Prévia do material em texto
Staphylococcos é a principal família que causa infecções hospitalares. São cocos gram positivos, cocos aos cachos. • As principais bactérias são: Staphylococcus, Micrococcus, Streptococcus, Sarcina. • Nem todas as bactérias apresentam o mesmo crescimento, algumas dependem de características importantes, como local de crescimento (fonte de minerais, nitrogênio, carbono e etc), temperatura adequada e a concentração de oxigênio, principalmente (imagem acima). • As principais bactérias são as aeróbias obrigatórias e as anaeróbicas facultativas. • Oxigênio demais pode ser um problema, porque quanto mais ela consome, mais ela pode produzir espécies reativas de oxigênio. Então a bactéria precisa ter um mecanismo que neutraliza esses oxigênios reativos, são enzimas que realizam esse processo, chamamos de catalase e superóxido redutase (são enzimas antioxidantes). • A catalase está dentro da célula, ao jogar peroxido de hidrogênio (H2O2), tem o rompimento da célula, liberando água e oxigênio (gás – tóxico) → a mesma coisa acontece com as bactérias → morrem. • Os outros tipos de bactéria são, majoritariamente, anaeróbicos facultativas, onde suportam a ausência de oxigênio. • Anaeróbicos obrigatórios →só cresce onde não tem oxigênio, então não vão ter as enzimas que metabolizam o oxigênio. • As aerotolerantes toleram o oxigênio, porque tem poucas enzimas. Principais que causam doença: micrococcus e Sarcina não estuda muito. Staphylo são cocos-gram positivos aos cachos e Strepto são cocos em cadeia. A grande e principal diferença entre os é na morfologia e na forma de diagnóstico (as provas e testes são diferentes), os dois são anaeróbicos facultativos e fazem fermentação. Família Staphylococcaceae: - Antiga Família Micrococcacea; - Hoje = Família Staphylococcaceae; - Gênero = Macrococcus, Salinicoccus, Jeotgalicoccus, Nosocomiicoccus, Staphylococcus; (grande parte desses gêneros não são comuns de ver doenças em humanos, só staphylo). - 54 espécies, onde Staphylococcus epidermidis (D83363), Staphylococcus aureus (L36472) e Staphylococcus saprophyticus (AP008934) são as principais e estudadas neste momento, que são mais ativas em humanos, o restante em outros animais. O staphylos são cocos gram-positivos; ‣ 0,5 a 1,5 µm de diâmetro – menores bactérias encontradas na clinicas; ‣ Imóveis- não tem flagelo; ‣ Catalase positiva (H2O2) – vão ter enzimas porque gostam de crescer em oxigênio; ‣ Não esporulados; ‣ Anaeróbicos facultativos; ‣ Usualmente ocorrem em aglomerados característicos (cachos de uvas- o mais comum de se observar). ‣ Halotolerantes – toleram maior concentração de sal (7-10% de NaCl)- criado em meio seletivo (seleciona somente os que crescem em altas concentrações de algo, nesse caso, o sal, os outros não crescem). Ex: Ágar manitol usado na prática = seletivo, pois tem alta concentração de sal (Sódio principalmente) e tem carboidrato que chamamos de MANITOL. ‣ Catalase positivos (diferenciação entre Staphylococcus (tem catalase) e Streptococcus (não tem catalase – tem outras enzimas) (2H2O2 → 2H2O + ↑O2). ‣ Coagulase negativo ou positivo (saber se há produção da enzima coagulase, porque é ela que ativa a cascata de coagulação). Ex: aureus é coagulase positivo, as outras (sp.) são negativos. Estafilococos – etimologia As outras espécies não ficam amareladas dessa forma. - De todos eles o que temos maior quantidade de infecções e número de doenças diversas é o S. aureus, porque ele é produtor de toxina (exotoxina). Patogênese - S. aureus = mediada por toxina (intoxicação alimentar, síndrome da pele escaldada (toxina na pele, então descama, solta os desmossomos), síndrome do choque tóxico); Ele causa também doenças de pele: Cutânea (carbúnculo, foliculite, furúnculo, impetigo, infecções de feridas); outras (bacteremia, endocardite, pneumonia, empiema, osteomielite, artrite séptica – inflamação generalizada, a sepse se espalha pelo organismo diante a uma infecção). - S. epidermidis = doenças associadas a pele: bacteremia, endocardite (usuários de drogas injetáveis podem ter), feridas cirúrgicas, infecções do trato urinário, infecções oportunistas de cateteres, derivações, dispositivos proteicos e dialise peritoneal. - S. saprofhyticus = infecções do trato urinário, infecções oportunistas (ele geralmente cresce no local normalmente, mas se a imunidade abaixar, por exemplo, pode causar infecções). Ele geralmente está presente na microbiota normal da pele, região periuretral e mucosas das vias urinárias e genitais - S. lugdunensis = endocardite, artrite, bacteremia, infecções oportunistas e infecções do trato urinário. Características da patogênese (Piogênico e Toxicogênico) O único que tem toxina é o aureus = doença toxigênica que causa lesão corporal (choque). Sapro e epider não tem toxina. - Piogênica → a presença da bactéria ativa o SI e causa inflamação – pus em resposta inflamatória. Local: é quando ela causa doença no local onde ela está crescendo. Ex: erisipela; Disseminada: estava na pele, entra na corrente sanguínea e dissemina por todo o corpo, pode gerar sepse. - Patógeno mais importante do gênero; - é comum em Nasofaringe e pele humana (em infecções de pele em procedimentos cirúrgicos é muito comum contaminar com s.aureus, ele e o s.epidermidis);; - Colônias amarelo douradas; - Possui vários fatores de virulência e estratégias de evasão do SI – extremamente resistentes; - Coagulase positivo; - Pode causar sepse (as feridas podem evoluir); - Pode produzir enterotoxinas. ➢ Fatores de virulência: - Garantem estabilização da infecção e a sobrevivência no tecido e a sua disseminação para outros locais no organismo. - é a principal bactéria da família que causa doenças graves com alto índice de letalidade. - Proteínas que permitem adesão; - Toxinas principalmente- TSST-1 do choque tóxico; Enterotoxina – ativa células intestinais e causa espasmos; Esfoliatina – esfolia a pele e a tira; leucocidinas – causa rompimento dos leucócitos; - Tem ativadoras de coágulo – se estiver lesão na bactéria, porque ai conseguem escapar (sistema de evasão), escondendo das células imunológicas (e também quebra o coagulo, caso eles queiram voltar a crescer no local) e enzimas que quebram várias moléculas reativas do corpo e entre outras, como a penicilina (PBP’s – proteínas ligadoras de penicilina- proteolicano); - S. aureus = linhagens dessa bactéria resistentes à penicilina (age na parede celular, quebrando- a), hoje não tem mais essa ruptura, tornaram-se a principal ameaça nos hospitais na década de 1950, requerendo o uso de meticilina. S. aureus → fica dourado/amarelado - S. aureus = 1980, S. aureus resistentes à meticilina, chamados de MRSA, emergiram e se tornaram endêmicos em muitos hospitais, levando a um aumento no uso da vancomicina. - S. aureus = No final da década de 1990, infecções por S. aureus que se mostraram menos sensíveis à vancomicina (S. aureus intermediário à vancomicina, ou VISA, de vancomycin-intermediate S. aureus) - S. aureus = Em 2002, a primeira infecção causada por S. aureus resistentes à vancomicina (VRSA, de vancomycin-resistant S. aureus) foi relatada em um paciente nos Estados Unidos OBS: tanto sthaplylococcos quanto Streptococcus preferem ambientes aeróbicos, apesar de serem facultativos e são cocos gram positivos. Principal diferença na catalase e a morfologia. Sítios de infecção: Dependendo do sitio de infecção temos que indicar onde deve ser melhor feito a coleta da amostra: Mas não é necessariamente onde esta tendo sintomas que deve coletar a amostra. Quanto maior o número e positivo, maior a chance de detectar aquele microrganismo naquela amostra. Ex: síndrome da pele escaldada, é melhor coletar da nasofaringe, porque ele pode estarcolonizando lá e distribuindo na corrente sanguínea, por isso espalha-se pela pele toda. *então é importante saber onde a bactéria esta crescendo, somente quando é piogênica que devemos coletar no local que ta tendo o pus e etc. ➢ Patogênese – Piogênicas: - Infecções de pele e feridas pós cirúrgicas: impetigo, furúnculos, carbúnculos, paroníquia (unha), celulite, foliculite, hidradenite supurativa, conjuntivite, infecções de pálpebras (blefarite) e infecções de mama pós- parto (mastite) - Septicemia (sépsis): infecções de ferimentos, evolução delas, principalmente as relacionadas ao sangue, ou como resultado do uso abusivo de fármacos intravenosos *Bacteremia → bactéria no sangue, cresce e migra para tecidos → evolução para sepse, podendo gerar choque séptico. (da uma parada na função dos órgãos). - Endocardite: a bactéria está no sangue e entra em contato com a valva tricúspide (átrio direito) por meio da veia cava superior → válvulas cardíacas normais ou protéticas (mais comum S.epidermidis), especialmente a endocardite direita (válvula tricúspide) em usuários de fármacos injetáveis. *s.aureus está mais associado a infecções no sangue, intravenoso, e chega ao coração. *Streptococcus é mais comum, mas staphylo pode também quando associado ao sangue - Osteomielite e artrite: disseminação/ infecções hematogênicas (início/origem no sangue e depois migra para os tecidos) ou por introdução localizada em um sítio de ferimento. - Abcessos: disseminação das bactérias pela corrente sanguínea e vai para o tecido, formando uma lesão tecidual e cresce em um lugar só- forma muito pus, lesão → um exemplo é a bacteremia. - Pneumonia: pode ocorrer em pacientes pós-cirúrgicos / ventilação ou após uma infecção respiratória viral → fica intubado e as vias aéreas ficam ressecadas e não está salivando muito, então há menos barreira física contra a bactéria que está circulando no ambiente. Ou também pós uma infecção viral, a tendência de viral é que os linfócitos aumentem para combater, mas alguns vírus destroem muitos, então reduz o número de linfócitos e fica mais susceptível de ter um crescimento e infecção bacteriana (pneumonia bacteriana). →S.aureus pode gerar impetigo bolhoso, onde a bactéria cresce na camada mais fina e externa da epiderme e forma acumulo de liquido (muito suor) = bolhas; Tem o impetigo com pústulas também, onde a bactéria inflama demais a epiderme do paciente e forma necrose com pus. (tomar antibiótico, tem que fazer biopse e coletar do sangue também para ver se evoluiu para um bacteremia). O auresu, além de ser piogênico, pode ser toxigênico: ➢ Exotoxinas graves: Bactéria toxigênica é a que produz toxina. No caso de exotoxina não é a presença da bactéria que está causando a doença e sim a sua toxina liberada. *quando se tem, por exemplo, síndrome da pele escaldada, tem que saber qual o local que está bactéria está produzindo a toxina. A pele está descamando, mas não quer dizer que a bactéria esta lá, as vezes é na região nasal (tampão) que está produzindo a toxina, então deve pegar amostras desses locais, não necessariamente onde está a ferida. Principais toxinas: - Enterotoxina – entero → enterócitos (intestino), então atua nas células do intestino. Lesiona o intestino, então pode causar muita dor e espasmos. Gastrenterite(A-F): superantígeno que causa intoxicação alimentar (1 a 8 h), sendo resistente ao ácido gástrico e enzimas digestivas e termoresistente. *Infecção alimentar demora para crescer a bactéria, é mais que intoxicação que em horas já pode aparecer sintomas. - Toxina da Síndrome do choque tóxico (TSST - toxic shock syndrome Toxin → toxina que causa necrose (mata as células)): causa choque tóxico especialmente em mulheres fazendo o uso de absorventes higiênico interno (tampão), indivíduos com tampão nasal e infecções de ferimentos – local muito propicio e bem fechado para a bactéria proliferar e ela produz a toxina que cai na corrente sanguínea e causa paralisia nos órgãos (toxemia). Se coletar sangue para hemocultura tipicamente negativas ao crescimento, porque a bactéria está crescendo é na região nasal ou na vagina. - Esfoliatina (buchas feitas em roça) – é uma toxina que causa uma ação epidermolítica (rompimento das células da epiderme), ela desconecta as enzimas e desconecta os desmossomos, soltando as células = Síndrome da pele escaldada (descamação) (SSSS - Staphylococcal scalded skin syndrome): ação epidermolítica (comum em crianças- recém-nascido que não tem resposta imunológica toda formada ) (rec. 7 a 10 dias). *parece que é queimadura e a pele vai soltando. - Toxina alfa e Leucocidinas P-V: necrose de pele (morte celular), hemólise, tanto hemácias como dano celular nos leucócitos ➢ Patogênese: - Estafilococos coagulase-negativo não produz exotoxinas. Assim, não causa intoxicação alimentar ou síndrome do choque tóxico, mas causam infecções piogênicas. - S. epidermidis é o principal membro da microbiota humana normal da pele e de membranas mucosas, no entanto pode atingir a corrente sanguínea (bacteriemia) um importante causa de infecções piogênicas em implantes protéticos (gruda muito fácil- tem que passar por processos de autoclave ou produtos químicos fortes que esterilizam), como válvulas cardíacas, articulações de quadril e em diálise (quase sempre hospitalar). - Produzem um glicocálix (Biofilme), no qual, apresentam maior probabilidade de aderir a materiais – resistência e adesão muito fortes (agulhas, cateter → tem que esterilizar muito bem e a mão também). - A contaminação geralmente ocorre no ato da implantação, por bactérias da própria pele e mucosa do paciente ou do pessoal de atendimento médico. Em infecções que suspeitam que é o cateter → retira amostra de sangue e leva também o cateter ao laboratório para cultivo → para saber se a infecção veio do procedimento e saber se está no sangue. ➢ Patogênese: - Estafilococos coagulase-negativo não produz exotoxina. Assim, não causa intoxicação alimentar ou síndrome do choque tóxico, mas causam infecções piogênicas. - S. saprophyticus é um habitante normal da pele e, principalmente, da região periuretral do homem e das mulheres, são quase sempre adquiridas na comunidade- prefere pH um pouco mais ácido. Causa infecções do trato urinário (Pielonefrite). - Após Escherichia coli, esse organismo é a principal causa de infecções do trato urinário. ➢ Diagnóstico: 1- Anamnese Clínica (médico) → saber através da suspeite de alguma bactéria por meio de sintomas (diferença nos sintomas de vírus e bactéria = tempo dos sintomas (sendo tempo bacteriano mais longo- fator de virulência maior, o do vírus é menor); agravamento de sintomas com bactéria são piores, são mais sistêmicas (mais profundos, sepse bacteriana é muito mais intenso) do que as do vírus, principalmente a temperatura (febre maior, 39-40graus – fatores de virulência, já em vírus é mais branda AS VEZES); Sintomas respiratórios, como a Tosse e o escarro (muco grosso para expulsar a bactéria- neutrófilo aumenta) era muito mais relacionado a bactéria (mas covid mudou um pouco isso); em vírus é mais comum espirros\líquidos (linfócito aumenta)). 2- Laboratorial (biomédicos); Quando chega amostra liquida (urina, escarro, líquidos articulares e etc) → muita bactéria → retira um pouco e já pode realizar a coloração. Se caso não conseguir observar no escarro, tem que colocar em uma placa e cultivar. Já amostras secas, como garganta, pele....→ menos bactérias, então precisa colocar em um meio de cultivo/ placa → 24h-para crescimento, se não conseguir visualizar direto com a coloração de gram, depois faz isolamento. Porque se fosse direto para a coloração de gram não conseguiria observar pela quantidade de bactéria. Demora mais tempo. → Bacteriológico: 1- Realiza a coloração do gram; 2- O Isolamento da bactéria;3- Idenificação bioquímica. = coagulase, catalase ágar manitol e DNAse. Isso para staphylococcus. Seletivo → cresce alguns e inibe outros (ex: ágar sabouraud → cresce fungo- pH ácido, mas inibe crescimento de bactéria) (Ex: ágar macconkey → cresce gram negativo e não cresce gram positivo). Diferencial → é um meio que diferencia uma colônia de bactéria da outra (ex: macconkey) (ex: manitol diferencia o staphylococcus → tem maior concentração de sódio (só cresce bactérias resistentes ao sal, então também é um meio seletivo, além de diferencial) e o carboidrato manitol). Meio de enriquecimento → grande quantidade de nutriente (ex: ágar sangue → tem hemoglobina que as bactérias gostam de crescer) (ex: ágar chocolate → esquenta o sangue e solta hemoglobina, tem mais contato do que o ágar sangue, é como se fosse o á. Sangue modificado) *Os principais componentes de um meio de cultura são fontes de carbono, energia (açúcares), nitrogênio, fósforo e sais minerais. ➢ Isolamento de Staphylococcus sp.: Ágar sangue O Ágar Sangue de Carneiro é composto basicamente por extrato de levedura que fornece nitrogênio, carbono, aminoácidos e vitaminas. - O meio de cultura ágar sangue é comumente usado em laboratórios de análises clínicas, como a produção primária para a separação de Streptococcus spp e Staphylococcus spp. *todo meio de cultivo tem uma legenda mostrando quais são as bactérias que podem crescer nele e mostra também as características das bactérias (grandes, pequenas, cores e etc). Geralmente colônias que são cocos são mais pequenas, do que as colônias dos bacilos, que são maiores. * O sangue é tudo, bactéria positiva e negativa, então é seletivo. ➢ Identificação dos staphylococcus: 1. Bacterioscopia - Cocos Gram Positivos (CGP).- Se viu que deu gram positivo realiza a catalase. 2. Prova de catalase (ela diferencia bactéria que tem a catalase (oxigênio) das que não tem → separa strepto (catalase negativa) de staphylo (catalase positiva). 3. Crescimento em ágar Manitol → separa as bactérias resistentes a sais = separa staphylococcus, sendo seletivo e diferencial, porque diferenciaos staphylococcus das que fermentam e das que não fermentam = único que fermenta é o s. aureus. 4. Prova de coagulase → aureus que tem positivo. 5. Prova de DNAse → aureus também da positivo. Se der positivo para tudo indica que é s. aureus, deu negativo coagulase faz teste para diferencia s.epidermidis de s.saprophyticus: 6. Resistência à Novibiocina → antibiótico (antibiograma) Sapophyticus → vem nome de substâncias mortas (decomposição) = substâncias VELHAS = resistente – não forma halo – cresce em coisa morta.. Epidermidis → NOVO = sensível ao antibiótico = há formação do halo, cresce na pele. Na identificação deve seguir a ordem corretamente: 1) Bacterioscopia - Cocos Gram Positivos (CGP).- GRAM é a primeira coisa a se realizar. A identificação destas bactérias se inicia pela observação ao Microscópio Óptico (M.O.) de células coradas pela técnica de Coloração de Gram de que são: Cocos Gram Positivos (CGP). Para staphylococcus = cocos aos cachos gram positivos. 2) Prova de catalase - Colocar sobre uma lâmina uma porção do isolado de uma colônia. - Adicionar uma gota de peróxido de hidrogênio a 3%. -Observar a formação de bolhas de ar, indicativo de teste positivo para catalase – staphylococcus. - A enzima catalase converte o peróxido de hidrogênio em oxigênio e água, deu bolhas =positivo e vai para coagulase. * as provas manitol, coagulase e DNAse vão separar as espécies de staphylococcus. - Outros microrganismos Gram negativos, são capazes de produzir catalase. - Por isso a importância do gram em sequência. 3) ágar manitol: Todos crescem no manitol, porém s. aureus muda a coloração = fermenta . - Tipo: Seletivo e Diferencial - Propósito: Seleciona estafilococos que crescem em altas concentrações de sal. Diferencia S. aureus de outras espécies. - Interpretação: S. aures é amarelo (fermenta o manitol), outros aparecem em colônias brancas. Alguns m,icrocos podem crescer no manitol.Para separar staphylo de micro faz = Oxidação - Fermentação de glicose: - Uso: Determinação da capacidade do microrganismo fermentar glicose. A fermentação (Produção de ácido), torna o meio amarelo. Staphylococcus fermenta, ai fica amarelo 4) Prova de coagulase Verificar se o microrganismo possui a coagulase (ou fator aglutinante) livre ou ligada, no qual ao reagir com um fator plasmático, forma um complexo que atua no fibrinogênio do plasma formando a fibrina. Staphylococcus coagulase negativo = sapro e epiderm. - Colocar 0,5 mL de plasma em tubo de ensaio; - Adicionar uma alçada de colônia diretamente no plasma de coelho com EDTA; - Incubar por 4 h a 35±2ºC em estufa ou banho-maria; caso não haja formação de coágulo, incubar por 24h (coagulase é exclusiva ao S aureus) 5) Prova de DNAse - Fazer um inóculo denso de forma circular em uma pequena parte do meio Agar DNAse; -Incubar a 35±2ºC por 18 - 24 h. (A placa pode ser inoculada com várias cepas); -Decorrido o período de incubação, no momento da leitura colocar o HCl 37% (1N) de maneira que cubra as colônias, aguardar 30 segundos. - Verificar se o microrganismo possui a enzima desoxiribonuclease, a qual degrada o ácido nucléico (DNA) – HCL precipita. Formou o halo transparente e o branco é a bactéria = positivo = aureus. 6) Teste de novabiocina: Diferencia S.epidermides e S.epidermidis - Semear como antibiograma em ágar Müeller-Hinton; - Colocar um disco de novobiocina 5 µg/mL; -Incubar a 35±2ºC por 18 - 24 h (medição do halo formado) - Verificar se o microrganismo é resistente à novobiocina. Sensível =forma halo; Ressitênte = não forma halo. Tabela de identificação dos staphylos. Pergunta de prova: Para a identificação de stafilococcos aureus é necessário o teste de novabiocina = não, porque os outros já mostram. ESQUEMA DE STAPHYLOCOCCUS SPP. ESQUEMA DE STREPTOCOCCUS SPP. ➢ Tratamento: - Penicilinas resistentes à β-lactamase (Naftalina, cloxacilina, cefalosporinas e vancomicina) e combinado com Penicilinas sensíveis à β-lactamase (Amoxicilina). - MRSA ou NRSA MRSA significa “Staphylococcus aureus resistente à meticilina”. O MRSA é uma bactéria do tipo Staphylococcus aureus (“staph”) é o mais resistente a (que não pode ser tratada com) alguns antibióticos. Utiliza-se vancomicina, podendo ser associado a gentamicina. - S. epidermidis é altamente resistente a antibióticos (Biofilme) a entrada do antibiótico,mas não cria especificamente resistência a uma penincilina e etc.. Produz βlactamase e várias são resistentes a meticilina/nafcilina devido a proteínas de ligação à penicilina modificadas. O fármaco de escolha é a vancomicina. - S. saprophyticus podem ser tratadas com uma quinolona, como norfloxacina – geralmente trata com antibióticos que atuam no DNA, mitocôndria e etc. Então para saber qual antibiótico vamos liberar para o médico temos que realizar o TSA → teste de sensibilidade a antibióticos = antibiograma. *não tiver antibióticos sensível – forma halo bem pequeno – resistente, temos que pegar o halo intermediário (pega 2 antibióticos intermediários, se não tiver nenhum sensível) ➢ Padrão de susceptibilidade a drogas: - Baseia-se na sensibilidade ou resistência aos agentes antibacterianos em Ágar Müeller-Hinton: ‣ Presença do Halo: SENSÍVEL ‣ Ausência do Halo: RESISTENTE ‣ Cálculo do diâmetro do halo Perguntas de prova: onde staphylococcus causa mais infecção? Campeão de contaminação na pele, mucosas, sendo o mais comum por infusão (cateter, transfusão, transplante de órgãos e soluções farmacológicas). Comum em hospitais (feridas e etc) → bebê principalmente no berçário. ➢ Prevenção:- Asseio- limpeza; - Higienização das mãos; - Manipulação asséptica de lesões; - Colonização persistente do nariz por antibióticos- tampão; - Controle microbiológico em salas cirúrgicas e berçários; - Tratamento pré operatório (Cefozolina) ➢ Principais doenças: Pergunta: qual dos 3 é uma bactéria piogênica? Piogênico é uma infecção que causa pus(pio) + reação do sistema imunológico. Todos os estafilococos são piogênicos. Presença da bact.. Qual é a toxigênica? AUREUS somente. Único que produz toxina. Único com coagulase. Foi a primeira bactéria a ter resistência a penincilina. Só o aureus causa hemólise das hemácias. É o mais comum de causar pneumonia.,tem toxinas, mas os outros também podem. O aureus sempre vai causar infecção em todos? Não. Nem todo mundo tem na microbiota (mesmo quem tiver, pode não gerar doença, mas não deixa de ser infecção). Epidermides = adesão – biofilme – contaminação maior em procedimentos (contaminação no sangue). Saprophyticus = está no urogenital, sistema urinário. Outros testes possíveis.