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Atenção Fisioterapêutica em 
Traumas Musculoesqueléticos
Fisioterapia em Traumato-ortopedia e Desportiva
Fisioterapia em Traumato-ortopedia e Desportiva
Pedro Alves Oliveira – 207300-F
• Professor Universitário, pós graduações e formações 
• Mestre em Ciências da Reabilitação
• Especializado em:
• Traumato Ortopedia e Desportiva
• Dor Crônica
• Neurofuncional
• Fisioterapeuta do Team Uninovo
AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE NA 
FISIOTERAPIA TRAUMATO-ORTOPÉDICA E 
ASSOCIAÇÃO DOS INSTRUMENTOS ATUAIS 
COM A CIF
INTRODUÇÃO
• Conhecer a avaliação fisioterapêutica é de extrema 
importância para o melhor direcionamento do tratamento em 
qualquer especialidade da fisioterapia.
• Na fisioterapia traumato-ortopédica, muitos são os recursos 
que se propõem a avaliar a função, a força muscular, a 
amplitude de movimento (ADM), a sensibilidade, a qualidade 
de vida, dentre outras medidas que podem ser consideradas 
como desfecho da intervenção.
AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE NA 
FISIOTERAPIA TRAUMATO-ORTOPÉDICA E 
ASSOCIAÇÃO DOS INSTRUMENTOS ATUAIS 
COM A CIF
INTRODUÇÃO
• A Classificação Internacional de Funcionalidade,
Incapacidade e Saúde (CIF)
• Importante papel de sumarizar os
resultados referentes à funcionalidade e à incapacidade,
melhorando a compreensão acerca do assunto e facilitando a
comunicação entre os profissionais, por integrar o conceito
biopsicossocial do ser humano a uma conceituação que vai
desde o papel dos fatores ambientais até fatores pessoais que
levaram o indivíduo a uma determinada condição de saúde.
CIF
Em 2001, a Assembleia Mundial de Saúde aprovou a atual CIF, um modelo 
multidirecional no qual as condições funcionais do indivíduo dependem não só da doença, 
mas também do meio ambiente físico e social.
CIF
• Conforme a estrutura da CIF, a
incapacidade é resultante da
interação de vários fatores
determinantes, que representam
a multidirecionalidade do modelo,
em que os fatores ambientais,
sociais e pessoais não são menos
importantes do que a presença da
doença na determinação da
função, da atividade e da
participação (Figura 1).
A CIF consiste 
em duas partes:
• 1. Funcionalidade e incapacidade — envolve as funções e os componentes do corpo (b), as 
estruturas do corpo (s), as atividades e a participação (d).
• 2. Fatores contextuais — envolve fatores pessoais e ambientais (e).
• As definições dos componentes da CIF estão demonstradas no Quadro 1.
AVALIAÇÃO CINÉTICO-FUNCIONAL NA FISIOTERAPIA TRAUMATO-ORTOPÉDICA
A especialidade profissional em fisioterapia traumato-
ortopédica foi reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e
Terapia Ocupacional (COFFITO) em 11 de fevereiro de 2004, pela
Resolução nº 260/2004, e disciplinada em 3 de agosto 2011, por meio da
Resolução nº 404/2011.
Na Resolução 404/2011, o órgão prevê que, dentre
outros pré-requisitos, o fisioterapeuta especialista esteja apto a realizar
avaliação física e cinético-funcional específica do paciente traumato-
ortopédico, como também solicitar, aplicar e interpretar escalas,
questionários e testes funcionais.8 Nesse sentido, serão discutidas as
diferentes proposições sobre avaliação cinético-funcional e avaliação da
funcionalidade.
RECURSOS AVALIATIVOS TRAUMATO-ORTOPÉDICOS E ASSOCIAÇÃO DE INSTRUMENTOS 
COM A CIF
Os instrumentos de avaliação 
traumato-ortopédica surgiram da 
necessidade de tornar as avaliações 
mais direcionadas e precisas no que 
diz respeito a relacionar, de forma 
quantitativa, os achados clínicos, além 
de auxiliar na avaliação clínica. 
Criados como formas de fichas 
padronizadas, alguns instrumentos de 
avaliação traumato-ortopédica 
servem para direcionar, 
posteriormente, o tratamento a ser 
seguido.
O fisioterapeuta utiliza os 
instrumentos de avaliação para:
• auxiliar na identificação de sinais ou de sintomas de uma ou mais 
condições de saúde (doenças, perturbações ou lesões);
• observar deficiências;
• identificar limitação de atividades ou restrição na participação;
• facilitar o diagnóstico, o prognóstico e a tomada de decisão;
• documentar as mudanças ocorridas no estado de saúde;
• determinar o resultado da intervenção.
RECURSOS AVALIATIVOS TRAUMATO-ORTOPÉDICOS E ASSOCIAÇÃO 
DE INSTRUMENTOS COM A CIF
Dentre os instrumentos 
disponíveis na literatura, serão 
destacados alguns que se 
propõem a avaliar a 
funcionalidade (ou a função, 
talvez). Para a avaliação de 
problemas de coluna, destacam-
se26–28
Oswestry Disability Index (ODI); Neck Disability Index (NDI);
Roland–Morris Disability 
Questionnaire (RDQ).
REABILITAÇÃO NAS FRATURAS PROXIMAIS DO FÊMUR
INTRODUÇÃO
As fraturas proximais do fêmur são frequentes na população idosa e, na 
maioria das vezes, são decorrentes de queda da própria altura.
São consideradas um dos maiores problemas de saúde pública do mundo, 
com altas mortalidade e incapacidade funcional, levando a custos médico-
hospitalares elevados e a problemas sócio-familiares.
INTRODUÇÃO
A queda é o mais significativo fator de risco para fraturas proximais do fêmur em idosos. 
As quedas normalmente ocorrem da posição ortostática e estão associadas à redução das reações 
de proteção, à reação de equilíbrio lenta e à diminuição da força global. 
Na população jovem, essas fraturas são menos frequentes — menos de 10% das fraturas proximais 
do fêmur ocorrem em sujeitos com menos de 50–60 anos de idade, e estão relacionadas com 
trauma de alto impacto, como acidentes de trânsito.12
TRATAMENTO ORTOPÉDICO DAS FRATURAS PROXIMAIS DO FÊMUR
O tratamento
preconizado para as fraturas
da extremidade proximal do
fêmur atualmente é, de
preferência, o cirúrgico, com
colocação de material de
osteossíntese, por gerar
estabilidade e um retorno
funcional mais precoce.
01
Assim, o idoso não
fica acamado por um longo
período de tempo e
agravando seu estado de
saúde, o que poderia levá-
lo a um declínio funcional
grave e até à morte.
02
O tratamento não
cirúrgico é em geral
reservado para pacientes
críticos, instáveis
clinicamente para a cirurgia
ou pacientes não
deambuladores.16
03
TRATAMENTO ORTOPÉDICO 
DAS FRATURAS PROXIMAIS DO 
FÊMUR
• Figura 1 — Topografia das fraturas proximais do fêmur. As fraturas 
podem ser classificadas em do colo femoral (A), transtrocantérica (B) e 
subtrocantérica (C)
• Fonte: Arquivo de imagens dos autores.
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
Na elaboração do tratamento, o fisioterapeuta deve levar em consideração a 
idade, ou seja, se o paciente é jovem ou idoso, a demanda funcional 
previamente à fratura, as enfermidades associadas, a condição clínica e a 
cognição.
O objetivo do tratamento fisioterapêutico é restaurar a mobilidade e 
permitir a marcha precoce e maior independência ao paciente.26
A mobilização precoce iniciada no primeiro dia de pós-operatório melhora 
os resultados funcionais, reduz as taxas de complicações clínicas e, 
consequentemente, promove a alta hospitalar mais rápida e a diminuição 
do índice de mortalidade.26
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
Exercícios em cadeia cinética 
fechada (CCF) têm se 
mostrado superiores aos O 
protocolo de exercícios 
em CCF consistiu em:
sentar e levantar de uma 
cadeira;
subir um degrau com ambos 
os membros e descer (step 
up);
fazer o step up lateral;
colocar um MI sobre um 
bloco enquanto mantém o 
suporte de peso sobre o outro 
membro;
alternar passadas em 
diferentes direções guiadas 
por marcas no chão.
exercícios em cadeia cinética 
aberta (CCA).
TRATAMENTO 
FISIOTERAPÊUTICO
ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA DAS 
FRATURAS MALEOLARES DO 
TORNOZELO
INTRODUÇÃO
• Fraturas do tornozelo são lesões
ortopédicas que apresentam alta prevalência
em atividades que demandam maior
desempenho, sejam desenvolvidas por atletas
profissionais ou amadores.
• São as mais comuns dentre todas as
fraturas que acometem as articulações de
carga do corpo humano, conhecidas também
como fraturas maleolares porque acometem
um ou mais de seus três maléolos (lateral,
medial e posterior).1
MECANISMODE TRAUMA
• O mecanismo rotacional de baixa
energia é o mecanismo mais frequente
das fraturas maleolares do tornozelo,
principalmente durante eventos
desportivos ou por queda da própria
altura.
• Entretanto, as fraturas/luxações do
tornozelo e as fraturas expostas não são
infrequentes e são resultados de traumas
de alta energia, principalmente com o
aumento dos acidentes envolvendo
veículos motorizados.
MECANISMO DE TRAUMA
Segundo Laugen-Hansen,8–11 que desenvolveu uma classificação das fraturas do tornozelo baseada 
nos possíveis tipos de mecanismo de trauma, existem quatro tipos:
supinação–rotação externa;
pronação–rotação externa;
supinação–adução;
pronação–abdução.
QUADRO CLÍNICO E EXAME 
CLÍNICO
• A história do trauma, muitas vezes, sugere a presença e o padrão 
da fratura do tornozelo e deve ser cuidadosamente considerada. 
• O paciente refere, geralmente, dificuldade para apoiar o membro 
inferior acometido em razão do quadro doloroso.
• Edema e hematoma estão presentes na maioria dos casos, e, 
dependendo da fratura, deformidades podem estar bem 
evidentes.
TRATAMENTO
TRATAMENTO NÃO OPERATÓRIO
• Os pacientes com fratura unimaleolar lateral estável, isto é, sem acometimento do 
ligamento deltoide, são colocados para pisar à medida que a dor se torna tolerável. 
• Durante esse período, o membro deve ser protegido com uma órtese tipo robofoot para 
evitar movimentos rotacionais. 
• Na prática, funciona da seguinte forma: a dor impossibilita a carga durante uma a duas 
semanas. Após esse período, a carga parcial com muletas e robofoot é encorajada.
TRATAMENTO
• A carga total sem muletas é liberada geralmente entre a 
terceira e a quarta semana, e o paciente permanece com 
o robofoot até o final da sexta semana. 
• Nas fraturas unimaleolares mediais e posteriores, que são 
mais suscetíveis a desvio, a carga é evitada até a quarta 
semana. 
• A partir de então, a carga parcial é empregada durante uma 
semana, e, na semana subsequente, passa-se para carga total 
com robofoot.
REABILITAÇÃO
Ressalta-se a necessidade de o 
fisioterapeuta traumato-
ortopédico ser o profissional 
indicado para manejar a 
reabilitação do cenário complexo 
que as fraturas do tornozelo 
englobam.5
Assim, o fisioterapeuta não deve 
perder o foco de seus principais 
objetivos ao tratar fraturas do 
tornozelo. 
Podem ser apontados como 
principais objetivos a serem 
alcançados na reabilitação:
restaurar a amplitude de 
movimento articular;
promover ganho de força 
muscular;
otimizar o quadro sensório-
motor;
proporcionar função adequada 
(no entendimento dos autores 
deste artigo, função adequada 
seria fazer o paciente retornar 
ao nível pré-lesão ou muito 
próximo disso).
FORTALECIMENTO MUSCULAR
• Em casos de fraturas instáveis ou quadro doloroso intenso, recomenda-se
iniciar programas de fortalecimento muscular pelos exercícios de contração
isométrica.
• Essa modalidade de exercício gera força e tensão de forma significativa no
interior do músculo, apesar de não levar a um encurtamento do músculo e,
consequentemente, ao movimento articular.16
FORTALECIMENTO 
MUSCULAR
Figura 1 — Fortalecimento em cadeia cinética aberta. A) Extensores do 
tornozelo. B) Eversores do tornozelo. C)Inversores do tornozelo. D) Flexores do tornozelo.
LEMBRAR
• Os exercícios de fortalecimento da musculatura posterior em cadeia cinética aberta e 
fechada devem ser repetidos também com joelho em flexão a fim de inibir os músculos 
gastrocnêmios, acessando, assim, os músculos mais profundos desse compartimento.
TREINO 
SENSÓRIO-
MOTOR
O treino sensório-motor deve 
começar ainda nas fases iniciais 
do programa de reabilitação. 
No primeiro momento, 
incentiva-se o contato do pé 
com o solo sem, no entanto, 
promover descarga de peso no 
membro lesionado (paciente em 
sedestação). 
Posteriormente, inicia-se o 
apoio bipeodal em solo estável 
com paciente em ortostatismo. 
Por fim, evolui-se para apoio 
unipodal. 
Em uma fase mais avançada, 
deve-se evoluir para treino em 
solo instável. 
Inicia-se novamente com apoio 
bipodal, evoluindo 
posteriormente para unipodal
TREINO SENSÓRIO-MOTOR
Figura 3 — A) Treino sensório-motor em solo estável, com apoio unipodal. B) Treino sensório-motor em solo instável, com apoio bipodal.C) Treino sensório-
motor em solo instável, com apoio unipodal.
.
CASO CLÍNICO
• Paciente V.C.S., 20 anos de idade, sexo masculino, atleta de handebol e estudante do 
curso de Medicina, procedente de São Paulo, apresenta-se no serviço de pronto 
atendimento com queixa de entorse de tornozelo há cerca de 1 hora.
• História pregressa da moléstia atual (HPMA): o paciente refere que, há 
cerca de 1 hora, sofreu entorse do tornozelo em versão, sendo 
imobilizado pelo médico atendente.
• O exame físico não apresenta alterações tróficas, edema na região de 
maléolo lateral e medial, equimose medial, dor à palpação em fíbula distal 
nem sindesmose distal. Entretanto, o paciente manifesta dor na goteira 
anteromedial, na região do ligamento deltoide e em maléolo medial. Não 
apresenta dor na interlinha articular, nos músculos fibulares nem na 
perna. O teste de estresse em valgo direito é positivo.
• A Figura 4 ilustra a radiografia inicial do paciente.
CASO CLÍNICO
As Figuras 5A e B ilustram o procedimento cirúrgico realizado.
CASO CLÍNICO
As Figuras 6A–C ilustram as radiografias do paciente após a realização do tratamento cirúrgico.
ATIVIDADES
Qual é o diagnóstico do paciente do caso clínico?
Qual foi o tratamento realizado no caso apresentado?
Em quanto tempo é possível mobilizar a articulação do tornozelo e 
iniciar descarga de peso no membro acometido?
RUPTURA DO MANGUITO ROTADOR —
REABILITAÇÃO NO TRATAMENTO CONSERVADOR
INTRODUÇÃO
• Rupturas do manguito rotador são extremamente 
comuns na população em geral, e sua frequência 
tende a aumentar com a idade.1
• A exata prevalência é bastante variável pois a 
maioria dos estudos descrevendo essa informação 
avaliaram de forma distinta ou agruparam dados 
de prevalência de diferentes tendões do 
manguito.
TIPOS DE RUPTURAS DE 
MANGUITO ROTADOR
As rupturas de manguito rotador podem ser classificadas de 
várias formas diferentes, tanto em relação à identificação 
do tecido lesionado quanto para a severidade das 
rupturas, e ao menos 10 classificações diferentes já foram 
descritas.23
Rupturas completas
rupturas parciais
TOMADA DE DECISÃO CLÍNICA —
TRATAMENTO CIRÚRGICO OU CONSERVADOR?
As estratégias de tratamento 
para rupturas de manguito 
rotador devem ser elaboradas de 
forma individual, de acordo com 
uma variedade de fatores, que 
podem incluir:
nível de atividade,
grau de comprometimento da 
funcionalidade, 
expectativas do paciente,
presença de comorbidades e, 
especialmente, a idade do 
indivíduo.30
Características anatômicas da 
ruptura, como severidade 
(parcial ou total), 
AVALIAÇÃO
• A avaliação física de um paciente 
sendo tratado de forma 
conservadora deve começar 
com ADM ativa e passiva de 
elevação no plano da escápula, 
flexão, rotações medial e lateral 
tanto em adução quanto em 
abdução de 90º.35
A ADMpode ser avaliada com um 
goniômetro de plástico, 
inclinômetro digital ou com 
aplicativos de celular destinados a 
isso (Figura 3).36–38
Figura 3 — A) Mensuração da ADM de A, rotação lateral em abdução. B) Rotação medial em abdução. C) Rotação lateral em adução. D) Flexão.
CLASSIFICAÇÃO DA DISCINESE ESCAPULAR
CLASSIFICAÇÃO DA 
DISCINESE 
ESCAPULAR
• Figura 4 — A e B) Teste de assistência escapular.
Reabilitação
Isso ocorre com exercícios em CCF em que o apoio 
do tronco sobre os membros exige a ativação de 
todo o manguito para a estabilidade articular, como, 
por exemplo, exercícios realizados na posição de 
quatro apoios.75
Exercícios para o manguito rotador devem 
contemplar a função primordial desse grupo 
muscular, que é a centralização da cabeça umeral na 
cavidade glenoide por meiodo recrutamento de 
todo o manguito rotador. 
Reabilitação
Figura 6 — Push-up plus na parede. A e B) Indicação da posição inicial do 
exercício. Ce D) Indicação da posição final do exercício.
igura 7 — Push-up plus de joelhos.
Reabilitação
Figura 8 — Serratus punch em supino. A) Indicação da posição inicial do 
exercício. B) Indicação da posição final do exercício.
igura 9 — Deslizamento na parede. A) Indicação da posição inicial do exercício. B) Indicação 
da posição intermediária de elevação.
Reabilitação
Figura 10 — Extensão em prono.
Figura 11 — Rotação externa em decúbito lateral. A) Indicação da posição inicial do 
exercício. B) Indicação da posição final do exercício.
Reabilitação
Figura 12 — Flexão em decúbito lateral.
Figura 13 — A) Abdução horizontal com rotação externa em prono. B)Exercício em Y.
REABILITAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NAS 
FRATURAS DE METACARPOS E 
FALANGES
INTRODUÇÃO
• As fraturas da mão são extremamente comuns, ocorrendo 
com maior incidência em adolescentes e adultos jovens. 
• São subdiagnosticadas e/ou desvalorizadas e podem 
apresentar limitação funcional importante, quando 
tratadas inadequadamente.
INTRODUÇÃO
Os principais 
objetivos da 
reabilitação das 
fraturas são1–3
redução e controle do 
edema;
redução e controle da 
dor;
cuidados cicatriciais;
manutenção e ganho 
de amplitude de 
movimento (ADM);
ganho de força;
retorno da função 
(principalmente).
INTRODUÇÃO
As fraturas articulares 
apresentam maior edema e 
rigidez, principalmente as 
fraturas da articulação 
interfalangiana proximal 
(IFP). 
1
A presença do edema 
mantém a articulação 
metacarpofalangiana (MF) 
em extensão, posição de 
maior capacidade capsular. 
2
Na articulação IF proximal, a 
capacidade articular não 
varia; entretanto, o edema 
limita a expansibilidade da 
pele e, consequentemente, a 
flexão.4
3
CARACTERÍSTICAS DAS FRATURAS DE METACARPOS E FALANGES
• As fraturas de metacarpos e 
falanges são as mais comuns do 
membro superior. 
• Ocorrem, em sua maioria, na 
faixa etária dos 11 aos 45 anos 
e, como consequência, podem 
levar tanto a uma perda de dias 
produtivos como a uma 
limitação funcional duradoura 
se não tratadas 
adequadamente.8–10
Figura 1 — Tipos de fraturas. A) Fratura articular parcial da base do primeiro metacarpo com subluxação da articulação trapézio-metacárpica (TM) — fratura de Bennett. B) Fratura extra-articular com traço 
transverso da base do primeiro metacarpo.
CARACTERÍSTICAS DAS FRATURAS 
DE METACARPOS E FALANGES
• Algumas fraturas mais específicas, como a da base do 
primeiro metacarpo, apresentam epônimos e uma 
classificação própria (Figuras 2A–E).
AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA DAS FRATURAS DE METACARPOS E FALANGES
• AVALIAÇÃO DO EDEMA
Figura 4 — Perimetria dos dedos. A) Mensuração na falange proximal. B) Mensuração na falange distal.
AMPLITUDE DE 
MOVIMENTO
• Com o uso de um pequeno goniômetro, a ADM ativa e 
passiva das articulações acometidas e adjacentes ao 
trauma é medida em graus (Figuras 5A–C).16–18
Figura 5 — Avaliação da ADM articular com a utilização do goniômetro. A) Articulação metacarpofalangiana (MF). B) Articulação interfalangiana proximal 
(IFP). C) Articulação interfalangiana distal (IFD).
FORÇA DE PREENSÃO E 
PINÇA
Para medir a força de preensão, o paciente 
deve estar sentado confortavelmente, com 
o braço ao longo do tronco e o cotovelo 
em flexão de 90º16–18 (Figura 6).
Figura 6 — Posição para mensuração da força de preensão com o dinamômetro Jamar.
FORÇA DE 
PREENSÃO E PINÇA
• ra a medição da força da 
pinça, existem três principais 
posições (Figuras 7A–C), a 
saber:16–18
• pinça polpa a polpa;
• pinça trípode;
• pinça lateral.
REABILITAÇÃO
Cada opção possui vantagens e 
desvantagens, não existindo consenso 
sobre o melhor tratamento único. Um 
plano individual após a avaliação da 
fratura, apesar de ser um desafio, deve ser 
traçado, buscando:27
o retorno funcional;
a ADM normal;
a preensão da mão livre de dor.
REABILITAÇÃO
• O principal objetivo da imobilização é favorecer o 
processo de reparação dos tecidos por meio de forças 
de contenção externa ao local da fratura, 
proporcionando repouso e imobilização necessária. 
• O gesso circular tradicional, as talas gessadas (Figura 
13A) ou as órteses de termoplástico (Figura 13B) fazem 
esse papel. 
• As órteses de termoplástico são mais leves, 
confortáveis e também são usadas para o repouso 
articular após os exercícios e à noite.16
REABILITAÇÃO
Figura 13 — Tipos de imobilização. A) Tala gessada. B) Órtese de termoplástico. C) Órtese em 
impressora 3D.
REABILITAÇÃO
• Após o período de imobilização, o 
paciente é encaminhado para 
fisioterapia. O edema no dorso 
da mão, característica da fratura 
de metacarpos, deve ser contido 
com drenagens, elevação do 
membro afetado e utilização de 
ataduras autoelásticas, como o 
CobanTM (Figuras 14A–C).3,29
•
Figura 14 — Controle de edema no dorso da mão. A) Edema inicial. B) Utilização de 
CobanTM. C)Edema final.
REABILITAÇÃO
• Exercícios ativos para todas as 
articulações não imobilizadas 
devem ser estimulados para 
evitar a instalação de rigidez 
por desuso.17
Figura 16 — Exercícios. A) Intrinsic minus. B) Intrinsic plus.
REABILITAÇÃO
• Os exercícios de 
deslizamento diferencial 
tendinoso dos tendões flexores 
superficiais e profundos são 
realizados em três posições: 
flexão em gancho, flexão com 
extensão das IFDs e flexão 
total dos dedos, com retorno 
para a extensão completa e a 
repetição dos movimentos 
(Figuras 17A–D).17
Figura 17 — Exercícios de deslizamento diferencial tendinoso. A)Extensão total dos 
dedos. B) Gancho. C) Flexão com IFDs em extensão. D) Flexão total.
REABILITAÇÃO
• Exercícios agressivos ou exercícios de resistência antes 
do período adequado podem levar a aumento de 
edema, dor, rigidez articular e até perda da redução da 
fratura.17
Figura 19 — Dispositivos para trabalho de força. A) Hand helper: posição inicial. B) Hand 
helper: preensão final. C) Massa.
REABILITAÇÃO
O uso de atadura autoelástica (CobanTM) e drenagens 
manuais são uma boa opção para o controle do 
edema dos dedos17(Figura 22).
Figura 22 — Controle de edema com utilização de CobanTM.
REABILITAÇÃO
Exercícios ativos são iniciados para 
todos os dedos, como sempre, de 
acordo com a estabilidade da 
fratura, enfatizando o movimento 
isolado de IFP e IFD e não 
deixando de fora a flexão total dos 
dedos, entre a 3ª e 4ª semanas, nos 
tratamentos mais conservadores e 
logo após o pós-operatório nos 
casos de fixação interna, mais 
estável (Figuras 23A e B).17
Figura 23 — Movimento isolado. A) Flexão isolada da IFP. B) Flexão isolada da IFD.
REABILITAÇÃO
Para o ganho de força, os mesmos 
dispositivos citados 
anteriormente, como hand 
helper, digiflex, massa 
terapêutica, pinça e pinos, 
geralmente devem ser iniciados 
em 6 a 8 semanas após a 
lesão3,17(como visto nas Figuras 
19A–C e, a seguir, nas Figuras 
26A e B).
Figura 26 — Dispositivo para trabalho de força de pinça. A) Pegador com resistência 
leve. B) Pegador com resistência média.
REABILITAÇÃO DAS FRATURAS DE JOELHO: CONSTRUÇÃO 
DO RACIOCÍNIO FISIOTERAPÊUTICO BASEADO EM 
CONHECIMENTO CLÍNICO E EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS
INTRODUÇÃO
As fraturas ao redor da articulação do joelho acontecem em duas faixas etárias distintas: em 
jovens, devido a traumas de alta energia, sobretudo acidentes de trânsito, e em idosos com 
osso osteoporótico, em decorrência de quedas da própria altura. 
Frequentemente, essas fraturas levam a uma diminuição da capacidade física, muitas vezes 
relacionada a restrição da amplitude de movimento (ADM) do joelho e dor, com 
consequente impacto na qualidade de vida do paciente.
CARACTERÍSTICAS 
CLÍNICAS DAS 
FRATURAS DE 
JOELHO
As fraturas que 
envolvem a 
articulação do 
joelho podem 
estar 
localizadas:
na região distal 
do fêmur;
na patela;
no planalto 
tibial.FRATURAS DISTAIS DO FÊMUR
Fraturas distais do fêmur em idosos com ossos 
osteoporóticos são ocasionadas por traumas de baixa 
energia e levam a fraturas de traço simples helicoidais 
ou oblíquas (Figura 1).
FIGURA 1: Imagem radiológica de fratura distal do fêmur, traço espiral, em paciente de 68 anos 
de idade.
FRATURAS DISTAIS 
DO FÊMUR
Em contraste, nos jovens vítimas de acidentes de alta 
energia, as fraturas podem ser multifragmentadas, com 
graves lesões de partes moles (Figura 2).
FIGURA 2: Imagem radiológica de fratura multifragmentar do fêmur distal em paciente com 36 
anos de idade.
FRATURAS 
DISTAIS DO 
FÊMUR
FIGURA 3: A e B) Angiotomografia computadorizada tridimensional mostrando a deformidade 
típica de um paciente com fratura distal do fêmur.
FRATURAS DA PATELA
A patela serve como o fulcro do 
mecanismo extensor com dois 
braços de alavanca: o tendão 
quadriciptal e o tendão patelar. Isso 
fornece uma vantagem mecânica, 
principalmente nos últimos 15º de 
extensão.
A fratura da patela pode ocorrer por 
trauma direto ou indireto. Trauma 
contra painel de carro e quedas são 
as causas mais comuns. Metade das 
fraturas não é desviada, 
permanecendo intacto o mecanismo 
extensor.
FRATURAS DA PATELA
O mecanismo de lesão e o tipo de força determinam o padrão de fratura. 
Uma força direta na frente do joelho faz a patela falhar na compressão e resulta em 
um padrão multifragmentar, com dano condral significativo. 
Já quando a falha ocorre na tensão, o tipo de fratura é transversa ou uma avulsão 
do polo inferior. 
A lesão frequentemente se estende através do retináculo e resulta em desvio da 
fratura e perda da extensão ativa do joelho.
FRATURAS DA PATELA
FIGURA 5: A–C) Classificação AO/OTA das fraturas da patela. // Fonte: Buckley e colaboradores (2020).1
FRATURAS DO PLANALTO TIBIAL
As fraturas proximais da tíbia são 
ocasionadas por traumas de alta 
energia, de modo que as 
estruturas de partes moles em 
torno do joelho são 
frequentemente lesionadas. 
Em menor proporção, essas 
fraturas também podem ocorrer 
em idosos com baixa densidade 
óssea.2
FRATURAS DO PLANALTO TIBIAL
A fratura do planalto lateral é a mais comum, e lesões dos 
meniscos, do ligamento colateral medial (LCM) ou do ligamento 
cruzando anterior (LCA) podem estar associadas. 
Já as fraturas do planalto medial estão associadas a lesões mais 
graves e a fraturas-luxações, podendo haver lesão da artéria 
poplítea e do nervo fibular. 
Por fim, as fraturas bicondilares frequentemente são 
acompanhadas de exposição óssea e síndrome 
compartimental.2
FRATURAS DO PLANALTO 
TIBIAL
A classificação de Schatzker é a mais
utilizada para as fraturas do planalto tibial 
(Figuras 6A–F).
FIGURA 6: A–F) Classificação de Schatzker. // Fonte: Buckley e colaboradores (2020).1
LUXAÇÃO DO JOELHO
Introduçao 
A luxação do joelho é definida como um desvio 
anormal entre a tíbia e o fêmur associado à lesão de 
dois ou mais ligamentos articulares.1
LUXAÇÃO DO 
JOELHO
Introdução 
Em geral, as luxações de joelho resultam
em lesões de ambos os cruzados, com lesão variada dos
complexos ligamentares colaterais. Entretanto, é
importante saber que nem todas a lesões
multiligamentares consistem em luxações de joelho.4
CLASSIFICAÇÃO DAS LUXAÇÕES DE 
JOELHO DE ACORDO COM SCHENCK
D: luxação de joelho (do inglês knee dislocation); LCA: ligamento cruzado anterior; LCP: ligamento cruzado posterior; CPL: complexo póstero-lateral; CPM: complexo póstero-medial. // Fonte: 
Adaptado de Ockuly e colaboradores (2020).4
PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO ORTOPÉDICO
As fraturas de joelho 
representam grande 
morbidade, e o tratamento 
cirúrgico costuma ser a 
escolha. 
Os objetivos da cirurgia são:
a reconstrução anatômica da 
superfície articular;
o reparo dos tecidos moles 
lesionados;
a restauração do eixo, da 
congruência e da 
estabilidade articular.
LUXAÇÃO 
DO JOELHO
A maioria dos pacientes que sofrem luxação do joelho 
necessitará de tratamento cirúrgico. 
Este dependerá das lesões de partes moles associadas, da 
condição neurovascular e da condição geral do paciente. 
As luxações fechadas são reduzidas e estabilizadas com 
imobilizador, o que permitirá a investigação subsequente com 
imagens para o planejamento da cirurgia definitiva. 
Em casos de lesões abertas (Figura 20), após lavagem exaustiva e 
debridamento da ferida, o joelho é reduzido e imobilizado 
com fixação externa transarticular.
Luxação exposta do joelho
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
O tratamento fisioterapêutico das fraturas de 
joelho depende de diferentes fatores. Deve-se 
levar em consideração outras fraturas e 
traumas associados, o estado geral do 
paciente e a cirurgia realizada. Para direcionar 
o tratamento, o fisioterapeuta deve estar 
atento especificamente a:
lesões de partes moles; cirurgias como enxerto de pele;
retalhos miocutâneos;
reparo de lesões tendíneas, nervosas e 
vasculares.
TRATAMENTO 
PÓS-
OPERATÓRIO
Os exercícios de fortalecimento muscular e o treino de marcha 
não devem ser realizados enquanto o paciente não estiver 
clinicamente estável.
Exercícios para ganho de força muscular e aeróbicos de 
MMSS (e até mesmo do tronco) devem ser empregados. 
Além de serem fundamentais para as transferências e o uso de 
dispositivos auxiliares de marcha, esses exercícios 
proporcionam, ao paciente, os benefícios que a atividade física 
fornece sistemicamente. 
Portanto, ao prescrever intensidade, carga e estilo dos 
exercícios, deve-se levar em consideração esses objetivos e a 
condição clínica do paciente.
TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO
O maior enfoque do tratamento de fraturas ao redor do joelho é a recuperação da ADM, que 
deve ser iniciada logo no primeiro dia após a cirurgia.
É comum que os pacientes apresentem medo de movimentar e cinesiofobia após o trauma. 
Assim, a automobilização (Figura 22B) pode ser uma boa estratégia para que o paciente tenha 
confiança de que vai movimentar o membro dentro da sua tolerância álgica, além de melhorar 
a autoeficácia para os exercícios domiciliares após a alta hospitalar. urgia.
TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO
FIGURA 22: A) Exercício passivo para ganho de ADM de flexão do joelho na posição sentada. B) Exercício autopassivo para ganho de ADM de flexão do joelho direito. Com o auxílio do membro contralateral, o 
paciente é instruído a fletir e estender o joelho operado dentro do limite álgico.
TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO
FIGURA 23: A–D) Exemplos de exercícios de alongamento sustentado para ganho de ADM de extensão e flexão do joelho.
TRATAMENTO PÓS-
OPERATÓRIO
FIGURA 24: Exemplo de mobilização 
com movimento para ganho de 
ADM de flexão do joelho. O 
fisioterapeuta realiza a 
posteriorização da tíbia enquanto o 
paciente flexiona o joelho auxiliado 
por uma faixa.
TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO
FORTALECIMENTO 
MUSCULAR
Tem sido sugerido que o déficit de extensão do joelho 
pode estar associado a uma inibição artrogênica do 
quadríceps. Exercícios isométricos em diferentes 
posições (Figuras 26A e B), associados ou não à 
eletroestimulação neuromuscular, são sugeridos. 
O treino de marcha posterior (retrógrada) também tem 
sido descrito como recurso que melhora a força do 
quadríceps, a dor e o padrão de marcha em diferentes 
condições.25
FORTALECIMENTO MUSCULAR
FIGURA 26: A) Exercício isométrico de extensores de joelho em decúbito ventral associado à estimulação elétrica neuromuscular. B) Exercício isométrico de extensores de joelho em cadeia cinética 
fechada (CCF).
CASO CLÍNICO
Paciente com 22 anos de idade, vítima de acidente 
de moto versus carro, sofrendo fratura-luxação 
exposta do joelho direito (AO33A2.3) e fraturas 
da face. Um dia após o trauma, foi submetido à 
cirurgia de fixação externa transarticular. Cinco 
dias após o trauma, foi feito debridamento da 
ferida e lavagem do joelho no centro cirúrgico, 
evoluindo com boa cicatrização. Dezoito dias 
após o trauma, foi feita a cirurgia definitiva dafratura, com osteossíntese com placa LISS. Hoje, 
está no primeiro dia de pós-operatório e aguarda 
o início do tratamento fisioterapêutico.
ATIVIDADES
• Com relação ao caso descrito, quais são o osso, a região óssea
e o tipo de traço da fratura?
• Descreva as principais condutas fisioterapêuticas para o 
primeiro dia de pós-operatório do paciente do caso clínico.
5 V 03
CONCLUSÃO
Neste módulo , foi apresentada a atuação fisioterapêutica como essencial em todas as etapas da 
reabilitação do paciente que sofre fratura /traumas. 
Na maioria das vezes, há a indicação de cirurgia, e o fisioterapeuta tem que atuar já no pós-
operatório imediato e no pré-operatório, se possível. 
Para um tratamento mais efetivo, o fisioterapeuta deve ter conhecimento da anatomia da fratura e 
do procedimento cirúrgico. 
Além disso, ao estruturar um programa de exercícios, deve analisar como a carga imposta pelo 
exercício vai aumentar o estresse sobre o osso fraturado e os tecidos moles lesionados, seja pela 
fratura em si ou pela via de acesso cirúrgica.
Até à próxima!
Obrigado
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	Slide 5: CIF
	Slide 6: CIF 
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