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LOPES, L.C.C.C.P Visita domiciliar: a dimensão psicológica do espaço habitado in. ANCONA-LOPEZ, S., 
Psicodiagnóstico interventivo: evolução de uma prática. São Paulo: Cortez, 2013. Cap. VIII. p. 112-128 
 
Fichamento: Visita Domiciliar (Leitura) Psicodiagnóstico 
 
 
 
Aluna: Lena Sil Profª e Orientadora: 
 
 
Nas literaturas encontramos várias referências sobre a visita familiar, em 
algumas esse recurso é utilizado apenas em casos no qual o paciente encontra-se em 
dificuldades de locomoção, hospitalização ou qualquer impedimento que ele não 
consiga comparecer ao ambiente psicoterápico. 
No campo da psicologia encontramos relatos e críticas sobre a prática dos 
psicoterapeutas irem visitar os seus pacientes, pois acreditava-se que as famílias 
podiam alterar seus comportamentos e mascarar informações importantes e por isso 
muitos psicoterapeutas se sentiam inseguros por acharem que estavam invadindo o 
espaço familiar e prejudicando o processo psicoterápico. Contudo alguns psicólogos 
da área de terapia familiar consideram o espaço residencial um elemento a mais na 
compreensão dessa dinâmica familiar, pois para eles a casa é o primeiro nicho de 
identidade. O autor, Ackerman (1986), sugere que o profissional deve estar atento às 
suas observações sem anotações no momento e tendo em mente um roteiro 
configurando assim uma visita semiestruturada. 
No texto a autora menciona algumas dúvidas em relação ao procedimento da 
base fenomenológica existencial, pois se questionava sobre a diferença da visita 
domiciliar e à entrevista familiar? Por que ir à casa do cliente, se poderíamos chamar 
a família toda para uma ou mais sessões? Mas na visita o objetivo é conhecer o 
ambiente que a criança está inserida, ou seja, não é só com quem ela vive e sim como 
vive. 
Após as entrevistas iniciais, de anamnese e as sessões com a criança, agenda- 
se as visitas escolar e domiciliar com os pais e com a criança e o agendamento é feito 
quando a maioria dos familiares estejam presente. A orientação é que se faça a 
observação de todos os familiares e dos ambientes da casa e o que mais chame a 
atenção dos psicoterapeutas. 
A autora traz alguns relatos de suas observações sem relatar os 
procedimentos, as análises e as conclusões dos psicodiagnósticos adotados, ela 
também acredita que a visita domiciliar pode ser uma possibilidade interventiva, as 
visitas são acordadas logo no início da anamnese, caso haja recusa essa recusa será 
explorada para que ela faça parte da compreensão global. A data é sempre posterior 
ao conhecimento da história da criança e o estabelecimento de vínculo com o cliente. 
Na visita não se pode perder o cunho profissional mesmo tendo um certo grau 
de “intimidade” e confiabilidade. O tempo de permanência não pode ser previsto com 
exatidão, depende da interação mútua de visitante e família, porém se estabelece um 
limite para a realização e o local de início da entrevista é decidido pelos pais para que 
conduzam o visitante nos espaços da casa, a observação e a compreensão servem 
de base para possíveis intervenções sendo essas na visita ou nas sessões devolutivas 
dependerá da compreensão do psicólogo. 
 
Crítica: É comum nos prepararmos para recebermos visitas, queremos agradar 
e sermos receptivos, porém um olhar atento saberá diferenciar um cenário planejado 
do que se é vivido no dia a dia? 
 
“O que está escrito na casa não há como apagar: faz parte daquilo que 
imprimimos, dia após dia, naquele lugar. Em última instância, a maneira pela qual 
recebo o outro em minha casa é a mesma que recebo dentro de mim”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brasília-DF 
2023

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