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ANATOMIA Graziela Gonzaga Santana NARIZ • O nariz divide-se em: Nariz externo. Cavidade nasal. Seios paranasais. • As funções do nariz são olfato, respiração, filtração de poeira, umidificação do ar inspirado, além de recepção e eliminação de secreções dos seios paranasais e ductos lacrimonasais. NARIZ EXTERNO • É visível externamente no plano mediano da face, seu esqueleto é principalmente cartilagíneo. • Possui a forma de uma pirâmide triangular em que a extremidade superior (vértice da pirâmide) é denominada raiz, e a inferior, base. • Possui duas aberturas em fenda, narinas (aberturas piriformes), separadas por um septo, e que comunicam o meio externo com a cavidade nasal. Além disso, são limitadas lateralmente pelas asas do nariz. • O dorso do nariz estende-se da raiz até o ápice (ponta) do nariz. • O esqueleto do nariz é osteocartilagíneo, isto é, além dos ossos nasais e das porções das duas maxilas, fazem parte do esqueleto do nariz varias cartilagens nasais. • A abertura anterior da cavidade nasal é denominada abertura piriforme (lembra o formato de uma pera). • A parte cartilagínea do nariz é formada por cinco cartilagens principais: duas cartilagens laterais, duas cartilagens alares e uma cartilagem do septo. • As cartilagens alares, em forma de U, são livres e móveis; dilatam ou estreitam as narinas quando há contração dos músculos que atuam sobre o nariz. CAVIDADE NASAL • Também conhecida como fossas nasais. • A cavidade nasal comunica-se com o meio externo atraves das narinas e com a porção nasal da faringe atraves doa cóanos. • Os cóanos são aberturas que podem ser facilmente identificadas em crânios secos. Eles marcam o limite posterior entre a cavidade nasal e a porção nasal da faringe. 2 • Vestíbulo: espaço oval situado logo atrás das narinas. Ele é dotado de pequenos pelos (vibrissas), responsáveis por filtrar, de forma mais grosseira, o ar atmosférico. Seu revestimento é cutâneo. • A cavidade nasal pode ser dividida em vestíbulo, região respiratória e olfatória. Ao vestíbulo seguem-se as regiões respiratória e olfatória, recobertas por mucosa. • A região olfatória, no homem, é bastante reduzida. • O termo cavidade nasal pode referir-se tanto à cavidade como um todo quanto a uma das metades, depende do sentido. SEPTO NASAL • É dividida em metades direita e esquerda pelo septo nasal (septo mediano osteocartilagíneo). • o septo nasal apresenta-se quase sempre desviado para a direita ou para esquerda e grandes desvios podem dificultar a respiração, exigindo correção cirúrgica. • O septo nasal é constituído por partes cartilagínea (cartilagem do septo nasal) e óssea (lâmina perpendicular do osso etmóide e osso vômer). • O osso etmóide apresenta labirintos etmoidais, espaços delimitados por delgadas trabéculas ósseas. Na parte superior, unindo os labirintos, aparece a lâmina cribriforme. Também tem • a lâmina perpendicular que contribui para a formação do septo nasal. ] CONCHAS NASAIS (CORNETOS) • Na parede lateral da cavidade nasal, encontramos proeminências ósseas revestidas pela mucosa respiratória denominadas de conchas nasais: superior, média e inferior. • Existem para aumentar a superfície mucosa da cavidade nasal, pois é esta superfície que umedece e aquece o ar inspirado, “condicionando-o” para que seja mais bem aproveitado na hematose que se dá ao nível dos pulmões. • Entre as conchas, encontramos espaços delimitados pelas conchas, pelos quais o ar circula através do nariz para faringe e para os seios paranasais, conhecidos comomeatos nasais: superior, médio e inferior. • As conchas superior e média são como lâminas ósseas recurvadas. Já a concha inferior é um osso separado. • A concha nasal inferior é a mais longa e mais larga das conchas, sendo formada por um osso 3 independente (de mesmo nome, concha nasal inferior) coberto por uma túnica mucosa. • As conchas nasais média e superior são processos mediais do etmoide. • Essas conchas projetam-se na cavidade nasal, estão recobertas pela mucosa e delimitam espaços denominados meatos. MEATOS NASAIS • Também chamados de • orifícios nasais. • São projeções das conchas que produzem passagens de ar. • A cavidade nasal é dividida em cinco passagens: Um recesso esfenoetmoidal posterossuperior. Três meatos nasais laterais (superior, médio e inferior). Um meato nasal comum medial, no qual se abrem as quatro passagens laterais. • Meato superior: fica entre a concha superior e a média. • Meato médio: entre a concha média e inferior. É mais longo e mais profundo do que o superior. • Meato inferior: sob a concha inferior. ÓSTIO (DUCTO) NASOLACRIMAL • Os seios paranasais desembocam nos meatos e no inferior encontra-se a abertura (óstio) do ducto nasolacrimal. • É responsável pela drenagem da secreção lacrimal em direção às cavidades nasais. PAREDES DA CAVIDADE NASAL • Parede superior: é formada de diante para trás pelos ossos: nasal, frontal, etmoide e esfenoide. Acima desta parede encontramos a cavidade craniana. • Parede inferior: também de diante para trás, é formada pelo processo palatino da maxila e pela lâmina horizontal do osso palatino. • Parede medial: é formada pela parte óssea do septo nasal: lâmina perpendicular do osso etmoide; e pelo osso vômer. • Parede lateral: está formada de diante para trás pelos ossos: maxila; lacrimal; etmoide; concha nasal inferior; palatino; e esfenoide. • A irrigação arterial das paredes medial e lateral da cavidade nasal: 1. Artéria etmoidal anterior (da artéria oftálmica); 2. Artéria etmoidal posterior (da artéria oftálmica); 3. Artéria esfenopalatina (da artéria maxilar); 4. Artéria palatina maior (da artéria maxilar); 5. Ramo septal da artéria labial superior (da artéria facial). SEIOS PARANASAIS 4 • Os seios paranasais são cavidades pneumáticas (que contém ar) revestidas por mucosa respiratória. Estes seios estabelecem comunicação com a cavidade nasal. • A inflamação/infecção da mucosa que reveste os seios paranasais está relacionada com as sinusites. • Os seios paranasais são extensões, cheias de ar, da parte respiratória da cavidade nasal para os seguintes ossos do crânio: frontal, etmoide, esfenoide e maxila. São nomeados de acordo com os ossos nos quais estão localizados. • Os seios continuam a invadir o osso adjacente, e extensões acentuadas são comuns nos crânios de idosos. • As paredes ósseas que separam os seios paranasais das cavidades são muito finas, podendo ser rompidas em processos patológicos. SEIO ESFENOIDAL • Está localizado no corpo do esfenoide, mas pode estender-se até as asas deste osso. • Acima da concha superior. • Os seios esfenoidais são derivados de uma célula etmoidal posterior que começa a invadir o esfenoide por volta dos 2 anos de idade. SEIO ETMOIDAL • No meato superior e médio, e neste último abrem-se também os orifícios de comunicação com os seios frontal e maxilar. • As células etmoidais são pequenas invaginações da túnica mucosa dos meatos nasais médio e superior para o etmoide entre a cavidade nasal e a órbita. SEIO FRONTAL • No meato médio. • Os seios frontais direito e esquerdo estão entre as lâminas externa e interna do frontal, posteriormente aos arcos superciliares e à raiz do nariz. • Os seios frontais são inervados por ramos dos nervos supraorbitais (NC V1 ). • Os seios frontais direito e esquerdo raramente têm tamanhos iguais e, em geral, o septo entre eles não está totalmente situado no plano mediano. SEIO MAXILAR • Meato médio. • Os seios maxilaressão os maiores seios paranasais. Ocupam os corpos das maxilas e se comunicam com o meato nasal médio. • Cada seio maxilar drena através de uma ou mais aberturas, o óstio maxilar, para o meato nasal médio. • A cavidade nasal ocupa o centro de um círculo cavitário importante: situa-se superiormente à cavidade bucal, dela separada pelo palato (em parte ósseo, palato duro, e em parte muscular, palato mole) que forma o teto da cavidade bucal. O seio frontal e a fossa anterior do crânio são superiores a ela; o seio esfenoidal, posterior; os seios etmoidais e maxilares são laterais à cavidade nasal. LIMITES DAS CAVIDADES NASAIS • Teto das cavidades nasais: é curvo e estreito, com exceção da extremidade posterior, onde o corpo do esfenoide, que é oco, forma o teto. É dividido em três partes (frontonasal, etmoidal e esfenoidal), nomeadas de acordo com os ossos que formam cada parte. 5 • Assoalho das cavidades nasais: é mais largo do que o teto e é formado pelos processos palatinos da maxila e pelas lâminas horizontais do palatino. • Parede medial das cavidades nasais: formada pelo septo nasal. • Paredes laterais das cavidades nasais: são irregulares em razão de três lâminas ósseas, as conchas nasais, que se projetam inferiormente, como persianas. VASCULATURA E INERVAÇÃO • As aa. etmoial anterior e posterior e a a. esfenopalatina dividem-se em ramos lateral e medial (septal); • A parte anterior do septo nasal - área de Kiesselbach; • O nariz também recebe sangue da a. etmoidal anterior e ramo septal da artéria labial superior, além de ramos nasais da artéria infraorbital e ramos nasais laterais da artéria facial. • Um rico plexo venoso submucoso situado profundamente à túnica mucosa do nariz proporciona drenagem venosa do nariz por meio das veias esfenopalatina, facial e oftálmica; • O plexo venoso é uma parte importante do sistema termorregulador do corpo, trocando calor e aquecendo o ar antes de entrar nos pulmões; • O sangue venoso do nariz drena principalmente para a veia facial através das veias angular e nasal lateral. • A inervação da região posteroinferior da túnica mucosa do nariz - nervo maxilar (NC V2), através do nervo nasopalatino para o septo nasal, e os ramos nasal lateral superior posterior e nasal lateral inferior do nervo palatino maior até a parede lateral. • A inervação da porção anterossuperior provém do nervo oftálmico (NC V1) através dos nervos etmoidais anterior e posterior, ramos do nervo nasociliar; • A maior parte do nariz (dorso e ápice) também é suprida pelo NC V1 (via nervo infratroclear e ramo nasal externo do nervo etmoidal anterior), mas as asas são supridas pelos ramos nasais do nervo infraorbital (NC V2).