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- Existe Caderneta de Saúde do menino e da menina, pois há uma diferença 
da composição corporal de cada sexo. Por exemplo, o menino tem mais massa 
muscular do que a menina, enquanto a menina possui mais gordura corporal 
do que o menino. 
- Quando a caderneta foi lançada, realmente a intenção era o controle das 
vacinas. Ao longo dos anos, foi-se tendo outras utilidades como: orientações 
de registro da criança, direito dos pais e da criança, cuidados com o coto 
umbilical, orientações sobre amamentação, como armazenar leite, entre 
outros. 
- Infelizmente, a maioria dos pais não leem, mas temos que estimular. 
- Na página 14 da caderneta há os 10 passos para uma alimentação saudável 
até 2 anos. Em seguida, até 10 anos. 
- Também há informações sobre quando fazer suplementação de ferro, de 
vitamina A, por exemplo. 
- Na página 24: orientações sobre as vacinas que a criança deve tomar. 
Orientações sobre saúde bucal. 
- Na página 29: informações sobre icterícia. É super importante perguntar 
da mãe, no bebê ictérico, sobre a cor das fezes. A maioria das vezes 
consegue-se ver na hora, pois o bebê mama e defeca. Caso não se consiga 
avaliar na hora, pode-se pedir para a mãe apontar na caderneta e, a 
depender da cor, podemos diagnosticar acolia fecal, pois bebê ictérico com 
acolia é uma urgência, ele pode ter atresia de vias biliares. Nestes casos, 
deve-se fazer a derivação ainda no primeiro mês de vida, porém, mesmo 
assim, 25% dessas crianças vão para transplante hepático, ou seja, é uma 
patologia grave. Devemos pensar nela e correr para resolver o problema. 
- Ainda orienta sobre os acidentes mais comuns na infância. 
- Na primeira página rosa (meninas) ou primeira página azul (meninos), há os 
dados do bebê, isto para os pediatras é muito importante que esteja 
preenchido corretamente, pois nos dá informações sobre o pré-natal 
(considera-se válido um pré-natal feito com pelo menos 6 consultas), 
sorologias, tipo de parto e intercorrências na gravidez. 
Giovanna Lopes 
- Na página 39: dados do bebê, como peso, se ele foi a termo, pré-termo, 
pós-termo, Escore de Apgar (analisa as condições de nascimento através de 
uma pontuação e permite inferir se o bebê nasceu bem, se teve que ser 
reanimado, se sofreu hipóxia...). Tudo isso é importante para o Pediatra 
saber se a criança pode ter algum distúrbio do desenvolvimento. 
- Avalia a manobra de Ortolani, para verificar se tem luxação congênita do 
quadril. Avalia o reflexo vermelho (tumor ocular (retinoblastoma), catarata 
congênita), através do Teste do Olhinho, que deve ser repetido com 30 dias 
de vida. Também avalia o Teste do Pezinho, procura-se colher caso o bebê 
fique acima de 3 dias na maternidade, senão orienta-se ir no posto de saúde 
mais próximo colher idealmente até o 7º dia de vida, porém se colhe até 
30 dias de vida. Tem a triagem auditiva, o Teste da Orelhinha, para 
verificar surdez. Há também o Teste do Coraçãozinho, que consiste na 
oximetria em membro superior e membro inferior, a diferença de mais de 
2% entre essas medidas sugere a presença de cardiopatia congênita. 
 
 
 
- Anos 70: Gráfico simples. Colocava a criança na balança e o profissional de 
saúde (não precisava ser médico) anotava o peso e acompanhava-se. A 
preocupação, na época, era a desnutrição. 
- Anos 80: Já tinha cores no gráfico de peso. No verde estava tudo bem, no 
amarelo estava em fase de atenção e no vermelho estava em estado crítico 
(baixo peso para a idade). A preocupação aqui também era a desnutrição. 
- Anos 90: A preocupação não era só a desnutrição, mas a obesidade 
também. Além da preocupação com o registro das vacinas. Esse cartão já 
vem com muitas informações e orientações aos pais (como os principais 
marcos do desenvolvimento da criança de acordo com a idade). Ao longo dos 
anos, esse cartão foi se aperfeiçoando e originando as cadernetas que 
conhecemos hoje. Se a criança não está apresentando algum marco de 
desenvolvimento na idade esperada, devemos ficar de olho em alguma 
alteração, saber se a criança nasceu prematura, se nasceu à termo, mas 
teve hipóxia com sequelas (lesão cerebral), entre outros. 
 
- Foi lançada, em 2007 pela OMS, a Caderneta de Saúde do Adolescente, -
chegando ao Brasil em 2008. 
- Essa Caderneta traz índices a mais, como o IMC por idade e altura por 
idade dos 10 aos 19 anos. 
- A Caderneta traz as alterações que vão acontecendo no corpo (pelos, 
mamas, pênis), orientações sobre DST... O cartão pertence ao adolescente, 
não mais à mãe. Traz também orientações sobre uso de preservativo, 
anticoncepção... 
- A menina entra na puberdade primeiro e tem o estirão de crescimento 
antes do menino. 
 
- Do latim Puerus -> Criança. 
- É a ciência médica que se dedica ao estudo dos cuidados com o ser 
humano em desenvolvimento, mais especificamente com o 
acompanhamento do desenvolvimento infantil. 
- A detecção precoce dos distúrbios, uma vez que, quanto mais cedo se 
iniciarem as medidas adequadas, menos sequelas haverá e melhor será o 
prognóstico do quadro clínico. 
- Puericultura é a ciência do ver antes! 
 
 
 
 
- Consta na parte onde se coloca os dados do nascimento na Caderneta. 
- Deve ser avaliado no 1º e 5º minuto de vida, logo após o nascimento. 
- O bebê que nasce com asfixia de moderada a grave, será avaliado, no 
1º, no 5º e no 10º minuto de vida. 
 
- Quando o bebê nasce prematuro (abaixo de 36 semanas), será 
necessário corrigir a idade gestacional para poder lançar nos gráficos 
da Caderneta (a Caderneta foi feita para crianças que nascem à termo, por 
isso é necessário corrigir). Nesses casos, a criança prematura não vai 
apresentar os mesmos marcos do desenvolvimento de uma criança que 
nasceu à termo com a mesma idade (idade = mesmo tempo após o 
nascimento). 
 
- Corrigir para 40 semanas. 
- 1º Passo -> 40 semanas menos Idade Gestacional (IG) do nascimento 
em semanas = esse é o tempo que faltou para a IG de termo. 
Exemplo: 40 semanas – 28 semanas = 12 semanas (corresponde a 3 meses) 
- 2º Passo -> Descontar da idade cronológica. 
Exemplo: A criança está com 6 meses (idade cronológica) – 3 meses = 3 
meses de IG corrigida (é como se a criança, que nasceu prematura, 
estivesse apenas com 3 meses de vida -> os marcos de desenvolvimento que 
ela deve apresentar é desta faixa etária). 
 
- O crescimento é variável e é o resultado da maturação óssea. 
- Existem 3 períodos de crescimento: 
o Entre 1 e 3 anos (primeira infância). 
o Entre 4 e 8 anos (segunda infância) -> crescimento mais acelerado. 
o Entre 9 e 17 anos (puberdade) -> estirão. 
- Estirão pubertário: variável, com duração média de 24 meses. 
- É importante entender sobre o crescimento, pois quando se for lançar no 
cartão da criança deve-se verificar em qual estágio ela está. 
- A criança tem um crescimento rápido nos dois primeiros anos de vida. 
Depois cresce paulatinamente até chegar na adolescência, quando ocorre o 
estirão até chegar à fase adulta. 
 
 Avaliação do Crescimento: 
- Aprender a como medir estatura, pesar, medir perímetro cefálico 
(importantísso, devido a microcefalia e hidrocefalia -> medir até os 2 anos 
de idade). 
- Usa-se a balança infantil até os 2 anos de idade ou até os 16kg. 
 
- Acima dos 2 anos ou acima dos 16kg, se usa a balança do tipo adulto. 
 
- Para medir, usa-se a régua de mesa (infantômetro) até os 2 anos, com a 
criança deitada. 
 
- A partir dos 2 anos, se usa o estadiômetro de parede com a criança em pé. 
 
- Até 2 anos de idade, também se mede o perímetro cefálico -> da glabela 
(testa) até a parte mais alta da proeminência occipital -> colocar no gráfico 
e ver se está adequado para a idade. Importante para detectar casos de 
microcrania ou macrocrania -> detecção de problemas neurológicos. 
- As crianças possuem as fontanelas abertas, o que permite o crescimento 
do cérebro sem apresentar, logo de cara, os sinais de uma possível 
hipertensão intracraniana. 
- Por volta de 1 ano e 8 meses as fontanelasjá se fundiram (a posterior se 
fecha pelos 2 meses e a anterior só em torno de 1 ano e 8 meses). 
 
 Como Acompanhar o Crescimento: 
- Gráficos de crescimento. 
- Avaliando a estatura e o peso durante toda a fase de crescimento. 
- Avaliar o Índice de Massa Corporal (IMC): 
IMC = peso em kg/(altura em metros)2 
- Observar a idade de início de caracteres sexuais secundários. 
- Saber estas taxas de crescimento é importante para acalmar as mães que 
chegam ao consultório com queixa de que o filho não está crescendo ou está 
se alimentando menos, pois conforme ele vai crescendo, o metabolismo vai 
diminuindo, a criança come um pouco menos e o crescimento fica mais lento, 
é algo natural. 
- No 1º trimestre, o crescimento é bem intenso, o bebê cresce bem e ganha 
bastante peso, depois desacelera um pouco. Então é importante explicar 
isto aos pais. 
À esquerda: meninas. A partir dos 8 anos até os 10 tem o pico do 
crescimento e a menstruação, depois desacelera, crescendo só mais uns 6 
cm. A menina entra primeiro na puberdade. Em razão disso (as meninas 
entra na puberdade e os meninos continuam a crescer os 6cm por ano), as 
mulheres são, em média, 12cm mais baixas do que os homens (mas também 
há os fatores genéticos a serem considerados, juntamente com as 
exceções). 
 À direita: meninos. A partir dos 10 anos até os 12 tem o pico do 
crescimento. É mais tardio. 
 
 
- Nascimento = ± 50 cm. 
- 1º ano: ganha 25 cm. 
▪ 1º trimestre: 10 cm. 
▪ 2º trimestre: 7 cm. 
▪ 3º trimestre: 5 cm. 
- 1 a 2 anos: 12 a 13 cm/ano. 
- 2 a 3 anos: 8 cm/ano. 
- 3 a 4 anos: 7 cm/ano. 
- Maiores de 4 anos: 4 a 6 cm/ano (pré-púberes – Tanner 1). 
 
 Avaliação do Crescimento e Estado Nutricional: 
● Índices antropométricos (não avaliar de forma isolada, sempre analisar 
tudo junto): 
- P/I: peso por idade. 
- P/E: peso por estatura. 
- E/I: estatura por idade. 
- IMC: Índice de Massa Corporal. 
 
 Escore Z: 
- O crescimento individual das crianças pode ter uma grande variação. 
Várias medidas de crescimento colocadas como pontos no gráfico ao longo 
do tempo e unidas entre si formam uma linha. Essa linha representa o 
crescimento da criança, ou seja, sua curva de crescimento, que sinaliza se a 
criança está crescendo adequadamente ou não. 
- A linha verde corresponde ao Escore Z 0. As outras linhas indicam 
distância da mediana. 
- Um ponto ou desvio que esteja fora da área compreendida entre as duas 
linhas vermelhas indica um problema de crescimento. 
- A curva de crescimento de uma criança que está crescendo 
adequadamente tende a seguir um traçado paralelo à linha verde, acima ou 
abaixo dela. 
- Qualquer mudança rápida nessa tendência (desvio da curva da criança para 
cima ou para baixo do seu traçado normal) deve ser investigada para 
determinar a causa e orientar a conduta. 
- Um traçado horizontal indica que a criança não está crescendo, o que 
necessita ser investigado. 
- Um traçado que cruza uma linha de escore z pode indicar risco. O 
profissional de saúde deve interpretar o risco baseado na localização do 
ponto (relativo à mediana) e na velocidade dessa mudança. 
- Com relação às curvas de perímetro cefálico, é importante lembrar que as 
alterações do desenvolvimento infantil são mais sensíveis e precoces do que 
o crescimento da cabeça. 
 
● Entre -1 e +1 estão 68% das crianças. 
● Entre -2 e +2 estão 95% das crianças. 
● Entre -3 e +3 estão 100% das crianças. 
● Quanto às porcentagens: 
- Se uma criança está no 0 (escore Z), diz-se que 50% das crianças estão 
acima e 50% estão abaixo desse ponto. 
- Considera-se normal uma criança que está entre -2 e +2. 
- Se uma criança está abaixo de -2 = déficit. 
- Se uma criança está acima de +2 = excesso. 
 
 
Peso por Idade. Atentar-se para os intervalos de: 
● Normalidade (-2 a +2). 
● Peso elevado para idade (acima de +2). 
● Excesso (acima de +2). 
● Baixo peso para idade (entre -2 e -3). 
● Muito baixo peso para idade (abaixo de -3). 
 
Comprimento/Estatura por Idade. Atentar-se para os intervalos de: 
● Normalidade (-2 a +2). 
● Baixa estatura para idade (entre -2 e -3). 
● Muito baixa estatura para idade (abaixo de -3). 
Se, por exemplo, tem-se um menino de 2-3 anos, abaixo de -2 no gráfico, 
deve-se investigar a causa, pode ser um erro nutricional, uma doença que 
esteja levando a uma alteração hormonal, gerando déficit no crescimento. 
 
 
Peso para altura (IMC). Entre 2 e 5 anos: 
● Risco de sobrepeso (entre +1 e +2). 
● Sobrepeso (entre +2 e +3). 
● Obesidade (acima de +3). 
● Magreza (entre -2 e -3). 
● Magreza acentuada (abaixo de -3). 
 
Acima de 5 anos: 
● Sobrepeso (entre +1 e +2). 
● Obesidade (entre +2 e +3). 
● Obesidade grave (acima de +3). 
 
- Registro padrão de crescimento de uma população. 
- A linha central indica a média. 
- É diferente para os sexos. 
- Compara a altura da criança com a altura da população como um todo. 
- Toda criança deve ter um acompanhamento do gráfico de crescimento 
para comparar a sua altura com a da população em geral, identificar crianças 
de risco para doenças genéticas, hormonais ou sobrepeso, identificar 
precocemente mudanças de canal de crescimento ou de peso. 
 
 O que influencia o crescimento? 
- Atividade física. 
- Sono (GH é liberado durante o sono profundo). Muito tempo em tela 
diminui a melatonina. 
- Nutrição. 
- Doenças crônicas. 
- Fator genético. 
 
 Como calcular o canal de crescimento? 
- Serve para definir a estrutura alvo (pode ser 8cm para baixo ou para 
cima). 
MENINAS: Altura do pai + altura da mãe – 13 / 2 
MENINOS: Altura do pai + altura da mãe + 13 / 2 
 
 
- Primeiras 18 semanas de gestação -> multiplicação rápida das células. 
- A multiplicação celular continua após o nascimento até a idade de 2 anos, 
número de células próximo ao permanente da idade adulta. 
- É importante, ao lançar cada medida no gráfico, verificar que a curva deve 
estar sempre ASCENDENDO, ela não pode se retificar, nem decrescer, 
mesmo que esteja dentro -2 ao +2. 
- Deve-se ficar alerta, pois algo está acontecendo que aquela curva está 
caindo, a criança deixou de crescer/ganhar peso adequadamente. 
 
 
 
- Ocorre em torno dos 8 anos. 
- Estímulo ovariano -> produz estrógenos que vão estimular o aparecimento 
dos caracteres secundários, bem como a produção de GH. 
- O primeiro sinal é o aparecimento do botão mamário (telarca), seguido 
do aparecimento dos pelos pubianos (pubarca) e por último a primeira 
menstruação (menarca) -> tudo isso ocorre dentro de 1 a 1,5 ano. 
 
- Tem o início entre 9 e 14 anos. 
- Aumento da produção de testosterona pelos testículos. 
- O primeiro sinal é o crescimento dos testículos, seguido por crescimento 
peniano (genitália) e aparecimento dos pelos pubianos (pubarca) com 
produção maior de GH. 
 
- Representa 20 a 25% da estatura final. 
o Meninas: 22 a 26 cm – 8 a 9 cm/ano. 
o Meninos: 24 a 28 cm – 9 a 11 cm/ano. 
 
- Representa 40 a 50% do peso final. 
 Composição corporal: 
o Sexo feminino: tecido adiposo > tecido muscular. 
o Sexo masculino: massa muscular > tecido adiposo. 
- O adolescente vai atingir 20 a 25% da sua estatura final, vai ficar 
faltando pouco para crescer. 
- A menina, após a menarca, crescerá em média mais 8 cm. Em casos de 
puberdade precoce, interrompe-se para que ela cresça um pouco mais. 
 
- Nascimento = acima de 3.000 gramas (peso adequado). 
- Recém-Nascido com peso abaixo de 2.500g -> baixo peso ao nascer. 
● Primeira semana de vida: 
- Perda de cerca de 3 a 10% (perda fisiológica). 
- Recuperação em 8 a 10 dias. 
- Ganho de cerca de 25 a 35 g/dia. 
- Entre 2,5kg e 3kg ainda não é considerado baixo peso. 
- Todo bebê quando nasce perde cerca de 3 a 10% do seu peso, pois nasce 
um pouco edemaciado, perde, mas normalmente, com 10 dias de vida, ele 
recupera esse peso. Então, com 10 dias de vida ele tem que estar pelo 
menos com o peso que nasceu (ideal é estar um pouco acima), dito isso, nós 
apenas acompanhamos.Se não estiver, ela não está ganhando peso o 
suficiente. 
- O recém-nascido ganha em torno de 25-35 g/dia. 
o Com relação ao ganho de peso: 
- Peso ao nascimento: 
▪ Duplica aos 5 meses. 
▪ Triplica aos 12 meses. 
▪ Quadruplica aos 2 aos 2,5 anos. 
- 1º ano: 
▪ 1º trimestre: 700 g/mês. 
▪ 2º trimestre: 600 g/mês. 
▪ 3º trimestre: 500 g/mês. 
▪ 4º trimestre: 400 g/mês. 
- 2º ano: 
▪ 1º trimestre: 200 g/mês. 
▪ 2º trimestre: 180 g/mês. 
- Maiores de 2 anos: 2 kg/ano até 8 anos. 
 
 
 
 
- O ideal é que até 1 ano de idade se consiga ver a criança mensalmente, 
mas, às vezes, por dificuldade de demanda excessiva, acompanha-se mensal 
até 6 meses, em seguida se passa a acompanhar de 2 em 2 meses, salvo os 
casos em que a criança necessite de acompanhamento mais de perto. 
- De 2 a 4 anos: acompanhamento a cada 6 meses. 
- A partir dos 5 anos: acompanhamento anual. Também levando em conta 
casos excepcionais de crianças que necessitem acompanhamento mais 
rigoroso. 
- Para se ter uma boa avaliação do desenvolvimento da criança, é necessário 
que se tenha pelo menos 3 meses de marcação dos índices antropométricos 
na caderneta. 
 
- A cada mês avalia-se o que a criança está fazendo. Se já está 
acompanhando objetos, se já emite sons, se já rola na cama, se já senta. 
Cada idade tem seu marco do desenvolvimento. 
- Pede-se que a mãe vá marcando na caderneta o que a criança já está 
fazendo, por exemplo, com 2 meses a criança já deve estar: 
o Ter sorriso social; 
o Abrir as mãos; 
o Emite sons; 
o Movimento ativo dos membros; 
o Segurar a cabeça. 
 
 
0 a 12 meses. 
 
1 a 3 anos. 
 
 
- Triagem Neonatal. 
- Fase I: Fenilcetonúria e Hipotireoidismo congênito. 
- Fase II: Anemia falciforme e hemoglobinopatias. 
- Fase III: Fibrose Cística. 
 
 
 
- Exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA). 
- Triagem Auditiva no Período Escolar. 
 
- Teste do Reflexo Vermelho -> diagnóstico precoce de leucocoria, catara 
congênita, retinoblastoma... 
- Teste de Acuidade Visual (TAV) -> aos 4 anos de idade e no primeiro ano 
escolar. 
- O normal é o reflexo vermelho presente bilateralmente. 
 
- Aferição da pressão arterial 1x ao ano a partir dos 3 anos de idade. 
- Se a família tiver histórico de hipertensão arterial, essa medida deve ser 
mais precoce. 
 
- Limpar os primeiros dentes da frente, com um tecido macio e limpo, 
umedecido em água limpa. 
- Aos 3 anos de idade, a dentição de leite se completa com 20 dentes. 
- Quando surgirem os outros dentes de leite, a limpeza com uma escova de 
dente macia e sem pasta de dente. 
- A partir dos 4 anos de idade, pode-se colocar uma pequena quantidade de 
pasta de dente (tamanho de um grão de arroz) na escova dental. 
- Dos 3 aos 7 anos de idade, após a escovação pela criança, um adulto deve 
completar a limpeza dos dentes. 
- Entre 6 e 8 anos, inicia-se a troca de dentes de leite pelos dentes 
permanentes, que se completa ao redor dos 12 anos de idade. 
 
- Com a família. 
- Outras crianças. 
- Adultos. 
- Comunidade. 
- Prestar muita atenção no comportamento da criança, se ela gosta de 
receber/dar carinho e afeto (autismo), se ela interage com outras crianças, 
ficar alerta com suspeita de abuso sexual. 
 
- Lactente nascida de parto normal, a termo (38 semanas), Apgar 9/10. Peso 
ao nascer = 3.050g, comprimento = 46cm, perímetro cefálico = 33cm. 
Trazida pela mãe para primeira consulta somente com 2 meses de vida. Mãe 
refere que criança é muito quietinha. Não lembra se foi realizado teste do 
pezinho. Ao exame você observa macroglossia, hérnia umbilical. Peso = 
3900g, comprimento = 50cm, perímetro cefálico = 35,5cm. 
- Ao nascimento, jogando no gráfico, o perímetro cefálico está normal, mas 
na consulta, se for menina fica no limite inferior, se for menino fica abaixo. 
- Peso normal ao nascer, mas há queda do ganho na consulta. 
- Nasceu com comprimento no limite. Na consulta está abaixo de -3. 
- Está com déficit do crescimento e ganho de peso. 
- Tem sinais que chamam atenção para o diagnóstico de 
HIPOTIREOIDISMO (macroglossia, hérnia umbilical, icterícia ao nascer, 
déficit de crescimento). Pensou-se em hipotireoidismo, deve-se tratar! 
Quanto mais rápido intervir, melhor. Em seguida, encaminhar ao endócrino. 
São usadas doses altíssimas de hormônio a priori. Tratamento visa reduzir 
as sequelas, principalmente, de retardo mental. 
 
- Criança com 4 anos, sem acompanhamento regular com pediatra, pois a mãe 
está com um filho menor para cuidar. Veio para consulta para realizar 
exames, porque acha que o filho está com anemia. Refere que o marido está 
desempregado e estão com dificuldades de comprar alguns alimentos. 
Última consulta há 1 ano e meio. Dados anteriores: peso = 14kg, altura = 
91cm. Dados atuais: peso = 14,8kg, altura = 95,5cm. 
- Percebe-se que neste caso já não há mais medida do perímetro cefálico. 
Normalmente, mede-se até 2 anos de idade, pois é quando as suturas 
cranianas se fecham e não há mais crescimento expressivo do crânio. 
- Em relação ao peso com 2,5 anos estava entre 0 e +2. Com 4 anos está 
entre 0 e -2, porém mais próximo de 0. Comparando as duas medidas, pode-
se verificar que houve uma leve queda na curva do peso. 
- Na altura houve queda importante. Isoladamente houve ganho, porém no 
gráfico há queda. Pelo relato de dificuldade na alimentação, já podemos ver 
que houve déficit de crescimento. 
- Nestes casos é muito complicado de resolver, pois não se pode interferir 
dentro da casa da família, mas se pode dar alternativas. 
 
- Lactente nascido de parto prematuro (32 semanas), veio para consulta de 
rotina com você após 4 meses de vida. Sua mãe se queixa que está 
preocupada porque tem reparado que outros bebês da mesma idade já rolam 
na cama e o dela não. 
- Ao exame: lactente ativo, eupneico, sustenta o pescoço, apresenta sorriso 
social, emite sons e movimenta ativamente os membros. 
- Medidas antropométricas: ao nascimento: peso = 1725g, comprimento = 
41cm, PC = 29cm. Dados atuais: peso = 5800g, comprimento = 60cm, PC = 
39cm. 
- Olhar marcos do desenvolvimento para verificar em que idade o bebê em 
questão faz o que foi descrito. Fazer cálculo da idade corrigida, pois se 
trata de bebê prematuro: nasceu 8 semanas antes da data provável de 
parto. Então quando se for ver os marcos do desenvolvimento e os gráficos 
deve-se descontar as semanas “perdidas” de gestação. Se ele está com 4 
meses (16 semanas), desconta-se 2 meses (8 semanas que faltaram para 
completar a gravidez). Quando for lançar no gráfico, lança-se como se fosse 
um bebê de 2 meses. Inclusive, nestes casos, usa-se uma marcação 
diferente (um ponto com uma bolinha ao redor) para sinalizar a outros 
profissionais que foi usada a idade corrigida. 
- Em bebês pós-termo não se faz essa correção. 
- Tende-se a corrigir abaixo de 35 semanas (nascidos de 36 semanas são 
considerados pré-termos tardios). 
- Todos os dados de desenvolvimento e antropométricos atuais batem com o 
normal para um bebê de 2 meses. 
- Deve-se explicar essa situação para a mãe, pois seu filho nasceu 
prematuro, mas o desenvolvimento está adequado para a idade. Faz-se essa 
orientação até 1 ano de idade, pois depois disso o bebê já deve estar 
acompanhando os demais. 
- Deve-se orientar bem a mãe, até mesmo para a introdução de alimentos, 
devido a capacidade de deglutição, mastigação, produção de algumas 
enzimas, que se dá melhor a partir de 6 meses (idade corrigida); 
- Para vacinação, guia-se pelo peso e não pela idade. 
- Lembrar que também há gráficos específicos para prematuros.

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