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1 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO AULAS PRÁTICAS Curso: Fisioterapia Disciplina: Fisioterapia Respiratória Aluno: Kátia Cilene santos Vasconcellos R.A: 2223703 Polo: Brasília DF – Asa Sul Data: 24/02 - 23/03 - 27/04 - 25/05 - 03/06/2014. Mobile User 2 Sumário 1. Introdução 2. Aula 1 Roteiro 1: Avaliação respiratória. 3. Aula 2 Roteiro 1: Exames complementares: radiografia de tórax e gasometria arterial. 4. Aula 3 Roteiro 1: Manobras de higiene brônquica. 5. Aula 4 Roteiro 1: Manobras de reexpansão pulmonar. 6. Conclusão 7. Referências 3 Introdução A fisioterapia respiratória é uma especialidade que tem como foco o tratamento e prevenção de doenças respiratórias. Desempenha um papel vital na melhoria da qualidade de vida de pacientes que sofrem de problemas pulmonares agudos ou crônicos. Este relatório tem como objetivo descrever tópicos e procedimentos realizados em sala de aula ministrado pelo prof. Celiandro Mazzaro. Durante as aulas aprendemos sobre Avaliação respiratória, os dispositivos utilizados como o manovacoterapia, nos ritmos respiratórios aprendemos como definir a respiração do paciente (eupneico, taquipneico ou em bradipneia), observar o tipo de padrão ventilatório, se é torácica, diafragmática, mista ou paradoxal. Foi falado sobre os tipos de tórax (normolíneo, brevilíneo e longilíneo). Os tórax anormais (tonel, pectus excavantum, cariniforme, entre outros). Realizamos a ausculta pulmonar e as regiões onde devem ser feitas como: anterior, posterior e lateral, sempre comparando de um hemitórax para o outro. Foi falado sobre o murmúrio vesicular que é a entrada e saída de ar do pulmão, sobre os sons adventícios anormais onde conseguimos ouvir com o auxílio do estetoscópio, entre eles o ronco (secreção no pulmão), sibilos respiratórios (brônquio espasmo) e o estertor crepitante (líquido no alvelo). Vimos sobre o oxímetro de pulso onde ele analisa quanto de saturação do oxigênio a pessoa tem no sangue arterial. Foi explicado sobre a técnica DODO (quando tem uma insuficiência respiratória aguda), conduta imediata. Foi passada técnicas de reexpansão pulmonar, exercícios respiratórios. Sobre radiografia ele é um exame complementar, a distância da ampola e de 1,80m. Foi explicado sobre a qualidade técnica, densidade radiográfica e a radiografia de tórax onde podemos identificar as partes moles como as mamas, esqueleto, cúpula diafragmática, contorno cardíaco, contorno lado esquerdo átrio, artérias pulmonares, seio costofrênico e o seio cardiofrênico. A congestão pulmonar são tramas vasculares em regiões apicais, (EAP) edema agudo pulmonar. A gasometria, o PH é o potencial de hidrogênio, que é o principal parâmetro. Foi passado a formula para paciente acima de 60 anos (PO2=103,5-(idade x 0,42). Vimos todas as siglas da gasometria PH, PaO2 ou PO2 - pressão do oxigênio, PaCO2 - pressão dióxido , HCO3 bicarbonato, BE - excesso de base e SatO2 - saturação arterial do oxigênio. 4 Aula 1 – Roteiro 1 Avaliação Respiratória A avaliação respiratória é essencial, pois permite a identificação dos problemas do paciente pneumopata. A partir deste momento, o fisioterapeuta define os objetivos e o plano inicial de tratamento (MIDDLETON; MIDDLETON, 2010), conforme pode ser visto. A avaliação do paciente inclui a anamnese, o exame físico e a consulta de exames complementares do paciente. Se houver necessidade, o fisioterapeuta poderá realizar testes adicionais específicos para avaliação funcional do paciente. A anamnese é um momento de coleta de dados realizado através de uma entrevista detalhada com o paciente. Ela afeta diretamente o plano de tratamento do paciente é composta pela identificação do paciente, queixa principal, história da doença atual, história patológica pregressa, história sobre uso de medicamentos, história familiar e história pessoal e social (FIGUEIREDO et al., 2009). O exame físico é composto por quatro etapas: inspeção, palpação, percussão e ausculta pulmonar. O exame físico do aparelho respiratório é dividido em inspeção, palpação, percussão e ausculta. Em relação à inspeção, temos que ela é dividida em inspeção estática e inspeção dinâmica. (FIGUEIREDO et al., 2009). A inspeção estática: O indivíduo com formato normal de tórax tem diâmetro laterolateral maior que o diâmetro anteroposterior. Normalmente, o tórax "é mais largo que profundo" em indivíduos normais (BICKLEY, 2009). Dentre as alterações do formato de tórax verificadas durante a inspeção está tica, podemos enumerar: tórax chato, tórax em tonel ou em barril, tórax infundi buliforme, tórax cariniforme, tórax em sino, tórax cifótico, tórax escoliótico, tórax cifoescoliótico e tórax instável traumático, É importante detectar a eventual presença de cicatrizes (como por exemplo, cicatrizes de drenos, de toracotomias, escrófulas), abaulamentos (sejam eles pulsáteis, sugerindo a presença de aneurismas, ou não pulsáteis, como nos tumores), a presença de erupções cutâneas. (BICKLEY, 2009). 5 Fonte: Porto et. al. 2013. Figura 1 – Descrição das deformidades toráxicas. Fonte: Diretrizes brasileiras para o manejo da dpoc, 2016. Figura 2 – Tórax em tonel observado durante inspeção estática. Fonte: Diretrizes brasileiras para o manejo da dpoc, 2016. Figura 3 - Pectus Excavatum (A) e Carinatum (B) observados durante a inspeção estática. 6 É na inspeção dinâmica que deve- se observar a frequência respiratória, os ritmos respiratórios, a simetria- já que o padrão normal respiratório deve ser simétrico- e os tipos respiratórios, que são divididos em abdominal (o qual é predominante no sexo masculino e em crianças), torácico (o qual predomina no sexo feminino) e toracoabdominal. Nesse caso, para que haja o reconhecimento do tipo respiratório, deve- se observar a movimentação do tórax e do abdômen de maneira atenta, com o objetivo de reconhecer em que regiões os movimentos são mais amplos. (BICKLEY, 2009). Frequência respiratória É a quantidade de ciclos respiratórios por minuto. - Eupneia: definida como respiração normal, quando o paciente apresenta de 12 a 20 respirações por minuto. - Eupneia: quando a frequência respiratória se encontra normal, ou seja, quando o paciente apresenta de 13 a 20 respirações por minuto. - Taquipneia: definida como frequência respiratória maior que vinte respirações por minuto. - Bradipneia: definida como frequência respiratória menor que dez respirações por minuto. - Apneia: ausência de ciclos respiratórios por mais de 15 segundos. (BICKLEY, 2009). Palpação A palpação permite complementar a inspeção, avaliando melhor o posicionamento da traqueia e a expansibilidade pulmonar. O frêmito toracovocal é mais uma informação importante avaliada na palpação torácica. Além disso, é possível avaliar edema, verificar sinais de trombose venosa profunda, quantificar frequência cardíaca e avaliar perfusão periférica pela palpação dos pulsos arte riais, detectar alterações na temperatura da pele e identificar enfisema subcutâneo. (TARANTINO, 2009). Expansão Torácica Avaliação da expansibilidade torácica permite ao fisioterapeuta traçar uma linha de base a partir da qual poderá observar o progresso e o declínio da condição clínica do paciente. O movimento da parede torácica pode estar restrito unilateralmente, como resultado de uma pneumonia lobar ou incisão 7 cirúrgica. Uma diminuiçãosimétrica ocorre nos pacientes portadores de DPOC. O método mais comum para esta avaliação é o contato direto das mãos. São observadas a simetria e a extensão do movimento. (TARANTINO, 2009). Para avaliar o movimento apical ou do lobo superior, deve-se posicionar as mãos no tórax anterior, a nível do quarto arco torácico e as pontas dos dedos próximos ao trapézio superior, com os polegares repousando horizontalmente ao nível do ângulo esternal em linha média, tracionando levemente a pele. Para movimento ântero-lateral ou do lobo médio, o fisioterapeuta com as palmas distais à linha mamilar, com os polegares encontrando-se em linha média. os dedos repousam na dobra axilar posterior. Para o lobo inferior, com as mãos posicionadas na região posterior, ao nível da décima costela com os polegares encontrando -se na linha média e os dedos próximos à dobra axilar anterior. Solicita que realize uma inspiração profunda e avalia a simetria e a extensão do movimento. (TARANTINO, 2009). Fonte: Frownfelter; Dean, 2004. Figura 4 – Avaliação do frêmito. Fonte: FROWNFELTER; DEAN, 2004. Figura 5 – Avaliação movimento do lobo médio 8 Fonte: Frownfelter; Dean, 2004. Figura 6 – Avaliação do movimento do lobo inferior. Percussão O princípio desta técnica, baseia-se nas vibrações originadas de pequenos golpes realizados em determinada superfície do organismo. As vibrações obtidas têm características próprias quanto à intensidade, tonalidade e timbre, de acordo com a estrutura anatômica examinada. (SARMENTO, G. J. V.; 2009). Percussão Direta: é realizada através de pequenos golpes diretos com as pontas dos dedos na região-alvo. Os dedos ficaram fletidos e os movimentos de golpear devem ser realizados pela articulação do punho. (SARMENTO, G. J. V.; 2009). Fonte: LUCIA; BARROS, 2016. Figura 7 – Percussão direta. 9 Percussão Digito-Digital: é realizada com leves golpes com um dedo na superfície dorsal da segunda falange do dedo médio da outra mão, onde se encontra espalmada e apoiada na região de interesse. O examinador deverá procurar uma forma que considere a mais adequada para realizar o exame. Devendo tomar cuidado para que o movimento da mão ocorra apenas com a articulação do punho. (SARMENTO, G. J. V.; 2009). Fonte: LUCIA; BARROS, 2016. Figura 8 – Percussão digito-digital. Nesta técnica são encontramos os seguintes sons: Maciço: onde se obtém um som desprovido de ar (osso, fígado) na região onde se percuti. Esse som dará a sensação de resistência. Timpânico: quando é realizado o exame nas regiões que contêm ar e são recobertas por membrana flexível, como no caso do estomago. Dando uma sensação de elasticidade. Claro Pulmonar: quando se percute áreas especificas do pulmão, e depende da presença de ar dentro dos alvéolos e demais estruturas que formão o pulmão. (SARMENTO, G. J. V.; 2009). Dispositivos utilizados para avaliação respiratória Manovacuôterapia 10 A força dos músculos respiratórios pode ser avaliada através das pressões geradas durante esforço máximo com a utilização do manovacuômetro. O manovacuômetro pode ser analógico ou digital. (CHIAVEGATO; JUNIOR; PISANI, 2006). Este equipamento permite a avaliação, de forma rápida, simples e não invasiva, no ambulatório, na enfermaria e na terapia intensiva (VASCONCELLOS et al., 2014). A pressão inspiratória máxima (PImáx) reflete a força dos músculos inspiratórios e a pressão expiratória máxima (PEmáx) reflete a força dos músculos expiratórios. A fraqueza muscular causada pela presença de doenças neuromusculares, doenças pulmonares e pelo tempo prolongado em ventilação mecânica controlada na terapia intensiva pode ser diagnosticada e avaliada quanto à gravidade com a utilização do manovacuômetro (CHIAVEGATO; JUNIOR; PISANI, 2006). Fonte: imagens do laboratório de semiologia da Universidade Estácio de Sá. Figura 9 - Manovacuômetro analógico Verificação da PIMÁX: indivíduo sentado, com o tronco em um ângulo de 90º graus com as coxas, braços relaxados na lateral do tronco, e com o nariz ocluído por um clipe nasal. O indivíduo realiza expiração até alcançar o volume residual e, então o avaliador, conecta a peça bucal do manovacuômetro na boca do avaliado que realiza um esforço inspiratório máximo. (CHIAVEGATO; JUNIOR; PISANI, 2006). Verificação da PEMÁX: indivíduo sentado, onde o avaliado realiza inspiração até alcançar a capacidade pulmonar total e, então, conecta-se a peça bucal do manovacuômetro enquanto o indivíduo realiza uma expiração máxima. (CHIAVEGATO; JUNIOR; PISANI, 2006). Ventilômetro 11 Instrumento de avaliação respiratória que mensura as seguintes variáveis: - Volume corrente (VC): volume de ar inspirado e expirado em repouso (sem contração voluntária). - Volume de reserva inspiratória (VRI): volume de ar conquistado durante uma inspiração profunda, partindo de inspiração em repouso. - Volume de reserva expiratório (VRE): volume de ar conquistado durante uma expiração profunda, partindo de expiração de repouso. - Volume minuto (VM): volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração forçada. (CHIAVEGATO; JUNIOR; PISANI, 2006). Fonte: imagens do arquivo pessoal laboratório de semiologia da Universidade Estácio de Sá). Figura 10 – Ventilômetro Depois da aula teórica, foi a nossa vez de colocar em prática e tirar as dúvidas do que ouvimos. Formamos pares e realizamos a percussão do som claro pulmonar. Tive dificuldades em achar o local correto e não consegui escutar, precisei do auxílio do professor para me orientar, foi quando consegui realizar o procedimento. Já na prática de assimetria e simetria, foi pedido para formamos duplas. No primeiro momento eu fui a fisioterapeuta e o colega paciente, consegui realizar a palpação sem dúvidas e dificuldades, paciente não apresentava assimetria. Depois fui a paciente o fisioterapeuta realizou a palpação, não encontrando nenhum problema, tórax simétrico dos dois lados. Quando fomos praticar a ausculta pulmonar, foi bem complicado, pois o barulho em sala estava muito grande, impossibilitando ouvir alguma coisa. Mas não deixei de tentar. Consegui realizar fora de sala. Já o frêmito vocal foi tranquilo de realizar e sem dificuldades, com a mão sobre o tórax do paciente pedi para que ele pronunciasse o 12 número trinta e três, com isso deu para avaliar a vibração no hemitórax onde houve similaridade em ambos os lados. Na percussão torácica, eu como fisioterapeuta apoiei uma das mãos no tórax do meu paciente, e com os dedos um pouco afastados. Com a outra mão usei o terceiro dedo para fazer a percussão. Por falta de habilidade precisei que o professor realizasse primeiro no meu paciente, para depois eu tentar realizar. Mesmo assim tive grande dificuldade. Mas sempre estou treinado para poder realizar com precisão quando for necessário. Aula 2 – Roteiro 1 Exames complementares: Radiografia de tórax e gasometria arterial O exame de RX de tórax realizado nas incidências em posteroanterior (PA) e perfil permite uma melhor delimitaçãoe localização das estruturas anatômicas. O conjunto de estruturas e órgãos que podem ser identificados no RX de tórax podem ser divididos em: • parede torácica (ossos e partes moles) • cavidades pleurais • vias aéreas • hilos pulmonares • vasculatura pulmonar • mediastino • coração • aorta • pulmões direito e esquerdo 13 Incidências utilizadas no exame de tórax - Posteroanterior (PA): O paciente posiciona-se com a face anterior do tórax sobre o Buck vertical do aparelho de radiografia, onde se encontra o chassi e o filme radiológico. O raio central (RC) do aparelho de radiografia entra na superfície posterior e sai na anterior do tórax. Não há rotação intencional, o que requer que o RC seja perpendicular ao plano coronal do corpo e paralelo ao plano sagital. Além disso, é necessário realizar uma inspiração profunda (visto que o ar é o melhor contraste). A distância mínima para a sua realização é de 1,80. (LAUAND LSL, Souza Junior EB.; 2008). Fonte: LAUAND LSL, Souza Junior EB. 2008. Figura 11 - Posição para efetuar a incidência em PA. - Anteroposterior (AP): É utilizada em caso de pacientes acamados e com dificuldades de mobilização, por isso são radiografados nas posições supina, sentado e ortostática. O RC entra em uma superfície anterior e sai posterior . Porém existem algumas limitações: a imagem fica menos nítida e magnificação da silhueta cardiomediatínica. (LAUAND LSL, Souza Junior EB.; 2008). 14 Fonte: LAUAND LSL, Souza Junior EB. 2008. Figura 12 - (A) Posição para efetuar a incidência em AP sentado; (B) posição para efetuar a incidência em AP sentado - posição ortostática. - Perfil: por regra é realizada uma radiografia de perfil esquerdo. Permitindo uma visualização com menor ampliação da região cardiomediatínica. Indicação: estuda os espaços retroesternal e retro cardíaco. Visualiza os seios costofrênicos anteriores e posteriores. Identifica a topografia das lesões e avalia o diafragma. Fonte: LAUAND LSL, Souza Junior EB. 2008. Figura 13 - Posição para efetuar a incidência em perfil de tórax; (A) posição ortostática; (B) posição em decúbito dorsal. - Decubito lateral: Indicação: sua principal finalidade é mostrar pequeno derrame pleural livre ou infrapulmonar; nesta incidência, o líquido se coletará ao longo da parede torácica em contato com a mesa na qual o paciente estará deitado. 15 Fonte: LAUAND LSL, Souza Junior EB. 2008. Figura 14 - Incidência em decúbito lateral. Partes moles A parede torácica é composta pelos elementos ósseos e de partes moles. Dentre as funções, deve conter e proteger os órgãos torácicos internos do sistema respiratório e cardiovascular. Os músculos e demais elementos são também importantes no mecanismo de ventilação, permitindo a entrada e saída do ar, a movimentação e expansão dos pulmões .As partes moles devem sempre ser avaliadas, com atenção para as mamas nas mulheres, fossas supraclaviculares, tecidos torácicos laterais, transição cervicotorácica e órgão do abdome superior. Por vezes, as mamas podem ser identificadas nos homens, principalmente nos casos de ginecomastia. No abdome superior observamos principalmente o fígado a direita e a bolha gástrica a esquerda. (Lacey G De Morley S, Berman L.; 2010). 16 Fonte: Radiology Masterclass. Chest X-ray. Figura 15 - Imagens em PA e perfil do tórax de indivíduo do sexo feminino, destacando- se algumas estruturas de partes moles. Partes ósseas Os elementos do arcabouço ósseo identificados no RX de tórax são principalmente a coluna torácica, os arcos costais (costelas), esterno, clavículas, escápulas e úmero proximal. O esterno e a coluna são melhor identificados nas imagens em perfil. Os arcos costais apresentam uma inclinação posteroanterior e são vistos em “dois momentos” na grafia em PA. O aspecto posterior do arco costal é superior e voltado para cima, enquanto o aspecto anterior é inferior e voltado para baixo. (Lacey G De Morley S, Berman L.; 2010). Fonte: Radiology Masterclass. Chest X-ray. Figura 16 - A nossa esquerda grafia em PA com o primeiro arco costal direito em destaque e a contagem dos demais arcos costais no aspecto posterior. A direita reconstrução 3D de exame de tomografia do mesmo indivíduo mostrando o arcabouço ósseo torácico. 17 Fonte: Radiology Masterclass. Chest X-ray. Figura 17 - A nossa esquerda grafia em perfil com a articulação manúbrio-esternal em destaque. A direita reconstrução 3D de exame de tomografia do mesmo indivíduo. Músculo diafragma A cúpula diafragmática normalmente tem convexidade voltada para cima e a direita é mais alta que a esquerda na maioria dos indivíduos, devido a posição do coração. Este aspecto pode ser observando tanto na grafia em PA quanto no perfil. (Lacey G De Morley S, Berman L.; 2010). Seio ou recesso costofrênico e cardiofrênico São formados pela intersecção entre os diafragmas e a parede torácica, e na imagem radiográfica são marcadores de doença pleural (derrame e/ou espessamento). O seio costofrênico normal forma ângulo agudo e tem transparência semelhante ao pulmão normal. Na imagem em PA avaliamos os seios costofrênicos laterais, enquanto na imagem em perfil avaliamos os seios costofrênicos anteriores e posteriores, estes últimos mais profundos e mais sensíveis à detecção de derrames pleurais pequenos. Os seios costofrênicos representam o principal marcador de doença pleural na imagem radiográfica do tórax. (Lacey G De Morley S, Berman L.; 2010). 18 Fonte: Radiology Masterclass. Chest X-ray. Figura 18 - Imagens em PA e perfil do tórax, em destaque para o seio costofrênico direito, que no perfil em geral é superior ao esquerdo. Mediastino superior, médio e pulmão O mediastino é o espaço localizado entre os pulmões, mais precisamente delimitado entre as pleuras mediastinais lateralmente, anterior e posteriormente pela parede torácica, superiormente pelo introito torácico (transição cervicotorácica ao nível da fúrcula esternal e vértebra T1) e inferiormente pelo diafragma. O mediastino contém as seguintes estruturas: coração, pericárdio, aorta e ramos, artéria pulmonar, esôfago, traqueia e brônquios principais, veia cava superior e suas tributárias, segmento proximal da veia cava inferior, linfonodos e vasos linfáticos, nervos, tecido adiposo e o timo. . (Lacey G De Morley S, Berman L.; 2010). O pulmão normal é radio transparente e as imagens que observamos no RX de tórax normal representam os vasos pulmonares fisiológicos. Por vezes, podemos identificar as fissuras pulmonares, principalmente a fissura horizontal na grafia em PA e as fissuras obliquas na grafia em perfil. Apesar de nem sempre ser possível delimitar com precisão a divisão lobar dos pulmões, é importante conhecer seus limites e projeções, pois quando dispomos das imagens em PA e P podemos inferir a localização das alterações. . (Lacey G De Morley S, Berman L.; 2010). 19 Fonte: Radiology Masterclass. Chest X-ray. Figura 19 - Imagem em PA do tórax, destacando-se os hilos pulmonares direito e esquerdo (setas). Gasometria arterial É um exame invasivo, onde coleta-se sangue oriundo de uma Artéria, que tem por objetivo revelarvalores de potencial de Hidrogênio (pH) sanguíneo, da pressão parcial de gás carbônico (PaCO2 ou pCO2) e oxigênio (PaO2), íon Bicarbonato (HCO3) e saturação da oxi-hemoglobina, avaliando principalmente o equilíbrio acidobásico orgânico. Essa medida fornece informações sobre a adequação da ventilação alveolar e oxigenação do indivíduo, sendo, portanto, uma importante ferramenta de diagnóstico e indispensável nas urgências clínicas. Os parâmetros mais comumente avaliados, e seus valores de referência, na gasometria arterial são: • pH 7,35 a 7,45 • pO2 (pressão parcial de oxigênio) 80 a 100 mmHg • pCO2 (pressão parcial de gás carbônico) 35 a 45 mmHg • HCO3 (necessário para o equilíbrio ácido-básico sanguíneo) 22 a 26 mEq/L • SaO2 Saturação de oxigênio (arterial) maior que 95% • A gasometria consiste na leitura do pH e das pressões parciais de O2 e CO2 em uma amostra de sangue. (M, GANZO Pion.;2015). Parâmetros normais para gasometria arterial https://pt.wikipedia.org/wiki/Art%C3%A9ria 20 pH A avaliação do pH serve para determinar se está presente uma acidose ou uma alcalose. Um pH normal não indica necessariamente a ausência de um distúrbio ácido-básico, dependendo do grau de compensação. O desequilíbrio ácido-básico é atribuído a distúrbios ou do sistema respiratório (PaCO2) ou metabólico. PaO2 ou PO2 A PaO2 exprime a eficácia das trocas de oxigênio entre os alvéolos e os capilares pulmonares, e depende diretamente da pressão parcial de oxigênio no alvéolo, da capacidade de difusão pulmonar desse gás, da existência de Shunt anatômicos e da reação ventilação / perfusão pulmonar. Alterações desses fatores constituem causas de variações de PaO2. PaCO2 ou PCO2 A pressão parcial de CO2 do sangue arterial exprime a eficácia da ventilação alveolar, sendo praticamente a mesma do CO2 alveolar, dada a grande difusibilidade deste gás. Seus valores normais oscilam entre 35 a 45 mmHg. Exemplos: • Se a PaCO2 estiver menor que 35 mmHg, o paciente está hiperventilando, e se o pH estiver maior que 7,45, ele está em Alcalose Respiratória.\ • Se a PaCO2 estiver maior que 45 mmHg, o paciente está hiperventilando, e se o pH estiver menor que 7,35, ele está em Acidose Respiratória. HCO3- (bicarbonato) As alterações na concentração de bicarbonato no plasma podem desencadear desequilíbrios ácido-básico por distúrbios metabólicos. • Se o HCO3- estiver maior que 26 mEq/L com desvio do pH > 7,45, o paciente está em Alcalose Metabólica. • Se o HCO3- estiver menor que 22 mEq/L com desvio do pH < 7,35, o paciente está em Acidose Metabólica. (M, GANZO Pion.;2015). Distúrbio Respiratório Acidose Respiratória (Aumento da PaCO2) • Qualquer fator que reduza a ventilação pulmonar, aumenta a concentração de CO2 (aumenta H+ e diminui pH) resulta em acidose respiratória. 21 • Hipoventilação → Hipercapnia (PaCO2 > 45mmHg) → Acidose respiratória. Alcalose Respiratória (Diminuição da PaCO2) • Quando a ventilação alveolar está aumentada, a PaCO2 alveolar diminui, consequentemente, haverá diminuição da PCO2 arterial menor que 35mmHg, caracterizando uma alcalose respiratória (diminuição de H+, aumento do pH). • Hiperventilação → Hipocapnia (PaCO2 < 35mmHg) → Alcalose respiratória. (M, GANZO Pion.;2015). Distúrbio Metabólico Acidose Metabólica (Diminuição de HCO3-) O distúrbio ácido-básico que mais frequentemente se observa na prática clínica é a acidose metabólica. A administração de HCO3- por via venosa está indicada quando o pH < 7.25, na maioria dos casos. • ↓ HCO3- ( < 22 mEq/L) e ↓ pH ( < 7,35) Alcalose Metabólica (Aumento de HCO3-) A alcalose metabólica verifica-se quando o corpo perde muito ácido. Pode desenvolver-se quando a excessiva perda de sódio ou de potássio afeta a capacidade renal para controlar o equilíbrio ácido-básico do sangue. • ↑ HCO3- ( > 28 mEq/L) e ↑ pH ( > 7,45). (M, GANZO Pion.;2015). Exercícios realizados em sala dia 27/04/2024. Paciente 25 anos Paciente: 105 anos PH: 7,60 - alcalose mista com hipoxemia PH: 7,55 - normal PCO2: 20 - hipocapnia PCO2: 36 - normal PaO2: 75 - hipoxemia PaO2: 65 - normal HCO3: 35 HCO3: 40 - alcalose metabólica BE: +20 BE: +15 - SatO2: 85% - baixa SatO2: 93% - normal 22 Aula 3 – Roteiro 1 Manobras de higiene brônquica Manobras e técnicas de higiene brônquica As técnicas de fisioterapia respiratória utilizadas para o tratamento das VAS atuam diretamente na remoção de secreções localizadas nesta região, com o objetivo de melhorar sua permeabilidade e facilitar a respiração nasal. Deve ser adaptada a cada paciente, constituindo um processo dinâmico que varia continuamente de acordo com o acometimento pulmonar, doenças associadas, condições clínicas, evolução do quadro, idade e fatores anatomofisiológicos relativos, bem como com capacidade de cooperação e adesão ao tratamento. (SILVEIRA; FIORE JUNIOR; 2006). - Percussão Torácica: As PTM são definidas como ondas rítmicas de energia mecânica, aplicadas sobre a parede torácica, em especial sobre a zona a ser tratada. Essa técnica auxilia na remoção do muco, por meio de um deslocamento das secreções nos brônquios de maior calibre e na traqueia, o que promove uma excitação das zonas reflexógenas da tosse. A forma de percussão mais utilizada é a tapotagem (clapping), realizada com as mãos em cúpula, dedos cerrados e polegar em adução, a fim de criar um coxim de ar entre a mão e o tórax. A percussão torácica é aplicada em sessões de tratamento de 10 a 20 minutos, sempre que a ausculta evidenciar secreções localizadas em brônquios de maior calibre ou traqueia. (WEST JB.; 2013). Fonte: Scanlan, c. l.; Wilkins, r. l.; Stoller, j. k., 2000. Figura 20 - Movimento do punho com a mão em concha para percutir o tórax. 23 Fonte: Scanlan, c. l.; Wilkins, r. l.; Stoller, j. k., 2000. Figura 21 - Percussão digito-digital e percussão com a borda cubital da mão. - Compressão torácica: TEMP (terapia expiratória manual passiva): consiste na compressão da caixa torácica durante a fase expiratória com o objetivo de mobilizar e remover secreções pulmonares, facilitando a inspiração ativa e aumentando a ventilação alveolar. Para a realização dá técnica, o fisioterapeuta deve posicionar as palmas das mãos no tórax do paciente, estando as mãos alinhadas com os ombros. Quando o paciente expira é feita a compressão torácica, inferiorizando as costelas e mantendo o contato da mão com a parede do tórax. O posicionamento das mãos pode ser alternado, assim como pode haver a associação de outras técnicas tais como a vibração e a drenagem postural. (WEST JB.; 2013). - Vibração: A vibração é definida como movimentos oscilatórios aplicados manualmente por meio da teta-nização dos músculos agonistas e antagonistas do antebraço, trabalhando em sinergia com a palma da mão ou com a polpa dos dedos, colocados perpendicularmente sobre o tórax. Pode ser combinada com compressão da parede torácica, devendo ser aplicada preferencialmente no final da expiração. A vibração pode auxiliar na depuração das secreções pulmonares, quando associada a técnicas que promovam variações do fluxo aéreo expirado. (SILVEIRA; FIORE JUNIOR; 2006). 24 Fonte: Feltrin; Parreira, 2001. Figura 22 -Vibração com compressão torácica. - AFE (aceleração do fluxo expiratório): Consiste em uma técnica de expiração ativa, ativo assistida passiva associada a um movimento toracoabdominal sincronizado gerado pela compressão manual do fisioterapeuta, durante a fase expiratória. A forma passiva é realizada em pacientes sem nível de colaboração; na forma ativo-assistida o paciente realiza a expiração com a glote aberta, necessitando do fisioterapeuta para a pressão manual; e a ativa consiste na participação plena do paciente. A técnica é realizada por meio de preensão bimanual, com uma das mãos na região torácica e a outra na região abdominal. Durante a expiração, a mão do tórax realiza a compressão oblíqua, de cima para baixo, de frente para trás, e a mão na região abdominal realiza o movimento oblíquo, de baixo para cima, de frente para trás. (WEST JB.; 2013). - Drenagem postural: utiliza a gravidade para favorecer o escoamento das secreções pulmonares da região periférica para a região central, de forma que o reflexo de tosse ou aspiração possa auxiliar na sua eliminação. É necessário localizar a região com secreção pulmonar através da ausculta pulmonar. (SILVEIRA; FIORE JUNIOR; 2006). 25 Fonte: TARANTINO, A. B. 2002. Figura 23 - Drenagem postural. - ELTGOL: O nome completo da técnica é expiração lenta total com a glote aberta em infra lateral, e foi proposta com o objetivo de arrastar a secreção das vias aéreas distais do lado do tórax que fica apoiado (pulmão gravitacionalmente dependente). Os argumentos experimentais da técnica baseiam-se no princípio de que o transporte da secreção na via aérea se dá por ação mecânica do fluxo aéreo, ou seja, deve-se aumentar a velocidade da passagem do ar nas vias aéreas periféricas para remover a secreção nelas acumulada. O posicionamento do paciente em decúbito lateral, exigido pela técnica ELTGOL, proporciona e auxilia a desobstrução brônquica das vias aéreas médias do pulmão infra lateral. (HARDY KA. A; 1994). Fonte: Feltrin; Parreira, 2001. Figura 24 - Posição das mãos na técnica ELTGOL. 26 - Tosse: Apresenta um mecanismo de proteção do sistema respiratório. Pode ser voluntária ou involuntária (reflexo), permitindo remover as secreções pulmonares e evitar aspiração de alimentos/secreções/corpos estranhos.(OLIVEIRA; BERTO, 2009). A tosse assistida é um conjunto de recursos que o fisioterapeuta utiliza para potencializar a tosse caso o paciente apresente alguma dificuldade de realizá-la. Caracteriza-se pela aplicação de pressão externa sobre a caixa torácica, auxiliando o ato de tossir. Para isso, pede-se uma inspiração profunda e, em conjunto com a expiração do paciente, o fisioterapeuta exerce uma pressão que aumenta a força compressiva durante a expiração, gerando aumento da velocidade do ar expirado e simulando, com isso, o mecanismo natural da tosse. (OLIVEIRA; BERTO, 2009). A tosse provocada é uma tosse reflexa provocada no paciente incapaz de cooperar, por meio da estimulação dos receptores mecânicos, situados na parede da traqueia extratorácica. Seus princípios se baseiam no aumento da velocidade das partículas de ar, no segmento a fluxo limitado, resultante da existência do ponto de igual pressão sobre o trajeto brônquico. (OLIVEIRA; BERTO, 2009). Fonte: Feltrin; Parreira, 2001. Figura 25 - A B C. Tosse assistida em decúbito dorsal pelo terapeuta, com compressão manual na fase expiratória sobre o esterno, a região lateral do tórax e o abdome (A, B e C, respectivamente). D a G. Tosse assistida na posição sentada. 27 - Bag Squeezing ou hiperinsuflação: foi inicialmente descrita por Clement e Hubsch em 1968, tendo por objetivo melhorar a oxigenação pré e pós aspiração traqueal, mobilizar o excesso de secreção brônquica e reexpandir áreas pulmonares colapsadas. Para a realização dessa manobra, o fisioterapeuta utilizará uma bolsa de insuflação pulmonar, que comprimirá lentamente (em busca da capacidade pulmonar total) e deixará expandir (fase expulsiva) posteriormente de maneira brusca. A realização da manobra dessa maneira proporcionará um aumento do fluxo expiratório, resultando assim no deslocamento de secreção para vias aéreas centrais. Deve-se destacar que essa manobra pode ser realizada associada a compressão torácica na fase expiratória. (Ortiz Tde A, Forti G, Volpe MS; 2013). Fonte: SARMENTO, G. J. V.; 2009. Figura 26 - A) Manobra de bag squeezing associada à vibrocompressão, b) seguida de aspiração. - Aspiração: compreende a introdução de uma sonda estéril nas vias aéreas do paciente e a sucção das secreções por meio de um sistema de pressão negativa. O sistema de aspiração pode ser aberto ou fechado: Aberto, desconectamos o paciente do ventilador mecânico e introduzimos uma sonda na via aérea por meio da 28 prótese traqueal, interrompendo a ventilação. Fechado, a sonda permanece conectada entre o tubo traqueal e o ventilador mecânico protegida por m plástico envolvente. A ventilação do paciente e mantida, pois não ocorre a desconexão do ventilador mecânico. (OLIVEIRA; BERTO, 2009). Fonte: SARMENTO, G. J. V. Figura 27 - Apresentação esquemática do sistema de aspiração Aberta. Fonte: SARMENTO, G. J. V. Figura 28 - Apresentação esquemática do sistema de aspiração fechado. - OOAF (oscilador oral de alta frequência): O Flutter foi criado na suíça nos anos 80, tem formato de cachimbo, possui baixo custo, seu uso é simples e auxilia na remoção de secreção brônquica. É composto por uma esfera de aço com elevada densidade, que oscila no seu interior durante a expiração do paciente, produzindo pressão positiva oscilatória. Este é um equipamento bastante utilizado em pacientes com fibrose cística, bronquiectasia e doença pulmonar obstrutiva crônica. É um dispositivo que combina os efeitos de Oscilação Oral de Alta Frequência e de Pressão 29 Positiva Expiratória (PEEP), através de oscilações/vibrações de fluxo e pressão transmitidas às vias aéreas. Sua ampla utilização, em âmbito ambulatorial e hospitalar, sugere bom efeito como terapia de remoção de secreção brônquica em pacientes respirando em ar ambiente; porém, há controversas quanto à utilização desse recurso acoplado em ventiladores mecânicos. (OLIVEIRA; BERTO, 2009). Fonte: Laboratório de semiologia da Universidade Estácio de Sá. Figura 29 - Modelos do Shaker. Depois que o professor explicou cada técnica, foi a hora de colocarmos em prática o que aprendemos. Formamos grupos onde um era o paciente e o outro fisioterapeuta. Começamos com a tapotagem e percussão cubital que tem a mesma finalidade, porém a diferença entre elas é que o movimento de “resvalo torácico” na pressão cubital é menos vibrátil, podendo ser melhor empregada nos casos em que a tapotagem causa dor. Por outro lado, a percussão cubital embora menos vibrátil, por tratar-se de um movimento brusco proporciona maior estímulo a tosse. Consegui realizar, mas com o auxílio e explicação do professor, pois não estava achando a posição certa das mãos com receio de machucaro paciente, no final consegui executar, mas com certo receio, preciso treinar mais a técnica. Teve outros colegas que mesmo com a explicação não conseguiu realizar de forma correta. Já a compressão torácica consegui realizar sem muita dificuldade, com a mão direita semifechada fui fazendo movimentos de desvio ulnar no tórax do paciente (Francisco), em seguida trocamos os papeis onde ele realizou a técnica. Durante a realização da técnica vibração precisei chamar o professor para me orientar pois foram várias tentativas sem nenhum êxito, pois não achava aposição certa das mãos, mesmo com 30 o professor realizando eu continuei com dificuldades. Passamos para a técnica de Aceleração do fluxo expiratório, eu fui a paciente e a colega Marina a terapeuta, ela pediu que eu ficasse em decúbito lateral e com uma das mãos ela fez pressão no sentido para baixo (crânio-caudal) e para fora (latero-lateral), enquanto a outra dava fixação a região torácica posterior auxiliando a compressão e protegendo as articulações costovertebrais. Na drenagem postural simulamos o paciente com pneumonia do lado direito, posicionamos ele em decúbito lateral esquerdo para favorecer a gravidade, e com isso associamos a capotagem para ajudar na expectoração. No Eltgol eu fui a paciente e a fisioterapeuta pediu que eu me deitasse em decúbito lateral esquerdo para simular o lado acometido, flexionei os membros inferiores e em seguida a fisioterapeuta colocando uma de suas mãos em região abdominal, e a outra no terço inferior do tórax superior, no momento que eu realizava a expiração ela efetuava uma compressão no sentido diagonal, favorecendo a desinsuflação do pulmão infra lateral. Depois mudamos os papeis e eu realizei o mesmo procedimento no colega. Realizamos a técnica da tosse assistida e provocada, na assistida o fisioterapeuta me orientou a fazer uma inspiração profunda e logo em seguida uma expiração forçada, onde ele com as mãos apoiados no meu tórax fez uma compressão. A tosse provocada eu mesma fiz em mim, sentada com os pés apoiados no chão, fiz uma compressão com os dedos abaixo da tireoide, e a tosse foi instantânea. O Huffing todos os alunos realizaram junto com o professor, depois ele foi de um em um certificar se estava correto. Já o Bag Squeezing o professor explicou como funciona, que a manobra e realizada com “Ambu”, é utilizado apenas em pacientes entubados ou traqueostomizados. A Aspiração não vimos. Por fim o professor explicou sobre o OOAF (oscilador oral de alta frequência), durante a utilização do Flutter e shaker, o paciente pode ajustar a inclinação (para cima ou para baixo) buscando pela maior vibração da caixa torácica, associada à maior remoção de secreção pulmonar. A repetição rápida deste processo durante a expiração produz uma vibração aérea no interior do dispositivo, que é transmitida para as vias aéreas. O professor nos explicou ainda sobre a técnica DODO: 1º D - Decúbito 30 a 45º 1º O - Oxigenoterapia 21º FiO2 2º D - Desobstrução (tosse ineficaz), se necessário usar estetoscópio. 2º O - oximetria pulso. (Insuficiência respiratória aguda ou atendimento imediato). 31 Aula 4 Roteiro 1 Manobras de reexpansão pulmonar A reexpansão pulmonar é uma técnica fisioterapêutica que pode ser utilizada de forma mecânica e/ou de exercícios, e que atua em áreas pulmonares que não estão expandindo adequadamente. Os volumes e as capacidades pulmonares podem estar afetados, como pela diminuição da complacência pulmonar, como em doenças pulmonares e da caixa torácica, em alterações pulmonares decorrentes de processos cirúrgicos, disfunções neuromusculares e em processos infecciosos ou traumáticos. (SARMENTO, 2015). Fonte: SARMENTO,G.J.V.O.;2009. Figura 30 - Manobra de reexpansão. Manobra descompressão brusca ou manobra de pressão negativa: Essa manobra consiste em apoiarmos as mãos no gradil costal do paciente e durante a expiração realizamos uma compressão torácica. A descompressão brusca das mãos do fisioterapeuta é executada na metade ou no segundo terço da fase inspiratória, gerando aumento do gradiente de pressão. (SARMENTO, 2015). Manobra de bloqueio torácico: Consiste em colocarmos as mãos no gradil costal, bloqueando durante toda a fase inspiratória o segmento ou o hemitórax oposto, limitando a expansibilidade do hemitórax bloqueado e favorecendo a expansibilidade contralateral. (SCANLAN CL, Wilkins RL; 2000). Exercícios respiratórios 32 A cinesioterapia respiratória tem sido citada como ferramenta de tratamento de diversas patologias respiratórias, por melhorar o movimento da caixa torácica, aperfeiçoar a funcionalidade da musculatura respiratória e promover a melhora da ventilação pulmonar e, consequentemente, a oxigenação. . (SARMENTO, 2015). A atelectasia é o colapso ou perda de aeração, que pode acometer uma região subsegmentar, lobar ou todo o pulmão (COLLINS; HANSELL, 2010) Fonte: Prof. Dra. Danielle M. Goto Figura 31 - Manobra de reexpansão pulmonar na cinesioterapia. Os exercícios mais abordados são: - Reeducação diafragmática: o exercício diafragmático corresponde à respiração basal, também conhecida como controle respiratório. Segundo Pryor e Webber1 , o termo exercício ou respiração diafragmática é inadequado, pois, durante a respiração basal, existe atividade não somente do diafragma, mas também dos músculos intercostais e escalenos. Essa técnica consiste em movimentar sincronicamente a parede abdominal durante a inspiração e expiração, com o objetivo de promover o crescimento da excursão diafragmática. (PRYOR AJ, Webber BAW; 1998). Atualmente, essa técnica é mais utilizada com o propósito de reduzir ou eliminar a atividade muscular respiratória desnecessária, diminuindo o esforço respiratório e aumentando a eficiência da respiração. Por essa razão, é indicada para reduzir a dispneia em repouso ou durante o exercício. (PRYOR AJ, Webber BAW; 1998). https://blogfisioterapia.com.br/sistema-respiratorio-durante-a-ventilacao-mecanica/ 33 Fonte: : ALVES, V. L. S. 2014. Figura 32 - Exercício respiratório diafragmático. - Inspiração em tempos (fracionada): A técnica de inspiração em tempos consiste na realização de inspirações nasais curtas, sucessivas e programadas. Essas inspirações ocorrem em dois, três, quatro ou até seis tempos repetitivos, sendo ou não intercaladas por períodos de pausa inspiratória. (PRYOR AJ, Webber BAW; 1998). - Sustentação máxima da inspiração: O uso de exercícios de inspiração profunda para o tratamento de afecções do sistema respiratório foi descrito inicialmente por Nicholson em 1980. Esses exercícios têm sido utilizados em nossa prática clínica até os dias de hoje. Para a execução dessa técnica, é necessária a realização de uma inspiração que se inicia na capacidade residual funcional (CRF) e envolve a inspiração máxima até a capacidade pulmonar total (CPT) e então a expiração. Uma combinação possível nesse processo é a sustentação da inspiração por no mínimo 3 segundos antes da expiração relaxada. (PRYOR AJ, Webber BAW; 1998). Fonte: : TARANTINO, A. B; 2002. Figura 33 - Diagrama esquemático do exercício respiratório com inspiração máxima sustentada. 34 Inspirômetros de incentivo A espirometria de incentivo (EI) é realizada utilizando-se dispositivos que podem ser orientados a fluxo (ver Figura 1) ou a volume (ver Figura 2). Esses equipamentos fornecem indicações visuais ao paciente sobre o fluxo ou volume de ar que está sendo atingido durante cada inspiração.Fonte: Prof. Dra. Danielle M. Goto Fonte: Prof. Dra. Danielle M. Goto Figura 34 - Inspirômetros de incentivo à fluxo. Figura 35 - Inspirômetro de incentivo à volume. Pressão Positiva O equipamento de pressão positiva expiratória nas vias aéreas (EPAP) foi desenvolvido na Dinamarca e permite ofertar pressão positiva expiratória final (PEEP) através de uma resistência posicionada na saída expiratória. Ele favorece a higiene brônquica e produz efeitos benéficos adicionais, como redução da hiperinsuflação pulmonar, favorece a prevenção e a reversão de atelectasia pulmonar e a ventilação colateral pulmonar. O sistema básico de EPAP é composto por máscara facial (ou bucal), válvula unidirecional e resistor expiratório. (OLIVEIRA et al., 2008). 35 Fonte: SARMENTO,G.J.V.O.;2009. Figura 36 -Sistema de Epap: máscara com válvula de Peep. A oximetria de pulso é um método não invasivo que permite a medida porcentual da saturação arterial da hemoglobina pelo oxigênio. A oxigenação do paciente de forma contínua à beira do leito é considerada um método seguro e simples de avaliar, otimizando os cuidados ao paciente e diminuindo os riscos de episódios de hipoxemia. A mensuração é feita por meio de um sensor que emite dois tipos de luz: uma luz vermelha que é absorvida pela hemoglobina desoxigenada (Hb); e uma infravermelha absorvida pela hemoglobina oxigenada (HbO2). Isso permite que um fotodetector instalado no dedo da mão ou do pé, no lóbulo da orelha ou no nariz seja capaz de identificar a diferença de luz transmitida pelo sangue e registre em um monitor as concentrações da hemoglobina que estão na forma oxigenada, ou seja, em porcentagem de saturação da oxi-hemoglobina.15,35 Valores normais da saturação do oxigênio variam de 97 a 99% em indivíduos saudáveis, e valores próximos a 95% são clinicamente aceitáveis. A oximetria de pulso não permite análise de pH e gases sanguíneos e não reflete a oxigenação dos tecidos. 36 Fonte: : imagens do laboratório de semiologia da Universidade Estácio de S Figura 37 - Monitorização da frequência cardíaca e oximetria: oxímetro portátil e de mesa. Depois dos grupos formados, fomos colocar em prática o que foi passado. Começamos pela manobra de reexpansão pulmonar, paciente deitado em decúbito dorsal pedi para que ele realizasse a inspiração para expandir tórax e pulmão em seguida, fiz a Compressão torácica do pulmão sadio no final da expiração, tive dificuldade em assimilar a momento certo de fazer a compressão. Praticamos uns nos outros e fomos tirando nossas dúvidas e dificuldades, no final deu certo. Na manobra de descompressão brusca coloquei as mãos na base inferior das costelas, enquanto o paciente expirava eu fazia uma compressão torácica para dentro e para baixo, e posteriormente uma descompressão súbita quando o paciente inicia a inspiração. Repetimos essa manobra uns nos outros até entendermos. Manobra de bloqueio paciente em decúbito dorsal, eu fisioterapeuta com as mãos no hemitórax apliquei uma pressão manual no local que eu desejava fazer o bloqueio do movimento torácico durante a fase expiratória e mantive esta pressão restringindo o movimento inspiratório, e no momento que ele soltou o ar a pressão aplicada foi descontinuada. No exercício respiratório o professor formou um círculo em sala e pediu que todos realizassem, primeiro com os braços na lateral do corpo, depois fomos abrindo até deixá-los esticados, em outro momento começamos com os braços esticados a frente do corpo e fomos subindo até o alto da cabeça, sempre observando a respiração de 37 forma lente e profunda. Na reeducação diafragmática, todos os alunos ainda em círculo fizemos a expiração pela boca distendendo o abdômen, realizamos 3 (três) séries de 10 (dez) repetições, professor passou observando e corrigindo um a um. Todos os participaram da inspiração em tempos. Começamos com 1 tempo, puxamos o ar e abrimos os braços, 2 tempos, puxamos o ar em dois tempos e fizemos o mesmo com os braços, realizamos até 3 tempos. A manobra de sustentação máxima todos realizaram. Realizamos uma inspiração profunda pelo nariz, seguramos por 6 segundos e soltamos lentamente pela boca. O professor explicou e demostrou o funcionamento dos incentivadores inspiratórios (Respiron – fluxo e o Voldyne – volume). Eu pratiquei com o Respiron, no grau 1 consegui realizar tranquilamente, no grau 2 consegui levantar a primeira bolinha toda, a segunda chegou no meio e a terceira não se mexeu, no grau 3 não consegui nem mexer as bolinhas. O EPAP, o professor explicou o funcionamento, mas não fizemos uso dele. Conclusão A fisioterapia respiratória desempenha um papel crucial no tratamento de uma variedade de condições respiratórias, desde doenças crônicas como a asma e a doença pulmonar crônica (DPOC), até as complicações agudas como pneumonia e a insuficiência respiratória. Por meio de técnicas especificas, como exercícios respiratórios, mobilização torácica e o uso de dispositivos de assistência respiratória, os fisioterapeutas ajudam os pacientes a melhorar a ventilação pulmonar, a mobilidade torácica e a remoção de secreções pulmonares. É importante ressaltar que o sucesso do tratamento não se limita apenas aos resultados imediatos, mas também envolve a capacidade de manter esses ganhos a longo prazo. Afirmamos que a fisioterapia também funciona como forma de prevenção de complicações respiratorias em pacientes, principalmente quando se trata de pacientes hospitalizados e imobilizados. 38 Referências BICKLEY, L. S. Início do exame físico: inspeção geral, sinais vitais e dor. 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