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Núcleo de Educação a Distância
GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO
Diagramação: Rhanya Vitória M. R. Cupertino
Revisão Ortográfica: Ana Carolina de Souza Assis
PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira.
O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para 
a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho.
O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por 
fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem.
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Prezado(a) Pós-Graduando(a),
Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional!
Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança 
em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se 
decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as 
suas expectativas.
A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma 
nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra-
dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a 
ascensão social e econômica da população de um país.
Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida-
de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. 
Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas 
pessoais e profissionais.
Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são 
outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi-
ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver 
um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atu-
ação no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo 
importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe-
rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de 
ensino.
E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) 
nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. 
Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos 
conhecimentos.
Um abraço,
Grupo Prominas - Educação e Tecnologia
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Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas!
É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha 
é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo-
sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é 
você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve-
rança, disciplina e organização. 
Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como 
as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua 
preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo 
foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de 
qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho.
Estude bastante e um grande abraço!
Professor: Valério Cunha Parentoni Senra 
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O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao 
longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc-
nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela 
conhecimento.
Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes 
importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in-
formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao 
seu sucesso profisisional.
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A presente unidade visa analisar a Organização Político-Ad-
ministrativa do Estado que se perfaz principalmente na relação entre 
os três poderes estatais: Poder Legislativo, Poder Executivo e Poder 
Judiciário. Desta forma, a fim de que o tema em estudo possa ser com-
preendido de forma geral e simplificada, optou-se por dividir a unidade 
em três capítulos, abordando-se os principais assuntos decorrentes 
da matéria em questão. Isto posto, a análise do tema possui embasa-
mento doutrinário e legislativo a fim de que se acompanhe em termos 
práticos e em termos teóricos o assunto. Foca-se, portanto, na origem 
da Separação dos Poderes, assim como, nas Funções Típicas e Atí-
picas; Estruturação de cada Função Estatal, Garantias e Vedações, 
sempre distinguindo e destacando os tópicos do estudo, de capítulo 
em capítulo, conforme as peculiaridades exigidas em cada conteúdo 
abordado. Conclui-se que o estudo dos dispositivos constitucionais da 
Organização dos Poderes, refletem em várias áreas do Direito. Desta 
forma, para que o estudante possa adquirir melhor reflexão sociopolí-
tica e jurídica, torna-se essencial o conhecimento desta matéria. 
Direito Constitucional. Organização dos Poderes. Poder Legislativo. Poder
Executivo. Poder Judiciário.
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 CAPÍTULO 01
O PODER LEGISLATIVO
Apresentação do Módulo ______________________________________ 11
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Introdução: A Separação dos Poderes ___________________________
Impedimentos, Vacância e Perda do Cargo _____________________
Poder Legislativo _______________________________________________
 CAPÍTULO 02
O PODER EXECUTIVO
Introdução: Considerações Iniciais sobre o Poder Executivo _____ 42
38Recapitulando ________________________________________________
Ministros de Estado ____________________________________________ 59
27Processo Legislativo ___________________________________________
54Crimes de Responsabilidade ___________________________________
Recapitulando _________________________________________________ 63
35Função Fiscalizatória do Poder Legislativo ______________________
Conselhos _____________________________________________________ 60
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 CAPÍTULO 03
O PODER JUDICIÁRIO
Introdução: Poder Jurisdicional _______________________________ 66
Estrutura do Poder Judiciário ___________________________________ 68
Órgãos do Judiciário ___________________________________________ 74
Funções Essenciais à Justiça __________________________________ 85
Recapitulando _________________________________________________ 95
Fechando a Unidade __________________________________________ 99
Referências ____________________________________________________ 102
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A Constituição Federal de 1988 estabeleceu diversas regras 
referentes à organização do Estado. Quanto a isto, ressalta-se que o 
Estado Constitucional Brasileiro, o qual garante a prevalência do Estado 
Democrático de Direito, se manifesta em toda a Organização Político-
-Administrativa da República Federativa do Brasil. 
Neste sentido, salutar é o desenvolvimento de conhecimento 
sobre a Separação dos Poderes, que além de garantir a forma Federa-
lista e o Princípio Republicano pelo qual o Constituinte adotou em 1988, 
também busca garantir a efetivação de todos os preceitos constitucio-
nais, diga-se, pilares de todo ordenamento jurídico. 
A presente unidade exterioriza, portanto, a construção jurídica ge-
ral da Separação dos Poderes Estatais a fim de que possa ser compreen-
dida quais são as bases jurídicas para o funcionamento e movimentação 
adequados da máquina estatal. Salienta-se que não se trata de matéria 
que se infere apenas no âmbito das relações governamentais ou adminis-
trativas. É importante entender que todo ato estatal, ainda que meramente 
administrativo que não se dirija diretamente a um cidadão, é realizado para 
cumprir uma função, ou seja, busca-se sempre atingir o bem-comum. 
Diante destas premissas,analisam-se as principais normas 
constitucionais referentes aos Poderes: Legislativo, Executivo e Judi-
ciário para poder ser compreendida qual a essência e função que cada 
um ocupa na sociedade. 
Desde já, cumpre aludir que a palavra “Separação” não deve ser 
entendida em sua forma primária, que designa a compreensão de que os 
três poderes são totalmente independentes ou desassociados. Para que 
o Estado cumpra os fins a que se destinada, é necessário que suas fun-
ções sejam bem distribuídas, mas, nunca desconectadas entre si. Assim, 
denota-se que cada função estatal, de forma indireta ou em alguns casos 
direta, se complementam e garantem a harmonização do sistema. 
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INTRODUÇÃO: A SEPARAÇÃO DOS PODERES 
A letra do art. 2º da Constituição Federal de 1988, disciplina 
que: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o 
Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Neste intento, é sabido que o 
Brasil é uma República Federativa, em outras palavras isso significa 
que adotamos como forma de Governo a República e como forma de 
Estado o Federal. Assim, para que a Constituição Federal e demais nor-
mas jurídicas sejam cumpridas, é necessário o trabalho coordenado do 
Estado em vários aspectos. 
A Carta Magna, no Título IV “Da Organização dos Poderes”, 
institui e estabelece entre os poderes: Legislativo, Executivo e Judiciá-
rio, diversos deveres, assim como, procedimentos e prerrogativas.
O PODER LEGISLATIVO
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A “Separação dos Poderes” é matéria cujo conteúdo é 
imutável, ou seja, é uma das hipóteses de cláusula pétrea: Art. 60, 
§ 4º, inciso III da Constituição Federal de 1988.
Contudo, é importante esclarecer que a divisão de poderes, não 
significa dizer que existe mais de um poder do Estado em si, ao contrário, 
cuida-se de uma divisão funcional do poder político do Estado por meio da 
qual será destinada a cada órgão uma função governamental essencial. 
 Neste sentido, Pinho (2016, p. 117) “O fundamento da Separa-
ção de Poderes é evitar a concentração nas mãos de uma só pessoa, o 
que gera situações de abuso de poder”. 
No mais, de acordo com Bastos (2010, p. 339): 
Vale, entretanto, notar que, qualquer que seja a forma ou o conteúdo dos atos do 
Estado, eles são sempre fruto de um mesmo poder. Daí ser incorreto afirmar-se 
a tripartição de poderes estatais, a tomar essa expressão ao pé da letra. É que 
o poder é sempre um só, qualquer que seja a forma por ele assumida. Todas as 
manifestações de vontade emanadas em nome do Estado reportam-se sempre 
a um querer único que é o próprio das organizações políticas estatais.
Em termos históricos, cita-se Aristóteles e Montesquieu como 
os principais propulsores da teoria da separação dos poderes, Lenza 
(2022, p. 842) salienta que: “As primeiras bases teóricas para a "Tripar-
tição de Poderes” foram lançadas na Antiguidade grega por Aristóteles, 
em sua obra Política, em que o pensador vislumbrava a existência de 
três funções distintas”. 
Quanto a teoria aristotélica, explica Bastos (2010, p. 340-341): 
“para muitos autores, Aristóteles teria sido o primeiro a isolar, no funcio-
namento do complexo estatal, três tipos de atos: deliberações sobre os 
assuntos de interesse comum, organização de cargos e magistraturas e 
atos judiciais”. Contudo, segundo o autor, a contribuição de Aristóteles é 
relativa, visto que, sua descoberta não teve influência na vida política à 
época, sendo que, Montesquieu em sua obra “O espírito das leis”, aper-
feiçoou a teoria, o qual “De forma translúcida, afirmou que a tais funções 
devem corresponder órgãos distintos e autônomos”.
Sobre Montesquieu, Lenza (2022, p.843) esclarece que: 
O grande avanço trazido por Montesquieu não foi a identificação do exercício 
de três funções estatais. De fato, partindo desse pressuposto aristotélico, 
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o grande pensador francês inovou dizendo que tais funções estariam inti-
mamente conectadas a três órgãos distintos, autônomos e independentes 
entre si. Cada função corresponderia a um órgão, não mais se concentrando 
nas mãos únicas do soberano. Essa teoria surge em contraposição ao Ab-
solutismo, servindo de base estrutural para o desenvolvimento de diversos 
movimentos, como as revoluções americana e francesa, caracterizando-se, 
na Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão, em seu art. 
16, como verdadeiro dogma constitucional. 
Porém, importa esclarecer que de acordo com Lenza (2022, p. 
843-844) a teoria da “Separação de Poderes”, não se trata da invenção 
de um ou algum homem em si, ela foi fruto de anos de evolução, inclu-
sive do “Resultado empírico da evolução constitucional inglesa, qual a 
consagrou o Bill of Rights de 1689”, impondo um compromisso de divi-
são do poder entre autoridade real e parlamento. 
Em conclusão, Pinho (2016, p. 117), alega que “A passagem do 
Estado absolutista para o Estado Liberal caracterizou-se justamente pela 
Separação de Poderes e pelo reconhecimento de direitos individuais”, 
salienta-se neste rumo que “A Separação de Poderes e a garantia de di-
reitos individuais estão ligadas à própria origem do direito constitucional”. 
No mais, em análise primária, o termo “separação de poderes” 
pode acarretar a errônea impressão de que, a independência de cada 
órgão gere atividades totalmente dissociadas. Contudo, ao contrário do 
que a expressão por si só leva a crer, há um sistema de interferência 
entre um poder e outro, em outras palavras, existe um controle do exer-
cício de cada poder reciprocamente entre eles. 
Intitulado como “checks and balances”, que é um mecanismo 
que visa garantir o equilíbrio e a harmonia entre os poderes, por meio 
do estabelecimento de controles recíprocos, admite-se, portanto, inter-
ferências de um poder sobre o outro, conforme os limites determinados 
na norma constitucional. Frisa-se que não se trata de subordinação, 
apenas mecanismos limitados que propiciam equilíbrio para realização 
do bem comum. (PINHO, 2016, p. 438). 
Como exemplo, do sistema de pesos e contrapesos, é possí-
vel demonstrar vários artigos da Constituição Federal de 1988, dentre 
estes, destaca-se neste estudo, o art. 62 que possibilita o Executivo 
editar medidas provisórias com força de lei; os artigos 97, 102, I, alínea 
a; e 125, § 2º, que permite aos juízes e tribunais realizar o controle 
de constitucionalidade dos atos normativos do Legislativo, assim como, 
dos Atos Administrativos do Executivo; como interferência do Executivo 
no Poder Judiciário, denota-se a nomeação dos Ministros dos Tribunais 
Superiores. (PINHO, 2016, p. 117)
Desta maneira, os órgãos, poderão, segundo a norma, realizar 
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funções típicas, que são aquelas inerentes a sua natureza, assim como, 
funções atípicas que são inerentes à natureza de outros órgãos. Ou-
trossim, dividem-se os poderes políticos, quanto sua função e quanto a 
seu órgão, o que acaba por gerar especialização e independência com 
os demais poderes. 
a) Poder: uno indivisível e indelegável, um atributo do Es-
tado que emana do povo.
b) Função: “a função constitui, pois, um modo particular e 
caracterizado de o Estado manifestar a sua vontade”; e por último. 
c) Órgão: os órgãos são, em consequência, os instrumentos 
de que se vale o Estado para exercitar suas funções, descritas na 
Constituição, cuja eficácia é assegurada pelo Poder que a embasa.
Art. 44: O “Poder” Legislativo (função) é exercido pelo 
Congresso Nacional (órgão), que se compõe da Câmara dos Depu-
tados e do Senado Federal.
 Art. 76: O “Poder” Executivo (função) é exercido pelo Pre-
sidente da República (órgão), auxiliado pelos Ministros de Estado.
Art. 92: São Órgãos do “Poder” Judiciário (função): I— o 
Supremo Tribunal Federal; I- A — o Conselho Nacional de Justiça; 
II — o Superior Tribunal de Justiça; III — os Tribunais Regionais 
Federais e Juízes Federais; IV — os Tribunais e Juízes do Trabalho; 
V — os Tribunais e Juízes Eleitorais; VI — os Tribunais e Juízes 
Militares; VII — os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Fe-
deral e Territórios (órgãos). (LENZA, 2022, p. 849-850)
PODER LEGISLATIVO 
Versa o art. 44 da Constituição Federal de 1988 que “O Poder 
Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe de Câ-
mara dos Deputados e do Senado Federal” sendo que, de acordo com 
o parágrafo único “Cada legislatura terá a duração de quatro anos”. 
A principal função do legislativo é a elaboração de leis, atos 
normativos, em geral, e fiscalização contábil, financeira, orçamentaria, 
operacional e patrimonial do Poder Executivo. 
 Ademais, nos informa o art. 44 que o Brasil adotou para o 
procedimento legislativo o Sistema Bicameral, ou seja, o Congresso Na-
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cional possui duas Casas: Senado Federal e a Câmara dos Deputados.
 Ferreira Filha (2020, p. 169) diz que “A regra comum é o bica-
meralismo, isto é, a existência de duas Câmara que, em pé de igualdade 
ou não, participam do desempenho das tarefas ordinariamente confiadas 
ao Legislativo.” É da tradição constitucional brasileira a organização do 
Poder Legislativo em dois ramos, salvo as limitações contidas nas Cons-
tituições de 1934 e 1937, que tenderam para o Unicameralismo, sistema 
segundo o qual o Poder Legislativo é exercido por uma única câmara, 
sendo que, no Brasil, não há sistema de predominância entre uma Casa 
e outra. Entretanto, observa-se que a Câmara dos Deputados goza de 
certa primazia relativamente à iniciativa legislativa, pois é perante ela que 
o Presidente da República, o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tri-
bunal de Justiça e os cidadãos promovem a iniciativa do processo de 
elaboração das leis, art. 61, § 2º, e 64. (SILVA, 2022, p. 509-510).
Sobre o sistema bicameral, Pinho (2016, p. 123), alega que 
especificadamente: “A partir da primeira Constituição Republicana, em 
1891, adotamos o bicameralismo, de acordo com o modelo norte-ame-
ricano”, ou seja, a Câmara dos Deputados representa o povo, e o Se-
nado Federal, por conseguinte, representa os Estados. Ainda, observa 
o autor que, no Brasil, a arquitetura da cidade de Brasília, representa o 
sistema bicameral, em que o prédio do Congresso Nacional “É formado 
por duas cúpulas distintas, uma voltada para baixo, local de reflexão 
da autonomia política dos Estados-Membros da Federação” e “A outra 
voltada para cima, aberta aos clamores populares”. 
 Na época do Império, apesar do caráter unitário do Estado 
brasileiro, já adotávamos o Bicameralismo, pois o Poder Legislati-
vo era composto de duas Casas Legislativas: o Senado, integrado 
por membros vitalícios escolhidos pelo Imperador dentro de lis-
ta tríplice formada em cada província, e a Câmara, composta por 
representantes eleitos. A outra forma de bicameralismo existente 
é o Aristocrático, adotado na Inglaterra, onde a Câmara Alta, dos 
Lordes, é integrada pelos nobres, e a Câmara Baixa, dos Comuns, 
é composta pelos representantes do povo. (PINHO, 2016, p. 123).
Por outro aspecto, é importante lembrar que sendo o Brasil um 
Estado Federado, constitui o Poder Legislativo nos âmbitos: Federal, 
Estadual, Distrital e Municipal. 
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Quanto a isto, há de se esclarecer que no presente trabalho, 
foca-se na esfera federal. Contudo, é válido em breve alusão citar que, 
excluindo o poder legislativo federal, como citado acima, os demais po-
deres legislativos constituem-se de forma unicameral, ou seja, possuem 
apenas uma Casa Legislativa, têm-se, portanto: 
- Estados: Assembleias Legislativas: Deputados Estaduais
- Distrito Federal: Câmaras Legislativas: Deputados Distritais 
- Municípios: Câmaras Municipais: Vereadores.
Sobre o Poder Legislativo dos Estados Federados, Muni-
cípios e do Distrito Federal, leia-se, respectivamente: arts. 25 a 28; 
arts. 29 a 31; e arts. 32 e 33, todos da Constituição Federal de 1988.
Congresso Nacional 
Com foco no poder legislativo federal, verifica-se que o Con-
gresso Nacional, conforme dita o art. 44 da CF/88, é o titular do Poder 
Legislativo, este o exerce através da Câmara dos Deputados (deputa-
dos federais) e do Senado Federal (senadores).
Quanto a função, denota-se que o Congresso Nacional realiza 
duas funções típicas: a Legislativa e a Fiscalizatória, dentre destas, a 
de realizar o controle externo da Administração Pública Direta e Indireta. 
Para tanto, possui atribuições que são exercidas sob a san-
ção do Presidente da República, e competências exclusivas, conforme, 
prescreve o art. 48 a 50 e 70 a 73, da Constituição Federal. 
Destaca-se que as duas funções típicas do Poder Legislativo, 
não possuem hierarquia, ou seja, não há relação de subordinação entre 
elas. (SILVA, 2022, p. 440).
A Câmara dos Deputados, de acordo com o art. 45 da Constitui-
ção Federal, é formada pelos: “Representantes do povo, eleitos, pelo siste-
ma proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal”. 
 Cada Estado possui assegurado o número mínimo de oito e o 
número máximo de setenta Deputados Federais, tendo para cada Terri-
tório, o número fixo de quatro.
Ademais, o sistema de representação de cada partido “É pro-
porcional ao número de votos obtido nas eleições”. 
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A Constituição foi explícita ao determinar que a lei complementar deverá es-
tabelecer não apenas o número total de deputados federais no caso, como 
citado, fixado em 513, como, também, a representação por Estado e pelo 
DF. Ocorre que a LC n. 78/93, ao disciplinar o assunto, em seu art. 1.º, pa-
rágrafo único, delegou a segunda obrigação fixação da representação por 
Estado e pelo DF ao TSE. O STF entendeu essa delegação como incons-
titucional. Trata-se de critério envolvendo juízo de valor a ser determinado 
necessariamente pelo Parlamento, não se admitindo a transferência dessa 
atribuição para o TSE ou para qualquer outro órgão. Na mesma assentada, 
por conseguinte, os Ministros declararam a inconstitucionalidade da Res. n. 
23.389/2013 do TSE que disciplinava o tamanho das bancadas para cada 
Estado e para o DF. (LENZA, 2022, p. 872-873).
O Sistema Proporcional é aplicado nas eleições de Depu-
tados Federais, Deputados Estaduais e Vereadores. 
Nas palavras de Pinho (2016, p. 127): “Pelo sistema pro-
porcional são eleitos candidatos ao órgão colegiado conforme a 
quantidade de votos obtidos pelo partido ou coligação partidária. 
É o sistema geralmente adotado para a representação no Poder 
Legislativo, por possibilitar a expressão política das minorias. É 
utilizado no Brasil o sistema proporcional, com lista aberta e uni-
nominal para a eleição de Deputados Federais art. 45, Deputados 
Estaduais art. 27, § 1º e Vereadores art. 29, IV.”
Neste sentido, atente-se para fidelidade partidária.
Por conseguinte, o Senado Federal, nos termos do art. 46 da 
Constituição Federal, é composto pelos representantes dos Estados e 
do Distrito Federal, ressalta-se, portanto, a dogmática federalista ado-
tada pelo Brasil, eleitos de forma majoritária, sendo atribuído três se-
nadores para cada Estado e para o Distrito Federal, dos quais, terão 
o mandato de oito anos, cuja renovação se dará de maneira alternada 
a cada quatro anos, por 1/3 e 2/3. Citado artigo, ainda, designa que os 
senadores serão eleitos cada um, com dois suplentes. 
No mais, explica Pinho (2016, p. 125) que quanto a represen-
tação do Senado Federal: “Em razão de sua finalidade constitucional, 
todos os Estados-Membros da Federação possuem igual número de re-
presentantes. Como o Brasil é composto de vinte e seis Estados-Mem-
bros e do Distrito Federal, são oitenta e umSenadores”.
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Os Senadores são eleitos pelo Sistema Majoritário Sim-
ples, também aplicado para os Prefeitos com até 200.000 eleitores. 
Vence o candidato com maior número de votos nas elei-
ções, excluídos votos em branco e nulos. 
De acordo com os ensinamentos de Pinho (2016, p. 127): 
“No Sistema Majoritário Simples, a eleição realiza-se em um único 
turno, bastando à maioria relativa para a escolha do representante 
da vontade popular. No Brasil, é adotado para a eleição de Senado-
res e Prefeitos e Vice-Prefeitos nos Municípios com duzentos mil 
ou menos eleitores, arts. 46 e 29, II, CF.”
Ademais, observar-se que as eleições de Presidente da 
República, Governador e Prefeitos de Municípios com mais de 
200.000 eleitores, aplica-se o sistema majoritário absoluto ou tam-
bém chamado “majoritário por maioria absoluta” dois turnos. En-
sina Pinho (2016, p. 127) que: “É eleito o candidato que obtiver os 
votos de mais da metade do eleitorado. São computados somente 
os votos válidos. Votos válidos são considerados os dados para os 
candidatos, excluindo-se os votos nulos e em branco, art. 77, § 2º, 
CF. Caso nenhum candidato obtenha esta maioria em uma primeira 
votação, realiza-se um segundo turno somente com os dois candi-
datos mais votados. Não há necessidade de realizar sempre dois 
turnos, pois o candidato pode obter a aprovação por mais da me-
tade dos votos válidos já na primeira votação. No Brasil é utilizado 
para a eleição do Presidente e Vice-Presidente da República, dos 
Governadores e Vice-Governadores dos Estados e dos Prefeitos e 
Vice-Prefeitos nos Municípios com mais de duzentos mil eleitores, 
arts. 77 e seus parágrafos, 28 e 29, II. CF”.
Competências e Atribuições 
Na seara das competências e atribuições do Congresso Nacio-
nal, destaca-se segundo as palavras de Pinho (2016, p. 129-130) que 
conforme a doutrina de José Afonso da Silva, a classificação de tais 
atribuições, consistem em cinco grandes grupos. 
I – Legislativa, que é a principal atribuição, ou seja, sua função 
típica é: “é legislar, elaborar, discutir e aprovar projetos de leis, sujeitos 
à sanção ou veto do Presidente da República, em todas as matérias de 
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competência legislativa da União”. Assim, denota-se que o art. 48 da 
Constituição Federal não possui rol taxativo, tendo em vista que o caput 
do próprio artigo, atribui competência legislativa para dispor sobre todas 
as matérias de competência da União, ou seja, em geral, tendo especi-
ficado as determinadas em seus incisos. 
II - Fiscalização e controle, que consiste em “fiscalizar e contro-
lar os atos do Poder Executivo, incluídos os da Administração Indireta, 
art. 49, X, CF”. 
III - Julgamento de crimes de responsabilidade, ou seja, ao 
Congresso, cabe julgar o Presidente da República e outras altas autori-
dades federais pela prática de crimes de responsabilidade. 
IV – Constituintes, pois é atribuído ao Congresso Nacional a 
aprovação de emendas à Constituição, cujo procedimento é previsto no 
art. 60 da Carta Magna. 
E por último, V - Deliberativas, em que se tratam de atribuição 
que “São de competência exclusiva do Congresso Nacional, não sujei-
tas à sanção ou veto do Presidente da República, arts. 49, 51 e 52, CF. 
Essas deliberações, de caráter concreto, são feitas por resolução ou 
decreto legislativo”. 
Ademais, ainda no plano das competências e atribuições, ver-
sa o art. 51 em seus incisos (I a V) que detém de forma privada (exclusi-
va) a Câmara dos Deputados, a prerrogativa de realizar atos como: au-
torização, por 2/3 de seus membros, a instauração de processo contra o 
Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado; 
proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando estas 
não forem apresentadas ao Congresso Nacional dentro de 60 dias após 
a abertura da sessão legislativa e eleger membros do Conselho da Re-
pública, nos termos do art. 89, VII. 
Do mesmo modo, o art. 52, estabelece as competências priva-
tivas do Senado Federal, entre elas: processar e julgar o Presidente e 
o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem 
como os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conse-
lho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o 
Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União inciso I e 
II; autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da 
União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios 
inciso V; dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia 
da União em operações de crédito externo e interno inciso VIII; suspen-
der a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por 
decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal inciso X, dentre outras. 
Isto posto, com a leitura conjunta dos arts. 51, III e IV e 52, XII 
e XIII da Constituição Federal, compreende-se que diante da indepen-
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dencia do Congresso Nacional e suas respectivas Casas, Câmara dos 
Deputados e Senado Federal, há também a atribuição de auto-organiza-
ção, ou seja, elabora-se regimento interno, organiza-se serviços internos 
e mediante iniciativa de lei fixa-se a remuneração de seus servidores. 
Mesas Diretoras e Comissões
Outro aspecto que merece destaque são as “Mesas Direto-
ras” que em outras palavras nada mais são do que, órgãos de direção 
do Congresso Nacional. Não trata-se de um organismo per se stante; 
não existe por si. Se constitui de membros das Mesas do Senado e da 
Câmara, tem como função essencial dirigir os trabalhos do Congresso 
Nacional quando suas Casas se reúnem em sessão conjunta. (SILVA, 
2022, p. 513). De acordo com a Carta Magna: 
Art. 57
§ 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 
1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros 
e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a 
recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente. 
§ 5º A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente do Se-
nado Federal, e os demais cargos serão exercidos, alternadamente, pelos 
ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado 
Federal.
Art. 58
§ 1º Na constituição das Mesas e de cada Comissão, é assegurada, tanto 
quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos 
parlamentares que participam da respectiva Casa. (BRASIL, 1988)
Uma legislatura, conforme versa o art. 44, § único, tem du-
ração de 4 anos, coincide com o mandato dos Deputados Federais. 
Explica Pinho (2016, p. 127) que: “Cada legislatura é dividi-
da em quatro sessões legislativas ordinárias. Estas são as realiza-
das no período normal de trabalho. Por sua vez, são subdivididas 
em dois períodos legislativos, o primeiro de 2 de fevereiro a 17 de 
julho e o segundo de 1º de agosto a 22 de dezembro, art. 57, CF. 
Contudo, a sessão legislativa não se interrompe antes da aprova-
ção do projeto de lei de diretrizes orçamentárias, art. 57, § 2º, CF. O 
recesso parlamentar é justamente o espaço de tempo entre esses 
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períodos legislativos, quando o Congresso Nacional deixa de fun-
cionar, salvo se for convocado extraordinariamente, período de 18 
a 31 de julho e 23 de dezembro a 1º de fevereiro”. 
No mais, é importante salientar que dentro de uma legisla-
tura, os congressistas poderão reunir-se em:
Sessão conjunta: reunião simultânea das Casas legislati-
vas, para deliberação independente apuram-se votos em cada Casa, 
suas hipóteses são previstas no art. 57, § 3º e art. 166 da CF/88. 
Obs.: não confundir com Sessão Unicameral (Art. 3º-ADCT 
- Revisão da Constituição) em que as Casas Legislativas votaram 
em conjunto. 
Sessão Preparatória: (art. 57, § 4º)Sessão Ordinária: (art. 57, caput).
Sessão Extraordinária: (art. 57, § 6º).
Ademais, é válido lembrar: o Poder Legislativo é compos-
to por três órgãos deliberativos: Câmara dos Deputados, Senado 
Federal e Congresso Nacional, este último se manifesta quando 
necessário à votação de forma única.
Continuando no plano organizacional do Congresso Nacional, 
encontra-se disciplinado na Carta Magna, a instituição de “Comissões”, 
que de acordo com os ensinamentos de José Afonso da Silva (2022, 
p. 513-514) são “Organismos constituídos em cada Câmara, composto 
de número geralmente restrito de membros, encarregados de estudar 
e examinar as proposições legislativas e apresentar pareceres”. Ade-
mais, Bastos (2010, p. 351), leciona que: “É normal os legislativos, além 
dos plenários, atuarem através de Comissões, isto é, de grupos meno-
res de parlamentares. As comissões são, na verdade, uma exigência 
para o bom desempenho dos parlamentares”. 
O art. 58, caput, da CF/88, determina que o Congresso Nacio-
nal, assim como suas Casas, terão as comissões permanentes e tempo-
rárias, que se regem pelo respectivo regimento ou ato de criação. Assim 
como nas mesas, assegura-se a representação proporcional dos partidos 
ou blocos parlamentares, sendo que, em razão da matéria, possui com-
petências como discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma 
do regimento, a competência do Plenário (inciso I); realizar audiências 
públicas com entidades da sociedade civil (inciso II); convocar Ministros 
de Estado para prestar informações sobre assunto inerente à atribuição 
(inciso III); receber petições, reclamações, representações ou queixas de 
qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades, ou entidades 
públicas (inciso IV); solicitar depoimento de qualquer autoridade e cida-
dão (inciso V) e apreciar e emitir parecer de programas de obras e planos 
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nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento (inciso VI). 
Deste modo, atuam as comissões de forma interna e externa, 
relacionando-se com a sociedade civil. 
Dividem-se as comissões em “Comissões Permanentes” ins-
tituídas em razão da matéria art. 58, CF; “Comissões Temporárias ou 
Especiais” instituídas em razão de determinada finalidade extinguindo-
-se ao final desta art. 58, CF; “Comissão Mista” que se compõe por 
membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, conforme 
estabelece a Carta Magna, a Comissão Mista de Orçamento, com im-
portantes atribuições art. 166, § 1º, CF e a “Comissão Representativa”, 
formada para representação do Congresso Nacional, no período de re-
cesso parlamentar, eleita por suas Casas na última sessão ordinária do 
período legislativo, cuja composição deverá reproduzir, quanto possível, 
a proporcionalidade da representação partidária art. 58, § 4º, CF. 
Destaca-se a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) previs-
ta no § 3º do art. 58 da CF/88, também disciplinada pela Lei n.º 1.579 de 
1952 e regimento interno de cada Casa, exalta a função fiscalizadora do 
legislativo, ou seja, a aplicação de um controle político-administrativo. 
Em termos práticos, produz inquérito legislativo e possui fun-
ção investigatória.
Será instituída mediante requerimento de 1/3 dos membros da 
Câmara dos Deputados e do Senado, que a criaram, separada ou con-
juntamente, a fim de que se apure fato determinado e com prazo certo. 
Possui poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. Con-
cluindo-se se for o caso, encaminha-se ao Ministério Público para que 
este promova a responsabilidade civil e criminal dos infratores. 
Poderá a CPI, diante de um mesmo fato, ser criada na Câmara 
dos Deputados, no Senado Federal ou em conjunto Comissão Parla-
mentar Mista de Inquérito (CPMI), inclusive, poderá a investigação ser 
conduzida pelo Judiciário e até por outros órgãos e outros entes federa-
tivos nos limites de sua competência. (LENZA, 2022, p. 897). 
Ademais, quanto aos poderes de investigação de uma CPI, 
respeitados os limites constitucionais, às CPIs competem: convocar 
particulares e autoridades públicas para depor, vedada a condução co-
ercitiva do indiciado; realizar perícias e exames necessários; determinar 
a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico.
Não confundir quebra de sigilo telefônico com intercepta-
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ção telefônica, esta última, não poderá ser determinada em uma 
CPI ante a reserva constitucional de jurisdição.
Assim, dentre as proibições conferidas ao poder fiscalizatório de 
uma CPI, destaca-se que não exerce a CPI funções exclusivas do Poder 
Judiciário, como por exemplo, a prisão, salvo flagrante art. 5º, LXI, CF; a 
busca domiciliar art. 5º, XI, CF e a interceptação ou escuta telefônica art. 
5º, XII, CF, do mesmo modo, não pode a CPI adotar nenhuma medida 
assecuratória real ou restritiva do jus libertatis, incluindo-se apreensão ou 
sequestro, por exemplo. Ademais, o Supremo Tribunal Federal entendeu 
que a CPI não poderá acessar informações resguardadas pelo sigilo judi-
cial informativo STF, n.º 515. (PINHO, 2016, p. 134-135). 
Prerrogativas, Incompatibilidades e Impedimentos
Avançando o estudo, salienta-se a importância do Estatuto dos 
Congressistas, para que se preserve o livre exercício das funções dos 
membros do poder legislativo, a Constituição Federal, estabelece, de-
terminadas garantias. 
Tais prerrogativas possuem a função de garantir ao parlamen-
tar sua livre atuação, deste modo, subsistem inclusive ao estado de 
sítio, ocorrendo a suspensão, apenas mediante voto de 2/3 dos mem-
bros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto 
do Congresso Nacional e que sejam incompatíveis com a execução da 
medida, conforme estabelece o art. 53, § 8º da Constituição Federal. 
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por 
quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. 
§ 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de 
sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros 
da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso 
Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida. (BRASIL, 1988)
Observa-se inicialmente que as Imunidades e Prerrogativas 
Parlamentares tratam-se apenas de garantias funcionais, portanto, não 
podem ser renunciadas. Desta forma, salienta-se que “por não se tratar 
de um privilégio pessoal, as prerrogativas previstas na Constituição não 
se estendem ao suplente”. (PINHO, 2016, p. 137). 
As Imunidades: a) Imunidade Material ou Inviolabilidade Parla-
mentar: os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, 
por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos, art. 53, caput, CF; b) 
Imunidade Formal ou Processual quanto a prisão: do mesmo modo, só 
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poderão ser presos no caso de crime inafiançável, devendo os autos 
serem remetidos dentro de 24 horas à Casa respectiva para que os 
membros por voto da maioria resolva sobre a prisão art. 53, § 2º, CF.
Prisão em caso de sentença judicial transitada em julgado 
(STF): evoluindo a decisão proferida no julgamento do “mensa-
lão”, AP 470 (decisões em 17 e 21.12.2012), pela qual se reconhe-
cia a perda automática do mandato (art. 15, III), o STF, em momento 
seguinte (08.08.2013), no julgamento da AP 565, passou a estabe-
lecer que a perda do mandato de parlamentar condenado não é 
automática, devendo ser observada a regra do art. 55, § 2.º, CF/88 
(LENZA, 2022, p. 927).
Em sequência, tem-se a c) Imunidade Formal e Processual 
quanto ao processo: deve o Supremo Tribunal Federal, após recebida 
denúncia contra um congressista, dar ciência à casa respectiva, que, 
mediante votação com maioria absoluta de seus membros, decidirá 
quanto a sustação ou andamento da ação, sendo que o pedido de sus-
tação será apresentado no prazo de 45 dias dorecebimento da Mesa 
Diretora, sendo que, a sustação do processo suspenderá a prescrição, 
enquanto durar o mandato art. 53, §§ 3º e 4º, CF. 
Ainda, como prerrogativa, tem-se o Foro Privilegiado por Prer-
rogativa de Função, após a diplomação submetem-se os congressistas 
à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, art. 53, § 1º, CF.
Por fim, dentre outras prerrogativas encontram-se: o Sigilo da 
Fonte, que garante o direito dos congressistas não se submeterem a 
testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do 
exercício do mandato; assim como, sobre as pessoas que lhes confia-
ram ou receberam a informação art. 53, § 6º, CF; e a Prévia Licença 
para que os congressistas, mesmo que militares às Forças Armadas 
vinculada a Casa respectiva art. 53, § 7º, CF. 
Entretanto, não é apenas através de imunidades e prerrogati-
vas que o parlamentar realiza as funções inerentes ao cargo. 
Deste modo, a Constituição Federal, estabeleceu incompatibi-
lidades e impedimentos para os parlamentares, ou seja, determinados 
atos são incompatíveis com a atuação do parlamentar e com a mora-
lidade pública. Assim, de acordo com o art. 54 da Carta Magna, não 
poderão os Parlamentares: 
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I - Desde a expedição do diploma:
a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, 
empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária 
de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;
b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de 
que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes da alínea anterior;
II - Desde a posse:
a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor 
decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exer-
cer função remunerada;
b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entida-
des referidas no inciso I, "a";
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que 
se refere o inciso I, "a";
d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. (BRASIL, 1988)
Em outro prisma, ocorrerá a perda do mandato, quando, se-
gundo as palavras de Pinho (2016, p. 140) “O Deputado ou Senador 
que não se mostrar digno das relevantes funções para a qual foi eleito 
poderá perder o cargo”. 
A Constituição Federal, estabelece rol taxativo sobre as hipó-
teses de perda de mandato, quais sejam: infringir qualquer dos impedi-
mentos previstos no art. 54 (inciso I, art. 55, CF); realizar procedimento 
incompatível com o decoro parlamentar, que de acordo com a Cons-
tituição, significa, abuso das prerrogativas asseguradas a membro do 
Congresso Nacional ou percepção de vantagens indevidas, além dos 
demais casos previstos no regimento interno (inciso II e § 1º); deixar de 
comparecer em sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias 
da Casa a qual pertence, exceto licença ou missão autorizada por sua 
respectiva Casa (inciso III); perder ou tiver suspendidos seus direitos 
políticos (inciso IV); decretar a Justiça Eleitoral a perda do cargo, nos 
termos previstos na Constituição (inciso V); sofrer condenação criminal 
em sentença transitada em julgado (inciso VI). 
Para ocorrer a perda do mandato nas hipóteses dos incisos I, II 
e VI deverá ocorrer votação por maioria absoluta, mediante provocação 
da Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, 
assegurada ampla defesa, art. 55, § 2º, ou seja, ocorrerá a cassação do 
mandato. Do mesmo modo, nas hipóteses dos incisos III a V, declara-se 
a perda pela Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provoca-
ção de qualquer de seus membros, ou de partido político com represen-
tação no Congresso, também assegurada ampla defesa, art. 55, § 3º, 
ou seja, extingue-se o mandato mediante declaração. 
Prescreve o § 4º do art. 55 da Constituição Federal que no 
caso do parlamentar renunciar o cargo em período que submetido ao 
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processo de perda do mandato, este terá seus efeitos suspensos até a 
deliberação final de acordo com o procedimento supracitado § 2º e § 3º. 
Por outro lado, no art. 56, garante a Constituição a manutenção 
do mandato, ao Deputado e Senador: investido no cargo de Ministro de Es-
tado, Governador de Território, Secretário de Estado, do Distrito Federal, de 
Território, de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporá-
ria (inciso I); licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença, ou para 
tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que, neste caso, o 
afastamento não ultrapasse 120 dias por sessão legislativa (inciso II). 
Quanto a extensão das imunidades para as esferas: Distrital, Es-
tadual e Municipal, aplicam-se aos membros das Assembleias Legislativas 
dos Estados e da Câmara Legislativa do Distrito Federal as mesmas regras 
de inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, 
impedimentos e incorporação às Forças Armadas estabelecidas para De-
putados e Senadores, em razão de expressa disposição constitucional 
arts. 27, § 1º, e 32, § 3º, CF. Para os Vereadores, a Constituição determina 
aplicação quanto as proibições e incompatibilidade previstas para os parla-
mentares, art. 29, IX, CF, contudo, não se estende prerrogativas, assegu-
rado ao legislativo municipal, apenas “Inviolabilidade dos Vereadores por 
suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição 
do Município” CF, art. 29, VIII, CF. (PINHO, 2016, p. 141). 
PROCESSO LEGISLATIVO 
No roteiro de estudo do Poder Legislativo depara-se essen-
cialmente com o processo legislativo que se dispõe sobre diversos con-
ceitos e áreas do universo jurídico na produção de uma norma. Desta 
maneira, o presente estudo, a fim de evitar uma extensão de conteúdo 
exacerbada, focará nas características, conceitos e procedimentos fun-
damentais na compreensão do assunto em tela. 
O processo legislativo é o conjunto de atos, estabelecido juri-
dicamente, para que se realize a principal função do Poder Legislativo, 
qual seja: legislar. Trata-se de um mecanismo, que se diferencia do pro-
cedimento legislativo, que é a sucessão de atos para elaborar a norma. 
Trata-se do trâmite de criação da norma.
Conforme estabelece o artigo 1º, parágrafo único da Constitui-
ção Federal, o Brasil adota a forma indireta ou representativa. Assim, 
as leis são elaboradas por representantes do povo escolhidos mediante 
a eleição, especificamente dos Deputados, Senadores e Vereadores, 
contudo, em algumas situações, realiza-se o procedimento direto me-
diante referendo popular. 
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Nas palavras de Bastos (2010, p. 364): 
Entende-se por processo legislativo o conjunto de disposições constitucio-
nais que regula o procedimento a ser obedecido pelos órgãos competentes, 
na produção dos atos normativos que derivam diretamente da própria Cons-
tituição. É dizer, resultado do conjunto de normas que regula a produção, 
criação ou revogação de normas gerais. O processo legislativo estabelece 
quem participa, e como deve participar, na formação dos atos legislativos.
Sendo assim, o art. 59 da Constituição Federal de 1988 esta-
belece que:
O processo legislativo, compreende a elaboração de: 
I - emendas à Constituição; 
II - leis complementares; 
III - leis ordinárias; 
IV - leis delegadas; 
V - medidas provisórias; 
VI - decretos legislativos; 
VII – resoluções. (BRASIL, 1988)
É importante lembrar que “Não existe hierarquia entre as espé-
cies normativas elencadas no art. 59 da Constituição Federal. Com ex-
ceção das Emendas, as demais espécies se situam no mesmo plano”. 
(BASTOS, 2010, p. 355).
Existem, ainda, três espécies de procedimento legislativo que se 
dividem mediante a elaboração das espécies normativas, ou seja, o Ordi-
nário comum, que se designa as leis ordinárias;o Sumário, que se designa 
as leis ordinárias em caráter de urgência; e o Especial, que se refere a 
normas de conteúdo restrito, como as emendas constitucionais, leis com-
plementares, leis delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos, re-
soluções e leis financeiras e orçamentárias. (PINHO, 2016, p. 155).
Procedimentos Legislativos
O Procedimento Legislativo Ordinário Federal designado à pro-
dução de leis ordinárias e ato legislativo típico, detém três fases, carac-
terizadas em: Introdutória, Constitutiva e Complementar, das quais se 
resumem nos seguintes atos: iniciativa, emendas, votação ou delibera-
ção, sanção ou veto; promulgação e por fim publicação. 
A Iniciativa consiste no ato que instaura, inicia o procedimen-
to legislativo com apresentação do projeto de lei, sendo que, “Não é 
propriamente uma fase do processo legislativo, mas, sim, o ato que o 
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desencadeia”, ou seja, “Juridicamente, a iniciativa é o ato por que se 
propõe a adoção de direito novo. Tal ato é uma declaração de vontade, 
que deve ser formulada por escrita e articulada” devendo se dirigir a 
autoridade competente. (FERREIRA FILHO, 2020, p. 191).
Não sendo observada a legitimidade da iniciativa, ocorrerá o 
vício formal na criação da lei. Ela poderá ser feita de forma: 
a) Concorrente, comum ou Geral: art. 61, caput. 
b) Privativa, Reservada ou Exclusiva: art. 61, § 1º; art. 93, art. 
96, II e art. 125, § 1º.
c) Popular: art. 61, § 2º e art. 29, XIII.
d) Conjunta: art. 61, § 1º, II, alíneas b e d; art. 127, § 2º e art. 
128, § 5º, todos da CF/88.
As Emendas são apresentadas pelos parlamentares para ocor-
rerem alterações no projeto de lei, ou seja, é ato de faculdade exclusiva 
dos parlamentares. Classificam-se em: aditivas que acrescenta; aglu-
tinativas que faz uma fusão entre emendas; modificativas (que altera); 
supressivas e substitutivas, apresenta-se outra proposição em substi-
tuição à original apresenta no projeto de lei. (PINHO, 2016, p. 158-159).
Existem ainda, as emendas de redação, ou seja, possuem 
como objetivo os vícios de linguagem, incorreções de técnica legislati-
va. (LENZA, 2022, p. 997).
A Votação ou Deliberação, normalmente, precede-se de discus-
sões e estudos técnicos e jurídicos desenvolvidos nas comissões do Con-
gresso Nacional e suas respectivas Casas. A votação ocorre em Plenário, e 
se o projeto de lei é aprovado, encaminha-se para sanção ou veto do Pre-
sidente da República. Ainda, conforme disciplina o art. 47; art. 69; art. 60, § 
2º, todos da Constituição Federal, o quórum de votação, respectivamente 
das leis ordinárias, que será por maioria simples, das leis complementares 
que ocorrerá por maioria absoluta e das emendas constitucionais que se 
dá por maioria qualificada de 3/5 dos votos. (PINHO, 2016, p. 159-160).
Por adotar o Sistema Bicameral, o Processo Legislativo 
Federal terá: Casa Iniciadora e a Casa Revisora a depender onde 
foi apresentado o Projeto de Lei.
Ao Presidente da República é conferida na forma de compe-
tência exclusiva a Sanção ou Veto do projeto de lei, conforme prescreve 
o art. 84, incisos IV e V da CF/88. 
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A Sanção, prevista no art. 66 da CF/88, é a aprovação do Chefe 
do Executivo ao projeto de lei a ele encaminhado para a devida aprecia-
ção. Assim, por meio da sanção, o projeto de lei que até então apenas 
possui a pretensão de se tornar ato normativo, de fato, se concretiza em 
lei. Através do ato de sanção, configura-se a harmonização política en-
tre Poder Legislativo com o Poder Executivo. (LENZA, 2022, p. 1000).
Quanto à forma, poderá ser expressa, ou seja, o Presidente da 
República se manifesta por escrito, no prazo de quinze dias úteis, assim 
como, poderá ser tácita quando decorre o prazo de quinze dias úteis, 
conforme prescreve o § 3º do art. 66 da CF/88. 
O Veto caracteriza-se no ato em que o Chefe do Executivo 
discorda do projeto de lei aprovado pelo Legislativo, ou seja, o veto se 
impõe sobre o projeto de lei, visto que quando se encaminha para apre-
ciação do Presidente da República, ainda não existe a lei propriamente 
dita. Para ser válido, o veto deverá ser, fundamentado, relativo, suspen-
sivo e irretratável. (LENZA, 2022, p. 1001-1002). 
 Ademais, a motivação poderá ser, jurídica, ou seja, considera-
-se o projeto de lei inconstitucional no todo ou em parte, art. 66, § 1º da 
CF ou político, quando o Presidente da República considera o projeto 
de lei contrário ao interesse público, art. 66, § 1º, CF. 
Os parágrafos 3º, 4º e 5º do art. 66, ainda estabelecem que, o 
veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar 
de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria ab-
soluta dos Deputados e Senadores. Assim, se o veto não for mantido, 
será o projeto enviado, para promulgação, ao Presidente da República 
e se esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto 
será colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as 
demais proposições, até sua votação final. 
Após a sanção ou veto, o próximo passo, será a Promulgação, 
que é o ato pelo qual se certifica a lei. 
Para Bastos (2010, p. 366): “Via de regra, com a sanção há a 
conjugação das vontades do Congresso Nacional e do Presidente da 
República, para a formação da lei ordinária. Do ponto de vista substan-
cial, a lei já se encontra perfeita”. 
Ou seja, a lei já existe antes de ser promulgada, porém, para 
que ocorra seus efeitos a mesma dependerá de tal ato. Quanto a isso, 
versa o art. 66, § 7º da CF/88 que:
§ 7º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Pre-
sidente da República, nos casos dos § 3º e § 5º, o Presidente do Senado a 
promulgará, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente 
do Senado fazê-lo. (BRASIL, 1988)
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Assim, devidamente promulgada, a lei será encaminhada para 
Publicação no Diário Oficial, que em outros termos significa dar conhe-
cimento geral do texto normativo. Salienta-se, que a publicação “É o ato 
pelo qual se leva ao conhecimento público a existência da lei. A partir da 
publicação a lei se torna exigível, obrigatória”. (BASTOS, 2010, p. 366).
Estabelecido os atos do processo legislativo, importam analisar 
o procedimento legislativo e suas três espécies. Inicialmente, estuda-se 
o procedimento legislativo ordinário. 
Disciplina o art. 65 da Constituição Federal que: 
O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só tur-
no de discussão e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa 
revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar.
Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora. 
(BRASIL, 1988) 
Ou seja, o projeto de lei poderá ser: 
- Aprovado sem emendas pela Casa revisora, em um só turno 
de discussão e votação e, portanto, logo será encaminhado para san-
ção ou veto do Presidente da República.
- Rejeitado pela Casa revisora, procedendo-se ao seu arquiva-
mento. 
Neste sentido, versa o art. 67 que a matéria constante do proje-
to de lei rejeitado “Somente poderá constituir objeto de novo projeto, na 
mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos 
membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional”. 
- Aprovado com emendas pela Casa revisora. Neste caso, em 
particular, o projeto de lei deverá retornar a Casa iniciadora para apre-
ciação das emendas que se aprovadas, viabiliza-se o encaminhamento 
para as próximas etapas, sanção ou veto. Por outro lado, ocorrendo a 
rejeição as emendas, o projeto de lei original é que prevalecerá (PINHO, 
2016, p. 159).
Outra espécie de procedimento legislativo é o Procedimento 
Legislativo Sumário, também denominado abreviado ou em regime de 
urgência. 
O Presidente da República poderá solicitar urgência na apre-
ciação dos projetos de sua iniciativa. Dispõe o art. 64,§ 1º da Constitui-
ção Federal que: 
Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente 
da República, do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão 
início na Câmara dos Deputados.
§ 1º - O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação 
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de projetos de sua iniciativa. (BRASIL, 1988)
Nos termos do § 2º do citado art. 64, a Câmara dos Deputados 
e o Senado Federal devem manifestar-se, sucessivamente, no prazo 
de 45 dias sobre a proposição apresentada pelo Poder Executivo. As-
sim, se as Casas legislativas não se manifestarem, a proposição será 
incluída na ordem do dia de votação da Casa Legislativa onde o projeto 
de lei se encontra, sobrestando a deliberação sobre qualquer outro as-
sunto, até finalizar o processo de votação, exceto as que tenham prazo 
constitucional determinado. Consecutivamente, versa o § 3º art. 64 que 
apreciação das emendas aprovadas pelo Senado Federal deverá ocor-
rer pela Câmara dos Deputados no prazo de 10 dias. 
Por fim, diante da complexidade e extensão de conteúdo, den-
tre outras particularidades, veda-se tal procedimento aos projetos de 
códigos, conforme prescreve o § 4º do art. 64. 
Em sequência, observa-se o Procedimento Legislativo Especial. 
Este se caracteriza por ser aplicável a atos normativos de maior relevân-
cia sob o ponto de vista social, assim como, político-administrativo. 
As Emendas Constitucionais cujo procedimento está regulado 
no art. 60 da CF; as leis complementares que nos termos do art. 69 da 
CF “Serão aprovadas por maioria absoluta”; as leis delegadas, discipli-
nadas no art. 68 da CF; medidas provisórias especificamente previstas 
no art. 62 da CF; e as leis financeiras /orçamentárias que se referem ao 
plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos 
créditos adicionais, regulado no art. 166 da Carta Magna. 
Assim sendo, para encerrar o estudo do processo legislativo, 
necessário é a breve conceituação dos atos legislativos em espécie, 
disciplinados, no já citado art. 59 da Constituição Federal. 
As Emendas Constitucionais, tem seu procedimento legislativo 
disciplinado no art. 60 da CF. Este ato normativo tem caráter de extre-
ma importância dado que altera o próprio texto constitucional, em razão 
disso, observam-se as cláusulas pétreas que são limitações materiais 
(§ 4º, art. 60); limitações temporais (§ 5º, art. 60); limitações circunstan-
ciais § 3º, art. 60; para a aprovação da mesma. 
Seu procedimento se resume em, quanto a iniciativa, pos-
suem legitimidade para apresentar Proposta de Emenda Constitucional 
(PEC), no mínimo 1/3 dos membros da Câmara dos Deputados ou do 
Senado; o Presidente da República; e mais da metade das Assembleias 
Legislativas das unidades da Federação 14 no mínimo, manifestando-
-se, cada uma delas, por maioria simples. 
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Diante de interpretação sistemática da Constituição Fede-
ral, a corrente majoritária de doutrinadores considera que a leitura 
conjunta dos artigos 1º; 14 e 61, § 2º da Carta Magna são possíveis 
ter Proposta De Emenda Constitucional (PEC) de iniciativa popular, 
que deverá ser apresentada à Câmara dos Deputados com o projeto 
subscrito no mínimo 01% do eleitorado distribuídos em 05 Estados 
(no mínimo) com não menos de 3/10 dos eleitores de cada um deles.
Quanto a votação de uma emenda constitucional, tem-se o sis-
tema “2 Casas, 2 Turnos = 3/5 De Votos”, ou seja, após passar pela Co-
missão de Constituição e Justiça (CCJ) a PEC será discutida e votada 
primeiro na Casa de deliberação principal inicial em 2 turnos e após o 
mesmo ocorrerá na Casa de deliberação revisional, ambos, exigindo 3/5 
de votos dos membros das respectivas Casas. Ademais, não se exige 
sanção ou veto do Presidente da República, visto que o poder constituído 
de reforma constitucional é atribuído apenas ao Congresso Nacional. 
Atos Normativos 
As Leis Complementares são aquelas aprovadas por maioria 
absoluta em hipóteses designadas pela própria Constituição art. 69. O 
procedimento legislativo é o mesmo das leis ordinárias, o que a torna 
diferenciada é a exigência de aprovação por maioria absoluta. Da mes-
ma maneira, possui procedimento de alteração dificultado em relação à 
lei ordinária. (PINHO, 2016, p. 167-168). 
Sobre o assunto: 
(...) como o próprio nome diz, é aquele que completa a Constituição. O que 
significa completar a Constituição? Significa que, levando-se em conta o fato 
de nem todas as normas constitucionais terem o mesmo grau de aplicabili-
dade e a possibilidade de se tornarem imediatamente eficazes, demandam a 
superveniência de uma lei que lhes confira esses elementos faltantes. Dá-se 
o nome de lei complementar a essa norma que vem, na verdade, integrar a 
Constituição. (BASTOS, 2010, p. 356).
A Lei Ordinária resume-se em ato legislativo típico, seu conteúdo 
é residual, ou seja, o que não for matéria de lei complementar ou lei dele-
gada poderá ser matéria da lei ordinária. Seu procedimento legislativo está 
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disciplinado na regra geral dos arts. 61 a 66 da Constituição Federal, por 
maioria simples, de acordo com o art. 47 da CF. (PINHO, 2016, p. 170).
Nas palavras de Bastos (2010, p. 357):
A lei ordinária, ou simplesmente lei, é o ato normativo que edita normas ge-
rais e abstratas, ou seja, é o ato legislativo típico. É toda aquela que não traz 
o adjetivo “complementar” ou “delegado” e da qual não se exige a maioria 
absoluta para a sua aprovação.
Estabelecida no art. 68 da Constituição Federal, a Lei Delega-
da é o ato normativo realizado pelo Presidente da República, mediante 
autorização que, por certo, será concedida pelo Poder Legislativo Con-
gresso Nacional. Ou seja, “É uma norma com idêntica força hierárquica 
das leis comuns. A diferença que as separa reside, tão-somente, na 
autoridade que a elabora e promulga”, pois, “É editada pelo Presidente 
da República, por força de uma delegação que recebe do Congresso 
Nacional, que o habilita a fazer a lei, seguindo as diretrizes básicas 
constantes do ato de delegação”. (BASTOS, 2010, p. 362). 
Quanto à forma, dispõe o art. 68, § 2º da CF que: “A delegação 
ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso 
Nacional, que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício”.
No mais, possuem vedações, conforme estabelece o § 1º (art. 
68): 
§ 1º Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do 
Congresso Nacional, os de competência privativa da Câmara dos Deputa-
dos ou do Senado Federal, a matéria reservada à lei complementar, nem a 
legislação sobre: 
I - Organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a 
garantia de seus membros; 
II - Nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais;
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.
O procedimento da lei delegada não exige sanção presidencial 
e poderá a resolução do Congresso sujeitar o projeto de lei delegada 
elaborado pelo Presidente da República à aprovação pelo Poder Le-
gislativo, em votação única, sendo vedada qualquer emenda, tudo isto, 
conforme prescreve o art. 68, § 3º. 
A Medida Provisória é um ato normativo, editado pelo Presi-
dente da República, com força de lei em caso de relevância e urgência e 
que deve ser submetido de forma imediata ao Congresso Nacional, nos 
termos do art. 62, caput, da CF/88 (PINHO, 2016, p. 171). Salienta-se 
que de acordo com o § 3º, se não forem convertidas em lei no prazo 
de 60 dias, prorrogável uma vez, por igual período, estas perderão sua 
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eficácia, excetuando-se as relações jurídicas constituídas e decorrentes 
de atos praticados durante sua vigência, assim como, se aprovado o 
projeto de lei ainda que não sancionado ouvetado (§§ 11 e 12). 
Vedam-se nas medidas provisórias matérias referentes: a Na-
cionalidade, Cidadania, Direitos Políticos, Partidos Políticos e Direito Elei-
toral; Direito Penal Processual Penal e Processual Civil; Organização do 
Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus 
membros, Planos Plurianuais, Diretrizes Orçamentárias, Orçamento e 
Créditos Adicionais e Suplementares ressalvados o previsto no art. 167, 
§ 3º; que vise à detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou 
qualquer outro ativo financeiro; reservada a lei complementar; e já disci-
plinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente 
de sanção ou veto do Presidente da República art. 62, § 1º. 
O Decreto Legislativo é ato cuja competência é atribuída de 
forma exclusiva ao Congresso Nacional, a fim de que se cumpram as 
atribuições previstas no art. 49 da CF, ou seja, possuem, em sua maio-
ria, efeitos externos. (PINHO, 2016, p. 177).
As Resoluções, assim como os decretos legislativos, também são 
decorrentes da competência privativa do Congresso Nacional, e, por con-
seguinte, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, destacam-se 
sobre elas, efeitos internos, visto que destinados a regular as competên-
cias das respectivas Casas Legislativas previstas, como, por exemplo, no 
art. 51, art. 52 e art. 68, todos da Constituição. (PINHO, 2016, p. 177).
FUNÇÃO FISCALIZATÓRIA DO PODER LEGISLATIVO 
A segunda função típica do Legislativo é a fiscalizatória. Ao Con-
gresso Nacional é atribuído o controle externo consistente na fiscalização 
contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e 
das entidades da administração direta e indireta. Tal fiscalização possui 
como objeto a: legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das 
subvenções e renúncia de receitas, art. 70, caput, CF/88. Sobre o assun-
to, Ferreira Filho (2020, p. 160) elucida que tradicionalmente o Legislativo 
é o poder financeiro, ou seja, remontando à época medieval, competia às 
casas legislativas, autorizar a cobrança de tributos e consentir os gastos 
públicos, de modo que, em realidade a função legislativa apenas foi atri-
buída com o surgimento do Parlamento (Inglaterra). 
Desta forma, conforme determina o parágrafo único do art. 70: 
Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que 
utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores 
públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma 
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obrigações de natureza pecuniária.
Isto posto, de acordo com os ensinamentos de Ferreira Filho 
(2020, p. 160), a existência dos Tribunais de Contas, ou seja, de órgãos 
especializados que fiscalizem a realização do orçamento e a aplicação 
das finanças públicas, se faz necessária não apenas no Brasil, que vale 
citar, já no Império tentara estabelecer um órgão com tal função. Ante o 
tema urge esclarecer ainda que foi o Governo Provisório em 1890 que 
foi criado o Tribunal de Contas. 
Ademais, trata-se de órgão independente e autônomo dos Po-
deres da República, tendo como função auxiliar o Poder Legislativo, os 
Tribunais de Contas servem como órgão orientador. 
Da mesma forma que no processo legislativo, com foco na 
União, é válido citar que, o Tribunal de Contas da União (TCU), exerce 
a função de auxiliar o Congresso Nacional na sua atividade fiscalizado-
ra, diante do que a Carta Magna lhe atribui as seguintes competências: 
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido 
com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete:
I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, 
mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar 
de seu recebimento;
II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinhei-
ros, bens e valores públicos da administração direta e indireta incluída as 
fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e 
as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularida-
de de que resulte prejuízo ao erário público;
III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de 
pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fun-
dações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações 
para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de 
aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores 
que não alterem o fundamento legal do ato concessório;
IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado 
Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de 
natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas 
unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e 
demais entidades referidas no inciso II;
V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capi-
tal social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado 
constitutivo;
VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União me-
diante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Esta-
do, ao Distrito Federal ou a Município;
VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qual-
quer de suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a 
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fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e 
sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;
VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irre-
gularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre 
outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário;
IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências neces-
sárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;
X - sustar se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a 
decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;
XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apu-
rados.
Possui o TCU, tem sede no Distrito Federal, quadro próprio de 
pessoal e jurisdição em todo território nacional, portanto, possui autono-
mia funcional, administrativa, financeira e orçamentaria. 
Compõe-se por nove Ministros que serão nomeados dentre 
brasileiros que possuam mais de trinta e cinco e menos de sessenta e 
cinco anos de idade; idoneidade moral e reputação ilibada; notórios co-
nhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de admi-
nistração pública; mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva 
atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no inciso 
anterior. Ademais, será escolhido, um terço pelo Presidente da Repúbli-
ca, com aprovação do Senado Federal, sendo dois alternadamente den-
tre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados 
em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antiguidade e mere-
cimento e dois terços pelo Congresso Nacional, art. 73 da CF/88.
Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas 
garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos 
Ministros do Superior Tribunal de Justiça, art. 73, § 3º.
Estabelece a Constituição Federal o Controle Interno das 
Finanças Públicas – Art. 74. 
Ademais, quanto a fiscalização externa dos Poderes em 
âmbito Estadual e Municipal, atente-se para o disposto no artigo 31 
e no artigo 75, ambos da Constituição Federal.
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 01
Ano: 2023 Banca: FUMARC Órgão: AL-MG Prova: Técnico de Apoio 
Legislativo
O Poder Legislativo se organiza no plano estadual, conforme a 
Constituição da República e a Constituição do Estado de Minas 
Gerais, pelo sistema eleitoral definidocomo:
a) Indireto.
b) Majoritário.
c) Misto.
d) Proporcional.
QUESTÃO 2
Ano: 2023 Banca: Avança SP Órgão: DAE-Santa Bárbara d’Oeste 
Prova: Mecânico de Veículos Pesados
A Constituição Federal prevê que aos estados é permitido legislar 
sobre regiões metropolitanas. Prevê, ainda, que para a criação des-
tas regiões, exige-se a elaboração de uma lei complementar, sendo 
vedada, portanto, a utilização de lei ordinária. Com base apenas 
nestas informações, pode-se afirmar que é falsa a preposição que 
diz que:
a) regiões metropolitanas não podem ser criadas por lei estadual ordi-
nária
b) lei ordinária poderá dispor sobre a criação de regiões metropolitanas
c) lei complementar estadual pode dispor sobre a criação de regiões 
metropolitanas
d) não é proibido aos estados criar regiões metropolitanas por lei com-
plementar
QUESTÃO 3
Ano: 2023 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Farroupilha - 
RS Prova: Administrador
Conforme a Constituição da República Federativa do Brasil, os po-
deres Executivo, Legislativo e Judiciário são distintos, indepen-
dentes e harmônicos entre si. No que se refere à divisão política e 
à estrutura dos poderes, analise as assertivas a seguir:
I. No âmbito federal, o Poder Legislativo é exercido no Congresso 
Nacional por deputados e senadores; no estadual, por deputados 
nas Assembleias Legislativas; e, ao nível municipal, os Vereadores 
exercem o poder nas Câmaras.
II. O Poder Executivo, formado por presidente, governadores e pre-
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feitos, é responsável por gerir as leis do país e viabilizar progra-
mas sociais, educativos, culturais, de saúde e de infraestrutura, 
por exemplo, a fim de garantir a qualidade e a eficácia dos serviços 
públicos.
III. O Poder Judiciário é composto por juízes, promotores de jus-
tiça, desembargadores e ministros, por exemplo, e é o único dos 
três poderes presente apenas no âmbito federal e estadual.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
QUESTÃO 4
Ano: 2022 Banca: Quadrix Órgão: PRODAM-AM Provas: Analista 
Administrativo - Analista Técnico 
Com relação aos elementos do Estado e às suas funções, assinale 
a alternativa correta. 
a) Os poderes da União desempenham exclusivamente as funções típi-
cas expressas na Constituição Federal de 1988 (CF).
b) O Ministério Público integra tacitamente o rol de poderes da União. 
c) O julgamento do presidente da República pelo Senado Federal, no 
caso de crime de responsabilidade, constitui função atípica do Poder 
Legislativo.
d) A harmonia e a independência dos poderes da União impedem, de 
forma absoluta, a interferência de um sobre o outro, quando o ato for 
praticado no exercício de suas funções típicas.
QUESTÃO 5
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: DPE-RJ Prova: Residência Jurídica
A respeito do processo legislativo e das espécies normativas, à luz 
da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a alterna-
tiva correta.
a) Tendo em vista o princípio da simetria, os Estados não podem prever 
a propositura de proposta de Emenda à Constituição estadual por ini-
ciativa popular.
b) Como decorrência do princípio da simetria, as hipóteses de iniciativa 
reservada ao presidente da República previstas na Constituição Federal 
devem ser estendidas, mutatis mutantis, aos governadores e prefeitos.
c) Por exigirem o quórum de maioria absoluta para a sua aprovação, 
as leis complementares são hierarquicamente superiores às leis ordi-
nárias.
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d) A sanção e promulgação do projeto de lei pelo chefe do Poder Execu-
tivo supre o vício de iniciativa nas matérias a ele reservadas.
QUESTÃO DISSERTATIVA 
Quais são as duas funções típicas do Poder Legislativo? 
TREINO INÉDITO
Para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), é indis-
pensável:
a) O requerimento de, no mínimo, dois terços dos membros da casa 
legislativa.
b) O apontamento de fato determinado a ser investigado.
c) Que a iniciativa seja da Câmara dos Deputados, não podendo ser de 
outra casa legislativa.
d) A fixação de prazo improrrogável para a conclusão do trabalho, inde-
pendentemente da complexidade do fato investigado.
e) Que o fato não esteja em apuração em instância policial ou judicial.
NA MÍDIA
"É uma invasão de competência do Poder Legislativo", diz Pacheco so-
bre julgamento da Lei Antidrogas 
"A arena política é feita por políticos. É um equívoco grave", reforçou o 
presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao se posicionar no Plenário, 
nesta quarta-feira (2), sobre o julgamento de ação que questiona artigo 
da Lei Antidrogas no Supremo Tribunal Federal (STF) e que foi suspen-
so após quatro ministros votarem, sem prazo para ser retomado. "O foro 
de definição dessa realidade é o Congresso Nacional brasileiro", expli-
cou Pacheco ao se referir a qualquer análise e deliberação sobre a lei.
Fonte: TV Senado
Data: 02 ago. 2023
Leia a notícia na íntegra: https://www12.senado.leg.br/tv/programas/
noticias-1/2023/08/e-uma-invasao-de-competencia-do-poder-legislati-
vo-diz-pacheco-sobre-julgamento-da-lei-antidrogas
NA PRÁTICA
Alero recepciona e aprova texto corrigindo erro orçamentário do Poder 
Executivo. Parlamentares demonstraram união e votaram mensagem 
de lei do Governo de Rondônia. A Assembleia Legislativa de Rondônia 
(Alero) recebeu na última terça-feira (1º) a mensagem de lei n.º 111, do 
Governo de Rondônia, com o objetivo de corrigir a Lei Complementar 
n.º 1180, de 14 de março. Os deputados estaduais se reuniram e apro-
varam o texto corrigindo o erro orçamentário do Poder Executivo. No 
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texto anterior, a mensagem 24, de 14 de março deste ano, havia sido 
enviada com o objetivo de reunir alterações necessárias para a estru-
tura político-administrativa do Estado, os quais permitiriam correções, 
adequações visando a otimização organizacional do Poder Executivo.
Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia
Data: 01 ago. 2023
Leia a notícia na íntegra: https://www.al.ro.leg.br/noticias/alero-recep-
ciona-e-aprova-texto-corrigindo-erro-orcamentario-do-poder-executivo
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INTRODUÇÃO: CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE O PODER EXE-
CUTIVO
Dentre as divisões de funções estatais, assume o Poder Exe-
cutivo elevada importância. Ao refletir sobre esse poder, Bastos (2010, 
p. 367-368) acentua que “Cabe ao Executivo governar; e governar, atu-
almente, não é só administrar. É enfrentar problemas políticos e sociais. 
Isto leva o Executivo a ocupar uma posição impar diante dos demais 
Poderes do Estado”. Ademais, o Professor José Afonso da Silva (2022, 
p. 542) ensina que: “Pode dizer-se, de modo geral, que se trata do ór-
gão constitucional supremo que tem por função a prática de atos de 
chefia de estado, de governo e da administração”. Por outro lado, bem 
elucida Ferreira Filho (2020, p. 222) ao atribuir ao Executivo o “Poder 
O PODER EXECUTIVO
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Governamental”, ou seja, é o poder que verdadeiramente governa. 
Deste modo, caracteriza-se como função típica do Poder Exe-
cutivo a administração da “máquina estatal”, isto significa que diante de 
sua finalidade executiva, caberá aos seus órgãos exercer a função de 
Chefia de governo, de Estado e da Administração Pública, assim como, 
adotar e implementar políticas públicas. 
O Poder Executivo compreende o Governo, que é sua ca-
beça, e a administração, que consiste em seu tronco e membros. 
O primeiro é o órgão ou conjunto de órgãos, a que pertence à re-
presentação do todo a tomada das decisões fundamentais, no que 
é de sua competência. A segunda é o conjunto de órgãos que pro-
priamente acompanham a execução das leis e decisões em geral, 
ou que a preparam. Ou, ainda, que as executam por si.Compreen-
de tanto o serviço civil, ou burocracia, como as Forças Armadas, o 
seu braço militarizado. (FERREIRA FILHO, 2020, p. 223-224).
Vale lembrar ainda que, quanto a sua origem que ocorreu pelo 
liberalismo político, suas atividades baseavam-se no critério de menor 
intervenção possível do Estado na ordem econômica e social, assim, 
possuía dupla missão: defesa externa e segurança interna. Contudo, 
com as evoluções da forma do Estado Liberal para o Social, verifica-se 
maior intervenção do Estado na ordem econômica e, por conseguinte, 
passa o Poder Executivo a acumular mais tarefas, pois, administra ativi-
dade econômica, obras de infraestrutura e provê atividades de assistên-
cia social, bem como uma ampla iniciativa legislativa nos mais variados 
temas, ou seja, atribui-se ao Executivo o Governo e a Administração 
do Estado Governo assim entendido como o conjunto de órgãos que 
tomam decisões políticas fundamentais. (PINHO, 2016, p. 196). 
Neste sentido, Bastos (2010, p. 367) ainda observa que:
Atualmente, o Executivo não só acompanha a execução da lei, como tam-
bém exerce a função legislativa através das medidas provisórias e das leis 
delegadas. Participa ainda do processo legislativo pela iniciativa, sanção, 
veto e promulgação das leis. 
É válido dizer, portanto, que o Executivo possui como função 
atípica: legislar, edição de medidas provisórias, leis delegadas e decre-
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tos autônomos e julgar âmbito contencioso administrativo, como, por 
exemplo, nos processos administrativos. 
No mais, prescreve o art. 76 da Constituição Federal que: “O 
Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pe-
los Ministros de Estado”. 
Portanto, adota o Brasil o sistema de governo, presidencialista. 
Ensina-nos Silva (2022, p. 505) que “Sistemas de Governo são técnicas 
que regem as relações entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo 
no exercício das funções governamentais”. Trata-se de sistema ado-
tado pela CF/88, mantido pelo plebiscito previsto no art. 2.º do ADCT, 
influenciado, historicamente, pela experiência norte-americana. A partir 
da República, é tradicional no direito constitucional pátrio, com exceção 
do período de 1961 a 1963. (LENZA, 2022, p. 1113). 
Existem dois tipos de sistema de governo que são mais utiliza-
dos: Parlamentarismo e Presidencialismo. Suas principais característi-
cas consistem em: 
Presidencialismo: criação Norte-americana; eleição do Presidente da Repú-
blica pelo povo, para mandato determinado; ampla liberdade para escolher 
os Ministros de Estado, que o auxiliam e podem ser demitidos ad nutum, a 
qualquer tempo;
Parlamentarismo: produto de longa evolução histórica; adquiriu os contornos 
atuais no final do século XIX, recebendo forte influência inglesa; o Primei-
ro-Ministro, que é quem exerce, de fato, a função de Chefe de Governo, 
é apontado pelo Chefe de Estado, só se tornando Primeiro Ministro com a 
aprovação do Parlamento; o Primeiro-Ministro, também, não exerce man-
dato por prazo determinado, pois poderá ocorrer a queda de governo por 
dois motivos, a saber: se perder a maioria parlamentar pelo partido a que 
pertence, ou através do voto de desconfiança; possibilidade de dissolução 
do Parlamento, declarando-se extintos os mandatos pelo Chefe de Estado e 
convocando-se novas eleições. (LENZA, 2022, p. 1114).
Sobre o Presidencialismo é válido dizer ainda que é um sis-
tema de governo que concentra suas funções na figura do Presidente 
da República, portanto, a Chefia é unipessoal ou monocrática. Deste 
modo, o Presidente eleito com mandato fixo, “Acumula o Presidente as 
funções de Chefe de Estado, representação externa e interna do Estado 
e Chefe de Governo, liderança política e administrativa dos órgãos do 
Estado”. (PINHO, 2016, p. 196). 
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NÃO CONFUNDA:
Forma de Estado: Federação
Regime Político: Democracia
Forma de Governo: República
Sistema de Governo: Presidencialismo
Quanto ao exercício do Poder Executivo, como já dito, em âm-
bito federal, caberá ao Presidente da República, eleito simultaneamente 
ao Vice-Presidente da República, melhor estudado a seguir. 
Ademais, em âmbito estadual, o Poder Executivo é exercido pelo 
Governador de Estado, que será auxiliado pelos Secretários de Estado 
e Vice-Governador. Possuem mandato de 4 anos, permitida a reeleição 
para um único período subsequente art. 28, caput, c/c o art. 14, § 5.º.
No Distrito Federal, dispõe o art. 32, § 2.º, que a eleição do Go-
vernador e do Vice-Governador do DF, observadas as regras do art. 77, 
coincidirá com a dos Governadores Estaduais, sendo que, o mandato 
também é de 4 anos, permitindo-se a reeleição para um único período 
subsequente art. 32, § 2.º, c/c o art. 14, § 5.º. Já em âmbito Municipal, o 
art. 29, I a III, fixa que a eleição do Prefeito, do vice-Prefeito, para man-
dato de 4 anos, mediante pleito direto e simultâneo realizado em todo 
o País, aplicadas as regras do art. 77 no caso de Municípios com mais 
de 200 mil eleitores, permitida a reeleição para um único período sub-
sequente art. 14, § 5.º. Por fim, na seara dos Territórios Federais tem-se 
que a direção dos Territórios Federais dar-se-á por Governador, nomea-
do pelo Presidente da República, após aprovação pelo Senado Federal, 
arts. 33, § 3.º; 52, III, “c”; e 84, XIV, CF. (LENZA, 2022, p. 1116-1117). 
O Presidente da República 
Poderá concorrer ao cargo de Presidente da República a pes-
soa que for: 
a) brasileiro nato (CF, art. 12, § 3º); 
b) que estar no pleno gozo de direitos políticos (art. 14, § 3º, CF); 
c) que possuir mais de 35 anos de idade na data da posse (art. 
14, § 3º, VI, alínea a, CF); 
d) não se enquadrar em situação de inelegibilidade (art. 14, § 
7º, CF); 
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e) possuir filiação partidária;
f) ter domicílio eleitoral na circunscrição, ou seja, residir no Brasil. 
Quanto à eleição versa o art. 77, caput da Constituição Federal 
que: “A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República reali-
zar-se-á, simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primei-
ro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, 
do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente”. Ade-
mais, impõe o § 1º que “A eleição do Presidente da República importará 
a do Vice-Presidente com ele registrado”. 
O sistema de votação é o majoritário absoluto, portanto, será 
eleito o candidato que registrado por partido político, obtiver a maioria 
absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos, art. 77, § 
2º. Ademais, é válido dizer que no Brasil, o voto é direto, secreto e uni-
versal (art. 14, caput, CF). 
Neste sentido, é válida a explicação de Pinho (2016, p. 197): 
A eleição em dois turnos tem por finalidade assegurar que a pessoa eleita 
para o cargo de Presidente da República, para exercer a Chefia do Estado 
e do Governo Brasileiro, tenha obtido a maioria dos votos válidos, de forma 
a não poder se questionar a legitimidade de sua investidura no cargo. Essa 
eleição por maioria absoluta não significa necessariamente que seja realiza-
da em dois turnos. Se um dos candidatos obtiver já no primeiro turno mais 
da metade dos votos, excluídos os nulos e os em branco, será considerado 
eleito para o cargo de Presidente da República. Por interpretação sistemática 
dos dispositivos constitucionais devem ser considerados inválidos os votos 
nulos e os em branco. O segundo turno de votação entre os dois mais vota-
dos só ocorre se nenhum dos candidatos obtiver, já no primeiro turno, a maio-
ria absoluta de votos válidos. A eleição em dois turnos mantém a universali-
dade do sufrágio direto e secreto, pois eleitores que não tenham participado 
do primeiro turno de votação poderão votar no segundo.
Versa ainda o art. 77 da Constituição Federal que: 
§ 3º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta naprimeira votação, far-se-á nova eleição em até vinte dias após a 
proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos mais 
votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos 
votos válidos.
§ 4º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer mor-
te, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, 
dentre os remanescentes, o de maior votação.
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§ 5º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanes-
cer, em segundo lugar, mais de um candidato com a mesma vota-
ção, qualificar-se-á o mais idoso.
A duração do mandato do Presidente da República e do Vice-
-Presidente, será de quatro anos, e terá início em primeiro de janeiro 
do ano seguinte ao da sua eleição. Admite-se, no ordenamento jurídico 
brasileiro, a reeleição por um único período subsequente, conforme de-
termina o art. 14, § 5º da CF/88. 
No mais, não é exigido que o Presidente e seu Vice sejam do 
mesmo partido, contudo, é necessário que componham a mesma coli-
gação partidária. 
Em termos históricos, a duração do mandato do Presidente da 
República é variada no histórico constitucional brasileiro, conforme ex-
plana Pinho (2016, p. 197) “Já foi fixado em seis anos CF de 1937 e 
Emenda n. 8/77 à de 1969, em cinco CF de 1946 e 1969 e em quatro CF 
de 1891, 1934, 1967 e 1988”. No mais, explana o autor que “A Emen-
da Constitucional n. 16/97 inovou na ordem constitucional brasileira ao 
admitir a reeleição do Presidente da República para um único período 
subsequente, nova redação dada ao art. 14, § 5º, da atual CF”. 
Quanto à posse, determina o art. 78 da CF/88 que: 
Art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em 
sessão do Congresso Nacional, prestando o compromisso de manter, defen-
der e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo 
brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.
O parágrafo único do artigo 78 determina que: “Se, decor-
ridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o Vi-
ce-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o 
cargo, este será declarado vago”. 
Deste dispositivo, surge 06 hipóteses, ou seja, se dentro 
de 10 dias da data fixada para a posse: 
1) O Presidente da República e o Vice-Presidente não com-
parecem sem motivo de força maior: declara-se a Vacância dos 
dois cargos, sendo necessário novas eleições diretas.
2) Apenas o Presidente da República não comparece sem 
motivo de força maior: O Vice-Presidente assume o cargo, e exer-
cerá o mandato Vice não se altera o cargo de Vice-Presidente, para 
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Presidente. Ademais, não existe o Vice-Presidente do Vice-Presi-
dente, art. 79, CF. 
3) Apenas o Vice-Presidente não comparece sem motivo 
de força maior: O Presidente deverá exercer o mandato sem o Vice. 
4) O Presidente da República e o Vice-Presidente não com-
parecem por motivo de força maior: adia-se a posse. 
5) Apenas o Presidente não comparece por motivo de for-
ça maior: O Vice-Presidente tomará posse a assumir interinamente 
o cargo, até que se encerre o motivo de força maior. 
6) Apenas o Vice-Presidente não comparece por motivo de 
força maior: O Presidente da República irá tomar posse, exercendo 
o mandato sem Vice, até que é encerre o motivo de força maior.
As atribuições do Presidente da República são elencadas no 
art. 84 em rol não taxativo, como exemplo, tem-se a atribuição de ela-
borar leis delegadas, art. 68 da CF/88. 
Desta forma, tendo em vista a extensão do artigo 84, para me-
lhor compreensão do assunto, dividirão tais atribuições em: Direção da 
Administração Federal, Relação com o Congresso Nacional, Segurança 
Nacional e manutenção da Ordem Pública e Relações Internacionais.
a) Direção da Administração Federal: o Presidente da Repúbli-
ca é o Chefe da Administração Pública Federal, assim possui a compe-
tência de: “I - nomear e exonerar os Ministros de Estado e II - exercer, 
com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da adminis-
tração federal”. Ou seja, o cargo de Ministro de Estado será de livre 
nomeação e exoneração. 
Atente-se que os Ministros de Estados, serão escolhidos dentre 
brasileiros maiores de 21 anos e no exercício dos direitos políticos. Com-
petem ao cargo, além de outras atribuições estabelecidas nesta Consti-
tuição e na lei, exercer a orientação, coordenação e supervisão dos ór-
gãos e entidades da administração federal na área de sua competência 
e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República: 
expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos, 
apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no 
Ministério e praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem ou-
torgadas ou delegadas pelo Presidente da República artigo 87 da CF/88. 
No mais, referente à Administração Pública Federal, compete 
ao Presidente da República: 
IV - Sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos 
e regulamentos para sua fiel execução; e VI – dispor, mediante decreto, so-
bre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não 
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implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; b) 
extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.
Portanto, possui o Presidente da República, a atribuição de 
elaborar os decretos executivos, atos normativos secundários, ou seja, 
infralegal, no qual exercerá o poder regulamentar. Trata-se de faculdade 
atribuída também aos Chefes do Poder Executivo nas demais esferas 
de poder em âmbito estadual, governadores e em âmbito municipal, 
prefeitos. Tal atribuição é indelegável. 
Sobre o assunto, consoante aos ensinamentos de Lenza (2022, 
p. 1122) “É importante esclarecer que o Presidente da República mate-
rializa as competências do art. 84 por decretos, ou seja, é o instrumento 
através do qual ele se manifesta”. No mais, o conteúdo e a amplitude 
do regulamento devem sempre estar definidos em lei, subordinando-se 
aos preceitos nela previstos. Salienta-se, portanto, que os decretos exe-
cutivos se limitam como instrumento que viabiliza a execução das leis. 
Por conseguinte, o inciso VI, atribui a elaboração de decretos 
autônomos que são atos normativos primários, ou seja, possuem a mes-
ma hierarquia das leis. Seu conteúdo decorre do disposto nas alíneas a) 
e b) do citado inciso. Mas, ressalta-se que, a criação ou extinção de órgão 
público, assim como, aumento de despesa da administração e extinção 
de função e cargo público ocupado não serão objeto dos decretos autô-
nomos, devendo ser determinado mediante a criação de lei formal. 
Diferente dos decretos executivos, os decretos autônomos são 
delegáveis para os Ministros de Estado, Advogado-Geral da União e 
Procurador-Geral da República, art. 84, § único. 
Ainda na seara da Administração Pública Federal, tem-se: XII 
- conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos 
órgãos instituídos em lei, que é uma competência delegável, XV - nome-
ar, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas 
da União; XVII - nomear membros do Conselho da República, nos ter-
mos do art. 89, VII; XVIII - convocar e presidir o Conselho da República 
e o Conselho de Defesa Nacional; XXV - prover e extinguir os cargos 
públicos federais, na forma da lei. 
Sobre o inciso XXV, destaca-se que poderá ser delegada a atri-
buição de prover e desprover nos moldes do parágrafo único do art. 84. 
Mas, preste atenção: a extinção de cargo público quando vagos poderá ser 
feita por decreto autônomo, e quando ocupados, deverá ser feita por lei for-
mal. Deste modo, é necessário cuidado com a leitura dos incisos VI e XXV. 
b) Relação com o Congresso Nacional: lembrando-se do sis-
tema do “checks and balances” (pesos e contrapesos), a fim de que 
se tenhaharmonia entre as funções estatais (Legislativa e Executiva), 
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possui o Presidente da República possui as atribuições de: III - iniciar o 
processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição; 
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir de-
cretos e regulamentos para sua fiel execução (lembre-se que esta atri-
buição também se encaixa na Administração Pública Federal); V - vetar 
projetos de lei, total ou parcialmente; XI - remeter mensagem e plano 
de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura da sessão 
legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências 
que julgar necessárias; XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano 
plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de 
orçamento previstas nesta Constituição; XXIV - prestar, anualmente, ao 
Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a abertura da ses-
são legislativa, as contas referentes ao exercício anterior e XXVI - editar 
medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62;
c) Relação com o Poder Judiciário: com o mesmo fundamento 
de harmonização entre as funções estatais, prevê a Constituição, as 
atribuições de: XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os 
Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os 
Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presi-
dente e os diretores do banco central e outros servidores, quando deter-
minado em lei; XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta 
Constituição, e o Advogado-Geral da União;
d) Segurança Nacional e manutenção da Ordem Pública: IX 
- decretar o estado de defesa e o estado de sítio; X - decretar e execu-
tar a intervenção federal; XII - conceder indulto e comutar penas, com 
audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei; XIII - exercer o 
comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da 
Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais 
e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos;
e) Relações Internacionais: VII - manter relações com Estados 
estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos; VIII - celebrar 
tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Con-
gresso Nacional; XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangei-
ra, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele, quando 
ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições, 
decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional; XX - celebrar a 
paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional e XXII - per-
mitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras 
transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. 
Conforme o artigo acima apresentado, denota-se que a Carta 
Magna designou ao Presidente da República um cargo com muitas atri-
buições, o que leva a reflexão de que não apenas pela representativida-
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de social que o cargo oferece, é certo que o próprio ordenamento jurídi-
co, em si, atribui-lhe acentuada importância e grau de responsabilidade. 
Assim, Pinho (2016, p. 201) elucida que como autoridade eleita 
em um Estado Democrático de Direito, o Presidente da República deve 
exercer o poder dentro dos limites estabelecidos pela Constituição, sob 
pena de afastamento pela prática de crime de responsabilidade. Ade-
mais, diante do sistema presidencialista acumulam-se as funções de 
Chefe de Estado e Chefe de Governo. Diferencia-se, portanto, que de-
terminadas atribuições são típicas de Chefe de Estado, como as pre-
vistas no art. 84, VII, VIII, XIX, XX, XXI, XXII, por exemplo, manter rela-
ções, como representante do Estado brasileiro, com outros Estados e 
declarar guerra e paz. Por outro lado, outras atribuições são típicas de 
Chefe de Governo, como, por exemplo, as elencadas nos incisos I, II, 
III, IV, V, VI, IX, X e outros, como nomear e exonerar ministros, exercer 
a direção da Administração superior, participar do processo legislativo 
com poderes de iniciativa, sanção e veto decretar estado de defesa, 
estado de sítio e intervenção federal.
Necessário reforçar, que dispõe o parágrafo único do art. 84 
que o Presidente da República poderá delegar as atribuições mencio-
nadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, 
ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que 
observarão os limites traçados nas respectivas delegações. Ou seja, 
poderá delegar as atribuições de: a) organização e funcionamento da 
administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem 
criação ou extinção de órgãos públicos e extinção de funções ou cargos 
públicos, quando vagos; b) conceder indulto e comutar penas, com au-
diência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei; c) prover e extin-
guir os cargos públicos federais, na forma da lei.
Vice-Presidente da República 
O Vice-Presidente é eleito de forma conjunta ao Presidente da 
República. Como já elucidado acima, não é necessário que ambos se-
jam do mesmo partido político, bastando apenas que formem a mesma 
coligação partidária. Do mesmo modo, sua posse do Vice-Presidente é 
realizada com o Presidente da República, nos moldes do artigo 78 da 
Constituição Federal. 
A principal atribuição do cargo de Vice-Presidente é a de subs-
tituir o Presidente em seus impedimentos e sucedê-lo no caso de vaga, 
conforme versa o art. 79 da Constituição. Isto significa que o Vice-Pre-
sidente irá substituir o Presidente em suas viagens, férias, licenças ou 
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doenças e irá sucedê-lo nas hipóteses de morte, renúncia, afastamento 
do cargo por decisão criminal do Supremo Tribunal Federal ou política 
do Senado Federal. Contudo, designam-se outras atribuições ao cargo, 
como, por exemplo, a atribuição de integrar, como membro nato, os Con-
selhos da República e da Defesa Nacional, CF, arts. 89, I, e 91, I. Outras 
funções que lhe forem atribuídas por lei complementar (CF, art. 79, pará-
grafo único) e missões especiais que lhe forem confiadas pelo Presidente 
da República, como a representação em eventos externos dos quais este 
não queira ou não possa participar (PINHO, 2016, p. 199). 
IMPEDIMENTOS, VACÂNCIA E PERDA DO CARGO 
Inicialmente é importante delinear a diferença entre impedi-
mentos e vacância, visto que possuem efeitos diferentes. 
O impedimento é o afastamento temporário. A vacância é o 
afastamento definitivo. Como exemplo de impedimento têm-se as via-
gens internacionais do Presidente da República, e como exemplo de 
vacância é possível citar a morte ou a condenação por crime de res-
ponsabilidade. Quando ocorre impedimento ocorrerá à substituição. Por 
outro lado, quando ocorre a vacância irá ocorrer a sucessão. (LENZA, 
2020, p. 1126).
Conforme já citado neste estudo, é sucessor do Presidente da 
República, em suas ausências e impedimentos, o Vice-Presidente. No 
caso de impedimento ou vacância de ambos os cargos, a Constituição 
estabelece no artigo 80 que: 
Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância 
dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da 
Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e 
o do Supremo Tribunal Federal. 
Destaca-se que apenas o Vice-Presidente, sucessor natural do 
Presidente da República, é que assume o cargo de forma definitiva art. 
79. Os demais, assumem de forma interina. 
Do mesmo modo e na mesma ordem de sucessão, deverá ser 
fixada nas Constituições Estaduais, qual seja: Vice-Governador do Es-
tado, Presidente da Assembleia Legislativa e Presidente do Tribunal de 
Justiça.
Ocorrerá vacância dos cargos de Presidente e do Vice-Presi-
dente da República, nos casos em que: 
1) não compareçam dentro de 10 dias da data fixada para a 
posse, salvomotivo de força maior, art. 78, § único, CF/88;
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2) por morte; 
3) por renúncia;
4) por suspensão ou perda dos direitos políticos; 
5) por perda da nacionalidade brasileira; 
6) diante da condenação por crime de responsabilidade ou co-
mum; 
7) por se ausentar do país por mais de 15 dias sem autorização 
do Congresso Nacional, art. 83, CF/88.
Deste modo, de acordo com o art. 81 da Constituição, havendo 
a vacância dos cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, 
ocorrerá a posse interina de um dos sucessores indicados no art. 80. 
Assim, deverá ocorrer uma nova eleição, no prazo de 90 dias após a 
abertura da última vaga. Será eleito um Presidente e um Vice-Presiden-
te da República para completar o mandato, lembre-se que tal mandato 
é também denominado de “Mandato tampão”. (LENZA, 2022, p. 1129). 
 Contudo, é importante destacar que se a vacância ocorre nos 
2 primeiros anos de mandato, será realizada uma nova eleição voto 
direto, em dois turnos. Mas, se ocorre a vacância nos 2 últimos anos de 
mandato, ocorrerá eleição indireta, ou seja, pelo próprio Congresso Na-
cional, no prazo de 30 dias contados da última vaga. Ou seja, é a única 
hipótese de eleição pelo voto indireto admitida no ordenamento jurídico 
brasileiro, art. 81, § 1º.
Ademais, ocorrerá a perda do cargo de Presidente da Repúbli-
ca e de Vice-Presidente:
1) Pela condenação do Senado Federal função de julgar do 
Legislativo, por 2/3 de votos, em processo de impeachment, pela prática 
de crime de responsabilidade, após ter sido admitida a acusação pela 
Câmara dos Deputados, também pela mesma maioria qualificada, con-
forme a leitura conjunta dos artigo 51, I, artigo 52, I, parágrafo único e 
artigo 85, todos da CF/88. 
2) Pela condenação do Supremo Tribunal Federal mediante 
prática de crime comum cometido no exercício das funções, art. 102, I, 
b, CF, após ter sido admitida a acusação, por 2/3 dos votos, pela Câma-
ra dos Deputados, arts. 51, I, e 86, CF. 
3) Pela declaração de vacância do cargo nos termos do art. 78, 
parágrafo único e art. 83, ou seja, não comparecimento no prazo de 10 
da data fixada para a posse e ausência do País por período superior a 
quinze dias sem licença do Congresso Nacional. 
Ademais, a renúncia ao cargo é ato unilateral, que não depen-
de de aceitação pelo Congresso Nacional para produzir seus conse-
quentes efeitos jurídicos: a extinção do mandato e a convocação do 
sucessor para assumir o cargo de Presidente da República. (PINHO, 
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2016, p. 200). 
CRIMES DE RESPONSABILIDADE 
Sobre os Crimes de Responsabilidade, Pinho (2016, p. 202-
203) ensina que se trata de “Infrações políticas administrativas come-
tidas pelo Presidente da República e outras altas autoridades, punidas 
com a perda do cargo e a inabilitação para o exercício da função públi-
ca”, justifica-se essa categoria específica de crimes, em razão do “Prin-
cípio Republicano de Governo”, em que “Todas as autoridades exercem 
o poder político na medida conferida pela Constituição, devendo prestar 
contas dos atos praticados no exercício da função pública para os de-
mais cidadãos”. Portanto, evidente que se “Desrespeitem a res publica, 
cometendo uma infração política administrativa prevista em legislação 
específica, podem ser afastados do cargo pelo processo de impeach-
ment”. Ainda, é válida a observação histórica de Lenza (2022, p. 1138) 
ao explanar que “Sob forte influência do modelo norte-americano, pre-
viu-se o crime de responsabilidade na Constituição de 1891”. 
Quanto à natureza jurídica do crime de responsabilidade, há 
três posições. A primeira aduz que é uma “Infração político-administrati-
va, sem caráter penal. É impropriamente denominada crime de respon-
sabilidade. Posição adotada por Paulo Brossard, José Celso de Mello 
Filho e Michel Temer”. A segunda qualifica como “Infração de índole 
criminal” e a terceira afirma ser “Infração de caráter misto, político e 
penal”. (PINHO, 2016, p. 203). 
Quanto aos crimes estabelece a Constituição Federal: 
Art. 85: São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República 
que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
I - a existência da União;
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério 
Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV - a segurança interna do País;
V - a probidade na administração;
VI - a lei orçamentária;
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabele-
cerá as normas de processo e julgamento.
 
Assim, quanto a definição em lei, é imprescindível que seja 
feito por lei especial, lembrando que a regra geral do princípio da lega-
lidade deve ser aqui evocada, no sentido de que nullum crimen, nulla 
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poena sine praevia lege. Do mesmo modo, é válido lembrar que o art. 
5.º, XXXIX, da CF/88 determina que não há crime sem lei anterior que o 
defina, nem pena sem prévia cominação legal. (LENZA, 2022, p. 1138). 
Ademais, prevalece o entendimento de que o crime de respon-
sabilidade possui caráter criminal, matéria de competência exclusiva da 
União, art. 22, I, CF. Tal compreensão foi consolidado pelo Supremo 
Tribunal Federal na Súmula 722: “São da competência legislativa da 
União a definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento 
das respectivas normas de processo e julgamento”.
Processo de Impedimento (“Impeachment”)
O procedimento do Processo de Impedimento é estabelecido 
pela Lei n.º 1079 de 10 de abril de 1950. Assim, nos casos de cometi-
mento de crime de responsabilidade nela disciplinados, com a imposi-
ção das penas de perda do cargo, com inabilitação, até cinco anos, para 
o exercício de qualquer função pública, imposta pelo Senado Federal 
mediante processo contra os ocupantes dos cargos de: Presidente da 
República ou Ministros de Estado, contra os Ministros do Supremo Tri-
bunal Federal ou contra o Procurador Geral da República art. 2º. 
 Ademais, prescreve o art. 3º da citada lei que: “A imposição da 
pena referida no artigo anterior não exclui o processo e julgamento do 
acusado por crime comum, na justiça ordinária, nos termos das leis de 
processo penal”. 
Sobre o processo de impedimento, elucida Ferreira Filho (2020, 
p. 163) que: 
Como expressão ainda da função de controle do Parlamento sobre o gover-
no, deve, a nosso ver, ser encarado também o impeachment. Por impeach-
ment, de modo lato se deve aqui entender o processo pelo qual o Legislativo 
sanciona a conduta de autoridade pública, destituindo-a do cargo e impondo-
-lhe pena de caráter político. 
A natureza do impeachment é de caracterização das mais difíceis, do que 
resulta profundo dissídio doutrinário. De fato, há motivos para que se hesite 
em considera-lo processo penal, como há para que se duvide ser ele proces-
so político. 
A denúncia por crime de responsabilidade é dirigida à Câmara 
dos Deputados, sendo permitido a qualquer cidadão denunciar o Presi-
dente da República ou Ministro de Estado, por crime de responsabilida-
de, perante a Câmara dos Deputados, art. 14. 
O processo de julgamento possui um procedimento bifásico: a 
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primeira fase é denominada:
Juízo de admissibilidade do processo, na Câmara dos Deputados, Tribunal 
de Pronúncia — art. 80 da Lei n. 1.079/50; e por uma fase final, em que 
ocorrerão o processo propriamente dito e o julgamento, no Senado Federal, 
Tribunal de Julgamento. (LENZA, 2022, p. 1140). 
Compete à Câmara dos Deputados o juízo de admissibilidade, 
ou seja, deverá decidir se recebe ou não a acusação. Para tanto, exige-
-se maioria qualificada de 2/3 dos votos dos Deputados Federaisem re-
lação ao Presidente e ao Vice-Presidente da República, bem como aos 
Ministros de Estado, conforme prescreve o artigo.51, inciso I e artigo 86, 
ambos da CF/88. Desta forma:
As indagações probatórias deverão ser feitas perante o Senado Federal, que 
é o órgão que processa e julga Presidente da República nos crimes de res-
ponsabilidade, e não perante a Câmara, que verifica a procedibilidade da 
acusação. (LENZA, 2022, p. 1140). 
Admitida à acusação na Câmara dos Deputados, o processo 
deverá ser remetido ao Senado Federal a fim de que se realize o proce-
dimento e seu consequente julgamento. Contudo, é válido observar que 
o Senado Federal não se vincula ao juízo de admissibilidade da Câmara 
dos Deputados. Isto significa que há discricionariedade do Senado Fe-
deral na decisão de instaurar ou não o processo ADPF 378/2015.
Admitida a instauração, o Senado Federal atuará como um “Tri-
bunal Político” que será presidido pelo presidente do Supremo Tribunal 
Federal. No mais, o Presidente da República ficará suspenso de suas 
funções pelo prazo de cento e oitenta dias, art. 86, §§ 1º, II, e 2º, CF, 
mas, se o julgamento não estiver concluído neste prazo, o afastamento 
será encerrado. No mais, conforme explica Lenza (2022, p. 1141): 
A sentença condenatória materializar-se-á mediante resolução do Senado 
Federal, que somente será proferida por 2/3 dos votos, limitando-se a con-
denação à perda do cargo e inabilitação para o exercício de qualquer fun-
ção pública (tanto decorrentes de concurso público como de confiança ou 
de mandato eletivo) por 8 anos, sem prejuízo das demais sanções judiciais 
cabíveis art. 52, parágrafo único. Dispõe o art. 15 da Lei n.º 1.079/50 que “a 
denúncia só poderá ser recebida enquanto o denunciado não tiver, por qual-
quer motivo, deixado definitivamente o cargo”.
Assim, ocorrendo à condenação por crime de responsabilidade 
serão aplicadas de forma cumulativa as sanções: a) perda do cargo e 
b) inabilitação por 8 anos para o exercício de função pública. Denota-se 
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a inabilitação aplica-se para qualquer exercício de função pública, ou 
seja, afeta aprovação em concursos públicos, cargos comissionados e 
mandatos eletivos. 
Entendeu o Supremo Tribunal Federal que a renúncia ao 
cargo, quando já instaurada a sessão de julgamento, não importa 
na extinção do processo de impeachment STF, MS 21.689-DF, Rel. 
Min. Carlos Velloso, impetrante: Fernando Collor de Mello, impe-
trado: Senado Federal, lit. passivos: Barbosa Lima Sobrinho e Mar-
cello Lavanere Machado, DJ, 7-4-1995, Ementário STF, n. 1.782-2. 
(PINHO, 2016, p. 204).
É válido destacar que se admite o controle judicial no processo 
de impeachment, desde que se alegue lesão ou ameaça a direito, art. 
5º, XXXV, CF. Desta forma, explica PINHO (2012, p. 205) que o Ju-
diciário “Não pode reexaminar os critérios políticos de oportunidade e 
conveniência próprios do Poder Legislativo. Pode apreciar o respeito ao 
devido processo legal, a obediência às formalidades legais e a obser-
vância das garantias constitucionais”. 
Imunidades do Presidente da República 
Conforme já estudado, o cargo de Presidente da República exi-
ge muitas atribuições e elevada responsabilidade, contudo, é necessá-
rio que exista determinadas prerrogativas, imunidades para que ocorra 
o exercício do cargo de forma plena. Sobre o assunto verifica-se: 
a) Vedação à Prisão Cautelar: enquanto não sobrevier senten-
ça condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não 
estará sujeito à prisão, art. 86, § 3º, CF. 
Portanto, vedam-se as prisões cautelares ao Presidente da 
República: prisão em flagrante, prisão temporária e prisão preventiva.
b) Cláusula de Irresponsabilidade Penal Relativa: na vigência 
do mandato não poderá o Presidente da República ser responsabilizado 
por atos estranhos ao exercício de suas funções, art. 86, § 4º, CF. 
Desta forma, há de se ressaltar que não se trata de irresponsa-
bilidade penal absoluta, pois, com a licença da Câmara dos Deputados, 
por 2/3 dos votos, art. 51, I da CF, os crimes cometidos no exercício da 
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função de Presidente da República ou em razão dele (in officio ou prop-
ter officium) poderão ser processados criminalmente perante o Supre-
mo Tribunal Federal art. 102, I, b, CF. Contudo, não poderá ser proces-
sado, durante seu mandato, por crimes cometidos antes da investidura 
no cargo, da mesma forma que por delitos praticados na sua vigência, 
mas estranhos à função presidencial. (PINHO, 2016, p. 205).
O procedimento na ação penal originária perante o Supremo 
Tribunal Federal está previsto na Lei n. 8.038/90. Destaca-se ainda que 
a condenação criminal, após o trânsito em julgado, provocará a perda 
dos direitos políticos, art. 15, III, CF, e, por consequência, a perda do 
mandato de Presidente da República. (PINHO, 2016, p. 205). 
Atente-se que tal cláusula somente se aplica nos casos de in-
frações penais. 
c) Autorização da Câmara dos Deputados: deverá a Câmara 
dos Deputados emitir prévio juízo de admissibilidade político para que o 
Presidente da República seja processado e julgado por crimes comuns 
e de responsabilidade (este último já estudado acima). 
Ademais, destaca-se que tal imunidade não se estende para 
codenunciados que não ocupem o cargo de Vice-Presidente e de Mi-
nistro de Estado. 
Crimes Comuns
“As regras procedimentais para o processamento dos cri-
mes comuns estão previstas na Lei n. 8.038/90 e nos arts. 230 a 246 
do RISTF. 
Da mesma forma como ocorre nos Crimes de Responsabi-
lidade, também haverá um controle político de admissibilidade, a 
ser realizado pela Câmara dos Deputados, que autorizará ou não 
o recebimento da denúncia, ou queixa-crime pelo STF, através do 
voto de 2/3 de seus membros art. 86, caput.
 Pois bem, admitida a acusação contra o Presidente da Re-
pública, por 2/3 da Câmara dos Deputados, será ele submetido a 
julgamento perante o STF crime comum. A denúncia, nos casos de 
ação penal pública, será ofertada pelo Procurador-Geral da Repú-
blica. 
A expressão “Crime Comum”, segundo posicionamento 
do STF, abrange “Todas as modalidades de infrações penais, es-
tendendo-se aos delitos eleitorais, alcançando até mesmo os cri-
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mes contra a vida e as próprias contravenções penais”. Recebi-
da a denúncia ou queixa-crime, o Presidente da República ficará 
suspenso de suas funções por 180 dias, sendo que, decorrido tal 
prazo sem o julgamento, voltará a exercê-las, devendo o processo 
continuar até decisão final. (LENZA, 2022, p. 1143).
MINISTROS DE ESTADO 
Os Ministros de Estado são auxiliares/assessores diretos do 
Presidente da República. De acordo com Ferreira Filho (2020, p. 225) 
a tarefa específica dos Ministros é chefiar departamentos básicos da 
administração pública e o seu papel político é, em geral, o de auxiliares 
graduados do chefe de governo. Ou seja, assessoram e a aconselham. 
Ademais, dirigem os Ministérios e são escolhidos pelo Presi-
dente da República, que os nomeia, podendo ser demitidos, exonera-
dos a qualquer tempo, ad nutum. Para assumir o cargo de acordo com o 
art. 87, caput é necessário ser brasileiro nato ou naturalizado, exceto o 
cargo de Ministro de Estado da Defesa, que, de acordo com a EC n. 23, 
de 02.09.1999, deverá ser preenchido por brasileiro nato, conforme se 
observa pelo inciso VII do § 3.º do art. 12; ter mais de 21 anos de idade; 
e estar no exercício dos direitos políticos. (LENZA, 2022, 1133). 
As atribuições dos Ministros de Estado, além de outras atribui-
ções estabelecidas nesta Constituição e na lei, a) exercer a orientação, 
coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração 
federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos as-
sinados pelo Presidente da República; b) expedir instruções para a exe-
cução das leis, decretose regulamentos; c) apresentar ao Presidente 
da República relatório anual de sua gestão no Ministério; d) praticar os 
atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas 
pelo Presidente da República. Ademais, a lei que disciplina a criação e 
extinção dos Ministérios em cumprimento ao art. 88 da CF/88, é a Lei n. 
9.649, de 27.05.1998, parcialmente revogada pela Lei n. 10.683/2003. 
(PINHO, 2016, p. 206-207).
Poderão os Ministros de Estado receber delegação para 
exercer matéria de competência privativa do Presidente da Repú-
blica?
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Como visto, o art. 84 enumera em rol meramente exempli-
ficativo diversas atribuições do Presidente da República, ora com 
natureza de função de Chefe de Estado, ora com natureza de Chefe 
de Governo. O parágrafo único do art. 84 dispõe que o Presidente 
da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos in-
cisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, bem 
como ao Procurador-Geral da República e ao Advogado-Geral da 
União, que deverão observar os limites traçados nas respectivas 
delegações. (LENZA, 2022, p. 1134). 
- Crimes de Responsabilidade
Ministros de Estado podem cometer crimes comuns, pre-
vistos na legislação penal, e crimes de responsabilidade, de natu-
reza político-administrativa, sujeitos ao processo de impeachment. 
Ambas as modalidades de infração são de competência originária 
do Supremo Tribunal Federal, com exceção dos crimes de respon-
sabilidade conexos aos cometidos pelo Presidente e Vice-Presi-
dente da República, que serão julgados pelo Senado Federal arts. 
50, 51, I, 52, I, e 102, I, c, CF. (PINHO, 2016, p. 207).
CONSELHOS 
Por derradeiro, cumpre aludir de forma breve sobre os Conse-
lhos que são Órgãos Colegiados de natureza consultiva do Presidente 
da República. A Constituição criou dois órgãos desse tipo: o Conselho 
da República e o Conselho de Defesa Nacional (em substituição ao 
Conselho de Segurança Nacional). 
Sobre o Conselho da República: 
Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente 
da República, e dele participam:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados;
V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal;
VI - o Ministro da Justiça;
VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de 
idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo 
Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com man-
dato de três anos, vedada a recondução.
Art. 90. Compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre:
I - intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio;
II - as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
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§ 1º O Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para 
participar da reunião do Conselho, quando constar da pauta questão relacio-
nada com o respectivo Ministério.
§ 2º A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da Repú-
blica. 
Sobre o Conselho de Defesa Nacional: 
Art. 91. O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente 
da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defe-
sa do Estado democrático, e dele participam como membros natos:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - o Ministro da Justiça;
V - os Ministros militares;
V - o Ministro de Estado da Defesa; 
VI - o Ministro das Relações Exteriores;
VII - o Ministro do Planejamento.
VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. 
§ 1º Compete ao Conselho de Defesa Nacional:
I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz, nos 
termos desta Constituição;
II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da 
intervenção federal;
III - propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à 
segurança do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmen-
te na faixa de fronteira e nas relacionadas com a preservação e a exploração 
dos recursos naturais de qualquer tipo;
IV - estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessá-
rias a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático.
§ 2º A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa 
Nacional.
Salienta-se, que por serem órgãos colegiados meramente con-
sultivos, suas deliberações, não vinculam as decisões do Presidente da 
República. (LENZA, 2022, p. 1136).
Ademais, regulamentação dos Conselhos, em cumprimento 
a Carta Magna, encontram-se respectivamente nas Leis n. 8.041/90 e 
8.183/91. 
1) O Vice-Presidente, O Presidente da Câmara dos Deputa-
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dos, o Presidente do Senado Federal e o Ministro da Justiça parti-
cipam dos dois conselhos: Conselho da República e Conselho de 
Defesa Nacional. 
2) Os seis cidadãos brasileiros natos compõem apenas o 
Conselho da República. 
3) O único Ministro de Estado que participa do Conselho 
da República é o Ministro da Justiça.
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 01
Ano: 2023 Banca: IBFC Órgão: SEAD-GO Provas: Analista Ambien-
tal - Direito 
A República Federativa do Brasil tem três poderes, o Executivo, o 
Legislativo e o Judiciário. O poder Executivo tem o presidente da 
República como chefe de Estado e de governo. Sobre as funções 
básicas do presidente da República, assinale a alternativa incorreta.
a) Representar o país internacionalmente e manter relações e tratados 
com países estrangeiros.
b) Propor políticas públicas ao Congresso e implantá-las.
c) Dirigir a Administração Pública Federal e garantir o cumprimento das 
leis. 
d) Poder de julgar as leis do país.
QUESTÃO 2 
Ano: 2023 Banca: CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Pro-
vas: Gestão em Acompanhamento, Suporte e Apoio na Área Edu-
cacional 
O poder executivo no município de Caucaia é exercido pelo:
a) Presidente da República.
b) Governador do Estado.
c) Prefeito Municipal. 
d) Deputado Estadual.
QUESTÃO 3 
Ano: 2023 Banca: CETREDE Órgão: Câmara de Ipu - CE Provas: 
Agente Administrativo 
Os poderes EXECUTIVO e LEGISLATIVO no Município de Ipu são 
exercidos, respectivamente, pela:
a) Câmara dos Vereadores e Prefeitura.
b) Assembleia legislativa e Prefeitura.
c) Prefeitura e Assembleia Legislativa. 
d) Prefeitura e Câmara dos Vereadores.
QUESTÃO 4 
Ano: 2021 Banca: AMEOSC Órgão: Prefeitura de São Miguel do 
Oeste - SC Prova: Técnico Administrativo
Os Poderes do Estado (Legislativo, Executivo e Judiciário) são in-
dependentes e harmônicos entre si. Marque a alternativa que cons-
ta a função CORRETA do Poder citado.
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a) Poder Legislativo tem a função judicial
b) Poder Legislativo tem a função administrativa.
c) Poder Executivo tem a função administrativa.
d) Poder Executivo tem a função judicial.
QUESTÃO 5 
Ano: 2021 Banca: CEV-URCA Órgão: Prefeitura de Crato - CE Pro-
va: Guarda Municipal
Com base no texto constitucional, são Poderes da União, o Legis-
lativo, o Executivo e o Judiciário:
a) Separados e dependentes entre si
b) Separados
c) Independentes
d) Independentes e harmônicos entre si
QUESTÃO DISSERTATIVA
Qual a possibilidade Constitucional de existir Eleições indiretas? 
TREINO INÉDITO
No caso de Vacância do cargo de Presidente e nas situações hipo-
téticas a seguir, quem assume: 
a) Caso o Vice-Presidente vague o cargo nos dois primeiros anos, o 
Presidente da Câmara dos Deputados Federais, assume o cargo interi-
namente e realiza eleições indiretas dentro de 60 dias. 
b) Caso o Vice-Presidente vague o cargo nos dois últimosanos, o Pre-
sidente da Câmara dos Deputados Federais, assume o cargo interina-
mente e realiza eleições diretas dentro de 180 dias. 
c) Caso o Vice-Presidente esteja viajando, quem assume interinamente 
é o Presidente do Senado. 
d) Caso o Vice-Presidente e o Presidente da Câmara dos Deputados 
Federais esteja viajando, quem assume interinamente é o Presidente 
do Supremo Tribunal Federal. 
e) A linha sucessória, para caso de impedimento ou vacância dos car-
gos de Presidente e Vice-Presidente, é sucessivamente, o Presidente 
da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tri-
bunal Federal. 
NA MÍDIA
Projeto do Poder Executivo torna crime hediondo ataque a escolas
A pena será maior se o agressor for parente, professor ou funcionário 
da instituição. O Projeto de Lei 3613/23 torna crimes hediondos o homi-
cídio, a lesão corporal seguida de morte e a lesão corporal gravíssima 
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cometidos no interior de instituições de ensino públicas ou privadas (in-
cluindo educação básica, superior, técnica, profissionalizante e cursos 
de idiomas). Com a medida, o condenado não terá direito a fiança e 
não poderá receber indulto, anistia e liberdade provisória, além de ter 
progressão de regime mais lenta. O texto, em tramitação na Câmara 
dos Deputados, altera a Lei dos Crimes Hediondos. A proposta também 
modifica o Código Penal para tornar qualificado o homicídio cometido 
no interior dessas instituições de ensino, com pena de reclusão de 12 a 
30 anos. O projeto é do Poder Executivo e foi uma sugestão das famí-
lias vitimadas pelo ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau 
(SC), ocorrido em abril deste ano. Na ocasião, um homem de 25 anos 
matou quatro crianças com idade entre 5 e 7 anos com uma machadi-
nha.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Data: 27 jul. 2023
Leia a notícia na íntegra: https://www.camara.leg.br/noticias/981133-pro-
jeto-do-poder-executivo-torna-crime-hediondo-ataque-a-escolas/
NA PRÁTICA
Poderes Judiciário e Executivo Estadual e Municipal assinam acordo de 
cooperação na área de saúde.
Um acordo de Cooperação Técnica foi firmado nesta quarta-feira entre 
o Poder Judiciário e o Poder Executivo com o objetivo de auxiliar os 
magistrados na tomada de decisão em processos que envolvem a saú-
de dos jurisdicionados. O presidente o Tribunal de Justiça da Paraíba, 
desembargador João Benedito da Silva; o governador do Estado, João 
Azevêdo Lins Filho; e o diretor da Justiça Federal na Paraíba, juiz Ma-
nuel Maia de Vasconcelos Neto assinaram um termo para implementa-
ção do Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário da Paraíba – NatJus/PB. 
Em seguida, um acordo semelhante foi assinado também pelo prefeito 
de João Pessoa, Cícero Lucena Filho.
Fonte: Tribunal de Justiça da Paraíba
Data: 26 jul. 2023
Leia a notícia na íntegra: https://www.tjpb.jus.br/noticia/poderes-judicia-
rio-e-executivo-estadual-e-municipal-assinam-acordo-de-cooperacao-
-na-area-de
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INTRODUÇÃO: PODER JURISDICIONAL 
O último dos três poderes estatais a ser estudado, mas não 
menos importante, é o Poder Judiciário. De acordo com as palavras 
Bastos (2010, p. 377):
Ao lado da função de legislar e administrar, o Estado exerce a função juris-
dicional. Coincidindo com o próprio evolver da organização estatal, ela foi 
absorvendo o papel de dirimir as controvérsias que surgiam quando da apli-
cação das leis.
Neste sentido, verifica-se que dentro do sistema de Separação 
de Poderes compete ao Poder Judiciário a Função Jurisdicional do Es-
tado, ou seja, de distribuição de justiça, de resolver litígios. Em outras 
O PODER JUDICIÁRIO
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palavras, isto significa que o Poder Judiciário, cuida da aplicação da lei 
em caso de conflito de interesses. Portanto, a “Atividade jurisdicional, 
no Estado moderno, é monopólio da Administração Pública, não mais 
se admitindo a vingança privada, a justiça eclesiástica e a justiça dos 
Senhores Feudais”. (PINHO, 2016, p. 218). 
Ademais, conforme observa Paulo (2022, p. 663) “não há como 
conceder um Estado de Direito sem um Poder Judiciário independente, 
pois, trata-se de função estatal que garante a própria integridade do 
ordenamento jurídico”. Deste modo, a plena independência entre os Po-
deres Executivo e Legislativo não é pressuposto essencial ao Estado de 
Direito, contudo, o Judiciário, diferentemente, seja qual for o sistema de 
governo presidencialista ou parlamentarista, “Sempre e obrigatoriamen-
te deve ser um Poder plenamente independente”, para ser resguardada 
a Constituição e conferida toda efetividade dentre outros, aos princípios 
da legalidade e da igualdade. 
No mais, Brasil adota o denominado “sistema inglês”, ou “Sis-
tema de unicidade de jurisdição”. Ou seja, “Significa isso que somente 
o Poder Judiciário tem jurisdição, isto é, somente ele pode dizer, em ca-
ráter definitivo, o direito aplicável aos casos concretos litigiosos subme-
tidos a sua apreciação”. Em outros termos, apenas o judiciário poderá 
proferir decisão e fazer coisa julgada material, portanto, uma decisão 
autônoma e vinculante. (PAULO, 2022, p. 664)
Com o advento do Estado Social passa o Judiciário a ocu-
par função social de maior relevância. Com o Estado assumindo 
caráter intervencionista e prestacionista, atribui-se ao Judiciário a 
função de, além de solucionar litígios, também a função de concre-
tizar os Direitos Sociais e garantir o “mínimo existencial”. Da mes-
ma forma, no Estado Constitucional, priorizam-se estas funções, 
tornando-se o Judiciário garantidor dos preceitos constitucionais, 
dentre eles, os direitos fundamentais. 
Portanto, a função típica do Poder Judiciário é “A chamada fun-
ção jurisdicional ou de julgamento, pela qual lhe compete, coercitiva-
mente, em caráter definitivo, dizer e aplicar o Direito às controvérsias 
a ele submetidas”. (PAULO, 2022, p. 669). Do ponto de vista de sua 
função típica, o Poder Judiciário pode ser definido como o conjunto dos 
órgãos públicos que detêm o exercício da função jurisdicional. Sobre o 
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assunto: 
A Jurisdição é, exatamente, a atividade pela qual determinados órgãos pronun-
ciam-se, em caráter cogente, sobre a aplicação do Direito. Isso é realizado, ao 
final e ao cabo do qual se alcança uma decisão revestida do caráter de imuta-
bilidade, vale dizer, faz coisa julgada entre as partes. A jurisdição, pois, é uma 
atividade pela qual o Judiciário substitui-se à vontade das partes, solucionan-
do os conflitos de interesse que eventualmente surjam no seio social. (...) No 
declarar, o Direito deverá, preliminarmente, defender a Constituição, inclusive 
contra as leis editadas em desrespeito àquela. (TAVARES, 2017, p. 1192).
Quanto a função atípica, tem-se as de natureza administrativa 
e legislativa. 
Assim, o Judiciário desempenha “Função atípica administrativa 
quando administra seus bens, serviços e pessoal”, do mesmo modo, que 
desempenha função atípica “Legislativa quando produz normas gerais, 
aplicáveis no seu âmbito, de observância obrigatória por parte dos admi-
nistrados”. Exemplo: Regimento dos Tribunais, art. 96, I, alíneas a e b, CF.
Desta forma, a função jurisdicional é “de aplicação das nor-
mas, por um órgão independente do Estado, em caso de conflitos de 
interesses surgidos no seio da sociedade lides”. (PINHO, 2016, p. 218).
Princípios Fundamentais do Poder Judiciário.
Princípio da Inafastabilidade do Controle Jurisdicional: o 
art. 5º, XXXV, CF/88.
Princípio da Inércia: o Poder Judiciário só se manifesta 
quando provocado. 
Princípio do Devido Processo Legal: art. 5º, LIV, CF/88.
ESTRUTURA DO PODER JUDICIÁRIO 
A estrutura do Judiciário, ou seja, a composição de órgãos, é 
definida no artigo 92 da Constituição Federal,qual seja: Supremo Tribu-
nal Federal; Conselho Nacional de Justiça; Superior Tribunal de Justiça; 
Tribunal Superior do Trabalho; Tribunais Regionais Federais e Juízes 
Federais; Tribunais e Juízes do Trabalho; Tribunais e Juízes Eleitorais; 
Tribunais e Juízes Militares; Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito 
Federal e Territórios, conforme sistematizado abaixo:
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Ensina Ferreira Filho (2020, p. 255) que o judiciário é estrutura 
ao nível Federal e Estadual, ou seja, possui seus órgãos integrados no 
ordenamento dos Estados Federados. Do mesmo modo, o Direito pátrio 
estabelece justiças especializadas e justiça comum. Deve-se entender 
por justiça especializada aquela cuja competência compreende matéria 
determinada, exclusiva. Por outro lado, entende-se justiça comum tudo 
aquilo que não houver sido expressamente reservado a outra organiza-
ção judiciária. 
Verifica-se que o Judiciário brasileiro, em simples divisão, es-
trutura-se em: 
1) Justiça Comum: Justiça Federal composta pelos TRFs e Juí-
zes Federais e Justiça Estadual: composta pelos TJs e Juízes Estaduais. 
2) Justiça Especial: Justiça do Trabalho: composta por TST, 
TRTs e Juízes do Trabalho; Justiça Eleitoral: composta pelo TSE, TREs, 
Juízes Eleitorais e Juntas Eleitorais; Justiça Militar da União: composta 
pelo STM e Conselhos de Justiça, Especial e Permanente auditorias 
militares; d) Justiça Militar dos Estados, Distrito Federal e Territórios: 
composta pelos TJs ou TJMs este último, instala-se em local onde o 
efetivo militar é superior a 20.000 integrantes, Juízes da Justiça Militar 
Estadual e Conselhos de Justiça auditorias militares. 
O STF e os Tribunais Superiores: STJ, TSE, TST E STM, com 
sede em Brasília, possuem jurisdição em todo território nacional (art. 
97, § 1º e 2º). 
No mais, é válido destacar que não se encontram o STF e o 
STJ em nenhuma das estruturas: Comum ou Especial. Tratam-se estes 
Tribunais de Órgãos de Superposição, não obstante, ausentarem-se 
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do sistema da justiça comum ou especial, suas decisões se sobrepõe 
as decisões dos órgãos inferiores. “As decisões do STJ se sobrepõem 
àquelas da Justiça Federal Comum, da Estadual e daquela do Distrito 
Federal e Territórios, ao passo que as decisões do STF se sobrepõem a 
todas as Justiças e Tribunais”. (LENZA, 2020, p. 1216-1217).
Neste sentido, Bastos (2010, p. 378) explica sobre a estrutura da 
justiça brasileira, que deverá ser analisada levando-se em consideração 
dois aspectos: “De um lado, em decorrência da forma federal de Estado, 
a justiça se divide em: Federal e Estadual; de outro, em razão da compe-
tência outorgada pela Constituição, temos: a Justiça Comum e a Justiça 
Especializada”. Ademais, segundo o autor, “Tanto a Justiça Federal quan-
to a Justiça Estadual se bipartem em: Comum e Especializada”. 
Antes de adentrar ao estudo dos órgãos do judiciário no sentido 
de como funcionam e qual posição ocupam, é necessário compreender 
alguns aspectos atribuídos a esta função estatal, como, por exemplo, as 
garantias do Judiciário e a independência dos Tribunais. 
Por conseguinte, verifica-se na estrutura do Judiciário o Con-
selho Nacional de Justiça (CNJ) que é o órgão de controle, responsável 
pelo controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário. 
É importante atentar-se para que o CNJ não exerce jurisdição. 
Art. 98. A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os 
Estados criarão:
I - juizados especiais: providos por juízes togados, ou toga-
dos e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a exe-
cução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais 
de menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral e su-
maríssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação 
e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau;
II - justiça de paz: remunerada, composta de cidadãos elei-
tos pelo voto direto, universal e secreto, com mandato de quatro 
anos e competência para, na forma da lei, celebrar casamentos, ve-
rificar, de ofício ou em face de impugnação apresentada, o proces-
so de habilitação e exercer atribuições conciliatórias, sem caráter 
jurisdicional, além de outras previstas na legislação.
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Garantias do Poder Judiciário
 
Assim como já estudado nos capítulos anteriores, as garantias 
são instituídas para assegurar a independência do órgão estatal para 
ser realizada sua função de forma adequada. 
Quanto ao Poder Judiciário, não seria diferente, pois além de 
independência é necessário que as suas ações sejam pautadas na im-
parcialidade. A Constituição Federal atribui garantias e também veda-
ções aos órgãos do Judiciário. Dentre elas: 
1) Garantias Institucionais consistem em: a) caracterização de 
crime de responsabilidade do Presidente da República pela prática de 
atos que atentem contra o livre exercício do Poder Judiciário, art. 85, II, 
CF; b) veda-se a regulamentação das garantias dos magistrados me-
diante medida provisória ou lei delegada art. 62, § 1º, I e art. 68, § 1º, I, 
CF; c) autonomia organizacional e administrativa: poder de autogoverno 
art. 96, CF; d) autonomia financeira art. 99, CF. 
Com foco na autonomia administrativa e financeira, são válidos 
os ensinamentos de Pinho (2016, p. 221):
A Autonomia Administrativa significa que os atos de administração interna 
são de competência do próprio Poder Judiciário, não subordinados à apro-
vação ou interferência de qualquer outro Poder. A autonomia financeira im-
porta na atribuição constitucional dada ao Poder Judiciário para elaboração 
de suas propostas orçamentárias, dentro dos limites traçados pela Lei de 
Diretrizes Orçamentárias. Embora a iniciativa das leis orçamentárias seja do 
Chefe do Poder Executivo art. 166, § 6º, CF é indispensável que seja colhida 
uma prévia proposta do Poder Judiciário, art. 99, §§ 1º e 2º, CF. 
Nesta categoria, enquadram-se ainda: e) Iniciativa legislativa 
para alteração do número de membros de tribunais inferiores; criação e 
extinção de cargos e a remuneração de seus serviços auxiliares, bem 
como a fixação do subsídio de seus membros; e leis de organização 
judiciária, art. 96, II, CF; f) Destinação das custas e emolumentos “Ex-
clusivamente ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas 
da Justiça”, art. 98, § 2º, CF. (PINHO, 2016, p. 221). 
2) Garantias Funcionais: encontram-se no artigo 95 da Cons-
tituição Federal, e visam a independência dos membros do poder judi-
ciário. Consistem em: a) Vitaliciedade: os membros do judiciário que já 
passaram pelo estágio probatório 02 anos só poderão perder o cargo 
por sentença judicial transitada em julgado do tribunal ao qual estão 
vinculados ação civil. Lembre-se: só se torna membro vitalicio passado 
dois anos de exercício do cargo existe um estágio probatório. Contudo, 
membros de tribunais, não dependem de período probatório, a partir da 
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posse tornam-se vitalícios. b) Inamovibilidade: trata-se de garantia que 
impede que o membro do judiciário seja removido compulsoriamente 
de um cargo para outro. Exceto, por motivo de interesse público, em 
decisão por maioria absoluta de votos do tribunal ao qual estão vincu-
lados ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla defesa, 
e exige maioria absoluta para a deliberação. Atente-se que no caso da 
inamovibilidade não é exigido o período de estágio probatório para aqui-
sição da mesma. É aplicável para todos os membros, vitalícios ou não. 
c) Irredutibilidade de Subsídios: garantia financeira que veda a redução 
de subsídios, contudo, vale lembrar que não é assegurado o reajuste 
anual, garante-se, apenas, que não seja reduzido. Ou seja, protege-se 
o valor nominal não sendo garantido o valor real, art. 37, XV, CF.Os Ministros do Supremo Tribunal Federal e os Membros 
do Conselho Nacional de Justiça, em caso de crimes de responsa-
bilidade, só perderão o cargo por deliberação do Senado Federal, 
art. 52, II, CF. (PINHO, 2016, p. 222).
3) Garantias da Imparcialidade: Trata-se de vedações atribuí-
das aos membros do Judiciário a fim de que se garante a imparcialidade 
na atuação. Portanto, “Os juízes estão proibidos de exercer atividades 
que possam prejudicar a sua posição de absoluta imparcialidade entre 
as partes de uma pendência judicial”. (PINHO, 2016, p. 223). 
O artigo 95, § único da Constituição estabelece que: 
Aos juízes é vedado: 
I - exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma 
de magistério;
II - receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo;
III - dedicar-se à atividade político-partidária.
IV - receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pes-
soas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções pre-
vistas em lei; 
V - exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de 
decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exone-
ração.
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O Supremo Tribunal Federal já considerou incompatível a 
acumulação do cargo de juiz com o desempenho de função na Jus-
tiça desportiva. De acordo com a Min. Carmem Lúcia: “As vedações 
formais impostas constitucionalmente aos magistrados objetivam, 
de um lado, proteger o próprio Poder Judiciário, de modo que seus 
integrantes sejam dotados de condições de total independência e, 
de outra parte, garantir que os juízes dediquem-se, integralmente, às 
funções inerentes ao cargo, proibindo que a dispersão com outras 
atividades deixe em menor valia e cuidado o desempenho da ativi-
dade jurisdicional, que é função essencial do Estado e direito fun-
damental do jurisdicionado”. (MS 25.938/DF). (PINHO, 2016, p. 223).
Seleção dos Membros do Poder Judiciário
A regra de ingresso dos membros do Poder Judiciário de pri-
meira instância, no Brasil, é: 
Art. 93, I - ingresso na carreira, cujo cargo inicial será o de juiz substituto, me-
diante concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos 
Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, 
no mínimo, três anos de atividade jurídica e obedecendo-se, nas nomeações, 
à ordem de classificação. (BRASIL, 1988). 
As demais promoções, até o último grau da carreira, serão alter-
nadas pelos critérios de antiguidade e merecimento, observando-se as 
normas estabelecidas pela Constituição art. 93, II. (PINHO, 2016, p. 220). 
Já os Ministros do STF e dos Tribunais Superiores serão nomea-
dos pelo Presidente da República, após aprovação da escolha pela maioria 
do Senado Federal (CF , arts. 52, III, a, 84, XIV, 101, parágrafo único, 104, 
parágrafo único, 111-A e 123). (PINHO, 2016, p.220), continua o autor: 
Com exceção do Superior Tribunal Militar, para os demais Tribunais Su-
periores a Constituição exige que a aprovação pelo Senado Federal seja 
por maioria absoluta. Os integrantes dos Tribunais Regionais Federais e do 
Trabalho também serão nomeados pelo Presidente da República, na forma 
prevista pela Constituição (CF , arts. 107 e 115). Em relação aos Tribunais 
de Justiça dos Estados, a participação do Governador do Estado limita-se à 
escolha e nomeação de desembargador proveniente do quinto constitucional 
do Ministério Público e da advocacia, não compreendendo os integrantes da 
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magistratura (Adin 160/TO, Rel. Min. Octavio Galotti). (PINHO, 2016, p.220). 
O Quinto Constitucional
O artigo 94 da Constituição Federal, aborda a temática do Quinto 
Constitucional, que é um dispositivo jurídico que determina que um quin-
to das vagas de determinados tribunais brasileiros sejam preenchidos por 
advogados e membros do Ministério Público Federal, do Trabalho ou do 
respectivo Estado, caso se trate da justiça federal, do trabalho ou estadual, 
e não por juízes de carreira. Pinho, (2016, p. 220), explica o procedimento: 
(...) o tribunal respectivo, federal ou estadual, forma uma lista tríplice, envian-
do-a ao Chefe do Poder Executivo, que, nos vinte dias seguintes, escolherá 
um de seus integrantes para nomeação, art. 94, parágrafo único, CF. O Su-
premo Tribunal Federal entende que o Tribunal pode recusar listas sêxtuplas, 
desde que fundada a recusa em razões objetivas, devidamente motivadas. 
Mas não pode substituir listas, ainda que escolhendo nomes já indicados 
em outras listas. A lista será devolvida, por não preenchimento dos requisi-
tos constitucionais exigidos, para que seja completada, conforme o número 
de candidatos não considerados devidamente qualificados. (MS 25.624, Rel. 
Min. Sepúlveda Pertence; e Recl. 5.413, Rel. Min. Menezes Direito).
Segue dizendo, Pinho (2016, p. 221): 
O Supremo Tribunal Federal também considerou inconstitucional, por vio-
lação ao art. 94 da Carta Magna, dispositivo que sujeitava a nomeação de 
Desembargador à aprovação pela maioria da Assembleia Legislativa (ADIn 
1.450/SP, Informativo STF, n. 523).
ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO 
Supremo Tribunal Federal (arts. 101 a 103, CF): é um órgão de 
cúpula do Poder Judiciário que nos termos do art. 102, caput é o “guar-
dião” da Carta Magna. 
Ensina Ferreira Filho (1998, p. 265-266) que de forma diversa 
do Poder Executivo, cujo chefe é o Presidente da República, art. 76, e 
do Poder Legislativo, em que a “cabeça” é a Mesa do Congresso Na-
cional, presidida pelo Presidente do Senado Federal, art. 57, § 5º, no 
Judiciário não existe determinado Chefe, e não existe de fato um único 
órgão dirigente. Desta forma, na República, considera-se o STF como 
órgão de cúpula, isto se reflete pelo fato de que o Presidente do órgão 
encontra-se na linha sucessória do cargo do Presidente da República 
art. 80, mas, também, porque é incumbido ao órgão a deliberação sobre 
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as questões da mais elevada importância. Ademais, observa o autor 
que “Não se pode negar que à cúpula do Poder Judiciário pertençam ao 
Conselho Nacional de Justiça, fiscal do Poder Judiciário, e o Superior 
Tribunal de Justiça, guardião do direito infraconstitucional federal”. 
Contudo, observa-se, ainda, que a defesa da Carta Política não 
é tarefa exclusiva do STF. Cabe a todos os poderes constituídos assegu-
rar a supremacia da Constituição, diferencia-se o Judiciário pelo encargo 
de exercer o controle da constitucionalidade de forma concentrada e em 
abstrato ou difusa e em concreto nesta missão. (PINHO, 2016, p. 224). 
Quanto à composição: Segundo o artigo 101 da Constituição 
Federal, o STF é composto de 11(onze) Ministros, escolhidos dentre 
cidadãos com mais de 35 (trinta e cinco) e menos de 65 (sessenta e 
cinco) anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada. Só 
brasileiros natos podem integrar o STF, artigo 12, § 3º, IV da Consti-
tuição Federal. O Presidente do Supremo Tribunal Federal é também 
o Presidente do Conselho Nacional de Justiça (art. 103-B, inc. I, da 
CF/1988, com a redação dada pela EC 61/2009). 
Quanto à competência, enumera a CF/88 rol taxativo no artigo 
102 da Constituição Federal sendo possível dividi-las em a) Competên-
cias Originárias: determinadas no inciso I alíneas de a) a r) das quais se 
destaca: o Controle Concentrado de Constitucionalidade (a ação direta 
de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e 
a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo fe-
deral); Foro por Prerrogativa de Função (infrações penais comuns do 
Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso 
Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República 
e infrações penais comuns e crime de responsabilidade dos Ministros 
de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exércitoe da Aeronáuti-
ca, ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Su-
periores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão 
diplomática de caráter permanente); litígio entre Estados (estrangeiro 
ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o 
Território, assim como, as causas e os conflitos entre a União e os Esta-
dos, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as res-
pectivas entidades da Administração Indireta; conflito de Competência 
entre Tribunais (Superior Tribunal de Justiça e quaisquer tribunais, entre 
Tribunais Superiores, ou entre estes e qualquer outro tribunal) e ainda 
pedido de extradição (solicitada por Estado estrangeiro). Competências 
Recursais: presente no inciso II, alíneas de a) a d):
II - julgar, em recurso ordinário:
a) o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado 
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de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se de-
negatória a decisão;
b) o crime político;
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou 
última instância, quando a decisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição;
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Consti-
tuição.
d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal.
Recurso Extraordinário: pelo recurso extraordinário, o Su-
premo Tribunal Federal assegura a supremacia da Constituição me-
diante controle incidental e difuso da constitucionalidade. Podem 
ser impugnadas somente decisões proferidas em única ou última 
instância. Por isso, exige-se o esgotamento das instâncias recur-
sais ordinárias. Devem ser interpostos todos os recursos ordinários 
possíveis antes de buscar o acesso ao Supremo Tribunal Federal. 
O recurso extraordinário para ser admitido exige três requisitos: a) 
prequestionamento: a questão constitucional deve ter sido exami-
nada no acórdão impugnado; b) ofensa direta à Constituição e não 
reflexa: ofensa reflexa é que depende de exame de normas infra-
constitucionais; e c) repercussão geral: art. 102, § 3º, CF. 
SÚMULAS
As Súmulas são de iniciativa do próprio órgão que a ela-
bora e a aprova, visando orientar, é um resumo da jurisprudência 
sobre certo tema. Exige um procedimento processual para garantir 
que o entendimento está bem consolidado e não será alterado a 
todo momento. Serve de referência para os magistrados jugarem 
futuros casos similares. E, não possui teor obrigatório, prevalece a 
livre convicção do juiz. Produz efeito interna corporis, inter partes. 
SÚMULAS VINCULANTES
Somente o STF pode editar Súmula Vinculante, por Iniciati-
va do próprio STF ou provocação de um dos órgãos mencionados 
no §2º do art. 103-A. Como o nome já evidencia, as súmulas vin-
culantes representam uma categoria diferenciada, dotada de teor 
obrigatório: obrigam a Administração Pública e os demais Juízes e 
Tribunais a seguir o conteúdo da Súmula. Caso não o façam, a de-
cisão violadora da Súmula é passível de ser questionada diante do 
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próprio STF, por meio de um instrumento chamado de reclamação 
constitucional, como prevê o § 3º do artigo 103-A da Constituição 
Federal de 1988. Ou seja, produz efeito vinculante e efeito para to-
dos, para todos. (PINHO, 2016, p. 227-228).
Superior Tribunal de Justiça, arts. 104 e 105, CF: sobre o STJ, 
ensina Ferreira Filho (2020, p. 271) que foi criado com a intenção de 
alivar o STF de parte de seus encargos, mas, sobretudo, de guardar o 
direito federal infraconstitucional substituiu o Tribunal Federal de Recur-
sos, que convergiam contra as decisões dos TRFs. 
No mais, ainda esclarece Pinho (2016, p. 231) que “é de sua 
responsabilidade a solução definitiva dos casos civis e criminais que 
não envolvam matéria constitucional nem a justiça especializada”. 
Quanto à composição: sua composição se encontra no Art. 104, 
da Constituição Federal, o qual determina que os Ministros do Superior 
Tribunal de Justiça serão nomeados pelo Presidente da República. Os 
requisitos são: brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessen-
ta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, depois de 
aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo: 
I - um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e um terço dentre 
desembargadores dos Tribunais de Justiça, indicados em lista tríplice elabo-
rada pelo próprio Tribunal;
II - um terço, em partes iguais, dentre advogados e membros do Ministério 
Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e Territórios, alternadamente, 
indicados na forma do art. 94.
Quanto à competência: a mesma é disciplina no art. 105 da 
CF/88, conforme o STF, o STJ também possui dois tipos de competên-
cias: Competência Originaria e a Competência Recursal. 
A Competência Originária se refere quando o STJ é acionado 
diretamente, sem passar por nenhuma outra instância. Estão alencadas 
no inciso I, do artigo 105 da Constituição Federal: 
a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, 
e, nestes e nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de 
Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Con-
tas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, 
dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos 
ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União 
que oficiem perante tribunais;
b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de 
Estado, dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ou do 
próprio Tribunal;
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c) os habeas corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas 
mencionadas na alínea "a", ou quando o coator for tribunal sujeito à sua ju-
risdição, Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da 
Aeronáutica, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral;
d) os conflitos de competência entre quaisquer tribunais, ressalvado o dis-
posto no art. 102, I, "o", bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados 
e entre juízes vinculados a tribunais diversos;
e) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados;
f) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da auto-
ridade de suas decisões;
g) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias 
da União, ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de 
outro ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da União;
h) o mandado de injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora 
for atribuição de órgão, entidade ou autoridade federal, da administração di-
reta ou indireta, excetuados os casos de competência do Supremo Tribunal 
Federal e dos órgãos da Justiça Militar, da Justiça Eleitoral, da Justiça do 
Trabalho e da Justiça Federal;
i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur 
às cartas rogatórias. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004).
Já a Competencia Recursal, elencada nos incisos II e III do 
artigo 105 da Constituição Federal: 
I - julgar, em recurso ordinário:
a) os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais 
Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Ter-
ritórios, quando a decisão for denegatória;
b) os mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais 
Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Ter-
ritórios, quando denegatória a decisão;
c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo interna-
cional, de um lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada 
no País;
III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou últimains-
tância, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do 
Distrito Federal e Territórios, quando a decisão recorrida:
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;
b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal; (Re-
dação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004);
c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro 
tribunal.
Justiça Federal arts. 106 a 110, CF: a Justiça Federal Comum é 
formada pelos Tribunais Regionais Federais art. 107 e pelos Juízes Fe-
derais art. 106, CF. Nos termos do art. 27, § 6º, do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias (ADCT) determinou-se a instalação de cin-
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co Tribunais Regionais Federais após a promulgação da Constituição 
de 1988. 
Ademais, prescreve o art. 110 que: “Cada Estado, bem como 
o Distrito Federal, constituirá uma seção judiciária que terá por sede a 
respectiva Capital, e varas localizadas segundo o estabelecido em lei”. 
De acordo com parágrafo único, determina que: “Nos Territórios Fede-
rais, a jurisdição e as atribuições cometidas aos juízes federais caberão 
aos juízes da justiça local, na forma da lei” 
Quanto à composição: os TRF’s são compostos de, no mínimo, 
sete juízes, recrutados, quando possível, na respectiva região e nome-
ados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta 
e menos de sessenta e cinco anos, sendo: 1- um quinto dentre advoga-
dos com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros 
do Ministério Público Federal com mais de dez anos de carreira; 2 - os 
demais, mediante promoção de juízes federais com mais de cinco anos 
de exercício, por antiguidade e merecimento, alternadamente. Já em 
sede de primeira instância, compõe-se pelos juízes federais, são os 
membros da Justiça Federal de primeira instância, que também é com-
posta por Tribunal do Júri, que julgará os crimes dolosos contra a vida 
cometidos contra funcionários dos órgãos da Administração direta e in-
direta da União no exercício de suas funções e os Juizados Especiais 
Federais este último, previsto no art. 98, parágrafo único e regulamen-
tado pela Lei n.º 10.259/2001. (LENZA, 2022, p. 1253).
Quanto à competência: a competência da Justiça Federal en-
contra-se determinada no art. 109 da Constituição Federal. Em resumo, 
compete à Justiça Federal julgar as causas em que houver interesse da 
União ou de suas autarquias, fundações e empresas públicas federais, 
na condição de autoras, assistentes ou oponentes, com exceção das de 
falência, acidentes do trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Jus-
tiça do Trabalho e outras questões de interesse da Federação, assim 
como, as causas relativas a graves violações de direitos humanos para 
assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados inter-
nacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte. Ademais, é 
válido dizer que a Justiça Federal de primeira instância foi regulamenta-
da pela Lei n. 5.010/66. (PINHO, 2016, p. 235).
O art. 109, § 3º, da CF/88 versa que: “Serão processadas e 
julgadas na justiça estadual, no foro do domicílio dos segurados 
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ou beneficiários, as causas em que for parte instituição de previ-
dência social e segurado, sempre que a comarca não seja sede de 
vara do juízo federal, e, se verificada essa condição, a lei poderá 
permitir que outras causas sejam também processadas e julgadas 
pela justiça estadual”
Justiça do Trabalho, arts. 111 a 117, CF: a Justiça do Trabalho 
é composta pelo Tribunal Superior do Trabalho, Tribunais Regionais do 
Trabalho e por juízes do trabalho, art. 111, CF. 
Em primeira instância existem as Varas do Trabalho, presididas 
pelo Juiz do Trabalho. Em segunda instância, atuam os Tribunais Regio-
nais do Trabalho, que se compõem de, no mínimo, sete juízes, recruta-
dos, quando possível, na respectiva região e nomeados pelo Presidente 
da República dentre brasileiros com mais de 30 anos e menos de 65 anos 
de idade. Um quinto será destinado a advogados e membros do Ministé-
rio Público do Trabalho com mais de dez anos de atividade profissional, 
os demais, mediante promoção de juízes de trabalho. E como órgão su-
perior, atua o Tribunal Superior do Trabalho, composto por vinte e sete 
Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de 35 anos e menos de 
65 anos, nomeados pelo Presidente da República, após aprovação pela 
maioria absoluta do Senado Federal. (PINHO, 2016, p. 235-236). 
Quanto à competência: estabelecida no art. 114 da Constitui-
ção, por certo, a Justiça do Trabalho possui competência para julgar to-
das as ações envolvendo as relações de trabalho, abrangendo inclusive 
todos os entes de direito público externo da administração pública direta 
e indireta de todas as entidades federativas, dentre outras ações, como 
exercício do direito de greve, representação sindical e de indenização 
por dano moral ou patrimonial decorrentes da relação de trabalho. 
 Justiça Eleitoral, arts. 118 a 121, CF: no âmbito da Justiça Elei-
toral, nos termos do art. 118, encontram-se o Tribunal Superior Eleitoral, 
os Tribunais Regionais Eleitorais, os Juízes Eleitorais e as Juntas Eleito-
rais. O Tribunal Superior Eleitoral compõe-se de no mínimo sete mem-
bros, escolhidos, mediante eleição nos respectivos tribunais, pelo voto 
secreto, três Ministros do Supremo Tribunal Federal e dois Ministros do 
Superior Tribunal de Justiça, sendo que, dois juízes são escolhidos pelo 
Presidente da República dentre seis advogados de notável saber jurídico 
e idoneidade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal art. 119. 
O Tribunal Regional Eleitoral tem sede na Capital de cada Es-
tado e no Distrito Federal e será composto mediante eleição, pelo voto 
secreto: de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Jus-
tiça; de dois juízes, dentre juízes de direito, escolhidos pelo Tribunal de 
Justiça; de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital 
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do Estado ou no Distrito Federal, ou, não havendo, de juiz federal, es-
colhido, em qualquer caso, pelo Tribunal Regional Federal respectivo; 
por nomeação, pelo Presidente da República, de dois juízes dentre seis 
advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo 
Tribunal de Justiça CF, art. 120, CF. 
Em âmbito de primeira instância, verifica-se que os juízes esta-
duais acumulam as funções de juízes eleitorais.
Quanto à competência, Pinho (2016, p. 238) ensina que: 
A competência e a organização da Justiça Eleitoral serão estabelecidas por lei 
complementar, art. 121, CF. A finalidade é cuidar da lisura de todo o processo 
eleitoral. Do texto constitucional resultam algumas atribuições, como as relativas 
ao alistamento eleitoral, às questões relativas às inelegibilidades; à impugnação 
de mandato eletivo e à expedição e anulação de diploma, arts. 14 a 17 e 121, 
CF. As competências estão estabelecidas no Código Eleitoral Lei n. 4.737/65. 
Justiça Militar arts. 122 a 124, CF. De acordo com a Constitui-
ção Federal, compõe-se a Justiça Militar:
Art. 122. São órgãos da Justiça Militar:
I - o Superior Tribunal Militar;
II - os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei.
Art. 123. O Superior Tribunal Militar compor-se-á de quinze Ministros vitalícios, 
nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo 
Senado Federal, sendo três dentre oficiais-generais da Marinha, quatro dentre 
oficiais-generais do Exército, três dentre oficiais-generais da Aeronáutica, to-
dos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco dentre civis.
Parágrafo único. Os Ministros civis serão escolhidos pelo Presidente da Re-
pública dentre brasileiros maiores de trinta e cinco anos, sendo:
I - três dentre advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, commais de dez anos de efetiva atividade profissional;
II - dois, por escolha paritária, dentre juízes auditores e membros do Ministé-
rio Público da Justiça Militar.
Quanto à competência: compete processar e julgar os crimes 
militares definidos em lei, art. 124, parágrafo único. 
Os Crimes Militares são os tipificados no Código Penal Militar, 
sendo que, militares e civis poderão ser julgados pela prática de infra-
ções previstas na legislação penal de competência da Justiça Militar da 
União, visto que não foi determinada qualquer restrição, ao contrário do 
que ocorre em relação à Justiça Militar dos Estados, que julga apenas 
os policiais militares, art. 125, § 4º, CF. (PINHO, 2016, p. 239). 
 Justiça Estadual (arts. 125 e 126, CF): sobre a Justiça Esta-
dual, são válidas as elucidações de Pinho (2016, p. 239): 
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Os Estados, dentro da autonomia política própria das entidades federativas, 
dispõem de seu próprio Poder Judiciário. Compete-lhes a organização da 
estrutura de seu organismo judiciário estadual, observados os princípios 
estabelecidos pela Constituição Federal. A Justiça Estadual é composta do 
Tribunal de Justiça e de juízes de direito. Em primeira instância atuam ainda 
o Tribunal do Júri, com competência constitucional para julgar de forma so-
berana os crimes dolosos contra a vida, art. 5º, XXXVIII, CF, e os Juizados 
Especiais Cíveis e Criminais, art. 98, I, e Lei n. 9.099/95, CF. 
Ademais, quanto à competência, é importante ter em mente que 
a competência da Justiça Estadual Comum é residual, ou seja, o que 
não for de competência da Justiça Federal ou da Justiça Especializada, 
será de competência da Justiça Estadual. Quanto ao Tribunal de Justiça 
Estadual, este possui competência definida pela Constituição Estadual. 
 Justiça Estadual Militar: a Constituição Federal prescreve no 
§ 3º do art. 125 que: 
A lei estadual poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça, a Jus-
tiça Militar estadual, constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito e 
pelos Conselhos de Justiça e, em segundo grau, pelo próprio Tribunal de 
Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar 
seja superior a vinte mil integrantes.
 
Deste modo, em primeiro grau, a Justiça Militar será consti-
tuída por juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça. Nos Estados 
em que o efetivo militar seja superior a vinte mil integrantes é possível 
a criação de um Tribunal de Justiça Militar Estadual. Os Conselhos de 
Justiça, são compostos por oficiais da Polícia Militar, sob a presidência 
do juiz de direito, julgam os demais crimes militares. Atente-se que a 
Justiça Militar Estadual não possui competência para julgar civis Súmu-
la 53 do STJ. (PINHO, 2016, p. 241).
Conselho Nacional de Justiça (CNJ): sobre o CNJ, previsto no art. 
92, inciso I-A da CF/88, ensina Ferreira Filho (2020, p. 269) que: foi criado 
mediante a Emenda n. 45/2004, que foi fruto de uma luta de alguns anos, 
promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil e por alguns grupos polí-
ticos, sob a argumentação de que o Poder Judiciário não possuía controle 
externo, ou seja, não prestava contas a nenhum outro Poder, nem ao povo. 
Desta forma, conforme esclarece Lenza (2022, p. 1336):
 
Em 09.12.2004 foi ajuizada a ADI 3.367 pela AMB — Associação dos Magis-
trados Brasileiros, questionando a constitucionalidade do CNJ por afronta aos 
arts. 2.º e 18 da CF/88, além de vício formal. Em 13.04.2005, o STF, por unani-
midade, afastou o vício formal de inconstitucionalidade, como também não co-
nheceu da ação quanto ao § 8.º do art. 125. No mérito, o Tribunal, por maioria 
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(7 x 4), julgou totalmente improcedente a ação, considerando constitucional o 
Conselho Nacional de Justiça (vide Inf. 383/STF). O Conselho foi instalado no 
dia 14.06.2005, com a solenidade de posse de seus 15 integrantes. 
Assim, sobre o CNJ, esclarece-se que se trata de órgão com 
natureza administrativa, não possuindo função jurisdicional, ou seja, 
funciona como órgão de controle externo da atuação administrativa e 
financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais 
dos juízes. Em outras palavras, realiza do CNJ controle administrativo e 
ético-disciplinar, art. 103-B, § 4º.
Quanto à composição, trata-se de órgão formado por 15 (quin-
ze) membros com mandato de 2 (dois) anos, admitida 1 (uma) recondu-
ção, sendo dentre eles: 
I - o Presidente do Supremo Tribunal Federal; 
II - um Ministro do Superior Tribunal de Justiça, indicado pelo respectivo tribunal; 
III - um Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, indicado pelo respectivo 
tribunal; 
IV - um desembargador de Tribunal de Justiça, indicado pelo Supremo Tri-
bunal Federal;
V - um juiz estadual, indicado pelo Supremo Tribunal Federal; VI - um juiz de 
Tribunal Regional Federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; 
VII - um juiz federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; 
VIII - um juiz de Tribunal Regional do Trabalho, indicado pelo Tribunal Supe-
rior do Trabalho;
IX - um juiz do trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho; 
X - um membro do Ministério Público da União, indicado pelo Procurador-Ge-
ral da República;
XI um membro do Ministério Público estadual, escolhido pelo Procurador-Ge-
ral da República dentre os nomes indicados pelo órgão competente de cada 
instituição estadual;
XII - dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advo-
gados do Brasil; 
XIII - dois cidadãos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados 
um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal. 
Ainda sobre a composição do CNJ, é importante destacar que, 
o Conselho será presidido pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal 
e, nas suas ausências e impedimentos, pelo Vice-Presidente do Supre-
mo Tribunal Federal. Assim, exceto o Presidente do STF, os demais 
membros do Conselho serão nomeados pelo Presidente da República, 
depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Fede-
ral, art. 103-B, § 2º, CF. 
O Ministro do Superior Tribunal de Justiça exercerá a função 
de Ministro Corregedor, ficando excluído de distribuição de processos 
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no Tribunal de origem art. 103, § 5º, CF. 
Destaca-se quanto à competência que deverá o CNJ: zelar 
pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da 
Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua 
competência, ou recomendar providências, assim como, pela obser-
vância do art. 37, princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a 
legalidade dos atos administrativos do Poder Judiciário, podendo des-
constituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências 
necessárias ao exato cumprimento da lei sem prejuízo da competência 
do TCU; receber e conhecer das reclamações contra membros ou ór-
gãos do Poder Judiciário. Atente-se que tal competência recai inclusive 
contra seus serviços auxiliares como as serventias e órgãos prestado-
res de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do po-
der público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e 
correicional de cada tribunal; pode avocar processos disciplinares em 
curso e determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria 
com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e apli-
car outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa; ainda 
poderá, representar ao Ministério Público, no caso de crime contra a 
administração pública ou de abuso de autoridade; rever, de ofício ou 
mediante provocação, os processos disciplinares de juízes e membros 
de tribunais julgados há menos de um ano; elaborar relatórios, estatís-
ticas, sobre atuação do judiciário, como processos e sentençasprola-
tadas, assim como, políticas institucionais, indicando providências que 
julgar necessárias sobre a situação do Poder Judiciário no País e as 
atividades do Conselho art. 103-B, § 4º da CF/88. 
SOBRE AUSÊNCIA DE MAGISTRADOS NO CNJ:
O Supremo Tribunal Federal declarou, por maioria de vo-
tos, a Constitucionalidade do Conselho Nacional de Justiça. A 
presença de não magistrados não viola o princípio da separação 
de poderes. O Conselho Nacional de Justiça não exerce a função 
típica do Poder Judiciário, a função jurisdicional, somente o con-
trole da atuação financeira e administrativa. Faz parte da estrutura 
do Poder Judiciário (CF, art. 92, I-A) e de seus quinze integrantes, 
nove são provenientes do próprio Poder Judiciário. A presença de 
membros estranhos ao próprio Poder viabiliza o combate ao cor-
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porativismo e estende uma ponte entre o Judiciário e a sociedade 
(ADIn 3.367/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, Informativo STF, n. 383). 
SOBRE STF EM RELAÇÃO A DECISÕES DO CNJ:
O Supremo Tribunal Federal, como órgão de cúpula do Po-
der Judiciário brasileiro, não está sujeito às deliberações do Con-
selho Nacional de Justiça. Ao contrário, a Suprema Corte processa 
e julga as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e o Conse-
lho Nacional do Ministério Público (CF, art. 102, I, r) (ADIn 3.367/DF, 
Rel. Min. Cezar Peluso). (PINHO, 2016, p. 241)
FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA 
Para finalizar o estudo sobre Poder Judiciário é importante res-
saltar que para promover a atividade jurisdicional, o Poder Constituinte 
Originário institucionalizou atividades profissionais públicas e privadas, 
com o status de funções essenciais à Justiça, quais sejam: Ministério 
Público, Advocacia Pública, Advocacia Geral da União; Advocacia e De-
fensoria Pública. 
Esquematizando tais funções nos termos da Constituição Fe-
deral de 1988, compreende-se: 
 Ministério Público art. 127 a 130-A: conceitua-se como: “É ins-
tituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incum-
bindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos inte-
resses sociais e individuais indisponíveis” art. 127, caput. Portanto, não 
compõe a hierarquia de qualquer uma das funções estatais Legislativo, 
Executivo e Judiciário.
Detém como princípios constitucionais: a Unidade: o qual de-
signa que o Ministério Público é uma unidade administrativa. Salienta-
-se que isto não impede que diferentes MPs atuem no mesmo processo. 
A Indivisibilidade significa que o atuante do processo é órgão “Ministério 
Público”. Desta forma, o membro do MP é o instrumento que irá reali-
zar as competências da instituição. Tal princípio legitima a substituição 
processual dos membros do MP, sem impedimentos e na forma da lei. 
A Independência Funcional: o Ministério Público não está submetido à 
hierarquia de ordem ideológico-jurídica, isto significa que seus mem-
bros atuam de acordo com a norma e suas convicções. Mas, atente-se 
que existe a hierarquia administrativa art. 127, § 1º. 
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PRINCÍPIO DO PROMOTOR NATURAL
A Constituição Federal estabelece, no art. 5º, LIII, que “Nin-
guém será processado nem sentenciado senão pela autoridade 
competente”. Ao lado do tradicional princípio do juiz natural, inscre-
veu-se, como garantia individual, o princípio do promotor natural. 
De acordo com este, as atribuições para atuação de um Promotor 
de Justiça em determinado feito devem ser previamente fixadas. 
O Procurador-Geral não pode escolher, por motivos aleatórios, um 
Promotor para atuar em certo processo. Há critérios objetivos de 
distribuição de atribuições que devem ser observados. A Lei do Es-
tatuto do Ministério Público da União, Lei Complementar n. 75/93 e a 
Lei Orgânica Nacional do Ministério Público, Lei n. 8.625/93 estabe-
lecem as hipóteses excepcionais em que o Procurador-Geral poderá 
designar membro do Ministério Público para atuar em determinado 
procedimento, devendo a escolha recair sobre membro da institui-
ção com atribuição, em tese, para oficiar no feito, segundo as regras 
ordinárias de distribuição de serviços. Trata-se, por exemplo, da hi-
pótese da designação de um Promotor de Justiça para acompanhar 
um inquérito policial ainda não distribuído em juízo. 
O Supremo Tribunal Federal, por maioria de votos, tem re-
futado a existência deste princípio, que precisaria ser estabelecido 
por lei (HC 67.759/RJ, DJ, 1º-7-1993, e HC 67.759/RJ, Rel. Min. Ellen 
Gracie, DJ, 1º-8-2008, Informativo STF, n. 511). A Constituição veda 
expressamente a nomeação de Promotor ad hoc, de pessoa estra-
nha à Instituição, para a prática de determinado ato processual, 
reservada aos membros da Instituição. As funções do Ministério 
Público só podem ser exercidas por integrantes da carreira, art. 
129, § 2º, CF. (PINHO, 2016, p. 264-265).
No mais, é assegurado ao Ministério Público: autonomia funcio-
nal e administrativa. Assim, poderá: 1) observado o disposto no art. 169, 
propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços 
auxiliares, provendo-os por concurso público de provas ou de provas e 
títulos, a política remuneratória e os planos de carreira. 2) elaborar sua 
proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretri-
zes orçamentárias, sendo que nesta situação, não encaminhar a respecti-
va proposta orçamentária dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes 
orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação 
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da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária 
vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 3º. 
Ressalta ainda que se a proposta orçamentária estiver em desa-
cordo com os limites estipulados na forma do § 3º, o Executivo procederá 
aos ajustes necessários para fins de consolidação da proposta orçamen-
tária anual. No mais, atente-se que durante a execução orçamentária do 
exercício, não poderá haver a realização de despesas ou a assunção de 
obrigações que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes 
orçamentárias, salvo se previamente autorizadas, mediante a abertura de 
créditos suplementares ou especiais art. 127, § 2º ao 6º. 
Quanto à composição estabelece a Constituição Federal que: 
Art. 128. O Ministério Público abrange:
I - o Ministério Público da União, que compreende:
a) o Ministério Público Federal;
b) o Ministério Público do Trabalho;
c) o Ministério Público Militar;
d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios;
II - os Ministérios Públicos dos Estados.
No mais, quanto à chefia, art. 128, § 1º ao 4º, determina-se que 
o Ministério Público da União (MPU) tem por chefe o Procurador-Geral 
da República (PGR), nomeado pelo Presidente da República dentre inte-
grantes da carreira, maiores de trinta e cinco anos, após a aprovação de 
seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para 
mandato de dois anos, permitida a recondução, sendo que, sua destitui-
ção poderá ocorrer por iniciativa do Presidente da República e deverá ser 
precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal. 
Já os Ministérios Públicos dos Estados e o do Distrito Federal e 
Territórios (MPEs e MPDFT) serão chefiados pelo Procuradores-Gerais, 
que serão escolhidos mediante a formação de lista tríplice dentre inte-
grantes da carreira, na forma da lei respectiva. Destacando-se que: será 
nomeado pelo Chefe do Poder Executivo, no caso o Governador, para 
mandato de dois anos, permitida uma recondução. Ademais, os Procu-
radores-Gerais nos Estados e no Distrito Federal e Territórios poderão 
ser destituídos por deliberação da maioria absoluta do Poder Legislati-
vo, (Assembleia Legislativa) na forma da lei complementar respectiva. 
O Chefe do Ministério Público do Distrito Federal e Territó-
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rios será nomeado pelo Presidente da República e sua posse será 
feita pelo Procurador Geral da República. 
Quanto as garantias e vedações, determina o art. 128, § 5º: 
I - as seguintes garantias:
a) vitaliciedade, após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo 
senão por sentença judicial transitada em julgado;
b) inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, mediante decisão 
do órgão colegiado competente do Ministério Público, pelo voto da maioria 
absoluta de seus membros, assegurada ampla defesa; 
c) irredutibilidade de subsídio, fixado na forma do art. 39, § 4º, e ressalvado 
o disposto nos arts. 37, X e XI, 150, II, 153, III, 153, § 2º, I; 
II - as seguintes vedações:
a) receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percenta-
gens ou custas processuais;
b) exercer a advocacia;
c) participar de sociedade comercial, na forma da lei;
d) exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, sal-
vo uma de magistério;
e) exercer atividade político-partidária; 
f) receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas fí-
sicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei. 
Ressalta-se que de acordo com o § 6º do art. 128, veda-se tam-
bém o exercício da advocacia perante o juízo ou o tribunal perante o qual 
atuaram, pelo período de três anos após o afastamento do cargo por apo-
sentadoria ou exoneração, o denominado período de quarentena.
Referente as atribuições do Ministério Público, estas estão 
enumeradas no art. 129 da Carta Magna, de forma não taxativa, pois 
conforme o inciso IX, deverá “Exercer outras funções que lhe forem 
conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade”. 
Salienta-se algumas delas: a) promover privativamente ação 
penal pública (incondicionada ou condicionada); b) zelar pelo efetivo 
respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância, promoven-
do as medidas necessárias a sua garantia (judicial ou extrajudicial); c) 
promover inquérito civil e ação civil pública para a proteção do patrimô-
nio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e 
coletivos e d) realizar o controle externo da atividade policial. 
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É importante ressaltar que os Ministérios Públicos que 
atuam junto aos Tribunais de Contas, muito embora recebam os 
mesmos direitos, vedações e forma de investidura dos membros 
dos demais Ministérios Públicos, não compõem o Ministério Pú-
blico Federal, nem os Ministérios Públicos Estaduais. O Supremo 
Tribunal Federal firmou o entendimento de que o Ministério Públi-
co comum não tem legitimidade para atuar perante os Tribunais de 
Contas. (PINHO, 2016, p. 265). 
Leia-se: art. 130. Aos membros do Ministério Público junto 
aos Tribunais de Contas aplicam-se as disposições desta seção 
pertinentes a direitos, vedações e forma de investidura.
Por fim, cumpre aludir sobre o Conselho Nacional Do Ministério 
Público (CNMP). O que foi incluído pela EC n.º 45/2004, previsto no art. 
130-A da Constituição. É composto por (14) quatorze membros nomeados 
pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria 
absoluta do Senado Federal, para um mandato de dois anos, admitida uma 
recondução, sendo que dentre estes, presidirá o Procurador-Geral da Re-
pública, terão (4) quatro membros do Ministério Público da União, assegu-
rada a representação de cada uma de suas carreiras, (3) três membros do 
Ministério Público dos Estados, (2) dois juízes, indicados um pelo Supremo 
Tribunal Federal e outro pelo Superior Tribunal de Justiça, (2) dois advoga-
dos, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, 
(2) dois cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados 
um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal.
Assim, trata-se de órgão de controle externo que possui natu-
reza administrativa, cuja finalidade consiste na realização do controle 
da atuação administrativa, financeira e ética cumprimento dos deveres 
funcionais de seus membros. 
Desta forma, de acordo com o § 2º do art. 130-A, compete ao 
CNMP: zelar pela autonomia funcional e administrativa do Ministério 
Público, de modo que, poderá expedir atos regulamentares, no âmbito 
de sua competência, ou recomendar providências; zelar pela observân-
cia do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade 
dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Minis-
tério Público da União e dos Estados, podendo desconstituí-los, revê-
-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao 
exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência dos Tribunais 
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de Contas; receber e conhecer das reclamações contra membros ou 
órgãos do Ministério Público da União ou dos Estados, podendo avocar 
processos disciplinares em curso, determinar a remoção, a disponibili-
dade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao 
tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada 
ampla defesa; rever, de ofício ou mediante provocação, os processos 
disciplinares de membros do Ministério Público da União ou dos Esta-
dos julgados há menos de um ano; elaborar relatório anual, propondo 
as providências que julgar necessárias sobre a situação do Ministério 
Público no País e as atividades do Conselho. 
Art. 130-A (CF/88): 
§ 3º O Conselho escolherá, em votação secreta, um Cor-
regedor Nacional, dentre os membros do Ministério Público que o 
integram, vedada a recondução, competindo-lhe, além das atribui-
ções que lhe forem conferidas pela lei, as seguintes:
I receber reclamações e denúncias, de qualquer interessa-
do, relativas aos membros do Ministério Público e dos seus servi-
ços auxiliares;
II exercer funções executivas do Conselho, de inspeção e 
correição geral;
III requisitar e designar membros do Ministério Público, 
delegando-lhes atribuições, e requisitar servidores de órgãos do 
Ministério Público. 
§ 4º O Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Ad-
vogados do Brasil oficiará junto ao Conselho.
§ 5º Leis da União e dos Estados criarão ouvidorias do 
Ministério Público, competentes para receber reclamações e de-
núncias de qualquer interessado contra membros ou órgãos do 
Ministério Público, inclusive contra seus serviços auxiliares, repre-
sentando diretamente ao Conselho Nacional do Ministério Público.
 Advocacia Pública art. 131 a 132: estabelece o art. 131 da CF 
a Advocacia-Geral da União como:
A instituição que, diretamente ou através de órgão vinculado, representa a 
União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei comple-
mentar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as atividades 
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de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.
 
Sobre sua chefia, estabelece o § 1º do art. 131 que esta será 
exercida pelo Advogado-Geral da União, de livre nomeação pelo Presi-
dente da República, dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos, de 
notável saber jurídico e reputação ilibada. Salienta-se que Lei n.º 8.682/93 
confere ao Advogado-Geral da União todos os direitos, deveres e prerro-
gativas do Ministro de Estado. Estabelece a Constituição no § 2º, art. 131 
que o ingresso na carreira se dará mediante concurso público de provas 
e títulos. Sobre assunto, ensina PINHO (2016, p. 283) que: 
A Lei Complementar n. 73/93 institui a “Lei Orgânica da Advocacia-Geral da 
União”. Estabelece três carreiras integrantes dessa instituição: advogado da 
União, Procurador da Fazenda Nacional e Assistente Jurídico. Essas carreiras 
inserem-se, respectivamente, nos seguintes órgãos de execução: Procura-
doria-Geral da União, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e Consultoria 
Jurídica dos Ministérios. Representação judicial. A representaçãojudicial do 
Estado, por seus Procuradores, decorre da própria posse no cargo, dispensan-
do a juntada de procuração nos autos. Em relação às autarquias e fundações 
públicas a antiga divergência jurisprudencial foi superada pela Lei n. 9.469/97, 
que expressamente estabeleceu a desnecessidade da apresentação do ins-
trumento do mandato para a representação judicial dessas entidades. Na exe-
cução da dívida ativa de natureza tributária, a representação da União cabe à 
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional CF, art. 131, § 4º. 
Ainda no âmbito da Advocacia Pública, estabelece a Constitui-
ção em seu art. 132 a Procuradoria-Geral do Estado: 
Art. 132. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, organizados 
em carreira, na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e 
títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as 
suas fases, exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das 
respectivas unidades federadas. 
Parágrafo único. Aos procuradores referidos neste artigo é assegurada estabi-
lidade após três anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho 
perante os órgãos próprios, após relatório circunstanciado das corregedorias. 
Sendo assim, quanto a chefia, tem-se que as Procuradorias do 
Estado são chefiadas respeitado os preceitos das Constituições Esta-
duais, com livre nomeação do Governador do Estado.
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- Entre as funções essenciais à justiça apenas a Advocacia 
Pública é instituída no âmbito Municipal. 
- NÃO CONFUNDA
Promotores e Procuradores da República: membros do Mi-
nistério Público
Procuradores Estaduais e Procuradores Federais: Advo-
cacia Pública.
Advocacia, art. 133: nos termos do art. 133 da Carta Magna, o 
advogado é “indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por 
seus atos e manifestação no exercício da profissão, nos limites da lei”. 
Desta forma, a Constituição Federal atribui a advocacia como 
uma das funções essenciais à justiça. Sobre a profissão, é interesse 
abordar que “A advocacia deve ser entendida como um munus, um de-
ver a serviço da justiça. Não existe relação de hierarquia entre advoga-
dos, promotores de justiça e juízes; todos são indispensáveis para uma 
perfeita e adequada distribuição da justiça”. (PINHO, 2016, p. 286). 
Cita-se ainda, o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil 
(EOAB) que estabelece quais os direitos e deveres dos advogados Lei n. 
8.906/94 e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que segundo Pinho 
(2016, p. 287) “é a entidade representativa dos advogados no Brasil. Tem 
uma longa história de participação na vida política do país, tendo se des-
tacado na luta contra o autoritarismo durante o regime militar”. 
Ademais, como exemplo da relevância da OAB, Pinho (2016, 
p. 287) cita que:
 
O Conselho Federal da OAB tem legitimidade para a propositura de ações 
diretas de inconstitucionalidade e ações declaratórias de constitucionalidade, 
CF, art. 103, VII. Indica dois representantes para o Conselho Nacional de Jus-
tiça e dois para o Conselho Nacional do Ministério Público, arts. 104-B, XII, e 
130-A, CF. Participa das bancas de concurso de ingresso para a Magistratura, 
Ministério Público e Procuradorias dos Estados e do Distrito Federal, arts. 93, 
I, 129, 3º, e 132, CF. Um quinto dos membros do Tribunal Superior do Traba-
lho, dos Tribunais Regionais Federais e do Trabalho, dos Tribunais de Justiça 
dos Estados e do Distrito Federal são originários do Ministério Público e da 
Advocacia, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das res-
pectivas classes, arts. 94, 107, 111-A, 115, CF. No Superior Tribunal de Justiça, 
um terço dos Ministros também provém do Ministério Público e da advocacia, 
de forma paritária. As indicações são feitas em listas sêxtuplas encaminhadas 
pela Ordem dos Advogados do Brasil para os respectivos Tribunais. 
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STATUS ESPECIAL DA OAB:
O Supremo Tribunal Federal reconheceu à OAB um status 
especial: “A OAB não é uma entidade da Administração Indireta 
da União. A Ordem é um serviço público independente, categoria 
ímpar no elenco das personalidades jurídicas existentes no direito 
brasileiro. A OAB não está incluída na categoria na qual se inserem 
essas a que se tem referido como ‘autarquias especiais’ para pre-
tender-se afirmar equivocada independência das hoje chamadas 
‘agências’. Por não consubstanciar uma entidade da Administra-
ção Indireta, a OAB não está sujeita a controle da Administração, 
nem a qualquer das suas partes está vinculada. Essa não vincu-
lação é formal e materialmente necessária. (...) Não há ordem de 
relação ou dependência entre a OAB e qualquer órgão público. A 
OAB, cujas características são autonomia e independência, não 
pode ser tida como congênere dos demais órgãos de fiscalização 
profissional. A OAB não está voltada exclusivamente a finalidades 
corporativas. Possui finalidade institucional”. (STF, ADIn 3.026/DF, 
Rel. Min. Eros Grau). (PINHO, 2016, p. 287-288).
Defensoria Pública art. 134 a 135: conceitua-se como:
Art.135 - É instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Esta-
do, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, 
fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos 
e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais 
e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso 
LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
É importante destacar que a tutela para os necessitados não 
se restringe à atividade judicial, mas compreende toda a esfera jurídica, 
abrangendo a prática de atos não processuais, como a instauração e 
movimentação de processos administrativos, atos notariais e prestação 
de serviços de consultoria. (PINHO, 2016, p. 284).
No mais, é atribuída à Defensoria Pública, autonomia funcional, 
administrativa, e a iniciativa de apresentar sua proposta orçamentária 
dentro dos limites estabelecidos pela legislação art. 134, § 2º, de modo 
que, aplicam-se tais autonomias às Defensorias Públicas da União e do 
Distrito Federal § 3º.
Possui como princípios institucionais: a unidade, a indivisibilidade 
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e a independência funcional, aplicando-se também, no que couber, o dis-
posto no art. 93 (Estatuto da Magistratura) e no inciso II do art. 96 da CF/88.
Quanto à chefia, a Defensoria Pública da União tem por chefe o 
Defensor Público-Geral Federal, nomeado pelo Presidente da República, 
dentre membros estáveis da Carreira e maiores de 35 anos; por lista tríplice 
formada pelo voto direto, secreto, plurinominal e obrigatório de seus mem-
bros, após a aprovação por maioria absoluta dos membros do Senado Fe-
deral, com mandato de 2 anos, permitida uma recondução, precedida de 
nova aprovação pelo Senado Federal, conforme previsto na Lei Comple-
mentar n. 80/90, art. 6º. Já as Defensorias Públicas dos Estados, de acordo 
com a Lei complementar n. 80/90, art. 99, são chefiadas pelo Defensor 
Público-Geral, nomeado pelo Governador do Estado, dentre membros es-
táveis da Carreira e maiores de 35 anos. Lista tríplice formada pelo voto 
direto, secreto, plurinominal e obrigatório de seus membros, para mandato 
de dois anos, permitida uma recondução. (PINHO, 2016, p. 285).
Ação Civil Pública
A Defensoria Pública possui legitimidade para promover 
Ação Civil Pública e todas as espécies de ações capazes de propi-
ciar a adequada tutela dos direitos difusos, coletivos ou individu-
ais homogêneos quando o resultado da demanda puder beneficiar 
grupo de pessoas hipossuficientes, art. 5º da Lei n. 7.347/85, na 
nova redação dada pela Lei n. 11.448/2007, e art. 4o, VII, da Lei 
Complementar n. 80/94. (PINHO, 2016, p. 285).
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QUESTÕES DE CONCURSOSQUESTÃO 01
Ano: 2023 Banca: IBFC Órgão: SEAD-GO Provas: Analista Ambien-
tal - Direito 
A República Federativa do Brasil tem três poderes, o Executivo, o 
Legislativo e o Judiciário. O poder Executivo tem o presidente da 
República como chefe de Estado e de governo. Sobre as funções 
básicas do presidente da República, assinale a alternativa incorreta.
a) Representar o país internacionalmente e manter relações e tratados 
com países estrangeiros.
b) Propor políticas públicas ao Congresso e implantá-las.
c) Poder de julgar as leis do país.
d) Poder de propor leis ao Congresso, entre elas o Orçamento anual.
QUESTÃO 02 
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: PC-RJ Prova: Dele-
gado de Polícia
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 2.º, adota a tradicional 
separação de Poderes. Assim, o legislador constituinte garantiu 
relativa independência a cada um dos Poderes Legislativo, Exe-
cutivo e Judiciário, como mecanismo apto a assegurar os funda-
mentos do Estado democrático de direito. Considerando que as 
constituições escritas foram concebidas com o objetivo precípuo 
de fixar instrumentos normativos de limitação do poder estatal, as-
sinale a opção correta.
a) A separação de Poderes está fundamentada no princípio da interde-
pendência funcional: apesar da especialização dos Poderes, existe uma 
subordinação das funções executiva e jurisdicional ao Poder Legislati-
vo, em razão do que dispõe o art. 1.º da Constituição Federal de 1988, 
ao estabelecer que a República Federativa do Brasil constitui-se em 
Estado democrático de direito. 
b) A especialização funcional confere a cada um dos Poderes do Estado 
uma função precípua, que a doutrina denomina de função harmônica. 
Assim, embora o Poder Executivo disponha da função executiva, po-
derá exercer funções típicas dos Poderes Legislativo e Judiciário, caso 
haja autorização do Senado Federal, conforme previsto no art. 52 da 
Constituição Federal de 1988. 
c) Em razão da necessária harmonia entre os Poderes, o Poder Judi-
ciário exerce sua função típica voltada para a atividade jurisdicional, 
solucionando as lides que lhe são apresentadas, mas também poderá 
exercer a função atípica de legislar, contanto que observe as regras 
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do processo legislativo previstas no art. 59 e seguintes da Constituição 
Federal de 1988. 
d) Em razão da independência orgânica, os membros do Poder Legisla-
tivo gozam das denominadas imunidades parlamentares, com um con-
junto de prerrogativas que lhes permitem atuar com independência no 
exercício da fiscalização do Poder Executivo.
QUESTÃO 03
Ano: 2022 Banca: IBFC Órgão: DETRAN-AM Prova: Técnico Admi-
nistrativo
O Estado de Direito caracteriza-se pela separação de poderes: o 
Legislativo, o Executivo e o Judiciário, todos independentes e har-
mônicos entre si. Trata-se de uma divisão estabelecida constitu-
cionalmente de um poder estatal uno, indivisível e indelegável que 
se desdobra no exercício de três funções: legislativa, administra-
tiva e jurisdicional. Assinale abaixo a alternativa que apresenta a 
denominação do que é a emanação de atos de produção jurídica 
complementares, em aplicação concreta do ato de produção jurídi-
ca primário e abstrato contido na lei.
a) Legislação
b) Jurisdição
c) Execução 
d) Administração
QUESTÃO 04
Ano: 2022 Banca: UniRV - GO Órgão: Prefeitura de Rio Verde - GO 
Prova: Analista Administrativo 
A separação dos Poderes tem a função de evitar a concentração do 
poder e, com isso, a tirania. Foi uma teoria que ganhou força du-
rante o absolutismo em resposta às monarquias europeias. A obra 
de Montesquieu, “O Espírito das Leis”, influenciou significativa-
mente os Estados liberais. Nesse sentido, a Constituição Brasileira 
de 1988 estabelece que são poderes da União:
a) Legislativo, Executivo, Judiciário e Poder Moderador.
b) Executivo, Legislativo e Judiciário.
c) Legislativo, Executivo e Poder Moderador.
d) Legislativo, Executivo, Judiciário e Poder Popular.
QUESTÃO 05
Ano: 2023 Banca: FUMARC Órgão: AL-MG Prova: Analista Legislati-
vo - Consultor Legislativo I - Desenvolvimento Econômico e Regional
A organização da separação de funções conformada pela Consti-
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tuição da República Federativa do Brasil de 1988 proíbe a seguinte 
hipótese:
a) Controle de constitucionalidade das leis pelo Poder Judiciário.
b) Controle de legalidade da função administrativa pelo Poder Judiciário.
c) Lei que autorize o chefe do Poder Executivo a legislar por decreto.
d) Sujeição da função Legislativa à Constituição.
QUESTÃO DISSERTATIVA 
Mário, segurado da Previdência Social, em busca de reconhecimento 
de benefício previdenciário que lhe é devido, pretende ajuizar ação ju-
dicial contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Contudo, em 
sua cidade não há sede da Justiça Federal. Poderá Márcio ajuizar a 
ação na Justiça Estadual?
TREINO INÉDITO
Com relação à composição do Conselho Nacional de Justiça, nos ter-
mos da Constituição da República de 1988, é correto afirmar que há:
a) 13 (treze) membros com mandato de 2 (dois) anos, vedada a recon-
dução. 
b) 15 (quinze) membros com mandato de 3 (três) anos, vedada a recon-
dução. 
c) 15 (quinze) membros com mandato de 2 (dois) anos, admitida uma 
recondução. 
d) 15 (quinze) membros com mandato de 3 (três) anos, admitida uma 
recondução. E) 17 (dezessete) membros com mandato de 2 (dois) anos, 
admitida a recondução por iguais períodos.
NA MÍDIA
Plenário aprova projeto que altera lei sobre os fundos rotativos do Poder 
Judiciário. 
O Plenário da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou, na tar-
de desta quinta-feira, 3, um projeto de lei assinado pelo Tribunal de Jus-
tiça do Estado de Goiás (TJ-GO), que altera a Lei Estadual n.º 16.946, 
de 31 de março de 2010, que dispõe sobre os fundos rotativos do Poder 
Judiciário. A matéria tramita na Casa com n.º 1324/23. Essa matéria foi 
lida em Plenário na primeira sessão ordinária do semestre legislativo, 
ocorrida nesta terça-feira, 1º. Em seguida, a matéria foi examinada pela 
Comissão Mista, onde obteve relatório favorável do deputado Amilton 
Filho (MDB), que foi acatado pelos integrantes da comissão. Com isso, 
o processo foi encaminhado para a apreciação do Plenário, em duas 
votações. Conforme justificativa da presidência do Tribunal de Justiça, 
a alteração trata-se de um procedimento administrativo instaurado pela 
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Diretoria Financeira do órgão, pelo qual são necessárias algumas alte-
rações na legislação.
Fonte: Assembleia Legislativa de Goiás
Data: 03 ago. 2023
Leia a notícia na íntegra: https://portal.al.go.leg.br/noticias/135301/ple-
nario-aprova-projeto-que-altera-lei-sobre-os-fundos-rotativos-do-poder-
-judiciario
NA PRÁTICA
3ª Vara Cível de Rio Branco realiza audiências de conciliação no lo-
cal que está em disputa judicial. Estacionado na rua Aroeira, no Bairro 
Portal da Amazônia II, o ônibus do Programa Justiça sobre Rodas foi 
palco de mais um episódio de aproximação entre o Poder Judiciário e 
a sociedade. As audiências acontecem nesta quinta e sexta-feira, 3 e 
4. Efetuar a missão de garantir justiça para a paz social, envolve que o 
Judiciário se aproxime da comunidade. Isso foi feito pela equipe da 3ª 
Vara Cível da Comarca de Rio Branco, nesta quinta-feira, 3, que foi até 
o Bairro Portal da Amazônia II, utilizado o ônibus do Programa Justiça 
sobre Rodas, do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), para promover 
audiências de conciliação no processo n° 0009734-51.2012.8.01.0001, 
de reintegração e manutenção de posse.
Fonte: Poder Judiciário do Estado do Acre
Data: 03 ago. 2023
Leia a notícia na íntegra: https://www.tjac.jus.br/2023/08/3a-vara-civel-
-de-rio-branco-realiza-audiencias-de-conciliacao-no-local-que-esta-em-
-disputa-judicial/
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GABARITOS
CAPÍTULO 01
QUESTÕESDE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – PADRÃO DE RESPOSTA
As duas principais funções do Poder Legislativo consistem em legislar, ou 
seja, exercer o procedimento de criação das normas jurídicas, assim como, 
de fiscalizar, notadamente o poder executivo, art. 49, inciso X da CF/88. 
TREINO INÉDITO
Gabarito: B
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CAPÍTULO 02
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – PADRÃO DE RESPOSTA
De acordo com o art. 81, § 1º da Constituição Federal, se ocorrer a 
Vacância do cargo de Presidente e Vice-Presidente nos dois últimos 
anos de mandato, ocorrerá eleição indireta pelo Congresso Nacional, 
no prazo de 30 dias contados da última vaga. 
TREINO INÉDITO
Gabarito: E
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CAPÍTULO 03
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – PADRÃO DE RESPOSTA
Sim. Nos termos do art. 109, § 3º da Constituição Federal, não havendo 
sede de Vara Federal, poderá o segurado em ações contra a Previdência 
Social ajuizar a ação que será processada e julgada na Justiça Estadual.
 
TREINO INÉDITO
Gabarito: C
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BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de Direito Constitucional - 22 ed. atual. 
- São Paulo: Saraiva, 2010. 
FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de direito constitucional – 
41 ed. - São Paulo: Saraiva, 2020.
LENZA, Pedro. Direito constitucional esquematizado - 26. ed. rev., atual. 
e ampl. - São Paulo: Saraiva, 2022.
PAULO, Vicente. Direito Constitucional descomplicado / Vicente Paulo, 
Marcelo Alexandrino – 41 ed. - Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: 
Método, 2022. 
PINHO, Rodrigo César Rebello. Da organização do estado, dos Pode-
res, e histórico das constituições. Saraiva, São Paulo. 2016
SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo – 44 ª 
ed. rev. e atual. – São Paulo: Malheiros Editores, 2022. 
TAVARES, André Ramos. Curso de direito constitucional. 15 ed. ver. e 
atual. - São Paulo: Saraiva, 2017.
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