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SIMULADO_ESPECIAL_17_Dia 01_Linguagens e Humanas

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lorena dewa

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Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Ao abordar a questão da presença do indígena na História, o texto mostra que a representação desse grupo étnico é marcada por
a) aspectos coerentes com os fatos históricos.
b) visões preconceituosas e ofensivas.
c) dúvidas e incertezas históricas.
d) critérios técnicos e objetivos.
e) valores éticos e imparciais.

A narradora revela no texto

a) consciência de sua condição social.
b) conhecimento sobre a situação de pobreza no mundo.
c) gratidão pela solidariedade dos outros.
d) satisfação com a possibilidade de ter alimento.
e) alienação quanto às injustiças sociais.

Segundo o eu lírico, o “amor feinho” é

a) um acontecimento único na vida de uma pessoa.
b) uma experiência cotidiana, desejável e possível.
c) uma ilusão em que alguns amantes acreditam.
d) uma maneira de viver acessível a qualquer pessoa.
e) um estado de aceitação de uma vida desinteressante.

Sobre a personagem Dona Benta, com base na leitura do texto, é correto afirmar que
a) tinha bagagem cultural restrita.
b) gostava de monopolizar as conversas.
c) era uma idosa alheia às novidades de seu tempo.
d) fazia leituras com intenção exclusivamente lúdica.
e) incentivava a participação desenvolta das crianças.

Examine o cartum de Quino. Contribui para o efeito de humor do cartum o recurso
a) à antítese.
b) ao eufemismo.
c) à personificação.
d) à hipérbole.
e) ao paradoxo.

Dos aspectos negativos apresentados pelo relato de experiência do aluno Rafael Lemos da Silva, pode-se deduzir que
a) a adaptação à cultura do outro requer flexibilidade e tolerância do candidato ao intercâmbio.
b) o distanciamento familiar é fator preponderante para a decisão do estudante em se aperfeiçoar no exterior.
c) o consumo de comidas industrializadas impede a plena e satisfatória adaptação do discente.
d) o exercício constante de diversos idiomas dificulta a experiência internacional.
e) a ausência de objetividade no trato diário favorece o intercâmbio acadêmico.

Assinale a opção que expressa a mesma ideia presente no texto.
a) Quem gosta de ler não morre só. (Ariano Suassuna)
b) Creio que uma forma de felicidade é a leitura. (Jorge L. Borges)
c) Ler é viver mil vidas diferentes em uma única existência.(André Segalla)
d) Uma boa leitura dispensa com vantagem a companhia de pessoas frívolas. (Marquês de Maricá)
e) Ler é como não haver morrido. (Carlos Skliar)

No poema, o eu lírico sente-se
a) desorientado e melancólico.
b) desamparado e entediado.
c) nostálgico e orgulhoso.
d) perplexo e eufórico.
e) aliviado e resignado.

As respostas do narrador às perguntas de Leusipo são uma tentativa de disfarçar o caráter
a) fabular do romance, inspirado nas lendas e tradições dos Krahô.
b) investigativo do romance, embasado em testemunhos dos Krahô.
c) político do romance, a respeito das condições de vida dos Krahô.
d) etnográfico do romance, através do registro da cultura dos Krahô.
e) biográfico do romance, relatando sua vivência junto aos Krahô.

De acordo com o texto, podemos afirmar corretamente que a biopirataria
a) teve início com o surgimento e a expansão de indústrias farmacêuticas no mundo.
b) contribuiu indiretamente para o extermínio do vírus que causa a hipertensão arterial.
c) se apossa indevidamente dos conhecimentos acumulados por comunidades tradicionais.
d) provocou o incremento das importações brasileiras do cupuaçu cultivado no Japão.
e) é permitida pelo poder público que fiscaliza, autoriza e incentiva sua prática.

A expressão responsável pela construção do humor no texto é
a) “não pago!”, repetida exaustivamente pela personagem com o intuito de criar, dessa forma, um eufemismo.
b) “Contra tudo e contra todos”, passagem generalizante e imprópria ao contexto humorístico, trata-se de uma ironia.
c) “paga ICM! Corro pra lá: Olha o fiscal me cobrando...”, passagem composta por verbos que se contradizem, formando, portanto, um paradoxo.
d) “herói cobrado retumbante”, devido à sua semelhança sonora com um conhecido verso do Hino Nacional Brasileiro, configurando uma paronomásia.
e) “Heroicamente! Denodadamente! Como um mártir”, expressões usadas para atingir a autoestima da personagem; trata-se de uma preterição.

A questão central que o poeta levanta consiste no/na
a) abandono de animais nas ruas.
b) acúmulo de lixo nas grandes cidades.
c) consumo de alimentos sem valor nutricional.
d) desequilíbrio das condições de acesso ao alimento.
e) desafio de garantir a saúde por meio de práticas de higiene.

Em relação ao que diz o texto, assinale a alternativa CORRETA:
Juan é uma das 1.896 crianças e adolescentes que, para fugir da violência e da miséria na Venezuela, cruzaram a fronteira até o Brasil sozinhos ou acompanhados de pessoas que não são seus responsáveis legais, entre agosto de 2018 e junho deste ano.
Quase 400 deles chegaram à cidade de Pacaraima totalmente desacompanhados, segundo dados inéditos obtidos pela BBC News Brasil junto à Defensoria Pública da União.
a) Uma conselheira venezuelana no Brasil reconheceu Juan, e por isso ele foi encaminhado ao país de origem.
b) Segundo a Defensoria Pública da União, um pouco mais da metade das crianças e adolescentes que fugiram para o Brasil vieram sozinhas.
c) Juan voltou à Venezuela após uma primeira e uma segunda vindas ao Brasil.
d) Sinais de maus tratos, como marcas no corpo, fizeram com que se decidisse pela permanência de Juan no Brasil.
e) O texto mostra claramente que a legislação brasileira para crianças e adolescentes é melhor do que a da venezuelana.

Em sua história, a moça incorre em contradição ao tratar

a) das caravelas.
b) da recusa de Sertória em se casar.
c) da tentativa de suicídio de Osmundo.
d) dos satélites artificiais.
e) das pedras preciosas.

O texto revela que o problema das estiagens no Nordeste pode ser enfrentado com a combinação de

a) inovação técnico-científica e engajamento da sociedade civil.
b) preservação de tradições culturais e investimento em educação técnica.
c) proteção da mata ciliar nativa e investimento na recuperação do potencial hídrico.
d) delimitação de reservas de proteção ambiental e reflorestamento de regiões desmatadas.
e) ampliação do combate ao desmatamento e investimento em obras de engenharia hídrica.

Material
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Questões resolvidas

Ao abordar a questão da presença do indígena na História, o texto mostra que a representação desse grupo étnico é marcada por
a) aspectos coerentes com os fatos históricos.
b) visões preconceituosas e ofensivas.
c) dúvidas e incertezas históricas.
d) critérios técnicos e objetivos.
e) valores éticos e imparciais.

A narradora revela no texto

a) consciência de sua condição social.
b) conhecimento sobre a situação de pobreza no mundo.
c) gratidão pela solidariedade dos outros.
d) satisfação com a possibilidade de ter alimento.
e) alienação quanto às injustiças sociais.

Segundo o eu lírico, o “amor feinho” é

a) um acontecimento único na vida de uma pessoa.
b) uma experiência cotidiana, desejável e possível.
c) uma ilusão em que alguns amantes acreditam.
d) uma maneira de viver acessível a qualquer pessoa.
e) um estado de aceitação de uma vida desinteressante.

Sobre a personagem Dona Benta, com base na leitura do texto, é correto afirmar que
a) tinha bagagem cultural restrita.
b) gostava de monopolizar as conversas.
c) era uma idosa alheia às novidades de seu tempo.
d) fazia leituras com intenção exclusivamente lúdica.
e) incentivava a participação desenvolta das crianças.

Examine o cartum de Quino. Contribui para o efeito de humor do cartum o recurso
a) à antítese.
b) ao eufemismo.
c) à personificação.
d) à hipérbole.
e) ao paradoxo.

Dos aspectos negativos apresentados pelo relato de experiência do aluno Rafael Lemos da Silva, pode-se deduzir que
a) a adaptação à cultura do outro requer flexibilidade e tolerância do candidato ao intercâmbio.
b) o distanciamento familiar é fator preponderante para a decisão do estudante em se aperfeiçoar no exterior.
c) o consumo de comidas industrializadas impede a plena e satisfatória adaptação do discente.
d) o exercício constante de diversos idiomas dificulta a experiência internacional.
e) a ausência de objetividade no trato diário favorece o intercâmbio acadêmico.

Assinale a opção que expressa a mesma ideia presente no texto.
a) Quem gosta de ler não morre só. (Ariano Suassuna)
b) Creio que uma forma de felicidade é a leitura. (Jorge L. Borges)
c) Ler é viver mil vidas diferentes em uma única existência.(André Segalla)
d) Uma boa leitura dispensa com vantagem a companhia de pessoas frívolas. (Marquês de Maricá)
e) Ler é como não haver morrido. (Carlos Skliar)

No poema, o eu lírico sente-se
a) desorientado e melancólico.
b) desamparado e entediado.
c) nostálgico e orgulhoso.
d) perplexo e eufórico.
e) aliviado e resignado.

As respostas do narrador às perguntas de Leusipo são uma tentativa de disfarçar o caráter
a) fabular do romance, inspirado nas lendas e tradições dos Krahô.
b) investigativo do romance, embasado em testemunhos dos Krahô.
c) político do romance, a respeito das condições de vida dos Krahô.
d) etnográfico do romance, através do registro da cultura dos Krahô.
e) biográfico do romance, relatando sua vivência junto aos Krahô.

De acordo com o texto, podemos afirmar corretamente que a biopirataria
a) teve início com o surgimento e a expansão de indústrias farmacêuticas no mundo.
b) contribuiu indiretamente para o extermínio do vírus que causa a hipertensão arterial.
c) se apossa indevidamente dos conhecimentos acumulados por comunidades tradicionais.
d) provocou o incremento das importações brasileiras do cupuaçu cultivado no Japão.
e) é permitida pelo poder público que fiscaliza, autoriza e incentiva sua prática.

A expressão responsável pela construção do humor no texto é
a) “não pago!”, repetida exaustivamente pela personagem com o intuito de criar, dessa forma, um eufemismo.
b) “Contra tudo e contra todos”, passagem generalizante e imprópria ao contexto humorístico, trata-se de uma ironia.
c) “paga ICM! Corro pra lá: Olha o fiscal me cobrando...”, passagem composta por verbos que se contradizem, formando, portanto, um paradoxo.
d) “herói cobrado retumbante”, devido à sua semelhança sonora com um conhecido verso do Hino Nacional Brasileiro, configurando uma paronomásia.
e) “Heroicamente! Denodadamente! Como um mártir”, expressões usadas para atingir a autoestima da personagem; trata-se de uma preterição.

A questão central que o poeta levanta consiste no/na
a) abandono de animais nas ruas.
b) acúmulo de lixo nas grandes cidades.
c) consumo de alimentos sem valor nutricional.
d) desequilíbrio das condições de acesso ao alimento.
e) desafio de garantir a saúde por meio de práticas de higiene.

Em relação ao que diz o texto, assinale a alternativa CORRETA:
Juan é uma das 1.896 crianças e adolescentes que, para fugir da violência e da miséria na Venezuela, cruzaram a fronteira até o Brasil sozinhos ou acompanhados de pessoas que não são seus responsáveis legais, entre agosto de 2018 e junho deste ano.
Quase 400 deles chegaram à cidade de Pacaraima totalmente desacompanhados, segundo dados inéditos obtidos pela BBC News Brasil junto à Defensoria Pública da União.
a) Uma conselheira venezuelana no Brasil reconheceu Juan, e por isso ele foi encaminhado ao país de origem.
b) Segundo a Defensoria Pública da União, um pouco mais da metade das crianças e adolescentes que fugiram para o Brasil vieram sozinhas.
c) Juan voltou à Venezuela após uma primeira e uma segunda vindas ao Brasil.
d) Sinais de maus tratos, como marcas no corpo, fizeram com que se decidisse pela permanência de Juan no Brasil.
e) O texto mostra claramente que a legislação brasileira para crianças e adolescentes é melhor do que a da venezuelana.

Em sua história, a moça incorre em contradição ao tratar

a) das caravelas.
b) da recusa de Sertória em se casar.
c) da tentativa de suicídio de Osmundo.
d) dos satélites artificiais.
e) das pedras preciosas.

O texto revela que o problema das estiagens no Nordeste pode ser enfrentado com a combinação de

a) inovação técnico-científica e engajamento da sociedade civil.
b) preservação de tradições culturais e investimento em educação técnica.
c) proteção da mata ciliar nativa e investimento na recuperação do potencial hídrico.
d) delimitação de reservas de proteção ambiental e reflorestamento de regiões desmatadas.
e) ampliação do combate ao desmatamento e investimento em obras de engenharia hídrica.

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22
SIMULADO ESPECIAL 17| 1º DIA
PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO
PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
QUESTÕES 1 A 45
QUESTÕES 1 A 05 (OPÇÃO INGLÊS)
1. (Simulado) WHERE IS THE LOVE?
What's wrong with the world, mama
People livin' like they ain't got no mamas
I think the whole world addicted to the drama
Only attracted to things that'll bring you trauma
Overseas, yeah, we try to stop terrorism
But we still got terrorists here livin'
In the USA, the big CIA
The Bloods and The Crips and the KKK
But if you only have love for your own race
Then you only leave space to discriminate
And to discriminate only generates hate
And when you hate then you're bound to get irate, yeah
 Madness is what you demonstrate
And that's exactly how anger works and operates
Man, you gotta have love just to set it straight
Take control of your mind and meditate
Let your soul gravitate to the love, y'all, y'all
People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love?
BLACK EYED PEAS. Elephunk. United States. A&M Records, 2003 
(fragmento)
 
Na letra da canção Where Is The Love, são 
discutidos diversos problemas que assolam o mundo 
contemporâneo, entre eles o fato de 
a) as mães não mais poderem educar seus filhos. 
b) o ódio e a discriminação serem frutos do racismo. 
c) o terrorismo externo crescer indiscriminadamente. 
d) as pessoas não mais buscarem a sabedoria divina. 
e) nós não meditarmos antes de tomar alguma decisão. 
 
2. (Simulado) One of my wife’s third graders was 
wearing a Fitbit watch, which prompted my wife to 
ask, “Are you tracking your steps?” “No,” said the little 
girl. “I wear this for Mommy so she can show Daddy 
when he gets home.” – James Avery
Disponível em: www.rd.com. Acesso em: 9 set. 2020.
 
Anedotas são breves histórias, cujo objetivo é provocar 
risos em quem as ouve ou lê. Nessa anedota, o efeito 
de humor acontece porque a garota 
a) procura perder peso fazendo caminhadas. 
b) responde à professora de maneira mentirosa. 
c) deseja mostrar ao pai o quanto se tem esforçado. 
d) utiliza um relógio moderno que pertence ao seu pai. 
e) usa o relógio a pedido da mãe que espera enganar 
o pai. 
 
3. (Enem digital) 
 
GOAL
GOAL has worked to improve access to food for highly 
vulnerable and food-insecure households in many 
districts of Zimbabwe. We identify such households, 
supply them with monthly food rations, and conduct 
monthly post-distribution monitoring. GOAL works in 
the same districts, to improve access to food for the 
most vulnerable primary school children during the 
peak hungry months. The emphasis is on orphans 
and vulnerable children. GOAL provides short-term 
food security support to other vulnerable households 
by increasing the availability of grain, and by helping 
enhance their ability to meet basic needs.
Disponível em: www.goal.ie. Acesso em: 5 dez. 2012 (adaptado).
Tendo como público-alvo crianças órfãs e em situações 
de vulnerabilidade, a organização não governamental 
3
GOAL tem atuado no Zimbábue para 
a) incentivar a agricultura orgânica. 
b) intermediar processos de adoção. 
c) contribuir para a redução da fome. 
d) melhorar as condições de habitação. 
e) qualificar professores da escola básica. 
 
4. (Enem PPL) 
 
Tendo em vista a procura por atividades de lazer em 
períodos de recesso escolar, esse folder 
a) divulga uma proposta de acampamento com 
abordagem temática. 
b) anuncia a exibição de uma série de filmes sobre 
tradições culturais. 
c) comunica a abertura de inscrições para um curso de 
música folclórica. 
d) encoraja a realização de oficinas de contação de 
história para crianças. 
e) convida para a apresentação de uma peça teatral 
sobre cultura indígena. 
 
5. (Enem) Don't write in English, they said,
English is not your mother tongue...
... The language I speak
Becomes mine, its distortions, its queerness
All mine, mine alone, it is half English, half
Indian, funny perhaps, but it is honest,
It is as human as I am human...
... It voices my joys, my longings my
Hopes...
(Kamala Das, 1965:10)
GARGESH. R. South Asian Englishes. In: KACHRU. B. B.; KACHRU. Y.; 
NELSON, C. L. (Eds). The Handbook of World Englishes. Singapore: 
Blackwell. 2006.
A poetisa Kamala Das, como muitos escritores 
indianos, escreve suas obras em inglês, apesar de essa 
não ser sua primeira língua. Nesses versos, ela 
a) usa a língua inglesa com efeito humorístico. 
b) recorre a vozes de vários escritores ingleses. 
c) adverte sobre o uso distorcido da língua inglesa. 
d) demonstra consciência de sua identidade linguística. 
e) reconhece a incompreensão na sua maneira de falar 
inglês. 
 
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
QUESTÕES 1 A 45
QUESTÕES 1 A 05 (OPÇÃO ESPANHOL) 
1. (Simulado) La representación de la historicidad de 
los grupos indígenas en la enseñanza de la historia
Los y las indígenas han sido uno de los grupos 
subalternos que la enseñanza de la historia tradicional 
ha negado o invisibilizado. Las investigaciones sobre 
el currículum estadounidense han mostrado que la 
historia escolar ha ignorado los episodios oscuros 
relacionados con la destrucción de las culturas 
indígenas. Las representaciones de los indígenas en 
los textos de estudio ha consolidado los estereotipos 
y prejuicios sobre la población indígena, ya que ha 
presentado una imagen de ladrones, borrachos, 
salvajes y perezosos. En las conclusiones de su 
investigación sobre los estándares y texto de estudio 
en Estados Unidos Shear y sus colegas nos indican que 
la incorporación de los temas asociados a las culturas 
indígenas continua estando centrada en contenidos 
que hablan de una historia lejana antes del 1900 y 
construida con una narrativa prejuiciosa.
Ven, Fernando Martín, Reyes Morales y Mariano del M. de Unamuno. 
Edelsa Grupo Didascalia, S.A. Madrid, 2015.
Ao abordar a questão da presença do indígena na 
História, o texto mostra que a representação desse 
grupo étnico é marcada por 
a) aspectos coerentes com os fatos históricos. 
b) visões preconceituosas e ofensivas. 
c) dúvidas e incertezas históricas. 
d) critérios técnicos e objetivos. 
e) valores éticos e imparciais. 
4
2. (Simulado) 
 
O texto poético tem como objetivo central 
a) condenar o uso de computadores pelas crianças. 
b) orientar sobre o uso adequado do computador na 
vida das crianças. 
c) refletir sobre a solidão que o uso excessivo do 
computador pode causar. 
d) destacar a importância do computador como meio 
de obter informações. 
e) alertar sobre o acesso às informações pessoais por 
meio do computador. 
 
3. (Enem) Oye, Pito, ésta es: la vida bruta de un boy
mis tierras eran
nuevo méxico, colorado,
california, arizona, tejas,
y muchos otros senderos,
aún cuando la luz existía
sonrientemente
en las palabras
de mis antepasados...
era entonces hombre,
maduro y sencillo
como los cerros y los peñascos,
y mi cultura era el atole,
el chaquehue, y los buenos días;
mi idioma cantaba
versículos
por los cañones
de tierra roja
y tierra amarilla...
Hoy sí, hoy ya no soy
mejicano ni hispano
ni tampoco americano,
pero soy – y bien lo siento ser –
una sombra del pasado
y un esfuerzo
hacia el futuro...
SÁNCHEZ, R. Disponível em: www.materialdelectura.unam.mx. 
Acesso em: 4 dez. 2017.
Ao abordar a expropriação de territórios mexicanos 
pelos Estados Unidos, o eu lírico do poema revela 
um(a) 
a) rejeição da língua utilizada por seus antepassados. 
b) desejo de pertencimento ao espaço estadunidense. 
c) certeza de manutenção de suas tradições. 
d) reivindicação de um mundo unificado. 
e) sentimento de conflito de identidades. 
 
4. (Enem) Pablo Pueblo
Regresa un hombre en silencio
De su trabajo cansado
Su pasono lleva prisa
Su sombra nunca lo alcanza
Lo espera el barrio de siempre
Con el farol en la esquina
Con la basura allá en frente
Y el ruido de la cantina
Pablo Pueblo
llega hasta el zaguán oscuro
Y vuelve a ver las paredes
Con las viejas papeletas
Que prometían futuros
en lides politiqueras
Y en su cara se dibuja
la decepción de la espera.
BLADES. R. Disponível em: http://rubenblades.com. Acesso em: 26 
jun. 2012 (fragmento).
Rubén Blades é um compositor panamenho de 
canções socialmente engajadas. O título Pablo Pueblo, 
associado ao conteúdo da letra da canção, revela uma 
crítica social ao 
a) contrapor a individualidade de um sujeito a uma 
estrutura social marcada pela decepção na atuação 
política. 
b) demonstrar que o problema sofrido pelo indivíduo 
5
atinge toda a comunidade. 
c) relativizar a importância que se dá ao sofrimento 
individual em uma estrutura social baseada na 
exploração. 
d) descrever a vida de um sujeito que nunca resolve 
suas inquietações e, por isso, mantém-se silencioso. 
e) usar um apelido jocoso para designar a atuação de 
um indivíduo em seu próprio bairro. 
 
5. (Enem) El Hombre Electrónico
¿Cuántas veces ha cambiado de móvil? ¿Cuántos 
ordenadores ha tenido ya? ¿Tiene cámara digital, 
IPOD, Nintendo Wii y televisión de pantalla de plasma? 
Ordenadores, teléfonos móviles, GPS, walkmans, 
televisiones, lavadoras, tostadores, aspiradores y un 
larguísimo etcétera. Todos usamos aparatos eléctricos 
que tarde o temprano se convertirán en residuos. El 
Hombre Electrónico mide 7 metros de altura y pesa 
3,3 toneladas. Es una escultura hecha con la cantidad 
de residuos eléctricos y electrónicos que un ciudadano 
medio (en el Reino Unido) tirará a la basura a lo largo 
de su vida, si se sigue consumiendo este tipo de 
productos al ritmo actual. El Hombre Electrónico ha 
sido diseñado por el escultor Paul Bomini con objetivo 
de aumentar la conciencia de los ciudadanos a la 
hora de consumir aparatos eléctricos. Esta campaña 
parte de la base de que todos compramos aparatos 
electrónicos como herramientas de trabajo u ocio, pero 
haciéndonos unas cuantas preguntas podemos inducir 
cambios en nuestro comportamiento que beneficiarán 
al medio ambiente, otras personas y a nosotros 
mismos: ¿Tienes algún aparato eléctrico o electrónico 
que nos necesitas? ¿Podrías ser más responsable a 
la hora de comprar un nuevo producto electrónico? 
¿Podrías reciclar o reparar estos productos una vez 
que se han quedado obsoletos o se han roto? ¿Intentas 
ahorrar energia en tu vida diaria?
Disponível em: www.verdecido.es. Acesso em: 20 fev. 2009. Adaptado.
Considerando a necessidade de assumir uma conduta 
mais responsável com o meio ambiente, Paul Bomini 
criou a escultura O homem eletrônico para 
a) incentivar inovações em reciclagem para a 
construção de máquinas. 
b) propor a criação de objetos a partir de aparelhos 
descartados. 
c) divulgar o lançamento de produtos eletrônicos 
sustentáveis. 
d) problematizar o descarte inconsequente de 
equipamentos. 
e) alertar sobre as escolhas tecnológica da população.
QUESTÕES 06 A 45
6. (Enem) TEXTO I
 TEXTO II
 O grupo Jovens Artistas Britânicos (YABs), 
que surgiu no final da década de 1980, possui obras 
diversificadas que incluem fotografias, instalações, 
pinturas e carcaças desmembradas. O trabalho 
desses artistas chamou a atenção no final do período 
da recessão, por utilizar materiais incomuns, como 
esterco de elefantes, sangue e legumes, o que 
expressava os detritos da vida e uma atmosfera de 
niilismo, temperada por um humor mordaz.
Disponível em: http://damienhirsti.com. Acesso em: 15 jul. 2015. 
FARTHING, S. Tudo sobre arte. Rio de Janeiro: Sextante, 2011 
(adaptado).
A provocação desse grupo gera um debate em torno da 
obra de arte pelo(a) 
a) recusa a crenças, convicções, valores morais, 
estéticos e políticos na história moderna. 
b) frutífero arsenal de materiais e formas que se 
relacionam com os objetos construídos. 
c) economia e problemas financeiros gerados pela 
recessão que tiveram grande impacto no mercado. 
d) influência desse grupo junto aos estilos pós-
modernos que surgiram nos anos 1990. 
e) interesse em produtos indesejáveis que revela uma 
consciência sustentável no mercado. 
6
7. (Enem digital) 
 
Na obra Campo relampejante (1977), o artista Walter 
de Maria coloca hastes de ferro em espaços regulares, 
em um campo de 1600 metros quadrados no Novo 
México. O trabalho faz parte do movimento artístico 
Land Art, que trata da 
a) constituição da cena artística marcada pela paisagem 
natural, modificada pela multimídia. 
b) ocupação de um local vazio sem função específica, 
passando a existir como arte. 
c) utilização de equipamentos tradicionais como 
suporte para a atividade artística. 
d) divulgação de fenômenos científicos que dialogam 
com a estética da arte. 
e) exposição da obra em locais naturais e institucionais 
abertos ao público. 
 
8. (Unifesp) Essa poesia não logrou estabelecer-se 
em Portugal. De origem francesa, suas primeiras 
manifestações datam de 1866, quando um editor 
parisiense publica uma coletânea de poemas; em 1871 
e 1876, saem outras duas coletâneas. Os poetas desse 
movimento literário pregam o princípio da Arte pela 
Arte, isto é, defendem uma arte que não sirva a nada 
e a ninguém, uma arte inútil, uma arte voltada para si 
própria. A Arte procuraria a Beleza e a Verdade que 
existiriam nos seres concretos, e não no sentimento 
do artista. Por isso, o belo se confundiria com a forma 
que o reveste, e não com algo que existiria dentro 
dele. Daí vem que esses poetas sejam formalistas e 
preguem o cuidado da forma artística como exigência 
preliminar. Para consegui-lo, defendem uma atitude de 
impassibilidade diante das coisas: não se emocionar 
jamais; antes, impessoalizar-se tanto quanto possível 
pela descrição dos objetos, via de regra inertes ou 
obedientes aos movimentos próprios da Natureza (o 
fluxo e refluxo das ondas do mar, o voo dos pássaros, 
etc.). Esteticistas, anseiam uma arte universalista.
Em Portugal, tentou-se introduzir esse movimento; 
certamente, impregnou alguns poetas, exerceu 
influência, mas não passou de prurido, que pouco 
alterou o ritmo literário do tempo. Na verdade, o modo 
fortuito como alguns se deixaram contaminar da nova 
moda poética revelava apenas veleidade francófila, em 
decorrência de razões de gosto pessoal ou de grupos 
restritos: faltou-lhes intuito comum.
(Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1999. Adaptado.)
As informações apresentadas no texto referem-se à 
literatura 
a) simbolista, cuja busca pelo Belo implicou a liberdade 
na expressão dos sentimentos. O texto deixa claro que 
essa literatura alcançou notável aceitação entre os 
poetas da época. 
b) simbolista, cuja preocupação com a expressão do 
sentimento filia-se à tradição poética do Renascimento. 
O texto deixa claro que essa literatura teve um 
desenvolvimento tímido na cena literária portuguesa. 
c) parnasiana, cuja preocupação com a objetividade a 
opõe ao subjetivismo romântico. O texto deixa claro 
que essa literatura não se impôs na cena literária 
portuguesa. 
d) parnasiana, cuja liberdade de expressão e cujo 
compromisso social permitem fundamentar a Arte 
pela Arte. O texto deixa claro que essa literatura teve 
pouco espaço na cena literária portuguesa. 
e) realista, cuja influência da tradição clássica é 
fundamental para se chegar à perfeição. O texto deixa 
claro que essa literatura teve uma disseminação 
irregular na cena literária portuguesa. 
 
9. (G1 - ifce) A imagem a seguir faz parte de uma 
matéria da Revista Capricho, de 24 de outubro de 
2018, para dar dicas de contas no Instagram.
Pela análise da imagem exposta na conta do artista 
carioca Daniel Duarte (@sigaosbaloes), podemos 
7
constatar que 
a) a conta se configura como um espaço privilegiado 
de divulgação da arte. 
b) as publicações feitas destinam-se principalmente a 
quem se interessapor dicas culturais. 
c) o artista se propõe a atrair um público bastante 
heterogêneo, com gostos variados. 
d) a conta apresenta postagens sobre temas de 
estímulo à positividade. 
e) a criação artística são os poemas apresentados. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia o soneto de Cláudio Manuel da Costa para 
responder à(s) questão(ões).
Onde estou? Este sítio desconheço:
Quem fez tão diferente aquele prado?
Tudo outra natureza tem tomado;
E em contemplá-lo tímido esmoreço.
Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço
De estar a ela um dia reclinado;
Ali em vale um monte está mudado:
Quanto pode dos anos o progresso!
Árvores aqui vi tão florescentes,
Que faziam perpétua a primavera:
Nem troncos vejo agora decadentes.
Eu me engano: a região esta não era;
Mas que venho a estranhar, se estão presentes
Meus males, com que tudo degenera!
(Obras, 1996.) 
10. (Unifesp) São recursos expressivos e tema 
presentes no soneto, respectivamente, 
a) metáforas e a ideia da imutabilidade das pessoas e 
dos lugares. 
b) sinestesias e a superação pelo eu lírico de seus 
maiores problemas. 
c) paradoxos e a certeza de um presente melhor para o 
eu lírico que o passado. 
d) hipérboles e a força interior que faz o eu lírico 
superar seus males. 
e) antíteses e o abalo emocional vivido pelo eu lírico. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada
Carolina Maria de Jesus
17 DE MAIO Levantei nervosa. Com vontade de 
morrer. 1Já que os pobres estão mal colocados, para 
que viver? 2Será que os pobres de outro país sofrem 
igual aos pobres do Brasil? 3Eu estava 4discontente que 
até cheguei a brigar com o meu filho José Carlos sem 
motivo...
... 5Chegou um caminhão aqui na favela. O motorista e 
o seu ajudante jogam umas latas. É linguiça enlatada. 
Penso: é assim que fazem esses comerciantes 
insaciaveis. Ficam esperando os preços subir na 
ganancia de ganhar mais. E quando apodrece jogam 
para os corvos e os infelizes favelados.
6Não houve briga. 7Eu até estou achando 8isso aqui 
monotono. Vejo as crianças abrir as latas de linguiça e 
exclamar satisfeitas:
_ Hum! Tá gostosa!
A Dona Alice deu-me uma para experimentar. 9Mas a 
lata está estufada. Já está podre.
Trecho disponível em: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo – 
diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2001. 
11. (G1 - ifce) A narradora revela no texto 
a) consciência de sua condição social. 
b) conhecimento sobre a situação de pobreza no 
mundo. 
c) gratidão pela solidariedade dos outros. 
d) satisfação com a possibilidade de ter alimento. 
e) alienação quanto às injustiças sociais. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia o trecho do poema “Amor feinho”, de Adélia Prado.
Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
8
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.
(Bagagem, 2011.)
 
12. (Famema) Segundo o eu lírico, o “amor feinho” é 
a) um acontecimento único na vida de uma pessoa. 
b) uma experiência cotidiana, desejável e possível. 
c) uma ilusão em que alguns amantes acreditam. 
d) uma maneira de viver acessível a qualquer pessoa. 
e) um estado de aceitação de uma vida desinteressante. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
História das invenções
 Dona Benta costumava receber livros novos, de 
ciências, de arte, de literatura. Era o tipo da velhinha 
novidadeira. Bem dizia o compadre Teodorico: "Dona 
Benta parece velha, mas não é, tem o espírito mais 
moço que o de jovens de vinte anos".
 Assim foi que naquele bolorento mês de 
fevereiro, em que era impossível botar o nariz fora de 
casa, de tanto que chovia, resolveu contar aos meninos 
um dos últimos livros chegados.
 – Tenho aqui um livro de Hendrik Van Loon 
– disse ela –, um sábio americano, autor de coisas 
muito interessantes. Ele sai dos caminhos por onde 
todo mundo anda e fala das ciências dum modo que 
tudo vira romance, de tão atrativo. Já li para vocês a 
geografia que ele escreveu e agora 1vou ler este último 
livro – História das invenções do homem, o fazedor de 
milagres.
 Era um livro grosso, de capa preta, cheio de 
desenhos feitos pelo próprio autor. 2Desenhos não 
muito bons, mas que serviam para acentuar suas 
ideias.
 – E quando começa? – quis saber Narizinho.
 – Hoje mesmo, no serão. Podemos começar 
logo depois do rádio.
 – Comece, vovó! – disse Pedrinho. E Dona 
Benta começou.
 3– Este livro não é para crianças – disse ela; – 
mas se eu ler do meu modo, vocês entenderão tudo. Não 
tenham receio de me interromperem com perguntas, 
sempre que houver qualquer coisa obscura. Aqui está 
o prefácio...
 – Que é prefácio? – perguntou Emília.
 – São palavras explicativas que certos autores 
põem no começo do livro para esclarecer os leitores 
sobre as suas intenções. O prefácio pode ser escrito 
pelo próprio autor ou por outra pessoa qualquer. Neste 
prefácio o Senhor Van Loon diz que antigamente tudo 
era muito simples...
 – Tudo o quê? – interrompeu Pedrinho. – A 
explicação das coisas do mundo. A Terra formava o 
centro do universo. O céu era uma abóbada de cristal 
azul onde à noite os anjos abriam buraquinhos para 
espiar. Esses buraquinhos formavam as estrelas. Tudo 
muito simples.
 4Mas depois as coisas se complicaram. Um 
sábio da Polônia, de nome Nicolau Copérnico, publicou 
um livro no qual provava que a Terra não era fixa, 
pois girava em redor do Sol, 5e as estrelas não eram 
brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos, em redor 
dos quais giravam milhões de terras como a nossa.
 Isso veio causar uma grande trapalhada nas 
ideias assentes, isto é, nas ideias que estavam na 
cabeça de todo mundo – e por um triz não queimaram 
vivo a esse homem. Afinal a sua ideia venceu e hoje 
ninguém pensa de outra maneira.
 A astronomia, que é a ciência que estuda 
os astros, tomou um grande desenvolvimento. Os 
astrônomos foram descobrindo coisas e mais coisas, 
chegando à perfeição de medir a distância dum astro 
a outro, e pesar a massa desses astros. As distâncias 
entre os astros eram tão grandes que as nossas medidas 
comuns se tornaram insuficientes. Foi preciso criar 
medidas novas – medidas astronômicas.
 – Por quê? – perguntou Narizinho. – Com o 
quilômetro a gente pode medir qualquer distância. É 
só ir botando zeros e mais zeros.
 6– Parece, minha filha. As distâncias entre 
os astros são tamanhas que para medi-las com 
quilômetros seria necessário usar carroçadas de zeros, 
de maneira que não haveria papel que chegasse. E então 
os astrônomos inventaram o "metro astronômico", ou 
9
a "unidade astronômica", que é como eles dizem. Essa 
unidade, esse metro tinha 92.900.000 milhas.
 – Que colosso, vovó! Eu acho que fizeram um 
metro grande demais...
 – Pois está muito enganada, minha filha. As 
distâncias entre a Terra e as novas estrelas que com 
os modernos telescópios foram sendo descobertas, 
acabaram deixando essa medida pequena. E então o 
astrônomo Michelson propôs outra medida: o ano-luz.
 – Cáspite!
 – Pois bem, isto que os astrônomos fizeram 
para os astros, outros homens de ciência fizeram 
para o contrário dos astros, isto é, para as moléculas 
e átomos, que são coisinhas infinitamente pequenas. 
Chegaram a medir átomos que têm o tamanhinho de 
uma trilionésima parte de milímetro.
 7– Será possível? Um milímetro já é uma isca 
que a gente mal percebe...
 – Ora, neste livro o Senhor Van Loon trata de 
mostrar como esse bichinho homem, que já foi peludo 
e andava de quatro, chegou a desenvolver seu cérebro 
a ponto de medir a distância entre os astros e a calcular 
o tamanho dos átomos.
 – Como foi isso?– Inventando coisas. O homem é um grande 
inventor de coisas, e a história do homem na Terra 
não passa da história das suas invenções com todas 
as consequências que elas trouxeram para a vida 
humana. É mais ou menos isto o que Van Loon diz 
neste prefácio. Vamos agora ver o capítulo número 1.
 – Depois da pipoca, vovó! – gritou Narizinho 
farejando o ar.
 8De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro 
das pipocas que Tia Nastácia estava rebentando. 
Pipocas à noite foi coisa que nunca faltou no sítio de 
Dona Benta.
Adaptado de: LOBATO, Monteiro. História das invenções. São Paulo, 
SP: Círculo do Livro. 
13. (G1 - cmrj) Sobre a personagem Dona Benta, com 
base na leitura do texto, é correto afirmar que 
a) tinha bagagem cultural restrita. 
b) gostava de monopolizar as conversas. 
c) era uma idosa alheia às novidades de seu tempo. 
d) fazia leituras com intenção exclusivamente lúdica. 
e) incentivava a participação desenvolta das crianças. 
14. (Unifesp) Examine o cartum de Quino.
 Contribui para o efeito de humor do cartum o recurso 
a) à antítese. 
b) ao eufemismo. 
c) à personificação. 
d) à hipérbole. 
e) ao paradoxo. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
 JÚLIA. Hoje eu achei um pacotinho de ruffles no chão 
aq da floresta da tijuca, com a validade de 19/10/1998, 
sendo que o pacote tava totalmente intacto... pra vcs 
verem né. Rio de Janeiro, 1 mar. 2019. Twitter: @
darkwside.
Disponível em: <http://twitter.com/darkwside/
status/1101531181059850242>. Acesso em: 27 out. 2019. 
10
15. (G1 - ifpe) Observe o uso das reticências no texto e 
indique o sentido que expressam. 
a) Prolongam a reflexão lançada pela autora. 
b) Indicam hesitação ou dúvida. 
c) Sugerem quebra de expectativa. 
d) Interrompem o diálogo entre os interlocutores. 
e) Apontam para uma ação que ainda não foi finalizada. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
 
João e o pé de feijão-preto
José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
1Era uma vez um menino chamado João, que vivia com 
sua mãe num casebre bem longe da cidade.
2Eles 3eram pobres, muito pobres, pobres de dar dó.
Só o que tinham era uma vaca, e viviam de vender seu 
leite. 4Mas, um dia, quando João foi ordenhá-la, não 
saiu nem uma gota.
Então a mãe de João disse;
5— Meu filho, nosso dinheiro acabou e nossa vaquinha 
secou. Vá até o mercado e veja se alguém quer comprá-
la.
João pegou o animal pelo cabresto e foi até a cidade. 
Porém, antes que chegasse lá, um homem de 
cavanhaque lhe perguntou:
— Ei, garoto, não quer trocar essa vaca por um grão de 
feijão?
— Rá, rá, essa é boa. O senhor pensa que eu sou bobo?
— Mas é feijão mágico.
— Mágico?
— Não vou contar o que ele faz, senão estraga a 
surpresa. Mas é só você plantá-lo numa noite de lua 
cheia e no dia seguinte vai ver o que acontece.
João achou que era melhor ter um feijão mágico do 
que dinheiro, e assim trocou sua vaca com o homem 
de cavanhaque.
6O menino voltou para casa todo feliz, achando que 
tinha feito um ótimo negócio.
Porém, quando sua mãe viu o feijão, ficou muito triste.
— 7Você trocou nossa vaquinha por isso? Agora vamos 
morrer de fome...
— Não! Este feijão é mágico!
— Não existe mágica no feijão. Você foi enganado, João.
8Desapontada, ela atirou o grão pela janela.
Mas, por uma grande coincidência, naquela noite 
houve uma bela lua cheia.
Quando João acordou na manhã seguinte, viu que um 
enorme pé de feijão tinha crescido no seu quintal. Era 
tão alto que passava das nuvens!
O garoto não pensou duas vezes 9e começou a subir 
pela planta para ver o que tinha lá em cima.
Depois de passar pela última nuvem, avistou um 
castelo. 10Ele era muito grande, muitíssimo grande, 
muitíssimo grandíssimo! E tinha torres pretas bem 
pontudas.
João andou até o castelo e passou por baixo da porta 
como se fosse uma barata.
11Mal entrou, ouviu um barulho diferente: “glu-glu!”.
Olhando na direção do “glu-glu” ele viu uma enorme 
perua dentro de uma gaiola de ouro. Então pensou: 
“Vou levar esta perua para casa. Assim, eu e minha 
mãe comeremos omeletes para sempre!”.
12João ia abrir a gaiola quando o chão começou a 
tremer. Pou! Pou! Pou!
O menino se escondeu atrás de um malcheiroso cesto 
de roupas sujas e quase desmaiou ao ver um gigante 
na sala.
Para piorar, ele cantava assim:
Fi-fi-fa-fa, fi-fi-fó-fum,
Mau como eu só existe um.
Fi-fi-fa-fa, fi-fi-fó-fum,
Mau como eu só existe um.
13O gigante vinha todo contente, mas então torceu o 
nariz e fez “snif, snif, snif”
— Sinto o cheiro de criança! Urrou ele.
14Já chegava perto do cesto em que João se escondia 
quando, ploc, a perua botou um ovo. Só que não era 
um ovo comum. Era de ouro!
15O grandalhão caminhou até a gaiola, pegou o ovo e 
guardou-o no bolso. Depois foi comer seu almoço, que 
naquele dia foi um cavalo assado e, de sobremesa, 
cavalos-marinhos cobertos de chocolate.
Então ele abriu um baita bocejo e dormiu.
11
Quando o gigante começou a roncar, João abriu a 
gaiola e amarrou seu cinto no pescoço da ave.
Ele estava 16quase saindo do castelo, no entanto 
(sempre tem um “no entanto” nas histórias) a perua 
fez “glu-glu” bem alto.
O gigante acordou. E com muita raiva.
17— Espere aí, seu patife, vais virar um belo bife.
O menino saiu correndo com o animal e 18desceu 
deslizando pelo pé de feijão-preto como se ele fosse 
um escorregador beeeeeeem comprido.
Já o gigante teve que descer com calma pela planta, 
porque era meio desengonçado.
Assim que chegou em casa, João gritou:
— Mãe, vamos derrubar o pé de feijão-preto! Tem um 
gigante querendo me pegar!
19— O que você fez desta vez?
— Entrei no castelo dele e roubei sua perua.
— Você invade uma casa, rouba um bicho e ainda quer 
matar o sujeito?
20Então a mãe de João segurou-o pelo braço e esperou 
que o gigante descesse. 21Aí disse para o grandalhão:
— Senhor gigante, meu filho agiu muito mal. Por favor, 
nos desculpe. Isso não vai mais acontecer. Pode levar 
sua perua.
Ainda bufando de raiva, o gigante tomou a ave nos 
braços e pôs a mão num dos galhos do pé de feijão.
No entanto, antes de subir, pensou: “22Puxa, eles 
poderiam ter cortado o pé de feijão, mas essa mulher 
preferiu fazer a coisa certa. 23Isto não acontece todos 
os dias. Acho que darei uma recompensa a ela.”
E, tirando o ovo de ouro do bolso, entregou-o à mãe de 
João.
24— Tome, faça o que quiser com isso.
Depois, sem dizer mais nada, voltou para seu castelo 
nas nuvens.
25A mãe de João vendeu o ovo de ouro e comprou 
várias vacas (que davam leite) e galinhas (que botavam 
ovos de verdade).
Assim, o menino aprendeu uma lição e eles nunca 
mais passaram fome.
26Moral da história: Às vezes quem é bom não se dá 
mal.
TORERO, José Roberto & PIMENTA, Marcus Aurelius: ilustrações 
Jean-Claude R. Alphen. João e os 10 pés de feijão. São Paulo: 
Companhia das Letrinhas, 2016. p.5-6, 20-25. 
16. (G1 - cmrj) 
 
No trecho “A mãe de João vendeu o ovo de ouro e 
comprou várias vacas (que davam leite) e galinhas 
(que botavam ovos de verdade).” (referência 25), os 
parênteses, de acordo com o contexto, indicam um (a) 
a) intromissão no desfecho da narrativa. 
b) correção de informações equivocadas anteriores. 
c) comentário explicativo acerca dos fatos narrados. 
d) desejo de enfatizar fatos diferentes dos anteriores. 
e) contestação do sentido dicionarizado das palavras. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Mito nº 6
“O certo é falar assim porque se escreve assim”
Diante de uma tabuleta escrita COLÉGIO é provável 
que um pernambucano, lendo-a em voz alta, diga 
CÒlégio, que um carioca diga CUlégio, que um 
paulistano diga CÔlégio. E agora? Quem está certo? 
Ora, todos estão igualmente certos. O que acontece 
é que em toda língua do mundo existe um fenômeno 
chamado variação, isto é, nenhuma língua é falada 
do mesmo jeito em todos os lugares, assim como 
nem todas as pessoas falam a própria língua de modo 
idêntico. Infelizmente, existe uma tendência (mais 
um preconceito!) muito forte no ensino da língua de 
quererobrigar o aluno a pronunciar “do jeito que se 
escreve”, como se essa fosse a única maneira “certa” 
de falar português (Imagine se alguém fosse falar 
12
inglês ou francês do jeito que se escreve!). Muitas 
gramáticas e livros didáticos chegam ao cúmulo de 
aconselhar o professor a “corrigir” quem fala muleque, 
bêjo, minino, bisôro, como se isso pudesse anular 
o fenômeno da variação, tão natural e tão antigo na 
história das línguas. Essa supervalorização da língua 
escrita combinada com o desprezo da língua falada é 
um preconceito que data de antes de Cristo! É claro que 
é preciso ensinar a escrever de acordo com a ortografia 
oficial, mas não se pode fazer isso tentando criar uma 
língua falada “artificial” e reprovando como “erradas” 
as pronúncias que são resultado natural das forças 
internas que governam o idioma. Seria mais justo e 
democrático dizer ao aluno que ele pode dizer BUnito 
ou BOnito, mas que só pode escrever BONITO, porque 
é necessária uma ortografia única para toda a língua, 
para que todos possam ler e compreender o que está 
escrito, mas é preciso lembrar que ela funciona como 
a partitura de uma música: cada instrumentista vai 
interpretá-la de um modo todo seu, particular!
Fonte: BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico: o que é, como 
se faz. 49ª ed. São Paulo: Loyola, 2007, p. 52-53. (adaptado) 
Acesso em: 10 abr. 2018
 
17. (G1 - ifsc) Leia com atenção o excerto a seguir 
assinale a alternativa CORRETA:
“Infelizmente, existe uma tendência (mais um 
preconceito!) muito forte no ensino da língua de 
querer obrigar o aluno a pronunciar “do jeito que se 
escreve”, como se essa fosse a única maneira “certa” 
de falar português [...]”
As aspas possuem diversas funções num texto. No 
trecho, o autor usou aspas na palavra em destaque 
principalmente para: 
a) dar ênfase à palavra usada. 
b) questionar a própria noção do que é considerado 
certo. 
c) deixar claro que a palavra está escrita de modo 
inadequado. 
d) registrar a origem latina da palavra. 
e) deixar claro que, nesse contexto, o significado da 
palavra é seu antônimo. 
 
18. (Enem cancelado) Distantes uma da outra quase 
100 anos, as duas telas seguintes, que integram o 
patrimônio cultural brasileiro, valorizam a cena da 
primeira missa no Brasil, relatada na carta de Pero Vaz 
de Caminha. Enquanto a primeira retrata fielmente a 
carta, a segunda — ao excluir a natureza e os índios — 
critica a narrativa do escrivão da frota de Cabral. Além 
disso, na segunda, não se vê a cruz fincada no altar.
 
Ao comparar os quadros e levando-se em consideração 
a explicação dada, observa-se que 
a) a influência da religião católica na catequização do 
povo nativo é objeto das duas telas. 
b) a ausência dos índios na segunda tela significa que 
Portinari quis enaltecer o feito dos portugueses. 
c) ambas, apesar de diferentes, retratam um mesmo 
momento e apresentam uma mesma visão do fato 
histórico. 
d) a segunda tela, ao diminuir o destaque da cruz, 
nega a importância da religião no processo dos 
descobrimentos. 
e) a tela de Victor Meirelles contribuiu para uma visão 
romantizada dos primeiros dias dos portugueses no 
Brasil. 
 
19. (Enem) 
 
A obra de Joseph Kosuth data de 1965 e se constitui 
por uma fotografia de cadeira, uma cadeira exposta e 
um quadro com o verbete “Cadeira”. Trata-se de um 
exemplo de arte conceitual que revela o paradoxo 
entre verdade e imitação, já que a arte 
13
a) não é a realidade, mas uma representação dela. 
b) fundamenta-se na repetição, construindo variações. 
c) não se define, pois depende da interpretação do 
fruidor. 
d) resiste ao tempo, beneficiada por múltiplas formas 
de registro. 
e) redesenha a verdade, aproximando-se das 
definições lexicais. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Gerundismo - evite esse vício de linguagem
 
 Tanto se tem falado a respeito de gerundismo, 
que já há quem tenha prática sobre o uso do gerúndio. 
Há até quem pergunte se o gerúndio não é mais 
usado ou se é errado o seu emprego. Então, antes que 
se comece a tomar o certo pelo duvidoso e o errado 
pelo certo, vamos nos lembrar de algumas regras 
gramaticais.
 Comecemos pelo significado da palavra 
“gerúndio”. Se procurarmos as definições nas 
gramáticas em uso, encontraremos, geralmente, a 
seguinte explicação: “Gerúndio é uma das formas 
nominais do verbo que apresenta o processo verbal 
em curso e que desempenha a função de adjetivo ou 
advérbio”.
 Ele apresenta-se de duas formas. A simples 
(Ex.: Chegando a hora da largada, a luz verde acendeu) 
e a composta (Ex.: Tendo chegado ao fim da corrida, o 
carro foi recolhido ao boxe).
 O gerúndio expressa uma ação que está em 
curso ou que ocorre simultaneamente ou, ainda, que 
remete a uma ideia de progressão. Sua forma nominal 
é derivada do radical do verbo acrescida da vogal 
temática e da desinência -ndo. Exemplos: comendo; 
partindo.
 Veja, a seguir, o uso do gerúndio na prática:
 E a lama desceu pelo morro, destruindo tudo 
que encontrava pela frente.
 Rindo, ele se lembrava com saudades dos dias 
felizes que tivera.
 Abrindo o laptop, começou a escrever.
 “Caminhando sozinho aquela noite pela praia 
deserta, fiz algumas reflexões sobre a morte” (Erico 
Veríssimo, Solo de Clarineta, p. 12).
 Como vimos nos exemplos, o gerúndio pode 
ser empregado de diferentes maneiras em nossa 
língua sem que tenhamos praticado nenhuma heresia. 
Já com o gerundismo é outra história. Nesse caso, 
trata-se do uso inadequado do gerúndio. Um vício de 
linguagem que se alastrou de modo tão corriqueiro e 
insistente que até já virou piada.
 Então, se você usa expressões como: “Vou estar 
pesquisando seu caso” ou “Vou estar completando sua 
ligação”, mude imediatamente sua fala para: “Vou 
pesquisar seu caso” e “Vou completar sua ligação”. 
Note que, nos dois casos, você passa a usar somente 
duas formas verbais (“vou” + “pesquisar” ou “vou” 
+ “completar”) no lugar de três. Além disso, a ideia 
temporal a ser transmitida é a de futuro e não de 
presente em curso.
 O gerundismo, portanto, é uma mania que 
peca pelo excesso, pela inadequação do verbo, que 
ocorre ao transformarmos, desnecessariamente, um 
verbo conjugado em um gerúndio.
(Fonte: UOL. Adaptado. Disponível em: <https://educacao.uol.com.
br/disciplinas/portugues/gerundismo-evite-esse-vicio-de-linguagem.
htm> Acesso em: 20 jan. 2019). 
20. (G1 - ifmt) A partir da leitura do texto “Gerundismo 
- evite esse vício de linguagem”, marque a alternativa 
correta. 
a) O equívoco das pessoas consiste em usar o gerúndio 
de maneiras diversas, sendo que há apenas uma forma 
gramaticalmente correta de fazer seu uso. 
b) Gerúndio e gerundismo são a mesma coisa e os dois 
são considerados vícios de linguagem. 
c) Gerúndio é uma forma inadequada de usar o verbo. 
d) O gerundismo é considerado um vício de linguagem 
e deve ser evitado. 
e) O gerúndio e o gerundismo fazem uso exatamente 
dos mesmos tempos verbais, mas o gerundismo é 
considerado errado pelo uso excessivo de verbos em 
sua forma. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Quando pensamos em EXPERIÊNCIAS ESTUDANTIS 
NO EXTERIOR, automaticamente relacionamos o 
tema aos melhores aspectos positivos possíveis, como 
a vivência na língua, na cultura, na culinária, entre 
outros. Contudo, há outros aspectos relevantes – 
positivos e negativos – que a atividade deseja também 
abordar. Somos seres humanos em construção e 
interligados pela intensa globalização do século XXI. 
Assim, a escolha desse tema se dá pelo desejo de 
acrescentar reflexões importantes ao cotidiano de 
nossos jovens estudantes.
Texto
Relato de experiência
 Meu nome é Rafael Lemos da Silva e eu estudo 
Relações Internacionais na Universidade Federal de 
14
Santa Maria (UFSM). No segundo semestre de 2015, 
eu decidi fazer um intercâmbio acadêmico para a 
Universidade da Flórida (UF), tendo em vista que o 
meu curso requer uma experiência internacional. O 
meu intercâmbio acadêmico foi incrível, porque foi a 
primeiravez que eu fui para outro país. O intercâmbio 
possibilitou o exercício diário do inglês e do espanhol. 
Por outro lado, inicialmente eu achei difícil me adaptar 
à cultura estadunidense, porque eles não gostam de 
contato físico e costumam ser extremamente diretos 
em suas conversações. Além disso, existe uma cultura 
favorável ao consumo de fast food, o que prejudicou a 
minha saúde. (...)
 As minhas aulas foram sensacionais! Meus 
professores eram especialistas nos assuntos tratados 
em aula e tinham diversos livros publicados sobre os 
mesmos, o que enriquecia a aprendizagem. A estrutura 
das aulas era completamente diferente, porque eu 
tinha a mesma matéria três vezes por semana durante 
50 minutos, fazendo com que o professor sintetizasse 
a matéria e com que a disciplina cobrisse mais tópicos. 
As aulas eram dialogadas e muitos professores 
atribuíam uma nota considerável para a participação 
em sala de aula. Ademais, eu tinha cerca de 500 
páginas em inglês para ler todas as semanas para as 
minhas aulas.
 Um fator impressionante foi a infraestrutura 
da Universidade da Flórida. A universidade ocupa 
quase metade da cidade de Gainesville, na Flórida. 
Eu morei em uma república dentro da universidade 
e dividia o meu quarto com um americano. Eu 
geralmente passava mais tempo na biblioteca da 
universidade que possuía uma infraestrutura incrível. 
As bibliotecas ficavam abertas 24 horas por dia para 
estimular o estudo por parte dos alunos e eles tinham 
uma loja do Starbucks dentro da própria biblioteca.
 As universidades estadunidenses costumam 
incentivar atividades internas para os seus 
estudantes. Por exemplo, durante o meu intercâmbio 
a Universidade da Flórida promoveu cerca de cinco 
shows com artistas americanos como T.I. e Andy 
Grammer. Além disso, a Universidade da Flórida 
costumava promover palestras sobre temas como 
a violência policial e convidava personalidades 
estadunidenses influentes nessas questões. (...)
(Fonte: https://www.ufsm.br/oraaos-de-apoio/sai/relatos-de-
exDeriencia-no-exterior/. Acessado em: 02/09/2020)
Observação: por se tratar de um relato de experiência 
publicado no blog (ambiente informal) da Universidade 
Federal de Santa Maria, o texto apresenta desvios quanto 
à norma-padrão. 
21. (G1 - cmrj) Dos aspectos negativos apresentados 
pelo relato de experiência do aluno Rafael Lemos da 
Silva, pode-se deduzir que 
a) a adaptação à cultura do outro requer flexibilidade e 
tolerância do candidato ao intercâmbio. 
b) o distanciamento familiar é fator preponderante 
para a decisão do estudante em se aperfeiçoar no 
exterior. 
c) o consumo de comidas industrializadas impede a 
plena e satisfatória adaptação do discente. 
d) o exercício constante de diversos idiomas dificulta a 
experiência internacional. 
e) a ausência de objetividade no trato diário favorece o 
intercâmbio acadêmico. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Xote Ecológico 
Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar
E se plantar não nasce, se nascer não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar 
Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar
E se plantar não nasce, se nascer não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar 
Cadê a flor que estava aqui?
Poluição comeu
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde é que está?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu 
GONZAGA, Luiz. Disponível em: <https://www.letras.mus.br/luiz-
gonzaga/295406/>. Acesso em: 08 maio 2019.
 
22. (G1 - ifpe) Em relação ao texto Xote Ecológico, é 
CORRETO afirmar que 
a) seu objetivo é permitir a reflexão acerca dos danos 
que o homem causa ao ambiente em que vive. 
b) critica o fato de o homem ser impedido de realizar 
suas atividades normais em virtude de o ambiente 
negar-lhe as condições. 
c) responsabiliza a poluição existente pelos danos 
causados à vida humana, visto que o homem não 
15
é responsável por ela, embora seja o principal 
prejudicado. 
d) a repetição de perguntas demonstra que o eu lírico 
busca encontrar as respostas que ainda não tem. 
e) trata a questão levantada demonstrando esperança 
em relação à mudança no tratamento destinado ao 
meio ambiente. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
 
23. (G1 - col. naval) Assinale a opção que expressa a 
mesma ideia presente no texto. 
a) Quem gosta de ler não morre só. (Ariano Suassuna) 
b) Creio que uma forma de felicidade é a leitura. (Jorge 
L. Borges) 
c) Ler é viver mil vidas diferentes em uma única 
existência.(André Segalla) 
d) Uma boa leitura dispensa com vantagem a 
companhia de pessoas frívolas. (Marquês de Maricá) 
e) Ler é como não haver morrido. (Carlos Skliar) 
 
24. (Unifesp) Leia o poema Prece, de Fernando Pessoa.
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.
Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.
Dá o sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia –,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância –
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
(Fernando Pessoa. Mensagem, 1995.)
Extraído do livro Mensagem, o poema pode ser 
considerado nacionalista, na medida em que o eu 
lírico 
a) apresenta Portugal como uma nação decadente, que 
não faz jus ao seu passado de heroísmo e glórias. 
b) inspira-se no passado de heroísmo do povo 
português que, no presente, já não acredita na sua 
história. 
c) busca reviver o sonho de uma da nação grandiosa, 
cantando um Portugal almejado por seus feitos 
gloriosos. 
d) reconhece o desejo de o povo português glorificar 
seus heróis, o que não foi possível até o seu presente. 
e) descreve o Portugal de seu tempo como uma nação 
gloriosa e marcada por histórias de heroísmo. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia o poema de Fernando Pessoa.
Cruz na porta da tabacaria!
Quem morreu? O próprio Alves? Dou
Ao diabo o bem-’star que trazia.
Desde ontem a cidade mudou.
Quem era? Ora, era quem eu via.
Todos os dias o via. Estou
Agora sem essa monotonia.
Desde ontem a cidade mudou.
Ele era o dono da tabacaria.
Um ponto de referência de quem sou.
Eu passava ali de noite e de dia.
Desde ontem a cidade mudou.
Meu coração tem pouca alegria,
E isto diz que é morte aquilo onde estou.
Horror fechado da tabacaria!
Desde ontem a cidade mudou.
Mas ao menos a ele alguém o via,
Ele era fixo, eu, o que vou,
Se morrer, não falto, e ninguém diria:
Desde ontem a cidade mudou.
(Obra poética, 1997.) 
25. (Unifesp) No poema, o eu lírico sente-se 
a) desorientado e melancólico. 
b) desamparado e entediado. 
c) nostálgico e orgulhoso. 
d) perplexo e eufórico. 
e) aliviado e resignado. 
16
26. (G1 - cmrj) 
 
Entre o primeiro e último quadros, desenvolve-se uma 
concreta troca afetiva.
Analisando-se os elementos não verbais, aqueles que 
MELHOR representam a empatia são 
a) a tesoura e o cabelo curto. 
b) cortar o cabelo e ceder o boné. 
c) olhar pensativamente e ficar feliz. 
d) o sorriso da família e o cabelo curto. 
e) o olhar pensativo e o longínquo corredor. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leusipo perguntou o que eu tinha ido fazer na aldeia. 
Preferi achar que o tom era amistoso e, no meu 
paternalismo ingênuo, comecei a lhe explicar o que era 
um romance. Eu tentava convencê-lo de que não havia 
motivo para preocupação. Tudo o que eu queria saber 
já era conhecido. E ele me perguntava: “Então, porque 
você quer saber, se já sabe?” Tentei lhe explicar que 
pretendia escrever um livro e mais uma vez o que era 
um romance, o que era um livro de ficção (e mostrava 
o que tinha nas mãos), que seria tudo historinha, 
sem nenhuma consequência na realidade. Ele seguia 
incrédulo. Fazia-se de desentendido, mas na verdade 
só queria me intimidar. As minhas explicações sobre 
o romance eram inúteis.Eu tentava dizer que, para os 
brancos que não acreditam em deuses, a ficção servia 
de mitologia, era o equivalente dos mitos dos índios, 
e antes mesmo de terminar a frase, já não sabia se o 
idiota era ele ou eu. Ele não dizia nada a não ser: “O 
que você quer com o passado?”. Repetia. E, diante da 
sua insistência bovina, tive de me render à evidência 
de que eu não sabia responder à sua pergunta.
Bernardo Carvalho, Nove Noites. Adaptado. 
27. (Fuvest) As respostas do narrador às perguntas de 
Leusipo são uma tentativa de disfarçar o caráter 
a) fabular do romance, inspirado nas lendas e tradições 
dos Krahô. 
b) investigativo do romance, embasado em 
testemunhos dos Krahô. 
c) político do romance, a respeito das condições de 
vida dos Krahô. 
d) etnográfico do romance, através do registro da 
cultura dos Krahô. 
e) biográfico do romance, relatando sua vivência junto 
aos Krahô. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
O Cão e o Lobo
 Um lobo muito magro e faminto, todo pele e ossos, pôs-
se um dia a filosofar sobre as tristezas da vida. E nisso 
estava quando lhe surge pela frente um cão — mas um 
cão e tanto, gordo, forte, de pelo fino e lustroso.
Espicaçado pela fome, o lobo teve ímpeto de atirar-se a 
ele. A prudência, entretanto, cochichou-lhe ao ouvido: 
“Cuidado! Quem se mete a lutar com um cão desses sai 
perdendo”.
O lobo aproximou-se do cão com toda a cautela e disse:
— Bravos! Palavra de honra que nunca vi um cão mais 
gordo nem mais forte. Que pernas rijas, que pelo 
macio! Vê-se que o amigo se trata...
— É verdade! — respondeu o cão. Confesso que tenho 
tratamento de fidalgo. 1Mas, amigo lobo, suponho que 
você pode levar a mesma boa vida que levo.
¯ Como?
17
2— Basta que abandone esse viver errante, esses 
hábitos selvagens e se civilize, como eu.
— Explique-me lá isso por miúdo, pediu o lobo com um 
brilho de esperança nos olhos.
— É fácil. Eu apresento você ao meu senhor. Ele, está 
claro, simpatiza-se e dá a você o mesmo tratamento 
que dá a mim: bons ossos de galinha, nacos de carne, 
um canil com palha macia. Além disso, agrados, mimos 
a toda hora, palmadas amigas, um nome.
3— Aceito! — respondeu o lobo. Quem não deixará uma 
vida miserável como esta por uma de regalos assim?
— Em troca disso — continuou o cão — você guardará o 
terreiro, não deixando entrar ladrões nem vagabundos. 
Agradará ao senhor e à sua família, sacudindo a cauda 
e lambendo a mão de todos.
4— Fechado! — resolveu o lobo e emparelhando-se com 
o cachorro partiu a caminho da casa. 5Logo, porém, 
notou que o cachorro estava de coleira.
— Que diabo é isso que você tem no pescoço?
— É a coleira.
— E para que serve?
— Para me prenderem à corrente.
— Então não é livre, não vai para onde quer, como eu?
— Nem sempre. Passo às vezes vários dias preso, 
conforme a veneta do meu senhor. Mas que tem isso, 
se a comida é boa e vem à hora certa?
O lobo entreparou, refletiu e disse:
— Sabe do que mais? Até logo! Prefiro viver magro e 
faminto, porém livre e dono do meu focinho, a viver 
gordo e liso como você, mas de coleira ao pescoço. 
Fique-se lá com a sua gordura de escravo que eu me 
contento com a minha magreza de lobo livre.
E afundou no mato.
LOBATO, Monteiro, in Fábulas: O Cão e o Lobo. Brasiliense, São Paulo, 
2002, p. 29.Fonte da imagem Disponível: <http://www.iejusa.com.
br/mundoinfantil/fabulasbrasileiras.php>. Acesso em 04 de out. de 
2019.
28. (G1 - cmrj) Uma das condições para que o lobo 
seja aceito na casa do dono do cão é “civilizar-se”. De 
acordo com o texto, isso significa que o lobo deveria 
a) renunciar à servidão. 
b) levar uma vida nômade. 
c) ser dócil para com todos. 
d) abandonar hábitos originais. 
e) conciliar floresta com espaço urbano. 
29. (G1 - cmrj) TEXTO I
Casamento
Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como ‘este foi difícil’
‘prateou no ar dando rabanadas’
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.
(PRADO, Adélia. Terra de Santa Cruz, Rio de Janeiro: Record, 2006. 
p. 25.)
TEXTO II
A despedideira
Há mulheres que querem que o seu homem seja o Sol. 
O meu quero-o nuvem. Há mulheres que falam na 
voz do seu homem. O meu que seja calado e eu, nele, 
guarde meus silêncios. Para que ele seja a minha voz 
quando Deus me pedir contas. [...]
Há muito tempo, me casei, também eu. Dispensei uma 
vida com esse alguém. Até que ele foi. Quando me 
deixou, já não me deixou a mim. Que eu já era outra, 
habilitada a ser ninguém. Às vezes, contudo, ainda me 
adoece uma saudade desse homem. Lembro o tempo 
em que me encantei, tudo era um princípio. Eu era 
nova, dezanovinha.
1Quando ele me dirigiu palavra, nesse primeiríssimo 
dia, dei conta de que, até então, nunca eu tinha falado 
com ninguém. O que havia feito era comerciar palavra, 
em negoceio de sentimento. Falar é outra coisa, é essa 
ponte sagrada em que ficamos pendentes, suspensos 
sobre o abismo. Falar é outra coisa, vos digo. Dessa vez, 
com esse homem, na palavra eu me divinizei. Como 
perfume em que perdesse minha própria aparência. 
Me solvia na fala, insubstanciada.
Lembro desse encontro, dessa primogênita primeira 
vez. Como se aquele momento fosse, afinal, toda 
18
minha vida. Aconteceu aqui, neste mesmo pátio em 
que agora o espero. Era uma tarde boa para gente 
existir. O mundo cheirava a casa. O ar por ali parava. A 
brisa sem voar, quase nidificava. Vez voz, os olhos e os 
olhares. Ele, em minha frente todo chegado como se a 
sua única viagem tivesse sido para a minha vida.
No entanto, algo nele aparentava distância. [...]
Nesse mesmo pátio em que se estreava meu coração 
tudo iria, afinal, acabar. Porque ele anunciou tudo 
nesse poente. Que a paixão dele desbrilhara. Sem 
mais nada, nem outra mulher havendo. Só isso: a 
murchidão do que, antes, florescia. [...] O único intruso 
era o tempo, que nossa rotina deixara crescer e pesar.
[...] Deixem-me agora evocar, aos goles de lembrança. 
Enquanto espero que ele volte, de novo, a este pátio. 
Recordar tudo, de uma só vez, me dá sofrimento. 
Por isso, vou lembrando aos poucos. Me debruço na 
varanda e a altura me tonteia. Quase vou na vertigem. 
Sabem o que descobri? Que minha alma é feita de 
água. Não posso me debruçar tanto. Senão me entorno 
e ainda morro vazia, sem gota.
Porque eu não sou por mim. Existo refletida, ardível 
em paixão. Como a lua: o que brilho é por luz de outro. 
A luz desse amante, luz dançando na água. Mesmo 
que surja assim, agora, 30 distante e fria. Cinza de um 
cigarro nunca fumado.
Pedi-lhe que viesse uma vez mais. Para que, de novo, 
se despeça de mim. E passados os anos, tantos que 
já nem cabem na lembrança, eu ainda choro como 
se fosse a primeira despedida. Porque esse adeus, só 
esse aceno é meu, todo inteiramente meu. Um adeus à 
medida de meu amor.
[...] Toda a vida acreditei: amor é os dois se duplicarem 
em um. Mas hoje sinto: ser um é ainda muito. De mais. 
Ambiciono, sim, ser o múltiplo de nada, Ninguém no 
plural.
Ninguéns.
(COUTO, Mia. O fio das missangas. São Paulo: Companhia das Letras, 
2009. p.51-54.)
Tanto no poema de Adélia Prado quanto no conto 
de Mia Couto, a expressão “primeira vez” remete a 
momentos felizes:
“O silêncio de quando nos vimos a primeira vez / 
atravessa a cozinha como um rio profundo” (Texto II, 
v. 11 e 12)
“Quando ele me dirigiu palavra, nesse primeiríssimo 
dia, dei conta de que, até então, nunca eu tinha falado 
com ninguém. [...] Dessa vez, com esse homem, na 
palavra eu me divinizei. [...] Lembro desse encontro, 
dessa primogênita primeira vez”. (Texto III, ref. 1)
O silêncio (Texto I) e a palavra (Texto II), tãomarcantes 
no primeiro encontro de cada casal, remetem, 
respectivamente à ideia de 
a) insolência e opressão. 
b) inquietude e comoção. 
c) intimidade e nostalgia. 
d) indiferença e alienação. 
e) intolerância e abnegação. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
30. (G1 - ifce) A expressão “sendo assim” é usada no 
texto 
a) para introduzir a explicação sobre a visibilidade dos 
cursos preparatórios anunciados. 
b) para anunciar a conclusão sobre a decisão de lançar 
cursos preparatórios. 
c) para relacionar as informações sobre os aspectos 
positivos do serviço ofertado e a informação sobre o 
lançamento desse mesmo serviço. 
d) como equivalência à locução conjuntiva “assim 
como”. 
e) para expor a justificativa acerca da relevância dos 
cursos preparatórios. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
 
19
Exposição virtual conta a história das grandes 
invenções da Humanidade
Projeto reúne mais de 200 mil imagens, vídeos e registros 
históricos; aplicativo usa realidade aumentada para 
explicar Big Bang
 RIO – Em 1608, o alemão Hans Lippershey 
apresentou um pedido de patente para uma lente 
capaz de “ver coisas distantes como se estivessem 
próximas”. O pedido foi negado, mas a notícia da 
invenção se espalhou pela Europa e, no ano seguinte, 
o italiano Galileu Galilei mirou essa lente melhorada 
para o céu, descobriu luas em Júpiter e crateras 
na Lua, dando início à astronomia observacional. 
Quatro séculos depois, telescópios estão no espaço, 
observando galáxias a bilhões de anos-luz de distância. 
Essa é uma das histórias reunidas pelo projeto “Once 
Upon a Try“, desenvolvido pelo Google Arts & Culture 
com 110 museus e instituições científicas ao redor do 
mundo.
 Trata-se da maior exibição virtual sobre a 
inovação e a inventividade humana. São quase 400 
exposições virtuais, com mais de 200 mil imagens, 
vídeos e registros históricos, como a coleção, inédita 
na internet, de cem cartas enviadas por Albert Einstein 
a cientistas franceses, mantidas pela prestigiada 
Académie dês Sciences francesa. Da Nasa, uma 
plataforma de aprendizado de máquina oferece uma 
nova forma de explorar um arquivo com mais de 127 
mil imagens espaciais.
 – Nós trabalhamos nesse projeto por mais 
de dois anos – contou Luisella Mazza, diretora 
de operações do Google Cultural Institute. – A 
curadoria das exposições foi feita pelas instituições 
parceiras, sem ingerência do Google Arts & Culture. 
As instituições decidiram, de forma autônoma, as 
imagens, as histórias e as invenções que fazem parte 
dessa mostra.
 Coube ao Google o apoio com tecnologia, como 
no desenvolvimento do aplicativo “Big Bang AR”, que 
explica o surgimento e a evolução do universo com 
realidade aumentada. O conteúdo foi desenvolvido 
por físicos da Organização Europeia para a Pesquisa 
Nuclear, conhecida pela sigla Cern, e coloca, 
literalmente, o evento do Big Bang na palma da mão 
dos usuários.
 1Modernas técnicas de digitalização foram 
empregadas para transformar em pixels o Mapa de 
Juan de la Cosa, considerado o mais antigo registro do 
Novo Mundo. Pintado a mão num pergaminho, o mapa 
ilustra as terras descobertas no continente americano 
até o fim do século XV, por expedições espanholas, 
inglesas e portuguesas. 2A partir de agora, ele estará 
disponível, em altíssima resolução, aos visitantes da 
mostra “Once Upon a Try“.
 – O primeiro mapa das Américas, feito no 
início do século XVI, foi digitalizado com a tecnologia 
gigapixel – explicou Luisella. – É uma câmera muito 
especial, que permite tirar fotos em altíssima 
resolução, de até 2 bilhões de pixels, de forma muito 
rápida e intuitiva.
 O foco do projeto está nas grandes descobertas 
e invenções, mas também há espaço para inventos 
específicos, como a chuteira de futebol. Em parceria 
com o Museu do Futebol, a exposição traça a história 
de um simples calçado que está nos pés das estrelas 
do esporte mais popular do planeta, além de contar 
como foi a adaptação da chuteira em terras brasileiras.
 O “Once Upon a Try” também oferece passeios 
virtuais, com o Google Street View, em instalações 
como a Estação Espacial Internacional e o Grande 
Colisor de Hádrons do Cern, a maior máquina já 
construída pelo homem. O túnel que se estende por 27 
quilômetros na fronteira da França com a Suíça ficou 
mundialmente conhecido por comprovar, em 2012, a 
existência do bóson de Higgs, a partícula de Deus.
Adaptado de: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/
exposicao-virtual-conta-historia-das-grandes-invencoes-da-
humanidade-23500843, acesso em 06SET2020, às 16:28. 
31. (G1 - cmrj) Após a leitura e interpretação do texto, 
assinale a alternativa correta. 
a) O autor, ao mencionar as invenções de Galileu Galilei, 
direciona seu texto aos astrônomos e estudantes de 
astronomia. 
b) O jornalista foca seu texto em tecnologias que, na 
verdade, tornaram-se obsoletas. 
c) O texto discorre sobre a maior exibição virtual sobre 
a inovação e a inventividade humana. 
d) A reportagem se prende mais a ideias e 
possibilidades do que à realidade científica do mundo 
contemporâneo. 
e) O texto limita-se a apresentar informações sobre 
uma exposição a respeito de invenções e projetos 
científicos de Galileu Galilei e Albert Einstein. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
 Quando pensamos em EXPERIÊNCIAS 
ESTUDANTIS NO EXTERIOR, automaticamente 
relacionamos o tema aos melhores aspectos positivos 
possíveis, como a vivência na língua, na cultura, na 
culinária, entre outros. Contudo, há outros aspectos 
relevantes – positivos e negativos – que a atividade 
deseja também abordar. Somos seres humanos em 
construção e interligados pela intensa globalização 
do século XXI. Assim, a escolha desse tema se dá 
20
pelo desejo de acrescentar reflexões importantes ao 
cotidiano de nossos jovens estudantes.
Texto 
Brasileira ganha bolsa para estudar em Harvard
Uma gonçalense de 18 anos é a única estudante brasileira 
aprovada para estudar na Universidade de Harvard, nos 
EUA, este ano. E com bolsa integral.
 Uma gonçalense de 18 anos é a única estudante 
brasileira aprovada para estudar na Universidade 
de Harvard, no EUA, este ano. E com bolsa integral. 
A façanha de Flávia Medina da Cunha é considerada 
tão especial que será tema de palestra de orientadores 
educacionais, nesta quarta-feira de manhã (19 de 
agosto de 2009), no auditório do Colégio Militar do 
Rio de Janeiro. Na mesma época dos exigentes exames 
para Harvard, ela passou nos vestibulares da UFRJ, 
UFF e UERJ e na prova de admissão da Academia da 
Força Aérea (AFÃ). "Estudei tantas horas que perdi 
a conta de quantas", confessa Flávia, que vai cursar 
Engenharia Química. Ela já havia começado o curso na 
UFRJ.
 Fã da obra de Machado de Assis, ela precisou 
se debruçar sobre livros especializados na cultura 
norte-americana. Flávia obteve ainda 90% de bolsa 
na Universidade da Pensilvânia. "Fiquei na lista 
de esperada Yale University, Duke University, Rice 
University e Tufts", enumerou Flávia, cujos dois 
irmãos estudam na Escola Naval. Os pais, que são 
professores, estão orgulhosos, mas não escondem 
a preocupação. "O coração está apertado, mas ela 
é perseverante e carismática", conta a mãe, Gilza 
da Cunha, 57 anos. Em Harvard, a estudante terá 
alojamento, refeição e receberá US$ 3mil (R$ 5,3 
mil) por mês, além da oportunidade de emprego no 
campus. Flávia embarca hoje à noite no voo 860 da 
United Airlines. Na bagagem, a bandeira do Brasil e 
a medalha de Santo António. No coração, a saudade 
de casa. "Não vou chorar", avisa Flávia. "Muita gente 
sonha em ir à Disney e realiza o sonho. Por que não 
sonhar em aprimorar os conhecimentos no exterior?", 
lança o desafio o gerente de pesquisas do escritório da 
Harvard no Brasil, Tomás Amorim. (...)
(Adaptado de https://www.mundovestibular.com.br/vestibular/
noticias/brasileira-ganha-bolsa-para-estudar-em-han/ard/. 
Acessado em: 02/09/2020) 
32. (G1 - cmrj) O texto reporta a façanha da aluna 
Flávia Medina da Cunha em ter múltiplasaprovações 
em vestibulares por meio de sua intensa aplicação 
aos estudos. Pode-se afirmar que, além deste objetivo, 
outro importante propósito comunicativo desse texto 
apresentado pelo 2º parágrafo é o de 
a) demonstrar que sonhos podem ser realizados e 
devem ser focados, como o de atingir altos ganhos 
materiais. 
b) convencer o leitor a estudar em universidades 
no exterior por terem exames mais exigentes e que 
causam maior orgulho. 
c) apresentar a importância da dedicação persistente 
aos estudos como forma de sucesso intelectual e 
posterior sucesso no mercado de trabalho. 
d) descrever a infraestrutura proporcionada pela 
Universidade de Harvard à estudante brasileira, como 
a presença de alojamento e refeição. 
e) detalhar os sentimentos envolvidos com a partida 
da aluna, como saudade, orgulho e preocupação. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
COMO SERÁ A ALIMENTAÇÃO DOS HUMANOS NO 
FUTURO?
Adaptado de Maria Luciana Rincon
Com o aumento da população mundial, a redução de 
recursos e mudanças na dieta, muita gente prevê que 
no futuro a humanidade enfrentará uma competição 
por alimentos sem precedentes. Aliás, segundo os 
mais fatalistas, se as coisas continuarem como estão, 
por volta do ano 2050 seremos testemunhas de uma 
onda de fome que poderá afetar todo o planeta.
Algumas estimativas apontam que dentro de apenas 
uma ou duas gerações a população mundial terá 
aumentado em alguns bilhões de habitantes, e boa 
parte dessa gente toda se concentrará em grandes 
centros urbanos. Assim, além da falta de recursos 
naturais, é preciso encontrar formas de fazer com que 
os alimentos cheguem até essas áreas e supram as 
necessidades de todos.
Por sorte, já existem cientistas quebrando a cabeça 
para encontrar soluções para a iminente crise de 
alimentos, apostando na tecnologia e na ciência 
para isso. Uma saída talvez seja uma mudança na 
dieta e, para Richard Archer, um desses cientistas 
preocupados, dentro de um período de 25 anos, a 
alimentação humana se baseará principalmente em 
produtos altamente processados e — diferente dos 
itens disponíveis hoje em dia — nutricionalmente 
equilibrados.
1Segundo Archer, além de nutritivos, os alimentos 
processados podem ser preservados por mais tempo, 
além de serem mais facilmente transportados. Contudo, 
antes que eles substituam os alimentos atuais, alguns 
problemas precisam ser contornados. Atualmente, 
quando falamos em produtos processados, logo 
imaginamos alimentos recheados de gordura, sal e 
21
açúcar. As opções mais equilibradas existem, mas não 
agradam ao paladar dos consumidores pela falta de 
sabor.
Assim, um dos maiores desafios da indústria de 
alimentos é encontrar formas de desenvolver 
produtos processados que sejam saudáveis e também 
saborosos. Outro problema para o futuro é o consumo 
de carne vermelha. Segundo Archer, a produção atual 
já é vista como cara e ineficiente e, no futuro, com a já 
prevista escassez de água e espaço para o cultivo, esses 
produtos se tornarão economicamente inviáveis.
Desta forma, o consumo de carnes se limitará a 
quantidades cada vez mais reduzidas, dando lugar à 
ingestão de proteína animal misturada à proteína de 
origem vegetal e outros ingredientes que garantirão o 
sabor e o valor nutricional dos alimentos.
2Outra tendência apontada por Archer será o emprego 
de equipamentos 3D para imprimir refeições e, de 
acordo com o cientista, esses dispositivos permitirão 
que os usuários fabriquem suas criações culinárias 
e comidas que nem sequer existem ainda. Além 
disso, ele prevê o desenvolvimento de tecnologias 
que permitam criar ingredientes livres de calorias 
e que possam encapsular, cobrir, proteger e liberar 
nutrientes e compostos alimentares bioativos.
E, segundo Archer, as mudanças na dieta não se 
limitarão apenas aos humanos, pois, conforme 
explicou, animais como frangos e peixes poderão 
ser alimentados com algas e insetos cultivados 
industrialmente.
Entretanto, apesar de todo esse otimismo com 
respeito às soluções para o futuro, 3com uma 
população mundial cada vez mais urbana e ávida por 
comodidades, suprir a necessidade de toda essa gente 
— e ao mesmo tempo atender os gostos de todo mundo 
— não será uma tarefa nada fácil.
 
Disponível:<https://www.megacurioso.com.br/
sustentabilidade/44765-como-sera-a-alimentacao-dos-humanos-no-
futuro.htm>. Acesso em 04 de out. de 2019 
33. (G1 - cmrj - Adaptada) Uma preocupação 
semelhante entre o texto publicitário a seguir e o texto 
de Maria Luciana Rincón é
a) o incentivo ao consumo de orgânicos. 
b) a inovação de tecnologias de produção. 
c) a importância da produção de proteína animal. 
d) a força da imagem na comercialização de alimentos. 
e) o cuidado do consumidor com produtos processados. 
 
34. (Enem digital) Ponto morto
A minha primeira mulher
se divorciou do terceiro marido.
A minha segunda mulher
acabou casando com a melhor amiga dela.
A terceira (seria a quarta?)
detesta os filhos do meu primeiro casamento.
Estes, por sua vez, não suportam os filhos
do terceiro casamento da minha primeira mulher.
Confesso que guardo afeto pelas minhas ex-sogras.
Estava sozinho
quando um dos meus filhos acenou para mim no
meio do engarrafamento.
A memória demorou para engatar seu nome.
Por segundos, a vida parou em ponto morto.
MASSI, A. A vida errada. Rio de Janeiro: 7Letras, 2001.
No poema, a singularidade da situação representada é 
efeito da correlação entre 
a) a dissipação das identidades e a circulação de 
sujeitos anônimos. 
b) as relações familiares e a dinâmica da vida no 
espaço urbano. 
c) a constatação da incomunicabilidade e a solidão 
humana. 
22
d) o trânsito caótico e o impedimento à expressão 
afetiva. 
e) os lugares de parentesco e o estranhamento social. 
 
35. (G1 - cps) Biopirataria é crime. Ela consiste na 
apropriação indevida de recursos da biodiversidade 
para uso científico ou biotecnológico.
Não bastasse a apropriação de recursos da 
biodiversidade, a biopirataria praticada em território 
brasileiro também se apropria de conhecimentos 
acumulados por comunidades tradicionais, como a 
medicina da floresta e as práticas da cultura indígena.
No Brasil, a biopirataria é praticada desde a época do 
Descobrimento, quando recursos biológicos do país já 
eram levados para outros continentes. O exemplo mais 
conhecido é o próprio pau-brasil, cuja exploracao no 
período colonial foi responsável por devastar um dos 
maiores biomas brasileiros: a Mata Atlântica.
Podemos encontrar alguns exemplos clássicos da 
biopirataria no Brasil. Um deles diz respeito ao 
cupuaçu, que por pouco não se tornou patente de 
uma empresa japonesa — o que so não ocorreu devido 
à mobilização nacional e internacional que forçou o 
governo japonês a desistir da patente. O mesmo não 
pode ser dito da patente do princípio ativo contido no 
veneno da jararaca, ainda pertencente a uma empresa 
estadunidense que, na década de 1970, desenvolveu 
um remédio usado no tratamento de hipertensão 
arterial.
Outro caso é o conhecimento indígena sobre o veneno 
do sapo verde, que gerou dez patentes para indústrias 
farmacêuticas e nenhum retorno financeiro aos índios 
da Amazônia.
<https://tinyurl.com/y8heaay5> Acesso em: 27.01.2019. Adaptado.
De acordo com o texto, podemos afirmar corretamente 
que a biopirataria 
a) teve início com o surgimento e a expansão de 
indústrias farmacêuticas no mundo. 
b) contribuiu indiretamente para o extermínio do 
vírus que causa a hipertensão arterial. 
c) se apossa indevidamente dos conhecimentos 
acumulados por comunidades tradicionais. 
d) provocou o incremento das importações brasileiras 
do cupuaçu cultivado no Japão. 
e) é permitida pelo poder público que fiscaliza, 
autoriza e incentiva sua prática. 
36. (G1 - cps) Leia a charge.
 A charge de Ziraldo foi publicada na década de 1970 e, 
apesar da diferença histórico-cultural com o contexto 
atual, é possível apreender seu efeito de humor.
A expressão responsável pela construçãodo humor no 
texto é 
a) “não pago!”, repetida exaustivamente pela 
personagem com o intuito de criar, dessa forma, um 
eufemismo. 
b) “Contra tudo e contra todos”, passagem generalizante 
e imprópria ao contexto humorístico, trata-se de uma 
ironia. 
c) “paga ICM! Corro pra lá: Olha o fiscal me cobrando...”, 
passagem composta por verbos que se contradizem, 
formando, portanto, um paradoxo. 
d) “herói cobrado retumbante”, devido à sua 
semelhança sonora com um conhecido verso do Hino 
Nacional Brasileiro, configurando uma paronomásia. 
e) “Heroicamente! Denodadamente! Como um mártir”, 
expressões usadas para atingir a autoestima da 
personagem; trata-se de uma preterição. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
O bicho 
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos. 
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade. 
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato. 
O bicho, meu Deus, era um homem. 
BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 20ª ed. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 1993.
23
37. (G1 - cmrj) A questão central que o poeta levanta 
consiste no/na 
a) abandono de animais nas ruas. 
b) acúmulo de lixo nas grandes cidades. 
c) consumo de alimentos sem valor nutricional. 
d) desequilíbrio das condições de acesso ao alimento. 
e) desafio de garantir a saúde por meio de práticas de 
higiene. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia o texto abaixo para responder à(s) questão(ões) a 
seguir.
O drama de Juan e das centenas de crianças 
venezuelanas que cruzam sozinhas a fronteira com o 
Brasil
Nathalia Passarinho - BBC News Brasil em Londres
09 de setembro de 2019
[...]
Juan foi encontrado vagando pelas ruas de Pacaraima, 
após cruzar a fronteira "sozinho e faminto", segundo 
relatório da equipe que atendeu a criança. Um senhor 
venezuelano o resgatou, deu abrigo e comida por uma 
noite e levou o menino ao centro de triagem, onde 
defensores públicos da União entrevistam e analisam 
cada caso de criança e adolescente que chega ao Brasil.
Encaminhado depois ao Conselho Tutelar de 
Pacaraima, o menino foi reconhecido por uma 
conselheira que confirmou que ele tentava migrar 
sozinho para o Brasil pela segunda vez, "pedindo 
ajuda para fugir dos maus-tratos dos pais".
Na primeira tentativa, foi devolvido à Venezuela e 
encaminhado ao Conselho Tutelar da cidade de Santa 
Elena, após os conselheiros venezuelanos garantirem 
às autoridades brasileiras que ele seria encaminhado 
para um abrigo.
Pelo visto, foi devolvido aos pais e à vida na rua.
"Observa-se inúmeras marcas no corpo da criança e ele 
afirma que são todas causadas pelas agressões físicas 
cometidas por seus pais", diz o relatório do comitê de 
triagem a que a BBC News Brasil teve acesso.
Para impedir que o menino fosse entregue novamente 
aos pais, os defensores federais o encaminharam para 
uma casa de acolhimento de crianças e adolescentes 
na capital de Roraima, "para que seja cuidado pela 
legislação brasileira".
Juan é uma das 1.896 crianças e adolescentes que, para 
fugir da violência e da miséria na Venezuela, cruzaram 
a fronteira até o Brasil sozinhos ou acompanhados de 
pessoas que não são seus responsáveis legais, entre 
agosto de 2018 e junho deste ano.
Quase 400 deles chegaram à cidade de Pacaraima 
totalmente desacompanhados, segundo dados inéditos 
obtidos pela BBC News Brasil junto à Defensoria 
Pública da União.
[...]
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49566807.
Acesso em: 13 de setembro de 2019. (Texto adaptado). 
38. (G1 - ifsc) Em relação ao que diz o texto, assinale a 
alternativa CORRETA: 
a) Uma conselheira venezuelana no Brasil reconheceu 
Juan, e por isso ele foi encaminhado ao país de origem. 
b) Segundo a Defensoria Pública da União, um pouco 
mais da metade das crianças e adolescentes que 
fugiram para o Brasil vieram sozinhas. 
c) Juan voltou à Venezuela após uma primeira e uma 
segunda vindas ao Brasil. 
d) Sinais de maus tratos, como marcas no corpo, 
fizeram com que se decidisse pela permanência de 
Juan no Brasil. 
e) O texto mostra claramente que a legislação brasileira 
para crianças e adolescentes é melhor do que a da 
venezuelana. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia o conto de Carlos Drummond de Andrade.
O entendimento dos contos
 – Agora você vai me contar uma história 
de amor – disse o rapaz à moça. – Quero ouvir uma 
história de amor em que entrem caravelas, pedras 
preciosas e satélites artificiais.
 – Pois não – respondeu a moça, que acabara 
de concluir o mestrado de contador de histórias, e 
estava com a imaginação na ponta da língua. – Era 
uma vez um país onde só havia água, eram águas e 
mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em 
embarcações atracadas ou em movimento, conforme 
o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de 
barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos 
seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo 
ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela 
recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para 
si e para seus familiares.
 Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um 
tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo 
24
apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, 
enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, 
que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, 
desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, 
pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre 
cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o 
mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à 
rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou 
Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. 
Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido 
inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, 
que ultimamente passeava de uma lancha para outra, 
levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição 
“Amor imortal”. Acabou.
 – Mas que significa isso? – perguntou o moço, 
insatisfeito.
 – Não entendi nada.
 – Nem eu – respondeu a moça –, mas os contos 
devem ser contados, e não entendidos; exatamente 
como a vida.
(Contos plausíveis, 2012.)
 
39. (Unifesp) Em sua história, a moça incorre em 
contradição ao tratar 
a) das caravelas. 
b) da recusa de Sertória em se casar. 
c) da tentativa de suicídio de Osmundo. 
d) dos satélites artificiais. 
e) das pedras preciosas. 
 
40. (Simulado) Teresa
A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna.
Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto 
do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que 
o resto do corpo nascesse)
Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das 
águas.
 BANDEIRA, Manuel. Antologia poética. 12.ed. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2001. p.79.
No poema, o eu lírico descreve diferentes visões 
que teve de Teresa em épocas distintas. O poema é 
composto por três estrofes. É visível que cada estrofe 
a) mostra diferentes impressões do eu lírico em relação 
a Teresa numa gradação ascendente de sentimentos. 
b) evidencia a grande dificuldade do eu lírico em 
retratar seus sentimentos e impressões sobre Teresa. 
c) reflete o amadurecimento do eu lírico e o seu 
desprendimento sentimental do objeto afetivo. 
d) gera uma mudança no perfil de Teresa, indo da 
sacralização à dessacralização da mulher. 
e) constrói uma imagem de Teresa marcada pela 
circularidade de sentimentos do eu lírico. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
.
GALILEU 
CULTURA
Quem foi Carolina Maria de Jesus, que completaria 
105 anos em março
Ela foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil 
e é considerada uma das mais relevantes para a 
literatura nacional
- MARILIA MARASCIULO 
29 MAR 2019 - 15H06 |ATUALIZADO EM 29 MAR 2019 
- 15H06
Negra, catadora de papel e favelada, 1Carolina Maria 
de Jesus foi uma autora improvável.Nasceu em 14 
de março de 1914 em Sacramento, Minas Gerais, em 
uma comunidade rural, filha de pais analfabetos. Foi 
maltratada durante a infância, 2mas aos sete anos 
frequentou a escola — em pouco tempo, aprendeu a ler 
e escrever e desenvolveu o gosto pela leitura.
Em 1937, após a morte da mãe, ela mudou para São 
Paulo. Aos 33 anos, desempregada e grávida, mudou-
se para a favela do Canindé, na zona norte da capital 
paulista. Trabalhava como catadora de papel e, nas 
horas vagas, registrava o cotidiano da favela em 
cadernos que encontrava no material que recolhia.
Um destes diários deu origem a seu primeiro livro, 
Quarto de Despejo - Diário de uma Favelada, publicado 
em 1960. A obra virou best-seller, foi vendida em 40 
países e traduzida para 16 idiomas.
(...)
Texto adaptado, disponível em: https://revistagalileu.globo.com/
Cultura/noticia/2019/03/quem-foi-carolina-maria-de-jesus-que-
completaria-105-anos-em-marco.html, acesso em 22 de outubro de 
2019. 
25
41. (G1 - ifce) É correto afirmar-se que o texto 
a) expõe em detalhes as características da produção 
literária de Carolina Maria de Jesus. 
b) concentra-se na apresentação da escritora brasileira, 
Carolina Maria de Jesus. 
c) enumera as principais influências literárias sobre 
as primeiras escritoras negras do Brasil. 
d) narra como se deu a descoberta e a publicação do 
primeiro livro de Carolina Maria de Jesus. 
e) explica a importância de Carolina Maria de Jesus 
para a literatura nacional. 
 
42. (G1 - ifpe) Leia o texto para responder à questão. 
A HORA DA ESTRELA 
Macabéa por acaso vai morrer? Como posso saber? 
E nem as pessoas ali presentes sabiam. Embora por 
via das dúvidas algum vizinho tivesse pousado junto 
do corpo uma vela acesa. O luxo da rica flama parecia 
cantar glória. 
(Escrevo sobre o mínimo parco enfeitando-o com 
púrpura, joias e esplendor. É assim que se escreve? 
Não, não é acumulando e sim desnudando. Mas tenho 
medo da nudez, pois ela é a palavra final.) 
Enquanto isso, Macabéa no chão parecia se tornar cada 
vez mais uma Macabéa, como se chegasse a si mesma. 
LISPECTOR, C. A hora da estrela. Disponível em: <https://
vivelatinoamerica.files.wordpress.com/2013/12/a-hora-da-estrela.
pdf>. Acesso em: 03 out. 2018. 
No trecho reproduzido no texto acima, Macabéa 
havia acabado de ser atropelada. A característica 
linguística que se destaca especialmente no trecho 
entre parênteses é 
a) o sarcasmo, já que o narrador zomba da agonia da 
personagem. 
b) a metalinguagem, pois o narrador comenta o próprio 
ato de narrar. 
c) a interpelação, pois o narrador não inclui seu leitor 
potencial. 
d) o rebuscamento, uma vez que a forma do gênero 
romance era fundamental nas narrativas de Clarice. 
e) a objetividade, que foca na ação e priva a narrativa 
de subjetividades e de conjecturas sobre a própria 
história narrada. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
43. (G1 - ifce) O texto apresentado é uma campanha 
publicitária na qual é utilizado o enunciado “Porque, 
contra o arrependimento, não existe vacina”. Com 
esse enunciado, pretende-se 
a) mostrar por que ainda não há vacinas contra o 
arrependimento. 
b) esclarecer por que o sarampo voltou a circular no 
brasil. 
c) alertar sobre por que todos somos responsáveis pela 
volta do sarampo ao brasil. 
d) justificar uma opinião sobre a garantia de eficácia 
da vacina contra o sarampo. 
e) explicar por que é importante evitar o risco de 
transmissão do sarampo. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
OS PROBLEMAS CAUSADOS PELOS AGROTÓXICOS 
JUSTIFICAM SEU USO?
A saúde humana é afetada pelos agrotóxicos de três 
maneiras: durante sua fabricação, no momento da 
aplicação e ao consumir um produto contaminado. 
Independentemente da forma de contato, os efeitos 
são extremamente perigosos. 
Problemas neurológicos, como o Mal de Alzheimer, 
estão associados à exposição a inseticidas 
organofosforados, assim como o desenvolvimento de 
transtorno do déficit de atenção com hiperatividade 
em crianças. 
A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) 
afirma que o efeito do pesticida depende do princípio 
ativo nele presente. Os sintomas podem variar, 
desde irritação da pele, até problemas hormonais e o 
desenvolvimento de câncer. 
Em 2007, pesquisadores descobriram, depois de 
realizarem um levantamento, que a maioria dos 
estudos revela a associação entre a exposição a 
agrotóxicos e o desenvolvimento de linfoma não 
Hodgkin e leucemia. 
26
Para as grávidas, o risco é dobrado. Pesquisadores 
apontam para as fortes evidências que ligam o contato 
com pesticidas a problemas durante a gestação, como 
a morte de fetos, defeitos de nascença, problemas de 
desenvolvimento neurológico, diminuição do tempo 
de gestação e pouco peso do bebê. 
Estudos estimam que aproximadamente 25 milhões 
de trabalhadores agrícolas de países pobres sofram 
com algum tipo de intoxicação causada por exposição 
a agrotóxicos. Há diversas situações comprovadas, 
como o caso de duas grandes empresas multinacionais 
que firmaram acordo – em 2013 – para indenização 
da ordem de R$ 200 milhões, envolvendo cerca de 
mil trabalhadores contaminados por substâncias 
cancerígenas, entre 1974 e 2002, numa fábrica de 
pesticidas em Paulínia, interior de São Paulo. 
Todos esses problemas se tornam especialmente 
importantes para o Brasil por tratarem-se de uma 
das principais fronteiras agrícolas do planeta. Por 
isso, é importante discutir alternativas saudáveis aos 
agrotóxicos. 
Uma das possíveis opções para a substituição de 
agrotóxicos são os biopesticidas. De acordo com a 
EPA, o termo se refere a produtos feitos a partir de 
micro-organismos, substâncias naturais ou derivados 
de plantas geneticamente modificadas, que façam 
controle de pestes. 
Para o consumidor final, a situação é mais complexa, 
já que é difícil saber se o produtor utilizou ou não 
biopesticidas na sua lavoura. Então, a opção é escolher, 
preferencialmente, alimentos orgânicos e sempre 
lavar frutas, legumes e verduras, independentemente 
da sua procedência. 
AIRES, Luiz. Os problemas causados pelos agrotóxicos justificam seu 
uso? Disponível em: <https://www.ecycle.com.br/component/content/
article/35-atitude/1441-os-problemas-causados-pelos-agrotoxicos-
justificam-seu-uso.html>. Acesso em: 07 maio 2019 (adaptado).
44. (G1 - ifpe) É CORRETO afirmar que o texto 
a) narra a realidade de pessoas que trabalham 
aplicando agrotóxicos nas lavouras brasileiras. 
b) defende que apenas as grávidas devem evitar o 
consumo de alimentos com agrotóxicos. 
c) faz um alerta em relação aos prejuízos à saúde 
que são causados pelo consumo de alimentos com 
agrotóxicos. 
d) apresenta, como alternativa ao problema levantado, 
aumentar o uso de pesticidas. 
e) transmite a ideia de que empresas devem ser 
liberadas para fazerem uso de agrotóxicos, na 
condição de indenizar os funcionários que sofrerem 
algum dano. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
LIXO: UM GRAVE PROBLEMA DO MUNDO MODERNO
 Até meados do século XIX, o lixo gerado – 
restos de comida, excrementos de animais e outros 
materiais orgânicos – reintegrava-se aos ciclos naturais 
e servia como adubo para a agricultura. Mas, com a 
industrialização e a concentração da população nas 
grandes cidades, o lixo foi se tornando um problema.
 A sociedade moderna rompeu os ciclos da 
natureza: por um lado, extraímos mais e mais matérias-
primas, por outro, fazemos crescer montanhas de lixo. 
E, como todo esse rejeito não retorna ao ciclo natural, 
transformando-se em novas matérias-primas, pode 
tornar-se uma perigosa fonte de contaminação para o 
meio ambiente ou de doenças.
 Recentemente, começamos a perceber que, 
assim como não podemos deixar o lixo acumular 
dentro de nossas casas, é preciso conter a geração de 
resíduos e dar um tratamento adequado ao lixo no 
nosso planeta. Para isso, será preciso conter o consumo 
desenfreado, que gera cada vez mais lixo, e investir 
em tecnologias que permitam diminuir a geração deresíduos, além da reutilização e da reciclagem dos 
materiais em desuso.
 Precisamos, ainda, reformular nossa 
concepção a respeito do lixo. Não podemos mais 
encarar todo lixo como “resto inútil”, mas, sim, como 
algo que pode ser transformado em nova matéria-
prima para retornar ao ciclo produtivo.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Lixo um grave problema no 
mundo moderno. Disponível em: <https://www.mma.gov.br/
estruturas/secex_consumo/_arquivos/8%20-%20mcs_lixo.pdf>. 
Acesso em: 27 out.2019 (adaptado).
 
45. (G1 - ifpe) Ao abordar o problema do manejo de 
resíduos, o texto defende que 
a) o lixo, depois de produzido, é um resto inútil, por 
isso é importante conter o consumo e reciclar os 
materiais que já estejam em desuso. 
b) o lixo é um problema desde antes da industrialização, 
já que matérias orgânicas como restos de comida e 
excrementos de animais não recebiam tratamento. 
c) a concentração da população nas grandes cidades 
trouxe o acúmulo de lixo para dentro das casas das 
pessoas, fazendo crescer montanhas de lixo. 
d) o lixo não pode retornar ao ciclo produtivo por ser 
fonte de contaminação tanto para o meio ambiente 
como para a população, por causa das doenças. 
e) as soluções para o tratamento do lixo passam por 
uma mudança no perfil de consumo por parte do 
indivíduo, e na estrutura do ciclo produtivo como um 
todo. 
27
TEMA DE REDAÇÃO: DIFICULDADES DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL
TEXTO 1
Enem vai expor nova camada de exclusão entre 
alunos mais pobres, diz estudioso de desigualdade na 
educação
A avaliação é de José Francisco Soares, especialista em 
mensuração de desigualdade de ensino que entre 2014 
e 2016 foi presidente do Inep, órgão do Ministério da 
Educação responsável pela aplicação do Enem e das 
demais avaliações da educação no país. Na prática, 
essas novas camadas de desigualdade a que se refere 
Soares farão com que alunos com melhores condições 
de estudar - por exemplo, os que tiveram segurança 
alimentar, acesso à internet e às aulas - ou que já 
tivessem concluído o ensino médio terão mais chance 
de conseguir vagas em universidades via Enem.
Isso em detrimento dos alunos mais vulneráveis, que 
ficarão mais distantes do ensino superior e, como 
consequência, com menos chance de renda maior e 
de oportunidades melhores de empregos no futuro. 
Os mais prejudicados, na visão de Soares, tendem a 
ser os alunos de ensino médio que não conseguiram 
acompanhar as aulas. Criaria-se, assim, uma nova 
exclusão, mesmo entre grupos que tradicionalmente 
já tinham dificuldades de acesso ao ensino superior.
Para Soares, a despeito dos novos entraves para a 
realização do Enem, depois de um ano de ensino 
remoto e em meio a um novo pico de casos de covid-19 
no país, não faria sentido adiar o exame novamente - 
ele avalia que o Inep tem estrutura logística suficiente 
e que, ao adiar as provas, jogaria-se no aluno o ônus 
por seu possível mau desempenho, em vez de tratar o 
problema como algo estrutural.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55596205
TEXTO 2
A situação dos vestibulandos
Neste ano, os estudantes do país sofreram com a 
indefinição e a falta de perspectiva. Muitas escolas 
e alunos demoraram para se adequar ao formato 
de ensino à distância. Além disso, cerca de 21% dos 
discentes das redes públicas não possuem acesso à 
internet, segundo levantamento feito pela Undime 
(União dos Dirigentes Municipais de Educação), 
o que impossibilita que eles mantenham os 
estudos. Estudantes, pais e organizações estudantis 
questionam a necessidade de vestibulares presenciais 
neste momento em que o Brasil atingiu 200 mil mortos 
pelo novo coronavírus e que o número de casos da 
doença está em alta. A aglomeração promovida pelas 
provas pode contribuir para o contágio. Além disso, a 
irregularidade na qualidade e na promoção do ensino 
em 2020 prejudicou parte dos vestibulandos.
Os problemas enfrentados pelos estudantes
1. Desigualdade de acesso
A pandemia forçou o ensino à distância e, com ele, a 
evasão de muitos estudantes. Segundo o Inep (Instituto 
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio 
Teixeira), responsável pelo Enem, 20% dos inscritos 
no exame em 2019 não tinham acesso à internet em 
casa e 50% não possuíam computador.
2. Piora na qualidade do ensino
De acordo com uma pesquisa da Abed (Associação 
Brasileira de Educação à Distância) realizada entre 
agosto e setembro de 2020, 72,6% dos estudantes 
afirmaram que, em comparação com as aulas 
presenciais, a qualidade do estudo remoto é pior.
3. Indefinição sobre o futuro
As instituições responsáveis por organizar os maiores 
vestibulares do país mantiveram em suspenso por 
muito tempo as datas das provas — a maioria acabou 
sendo adiada —, o que aumentou nos formandos de 
2020 a sensação de incerteza sobre o futuro.
4. Convivência com a família
Outro problema enfrentado pelos estudantes na 
pandemia foi a dificuldade de estudar com a família 
toda em casa. Segundo o levantamento da Abed, 67% 
dos estudantes tiveram problemas para estabelecer 
e organizar uma rotina de estudos e 10,8% deles não 
possuem um dispositivo próprio para acessar as aulas 
e precisam compartilhá-lo com outros integrantes da 
casa, o que afeta a aprendizagem.
Fonte: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2021/01/10/As-
dificuldades-dos-vestibulandos-na-pandemia
28
TEXTO 3
PEm 2018, o IBGE revelou que, pela primeira vez, os estudantes pretos ou pardos são a maioria nas instituições 
de ensino superior da rede pública, com 50,3% do total. Enquanto que nas universidades particulares, este 
número ainda não tenha ultrapassado os 50% (46,6%).
 
Fonte: IBGE. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-especiais/21039-desigualdades-sociais-por-cor-ou-raca-no-brasil.html
TEXTO 4
Fonte: https://www.ufsm.br/midias/experimental/integra/2021/01/22/impactos-da-pandemia-na-educacao-brasileira-de-jovens-e-
adultos/
29
 CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
QUESTÕES 46 A 90
46. (Simulado) Cidade chinesa só tem ônibus elétrico 
e agora mira os táxis
Shenzhen é a primeira grande cidade mundial a eletrificar 
toda sua frota de ônibus. Oitenta por cento dos táxis 
também.
Primeira grande cidade do mundo a ter sua frota 
inteira de ônibus urbanos elétricos – são 16 mil no total 
– Shenzhen agora vai mirar na conversão dos táxis. 
Hoje, ela tem 12 mil e, destes, 62,5% já são elétricos, 
sendo que a meta é atingir a totalidade até 2020. Os 
dados são do Fórum Econômico Mundial (WEF). A 
cidade exige a garantia de ciclo de vida das baterias e 
criou uma infraestrutura para a recarga.
Para manter a frota rodando, Shenzhen construiu 510 
estações de recarga, equipadas com 8 mil torres de 
recarregamento. Somente no terminal de Qinghu Bus 
Terminal, foram ativadas 30 torres em setembro e cada 
ônibus leva cerca de duas horas para ser totalmente 
carregado, sendo que cada torre abastece em média 
300 veículos por dia. Alguns deles são recarregados 
para uma carga de cinco horas, rodando cerca de 
250km, o que seria um dia inteiro de operação.
De acordo com o WEF, a rede de transporte público 
totalmente elétrica de Shenzhen acontece em 
função de subsídios dos governos chinês e local às 
companhias de transporte. Outra forma de abreviar 
o custo de investimento maciço é o regime de leasing 
feito pelos fabricantes dos ônibus.
Disponível em: http://infraroi.com.br/cidade-chinesa-so-tem-onibus-
eletrico-e-agora-mira-os-taxis/Da Redação – 13.11.2018. Acesso em 
13 set. 2020.
A situação descrita gera consequências para a 
produção, para o transporte em si e para o meio 
ambiente. No que se refere à cadeia citada, verifica-se 
a(o) 
a) redução da emissão de gases poluentes. 
b) aumento do consumo de fontes não renováveis. 
c) preocupação universal com a mobilidade urbana. 
d) expansão da Indústria Automobilística tradicional. 
e) liderança mundial do Brasil na produção de veículos 
elétricos. 
47. (Simulado) 
 
O que o geógrafo olha está fora e não sabemos o que 
sua visão encontra,mas o pintor parece dizer que 
mira-se o mundo e o mundo refletido na retina de 
quem olha se derrama com a luz do sol pelo diminuto 
ambiente de trabalho. A metáfora em cores quentes 
parece nos dizer que o papel do geógrafo está nessa 
busca de compreender o vasto mundo para o qual se 
olha, e que ele representa sempre de maneira muito 
limitada nos mapas, nos globos, nos atlas.
NETO, Manoel Fernandes de Sousa. Os ventos do norte não movem 
moinhos. Boletim Goiano de Geografia, Goiânia, v.28, n. 2, p.15-32, 
2008 
O texto aborda um conceito geográfico que é produto 
do que a visão do sujeito alcança, esse conceito é o de 
a) Paisagem. 
b) Território. 
c) Espaço. 
d) Região. 
e) Lugar. 
 
48. (Simulado) O novo ciclo precisa ser entendido 
não só como modo de produção ou de organização 
da economia. Podemos pensar também como um 
processo civilizatório. Com essa dinâmica, vêm 
instituições, a mídia, a cultura, a música, os festivais, 
as competições esportivas. Tudo é internacional. É um 
processo econômico, financeiro, tecnológico e cultural. 
Tanto que há músicas que são de difícil identificação, 
não sabemos dizer se a raiz é caribenha, africana, 
brasileira ou norte-americana. São músicas com um 
pouco de tudo, como as roupas e as mercadorias em 
geral.
Entrevista com Octavio Ianni. Disponível em: <http://
cienciassociaisnarede.blogspot.com.br/p/entrevistas.html>. Acesso 
em 16 ago. 2012.
30
O texto acima traz uma reflexão sobre a universalidade 
gerada pela indústria cultural e pela globalização. 
A partir dessa perspectiva evidencia-se que a 
globalização 
a) lida com mentalidades, hábitos, usos e costumes 
e com modos de vida. Lida com a massificação e a 
homogeneização cultural. 
b) utiliza a mídia como uma forma de propagar 
ideologias condizentes com a realidade local, 
uniformizando somente a economia global. 
c) respeita a diversidade de cada país, a partir das 
peculiaridades inerentes a cada sociedade mesmo 
com o advento da globalização. 
d) mistura as culturas, as músicas, as roupas como a 
finalidade de levar conhecimento para outros países 
mais pobres economicamente. 
e) leva, como principal objetivo, o processo civilizatório 
para países que tem pouca cultura, com a finalidade 
de definir identidade para os povos. 
 
49. (Simulado) Alunos da rede pública de Juazeiro do 
Norte e do Crato, no estado do Ceará, transformaram 
o sentido da brincadeira de lançar bombinhas usando 
estilingues. A bomba - feita de 20% de barro, 80% de 
esterco e com a semente de alguma árvore escondida 
no centro - é lançada em algum lugar desmatado. 
Nessa época mais molhada, as sementes fixam melhor 
no chão, conforme explica a coordenadora do projeto, 
a permaculturista Ana Cristina Diogo, que fundou uma 
organização não governamental (Juriti), que promove 
bem mais do que uma brincadeira de jogar bombinhas 
na floresta. Ela explica que recuperar a mata nativa em 
regiões sertanejas, como a do Cariri (CE), é fundamental 
para preservar o solo e, por consequência, recursos 
hídricos na Chapada do Araripe. “É um trabalho 
de conscientização simples a partir da semente. 
Buscamos caminhos para sermos guardiões. Fazemos 
lançamentos em áreas degradadas. Uma experiência 
que pode mudar o mundo. Crianças e adolescentes 
ressignificam, assim, sua relação com a natureza”, 
disse Ana Cristina Diogo.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/
noticia/2018-02/solucoes-sertanejas-ajudam-a-vencer-a-seca-no-
semiarido-nordestino. Acesso em 10 set. 2020 (modificado). 
O texto revela que o problema das estiagens no 
Nordeste pode ser enfrentado com a combinação de 
a) inovação técnico-científica e engajamento da 
sociedade civil. 
b) preservação de tradições culturais e investimento 
em educação técnica. 
c) proteção da mata ciliar nativa e investimento na 
recuperação do potencial hídrico. 
d) delimitação de reservas de proteção ambiental e 
reflorestamento de regiões desmatadas. 
e) ampliação do combate ao desmatamento e 
investimento em obras de engenharia hídrica. 
 
50. (Simulado) 1 em cada 4 brasileiros terá mais de 65 
anos em 2060, aponta IBGE
A população brasileira está em trajetória de 
envelhecimento e, até 2060, o percentual de pessoas 
com mais de 65 anos passará dos atuais 9,2% para 
25,5%. Ou seja, 1 em cada 4 brasileiros será idoso. É 
o que aponta projeção divulgada nesta quarta-feira 
(25/07/2018) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, a fatia de pessoas com mais 
de 65 anos alcançará 15% da população já em 2034, 
ultrapassando a barreira de 20% em 2046. Em 2010, 
estava em 7,3%.
Disponível em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/07/25/1-
em-cada-4-brasileiros-tera-mais-de-65-anos-em-2060-aponta-ibge.
ghtml. Acesso em 07 set. 2020.
A situação apresentada no texto está relacionada ao(à) 
a) aumento da População Economicamente Ativa 
(PEA). 
b) crescimento da taxa de natalidade e à queda da taxa 
de mortalidade. 
c) melhora da qualidade de vida no país e à redução do 
grau de escolaridade. 
d) crescimento da taxa de fecundidade e à redução da 
mortalidade infantil. 
e) redução das taxas de natalidade e ao aumento da 
expectativa de vida. 
 
51. (Simulado) 
 
31
Na imagem constam informações sobre as 
características morfológicas do terreno e o tipo de 
precipitação que ocorre. A barlavento ocorre uma 
associação entre chuva e relevo decorrentes da 
a) chuva frontal e erosão laminar devido a fraca 
cobertura vegetal. 
b) convenção e intemperismo relacionado ao declive 
do terreno. 
c) degradação ambiental e deficiência drenagem de 
águas pluviais. 
d) precipitação orográfica e transportes de sedimentos 
na encosta. 
e) ação erosiva eólica natural e decomposição de 
sedimentos superficiais. 
 
52. (Simulado) 
 
A imagem destaca estratégias políticas e econômicas 
adotadas pelo Governo Trump, que denotam 
a) conflitos apenas com países em desenvolvimento. 
b) animosidades com os países literalmente citados. 
c) manutenção da clássica política econômica. 
d) harmonia com os clássicos aliados da política 
externa. 
e) hostilidade com inimigos ideológicos tradicionais. 
 
53. (Simulado) 
 
De acordo com as informações apresentadas, no ciclo 
hidrológico o processo que descreve a mudança de 
estado da água da fase líquida para gasosa é entendido 
como 
a) fusão, a exemplo de um gelo dentro de um copo, em 
temperatura ideal para o ambiente. 
b) vaporização, que ocorre quando um líquido é 
aquecido e passa ao estado de gás. 
c) condensação, ao aquecer a água, o conteúdo 
evaporado concentra-se em ambiente de menor 
temperatura. 
d) solidificação, no momento em que a água líquida se 
contrai em volume como nos cristais de gelo. 
e) sublimação, refere-se a mudança direta do gelo para 
o vapor d'água ou vapor d'água para gelo. 
 
54. (Simulado) TEXTO I
 TEXTO II
Você já ouviu falar em deslizamento de terra? Sabe 
que pode ser um fenômeno natural e antropológico? 
Aliás, na verdade o que chamamos de deslizamento de 
terra é apenas uma das categorias dos “movimentos 
de massa”. Isto é, processo que implica em um 
desprendimento e locomoção de solo ou material 
32
rochoso. Para completar, esse fenômeno é comum em 
áreas de relevo acidentado. Além disso, pode acontecer 
em lugares sem ocupação humana. Contudo, são 
mais frequentes em locais onde houve a remoção da 
cobertura vegetal. O Brasil possui uma predisposição 
à deslizamento de terra, devido ao clima tropical 
e seus índices de pluviosidade. Assim, o solo fica 
encharcado e instável, além de fissuras. Sem contar, 
que quanto mais íngreme as encostas, maior o risco 
de deslizamento. 
Disponível em: https://conhecimentocientifico.r7.com/deslizamento-
de-terra-o-que-e-como-se-forma-sinais-e-como-evitar/. Acesso em 10 
set. 2020 (modificado).
Para o enfrentamento do problema apresentado 
pelos textos, provocado por elementos climáticos 
e geológicos,faz-se necessário que o poder público 
adote providências para 
a) obstaculizar a ação especulativa de grandes 
incorporadoras imobiliárias. 
b) reforçar a instalação de sistemas sonoros de 
notificação meteorológica. 
c) fortalecer a atuação da defesa civil e do corpo de 
bombeiros. 
d) combater a ação de ocupação irregular das encostas. 
e) realizar obras de desobstrução de esgotos. 
 
55. (Simulado) APP- Área de Preservação Permanente 
– Cerrado e Floresta
 O Código Florestal atual, estabelece como áreas de 
preservação permanente (APPs):
CAPÍTULO I
Art. 3º Para os efeitos desta Lei, entende-se por:
II - Área de Preservação Permanente - APP: área 
protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a 
função ambiental de preservar os recursos hídricos, a 
paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, 
facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo 
e assegurar o bem-estar das populações humanas.
A necessidade de estabelecer áreas específicas 
de preservação no caso citado, se destinam 
principalmente 
a) a proteger os solos e as matas, em destaque, as 
ciliares. 
b) a valorização da paisagem e da instabilidade 
geológica. 
c) ao abastecimento comercial e à preservação da vida 
aquática. 
d) a assegurar o agronegócio em solos desprotegidos. 
e) a perenizar os rios intermitentes de áreas florestais. 
 
56. (Simulado) As autoridades militares da Índia 
assassinaram Riyaz Naikoo, de 35 anos, o chefe de 
operações do maior grupo rebelde indígena na região 
de Caxemira, o Hizbul Mujahideen, que lidera uma 
rebelião armada contra o domínio indiano. A polícia 
e os soldados do exército lançaram terça-feira uma 
operação na área de Awantipora, no sul da Caxemira, 
com base em informações de que alguns ativistas 
rebeldes estavam abrigados nessa localidade. Nos 
últimos meses, também houve conflitos quase diários 
ao longo da fronteira montanhosa e acidentada na 
região de Caxemira, que separa a Índia e o Paquistão. 
Índia e Paquistão reivindicam este território e a 
maioria da população apoia as iniciativas dos ativistas 
rebeldes de unir o território, seja sob o domínio 
paquistanês ou como país independente.
Disponível em https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1472956/
forcas-governamentais-indianas-mataram-lider-rebelde-em-
caxemira. Acesso em 17 set. 2020.
O conflito destacado na reportagem tem como causa 
original ideais 
a) políticos. 
b) militares. 
c) raciais. 
d) separatistas. 
e) sexistas. 
 
33
57. (Simulado) 
 
O gráfico representa a variação da temperatura da 
atmosfera e do solo. A relação descrita estabelece que 
a) à medida que a profundidade do solo aumenta, a 
influência da variação da temperatura externa é maior. 
b) a relação entre vegetação e condutibilidade térmica 
do solo é uniforme nas diversas latitudes. 
c) a variação da temperatura é gradativamente menor 
quanto maior for a profundidade do solo. 
d) a influência da temperatura externa dá-se de 
maneira mais elevada nas camadas mais profundas 
do solo. 
e) a mudança da temperatura do solo com a 
temperatura da atmosfera ocorre em sincronismo. 
 
58. (Enem digital) Diante da unidade e da militância 
dos negros, o governo nacionalista decidiu aplicar 
medidas reacionárias e repressivas – interdição do 
direito à reunião, vigilância e perseguição policiais, 
dissolução dos partidos políticos, tortura, prisão 
domiciliar e encarceramento de militantes.
CHANAIWA, D. A África austral. In: MAZRUI, A.; WONDJI, C. (Org.). 
História geral da África: África desde 1935. Brasília: Unesco, 2010.
A atuação do Estado sul-africano na década de 1950, 
como descrita, indica que seus dirigentes buscavam 
a) bloquear as manifestações violentas dos bôeres. 
b) atender às disposições jurídicas internacionais. 
c) suprimir as organizações dissidentes atuantes. 
d) fomentar as divisões étnicas da oposição. 
e) aliciar as lideranças tribais nativas. 
 
59. (Simulado) O povoamento dos campos de 
Palmas de Baixo, onde hoje se localiza o Município 
de Clevelândia, data da época da Guerra do Paraguai, 
quando foi destacada uma força de Guarda Nacional 
para guarnecer a fronteira. Com o prolongamento 
da Guerra, os alojamentos provisórios das praças 
transformaram-se em habitações permanentes, as 
quais foram aumentando e dentro de alguns anos 
constituíram o arraial. (...) Dois fatores dificultavam 
grandemente os esforços dos primitivos ocupantes do 
lugar. De um lado, a pretensão argentina de estender 
os limites de seu domínio territorial; de outro, a 
hostilidade permanente dos indígenas. Em 1.895, foi 
resolvida a questão das Missões, graças à arbitragem 
do então Presidente da República dos Estados 
Unidos da América do Norte, Grover Cleveland, que 
reconheceu como território brasileiro a vasta região 
dos campos de Palmas.
Disponível em: http://clevelandia.pr.gov.br/pagina/78_Historia.html. 
Acesso em: 06 set. 2020.
Ao abordar a criação do município de Clevelândia, o 
texto trata do alto nível de tensão em uma determinada 
região do Brasil. A razão inicial dessa tensão e o fator 
de agravamento, foram, respectivamente, 
a) a Guerra do Paraguai e os interesses do Paraguai na 
região. 
b) as questões platinas e a feroz resistência indígena a 
ocupação. 
c) as disputas de fronteira e os interesses norte-
americanos na região. 
d) as Guerras Guaraníticas e a falta de uma atividade 
econômica. 
e) a Guerra da Cisplatina e o interesse Argentino no 
charque. 
 
60. (Simulado) “Crianças em idade escolar e turistas 
ainda aprendem a história da Revolução Americana 
principalmente em termos de ônus econômicos. Em 
Londres, diz a argumentação, o governo queria alguma 
recompensa pela expulsão dos franceses da América 
do Norte na Guerra dos Sete Anos e pela manutenção 
de um exército permanente de 10 mil homens para 
solicitar os índios insatisfeitos para além dos montes 
Apalaches, que haviam se aliado aos franceses. O 
resultado foram novos impostos. Examinada mais 
de perto, contudo, a verdadeira história é sobre 
revogação de impostos, não imposição de impostos. 
(...) A mão pesada da tentativa do governo de Lord 
North de submeter os legisladores refratários de 
Massachusetts depois da Festa do Chá, fechando o 
porto de Boston e impondo um governo militar foi só 
34
a última de muitas afrontas aos legisladores coloniais. 
Ao revogar a Lei do Selo, em 1776, o Parlamento 
havia declarado enfaticamente que “teve, tem e por 
direito deve ter, poder e autoridade totais para fazer 
leis e estatutos com força e vitalidade suficientes para 
obrigar as colônias e o povo da América”. Era disso que 
os colonos discordavam.” 
FERGUSON, Niall. IMPÉRIO: como os britânicos fizeram o mundo 
moderno. Págs 107 e 111.
De acordo com o texto, a motivação maior para a 
independência dos Estados Unidos foi a 
a) busca por equidade econômica e social entre os 
colonos. 
b) aplicação de teorias absolutistas de Maquiavel e de 
Jacques Bossuet. 
c) ampliação dos tributos metropolitanos impostos 
aos colonizadores. 
d) imposição da autoridade do Parlamento inglês 
sobre a sociedade colonial. 
e) apoio dado pelo Parlamento inglês ao fortalecimento 
do absolutismo real. 
 
61. (Simulado) Observe as imagens:
 
A interpretação da realeza presente nas duas figuras, 
sugere que no Império 
a) os reis brancos são legítimos e merecedores de 
respeito e reis negros não passam de caricaturas 
ridículas de D. Pedro II. 
b) os negros também possuíam uma mentalidade 
monarquista, fruto da recriação de concepções da 
cultura africana. 
c) a Monarquia era patrimônio inviolável da cultura 
europeia, não encontrando precedentes nos trópicos. 
d) os veículos de comunicação usavam a imagem 
caricata dos negros para ridicularizar o governo de D. 
Pedro II. 
e) a nobreza era algo inexistente entre os negros, 
mesmo entre aqueles que visitavam o país. 
 
62. (Simulado) Texto I
 
Texto II
Túmulo dos estrangeiros
Apesardos atrativos das belezas naturais, do clima 
agradável e da ebulição cultural, o Rio de Janeiro 
ganhou a triste reputação de cidade pestilenta. Devido 
às constantes epidemias de doenças mortíferas, os 
navios que atracavam na capital eram submetidos 
a frequentes quarentenas, prejudicando a política 
de estímulo à imigração estrangeira e acarretando 
enormes prejuízos à economia nacional. (...) Baseado 
nas então recentes conclusões de pesquisadores 
norte-americanos sobre a transmissão de moléstias e 
nos projetos de combate ao mosquito transmissor da 
febre amarela, implementados por Emílio Ribas no 
interior paulista, Oswaldo Cruz passou a dirigir uma 
“grande cruzada” contra as doenças da cidade.
Disponível em: http://www.rio.rj.gov.br/
dlstatic/10112/4204434/4101424/memoria16.pdf.Acesso em 13 set. 
2020.
A descoberta de microrganismos causadores de 
doenças e a possibilidades de combatê-los com 
novidades tecnológicas, como a vacina, causou reações 
35
sociais distintas como apontada no(a) 
a) charge demonstrando a satisfação popular. 
b) texto que aponta os efeitos positivos da vacina. 
c) texto enfatiza razões pelas quais deveria usar a 
vacina. 
d) charge demonstrando a revolta contra a vacinação 
obrigatória. 
e) charge um contraponto científico a defesa do uso da 
vacina. 
 
63. (Simulado) TEXTO I
 Nos campos, o aperfeiçoamento de arados, 
alavancas de rosca e moinhos hidráulicos somava-
se a métodos organizados de plantio e experiências 
vindas de outras regiões e continentes, efeito das 
grandes navegações. Resultado: aumentou a produção 
e a oferta de alimentos e amenizou-se o trabalho 
árduo na lavoura, com reflexos imediatos na saúde da 
população.
ASSIS, Angelo Adriano Faria. A razão brilha para todos – Muito 
além das artes, o Renascimento transformou a vida social e o 
comportamento do homem comum. Revista de História da Biblioteca 
Nacional. Nov. 2013.
TEXTO II
O tempo passou a ser contado com maior exatidão 
do que antes, quando o máximo de que se dispunha 
eram ampulhetas, quando não o badalar dos sinos 
das igrejas. O relógio mecânico, composto por 
complexa engrenagem de rodas denteadas, molas 
e ponteiros, tornava precisa a indicação de horas e 
minutos, aumentando o controle sobre as rotinas 
diárias. Tratados como verdadeiros objetos de arte, 
ficavam muitas vezes expostos em edificações e 
praças públicas, enfeitando a paisagem e ordenando 
os afazeres, fixando ordenando compromissos ou a 
contagem das horas trabalhadas.
ASSIS, Angelo Adriano Faria. A razão brilha para todos – Muito 
além das artes, o Renascimento transformou a vida social e o 
comportamento do homem comum. Revista de História da Biblioteca 
Nacional. Nov. 2013.
Considerando o impacto provocado pelo Renascimento 
e pelo Humanismo, no alvorecer da Idade Moderna, os 
textos, respectivamente, enfatizam 
a) a erradicação da fome e o embelezamento do espaço 
público. 
b) o aumento da eficiência no uso da terra e a 
disciplinarização do tempo. 
c) a expansão demográfica e o crescimento da 
importância do espaço urbano. 
d) o fim da servidão e enrijecimento das relações de 
trabalho nas áreas urbanas. 
e) o desenvolvimento a ciência náutica e a ampliação 
da precisão dos calendários. 
 
64. (Simulado) Texto I
“Não posso, Senhores, de modo algum, apoiar uma 
política que tende a precipitar esta revolução social. A 
ideia da emancipação pelos meios diretos é do Partido 
Liberal; deixemos que ele a realize a seu tempo; a 
nós, conservadores, cumpre resistir-lhe, para que 
a revolução ao menos se opere gradualmente; do 
contrário, as consequências serão funestas.
(discurso de proferido em 30 de setembro de 1870, na Câmara 
dos Deputados). Disponível em: https://www.institutodoceara.
org.br/revista/Verapresentacao/RevPorAno/2006/01_Artigos/05-
JosedeAlencar.pdf. Acesso em 06 set. 2020.
Texto II
Nós os abolicionistas, pois, ramo da família liberal, que 
não derroga à lei de sua fé, mas que, antes de liberais 
e contra liberais, somos abolicionistas, porque vemos 
na política um serviço da pátria e um instrumento 
da humanidade – temos os braços estendidos para a 
abolição, seja qual for a parcialidade, que no-la ofereça.
(BARBOSA, Rui. Trabalhos diversos, cit., p. 325 (OCRB, v. 13, t. 2, 
1886). Disponível em: http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/
DOC/artigos/kn/FCRB_RejaneMagalhaes_Ideias_abolicionistas_Rui.
pdf. Acesso em: 06 set. 2020.
Os fragmentos de texto acima, são trechos de discursos 
de duas das maiores mentes brasileiras de todos os 
tempos, o escritor José de Alencar, autor do romance 
Iracema, e o intelectual, jurista, político, diplomata 
brasileiro Rui Barbosa, o águia de Haia. No contexto 
dos fins do século XIX os textos expressam ideias 
a) complementares. 
b) revolucionárias. 
c) convergentes. 
d) reacionárias. 
e) divergentes. 
 
65. (Simulado) Em seu livro Brasilidade modernista 
(1978), Eduardo Jardim de Moraes afirma que duas 
vias eram cogitadas para se atingir a modernidade. 
A primeira, imediatista, muito típica do primeiro 
36
momento do Movimento Modernista (1917 a 1924), 
em que a modernidade era tida como uma ordem 
universal, à qual se teria acesso de forma imediata e 
simultânea, pela simples adoção de procedimentos 
considerados modernos. Assim, participaríamos do 
concerto das “nações mais cultas”. Essa é uma frase 
que também ficou famosa, e diz respeito à sensação 
de que o nosso relógio estava atrasado em relação ao 
relógio universal; a sensação de que nós ainda não 
participávamos do conjunto das nações civilizadas, 
gerando o desejo de estar em sintonia com o concerto 
dessas nações, pois isso significava a possibilidade 
de sermos uma civilização e, portanto, universais. 
Era preciso encontrar, na nossa cultura, algo de 
civilização, algo de universal, para que atingíssemos a 
modernidade de que tais nações já participavam.
Veloso, Mariza e Madeira, Angélica; Leituras Brasileiras: Itinerários 
no Pensamento Social e na Literatura; São Paulo, Paz e Terra, 1999, 
p.140/141.
A dualidade brasileira identificada pelas autoras no 
modernismo brasileiro combinava 
a) atraso tecnológico e progresso econômico. 
b) simplicidade cultura e europeísmo literário. 
c) universalidade étnica e nacionalismo econômico. 
d) identidade nacional e universalismo cultural. 
e) simbolismo identitário e atraso educacional. 
 
66. (Simulado) “Os paulistas, conhecidos também 
pelo nome de mamelucos, tinham levado a cabo 
pequenas expedições contra Guaranis, desde 1618. 
Em 1628 e nos anos seguintes marcharam com 
autênticos exércitos. Caíram primeiro de surpresa 
sobre a redução de Encarnación, que devastaram. Os 
trabalhadores dispersos pelos campos foram postos 
a ferro e levados; os recalcitrantes, massacrados. 
As crianças e os velhos muito fracos pra seguirem 
a coluna em marchas forçadas, foram igualmente 
mortos pelo caminho.” 
Relatório dos Jesuítas Duran e Crespo, Apud LUGON, C., 1968. p.46.
O relato acima registra na história colonial, uma ação 
típica de 
a) paulistas que necessitavam ampliar suas unidades 
produtoras de açúcar, a fim de atender o aumento da 
demanda no sul. 
b) traficantes de escravos que cruzavam os sertões 
em busca de “peças de ébano” para os engenhos 
nordestinos. 
c) missionários jesuítas em busca de mão de obra 
disponível para o trabalho nos aldeamentos. 
d) colonos desbravadores em busca de terras férteis 
para montar suas fazendas de engenho. 
e) bandeirantes, caçadores de índios que tinham como 
alvo preferencial, reduções jesuítas. 
 
67. (Simulado) Kirk Cousins, quarterback (armador) 
do Minnesota Vikings, equipe da NFL (principal liga de 
futebol americano - o da bola oval - dos EUA), afirmou 
que "Se morrer, morri" ao ser perguntado sobre o seu 
nível de preocupação com pandemia de corona vírus.
A declaração do atleta, de 32 anos, foi feita em um 
podcast da própria NFL, na qual Cousins tinha que 
responder dez perguntas. O jogadordisse que encara 
o corona vírus com "tranquilidade" e que não respeita 
orientações médicas sobre a Covid-19, incluindo o uso 
de máscara.
"Vou tocar a minha vida dia após dia. Vou deixar a 
natureza seguir o seu curso. É a coisa da sobrevivência 
do mais forte. Se isso me derrubar, me derrubou. Eu 
vou ficar bem, mesmo se eu morrer. Se eu morrer, 
morri. Eu tenho paz quanto a isso", afirmou ele.
Mas o atleta disse que, se for obrigado, respeitará os 
protocolos de segurança da NFL.
Coluna Page Not Found, de Fernando Moreira, no jornal Extra, do 
Rio de Janeiro. https://extra.globo.com/noticias/page-not-found/
se-morrer-morri-diz-astro-da-nfl-sobre-coronavirus-24619674.html. 
Acesso em 5 set. 2020.
No argumento do atleta é possível identificar uma 
corrente de pensamento muito influente nas Ciências 
Humanas, denominada por 
a) Positivismo lógico. 
b) Darwinismo social. 
c) Liquidez modernista. 
d) Cientificismo clássico. 
e) Anti-Humanismo radical. 
 
68. (Simulado) 
 
37
“Segundas e terças-feiras antes das cinzas são os dias 
próprios para o entrudo, mas o divertimento, como 
no prazo vigente, pode começar uma semana antes 
do prazo. Água e pó pra cabelo são os ingredientes 
indicados para lançarem uns aos outros, mas, 
frequentemente não guardam equilíbrio e tudo quanto 
se pode agarrar, esteja limpo ou sujo, é atirado de todos 
as partes, pra inocentes e culpados.” 
SCHWARCZ, Lilia. In. As Barbas do Imperador. Companhia das 
Letras. 1998. 
A análise da figura e do texto retrata uma manifestação 
da cultura brasileira, que atravessou o tempo histórico 
e chegou aos nossos dias como expressão 
a) do carnaval, símbolo da brasilidade elevado ao 
status de patrimônio imaterial. 
b) do baile, festa que as elites promovem em salões 
fechados a um público seleto. 
c) do entrudo, diversão que combina festa pagã à 
disciplina fervorosa da religião. 
d) da greve, marca identitária da rebeldia brasileira 
contra as injustiças sociais. 
e) da procissão, símbolo da religiosidade cristã 
fundadora do Brasil. 
 
69. (Simulado) 
 
A charge apresentada associa ao totalitarismo nazista 
as ideias de: 
a) Revolução – Monopartidarismo. 
b) Liberação – Intervencionismo. 
c) Segregação – Autoritarismo. 
d) Transição – Nacionalismo. 
e) Superação – Personalismo. 
70. (Simulado) O desenvolvimento industrial 
brasileiro se deu lentamente e somente aconteceu 
após o rompimento de obstáculos e de medidas 
políticas, como nos governos de Getúlio Vargas e 
Juscelino Kubitschek, que foram imprescindíveis para 
que as indústrias se proliferassem no Brasil.
[...]
A crise de 1929 foi um exemplo da fragilidade da 
economia brasileira e também um aviso de que o 
país necessitava diversificar sua produção. Foi com 
a entrada de Getúlio Vargas em 1930 que o processo 
de industrialização tornou-se o eixo norteador das 
discussões e medidas políticas. Foi também na Era 
Vargas que importantes medidas aconteceram para o 
desenvolvimento industrial brasileiro.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/
industrializacao-brasileira.htm.Acesso em 07 set. 2020.
Ante o exposto, o período que antecedeu o início da 
industrialização brasileira foi marcado por 
a) uma forte descentralização regional, com grande 
crescimento econômico do país. 
b) um intenso predomínio do rodoviarismo, agravado 
a partir do Governo de Juscelino Kubitschek. 
c) uma profunda fragilidade econômica, demonstrada 
pelo predomínio de um setor econômico. 
d) uma elevada expansão econômica, diretamente 
ligada a variedade de produtos agrícolas produzidos 
no país. 
e) uma grande internacionalização da economia 
brasileira, já adaptada ao fluxo de mercadorias e 
capitais. 
 
71. (Simulado) 
 
38
A fotografia acima apresentada, retratando o presidente 
dos EUA Franklin Delano Roosevelt, procura associar a 
este personagem as ideias de 
a) progresso e inovação. 
b) esperança e bravura militar. 
c) ordem e felicidade. 
d) superação e esperança. 
e) sucesso e crescimento. 
 
72. (Simulado) Quando iô tava na minha tera,
Iô chamava Capitão
Chega na tera dim baranco,
Puxa enxada — Pai João.
Quando iô tava na minha tera,
Comia muita garinha,
Chega na tera dim baranco,
Carne seca com farinha.
Quando iô tava na minha tera
Iô chamava generá,
Chega na tera di baranco,
Pega o cêto vai ganhá.
Dizofôro dim baranco
Nô si póri aturá.
Tá comendo, tá ... drumindo,
Manda negro trabaiá.
Disponível em: https://www.redalyc.org/jatsRepo/770/77055186012/
html/index.html.Acesso em 06 set. 2020.
Os versos acima pertencem ao Lundu “Pai João” 
que foram escritos na chamada “língua de preto”, a 
qual busca registrar a forma como os pretos velhos 
africanos falavam e permitem deixar registrado suas 
memórias sobre 
a) o cotidiano africano e seus prazeres. 
b) a inferioridade social dos negros que vinham da 
África. 
c) a mudança nas condições de vida dos africanos 
escravizados. 
d) a resistência física dos africanos a sua vida no 
cativeiro. 
e) o castigo contra os negros no Brasil. 
 
73. (Simulado) “No pensamento político, o termo 
refere-se à tomada ilegal, usualmente violenta, do 
poder que produz uma mudança fundamental nas 
instituições de governo. Entretanto o conceito de 
revolução tem sido usado de muitas maneiras, com 
algumas variações de significado. "Revolução“ usa-
se, por vezes, para descrever qualquer mudança 
fundamental, quer seja violenta ou súbita. Nesse 
sentido, falamos de “Revolução Industrial” ou 
“revolução científica”. Mudanças fundamentais do 
governo que ocorrem através de eleições, em lugar de 
conquistas violentas do poder, também são por vezes 
descritas como revoluções, por exemplo, a “revolução 
nazista” na Alemanha em seguida à vitória eleitoral de 
Hitler em 1933. Na maioria das revoluções, a tomada 
do poder depende de sublevações por multidões 
urbanas ou por camponeses concentrados em áreas 
rurais. É a essas insurreições a que nos referimos 
quando mencionamos “revoluções”. (...)
Dicionário do Pensamento social do século XX. Editado por William 
Outhwaite & Tom Bottomore. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1996.
Para o autor do texto, o evento que se encaixa ao 
conceito revolução foi a 
a) Independência do Brasil. 
b) Revolução Industrial. 
c) Revolução Russa. 
d) Guerra de Secessão. 
e) Unificação da Alemanha. 
 
74. (Enem digital) Associados a atividades importantes 
e variadas na evolução das sociedades americanas 
modernas, os africanos conseguiram impor sua marca 
nas línguas, culturas, economias, além de participar, 
quase invariavelmente, na composição étnica das 
comunidades do Novo Mundo.A sua influência 
alcançou mais fortemente as regiões do latifúndio 
agrícola, em comunidades cujo desenvolvimento 
ocorreu às margens do Atlântico e do mar das 
Antilhas, do sudeste dos Estados Unidos até a porção 
nordeste do Brasil, e ao longo das costas do Pacífico, 
na Colômbia, no Equador e no Peru.
KNIGHT, F. W. A diáspora africana. In: AJAYI, J. F. A. (Org.). História 
geral da África: África do século XIX à década de 1880. Brasília: 
Unesco, 2010 (adaptado).
Uma das contribuições da diáspora descrita no texto 
para o continente americano foi o(a) 
a) fim da escravidão indígena. 
b) declínio de monoculturas locais. 
c) introdução de técnicas produtivas. 
d) formação de sociedades estamentais. 
e) desvalorização das capitanias hereditárias. 
39
75. (Simulado) Depois que se converteu ao cristianismo, 
aos 33 anos, dedicou-se totalmente à tarefa de 
promover a integração filosófica da doutrina cristã 
com a filosofia platônica e neoplatônica. De Plotino, 
Agostinho aceitou a ideia de que a verdadeira realidade 
é espiritual e todo ser provém de Deus. (...) De Platão, 
veio a aceitar a ideia de uma vida de contemplação era 
o único caminho para o conhecimento e a felicidade.
Solomon, Robert C., Higgins, Kathleen M. Paixão pelo saber: uma 
breve história da filosofia. Riode Janeiro, Civilização Brasileira, 
2001, p.93.
A atividade de Agostinho de Hipona como filósofo e 
teólogo cristão dá início, ainda na Antiguidade, a um 
processo intelectual que se desenvolverá plenamente 
durante a Idade Média. De acordo com o texto, no 
movimento filosófico de Agostinho encontramos um 
exemplo de 
a) tolerância religiosa. 
b) apropriação cultural. 
c) misticismo religioso. 
d) paganismo devoto. 
e) sincretismo cultural. 
 
76. (Simulado) ... os modernos são os primeiros a 
demonstrar que o conhecimento verdadeiro só pode 
nascer do trabalho interior realizado pela razão, graças 
a seu próprio esforço, sem aceitar dogmas religiosos, 
preconceitos sociais, censuras políticas e os dados 
imediatos fornecidos pelos sentidos. 
CHAUÍ, Marilena. Primeira filosofia. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 
1985. p. 80. 
Assim, para a autora, temos um elemento novo no 
pensamento moderno que é 
a) o uso da razão para resolver problemas teóricos e 
práticos. 
b) a valorização da interioridade psicológica do ser 
humano. 
c) a tentativa de combinar fé e razão na explicação do 
mundo. 
d) a importância da comprovação empírica na busca 
da verdade. 
e) o processo de crítica a todo conhecimento filosófico. 
 
77. (Simulado) Galileu, que além de extraordinário 
homem de ciência e filósofo, foi, segundo palavras 
do Papa Vojtyla (João Paulo II), um católico fervoroso 
e convicto, recomendou, quando do início do seu 
primeiro processo em 1616, a separação das evidências 
empíricas das interpretações das sagradas escrituras. 
Na ocasião afirmou que se é verdade que a Bíblia 
não pode errar, o mesmo não se pode dizer de seus 
intérpretes. Com esta observação, Galileu chamou a 
atenção para a necessidade de proceder a separação 
entre o mundo da ciência e o mundo da fé, sob pena 
dos pesquisadores ficarem tolhidos da possibilidade 
de realizar investigações sobre temas mencionados de 
algum modo pelo Velho e pelo Novo Testamento. (...) 
A história dos processos e da condenação de Galileu 
pelo Tribunal do Santo Ofício ilustra como a separação 
defendida por Galileu não se dava. 
BAIARDI, Amílcar e SANTOS, Alex Vieira dos; RODRIGUES, 
Wellington Gil. Processos Cavilosos, Sentença Vingativa e Abjura 
Humilhante: O Caso Galileu; Cadernos de História das Ciências, 
São Paulo, Vol. 8, nº 2, Jul/Dez 2002. http://periodicos.ses.sp.bvs.br/
scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-76342012000200002&lng=
pt&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em 4 set. 2020.
Em conformidade ao que foi apresentado pelo texto, 
Galileu foi condenado pela Igreja Católica, por decisão 
do Tribunal do Santo Ofício, porque defendia uma 
posição diretamente ligada 
a) à contrariedade da historicidade científica da Bíblia. 
b) ao confronto existente entre católicos cientificistas 
e místicos. 
c) à defesa da falibilidade bíblica em assuntos 
teológicos e mundanos. 
d) ao surgimento do novo paradigma racional e 
científico moderno. 
e) à polêmica questão da dualidade entre fé e razão 
humanas. 
 
78. (Simulado) Omama não nos deu nenhum livro 
mostrando os desenhos das palavras de Teosi, como 
os dos brancos. Fixou suas palavras dentro de nós. 
Mas para que os brancos as possam escutar, é preciso 
que sejam desenhadas como as suas. Se não for 
assim, seu pensamento permanece oco. Quando essas 
antigas palavras apenas saem de nossas bocas, eles 
não as entendem direito e as esquecem logo. Uma vez 
coladas no papel, permanecerão tão presentes para 
eles quanto os desenhos das palavras de Teosi (...). 
Isso talvez os faça dizer: “É verdade, os Yanomami não 
existem á toa. Não caíram do céu. Foi Omama que os 
criou para viverem na floresta”.
Kopenawa, Davi e Albert, Bruce; A queda do céu: palavras de um 
xamã yanomami. São Paulo, Companhia das Letras, 2015, p.77.
40
As palavras do xamã yanomami, apresentadas pelo 
texto, indicam, para o contato entre nativos e brancos, 
uma relação de 
a) superioridade. 
b) inferioridade. 
c) ecumenismo. 
d) hegemonia. 
e) alteridade. 
 
79. (Simulado) Da filosofia nada direi, senão que, vendo 
que foi cultivada pelos mais excelsos espíritos que 
viveram desde muitos séculos e que, no entanto, nela 
não se encontra ainda uma só coisa sobre a qual não se 
dispute, e por conseguinte que não seja duvidosa, eu 
não alimentava qualquer presunção de acertar melhor 
do que outros; e que, considerando quantas opiniões 
diversas, sustentadas por homens doutos, pode haver 
sobre uma e mesma matéria, sem que jamais possa 
existir mais de uma que seja verdadeira, reputava 
quase como falso tudo quanto era somente verossímil
Descartes. Discurso sobre o Método. Obras escolhidas. Introdução de 
Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gérard Lebrun; tradução 
de Jacob Guinsburg e Bento Prado Jr. São Paulo: Difel – Difusão 
Europeia do Livro, 1973, p.7.
Encontramos, nas recomendações de Renê Descartes, 
uma 
a) impossibilidade do conhecimento verdadeiro. 
b) defesa do estudo dos pensadores clássicos. 
c) recomendação do ceticismo metodológico. 
d) crítica da filosofia que despreza os sentidos. 
e) disposição a reconhecer a multiplicidade da 
verdade. 
 
80. (Simulado) (...) Marx e Engels falam, no 
Manifesto do Partido Comunista, da história humana 
como história da luta de classes. À medida que as 
classes sociais se enfrentam com interesses e fins 
irreconciliáveis, tal contradição antagônica deve se 
resolver violentamente. A violência é o caminho para 
conquistar o poder ou manter o que foi conquistado. 
Mas nenhuma classe social prefere a violência quando 
pode alcançar seus objetivos por meios não violentos, 
da mesma forma que nenhuma classe social vacilará 
em recorrer a ela, como razão suprema, quando está 
em perigo seus interesses vitais. Isso explica o fato de 
que, enquanto a sociedade esteve dividida em classes 
antagônicas, a violência esteve presente em seus 
momentos históricos decisivos.
Sánchez Vásquez, Adolfo. Filosofia da Práxis, Buenos Aires, CLACSO 
e São Paulo, Expressão Popular, Brasil, 2007, p.387.
O autor do texto, quanto ao problema da violência, 
apresenta premissas que apontam na direção da sua 
a) inerência à natureza humana. 
b) dinâmica inevitável e crescente. 
c) efetividade como ação moral. 
d) presença na totalidade da história. 
e) associação às sociedades hierárquicas. 
 
81. (Simulado) Uma de suas ideias centrais é a 
rejeição do absoluto antagonismo entre a razão e a fé. 
Para Aquino, existiriam as “verdades da fé”, atingíveis 
apenas por meio da revelação cristã, às quais não 
poderemos chegar através da razão. Porém, nem todas 
as verdades seriam alcançadas desse modo, existindo 
também as “verdades naturais teológicas”. Sendo 
a razão obra de Deus, poderíamos alcançar essas 
verdades tanto pela fé como pela razão. A fé e a razão 
seriam, muitas vezes, rios que desembocam num 
mesmo oceano.
Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/especiais/santo-
tomas-de-aquino/.Acesso em 12 set. 2020. 
São Tomás de Aquino resolveu uma importante 
questão ética da sociedade medieval, ele defendeu que 
a relação entre fé e razão fosse marcada por 
a) compatibilidade. 
b) identidade. 
c) neutralidade. 
d) exclusão. 
e) superposição. 
 
82. (Simulado) “Como é sabido, o centro da doutrina 
moral de Kant é o ser humano que não tem preço, mas 
dignidade, e, por isso, é concebido como um fim em 
si mesmo não devendo ser tratado como meio, pois 
não possui equivalente. (...) a conjetura de um direito 
cosmopolita é a grande inovação conceitual trazida por 
Kant na leitura da realidade internacional. Tem como 
fundamento o direito à hospitalidade universal, vale 
dizer, um direito comum a todos os seres humanos 
da face da Terra. Segundo Kant, a condição para a 
sua efetivação requer uma época da história em que 
a violação do direito ocorrida num ponto da Terra seja 
sentida em todos os demais pontos da Terra.” 
LAFER, Celso. In. Magnoli, Demétrio (Organizador). Históriada Paz: 
os tratados que desenharam o planeta. São Paulo: Contexto, 2008. 
Págs 299 e 300.
41
As ideias do filósofo mencionado nos textos serviram 
de base para a criação do(a) 
a) Tratado de Ouro Preto. 
b) Mercado Comum Europeu. 
c) Organização Mundial do Comércio. 
d) Declaração Universal dos Direitos Humanos. 
e) Convenção sobre os Direitos Políticos da Mulher. 
 
83. (Simulado) TEXTO 1
O conhecimento não tem por objeto o ser, para 
determinar sua natureza? Logo, se o ser é o objeto 
do conhecimento, algo diferente terá de se constituir 
o objeto da opinião. Nesse caso, o objeto da opinião 
é o não-ser. Assim, precisaremos relacionar o não-ser 
com ignorância e o ser como conhecimento.
Platão, República, Belém, UFPA, 2000, p.273.
TEXTO 2
Também causa preocupação o fato de alguém tomar 
atitudes que não demonstram aos outros o que cada 
um é realmente. Assim, é a vida de muitos é falsa 
e pronta para a ostentação. De fato, o constante 
autocontrole atormenta tanto quanto o receio de ser 
pego num papel diverso daquele que está acostumado 
a representar.
Sêneca, Da Tranquilidade da Alma, Porto Alegre, L&PM, 2011, p.82.
Os textos acima tratam de temas bastantes tradicionais 
na filosofia clássica, respectivamente: 
a) Opinião como falso saber – Busca de uma vida 
autêntica. 
b) Impossibilidade do conhecimento – Falsidade da 
filosofia. 
c) Valorização da ignorância – Necessidade do controle 
social. 
d) Opinião como objeto filosófico – Vida humana como 
hipocrisia. 
e) Unidade da opinião e do saber – Crítica como 
autocontrole. 
 
84. (Simulado) “Quando levei os Xavantes ao Rio de 
Janeiro pela primeira vez, eles quiseram saber de 
onde vinha nossa comida. Levei-os ao mercado, onde 
existe uma quantidade enorme de frutas e legumes, 
mas também existe uma multidão de crianças e velhos 
catando comida no lixo. Eles me perguntaram como 
que nós, tão ricos, que dávamos presentes a eles, 
permitíamos aquele espetáculo. A cena foi um choque 
pra eles. Muitas vezes a camisa que damos ao índio, 
ele entrega a um trabalhador.” 
Revista Veja, 23 de maio de 1973. 
A percepção indígena sobre a relação do homem 
civilizado com a distribuição de seus recursos, aponta 
para a 
a) naturalidade diante do desequilíbrio da distribuição 
alimentícia, por entender que somente quem trabalha 
tem direito à comida. 
b) estranheza diante do enorme desperdício de comida 
jogada no lixo pelo mercado do homem branco. 
c) dificuldade de entender a indiferença dos brancos 
diante da fome de seus semelhantes. 
d) preocupação em proteger trabalhadores do frio, 
distribuindo camisas no mercado. 
e) boa impressão causada pela fartura de alimentos 
nas prateleiras do mercado. 
 
85. (Simulado) 
 
Charge tem a finalidade de ilustrar, por meio da sátira, 
os acontecimentos atuais que despertam o interesse 
público. Muito usado em jornais e revistas por causa 
do cunho político e social. A charge identifica 
a) o crescimento da opressão, nos tempos atuais, ao 
trabalho da imprensa. 
b) o silêncio da grande mídia no passado e no presente 
sobre as torturas. 
c) os crimes cometidos, pelo regime militar, contra os 
jornalistas. 
d) os abusos, dos estados autoritários, omitidos pela 
imprensa. 
e) os tipos de torturas as quais jornalistas eram 
submetidos. 
 
86. (Simulado) Ao debater uma possível punição para 
o abuso de poder religioso nas eleições, o Tribunal 
Superior Eleitoral (TSE) deve tentar separar, com 
critérios claros, o que é uma manifestação política 
legítima de um padre ou pastor do que é uma tentativa 
de cooptação do fiel por meio do discurso religioso. 
A opinião é do advogado e integrante da Academia 
Brasileira de Direito Eleitoral (Abradep) Luiz Eduardo 
42
Peccinin. Autor do livro O discurso religioso na política 
brasileira: democracia e liberdade religiosa no Estado 
laico, Peccinin alerta para o risco de policiamento das 
crenças religiosas. A discussão sobre abuso do poder 
religioso é acompanhada com apreensão por aqueles 
que veem no debate uma ameaça à liberdade de religião 
e uma caça às bruxas contra o conservadorismo. 
Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/
politica/2020/08/11/interna_politica,1174962/ha-risco-de-
policiamento-das-atividades-religiosas.shtml. Acesso em 05 set. 2020 
(modificado).
A intensa polarização do debate político, característica 
da sociedade brasileira neste início de século XXI, tem 
produzido um acalorado debate sobre os limites da 
ação estatal e da liberdade individual, muitas vezes, 
reverberando sobre a questão religiosa. Sobre as 
possíveis relações entre Estado, liberdade e religião o 
texto propõe que o(a) 
a) Estado laico é uma ameaça à livre manifestação da 
expressão religiosa. 
b) manipulação religiosa pode limitar a liberdade, 
devendo ser freada pela ação do Judiciário. 
c) conservadorismo usa a manipulação religiosa para 
controlar a política e limitar a liberdade. 
d) Poder Judiciário, em defesa da liberdade, deve 
impedir a ação política de líderes religiosos. 
e) abuso do poder religioso é uma ameaça à liberdade 
que deve ser contido pelo autoritarismo. 
 
87. (Simulado) Apesar do que o termo dá a entender, 
Afrofuturismo não se trata apenas de imaginar 
mundos vindouros a partir de idiossincrasias negras, 
mas também de reinterpretar o passado e preencher 
lacunas de representatividade. Como o teórico 
cultural Mark Dery escreveu no ensaio (que inclusive 
criou o termo Afrofuturismo) Black to the Future 
(1994): "Parte da resiliência da cultura negra e da vida 
negra é imaginar o impossível (...) Nessa concepção, 
certos elementos da cultura afro-americana são 
reimaginados e transpostos para um nova perspectiva, 
cósmica e lendária."
SANTOS, Vinicius Santos, Afrofuturismo: como essa revolução 
cultural tomou o mainstream de assalto e chegou inclusive à Marvel 
com Pantera Negra. 
Revista Rolling Stones, edição online de 4 de junho de 2020. 
Disponível: https://rollingstone.uol.com.br/noticia/afrofuturismo-
como-essa-revolucao-cultural-tomou-o-mainstream-de-assalto-e-
chegou-inclusive-marvel-com-pantera-negra/. Acesso em 5 set. 2020.
Os dois elementos definidores do afrofuturismo 
apresentados pelo fragmento de texto são: 
a) Identidade – Utopia. 
b) Revolta – Racismo. 
c) Representação – Fé. 
d) Globalismo – Negritude. 
e) Autonomia – Esteticismo. 
 
88. (Simulado) Por outro lado, embora tratemos os 
fatos sociais como coisas, é como coisas sociais. Ser 
exclusivamente sociológico é um traço característico 
de nosso método. Devido à sua extrema complexidade, 
não raro tais fenômenos foram vistos como refratários 
à ciência ou só podendo fazer parte dela reduzidos 
às suas condições elementares, sejam psíquicas, 
sejam orgânicas, isto é, despojados de sua natureza 
própria. Ao contrário, o que fizemos foi estabelecer a 
possibilidade de tratá-los cientificamente sem nada 
lhes confiscar de suas características específicas.
Adaptado de Durkheim, E. O Estudo dos Fatos Sociais e o Método da 
Sociologia, in Castro, Celso. Textos básicos de sociologia – de Karl 
Marx a Zygmunt Bauman. Rio de Janeiro, Zahar, 2014, p.36.
O texto apresenta uma inovação característica da 
sociologia de E. Durkheim, expressa no(a) 
a) distinção entre pensamento científico e senso 
comum. 
b) processo de busca de uma temática à pesquisa 
sociológica. 
c) proposição da cientificidade no estudo dos fatos 
sociais. 
d) elemento crítico ao processo de racionalização da 
vida social. 
e) demanda de mais liberdade metodológica às 
ciências sociais. 
 
89. (Simulado) A Universidade Zumbi dos Palmares 
e a Afrobras, com apoio da Agência Grey, lançaram 
nesta terça-feira (30) em São Paulo um plano de 
ações práticas para o combate ao preconceito e 
à discriminação racial no Brasil, pedindo ações 
concretas das autoridades do país para a melhoria 
de vida da população negra brasileira. O manifesto 
"Vidas negras importam: nós queremos respirar" 
também é um movimentonacional proposto por 
diversas personalidades do meio jurídico, político, 
empresarial, artístico, do esporte e da comunicação, 
que se mobilizam para debater a diversidade racial 
brasileira e ajudar a implementar políticas públicas 
e privadas contra o racismo no país. Chamado de 
"Movimento AR", o nome do grupo é uma alusão ao 
caso do norte-americano George Floyd, homem negro 
43
que foi morto por asfixia com o joelho por um policial 
branco em Minneápolis, nos Estados Unidos.
Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/
noticia/2020/06/30/campanha-lanca-manifesto-vidas-negras-
importam-e-propoe-10-metas-para-reduzir-impacto-do-racismo.
ghtml Por G1 SP - São Paulo 30/06/2020. Atualizado há 2 meses. 
Acesso em 12 set. 2020.
O movimento apresentado no texto é caracterizado 
pela 
a) regionalidade, por traduzir uma reivindicação 
somente afeita à sociedade brasileira. 
b) diversidade, por contar com o apoio de indivíduos 
de diferentes segmentos. 
c) superficialidade, por não conseguir o apoio dos 
poderes e instituições estatais. 
d) contemporaneidade, por expressar problemas 
surgidos recentemente. 
e) homogeneidade, por mobilizar um único segmento 
social. 
 
90. (Simulado) Nos últimos quatro meses, em que 
o país passa pela pandemia de covid-19, cerca de 3 
milhões de pessoas ficaram sem trabalho. Na quarta 
semana de julho, a taxa de desocupação chegou a 
13,7%, o que corresponde a 12,9 milhões de pessoas. Os 
dados são da edição semanal da Pesquisa Nacional por 
Amostra de Domicílio (Pnad) Covid-19, divulgada hoje 
(14/08/2020) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE). 
Quando a pesquisa teve início, na primeira semana de 
maio, eram 9,8 milhões de pessoas desocupadas. Na 
comparação com a terceira semana de julho, houve 
aumento de 550 mil pessoas entre os desocupados. 
A população ocupada do país foi estimada em 81,2 
milhões, estável em relação à semana anterior e com 
queda em relação à semana de 3 a 9 de maio, quando 
83,9 milhões de pessoas entravam nessa categoria.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/
noticia/2020-08/desemprego-na-pandemia-continua-subindo-e-
chega-137. Acesso em 07 set. 2020.
De acordo com o texto, a pandemia do COVID-19 
agravou na sociedade brasileira o problema do(a) 
a) redução da informalidade. 
b) queda dos processos de terceirização. 
c) aumento do desemprego conjuntural. 
d) ampliação do desemprego estrutural. 
e) elevação dos empregos no setor quaternário.

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