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Atenção Fisioterapêutica em Traumas Musculoesqueléticos Fisioterapia em Traumato-ortopedia e Desportiva Fisioterapia em Traumato-ortopedia e Desportiva Pedro Alves Oliveira – 207300-F • Professor Universitário, pós graduações e formações • Mestre em Ciências da Reabilitação • Especializado em: • Traumato Ortopedia e Desportiva • Dor Crônica • Neurofuncional • Fisioterapeuta do Team Uninovo AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE NA FISIOTERAPIA TRAUMATO-ORTOPÉDICA E ASSOCIAÇÃO DOS INSTRUMENTOS ATUAIS COM A CIF INTRODUÇÃO • Conhecer a avaliação fisioterapêutica é de extrema importância para o melhor direcionamento do tratamento em qualquer especialidade da fisioterapia. • Na fisioterapia traumato-ortopédica, muitos são os recursos que se propõem a avaliar a função, a força muscular, a amplitude de movimento (ADM), a sensibilidade, a qualidade de vida, dentre outras medidas que podem ser consideradas como desfecho da intervenção. AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE NA FISIOTERAPIA TRAUMATO-ORTOPÉDICA E ASSOCIAÇÃO DOS INSTRUMENTOS ATUAIS COM A CIF INTRODUÇÃO • A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) • Importante papel de sumarizar os resultados referentes à funcionalidade e à incapacidade, melhorando a compreensão acerca do assunto e facilitando a comunicação entre os profissionais, por integrar o conceito biopsicossocial do ser humano a uma conceituação que vai desde o papel dos fatores ambientais até fatores pessoais que levaram o indivíduo a uma determinada condição de saúde. CIF Em 2001, a Assembleia Mundial de Saúde aprovou a atual CIF, um modelo multidirecional no qual as condições funcionais do indivíduo dependem não só da doença, mas também do meio ambiente físico e social. CIF • Conforme a estrutura da CIF, a incapacidade é resultante da interação de vários fatores determinantes, que representam a multidirecionalidade do modelo, em que os fatores ambientais, sociais e pessoais não são menos importantes do que a presença da doença na determinação da função, da atividade e da participação (Figura 1). A CIF consiste em duas partes: • 1. Funcionalidade e incapacidade — envolve as funções e os componentes do corpo (b), as estruturas do corpo (s), as atividades e a participação (d). • 2. Fatores contextuais — envolve fatores pessoais e ambientais (e). • As definições dos componentes da CIF estão demonstradas no Quadro 1. AVALIAÇÃO CINÉTICO-FUNCIONAL NA FISIOTERAPIA TRAUMATO-ORTOPÉDICA A especialidade profissional em fisioterapia traumato- ortopédica foi reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) em 11 de fevereiro de 2004, pela Resolução nº 260/2004, e disciplinada em 3 de agosto 2011, por meio da Resolução nº 404/2011. Na Resolução 404/2011, o órgão prevê que, dentre outros pré-requisitos, o fisioterapeuta especialista esteja apto a realizar avaliação física e cinético-funcional específica do paciente traumato- ortopédico, como também solicitar, aplicar e interpretar escalas, questionários e testes funcionais.8 Nesse sentido, serão discutidas as diferentes proposições sobre avaliação cinético-funcional e avaliação da funcionalidade. RECURSOS AVALIATIVOS TRAUMATO-ORTOPÉDICOS E ASSOCIAÇÃO DE INSTRUMENTOS COM A CIF Os instrumentos de avaliação traumato-ortopédica surgiram da necessidade de tornar as avaliações mais direcionadas e precisas no que diz respeito a relacionar, de forma quantitativa, os achados clínicos, além de auxiliar na avaliação clínica. Criados como formas de fichas padronizadas, alguns instrumentos de avaliação traumato-ortopédica servem para direcionar, posteriormente, o tratamento a ser seguido. O fisioterapeuta utiliza os instrumentos de avaliação para: • auxiliar na identificação de sinais ou de sintomas de uma ou mais condições de saúde (doenças, perturbações ou lesões); • observar deficiências; • identificar limitação de atividades ou restrição na participação; • facilitar o diagnóstico, o prognóstico e a tomada de decisão; • documentar as mudanças ocorridas no estado de saúde; • determinar o resultado da intervenção. RECURSOS AVALIATIVOS TRAUMATO-ORTOPÉDICOS E ASSOCIAÇÃO DE INSTRUMENTOS COM A CIF Dentre os instrumentos disponíveis na literatura, serão destacados alguns que se propõem a avaliar a funcionalidade (ou a função, talvez). Para a avaliação de problemas de coluna, destacam- se26–28 Oswestry Disability Index (ODI); Neck Disability Index (NDI); Roland–Morris Disability Questionnaire (RDQ). REABILITAÇÃO NAS FRATURAS PROXIMAIS DO FÊMUR INTRODUÇÃO As fraturas proximais do fêmur são frequentes na população idosa e, na maioria das vezes, são decorrentes de queda da própria altura. São consideradas um dos maiores problemas de saúde pública do mundo, com altas mortalidade e incapacidade funcional, levando a custos médico- hospitalares elevados e a problemas sócio-familiares. INTRODUÇÃO A queda é o mais significativo fator de risco para fraturas proximais do fêmur em idosos. As quedas normalmente ocorrem da posição ortostática e estão associadas à redução das reações de proteção, à reação de equilíbrio lenta e à diminuição da força global. Na população jovem, essas fraturas são menos frequentes — menos de 10% das fraturas proximais do fêmur ocorrem em sujeitos com menos de 50–60 anos de idade, e estão relacionadas com trauma de alto impacto, como acidentes de trânsito.12 TRATAMENTO ORTOPÉDICO DAS FRATURAS PROXIMAIS DO FÊMUR O tratamento preconizado para as fraturas da extremidade proximal do fêmur atualmente é, de preferência, o cirúrgico, com colocação de material de osteossíntese, por gerar estabilidade e um retorno funcional mais precoce. 01 Assim, o idoso não fica acamado por um longo período de tempo e agravando seu estado de saúde, o que poderia levá- lo a um declínio funcional grave e até à morte. 02 O tratamento não cirúrgico é em geral reservado para pacientes críticos, instáveis clinicamente para a cirurgia ou pacientes não deambuladores.16 03 TRATAMENTO ORTOPÉDICO DAS FRATURAS PROXIMAIS DO FÊMUR • Figura 1 — Topografia das fraturas proximais do fêmur. As fraturas podem ser classificadas em do colo femoral (A), transtrocantérica (B) e subtrocantérica (C) • Fonte: Arquivo de imagens dos autores. TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO Na elaboração do tratamento, o fisioterapeuta deve levar em consideração a idade, ou seja, se o paciente é jovem ou idoso, a demanda funcional previamente à fratura, as enfermidades associadas, a condição clínica e a cognição. O objetivo do tratamento fisioterapêutico é restaurar a mobilidade e permitir a marcha precoce e maior independência ao paciente.26 A mobilização precoce iniciada no primeiro dia de pós-operatório melhora os resultados funcionais, reduz as taxas de complicações clínicas e, consequentemente, promove a alta hospitalar mais rápida e a diminuição do índice de mortalidade.26 TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO Exercícios em cadeia cinética fechada (CCF) têm se mostrado superiores aos O protocolo de exercícios em CCF consistiu em: sentar e levantar de uma cadeira; subir um degrau com ambos os membros e descer (step up); fazer o step up lateral; colocar um MI sobre um bloco enquanto mantém o suporte de peso sobre o outro membro; alternar passadas em diferentes direções guiadas por marcas no chão. exercícios em cadeia cinética aberta (CCA). TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA DAS FRATURAS MALEOLARES DO TORNOZELO INTRODUÇÃO • Fraturas do tornozelo são lesões ortopédicas que apresentam alta prevalência em atividades que demandam maior desempenho, sejam desenvolvidas por atletas profissionais ou amadores. • São as mais comuns dentre todas as fraturas que acometem as articulações de carga do corpo humano, conhecidas também como fraturas maleolares porque acometem um ou mais de seus três maléolos (lateral, medial e posterior).1 MECANISMODE TRAUMA • O mecanismo rotacional de baixa energia é o mecanismo mais frequente das fraturas maleolares do tornozelo, principalmente durante eventos desportivos ou por queda da própria altura. • Entretanto, as fraturas/luxações do tornozelo e as fraturas expostas não são infrequentes e são resultados de traumas de alta energia, principalmente com o aumento dos acidentes envolvendo veículos motorizados. MECANISMO DE TRAUMA Segundo Laugen-Hansen,8–11 que desenvolveu uma classificação das fraturas do tornozelo baseada nos possíveis tipos de mecanismo de trauma, existem quatro tipos: supinação–rotação externa; pronação–rotação externa; supinação–adução; pronação–abdução. QUADRO CLÍNICO E EXAME CLÍNICO • A história do trauma, muitas vezes, sugere a presença e o padrão da fratura do tornozelo e deve ser cuidadosamente considerada. • O paciente refere, geralmente, dificuldade para apoiar o membro inferior acometido em razão do quadro doloroso. • Edema e hematoma estão presentes na maioria dos casos, e, dependendo da fratura, deformidades podem estar bem evidentes. TRATAMENTO TRATAMENTO NÃO OPERATÓRIO • Os pacientes com fratura unimaleolar lateral estável, isto é, sem acometimento do ligamento deltoide, são colocados para pisar à medida que a dor se torna tolerável. • Durante esse período, o membro deve ser protegido com uma órtese tipo robofoot para evitar movimentos rotacionais. • Na prática, funciona da seguinte forma: a dor impossibilita a carga durante uma a duas semanas. Após esse período, a carga parcial com muletas e robofoot é encorajada. TRATAMENTO • A carga total sem muletas é liberada geralmente entre a terceira e a quarta semana, e o paciente permanece com o robofoot até o final da sexta semana. • Nas fraturas unimaleolares mediais e posteriores, que são mais suscetíveis a desvio, a carga é evitada até a quarta semana. • A partir de então, a carga parcial é empregada durante uma semana, e, na semana subsequente, passa-se para carga total com robofoot. REABILITAÇÃO Ressalta-se a necessidade de o fisioterapeuta traumato- ortopédico ser o profissional indicado para manejar a reabilitação do cenário complexo que as fraturas do tornozelo englobam.5 Assim, o fisioterapeuta não deve perder o foco de seus principais objetivos ao tratar fraturas do tornozelo. Podem ser apontados como principais objetivos a serem alcançados na reabilitação: restaurar a amplitude de movimento articular; promover ganho de força muscular; otimizar o quadro sensório- motor; proporcionar função adequada (no entendimento dos autores deste artigo, função adequada seria fazer o paciente retornar ao nível pré-lesão ou muito próximo disso). FORTALECIMENTO MUSCULAR • Em casos de fraturas instáveis ou quadro doloroso intenso, recomenda-se iniciar programas de fortalecimento muscular pelos exercícios de contração isométrica. • Essa modalidade de exercício gera força e tensão de forma significativa no interior do músculo, apesar de não levar a um encurtamento do músculo e, consequentemente, ao movimento articular.16 FORTALECIMENTO MUSCULAR Figura 1 — Fortalecimento em cadeia cinética aberta. A) Extensores do tornozelo. B) Eversores do tornozelo. C)Inversores do tornozelo. D) Flexores do tornozelo. LEMBRAR • Os exercícios de fortalecimento da musculatura posterior em cadeia cinética aberta e fechada devem ser repetidos também com joelho em flexão a fim de inibir os músculos gastrocnêmios, acessando, assim, os músculos mais profundos desse compartimento. TREINO SENSÓRIO- MOTOR O treino sensório-motor deve começar ainda nas fases iniciais do programa de reabilitação. No primeiro momento, incentiva-se o contato do pé com o solo sem, no entanto, promover descarga de peso no membro lesionado (paciente em sedestação). Posteriormente, inicia-se o apoio bipeodal em solo estável com paciente em ortostatismo. Por fim, evolui-se para apoio unipodal. Em uma fase mais avançada, deve-se evoluir para treino em solo instável. Inicia-se novamente com apoio bipodal, evoluindo posteriormente para unipodal TREINO SENSÓRIO-MOTOR Figura 3 — A) Treino sensório-motor em solo estável, com apoio unipodal. B) Treino sensório-motor em solo instável, com apoio bipodal.C) Treino sensório- motor em solo instável, com apoio unipodal. . CASO CLÍNICO • Paciente V.C.S., 20 anos de idade, sexo masculino, atleta de handebol e estudante do curso de Medicina, procedente de São Paulo, apresenta-se no serviço de pronto atendimento com queixa de entorse de tornozelo há cerca de 1 hora. • História pregressa da moléstia atual (HPMA): o paciente refere que, há cerca de 1 hora, sofreu entorse do tornozelo em versão, sendo imobilizado pelo médico atendente. • O exame físico não apresenta alterações tróficas, edema na região de maléolo lateral e medial, equimose medial, dor à palpação em fíbula distal nem sindesmose distal. Entretanto, o paciente manifesta dor na goteira anteromedial, na região do ligamento deltoide e em maléolo medial. Não apresenta dor na interlinha articular, nos músculos fibulares nem na perna. O teste de estresse em valgo direito é positivo. • A Figura 4 ilustra a radiografia inicial do paciente. CASO CLÍNICO As Figuras 5A e B ilustram o procedimento cirúrgico realizado. CASO CLÍNICO As Figuras 6A–C ilustram as radiografias do paciente após a realização do tratamento cirúrgico. ATIVIDADES Qual é o diagnóstico do paciente do caso clínico? Qual foi o tratamento realizado no caso apresentado? Em quanto tempo é possível mobilizar a articulação do tornozelo e iniciar descarga de peso no membro acometido? RUPTURA DO MANGUITO ROTADOR — REABILITAÇÃO NO TRATAMENTO CONSERVADOR INTRODUÇÃO • Rupturas do manguito rotador são extremamente comuns na população em geral, e sua frequência tende a aumentar com a idade.1 • A exata prevalência é bastante variável pois a maioria dos estudos descrevendo essa informação avaliaram de forma distinta ou agruparam dados de prevalência de diferentes tendões do manguito. TIPOS DE RUPTURAS DE MANGUITO ROTADOR As rupturas de manguito rotador podem ser classificadas de várias formas diferentes, tanto em relação à identificação do tecido lesionado quanto para a severidade das rupturas, e ao menos 10 classificações diferentes já foram descritas.23 Rupturas completas rupturas parciais TOMADA DE DECISÃO CLÍNICA — TRATAMENTO CIRÚRGICO OU CONSERVADOR? As estratégias de tratamento para rupturas de manguito rotador devem ser elaboradas de forma individual, de acordo com uma variedade de fatores, que podem incluir: nível de atividade, grau de comprometimento da funcionalidade, expectativas do paciente, presença de comorbidades e, especialmente, a idade do indivíduo.30 Características anatômicas da ruptura, como severidade (parcial ou total), AVALIAÇÃO • A avaliação física de um paciente sendo tratado de forma conservadora deve começar com ADM ativa e passiva de elevação no plano da escápula, flexão, rotações medial e lateral tanto em adução quanto em abdução de 90º.35 A ADMpode ser avaliada com um goniômetro de plástico, inclinômetro digital ou com aplicativos de celular destinados a isso (Figura 3).36–38 Figura 3 — A) Mensuração da ADM de A, rotação lateral em abdução. B) Rotação medial em abdução. C) Rotação lateral em adução. D) Flexão. CLASSIFICAÇÃO DA DISCINESE ESCAPULAR CLASSIFICAÇÃO DA DISCINESE ESCAPULAR • Figura 4 — A e B) Teste de assistência escapular. Reabilitação Isso ocorre com exercícios em CCF em que o apoio do tronco sobre os membros exige a ativação de todo o manguito para a estabilidade articular, como, por exemplo, exercícios realizados na posição de quatro apoios.75 Exercícios para o manguito rotador devem contemplar a função primordial desse grupo muscular, que é a centralização da cabeça umeral na cavidade glenoide por meiodo recrutamento de todo o manguito rotador. Reabilitação Figura 6 — Push-up plus na parede. A e B) Indicação da posição inicial do exercício. Ce D) Indicação da posição final do exercício. igura 7 — Push-up plus de joelhos. Reabilitação Figura 8 — Serratus punch em supino. A) Indicação da posição inicial do exercício. B) Indicação da posição final do exercício. igura 9 — Deslizamento na parede. A) Indicação da posição inicial do exercício. B) Indicação da posição intermediária de elevação. Reabilitação Figura 10 — Extensão em prono. Figura 11 — Rotação externa em decúbito lateral. A) Indicação da posição inicial do exercício. B) Indicação da posição final do exercício. Reabilitação Figura 12 — Flexão em decúbito lateral. Figura 13 — A) Abdução horizontal com rotação externa em prono. B)Exercício em Y. REABILITAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NAS FRATURAS DE METACARPOS E FALANGES INTRODUÇÃO • As fraturas da mão são extremamente comuns, ocorrendo com maior incidência em adolescentes e adultos jovens. • São subdiagnosticadas e/ou desvalorizadas e podem apresentar limitação funcional importante, quando tratadas inadequadamente. INTRODUÇÃO Os principais objetivos da reabilitação das fraturas são1–3 redução e controle do edema; redução e controle da dor; cuidados cicatriciais; manutenção e ganho de amplitude de movimento (ADM); ganho de força; retorno da função (principalmente). INTRODUÇÃO As fraturas articulares apresentam maior edema e rigidez, principalmente as fraturas da articulação interfalangiana proximal (IFP). 1 A presença do edema mantém a articulação metacarpofalangiana (MF) em extensão, posição de maior capacidade capsular. 2 Na articulação IF proximal, a capacidade articular não varia; entretanto, o edema limita a expansibilidade da pele e, consequentemente, a flexão.4 3 CARACTERÍSTICAS DAS FRATURAS DE METACARPOS E FALANGES • As fraturas de metacarpos e falanges são as mais comuns do membro superior. • Ocorrem, em sua maioria, na faixa etária dos 11 aos 45 anos e, como consequência, podem levar tanto a uma perda de dias produtivos como a uma limitação funcional duradoura se não tratadas adequadamente.8–10 Figura 1 — Tipos de fraturas. A) Fratura articular parcial da base do primeiro metacarpo com subluxação da articulação trapézio-metacárpica (TM) — fratura de Bennett. B) Fratura extra-articular com traço transverso da base do primeiro metacarpo. CARACTERÍSTICAS DAS FRATURAS DE METACARPOS E FALANGES • Algumas fraturas mais específicas, como a da base do primeiro metacarpo, apresentam epônimos e uma classificação própria (Figuras 2A–E). AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA DAS FRATURAS DE METACARPOS E FALANGES • AVALIAÇÃO DO EDEMA Figura 4 — Perimetria dos dedos. A) Mensuração na falange proximal. B) Mensuração na falange distal. AMPLITUDE DE MOVIMENTO • Com o uso de um pequeno goniômetro, a ADM ativa e passiva das articulações acometidas e adjacentes ao trauma é medida em graus (Figuras 5A–C).16–18 Figura 5 — Avaliação da ADM articular com a utilização do goniômetro. A) Articulação metacarpofalangiana (MF). B) Articulação interfalangiana proximal (IFP). C) Articulação interfalangiana distal (IFD). FORÇA DE PREENSÃO E PINÇA Para medir a força de preensão, o paciente deve estar sentado confortavelmente, com o braço ao longo do tronco e o cotovelo em flexão de 90º16–18 (Figura 6). Figura 6 — Posição para mensuração da força de preensão com o dinamômetro Jamar. FORÇA DE PREENSÃO E PINÇA • ra a medição da força da pinça, existem três principais posições (Figuras 7A–C), a saber:16–18 • pinça polpa a polpa; • pinça trípode; • pinça lateral. REABILITAÇÃO Cada opção possui vantagens e desvantagens, não existindo consenso sobre o melhor tratamento único. Um plano individual após a avaliação da fratura, apesar de ser um desafio, deve ser traçado, buscando:27 o retorno funcional; a ADM normal; a preensão da mão livre de dor. REABILITAÇÃO • O principal objetivo da imobilização é favorecer o processo de reparação dos tecidos por meio de forças de contenção externa ao local da fratura, proporcionando repouso e imobilização necessária. • O gesso circular tradicional, as talas gessadas (Figura 13A) ou as órteses de termoplástico (Figura 13B) fazem esse papel. • As órteses de termoplástico são mais leves, confortáveis e também são usadas para o repouso articular após os exercícios e à noite.16 REABILITAÇÃO Figura 13 — Tipos de imobilização. A) Tala gessada. B) Órtese de termoplástico. C) Órtese em impressora 3D. REABILITAÇÃO • Após o período de imobilização, o paciente é encaminhado para fisioterapia. O edema no dorso da mão, característica da fratura de metacarpos, deve ser contido com drenagens, elevação do membro afetado e utilização de ataduras autoelásticas, como o CobanTM (Figuras 14A–C).3,29 • Figura 14 — Controle de edema no dorso da mão. A) Edema inicial. B) Utilização de CobanTM. C)Edema final. REABILITAÇÃO • Exercícios ativos para todas as articulações não imobilizadas devem ser estimulados para evitar a instalação de rigidez por desuso.17 Figura 16 — Exercícios. A) Intrinsic minus. B) Intrinsic plus. REABILITAÇÃO • Os exercícios de deslizamento diferencial tendinoso dos tendões flexores superficiais e profundos são realizados em três posições: flexão em gancho, flexão com extensão das IFDs e flexão total dos dedos, com retorno para a extensão completa e a repetição dos movimentos (Figuras 17A–D).17 Figura 17 — Exercícios de deslizamento diferencial tendinoso. A)Extensão total dos dedos. B) Gancho. C) Flexão com IFDs em extensão. D) Flexão total. REABILITAÇÃO • Exercícios agressivos ou exercícios de resistência antes do período adequado podem levar a aumento de edema, dor, rigidez articular e até perda da redução da fratura.17 Figura 19 — Dispositivos para trabalho de força. A) Hand helper: posição inicial. B) Hand helper: preensão final. C) Massa. REABILITAÇÃO O uso de atadura autoelástica (CobanTM) e drenagens manuais são uma boa opção para o controle do edema dos dedos17(Figura 22). Figura 22 — Controle de edema com utilização de CobanTM. REABILITAÇÃO Exercícios ativos são iniciados para todos os dedos, como sempre, de acordo com a estabilidade da fratura, enfatizando o movimento isolado de IFP e IFD e não deixando de fora a flexão total dos dedos, entre a 3ª e 4ª semanas, nos tratamentos mais conservadores e logo após o pós-operatório nos casos de fixação interna, mais estável (Figuras 23A e B).17 Figura 23 — Movimento isolado. A) Flexão isolada da IFP. B) Flexão isolada da IFD. REABILITAÇÃO Para o ganho de força, os mesmos dispositivos citados anteriormente, como hand helper, digiflex, massa terapêutica, pinça e pinos, geralmente devem ser iniciados em 6 a 8 semanas após a lesão3,17(como visto nas Figuras 19A–C e, a seguir, nas Figuras 26A e B). Figura 26 — Dispositivo para trabalho de força de pinça. A) Pegador com resistência leve. B) Pegador com resistência média. REABILITAÇÃO DAS FRATURAS DE JOELHO: CONSTRUÇÃO DO RACIOCÍNIO FISIOTERAPÊUTICO BASEADO EM CONHECIMENTO CLÍNICO E EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS INTRODUÇÃO As fraturas ao redor da articulação do joelho acontecem em duas faixas etárias distintas: em jovens, devido a traumas de alta energia, sobretudo acidentes de trânsito, e em idosos com osso osteoporótico, em decorrência de quedas da própria altura. Frequentemente, essas fraturas levam a uma diminuição da capacidade física, muitas vezes relacionada a restrição da amplitude de movimento (ADM) do joelho e dor, com consequente impacto na qualidade de vida do paciente. CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DAS FRATURAS DE JOELHO As fraturas que envolvem a articulação do joelho podem estar localizadas: na região distal do fêmur; na patela; no planalto tibial.FRATURAS DISTAIS DO FÊMUR Fraturas distais do fêmur em idosos com ossos osteoporóticos são ocasionadas por traumas de baixa energia e levam a fraturas de traço simples helicoidais ou oblíquas (Figura 1). FIGURA 1: Imagem radiológica de fratura distal do fêmur, traço espiral, em paciente de 68 anos de idade. FRATURAS DISTAIS DO FÊMUR Em contraste, nos jovens vítimas de acidentes de alta energia, as fraturas podem ser multifragmentadas, com graves lesões de partes moles (Figura 2). FIGURA 2: Imagem radiológica de fratura multifragmentar do fêmur distal em paciente com 36 anos de idade. FRATURAS DISTAIS DO FÊMUR FIGURA 3: A e B) Angiotomografia computadorizada tridimensional mostrando a deformidade típica de um paciente com fratura distal do fêmur. FRATURAS DA PATELA A patela serve como o fulcro do mecanismo extensor com dois braços de alavanca: o tendão quadriciptal e o tendão patelar. Isso fornece uma vantagem mecânica, principalmente nos últimos 15º de extensão. A fratura da patela pode ocorrer por trauma direto ou indireto. Trauma contra painel de carro e quedas são as causas mais comuns. Metade das fraturas não é desviada, permanecendo intacto o mecanismo extensor. FRATURAS DA PATELA O mecanismo de lesão e o tipo de força determinam o padrão de fratura. Uma força direta na frente do joelho faz a patela falhar na compressão e resulta em um padrão multifragmentar, com dano condral significativo. Já quando a falha ocorre na tensão, o tipo de fratura é transversa ou uma avulsão do polo inferior. A lesão frequentemente se estende através do retináculo e resulta em desvio da fratura e perda da extensão ativa do joelho. FRATURAS DA PATELA FIGURA 5: A–C) Classificação AO/OTA das fraturas da patela. // Fonte: Buckley e colaboradores (2020).1 FRATURAS DO PLANALTO TIBIAL As fraturas proximais da tíbia são ocasionadas por traumas de alta energia, de modo que as estruturas de partes moles em torno do joelho são frequentemente lesionadas. Em menor proporção, essas fraturas também podem ocorrer em idosos com baixa densidade óssea.2 FRATURAS DO PLANALTO TIBIAL A fratura do planalto lateral é a mais comum, e lesões dos meniscos, do ligamento colateral medial (LCM) ou do ligamento cruzando anterior (LCA) podem estar associadas. Já as fraturas do planalto medial estão associadas a lesões mais graves e a fraturas-luxações, podendo haver lesão da artéria poplítea e do nervo fibular. Por fim, as fraturas bicondilares frequentemente são acompanhadas de exposição óssea e síndrome compartimental.2 FRATURAS DO PLANALTO TIBIAL A classificação de Schatzker é a mais utilizada para as fraturas do planalto tibial (Figuras 6A–F). FIGURA 6: A–F) Classificação de Schatzker. // Fonte: Buckley e colaboradores (2020).1 LUXAÇÃO DO JOELHO Introduçao A luxação do joelho é definida como um desvio anormal entre a tíbia e o fêmur associado à lesão de dois ou mais ligamentos articulares.1 LUXAÇÃO DO JOELHO Introdução Em geral, as luxações de joelho resultam em lesões de ambos os cruzados, com lesão variada dos complexos ligamentares colaterais. Entretanto, é importante saber que nem todas a lesões multiligamentares consistem em luxações de joelho.4 CLASSIFICAÇÃO DAS LUXAÇÕES DE JOELHO DE ACORDO COM SCHENCK D: luxação de joelho (do inglês knee dislocation); LCA: ligamento cruzado anterior; LCP: ligamento cruzado posterior; CPL: complexo póstero-lateral; CPM: complexo póstero-medial. // Fonte: Adaptado de Ockuly e colaboradores (2020).4 PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO ORTOPÉDICO As fraturas de joelho representam grande morbidade, e o tratamento cirúrgico costuma ser a escolha. Os objetivos da cirurgia são: a reconstrução anatômica da superfície articular; o reparo dos tecidos moles lesionados; a restauração do eixo, da congruência e da estabilidade articular. LUXAÇÃO DO JOELHO A maioria dos pacientes que sofrem luxação do joelho necessitará de tratamento cirúrgico. Este dependerá das lesões de partes moles associadas, da condição neurovascular e da condição geral do paciente. As luxações fechadas são reduzidas e estabilizadas com imobilizador, o que permitirá a investigação subsequente com imagens para o planejamento da cirurgia definitiva. Em casos de lesões abertas (Figura 20), após lavagem exaustiva e debridamento da ferida, o joelho é reduzido e imobilizado com fixação externa transarticular. Luxação exposta do joelho TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO O tratamento fisioterapêutico das fraturas de joelho depende de diferentes fatores. Deve-se levar em consideração outras fraturas e traumas associados, o estado geral do paciente e a cirurgia realizada. Para direcionar o tratamento, o fisioterapeuta deve estar atento especificamente a: lesões de partes moles; cirurgias como enxerto de pele; retalhos miocutâneos; reparo de lesões tendíneas, nervosas e vasculares. TRATAMENTO PÓS- OPERATÓRIO Os exercícios de fortalecimento muscular e o treino de marcha não devem ser realizados enquanto o paciente não estiver clinicamente estável. Exercícios para ganho de força muscular e aeróbicos de MMSS (e até mesmo do tronco) devem ser empregados. Além de serem fundamentais para as transferências e o uso de dispositivos auxiliares de marcha, esses exercícios proporcionam, ao paciente, os benefícios que a atividade física fornece sistemicamente. Portanto, ao prescrever intensidade, carga e estilo dos exercícios, deve-se levar em consideração esses objetivos e a condição clínica do paciente. TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO O maior enfoque do tratamento de fraturas ao redor do joelho é a recuperação da ADM, que deve ser iniciada logo no primeiro dia após a cirurgia. É comum que os pacientes apresentem medo de movimentar e cinesiofobia após o trauma. Assim, a automobilização (Figura 22B) pode ser uma boa estratégia para que o paciente tenha confiança de que vai movimentar o membro dentro da sua tolerância álgica, além de melhorar a autoeficácia para os exercícios domiciliares após a alta hospitalar. urgia. TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO FIGURA 22: A) Exercício passivo para ganho de ADM de flexão do joelho na posição sentada. B) Exercício autopassivo para ganho de ADM de flexão do joelho direito. Com o auxílio do membro contralateral, o paciente é instruído a fletir e estender o joelho operado dentro do limite álgico. TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO FIGURA 23: A–D) Exemplos de exercícios de alongamento sustentado para ganho de ADM de extensão e flexão do joelho. TRATAMENTO PÓS- OPERATÓRIO FIGURA 24: Exemplo de mobilização com movimento para ganho de ADM de flexão do joelho. O fisioterapeuta realiza a posteriorização da tíbia enquanto o paciente flexiona o joelho auxiliado por uma faixa. TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO FORTALECIMENTO MUSCULAR Tem sido sugerido que o déficit de extensão do joelho pode estar associado a uma inibição artrogênica do quadríceps. Exercícios isométricos em diferentes posições (Figuras 26A e B), associados ou não à eletroestimulação neuromuscular, são sugeridos. O treino de marcha posterior (retrógrada) também tem sido descrito como recurso que melhora a força do quadríceps, a dor e o padrão de marcha em diferentes condições.25 FORTALECIMENTO MUSCULAR FIGURA 26: A) Exercício isométrico de extensores de joelho em decúbito ventral associado à estimulação elétrica neuromuscular. B) Exercício isométrico de extensores de joelho em cadeia cinética fechada (CCF). CASO CLÍNICO Paciente com 22 anos de idade, vítima de acidente de moto versus carro, sofrendo fratura-luxação exposta do joelho direito (AO33A2.3) e fraturas da face. Um dia após o trauma, foi submetido à cirurgia de fixação externa transarticular. Cinco dias após o trauma, foi feito debridamento da ferida e lavagem do joelho no centro cirúrgico, evoluindo com boa cicatrização. Dezoito dias após o trauma, foi feita a cirurgia definitiva dafratura, com osteossíntese com placa LISS. Hoje, está no primeiro dia de pós-operatório e aguarda o início do tratamento fisioterapêutico. ATIVIDADES • Com relação ao caso descrito, quais são o osso, a região óssea e o tipo de traço da fratura? • Descreva as principais condutas fisioterapêuticas para o primeiro dia de pós-operatório do paciente do caso clínico. 5 V 03 CONCLUSÃO Neste módulo , foi apresentada a atuação fisioterapêutica como essencial em todas as etapas da reabilitação do paciente que sofre fratura /traumas. Na maioria das vezes, há a indicação de cirurgia, e o fisioterapeuta tem que atuar já no pós- operatório imediato e no pré-operatório, se possível. Para um tratamento mais efetivo, o fisioterapeuta deve ter conhecimento da anatomia da fratura e do procedimento cirúrgico. Além disso, ao estruturar um programa de exercícios, deve analisar como a carga imposta pelo exercício vai aumentar o estresse sobre o osso fraturado e os tecidos moles lesionados, seja pela fratura em si ou pela via de acesso cirúrgica. Até à próxima! Obrigado Slide 1: Atenção Fisioterapêutica em Traumas Musculoesqueléticos Slide 2: Fisioterapia em Traumato-ortopedia e Desportiva Slide 3: AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE NA FISIOTERAPIA TRAUMATO-ORTOPÉDICA E ASSOCIAÇÃO DOS INSTRUMENTOS ATUAIS COM A CIF Slide 4: AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE NA FISIOTERAPIA TRAUMATO-ORTOPÉDICA E ASSOCIAÇÃO DOS INSTRUMENTOS ATUAIS COM A CIF Slide 5: CIF Slide 6: CIF Slide 7: A CIF consiste em duas partes: Slide 8: AVALIAÇÃO CINÉTICO-FUNCIONAL NA FISIOTERAPIA TRAUMATO-ORTOPÉDICA Slide 9: RECURSOS AVALIATIVOS TRAUMATO-ORTOPÉDICOS E ASSOCIAÇÃO DE INSTRUMENTOS COM A CIF Slide 10: O fisioterapeuta utiliza os instrumentos de avaliação para: Slide 11: RECURSOS AVALIATIVOS TRAUMATO-ORTOPÉDICOS E ASSOCIAÇÃO DE INSTRUMENTOS COM A CIF Slide 12: REABILITAÇÃO NAS FRATURAS PROXIMAIS DO FÊMUR Slide 13: INTRODUÇÃO Slide 14: TRATAMENTO ORTOPÉDICO DAS FRATURAS PROXIMAIS DO FÊMUR Slide 15: TRATAMENTO ORTOPÉDICO DAS FRATURAS PROXIMAIS DO FÊMUR Slide 16: TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO Slide 17: TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO Slide 18: TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO Slide 19: TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO Slide 20: ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA DAS FRATURAS MALEOLARES DO TORNOZELO Slide 21: MECANISMO DE TRAUMA Slide 22: MECANISMO DE TRAUMA Slide 23: QUADRO CLÍNICO E EXAME CLÍNICO Slide 24: TRATAMENTO Slide 25: TRATAMENTO Slide 26: REABILITAÇÃO Slide 27: FORTALECIMENTO MUSCULAR Slide 28: FORTALECIMENTO MUSCULAR Slide 29: LEMBRAR Slide 30: TREINO SENSÓRIO-MOTOR Slide 31: TREINO SENSÓRIO-MOTOR Slide 32: CASO CLÍNICO Slide 33: CASO CLÍNICO Slide 34: CASO CLÍNICO Slide 35: ATIVIDADES Slide 36: RUPTURA DO MANGUITO ROTADOR — REABILITAÇÃO NO TRATAMENTO CONSERVADOR Slide 37: TIPOS DE RUPTURAS DE MANGUITO ROTADOR Slide 38: TOMADA DE DECISÃO CLÍNICA — TRATAMENTO CIRÚRGICO OU CONSERVADOR? Slide 39: AVALIAÇÃO Slide 40: CLASSIFICAÇÃO DA DISCINESE ESCAPULAR Slide 41: CLASSIFICAÇÃO DA DISCINESE ESCAPULAR Slide 42: Reabilitação Slide 43: Reabilitação Slide 44: Reabilitação Slide 45: Reabilitação Slide 46: Reabilitação Slide 47: REABILITAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NAS FRATURAS DE METACARPOS E FALANGES Slide 48: INTRODUÇÃO Slide 49: INTRODUÇÃO Slide 50: CARACTERÍSTICAS DAS FRATURAS DE METACARPOS E FALANGES Slide 51: CARACTERÍSTICAS DAS FRATURAS DE METACARPOS E FALANGES Slide 52: AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA DAS FRATURAS DE METACARPOS E FALANGES Slide 53: AMPLITUDE DE MOVIMENTO Slide 54: FORÇA DE PREENSÃO E PINÇA Slide 55: FORÇA DE PREENSÃO E PINÇA Slide 56: REABILITAÇÃO Slide 57: REABILITAÇÃO Slide 58: REABILITAÇÃO Slide 59: REABILITAÇÃO Slide 60: REABILITAÇÃO Slide 61: REABILITAÇÃO Slide 62: REABILITAÇÃO Slide 63: REABILITAÇÃO Slide 64: REABILITAÇÃO Slide 65: REABILITAÇÃO Slide 66: REABILITAÇÃO DAS FRATURAS DE JOELHO: CONSTRUÇÃO DO RACIOCÍNIO FISIOTERAPÊUTICO BASEADO EM CONHECIMENTO CLÍNICO E EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS Slide 67: CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DAS FRATURAS DE JOELHO Slide 68: FRATURAS DISTAIS DO FÊMUR Slide 69: FRATURAS DISTAIS DO FÊMUR Slide 70: FRATURAS DISTAIS DO FÊMUR Slide 71: FRATURAS DA PATELA Slide 72: FRATURAS DA PATELA Slide 73: FRATURAS DA PATELA Slide 74: FRATURAS DO PLANALTO TIBIAL Slide 75: FRATURAS DO PLANALTO TIBIAL Slide 76: FRATURAS DO PLANALTO TIBIAL Slide 77: LUXAÇÃO DO JOELHO Slide 78: LUXAÇÃO DO JOELHO Slide 79: CLASSIFICAÇÃO DAS LUXAÇÕES DE JOELHO DE ACORDO COM SCHENCK Slide 80: PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO ORTOPÉDICO Slide 81: LUXAÇÃO DO JOELHO Slide 82: Luxação exposta do joelho Slide 83: TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO Slide 84: TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO Slide 85: TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO Slide 86: TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO Slide 87: TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO Slide 88: TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO Slide 89: TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO Slide 90: FORTALECIMENTO MUSCULAR Slide 91: FORTALECIMENTO MUSCULAR Slide 92: CASO CLÍNICO Slide 93: ATIVIDADES Slide 94: CONCLUSÃO Slide 95: Até à próxima!