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Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 1
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) 
- BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 
Sumário 
DEFINIÇÃO
EPIDEMIOLOGIA
MUNDIAL
BRASIL
SEXO
FATORES DE RISCO
AMBIENTAIS
INDIVIDUAIS
DEFICIÊNCIA DE ALFA-1-ANTITRIPSINA
ALFA-1-ANTITRIPSINA
E O QUE A DEFICIÊNCIA CAUSA?
QUANDO SUSPEITAR?
FISIOPATOLOGIA
SUBTIPOS PATOLÓGICOS DPOC
BRONQUITE CRÔNICA (BLUE BLOATER OU AZUL EDEMACIADO) 
O QUE É?
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
QUAL É O SINTOMA?
QUAIS SÃO OS ACHADOS FÍSICOS?
COR PULMONALE
ENFISEMA PULMONAR (PINK PUFFER OU SOPRADOR RÓSEO)
O QUE É?
FATOR DE RISCO RELEVANTE
QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
QUAIS SÃO OS ACHADOS FÍSICOS?
COR PULMONALE
COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?
DOENÇA DE PEQUENAS VIAS AÉREAS
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
DIAGNÓSTICO
ESPIROMETRIA (PROVA DE FUNÇÃO PULMONAR)
REALIZAÇÃO
DIAGNÓSTICO DE DPOC
RADIOGRAFIA DE TÓRAX
ALTERAÇÕES MAIS COMUNS
TOMOGRAFIA DE TÓRAX
ENFISEMA PARASSEPTAL
ENFISEMA PANACINAR (PANLOBULAR)
ENFISEMA CENTROACINAR (CENTROLOBULAR)
ECG
ECODOPPLERCARDIOGRAMA
EXAMES LABORATORIAIS
DOSAGEM DE ALFA-1-ANTITRIPSINA
HEMOGRAMA
GASOMETRIA ARTERIAL
AVALIAÇÃO/ESTADIAMENTO
CLASSIFICAÇÃO ESPIROMÉTRICA
CLASSIFICAÇÃO SINTOMÁTICA
ESCALA DE DISPNEIA mMRC 
CLASSIFICAÇÃO COMBINADA
GOLD 2021
GOLD 2023
CONDUTA
OBJETIVOS
CONDUTA NÃO FARMACOLÓGICA
CESSAÇÃO TABÁGICA
VACINAÇÃO
ANTI-INFLUENZA
ANTIPNEUMOCÓCICA POLIVALENTE (PNEUMO 13 E PNEUMO 23)
COVID-19
DT
ZÓSTER
REABILITAÇÃO PULMONAR
INDICAÇÃO
IMPACTO
CONDUTA FARMACOLÓGICA
OBJETIVOS
FARMACOLOGIA
BETA 2-AGONISTA
ANTIMUSCARÍNICO 
CORTICOIDE INALATÓRIO
GOLD 2021
GOLD 2023
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 2
DEFINIÇÃO
Doença crônica não transmissível (DCTN) caracterizada por sintomas respiratórios crônicos e limitação 
persistente ao fluxo aéreo, tanto por alterações nas pequenas e grandes vias aéreas quanto por 
alterações nas unidades alveolares
EPIDEMIOLOGIA
MUNDIAL
3ª causa de mortalidade no mundo, sendo mais frequente em países de baixa renda
BRASIL
Em São Paulo foi estumada em 15,8% nos indivíduos maiores de 40 anos
SEXO
É maior entre homens, porém a diferença entre sexos vem diminuindo e, inclusive, igualando-se em alguns países, provavelmente 
pelo aumento do número de mulheres que passaram a fumar
FATORES DE RISCO
AMBIENTAIS
1. Tabagismo: 90% dos casos
2. Exposições ocupacionais
3. Poluição do ar externo
4. Exposição à queima de biomassa
INDIVIDUAIS
1. Genética: deficiência de alfa 1 antitripsina
2. Asma e Hiperreatividade Brônquica
3. Infecções de repetição
Com a mesma carga tabágica, mulheres tendem a desenvolver formas mais graves da doença
PACIENTE COM TERAPIA TRIPLA + EXACERBAÇÕES
ROFLUMILAST 
MACROLÍDEO
DESCONTINUAR CORTICOIDE INALATÓRIO
TERAPIAS ADICIONAIS
OXIGENOTERAPIA DOMICILIAR PROLONGADA (ODP)
BILEVEL DOMICILIAR
INDICAÇÃO
CIRURGIA DE REDUÇÃO VOLUMÉTRICA PULMONAR
INDICAÇÃO
BULECTOMIA
BRONCOSCOPIA INTERVENCIONISTA
TRANSPLANTE PULMONAR
EXACERBAÇÃO AGUDA DA DPOC (EADPOC)
O QUE É?
ETIOLOGIA
VIRAL
BACTERIANA
ATÍPICA
POLUIÇÃO/INFLAMAÇÃO EOSINOFÍLICA
SINTOMAS CARDINAIS
PREDITORES PARA EXACERBAÇÕES FUTURAS
CLASSIFICAÇÃO DA EADPOC
LEVE
MODERADA
GRAVE
INDICAÇÃO DO AMBIENTE DE INTERNAÇÃO
ENFERMARIA
UTI
ABCD DA DPOC
ANTIBIOTICOTERAPIA 
BRONCODILATADOR 
CORTICOTERAPIA
DOIS NÍVEIS DE PRESSÃO (BILEVEL)
OXIGENOTERAPIA
VENTILAÇÃO MECÂNICA
GASOMETRIA ARTERIAL
EXEMPLO
FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA
PROGNÓSTICO
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 3
Cálculo da carga tabágica: multiplicação do número médio de maços fumados por dia pelo número de anos em que o paciente 
fumou
Vale lembrar que um cigarro artesanal (ou de palha) equivale a 4-5 cigarros com filtro
DEFICIÊNCIA DE ALFA-1-ANTITRIPSINA
ALFA-1-ANTITRIPSINA
Proteína do grupo das serpinas, que é sintetizada pelo fígado, secretada para o plasma e que, ao atingir a circulação pulmonar, 
se difunde passivamente pelo tecido intersticial pulmonar, onde inativa a elastase neutrofílica
E O QUE A DEFICIÊNCIA CAUSA?
Permite que a elastase neutrofílica leve à destruição dos septos interalveolares com coalescência dos espaços aéreos pela 
hidrólise das fibras de elastina, principal componente do interstício pulmonar, cursando com enfisema panacinar, que predomina em 
campos pulmonares inferiores
QUANDO SUSPEITAR?
Nos casos de pacientes jovens, não tabagistas, com histórico familiar de DPOC precoce e enfisema com predomínio em campos 
inferiores
FISIOPATOLOGIA
SUBTIPOS PATOLÓGICOS DPOC
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 4
BRONQUITE CRÔNICA (BLUE BLOATER OU AZUL EDEMACIADO) 
O QUE É?
Tosse associada à expectoração crônica por, pelo menos, três meses consecutivos e durante dois ou mais anos consecutivos
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
Inflamação das vias aéreas com luz >2mm
Hipersecreção de muco
Fibrose subepitelial
Hipertrofia de musculo liso e neovascularização
Diferencia-se da BRONQUITE CRÔNICA SIMPLES por apresentar obstrução fixa ao fluxo aéreo
QUAL É O SINTOMA?
Dispneia de esforço
QUAIS SÃO OS ACHADOS FÍSICOS?
Aparência astênica
Taquipneia
Tórax em barril
Hipomobilidade da base do pulmão
Hipertimpanismo à percussão
Redução do ruído respiratório
Respiração com lábios entreabertos
COR PULMONALE
Mais comum neste fenótipo, sendo evidente por algumas manifestações clínicas
Cansaço
Aumento da pressão venosa central
Ascite
Hepatoesplenomegalia
Turgência jugular
Anorexia e congestão do TGI
Edema de MMII
ENFISEMA PULMONAR (PINK PUFFER OU SOPRADOR RÓSEO)
O QUE É?
Doença da via aérea distal, dos ácinos, que leva à
Destruição dos septos interalveolares
Coalescência dos espaços aéreo
FATOR DE RISCO RELEVANTE
Fator genético: deficiência de alfa- 1-antitripsina
QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
Tosse produtiva
Escarro abundante
Dispneia, mesmo em repouso
QUAIS SÃO OS ACHADOS FÍSICOS?
Aparência pletórica
Edema de MMII
Cianose
Insuficiência cardíaca direita
Ruído adventício
COR PULMONALE
Menos comum neste fenótipo, sendo evidente por algumas manifestações clínicas
Cansaço
Aumento da pressão venosa central
Ascite
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 5
Hepatoesplenomegalia
Turgência jugular
Anorexia e congestão do TGI
Edema de MMII
COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?
Diagnóstico anatomopatológico
A presença de enfisema e/ou bronquite crônica não diagnostica DPOC. Independentemente dos achados na tomografia e/ou exame 
físico, o diagnóstico REQUER obstrução fixa ao fluxo aéreo (VEF1/CVF pós-broncodilatador <0,7)
DOENÇA DE PEQUENAS VIAS AÉREAS
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
Inflamação bronquiolar, ou seja, das vias aéreas com luz < 2mm
Fisiopatologia semelhante à bronquite obstrutiva crônica, a diferença é o tamanho da via aérea
DIAGNÓSTICO
ESPIROMETRIA (PROVA DE FUNÇÃO PULMONAR)
REALIZAÇÃO
Deve ser feita, necessariamente, pré e pós broncodilatador, em um intervalo de 
15 minutos, com o uso de 400 mcg de salbutamol spray, para avaliarmos se existe 
obstrução ao fluxo aéreo e, caso exista, sua reversibilidade
DIAGNÓSTICO DE DPOC
Relação VEF1/CVF pós broncodilatador < 0,7, o que evidencia obstrução fixa ao 
fluxo aéreo
RADIOGRAFIA DE TÓRAX
ALTERAÇÕES MAIS COMUNS
Retificação das hemicúpulas diafragmáticas
Hipertransparência pulmonar
Coração alongado (“em gota”)
Aumento da distância entre os espaços intercostais
Hiperinsuflação - visualização de um número maior de 
costelas que o normal, de uma radiografia bem insuflada 
Aumento do recesso retroesternal (>2,5 cm)
1. Radiografia de tórax não diagnostica DPOC
2. Não espere alterações na radiografia de tórax para suspeitar de DPOC ou enfisema. As alterações
tendem a ser tardias
TOMOGRAFIA DE TÓRAX
A presença de enfisema na tomografia não diagnostica a DPOC, no 
entanto, diagnostica e quantifica a presença de doença 
estrutural, a presença ou ausência de nódulos e/ou neoplasia e 
serve parafins de diagnóstico diferencial
Nem toda relação VEF1/CVF <0,7 pós-broncodilatador 
significa obstrução fixa ao fluxo aéreo
O normal é visualizar 8 costelas
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 6
ENFISEMA PARASSEPTAL
Mais associado a pneumotórax
ENFISEMA PANACINAR (PANLOBULAR)
Comum na deficiência de alfa-1-antitripsina e destruição em todo o ácino respiratório, com predomínio em campos pulmonares 
inferiores
ENFISEMA CENTROACINAR (CENTROLOBULAR)
Subtipo mais comum no tabagista, começa no centro do lóbulo pulmonar secundário e pode progredir
ECG
Pacientes portadores da DPOC avançada podem cursar com sobrecarga de câmaras direitas, secundária à vasoconstrição hipoxêmica da 
vasculatura pulmonar, o Cor Pulmonale
ECODOPPLERCARDIOGRAMA
Método de escolha para a confirmação do Cor Pulmonale
EXAMES LABORATORIAIS
DOSAGEM DE ALFA-1-ANTITRIPSINA
1. Deve ser solicitada para todos os pacientes com diagnóstico de DPOC, ao menos uma vez, em especial em regiões com alta 
prevalência de deficiência da enzima
2. Os familiares devem ser rastreados e, conjuntamente ao paciente, encaminhados a um centro de referência para aconselhamento e 
manejo, caso exame positivo
HEMOGRAMA
Recomenda-se a solicitação de hemograma com quantificação de eosinófilos no sangue periférico
GASOMETRIA ARTERIAL
Deve-se solicitar gasometria arterial quando saturação parcial de oxigênio ao ar ambiente <92%
AVALIAÇÃO/ESTADIAMENTO
CLASSIFICAÇÃO ESPIROMÉTRICA
VEF1≥80% do predito LEVE (1)
80%>VEF1≥50% do predito MODERADA (2)
50%>VEF1≥30% do predito GRAVE (3)
VEF1<30% do predito MUITO GRAVE (4)
Atualmente, para todos os fins, a classificação espirométrica não deve ser utilizada para indicação de terapia farmacológica
CLASSIFICAÇÃO SINTOMÁTICA
ESCALA DE DISPNEIA mMRC 
0 Apenas com esforços intensos
1 Ao subir ladeira, escadas ou ao andar rapidamente no plano
2 Anda mais devagar que as outras pessoas da mesma idade
3 Para durante caminhada<100m ou alguns minutos no plano
4 Em repouso ou para vestir-se
CLASSIFICAÇÃO COMBINADA
A classificação do grau de obstrução (VEF1 pós-BD), associada à combinação de sintomas e exacerbações nos últimos 12 meses
GOLD 2021 GOLD 2023
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 7
CONDUTA
OBJETIVOS
1. Aumento de sobrevida
a. Cessação tabágica
i. ÚNICA MEDIDA que contribui diretamente para a redução do declínio anual da VEF1, mudando a evolução natural da DPOC,
b. Oxigenoterapia Domiciliar Prolongada (ODP)
c. Cirurgia de redução volumétrica pulmonar
d. Reabilitação pulmonar em pacientes hospitalizados ou que tiveram alta há menos de 4 semanas
e. Bilevel domiciliar em pacientes com DPOC estável e que persistem com hipercapnia
f. Terapia tripla medicamentosa (LAMA + LABA + corticoide inalatório): em sintomáticos com exacerbações frequentes ou graves
2. Tratamento sintomático
3. Redução de riscos de exacerbações futuras
CONDUTA NÃO FARMACOLÓGICA
CESSAÇÃO TABÁGICA
1. Abordar o tema sistematicamente em todas as consultas
2. Aplicar a escala de dependência de Fagerström
3. Considerar o uso de fármacos:
a. Terapia de reposição nicotínica (TRN) via adesivo ou goma de mascar
b. Bupropiona (bloqueia a receptação neuronal de noradrenalina, dopamina e serotonina)
c. Vareniclina (agonista parcial nicotínico)
Quem é considerado ex-tabagista? Paciente que cessou tabagismo e não recaiu nos 12 meses subsequentes à cessação tabágica
VACINAÇÃO
ANTI-INFLUENZA
1. Para todos os portadores de DPOC
2. Reduz exacerbação e óbito
3. Frequência: Anual
ANTIPNEUMOCÓCICA POLIVALENTE (PNEUMO 13 E PNEUMO 23)
1. Para todos ≥ 65 anos
2. Indicada também para pacientes mais jovens portadores de DPOC com comorbidades
3. Deve-se esperar um intervalo de pelo menos cinco anos entre a primeira e a segunda dose
COVID-19
A recomendação é a de que os pacientes com DPOC devem seguir as orientações conforme as agências de saúde locais
DT
Recomenda-se para pacientes com DPOC que não tenham sido vacinados na adolescência
ZÓSTER
Recomendada para pacientes com DPOC e mais de 50 anos
REABILITAÇÃO PULMONAR
INDICAÇÃO
GOLD B, C e D
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 8
IMPACTO
1. Dispneia
2. Situação de saúde
3. Tolerância aos esforços
4. Redução nos sintomas de ansiedade e depressão
CONDUTA FARMACOLÓGICA
OBJETIVOS
1. Melhora dos sintomas
2. Redução das exacerbações
3. Melhora da qualidade de vida
4. Tolerância aos esforços
FARMACOLOGIA
Abreviação Significado/Classe farmacológica Principais representantes
SABA Beta-2 Agonista de Curta Ação Fenoterol, Salbutamol
LABA Beta-2 Agonista de Longa Ação Formoterol, Salmeterol, Indacaterol
SAMA Antagonista Muscarínico de Curta Ação Brometo de Ipratrópio
LAMA Antagonista Muscarínico de Longa Ação Tiotrópio, Glicopirrônio, Umeclidínio
ICS Corticoide Inalatório Budesonida, Fluticasona
BETA 2-AGONISTA
Promovem relaxamento da musculatura lisa por estímulo dos receptores beta adrenérgicos, que aumentam AMP cíclico e produzem um 
antagonismo funcional à broncoconstrição
ANTIMUSCARÍNICO 
Antagonizam o efeito broncoconstritor da acetilcolina no receptor muscarínico M3, presente na musculatura lisa das vias aéreas
CORTICOIDE INALATÓRIO
Tem potencial anti-inflamatório brônquico e bronquiolar
GOLD 2021 GOLD 2023
PACIENTE COM TERAPIA TRIPLA + EXACERBAÇÕES
Considerar as três opções que se seguem
ROFLUMILAST 
1. Inibidor de fosfodiesterase 4
2. Indicado para
a. VEF1<50% do predito
b. Bronquite crônica
c. Paciente foi internado por exacerbação nos últimos 12 meses
MACROLÍDEO
1. Azitromicina 500 mg em dias alternados ou 250 mg/dia, contínuo
2. Indicado para
a. Não tabagistas
b. Baixo risco cardiovascular
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 9
DESCONTINUAR CORTICOIDE INALATÓRIO
Um dos efeitos colaterais da corticoterapia inalatória, além de monilíase oral, é o maior risco de pneumonia adquirida na 
comunidade
FORTE EVIDÊNCIA CONSIDERAR O USO CONTRÁRIO AO USO
História de Exacerbação Aguda da DPOC 1 Exacerbação moderada no ano Pneumonias de repetição
Duas ou mais Exacerbações moderadas/ano Eosinófilo no sg periférico 100-300/mm ³ Eosinófilo no sg periférico <100/mm ³
Eosinófilo no sg periférico >300/mm ³ Histórico de micobacteriose
Asma
TERAPIAS ADICIONAIS
OXIGENOTERAPIA DOMICILIAR PROLONGADA (ODP)
No contexto do paciente portador da DPOC estável, tempo de uso > 15 horas/dia, somente se:
PaO2 menor ou igual a 55 mmHg ou SatO2 menor ou igual a 88% 
PaO2 entre 56-59 mmHg ou SatO2 89% COM Hipertensão Pulmonar, cor pulmonale ou poliglobulia (Hematócrito >55%)
BILEVEL DOMICILIAR
Ventilação em dois níveis de pressão, com a finalidade de aumentar o volume minuto e, assim, corrigir a hipoventilação
INDICAÇÃO
Deve ser considerada para pacientes que internaram por insuficiência respiratória crônica agudizada, com hipercapnia diurna 
persistente (PaCO2≥ 52 mmHg)
CIRURGIA DE REDUÇÃO VOLUMÉTRICA PULMONAR
Cirurgia em que parte do volume pulmonar é ressecado para reduzir a hiperinsuflação, facilitando assim o recolhimento elástico 
pulmonar
INDICAÇÃO
Pacientes com enfisema extenso, predominante em campos pulmonares superiores, especialmente naqueles com VEF1≤20% do predito e 
com baixa tolerância aos esforços pós-programa de reabilitação pulmonar
BULECTOMIA
Procedimento para enfisema bolhoso, consiste na remoção de grandes bolhas de enfisema que não têm papel nas trocas gasosas e são 
responsáveis por algumas complicações
BRONCOSCOPIA INTERVENCIONISTA
Em pacientes portadores de enfisema e hiperinsuflação refratária ao tratamento farmacológico, o procedimento endoscópico com 
válvulas endobrônquicas unidirecionais ou coils reduz o volume pulmonar ao final da expiração e melhora a tolerância aos 
esforços, qualidade de vida e função pulmonar em um intervalo de 6-12 meses após a intervenção
TRANSPLANTE PULMONAR
DPOC é a principal doença pulmonar em número de transplantes pulmonares, que é indicadoem casos de
1. Doença progressiva a despeito do tratamento otimizado
2. Não candidatos a outros tratamentos cirúrgicos ou endoscópicos
3. BODE score entre 5 e 6 
4. PaCO2> 50 mmHg e/ou PaO2 < 60 mmHg
5. VEF1 < 25% do predito, sem deformidade significativa na caixa torácica
EXACERBAÇÃO AGUDA DA DPOC (EADPOC)
O QUE É?
Toda piora da dispneia e/ou tosse e/ou expectoração há menos de 14 dias, desde que devida investigação adicional seja feita para 
excluir outros diagnósticos
EADPOC na prática clínica deve ser um DIAGNÓSTICO DE EXCLUSÃO
ETIOLOGIA
As causas mais comuns da EADPOC são infecciosas, correspondendo a aproximadamente 70 - 80% do total de casos
VIRAL
1. Mais comum (1 a 2/3 dos casos)
2. Agentes: 
a. Rhinovirus
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 10
b. Influenza
c. Parainfluenza
d. Coronavirus
e. Adenovirus
f. Virus sincicial respiratório
BACTERIANA
1. 1/3 a 1/2 dos casos
2. Agentes:
a. Haemophilus influenzae (+ comum)
b. Streptococcus pneumoniae
c. Moraxella catarrhalis
d. Pseudomonas aeruginosas
ATÍPICA
1. Chlamydophila pneumoniae
2. Mycoplasma pneumoniae
POLUIÇÃO/INFLAMAÇÃO EOSINOFÍLICA
1. 20 a 30% dos casos
2. Agentes
a. Dióxido de nitrogênio
b. Material particulado
c. Ozônio
SINTOMAS CARDINAIS
1. Piora da dispneia
2. Piora da tosse
3. Piora do volume da expectoração
4. Piora do aspecto da expectoração (se torna purulenta)
PREDITORES PARA EXACERBAÇÕES FUTURAS
Nº de exacerbações no ano anterior 
Aumento na percentagem de enfisema ou espessura da via aérea na TC de tórax
Presença de bronquite crônica
Aumento no gradiente artéria pulmonar/aorta (>1) na TC de tórax
DRGE
Hipertensão Pulmonar
Presença de eosinofilia no escarro
A deficiência de Vitamina D é um fator de risco para admissão hospitalar no contexto de EADPOC
CLASSIFICAÇÃO DA EADPOC
LEVE
Tratada com broncodilatador de curta duração
MODERADA
Tratada com broncodilatador + corticoide oral e/ou antibiótico, sem internação
GRAVE
Necessidade de internação hospitalar ou sala de emergência
INDICAÇÃO DO AMBIENTE DE INTERNAÇÃO
ENFERMARIA
Insuficiência Respiratória Aguda
Suporte domiciliar insuficiente
Comorbidades graves, como Insuficiência Cardíaca, arritmia etc
Novo achado ao exame físico, como cianose e edema
Gravidade dos sintomas, como taquipneia e dessaturação
Ausência de resposta (ou resposta parcial) às medidas iniciais
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 11
UTI
Dispneia grave, que não respondeu às medidas iniciais
Alteração no estado mental
Necessidade de ventilação mecânica invasiva
Piora persistente da hipoxemia a despeito da suplementação de oxigênio/acidose respiratória grave ou em piora
Instabilidade hemodinâmica - necessidade de vasopressor
ABCD DA DPOC
A → Antibioticoterapia
B → Broncodilatador
C → Corticoterapia
D → “Dois níveis de pressão” BiLevel (nome comercial: BiPap)
ANTIBIOTICOTERAPIA 
Quando utilizar
1. 3 sintomas cardinais
2. 2 sintomas cardinais, sendo 1 deles a purulência do escarro
3. Internação hospitalar e/ou ventilação mecânica (invasiva ou não)
Terapia empírica
Aminopenicilina + inibidor de betalactamase ou macrolídeo
Duração
5-7 dias
BRONCODILATADOR 
SABA, associado ou não aos SAMA, é a terapia inicial
CORTICOTERAPIA
GOLD - Prednisona 40 mg/dia por 05 dias
DOIS NÍVEIS DE PRESSÃO (BILEVEL)
É a modalidade ventilatória de escolha para tratar a IRpA nos pacientes internados por EADPOC, indicada em casos de
1. Acidose respiratória (pH ≤ 7,35 e/ou pCO2 ≥ 45mmHg)
2. Dispneia severa com sinais de fadiga muscular, uso de musculatura acessória, movimento abdominal paradoxal ou retração 
intercostal
3. Hipoxemia refratária à despeito da suplementação adequada
OXIGENOTERAPIA
Oxigenoterapia suplementar deve ser fornecida para pacientes no contexto de hipoxemia e deve ser titulada, com ALVO OXIMÉTRICO na 
faixa de 88-92%
VENTILAÇÃO MECÂNICA
Mesmo com a adequada condução do paciente, a despeito das medidas tomadas, ele pode ser candidato à Intubação Orotraqueal
Incapacidade de tolerar VNI ou falência à VNI 
Pós parada cardiorespiratória 
Broncoaspiração de grande monta ou vômitos incoercíveis 
Instabilidade hemodinâmica grave sem resposta ás medidas 
Arritmias graves (ventriculares ou supraventriculares) 
Hipoxemia ameaçadora à vida em pacientes incapazes de tolerar VNI
GASOMETRIA ARTERIAL
O PONTO CHAVE aqui é sabermos se o paciente é cronicamente retentor de CO2 ou se foi uma retenção aguda. Quem vai denunciar a 
retenção? O BICARBONATO. No entanto, quem vai diferenciar se a retenção crônica está estável ou não é o pH
EXEMPLO
Paciente 1: pH 7,39 PO2 80 PCO2 55,2 HCO3 33,5 BE +4 = Crônico, estável 
Paciente 2: pH 7,22 PO2 52 PCO2 98 HCO3 38,2 BE +6= Crônico, agudizado 
Observe que o paciente 1 retém cronicamente CO2 e, consequentemente, bicarbonato, o que pode ser evidenciado pelo BE > -2 
(indicando retenção crônica de bases), no entanto, compensado
Já o paciente 2 se apresenta em acidemia respiratória por insuficiência respiratória crônica agudizada, visto que seu mecanismo 
crônico de retenção de bases não conseguiu compensar a rápida instalação da retenção de CO2
FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA
Deve ser indicada para todos os pacientes internados por exacerbação
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 12
PROGNÓSTICO
A mortalidade após uma internação por EADPOC é, em 5 anos, de aproximadamente 50%

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