imediatamente após a esterilização por esse método, por isso não é muito utilizado. • Formaldeído: pode ser utilizado na forma gasosa e líquida e, para ter ação esporicida, necessita de um longo tempo de exposição. É indicado para cateteres, drenos e tubos, laparoscópios, artroscopias e ventriloscópios, enxertos de acrílico. Por ser carcinogênico e irritante das mucosas, seu uso está restrito. • Glutaraldeído: líquido com potente ação biocida e pode ser utilizado em materiais termos sensíveis, mas necessita de um longo tempo de exposição para ser esporicida. É muito utilizado por ter baixo custo e baixo poder corrosivo, porém é irritante das vias aéreas; pode causar queimaduras na pele, membranas e mucosas; e materiais porosos podem reter o produto. Enxertos de acrílico, cateteres, drenos e tubos de poliestireno são os materiais rotineiramente esterilizados por esse processo. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD AULA ____ DATA: 24/06/2024 VERSÃO:01 Mais os processos de esterilização mais utilizados são a autoclavagem (vapor), óxido de etileno e radiação gama. Os materiais que foram utilizados são: • Ponteiras; • becker de 1.000 ml; • agitador; • balança analítica; • bastão de vidro; • vidro relógio; • almofariz e pistilo; • saco para amostra; • placa de Petrin; • swabs. Para garantir a eficácia da esterilização e evitar a recontaminação após o procedimento, são necessários materiais e procedimentos adequados.Utilize recipientes apropriados para esterilização, como sacos ou envelopes próprios para autoclave. Certificar se os materiais estejam limpos, secos e devidamente acondicionados. O procedimento para garantir a esterilização dos materiais do laboratório são as esterilizações usando calor úmido (usando autoclave) e a esterilização usando calor seco (com recurso da estufa). Os indicadores de esterilização são produtos desenvolvidos para fazer parte dos procedimentos de boas práticas exigidos e protocolados pela ANVISA e pela RDC 15. A utilização dos indicadores é necessária para o monitoramento de esterilização. A esterilização é um processo crucial na área da saúde, garantindo a eliminação de microrganismo patogênicos de instrumentos e materiais médicos. Para assegurar a efetividade desse processo, o monitoramento rigoroso é essencial. Os indicadores físicos, biológicos e químicos assumem um papel fundamental. • Monitoramento físico: consiste na observação e registro dos dados colhidos nos mostradores dos equipamentos, como a leitura da temperatura, da pressão e do tempo em todos os ciclos de esterilização. • Monitoramento químico: é realizado com o uso de indicadores químicos que avaliam o ciclo de esterilização, pela mudança de cor, na presença da temperatura, tempo e vapor saturado, conforme o indicador utilizado. Podem ser usados indicadores de processo, teste Bowie-Dick, de parâmetro simples, multiparamétrico, integrador e emuladores. • Monitoramento biológico: é realizado utilizando-se tiras de papel impregnadas por esporos bacterianos do gênero bacillus, de bactérias termofilias formadoras de esporos, capazes de crescer em temperaturas nas quais as proteínas são desnaturadas. Os pacotes contendo os indicadores devem ser colocados em locais onde o agente esterilizante chega com maior dificuldade, como próximo à porta, junto ao dreno e no meio da câmara. Tal procedimento deve ser RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD AULA ____ DATA: 24/06/2024 VERSÃO:01 realizado semanalmente. Para a autoclave utiliza-se o geobacillo esporulado stearothermophilus, disponível em sistemas autocontidos de 2° e 3°gerações, os quais apresentam seus resultados após 48 horas e três horas respectivamente. Para estes sistemas existem estufas incubadoras próprias. TEMA DE AULA: TESTE DE ESTERILIDADE RELATÓRIO: 1. Definir esterilidade. Esterilidade é definido no campo da microbiologia como um meio ausente de qualquer microrganismo viável. O teste de esterilidade é realizado para detectar microrganismos contaminantes em produtos que já sofreram tratamento esterilizante. Ele é a demonstração de que um produto é estéril por meio da realização de um ensaio microbiológico, em amostras de determinado lote. A análise de produtos farmacêuticos é realizada através do teste de esterilidade que avalia a ausência de microrganismos viáveis em produtos que foram submetidos a algum processo de esterilização, durante sua fabricação. É uma metodologia analítica microbiológica usualmente empregada e está descrita em diversas farmacopeias, tais como a Brasileira, americana, européia, britânica etc. O teste é empregado em: • Produtos injetáveis; • Preparações oftálmicas; • Produtos para a saúde (implantes cirúrgicos, suturas, seringas, agulhas descartáveis etc.); • Nutrição parenteral; • Produtos de oncologia; • Farmácias de manipulação (verificar a qualidade do processo manipulação asséptica empregado durante a fabricação de produtos farmacêuticos estéreis.) Métodos compendiais para testar a esterilidade de produtos farmacêuticos requerem que amostras sejam cultivadas em dois meios separados. Dois tipos diferentes de meios de cultura são usados em testes de esterilidade para promover o crescimento de microrganismos anaeróbios, bem como aeróbios e fungos residuais. As amostras são incubadas por 14 dias a 32,5°c e 22,5°c, respectivamente, antes da leitura dos resultados. Qualquer turbidez nos meios de cultura pode indicar crescimento e deve ser investigado. Existem dois métodos recomendado de testes de esterilidade que são: RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD AULA ____ DATA: 24/06/2024 VERSÃO:01 • Método indireto: a membrana utilizada no ensaio é transferida para meios de cultura específicos para detecção de bactérias e /ou fungos. • Método indireto: amostra é inoculada diretamente no meio de cultura e incubada, após o tempo determinado é realizado a leitura para verificar se houve ou não crescimento microbiano. O preparo correto consiste em efetuar um tratamento, visando à desinfecção da superfície externa dos frascos, ampolas que outros materiais de acondicionamento pelo uso de soluções antissépticas, voláteis ou não, tais como fenol 5%, álcool iodado, formaldeído 5%, álcool isopropílico. Essa desinfecção pode se dar por imersão ou nebulização; entretanto, após o tempo necessário, exige-se a perfeita remoção deste agente químico. Para que o teste de esterilidade tenha validade, a qualidade do ambiente de execução do ensaio é importante, devendo ser muito bem controlada e conhecida, a fim de evitar resultados falso-positivos. A área de realização do teste consiste em: • Compartimento pequeno (capela com fluxo laminar vertical ou horizontal), que deve ser mantido em sala limpa, a fim de se aumentar a meia -vida dos filtros e pré-filtro, (quando utilizados); • Deve ser de fácil limpeza e desinfecção, cujo procedimento deve ter sido validado. Essa limpeza pode ser verificada pela exposição de placa de petri, contendo meio de cultivo; • Parede livres de irregularidades; • Alimentação do ar filtrado, pode ser pelo teto ou lateral, porém sempre positivo para evitar a entrada de contaminantes externos ao compartimento; • Deve ser equipado com lâmpadas germicidas para ajudar na desinfecção do compartimento; • Operadores (treinados, estado de saúde e higiene, vestimentas. Além da qualidade do ambiente em que o teste será realizado, o operador é um ponto determinante, pois é considerado como fonte de contaminação. Por isso é importante o treinamento dos operadores, além do estado de saúde e higiene do operador, que também pode influenciar na qualidade dos locais de trabalho, e consequentemente na segurança do ensaio. A vestimenta, é outro fator importante, pois deve ser criteriosa, visando proteger operadores, bem como obter eficácia adequada durante a realização do teste de esterilidade. A inoculação direta, é o método utilizado desde a oficialização do método, em 1932, e tem sido aplicado até os dias atuais. Ela consiste na inoculação de quantidades ou volumes pré-estabelecidos da amostra em volumes estipulados de diversos meio de cultura, na forma líquida ou mediante semeadura da amostra em nutrientes sólidos. Vantagens: • Simples e fácil de execução; • Pouco treinamento; • Baixo nível de contaminação acidental. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD AULA ____ DATA: 24/06/2024 VERSÃO:01 Desvantagens: • Baixa representatividade de amostra; • Consumo elevado de meios de cultura e de vidraria; • Interferência da turbidez do produto; • Possibilidade de resíduos de agentes inibitórios; • Restrição para volumes a partir de 100 ml. Os controles negativos devem ser executados em qualquer tipo de material envolvido no teste: meios de cultura, diluentes, dispositivos para transferência de amostras etc. correspondem à verificação da esterilidade dos materiais utilizados na execução do teste de um produto destinam-se a evitar a ocorrência de um resultado falso-positivo, ou seja, um produto estéril que venha a ser reprovado devido a crescimento microbiano proveniente do meio de cultura, por exemplo, e não produto em teste. A verificação da esterilidade dos meios de cultura consiste na pré-incubação de porção representativa, ou de 100% do lote de meio de cultura, por 14 dias, na temperatura preconizada. Considera-sesatisfatória, quando não ocorrerem evidências de crescimento microbiano de qualquer natureza. Já os controles positivos são obtidos pela inoculação de 10 a 100 UFC de cepas microbianas aos meios de cultura e aos meios de cultura acrescidos do produto, permitindo verificar tanto a adequação dos meios de cultura em promover o crescimento de microrganismos, como verificar a presença de atividade inibitória do produto sobre o crescimento microbiano e a eficiência do sistema inativador. Destina-se a evitar a ocorrência de um resultado falso-negativo, ou seja, um produto contaminado ser considerado estéril pelo fato de o meio de cultura não permitir o desenvolvimento dos contaminantes, ou devido à presença de substâncias inibidoras do crescimento que não foram adequadamente inativadas. Os microrganismos normalmente utilizados nos controles positivos são cepas constituintes por bactérias, bolores e leveduras, normalmente encontradas como contaminantes de produtos farmacêuticos e que apresentam características especificas para o desafio do meio de cultura e dos sistemas de inativação de antimicrobianos. TEMA DE AULA: CONTAGEM MICROBIANA EM PRODUTOS FARMACÊUTICOS NÃO-ESTEREIS RELATÓRIO: 1. Definir Produto Farmacêutico Não-estéril Para garantir a segurança do paciente, devem ser empregadas técnicas adequadas de controle microbiológico durante o processo de fabricação de produtos farmacêuticos não estéreis. produtos farmacêuticos não estéreis são aqueles que permitem a presença de uma carga microbiana limitada embora não nula. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD AULA ____ DATA: 24/06/2024 VERSÃO:01 Os ensaios microbiológicos para produtos não estéreis a amostra analisada e testada inclui produtos farmacêuticos de uso oral e tópicos, tais como cápsulas, comprimidos, suspensões, cremes, adesivos etc. esses produtos não possuem como requerimentos serem estéreis e admitem limites máximos da presença de microrganismos em quantidades que não ofereçam nenhum risco. Os métodos de análise envolvendo medicamentos não estéreis e cosméticos abrangem três etapas que são: • Amostras, incluindo a coleta, transporte e preparação da amostra para análise; • A contagem de microrganismos viáveis presentes no produto; • A pesquisa de microrganismos indesejáveis. Amostragem: A amostragem deve ser representativa, considerando-se o número de unidades amostras e o volume contido, assim como as operações unitárias envolvendo risco de contaminação. Em relação a amostragem de matérias-primas, a amostragem deve permitir a obtenção de frações da parte inicial, mediana e final do recipiente ou lote (agência nacional de vigilância sanitária (ANVISA). A coleta e transporte constitui aspectos de preocupação no que diz respeito a integridade da amostra a ser analisada. A coleta deve ser feita em local adequado, por operador treinado, utilizando recipientes e materiais auxiliares, ( por exemplo, espátulas ou pipetas) estéreis, com finalidade de não introduzir contaminação à amostra. Tanto o transporte, quanto o armazenamento da amostra até o momento da análise devem ocorrer em condições adequadas de temperaturas (ANVISA,2010).no que diz respeito à quantidade de amostras a ser analisada, a recomendação das principais farmacopeias como: brasileira, americanas, britânica, europeia, japonesa, entre outras. A quantidade de amostras a ser analisada é, geralmente, de 10g ou ml. A preparação da deve, quando pertinente (por exemplo, produto contém conservantes ou antimicrobianos), possibilitar a inativação da atividade antimicrobiana de produto. Os procedimentos empregados são a diluição, e a neutralização química, ou a filtração, ou a combinação destes procedimentos (pinto, et al.,2015). Contagem de microrganismo viáveis presentes no produto: A contagem de microrganismos viáveis pode ser realizada empregando-se quatro métodos diferentes que são: • Método de Semeadura: que consiste na transferência de alíquotas de 1ml da amostra, de cada diluição a ser ensaiada, para placas de petri estéreis (casualmente 2 ou 3 réplicas por diluição). O meio de cultura estéril, fundido e resfriado a temperatura de cerca de 45°c-50°c, em quantidade de cerca de 20 ml, é vertido sobre cada uma placa, com subsequentes homogeneizações (usualmente com movimentos em ‘’8’’). As placas são incubadas por 3-4 dias a 30-35°c para bactérias (empregando-se meio ágar de caseína-soja- TSA) e por 5-7 dias a 20-25°c para bolores e leveduras (empregando-se meio sabouraud dextrouse ágar -DAS). Após a incubação. O número de unidades formadoras RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD AULA ____ DATA: 24/06/2024 VERSÃO:01 de colônia (UFC) é contado em cada uma das placas e calcula-se a carga microbiana presente a amostra, considerando-se os fatores de diluição adequados (ANVISA,2010). • Semeaduras por superfície: a alíquota de amostra é transferidas com auxílio de pipetas estéreis (entre 0,1 e 0,5 ml) para a superfície de meio de cultura (usualmente TSA para bactérias e DAS para bolores e leveduras) previamente distribuídos nas placas de petri. Amostra é espalhada na superfície da placa utilizando-se bastão de vidro ou alça de drigalski estéril. após incubação, realiza-se a contagem no número de UFC por placa e calcula-se a carga microbiana presente no produto, considerando-se o volume empregado no ensaio (United states phamacopeia, 2016). • Métodos de filtração em membranas: é empregado, alíquotas do produto na forma líquida (ou suas diluições), são filtradas através de membranas esterilizante (usualmente 47 mm de diâmetro e 0,212 ou 0,45 Um de tamanho de poro).se a amostra apresentar atividade antimicrobiana, recomenda-se lavar a membrana com porções de cerca de 100 ml de solução fisiológica ou água peptonada 0,1%, para eliminação do resíduo de produto. Em seguida, a membrana é transferida com o auxílio de pinça para a superfície do meio de cultura (usualmente TSA para bactérias e DAS para bolores e leveduras) previamente distribuídos nas placas de petri. Após incubação, procede-se a contagem no número de UFC por placa e calcula-se a carga microbiana presente no produto, considerando-se o volume filtrado e a diluição utilizada (pinto, et al.,2015). • Método por determinação do número mais provável (NMP): baseia-se em estimativas do número de microrganismos presentes no produto por cálculos probabilísticos. Nesse método, alíquotas de 1ml de cada diluição decimal são transferidas para séries de 3 ou 5 tubos de ensaio contendo meio caldo de caseína-soja (TSB). os tubos são incubados por não mais que 3 dias a 30- 35°c.ao término do período de incubação, os tubos são inspecionados quanto à presença ou ausência de crescimento. A carga microbiana presente no produto é determinada em função do número de tubos com presença de crescimento, utilizando-se uma tabela apropriada (para 3 ou 5 tubos), pinto, etal.,2015). • Explicar o fundamento e o procedimento do teste de contagem em placas. A contagem padrão em placas (CPP) permite a avaliação da qualidade microbiológica de alimentos, superfícies, matérias-primas e água. Ela se baseia-se na contagem de colônias de microrganismos em placas, em meios específicos de cultivo utilizados para determinação dos mais diversos tipos de microrganismos. O método de contagem padrão em placas (CPP) possui algumas vantagens e desvantagem em relação a outros métodos que são: RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD AULA ____ DATA: 24/06/2024 VERSÃO:01 Vantagens: • Fácil execução; • Mensura microrganismos de qualquer grandeza; • Indicado para leite pasteurizado (pequena quantidade de microrganismos); • Indicado para microrganismos psicrotróficos (baixa atividade redutora). Desvantagens: • Não informa tipo e espécie de microrganismo; • Bactérias patogênicas não são enumeradas; • As colônias são estimativas do número de microrganismos; • Demandatempo; • Não revela o potencial de atividade microbiana; • O modo de leitura muitas vezes é subjetivo. 2. Explicar o objetivo do uso de uma placa com ágar nutriente próximo ao local de trabalho. O objetivo é monitorar a contaminação ambiental durante o processo de teste de contagem em placas. Isso permite que sejam identificadas fontes potenciais de contaminação e tomadas de medidas para minimizar o risco de contaminação do produto. 3. Contextualizar o resultado obtido com os valores de referência definidos em legislação. Os resultados obtidos no teste de contagem em placas são comparados aos limites estabelecidos por legislações e regulamentações específicas para produtos farmacêuticos não estéreis, levando em consideração fatores como o tipo de produto e sua rota de administração. O que significa analisar o resultado obtido em algum contexto específico e compará-lo com valores estabelecidos pela legislação aplicável. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD AULA ____ DATA: 24/06/2024 VERSÃO:01 REFERÊNCIAS: Análise de qualidade dos produtos farmacêuticos. [s.i]. https://probiolaboratorios.com.br/servico/analise-de-qualidade-dos-produtos- farmaceuticos/.acesso em:21 jun.2024. BUGNO,adriana. Esterilidade: validação de metodologia e propostas de otimização de resultados.12 fev.2001. https://doi.org/10.11606/D.9.2001.tde-08032010-172454. https://teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9139/tde-08032010-172454/pt-br.php.acesso em:23 jun.2024. Como comprovar o processo de esterilização de esterilização em autoclave.31 maio.2019. https://aps-repo.bvs.br/aps/como-comprovar-o-processo-de-esterilizacao- em-autoclave/.acesso em:20 jun.2024. Contagem padrão em placas (CPP): quais são as vantagens e desvantagens? https://www.vetprofissional.com.br/artigos/contagem-padrao-em-placas-cpp-quais- sao-as-vantagens-e-desvantagens.[s.i].acesso em:24 jun.2024. Controle de qualidade de medicamentos correlatos e cosméticos. [s.i]. https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4618300/mod_resource/content/4/Controle% 20de%20Qualidade%20de%20Formas%20Farmac%C3%AAuticas%20N%C3%A3o- Est%C3%A9reis.pdf.acesso em:23 jun.2024. FERREIRA,marcia.testes de esterilidade. Ribeirão preto 2020. https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5285666/mod_resource/content/1/Teste%20 de%20esterilidade%20-%20folhetos%20anotados.pdf.acesso em:21 jun.2024. Métodos de esterilização e produtos para laboratório. [s.i] esterilização produtos laboratorio/?gad_source=1&gclid=Cj0KCQjwsuSzBhCLARIsAIcdLm6DWdr5VuX_iE Np4aLfWMWr55fHi9jk6vu9eIQgw6Y7ae2ss0KgXIwaAlWrEALw_wcB. Acesso em:19 jun.2024. MONTE,natália.Identificação rápida de contaminantes microbianos em produtos farmacêuticos.são Paulo 2019.https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9139/tde- 02072019-180630/publico/Natalia_Monte_Rubio_de_Brito_ME_Original.pdf.acesso em:23 jun.2024. Tipos de esterilização e sua importância. [s.i].https://firstlab.ind.br/tipos-de- esterilizacao-e-sua-importancia/.acesso em:19 jun.2024.Guia completo sobre os métodos de esterilização. [s.i]. https://www.splabor.com.br/blog/autoclaves/guia- completo-sobre-os-metodos-de-esterilizacao/.acesso em: 20 jun.2024.Esterilização de instrumentos/ materiais de laboratórios por calor úmido(autoclave) calor seco (estufa).[s.i]https://tecnal.com.br/ptBR/blog/182_esterilizacao_de_instrumentosmateri ais_de_laboratorio_por_calor_umido_autoclave_e_calor_seco_estufa. Acesso em:20 jun.2024. https://probiolaboratorios.com.br/servico/analise-de-qualidade-dos-produtos-farmaceuticos/.acesso https://probiolaboratorios.com.br/servico/analise-de-qualidade-dos-produtos-farmaceuticos/.acesso https://teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9139/tde-08032010-172454/pt-br.php.acesso%20em:23 https://teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9139/tde-08032010-172454/pt-br.php.acesso%20em:23 https://aps-repo.bvs.br/aps/como-comprovar-o-processo-de-esterilizacao-em-autoclave/.acesso https://aps-repo.bvs.br/aps/como-comprovar-o-processo-de-esterilizacao-em-autoclave/.acesso https://www.vetprofissional.com.br/artigos/contagem-padrao-em-placas-cpp-quais-sao-as-vantagens-e-desvantagens.%5bs.i%5d.acesso https://www.vetprofissional.com.br/artigos/contagem-padrao-em-placas-cpp-quais-sao-as-vantagens-e-desvantagens.%5bs.i%5d.acesso https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4618300/mod_resource/content/4/Controle%20de%20Qualidade%20de%20Formas%20Farmac%C3%AAuticas%20N%C3%A3o-Est%C3%A9reis.pdf.acesso https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4618300/mod_resource/content/4/Controle%20de%20Qualidade%20de%20Formas%20Farmac%C3%AAuticas%20N%C3%A3o-Est%C3%A9reis.pdf.acesso https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4618300/mod_resource/content/4/Controle%20de%20Qualidade%20de%20Formas%20Farmac%C3%AAuticas%20N%C3%A3o-Est%C3%A9reis.pdf.acesso https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5285666/mod_resource/content/1/Teste%20de%20esterilidade%20-%20folhetos%20anotados.pdf.acesso https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5285666/mod_resource/content/1/Teste%20de%20esterilidade%20-%20folhetos%20anotados.pdf.acesso https://www.splabor.com.br/blog/autoclaves/guia-completo-sobre-os-metodos-de-esterilizacao/.acesso https://www.splabor.com.br/blog/autoclaves/guia-completo-sobre-os-metodos-de-esterilizacao/.acesso https://tecnal.com.br/ptBR/blog/182_esterilizacao_de_instrumentosmateriais_de_laboratorio_por_calor_umido_autoclave_e_calor_seco_estufa https://tecnal.com.br/ptBR/blog/182_esterilizacao_de_instrumentosmateriais_de_laboratorio_por_calor_umido_autoclave_e_calor_seco_estufa