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- Existe Caderneta de Saúde do menino e da menina, pois há uma diferença da composição corporal de cada sexo. Por exemplo, o menino tem mais massa muscular do que a menina, enquanto a menina possui mais gordura corporal do que o menino. - Quando a caderneta foi lançada, realmente a intenção era o controle das vacinas. Ao longo dos anos, foi-se tendo outras utilidades como: orientações de registro da criança, direito dos pais e da criança, cuidados com o coto umbilical, orientações sobre amamentação, como armazenar leite, entre outros. - Infelizmente, a maioria dos pais não leem, mas temos que estimular. - Na página 14 da caderneta há os 10 passos para uma alimentação saudável até 2 anos. Em seguida, até 10 anos. - Também há informações sobre quando fazer suplementação de ferro, de vitamina A, por exemplo. - Na página 24: orientações sobre as vacinas que a criança deve tomar. Orientações sobre saúde bucal. - Na página 29: informações sobre icterícia. É super importante perguntar da mãe, no bebê ictérico, sobre a cor das fezes. A maioria das vezes consegue-se ver na hora, pois o bebê mama e defeca. Caso não se consiga avaliar na hora, pode-se pedir para a mãe apontar na caderneta e, a depender da cor, podemos diagnosticar acolia fecal, pois bebê ictérico com acolia é uma urgência, ele pode ter atresia de vias biliares. Nestes casos, deve-se fazer a derivação ainda no primeiro mês de vida, porém, mesmo assim, 25% dessas crianças vão para transplante hepático, ou seja, é uma patologia grave. Devemos pensar nela e correr para resolver o problema. - Ainda orienta sobre os acidentes mais comuns na infância. - Na primeira página rosa (meninas) ou primeira página azul (meninos), há os dados do bebê, isto para os pediatras é muito importante que esteja preenchido corretamente, pois nos dá informações sobre o pré-natal (considera-se válido um pré-natal feito com pelo menos 6 consultas), sorologias, tipo de parto e intercorrências na gravidez. Giovanna Lopes - Na página 39: dados do bebê, como peso, se ele foi a termo, pré-termo, pós-termo, Escore de Apgar (analisa as condições de nascimento através de uma pontuação e permite inferir se o bebê nasceu bem, se teve que ser reanimado, se sofreu hipóxia...). Tudo isso é importante para o Pediatra saber se a criança pode ter algum distúrbio do desenvolvimento. - Avalia a manobra de Ortolani, para verificar se tem luxação congênita do quadril. Avalia o reflexo vermelho (tumor ocular (retinoblastoma), catarata congênita), através do Teste do Olhinho, que deve ser repetido com 30 dias de vida. Também avalia o Teste do Pezinho, procura-se colher caso o bebê fique acima de 3 dias na maternidade, senão orienta-se ir no posto de saúde mais próximo colher idealmente até o 7º dia de vida, porém se colhe até 30 dias de vida. Tem a triagem auditiva, o Teste da Orelhinha, para verificar surdez. Há também o Teste do Coraçãozinho, que consiste na oximetria em membro superior e membro inferior, a diferença de mais de 2% entre essas medidas sugere a presença de cardiopatia congênita. - Anos 70: Gráfico simples. Colocava a criança na balança e o profissional de saúde (não precisava ser médico) anotava o peso e acompanhava-se. A preocupação, na época, era a desnutrição. - Anos 80: Já tinha cores no gráfico de peso. No verde estava tudo bem, no amarelo estava em fase de atenção e no vermelho estava em estado crítico (baixo peso para a idade). A preocupação aqui também era a desnutrição. - Anos 90: A preocupação não era só a desnutrição, mas a obesidade também. Além da preocupação com o registro das vacinas. Esse cartão já vem com muitas informações e orientações aos pais (como os principais marcos do desenvolvimento da criança de acordo com a idade). Ao longo dos anos, esse cartão foi se aperfeiçoando e originando as cadernetas que conhecemos hoje. Se a criança não está apresentando algum marco de desenvolvimento na idade esperada, devemos ficar de olho em alguma alteração, saber se a criança nasceu prematura, se nasceu à termo, mas teve hipóxia com sequelas (lesão cerebral), entre outros. - Foi lançada, em 2007 pela OMS, a Caderneta de Saúde do Adolescente, - chegando ao Brasil em 2008. - Essa Caderneta traz índices a mais, como o IMC por idade e altura por idade dos 10 aos 19 anos. - A Caderneta traz as alterações que vão acontecendo no corpo (pelos, mamas, pênis), orientações sobre DST... O cartão pertence ao adolescente, não mais à mãe. Traz também orientações sobre uso de preservativo, anticoncepção... - A menina entra na puberdade primeiro e tem o estirão de crescimento antes do menino. - Do latim Puerus -> Criança. - É a ciência médica que se dedica ao estudo dos cuidados com o ser humano em desenvolvimento, mais especificamente com o acompanhamento do desenvolvimento infantil. - A detecção precoce dos distúrbios, uma vez que, quanto mais cedo se iniciarem as medidas adequadas, menos sequelas haverá e melhor será o prognóstico do quadro clínico. - Puericultura é a ciência do ver antes! - Consta na parte onde se coloca os dados do nascimento na Caderneta. - Deve ser avaliado no 1º e 5º minuto de vida, logo após o nascimento. - O bebê que nasce com asfixia de moderada a grave, será avaliado, no 1º, no 5º e no 10º minuto de vida. - Quando o bebê nasce prematuro (abaixo de 36 semanas), será necessário corrigir a idade gestacional para poder lançar nos gráficos da Caderneta (a Caderneta foi feita para crianças que nascem à termo, por isso é necessário corrigir). Nesses casos, a criança prematura não vai apresentar os mesmos marcos do desenvolvimento de uma criança que nasceu à termo com a mesma idade (idade = mesmo tempo após o nascimento). - Corrigir para 40 semanas. - 1º Passo -> 40 semanas menos Idade Gestacional (IG) do nascimento em semanas = esse é o tempo que faltou para a IG de termo. Exemplo: 40 semanas – 28 semanas = 12 semanas (corresponde a 3 meses) - 2º Passo -> Descontar da idade cronológica. Exemplo: A criança está com 6 meses (idade cronológica) – 3 meses = 3 meses de IG corrigida (é como se a criança, que nasceu prematura, estivesse apenas com 3 meses de vida -> os marcos de desenvolvimento que ela deve apresentar é desta faixa etária). - O crescimento é variável e é o resultado da maturação óssea. - Existem 3 períodos de crescimento: o Entre 1 e 3 anos (primeira infância). o Entre 4 e 8 anos (segunda infância) -> crescimento mais acelerado. o Entre 9 e 17 anos (puberdade) -> estirão. - Estirão pubertário: variável, com duração média de 24 meses. - É importante entender sobre o crescimento, pois quando se for lançar no cartão da criança deve-se verificar em qual estágio ela está. - A criança tem um crescimento rápido nos dois primeiros anos de vida. Depois cresce paulatinamente até chegar na adolescência, quando ocorre o estirão até chegar à fase adulta. Avaliação do Crescimento: - Aprender a como medir estatura, pesar, medir perímetro cefálico (importantísso, devido a microcefalia e hidrocefalia -> medir até os 2 anos de idade). - Usa-se a balança infantil até os 2 anos de idade ou até os 16kg. - Acima dos 2 anos ou acima dos 16kg, se usa a balança do tipo adulto. - Para medir, usa-se a régua de mesa (infantômetro) até os 2 anos, com a criança deitada. - A partir dos 2 anos, se usa o estadiômetro de parede com a criança em pé. - Até 2 anos de idade, também se mede o perímetro cefálico -> da glabela (testa) até a parte mais alta da proeminência occipital -> colocar no gráfico e ver se está adequado para a idade. Importante para detectar casos de microcrania ou macrocrania -> detecção de problemas neurológicos. - As crianças possuem as fontanelas abertas, o que permite o crescimento do cérebro sem apresentar, logo de cara, os sinais de uma possível hipertensão intracraniana. - Por volta de 1 ano e 8 meses as fontanelasjá se fundiram (a posterior se fecha pelos 2 meses e a anterior só em torno de 1 ano e 8 meses). Como Acompanhar o Crescimento: - Gráficos de crescimento. - Avaliando a estatura e o peso durante toda a fase de crescimento. - Avaliar o Índice de Massa Corporal (IMC): IMC = peso em kg/(altura em metros)2 - Observar a idade de início de caracteres sexuais secundários. - Saber estas taxas de crescimento é importante para acalmar as mães que chegam ao consultório com queixa de que o filho não está crescendo ou está se alimentando menos, pois conforme ele vai crescendo, o metabolismo vai diminuindo, a criança come um pouco menos e o crescimento fica mais lento, é algo natural. - No 1º trimestre, o crescimento é bem intenso, o bebê cresce bem e ganha bastante peso, depois desacelera um pouco. Então é importante explicar isto aos pais. À esquerda: meninas. A partir dos 8 anos até os 10 tem o pico do crescimento e a menstruação, depois desacelera, crescendo só mais uns 6 cm. A menina entra primeiro na puberdade. Em razão disso (as meninas entra na puberdade e os meninos continuam a crescer os 6cm por ano), as mulheres são, em média, 12cm mais baixas do que os homens (mas também há os fatores genéticos a serem considerados, juntamente com as exceções). À direita: meninos. A partir dos 10 anos até os 12 tem o pico do crescimento. É mais tardio. - Nascimento = ± 50 cm. - 1º ano: ganha 25 cm. ▪ 1º trimestre: 10 cm. ▪ 2º trimestre: 7 cm. ▪ 3º trimestre: 5 cm. - 1 a 2 anos: 12 a 13 cm/ano. - 2 a 3 anos: 8 cm/ano. - 3 a 4 anos: 7 cm/ano. - Maiores de 4 anos: 4 a 6 cm/ano (pré-púberes – Tanner 1). Avaliação do Crescimento e Estado Nutricional: ● Índices antropométricos (não avaliar de forma isolada, sempre analisar tudo junto): - P/I: peso por idade. - P/E: peso por estatura. - E/I: estatura por idade. - IMC: Índice de Massa Corporal. Escore Z: - O crescimento individual das crianças pode ter uma grande variação. Várias medidas de crescimento colocadas como pontos no gráfico ao longo do tempo e unidas entre si formam uma linha. Essa linha representa o crescimento da criança, ou seja, sua curva de crescimento, que sinaliza se a criança está crescendo adequadamente ou não. - A linha verde corresponde ao Escore Z 0. As outras linhas indicam distância da mediana. - Um ponto ou desvio que esteja fora da área compreendida entre as duas linhas vermelhas indica um problema de crescimento. - A curva de crescimento de uma criança que está crescendo adequadamente tende a seguir um traçado paralelo à linha verde, acima ou abaixo dela. - Qualquer mudança rápida nessa tendência (desvio da curva da criança para cima ou para baixo do seu traçado normal) deve ser investigada para determinar a causa e orientar a conduta. - Um traçado horizontal indica que a criança não está crescendo, o que necessita ser investigado. - Um traçado que cruza uma linha de escore z pode indicar risco. O profissional de saúde deve interpretar o risco baseado na localização do ponto (relativo à mediana) e na velocidade dessa mudança. - Com relação às curvas de perímetro cefálico, é importante lembrar que as alterações do desenvolvimento infantil são mais sensíveis e precoces do que o crescimento da cabeça. ● Entre -1 e +1 estão 68% das crianças. ● Entre -2 e +2 estão 95% das crianças. ● Entre -3 e +3 estão 100% das crianças. ● Quanto às porcentagens: - Se uma criança está no 0 (escore Z), diz-se que 50% das crianças estão acima e 50% estão abaixo desse ponto. - Considera-se normal uma criança que está entre -2 e +2. - Se uma criança está abaixo de -2 = déficit. - Se uma criança está acima de +2 = excesso. Peso por Idade. Atentar-se para os intervalos de: ● Normalidade (-2 a +2). ● Peso elevado para idade (acima de +2). ● Excesso (acima de +2). ● Baixo peso para idade (entre -2 e -3). ● Muito baixo peso para idade (abaixo de -3). Comprimento/Estatura por Idade. Atentar-se para os intervalos de: ● Normalidade (-2 a +2). ● Baixa estatura para idade (entre -2 e -3). ● Muito baixa estatura para idade (abaixo de -3). Se, por exemplo, tem-se um menino de 2-3 anos, abaixo de -2 no gráfico, deve-se investigar a causa, pode ser um erro nutricional, uma doença que esteja levando a uma alteração hormonal, gerando déficit no crescimento. Peso para altura (IMC). Entre 2 e 5 anos: ● Risco de sobrepeso (entre +1 e +2). ● Sobrepeso (entre +2 e +3). ● Obesidade (acima de +3). ● Magreza (entre -2 e -3). ● Magreza acentuada (abaixo de -3). Acima de 5 anos: ● Sobrepeso (entre +1 e +2). ● Obesidade (entre +2 e +3). ● Obesidade grave (acima de +3). - Registro padrão de crescimento de uma população. - A linha central indica a média. - É diferente para os sexos. - Compara a altura da criança com a altura da população como um todo. - Toda criança deve ter um acompanhamento do gráfico de crescimento para comparar a sua altura com a da população em geral, identificar crianças de risco para doenças genéticas, hormonais ou sobrepeso, identificar precocemente mudanças de canal de crescimento ou de peso. O que influencia o crescimento? - Atividade física. - Sono (GH é liberado durante o sono profundo). Muito tempo em tela diminui a melatonina. - Nutrição. - Doenças crônicas. - Fator genético. Como calcular o canal de crescimento? - Serve para definir a estrutura alvo (pode ser 8cm para baixo ou para cima). MENINAS: Altura do pai + altura da mãe – 13 / 2 MENINOS: Altura do pai + altura da mãe + 13 / 2 - Primeiras 18 semanas de gestação -> multiplicação rápida das células. - A multiplicação celular continua após o nascimento até a idade de 2 anos, número de células próximo ao permanente da idade adulta. - É importante, ao lançar cada medida no gráfico, verificar que a curva deve estar sempre ASCENDENDO, ela não pode se retificar, nem decrescer, mesmo que esteja dentro -2 ao +2. - Deve-se ficar alerta, pois algo está acontecendo que aquela curva está caindo, a criança deixou de crescer/ganhar peso adequadamente. - Ocorre em torno dos 8 anos. - Estímulo ovariano -> produz estrógenos que vão estimular o aparecimento dos caracteres secundários, bem como a produção de GH. - O primeiro sinal é o aparecimento do botão mamário (telarca), seguido do aparecimento dos pelos pubianos (pubarca) e por último a primeira menstruação (menarca) -> tudo isso ocorre dentro de 1 a 1,5 ano. - Tem o início entre 9 e 14 anos. - Aumento da produção de testosterona pelos testículos. - O primeiro sinal é o crescimento dos testículos, seguido por crescimento peniano (genitália) e aparecimento dos pelos pubianos (pubarca) com produção maior de GH. - Representa 20 a 25% da estatura final. o Meninas: 22 a 26 cm – 8 a 9 cm/ano. o Meninos: 24 a 28 cm – 9 a 11 cm/ano. - Representa 40 a 50% do peso final. Composição corporal: o Sexo feminino: tecido adiposo > tecido muscular. o Sexo masculino: massa muscular > tecido adiposo. - O adolescente vai atingir 20 a 25% da sua estatura final, vai ficar faltando pouco para crescer. - A menina, após a menarca, crescerá em média mais 8 cm. Em casos de puberdade precoce, interrompe-se para que ela cresça um pouco mais. - Nascimento = acima de 3.000 gramas (peso adequado). - Recém-Nascido com peso abaixo de 2.500g -> baixo peso ao nascer. ● Primeira semana de vida: - Perda de cerca de 3 a 10% (perda fisiológica). - Recuperação em 8 a 10 dias. - Ganho de cerca de 25 a 35 g/dia. - Entre 2,5kg e 3kg ainda não é considerado baixo peso. - Todo bebê quando nasce perde cerca de 3 a 10% do seu peso, pois nasce um pouco edemaciado, perde, mas normalmente, com 10 dias de vida, ele recupera esse peso. Então, com 10 dias de vida ele tem que estar pelo menos com o peso que nasceu (ideal é estar um pouco acima), dito isso, nós apenas acompanhamos.Se não estiver, ela não está ganhando peso o suficiente. - O recém-nascido ganha em torno de 25-35 g/dia. o Com relação ao ganho de peso: - Peso ao nascimento: ▪ Duplica aos 5 meses. ▪ Triplica aos 12 meses. ▪ Quadruplica aos 2 aos 2,5 anos. - 1º ano: ▪ 1º trimestre: 700 g/mês. ▪ 2º trimestre: 600 g/mês. ▪ 3º trimestre: 500 g/mês. ▪ 4º trimestre: 400 g/mês. - 2º ano: ▪ 1º trimestre: 200 g/mês. ▪ 2º trimestre: 180 g/mês. - Maiores de 2 anos: 2 kg/ano até 8 anos. - O ideal é que até 1 ano de idade se consiga ver a criança mensalmente, mas, às vezes, por dificuldade de demanda excessiva, acompanha-se mensal até 6 meses, em seguida se passa a acompanhar de 2 em 2 meses, salvo os casos em que a criança necessite de acompanhamento mais de perto. - De 2 a 4 anos: acompanhamento a cada 6 meses. - A partir dos 5 anos: acompanhamento anual. Também levando em conta casos excepcionais de crianças que necessitem acompanhamento mais rigoroso. - Para se ter uma boa avaliação do desenvolvimento da criança, é necessário que se tenha pelo menos 3 meses de marcação dos índices antropométricos na caderneta. - A cada mês avalia-se o que a criança está fazendo. Se já está acompanhando objetos, se já emite sons, se já rola na cama, se já senta. Cada idade tem seu marco do desenvolvimento. - Pede-se que a mãe vá marcando na caderneta o que a criança já está fazendo, por exemplo, com 2 meses a criança já deve estar: o Ter sorriso social; o Abrir as mãos; o Emite sons; o Movimento ativo dos membros; o Segurar a cabeça. 0 a 12 meses. 1 a 3 anos. - Triagem Neonatal. - Fase I: Fenilcetonúria e Hipotireoidismo congênito. - Fase II: Anemia falciforme e hemoglobinopatias. - Fase III: Fibrose Cística. - Exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA). - Triagem Auditiva no Período Escolar. - Teste do Reflexo Vermelho -> diagnóstico precoce de leucocoria, catara congênita, retinoblastoma... - Teste de Acuidade Visual (TAV) -> aos 4 anos de idade e no primeiro ano escolar. - O normal é o reflexo vermelho presente bilateralmente. - Aferição da pressão arterial 1x ao ano a partir dos 3 anos de idade. - Se a família tiver histórico de hipertensão arterial, essa medida deve ser mais precoce. - Limpar os primeiros dentes da frente, com um tecido macio e limpo, umedecido em água limpa. - Aos 3 anos de idade, a dentição de leite se completa com 20 dentes. - Quando surgirem os outros dentes de leite, a limpeza com uma escova de dente macia e sem pasta de dente. - A partir dos 4 anos de idade, pode-se colocar uma pequena quantidade de pasta de dente (tamanho de um grão de arroz) na escova dental. - Dos 3 aos 7 anos de idade, após a escovação pela criança, um adulto deve completar a limpeza dos dentes. - Entre 6 e 8 anos, inicia-se a troca de dentes de leite pelos dentes permanentes, que se completa ao redor dos 12 anos de idade. - Com a família. - Outras crianças. - Adultos. - Comunidade. - Prestar muita atenção no comportamento da criança, se ela gosta de receber/dar carinho e afeto (autismo), se ela interage com outras crianças, ficar alerta com suspeita de abuso sexual. - Lactente nascida de parto normal, a termo (38 semanas), Apgar 9/10. Peso ao nascer = 3.050g, comprimento = 46cm, perímetro cefálico = 33cm. Trazida pela mãe para primeira consulta somente com 2 meses de vida. Mãe refere que criança é muito quietinha. Não lembra se foi realizado teste do pezinho. Ao exame você observa macroglossia, hérnia umbilical. Peso = 3900g, comprimento = 50cm, perímetro cefálico = 35,5cm. - Ao nascimento, jogando no gráfico, o perímetro cefálico está normal, mas na consulta, se for menina fica no limite inferior, se for menino fica abaixo. - Peso normal ao nascer, mas há queda do ganho na consulta. - Nasceu com comprimento no limite. Na consulta está abaixo de -3. - Está com déficit do crescimento e ganho de peso. - Tem sinais que chamam atenção para o diagnóstico de HIPOTIREOIDISMO (macroglossia, hérnia umbilical, icterícia ao nascer, déficit de crescimento). Pensou-se em hipotireoidismo, deve-se tratar! Quanto mais rápido intervir, melhor. Em seguida, encaminhar ao endócrino. São usadas doses altíssimas de hormônio a priori. Tratamento visa reduzir as sequelas, principalmente, de retardo mental. - Criança com 4 anos, sem acompanhamento regular com pediatra, pois a mãe está com um filho menor para cuidar. Veio para consulta para realizar exames, porque acha que o filho está com anemia. Refere que o marido está desempregado e estão com dificuldades de comprar alguns alimentos. Última consulta há 1 ano e meio. Dados anteriores: peso = 14kg, altura = 91cm. Dados atuais: peso = 14,8kg, altura = 95,5cm. - Percebe-se que neste caso já não há mais medida do perímetro cefálico. Normalmente, mede-se até 2 anos de idade, pois é quando as suturas cranianas se fecham e não há mais crescimento expressivo do crânio. - Em relação ao peso com 2,5 anos estava entre 0 e +2. Com 4 anos está entre 0 e -2, porém mais próximo de 0. Comparando as duas medidas, pode- se verificar que houve uma leve queda na curva do peso. - Na altura houve queda importante. Isoladamente houve ganho, porém no gráfico há queda. Pelo relato de dificuldade na alimentação, já podemos ver que houve déficit de crescimento. - Nestes casos é muito complicado de resolver, pois não se pode interferir dentro da casa da família, mas se pode dar alternativas. - Lactente nascido de parto prematuro (32 semanas), veio para consulta de rotina com você após 4 meses de vida. Sua mãe se queixa que está preocupada porque tem reparado que outros bebês da mesma idade já rolam na cama e o dela não. - Ao exame: lactente ativo, eupneico, sustenta o pescoço, apresenta sorriso social, emite sons e movimenta ativamente os membros. - Medidas antropométricas: ao nascimento: peso = 1725g, comprimento = 41cm, PC = 29cm. Dados atuais: peso = 5800g, comprimento = 60cm, PC = 39cm. - Olhar marcos do desenvolvimento para verificar em que idade o bebê em questão faz o que foi descrito. Fazer cálculo da idade corrigida, pois se trata de bebê prematuro: nasceu 8 semanas antes da data provável de parto. Então quando se for ver os marcos do desenvolvimento e os gráficos deve-se descontar as semanas “perdidas” de gestação. Se ele está com 4 meses (16 semanas), desconta-se 2 meses (8 semanas que faltaram para completar a gravidez). Quando for lançar no gráfico, lança-se como se fosse um bebê de 2 meses. Inclusive, nestes casos, usa-se uma marcação diferente (um ponto com uma bolinha ao redor) para sinalizar a outros profissionais que foi usada a idade corrigida. - Em bebês pós-termo não se faz essa correção. - Tende-se a corrigir abaixo de 35 semanas (nascidos de 36 semanas são considerados pré-termos tardios). - Todos os dados de desenvolvimento e antropométricos atuais batem com o normal para um bebê de 2 meses. - Deve-se explicar essa situação para a mãe, pois seu filho nasceu prematuro, mas o desenvolvimento está adequado para a idade. Faz-se essa orientação até 1 ano de idade, pois depois disso o bebê já deve estar acompanhando os demais. - Deve-se orientar bem a mãe, até mesmo para a introdução de alimentos, devido a capacidade de deglutição, mastigação, produção de algumas enzimas, que se dá melhor a partir de 6 meses (idade corrigida); - Para vacinação, guia-se pelo peso e não pela idade. - Lembrar que também há gráficos específicos para prematuros.