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Questões resolvidas

LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:

a) partido político com representação no Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;

Quais são as competências atribuídas à União de acordo com a Constituição Federal?

a) I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXI, XXII, XXIII, XXIV, XXV, XXVI
b) I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXI, XXII, XXIII, XXIV, XXV
c) I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXI, XXII, XXIII, XXIV, XXV, XXVI

Compete privativamente à União legislar sobre:

a) Trânsito e transporte.
b) Direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico.
c) Juntas comerciais.
d) Custas dos serviços forenses.

A fixação de vencimentos dos servidores públicos não pode ser objeto de convenção coletiva.

O exame de verificação de paternidade viola quais princípios?
A) Dignidade humana, integridade física, intangibilidade do corpo humano e legalidade.
B) Intimidade e privacidade, inviolabilidade de domicílio, sigilo de correspondência e comunicações, sigilo profissional.
C) Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.
a) A e B estão corretas.
b) B e C estão corretas.
c) A e C estão corretas.

Qual é a garantia constitucional relacionada à impossibilidade de utilização de prova ilícita nos processos?
A) Direito à intimidade e à privacidade.
B) Direito à inviolabilidade de domicílio.
C) Sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas.
D) Direito ao sigilo profissional.
a) A, B e C estão corretas.
b) A, C e D estão corretas.
c) B, C e D estão corretas.

Quando será concedido o habeas corpus de acordo com o artigo LXVIII da Constituição Federal?
A) Sempre que alguém sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.
B) Apenas em casos de prisão civil por dívida.
C) Quando houver prisão em flagrante delito.
a) A está correta.
b) B está correta.
c) C está correta.

O que é o mandado de injunção e qual a sua finalidade?

a) O mandado de injunção é uma figura extraordinária no processo, em que o substituto defende em nome próprio direito alheio.
b) O mandado de injunção é uma ação de cobrança utilizada em casos de inadimplência da empresa empregadora.
c) O mandado de injunção é um instrumento para garantir a efetividade da Constituição da República em casos de direitos que não podem ser exercidos pela ausência de norma regulamentadora.
d) O mandado de injunção é um mecanismo para eleger representantes dos trabalhadores em empresas com mais de duzentos empregados.

Quais são as condições de elegibilidade previstas na Constituição Federal brasileira?
a) Nacionalidade brasileira, pleno exercício dos direitos políticos, alistamento eleitoral, domicílio eleitoral na circunscrição, filiação partidária e idade mínima.
b) Nacionalidade estrangeira, alistamento eleitoral, domicílio eleitoral na circunscrição, filiação partidária e idade mínima.
c) Nacionalidade brasileira, pleno exercício dos direitos políticos, domicílio eleitoral na circunscrição, filiação partidária e idade mínima.

Qual é a regra para a candidatura do Vice-Prefeito que assumir a chefia do Poder Executivo em decorrência do afastamento do titular?

a) Pode candidatar-se ao cargo de Prefeito para um único período subsequente.
b) Não pode se candidatar ao cargo de Prefeito.
c) Pode se candidatar ao cargo de Prefeito por mais de um período subsequente.

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Questões resolvidas

LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:

a) partido político com representação no Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;

Quais são as competências atribuídas à União de acordo com a Constituição Federal?

a) I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXI, XXII, XXIII, XXIV, XXV, XXVI
b) I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXI, XXII, XXIII, XXIV, XXV
c) I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXI, XXII, XXIII, XXIV, XXV, XXVI

Compete privativamente à União legislar sobre:

a) Trânsito e transporte.
b) Direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico.
c) Juntas comerciais.
d) Custas dos serviços forenses.

A fixação de vencimentos dos servidores públicos não pode ser objeto de convenção coletiva.

O exame de verificação de paternidade viola quais princípios?
A) Dignidade humana, integridade física, intangibilidade do corpo humano e legalidade.
B) Intimidade e privacidade, inviolabilidade de domicílio, sigilo de correspondência e comunicações, sigilo profissional.
C) Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.
a) A e B estão corretas.
b) B e C estão corretas.
c) A e C estão corretas.

Qual é a garantia constitucional relacionada à impossibilidade de utilização de prova ilícita nos processos?
A) Direito à intimidade e à privacidade.
B) Direito à inviolabilidade de domicílio.
C) Sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas.
D) Direito ao sigilo profissional.
a) A, B e C estão corretas.
b) A, C e D estão corretas.
c) B, C e D estão corretas.

Quando será concedido o habeas corpus de acordo com o artigo LXVIII da Constituição Federal?
A) Sempre que alguém sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.
B) Apenas em casos de prisão civil por dívida.
C) Quando houver prisão em flagrante delito.
a) A está correta.
b) B está correta.
c) C está correta.

O que é o mandado de injunção e qual a sua finalidade?

a) O mandado de injunção é uma figura extraordinária no processo, em que o substituto defende em nome próprio direito alheio.
b) O mandado de injunção é uma ação de cobrança utilizada em casos de inadimplência da empresa empregadora.
c) O mandado de injunção é um instrumento para garantir a efetividade da Constituição da República em casos de direitos que não podem ser exercidos pela ausência de norma regulamentadora.
d) O mandado de injunção é um mecanismo para eleger representantes dos trabalhadores em empresas com mais de duzentos empregados.

Quais são as condições de elegibilidade previstas na Constituição Federal brasileira?
a) Nacionalidade brasileira, pleno exercício dos direitos políticos, alistamento eleitoral, domicílio eleitoral na circunscrição, filiação partidária e idade mínima.
b) Nacionalidade estrangeira, alistamento eleitoral, domicílio eleitoral na circunscrição, filiação partidária e idade mínima.
c) Nacionalidade brasileira, pleno exercício dos direitos políticos, domicílio eleitoral na circunscrição, filiação partidária e idade mínima.

Qual é a regra para a candidatura do Vice-Prefeito que assumir a chefia do Poder Executivo em decorrência do afastamento do titular?

a) Pode candidatar-se ao cargo de Prefeito para um único período subsequente.
b) Não pode se candidatar ao cargo de Prefeito.
c) Pode se candidatar ao cargo de Prefeito por mais de um período subsequente.

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SUMÁRIO 
TEORIA DA CONSTITUIÇÃO ...................................................................................................................................... 4 
TÍTULO I - DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS ...................................................................................................... 16 
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS ............................................................................... 20 
CAPÍTULO I - DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ......................................................... 22 
CAPÍTULO II – DOS DIREITOS SOCIAIS ............................................................................................................. 49 
CAPÍTULO III – DA NACIONALIDADE .................................................................................................................. 57 
CAPÍTULO IV – DOS DIREITOS POLÍTICOS ....................................................................................................... 61 
CAPÍTULO V – DOS PARTIDOS POLÍTICOS ...................................................................................................... 66 
TÍTULO III – DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ....................................................................................................... 68 
CAPÍTULO I – DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA ..................................................................... 68 
CAPÍTULO II – DA UNIÃO ..................................................................................................................................... 70 
CAPÍTULO III - DOS ESTADOS FEDERADOS ..................................................................................................... 84 
CAPÍTULO IV - DOS MUNICÍPIOS ........................................................................................................................ 86 
CAPÍTULO V - DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS ........................................................................ 92 
CAPÍTULO VI - DA INTERVENÇÃO ...................................................................................................................... 93 
CAPÍTULO VII - DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ................................................................................................ 97 
TÍTULO IV - DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES ................................................................................................ 136 
CAPÍTULO I - DO PODER LEGISLATIVO .......................................................................................................... 136 
CAPÍTULO II - DO PODER EXECUTIVO ............................................................................................................ 167 
CAPÍTULO III - DO PODER JUDICIÁRIO ........................................................................................................... 175 
CAPÍTULO IV - DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA ............................................................................... 213 
TÍTULO V - DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS .............................................. 225 
CAPÍTULO I - DO ESTADO DE DEFESA E DO ESTADO DE SÍTIO ................................................................. 225 
CAPÍTULO II - DAS FORÇAS ARMADAS ........................................................................................................... 227 
CAPÍTULO III - DA SEGURANÇA PÚBLICA ....................................................................................................... 228 
TÍTULO VI - DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO............................................................................................. 230 
CAPÍTULO I - DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL ...................................................................................... 230 
CAPÍTULO II - DAS FINANÇAS PÚBLICAS ........................................................................................................ 277 
TÍTULO VII - DA ORDEM ECONÔMICA E FINANCEIRA ...................................................................................... 305 
CAPÍTULO I - DOS PRINCÍPIOS GERAIS DA ATIVIDADE ECONÔMICA ........................................................ 305 
CAPÍTULO II - DA POLÍTICA URBANA ............................................................................................................... 308 
CAPÍTULO III - DA POLÍTICA AGRÍCOLA E FUNDIÁRIA E DA REFORMA AGRÁRIA .................................... 308 
TÍTULO VIII - DA ORDEM SOCIAL ......................................................................................................................... 311 
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÃO GERAL................................................................................................................... 311 
CAPÍTULO II - DA SEGURIDADE SOCIAL ......................................................................................................... 311 
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CAPÍTULO III - DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO ................................................................. 321 
CAPÍTULO IV - DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO .............................................................................. 327 
CAPÍTULO V - DA COMUNICAÇÃO SOCIAL ..................................................................................................... 328 
CAPÍTULO VI - DO MEIO AMBIENTE ................................................................................................................. 330 
CAPÍTULO VII - DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO JOVEM E DO IDOSO ........................ 335 
CAPÍTULO VIII - DOS ÍNDIOS ............................................................................................................................. 337 
TÍTULO IX - DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS GERAIS .......................................................................... 339 
 
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TEORIA DA CONSTITUIÇÃO 
 
Constituição - Sentidos 
Sentido Sociológico 
Defensor: Ferdinand Lassalle. (Sentido Sociológico) 
A Constituição é criada a partir da soma dos fatores reais do poder dentro de uma sociedade. 
A Constituição escrita sem a soma dos fatores reais é considerada uma mera folha de papel. 
Sentido Político 
Defensor: Carl Schmitt. (Sentido Político) 
A Constituição é criada a partir de uma decisão política fundamental do titular do poder constituinte. 
Estabelece a diferença entre Constituição e Lei Constitucional. 
Constituição Lei Constitucional 
Apresenta matéria de decisão política 
fundamental. 
Não apresenta matéria de decisão política 
fundamental. O que interessa é a forma ou 
processo de como o texto foi criado. 
Trata-se dos principais aspectos (o conteúdo em si, 
parte material) do Texto Constitucional como: 
Parte estrutural do Estado (Poder Executivo, 
Legislativo e Judiciário) e da sociedade, direitos 
individuais, Forma de governo, Sistema governo, 
Forma de Estado. 
Trata-se do restante dos dispositivos do texto 
constitucional que não exercem tanta influência 
material, mas sim formal (Processo Legislativo). 
Sentido Jurídico 
Defensor: Hans Kelsen. 
A Constituição é criada a partir da vontade racional, sendo norma pura, sem qualquer influência sociológica, 
política, ou filosófica.Kelsen divide a Constituição em dois sentidos: 
* Sentido Lógico-Jurídico; 
* Sentido Jurídico-Positivo. 
Sentido Lógico-Jurídico Sentido Jurídico-Positivo 
A Constituição é considerada uma norma 
fundamental hipotética. 
Serve como fundamento lógico para validar a 
Constituição no sentido Jurídico-Positivo. 
Trata-se da norma positiva suprema, sendo uma 
série de normas , hierarquicamente, que ajudam na 
criação de outras normas inferiores (Pirâmide de 
Kelsen). 
Normas supostas, hipoteticamente. Normas postas, positivadas. 
Pirâmide de Kelsen 
Trata-se de uma pirâmide estabelecendo a hierarquia das normas jurídicas. As normas jurídicas inferiores 
retiram seu fundamento das normas jurídicas superiores. 
 
Normas Constitucionais
Constituição, E.C, Tratados Internacionais de Direitos 
humanos aprovados pelo mesmo qórum das EC.
Norma Supra Legal
Tratados Internacionais de Direitos humanos aprovados pelo 
rito ordinário.
Normas Infraconstitucionais
Leis Ordinárias, Complementares, Delegadas, Medidas 
Provisórias, Decretos Leislativos, Resoluções Leislativas, 
Tratados Internacionais gerais e Decretos Autônomos.
Normas Infralegais
Decretos executivos, portarias, instruções normativas.
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Sentido Culturalista 
Defensores: José Afonso da Silva e Meirelles Teixera. 
A Constituição apresenta características relacionadas aos fatores reais (Aspectos Sociológicos), 
espirituais, elementos racionais (Aspectos Jurídicos) e voluntaristas, abrangendo a vontade política 
(Aspectos Políticos) da sociedade. É considerada uma Constituição Total, pois engloba os aspectos, 
políticos, sociais e jurídicos de uma sociedade. 
Sentido Normativo (Visão Concretista) 
Defensor: Konrad Hesse. 
Tal Concepção foi feita como resposta de discordância ao Sentido Sociológico, pois a constituição 
escrita, em certos casos, pode determinar e ordenar a alteração da realidade político-social. 
 
Conceito Ideal de Constituição 
Conforme CANOTILHO, a Constituição Ideal é aquela que contém: 
* Um sistema de garantia da liberdade (Direitos individuais); 
* Participação dos Cidadãos nos atos do Poder Legislativo; 
* A definição e o reconhecimento do princípio da separação dos poderes; 
* Sistema democrático formal; 
* Texto Escrito. 
 
Constituição - Classificação 
Quanto à Origem 
Outorgada 
A Constituição é criada de forma unilateral pelo Poder Constituinte Originário, 
sem a representação da população. São Constituições Autoritárias, comuns 
em regimes ditatoriais, imperiais e fascistas. 
 
Ex: Constituições de 1824 (Império); 1937 (Era Vargas); 1967 (Regime Militar). 
Promulgada ou 
Democrática 
A Constituição é feita por meio de representantes do povo (Assembleia 
Nacional Constituinte), eleitos diretamente pela população. 
 
Ex: CF/1988. 
Cesarista ou 
Bonapartista 
A Constituição é fruto de um projeto elaborado de forma autoritária, sendo a 
participação da população feita por meio de plebiscito ou referendo para 
ratificar o projeto elaborado autoritariamente. 
 
Ex: Ditadura de Pinochet – Chile; Era Napoleônica – França. 
Pactuada ou Dualista 
A Constituição é formada por meio de um pacto entre duas forças políticas 
rivais. 
 
Ex: Realeza x Nobreza e Burguesia (Constituição Francesa - 1791); 
Quanto à Forma 
Escrita ou 
Instrumental 
A Constituição é criada por um único documento constituído de regras 
sistematizadas e organizadas. 
 
Ex: CF/88. 
Não Escrita ou 
Costumeira ou 
Consuetudinária 
A Constituição é formada por textos esparsos, considerados fundamentais para 
a sociedade devido aos usos, costumes e jurisprudências. Com isso, a 
Constituição não possui regras em um único texto, de forma codificada. 
 
Ex: Constituição da Inglaterra. 
Quanto à Extensão 
Sintética 
(Concisas, Breves, 
Sumárias ou Básicas) 
São Constituições pequenas, formadas apenas pelos princípios fundamentais 
e estruturais do Estado. São mais duradouras e estáveis. 
Ex: Constituição Americana. 
 
Analítica 
(Amplas, Extensas, 
Prolixas, Volumosas) 
São Constituições abrangentes, englobam, além dos princípios fundamentais e 
estruturais, diversos assuntos que caberiam a normas infraconstitucionais. 
 
Ex: CF/88. 
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Quanto ao Conteúdo 
Material 
Texto Constitucional que apresenta as normas fundamentais, estruturais e 
organizacionais do Estado (Conteúdo em si), além dos direitos e garantias 
fundamentais. 
 
Ex: Constituição Brasileira de 1824 (Império). 
Formal 
Constituição formada por um conjunto de normas, independentemente do seu 
conteúdo, além de apresentar o processo de sua formação. 
 
Ex: CF/88. 
Quanto ao Modo de Elaboração 
Dogmática ou 
Sistemática 
Constituição formada a partir de teorias, planos e sistemas prévios, conforme 
os valores e princípios de sua época. São Escritas. 
 
Ex: CF/88. 
Histórica 
São Constituições formadas a partir de um longo e contínuo processo, 
englobando acontecimentos, tradições e cultura da população. 
 
Ex: Constituição Inglesa. 
Quanto à Alterabilidade (Mutabilidade, Estabilidade, Consistência) 
Rígida 
São Constituições que possuem um processo legislativo mais dificultoso para 
sua alteração em relação às demais normas não constitucionais. 
 
Ex: Processo de Emenda Constitucional (CF/88. Art. 60. § 2º). 
 
CF/88. Art. 60. § 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do 
Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em 
ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. 
Flexível (Plástica) 
São Constituições alteradas por meio de um processo legislativo semelhante 
às demais normas infraconstitucionais. Não há hierarquia entre a 
Constituição e Lei infraconstitucional. 
Semirrígida 
(Semiflexível) 
São Constituições que possuem um processo legislativo mais dificultoso em 
determinadas matérias da Constituição e um processo menos dificultoso em 
outras. 
Fixas (Silenciosas) 
São Constituições que somente podem ser alteradas por meio do Poder 
Constituinte Originário. 
Transitoriamente 
Flexível 
Trata-se de uma Constituição que se inicia aceitando um mesmo processo de 
alteração das demais normas infraconstitucionais (Flexível) e posteriormente, 
passa a ter um processo de alteração mais dificultoso (Rígida). 
Imutável 
Trata-se de Constituições que nunca são alteradas, sendo intocáveis ou 
permanentes. 
Super-Rígida 
(Alexandre de Moraes) 
Trata-se da Constituição que possui um processo de alteração dificultoso, 
além de possuir certos assuntos que não podem ser alterados (imutáveis). 
 
O doutrinador Alexandre de Moraes considera a CF/88 como Super-Rígida, 
estabelecendo o Art. 60. § 4º como imutável, sendo uma Cláusula Pétrea. 
 
O STF não possui o mesmo posicionamento, admitindo a alteração das 
matérias apresentadas no Art. 60. § 4º da CF/88, desde que não seja uma 
alteração para abolir, mas sim para ampliar os preceitos. 
 
CF/88. Art. 60. § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda 
tendente a abolir: 
 
I - a forma federativa de Estado; 
II - o voto direto, secreto, universal e periódico; 
III - a separação dos Poderes; 
IV - os direitos e garantias individuais. 
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Quanto à Sistemática 
Reduzida ou Unitária 
ou Codificada 
A Constituição se materializa em um único texto. 
 
Ex: CF/88.Variada ou Legal 
Constituição formada por vários textos e documentos esparsos, não se 
apresenta em um único código. 
 
Ex: Constituição Belga (1830). 
Quanto à Correspondência com a Realidade (Critério Ontológico) – Karl Loewenstein 
Normativa 
É a Constituição que impõe limites ao poder político, em seu texto, sendo estes 
limites concretizados e respeitados na realidade. 
Nominalista ou 
Nominativa 
É a Constituição que impõe limites ao poder político, em seu texto, porém 
estes limites não se concretizam na realidade. 
Semântica ou 
Instrumentalista 
É a Constituição que não apresenta nenhuma limitação de poder político na 
realidade, servindo somente para conferir legitimidade formal a quem exerce 
o poder. Encontrada em Regimes Autoritários. 
Quanto à Decretação 
Heterônoma 
Trata-se da Constituição decretada por um Estado a outro que irá implantá-la. 
É uma constituição que vem de fora do Estado em que terá vigência. 
Autônoma 
Trata-se da Constituição elaborada pelo próprio Estado que irá implantá-la. 
 
Ex: CF/88. 
Quanto à Dogmática 
Ortodoxa Constituição formada por uma única forma de pensar. 
Eclética 
Constituição formada por uma pluralidade de ideologias. 
 
Ex: CF/88. 
Quanto ao Sistema 
Principiológica 
Constituição com uma predominância de Princípios. Apresenta alto grau de 
abstração. 
 
Ex: CF/88. 
Preceitual 
Constituição com um predomínio de regras. Apresenta baixo grau de abstração. 
 
Ex: Constituição Mexicana. 
Constituição Garantia x Constituição Dirigente x Constituição Balanço 
Constituição Garantia Constituição Dirigente Constituição Balanço 
Visa garantir a liberdade por 
meio dos direitos fundamentais 
de primeira geração, limitando 
o poder do Estado. 
Tem o propósito de estabelecer um 
plano com programas de ação 
futura, tarefas e finalidades 
(normas programáticas) para o 
Estado dirigir uma evolução 
política. 
Visa à criação de uma 
Constituição por certo período 
de tempo. Finalizado o período, 
faz-se um novo balanço para a 
criação de uma nova 
constituição. Reflete um degrau 
de evolução socialista. 
 
Quanto ao Objeto das Constituições - Doutrina – José Afonso da Silva 
“as Constituições têm por objeto estabelecer a estrutura do Estado, a organização de seus órgãos, o modo 
e aquisição do poder e a forma de seu exercício, limites de sua atuação, assegurar os direitos e garantias 
dos indivíduos, fixar o regime político e disciplinar os fins socioeconômicos do Estado, bem como os 
fundamentos dos direitos econômicos, sociais e culturais”. 
 
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Supremacia Formal x Supremacia Material 
Supremacia Formal Supremacia Material 
Trata-se da Constituição formada por um processo 
legislativo mais dificultoso em relação às demais 
normas, sendo considerado um modelo Rígido. 
 
A ideia de supremacia formal da CF, segundo o 
STF, é o que possibilita o controle de 
constitucionalidade. 
Trata-se da natureza do conteúdo apresentada na 
Constituição, como a estrutura e organização do 
Estado. 
OBS: Apesar de ser Classificada como uma Constituição Formal, a CF/88 goza de uma supremacia tanto do 
ponto de vista material quanto do formal. 
 
Neoconstitucionalismo ou Constitucionalismo Pós-Moderno ou Pós-Positivismo 
Início: Século XXI. 
A Constituição não está vinculada apenas na ideia de limitação do poder político, mas também na efetiva 
concretização (materialização) dos direitos fundamentais (valores morais e políticos), buscando uma 
maior eficácia. 
Para AGRA, o neoconstitucionalismo visa à concretização das prestações materiais prometidas pela 
sociedade, sendo uma ferramenta de implantação do Estado Democrático Social de Direito. 
O neoconstitucionalismo tem como características, conforme AGRA: 
* Positivação e concretização de um catálogo de direitos fundamentais; 
* Onipresença dos princípios e das regras; 
* Inovações hermenêuticas; 
* Densificação da força normativa do Estado; 
* Desenvolvimento da Justiça Distributiva. 
Neoconstitucionalismo Constitucionalismo Moderno 
A hierarquia entre a Constituição e as normas 
infraconstitucionais, além de formal, é considerada 
axiológica. 
Tem como objetivo concretizar os direitos 
fundamentais. 
Diferença entre a Constituição e as normas 
infraconstitucionais é apenas formal; 
Foco na limitação do poder do Estado e proteção 
dos direitos fundamentais. 
Principais Aspectos do Neoconstitucionalismo 
A Constituição passa a ser o centro do sistema, possuindo uma alta carga de valor. As Leis e os Poderes 
Públicos devem observar tanto o sentido formal da Constituição, quanto sua consonância em relação ao 
seu espírito, seu caráter axiológico e seus valores. 
A Constituição é dotada de imperatividade, superioridade e centralidade. 
A Constituição passa a implantar os valores e opções políticas, principalmente, no que diz respeito ao 
investimento da dignidade humana e dos direitos Fundamentais. 
A Constituição deve prever a proteção da dignidade e direito dentro dos patamares mínimos. 
 
Constituição Chapa-Branca 
É aquela que tutela interesses e privilégios para dirigentes do setor público, com o objetivo de 
assegurar posições de poder a corporações estatais e paraestatais. É a Constituição que preserva 
interesses corporativos do setor público, facilitando a distribuição dos recursos públicos entre 
diversos grupos. 
 
Constituição Ubíqua 
É aquela em que a norma se apresenta onipresente em todo o ordenamento jurídico. A Constituição 
apresenta em seu texto normas e valores contraditórios gerando problemas à eficácia e à estabilidade 
constitucional. 
 
Constituição Liberal-Patrimonialista 
É aquela que garante os direitos individuais e limita a intervenção do Estado na área econômica. 
 
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Constituição Simbólica 
Caracterizada pela falta de eficácia das normas, existindo uma preponderância do sistema político sobre 
o jurídico. 
Os interesses dos grupos mais poderosos, dos denominados “sobrecidadãos”, utilizam a Constituição e 
o Estado em geral como instrumento para satisfazer seus interesses. 
A juridicidade da Constituição fica comprometida pela corrupção da normatividade jurídica igualitária e 
impessoal, conforme o binômio legal-ilegal. As controvérsias constitucionais são decididas com base no 
código do poder. 
 
Efeitos de uma Nova Constituição 
A Constituição anterior passa a não ter mais vigência, sendo totalmente revogada. 
As normas infraconstitucionais anteriores à nova Constituição poderão ser recepcionadas, quando 
possuírem seus conteúdos compatíveis (Sentido Material) com a nova Constituição, independentemente 
da compatibilidade formal. 
Inconstitucionalidade Superveniente 
As normas infraconstitucionais anteriores à nova Constituição serão tácita e automaticamente 
revogadas quando incompatíveis materialmente. 
OBS: As Normas Anteriores que sejam incompatíveis com a nova Constituição não são consideradas 
inconstitucionais, sendo apenas revogadas. Com isso, a inconstitucionalidade superveniente não é 
aceita pelo Brasil. 
 
Constitucionalidade Superveniente 
Caso uma Lei seja considerada Inconstitucional por uma Constituição Pretérita, mas a nova 
Constituição a torne válida, aquela não poderá ser recepcionada, pois, conforme a época, já nasceu 
inválida. 
 
STF/ADI 2.158 
Em nosso ordenamento jurídico, não se admite a figura da constitucionalidade superveniente. Mais 
relevante do que a atualidade do parâmetro de controle é a constatação de que a inconstitucionalidade 
persiste e é atual, ainda que se refiraa dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em 
vigor. Caso contrário, ficaria sensivelmente enfraquecida a própria regra que proíbe a convalidação. 
 
Compatibilidade das Normas em Relação a uma Nova Constituição 
Caso as normas anteriores sejam materialmente (conteúdo) compatíveis com a nova Constituição, 
independentemente da formalidade, ocorrerá a recepção por meio desta em relação às normas 
compatíveis. 
O conteúdo das normas anteriores que não for compatível com o novo texto constitucional não será 
recepcionado. 
O que importa é a compatibilidade material, e não a formal para a recepção da norma anterior. 
 
Desconstitucionalização 
Ocorre quando a Constituição antiga é recepcionada pela Nova Constituição como uma norma 
infraconstitucional, ou seja, a antiga Constituição passa a ter “status” de legal. 
Constituição Pretérita - Antes Constituição Pretérita - Depois 
Status Constitucional Status Infraconstitucional ou Legal. 
OBS: A Desconstitucionalização não é aceita no Brasil. 
 
Repristinação 
A repristinação ocorre quando uma norma³ é criada e acaba revogando uma norma² revogadora anterior 
e estabelece expressamente que determinada norma¹ revogada por esta última² volte a se tornar 
válida. 
O fenômeno da repristinação é admissível, excepcionalmente, desde que esteja expresso o retorno da 
norma revogada no novo texto. A Repristinação Tácita é inadmissível. 
Exemplo: Norma “X” revoga Norma “W” por incompatibilidade material. 
Norma “Y” revoga Norma “X” e estabelece, expressamente, o retorno da Norma “W”, sendo compatível 
com seu texto. 
ATENÇÃO: Caso uma Lei seja considerada Inconstitucional por uma Constituição Pretérita, mas a nova 
Constituição a torne válida, aquela não poderá ser recepcionada, pois, conforme a época, já nasceu 
inválida. 
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Emenda Constitucional x Normas Pretéritas e Futuras 
Normas pretéritas compatíveis materialmente com a 
Emenda 
A norma será recepcionada. 
Normas pretéritas incompatíveis materialmente com a 
Emenda. 
A norma será revogada. 
Normas incompatíveis materialmente criadas após a 
Emenda. 
A norma será considerada inconstitucional. 
 
Poder Constituinte 
Aquele que tem o Poder de criar, revisar e até eliminar uma Constituição. 
 
Estabelece a Estrutura organizacional do Estado, apresentando seus princípios, valores, objetivos e 
finalidades, além da forma de governo, de Estado, além do Sistema e Regime de governo. 
Conforme Emmanuel Sieyes (Obra: O que é o Terceiro Estado?), o titular do Poder Constituinte é a 
Nação. Outra parte da doutrina considera o POVO como titular do Poder Constituinte. 
O Poder Constituinte pode ser dividido em: 
* Originário; 
* Derivado; 
Poder Constituinte Originário (Inicial, Inaugural ou 1º grau) 
É o poder que cria uma nova Constituição, iniciando uma nova ordem jurídica, desvinculando-se da 
ordem jurídica anterior. 
Tal poder tem como objetivo principal a criação de um novo Estado; 
Características do Poder Constituinte Originário: 
* Inicial - inaugura uma nova ordem constitucional; 
* Ilimitado - não sujeito a limites materiais; 
* Autônomo - não deriva de nenhuma outra norma; 
* Incondicionado - não se sujeita a limites procedimentais. 
* Permanente - se mantém latente após concretização da obra. 
* Poder de fato ou político. 
* Natureza pré-jurídica - inaugura a ordem jurídica. 
O Poder Constituinte Originário pode ser subdividido em: 
 
* Histórico ou Fundacional: Trata-se da primeira atuação do Poder Constituinte Originário, criando, pela 
primeira vez, uma ordem jurídica. 
* Revolucionário: Trata-se da segunda atuação em diante do Poder Constituinte Originário, criando uma 
nova ordem jurídica. 
Poder Constituinte Derivado (Instituído, Secundário ou Remanescente) 
Trata-se do poder criado pelo Poder Constituinte Originário, obedecendo as regras deste. O Poder 
Constituinte Derivado é: 
- Limitado; 
- Condicionado; 
- Composto por Natureza Jurídica; 
- Derivado; 
O Poder Constituinte Derivado pode ser dividido em: 
* Reformador; 
* Revisor; 
* Decorrente. 
Poder Constituinte Derivado Reformador 
Trata-se do poder de modificação do texto constitucional, sendo realizado por meio das emendas 
constitucionais, assim como os Tratados e Convenções Internacionais de Direitos Humanos com força 
de emenda constitucional. 
Poder Constituinte Derivado Revisor 
Consiste na revisão da Constituição Federal por meio de um procedimento legislativo mais simples do 
que o procedimento das ECs. 
Tem eficácia exaurível. 
ADCT, Art. 3º A revisão constitucional será realizada após cinco anos, contados da promulgação da 
Constituição, pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em sessão 
unicameral. 
O Poder Revisor foi usado apenas uma única vez, não sendo mais possível sua utilização. 
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Poder Constituinte Derivado Decorrente 
Consiste no poder de cada entidade federativa (Estados) criar a sua própria Constituição estadual, 
seguindo os princípios e valores da Constituição Federal. 
OBS: O Poder Constituinte Derivado não se estende aos Municípios, pois a criação estrutural dos 
Municípios ocorre mediante Lei Orgânica. 
Fonte de Estudo: https://jus.com.br/artigos/63100/poder-constituinte 
 
Poder Constituinte Derivado - Limites 
O Poder Constituinte Derivado é adotado de alguns limites, dentre eles, temos o limite: 
* Formal: Trata-se do limite imposto no processo de alteração da norma constitucional. 
* Temporal: Para a doutrina majoritária, a CF/88 não possui limitação temporal. 
* Circunstancial: Ocorre quando não é possível a alteração da Constituição em certos períodos de 
instabilidade do Estado. 
* Material: Dificulta a alteração de certos conteúdos (Cláusulas Pétreas) apresentados na Constituição. 
Limite Formal – Exemplo na CF/88 
Trata-se do limite imposto no processo de alteração da norma constitucional. 
CF/88. Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: 
 
I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; 
 
II - do Presidente da República; 
 
III - de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada 
uma delas, pela maioria relativa de seus membros. 
 
§ 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, 
considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. 
 
§ 3º A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado 
Federal, com o respectivo número de ordem. 
Limite Circunstancial – Exemplo na CF/88 
Ocorre quando não é possível a alteração da Constituição em períodos de instabilidade do Estado. 
CF/88. Art. 60. § 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado 
de defesa ou de estado de sítio. 
Limite Material – Exemplo na CF/88 
Dificulta a alteração de certos conteúdos (Cláusulas Pétreas) apresentados na Constituição. 
CF/88. Art. 60. § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: 
 
I - a forma federativa de Estado; 
II - o voto direto, secreto, universal e periódico; 
III - a separação dos Poderes; 
IV - os direitos e garantias individuais. 
 
Poder Constituinte Difuso 
Trata-se do Poder que se apresenta por meio das mutações constitucionais, que são alterações 
informais e espontâneas no sentido interpretativo do texto constitucional devido à evolução dos fatores 
sociais, políticos e econômicos.O Texto Constitucional não é modificado, permanecendo o mesmo, porém o sentido do texto sofre 
modificações. 
O Poder Constituinte Difuso tem a finalidade de preencher as lacunas que o texto constitucional possui. 
 
Mutação Constitucional 
Trata-se da manifestação do poder constituinte difuso, consiste em proceder a um novo modo de 
interpretar determinada norma constitucional, sem que haja alteração do próprio texto constitucional. 
Ocorre quando, em virtude de evolução na situação de fato sobre a qual incide a norma, ou por força do 
predomínio de nova visão jurídica, altera-se a interpretação dada à constituição, mas não o seu texto. 
O Texto Constitucional não é modificado, permanecendo o mesmo, porém o sentido do texto sofre 
modificações. 
 
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Poder Constituinte Originário 
Corrente Jusnaturalista Corrente Positivista 
O Poder Constituinte Originário se limita ao Direito 
Natural, ou seja, por valores suprapositivos 
decorrentes da razão humana, como o direito à vida, 
à liberdade, a intimidade, entre outros. 
No que se refere ao poder constituinte originário, o 
Brasil adotou a corrente positivista, segundo a qual o 
poder constituinte originário é ilimitado e apresenta 
natureza pré-jurídica. 
 
Inconstitucionalidade Progressiva 
Trata-se de normas consideradas constitucionais, porém que estão transitando para a inconstitucionalidade. 
“Ocorrendo mudança no plano fático, verifica-se o fenômeno denominado de inconstitucionalidade 
progressiva, é dizer, a lei, que nasceu constitucional, vai transitando para a esfera da 
inconstitucionalidade, até tornar-se írrita." (CARVALHO, Kildare Gonçalves. Direito Constitucional. Belo 
Horizonte: Del Rey, 2009, p. 494.). 
A Inconstitucionalidade Progressiva trata-se de uma situação constitucional imperfeita, que é aquela está 
entre uma constitucionalidade plena e uma inconstitucionalidade absoluta, não existindo redução do 
texto constitucional. 
 
Normas de Eficácia 
Plena 
Normas constitucionais de eficácia plena são autoaplicáveis ou autoexecutáveis, como, por 
exemplo, as normas que estabelecem o mandado de segurança, o habeas corpus, o mandado 
de injunção e o habeas data. 
Contida 
São aquelas que receberam normatividade suficiente para reger os interesses que cogitam, 
mas preveem meios normativos que lhes podem reduzir a eficácia e aplicabilidade. 
Limitada 
São aquelas normas que necessitam da promulgação de uma lei infraconstitucional para 
produzir os seus efeitos, podendo ser classificadas em normas constitucionais de princípio 
institutivo e normas constitucionais de princípio programático. 
 
Aplicabilidade das Normas Constitucionais 
* Normas de Eficácia Plena * 
- Normas que possuem aplicabilidade imediata, direta e integral; 
- Não precisam de lei posterior para gerar seus efeitos; 
- Seus efeitos são produzidos a partir da vigência da Constituição; 
- O legislador não pode contê-las. 
* Normas de Eficácia Contida (Redutível, prospectiva ou plena restringível) * 
- Normas com aplicabilidade imediata, direta e restringível; 
- Não precisam de lei posterior para gerar seus efeitos; 
- Seus efeitos são produzidos a partir da vigência da Constituição; 
- São normas que podem ser contidas ou restringidas. 
Exemplos: Art. 5º, VIII, XII, XIII, XXII, LVIII, LX, LXI (parte final); 
* Normas de Eficácia limitada, mediata, reduzida, mínima diferida ou relativa complementável * 
- Normas constitucionais que dependem de atuação posterior do poder público; 
- Possuem forma mediata, diferida, ainda limitada; 
- Possuem eficácia jurídica; 
- Dividem-se em: 
Princípios institutivos ou organizativos: Consiste na criação de instituições, órgãos e entidades por meio 
do Poder Constituinte Originário, sendo possível a estruturação definitiva, mediante normas 
infraconstitucionais. 
Impositivas; 
Facultativas ou permissivas; 
Princípios programáticos: Normas que traçam objetivos de finalidade pública a serem alcançados pelo 
Estado. Além de comandos-regras, são consideradas normas de comando-valores. 
As normas de eficácia limitada produzem imediatamente, desde a promulgação da Constituição, dois 
tipos de efeitos: 
i) efeito negativo: Ocorre quando a norma de eficácia limitada tem o efeito de revogar dispositivos e normas 
que são contraditórios ao seu comando. 
ii) efeito vinculativo: O poder legislativo tem por obrigação criar as leis regulamentadoras.. 
 
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Métodos de Interpretação 
Método Jurídico ou Interpretativo Clássico 
Tal método considera a Constituição uma Lei, sendo utilizados todos os métodos tradicionais de 
interpretação, como o: 
* Teleológico: Procura entender a finalidade da norma; 
* Doutrinário: Estudo da norma feito pela doutrina; 
* Gramatical/Filológico/Textual/Semântico: Consiste no estudo do sentido das palavras apresentadas 
nos dispositivos das normas criadas pelo legislador; 
* Sistemático ou Lógico: Visa analisar o texto normativo de forma sistemática com outras normas, 
procurando sempre uma conexão lógica entre elas. 
* Histórico: Consiste no método que estuda o desenvolvimento da norma, conforme o seu contexto 
histórico, desde a causa para a sua origem até a sua conclusão para sua vigência. 
* Genético: Estuda a origem dos conceitos apresentados pelo criador da lei. 
Tal método visa estudar, principalmente, o significado e sentido do texto da norma. 
Método Hermenêutico‐Concretizador 
Tal método é aplicado partindo-se da norma para o contexto da realidade social. 
Inicia-se a partir da norma constitucional para o problema concreto. 
Norma → Problema Concreto 
Defensor: Konrad Hesse. 
Método Tópico-problemático 
Tal método é aplicado partindo-se da realidade social para a norma constitucional, tentando adaptar 
esta àquela. 
Inicia-se a partir do problema concreto para a norma constitucional, atribuindo à interpretação um 
caráter prático na busca da solução dos problemas concretizados. 
A constituição é considera um conjunto aberto de regras e princípios. 
Problema Concreto → Norma 
Defensor: Theodor Viewheg. 
Método Científico-Espiritual 
O texto constitucional é analisado a partir dos valores e da realidade espiritual da sociedade. 
A análise da Constituição deve basear-se na cultura do povo que se encontra sob o seu domínio, fazendo 
referência aos valores subjacentes que lhe deram origem. 
A Constituição deve ser dinâmica e seguir as constantes alterações sociais. 
Defensor: Rudolf Smend. 
Método Normativo-Estruturante 
A Constituição não se restringe apenas ao texto, levando em consideração a sua concretização perante a 
realidade social, englobando também as atividades legislativa, jurisdicional e administrativa. 
A norma constitucional não deve ser entendida apenas como texto normativo, uma vez que ela é 
composta principalmente pela realidade social sobre a qual incide. 
Defensor: Friedrich Muller. 
Método da Comparação Constitucional 
Trata-se da comparação entre vários ordenamentos jurídicos para solucionar os problemas concretos. 
Método Concretista da Constituição Aberta 
A Constituição deve ser interpretada por um círculo aberto de intérpretes (ou sociedade aberta de 
intérpretes), abrangendo todos os cidadãos e grupos sociais que vivem a Constituição.¹ 
As normas constitucionais são direcionadas a toda a sociedade, sendo possível essa interpretar a 
Constituição e aplicá-la.¹ 
Defensor: Peter Häberle. 
Fonte: SOUZA, Marcio Scarpim de. Métodos concretistasde interpretação constitucional: contribuições de Viehweg, Hesse, Müller e 
Häberle Conteudo Juridico, Brasilia-DF: 06 mar 2020. Disponivel em: https://conteudojuridico.com.br/consulta/Artigos/47263/metodos-
concretistas-de-interpretacao-constitucional-contribuicoes-de-viehweg-hesse-muller-e-haberle. Acesso em: 06 mar 2020. 
 
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Princípios de Interpretação Constitucional 
* Princípio da Unidade; 
* Princípio do Efeito Integrador; 
* Princípio da Máxima Efetividade ou Eficiência ou Interpretação Efetiva; 
* Princípio da Justeza ou da Conformidade Funcional; 
* Princípio da Concordância Prática ou da Harmonização; 
* Princípio da Força Normativa; 
* Princípio da Presunção de Constitucionalidade das Leis; 
* Princípio da Proporcionalidade ou Razoabilidade; 
* Princípio da Interpretação Conforme a Constituição. 
Princípio da Unidade 
A Constituição deve ser interpretada em sua totalidade, de forma global, procurando sempre pela a 
harmonização, em caso de conflito, de todas as regras e princípios. 
Segundo essa regra de interpretação, as normas constitucionais devem ser vistas não como normas 
isoladas, mas como preceitos integrados num sistema unitário de regras e princípios, que é instituída na 
e pela própria Constituição. ¹ 
Princípio do Efeito Integrador 
Relacionado ao princípio da unidade. 
A interpretação da Constituição, quando aplicada, deve ser feita sempre buscando soluções que 
favoreçam a integridade social e a unidade política, mantendo o respeito ao pluralismo que se 
apresenta na sociedade. 
Tal princípio “orienta o aplicador da Constituição no sentido de que, ao construir soluções para os 
problemas jurídico-constitucionais, procure dar preferência àqueles critérios ou pontos de vista que 
favoreçam a integração social e a unidade política, porque além de criar uma certa ordem política, toda 
Constituição necessita produzir e manter a coesão sociopolítica, enquanto pré-requisito ou condição de 
viabilidade de qualquer sistema jurídico”.² 
Princípio da Máxima Efetividade ou Eficiência ou Interpretação Efetiva 
A norma constitucional deve ter a máxima efetividade dentro da sociedade. 
Sua origem está relacionada às normas programáticas, sendo atualmente invocada, principalmente, no 
âmbito dos direitos fundamentais. 
Princípio da Justeza ou da Conformidade Funcional 
O intérprete da norma constitucional não pode, por meio da sua interpretação, chegar a um resultado que 
transborde a lógica do texto constitucional, procurando respeitar sempre o sistema organizatório-
funcional (Respeitar a funcionalidade de cada poder e entidade federativa) apresentado pela Constituição. 
Princípio da Concordância Prática ou da Harmonização 
Possui correlação com o princípio da unidade. 
Ocorrendo conflito entre princípios constitucionais, o intérprete deve ponderá-los e Harmonizá-los, de 
modo que não ocorra a exclusão ou sacrifício de nenhum, pois não existe hierarquia entre os princípios. 
Princípio da Força Normativa 
O Princípio da Força Normativa da Constituição determina que entre as interpretações possíveis, deve ser 
adotada aquela que garanta maior eficácia, aplicabilidade e permanência das normas constitucionais. 
O "Princípio da Força Normativa da Constituição" alude para a priorização de soluções hermenêuticas que 
possibilitem a atualização normativa e, ao mesmo tempo, edifique sua eficácia e permanência. 
 
Princípio da Presunção de Constitucionalidade das Leis 
O princípio da presunção de constitucionalidade das leis e dos atos do Poder Público também significa que, 
não sendo evidente a inconstitucionalidade, havendo dúvida ou possibilidade de razoavelmente se 
considerar a norma como válida, deve o órgão competente abster-se da declaração de 
inconstitucionalidade. 
Princípio da Proporcionalidade ou Razoabilidade 
Utilizado, de ordinário, para aferir a legitimidade das restrições de direitos – muito embora possa aplicar-
se, também, para dizer do equilíbrio na concessão de poderes, privilégios ou benefícios – o princípio da 
proporcionalidade ou da razoabilidade, em essência, consubstancia uma pauta de natureza axiológica que 
emana diretamente das ideias de justiça, equidade, bom senso, prudência, moderação, justa medida, 
proibição de excesso, direito justo e valores afins; precede e condiciona a positivação jurídica, inclusive 
a de nível constitucional; e ainda, enquanto princípio geral do direito, serve de regra de interpretação para 
todo o ordenamento jurídico.³ 
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Princípio da Proporcionalidade ou Razoabilidade Elementos 
Tal princípio é composto por 03 elementos4: 
Necessidade: o ato administrativo utilizado deve ser, de todos os meios existentes, o menos restritivo aos 
direitos individuais; 
Adequação: o ato administrativo deve atingir o objetivo almejado. 
Proporcionalidade em sentido estrito: deve haver uma proporção adequada entre os meios utilizados e os 
fins desejados. Proíbe não só o excesso (exagerada utilização de meios em relação ao objetivo almejado), 
mas também a insuficiência de proteção (os meios utilizados estão aquém do necessário para alcançar a 
finalidade do ato). 
Princípio da Interpretação Conforme a Constituição 
Tal princípio estabelece que as normas com mais de uma interpretação (polissêmicas ou 
plurissignificativas) devem aproximar o seu entendimento ao que é mais aceito pela Constituição, 
excluindo as interpretações que contrariem o texto constitucional. 
A interpretação de acordo com a Constituição deverá ser implementada pelo Judiciário, em última instância, 
sendo considerados os seguintes requisitos5: 
* Prevalência da Constituição: A interpretação preferível é aquele que está de acordo com a Constituição; 
* Conservação de Normas: Sendo as normas compatíveis com a Constituição, estas devem continuar 
sendo aplicadas; 
* Exclusão de Interpretação Contra Legem: O texto e o sentido da lei não podem ser contrariados para 
existir concordância com o Texto Constitucional; 
* Espaço de Interpretação: A interpretação de acordo com a Constituição será admitida apenas quando 
houver espaço de decisão, sendo aplicada a decisão em conformidade com o texto constitucional. 
* Rejeição ou não Aplicação de Normas Inconstitucionais: Caso a interpretação da norma seja contrária 
à Constituição, o Juiz deverá declarar a sua inconstitucionalidade, não sendo possível a sua correção. 
* Intérprete não pode ser um Legislador Positivo; 
Fonte¹: MENDES, Gilmar Ferreira. COELHO, Inocêncio Mártires. BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional, 3ª 
Edição, Ed. Saraiva, p. 114. 
Fonte²: MENDES, Gilmar Ferreira. COELHO, Inocêncio Mártires. BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional, 3ª 
Edição, Ed. Saraiva, p. 117. 
Fonte³: MENDES, Gilmar Ferreira. COELHO, Inocêncio Mártires. BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional, 3ª 
Edição, Ed. Saraiva, p. 120 e 121. 
Fonte4: https://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/2532448/principio-da-proporcionalidade-ou-da-razoabilidade 
Fonte5: LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 23ª Edição, Ed. Saraiva, p. 178-179. 
 
Living Constitution Originalismo Constitucional 
Consiste na abertura das normas constitucionais à 
realidade e às mutações da sociedade para a 
contínua evolução do texto constitucional. 
A corrente originalista da interpretação constitucional 
defende que existe um sentido correto das normas 
constitucionais, cuja interpretação deve seguir o 
pensamento do legislador constituinte originário. 
 
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PREÂMBULO 
 
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado 
Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-
estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e 
sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução 
pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 
FEDERATIVA DO BRASIL. 
 
Preâmbulo 
O preâmbulo apresenta os valores, os fundamentos filosóficos, ideológicos, sociais e econômicos e, dessa forma, 
norteia a interpretação do texto constitucional; 
Não pode, por si só, servir de parâmetro de controle da constitucionalidade de uma norma; 
Não tem força normativa e nem efeito vinculante; 
Situa-se no campo da política e não do direito; 
Não é norma de reprodução obrigatória nas Constituições Estaduais; 
A invocação da proteção de Deus não fere a laicidade do Estado. 
 
STF/ADI 2.076 
Preâmbulo da Constituição: não constitui norma central. Invocação da proteção de Deus: não se trata de 
norma de reprodução obrigatória na Constituição estadual, não tendo força normativa. 
 
TÍTULO I - Dos Princípios Fundamentais 
 
Atenção! 
Os Princípios Fundamentais não se confundem com os Fundamentos da RFB. Os Princípios 
Fundamentais é o gênero. Já os Fundamentos, Objetivos Fundamentais e Princípios Internacionais, 
assim como a Tripartição dos Poderes, são considerados espécies. 
 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito 
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: 
 
I - a soberania; 
 
II - a cidadania 
 
III - a dignidade da pessoa humana; 
 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
 
V - o pluralismo político. 
 
Atenção! 
A República Federativa do Brasil é a única que possui soberania, os demais entes políticos (U/E/DF/M) 
possuem autonomia. Não há que se falar em competição entre governos subnacionais e governo 
federal, mas sim em distribuição de competências, podendo ser competências legislativas privativas, 
concorrentes ou residuais, além de competências comuns ou exclusivas. 
O direito de secessão (separação dos estados-membros) é vedado pela CF/88. Normalmente a secessão é 
comum em Confederações, podendo os Estados soberanos pleitearem a saída da união acordada por meio 
de tratado internacional. 
 
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Dignidade da pessoa humana 
Trata-se de um princípio multidimensional; 
Engloba: 
* a garantia de condições sociais básicas de vida; 
* a atribuição de igual reconhecimento a identidades particulares; 
Pode ser relativizada em situações extremamente excepcionais por meio do juízo de ponderação; 
É um direito de proteção individual em relação ao Estado e aos demais indivíduos e como dever 
fundamental de tratamento igualitário dos próprios semelhantes. 
 
STF/RE 349.686 
O princípio da livre iniciativa não pode ser invocado para afastar regras de regulamentação do mercado 
e de defesa do consumidor. 
 
Pluralismo político 
É a possível e garantida existência de várias opiniões e ideias com o respeito por cada uma delas. 
É o reconhecimento de que a sociedade é formada por vários grupos. 
Pluripartidarismo 
É a existência de vários partidos em um sistema político; 
Os membros da sociedade civil podem formar seus partidos políticos, desde que estes primem pelos 
fundamentos da Constituição; 
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/politica/partidos-politicos.htm 
Fonte: https://www.dicionarioinformal.com.br/pluralismo%20pol%C3%ADtico/ 
 
Estado Brasileiro 
Forma de Estado = Federalismo (Forma de Estado composto) 
Forma de Governo = Republicano 
Sistema de Governo = Presidencialismo 
Regime de Governo = Democrático 
 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos (Indireta) ou 
diretamente, nos termos desta Constituição. 
 
Democracia 
É um regime político em que todos os cidadãos elegíveis participam igualmente — diretamente ou 
através de representantes eleitos — na proposta, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo 
o poder da governação através do sufrágio universal. 
Tipos de Democracia 
Democracia Direta; 
Democracia Indireta; 
Democracia Semidireta. 
Democracia Direta 
O povo participa ativamente nas tomadas de decisões do estado/país. 
Democracia Indireta 
O povo escolhe representantes políticos para representá-lo e tomar as decisões em seu nome. 
Democracia Semidireta 
Ocorre quando a população escolhe seus representantes políticos, mas também pode participar 
ativamente de algumas atividades (Plebiscito, Referendo, Ação Popular, Iniciativa popular). 
A CF/88 é Semidireta; 
CF/88. Art. 1. Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes 
eleitos (Indireta) ou diretamente, nos termos desta Constituição. 
CF/88. Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, 
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: 
I - plebiscito; 
II - referendo; 
III - iniciativa popular. 
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia 
Fonte: https://www.diferenca.com/democracia-direta-indireta-e-representativa/ 
 
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
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https://brasilescola.uol.com.br/politica/partidos-politicos.htm
https://www.dicionarioinformal.com.br/pluralismo%20pol%C3%ADtico/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia
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PODERES FUNÇÃO TÍPICA FUNÇÃO ATÍPICA 
Legislativo 
Legislar e proceder à fiscalização 
contábil, financeira, orçamentária e 
patrimonial do Poder Executivo. 
Executiva: Dispõe sobre a sua organização, 
provendo cargos, concedendo férias... 
 
Jurisdicional: O Senado Federal julga o P.R 
nos crimes de responsabilidade 
Executivo 
Praticar atos de chefia de Estado, chefia 
de governo e atos administrativos. 
Legislativa: o Presidente da República pode 
adotar medida provisória com força de lei. 
 
Jurisdicional: Julga, apreciando defesas e 
recursos administrativos 
Judiciário 
Julgar, dizendo o direito no caso 
concreto e dirimindo os conflitos que lhe 
são levados, quando da aplicação da lei. 
Legislativa: regimento interno de seus 
tribunais; 
 
Executiva: Administra, ao conceder licenças e 
férias. 
 
STF/RE 1.059.819/PE 
Afronta o princípio da separação dos Poderes a anulação judicial de cláusula de contrato de concessão 
firmado por Agência Reguladora e prestadora de serviço de telefonia que, em observância aos marcos 
regulatórios estabelecidos pelo Legislador, autoriza a incidência de reajuste de alguns itens tarifários em 
percentual superior ao do índice inflacionário fixado, quando este não é superado pela média ponderada de 
todos os itens. 
 
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
 
II - garantir o desenvolvimento nacional; 
 
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; 
 
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de 
discriminação. 
 
Atenção! 
Os objetivos fundamentais são princípios fundamentais relativos à prestação positiva do Estado. 
 
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: 
 
I - independência nacional; 
 
II - prevalência dos direitos humanos; 
 
III - autodeterminação dos povos; 
 
IV - não-intervenção; 
 
V - igualdade entre os Estados; 
 
VI - defesa da paz; 
 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
 
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 
 
X - concessão de asilo político. 
 
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Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural 
dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. 
 
STJ/RO 109-RJ 
Os atos ilícitos praticados por Estados estrangeiros em violação a direitos humanos não gozam de 
imunidade de jurisdição. 
 
Princípios Fundamentais (Gênero) 
Fundamentos (Espécie) Objetivos (Espécie) Princípios Internacionais (Espécie) 
SOberania; 
 
Cidadania; 
 
DIgnidade da pessoa humana; 
 
VAlores sociais do trabalho e da 
livre iniciativa; 
 
PLUralismo político. 
 
CONstruir; 
 
GArantir; 
 
ERRAdicar; 
 
PROmover. 
 
INdependência nacional; 
 
Prevalência dos direitos humanos; 
 
Autodeterminação dos povos; 
 
Não-intervenção; 
 
Igualdade entre os Estados; 
 
COcessão de asilo político; 
 
SOlução pacífica dos conflitos; 
 
DEfesa da paz ; 
 
COoperação entre os povos para o 
progresso da humanidade; 
 
REpúdio ao terrorismo e ao racismo. 
SO CI DI VA PLU CON GA ERRA PRO IN PANICO SO DECORE 
 
Cláusulas Pétreas 
CF/88, Art. 60. § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: 
 
I - a forma federativa de Estado; 
 
II - o voto direto, secreto, universal e periódico; 
 
III - a separação dos Poderes; 
 
IV - os direitos e garantias individuais. 
 
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TÍTULO II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais 
 
Direitos dos Homens x Direitos Fundamentais x Direitos Humanos 
Direitos dos Homens 
São direitos jusnaturalistas e universalistas, não possuindo positivação em 
nenhuma norma, mas aplicáveis a qualquer tempo para a proteção de todas as 
pessoas. 
Direitos Fundamentais 
São regras e princípios positivados (inseridos em norma constitucional – 
Âmbito Interno), que limitam o poder do Estado e asseguram benefícios e 
garantias às pessoas, sendo aplicados dentro de um determinado Estado 
(ambiente interno). 
Direitos Humanos 
Possui Duas Correntes: 
 
Jusnaturalista: Os direitos humanos possuem aplicabilidade imediata e, 
portanto, não dependem de regulamentação por lei para que sejam exigíveis. 
Tais direitos fundamentam-se em uma ordem superior, universal, imutável e 
inderrogável. 
 
Juspositivista: Os direitos humanos para serem aplicáveis dependem de leis 
que os regulamentem e tornem possível sua exigibilidade. São direitos 
fundamentais positivados em âmbito internacional e aplicáveis a todos os 
Estados que visam assegurar benefícios e garantias às pessoas, limitando o 
poder dos Estados. 
 
Direitos e Garantias Fundamentais 
Os Direitos e Garantias Fundamentais são gênero das espécies: 
* Direitos e Deveres Individuais e Coletivos (CF/88. Art. 5º); 
* Direitos Sociais (CF/88. Art. 6º ao Art. 11); 
* Direitos de Nacionalidade (CF/88. Art. 12 – Art. 13); 
* Direitos Políticos (CF/88. Art. 14 ao Art. 16); 
* Partidos Políticos (CF/88. Art. 17). 
 
Características dos Direitos Fundamentais 
Universalidade 
Todos os indivíduos, sem distinção de raça, nacionalidade, religião, cor, 
entre outras divergências, podem usufruir dos direitos fundamentais. 
Indivisibilidade 
Os direitos fundamentais devem ser estudados de forma sistematizada, e 
não separadamente. A violação a um dos direitos fundamental afeta os 
demais. 
Interdependência É a vinculação existente entre os direitos fundamentais. 
Imprescritibilidade 
Os direitos fundamentais poderão ser sempre exercidos, não perdendo o 
seu valor com o decorrer do tempo. 
Inalienabilidade 
Os direitos fundamentais são intransferíveis, indisponíveis e não podem 
ser negociados. 
Historicidade 
Os direitos fundamentais surgem com o desenrolar do tempo, estando em 
constante desenvolvimento. 
Irrenunciabilidade 
Em regra, os direitos fundamentais não podem ser renunciados por quem o 
exerce, no entanto, conforme o STF, excepcionalmente será possível. 
Ex: Relativização da intimidade e privacidade em reality shows. 
Vedação ao Retrocesso 
É inadmissível o retrocesso de um direito fundamental já concedido, sendo 
vedado revogar normas garantidoras de políticas públicas. 
Efetividade 
O Estado deve ser o mais efetivo possível na aplicação dos direitos 
fundamentais. 
Relatividade/Limitabilidade 
Todos os direitos fundamentais são relativos, existindo a ponderação entre 
eles no caso de conflitos, não existindo direito fundamental absoluto. 
 
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STF/Info. 163 
Não há, no sistema constitucional brasileiro, direitos ou garantias que se revistam de caráter absoluto, 
mesmo porque razões de relevante interesse público ou exigências derivadas do princípio de convivência 
das liberdades legitimam, ainda que excepcionalmente, a adoção, por parte dos órgãos estatais, de 
medidas restritivas das prerrogativas individuais ou coletivas, desde que respeitados os termos 
estabelecidos pela própria Constituição. 
O estatuto constitucional das liberdades públicas, ao delinear o regime jurídico a que estas estão sujeitas - e 
considerado o substrato ético que as informa - permite que sobre elas incidam limitações de ordem 
jurídica, destinadas, de um lado, a proteger a integridade do interesse social e, de outro, a assegurar a 
coexistência harmoniosa das liberdades, pois nenhum direito ou garantia pode ser exercido em 
detrimento da ordem pública ou com desrespeito aos direitos e garantias de terceiros. 
 
Eficácia dos Direitos Fundamentais 
Vertical Consiste na relação dos direitos fundamentais entre o Estado e os Particulares. 
Horizontal ou 
Externa ou Privada 
Consiste na relação dos direitos fundamentais entre Particulares. 
Diagonal 
Consiste na relação dos direitos fundamentais entre Particulares, no entanto, em 
nível de desigualdade. 
 
Dimensões dos Direitos Fundamentais – Paulo Bonavides 
Primeira Dimensão 
Princípio da Liberdade; 
Liberdades Negativas, Clássicas ou formais (Representam os Direitos Civis e Políticos); 
O Estado não intervém nos direitos de primeira dimensão; 
Caráter Negativo; 
Ex: Direito à vida; à liberdade; à propriedade, à liberdade de expressão; 
Segunda Dimensão 
Liberdades Positivas; 
Assegura a igualdade material entre o ser humano; (Representam os Direitos Sociais, Econômicos e 
Culturais); 
O Estado deve atuar adotando políticas públicas com a finalidade de beneficiar os interesses da 
coletividade. 
Caráter Positivo;Ex: Direito à saúde, educação, trabalho, habitação, previdência social, assistência social. 
Terceira Dimensão 
Princípio da solidariedade ou fraternidade; 
Refere-se aos direitos transindividuais. Materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos 
genericamente a todas as formações sociais; 
Possuem natureza indivisível; 
Protege interesses de titularidade coletiva ou difusa. 
Ex: Direito ao Meio ambiente, de Comunicação, autodeterminação dos povos. 
Quarta Dimensão 
Consiste no direito à democracia, informação e pluralismo de ideias, além da normatização do 
patrimônio genético. 
Consiste no respeito à cidadania, além de envolver a globalização política. 
Quinta Dimensão 
Direito à paz. 
OBS: A CESPE e a VUNESP já consideraram o Direito à paz como de Terceira Dimensão. Seguindo a 
doutrina de Norberto Bobbio. 
 
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CAPÍTULO I - DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 
 
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes: 
 
Atenção! 
O STF entende que os estrangeiros em trânsito temporário no Brasil possuem prerrogativas básicas 
asseguradas pela CF/88. 
 
STF/HC 94.016 
O súdito estrangeiro, mesmo aquele sem domicílio no Brasil, tem direito a todas as prerrogativas 
básicas que lhe assegurem a preservação do status libertatis e a observância, pelo poder público, da 
cláusula constitucional do due process. O súdito estrangeiro, mesmo o não domiciliado no Brasil, tem 
plena legitimidade para impetrar o remédio constitucional do habeas corpus, em ordem a tornar efetivo, 
nas hipóteses de persecução penal, o direito subjetivo, de que também é titular, à observância e ao integral 
respeito, por parte do Estado, das prerrogativas que compõem e dão significado à cláusula do devido 
processo legal. A condição jurídica de não nacional do Brasil e a circunstância de o réu estrangeiro não 
possuir domicílio em nosso país não legitimam a adoção, contra tal acusado, de qualquer tratamento 
arbitrário ou discriminatório. Precedentes. Impõe-se, ao Judiciário, o dever de assegurar, mesmo ao réu 
estrangeiro sem domicílio no Brasil, os direitos básicos que resultam do postulado do devido processo legal, 
notadamente as prerrogativas inerentes à garantia da ampla defesa, à garantia do contraditório, à igualdade 
entre as partes perante o juiz natural e à garantia de imparcialidade do magistrado processante. 
 
Direito à Vida 
É considerado o mais importante dos direitos apresentados na CF/88. 
O direito à vida consiste em o indivíduo “estar e permanecer vivo” possuindo uma boa condição física e 
psicológica, além de ter o direito de exercer sua vida de forma digna com o auxílio do Estado nos 
serviços essenciais. 
Protege tanto a vida intrauterina, quanto a extrauterina. 
Não é absoluto. 
A interrupção de gravidez de feto anencéfalo e a pesquisa com células-tronco embrionárias não viola 
o direito à vida. 
 
STF/ADPF 54 
FETO ANENCÉFALO. INTERRUPÇÃO DA GRAVIDEZ. MULHER. LIBERDADE SEXUAL E 
REPRODUTIVA. SAÚDE. DIGNIDADE. AUTODETERMINAÇÃO. DIREITOS FUNDAMENTAIS. CRIME. 
INEXISTÊNCIA. Mostra-se inconstitucional interpretação de a interrupção da gravidez de feto 
anencéfalo ser conduta tipificada nos artigos 124, 126 e 128, incisos I e II, do Código Penal. 
 
STF/ADI 3.510 
A pesquisa científica com células-tronco embrionárias, autorizada pela Lei 11.105/2005, objetiva o 
enfrentamento e cura de patologias e traumatismos que severamente limitam, atormentam, infelicitam, 
desesperam e não raras vezes degradam a vida de expressivo contingente populacional (ilustrativamente, as 
atrofias espinhais progressivas, as distrofias musculares, a esclerose múltipla e a lateral amiotrófica, as 
neuropatias e as doenças do neurônio motor). Inexistência de ofensas ao direito à vida e da dignidade 
da pessoa humana, pois a pesquisa com células-tronco embrionárias (inviáveis biologicamente ou 
para os fins a que se destinam) significa a celebração solidária da vida e alento aos que se acham à 
margem do exercício concreto e inalienável dos direitos à felicidade e do viver com dignidade 
(ministro Celso de Mello). 
 
Quando o aborto não será crime? 
- A vida da gestante estiver ameaçada; 
 
- A gravidez for gerada por estupro; 
 
- O feto for anencéfalo (ausência parcial do encéfalo e da calota craniana). 
 
 
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STF/ADPF 54 
“... O feto anencéfalo, mesmo que biologicamente vivo, porque feito de células e tecidos vivos, é 
juridicamente morto, não gozando de proteção jurídica e, acrescento, principalmente de proteção 
jurídico-penal. Nesse contexto, a interrupção da gestação de feto anencefálico não configura crime 
contra a vida – revela-se conduta atípica...” 
 
I. Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; 
 
Igualdade 
Formal ou Igualdade Jurídica Material, Real ou Substancial 
Trata-se do tratamento imparcial estabelecido pela 
lei aos indivíduos, sem distinção de raça, cor, sexo, 
religião ou etnia. 
Consiste na busca pela igualdade de fato, sendo os 
desiguais tratados em condições desiguais, na 
medida de sua desigualdade. 
 
STF/ADPF 132 e ADI 4277 
O STF reconheceu a união de homossexuais como entidade familiar merecedora de mesma proteção 
jurídica que a união estável. 
 
STF/ADPF 186 
Atos que instituíram sistema de reserva de vagas com base em critério étnico-racial (cotas) no processo 
de seleção para ingresso em instituição pública de ensino superior. (...) Não contraria – ao contrário, 
prestigia – o princípio da igualdade material, previsto no caput do art. 5º da Carta da República, a 
possibilidade de o Estado lançar mão seja de políticas de cunho universalista, que abrangem um número 
indeterminado de indivíduos, mediante ações de natureza estrutural, seja de ações afirmativas, que 
atingem grupos sociais determinados, de maneira pontual, atribuindo a esses certas vantagens, por 
um tempo limitado, de modo a permitir-lhes a superação de desigualdades decorrentes de situações 
históricas particulares. (...) 
 
STF/MI 58 
- O princípio da isonomia, que se reveste de autoaplicabilidade, não é, enquanto postulado fundamental de 
nossa ordem político-jurídica, suscetível de regulamentação ou de complementação normativa. 
 
Esse princípio - cuja observância vincula, incondicionalmente, todas as manifestações do Poder Público - 
deve ser considerado, em sua precípua função de obstar discriminações e de extinguir privilégios (RDA, 
55/114), sob duplo aspecto: 
 
a) o da igualdade na lei; 
 
b) o da igualdade perante a lei. 
 
A igualdade na lei - que opera numa fase de generalidade puramente abstrata - constitui exigência 
destinada ao legislador que, no processo de sua formação, nela não poderá incluir fatores de 
discriminação, responsáveis pela ruptura da ordem isonômica. 
 
A igualdade perante a lei, contudo, pressupondo lei já elaborada, traduz imposição destinada aos 
demais poderes estatais, que, na aplicação da norma legal, não poderão subordiná-la a critérios que 
ensejem tratamento seletivo ou discriminatório. 
 
STF/RE 498.900-AgR 
A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou entendimento no sentido de que não afronta o princípio da 
isonomia a adoção de critérios distintos para a promoção de integrantes do corpo feminino e masculino 
da Aeronáutica. 
 
STF/ADI4275/DF 
O STF entende que os transgêneros, independentemente da cirurgia de transgenitalização, ou da 
realização de tratamentos hormonais ou patologizantes, possuem o direito à substituição de prenome e 
sexo diretamente no registro civil. 
 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; 
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III. Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; 
 
IV. É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; 
 
Liberdade de Expressão 
É direito fundamental que viabiliza a autodeterminação do indivíduo e guarda estreita relação com a dignidade 
da pessoa humana, possuindo, ademais, dimensões instrumental e substancial. 
Dimensão Instrumental Dimensão Substancial 
Trata-se da utilização de meios adequados à 
expressão e à veiculação do que se pensa e do que 
se cria. 
 É o conteúdo formado pela pessoa. Ocorre quando 
o indivíduo pensa, tem a capacidade de criar sua 
própria opinião e consegue exteriorizá-la. 
 
STF/HC 82.424 
O preceito fundamental de liberdade de expressão não consagra o "direito à incitação ao racismo", dado 
que um direito individual não pode constituir-se em salvaguarda de condutas ilícitas, como sucede com 
os delitos contra a honra. Prevalência dos princípios da dignidade da pessoa humana e da igualdade 
jurídica. 
 
Peças Apócrifas 
Regra Exceção 
Peças apócrifas não podem ser formalmente 
incorporadas a procedimentos instaurados pelo 
Estado. 
É possível a utilização de peças apócrifas quando: 
- Produzidas pelo acusado; 
- Constituírem, elas próprias, o corpo de delito. 
 
STF/RE 100.042 RO 
- As autoridades públicas não podem iniciar qualquer medida de persecução (penal ou disciplinar), 
apoiando-se, unicamente, para tal fim, em peças apócrifas ou em escritos anônimos. É por essa razão 
que o escrito anônimo não autoriza, desde que isoladamente considerado, a imediata instauração de 
"persecutio criminis". 
 
- Peças apócrifas não podem ser formalmente incorporadas a procedimentos instaurados pelo 
Estado (Regra), salvo quando forem produzidas pelo acusado ou, ainda, quando constituírem, elas 
próprias, o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no crime de extorsão mediante 
seqüestro, ou como ocorre com cartas que evidenciem a prática de crimes contra a honra, ou que 
corporifiquem o delito de ameaça ou que materializem o "crimen falsi", p. ex.). 
 
- Nada impede, contudo, que o Poder Público, provocado por delação anônima ("disque-denúncia", p. ex.), 
adote medidas informais destinadas a apurar, previamente, em averiguação sumária, "com prudência e 
discrição", a possível ocorrência de eventual situação de ilicitude penal, desde que o faça com o objetivo de 
conferir a verossimilhança dos fatos nela denunciados, em ordem a promover, então, em caso positivo, a 
formal instauração da "persecutio criminis", mantendo-se, assim, completa desvinculação desse 
procedimento estatal em relação às peças apócrifas. 
 
V. É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral 
ou à imagem; 
 
STJ/Súmula 227 
A pessoa jurídica pode sofrer dano moral. 
 
STJ/Súmula 37 
São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato. 
 
VI. É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos 
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; 
 
STF/ADI 5258/AM 
A imposição legal de manutenção de exemplares de Bíblias em escolas e bibliotecas públicas 
estaduais configura contrariedade à laicidade estatal e à liberdade religiosa consagrada pela 
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Constituição da República de 1988. 
 
Isso porque, ao determinar que escolas e bibliotecas públicas mantenham exemplares da Bíblia em seus 
acervos, a norma estadual impugnada estimula e promove certos tipos de crenças e dogmas religiosos em 
detrimento de outros. Dessa forma, ofende os princípios da laicidade estatal, da liberdade religiosa e da 
isonomia entre os cidadãos. 
 
Em matéria confessional, portanto, compete ao Estado manter-se neutro, para preservar, em favor dos 
cidadãos, a integridade do direito fundamental à liberdade religiosa. 
 
STF/ADI 5258/AM 
É compatível com a Constituição Federal a imposição de restrições à realização de cultos, missas e 
demais atividades religiosas presenciais de caráter coletivo como medida de contenção do avanço da 
pandemia da Covid-19. 
 
STF/ARE 1.267.879/SP 
É constitucional a obrigatoriedade de imunização por meio de vacina que, registrada em órgão de 
vigilância sanitária, (i) tenha sido incluída no Programa Nacional de Imunizações ou (ii) tenha sua aplicação 
obrigatória determinada em lei ou (iii) seja objeto de determinação da União, estado, Distrito Federal ou 
município, com base em consenso médico-científico. Em tais casos, não se caracteriza violação à liberdade 
de consciência e de convicção filosófica dos pais ou responsáveis, nem tampouco ao poder familiar. 
 
STF/ADI 4.439/DF 
Entendeu que o Poder Público, observado o binômio laicidade do Estado [CF, art. 19, I] e consagração da 
liberdade religiosa no seu duplo aspecto [CF, art. 5º, VI], deverá atuar na regulamentação integral do 
cumprimento do preceito constitucional previsto no art. 210, § 1º da CF (5), autorizando, na rede pública, 
em igualdade de condições, o oferecimento de ensino confessional das diversas crenças, mediante 
requisitos formais de credenciamento, de preparo, previamente fixados pelo Ministério da Educação. 
 
Dessa maneira, será permitido aos alunos se matricularem voluntariamente para que possam exercer o 
seu direito subjetivo ao ensino religioso como disciplina dos horários normais das escolas públicas. 
 
A Constituição garante a liberdade de expressão às ideias majoritárias e a minoritárias, progressistas e 
conservadoras, políticas e ideias religiosas. Assim, não se pode, previamente, censurar a propagação 
de dogmas religiosos no ensino religioso para aquele que realmente quer essas ideias. Os dogmas de fé 
são o núcleo do conceito de ensino religioso. Dessa forma, o Estado violaria a liberdade de crença ao 
substituir os dogmas da fé, que são diversos em relação a cada uma das crenças, por algo neutro. A 
neutralidade no ensino religioso não existe. O que deve existir é o respeito às diferenças no ensino religioso. 
 
O ensino religioso ministrado em escolas públicas deve ser de matrícula efetivamente facultativa e 
ter caráter não confessional, vedada a admissão de professores na qualidade de representantes das 
religiões para ministrá-lo. 
 
VII. É assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de 
internação coletiva; 
 
VIII. Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, 
salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação 
alternativa, fixada em lei (Norma de eficácia Contida); 
 
Escusa de Consciência 
A escusa de consciência permite a todo indivíduo, por motivos de crenças religiosas, filosóficas ou 
políticas, eximir-se de cumprir alguma obrigação imposta a todos, por exemplo, o serviço militar obrigatório; 
entretanto, o indivíduo será privado, definitivamente, de seus direitos políticos, quando a sua oposição se 
manifestar, inclusive, a respeito do cumprimento de uma obrigação alternativa. 
 
Atenção! 
Senão existir lei estabelecendo prestação alternativa, o indivíduo que não cumpriu obrigação legal não 
será privado dos seus direitos. 
 
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STF/ADI 4.439 
Por maioria dos votos (6 x 5), os ministros entenderam que o ensino religioso nas escolas públicas 
brasileiras pode ter natureza confessional, ou seja, vinculado às diversas religiões. 
 
STF/RE 494.601 
É constitucional a lei de proteção animal que, a fim de resguardar a liberdade religiosa, permite o 
sacrifício ritual de animais em cultos de religiões de matriz africana. 
 
IX. É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de 
censura ou licença; 
 
STF/Rcl 38.782/RJ 
Retirar de circulação produto audiovisual disponibilizado em plataforma de “streaming” apenas porque seu 
conteúdo desagrada parcela da população, ainda que majoritária, não encontra fundamento em uma 
sociedade democrática e pluralista como a brasileira. 
 
STF/ADPF 187/DF 
Mérito: “Marcha da Maconha” 
Manifestação legítima, por cidadãos da república, de duas liberdades individuais revestidas de caráter 
fundamental: o direito de reunião (liberdade-meio) e o direito à livre expressão do pensamento 
(liberdade-fim). 
A liberdade de reunião como pré-condição necessária à ativa participação dos cidadãos no processo político 
e no de tomada de decisões no âmbito do aparelho de estado. 
Consequente legitimidade, sob perspectiva estritamente constitucional, de assembleias, reuniões, marchas, 
passeatas ou encontros coletivos realizados em espaços públicos (ou privados) com o objetivo de obter 
apoio para oferecimento de projetos de lei, de iniciativa popular, de criticar modelos normativos em vigor, de 
exercer o direito de petição e de promover atos de proselitismo em favor das posições sustentadas pelos 
manifestantes e participantes da reunião. 
Estrutura constitucional do direito fundamental de reunião pacífica e oponibilidade de seu exercício ao poder 
público e aos seus agentes. Vinculação de caráter instrumental entre a liberdade de reunião e a liberdade de 
manifestação do pensamento – dois importantes precedentes do supremo tribunal federal sobre a íntima 
correlação entre referidas liberdades fundamentais : HC 4.781/BA, rel. min. Edmundo Lins, e ADI 1.969/DF, 
rel. min. Ricardo Lewandowski. 
A liberdade de expressão como um dos mais preciosos privilégios dos cidadãos em uma república fundada 
em bases democráticas. O direito à livre manifestação do pensamento: núcleo de que se irradiam os direitos 
de crítica, de protesto, de discordância e de livre circulação de ideias – abolição penal (“abolitio criminis”) de 
determinadas condutas puníveis. 
Debate que não se confunde com incitação à prática de delito nem se identifica com apologia de fato 
criminoso. Discussão que deve ser realizada de forma racional, com respeito entre interlocutores e sem 
possibilidade legítima de repressão estatal, ainda que as ideias propostas possam ser consideradas, pela 
maioria, estranhas, insuportáveis, extravagantes, audaciosas ou inaceitáveis. O sentido de alteridade do 
direito à livre expressão e o respeito às ideias que conflitem com o pensamento e os valores dominantes no 
meio social; 
“É preciso, outrossim, que fique claro: a proteção judicial ora postulada não contempla – e nem poderia 
fazê-lo – a criação de um espaço público circunstancialmente imune à ação fiscalizatória ordinária do 
Estado; menos ainda se propugna que, no exercício das liberdades ora reivindicadas, manifestantes 
possam incorrer em ilicitude de qualquer espécie, como, por exemplo, consumir drogas. O espectro de 
liberdade que se objetiva ver assegurado é aquele inerente – portanto, adequado e necessário – aos direitos 
fundamentais implicados, sem que daí decorra implícita permissão à prática de conduta que se possa 
traduzir em violação às normas integradoras do Direito em vigor.” 
STF/ADI 4.274/DF 
O que o Supremo Tribunal Federal está procedendo nesta interpretação conforme a Constituição do art. 287 
do Código Penal é afastar a incidência da criminalização nessas manifestações, com a prudência dos 
seguintes parâmetros: 
 
"1) trate-se de reunião pacífica, sem armas, previamente noticiada às autoridades públicas quanto à 
data, ao horário, ao local e ao objetivo, e sem incitação à violência; 
 
2) não haja incitação, incentivo ou estímulo ao consumo de entorpecentes na sua realização; 
 
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3) não haja consumo de entorpecentes na ocasião da manifestação ou evento público [é muito 
importante, para esclarecer à opinião pública que não haja consumo de entorpecentes na ocasião. É 
importante distinguir que essa marcha é apenas uma reunião para manifestar livremente o pensamento.]; 
 
4) não haja a participação ativa de crianças, adolescentes na sua realização. 
 
STF/Info 907 
O funcionamento eficaz da democracia representativa exige absoluto respeito à ampla liberdade de 
expressão, proporcionando a liberdade de opinião, de criação artística, a proliferação de 
informações, a circulação de ideias, de modo a garantir os diversos e antagônicos discursos. A 
liberdade de expressão autoriza que os meios de comunicação optem por determinados posicionamentos e 
exteriorizem seu juízo de valor, bem como autoriza programas humorísticos, “charges” e sátiras 
realizados a partir de trucagem, montagem ou outro recurso de áudio e vídeo, como costumeiramente 
se realiza, não havendo nenhuma justificativa constitucional razoável para a interrupção durante o 
período eleitoral. A plena proteção constitucional da exteriorização da opinião não significa a impossibilidade 
posterior de análise e de responsabilização por eventuais informações mentirosas, injuriosas, difamantes. 
Por fim, o relator assinalou serem inconstitucionais quaisquer leis ou atos normativos tendentes a 
constranger ou inibir a liberdade de expressão a partir de mecanismos de censura prévia, como na 
presente hipótese, em que os dispositivos interferem prévia e diretamente na liberdade artística e na 
liberdade jornalística e de opinião. 
 
STF/ADPF 130 
O pensamento crítico é parte integrante da informação plena e fidedigna. O possível conteúdo socialmente 
útil da obra compensa eventuais excessos de estilo e da própria verve do autor. O exercício concreto da 
liberdade de imprensa assegura ao jornalista o direito de expender críticas a qualquer pessoa, ainda 
que em tom áspero ou contundente, especialmente contra as autoridades e os agentes do Estado. A 
crítica jornalística, pela sua relação de inerência com o interesse público, não é aprioristicamente suscetível 
de censura, mesmo que legislativa ou judicialmente intentada. O próprio das atividades de imprensa é operar 
como formadora de opinião pública, espaço natural do pensamento crítico e "real alternativa à versão oficial 
dos fatos" (Deputado Federal Miro Teixeira). 
 
STF/RHC 146303/RJ 
A incitação ao ódio público contra quaisquer denominações religiosas e seus seguidores não está 
protegida pela cláusula constitucional que assegura a liberdade de expressão. 
 
Com base nessa orientação, a Segunda Turma, por maioria, negou provimento a recurso ordinário em 
“habeas corpus”, no qual se postulava a anulação ou o trancamento de ação penal que condenou o 
recorrente pela prática do crime de racismo em decorrência de incitação à discriminação religiosa, na forma 
do art. 20, § 2º, da Lei 7.716/1989. 
 
De acordo com os autos, o acusado incitou o ódio e a intolerância contra diversas religiões,além de ter 
imputado fatos criminosos e ofensivos a seus devotos e sacerdotes, tendo as condutas sido praticadas por 
meio da internet. 
 
A Turma considerou que o exercício da liberdade religiosa e de expressão não é absoluto, pois deve 
respeitar restrições previstas na própria Constituição. Nessa medida, os postulados da igualdade e da 
dignidade pessoal dos seres humanos constituem limitações externas à liberdade de expressão, que não 
pode e não deve ser exercida com o propósito subalterno de veicular práticas criminosas tendentes a 
fomentar e a estimular situações de intolerância e de ódio público. 
 
STF/ADI 2.566/DF 
ADI: proselitismo e liberdade de expressão 
O Plenário, por maioria, julgou procedente pedido formulado em ação direta para declarar a 
inconstitucionalidade do § 1º (1) do art. 4º da Lei 9.612/1998. O dispositivo proíbe, no âmbito da 
programação das emissoras de radiodifusão comunitária, a prática de proselitismo, ou seja, a transmissão 
de conteúdo tendente a converter pessoas a uma doutrina, sistema, religião, seita ou ideologia. 
 
 
 
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28/341 
STF/Rcl 18.566 – MC/SP 
O direito à liberdade de expressão representa um dos direitos fundamentais do Estado democrático de 
direito e não pode ser restringido por meio de censura estatal, ainda que praticada em sede 
jurisdicional. 
 
STF/ADI 4.451 
1. A Democracia não existirá e a livre participação política não florescerá onde a liberdade de expressão for 
ceifada, pois esta constitui condição essencial ao pluralismo de ideias, que por sua vez é um valor 
estruturante para o salutar funcionamento do sistema democrático. 
 
2. A livre discussão, a ampla participação política e o princípio democrático estão interligados com a 
liberdade de expressão, tendo por objeto não somente a proteção de pensamentos e ideias, mas 
também opiniões, crenças, realização de juízo de valor e críticas a agentes públicos, no sentido de 
garantir a real participação dos cidadãos na vida coletiva. 
 
3. São inconstitucionais os dispositivos legais que tenham a nítida finalidade de controlar ou mesmo 
aniquilar a força do pensamento crítico, indispensável ao regime democrático. Impossibilidade de 
restrição, subordinação ou forçosa adequação programática da liberdade de expressão a 
mandamentos normativos cerceadores durante o período eleitoral. 
 
4. Tanto a liberdade de expressão quanto a participação política em uma Democracia representativa 
somente se fortalecem em um ambiente de total visibilidade e possibilidade de exposição crítica das 
mais variadas opiniões sobre os governantes. 
 
5. O direito fundamental à liberdade de expressão não se direciona somente a proteger as opiniões 
supostamente verdadeiras, admiráveis ou convencionais, mas também aquelas que são duvidosas, 
exageradas, condenáveis, satíricas, humorísticas, bem como as não compartilhadas pelas maiorias. 
Ressalte-se que, mesmo as declarações errôneas, estão sob a guarda dessa garantia constitucional. 
 
6. Ação procedente para declarar a inconstitucionalidade dos incisos II e III (na parte impugnada) do artigo 
45 da Lei 9.504/1997, bem como, por arrastamento, dos parágrafos 4º e 5º do referido artigo. 
 
STJ/REsp 1.582.069 RJ 
A liberdade de imprensa – embora amplamente assegurada e com proibição de controle prévio – acarreta 
responsabilidade a posteriori pelo eventual excesso e não compreende a divulgação de especulação falsa, 
cuja verossimilhança, no caso, sequer se procurou apurar. 
 
X. São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a 
indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; 
 
STF/RE 1.010.606/RJ 
É incompatível com a Constituição a ideia de um direito ao esquecimento, assim entendido como o 
poder de obstar, em razão da passagem do tempo, a divulgação de fatos ou dados verídicos e 
licitamente obtidos e publicados em meios de comunicação social analógicos ou digitais. Eventuais 
excessos ou abusos no exercício da liberdade de expressão e de informação devem ser analisados caso a 
caso, a partir dos parâmetros constitucionais – especialmente os relativos à proteção da honra, da imagem, 
da privacidade e da personalidade em geral – e as expressas e específicas previsões legais nos âmbitos 
penal e cível. 
 
STF/ADI 4.815 
Ação direta julgada procedente para dar interpretação conforme à Constituição aos arts. 20 e 21 do Código 
Civil, sem redução de texto, para, em consonância com os direitos fundamentais à liberdade de pensamento 
e de sua expressão, de criação artística, produção científica, declarar inexigível autorização de pessoa 
biografada relativamente a obras biográficas literárias ou audiovisuais, sendo também desnecessária 
autorização de pessoas retratadas como coadjuvantes (ou de seus familiares, em caso de pessoas 
falecidas ou ausentes). 
 
 
 
 
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29/341 
STJ/REsp 1.961.581-MS 
O direito ao esquecimento não justifica a exclusão de matéria jornalística. 
 
O direito à liberdade de imprensa não é absoluto, devendo sempre ser alicerçado na ética e na boa-fé, sob 
pena de caracterizar-se abusivo. A esse respeito, a jurisprudência desta Corte Superior é consolidada no 
sentido de que a atividade da imprensa deve pautar-se em três pilares, a saber: (I) dever de veracidade, (II) 
dever de pertinência e (III) dever geral de cuidado. Ou seja, o exercício do direito à liberdade de imprensa 
será considerado legítimo se o conteúdo transmitido for verdadeiro, de interesse público e não violar os 
direitos da personalidade do indivíduo noticiado. 
 
STJ/Súmula 403 
Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa 
com fins econômicos ou comerciais. 
 
STJ/REsp 1.217.422/MG 
Ação indenizatória, por danos morais, movida por menor que teve sua fotografia estampada, sem 
autorização, em material impresso de propaganda eleitoral de candidato ao cargo de vereador municipal. 
 
Recurso especial que veicula a pretensão de que seja reconhecida a configuração de danos morais 
indenizáveis a partir do uso não autorizado da imagem de menor para fins eleitorais. 
 
XI. A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo 
em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; 
 
Violação de Residência 
Determinação Judicial Flagrante Delito, Desastre ou Prestar Socorro 
Durante o Dia Qualquer horário 
 
Casa – CP/40. Art. 150. 
A expressão “casa” compreende A expressão “casa” não compreende 
I - qualquer compartimento habitado; 
 
II - aposento ocupado de habitação coletiva; 
 
III - compartimento não aberto ao público, onde 
alguém exerce profissão ou atividade. 
I - hospedaria, estalagem ou qualquer outra 
habitação coletiva, enquanto aberta, salvo a 
restrição do n.º II do parágrafo anterior; 
 
II - taverna, casa de jogo e outras do mesmo 
gênero. 
 
STF/HC 106.566 
Estabelecimentos empresariais estão sujeitos à proteção contra o ingresso não consentido. 
 
STF/HC 82.788/RJ 
- Para os fins da proteção jurídica a que se refere o art. 5º, XI, da Constituição da República, o conceito 
normativo de ‘casa’ revela-se abrangente e, por estender-se a qualquer compartimento privado não 
aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade (CP, art. 150, § 4º, III), compreende, 
observada essa específica limitação espacial (área interna não acessível ao público), os escritórios 
profissionais,inclusive os de contabilidade, ‘embora sem conexão com a casa de moradia propriamente 
dita’ (NELSON HUNGRIA). Doutrina. Precedentes. 
- Sem que ocorra qualquer das situações excepcionais taxativamente previstas no texto constitucional (art. 
5º, XI), nenhum agente público (...) poderá, contra a vontade de quem de direito (‘invito domino’), ingressar, 
durante o dia, sem mandado judicial, em espaço privado não aberto ao público, onde alguém exerce sua 
atividade profissional, sob pena de a prova resultante da diligência de busca e apreensão assim executada 
reputar-se inadmissível, porque impregnada de ilicitude material. Doutrina. Precedentes específicos, em 
tema de fiscalização tributária, a propósito de escritórios de contabilidade (STF). (...). 
 
STF/RHC 90.376 
Para os fins da proteção jurídica a que se refere o art. 5º, XI, da CF, o conceito normativo de "casa" revela-
se abrangente e, por estender-se a qualquer aposento de habitação coletiva, desde que ocupado (CP, art. 
150, § 4º, II), compreende, observada essa específica limitação espacial, os quartos de hotel. 
 
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30/341 
STF/HC 91.610 
O sigilo profissional constitucionalmente determinado não exclui a possibilidade de cumprimento de 
mandado de busca e apreensão em escritório de advocacia. O local de trabalho do advogado, desde que 
este seja investigado, pode ser alvo de busca e apreensão, observando-se os limites impostos pela 
autoridade judicial. 
 
STF/RE 603.616 
A entrada forçada em domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo em período noturno, quando 
amparada em fundadas razões, devidamente justificadas a posteriori, que indiquem que dentro da casa 
ocorre situação de flagrante delito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da 
autoridade, e de nulidade dos atos praticados. 
 
STJ/HC 659.527-SP 
É lícita a entrada de policiais, sem autorização judicial e sem o consentimento do hóspede, em quarto 
de hotel não utilizado como morada permanente, desde que presentes as fundadas razões que 
sinalizem a ocorrência de crime e hipótese de flagrante delito. 
 
STJ/HC 674.139-SP 
A indução do morador a erro na autorização do ingresso em domicílio macula a validade da 
manifestação de vontade e, por consequência, contamina toda a busca e apreensão. 
 
STJ/HC 734.423-GO 
A investigação policial originada de informações obtidas por inteligência policial e mediante diligências 
prévias que redunda em acesso à residência do acusado configura exercício regular da atividade 
investigativa promovida pelas autoridades policiais. 
 
XII. É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações 
telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins 
de investigação criminal ou instrução processual penal (Norma de eficácia Contida); 
 
STF/HC 70.814 
A administração penitenciária, com fundamento em razões de segurança pública, de disciplina prisional 
ou de preservação da ordem jurídica, pode, sempre excepcionalmente, e desde que respeitada a norma 
inscrita no art. 41, parágrafo único, da Lei 7.210/1984, proceder à interceptação da correspondência 
remetida pelos sentenciados, eis que a cláusula tutelar da inviolabilidade do sigilo epistolar não pode 
constituir instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas. 
 
STF/RE 414.426 
Não há violação do art. 5º. XII, da Constituição que, conforme se acentuou na sentença, não se aplica ao 
caso, pois não houve "quebra de sigilo das comunicações de dados (interceptação das comunicações), 
mas sim apreensão de base física (Disco Rígido) na qual se encontravam os dados, mediante prévia e 
fundamentada decisão judicial". 
 
A proteção a que se refere o art.5º, XII, da Constituição, é da comunicação 'de dados' e não dos 'dados em si 
mesmos', ainda quando armazenados em computador. 
 
STF/RHC 51.531-RO 
As provas obtidas por meio da extração de dados e conversas registradas no whatsapp são nulas, quando 
não existir prévia autorização judicial, ainda que a prisão tenha sido em flagrante. 
 
STF/HC 78.098/SC 
É permitida a utilização de prova descoberta, de forma acidental, desde que exista autorização judicial, na 
escuta telefônica, para crime diverso. 
 
STF/HC 130.596 SP 
1. Nos termos do art. 5º, XII, da Constituição Federal, a interceptação telefônica dependerá de ordem 
judicial (cláusula de reserva jurisdicional), que, de acordo com o art. 1º da Lei nº 9.296/1996, deverá ser 
expedida pelo juiz competente, em decisão devidamente fundamentada que demonstre sua conveniência 
e indispensabilidade. 
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2. Há possibilidade de sucessivas renovações dentro do prazo legal, sempre precedidas de novas e 
fundamentadas decisões judiciais, que apontem a presença dos requisitos legais e a manutenção da 
indispensabilidade desse meio de prova, inclusive com a referência à permanência das razões inicialmente 
legitimadoras da interceptação (Ag. Reg. no Habeas Corpus 130.860, Primeira Turma, Rel. Min. 
ALEXANDRE DE MORAES, j. 16/10/2017; Habeas Corpus 139.370, Primeira Turma, Rel. Min. MARCO 
AURÉLIO; Red. p/Acórdão, MIN. ROBERTO BARROSO, j. 06/03/2018). 
 
3. Os relatórios de inteligência foram apresentados como documentos oficiais no pedido de interceptação e 
sua veracidade foi atestada pelo Ministério Público, de modo que não cabe falar em nulidade, sobretudo se 
considerado que não houve qualquer alegação sobre eventual manipulação ou inconsistências. 
 
4. Tendo a defesa acesso à totalidade das gravações, é dispensável a transcrição integral das conversas 
quando irrelevantes para o esclarecimento dos fatos. Não demonstrados, concretamente, os reflexos 
negativos do ato coator para a ampla defesa e o contraditório, incide o princípio pas de nullité sans grief. 
 
5. Os fatos investigados não se relacionam com o exercício da advocacia. Somente no curso da 
investigação, verificou-se a condição de advogado do agravante, diversamente do que alega a defesa. Esta 
SUPREMA CORTE já decidiu que “o simples fato de o paciente ser advogado não pode lhe conferir 
imunidade na eventual prática de delitos no exercício de sua profissão” (HC 96.909, Rel. Min. ELLEN 
GRACIE, Segunda Turma, DJe de 11/12/2009). 
 
STF/Inq 2.424-QO 
PROVA EMPRESTADA. Penal. Interceptação telefônica. Escuta ambiental. Autorização judicial e 
produção para fim de investigação criminal. Suspeita de delitos cometidos por autoridades e agentes 
públicos. Dados obtidos em inquérito policial. Uso em procedimento administrativo disciplinar, contra 
outros servidores, cujos eventuais ilícitos administrativos teriam despontado à colheita dessa prova. 
Admissibilidade. Resposta afirmativa a questão de ordem. Inteligência do art. 5º, inc. XII, da CF, e do art. 1º 
da Lei federal nº 9.296/96. Precedente. Voto vencido. Dados obtidos em interceptação de comunicações 
telefônicas e em escutas ambientais, judicialmente autorizadas para produção de prova em investigação 
criminal ou em instrução processual penal, podem ser usados em procedimento administrativo disciplinar, 
contra a mesma ou as mesmas pessoas em relação as quais foram colhidos, ou contra outros servidores 
cujos supostos ilícitos teriam despontado à colheita dessa prova. 
É admissível, no uso em procedimento administrativo disciplinar, a prova emprestada obtida em 
interceptação telefônica para fim de investigação criminal. 
 
STF/MS-33.340 
Operações financeiras que envolvam recursos públicosestão abrangidas pelo sigilo bancário a que 
alude a Lei Complementar nº 105/2001, visto que as operações dessa espécie estão submetidas aos 
princípios da administração pública insculpidos no art. 37 da Constituição Federal. Em tais situações, é 
prerrogativa constitucional do Tribunal [TCU] o acesso a informações relacionadas a operações financiadas 
com recursos públicos. 
 
STF/HC 71.373 
A gravação de conversa telefônica feita por um dos interlocutores, sem conhecimento do outro, quando 
ausente causa legal de sigilo ou de reserva da conversação, não é considerada prova ilícita. 
 
STF/HC 75.338/RJ 
É inconsistente e fere o senso comum falar-se em violação do direito à privacidade quando 
interlocutor grava diálogo com sequestradores, estelionatários ou qualquer tipo de chantagista. 
 
STF/MS 27.483 MC-REF 
CPI não tem poder jurídico de, mediante requisição, a operadoras de telefonia, de cópias de decisão nem 
de mandado judicial de interceptação telefônica, quebrar sigilo imposto a processo sujeito a segredo de 
justiça. Este é oponível a CPI, representando expressiva limitação aos seus poderes constitucionais. 
 
 
 
 
 
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STJ/RHC 82.233-MG 
É ilegal a requisição, sem autorização judicial, de dados fiscais pelo Ministério Público. 
 
Uma coisa é órgão de fiscalização financeira, dentro de suas atribuições, identificar indícios de crime e 
comunicar suas suspeitas aos órgãos de investigação para que, dentro da legalidade e de suas atribuições, 
investiguem a procedência de tais suspeitas. Outra, é o órgão de investigação, a polícia ou o Ministério 
Público, sem qualquer tipo de controle, alegando a possibilidade de ocorrência de algum crime, solicitar ao 
COAF ou à Receita Federal informações financeiras sigilosas detalhadas sobre determinada pessoa, física 
ou jurídica, sem a prévia autorização judicial. 
 
STJ/RHC 147.307-PE 
Não há ilicitude das provas por violação ao sigilo de dados bancários, em razão do compartilhamento 
de dados de movimentações financeiras da própria instituição bancária ao Ministério Público. 
 
Não há falar-se em ilicitude das provas por violação ao sigilo de dados bancários, em razão do 
compartilhamento de dados pela instituição bancária ao Ministério Público, por não se tratar de informações 
bancárias sigilosas relativas à pessoa do investigado, senão de movimentações financeiras da própria 
instituição, sem falar que, após o recebimento da notícia-crime, o Ministério Público requereu ao juízo de 
primeiro grau a quebra do sigilo bancário e o compartilhamento pelo Banco de todos os documentos relativos 
à apuração relacionada aos autos do ora recorrente, o que foi deferido, havendo, portanto, autorização 
judicial. 
 
Requisição de Informações Bancárias das Instituições Financeiras 
➢ Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs): Em regra, as CPIs Federais, Estaduais e Distritais 
poderão requerer informações, salvo as CPIs Municipais. (LC 105/01. Art. 4º. § 1º) 
 
➢ Receita Federal: O fiscal que requisitar as informações bancárias não atuará na quebra do sigilo bancário. 
(LC 105/01. Art. 6º.) 
 
➢ Fiscais Estaduais, Distritais e Municipais: É possível a requisição de informações bancárias, desde que 
criem regulamento. (LC 105/01. Art. 6º.) 
 
➢ Ministério Público: Depende de autorização do Poder Judiciário, salvo quando as informações 
bancárias forem de entidades públicas. (STJ HC 160.646/SP + STJ/HC 308.493/CE) 
 
➢ Tribunal de Contas da União: Depende de autorização do Poder Judiciário, salvo quando se tratar de 
operações de crédito de recursos públicos. 
 
➢ Polícia: Depende de autorização do Poder Judiciário. 
 
XIII. É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a 
lei estabelecer (Norma de eficácia Contida); 
 
STF/RE 511.961 
Por maioria, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (09/06/2009), que é 
inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo e registro profissional no Ministério do 
Trabalho como condição para o exercício da profissão de jornalista. 
 
STF/RE 795.467 
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 414.426, rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 
10-10-2011, firmou o entendimento de que a atividade de músico é manifestação artística protegida pela 
garantia da liberdade de expressão, sendo, por isso, incompatível com a Constituição Federal de 1988 a 
exigência de inscrição na Ordem dos Músicos do Brasil, bem como de pagamento de anuidade, para 
o exercício de tal profissão. 
 
STF/RE 414.426 
Nem todos os ofícios ou profissões podem ser condicionadas ao cumprimento de condições legais 
para o seu exercício. A regra é a liberdade. Apenas quando houver potencial lesivo na atividade é que 
pode ser exigida inscrição em conselho de fiscalização profissional. A atividade de músico prescinde de 
controle. Constitui, ademais, manifestação artística protegida pela garantia da liberdade de expressão. 
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STF/Súmula 386 
Pela execução de obra musical por artistas remunerados é devido direito autoral, não exigível, porém, 
quando a orquestra for de amadores. 
 
XIV. É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao 
exercício profissional; 
 
STJ/REsp 1.852.629-SP 
Veículo de imprensa jornalística possui direito líquido e certo de obter dados públicos sobre óbitos 
relacionados a ocorrências policiais. 
 
XV. É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, 
nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; 
 
XVI. Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de 
autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas 
exigido prévio aviso à autoridade competente; 
 
Liberdade de Reunião 
Todos podem reunir-se: 
* Pacificamente; 
* Sem Armas; 
* Em locais abertos ao público; 
* Não precisando de Autorização do Estado; 
* Desde que não Frustrem outra reunião anteriormente convocada no mesmo local; 
* Desde que tenham avisado previamente a autoridade competente. 
 
STF/RE 806.339/SE 
A exigência constitucional de aviso prévio relativamente ao direito de reunião é satisfeita com a veiculação 
de informação que permita ao poder público zelar para que seu exercício se dê de forma pacífica ou para 
que não frustre outra reunião no mesmo local. 
Desta forma, conforme o STF, o aviso prévio não é condicionante, sendo dispensável. 
 
Prévio Aviso ao Direito de Reunião 
CF/88 STF 
É exigido conforme o Art. 5º. XVI. É dispensável. 
 
XVII. É plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; 
 
Associações - Características 
As associações são constituídas a partir da união estável de pessoas (Pluralidade de indivíduos) com 
pensamentos semelhantes que visão a alcançar objetivos comuns. 
A simples reunião eventual e sem frequência entre pessoas não caracterizam uma associação. 
 
STF/ADI 3.045 
Revela-se importante assinalar, neste ponto, que a liberdade de associação tem uma dimensão positiva, 
pois assegura a qualquer pessoa (física ou jurídica) o direito de associar-se e de formar associações. 
Também possui uma dimensão negativa, pois garante a qualquer pessoa o direito de não se associar, 
nem de ser compelida a filiar-se ou a desfiliar-se de determinada entidade. Essa importante prerrogativa 
constitucional também possui funçãoinibitória, projetando-se sobre o próprio Estado, na medida em que se 
veda, claramente, ao Poder Público, a possibilidade de interferir na intimidade das associações e, até 
mesmo, de dissolvê-las, compulsoriamente, a não ser mediante regular processo judicial. 
 
XVIII. A criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada 
a interferência estatal em seu funcionamento; 
 
XIX. As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por 
decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado; 
 
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Associação 
Dissolução Compulsória Suspensão das Atividades 
Decisão Judicial, sendo necessário o trânsito em 
julgado; 
Decisão Judicial, não exige o trânsito em julgado. 
OBS: Não é possível a dissolução ou suspensão das atividades de uma associação por meio de ato 
administrativo, e sim decisão judicial. 
 
STF/ADI 3.045 
Cabe enfatizar, neste ponto, que as normas inscritas no art. 5º, XVII a XXI, da atual CF, protegem as 
associações, inclusive as sociedades, da atuação eventualmente arbitrária do legislador e do administrador, 
eis que somente o Poder Judiciário, por meio de processo regular, poderá decretar a suspensão ou a 
dissolução compulsórias das associações. Mesmo a atuação judicial encontra uma limitação constitucional: 
apenas as associações que persigam fins ilícitos poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou suspensas. 
Atos emanados do Executivo ou do Legislativo, que provoquem a compulsória suspensão ou 
dissolução de associações, mesmo as que possuam fins ilícitos, serão inconstitucionais. 
 
XX. Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado; 
 
XXI. As entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus 
filiados judicial ou extrajudicialmente; (Trata-se da Representação Processual) 
 
Associações - Características 
Representação Processual x Substituição Processual 
É necessária a autorização expressa do 
representado para um terceiro atuar no nome 
daquele. (Associações); 
Não é necessária a autorização expressa do 
representado para um terceiro atuar no nome 
daquele. (Sindicatos); 
Não se faz necessária a autorização expressa dos associados quando se tratar da impetração de 
mandado de segurança coletivo em favor daqueles. 
Ação Civil Pública Ação Coletiva 
Tratando-se de Ação Civil Pública em defesa dos 
direitos individuais dos associados, as 
Associações precisam de autorização dos seus 
filiados; 
Tratando-se de Ação Coletiva para a defesa dos 
direitos e interesses coletivos ou individuais 
homogêneos, não é necessária a autorização dos 
filiados. 
 
STF/ RE 573.232/SC 
A autorização estatutária genérica conferida a associação não é suficiente para legitimar a sua atuação em 
juízo na defesa de direitos de seus filiados, sendo indispensável que a declaração expressa exigida no inciso 
XXI do art. 5º da CF ("as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para 
representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente") seja manifestada por ato individual do associado ou 
por assembleia geral da entidade. 
 
XXII. É garantido o direito de propriedade; 
 
XXIII. A propriedade atenderá a sua função social; 
 
XXIV. A lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por 
interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta 
Constituição; 
 
Direito de Propriedade 
O indivíduo tem direito de propriedade, no entanto trata-se de um direito relativo, pois a propriedade deve 
exercer sua função social e mesmo a exercendo é possível a desapropriação nos casos de: 
* Necessidade Pública; 
* Utilidade Pública; 
* Interesse Social. 
Formas de Indenização 
Desapropriação Indenização 
Por necessidade pública, Utilidade pública e 
interesse social. 
Justa e prévia em dinheiro. 
No caso de iminente perigo público Ulterior, se existir dano. 
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Imóvel urbano devido ao não cumprimento da 
função social 
Mediante títulos da dívida pública. 
Imóvel rural devido ao não cumprimento da função 
social 
Mediante títulos da dívida agrária. 
OBS: Não existe indenização no caso de desapropriação confiscatória ou expropriação. Tal 
desapropriação ocorre em propriedades urbanas e rurais que fazem culturas ilegais de plantas 
psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo. 
 
STF/RE 33.319/DF 
O estrangeiro não residente possui direito de propriedade. 
 
XXV. No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, 
assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano; 
 
STF/ACO 3.463 MC-Ref/SP 
É incabível a requisição administrativa, pela União, de bens insumos contratados por unidade federativa e 
destinados à execução do plano local de imunização, cujos pagamentos já foram empenhados. 
 
XXVI. A pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto 
de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios 
de financiar o seu desenvolvimento; 
 
XXVII. Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, 
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; 
 
XXVIII. São assegurados, nos termos da lei: 
 
a) A proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, 
inclusive nas atividades desportivas; 
 
b) O direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos 
criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; 
 
XXIX. A lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como 
proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, 
tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País; 
 
XXX. É garantido o direito de herança; 
 
XXXI. A sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do 
cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus"; 
 
XXXII. O Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; 
 
STF/ADI 2.591/DF 
O Código de Defesa do Consumidor alcança as instituições financeiras. 
 
XXXIII. Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de 
interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas 
aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; 
 
STF/SS 3.902 
1. Caso em que a situação específica dos servidores públicos é regida pela 1ª parte do inciso XXXIII do art. 
5º da Constituição. Sua remuneração bruta, cargos e funções por eles titularizados, órgãos de sua formal 
lotação, tudo é constitutivo de informação de interesse coletivo ou geral. Expondo-se, portanto, a 
divulgação oficial. Sem que a intimidade deles, vida privada e segurança pessoal e familiar se encaixem 
nas exceções de que trata a parte derradeira do mesmo dispositivo constitucional (inciso XXXIII do art. 5º), 
pois o fato é que não estão em jogo nem a segurança do Estado nem do conjunto da sociedade. 
 
2. Não cabe, no caso, falar de intimidade ou de vida privada, poisos dados objeto da divulgação em 
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causa dizem respeito a agentes públicos enquanto agentes públicos mesmos; ou, na linguagem da 
própria Constituição, agentes estatais agindo “nessa qualidade” (§6º do art. 37). E quanto à segurança física 
ou corporal dos servidores, seja pessoal, seja familiarmente, claro que ela resultará um tanto ou quanto 
fragilizada com a divulgação nominalizada dos dados em debate, mas é um tipo de risco pessoal e familiar 
que se atenua com a proibição de se revelar o endereço residencial, o CPF e a CI de cada servidor. No 
mais, é o preço que se paga pela opção por uma carreira pública no seio de um Estado republicano. 
 
3. A prevalência do princípio da publicidade administrativa outra coisa não é senão um dos mais altaneiros 
modos de concretizar a República enquanto forma de governo. Se, por um lado, há um necessário modo 
republicano de administrar o Estado brasileiro, de outra parte é a cidadania mesma que tem o direito de ver o 
seu Estado republicanamente administrado. O “como” se administra a coisa pública a preponderar sobre o 
“quem” administra – falaria Norberto Bobbio -, e o fato é que esse modo público de gerir a máquina estatal é 
elemento conceitual da nossa República. O olho e a pálpebra da nossa fisionomia constitucional republicana. 
 
4. A negativa de prevalência do princípio da publicidade administrativa implicaria, no caso, inadmissível 
situação de grave lesão à ordem pública. 
 
XXXIV. São a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: 
 
a) O direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; 
 
b) A obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de 
interesse pessoal; 
 
* Direito de Petição * 
- CF/88. Art.5º, XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: 
 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de 
poder; 
- É um remédio constitucional administrativo de natureza não-jurisdicional; 
- O direito de petição cabe a qualquer pessoa jurídica ou física, nacional ou estrangeira. 
- É possível impetração da petição em favor de interesses próprios, coletivos e de terceiros; 
- Caso o direito de petição seja negado pelo poder público, é cabível o MS. 
 
Atenção! 
- Caso a certidão seja negada pelo poder público, é cabível o MS. 
 
Não confundir 
CF/88. Art. 5. XXXIV. São a todos assegurados, 
independentemente do pagamento de taxas: 
 
a) O direito de petição aos Poderes Públicos em 
defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de 
poder; 
 
b) A obtenção de certidões em repartições 
públicas, para defesa de direitos e esclarecimento 
de situações de interesse pessoal; 
CF/88. Art. 5. LXXVI. São gratuitos para os 
reconhecidamente pobres, na forma da lei: 
 
a) O registro civil de nascimento; 
 
b) A certidão de óbito; 
 
CF/88. Art. 5. LXXIV. O Estado prestará assistência 
jurídica integral e gratuita aos que comprovarem 
insuficiência de recursos; 
 
STF/RE 472.489-AgR 
O direito à certidão traduz prerrogativa jurídica, de extração constitucional, destinada a viabilizar, em favor 
do indivíduo ou de uma determinada coletividade (como a dos segurados do sistema de previdência social), 
a defesa (individual ou coletiva) de direitos ou o esclarecimento de situações. 
 
A injusta recusa estatal em fornecer certidões, não obstante presentes os pressupostos legitimadores 
dessa pretensão, autorizará a utilização de instrumentos processuais adequados, como o mandado de 
segurança ou a própria ação civil pública. 
 
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; 
 
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Sistema Inglês ou Judiciário ou de Jurisdição Una 
- BR ADOTA; 
- Nesse sistema, o Poder Judiciário tem a competência de apreciar e decidir, em julgamento, quanto a 
legalidade, todas as matérias do direito, sendo o único a fazer realmente a matéria transitar em julgado. 
Com isso, apesar de transitar em julgado, no âmbito administrativo, acionando o judiciário, é possível 
que este aprecie e julgue novamente a matéria. 
- É expressamente previsto na CF/88. 
- CF/88, Art. 5º. XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; 
(Princípio da Inafastabilidade de Jurisdição) 
- Apesar de não existir decisão definitiva dos órgãos da Administração Pública, existem alguns casos em que 
será preciso utilizar primeiramente a via administrativa para depois acionar o Poder Judiciário, como 
no caso: 
* Da Justiça Desportiva; 
* De ato administrativo ou omissão da Administração Pública que contrarie Súmula Vinculante; 
* De Habeas Data; 
 
STF/RE 631.240 
O Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão plenária nesta quarta-feira (27/08/2014), deu parcial 
provimento ao Recurso Extraordinário (RE) 631240, com repercussão geral reconhecida, em que o Instituto 
Nacional do Seguro Social (INSS) defendia a exigência de prévio requerimento administrativo antes de 
o segurado recorrer à Justiça para a concessão de benefício previdenciário. Por maioria de votos, o 
Plenário acompanhou o relator, ministro Luís Roberto Barroso, no entendimento de que a exigência não 
fere a garantia de livre acesso ao Judiciário, previsto no artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal, 
pois sem pedido administrativo anterior, não fica caracterizada lesão ou ameaça de direito. 
Fonte: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=273812 
 
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; 
 
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; 
 
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: 
 
a) a plenitude de defesa; 
 
b) o sigilo das votações; 
 
c) a soberania dos veredictos; 
 
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida; 
 
STF/Súmula Vinculante 45 
A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função 
estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual. 
 
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal; 
 
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; 
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; 
 
XLII. A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos 
da lei; 
 
XLIII. A lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico 
ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles 
respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; 
XLIV. Constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a 
ordem constitucional e o Estado Democrático; 
 
 
 
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Crimes 
Inafiançável e Imprescritível Inafiançável e Insuscetível de Graça ou Anistia 
Racismo e Ação de grupos 
armados, civis ou militares, contra a ordem 
constitucionale o Estado Democrático. 
Tortura, Tráfico de Drogas, Terrorismo; 
Hediondo. 
Ração é inafiançável e imprescritível 3TH é inafiançável e insuscetível 
 
STF/HC 115.099 
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o instituto da graça, previsto 
no art. 5.º, inc. XLIII, da Constituição Federal, engloba o indulto e a comutação da pena, estando a 
competência privativa do Presidente da República para a concessão desses benefícios limitada pela 
vedação estabelecida no referido dispositivo constitucional". 
 
STF/HC 154.248/DF 
O STF firmou o entendimento que o crime de injúria racial se equipara ao racismo, sendo assim 
considerado imprescritível, podendo ocorrer sua punição a qualquer tempo. 
Crimes Imprescritíveis: Racismo, Ação de grupos armados e Injúria Racial. 
 
XLV. Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação 
do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o 
limite do valor do patrimônio transferido; 
 
STF/ADI 3.092 
Surge inconstitucional vedação, à Administração Pública, de contratação de empresa cujo quadro seja 
integrado por pessoa condenada ante a prática de crime ou contravenção envolvendo atos discriminatórios, 
considerada a inobservância ao princípio da intransmissibilidade da pena e ao artigo 37, inciso XXI, da 
Constituição Federal. 
 
XLVI. A lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: 
 
a) Privação ou restrição da liberdade; 
 
b) Perda de bens; 
 
c) Multa; 
 
d) Prestação social alternativa; 
 
e) Suspensão ou interdição de direitos 
 
XLVII. Não haverá penas: 
 
a) De morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; 
 
b) De caráter perpétuo; 
 
c) De trabalhos forçados; 
 
d) De banimento; 
 
e) Cruéis; 
 
Penas 
Aceitas Vedadas 
✓ Privação ou restrição da liberdade; 
✓ Perda de bens; 
✓ Multa; 
✓ Prestação social alternativa; 
✓ Suspensão ou interdição de direitos; 
✓ Morte, salvo em caso de guerra declarada; 
✓ Caráter perpétuo; 
✓ Trabalhos forçados; 
✓ Banimento; 
✓ Cruéis; 
 
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XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o 
sexo do apenado; 
 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; 
 
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o 
período de amamentação; 
 
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da 
naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma 
da lei; 
 
Extradição 
Brasileiro Nato Nunca será extraditado. 
Brasileiro 
Naturalizado 
Extradição nos casos de: 
* Crime comum antes da naturalização; 
* Envolvimento em tráfico ilícito de drogas antes ou depois da 
naturalização. 
Estrangeiro No caso de crime político ou de opinião, não se extradita. 
 
LII. Não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião; 
 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
 
Princípio do Juiz Natural 
- CF/88. Art. 5. LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
- É vedada a formação de Tribunal ou Juízo de exceção. 
 
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; 
 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o 
contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 
 
STF/Súmula Vinculante 5 
A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. 
 
STF/Súmula Vinculante 21 
É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para 
admissibilidade de recurso administrativo. 
 
STJ/Súmula 373 
É ilegítima a exigência de depósito prévio para admissibilidade de recurso administrativo. 
 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; 
 
STF/HC 71.373 
A condução forçada de indivíduo à realização de exame de verificação de paternidade viola os princípios 
da dignidade humana, da integridade física, da intangibilidade do corpo humano e da legalidade. A 
recusa do acusado deve ser resolvida no plano jurídico e não por meio de coação física. 
 
STF/HC 91.613 MG 
É que a garantia constitucional quanto à impossibilidade de utilização, nos processos, de prova ilícita 
mantém estreito vínculo com outros direitos e garantias também constitucionais. À guisa de ilustração, cito 
aqui o direito à intimidade e à privacidade (CF, art. 5º, X), o direito à inviolabilidade de domicílio (CF, 
art. 5º, XI), o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas (CF, art. 5º, XII) e o direito ao sigilo profissional (CF, art. 5º, XIII e XIV). 
 
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; 
 
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LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas 
em lei; 
 
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal; 
 
LX. A lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o 
interesse social o exigirem; 
 
LXI. Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária 
competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei; 
 
Possibilidade de Prisão 
* Nos casos de Flagrante delito; 
* Por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. 
* Nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei, sem necessidade de 
ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária. 
 
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz 
competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada; 
 
STF/RHC 170.843 AgR/SP 
Não se admite condenação baseada exclusivamente em declarações informais prestadas a policiais 
no momento da prisão em flagrante. 
 
A Constituição Federal impõe ao Estado a obrigação de informar ao preso seu direito ao silêncio não apenas 
no interrogatório formal, mas logo no momento da abordagem, quando recebe voz de prisão por policial, em 
situação de flagrante delito. 
 
Ademais, na linha de precedentes da Corte, a falta da advertência ao direito ao silêncio, no momento em que 
o dever de informação se impõe, torna ilícita a prova. Isso porque o privilégio contra a auto-incriminação 
(nemo tenetur se detegere), erigido em garantia fundamental pela Constituição, importou compelir o 
inquiridor, na polícia ou em juízo, ao dever de advertir o interrogado acerca da possibilidade de permanecer 
calado. 
 
Dessa forma, qualquer suposta confissão firmada, no momento da abordagem, sem observação ao direito ao 
silêncio, é inteiramente imprestável para fins de condenação e, ainda, invalida demais provas obtidas através 
de tal interrogatório. 
 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a 
assistência da família e de advogado; 
 
STF/Súmula Vinculante 11 
Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou deperigo à 
integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por 
escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da 
prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. 
 
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial; 
 
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária; 
 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem 
fiança; 
 
LXVII. Não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e 
inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel; 
 
STF/Súmula Vinculante 25 
É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade de depósito. 
 
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STF/RE 842.157/DF 
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de ser possível a fixação de pensão 
alimentícia em salários mínimos. 
 
LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer (Habeas Corpus - Repressivo) ou se achar 
ameaçado de sofrer (Habeas Corpus - Preventivo) violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por 
ilegalidade ou abuso de poder; 
 
* Habeas corpus * 
- Considerado a primeira garantia de direitos fundamentais da história; 
- Previsto, expressamente, pela primeira vez na Constituição Federal de 1891. 
- Impetrantes (Autor da Ação) do HC: Qualquer pessoa física (Brasileira ou Estrangeira) atuando em 
favor de terceiros ou para defesa de si mesma. O MP e a pessoa jurídica podem ser impetrantes, 
desde que o paciente seja pessoa física. 
- O Juiz, o Desembargador e os Ministros, quando em atividade jurisdicional, poderão conceder o 
Habeas corpus de ofício, sendo uma exceção ao princípio da Inércia. 
OBS: O Habeas corpus pode ser impetrado por pessoa jurídica, tendo como paciente pessoa física. O 
Habeas corpus é impossível ter como paciente pessoa jurídica. 
- Impetrado ou Autoridade Coatora do HC: Pessoa que restringiu a liberdade de locomoção do sujeito 
passivo por meio da ilegalidade ou abuso de poder. 
- É um Remédio Constitucional gratuito, de natureza penal e rito sumário. 
- É possível a impetração de Habeas corpus sem advogado, não sendo necessário este no caso de recurso 
ordinário contra decisão de Habeas corpus. 
- É cabível Habeas corpus para trancamento de ação penal ou inquérito policial, além de ser possível 
contra pessoa jurídica privada. 
- O Habeas corpus pode ser: 
 
* Preventivo: A pessoa está achando a sua liberdade de locomoção ameaçada, por ilegalidade ou abuso 
de poder, sendo cabível o Habeas corpus para prevenir. Nesse caso, não ocorreu a consumação. 
 
* Repressivo: A pessoa está sem a sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, 
sendo cabível o Habeas corpus para restaurar a liberdade de locomoção do indivíduo. Aqui o ato está 
consumado. 
 
STF/AI 573.623 QO/RJ 
O habeas corpus é medida idônea para impugnar decisão judicial que autoriza a quebra de sigilos fiscal 
e bancário em procedimento criminal, haja vista a possibilidade destes resultarem em constrangimento à 
liberdade do investigado. 
 
STF/HC 147.303/AP 
É cabível Habeas corpus contra coação ilegal decorrente da aplicação ou da execução das medidas 
cautelares criminais diversas da prisão. 
Habeas Corpus. 2. Cabimento. Proteção judicial efetiva. As medidas cautelares criminais diversas da 
prisão são onerosas ao implicado e podem ser convertidas em prisão se descumpridas. É cabível a 
ação de habeas corpus contra coação ilegal decorrente da aplicação ou da execução de tais medidas. 
3. Afastamento cautelar de funcionário público. Conselheiro de Tribunal de Contas. Excesso de prazo da 
medida. Há excesso de prazo no afastamento cautelar de Conselheiro de Tribunal de Contas, por mais de 
dois anos, na pendência da ação penal. 4. Ação conhecida por maioria. Ordem concedida. 
- O Habeas corpus não é considerado um meio de dilação probatória. 
 
STF/HC 143.641/SP 
É cabível Habeas corpus coletivo para coibir ou prevenir lesões a direitos de grupos vulneráveis que 
estejam na mesma situação processual. 
I – Existência de relações sociais massificadas e burocratizadas, cujos problemas estão a exigir soluções 
a partir de remédios processuais coletivos, especialmente para coibir ou prevenir lesões a direitos de 
grupos vulneráveis. 
 
 
 
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Não é Cabível Habeas Corpus 
* No caso de pena em processo administrativo disciplinar (PAD); 
* Na impugnação de quebra de sigilo bancário, fiscal ou telefônico, quando não for possível a 
condenação à pena privativa de liberdade; 
* Quando a pena privativa de liberdade pessoa estiver extinta; 
* Para pleitear direito a visitas íntimas; 
* Para pleitear trancamento de processo de impeachment. 
* Impugnar a suspensão dos direitos políticos; 
* Contra sanções de exclusão militar ou perda de patente ou função pública; 
* Em relação ao julgamento do mérito de sanções disciplinares militares. 
* Na impugnação de decisões do STF, inclusive as monocráticas. 
 
STJ/HC 56.572 SP 
A via do habeas corpus é adequada para pleitear a interrupção de gravidez fora das hipóteses previstas 
no Código Penal (art. 128, incs. I e II), tendo em vista a real ameaça de constrição à liberdade 
ambulatorial, caso a gestante venha a interromper a gravidez sem autorização judicial. 
 
STF/HC 70.055/DF 
E inidônea a via do habeas corpus para defesa de direitos desvinculados da liberdade de locomoção, 
como é o caso do processo de impeachment pela prática de crime de responsabilidade, que configura 
sanção de índole político-administrativa, não pondo em risco a liberdade de ir, vir e permanecer do 
Presidente da Republica. Agravo regimental improvido. 
 
STF/HC 72.391 QO 
A petição com que impetrado o habeas corpus deve ser redigida em português, sob pena de não 
conhecimento do writ constitucional (CPC, art. 156, c/c CPP, art. 3º), eis que o conteúdo dessa peça 
processual deve ser acessível a todos, sendo irrelevante, para esse efeito, que o juiz da causa conheça, 
eventualmente, o idioma estrangeiro utilizado pelo impetrante. A imprescindibilidade do uso do idioma 
nacional nos atos processuais, além de corresponder a uma exigência que decorre de razões vinculadas 
à própria soberania nacional, constitui projeção concretizadora da norma inscrita no art. 13, caput, da 
Carta Federal, que proclama ser a língua portuguesa “o idioma oficial da República Federativa do 
Brasil”. 
 
STF/HC 94.404 SP 
O súdito estrangeiro, mesmo o não domiciliado no Brasil, tem plena legitimidade para a impetrar o 
remédio constitucional do “habeas corpus”, em ordem a tornar efetivo, nas hipóteses de persecução penal, 
o direito subjetivo, de que também é titular, à observância e ao integral respeito, por parte do Estado, das 
prerrogativas que compõem e dão significado à cláusula do devido processo legal. 
 
STF/HC 100.664 
O habeas corpus não é instrumental próprio a questionar a sequência de processo administrativo. 
 
LXIX – conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas 
corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou 
agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; 
 
* Mandado de Segurança * 
- É considerado uma açãode natureza civil e rito sumário; É possível o uso de MS em processos penais. 
- Possui caráter residual, pois seu cabimento será para proteger direito líquido e certo, não amparado por 
habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade 
pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. 
- É cabível MS contra atos discricionários (referentes ao abuso de poder) ou vinculados (referentes à 
ilegalidade). 
 
Quem pode impetrar MS? 
* Qualquer pessoa física ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com ou sem domicílio no país; 
* Órgãos de grau superior, com a finalidade de defender suas prerrogativas e atribuições; 
* Ministério Público; 
 
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Prazo do MS 
* Prazo de 120 dias, começando a partir da ciência do interessado; 
* Possui um prazo decadencial, não sendo possível a suspensão ou interrupção; 
* É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de mandado de segurança. 
Não é Cabível Mandado de Segurança 
* Contra decisões jurisdicionais do STF, salvo excepcionalmente; 
* Contra ato de natureza jurisdicional, ressalvado os casos excepcionais de decisões equivocadas que 
acarretem ilegalidade ou abuso de poder; 
* Contra decisão transitada em julgado; 
* Contra decisão judicial ou ato administrativo que seja possível recurso com efeito suspensivo; 
* Contra leis de efeitos gerais e abstratos, salvo se produzirem efeitos concretos. 
Desistência de MS 
- Pode ocorrer: 
* Antes do Trânsito em Julgado; 
* Depois da decisão de mérito; 
* Sem anuência da parte contrária. 
 
STF/Súmula 101 
O mandado de segurança não substitui a ação popular. 
 
STF/Súmula 429 
A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de 
segurança contra omissão da autoridade. 
 
STF/Súmula 430 
Pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o prazo para o mandado de segurança. 
 
STF/Súmula 625 
Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança. 
 
STF/Súmula 629 
A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados 
independe da autorização destes. 
 
STF/Súmula 630 
A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda quando a pretensão veiculada 
interesse apenas a uma parte da respectiva categoria. 
 
STF/Súmula 632 
É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de mandado de segurança. 
 
STF/RE 669.367 
É lícito ao impetrante desistir da ação de mandado de segurança, independentemente de aquiescência 
da autoridade apontada como coatora ou da entidade estatal interessada ou, ainda, quando for o caso, 
dos litisconsortes passivos necessários. 
O impetrante pode desistir de mandado de segurança a qualquer tempo, ainda que proferida decisão de 
mérito a ele favorável, e sem anuência da parte contrária. 
 
LXX – o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: 
 
a) partido político com representação no Congresso Nacional; 
 
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há 
pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; 
 
* Mandado de Segurança Coletivo * 
- Trata-se de um remédio constitucional de natureza cível. 
- Acionado para defender os direitos da coletividade e os direitos individuais homogêneos; 
- Rol de pessoas com o poder de impetrar MS Coletivo é taxativo, sendo possível apenas as pessoas 
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apresentadas no Art. 5º, LXX da CF/88; 
- O MS coletivo não pode ser impetrado para defender direitos difusos; 
- É possível a substituição processual; 
- Tratando-se de entidades de classe, associação, organização social, o MS Coletivo não precisa ser em 
favor de todos os membros, sendo possível ser impetrado para defender apenas direito de certa parte 
dos membros. 
Legitimados para impetrar MS Coletivo – Rol Taxativo 
* Partido Político com representação no Congresso Nacional; 
* Entidade de Classe; 
* Associação em funcionamento há pelo menos um ano; 
* Organização sindical. 
Mnemônico: PEÃO 
 
LXXI – conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o 
exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania 
e à cidadania; 
 
* Mandado de Injunção * 
- Remédio constitucional de natureza cível, aplicável em normas constitucionais de eficácia limitada; Não é 
gratuito, sendo necessário o apoio de advogado; 
- Qualquer pessoa, física ou jurídica, pode impetrar Mandado de Injunção quando existir ausência de 
norma regulamentadora. 
- É cabível tanto o Mandado de Injunção Individual, quanto o coletivo. 
- É cabível o Mandado de Injunção para omissões de caráter total ou parcial. 
- O Mandado de Injunção coletivo tem por função proteger uma coletividade indeterminada de pessoas 
ou determinada por grupo, classe ou categoria. 
- Vale dizer, cabe mandado de injunção tanto nas relações de natureza pública como nas relações 
privadas, como, por exemplo, nas relações de emprego privado, hipótese que envolve os direitos 
previstos no art. 7º do texto constitucional.¹ 
- Pode impetrar Mandado de Injunção Coletivo: 
* Partido Político com representação no CN; 
* Organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há 
pelo menos um ano; 
* Ministério Público; 
* Defensoria Pública. 
- Não é cabível mandado de injunção quando: 
* Existir norma regulamentadora; 
* Tratar da inexistência norma infraconstitucional; 
* Não for obrigatória a regulamentação; 
* Faltar regulamentação de medida provisória não transformada em lei pelo Congresso Nacional. 
Mandado de Injunção – Eficácia da Decisão 
Corrente Não Concretista Corrente Concretista (STF Adota) 
O Poder Judiciário reconhece a omissão do Poder 
Público em relação à norma tratada e envia sua 
decisão ao órgão responsável para este editar a 
norma regulamentadora. 
O Poder Judiciário reconhece a omissão do 
Poder Público em relação à norma tratada e efetiva 
a concretização do direito. 
Corrente Concretista Geral 
A decisão do judiciário abrange todos os titulares 
afetados pela omissão. 
Corrente Concretista Individual (Direta) 
A decisão do judiciário abrange apenas quem 
impetrou o Mandado de Injunção. 
Corrente Concretista Individual Intermediária 
Determina que o Judiciário deve, primeiramente, 
declarar a omissão ao órgão responsável pela 
criação da norma reguladora, apresentando um 
prazo para o suprimento da lacuna. Ultrapassado o 
prazo, o Judiciário passa a poder suprir a lacuna 
inter partes. 
Fonte¹: SILVA, José Afonso da. Curso de direito constitucional positivo. 31ª Ed – São Paulo: Malheiros, 2008, p. 450. 
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LXXII – conceder-se-á habeas data: 
 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante (Ação Personalíssima), 
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; 
 
* Habeas Data * 
- Originado nos EUA (1974) com afinalidade de possibilitar que o particular acesse informações de 
registros públicos. 
- É um remédio constitucional gratuito, possui caráter civil, conteúdo e rito sumário; É preciso da 
assistência de advogado; 
- O HD não possui prazo decadencial ou prescricional; 
Conforme SILVA, O Habeas Data é um remédio constitucional que tem por objeto proteger a esfera 
íntima dos indivíduos contra: 
- Usos abusivos de registros de dados pessoais coletados por meios fraudulentos, desleais ou ilícitos; 
- Introdução nesses registros de dados sensíveis (assim chamados os de origem racial, opinião política, 
filosófica ou religiosa, filiação partidária e sindical, orientação sexual, etc.); 
- Conservação de dados falsos ou com fins diversos dos autorizados em lei. 
- O impetrante pode ser qualquer pessoa, física ou jurídica, desde que as informações sejam ao seu 
respeito. No entanto, o STF, como situação excepcional, admite a impetração de Habeas Data para obter 
informações de terceiros, no caso de cônjuge sobrevivente na defesa de interesse do falecido. 
STF/RE 589.257/DF 
1. A autoridade coatora, ao receber o pedido administrativo da impetrante e encaminhá-lo ao Comando da 
Aeronáutica, obrigou-se a responder o pleito. Ademais, ao prestar informações, não se limitou a alegar sua 
ilegitimidade, mas defendeu o mérito do ato impugnado, requerendo a denegação da segurança, assumindo 
a legitimatio ad causam passiva. Aplicação da teoria da encampação. Precedentes. 
2. É parte legítima para impetrar habeas data o cônjuge sobrevivente na defesa de interesse do 
falecido. 
3. O habeas data configura remédio jurídico processual, de natureza constitucional, que se destina a 
garantir, em favor da pessoa interessada, o exercício de pretensão jurídica discernível em seu tríplice 
aspecto: 
(a) direito de acesso aos registros existentes; 
(b) direito de retificação dos registros errôneos e 
© direito de complementação dos registros insuficientes ou incompletos. 
4. Sua utilização está diretamente relacionada à existência de uma pretensão resistida, consubstanciada na 
recusa da autoridade em responder ao pedido de informações, seja de forma explícita ou implícita (por 
omissão ou retardamento no fazê-lo). 
5. Hipótese em que a demora da autoridade impetrada em atender o pedido formulado administrativamente 
pela impetrante – mais de um ano – não pode ser considerada razoável, ainda mais considerando-se a idade 
avançada da impetrante. 
STF/RE 673.707/MG 
O habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção, pelo próprio contribuinte, dos 
dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio à 
arrecadação dos órgãos administração fazendária dos entes estatais. 
A legitimatio ad causam para impetração de Habeas Data estende-se às pessoas físicas e jurídicas, 
nacionais e estrangeiras, porquanto garantia constitucional aos direitos individuais ou coletivas. 
- Trata-se de uma ação de jurisdição condicionada, pois o cabimento de HD só é possível depois que 
autoridade administrativa nega o acesso aos dados do impetrante. 
OBS: No caso de obtenção de certidões ou informações de interesse particular, coletivo ou geral, e 
também no caso de acesso aos autos de processo administrativo, o remédio constitucional a ser utilizado 
será o Mandado de Segurança. 
STF/HD 87 AgR/DF 
O habeas data não se presta para solicitar informações relativas a terceiros, pois, nos termos do inciso 
LXXII do art. 5º da Constituição da República, sua impetração deve ter por objetivo “assegurar o 
conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante”. 
STF/HD 90 
O habeas data não se revela meio idôneo para se obter vista de processo administrativo. 
 
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STF/HD 92/DF 
A ação de habeas data visa à proteção da privacidade do indivíduo contra abuso no registro e/ou 
revelação de dados pessoais falsos ou equivocados. 
STF/HD 147/DF 
É parte legítima para impetrar habeas data o cônjuge sobrevivente na defesa de interesse do falecido. 
 
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio 
público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao 
patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus 
da sucumbência; 
 
* Ação Popular * 
- Teve origem no Direito Romano e possui previsão nas Constituições Brasileiras de 1824, 1934, 1946, 
1967, 1969 e 1988. 
- Trata-se de um remédio constitucional de natureza coletiva; 
- Legitimado para impetrar Ação Popular: Qualquer cidadão (pessoa física que está em dia com os seus 
direitos civis e políticos); Trata-se de um dos meios de democracia direta. 
OBS: O MP não pode impetrar ação popular, porém pode ser o substituto ou sucessor do autor, assim 
como parte pública autônoma, atuando com fiscal da lei, e também como auxiliar do cidadão que 
impetrou a ação popular. 
- A impetração de ação popular não depende de dano material ou pecuniário, bastando apenas à 
ilegalidade. 
- Não é cabível ação popular contra decisão jurisdicional que lesa o patrimônio público, sendo cabível 
apenas em relação às atividades administrativas da Administração Pública. 
- A regra do foro por prerrogativa de função não se estende à ação popular, sendo as autoridades, com 
tal prerrogativa, julgadas em primeira instância. 
STF/Súmula 365 
Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular. 
STJ/REsp. 337447 
A ação popular visa anular ato administrativo lesivo ao patrimônio público. Tem como destinatário, ato 
concreto, ilegal e lesivo ao patrimônio público. Não serve para agredir lei em tese. 
 
LXXIV. O Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de 
recursos; 
 
LXXV. O Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo 
fixado na sentença; 
 
LXXVI. São gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: 
 
a) O registro civil de nascimento; 
 
b) A certidão de óbito; 
 
Não confundir 
São a todos assegurados, independentemente do 
pagamento de taxas: 
a) O direito de petição aos Poderes Públicos em 
defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de 
poder; 
 
b) A obtenção de certidões em repartições 
públicas, para defesa de direitos e esclarecimento 
de situações de interesse pessoal; 
São gratuitos para os reconhecidamente pobres, 
na forma da lei: 
a) O registro civil de nascimento; 
 
b) A certidão de óbito; 
 
CF/88. Art. 5. LXXIV. O Estado prestará assistência 
jurídica integral e gratuita aos que comprovarem 
insuficiência de recursos; 
 
STF/RE 1.018.911/RR 
É imune ao pagamento de taxas para registro da regularização migratória o estrangeiro que demonstre sua 
condição de hipossuficiente, nos termos da legislação de regência. 
 
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STF/ADC 305 
I – A atividade desenvolvida pelos titulares das serventias de notas e registros, embora seja análoga à 
atividade empresarial, sujeita-se a um regime de direito público. 
II – Não ofende o princípio da proporcionalidade lei que isenta os “reconhecidamente pobres” do 
pagamento dos emolumentos devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito, bem 
como a primeira certidão respectiva. 
III – Precedentes. 
IV – Ação julgada procedente. 
 
LXXVII. São gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos necessários ao 
exercícioda cidadania. 
 
Remédios Constitucionais 
Habeas Corpus Gratuito. 
Habeas Data Gratuito. 
Mandado de Segurança Não é Gratuito. 
Mandado de Injunção Não é Gratuito. 
Ação Popular Gratuito, salvo comprovada má-fé. 
 
Direitos e Garantias Constitucionais Gratuitas 
Habeas Corpus; 
Habeas Data; 
Atos necessários ao exercício da cidadania; 
Ação Popular, salvo comprovada má-fé; 
Registro Civil de nascimento e certidão de óbito aos reconhecidamente pobres; 
Assistência Jurídica aos que comprovarem insuficiência de recursos. 
 
LXXVIII. A todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os 
meios que garantam a celeridade de sua tramitação. 
 
LXXIX – é assegurado, nos termos da lei, o direito à proteção dos dados pessoais, inclusive nos meios digitais. 
(E.C 115/22) 
 
§1º. As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. 
 
§2º. Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos 
princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja 
parte. 
 
§3º. Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa 
do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão 
equivalentes às emendas constitucionais. 
 
Tratados e Convenções Internacionais – Força de Emenda Constitucional 
* Tratar sobre Direitos humanos; 
* Ser aprovado, em dois turnos, em cada Casa do Congresso Nacional; 
* É necessário 3/5 dos votos dos respectivos membros de cada Casa do Congresso Nacional; 
 
Tratados e Convenções Internacionais 
Comuns Direitos Humanos 
Status de Lei Ordinária 
* Status de Emenda Constitucional, se aprovado 
pelo quórum qualificado (CF/88. Art. 5º. §3º). 
 
* Status de Norma Supralegal, se aprovado sem o 
quórum de Emenda. 
 
§4º. O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado 
adesão. 
 
 
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Aplicabilidade das Normas Constitucionais 
* Normas de Eficácia Plena * 
- Normas que possuem aplicabilidade imediata, direta e integral; 
- Não precisam de lei posterior para gerar seus efeitos; 
- Seus efeitos são produzidos a partir da vigência da Constituição; 
- O legislador não pode contê-las. 
* Normas de Eficácia Contida (Redutível, prospectiva ou plena restringível) * 
- Normas com aplicabilidade imediata, direta e restringível; 
- Não precisam de lei posterior para gerar seus efeitos; 
- Seus efeitos são produzidos a partir da vigência da Constituição; 
- São normas que podem ser contidas ou restringidas. 
Exemplos: Art. 5º, VIII, XII, XIII, XXII, LVIII, LX, LXI (parte final); 
* Normas de Eficácia limitada, mediata, reduzida, mínima diferida ou relativa complementável * 
- Normas constitucionais que dependem de atuação posterior do poder público; 
- Possuem forma mediata, diferida, ainda limitada; 
- Possuem eficácia jurídica; 
- Dividem-se em: 
Princípios institutivos ou organizativos: Consiste na criação de instituições, órgãos e entidades por meio 
do Poder Constituinte Originário, sendo possível a estruturação definitiva, mediante normas 
infraconstitucionais. 
Impositivas; 
Facultativas ou permissivas; 
Princípios programáticos: Normas que traçam objetivos de finalidade pública a serem alcançados pelo 
Estado. 
As normas de eficácia limitada produzem imediatamente, desde a promulgação da Constituição, dois 
tipos de efeitos: 
18) efeito negativo: Ocorre quando a norma de eficácia limitada tem o efeito de revogar dispositivos e 
normas que são contraditórios ao seu comando. 
ii) efeito vinculativo: O poder legislativo tem por obrigação criar as leis regulamentadoras.. 
 
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CAPÍTULO II – DOS DIREITOS SOCIAIS 
 
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a 
segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma 
desta Constituição. 
 
Parágrafo único. Todo brasileiro em situação de vulnerabilidade social terá direito a uma renda básica familiar, 
garantida pelo poder público em programa permanente de transferência de renda, cujas normas e requisitos de 
acesso serão determinados em lei, observada a legislação fiscal e orçamentária. (E.C 114/21) 
 
Direitos Sociais 
São direitos de segunda geração ou dimensão. 
Rol Exemplificativo; 
Criados a partir do poder extroverso (império) do Estado. 
Liberdades Positivas; 
Alguns direitos podem ter aplicação Imediata; 
Assegura a igualdade material entre o ser humano; 
O Estado deve atuar adotando políticas públicas com a finalidade de beneficiar os interesses da 
coletividade. 
Caráter Positivo; 
Aplica-se a Reserva do Possível (Os direitos sociais são implementados pelo Estado dentro dos limites 
dos recursos) e a Teoria do Mínimo Existencial (O Estado deve prestar uma quantidade mínima à 
população em relação aos direitos sociais para não afetar a dignidade da pessoa humana). 
Aplica-se a Proibição do Retrocesso Social (É vedada a revogação integral ou parcialmente de direitos 
sociais que já se concretizaram). 
Sendo omisso o Poder Público em relação a efetividade dos direitos sociais, é possível a invocação do 
Poder Judiciário mediante Mandado de Injunção e Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão. 
A cláusula de reserva do possível pode ser alegada pelo Estado como obstáculo à total implementação 
dos direitos sociais. 
Por mais que, expressamente, os direitos sociais não sejam cláusulas pétreas, a doutrina majoritária 
entende que, implicitamente, estes são cláusulas pétreas. 
 
Direitos Sociais – Mnemônico 
EDU MORA LA 
 
SAL TRABALHA ALI NO TRANSPORTE 
 
ASSIs PROs SEGue PRESO 
 
Educação; Moradia; Lazer 
 
Saúde; Trabalho; Alimentação; Transporte 
 
Assistência aos desamparados; Proteção a maternidade e a infância; Segurança; Previdência Social. 
 
Direitos Sociais Acrescidos por EC 
Transporte EC nº 90/2015 
Alimento EC nº 64/2010 
Moradia EC nº 26/2000 
Mnemônico: TAM 
 
STF/RE 407.688/AC 
O direito social de moradia, constitucionalmente assegurado no art. 6º da Constituição da República, não 
se confunde necessariamente com o direito à propriedade imobiliária. 
 
STF/RE 559.646 AgR 
O direito a segurança é prerrogativa constitucional indisponível, garantido mediante a implementação de 
políticas públicas, impondo ao Estado a obrigação de criar condições objetivas que possibilitem o 
efetivo acesso a tal serviço. É possível ao Poder Judiciário determinar a implementação pelo Estado, 
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quando inadimplente, de políticas públicas constitucionalmente previstas, sem que haja ingerência em 
questão que envolve o poder discricionário do Poder Executivo. 
 
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição 
social: 
 
I – relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou, nos termos de lei complementar, que 
preverá indenização compensatória, dentre outros direitos; 
 
II – seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; 
 
III – fundo de garantia do tempo de serviço;IV – salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais 
básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e 
previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação 
para qualquer fim; 
 
STF/ADI 4.726/AP 
É inconstitucional norma de iniciativa parlamentar que preveja a criação de órgão público e organização 
administrativa. 
 
V – piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho; 
 
VI – irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo; 
 
VII – garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; 
 
STF/ADI 5.794/DF 
Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de 
base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão 
judicial. 
 
VIII – décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; 
 
IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
 
X – proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa; 
 
XI – participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, 
participação na gestão da empresa, conforme definido em lei; 
 
XII – salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; 
 
XIII – duração do trabalho normal não superior a 8 horas diárias e 44 semanais, facultada a compensação de 
horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; 
 
XIV – jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo 
negociação coletiva; 
 
XV – repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
 
XVI – remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 50% à do normal; 
 
STF/AI 642.528-AgR 
O art. 7º, inciso XVI, da Constituição Federal, que cuida do direito dos trabalhadores urbanos e rurais à 
remuneração pelo serviço extraordinário com acréscimo de, no mínimo, 50%, aplica-se imediatamente aos 
servidores públicos, por consistir em norma autoaplicável. 
 
XVII – gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, 1/3 a mais do que o salário normal; 
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XVIII – licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de 120 dias; 
 
STF/RE 778.889/PE 
Os prazos da licença-adotante não podem ser inferiores aos prazos da licença-gestante, o mesmo valendo 
para as respectivas prorrogações. Em relação à licença-adotante, não é possível fixar prazos diversos em 
função da idade da criança adotada. 
 
XIX – licença-paternidade, nos termos fixados em lei; 
 
ADCT 
ADCT. Art. 10. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art. 7º, I, da Constituição: 
 
I – fica limitada a proteção nele referida ao aumento, para quatro vezes, da porcentagem prevista no art. 
6º, caput e § 1º, da Lei n.º 5.107, de 13 de setembro de 1966; 
 
II – fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: 
 
18) do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes, 
desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato; 
 
b) da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. 
 
§ 1º Até que a lei venha a disciplinar o disposto no art. 7º, XIX, da Constituição, o prazo da licença-
paternidade a que se refere o inciso é de cinco dias. 
 
STF/RE 523.572 AgR 
A estabilidade provisória advinda de licença-maternidade decorre de proteção constitucional às 
trabalhadoras em geral. O direito amparado pelo art. 7º, XVIII, da CF, nos termos do art. 142, VIII, da 
CF/1988, alcança as militares. 
 
XX – proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei; 
 
XXI – aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de 30 dias, nos termos da lei; 
 
XXII – redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; 
 
XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; 
 
XXIV – aposentadoria; 
 
XXV – assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 anos de idade em creches e 
pré-escolas; 
 
XXVI – reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho; 
 
XXVII – proteção em face da automação, na forma da lei; 
 
XXVIII – seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este 
está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa; 
 
XXIX – ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de 5 anos 
para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de 2 anos após a extinção do contrato de trabalho; 
 
XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de 
sexo, idade, cor ou estado civil; 
 
XXXI – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador 
de deficiência; 
 
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XXXII – proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais 
respectivos; 
 
XXXIII – proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 e de qualquer trabalho a 
menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 14 anos; 
 
XXXIV – igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador 
avulso. 
 
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos 
IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as 
condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, 
principais e acessórias, decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, 
IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social. 
 
Trabalhadores Domésticos 
Direitos 
Assegurados 
✓ Relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou, nos termos de lei 
complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos; 
 
✓ Seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; 
 
✓ Fundo de garantia do tempo de serviço; 
 
✓ Salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas 
necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, 
saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos 
que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim; 
 
✓ Irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo; 
 
✓ Garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração 
variável; 
 
✓ Décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da 
aposentadoria; 
 
✓ Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
 
✓ Proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa; 
 
✓ Salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos 
termos da lei; 
 
✓ Duração do trabalho normal não superior a 8 horas diárias e 44 semanais, facultada a 
compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção 
coletiva de trabalho; 
 
✓ Repouso semanal remunerado,preferencialmente aos domingos; 
 
✓ Remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 50% à do normal; 
 
✓ Gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, 1/3 a mais do que o salário 
normal; 
 
✓ Licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de 120 
dias; 
 
✓ Licença-paternidade, nos termos fixados em lei; 
 
✓ Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de 30 dias, nos 
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termos da lei; 
 
✓ Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e 
segurança; 
 
✓ Aposentadoria; 
 
✓ Assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 anos de 
idade em creches e pré-escolas; 
 
✓ Reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho; 
 
✓ Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a 
indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa; 
 
✓ Proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de 
admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; 
 
✓ Proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do 
trabalhador portador de deficiência; 
 
✓ Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 e de 
qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 
14 anos; 
Direitos Não 
Assegurados 
✓ Piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho; 
 
✓ Participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, 
excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei; 
 
✓ Jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de 
revezamento, salvo negociação coletiva; 
 
✓ Proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos 
termos da lei; 
 
✓ Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na 
forma da lei; 
 
✓ Proteção em face da automação, na forma da lei; 
 
✓ Ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo 
prescricional de 5 anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de 2 anos 
após a extinção do contrato de trabalho; 
 
✓ Proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os 
profissionais respectivos; 
 
✓ Igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o 
trabalhador avulso. 
 
Direitos Estendidos aos Servidores Públicos 
✓ Salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais 
básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, 
transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo 
vedada sua vinculação para qualquer fim; 
 
✓ Garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; 
 
✓ Décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; 
 
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✓ Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
 
✓ Salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; 
 
✓ Duração do trabalho normal não superior a 8 horas diárias e 44 semanais, facultada a compensação 
de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; 
 
✓ Repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
 
✓ Remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 50% à do normal; 
 
✓ Gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, 1/3 a mais do que o salário normal; 
 
✓ Licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de 120 dias; 
 
✓ Licença-paternidade, nos termos fixados em lei; 
 
✓ Proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei; 
 
✓ Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; 
 
✓ Proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, 
idade, cor ou estado civil; 
 
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: 
 
I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no 
órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical; 
 
II – é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria 
profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores 
interessados, não podendo ser inferior à área de um Município; 
 
III – ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em 
questões judiciais ou administrativas; 
 
IV – a assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada 
em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva (Contribuição 
Confederativa), independentemente da contribuição (Contribuição Sindical) prevista em lei; 
 
V – ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato; 
 
VI – é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho; 
 
VII – o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais; 
 
VIII – é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção 
ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até 1 ano após o final do mandato, salvo se 
cometer falta grave nos termos da lei. 
 
Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de 
pescadores, atendidas as condições que a lei estabelecer. 
 
Não Confundir! 
➢ Contribuição Confederativa: 
✓ Contribuição pagas por profissionais que se afiliam ao sindicato; 
✓ É fixada pela assembleia geral; 
✓ Não é considerado um tributo. 
✓ STF/Súmula Vinculante 40: A contribuição confederativa de que trata o artigo 8º, IV, da Constituição 
Federal, só é exigível dos filiados ao sindicato respectivo. 
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➢ Contribuição Sindical: 
✓ Contribuição que era paga por todas as pessoas integrantes de uma classe profissional ou econômica. 
✓ Deixou de ser: 
• Tributo; 
• Compulsória; 
• Instituída por lei; 
• Obrigatória. 
 
STF/ADI 5.794/DF 
São compatíveis com a Constituição Federal os dispositivos da Lei nº 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) 
que extinguiram a obrigatoriedade da contribuição sindical e condicionaram o seu pagamento à prévia 
e expressa autorização dos filiados. 
 
STF/ADI 3.464 
Viola os princípios constitucionais da liberdade de associação (art. 5º, inciso XX) e da liberdade sindical 
(art. 8º, inciso V), ambos em sua dimensão negativa, a norma legal que condiciona, ainda que 
indiretamente, o recebimento do benefício do seguro-desemprego à filiação do interessado a colônia de 
pescadores de sua região. 
 
STF/RE 555.720 AgR 
Esta Corte firmou o entendimento segundo o qual o sindicato tem legitimidade para atuar como substituto 
processual na defesa de direitos e interesses coletivos ou individuaishomogêneos da categoria que 
representa. (...) Quanto à violação ao art. 5º, LXX e XXI, da Carta Magna, esta Corte firmou entendimento de 
que é desnecessária a expressa autorização dos sindicalizados para a substituição processual. 
 
Sucessão Processual 
Trata-se da substituição da parte, em razão da modificação da titularidade do direito material afirmado em 
juízo. É a troca da parte. Uma outra pessoa assume o lugar do litigante originário, fazendo-se parte na 
relação processual. 
Substituição Processual 
A substituição processual é uma figura extraordinária no processo, em que o substituto defende em nome 
próprio direito alheio. 
Fonte: http://www.tjpi.jus.br/themisconsulta/pdf/17643734 
Fonte: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=61723 
 
Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de 
exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. 
 
§ 1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades 
inadiáveis da comunidade. 
 
§ 2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. 
 
Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em 
que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. 
 
 Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um representante destes 
com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. 
 
Aplicabilidade das Normas Constitucionais 
* Normas de Eficácia Plena * 
- Normas que possuem aplicabilidade imediata, direta e integral; 
- Não precisam de lei posterior para gerar seus efeitos; 
- Seus efeitos são produzidos a partir da vigência da Constituição; 
- O legislador não pode contê-las. 
* Normas de Eficácia Contida (Redutível, prospectiva ou plena restringível) * 
- Normas com aplicabilidade imediata, direta e restringível; 
- Não precisam de lei posterior para gerar seus efeitos; 
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- Seus efeitos são produzidos a partir da vigência da Constituição; 
- São normas que podem ser contidas ou restringidas. 
Exemplos: Art. 5º, VIII, XII, XIII, XXII, LVIII, LX, LXI (parte final); 
* Normas de Eficácia limitada, mediata, reduzida, mínima diferida ou relativa complementável * 
- Normas constitucionais que dependem de atuação posterior do poder público; 
- Possuem forma mediata, diferida, ainda limitada; 
- Possuem eficácia jurídica; 
- Dividem-se em: 
Princípios institutivos ou organizativos: Consiste na criação de instituições, órgãos e entidades por meio 
do Poder Constituinte Originário, sendo possível a estruturação definitiva, mediante normas 
infraconstitucionais. 
Impositivas; 
Facultativas ou permissivas; 
Princípios programáticos: Normas que traçam objetivos de finalidade pública a serem alcançados pelo 
Estado. 
As normas de eficácia limitada produzem imediatamente, desde a promulgação da Constituição, dois 
tipos de efeitos: 
18) efeito negativo: Ocorre quando a norma de eficácia limitada tem o efeito de revogar dispositivos e 
normas que são contraditórios ao seu comando. 
ii) efeito vinculativo: O poder legislativo tem por obrigação criar as leis regulamentadoras.. 
 
Aplicabilidade das Normas – Classificação Tricotômica 
Norma Aplicabilidade 
Eficácia Plena Imediata, direta e integral; 
Eficácia Contida Imediata, direta e restringível; 
Eficácia Limitada Mediata, diferida, reduzida; 
 
STF/ARE 639.337 AgR 
A cláusula da reserva do possível – que não pode ser invocada, pelo poder público, com o propósito de 
fraudar, de frustrar e de inviabilizar a implementação de políticas públicas definidas na própria 
Constituição – encontra insuperável limitação na garantia constitucional do mínimo existencial, que 
representa, no contexto de nosso ordenamento positivo, emanação direta do postulado da essencial 
dignidade da pessoa humana. 
 
STF/MI 6.052 BA 
Na espécie, não é a ausência da norma regulamentadora do art. 3º da Emenda Constitucional n. 45/2004 
que torna inviável o direito do Impetrante de receber os seus créditos trabalhistas, mas a 
inadimplência da Empresa empregadora. Assim, a pretexto da omissão legislativa apontada, pretende-
se utilizar do mandado de injunção como ação de cobrança. O objetivo do mandado de injunção é 
garantir a efetividade da Constituição da República em caso de direito que não pode ser exercido pela 
ausência de norma regulamentadora. O art. 3º da Emenda Constitucional n. 45/2004 não assegura o 
pagamento de crédito trabalhista, reconhecido pela Justiça do Trabalho, apenas estipula que “a lei 
criará o Fundo de Garantia das Execuções Trabalhistas”. Portanto, o Impetrante não apresenta a 
condição jurídica de pessoa cujo direito esteja inviabilizado pela ausência de norma regulamentadora 
de direito constitucionalmente assegurado. Somente a ausência da norma regulamentadora que daria 
eficácia a preceito da Constituição viabilizaria esta ação, ou seja, para ser admissível o mandado de 
injunção seria necessária a demonstração da existência de norma constitucional dependente de 
regulamentação e da impossibilidade de exercício de direito assegurado na Constituição pelo impetrante. 
 
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CAPÍTULO III – DA NACIONALIDADE 
 
Art. 12. São brasileiros: 
 
I – natos: 
 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não 
estejam a serviço de seu país; 
 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a 
serviço da República Federativa do Brasil; 
 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em 
repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em 
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; 
 
II – naturalizados: 
 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua 
portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; 
 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de 
quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. 
 
Nacionalidade 
Originária, Primária ou Involuntária Derivada, Adquirida, Secundária ou Voluntária 
Ocorre unilateralmente, independente da vontade 
da pessoa, exceto no caso da alínea “c”, sendo 
um caso de nacionalidade voluntária originária. 
Ocorre após o nascimento, sendo realizada pela 
manifestação de vontade da pessoa, podendo 
esta ser estrangeiro (polipátrida) ou heimatlos 
(apátridas que não tem pátria nenhuma). 
Brasileiro Nato Brasileiro Naturalizado 
CF/88. Art. 12. São brasileiros: 
 
I – natos: 
 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, 
ainda que de pais estrangeiros, desde que estes 
não estejam a serviço de seu país; 
 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro 
ou mãe brasileira, desde que qualquer deles 
esteja a serviço da República Federativa do 
Brasil; 
 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou 
de mãe brasileira, desde que sejam registrados 
em repartição brasileira competente ou venham a 
residir na República Federativa do Brasil eoptem, em qualquer tempo, depois de atingida a 
maioridade, pela nacionalidade brasileira; 
CF/88. Art. 12. São brasileiros: 
 
II – naturalizados: 
 
a) os que, na forma da lei, adquiram a 
nacionalidade brasileira, exigidas aos originários 
de países de língua portuguesa apenas residência 
por um ano ininterrupto e idoneidade moral; 
 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, 
residentes na República Federativa do Brasil há 
mais de quinze anos ininterruptos e sem 
condenação penal, desde que requeiram a 
nacionalidade brasileira. 
 
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Nacionalidade Brasileira – Critérios Adotados 
Jus Soli Jus Sanguinis 
Leva em consideração o local do nascimento. 
Leva em consideração o fator sanguíneo, além de 
critérios, a depender do caso, residencial, 
manifestação de vontade e atividade funcional. 
Brasileiro Nato Brasileiro Nato 
CF/88. Art. 12. São brasileiros: 
 
I – natos: 
 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, 
ainda que de pais estrangeiros, desde que estes 
não estejam a serviço de seu país; 
 
 
CF/88. Art. 12. São brasileiros: 
 
I – natos: 
 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou 
mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a 
serviço da República Federativa do Brasil; (Jus 
Sanguinis + Atividade Funcional). 
 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou 
de mãe brasileira, desde que sejam registrados 
em repartição brasileira competente ou venham a 
residir na República Federativa do Brasil e 
optem, em qualquer tempo, depois de atingida a 
maioridade, pela nacionalidade brasileira; (Jus 
Sanguinis + Critério Residencial + Vontade da 
pessoa). 
OBS: Como regra geral para a outorga da nacionalidade originária, o Brasil adota o critério do ius solis, ou 
critério da territorialidade, admitindo, porém, em algumas situações, o critério do ius sanguinis (origem 
sanguínea). 
 
STF/Ext. 1.121 
Não se revela possível, em nosso sistema jurídico-constitucional, a aquisição da nacionalidade 
brasileira jure matrimonii, vale dizer, como efeito direto e imediato resultante do casamento civil. 
 
Nacionalidade – Brasileiro Naturalizado 
Forma Ordinária Forma Extraordinária 
CF/88. Art. 12. São brasileiros: 
 
II – naturalizados: 
 
a) os que, na forma da lei, adquiram a 
nacionalidade brasileira, exigidas aos originários 
de países de língua portuguesa apenas residência 
por um ano ininterrupto e idoneidade moral; 
CF/88. Art. 12. São brasileiros: 
 
II – naturalizados: 
 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, 
residentes na República Federativa do Brasil há 
mais de quinze anos ininterruptos e sem 
condenação penal, desde que requeiram a 
nacionalidade brasileira. 
 
Requerimento da Naturalização 
Naturalização é o ato pelo qual uma pessoa adquire voluntariamente uma nacionalidade diferente da sua 
de origem. Trata-se de ato unilateral e discricionário do Estado, da exclusiva competência da do Poder 
Executivo, na pessoa do Ministro da Justiça, no qual se expressa a soberania do Estado, uma vez que o 
mesmo satisfaça todas as condições legais. 
O requerimento de naturalização será endereçado ao Ministério da Justiça, devendo ser apresentado 
em uma das unidades da Polícia Federal. 
Fonte: http://www.pf.gov.br/servicos-pf/imigracao/naturalizacao 
 
§ 1º. Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, 
serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição. 
 
§ 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos 
nesta Constituição. 
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Diferenças entre Brasileiros Natos e Naturalizados – CF/88. 
Extradição 
CF/88. Art. 5. LI – nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, 
em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de 
comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas 
afins, na forma da lei; 
Cargos privativos de 
brasileiro nato 
CF/88. Art. 12. § 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
I – de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II – de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III – de Presidente do Senado Federal; 
IV – de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V – da carreira diplomática; 
VI – de oficial das Forças Armadas. 
VII – de Ministro de Estado da Defesa. 
Cargos no Conselho da 
República 
CF/88. Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do 
Presidente da República, e dele participam: 
 
VII – 6 cidadãos brasileiros natos, com mais de 35 anos de idade, sendo 2 
nomeados pelo Presidente da República, 2 eleitos pelo Senado Federal e 2 
eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de 3 anos, vedada a 
recondução. 
Propriedade de 
Empresa Jornalística 
CF/88. Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão 
sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados 
há mais de 10 anos, ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras 
e que tenham sede no País. 
 
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
 
I – de Presidente e Vice-Presidente da República; 
 
II – de Presidente da Câmara dos Deputados; 
 
III – de Presidente do Senado Federal; 
 
IV – de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
 
V – da carreira diplomática; 
 
VI – de oficial das Forças Armadas. 
 
VII – de Ministro de Estado da Defesa; 
 
Cargos Privativos de Brasileiros Natos 
-Ministro do STF; 
-Presidente e Vice da República; 
-Presidente do Senado; 
-Presidente da Câmara dos Deputados; 
-Carreiras Diplomáticas; 
-Oficial das Forças Armadas; 
-Ministro do Estado de Defesa. 
Mnemônico: MP3.COM 
 
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 
 
I – tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse 
nacional; 
 
II – adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: 
 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; 
 
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b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, 
como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis; 
 
Perda da Nacionalidade 
O brasileiro que adotar voluntariamente outra nacionalidade não perderá automaticamente a 
nacionalidade brasileira, mas poderá ser instaurado procedimento no âmbito do Ministério da Justiça, 
o qual ensejará a perda da nacionalidade brasileira se não restar comprovado ter ocorrido umas das 
hipóteses de exceções indicadas. 
Fonte: http://munique.itamaraty.gov.br/pt-br/nacionalidade_brasileira.xml 
 
Extradição 
Brasileiro Nato Nunca será extraditado. 
Brasileiro 
Naturalizado 
Extradição nos casos de: 
* Crime comum antes da naturalização; 
* Envolvimento em tráfico ilícito de drogas antes ou depois da naturalização. 
Estrangeiro No caso de crime político ou de opinião, não se extradita. 
 
STF/Súmula 421 
Não impede a extradição a circunstância de ser o extraditando casado com brasileira ou ter filho 
brasileiro. 
 
STF/MS 33.864 
Caso o brasileiro nato que tenha Cartão de Residência Permanente dos Estados Unidos (Green Card), 
procure adquirir, porvontade própria, a nacionalidade norte-americana, perderá, por consequência, a 
nacionalidade brasileira, pois, como o brasileiro já possuía o Green Card, não havia necessidade de 
adquirir a nacionalidade norte-americana, não se aplicando, assim, o Art. 12. § 4º, II, b. 
 
CF/88. Art. 12 (...) § 4º — Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 
 
II — adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: 
 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, 
como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis; 
 
Desta forma, caso a pessoa que deixou de ser brasileiro nato venha a cometer crime nos EUA e se 
refugie no Brasil, poderá ser extraditado, pois não será considerado mais brasileiro nato. 
Brasileira naturalizada americana. Acusação de homicídio no exterior. Fuga para o Brasil. Perda de 
nacionalidade originária em procedimento administrativo regular. Hipótese constitucionalmente 
prevista. Não ocorrência de ilegalidade ou abuso de poder. (...) A CF, ao cuidar da perda da nacionalidade 
brasileira, estabelece duas hipóteses: (i) o cancelamento judicial da naturalização (art. 12, § 4º, I); e (ii) a 
aquisição de outra nacionalidade. Nesta última hipótese, a nacionalidade brasileira só não será perdida 
em duas situações que constituem exceção à regra: (i) reconhecimento de outra nacionalidade originária (art. 
12, § 4º, II, a); e (ii) ter sido a outra nacionalidade imposta pelo Estado estrangeiro como condição de 
permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis (art. 12, § 4º, II, b). No caso sob exame, a 
situação da impetrante não se subsume a qualquer das exceções constitucionalmente previstas para a 
aquisição de outra nacionalidade, sem perda da nacionalidade brasileira. 
 
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. 
 
Símbolos da RFB 
Selo; 
Hino; 
Armas; 
Bandeira. 
SHAB 
 
§ 1º São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais. 
 
§ 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios. 
 
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CAPÍTULO IV – DOS DIREITOS POLÍTICOS 
 
Direitos Políticos 
Direitos individuais que o cidadão possui para participar da vida política do Estado, podendo 
ser exercido: 
* Por voto; 
* Por candidatura a cargo eletivo; 
* Por ação popular; 
* Por Iniciativa popular, Plebiscito e Referendo. 
Direito Político Ativo Direito Político Passivo 
Direito de Votar (Eleitor) Direito de ser votado (Candidato à eleição) 
 
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual 
para todos, e, nos termos da lei, mediante: 
 
I – plebiscito; 
 
II – referendo; 
 
III – iniciativa popular. 
 
Participação Popular – Di Pietro 
Direta Indireta 
Realizada sem a presença de intermediários eleitos. Realizada por meio de representantes eleitos. 
Exemplo Exemplo 
Plebiscito, Referendo e Iniciativa Popular. Voto Popular. 
 
Iniciativa Popular 
União 
A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de 
projeto de lei subscrito por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído pelo menos 
por 5 Estados, com não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles. 
Estados A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual. 
Município 
Iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou de 
bairros, através de manifestação de, pelo menos, 5% do eleitorado. 
 
Plebiscito x Referendo 
Plebiscito Referendo 
É convocado com anterioridade a ato legislativo ou 
administrativo, cabendo ao povo, pelo voto, 
aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido. 
É convocado com posterioridade a ato legislativo 
ou administrativo, cumprindo ao povo a respectiva 
ratificação ou rejeição. 
 
Recall ou Revogação de Mandato 
Em política, recall significa o poder de cassar e revogar o mandato de qualquer representante político, 
pelo eleitorado; é chamar de volta para “reavaliação” popular um mandatário ímprobo, incompetente ou 
inoperante. 
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Recall_(pol%C3%Adtica) 
 
§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são: 
 
I – obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
 
II – facultativos para: 
 
a) os analfabetos; 
 
b) os maiores de 70 anos; 
 
c) os maiores de 16 e menores de 18 anos. 
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Voto e Alistamento 
Obrigatório Facultativo 
* Maiores de 18 anos e Menores de 70 anos. 
* Os analfabetos; 
* Os maiores de 70 anos; 
* Os maiores de 16 e menores de 18 anos. 
Vedado o Alistamento 
Estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos. 
 
Características do Voto no Brasil 
Direto O cidadão vota sem precisar de um terceiro intermediário. 
Personalíssimo O voto é do cidadão em si, não podendo ser dado a outro cidadão para votar. 
Obrigatório 
O voto é obrigatório aos cidadãos maiores de 18 anos e menores de 70 anos, sendo 
facultativo aos menores de 18 e maiores de 16, além dos analfabetos. 
Livre O cidadão pode votar em quem quiser ou pode deixar em branco ou anular o voto. 
Sigiloso O voto é secreto, evitando assim o suborno e a prática do voto de cabresto. 
Igualitário O voto de um cidadão equiparado a outro é igual, tendo o mesmo peso. 
Periódico O voto é realizado em eleições periodicamente, normalmente de 2 em 2 anos. 
OBS: O Voto Obrigatório não é Cláusula Pétrea, sendo Cláusula Pétrea apenas o voto direto, secreto, 
universal e periódico. 
 
STF/ADI 4.467 MC 
A segurança do procedimento de identificação dos eleitores brasileiros no ato de votação ainda apresenta 
deficiências que não foram definitivamente solucionadas. A postergação do implemento de projetos como a 
unificação das identidades civil e eleitoral num só documento propiciou, até os dias atuais, a ocorrência de 
inúmeras fraudes ligadas ao exercício do voto. A apresentação do atual título de eleitor, por si só, já não 
oferece qualquer garantia de lisura nesse momento crucial de revelação da vontade do eleitorado. 
Por outro lado, as experiências das últimas eleições realizadas no Brasil demonstraram uma maior 
confiabilidade na identificação aferida com base em documentos oficiais de identidade dotados de 
fotografia, a saber: as carteiras de identidade, de trabalho e de motorista, o certificado de reservista e o 
passaporte. A norma contestada, surgida com a edição da Lei 12.034/2009, teve o propósito de alcançar 
maior segurança no processo de reconhecimento dos eleitores. Por isso, estabeleceu, já para as eleições 
gerais de 2010, a obrigatoriedade da apresentação, no momento da votação, de documento oficial de 
identificação com foto. Reconhecimento, em exame prefacial, de plausibilidade jurídica da alegação de 
ofensa ao princípio constitucional da razoabilidade na interpretação dos dispositivos impugnados que 
impeça de votar o eleitor que, embora apto a prestar identificação mediante a apresentação de documento 
oficial com fotografia, não esteja portando seu título eleitoral. Medida cautelar deferida para dar às normas 
ora impugnadas interpretação conforme à CF, no sentido de que apenas a ausência de documento oficial de 
identidade com fotografia impede o exercício do direito de voto. 
 
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeirose, durante o período do serviço militar obrigatório, 
os conscritos. 
 
§ 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei: 
 
I – a nacionalidade brasileira; 
 
II – o pleno exercício dos direitos políticos; 
 
III – o alistamento eleitoral; 
 
IV – o domicílio eleitoral na circunscrição; 
 
V – a filiação partidária; Regulamento 
 
VI – a idade mínima de: 
 
a) 35 anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; 
 
b) 30 anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; 
 
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c) 21 anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; 
 
d) 18 anos para Vereador. 
 
Idade Mínima – Elegibilidade 
35 Anos Presidente e Vice-Presidente da República e Senador. 
30 Anos Governador e Vice-Governador. 
21 Anos Dep. Fed., Dep. Est. Ou Distrital, Prefeito e Vice e juiz de paz. 
18 Anos Vereador 
Mnemônico: Telefone 3530-2118 
 
STF/ADI 2.938 
A fixação por lei estadual de condições de elegibilidade em relação aos candidatos a juiz de paz, além 
das constitucionalmente previstas no art. 14, § 3º, invade a competência da União para legislar sobre 
direito eleitoral, definida no art. 22, I, da Constituição do Brasil. 
A obrigatoriedade de filiação partidária para os candidatos a juiz de paz [art. 14, § 3º, da CB/88] decorre 
do sistema eleitoral constitucionalmente definido. 
 
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. 
 
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os 
houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período 
subsequente. 
 
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do 
Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. 
 
§ 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, 
até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do 
Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, 
salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. 
 
STF/Súmula Vinculante 18 
A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a inelegibilidade 
prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal. 
 
TSE/Respe 6.743 
O Vice-Prefeito que assumir a chefia do Poder Executivo em decorrência do afastamento, ainda que 
temporário, do titular, seja por que razão for, somente poderá candidatar-se ao cargo de Prefeito para um 
único período subsequente. 
 
TSE/Resolução nº 22.757 
Prefeito. Mandato anterior. Vice-prefeito. Substituição do titular. Seis meses antes do pleito. Reeleição. 
Impossibilidade. O vice-prefeito que substituiu o titular nos seis meses anteriores ao pleito e foi eleito 
prefeito no período subsequente não poderá concorrer à reeleição, uma vez que se interpreta o 
acesso anterior ao cargo do titular como se derivasse de eleição específica. 
 
TSE/Resolução nº 22.815 
Consulta. Possibilidade. Vice-Prefeito reeleito. Candidatura. Prefeito. Eleições subsequentes. O vice-
prefeito reeleito que tenha substituído o titular em ambos os mandatos poderá se candidatar ao cargo 
de prefeito na eleição subsequente, desde que as substituições não tenham ocorrido nos seis meses 
anteriores ao pleito. 
 
STF/RE 158.314 
E inelegível para o cargo de prefeito de município resultante de desmembramento territorial o irmão do 
atual chefe do poder executivo do município-mãe. O regime jurídico das inelegibilidades comporta 
interpretação construtiva dos preceitos que lhe compõem a estrutura normativa. Disso resulta a plena 
validade da exegese que, norteada por parâmetros axiológicos consagrados pela própria constituição, visa a 
impedir que se formem grupos hegemônicos nas instancias políticas locais. O primado da ideia republicana – 
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cujo fundamento ético-político repousa no exercício do regime democrático e no postulado da igualdade – 
rejeita qualquer pratica que possa monopolizar o acesso aos mandatos eletivos e patrimonializar o poder 
governamental, comprometendo, desse modo, a legitimidade do processo eleitoral. 
 
STF/RE 637.485 RJ 
O instituto da reeleição tem fundamento não somente no postulado da continuidade administrativa, 
mas também no princípio republicano, que impede a perpetuação de uma mesma pessoa ou grupo no 
poder. O princípio republicano condiciona a interpretação e a aplicação do próprio comando da 
norma constitucional, de modo que a reeleição é permitida por apenas uma única vez. Esse princípio 
impede a terceira eleição não apenas no mesmo município, mas em relação a qualquer outro 
município da federação. Entendimento contrário tornaria possível a figura do denominado “prefeito 
itinerante” ou do “prefeito profissional”, o que claramente é incompatível com esse princípio, que 
também traduz um postulado de temporariedade/alternância do exercício do poder. Portanto, ambos os 
princípios – continuidade administrativa e republicanismo – condicionam a interpretação e a 
aplicação teleológicas do art. 14, § 5º, da Constituição. O cidadão que exerce dois mandatos 
consecutivos como prefeito de determinado município fica inelegível para o cargo da mesma natureza 
em qualquer outro município da federação. 
 
TSE/Súmula 6 
São inelegíveis para o cargo de chefe do Executivo o cônjuge e os parentes, indicados no § 7º do art. 14 da 
Constituição Federal, do titular do mandato, salvo se este, reelegível, tenha falecido, renunciado ou se 
afastado definitivamente do cargo até seis meses antes do pleito. 
 
Inelegibilidades 
Inelegibilidade Absoluta, Ampla, Geral ou Total Inelegibilidade Relativa 
Impede que o candidato dispute qualquer cargo 
eletivo, além de não ter prazo para 
desincompatibilização que lhe permita sair do 
impedimento a tempo de concorrer a determinado 
pleito. 
Constituem restrições à elegibilidade para 
determinados mandatos em razão de situações 
especiais em que, no momento da eleição, se 
encontre o cidadão. 
É dividida em Inelegibilidade Relativa: 
* Funcional; 
* Por parentesco ou reflexa; 
* Por domicílio. 
CF/88. Art. 14. § 2º Não podem alistar-se como 
eleitores os estrangeiros e, durante o período do 
serviço militar obrigatório, os conscritos. 
 
CF/88. Art. 14. § 4º São inelegíveis os inalistáveis 
e os analfabetos. 
CF/88. Art. 14. § 7º São inelegíveis, no território de 
jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes 
consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou 
por adoção, do Presidente da República, de 
Governador de Estado ou Território, do Distrito 
Federal, de Prefeito ou de quem os haja 
substituído dentro dos seis meses anteriores ao 
pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e 
candidato à reeleição. 
Apresentam-se de forma expressa na CF e não 
podem ser criadas outras hipóteses por Lei 
Complementar. 
É possível a criação de outras hipóteses de 
inelegibilidade relativa por meio de Lei 
Complementar. 
Fonte: SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 30. Ed. , São Paulo: Malheiros Editores Ltda, 2008, p. 390. 
 
§ 8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: 
 
I – se contar menos de 10 anos de serviço, deverá afastar-se (definitivamente) da atividade; 
 
II – se contar mais de 10 anos de serviço, será agregado pelaautoridade superior e, se eleito, passará 
automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. 
 
Polícia Rodoviária Federal 
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) é um órgão do Ministério da Justiça e faz parte do Poder Executivo 
Federal. Apesar de ser uma polícia ostensiva, uniformizada, não é militarizada, ou seja, não se submete à 
hierarquia militar. Sua principal atribuição é realizar a fiscalização e o policiamento ostensivo das 
rodovias federais, mais conhecidas como BRs. 
Fonte: https://www1.prf.gov.br/portal/acesso-a-informacao/duvidas-frequentes 
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§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de 
proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do 
candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do 
exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta. 
 
§ 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de 15 dias contados da 
diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude. 
 
§ 11. A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da 
lei, se temerária ou de manifesta má-fé. 
 
§ 12. Serão realizadas concomitantemente às eleições municipais as consultas populares sobre questões locais 
aprovadas pelas Câmaras Municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 dias antes da data das eleições, 
observados os limites operacionais relativos ao número de quesitos. (E.C 111/21) 
 
§ 13. As manifestações favoráveis e contrárias às questões submetidas às consultas populares nos termos do § 
12 ocorrerão durante as campanhas eleitorais, sem a utilização de propaganda gratuita no rádio e na televisão. 
(E.C 111/21) 
 
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: 
 
I – cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; 
 
II – incapacidade civil absoluta; 
 
III – condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; 
 
IV – recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII; 
 
V – improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º. 
 
Suspensão dos Direitos Políticos Perda dos Direitos Políticos 
II – incapacidade civil absoluta; 
 
III – condenação criminal transitada em julgado, 
enquanto durarem seus efeitos; 
 
V – improbidade administrativa, Art. 37, § 4º. 
I – cancelamento da naturalização por sentença 
transitada em julgado; 
 
IV – recusa de cumprir obrigação a todos imposta 
ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII; 
 
STF/RE 601.182/MG 
A suspensão de direitos políticos prevista no art. 15, III, da Constituição Federal, aplica-se no caso de 
substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. 
 
TSE/Súmula 9 
A suspensão de direitos políticos decorrente de condenação criminal transitada em julgado cessa com 
o cumprimento ou a extinção da pena, independendo de reabilitação ou de prova de reparação dos 
danos. 
 
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à 
eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. 
 
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CAPÍTULO V – DOS PARTIDOS POLÍTICOS 
 
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania 
nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e 
observados os seguintes preceitos: 
 
I – caráter nacional; 
 
II – proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de 
subordinação a estes; 
 
III – prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
 
IV – funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e estabelecer regras 
sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua organização e 
funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas eleições 
majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação entre 
as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer 
normas de disciplina e fidelidade partidária. 
 
§ 2º Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus 
estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. 
 
§ 3º Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma 
da lei, os partidos políticos que alternativamente: 
 
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% dos votos válidos, distribuídos em 
pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2% dos votos válidos em cada uma 
delas; ou 
 
II – tiverem elegido pelo menos 15 Deputados Federais distribuídos em pelo menos 1/3 das unidades da 
Federação. 
 
§ 4º É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. 
 
§ 5º Ao eleito por partido que não preencher os requisitos previstos no § 3º deste artigo é assegurado o 
mandato e facultada a filiação, sem perda do mandato, a outro partido que os tenha atingido, não sendo 
essa filiação considerada para fins de distribuição dos recursos do fundo partidário e de acesso gratuito ao 
tempo de rádio e de televisão. 
 
§ 6º Os Deputados Federais, os Deputados Estaduais, os Deputados Distritais e os Vereadores que se 
desligarem do partido pelo qual tenham sido eleitos perderão o mandato, salvo nos casos de anuência do 
partido ou de outras hipóteses de justa causa estabelecidas em lei, não computada, em qualquer caso, a migração 
de partido para fins de distribuição de recursos do fundo partidário ou de outros fundos públicos e de acesso 
gratuito ao rádio e à televisão. (E.C 111/21) 
 
§ 7º Os partidos políticos devem aplicar no mínimo 5% dos recursos do fundo partidário na criação e na 
manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres, de acordo com os 
interesses intrapartidários. (E.C 117/22) 
 
§ 8º O montante do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e da parcela do fundo partidário destinada a 
campanhas eleitorais, bem como o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão a ser distribuído pelos 
partidos às respectivas candidatas, deverão ser de no mínimo 30%, proporcional ao número de candidatas, e a 
distribuição deverá ser realizada conforme critérios definidos pelos respectivos órgãos de direção e pelas normas 
estatutárias, considerados a autonomia e o interesse partidário. (E.C 117/22) 
 
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Cláusula de Barreira 
Cláusula de barreira (também conhecida como patamar eleitoral, barreira constitucional, cláusula de 
exclusão ou cláusula de desempenho) é um dispositivo que restringe ou impede a atuação parlamentar 
de um partido que não alcança um percentual de votos. 
Implantada na CF/88 com a E.C/97 de 2017, tendo requisitos alternativos.Os partidos políticos terão direito aos recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à 
televisão se: 
 
* Obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos 
válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2% 
(dois por cento) dos votos válidos em cada uma delas; 
 
OU 
 
* Tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das 
unidades da Federação. 
Fonte: https://pt.wikipedia.org › wiki › Cláusula_de_barreira 
 
STF/ADI 2.306 
Inexistência de ofensa ao direito adquirido (CF, art. 5º, XXXVI) dos partidos políticos em relação aos 
valores correspondentes às multas objeto da anistia. Às agremiações partidárias corresponde mera 
expectativa de direito de receberem parcelas do Fundo Partidário. 
 
STF/ADI 5.081 
A perda de mandato devido a mudança de partido não se aplica aos candidatos eleitos pelo sistema 
majoritário. 
O sistema majoritário, adotado para a eleição de presidente, governador, prefeito e senador, tem lógica 
e dinâmica diversas da do sistema proporcional. As características do sistema majoritário, com sua ênfase 
na figura do candidato, fazem com que a perda do mandato, no caso de mudança de partido, frustre a 
vontade do eleitor e vulnere a soberania popular (CF, art. 1º, parágrafo único; e art. 14, caput). 
 
Sistema Proporcional Sistema Majoritário 
Deputados e Vereadores. Presidente, Governador, Prefeito e Senador. 
 
STF/ADI 5.423 
O art. 46, caput, da Lei 9.504/1997 assegura a participação, nos debates eleitorais, dos candidatos dos 
partidos políticos com mais de nove representantes na Câmara dos Deputados. Critério razoável de 
aferição da representatividade do partido, pois não obsta a participação nos debates de legendas com 
menor representatividade, a qual ainda é facultada, a critério das emissoras de rádio e televisão. O 
direito de participação em debates eleitorais – diferentemente da propaganda eleitoral gratuita no rádio e 
na televisão – não tem assento constitucional e pode sofrer restrição maior, em razão do formato e do 
objetivo desse tipo de programação. 
 
STF/ADI 5.311 MC 
A Constituição da República assegura a livre criação, fusão e incorporação de partidos políticos. 
Liberdade não é absoluta, condicionando-se aos princípios do sistema democrático-representativo e 
do pluripartidarismo. São constitucionais as normas que fortalecem o controle quantitativo e 
qualitativo dos partidos, sem afronta ao princípio da igualdade ou qualquer ingerência em seu 
funcionamento interno. O requisito constitucional do caráter nacional dos partidos políticos objetiva 
impedir a proliferação de agremiações sem expressão política, que podem atuar como “legendas de 
aluguel”, fraudando a representação, base do regime democrático. 
 
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TÍTULO III – Da Organização do Estado 
 
CAPÍTULO I – DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA 
 
Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, 
o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. 
 
Estado Federal (República Federativa do Brasil) Entidade Soberana 
Entes Federativos (U/E/DF/M) Entidades Autônomas 
 
Autonomia 
As capacidades de auto-organização, autogoverno, autoadministração e autolegislação reconhecidas 
aos estados federados exemplificam a autonomia que lhes é conferida pela Carta Constitucional. 
Auto-organização 
Trata-se da autonomia do ente federativo de elaborar sua própria lei orgânica ou 
Constituição Estadual. 
Autolegislação Trata-se da autonomia do ente federativo criar normas jurídicas e abstratas. 
Autogoverno 
Consiste na autonomia que o ente federativo possui de montar os seus poderes 
(Legislativo, Executivo e Judiciário) e eleger seus representantes. 
Autoadministração Consiste na capacidade do ente federativo gerir a Administração Pública. 
 
Estado Brasileiro 
Forma de Estado = Federalismo (Forma de Estado composto) 
Forma de Governo = Republicano 
Sistema de Governo = Presidencialismo 
Regime de Governo = Democrático 
 
Forma de Estado 
Estado Unitário Estado Federal 
Poder político centralizado; 
 
O Estado é o único que tem poderes, podendo se 
subdividir em províncias ou departamentos para 
fins meramente administrativos, podendo o 
governo central revogar suas competências; 
 
Não há entes com autonomia; 
Poder político descentralizado; 
 
Formado por um Estado soberano constituído de 
estados-membros com autonomia política. 
 
Os Estados federados não podem ter suas 
competências revogadas pelo governo central. 
 
Federalismo 
Por Agregação (Centrípeto) Por Desagregação ou Segregação 
Consiste na formação de um novo Estado Federativo 
a partir da união entre estados soberanos e 
independentes. Os entes eram fracionados e se 
uniram para formar um único Estado. 
 
Possui um movimento centrípeto (Fora para 
Dentro). 
Consiste no surgimento de vários Estados-
Membros a partir de um Estado Unitário. Ocorre a 
descentralização do poder político, formando, assim, 
outros Estados com autonomia. 
 
Possui um movimento centrífugo (Dentro para 
Fora). 
Ex: EUA, Alemanha. Ex: Brasil. 
 
Federalismo 
Dual Cooperativo 
As atribuições são separadas entre os entes 
federados de forma extremamente rígida. Não 
existindo cooperação entre os Estados-Membros. 
As atribuições são mais flexíveis, sendo exercidas 
de maneira comum ou concorrente entre os entes. 
Existe uma maior integração entre os entes 
federativos. 
Ex: EUA. Ex: Brasil (CF/88. Art. 23. E Art. 24.). 
 
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Constituição Federal – Legislação Esquematizada 
 
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Características da República 
* Forma de Governo; 
* Eletividade para os cargos políticos; 
* Temporariedade: O mandato político é por tempo determinado; 
* Responsabilidade: O político é responsável pelos seus atos. 
 
§1º Brasília é a Capital Federal. 
 
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao 
Estado de origem serão reguladas em lei complementar. 
 
Territórios Federais 
* Integram a União; 
* Criação, Transformação ou Reintegração ao Estado de origem mediante Lei complementar. 
 
§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou 
formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente 
interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. 
 
Incorporação, Subdivisão ou Desmembramento entre Estados ou Formação de Novos Estados ou 
Territórios Federais 
* Aprovação da população diretamente interessada por plebiscito; 
* Aprovação de lei complementar federal no Congresso Nacional. 
 
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, 
dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante 
plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade 
Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. 
 
Criação, Incorporação, Fusão e Desmembramento de Municípios 
* Ocorrerá por Lei Estadual; 
* Em período determinado por Lei Complementar Federal; 
* Dependerá de Consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos; 
* Após Estudos de Viabilidade Municipal apresentados na forma da lei. 
 
Modalidades de Formação de Estados Federados 
Incorporação ou Fusão 
Uniãode dois Estados Federados para formação de um novo Estado. 
Ex: Estado X + Estado Y = Estado Z. 
Subdivisão 
Ocorre quando um Estado deixa de existir, passando a se dividir em 
dois ou mais Estados. 
Desmembramento por 
Formação 
Um determinado Estado perde uma parte do seu território para a 
criação de um novo. 
Desmembramento por 
Anexação 
Um determinado Estado perde uma parte do seu território para se 
anexar a outro Estado já existente. 
 
STF/ADI 2.994 
Pesquisas de opinião, abaixo-assinados e declarações de organizações comunitárias, favoráveis à criação, à 
incorporação ou ao desmembramento de Município, não são capazes de suprir o rigor e a legitimidade do 
plebiscito exigido pelo § 4º do art. 18 da Carta Magna. 
 
STF/ADI 2.650 
Após a alteração promovida pela EC 15/1996, a Constituição explicitou o alcance do âmbito de consulta para 
o caso de reformulação territorial de Municípios e, portanto, o significado da expressão “populações 
diretamente interessadas”, contida na redação originária do § 4º do art. 18 da Constituição, no 
sentido de ser necessária a consulta a toda a população afetada pela modificação territorial, o que, 
no caso de desmembramento, deve envolver tanto a população do território a ser desmembrado 
quanto a do território remanescente. Esse sempre foi o real sentido da exigência constitucional – a nova 
redação conferida pela emenda, do mesmo modo que o art. 7º da Lei 9.709/1998, apenas tornou explícito 
um conteúdo já presente na norma originária. A utilização de termos distintos para as hipóteses de 
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desmembramento de Estados-membros e de Municípios não pode resultar na conclusão de que cada um 
teria um significado diverso, sob pena de se admitir maior facilidade para o desmembramento de um Estado 
do que para o desmembramento de um Município. 
 
STF/ADI 4.711/RS 
É inconstitucional lei estadual que permita a criação, incorporação, fusão e desmembramento de 
municípios sem a edição prévia das leis federais previstas no art. 18, § 4º, da CF/1988, com redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 15/1996. 
 
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
 
I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, 70ubvenciona-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com 
eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de 
interesse público; 
 
II – recusar fé aos documentos públicos; 
 
III – criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. 
 
STF/ADPF 811/SP 
É compatível com a Constituição Federal a imposição de restrições à realização de cultos, missas e demais 
atividades religiosas presenciais de caráter coletivo como medida de contenção do avanço da pandemia da 
Covid-19. 
 
CAPÍTULO II – DA UNIÃO 
 
Art. 20. São bens da União: 
 
I – os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos; 
 
II – as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, 
das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei; 
 
Terras Devolutas 
Terras devolutas são todas aquelas que, pertencentes ao domínio público de qualquer das entidades 
estatais, não se acham utilizadas pelo Poder Público, nem destinadas a fins administrativos 
específicos. São bens públicos ainda não utilizados pelos respectivos proprietários 
Fonte: MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 38 ed. São Paulo: Editora Malheiros, 2012, p. 607. 
 
III – os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um 
Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, 
bem como os terrenos marginais e as praias fluviais; 
 
IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas 
oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas 
afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II; 
 
V – os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva; 
 
VI – o mar territorial; 
 
VII – os terrenos de marinha e seus acrescidos; 
 
VIII – os potenciais de energia hidráulica; 
 
IX – os recursos minerais, inclusive os do subsolo; 
 
X – as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos; 
 
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XI – as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. 
 
§ 1º É assegurada, nos termos da lei, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a 
participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de 
geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar 
territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração. 
 
Antes da EC Nº 102/2019 Depois da EC Nº 102/2019 
CF/88. Art. 20. § 1º É assegurada, nos termos da lei, 
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, 
bem como a órgãos da administração direta da 
União, participação no resultado da exploração de 
petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para 
fins de geração de energia elétrica e de outros 
recursos minerais no respectivo território, plataforma 
continental, mar territorial ou zona econômica 
exclusiva, ou compensação financeira por essa 
exploração. 
CF/88. Art. 20. § 1º É assegurada, nos termos da lei, 
à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios a participação no resultado da 
exploração de petróleo ou gás natural, de 
recursos hídricos para fins de geração de energia 
elétrica e de outros recursos minerais no 
respectivo território, plataforma continental, mar 
territorial ou zona econômica exclusiva, ou 
compensação financeira por essa exploração. 
 
§ 2º A faixa de até 150km de largura, ao longo das fronteiras terrestres, designada como faixa de fronteira, é 
considerada fundamental para defesa do território nacional, e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei. 
 
STF/Súmula 477 
As concessões de terras devolutas situadas na faixa de fronteira, feitas pelos estados, autorizam, apenas, o 
uso, permanecendo o domínio com a União, ainda que se mantenha inerte ou tolerante, em relação aos 
possuidores. 
 
STF/Súmula 479 
As margens dos rios navegáveis são domínio público, insuscetíveis de expropriação e, por isso mesmo, 
excluídas de indenização. 
 
STF/Súmula 480 
Pertencem ao domínio e administração da União, nos termos dos artigos 4, IV, e 186, da Constituição 
Federal de 1967, as terras ocupadas por silvícolas. 
 
STF/Súmula 650 
Os incisos I e XI do art. 20 da Constituição Federal não alcançam terras de aldeamentos extintos, ainda 
que ocupadas por indígenas em passado remoto. 
STF/AI 307.401/SP: As regras definidoras de domínio da União, insertas no art. 20 da Constituição Federal 
de 1988, não abrangem as terras ocupadas, em passado remoto, por antigos aldeamentos indígenas. 
 
STF/RE 183.188 
As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios incluem-se no domínio constitucional da União 
Federal. As áreas por elas abrangidas são inalienáveis, indisponíveis e insuscetíveis de prescrição 
aquisitiva. A Carta Política, com a outorga dominial atribuída à União, criou, para esta, uma propriedade 
vinculada ou reservada, que se destina a garantir aos índios o exercício dos direitos que lhes foram 
reconhecidos constitucionalmente (CF, art. 231,§ 2º, § 3º e § 7º), visando, desse modo, a proporcionar às 
comunidades indígenas bem-estar e condições necessárias à sua reprodução física e cultural, segundo seus 
usos, costumes e tradições. 
 
Repartição de Competências 
A CF/88 exerce os dois tipos de repartições: vertical e Horizontal. 
Repartição Vertical Repartição Horizontal 
Consiste na divisão de competências de maneira 
concorrente, possibilitando que os entes 
federativos legislem sobre os mesmos temas 
dentro de seu próprio âmbito e executem atividades 
comuns. 
Consiste na divisão de competências, de forma 
exclusiva ou privativa, para cada ente federativo, 
sem existir atribuições concomitantes. 
 
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CF/88. Art. 23. É competência comum da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios: 
 
CF/88. Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao 
Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: 
CF/88. Art. 21. Compete à União: 
 
CF/88. Art. 22. Compete privativamente à União 
legislar sobre: 
 
CF/88. Art. 30. Compete aos Municípios: 
 
Competência Exclusiva ou Comum Competência Privativa ou Concorrente. 
Trata-se de competência administrativa. Trata-se de competência legislativa. 
CF/88. Art. 21. Compete à União: 
 
CF/88. Art. 23. É competência comum da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios: 
CF/88. Art. 22. Compete privativamente à União 
legislar sobre: 
 
CF/88. Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao 
Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: 
 
Princípio da Preponderância de Interesse 
Consiste na repartição de competência conforme o grau de responsabilidade de cada ente federativo. 
União: Trata das matérias de interesse nacional. 
Estados: Tratam das matérias de interesse regional. 
Distrito Federal: Trata das matérias de interesse regional e local. 
Municípios: Tratam das matérias de interesse local. 
 
Art. 21. Compete à União: 
 
I - manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais; 
 
II - declarar a guerra e celebrar a paz; 
 
III - assegurar a defesa nacional; 
 
IV - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou 
nele permaneçam temporariamente; 
 
V - decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a intervenção federal; 
 
VI - autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico; 
 
VII - emitir moeda; 
 
VIII - administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira, especialmente as 
de crédito, câmbio e capitalização, bem como as de seguros e de previdência privada; 
 
IX - elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento 
econômico e social; 
 
X - manter o serviço postal e o correio aéreo nacional; 
 
XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, 
nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros 
aspectos institucionais; 
 
XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão: 
 
a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens; 
 
b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisótopos para pesquisa e 
uso agrícolas e industriais; (EC. 118/22) 
 
c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção, a comercialização e a utilização de radioisótopos para 
pesquisa e uso médicos; (EC. 118/22) 
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Antes da EC 118/22 Após a EC 118/22 
b) sob regime de permissão, são autorizadas a 
comercialização e a utilização de radioisótopos para 
a pesquisa e usos médicos, agrícolas e industriais; 
 
c) sob regime de permissão, são autorizadas a 
produção, comercialização e utilização de 
radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas 
horas; 
b) sob regime de permissão, são autorizadas a 
comercialização e a utilização de radioisótopos para 
pesquisa e uso agrícolas e industriais; (EC. 118/22) 
 
c) sob regime de permissão, são autorizadas a 
produção, a comercialização e a utilização de 
radioisótopos para pesquisa e uso médicos; (EC. 
118/22) 
 
d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou que 
transponham os limites de Estado ou Território; 
 
e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros; 
 
f) os portos marítimos, fluviais e lacustres; 
 
Formas de Delegação 
União Autorização, Permissão e Concessão 
Estados Concessão 
Municípios Concessão e Permissão 
 
XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e a 
Defensoria Pública dos Territórios; 
 
Atenção! 
A EC/69 excluiu a competência da União de organizar e manter a Defensoria Pública do DF, sendo, desta 
forma, competência do próprio Distrito Federal. 
 
Competências – Não Confundir 
Compete à União Organizar e manter o PJ, o MP do D.F e dos Territórios e a DP dos Territórios; 
Compete ao D.F Organizar e manter a sua Defensoria Pública. 
 
XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia penal, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do 
Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços 
públicos, por meio de fundo próprio; 
 
STF/Súmula Vinculante 39 
Compete privativamente à União legislar sobre vencimentos dos membros das polícias civil e militar e 
do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. 
 
XV - organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, geologia e cartografia de âmbito nacional; 
 
XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio e 
televisão; 
 
XVII - conceder anistia; 
 
XVIII - planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente as secas e as 
inundações; 
 
XIX - instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos 
de seu uso; 
 
XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico e 
transportes urbanos; 
 
XXI - estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação; 
 
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XXII - executar os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; 
 
XXIII - explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a 
pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e 
seus derivados, atendidos os seguintes princípios e condições: 
 
a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante 
aprovação do Congresso Nacional; 
 
b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisótopos para pesquisa e 
uso agrícolas e industriais; (E.C.118/22) 
 
c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção, a comercialização e a utilização de radioisótopos para 
pesquisa e uso médicos; (E.C.118/22) 
 
d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa; 
 
XXIV - organizar,manter e executar a inspeção do trabalho; 
 
XXV - estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem, em forma associativa. 
 
XXVI - organizar e fiscalizar a proteção e o tratamento de dados pessoais, nos termos da lei. (E.C.115/22) 
 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: 
 
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; 
 
II - desapropriação; 
 
Compete privativamente à União legislar sobre: 
* Direito Civil; 
* Direito Agrário; 
* Direito Penal; 
* Direito Aeronáutico; 
* Direito Comercial; 
* Direito Eleitoral; 
* Direito do Trabalho; 
* Direito Especial; 
* Desapropriação; 
* Direito Processual; 
* Direito Marítimo. 
Mnemônico: CAPACETE DE PM 
 
STF/ADI 4862/PR 
Cobrança de estacionamento de veículos: competência e livre iniciativa 
 
O Plenário, por maioria, julgou procedente pedido formulado em ação direta para declarar a 
inconstitucionalidade da Lei 16.785/2011, do Estado do Paraná. O diploma regulamenta a cobrança de 
estacionamento de veículos no Estado-Membro. 
 
O Ministro Gilmar Mendes (relator), no que acompanhado pelo Ministro Marco Aurélio, concluiu pela 
inconstitucionalidade formal da lei. Remeteu a precedentes do STF para reafirmar que a disciplina acerca 
da exploração econômica de estacionamentos privados refere-se a direito civil. Em jogo, portanto, a 
competência privativa da União (CF, art. 22, I). 
 
STF/ADI 451/RJ 
Lei estadual e prestação de serviço de segurança 
 
Lei estadual que impõe a prestação de serviço de segurança em estacionamento a toda pessoa física 
ou jurídica que disponibilize local para estacionamento é inconstitucional, quer por violar a competência 
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privativa da União para legislar sobre direito civil, quer por violar a livre iniciativa. 
 
STF/Súmula Vinculante 38 
É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial. 
 
STF/Súmula Vinculante 46 
A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e 
julgamento são de competência legislativa privativa da União. 
 
STF/Súmula Vinculante 49 
Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos 
comerciais do mesmo ramo em determinada área. 
 
STF/Súmula 419 
Os municípios têm competência para regular o horário do comércio local, desde que não infrinjam leis 
estaduais ou federais válidas. 
 
STF/Súmula 722 
São da competência legislativa da União a definição dos crimes de responsabilidade e o 
estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento. 
 
STF/RE 397.094 
Distrito Federal: competência legislativa para fixação de tempo razoável de espera dos usuários dos 
serviços de cartórios. A imposição legal de um limite ao tempo de espera em fila dos usuários dos 
serviços prestados pelos cartórios não constitui matéria relativa à disciplina dos registros públicos, 
mas assunto de interesse local, cuja competência legislativa a Constituição atribui aos Municípios (...). 
 
STF/RE n. 610.221-RG 
Os Municípios possuem competência para legislar sobre assuntos de interesse local (artigo 30, I, da CF), 
tais como medidas que propiciem segurança, conforto e rapidez aos usuários de serviços bancários. 
 
STF/ ADI 2.947 
Matéria concernente a relações de trabalho. Usurpação de competência privativa da União. Ofensa aos 
arts. 21, XXIV, e 22, I, da CF. Vício formal caracterizado. (...) É inconstitucional norma do Estado ou do 
Distrito Federal que disponha sobre proibição de revista íntima em empregados de estabelecimentos 
situados no respectivo território. 
 
STF/ADI 5.800 
É inconstitucional por invadir competência privativa da União em relação ao direito civil a criação de lei 
estadual que estabeleça cobrança de valores relativos ao aproveitamento econômico dos direitos autorais 
na execução pública de obras musicais e literomusicais e de fonogramas por associações, fundações ou 
instituições filantrópicas e aquelas oficialmente declaradas de utilidade pública estadual, sem fins lucrativos. 
 
STF/ADI 4.167 
Pacto federativo e repartição de competência. Piso nacional para os professores da educação básica. (...) É 
constitucional a norma geral federal que fixou o piso salarial dos professores do ensino médio com 
base no vencimento, e não na remuneração global. 
 
STF/ADI 1.646 
Lei estadual que regula obrigações relativas a serviços de assistência médico-hospitalar regidos por 
contratos de natureza privada, universalizando a cobertura de doenças (Lei 11.446/1997 do Estado de 
Pernambuco). Vício formal. Competência privativa da União para legislar sobre direito civil, comercial e 
sobre política de seguros (CF, art. 22, I e VII). Precedente: ADI 1.595 MC/SP, rel. min. Nelson Jobim, DJ 
de 19-12-2002, Pleno, maioria. 
 
STF/ADI 4.161/AL 
Os Estados-membros e o Distrito Federal não dispõem de competência para legislar sobre direito 
processual, eis que, nesse tema , que compreende a disciplina dos recursos em geral, somente a União 
Federal – considerado o sistema de poderes enumerados e de repartição constitucional de competências 
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Constituição Federal – Legislação Esquematizada 
 
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76/341 
legislativas – possui atribuição para legitimamente estabelecer, em caráter de absoluta privatividade (CF, art. 
22, n. I), a regulação normativa a propósito de referida matéria, inclusive no que concerne à definição dos 
pressupostos de admissibilidade pertinentes aos recursos interponíveis no âmbito dos Juizados Especiais. 
Consequente inconstitucionalidade formal (ou orgânica) de legislação estadual que haja instituído depósito 
prévio como requisito de admissibilidade de recurso voluntário no âmbito dos Juizados Especiais Cíveis. 
 
STJ/Súmula 19 
A fixação do horário bancário, para atendimento ao público, é da competência da União. 
 
Competência Legislativa 
Compete à União Fixação do horário bancário, para atendimento ao público. 
Compete aos 
Municípios 
Regulação o horário do comércio local, desde que não infrinjam leis 
estaduais ou federais válidas. 
Compete aos 
Municípios 
Imposição legal de um limite ao tempo de espera em fila dos usuários dos 
serviços prestados pelos cartórios. 
Compete aos 
Municípios 
Medidas que propiciem segurança, conforto e rapidez aos usuários de 
serviços bancários. 
 
III - requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra; 
 
IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão; 
 
Compete privativamente à União legislar sobre: 
* Informática; 
* Telecomunicações; 
* Radiodifusão; 
* Energia; 
*Águas 
Mnemônico: INTERAGIA 
 
STF/RE 632.006 AgR 
Instalação de torres de telefonia celular. Competência legislativa municipal para disciplinar o uso e a 
ocupação do solo urbano. 
 
STF/ADI 4925/SP 
Energia elétrica e competência para legislar 
As competências para legislar sobre energia elétrica e para definir os termos da exploração do serviço 
de seu fornecimento, inclusive sob regime de concessão, cabem privativamente à União (CF, artigos 21, 
XII, b; 22, IV e 175). Com base nesse entendimento, o Plenário julgou procedente pedido formulado em ação 
direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 2º da Lei 12.635/2005 do Estado de São Paulo (“Art. 2º 
Os postes de sustentação à rede elétrica, que estejam causando transtornos ou impedimentos aos 
proprietários e aos compromissários compradores de terrenos, serão removidos, sem qualquer ônuspara os 
interessados, desde que não tenham sofrido remoção anterior”). A Corte, em questão de ordem, por 
entender não haver necessidade de acréscimos instrutórios mais aprofundados, converteu o exame da 
cautelar em julgamento de mérito. Apontou que a norma questionada, ao criar para as empresas obrigação 
significativamente onerosa, a ser prestada em hipóteses de conteúdo vago (“que estejam causando 
transtornos ou impedimentos”), para o proveito de interesses individuais dos proprietários de terrenos, teria 
se imiscuído nos termos da relação contratual estabelecida entre o poder federal e as concessionárias que 
exploram o serviço de fornecimento de energia elétrica no Estado-membro. 
 
STF/ADI 5.569 
1. Ao obrigar as empresas prestadoras de serviço de internet móvel e de banda larga, na modalidade pós-
paga, a apresentar ao consumidor, na fatura mensal, gráficos informando a velocidade diária média de envio 
e de recebimento de dados entregues no mês, a Lei nº 4.824/2016 do Estado do Mato Grosso do Sul, a 
pretexto de tutelar interesses consumeristas, altera, no tocante às obrigações das empresas prestadoras, o 
conteúdo dos contratos administrativos firmados no âmbito federal para a prestação do serviço público de 
telefonia, perturbando o pacto federativo. 
2. Segundo a jurisprudência reiterada desta Suprema Corte, revela-se inconstitucional, por invadir a 
competência privativa da União para regular a exploração do serviço público de telefonia – espécie do 
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gênero telecomunicação –, a lei estadual cujos efeitos não se esgotam na relação entre consumidor-usuário 
e o fornecedor-prestador, interferindo na relação jurídica existente entre esses dois atores e o Poder 
Concedente, titular do serviço (arts. 21, XI, 22, IV, e 175 da Constituição da República). Precedentes. Ação 
direta de inconstitucionalidade julgada procedente. 
 
STF/ADI 3.835 
Lei estadual que disponha sobre bloqueadores de sinal de celular em presídio invade a competência da 
União para legislar sobre telecomunicações. 
 
STF/ADI 3.343 
O sistema federativo instituído pela CF de 1988 torna inequívoco que cabe à União a competência legislativa 
e administrativa para a disciplina e a prestação dos serviços públicos de telecomunicações e energia elétrica 
(CF, arts. 21, XI e XII, b, e 22, IV). A Lei 3.449/2004 do Distrito Federal, ao proibir a cobrança da tarifa de 
assinatura básica "pelas concessionárias prestadoras de serviços de água, luz, gás, TV a cabo e 
telefonia no Distrito Federal" (art. 1º, caput), incorreu em inconstitucionalidade formal, porquanto 
necessariamente inserida a fixação da "política tarifária" no âmbito de poderes inerentes à titularidade de 
determinado serviço público, como prevê o art. 175, parágrafo único, III, da Constituição, elemento 
indispensável para a preservação do equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão e, por 
consequência, da manutenção do próprio sistema de prestação da atividade. 
Segundo o STF, será inconstitucional lei estadual que impeça a cobrança da tarifa de assinatura básica 
pelas prestadoras do serviço, pois é da União a competência legislativa pertinente aos serviços de 
telecomunicações e energia elétrica. 
 
V - serviço postal; 
 
VI - sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais; 
 
VII - política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores; 
 
STF/ADI 4.701 
Ação direta de inconstitucionalidade. Lei estadual que fixa prazos máximos, segundo a faixa etária dos 
usuários, para a autorização de exames pelas operadoras de plano de saúde. (...) Os arts. 22, VII; e 21, 
VIII, da CF atribuem à União competência para legislar sobre seguros e fiscalizar as operações relacionadas 
a essa matéria. Tais previsões alcançam os planos de saúde, tendo em vista a sua íntima afinidade com a 
lógica dos contratos de seguro, notadamente por conta do componente atuarial. 
 
VIII - comércio exterior e interestadual; 
 
IX - diretrizes da política nacional de transportes; 
 
X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial; 
 
XI - trânsito e transporte; 
 
STF/ADI 3.671 MC 
Competências legislativas exclusivas da União. Ofensa aparente ao art. 22, I e XI, da CF. (...) Aparenta 
inconstitucionalidade, para efeito de liminar, a lei distrital ou estadual que dispõe sobre obrigatoriedade 
de equipar ônibus usados no serviço público de transporte coletivo com dispositivos redutores de 
estresse a motoristas e cobradores e de garantir-lhes descanso e exercícios físicos. 
 
STF/ ADI 2.644 
Apenas a União tem competência para estabelecer multas de trânsito. A fixação de um teto para o 
respectivo valor não está previsto no código de trânsito brasileiro, sendo descabido que os estados venham 
a estabelecê-lo. Ausência de lei complementar federal que autorize os estados a legislar, em pontos 
específicos, sobre trânsito e transporte, conforme prevê o art. 22, par. Único da CF. 
 
XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia; 
 
XIII - nacionalidade, cidadania e naturalização; 
 
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XIV - populações indígenas; 
 
XV - emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de estrangeiros; 
 
STF/RHC 123.891 AgR/DF 
É inadmissível a expulsão de estrangeiro que possua filho brasileiro, dependente socioafetivo ou econômico, 
mesmo que o crime ensejador da expulsão tenha ocorrido em momento anterior ao reconhecimento ou 
adoção do filho. 
 
XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões; 
 
XVII - organização judiciária, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e da Defensoria 
Pública dos Territórios, bem como organização administrativa destes; 
 
XVIII - sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais; 
 
XIX - sistemas de poupança, captação e garantia da poupança popular; 
 
STF/ADI 2.905 
Compete privativamente à União legislar sobre a disciplina da comercialização de títulos de 
capitalização, estabelecendo obrigações e impedimentos para sua venda e publicidade. 
COMPETÊNCIA NORMATIVA – COMERCIALIZAÇÃO DE TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO – DISCIPLINA. 
A teor do disposto no artigo 22 da Constituição Federal, compete exclusivamente à União legislar sobre 
Direito Civil, Direito Comercial, política de crédito, câmbio, seguros e transferências de valores, sistema de 
poupança, captação e garantia da poupança popular. 
 
XX - sistemas de consórcios e sorteios; 
 
STF/Súmula Vinculante 2 
É inconstitucional a lei ou ato normativo Estadual ou Distrital que disponha sobre sistemas de 
consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias. 
 
XXI - normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação, mobilização, 
inatividades e pensões das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares; 
 
XXII - competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais; 
 
XXIII - seguridade social; 
 
Competências – Não Confundir 
Seguridade Social Previdência Social Previdência Privada 
União legisla privativamente U/E/DF legislam concorrentemente Exclusiva da União 
 
XXIV - diretrizes e bases da educação nacional; 
 
XXV - registros públicos; 
 
XXVI - atividades nucleares de qualquer natureza; 
 
STF/ADI 1.575 
Energia nuclear. Competência legislativa da União. Artigo 22, XXVI, da Constituição Federal. É 
inconstitucional norma estadual que dispõe sobre atividades relacionadas ao setor nuclear no âmbito 
regional, por violaçãoda competência da União para legislar sobre atividades nucleares, na qual se 
inclui a competência para fiscalizar a execução dessas atividades e legislar sobre a referida fiscalização. 
Ação direta julgada procedente. 
 
XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas 
diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto 
no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; 
 
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XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e mobilização nacional; 
 
XXIX - propaganda comercial. 
 
XXX - proteção e tratamento de dados pessoais. (E.C. 115/22) 
 
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das 
matérias relacionadas neste artigo. 
 
STF/RE 499.610 PR 
1. O Município tem competência para legislar sobre as regras de distribuição de panfletos de 
propaganda. 
2. Lei municipal que não fere a competência da União para legislar sobre propaganda comercial. 
3. Lei constitucional. 
4. Legalidade dos autos de infração lavrados pelos fiscais do apelante. 
 
STF/RE 305.470/SP 
A Turma decidiu, ainda, que não houve desrespeito ao art. 22, XXIX, da Constituição Federal — que 
atribui à União a competência privativa para legislar sobre propaganda comercial. A Lei municipal 
12.643/1998 não limita a veiculação de propagandas comerciais por distribuidoras de cigarro e de bebidas 
alcoólicas, mas apenas proíbe a realização, em imóveis do Município, de eventos patrocinados por 
empresas envolvidas no comércio dessas substâncias. Concluiu, dessa forma, que a restrição imposta 
pela lei local recai sobre a Administração Pública municipal e não sobre as empresas 
comercializadoras de cigarros e bebidas alcóolicas, encontrando-se, por conseguinte, no âmbito de 
competência do Poder Legislativo local. 
 
Compete privativamente à União legislar sobre: 
VI - sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais; 
 
XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões; 
 
XVIII - sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais; 
 
XIX - sistemas de poupança, captação e garantia da poupança popular; 
 
XX - sistemas de consórcios e sorteios; 
Dica: Sistema 
Exceção: CF/88. Art. 21. XIX. 
CF/88. Art. 21. Compete à União: 
 
XIX - instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de 
direitos de seu uso; 
 
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: 
 
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio 
público; 
 
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência; 
 
STF/ADI 6586/DF e ADI 6587/DF 
A vacinação compulsória não significa vacinação forçada, por exigir sempre o consentimento do usuário, 
podendo, contudo, ser implementada por meio de medidas indiretas, as quais compreendem, dentre outras, 
a restrição ao exercício de certas atividades ou à frequência de determinados lugares, desde que previstas 
em lei, ou dela decorrentes e: 
(i) tenham como base evidências científicas e análises estratégicas pertinentes; 
 
(ii) venham acompanhadas de ampla informação sobre a eficácia, segurança e contraindicações dos 
imunizantes; 
 
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(iii) respeitem a dignidade humana e os direitos fundamentais das pessoas; 
 
(iv) atendam aos critérios de razoabilidade e proporcionalidade; e 
 
(v) sejam as vacinas distribuídas universal e gratuitamente; 
 
Tais medidas, com as limitações acima expostas, podem ser implementadas tanto pela União como pelos 
Estados, Distrito Federal e Municípios, respeitadas as respectivas esferas de competência”. 
 
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, 
as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; 
 
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor 
histórico, artístico ou cultural; 
 
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à 
inovação; 
 
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; 
 
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; 
 
VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; 
 
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de 
saneamento básico; 
 
X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos 
setores desfavorecidos; 
 
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos 
hídricos e minerais em seus territórios; 
 
Não Confundir 
Bens da União: Recursos minerais, inclusive os do subsolo; 
Compete privativamente 
à União legislar: 
Jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia; 
É competência comum da 
U/E/DF/M: 
Registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de 
pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus 
territórios; 
 
XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. 
 
Não Confundir 
Compete privativamente 
à União legislar: 
Trânsito e transporte; 
É competência comum da 
U/E/DF/M: 
Estabelecer e implantar política de educação para a segurança do 
trânsito. 
 
Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito 
nacional. 
 
Competência 
Concorrente (CF/88. Art. 24) União, Estados e DF 
Comum (CF/88. Art. 23) União, Estados, DF e Municípios 
Privativa (CF/88. Art. 22) União 
 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: 
 
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I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; (Vide Lei nº 13.874, de 2019) 
 
II - orçamento; 
 
Mnemônico: PUFETO 
Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre: 
* Direito Penitenciário; 
* Direito Urbanístico; 
* Direito Financeiro; 
* Direito Econômico; 
* Direito Tributário; 
* Orçamento. 
 
STF/ADI 2.163/RJ 
ADI e meia-entrada para jovens - 3 
 
O Plenário, em conclusão de julgamento e por maioria, julgou improcedente pedido formulado em ação 
direta de inconstitucionalidade ajuizada em face do art. 1º da Lei 3.364/2000, do Estado do Rio de Janeiro 
(1), que assegura o pagamento de 50% do valor efetivamente cobrado para o ingresso em casas de 
diversões, praças desportivas e similares aos jovens de até 21 anos de idade (Informativos 428 e 573). 
 
Sob o prisma formal, o Colegiado considerou constitucional a lei impugnada, uma vez que tanto a 
União quanto os Estados-membros e o Distrito Federal (DF) podem atuar sobre o domínio 
econômico, por possuírem competência concorrente para legislar sobre direito econômico (CF, art. 24, 
I) (2). Ademais,diante da inexistência de lei federal sobre a matéria, o ente exerceu a competência 
legislativa plena, para atender às suas peculiaridades (CF, art. 24, §3º) (3). 
 
III - juntas comerciais; 
 
IV - custas dos serviços forenses; 
 
V - produção e consumo; 
 
STF/ARE 1.013.975 AgR 
(...) é constitucional a lei estadual que prevê a instalação de dispositivos de segurança nas agências 
bancárias, considerada a competência concorrente entre União e Estados federados para legislar em 
matéria de segurança nas relações de consumo (art. 24, V e VIII e § 2º, da Carta Magna). 
 
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, 
proteção do meio ambiente e controle da poluição; 
 
STF/RE 194.704 
Meio ambiente e poluição: competência municipal. 
 
O Município tem competência para legislar sobre meio ambiente e controle da poluição, quando se 
tratar de interesse local. 
 
Com esse entendimento, o Plenário, em conclusão de julgamento e por maioria, negou provimento a recurso 
extraordinário em que se debateu a competência dos Municípios para legislar sobre proteção do meio 
ambiente e controle da poluição. Cuida-se, na espécie, de recurso extraordinário contra acórdão de tribunal 
estadual que, ao julgar apelação em mandado de segurança, reconheceu a legitimidade de legislação 
municipal com base na qual se aplicaram multas por poluição do meio ambiente, decorrente da 
emissão de fumaça por veículos automotores no perímetro urbano (vide Informativos 347, 431 e 807). 
 
No mérito, o Plenário considerou que as expressões “interesse local”, do art. 30, I, da Constituição 
Federal (CF), e “peculiar interesse”, das Constituições anteriores, se equivalem e não significam 
interesse exclusivo do Município, mas preponderante. Assim, a matéria é de competência concorrente 
(CF, art. 24, VI), sobre a qual a União expede normas gerais. Os Estados e o Distrito Federal editam normas 
suplementares e, na ausência de lei federal sobre normas gerais, editam normas para atender a suas 
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peculiaridades (2). Por sua vez, os Municípios, com base no art. 30, I e II, da CF (3), legislam naquilo 
que for de interesse local, suplementando a legislação federal e a estadual no que couber. 
 
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico; 
 
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, 
estético, histórico, turístico e paisagístico; 
 
STF/ADI 4.512/MS 
Planos de saúde e direito do consumidor 
 
O Plenário julgou improcedente pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada em 
face da Lei 3.885/2010 do Estado de Mato Grosso do Sul, que dispõe sobre a obrigatoriedade de 
entrega ao usuário, por escrito, de comprovante fundamentado com informações pertinentes a 
eventual negativa, parcial ou total, de cobertura de procedimento médico, cirúrgico ou de 
diagnóstico, bem como de tratamento e internação. 
 
O Tribunal afirmou que, ao exigir da operadora de planos privados de assistência à saúde a entrega imediata 
e no local do atendimento médico de informações e documentos, nos termos da lei impugnada, o legislador 
estadual atuou dentro da competência legislativa que lhe foi assegurada constitucionalmente. 
 
No caso em questão, contudo, a norma resguarda a função estatal de proteção ao consumo, de modo 
que não há interferência nos acordos firmados entre as operadoras e os usuários, ou sobre o equilíbrio 
atuarial das operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde, ou mesmo sobre os meios de 
fiscalização do setor. 
 
O Colegiado rememorou que o STF tem prestigiado a competência legislativa dos Estados e do Distrito 
Federal na edição de normas que objetivam a proteção e a prestação de informações ao consumidor. 
 
A norma impugnada tem o potencial de, ao contrário de limitar a livre iniciativa, fomentar o desenvolvimento 
de um mercado mais sustentável em consonância com as diretrizes apresentadas para a defesa do 
consumidor. 
 
IX - educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação; 
 
X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas; 
 
XI - procedimentos em matéria processual; 
 
STF/ADIN 4.337/SP 
O inquérito policial está inserido na competência concorrente da União, dos Estados-Membros e do 
Distrito Federal para legislar sobre procedimentos em matéria processual, conferida pelo inc. XI do art. 
24 da Constituição da República. 
 
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde; 
 
Competências – Não Confundir 
União Legisla Privativamente U/E/DF Legislam Concorrentemente 
Diretrizes e bases da educação nacional Educação e Ensino 
Direito processual Procedimentos em matéria processual 
Seguridade Social Previdência Social, proteção e defesa da Saúde 
Conflito de competência em matéria tributária Direito Tributário 
 
XIII - assistência jurídica e Defensoria pública; 
 
XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; 
 
 
 
 
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STF/ADI 903 MG 
Muito embora a jurisprudência da Corte seja rígida em afirmar a amplitude do conceito de trânsito e 
transporte para fazer valer a competência privativa da União (art. 22, XI, CF), prevalece, no caso, a 
densidade do direito à acessibilidade física das pessoas com deficiência (art. 24, XIV, CF), em 
atendimento, inclusive, à determinação prevista nos arts. 227, § 2º, e 244 da Lei Fundamental, sem preterir a 
homogeneidade no tratamento legislativo a ser dispensado a esse tema. Nesse sentido, há que se 
enquadrar a situação legislativa no rol de competências concorrentes dos entes federados. Como, à 
época da edição da legislação ora questionada, não havia lei geral nacional sobre o tema, a teor do § 3º do 
art. 24 da Constituição Federal, era deferido aos estados-membros o exercício da competência legislativa 
plena, podendo suprir o espaço normativo com suas legislações locais. 
 
XV - proteção à infância e à juventude; 
 
XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis. 
 
Competência 
Legislativa Estadual 
* Obrigar operadoras de plano de saúde a fornecer ao consumidor informações e 
documentos em caso de negativa de cobertura. 
Privativa legislativa 
da União 
* Disciplinar a comercialização de títulos de capitalização, estabelecendo 
obrigações e impedimentos para sua venda e publicidade. 
 
* Prever prazos máximos para que as empresas de planos de saúde autorizem 
exames médicos aos usuários. 
 
* Exigir Certidão negativa de Violação aos Direitos do Consumidor dos 
interessados em participar de licitações e em celebrar contratos com órgãos e 
entidades da Administração pública estadual. 
 
* Estabelecer regras para a cobrança pela prestação de serviços privados de 
estacionamento de veículos em áreas particulares. 
 
Competência Concorrente 
Os incisos estão relacionados à (ao): 
* Área financeira e comercial; 
* Meio ambiente; 
* Consumidor 
* Patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico; 
* Previdência Social, Saúde, Defensoria Pública e Assistência Jurídica; 
* Proteção das Pessoas com Deficiência, infância, juventude; 
* Direito Penitenciário e Polícias Civis; 
 
§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. 
 
§ 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos 
Estados.§ 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para 
atender a suas peculiaridades. 
 
§ 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for 
contrário. 
 
Competência Suplementar 
É dividida em competência supletiva e complementar. 
Competência Supletiva Competência Complementar 
Ocorre quando inexistindo lei federal sobre 
normas gerais, os Estados exercerão a 
competência legislativa plena, para atender a suas 
peculiaridades. 
Ocorre quando já existe prévia lei federal, podendo 
esta ser especificada pelos E/DF. 
 
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CAPÍTULO III - DOS ESTADOS FEDERADOS 
 
Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os 
princípios desta Constituição. 
 
§ 1º São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. 
 
Atenção! 
A União (CF/88. Arts. 21 e 22) e os Municípios (CF/88. Art. 30.) possuem o Rol de competências expresso 
na CF/88. Já a competência dos Estados é residual, conforme o Art. 25. § 1º. 
 
STF/ADI 1.052 
A segurança pública é de competência comum dos Estados-membros, sendo também sua competência 
remanescente a prerrogativa de legislar sobre transporte intermunicipal. 
 
§ 2º Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na 
forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação. 
 
Gás Canalizado 
* Estado explora diretamente ou mediante concessão; 
* Na forma da lei; 
* Vedada edição de medida provisória. 
Dica: Gás Canalizado → Estado 
 
§ 3º - Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas, aglomerações 
urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar a 
organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. 
 
STF/ADI 1.841 
A instituição de regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por 
agrupamentos de Municípios limítrofes, depende, apenas, de lei complementar estadual. 
OBS: Na criação de regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões não há necessidade de 
consulta, mediante plebiscito, à população dos municípios envolvidos. 
 
Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados: 
 
I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na 
forma da lei, as decorrentes de obras da União; 
 
II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio 
da União, Municípios ou terceiros; 
 
III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União; 
 
IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União. 
 
Art. 27. O número de Deputados à Assembleia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do Estado na 
Câmara dos Deputados e, atingido o número de 36, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados 
Federais acima de 12. 
 
§ 1º Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, aplicando- sê-lhes as regras desta 
Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, 
impedimentos e incorporação às Forças Armadas. 
 
§ 2º O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa, na razão 
de, no máximo, setenta e cinco por cento daquele estabelecido, em espécie, para os Deputados Federais, 
observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 57, § 7º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I. 
 
STF/ADI 6.437/MT 
O subsídio dos deputados estaduais deve ser fixado por lei em sentido formal. 
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§ 3º Compete às Assembleias Legislativas dispor sobre seu regimento interno, polícia e serviços 
administrativos de sua secretaria, e prover os respectivos cargos. 
 
§ 4º A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual. 
 
Art. 28. A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de 4 anos, realizar-se-á no 
primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, 
do ano anterior ao do término do mandato de seus antecessores, e a posse ocorrerá em 6 de janeiro do ano 
subsequente, observado, quanto ao mais, o disposto no art. 77 desta Constituição. (E.C 111/21) 
 
§ 1º Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração pública direta 
ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art. 38, I, IV e V. 
 
§ 2º Os subsídios do Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado serão fixados por lei de 
iniciativa da Assembleia Legislativa, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 
2º, I. 
 
Fixação de Subsídios do Legislativo e Executivo 
Vereadores 
Fixados pelas respectivas Câmaras Municipais em cada legislatura para a 
subsequente, observado o que dispõe esta Constituição, observados os critérios 
estabelecidos na respectiva Lei Orgânica. 
Prefeito, Vice e 
Secretários Municipais 
Fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal. 
Deputados Estaduais 
Fixados por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa, na razão de, no 
máximo, setenta e cinco por cento daquele estabelecido, em espécie, para os 
Deputados Federais. 
Governador, Vice e 
Secretários Estaduais 
Fixados por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa. 
Deputados Federais e 
Senadores 
Fixados por Decreto Legislativo de competência exclusiva do Congresso 
Nacional. 
Presidente, Vice e 
Ministros de Estado 
Fixados por Decreto Legislativo de competência exclusiva do Congresso 
Nacional. 
 
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CAPÍTULO IV - Dos Municípios 
 
Poder Executivo Poder Legislativo Poder Judiciário 
Todos os Entes Federativos Todos os Entes Federativos 
Todos os Entes Federativos, 
exceto Municípios. 
 
Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em 2 turnos, com o interstício mínimo de 10 dias, e 
aprovada por 2/3 dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos 
nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos 
 
I - eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, para mandato de 4 anos, mediante pleito direto e 
simultâneo realizado em todo o País; 
 
II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao 
término do mandato dos que devam suceder, aplicadas as regras do art. 77 (Sistema Majoritário Absoluto), no 
caso de Municípios com mais de 200.000 eleitores; 
 
III - posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de janeiro do ano subsequente ao da eleição; 
 
IV - para a composição das Câmaras Municipais, será observado o limite máximo de: 
 
a) 9 Vereadores, nos Municípios de até 15.000 habitantes; 
 
b) 11 Vereadores, nos Municípios de mais de 15.000 habitantes e de até 30.000 habitantes; 
: 
: 
x) 55 Vereadores, nos Municípios de mais de 8.000.000 de habitantes; 
 
V - subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por lei de iniciativa da 
Câmara Municipal,observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; 
 
VI - o subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras Municipais em cada legislatura para a 
subsequente, observado o que dispõe esta Constituição, observados os critérios estabelecidos na respectiva 
Lei Orgânica e os seguintes limites máximos: 
 
a) em Municípios de até 10.000 habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a 20% do subsídio 
dos Deputados Estaduais; 
 
b) em Municípios de 10.001 a 50.000 habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a 30% do 
subsídio dos Deputados Estaduais; 
 
c) em Municípios de 50.001 a 100.000 habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a 40% do 
subsídio dos Deputados Estaduais; 
 
d) em Municípios de 100.001 a 300.000 habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a 50% do 
subsídio dos Deputados Estaduais; 
 
e) em Municípios de 300.001 a 500.000 habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a 60% do 
subsídio dos Deputados Estaduais; 
 
f) em Municípios de mais de 500.000 habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a 75% do 
subsídio dos Deputados Estaduais; 
 
VII - o total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o montante de cinco 
por cento da receita do Município; 
 
VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na 
circunscrição do Município; (Imunidade Material apenas no âmbito do Município). 
 
 
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Imunidades Parlamentares 
Deputados Estaduais e Distritais Vereadores 
Possuem as mesmas prerrogativas dos 
Deputados Federais. 
Possuem apenas imunidade material dentro da 
circunscrição do Município. 
 
IX - proibições e incompatibilidades, no exercício da vereança, similares, no que couber, ao disposto nesta 
Constituição para os membros do Congresso Nacional e na Constituição do respectivo Estado para os membros 
da Assembleia Legislativa; 
 
X - Julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça; 
 
XI - organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara Municipal; 
 
XII - cooperação das associações representativas no planejamento municipal; 
 
XIII - iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou de bairros, através 
de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado; 
 
XIV - perda do mandato do Prefeito, nos termos do art. 28, parágrafo único. 
 
STF/ADI 3.549 
A vocação sucessória dos cargos de prefeito e vice-prefeito põe-se no âmbito da autonomia política local, em 
caso de dupla vacância. Ao disciplinar matéria, cuja competência é exclusiva dos Municípios, o art. 75, § 2º, 
da Constituição de Goiás fere a autonomia desses entes, mitigando-lhes a capacidade de auto-organização 
e de autogoverno e limitando a sua autonomia política assegurada pela Constituição brasileira. 
 
Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e os 
demais gastos com pessoal inativo e pensionistas, não poderá ultrapassar os seguintes percentuais, relativos 
ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no § 5º do art. 153 e nos arts. 158 e 159 desta 
Constituição, efetivamente realizado no exercício anterior: 
 
Antes da EC 109/21 Depois da EC 109/21 
Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo 
Municipal, incluídos os subsídios dos Vereadores 
e excluídos os gastos com inativos, não poderá 
ultrapassar os seguintes percentuais, relativos ao 
somatório da receita tributária e das transferências 
previstas no § 5o do art. 153 e nos arts. 158 e 159, 
efetivamente realizado no exercício anterior: 
Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo 
Municipal, incluídos os subsídios dos 
Vereadores e os demais gastos com pessoal 
inativo e pensionistas, não poderá ultrapassar os 
seguintes percentuais, relativos ao somatório da 
receita tributária e das transferências previstas no § 
5º do art. 153 e nos arts. 158 e 159 desta 
Constituição, efetivamente realizado no exercício 
anterior: 
 
I - 7% para Municípios com população de até 100.000 habitantes; 
 
II - 6% para Municípios com população entre 100.000 e 300.000 habitantes; 
 
III - 5% para Municípios com população entre 300.001 e 500.000 habitantes; 
 
IV - 4,5% para Municípios com população entre 500.001 e 3.000.000 de habitantes; 
 
V - 4% para Municípios com população entre 3.000.001 e 8.000.000 de habitantes; 
 
VI - 3,5% para Municípios com população acima de 8.000.001 habitantes. 
 
§ 1º. A Câmara Municipal não gastará mais de 70% de sua receita com folha de pagamento, incluído o gasto 
com o subsídio de seus Vereadores. 
 
§ 2º. Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal: 
 
I - efetuar repasse que supere os limites definidos neste artigo; 
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II - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou 
 
III - enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária. 
 
§ 3º. Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal o desrespeito ao § 1º (Gasto 
superior a 70% da receita da Câmara Municipal com folha de pagamento) deste artigo. 
 
Art. 30. Compete aos Municípios: 
 
I - legislar sobre assuntos de interesse local; 
 
II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; 
 
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da 
obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; 
 
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual; 
 
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de 
interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial; 
 
VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação infantil e 
de ensino fundamental; 
 
VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da 
população; 
 
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, 
do parcelamento e da ocupação do solo urbano; 
 
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora 
federal e estadual. 
 
STF/RE 240.406/RS 
O município é competente para, dispondo sobre segurança de sua população, impor a estabelecimentos 
bancários a obrigação de instalarem portas eletrônicas, como detector de metais, travamento e retorno 
automático e vidros à prova de balas. Com base nesse entendimento, e ressaltando que a segurança de 
usuários de estabelecimentos públicos constitui assunto de interesse local, o Tribunal negou provimento a 
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, no 
qual se sustentava a competência privativa da União para legislar sobre a espécie, por configurar-se como 
questão relativa ao sistema financeiro nacional (CF, art. 30: "Compete aos municípios: I - legislar sobre 
assuntos de interesse local;"). 
 
STF/RE 499.610 PR 
1. O Município tem competência para legislar sobre as regras de distribuição de panfletos de 
propaganda. 
2. Lei municipal que não ferea competência da União para legislar sobre propaganda comercial. 
3. Lei constitucional. 
4. Legalidade dos autos de infração lavrados pelos fiscais do apelante. 
 
STF/RE 305.470/SP 
A Turma decidiu, ainda, que não houve desrespeito ao art. 22, XXIX, da Constituição Federal — que 
atribui à União a competência privativa para legislar sobre propaganda comercial. A Lei municipal 
12.643/1998 não limita a veiculação de propagandas comerciais por distribuidoras de cigarro e de bebidas 
alcoólicas, mas apenas proíbe a realização, em imóveis do Município, de eventos patrocinados por 
empresas envolvidas no comércio dessas substâncias. Concluiu, dessa forma, que a restrição imposta 
pela lei local recai sobre a Administração Pública municipal e não sobre as empresas 
comercializadoras de cigarros e bebidas alcóolicas, encontrando-se, por conseguinte, no âmbito de 
competência do Poder Legislativo local. 
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STF/RE 632.006 AgR 
Instalação de torres de telefonia celular. Competência legislativa municipal para disciplinar o uso e a 
ocupação do solo urbano. 
 
STF/RE 194.704 
Meio ambiente e poluição: competência municipal. 
 
O Município tem competência para legislar sobre meio ambiente e controle da poluição, quando se 
tratar de interesse local. 
 
Com esse entendimento, o Plenário, em conclusão de julgamento e por maioria, negou provimento a recurso 
extraordinário em que se debateu a competência dos Municípios para legislar sobre proteção do meio 
ambiente e controle da poluição. Cuida-se, na espécie, de recurso extraordinário contra acórdão de tribunal 
estadual que, ao julgar apelação em mandado de segurança, reconheceu a legitimidade de legislação 
municipal com base na qual se aplicaram multas por poluição do meio ambiente, decorrente da 
emissão de fumaça por veículos automotores no perímetro urbano (vide Informativos 347, 431 e 807). 
 
O Colegiado, preliminarmente e por decisão majoritária, conheceu do recurso. Entendeu viável a utilização 
de mandado de segurança, uma vez ter sido impugnado, no caso, ato concreto fundado na legislação 
municipal, cuja alegada não recepção pelo ordenamento constitucional vigente é objeto de controvérsia no 
recurso. 
 
Vencido, no ponto, o ministro Dias Toffoli, que reputou extinto o mandado de segurança e, 
subsequentemente, prejudicado o recurso. Aduziu não caber mandado de segurança contra lei em tese (1). 
 
No mérito, o Plenário considerou que as expressões “interesse local”, do art. 30, I, da Constituição 
Federal (CF), e “peculiar interesse”, das Constituições anteriores, se equivalem e não significam 
interesse exclusivo do Município, mas preponderante. Assim, a matéria é de competência concorrente 
(CF, art. 24, VI), sobre a qual a União expede normas gerais. Os Estados e o Distrito Federal editam normas 
suplementares e, na ausência de lei federal sobre normas gerais, editam normas para atender a suas 
peculiaridades (2). Por sua vez, os Municípios, com base no art. 30, I e II, da CF (3), legislam naquilo 
que for de interesse local, suplementando a legislação federal e a estadual no que couber. 
 
Vencidos os ministros Cezar Peluso, Eros Grau e Gilmar Mendes, que proveram o recurso. Asseveraram 
que a matéria de fundo diz respeito ao art. 22, XI, da CF (4). 
 
STJ/Súmula 19 
A fixação do horário bancário, para atendimento ao público, é da competência da União. 
 
STF/Súmula 419 
Os municípios têm competência para regular o horário do comércio local, desde que não infrinjam leis 
estaduais ou federais válidas. 
 
STF/Súmula Vinculante 38 
É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial. 
 
STF/Súmula Vinculante 49 
Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos 
comerciais do mesmo ramo em determinada área. 
 
STF/RE 397.094 
Distrito Federal: competência legislativa para fixação de tempo razoável de espera dos usuários dos 
serviços de cartórios. A imposição legal de um limite ao tempo de espera em fila dos usuários dos 
serviços prestados pelos cartórios não constitui matéria relativa à disciplina dos registros públicos, 
mas assunto de interesse local, cuja competência legislativa a Constituição atribui aos Municípios (...). 
 
 
 
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STF/RE n. 610.221-RG 
Os Municípios possuem competência para legislar sobre assuntos de interesse local (artigo 30, I, da CF), 
tais como medidas que propiciem segurança, conforto e rapidez aos usuários de serviços bancários. 
 
Competência Legislativa 
Compete à União Fixação do horário bancário, para atendimento ao público. 
Compete aos 
Municípios 
Regulação o horário do comércio local, desde que não infrinjam leis 
estaduais ou federais válidas. 
Compete aos 
Municípios 
Imposição legal de um limite ao tempo de espera em fila dos usuários dos 
serviços prestados pelos cartórios. 
Compete aos 
Municípios 
Medidas que propiciem segurança, conforto e rapidez aos usuários de 
serviços bancários. 
 
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle 
externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei. 
 
§ 1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos 
Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver. 
 
Fiscalização do Municípios 
Controle Interno → Poder Executivo Municipal; 
 
Controle Externo → Poder Legislativo Municipal (Câmara Municipal + Auxílio dos TCEs ou TCM ou TCMs); 
 
§ 2º O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar, 
só deixará de prevalecer por decisão de 2/3 dos membros da Câmara Municipal. 
 
STF/RE 848.826 
Para os fins do art. 1º, inciso I, alínea "g", da Lei Complementar 64, de 18 de maio de 1990, alterado pela Lei 
Complementar 135, de 4 de junho de 2010, a apreciação das contas de prefeitos, tanto as de governo 
quanto as de gestão, será exercida pelas Câmaras Municipais, com o auxílio dos Tribunais de Contas 
competentes, cujo parecer prévio somente deixará de prevalecer por decisão de 2/3 dos vereadores. 
 
§ 3º As contas dos Municípios ficarão, durante 60 dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, 
para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei. 
 
§ 4º É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais. 
 
Não Confundir! 
Tribunal de Contas Municipal Tribunais de Contas dos Municípios 
✓ Órgão Municipal; 
 
✓ Fiscaliza as contas de um Município; 
 
✓ Auxilia apenas uma Câmara Municipal no controle 
de contas; 
 
✓ É vedada a criação de novos Tribunais de Contas 
Municipais. 
 
✓ Há somente dois: TCM/RJ e TCM/SP. 
✓ Órgão Estadual; 
 
✓ Fiscaliza as contas de todos os Municípios; 
 
✓ Auxilia as todas as Câmaras Municipais do 
Estado no controle externo; 
 
✓ É possível a criação de novos Tribunais de 
Contas dos Municípios. 
 
✓ Há somente três: TCM/BA, TCM/GO e TCM/PA. 
 
STF/ADI 3.077/SE 
Constituição estadual e modelo federal 
 
O Tribunal julgou parcialmente procedente pedido formulado em ação direta ajuizada em face de 
dispositivos da Constituição do Estado do Sergipe que dispõem sobre as competências do Tribunal 
de Contas estadual e os critérios de recondução do Procurador-Geral de Justiça e de escolha do 
Superintendente da Polícia Civil. 
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Relativamente à expressão contida na parte final do inciso XII do art. 68, que permite que as Câmaras 
Legislativas apreciem as contas anuais prestadas pelos prefeitos, independentemente do parecer do 
Tribunal de Contas do Estado, caso este não o ofereça em 180 dias a contar do respectivo 
recebimento, o Colegiado vislumbrou ofensa ao art. 31, § 2º, da Constituição Federal. Asseverou, no 
ponto, que o parecer prévio a ser emitido pela Corte de Contas seria imprescindível, só deixando de 
prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal. 
 
STF/RE 848.826 
Para os fins do art. 1º, inciso I, alínea "g", da Lei Complementar 64, de 18 de maio de 1990, alterado pela Lei 
Complementar 135, de 4 de junho de 2010, a apreciação das contas de prefeitos, tanto as de governo 
quanto as de gestão, será exercida pelas Câmaras Municipais, com o auxílio dos Tribunais de Contas 
competentes, cujo parecer prévio somente deixará de prevalecer por decisão de 2/3 dos vereadores. 
 
 
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92/341 
CAPÍTULO V - DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 
 
Seção I 
DO DISTRITO FEDERAL 
 
Distrito Federal - Características 
Possui natureza jurídica híbrida, apresentando características dos Estados e dos Municípios; 
STF: A autonomia do DF é parcialmente tutelada à União, uma vez que a é a União que mantém alguns 
órgãos do D.F. (SV nº 39: Compete privativamente à União legislar sobre vencimentos dos membros das 
polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal) 
 
Art. 18. CF/88: Considera o DF um ente federado autônomo. 
Não pode ser dividido em Municípios (CF/88. Art. 32.). 
O DF dispõe de: 
* Autoadministração; 
 
* Auto-organização: CF/88. Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger- se-á 
por lei orgânica, votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços 
da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. 
 
* Autolegislação: CF/88. Art. 32. § 1º Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas 
reservadas aos Estados e Municípios. (Natureza Híbrida) 
 
* Autogoverno: As eleições para Governador e do Vice-Governador obedecem às regras da eleição para 
Presidente da República e as eleições para Deputados Distritais obedecem às regras dos Deputados 
Estaduais. 
 
Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger-se-á por lei orgânica, votada em dois 
turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa, que a 
promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. 
 
§ 1º. Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios. 
 
§ 2º A eleição do Governador e do Vice-Governador, observadas as regras do art. 77, e dos Deputados 
Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais, para mandato de igual duração. 
 
§ 3º Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa aplica-se o disposto no art. 27. 
 
§ 4º Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal, da polícia civil, da polícia penal, da 
polícia militar e do corpo de bombeiros militar. 
 
Seção II 
DOS TERRITÓRIOS 
 
Art. 33. A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos Territórios. 
 
§ 1º Os Territórios poderão ser divididos em Municípios, aos quais se aplicará, no que couber, o disposto no 
Capítulo IV deste Título. 
 
§ 2º As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso Nacional, com parecer prévio do 
Tribunal de Contas da União. 
 
§ 3º Nos Territórios Federais com mais de 100 mil habitantes, além do Governador nomeado na forma desta 
Constituição, haverá órgãos judiciários de primeira e segunda instância, membros do Ministério Público e 
defensores públicos federais; a lei disporá sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência 
deliberativa. 
 
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CAPÍTULO VI - DA INTERVENÇÃO 
 
Intervenção 
Consiste em um instrumento excepcional que retira, temporariamente, a autonomia do ente político 
(Estados, DF ou Municípios) para prevenir o princípio federativo. 
No sistema constitucional brasileiro, a intervenção é excepcional, limitada e taxativa. 
Possui rol taxativo e é amparada pelo princípio da proporcionalidade. 
Intervenção - Tipos 
A intervenção pode ser: 
* Federal; 
 
* Estadual; 
Intervenção Federal Intervenção Estadual 
Ocorre quando a União intervém sobre os Estados, 
DF ou Municípios Territoriais. 
Ocorre quando os Estados intervêm sobre os 
Municípios. 
OBS: A União não pode intervir sobre os Municípios, exceto no caso dos Municípios dos Territórios 
Federais. 
Quem decreta a intervenção do ente federativo? 
Chefe do Poder Executivo. Podendo ser o Presidente da República, quando se tratar de intervenção 
federal, ou o Governador quando se tratar de intervenção estadual. 
 
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: (Rol Taxativo) 
 
I - manter a integridade nacional; 
 
II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra; 
 
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública; 
 
IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; 
 
Intervenção Federal por Livre Exercício dos Poderes 
Executivo e Legislativo Judiciário 
Em relação ao Poder Executivo e Legislativo, 
sendo estes restringidos do seu livre exercício, a 
intervenção deverá ser provocada por solicitação 
feita pelo Poder restringido ao Chefe do Executivo. 
Em relação ao Poder Judiciário, sendo este 
restringido do seu livre exercício, a intervenção 
deverá ser provocada por requisição do STF ao 
Chefe do Executivo. 
A decisão do Chefe do Executivo será 
discricionária, podendo ou não aceitar a 
solicitação. 
A decisão do Chefe do Executivo será vinculada, 
devendo o Chefe do Executivo decretar a 
intervenção federal. 
Poder Legislativo ou Poder Executivo Poder Judiciário 
Intervenção Provocada por Solicitação Intervenção Provocada por Requisição 
 
V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que: 
 
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de 2 anos consecutivos, salvo motivo de força maior; 
 
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos 
estabelecidos em lei; 
 
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; 
 
Atenção! 
Em se tratando sobre o provimento de execução de ordem ou decisão judicial, o Chefe do Executivo 
será provocado mediante requisição, estando, assim, vinculado a decretar a intervenção. 
 
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Atenção! 
No caso de recusa de execução de lei federal, a decretação da intervenção dependerá de provimento, 
pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República. 
 
STF/IF 1.917 
A ausência de recursos para pagamento de dívidas judiciárias (precatórios), segundo entendimento do 
Supremo Tribunal Federal, não é caso para intervenção federal.A ausência de voluntariedade em não pagar precatórios, consubstanciada na insuficiência de recursos 
para satisfazer os créditos contra a Fazenda Estadual no prazo previsto no § 1º do art. 100 da Constituição 
da República, não legitima a subtração temporária da autonomia estatal, mormente quando o ente 
público, apesar da exaustão do erário, vem sendo zeloso, na medida do possível, com suas obrigações 
derivadas de provimentos judiciais. 
 
VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: 
 
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; 
 
b) direitos da pessoa humana; 
 
c) autonomia municipal; 
 
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta. 
 
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de 
transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. 
 
Atenção! 
Em se tratando dos princípios constitucionais sensíveis, a decretação da intervenção dependerá de 
provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República. 
 
Intervenção Federal Espontânea Intervenção Federal Provocada 
Ocorre quando o Presidente da República decreta a 
intervenção de ofício, sem a necessidade de 
provocação. 
Ocorre quando o Presidente da República precisa 
ser provocado para decretar a intervenção. 
CF/88. Art. 34. A União não intervirá nos Estados 
nem no Distrito Federal, exceto para: (Rol Taxativo) 
 
I - manter a integridade nacional; 
 
II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade 
da Federação em outra; 
 
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem 
pública; 
 
V - reorganizar as finanças da unidade da 
Federação que: 
 
a) suspender o pagamento da dívida fundada por 
mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de 
força maior; 
b) deixar de entregar aos Municípios receitas 
tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos 
prazos estabelecidos em lei; 
CF/88. Art. 34. A União não intervirá nos Estados 
nem no Distrito Federal, exceto para: (Rol 
Taxativo) 
 
IV - garantir o livre exercício de qualquer dos 
Poderes nas unidades da Federação; 
 
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou 
decisão judicial; 
 
VII - assegurar a observância dos seguintes 
princípios constitucionais: 
 
a) forma republicana, sistema representativo e 
regime democrático; 
b) direitos da pessoa humana; 
c) autonomia municipal; 
d) prestação de contas da administração pública, 
direta e indireta. 
e) aplicação do mínimo exigido da receita 
resultante de impostos estaduais, compreendida a 
proveniente de transferências, na manutenção e 
desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços 
públicos de saúde. 
 
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Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território 
Federal, exceto quando: (Rol Taxativo) 
 
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por 2 anos consecutivos, a dívida fundada; 
 
II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; 
 
III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino 
e nas ações e serviços públicos de saúde; 
 
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios 
indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. 
 
Atenção! 
O Procurador-Geral de Justiça é o responsável pela representação. 
Não é cabível recurso extraordinário contra acórdão de tribunal de justiça que defere pedido de 
intervenção estadual em município, pois a decisão não possui natureza jurídica, mas sim político-
administrativa. 
 
STF/Súmula 637 
Não cabe recurso extraordinário contra acórdão de tribunal de justiça que defere pedido de intervenção 
estadual em município. 
 
STF/AI 631.534 AgR 
Como afirmado na decisão agravada, o jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de 
que não cabe recurso extraordinário contra julgado de Tribunal de Justiça que defere pedido de 
intervenção estadual de Município, por ter a intervenção natureza político-administrativa e não 
jurisdicional. 
 
STF/ADI 2.631 
É inconstitucional a atribuição conferida por Constituição Estadual ao Tribunal de Contas, para requerer 
ao Governador do Estado a intervenção em Município. 
 
STF/ADI 6.616/AC 
É inconstitucional norma constitucional estadual pela qual se prevê hipótese de intervenção estadual em 
municípios não contemplada no art. 35 da Constituição Federal. 
 
Art. 36. A decretação da intervenção dependerá: 
 
I - no caso do art. 34, IV (garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação), de 
solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, ou de requisição do Supremo 
Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o Poder Judiciário; 
 
Poder Legislativo ou Poder Executivo Poder Judiciário 
Intervenção Provocada por Solicitação Intervenção Provocada por Requisição 
 
II - no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo Tribunal Federal, do 
Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral; 
 
Requisição – Órgão Competente 
TSE Quando se tratar de violação de ordem ou decisão da Justiça Eleitoral 
STJ 
Quando se tratar de violação de ordem ou decisão do STJ, Justiça Federal ou Justiça 
Estadual, exceto quando envolver questão de ordem constitucional, sendo o STF 
responsável pela requisição. 
STF Quando se tratar de violação de ordem ou decisão da Justiça do Trabalho, Militar ou STF. 
 
 
 
 
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STF/IF 230 
Cabe exclusivamente ao STF requisição de intervenção para assegurar a execução de decisões da 
Justiça do Trabalho ou da Justiça Militar, ainda quando fundadas em direito infraconstitucional: 
fundamentação. O pedido de requisição de intervenção dirigida pelo presidente do Tribunal de execução ao 
STF há de ter motivação quanto à procedência e também com a necessidade de intervenção. 
 
III - de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República, na 
hipótese do art. 34, VII (Princípios Constitucionais Sensíveis), e no caso de recusa à execução de lei federal. 
 
Representação do PGR 
Ação de Executoriedade de Lei Federal ADI Interventiva 
Trata-se da representação do Procurador Geral da 
República para prover a execução de lei federal. 
Trata-se da representação do Procurador Geral da 
República para resguardar os princípios 
constitucionais sensíveis. 
 
A ADI Interventiva tem: 
 
- Efeito Jurídico: O ato que viola o princípio 
constitucional é tornado invalido. 
 
- Efeito Político: Decretação da intervenção 
federal. 
 
§ 1º O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se 
couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembleia 
Legislativa do Estado, no prazo de 24 horas. 
 
§ 2º Se não estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembleia Legislativa, far-se-á convocação 
extraordinária, no mesmo prazo de 24 horas. 
 
§ 3º Nos casos do art. 34, VI (prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial) e VII (Princípios 
Constitucionais Sensíveis), ou do art. 35, IV, dispensada a apreciação pelo Congresso Nacional ou pela 
Assembleia Legislativa, o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se essa medida 
bastar ao restabelecimentoda normalidade. 
 
Casos de Dispensa do Controle Político 
A apreciação do Congresso Nacional ou da Assembleia Legislativa será dispensada, devendo o decreto se 
limitar a suspender a execução do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da 
normalidade, nos casos de: 
 
* Intervenção Federal para prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; 
 
* Intervenção Federal para assegurar os Princípios Constitucionais Sensíveis; 
 
* Intervenção Estadual quando o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a 
observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou 
de decisão judicial. 
 
§ 4º Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo 
impedimento legal. 
 
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CAPÍTULO VII - DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
Seção I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência e, também, ao seguinte: 
 
Princípios Expressos da 
Administração Pública 
Legalidade; 
Impessoalidade; 
Moralidade; 
Publicidade; 
Eficiência. 
Mnemônico: LIMPE. 
 
STF/RE 570392/RS 
A vedação do nepotismo não exige a edição de lei formal para coibir a prática. Proibição que decorre 
diretamente dos princípios contidos no art. 37, caput, da Constituição Federal. A vedação ao nepotismo, 
por decorrer diretamente do princípio da moralidade administrativa, sequer necessita de lei formal para 
ser cumprida. 
A vedação a que cônjuges ou companheiros e parentes consanguíneos, afins ou por adoção, até o terceiro 
grau, de titulares de cargo público ocupem cargos em comissão visa a assegurar, sobretudo, cumprimento 
ao princípio constitucional da isonomia, bem assim fazer valer os princípios da impessoalidade e 
moralidade na Administração Pública. 
 
Princípio da Legalidade 
- Previsto Expressamente na CF/88; 
- Aplicado aos entes da administração pública direta e indireta, de todos os poderes e esferas de 
governo; 
- Uma das principais garantias aos direitos individuais, tendo a função de estabelecer limites da 
atuação administrativa; 
- O princípio da legalidade possui dois sentidos: 
* Para os Administrados: Estes poderão fazer tudo o que for permitido por lei e tudo que não for 
proibido; 
CF/88, Art.5º, ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; 
* Para a administração pública: A administração pública só atuará quando existir previsão legal, ou seja, 
se limitará à lei; (Princípio da Estrita legalidade). 
OBS: A Administração pública não só deve obedecer aos atos normativos primários (leis,CF), como 
também, aos secundários, como as portarias, decretos, instruções. 
Princípios da Legalidade X Princípio da Reserva Legal 
- Não se confundem; 
- De acordo com o princípio da legalidade a Administração Pública deve atuar conforme a lei em sentido 
amplo, já o princípio da reserva legal estabelece que certos assuntos sejam regulados por lei formal, 
ou seja, lei em sentido estrito (leis ordinárias e complementares); 
Princípio da Legalidade Princípio da Reserva Legal 
Diz respeito à lei em sentido amplo. 
Certos assuntos são tratados por lei em sentido 
estrito. 
Mitigação do Princípio da Legalidade 
- O princípio da legalidade pode ser restringido quando se tratar de: 
* Edição de Medidas Provisórias; 
* Decretação do Estado de Defesa; 
* Decretação do Estado de Sítio. 
 
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Princípio da Impessoalidade 
- É o princípio que busca a finalidade pública, procurando tratar todos os administrados de forma 
isonômica, sendo vedada a promoção pessoal. 
- Desdobra-se em 04 princípios: 
* Princípio da Finalidade; 
* Princípio da Igualdade ou Isonomia; 
* Vedação de Promoção Pessoal; 
* Impedimento e Suspeição. 
Princípio da Finalidade 
Estabelece que os atos da administração pública tenham por finalidade a satisfação do interesse 
público (sentido amplo); tendo o ato administrativo finalidade específica apresentada em lei (sentido 
estrito). 
Princípio da Igualdade ou Isonomia 
A administração deve tratar todos de forma isonômica, sem discriminações, não podendo favorecer 
pessoas indevidamente; 
- CF/88, Art.37, II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em 
concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do 
cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão 
declarado em lei de livre nomeação e exoneração; 
- CF/88, Art. 37, XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e 
alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de 
condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas 
as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação 
técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. 
Vedação de Promoção Pessoal 
É vedada a promoção pessoal do agente público, pois estes atuam em nome do Estado. 
- CF/88, Art. 37, § 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos 
deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, 
símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. 
OBS: A promoção pessoal fere também os princípios da legalidade e moralidade. 
Impedimento e Suspeição 
Tais institutos são utilizados quando a pessoa não possui condições de atuar em um processo 
administrativo ou judicial por causa do parentesco, amizade ou inimizade com as pessoas que fazem 
parte do processo; 
 
Igualdade 
Formal ou Igualdade Jurídica Material, Real ou Substancial 
Trata-se do tratamento imparcial estabelecido 
pela lei aos indivíduos, sem distinção de raça, cor, 
sexo, religião ou etnia. 
Consiste na busca pela igualdade de fato, sendo os 
desiguais tratados em condições desiguais, na 
medida de sua desigualdade. 
 
Princípio da Moralidade 
- Expresso na CF/88; 
- O agente público deve seguir uma conduta ética, devendo respeitar não só a legalidade, mas também 
a moralidade administrativa; 
- CF/88, Art. 37, § 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos 
políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na 
forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. 
- CF/88,Art. 14, § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua 
cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato 
considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a 
influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração 
direta ou indireta. 
- CF/88, Art. 5º, LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato 
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao 
meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas 
judiciais e do ônus da sucumbência; 
- Mesmo que o ato praticadopelo agente esteja em conformidade com a lei, caso ofenda a moral, os 
princípios de justiça e de equidade, a ideia de honestidade, estará ocorrendo ofensa não só ao princípio 
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da moralidade administrativa, como também ao da impessoalidade, igualdade e eficiência, devendo 
este ato ser anulado. 
- O STF entende que é vedado o nepotismo na administração pública vindo o fundamento diretamente 
da CF, sem necessidade de lei específica. 
- Nos cargos de natureza política, não existirá o nepotismo, quando o nomeado realmente possuir 
capacidade técnica para o cargo. Caso contrário, ou seja, a pessoa nomeada para o cargo de natureza 
política não possua capacidade técnica, demonstrando assim a troca de favores, não será possível a 
nomeação. 
- A doutrina entende que a imoralidade surge do conteúdo (objeto) do ato. Com isso, um ato pode ser 
considerado imoral, mesmo sem o agente ter a intenção de cometer a imoralidade. 
 
Princípio da Publicidade 
- O princípio da publicidade exige a ampla divulgação dos atos praticados pela Administração Pública, 
ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas em lei. 
- O princípio da publicidade tem por finalidade estabelecer a: 
* Publicação do ato como requisito para começar a gerar seus efeitos (eficácia), ou seja, não é um 
requisito de validade do ato, mas sim de eficácia; 
* Transparência da Administração Pública em seus atos para o controle pelos administrados. 
 
STF/ADPF 690/DF; ADPF 691/DF e ADPF 692/DF 
É necessária a manutenção da divulgação integral dos dados epidemiológicos relativos à pandemia da 
Covid-19. A interrupção abrupta da coleta e divulgação de importantes dados epidemiológicos, 
imprescindíveis para a análise da série histórica de evolução da pandemia (Covid-19), caracteriza ofensa a 
preceitos fundamentais da Constituição Federal (CF), nomeadamente o acesso à informação, os princípios 
da publicidade e da transparência da Administração Pública e o direito à saúde. 
 
STF/Súmula Vinculante 13 
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o 
terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em 
cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança 
ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações 
recíprocas, viola a Constituição Federal. (Vedação ao Nepotismo) 
- A vedação ao nepotismo não alcança a nomeação para cargos políticos, como cargos de Ministros, 
Secretários Estaduais e Municipais. 
 
STF/ADI 3.094 
1. A vedação ao nepotismo na Administração Pública decorre diretamente da Constituição Federal e sua 
aplicação deve ser imediata e verticalizada. 
 
2. Viola os princípios da moralidade, impessoalidade e isonomia diploma legal que excepciona da 
vedação ao nepotismo os servidores que estivessem no exercício do cargo no momento de sua edição. 
 
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos 
estabelecidos em lei, (Norma de Eficácia Condicionada) assim como aos estrangeiros, na forma da lei; 
(Norma de eficácia limitada). 
 
Classificação de Agentes Públicos 
- O gênero agentes públicos se divide nas seguintes espécies: 
* Agentes Políticos; 
* Agentes Administrativos; 
* Agentes Honoríficos; (Particulares em colaboração com o Poder Público) 
* Agentes Delegados; (Particulares em colaboração com o Poder Público) 
* Agentes Credenciados. (Particulares em colaboração com o Poder Público) 
* Militares 
Servidores Públicos em Sentido Amplo ou Agentes Administrativos 
- São pessoas naturais que exercem funções públicas, cargos públicos e empregos públicos nas 
administrações direta e indireta, sendo pagas mediante remuneração (cargos públicos) ou salário 
(empregos públicos) pela administração pública. 
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- São enquadrados como funcionários públicos para efeitos penais, conforme o C.P. 
- CP/40. Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora 
transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública. 
- Podem ser: 
* Servidores Públicos; 
* Celetistas; 
* Temporários; 
Servidores Públicos em Sentido Estrito ou Estatutário 
- São aqueles que possuem cargo público, podendo ser em comissão ou efetivo, sendo este último 
mediante concurso público; 
- Submetem-se ao Regime Jurídico Estatutário; (Vinculo Legal). 
Ex. Técnico Judiciário, Analista Judiciário, Auditor de Controle Externo do TCU. 
- Fazem parte da Administração Direta, Autárquica ou Fundação Pública de Direito Público. 
Celetistas ou Empregados Públicos 
- São aqueles que possuem emprego público; 
- Submetidos a CLT, ou seja, a Legislação Trabalhista; 
- Vínculo de natureza contratual; 
- Predomina as regras de direito privado; 
- Fazem parte da Administração Indireta, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista; 
EX. CEF, BB; 
Servidores Temporários 
- CF/88. Art. 37. IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a 
necessidade temporária de excepcional interesse público; 
- Não possuem cargo ou emprego público, mas apenas função pública. 
- Vínculo contratual, porém por meio de regime jurídico especial, e não celetista; 
 
STJ/RMS 62.093-TO 
A reclassificação do candidato para dentro do número de vagas oferecidas no edital de abertura de concurso 
público, operada em razão de ato praticado pela Administração Pública, confere-lhe o direito público 
subjetivo ao provimento no cargo público, ainda que durante a vigência do ato não tenha sido providenciada 
a sua nomeação e que, em seguida, o ato de que derivada a reclassificação tenha sido posteriormente 
anulado. 
 
STJ/AREsp 1.806.617-DF 
Impedir que candidato em concurso público que já é integrantes dos quadros da Administração prossiga no 
certame público para ingresso nas fileiras da Política Militar na fase de sindicância de vida pregressa, 
fundada em relato do próprio candidato no formulário de ingresso na corporação de que foi usuário de 
drogas há sete anos, acaba por aplicá-lo uma sanção de caráter perpétuo, dado o grande lastro temporal 
entre o fato tido como desabonador e o momento da investigação social. 
 
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de 
provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma 
prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e 
exoneração; 
 
Segunda Chamada em Testes Físicos 
Regra Exceção 
STF/RE 630.733/DF STF/RE 1.058.333/PR 
Os candidatos em concurso público não têm direito 
à prova de segunda chamada nos testes de 
aptidão física em razão de circunstâncias pessoais, 
ainda que de caráter fisiológico ou de força 
maior, salvo contrária disposição editalícia. 
É constitucional a remarcação do teste de aptidão 
física de candidata que esteja grávida à época de 
sua realização, independentemente da previsão 
expressa em edital do concurso público. 
 
STF/Súmula Vinculante 43 
É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia 
aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na 
qual anteriormente investido.Licenciado para - D
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101/341 
Servidores Estáveis, porém, Não Efetivos – ADCT Art. 19. 
Os servidores admitidos sem concurso público, que trabalhavam a, pelo menos, 05 anos continuados, antes 
da promulgação da Constituição, são considerados estáveis, porém, não são efetivos. 
Servidores Admitidos sem Concurso antes de 05/10/1983 Estáveis e não efetivos 
Servidores Admitidos sem Concurso após de 05/10/1983 Não são estáveis nem efetivos 
ADCT. Art. 19. Os servidores públicos civis da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da 
administração direta, autárquica e das fundações públicas, em exercício na data da promulgação da 
Constituição, há pelo menos cinco anos continuados, e que não tenham sido admitidos na forma 
regulada no art. 37, da Constituição, são considerados estáveis no serviço público. 
STF/ADI 114 
O STF já se manifestou sobre essas hipóteses e, quanto às listadas nos itens a e b, firmou o entendimento 
de que, independentemente da estabilidade, a efetividade no cargo será obtida pela imprescindível 
observância do art. 37, II, da Constituição da República. 
 
STF/RE 194.082/SP 
Já assentou a Suprema Corte que a declaração de desnecessidade de cargos públicos está subordinada 
ao juízo de conveniência e oportunidade da Administração, não dependendo de lei ordinária para tanto. 
 
Cargos Públicos 
Extinção de Cargos Públicos Ocorre por Lei; 
Extinção de Cargos Públicos Vagos Pode ocorrer por Lei ou decreto autônomo; 
Declaração de Desnecessidade de Cargos Públicos Não depende de lei. 
 
Desnecessidade de Concursos Públicos 
- Não há necessidade de realizar concursos públicos no caso de: 
* Função Pública; 
* Cargos em Comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; 
* Função Temporária: casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária 
de excepcional interesse público; Normalmente é feito um processo seletivo simplificado. 
* Cargos Eletivos: Prefeitos, governadores, Presidente da República, senadores, deputados, vereadores; 
* Ministros de Tribunais Superiores, TCU e conselheiros de tribunais de contas. Todos são indicações 
políticas. 
* Cargos preenchidos pelo Quinto Constitucional; 
* Ex-combatentes de operações bélicas na Segunda guerra mundial: ADCT, Art. 53. Ao ex-combatente 
que tenha efetivamente participado de operações bélicas durante a Segunda Guerra Mundial, nos termos da 
Lei nº 5.315, de 12 de setembro de 1967, serão assegurados o aproveitamento no serviço público, sem a 
exigência de concurso, com estabilidade; 
* Agentes Comunitários de Saúde e Endemias: Contratados por processo seletivo público. (CF/88 Art.198, 
§ 4º) 
* Serviços Sociais Autônomos (Sistema “S”); 
* Organizações Sociais. 
 
STJ/RMS 66.316-SP 
Para a recusa à nomeação de aprovados dentro do número de vagas em concurso público devem ficar 
comprovadas as situações excepcionais elencadas pelo Supremo Tribunal Federal no RE 598.099/MS, não 
sendo suficiente a alegação de estado das coisas - pandemia, crise econômica, limite prudencial atingido 
para despesas com pessoal -, tampouco o alerta da Corte de Contas acerca do chamado limite prudencial. 
 
STF/RE 598.099/MS 
Quando se afirma que a Administração Pública tem a obrigação de nomear os aprovados dentro do número 
de vagas previsto no edital, deve-se levar em consideração a possibilidade de situações 
excepcionalíssimas que justifiquem soluções diferenciadas, devidamente motivadas de acordo com o 
interesse público. 
 
Não se pode ignorar que determinadas situações excepcionais podem exigir a recusa da Administração 
Pública de nomear novos servidores. Para justificar o excepcionalíssimo não cumprimento do dever de 
nomeação por parte da Administração Pública, é necessário que a situação justificadora seja dotada das 
seguintes características: 
a) Superveniência: os eventuais fatos ensejadores de uma situação excepcional devem ser 
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necessariamente posteriores à publicação do edital do certame público; 
 
b) Imprevisibilidade: a situação deve ser determinada por circunstâncias extraordinárias, imprevisíveis à 
época da publicação do edital; 
 
c) Gravidade: os acontecimentos extraordinários e imprevisíveis devem ser extremamente graves, 
implicando onerosidade excessiva, dificuldade ou mesmo impossibilidade de cumprimento efetivo das regras 
do edital; 
 
d) Necessidade: a solução drástica e excepcional de não cumprimento do dever de nomeação deve ser 
extremamente necessária, de forma que a Administração somente pode adotar tal medida quando 
absolutamente não existirem outros meios menos gravosos para lidar com a situação excepcional e 
imprevisível. 
 
STF/ADI 6.355/PE 
É inconstitucional a interpretação de disposições legais que viabilizem a promoção a cargo de nível superior 
a servidores que ingressaram por concurso público para cargo de nível médio. 
 
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período; 
 
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público 
de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo 
ou emprego, na carreira; 
 
STF/RE 837.311 
O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo 
de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos 
aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e 
imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder 
Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de 
validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. 
Assim, o direito subjetivo à nomeação do candidato aprovado em concurso público exsurge nas seguintes 
hipóteses: 
1 - Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital; 
2 - Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação; 
3 - Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, 
e ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos 
acima. 
 
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os 
cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais 
mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; 
 
Atribuições de Direção, Chefia e Assessoramento 
Funções de confiança e cargos em comissão destinam-se apenas às atribuições de Direção, Chefia e 
Assessoramento. 
Mnemônico: DICA 
 
Cargos em Comissão 
* Pode ser ocupado sem a necessidade de prévia aprovação em concurso público; 
 
* Servidor de Cargo efetivo pode exercer Cargo em comissão; 
 
* É de livre nomeação e exoneração; 
 
* Destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; 
 
* A nomeação para cargo em comissão deve ser feita mediante indicação discricionária pela autoridade 
competente. 
 
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103/341 
* O TCU não aprecia, parafins de registro, a legalidade dos atos de nomeações para cargo de 
provimento em comissão. 
 
Função de Confiança 
* Exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, destinadas apenas às atribuições 
de direção, chefia e assessoramento. 
 
* Destina-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; 
 
STF/Súmula Vinculante 13 
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o 
terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em 
cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança 
ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações 
recíprocas, viola a Constituição Federal. (Vedação ao Nepotismo) 
- A vedação ao nepotismo não alcança a nomeação para cargos políticos, como cargos de Ministros, 
Secretários Estaduais e Municipais. (Caso de Rosa) 
 
STF/Rcl 22339 AgR/SP 
A nomeação do cônjuge de prefeito para o cargo de secretário municipal, por se tratar de cargo público 
de natureza política, por si só, não caracteriza ato de improbidade administrativa. 
 
A reclamação seria cabível desde que a decisão condenatória proferida em primeira instância, ou mesmo 
diante da mera iniciativa postulatória do Ministério Público, porquanto o STF tem afastado a aplicação do 
referido enunciado a cargos públicos de natureza política, ressalvados os casos de inequívoca falta de 
razoabilidade por manifesta ausência de qualificação técnica ou de inidoneidade moral. 
 
STF/RE 140945/RJ 
A Constituição Federal, em face do princípio da igualdade, aplicável ao sistema de pessoal civil, veda 
diferença de critérios de admissão em razão de idade, ressalvadas as hipóteses expressamente 
previstas na Lei e aquelas em que a referida limitação constitua requisito necessário em face da natureza e 
das atribuições do cargo a preencher. Existência de disposição constitucional estadual que, a exemplo da 
federal, também veda o discrime. Recurso extraordinário não conhecido. 
 
STF/Súmula 683 
O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da 
Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. 
 
STF/RE 528.684/MS 
“A imposição de discrímen de gênero, para fins de concurso público, só é compatível com a Constituição 
nos excepcionais casos em que reste inafastável a fundamentação proporcional e a legalidade da 
imposição. A simples restrição, sem motivação e independentemente de qualquer critério, para afastar 
a participação de mulheres dos quadros da polícia militar, retira a sua admissibilidade constitucional, 
em face do princípio da igualdade”. 
 
STF/ARE 906295 AgR 
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal possui o entendimento de que a exigência de altura 
mínima para o cargo de policial militar é válida, desde que prevista em lei em sentido formal e material, 
bem como no edital que regulamente o concurso. 
2. Na hipótese, apenas o edital do concurso estabelecia a exigência, de modo que tal limitação se mostra 
ilegítima. 
 
STF/ARE 840.592/CE 
Concurso público e limite de idade 
O limite de idade, quando regularmente fixado em lei e no edital de determinado concurso público, há de 
ser comprovado no momento da inscrição no certame. 
 
 
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104/341 
STJ/Súmula 266 
O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição 
para o concurso público. 
 
STF/Súmula Vinculante 44 
Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público. 
 
STF/Súmula 683 
O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da 
Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. 
 
STF/ARE 906295 AgR 
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal possui o entendimento de que a exigência de altura 
mínima para o cargo de policial militar é válida, desde que prevista em lei em sentido formal e material, 
bem como no edital que regulamente o concurso. 
2. Na hipótese, apenas o edital do concurso estabelecia a exigência, de modo que tal limitação se mostra 
ilegítima. 
 
Cláusulas de Barreira 
É a fixação de uma nota de corte entre os concorrentes que não foram eliminados pelas cláusulas 
eliminatórias. 
- O STF admite a utilização das cláusulas eliminatórias e de barreira, desde que fundadas em critérios 
objetivos direcionados ao desempenho do mérito do candidato, concretizando o princípio da igualdade no 
âmbito do concurso público. 
 
STF/RE 1.041.210 
a) A criação de cargos em comissão somente se justifica para o exercício de funções de direção, chefia e 
assessoramento, não se prestando ao desempenho de atividades burocráticas, técnicas ou 
operacionais; 
 
b) tal criação deve pressupor a necessária relação de confiança entre a autoridade nomeante e o servidor 
nomeado; 
 
c) o número de cargos comissionados criados deve guardar proporcionalidade com a necessidade que 
eles visam suprir e com o número de servidores ocupantes de cargos efetivos no ente federativo que os 
criar; e 
 
d) as atribuições dos cargos em comissão devem estar descritas, de forma clara e objetiva, na própria 
lei que os instituir. 
STF/ADI 4.125 
A delegação de poderes ao Governador para, mediante decreto, dispor sobre “as competências, as 
atribuições, as denominações das unidades setoriais e as especificações dos cargos, bem como a 
organização e reorganização administrativa do Estado”, é inconstitucional porque permite, em última 
análise, que sejam criados novos cargos sem a aprovação de lei. 
 
STF/ADI 3.174/SE 
É constitucional norma estadual que estabeleça requisito de formação, em curso de nível superior, para 
o preenchimento de cargo em comissão. 
 
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical; 
 
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; 
 
STF/Súmula 679 
A fixação de vencimentos dos servidores públicos não pode ser objeto de convenção coletiva. 
 
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e 
definirá os critérios de sua admissão; 
 
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105/341 
STF/ADI 6.476/DF 
É inconstitucional a interpretação que exclui o direito de candidatos com deficiência à adaptação razoável em 
provas físicas de concursos públicos; 
 
É inconstitucional a submissão genérica de candidatos com e sem deficiência aos mesmos critérios em 
provas físicas, sem a demonstração da sua necessidade para o exercício da função pública. 
 
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade 
temporária de excepcional interesse público; 
 
Contratação Temporária 
- A Contratação temporária é uma forma excepcional de contratar pessoas para determinado serviço. 
- A pessoa não exerce nem cargo nem emprego público, mas apenas função pública; 
- Possuem um regime especial, não fazendo parte do regime jurídico único nem celetista. O Vínculo do 
contrato temporário é feito por contrato de direito público, sendo seu regime previdenciário o RGPS; 
- CF/88. Art. 37. IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado paraatender a 
necessidade temporária de excepcional interesse público; 
- O STF entende que para a contratação temporária acontecer são necessários os seguintes requisitos: 
 
* Deve existir previsão legal nos casos excepcionais, apresentando situações fáticas, sendo 
inconstitucional lei que apresente hipóteses genéricas; 
 
* O prazo de contratação deve ser predeterminado; 
 
* A Necessidade do serviço deve ser temporária; 
 
* O interesse público deve ser excepcional; 
 
* Necessidade de contratação indispensável, vedada a contratação para serviços permanentes do 
Estado; 
 
STJ/RMS 67.040-ES 
A norma de edital que impede a participação de candidato em processo seletivo simplificado em razão de 
anterior rescisão de contrato por conveniência administrativa fere o princípio da razoabilidade. 
 
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser 
fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral 
anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; 
 
STF/RE 565.089/SP 
Servidor público: reajuste de vencimentos e dever estatal de indenização 
 
O Plenário retomou julgamento de recurso extraordinário em que se discute eventual direito de 
indenização por danos patrimoniais decorrentes de omissão do Poder Executivo estadual pelo não envio 
de projeto de lei destinado a viabilizar o reajuste geral e anual dos vencimentos de servidores 
públicos da respectiva unidade federativa, consoante previsto no inciso X do art. 37 da CF (“X - A 
remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados 
ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral 
anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices”) — v. Informativos 630 e 741. 
 
Afirmou, inicialmente, que o inciso X do art. 37 da CF, na redação dada pela EC 19/1998, estabeleceria o 
direito dos servidores públicos à revisão anual de sua remuneração e, em contrapartida, o dever da 
Administração Pública de encaminhar, aprovar e cumprir lei específica sobre a matéria. 
 
Registrou que a norma constitucional em questão — que não precisaria da intermediação do 
legislador —, estabeleceria um direito subjetivo público do servidor, qual seja, a revisão geral e anual 
de seus vencimentos. Em seguida, pediu vista dos autos o Ministro Dias Toffoli. 
 
 
 
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106/341 
STF/ADI 179 
É inconstitucional qualquer tentativa do Poder Legislativo de definir previamente conteúdos ou 
estabelecer prazos para que o Poder Executivo, em relação às matérias afetas a sua iniciativa, 
apresente proposições legislativas, mesmo em sede da Constituição estadual, porquanto ofende, na seara 
administrativa, a garantia de gestão superior dada ao chefe daquele Poder. 
 
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, 
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra 
espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer 
outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, 
aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio 
mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito 
do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte 
e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no 
âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos 
Defensores Públicos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) 
 
Teto Constitucional 
- O Teto Constitucional obedece ao subsídio mensal dos ministros do STF. 
- Todas as categorias, da Administração Direta, Autárquica ou fundacional, de todos os poderes e 
esferas de governo, estão sujeitas ao teto. 
- As Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista e Subsidiárias são alcançadas pelo teto se 
receberem recursos do ente federado para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em 
geral. 
- Excluem-se do teto as parcelas de natureza indenizatória previstas em lei. 
- Teto Remuneratório dos Municípios: Subsídio do Prefeito. 
- Teto Remuneratório dos Estados e D.F: 
* Poder Executivo: Subsídio do governador; 
* Poder Legislativo: Subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais (Limitado a 75% do subsídio dos 
deputados federais); 
* Poder Judiciário: Subsídio (até 90,25% do subsídio do STF) dos Desembargadores do TJ. Aplicável 
também aos membros do MP, Procuradores e aos Defensores Públicos. 
- Os subsídios dos Deputados Federais, governadores e Prefeitos podem ser iguais ao do STF. 
STF/ADI 3.854/DF 
Os membros da magistratura estadual, desembargadores do TJ e demais juízes estaduais, não se 
submetem ao subteto remuneratório de 90,25% e sim ao teto geral, pois, conforme o STF, o Poder 
Judiciário possui caráter nacional e unitário. 
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores 
aos pagos pelo Poder Executivo; 
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de 
remuneração de pessoal do serviço público; 
 
STF/RE 663.696/MG 
A expressão "Procuradores", contida na parte final do inciso XI do art. 37 da Constituição da República, 
compreende os procuradores municipais, uma vez que estes se inserem nas funções essenciais à Justiça, 
estando, portanto, submetidos ao teto de noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio 
mensal, em espécie, dos ministros do Supremo Tribunal Federal. 
 
STF/ADI 6.135/GO 
É constitucional a percepção de honorários de sucumbência por procuradores de estados-membros, 
observado o teto previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal no somatório total às demais verbas 
remuneratórias recebidas mensalmente. 
 
STF/ADI 3.854/DF 
Não é possível o estabelecimento de subteto remuneratório para a magistratura estadual inferior ao teto 
remuneratório da magistratura federal. A correta interpretação do art. 37, XI e § 12, da Constituição Federal 
exclui a submissão dos membros da magistratura estadual ao subteto de remuneração. 
 
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107/341 
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos 
pagos pelo Poder Executivo; 
 
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de 
remuneração de pessoal do serviço público; 
 
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados 
para fins de concessão de acréscimos ulteriores; 
 
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o 
disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I. 
 
Exceções ao Princípio da Irredutibilidade de Vencimentos 
Regra: O subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, 
exceto no caso de: 
 
* Respeito ao limite do tetoconstitucional; (CF/88. Art. 37. XI) 
 
* Acréscimos pecuniários percebidos por servidor público que não serão computados nem acumulados 
para fins de concessão de acréscimos ulteriores; (CF/88. Art. 37. XIV) 
 
* Fixação de subsídio em parcela única, sendo vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, 
abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória; (CF/88. Art. 39. §4º); 
 
* Imposto de Renda. (CF/88. Art. 153, III, e . §2º); 
 
STF/RE 596.663 
A sentença que reconhece ao trabalhador ou ao servidor o direito a determinado percentual de acréscimo 
remuneratório deixa de ter eficácia a partir da superveniente incorporação definitiva do referido 
percentual nos seus ganhos. 
 
STF/AO 1.546 ED 
O Supremo Tribunal Federal possui o entendimento de que não há direito adquirido relativo a regime jurídico 
ou à forma de cálculo dos rendimentos de servidor, desde que preservado o montante global da sua 
remuneração. 
 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de 
horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: 
 
a) a de dois cargos de professor; 
 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; 
 
Acumulação de Cargos 
Regra: não é possível a acumulação de cargos, exceto no caso de: 
 
Dois cargos de professor; (CF/88. Art. 37. XVI) 
 
Um cargo de professor com outro técnico ou científico; (CF/88. Art. 37. XVI) 
 
Dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; (CF/88. 
Art. 37. XVI) 
 
Um cargo de vereador com outro cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo 
eletivo; (CF/88. Art. 38. III.) 
 
Um cargo de juiz com outro de magistério; (CF/88. Art. 95. P.U. I) 
 
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Um cargo de membro do Ministério Público com outro de magistério; (CF/88. Art. 125, § 5º, II, “d”) 
 
Militares das Forças Armadas + cargo ou emprego privativo de profissional de saúde, com profissões 
regulamentadas; (CF/88. Art. 142. § 3º); 
OBS: Conforme a E.C nº 101, os Policiais Militares e Bombeiros Militares dos Estados passaram a ter a 
possibilidade de acumular seu cargo público com: 
* 01 cargo de professor; 
* 01 cargo técnico ou científico; 
* 01 cargo ou emprego privativo de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; 
OBS: Para a acumulação de cargos públicos é necessária à compatibilidade de horários. 
OBS: Todos os casos de acumulação estão previstos na CF/88, sendo possível novas hipóteses apenas por 
meio de Emenda Constitucional, não podendo E/DF/M criarem novos tipos de acumulação. 
 
STJ/REsp 1767955/RJ 
Contudo, ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal, reiteradamente, posicionam-se "[...] no sentido de 
que a acumulação de cargos públicos de profissionais da área de saúde, prevista no art. 37, XVI, da 
CF/88, não se sujeita ao limite de 60 horas semanais previsto em norma infraconstitucional, pois inexiste tal 
requisito na Constituição Federal" (RE 1.094.802 AgR, Relator Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, 
julgado em 11/5/2018, DJe 24/5/2018). 
 
STF/ARE 859.682 
1. O assistente social tem sua profissão regulamentada pela Lei nº 8.662/93, a qual foi caracterizada 
como de profissional da área de saúde pela Resolução nº 383/99 do Conselho Federal de Serviço 
Social (CFESS) e pela Resolução nº 218/97 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). 
2. 
2. Ao servidor público investido em dois cargos públicos de assistente social, demonstrada a ausência 
de choque entre as cargas horárias respectivas, deve ser assegurado o direito à acumulação dos referidos 
cargos, porquanto preenchidos os requisitos exigidos pelo artigo 37, XVI, "c", da Constituição Federal, a 
saber: compatibilidade de horários e exercício de cargos privativos de profissionais de saúde, com 
profissão regulamentada. 
 
Acumulação de Aposentadorias 
Antes E.C nº 103 Após E.C nº 103 
CF/88. Art.40. §6º. Ressalvadas as aposentadorias 
decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta 
Constituição, é vedada a percepção de mais de uma 
aposentadoria à conta do regime de previdência 
previsto neste artigo. 
CF/88. Art.40. § 6º Ressalvadas as aposentadorias 
decorrentes dos cargos acumuláveis na forma 
desta Constituição, é vedada a percepção de mais 
de uma aposentadoria à conta de regime próprio 
de previdência social, aplicando-se outras 
vedações, regras e condições para a acumulação 
de benefícios previdenciários estabelecidas no 
Regime Geral de Previdência Social. 
 
STF/MS 27.955 
1. Apesar de não ocuparem efetivo cargo público, a função exercida pelos titulares de serventias 
extrajudiciais possui inegável natureza pública. 
2. Dessa forma, aplicável ao caso a vedação prevista no inciso XVII do art. 37 da Constituição Federal, que 
estende a proibição de cumulação também para as função públicas. 
3. A impossibilidade de acumulação de cargos, empregos e funções se mantém, mesmo tendo sido concedida 
licença para o servidor. A concessão de qualquer licença, ainda que não remunerada, “não descaracteriza o 
vínculo jurídico do servidor com a Administração. 
 
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, 
empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou 
indiretamente, pelo poder público; 
 
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e 
jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei; 
 
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XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, 
de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as 
áreas de sua atuação; 
 
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas 
no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada; 
 
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão 
contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os 
concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da 
proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica 
indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. (Regulamento) 
 
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades 
essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos 
prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o 
compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio. 
 
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter 
educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que 
caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. 
 
§ 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade 
responsável, nos termos da lei. 
 
§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administraçãopública direta e indireta, 
regulando especialmente: 
 
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de 
serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços; 
 
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o 
disposto no art. 5º, X e XXXIII; 
 
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na 
administração pública. 
 
Participação dos Usuários na Administração Pública – CF/88. Art. 37. § 3º 
A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, 
regulando especialmente: 
 
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de 
serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos 
serviços; 
 
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, 
observado o disposto no art. 5º, X e XXXIII; 
 
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função 
na administração pública. 
 
§ 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da 
função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em 
lei, sem prejuízo da ação penal cabível. 
 
STF/ARE 1.165.456 AgR/SE 
A Primeira Turma do STF concluiu que é incompatível com a Constituição Federal (CF) o entendimento de 
que o governador do estado deve autorizar a propositura de ação de improbidade pela procuradoria. 
Determinou, ainda, o retorno dos autos ao juízo de origem, para que prossiga o julgamento como entender 
de direito. 
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Efeitos dos Atos de Improbidade Administrativa – CF/88. Art. 37. § 4º 
- Perda da Função Pública; 
- Ação Penal Cabível; 
- Ressarcimento ao erário; 
- Indisponibilidade dos bens; 
- Suspensão dos Direitos Políticos; 
Mnemônico: PARIS. 
 
§ 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, 
que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. 
 
STF/RE 669.069 
É prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil. 
 
§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos 
responderão pelos danos que seus agentes (Responsabilidade Objetiva), nessa qualidade, causarem a 
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
Responsabilidade Civil do Estado Brasileiro 
- Brasil adota a Responsabilidade Objetiva que faz parte da Teoria do Risco Administrativo; 
Quem participa dessa responsabilidade? 
* Administração direta, Autarquias, Fundações Públicas de direito Público; 
* Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista (APENAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS 
PÚBLICOS); 
* Pessoas privadas com contrato com a Administração Pública que prestam SERVIÇO PÚBLICO 
através de delegação. 
- A responsabilidade civil objetiva não alcança as empresas públicas e sociedades de economia mista que 
forem exploradoras de atividade econômica, pois nesse caso a responsabilidade será subjetiva; 
- Na responsabilidade civil objetiva é possível o direito de regresso, que é a possibilidade de o Agente ou 
responsável, no caso de dolo ou culpa, indenizar a Administração Pública o que esta indenizou ao 
particular. 
CF/88, Art.37, § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de 
serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, 
assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
A responsabilidade do agente público é subjetiva, ou seja, depende de comprovação de dolo ou culpa. 
A responsabilidade do Estado é objetiva, ou seja, independe de comprovação de dolo ou culpa. 
 
STF/RE 591874/MS 
A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é 
objetiva relativamente a terceiros usuários e não usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6º, 
da Constituição Federal. 
 
Requisitos para Responsabilidade Civil do Estado 
Requisitos para ocorrer a responsabilidade civil do estado: 
* Conduta; 
* Dano; 
* Nexo de Causalidade. 
Conduta 
- É a ação do agente público que faz com que prejudique o particular 
- A conduta do agente público ocorre quando: 
* “Estiver no exercício das funções Públicas;” 
* “Ainda que não esteja no exercício da função pública, proceda como se estivesse a exercê-la;” 
* “O agente atue na qualidade de agente público.” 
- O Estado será responsabilizado, no caso do agente de fato, desde que o Estado permita a atuação 
deste, não consentido o estado não terá responsabilidade. 
Dano 
- Pode ser de natureza patrimonial ou moral; 
- Ocorre quando a ação do estado atinge um direito do particular devendo indenizá-lo; 
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- O dano deve ser um direito juridicamente tutelado, não sendo não existe dano; 
- O dano pode ocorrer de uma conduta lícita do Estado. 
Nexo de Causalidade 
- É relação entre a conduta estatal e o dano sofrido pelo terceiro; 
 
§ 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta 
e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. 
 
§8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e 
indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que 
tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: 
 
I – o prazo de duração do contrato; 
 
II – os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos 
dirigentes; 
 
III – a remuneração do pessoal. 
 
Contratos de Gestão 
Instrumentos que fixam incentivos e garantias tendo de estabelecer objetivos estratégicos, metas e 
prazos a serem cumpridos por entidades ou órgãos que assumem esse tipo de compromisso. 
Estimula a Gestão por Resultados e a eficiência, além de tentar reduzir a burocratização. 
Tanto entidades da administração pública direta e indireta, quantos órgãos podem firmar Contrato de 
Gestão. Inclusive as Organizações Sociais. 
Estão expressamente previstos na CF/88. 
CF/88. Art. 37. §8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da 
administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus 
administradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para órgão ou 
entidade, cabendo à lei dispor sobre: 
I – o prazo de duração do contrato; 
II – os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos 
dirigentes; 
III – a remuneração do pessoal. 
Objetivos¹ do contrato de gestão: 
* Fortalecer a supervisão e os controles ministeriais sobre os resultados das políticas públicas sob sua 
responsabilidade; 
* Melhorar o processo de gestão da instituição contratada; e 
* Promover o controle social sobre os resultados esperados e dar-lhes publicidades. 
Fonte¹: Cadernos MARE da Reforma do Estado. Caderno 2. 5ª ed. Brasília. 1998. 
 
§ 9ºO disposto no inciso XI (Teto Constitucional) aplica-se às empresas públicas e às sociedades de 
economia mista, e suas subsidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou 
dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. 
 
Não Aplicação do Teto Constitucional 
As empresas públicas e sociedades de economia mista, assim como suas subsidiárias, que não 
receberem recursos dos entes federativos (U/E/DF/M) para pagamento de despesas de pessoal ou de 
custeio em geral, não precisam obedecer ao Limite do Teto Constitucional. 
 
§ 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 
42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na 
forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e 
exoneração. 
 
Possibilidade de Acumulação de Proventos de Aposentadoria 
É possível a acumulação de proventos de aposentadoria nas hipóteses de: 
- Cargos acumuláveis; 
- Cargos eletivos; 
- Cargos em comissão; 
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§ 11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI (Teto 
Constitucional) do caput deste artigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. 
 
STF/Súmula Vinculante 37 
Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores 
públicos sob o fundamento de isonomia. 
 
§ 12. Para os fins do disposto no inciso XI (Teto Constitucional) do caput deste artigo, fica facultado aos 
Estados e ao Distrito Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei 
Orgânica, como limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, 
limitado a 90,25% do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o 
disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. 
 
Subteto Remuneratório de Valor Único 
Os Estados e o DF dispõem de autonomia para fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas 
Constituições e Lei Orgânica, como limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo 
Tribunal de Justiça, limitado a 90,25% do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não 
se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos 
Vereadores. 
 
§ 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser readaptado para exercício de cargo cujas 
atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade 
física ou mental, enquanto permanecer nesta condição, desde que possua a habilitação e o nível de 
escolaridade exigidos para o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem. 
 
Requisitos para Readaptação do Servidor 
* Titular de cargo efetivo; 
* Redução da capacidade física ou mental; 
* Cargo com atribuições e responsabilidades compatíveis com sua limitação sofrida, enquanto durar; 
* Habilitação e o nível de escolaridade compatíveis com o cargo de destino; 
* Mesma remuneração do cargo de origem. 
 
§ 14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou 
função pública, inclusive do RGPS, acarretará o rompimento do vínculo que gerou o referido tempo de 
contribuição. 
 
STF/RE 655.283/DF 
A natureza do ato de demissão de empregado público é constitucional-administrativa e não trabalhista, o 
que atrai a competência da Justiça comum para julgar a questão. A concessão de aposentadoria aos 
empregados públicos inviabiliza a permanência no emprego, nos termos do art. 37, § 14, da CRFB, salvo 
para as aposentadorias concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social até a data de entrada em vigor 
da Emenda Constitucional nº 103/19, nos termos do que dispõe seu art. 6º. 
 
A justiça comum é competente para processar e julgar ação em que se discute a reintegração de 
empregados públicos dispensados em face da concessão de aposentadoria espontânea. 
 
Isso porque não se debate relação de trabalho, mas somente a possibilidade de reintegração ao 
emprego público na eventualidade de se obter aposentadoria administrada pelo Instituto Nacional do 
Seguro Social (INSS). 
 
A concessão de aposentadoria, com utilização do tempo de contribuição, leva ao rompimento do vínculo 
trabalhista nos termos do art. 37, § 14 da CF. Entretanto, é possível a manutenção do vínculo trabalhista, 
com a acumulação dos proventos com o salário, se a aposentadoria se deu pelo RGPS antes da 
promulgação da EC 103/2019. 
 
Após a inserção do art. 37, § 14, pela EC 103/2019, a Constituição Federal, de modo expresso, definiu que a 
aposentadoria faz cessar o vínculo ao cargo, emprego ou função pública cujo tempo de contribuição embasou 
a passagem do servidor/empregado público para a inatividade, inclusive quando feita sob o RGPS. Porém, a 
referida Emenda Constitucional eximiu da observância ao § 14 do art. 37 da CF as aposentadorias já 
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concedidas pelo RGPS até a data de entrada em vigor da Emenda. 
 
§ 15. É vedada a complementação de aposentadorias de servidores públicos e de pensões por morte a seus 
dependentes que não seja decorrente do disposto nos §§ 14 a 16 do art. 40 ou que não seja prevista em lei 
que extinga regime próprio de previdência social. 
 
Complementação de Aposentadorias 
É possível a complementação de aposentadorias e pensões por morte de servidores públicos que sejam: 
* De regime de previdência complementar; 
* Previsto em lei que extinga regime próprio de previdência social. 
 
§ 16. Os órgãos e entidades da administração pública, individual ou conjuntamente, devem realizar avaliação 
das políticas públicas, inclusive com divulgação do objeto a ser avaliado e dos resultados alcançados, na forma da 
lei. 
 
Antes da EC 109/21 Depois da EC 109/21 
§ 16 - Somente mediante sua prévia e expressa 
opção, o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser 
aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço 
público até a data da publicação do ato de 
instituição do correspondente regime de 
previdência complementar. 
§ 16. Os órgãos e entidades da administração 
pública, individual ou conjuntamente, devem realizar 
avaliação das políticas públicas, inclusive com 
divulgação do objeto a ser avaliado e dos resultados 
alcançados, na forma da lei. 
 
Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato 
eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: 
 
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou 
função; 
 
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar 
pela sua remuneração; 
 
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu 
cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo 
compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior; 
 
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será 
contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento; 
 
V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência social, permanecerá filiado a esse regime, 
no ente federativo de origem. 
 
Alteração EC/103 
Antes Depois 
CF/88. Art. 38.Ao servidor público da administração 
direta, autárquica e fundacional, no exercício de 
mandato eletivo, aplicam-se as seguintes 
disposições: 
 
V. Para efeito de benefício previdenciário, no caso 
de afastamento, os valores serão determinados 
como se no exercício estivesse. 
CF/88. Art. 38. Ao servidor público da administração 
direta, autárquica e fundacional, no exercício de 
mandato eletivo, aplicam-se as seguintes 
disposições: 
 
V - na hipótese de ser segurado de regime próprio 
de previdência social, permanecerá filiado a esse 
regime, no ente federativo de origem. 
 
Mandato Eletivo + Cargo Público 
Mandato Eletivo Federal, 
Estadual ou Distrital 
Servidor Público será afastado do cargo, emprego ou função, passando a 
receber por meio de subsídio do cargo político. 
Mandato de Prefeito ou Vice-
Prefeito 
Servidor Público será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe 
facultado optar pela sua remuneração ou subsídio do cargo político; 
Mandato de Vereador Com 
Compatibilidade de Horários 
Servidor Público perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou 
função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. 
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Mandato de Vereador Sem 
Compatibilidade de Horários 
Servidor Público será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe 
facultado optar pela sua remuneração. 
 
Seção II 
DOS SERVIDORES PÚBLICOS 
 
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, regime 
jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das 
fundações públicas. (Artigo suspenso pelo STF via ADIN nº 2.135-4) 
 
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de 
administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. 
 
§ 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: 
 
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira; 
 
II - os requisitos para a investidura; 
 
III - as peculiaridades dos cargos. 
 
Fixação dos Padrões de Vencimento – Critérios – CF/88. Art. 39. § 1º 
A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: 
 
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira; 
II - os requisitos para a investidura; 
III - as peculiaridades dos cargos. 
 
STF/Súmula Vinculante 04 
Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de 
base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão 
judicial. 
 
STF/ADI 144 
A fixação, pelas Constituições dos Estados, de data para o pagamento dos vencimentos dos servidores 
estaduais e a previsão de correção monetária em caso de atraso não afrontam a CF. 
A fixação, pelas Constituições dos Estados, de data para o pagamento dos vencimentos e a previsão de 
correção monetária em caso de atraso dos servidores municipais e aos empregados celetistas de 
empresas públicas e sociedades de economia mista afrontam a CF, pois em relação aos primeiros, trata-
se de uma autonomia municipal, já em relação aos segundos, trata-se de uma competência da União para 
legislar em matéria de direito do trabalho. 
 
§ 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o 
aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a 
promoção na carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos entre os entes 
federados. 
 
§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, 
XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a 
natureza do cargo o exigir. 
 
Direitos Trabalhistas - Servidor Ocupante de Cargo Público 
Direitos Garantidos Direitos Não Garantidos 
* Salário mínimo; 
 
* Garantia de salário mínimo aos que receberem 
remuneração variável; 
 
* Décimo terceiro salário; 
 
* Proteção à Despedida Arbitrária 
 
* FGTS; 
 
* Seguro Desemprego; 
 
* Aviso Prévio; 
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* Remuneração do trabalho noturno superior à do 
diurno; 
 
* Salário-família; 
 
* Duração do trabalho normal não superior a oito 
horas diárias e quarenta e quatro semanais; 
 
* Repouso semanal remunerado, preferencialmente 
aos domingos; 
 
* Remuneração do serviço extraordinário superior, no 
mínimo, em 50% à do normal; 
 
* Gozo de férias anuais remuneradas com, pelo 
menos, 1/3 a mais do que o salário normal; 
 
* Licença à gestante; 
 
* Licença-paternidade; 
 
* Proteção do mercado de trabalho da mulher; 
 
* Redução dos riscos inerentes ao trabalho; 
 
* Proibição de diferença de salários por motivo de 
sexo, idade, cor ou estado civil; 
 
* Participação nos lucros; 
 
* Acordos Coletivos; 
 
* Assistência gratuita em creches até os 5 anos; 
 
* Seguro contra acidente de trabalho; 
 
* Jornada de turnos ininterruptos; 
 
* Adicional de Insalubridade; 
 
* Piso salarial proporcional à extensão e à 
complexidade do trabalho; 
 
* Irredutibilidade de salário. 
 
* Proibição de distinção entre trabalho manual, 
técnico e intelectual. 
 
STF/Súmula Vinculante 16 
Os arts. 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC 19/98), da Constituição, referem-se ao total da remuneração 
percebida pelo servidor. 
 
§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais 
e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo 
de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie 
remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. 
 
Subsídio 
É o pagamento fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, 
abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória. 
- O subsídio é aplicado: 
* Obrigatoriamente aos agentes políticos; 
* Obrigatoriamente a alguns servidores públicos; 
* Facultativamente aos servidores públicos organizados em carreira. 
CF/88. Art. 39. § 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os 
Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela 
única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação 
ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. 
 
STF/RE 497.554/PR 
Não é legítima a acumulação de cargo de vereador com cargo de secretário municipal. 
EMENTA: RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. VEREADOR. SECRETÁRIO 
MUNICIPAL. ACUMULAÇÃO DE CARGOS E VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. CONHECIMENTO E 
PROVIMENTO DOS RECURSOS. 
I - Em virtude do disposto no art. 29, IX, da Constituição, a lei orgânica municipal deve guardar, no que 
couber, correspondência com o modelo federal acerca das proibições e incompatibilidades dos vereadores. 
II - Impossibilidade de acumulação dos cargos e da remuneração de vereador e de secretário 
municipal. 
III - Interpretação sistemática dos arts. 36, 54 e 56 da Constituição Federal. 
IV - Aplicação, ademais, do princípio da separação dos poderes. 
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V - Recursos extraordinários conhecidos e providos. 
 
§ 5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a 
maior e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, XI 
(Teto Constitucional). 
 
§ 6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da 
remuneração dos cargos e empregos públicos. 
 
§ 7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos 
orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão, autarquia e fundação, para 
aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade, treinamento e desenvolvimento, 
modernização, reaparelhamento e racionalização do serviço público, inclusive sob a forma de adicional ou 
prêmio de produtividade. 
 
§ 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º (por 
subsídio). 
 
§ 9º É vedada a incorporação de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao exercício de função de 
confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo. 
 
Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá caráter 
contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de 
aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. 
 
§ 1º O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado: 
 
I - por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido, quando insuscetível de 
readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de avaliações periódicas para verificação da 
continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposentadoria, na forma de lei do respectivo ente 
federativo; 
 
II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 anos de idade, ou aos 
75 anos de idade, na forma de lei complementar; 
 
STF/RE 786.540 
Os servidores ocupantes de cargo exclusivamente em comissão não se submetem à regra da 
aposentadoria compulsória prevista no artigo 40, parágrafo 1º, inciso II, da Constituição Federal, a qual 
atinge apenas os ocupantes de cargo de provimento efetivo, inexistindo também qualquer idade limite para 
fins de nomeação a cargo em comissão. 
 
STJ/RMS 57.258-GO 
Não se aplica a aposentadoria compulsória prevista no art. 40, §1º, II, da CF aos titulares de serventias 
judiciais não estatizadas, desde que não sejam ocupantes de cargo público efetivo e não recebam 
remuneração proveniente dos cofres públicos. 
 
III - no âmbito da União, aos 62 anos de idade, se mulher, e aos 65 anos de idade, se homem, e, no âmbito 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na idade mínima estabelecida mediante emenda às 
respectivas Constituições e Leis Orgânicas, observados o tempo de contribuição e os demais requisitos 
estabelecidos em lei complementar do respectivo ente federativo. 
 
Aposentadoria do Servidor pelo RPPS – E.C nº 103 
Âmbito da U/E/DF/M Âmbito da União 
Antes E.C nº 103 Após E.C nº 103 
Mulher Homem Mulher Homem 
60 Anos de Idade 65 Anos de Idade 62 Anos de Idade 65 Anos de Idade 
OBS: A aposentadoria por idade estabelecida pela 
CF/88 englobava todos os entes federativos. 
 
OBS: Existia tanto aposentadoria por idade, quanto 
OBS: A aposentadoria por idade estabelecida pela 
CF/88 engloba apenas a União. 
 
OBS: A aposentadoria por idade dos Estados, do 
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aposentadoria por tempo de contribuição. Distrito Federal e dos Municípios, será 
estabelecida, respectivamente, mediante emenda 
às respectivas Constituições e Leis Orgânicas. 
 
OBS: A aposentadoria por tempo de contribuição não 
existe mais. 
CF/88. Art.40. §1º. Os servidores abrangidos pelo 
regime de previdência de que trata este artigo serão 
aposentados, calculados os seus proventos a 
partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: 
 
III. Voluntariamente, desde que cumprido tempo 
mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço 
público e cinco anos no cargo efetivo em que se 
dará a aposentadoria, observadas as seguintes 
condições: 
 
a) Sessenta anos de idade e trinta e cinco de 
contribuição, se homem, e cinquenta e cinco anos 
de idade e trinta de contribuição, se mulher; 
 
b) Sessenta e cinco anos de idade, se homem, e 
sessenta anos de idade, se mulher, com proventos 
proporcionais ao tempo de contribuição. 
CF/88. Art.40. § 1º O servidor abrangido por regime 
próprio de previdência social será aposentado: 
 
III - no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) 
anos de idade, se mulher, e aos 65 (sessenta e 
cinco) anos de idade, se homem, e, no âmbito dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na 
idade mínima estabelecida mediante emenda às 
respectivas Constituições e Leis Orgânicas, 
observados o tempo de contribuição e os demais 
requisitos estabelecidos em lei complementar do 
respectivo ente federativo. 
 
 
Aposentadoria do Servidor pelo RPPS – E.C nº 103 
Âmbito da União 
Aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, e aos 65 
(sessenta e cinco) anos de idade, se homem. 
Âmbito dos Estados/DF/M 
Na idade mínima estabelecida mediante emenda às respectivas 
Constituições e Leis Orgânicas, observados o tempo de contribuição e 
os demais requisitos estabelecidos em lei complementar do respectivo 
ente federativo. 
 
§ 2º Os proventos de aposentadoria não poderão ser inferiores ao valor mínimo a que se refere o § 2º do art. 
201 (Salário Mínimo) ou superiores ao limite máximo estabelecido para o Regime Geral de Previdência 
Social, observado o disposto nos §§ 14 a 16. 
 
Proventos de Aposentadoria do Servidor Público – Antes a E.C nº 103 
Não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a 
aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. 
Os proventos de aposentadoria do Servidor Público não tinham como limite o teto do RGPS (R$ 
6.101,06). 
Proventos de Aposentadoria do Servidor Público – Após a E.C nº 103 
Não poderão ser inferiores ao valor do salário mínimo ou superiores ao limite máximo do RGPS. 
Salário Mínimo > Proventos de Aposentadoria > Limite Máximo do RGPS (R$ 6.101,06) 
 
§ 3º As regras para cálculo de proventos de aposentadoria serão disciplinadas em lei do respectivo ente 
federativo. 
 
§ 4º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para concessão de benefícios em regime 
próprio de previdência social, ressalvado o disposto nos §§ 4º-A, 4º-B, 4º-C e 5º. 
 
STF/ADI 5241/DF 
É formalmente constitucional lei complementar — cujo processo legislativo teve origem parlamentar — que 
contenha regras de caráter nacional sobre a aposentadoria de policiais. 
 
§ 4º-A. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de 
contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores com deficiência, previamente submetidos a 
avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar. 
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§ 4º-B. Poderão ser estabelecidos por lei complementar

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