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Staphylococcos é a principal família que causa infecções hospitalares. São 
cocos gram positivos, cocos aos cachos. 
• As principais bactérias são: Staphylococcus, Micrococcus, 
Streptococcus, Sarcina. 
• Nem todas as bactérias apresentam o mesmo crescimento, algumas 
dependem de características importantes, como local de crescimento 
(fonte de minerais, nitrogênio, carbono e etc), temperatura adequada 
e a concentração de oxigênio, principalmente (imagem acima). 
• As principais bactérias são as aeróbias obrigatórias e as anaeróbicas 
facultativas. 
• Oxigênio demais pode ser um problema, porque quanto mais ela 
consome, mais ela pode produzir espécies reativas de oxigênio. Então 
a bactéria precisa ter um mecanismo que neutraliza esses oxigênios 
reativos, são enzimas que realizam esse processo, chamamos de 
catalase e superóxido redutase (são enzimas antioxidantes). 
• A catalase está dentro da célula, ao jogar peroxido de hidrogênio 
(H2O2), tem o rompimento da célula, liberando água e oxigênio (gás – 
tóxico) → a mesma coisa acontece com as bactérias → morrem. 
• Os outros tipos de bactéria são, majoritariamente, anaeróbicos 
facultativas, onde suportam a ausência de oxigênio. 
• Anaeróbicos obrigatórios →só cresce onde não tem oxigênio, então 
não vão ter as enzimas que metabolizam o oxigênio. 
• As aerotolerantes toleram o oxigênio, porque tem poucas enzimas. 
 
Principais que causam doença: micrococcus e Sarcina não estuda muito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Staphylo são cocos-gram positivos aos cachos e Strepto são cocos em 
cadeia. A grande e principal diferença entre os é na morfologia e na forma 
de diagnóstico (as provas e testes são diferentes), os dois são anaeróbicos 
facultativos e fazem fermentação. 
 
 
Família Staphylococcaceae: 
- Antiga Família Micrococcacea; 
- Hoje = Família Staphylococcaceae; 
- Gênero = Macrococcus, Salinicoccus, Jeotgalicoccus, Nosocomiicoccus, 
Staphylococcus; (grande parte desses gêneros não são comuns de ver 
doenças em humanos, só staphylo). 
- 54 espécies, onde Staphylococcus epidermidis (D83363), Staphylococcus 
aureus (L36472) e Staphylococcus saprophyticus (AP008934) são as 
principais e estudadas neste momento, que são mais ativas em humanos, o 
restante em outros animais. 
 
O staphylos são cocos gram-positivos; 
‣ 0,5 a 1,5 µm de diâmetro – menores bactérias encontradas na clinicas; 
‣ Imóveis- não tem flagelo; 
‣ Catalase positiva (H2O2) – vão ter enzimas porque gostam de crescer 
em oxigênio; 
‣ Não esporulados; 
 
‣ Anaeróbicos facultativos; 
‣ Usualmente ocorrem em aglomerados característicos (cachos de uvas- o 
mais comum de se observar). 
 
 
‣ Halotolerantes – toleram maior concentração de sal (7-10% de NaCl)- 
criado em meio seletivo (seleciona somente os que crescem em altas 
concentrações de algo, nesse caso, o sal, os outros não crescem). 
Ex: Ágar manitol usado na prática = seletivo, pois tem alta concentração de 
sal (Sódio principalmente) e tem carboidrato que chamamos de MANITOL. 
‣ Catalase positivos (diferenciação entre Staphylococcus (tem catalase) e 
Streptococcus (não tem catalase – tem outras enzimas) (2H2O2 → 2H2O 
+ ↑O2). 
‣ Coagulase negativo ou positivo (saber se há produção da enzima 
coagulase, porque é ela que ativa a cascata de coagulação). 
Ex: aureus é coagulase positivo, as outras (sp.) são negativos. 
 
Estafilococos – etimologia 
 
 
As outras espécies não ficam amareladas dessa forma. 
- De todos eles o que temos maior quantidade de infecções e número de 
doenças diversas é o S. aureus, porque ele é produtor de toxina (exotoxina). 
 
Patogênese 
 
- S. aureus = mediada por toxina (intoxicação alimentar, síndrome da pele 
escaldada (toxina na pele, então descama, solta os desmossomos), síndrome 
do choque tóxico); Ele causa também doenças de pele: Cutânea 
(carbúnculo, foliculite, furúnculo, impetigo, infecções de feridas); outras 
(bacteremia, endocardite, pneumonia, empiema, osteomielite, artrite séptica 
– inflamação generalizada, a sepse se espalha pelo organismo diante a uma 
infecção). 
- S. epidermidis = doenças associadas a pele: bacteremia, endocardite 
(usuários de drogas injetáveis podem ter), feridas cirúrgicas, infecções do 
trato urinário, infecções oportunistas de cateteres, derivações, dispositivos 
proteicos e dialise peritoneal. 
- S. saprofhyticus = infecções do trato urinário, infecções oportunistas (ele 
geralmente cresce no local normalmente, mas se a imunidade abaixar, por 
exemplo, pode causar infecções). Ele geralmente está presente na 
microbiota normal da pele, região periuretral e mucosas das vias urinárias e 
genitais 
- S. lugdunensis = endocardite, artrite, bacteremia, infecções oportunistas e 
infecções do trato urinário. 
 
Características da patogênese (Piogênico e Toxicogênico) 
O único que tem toxina é o aureus = doença toxigênica que causa lesão 
corporal (choque). 
Sapro e epider não tem toxina. 
 
- Piogênica → a presença da bactéria ativa o SI e causa inflamação – pus 
em resposta inflamatória. Local: é quando ela causa doença no local onde 
ela está crescendo. Ex: erisipela; Disseminada: estava na pele, entra na 
corrente sanguínea e dissemina por todo o corpo, pode gerar sepse. 
 
 
- Patógeno mais importante do gênero; 
- é comum em Nasofaringe e pele humana (em infecções de pele em 
procedimentos cirúrgicos é muito comum contaminar com s.aureus, ele e 
o s.epidermidis);; 
- Colônias amarelo douradas; 
- Possui vários fatores de virulência e estratégias de evasão do SI – 
extremamente resistentes; 
- Coagulase positivo; 
- Pode causar sepse (as feridas podem evoluir); 
- Pode produzir enterotoxinas. 
 
➢ Fatores de virulência: 
- Garantem estabilização da infecção e a sobrevivência no tecido e a sua 
disseminação para outros locais no organismo. 
- é a principal bactéria da família que causa doenças graves com alto índice 
de letalidade. 
- Proteínas que permitem adesão; 
- Toxinas principalmente- TSST-1 do choque tóxico; Enterotoxina – ativa 
células intestinais e causa espasmos; Esfoliatina – esfolia a pele e a tira; 
leucocidinas – causa rompimento dos leucócitos; 
- Tem ativadoras de coágulo – se estiver lesão na bactéria, porque ai 
conseguem escapar (sistema de evasão), escondendo das células 
imunológicas (e também quebra o coagulo, caso eles queiram voltar a 
crescer no local) e enzimas que quebram várias moléculas reativas do corpo 
e entre outras, como a penicilina (PBP’s – proteínas ligadoras de penicilina- 
proteolicano); 
 
 
- S. aureus = linhagens dessa bactéria resistentes à penicilina (age na parede 
celular, quebrando- a), hoje não tem mais essa ruptura, tornaram-se a 
principal ameaça nos hospitais na década de 1950, requerendo o uso de 
meticilina. 
S. aureus → fica 
dourado/amarelado 
 
- S. aureus = 1980, S. aureus resistentes à meticilina, chamados de MRSA, 
emergiram e se tornaram endêmicos em muitos hospitais, levando a um 
aumento no uso da vancomicina. 
- S. aureus = No final da década de 1990, infecções por S. aureus que se 
mostraram menos sensíveis à vancomicina (S. aureus intermediário à 
vancomicina, ou VISA, de vancomycin-intermediate S. aureus) 
- S. aureus = Em 2002, a primeira infecção causada por S. aureus 
resistentes à vancomicina (VRSA, de vancomycin-resistant S. aureus) foi 
relatada em um paciente nos Estados Unidos 
 
OBS: tanto sthaplylococcos quanto Streptococcus preferem ambientes 
aeróbicos, apesar de serem facultativos e são cocos gram positivos. Principal 
diferença na catalase e a morfologia. 
 
Sítios de infecção: 
Dependendo do sitio de infecção temos que indicar onde deve ser melhor 
feito a coleta da amostra: 
 
Mas não é necessariamente onde esta tendo sintomas que deve coletar a 
amostra. Quanto maior o número e positivo, maior a chance de detectar 
aquele microrganismo naquela amostra. Ex: síndrome da pele escaldada, é 
melhor coletar da nasofaringe, porque ele pode estarcolonizando lá e 
distribuindo na corrente sanguínea, por isso espalha-se pela pele toda. 
*então é importante saber onde a bactéria esta crescendo, somente quando 
é piogênica que devemos coletar no local que ta tendo o pus e etc. 
 
➢ Patogênese – Piogênicas: 
 
- Infecções de pele e feridas pós cirúrgicas: impetigo, furúnculos, 
carbúnculos, paroníquia (unha), celulite, foliculite, hidradenite supurativa, 
conjuntivite, infecções de pálpebras (blefarite) e infecções de mama pós-
parto (mastite) 
- Septicemia (sépsis): infecções de ferimentos, evolução delas, 
principalmente as relacionadas ao sangue, ou como resultado do uso abusivo 
de fármacos intravenosos 
*Bacteremia → bactéria no sangue, cresce e migra para tecidos → 
evolução para sepse, podendo gerar choque séptico. (da uma parada na 
função dos órgãos). 
- Endocardite: a bactéria está no sangue e entra em contato com a valva 
tricúspide (átrio direito) por meio da veia cava superior → válvulas cardíacas 
normais ou protéticas (mais comum S.epidermidis), especialmente a 
endocardite direita (válvula tricúspide) em usuários de fármacos injetáveis. 
*s.aureus está mais associado a infecções no sangue, intravenoso, e chega 
ao coração. 
*Streptococcus é mais comum, mas staphylo pode também quando 
associado ao sangue 
 
- Osteomielite e artrite: disseminação/ infecções hematogênicas 
(início/origem no sangue e depois migra para os tecidos) ou por introdução 
localizada em um sítio de ferimento. 
- Abcessos: disseminação das bactérias pela corrente sanguínea e vai para 
o tecido, formando uma lesão tecidual e cresce em um lugar só- forma 
muito pus, lesão → um exemplo é a bacteremia. 
- Pneumonia: pode ocorrer em pacientes pós-cirúrgicos / ventilação ou após 
uma infecção respiratória viral → fica intubado e as vias aéreas ficam 
ressecadas e não está salivando muito, então há menos barreira física contra 
a bactéria que está circulando no ambiente. Ou também pós uma infecção 
viral, a tendência de viral é que os linfócitos aumentem para combater, mas 
alguns vírus destroem muitos, então reduz o número de linfócitos e fica 
mais susceptível de ter um crescimento e infecção bacteriana (pneumonia 
bacteriana). 
 
→S.aureus pode gerar impetigo bolhoso, onde a bactéria cresce na camada 
mais fina e externa da epiderme e forma acumulo de liquido (muito suor) = 
bolhas; 
Tem o impetigo com pústulas também, onde a bactéria inflama demais a 
epiderme do paciente e forma necrose com pus. (tomar antibiótico, tem 
que fazer biopse e coletar do sangue também para ver se evoluiu para um 
bacteremia). 
 
O auresu, além de ser piogênico, pode ser toxigênico: 
➢ Exotoxinas graves: 
Bactéria toxigênica é a que produz toxina. No caso de exotoxina não é a 
presença da bactéria que está causando a doença e sim a sua toxina liberada. 
*quando se tem, por exemplo, síndrome da pele escaldada, tem que saber 
qual o local que está bactéria está produzindo a toxina. A pele está 
descamando, mas não quer dizer que a bactéria esta lá, as vezes é na 
região nasal (tampão) que está produzindo a toxina, então deve pegar 
amostras desses locais, não necessariamente onde está a ferida. 
 
Principais toxinas: 
- Enterotoxina – entero → enterócitos (intestino), então atua nas células do 
intestino. Lesiona o intestino, então pode causar muita dor e espasmos. 
Gastrenterite(A-F): superantígeno que causa intoxicação alimentar (1 a 8 h), 
sendo resistente ao ácido gástrico e enzimas digestivas e termoresistente. 
*Infecção alimentar demora para crescer a bactéria, é mais que intoxicação 
que em horas já pode aparecer sintomas. 
- Toxina da Síndrome do choque tóxico (TSST - toxic shock syndrome 
Toxin → toxina que causa necrose (mata as células)): causa choque tóxico 
especialmente em mulheres fazendo o uso de absorventes higiênico interno 
(tampão), indivíduos com tampão nasal e infecções de ferimentos – local 
muito propicio e bem fechado para a bactéria proliferar e ela produz a 
toxina que cai na corrente sanguínea e causa paralisia nos órgãos (toxemia). 
Se coletar sangue para hemocultura tipicamente negativas ao crescimento, 
porque a bactéria está crescendo é na região nasal ou na vagina. 
- Esfoliatina (buchas feitas em roça) – é uma toxina que causa uma ação 
epidermolítica (rompimento das células da epiderme), ela desconecta as 
enzimas e desconecta os desmossomos, soltando as células = Síndrome da 
pele escaldada (descamação) (SSSS - Staphylococcal scalded skin 
syndrome): ação epidermolítica (comum em crianças- recém-nascido que 
não tem resposta imunológica toda formada ) (rec. 7 a 10 dias). 
*parece que é queimadura e a pele vai soltando. 
- Toxina alfa e Leucocidinas P-V: necrose de pele (morte celular), hemólise, 
tanto hemácias como dano celular nos leucócitos 
 
 
➢ Patogênese: 
 
- Estafilococos coagulase-negativo não produz exotoxinas. Assim, não causa 
intoxicação alimentar ou síndrome do choque tóxico, mas causam infecções 
piogênicas. 
- S. epidermidis é o principal membro da microbiota humana normal da pele 
e de membranas mucosas, no entanto pode atingir a corrente sanguínea 
(bacteriemia) um importante causa de infecções piogênicas em implantes 
protéticos (gruda muito fácil- tem que passar por processos de autoclave 
ou produtos químicos fortes que esterilizam), como válvulas cardíacas, 
articulações de quadril e em diálise (quase sempre hospitalar). 
- Produzem um glicocálix (Biofilme), no qual, apresentam maior probabilidade 
de aderir a materiais – resistência e adesão muito fortes (agulhas, cateter 
→ tem que esterilizar muito bem e a mão também). 
 
- A contaminação geralmente ocorre no ato da implantação, por bactérias 
da própria pele e mucosa do paciente ou do pessoal de atendimento médico. 
 
Em infecções que suspeitam que é o cateter → retira amostra de sangue 
e leva também o cateter ao laboratório para cultivo → para saber se a 
infecção veio do procedimento e saber se está no sangue. 
 
 
➢ Patogênese: 
 
- Estafilococos coagulase-negativo não produz exotoxina. Assim, não causa 
intoxicação alimentar ou síndrome do choque tóxico, mas causam infecções 
piogênicas. 
- S. saprophyticus é um habitante normal da pele e, principalmente, da região 
periuretral do homem e das mulheres, são quase sempre adquiridas na 
comunidade- prefere pH um pouco mais ácido. Causa infecções do trato 
urinário (Pielonefrite). 
- Após Escherichia coli, esse organismo é a principal causa de infecções do 
trato urinário. 
 
➢ Diagnóstico: 
 
1- Anamnese Clínica (médico) → saber através da suspeite de alguma 
bactéria por meio de sintomas (diferença nos sintomas de vírus e 
bactéria = tempo dos sintomas (sendo tempo bacteriano mais 
longo- fator de virulência maior, o do vírus é menor); agravamento 
de sintomas com bactéria são piores, são mais sistêmicas (mais 
profundos, sepse bacteriana é muito mais intenso) do que as do 
vírus, principalmente a temperatura (febre maior, 39-40graus – 
fatores de virulência, já em vírus é mais branda AS VEZES); 
Sintomas respiratórios, como a Tosse e o escarro (muco grosso 
para expulsar a bactéria- neutrófilo aumenta) era muito mais 
relacionado a bactéria (mas covid mudou um pouco isso); em vírus 
é mais comum espirros\líquidos (linfócito aumenta)). 
 
2- Laboratorial (biomédicos); 
Quando chega amostra liquida (urina, escarro, líquidos articulares e etc) → 
muita bactéria → retira um pouco e já pode realizar a coloração. Se caso 
não conseguir observar no escarro, tem que colocar em uma placa e 
cultivar. 
Já amostras secas, como garganta, pele....→ menos bactérias, então precisa 
colocar em um meio de cultivo/ placa → 24h-para crescimento, se não 
conseguir visualizar direto com a coloração de gram, depois faz isolamento. 
Porque se fosse direto para a coloração de gram não conseguiria observar 
pela quantidade de bactéria. Demora mais tempo. 
 
→ Bacteriológico: 
1- Realiza a coloração do gram; 
 
2- O Isolamento da bactéria;3- Idenificação bioquímica. = coagulase, catalase ágar manitol e DNAse. 
Isso para staphylococcus. 
 
 
 
 
Seletivo → cresce alguns e inibe outros (ex: ágar sabouraud → cresce 
fungo- pH ácido, mas inibe crescimento de bactéria) (Ex: ágar macconkey 
→ cresce gram negativo e não cresce gram positivo). 
 
Diferencial → é um meio que diferencia uma colônia de bactéria da outra 
(ex: macconkey) (ex: manitol diferencia o staphylococcus → tem maior 
concentração de sódio (só cresce bactérias resistentes ao sal, então 
também é um meio seletivo, além de diferencial) e o carboidrato manitol). 
 
Meio de enriquecimento → grande quantidade de nutriente (ex: ágar 
sangue → tem hemoglobina que as bactérias gostam de crescer) (ex: ágar 
chocolate → esquenta o sangue e solta hemoglobina, tem mais contato do 
que o ágar sangue, é como se fosse o á. Sangue modificado) 
 
*Os principais componentes de um meio de cultura são fontes de carbono, 
energia (açúcares), nitrogênio, fósforo e sais minerais. 
 
➢ Isolamento de Staphylococcus sp.: Ágar sangue 
 
O Ágar Sangue de Carneiro é composto basicamente por extrato de 
levedura que fornece nitrogênio, carbono, aminoácidos e vitaminas. 
 
 
- O meio de cultura ágar sangue é comumente usado em laboratórios de 
análises clínicas, como a produção primária para a separação de 
Streptococcus spp e Staphylococcus spp. 
*todo meio de cultivo tem uma legenda mostrando quais são as bactérias 
que podem crescer nele e mostra também as características das bactérias 
(grandes, pequenas, cores e etc). Geralmente colônias que são cocos são 
mais pequenas, do que as colônias dos bacilos, que são maiores. 
* O sangue é tudo, bactéria positiva e negativa, então é seletivo. 
 
➢ Identificação dos staphylococcus: 
1. Bacterioscopia - Cocos Gram Positivos (CGP).- 
Se viu que deu gram positivo realiza a catalase. 
2. Prova de catalase (ela diferencia bactéria que tem a catalase (oxigênio) 
das que não tem → separa strepto (catalase negativa) de staphylo (catalase 
positiva). 
3. Crescimento em ágar Manitol → separa as bactérias resistentes a sais = 
separa staphylococcus, sendo seletivo e diferencial, porque diferenciaos 
staphylococcus das que fermentam e das que não fermentam = único que 
fermenta é o s. aureus. 
4. Prova de coagulase → aureus que tem positivo. 
5. Prova de DNAse → aureus também da positivo. 
Se der positivo para tudo indica que é s. aureus, deu negativo coagulase faz 
teste para diferencia s.epidermidis de s.saprophyticus: 
6. Resistência à Novibiocina → antibiótico (antibiograma) 
Sapophyticus → vem nome de substâncias mortas (decomposição) = 
substâncias VELHAS = resistente – não forma halo – cresce em coisa 
morta.. 
Epidermidis → NOVO = sensível ao antibiótico = há formação do halo, 
cresce na pele. 
 
Na identificação deve seguir a ordem corretamente: 
1) Bacterioscopia - Cocos Gram Positivos (CGP).- GRAM é a 
primeira coisa a se realizar. 
A identificação destas bactérias se inicia pela observação ao Microscópio 
Óptico (M.O.) de células coradas pela técnica de Coloração de Gram de que 
são: Cocos Gram Positivos (CGP). 
 
 
Para staphylococcus = cocos aos cachos gram positivos. 
 
2) Prova de catalase 
- Colocar sobre uma lâmina uma porção do isolado de uma colônia. 
- Adicionar uma gota de peróxido de hidrogênio a 3%. 
-Observar a formação de bolhas de ar, indicativo de teste positivo para 
catalase – staphylococcus. 
 
 
- A enzima catalase converte o peróxido de hidrogênio em oxigênio e água, 
deu bolhas =positivo e vai para coagulase. 
 
* as provas manitol, coagulase e DNAse vão separar as espécies de staphylococcus. 
- Outros microrganismos Gram negativos, são capazes de produzir catalase. 
 
- Por isso a importância do gram em sequência. 
 
3) ágar manitol: 
Todos crescem no manitol, porém s. aureus muda a coloração = fermenta 
. 
 
- Tipo: Seletivo e Diferencial 
- Propósito: Seleciona estafilococos que crescem em altas concentrações 
de sal. Diferencia S. aureus de outras espécies. 
- Interpretação: S. aures é amarelo (fermenta o manitol), outros aparecem 
em colônias brancas. 
 
 
Alguns m,icrocos podem crescer no manitol.Para separar staphylo de 
micro faz = Oxidação - Fermentação de glicose: 
 
 
- Uso: Determinação da capacidade do microrganismo fermentar glicose. A 
fermentação (Produção de ácido), torna o meio amarelo. 
Staphylococcus fermenta, ai fica amarelo 
 
4) Prova de coagulase 
Verificar se o microrganismo possui a coagulase (ou fator aglutinante) livre 
ou ligada, no qual ao reagir com um fator plasmático, forma um complexo 
que atua no fibrinogênio do plasma formando a fibrina. 
Staphylococcus coagulase negativo = sapro e epiderm.
 
- Colocar 0,5 mL de plasma em tubo de ensaio; 
- Adicionar uma alçada de colônia diretamente no plasma de coelho com 
EDTA; 
- Incubar por 4 h a 35±2ºC em estufa ou banho-maria; caso não haja 
formação de coágulo, incubar por 24h (coagulase é exclusiva ao S aureus) 
 
5) Prova de DNAse 
- Fazer um inóculo denso de forma circular em uma pequena parte do 
meio Agar DNAse; 
-Incubar a 35±2ºC por 18 - 24 h. (A placa pode ser inoculada com várias 
cepas); 
-Decorrido o período de incubação, no momento da leitura colocar o HCl 
37% (1N) de maneira que cubra as colônias, aguardar 30 segundos. 
 
- Verificar se o microrganismo possui a enzima desoxiribonuclease, a qual 
degrada o ácido nucléico (DNA) – HCL precipita. Formou o halo transparente 
e o branco é a bactéria = positivo = aureus. 
 
6) Teste de novabiocina: 
Diferencia S.epidermides e S.epidermidis 
- Semear como antibiograma em ágar Müeller-Hinton; 
- Colocar um disco de novobiocina 5 µg/mL; 
-Incubar a 35±2ºC por 18 - 24 h (medição do halo formado) 
 
- Verificar se o microrganismo é resistente à novobiocina. 
Sensível =forma halo; Ressitênte = não forma halo. 
 
Tabela de identificação dos staphylos. 
 
 
Pergunta de prova: 
Para a identificação de stafilococcos aureus é necessário o teste de 
novabiocina = não, porque os outros já mostram. 
 
ESQUEMA DE STAPHYLOCOCCUS SPP. 
 
 
 
 
ESQUEMA DE STREPTOCOCCUS SPP. 
 
 
➢ Tratamento: 
- Penicilinas resistentes à β-lactamase (Naftalina, cloxacilina, cefalosporinas e 
vancomicina) e combinado com Penicilinas sensíveis à β-lactamase 
(Amoxicilina). 
- MRSA ou NRSA MRSA significa “Staphylococcus aureus resistente à 
meticilina”. O MRSA é uma bactéria do tipo Staphylococcus aureus (“staph”) 
é o mais resistente a (que não pode ser tratada com) alguns antibióticos. 
Utiliza-se vancomicina, podendo ser associado a gentamicina. 
- S. epidermidis é altamente resistente a antibióticos (Biofilme) a entrada do 
antibiótico,mas não cria especificamente resistência a uma penincilina e etc.. 
 
Produz βlactamase e várias são resistentes a meticilina/nafcilina devido a 
proteínas de ligação à penicilina modificadas. O fármaco de escolha é a 
vancomicina. 
- S. saprophyticus podem ser tratadas com uma quinolona, como 
norfloxacina – geralmente trata com antibióticos que atuam no DNA, 
mitocôndria e etc. 
 
Então para saber qual antibiótico vamos liberar para o médico temos que 
realizar o TSA → teste de sensibilidade a antibióticos = antibiograma. 
*não tiver antibióticos sensível – forma halo bem pequeno – resistente, 
temos que pegar o halo intermediário (pega 2 antibióticos intermediários, 
se não tiver nenhum sensível) 
 
➢ Padrão de susceptibilidade a drogas: 
- Baseia-se na sensibilidade ou resistência aos agentes antibacterianos em 
Ágar Müeller-Hinton: 
‣ Presença do Halo: SENSÍVEL 
‣ Ausência do Halo: RESISTENTE 
‣ Cálculo do diâmetro do halo 
 
 
Perguntas de prova: onde staphylococcus causa mais infecção? 
Campeão de contaminação na pele, mucosas, sendo o mais comum por 
infusão (cateter, transfusão, transplante de órgãos e soluções 
farmacológicas). Comum em hospitais (feridas e etc) → bebê principalmente 
no berçário. 
 
➢ Prevenção:- Asseio- limpeza; 
- Higienização das mãos; 
- Manipulação asséptica de lesões; 
- Colonização persistente do nariz por antibióticos- tampão; 
- Controle microbiológico em salas cirúrgicas e berçários; 
- Tratamento pré operatório (Cefozolina) 
 
➢ Principais doenças: 
 
 
Pergunta: qual dos 3 é uma bactéria piogênica? 
Piogênico é uma infecção que causa pus(pio) + reação do sistema 
imunológico. Todos os estafilococos são piogênicos. Presença da bact.. 
Qual é a toxigênica? AUREUS somente. 
Único que produz toxina. Único com coagulase. Foi a primeira bactéria a ter 
resistência a penincilina. Só o aureus causa hemólise das hemácias. É o mais 
comum de causar pneumonia.,tem toxinas, mas os outros também podem. 
 
O aureus sempre vai causar infecção em todos? 
Não. Nem todo mundo tem na microbiota (mesmo quem tiver, pode não 
gerar doença, mas não deixa de ser infecção). 
 
Epidermides = adesão – biofilme – contaminação maior em procedimentos 
(contaminação no sangue). 
Saprophyticus = está no urogenital, sistema urinário. 
 
 
Outros testes possíveis.

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