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194 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência Aula 19 - Parnasianismo Olavo Bilac, mais conhecido como poeta parnasiano, expressa traços românticos em sua obra. No soneto apresentado observa-se o seguinte traço romântico: a) objetividade do eu lírico. b) predominância de descrição. c) utilização de universo mitológico. d) erudição do vocabulário. e) idealização do tema amoroso. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO Questão 01 (Acafe 2017) “Diferentemente do Realismo e do Naturalismo, que se voltavam para o exame e para a crítica da realidade, o Parnasianismo representou na poesia um retorno ao clássico, com todos os seus ingredientes: o princípio do belo na arte, a busca do equilíbrio e da perfeição formal. Os parnasianos acreditavam que o sentido maior da arte reside nela mesma, em sua perfeição, e não na sua relação com o mundo exterior.” CEREJA; MAGALHÃES, 1999, p. 334. Sobre o Parnasianismo, assinale a alternativa correta. a) Os maiores expoentes do Parnasianismo, na poesia e na prosa, ocuparam-se da literatura indianista, na qual exaltavam a dignidade do nativo e a beleza superior da paisagem tropical. b) Um exemplo de poesia parnasiana é a obra Suspiros poéticos e saudade, de Gonçalves de Magalhães, na qual o poeta anuncia a revolução literária, libertando-se dos modelos românticos, considerados ultrapassados. c) Os parnasianos consideravam que certos princípios românticos, como a simplicidade da linguagem, valorização da paisagem nacional, emprego de sintaxe e vocabulário mais brasileiros, sentimentalismo, tudo isso ocultava as verdadeiras qualidades da poesia. d) Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa exemplificam a tendência de uma poesia pura, indiferente às contingências históricas, com sátira à mestiçagem e elogio à nobreza local. Questão 02 (Unesp 2017) Os parnasianos brasileiros se distinguem dos românticos pela atenuação da subjetividade e do sentimentalismo, pela ausência quase completa de interesse político no contexto da obra e pelo cuidado da escrita, aspirando a uma expressão de tipo plástico. (Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.) A referida “atenuação da subjetividade e do sentimentalismo” está bem exemplificada na seguinte estrofe do poeta parnasiano Alberto de Oliveira (1859-1937): a) Quando em meu peito rebentar-se a fibra, Que o espírito enlaça à dor vivente, Não derramem por mim nem uma lágrima Em pálpebra demente. b) Erguido em negro mármor luzidio, Portas fechadas, num mistério enorme, Numa terra de reis, mudo e sombrio, Sono de lendas um palácio dorme. c) Eu vi-a e minha alma antes de vê-la Sonhara-a linda como agora a vi; Nos puros olhos e na face bela, Dos meus sonhos a virgem conheci. d) Longe da pátria, sob um céu diverso Onde o sol como aqui tanto não arde, Chorei saudades do meu lar querido – Ave sem ninho que suspira à tarde. – e) Eu morro qual nas mãos da cozinheira O marreco piando na agonia… Como o cisne de outrora… que gemendo Entre os hinos de amor se enternecia. Questão 03 "Por isso, corre, por servir-me, Sobre o papel A pena, como em prata firme Corre o cinzel. Corre; desenha, enfeita a imagem, A idéia veste: Cinge-lhe o corpo a ampla roupagem Azul-Celeste Torce, aprimora, alteia, lima A frase; e, enfim, No verso de ouro engasta a rima, Como um rubim." Olavo Bilac O Parnasianismo tem como uma de suas características mais marcantes o ideal de “Arte pela Arte”, que se desdobra no “Arte sobre a Arte”. O poema acima, perfeita expressão desses ideais, a) tem como referente o próprio código, o que é típico da metalinguagem. b) imprime ao poema as marcas de sua atitude pessoal, seus sentimentos. c) busca persuadir o receptor a adotar certo comportamento. d) faz uso da primeira pessoa, eivando o poema de subjetividade. e) concentra-se no processo de construção do texto, abusando de figuras de linguagem. Questão 04 (Unifesp 2013) Essa poesia não logrou estabelecer-se em Portugal. De origem francesa, suas primeiras manifestações datam de 1866, quando um editor parisiense publica uma coletânea de poemas; em 1871 e 1876, saem outras duas coletâneas. Os poetas desse movimento literário pregam o princípio da Arte pela Arte, isto é, defendem uma arte que não sirva a nada e a ninguém, uma arte inútil, uma arte voltada para si própria. A Arte procuraria a Beleza e a Verdade que existiriam nos seres concretos, e não no sentimento do artista. Por isso, o belo se confundiria com a forma que o reveste, e não com algo que existiria dentro dele. Daí vem que esses poetas sejam formalistas e preguem o cuidado da forma artística como exigência preliminar. Para consegui-lo, defendem uma atitude de impassibilidade diante das coisas: não se emocionar jamais; antes, impessoalizar-se tanto quanto possível pela descrição dos objetos, via de regra inertes ou obedientes aos movimentos próprios da Natureza (o fluxo e refluxo das ondas do mar, o voo dos pássaros, etc.). Esteticistas, anseiam uma arte universalista. Em Portugal, tentou-se introduzir esse movimento; certamente, impregnou alguns poetas, exerceu influência, mas não passou de prurido, que pouco alterou o ritmo literário do tempo. Na verdade, o modo fortuito como alguns se deixaram contaminar da nova moda poética revelava apenas veleidade francófila, em decorrência de CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) 195 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência razões de gosto pessoal ou de grupos restritos: faltou-lhes intuito comum. (Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1999. Adaptado.) As informações apresentadas no texto referem-se à literatura a) simbolista, cuja busca pelo Belo implicou a liberdade na expressão dos sentimentos. O texto deixa claro que essa literatura alcançou notável aceitação entre os poetas da época. b) simbolista, cuja preocupação com a expressão do sentimento filia-se à tradição poética do Renascimento. O texto deixa claro que essa literatura teve um desenvolvimento tímido na cena literária portuguesa. c) parnasiana, cuja preocupação com a objetividade a opõe ao subjetivismo romântico. O texto deixa claro que essa literatura não se impôs na cena literária portuguesa. d) parnasiana, cuja liberdade de expressão e cujo compromisso social permitem fundamentar a Arte pela Arte. O texto deixa claro que essa literatura teve pouco espaço na cena literária portuguesa. e) realista, cuja influência da tradição clássica é fundamental para se chegar à perfeição. O texto deixa claro que essa literatura teve uma disseminação irregular na cena literária portuguesa. Questão 05 (Ufpa 2012) Estilo de época corresponde a um conjunto de características de um grupo de escritores pertencentes à mesma circunstância histórica e sociocultural, mantendo-se o respeito às características individuais de cada autor. Assim sendo, o artista, mesmo sob a orientação de um sistema de normas, padrões literários, vistos de maneira genérica, produz a sua criação literária de modo a conferir-lhe características próprias, tendo em vista sua visão de mundo. Dessa forma, o artista torna perceptível sua capacidade de trabalhar a linguagem de forma particularizada e de manifestar-se, segundo escolhas que melhor atendam a sua perspectiva e capacidade de apreensão do mundo. Considerando-se os comentários feitos sobre cada texto literário transcrito abaixo, identifique a alternativa em que as afirmações sobre os autores citados não estão em consonância com o estilo de época que eles representam. a) “Quem a primeira vez chegou a ver-vos, Nise, e logo se pôs a contemplar-vos, Bem merece morrer por conversar-vos E não poder viver sem merecer-vos.” • Gregório de Matos Guerra é poeta do Barroco brasileiro, cuja obra se caracteriza por temas variados: poesiareligiosa, lírico- amorosa e satírica. b) “No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: ‘Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...’" • Castro Alves, pertencente à terceira geração romântica, emprestou o seu gênio criador à causa dos escravos; daí a sua relação com a poesia de tema social. c) “Sabei, amigos Zéfiros, que cedo, Entre os braços de Nise, entre estas flores, Furtivas glórias, tácitos favores, Hei-de enfim possuir: porém segredo!” • Os árcades produziram poesia de concepção clássica; daí a notória presença de referências à mitologia. Os versos de Bocage são a confirmação desta prática poética. d) “Cabelos brancos! dai-me, enfim, a calma A esta tortura de homem e de artista: Desdém pelo que encerra a minha palma, E ambição pelo mais que não exista;” • No texto parnasiano, é comum a identificação de elementos de conformação subjetiva, como se observa nos versos de Bilac transcritos acima. e) “Assim eu te amo, assim; mais do que podem Dizer-te os lábios meus, – mais do que vale Cantar a voz do trovador cansada: O que é belo, o que é justo, santo e grande Amo em tí. – Por tudo quanto sofro, Por quando já sofri, por quanto ainda Me resta sofrer, por tudo eu te amo!” • Gonçalves Dias, ainda que reconhecido como o autor de textos assinalados por motivos de grande nacionalismo, produziu poemas de expressão lírico-amorosa indiscutível. Questão 06 (Insper 2012) Texto Talvez sonhasse, quando a vi. Mas via Que, aos raios do luar iluminada, Entre as estrelas trêmulas subia Uma infinita e cintilante escada. E eu olhava-a de baixo, olhava-a... Em cada Degrau, que o ouro mais límpido vestia, Mudo e sereno, um anjo a harpa doirada, Ressoante de súplicas, feria... Tu, mãe sagrada! vós também, formosas Ilusões! sonhos meus! Íeis por ela Como um bando de sombras vaporosas. E, ó meu amor! eu te buscava, quando Vi que no alto surgias, calma e bela, O olhar celeste para o meu baixando... Olavo Bilac,Via-Láctea. Embora seja identificado como o principal poeta parnasiano brasileiro, Olavo Bilac, nesse soneto, explora um aspecto do Romantismo, o qual está explicitado na seguinte alternativa: a) objetividade e racionalismo do eu lírico. b) subjetividade numa atmosfera onírica. c) forte presença de elementos descritivos. d) liberdade de criação e de expressão. e) valorização da simplicidade, bucolismo. Questão 07 (Enem 2013) Mal secreto Se a cólera que espuma, a dor que mora 196 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência Aula 19 - Parnasianismo N’alma, e destrói cada ilusão que nasce, Tudo o que punge, tudo o que devora O coração, no rosto se estampasse; Se se pudesse, o espírito que chora, Ver através da máscara da face, Quanta gente, talvez, que inveja agora Nos causa, então piedade nos causasse! Quanta gente que ri, talvez, consigo Guarda um atroz, recôndito inimigo, Como invisível chaga cancerosa! Quanta gente que ri, talvez existe, Cuja ventura única consiste Em parecer aos outros venturosa! CORREIA, R. In: PATRIOTA, M. Para compreender Raimundo Correia. Brasília: Alhambra, 1995. Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e racionalidade na condução temática, o soneto de Raimundo Correia reflete sobre a forma como as emoções do indivíduo são julgadas em sociedade. Na concepção do eu lírico, esse julgamento revela que a) a necessidade de ser socialmente aceito leva o indivíduo a agir de forma dissimulada. b) o sofrimento íntimo torna-se mais ameno quando compartilhado por um grupo social. c) a capacidade de perdoar e aceitar as diferenças neutraliza o sentimento de inveja. d) o instinto de solidariedade conduz o indivíduo a apiedar-se do próximo. e) a transfiguração da angústia em alegria é um artifício nocivo ao convívio social. Questão 08 (Fgv 2007) Leia o poema de Olavo Bilac: Vê-se no espelho; e vê, pela janela, A dolorosa angústia vespertina: Pálido morre o sol... Mas, ai! Termina Outra tarde mais triste, dentro dela; Outra queda mais funda lhe revela O aço feroz, e o horror de outra ruína; Rouba-lhe a idade, pérfida e assassina, Mais do que a vida, o orgulho de ser bela! Fios de prata... Rugas. O desgosto Enche-a de sombras, como a sufocá-la. Numa noite que aí vem... E no seu rosto Uma lágrima trêmula resvala, Trêmula, a cintilar, - como, ao sol posto, Uma primeira estrela em céu de opala. A respeito do poema, pode-se dizer que: a) "dela" (verso 4, primeira estrofe) refere-se a uma mulher. b) "A dolorosa angústia vespertina" (verso 2, primeira estrofe) refere-se a uma mulher. c) "dela" (verso 4, primeira estrofe) refere-se a "tarde". d) "dentro dela" (verso 4, primeira estrofe) refere-se a "janela". e) "céu de opala" (verso 3, quarta estrofe) refere-se a um céu sombrio. Questão 09 A um poeta Longe do estéril turbilhão da rua, Beneditino escreve! No aconchego Do claustro, na paciência e no sossego, Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua! Mas que na forma se disfarce o emprego Do esforço: e trama viva se construa De tal modo, que a imagem fique nua Rica mas sóbria, como um templo grego Não se mostre na fábrica o suplicio Do mestre. E natural, o efeito agrade Sem lembrar os andaimes do edifício: Porque a Beleza, gêmea da Verdade Arte pura, inimiga do artifício, É a força e a graça na simplicidade. Olavo Bilac Com base no texto acima e em seus conhecimentos sobre o Parnasianismo, assinale V para o que for verdadeiro e F para o que for falso, quanto a essa estética literária. Foi um movimento essencialmente poético, que reagiu ao sentimentalismo romântico. I - Para os parnasianos, a poesia é, sobretudo, forma que se sobrepõe ao conteúdo e às ideias. II - No Parnasianismo, a arte tinha um sentido utilitário e um compromisso social. III - Para os parnasianos a verdade residia na beleza da obra, e essa, na sua perfeição formal. IV - O Parnasianismo revela preferência pela objetividade, pelos temas greco-latinos e por formas fixas, como o soneto. Está(ão) correto(s): a) apenas I e II b) apenas III e IV c) apenas I, II, III d) apenas II e III e) apenas I, III e IV Questão 10 Inania Verba O pensamento ferve, e é um turbilhão de lava: A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve... E a Palavra pesada abafa a Idéia leve, Que, perfume e clarão, refulgia e voava. Quem o molde achará para a expressão de tudo? Ai! Quem há de dizer as ânsias infinitas Do sonho? E o céu que foge à mão que se levanta? (Olavo Bilac, POESIAS) CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) 197 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência Indique a alternativa que NÃO ESTÁ de acordo com o poema. a) O poeta parnasiano privilegiou a forma, a maneira mais perfeita que encontrou para efetivar sua arte, mesmo que, para isso, ele tivesse que sacrificar suas emoções. Nesse sentido, os versos de Olavo Bilac são uma crítica ao Parnasianismo. b) O poeta fala da luta entre ideias e palavras e entre forma e conteúdo, quando estes fracassam ao traduzirem nossos sentimentos. As estrofes citadas são um derramamento da alma sobre essa luta, contrariando os preceitos parnasianos de contenção lírica. c) O tema básico das estrofes é o amor irrealizado, que causa sofrimentos ao poeta. d) Os versos são alexandrinos, muito apreciados pelos parnasianos. e) O verso "E a Palavra pesada abafa a Ideia leve" contém uma antítese, que representa a contradição entre forma e conteúdo exposta pelo poeta. Questão 11 O Vinho de Hebe Quando do Olimpo nos festins surgia Hebe risonha, os deuses majestosos Os copos estendiam-lhe, ruidosos, E ela, passando, os copos lhes enchia... A Mocidade,assim, na rubra orgia Da vida, alegre e pródiga de gozos, Passa por nós, e nós também, sequiosos, Nossa taça estendemos-lhe, vazia... E o vinho do prazer em nossa taça Verte-nos ela, verte-nos e passa... Passa, e não torna atrás o seu caminho. Nós chamamo-la em vão; em nossos lábios Restam apenas tímidos ressábios, Como recordações daquele vinho. Raimundo Correia Após a leitura do poema, percebe-se que os parnasianos, na virada do século, notabilizaram-se por: a) elaborarem poemas de métrica rigorosa nos quais a impessoalidade do sujeito lírico permitia a perspectiva filosofante e a visada descritiva. b) denunciarem o autoritarismo da República Velha e as más condições de vida da maioria da população dá cidade do Rio de Janeiro. c) revelarem perícia na elaboração de poemas de quatro a seis versos cujos temas principais eram o amor não correspondido e as características da natureza nacional. d) escreverem longos poemas narrativos em verso livre misturando mitos greco-latinos e o cotidiano das modernas metrópoles. e) recusarem-se a participar da vida política no início da República e por retomarem a lírica religiosa de tradição renascentista e barroca. Questão 12 (Uerj) TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Sempre que se agita esta questão das "reivindicações", escovam-se os velhos chavões, e, com um grande ar de importância, os 1filósofos decidem sem apelação que a mulher não pode ser mais do que o anjo do lar, a vestal encarregada de vigiar o fogo sagrado, a 2depositária das tradições da família... e das chaves da despensa. Todo esse dispêndio de palavras 3inúteis serve apenas para encobrir a 4fealdade da única razão séria que podemos apresentar contra as pretensões das mulheres: o nosso egoísmo, o receio que temos de que nos despojem das nossas prerrogativas seculares - o medo de perder as posições, as regalias, as honras que o preconceito bárbaro confiou exclusivamente ao nosso século. Compreende-se: quem se habituou a empunhar o bastão do comando não se resigna facilmente a passá-lo a outras mãos: é mais fácil deixar a vida do que deixar o poder. (18/08/1901) (BILAC, Olavo. VOSSA INSOLÊNCIA. São Paulo: Cia. das Letras, 1997, p. 313.) O narrador do texto critica o papel atribuído à mulher em nossa sociedade. Dos trechos a seguir, o único que corresponde ao papel criticado é: a) "Ser mulher, e oh! atroz, tantálica, tristeza! / ficar na vida qual uma águia inerte, presa / nos pesados grilhões dos preceitos sociais!" (Gilka Machado) b) "Eu não tinha este rosto de hoje, / assim calmo, assim triste, assim magro, / nem estes olhos tão vazios, / nem o lábio amargo." (Cecília Meireles) c) "Já agora as feministas venceram radicalmente e não há profissão masculina que elas não ataquem e onde não vençam." (Rachel de Queiroz) d) "É com um pouco de pudor que sou obrigada a reconhecer que o que mais interessa à mulher é o homem." (Clarice Lispector) Questão 13 (UFF) Texto para as próximas duas questões A pátria Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste! Criança! não verás nenhum país como este! Olha que céu! que mar! que rios! que floresta! A Natureza, aqui, perpetuamente em festa, É um seio de mãe a transbordar carinhos. Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos, Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos! Vê que luz, que calor, que multidão de insetos! Vê que grande extensão de matas, onde impera Fecunda e luminosa, a eterna primavera! Boa terra! jamais negou a quem trabalha O pão que mata a fome, o teto que agasalha... Quem com o seu suor a fecunda e umedece, Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece! Criança! não verás país nenhum como este: Imita na grandeza a terra em que nasceste! (Olavo Bilac) 198 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência Aula 19 - Parnasianismo As estéticas literárias, embora costumem ser datadas nos livros didáticos com início e término pós-determinados, não se deixam aprisionar pela rigidez cronológica. Assinale o comentário adequado em relação à expressão estética do poema "A Pátria" de Olavo Bilac (1865-1918). a) O poema transcende a estética parnasiana ao tratar a temática da exaltação da terra, segundo a estética romântica. b) O poema exemplifica os preceitos da estética parnasiana e valoriza a forma na expressão comedida do sentimento nacional. c) O poema se antecipa ao discurso crítico da identidade nacional - tema central da estética modernista. d) O poema se insere nas fronteiras rígidas da estética parnasiana, dando ênfase à permanência do ideário estético, no eixo temporal das escolas literárias. e) O poema reflete os valores essenciais e perenes da realidade, distanciando-se de um compromisso com a afirmação da nacionalidade. Questão 14 (Enem 2015) Publicado em 1904, o poema A pátria harmoniza-se com um projeto ideológico em construção na Primeira República. O discurso poético de Olavo Bilac ecoa esse projeto, na medida em que a) a paisagem natural ganha contornos surreais, como o projeto brasileiro de grandeza. b) a prosperidade individual, como a exuberância da terra, independe de políticas de governo. c) os valores afetivos atribuídos à família devem ser aplicados também aos ícones nacionais. d) a capacidade produtiva da terra garante ao país a riqueza que se verifica naquele momento. e) a valorização do trabalhador passa a integrar o conceito de bem- estar social experimentado. Questão 15 (Enem PPL 2014) Abrimos o Brasil a todo o mundo: mas queremos que o Brasil seja Brasil! Queremos conservar a nossa raça, a nossa história, e, principalmente, a nossa língua, que é toda a nossa vida, o nosso sangue, a nossa alma, a nossa religião. BILAC, O. Últimas conferências e discursos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1927. Nesse trecho, Olavo Bilac manifesta seu engajamento na constituição da identidade nacional e linguística, ressaltando a a) transformação da cultura brasileira. b) religiosidade do povo brasileiro. c) abertura do Brasil para a democracia. d) importância comercial do Brasil. e) autorreferência do povo como brasileiro.