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RELATÓRIO PRÁTICAS EAD_CONTROLE DE QUALIDADE MICRO AULA 1

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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD 
 
AULA ____ 
DATA: 
 
24/06/2024 
VERSÃO:01 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: CONTROLE DE QUALIDADE MICROBIOLÓGICO 
 
DADOS DO(A) ALUNO(A): 
 
NOME:CLAYTON LIMA RODRIGUES MATRÍCULA:04029621 
CURSO:FARMÁCIA POLO:UNAMA GARDEN SHOPPING BOA VISTA-RR 
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A):ANDREIA ALENCAR 
 
 
 
TEMA DE AULA: PREPARAÇÃO DE MATERIAIS E VIDRARIA PARA 
ESTERILIZAÇÃO POR CALOR SECO E ÚMIDO 
 
 
RELATÓRIO: 
 
Definir esterilização por calor seco e esterilização por calor úmido. 
A esterilização é muito importante quando se fala em produtos para laboratório e 
pesquisa. Para alguns protocolos, é necessária a utilização de protocolos estéreis, 
garantindo qualidade e resultados exatos sem a interferência de microrganismos. 
Existem vários métodos de esterilização, porém o objetivo principal consiste na 
eliminação das formas de vida microbiana como: bactérias, fungos, vírus e 
esporos. A escolha do método mais eficiente dependerá do tipo de produto 
utilizado e podem ser físicos, químicos ou a combinação de ambos. 
Método de esterilização físicos são: 
 
Esterilização por calor seco (estufa): A esterilização por calor seco, efeito por meio 
da criação de uma estufa, flambagem ou incineração atua por oxidação da matéria 
orgânica, onde o calor irradia por suas paredes laterais, oxidando as células 
microbianas, provocando a sua morte. Este tipo de esterilização é feito por meio de 
condução de calor, sendo absorvido pela superfície externa do item e passa para o 
centro, passando de camada por camada, até que o objeto seja atingido pela 
temperatura certa. É adequado para instrumentos que não podem ser autoclavados 
devido a presença de componentes sensíveis à umidade. 
A esterilização com calor seco requer um tempo mais longo entre 1hora até 3horas 
em altas temperaturas do que o calor úmido. 
A esterilização por calor seco, é utilizado para esterilizar materiais de aço inox, 
vidrarias, óleos e pós. E a sua temperatura varia entre 160°c a 180°c, por 1 a 2 horas, 
observando-se a esterilização a seco é proibida pela ANVISA, para produtos 
relacionados à saúde, conforme resolução da RDC n°,15, de março de 2012. 
 
Vantagens: 
• Não causa corrosão. 
• Pode ser utilizado para objetos sensíveis à umidade. 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD 
 
AULA ____ 
DATA: 
 
24/06/2024 
VERSÃO:01 
 
 
Desvantagens: 
• Requer temperaturas mais elevadas e tempos mais longos em comparação 
com o calor úmido. 
• Pode causar danos a materiais sensíveis. 
 
Esterilização por calor úmido (vapor por pressão- autoclave, fervura e 
pasteurização): a esterilização por calor úmido requer temperaturas superiores à de 
água fervente que são atingidas por meio de vapor sob pressão em autoclave. Esse 
equipamento é uma câmara de pressão de isolamento em que o vapor é usado para 
elevar a temperatura, em torno de 121°c por 15 a 30 minutos. E sua eficácia depende 
do tempo da temperatura, da pressão e do vapor em contato direto. 
O processo consiste em manter o material contaminado em contato com o vapor de 
água em temperatura elevada por um período suficiente para matar todos os 
microrganismos, ocorrendo a desnaturação das enzimas e proteínas estruturais. 
 
É adequado para uma ampla gama de materiais, incluindo instrumentos médicos, 
vidrarias e meio de cultura. 
Vantagens: 
• Efetivo contra uma variedade de microrganismos, incluindo esporos 
bacterianos. 
• Penetra bem em objetos porosos. 
Desvantagens: 
• Não adequado para substâncias sensíveis ao calor ou umidade. 
• Pode causar danos a materiais sensíveis, como plásticos e borracha. 
A autoclave como método de esterilização, oferece uma série de vantagens, tornando-
a uma escolha preferencial em diversas indústrias. Aqui podemos destacar algumas 
vantagens que fazem da autoclave uma opção tão valorizada: 
 
• Eficácia multi espécies: a autoclave é altamente eficaz contra uma ampla gama 
de microrganismo, incluindo bactérias, vírus e esporos bacterianos. Isso a torna 
uma opção confiável para eliminação de agentes infecciosos, garantindo 
segurança em ambientes hospitalares, laboratoriais e na indústria alimentícia. 
• Penetração em materiais porosos: a autoclavagem tem um grande poder de 
penetrar materiais porosos, como tecido, instrumentos cirúrgicos e materiais de 
embalagem. O vapor saturado é capaz de preencher essas estruturas, 
atingindo todos os cantos e recantos e garantindo uma esterilização completa. 
• Tempos de ciclo controlados: a flexibilidade na programação dos ciclos de 
autoclavagem permite ajustar o tempo, a temperatura e a pressão conforme a 
necessidade. Isso é vital para a esterilização de diversos tipos de materiais, 
evitando danos excessivos em itens sensíveis ao calor. 
• Redução de riscos de contaminação cruzada: a autoclave elimina os 
microrganismos patogênicos, reduzindo significativamente os riscos de 
contaminação cruzada. 
 
 
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• Padrões regulatórios e validade: a autoclave é amplamente aceita e 
reconhecida em conformidade com os padrões regulatórios, como as diretrizes 
da ANVISA e a RDC 15/2012. Além disso, os ciclos de autoclavagem podem 
ser validados, assegurando a eficácia do processo. 
 
 
 
 
 
Métodos de esterilização químicos. 
 
A esterilização química envolve o uso de agentes químicos, que será abordado logo 
abaixo que são: 
 
 
• Óxido de etileno (ETO): é um gás vastamente utilizado na esterilização de 
materiais de laboratórios e hospitais de uso único por causa do seu 
custo/benefício. Sua ação se dá pela reação com uma proteína no núcleo da 
célula, impedindo a reprodução. Todos os produtos devem ser colocados em 
embalagens permeáveis a gases para permitir que o ETO penetre. Seu uso 
não danifica os materiais e pode ser utilizado em vários tipos de materiais, 
inclusive os termossensíveis. Contudo ele é altamente tóxico, carcinogênico e 
teratogênico. 
• Peróxido de hidrogênio: em concentrações de 3% e 6% têm ação rápido, é 
biodegradável e atóxico, mas tem alta ação corrosiva. Sua ação é mais eficaz 
em capilares hemodiaalizadores e lentes de contato, mas esse processo não é 
muito utilizado. 
• Ácido peracético: tem ação rápida, baixa toxicidade e é biodegradável. Porém 
danifica metais. uma grande vantagem é ser efetivo mesmo na presença de 
matéria orgânica (ou seja, os materiais não precisam ser previamente limpos). 
Em compensação, os materiais devem ser utilizados imediatamente após a 
esterilização por esse método, por isso não é muito utilizado. 
• Formaldeído: pode ser utilizado na forma gasosa e líquida e, para ter ação 
esporicida, necessita de um longo tempo de exposição. É indicado para 
cateteres, drenos e tubos, laparoscópios, artroscopias e ventriloscópios, 
enxertos de acrílico. Por ser carcinogênico e irritante das mucosas, seu uso 
está restrito. 
• Glutaraldeído: líquido com potente ação biocida e pode ser utilizado em 
materiais termos sensíveis, mas necessita de um longo tempo de exposição 
para ser esporicida. É muito utilizado por ter baixo custo e baixo poder 
corrosivo, porém é irritante das vias aéreas; pode causar queimaduras na pele, 
membranas e mucosas; e materiais porosos podem reter o produto. Enxertos 
de acrílico, cateteres, drenos e tubos de poliestireno são os materiais 
rotineiramente esterilizados por esse processo. 
 
 
 
 
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Mais os processos de esterilização mais utilizados são a autoclavagem (vapor), óxido 
de etileno e radiação gama. 
Os materiais que foram utilizados são: 
• Ponteiras; 
• becker de 1.000 ml; 
• agitador; 
• balança analítica; 
• bastão de vidro; 
• vidro relógio; 
• almofariz e pistilo; 
• saco para amostra; 
• placa de Petrin; 
• swabs. 
 
Para garantir a eficácia da esterilização e evitar a recontaminação após o 
procedimento, são necessários materiais e procedimentos adequados.Utilize 
recipientes apropriados para esterilização, como sacos ou envelopes próprios para 
autoclave. Certificar se os materiais estejam limpos, secos e devidamente 
acondicionados. 
O procedimento para garantir a esterilização dos materiais do laboratório são as 
esterilizações usando calor úmido (usando autoclave) e a esterilização usando calor 
seco (com recurso da estufa). 
Os indicadores de esterilização são produtos desenvolvidos para fazer parte dos 
procedimentos de boas práticas exigidos e protocolados pela ANVISA e pela RDC 15. 
A utilização dos indicadores é necessária para o monitoramento de esterilização. 
A esterilização é um processo crucial na área da saúde, garantindo a eliminação de 
microrganismo patogênicos de instrumentos e materiais médicos. Para assegurar a 
efetividade desse processo, o monitoramento rigoroso é essencial. Os indicadores 
físicos, biológicos e químicos assumem um papel fundamental. 
 
• Monitoramento físico: consiste na observação e registro dos dados colhidos 
nos mostradores dos equipamentos, como a leitura da temperatura, da pressão 
e do tempo em todos os ciclos de esterilização. 
• Monitoramento químico: é realizado com o uso de indicadores químicos que 
avaliam o ciclo de esterilização, pela mudança de cor, na presença da 
temperatura, tempo e vapor saturado, conforme o indicador utilizado. Podem 
ser usados indicadores de processo, teste Bowie-Dick, de parâmetro simples, 
multiparamétrico, integrador e emuladores. 
• Monitoramento biológico: é realizado utilizando-se tiras de papel impregnadas 
por esporos bacterianos do gênero bacillus, de bactérias termofilias formadoras 
de esporos, capazes de crescer em temperaturas nas quais as proteínas são 
desnaturadas. Os pacotes contendo os indicadores devem ser colocados em 
locais onde o agente esterilizante chega com maior dificuldade, como próximo 
à porta, junto ao dreno e no meio da câmara. Tal procedimento deve ser 
 
 
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realizado semanalmente. Para a autoclave utiliza-se o geobacillo esporulado 
stearothermophilus, disponível em sistemas autocontidos de 2° e 3°gerações, 
os quais apresentam seus resultados após 48 horas e três horas 
respectivamente. Para estes sistemas existem estufas incubadoras próprias. 
 
 
 
TEMA DE AULA: TESTE DE ESTERILIDADE 
 
 
RELATÓRIO: 
 
1. Definir esterilidade. 
 
Esterilidade é definido no campo da microbiologia como um meio ausente de qualquer 
microrganismo viável. O teste de esterilidade é realizado para detectar 
microrganismos contaminantes em produtos que já sofreram tratamento esterilizante. 
Ele é a demonstração de que um produto é estéril por meio da realização de um ensaio 
microbiológico, em amostras de determinado lote. 
A análise de produtos farmacêuticos é realizada através do teste de esterilidade que 
avalia a ausência de microrganismos viáveis em produtos que foram submetidos a 
algum processo de esterilização, durante sua fabricação. É uma metodologia analítica 
microbiológica usualmente empregada e está descrita em diversas farmacopeias, tais 
como a Brasileira, americana, européia, britânica etc. 
 O teste é empregado em: 
 
• Produtos injetáveis; 
• Preparações oftálmicas; 
• Produtos para a saúde (implantes cirúrgicos, suturas, seringas, agulhas 
descartáveis etc.); 
• Nutrição parenteral; 
• Produtos de oncologia; 
• Farmácias de manipulação (verificar a qualidade do processo manipulação 
asséptica empregado durante a fabricação de produtos farmacêuticos 
estéreis.) 
Métodos compendiais para testar a esterilidade de produtos farmacêuticos 
requerem que amostras sejam cultivadas em dois meios separados. Dois tipos 
diferentes de meios de cultura são usados em testes de esterilidade para 
promover o crescimento de microrganismos anaeróbios, bem como aeróbios e 
fungos residuais. As amostras são incubadas por 14 dias a 32,5°c e 22,5°c, 
respectivamente, antes da leitura dos resultados. Qualquer turbidez nos meios 
de cultura pode indicar crescimento e deve ser investigado. 
Existem dois métodos recomendado de testes de esterilidade que são: 
 
 
 
 
 
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• Método indireto: a membrana utilizada no ensaio é transferida para meios de 
cultura específicos para detecção de bactérias e /ou fungos. 
• Método indireto: amostra é inoculada diretamente no meio de cultura e 
incubada, após o tempo determinado é realizado a leitura para verificar se 
houve ou não crescimento microbiano. 
 
O preparo correto consiste em efetuar um tratamento, visando à desinfecção da 
superfície externa dos frascos, ampolas que outros materiais de acondicionamento 
pelo uso de soluções antissépticas, voláteis ou não, tais como fenol 5%, álcool 
iodado, formaldeído 5%, álcool isopropílico. Essa desinfecção pode se dar por 
imersão ou nebulização; entretanto, após o tempo necessário, exige-se a perfeita 
remoção deste agente químico. 
Para que o teste de esterilidade tenha validade, a qualidade do ambiente de 
execução do ensaio é importante, devendo ser muito bem controlada e conhecida, 
a fim de evitar resultados falso-positivos. 
A área de realização do teste consiste em: 
 
• Compartimento pequeno (capela com fluxo laminar vertical ou horizontal), 
que deve ser mantido em sala limpa, a fim de se aumentar a meia -vida dos 
filtros e pré-filtro, (quando utilizados); 
• Deve ser de fácil limpeza e desinfecção, cujo procedimento deve ter sido 
validado. Essa limpeza pode ser verificada pela exposição de placa de petri, 
contendo meio de cultivo; 
• Parede livres de irregularidades; 
• Alimentação do ar filtrado, pode ser pelo teto ou lateral, porém sempre 
positivo para evitar a entrada de contaminantes externos ao compartimento; 
• Deve ser equipado com lâmpadas germicidas para ajudar na desinfecção 
do compartimento; 
• Operadores (treinados, estado de saúde e higiene, vestimentas. 
 
Além da qualidade do ambiente em que o teste será realizado, o operador é um ponto 
determinante, pois é considerado como fonte de contaminação. Por isso é importante 
o treinamento dos operadores, além do estado de saúde e higiene do operador, que 
também pode influenciar na qualidade dos locais de trabalho, e consequentemente na 
segurança do ensaio. A vestimenta, é outro fator importante, pois deve ser criteriosa, 
visando proteger operadores, bem como obter eficácia adequada durante a realização 
do teste de esterilidade. 
A inoculação direta, é o método utilizado desde a oficialização do método, em 1932, 
e tem sido aplicado até os dias atuais. Ela consiste na inoculação de quantidades ou 
volumes pré-estabelecidos da amostra em volumes estipulados de diversos meio de 
cultura, na forma líquida ou mediante semeadura da amostra em nutrientes sólidos. 
 
Vantagens: 
• Simples e fácil de execução; 
• Pouco treinamento; 
• Baixo nível de contaminação acidental. 
 
 
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Desvantagens: 
• Baixa representatividade de amostra; 
• Consumo elevado de meios de cultura e de vidraria; 
 
• Interferência da turbidez do produto; 
• Possibilidade de resíduos de agentes inibitórios; 
• Restrição para volumes a partir de 100 ml. 
 
Os controles negativos devem ser executados em qualquer tipo de material envolvido 
no teste: meios de cultura, diluentes, dispositivos para transferência de amostras etc. 
correspondem à verificação da esterilidade dos materiais utilizados na execução do 
teste de um produto destinam-se a evitar a ocorrência de um resultado falso-positivo, 
ou seja, um produto estéril que venha a ser reprovado devido a crescimento 
microbiano proveniente do meio de cultura, por exemplo, e não produto em teste. 
A verificação da esterilidade dos meios de cultura consiste na pré-incubação de 
porção representativa, ou de 100% do lote de meio de cultura, por 14 dias, na 
temperatura preconizada. Considera-sesatisfatória, quando não ocorrerem 
evidências de crescimento microbiano de qualquer natureza. 
Já os controles positivos são obtidos pela inoculação de 10 a 100 UFC de cepas 
microbianas aos meios de cultura e aos meios de cultura acrescidos do produto, 
permitindo verificar tanto a adequação dos meios de cultura em promover o 
crescimento de microrganismos, como verificar a presença de atividade inibitória do 
produto sobre o crescimento microbiano e a eficiência do sistema inativador. 
Destina-se a evitar a ocorrência de um resultado falso-negativo, ou seja, um produto 
contaminado ser considerado estéril pelo fato de o meio de cultura não permitir o 
desenvolvimento dos contaminantes, ou devido à presença de substâncias inibidoras 
do crescimento que não foram adequadamente inativadas. 
Os microrganismos normalmente utilizados nos controles positivos são cepas 
constituintes por bactérias, bolores e leveduras, normalmente encontradas como 
contaminantes de produtos farmacêuticos e que apresentam características 
especificas para o desafio do meio de cultura e dos sistemas de inativação de 
antimicrobianos. 
 
TEMA DE AULA: CONTAGEM MICROBIANA EM PRODUTOS 
FARMACÊUTICOS NÃO-ESTEREIS 
 
 
RELATÓRIO: 
 
1. Definir Produto Farmacêutico Não-estéril 
 
Para garantir a segurança do paciente, devem ser empregadas técnicas adequadas 
de controle microbiológico durante o processo de fabricação de produtos 
farmacêuticos não estéreis. produtos farmacêuticos não estéreis são aqueles que 
permitem a presença de uma carga microbiana limitada embora não nula. 
 
 
 
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Os ensaios microbiológicos para produtos não estéreis a amostra analisada e testada 
inclui produtos farmacêuticos de uso oral e tópicos, tais como cápsulas, comprimidos, 
suspensões, cremes, adesivos etc. esses produtos não possuem como requerimentos 
serem estéreis e admitem limites máximos da presença de microrganismos em 
quantidades que não ofereçam nenhum risco. 
Os métodos de análise envolvendo medicamentos não estéreis e cosméticos 
abrangem três etapas que são: 
• Amostras, incluindo a coleta, transporte e preparação da amostra para análise; 
• A contagem de microrganismos viáveis presentes no produto; 
• A pesquisa de microrganismos indesejáveis. 
 
Amostragem: 
A amostragem deve ser representativa, considerando-se o número de unidades 
amostras e o volume contido, assim como as operações unitárias envolvendo risco de 
contaminação. Em relação a amostragem de matérias-primas, a amostragem deve 
permitir a obtenção de frações da parte inicial, mediana e final do recipiente ou lote 
(agência nacional de vigilância sanitária (ANVISA). 
A coleta e transporte constitui aspectos de preocupação no que diz respeito a 
integridade da amostra a ser analisada. A coleta deve ser feita em local adequado, 
por operador treinado, utilizando recipientes e materiais auxiliares, ( por exemplo, 
espátulas ou pipetas) estéreis, com finalidade de não introduzir contaminação à 
amostra. Tanto o transporte, quanto o armazenamento da amostra até o momento da 
análise devem ocorrer em condições adequadas de temperaturas (ANVISA,2010).no 
que diz respeito à quantidade de amostras a ser analisada, a recomendação das 
principais farmacopeias como: brasileira, americanas, britânica, europeia, japonesa, 
entre outras. 
 A quantidade de amostras a ser analisada é, geralmente, de 10g ou ml. A preparação 
da deve, quando pertinente (por exemplo, produto contém conservantes ou 
antimicrobianos), possibilitar a inativação da atividade antimicrobiana de produto. Os 
procedimentos empregados são a diluição, e a neutralização química, ou a filtração, 
ou a combinação destes procedimentos (pinto, et al.,2015). 
 
Contagem de microrganismo viáveis presentes no produto: 
 
A contagem de microrganismos viáveis pode ser realizada empregando-se quatro 
métodos diferentes que são: 
• Método de Semeadura: que consiste na transferência de alíquotas de 1ml da 
amostra, de cada diluição a ser ensaiada, para placas de petri estéreis 
(casualmente 2 ou 3 réplicas por diluição). O meio de cultura estéril, fundido e 
resfriado a temperatura de cerca de 45°c-50°c, em quantidade de cerca de 20 
ml, é vertido sobre cada uma placa, com subsequentes homogeneizações 
(usualmente com movimentos em ‘’8’’). As placas são incubadas por 3-4 dias a 
30-35°c para bactérias (empregando-se meio ágar de caseína-soja- TSA) e por 
5-7 dias a 20-25°c para bolores e leveduras (empregando-se meio sabouraud 
dextrouse ágar -DAS). Após a incubação. O número de unidades formadoras 
 
 
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de colônia (UFC) é contado em cada uma das placas e calcula-se a carga 
microbiana presente a amostra, considerando-se os fatores de diluição 
adequados (ANVISA,2010). 
• Semeaduras por superfície: a alíquota de amostra é transferidas com auxílio 
de pipetas estéreis (entre 0,1 e 0,5 ml) para a superfície de meio de cultura 
(usualmente TSA para bactérias e DAS para bolores e leveduras) previamente 
distribuídos nas placas de petri. Amostra é espalhada na superfície da placa 
utilizando-se bastão de vidro ou alça de drigalski estéril. após incubação, 
realiza-se a contagem no número de UFC por placa e calcula-se a carga 
microbiana presente no produto, considerando-se o volume empregado no 
ensaio (United states phamacopeia, 2016). 
• Métodos de filtração em membranas: é empregado, alíquotas do produto na 
forma líquida (ou suas diluições), são filtradas através de membranas 
esterilizante (usualmente 47 mm de diâmetro e 0,212 ou 0,45 Um de tamanho 
de poro).se a amostra apresentar atividade antimicrobiana, recomenda-se lavar 
a membrana com porções de cerca de 100 ml de solução fisiológica ou água 
peptonada 0,1%, para eliminação do resíduo de produto. Em seguida, a 
membrana é transferida com o auxílio de pinça para a superfície do meio de 
cultura (usualmente TSA para bactérias e DAS para bolores e leveduras) 
previamente distribuídos nas placas de petri. Após incubação, procede-se a 
contagem no número de UFC por placa e calcula-se a carga microbiana 
presente no produto, considerando-se o volume filtrado e a diluição utilizada 
(pinto, et al.,2015). 
• Método por determinação do número mais provável (NMP): baseia-se em 
estimativas do número de microrganismos presentes no produto por cálculos 
probabilísticos. Nesse método, alíquotas de 1ml de cada diluição decimal são 
transferidas para séries de 3 ou 5 tubos de ensaio contendo meio caldo de 
caseína-soja (TSB). os tubos são incubados por não mais que 3 dias a 30-
35°c.ao término do período de incubação, os tubos são inspecionados quanto 
à presença ou ausência de crescimento. A carga microbiana presente no 
produto é determinada em função do número de tubos com presença de 
crescimento, utilizando-se uma tabela apropriada (para 3 ou 5 tubos), pinto, 
etal.,2015). 
 
• Explicar o fundamento e o procedimento do teste de contagem em placas. 
 
A contagem padrão em placas (CPP) permite a avaliação da qualidade 
microbiológica de alimentos, superfícies, matérias-primas e água. Ela se 
baseia-se na contagem de colônias de microrganismos em placas, em meios 
específicos de cultivo utilizados para determinação dos mais diversos tipos de 
microrganismos. 
O método de contagem padrão em placas (CPP) possui algumas vantagens e 
desvantagem em relação a outros métodos que são: 
 
 
 
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Vantagens: 
• Fácil execução; 
• Mensura microrganismos de qualquer grandeza; 
• Indicado para leite pasteurizado (pequena quantidade de microrganismos); 
• Indicado para microrganismos psicrotróficos (baixa atividade redutora). 
 
Desvantagens: 
• Não informa tipo e espécie de microrganismo; 
• Bactérias patogênicas não são enumeradas; 
• As colônias são estimativas do número de microrganismos; 
• Demandatempo; 
• Não revela o potencial de atividade microbiana; 
• O modo de leitura muitas vezes é subjetivo. 
 
 
2. Explicar o objetivo do uso de uma placa com ágar nutriente próximo ao local de trabalho. 
 
 
O objetivo é monitorar a contaminação ambiental durante o processo de teste de 
contagem em placas. Isso permite que sejam identificadas fontes potenciais de 
contaminação e tomadas de medidas para minimizar o risco de contaminação do produto. 
 
3. Contextualizar o resultado obtido com os valores de referência definidos em legislação. 
 Os resultados obtidos no teste de contagem em placas são comparados aos limites 
estabelecidos por legislações e regulamentações específicas para produtos farmacêuticos 
não estéreis, levando em consideração fatores como o tipo de produto e sua rota de 
administração. O que significa analisar o resultado obtido em algum contexto específico e 
compará-lo com valores estabelecidos pela legislação aplicável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS: 
 
 
 
Análise de qualidade dos produtos farmacêuticos. [s.i]. 
https://probiolaboratorios.com.br/servico/analise-de-qualidade-dos-produtos-
farmaceuticos/.acesso em:21 jun.2024. 
BUGNO,adriana. Esterilidade: validação de metodologia e propostas de otimização de 
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