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54 ciÊNcias Da NaTureZa e suas TecNologias Física III Anual – Volume 1 Exercícios de Fixação 01. (UFPR) Vários turistas frenquentemente têm tido a oportunidade de viajar para países que utilizam a escala Fahrenheit como referência para medidas da temperatura. Considerando que quando um termômetro graduado na escala Fahrenheit assinala 32 ºF, essa temperatura corresponde ao ponto de gelo, e quando assinala 212 ºF, trata-se do ponto de vapor. Em um desses países, um turista observou que um termômetro assinalava temperatura de 74,3 ºF. Assinale a alternativa que apresenta a temperatura, na escala Celsius, correspondente à temperatura observada pelo turista. A) 12,2 ºC. B) 18,7 ºC. C) 23,5 ºC. D) 30 ºC. E) 33,5 ºC. 02. (Fatec) Construiu-se um alarme de temperatura baseado em uma coluna de mercúrio e em um sensor de passagem, como sugere a fi gura a seguir. LASER DETETOR Hg H nível A altura do sensor óptico (par laser/detetor), em relação ao nível H, pode ser regulada de modo que, à temperatura desejada, o mercúrio, subindo pela coluna, impeça a chegada de luz ao detetor, disparando o alarme. Calibrou-se o termômetro usando os pontos principais da água e um termômetro auxiliar, graduado na escala centígrada, de modo que a 0 °C a altura da coluna de mercúrio é igual a 8 cm, enquanto a 100 °C a altura é de 28 cm. A temperatura do ambiente monitorado não deve exceder 60 °C. O sensor óptico (par laser/detetor) deve, portanto, estar a uma altura de A) H = 20 cm B) H = 10 cm C) H = 12 cm D) H = 6 cm E) H = 4 cm 03. (Fepar) Leia o texto que se segue e depois julgue as afi rmativas. Re pr od uç ão /F ep ar MERCÚRIO SERÁ PROIBIDO EM PRODUTOS PARA SAÚDE Termômetros e medidores de pressão corporal com coluna de mercúrio serão proibidos depois de 1º de janeiro de 2019. A medida é resultado da Convenção de Minamata. O impacto da contaminação do meio ambiente por mercúrio está ligada diretamente aos riscos provocados pela exposição ao mercúrio para a saúde humana. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br>. Acesso em: 28 jun. 2018. Adaptado. ( ) Como a temperatura de um corpo está relacionada ao grau de agitação de suas moléculas, podemos afi rmar que as escalas Celsius e Fahrenheit são relativas, uma vez que elas não atribuem valor zero ao estado de agitação molecular mais baixo. ( ) A cidade de Curitiba é conhecida por apresentar grande variação de temperatura durante o dia. Em um dia de inverno, por exemplo, a variação pode ocorrer de –1 ºC a 18 ºC. Essa variação na escala Fahrenheit e na escala absoluta corresponde respectivamente a 34,2 ºF e 19 K. ( ) Considere a seguinte situação: em uma escala arbitrária A, os estados térmicos referentes ao ponto de fusão do gelo e de ebulição da água são respectivamente 20 ºA e 70 ºA. Nesses estados, os respectivos comprimentos (h) de uma coluna de mercúrio são 8,5 cm e 28 cm. Em tais condições, a equação da temperatura em função do comprimento da coluna de mercúrio é dada por h A= + ⋅35 19 5 50 , . θ ( ) Durante a Convenção de Minamata, dois cientistas de diferentes regiões consultam a temperatura de seu país naquele instante por meio de um aplicativo de celular. O cientista brasileiro informa 24 ºC enquanto o norte-americano informa 75,2 ºF. Em uma comparação, os cientistas concluem que essas temperaturas são equivalentes. ( ) Um aluno empolgado com a história dos termômetros resolveu criar sua própria escala termométrica. Para isso, escolheu para ponto de fusão da água 10 ºX e para ponto de ebulição 130 ºX. Sabendo que os infectologistas estabelecem valores acima de 37,8 ºC para caracterizar estado de febre, esse valor na escala do aluno corresponde a aproximadamente 58,36 ºX. 04. (PUC-SP) No LHC (Grande Colisor de Hadrons), as partículas vão correr umas contra as outras em um túnel de 27 km de extensão, que tem algumas partes resfriadas a –271,25 ºC. Os resultados oriundos dessas colisões, entretanto, vão seguir pelo mundo todo. A grade do LHC terá 60 mil computadores. O objetivo da construção do complexo franco-suíço, que custou US$ 10 bilhões e é administrado pelo Cern (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear, na sigla em francês), é revolucionar a forma de se enxergar o Universo. Re pr od uç ão /P U C -S P Salvatore di Nolfi /Efe Ímã gigantesco é instalado em uma das cavernas do LHC (Grande Colisor de Hádrons), a máquina mais poderosa do mundo. Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/>. Publicada em: 09/09/2008. Consultada em: 05/04/2010. 55 ciÊNcias Da NaTureZa e suas TecNologiasFísica III Anual – Volume 1 A temperatura citada no texto, expressa nas escalas Fahrenheit e Kelvin, equivale, respectivamente, aos valores aproximados de: A) –456 e 544 B) –456 e 2 C) 520 e 544 D) 520 e 2 E) –456 e –2 05. Roberto, empolgado com as aulas de Física, decide construir um termômetro que trabalhe com uma escala escolhida por ele, a qual chamou de escala R. Para tanto, defi niu –20 ºR como ponto de fusão do gelo e 80 ºR como temperatura de ebulição da água, sendo estes os pontos fi xos desta escala. Sendo R a temperatura na escala criada por Roberto e C a temperatura na escala Celsius, e considerando que o experimento seja realizado ao nível do mar, a expressão que relaciona corretamente as duas escalas será: A) C = R – 20 B) C = R + 20 C) C R= + 20 2 D) C R= − 20 2 06. (UFU) Um estudante monta um dispositivo termométrico utilizando uma câmara, contendo um gás, e um tubo capilar, em formato de “U”, cheio de mercúrio, conforme mostra a fi gura. O tubo é aberto em uma das suas extremidades, que está em contato com a atmosfera. Mercúrio Câmara com gás Altura h Inicialmente a câmara é imersa em um recipiente contendo água e gelo em fusão, sendo a medida da altura h da coluna de mercúrio (fi gura) de 2 cm. Em um segundo momento, a câmara é imersa em água em ebulição e a medida da altura h da coluna de mercúrio passa a ser de 27 cm. O estudante, a partir dos dados obtidos, monta uma equação que permite determinar a temperatura do gás no interior da câmara (q), em graus Celsius, a partir da altura h em centímetros. (Considere a temperatura de fusão do gelo 0 ºC e a de ebulição da água 100 ºC). Assinale a alternativa que apresenta a equação criada pelo estudante. A) q = 2h B) θ = 27 2 h C) q = 4h – 8 D) q = 5h2 – 20 07. (Unaerp-SP) Durante um passeio em outro país, um médico, percebendo que seu filho está “quente”, utiliza um termômetro com escala Fahrenheit para medir a temperatura. O termômetro, após o equilíbrio térmico, registra 98,6 ºF. O médico, então: A) deve correr urgente para hospital mais próximo, o garoto está mal, 49,3 ºC. B) não se preocupa, ele está com 37 ºC. Manda o garoto brincar e, mais tarde, mede novamente sua temperatura. C) fi ca preocupado, ele está com 40 ºC. Então lhe dá para ingerir uns quatro comprimidos de antitérmico. D) faz os cálculos e descobre que o garoto está com 32,8 ºC. E) fi ca preocupado, ele está com 39 ºC. Dá um antitérmico ao garoto e coloca na cama sob cobertores. 08. (IFSUL) Em um recipiente com água, dois termômetros determinam, simultaneamente, a temperatura, sendo um deles graduado em graus Fahrenheit e o outro em graus Celsius. A diferença entre as leituras dos dois termômetros é 100,0. Com base nas informações fornecidas, é correto afi rmar que a temperatura da água contida no recipiente, em graus Fahrenheit, é A) 85,0 B) 185,0 C) 100,0 D) 180,0 09. (IFSUL) Ao atender um paciente, um médico verifi ca que, entre outros problemas, ele está com temperatura de 37,5 ºC e deixa-o em observação no posto de saúde. Depois de uma hora, examina-o novamente, medindo a temperatura e observa que ela aumentou 2 ºC. O valor dessa variação de temperatura, na escala Fahrenheit, e a temperatura fi nal, na escala Kelvin, são respectivamente iguais a A) 3,6 ºF e 233,5 K. B) 35,6 ºF e 312,5 K. C) 35,6 ºF e 233,5 K. D) 3,6 ºF e 312,5 K. 10. Comparandotermicamente um iceberg e uma xícara de café, pode-se concluir corretamente que A) há mais energia na xícara de café do que no iceberg, porque a temperatura do café é bem maior do que a temperatura do iceberg, e todas as demais informações seriam mera especulação. B) no café, tanto a energia cinética por molécula quanto a energia total são maiores devido ao valor da temperatura, o que pode ser justifi cado matematicamente. C) na xícara de café, uma molécula tem, em média, mais energia cinética do que uma molécula do iceberg, contudo, no total, há mais energia no iceberg. D) é impossível fazer qualquer aval iação acerca da quantidade de energia do café e do iceberg, uma vez que não se pode fazer uma estimativa nem das temperaturas nem das quantidades. 56 ciÊNcias Da NaTureZa e suas TecNologias Física III Anual – Volume 1 Exercícios Propostos 01. Assinale a afi rmativa correta acerca do conceito de temperatura. A) A temperatura de um objeto é a energia total contida nele. B) A temperatura de um objeto é proporcional à energia potencial média das moléculas. C) A temperatura de um objeto é proporcional à energia cinética total das moléculas. D) A temperatura de um objeto é proporcional à energia cinética média de uma molécula. 02. Um copo contém 300 mL de água e um balde 2 L de água à temperatura ambiente de 25 ºC. Qual dos dois possui maior energia cinética média por molécula? Qual dos dois possui maior energia interna? 03. (PUC-RJ/2010) Temperaturas podem ser medidas em graus Celsius (ºC) ou Fahrenheit (ºF). Elas têm uma proporção linear entre si. Temos: 32 ºF = 0 ºC; 20 ºC = 68 Fº. Qual a temperatura em que ambos os valores são iguais? A) 40 B) –20 C) 100 D) –40 E) 0 04. (Unifesp) O texto a seguir foi extraído de uma matéria sobre congelamento de cadáveres para sua preservação por muitos anos, publicada no jornal O Estado de S. Paulo de 21/07/2002. “Após a morte clínica, o corpo é resfriado com gelo. Uma injeção de anticoagulantes é aplicada e um fl uido especial é bombeado para o coração, espalhando-se pelo corpo e empurrando para fora os fl uidos naturais. O corpo é colocado numa câmara com gás nitrogênio, onde os fl uidos endurecem em vez de congelar. Assim que atinge a temperatura de –321º, o corpo é levado para um tanque de nitrogênio líquido, onde fi ca de cabeça para baixo.” Na matéria, não consta a unidade de temperatura usada. Considerando que o valor indicado de –321º esteja correto e que pertença a uma das escalas, Kelvin, Celsius ou Fahrenheit, pode-se concluir que foi usada a escala A) Kelvin, pois trata-se de um trabalho científi co e esta é a unidade adotada pelo Sistema Internacional. B) Fahrenheit, por ser um valor inferior ao zero absoluto e, portanto, só pode ser medido nessa escala. C) Fahrenheit, pois as escalas Celsius e Kelvin não admitem esse valor numérico de temperatura. D) Celsius, pois só ela tem valores numéricos negativos para a indicação de temperatura. E) Celsius, por tratar-se de uma matéria publicada em língua portuguesa e essa ser a unidade adotada ofi cialmente no Brasil. 05. O processo de adaptação consiste na capacidade do ser humano de criar soluções diante das adversidades, permitindo sua sobrevivência desde os trópicos, cuja temperatura média é de 20 ºC, às regiões polares, onde termômetros atingem temperaturas próximas a –40 ºC. Considerando os valores anteriores, a variação em módulo temperatura na escala Kelvin, corresponde a: A) 20 B) 40 C) 60 D) 80 06. Assinale a alternativa correta em relação às escalas de temperatura. A) Faz-se a transformação dos valores de temperatura nas mais diversas escalas com as mesmas relações matemáticas com as quais se convertem variações de temperatura. B) Um aumento de 100 graus Celsius equivale a um aumento de 212 graus Fahrenheit. C) A temperatura de 100 graus Celsius equivale a 100 Kelvin. D) Um aumento de 1 grau Celsius na temperatura de um corpo é maior que o aumento de 1 grau Fahrenheit. 07. (PUC-PR/2010) Dona Maria do Desespero tem um filho chamado Pedrinho, que apresentava os sintomas característicos da gripe causada pelo vírus H 1 N 1 : tosse, dor de garganta, dor nas articulações e suspeita de febre. Para saber a temperatura corporal do fi lho, pegou seu termômetro digital, entretanto, a pilha do termômetro tinha se esgotado. Como segunda alternativa, resolveu utilizar o termômetro de mercúrio da vovó, porém, constatou que a escala do termômetro tinha se apagado com o tempo, sobrando temperatura mínima da escala 35 ºC e a temperatura máxima de 42 ºC. Lembrou-se, então, de suas aulas de Termometria do Ensino Médio. Primeiro, ela mediu a distância entre as temperaturas mínima e máxima e observou h = 10 cm. Em seguida, colocou o termômetro embaixo do braço do fi lho, esperou o equilíbrio térmico e, com um a régua, mediu a altura da coluna de mercúrio a partir da temperatura de 35 ºC, ao que encontro h = 5 cm. Com base no texto, assinale a alternativa correta. A) Pedrinho estava com febre, pois sua temperatura era de 38,5 ºC. B) Pedrinho não estava com febre, pois sua temperatura era de 36,5 ºC. C) Uma variação de 0,7 ºC corresponde a um deslocamento de 0,1 cm na coluna de mercúrio. D) Se a altura da coluna de mercúrio fosse h = 2 cm, a temperatura correspondente seria de 34 ºC. E) Não é possível estabelecer uma relação entre a altura da coluna de mercúrio com a escala termométrica. 08. (Cesgranrio) Com o objetivo de recalibrar um velho termômetro com a escala totalmente apagada, um estudante o coloca em equilíbrio térmico, primeiro, com gelo fudente e, depois, com água em ebulição sob pressão atmosférica normal. Em cada caso, ele anota a altura atingida pela coluna de mercúrio: 10,0 cm e 30,0 cm, respectivamente, medida sempre a partir do centro do bulbo. A seguir, ele espera que o termômetro entre em equilíbrio térmico com o laboratório e verifi ca que, nesta situação a altura da coluna de mercúrio é de 18,0 cm. Qual a temperatura do laboratório na escala Celsius deste termômetro? � (cm) 30 18 10 ? 0 θ g θ g θ v θ v θ (ºC) A) 20 ºC B) 30 ºC C) 40 ºC D) 50 ºC E) 60 ºC 57 ciÊNcias Da NaTureZa e suas TecNologiasFísica III Anual – Volume 1 09. A respeito de um termômetro de mercúrio, cuja haste é feita de algum material transparente rígido (ou sólido), o que se pode afi rmar corretamente? A) Ele tem como grandeza termométrica o comprimento da coluna de mercúrio, a qual varia com a temperatura, independentemente do material de que seja feita a haste. B) Ele tem como grandeza termométrica o comprimento da coluna de mercúrio, a qual varia com a temperatura. Contudo, caso o material da haste variasse com a mesma taxa do mercúrio, não seria exequível. C) Ele tem como grandeza termométrica o comprimento da coluna de mercúrio, a qual varia com a temperatura, em função exclusiva do coefi ciente de dilatação do material de que seja feita a haste. D) Ele tem como grandeza termométrica o volume do mercúrio, o qual varia com a temperatura, tendo seu valor corretamente medido, independentemente do material de que seja feita a haste. 10. A respeito da utilização adequada do termômetro, marque a opção incorreta. A) Para que a temperatura de um corpo seja corretamente aferida pelo termômetro, este e aquele devem estar isolados termicamente para que possam atingir o equilíbrio térmico. B) Em um dia ensolarado um termômetro situado no exterior de uma casa marca uma temperatura maior do que a do ar, porque está interagindo também com o sol, ou seja, não está isolado, em contato térmico apenas com o ar. C) Ao medir a temperatura do corpo humano com um termômetro de mercúrio, é preciso esperar algum tempo para que seja atingido o equilíbrio térmico e, assim, a temperatura do termômetro seja a mesma do corpo. D) É possível utilizar um termômetro de mercúrio para medir a temperatura dos objetos a distância, porque a proximidade, nesse caso, é irrelevante,podendo ser utilizadas as ondas eletromagnéticas para aferir a temperatura. 11. Assinale a alternativa que relaciona corretamente temperatura e energia. A) O valor da energia cinética média por molécula de um corpo é diretamente proporcional à temperatura independentemente da escala utilizada para fazer-se a aferição. B) O grau de agitação das moléculas refere-se exclusivamente à velocidade com que as moléculas se movimentam no interior do corpo, não sendo necessário conhecer a massa dessas partículas. C) A energia interna de um corpo, independentemente do estado físico, é exclusivamente relacionada ao movimento das moléculas e à massa molecular, integrando a energia potencial total das partículas. D) A energia cinética média por molécula é diretamente proporcional à temperatura medida em Kelvin, e o aumento da energia potencial das moléculas pode provocar a mudança no estado físico. 12. Joule, enquanto passeava com sua esposa nas proximidades de uma catarata, teve a ideia de investigar a temperatura da água no topo da queda d’água e na base. O que ele constatou? A) Joule constatou que a temperatura era igual em ambos os casos porque a água está em equilíbrio térmico, e nenhuma transformação ocorreu durante o movimento ao longo da queda. B) Joule constatou que a temperatura na base era maior do que no topo porque, na queda, a energia potencial se transforma em cinética e, ao colidir na base, transforma-se em energia térmica. C) Joule constatou que a temperatura no alto era menor devido a fenômenos atmosféricos e à queda de pressão, afetando as temperaturas de fusão e de ebulição da água. D) Joule constatou que a temperatura da água no alto era maior devido à existência de também maior energia potencial, a qual interfere diretamente no valor do grau de agitação das moléculas. 13. Acerca da temperatura de um gás, é possível afirmar corretamente que A) a temperatura em qualquer escala representa o valor da energia cinética das moléculas do gás e uma temperatura negativa representaria o movimento retrógrado das moléculas em relação ao eixo x. B) aumentando a temperatura, as moléculas ficam mais agitadas, ou seja, com maior velocidade, colidindo com mais força com as paredes do recipiente de volume constante e, por isso, aumentando a pressão. C) a temperatura de um gás está relacionada apenas ao estado físico, não havendo relação alguma entre as colisões das moléculas e o valor da pressão exercida por elas nas paredes do recipiente. D) não é possível construir um termômetro que utilize como grandeza termométrica a pressão de um gás, porque não há relação direta entre a pressão e a temperatura de forma que se possa equacioná-la. 14. (Fatec) Ao aferir-se um termômetro mal construído, verifi cou-se que os pontos 100 ºC e 0 ºC de um termômetro correto correspondiam, respectivamente, a 97,0 ºC e –1,0 ºC do primeiro. Se esse termômetro mal construído marcar 19,0 ºC, a temperatura correta deverá ser de: A) 18,4 °C B) 19,4 °C C) 20,4 °C D) 23,4 °C E) 28,4 °C 15. (UEL) Um termômetro foi graduado, em graus Celsius, incorretamente. Ele assinala 1 ºC para o gelo em fusão e 97 ºC para a água em ebulição, sob pressão normal. Qual a única temperatura que esse termômetro assinala corretamente, em graus Celsius? 16. (Imed/2015) Uma temperatura é tal que 18 (dezoito) vezes o seu valor na escala Celsius é igual a –10 (menos dez) vezes o seu valor na escala Fahrenheit. Determine essa temperatura. A) 8 ºF B) 16 ºF C) 32 ºF D) 64 ºF E) 128 ºF 17. (Ulbra) Antônio, um estudante de Física, deseja relacionar a escala de Celsius (ºC) com a escala de seu nome (ºA). Para isso, ele faz leituras de duas temperaturas com termômetros graduados em ºC e em ºA. Assim, ele monta o gráfi co a seguir. Qual a relação termométrica entre a temperatura da escala Antônio e da escala Celsius? ºC 90 40 0 100 ºA A) A = C + 40 B) A C � � 3 100 C) A = 2C – 80 D) A C � � 4 90 E) A C � � 10 9 40 58 ciÊNcias Da NaTureZa e suas TecNologias Física III Anual – Volume 1 18. (G1-CPS) A partir dos sentidos, o homem começou a ter contato com o mundo físico que o cerca. O médico grego Galeno, no século II a.C., sugeriu que as sensações de quente e frio fossem medidas com base em uma escala de quatro divisões. Após 1300 anos, Harme de Berna desenvolveu uma escala de temperatura baseada nas latitudes terrestres. Galileu, utilizando a expansão do ar, desenvolveu um termoscópio com uma escala mais precisa para leitura, dividida em graus de calor. Com o passar dos tempos e a aquisição de novos conhecimentos, desenvolveram-se termômetros que utilizavam diferentes substâncias – álcool, óleo de linhaça, mercúrio, gás – até os termômetros digitais, sempre acompanhados de diferentes escalas, com maior precisão de leitura, que foram padronizadas e aperfeiçoadas – ºC e ºF, por exemplo – até chegar a uma escala de referência, kelvin (K), que possui o zero absoluto. De acordo com o texto, o desenvolvimento do termômetro e das escalas A) facilitou a leitura da quantidade de energia transferida entre dois corpos. B) permitiu medir temperaturas mais baixas que o zero absoluto. C) permitiu que a indústria de construção de termômetros aperfeiçoasse as escalas. D) aconteceu pela necessidade de o homem comparar qual objeto estava quente ou frio. E) tornou difícil ao homem adquirir conhecimentos para aperfeiçoar a construção de escalas. 19. (Unesp) Uma panela com água é aquecida de 25 ºC para 80 ºC. A variação de temperatura sofrida pela panela com água, nas escalas Kelvin e Fahrenheit, foi de A) 32 K e 105 ºF. B) 55 K e 99 ºF. C) 57 K e 105 ºF. D) 99 K e 105 ºF. E) 105 K e 32 ºF. • Texto para a próxima questão. Os centros urbanos possuem um problema crônico de aquecimento denominado ilha de calor. A cor cinza do concreto e a cor vermelha das telhas de barro nos telhados contribuem para esse fenômeno. O adensamento de edifi cações em uma cidade implica diretamente no aquecimento. Isso acarreta desperdício de energia, devido ao uso de ar-condicionado e ventiladores. Um estudo realizado por uma ONG aponta que é possível diminuir a temperatura do interior das construções. Para tanto, sugere que todas as edificações pintem seus telhados de cor branca, integrando a campanha chamada “One Degree Less” (“Um grau a menos”). 20. (G1-CPS) O título da campanha, “Um grau a menos”, pode ser ambíguo para algum desavisado, uma vez que a escala termométrica utilizada não é mencionada. Em caráter global, são consideradas três unidades de temperatura: grau Celsius (ºC), grau Fahrenheit (ºF) e kelvin (K). A relação entre as variações de temperaturas nas três escalas é feita por meio das expressões: ∆t K = ∆t C ∆ ∆t tC F 5 9 = em que: ∆t K é a variação da temperatura em kelvin. ∆t C é a variação da temperatura em Celsius. ∆t F é a variação da temperatura em Fahrenheit. Na campanha, a expressão “Um grau a menos” signifi ca que a temperatura do telhado sofrerá variação de 1 grau, como por exemplo, de 30 ºC para 29 ºC. Considerando-se que o 1 grau a menos, da campanha, corresponde a 1 ºC, essa variação de temperatura equivale a variação de A) 1 ºF. B) 1 K. C) 0,9 ºF. D) 32 ºF. E) 273 K. Seção Videoaula Termometria Aulas 03 a 05: Dilatação Introdução Dilatação térmica é a variação das dimensões de um objeto devido à variação de temperatura. Logo, a dilatação é uma manifestação macroscópica da variação da energia cinética das partículas do objeto. Forças intermoleculares Microscopicamente, podemos representar as interações intermoleculares nos sólidos como forças elásticas, que puxam e empurram. Analisemos agora o gráfi co que mostra como se comporta a força de interação entre duas moléculas vizinhas à medida que se afastam ou se aproximam. repulsão atração d F 34 35 36 C-6 H-21 Aulas 03 a 05 59 ciÊNcias Da NaTureZa e suas TecNologiasFísica III Anual – Volume 1 Note, no gráfi co da páginaanterior, que, a 35 nm de distância, a molécula está em equilíbrio (força nula). Aproximando-se 1 nm (fi cando a 34 nm), vemos que o módulo da força de repulsão aumenta mais do que cresce a atração ao afastarmos 1 nm (fi cando a 36 nm). Quando um corpo é aquecido, suas moléculas passam a apresentar um movimento de agitação mais intenso, aumentando a amplitude. Nesse movimento, as “moléculas acabam se afastando” mais umas das outras para poderem aumentar a amplitude de sua oscilação, uma vez que apresentam repulsão mais intensa que atração. Consequência desse afastamento das moléculas é a dilatação térmica, ou seja, o aumento das dimensões do objeto, como o que ocorre com a régua a seguir. Círculo Orifício circular (a) (b) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Observando a régua acima, vemos que o afastamento das moléculas fez com que as dimensões dela fi cassem maiores. Além disso, note que o círculo desenhado de preto e o orifício fi caram ambos maiores. Observação: Frisemos, contudo, que o processo é reversível, ou seja, ao resfriarmos o objeto à temperatura inicial, seu tamanho retorna ao valor inicial. No nosso cotidiano, verifi camos a preocupação com a dilatação em inúmeras situações na construção civil. Por exemplo, ao assentar os trilhos de um trem, deixa-se um espaço entre eles, a fi m de possibilitar a expansão sem que se tensionem e culminem por entortarem-se. Zi ta S ta nk ov a/ 12 3R F/ Ea sy pi x A rq ui vo P es so al Em pontes e viadutos, também há essa preocupação. Figura 1 – Mapa conceitual sintetizando as ideias relacionadas à dilatação térmica. O problema do orifício Quando aquecemos um objeto que possui um orifício, notamos que esse “buraco” aumenta com o aquecimento. O orifício fi cou maior porque as moléculas da “borda” do orifício se afastaram. 1 nm 1,1 nm