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Livro Eletrônico
Aula 00
UFPB (Administrador) Compras na Administração Pública (item 17) - 2022 (Pós-Edital)
Professor: Equipe Direito Administrativo, Herbert Almeida
Equipe Direito Administrativo, Herbert Almeida
Aula 00
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Abertura de curso 3
..............................................................................................................................................................................................2) Decreto 10.024/2020 (Pregão Eletrônico) 5
..............................................................................................................................................................................................3) Questões comentadas - Decreto 10.024/2020 (Pregão Eletrônico) - FCC 50
..............................................................................................................................................................................................4) Questões comentadas - Decreto 10.024/2020 (Pregão Eletrônico) - Cebraspe 60
..............................................................................................................................................................................................5) Lista de Questões - Decreto 10.024/2020 (Pregão Eletrônico) - FCC 70
..............................................................................................................................................................................................6) Lista de Questões - Decreto 10.024/2020 (Pregão Eletrônico) - Cebraspe 76
UFPB (Administrador) Compras na Administração Pública (item 17) - 2022 (Pós-Edital)
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APRESENTAÇÃO DO CURSO 
Olá concurseiros e concurseiras. 
É com muita satisfação que estamos lançando este livro digital de Direito Administrativo. 
Antes de mais nada, gostaria de me apresentar. Meu nome é Herbert Almeida, sou ex-Auditor de Controle 
Externo do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo aprovado em 1º lugar no concurso para o cargo. 
Além disso, obtive o 1º lugar no concurso de Analista Administrativo do TRT/23º Região/2011. 
Meu primeiro contato com a Administração Pública ocorreu através das Forças Armadas. Durante sete anos, 
fui militar do Exército Brasileiro, exercendo atividades de administração como Gestor Financeiro, Pregoeiro, 
responsável pela Conformidade de Registros de Gestão e Chefe de Seção. Sou professor de Direito 
Administrativo, Administração Financeira e Orçamentária e Controle Externo aqui no Estratégia Concursos 
e mentor para concursos. 
Além disso, tenho quatro paixões na minha vida! Primeiramente, sou apaixonado pelo que eu faço. Amo dar 
aulas aqui no Estratégia Concursos e espero que essa paixão possa contribuir na sua busca pela aprovação. 
Minhas outras três paixões são a minha esposa, Aline, e meus filhotes, Pietro e Gael (que de tão especial foi 
presenteado com um cromossomosinho a mais). 
Agora, vamos falar do nosso curso! O curso é composto por teoria, exercícios e videoaulas. Além disso, 
abordaremos a teoria completa, mas de forma objetiva, motivo pelo qual você não precisará complementar 
os estudos por outras fontes. As nossas aulas terão o conteúdo suficiente para você fazer a prova, 
abrangendo a teoria, jurisprudência e questões. 
Observo ainda que o nosso curso contará com o apoio da Prof. Leticia Cabral, que nos auxiliará com as 
respostas no fórum de dúvidas. A Prof. Leticia é advogada e especialista em Direito Público. Com isso, 
daremos uma atenção mais completa e pontual ao nosso fórum. 
Vamos fazer uma observação importante! Ao longo da aula, vamos utilizar questões de várias bancas de 
concurso, porém com assertivas adaptadas para verdadeiro ou falso. O motivo dessa adaptação é permitir a 
contextualização do conteúdo do capítulo recém estudado com o tema da questão. Já ao final da aula, 
teremos uma super bateria de questões devidamente comentadas para você resolver. 
Por fim, se você quiser receber dicas diárias de preparação para concursos em alto nível e também sobre 
Direito Administrativo e Administração Financeira e Orçamentária, siga-me nas redes sociais (não esqueça 
de habilitar as notificações no Instagram e Youtube, assim você será informado sempre que eu postar uma 
novidade por lá): 
 
@profherbertalmeida 
 
/profherbertalmeida 
 
/profherbertalmeida 
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==0==
 
/profherbertalmeida e /controleexterno 
Se preferir, basta escanear as figuras abaixo: 
 
Sem mais delongas, espero que gostem do material e vamos ao nosso curso. 
Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 
9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. 
Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores que elaboram os 
cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos honestamente através do site Estratégia 
Concursos ;-) 
 
 
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O pregão é a modalidade de licitação que foi criada para agilizar as contratações públicas. Inicialmente, o 
procedimento do pregão foi instituído na forma presencial, mas a própria Lei do Pregão trouxe a 
possibilidade de se realizar a licitação por “meio da utilização de recursos de tecnologia da informação, 
nos termos de regulamentação específica" (art. 2º, § 1º). 
Na época da tramitação da Lei 10.520/2002, a internet ainda era algo caro e não tão popular. Porém, nos 
anos subsequentes, houve uma popularização da internet, viabilizando a utilização em massa desse 
instrumento para realizar as contratações públicas. As vantagens do pregão eletrônico são nítidas em 
comparação ao pregão presencial, especialmente por viabilizar a transparência, a impessoalidade e a 
competitividade do certame. 
Em 2005, foi editado o Decreto 5.450/2005, instituindo definitivamente o pregão eletrônico. No entanto, 
vários anos depois, observou-se a necessidade de uma regulamentação ainda mais moderna. Por esse 
motivo, mais recentemente, foi elaborado o Decreto 10.024/2019, constituindo a nova regulamentação do 
pregão, na forma eletrônica. Adicionalmente, o Decreto 10.024/2019 também instituiu a dispensa 
eletrônica, conforme veremos adiante. 
Em resumo, o Decreto 10.024/2019 regulamenta, em âmbito federal, a realização: 
a) do pregão, na forma eletrônica, para a aquisição de bens e a contratação de serviços comuns, incluídos 
os serviços comuns de engenharia; 
b) da dispensa eletrônica. 
--- 
Só uma observação: não vamos ficar citando todos os artigos do Decreto 10.024/2019, pois este não é o 
propósito de uma aula. Por isso, sempre sugerimos a leitura complementar do Decreto 10.024/2019, na 
versão disponível no site do Planalto (o caminho mais fácil é procurar pelo “decreto 10024” no Google, e 
abrir a versão do site do Planalto). 
Para começar, o Decreto 10.024/2019 determina que a utilização da modalidade de pregão, na forma 
eletrônica, pelos órgãos da administração pública federal direta, pelas autarquias, pelas fundações e 
pelos fundos especiais1 é obrigatória. 
 
1 É usual a legislação de licitação determinar a sua aplicação aos “fundos especiais”. Essa expressão é bastante imprecisa, 
já que o fundo especial é “um recurso” criado para determinada finalidade. Por exemplo: se a gente passar por alguma 
crise de saúde, poderá ser criado um fundo específico para agilizar os repasses de recursos entre os entes da Federação. 
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Daqui, já podemos extrair duas informações. Primeiro que o Decreto 10.024/2019 vale, em âmbito federal, 
para: (i) administração direta; (ii) autarquias; (iii) fundações públicas; (iv) fundos especiais. 
Ademais, nessas entidades, a realização do pregão, na forma eletrônica, é obrigatória, para a aquisição de 
bens ou de serviços comuns. 
No antigo Decreto 5.450/2005, a adoção do pregão era obrigatória. Porém, o Decreto não obrigava a 
realização na sua forma eletrônica. Apenas existia uma “preferência” de utilização da forma eletrônica. Em 
resumo, no antigo regulamento, a administração federal deveria utilizar o pregão, mas não existia uma 
obrigatoriedade do formato eletrônico. 
O Decreto 10.024/2019 vai além, pois torna obrigatória a utilização do pregão, em sua forma eletrônica. 
No mesmo contexto, também é obrigatória a utilização do procedimento de dispensa eletrônica, a partir 
de sua regulamentação, conforme vamos esclarecer ainda nesta aula. 
Será, no entanto, admitida, excepcionalmente, mediante prévia justificativa da autoridade competente, 
a utilização da forma de pregão presencial nas licitações ou ainda a não adoção do sistema de dispensa 
eletrônica, desde que fique comprovada a inviabilidade técnica ou a desvantagem para a administração 
na realização da forma eletrônica (art. 1º, § 4º). É difícil de imaginar um caso em que o pregão eletrônico 
ou a dispensa eletrônica sejam inviáveis ou desvantajosos, considerando que a internet vem se tornando 
tão democrática nos tempos mais modernos. Não obstante a dificuldade de imaginar um caso assim, existe 
a previsão de que, atendendo aos requisitos descritos anteriormente, seja utilizado o pregão presencial ou 
a dispensa “convencional”. 
 
Ok, mas e nas empresas públicas, as sociedades de economia mista e suas subsidiárias? Pois bem, a Lei 
13.303/2016 (Estatuto das Empresas Estatais) mencionou que, nas licitações realizadas pelas empresas 
estatais, quando se tratar de aquisição de bens ou serviços comuns, será adotada preferencialmente a 
modalidade de licitação denominada pregão, nos termos da Lei 10.520/2002. 
 
Nesse caso, não é o “fundo” que faz a licitação, mas os órgãos e entidades responsáveis pela gestão do fundo. Porém, as 
questões de prova não vão cobrar o conceito de fundo, mas apenas o texto literal do Decreto. Assim, para fins de prova, 
apenas entenda que o procedimento definido no Decreto 10.024/2019 aplica-se aos “fundos especiais”. 
Contratação de bens e 
serviços comuns
Obrigatório
Pregão eletrônico
Dispensa eletrônica
Exceto
Inviabilidade técnica ou 
desvantagem
Justificativa da autoridade 
competente
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Portanto, expressamente, aplica-se a Lei 10.520/2002 nas licitações das empresas estatais, sendo que o 
pregão é a modalidade preferencial quando se tratar de bens ou serviços comuns. 
Por esse motivo, as disposições do Decreto 10.024/2019 poderão ser adotadas pelas empresas estatais, no 
que couber, nos termos do regulamento interno sobre licitações e contratos elaborada por cada entidade.2 
 
Na Lei 13.303/2016, os limites para dispensa de licitação por baixo valor são diferentes 
daqueles definidos na Lei 8.666/1993. Neste último caso, os valores para dispensa por 
baixo valor são de R$ 33 mil e R$ 17,6 mil, para obras e serviços de engenharia e compras 
e demais serviços, respectivamente, conforme atualização realizada pelo Decreto 
9.412/2018. 
Por outro lado, para as empresas estatais, os valores são de R$ 100 mil e R$ 50 mil, para 
obras e serviços de engenharia e compras e demais serviços, respectivamente. Esses 
valores ainda podem ser alterados por deliberação do conselho de administração de 
cada empresa estatal. 
Mas por que estamos falando desses valores? Estamos falando deles porque as 
empresas estatais também podem aderir ao procedimento de dispensa eletrônica de 
licitação, respeitando os valores aplicáveis à própria empresa estatal. 
 
Agora, para finalizar o âmbito de aplicação da nova regulamentação sobre o pregão, temos que analisar os 
casos de licitações realizadas pelos entes federativos com recursos da União, decorrentes de transferências 
voluntárias. É muito comum que a União transfira recursos para os estados, DF e municípios. Se a 
transferência é compulsória, como ocorre com os recursos dos fundos de participação dos estados ou dos 
municípios, o recurso pertencerá ao ente que está recebendo a transferência. Nesse caso, a União não 
poderá interferir na forma de utilização dos recursos. 
Contudo, quando a transferência é voluntária, a exemplo do que ocorre nos convênios e contratos de 
repasse, o recurso continuará sendo da União, ainda que a aplicação seja realizada por um estado, pelo 
Distrito Federal ou pelos municípios. 
Nessas situações, para a aquisição de bens e a contratação de serviços comuns pelos entes federativos, 
com a utilização de recursos da União, decorrentes de transferências voluntárias, como nos convênios e 
contratos de repasse, a utilização da modalidade de pregão, na forma eletrônica, ou da dispensa eletrônica 
será obrigatória. 
 
2 O art. 40 da Lei das Estatais prevê que as empresas públicas e sociedades de economia mista devem elaborar os seus 
próprios regulamentos internos de licitação, observando o disposto na Lei 13.303/2016. 
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Portanto, os estados, DF e municípios também serão obrigados a utilizar o pregão eletrônico e a dispensa 
eletrônico, quando estiverem realizando as aquisições com recursos da União, transferidos 
voluntariamente. 
Porém, essa exigência não será aplicável nos casos em que a lei ou a regulamentação específica que 
dispuser sobre a modalidade de transferência discipline de forma diversa sobre as contratações com os 
recursos do repasse. Por exemplo: se for criado um fundo de recursos da União para aplicar em uma 
finalidade específica por estados e municípios e a lei do respectivo fundo dispensar o procedimento 
eletrônico, então este não será adotado por previsão na lei específica sobre a modalidade de transferência. 
Vamos esquematizar tudo o que vimos até aqui sobre o âmbito de aplicação? 
 
O pregão, na forma eletrônica, é condicionado aos princípios da: 
a) legalidade 
b) impessoalidade, 
c) moralidade, 
d) igualdade, 
e) publicidade, 
f) eficiência, 
Aplicação do pregão 
eletrônico e da 
dispensa eletrônica
Administração 
federal
direta
autárquica
fundacional
fundos especiais
EP e SEM 
federais
Podem utilizar (nos termos do 
regulamento específico)
Inclusive a dispensa eletrônica
Demais entes, com 
transferência 
voluntárias da União
Regra: utilização dos 
procedimentos eletrônicos
Exceto: previsão específica 
em lei ou regulamento
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g) probidade administrativa, 
h) desenvolvimento sustentável, 
i) vinculação ao instrumento convocatório, 
j) julgamento objetivo, 
k) razoabilidade, 
l) competitividade, 
m) proporcionalidade 
n) aos que lhes são correlatos. 
Podemos notar a presença de todos os princípios previstos na Lei 8.666/1993 juntamente com outros já 
consagrados pela doutrina. Não vamos detalhar o sentido de cada um desses princípios, até porque as 
questões de prova, nesse caso, normalmente seguirão mais a “decoreba”. Não obstante, quando 
estudamos a Lei de Licitações, costumamos explicar em maiores detalhes os mencionados princípios, já 
que, nesse caso, podemos ter alguma cobrançamais doutrinária. 
 
Na Lei de Licitações, nós costumamos adotar o mnemônico: Limpi Pro Julgamento 
Vinculado, referindo-se aos princípios da: legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade, igualdade, probidade administrativa, julgamento objetivo e vinculação ao 
instrumento convocatório. 
Adicionalmente, o Decreto 10.024/2019 prevê os seguintes princípios: eficiência, 
desenvolvimento sustentável, razoabilidade, competitividade e proporcionalidade. 
O desenvolvimento (nacional) sustentável é visto na Lei de Licitações como uma 
finalidade do processo licitatório (e não como um princípio). 
Ademais, a eficiência, a razoabilidade, a competitividade e a proporcionalidade, ainda 
que não constem expressamente na Lei de Licitações, já eram aplicados de forma 
implícita aos processos licitatórios como um todo. 
 
O princípio do desenvolvimento sustentável não se resume aos aspectos ambientais. Com efeito, ele será 
observado nas etapas do processo de contratação, em suas dimensões econômica, social, ambiental e 
cultural, no mínimo, com base nos planos de gestão de logística sustentável dos órgãos e das entidades 
(art. 2º, § 1º). 
Ademais, dando ainda mais ênfase ao caráter competitivo do pregão, o Regulamento determina que as 
normas disciplinadoras da licitação serão interpretadas em favor da ampliação da disputa entre os 
interessados, resguardados o interesse da administração, o princípio da isonomia, a finalidade e a 
segurança da contratação (art. 2º, § 2º). 
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Ainda sobre os princípios, especialmente quanto ao princípio da publicidade e da vinculação ao instrumento 
convocatório, o Regulamento dispõe que os participantes de licitação na modalidade de pregão, na forma 
eletrônica, têm direito público subjetivo à fiel observância do procedimento estabelecido no Decreto 
10.024/2019 e qualquer interessado poderá acompanhar o seu desenvolvimento em tempo real, por 
meio da internet (art. 54). Você, por exemplo, poderá acompanhar um pregão “ao vivo” pela internet, no 
Portal de Compras do Governo federal. 
Além disso, as propostas que contenham a descrição do objeto, o valor e os documentos complementares 
estarão disponíveis na internet, após a homologação (art. 57). 
Já vimos que, pelo Decreto 10.024/2019, o pregão, na forma eletrônica, passa a ser obrigatório para a 
aquisição de bens e serviços comuns. Mas o que são os bens e serviços comuns? 
O próprio Decreto esclarece isso, dispondo que os bens e serviços comuns são os “bens cujos padrões de 
desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações 
reconhecidas e usuais do mercado”. 
A redação do Decreto não foi das melhores, já que eles poderiam dizer que os “bens e serviços comuns” 
são os “bens e serviços”. Professor, não estou entendendo essa “repetição”. O motivo é que eu quero 
evidenciar que o conceito omitiu o termo “serviços”. Vamos citar novamente o conceito, exatamente como 
consta no Decreto: 
Art. 3º Para fins do disposto neste Decreto, considera-se: [...] II - bens e serviços comuns - bens 
cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por 
meio de especificações reconhecidas e usuais do mercado; 
Portanto, no conceito, faltou colocar também os “serviços”. Na prática, isso não faz qualquer diferença, 
mas estou esclarecendo isso para eventuais questões literais. Se a questão disser que “bem e serviço 
comum” é um “bem que [...]”, você saberá que o conceito poderá estar certo, a despeito da omissão do 
termo “serviço”. 
Voltando ao conceito, os bens e serviços comuns podem ser descritos de forma objetiva, adotando padrões 
que são usuais no mercado. Por exemplo: você pode adquirir uma caneta, descrevendo que ela será 
“esferográfica”, na “cor azul”, com “ponta de ‘x’ milímetros”, etc. Isso é usual no mercado. Um carro pode 
ser descrito como um veículo, com ar condicionado, direção hidráulica, motor de 1.0, etc. Esses são alguns 
exemplos. 
Note que o pregão também pode ser utilizado com os serviços comuns. Por serviço, entende-se a 
“atividade ou conjunto de atividades destinadas a obter determinada utilidade, intelectual ou material, 
de interesse da administração pública” (art. 3º, VII). Um exemplo de serviço seria a pintura de uma parede. 
Trata-se, nesse caso, de uma “utilidade” material, que é a realização do serviço de pintura. 
Mas calma aí, nem todo serviço pode ser licitado pelo pregão. Um serviço de natureza predominantemente 
intelectual e que não possa ser definido objetivamente, acabará sendo considerado um serviço especial e, 
portanto, não poderá ser objeto de licitação mediante pregão. 
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Uma dúvida frequente seria sobre a utilização do pregão para os chamados “serviços de engenharia”. 
Durante algum tempo, não se admitia o pregão para os serviços de engenharia. Mas o TCU firmou 
jurisprudência, a partir da edição da Súmula 247, entendendo que o uso do pregão nas contratações de 
serviços comuns de engenharia encontra amparo na Lei nº 10.520/2002. 
O Decreto 10.024/2019 evidência esse entendimento dispondo que o pregão, na forma eletrônica, aplica-
se aos chamados serviços comuns de engenharia.3 
Por outro lado, se a licitação for para um serviço de engenharia que não seja comum, ou seja, se for um 
serviço de engenharia “especial”, então não caberá a adoção do pregão. Porém, o “x” aqui não é o fato de 
se tratar de um serviço de engenharia, mas sim o fato de ser comum (cabe pregão) ou de ser especial (não 
cabe pregão). 
 
Até aqui, talvez você não tenha visto nada de novo. Porém, tem uma “novidade” no Decreto 10.024/2019, 
que é o conceito de bens e serviços especiais. Ora, os bens e serviços especiais são aqueles que não são 
comuns, ou seja, são aqueles que não podem ser descrito de forma objetiva no instrumento convocatório. 
Nesse contexto, o Regulamento define como “bens e serviços especiais” os “bens que, por sua alta 
heterogeneidade ou complexidade técnica, não podem ser considerados bens e serviços comuns”. 
Um exemplo seria a elaboração de um projeto arquitetônico complexo e específico. Esse tipo de projeto 
não pode ser descrito objetivamente, até porque a própria elaboração e descrição do projeto será objeto 
de elaboração pelo profissional a ser contratado. 
Assim, os bens e serviços especiais são aqueles que não podem ser licitados por meio do pregão. 
 
3 O conceito de serviço comum de engenharia consta no Decreto 10.024/2019 nos seguintes termos (art. 3º): VIII - serviço 
comum de engenharia - atividade ou conjunto de atividades que necessitam da participação e do acompanhamento de 
profissional engenheiro habilitado, nos termos do disposto na Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e cujos padrões 
de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pela administração pública, mediante especificações 
usuais de mercado; 
Serviço de engenharia
Comum Adota-se o pregão
Especial Não se adota o pregão
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Porém, nem tudo são flores neste mundo! De acordo com o Decreto 10.024/2019, os bens e serviços que 
envolverem o desenvolvimento de soluções específicas de natureza intelectual, científica e técnica, caso 
possam ser definidos objetivamente, serão licitados por pregão, na forma eletrônica (art. 3º, § 2º). 
É nesse momento que o Tico e o Teco começam a cair na porrada, mas vamos com calma, meus amigos. 
Veja bem: não se está dizendo que um serviço especial poderá ser licitado por meio do pregão. Isso nunca 
será possível. O quese está dizendo é que é possível considerar um bem ou serviço de natureza intelectual, 
científica ou técnica como comum, desde que possa ser descrito objetivamente. Isso novamente está em 
consonância com entendimentos que o TCU já adotava antes da nova regulamentação do pregão. 
Um objeto pode até ser “complexo”, mas poderá ser licitado por meio do pregão. Isso porque a 
“complexidade” não é antagônica ao “comum”. O antagonismo ocorre entre o “comum” e o “especial”. 
Mas um bem ou serviço pode ser complexo e ao mesmo tempo comum. 
Por exemplo: é possível licitar um grande servidor de informática, altamente moderno, com características 
técnicas complexas, mas que pode ser descrito objetivamente. Isso porque a maioria dos bens e serviços 
de informática, por exemplo, submetem-se a protocolos padronizados, permitindo a sua descrição objetiva, 
ainda que o objeto a ser licitado seja de elevado valor (afinal o pregão não tem limite de preço) e de alta 
complexidade. 
A propósito, o Regulamento explica que a classificação de bens e serviços como comuns depende de 
exame predominantemente fático e de natureza técnica (art. 3º, § 1º). Isso quer dizer que não basta olhar 
para o objeto e dizer que ele é comum ou especial. Peraí, não é assim que funciona! A administração tem 
que analisar tecnicamente e verificar a viabilidade de descrevê-lo objetivamente ou não. 
Bom, agora que você chegou até aqui, você já sabe o essencial: o pregão, na forma eletrônica, será adotado 
sempre que o objeto for comum e, por outro lado, não será adotado quando o objeto for especial. Mas 
o Decreto 10.024/2019 cuidou de definir os casos em que o pregão, na forma eletrônica, não se aplica, 
quais sejam: 
a) contratações de obras; 
b) locações imobiliárias e alienações; e 
c) bens e serviços especiais, incluídos os serviços de engenharia enquadrados como especiais. 
Bens e serviços comuns
Podem ser descritos objetivamente
Adota-se o pregão
Bens e serviços especiais
Não podem ser descritos objetivamente
Não se adota o pregão
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Nessa linha, a obra, segundo o regulamento, é a “construção, reforma, fabricação, recuperação ou 
ampliação de bem imóvel, realizada por execução direta ou indireta” (art. 3º, VI). 
 
Na Lei de Licitações, é muito comum se falar no “projeto básico”. Este é o documento que serve para 
descrever, no âmbito da Lei 8.666/1993, os serviços e obras que serão contratados pelo poder público. 
Logo, o documento que descreve o objeto da contratação de uma obra ou serviço, na nossa Lei de 
Licitações, se chama “projeto básico”. 
Porém, no pregão, também temos que descrever o objeto que será licitado. Logo, ao invés de “projeto 
básico” adota-se o nome “termo de referência”. 
Por exemplo, imagine que um setor de um órgão público necessita adquirir vinte novos computadores para 
os seus futuros servidores que serão aprovados no concurso que está sendo realizado. Nesse caso, o órgão 
terá que especificar qual o tipo de computador (memória, HD, acessórios, monitor etc.) para que o objeto 
licitado de fato atenda às suas necessidades. Essa especificação é realizada por meio do termo de 
referência. 
Entretanto, o termo de referência não serve apenas para definir o objeto, pois também vamos encontrar 
outras informações, tais como o cronograma físico-financeiro, os documentos para fins de qualificação 
técnica, os prazos de execução, as sanções, entre outros elementos. 
Assim, o Decreto 10.024/2019 define termo de referência como o documento elaborado com base nos 
estudos técnicos preliminares, que deverá conter: 
a) os elementos que embasam a avaliação do custo pela administração pública, a partir dos padrões de 
desempenho e qualidade estabelecidos e das condições de entrega do objeto, com as seguintes 
informações: 
Não cabe pregão 
eletrônico para
Obras
Locações imobiliárias
Alienações
Bens e serviços especiais
Serviços especiais de engenharia
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i) a definição do objeto contratual e dos métodos para a sua execução, vedadas especificações 
excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, que limitem ou frustrem a competição ou a realização 
do certame; 
ii) o valor estimado do objeto da licitação demonstrado em planilhas, de acordo com o preço de 
mercado; e 
b) o cronograma físico-financeiro, se necessário; 
c) o critério de aceitação do objeto; 
d) os deveres do contratado e do contratante; 
e) a relação dos documentos essenciais à verificação da qualificação técnica e econômico-financeira, se 
necessária; 
f) os procedimentos de fiscalização e gerenciamento do contrato ou da ata de registro de preços; 
g) o prazo para execução do contrato; e 
h) as sanções previstas de forma objetiva, suficiente e clara. 
 
Termo de 
referência
Elementos para avaliação 
de custo
Definição do objeto
Valor estimado
Cronograma físico-
financeiro (sfc)Critério de aceitação do objeto
Deveres das partes
Documentos
Qualificação técnica
Qualificação econômico-
financeira
Prazo de execução
Procedimentos de fiscalização e de gerenciamento
Sanções
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Como o Decreto 10.024/2019 regulamenta justamente o pregão, na forma eletrônica, fica nítido que a sua 
forma de realização será por meio da internet, acontecendo à distância e em sessão pública, por meio do 
Sistema de Compras do Governo Federal.4 
Sobre a forma de realização, temos duas informações importantes: 
(i). o sistema será dotado de recursos de criptografia e de autenticação que garantam as condições de 
segurança nas etapas do certame; 
(ii). quando o pregão for realizado por órgãos ou entidades que não pertençam ao governo federal, mas 
que estejam utilizando recursos públicos federais (transferência voluntárias), poderão ser utilizados 
sistemas próprios ou outros sistemas disponíveis no mercado, desde que estejam integrados à 
plataforma de operacionalização das modalidades de transferências voluntárias. 
Quanto às etapas do pregão, na forma eletrônica, o Decreto 10.024/2019 não trouxe inovações. Nesse 
caso, o procedimento licitatório seguirá as seguintes etapas sucessivas: 
a) planejamento da contratação; 
b) publicação do aviso de edital; 
c) apresentação de propostas e de documentos de habilitação; 
d) abertura da sessão pública e envio de lances, ou fase competitiva; 
e) julgamento; 
f) habilitação; 
g) recursal; 
h) adjudicação; e 
i) homologação. 
Pode parecer um pouco estranho a apresentação das propostas e dos documentos de habilitação 
simultaneamente. Contudo, essa não é a realização das fases de julgamento e de habilitação, mas apenas 
a apresentação dos documentos. Após isso, ocorrerá a fase de julgamento e, somente após a escolha do 
vencedor, é que os documentos serão apreciados na fase de habilitação. Portanto, o pregão na forma 
eletrônica segue o rito tradicional do pregão: julgamento e depois habilitação, nesta ordem. 
Lembrando que o planejamento refere-se à fase preparatória, definida no art. 3º da Lei 10.520/2002. Por 
outro lado, a partir da publicação do aviso, inicia-se a fase externa, na forma do art. 4º da Lei do Pregão. 
 
4 O endereço eletrônico do Sistema é o: www.comprasgovernamentais.gov.br 
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Os critérios de julgamento, também conhecidos como tipos de licitação, tratam dos critérios empregados 
na seleção da proposta mais vantajosa para a administração (art. 7º). 
Quandoestudamos apenas a Lei do Pregão, costumamos dizer que o único critério de julgamento possível 
é o de menor preço. Todavia, o Regulamento trouxe a previsão de outro critério de julgamento: o maior 
desconto. 
Talvez você esteja se questionando se isso não estaria violando a previsão da Lei 10.520/2002. Na verdade, 
não há uma violação, já que o maior desconto não deixa de ser uma forma de alcançar o menor preço. 
A diferença é que, no menor preço, o valor é descrito de forma nominal pelos licitantes (exemplo: A -> R$ 
10,00; B -> R$ 9,90; C -> R$ 9,80. 
Por outro lado, no maior desconto será adotado um valor de referência e sobre esse valor os licitantes irão 
cotar descontos. Exemplo: a aquisição de um medicamento poderá adotar como padrão as tabelas 
referenciais de preços de medicamentos. O licitante que ofertar o maior desconto sobre a tabela será o 
vencedor. Na prática, o vencedor será quem ofertar o menor preço, mas a partir de um desconto sobre um 
preço de referência. 
No pregão, serão fixados critérios objetivos para definição do melhor preço, considerados os prazos para 
a execução do contrato e do fornecimento, as especificações técnicas, os parâmetros mínimos de 
desempenho e de qualidade, as diretrizes do plano de gestão de logística sustentável e as demais condições 
estabelecidas no edital. 
Planejamento
Publicação do aviso do 
edital
Apresentação das propostas 
e dos documentos de 
habilitação
Fase competitiva (lances)JulgamentoHabilitação
Recursal Adjudicação Homologação
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O art. 8º do Decreto 10.024/2019 menciona uma série de documentos que devem ser juntados ao processo 
do pregão, na forma eletrônica. Recomendo a leitura literal desse artigo, para eventuais questões sobre a 
norma “seca”. 
Porém, boa parte desses documentos são intuitivos, como o estudo técnico preliminar, o termo de 
referência, as planilhas de estimativa de despesa, a previsão dos recursos orçamentários (exceto para o 
registro de preços), edital e seus anexos, minuta do contrato, parecer jurídico, documentação e propostas 
dos licitantes, atas, comprovantes das publicações, ato de homologação, etc. 
A instrução do processo licitatório poderá ser realizada por meio de sistema eletrônico, de modo que os 
atos e os documentos exigidos, constantes dos arquivos e registros digitais, serão válidos para todos os 
efeitos legais, inclusive para comprovação e prestação de contas. Logo, não precisa ficar juntando toda 
aquela papelada física quando já existe a documentação no sistema eletrônico. 
Por fim, a ata da sessão pública será disponibilizada na internet imediatamente após o seu encerramento, 
para acesso livre (art. 8º, § 2º). 
O pregão, na forma eletrônica, será conduzido pelo órgão ou pela entidade promotora da licitação, com 
apoio técnico e operacional do órgão central do Sistema de Serviços Gerais - Sisg, que atuará como 
provedor do Sistema de Compras do Governo federal para os órgãos e entidades integrantes do Sisg (art. 
12). 
 
O Sisg é o sistema da administração federal encarregado das atividades de 
administração de edifícios públicos e imóveis residenciais, material, transporte, 
comunicações administrativas e documentação. 
Critérios de julgamento
Menor preço
Maior desconto
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Trata-se de um sistema de gerenciamento administrativo que absorve uma série de 
outros subsistemas, entre os quais está o Sistema de Compras do Governo federal. 
 
A Lei de Licitações e a Lei do Pregão utilizam, em diversos momentos, a expressão “autoridade 
competente”. Mas o que é “autoridade competente”? Trata-se da autoridade posicionada 
hierarquicamente acima da comissão de licitação (no caso da Lei 8.666/1993) ou do pregoeiro (no caso do 
pregão). Normalmente, essa autoridade ocupa a função de ordenador de despesas no órgão ou entidade 
e, justamente por isso, tem poder para autorizar a realização do processo licitatório e fiscalizar a legalidade 
do procedimento. 
Nesse contexto, caberá à autoridade competente, de acordo com as atribuições previstas no regimento ou 
no estatuto do órgão ou da entidade promotora da licitação (art. 13): 
a) designar o pregoeiro e os membros da equipe de apoio; 
b) indicar o provedor do sistema; 
c) determinar a abertura do processo licitatório; 
d) decidir os recursos contra os atos do pregoeiro, quando este mantiver sua decisão; 
e) adjudicar o objeto da licitação, quando houver recurso; 
f) homologar o resultado da licitação; e 
g) celebrar o contrato ou assinar a ata de registro de preços. 
É importante notar que a autoridade competente decide os recursos apenas quando o pregoeiro mantiver 
a sua decisão. Se, por outro lado, o pregoeiro acatar o recurso, integralmente, não haverá necessidade de 
conduzir o processo à decisão da autoridade competente. Por exemplo: imagine que a empresa X foi 
desabilitada. Ela apresentou recurso e o pregoeiro acatou o recurso, habilitando a empresa X. Nesse caso, 
não há necessidade de enviar o processo para a autoridade decidir o recurso, mas apenas para fins de 
adjudicação e de homologação. 
Ademais, apenas se houver recurso o ato de adjudicação caberá à autoridade competente. 
 
De forma expressa, o Decreto 10.024/2019 prevê que a autoridade somente decidirá os 
recursos se o pregoeiro mantiver a sua decisão. Logo, se o pregoeiro reformar a sua 
decisão, não caberá à autoridade decidir os recursos. 
Contudo, quando ao ato de adjudicação, basta que haja recurso. Perceba que o 
regulamento não coloca “ressalva”. Assim, podemos deduzir que, ainda que o pregoeiro 
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acate o recurso, reformando a sua decisão, o ato de adjudicação caberá à autoridade 
competente. 
Logo, podemos ter a situação em que a autoridade: (i) decide o recurso e adjudica: 
quando o pregoeiro não acatar o recurso; ou (ii) não decide o recurso, mas adjudica: 
quando o pregoeiro acatar o recurso. 
Por fim, se não houver recurso, caberá ao pregoeiro a adjudicação. 
 
 
A contratação mediante pregão inicia-se na chamada fase preparatória. No Decreto 10.024/2019, a fase 
preparatória consiste, basicamente, no planejamento da contratação. Nesse contexto, o planejamento do 
pregão, na forma eletrônica, deverá observar o seguinte: 
a) elaboração do estudo técnico preliminar e do termo de referência; 
b) aprovação do estudo técnico preliminar e do termo de referência pela autoridade competente ou por 
quem esta delegar; 
c) elaboração do edital, que estabelecerá os critérios de julgamento e a aceitação das propostas, o 
modo de disputa e, quando necessário, o intervalo mínimo de diferença de valores ou de percentuais 
entre os lances, que incidirá tanto em relação aos lances intermediários quanto em relação ao lance 
que cobrir a melhor oferta; 
Pregão
Sem 
recurso
Pregoeiro adjudica
Autoridade homologa
Com 
recurso
Se o pregoeiro 
acatar
Pregoeiro decide o recurso
Autoridade
adjudica
homologa
Se o pregoeiro 
não acatar
Autoridade
decide o recurso
adjudica
homologa
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d) definição das exigências de habilitação, das sanções aplicáveis, dos prazos e das condições que, pelas 
suas particularidades, sejam consideradas relevantes para a celebração e a execução do contrato e o 
atendimento das necessidades da administração pública; e 
e) designação do pregoeiro e de sua equipe de apoio. 
Portanto, temos a seguintesequência no planejamento: 
 
 
Ainda na fase de planejamento, deverá ocorrer a definição do valor estimado ou valor máximo aceitável da 
proposta. Isso também é chamado de orçamentação. 
Talvez você esteja se perguntando: mas então o orçamento não deveria ser um dos atos descritos no 
subtítulo anterior das orientações gerais? Mas a resposta é: o orçamento está naquelas etapas. Basta 
lembrar do conceito de termo de referência. Um dos elementos deste termo é justamente o valor estimado 
do objeto da licitação (art. 3º, XI, “a”, “2”). 
Portanto, na fase de planejamento, será realizado o orçamento para definir o valor estimado ou o valor 
máximo que a administração aceitará nas propostas. 
Mas o principal detalhe aqui é sobre o caráter sigiloso do orçamento. Segundo o Regulamento, o valor 
estimado ou o valor máximo aceitável para a contratação, se não constar expressamente do edital, possuirá 
caráter sigiloso e será disponibilizado exclusiva e permanentemente aos órgãos de controle externo e 
interno (art. 15).5 
Talvez você esteja se perguntando: professor, é possível que o orçamento seja sigiloso? A resposta é: sim! 
Antes mesmo da edição do Decreto 10.024/2019, já existia uma grande discussão sobre a possibilidade de 
a administração não divulgar o orçamento no pregão. A tese decorria do fato de a Lei 10.520/2002 
 
5 No mesmo contexto, o art. 58 prevê que “Art. 58. Os arquivos e os registros digitais relativos ao processo licitatório 
permanecerão à disposição dos órgãos de controle interno e externo”. 
Elaboração estudo 
técnico preliminar e 
termo de referência
Aprovação estudo 
técnico preliminar e 
termo de referência
Elaboração do edital
Definição: habilitação, 
sanções e prazos e 
condições
Designação do pregoeiro 
e equipe de apoio
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simplesmente não exigir a divulgação do orçamento, diferentemente do que ocorre na Lei 8.666/1993. 
Inclusive, o TCU já entendia que não era obrigatória a divulgação do orçamento estimado do pregão.6 
 
O Decreto 10.024/2019 justificou o caráter sigiloso do orçamento do pregão a partir das 
disposições do § 3º do art. 7º da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, e no art. 20 
do Decreto nº 7.724, de 16 de maio de 2012. 
Esses artigos, basicamente, dispõem que o direito de acesso aos documentos ou às 
informações neles contidas utilizados como fundamento da tomada de decisão e do ato 
administrativo será assegurado com a edição do ato decisório respectivo. 
Vou explicar melhor. Uma licitação é um “procedimento” que serve para que uma 
autoridade tome uma decisão. A adjudicação e a homologação são as decisões finais, 
que atestam a escolha da proposta mais vantajosa e a lisura do procedimento. Nesse 
caso, os atos “intermediários” da licitação (como o orçamento) servem de fundamento 
para uma decisão final. Assim, a divulgação dos atos intermediário, seguindo a Lei de 
Acesso á Informação, somente se torna obrigatória com a divulgação da informação 
final. 
Portanto, a administração não tem a obrigação de divulgar informações sobre o 
processo de tomada de decisão enquanto ainda não houver a decisão final. Assim, a 
partir do final da etapa competitiva (lances) do pregão é que a administração tornará 
pública a informação sobre o orçamento estimado. 
Porém, vamos fazer uma ressalva! Essa regra da Lei de Acesso à Informação foi adotada 
na Regulamentação para justificar a ausência de divulgação do orçamento estimado. 
Contudo, ela não serve para justificar “outros sigilos”, uma vez que a regra, na licitação, 
é a publicidade. 
 
Dessa forma, o valor estimado ou o valor máximo aceitável para a contratação será tornado público apenas 
e imediatamente após o encerramento do envio de lances, sem prejuízo da divulgação do detalhamento 
dos quantitativos e das demais informações necessárias à elaboração das propostas. 
Contudo, nas hipóteses em que for adotado o critério de julgamento pelo maior desconto, o valor 
estimado, o valor máximo aceitável ou o valor de referência para aplicação do desconto constará 
obrigatoriamente do instrumento convocatório. É justamente por isso que o caput do art. 15 menciona a 
expressão “se não constar expressamente do edital”, uma vez que há casos em que a informação deverá 
constar no edital. 
 
6 Acórdão 1.513/2013. 
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Existem diversos agentes públicos ligados à realização do pregão. Nessa linha, o regulamento dispõe que 
caberá à autoridade máxima do órgão ou da entidade, ou a quem possuir a competência, designar agentes 
públicos para o desempenho das funções relacionadas ao pregão, observados os seguintes requisitos: 
a) o pregoeiro e os membros da equipe de apoio serão servidores do órgão ou da entidade promotora 
da licitação; e 
b) os membros da equipe de apoio serão, em sua maioria, servidores ocupantes de cargo efetivo, 
preferencialmente pertencentes aos quadros permanentes do órgão ou da entidade promotora da 
licitação. 
Vamos por partes! Primeiro, note que o pregoeiro não precisa ser um servidor efetivo. Ele apenas deve ser 
um servidor do órgão ou entidade que está promovendo a licitação. Além disso, os membros da equipe de 
apoio não serão necessariamente servidores efetivos, mas deve ser em sua maioria servidores efetivos e, 
de preferência, serão pertencentes aos quadros permanentes do órgão ou da entidade promotora da 
licitação.7 
No âmbito do Ministério da Defesa, as funções de pregoeiro e de membro da equipe de apoio poderão ser 
desempenhadas por militares. 
Ademais, a critério da autoridade competente, o pregoeiro e os membros da equipe de apoio poderão ser 
designados para uma licitação específica, para um período determinado, admitidas reconduções, ou por 
período indeterminado, permitida a revogação da designação a qualquer tempo. 
 
7 Parece redundante ele ser um “servidor efetivo” e “pertencer aos quadros permanentes do órgão ou da entidade 
promotora da licitação”, mas são duas coisas distintas. Ser servidor efetivo é ser concursado. Porém, você pode ser um 
concursado de outro órgão ou entidade¸ que não seja quem está promovendo a licitação. Um exemplo seria um servidor 
cedido de outro órgão. Ele seria efetivo, mas não do quadro permanente do órgão ou entidade que está promovendo o 
processo licitatório. Nesse caso, o Regulamento defende que: (i) a maioria dos servidores sejam efetivos; (ii) 
preferencialmente sejam do quadro permanente de quem está realizando a licitação. No caso do pregoeiro, ele deve ser 
do órgão, mas pode, por exemplo, ser um ocupante de cargo em comissão. Nesse caso, ele seria do órgão, mas não seria 
efetivo ou do quadro permanente. 
Valor estimado ou 
valor máximo 
aceitável
Regra
Não precisa ser divulgado no edital
Será divulgado após o 
encerramento dos lances
Maior desconto A informação constará no edital
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O pregoeiro é o servidor com poder de decisão em relação aos trabalhos da licitação pública, especialmente 
em relação às fases de julgamento, classificação e habilitação. Ele ainda se encarrega de decidir as 
impugnações e pedidos de esclarecimentos sobre o edital e faz a análise inicial dos recursos, podendo 
decidi-los, se os acatar, ou deverá remetê-los à autoridade competente caso não os dê provimento. 
Veja bem: o pregoeiro tem poder de decisão, individualmente. Nesse ponto, o seu trabalho é diferente do 
que ocorre nas licitações regidas pela Lei 8.666/1993. Nesta, em regra, os trabalhos são decididos mediante 
deliberação dos membros da comissão de licitação. No pregão,por outro lado, cabe ao pregoeiro adotar 
as decisões individualmente, ou seja, de forma “singular”. 
Aí você vai se perguntar: e a equipe de apoio? A equipe de apoio não tem poder de decisão, mas apenas 
emite opiniões, auxiliando o pregoeiro no processo de decisão. 
Mas vamos lá, quais são as competências do pregoeiro? O art. 17 do Regulamento descreve as atribuições 
do pregoeiro em rol exemplificativo, ou seja, trata-se de uma lista não exaustiva de atribuições, uma vez 
que normas internas de cada órgão ou entidade podem instituir outras atribuições ao pregoeiro. 
Nessa linha, caberá ao pregoeiro, em especial: 
a) conduzir a sessão pública; 
Agentes públicos 
do pregão
Pregoeiro e 
equipe de apoio
Designados pela autoridade máxima ou outra 
autoridade com competência
Servidores do órgão ou entidade promotor da 
licitação
Podem ser militares, no MD
Equipe de apoio
Maioria servidor efetivo
Preferencialmente do quadro permanente
Designação
Licitação específica
Período determinado + reconduções
Período indeterminado
Revogável a qualquer tempo
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b) receber, examinar e decidir as impugnações e os pedidos de esclarecimentos ao edital e aos anexos, 
além de poder requisitar subsídios formais aos responsáveis pela elaboração desses documentos; 
c) verificar a conformidade da proposta em relação aos requisitos estabelecidos no edital; 
d) coordenar a sessão pública e o envio de lances; 
e) verificar e julgar as condições de habilitação; 
f) sanear erros ou falhas que não alterem a substância das propostas, dos documentos de habilitação e 
sua validade jurídica; 
g) receber, examinar e decidir os recursos e encaminhá-los à autoridade competente quando mantiver 
sua decisão; 
h) indicar o vencedor do certame; 
i) adjudicar o objeto, quando não houver recurso; 
j) conduzir os trabalhos da equipe de apoio; e 
k) encaminhar o processo devidamente instruído à autoridade competente e propor a sua 
homologação. 
É importante reforçar que o pregoeiro poderá ser encarregado de adjudicar, se não houver recursos. 
Porém, se houver recurso, a competência para adjudicar caberá à autoridade competente. 
Outro ponto relevante é que não se insere, expressamente, nas atribuições do pregoeiro ou da equipe de 
apoio, a competência para elaborar o edital da licitação. Na verdade, a legislação não define quem terá a 
competência de elaborar o edital. Tal competência, portanto, será desempenhada, em cada caso, conforme 
atos normativos ou situações de cada órgão ou de cada licitação. 
Por fim, o pregoeiro poderá solicitar manifestação técnica da assessoria jurídica ou de outros setores do 
órgão ou da entidade, a fim de subsidiar sua decisão. 
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E quais são as atribuições da equipe de apoio? Segundo o Regulamento, caberá à equipe de apoio auxiliar 
o pregoeiro nas etapas do processo licitatório. 
O regulamento também cuida de definir as atribuições dos licitantes. Basicamente, o licitante deve se 
credenciar no Sicaf ou no sistema eletrônico utilizado para a realização do pregão (art. 19). 
Além disso, ele deverá enviar, exclusivamente via sistema, os documentos de habilitação, a proposta e, 
quando necessário, os documentos complementares. Perceba que os documentos não devem ser enviados 
“fisicamente”, mas somente por meio do sistema do pregão. 
Outras atribuições do licitante envolvem a responsabilização pelas transações realizadas em seu nome e o 
acompanhamento das operações no sistema eletrônico durante o processo licitatório. 
Ademais, o licitante deverá cuidar da chave de identificação e da senha de acesso, devendo comunicar o 
provedor do sistema sobre qualquer problema que possa comprometer o sigilo ou a inviabilidade do uso 
da senha, para imediato bloqueio de acesso. 
Pregoeiro
conduzir a sessão pública
decidir impugnações e pedidos de esclarecimentos sobre o edital
decidir sobre a conformidade da proposta
coordenar a sessão e o envio de lances
julgar a habilitação
sanear erros formais
decidir os recursos enviar à autoridade se mantiver sua decisão
adjudicar, se não houver recurso
conduzir os trabalhos da equipe de apoio
enviar o processo instruído para a autoridade competente homologar
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Por fim, caso o fornecedor seja descredenciado no Sicaf, a sua chave de identificação e a senha serão 
suspensas automaticamente. 
A fase externa do pregão, na forma eletrônica, será iniciada com a convocação dos interessados por meio 
da publicação do aviso do edital no Diário Oficial da União e no sítio eletrônico oficial do órgão ou da 
entidade promotora da licitação. Perceba que não se exige a publicação do edital, mas sim do aviso do 
edital, que é um extrato com as principais informações sobre o certame. 
Com efeito, nas licitações realizadas pelos demais entes da Federação, para aquisições com recursos da 
União, a publicação ocorrerá na imprensa oficial do respectivo estado, do Distrito Federal ou do município 
e no sítio eletrônico oficial do órgão ou da entidade promotora da licitação. 
 
Além disso, os órgãos ou as entidades integrantes do Sisg e aqueles que aderirem ao Sistema Compras do 
Governo federal disponibilizarão a íntegra do edital no endereço eletrônico 
www.comprasgovernamentais.gov.br e no sítio eletrônico do órgão ou da entidade promotora do pregão. 
Portanto, a publicação oficial deverá ocorrer apenas em relação ao aviso do edital, mas a íntegra desse 
documento será disponibilizada na internet, tanto no Sistema de Compras do Governo federal – o 
“comprasgovernamentais”, como no sítio eletrônico do órgão ou entidade. 
Por outro lado, o órgão ou entidade que esteja realizando aquisições com recursos da União, mas que não 
tenha aderido ao Sistema de Compras do Governo federal, deverá disponibilizar a íntegra do edital no sítio 
eletrônico do órgão ou da entidade promotora do pregão e no portal do sistema utilizado para a realização 
do pregão. 
Publicação 
do aviso do 
edital
Dá início à fase externa
Regra
(licitações na União)
Diário Oficial da União
Sítio eletrônico do órgão ou entidade
Demais entes, com 
recursos da União
Imprensa oficial do estado, DF ou município
Sítio eletrônico do órgão ou entidade
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As modificações no edital serão divulgadas pelo mesmo instrumento de publicação utilizado para 
divulgação do texto original e o prazo inicialmente estabelecido será reaberto, exceto se, 
inquestionavelmente, a alteração não afetar a formulação das propostas, resguardado o tratamento 
isonômico aos licitantes (art. 22). 
Por exemplo: se um pregão foi divulgado utilizando o prazo mínimo para a sessão pública (oito dias úteis), 
mas a administração percebe que houve um erro na especificação do objeto; se for realizada a retificação 
após quatro dias úteis desde a divulgação, a administração terá que reiniciar o prazo. Veja, os quatro dias 
que já se passaram serão “perdidos”, porque a administração terá que “devolver” o prazo, ou seja, terá 
que contabilizá-lo novamente. Além disso, a divulgação da modificação seguirá os mesmos requisitos da 
publicação original, ou seja, divulgação do aviso na internet e no diário oficial, além de disponibilização na 
íntegra nos portais na internet. 
Por outro lado, se a alteração for meramente formal, como, por exemplo, um erro de digitação em uma 
palavra, que não comprometa oentendimento do edital, não haverá necessidade de reabrir o prazo. 
Às vezes, os licitantes podem ficar em dúvida sobre algum trecho do edital. Nesse caso, eles poderão enviar 
os pedidos de esclarecimentos, que são perguntas relativas à licitação. 
Nesse caso, os pedidos de esclarecimentos referentes ao processo licitatório serão enviados ao pregoeiro, 
até três dias úteis anteriores à data fixada para abertura da sessão pública, por meio eletrônico, na forma 
do edital (art. 23). O pregoeiro responderá aos pedidos de esclarecimentos no prazo de dois dias úteis, 
contado da data de recebimento do pedido, e poderá requisitar subsídios formais aos responsáveis pela 
elaboração do edital e dos anexos. 
Essas respostas aos pedidos de esclarecimentos serão divulgadas pelo sistema e vincularão os 
participantes e a administração. Calma aí, vamos explicar! Primeiro, as respostas serão tornadas públicas, 
para que todos os licitantes tenham conhecimento do conteúdo, em respeito à publicidade e à isonomia. 
Além disso, o conteúdo da resposta vai vincular todos os participantes da licitação, incluindo a 
administração. É como se a resposta fosse um “adendo” ao edital. Imagine que uma empresa perguntou 
se o objeto poderia ter “determinada característica” e o pregoeiro responde dizendo que “sim”. Então, 
Divulgação da 
íntegra do 
edital
Órgãos ou entidades do 
Sisg ou que aderirem 
ao Sistema federal
www.comprasgovernamentais.gov.br 
Sítio eletrônico do órgão ou entidade
Demais entes, quando 
não aderirem ao 
Sistema federal
portal do sistema utilizado
Sítio eletrônico do órgão ou entidade
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depois, a empresa não poderá ser desclassificada se apresentar a proposta nas condições da resposta do 
pregoeiro. 
 
Os pedidos de esclarecimentos, mencionados acima, são apenas questionamentos, ou seja, dúvidas sobre 
o edital. Porém, também teremos casos em que os licitantes ou outras pessoas não concordarão com 
alguma disposição do edital. Nesse tipo de caso, eles deverão impugnar os termos do edital do pregão. 
Assim, a impugnação é como se fosse um “recurso” contra o próprio edital. 
Nesse contexto, qualquer pessoa poderá impugnar os termos do edital do pregão, por meio eletrônico, 
na forma prevista no edital, até três dias úteis anteriores à data fixada para abertura da sessão pública. 
Não precisa ser licitante para realizar a impugnação, uma vez que “qualquer pessoa” terá o poder de 
impugnar. 
Entretanto, a impugnação não possui efeito suspensivo. Isso significa que ela não impede o 
prosseguimento da licitação. Por exemplo: “João” impugnou o edital porque entendeu que a especificação 
do objeto estava restrita demais. A administração terá o dever de responder a impugnação, mas a licitação 
poderá seguir normalmente. 
Em regra, não teremos problemas com a ausência do efeito suspensivo, uma vez que o pregoeiro, auxiliado 
pelos responsáveis pela elaboração do edital e dos anexos, deverá decidir sobre a impugnação no prazo 
de dois dias úteis, contado da data de recebimento da impugnação. Assim, a resposta do pregoeiro, 
seguindo os prazos regulamentares, ocorrerá antes da data da sessão pública. 
Mesmo assim, é possível que seja concedido efeito suspensivo à impugnação. De acordo com o 
Regulamento, a concessão de efeito suspensivo à impugnação é medida excepcional e deverá ser motivada 
pelo pregoeiro, nos autos do processo de licitação. 
Mas vamos lá! E se a impugnação for acolhida contra o edital? Por exemplo: o pregoeiro reconhece a 
existência de uma cláusula restritiva no edital. Nesse caso, será definida e publicada nova data para 
realização do certame. Isso acontecerá porque o edital terá que “sofrer” as retificações adequadas. 
Pedidos: até três dias úteis 
antes da sessão
Resposta: até dois 
dias úteis
Respostas devem ser 
divulgadas e vinculam todos
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O prazo fixado para a apresentação das propostas e dos documentos de habilitação não será inferior a oito 
dias úteis, contado da data de publicação do aviso do edital (art. 25). Trata-se, portanto, de um prazo 
mínimo. Nada impede que a administração, por exemplo, fixe prazo maior. Contudo, para fins de prova, 
guarde o prazo mínimo entre a divulgação e a data da sessão pública para apresentação das propostas e 
da documentação de habilitação: oito dias úteis. 
Mas como ocorre a apresentação da proposta e dos documentos? 
É simples! Após a divulgação do edital no sítio eletrônico, os licitantes encaminharão, exclusivamente por 
meio de sistema, concomitantemente (art. 26): 
a) proposta com a descrição do objeto ofertado e o preço; 
b) os documentos de habilitação exigidos no edital. 
Perceba que a documentação de habilitação é enviada, no sistema, juntamente com a proposta. Mesmo 
que a habilitação somente seja realizada em momento posterior ao julgamento e, em regra, apenas com o 
licitante vencedor, a documentação é enviada desde já. Nesse caso, os documentos apenas ficarão “ali”, 
para análise em momento futuro, após a fase de julgamento. 
Os documentos e a proposta devem ser enviados pelo sistema até a data e o horário estabelecidos para 
abertura da sessão pública. 
Impugnações
Quem
Qualquer pessoa
Não precisa ser licitante
Prazo
Impugnação: até três dias úteis antes da 
sessão
Resposta: até dois dias úteis
Condições
Sem efeito suspensivo (regra)
Pode ter efeito suspensivo mediante 
justificativa
No caso de provimento 
contra o edital
Publicada nova data para o 
certame
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Essa etapa de envio da proposta e da documentação encerra-se com a abertura da sessão pública, ou seja, 
a partir da abertura da sessão não será mais possível enviar a documentação ou a proposta (calma aí, não 
confunda proposta com o lance, que vamos analisar logo mais). Porém, enquanto não houver iniciado a 
sessão, será possível retirar ou substituir a proposta e os documentos de habilitação anteriormente 
inseridos no sistema, até a abertura da sessão pública. 
Vale lembrar que os licitantes não são obrigados a remeter todos os documentos, uma vez que podem 
deixar de apresentar aquela documentação que já conste no Sicaf ou, quando a licitação for realizada por 
outro ente da Federação, pelo sistema equivalente. 
Além disso, esse ainda não é o momento do julgamento nem da habilitação, mas apenas de entrega da 
documentação. Isso gera algumas “consequências”. 
Primeiro que todos os licitantes devem declarar, em campo próprio do sistema, que atendem aos requisitos 
para a habilitação e que a sua proposta está em conformidade com as exigências do edital. É como se fosse 
aquela “caixinha” de sistema em que você “declara” que está “tudo certo”. No caso de falsidade da 
declaração, o licitante poderá ser penalizado. 
Outra consequência é que, nessa etapa, não haverá ordem de classificação das propostas, o que ocorrerá 
somente após o procedimento de julgamento. Por enquanto, as propostas somente serão apresentadas, 
mas não haverá uma classificação. 
Ademais, os documentos do licitante melhor classificado somente serão disponibilizados para avaliação 
do pregoeiro e para acesso público após o encerramento do envio de lances (art. 26, § 8º). Também será 
possível que, após o encerramento do envio de lances, sejam exigidos documentos complementares8 do 
licitante mais bem classificado. 
 
 
Apresentação das propostas e dos documentos 
Prazo mínimo ▪ Oito dias úteis 
Forma de 
apresentação 
▪ Exclusivamente por sistema 
▪ Apresentação concomitante: 
▪ Habilitação 
▪ Proposta 
▪ Atéabertura da sessão 
 
8 Esses documentos complementares não podem “inovar” nas exigências do edital. São apenas documentos que servem 
para confirmação daqueles exigidos no edital e que já foram apresentados no momento oportuno. Por exemplo: imagine 
que o edital exigiu a apresentação de um documento e o pregoeiro não conseguiu ler adequadamente uma informação, 
então ele poderia solicitar a remessa de uma nova cópia para ter certeza do conteúdo do documento. 
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Outras 
informações 
▪ Licitantes devem declarar que atendem aos requisitos do edital 
▪ Não há ordem de classificação 
▪ Os documentos somente serão liberados ao pregoeiro após a fase de lances 
▪ Após a fase de lances, podem ser exigidos documentos complementares do 
licitante mais bem classificado. 
 
 
A partir do horário previsto no edital, a sessão pública na internet será aberta pelo pregoeiro com a 
utilização de sua chave de acesso e senha (art. 27). Os atos serão realizados todos pelo sistema eletrônico, 
na internet. Assim, os licitantes poderão participar da sessão pública na internet, mediante a utilização de 
sua chave de acesso e senha. Ademais, o sistema disponibilizará campo próprio para troca de mensagens 
entre o pregoeiro e os licitantes. 
Vale observar que os horários estabelecidos no edital, no aviso e durante a sessão pública observarão o 
horário de Brasília, Distrito Federal, inclusive para contagem de tempo e registro no sistema eletrônico e 
na documentação relativa ao certame (art. 53). 
No começo da sessão, o pregoeiro verificará as propostas apresentadas e desclassificará aquelas que não 
estejam em conformidade com os requisitos estabelecidos no edital (art. 28). Essa fase, portanto, serve 
para evitar que propostas fora das condições do edital acabem prejudicando o andamento da fase de 
lances. 
Por exemplo: imagine que a administração lançou um edital de licitação para compra de monitores de 
computador, de 27 polegadas e com resolução em 4k. Porém, um licitante apresentou uma proposta de 
preço para um monitor Full HD de 21 polegadas, ou seja, um monitor com configurações inferiores ao que 
foi exigido no edital. Nesse caso, se esse licitante pudesse participar da fase de lances, ele acabaria 
prejudicando a etapa competitiva, já que a sua proposta poderia ter um preço bastante inferior, mas seria 
desclassificada ao final do certame. 
Logo, antes da fase de lances, as propostas que não estejam em conformidade com o edital serão 
desclassificadas. 
A desclassificação da proposta será fundamentada e registrada no sistema, acompanhada em tempo real 
por todos os participantes. 
Após a análise da conformidade das propostas, o sistema ordenará automaticamente as propostas 
classificadas pelo pregoeiro (art. 29). Nesse caso, somente as propostas classificadas pelo pregoeiro 
participarão da etapa de envio de lances. 
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Classificadas as propostas, o pregoeiro dará início à fase competitiva, oportunidade em que os licitantes 
poderão encaminhar lances exclusivamente por meio do sistema eletrônico (art. 30). 
É a partir desse momento que o “bicho pega”, com os licitantes apresentando os seus lances. Nesse caso, 
o licitante será imediatamente informado do recebimento do lance e do valor consignado no registro. 
Além disso, os licitantes poderão oferecer lances sucessivos, observados o horário fixado para abertura da 
sessão pública e as regras estabelecidas no edital. 
O Regulamento, porém, apresenta algumas condições para a oferta de lances. 
O licitante somente poderá oferecer lance de valor inferior ou maior percentual de desconto ao último 
lance por ele ofertado e registrado pelo sistema. Isso quer dizer que a proposta do licitante sempre será 
melhor do que a sua proposta anterior. Por exemplo: se a empresa A apresentou uma oferta de R$ 10,00, 
a sua próxima proposta terá que ser inferior a R$ 10,00. Se for por maior desconto, se ofertou um desconto 
de 4%, a próxima terá que ter um desconto maior do que este. 
Isso não quer dizer que a proposta terá que ser melhor do que as dos demais licitantes, mas sim que deverá 
ser melhor do que a própria proposta. No meu exemplo acima, se a empresa B tiver uma oferta de R$ 9,00, 
nada impedirá, em regra, que a empresa A oferte R$ 9,50, já que a empresa A tem que melhorar a sua 
própria proposta e não, necessariamente, a proposta dos demais. Esses são os chamados lances 
intermediários. 
Mas temos mais uma observação: o edital poderá estabelecer intervalo mínimo de diferença de valores 
ou de percentuais entre os lances, que incidirá tanto em relação aos lances intermediários quanto em 
relação ao lance que cobrir a melhor oferta. O objetivo dessa medida é evitar descontos ou lances inferiores 
apenas irrisoriamente. Por exemplo: uma empresa poderia ofertar um desconto de “0,001%” melhor do 
que o seu lance anterior ou do que o lance da melhor proposta. Para evitar esse tipo de coisa, o edital 
poderá colocar uma diferença mínima. 
Ainda sobre os lances, não serão aceitos dois ou mais lances iguais e prevalecerá aquele que for recebido 
e registrado primeiro. 
Além disso, durante a sessão pública, os licitantes serão informados, em tempo real, do valor do menor 
lance registrado, vedada a identificação do licitante. 
 
 
Abertura da sessão e envio dos lances 
Abertura ▪ no horário previsto no edital, pela internet, pelo pregoeiro, com chave e senha 
de acesso 
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Conformidade 
das propostas 
▪ o pregoeiro desclassificará as propostas em desconformidade com o edital 
▪ o sistema ordenará as propostas classificadas pelo pregoeiro para participar da 
etapa de lances 
Fase competitiva ▪ lances serão enviados exclusivamente pelo sistema 
▪ o lance terá que ser de valor inferior ou de maior percentual de desconto do que 
a proposta do próprio licitante (pode ser lance intermediário) 
▪ o edital poderá estabelecer uma diferença mínima tanto para os lances 
intermediários como para cobrir a melhor proposta 
▪ não são permitidos dois ou mais lances iguais (prevalece o primeiro) 
▪ o sistema informará o valor do menor lance registrado, sendo vedada a 
identificação do licitante. 
 
 
Serão adotados para o envio de lances no pregão eletrônico os seguintes modos de disputa (art. 31): 
a) aberto - os licitantes apresentarão lances públicos e sucessivos, com prorrogações, conforme o 
critério de julgamento adotado no edital; ou 
b) aberto e fechado - os licitantes apresentarão lances públicos e sucessivos, com lance final e fechado, 
conforme o critério de julgamento adotado no edital. 
Vamos esclarecer, porque essa parte é muito importante para nós! Primeiro, não se admite um sistema 
“fechado”, como ocorre, por exemplo, na concorrência. Só para você entender: o sistema fechado é aquele 
em que são apresentadas as propostas em envelopes (ou outra forma sigilosa) e, na data e hora marcadas, 
as propostas são reveladas. Nesse sistema, quem tiver a melhor proposta ganha e “acabou”. Logo, a fase 
competitiva basicamente envolve a apresentação de uma única proposta de cada licitante, sem a realização 
da etapa de lances. É o clássico sistema adotado na Lei 8.666/1993. Porém, esse sistema é incompatível 
com o pregão, por não contar com a fase de lances. 
Logo, ou se adota o sistema aberto, ou o sistema aberto e fechado. 
Vamos explicar, agora, como funcionam esses modos de disputa. 
Modo de disputa aberto 
No modo de disputa aberto, a etapa de envio de lances na sessão pública durará dez minutos e, após isso, 
seráprorrogada automaticamente pelo sistema quando houver lance ofertado nos últimos dois minutos 
do período de duração da sessão pública. 
Assim, teremos um prazo inicial mínimo de dez minutos e, após isso, sempre que houver uma nova 
proposta o sistema prorrogará o período da sessão por mais dois minutos. Portanto, a prorrogação 
automática da etapa de envio de lances será de dois minutos e ocorrerá sucessivamente sempre que 
houver lances enviados nesse período de prorrogação, inclusive quando se tratar de lances intermediários. 
Porém, se não houver novos lances, a sessão pública será encerrada automaticamente. 
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Para evitar que sejam adotados lances “irrisoriamente” melhores do que os anteriores, no modo de disputa 
aberto, o edital preverá intervalo mínimo de diferença de valores ou de percentuais entre os lances, que 
incidirá tanto em relação aos lances intermediários quanto em relação ao lance que cobrir a melhor oferta 
(art. 31, parágrafo único). Assim, no modo de disputa aberto, é obrigatório o estabelecimento de diferença 
mínima. 
Porém, imagine que o valor obtido com o encerramento automático não seja tão bom como esperado pela 
administração. Nesse caso, encerrada a sessão pública sem prorrogação automática pelo sistema, o 
pregoeiro poderá, assessorado pela equipe de apoio, admitir o reinício da etapa de envio de lances, em 
prol da consecução do melhor preço, mediante justificativa (art. 32, § 3º). 
Nessa situação, o reinício da etapa de lances decorrerá de decisão discricionária do pregoeiro, assessorado 
pela equipe de apoio. 
Modo de disputa aberto e fechado 
No modo de disputa aberto e fechado, a etapa de envio de lances da sessão pública terá duração de quinze 
minutos (art. 33). Encerrado o prazo, o sistema encaminhará o aviso de fechamento iminente dos lances 
e, transcorrido o período de até dez minutos, aleatoriamente determinado, a recepção de lances será 
automaticamente encerrada. 
Nesse caso, o pregão terá um período obrigatório de pelo menos 15 minutos e um segundo período de até 
10 minutos, mas em que a fase poderá ser encerrada a qualquer momento. Vale dizer: o segundo período 
(até 10 minutos) pode ser encerrado a qualquer momento. 
Mas não termina por aí! Encerrado o prazo do encerramento iminente (período de até dez minutos), o 
sistema abrirá a oportunidade para que o autor da oferta de valor mais baixo e os autores das ofertas com 
valores até dez por cento superiores àquela possam ofertar um lance final e fechado em até cinco minutos, 
que será sigiloso até o encerramento deste prazo. 
Assim, nesse período final de cinco minutos, os demais licitantes não sabem qual lance está vencendo. Por 
isso que o sistema é chamado de “fechado”. O objetivo dessa medida é fazer com que os licitantes 
apresentem os seus lances conforme a sua capacidade, independentemente do valor dos lances dos demais 
licitantes. Somente ao final do prazo de cinco minutos é que será possível identificar o licitante vencedor. 
Nesse período, o licitante poderá ofertar um único lance, que é o seu lance final. 
Assim, teremos dois momentos em que o procedimento será aberto (15 minutos iniciais + até 10 minutos 
aleatórios) e um momento em que o procedimento será fechado (cinco minutos finais). 
Nem todos os licitantes, todavia, participarão do procedimento fechado. De acordo com o Regulamento, 
somente participarão do procedimento fechado: 
a) o autor da oferta de valor mais baixo; e 
b) os autores das ofertas com valores até dez por cento superiores ao valor da oferta mais baixa. 
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Exemplo: participaram da fase de lances sete empresas, sendo que ao final do procedimento aberto foram 
identificadas as seguintes propostas: 
Empresa Lance 
A 100,00 
B 103,00 
C 104,00 
D 110,00 
E 111,00 
F 114,00 
G 116,00 
Nessa situação, a melhor oferta é de 100,00. Então, poderão participar do procedimento fechado quem 
tiver uma oferta até 10% superior a esta. No caso, até 110,00. Com isso, além da empresa A, as empresas 
B, C e D poderão participar da disputa fechada, porque estão dentro do limite de 10%. 
Por outro lado, as empresas E, F e G não poderão participar da etapa fechada, porque não possuem um 
lance dentro do limite de 10%, em comparação à proposta de A (melhor proposta). 
 
Porém, na ausência de, no mínimo, três ofertas nas condições indicadas acima, os autores dos melhores 
lances subsequentes, na ordem de classificação, até o máximo de três, poderão oferecer um lance final e 
fechado em até cinco minutos, que será sigiloso até o encerramento do prazo. 
Vamos voltar a um exemplo: 
Empresa Lance 
A 100,00 
B 109,00 
C 113,00 
D 114,00 
E 115,00 
F 116,00 
G 117,00 
Nesse caso, somente duas empresas estão nas condições indicadas no Regulamento: a empresa A, com a 
proposta mais baixa, e a empresa B, com a oferta de 109,00. As demais estão fora do limite de 10%. Assim, 
participarão do procedimento fechado o número máximo de três empresas, na ordem de classificação. Com 
isso, poderão participar da etapa fechada as empresas A, B e C. 
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Ok, agora você já entendeu o que é o modo de disputa aberto e fechado. Mas vamos agora analisar alguns 
casos especiais. 
A primeira pergunta é: e se ninguém ofertar o lance final e fechado? 
De acordo com o Regulamento, na ausência de lance final e fechado classificado, haverá o reinício da 
etapa fechada para que os demais licitantes, até o máximo de três, na ordem de classificação, possam 
ofertar um lance final e fechado em até cinco minutos, que será sigiloso até o encerramento deste prazo. 
Nesse caso, os demais licitantes, ou seja, aqueles que não participaram da disputa fechada, poderão ofertar 
um lance final e fechado. No nosso primeiro exemplo, as empresas E, F e G seriam convocadas para, no 
prazo de até cinco minutos, apresentarem o lance final e fechado. 
O objetivo dessa medida é impedir o conluio entre os licitantes donos dos melhores lances. Se eles, em 
conluio, não apresentarem um novo lance, no procedimento fechado, correrão o risco de serem 
surpreendidos por um lance final e fechado dos demais licitantes. 
A reabertura, nesse caso, é obrigatória, pois o próprio Regulamento dispõe que “haverá o reinício”. 
Outro fato curioso que poderá ocorrer é não haver licitante classificado na etapa de lance fechado que 
atenda às exigências para habilitação. Imagine, no nosso primeiro exemplo novamente, que as empresas 
A, B, C e D, que participaram da disputada fechada, acabaram sendo desabilitadas na licitação. Nesse caso, 
o pregoeiro poderá, auxiliado pela equipe de apoio, mediante justificativa, admitir o reinício da etapa 
fechada com a participação dos demais licitantes (E, F e G). 
 
Temos dois casos em que o reinício da disputa é discricionário e um em que ele é vinculado, vejamos: 
a) reinício discricionário: 
i) no modo de disputa aberto, quando encerrada a sessão sem prorrogação automática: admite-se 
o reinício da etapa de envio de lances em prol do melhor preço (art. 32, § 3º); 
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ii) no modo de disputa aberto e fechado, quando todos os licitantes que participaram da disputa 
fechada forem desabilitados: o pregoeiro poderá reabrir a disputa fechada com os demais 
licitantes (art. 33, § 6º); 
b) reinício vinculado (automático): se não houver lance final e fechado no modode disputa aberto e 
fechado (art. 33, § 5º). 
 
Ao final da disputa fechada, o sistema ordenará os lances em ordem crescente de vantajosidade. 
Imagine que um dia você está bem feliz assistindo a uma aula de licitações ao vivo, com o Prof. Herbert 
Almeida! Rsrsrs. Porém, no meio da transmissão, a internet do Prof. Herbert “cai” e ele fica sem conexão. 
Bom, nesse caso, teremos vários alunos frustrados e um professor irritado. Mas a vida continua, certo? 
Mas imagine que esse mesmo problema poderá ocorrer com o pregoeiro. No meio da sessão, o sistema 
eletrônico poderá ser desconectado. O que podemos fazer nesse caso? 
Na hipótese de o sistema eletrônico desconectar para o pregoeiro no decorrer da etapa de envio de lances 
da sessão pública e permanecer acessível aos licitantes, os lances continuarão sendo recebidos, sem 
prejuízo dos atos realizados (art. 34). 
Porém, quando a desconexão do sistema eletrônico para o pregoeiro persistir por tempo superior a dez 
minutos, a sessão pública será suspensa e reiniciada somente decorridas vinte e quatro horas após a 
comunicação do fato aos participantes, no sítio eletrônico utilizado para divulgação. 
Logo, se a suspensão ocorrer “só por uns instantes”, o procedimento segue normalmente. Mas se o 
pregoeiro ficar mais de dez minutos desconectado, então a sessão ficará suspensa. 
Professor, mas e se um licitante perder a conexão, o que acontece? Nesse caso, literalmente, “o problema 
é dele”. O Regulamento prevê que o licitante deve ser responsabilizar pelo ônus decorrente da perda de 
negócios diante da inobservância de mensagens emitidas pelo sistema ou de sua desconexão (art. 19, IV). 
Assim, cada licitante tem que cuidar da sua internet para não correr o risco de perder a conexão durante a 
sessão pública. 
Os critérios de desempate não são estabelecidos pelo Decreto 10.024/2019. Eles já constam em outras 
normas, cabendo ao Regulamento apenas esclarecer a aplicação desses critérios. Nesse sentido, após a 
etapa de envio de lances, haverá a aplicação dos critérios de desempate: 
a) previstos na Lei das Micro e Pequenas Empresas (LC 123/2006); 
b) se não houver licitante na condição acima, aplica-se o critério estabelecido na Lei de Licitações (vide 
L8666, art. 3º, § 2º). 
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Os critérios de desempate também serão aplicados se não houver envio de lances após o início da fase 
competitiva. Esse seria o caso em que os licitantes apresentam as propostas iniciais, mas não ofertam 
lances. 
Na hipótese de persistir o empate, a proposta vencedora será sorteada pelo sistema eletrônico dentre as 
propostas empatadas. 
 
Encerrada a etapa de lances, o sistema fará a classificação das propostas, conforme a vantajosidade para a 
administração. Nesse momento, o pregoeiro deverá encaminhar, pelo sistema eletrônico, contraproposta 
ao licitante que tenha apresentado o melhor preço, para que seja obtida melhor proposta, vedada a 
negociação em condições diferentes das previstas no edital (art. 38). 
Veja que mesmo após a etapa de lances, o pregoeiro deve dar mais uma “chorada” para tentar melhorar 
ainda mais o valor final. 
Essa sistemática está prevista no art. 4º, XVII, da Lei 10.520/2002. Porém, na Lei do Pregão, a negociação é 
uma opção, ou seja, é uma decisão discricionária do pregoeiro. No regulamento, por outro lado, o pregoeiro 
deve apresentar uma contraproposta. 
A negociação será realizada por meio do sistema e poderá ser acompanhada pelos demais licitantes. 
Além disso, o instrumento convocatório deverá estabelecer prazo de, no mínimo, duas horas, contado da 
solicitação do pregoeiro no sistema, para envio da proposta e, se necessário, dos documentos 
complementares, adequada ao último lance ofertado após a realização da negociação. 
Encerrada a etapa de negociação, o pregoeiro examinará a proposta classificada em primeiro lugar quanto 
à adequação ao objeto e à compatibilidade do preço em relação ao máximo estipulado para contratação 
no edital. 
Após o exame da proposta, o pregoeiro passará à análise da habilitação do licitante. 
LC 123 (ME e EPP) Lei 8666 (art. 3º, § 2º) Sorteio
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Não há grandes inovações do Regulamento quanto à habilitação. Ele menciona as mesmas condições de 
habilitação já previstas no 27 da Lei de Licitações. 
Adicionalmente, o Regulamento reforça a possibilidade de se utilizar o Sicaf ou sistema equivalente para 
comprovar os requisitos de habilitação jurídica, qualificação econômico-financeira, regularidade fiscal e 
trabalhista. Por outro lado, os documentos que não estiverem contemplados no Sicaf ou equivalente serão 
enviados pelo sistema eletrônico do pregão. 
Além disso, os entes federativos usuários de sistemas próprios para realizar a licitação poderão utilizar o 
Sicaf para fins habilitatórios (art. 55). 
Ao final, constatado o atendimento às exigências estabelecidas no edital, o licitante será declarado 
vencedor. 
Declarado o vencedor, qualquer licitante poderá, durante o prazo concedido na sessão pública, de forma 
imediata, em campo próprio do sistema, manifestar sua intenção de recorrer (art. 44). Nesse caso, o 
licitante não está “recorrendo”, mas apenas avisando que vai recorrer. 
Isso se chama “intenção de recorrer” e ela é obrigatória justamente para que a administração não prossiga 
diretamente para a adjudicação e homologação, mas ao mesmo tempo não fique esperando “de graça” 
caso ninguém queira recorrer. 
A ideia é a seguinte: existe um período para interposição de recurso, mas esse período somente será aberto 
se o licitante avisar que vai recorrer. Se ninguém manifestar a intenção do recurso, parte-se da ideia de que 
ninguém vai recorrer e, por isso, a administração não precisará abrir o prazo de recurso. 
Assim, a ausência de manifestação imediata e motivada do licitante quanto à intenção de recorrer 
importará na decadência desse direito, e o pregoeiro estará autorizado a adjudicar o objeto ao licitante 
declarado vencedor. 
Imagine que você vai fazer um bolinho de banana e pergunta para um amigo se ele vai querer algum. Se 
ele falar que sim, você vai fazer uns bolinhos a mais. Se ele falar que não (ou simplesmente não disser 
nada), você só vai fazer os bolinhos para você. Depois que estiver pronto, o seu amigo não poderá dizer 
que quer um bolinho. Ele “perdeu”, ou, no juridiquês, houve a “decadência” do direito dele de comer um 
bolinho. 
A mesma regra vale para o recurso. Ou o licitante diz que vai recorrer, ou decai esse direito. Logo, ele não 
poderá recorrer, ainda que esteja dentro do prazo legal para interposição do recurso. 
Assim, uma vez comunicada a intenção de recorrer, as razões do recurso deverão ser apresentadas no 
prazo de três dias (art. 44, § 2º). 
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Ainda nesse caso, os demais licitantes ficarão intimados para, se desejarem, apresentar suas contrarrazões, 
no prazo de três dias, contado da data final do prazo do recorrente, assegurada vista imediata dos 
elementos indispensáveis à defesa dos seus interesses. 
As contrarrazões ocorrem porque, na licitação, os argumentos de um licitante podem impactar nos direitos 
de outro. Por exemplo: se a empresa A for desabilitada, todos os demais licitantes vão desejar que isso 
permaneça assim. Logo, todos podem questionar os argumentos da empresa A se ela apresentar um 
recurso pedindo a reconsideração de sua desabilitação. Por exemplo: a empresa B vai defender a tese de 
que a empresa A, de fato, deveria ser desabilitada. 
 
Só um detalhe final: o acolhimento dorecurso importará na invalidação apenas dos atos que não podem 
ser aproveitados. Essa é uma aplicação de diversos princípios, como o formalismo moderado, 
instrumentalidade das formas, a razoabilidade, a celeridade processual, a eficiência, entre outros. Não há 
motivo para invalidar todo um procedimento, quando basta a declaração de uma nulidade específica, por 
exemplo. 
Concluída a fase de recurso, fica faltando a adjudicação e a homologação. Mas vamos analisar o que são 
esses dois atos. 
A adjudicação é o ato que atribui o objeto da licitação ao vencedor. Por exemplo, se a “empresa X” ganhar 
a licitação em relação ao “item I”, então a adjudicação vai atribuir o “item I” à “empresa X”. Não significa 
que o contrato será necessariamente assinado, mas se for será com a “empresa X”. 
Declarado o 
vencedor
Sem intenção de 
recorrer
Pregoeiro
Adjudica e envia para a 
autoridade homologar
Com intenção de 
recorrer
Três dias para apresentar as razões do 
recurso
Três dias para contrarrazões, a contar do 
término do prazo de recurso
Pregoeiro aprecia e decide o recurso
Se não acatar, envia para autoridade decidir 
o recurso
Autoridade adjudica e homologa
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Por outro lado, a homologação é um controle de legalidade posterior por meio do qual a autoridade 
competente reconhece a legalidade do procedimento. Quando a autoridade homologa a licitação significa 
que ela entende que todos os atos observaram as disposições legais. 
Nesse contexto, uma vez decididos os recursos e constatada a regularidade dos atos praticados, a 
autoridade competente adjudicará o objeto e homologará o procedimento licitatório. 
Vale lembrar que, se não houver recursos, o próprio pregoeiro faz a adjudicação, mas o ato de homologação 
caberá sempre à autoridade competente. Assim, na ausência de recurso, caberá ao pregoeiro adjudicar o 
objeto e encaminhar o processo devidamente instruído à autoridade superior e propor a homologação. 
 
O procedimento do pregão deve buscar cumprir os seus fins, além de garantir a eficiência e a celeridade. 
Por isso, a administração não deve se prender a formalismos irrelevantes. 
Imagine, por exemplo, que um documento de uma empresa continha alguma falha formal. Digamos que 
uma das páginas não continha o “visto” do representante da empresa. Ocorrendo a desabilitação ou 
desclassificação da empresa, a segunda colocada seria convocada com uma proposta, digamos, 5% mais 
cara. Imagine ainda que a contratação seria de cerca de R$ 10 milhões de reais. Isso significa que a 
administração gastaria cerca de 500 mil a mais contratando a segunda colocada. 
Nesse tipo de situação, nem sempre seria razoável desclassificar a empresa, por se tratar de um mero erro 
formal. Bastaria pedir o documento corrigido e tudo estaria resolvido. 
Nessa linha, as formalidades exigidas devem cumprir um papel, como assegurar a qualidade da proposta e 
a capacidade da empresa. Elas não servem para meros caprichos ou para “brigas” entre os licitantes. Assim, 
não se justifica desclassificar ou desabilitar alguém por aspectos irrelevantes. 
Adjudicação e 
homologação
O que 
são?
Adjudicar: atribuir o objeto ao vencedor
Homologar: reconhecer a legalidade do procedimento
Quem 
faz?
Adjudicação
Sem recurso: pregoeiro
Com recurso: autoridade 
competente
Homologação Autoridade competente
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É lógico que, na prática, existe uma margem em que é difícil de definir o que é erro formal e o que é um 
erro, de fato, importante. Porém, esse tipo de discussão, para fins de prova, irrelevante. Por ora, basta 
saber que erros formais podem ser corrigidos, evitando o excesso de formalidades. 
Dessa forma, o Regulamento determina que o pregoeiro poderá, no julgamento da habilitação e das 
propostas, sanar erros ou falhas que não alterem a substância das propostas, dos documentos e sua 
validade jurídica, mediante decisão fundamentada, registrada em ata e acessível aos licitantes, e lhes 
atribuirá validade e eficácia para fins de habilitação e classificação (art. 46). 
O Regulamento prevê ainda que, nesse caso, o pregoeiro deverá observar o disposto na Lei 9.784/1999. 
Bom, nesse caso, o Regulamento acabou sendo pouco preciso, afinal qual a disposição da Lei 9.784/1999 
deverá ser observada pelo pregoeiro? De certa forma, existem diversas disposições dessa Norma 
processual que poderiam justificar a correção de falhas formais, como os diversos critérios definidos no art. 
2º, parágrafo único,9 da Lei de Processo Administrativo federal. 
Além disso, na hipótese de necessidade de suspensão da sessão pública para a realização de diligências, 
com vistas ao saneamento das falhas, a sessão pública somente poderá ser reiniciada mediante aviso prévio 
no sistema com, no mínimo, vinte e quatro horas de antecedência, e a ocorrência será registrada em ata 
(art. 47, parágrafo único). Imagine, por exemplo, que uma empresa tenha que juntar um documento que 
não esteja disponível imediatamente. Nesse caso, teremos que esperar um prazo. 
Só uma observação: não confunda falhas formais com ausência dos requisitos. Se, por exemplo, a empresa 
tiver que comprovar a sua qualificação técnica e não o fizer, isso não lhe dará um prazo além das demais 
empresas. Quando se fala em “falhas formais”, estamos falando de pequenos erros, como pequenas 
correções em documentos já enviados. 
De acordo com o Regulamento, após a homologação, o adjudicatário será10 convocado para assinar o 
contrato ou a ata de registro de preços no prazo estabelecido no edital (art. 48). 
 
9 Alguns exemplos da Lei 9.784/1999: 
Art. 2º [...] Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: 
VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados; 
IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos 
administrados; 
XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige 
[...]. 
10 O termo “será” poderia gerar alguma discussão se a contratação seria obrigatória. Porém, na Lei 8.666/1993 consta que 
“A Administração convocará regularmente o interessado para assinar o termo de contrato, aceitar ou retirar o instrumento 
equivalente, dentro do prazo e condições estabelecidos” e mesmo assim o entendimento é de que a adjudicação não gera 
direito subjetivo à contratação. Logo, a expressão "será", nesse caso, não está dizendo que haverá direito subjetivo à 
contratação, mas apenas que, no momento oportuno, a administração realizará, se for o caso, a convocação do 
interessado. 
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Na assinatura do contrato ou da ata de registro de preços, será exigida a comprovação das condições de 
habilitação consignadas no edital, que deverão ser mantidas pelo licitante durante a vigência do contrato 
ou da ata de registro de preços (art. 48, § 1º). 
Isso ocorre porque as exigências de habilitação servem justamente para assegurar que a empresa tenha 
condições de firmar o contrato com a administração. Logo, não se trata de uma mera formalidade da 
licitação, mas sim de uma condição que deve ser mantida ao longo de toda a execução contratual. 
Contudo, se o vencedor não comprovar as condições de habilitação consignadas no edital ou se recusar 
a assinar o contrato ou a ata de registro de preços, outro licitante poderá ser convocado, sem prejuízo da 
imposição das penalidades cabíveis ao vencedor. 
Nesse caso, a convocação dosdemais licitantes deverá respeitar a ordem de classificação da licitação. Não 
pode, por exemplo, convocar o terceiro colocado sem antes convocar o segundo. Além disso, o novo 
convocado vai se submeter às mesmas exigências do primeiro colocado, ou seja, serão analisados os 
documentos de habilitação, a proposta e eventuais documentos complementares. Além disso, o 
pregoeiro terá que realizar a negociação para buscar a melhor proposta. Somente ao final de tudo isso, 
ocorrerá a assinatura do contrato ou da ata de registro de preços. 
O prazo de validade das propostas será de sessenta dias, permitida a fixação de prazo diverso no edital. 
Isso significa que, no prazo de sessenta dias (ou outro fixado no edital), o vencedor é obrigado a cumprir a 
sua proposta, sob pena de sofrer as sanções definidas na legislação. Por outro lado, a após o prazo de 
sessenta dias (ou outro fixado no edital) a proposta perde a validade, de tal forma que o licitante não será 
mais obrigado a assinar o contrato. 
 
Contratação
O vencedor será 
convocado no 
prazo fixado
Deve comprovar os 
requisitos
na assinatura
durante todo o 
contrato ou ata
Se vencedor não 
assinar ou não 
comprovar os 
requisitos
Pode convocar os 
demais licitantes
na ordem de 
classificação
devem comprovar 
os requisitos
Nova negociação
Validade da 
proposta
60 dias
Ou outro fixado no edital
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A sanção aplicável pelo descumprimento de diversas infrações consta no art. 7º da Lei 10.520/2002 e é 
detalhada no art. 49 do Decreto 10.024/2019. 
Nesse contexto, determina o Regulamento que o licitante ou contratado ficará impedido de licitar e de 
contratar com a União e será descredenciado no Sicaf, pelo prazo de até cinco anos. A aplicação dessa 
penalidade não impede a aplicação das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações 
legais. Além disso, as sanções aplicadas serão registradas e publicadas no Sicaf. 
Deve-se lembrar, ademais, que toda imposição de penalidade depende da concessão do direito à ampla 
defesa ao possível penalizado. 
Por fim, a penalidade será aplicada quando o convocado, dentro do prazo de validade de sua proposta (art. 
49): 
a) não assinar o contrato ou a ata de registro de preços; 
b) não entregar a documentação exigida no edital; 
c) apresentar documentação falsa; 
d) causar o atraso na execução do objeto; 
e) não mantiver a proposta; 
f) falhar na execução do contrato; 
g) fraudar a execução do contrato; 
h) comportar-se de modo inidôneo; 
i) declarar informações falsas; e 
j) cometer fraude fiscal. 
Essas sanções também se aplicam aos integrantes do cadastro de reserva, em pregão para registro de 
preços que, convocados, não honrarem o compromisso assumido sem justificativa ou com justificativa 
recusada pela administração pública.11 
 
11 No sistema de registro de preços, os demais licitantes (aqueles que não venceram o certame) podem aceitar cotar os 
bens ou serviços com preços iguais ao do licitante vencedor, na sequência da classificação do certame. Nesse caso, eles 
formarão um cadastro de reserva, que será um anexo à ata de registro de preços (Decreto 7.892/2013, art. 11, § 1º). Assim, 
se houver o cancelamento da ata com o primeiro colocado, a administração poderá convocar os licitantes do cadastro de 
reserva para assinar uma nova ata de registro de preços. 
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==0==
 
Em alguns casos, após a realização da licitação, a administração poderá entender que é melhor revogar o 
procedimento. A revogação é o desfazimento de um ato por razões de conveniência e oportunidade. 
Imagine, por exemplo, que a administração fez o processo licitatório para aquisição de alguns produtos, 
mas logo após a conclusão do certame surge uma crise na saúde em virtude de uma epidemia. Nesse caso, 
talvez seja melhor redirecionar o dinheiro que seria utilizado nos produtos que não eram tão prioritários 
para adquirir outros medicamentos ou ainda equipamentos de proteção individual para as equipes de 
saúde. 
Sanções
Quais
Impedimento de licitar ou contratar com a 
União
Descredenciamento do Sicaf
Sem prejuízo da multa
Quando
não assinar o contrato ou a ata RP;
não entregar a documentação;
documentação ou declarações falsas;
não mantiver a proposta;
atrasar, falhar ou fraudar a execução do 
contrato;
comportar-se de modo inidôneo;
cometer fraude fiscal.
Outras informações
Ampla defesa
Registradas no Sicaf
Aplicam-se aos integrantes do cadastro de 
reserva
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Perceba: o interesse público pode mudar com o tempo, justamente por isso uma contratação pode deixar 
de ser prioritária. É aí que surge a revogação. 
A autoridade competente para homologar o procedimento licitatório também tem competência para 
revogá-lo. 
Porém, existem algumas “condicionantes” para revogar. Nesse caso, a revogação somente será possível 
diante de razão do interesse público, por motivo de fato superveniente devidamente comprovado, 
pertinente e suficiente para justificar a revogação. Logo, a revogação deve ser motivada, demonstrando-
se qual o motivo superveniente (novo, posterior) que justifique o desfazimento do processo licitatório. 
Além disso, a autoridade competente deverá anular a licitação se houver alguma ilegalidade. 
A anulação ou a revogação poderá ocorrer de ofício ou por provocação de qualquer pessoa, por meio de 
ato escrito e fundamentado (art. 50). 
Além disso, os licitantes não terão direito à indenização em decorrência da anulação do procedimento 
licitatório, ressalvado o direito do contratado de boa-fé ao ressarcimento dos encargos que tiver 
suportado no cumprimento do contrato. 
 
Em que pese o Decreto 10.024/2019 diga que não haverá direito à indenização no caso 
de “anulação”, a mesma regra vale para o caso de revogação. Isso porque, nesse 
momento, não houve contrato e, portanto, em tese, também não teremos qualquer 
prejuízo para os licitantes, mas apenas a frustração da expectativa de direito quanto ao 
contrato. 
Porém, se o contrato tiver sido assinado, haverá o direito de indenização para o 
contratado que agiu de boa-fé, ou seja, para aquele que não deu causa à nulidade, nos 
termos do art. 59, parágrafo único, da Lei 8.666/1993.12 
Ademais, prevalece o entendimento de que, após a assinatura do contrato, não há mais 
que se falar em revogação da licitação. Porém, nesse caso, será possível anular o 
procedimento licitatório, quando houver ilegalidade. 
 
 
12 Art. 59. [...] Parágrafo único. A nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que este 
houver executado até a data em que ela for declarada e por outros prejuízos regularmente comprovados, contanto que 
não lhe seja imputável, promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa. 
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O sistema de dispensa eletrônica talvez seja uma das grandes “novidades” do Decreto 10.024/2019. Na 
verdade, esse tipo de procedimento já era amplamente utilizado em alguns entes da Federação. Ele 
consiste basicamente em uma forma de tornar mais transparente os processos de dispensa de licitação de 
bens e serviços comuns. 
Para você entender do que se trata, eu vou trazer um exemplo e vou explicar o “contexto histórico” desse 
tipo de contratação. 
Imagine que a administração vai fazer a aquisição de um único computador, de natureza comum e de baixo 
valor,considerando os limites de dispensa de licitação que constam na Lei 8.666/1993. Bem antigamente, 
a administração iria pedir orçamentos em algumas empresas e contrataria a empresa que apresentasse o 
valor mais baixo. Em 2001, o antigo Ministério do Planejamento editou a Portaria 306/2001, que exigia que 
esse tipo de contratação fosse realizado por intermédio de um sistema de cotação eletrônica de preços. 
Porém, a Portaria 306/2001 se aplicava apenas à aquisição de bens (não se aplicava aos serviços) de baixo 
valor e considerava que o sistema eletrônico seria adotado de forma “preferencial”, ou seja, o sistema não 
era obrigatório (ainda que fosse “preferencial”). 
Desfazimento
Revogação
Interesse público
Fato superveniente
Pertinente e suficiente 
Anulação Ilegalidade
Como:
Mesma autoridade que pode homologar
De ofício ou por provocação
Ato justificado
Indenização
Regra: não há
Exceto: contratado de boa-fé
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O Decreto 10.024/2019, por sua vez, amplia significativamente a adoção do procedimento eletrônico, pois 
se aplica a todos os bens ou serviços comuns, inclusive de engenharia, contratados por meio de dispensa 
de licitação. Ademais a adoção da dispensa eletrônica deixa de ser meramente “preferencial” e passa a ser 
obrigatória. Até existe a possibilidade de não se utilizar o sistema, mas somente mediante justificativa 
devidamente fundamentada, na forma do art. 1º, § 4º, do Decreto. 
De acordo com o Regulamento, as unidades gestoras integrantes do Sisg adotarão o sistema de dispensa 
eletrônica, nas seguintes hipóteses (art. 51): 
a) contratação de serviços comuns de engenharia, de baixo valor; 
b) aquisição de bens e contratação de serviços comuns, de baixo valor; 
c) demais aquisições de bens e contratações de serviços comuns, por meio de dispensa de licitação, 
incluídos os serviços comuns de engenharia. 
Vamos entender com calma isso aqui! De forma resumida, a dispensa eletrônica se aplicará a todas as 
contratações realizadas por dispensa de licitação que se refiram a bens ou serviços comuns, ainda que 
sejam serviços comuns de engenharia. 
Por outro lado, ele não se aplica a obras, bens e serviços especiais, e outras coisas que não sejam “bens e 
serviços comuns”. De certa forma, você pode fazer um paralelo ao pregão. Pense o seguinte: nos casos em 
que cabe o pregão e que também cabe a dispensa de licitação, este procedimento de dispensa ocorrerá 
por intermédio do sistema de dispensa eletrônica. 
Tanto é assim que é vedado utilizar o sistema de dispensa eletrônica nos casos em que o pregão não se 
aplica, ou seja, nos casos de obras; locações imobiliárias e alienações; e bens e serviços especiais, incluídos 
os serviços de engenharia especiais (art. 51, § 3º, c/c art. 4º). 
Ademais, entenda por “baixo valor” os limites definidos no art. 24, incisos I e II, da Lei de Licitações. Esses 
valores foram atualizados por intermédio do Decreto 9.412/2019, para os seguintes patamares:13 
a) serviços de engenharia comuns:14 R$ 33 mil; 
b) bens e demais serviços comuns: R$ 17,6 mil. 
Apesar de a instituição do sistema de dispensa eletrônica constituir um dos grandes avanços e uma das 
grandes inovações do Decreto 10.024/2019, na prática o Regulamento não trouxe tantas informações. Na 
verdade, o Regulamento apenas instituiu o sistema e criou a sua obrigatoriedade, como regra, nas 
contratações de bens e serviços comuns por meio de dispensa de licitação. 
Os detalhes desse sistema serão definidos em ato do Secretário de Gestão da Secretaria Especial de 
Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, que regulamentará o 
funcionamento do sistema de dispensa eletrônica. 
 
13 Eventualmente, as questões de prova podem cobrar os valores que constam literalmente no art. 24, I e II, da Lei de 
Licitações (R$ 15 mil e R$ 8 mil, respectivamente). Acreditamos que isso ocorrerá raramente, já que seria uma questão 
mal elaborada. Porém, infelizmente, alguns concursos acabam trazendo questões mais literais do que práticas. 
14 O mesmo valor se aplica às obras e aos serviços de engenharia especiais, mas nesses casos não aplicaríamos a dispensa 
eletrônica. 
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Sistema 
eletrônico de 
dispensa
Utilização
Obrigatória
Exceto justificativa da inviabilidade ou 
da desvantajosidade
Quando
(dispensas de bens 
e serviços comuns)
Serviços de engenharia comuns, de 
baixo valor
Bens e serviços comuns, de baixo 
valor
Demais dispensas de bens e serviços 
comuns
Regulamentação
Ato da "Secretaria de 
Desburocratização"
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1. (FCC – DPE AM/2018) De acordo com a legislação de regência, a modalidade licitatória pregão 
eletrônico NÃO é passível de aplicação para 
a) aquisição de bens de natureza comum em valor superior a R$ 150.000,00 sendo obrigatória a modalidade 
concorrência. 
b) contratação de serviços de natureza comum, eis que o pregão destina-se apenas a compras. 
c) aquisição de equipamentos de informática, mesmo quando passíveis de especificação. 
d) aquisição de bens de uso contínuo, quando viável adoção do sistema de registro de preços. 
e) alienação de bens, mesmo que inservíveis ou de pequeno valor. 
Comentário: 
a) na Lei não há esse limite para a aquisição de bens de natureza comum, diferente do que ocorre na Lei 
8.666/93. Portanto, será passível a aplicação do pregão – ERRADA; 
b) e d) o pregão destina-se à aquisição de bens e serviços comuns (art. 1º). Assim como as compras e 
contratações de bens e serviços comuns, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, quando efetuadas pelo sistema de registro de preços, poderão adotar a modalidade de pregão, 
conforme regulamento específico (art. 11) – ERRADAS; 
c) consideram-se bens e serviços comuns, para os fins e efeitos da aplicação da modalidade pregão, aqueles 
cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de 
especificações usuais no mercado. Portanto, os bens de informática poderão ser classificados como comuns 
(art. 1º, parágrafo único) – ERRADA; 
e) realmente não há na Lei 10.520/02 a especificação para a alienação de bens, nesse caso, utilizar-se-á a 
Lei 8.666/93 – CORRETA. 
Gabarito: alternativa E. 
2. (FCC – DPE AM/2018) Objetivando a contratação de serviços de suporte de informática, 
determinada empresa pública instaurou procedimento licitatório na modalidade pregão eletrônico. 
Entre as condições fixadas no certame, exigiu dos licitantes a comprovação de experiência anterior no 
desempenho de objeto similar, mediante a apresentação de atestados, bem como garantia de proposta. 
O procedimento adotado previu, ainda, a análise dos documentos de habilitação apenas após encerrada 
a etapa competitiva e ordenadas as propostas de preço. 
Considerando as disposições legais aplicáveis à espécie, a conduta da Administração afigura-se 
a) ilegal, no que concerne à exigência de garantia de proposta, que é vedada quando adotada a modalidade 
pregão. 
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b) ilegal, quanto à modalidade adotada, eis que o pregão não se aplica para contratação de serviços, ainda 
que de natureza comum. 
c) legal, eis que tanto a modalidade, como os requisitos estabelecidos estão aderentes à legislação 
aplicável. 
d) ilegal, no que tange à exigência de atestados de qualificação técnica,o que não se coaduna com a 
natureza comum do serviço. 
e) ilegal, no que diz respeito à inversão das fases de apresentação de proposta econômica e habilitação. 
Comentário: 
a) o procedimento é ilegal, pois a exigência de garantia de proposta é vedada no pregão (art. 5º, I) – 
CORRETA; 
b) o pregão é utilizado para aquisição de bens e serviços comuns, desde que possam ser definidos no 
instrumento convocatório (art. 1º) – ERRADA; 
c) como vimos na letra A, o procedimento será ilegal. Todavia, vale destacar que a modalidade está correta 
– ERRADA; 
d) vejamos o que diz a Lei: a habilitação ocorrerá com a verificação de que o licitante está em situação 
regular perante a Fazenda Nacional, a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, 
e as Fazendas Estaduais e Municipais, quando for o caso, com a comprovação de que atende às exigências 
do edital quanto à habilitação jurídica e qualificações técnica e econômico-financeira (art. 4º, XIII). Logo, a 
exigência de apresentação de atestados está de acordo com a legislação de regência – ERRADA; 
e) já sabemos que essa é uma das características do pregão – ERRADA. 
Gabarito: alternativa A. 
3. (Estratégia Concursos - Inédita) O gestor de determinada autarquia federal pretende adquirir 
alguns bens considerados comuns, pois podem ser objetivamente definidos no edital. Ao dar início ao 
procedimento, solicitou a realização do pregão, na forma presencial, sob a justificativa de que não havia 
obrigatoriedade da utilização do procedimento eletrônico. A solicitação do gestor, nos termos do que 
dispõe o Decreto nº 10.024/19 
a) não merece prosperar, pois no âmbito da administração indireta a modalidade obrigatória para a 
aquisição de bens comuns é a concorrência. 
b) pode ser realizada, com amparo na legislação, já que é uma faculdade a utilização da forma eletrônica 
do pregão; 
c) só poderia ser atendida excepcionalmente, pois a utilização do pregão eletrônico passou a ser obrigatória 
pelos órgãos da administração pública federal direta e pelas autarquias. 
d) não pode ocorrer da maneira pretendida, pois o pregão, na forma eletrônica, não se aplica a bens e 
serviços comuns ou especiais. 
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e) não deve ser atendida, pois a forma presencial do pregão foi extinta com a edição do Decreto, que tornou 
sempre obrigatória a realização do pregão em sua forma eletrônica. 
Comentário: o Decreto nº 10.024/19 expressamente dispõe que "a utilização da modalidade de pregão, na 
forma eletrônica, pelos órgãos da administração pública federal direta, pelas autarquias, pelas fundações 
e pelos fundos especiais é obrigatória" (art. 1º, §1º). 
A forma presencial do pregão poderá ser utilizada, mas de forma excepcional, mediante prévia justificativa 
da autoridade competente, nas licitações para a aquisição de bens e a contratação de serviços comuns, 
incluídos os serviços comuns de engenharia; ou a não adoção do sistema de dispensa eletrônica, desde que 
fique comprovada a inviabilidade técnica ou a desvantagem para a administração na realização da forma 
eletrônica. 
Gabarito: alternativa C. 
4. (Estratégia Concursos - Inédita) De acordo com o Decreto nº 10.024/19, a utilização da modalidade 
pregão, na forma eletrônica, passou a ser obrigatória pelos órgãos da administração pública federal 
direta, pelas autarquias, pelas fundações e pelos fundos especiais. A forma presencial ainda pode ser 
utilizada, nos seguintes termos: 
a) de acordo com o critério discricionário adotado por cada órgão ou entidade, em qualquer caso. 
b) excepcionalmente, mediante prévia justificativa da autoridade, comprovadas a inviabilidade técnica ou 
a desvantagem da utilização da forma eletrônica. 
c) como uma alternativa à forma eletrônica, quando o sistema deixar de funcionar por mais de duas horas, 
a critério do pregoeiro. 
d) excepcionalmente, independentemente de justificativa, bastando se constatar a inviabilidade técnica. 
e) excepcionalmente, mediante justificativa, apenas nos casos em que fique demonstrada a desvantagem 
na realização da forma eletrônica. 
Comentário: a utilização da modalidade eletrônica do pregão passou a ser obrigatória, nos termos do art. 
1º, §1º do Decreto, que expressamente diz que " A utilização da modalidade de pregão, na forma eletrônica, 
pelos órgãos da administração pública federal direta, pelas autarquias, pelas fundações e pelos fundos 
especiais é obrigatória". 
Mas a forma presencial não foi totalmente abolida, constando do art. 1º, §4º a previsão de que "será 
admitida, excepcionalmente, mediante prévia justificativa da autoridade competente, a utilização da forma 
de pregão presencial nas licitações de que trata o caput ou a não adoção do sistema de dispensa eletrônica, 
desde que fique comprovada a inviabilidade técnica ou a desvantagem para a administração na realização 
da forma eletrônica". 
Por isso, o gabarito é a alternativa B. 
Gabarito: alternativa B. 
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5. (Estratégia Concursos - Inédita) Para a realização de um pregão eletrônico no âmbito de uma 
autarquia federal, visando a aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser utilizado como critério: 
a) o de menor preço, apenas, pois devido ao procedimento do pregão, não se aplica nenhum outro tipo 
licitatório previsto na lei de licitações e na legislação administrativa. 
b) o de menor preço ou de melhor técnica, quando se tratar de serviços comuns de engenharia. 
c) o de melhor técnica ou técnica e preço, no caso dos bens altamente heterogêneos ou com alta 
complexidade técnica. 
d) menor preço ou maior desconto, conforme dispuser o edital, para obtenção da proposta mais vantajosa 
para a administração. 
e) o de maior desconto, menor preço ou técnica e preço, a depender do tipo de serviço adquirido, se 
comum ou especial. 
Comentário: os critérios de julgamento empregados na seleção da proposta mais vantajosa para a 
administração serão os de menor preço ou maior desconto, conforme dispuser o edital. 
Daqui, já chegamos ao gabarito, que é a alternativa D. 
Os tipos licitatórios melhor técnica e técnica e preço, mencionados nas alternativas B, C e E não são 
aplicados no âmbito da Lei do Pregão e nem do Decreto nº 10.024/19. 
Gabarito: alternativa D. 
6. (Estratégia Concursos - Inédita) A respeito dos bens e serviços comuns de engenharia, nos termos 
do Decreto nº 10.024/19, é correto afirmar que 
a) podem ser adquiridos e alienados através da modalidade pregão, na sua forma eletrônica. 
b) podem ser adquiridos através do pregão, desde que na forma presencial, em virtude da complexidade 
dos referidos serviços. 
c) é vedada a sua aquisição por meio do pregão eletrônico, por se tratar de bens e serviços considerados 
especiais pela legislação. 
d) mesmo com sua alta heterogeneidade ou complexidade técnica, podem ser contratados via pregão 
eletrônico. 
e) podem ser adquiridos por meio do pregão eletrônico, por expressa autorização do Decreto. 
Comentário: 
a) o pregão não é modalidade para alienação de bens - ERRADA; 
b) os bens e serviços comuns de engenharia podem ser adquiridos pelo pregão eletrônico (não são 
considerados complexos, portanto). A forma presencial é até admitida, mas somente em situações 
excepcionais - ERRADA; 
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c) os bens e serviços comuns de engenharia podem ser adquiridos via pregão eletrônico, justamente por 
não serem considerados bens ou serviços especiais (esses sim que não podem ser adquiridos via pregão) - 
ERRADA; 
d) os bens e serviçoscom alta heterogeneidade ou complexidade técnica são considerados bens especiais, 
de forma que não podem ser adquiridos via pregão - ERRADA; 
e) isso mesmo. O texto expresso do Decreto (art.1º) diz que "este Decreto regulamenta a licitação, na 
modalidade de pregão, na forma eletrônica, para a aquisição de bens e a contratação de serviços comuns, 
incluídos os serviços comuns de engenharia" - CORRETA. 
Gabarito: alternativa E. 
7. (Estratégia Concursos - Inédita) Nos termos do Decreto nº 10.024/19, na fase de planejamento do 
pregão eletrônico, deverá ocorrer a definição do valor estimado ou valor máximo aceitável da proposta. 
Nesse sentido, em relação ao orçamento para definição desses valores, é correto afirmar que: 
a) o valor estimado ou o valor máximo aceitável para a contratação, se não constar expressamente do 
edital, possuirá caráter sigiloso e será disponibilizado exclusiva e permanentemente aos órgãos de controle 
externo e interno. 
b) o valor estimado ou o valor máximo aceitável para a contratação deve constar expressamente do edital, 
vedada a atribuição de caráter sigiloso, em atenção ao princípio da publicidade. 
c) a administração tem o dever legal de divulgar informações sobre o processo de tomada de decisões, 
inclusive no curso da fase interna do pregão. 
d) o caráter sigiloso do orçamento pode ser aplicado quando a licitação na modalidade pregão se referir à 
aquisição de bens de alta complexidade técnica. 
e) o orçamento é sigiloso até o encerramento do procedimento, inclusive para os órgãos de controle 
interno e externo. 
Comentário: de acordo com o Regulamento, o valor estimado ou o valor máximo aceitável para a 
contratação, se não constar expressamente do edital, possuirá caráter sigiloso e será disponibilizado 
exclusiva e permanentemente aos órgãos de controle externo e interno (art. 15). 
Assim, apenas a alternativa A está correta. 
Gabarito: alternativa A. 
8. (Estratégia Concursos - Inédita) Determinado órgão público pretende realizar licitação na 
modalidade pregão eletrônico, cujo valor estimado dos bens a serem adquiridos é de R$ 1 milhão. Em 
relação à publicação do edital, para dar início à fase externa do procedimento, é correto afirmar que 
a) o aviso do edital deve ser publicado no Diário Oficial da União e no sítio eletrônico oficial do órgão ou da 
entidade promotora da licitação. 
b) o aviso do edital deve ser publicado apenas em jornal de grande circulação. 
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c) o aviso do edital deve ser publicado no Diário Oficial da União, no sítio eletrônico oficial do órgão ou da 
entidade promotora da licitação e em jornal de grande circulação local. 
d) o aviso do edital deve ser publicado no Diário Oficial da União, no sítio eletrônico oficial do órgão ou da 
entidade promotora da licitação e em jornal de grande circulação regional ou local. 
e) é desnecessária a publicação do aviso do edital, em virtude do valor da contratação. 
Comentário: na legislação anterior, a publicação do aviso do edital deveria observar regras diferenciadas, 
a depender do valor da contratação. Ademais, existia a previsão de publicação em jornal de grande 
circulação, regional ou local. 
Isso não é mais previsto no Decreto nº 10.024/19, que prevê que "a fase externa do pregão, na forma 
eletrônica, será iniciada com a convocação dos interessados por meio da publicação do aviso do edital no 
Diário Oficial da União e no sítio eletrônico oficial do órgão ou da entidade promotora da licitação". 
Ademais, no caso de aquisição de bens e a contratação de serviços comuns pelos entes federativos, com a 
utilização de recursos da União decorrentes de transferências voluntárias, a publicação ocorrerá na 
imprensa oficial do respectivo Estado, do Distrito Federal ou do Município e no sítio eletrônico oficial do 
órgão ou da entidade promotora da licitação. 
Gabarito: alternativa A. 
9. (Estratégia Concursos - Inédita) Os editais dos pregões eletrônicos devem estabelecer o modo de 
disputa a ser considerado no certame, podendo ser realizados por modo aberto ou aberto e fechado. 
Considerando as disposições legais aplicáveis à espécie, é possível afirmar que: 
a) no modo aberto, os licitantes apresentarão lances públicos e sucessivos, com lance final e fechado, 
conforme o critério de julgamento adotado no edital. 
b) no modo de disputa aberto, o edital preverá intervalo mínimo de diferença de valores ou de percentuais 
entre os lances, que incidirá tanto em relação aos lances intermediários quanto em relação ao lance que 
cobrir a melhor oferta. 
c) no modo de disputa aberto e fechado, a etapa de envio de lances da sessão pública terá duração de dez 
minutos. 
d) no modo de disputa aberto, a etapa de envio de lances na sessão pública durará quinze minutos. 
e) mesmo não havendo licitante classificado na etapa de lance fechado que atenda às exigências para 
habilitação, o pregoeiro fica impedido de reiniciar a etapa fechada. 
Comentário: 
a) esse é o conceito de modo de disputa aberto e fechado (art. 31, II) - ERRADA; 
b) isso mesmo. Na forma do art. 31, parágrafo único, no modo de disputa aberto, o edital preverá intervalo 
mínimo de diferença de valores ou de percentuais entre os lances, que incidirá tanto em relação aos lances 
intermediários quanto em relação ao lance que cobrir a melhor oferta - CORRETA; 
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c) no modo de disputa aberto e fechado, a etapa de envio de lances da sessão pública terá duração de 
quinze minutos (art. 33) - ERRADA; 
d) no modo de disputa aberto, a etapa de envio de lances na sessão pública durará dez minutos (art. 32) - 
ERRADA; 
e) a previsão do art. 33, §6º é de que, na hipótese de não haver licitante classificado na etapa de lance 
fechado que atenda às exigências para habilitação, o pregoeiro poderá, auxiliado pela equipe de apoio, 
mediante justificativa, admitir o reinício da etapa fechada - ERRADA. 
Gabarito: alternativa B. 
10. (Estratégia Concursos - Inédita) O Decreto nº 10.024/19 instituiu sistema de dispensa eletrônica, 
para a realização dos processos de contratação direta de bens e serviços comuns. A respeito do tema, 
assinale a afirmativa correta: 
a) é vedada a dispensa eletrônica para a contratação de serviços comuns de engenharia. 
b) a dispensa eletrônica poderá ser utilizada na aquisição de bens e contratação de serviços comuns, 
qualquer seja seu valor. 
c) a dispensa eletrônica poderá ser utilizada na contratação de serviços comuns de engenharia, 
independentemente de seu valor. 
d) a obrigatoriedade da utilização do sistema de dispensa eletrônica ocorrerá a partir da data de publicação 
do Decreto nº 10.024/19. 
e) fica vedada a utilização do sistema de dispensa eletrônica nas contratações bens e serviços especiais. 
Comentário: 
a) o sistema de dispensa eletrônica é utilizado para a realização dos processos de contratação direta de 
bens e serviços comuns, incluídos os serviços comuns de engenharia (art. 51, I) - ERRADA; 
b) a dispensa eletrônica poderá ser utilizada para aquisição de bens e contratação de serviços comuns, nos 
termos do disposto no inciso II do caput do art. 24 da Lei nº 8.666, de 1993, que trata das licitações de baixo 
valor (até R$ 17,6 mil) - ERRADA; 
c) a dispensa eletrônica poderá ser utilizada para contratação de serviços comuns de engenharia, nos 
termos do disposto no inciso I do caput do art. 24 da Lei nº 8.666, de 1993 (até R$ 33 mil) - ERRADA; 
d) o Decreto prevê que ato do Secretário de Gestão da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e 
Governo Digital do Ministério da Economia regulamentará o funcionamento do sistema de dispensa 
eletrônica, e que a obrigatoriedade da utilização dosistema de dispensa eletrônica ocorrerá a partir da data 
de publicação desse ato (art. 51, §§2º e 3º) - ERRADA; 
e) a previsão é de que fica vedada a utilização do sistema de dispensa eletrônica nas hipóteses de que trata 
o art. 4º: contratações de obras; locações imobiliárias e alienações; e bens e serviços especiais (art. 51, §3º) 
- CORRETA. 
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Gabarito: alternativa E. 
11. (Estratégia Concursos - Inédita) Acerca dos requisitos de habilitação no âmbito do pregão 
eletrônico, analise: 
I. o prazo fixado para a apresentação das propostas e dos documentos de habilitação não será inferior a 
oito dias úteis, contado da data de publicação do aviso do edital. 
II. o licitante declarará, em campo próprio do sistema, o cumprimento dos requisitos para a habilitação e a 
conformidade de sua proposta com as exigências do edital. 
III. os licitantes não poderão retirar ou substituir a proposta e os documentos de habilitação anteriormente 
inseridos no sistema 
IV. na etapa de apresentação dos documentos de habilitação pelo licitante, deverá ser observada a ordem 
de classificação das propostas. 
Considerando as disposições legais aplicáveis à espécie, está correto o que se afirma somente nos itens: 
a) I. 
b) II e IV. 
c) III. 
d) I e II. 
e) II e IV. 
Comentário: 
I. essa é a previsão exata do art. 25 do Decreto nº 10.024/19 - CORRETO; 
II. essa é a previsão exata do art. 25, §4º do Decreto nº 10.024/19 - CORRETO; 
III. a previsão é de que os licitantes poderão retirar ou substituir a proposta e os documentos de habilitação 
anteriormente inseridos no sistema, até a abertura da sessão pública (art. 25, §6º) - ERRADO; 
IV. na etapa de apresentação da proposta e dos documentos de habilitação pelo licitante, não haverá 
ordem de classificação das propostas, o que ocorrerá somente após os procedimentos de julgamento (art. 
25, §7º) - ERRADO. 
Estão corretos, então, somente os itens I e II. 
Gabarito: alternativa D. 
12. (Estratégia Concursos - Inédita) O licitante convocado dentro do prazo de validade de sua 
proposta que não assinar o contrato ou não mantiver a proposta: 
a) ficará impedido de licitar e de contratar com a União, por prazo indeterminado. 
b) ficará impedido de licitar e de contratar com a União e será descredenciado do Sicaf, por prazo 
indeterminado. 
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c) ficará impedido de licitar e de contratar com a União e será descredenciado do Sicaf, vedada a aplicação 
cumulativa de multas. 
d) ficará impedido de licitar e de contratar com a União e será descredenciado do Sicaf, além de sofrer a 
aplicação de multas previstas no edital e no contrato e demais cominações legais, independentemente de 
contraditório e ampla defesa. 
e) ficará impedido de licitar e de contratar com a União e será descredenciado no Sicaf, pelo prazo de até 
cinco anos, sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais, 
garantido o direito à ampla defesa 
Comentário: o art. 49 trata do impedimento de licitar e contratar, dizendo que "ficará impedido de licitar 
e de contratar com a União e será descredenciado no Sicaf, pelo prazo de até cinco anos, sem prejuízo das 
multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais, garantido o direito à ampla 
defesa, o licitante que, convocado dentro do prazo de validade de sua proposta, dentre outras hipóteses: 
I - não assinar o contrato ou a ata de registro de preços; 
V - não mantiver a proposta; 
Portanto, nosso gabarito está na alternativa E. 
Gabarito: alternativa E. 
13. (Estratégia Concursos - Inédita) A empresa X participava de procedimento licitatório na 
modalidade pregão eletrônico, em órgão federal. No curso do procedimento foram encontradas 
ilegalidades, o que gerou dúvidas acerca do futuro da contratação. 
Considerando as disposições legais aplicáveis à espécie, é certo afirmar que, nessa situação, 
a) o procedimento poderá ser revogado, de ofício ou por provocação de qualquer pessoa. 
b) os licitantes farão jus à indenização. 
c) a autoridade competente para homologar o procedimento licitatório deverá anular o procedimento por 
ilegalidade, de ofício ou por provocação de qualquer pessoa, por meio de ato escrito e fundamentado e 
sem direito a indenização, em qualquer hipótese. 
d) o contratado de boa-fé tem direito ao ressarcimento dos encargos que tiver suportado no cumprimento 
do contrato, decorrentes da anulação do procedimento. 
e) em virtude da revogação, o licitante fará jus à indenização dos prejuízos devidamente comprovados que 
tiver suportado no cumprimento do contrato. 
Comentário: sobre a anulação e revogação do procedimento do pregão eletrônico, o art. 50 diz o seguinte: 
Art. 50. A autoridade competente para homologar o procedimento licitatório de que trata este 
Decreto poderá revogá-lo somente em razão do interesse público, por motivo de fato 
superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar a revogação, e 
deverá anulá-lo por ilegalidade, de ofício ou por provocação de qualquer pessoa, por meio de 
ato escrito e fundamentado. 
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Parágrafo único. Os licitantes não terão direito à indenização em decorrência da anulação do 
procedimento licitatório, ressalvado o direito do contratado de boa-fé ao ressarcimento dos 
encargos que tiver suportado no cumprimento do contrato. 
Então, no caso do enunciado, em virtude da ilegalidade apontada, o procedimento deveria ser anulado, e 
não revogado. 
Nesse caso, os licitantes não terão direito à indenização em decorrência da anulação do procedimento 
licitatório, ressalvado o direito do contratado de boa-fé ao ressarcimento dos encargos que tiver suportado 
no cumprimento do contrato, como diz o parágrafo único citado. 
Assim, nosso gabarito é a alternativa D. 
Gabarito: alternativa D. 
Concluímos por hoje. 
Bons estudos. 
HERBERT ALMEIDA. 
http://www.estrategiaconcursos.com.br/cursosPorProfessor/herbert-almeida-3314/ 
 
@profherbertalmeida 
 
/profherbertalmeida 
 
/profherbertalmeida 
 
/profherbertalmeida e /controleexterno 
Se preferir, basta escanear as figuras abaixo: 
 
 
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1. (Cebraspe – IBAMA/2013) O pregão eletrônico é modalidade de licitação cabível para compras, 
serviços, locações e alienações em geral, desde que o objeto da licitação seja considerado comum, isto é, 
possua padrões de desempenho e qualidade que possam ser objetivamente definidos no edital, por meio 
de especificações usuais praticadas no mercado. 
Comentário: 
O pregão só se aplica e compras de bens e ou contratação de serviços comuns. Essa modalidade não se aplica 
a locações e alienações em geral. 
Gabarito: errado. 
Dada a necessidade de aumento da rede pública de ensino do estado Y, o secretário de educação, com o 
intuito de construir uma nova escola pública, resolveu consultar a procuradoria do estado para que esta 
esclarecesse algumas dúvidas relacionadas ao modelo licitatório e às normas contratuais aplicáveis à espécie. 
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir. 
2. (Cebraspe – Proc DF/2013) No caso de a obra ser qualificada como de natureza comum, admitir-
se-á a utilização do pregão eletrônico com o critério de julgamento do menor preço global. 
Comentário: 
Segundo o Decreto 10.024/2019: 
Art. 4º O pregão,na forma eletrônica, não se aplica a: 
I - contratações de obras; 
II - locações imobiliárias e alienações; e 
III - bens e serviços especiais, incluídos os serviços de engenharia enquadrados no disposto no 
inciso III do caput do art. 3º. 
Gabarito: errado. 
3. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) A modalidade pregão, na forma eletrônica, aplica-se para a 
aquisição de bens e serviços comuns, inclusive os serviços comuns de engenharia. 
Comentário: 
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Após a publicação do Decreto nº 10.024/19, que regulamentou a licitação na modalidade pregão, em sua 
forma eletrônica, os serviços comuns de engenharia passaram a ser expressamente previstos como passíveis 
de serem contratados através dessa modalidade, conforme previsão do art. 1º. 
Gabarito: correto. 
4. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O pregão é utilizado preferencialmente, em sua forma 
eletrônica, pelos órgãos da administração pública federal direta, pelas autarquias, pelas fundações e pelos 
fundos especiais, em âmbito federal. 
Comentário: 
O Decreto 10.024/2019 torna obrigatória a utilização do pregão, em sua forma eletrônica. Assim, na forma 
do art. 1º, §1º do Decreto, “a utilização da modalidade de pregão, na forma eletrônica, pelos órgãos da 
administração pública federal direta, pelas autarquias, pelas fundações e pelos fundos especiais é 
obrigatória”. 
Gabarito: errado. 
5. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O Decreto nº 10.024/19, que regulamenta a licitação, na 
modalidade pregão, na forma eletrônica, para a aquisição de bens e a contratação de serviços comuns, 
incluídos os serviços comuns de engenharia, acabou com os pregões presenciais em âmbito federal, já que 
tornou a realização do pregão, na forma eletrônica, obrigatória para os órgãos da administração pública 
federal direta, pelas autarquias, pelas fundações e pelos fundos especiais. 
Comentário: 
O Decreto realmente determina que a forma eletrônica do pregão é obrigatória no âmbito dos órgãos e 
entidades mencionados na assertiva. Mas não aboliu a forma presencial do certame, que poderá ser utilizada 
excepcionalmente, mediante prévia justificativa da autoridade competente, desde que fique comprovada a 
inviabilidade técnica ou a desvantagem para a administração na realização da forma eletrônica (art. 1º, §4º). 
Gabarito: errado. 
6. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O pregão eletrônico é condicionado aos princípios da 
eficiência, desenvolvimento sustentável, razoabilidade, competitividade e proporcionalidade, entre 
outros. 
Comentário: 
O Decreto nº 10.024/19 traz como princípios a serem observados no procedimento do pregão eletrônico: 
legalidade; impessoalidade; moralidade; igualdade; publicidade; eficiência; probidade administrativa; 
desenvolvimento sustentável; vinculação ao instrumento convocatório; julgamento objetivo; razoabilidade; 
competitividade; proporcionalidade; e aos que lhes são correlatos (art. 2º). 
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Gabarito: correto. 
7. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Como desdobramento do princípio da publicidade, qualquer 
interessado pode acompanhar a realização do procedimento licitatório em tempo real, por meio da 
internet. 
Comentário: 
Isso mesmo. O Decreto diz que os participantes de licitação na modalidade de pregão, na forma eletrônica, 
têm direito público subjetivo à fiel observância do procedimento e qualquer interessado poderá acompanhar 
o seu desenvolvimento em tempo real, por meio da internet (art. 54). 
Gabarito: correto. 
8. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O pregão é utilizado para a aquisição de bens e serviços 
considerados comuns, inclusive de engenharia, e, ainda, para os serviços definidos no Decreto nº 
10.024/19 como “especiais”, que são bens com alta heterogeneidade ou complexidade técnica. 
Comentário: 
O Decreto trouxe como novidade o conceito de bens e serviços especiais, que são aqueles bens que, por sua 
alta heterogeneidade ou complexidade técnica, não podem ser considerados bens e serviços comuns. 
Contudo, o pregão eletrônico não se aplica a esses bens, por expressa disposição do art. 4º. III do Decreto. 
Gabarito: errado. 
9. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) No caso de bens e serviços que envolverem o 
desenvolvimento de soluções específicas de natureza intelectual, científica e técnica que possam ser 
definidos de forma objetiva, será possível a utilização do pregão, na forma eletrônica. 
Comentário: 
É possível considerar um bem ou serviço de natureza intelectual, científica ou técnica como comum, desde 
que possa ser descrito objetivamente. Nesses casos, a utilização do pregão eletrônico é autorizada pelo 
Decreto. 
Gabarito: correto. 
10. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O pregão eletrônico apenas utiliza o menor preço como 
critério de julgamento. 
Comentário: 
Na lei do Pregão (Lei nº 10.520/02, o único critério de julgamento possível é o de menor preço. Todavia, o 
Regulamento trouxe a previsão de outro critério de julgamento: o maior desconto. 
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Assim, conforme previsto no art. 7º do Decreto nº 10.024/19, “os critérios de julgamento empregados na 
seleção da proposta mais vantajosa para a administração serão os de menor preço ou maior desconto, 
conforme dispuser o edital”. 
Gabarito: errado. 
11. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) No procedimento do pregão, caberá à autoridade 
competente a designação do pregoeiro e dos membros da equipe de apoio, bem como a decisão dos 
recursos contra os atos do pregoeiro, em qualquer caso. 
Comentário: 
Na verdade, a autoridade competente irá decidir os recursos apenas quando o pregoeiro não alterar a sua 
decisão. O pregoeiro pode, ele mesmo, acatar o recurso do interessado, situação na qual não haverá 
necessidade de encaminhar o processo para a autoridade competente decidir (art. 13, IV, Decreto nº 
10.024/19). 
Gabarito: errado. 
12. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Quando a parte interessada apresentar recurso, caberá à 
autoridade competente adjudicar o objeto da licitação. 
Comentário: 
A autoridade competente decide os recursos apenas quando o pregoeiro mantiver a sua decisão, conforme 
determina o art. 13, IV do Decreto nº 10.024/19. 
Contudo, quando houver recurso, independentemente da decisão do pregoeiro, será de competência da 
autoridade competente a adjudicação do objeto da licitação, na forma do art. 13, V do Decreto. 
Gabarito: correto. 
13. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Durante o procedimento do pregão eletrônico, o orçamento 
possuirá caráter sigiloso, exceto para os órgãos de controle interno e externo e para os pregões realizados 
sob o critério de maior desconto. 
Comentário: 
De acordo com o disposto no Regulamento, o valor estimado ou o valor máximo aceitável para a contratação, 
se não constar expressamente do edital, possuirá caráter sigiloso e será disponibilizado exclusiva e 
permanentemente aos órgãos de controle externo e interno (art. 15). 
Essa ressalva quanto a “se não constar expressamente do edital”, autoriza a divulgação do valor estimado, 
do valor máximo aceitável ou do valor de referência para aplicação do desconto nas hipóteses em que for 
adotado o critério de julgamento pelo maior desconto. Nesses casos, esses valores constarão 
obrigatoriamente do instrumento convocatório (art. 15, §3º). 
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Gabarito: correto. 
14. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O pregoeiro e os membros da equipe de apoio serão 
servidores ocupantes de cargos efetivos e preferencialmente pertencentes aos quadros permanentes do 
órgão ou da entidade promotora da licitação. 
Comentário: 
A previsão do Decreto é de que (art. 16, I e II): o pregoeiro e os membros da equipe de apoio serão servidores 
do órgão ou da entidade promotora da licitação; e os membros da equipe de apoio serão, em sua maioria, 
servidores ocupantes de cargo efetivo, preferencialmente pertencentes aos quadros permanentes do órgão 
ou da entidade promotora da licitação. 
Assim, percebam que o pregoeiro não precisa ser servidor efetivo, devendo apenas fazer parte do órgão ou 
entidade promotora da licitação. Além disso, quanto aos membros da equipe de apoio, serão em sua maioria 
servidores efetivos (não são todos ocupantes de cargos efetivos, como faz parecer a assertiva). 
Gabarito: errado. 
15. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O pregoeiro e a equipe de apoio são designados para 
licitações específicas, por prazo determinado, vedada a recondução. 
Comentário: 
A atuação do pregoeiro e da equipe de apoio pode ocorrer das seguintes formas: eles podem ser designados 
para uma licitação específica, para um período determinado, admitidas reconduções; ou podem ser 
designados para atuar por um período indeterminado, permitida a revogação da designação a qualquer 
tempo (art. 16, §2º). 
Gabarito: errado. 
16. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Quando não houver a apresentação de recurso pelas partes 
interessadas, caberá ao próprio pregoeiro adjudicação do objeto da licitação. 
Comentário: 
O decreto determina que caberá ao pregoeiro indicar o vencedor do certame e adjudicar o objeto, quando 
não houver recurso (art. 17, IX). Vale lembrar que, se houver recurso, quem adjudica é a autoridade 
competente (art. 13, V). 
Gabarito: correto. 
17. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) A convocação dos interessados em participar do pregão 
eletrônico será feita por meio da publicação do aviso do edital no Diário Oficial da União, no sítio eletrônico 
oficial do órgão ou da entidade promotora da licitação e em jornal de grande circulação ou de circulação 
local, onde não houver acesso ao Sistema Compras do Governo. 
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Comentário: 
A fase externa do pregão, na forma eletrônica, será iniciada com a convocação dos interessados por meio da 
publicação do aviso do edital no Diário Oficial da União e no sítio eletrônico oficial do órgão ou da entidade 
promotora da licitação. A necessidade de publicação em jornal impresso não foi mantida pelo Decreto nº 
10.024/19. 
Gabarito: errado. 
18. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Suponha que a empresa X ofertou uma oferta no valor de R$ 
100,00 e, em seguida, apresentou outra oferta no valor de R$ 105,00. Nessa situação, agiu corretamente 
o licitante, pois é permitida a apresentação de lances sucessivos e intermediários. 
Comentário: 
O regulamento apresenta algumas condições para a apresentação das ofertas de lances. Uma delas é a de 
que o licitante somente poderá oferecer lance de valor inferior ou maior percentual de desconto ao último 
lance por ele ofertado e registrado pelo sistema. Assim, a empresa X não poderia ter apresentado um 
segundo lance com valor superior ao primeiro. 
Nesse sentido, estabelece o art. 30, §3º do Decreto: 
§ 3º O licitante somente poderá oferecer valor inferior ou maior percentual de desconto ao último 
lance por ele ofertado e registrado pelo sistema, observado, quando houver, o intervalo mínimo 
de diferença de valores ou de percentuais entre os lances, que incidirá tanto em relação aos lances 
intermediários quanto em relação ao lance que cobrir a melhor oferta. 
Gabarito: errado. 
19. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) No caso de adoção do modo de disputa aberto, a etapa de 
envio de lances na sessão pública durará dez minutos; após esse tempo, será prorrogada automaticamente 
pelo sistema quando houver lance ofertado nos últimos dois minutos do período de duração da sessão 
pública. 
Comentário: 
Isso mesmo, é exatamente o que prevê o art. 32 do Decreto. Lembrando que o art. 31, I conceitua o modo 
aberto como aquele em que “os licitantes apresentarão lances públicos e sucessivos, com prorrogações, 
conforme o critério de julgamento adotado no edital”. 
Ademais, vale lembrar que se não houver novos lances, a sessão pública será encerrada automaticamente. 
Gabarito: correto. 
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20. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) No modo de disputa aberto e fechado, após informar sobre 
o fechamento iminente dos lances, será oportunizado o período extra de cinco minutos, no qual a sessão 
poderá encerrar aleatoriamente. 
Comentário: 
O modo de disputa aberto e fechado é aquele em que os licitantes apresentarão lances públicos e sucessivos, 
com lance final e fechado, conforme o critério de julgamento adotado no edital. Nesse tipo de disputa, a 
etapa de envio de lances na sessão pública durará quinze minutos (art. 33). 
Encerrado esse prazo, o sistema encaminhará o aviso de fechamento iminente dos lances e, transcorrido o 
período de até dez minutos, aleatoriamente determinado, a recepção de lances será automaticamente 
encerrada (art. 33, §1º). 
O prazo para encerramento então é de até dez minutos, e não de cinco minutos como diz a assertiva. 
Gabarito: errado. 
21. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Em nenhuma hipótese, no modo de disputa aberto e fechado, 
o pregoeiro e a equipe de apoio poderão admitir o reinício da etapa fechada. 
Comentário: 
Na verdade, na hipótese de não haver licitante classificado na etapa de lance fechado que atenda às 
exigências para habilitação, o pregoeiro poderá, auxiliado pela equipe de apoio, mediante justificativa, 
admitir o reinício da etapa fechada (art. 33, §6º). 
Gabarito: errado. 
22. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) No curso de um pregão, ocorreu a desconexão do sistema, 
que ficou inacessível apenas para o pregoeiro por um prazo de 15 minutos. Com base nessa situação 
hipotética, julgue o item a seguir: Caso o sistema esteja acessível e permitindo o envio de lances pelos 
licitantes, os lances podem continuar sendo recebidos, independentemente do tempo de desconexão. 
Comentário: 
Em regra, quando o sistema eletrônico desconectar para o pregoeiro no decorrer da etapa de envio de lances 
da sessão pública e permanecer acessível aos licitantes, os lances continuarão sendo recebidos, sem prejuízo 
dos atos realizados (art. 34). 
Contudo, quando a desconexão persistir para o pregoeiro por tempo superior a dez minutos, a sessão pública 
será suspensa e reiniciada somente decorridas vinte e quatro horas após a comunicação do fato aos 
participantes, no sítio eletrônico utilizado para divulgação (art. 35). 
Gabarito: errado. 
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23. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Após encerrada a fase de envio de lances, o pregoeiro 
encaminhará pelo sistema uma contraproposta ao licitante que apresentou a proposta de melhor preço, 
visando a obtenção da melhor proposta. 
Comentário: 
Isso mesmo. O Decreto nº 10.024/19 diz que, encerrada a etapa de envio de lances da sessão pública, o 
pregoeiro deverá encaminhar, pelo sistema eletrônico, contraproposta ao licitante que tenha apresentado 
o melhor preço, para que seja obtida melhor proposta, vedada a negociação em condições diferentes das 
previstas no edital (art. 38). 
Gabarito:correto. 
24. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Qualquer licitante pode, após a declaração do vencedor, de 
forma imediata, apresentar o recurso e suas razões de recorrer, em campo próprio do sistema, devendo o 
recurso ser julgado no prazo de três dias. 
Comentário: 
Conforme art. 44 do Decreto nº 10.024/19, declarado o vencedor, qualquer licitante poderá, durante o prazo 
concedido na sessão pública, de forma imediata, em campo próprio do sistema, manifestar sua intenção de 
recorrer. 
Então, em um primeiro momento, o licitante se manifesta no sentido de que tem intenção de recorrer. 
Depois disso, terá o prazo de três dias para apresentar as razões recursais (art. 44, §1º). 
Gabarito: errado. 
25. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Caso não haja a apresentação de recursos, o próprio 
pregoeiro está autorizado a adjudicar o objeto e homologar o procedimento. 
Comentário: 
Na verdade, na ausência de recurso, caberá ao pregoeiro adjudicar o objeto e encaminhar o processo 
devidamente instruído à autoridade superior e propor a homologação. 
A homologação do resultado da licitação é competência da autoridade competente, nos termos do art. 13, 
VI (art. 46). 
Gabarito: errado. 
26. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) A comprovação das condições de habilitação previamente 
dispostas no edital ocorrerá após a homologação e convocação do adjudicatário para assinatura do 
contrato. 
Comentário: 
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Após a homologação, o adjudicatário será convocado para assinar o contrato ou a ata de registro de preços 
no prazo estabelecido no edital (art. 48). 
Na assinatura do contrato ou da ata de registro de preços, será exigida a comprovação das condições de 
habilitação consignadas no edital, que deverão ser mantidas pelo licitante durante a vigência do contrato ou 
da ata de registro de preços (art. 48, §1º). 
Gabarito: correto. 
27. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) A empresa X foi declarada vencedora em procedimento de 
pregão eletrônico realizado no âmbito federal, sendo devidamente convocada, dentro do prazo de 
validade de sua proposta, para dar início à execução do objeto do contrato. Ocorre que a empresa X não 
compareceu para a assinatura do contrato, e nem entregou a documentação exigida no edital. Nessa 
situação, a empresa X ficará impedida de licitar e de contratar com a União; será descredenciada no Sicaf, 
pelo prazo de até cinco anos; tudo isso sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato, além 
das demais cominações legais 
Comentário: 
Isso mesmo. O art. 49 do Decreto nº 10.024/19 prevê que “ficará impedido de licitar e de contratar com a 
União e será descredenciado no Sicaf, pelo prazo de até cinco anos, sem prejuízo das multas previstas em 
edital e no contrato e das demais cominações legais, garantido o direito à ampla defesa, o licitante que, 
convocado dentro do prazo de validade de sua proposta: I - não assinar o contrato ou a ata de registro de 
preços; II - não entregar a documentação exigida no edital [...]”. 
Gabarito: correto. 
28. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) A revogação do procedimento ocorrerá somente em razão 
do interesse público, por motivo de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente 
para justificar a revogação ou por ilegalidade, de ofício ou por provocação de qualquer pessoa, por meio 
de ato escrito e fundamentado. 
Comentário: 
De fato, a revogação se dará somente em razão do interesse público, por motivo de fato superveniente 
devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar a revogação. 
Mas, em caso de ilegalidade, o procedimento licitatório deverá ser anulado, de ofício ou por provocação de 
qualquer pessoa, por meio de ato escrito e fundamentado (art. 50). 
Gabarito: errado. 
29. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) A dispensa eletrônica do procedimento do pregão eletrônico 
é admitida para a contratação de serviços comuns de engenharia no valor de até R$ 33 mil. 
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Comentário: 
Para contratação de serviços comuns de engenharia, nos termos do disposto no inciso I do caput do art. 24 
da Lei nº 8.666, de 1993, que atualmente corresponde ao valor de R$ 33 mil, poderá ser utilizado o sistema 
de dispensa eletrônica, que será regulamentado pelo setor competente do Governo. 
Gabarito: correto. 
Concluímos por hoje. 
Bons estudos. 
HERBERT ALMEIDA. 
http://www.estrategiaconcursos.com.br/cursosPorProfessor/herbert-almeida-3314/ 
 
@profherbertalmeida 
 
/profherbertalmeida 
 
/profherbertalmeida 
 
/profherbertalmeida e /controleexterno 
Se preferir, basta escanear as figuras abaixo: 
 
 
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1. (FCC – DPE AM/2018) De acordo com a legislação de regência, a modalidade licitatória pregão 
eletrônico NÃO é passível de aplicação para 
a) aquisição de bens de natureza comum em valor superior a R$ 150.000,00 sendo obrigatória a modalidade 
concorrência. 
b) contratação de serviços de natureza comum, eis que o pregão destina-se apenas a compras. 
c) aquisição de equipamentos de informática, mesmo quando passíveis de especificação. 
d) aquisição de bens de uso contínuo, quando viável adoção do sistema de registro de preços. 
e) alienação de bens, mesmo que inservíveis ou de pequeno valor. 
2. (FCC – DPE AM/2018) Objetivando a contratação de serviços de suporte de informática, 
determinada empresa pública instaurou procedimento licitatório na modalidade pregão eletrônico. 
Entre as condições fixadas no certame, exigiu dos licitantes a comprovação de experiência anterior no 
desempenho de objeto similar, mediante a apresentação de atestados, bem como garantia de proposta. 
O procedimento adotado previu, ainda, a análise dos documentos de habilitação apenas após encerrada 
a etapa competitiva e ordenadas as propostas de preço. 
Considerando as disposições legais aplicáveis à espécie, a conduta da Administração afigura-se 
a) ilegal, no que concerne à exigência de garantia de proposta, que é vedada quando adotada a modalidade 
pregão. 
b) ilegal, quanto à modalidade adotada, eis que o pregão não se aplica para contratação de serviços, ainda 
que de natureza comum. 
c) legal, eis que tanto a modalidade, como os requisitos estabelecidos estão aderentes à legislação 
aplicável. 
d) ilegal, no que tange à exigência de atestados de qualificação técnica, o que não se coaduna com a 
natureza comum do serviço. 
e) ilegal, no que diz respeito à inversão das fases de apresentação de proposta econômica e habilitação. 
3. (Estratégia Concursos - Inédita) O gestor de determinada autarquia federal pretende adquirir 
alguns bens considerados comuns, pois podem ser objetivamente definidos no edital. Ao dar início ao 
procedimento, solicitou a realização do pregão, na forma presencial, sob a justificativa de que não havia 
obrigatoriedade da utilização do procedimento eletrônico. A solicitação do gestor, nos termos do que 
dispõe o Decreto nº 10.024/19 
a) não merece prosperar, pois no âmbito da administração indireta a modalidade obrigatória para a 
aquisição de bens comuns é a concorrência. 
b) pode ser realizada, com amparo na legislação, já que é uma faculdade a utilização da forma eletrônica 
do pregão; 
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c) só poderia ser atendida excepcionalmente, pois a utilização do pregão eletrônico passou a ser obrigatóriapelos órgãos da administração pública federal direta e pelas autarquias. 
d) não pode ocorrer da maneira pretendida, pois o pregão, na forma eletrônica, não se aplica a bens e 
serviços comuns ou especiais. 
e) não deve ser atendida, pois a forma presencial do pregão foi extinta com a edição do Decreto, que tornou 
sempre obrigatória a realização do pregão em sua forma eletrônica. 
4. (Estratégia Concursos - Inédita) De acordo com o Decreto nº 10.024/19, a utilização da modalidade 
pregão, na forma eletrônica, passou a ser obrigatória pelos órgãos da administração pública federal 
direta, pelas autarquias, pelas fundações e pelos fundos especiais. A forma presencial ainda pode ser 
utilizada, nos seguintes termos: 
a) de acordo com o critério discricionário adotado por cada órgão ou entidade, em qualquer caso. 
b) excepcionalmente, mediante prévia justificativa da autoridade, comprovadas a inviabilidade técnica ou 
a desvantagem da utilização da forma eletrônica. 
c) como uma alternativa à forma eletrônica, quando o sistema deixar de funcionar por mais de duas horas, 
a critério do pregoeiro. 
d) excepcionalmente, independentemente de justificativa, bastando se constatar a inviabilidade técnica. 
e) excepcionalmente, mediante justificativa, apenas nos casos em que fique demonstrada a desvantagem 
na realização da forma eletrônica. 
5. (Estratégia Concursos - Inédita) Para a realização de um pregão eletrônico no âmbito de uma 
autarquia federal, visando a aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser utilizado como critério: 
a) o de menor preço, apenas, pois devido ao procedimento do pregão, não se aplica nenhum outro tipo 
licitatório previsto na lei de licitações e na legislação administrativa. 
b) o de menor preço ou de melhor técnica, quando se tratar de serviços comuns de engenharia. 
c) o de melhor técnica ou técnica e preço, no caso dos bens altamente heterogêneos ou com alta 
complexidade técnica. 
d) menor preço ou maior desconto, conforme dispuser o edital, para obtenção da proposta mais vantajosa 
para a administração. 
e) o de maior desconto, menor preço ou técnica e preço, a depender do tipo de serviço adquirido, se 
comum ou especial. 
6. (Estratégia Concursos - Inédita) A respeito dos bens e serviços comuns de engenharia, nos termos 
do Decreto nº 10.024/19, é correto afirmar que 
a) podem ser adquiridos e alienados através da modalidade pregão, na sua forma eletrônica. 
b) podem ser adquiridos através do pregão, desde que na forma presencial, em virtude da complexidade 
dos referidos serviços. 
c) é vedada a sua aquisição por meio do pregão eletrônico, por se tratar de bens e serviços considerados 
especiais pela legislação. 
d) mesmo com sua alta heterogeneidade ou complexidade técnica, podem ser contratados via pregão 
eletrônico. 
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e) podem ser adquiridos por meio do pregão eletrônico, por expressa autorização do Decreto. 
7. (Estratégia Concursos - Inédita) Nos termos do Decreto nº 10.024/19, na fase de planejamento do 
pregão eletrônico, deverá ocorrer a definição do valor estimado ou valor máximo aceitável da proposta. 
Nesse sentido, em relação ao orçamento para definição desses valores, é correto afirmar que: 
a) o valor estimado ou o valor máximo aceitável para a contratação, se não constar expressamente do 
edital, possuirá caráter sigiloso e será disponibilizado exclusiva e permanentemente aos órgãos de controle 
externo e interno. 
b) o valor estimado ou o valor máximo aceitável para a contratação deve constar expressamente do edital, 
vedada a atribuição de caráter sigiloso, em atenção ao princípio da publicidade. 
c) a administração tem o dever legal de divulgar informações sobre o processo de tomada de decisões, 
inclusive no curso da fase interna do pregão. 
d) o caráter sigiloso do orçamento pode ser aplicado quando a licitação na modalidade pregão se referir à 
aquisição de bens de alta complexidade técnica. 
e) o orçamento é sigiloso até o encerramento do procedimento, inclusive para os órgãos de controle 
interno e externo. 
8. (Estratégia Concursos - Inédita) Determinado órgão público pretende realizar licitação na 
modalidade pregão eletrônico, cujo valor estimado dos bens a serem adquiridos é de R$ 1 milhão. Em 
relação à publicação do edital, para dar início à fase externa do procedimento, é correto afirmar que 
a) o aviso do edital deve ser publicado no Diário Oficial da União e no sítio eletrônico oficial do órgão ou da 
entidade promotora da licitação. 
b) o aviso do edital deve ser publicado apenas em jornal de grande circulação. 
c) o aviso do edital deve ser publicado no Diário Oficial da União, no sítio eletrônico oficial do órgão ou da 
entidade promotora da licitação e em jornal de grande circulação local. 
d) o aviso do edital deve ser publicado no Diário Oficial da União, no sítio eletrônico oficial do órgão ou da 
entidade promotora da licitação e em jornal de grande circulação regional ou local. 
e) é desnecessária a publicação do aviso do edital, em virtude do valor da contratação. 
9. (Estratégia Concursos - Inédita) Os editais dos pregões eletrônicos devem estabelecer o modo de 
disputa a ser considerado no certame, podendo ser realizados por modo aberto ou aberto e fechado. 
Considerando as disposições legais aplicáveis à espécie, é possível afirmar que: 
a) no modo aberto, os licitantes apresentarão lances públicos e sucessivos, com lance final e fechado, 
conforme o critério de julgamento adotado no edital. 
b) no modo de disputa aberto, o edital preverá intervalo mínimo de diferença de valores ou de percentuais 
entre os lances, que incidirá tanto em relação aos lances intermediários quanto em relação ao lance que 
cobrir a melhor oferta. 
c) no modo de disputa aberto e fechado, a etapa de envio de lances da sessão pública terá duração de dez 
minutos. 
d) no modo de disputa aberto, a etapa de envio de lances na sessão pública durará quinze minutos. 
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e) mesmo não havendo licitante classificado na etapa de lance fechado que atenda às exigências para 
habilitação, o pregoeiro fica impedido de reiniciar a etapa fechada. 
10. (Estratégia Concursos - Inédita) O Decreto nº 10.024/19 instituiu sistema de dispensa eletrônica, 
para a realização dos processos de contratação direta de bens e serviços comuns. A respeito do tema, 
assinale a afirmativa correta: 
a) é vedada a dispensa eletrônica para a contratação de serviços comuns de engenharia. 
b) a dispensa eletrônica poderá ser utilizada na aquisição de bens e contratação de serviços comuns, 
qualquer seja seu valor. 
c) a dispensa eletrônica poderá ser utilizada na contratação de serviços comuns de engenharia, 
independentemente de seu valor. 
d) a obrigatoriedade da utilização do sistema de dispensa eletrônica ocorrerá a partir da data de publicação 
do Decreto nº 10.024/19. 
e) fica vedada a utilização do sistema de dispensa eletrônica nas contratações bens e serviços especiais. 
11. (Estratégia Concursos - Inédita) Acerca dos requisitos de habilitação no âmbito do pregão 
eletrônico, analise: 
I. o prazo fixado para a apresentação das propostas e dos documentos de habilitação não será inferior a 
oito dias úteis, contado da data de publicação do aviso do edital. 
II. o licitante declarará, em campo próprio do sistema, o cumprimento dos requisitos para a habilitação e a 
conformidade de sua proposta com as exigências do edital. 
III. os licitantes não poderão retirar ou substituir a proposta e os documentos de habilitação anteriormente 
inseridos no sistema 
IV. na etapa de apresentação dos documentos de habilitação pelo licitante, deverá ser observada aordem 
de classificação das propostas. 
Considerando as disposições legais aplicáveis à espécie, está correto o que se afirma somente nos itens: 
a) I. 
b) II e IV. 
c) III. 
d) I e II. 
e) II e IV. 
12. (Estratégia Concursos - Inédita) O licitante convocado dentro do prazo de validade de sua 
proposta que não assinar o contrato ou não mantiver a proposta: 
a) ficará impedido de licitar e de contratar com a União, por prazo indeterminado. 
b) ficará impedido de licitar e de contratar com a União e será descredenciado do Sicaf, por prazo 
indeterminado. 
c) ficará impedido de licitar e de contratar com a União e será descredenciado do Sicaf, vedada a aplicação 
cumulativa de multas. 
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d) ficará impedido de licitar e de contratar com a União e será descredenciado do Sicaf, além de sofrer a 
aplicação de multas previstas no edital e no contrato e demais cominações legais, independentemente de 
contraditório e ampla defesa. 
e) ficará impedido de licitar e de contratar com a União e será descredenciado no Sicaf, pelo prazo de até 
cinco anos, sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais, 
garantido o direito à ampla defesa 
13. (Estratégia Concursos - Inédita) A empresa X participava de procedimento licitatório na 
modalidade pregão eletrônico, em órgão federal. No curso do procedimento foram encontradas 
ilegalidades, o que gerou dúvidas acerca do futuro da contratação. 
Considerando as disposições legais aplicáveis à espécie, é certo afirmar que, nessa situação, 
a) o procedimento poderá ser revogado, de ofício ou por provocação de qualquer pessoa. 
b) os licitantes farão jus à indenização. 
c) a autoridade competente para homologar o procedimento licitatório deverá anular o procedimento por 
ilegalidade, de ofício ou por provocação de qualquer pessoa, por meio de ato escrito e fundamentado e 
sem direito a indenização, em qualquer hipótese. 
d) o contratado de boa-fé tem direito ao ressarcimento dos encargos que tiver suportado no cumprimento 
do contrato, decorrentes da anulação do procedimento. 
e) em virtude da revogação, o licitante fará jus à indenização dos prejuízos devidamente comprovados que 
tiver suportado no cumprimento do contrato. 
1. E 11. D 
2. A 12. E 
3. C 13. D 
4. B 
5. D 
6. E 
7. A 
8. A 
9. B 
10. E 
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ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. 19ª Ed. Rio de Janeiro: 
Método, 2011. 
 
ARAGÃO, Alexandre Santos de. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Forense, 2012. 
 
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 31ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2014. 
 
BARCHET, Gustavo. Direito Administrativo: teoria e questões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 
 
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. 
 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. 
 
JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014. 
 
MEIRELLES, H.L.; ALEIXO, D.B.; BURLE FILHO, J.E. Direito administrativo brasileiro. 39ª Ed. São Paulo: 
Malheiros Editores, 2013. 
 
 
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1. (Cebraspe – IBAMA/2013) O pregão eletrônico é modalidade de licitação cabível para compras, 
serviços, locações e alienações em geral, desde que o objeto da licitação seja considerado comum, isto é, 
possua padrões de desempenho e qualidade que possam ser objetivamente definidos no edital, por meio 
de especificações usuais praticadas no mercado. 
Dada a necessidade de aumento da rede pública de ensino do estado Y, o secretário de educação, com o 
intuito de construir uma nova escola pública, resolveu consultar a procuradoria do estado para que esta 
esclarecesse algumas dúvidas relacionadas ao modelo licitatório e às normas contratuais aplicáveis à espécie. 
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir. 
2. (Cebraspe – Proc DF/2013) No caso de a obra ser qualificada como de natureza comum, admitir-
se-á a utilização do pregão eletrônico com o critério de julgamento do menor preço global. 
3. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) A modalidade pregão, na forma eletrônica, aplica-se para a 
aquisição de bens e serviços comuns, inclusive os serviços comuns de engenharia. 
4. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O pregão é utilizado preferencialmente, em sua forma 
eletrônica, pelos órgãos da administração pública federal direta, pelas autarquias, pelas fundações e pelos 
fundos especiais, em âmbito federal. 
5. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O Decreto nº 10.024/19, que regulamenta a licitação, na 
modalidade pregão, na forma eletrônica, para a aquisição de bens e a contratação de serviços comuns, 
incluídos os serviços comuns de engenharia, acabou com os pregões presenciais em âmbito federal, já que 
tornou a realização do pregão, na forma eletrônica, obrigatória para os órgãos da administração pública 
federal direta, pelas autarquias, pelas fundações e pelos fundos especiais. 
6. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O pregão eletrônico é condicionado aos princípios da 
eficiência, desenvolvimento sustentável, razoabilidade, competitividade e proporcionalidade, entre 
outros. 
7. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Como desdobramento do princípio da publicidade, qualquer 
interessado pode acompanhar a realização do procedimento licitatório em tempo real, por meio da 
internet. 
8. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O pregão é utilizado para a aquisição de bens e serviços 
considerados comuns, inclusive de engenharia, e, ainda, para os serviços definidos no Decreto nº 
10.024/19 como “especiais”, que são bens com alta heterogeneidade ou complexidade técnica. 
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9. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) No caso de bens e serviços que envolverem o 
desenvolvimento de soluções específicas de natureza intelectual, científica e técnica que possam ser 
definidos de forma objetiva, será possível a utilização do pregão, na forma eletrônica. 
10. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O pregão eletrônico apenas utiliza o menor preço como 
critério de julgamento. 
11. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) No procedimento do pregão, caberá à autoridade 
competente a designação do pregoeiro e dos membros da equipe de apoio, bem como a decisão dos 
recursos contra os atos do pregoeiro, em qualquer caso. 
12. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Quando a parte interessada apresentar recurso, caberá à 
autoridade competente adjudicar o objeto da licitação. 
13. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Durante o procedimento do pregão eletrônico, o orçamento 
possuirá caráter sigiloso, exceto para os órgãos de controle interno e externo e para os pregões realizados 
sob o critério de maior desconto. 
14. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O pregoeiro e os membros da equipe de apoio serão 
servidores ocupantes de cargos efetivos e preferencialmente pertencentes aos quadros permanentes do 
órgão ou da entidade promotora da licitação. 
15. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) O pregoeiro e a equipe de apoio são designados para 
licitações específicas, por prazo determinado, vedada a recondução. 
16. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Quando não houver a apresentaçãode recurso pelas partes 
interessadas, caberá ao próprio pregoeiro adjudicação do objeto da licitação. 
17. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) A convocação dos interessados em participar do pregão 
eletrônico será feita por meio da publicação do aviso do edital no Diário Oficial da União, no sítio eletrônico 
oficial do órgão ou da entidade promotora da licitação e em jornal de grande circulação ou de circulação 
local, onde não houver acesso ao Sistema Compras do Governo. 
18. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Suponha que a empresa X ofertou uma oferta no valor de R$ 
100,00 e, em seguida, apresentou outra oferta no valor de R$ 105,00. Nessa situação, agiu corretamente 
o licitante, pois é permitida a apresentação de lances sucessivos e intermediários. 
19. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) No caso de adoção do modo de disputa aberto, a etapa de 
envio de lances na sessão pública durará dez minutos; após esse tempo, será prorrogada automaticamente 
pelo sistema quando houver lance ofertado nos últimos dois minutos do período de duração da sessão 
pública. 
20. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) No modo de disputa aberto e fechado, após informar sobre 
o fechamento iminente dos lances, será oportunizado o período extra de cinco minutos, no qual a sessão 
poderá encerrar aleatoriamente. 
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21. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Em nenhuma hipótese, no modo de disputa aberto e fechado, 
o pregoeiro e a equipe de apoio poderão admitir o reinício da etapa fechada. 
22. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) No curso de um pregão, ocorreu a desconexão do sistema, 
que ficou inacessível apenas para o pregoeiro por um prazo de 15 minutos. Com base nessa situação 
hipotética, julgue o item a seguir: Caso o sistema esteja acessível e permitindo o envio de lances pelos 
licitantes, os lances podem continuar sendo recebidos, independentemente do tempo de desconexão. 
23. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Após encerrada a fase de envio de lances, o pregoeiro 
encaminhará pelo sistema uma contraproposta ao licitante que apresentou a proposta de melhor preço, 
visando a obtenção da melhor proposta. 
24. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Qualquer licitante pode, após a declaração do vencedor, de 
forma imediata, apresentar o recurso e suas razoes de recorrer, em campo próprio do sistema, devendo o 
recurso ser julgado no prazo de três dias. 
25. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) Caso não haja a apresentação de recursos, o próprio 
pregoeiro está autorizado a adjudicar o objeto e homologar o procedimento. 
26. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) A comprovação das condições de habilitação previamente 
dispostas no edital ocorrerá após a homologação e convocação do adjudicatário para assinatura do 
contrato. 
27. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) A empresa X foi declarada vencedora em procedimento de 
pregão eletrônico realizado no âmbito federal, sendo devidamente convocada, dentro do prazo de 
validade de sua proposta, para dar início à execução do objeto do contrato. Ocorre que a empresa X não 
compareceu para a assinatura do contrato, e nem entregou a documentação exigida no edital. Nessa 
situação, a empresa X ficará impedida de licitar e de contratar com a União; será descredenciada no Sicaf, 
pelo prazo de até cinco anos; tudo isso sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato, além 
das demais cominações legais 
28. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) A revogação do procedimento ocorrerá somente em razão 
do interesse público, por motivo de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente 
para justificar a revogação ou por ilegalidade, de ofício ou por provocação de qualquer pessoa, por meio 
de ato escrito e fundamentado. 
29. (Inédita – Estratégia Concursos/2020) A dispensa eletrônica do procedimento do pregão eletrônico 
é admitida para a contratação de serviços comuns de engenharia no valor de até R$ 33 mil. 
 
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1. E 11. E 21. E 
2. E 12. C 22. E 
3. C 13. C 23. C 
4. E 14. E 24. E 
5. E 15. E 25. E 
6. C 16. C 26. C 
7. C 17. E 27. C 
8. E 18. E 28. E 
9. C 19. C 29. C 
10. E 20. E 
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ARAGÃO, Alexandre Santos de. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Forense, 2012. 
 
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 31ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2014. 
 
BARCHET, Gustavo. Direito Administrativo: teoria e questões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 
 
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. 
 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. 
 
JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014. 
 
MEIRELLES, H.L.; ALEIXO, D.B.; BURLE FILHO, J.E. Direito administrativo brasileiro. 39ª Ed. São Paulo: 
Malheiros Editores, 2013. 
 
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