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Aula 19 – Revolução Industrial 
 
 
 
 
 
9 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
Questão 01 
Leia as informações a seguir. 
Em meados do século XVIII, James Watt patenteou na Inglaterra 
seu invento, sobre o qual escreveu a seu pai: “O negócio a que me 
dedico agora se tornou um grande sucesso. A máquina de fogo 
que eu inventei está funcionando e obtendo uma resposta muito 
melhor do que qualquer outra que tenha sido inventada até agora”. 
Disponível em: <http://www.ampltd.co.uk/digital_guides/ind-rev-series-3-parts-1-to-
3/detailed-listing-part-1.aspx>. Acesso em: 29 out. 2012. (Adaptado). 
 
A revolução histórica relacionada ao texto, a fonte primária de 
energia utilizada em tal máquina e a consequência ambiental de 
seu uso são, respectivamente, 
a) puritana, gás natural e aumento na ocorrência de inversão 
térmica. 
b) gloriosa, petróleo e destruição da camada de ozônio. 
c) gloriosa, carvão mineral e aumento do processo de desgelo das 
calotas polares. 
d) industrial, gás natural e redução da umidade atmosférica. 
e) industrial, carvão mineral e aumento da poluição atmosférica. 
 
Questão 02 
A Inglaterra pedia lucros e recebia lucros. Tudo se transformava 
em lucro. As cidades tinham sua sujeira lucrativa, suas favelas 
lucrativas, sua fumaça lucrativa, sua desordem lucrativa, sua 
ignorância lucrativa, seu desespero lucrativo. As novas fábricas e 
os novos altos-fornos eram como as Pirâmides, mostrando mais a 
escravização do homem que seu poder. 
DEANE, P. A Revolução Industrial. Rio de Janeiro: Zahar, 1979 (adaptado). 
 
Qual relação é estabelecida no texto entre os avanços tecnológicos 
ocorridos no contexto da Revolução Industrial Inglesa e as 
características das cidades industriais no início do século XIX? 
a) A facilidade em se estabelecerem relações lucrativas 
transformava as cidades em espaços privilegiados para a livre 
iniciativa, característica da nova sociedade capitalista. 
b) O desenvolvimento de métodos de planejamento urbano 
aumentava a eficiência do trabalho industrial. 
c) A construção de núcleos urbanos integrados por meios de 
transporte facilitava o deslocamento dos trabalhadores das 
periferias até as fábricas. 
d) A grandiosidade dos prédios onde se localizavam as fábricas 
revelava os avanços da engenharia e da arquitetura do período, 
transformando as cidades em locais de experimentação estética e 
artística. 
e) O alto nível de exploração dos trabalhadores industriais 
ocasionava o surgimento de aglomerados urbanos marcados por 
péssimas condições de moradia, saúde e higiene. 
 
Questão 03 
O consumo diário de energia pelo ser humano vem crescendo e se 
diversificando ao longo da História, de acordo com as formas de 
organização da vida social. O esquema apresenta o consumo 
típico de energia de um habitante de diferentes lugares e em 
diferentes épocas. 
 
 
Segundo esse esquema, do estágio primitivo ao tecnológico, o 
consumo de energia per capita no mundo cresceu mais de 100 
vezes, variando muito as taxas de crescimento, ou seja, a razão 
entre o aumento do consumo e o intervalo de tempo em que esse 
aumento ocorreu. O período em que essa taxa de crescimento foi 
mais acentuada está associado à passagem 
a) do habitante das cavernas ao homem caçador. 
b) do homem caçador à utilização do transporte por tração animal. 
c) da introdução da agricultura ao crescimento das cidades. 
d) da Idade Média à máquina a vapor. 
e) da Segunda Revolução Industrial aos dias atuais. 
 
Questão 04 
"... Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro 
corta, um quarto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do 
alfinete; para fazer a cabeça do alfinete requerem-se 3 ou 4 
operações diferentes, ..." 
SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. Investigação sobre a sua Natureza e suas 
Causas. Vol. I. São Paulo: Nova Culturas, 1985. 
 
A respeito do texto e do quadrinho são feitas as seguintes 
afirmações: 
I. Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são 
submetidos os operários. 
II. O texto refere-se à produção informatizada e o quadrinho, à 
produção artesanal. 
III. Ambos contêm a ideia de que o produto da atividade industrial 
não depende do conhecimento de todo o processo por parte do 
operário. 
Dentre essas afirmações, apenas 
a) I está correta. d) I e II estão corretas. 
b) II está correta. e) I e III estão corretas. 
c) III está correta. 
 
Questão 05 
Homens da Inglaterra, por que arar para os senhores que vos 
mantêm na miséria? 
Por que tecer com esforços e cuidado as ricas roupas que vossos 
tiranos vestem? 
Por que alimentar, vestir e poupar do berço até o túmulo esses 
 
 
 
 
 10 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
parasitas ingratos que exploram vosso suor — ah, que bebem 
vosso sangue? 
SHELLEY. Os homens da Inglaterra. Apud HUBERMAN, L. História da Riqueza do 
Homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1982. 
 
A análise do trecho permite identificar que o poeta romântico 
Shelley (1792-1822) registrou uma contradição nas condições 
socioeconômicas da nascente classe trabalhadora inglesa durante 
a Revolução Industrial. Tal contradição está identificada 
a) na pobreza dos empregados, que estava dissociada na riqueza 
dos patrões. 
b) no salário dos operários, que era proporcional aos seus esforços 
nas indústrias. 
c) na burguesia, que tinha seus negócios financiados pelo 
proletariado. 
d) no trabalho, que era considerado uma garantia de liberdade. 
e) na riqueza, que não era usufruída por aqueles que a produziam. 
 
Questão 06 
Considere o papel da técnica no desenvolvimento da constituição 
de sociedades e três invenções tecnológicas que marcaram esse 
processo: invenção do arco e flecha nas civilizações primitivas, 
locomotiva nas civilizações do século XIX e televisão nas 
civilizações modernas. 
A respeito dessas invenções são feitas as seguintes afirmações: 
I - A primeira ampliou a capacidade de ação dos braços, 
provocando mudanças na forma de organização social e na 
utilização de fontes de alimentação. 
II - A segunda tornou mais eficiente o sistema de transporte, 
ampliando possibilidades de locomoção e provocando mudanças 
na visão de espaço e de tempo. 
III - A terceira possibilitou um novo tipo de lazer que, envolvendo 
apenas participação passiva do ser humano, não provocou 
mudanças na sua forma de conceber o mundo. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, apenas. 
b) I e II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
 
Questão 07 
O modelo T foi um sucesso. Ford aprimorou seus métodos de 
produção reduzindo o trabalhador a uma mera engrenagem, 
diminuindo o tempo de montagem – em fins de 1913 o tempo de 
produção os chassis passara de 12 horas e meia para duas horas 
e quarenta minutos – e baixando os preços. Ford aumentou os 
salários e reduziu a carga horária. Um modelo T saia da linha de 
montagem a cada 24 segundos e o preço estava em 290 dólares 
quando sua produção foi interrompida em 1927. 
FURTADO, Peter. 1001 dias que abalaram o mundo. Rio de Janeiro: Sextante, 
2009, p.629. 
 
A respeito das inovações técnicas introduzidas nas fábricas de 
Henry Ford a partir de 1908 pode-se inferir que 
a) os resultados obtidos deveram-se muito mais a uma nova 
disciplinarização da mão de obra do que da tecnologia das 
máquinas. 
b) não foram capazes de serem aplicados em outros tipos de 
produção, ficando restritas ao setor automobilístico. 
c) a difusão do modelo fordista garantiu o aumento significativo dos 
salários dos trabalhadores europeus. 
d) tornaram-se hegemônicas dentro da organização das fábricas 
capitalistas sem nenhum tipo de sistema concorrente até a 
atualidade. 
e) ao baratearem excessivamente os preços contribuíram para a 
estagnação do capitalismo nas décadas de 30 a 70 do século XX. 
 
Questão 08 
 
 
Uma ruade um bairro pobre de Londres (Dubley Street); gravura de Gustave Doré 
de 1872. (fonte: BENEVOLO, 1999) 
 
A gravura do artista remete a um momento de grande ruptura 
tecnológica e social ocorrida na Inglaterra como se depreende em 
uma das afirmativas abaixo: 
a) A população também foi beneficiada de imediato pelos avanços 
da criação de novas máquinas. 
b) Aqueles que passavam necessidade eram na maioria pessoas 
que não buscavam trabalho nas indústrias. 
c) A falta de emprego gerada pelo avanço das máquinas gerou 
fome e miséria por toda Inglaterra durante o século XVIII. 
d) A pobreza e a miséria eram vistas apenas nos bairros mais 
pobres não chegando a afetar as altas classes sociais protegidas 
em seus castelos. 
e) A burguesia tentando amenizar as crises sociais, rapidamente 
ampliou os direitos e salários dos trabalhadores. 
 
Questão 09 
O assalariado na sociedade capitalista é um homem livre. Não 
pertence a um dono, como na escravidão, nem está preso ao solo, 
como no regime feudal da servidão. (...) ele foi “libertado” não só 
do senhor, mas também dos meios de produção. Vimos como os 
meios de produção (terra, instrumentos, máquinas etc.) passaram 
a ser propriedade de um pequeno grupo e já não eram distribuídos 
geralmente entre todos os trabalhadores. Os que não são donos 
dos meios de produção só podem ganhar a vida empregando-se – 
por salários – aos que são donos. É evidente que o trabalhador 
não se vende ao capitalista (isso faria dele um escravo), mas 
vende a única mercadoria que possui – sua capacidade de 
trabalhar, sua força de trabalho. 
HUBERMAN, Leo. História da Riqueza do Homem. 21. ed. Rio de Janeiro: LTC, 
1959. 
 
A descrição do mundo do trabalho e da propriedade dos meios de 
produção retratados no texto acima se refere ao contexto histórico 
a) das grandes navegações, quando o capitalismo comercial se 
consolidou como meio de produção, impondo o modelo de trabalho 
assalariado. 
b) do nascimento das corporações de ofícios nas cidades 
medievais, que baniu o trabalho escravo da sociedade europeia. 
c) do renascimento comercial e urbano europeu, na Baixa Idade 
Média, quando o trabalho servil foi substituído pelo modelo 
assalariado. 
Aula 19 – Revolução Industrial 
 
 
 
 
 
11 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
d) da revolução industrial, onde a alienação do trabalhador facilitou 
o processo de acumulação de riquezas pela burguesia. 
e) do entre guerras do século XX, quando todos os resquícios do 
feudalismo foram banidos da Europa, em função do 
desmembramento dos impérios continentais europeus. 
 
Questão 10 
Considere a gravura. 
Fundição de cobre em Swansea, Gales, século XIX 
 
(In: Divalte Garcia Figueira. "História". São Paulo: Ática, 2005. p. 193) 
A partir da segunda metade do século XVIII, as chaminés 
expelindo rolos de fumaça, como as da gravura, passaram a fazer 
parte da paisagem de algumas regiões inglesas, alterando o 
equilíbrio natural. Essas chaminés eram, na verdade, apenas parte 
mais visível da fábrica que alterou completamente a sociedade 
humana. Dentre as alterações econômicas e sociais advindas do 
fenômeno apresentado na gravura, pode-se destacar 
a) o processo de desconcentração urbana, haja vista a decisão da 
burguesia de construir as unidades fabris longe dos centros 
urbanos. 
b) a melhoria do padrão de vida do trabalhador fabril, já que a 
máquina o libertou das condições degradantes do trabalho rural. 
c) a preocupação do poder público com a questão ambiental, 
impondo rapidamente uma legislação que eliminou os efeitos da 
poluição ambiental. 
d) a redução do lucro dos capitalistas ingleses porque eram 
obrigados a pagar elevadas indenizações aos operários que 
adoeciam nas fábricas. 
e) o crescimento populacional próximo às fábricas, dando origem a 
graves problemas de urbanização, como a proliferação de cortiços. 
 
Questão 11 
Leia os dois textos seguintes. 
"No Ocidente Medieval, a unidade de trabalho é o dia [...] definido 
pela referência mutável ao tempo natural, do levantar ao pôr-do-
sol. [...] O tempo do trabalho é o tempo de uma economia ainda 
dominada pelos ritmos agrários, sem pressas, sem preocupações 
de exatidão, sem inquietações de produtividade". 
(Jacques Le Goff. "O tempo de trabalho na 'crise' do século XIV".) 
 
"Na verdade não havia horas regulares: patrões e administradores 
faziam conosco o que queriam. Normalmente os relógios das 
fábricas eram adiantados pela manhã e atrasados à tarde e em 
lugar de serem instrumentos de medida do tempo eram utilizados 
para o engano e a opressão". 
(Anônimo. "Capítulos na vida de um menino operário de Dundee", 1887.) 
 
Entre as razões para as diferentes organizações do tempo do 
trabalho, pode-se citar: 
a) a predominância no campo de uma relação próxima entre 
empregadores e assalariados, uma vez que as atividades agrárias 
eram regidas pelos ritmos da natureza. 
b) o impacto do aparecimento dos relógios mecânicos, que 
permitiram racionalizar o dia de trabalho, que passa a ser calculado 
em horas no campo e na cidade. 
c) as mudanças trazidas pela organização industrial da produção, 
que originou uma nova disciplina e percepção do tempo, regida 
pela lógica da produtividade. 
d) o conflito entre a Igreja Católica, que condenava os lucros 
obtidos a partir da exploração do trabalhador, e os industriais, que 
aumentavam as jornadas. 
e) a luta entre a nobreza, que defendia os direitos dos camponeses 
sobre as terras, e a burguesia, que defendia o êxodo rural e a 
industrialização. 
 
Questão 12 
Analise os três textos seguintes. 
Eu vi o ferro incandescente sair da fornalha; eu o vi como se tecer 
em barras e fitas, com uma velocidade e facilidade que pareciam 
maravilhosas. 
(Engenheiro James Nasmyth, 1830) 
 
... como parecia estranho viajar naquilo, sem nenhuma causa 
visível do avanço a não ser a máquina mágica, com sua flutuante 
exalação branca e marcha ritmada, invariável, entre aquelas 
paredes rochosas ... Senti como se nenhum conto de fadas fosse 
tão maravilhoso quanto a metade do que via. 
(Atriz Fanny Kemble, 1829) 
 
Pobreza, pobreza, pobreza, em perspectivas quase infindáveis: e 
carência e desgraça cambaleando de braços dados por essas ruas 
miseráveis ... Ali, cerca de quinze pés abaixo da calçada, 
agachada numa imundice indescritível, com a cabeça inclinada, 
estava a figura do que fora uma mulher. Seus braços azuis cingiam 
no colo lívido duas coisas mirradas como crianças, que se 
inclinavam em direção a ela, uma de cada lado. A princípio eu não 
sabia se estavam vivas ou mortas. 
(Herman Melville, 1839) 
 
O contexto histórico dos textos apresentados refere-se 
a) ao conflito entre capital e trabalho, na cidade e no campo, 
provocado por migrações e pobreza nas pequenas cidades 
inglesas, onde estavam os antigos centros manufatureiros. 
b) ao grande desenvolvimento industrial norte-americano e à 
pobreza vivida por operários na cidade de Nova Iorque. 
c) à segunda etapa da Revolução Industrial, realizada pela 
expansão da indústria do aço, e ao empobrecimento da população 
como consequência das revoltas operárias. 
d) à expansão do imperialismo inglês na África e à miséria 
desencadeada pela imposição às populações locais de um modo 
de vida urbano e segregacionista. 
e) às contradições geradas pela Revolução Industrial inglesa, que 
promoveu desenvolvimento tecnológico e, ao mesmo tempo, gerou 
desemprego e pobreza. 
 
Questão 13 
"Estas ruas são em geral tão estreitas que se pode saltar de uma 
janela para a da casa em frente, e os edifícios apresentam por 
outro lado uma tal acumulação de andares que a luz mal pode 
penetrar no pátio ou na ruela que os separa. Nesta parte da cidade 
não há nem esgotos nem lavabos públicos (...) nas casas, e é por 
isso que as imundícies, detritos ou excrementos de, pelo menos, 
 
 
 
 
 12 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta ConcorrênciaCURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
50.000 pessoas são lançados todas as noites nas valetas (...) que 
não só ferem a vista e o olfato, como, por outro lado, representam 
um perigo extremo para a saúde dos habitantes. (...) Os 
alojamentos da classe pobre são em geral muito sujos e 
aparentemente nunca são limpos (...) e compõem-se, na maior 
parte das casas, de uma única sala 
 
(...) que muitas vezes é úmida e fica no subsolo, sempre mal 
mobiliada e perfeitamente inabitável, a ponto de um monte de 
palha servir frequentemente de cama para uma família inteira, 
cama onde se deitam, numa confusão revoltante, homens, 
mulheres, velhos e crianças." 
(The Artisan, 1843. In: Friedrich Engels. A Situação da classe trabalhadora na 
Inglaterra. Tradução Porto: Afrontamento, 1975. p.69.) 
 
O artigo da revista inglesa mostra as contradições de vida 
a) dos camponeses que trabalhavam no interior das propriedades 
burguesas logo após a realização dos cercamentos das terras. 
b) dos trabalhadores artesãos que viviam na periferia das cidades 
industriais, exercendo, com seus próprios instrumentos, atividades 
em pequenas oficinas. 
c) das famílias dos operários, que se aglomeravam nas cidades 
industriais a partir da Revolução Industrial. 
d) dos mendigos de Londres que viviam marginalizados na 
sociedade porque não se adaptavam ao trabalho disciplinado da 
fábrica. 
e) dos desempregados, já que não conseguiam pagar os aluguéis 
das habitações sanitárias pelos industriais para as famílias 
operárias. 
 
Questão 14 
"É curioso que quando a fabricação de algodão apenas começava, 
todas as operações, desde o preparo da matéria-prima até a sua 
transformação em tecido, se completavam sob o teto da cabana do 
tecelão. O processo da manufatura determinou que o fio seria fiado 
nas fábricas e seria tecido nas cabanas. Na época atual, quando a 
manufatura chegou a sua etapa de maturidade, todas as 
operações voltam a realizar-se em um único edifício, recorrendo-se 
a meios superiores e máquinas mais complexas." 
Guest, O efeito do tear mecânico sobre a produção. 
 
O fragmento de texto anteriormente transcrito se refere: 
a) à consolidação das estruturas capitalistas de produção, com a 
valorização do trabalho artesanal. 
b) às transformações verificadas na produção a partir da chamada 
segunda fase da Revolução Industrial. 
c) ao processo de evolução da produção têxtil, observado a 
Inglaterra durante a transição feudal/capitalista. 
d) ao desenvolvimento de um sistema econômico fundamentado no 
trabalho de produtores autônomos. 
e) à queima de etapas perceptível na industrialização dos 
chamados países capitalistas de segunda geração. 
 
Questão 15 
Analise os textos: 
A indústria foi modernizada na Inglaterra, durante o século XIX, 
mas os velhos métodos de exploração do trabalho não mudaram: 
as jornadas de trabalho foram prolongadas e os salários 
diminuídos, fazendo crescer os lucros, especialmente nas minas de 
carvão, com o trabalho infantil. Os escrúpulos humanitários 
resumiram-se às casas para trabalhadores desvalidos, sobre as 
quais escreveu Charles Dickens, em Oliver Twist: ‘os pobres têm 
duas escolhas, morrer de fome lentamente se permanecem no 
depósito, ou de repente, se saem de lá’. 
ARRUDA, J. Nova História Moderna e Contemporânea. Bauru, SP: Edusc 2005, v. 
2, p. 40. 
 
Quando examinei as três cabanas de barro que servem de hospital 
aos nativos em Leopoldville, todas deterioradas e duas com o teto 
de palha praticamente destruído, encontrei dezessete pacientes 
com doença do sono, homens e mulheres, jogados na pior sujeira. 
A maioria jazia no chão nu – muitos do lado de fora, em frente às 
casas e, pouco antes da minha chegada, uma mulher em estágio 
final de insensibilidade tinha caído no fogo e se queimado 
horrivelmente. 
FARIA, R.; MIRANDA, M., CAMPOS, H. Estudos de História, 2. São Paulo: FTD, 
2009, p. 178. (adaptado) 
 
Os textos relatam duas manifestações do(a) 
a) racismo dos europeus em relação aos nativos africanos. 
b) espoliação dos trabalhadores na etapa imperialista do 
capitalismo. 
c) falência das políticas assistenciais propostas pelos socialistas. 
d) despreparo das autoridades para lidar com moléstias pouco 
conhecidas. 
e) insuficiência da missão civilizadora restringida à dimensão 
religiosa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL 
Prof. Monteiro Jr. 
VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
MOVIMENTOS SOCIAIS E POLÍTICOS DO SÉCULO XIX 
INTRODUÇÃO 
As palavras que abrem este capítulo são as últimas da obra Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, publicada pela primeira 
vez em 1848. Ela retrata e, ao mesmo tempo, resume o espírito de uma época, em que o proletariado começava a se organizar na busca 
por melhores condições de vida e de trabalho. É nesse período, século XIX, que se multiplicam as ideologias e os movimentos em defesa 
da classe trabalhadora. 
De acordo com o historiador Edward Burns, tanto as idéias de Marx e Engels como a de outros pensadores que defendiam os interesses da 
burguesia (os teóricos do liberalismo) são historicamente importantes: “Em primeiro lugar, as idéias ajudaram muitos homens e mulheres a 
compreender melhor a nova ordem social que havia surgido após a Revolução Francesa e a Revolução Industrial, e o papel que poderiam 
representar, como membros de uma classe, naquela ordem. Em segundo lugar, as próprias idéias contribuíram para inspirar as mudanças 
e acontecimentos concretos – de natureza política, social e econômica (...).” 
A PRIMEIRA REAÇÃO DOS TRABALHADORES 
O avanço da industrialização e a intensa exploração do operariado, submetido 
a longas jornadas diárias, baixos salários e condições insalubres no locais de 
trabalho produziram, no fim do século XVIII, sua primeira reação. Trata-se do 
ludismo, movimento que também ficou conhecido como o dos quebradores 
de máquinas. De acordo com o filósofo e pensador italiano Norberto Bobbio, 
em Dicionário de Política, “(...) o nome tem origem no lendário movimento 
‘Nedd Ludd’ (conforme a tradição, teria sido ele o primeiro operário têxtil a 
quebrar o tear do patrão, devido a um conflito com o mesmo, em 
Loughborough, Leicestershire, lá pelo fim do século XVIII); por isso seus 
sequazes se chamaram ludders ou luddites (ludistas)”. 
Os ludistas protestavam contra a substituição da mão de obra humana por 
máquinas e incitavam os trabalhadores a destruírem o maquinário nas 
fábricas. Movimentos ludistas eclodiram em várias cidades da Grã-Bretanha, 
uns mais organizados, outros nem tanto. Ao contrário do que alguns 
imaginam, os ludistas não eram contrários aos avanços tecnológicos. Por trás da quebra das máquinas escondia-se o protesto contra a 
desvalorização do trabalhador, que se tornou um mero operador das máquinas, tal qual um robô. 
A sabotagem das máquinas também era uma forma do operariado pressionar os donos das fábricas por melhores condições salariais e de 
trabalho. Entretanto, o movimento começou a perder força à medida em que o Estado endurecia as punições aos destruidores de máquinas 
e a própria classe trabalhadora percebeu que a luta política seria o caminho para alcançar seus objetivos. 
CARTISMO 
Nas décadas de 30 e 40 do século XIX, surgiu na Inglaterra um 
movimento que daria um novo rumo às lutas do operariado: o cartismo. 
Ao contrário dos ludistas, os cartistas acreditavam na reforma das leis 
como caminho para que a classe operária alcançasse suas 
reivindicações. 
Sob a organização de William Lovett e Feargus O’Connor e tendo as 
organizações trabalhistas (trade unions) como plataforma de 
projeção, o movimento tem seu nome derivado da Carta do Povo, um 
documento apresentado ao Parlamento inglês com as principais 
reivindicações dos trabalhadores. 
Para Lovett e O’Connor, enquanto a burguesia controlasse o 
Parlamento, as leis por ele elaboradasnão iriam favorecer a classe 
operária. Seria necessário colocar os representantes dos 
trabalhadores no Parlamento. As mudanças passariam pelo caminho 
político. 
Apesar da Carta do Povo ter sido apresentada com mais de um 
milhão de assinaturas, o Parlamento a rejeitou. No entanto, o 
movimento sinalizou o caminho através do qual o operariado trilharia 
na conquista de seus direitos. 
O SOCIALISMO UTÓPICO 
Antes de Marx e Engels publicarem o Manifesto Comunista (1848), 
alguns pensadores esboçaram idéias no sentido de construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Marx os chamou de socialistas 
utópicos pelo fato dos mesmos pregarem reformas no sistema capitalista, ao invés da sua destruição. Apesar de criticarem a exploração 
 
Gravura retratando a ação dos ludistas numa fábrica inglesa. 
PROUDHON 
Para alguns historiadores, Pierre-Joseph Proudhon deveria 
configurar entre os anarquistas (e não entre os socialistas 
utópicos), devido às suas críticas ao Estado e à propriedade 
privada. Entretanto, Proudhon era contrário às lutas de 
classes, defendendo que os próprios governantes deveriam 
extinguir, aos poucos, a figura do Estado organizado. 
 
SAIBA MAIS 
As principais reivindicações dos cartistas eram: 
• voto universal secreto; 
• igualdade de direitos eleitorais; 
• limitação do mandato dos parlamentares (12 meses); 
• remuneração das funções parlamentares. 
http://www.google.com.br/imgres?q=proudhon&hl=pt-BR&sa=X&biw=1024&bih=523&tbm=isch&prmd=imvnsb&tbnid=CDG9nkZ5yFY6gM:&imgrefurl=http://maltaitalo.blogspot.com/2010_09_01_archive.html&docid=ZKkvZ6ndcXWSZM&imgurl=http://2.bp.blogspot.com/_x-5jk2hGu34/TKP9l-5JEGI/AAAAAAAAAGY/stAwlrPFryg/s1600/proudhon.jpg&w=300&h=350&ei=IWflTp76Mob6ggeiqpj1BQ&zoom=1
 
 
 
 
 14 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
dos trabalhadores, não questionavam a propriedade privada (com exceção de Pierre-Joseph Proudhon). 
A seguir, os principais utópicos e uma síntese do que defendiam: 
• Charles Fourrier – propunha a criação de comunidades 
(falanges ou falanstérios), onde a divisão da riqueza seria proporcional à quantidade e qualidade do trabalho individual. 
• Saint-Simon – em sua visão de mundo, a sociedade se divide em dois grupos (trabalhadores e ociosos); os trabalhadores (burgueses, 
profissionais liberais, operários etc.) devem formar uma administração conjunta (governo) sobre a produção. 
• Robert Owen – empresário que implantou práticas em sua fábrica, como a redução na jornada de trabalho e o aumento nos salários. 
Como já foi dito, os socialistas utópicos criticavam as desigualdades e a exploração do sistema capitalista ao mesmo tempo em que 
propunham reformas no sentido de humanizar o sistema (ao invés de destruí-lo, conforme Marx e Engels defendiam). É por isso que se diz 
que os socialistas utópicos estavam mais para capitalistas humanizados do que para socialistas de fato. 
SOCIALISMO CIENTÍFICO (OU MARXISTA) 
Em 1848, quando o continente europeu estava sendo varrido por uma onda 
de revoluções, os alemães Karl Marx e Friedrich Engels publicaram o 
Manifesto Comunista, obra que apresentou ao mundo os postulados 
ideológicos daquilo que viria a ser conhecido como socialismo científico ou 
socialismo marxista. 
Antes de publicarem a obra, Marx e Engels mergulharam profundamente no 
estudo dos mecanismos de funcionamento do sistema capitalista. A partir 
desses estudos (que não se limitaram ao capitalismo, mas se estenderam 
aos sistemas socioeconômicos que o precederam), Marx e Engels 
elaboraram algumas importantes teorias: 
• Teoria da mais-valia – em linhas gerais, a mais-valia é a diferença entre 
a riqueza que o operário produz através de seu trabalho e o salário que 
recebe por isso (pode-se perceber um abismo colossal nessa diferença). 
• Teoria do materialismo histórico – os fatos e acontecimentos são determinados pelas condições sociais e econômicas da sociedade. 
• Teoria da luta de classes – as lutas de classes são o motor da história, logo conclui-se que a história da humanidade é a história da 
luta de classes. 
• Teoria do materialismo dialético – cada sistema ou modo de 
produção carrega consigo certas contradições que acabarão por destruí-
lo, o que acarretaria sua substituição por outro. 
De acordo com o pensamento marxista, o capitalismo não pode ser 
reformado, tem de ser derrubado por uma revolução armada do 
proletariado. A propriedade privada seria eliminada, mas o Estado 
mantido e colocado sob o governo da própria classe trabalhadora (a 
ditadura do proletariado, como Marx a definiu). Posteriormente, quando 
a figura do Estado se tornasse obsoleta, a sociedade atingiria o 
comunismo. Portanto, na visão marxista, o socialismo seria a transição do capitalismo para o comunismo. 
 
O ANARQUISMO 
A palavra anarquia apresenta dois significados na Língua 
Portuguesa: princípio ideológico pregado por uma ideologia 
revolucionária (significado denotativo) e bagunça, desordem 
(significado conotativo). O substantivo vem do grego e, numa 
tradução mais precisa, significa “ausência de governo autoritário”. 
O anarquismo se estruturou como ideologia revolucionária no 
século XIX, a partir de pensadores como Mikhail Bakunin, que 
defendia a violência como a única estratégia capaz de destruir o 
Estado burguês e implantar uma sociedade igualitária, sem 
classes, sem propriedade privada e sem Estado. Ao contrário de 
Marx, que via no proletariado a força revolucionária, Bakunin, 
proveniente da Rússia, um país rural e sem indústrias no século 
XIX, considerava o campesinato como a grande força 
revolucionária que subverteria o Estado capitalista burguês. 
 Outra diferença entre os marxistas e os anarquistas: para Marx, 
o socialismo seria uma etapa transitória entre o capitalismo e o 
comunismo; para Bakunin, a derrubada do capitalismo deveria 
também envolver a eliminação imediata da figura do Estado, ou 
seja, o comunismo deveria ser instalado imediatamente após a 
revolução que destruiria o capitalismo, sem a necessidade de uma 
etapa transitória. 
O CATOLICISMO SOCIAL 
Em meio às agitações sociais que sacudiam a Europa no século 
XIX, a Igreja Católica, pressionada pela sociedade da época, que 
lhe cobrava um posicionamento quanto à questão social, 
apresentou ao mundo a encíclica Rerum Novarum (“Das Coisas 
Novas”), que sintetizou o pensamento e a doutrina social da Igreja. 
Assinada pelo papa Leao XIII em 1891, o documento criticava tanto 
o capitalismo selvagem quanto o socialismo revolucionário. 
Defendia o respeito à propriedade privada e conclamava patrões e 
empregados a um relacionamento harmônico, apontando o Estado 
como arbitro nas disputas de classes. 
A socióloga Carmem Lúcia Evangelho Lopes diz, em O que Todo 
Cidadão Precisa Saber sobre Sindicatos no Brasil, que Leão XIII 
“abria a discussão da chamada ‘questãosocial’ dentro da Igreja 
 
Friedrich Engels (à esquerda) e Karl Marx. 
FIQUE POR DENTRO 
Nos países onde regimes socialistas foram instalados (Rússia, 
China, Cuba etc.) verificou-se a instalação de uma ditadura sobre 
o proletariado, ao invés de uma ditadura do proletariado. 
Ditaduras totalitárias e monopartidárias, controladas por uma 
burocracia (alta cúpula do partido comunista local), passaram a 
governar esses países, num projeto de poder bem distante do que 
foi concebido por Marx e Engels. A esse modelo dá-se o nome de 
socialismo real. 
	SEMANA 20 - H GERAL - Movimentos Sociais e Ideias Políticas do Séc. XIX - MONTEIRO JR - ATUAL

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