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SOBRE 
AUTOR
Geraldo Magela Campos da Silva é pastor da Igreja 
Batista Nacional Luz do Evangelho, em Contagem, Minas 
Gerais, desde 1990. Casado com Vilma Miranda da Silva 
e pai de Israel Campos Miranda da Silva. Bacharel em 
Teologia pelo STEB (Seminário Teológico do Brasil) e 
Real Faculdade de Brasília (UNIREAL).
Além disso, também é redator de estudos para a 
LERBAN, já presidiu Comissão de Exame Teológico e 
hoje é o presidente da ORMIBAN Central de Minas Gerais. 
Tem realizado seu ministério com ênfase no valor da 
Palavra de Deus e a importância do caráter na liderança 
cristã.
\
PERGUNTAS PRELIMINARES 
(DOUTRINA, TEOLOGIA, RELIGIÃO E
REVELAÇÃO)................................................... 11
1. BIBLIOLOGIA ......................................... 17
2. A DOUTRINA DE DEUS....................... 31
3. A DOUTRINA DE CRISTO.......................47
4. A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO ... 59
5. A DOUTRINA DA IGREJA.................... 71
6. A DOUTRINA DO HOMEM.................. 87
7. A DOUTRINA DO PECADO.....................93
8. A DOUTRINA DA SALVAÇÃO.............99
9. A DOUTRINA DOS ANJOS ................... 115
10. A DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS. 125
BIBLIOGRAFIA ......................................... 139
ROTEIRO DE PERGUNTAS ................... 143
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como 
obreiro que não tem de que se envergonhar, que 
maneja bem a palavra da verdade.”
(II Timóteo 2.15)
PERGUNTAS
PRELIMINARES
(DOUTRINA, TEOLOGIA, RELIGIÃO E 
REVELAÇÃO)
1 .0 que significa doutrina?
R: Doutrina significa "ensino” ou “instrução” (Didachê, grego). 
Doutrina cristã:
“ D o u tr in a cr is tã p od e d e fin ir -se a ssim : as v erd a d es 
fundam entais da Bíblia dispostas em forma sistemática. Este 
estudo chama-se comumente: “teologia”, ou seja, “um tratado 
ou discurso racional acerca de Deus.” (M yer Pearlman)
2. O que é teologia?
R: É a ciência que trata sobre Deus e as relações entre Deus e o 
universo. Outra definição: E o estudo acerca de Deus baseado na 
experiência do homem com Ele e na revelação divina.
THEOS (grego): Deus.
LOGIA (grego): Estudo, tratado.
3. Qual o objetivo da teologia ou teologia sistemática?
R: O teólogo Langston reponde esta pergunta da seguinte forma: 
“Pretendemos, no estudo de teologia sistemática, selecionar fatos 
que nos façam conhecer melhor a pessoa de Deus, as Suas relações 
com o universo, e organizá-los num sistem a racional. Não se
encontra na Bíblia uma Teologia Sistemática já feita e ordenada, 
mas encontram-se os fatos com os quais podemos organizá-la, 
dar lhe forma, sistematizá-la. O fim portanto da teologia sistemática 
não é criar fatos, mas descobri-los num sistema..."
(Esboço de Teologia Sistemática. A.B. Langston - pág. 16)
4. Qual a necessidade da teologia?
R: Podemos destacar cinco motivos que a tornam necessária: 
a) O instinto organizador do intelecto: “O intelecto humano não 
se co n ten ta com um a s im p les a cu m u lação de fa tos: 
Invariavelmente busca uma unificação e sistematização do seu 
conhecimento”.
h) A natureza difundida da descrença de nossos dias: “Os perigos 
que ameaçam a Igreja vêm, não da ciência, mas da filosofia. 
Nossas universidades, faculdades e sem inários estão, na 
maioria, saturados de ateísmo, agnosticismo e panteísmo... O 
homem que não possui um sistema organizado de pensamento 
está à mercê daquele que o tem.”
c ) A natureza das Escrituras: “A Bíblia é para o teólogo o que a 
natureza é para o cientista... Deus não achou necessário escrever 
a Bíblia na forma de Teologia Sistem ática; é nossa tarefa, 
portanto, ajuntar os fatos dispersos e colocá-los sob a forma 
de um sistema lógico”.
d) O desenvolvim ento de um caráter cristão in te ligen te : “A 
teologia não apenas nos ensina que tipo de vida deveríamos 
viver, mas nos inspira a viver dessa maneira. Em outras palavras, 
a teologia não apenas indica as normas de conduta, mas também 
nos fornece os motivos para tentarmos viver de acordo com 
essas normas”.
e) As cond ições para o serv iço cris tão e f ic a z : "Tem sido 
freqüentemente demonstrado que é apenas na medida em que 
as pessoas forem completamente instruídas na Palavra de Deus 
que elas se tornarão cristãos firmes e trabalhadores eficazes 
por Cristo. Há, assim, uma relação definitiva entre a pregação 
doutrinária e o serviço cristão eficaz” .
(Palestras em Teologia Sistemática. H. C. Thiessen - pág. 7)
Resumindo: ”É necessária para a satisfação do intelecto do homem 
a respeito do cristianismo e necessária para definir, defender e 
propagar o cristianism o” .
5. Qual o significado de religião?
R: “A Religião é a vida do homem nas suas relações sobre humanas, 
isto é, a vida do hom em em relação ao poder que o criou, à 
Autoridade suprema acim a dele e ao Ser invisível com Quem é 
capaz de ter com unhão” (Langston). Religião (religare, latim) é 
resultado da busca do hom em para ser religado ao Seu Criador.
O cristianismo é a verdadeira religião, pois está fundamentado na 
revelação divina e prega a verdade acerca de Deus. Somente através 
do Filho de Deus, Jesus Cristo, o homem pode chegar a Deus (Jo 
14.6; I Tm 2.5).
6. Qual a diferença entre religião e teologia?
R: Religião é vida, teologia é doutrina. A religião precede a teologia. 
Ambas são distintas em bora estejam intimamente ligadas.
“A teologia está relacionada com a religião, assim 
como a botânica com a vida das plantas.”
(Langston)
7. Qual o significado de revelação?
K: "É a revelação que Deus faz de Si mesmo... Na revelação. Deus 
faz-se conhecido dos homens na sua personalidade e nas suas 
relações. Revelar é informar, e isto é justamente o que Deus tem 
feito".
“Manifestou os seus caminhos a Moisés e os seus feitos aos 
filhos de Israel.” (SI 103.7)
(Esboço de Teologia Sistemática, A.B. Langston - pág. 15) 
Revelar: Revelare (latim) significa “descobrir5', “tirar o véu”, 
“fazer conhecer”, etc. Ação de Deus em comunicar ao homem os 
seus desígnios. Há várias fontes da revelação de Deus.
8. Quais as fontes da revelação de Deus?
R: a) Jesus Cristo: A principal fonte de revelação (Jo 1.14, 14.9, 
17.6-8; Hb 1.1,2).
“ Mas as revelações mais ricas, e mais espirituais, e mais efetivas, 
e mais verdadeiras, são as que se realizaram em Cristo Jesus, no 
que ele era, no que disse e no que fez.” (Langston)
b) As Escrituras Sagradas: Revelação escrita da sua Pessoa, 
caráter, propósitos e ações (Jo 5.39).
c) Q Espírito Santo: Este comunica aos homens a sabedoria de 
Deus e seus desígnios (Jo 16.13,14; I Co 2.6-10; Ap 2.11 e 
22.17).
d) O hom em : Por sua natureza moral, sua semelhança com o 
Criador e por ser essencialmente religioso é fonte da teologia. 
Este encontra sua expressão maior no contexto da Igreja (E f
3.8-12).
e) A natureza: O salmista e rei Davi viu na natureza uma revelação 
de Deus (SI 19.1).
0 H istória: A m archa dos eventos da história universal fornece 
evidências de um poder e de uma providência dominantes. "Os 
princípios do divino governo moral encontram-se na história 
das nações tanto quanto na experiência dos homens” (D. S. 
Clark). A história bíblica foi escrita para revelar Deus na 
história, isto é, para ilustrar a obra de Deus nos negócios 
humanos (SI 75.7: Dn 2.21 e 5.21).
g) H. C. Thiessem relaciona as fontes da revelação da seguinte 
forma:
Revelação geral de D eus: Na natureza, história e na consciência 
do homem.
Revelação especial de D eus: Em milagres, profecia e Jesus 
Cristo. Esta última fonte, Cristo, como o centro da história e da 
revelação (Palestras em Teologia Sistemática, H. C. Thiessen 
páginas 10-18).
1. Qual o significado do termo Bibliologia?
R: E a ciência que trata das questões preliminares e críticas das 
Escrituras, tais como: seu texto, línguas originais, inspiração, 
canonicidade. autenticidade, autoridade e conteúdo.
2. Você já leu a Bíblia toda de forma sistem ática?
R: Caso sua resposta seja negativa, inicie imediatamente. A leitura 
sistemática da Bíblia é essencialpara aqueles que desejam conhecer 
as doutrinas da Bíblia. Sugestão: Leia 4 capítulos por dia e terá 
lido toda a Bíblia em menos de um ano. Você pode alternar entre 
um Livro do Antigo e um do Novo Testamento.
“A leitura sistemática da Bíblia é essencial para 
aqueles que desejam conhecer as doutrinas da 
Bíblia.”
3. O que é a Bíblia?
R: E a palavra de Deus inspirada. A nossa única regra de fé e 
prática.
4. Quem é o seu autor?
R: O Próprio Deus.
5. Cerca de quantos homens escreveram a Bíblia?
R: Aproximadamente 40 homens.
19
(». Quantos Livros contém a Bíblia?
R: 66 Livros, sendo 39 no Antigo Testam ento e 27 no Novo 
I estamento.
7. Como podemos fazer uma divisão da Bíblia?
K: a) Antigo Testamento:
Pentateuco (5 Livros), Históricos (12 Livros), Poéticos (5 Livros), 
Profetas Maiores (5 Livros) e Profetas Menores (12 Livros).
b) Novo Testamento:
Evangelhos (4 Livros), Histórico (1 Livro), Cartas Paulinas (13 
Cartas), Cartas Gerais (8 Cartas), Profético (1 Livro, que é o 
Apocalipse).
8. De que trata o Antigo Testamento?
R: A História do povo de Israel e a preparação do mundo para a 
vinda do Messias.
9. De que trata o Novo Testamento?
R: I a manifestação do Messias, o Cristo ao mundo. Seu propósito, 
■ i revelação e a consumação do seu propósito.
10. Em quantos anos a Bíblia foi escrita?
R Aproximadamente 1500 anos.
1 1 .0 que foi o período interbíblico?
R l lm período de aproximadamente 398 anos compreendido entre
o prol ela Malaquias até o profeta João Batista. Este período também
20
é conhecido como a era do silêncio. Nenhum escrito foi inspirado 
neste período.
12. Em quais línguas originais a Bíblia foi escrita?
R: a) Antigo Testam ento: Hebraica e pequenos acréscimos em 
Aramaico nos Livros de Daniel (Dn 2.4 a 7.28) e Esdras (4.8 a 
6.18; 7.12-26).
b) Novo Testam ento: N a língua grega.
13. A Bíblia é ou contém a Palavra de Deus? Explique a 
sua resposta.
R: E a Palavra de Deus. Portanto, toda a Bíblia é inspirada pelo 
Espírito Santo.
14. A Bíblia é a Palavra de Deus. Então, como ela também 
pode conter as palavras de hom ens ímpios, demônios e 
até satanás?
R: As palavras destes constituem um registro inspirado, ou seja, o 
Espírito Santo inspirou os escritores bíblicos a registrarem as suas 
palavras (Ex: Jó 4. 13-21).
15. Existem erros científicos, históricos e geográficos na 
Bíblia?
R: Não.
16. O que são Livros canônicos?
R: São os Livros divinam ente inspirados que constituem a Bíblia 
ou Escrituras Sagradas. A palavra cânon é de origem grega e
21
significa “vara de medir” . São Livros que estão de acordo com o 
padrão, a regra, a medida.
17. O que são livros apócrifos?
R: São os livros que não têm inspiração divina. Apócrifo significa 
"sem autenticidade ou falso”. São os livros cuja inspiração não é 
autêntica. Podem ter valor histórico, mas não fazem parte do Cânon. 
Alguns livros apócrifos foram escritos no período interbíblico. 
I;,x: 1 e II Macabeus que estão na Bíblia católica. Os evangélicos 
ou protestantes utilizam o Antigo Testamento que é reconhecido 
como autêntico pelos judeus que são a maior autoridade em Antigo 
I estamento. Deus confiou-lhes a tarefa de escrever e cuidar do 
A nligo Testamento (Rm 3.1,2).
18. Quais as provas no Antigo Testamento de que a Bíblia 
é inspirada?
R: Ex 24.4, 34.28; Js 3.9; II Sm 23.1,2; II Rs 17.13; Is 34.16, 59.21;
7,c 7.12.
19. Quais as provas no Novo Testamento de que a Bíblia é 
inspirada?
R: Jo 5.39; Hb 1.1,2; Rm 3.1,2; II Tm 3.16,17; II Pd 1.19-21.
20. Deus teve planos para escrever a Bíblia?
R: Sim.
21. Para que serve a Bíblia em sua vida?
R: Para revelar-me Deus e ensinar, corrigir, educar e habilitar-me 
para a obra (Jo 5.39; II Tm 3.16,17).
22. Dê três motivos para a Bíblia ter sido escrita?
R: 1 - Para que o homem de Deus seja aperfeiçoado (II Tm 3.16,17).
2- Para que seja perfeitamente habilitado para toda boa obra.
3- Para que todos creiam que Jesus é o M essias (Jo 20.31).
23. O que significa a palavra Bíblia?
R: É a forma atual do vocábulo grego “BÍBLIA” e significa livros. 
A palavra Bíblia pode ser aplicada tanto no plural (coleção de 
livros) quanto no singular (livro).
24. O que significa a palavra inspiração?
R: Provém de dois vocábulos latinos “IN+SPIRO ” e significa 
literalm ente “SOPRAR EM ” ou “SOPRAR DENTRO ” . É o ato 
de Deus soprar no homem, pelo Espírito Santo, a sua Palavra. 
M étodo sobrenatural de Deus para com unicar seus desígnios ao 
hom em (II Tm 3.16).
2 5 .0 que significa a palavra iluminação?
R: Operação do Espírito Santo que consiste em clarear a mente 
hum ana para a compreensão da verdade revelada (Hb 6.4, 10.32).
26. O que significa a palavra revelação?
R: Deriva do latim “REVELARE” e significa descobrir, tirar o 
véu, fazer conhecer, etc. Ação de Deus em comunicar ao homem os 
seus desígnios. A Bíblia é a revelação escrita de Deus.
27. Q ual o m a ter ia l de e scr ita do A n tigo e N ovo 
Testamentos?
R: Foram escritos com material diferente do que conhecemos hoje. 
Antigo Testamento: Peles e provavelmente em argila. Estilete e 
cinzel (Jó 19.24; Jr 17.1).
Novo Testamento: Papiro, vellum (pele fina de antílope ou bezerro), 
etc.
28. Quais as referências bíblicas para textos clássicos como: 
Os Dez Mandamentos, A Instituição da Páscoa, A Passagem 
pelo Mar Vermelho, O Sermão da M ontanha, A Oração do 
Pai Nosso, A Instituição da Ceia, A Ressurreição de Jesus,
O Amor é o Dom Supremo, Os Dons Espirituais, A Descida 
do Espírito Santo (Pentecostes), O Ide de Jesus, Instruções 
quanto a Celebração da Ceia do Senhor, O Arrebatamento 
da Igreja, etc?
R: Iix 20; Ex 12; Ex 14; Mt 5,6,7; Mt 6; Mt 26; Mt 28; I Co 13; I 
Co 12,13,14; At 2; Mt 28.18-20; I Co 11; I Ts 4.13-18.
29. Em quais Livros a Igreja fundamenta as suas doutrinas?
R: Devem ser fundamentadas principalmente nos Evangelhos e 
I pistolas. Os outros Livros (históricos, proféticos, etc) podem 
11; i/er f undamentos doutrinários, mas devem estar em harmonia com 
i»'. Evangelhos e Epístolas.
W. Quais os nomes técnicos da Bíblia?
R Técnicos: A Palavra (Tg 1.21-23), A Escritura (Jo 2.22), As 
l NiTituras (Mt 22.29), A Palavra de Deus (Mc 7.13), A Lei (I Co 
M I ), A Lei do Senhor (Is 34.16), As Escrituras (Jo 5.39), As
Sagradas Letras (II Tm 3.15). Os Oráculos de Deus (Rm Rm 3.2) 
etc.
31. Quais os nomes figurativos da Bíblia?
R: Figurativos: Luz (SI 119.105), Espelho (Tg 1.23). Martelo (Jr
23.29), Espada (E f 6.17). etc.
32. O Antigo Testamento é a Palavra de Deus ou não tem 
mais validade para nós que estamos vivendo na Graça?
R: É a Palavra de Deus assim como o Novo Testamento. O Antigo 
Testamento completa o Novo e o Novo com pleta o Antigo e um 
explica o outro.
33. O que você sabe a respeito da versão antiga do Antigo 
Testamento conhecida como Septuaginta?
R: Tradução do hebraico para o grego destinada ao uso dos judeus 
helen istas residen tes principalm ente em A lexandria, G récia. 
Tradução feita entre 285 e 247 a.C. a pedido do rei Ptolomeu 
Filadelfo, de Alexandria, e o nome se dá por ter sido traduzida por 
72 sábios judeus.
34. O que você sabe a respeito da Vulgata latina?
R: Tradução fam osa produzida por Jerônimo entre 383 a 405 d.C. 
A princípio baseou-se na Septuaginta, depois passou a usar o texto 
original hebraico. Com posta do A.T. e do N.T. Fato curioso é que 
ele não traduziu os livros apócrifos, por não constarem dos textos 
de origem da versão. Porém, petições de amigos o levaram a traduzir 
Judite, Tobias, acréscim os a Ester e acréscimos a Daniel.
O que levou Jerôn im o a fazer esta tradução foi o fato das 
diversidades e im perfeições das duas versões latinas já existentes. 
“HEXAPLA” (Orígenes, 185-254) e “ANTIGA LATINA” . Esta
versão de Jerônimo serviu de base para as demais por um espaço 
de mil anos. Foi declarada "edição oficial" da Igreja Católica 
Romana no Concilio de Trento (1546).
35. A Bíblia procura provar a existência de Deus?
R: Não. Em texto algum encontraremos esta preocupação, ela apenas 
atestaa existência de Deus.
36. O Antigo Testamento é a Palavra de Deus ou não tem 
mais validade para nós que estamos vivendo na graça?
R: li a Palavra de Deus. Este apresenta as profecias e toda a 
preparação para o Novo Testamento. Um completa e explica o 
outro.
37. O que significa a expressão veterotestamentário?
R: Aquilo que é relacionado com o Velho Testamento ou Antigo 
I estamento.
38. O que significa a expressão neotestamentário?
R: Aquilo que é relacionado com o Novo Testamento.
39. Qual a origem da língua hebraica?
R: Segundo se pensa, deriva de HEBER, um descendente de Sem e 
ancestral deAbraão (Gn 10.21,22,25e 11.15-26). Alguns afirmam 
i|iie Abraão já teria chegado em Canaã com esta língua e outros 
(li/,em que ele aprendeu lá. Este nome se deriva do povo que dela 
se ocupa: Os hebreus. Os textos de II Rs 18.26 e Ne 13.24 dão a 
entender que esta já era a língua oficial dos judeus (judaico).
40. Qual a origem da língua grega?
R: Todos os Livros do Novo Testamento foram escritos na língua 
grega, tam bém cham ada de “KOINE", que significa popular, 
comum, etc. Existiam dois tipos de grego:
O Atico ou clássico: Era falado principalm ente na capital e 
usado pelos grandes filósofos da terra ou eruditos em geral. 
Koinê: A lexandre, o Grande, anexou m uitos povos ao seu 
Im pério pela sede de conquista. Essas c iv ilizações eram 
obrigadas a aprender o grego por imposição. Genealogicamente, 
essa língua é falada pelos descendentes de Jafé, terceiro filho 
de Noé (Gn 10.1,2).
41. Qual a origem da língua aramaica?
R: “Aram aica” deriva de Arã, um dos cinco filhos de Sem (Gn 
10.22). Esta palavra é também traduzida por “Síria”, levando-nos 
a conclusão de que o aramaico era a língua prim itiva da Síria. 
Deduzimos de II Rs 18.26, que a Assíria também falava este idioma. 
Podemos concluir tam bém , através da luz que nos dá Gn 31.47, 
que a língua falada na M esopotâmia era o aramaico ou siríaco, e 
isso no tem po de Labão. Notem que esse era o país de Abraão (Gn 
24.4; 28.2,5).
A Babilônia falava o aramaico, a prova é que partes dos Livros de 
Daniel e Esdras (Dn 2.4 a 7.28 e Ed 4.8 a 6.18; 7.12-26) estão 
nesse idiom a e vale inform ar que Daniel e Esdras viveram na 
Babilônia. O aram aico foi adotado obrigatoriamente pelos judeus 
por causa do Cativeiro Babilônico que durou setenta anos.
42. Nem sem pre as Escrituras foram cham adas de Bíblia. 
Quem foi o prim eiro a usar este nome?
R: Foi João Crisóstom o (345-407), que pela prim eira vez usou 
este nom e no IV século. Era um grande pregador nascido na
97
Antioquia. profundo conhecedor da Bíblia e inigualável orador. 
Foi chamado até de “O Boca de Ouro”, e é considerado um dos 
pais da Igreja.
43. Qual o primeiro Livro a ser impresso com a invenção da 
imprensa?
R: A Bíblia. João Gutemberg, natural de Mainz, Alemanha, foi o 
“Pai da Imprensa'’. Era um servo de Deus e tanto se empenhou na 
difusão da Palavra de Deus, que o primeiro Livro a ser impresso, 
com a invenção da imprensa (1450), foi a Bíblia (numa versão 
latina). Há mais de cinco séculos Gutemberg deixou escrita esta 
mensagem:
“Deus sofre, pois há multidões que sua Palavra nunca pode 
alcançar. A verdade divina está presa em algumas folhas à 
mão. Vamos romper os selos e dar asas à verdade... Para 
deixá-la voar a toda criatura de todas as nações”.
44. Quem fez a primeira versão da Bíblia em português?
R: Foi João Ferreira de Almeida, nascido em 1628 em Lisboa, 
lilho de pais católicos. Em visita a Holanda, converteu-se a Igreja 
reformada através da leitura de um folheto em espanhol que lhe 
causou profunda im pressão. Tornou-se M inistro C alv in ista , 
pregando e escrevendo em várias línguas. Neste período, Deus o 
usou com o instrum ento para rea liza r a fam osa “V E R SÃ O 
ALMEIDA”. O Novo Testamento completo foi publicado em 1681, 
e o Antigo Testam ento, estacionado em Ezequiel 48.21, foi 
completado por Jacobus Den Akker e publicado em 1748. Somente 
em 1819 foram publicados o Antigo e o Novo Testamentos juntos. 
Hoje no Brasil, sua versão é usada em grande escala com o 
“LDIÇÃO REVISTA E ATUALIZADA NO BRASIL”.
45. Qual o significado de Evangelho?
R: A palavra Evangelho (EUANGELION. grego) significa "BOAS 
N O V A S” . N a lite ra tu ra c láss ica essa p a lav ra desig n av a a 
recompensa dada pela entrega de boas notícias. N a Septuaginta há 
ocorrência desta palavra neste sentido de boas novas (II Sm 4.10). 
No Novo Testamento passou a referir-se às "BOAS NOVAS” a 
respeito de Jesus Cristo e deu nome aos quatro prim eiros Livros. 
É encontrada mais de setenta e cinco vezes no N ovo Testamento.
46. O que significa Evangelhos Sinóticos?
R: O significado da palavra sinótico é “resum ido” . A respeito dos 
Evangelhos, refere-se aos de Mateus, Marcos e Lucas. Um estudo 
comparativo entre estes três levou estudiosos a reconhecer que há 
um considerável corpo de material comum entre eles e que o de 
Marcos tem a prioridade. Somente trinta e um versículos de Marcos 
não encontram paralelo nem em Mateus nem em Lucas. O quarto 
Evangelho de João foi escrito no final do prim eiro século cristão e 
tem suas fontes diferentes daquelas dos Sinóticos.
47. Por que quatro Evangelhos e não apenas um?
R: Os quatro Evangelhos são canônicos, importantes e necessários, 
pois revelam Jesus Cristo em seus quatro aspectos conforme a visão 
de Ezequiel 1.10 e Apocalipse 4.7:
M ateus: Como Rei, simbolizado pelo Leão.
M arcos: Como Servo, simbolizado pelo boi.
Lucas: Como Homem, apontando para a Sua humanidade.
João: Como Deus, sim bolizado pela águia. Os quatro datam um 
período entre 60 e 100 d. C.
48. Qual o tema central da Bíblia?
R: A Pessoa de Jesus Cristo e a Redenção do homem por meio 
d 'E le.
49. Qual o personagem principal da Bíblia?
R: A Pessoa de Jesus Cristo.
íBeuimmi
de
& e m
1. É possível definir Deus?
R: De forma plena não. pois o finito jamais poderá definir o infinito. 
Os teó logos definem na ten ta tiv a de au x ilia r o hom em na 
compreensão de Deus. Vejamos algumas definições:
“Deus é Espírito Pessoal, perfeitamente bom, que em santo amor 
cria, sustenta e dirige tudo.”
(A.B. Langston)
“O Deus revelado nas Escrituras é um Ser Pessoal, auto- 
existente e auto-consciente, Criador do Universo, fonte de toda 
vida e bênção. Resum indo: Deus é Espírito, é Puro, é Pessoal e 
infinito.”
(J. D. Douglas)
2. Qual a natureza de Deus?
R: De acordo com a defin ição de Langston, Ele é “E spírito 
Pessoal” .
3. Qual o caráter de Deus?
R: Ele é “perfeitamente bom ” .
4. Qual a relação de Deus com o universo?
R: “Cria, sustenta e dirige tudo” (SI 24.1,2; Cl 1.15-17; Hb 11.2,3)
5. Quais as objeções sobre a existência de Deus?
Is: O ateísmo consiste na negação absoluta da idéia de Deus. Visto 
que são os ateus que se opõem às convicções mais profundas da 
ruça humana, a responsabilidade de provar a não existência de 
Deus recai sobre eles. Suas principais objeções são as seguintes:
;i) Objeção Intelectual: ‘‘Esta parte daqueles que, observando o 
universo, acham que é desnecessária a existência de Deus. Tudo se 
move com regularidade em seus eixos. Acham que não é necessário 
alinnar mais que uma lei natural” . Para eles tudo funciona pelas 
leis naturais do universo e a lei da evolução basta para explicar o 
seu desenvolvimento.
I>) ( )bieção M oral: Esta é mais séria e baseia-se na presença do 
mal no universo. O mal é contrário à bondade perfeita de Deus e 
i irtt > pode ser aprovado por ele. Há um abismo intransponível entre
I >eus e o mal. Por isso, dizem “Se há um Deus, ele não é onipotente, 
e se ele é onipotente, logo não é bom. Se ele é bom e onipotente, 
p< H que não acaba com todos os padecimentos, injustiças, guerras 
e iodas as misérias da humanidade?” A existência de tudo isso, 
dizem e les , “deve-se ou à im p o tên c ia de D eus ou ao seu 
indilerentismo”.
“ Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. 
Corrompem-se e praticam abominação...”
(SI 14.1 e 53.1)
6. Como provar a existênciade Deus? Quais argumentos 
podemos usar?
K; I lá evidências incontestáveis a respeito da existência de Deus. 
Podemos relacionar as seguintes:
34
a) Argumento da C riação: A razão argumenta que o universo deve 
ter tido um princípio. Todo efeito deve ter uma causa suficiente.
O universo, sendo o efeito, por conseguinte deve ter uma causa. 
Principalmente se considerarmos a extensão do universo.
b) Argumento do Desígnio: O desígnio e a formosura evidenciam- 
se no universo. O desígnio e a formosura implicam um Arquiteto 
dotado de inteligência suficiente para explicar sua obra.
COMENTÁRIO
“Cientistas reconhecem que há um desígnio na natureza”
Em seu livro “The B lind W atchmaKer” (O Religioso Cego), o 
Zoólogo R ichard D aw kins, da U niversidade de O xford, um 
destacado evolucionista, chama a biologia de “o estudo de coisas 
complicadas que dão a aparência de terem sido criadas com 
algum propósito”. U m a célula, a m enor unidade viva, chega a ter
100.000 m oléculas, e 10.000 reações químicas interrelacionadas 
simultâneas. As células não podem ter surgido pôr acaso. Darwkins 
admite que “Cada célula contém, no seu núcleo, um banco de 
dados digitalm ente codificado que é maior do que a soma de 
todos os 30 volum es da Enciclopédia Britânica” . E isso eqüivale 
apenas a uma célula. H á trilhões de células no corpo humano, 
m ilhares de tipos d iferen tes, operando em re lacionam entos 
incrivelmente com plexos e delicadamente equilibrados.
“Toda a beleza, harmonia e perfeição do universo e 
a complexidade do corpo humano seriam 
impossíveis sem a presença de uma inteligência por 
traz planejando e executando tudo. Somente a 
existência de Deus pode explicar estas realidades”.
35
c) Argumento da Natureza do H om em : O homem dispõe de 
natureza moral, isto é. a sua vida é regulada por conceitos do 
bem e do mal. Ele reconhece que há um caminho reto de ação 
que deve seguir e um caminho errado que deve evitar. O homem, 
sendo um ser moral e dotado de livre arbítrio, nos leva a concluir 
que há um Legislador que idealizou uma norma de conduta. Se
0 homem fosse simplesmente matéria, seria impossível este 
dotar de uma consciência, valores morais, sentimentos, etc.
d) Argumento da H istória: A marcha dos eventos da história 
universal fornece evidências de um poder e duma providência 
dominantes. “Os princípios do divino governo moral encontram- 
se na história das nações tanto quanto na experiência dos 
homens” (D. S. Clark). A história bíblica foi escrita para revelar
1 )eus na história, isto é, para ilustrai- a obra de Deus nos negócios 
humanos (SI 75.7; Dn 2.21 e 5.21).
r ) A rgumento da Crença Universal: A crença na existência de Deus 
é praticamente tão difundida quanto a própria raça humana. 
“( 'omo é do conhecimento de todos os antropólogos, já foi 
para o limbo das controvérsias mortas... todos concordam que 
nao existem raças, por mais primitivas que sejam, totalm ente 
destituídas de concepção religiosa...” (Jevons, autoridade no 
assunto de raças e religiões comparadas).
COMENTÁRIO
"Visto que são os ateus que se opõem às convicções mais 
pi olundas da raça humana, a responsabilidade de provar a 
iiAn existência de Deus recai sobre eles”.
< i M n este argumento, transferimos a responsabilidade para os ateus 
r mostramos que estes estão em discordância com a raça humana.
36
Certa vez um ateu disse a um rabino: "Te dou uma m oeda se você 
me m ostrar onde Deus está". O rabino respondeu: "E eu te dou 
duas m oedas se me m ostrar onde Deus não está".
7. Na relação de Deus com o universo, o que é 
Transcendência?
R: Transcendência: E Deus separado de toda a criação, como um 
Ser Independente e auto-existente (Is 40.12-17).
8. Na relação de Deus com o universo, o que é Imanência?
R: Im anência: E a capacidade de Deus em vir ao encontro da 
criação, do homem, é sua presença difundida e seu poder dentro de 
sua criação (SI 139.7-10; Is 57.15, 66.1,2 ).
“Transcendência sem imanência nos daria deísmo, e imanência 
sem transcendência nos daria panteísmo... as duas coexistem 
em Deus.”
(Langston)
9. Qual o significado do termo teológico Teofania?
R: Aparição ou revelação da divindade.
10. Qual o significado do termo teológico Epifania?
R: E a m aneira pela qual Deus se revela tanto no Antigo quanto no 
Novo Testamento. A epifania através do Filho Jesus Cristo é a 
mais perfeita de todas as maneiras de revelação (Tt 2.11, 3.4; Hb 
1.1,2).
K I ifiira de linguagem utilizada pelos escritores da Bíblia em que 
t aiaelerísticas físicas do ser humano são atribuídas a Deus. apesar
1)1 sle sc revelar como Espírito não limitado ao tempo e ao espaço 
poi niu corpo físico (Is 59.1; 66.1,2).
I 2. Qual o significado do termo teológico Antropopatia?
K Sentimentos humanos aplicados a Deus, como por exemplo: 
“ciilfio, se arrependeu o Senhor...”
( ( in 6.6).
13. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: 
Teísmo?
K A crença em um D eus P essoal, tan to im anen te quan to 
li anseendente que existe nas Três Pessoas distintas da Trindade. É 
a posição do teísmo cristão. Esta é a posição correta acerca de
I tens pois se baseia na Escritura Sagrada.
14. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: 
Alcísmo?
K I eoria que nega a existência de Deus.
15. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: 
Deísmo?
U : Admite que Deus criou e depois da criação se afastou e entregou
o mundo para ser governado pelas leis naturais (negação da 
imanência).
11. Qual o significado do termo teológico Antropoformismo?
16. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: 
Panteísmo?
R: E a crença de que Deus está em todas as coisas e todas as coisas 
são D eus. C o n fu n d in d o C riador com c riação (negação da 
transcendência).
17. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: 
Politeísmo?
R: Crença na existência de vários deuses.
18. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: 
Agnosticismo?
R: Expressão originada de duas palavras gregas que significam 
“não e saber” . O agnosticism o nega a capacidade hum ana de 
conhecer a Deus. Segundo este pensamento, a mente finita não pode 
alcançar o infinito.
19. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: 
Materialismo?
R: N ega qualquer distinção entre a mente e a matéria. Afirm a que 
todas as m anifestações da vida e da mente e todas as forças são 
sim plesm ente propriedades da matéria. “O pensamento é secreção 
do cérebro como a bílis é secreção do fígado” .
20. Quais os atributos de Deus , explique-os e prove-os na 
Bíblia.
R: Os A tributos são Naturais e Morais. Os naturais dizem respeito 
á Sua natureza e m orais dizem respeito ao Seu caráter.
39
ATRIB UTOS NATURAIS
a) Onisciência: Seu conhecimento de todas as coisas (SI 
147.4.5; Rm 11.33-36; Mt 6.8 e 10.30).
b ) Onipresença: Sua presença em todos os lugares. A 
onisciência e a onipresença de Deus estão intimamente 
ligadas (SI 139.7-12; Jr 23.24; Mt 18.20).
c) Onipotência: Significa o poder de Deus ilimitado para fazer 
Lido quanto é da sua vontade e propósito (Gn 17.1, 18.14; Ap
1.8 ).
11) Imutabilidade: Significa que não há em Deus mudança nenhuma. 
Não muda de propósito, de pensamento e nem de natureza (Ml 
3.6; Tg 1.17; Hb 13.8).
c) Hternidade: Sua relação com o tem po. Sua duração é sem 
princípio e fim (SI 41.13; II Pd 3.8 e Ap 1.8).
Kronos: Tempo do mundo natural, físico.
Kairos: Tempo do mundo espiritual, eternidade.
I) Unidade: É um ser que existe e se m anifesta nos diferentes 
modos de sua existência (I Tm 2.5; Dt 6.4).
ATRIBUTOS MORAIS
a) Santidade: É a plenitude da excelência moral de Deus que é 
reverenciado como três vezes santo (Is 6.1-3).
b) Justiça ou retidão: O vocábulo retidão aplicado a Deus 
significa a confirm ação própria de Deus em favor do que é 
reto e em oposição ao que é errado (Dt 32.4).
c) A m or: E a qualidade da natureza divina de se dar a si mesmo. 
Faz parte da essência de Deus (Jo 3.16; Rm 5.5-8; I Jo 4.7-10 
e 4.16).
d) Verdade: Deus não só é a fontee nem apenas o incentivador 
da verdade, Ele é a Própria verdade e sua Palavra é a 
verdade (Jo 1.14-17, 14.6).
“...é a fonte e a base de todas as formas de conhecim ento e 
de todas as matérias de conhecim ento” (M ullins, pág. 240).
“...porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto 
entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos 
invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como tam bém a 
sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o 
princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que
foram criadas...”
(Rm 1.19,20)
2 1 .0 que significa Trindade e Triunidade? Prove na 
Bíblia.
R: - TRINDADE: Significa a tríplice m anifestação de Deus ou a 
sua manifestação no Pai, no Filho e no Espírito Santo.
A 1
- TRIUNIDADE: Significa o tríplice modo da existência de
I )eus. que é a existência de três em um.
- A Trindade diz respeito à revelação de Deus ao passo que a
I riunidade refere-se à existência de Deus.
- A idéia de Deus no Antigo Testamento é a unidade, por isso 
observaremos a Trindade de forma explícita somente no Novo 
Testamento como Pai, Filho e Espírito Santo.
TRINDADE
No Antigo Testamento: Não a encontraremos de forma explícita 
como no Novo Testamento devido à idéia de unidade (Dt 6.4).
- O Anjo do Senhor identificado como Jeová sendo chamado de 
Senhor, Deus, sendo reverenciado, adorado, recebendo oferta, etc 
((in 16.7,13, 22.15, 31.11, Ex 3.2,4; Js 5.14; Jz 6.21-24, 13.20-22; 
Is 63.9). Esse Anjo do Senhor é a manifestação de Jesus no Antigo
I estamento.
O Pai como uma Pessoa distinta (Dt 32.6; Is 63.16 e Ml 2.10), O 
Messias (SI 2.6,7; 45.6,7; Pv 30.4; Is 9.6, 61.1 e Jr 23.5) e o Espírito 
Santo (Gn 1.2; Is 11.2,63.11,14).
“O Antigo Testamento não ensina clara e 
diretamente sobre a Trindade. A razão é evidente: O 
problema do politeísmo entre as nações. A nação de 
Israel não estava preparada para compreender.
Deus primeiramente acentuou a verdade de ser o 
Único Deus, para depois no Novo Testamento 
tornar explícita a Trindade. Mesmo assim, parte dos 
judeus teve conflito com esta verdade”.
No Novo Testamento:
- O Pai é Deus (Jo 6.27, 14.9-13; I Pd 1.2;II Co 1.2).
-O Filho é Deus (Jo 1.1.18; Tt 2.13: Hb 1.2).
- O Espírito Santo é Deus (At 5.3.4; Rm 15.30: Hb 9.14).
TRIUNIDADE
No Antigo Testamento:
- Na criação (Gn 1.26. ELOHIM no original tem o sentido de 
pluralidade e significa Deus).
- N a confusão de línguas (Gn 11,7).
- N a experiência de Isaías (Is 6.3,8).
- No Livro de Daniel (Dn 2.47).
- N a benção arônica (Nm 6.24-26).
No N ovo Testam ento: N o batism o de Jesus (M t 3.13-17); na 
ordenança do batismo (M t 28.19); na benção apostólica (II Co
13.13); na oração sacerdotal (Jo 17.21-23) e no ensino de João (I 
Jo 5.7).
22. O que significa Vestigium Dei?
R: Termo latino que significa “vestígios de Deus” . Trata-se da 
visão de que há vestígios ou indícios do Deus Único na ordem da 
criação, tendo Deus revelado o ser divino na criação por meio de 
analogias (analogia: ponto de semelhança entre coisas diferentes).
23. O que significa Vestigium Trinitalis?
R: Termo latino que significa “vestígios da Trindade” (oriundo 
provavelmente de Agostinho) e representa a busca de analogias da 
Trindade na estrutura tríplice de algumas coisas. Por exemplo: O 
homem é formado de espírito, alma e corpo. O corpo humano é 
formado de três partes: cabeça, tronco e membros. A m atéria tem 
três estados: o sólido, líquido e gasoso. O ovo: gema, clara e casca.
A célula: núcleo, citoplasma e membrana. Agostinho via um vestígio 
da trindade na pessoa humana, no autoconhecimento e no amor 
próprio das pessoas.
24 . Quais os Nomes de Deus no Antigo Testamento? 
Identifique-os na Bíblia.
R: - ELOHIM: Está no original no plural e significa Deus (Gn 1.1).
- EL-SHADAI: O Deus Todo-Poderoso (Gn 17.1).
- EL-ELYON: O Deus-Altíssimo (Gn 14.19).
- EL-OLAM: O Deus Eterno (Gn 21.33).
- ADONAI: É também como ELOHIM uma palavra plural. ADONAI 
significa Senhor (Gn 15.2,8).
- JEOVÁ OU IAVE: Este é o Nome mais pessoal de Deus usado 
pelos hebreus. Tem origem no verbo ser (hayah, hebraico) que 
tem-se crido significar o “auto-existente” (Palestras em Teologia 
Sistemática, pág. 25, H. C. Thiessen) ou “EU SOU” como se revela 
a Moisés (Ex 3.14). A versão de Almeida o traduz como Senhor.
- JEOVÁ-SABAOTH: O Senhor dos Exércitos (SI 84.1; Is 1.9 e 
6.3).
-JEOVÁ-JIRÉH: O Senhor Proverá (Gn 22.14).
-JEOVÁ-RAFÁ: O Senhor que Cura (Ex 15.26).
-JEOVÁ-NISSI: O Senhor é a Minha Bandeira (Ex 17.15). 
-JEOVÁ-TSIKNU: O Senhor Justiça N ossa (Jr 23.6). 
-JEOVÁ-SHALOM: O Senhor é Paz (Jz 6.24).
-JEOVÁ-RA’AH: O Senhor Meu Pastor (SI 23.1). 
-JEOVÁ-SHAMMAH: O Senhor está Ali (Ez 48.35).
25. Quais os Nomes de Deus no Novo Testamento? 
Identifique-os na Bíblia.
R: -THEOS: Eqüivale a EL, ELOHIM e ELYON. É o mais aplicado 
a Deus (Mc 5.7; Lc 1.32,35; At 7.48, 16.17; Hb 7.1).
-KYRIOS: Designa Deus como Senhor, o Possuidor, o Poderoso. 
E empregado ao Deus Pai como também ao Filho (Fp 2.11).
44
-PATER: É empregado a Deus mesmo nas religiões pagãs. O Nome 
PATER já é encontrado na Septuaginta (grego) para designar a 
relação de Deus com Israel (Dt 32.6; SI 103.13; Is 63.16, 64.8; Jr 
3.4,19 e mais freqüentemente no Novo Testamento (Mt 5.48. 6.6. 
6.9. 7.11; Jo 1 .1 4 .2 .16 .3 .35 .4 .24 , etc).
de Cxiôta
1.Qual o significado de Cristologia?
R: E o estudo da Pessoa e Obra de Cristo ou a doutrina de Cristo. 
CRISTO (grego): Ungido.
LOGIA (grego): Estudo, tratado.
2. Quais as naturezas de Cristo? Prove-as na Bíblia.
R: Suas naturezas são a divina e a humana.
a) N atureza divina de Cristo ou deidade de C risto:
Jesus tinha conhecimento da sua própria deidade (Jo 3.12,13, 
8.58, 14.9,10).
Assumiu prerrogativas divinas: Onisciência e Onipresença (Mt 
18.20, capacidade para saber que estão reunidos sem Nome e 
de se fazer presente); Poder para perdoar pecados (Mc 2.5-7); 
Poder para ressuscitar mortos (Jo 6.39,40); Proclamou-se Juiz e 
Á rb itro do destino dos hom ens (M t 25 .31 ,32 ; Jo 5.22); 
Conhecimento do futuro (Jo 18.4); Controle sobre a natureza ou 
criação (Mc 4.39).
A Bíblia declara a sua deidade (Is 9.6; Jo 1.1-3,20.28; Fp 2.6; Tt
2.13).
Seu nome é colocado em igualdade com o Pai e o Espírito 
Santo (M t 28.19; II Co 13.13).
b) Natureza hum ana de C risto:
Jesus chamou-se e foi chamado homem (Jo 3.14; At 2.22, 7.56; 
Rm 5.15 e lT m 2.5).
Jesus possuía elem entos essenciais da natureza hum ana, isto é, 
um corpo natural e um a alma racional (Mt 26.38; Lc 24.39; Jo
11.33; Hb 2.14).
Jesus tinha características que pertenciam à natureza humana. 
Sentiu fome (M t 4.2); sentiu cansaço (Mt 8.24; Jo 4.6); sede 
(Jo 19.28); sentia am or (Mc 10.21) e sentia indignação-(Mc 3.5).
49
Jesus estava sujeito às leis de desenvolvimento. Cresceu fisicamente 
(Lc 2.40,42, 3.23); Foi tentado (Hb 2.18) e processo de 
aprendizado (Hb 5.8).
Padeceu e morreu (Lc 22.44; Jo 19.30,33).
Sua humanidade foi íntegra ou perfeita. Foi sobrenaturalmente 
concebida (Lc 1.34,35); sua na tu reza se revela livre de 
depravaçâo (Jo 8.46; II Co 5.21; Hb 4.15; I Pd 1.19).
Sua natureza humana cresceu juntamente com a natureza divina. 
Ele é o Deus-Homem. 100% Deus e 100% Homem. A união 
destas duas naturezas é indissolúvel (Hb 7.24-28).
com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da 
descendência de D avi...”
(Rm 1.3)
3. Como o verbo se fez carne?
R: l*or obra do Espírito Santo no ventre de M aria (Mt 1.21-25;
Lc 1.34,35).
4. Havia possibilidade de Jesus pecar?
R I sta pergunta é bastante delicada e alvo de debates teológicos.
I ’< >i lauto, uma resposta superficial deixaria muito a desejar. Quanto 
i ' i “ impccabilidade de Cristo” (o fato de que Ele nunca cometeu 
pecado) é ponto pacífico. A Bíblia atesta a sua impecabilidade:
“Quem dentre vós me convence de pecado?”
(Jo 8.46)
“... foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança,
mas sem pecado”
(Hb 4.15, conferir Hb 2.18).
A questão é: Havia possibilidade?
Há os que admitem esta possibilidadee argumentam que "Ele era livre 
para obedecer ou desobedecer' e que “A Bíblia exalta a sua obediência 
e isto é uma evidência desta possibilidade”. Citam Fp 2.8 e Rm 5.19b 
como base bíblica.
Outros não admitem tal possibilidade. E argumentam que “Cristo 
não p o ssu ía lim itaçõ es m orais d ev id as ao pecado ou que 
envolvessem a possibilidade de pecar” (Teologia Elementar, E.
H. Bancroft, pág. 111).
“As Escrituras não autorizam o ensino de que o nosso Senhor poderia 
ter pecado... As Escrituras cham am -nO de 'o Santo’. Em sua 
qualidade, era a santidade de Deus. Visto que sua qualidade era a 
santidade de Deus, não podia haver pecado em ‘o Santo’, nem 
tendência para pecar. Essa santa natureza humana sem pecado estava 
indissoluvelm ente ligada à Personalidade do Filho. Sua natureza 
hum ana não poderia ter pecado sem o consentim ento de Sua 
Personalidade ímpar; essa Personalidade teria de dizer ‘Q uero’ ao 
pecado. Mas, visto que a Personalidade de nosso Senhor Jesus 
C risto é a P ersona lidade de Deus, era im possível que essa 
Personalidade consentisse em pecar. Visto que Sua Personalidade 
não podia consentir em pecar, era impossível que Ele, em sua 
n a tu re z a h u m a n a (já que Sua n a tu re z a h u m a n a e s ta v a 
inseparavelmente ligada à Sua Personalidade), viesse a pecar” - 
Haldemam (Teologia Elementar, E. H. Bancroft, pág. 112).
COMENTÁRIO
O posicionamento a favor da impossibilidade de Jesus pecar tem maior 
aceitação no meio teológico. A natureza divina era a sustentação da 
sua natureza humana. Jesus não possuiu uma natureza pecaminosa. 
Adm itirm os a possibilidade de Jesus pecar é como adm itirm os a 
possibilidade de que o Pai ou o Espírito Santo possam pecar. Ele não
pecou porque sua personalidade não consentiu e jamais consentiria 
com o pecado. Este posicionamento não anula a sua obediência tão 
exaltada nas Escrituras Sagradas.
5. Quantas naturezas tinha Cristo na eternidade antes 
da encarnação?
R: Uma. A divina.
6. Quantas naturezas tem Cristo após a ressurreição?
R: Duas. Divina e humana.
7. E agora, depois de ter sido glorifícado?
R: Duas. Divina e humana (humana glorificada, At 7.55,56; Hb
1.3,4). Como já vimos, a união destas duas naturezas é indissolúvel 
(Hb 7.24-28).
8. Quais os conceitos errôneos sobre a Pessoa de Jesus 
Cristo que surgiram no decorrer da história, 
principalmente nos primeiros séculos?
R: a) Os ebionitas (107 d. C.): Negavam a realidade da natureza
11 i vi na de Cristo. Segundo seus ensinos, Cristo era somente homem, 
mas possuía uma relação muito íntima com Deus.
!>) Os docetas (70 a 170 d. C): Negavam a humanidade de Cristo. 
Para eles o mal residia na matéria, e visto que Jesus não tinha 
pecado, logo, não tinha também corpo material. Seu corpo era 
apenas aparente, e não real (doketes, de dokein, grego, que significa 
parecer).
c) O arianismo (325 d. C.): Ário foi o fundador desta teoria e 
negava a integridade da natureza divina de Cristo. O Verbo,
que se fez carne, segundo o Evangelho de João. não era Deus. 
senão um dos seres mais altos do Criador, era apenas uma criatura. 
Ário negava a integridade, a perfeição da natureza divina de Cristo.
d) A teoria de Apolinário (381 d. C): Negou a integridade da 
natureza humana de Cristo. Segundo Apolinário, Cristo não tinha 
mente humana, o que Ele tinha de humano era o corpo e o 
espírito. O Verbo que se fez carne tom ou o lugar da mente, e 
por isso Cristo não era homem perfeito.
e) A teoria de N estório (431 d. C.): N estório negava a união 
verdadeira entre as duas naturezas de Cristo. Ele atribuía a 
Cristo duas partes ou divisões, uma hum ana e outra divina. 
Quando estava dorm indo era a parte hum ana que dormia. Mas 
quando acordava e repreendia os ventos, era a parte divina 
que estava em ação.
í) A teoria de Eutiques (451 d. C.): Segundo Eutiques, as duas 
naturezas de Cristo fundiam-se de m aneira que form avam uma 
terceira natureza, que nem era divina nem hum ana. Para ele, 
Jesus não era hum ano e nem tampouco divino.
COMENTÁRIO
Por séculos ocorreram fortes tensões teológicas a respeito de Jesus- 
Deus-Homem. Uns acentuaram a divindade e outros a humanidade. 
A escola de Alexandria, no Egito enfatizava a divindade enquanto 
a de A ntioquia a humanidade. Foi um erro a ênfase unilateral destas 
duas escolas.
Para resolver este problem a teológico foi convocado o Concilio 
de Calcedônia, cidade perto de Constantinopla, no ano de 451. 
Este Concilio “escolheu um caminho entre os de A lexandria e
An! loquia... destacando a completa divindade de Cristo e a completa 
humanidade de Cristo e a unidade da Pessoa de Cristo" (A História 
• Ias I )outrinas, pág. 49 - William S. Smith). Ou seja. em Cristo há 
«.luas naturezas, divina e humana, em uma Pessoa.
Mesmo após este im portan te Concilio ainda perm aneceram 
controvérsias por parte das duas escolas unilaterais. O arianismo 
sustenta “a dualidade das naturezas a ponto de romper a unidade
i lc pessoa e predomina a natureza humana de Jesus, ficando a 
divindade extrínseca e paralela” (escola de Antioquia, pág. 7).
No mundo medieval encontramos a escola tom ista (Tomas de 
Aquino) que preferencialm ente pensa Jesus a partir de sua 
divindade e a escola franciscana, a partir de sua humanidade. N os 
li mpos modernos se fala de uma cristologia descendente (Deus 
que se encarna) e uma ascendente (o homem Jesus que lentamente 
viu revelando sua divindade).
Como vemos, as tensões teológicas a respeito de Jesus Cristo 
sempre existiram e existirão. Somente nas Escrituras Sagradas 
encontrarem os o fundam ento seguro para com preenderm os a 
Maravilhosa Pessoa de Jesus Cristo.
Quais os ofícios de Cristo? Prove-os na Bíblia.
Iv Proleta, Sacerdote e Rei.
.1) Profeta: Como Profeta o Senhor Jesus não apenas predisse o 
luluro, mas representou Deus diante dos homens, como é o 
principal trabalho dos profetas. Interpretar os atos e os planos 
de Deus e fazer conhecida aos homens a sua vontade. M oisés 
IaIou a respeito de Jesus com um Profeta (Dt 18.15; At 3.22,23). 
( )s profetas no Antigo Testamento usavam a expressão “Assim 
diz o Senhor” e Jesus dizia “Eu porém vos digo” (Mt 5.22).
h) Sacerdote: O sacerdote representa os homens diante de Deus 
enquanto o profeta representa Deus diante dos homens. Jesus 
realizou o ofício de Sacerdote com perfeição oferecendo a si
54
mesmo como Cordeiro imaculado (Hb 4.14. 9.28. 10.11.12; I Pd 
1.19; Ap 5.6).
c) O Rei: Cristo há de reinar sobre todas as coisas, assim no céu 
como na terra. Seu reinado é citado tanto no Antigo quanto no 
Novo Testam ento (SI 2.6-8; Mt 25.31, 28.18). Nenhum rei 
governou e governará com a autoridade, justiça e perfeição do Rei 
dos reis (Ap 17.14, 19.16).
10. Quais os estados de Cristo? Prove-os na Bíblia.
R: Humilhação e exaltação.
a) Humilhação:
O Verbo preexistente fez-se homem (Jo 1.14).
Deixou a glória divina (Jo 17.5).
A ssum iu a form a de servo (Fp 2.6-8).
Submeteu-se ao Espírito Santo (M t4.1; At 1.2, 10.38; Hb
9.14).
Deixou de usar seu poderes (Lc 23.35).
E quando m orreu na cruz (Fp 2.8).
b) Exaltação:
Sua exaltação se deu em duas fases:
1. A ressurreição ao terceiro dia (Lc 24.6,7; I Co 15.3,4).
2. A ascensão (At 1.9, 7.55; Fp 2.9-11 e Hb 1.3,4).
11. Qual o significado dos Nomes Jesus, Cristo, M essias 
e Em anuel?
R: - Jesus (grego): Salvador (Lc 1.31).
Cristo (grego): Ungido (Mt 16.16).
M essias (heb.): Ungido (Jo 1.41, 4.25).
Emanuel (heb.): Deus Conosco (Is 7.14; Mt 1.23).
12. É possível provar a preexistência de Cristo antes da 
sua encarnação?
R: Sim.
No Novo Testamento Ele é apresentado como o Verbo que 
estava com Deus antes da encarnação (Jo 1.1,2). E participou 
da criação do universo (Jo 1.3; Hb 1.2, 11.3 e Cl 1.15-17).
No Antigo Testamento se manifestava como o Anjo do Senhor. 
Manifestou-se a M oisés na sarça ardente (Ex 3.2,4,6,14); a 
Josué çomo príncipe do exército do Senhor e foi adorado (Js
5.14); a Jacó como um homem (Gn 32.24,29,30); a Gideão 
com o Anjo do Senhor (Jz 6.22) ea M anoá pai de Sansão (Jz 
13.16-18,22).
13. Quais as profecias no Antigo Testamento a respeito 
da ressurreição de Jesus?
R: No SI 16.8-10; Os 6.2; Jn 1.17. Jesus confirm a Jonas como uma 
profecia a respeito da sua ressurreição em Mt 12.40.
“e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as 
Kscrituras”(I Co 15.4).
14. Qual o sentido da expressão “O Primogênito de toda 
a criação” em Colossenses 1.15? A Bíblia estaria
dizendo que Jesus foi criado?
R: Não. Este texto não quer dizer que Jesus é o primeiro a ser 
criado, como alegam as testemunhas de Jeová, colocando-o como 
uma criatura, negando assim a sua d iv indade tão clara nas 
Escrituras. Primogênito aqui tem o sentido de ser o herdeiro de 
todas as coisas. O contexto coloca a Pessoa de Jesus como criador 
e sustentador que são obras divinas e não de um a criatura.
56
“Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste.”
(Cl 1.17)
15. Quais os tipos de Cristo no Antigo Testamento?
R: - Adão (Gn 2.21). “pesado sono” aqui sim boliza a morte de 
Jesus na cruz.
M elquisedeque (Gn 14.18-20).
Isaque (Gn 22).
José (Gn 37.28).
- M oisés (Dt 18.15).
Josué (Nm 13.8; Dt 32.44).
- Davi (SI 89.35-37).
- Ciro (Is 44.28).
Eliaquim (Is 22.20-25).
“pois, nele, foram criadas todas as coisas...”
(Cl 1.16)
í ) o u t m n a 
d& E»pmla Santa
( 9*"mumMú£^§ia )
1. Qual o significado de pneumatologia?
R: É a estudo acerca da Pessoa e obra do Espírito Santo ou a 
doutrina do Espírito Santo.
PNEUM A (grego): Vento, sopro.
ÁGIOS (grego): Santo, puro.
LOGIA (grego): Estudo, tratado.
2. Qual a definição da Pessoa do Espírito Santo?
R: É a terceira Pessoa da Trindade. Trabalha conjuntamente com 
as outras Pessoas na criação original. Insp irou hom ens para 
escreverem a Bíblia, iluminou e ilumina outros para entendê-la. 
Capacita, revestindo de poder, para a realização da obra de Deus. 
Ele orienta e dirige a Igreja hoje. No mundo, ele age convencendo 
os hom ens do pecado da justiça e do juízo.
3. Se o Espírito Santo é uma Pessoa conform e a 
definição anterior, quais as provas na Bíblia?
R: a) O Espírito Santo possui características e realiza tarefas 
próprias de um a pessoa:
Conhecim ento (I Co 2.10,11; Rm 8.27).
A m or (Rm 15.30).
Investigação (I Co 2.10, perscrutar = investigar 
minuciosamente).
- Fala (At 1.16; Ap 2.7).
Intercede (Rm 8.26).
Clam a (G1 4.6).
Testifica, dá testem unho (Jo 15.26).
Ensina (Ne 9.20; Jo 14.26).
Com anda (At 16.6,7, 20.28).
- C onsola (Jo 14.16,17).
- Guia (Jo 16.13; M t 4.1; Rm 8.14).
“Somente uma pessoa possui estas características e 
pode realizar tais tarefas.”
i;) () I .spírito Santo possui sentimentos e reações próprios de 
nina pessoa:
( 'ontende (Gn6.3).
Ressente (Is 63.10; E f 4.30).
Pode ser ultrajado (Hb 10.29, ultrajar = insultar, ofender a 
dignidade).
Pode ser blasfemado (Mt 12.31,32).
Pode indignar-se, mentir contra Ele (At 5.3).
Pode ser extinto ou apagado (I Ts 5.19).
E entristecido (Ef 4.30).
“Somente uma pessoa pode demonstrar estes 
sentimentos e reações. O Espírito Santo não é 
simplesmente uma “força”, “energia” ou “vento”. 
Vento é um dos símbolos e não a essência da sua
Pessoa.”
4. Quais as provas na Bíblia a respeito da deidade do 
Espírito Santo?
R: O Eíspírito Santo é Deus porque possui nomes divinos, 
atributos divinos e realiza obras divinas,
a) Nomes divinos:
Espírito de Deus (I Jo 4.2).
Espírito Santo (SI 51.11; At 5.3; Lc 11.13).
Espírito de Santidade (Rm 1.4)
Espírito da Verdade (Jo 14.17, 15.26, 16.13).
Espírito da Glória (I Pd 4.14).
b) Atributos divinos:
O Espírito Santo é eterno (Hb 9.14).
Onipresente (SI 139.7-10).
Onipotente (Lc 1.35).
Onisciente (I Co 2.10,11).
c) Obras divinas do Espírito Santo:
Criação (Jó 33.4).
Vida eterna (Jo 6.63; Rm 8.2, vivifica).
Profecia (II Sm 23.2; At 1.16).
Regeneração (Jo 3.3-8; Tt 3.5).
5. Quais os símbolos do Espírito Santo?
R: Á gua (Jo 7.38,39), Fogo (At 2.3), Vento (Jo 3.8; At 2.2), Óleo 
(I Sm 16.13; Lc 4.18; I Jo 2.27), Pomba (Mt 3.16,17; Jo 1.32)) e 
Selo (E f 1.13).
6. Qual o m inistério do Espírito Santo no mundo e na 
Igreja?
R: a) No m undo:
Contender, reprovar as más obras e convencer do pecado, da 
justiça e do ju ízo (Gn 6.3; Jo 16.8-11).
Conscientizar e ilum inar quanto aos ensinos de Jesus e sua 
obra no Calvário (Jo 14.26; Hb 10.32; I Jo 5.8).
Operar a regeneração ou novo nascimento nos que crêem (Jo 
3.3-8).
b) N a Igreja ou nos salvos:
- Ensinar e lembrar as verdades divinas (Jo 14.26).
- Guiar em toda a verdade (Jo 16.13).
- Glorificar a Cristo (Jo 16.14).
- Esquadrinhar as coisas profundas de Deus (I Co 2.10).
- Interceder por nós nas orações (Rm 8.26,27).
63
I est i ficar a respeito da certeza da Salvação (Rm 8.16).
I iatizar no Espírito Santo e dar poder para o testemunho de 
Jesus e para a realização da obra de Deus (At 1.8).
Conceder dons espirituais e ministeriais (I Co 12.4-11).
- Consolar (Jo 14.16).
- Habitar (Jo 14.17; ).
- Santificar (II Co 3.18).
- Vocacionar e constituir obreiros (At 20.28), Instruindo-os (At
1.2), Capacitando-os (At 1.8), Separando-os (At 13.1-3), Emitindo 
pareceres doutrinários (At 15.28,29), O rientando-os na obra 
missionária (At 16.6-10) e preparando-os para o martírio (At 7.55).
“Conhecer o Espírito Santo é conhecer o grande e 
poderoso Executivo Celestial. 
E conhecer a Pessoa da Trindade ativa na execução 
da Obra de Deus na terra.”
(Passo a Passo com Cristo, n° 4, pág. 18 - João Leão S.
Xavier - Editora LERBAN)
7. O que é o batismo no Espírito Santo?
R: Batismo no Espírito Santo é “revestim ento de poder” ou 
“plenitude do Espírito Santo” . E um a experiência distin ta e 
subseqüente à Salvação. Na Salvação o crente recebe a habitação 
do Espírito Santo e no Batism o no E spírito Santo recebe o 
revestimento de poder ou plenitude do Espírito Santo. Vejamos 
sua base bíblica:
A promessa foi feita no Antigo Testamento pelo profeta Joel (J1
2.28,29).
Seu cumprimento no Novo Testamento ocorreu em Pentecostes 
(Al 2.16-21).
João Batista repetiu a promessa e usou a expressão “Batismo
i io Espírito” (Mt 3.11; Mc 1.8).
- O Senhor Jesus usou a mesma expressão conforme Lucas regisimu
(At 1.5).
- O Próprio Senhor Jesus repetiu a prom essa do Pai (At 1.4; I ,c
24.49).
- Este recebimento de poder iniciou-se com o Pentecostes e este
mesm o poder está à disposição dos que crêem (At 1.4, 14, 2.1-4).
8. Qual a finalidade do batismo no Espírito Santo?
R: Esta benção é o recebimento de poder (dinam is, grego) para
testem unhar de Jesus e fazer a Obra de Deus (At 1.8).
9. Quais os obstáculos para o recebim ento desta bênção?
a) Ignorância: Ignorar a promessa de Deus e o ensino bíblico sobre 
este tema.
b) Subestim ação da bencão: Achar que não precisa ou que o 
conhecimento intelectual e cultura podem substituir esta benção.
c) Erro doutrinário: M uitos interpretam mal as Escrituras e acham 
que este Batismo existiu somente para a Igreja Primitiva.
d) C ondicionam ento: A tradição religiosa im pede que m uitos 
recebam esta benção. Os novos convertidos recebem com maior 
facilidade.
e) Incredulidade: Tudo que recebemos de Deus é pela fé e a dúvida 
é um grande empecilho.
f) M edo: Por falta de esclarecimento muitos têm medo de receber 
um espírito estranho (Lc 11.11-13).
g) M au testem unho: M uitos se dizem batizados no Espírito, 
simulam dons espirituais e vivem escandalizando os outros.
65
10. Quais as condições para receber o batismo no 
Espírito Santo?
R: u) Ter sede do Espírito Santo (Jo 7.37-39).
b) Pedir em oração (Lc 11.13).
c) Crer na Palavra (G1 3.2,22).
d) Obedecer ao Senhor Jesus (At 5.32).
e) Tomar posse pela fé (Jo 7.37-39).
11. Todo crente batizado no Espírito Santo fala línguas 
estranhas?
R: Não. A orientação está em I Co 12.30,31 :
“Tem todos dons de curar? Falam todos em outras línguas? 
Interpretam-nas todos?
Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons”.
12.0 que são dons espirituais?
R: São uma dotação espiritual e sobrenatural de Deus através 
do Espírito Santo, capacitando a Igreja parao desempenho da 
sua missão. Os dons são conhecidos como “manifestações do
I spírito Santo” (I Co 12.7). A palavra grega Charisma (Charis 
(iraça) tem o sentido de um “bem conferido” ou “um 
beneficio” e é usada no Novo Testamento para designar dons e 
lavores d iv inos. Os dons e sp ir itu a is são cham ados de
< ’harism ata(ICo 12eR m 12.3-8)e, Pneum ática(IC o 12.1). O
< ai isma é um dom espiritual, daí a expressão dons carismáticos.
13. Os dons espirituais são para os dias atuais ou foram 
somente para os primeiros dias da Igreja?
R: Os dons espirituais acompanham a vida da Igreja, da mesma 
form a que a experiência do batism o no E spírito Santo. 
Aproximadamente no ano 59 d.C. o apóstolo Paulo escreveu a 
Ia Carta aos Coríntios e através dela ensinou acerca dos dons 
espirituais incentivando a Igreja a buscá-los: “Segui o amor, e 
procurai com zelo os dons espirituais...” (I Co 14.1). Esta é 
uma evidência de que os dons espirituais acompanharam e 
acompanham a história da Igreja. Todos os que experimentam 
estes dons reconhecem que são atuais e um a bênção na vida da 
Igreja.
14. Quais os dons espirituais e qual a função de cada um?
R: Podem ser classificados da seguinte forma (ver I Co 12.7- 
11):
14.1. Dons de revelação: Revelam a sabedoria e o 
conhecimento de Deus.
a) Palavra do conhecimento: O Espírito Santo faz conhecidas 
ao hom em verdades valiosas para edificação e instrução da 
Igreja.
b) Palavra de sabedoria: Palavra prudente para esclarecer 
questões controvertidas na vida da Igreja e outras situações.
c) Discernimento de espíritos: Revelação de qual espírito está 
operando: Se é de Deus, do homem ou do diabo.
14.2. Dons de poder: Para manifestar o poder de Deus.
a) Fé: Capacita o crente a grandes realizações. Não é a mesma 
fé para a Salvação em Cristo.
b) Operações de milagres: Realizações ou tarefas impossíveis.
c) Dons de curar: Ministrar cura a pessoas enfermas.
14.3 . Dons de expressão verbal:
a) Profecia: Mensagem de Deus aos homens para edificar, 
exortar e consolar ( I Co 14.3).
b) Variedade de línguas: Falar com Deus através de língua 
misteriosa. Há edificação para o que fala (I Co 14.2,4).
c) Interpretação de línguas: Capacidade para interpretar a 
língua desconhecida. Devemos buscar este dom (I Co
14.12,13).
“Os dons espirituais são uma benção para a Igreja. 
Devemos exercitá-los visando sempre à edificação 
da Igreja, com decência e ordem”.
(I Co 14.40)
15. Quais os dons ministeriais?
R: Apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre. Os dons 
ministeriais são capacitações do Espírito Santo para que a Igreja 
tenha uma liderança saudável, equilibrada e todo o Corpo de 
Cristo cresça rumo à maturidade espiritual, seja equipado e 
realize a tarefa que foi confiada pelo Senhor Jesus (E f 4.7-16).
16. Qual o fruto do Espírito Santo?
U: O apóstolo Paulo usou a palavra fruto (singular), mas usou 
nove expressões para descrevê-lo : A m or, a leg ria , paz, 
longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e 
d< >i n ínio próprio (G15.22,23). O fruto do Espírito é essencial para
um bom relacionamento com Deus, com o próximo c coiísiuo 
mesmo.
a) Em relação a Deus: Amor, paz e fidelidade.
b) Em relação ao próxim o: Am or, paz, longan im idade. 
benignidade, bondade e fidelidade.
c) Em relação a si mesmo: Alegria, paz, mansidão e domínio 
próprio.
17. Como era a obra do Espírito Santo no Antigo 
Testamento?
a) N a criação: Este é citado como um dos executores da criação 
(Gn 1.2, 2.7 e SI 33.6).
b) N a manutenção do universo: Este age na criação renovando a 
face da terra (Jó 26.13; SI 104.30).
c) N a promoção da vida moral: Os dias ante-diluvianos (oram 
assinalados por um a expansão muito grande da iniqüidade e o 
Espírito Santo já agia nos homens para levá-los ao arrependimenlo 
(Gn 6.1-3) e agia na vida de Davi realizando sua obra moral i/,adora 
(SI 51.10-12).
d) N a capacitação de homens para tarefas especiais:
Conferindo habilidades (Ex 31.3, 35.30,31).
Preparando líderes (Dt 34.9; Jz 3.9,10).
Concedendo forças físicas (Jz 14.6).
Vocacionando e enviando profetas (II Cr 20.13-17; J ó 3 2 IS; 
Mq 3.8; Ez 2.12).
Inspirando hom ens para produzirem as Escrituras (II Sm l 
SI 45.1).
69
o) Em algumas situações vinha "sobre” alguns homens com algum 
propósito específico capacitando-os para tarefas como guerrear e 
profetizar (I Sm 19.20; I Cr 12.18; II Cr 20.14). São também 
encontradas expressões como:
"... e o enchi do Espírito de Deus” (Ex 31.3)
... homem como este, em quem há o Espírito de Deus?" (Gn 41.38; 
Nm 27.18)
"... o Espírito do Senhor de tal maneira se apossou dele...” (Jz
14.6)
"... o Espírito de Deus se apossou de Saul...” (I Sm 10.10, 11.6) 
"... o Espírito do Senhor se apossou de Davi...” (I Sm 16.13)
}>) Habitava no meio dos filhos de Israel: Em certas ocasiões 
especiais vinha “sobre” e se “apossava” de algumas pessoas, 
mas já habitava no meio do povo de Deus (Ne 9.20; Is 63.10; 
Zc 4.6).
“...o meu Espírito habita no meio de vós; não tem ais.”
(Ag 2.5)
18. O que é a blasfêmia contra o Espírito Santo?
K: E a rejeição propositada e consciente da obra de convencimento 
ild pccado que este opera no pecador (Jo 16.8; M t 12.31,32). Se o 
homem rejeita o convencimento do Espírito Santo quem mais o 
convencerá? Esta é uma obra exclusiva do Espírito Santo.
19. Qual a relação entre o Espírito Santo e a Bíblia?
K: Inspirou homens santos para escrevê-la e hoje ilumina a todos 
<|iio desejam entendê-la (Jo 14.26, 16.13; II Tm 3.16; II Pd 1.19- 
,’.l ).
i 70
CL ÍÕm dm m
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( £ e £ e ê í e £ & § i a )
1. Qual o significado de Eclesiologia?
R: É o estudo acerca da Igreja.
EKKLESIA (grego): Assembléia, reunião.
LOGIA (grego): Estudo, tratado.
2. Qual a origem da palavra Igreja?
R: A palavra “Igreja” vem do termo EKKLESÍA, que significa 
assem bléia, reunião ou congregação. O sentido prático desta 
palavra é “os que foram chamados para fora” fazendo referência 
aos gregos que em suas cidades convocavam o povo para fora de 
suas casas para os das assembléias populares. De certa forma a Igreja 
é composta de pessoas que “foram chamadas para fora do mundo”. 
Foi Jesus Cristo quem usou o termo Igreja pela primeira vez: “Edificarei 
a minha Igreja” (Mt 16.18).
3. A palavra comunidade muito utilizada hoje em algumas 
denom inações tem fundamento nas Escrituras?
R: O termo comunidade aparece quatro vezes no Novo Testamento 
(At 6.2,5; 15.30), sendo que uma delas se refere a Israel e não à 
Igreja (E f 2.12). Os textos de atos são históricos, mas o nome que 
Jesus deu pela prim eira vez é Igreja (Mt 16.18). Este é o nome 
que em todo o Novo Testamento é aplicado pelos apóstolos nas 
Cartas às Igrejas. Em Apocalipse capítulos 2 e 3, Jesus escreveu 
às sete Igrejas da Ásia.
Algumas denominações têm adotado o termo comunidade por vários 
motivos tais como: enfatizar a comunhão entre os seus membros, 
valorizar os relacionam entos e o discipulado, enquanto outras 
adotam como estratégia de marketing ou puramente modismo. 
Vale salientar que muitas têm crescido e desenvolvido excelente 
trabalho e por isso devemos respeitá-las. Mas o termo Igreja está
mais fundamentado à luz do Novo Testamento. Tanto pela declaração 
de Jesus, quanto pelos escritos dos apóstolos.
4. Qual é o fundamento da Igreja?
R: "De acordo com o evangelho de Mateus 16.3-19, e a Ia Carta 
de Paulo aos Corintios 3.10-17, o fundamento da Igreja é Jesus 
Cristo, Filho do Deus vivo” (M anual da Convenção Batista 
Nacional, pág. 28).
O fundamento da Igreja é o próprio Senhor Jesus (Mt 16.3-19). 
Ele é a pedra angular (I Pd 2.4-8). Ninguém pode lançar outro 
fundamento além daquele que está posto, que é Jesus (I Co 3.10- 
17). O outro lado deste fundamento é o ensino dos apóstolos e 
profetas que aponta para a Pessoa de Jesus C risto e seus 
ensinamentos (Ef 2.20).
5. O que é a Igreja?
R: Pode ser entendida como Igreja Universal e Igreja Local.
a) Igreja Universal: “A Igreja Universal, mística, composta de todos 
os crentesem todos os tempos e de todos os lugares, os quais 
aceitaram Cristo como cabeça” (E clesiologia, pág.33, Enéas 
T o g n in i). E sta acep ção ap arece em Hb 12 .22; E f 3 .10 ; 
5.23,24,27,29,32; Cl 1.18,24; I Tm 3.15.
b) Igreja L oca l: “E um a reunião de pessoas regeneradas e 
biblicamente batizadas que, num determinado lugar, voluntariamente 
se reúnem, de acordo com as leis de Cristo, a fim de assegurar o 
pleno estabelecimento do Seu Reino neles próprios e no mundo” 
(Manual Básico dos Batistas Nacionais, pág. 39 - definição de 
Van Ess). Trata-se de um organismo local ou corpo de Cristo local 
(At 16.5; Rm 16.4; I Co 7.17; II Co 1.1; Cl 4.15; IT s 1.1).
c) Há outros termos como:
- Igreja dos Primogênitos: Mencionada uma vez em Hb 12.23. São 
identificados com aqueles que foram salvos e já desfrutam da 
Glória e do gozo do Senhor.
- M ilitante: E a Igreja que está militançlo. lutando aqui na terra 
para cum prir sua missão.
- Triunfante: Igreja arrebatada, vitoriosa. Igreja que será a reunião 
de todos os crentes que perseverarem e saírem vencedores.
6. Quais os símbolos da Igreja?
R: a) Edifício: Como edifício, a Igreja tem o fundamento, que é o 
Senhor Jesus, a '‘Pedra Angular” (I Co 3.10,11; E f 2.20-22). Nesse 
edifício, cada crente é um tijolo, uma pedra (I Pd 2.5).
b) Lavoura: A Igreja é a lavoura de Deus e precisa de cuidados 
para frutificar (I Co 3.6-9).
c) N oiva e Esposa: Como noiva a Igreja tem Jesus, que é o seu 
noivo. Ela é submissa a Ele (E f 5.22-33). E ainda como noiva, ela 
deve se apresentar ao Senhor pura, sem ruga, sem defeito (E f 
5.26,27) e virgem (II Co 11.2).
d) C orpo: Este é o símbolo mais conhecido para a Igreja. De fato a 
Igreja é o Corpo de Cristo visível e atuante aqui na terra e cada 
discípulo deve ser um membro ativo e em pleno funcionamento (I 
Co 12.12-27).
e) C asa: O termo grego usado pelo apóstolo Paulo em I Tm 3.14- 
16 (v. 15) quer dizer família, e não edifício. A Igreja é a família de 
Deus, que é o nosso Pai, e Jesus é o nosso irmão maior.
f) C oluna: A coluna da Verdade neste m undo em oposição às 
mentiras de satanás (I Tm 3.15).
g) Rebanho: Este é outro símbolo muito usado (At 20.28; I Pd 5.2).
h) Luz e Sal: Luz para brilhar nas trevas e sal para provocar sede 
de Deus nos homens e conservar a sociedade para que esta não se 
corrompa no pecado (Mt 5.13-16).
7. Quem é o fundador da Igreja?
R: Jesus Cristo (Mt 16.18).
8. Como surgiu a Igreja?
R: “Do ponto de vista do plano de Deus, a existência da Igreja 
remonta à eternidade. Do ponto de vista da história, ela surgiu ou 
nasceu como autêntica obra da autoria de Nosso Senhor Jesus 
Cristo” (Manual da Convenção Batista Nacional, pág. 27). 
lista já existia desde a eternidade no plano divino (E f 1.4). No 
tempo do ministério de Jesus aqui na terra podemos dizer que a 
Igreja estava em fase embrionária e em pentecostes nasceu como 
um organismo vivo (At 2.1-4).
9. Quais as ordenanças da Igreja? E qual o significado?
K: Batismo e Ceia do Senhor.
;i) Batismo (Textos: Mt 28. 19 ; Rm 6. 1-8):
Significado do termo Batismo ( Batizo: grego) = mergulhar, 
imergir.
<) ato de mergulhar simboliza a morte, sepultamento e ressurreição 
cm Cristo (Rm 6. 4).
I uma ordenança de Jesus Cristo (M t28. 18-20; Mc 16. 15,16). 
Nilo é opcional, é uma ordem do Senhor Jesus.
Mm alo de admissão à Igreja local.
I para os que crêem (Mc 16. 16).
A (<>i ma bíblica é mergulho ou imersão (não é aspersão ou infusão). 
I y m p lo s :
- Os israelitas na travessia do mar Vermelho (I Co 10. 1.2).
- João Batista que batizava onde havia muita água (Jo 3. 23), ou 
seja. no rio Jordão.
- Jesus, que após ser batizado saiu da água (Mt 3. 16).
- O Eunuco da Etiópia que desceu da água e saiu após ser batizado 
(At 8. 38,39).
A fórmula - Jesus deixou bem claro:
“ ...em nome de Pai, do Filho e do Espírito Santo”
(Mt 28. 19).
COMENTÁRIO
A fórmula: “Batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito 
Santo” (Mt 28.19). Como vamos reconciliar isso com o mandamento 
de Pedro: “ ...cada um de vós seja batizado em nome de Jesus 
Cristo”? (At 2.38). Estas últimas palavras não representam uma 
fórmula batismal, porém uma simples declaração afirmando que 
recebiam batismo as pessoas que reconheciam Jesus como Senhor 
e Cristo. Por exemplo, o “Didaquê”, um documento cristão escrito 
cerca do ano 100 A.D., fala do batismo cristão celebrado em nome 
do Senhor Jesus, mas o mesmo documento, quando descreve o rito 
detalhadamente, usa a fórmula trinitária” (Conhecendo as Doutrinas 
da Bíblia, páginas 220 e 221, Myer Pearlman).
b) Ceia do Senhor (M t 26.26-30; I Co 10.16,17, 11.23-32). Há 
quatro tipos de ensino:
- Transubstanciação: Ensino do catolicismo romano de que o pão e
o vinho se transformam literalmente no corpo e sangue de Cristo.
- Consubstanciação: Ensino da Igreja Luterana de que Cristo de 
alguma forma se faz presente nos elementos da ceia.
- Benção Inerente: Ensino de algumas Igrejas evangélicas de que 
há uma bênção especial nos elementos da ceia.
- Ceia Simbólica: Pensamento mais comum nas Igrejas evangélicas e 
coerente com o ensino bíblico de que a ceia é um simbolismo ou 
memorial do sacrifício de Cristo. Esta é a posição dos batistas e grande 
parte das Igrejas evangélicas.
“fazei isto em memória de mim.”
(I Co 11.24,25)
10. Diante do ensino anterior, qual a forma e fórmula 
bíblica do batismo?
R: A forma bíblica é mergulho ou imersão e a fórmula é em nome 
da Trindade ou trinitária:
“ ...em nome de Pai, do Filho e do Espírito Santo”
(Mt 28. 19).
11. Qual a forma de sustento da Igreja?
R: a) Dízimos (Ml 3.8-12; Mt 22.21, 23.23). 
b) Ofertas (Ml 3.8 b; Mc 12.41-44; II Co 9.7).
12. Quais os oficiais da Igreja?
R: a) Pastores ou presbíteros (I Tm 3.1-7; Tt 1.5-9) e
b) Diáconos (I Tm 3.8-13; At 6.1-7).
13. O que significam os títulos ministeriais pastor, bispo e 
presbítero?
R: - Pastor: Apascentador . Termo simbólico fazendo relação à 
Igreja como rebanho.
- Bispo: Superitendente, supervisor.
78
- Presbítero: A tradução ao pé da letra é velho, ancião. J.H. Thayer diz 
que "presbítero indica a dignidade de ofício, enquanto bispo indica a 
função” (Eclesiologia. pág. 39. Enéas Tognini). Entendemos que estes 
três títulos são sinônimos e portanto referem-se às mesmas funções.
14. Quais os cinco ministérios citados no Novo Testamento 
pelo apóstolo Paulo? Em qual texto bíblico e quais suas 
definições?
R: Os cinco ministérios estão relacionados em Efésios 4.11 (ver 
também I Co 12.28-31) e são indispensáveis para a edificação da 
Igreja:
A pósto lo : O líder que implanta um a Igreja local, assenta os 
fundam entos e segue adiante para abrir outras Igrejas. Este 
ministério é de extrema importância para a expansão das Igrejas 
(Lc 11.49; I Co 12.28; E f 2.20).
Profeta: Aquele que tem uma mensagem oportuna do coração 
e mente de Deus, prediz eventos e fala à liderança e Igreja 
sobre o que o futuro lhes reserva. O profeta Agabo m ostrou ao 
apóstolo Paulo sobre a sua perseguição em Jerusalém (At 
11.27,28; 13.1; 21.10,11).
Evangelista: E o pregador do Evangelho. Sua mensagem tem 
forte ênfase na salvação dos pecadores e tem habilidade dada 
por Deus para trazer um grande número de pessoas para a Igreja 
local.
Pastor: É aquele que tem o coração de um pastor de ovelhas. 
A lim enta as ovelhas, cuida, dirige, protege, corrige e consola
o povo de Deus num contexto de Igreja local.
M estre: Aquele que se destaca pelo ensino da Palavra de Deus. 
Procura ensinar as verdades divinas tanto de forma prática 
quanto pessoal (Ne 8.4-8).
COMENTÁRIO
"listes cinco ministérios estão presentes na Igreja atual. Um só 
I ícler pode desenvolver dois ministérios ao mesmo tempo. O pastor, 
por exemplo, pode receber de Deus o dom de mestre.
A questão é que, por falta de uma boa compreensão, estes cincos 
ministérios não são devidamente valorizados e muitas vezes são 
confundidos. Evangelistas são chamados de pastores, pastores são 
chamados de apóstolos, etc.
I Jm evangelista desenvolvendo o trabalhode pastor pode trazer 
grandes transtornos para a Igreja local. Este pode atrair muitas 
pessoas a Cristo, mas seu ministério não tem sustentação para 
conservá-las na Igreja” .
15. Quais as disciplinas na Igreja?
K: a) Disciplina Formativa: Formar no cristão o caráter de Cristo.
I isla c a mais importante por ser preventiva.
b) Disciplina Corretiva: Correção do cristão faltoso (Mt 18.15- 
20; G1 6.1).
c) Disciplina Cirúrgica: Exclusão do membro faltoso que não 
demonstra arrependimento e cujo mau testemunho prejudica a 
Igreja local e trás escândalos para com os descrentes (Mt 18.17). 
Esta é a última instância.
16. Quais as formas de governo?
R: a) Ditatorial: E o sistema onde o poder está centralizado num 
homem e sua palavra é final e não há margem para discussão ou 
parlicipação dos demais.
80
b) Episcopal: Este sistem a concentra o poder de decisão nas nulos 
dos bispos e outras classes de cléricos.
c) Presbiteriano: Este é um sistema democrático-representativo. 
As Igrejas elegem presbíteros para governá-las, mas estas próprias 
Igrejas estão sujeitas a concílios.
d) Congregacional: Neste caso os membros da Igreja local têm 
uma participação maior na vida da Igreja, nas decisões e cada 
Igreja local é autônoma, independente e soberana. E um governo 
participativo por parte dos membros e deve-se ter o cuidado 
para não ferir os princípios bíblicos de autoridade pastoral e 
autoridade e submissão (I Ts 5.12-14). No Novo Testamento 
há base para a participação dos discípulos na solução dos 
problemas, eleição de diáconos e pastores:
- Eleição de diáconos (At 6.1-7).
- Eleição de pastores (At 14.23).
- Pelo ensino de Jesus a Igreja é o último tribunal de apelação no 
caso de disciplina e deve reunir-se em assembléia (M t 18.17,18).
COMENTÁRIO
“O governo congregacional é bíblico até onde não ultrapassa os 
princípios bíblicos de autoridade pastoral e autoridade e submissão.
O verdadeiro líder é bom ouvinte. Ele ouve os seus liderados, mas 
deve estar consciente da vontade de Deus para a Igreja local e 
transmiti-la com a capacitação do Espírito Santo.”
17. Qual a missão da Igreja?
R: Sua tríplice missão é:
a) Em relação a D eus: Adorá-lo e glorificá-lo em toda parte (Jo 
4.23; E f 1.11,12).
h) Iún relação a si mesma: Edifícar a si mesma, cuidado uns com os 
outros e promover o seu próprio crescimento qualitativo e quantitativo 
(Hf4.15,16).
c) Km relação ao m undo: Pregar o Evangelho ao perdido e fazer 
discípulos (Mt 28.18-20; At 1.8).
18. Quais as condições para pertencer a uma Igreja?
R: - Confessar Jesus com Senhor e Salvador (Rm 10.9.10).
- Ser regenerado ou nascido de novo (Jo 3.3).
- Demonstrar genuíno arrependimento (Mt 3.2,8).
- Ser batizado (Mt 28.19,20).
19. Quem realiza o batismo nas águas?
R: A Igreja local. Por intermédio do pastor que tem aval da própria 
Igreja.
20. Quem pode ser batizado?
R: Q uem se a rrepende dos pecad o s d em o n stra fru to s de 
arrependimento e tem idade suficiente para crer e entender a obra 
de salvação em Cristo (Mc 16.16).
21. Quem pode participar da ceia?
R: Todos os cristãos nascidos de novo, que foram batizados 
conforme a Bíblia e em comunhão com a sua Igreja local (I Co
11.27-29).
22. Qual a diferença entre a Ceia e a Páscoa?
R: A Ceia do Senhor não é a Páscoa, embora ambas têm uma forte 
ligação. A Páscoa é do Antigo Testamento, foi ordenada por Deus
na libertação do povo hebreu da escravidão do Egito (Ex 12.1 -28). 
Esta tinha três aspectos: O histórico (libertação do Egito), o pessoal 
(experiência pessoal de salvação) e o profético (o sacrifício na cruz). 
A Ceia é do Novo Testamento, um memorial do sacrifício de Jesus 
Cristo. O Senhor Jesus celebrou a Páscoa instituindo a Ceia (Mt 26.
19, 26-30). O apóstolo Paulo usou a expressão ' ‘Ceia do Senhor” (I 
Co 11.20). A Páscoa tinha outros elementos que não são citados no 
texto da Ceia. Somente o pão e o vinho (I Co 11.23-26).
23. Quais as qualificações do pastor?
R: De acordo com I Tm 3.1-7 deve ser irrepreensível, esposo de 
uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para 
ensinar, não dado ao vinho, porém cordato, inimigo de contendas, 
não avarento, que governe bem a sua casa, que não seja neófito e 
que tenha bom testem unho dos de fora (ver Tt 1.5-9).
24. Quais as funções do diácono?
R: Diácono significa servo (Diákonos, grego). E aquele que é 
separado na Igreja para servir nas diversas necessidades tais como 
a Ceia do Senhor, auxiliar o pastor nas visitas aos enfermos e outros 
necessitados, atuar na área de beneficência social (esta última função 
é que levou a Igreja de Jerusalém a criar este ofício, ver At 6.1-6), 
etc.
25. Quais as qualificações do diácono?
R: De acordo com I Tm 3.8-13 deve ser de consciência limpa, 
irrepreensíveis, m arido de uma só mulher, que governe bem seus 
filhos e a própria casa.
26. Há base bíblica para o ministério de diaconisa?
R: Sim. Entre as qualificações do diácono há qualificações para a 
diaconisa também. O contexto não deixa dúvida.
“Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam 
elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em
tudo.”
(I Tm 3.11)
“Febe era diakonos da Igreja de Cencréia (Rm 16.1): Título que 
nossa versão portuguesa traduz “que está servindo”, mas que com 
maior probabilidade deve ser traduzido “diaconisa”, como também 
fazem algumas versões” (O Novo Dicionário da Bíblia, Edições 
Vida Nova - pág. 419).
27. O que é uma Igreja Batista?
R: “E um a Igreja organizada de acordo com a Bíblia Sagrada e se 
identifica com as demais Igrejas Batistas do mundo naquilo que é
o seu patrim ônio com um : seus axiom as ou p rincíp ios, sua 
declaração de fé, suas realizações e suas práticas ou pragm áticas” 
(Manual Básico dos Batistas Nacionais).
28. O que é uma Igreja Batista Nacional?
R: “E uma Igreja que se identifica com as demais Igrejas Batistas 
naquilo que é seu patrim ônio comum: seus p rincíp ios, sua 
declaração de fé, e suas práticas, e pelo fato de ser filiada à
< onvenção Batista Nacional, cujas características distintivas são: 
No campo teológico-doutrinário: a crença de que o batismo no
1 .spírito Santo e os dons espirituais são realidades bíblicas vigentes 
para a igreja de Cristo hoje” (M anual da Convenção Batista 
Nacional, pág. 29). E uma Igreja fruto do avivamento iniciado nos 
nnos ,50.
29. O que é a Convenção Batista Nacional?
R: U tiliza a sigla CBN e é, como o nome já diz: “Uma convenção 
de Igrejas Batistas Nacionais. E através dela que as Igrejas exercem 
a sua cooperação. A CBN nasceu das primeiras 16 Igrejas avivadas 
no seio da Convenção Batista Brasileira, de onde foram excluídas 
na Assembléia de 1965, em Niterói, R. J .”
30. Qual a importância da Convenção Batista Nacional?
R: Prom ove com unhão e cooperação entre as Igrejas Batistas 
Nacionais e fortalece a identidade das Igrejas. Planeja e auxilia as 
Igrejas na obra de missões estaduais, nacionais e no exterior através 
do plano cooperativo e ofertas m issionárias. Produz literatura, 
ad m in istra os sem inários, prom ove tre inam ento de líderes, 
congressos de adolescentes, jovens, homens, mulheres, etc.
31. Q ual a form a de susten to da C onvenção B atista 
Nacional?
R: O plano cooperativo, que é o sistema financeiro adotado de 
comum acordo por todas as Igrejas, ofertas especiais das Igrejas 
destinadas a CBN e outras contribuições espontâneas.
32. O que é a ORM IBAN?
R: Ordem de M inistros Batistas Nacionais.
33. Qual a importância da ORM IBAN?
R: Arrolar e credenciar todos os seus membros, regulam entar os 
casos de ordenação, integração e reintegração ao ministério pastoral 
no âm bito da CBN, tratar de todos os assuntos peculiares ao 
ministério e à doutrina no âmbito da CBN... (Manual da ORMIBAN, 
Cap. II, das finalidades e meios, pág. 4).
i - íDauUina 
la Mamem 
' t U a p o t a g i a
1.Qual o significado de antropologia?
R: E o estudo acerca do homem, sua origem, constituição, etc. 
ANTROPOS (grego): Homem.
LOGIA (grego):Estudo, tratado.
2. Qual a origem do homem?
R: Está em Deus que o criou à sua imagem e semelhança (Gn 
1.26).
3. Que distinção podemos fazer do homem e as outras 
criaturas?
R: As criaturas foram criadas “segundo a sua espécie” (Gn 1.24) 
enquanto o homem é um a criação distinta, pois foi criado “à imagem 
e semelhança de D eus” e é dotado de vida intelectual e moral. 
M yer Pearlman cham a de criação especial. Outra grande distinção 
é a capacidade de crescimento. “Os animais vivem hoje como 
viviam há mil anos passados. Não têm feito, nem fazem, progresso 
algum” (Langston). Enquanto o homem tem capacidade para ter 
progresso material, intelectual e espiritual.
4. O que é criação mediata e imediata?
R: - C riação M ediata : D eus criando através da reprodução 
(cruzamento entre macho e fêmea).
- Criação Imediata: Deus criando diretamente, sem intermediário 
(Ex: Adão e Eva. Os anjos são criaturas imediatas, ver angelologia).
5. O que é criacionism o e evolucionismo?
R: a) C riacionism o: Crença na criação divina de todas as coisas 
segundo as verdades do Livro de Gênesis e de toda Escritura.
OA
b) Evolucionismo: Teoria que afirma a origem de todas as coisas através 
de um processo evolutivo.
6. Qual a teoria evolucionista mais propagada?
R: A de Charles Darwin (1809-1882). Autor do livro “A Origem 
das Espécies’’ e “A Ascendência do Homem” (1871). Neste aponta 
as enormes semelhanças entre os homens e os animais e explica 
que os homens e os macacos antropóides haviam tido os mesmos 
ancestrais. Esta teoria já caiu por falta de provas e apesar disso 
continua sendo ensinada nas escolas e outros meios intelectuais.
7. O que você entende por dicotomia e tricotomia? Há 
base nas Escrituras?
R: a) Dicotomia: E a crença de que alma e espírito são a mesma 
coisa e, neste ponto de vista, o homem é formado de apenas duas 
partes: corpo e alma ou corpo e espírito.
b) Tricotomia: Ou tri-unidade humana. E o ensino de que o homem 
é um ser criado por Deus com três partes que são espírito, alma e 
corpo. Esta é a posição que tem base bíblica e maior aceitação por 
parte dos teólogos:
“O mesmo Deus da paz vos santifíque em tudo; e o vosso 
espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e 
irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”
(I Ts 5.23)
‘T orque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante que 
espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e 
espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos 
e propósitos do coração.”
(Hb 4.12)
- Espírito (pneuma, grego): Parte mais nobre, o homem interior, 
consciência, intuição. Parte pela qual o homem tem comunhão com 
D eus(Rm 8.16).
Habitando a carne humana, existe o espírito dado por Deus em forma 
individual (N m l 6.22.27.16). Este foi formado pelo Criador na parte 
intema da natureza do homem, capaz de renovação e desenvolvimento 
(SI 51.10). O espírito é aquilo que faz o homem diferente de todas as 
coisas criadas. É dotado de vida humana (e inteligência, Pv 20.27; Jó
32.8) que se distingue da vida dos irracionais. Os irracionais têm alma 
(seres viventes, Gn 1.20,24), mas não têm espírito.
- Alma (psique, grego): Parte intermediária, sede do intelecto, 
razão, emoção e vontade (Mc 14.34).
A primeira alm a veio a existir como resultado de Deus ter soprado 
no homem o sopro da vida (Gn 2.7). E a questão é: Como as outras 
almas vieram a existir? Há os que afirmam que cada alma individual 
não vem proveniente dos pais, mas sim pela criação imediata. Citam 
os seguintes textos bíblicos: Is 57.16; Ec 12.7; Hb 12.9; Zc 12.1. 
Outros afirmam que a alma é transmitida pelos pais. Apontam o 
fato de que a transm issão da natureza pecam inosa da Adão à 
posteridade milita contra a criação divina de cada alma; também o 
fato de que as características dos pais se transmitem à descendência. 
Citam Jo 1.13, 3.6; Rm 5.12; I Co 15.22; E f 2.3; Hb 7.10.
“A origem da alm a pode explicar-se pela cooperação tanto do 
Criador tanto como dos pais. No princípio duma nova vida, a Divina 
criação e o uso de m eios agem em cooperação. O hom em gera o 
homem em cooperação com ‘o Pai dos espíritos.” (Myer Pearman)
- Corpo (soma, grego): Parte externa, matéria e sede dos cinco 
sen tidos (v isão , au d ição , ta to , pa lad ar e o lfa to ). C asa, ou 
tabernáculo (II Co 5.1).
“É a tenda na qual a alm a do homem, qual peregrina, m ora durante 
sua viagem do tempo para a eternidade. A morte, desarma-se a 
barraca e a alma parte (Is 38.12; II Pd 1.13, 14)” .
“Somos espírito, temos uma alma e habitamos em um corpo”.
HÁ OUTROS ARGUMENTOS
I )eus é ' Fri úno e criou o homem à sua imagem e semelhança.
< ) I ábemáculo (habitação) no Antigo Testamento com suas três 
partes (átrio, lugar santo e santo dos santos) é símbolo do homem 
(I Rs 8.27,28; I Co 3.16, 6.19).
S. Qual a diferença entre os homens e os anjos?
K: - Os homens são seres sexuados e reproduzem enquanto os 
anjos são assexuados e não reproduzem (M t 22.30).
Os homens são criações mediatas e os anjos são criações 
imediatas.
( )s homens tornam-se filhos de Deus por meio de Cristo e os 
anjos são criaturas.
CL íDaufrUna 
díi fPecm is
M r n n m ü á x í & ^ H I
1. O que é ham artiologia?
R: É o estudo a respeito da doutrina do pecado.
HAMART1A (grego): Errar o alvo.
LOGIA (grego): Estudo, tratado.
HATA (hebraico): Errar o alvo.
AVON (hebraico): Iniqüidade, culpa. Deriva-se da raiz AVA 
(hebraico): Errar o caminho.
2. Qual a definição de pecado?
R: Pecado é errar o alvo. “E um estado m au da alm a ou da 
personalidade” (Langston). É desobediência às leis de Deus (I Jo
3.4), iniqüidade, transgressão (ir além do limite, Rm 4.15), queda, 
derrota, impiedade (Rm 1.18; II Tm 2.16), erro, etc.
3. Quando e como começou o pecado?
* R: Começou no coração de Lúcifer (Ez 28.11-19; Is 14.13,14) e 
entrou na raça hum ana quando Adão e Eva pecaram no Jardim do 
Éden (Gn 3.6; Rm 5.12, 17-21).
4. Como podem os diferenciar pecado e pecados?
R: Pecado é o “estado m au da alma”, a condição espiritual do 
hom em caído e separado de Deus (Rm 3.23). Pecados são os atos 
pecam inosos com o conseqüência desta condição. Pecados são 
conhecidos tam bém como obras da carne.
“Se a alma está enferma, manifestam os sintom as”.
5. Quais as conseqüências do pecado para a raça 
humana?
R: • Morte espiritual e física (Rm 5.12; 6.23).
I )epravação do ser humano (Gn 6.5).
- Culpa e condenação (Rm 1.32. 2.12).
- Conseqüências para a natureza/criação (Gn 3.14-18; Rm
8.19-23).
6. Quais as conseqüências do pecado na vida do crente?
R: Sentimento de culpa, comunhão com Deus prejudicada, mau 
testemunho perante os não crentes, problemas familiares, na 
Igreja, etc.
7. Se Adão pecou no Jardim do Éden, por que toda a 
raça humana foi condenada?
K: r i n Adão a raça humana pecou porque este representou no
I ilen toda a raça humana. Assim como os homens se tornaram 
pecadores pela desobediência de A dão, estes podem ser
I I is ti I içados pela obediência de um só homem. Jesus Cristo (Rm 
5 12, 17-21).
8. Se foi Eva quem primeiro comeu do fruto e depois deu 
a Adão (Gn 3.6), por que Adão foi responsabilizado por
Deus?
R: - I ;,va foi enganada enquanto Adão pecou desobedecendo às 
instruções divinas dadas a ele, quando Eva ainda não havia sido 
criada (Gn 2.17; II Co 11.3; I Tm 2.13,14).
- I i pela sua responsabilidade como cabeça do lar.
9. O que significa pecado sem perdão?
R: É a blasfêm ia contra o Espírito Santo, ou seja. a rejeição 
propositada e consciente da obra de convencimento do pecado que 
este opera no pecador (Jo 16.8; Mt 12.31,32). Se o homem rejeita
o convencimento do Espírito Santo quem mais o convencerá? Esta 
é uma obra exclusiva do Espírito Santo.
10. O que é pecado inerente ou “pecado original”?
R: O efeito da queda arraigou-se tão profundamente na natureza 
humana que Adão, como pai da raça, transmitiu a seus descendei itc. 
a tendência ou inclinação para pecar (SI 51.5).
11. Ser tentado é pecado?
R: Não. Jesus foi tentado, massem pecado (IIb 2.1 8, 4.15; I ( o
10.13).
12. Quais as teorias a respeito da “im putação do pci-:i<lo 
à posteridade”?
R: Existem algumas teorias que tentam negar, desculpar ou d 1111 .......
a natureza do pecado. Vejamos;
a) A teísm o: Este nega a existência de Deus e consequentemente o 
pecado.
b) Determinismo: Afirm a que o homem é simplesmente um esei ;ivi > 
das circunstâncias. O pecado é como uma doença, digna de dó.
c) Hedonism o: E a teoria que sustenta que o m elhor da vida e ,i 
conquista do prazer. Não se pergunta se “isso é pecado”, pergunta 
se “isso dá prazer”?
d) Ciência Cristã: Nega a realidade do pecado.
e) A Evolução: Considera o pecado como herança do animalismo 
primitivo do homem.
13. O que é imputação?
R: É a atribuição da culpa a alguém.
14. Qual a origem do pecado no coração humano?
R: A cobiça. Esta o atrai e seduz (Tg 1.14,15).
15. Qual a solução para o pecado?
R: Arrependimento, confissão e a eficácia do Sangue de Jesus 
derramado na cruz do calvário (I Jo 1.7-9). Este é o Antídoto 
infalível. Bendito seja o Cordeiro de Deus!
c . Saíaaçãa
( Setenietougia)
R: E o estudo a respeito da doutrina da salvação.
SOTERIA (grego): Salvação, cura, recuperação, redenção e 
remédio.
LOGIA (grego): Estudo tratado.
SALVARE (latim): Salvar.
SALUS (latim): Saúde, ajuda.
2. O que é a salvação?
R: “Representa a ação ou o resultado de um livramento ou 
preservação de algum perigo ou enfermidade, subentendendo 
segurança, saúde e prosperidade” (O Novo Dicionário da Bíblia, 
“Salvação” - pág. 1464). A salvação que Cristo opera no 
pecador tem este sentido amplo de salvar e curar o homem 
enfermo por causa do pecado.
3. Por que é necessária a salvação?
R: a) Por causa da universalidade do pecado: Pela transgressão de 
Adão todos se tom aram pecadores (Gn 6.5; I Rs 8.46; SI 14.3,
53.3, 130.3; Ec 7.20; Is 64.6; Mc 10.18; Rm 3.23).
b) Por causa da seriedade do pecado:
- Deus tem aversão pelo pecado (Hb 1.3).
- O pecado separa o pecador de Deus (Is 59.2).
- O pecado causa um a expectação horrível de ju ízo (Hb 10.26,27).
- O pecado torna o pecador estranho a Deus e sua aliança com o 
homem e inimigo no entendimento (Cl 1.21).
c) Por causa da incapacidade do pecador para liv rar-se : Se o 
hom em tivesse condições próprias para se salvar não haveria a
1 .0 que é soteriologia?
necessidade do Salvador (Mc 8.36.37; Mt 16.26; Rm 8.20; G1 2.16; 
11b 7.19).
4. O plano inicial de Deus para o homem é a salvação? Ou 
seja, que este caísse em pecado para depois ser salvo por 
meio de Jesus Cristo?
K: Não. O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus para 
viver uma vida de obediência. “O propósito eterno de Deus é que 
sejamos filhos semelhantes ao seu Filho Jesus Cristo” (E f 1.4,5; 
Rm 8.28-30). Deus em sua presciência e provisão preparou o 
Cordeiro antes da fundação do mundo (I Pd 1.18-20; Ap 13.8). 
Através da salvação Deus retorna o homem ao seu estado original.
() recoloca nos “trilhos”.
5. Quais as duas coisas que preparam o indivíduo para a 
salvação?
K: a) A chamada divina: A pregação do evangelho é o meio pelo 
qual Deus chama o homem ao arrependimento (Ez 33.11; Is 55.7; 
Mt 11.28; Mc 16.15; Rm 8.30; Ap 22.17).
I >) A convicção de pecado: Esta convicção é resultado do trabalho 
do Espírito Santo no coração humano (Jo 16.8-11). (Teologia 
Sistemática, A.B. Langston - pág. 210).
6. Qual a ordem da salvação?
K: Arrependimento, fé, conversão, regeneração, justificação, união 
com C risto, santificação, preservação, libertação do pecado, 
perfeição e glorificação (Teologia Sistemática, A.B. Langston - 
pág. 212).
7. O crente pode perder ou não a salvação? Existe o 
perigo da apostasia?
R: Esta pergunta tem a ver com a seguinte questão teológica: "A 
preservação” ou "A perseverança dos salvos". Há uma linha de 
pensamento que afirm a que " S ó são crentes verdadeiros aqueles 
que perseveram até o fim". Este posicionamento afirm a que:
a) A perseverança é prova de verdadeira conversão.
b) A demonstração de ser crente verdadeiro está no fim da carreira.
c) A perseverança até o fim é a prova incontestável.
d) N esta perspectiva não há possibilidade de um cristão genuíno 
apostatar-se da sua fé.
Neste ponto de vista a base bíblica utilizada são os seguintes textos 
bíblicos:
“Eu lhes dou a vida eterna; jam ais perecerão, e ninguém as 
arrebatará da minha mão.
Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do 
Pai ninguém poderá arrebatar.”
(Jo 10.28,29)
“...porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.”
(Rm 11.29)
“Estou plenam ente certo de que aquele que com eçou boa 
obra em vós há de com pletá-la até o dia de Cristo Jesus.”
(Fp 1.6)
“...porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que ele 
é poderoso para guardar o meu depósito até aquele D ia.”
(II Tm 1.12)
Segundo esta linha de pensamento " o homem não pode ser salvo hoje. 
perdido amanhã, salvo depois de amanhã. Se for salvo mesmo, será 
salvo de uma vez para sempre. A perseverança será a maior evidência".
OUTRA LINHA DE PENSAMENTO
Por outro lado a Bíblia traz muitas advertências a respeito do perigo 
da apostasia. Apostasia significa “revolta” contra Deus. Vejamos o que 
a Bíblia diz:
“...porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, 
vieram a naufragar na fé.
E entre esses se contam Him eneu e Alexandre.”
(I Tm 1.19,20)
“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últim os 
tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos 
enganadores e a ensinos de dem ônios.”
(I Tm 4.1)
“Porque Demas, tendo amado o presente século, me 
abandonou e se foi para Tessalônica.”
(II Tm 4.10)
“...todavia, o meu justo viverá pela fé, e: Se retroceder, nele 
não se compraz a minha alma.”
(Hb 10.38)
“ rende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer 
de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do
Deus vivo.”
(Hb 3.12)
“Porque, se viverm os deliberadamente em pecado, depois de 
termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não 
resta sacrifício pelos pecados, 
pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo 
vingador prestes a consumir os adversários.”
(Hb 10.26.27)
“E im possível, pois, que aqueles que uma vez foram 
ilum inados, e provaram o dom celestial, e se tornaram 
participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de 
Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram , sim, e 
im possível outra vez renová-los para arrependim ento, vislo 
que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de 
Deus e expondo-o à ignom ínia.”
(I Ib (>.'l ■())
Este últim o texto afirma que:
- U m a vez foram iluminados.
- Provaram o dom celestial.
- Tornaram-se participantes do Espírito Santo.
- Provaram a boa Palavra de Deus.
- E os poderes do mundo vindouro.
- E caíram (v. 6).
A queles a quem foram dirigidas estas palavras eram crisiaos 
hebreus, que, desanim ados e perseguidos, estavam sendo tentados 
a “afastar-se do Deus vivo” (Hb 3.12). Por todas as evidências, 
trata-se de pessoas regeneradas e não cristãos nominais. Segundo 
este texto, a dor causada a Cristo pela apostasia é comparada a 
uma nova crucificação (Hb 6.6). Não há dúvida que o perigo aqui 
é evidente.
Há outras advertências do apóstolo Pedro dirigidas claramente a 
cristãos:
“Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, 
acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses 
insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza.”
(II Pd 3.17 e 2.20-22)
Há outra importante advertência do Senhor Jesus dirigida à Igreja de 
Sardes:
“O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de 
modo nenhum apagarei o seu nome do livro da vida; pelo 
contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante
dos seus anjos.”
(Ap 3.5)
COMENTÁRIO
Myer Pearlman propõe um “equilíbrio escriturístico” que pode ser
i lc grande auxílio entre os dois pontos de vista conforme vimos:
“As respectivas posições fundamentais, tanto do Calvinismo como do 
Arminianismo, são ensinadas nas Escrituras. O Calvinismo exalta a 
graçade Deus como a única fonte de salvação - e assim o faz a Bíblia; 
<) Arminianismo acentua a livre vontade e responsabilidade do homem 
e assim o faz a Bíblia. A solução prática consiste em evitar os extremos 
antibíblicos de um e de outro ponto de vista, e evitar colocar uma idéia 
cm aberto antagonismo com outra. Quando duas doutrinas bíblicas 
são colocadas em posição antagônica, uma contra a outra, o resultado 
é uma reação que conduz ao erro. Por exemplo: a ênfase demasiada à 
soberania e à graça de Deus na salvação pode conduzir a um a vida 
descuidada, porque se a pessoa é ensinada a crer que conduta e atitude 
nada têm ver com a sua salvação, pode tomar-se negligente. Por outro 
lado, a ênfase demasiada sobre a livre vontade e responsabilidade do 
homem, como reação contra o calvinismo, pode trazer as pessoas sob 
o jugo do legalismo e despojá-las de toda a confiança de sua salvação.
1
Os dois extremos que devem ser evitados são: a ilegalidade e o 
legalismo.
Quando Carlos Finney ministrava em uma comunidade onde a graça 
de Deus havia recebido excessiva ênfase, ele acentuava muito a 
resp o n sab ilid ad e do hom em . Q uando d irig ia traba lhos em 
localidades onde a responsabilidade humana e as obras haviam 
sido fortemente defendidas, ele acentuava a graça de Deus. Quando 
deixamos os mistérios da predestinação e nos damos à obra prática 
de salvar as almas, não temos dificuldades com o assunto. João 
Wesley era arminiano e George W hitefield calvinista. Entretanto, 
ambos conduziram milhares de almas a Cristo...”
(Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, pág. 174 - Myer Pearlman)
8. Quais as principais teologias da salvação?
Explique-as.
R: Luteranismo, Calvinismo e Axminianismo.
a) Luteranismo: M artinho Lutero, a quem se deve o início da 
Reforma na A lem anha (1483-1546).
De acordo com Lutero a essência do evangelho é o fato de a 
JUSTIFICAÇÃO se dar pelo dom da graça de Deus recebido 
por fé (SOLA FIDE ; SOLA GRÁTIA). Para ele Deus declara 
o pecador justo por intermédio da morte de Jesus e não por 
meio de obras ou m éritos humanos. A fé engloba a confiança e 
a aceitação do dom divino da SALVAÇÃO por m eio dos 
“m éritos” de Cristo.
Porém Lutero condenou a idéia de Livre Arbítrio, publicando 
o livro DE SERVO ARBÍTRIO (Da Escravidão do Arbítrio). 
Essa posição o levou a perder muitos de seus adeptos. Segundo 
sua opinião, anulado o direito do hom em de tom ar decisão, a 
predestinação tornava-se mais extremada do que a calvinista da 
graça irresistível.
b) Calvinismo: João Calvino, um dos grandes teólogos e estudiosos 
da Reforma (1509-1564):
Calvinismo é a teoria da graça irresistível. Para Calvino o sacrifício 
de Cristo foi suficiente para todos, mas eficiente para os eleitos, 
por quem Cristo morreu. Calvino dizia: "Deus predestinou alguns 
para serem salvos e os outros para serem perdidos". E defendia 
que "Deus não é injusto, pois Ele não é obrigado a salvar ninguém”. 
E, "Se Cristo predestinou apenas alguns para a salvação, então 
Cristo morreu somente pelos eleitos”.
Segundo este ensino "Uma vez salvo, salvo para sempre”. Afirmava 
que a salvação é inteiramente de Deus e que o homem nada tem a 
ver com ela. Se ele se arrepender, crer e for a Cristo é por causa 
do poder atrativo de Deus (graça irresistível). A salvação é por 
decreto divino e até mesmo a queda devido o pecado. Nesta 
perspectiva, Deus fixa o destino dos homens.
A idéia de livre arbítrio não cabe neste conceito da salvação. Esta 
doutrina defendida por Calvino, entretanto não fora criada por ele, 
mas tinha sido defendida por Agostinho no FV século. E Agostinho, 
por sua vez, dizia-se intérprete do apóstolo Paulo.
c ) Arminianismo: Jacó Armínio, teólogo e pastor holandês (1560- 
1609).
Para Armínio “a vontade de Deus é que todos sejam salvos,
porque Cristo morreu por todos” (I Tm 2.4-6; Hh 2.9; II Co 5.14;
Tt 2.11,12).
O pecador pode escolher entre aceitar a graça de Deus ou 
rejeitá-la. E o seu direito de livre arbítrio.
Segundo sua teologia as Escrituras ensinam a predestinação, 
mas não pensava como os calvinistas e luteranos (para estes a 
predestinação é um ato incondicional de Deus ao eleger 
indivíduos para a salvação). Para Armínio, a predestinação 
era vista segundo a presciência divina. Segundo ele, Deus sabia 
se um indivíduo aceitaria ou rejeitaria livremente a Cristo. Baseava- 
se em I Pd 1.2 “eleitos segundo a presciência de Deus Pai...” 
Para Armínio, Deus previu o destino das pessoas, mas não o fixou. 
"A teologia resultante também afirmava que, do mesmo modo que 
a salvação é escolhida livremente, pode também ser livremente
perdida - conceito alheio ao entendimento calvinista e luterano." 
(Dicionário de Teologia, Stanley J. G. David G. e Cherith F. N. 
pág. 1 5)
9. O que a Bíblia diz a respeito da predestinação?
R: É uma verdade bíblica, mas deve ser compreendida dentro do 
contexto bíblico.
A idéia calvinista de que “Deus predestinou alguns para serem 
salvos e outros para serem perdidos” não condiz com a revelação 
divina da sua vontade para o homem:
“O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem 
ao pleno conhecimento da verdade.”
(I Tm 2.4)
“Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; 
agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parle,
se arrependam.”
(Al 17.30)
- Esses textos deixam claro que a vontade de Deus é que lodo:, 
sejam salvos.
- O inferno não foi feito para os homens, foi feito para o diabo e 
seus anjos. Sendo assim , fica claro que não é da vontade de I )eus 
que qualquer hom em vá para lá:
“Então, o Rei dirá tam bém aos que estiverem à sua esquerda: 
Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado 
para o diabo e seus anjos.”
(M t 25.41)
Predestinar é dar um destino antecipado e, Deus em seu santo amor, 
antes de criar o homem à sua imagem e semelhança, estabeleceu pai a 
ele os melhores desígnios (Ef 1.3-14; Rm 8.28-30). A predestinação
deve ser interpretada na perspectiva do propósito etemo de Deus para 
o homem e não na perspectiva da salvação. Como vimos na resposta 
da pergunta quatro, a salvação é um retorno ao propósito eterno de 
Deus. O grande problema é que a predestinação tem sido debatida 
unicamente no “contexto da salvação” e não no “contexto do 
propósito eterno de Deus para o homem” .
10. O homem é regenerado para crer ou crê para ser 
regenerado?
R: Na visão calvinista ele é regenerado para depois crer, pois 
esta baseia-se na salvação por decreto divino. Na visão 
arminiana ele crê para depois ser regenerado, pois esta baseia-se 
no livre arbítrio.
11. Qual a diferença entre arrependimento e remorso?
R: Arrependimento é a convicção do pecado juntam ente com a 
Iristeza pela sua prática e um desejo profundo de mudança. O 
remorso é a consciência do erro sem mudança de atitude ou tristeza 
unicamente por estar sofrendo as conseqüências do erro.
12. Qual a relação entre a salvação pela graça e as obras?
R: A salvação é unicamente pela graça de Deus. As obras não salvam 
o pecador, mas são conseqüências da salvação (E f 2.8-10).
“Praticamos as obras não para sermos salvos, mas porque
somos salvos.”
13. Qual o significado do vocábulo da salvação 
conhecido como redenção?
R: Ato ou efeito de rem ir ou redimir (Remir: Adquirir de novo. 
Resgatar, Libertar, etc).
14. Qual o significado de resgate?
R: Ato ou efeito de resgatar ou a quantia por que se resgata. 
Resgatar: Livrar de cativeiro, pagar (I Pd 1.18,19).
15. Qual o significado de propiciação?
R: Oferta que afasta a ira de Deus dirigida contra o pecado. De 
acordo com o Novo Testamento, Deus providenciou um a oferta 
que desfez a ira divina, pois por seu amor o Pai enviou o Filho 
para ser propiciação (ou sacrifício expiatório) pelo pecado 
humano (Rm 3.25; FIb 2.17; I Jo 2.2,4.10).
16. Qual o significado de expiação?
R: “Cobrir”, “Passar por cim a”. Este conceito é mais próprio do 
Antigo Testamento (Lv 9.7).
17. Qual o significado de reconciliação?
R: Reatar o relacionam ento rompido.
18. Qual o significadode regeneração?
R: E gerar de novo. Novo nascimento. O ato pelo qual Deus gera no 
pecador um a nova criatura. E obra do Espírito Santo (Jo 1.12,13;
3.5,6).
19. Qual o significado de justificação?
R: Ato judicial de Deus pelo qual o homem é declarado justo. 
Declarar justo como se justo fosse (Rm 5.1).
20. Qual o significado de adoção?
R: É o ato pelo qual Deus transforma seres humanos antes estranhos 
em participantes de sua fam ília espiritual, incluindo-os como 
herdeiros das riquezas da sua glória divina. Somos regenerados no 
Espírito (Jo 3.5,6) e recebemos o Espírito de adoção (Rm 8.15,16).
21. Qual o significado de santificação?
R: E o processo de aperfeiçoamento diante de Deus, por ação do 
Espírito Santo em nós (IT s2 .13;H b 12.14). Ser santo tem o sentido 
de “ser separado”.
22. Qual o significado de arrependimento?
R: É a convicção do pecado juntam ente com a tristeza pela sua 
prática e um desejo profundo de m udança (SI 51.1-4).
23. Qual o significado de conversão?
R: Termo geral que se refere ao encontro inicial do indivíduo com Deus, 
a salvação, incluindo mudança de coração, de mentalidade e de 
propósito. O termo grego usado para esta nova vida do crente é 
“metanoia” que significa mudança de mentalidade que implicará em 
mudança de rumo (Ex : A conversão de Zaqueu em Lc 19.8,9).
24. Qual o significado de glorificação?
R: É o ato final do processo de salvação na vida do crente quando 
este receberá um corpo glorificado (I Co 15.50-55).
25. Qual o significado de graça?
R: Favor imerecido. Sendo um dos conceitos centrais das Escrituras, 
a graça fala das ações amorosas de Deus para com a criação e a 
favor da humanidade em particular. Graça é o transbordar generoso 
do amor de Deus-Pai por meio do Filho, Jesus Cristo.
26. Qual o significado de misericórdia?
R: - Flasedh (hebraico, ocorre 250 vezes no A.T.): Solidariedade, 
bondade, graça.
- R aham h (H eb.): C om over-se do fundo das en tranhas, 
compadecer-se (SI 4.1; Os2.23, 14.3; Pv 28.13).
- O iktirm os (grego): Piedade, compaixão (Rm 12.1; II Co 1.3; 
Fp 2.1; Cl 3.12; Hb 10.28).
Graça é um favor divino enquanto misericórdia é compaixão divina. 
Podemos ilustrá-las assim:
“A misericórdia é uma mão divina não deixando que venha 
sobre nós o m al que merecemos, enquanto a graça é a outra 
mão divina derramando sobre nós o bem que não 
merecem os”.
CL ÍDaubãna 
I o ô ü n f a ô
1.Qual o significado do termo angelologia?
R: E o estudo a respeito dos anjos.
ANGELOS (grego): Mensageiro.
LOGIA (grego): Estudo, tratado.
MALAK (hebraico): M ensageiro.
2. Quais são os seres celestiais e qual a sua 
classificação?
R: a) Deus - O Ser divino (estuda-se na Doutrina de Deus).
b) Querubins: Vem do hebraico KERUBHIM e quer dizer “Aquele 
que ora” ou “Aquele que abençoa” (Kerub, heb.: bendizer ou 
orar). Sua função, por se tratarem de um a classe mais elevada 
são apresentados como guardiões e velam pela santidade de 
Deus (Gn 3.24).
c) Serafins: São agentes da purificação pelo fogo. G uardam a 
santidade de Deus. Servos do louvor e adoração a Deus (Is 6.1 -7).
d) A rcanjos: M aior dos anjos, comandante do exército angelical. 
“Mas o arcanjo Miguel contendia com o diabo...” (Jd v. 9). A voz 
de um arcanjo será ouvida quando Cristo voltar para arrebatar a 
Igreja (I Ts 4.16).
e) A njos: M inistros de Deus a favor dos homens. M ensageiros de 
Deus (Hb 1.13,14).
3. Qual a origem dos anjos?
R: Não existem desde a eternidade. Isto é mostrado pelos textos 
bíblicos que falam da criação (Ne 9.6; SI 148.2,5; Cl 1.16). Quanto 
a época da sua criação não há indicação precisa em parte alguma.
mas as evidências é de que já existiam antes da criação do universo e 
do homem (Jó 38.4-7).
4. Qual a personalidade dos anjos?
k : a) São pessoas: Porque possuem uma personalidade, inteligência, 
sentimento e vontade. Comunicam-se, relacionam-se e trabalham.
b) São inteligentes: As funções que estes realizam junto a Deus e 
aos homens só podem ser feitas por seres inteligentes e de grande 
competência. Não são oniscientes, somente Deus, mas procuram 
desvendar o mistério da redenção do homem (Ef3.8-10; I Pd 1.12).
c ) São seres moralmente livres: Está provado pela queda de muitos 
deles que escolheram por si mesmos seguir a Lúcifer (Is 14.12- 
14; Ez 28.14-16; II Pd 2.4 e Jd v. 6).
d) São espíritos: São espíritos, desprovidos de corpo e alma, 
apesar de se manifestarem aos homens no mundo físico. Estão 
acima da matéria e portanto não estão limitados às condições 
naturais e físicas. A parecem e desaparecem à vontade, e 
movimentam-se com uma rapidez inconcebível, sem usar meios 
naturais. Apesar de serem puramente espíritos, têm o poder de 
assumir a forma de corpos humanos a fim de tornar visível sua 
presença aos sentidos do homem e até comeram na casa de Ló 
conforme relato no Livro de Gênesis (Gn 19.1-3). Apesar de 
serem espíritos, realizam atividades no mundo físico (Hb 1.14).
e ) São poderosos: Esta é uma das razões porque despertam tanto 
interesse. O salmista os descreve como “valorosos em poder” 
(SI 103.20) e no Novo Testamento são citados como “maiores 
em fo rça e p o d er” (II Pd 2 .11). N ão estão su je ito s às 
contingências terrenas e por isso não sofrem a ação do fogo e 
da água (Dn 3.25).
í) Sào assexuados: Os anjos sempre são descritos como varões, 
porém, na realidade, não têm sexo: não casam e não geram 
outros (Lc 20.34-36). São criação imediata. Criados diretamente, 
sem intermediários.
g) N um erosos: As Escrituras nos ensinam que seu número é muito 
grande.
“Não pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria 
neste mom ento mais de doze legiões de anjos?” (Mt 26.53). 
Legião era um termo usado pelos romanos no exército e uma legião 
de soldados tinha entre 3.000 a 6.000 homens. Doze legiões de 
anjos daria no mínimo 36.000 anjos (II Rs 6.17; SI 68.17; Dn 7.10; 
Lc 2.13, 14; Hb 12.22; Ap 5.11, 12). Eles são a “multidão dos 
exércitos celestes” e Deus cria quantos quiser.
h) São criaturas: Por serem assexuados são criados do nada pelo 
poder de Deus. Conforme vimos, são criação imediata (Ne 9.6).
5. Qual o caráter dos anjos?
R: São santos, justos, puros, bons e obedientes (SI 103.20; Mt 
6.10; I Pd 3.22 e Jd v. 6). São reverentes, pois sua atividade mais 
elevada é a adoração e não aceitam ser adorados (Ap 19.9, 10).
6. Qual o ofício dos anjos?
R: a) Agentes de D eus: São mencionados como executores dos 
pronunciam entos de Deus (Gn 3.24,19.1; Mt 13 .39 ,41 ,49 ,16 .27 , 
24.31; Mc 13.27; At 12.23).
b) M ensageiros de D eus: Anjo significa literalm ente mensageiro 
e por meio deles Deus envia anunciações (Mt 1.20, 21; Lc 
1.11-20,26-38), advertências (Mt 2.13; Hb 2.2), instrução (Dn 
4.13-17; M t 28.2-7; A tl0 .3), encorajam ento (Gn 28.12; At 
27.23) e revelação (Dn 9.21-27; At 7.53; G1 3.19; Ap 1.1).
c) Servos de Deus: São enviados para sustentar (I Rs 19.5; Mt 
4.1 I ). preservar (Gn 24.7; Ap 7.1). resgatar (SI 34.7; 91.11: Dn 
(>.22; Mt 26.53) interceder (Zc 1.12;Ap 8.3,4) e para servir os justos 
depois dam orte (Lc 16.22).
() nascimento, a vida, a morte, a ressurreição e a ascensão de 
( 'listo foram contemplados e assistidos pelos anjos (I Tm 3.16). 
( )s anjos deram assistência constante a Jesus durante a sua vida e 
n i i nistério entre os homens.
7. Quem é o Anjo do Senhor?
k : A m aneira pela qual o Anjo do Senhor é descrito, distingue-o de 
qualquer outro. O Anjo do Senhor ou Anjo de Jeová é o Cristo pré- 
ei ícarnado, a segunda Pessoa da Trindade se manifestando no Antigo 
testam ento. Este não está relacionado com os anjos criados. No 
Antigo Testamento o Anjo do Senhor é identificado como Jeová 
sendo cham ado de Senhor, Deus, sendo reverenciado, adorado, 
recebendo oferta, etc (Gn 16.7, 22.11, 22.15, 31.11; Ex 3.2,4; Js 
5 14; Jz 6.22 e 13.21,22). N a cristologia este Anjo do Senhor é 
estudado como a manifestação de Cristo no Antigo Testamento (ver 
ci istologia, pergunta 12).
8. Q ual a diferença entre anjos e homens?
K: a) Os homenssão seres sexuados e reproduzem enquanto os 
anjos são assexuados e não reproduzem (Mt 22.30).
I>) Os hom ens são criações m ediatas e os anjos são criações 
imediatas.
e ) < >s hom ens tornam-se filhos de Deus por meio de Cristo e os 
anjos são criaturas.
d) Os hom ens foram criados à “imagem e semelhança de D eus” 
(< in 1.26) e esta é uma prova da “criação especial” (Myer Pearlman,
< in 1.26).
9. O que a Bíblia menciona sobre dois importantes anjos 
que são M iguel e G abriel e qual o significado dos seus 
nomes?
R: a) Miguel significa "Quem é semelhante a Deus?"'. Citado na 
Bíblia como um arcanjo que quer dizer “o maior dos anjos", "chefe 
dos anjos" ou ‘"príncipe dos anjos”.
Em Dn 12.1 é citado como defensor do povo de Daniel, ou 
seja, Israel.
Em Jd v. 9 há um a controvérsia com Satanás sobre o corpo de 
Moisés. Nesse texto este anjo recebe o título de arcanjo.
Em Ap 12.7, como chefe dos exércitos de céu participa de uma 
batalha vitoriosa no céu contra Satanás e seus anjos.
b) Gabriel significa “Deus é Poderoso”. Não é mencionado como 
arcanjo, mas as suas atividades indicam que ele é um anjo de uma 
classe m uito elevada. A parece quatro vezes na B íb lia como 
mensageiro ou revelador do propósito divino.
Em Dn 8.15-27 falou sobre o final dos tempos.
Em Dn 9.20-27, semelhantemente, deu a Daniel outra predição. 
Esta a respeito da septuagésim a semana.
Em Lc 1.26-38 trouxe a Zacarias a mensagem do nascimento 
de João Batista e foi ele que veio com a maior de todas as 
mensagens à M aria quanto ao nascimento de Jesus.
10. Quais atitudes erradas em relação aos anjos devemos 
evitar?
R: - Dar ordem aos anjos.
- Orar aos anjos ou cultuá-los (Ap 19.9,10).
- Pedir a Deus para m andar anjos.
- Pensar que todos têm asas.
- Que são loiros.
- Que têm rostos femininos.
11. Todos os anjos têm asas?
R: Não. Mas alguns possuem. Os Serafins possuem seis asas (Is 6.2) 
c os Querubins duas (Ex 37.7-8; II Sm 22.11). Não há menção às 
outras categorias de anjos.
12. Quem são os anjos maus?
R: - Satanás (grego) ou Satã (hebraico) significa “adversário" 
(Lc 10.18; II Co 11.14; Ap 12.9).
Diabo significa “caluniador” (Ap 12.10; Jó 1.9; Zc 3.1,2 e Lc
22.31).
Destruidor é o sentido das palavras Apollyon (grego) e Abaddon 
(hebraico) em Ap 9.11. Estes são nomes dados a Satanás após 
a queda.
Antes era conhecido com o Lúcifer (latim ) que sign ifica 
“portador da luz” e em Isaías 14.12 este conceito é a tradução 
de helel (hebraico) que significa “brilhante” .
( )s outros anjos maus são conhecidos como espíritos malignos 
e são os anjos que foram criados perfeitos e sem pecado e que, 
dotados de livre escolha, seguiram a Lúcifer na rebelião e foram 
lançados para fora do céu (Jo 8.44; II Pd 2.4; Jd v. 6). São 
conhecidos também como demônios (daimonion, grego: deuses). 
Suas obras são as mesmas de Satanás, ou seja, roubar, matar e 
destruir (Jo 10.10), opor-se ao Evangelho (Mt 13.19; II Co
4.4), enganar, dominar, cegar, afligir (Lc 22.3; II Co 4.4; Ap 
20.7,8; IT m 3.7).
Estes são organizados numa hierarquia: Principados, potestades 
e dominadores que formam as “forças espirituais do mal” . Agem 
nas regiões celestes (E f 6.11,12).
13. Qual o destino de Satanás?
R: - Já está julgado: “...porque o príncipe deste mundo já está 
julgado” (Jo 16.11).
Já foi expulso: “Chegou o momento de ser julgado este 
mundo, e agora o seu príncipe será expulso” (Jo 12.3 1).
E derrotado pela obra da cruz: “...e, depojando os principados 
e as potestades, p u b licam ente os expôs ao d esprezo , 
triunfando deles na cruz” (Cl 2.15).
Durante a tribulação será lançado da esfera celeste à terra (Ap
12.9), durante o M ilênio será aprisionado no abismo (Ap 20.
2, 3,7 ,8) e depois será lançado no lago de fogo que é o seu 
destino final (Ap 20.10).
14. Quem são os filhos de Deus em Gn 6.2? Seriam anjos 
como alguns afirm am ?
R: Há aqueles que pensam que a expressão “filhos de D eus” faz 
referência a anjos caídos que assumiram corpos como os humanos 
e tomaram para si m ulheres e geraram filhos. Em Jó 38.7 a 
expressão “filhos de D eus” é aplicada aos anjos. Filhos de Deus 
aqui, está no contexto do Antigo Testam ento e não do N ovo 
Testamento. Não há nenhum a evidência nas Escrituras para o 
pensamento de que anjos caídos possam ter relações sexuais. Os 
anjos são seres assexuados e im possibilitados de se unirem às 
mulheres e reproduzirem (Mt 22.30). A questão aqui é genealógica. 
Naquele tempo havia duas raças distintas: A descendência de Sete 
(temente a Deus) e a de Caim (ímpia). Pelo contexto de Gênesis os 
filhos de Deus aqui são da linhagem de Sete que se uniram à linhagem 
de Caim (filhas dos homens). Trata-se de um caso de jugo desigual 
ameaçando a genealogia de Cristo que começou por Adão e Sete 
até chegar a Cristo (ver Gn 4. 17 ao cap. 5.1-32 e Lc 3.23-38).
daô clMümaô
JHk m%£môoô 
( Eôcataíaçia )
1.Qual o significado de escatologia?
R: E o estudo a respeito das últimas coisas ou dos 
acontecimentos futuros. Conhecida também como teologia 
futurista.
ESKHATOS (grego): Ultimo, últimas coisas, coisas do fim. 
LOGIA (grego): Estudo, tratado.
2. Qual a m ensagem sobre os últimos dias que Jesus 
pregou? Onde está no Novo Testamento?
R: O importante Sermão Profético que está em Mateus 24.1-31.
3. Por que este Sermão Profético é tão importante?
R: Primeiramente porque foi o Senhor Jesus quem pregou e 
segundo porque oferece um a ordem cronológica clara a respeito 
da “Ordem dos Acontecim entos”.
4. Qual a ordem dos acontecimentos?
R: 4.1. O Princípio das dores.
4.2. O Arrebatam ento da Igreja.
4.3. A Grande Tribulação (o governo m undial do anti-Cristo).
4.4. O Armagedom.
4.5. A Segunda Vinda de Cristo.
4.6. O Milênio.
4.7. O Juízo Final.
4.8. O Novo Céu e a N ova Terra.
5. O que é o princípio das dores?
R: Serão dias d ifíce is e de decadência da hum anidade que 
antecederão o A rrebatam ento da Igreja. Basta observarm os a
condição espiritual e moral do homem atual, os problemas mundiais e 
veremos que estamos nestes dias profetizados pelas Escrituras 
Sagradas. São sinais dos tempos que indicam que a Vinda de Jesus 
está às portas (Mc 13.29; Lc 21.31). O Senhor Jesus, em sua 
mensagem profética, chama estes dias difíceis de “O princípio das 
dores” (Mt 24.8).
6. O que é o Arrebatamento da Igreja?
R: - Arrebatar significa agarrar, arrancar, raptar, pegar à força.
- A Igreja do Senhor Jesus Cristo será arrebatada ou raptada 
repentinamente. Este ensino é muito claro nas Escrituras quando 
lem osIT s 4.13-18 e I Co 15.51-58.
- Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro e isto acontecerá 
no ato do Arrebatamento (I Ts 4.16 ; I C ol5.52).
- Os salvos que estiverem vivos serão transformados (I Co 15.52) 
e arrebatados juntamente com os ressurretos (I Ts 4.16,17).
- Será a união da Igreja com o Senhor Jesus Cristo (I Ts 4.17).
- O Arrebatamento da Igreja acontecerá após ser ressoada a 
trombeta de Deus (I Ts 4.16; I Co 15.52) e poderá ser a qualquer 
momento.
- Devemos viver vigilantes, pois não podemos precisar o dia e 
nem a hora (Mt 24.36, 42-44; At 1.6-7; II Pd 3.9,10).
7. O que é a Grande Tribulação?
R: - Após o Arrebatamento da Igreja, começará no mundo a Grande 
Tribulação, que será um período de sofrimento com proporções 
muito grandes que o mundo jam ais experimentou.
- Este tempo é também chamado de “a grande aflição” (Mt 24.21), 
“a grande angústia” (Dn 12.1) e “a angústia de Jacó” (Jr 30.17).
- A Grande Tribulação será no período do governo mundial do 
anticristo e este tempo coincidirá com a Septuagésima semana de 
Daniel (Dn 9.24-27).
R: - Será o acontecimento em que ocorrerá a batalha do Armagedoi 11 
conform e descrição do Apocalipse no capítulo 16.12-21.
- M arca o fim do período da Grande Tribulação e o início do 
Milênio.
-Arm agedom é descrita em Apocalipse capítulo 19, mas somente 
em Ap 16.16 m enciona-se o local.
- A palavra A rmagedom é traduzida como "o monte M egido” 
que está situado ao sul da planície de Jesreel e é citado no AntigoTestamento como ponto estratégico militar (Js 12.1 ,17.11; Jz 1.27; 
II Rs 9.27, 23.29; Zc 12.11).
- N esta batalha o anticristo convocará todas as nações da terra 
para lutar contra Deus (Ap 19.19).
- Os reis do Oriente se reunirão com seus exércitos a serviço do 
anticristo para combater o remanescente de Israel (Ap 12.17; 16.12- 
16).
- Cristo volta com seus exércitos e os vence pela sua Palavra 
(Ap 19.14-21).
- A besta e o falso profeta são lançados no lago de fogo (Ap 
19.20).
- Satanás é lançado no abismo por mil anos (Ajp 20.1-3).
- Babilônia, a mãe das meretrizes, será condenada. Esta palavra, 
Babilônia, foi usada no Antigo Testamento para representar todo 
tipo de paganismo e idolatria, devido à capital pagã do império 
Babilônico.
- Mas o Rei dos reis, o Senhor Jesus, irá por fim a todo este 
sistem a religioso do anticristo (Ap 17.5 e capítulo 18).
- Armagedom simboliza a última luta escatológica entre o povo 
de Deus e as forças do maligno.
O segundo Salmo da Bíblia registra com exatidão a conspiração 
dos reis da terra contra o Messias que governará o mundo com 
autoridade.
8. Qual o significado de Armagedom?
9. Há diferença entre o Arrebatamento da Igreja e a 
Segunda Vinda de Cristo?
Sim, há diferença:
- No Arrebatamento o Senhor virá para buscar a sua Igreja, 
:omposta dos salvos (Jo 14.3 ; I Ts 4.16.17) e na Segunda Vinda 
/irá em Glória com os salvos (Zc 14.4,5).
- No Arrebatamento a Igreja irá se encontrar com o Senhor entre 
ts nuvens, nos ares (I Ts 4.17) e na Segunda Vinda o Senhor virá 
:m glória, de forma visível às nações (Mt 24. 29-31; Ap 1.7, 19.11- 
! 1). Todo olho o verá e todos confessarão que Ele é o Senhor (Fp
1.9-11).
“Logo em seguida à tribulação daqueles dias... Então, 
aparecerá no céu o Filho do Homem; todos os povos da terra 
se lamentarão, e verão o Filho do Homem vindo sobre as 
nuvens do céu com poder e glória...”
(Mt 24.29,30)
No Arrebatamento o Senhor virá antes da Grande Tribulação 
nquanto a Segunda Vinda acontecerá após a Grande Tribulação e 
entro do contexto da batalha do Armagedom. Lendo Zacarias 14.1- 
5, vemos referências à Segunda Vinda de Cristo.
() Senhor virá da mesma forma como subiu (At 1.9-11).
Virá com as nuvens e todo olho o verá (Ap 1.7).
10. O que significa o milênio?
- O Milênio é um período de mil anos em que Jesus, juntam ente 
>m a sua Igreja glorificada, governará a terra. Esse governo não 
írá alegórico nem simbólico, mas real, concreto, visível (Ap 
0.4,6).
- O começo do Milênio: Terá início no fim da Grande Tribulação. 
quando ocorrerá o Armagedom e a Segunda Vinda de Cristo, conforme 
vimos.
- A besta (anticristo) e o falso profeta serão vencidos e lançados no 
lago de fogo (Ap 19.20) e Satanás será preso por mil anos (Ap 20.1 - 
3).
- Jesus Cristo irá governar a terra (SI 2.6-12; Is 2.2,4, 9.6,7; Zc 
14.9; Os 3.4,5; Ez 37. 24,25; Mq 4.7).
-A Igreja governará com Cristo (Dn 7.18; Ap 1.6, 2.26,27, 3.21. 
5.10. 11.15,20.6; Lc 12.31,32).
- Satanás não vai influenciar as nações e o mundo irá receber 
influência somente do Príncipe da Paz (Is 9.6).
- Será um período de harm onia e paz no mundo inteiro. Haverá 
um a mudança radical no mundo nos aspectos moral, espiritual, 
social e fisiológico (Is 11.1-16, capítulo 60, 65.17-25; Zc 14.9-11, 
16.21).
- Será iniciada a obra de restauração da terra (Is 55.12,13; Ez 
39.11-16; Zc 14.10,11; M t 19.27,28).
- As máquinas de guerra serão transformadas em máquinas de 
agricultura (Is 2.3,4).
11. Como será o Juízo Final?
R: - Ao se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua 
prisão (Ap 20.7,8) e voltará a influenciar as nações contra o 
acampamento dos santos (Jerusalém). Acontecerá a batalha final 
de Gogue e M agogue e Satanás será derrotado tendo o m esm o fim 
da besta (anticristo) e do falso profeta (Ap 20. 9,10). Fogo do céu 
descerá sobre eles e os consumirá.
- O ju ízo do Grande Trono Branco acontecerá no fim dos tem pos 
(Ap 20.11).
- As profecias do Antigo Testamento falam deste julgam ento (Dn 
7.10; SI 9.7,8; SI 50.1,4; Is 1.27,28).
- Deus Pai é o Juiz (Rm 2.16). mas Ele entregou a seu Filho Jesus 
Cristo a autoridade para julgar (Jo 5.22.27: At 10.42 . 17.31: II Tm 
4.1).
- Os mortos que morreram em seus pecados sem Cristo irão 
ressuscitar para o Juízo Final (Ap 20.13).
- Os que não forem achados inscritos no livro da Vida serão lançados 
no lago do fogo (II Ts 1.7-9; Ap 20.15).
12. O que significa Novo Céu e Nova T erra?
R: - Deus destruirá a terra atual (SI 102.25,26; II Pd 3.7, 10-13) e 
criará novo céu e nova terra (Ap 21.1; 22.1-5).
- Deus habitará com os salvos (Ap 21.3,4) e os injustos ficarão 
de fora (no lago do fogo, Ap 21.8).
- Rio da água da Vida: Simboliza que a salvação foi iniciada e 
consumada por Deus e pelo Cordeiro (Ap 22.1).
- Árvore da Vida: Foi proibida a Adão e Eva na queda, agora à 
disposição (Ap 22.2).
- “Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face...” : 
Prestarão culto a Ele, o adorarão (Ap 22.3,4).
13. O que significa estado intermediário?
R : E a condição na qual os mortos estão aguardando a ressurreição. 
Os salvos aguardando a prim eira ressurreição que ocorrerá no 
arrebatamento (I Ts 4.16) e os não salvos aguardando a segunda 
ressurreição que ocorrerá no Juízo Final (Ap 20.13). A palavra 
“ I Iades” (grego) que encontramos no Novo Testamento tem mais 
ou menos o mesmo significado de “Sheol” (hebraico) no Antigo 
I estamento e do termo “Além” no português.
0 sentido, portanto, é “Além ” (Ap 20.13), “Sheol” , “Sepultura” 
ou “Lugar dos espíritos dos mortos”.
1 Iades ou Sheol indicam o que entendemos por além-túmulo.
14. Q ual o estado in te rm ed iá rio dos salvos? O nde eles 
estão?
R: - Estão vivos (Mt 22.32; Lc 1 6.22; Jo 11.26).
- Estão conscientes (Ap 6.9-11; 7.9.10).
- Não têm necessidade física (Ap 7.16).
- Estão no paraíso (Lc 23.43) ou seio de Abraão (Lc 16.22).
- Como vimos, o Estado intermediário não é um estado final.
15. Qual o estado final dos salvos? Onde estarão na 
eternidade?
R: - O destino final que chamamos de céu é na realidade a cidade 
santa, a N ova Jerusalém, que descerá do céu quando houver Novo 
Céu e N ova Terra (Ap 21.1-3; Hb 12.22,23).
- Será um lugar de comunhão com Deus (Ap 22.3,4).
- A N ova Jerusalém será a habitação de Deus com os salvos (Ap 
21.3) , somente os inscritos no livro da Vida do Cordeiro poderão 
entrar (Ap 21.27), e a glória desta cidade será muito grande (Ap 
21.9-27).
- Os mortos em Cristo irão ressuscitar no Arrebatamento da Igreja 
(I Ts 4.16), reinarão com Cristo no M ilênio (Ap 20.6) e finalmente 
irão para a m orada eterna.
16. Qual o estado interm ediário dos não salvos? Onde 
eles estão?
R: - Os ímpios estão em plena função de suas faculdades (Lc 16.20- 
31).
- Já estão sofrendo os torm entos do inferno (Lc 16.23,24).
- Este não é um estado final.
17. Qual o estado final dos não salvos? Onde estarão na 
eternidade?
R: - O injusto sairá do estado intermediário. A morte e o Além (Hades 
ou Sheol) devolverão os mortos sem Cristo para receber o julgamento 
e a condenação eterna (Ap 20.13-15).
- O estado final dos injustos será o lago de fogo (Ap 20.15) 
juntamente com o diabo e seus anjos (Ap 20.10; Mt 25.41).
- Deus não criou o inferno para os homens, e sim para o diabo e 
seus anjos. Portanto, há solução para aqueles que se arrependem 
dos seus pecados e crêem em Jesus Cristo como seu Único Senhor 
c Salvador.
18. Quando ocorrerá a primeira ressurreição e como será?
I\: A primeira ressurreição ocorrerá em duas partes: A primeira 
parte será no Arrebatamento da Igreja (I Ts 4.16,17) e a segunda 
parte na Segunda Vinda de Cristo ou na sua “Revelação” quando 
< >s que forem martirizados na Grande Tribulação serão ressuscitados 
(Ap 20.4-6). No Arrebatamento ocorrerá a “Ceifa” e na Segunda 
Vinda a “Respiga” (respigar: apanhar as espigas deixadas no campo 
depois da ceifa). Estas duas partes da prim eira ressurreição terão 
um espaço de sete anos e é só para os salvos. Larkin, Talbot e 
Scofield comungameste ponto de vista.
19. Quando ocorrerá a segunda ressurreição e como será?
k : A segunda ressurreição acontecerá no fim do Milênio ou Reino 
M i lenar de Cristo (Ap 20.5 a). Esta também terá duas partes, porém 
não será em dois tempos separados. Os salvos que m orrerem 
durante o M ilênio e os injustos m ortos de todos os séculos 
ressuscitarão (Ap 20.11-15). O livro da vida será aberto e haverá 
o Juízo Final (Ap 20.15; ver Dn 12.2 e Jo 5.28,29).
R: Será o cumprimento da profecia de Dn 9.24-27. O conhecimento 
acerca desta semana contribui muito para compreendermos melhor o 
tempo da Grande Tribulação.
- Setenta semanas foram determinadas sobre o povo de Israel (Dn 
9.24-27).
- Vale salientar que referimos a cada semana como ‘'semana ano”. 
Cada dia corresponde a um ano e cada sem ana corresponde a sete 
anos ( Lv 25.8).
- A prim eira parte compreende “sete sem anas” (7 x 7 = 49 anos). 
Desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém (14 de 
março do ano de 445 a .C.). Ver Ne 2.4-9.
- Daquela data até à conclusão deste trabalho, passaram-se 49 anos 
(Dn 9.25).
- A Segunda parte compreende “sessenta e duas sem anas” (62 x 
7 = 434 anos). Tempo que abrange o térm ino da restauração de 
Jerusalém até o M essias (O Príncipe, o Ungido, Dn 9.25,26).
- Desde a data da ordem para a restauração de Jerusalém, até a 
data da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (M t 21.1-10), são 
exatamente “sessenta e nove sem anas” (7 + 62 = 69 semanas = 
483 anos).
- A terceira e últim a parte compreende a Septuagésim a Semana de 
Daniel (70a). Esta semana ano ainda está para se cumprir, porque 
setenta semanas foram determinadas sobre o povo de Israel (Dn 
9.24). Neste período Deus voltará a tratar com a nação de Israel 
como no Antigo Testamento.
O anticristo fará uma aliança com o povo de Israel por uma semana 
e na metade desta sem ana (3 anos e meio) fará cessar o sacrifício 
(no Templo em Jerusalém que será restituído aos judeus). Confira 
Dn 9.27; Ap 11.3, 13.5.
- Dn 9.27: “na metade da semana...”
- Ap 11.3: “Mil duzentos e sessenta dias...” (3 anos e meio).
20. O que significa a Septuagésima semana de Daniel?
- Ap 13.5: "quarenta e dois meses..." (3 anos e meio. 42 x 30 = 1.260. 
Pelo calendário judaico o mês tem 30 dias e o ano tem 360 dias). 
Neste período o anticristo irá blasfemar contra Deus e terá autoridade 
para agir e perseguir os santos (Ap 13.5-8). A Grande Tribulação 
ocorrerá precisamente na segunda parte da Septuagésima Semana de 
Daniel.
21. O que significam os termos pré-tribulacionismo e 
dispensacionalismo?
R: a) Pré-tribulacionismo: A crença de que o Arrebatamento da 
Igreja irá acontecer antes da Grande Tribulação.
b) Dispensacionalismo ou dispensacional: A crença de que 
ocorrerá um a série de d ispensações. Estas d ispensações são 
estágios sucessivos na revelação divina de seus propósitos. Há 
provas claras na Palavra de Deus. Este posicionamento é o ponto 
de vista que utilizamos nesta análise escatológica (ponto de vista 
do pré-tribulacionismo dispensacional).
Comungam neste ponto de vista vários estudiosos da Bíblia como 
Scofield, Larkim, Talbot, Chafer e outros.
22. Qual o significado das concepções milenistas 
conhecidas como amilenista, pós-milenista, pré-milenista?
\ l : a) Am ilenism o: Este ponto de vista repousa sobre um conceito 
“simbólico” da expressão milênio (Ap 20.4-6). Os mil anos teriam 
um significado apenas simbólico e não literal.
b) Pós-milenismo: Segundo este ponto de vista, o arrebatamento 
da Igreja será após o milênio. A Igreja perm anecerá na terra neste 
período e haverá uma espécie de conversão da humanidade por 
meio dos esforços da própria Igreja. A gostinho, em sua obra 
‘"Cidade de Deus” parece ter sido o genitor dessa idéia. A vinda de 
Cristo ocorreria em resposta a isso, não sendo a “parousia” o agente 
da introdução do milênio.
Parousia (grego): Presença. Referindo-se à presença de Cristo no 
mundo.
c) Pré-milenismo: O pré-milenista insiste numa interpretação literal e 
coerente de Ap 20.4-6.
- Milênio (millennium. vocábulo latino): Mil anos.
- Quiliasmo (chiliad. vocábulo grego): Mil. Segundo este ponto de 
vista Cristo estará fisicam ente presente durante esse tempo e 
retornará de forma pessoal e física, a fim de iniciar o milênio. 
Sendo assim, o milênio deve ser considerado ainda futuro.
fBiêUagMapM
A BÍBLIA SAGRADA (Tracl. Revista e Atualizada no Brasil. 
Sociedade Bíblica do Brasil)
- ESBOÇO DE TEOLOGIA SISTEMÁTICA (A. B. Langston - 
Ed. JUERP)
- PALESTRAS EM TEOLOGIA SISTEMÁTICA(H. C. 
Thiessen - Imprensa Batista Regular do Brasil)
- CONHECENDO AS DOUTRINAS DA BÍBLIA (M yer 
Pearman - Ed. VIDA)
- PASSO A PASSO COM CRISTO. N° 4. pág. 18 (João Leão 
S. X a v ie r -E d . LERBAN)
- O NOVO DICIONÁRIO DA BÍBLIA (Edições VIDA NOVA)
- DIONÁRIO DE TEOLOGIA (Editora Vida, edição de bolso)
- A VIDA NO ALÉM ( Ray Summers - Ed JUERP)
- DANIEL E APOCALÍPSE (Antônio Gilberto - Ed CPAD)
- APOCALÍPSE (Esmeralda Campeio Vilela - Apostila, maio 
1982)
- ESCATOLOGIA (José Cidierdes de Barros Lima - Apostila, 
Seminário Batista do Estado de M.G, - SEBEMGE)
fReiema de 
fP&tgimtaô
PERGUNTAS PRELIM INARES
1. 0 que significa doutrina?
2. 0 que é teologia?
oJ . Qual o objetivo da teologia ou teologia sistemática?
4. Qual a necessidade da teologia?
5. Qual o significado de religião?
6. Qual a diferença entre religião e teologia?
7. Qual o significado de revelação?
8. Quais as fontes da revelação de Deus?
1. BIBLIOLOGIA
1. Qual o significado do termo Bibliologia?
2. Você já leu a Bíblia toda de forma sistem ática?
'JJ . O que é a Bíblia?
4. Quem é o seu autor?
5. Cerca de quantos homens escreveram a Bíblia?
6. Quantos Livros contém toda a Bíblia? Quantos no Antigo e no
Novo Testamentos?
7. Como podemos fazer uma divisão da Bíblia?
8. De que trata o Antigo Testamento?
9. De que trata o Novo Testamento?
10. Em quantos anos a Bíblia foi escrita?
11. 0 que foi o período interbíblico?
12. Em quais línguas originais a Bíblia foi escrita?
13. A Bíblia é ou contém a Palavra de Deus? Explique a sua
resposta.
14. A Bíblia é a Palavra de Deus. Então, como ela também pode
conter as palavras de homens ímpios, demônios e até 
satanás?
15.1 xistcin etTOS científicos, históricos e geográficos na Bíblia?
I (>. () que são Livros canônicos?
I 7. ü que são livros apócrifos?
1 X. Quais as provas no Antigo Testamento de que a Bíblia é
inspirada?
19. Quais as provas no Novo Testamento de que a Bíblia é 
inspirada?
20. Deus teve planos para escrever a Bíblia?
2 I. Para que serve a Bíblia em sua vida?
22. Dê três motivos porquê foi escrita a Bíblia?
23. O que significa a palavra Bíblia?
24. O que significa a palavra inspiração?
25. O que significa a palavra iluminação?
26. O que significa a palavra revelação?
27. Qual o material de escrita do Antigo e Novo Testamentos?
28. Quais as referências bíblicas para textos clássicos como: Os 
Dez Mandamentos, A Instituição da Páscoa, A Passagem pelo 
Mar Vermelho, O Sermão da Montanha, A Oração do Pai Nosso, 
A instituição da Ceia, A Ressurreição de Jesus, O Amor é o 
Dom Supremo, Os Dons Espirituais, A Descida do Espírito 
Santo (Pentecostes), O Ide de Jesus, Instruções quanto a 
Celebração da Ceia do Senhor, O Arrebatamento da Igreja, 
etc?
2 (). I vm quais Livros a Igreja fundamenta as suas doutrinas?
H). Quais os nomes técnicos da Bíblia?
11. Quais os nomes figurativos da Bíblia?
(2. O Antigo Testamento é a Palavra de Deus ou não tem mais 
validade para nós que estamos vivendo na Graça?
U. O que você sabe a respeito da versão antiga do Antigo 
Testamento conhecida como Septuaginta?
M. O que você sabe a respeito da vulgata latina?
<5. A Bíblia procura provar a existência de Deus?
W>. O Antigo Testamento é a Palavra de Deus ou não tem mais 
validade para nós que estamos vivendo na graça?
17. O que significa a expressão veterotestamentário?
3 8 . 0 que significa a expressão neotestamentário?
39. Qual a origem da língua hebraica?
40. Qual a origem dalíngua grega?
41. Qual a origem da língua aramaica?
42. Nem sempre as Escrituras foram chamadas de Bíblia. Quem 
foi o primeiro a usar este nome?
43. Qual o primeiro Livro a ser impresso com a invenção da 
imprensa?
44. Quem fez a primeira versão da Bíblia em português?
45. Qual o significado de Evangelho?
46. O que significa a expressão Evangelhos Sinótipos?
47. Por que quatro Evangelhos e não apenas um?
48. Qual a mensagem central da Bíblia?
49. Qual o personagem principal da Bíblia?
2. A DOUTRINA DE DEUS
1. É possível definir Deus?
2. Qual a natureza de Deus?
3. Qual o caráter de Deus?
4. Qual a relação de Deus com o universo?
5. Quais as objeções sobre a existência de Deus?
6. Como provar a existência de Deus? Quais argumentos 
podemos usar?
7. Na relação de Deus com o universo, o que é Transcendência?
8. Na relação de Deus com o universo, o que é Imanência?
9. Qual o significado do term o teológico Teofania?
10. Qual o significado do term o teológico Epifania?
11. Qual o significado do term o teológico Antropoformismo?
12. Qual o significado do term o teológico Antropopatia?
13. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: 
Teísmo?
14. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Ateísmo?
I 5. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Deísmo?
I 6. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: 
Panteísmo?
I 7. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: 
Politeísmo?
I X. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: 
Agnosticismo?
19. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: 
Materialismo?
20. Quais os atributos de Deus? Explique-os e prove-os na 
Bíblia.
2 1 . 0 que significa Trindade e triunidade? Prove na Bíblia.
22. O que significa Vestigium Dei?
23. O que significa Vestigium Trinitalis?
24. Quais os Nomes de Deus no Antigo Testamento? Identifique- 
os na Bíblia.
25. Quais os Nomes de Deus no Novo Testamento? Identifique-os 
na Bíblia.
3. CR1STOLOGIA
1. Qual o significado de Cristologia?
2. Quais as naturezas de Cristo? Prove-as na Bíblia.
3. Como o Verbo se fez carne?
4. Havia possibilidade de Jesus pecar?
5. Quantas naturezas tinha Cristo na eternidade antes da 
encarnação?
6. Quantas naturezas tem Cristo após a ressurreição?
7. E agora, depois de ter sido glorificado?
8. Quais os conceitos errôneos sobre a Pessoa de Jesus Cristo que 
surgiram no decorrer da história, principalmente nos primeiros 
séculos?
9. Quais os ofícios de Cristo? Prove-os na Bíblia.
10. Quais os estados de Cristo? Prove-os na Bíblia.
11. Qual o significado dos Nomes Jesus. Cristo. Messias e 
Emanuel?
12. E possível provar a preexistência de Cristo antes da sua 
encarnação?
13. Quais as profecias no Antigo Testamento a respeito da 
ressurreição de Jesus?
14. Qual o sentido da expressão “O Primogênito de toda a criação” 
em Colossenses 1.15?
15. Quais os tipos de Cristo no Antigo Testamento?
4. A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO: 
(PNEUMATOLOGIA)
1. Qual o significado de pneumaíologia?
2. Qual a definição da Pessoa do Espírito Santo?
3. Se o Espírito Santo é um a Pessoa conforme a definição 
anterior, quais as provas na Bíblia?
4. Quais as provas na Bíblia a respeito da deidade do Espírito 
Santo?
5. Quais os símbolos do Espírito Santo?
6. Qual o ministério do Espírito Santo no mundo e na Igreja?
7. O que é o batismo no Espírito Santo?
8. Qual a finalidade do batismo no Espírito Santo?
9. Quais os obstáculos para o recebimento desta bênção?
10. Quais as condições para receber o batismo no Espírito 
Santo?
11. Todo crente batizado no Espírito Santo fala línguas 
estranhas?
12. O que são dons espirituais?
I 3. Os dons espirituais são para os dias atuais ou foram somente 
para os primeiros dias da Igreja?
14. Quais os dons espirituais e qual a função de cada um?
I 5. Quais os dons ministeriais?
16. Qual o fruto do Espírito Santo?.
17. Como era a obra do Espírito Santo no Antigo Testamento?
18 . 0 que é a blasfêmia contra o Espírito Santo?
19. Qual a relação entre o Espírito Santo e a Bíblia?
5. A DOUTRINA DA IGREJA: 
(ECLESIOLOGIA)
1. Qual o significado de Eclesiologia?
2. Qual a origem da palavra Igreja?
3. A palavra com unidade m uito u tilizad a hoje em algum as 
denominações tem fundamento nas Escrituras?
4. Qual o fundamento da Igreja?
5. O que é a Igreja?
6. Quais os símbolos da Igreja?
7. Quem é o fundador da Igreja?
K. Como surgiu a Igreja?
9. Quais as ordenanças da Igreja? E qual o significado?
10. Diante do ensino anterior, qual a forma e fórmula bíblica do 
batismo?
11. Qual a forma de sustento da Igreja?
12. Quais os oficiais da Igreja?
13. O que significam os títu los m in isteria is pastor, bispo e 
presbítero?
14. Quais os cinco ministérios citados no Novo Testamento pelo 
apóstolo Paulo? Em qual texto bíblico e quais suas definições?
15. Quais as disciplinas na Igreja?
16. Quais as formas de governo?
17. Qual a missão da Igreja?
18. Quais as condições para pertencer a uma Igreja?
19. Quem realiza o batismo nas águas?
20. Quem pode ser batizado?
21. Quem pode participar da ceia?
22. Qual a diferença entre a Ceia e a Páscoa?
23. Quais as qualificações do pastor?
24. Quais as funções do diácono?
25. Quais as qualificações do diácono?
26. Há base bíblica para o ministério de diaconisa?
27. O que é uma Igreja Batista?
28. O que é uma Igreja Batista Nacional?
29. O que é a Convenção Batista Nacional?
30. Qual a importância da Convenção Batista Nacional?
31. Qual a forma de sustento da Convenção Batista Nacional?
32. O que é a ORM IBAN?
33. Qual a im portância da ORMIBAN?
6. A DOUTRINA DO HOM EM : 
(ANTROPOLOGIA)
1. Qual o significado de antropologia?
2. Qual a origem do homem?
3. Que distinção podem os fazer do homem e as outras criaturas?
4. O que é criação m ediata e imediata?
5. O que é criacionismo e evolucionismo?
6. Q u a la teoria evolucionista mais propagada?
7. O que você entende por dicotomia e tricotom ia? Há base nas 
Escrituras?
8. Qual a diferença entre os homens e os anjos?
7. A D O U TR IN A D O PECA D O : 
(HAM ARTIOLOGIA)
1. O que é hamartiologia?
2. Qual a definição de pecado?
3. Quando e como começou o pecado?
4. Como podemos diferenciar pecado e pecados?
5. Quais as conseqüências do pecado para a raça humana?
6. Quais as conseqüências do pecado na vida do crente?
7. Se Adão pecou no Jardim do Éden, por que toda a raça humana 
foi condenada?
X. Se foi Eva quem primeiro comeu do fruto e depois deu a Adão 
(Gn 3.6), por que Adão foi responsabilizado por Deus?
9. O que significa pecado sem perdão?
1 0 .0 que é pecado inerente ou “pecado orig inar’?
11. Ser tentado é pecado?
12. Quais as teorias a respeito da “imputação do pecado à 
posteridade”?
1 3 .0 que é imputação?
14. Qual a origem do pecado no coração humano?
15. Qual a solução para o pecado?
8. A DOUTRINA DA SALVAÇÃO: 
(SOTERIOLOGIA)
1.0 que é soteriologia?
2. O que é a salvação?
3. Por que é necessária a salvação?
4. O plano inicial de Deus para o homem é a salvação? Ou seja, 
que este caísse em pecado para depois ser salvo por meio de 
Jesus Cristo?
5. Quais as duas coisas que preparam o indivíduo para a salvação1?
6. Qual a ordem da salvação?
7. O crente pode perder ou não a salvação? Existe o perigo da 
apostasia?
8. Quais as principais teologias da salvação? Explique-as.
9. O que a Bíblia diz a respeito da predestinação?
1 0 .0 homem é regenerado para crer ou crer para ser regenerado?
11. Qual a diferença entre arrependimento e remorso?
12. Qual a relação entre a salvação pela graça e as obras?
13. Qual o significado do vocábulo da salvação conhecido como 
redenção?
14. Qual o significado de resgate?
15. Qual o significado de propiciação?
16. Qual o significado de expiação?
17. Qual o significado de reconciliação?
18. Qual o significado de regeneração?
19. Qual o significado de justificação?
20. Qual o significado de adoção?
21. Qual o significado de santificação?
22. Qual o significado de arrependimento?
23. Qual o significado de conversão?
24. Qual o significado de glorificação?
25. Qual o significado de graça?26. Qual o significado de misericórdia?
9. A DOUTRINA DOS ANJOS: 
(ANGELOLOGIA)
1 .Qual o significado do termo angelologia?
2. Quais são os seres celestiais e qual a sua classificação?
3. Qual a origem dos anjos?
I, Qual a personalidade dos anjos?
< Qual o caráter dos anjos? 
fi. Qual o ofício dos anjos?
7. Quem é o Anjo do Senhor?
K. Qual a diferença entre anjos e homens?
M ) que a Bíblia menciona sobre dois importantes anjos que são 
\liguei e Gabriel e qual o significado dos seus nomes?
10. Quais atitudes erradas em relação aos anjos devemos evitar? 
I 1 Iodos os anjos tem asas?
I Q u e m são os anjos maus?
I Qual o destino de Satanás?
I -I. Quem são os filhos de Deus em Gn 6.2? Seriam anjos como 
ilguus afirmam?
10. A DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS: 
 (ESCATOLOGIA)____________
Qual o significado de escatologia?
!, Qual a mensagem sobre os últimos dias que Jesus pregou?
>ikIc está no Novo Testamento?
■ I \ >r que este Sermão é tão importante?
, Qual a ordem dos acontecimentos?
0 que é o princípio das dores?
() i|tie é o Arrebatamento da Igreja?
() que é a Grande Tribulação?
Qual o significado de Armagedom?
1 l.i iliícrença entre o Arrebatamento da Igreja e a Segunda Vinda 
c ( 'risto?
• > () que significa o milênio?
I < 'omo será o Juízo Final?
.’ () que significa Novo Céu e Nova Terra? 
l <) que significa estado intermediário?
I Qual o estado intermediário dos salvos? Onde eles estão?
15. Qual o estado final dos salvos? Onde estarão na eternidade?
16. Qual o estado intermediário dos não salvos? Onde eles estão?
17. Qual o estado fmal dos não salvos? Onde estarão na eternidade?
18. Quando ocorrerá a primeira ressurreição e como será?
1 9. Quando ocorrerá a segunda ressurreição e como será?
20. O que significa a Septuagésima semana de Daniel?
21. O que s ig n if ic a m os te rm o s p ré - tr ib u la c io n is m o e 
dispensacionalismo?
22. Qual o significado das concepções milenistas conhecidas 
como amilenista, pós-milenista, pré-milenista?
Ética
1. Conduta pessoal: verificai' o testemunho pessoal, vida 
devocional, familiar e as prioridades na vida pessoal.
2. Relações com a Igreja.
3. Relações com os colegas de ministério.
4. Relações com a denominação.
5. Relações com a sociedade.

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