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GENÉTICA MOLECULAR 2018-2019 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 1 Docentes Prof.ª Dr.ª Elsa Bronze da Rocha Prof.ª Dr.ª Margarida Borges 1 - Estrutura do DNA 2 - Código genético 3 - Replicação do DNA 4 - Transcrição do DNA 5 - Tipos de RNA e processamento 6 - Tradução e síntese proteica 7 - Recombinação genética 8 - Mapeamento 9 - Genética de bactérias 10 - Genética de fagos 11 - Mutações do DNA 12 - Reparação do DNA 13 - Técnicas de DNA recombinante 14 - Aplicações das técnicas de DNA recombinante 15 - Regulação da expressão genética nos procariotas 16 - Regulação da expressão genética nos eucariotas 17 - Regulação do ciclo celular 18 - Mecanismos moleculares de indução do cancro. Oncogenes e anti-oncogenes Programa das aulas teóricas de Genética Molecular (2018-2019) • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 2 T0 - Introdução aos trabalhos práticos T1 - Infeção de bactérias por fagos/pesquisa de homologias T2 - Cinética de crescimento de uma população bacteriana/ pesquisa de homologias T3 a- Transformação de bactérias por um DNA recombinante/ artigo b - Isolamento de DNA plasmídico T4 a - Corte do DNA plasmídico com enzimas de restrição/ artigo b - Eletroforese de DNA digerido com enzimas de restrição T5 - Elaboração de um mapa de restrição de um plasmídeo recombinante T6 - Exame laboratorial Programa das aulas laboratoriais de Genética Molecular (2018-2019) • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 3 Objectivos Específicos 1) entendimento dos conceitos básicos e fundamentais inerentes à transmissão da informação genética • processos básicos necessários à transmissão da informação contida no DNA até à formação de uma proteína, em procariotas e eucariotas • consequências das alterações dos processos biológicos normais, por mecanismos e agentes que modificam genes e cromossomas • utilidade de modelos biológicos e aplicação de um conjunto de ferramentas disponibilizadas pelas tecnologias de DNA recombinante GENÉTICA MOLECULAR 2) aplicação destes conhecimentos e competências adquiridas no estudo da regulação genética • estudo e análise da regulação da expressão génica, em procariotas e eucariotas • regulação do ciclo celular • causas e agentes que promovem ou inibem a proliferação celular por ação de fatores endógenos, exógenos e epigenéticos • as várias estratégias de terapia génica para doenças com índole genética ou não • E B R - G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 4 Objectivos Globais para os Estudantes GENÉTICA MOLECULAR • E B R - G en ét ic a M o le cu la r - F F U P i) deterem os conhecimentos científicos, no contexto da genética molecular, de forma integrada e coordenada ii) reconhecerem a aplicabilidade e a relevância destes saberes na área da saúde e noutros âmbitos científicos iii) desenvolverem a capacidade de aprendizagem individual e em grupo 5 • Lodish H, Berk A, Kaiser CA, Krieger M, Matthew P, Bretscher SA, Ploegh H & Matsudaira P (2016). “Molecular Cell Biology”. W. H. Freeman, 8th Ed*. • Alberts, B., Johnson, A., Lewis, J., Morgan, D., Raff, M., Roberts, K., and Walter, P. (2014). Molecular Biology of the Cell (6th Ed). New York: Garland Press.*. • Videira A (2011). “Engenharia Genética: princípios e aplicações”. Lidel, Edições Técnicas 2ª Ed*. • Bronze-da-Rocha E & Videira A (2010). “Noções de Genética”, pp 220-259, do livro “Microbiologia”- Lidel Edições Técnicas. • Krebs JE, Goldstein ES & Kilpatrick, ST. (2014) “Lewi’s-Genes X“. Jones & Bartlett Publishers, 10th Ed*. • Sambrook J & Russell D (2001). “Molecular cloning - a laboratory manual”. 3rd Ed., Cold Spring Harbor Lab. Press, USA*. Complementar • Arraiano CM & Fialho, A M (2007). “O Mundo do RNA” - Lidel, Edições Técnicas. • Watson JD, Gilman M, Witkowski J & Zoller M (1992). "Recombinant DNA" - Scientific American Books, 2sd Ed. • Richard M, Myers RM, Caudy AA & Witkowski, JA (2006). “Recombinant DNA: Genes and Genomes - A Short Course”, W. H. Freeman 3rd Ed. (*) - Existem na Biblioteca da Faculdade de Farmácia da U. P. BIBLIOGRAFIA • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 6 • AVALIAÇÃO TEÓRICA: - AVALIAÇÃO DISTRIBUÍDA (2 FREQUÊNCIAS) SEM EXAME FINAL (16 valores = 80% da classificação final) - incide sobre toda a matéria lecionada nas aulas teóricas * escolha múltipla: desconta um por meio * perguntas de resposta aberta AVALIAÇÃO • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P • avaliação teórica vale 80% (16 valores) da nota final e cada frequência está cotada para 8 valores • o estudante requer a classificação mínima de 9,5 valores (escala numérica de 0-20 valores) no exame laboratorial (a realizar na última semana de aulas ou na época normal) que incidirá sobre a componente teórico-prática e laboratorial • a aprovação teórica nas duas frequências requer a classificação final mínima 7,60 valores (correspondente a 9,5 numa escala de 0-20) e só depois é somada a nota da laboratorial 7 • AVALIAÇÃO LABORATORIAL: 4 valores a) Análise de 2 artigos científicos relacionados com uma técnica laboratorial (disponíveis no Moodle): - na área da Genética Molecular (fornecido pelo professor) aplicado à investigação clínica ou investigação fundamental (grupos de 3 ou 4 estudantes). - na ficha correspondente a este ponto o estudante deve colocar a referência do artigo, qual o fundamento da técnica, o porquê da utilização desta técnica no trabalho encontrado e quais os resultados obtidos especificamente da técnica em questão e como contribuíram para a conclusão final do trabalho. b) Bioinformática (Moodle): 1. pesquisa de informação relevante na área da bioinformática, disponível na plataforma Moodle e onde os estudantes terão de explorar uma plataforma de dados biológicos e a procura de informação biológica a partir do nome de um gene. • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 8 AVALIAÇÃO c) Exame laboratorial: decorre na última semana de aulas, obrigatório para todos os estudantes, e incide sobre qualquer um dos trabalhos laboratoriais efetuados durante o semestre . Cotação das várias componentes da avaliação laboratorial 0,75 valores artigos científicos 0,75 valores bioinformática 0,5 valores questões teóricas 2 valores exame laboratorial • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P b) Bioinformática(disponíveis no Moodle): 2. Pesquisa de homologias em sequências de DNA e/ou proteínas. - UniProt (Universal Resource Protein) é o catálogo mais abrangente do mundo de informações sobre proteínas. - BLAST (Basic Local Alignment Search Tool), é uma ferramenta que permite encontrar regiões de similaridade de uma nova sequência em estudo e outras já existentes conhecidas, fornecendo assim, pistas funcionais eevolutivas sobre a estrutura e função da uma nova sequência. 9 • NÚMERO DE FALTAS permitidas às aulas laboratoriais: 3 RECOMENDAÇÕES • NÃO ESQUECER - trazer para cada aula laboratorial: * um par de luvas * bata * trabalho estudado • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P ou 10 HORÁRIO DE ATENDIMENTO Os estudantes podem tirar dúvidas da componente teórica e laboratorial à terça-feira das 18-19h (Prof.ª Elsa) Se necessitarem de vir noutro horário e para tirarem dúvidas com a Prof.ª Margarida ou comigo podem enviar um email e combinamos a melhor hora • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P Na aula teórica de 13 de Setembro de 2018 será exibido o vídeo sobre “Técnicas de DNA recombinante” 11 - genoma do bacteriófago ou fago lambda (λ) é constituído por DNA de cadeia dupla com o tamanho de 50 kb - fago λ apresenta dois tipos de ciclo de vida: * o ciclo lítico * o ciclo lisogénico T1 - infecção de bactérias por fagos • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 12 • E B R G en ét ic a M o le cu lar - F F U P - ciclo lítico e lisogénico - a adesão do fago à bactéria é facilitada pela adição ao meio de cultura de magnésio (10 mM) - a maltose promove a formação da proteína Ompc, que faz parte dos recetores para o bacteriofago λ existentes na membrana exterior da bactéria, através da indução do operão da maltose que contém o gene lamB - após a lise da bactéria que foi infetada por um fago há a libertação da descendência vírica que pode ser visualizada em meio semi-sólido de Top-agarose, pela formação de placas fágicas (halo lítico) 13 • a plaque is a clear area on an otherwise opaque bacterial lawn on the agar surface of a petri dish • theoretically, each plaque results from infection by a single virus particle. The virus plaque is analogous to the bacterial colony. • it is caused by the lysis of bacterial cells as a result of the growth & reproduction of phages - placas fágicas • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 14 1 - inocular uma colónia de E. coli P2 em meio de LB contendo 0,2% de maltose e incubar ON (“overnight”) a 37ºC 2 - centrifugar a cultura bacteriana 3 - rejeitar o sobrenadante e ressuspender (vortexar) o sedimento celular em cerca de 2 ml de MgSO4 10 mM. 4 - incubar a suspensão celular 1 hora a 37ºC com agitação suave 5 - utilizar esta suspensão celular para posterior infeção pelo fago. A - preparação de bactérias para serem infectadas pelo fago PTB • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P - cuidados: * todo material a usar deve ser estéril (pontas, matrazes, tubos) * o meio de cultura deve ser estéril * manter as condições de assepsia durante as manipulações (trabalhar junto ao bico de Bunsen) 15 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P B- infecção de bactérias pelo bacteriófago PTB 1 - fazer diluições seriadas (factor 10) do fago em tampão λ ou SM Colocar 0,1 ml de cada diluição num falcon de 15 ml 2 - adicionar a cada tubo que contém a diluição dos fagos 0,1 ml das bactérias preparadas no passo anterior (A). Misturar e incubar 20’- 37ºC 3 - adicionar Top-agarose (0,7% agarose em meio de LB) aquecida a 42ºC, vortexar e espalhar de modo homogéneo em placas de L-agar. 4 - deixar as placas 5 minutos à temperatura ambiente e depois colocá-las invertidas a 37ºC. As placas fágicas formadas podem ser visíveis ao fim de 7 horas e a contagem deve ser feita ao fim de 12-16 horas 16 Cálculos - cálculo da concentração do stock de fagos em PFU/ml (unidade formadora de placas fágicas) tendo em conta as várias diluições Tubo Diluição Nº de placas PFU/ml fágicas 1 2 3 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P PFU/ml = Nº DE PLACAS FÁGICAS X FACTOR de DILUIÇÃO INÓCULO (µl) Concentração stock de fagos = somatório das 3 diluições/3 17 - o ciclo de crescimento celular é uma processo linear em que uma célula se divide e origina duas células filhas - o crescimento de uma população bacteriana é um processo exponencial, expresso por tempo de geração, e que corresponde ao tempo necessário para que a população duplique - tempo de geração é característico para cada bactéria - a representação gráfica do crescimento de uma população de bactérias apresenta quatro fases distintas: T2 - cinética de crescimento de uma população de bactérias Curva da concentração celular • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 18 - C ell cycle o f E .c o li • EBR Genética Molecular - FFUP 1 9 - determinação do tempo de geração de uma cultura: * métodos diretos: - contagem de células ao microscópio - contagem por métodos eletrónicos * métodos indiretos: • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P - por medição da densidade óptica 20 - por plaqueamento em caixa de Petri - determinação do tempo de geração de uma cultura: * métodos indiretos: - o plaqueamento em caixa de Petri é o único método que permite fazer a distinção entre células vivas e células mortas - cuidados: * todo material a usar deve ser estéril (pontas, matrazes, tubos) * o meio de cultura deve ser estéril * manter as condições de assepsia durante as manipulações (trabalhar junto ao bico de Bunsen)• E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 21 - protocolo: 1 - da cultura de E. coli Y1090 que cresceu durante a noite ON (“OverNight”) fazer uma Diluição de 1:50 em meio de LB (Luria-Bertani) num Falcon de 50ml 2 - incubar a 37ºC com agitação durante 2h e fazer leituras no espectrofotómetro (Abs=600 nm) ao fim de 30 min e depois em intervalos sucessivos de 20 mins * procurar manter a cultura o menos tempo possível fora das condições de incubação 3 - em paralelo retirar um amostra para determinação do número de células viáveis, plaquear (fazer diluições de 10-5 de cada amostra retirada e inocular 0,1 ml de cada diluição/placa) em meio sólido (L-agar) e incubar as placas invertidas, depois de secas, a 37ºC, ON • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 22 Nota: - uma cultura saturada de bactérias contem cerca de 109 cél vivas/ml - a visualização de colónias isoladas requer que a cultura seja diluída 10 milhões de vezes, o que é obtido através do método de diluições sucessivas ou seriadas * uma diluição de 10-1 requer a diluição de 0,1 ml da cultura bacteriana em 0,9 ml de tampão de diluição em eppendorfs * partir desta diluição (10-1) fazer uma nova diluição de 10-1 e temos uma diluição de 10-2 * para se obter uma diluição final de 10-6 teremos de usar uma série de tubos de 3 diluições de 10-2: 10-2 x 10-2 x 10-2 = 10-6 10µl 10µl 100µl Cultura 990µl 990µl original Diluição = 1 x 10-2 x 10-2 = 10-4 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 23 - grown on solid surface of agar - colonies develop from individual bacteria if the original suspension is dilute and spread over the surface of the agar - individual colonies can be selected for study • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P - método de diluições sucessivas ou seriadas * para minimizar os erros experimentais devem efetuar-se múltiplas determinações 24 Cálculos: - resultados (tabela) - gráfico da absorvência em função do tempo - gráfico do número de células viáveis em função do tempo número de células viáveis = nº de colónias x factor dilução inóculo (µl) - calcular o tempo de geração da cultura Tempo Diluição Inóculo Nº de Colónias Nº de células Absorvância (min) (µl) viáveis (600 nm) 30 50 70 90 110 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 25 • métodos: - espectofotométrico - plaqueamento • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 26 * métodos: - cálculo do tempo de geração: • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P * células viáveis 27 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P • Tecnologia de DNA recombinante - DNA - enzimas de restrição - vetores de clonagem e de expressão - células competentes - transformação - isolamento DNA plasmídico - eletroforese - mapa de restrição - PCR 28 * reconhecem pequenas sequência específicas com 4 a 6 pares de bases (bp) * são designadas por 3 letras: EcoRI, HindIII * ao cortarem podem gerar extremidades: • enzimas de restrição • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P © 2012 Pearson Education, Inc. * palíndromas - sequências alvo das enzimas de restrição * enzimas do tipo II (Mg2+) - reconhecem uma sequência particular e cortam o DNA num local específico dessa mesma sequência * isosquisómeros - enzimas de diferentes espécies que reconhecem o mesmo local de restrição numa sequência de DNA: Ex: as enzimas MspI e HpaII reconhecem a sequência 5’-CCGG-3’ - podem ser perfeitos ou imperfeitos 29 • enzimas de restrição - SmaI (Serratiamarcescens) corta e dá extremidades cegas - BamHI (Bacillus amyloliquefaciens H) corta e dá extremedidades salientes a 5’ - PstI (Providencia stuartii) corta e dá extremidade salientes a give a 3’ • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P • podem reconhecer sequências degeneradas AvaI 5’...CPyCGPuG...3’ 5’...C PyCGPuG...3’ 3’...GPuGCPyC...5’ 3’...GPuGCPy C...5’ AsuI 5’...GGNCC...3’ 5’...G GNCC...3’ 3’...CCNGG...5’ 3’...CCNG G...5’ 30 3 1 •en zim as d e restrição • EBR Genética Molecular - FFUP • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P * conceito de clonagem - termo aplicado a um fragmento de DNA que foi isolado e inserido num vector de clonagem, constituindo um DNA quimérico, híbrido ou recombinante, que após transformação permite a produção de grandes quantidade desse mesmo fragmento * clone - conjunto de células ou moléculas idênticas à célula ou molécula ancestral * vector de clonagem - plasmídeo ou fago que é capaz de transportar uma sequência DNA estranha dando origem a um DNA híbrido ou recombinante • vectores de clonagem 32 - plasmídeos são moléculas de DNA não cromossomal, de cadeia dupla ou simples circular - contêm um local de origem de replicação própria - o DNA dos plasmídeos é muito mais pequeno que o DNA cromossomal, mas pode conter genes específicos que são responsáveis pela conjugação, resistência a antibióticos, síntese de antibióticos, produção de toxinas e enzimas de degradação - os plasmídeos têm a capacidade de “hospedar” ou “transportar” fragmentos de DNA estranho), uma vez que são vetores de clonagem, o que permite a manipulação e o estudo desses mesmos genes ou fragmentos do gene - podem ser perigosos para a saúde humana uma vez que conferem às bactérias que os possuem resistência a antibióticos • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P • vectores de clonagem 33 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P * vector de clonagem - capacidade de se autoreplicar (replicão) - conter, pelo menos, um gene que confere resistência a antibióticos - possuir locais de restrição únicos, polylinker ou local de clonagem múltiplo (MCS), que permitem a entrada do DNA a clonar - fácil de purificar 34 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P • tipos de vectores de clonagem The λ genome contains “optional” DNA 35 3 6 • EBR Genética Molecular - FFUP • clo n ag em • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P • vectores de expressão * resistência a um antibiótico * local de origem de replicação * promotor * codão de iniciação seguido de polylinker * local de ligação ao ribossoma * fácil purificação 37 • EBR Genética Molecular - FFUP • o p erão 3 8 • vecto res d e exp ressão • EBR Genética Molecular - FFUP 3 9 White and blue selection with LacZ selection marker. Encoded by LacZ gene White and blue selection with LacZ selection marker. • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 40 AmpR lacZ′ Vector Foreign DNA Opened vector Recyclized vector without insert Vector plus foreign DNA insert Transformants blue (β-galactosidase active) Transformants white (β-galactosidase inactive) Digestion with restriction enzyme Join with DNA ligase Transform into Escherichia coli and select on ampicillin plates containing Xgal © 2012 Pearson Education, Inc. • vectores de expressão • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 41 T3a - Preparação de células competentes • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 1 - Crescer uma cultura de E. coli em meio LB durante a noite a 37ºC, com agitação 2 - Fazer uma diluição de 1:100 da cultura ON em meio LB e incubar a 37ºC, com agitação, durante 2 a 3 horas até que a densidade óptica (A=600 nm) seja entre 0,2 a 0,4 3 - Transferir a cultura para um Falcon de 50 ml e colocar a 0ºC durante 15 min 4 - Centrifugar a cultura a 4000 rpm durante 10 minutos, a 4ºC 5 - Rejeitar o sobrenadante e inverter os tubos durante 1 minuto para eliminar o sobrenadante ainda existente nas paredes do Falcon 6 - Ressuspender o sedimento bacteriano em 2 ml de CaCl2 100 mM (por cada 50 ml de cultura original) previamente arrefecido em gelo 7 - Repetir os passos 5 e 6 8 - Ressuspender o sedimento obtido em 0,2 ml de CaCl2 100 Mm 9 - Dividir em alíquotas de 100 µl com 10% de glicerol e conservar a -70ºC. 42 - a transformação de células bacterianas requer a incubação prévia com uma solução estéril de cloreto de cálcio arrefecida a 4ºC seguida de um choque térmico a 37ºC ou a 42ºC - o mecanismo que permite a entrada do DNA recombinante dentro das bactérias ainda não é conhecido - as células competentes podem ser conservadas em alíquotas (100 µl a 200 µl, contendo 10% de glicerol) a -70ºC - a eficiência da transformação é de 105-106 colónias transformantes/µg de DNA plasmídico/ml de células competentes uma T3b - transformação de bactérias por um DNA recombinante • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 43 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 1 - Misturar 10 µl de DNA (contendo 10 a 100 ng de DNA) a transformar com 100 µl de células competentes em eppendorfs estéreis 2 - Colocar os tubos (eppendorfs) em gelo durante 30 min T3b - transformação de células competentes 3 - Transferir os eppendorfs para um banho a 42ºC durante exatamente 45 segundos ou a 37ºC durante exatamente 2 min 4 - Retirar do banho e colocar os eppendorfs rapidamente em gelo durante 2 min (choque térmico) 44 5 - Adicionar 400 µl de meio LB ou meio SOC previamente aquecido a 37ºC 6 - Incubar durante 30 a 60 minutos, a 37ºC, com agitação suave (tempo requerido para a bactéria expressar a resistência ao antibiótico conferida pelo plasmídeo) T3b - transformação de células competentes 7 - Plaquear 100 µl das células transformadas em placa de L-agar com 50 µg de ampicilina, 40 µg/ml X-gal e 0,1 mM IPTG 8 - Centrifugar os restantes 400 µl a 2500 rpm durante 10 min, remover 300 µl de LB e plaquear os restantes 100 µl em L-agar contendo 50 µg de ampicilina, 40 µg/ml X-gal e 0,1 mM IPTG 9 - Deixar as placas à temperatura ambiente durante 10 min • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 45 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 10 - Inverter as placas e incubar a 37ºC; o aparecimento de colónias pode ser detetado ao fim de 12 a 16 horas 11 - Determinar a eficiência de transformação, ou seja, - o número de total de transformantes (brancas e azuis) /ml/µg de DNA - a % de transformante /ml/µg de DNA, de recombinados e não recombinados (eficácia) T3b - Transformação de células competentes 46 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P Eficiência da transformação - número total de transformantes (brancas e azuis) /ml/ug/DNA Eficácia da transformação - % de transformantes recombinados e não recombinados Um exemplo clássico que ajuda a visualizar a diferença entre a eficiência e a eficácia: - um homem que cava um poço com perfeição e atempadamente, realiza um trabalho com eficiência; - um homem que sabe o local correto para cavar o poço e achar água, executa um trabalho com eficácia 47 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P - uma etapa essencial para a utilização de um plasmídeo corresponde ao isolamento (ou separação) do DNA plasmídico da bactéria hospedeira ou seja, a separação do DNA do plamídeo do DNA genómico da bactéria, promovendo a lise da bactéria - pode ser feito * em pequena escala (“mini-prep”) * em grande escala (“maxi-prep”) - a escolha do método que permite a lise de uma bactéria depende: * do tamanho do plasmídeo * da estirpe de E. coli utilizada * da técnica queposteriormente é usada para purificar o plasmídeo T3c - isolamento de DNA plasmídico 48 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P - a lise bacteriana pode ser feita por: * tratamento com detergentes não iónicos ou iónicos * com solventes orgânicos * com agentes alcalinos * com a lisozima e aquecimento • isolamento de DNA plasmídico phospholipid bilayer How detergent disrupts the plant cell membrane 49 1 - inocular 5 ml de meio LB contendo 50 µg de ampicilina com uma colónia bacteriana e colocar a 37ºC, ON, com agitação forte 2 - centrifugar as células durante 20 seg (4ºC ou TA) e e remover o sobrenadante • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 3 - adicionar 50 µl de tampão TE e ressuspender 4 - adicionar 200 µl de solução de lise (0,2 M NaOH, 1% SDS), misturar por inversão e colocar em gelo 5’ 5 - Adicionar 150 µl de solução de neutralização (2,55M acetato de potássio), misturar e colocar em gelo durante 5’ 7 - centrifugar durante 10 min à TA (sedimentação dos restos celulares e do DNA cromossómico) - protocolo: 50 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 8 - transferir o sobrenadante para novo eppendorf, adicionar 900 µl de etanol absoluto. Misturar bem e colocar em gelo (30 min) ou a - 20ºC (10 min) para a precipitação do de ácidos nucleicos 9 - centrifugar durante 10 min a 4ºC para sedimentar o DNA e o RNA. Rejeitar o sobrenadante 10 - lavar o sedimento com 1 ml de etanol a 70%, centrifugar de novo durante 5 a 10 min e rejeitar o sobrenadante 11 - deixar secar o sedimento à temperatura ambiente (30 min) ou na estufa a 37ºC (15 min) 12 - ressuspender o sedimento em 20 µl de TE ou água destilada estéril e conservar a -20ºC 51 - a electroforese em gel de agarose é uma técnica que permite determinar o tamanho de um DNA ou dos seus fragmentos, depois de este ser digerido com uma ou mais enzimas de restrição - a electroforese permite separar os fragmentos de DNA com base no seu peso molecular, apenas quando estes estão na forma linear - as moléculas de DNA que estão na forma super-enrolada ou na forma relaxada têm uma migração no gel que não corresponde ao verdadeiro peso molecular, ou seja, ao número de bp que possuem • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P T4 - análise electroforética de DNA digerido com enzimas de restrição superenrolada linear relaxada 52 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P - a agarose é um composto que depois de dissolvido a alta temperatura em tampão apropriado, tampão TAE (Tris-HCl, Acetato, EDTA), forma após arrefecimento um polímero (gel) em que a porosidade depende da concentração de agarose usada - quanto mais elevada for a concentração em agarose, menos poroso será o gel e, consequentemente, maior resistência será exercida sobre as moléculas de DNA - a % de agarose para fazer o gel permite definir intervalos de separação de moléculas de DNA, tendo por base o seu tamanho expresso em pares de nucleotídeos ou pares de bases (bp) T4 - análise electroforética de DNA digerido com enzimas de restrição 53 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P T4 - análise electroforética de DNA digerido com enzimas de restrição - a separação de fragmentos de DNA em gel de agarose requer: * a dissolução da agarose e posterior seu arrefecimento (45ºC) para se poder adicionar o brometo de etídio * um molde que determina a forma do gel * um pente que permite a formação de poços no gel de agarose, de forma a que a amostra de DNA possa ser aplicada * uma tina de electroforese que contem o tampão de corrida (1xTAE) e onde se mergulha o gel * uma fonte que permite a aplicação de um campo eléctrico (30 a 100 volts) para separar os fragmentos de DNA através da migração do pólo (-), onde se aplica a amostra, para o pólo (+) * a utilização de marcadores de peso molecular, uma vez que a distância de migração depende do tamanho do DNA 54 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P T4 - análise electroforética de DNA digerido com enzimas de restrição - brometo de etídio * composto que vai interagir com o DNA intercalando-se entre as bases do DNA * a adição de brometo de etídio à agarose dissolvida permite a visualização do DNA uma vez que este composto emite fluorescência quando exposto à luz ultravioleta (300 nm) * é um composto altamente cancerígeno, evitar qualquer contacto com a pele * manusear o gel sempre com luvas 55 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P T4 - análise electroforética de DNA digerido com enzimas de restrição - transiluminador * emite raios UV de alta intensidade aos quais tanto a pele como a retina são extremamente susceptíveis * nunca expor qualquer parte das mãos ou da cara à luz que é emitida * usar luvas e o visor de protecção ocular 56 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P • curva de calibração Kb 10 8 2 1 6 5 4 0,3 0,1 57 5 8 • EBR Genética Molecular - FFUP • cu rva d e calib ração • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P - a quantificação do DNA a ser digerido ou das bandas resultantes da sua digestão pode ser feita por: * método espetofotométrico * por estimativa em gel de agarose (por comparação com um DNA padrão) - a quantificação do DNA e do RNA é feita no comprimento de onda de 260 nm (U.V.) - a razão das densidade óptica a 260 nm e 280 nm (OD260/OD280) fornece uma estimativa do grau de pureza do ácido nucleico • quantificação de ácidos nucleicos Large DNA fragments Small DNA fragments 59 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P • quantificação de ácidos nucleicos - nas preparações puras de DNA o valor do quociente OD260/OD280 é maior ou igual a 1,8 e menor ou igual a 2,0 - para o RNA este quociente é igual 2 - contaminações resultantes da presença de fenol ou de proteínas diminuem significativamente a razão OD260/OD280 - a concentração do DNA de cadeia dupla (cd), do DNA de cadeia simples (cs) e do RNA de cadeia simples (cs) é feita a 260 nm e as unidades de conversão são as seguintes: 1 unidade de A260 de DNAcd = 50 µg/ml 1 unidade de A260 de DNAcs = 33 µg/ml 1 unidade de A260 de RNAcs = 40 µg/ml DNA Absorption Spectra 60 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P - comparação com os vários fragmentos resultantes da digestão do fago λ com a enzima HindIII e a concentração dos mesmos, por estimativa, após a aplicação de 2 µg de DNA de λ-HindIII Tamanho dos fragmentos do λ-HindIII (kb) e respectiva concentração (µg) λ-HindIII [DNA]/banda 23,130 kb 0,950 µg 9,416 kb 0,400 µg 6,557 kb 0,270 µg 4.371 kb 0,185 µg 2,322 kb 0,090 µg 2,027 kb 0,080 µg 0,564 kb 0,020 µg 0,125 kb 0,005 µg % Agarose Separação (bp) 0,3 60.000 - 5.000 0,6 20.000 - 1.000 0,7 10.000 - 800 0,9 7.000 - 500 1,2 6.000 - 400 1,5 4.000 - 200 2,0 3.000 - 100 61 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P T4c - elaboração de um mapa de restrição de um plasmídeo recombinante - é feita à custa da digestão do plasmídeo com enzimas de restrição - podem efectuar-se cortes simples (uma enzima de restrição), duplos (duas enzimas de restrição) ou múltiplos (várias enzimas) - o tamanho dos fragmentos obtidos é determinada por comparação da sua migração em gel de agarose (ou de poliacrilamida) com um DNA padrão cujo tamanho dos fragmentos é conhecido (λ-HindIII) - fotografar o gel, fazer a curva padrão e determinar o tamanho de cada fragmento obtido - construir o mapa de restrição do plasmídeo recombinante 62 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 1 - digerir 2 µg de DNA plasmídico seguindo a ordem indicada: DNA 2 µl Tampão da enzima (10x) 2 µl H2O destilada 15 µl Enzima (*) 1 µl Volume final 20 µl (*) As enzimas de restrição são altamente susceptíveis à desnaturaçãoquando expostas a temperaturas superiores a -20ºC ou ao ar. Por estes motivos, a enzima depois de retirada do congelador deve ser conservada em gelo e a sua adição à mistura da reacção deve ser feita no fim 2 - incubar a mistura de digestão, depois de centrifugada, a 37ºC, 1h 3 - adicionar a cada tubo 5 µl do tampão da amostra e centrifugar 4 - noutro eppendorf colocar 1 µl de DNA plasmídico não digerido e adicionar 5µl de tampão da amostra 5 - deixar os tubos em gelo enquanto não se aplicam as amostras no gel de electroforese T4a - Digestão de DNA plasmídico 63 • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P T4b - análise electroforética de DNA digerido com enzimas de restrição 64 T4c - elaboração de um mapa de restrição de um plasmídeo recombinante • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P 65 * permite a amplificação de pequenas sequências conhecidas de DNA, a partir de dois primers ou iniciadores * pequenas quantidades de DNA (< 1µg) * dois “primers” * magnésio, desoxinucleótidos * Taq DNA polimerase * banho programável: - desnaturação (94º- 5’) - ligação dos “primers” (30º a 65º- 30’’) - síntese de DNA (72º- 3’ a 4’) - controlos (+) e (-) - ciclos repetidos (até 60) PCR (Polymerase Chain Reaction ou reação de polimerização em cadeia) • E B R G en ét ic a M o le cu la r - F F U P Mg2+ 66 P C R • EBR Genética Molecular - FFUP 6 7