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ESTRUTURAS DE MADEIRA AULA 03 1 Forças devidas ao Vento em Edificações A ORIGEM DO VENTO • Movimento de massas de ar devido a diferença de pressão atmosférica; • Na engenharia os efeitos dessa força na edificação são de suma importância; • VENTO: fluxo de ar médio sobreposto a flutuações de fluxo de fluxo, denominado rajadas; • Rajadas são velocidades de ar maiores que a média. 3 Vento pode ser definido como uma massa de ar devido às variações de temperatura e pressão, que por sua vez possui energia cinética, e apresenta inércia às mudanças do deslocamento. A ORIGEM DO VENTO • Circulação Global: • baseado na diferença de temperatura entre as regiões; • Bem como a densidade do ar; • Além, da movimentação da terra; A ORIGEM DO VENTO • Frente fria: • Massa de ar frio sob a de ar quente; • Caracterizado por zonas de instabilidade; • Velocidades de ventos de até 108 km/h; A ORIGEM DO VENTO • Frente quente: • Massa de ar quente sobre a de ar frio; • Tipo mais estável; A ORIGEM DO VENTO • Tempestade tropical; OS EFEITOS DO VENTO OS EFEITOS DO VENTO OS EFEITOS DO VENTO OS EFEITOS DO VENTO • Mas como quantificar o vento? • O Almirante da Marinha Real Britânica, Francis Beaufort a iniciar; • Pensou em uma forma dos marinheiros novatos aprenderem a identificar o vento e seus riscos; • Criou uma escala, conhecida como Escala Beaufort; OS EFEITOS DO VENTO O VENTO NAS EDIFICAÇÕES • A ação dos ventos dependem de dois aspectos basicamente: • Meteorológicos: Responsável pela primeira pergunta que podemos fazer, “Qual a velocidade do vento a ser considerada no projeto de uma edificação?” • Aerodinâmicos: A forma que o edifício possui; O VENTO NAS EDIFICAÇÕES • Aspectos meteorológicos: • Local da edificação; • Tipo de terreno; • Altura da edificação; • Rugosidade do terreno; • Tipo de ocupação. O VENTO NAS EDIFICAÇÕES • DEVENPORT (1963) propôs uma variação exponencial do vento em função da altura: O VENTO NAS EDIFICAÇÕES • V(t) é a velocidade no instante; • Vm(t) é a velocidade média; • é a variação da velocidade média, ou efeito de uma rajada ou turbulência; ttmt VVV tV O VENTO NAS EDIFICAÇÕES • Linhas de fluxo numa edificação de duas águas: DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE DO VENTO • VELOCIDADE BÁSICA DO VENTO (Vo): • Tabela de isopletas de velocidade básica do vento. • Obtidas sob as condições de: • A) velocidade básica de uma rajada de 3 segundos; • B) Período de retorno de 50 anos; • C) Altura de 10 m; • D) Terreno plano, em cambo aberto e sem obstrução; • E) Probabilidade de 63% de chance de ser excedida pelo menos uma vez em 50 anos; DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA • É a velocidade que atuará numa edificação, e depende da: • Topografia do local; • Rugosidade; • Altura da edificação; • Dimensões da edificação; • Tipo de ocupação e risco de vida; 21 A velocidade característica do vento é dada por: 𝑉𝑘 = 𝑉0 𝑆1 𝑆2 𝑆3 em m/s Velocidade característica do vento Fator estatístico (p/ edifícios residências: S3=1,0) Velocidade básica do vento obtida pelo Mapa das Isopletas (NBR 6123) Fator topográfico do terreno (p/ terreno plano: S1=1,0) Categorias de rugosidade do terreno e classes de edifícios em função das dimensões e altura sobre o terreno DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA • S1 - Fator Topográfico: São os efeitos da variação do vento sobre o relevo do terreno. • Para os casos A, B e C valem o seguintes valores de S1: • A) Terrenos planos com poucas ondulações: S1 = 1,00; • B) Vales protegidos do vento em todas as direções: S1 = 0,90; A – Terreno plano e pouco ondulado B – Aclive, com aumento da velocidade C – Vale protegido, com diminuição da velocidade DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA • C) Taludes e morros: a correção da velocidade básica será realizada a partido do ângulo de inclinação do talude ou morro. • No ponto B, valem as seguintes equações de S1: 0,1º3 1 zS 0,1º3.5,20,1º17º6 1 tg d z zS 0,131,0.5,20,1º45 1 d z zS DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA • Entre os pontos A e B os valores podem ser obtidos por interpolação linear. DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA • Fator de rugosidade do terreno e dimensões da edificação – S2 • Diretamente a obstáculos no terreno DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA • A NBR 6123 estabelece 5 categorias de I a V: • CATEGORIA I: Superfícies lisas de grandes dimensões, com mais de 5 km de extensão, medida na direção e sentido do vento incidente. Exemplos: Mar calmo, lagos e rios, pântanos sem vegetação; • CATEGORIA II: Terrenos abertos em nível, ou aproximadamente em nível, com poucos obstáculos isolados, tais como árvores e edificações baixas. A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual ou inferior a 1 metro. Ex: zonas costeiras planas, pântanos com vegetação rala, campos de aviação, fazendas sem sebes ou muros DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA • CATEGORIA III: Terrenos planos ou ondulados com obstáculos, tais como sebes e muros, poucos quebra-ventos de árvores, edificações baixas e esparsas. A conta média do topo dos obstáculos é considerada igual a 3 metros. São citadas como exemplos: granjas e casas de campo, com exceção das partes com matos, fazendas com sebes e/ou muros, subúrbios situados a considerável distância do centro, com casas baixas e esparsas. • CATEGORIA IV: Terrenos cobertos por obstáculos numerosos, pouco espaçados e situados em zonas florestais, industriais ou urbanas. A conta média do topo dos obstáculos é considerada igual a 10 metros. Exemplos: zonas de parques e bosques com muitas árvores, cidades pequenas e seus arredores, subúrbios densamente construídos de grandes cidades, áreas industriais plena ou parcialmente desenvolvidas. • OBS: essa categoria também inclui zonas com obstáculos maiores e que não são contempladas na categoria V. DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA • CATEGORIA V: Terrenos cobertos por obstáculos numerosos grandes, altos e pouco espaçados. A conta média do topo dos obstáculos é considerada igual ou superior a 25 metros. Exemplos: Florestas com árvores altas de copas isoladas, centros de grandes cidades, complexos industriais bem desenvolvidos. DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA • Ainda sobre o fator de rugosidade do terreno e dimensões da edificação – S2 • Deve-se levar em consideração a dimensão da edificação; • Quanto maior a edificação maior o turbilhão ou rajada; • Menor a velocidade média; • Imaginar a rajada como um grande tubo passando sobre a edificação; DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA • A NBR 6123 define três classes e seus intervalos de tempo de 3, 5 e 10 para cada rajada. • CLASSE A (3 segundos): Todas as unidades de vedação, seus elementos de fixação e peças individuais de estruturas sem vedação. Toda edificação ou parte da edificação na qual a maior dimensão horizontal ou vertical da superfície frontal não exceda 20 metros; • CLASSE B (5 segundos): Toda a edificação ou parte dela para o a qual a maior dimensão horizontal ou vertical da superfície frontal esteja entre 20 e 50 metros; • CLASSE C (10 segundos): Toda a edificação ou parte dela para o a qual a maior dimensão horizontal ou vertical da superfície frontal exceda 50 metros; • OBS: entende-se por superfície frontal, a superfície de incidência do vento. Classes de edificações em função das DIMENSÕES: • Classe A: possuir a maior dimensão ≤ 20m • Classe B: 20m ≤ maior dimensão ≤50m • Classe C: possuir a maior dimensão < 50m Resumindo: 31 Categorias de rugosidade do terreno: • Categoria I: contempla o mar, lagos e rios; • Categoria II: contempla as pradarias; • Categoria III: contempla as fazendas; • Categoria IV: contempla os subúrbios; • Categoria V: contempla as florestas e cidades. DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA • Definida as classe usa-se está equação: • z – é a altura do terreno (limitado a altura gradiente); • Fr – fator de rajada correspondente à categoria II; • b – parâmetro de correção da classe da edificação; • p – parâmetro meteorológico; p r z bFS 10 2 DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA p r z bFS 10 2 DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA • Fator estatístico – S3. • Considera vida útil da edificação de 50 anos; • Probabilidade de 63% de a velocidade básica ser excedida pelo menos uma vez nesse período; DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE CARACTERÍSTICA Exemplo 1: • Determinar a velocidade básica caraterística do vento, para um edifício industrial, a ser construído em Rio Verde, em terreno plano e em zona industrial. Largura de 30 metros e comprimento de 60 metros, altura das paredes de 11 metros, e altura do telhado de duas águas 4 metros. 𝑉𝑘 = 𝑉0 𝑆1 𝑆2 𝑆3 em m/s p r z bFS 10 2 H=11m H=4m 60 m 3 0 m RESPOSTA • Vo=35 m/s • S1 = 1,0 (situado em terreno plano) • S3 = 1,0 (alto fator de ocupação) RESPOSTA • Vento a 0° • Vento à 90º Direção do vento Classe B Cate IV H=15 m S2 = 0,88 Classe C Cate IV H=15 m S2 = 0,84 Dimensões axbxh= 60x30x15 metros RESPOSTA 0° - 𝑉𝑘 = 35.1,0.1,0.0,88 = 30,80 em m/s 90° - 𝑉𝑘 = 35.1,0.1,0.0,84 = 29,40 em m/s Exemplo 2: • Determinar a velocidade característica do vento para um edifício habitacional e suas esquadrias, situado na cidade de Americana, em São Paulo, cujas dimensões estão são: 50 metros de altura, e base de 25x25 metros. DADOS: categoria IV e classe B. Sugestão, divida de 10 em 10 metros. Resultados de Vk para cada nível Níveis Hi (m) S1 S2 S3 Vk (m/s) 1 10 1,0 0,83 1,0 37,35 2 20 1,0 0,91 1,0 40,95 3 30 1,0 0,96 1,0 43,20 4 40 1,0 0,99 1,0 44,55 5 50 1,0 1,02 1,0 45,90 AÇÃO ESTÁTICA DO VENTO E SEUS COEFICIENTES • FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: • TEOREMA DA CONSERVAÇÃO DAS MASSAS. O volume que passa em qualquer seção de um tubo é considerado constante 222111 VAVA Velocidade Área Densidade do fluido AÇÃO ESTÁTICA DO VENTO E SEUS COEFICIENTES • Hipótese de incompressibilidade do ar,’ e velocidade abaixo de 300 km/h. • As partículas de um fluído de mesma velocidade descrevem a mesma trajetória = Definição de linha de fluxo; • A aproximação das linhas de fluxo aumenta a velocidade, e vice-versa; 2211 VAVA AÇÃO ESTÁTICA DO VENTO E SEUS COEFICIENTES • TEOREMA DE BERNOULLI • Para fluidos incompressíveis e fluxo em regime permanente a soma das pressões cinética, estática e de posição resulta constante: • Então: • Com g1=g2 teconsgzPV tan 2 1 2 222 2 2111 2 1 2 1 2 1 zgPVzgPV 2 2 21 2 1 2 1 2 1 PVPV AÇÃO ESTÁTICA DO VENTO E SEUS COEFICIENTES • Determinação da Pressão de Obstrução: • Entre P1 e P2 2 2 1 2 1 0 2 1 2 1 PPV 21 2 1 2 1 PPV 2 112 2 1 VPP qVP 2 1 2 1 2 2 1 kVq AÇÃO ESTÁTICA DO VENTO E SEUS COEFICIENTES • Densidade do ar 1,225 kg/m³; ²/625,0 2 mNVq k 44 ². 25,1 ². 125,0 ² ³. ². 8,9 225,1 m sN m skg s mm skg NBR 6123 COEFICIENTE DE PRESSÃO • Coeficiente de pressão externa (Cpe) e de forma (Ce); • Entre P1 e P3 3 2 31 2 1 2 1 2 1 PVPV 2321 2 3 2 112 2 1 2 1 2 1 VVVVPP 2 2 32 1 2 1 k k V V VP 2 2 31 kV V qP 2 2 31 k pe V V C COEFICIENTE DE PRESSÃO • Pode ser encontrado por ensaio de túnel de vento (VIDEO) • FORÇA EXTERNA: • NBR 6123 simplifica o Cpe – o transforma é uma coeficiente médio Ce chamados coeficientes de forma. • Esses coeficientes podem ser encontrados na ABNT NBR 6123 A pee dACqF COEFICIENTE DE PRESSÃO COEFICIENTE DE PRESSÃO Nota 1: relação de z/b entre 3/2 e 2 interpolar linearmente; Nota 2: Para vento a 0°, nas partes A3 e B3: a) para a/b = 1, valores de ce iguais a A2 e B2; b) para a/b > 2 adotar ce= -0,2 c) para 1 <a/b<2 interpolar; Nota 3: Para cada direção do vento (0° ou 90°) o coeficiente de pressão médio externo é aplicado à parte de barlavento das paredes paralelas ao vento, a uma distância igual a 0,2b ou h, o menor deles. COEFICIENTE DE PRESSÃO • Para telhado de duas águas: 2. Exemplo: Ação do vento em um Galpão 54 Seção transversal Fachada Plano da Cobertura 2. Exemplo: Ação do vento em um Galpão 55 DADOS: • Região de São Paulo Pelo Mapa das Isopletas temos 𝑉0 = 40 𝑚/𝑠 • Terreno plano P/ terreno plano temos 𝑆1 = 1,0 • Terreno de categoria III e edificação classe C 𝑏 = 0,93; 𝐹𝑟 = 0,95; 𝑝 = 0,115 𝑆2 = 𝑏 𝐹𝑟 𝑍 10 𝑝 𝑆2 3𝑚 = 0,77 𝑆2 7,3𝑚 = 0,85 • Depósito com baixo fator de ocupação 𝑆3 = 0,95 𝑉𝑘 (3𝑚) = 29,26 m/s 𝑉𝑘 (7,3𝑚) = 32,20 m/s 𝑞 (3𝑚) = 524,82 N/m² 𝑞 (7,3𝑚) = 639,54 N/m² Vamos assumir esse fato como um dado do exercício. 2. Exemplo: Ação do vento em um Galpão 56 Coeficientes de pressão externa (CPe) para as paredes: Altura: h = 6m Largura: b = 15m Comprimento: a = 54m Pela Tabela 4 – NBR 6123, temos: Relação altura/largura: ℎ 𝑏 = 6 15 = 0,4 Relação comprimento/largura: 𝑎 𝑏 = 54 15 = 3,6 Coeficientes de pressão externa (CPe) para as paredes: Vento a 0º: 2. Exemplo: Ação do vento em um Galpão 57 Coeficientes de pressão externa (CPe) para as paredes: Vento a 90º: 2. Exemplo: Ação do vento em um Galpão 58 Coeficientes de pressão externa (CPe) para o telhado: Inclinação do telhado a 10º: 2. Exemplo: Ação do vento em um Galpão 59 Coeficientes de pressão externa (CPe) para o telhado: Vento a 0º: 2. Exemplo: Ação do vento em um Galpão 60 Coeficientes de pressão externa (CPe) para o telhado: Vento a 90º: 2. Exemplo: Ação do vento em um Galpão 61 COEFICIENTE DE PRESSÃO • Coeficiente de pressão interna: • Foi baseado no teorema de Bernoulli; • Considera aspetos das características dinâmicas das paredes e telhados; • Diretamente ligado as aberturas da edificação por onde o vento pode sair; • Então, os Cpi serão determinados pela de sobrepressão e sucção externa que atuarão nas paredes com aberturas; COEFICIENTE DE PRESSÃO – DEFINIÇÕES IMPORTANTES 63 Terminologias: • Barlavento: Região de onde sopra o vento, em relação à edificação; • Sobrepressão: Pressão efetiva acima da pressão atmosférica de referência (sinal positivo); • Sotavento: Região oposta àquela de onde sopra o vento, em relação à edificação; • Sucção: Pressão efetiva abaixo da pressão atmosférica de referência (sinal negativo). • A) Elementos impermeáveis: lajes e cortinas de concreto, paredes de alvenaria, blocos ou pedras sem nenhuma abertura; • B) Índice de permeabilidade: é a relação entre área das aberturas e a área total da superfície considerada; • C) Abertura dominante: Abertura com área igual ou superior a todas as demais aberturas; • D) Cpi positivo é uma sobrepressão interna; • E) Cpi negativo é uma sucção interna;• F) A pressão interna é considerada uniforme; • COEFICIENTE DE PRESSÃO – DEFINIÇÕES IMPORTANTES • Segundo a NBR 6123 • A- Hipótese 1) DUAS FACES OPOSTAS PERMEÁVEIS E OUTRAS IMPERMEÁVEIS • A1) vento perpendicular à face permeável .....Cpi = +0,2 • A2) vento perpendicular à face impermeável..Cpi = -0,3 • B- Hipótese 2) FACES IGUALMENTE PERMEÁVEIS. • Adotar Cpi = -0,3 ou Cpi = 0 (o que for o pior caso) • COEFICIENTE DE PRESSÃO – DETERMINAÇÃO DE Cpi • COEFICIENTE DE PRESSÃO – DETERMINAÇÃO DE Cpi • Segundo a NBR 6123 • C- Hipótese 3) ABERTURA DOMINANTE COM AS OUTRAS IMPERMEÁVEIS • C1) Existência de abertura dominante na face de barlavento: • COEFICIENTE DE PRESSÃO – DETERMINAÇÃO DE Cpi • Segundo a NBR 6123 • C- Hipótese 3) ABERTURA DOMINANTE COM AS OUTRAS IMPERMEÁVEIS • C2) Existência de abertura dominante na face de sotavento: Cpi assumo o mesmo valor na de Ce na face de sotavento. • C3) Existência de aberturas dominantes nas faces paralelas • C3.1) NÃO SITUADA EM ZONA DE ALTA SUCÇÃO EXTERNA • Considerar coeficiente Cpi igual a Ce correspondente a região de abertura nessa face. • C3.2)SITUADA EM ZONA DE ALTA SUCÇÃO EXTERNA • COEFICIENTE DE PRESSÃO – DETERMINAÇÃO DE Cpi • Segundo a NBR 6123 • C3.2)SITUADA EM ZONA DE ALTA SUCÇÃO EXTERNA Ação do Vento nas Estruturas 69 A Força Estática (Equivalente) do Vento é dada por: 𝐹 = 𝐶𝑒 − 𝐶𝑖 𝑞 𝐴 Força equivalente normal à superfície Coef. de forma externo (item 6.1 da NBR 6123) Coef. de forma interno (item 6.2 da NBR 6123) Pressão dinâmica Área do elemento plano considerada Composições dos casos de carregamento: Continuação - Exemplo: Ação do vento em um Galpão 70 Composições dos casos de carregamento: 2. Continuação - Exemplo: Ação do vento em um Galpão 71 Composições dos casos de carregamento: 2. Continuação - Exemplo: Ação do vento em um Galpão 72 Composições dos casos de carregamento: 2. Continuação - Exemplo: Ação do vento em um Galpão 73 Análise dos Casos: 2. Continuação - Exemplo: Ação do vento em um Galpão 74 )2,0+(C+)º0(C PiPe :1 Caso )3,0(C+)º0(C PiPe :2 Caso )2,0+(C+)º90(C PiPe :3 Caso )3,0(C+)º90(C PiPe :4 Caso 1 Caso .5,0= 1 .Caso-3 Caso= 5,0 Obtenção das cargas finais de vento no pórtico: 𝐹 = 𝐶𝑒 − 𝐶𝑖 . 𝑞. 𝐴 2. Continuação - Exemplo: Ação do vento em um Galpão 75 )2,0+(C+)º0(C PiPe :1 Caso 𝑞 (3𝑚) = 524,82 N/m² 𝑞 (7,3𝑚) = 639,54 N/m² Obtenção das cargas finais de vento no pórtico: 𝐹 = 𝐶𝑒 − 𝐶𝑖 . 𝑞. 𝐴 2. Continuação - Exemplo: Ação do vento em um Galpão 76 Obtenção das cargas finais de vento no pórtico: 𝐹 = 𝐶𝑒 − 𝐶𝑖 . 𝑞. 𝐴 2. Continuação - Exemplo: Ação do vento em um Galpão 77 Exemplo 1: • Determinar o coeficiente de pressão para o edifício situado numa cidade com velocidade básica de 40 m/s² e destinado a indústria com alto fato de ocupação. 𝑉𝑘 = 𝑉0 𝑆1 𝑆2 𝑆3 em m/s H=8m H=2m 40 m 2 0 m Existem 3 janelas de 6m² cada Portão de 16 m² A) CARACTERÍSTICA DA EDIFICAÇÃO Existem 1 janelas de 6m² cada Existem 1 janelas de 6m² cada RESPOSTA • Vo=40 m/s • S1 = 1,0 (situado em terreno plano) • S3 = 1,0 (alto fator de ocupação) B) DETERMINAR VELOCIDADE CARACTERÍSTICA DO VENTO RESPOSTA • Vento a 0° • Vento à 90º Direção do vento Classe B Cate IV H=10 m S2 = 0,83 Classe B Cate IV H=10 m S2 = 0,83 Dimensões axbxh= 40x20x10 metros B) DETERMINAR VELOCIDADE CARACTERÍSTICA DO VENTO smSSSVVk /2,3383,0.1.1.40... 3210 ²/69,0²/9,6882,33.625,0.625,0 22 mkNmNVq k PRESSÃO: B) DETERMINAR VELOCIDADE CARACTERÍSTICA DO VENTO E CONSEQUENTEMENTE A PRESSÃO 82 Coeficientes de pressão externa (CPe) para as paredes: Altura: h = 10 m Largura: b = 20 m Comprimento: b = 40m Pela Tabela 4 – NBR 6123, temos: Relação altura/largura: ℎ 𝑏 = 10 20 = 0,5 Relação comprimento/largura: 𝑎 𝑏 = 40 20 = 2,0 C) DETERMINAR O COEFICIENTE DE FORMA EXTERNO Coeficientes de pressão externa (CPe) para as paredes: Vento a 0º: 83 6,6 3 20 3 b 10 4 40 4 a C) DETERMINAR O COEFICIENTE DE FORMA EXTERNO Coeficientes de pressão externa (CPe) para as paredes: Vento a 90º: 84 2010.2.2 h 10 2 20 2 b C) DETERMINAR O COEFICIENTE DE FORMA EXTERNO Coeficientes de pressão externa (CPe) para o telhado: Inclinação do telhado a 10º: 85 C) DETERMINAR O COEFICIENTE DE FORMA EXTERNO Coeficientes de pressão externa (CPe) para o telhado: Vento a 0º: 86 C) DETERMINAR O COEFICIENTE DE FORMA EXTERNO Coeficientes de pressão externa (CPe) para o telhado: Vento a 90º: 87 C) DETERMINAR O COEFICIENTE DE FORMA EXTERNO 88 D1) duas faces impermeáveis não ocorrem; D2) quatro faces igualmente permeáveis não ocorre; D3) abertura dominante com as outras faces permeáveis: D3.1) Abertura dominante na face de barlavento Vento à 0° Área dominante, portão=16m² Área de uma janela succionada = 6m² Vento à 90° Área dominante 3 janelas = 18m² Área a sotavento 1considera janela do outro lado = 6m² D3.2) Abertura dominante na face de sotavento Vento à 0° - Cpi=Ce= -0,3 Vento à 90° - Cpi=Ce= -0,5 D) DETERMINAR O COEFICIENTE DE PRESSÃO INTERNA (Cpi) 6,00,3 6 18 piC Olhar sotavento de slides anteriores. D4) Abertura dominante em face paralela ao vento Vento à 0° - Cpi=Ce, -0,65 . Pois, Vento à 90° - Cpi=Ce= -0,7 65,088,0 18 16 piC 7,0125,1 16 18 piC Janelas Portão D) DETERMINAR O COEFICIENTE DE PRESSÃO INTERNA (Cpi) D5) Adotar o extremos Vento à 0° Cpi = -0,65 e Cpi=+0,55. Vento à 90° Cpi = -0,7 e Cpi=+0,6. D) DETERMINAR O COEFICIENTE DE PRESSÃO INTERNA (Cpi) Composições dos casos de carregamento: 91 E) DETERMINAR O A RESULTANTE DOS COEFICIENTES )55,0()º0(1 pief CCCCaso Composições dos casos de carregamento: 92 )65,0()º0(2 pief CCCCaso Composições dos casos de carregamento: 93 )6,0()º90(3 pief CCCCaso Composições dos casos de carregamento: 94 )7,0()º90(3 pief CCCCaso 2. Combinações para análise estrutural do pórtico 95 Ação permanente São consideradas as seguintes ações: Telhas Contraventamentos Terças e Tirantes Vigas e Colunas Total permanente 0,10 kN/m² 0,05 kN/m² 0,10 kN/m² 0,20 kN/m² 0,45 kN/m² x 6 m Ação acidental NBR 8800 – B.5.1 Coberturas Comuns: Nas coberturas comuns (telhados), na ausência de especificação mais rigorosa, deve ser prevista uma sobrecarga característica mínima de 0,25 kN/m² em projeto horizontal. Total permanente x6 m Determinação dos esforços solicitantes para estados-limites últimos Consideração da influência da geometria deformada da estrutura (análise não-linear) Métodos aproximados previstos na NBR 8800, item 4.9.7.1: • Estruturas de pequena deslocabilidade e média deslocabilidade. Nas estruturas de pequena deslocabilidade e média deslocabilidade,os efeitos das imperfeições geométricas iniciais devem ser levados em conta diretamente na análise, por meio da consideração, em cada andar, de um deslocamento horizontal relativo entre os níveis inferior e superior (deslocamento interpavimento) de h/333, sendo h a altura do andar (distância entre eixos de vigas). Exercício Determinação dos esforços solicitantes para estados-limites últimos Consideração da influência da geometria deformada da estrutura (análise não-linear) Métodos aproximados previstos na NBR 8800, item 4.9.7.1: • Estruturas de pequena deslocabilidade e média deslocabilidade. Nas estruturas de pequena deslocabilidade e média deslocabilidade, os efeitos das imperfeições geométricas iniciais devem ser levados em conta diretamente na análise, por meio da consideração, em cada andar, de um deslocamento horizontal relativo entre os níveis inferior e superior (deslocamento interpavimento) de h/333, sendo h a altura do andar (distância entre eixos de vigas). 2. Combinações para análise estrutural do pórtico 97 • Estruturas de pequena deslocabilidade e média deslocabilidade. Admite-se também que esse se feitos sejam levados em conta por meio da aplicação, em cada andar, de uma força horizontal equivalente, denominada aqui força nocional, igual a 0,3% do valor das cargas gravitacionais de cálculo aplicadas em todos os pilares e outros elementos resistentes a cargas verticais, no andar considerado. 2. Combinações para análise estrutural do pórtico 98 Classificação das estruturas quanto à deslocabilidade: Na NBR8800, o parâmetro de classificação das estruturas quanto à sensibilidade a deslocamentos laterais é o deslocamento lateral do andar relativo à base obtido na análise de segunda ordem e aquele obtido na análise de primeira ordem, em todas as combinações últimas de ações estipuladas, conforme disposto no item 4.9.4. 2. Combinações para análise estrutural do pórtico 99 Combinações para Estados Limites Últimos: Combinação 𝐹𝐷1: “Cargas gravitacionais” 2. Combinações para análise estrutural do pórtico 100 ∑ ∑ m l=i n 1=i k,Gii0qik,1Qk,1qk.GigiD Fψγ+Fγ+Fγ=F kN25,0=)m15)(m/kN63,5(003,0=F m/kN63,5=F )m/kN5,1)(5,1(+)m/kN7,2)(25,1(=F F)5,1(+F)25,1(=F n 1,D 1,D k,1Qk,Gi1,D Combinações para Estados Limites Últimos: Combinação 𝐹𝐷2 2. Combinações para análise estrutural do pórtico 101 ∑ ∑ m l=i n 1=i k,Gii0qik,1Qk,1qk.GigiD Fψγ+Fγ+Fγ=F k,wk,Gi2,D F)4,1(F)00,1(=F Combinações para Estados Limites Últimos: Combinação 𝐹𝐷3 2. Combinações para análise estrutural do pórtico 102 ∑ ∑ m l=i n 1=i k,Gii0qik,1Qk,1qk.GigiD Fψγ+Fγ+Fγ=F k,wk,Gi2,D F)4,1(F)00,1(=F Cargas de exemplo COEFICIENTE DE ARRASTO 1l h 2 1 l l Exemplo de coeficiente de arrasto: • Determinar o momento de tombamento de um edifício com os seguintes DADOS: altura 50 metros, base de 15x30 metros, categoria II e classe B. Sugestão, divida de 10 em 10 metros, vento não turbulento e velocidade básica de 45 m/s. • Direção 1 • Direção 2 1l h 2 1 l l 67,1 30 50 1 l h 35,10,2 15 30 2 1 aC l l 30 m 15 m 30 m 15 m 33,3 15 50 1 l h 00,15,0 30 15 2 1 aC l l Resultados da direção 1 Níveis Hi (m) S1 S2 S3 Vk (m/s) Q kN/m² Qeq kN/m 1 10 1,0 0,98 1,0 44,10 1,19 35,77 2 20 1,0 1,04 1,0 46,80 1,35 40,28 3 30 1,0 1,08 1,0 48,60 1,45 43,44 4 40 1,0 1,11 1,0 49,95 1,53 45,88 5 50 1,0 1,13 1,0 50,85 1,59 47,55 =qx30 m Momento de tombamento da direção 1 Resultados da direção 1 Níveis Hi (m) S1 S2 S3 Vk (m/s) Q kN/m² Qeq kN/m 1 10 1,0 0,98 1,0 44,10 1,19 35,77 2 20 1,0 1,04 1,0 46,80 1,35 40,28 3 30 1,0 1,06 1,0 48,60 1,45 43,44 4 40 1,0 1,10 1,0 49,95 1,53 45,88 5 50 1,0 1,13 1,0 50,85 1,59 47,55 mkNmmmmmChFM aiit .8,7579710.35,1.45.55,4735.88,4525.44,4315.28,405.77,35.. kNChmkNqF ai 287410.35,1.55,4788,4544,4328,4077,35.)/( Resultados da direção 2 Níveis Hi (m) S1 S2 S3 Vk (m/s) Q kN/m² Qeq kN/m 1 10 1,0 0,98 1,0 44,10 1,19 17,85 2 20 1,0 1,04 1,0 46,80 1,35 20,10 3 30 1,0 1,08 1,0 48,60 1,45 21,75 4 40 1,0 1,11 1,0 49,95 1,53 22,95 5 50 1,0 1,13 1,0 50,85 1,59 23,85 =qx15 m Momento de tombamento da direção 1 kNChFM aiit 106510.00,1.85,2375,2275,2110,2085,17.. Resultados da direção 2 Níveis Hi (m) S1 S2 S3 Vk (m/s) Q kN/m² Qeq kN/m 1 10 1,0 0,98 1,0 44,10 1,19 17,85 2 20 1,0 1,04 1,0 46,80 1,35 20,10 3 30 1,0 1,06 1,0 48,60 1,45 21,75 4 40 1,0 1,10 1,0 49,95 1,53 22,95 5 50 1,0 1,13 1,0 50,85 1,59 23,85 mkNmmmmmChFM aiit .2514010.00,1.5.85,1715.10,2025.75,2135.95,2245.85,23..