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194 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
Aula 19 - Parnasianismo 
 
Olavo Bilac, mais conhecido como poeta parnasiano, expressa 
traços românticos em sua obra. No soneto apresentado observa-se 
o seguinte traço romântico: 
a) objetividade do eu lírico. 
b) predominância de descrição. 
c) utilização de universo mitológico. 
d) erudição do vocabulário. 
e) idealização do tema amoroso. 
 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
Questão 01 (Acafe 2017) 
 “Diferentemente do Realismo e do Naturalismo, que se voltavam 
para o exame e para a crítica da realidade, o Parnasianismo 
representou na poesia um retorno ao clássico, com todos os seus 
ingredientes: o princípio do belo na arte, a busca do equilíbrio e da 
perfeição formal. Os parnasianos acreditavam que o sentido maior 
da arte reside nela mesma, em sua perfeição, e não na sua relação 
com o mundo exterior.” 
CEREJA; MAGALHÃES, 1999, p. 334. 
 
Sobre o Parnasianismo, assinale a alternativa correta. 
a) Os maiores expoentes do Parnasianismo, na poesia e na prosa, 
ocuparam-se da literatura indianista, na qual exaltavam a dignidade 
do nativo e a beleza superior da paisagem tropical. 
b) Um exemplo de poesia parnasiana é a obra Suspiros poéticos e 
saudade, de Gonçalves de Magalhães, na qual o poeta anuncia a 
revolução literária, libertando-se dos modelos românticos, 
considerados ultrapassados. 
c) Os parnasianos consideravam que certos princípios românticos, 
como a simplicidade da linguagem, valorização da paisagem 
nacional, emprego de sintaxe e vocabulário mais brasileiros, 
sentimentalismo, tudo isso ocultava as verdadeiras qualidades da 
poesia. 
d) Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa 
exemplificam a tendência de uma poesia pura, indiferente às 
contingências históricas, com sátira à mestiçagem e elogio à 
nobreza local. 
 
Questão 02 (Unesp 2017) 
Os parnasianos brasileiros se distinguem dos românticos pela 
atenuação da subjetividade e do sentimentalismo, pela ausência 
quase completa de interesse político no contexto da obra e pelo 
cuidado da escrita, aspirando a uma expressão de tipo plástico. 
(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.) 
 
A referida “atenuação da subjetividade e do sentimentalismo” está 
bem exemplificada na seguinte estrofe do poeta parnasiano Alberto 
de Oliveira (1859-1937): 
a) Quando em meu peito rebentar-se a fibra, 
Que o espírito enlaça à dor vivente, 
Não derramem por mim nem uma lágrima 
Em pálpebra demente. 
b) Erguido em negro mármor luzidio, 
Portas fechadas, num mistério enorme, 
Numa terra de reis, mudo e sombrio, 
Sono de lendas um palácio dorme. 
c) Eu vi-a e minha alma antes de vê-la 
Sonhara-a linda como agora a vi; 
Nos puros olhos e na face bela, 
Dos meus sonhos a virgem conheci. 
d) Longe da pátria, sob um céu diverso 
Onde o sol como aqui tanto não arde, 
Chorei saudades do meu lar querido 
– Ave sem ninho que suspira à tarde. – 
e) Eu morro qual nas mãos da cozinheira 
O marreco piando na agonia… 
Como o cisne de outrora… que gemendo 
Entre os hinos de amor se enternecia. 
 
Questão 03 
"Por isso, corre, por servir-me, 
Sobre o papel 
A pena, como em prata firme 
Corre o cinzel. 
Corre; desenha, enfeita a imagem, 
A idéia veste: 
Cinge-lhe o corpo a ampla roupagem 
Azul-Celeste 
Torce, aprimora, alteia, lima 
A frase; e, enfim, 
No verso de ouro engasta a rima, 
 Como um rubim." 
Olavo Bilac 
 
O Parnasianismo tem como uma de suas características mais 
marcantes o ideal de “Arte pela Arte”, que se desdobra no “Arte 
sobre a Arte”. O poema acima, perfeita expressão desses ideais, 
a) tem como referente o próprio código, o que é típico da 
metalinguagem. 
b) imprime ao poema as marcas de sua atitude pessoal, seus 
sentimentos. 
c) busca persuadir o receptor a adotar certo comportamento. 
d) faz uso da primeira pessoa, eivando o poema de subjetividade. 
e) concentra-se no processo de construção do texto, abusando de 
figuras de linguagem. 
 
Questão 04 (Unifesp 2013) 
Essa poesia não logrou estabelecer-se em Portugal. De origem 
francesa, suas primeiras manifestações datam de 1866, quando 
um editor parisiense publica uma coletânea de poemas; em 1871 e 
1876, saem outras duas coletâneas. Os poetas desse movimento 
literário pregam o princípio da Arte pela Arte, isto é, defendem uma 
arte que não sirva a nada e a ninguém, uma arte inútil, uma arte 
voltada para si própria. A Arte procuraria a Beleza e a Verdade que 
existiriam nos seres concretos, e não no sentimento do artista. Por 
isso, o belo se confundiria com a forma que o reveste, e não com 
algo que existiria dentro dele. Daí vem que esses poetas sejam 
formalistas e preguem o cuidado da forma artística como exigência 
preliminar. Para consegui-lo, defendem uma atitude de 
impassibilidade diante das coisas: não se emocionar jamais; antes, 
impessoalizar-se tanto quanto possível pela descrição dos objetos, 
via de regra inertes ou obedientes aos movimentos próprios da 
Natureza (o fluxo e refluxo das ondas do mar, o voo dos pássaros, 
etc.). Esteticistas, anseiam uma arte universalista. 
Em Portugal, tentou-se introduzir esse movimento; certamente, 
impregnou alguns poetas, exerceu influência, mas não passou de 
prurido, que pouco alterou o ritmo literário do tempo. Na verdade, o 
modo fortuito como alguns se deixaram contaminar da nova moda 
poética revelava apenas veleidade francófila, em decorrência de 
CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) 
 
 
 
 
 
195 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
razões de gosto pessoal ou de grupos restritos: faltou-lhes intuito 
comum. 
(Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1999. Adaptado.) 
As informações apresentadas no texto referem-se à literatura 
a) simbolista, cuja busca pelo Belo implicou a liberdade na 
expressão dos sentimentos. O texto deixa claro que essa literatura 
alcançou notável aceitação entre os poetas da época. 
b) simbolista, cuja preocupação com a expressão do sentimento 
filia-se à tradição poética do Renascimento. O texto deixa claro que 
essa literatura teve um desenvolvimento tímido na cena literária 
portuguesa. 
c) parnasiana, cuja preocupação com a objetividade a opõe ao 
subjetivismo romântico. O texto deixa claro que essa literatura não 
se impôs na cena literária portuguesa. 
d) parnasiana, cuja liberdade de expressão e cujo compromisso 
social permitem fundamentar a Arte pela Arte. O texto deixa claro 
que essa literatura teve pouco espaço na cena literária portuguesa. 
e) realista, cuja influência da tradição clássica é fundamental para 
se chegar à perfeição. O texto deixa claro que essa literatura teve 
uma disseminação irregular na cena literária portuguesa. 
 
Questão 05 (Ufpa 2012) 
Estilo de época corresponde a um conjunto de características de 
um grupo de escritores pertencentes à mesma circunstância 
histórica e sociocultural, mantendo-se o respeito às características 
individuais de cada autor. Assim sendo, o artista, mesmo sob a 
orientação de um sistema de normas, padrões literários, vistos de 
maneira genérica, produz a sua criação literária de modo a 
conferir-lhe características próprias, tendo em vista sua visão de 
mundo. Dessa forma, o artista torna perceptível sua capacidade de 
trabalhar a linguagem de forma particularizada e de manifestar-se, 
segundo escolhas que melhor atendam a sua perspectiva e 
capacidade de apreensão do mundo. 
 
Considerando-se os comentários feitos sobre cada texto literário 
transcrito abaixo, identifique a alternativa em que as afirmações 
sobre os autores citados não estão em consonância com o estilo 
de época que eles representam. 
a) “Quem a primeira vez chegou a ver-vos, 
Nise, e logo se pôs a contemplar-vos, 
Bem merece morrer por conversar-vos 
E não poder viver sem merecer-vos.” 
 
• Gregório de Matos Guerra é poeta do Barroco brasileiro, cuja 
obra se caracteriza por temas variados: poesiareligiosa, lírico-
amorosa e satírica. 
 
b) “No entanto o capitão manda a manobra, 
E após fitando o céu que se desdobra, 
Tão puro sobre o mar, 
Diz do fumo entre os densos nevoeiros: 
‘Vibrai rijo o chicote, marinheiros! 
Fazei-os mais dançar!...’" 
 
• Castro Alves, pertencente à terceira geração romântica, 
emprestou o seu gênio criador à causa dos escravos; daí a sua 
relação com a poesia de tema social. 
 
c) “Sabei, amigos Zéfiros, que cedo, 
Entre os braços de Nise, entre estas flores, 
Furtivas glórias, tácitos favores, 
Hei-de enfim possuir: porém segredo!” 
 
• Os árcades produziram poesia de concepção clássica; daí a 
notória presença de referências à mitologia. Os versos de Bocage 
são a confirmação desta prática poética. 
 
d) “Cabelos brancos! dai-me, enfim, a calma 
A esta tortura de homem e de artista: 
Desdém pelo que encerra a minha palma, 
E ambição pelo mais que não exista;” 
 
• No texto parnasiano, é comum a identificação de elementos de 
conformação subjetiva, como se observa nos versos de Bilac 
transcritos acima. 
 
e) “Assim eu te amo, assim; mais do que podem 
Dizer-te os lábios meus, – mais do que vale 
Cantar a voz do trovador cansada: 
O que é belo, o que é justo, santo e grande 
Amo em tí. – Por tudo quanto sofro, 
Por quando já sofri, por quanto ainda 
Me resta sofrer, por tudo eu te amo!” 
 
• Gonçalves Dias, ainda que reconhecido como o autor de 
textos assinalados por motivos de grande nacionalismo, 
produziu poemas de expressão lírico-amorosa indiscutível. 
 
Questão 06 (Insper 2012) 
Texto 
Talvez sonhasse, quando a vi. Mas via 
Que, aos raios do luar iluminada, 
Entre as estrelas trêmulas subia 
Uma infinita e cintilante escada. 
 
E eu olhava-a de baixo, olhava-a... Em cada 
Degrau, que o ouro mais límpido vestia, 
Mudo e sereno, um anjo a harpa doirada, 
Ressoante de súplicas, feria... 
 
Tu, mãe sagrada! vós também, formosas 
Ilusões! sonhos meus! Íeis por ela 
Como um bando de sombras vaporosas. 
 
E, ó meu amor! eu te buscava, quando 
Vi que no alto surgias, calma e bela, 
O olhar celeste para o meu baixando... 
Olavo Bilac,Via-Láctea. 
 
Embora seja identificado como o principal poeta parnasiano 
brasileiro, Olavo Bilac, nesse soneto, explora um aspecto do 
Romantismo, o qual está explicitado na seguinte alternativa: 
a) objetividade e racionalismo do eu lírico. 
b) subjetividade numa atmosfera onírica. 
c) forte presença de elementos descritivos. 
d) liberdade de criação e de expressão. 
e) valorização da simplicidade, bucolismo. 
 
Questão 07 (Enem 2013) 
Mal secreto 
Se a cólera que espuma, a dor que mora 
 
 
 
 
 196 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
Aula 19 - Parnasianismo 
 
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce, 
Tudo o que punge, tudo o que devora 
O coração, no rosto se estampasse; 
 
Se se pudesse, o espírito que chora, 
Ver através da máscara da face, 
Quanta gente, talvez, que inveja agora 
Nos causa, então piedade nos causasse! 
 
Quanta gente que ri, talvez, consigo 
Guarda um atroz, recôndito inimigo, 
Como invisível chaga cancerosa! 
 
Quanta gente que ri, talvez existe, 
Cuja ventura única consiste 
Em parecer aos outros venturosa! 
 
CORREIA, R. In: PATRIOTA, M. Para compreender Raimundo 
Correia. Brasília: Alhambra, 1995. 
 
Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e 
racionalidade na condução temática, o soneto de Raimundo 
Correia reflete sobre a forma como as emoções do indivíduo são 
julgadas em sociedade. Na concepção do eu lírico, esse 
julgamento revela que 
a) a necessidade de ser socialmente aceito leva o indivíduo a agir 
de forma dissimulada. 
b) o sofrimento íntimo torna-se mais ameno quando compartilhado 
por um grupo social. 
c) a capacidade de perdoar e aceitar as diferenças neutraliza o 
sentimento de inveja. 
d) o instinto de solidariedade conduz o indivíduo a apiedar-se do 
próximo. 
e) a transfiguração da angústia em alegria é um artifício nocivo ao 
convívio social. 
 
Questão 08 (Fgv 2007) 
Leia o poema de Olavo Bilac: 
Vê-se no espelho; e vê, pela janela, 
A dolorosa angústia vespertina: 
Pálido morre o sol... Mas, ai! Termina 
Outra tarde mais triste, dentro dela; 
 
Outra queda mais funda lhe revela 
O aço feroz, e o horror de outra ruína; 
Rouba-lhe a idade, pérfida e assassina, 
Mais do que a vida, o orgulho de ser bela! 
 
Fios de prata... Rugas. O desgosto 
Enche-a de sombras, como a sufocá-la. 
Numa noite que aí vem... E no seu rosto 
 
Uma lágrima trêmula resvala, 
Trêmula, a cintilar, - como, ao sol posto, 
Uma primeira estrela em céu de opala. 
 
A respeito do poema, pode-se dizer que: 
 
a) "dela" (verso 4, primeira estrofe) refere-se a uma mulher. 
b) "A dolorosa angústia vespertina" (verso 2, primeira estrofe) 
refere-se a uma mulher. 
c) "dela" (verso 4, primeira estrofe) refere-se a "tarde". 
d) "dentro dela" (verso 4, primeira estrofe) refere-se a "janela". 
e) "céu de opala" (verso 3, quarta estrofe) refere-se a um céu 
sombrio. 
 
Questão 09 
A um poeta 
Longe do estéril turbilhão da rua, 
Beneditino escreve! No aconchego 
Do claustro, na paciência e no sossego, 
Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua! 
 
Mas que na forma se disfarce o emprego 
Do esforço: e trama viva se construa 
De tal modo, que a imagem fique nua 
Rica mas sóbria, como um templo grego 
 
Não se mostre na fábrica o suplicio 
Do mestre. E natural, o efeito agrade 
Sem lembrar os andaimes do edifício: 
 
Porque a Beleza, gêmea da Verdade 
Arte pura, inimiga do artifício, 
É a força e a graça na simplicidade. 
Olavo Bilac 
 
Com base no texto acima e em seus conhecimentos sobre o 
Parnasianismo, assinale V para o que for verdadeiro e F para o 
que for falso, quanto a essa estética literária. Foi um movimento 
essencialmente poético, que reagiu ao sentimentalismo romântico. 
I - Para os parnasianos, a poesia é, sobretudo, forma que se 
sobrepõe ao conteúdo e às ideias. 
II - No Parnasianismo, a arte tinha um sentido utilitário e um 
compromisso social. 
III - Para os parnasianos a verdade residia na beleza da obra, e 
essa, na sua perfeição formal. 
IV - O Parnasianismo revela preferência pela objetividade, pelos 
temas greco-latinos e por formas fixas, como o soneto. 
 
Está(ão) correto(s): 
a) apenas I e II 
b) apenas III e IV 
c) apenas I, II, III 
d) apenas II e III 
e) apenas I, III e IV 
 
Questão 10 
Inania Verba 
O pensamento ferve, e é um turbilhão de lava: 
A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve... 
E a Palavra pesada abafa a Idéia leve, 
Que, perfume e clarão, refulgia e voava. 
 
Quem o molde achará para a expressão de tudo? 
Ai! Quem há de dizer as ânsias infinitas 
Do sonho? E o céu que foge à mão que se levanta? 
(Olavo Bilac, POESIAS) 
CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) 
 
 
 
 
 
197 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
 
Indique a alternativa que NÃO ESTÁ de acordo com o poema. 
a) O poeta parnasiano privilegiou a forma, a maneira mais perfeita 
que encontrou para efetivar sua arte, mesmo que, para isso, ele 
tivesse que sacrificar suas emoções. Nesse sentido, os versos de 
Olavo Bilac são uma crítica ao Parnasianismo. 
b) O poeta fala da luta entre ideias e palavras e entre forma e 
conteúdo, quando estes fracassam ao traduzirem nossos 
sentimentos. As estrofes citadas são um derramamento da alma 
sobre essa luta, contrariando os preceitos parnasianos de 
contenção lírica. 
c) O tema básico das estrofes é o amor irrealizado, que causa 
sofrimentos ao poeta. 
d) Os versos são alexandrinos, muito apreciados pelos 
parnasianos. 
e) O verso "E a Palavra pesada abafa a Ideia leve" contém uma 
antítese, que representa a contradição entre forma e conteúdo 
exposta pelo poeta. 
 
Questão 11 
O Vinho de Hebe 
Quando do Olimpo nos festins surgia 
Hebe risonha, os deuses majestosos 
Os copos estendiam-lhe, ruidosos, 
E ela, passando, os copos lhes enchia... 
 
A Mocidade,assim, na rubra orgia 
Da vida, alegre e pródiga de gozos, 
Passa por nós, e nós também, sequiosos, 
Nossa taça estendemos-lhe, vazia... 
 
E o vinho do prazer em nossa taça 
Verte-nos ela, verte-nos e passa... 
Passa, e não torna atrás o seu caminho. 
 
Nós chamamo-la em vão; em nossos lábios 
Restam apenas tímidos ressábios, 
Como recordações daquele vinho. 
Raimundo Correia 
 
Após a leitura do poema, percebe-se que os parnasianos, na 
virada do século, notabilizaram-se por: 
 
a) elaborarem poemas de métrica rigorosa nos quais a 
impessoalidade do sujeito lírico permitia a perspectiva filosofante e 
a visada descritiva. 
b) denunciarem o autoritarismo da República Velha e as más 
condições de vida da maioria da população dá cidade do Rio de 
Janeiro. 
c) revelarem perícia na elaboração de poemas de quatro a seis 
versos cujos temas principais eram o amor não correspondido e as 
características da natureza nacional. 
d) escreverem longos poemas narrativos em verso livre misturando 
mitos greco-latinos e o cotidiano das modernas metrópoles. 
e) recusarem-se a participar da vida política no início da República 
e por retomarem a lírica religiosa de tradição renascentista e 
barroca. 
 
 
 
 
Questão 12 (Uerj) 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO 
 Sempre que se agita esta questão das "reivindicações", 
escovam-se os velhos chavões, e, com um grande ar de 
importância, os 1filósofos decidem sem apelação que a mulher não 
pode ser mais do que o anjo do lar, a vestal encarregada de vigiar 
o fogo sagrado, a 2depositária das tradições da família... e das 
chaves da despensa. Todo esse dispêndio de palavras 3inúteis 
serve apenas para encobrir a 4fealdade da única razão séria que 
podemos apresentar contra as pretensões das mulheres: o nosso 
egoísmo, o receio que temos de que nos despojem das nossas 
prerrogativas seculares - o medo de perder as posições, as 
regalias, as honras que o preconceito bárbaro confiou 
exclusivamente ao nosso século. Compreende-se: quem se 
habituou a empunhar o bastão do comando não se resigna 
facilmente a passá-lo a outras mãos: é mais fácil deixar a vida do 
que deixar o poder. 
(18/08/1901) 
(BILAC, Olavo. VOSSA INSOLÊNCIA. São Paulo: Cia. das Letras, 
1997, p. 313.) 
 
O narrador do texto critica o papel atribuído à mulher em nossa 
sociedade. 
Dos trechos a seguir, o único que corresponde ao papel criticado é: 
a) "Ser mulher, e oh! atroz, tantálica, tristeza! / ficar na vida qual 
uma águia inerte, presa / nos pesados grilhões dos preceitos 
sociais!" (Gilka Machado) 
b) "Eu não tinha este rosto de hoje, / assim calmo, assim triste, 
assim magro, / nem estes olhos tão vazios, / nem o lábio amargo." 
(Cecília Meireles) 
c) "Já agora as feministas venceram radicalmente e não há 
profissão masculina que elas não ataquem e onde não vençam." 
(Rachel de Queiroz) 
d) "É com um pouco de pudor que sou obrigada a reconhecer que 
o que mais interessa à mulher é o homem." (Clarice Lispector) 
 
Questão 13 (UFF) 
Texto para as próximas duas questões 
 
A pátria 
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste! 
Criança! não verás nenhum país como este! 
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta! 
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa, 
É um seio de mãe a transbordar carinhos. 
Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos, 
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos! 
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos! 
Vê que grande extensão de matas, onde impera 
Fecunda e luminosa, a eterna primavera! 
 
Boa terra! jamais negou a quem trabalha 
O pão que mata a fome, o teto que agasalha... 
 
Quem com o seu suor a fecunda e umedece, 
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece! 
 
Criança! não verás país nenhum como este: 
Imita na grandeza a terra em que nasceste! 
(Olavo Bilac) 
 
 
 
 
 
 198 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
Aula 19 - Parnasianismo 
 
As estéticas literárias, embora costumem ser datadas nos livros 
didáticos com início e término pós-determinados, não se deixam 
aprisionar pela rigidez cronológica. 
Assinale o comentário adequado em relação à expressão estética 
do poema "A Pátria" de Olavo Bilac (1865-1918). 
a) O poema transcende a estética parnasiana ao tratar a temática 
da exaltação da terra, segundo a estética romântica. 
b) O poema exemplifica os preceitos da estética parnasiana e 
valoriza a forma na expressão comedida do sentimento nacional. 
c) O poema se antecipa ao discurso crítico da identidade nacional - 
tema central da estética modernista. 
d) O poema se insere nas fronteiras rígidas da estética parnasiana, 
dando ênfase à permanência do ideário estético, no eixo temporal 
das escolas literárias. 
e) O poema reflete os valores essenciais e perenes da realidade, 
distanciando-se de um compromisso com a afirmação da 
nacionalidade. 
 
Questão 14 (Enem 2015) 
Publicado em 1904, o poema A pátria harmoniza-se com um 
projeto ideológico em construção na Primeira República. O 
discurso poético de Olavo Bilac ecoa esse projeto, na medida em 
que 
a) a paisagem natural ganha contornos surreais, como o projeto 
brasileiro de grandeza. 
b) a prosperidade individual, como a exuberância da terra, 
independe de políticas de governo. 
c) os valores afetivos atribuídos à família devem ser aplicados 
também aos ícones nacionais. 
d) a capacidade produtiva da terra garante ao país a riqueza que 
se verifica naquele momento. 
e) a valorização do trabalhador passa a integrar o conceito de bem-
estar social experimentado. 
 
Questão 15 (Enem PPL 2014) 
Abrimos o Brasil a todo o mundo: mas queremos que o Brasil seja 
Brasil! Queremos conservar a nossa raça, a nossa história, e, 
principalmente, a nossa língua, que é toda a nossa vida, o nosso 
sangue, a nossa alma, a nossa religião. 
 BILAC, O. Últimas 
conferências e discursos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1927. 
 
 
Nesse trecho, Olavo Bilac manifesta seu engajamento na 
constituição da identidade nacional e linguística, ressaltando a 
a) transformação da cultura brasileira. 
b) religiosidade do povo brasileiro. 
c) abertura do Brasil para a democracia. 
d) importância comercial do Brasil. 
e) autorreferência do povo como brasileiro.

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