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AULA 1 GESTÃO PÚBLICA PARTICIPATIVA Profª Juliana Bertholdi 2 TEMA 1 – CONCEITOS INTRODUTÓRIOS Este material busca discutir de que forma o Estado, dentro de suas funções e nas diferentes concepções acerca de seu papel no mundo contemporâneo, pode promover uma gestão pública de excelência, visando contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão. Também vamos estudar como tais políticas podem ser adotadas enquanto políticas de governança. Ademais, pretende-se apresentar as mais recentes formas de gestão participativa através de uma gestão pública ética, transparente e descentralizada. Nesse sentido, destaca-se que a Constituição da República Federal de 1988 dispõe sobre a descentralização e a participação como princípios fundamentais do processo de democratização da gestão pública brasileira para os três poderes constituídos (federal, estadual e municipal), assegurando, desse modo, a gestão participativa na Administração Pública. Com o advento de Carta Magna de 1988, foram criados no Brasil novos institutos e postulados de inserção democráticos com a finalidade de garantia os direitos dos cidadãos de participar nas tomadas de decisão do governo. A descentralização possibilitou a criação de mecanismo de participação popular, como orçamento participativo, Fóruns, Conselhos, entre outros. No entanto, a participação da população ainda é bastante limitada, pois são poucas as pessoas que participam desses eventos (Costa; Camelo, 2000). Notadamente, a participação das camadas populares na esfera da Administração Pública envolve compartilhamento de decisão e de poder. Cumpre informar que em um Estado marcado pelo autoritarismo, haverá conflitos e interesses antagônicos entre a sociedade e os detentores de poder. Assim, entendendo que o poder público está presente na vida de todos os cidadãos, a eles cumpre não apenas exercer seu múnus democrático por meio de seu direito ao voto, mas também participar efetivamente da vida pública, acompanhando e interferindo na gestão da administração estatal. É nesse contexto que a democracia se consolida como um regime democrático de direito. De forma bastante introdutória, a esta participação popular e integral na gestão, que envolve todos os stakeholders (sociedade, funcionários, clientes, fornecedores, acionistas e demais grupos de interesse), chamamos de gestão participativa. 3 Assim, entendendo que os conceitos estruturais da Administração Pública impactam diretamente na forma como o cidadão enxergará os espaços que lhe possibilitam integrar a gestão pública participativa, imperioso que se revisitem tais conceitos. TEMA 2 – FORMAÇÃO DO ESTADO E DO GOVERNO Por conceito, Estado é uma entidade organizada política, social e juridicamente, ocupando um território definido, em que a lei máxima usualmente é uma constituição escrita, dirigida por um governo de soberania reconhecida, tanto interna como externamente. O estabelecimento da noção de Estado e a determinação de suas detidas configurações em muito importa ao estudo acerca da Administração pública. Conforme Di Pietro (2010, p. 50), a Administração Pública é a própria função administrativa de responsabilidade, predominantemente, do Poder Executivo, cujos objetivos e limitações serão determinados pela constituição do Estado que se trata. Carvalho Filho (2010, p. 4-5) admite classificação da função administrativa, na Administração Pública, em três critérios (subjetivo, objetivo material e objetivo formal). Ele defende que tecnicamente essa função “é aquela exercida pelo Estado ou por seus delegados, subjacentemente à ordem constitucional ou legal, sob regime de direito público, com vistas a alcançar os fins colimados pela ordem jurídica”. 2.1 Momentos históricos e a evolução das dinâmicas estatais Como já afirmado, a evolução da Administração Pública e do Direito Administrativo em si confundem-se com a própria noção e evolução conceitual de Estado, razão pela qual deve-se apontar de plano, para fins didáticos, três momentos históricos principais: Estado Liberal de Direito: nos primórdios do Direito Administrativo e das concepções da Administração Pública, o Estado era entendido como inimigo do povo, o que é de todo compreensível ante a proximidade histórica com o absolutismo. Assim, o Estado assumia um papel marcantemente abstencionista na ordem social e econômica, supervalorizando a livre-iniciativa e incentivando as liberdades em sua 4 plenitude. Inobstante, a evolução do Estado demonstrou a necessidade de o Poder Público intervir nas relações sociais e econômicas, impondo normas de ordem pública com o intuito de afastar desigualdades sociais e atuar em benefício do interesse público. Estado Social de Direito: com o surgimento do Estado Social de Direito (Welfare State), notadamente após a II Guerra Mundial, é reforçada a necessidade da intervenção estatal na economia e nas relações sociais, com o intuito de minorar todos os efeitos deletérios da guerra. Inobstante, não se olvidando as importantes conquistas do Estado Social, tal modelo acabou por hipertrofiar o aparato estatal, tornado incapaz de atender satisfatoriamente todas as demandas a que se propunha. Estado Democrático de Direito: a necessidade de desburocratização da Administração Pública, somada à de torná-la mais ágil e eficiente, levou a uma devolução de atividades econômicas e à delegação de serviços públicos à iniciativa privada. Como se demonstrará, atualmente o Brasil é Estado Democrático de Direito. 2.2 Formas de Estado O Estado pode adquirir diversas formas, com composições próprias que impactam diretamente na gestão pública e consequentemente na forma como uma possível gestão participativa se viabilizaria. Assim, é fundamental uma breve incursão em tais formas, atentando-se especialmente à federação, adotada pelo Brasil com a Constituição Federal de 1988. Vejamos: Unitário ou Simples: prevalece uma centralização tanto política quanto administrativa. Isso é possível por meio da instituição de três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – independentes, porém únicos para toda a extensão territorial de determinado Estado. Confederação: situação em que os Estados, por meio de acordos e tratados, passam a adotar uma constituição mínima comum, sem que, no entanto, abram mão de sua soberania. Mantém-se assim sua total autonomia para gestão e regulamentação interna, cumprindo a confederação cuidar de temas como defesa, relações exteriores e comércio internacional. 5 Federativo: no Estado federativo, os entes regionais, estados e municípios detêm autonomias que lhes são próprias, não podendo suas competências administrativas, legislativas e políticas serem retiradas por um ato arbitrário e unilateral do poder central, como no Estado Unitário. Tais determinações se dão por delegação de uma Constituição Nacional, que passa a determinar as competências de cada um dos entes federativos. Como se verá adiante, esta é a forma adotada pelo Estado Brasileiro. 2.3 Poderes do Estado e sua divisão A ideia da divisão de podres remonta ao sistema de freios e contrapesos (checks and balances system). Foi sugerida inicialmente por Aristóteles, refinada por John Locke e Rousseau e derradeiramente definida e vulgada por Montesquieu, sendo efetivamente positivada nas Constituições das ex-colônias inglesas na América (Santos, 2018, p. 22). Entendendo o Estado como constitucional, como é o caso do Estado brasileiro, assenta-se em conceito de unidade, uma vez que o poder estatal é uno e indivisível, havendo órgãos estatais cujos agentes políticos têm a missão de exercer atos de soberania. Nesta toada, a Constituição Federal de 1988 atribuiu as funções estatais de soberania aos três tradicionais poderes do Estado: Legislativo, Executivo e Judiciário,garantindo-lhes autonomia e independência dentro de uma visão harmônica. Nesse sentido, para a administração pública, a independência dos poderes significa: Que a investidura e permanência das pessoas num órgão do governo não dependem da confiança nem da vontade dos outros; Que no exercício das atribuições que lhes sejam próprias, não precisam os titulares consultar os outros nem necessitam de sua autorização; Que, na organização dos respectivos serviços, cada um é livre, observadas apenas as disposições constitucionais e legais; assim cabe ao Presidente da República prover e extinguir os cargos públicos da Administração federal, bem como exonerar ou demitir seus ocupantes, e é competência do Congresso Nacional ou dos Tribunais prover os cargos dos respectivos serviços administrativos, exonerar ou demitir seus ocupantes; às Câmaras do Congresso e aos Tribunais compete elaborar os respectivos regimentos internos, em que se consubstanciam as regras de seu funcionamento, sua 6 organização, direção e polícia, ao passo que ao Chefe do Executivo incumbe a organização da administração pública, estabelecendo seus regimentos e regulamentos. Agora, a independência e autonomia do Poder Judiciário se tornaram ainda mais pronunciadas, pois passou para a sua competência também a nomeação de juízes, além de outras providências referentes à sua estrutura e funcionamento, inclusive em matéria orçamentária. A independência dos poderes impacta e transparece também em sua gestão, que se dá, igualmente, de forma independente. Assim, em outras aulas, cada ente receberá anotações e comentários próprios. TEMA 3 – A FORMAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO Impende esclarecer desde o princípio que o Estado brasileiro assumiu a forma federativa, sendo fundamental entender como o constituinte brasileiro amoldou às nossas necessidades os traços comuns do Estado Federal, a partir do estudo dos seus elementos integrantes: União: a união é fruto da junção dos Estados entre si, constituindo, no Estado brasileiro, a união indissolúvel através da qual age a Federação. No plano legislativo, a União edita tanto as leis nacionais – que alcançam todos os habitantes do território nacional e outras esferas da Federação – como as leis federais – que incidem sobre os jurisdicionados da União, como os servidores público federais e a aparelhagem administrativa da União. Para efeitos administrativos e visando o desenvolvimento de regiões e a redução das desigualdades regionais, o art. 43 da CF/88 faculta a criação de regiões. Estados Membros: tem governo próprio, desempenhando as funções dos três poderes estatais – executivo, legislativo e judiciário. Assim como ocorre com a União, lhe são adjudicados bens próprios. São dotados de poder constituinte próprio, auto-organização e capacidade de exercer processo legislativo próprio. Apresentam, assim, características próprias que impactam na forma que enxergamos a possibilidade de gestão pública participativa em relação à União, como se demonstrará futuramente. Natureza semelhante possui o Distrito Federal, que assume ainda as características e prerrogativas dos municípios. 7 Municípios: muitos sustentam que, a partir da Constituição de 1988, os municípios passaram a gozar do status de integrantes da Federação, uma vez que agora, além de autonomia, com Executivo e Legislativo próprios, contam também com poder de auto-organização, por meio da lei orgânica (art. 29, CF/88). TEMA 4 – RELAÇÃO ENTRE ESTADO, SOCIEDADE E GOVERNO A análise latu sensu acerca da relação entre Estado, sociedade e governo é fundamental para que se entenda não apenas a dinâmica de tais relações, mas também como elas impactam na gestão pública. A estrutura gramsciana se refere ao conjunto das forças sociais e do mundo da produção (organizações econômicas), formada por estrutura e superestrutura. A superestrutura é a ideologia formada pela hegemonia de uma classe dominante, composta pela sociedade civil e política. A sociedade civil tem como papel estabelecer as direções moral e cultural, isso é, o consenso entre as pessoas, ao passo que a sociedade política é composta pelo próprio aparelho estatal, pelos partidos políticos e por suas relações recíprocas – ou seja, quem estabelece uma coerção habitual pelo uso das leis ou, em casos excepcionais, pelo uso da força. Nessa organização, há de se mencionar ainda os intelectuais, responsáveis por fazer a ligação entre estrutura e superestrutura e gerar conhecimento e informações que possibilitem a formação da opinião pública. A opinião pública, segundo as teorias gramscianas, é responsável por fazer a ligação entre as sociedades civil e política, regulando as relações entre estas partes. Destaca-se, no entanto, que devemos prestar atenção ao caráter indispensável das atividades dos grupos de interesse e aos aspectos que constituem uma manifestação do livre pensamento e do direito de petição e assembleia – liberdades que caracterizam a democracia liberal por essência. Com base neste fundamento, podemos entender que as atividades de grupos de interesse exercem funções específicas no processo decisório de políticas; nesse sentido, a participação dos grupos de interesse na sociedade é inerente ao processo decisório em qualquer ato da gestão 8 TEMA 5 – ESTRUTURAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A administração pública é a execução minuciosa e sistemática do direito Público (Santos, 2018): Em sentido institucional, é o conjunto de órgãos instituídos para consecução dos objetivos do governo; Em sentido funcional, é o conjunto das funções necessárias aos serviços públicos em geral; Em sentido operacional, é o desempenho perene e sistemático, legal e técnico, dos serviços próprios do Estado, ou por ele assumidos em benefício da coletividade; Em visão global (Gulick, 1937, citado por Santos, 2018, p. 43), administração pública é a parte da ciência da Administração que se refere ao governo e que se ocupa, principalmente, do Poder Executivo, no qual se faz o trabalho do governo, embora haja problemas administrativos relacionados aos poderes Legislativo e Judiciário. Em sentido lato, administrar é gerir interesses segundo a lei, a moral e a finalidade dos bens entregues à guarda e à conservação alheias (Meirelles, 1985 citado por Santos, 2018, p. 43). Se os bens e interesses geridos são individuais, realiza-se administração particular; se são coletivos, realiza-se a administração pública. Neste escopo, a administração pública é a gestão dos bens e interesses qualificados da comunidade, agindo in concreto, segundo os preceitos do direito e da moral, visando ao bem comum. 5.1 Princípios estruturantes da Administração Pública O advento da Constituição Federal de 1988 trouxe nova conformação no que diz respeito ao tratamento do tema referente à Administração, assim determinando nova principiologia para o regime jurídico administrativo brasileiro Segundo Meirelles (2009, p. 12), a Administração Pública constitui a totalidade de serviços e entidades ligados ao Estado. Dessa feita, é o Estado atuando solidamente, com vistas a satisfazer o bem comum de indivíduos em uma coletividade sob seu domínio, nas esferas federal, estadual e municipal de 9 governo, podendo estas duas últimas esferas gozarem de maior ou menor autonomia político-administrativa. A expressão Administração Pública designa o conjunto das atividades diretamente destinadas à execução concreta das tarefas ou incumbências consideradas de interesse público ou comum, numa coletividade ou organização estatal. Assim, o Direito Administrativo é o conjunto harmônico de regramentos e princípios jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar o exercício da função administrativa do Estado, sempre com foco nos interessespúblicos. Como será mais detidamente abordado em matéria própria, o art. 37 da Constituição Federal Brasileira traz explicitamente os princípios que regem a Administração Pública brasileira, quais sejam: Legalidade; Impessoalidade; Moralidade; Publicidade; Eficiência. 5.1.1 Legalidade Princípio básico que surgiu há pouco mais de 200 anos com o estado democrático de direito. Enquanto para o cidadão tal princípio importa no fato de que ele pode fazer tudo que não está proibido pela lei, para o poder público significa restrição, pois o administrador público só pode fazer aquilo que está autorizado ou permitido em lei. 5.1.2 Impessoalidade Sinônimo de princípio da finalidade pública (Meirelles, 2009). Decorre do princípio da legalidade e determina que ao administrador público cabe uma atuação objetiva, visando apenas o atendimento de uma necessidade pública – senão, é praticado vício de desvio de finalidade. 5.1.3 Moralidade A primeira vez que uma Constituição brasileira falou deste princípio foi efetivamente em 1988. De forma bastante simples, a moralidade significa que não basta ser legal o ato realizado, ele tem que ser honesto. Moralidade administrativa não se refere a ética, mas sim à moralidade jurídica, institucional; em caso de imoralidade, pode-se sofrer sanções muito severas. Neste sentido, a própria 10 Constituição prevê as sanções. A forma mais contundente de se ferir a moralidade é praticar um ato de improbidade administrativa (consequências no art. 37, parágrafo 4º da CF). 5.1.4 Publicidade Já que a administração é pública, ela tem o dever de divulgar seus atos com total transparência. Pretende-se trazer, na publicidade, a noção de governança, já mencionada. São os veículos tradicionais: diário oficial, diário da justiça, voz do Brasil. Destaca-se, no entanto, o art. 5º, XXXIII, CF/88: se admite o sigilo para a segurança dos interesses da sociedade e do Estado. 5.1.5 Eficiência Visa a otimização dos resultados e a redução dos custos na gestão da Administração Pública. A eficiência não é apenas nos serviços públicos: este princípio se aplica a toda a administração pública, com vistas à melhor satisfação possível dos interesses da coletividade. Várias são as formas de gestão da eficiência. Mas, atenção: não se pode, em nome do resultado, passar por cima de outros princípios. No caso em concreto, todos os princípios devem ser harmonizados. Ainda, outros princípios também norteiam a administração, estando alguns deles explicitamente considerados na Lei n. 9.784/1999, que cuida do processo administrativo disciplinar: finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica e interesse público (art. 2º da mencionada lei). Do cotejo de tais princípios, resta nítido que à Administração Pública é permitido tão somente o que consta expressamente em lei – ao contrário das pessoas jurídicas comuns, União, entes federados e demais componentes da Administração Pública restam vinculados às autorizações legais. 5.2 Sistema descentralizado da Administração Pública O sistema constitucional brasileiro optou pelo modelo descentralizado de administração, ou seja, aquele que contempla a existência efetiva de diversas entidades e órgãos, com competências diferenciadas para a realização das atividades administrativas. 11 A doutrina especializada falará então de administração pública direta e indireta, não havendo um critério substantivo e unânime para se realizar tal diferenciação. 5.2.1 Administração Pública Direta A Administração direta da União é aquela regulada pela Lei n. 9.649/1998, a qual se ocupa, precipuamente, da organização da presidência da República e de Ministérios. 5.2.2 Administração Pública Indireta A Administração Pública Indireta, por sua vez, é integrada por autarquias, sociedades de economia mista, empresas públicas e fundações públicas. A partir dessas definições, resta claro que o critério aglutinador utilizado foi orgânico, ou seja, foram relacionadas como entidades da Administração Indireta todos os integrantes da Administração Pública que não compunham a Administração Pública Direta. Como veremos, independentemente da classificação, e cada uma a seu modo, as entidades que compõem a Administração Pública comportam programas que permitam a gestão pública participativa, que tem origem na íntima relação entre Estado, sociedade e governo. LEITURA OBRIGATÓRIA COSTA, L. de F. L. G.; CAMELO, G. L. P. Gestão pública participativa: aspectos de governabilidade e interação político-social. Holos, ano 26, v. 2, 2010. Disponível em: <http://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/view/327>. Acesso em: 19 nov. 2018. 12 REFERÊNCIAS ALEXANDRINO, M.; PAULO, V. Direito administrativo descomplicado. Rio de Janeiro: Método, 2012 ALEXY, R. Teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios Políticos y Constitucionales, 2002. BANDEIRA DE MELLO, C. A. Curso de direito administrativo. São Paulo: Malheiros, 2008. CARVALHO FILHO, J. dos S. Manual de direito administrativo. 23. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010. _____. Processo administrativo federal: Comentários à Lei nº 9.784, de 29/01/1999. 4. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. COSTA, L. de F. L. G.; CAMELO, G. L. P. Gestão pública participativa: aspectos de governabilidade e interação político-social. Holos, ano 26, v. 2, 2010. Disponível em: <http://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/view/327>. Acesso em: 19 nov. 2018. DI PIETRO, M. S. Z. Direito administrativo. São Paulo: Atlas, 2010. FIGUEIREDO, L. V. Curso de direito administrativo. 6. ed. São Paulo: Malheiros, 2003. MEIRELLES, H. L. Direito administrativo brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2009. SANTOS, C. S dos. Gestão pública participativa. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2018.