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FRENTE 1
n MÓDULO 13 – Primeiro Reinado
1. (UNIFESP) – “Sendo o clero a classe que em todas as convulsões
políticas sempre propende para o mal, entre nós tem sido o avesso; é o
clero quem mais tem trabalhado, e feito mais esforços em favor da
causa, e dado provas de quanto a aprecia.”
(Montezuma, Visconde de Jequitinhonha, 5/11/1823.)
O texto sugere que o clero brasileiro
a) defendeu a política autoritária de D. Pedro I.
b) aderiu com relutância à causa da recolonização.
c) preferiu a neutralidade para não desobedecer ao papa.
d) viu como um mal o processo de independência.
e) apoiou ativamente a causa da independência.
2. “A constituição estabelece ainda a igualdade perante a lei. O
catolicismo era declarado religião oficial e a Igreja Católica ficava
subordinada ao Estado. Nesse contexto, os padres e bispos passavam
a ser funcionários do governo, do qual recebiam salários.
Além do Legislativo e do Executivo, mais dois poderes foram
instituídos: o Judiciário (...) e o Poder Moderador, exercido pelo
soberano e auxiliado por um Conselho de Estado.” 
(Divalte Garcia Figueira. História.) 
O texto acima refere-se à Constituição Brasileira de
a) 1810. b) 1817. c) 1824.
d) 1891. e) 1937.
3. (FGV) – A revolta denominada Confederação do Equador, ocorrida
em Pernambuco, em 1824,
a) foi provocada pela dissolução da Assembleia Constituinte por D.
Pedro I e dirigida por grupos favoráveis à reincorporação do Brasil
ao Império Português.
b) foi uma reação à lei que extinguia o comércio de escravos e dirigida
por grandes proprietários rurais e grandes traficantes escravistas.
c) foi provocada pelas medidas centralizadoras de D. Pedro I e
constituiu um movimento separatista e republicano.
d) foi provocada pelo golpe da maioridade, que iniciou o Segundo
Reinado, e dirigida por setores republicanos, em aliança com os
militares positivistas.
e) foi provocada pela adoção do regime federalista, que previa elevado
grau de autonomia para as diversas províncias do Império Brasileiro.
4. “A propagação das ideias republicanas, antipor tuguesas e
federativas (...) ganhou ímpeto com a presença no Recife de Cipriano
Barata, vindo da Europa, onde representava a Bahia nas Cor tes. É
importante ressaltar (...) o papel da im prensa na veiculação de críticas
e propostas políticas (...). Os Andradas, que tinham passa do para a
oposição depois das medidas autori tárias de D. Pedro, lançaram seus
ataques através de O Tamoio; Cipriano Barata e Frei Caneca
combateram a monarquia centralizada, respectivamente na Sentinela
da Liberdade e no Tífis Pernambucano.”
(Boris Fausto, História do Brasil) 
A conjuntura exposta no texto acima refere-se à emergência da
a) Rebelião Praieira. b) Cabanagem.
c) Balaiada. d) Sabinada.
e) Confederação do Equador.
5. A Constituição Brasileira de 1824
a) foi elaborada e aprovada pela Assembleia Geral Constituinte e
estabeleceu a organização do Estado a partir da divisão em três
poderes: Legislativo, Judiciário e Moderador.
b) ficou conhecida como a Constituição da Mandioca, em razão da
adoção de um sistema censitário que definia pelo critério de renda
e bens aqueles que poderiam votar e ser votados nas eleições gerais.
c) foi elaborada pelo Conselho de Estado após a disso lução da
Constituinte e, além dos poderes Legis lativo, Executivo e Judiciário,
estabelecia o Poder Moderador, a ser exercido pelo monarca
brasileiro. 
d) foi elaborada pelo Conselho de Estado após a dis solução da
Constituinte e garantia forte autonomia às Províncias, apesar da
implementação do Poder Moderador, a ser exercido pelo monarca
brasileiro.
e) foi elaborada pela Assembleia Geral Constituinte e caracterizou-se
pela adoção dos princípios liberais, pela garantia da defesa dos
direitos fundamentais do homem e pela adoção dos princípios
federativos.
6. “Brasileiros do norte! Pedro de Alcântara, filho de d. João VI, rei de
Portugal, a quem vós por uma estúpida condescendência com os
brasileiros do sul aclamastes vosso imperador, quer descaradamente
escravizar-nos (...). Não queremos um imperador criminoso, sem fé
nem palavras; podemos passar sem ele! Viva a Con fe de ração do
Equador! Viva a constituição que nos deve reger! Viva o governo
supremo, que há de nascer de nós mesmos!”
(Proclamação de Manuel Paes de Andrade, 
presidente da Confederação do Equador, 1824.)
A proclamação de Manuel Paes de Andrade deve ser entendida
a) no contexto dos protestos desencadeados pelo fe cha mento da
Assembleia Constituinte e da outorga, por D. Pedro I, da Carta
Constitucional.
b) como um desabafo das lideranças da região norte do País, que não
foram consultadas sobre a acla ma ção de D. Pedro.
c) no âmbito das lutas regionais que se estabeleceram logo após a
partida de D. João VI para Portugal.
d) como resposta à tentativa de se estabelecer, após 1822, um regime
controlado pelas Câmaras Muni ci pais.
e) como reação à política adotada pelo Conselho de Estado, composto
em sua maioria por portugueses.
– 185
exercícios-tarefa
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7. Analise estas duas representações do chamado Grito do Ipiranga, 
de 7 de setembro de 1822:
A partir da análise dessas duas representações e considerando-se outros
conhecimentos sobre o assunto, é correto afirmar que, em ambas,
a) a disposição dos atores – coletivos e individuais –, bem como dos
aspectos que compõem o cenário, é diferenciada e expressa uma
visão particular sobre D. Pedro – na primeira, como o protagonista
central; na segunda, como líder de uma ação popular.
b) as mesmas concepções históricas e estéticas fundamentam e
explicam a participação dos mesmos grupos sociais e personagens
históricos – o príncipe, militares, mulheres, camponeses e crianças.
c) D. Pedro, embora seja o protagonista, se destaca de modo
diferente – na primeira, ele recebe o apoio de diversos grupos
sociais; na segunda, a participação das camadas populares é mais
restrita.
d) os artistas conseguem causar um mesmo efeito – descrever a
Indepêndencia do Brasil como um ato solene, grandioso, sem
participação popular e protagonizado por D. Pedro.
e) os dois quadros foram pintados na Academia Real de Belas Artes e
retratam fielmente os acontecimentos históricos, tendo em vista o
fato de não existir câmera fotográfica naquela época.
8. Após a independência, integramo-nos como exporta dores de pro -
dutos primários à divisão internacional do trabalho, estruturada ao
redor da Grã-Bretanha. O Brasil especializou-se na produção, com
braço escravo impor tado da África, de plantas tropicais para a Europa
e a América do Norte. Isso atrasou o desenvolvimento de nossa econo -
mia por pelo menos uns oitenta anos. Éra mos um país essencialmente
agrícola e tecnica mente atrasado por depender de produtores cativos.
Não se poderia confiar a trabalhadores forçados outros instru mentos
de produção que os mais toscos e baratos.
O atraso econômico forçou o Brasil a se voltar para fora. Era do exterior
que vinham os bens de consumo que fundamentavam um padrão de vida
“civilizado”, marca que distinguia as classes cultas e “natural mente”
dominantes do povaréu primitivo e miserável. (…) E de fora vinham
também os capitais que permitiam iniciar a construção de uma in -
fraestru tura de serviços urbanos, de energia, transportes e comuni -
cações.
(Paul Singer. “Evolução da economia e vinculação internacional”. 
In: I. Sachs; J. Willheim. P. S. Pinheiro (Orgs.). Brasil: 
um século de transformações. São Paulo: Cia. das Letras, 2001. p. 80.)
Levando em consideração as afirmações acima, rela ti vas à estrutura
econômica do Brasil por ocasião da inde pendência política (1822), é
correto afirmar que o País
a) se industrializou rapidamente devido ao desenvolvi mento alcançado
no Perído Colonial. 
b) extinguiu a produção colonial baseada na escravidão e fundamentou
a produção no trabalho livre.
c) se tornou dependente da economia europeia por realizar tardiamente
sua industrialização em relação a outros países.
d) se tornou dependente do capital estrangeiro, que foi introduzidono
País sem trazer ganhos para a infraestrutura de serviços urbanos.
e) teve sua industrialização estimulada pela Grã-Breta nha, que investiu
capitais em vários setores produtivos.
9. O reconhecimento da nossa independência política enfrentou sérias
dificuldades nas negociações entre Brasil e Portugal, as quais só
conseguiram ser sanadas com apoio da Inglaterra, que exigiu em troca
a) a revogação do decreto de D. João VI que permitira a instalação de
fábricas e manufaturas no País desde 1808.
b) a manutenção de tarifas alfandegárias preferenciais para os produtos
portugueses nos portos brasileiros.
c) a renovação dos tratados de 1810 e a promessa brasileira de
extinguir o tráfico negreiro no prazo de três anos.
d) a abolição imediata da escravidão africana no Império sem a devida
indenização à elite rural brasileira.
e) o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas como compensação
pelos interesses britânicos deixados na antiga colônia.
10.O navegador Dupperrey Lesson, que em 1822 estava em Santa
Catarina, assim descreveu a reação dos catarinenses à Independência
do Brasil: 
“... Cheios de confiança em seus propósitos, os partidários numerosos
da independência estavam inspirados com um entusiasmo (...) que seu
espírito ardente havia reprimido há longo tempo. No excesso da sua
alegria, eles haviam coberto de luzes as Vilas de Nossa Senhora do
Desterro, de Laguna e de São Francisco, onde percorrendo as ruas
entoavam canções em honra de D. Pedro ...”.
(DUPERREY, Louis Isidore. “Voyage autour du monde”. In: Ilha de Santa
Catarina, relatos de viajantes estrangeiros nos séculos XVIII e XIX.
Florianópolis: UFSC, 1984.)
Com base no texto e nos seus conhecimentos sobre o processo de
Independência do Brasil, assinale a alternativa correta.
a) A Declaração de Independência do Brasil, feita por D. Pedro I em
1822, foi aceita em Santa Catarina e em todas as demais províncias
brasileiras com grande júbilo. 
b) Segundo o visitante, houve nas ruas de algumas vilas de Santa
Catarina um conflito entre os partidários da Independência (que
eram muito numerosos) e os que eram contrários a ela.
c) De acordo com o autor, os catarinenses de algumas vilas cometeram
tamanhos excessos que tiveram de ser reprimidos pelas tropas
portuguesas.
186 –
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d) Ao contrário do que o autor presenciou em Santa Catarina, em
outras províncias, como a da Bahia, Pará e Cisplatina, ocorreram
reações desfavoráveis ao ato de D. Pedro.
e) Não obstante as reações de alguns portugueses que temiam o fim
dos seus privilégios, o governo de Lisboa, forçado pela França,
aceitou de pronto o rompimento. Em outubro de 1822 foi assinado
o tratado de reconhecimento, havendo grande júbilo em todo o País,
como bem atesta Dupperrey Lesson.
n MÓDULO 14 – Regências
1. O período da História do Brasil entre 1831 e 1840, co nhecido como
Período Regencial e cujas datas cor res pondem respectivamente à
abdicação e à maio ridade de D. Pedro II, tem como um de seus tra ços
mar cantes 
a) a constante luta das correntes liberais contra o sistema escravista e
a monarquia.
b) a perda da influência da economia inglesa sobre o Brasil, devido à
crise da produção algodoeira no Egito e na Índia.
c) o aumento do comércio de produtos primários de exportação,
superando a crise do Primeiro Reinado.
d) o rompimento definitivo dos laços com Portugal, em virtude da
ascensão dos liberais ao poder.
e) a instabilidade política e social, decorrente de nu merosos
movimentos revolucionários.
2. A abdicação de D. Pedro I em 1831 deu início ao cha mado Período
Regencial, sobre o qual se pode afirmar:
I. As elites nacionais reformaram o aparato institu cional de modo a
estabelecer maior descentra liza ção política.
II. Foi um período convulsionado por revoltas, entre elas, a
Farroupilha, a Balaiada e a Sabinada.
III.D. Pedro II sucedeu ao pai e impôs, logo ao assumir o trono,
reformas no regime escravista.
IV. O exercício do Poder Moderador pelos regentes e pelo Exército
conferia estabilidade ao regime.
As afirmativas corretas são:
a) I e II, apenas. b) I, II e III, apenas. c) I e III, apenas.
d) II, III e IV, apenas. e) II e IV, apenas.
3. “Documentos inéditos descobertos na Inglaterra rela tam que,
apenas 13 anos depois de proclamada a Independência, o governo
brasileiro pediu auxílio militar às grandes potências da época –
Inglaterra e França – para reprimir a Cabanagem (...) no Pará.
(...) Em 1835, o regente Diogo Antônio Feijó reuniu-se secretamente
com os embaixadores da França e da Grã-Bretanha.
Durante a reunião, Feijó pediu ajuda militar, de 300 a 400 homens para
cada um dos países, no intuito de ajudar o governo central brasileiro a
acabar com a rebelião.”
(Luís Indriunas, Folha de S.Paulo, 13/10/1999)
A partir das informações apresentadas pelos do cu mentos encontrados,
é correto afirmar que o Período Regencial
a) foi marcado pela disputa política entre regressistas e progressistas,
que defendiam, respectivamente, a escravidão e a imediata abolição
da escravatura.
b) pode ser considerado parte de um momento es pecial de construção
do Estado nacional no Brasil, durante o qual a unidade territorial
esteve em perigo.
c) não apresentou grande preocupação por parte das autoridades
regenciais e nem da aristocracia rural, apesar das inúmeras rebeliões
espalhadas pelo País.
d) teve como característica marcante a ampliação da participação
popular por meio do voto universal e da criação do Conselho de
Representantes das Pro víncias do Império.
e) teve como momento mais importante a aprovação do Ato Adicional
de 1834, que estabeleceu medidas político-administrativas voltadas
para a centralização política.
4. Sobre a condição dos escravos no Brasil monárquico, é possível
afirmar que eles
a) foram protagonistas de diversas rebeliões.
b) eram impedidos de constituir família.
c) sofreram a destruição completa de sua cultura.
d) concentravam-se no campo, não trabalhando nas cidades.
e) não tinham possibilidades legais de conseguir alforria.
5. Durante o Período Regencial, o processo de integração política do
Brasil foi marcado por uma série de rebeliões. Assinale a alternativa
que apresenta a correta relação entre essas rebeliões e o centralismo da
época.
a) As rebeliões regenciais foram movimentos de cunho exclusivamente
econômico, que tiveram em comum o objetivo de reduzir a cobrança
de impostos e de taxas realizada pelo governo central.
b) Todos os movimentos chamados rebeliões do Período Regencial
tiveram como característica comum a luta pela descentralização
político-administrativa, visando à autonomia provincial.
c) Para os grandes proprietários rurais, interessava que as Assembleias
Provinciais não tivessem o mínimo de autonomia e que sua liberdade
de ação fosse controlada pelo governo no Rio de Janeiro.
d) Os participantes das rebeliões coloniais (Balaiada, Cabanagem,
Sabinada e Farroupilha) desejavam, todos, a implantação imediata
de um regime republicano de governo em todo o território brasi leiro.
e) Nesse período de transição, do Primeiro Império pa ra o Segundo, as
lutas das várias correntes políticas regionais representavam opiniões
diferentes a res peito da maneira de organizar a economia do País.
6. No Brasil independente, os seis anos que separam o Ato Adicional
(1834) da Maioridade (1840) foram chamados de "experiência
republicana", devido
a) ao caráter das revoltas intituladas Cabanagem, Ba laiada e Sabinada.
b) aos primeiros anos da Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul.
c) à força do Partido Republicano na Câmara dos Deputados.
d) à extinção da Monarquia durante a menoridade de D. Pedro II.
e) às Assembleias Legislativas Provinciais e à eleição do Regente
Uno.
7. No Brasil, tanto no Primeiro Reinado, como no Perío do Regencial,
a) aconteceram reformas políticas que tinham por ob je tivo a
democratização do poder.
b) ocorreram embates entre portugueses e brasileiros que chegaram a
pôr em perigo a Independência.
c) disseminaram-se as ideias republicanas até a cons ti tuição de um
partido político.
d) mantiveram-se as mesmas estruturas institucionais do Período
Colonial.
e) houve tentativas de separação das províncias que puseram em perigo
a unidade nacional.
– 187
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8. (MACKENZIE) – Com relação à Revolta dos Malês, ocorrida em
1835, em Salvador, considerada a mais ampla e bem-estruturada
rebelião urbana de escravos no Brasil, podemos afirmar que
a) foi organizada por escravos muçulmanos com lide ranças exclusi -
vamente negras, mobilizando cente nas de escravos, tendo fracassado
em virtude da delação do movimento às autoridades.
b) foi totalmente organizada por lideranças brancas, recrutadas nos
meios intelectualizados.
c) os Malês, que pertenciam a uma única etnia, organizaram uma
sociedade secreta e saíram-se vitoriosos no movimento.
d) derrotados em Salvador, os Malês venceram o go verno colonial no
Recôncavo.
e) os Malês pretendiam exterminar somente a elite branca, aliando-se
a mulatos e índios para criar uma sociedade livre.
9. O Ato Adicional, decretado no período das regências no Brasil pela
Lei n.o 16, de 12 de agosto de 1834, estabeleceu algumas modificações
na Constituição de 1824. Acerca dessas alterações, assinale a
alternativa correta.
a) O Conselho de Estado foi reorganizado para que fosse possível
conter os conflitos provinciais.
b) Os presidentes provinciais passaram a ser eleitos e a ter o poder de
aprovar leis e resoluções referentes ao controle dos impostos.
c) O estabelecimento da Regência Una, em vez da Regência Trina,
significou a eleição de um único regente, com mandato até a
maioridade de D. Pedro II.
d) As Assembleias Legislativas Provinciais foram criadas para propor -
cionar autonomia política e administrativa às províncias no intuito
de atender às demandas locais.
e) A Corte, com sede no Rio de Janeiro, por meio da aliança entre
progressistas e regressistas, continuou centralizando as ações em
defesa da Constituição de 1824. 
10.Assinale a alternativa correta em relação aos eventos políticos
ocorridos no Período Regencial.
a) Na Regência Una do Padre Feijó, foi suspenso parcialmente o uso
do Poder Moderador pelos regentes.
b) Na Regência Una de Araújo Lima, promulgou-se a Lei
Interpretativa do Ato Adicional.
c) Na Regência Trina Provisória, foram criados os partidos
progressista, regressista, liberal e conservador.
d) Na Regência da Princesa Isabel, eclodiu o movimento oposicionista
da Confederação do Equador.
e) Na Regência Trina Permanente, foi criada a Guarda Nacional.
n MÓDULO 15 – Segundo Reinado 
1. “Senhores e autoridades escravistas da Bahia, como em toda parte,
usaram da violência como método fundamental de controle dos
escravos. Mas a escravidão não funcionou e se reproduziu baseada
apenas na força. O combate à autonomia e indisciplina escrava, no
trabalho e fora dele através de uma combinação da violência com a
negociação, do chicote com a recompensa.”
(Reis, João José. Negociação e conflito.)
Segundo a afirmação do historiador João José Reis,
a) as relações existentes entre senhores e escravos eram baseadas
exclusivamente na força e na violência.
b) a recompensa era dada toda vez que o chicote era usado de modo
exagerado sobre os escravos.
c) a autonomia escrava não passava de uma ilusão permitida pelos
senhores, pois na prática apenas eles tinham poder e força de
decisão.
d) diante da violência com a qual eram tratados, os escravos se
rebelavam contra os senhores, fugindo e montando grupos de
resistência escrava, como os quilombos.
e) havia por vezes um equilíbrio de forças entre senhores e escravos,
uma negociação que era necessária entre esses dois grupos para a
manutenção da própria escravidão.
2. O sistema de parceria expandiu-se rapidamente para o Oeste
Paulista.
É correto afirmar que
a) cabia ao governo da província bancar os gastos de transporte,
manutenção e instalação dos colonos e de suas famílias, durante o
primeiro ano de permanência no Brasil.
b) a convivência do escravo africano com o imigrante, na última
década do século XIX, foi bastante positiva para a expansão do café
para o interior paulista.
c) os colonos gastavam mais do que ganhavam; por isso estavam
constantemente endividados e acabaram por perder suas terras e
serem obrigados a trabalhar no interior de Goiás e Mato Grosso. 
d) em virtude da garantia de participação nos lucros das fazendas de
café, o fluxo de imigrantes para os cafezais brasileiros ficou assegurado
por muitos anos.
e) cada família de imigrantes recebia um determinado número de pés
de café para cuidar, colher, secar, além de uma pequena área para
cultivar gêneros de primeira necessidade, sendo que todo o lucro
obtido deveria ser repartido entre ela e o fazendeiro.
3. “Não se pode esquecer os laços estreitos que ligavam a economia
agroexportadora brasileira à Inglaterra. Os ingleses, nas décadas de
1840-50, praticamente dominavam o comércio de importação-
exportação do país; nos anos de 1840, firmas britânicas controlavam
50% das exportações brasileiras de café e açúcar e 60% das de algodão.
Da mesma maneira, os bancos ingleses, através de empréstimos
externos ao Estado, se faziam presentes na economia nacional. A este
tipo de presença econômica, agrega-se que as pressões inglesas (...)
assumiam a forma militar, com o aprisionamento de navios
brasileiros.”
(João L. Fragoso e Francisço C. T. da Silva. 
A Política no Império e no início da República Velha.
In: MariaYedda Linhares (org.). História Geral do Brasil)
Além dessa presença econômica, o país citado exer ceu pressões para
que o governo brasileiro
a) aprovasse a Tarifa Alves Branco.
b) abolisse o tráfico negreiro.
c) impulsionasse a Era Mauá.
d) rompesse relações com o Paraguai.
e) aceitasse o Funding Loan.
188 –
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4. Durante o Segundo Império (1840-89), o Brasil passou por uma
fase de implantação de tecnologia estrangeira. O telégrafo e o
transporte ferroviário são exemplos privilegiados da tentativa de
modernizar o País. Pode-se considerar que esse esforço foi
a) resultado da busca de uma integração mais clara com o mercado
internacional, pois permitia adquirir tecnologia estrangeira e
intensificar a exportação de produtos agrícolas.
b) resultado exclusivo da mentalidade progressista do Imperador
D. Pedro II, homem de letras e amigo de grandes inventores, e, por
isso, deixou de ocorrer após a Proclamação da República.
c) relacionado às determinações inglesas de substituir a mão de obra
escrava por assalariada, pois esta implicava intensa mecanização
da agricultura e exigência de operários especializados nas fábricas.
d) voltado à ampliação do relacionamento comercial brasileiro com
os países vizinhos da América do Sul, e, por isso, ocorreu logo após
as campanhas militares brasileiras no Prata.
e) rejeitado pelos abolicionistas, que consideravam a modernização
tecnológica uma forma de perpetuar a utilização de mão de obra
escrava, pois não exigiria maior qualificação do trabalhador.
5. A economia brasileira, durante o Período Monárquico, caracterizou-
se fundamentalmente
a) pelo princípio da diversificação da produção agrária e pelo incentivo
ao setor de serviços. 
b) estímulo à imigração italiana e espanhola e pelo fomento à incipiente
indústria.
c) pela regionalização econômica e pela revolução no sistema bancário
nacional.
d) pela produção destinada ao mercado externo e pela busca de
investimentos internacionais. 
e) pela convivência das mãos de obra escrava e imigrante e pelo
controle do deficit público.
6. A Lei Eusébio de Queirós, promulgada em setembro de 1850,
durante o Segundo Reinado, extinguindo o tráfico negreiro, foi
resultado
a) de pressões do governo britânico, que, após a Revolução Industrial
do século XVIII, se interessava na ampliação dos mercados
consumidores para seus produtos manufaturados.
b) da crescente pressão da opinião pública nacional, contrária à
escravidão, que se chocava com os interesses econômicos
internacionais, especial mente osingleses.
c) da pressão e do exemplo dos britânicos, que, por motivos religiosos,
não aceitavam o trabalho compulsório, empregando e defendendo o
trabalho livre assalariado.
d) da exigência britânica, que impunha a extinção do tráfico negreiro
como cláusula para reconhecimento da independência brasileira.
e) da pressão executada pela Inglaterra, por meio da Lei Bill Aberdeen,
que conferia o direito à Marinha britânica de confiscar e utilizar a
mão de obra escrava nas suas colônias antilhanas.
7. Sobre o desenvolvimento da economia cafeeira no Segundo
Reinado, é incorreto afirmar que
a) do ponto de vista socioeconômico, o complexo cafeeiro deslocou
definitivamente o polo dinâmico do País para o Centro-Sul.
b) em função do café, aparelharam-se portos, criaram-se empregos e
novos mecanismos de crédito, revolucionaram-se os transportes,
sendo a ferrovia sua maior expressão.
c) após a extinção do tráfico negreiro, em 1850, a solução para a mão
de obra veio da imigração, cujas primeiras iniciativas estão ligadas
à firma Vergueiro e Cia.
d) o destino do mercado cafeeiro dependia do merca do externo;
progressivamente, os EUA conver teram-se no maior consumidor do
café brasileiro.
e) a produção de café foi inovadora, com técnicas agrícolas avançadas,
uso de pequenas proprie dades, trabalho exclusivamente livre e
grande preocupação com a preservação do solo.
8. “Eu não tenho medo de nenhum partido, e obro conforme, e só
conforme, o que julgo exigir o bem do país. Que medo poderia ter? De
que me tirassem o governo? Muitos melhores reis do que eu o têm
perdido, e não lhe acho senão o peso de uma cruz que carrego por
dever. Tenho a ambição de servir meu país; mas quem sabe se não o
serviria melhor noutra posição? Em todo o caso, jamais deixarei de
cumprir meus deveres de cidadão brasileiro.”
(Diário do Imperador D. Pedro II)
Assinale a alternativa que apresenta os dois agrupa mentos políticos
mais influentes ao longo do Segundo Reinado.
a) Partido Republicano e Partido Exaltado.
b) Partido Restaurador e Partido Radical.
c) Partido Brasileiro e Partido Português.
d) Partido Liberal e Partido Conservador.
e) Partido Moderador e Partido Executivo.
9. O “Parlamentarismo às avessas”, que esteve em vigor durante o
Segundo Reinado no Brasil, tinha como característica básica
a) a representatividade de toda nação no Parlamento, por meio do
sufrágio universal.
b) a existência de sólidos partidos políticos, que se destacavam pela
consistência ideológica.
c) o revezamento dos partidos no poder, para satis fazer os interesses
das elites e preservar a imagem política do imperador.
d) a não intervenção do imperador no sistema, não se envolvendo com
a troca dos gabinetes ou com a dissolução da Câmara.
e) a existência de eleições sem fraudes e de grande abrangência
democrática.
10.“O problema que nós queremos resolver é o de fazer desse
composto de senhor e escravo um cidadão.”
(Joaquim Nabuco, 1883.)
Essa frase expressa o anseio
a) por uma divisão racial clara e que deveria ser man tida.
b) por uma reforma agrária imediata.
c) pela liberdade dos indígenas, até então escravizados.
d) por uma sociedade livre e que integrasse os escra vos como seus
cidadãos.
e) pela liberdade dos escravos e sua deportação para a África.
11.Analise as afirmações sobre o contexto histórico da Guerra do
Paraguai.
I. O Paraguai era governado por Francisco Solano López, e o Brasil
era governado pelo imperador D. Pedro II.
II. O início da guerra está ligado à invasão da Argentina por tropas
brasileiras, derrubando o presidente eleito pelo Partido Blanco e
colocando o candidato do Partido Colorado no poder.
III.Contra o Paraguai, os governos argentino, uruguaio e brasileiro
formaram a Tríplice Aliança.
– 189
C4_3A_ET_HIST_2015_MA 12/06/15 13:16 Página 189
IV. O resultado dessa guerra, para o Paraguai, foi não ter jamais se
recuperado desse desastre militar; sua população masculina foi
praticamente dizimada. Para o Brasil, significou o fortalecimento do
Exército e a contração de novos empréstimos, aumentando a dívida
externa, para compensar os gastos com a guerra.
É correto o que se apresenta em
a) I, II e III, apenas. b) I, II e IV, apenas.
c) I, III e IV, apenas. d) II, III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
12.As três afirmações abaixo referem-se à Guerra do Paraguai (1864-
70).
I. A guerra opôs o Paraguai a uma aliança militar for ma da por Brasil,
Argentina e Uruguai (Tríplice Alian ça), cabendo aos brasileiros a
maioria numérica nos efetivos dos exércitos.
II. Apesar da vitória final, o exército brasileiro saiu desmoralizado do
conflito e passou a desem pe nhar, internamente, até o fim do
Império, um papel político inexpressivo.
III.A derrota significou, para o Paraguai, a devastação e perda de parte
de seu território, a interrupção do processo de modernização
começado décadas antes e a dizimação de uma imensa parcela de
sua população.
Assinale:
a) Se apenas I é correta.
b) Se apenas II é correta.
c) Se apenas I e III são corretas.
d) Se apenas II e III são corretas.
e) Se I, II e III são corretas.
13.A Proclamação da República, em novembro de 1889, apontou para
a crise decorrente das transformações econômicas e sociais verificadas
no País desde a segunda metade do século XIX. Com relação a essas
transformações, podemos afirmar que
a) a abolição da escravidão foi contrária aos interesses dos novos
setores agrários, representados pelos cafeicultores do Oeste Paulista.
b) as instituições monárquicas haviam se tornado incapazes de realizar
as mudanças necessárias para a dinamização da vida social e
econômica do País.
c) os setores populares, como os trabalhadores do campo e da cidade,
e as classes médias atuaram ativamente para a mudança do regime
monárquico.
d) o Exército brasileiro, após a Guerra do Paraguai, foi o único
segmento da sociedade a permanecer fiel à Monarquia.
e) apesar de o País atravessar uma série de mudanças, o poder eco -
nômico continuava nas mãos dos an tigos comerciantes portugueses.
14.O Segundo Império Brasileiro (1840-89) realizou várias expedições
na região do Prata. Entre os motivos dessas ações podemos destacar
a) o esforço brasileiro de diminuir a influência inglesa na região e
assegurar o controle estratégico do comércio e da exploração mineral
no Prata.
b) a tentativa de impedir que a Argentina, logo após a independência,
ampliasse seus domínios territoriais e anexasse parte do sul do
Brasil.
c) o projeto do Imperador brasileiro de estabelecer hegemonia militar
e naval do Brasil nas Américas, rivalizando com os Estados Unidos.
d) a reação ao acelerado crescimento econômico do Paraguai e à
tentativa de seu presidente de construir o primeiro Estado socialista
de toda a América.
e) a intenção brasileira de ampliar sua influência política e comercial
na região platina, expressa nas intervenções no Uruguai, na Argentina
e no Paraguai.
15.A propaganda antiescravista no Brasil teve na imprensa um valioso
veículo de difusão de ideias e propostas. Jornais como A Redenção, O
Abolicionista e O Combate dedicaram-se prioritariamente à causa
abolicionista. Até mesmo outros órgãos da imprensa, como A Gazeta
de Notícias, franqueavam páginas para a propaganda contra a
escravidão. A esse respeito é correto afirmar:
a) Os órgãos da imprensa abolicionista sofreram o boicote de algumas
das principais lideranças do movi mento, como Joaquim Nabuco, José
do Patrocínio e Luís Gama, receosos de que o tema escapasse ao
controle das instâncias parlamentares do País.
b) A propaganda abolicionista pela imprensa retardou ainda mais o fim
da escravidão, devido à reação contrária provocada em setores mais
conservadores da sociedade brasileira.
c) A propaganda abolicionista na imprensa intensificou-se durante o
Período Regencial e tendeu a diminuir durante o Segundo Reinado,
sobretudo após a Guerra do Paraguai, quando a questão tornou-se
um assunto do Exército brasileiro.
d) A propaganda na imprensa permitiu a mobilização de grupos
contrários à ordem escravista com a publicação de denúnciasde
violências praticadas contra os escravos, notícias sobre revoltas de
escravos e artigos contrários à escravidão.
e) Os principais jornais abolicionistas eram dirigidos pelos setores mais
radicais do movimento e pregavam a insurreição armada da
população negra como a única forma de extinguir a escravidão no
Brasil.
16.“O trabalho é incessante. Aqui uma chusma [grupo] de pretos,
seminus, cada qual levando à cabeça seu saco de café, e conduzidos à
frente por um que dança e canta ao ritmo do chocalho ou batendo dois
ferros um contra o outro, na cadência de monótonas estrofes a que
todos fazem eco; dois mais carregam no ombro pesado tonel de vinho
[...], entoando a cada passo melancólica cantilena; além, um segundo
grupo transporta fardos de sal, sem mais roupa que uma tanga e,
indiferentes ao peso como ao calor, apostam corrida gritando a pleno
pulmão. Acorrentados uns aos outros, aparecem seis outros com balde
d’água à cabeça. São criminosos empregados em trabalhos públicos,
também vão cantando em cadência...”
(Ernest Ebel. O Rio de Janeiro e seus arredores em 1824.)
O texto, escrito pelo viajante Ernest Ebel, exprime
a) a presença de um número significativo de negros na sociedade
brasileira da época e as tarefas cotidianas que, como escravos, eram
obrigados a realizar.
b) o estado de rebelião dos escravos brasileiros, coagidos a um trabalho
extenuante sob os olhos dos senhores e permanentemente
acorrentados.
c) uma visão positiva e otimista da sociedade dos trópicos, em que o
trabalho é acompanhado pela música e pela dança.
d) o ritmo do trabalho urbano determinado pelas imposições do processo
de industrialização que se iniciava na cidade do Rio de Janeiro.
e) a ineficácia da mão de obra escrava no trabalho urbano, quando
comparada com a produtividade do trabalho assalariado.
190 –
C4_3A_ET_HIST_2015_MA 12/06/15 13:16 Página 190
17.“Viam-se de cima as casas acavaladas umas pelas ou tras, formando
ruas, contornando praças. As chaminés principiavam a fumar;
deslizavam as carrocinhas mul ticores dos padeiros; as vacas de leite
caminhavam com o seu passo vagaroso, parando à porta dos fre gueses,
tilintando o chocalho; os quiosques vendiam café a homens de jaqueta
e chapéu desabado; cruzavam-se na rua os libertinos retardios com os
operários que se levantavam para a obrigação; ouvia-se o ruído estalado
dos carros de água, o rodar monótono dos bondes.”
(AZEVEDO, Aluísio de. Casa de Pensão. São Paulo: Martins, 1973.) 
O trecho, retirado de romance escrito em 1884, des creve o cotidiano de
uma cidade, no seguinte contexto:
a) A convivência entre elementos de uma economia agrária e os de uma
economia industrial indicam o início da industrialização no Brasil,
no século XIX.
b) Desde o século XVIII, a principal atividade da economia brasileira
era industrial, como se observa no cotidiano descrito.
c) Apesar de a industrialização ter-se iniciado no século XIX, ela
continuou a ser uma atividade pouco desen volvida no Brasil.
d) Apesar da industrialização, muitos operários levanta vam cedo,
porque iam diariamente para o campo desenvolver atividades rurais.
e) A vida urbana, caracterizada pelo cotidiano apre sen tado no texto,
ignora a industrialização existente na época.
18.A questão religiosa, na década de 1870, e a questão mili tar, na
década de 1880, estiveram entre os fatores que contribuíram para o
desgaste da Monarquia no Brasil.
Essas questões giraram, em termos ideológicos, respecti vamente, em
torno dos seguintes pares:
a) Catolicismo-fundamentalismo e republicanismo-democracia.
b) Jesuitismo-laicismo e liberalismo-profissionalismo.
c) Espiritualismo-secularização e conservadorismo-hierarquia.
d) Padroado-maçonaria e positivismo-abolicionismo.
e) Disciplina-monástica e ordem-progresso.
19.Assinale a alternativa correta sobre as ideologias políticas que
inspiraram os grupos que defenderam o fim da Monarquia e a
implantação da República no Brasil.
a) O Positivismo atraiu fortemente vários grupos militares, que
defendiam a necessidade de um poder executivo forte.
b) Os vários grupos envolvidos não aderiram a nenhuma ideologia em
particular, pois suas ações eram motivadas apenas por interesses
econômicos.
c) Os grandes fazendeiros de café, particularmente os de São Paulo,
opunham-se à ideologia liberal, bem como ao federalismo e à
autonomia das províncias.
d) O chamado jacobinismo, em virtude da inspiração na Revolução
Francesa, foi a ideologia básica de todos os grupos republicanos,
que defendiam uma real democratização do País.
e) A proposta dos setores médios urbanos, como o de professores e
jornalistas, era a de um republicanismo conservador, capaz de
manter intocada a rígida hierarquia social brasileira.
n MÓDULO 16 – República da Espada
1. Na última década do século XIX, o Brasil enfrentou uma série de
problemas críticos. Entre eles é possível citar:
a) Enorme dívida externa herdada do Império e aumento do deficit
público.
b) Crise internacional que diminuiu a exportação da borracha e do
algodão.
c) Contratação de um altíssimo empréstimo com os banqueiros dos
Estados Unidos.
d) Instabilidade social gerada por uma série de greves operárias e
movimentos no campo.
e) Alta inflação, índices econômicos negativos e desemprego crescente. 
2. (MACKENZIE) – “Exigia-se para a cidadania política uma
qualidade que só o direito social da educação poderia fornecer e,
simultaneamente, desconhecia-se esse direito. Era uma ordem liberal,
mas profundamente antidemo crática e resistente aos esforços de
democratização.”
(José Murilo de Carvalho)
A República Velha (1894-1930), em relação à participação política dos
cidadãos, determinou
a) a escolha de um modelo republicano pautado nos moldes norte-
americanos, que garantiam a defesa da liberdade individual, expressa
no voto censitário.
b) o projeto de uma república liberal dos cafeicultores, que, para se
efetivar, necessitou do apoio das demais classes sociais. O voto era
extensivo a todo o povo brasileiro.
c) a formulação de uma república que garantisse os direitos individuais
de todos os seus cidadãos, sem distinções, evidenciada na eliminação
do voto censitário.
d) a perpetuação da injustiça social e dos privilégios de setores
oligárquicos. O voto popular era manipulado pelos grupos
dominantes.
e) a eliminação do voto censitário e a adoção do voto universal, que
ampliaram, de forma significativa, a porcentagem de eleitores nesse
período.
3. O mito de Tiradentes começou a ser construído du rante a
Proclamação da República, em 1889, quando, de criminoso, o
inconfidente foi elevado à cate goria de mártir e herói nacional. Sobre
a necessidade da construção da figura de herói nacional, podemos
afirmar que
a) o novo regime foi produto de um golpe desfechado por militares que
associaram ao nome do alferes Ti ra dentes o prestígio popular
necessário ao Exército.
b) a associação do herói mineiro com a figura de Cristo trouxe
problemas posteriores entre o Estado republicano e a Igreja Católica.
c) como a Proclamação da República foi um movi mento apoiado pelas
classes populares, seria necessária uma figura saída destas que pas -
sasse a legitimar o regime.
d) durante o período da ditadura militar, a figura de Tiradentes como
herói nacional foi substituída por outros personagens da história.
e) a República resultou de um movimento com pouca par ticipação
popular. Por isso, necessitava de le gitimação e de uma figura heroica
que congregasse as diferenças e unificasse a nação.
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4. (UNIFESP) – “Mete dinheiro na bolsa – ou no bolso, diremos hoje –
e anda, vai para diante, firme, confiança na alma, ainda que tenhas feito
algum negócio escuro. Não há escuridão quando há fósforos. Mete
dinheiro no bolso. Vende-te bem, não compres mal os outros, corrompe
e sê corrompido, mas não te esqueças do dinheiro… E depressa,
depressa, antes que o dinheiro acabe”.
(Machado de Assis, 1896.)
Essa passagem evoca o clima que se criou no País com
a) a valorização do café. b)a Abolição.
c) a Guerra do Paraguai. d) o Encilhamento.
e) o ciclo da borracha.
5. Caracteriza o processo eleitoral durante a Primeira República, em
contraste com o vigente no Segundo Reinado:
a) A ausência de fraudes, com a instituição do voto secreto e a criação
do Tribunal Superior Eleitoral.
b) A ausência da interferência das oligarquias regionais, ao se
realizarem as eleições nos grandes centros urbanos.
c) O crescimento do número de eleitores, com a extinção do voto
censitário e a extensão do direito do voto às mulheres.
d) A possibilidade de eleições distritais e a criação de novos partidos
políticos para as eleições proporcionais.
e) A maior participação de eleitores das áreas urbanas ao se abolir o
voto censitário e se limitar o voto aos alfabetizados.
6. O lema "Ordem e Progresso" inscrito na bandeira do Brasil, associa-
se aos
a) monarquistas. b) abolicionistas.
c) positivistas. d) regressistas.
e) socialistas.
7. Desde o ano de 1993 vários eventos vêm sendo realizados em
rememoração da Revolta da Armada e da Revolução Federativa, as
quais podem ser consideradas como
a) representativas dos movimentos monárquicos restauradores do
início da República.
b) projeção das diversas concepções republicanas existentes no País.
c) reações contra o Federalismo republicano, que defendia a elimi -
nação da autonomia dos estados.
d) reações de segmentos sociais emergentes do domínio oligárquico no
Estado Republicano.
e) exemplo do confronto civilismo x militarismo, que caracterizaram
o início da República.
8. "Policarpo era um patriota; monarquista conservador, foi ardoroso
defensor do governo (forte) de Floriano a favor do qual engajou-se na
luta contra a Armada rebelada. Acabou preso, condenado e executado.
Teve um triste fim."
(Afonso H. Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma.)
O período da República referido no texto é
a) a República da Espada.
b) o Estado Novo.
c) a República dos Coronéis.
d) a República Nova.
e) a Fase Populista.
9. "Não posso mais suportar este Congresso; é mister que ele
desapareça para a felicidade do Brasil."
(Deodoro da Fonseca)
A afirmação anterior, que antecedeu o golpe do Marechal Deodoro,
ocorreu porque
a) tanto quanto Fernando Henrique Cardoso, Deodoro não conseguia
aprovar as reformas administrativa e da previdência.
b) o Congresso aprovara a Lei de Responsabilidade, que reduzia as
atribuições do presidente, criticado pelo autoritarismo.
c) o governo de Deodoro, marcado por atitudes democráticas e lisura
administrativa, gerava a oposição de grupos oligárquicos.
d) eleito pelo povo em pleito direto, Deodoro da Fonseca sofria forte
oposição do Legislativo.
e) as bem-sucedidas reformas econômicas de seu governo provocaram
a insatisfação de grupos atingidos em seus privilégios.
10.A crise do Encilhamento, ocorrida durante o primeiro governo
republicano, provocou um grande descontrole na economia nacional.
Essa crise
a) culminou com o desenvolvimento da forte política de industria -
lização no Brasil.
b) foi consequência da política econômico-financeira de emissão de
papel-moeda e do crédito aberto, adotada por Rui Barbosa, então
ministro da Fazenda.
c) conteve a especulação, evitando a falência de banqueiros e
industriais.
d) foi consequência da desvalorização dos preços do café no mercado
internacional.
e) levou o ministro Rui Barbosa e a elite agroexportadora a elaborarem
o primeiro programa de valorização do café.
n MÓDULO 17 – República Oligárquica
1. (FATEC) – “É tempo de tornarmos ao caminho certo. E nos
esforçarmos para importar tudo quanto eles possam produzir em
melhores condições do que nós”
(Declaração de Manuel Ferraz de Campos Sales. In: MELO, L. e CÉSAR, L.
História do Brasil. São Paulo: Scipione, 1999.)
Sobre o governo de Campos Sales é correto afirmar:
a) Idealizou o sistema de alianças entre os governadores dos estados e
o governo federal, que consistia, basicamente, em uma troca de
interesses e favores e que ficou conhecido como política dos
governadores.
b) Foi organizado o convênio de Taubaté, cuja finalidade era encontrar
solução para a crise da superprodução do café.
c) Sua intenção era tornar o Brasil um país industrializado, uma vez
que a agricultura estava levando o país ao caos econômico.
d) Foram iniciadas as reformas urbanas que tinham como objetivo
transformar a cidade do Rio de Janeiro na "capital do progresso".
e) Eclodiu, na Bahia, um grande movimento de sertanejos, liderados
por Antônio Mendes Maciel, que ficou conhecido como Guerra de
Canudos.
192 –
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2. A Coluna Prestes (1925-27):
a) Mobilizou a população do campo, que entendeu as propostas
socialistas da Coluna e a auxiliava em seus acampamentos.
b) Trouxe a público as dificuldades do povo brasileiro, e isso se deveu
a Siqueira Campos, o Cavaleiro da Esperança, um dos chefes da
Coluna.
c) Caracterizou-se pela marcha militar que se estendeu por mais de 24
mil quilômetros, sem nunca ter permanecido em um mesmo lugar
por mais de 48 horas.
d) Conquistou seu objetivo, que foi pôr fim à política do Café com
Leite, acabar com o voto de cabresto e implantar o voto universal.
e) Expulsou o presidente Artur Bernardes de seu posto, que passou a
ser ocupado por militares, entre eles Luís Carlos Prestes.
3. O Convênio de Taubaté (1906), que consistia numa política de
“valorização” da economia nacional, carac terizou-se por 
a) ser um programa de diversificação da agricultura.
b) uma intervenção do governo no mercado cafei cultor, comprando o
excedente do café, a fim de restabelecer o equilíbrio entre a oferta e
a procura. 
c) incentivar a policultura para atender aos interesses dos pequenos
proprietários.
d) levar o governo a comprar o excedente do café, com as divisas
provenientes das exportações.
e) estimular a produção cafeeira no Vale do Paraíba e no sul de Minas
Gerais. 
4. Em 1930, no Brasil, Getúlio Vargas assume o poder, liderando um
movimento de forças heterogêneas: oligarquias dissidentes da chamada
Aliança Liberal, integrantes do Movimento Tenentista, liberais e outras
forças políticas, contrárias principalmente à predomi nân cia da
oligarquia cafeeira paulista à frente do governo federal.
Diversos fatores, internos e externos, levaram a este movimento
político, conhecido como Revolução de 30. 
Entre eles é correto citar:
a) O fim da política Café com Leite, a quebra da Bolsa de Valores de
Nova Yorke e o Tenentismo.
b) O aumento das exportações de café, a morte de João Pessoa, a
eleição de Washington Luís apoiado pelo Movimento Tenentista.
c) O fim da política dos governadores, a crise industrial gerada pela
Primeira Guerra Mundial e a insistência de Getúlio Vargas em salvar
a oligarquia cafeeira de seu Estado.
d) A morte de João Pessoa, a Revolta dos Tenentes, a pressão exercida
sobre o governo pelas reivin dicações dos movimentos operários de
São Paulo e Rio de Janeiro, nas décadas de 1910 e 1920.
e) O Tenentismo, que cresceu após a Guerra do Paraguai e exigiu do
governo uma política social integrada às reivindicações das camadas
médias urbanas, e a agitação crescente do Partido Comunista após a
Revolução Russa.
5. O presidente Rodrigues Alves (1902-1906) governou o Brasil com
a preocupação de fazer da capital federal um símbolo de modernidade
e do Brasil uma nação inserida na ordem civilizada internacional.
Foi, portanto, em seu governo que a capital,
a) Rio de Janeiro, viveu importantes transformações no setor de
transportes, com a construção da Estrada de Ferro Mauá.
b) Bahia, viveu a construção do novo porto, que permitia receber
navios de grande calado.
c) Brasília, passou por transformações urbanas, entre elas a construção
da Avenida Central.
d) Rio de Janeiro, passou por uma onda modernizadora que incluiu
ações contra a febre amarela e a varíola.
e) Bahia, teve seus casarões postos abaixo, e, onde antes existiam
cortiços, modernos edifícios foram construídos.
6. A década de 1920 foi marcada por uma intensa movi mentação
político-cultural com desdobramentosde cisivos para a história
brasileira. Diversos são os exem plos dessa movimentação, exceto:
a) A chamada “reação republicana”, que aglutinou re pre sentantes das
oligarquias do Rio Grande do Sul, da Bahia, de Pernambuco e do
Rio de Janeiro e lançou Nilo Peçanha à Presidência em 1922.
b) O chamado “Tenentismo”, que reuniu militares na cio nalistas e
reformistas aglutinados na Coluna Pre stes-Miguel Costa e que
percorreu grande parte do território brasileiro até 1927.
c) A fundação do Partido Comunista do Brasil em 1922 por militantes
oriundos do anarquismo, entusias ma dos com as notícias sobre o
sucesso da revolução bolchevique na Rússia.
d) O movimento modernista que teve na Semana de Arte Moderna de
1922 um dos principais momentos da expressão da chamada
“antropofagia cultural” que o caracterizava.
e) A ampliação do eleitorado brasileiro com a conces são do direito de
voto às mulheres e aos anal fa betos, o que permitiu a emergência de
líderes caris máticos nos principais centros urbanos.
7. “(...) tem-se ressaltado o [seu] caráter espontâneo (...) e não há
motivo para se rever o fundo dessa qualificação. A ausência de um
plano, de uma coordenação central, de objetivos pré-definidos é
patente. Os sindicatos têm restrito significado; o Comitê de Defesa
Proletária – expressão da liderança anarquista e em menor escala
socialista – não só se forma no curso do movimento como procura
apenas canalizar reivindicações. O padrão de agressividade da greve
relaciona-se com o contexto sociocultural de São Paulo e com a
fraqueza dos órgãos que poderiam exercer funções combinadas de
representação e controle.”
(Boris Fausto, Trabalho urbano e conflito social)
O texto faz referência
a) à Greve Geral de 1917.
b) à Greve pelas oito horas de 1907.
c) à Intentona Comunista de 1935.
d) à Revolução Constitucionalista de 1932.
e) ao Levante Tenentista de 1924.
8. O Partido Democrático (PD) surgiu na metade da dé cada de 20, em
oposição ao Partido Republicano Paulista (PRP). Em essência, o PD
buscava
a) “desperrepizar” o Brasil, abolindo toda e qualquer influência do
PRP, e instituir o voto secreto, entre outras mudanças políticas.
b) ser uma alternativa socialista para a juventude ope rária descrente
nos velhos ideais republicanos.
c) organizar o movimento operário e camponês para uma investida
revolucionária e de caráter liberal no País.
d) confundir o eleitorado, pois, organizado basica mente por membros
do PRP, suas propostas em nada diferiam, modificando-se apenas a
com posição de jovens em sua fileira partidária.
e) sensibilizar as camadas médias urbanas para uma ruptura com o
Tenentismo, o PRP e os socialistas que controlavam o movimento
operário.
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9. A política de valorização do café, implementada no decorrer da
República Velha, atendia aos interesses dos cafeicultores. Para tanto,
utilizava os seguintes instrumentos:
a) Investimentos na produção e desvalorização cam bial.
b) Compra e queima do excedente produzido e desvalorização cambial.
c) Compra e queima do excedente produzido e investimentos na
produção.
d) Financiamentos para modernização tecnológica e investimentos na
produção.
e) Compra e queima do excedente produzido e financiamentos para
modernização tecnológica.
10.“O Armazém Progresso de São Paulo começou com uma porta no
lado par da Rua da Abolição. Agora tinha quatro no lado ímpar.
Também o Natale não despregava do balcão de madrugada a
madrugada. Trabalhava como um danado. E dona Bianca suando firme
na cozinha e no bocce.
– Se não é essa cousa de imposto, puxa vida!
Mas a caderneta da Banca Francese ed Italiana per L’America Del Sud
ria dessa cousa de imposto.”
(MACHADO, Antônio de Alcântara. 
Brás, Bexiga e Barra Funda. São Paulo: Klick, 1997, p. 65.)
Sobre a industrialização em São Paulo, na Primeira República, é
correto afirmar:
a) O crescimento industrial resultou da abolição da escravatura. O
declínio do setor agrário e da exportação de café e a oferta abundante
de mão de obra estimularam o surto industrial paulista.
b) O crescimento industrial originou-se pelo menos de duas fontes
inter-relacionadas: o setor cafeeiro e os imigrantes. A desvalorização
da moeda praticada pelas finanças brasileiras estimulava a indústria
nacional, mas, ao mesmo tempo, tornava mais cara a importação de
máquinas de que o parque industrial dependia.
c) O setor cafeeiro estimulou a industrialização ao promover a
imigração e os empregos urbanos vinculados ao complexo cafeeiro,
criando um mercado para os produtos manufaturados. Assim, o
principal ramo industrial era o da indústria de base (ferro), seguido
das indústrias alimentícias.
d) As máquinas utilizadas nas indústrias eram produzidas no Brasil, e
os principais industriais eram brasileiros, marcando o caráter
nacional da industrialização, o que estimulava a indústria nacional.
e) No início do século XX, no censo de 1907, São Paulo surgia na
frente dos estados com 35% da produção industrial, seguido do
Distrito Federal com 16,6% e do Rio Grande do Sul com 14,9%.
n MÓDULO 18 – Era Vargas 
1. A 9 de julho de 1932, estourou em São Paulo a revo lução contra o
governo federal. A respeito desse movi mento é incorreto afirmar que
a) pretendia realizar um ataque fulminante contra a capital federal,
obrigando o governo a negociar ou capitular.
b) o rádio, utilizado pela primeira vez em larga escala, teve enorme
importância na mobilização da popula ção e dos voluntários.
c) apesar da derrota paulista, o governo federal per cebeu a necessidade
de negociar uma política para o café e estabelecer vínculos com as
lideranças de São Paulo.
d) São Paulo recebeu apoio de vários estados e contou com a
colaboração de todos os segmentos sociais, inclusive do movimento
operário.
e) a revolução era uma tentativa de retomar o poder perdido em 1930,
embora a bandeira da constitucio na lização fosse real para os
segmentos mais pro gres sistas.
2. “Quando se sente bater
No peito a heroica pancada
Deixa-se a folha dobrada
Enquanto se vai morrer”
(Tobias Barreto)
A “Guerra Paulista” de 1932 buscava, na poesia, os símbolos para sua
revolta. Sobre esse movimento, podemos afirmar que 
a) contou com apoio maciço do proletariado urbano e rural.
b) não teve identificação com as classes médias e suas aspirações
sociais.
c) os paulistas temiam o adiamento das eleições, a implantação da
ditadura e buscavam recuperar a hegemonia política perdida em
1930.
d) o movimento conseguiu o apoio de todos os estados, obrigando
Vargas a depor armas.
e) embora vitoriosos, os paulistas não obtiveram sua reivindicação
política, a Constituição.
3. Dos fatos históricos referidos abaixo, um não se inclui entre os que
compuseram o Movimento Tenentista. Assinale-o:
a) A sublevação de alguns jovens oficiais do Forte de Copacabana, em
julho de 1922, na qual ganhou notoriedade o episódio dos “dezoito
do Forte”.
b) A chamada “Revolução Paulista”, de julho de 1924, cujo propósito
era, declaradamente, a derrubada do presidente Artur Bernardes.
c) A formação de uma coluna armada, no Rio Grande do Sul, em 1924-
1925, que se uniria, em seguida, à “Coluna Paulista”.
d) A longa marcha pelo interior do Brasil, entre 1925 e 1927, da
“Coluna Prestes”, cujo principal líder se veria depois envolvido
numa aura de heroísmo, a do “Cavaleiro da Esperança”.
e) Os levantes em Natal, Recife e Rio de Janeiro, em novembro de
1935, nos quais se destacou a figura de Luís Carlos Prestes.
4. A criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, pelo
decreto de 26 de novembro de 1930, indicava a intenção de Getúlio
Vargas, já no início do Governo Provisório, de
a) combater o trabalho escravo nas zonas rurais, onde a inexistência
de uma legislação trabalhista eficaz permitia constantes abusos de
fazendeiros, em particular na exploração da mão de obra feminina e
infantil.
b) manter, sem alterações significativas, a política dos governos
anteriores em relação ao operariado, ou seja, a de mera repressão
policiale de proibição da organização sindical.
c) criar uma política que regulamentasse tanto as atividades operárias
quanto as patronais, e que, por conseguinte, permitisse reunir no
Estado meios de controle sobre ambas as classes sociais.
d) implantar um modelo de política trabalhista como o da União
Soviética, cuja organização de trabalha dores se fazia inteiramente
sob a égide do Estado.
e) reduzir ao mínimo a intervenção do Estado nas rela ções litigiosas
entre empresários e trabalhadores, cabendo ao Ministério apenas
oficializar os acordos resultantes da livre negociação.
194 –
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5. “Os movimentos armados de novembro de 1935 foram fatos
históricos tipicamente nacionais, que eclodiram a partir de situações
gestadas e desenvolvidas no contexto da sociedade brasileira da época,
baseados nas tradições das lutas populares e na significativa
participação de setores e lideranças políticas oriundas das camadas
médias urbanas, principalmente os militares.”
(Marly de Almeida G. Vianna, Revolucionários de 35)
O trecho acima refere-se aos movimentos armados conhecidos como
Intentona Comunista. Partindo da afirmação contida no trecho, assinale
a alternativa cujo conteúdo não tenha relação direta com a origem e as
causas destas insurreições.
a) A existência de uma tradição insurrecional dos tenentistas e de
setores populares, ligados ao PCB e à ANL, e o prestígio de sua
figura principal, Luís Carlos Prestes.
b) A revolta, em 1932, contra o governo de Getúlio Vargas, organizada
pelos grupos ligados à oligarquia cafeeira paulista, reunidos em
torno das ideias constitucionalistas.
c) A organização de um movimento popular e de classe média contra
o Integralismo, no plano nacional, e contra o Nazifascismo, no
internacional.
d) A oposição de setores do meio operário e de intelectuais a Getúlio
Vargas, visto por eles como um ditador, simpatizante dos governos
de Hitler e Mussolini.
e) A organização, pela ANL, de uma “frente antifas cista” que deveria
unir operários, profissionais liberais e Forças Armadas.
6. Analise as proposições a seguir, assinalando as que estiverem
relacionadas com a política trabalhista posta em prática por Getúlio
Vargas, após sua ascensão ao poder em 1930.
I. Aprovação da Lei de Sindicalização, com a qual começou a ser
organizado o sindicalismo oficial.
II. Criação do imposto sindical, contribuição anual do trabalhador
repassada pelo governo aos sindicatos.
III. Legalização do PCB, como partido representante do conjunto da
classe trabalhadora.
IV. Instituição da Justiça do Trabalho, à qual caberia decidir sobre
questões trabalhistas.
V. Promulgação da Lei do Salário Mínimo, concebido como um valor
básico necessário para a manutenção do trabalhador e sua família.
Assinale alternativa correta.
a) Apenas as proposições I, II, III e IV são verdadeiras.
b) Apenas as proposições I, II, III e V são verdadeiras.
c) Apenas as proposições I, II, IV e V são verdadeiras.
d) Apenas as proposições I, III, IV e V são verdadeiras.
e) Apenas as proposições II, III, IV e V são verdadeiras.
7. “Parecera-me então que a demagogia tenentista, aquele palavrório
chocho, nos meteria no atoleiro. Ali estava o resultado: ladroagens,
uma onda de burrice a inundar tudo, confusão, mal-entendidos,
charlatanismo, energúmenos microcéfalos vestidos de verde a esgoelar-
se em discursos imbecis, a semear delações. O levante do 3.º
Regimento e a revolução de Natal haviam desencadeado uma
perseguição feroz. Tudo se desarticulava, sombrio pessimismo
anuviava as almas; tínhamos a impressão de viver numa bárbara
colônia alemã. Pior: numa colônia italiana.”
Este trecho das Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos, refere-se
a um dos mais conturbados períodos da vida política brasileira. Trata-se
a) da luta das tropas federais de Artur Bernardes contra os militares da
Coluna Prestes, em 1927.
b) das agitações de rua e prisões provocadas pela deposição do
presidente Washington Luís, em 1930.
c) da repressão movida pelo governo de Getúlio Vargas contra seus
adversários políticos, em seguida à Intentona Comunista de 1935.
d) das prisões de militantes do movimento integralista após a tentativa
de golpe contra o Estado Novo, em 1938.
e) da perseguição política aos militares de esquerda e aos intelectuais
comunistas após a instauração do regime militar, em 1964.
8. Considere o desenho 1914 de Raul Pederneiras, retratando o
movimento sufragista de mulheres que reivindicavam o direito de votar.
A luta pelo sufrágio feminino estava inserida dentro de um contexto
mais amplo da luta das mulheres pela emancipação social, política e
econômica. Ao fazer uma retrospectiva histórica dessa luta, é possível
afirmar que
a) a mulher francesa conquistou o direito ao voto universal a partir da
eclosão da Revolução Francesa de 1789.
b) o voto feminino tornou-se obrigatório nos países europeus para as
mulheres operárias desde o início da Revolução Industrial.
c) o Brasil foi o último país latino-americano a conceder o direito de
as mulheres votarem, conquista obtida no período da ditadura
militar.
d) a luta das mulheres brasileiras pelo direito ao voto obteve sucesso
a partir da inclusão desse direito na Constituição de 1934.
e) o direito do voto universal feminino foi assegurado nos Estados
Unidos da América desde a proclamação da Independência.
– 195
C4_3A_ET_HIST_2015_MA 12/06/15 13:16 Página 195
9. Os acontecimentos históricos ocorrem, sempre, em conexão com
outros acontecimentos, de modo que, quando falamos de uma época,
estamos nos referindo a um ambiente dentro do qual os acontecimentos
expressam/limitam as ações dos sujeitos. Pode-se dar o seguinte
exemplo para essa afirmação: em 1932, sob a liderança do literato
Plínio Salgado, foi organizado, no Brasil, um movimento político cuja
inspiração vinha da Europa, sendo profundamente influenciado por um
movimento político europeu em ascensão na época, o qual apresentava
como uma de suas metas prioritárias combater um outro movimento
político em expansão na Europa. Os três movimentos referidos são,
respectivamente
a) o integralismo, o fascismo e o nazismo.
b) o liberalismo, o socialismo e o comunismo.
c) o integralismo, o nazifascismo e o comunismo.
d) o expansionismo, o nacionalismo e anarquismo.
e) o anarquismo, o comunismo e o integralismo.
10.Leia atentamente o trecho a seguir:
“(...) de 10 de novembro de 1937 a 29 de outubro de 1945, pouco
menos de oito anos, é uma das fases marcantes da história nativa. Nela
se afirma a personalidade do presidente Getúlio Vargas, que o
preparava lentamente, como se viu (...). Criou um regime que não é
original, pois em consonância com a voga direitista. Nutriu-se em
modelos europeus, reais e teóricos, com a doutrinação portuguesa,
espanhola e italiana da direita.” 
(Francisco Iglésias. Trajetória política do Brasil: 1500-1964. Adaptado.)
Entre os modelos de direita incorporados à vida política brasileira
durante o Estado Novo estão:
a) O princípio democrático e liberal do franquismo e as leis trabalhistas
do fascismo italiano.
b) A doutrina stalinista e o anticomunismo salazarista.
c) O anticomunismo stalinista e os princípios liberais do franquismo e
do corporativismo italiano.
d) O corporativismo do trabalhismo fascista italiano e os princípios
democráticos e liberais do salazarismo.
e) O corporativismo salazarista e o anticomunismo tan to italiano como
espanhol.
11.Com relação ao Estado Novo (1937), nos seus aspec tos funda -
mentais, é correto afirmar que
a) se caracterizou pela aliança entre Vargas, os EUA e as forças
democráticas da Alemanha.
b) se marcou pela preocupação de Vargas em definir ideologicamente
o regime para obter o apoio dos EUA.
c) se caracterizou pela não intervenção do Estado no cam po econômico
e social, criando condições para o agravamento da luta de classes.
d) se iguala ao fascismo pela grande mobilização popu lar e existência
de um grande partido de massas (PTB).
e) se caracterizou pelacentralização absoluta do poder nas mãos do
Executivo, representado por Vargas e seus auxiliares mais próximos,
anulando a autono mia federalista dos estados.
12.O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), criado em 1930
por Getúlio Vargas,
a) era um órgão que garantia a liberdade artística, jor na lística e dos
demais meios de comunicação do Bra sil na Era Vargas.
b) promovia manifestações cívicas, nas quais os sindicatos de
esquerda tinham um papel importante de conscientização das
massas.
c) estimulava a produção de filmes nacionais e con cursos de música
e defendia o direito de os sindi catos realizarem seus comícios e suas
greves.
d) aproveitou-se do programa Hora do Brasil, que, além de transmitir
notícias políticas e informações, servia como porta de entrada para
as ideias liberais de Vargas.
e) era responsável por controlar os meios de comu nicação e promover
a propaganda do Estado Novo.
13.Sobre a política externa desenvolvida pelo governo brasileiro
durante o Estado Novo (1937-1945), é corre to afirmar:
a) Um dos objetivos centrais da política externa do período foi a
procura de recursos, em forma de capital e tecnologia, para
promover a industrialização do País. A estratégia adotada foi a da
barganha com Estados Unidos e Alemanha. 
b) A prioridade da política externa do período foi a de encontrar
mercados para os produtos brasileiros de exportação, especialmente
o café, de forma a contornar os efeitos da crise econômica deflagrada
em 1929. A estratégia adotada foi a do alinhamento incondicional
com a Alemanha.
c) Para atender ao seu principal objetivo – a obtenção de recursos
externos para promover a industria lização do País – Vargas optou
desde 1939 pelo alinhamento incondicional aos Estados Unidos,
então maior potência ocidental.
d) O alinhamento incondicional aos Estados Unidos foi a estratégia
adotada para garantir um novo mercado consumidor para o café
brasileiro. Em troca do apoio às proposições norte-americanas nos
organismos in ternacionais, o Brasil obteve isenção de taxas alfan -
degárias para o café exportado para os Estados Unidos.
e) As relações diplomáticas nesse período caracte riza ram-se pelo
alinhamento incondicional à Alemanha, em função da convergência
ideológica que aproxi mava a ditadura varguista do nazismo alemão.
14.Em 21 de dezembro de 1941, Getúlio Vargas recebeu Osvaldo
Aranha, seu ministro das Relações Exteriores, para uma reunião. Leia
alguns trechos do diário do presidente:
"À noite, recebi o Osvaldo. Disse-me que o governo americano não
nos daria auxílio, porque não confiava em elementos do meu governo,
que eu deveria subs tituir. Respondi que não tinha motivos para
desconfiar dos meus auxiliares, que as facilidades que estávamos dando
aos americanos não autorizavam essas desconfianças, e que eu não
substituiria esses auxiliares por imposições estranhas."
(VARGAS, Getúlio, Diário. São Paulo/Rio de Janeiro, 
Sicilia no/Fun dação Getúlio Vargas, 1995, vol. II, p. 443.)
A respeito desse período, podemos afirmar:
a) As desconfianças norte-americanas eram comple tamente infundadas
porque não havia nenhum sim patizante do nazifascismo entre os
integrantes do governo brasileiro.
b) Com sua política pragmática, Vargas negociou vanta gens
econômicas com o governo americano e manteve em seu governo
simpatizantes dos regi mes nazifascistas. 
c) Apesar das semelhanças entre o Estado Novo e os regimes fascistas,
Vargas não permitiu nenhum tipo de relacionamento diplomático
entre o Brasil e os países do Eixo.
196 –
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d) No alto escalão do governo Vargas havia uma série de simpatizantes
do regime comunista da União Soviética e de seu líder Joseph Stalin.
e) As pressões do governo norte-americano levaram Vargas a demitir
seu ministro da Guerra, o general Eurico Gaspar Dutra, admirador
dos regimes nazifascistas.
15.Em 10 de novembro de 1937, para justificar o golpe que instaurava
o Estado Novo, Getúlio Vargas discursava:
“Colocada entre as ameaças caudilhescas e o perigo das formações
partidárias sistematicamente agressivas, a Nação, embora tenha por si
o patriotismo da maioria absoluta dos brasileiros e o amparo decisivo
e vigilante das forças armadas, não dispõe de meios defensivos eficazes
dentro dos quadros legais, vendo-se obrigada a lançar mão das medidas
excepcionais que caracterizam o estado de risco iminente da soberania
nacional e da agressão externa.”
Baseando-se no texto acima, pode-se entender que
a) Vargas fala em nome da Nação, considerando-se o intérprete de seus
anseios e necessidades.
b) a defesa da Nação está exclusivamente nas mãos do Exército e do
patriotismo dos brasileiros.
c) Vargas delega às Forças Armadas o poder de lançar mão de medidas
excepcionais.
d) as medidas excepcionais tomadas estão na relação direta da falta de
formações políticas atuantes.
e) Vargas estabelecia uma oposição entre o patriotismo dos brasileiros
e a ação das Forças Armadas.
16.Sobre a política trabalhista do Estado Novo é correto afirmar que
a) autorizava a greve e não se inspirava na Carta Del Lavoro, vigente
na Itália fascista.
b) embora sendo reconhecidos os benefícios sociais do salário mínimo,
da Justiça do Trabalho e da CLT, Vargas manipulava as lideranças
sindicais e as relações com o Estado eram caracterizadas pelo
paternalismo e pelo intervencionismo.
c) nesse período vigorou um sindicalismo autêntico, livre da figura do
“pelego” ou líder sindical mani pula do pelo Estado.
d) a criação do imposto sindical trouxe enormes van tagens sociais, não
representando um instrumen to de subordinação ao Estado.
e) Vargas procurou manter uma postura liberal, não interferindo nas
relações capital e trabalho.
17.A política industrial da Era Vargas caracterizou-se por promover
a) a internacionalização da economia, com ênfase na produção de bens
de consumo.
b) as bases para a expansão industrial, por meio de uma política
econômica intervencionista, pragmática e nacionalista.
c) a introdução de capitais estrangeiros e a prática econômica liberal.
d) a redução do papel do Estado no desenvolvimento econômico.
e) a reintegração do País no sistema econômico mundial, por meio da
monocultura cafeeira.
18.A respeito do Estado Novo (1937-45), são feitas as seguintes
afirmações.
I. O golpe de Estado, que em novembro de 1937 instaurou a ditadura de
Getúlio Vargas, lançou mão, para sua legitimação, do pretexto da
iminência da revolução comunista no Brasil pelos agentes de Moscou.
II. Durante o Estado Novo, o governo foi conduzido de maneira
fortemente personalista, o que se evidenciava na supressão dos
partidos políticos, como a ANL e a AIB.
III.A Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada em 1933, foi
revogada pela ditadura varguista, que adotou uma política
meramente de repressão ao movimento operário.
Assinale:
a) Se apenas I é correta. b) Se apenas II é correta.
c) Se apenas III é correta. d) Se apenas I e II são corretas.
e) Se I, II e III são corretas.
19.“1930: Vamos deixar como está para ver como fica.
1945: Vamos deixar como está para ver como eu fico.”
(Máximas e mínimas do Barão de Itararé. 
Rio de Janeiro: Record, 1987. p.67.)
As frases acima, atribuídas pelo humorista Barão de Itararé a Getúlio
Vargas, são uma alusão às diferenças políticas entre 1930 e 1945. As
interpretações dadas à posição de Vargas em 1930 e em 1945 referem-
se, respectivamente,
a) à ausência de uma proposta de reformulação constitucional e à
tentativa de manter-se na Presidência, num contexto de redemo -
cratização.
b) à aliança com a “Política do Café com Leite” e à candidatura
presidencial de Vargas por via indireta.
c) à manutenção do modelo econômico de base agroexportadora e à
política industrialista direcionada para a autossuficiência nacional.
d) à reiteração da proposta federalista da Primeira República e à defesa
de um Estado em que o poder estivesse centralizado nas mãos do
presidente.
e) à dependência econômica do Brasil em relaçãoà Inglaterra e aos Esta -
dos Unidos e à tentativa de consolidar um Estado Nacional autônomo.
n MÓDULO 19 – República liberal
1. A moderna democracia brasileira foi construída entre saltos e
sobressaltos. Em 1954, a crise culminou no suicídio do presidente
Vargas. No ano seguinte, outra crise quase impediu a posse do
presidente eleito, Juscelino Kubitschek. Em 1961, o Brasil quase
chegou à guerra civil depois da inesperada renúncia do presidente Jânio
Quadros. Três anos mais tarde, um golpe militar depôs o presidente
João Goulart e o País viveu durante vinte anos em regime autoritário.
A partir dessas informações relativas à história repu blicana brasileira,
assinale a opção correta.
a) Ao término do governo João Goulart, Juscelino Kubitschek foi eleito
presidente da República.
b) A renúncia de Jânio Quadros representou a primeira grande crise do
regime republicano brasileiro.
c) Após duas décadas de governos militares, Getúlio Vargas foi eleito
presidente em eleições diretas.
d) A trágica morte de Vargas determinou o fim da carreira política de
João Goulart.
– 197
C4_3A_ET_HIST_2015_MA 12/06/15 13:16 Página 197
e) No período republicano citado, sucessivamente, um presidente
morreu, um teve sua posse contestada, um renunciou e outro foi
deposto.
2. Em 31 de março de 1964, o general Mourão Filho, de Minas Gerais,
iniciou um movimento de tropas em direção ao Estado da Guanabara.
Em vários estados, movimentos militares eclodiram, apoiando Mourão.
No dia seguinte, sem qualquer resistência do governo de João Goulart,
da população ou de militares legalistas, Jango foi deposto.
A justificativa para a deposição de Jango pelos mili tares foi a seguinte:
a) Jango estava transformando o Brasil numa república sindicalista e
comunista.
b) Jango estava realizando reformas que incomo davam os setores de
exportação de mercadorias para Cuba e China.
c) Jango estava se desviando da Revolução Reden tora, não querendo
implantar a Reforma Agrária, apro vada pelo Congresso.
d) Jango havia realizado a reforma agrária desapro priando imensos
latifúndios de empresas ame rica nas, sem indenização alguma.
e) Jango não obedeceu a uma resolução do Supremo Tribunal Federal
que regulamentava a Lei de Re messa de Lucros.
3. “Vai minha tristeza/ E diz a ela que sem ela não pode ser/ Diz-lhe
numa prece/ Que ela regresse/ Porque não posso mais sofrer/ Chega de
saudade/ A realidade é que sem ela/ Não há paz/ Não há beleza/ É só
tristeza e a melancolia/ Que não sai de mim/ Não sai de mim/ Não sai.”
(Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Chega de Saudade)
Esse é o trecho de uma das principais canções da bossa nova, gênero
que renovou a música brasileira.
Nessa época, vivia-se uma fase de otimismo no País. Altos índices
anuais de crescimento econômico, grandes obras públicas, estabele -
cimento de empresas estrangeiras, manutenção da estabilidade política
pelo presidente eleito e significativas conquistas esportivas em
competições internacionais eram características:
a) do governo do Garrastazu Médici e do chamado “Milagre
Brasileiro”.
b) do governo de João Goulart e da implementação das “Reformas de
Base”.
c) do governo de Getúlio Vargas e da política de substituição de
importações.
d) do governo de Jânio Quadros e da desnacio nali zação da economia.
e) do governo de Juscelino Kubitschek e do chamado “Nacional
Desenvolvimentismo”.
4. (...) procurou implementar o Plano Trienal e reduzir as desigual -
dades regionais. Elaborado (...) pelo economista Celso Furtado, o plano
pretendia deter a inflação sem diminuir o crescimento econômico. Para
tal projeto, além de gastos públicos e das contenções temporárias de
salários, previa-se a adoção de reformas de base (estruturas agrária,
tributária, administrativa, bancária, eleitoral e educacional) que
pudessem dinamizar a economia nacional.
(Flavio de Campos, Oficina de História – História do Brasil)
O fragmento faz referência ao governo de
a) João Goulart. b) Getúlio Vargas.
c) Juscelino Kubitsckek. d) Jânio Quadros.
e) Eurico Gaspar Dutra.
5. “O sucesso da política econômica de Kubitschek foi o resultado
direto de seu sucesso no sentido de manter a estabilidade política. (…)
O segredo residia na marcante habilidade de Kubitschek em encontrar
alguma coisa para cada um, enquanto evitava qualquer conflito direto
com seus inimigos. Este estilo político não envolvia mudanças
fundamentais. Pelo contrário, Kubitschek utilizava-se do próprio
sistema a fim de ganhar apoio”.
(Thomas Skidmore – Brasil: de Getúlio a Castelo. p. 207).
A política econômica referida no texto é
a) o Plano Cruzado, que tinha por objetivo combater a inflação.
b) o Plano SALTE, cujas propriedades eram saúde, alimentação,
transporte e energia.
c) o Plano de Reformas de Base, que tinha por prioridade a redistri -
buição de renda.
d) o Plano de Metas, que consagrava a política nacional-desenvol -
vimentista.
e) o Plano Trienal, que previa reformas econômicas estruturais.
6. Nas campanhas eleitorais e mesmo em discursos, é bas tante comum
a referência, por parte de candidatos, de parlamentares e até de
presidentes, a Juscelino Kubitschek. Tal lembrança pode ser justificada
pelo fato de que seu mandato (1956-1961)
a) caracterizou-se pela estabilidade política, graças à sua habilidade,
à aproximação com os militares e à aliança UDN-PTB, que garantiu
maioria no Con gresso.
b) correspondeu aos anos dourados da economia, de vi do aos
aumentos salariais, à redução da infla ção, ao apoio do FMI e à
implantação da indústria auto mobilística no Brasil.
c) atraiu o apoio da população rural, com a extensão da legislação
trabalhista ao campo e com a proposta de reforma agrária, objetivo
principal do Plano de Me tas.
d) foi um período de otimismo, marcado por grandes obras, pelo
crescimento do PIB e pela efervescência cultural, com o início da
Bossa Nova e do Cinema Novo.
e) reatou relações diplomáticas com os países do bloco socialista e
reconheceu o governo da Repú blica Popular da China,
desenvolvendo uma política externa inovadora.
7. A chamada “Aliança para o Progresso” constituiu:
a) Um programa de cooperação latino-americana iniciado pela
Argentina na década de 1960 e que contou com a participação dos
governos do Brasil, de Cuba e do México.
b) Um programa de reconstrução da Europa financiado pelo governo
dos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial.
c) Um programa de assistência econômica e social patrocinado pelos
Estados Unidos na década de 1960, para o desenvolvimento da
América Latina.
d) Um plano de financiamento de movimentos revolucionários latino-
americanos iniciado por Cuba e arquitetado pela antiga União
Soviética.
e) Um plano de desenvolvimento econômico iniciado pelo Brasil e que
pretendia estimular a indepen dência dos domínios portugueses na
África, na década de 1970.
198 –
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8. (FUVEST)
A charge da revista ilustra 
a) os conflitos do governo de Getúlio Vargas com as com panhias
norte-americanas para nacionalizar a ex tra ção e produção de
petróleo. 
b) a pressão de empresas internacionais contra o pro cesso de
nacionalização do petróleo brasileiro, in ten sificado após a Segunda
Guerra Mundial. 
c) a crise de produção de petróleo, após a Segunda Guerra Mundial,
que levou as “sete irmãs” a exigirem a desnacionalização da
produção no Brasil. 
d) o momento da criação da Petrobras, com o apoio das companhias
de petróleo internacionais, interes sadas em explorar o solo
brasileiro. 
e) as dificuldades de extração de petróleo pela Petro bras, que foi obri -
ga da a recorrer ao capital e a técni cos estrangeiros.
9. “Na Presidência da República, em regime que atribui ampla
autoridade e poder pessoal ao chefe de governo, o Sr. João Goulart
constituir-se-á, sem dúvida alguma, no mais evidente incentivo a todos
aqueles que desejam ver o País mergulhado no caos, na anarquia, na
luta civil.”
(Manifesto dos ministros militares à Nação, em 29 de agosto de 1961.)
Este Manifesto revela que os militares
a) estavam excluídosde qualquer poder no regime de democracia
presidencial.
b) eram favoráveis à manutenção do regime demo crático e
parlamentarista.
c) justificavam uma possibilidade de intervenção armada em regime
democrático.
d) apoiavam a interferência externa nas questões de política interna do
País.
e) eram contrários ao regime socialista implantado pelo presidente em
exercício.
10.Sobre o governo de João Goulart (1961-1964), é pos sível afirmar
que
a) tomou medidas claras e definidas para a implantação do socialismo
no Brasil.
b) propôs as chamadas “reformas de base” que pre ten diam promover,
entre outras, as reformas agrá ria e urbana. 
c) fechou os olhos às lutas guerrilheiras que se implan ta vam em
diversos pontos do Brasil.
d) foi anti-imperialista, promovendo a ruptura das relações
diplomáticas com os Estados Unidos.
e) tomou medidas drásticas contra os capitais exter nos, nacionalizando
as empresas estrangeiras.
n MÓDULO 20 – Ditadura militar e Nova República 
1. Após os resultados de 1974, os pleitos eleitorais passaram a ser um
risco para o governo, que passou a temer uma vitória das oposições
nas eleições municipais de 1976.
Assinale a alternativa que menciona as medidas do governo Geisel para
manter a “distensão lenta, segura e gradual” sob o seu controle,
restringindo as possibilidades de vitória eleitoral da oposição.
a) A imposição do Ato Institucional n.° 5 fechava os canais legais de
expressão da oposição, reduzindo-lhe as alternativas de atuação
política.
b) A Lei Falcão restringia a propaganda eleitoral à exibição dos nomes,
números, currículos e, no caso da televisão, às fotografias dos
candidatos, e o “Pacote de Abril” estendeu essas restrições às
eleições legislativas em todos os níveis.
c) A Emenda n.° 11 à Constituição Federal criou as “salvaguardas”
constitucionais, pelas quais o Executivo poderia decretar medidas
de emergência ou estado de emergência.
d) O Ato Institucional n.° 2 determinou que as eleições para presidente
e vice-presidente da República seriam indiretas, feitas pela maioria
absoluta do Congresso Nacional.
e) Foram extintos pelo AI-2 os partidos políticos existentes, dando o
monopólio da competição aos dois movimentos criados pelo próprio
regime: a Arena e o MDB.
2. Considere os seguintes fatos referentes à História de alguns países
da América. 
I. Em 1969, na Conferência de Port of Spain, os países latino-
americanos condenaram o pan-americanismo econômico que
favorecia os EUA em prejuízo das demais nações.
II. A ditadura no Uruguai, implantada em 1969, foi duramente
combatida pelos guerrilheiros tupama ros, que sequestraram altos
funcionários estran geiros residentes no país.
III. De 1969 a 1974, a Bolívia sofreu sucessivos golpes de Estado até
o exército assumir o governo, decretando a dissolução dos
sindicatos e dos partidos políticos.
A respeito dessas asserções deve-se afirmar que
a) somente I e II estão corretas.
b) somente I e III estão corretas.
c) somente II e III estão corretas.
d) todas estão corretas.
e) nenhuma está correta.
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3. O movimento pelas Diretas Já (1984), que levou mi lhões de
brasileiros às ruas, reivindicava
a) a realização das primeiras eleições municipais e estaduais desde o
golpe de 64.
b) o pluripartidarismo, uma vez que até aquele momento as eleições
eram disputadas entre dois partidos – ARENA e MDB.
c) o direito do voto feminino e do voto do analfabeto, proibido pelos
militares depois de 64.
d) o fim dos senadores biônicos, que eram indicados pelos generais
para ocupar lugar de destaque no Senado.
e) a eleição popular para a Presidência da República colocando fim à
ditadura militar.
“Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais,
Braços dados ou não.
Nas escolas, nas ruas,
Campos, construções
Caminhando e cantando,
E seguindo a canção. (...)”
(Geraldo Vandré, 1968)
4. Os festivais da canção eram ocasiões nas quais novas vozes e novos
compositores passavam a ser conhe cidos pelo público. Era o momento
das torcidas, dos cartazes na plateia, de poder, de alguma forma,
demonstrar a insatisfação contra o regime militar. Porém, em 13 de
dezembro de 1968, no mesmo ano em que os jovens se atreviam a
cantar e aplaudir Pra não dizer que não falei das flores, o governo
militar anunciou à nação o Ato Institucional n.º 5.
Por esse ato,
a) ficavam suspensos todos os direitos civis e constitucionais e
autorizava-se o presidente a decretar o recesso do Congresso Nacional.
b) iniciava-se a abertura política no Brasil, com a libe ra ção do
pluripartidarismo e a anistia geral e irrestrita.
c) a censura prévia foi definitivamente abolida, e retor na ram as eleições
diretas para os governos esta duais.
d) foram convocados deputados e senadores para a elaboração de uma
nova Constituição, a vigorar no ano seguinte.
e) tornou-se indireta a eleição para os governos esta duais e para os
prefeitos de capitais consi de radas de segurança nacional.
5. O chamado “pacote de abril”, conjunto de medidas promulgadas
pelo presidente Ernesto Geisel em 1977, representou
a) a institucionalização da ditadura militar, na medida em que criava
mecanismos de repressão à oposi ção, através de uma série de atos
institucionais, entre eles o AI-5.
b) a inauguração da política de abertura lenta e gradual, na medida em
que estabelecia o voto direto e universal para a escolha de senadores
e deputados.
c) a reação do governo às conquistas eleitorais da oposição, na medida
em que impunha restrições, como a eleição indireta de um terço dos
senadores por colégios eleitorais estaduais.
d) o retrocesso na política de abertura lenta e gradual, na medida em
que impunha a censura, até então inexistente, a todos os órgãos de
comunicação.
e) o fim da ditadura militar, na medida em que estabeleceu as eleições
diretas para todos os cargos de governo, inclusive a Presidência da
República.
6.
A tabela acima fornece dados sobre as eleições de 1974. Essas eleições
representaram uma importante mudança nos rumos da política
brasileira porque
a) a derrota do partido da situação na Câmara dos Deputados
demonstrava o processo de desgaste do regime militar junto ao
eleitorado brasileiro.
b) marcaram o início do bipartidarismo no Brasil e a vitória da
oposição nas eleições para o Senado Federal.
c) apesar da adoção da Lei Falcão, que impedia os can didatos de
discursar e expor suas ideias no rádio e na televisão, a oposição saiu-
se amplamente vito riosa.
d) a campanha pelo voto nulo, levada à frente pela opo sição, mobilizou
milhões de brasileiros que de monstraram seu descontentamento com
a ditadura.
e) pela primeira vez desde a introdução do biparti da rismo, a oposição
conseguiu uma votação maior que o partido do governo nas eleições
para o Se na do.
7.
TAXAS DE INFLAÇÃO NO BRASIL
(MOREIRA ALVES, M. H., Estado e oposição no Brasil (1964-1984). 
5. ed., Petrópolis, Vozes, 1989, p.331.)
Câmara dos 
Deputados
52%
48%
Senado
41%
59%
Câmara dos 
Deputados
11 866 482 votos
10 954 440 votos
Senado
10 068 810 votos
14 579 372 votos
ARENA
MDB
Índice
26,3 Jânio Quadros
33,3 
54,8 } João Goulart78,0 
87,8
55,4
39,5
28,8
27,8
20,3
18,2 } Milagre brasileiro17,3
17,4
20,5
31,5 
32,7
41,9
44,1
40,8
77,2 Lei da Anistia
110,2 Reorganização partidária
97,0
99,7
239,0
Ano
1960
1961
1962
1963
1964
1965
1966
1967
1968
1969
1970
1971
1972
1973
1974
1975
1976
1977
1978
1979
1980
1981
1982
1983
200 –
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A partir do exame dos dados da tabela acima, assinale a alternativa
correta:
a) O milagre econômico brasileiro caracterizou-se por crescimento do
PIB, entrada crescente de capitais estrangeiros e estabilização dos
índices inflacio nários.
b) O processo gradativo de abertura política ocorreu numa conjuntura
de elevação progressiva dos índices inflacionários. 
c) A luta armada contra o regime militar transcorreu numa conjuntura
de aumento progressivo da infla ção, o que explica a grande adesão
das classesmé dias urbanas, sobretudo estudantes e intelectuais.
d) A Lei da Anistia, que permitiu o retorno de exilados, a libertação de
presos políticos e a devolução de direitos a pessoas cassadas durante
a ditadura, ocorreu numa conjuntura de acentuada queda dos índices
inflacionários.
e) A estabilização da inflação registrada ao longo do governo João
Goulart permitiu ao presidente contar com o apoio de amplos
setores das classes médias, que se manifestaram favoravelmente às
Reformas de Base em grandes concentrações populares. 
8. Existem semelhanças entre as ditaduras militares brasileira (1964-1985),
argentina (1976-1983), uruguaia (1973-1985) e chilena (1973-1990).
Todas elas
a) receberam amplo apoio internacional tanto dos Esta dos Unidos
como da Europa Ocidental.
b) combateram um inimigo comum, os grupos esquer dis tas,
recorrendo a métodos violentos.
c) tiveram forte sustentação social interna, especialmen te dos partidos
políticos organizados.
d) apoiaram-se em ideias populistas para justificar a manutenção da
ordem.
e) defenderam programas econômicos nacionalistas, promovendo o
desenvolvimento industrial de seus países.
9. A caricatura de Glauco, no Folhetim de 18/11/79, critica
a) os programas televisivos que não eram submetidos à censura prévia
e favoreciam a inculcação de hábitos consumistas nos telespec -
tadores.
b) a censura dos anos ditatoriais, que obrigava os donos das redes de
televisão a substituírem os programas normais por comerciais.
c) a indústria cultural em crescente desenvolvimento, na época do
autoritarismo, que criava hábitos e valores consumistas.
d) a mediocridade de programas televisivos durante o regime militar,
submetidos a um sistema de monopólio estatal das redes de difusão.
e) a televisão comercial, como veículo do sistema político
implementado na fase da ditadura militar, para divulgar propagandas
anticomunistas.
10.Por força do Ato Institucional n.° 2, foram extintos todos os partidos
políticos, instituindo-se a ARENA e o MDB. Tendo Roberto Campos
à frente do Ministério do Planejamento, foi lançado o PAEG, ao lado
de arrocho salarial e criação do FGTS, extinguindo a estabilidade no
emprego. Essas medidas marcaram o governo de
a) Castelo Branco. b) Costa e Silva. c) Garrastazu Médici.
d) Ernesto Geisel. e) João Figueiredo.
11.Leia as manchetes sobre Tancredo Neves e as afirmativas seguintes
e assinale a alternativa correta:
I. A manchete 1 refere-se à crise institucional brasileira que se seguiu
após a renúncia de Jânio Quadros, em 1961, enquanto a manchete
2 refere-se à eleição indireta de Tancredo Neves para a Presidência
da República, realizada pelo Colégio Eleitoral, dando início ao
período da Nova República.
II. Ambas as manchetes referem-se ao conturbado período de transição
da ditadura militar (1964-1985) para uma nova era de liberdades
democráticas.
III.A manchete 1 refere-se à discutida escolha de Tancredo Neves para
o cargo de primeiro ministro no sistema parlamentarista e, como
resultado de seu excelente desempenho, foi eleito logo em seguida
presidente da República (manchete 2), através de um plebiscito que
optou pelo sistema presidencialista.
– 201
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a) Apenas a afirmativa II está correta.
b) Apenas a afirmativa I está correta.
c) Apenas a afirmativa III está correta.
d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
e) Apenas as afirmativas II e Ill estão corretas.
12.A 15 de janeiro de 1989, foi criado pelo presidente Sarney o Plano
Verão, cujas principais medidas foram:
a) Combate ao deficit público; realização de eleições municipais;
criação do cruzado novo; diminuição das taxas de juros.
b) Aumento da quantidade de dinheiro em circulação; fim da OTN e
da URP; novo mecanismo de reajustes mensais de salário, de acordo
com a inflação do mês anterior; realização de eleições municipais.
c) Congelamento de preços e salários; criação do cruzado novo; fim
da OTN e da URP; elevação das taxas de juros.
d) Assinatura de um novo acordo externo normalizando as relações do
país com o mercado financeiro inter nacional; criação do cruzado;
fim das taxas de juros; congelamento de preços e salários.
e) Criação de pacto social entre setor privado, traba lhadores e governo;
realização de eleições muni cipais; criação do cruzado; fim das taxas
de juros.
13.Sobre a eleição de Tancredo Neves, em 1985, é correto afirmar que
a) foi eleito pela Aliança Democrática, de forma direta, tendo como
opositor Paulo Maluf.
b) foi eleito pela Aliança Democrática, de forma indireta pelo Colégio
Eleitoral, tendo como opositor José Sarney.
c) foi eleito somente pelo PMDB, de forma direta, tendo como
opositor Paulo Maluf.
d) foi eleito somente pelo PMDB, de forma indireta pelo Colégio
Eleitoral, tendo como opositor Paulo Maluf.
e) foi eleito pela Aliança Democrática, de forma indireta pelo Colégio
Eleitoral, tendo como opositor Paulo Maluf.
14.Após o impeachment de Collor, Itamar Franco assumiu a
Presidência do Brasil, dizendo que sua meta era combater a pobreza, a
inflação e a recessão. Sobre seu governo é correto afirmar que 
a) o desemprego e a miséria diminuíram, dando alento à população.
b) os erros políticos, administrativos e econômicos cometidos por ele
geraram incertezas quanto ao futuro do País.
c) conseguiu reduzir consideravelmente a taxa infla cionária do País,
ao bloquear os ativos financeiros das pessoas físicas e jurídicas.
d) visava a defender e recuperar as reservas interna cionais do País com
a decretação da moratória.
e) buscava controlar os preços e desindexar a economia, com a criação
do Plano Cruzado.
15.“O que é meridianamente claro é que a ditadura deixa uma herança
arrasadora. Desorganização, miséria, cinis mo político, corrupção
institucional, inflação de três dígi tos e recessão, uma dívida interna e
externa calami tosa e combinada ao controle imperialista, programado
por dentro da nossa economia e da nossa política econô mi ca, uma
burguesia desmoralizada pela aventura contrarrevolucionária, um
Estado minado por doutrinas e práticas autocráticas, um regime de
partidos montado para pulverizar as forças sociais ativas na sociedade
civil e, especialmente, para fortalecer o sistema como núcleo de
militarização do poder político estatal.”
(Florestan Fernandes – Eleições diretas e democracia)
O texto anterior, do eminente sociólogo brasileiro, aponta traços de
uma “herança arrasadora” legada
a) pelos longos anos do Estado oligárquico, dominado pelos
cafeicultores de São Paulo e Minas Gerais, en tre 1890 e 1930.
b) pela década e meia do governo conduzido autoritaria mente por
Getúlio Vargas, após o triunfo do movi men to político de 1930.
c) pelos governos populistas de Juscelino Kubitschek e João Goulart,
entre 1946 e 1964.
d) pelo regime militar, durante o qual se sucederam cinco presidentes
generais, entre 1964 e 1985.
e) pelos desastrosos anos dos governos de Fernando Collor e Itamar
Franco, de 1990 a 1995.
16.Fernando Henrique Cardoso governou o Brasil entre 1994 e 2002.
A respeito desse período, é correto afirmar:
a) Estabeleceu-se uma nova Constituição para o Brasil e uma nova
política econômica denominada Plano Real.
b) Teve início com o impeachment de Fernando Collor de Mello,
afastado da Presidência sob acusações de corrupção.
c) Estabeleceu-se um governo social-democrata com a aliança entre o
PSDB e a maioria dos partidos de esquerda do Brasil.
d) Foi aprovada a Emenda Constitucional que permitiu a reeleição do
presidente da República Federativa do Brasil.
e) Caracterizou-se pela reversão do processo de privatizações de
empresas estatais que marcara os governos anteriores.
17.Sobre os partidos políticos que disputaram as eleições presidenciais
no segundo semestre de 2006, pode-se afirmar que:
a) O PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) teve sua
origem no MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e tem como
principais líderes os ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor
de Mello.
b) O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira)teve sua origem
no MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e teve André Franco
Montoro como um de seus fundadores.
c) O PT (Partido dos Trabalhadores) teve sua origem no movimento
sindical de base rural e tem como principal líder e fundador o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
d) O PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) teve sua origem no movi -
mento comunista e, dentre seus líderes, destaca-se o ex-governador
Miguel Arraes.
e) PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasi leiro) é
atualmente o partido com a maior bancada no Congresso Nacional
e teve sua origem na antiga UDN (União Democrática Nacional).
18.Há vários anos a taxa de juros vem sendo debatida nas campanhas
eleitorais e colocada como uma das questões centrais da política
econômica brasileira.
Sobre isso pode-se afirmar:
a) O maior problema relacionado às taxas de juros no Brasil refere-se
à sua constante oscilação, porque dificulta a opção segura por
investimentos de médio e longo prazo.
b) A queda da taxa de juros no Brasil vem acarretando, nos últimos
anos, o desaquecimemo da economia brasileira e, portanto, a
redução do PIB.
c) A oscilação da taxa de juros que atualmente se verifica no Brasil
leva os empresários a investir, preferencialmente, no mercado
financeiro, e não nos setores produtivos da economia.
202 –
C4_3A_ET_HIST_2015_MA 12/06/15 13:16 Página 202
– 203
d) As atuais altas taxas de juros inibem a expansão e o crescimento
econômico porque, entre outros fato res, não estimulam a tomada
de empréstimos.
e) Taxas de juros baixas, como as verificadas atual mente no Brasil,
inibem a expansão industrial porque reduzem a taxa de lucro das
empresas.
19.A campanha eleitoral de Fernando Collor de Mello baseou-se,
essencialmente, no tema da moralização administrativa e política. Que
outro candidato à Presidência da República explorou, com preferência,
a mesma temática?
a) Eurico Gaspar Dutra. b) Fernando Henrique Cardoso.
c) Tancredo Neves. d) Jânio Quadros.
e) Getúlio Vargas.
20.O Ano de 1992 ficou conhecido em nossa história co mo o ano do
“Brasil passado a limpo”. Nas alternativas abaixo, indique os fatos que
justificaram essa de finição.
a) A implementação do Plano Real que conteve o pro cesso
inflacionário.
b) A promulgação da nova constituição, vista como avan çada por suas
conquistas trabalhistas, sociais e ecológicas.
c) A decretação pelo senado do impeachment do presidente Collor de
Mello e a suspensão de seus direitos políticos por oito anos, após
vasta relação de denúncias de corrupção, irregularidades e tráfico
de influência.
d) A abertura do mercado, facilitando a importação e gerando deficit
comercial.
e) O crescimento de falências, concordatas e desem prego, como
resultado da economia informacional e globalizante.
FRENTE 2
n MÓDULO 7 – Neocolonialismo
1. As linhas gerais da divisão colonial da África entre as potências
europeias foram definidas na Conferência de Berlim (1884-1885).
Sobre essa Conferência é correto afirmar:
a) Convocada pelo chanceler alemão Bismark, discutiu os problemas
da navegação e do comércio nos Rios Congo e Níger e formas de
apropriação colonial de territórios africanos.
b) Participaram da reunião representantes de 15 países europeus e 12
africanos, além dos EUA.
c) Dividiu o continente em colônias e fixou princípios para evitar
conflitos entre as potências que se lançavam à partilha da África.
d) Estabeleceu o impedimento da evasão em massa dos excedentes
demográficos europeus para esse continente.
e) Implantou regimes políticos favoráveis à indepen dência das colônias
africanas.
2. Sobre o imperialismo no século XIX, é correto afirmar que
a) caracterizou-se pela valorização da diplomacia e do reconhecimento
da autodeterminação dos povos em lugar de intervenções militares
e da manutenção das áreas coloniais.
b) caracterizou-se pelo incremento das atividades mercantis e pelo
fluxo de matérias-primas dos países desenvolvidos para as regiões
em processo de desenvolvimento. 
c) caracterizou-se pela emergência de potências asiá ticas detentoras de
alta tecnologia, abundante mão de obra e enormes reservas de
matérias-primas.
d) caracterizou-se pela conquista e subordinação de territórios
destinados ao papel de fornecedores de matérias-primas e consu -
midores de produtos dos países industrializados.
e) caracterizou-se pelo desenvolvimento do capi talismo monopolista
comercial e pela articulação de diversas regiões do planeta por meio
do forta lecimento do mercado internacional.
3. “Como a lei da gravitação universal de Newton, a Teoria da
Evolução teve consequências revolucionárias fora da área científica.
[...]
Alguns pensadores sociais aplicaram as conclusões darwinianas à
ordem social, produzindo teorias que as transferiram à explicação dos
problemas sociais. As expressões “luta pela existência” e “sobrevi -
vência do mais capaz” foram tomadas de Darwin para apoiar a defesa
que faziam do individualismo econômico.”
(Flávio de Campos e Renan Garcia – Oficina de História)
O darwinismo social foi utilizado como argumento para justificar, no
século XIX, o
a) colonialismo. b) imperialismo. c) liberalismo.
d) socialismo. e) neoliberalismo.
4. “O imperialismo surgiu quando a classe detentora da produção
capitalista rejeitou as fronteiras nacionais como barreira à expansão
econômica. A burguesia ingressou na política por necessidade
econômica: como não desejava abandonar o sistema capitalista, cuja lei
básica é o constante crescimento econômico, a burguesia tinha de
impor essa lei aos governos, para que a expansão se tornasse o objetivo
final da política externa.”
(Hannah Arendt – Origens do totalitarismo)
O período de desenvolvimento do capitalismo europeu a que o texto faz
referência atingiu seu apogeu, se gundo a autora, nas últimas décadas do
século XIX, e encerrou-se nos primeiros anos após o término da
Segunda Guerra Mundial.
Considere as seguintes proposições sobre esse período histórico:
I. Os defensores da política expansionista justifica ram a conquista de
áreas coloniais, na África e na Ásia, em grande medida como uma
“missão civi li zadora” das nações europeias.
II. Na Guerra dos Bôeres, a Inglaterra combateu co lo nos (descendentes
de holandeses) das repúblicas de Orange e Transvaal, anexando-as
por fim às suas possessões no sul da África.
III.As áreas coloniais passaram a representar não só valiosos mercados
consumidores para manufa tu ra dos europeus, mas também
importantes centros fornecedores de matérias-primas.
IV. A independência da Índia, em 1947, em que se destacou o líder
Mahatma Gandhi, inseriu-se num processo geral de descolonização
dos continentes africano e asiático.
São corretas:
a) apenas I e II. b) apenas II e III.
c) apenas III e IV d) apenas I, II e III.
e) I, II, III e IV.
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204 –
5. Uma das alternativas abaixo não corresponde às diferenças entre o
Neocolonialismo do século XIX e o Colonialismo do século XVI.
a) Os agentes do Colonialismo foram a burguesia financeiro-industrial
e os Estados da Europa, Amé rica, enquanto os do Neocolonialismo
foram os Es tados metropolitanos europeus e sua burguesia
comercial.
b) As principais áreas de dominação do Neocolonialis mo foram a
África e a Ásia, e as do Colonialismo, as Américas.
c) A fase do capitalismo em que o Neocolonialismo se desenvolveu
denominou-se Capitalismo Industrial e Financeiro e a do
Colonialismo, Capitalismo Comer cial.
d) O Neocolonialismo buscava garantir a reserva de mercados e o
fornecimento de matérias-primas, en quanto o Colonialismo buscava
o fornecimento de produtos tropicais e metais preciosos.
e) O Neocolonialismo teve como justificativa ideo lógica a missão
civilizadora do homem branco de espalhar o progresso, enquanto no
Colonialismo a justi ficativa era a expansão da fé cristã.
6. A partir de meados do século XIX, as nações capitalistas passaram
a exercer novas formas de dominação sobre as áreas periféricas. Esse
processo passou a ser denominado
a) Militarismo. b) Corporativismo.
c) Neocolonialismod) Monopolismo.
e) Protecionismo.
7. "Cessara de ser um espaço em branco ou um delicioso mistério – um
retalho sobre o qual um garoto podia sonhar sonhos de glória. Tornara-se
um lugar tenebroso."
(Joseph Conrad. O coração das trevas. Porto Alegre: LPM, 1997, p.13.)
A observação acima, feita por um personagem do romance de Conrad,
de 1902, refere-se à colonização da África por países europeus durante
o século XIX. 
Considerando a experiência histórica dessa colonização, pode-se dizer
que as expressões "espaço em branco ou um delicioso mistério" e "um
lugar tenebroso" podem se referir, respectivamente, à
a) necessidade de encontrar novas rotas de navegação e à crença de
que havia um abismo no mar.
b) disposição de buscar novas aventuras e às inúmeras doenças,
inclusive a AIDS, encontradas na África.
c) transformação da África numa zona de influência ocidental e à
ausência de recursos minerais no continente.
d) vontade de dominar novos territórios e às ações brutais que
envolveram as investidas europeias.
e) perspectiva de ampliar as relações diplomáticas e aos problemas
climáticos enfrentados pelos europeus.
8. Com a publicação do livro do economista inglês Hobson,
Imperialismo: um estudo, em 1902, difundiu-se o significado moderno
da expressão "imperialismo", que passou a ser entendido como 
a) um esforço despendido pelas economias centrais, no sentido de
promover as economias periféricas. 
b) a condição prévia e necessária ao incremento do desenvolvimento
industrial nos países capitalistas. 
c) um acordo entre as potências capitalistas, visando dividir, de forma
pacífica, os mercados mundiais. 
d) a expansão econômica e política em escala mundial das economias
capitalistas na fase monopolista.
e) o "fardo do homem branco", um empreendimento europeu,
procurando expandir a civilização na África. 
9. Júlio Verne (1828-1905) foi um famoso romancista francês. Em
seus livros, descreveu engenhos, máquinas e viagens que somente
seriam realizadas décadas depois. Em 1863, imaginou o balão dirigível,
em "Cinco semanas num balão"; em 1870, inventou o submarino
elétrico em "Vinte mil léguas submarinas"; no mesmo ano, descreveu
uma viagem espacial em "À roda da Lua". Sua ficção relaciona-se com
a) o surgimento da física quântica, decorrente do crescimento urbano
e industrial desenfreados.
b) o avanço do movimento operário, das lutas populares e do "espectro
do comunismo", tal qual Marx previra.
c) o desmantelamento dos Estados liberais e a montagem das
monarquias constitucionais e parlamentaristas.
d) a descrença em relação à ciência e à cultura patrocinada pela Europa
Imperialista.
e) o avanço da ciência e da tecnologia do mundo industrial, bem como
com o otimismo da sociedade burguesa.
10.Considerando a Revolução Industrial em suas duas diferentes fases,
podemos afirmar que
a) a primeira fase caracterizou-se pela utilização da eletricidade e do
ferro e desenvolveu-se primeiramente na Inglaterra, na França e na
Bélgica.
b) tanto a primeira como a segunda fase da Revolução Industrial
caracterizaram-se pela utilização do aço e da eletricidade.
c) Alemanha, Itália, Rússia, EUA e Japão foram os países que se
destacaram em sua primeira fase.
d) tanto a primeira como a segunda fase da Revolução Industrial
caracterizaram-se pela utilização do carvão e do aço.
e) a segunda fase da Revolução Industrial caracterizou-se pela
utilização do aço, da eletricidade e do petróleo.
n MÓDULO 8 – Primeira Guerra Mundial e
Revolução Russa
1. "O clima internacional na Europa era carregado de antagonismos
que se expressavam na formação de alianças secretas e de sistemas de
alianças, tornando a ameaça de uma guerra inevitável. O desen vol -
vimento desigual dos países capitalistas, a partir do sé culo XIX, levara
países que chegaram tarde à com petição internacional, como a
Alemanha, a reivin dicarem uma redivisão do território econômico
mundial. Cada vez mais aumentou a rivalidade pela luta por mercados
consumidores de produtos industriais, pela aquisição de matérias-
primas fundamentais e por áreas de investimento." 
(AQUINO, Rubim Leão de et al. História das sociedades: 
da Moderna à Contemporânea. Rio de Janeiro: Record, 2000.)
No sistema de alianças, às vésperas da I Guerra Mundial, estavam a
Tríplice Aliança e a Tríplice Entente, compostas, respectivamente,
pelos seguintes Estados-nações:
a) Alemanha, Áustria-Hungria e Rússia e, na defesa de interesses
antagônicos, Inglaterra, Itália e França.
b) Alemanha, Áustria-Hungria e Itália e, na defesa de interesses
antagônicos, Inglaterra, França e Rússia.
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– 205
c) Alemanha, Rússia e Itália e, na defesa de interesses antagônicos,
Inglaterra, Áustria-Hungria e França.
d) Alemanha, Áustria-Hungria e Inglaterra e, na defesa de interesses
antagônicos, Itália, França e Rússia.
e) Alemanha, França e Rússia e, na defesa de interesses antagônicos,
Inglaterra, Itália e Áustria-Hungria.
2. “Caros camaradas, soldados, marinheiros e trabalha dores, tenho o
prazer de congratulá-los pela vitória da revolução russa, saudá-los
como a vanguarda do exército proletário internacional (...) A guerra do
ban ditismo imperialista é o começo da guerra civil na Europa. (...). Na
Alemanha, tudo já está fermentando! Não hoje, mas amanhã, qualquer
dia, pode ocorrer o colapso geral do capitalismo europeu. A revolução
russa que vocês realizaram deu o golpe inicial e inaugurou uma nova
era, (...). Viva a Revolução Social Internacional!”
(Discurso de Lenin em 16 de abril de 1917, citado em Wilson, 
E., Rumo à estação Finlândia. São Paulo: Cia. Das Letras, 1986. pg. 441)
Assinale a alternativa que melhor apresenta a temática central do
discurso de Lenin:
a) O apelo à manutenção da ordem interna em meio ao processo
revolucionário bolchevique.
b) A defesa da união de russos e alemães contra os imperialistas, na
Primeira Guerra Mundial.
c) a defesa da permanência russa na Primeira Guerra Mundial como
fator necessário à desestabilização do capitalismo internacional.
d) O triunfo da revolução menchevique na Rússia co mo o primeiro
passo para a revolução socialista mun dial.
e) A comemoração por conta da derrocada do sistema capitalista
internacional, com o fim da Pri meira Guerra Mundial.
3. “Na medida em que o Governo Provisório consolidar os progressos
da Revolução, será preciso apoiá-lo; na medida em que aquele governo
se tornar contrarrevolucionário, será inadmissível que se o sustente.”
(Relatório de Josef Stalin à Conferência Bolchevique, em 29 de março de
1917.) 
No trecho do relatório citado, o autor faz referência
a) às causas políticas da revolta dos marinheiros do encouraçado
Potemkim, o maior navio de guerra da Rússia.
b) ao governo que emergiu da Revolução de Fevereiro (março pelo
calendário ocidental), que derrubou o regime czarista.
c) à ação dos Soviets após o Domingo Sangrento, res pon sável pela
organização de greves e manifesta ções em toda a Rússia.
d) à dissolução do governo provisório pela Duma, as sembleia de
representantes dos soldados, campo neses e operários russos.
e) à Revolução Bolchevique, liderada por Vladimir Ilitch Ulianov
Lenin, que implantou o Socialismo e criou a União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas.
4. Sobre a Revolução Russa de 1917 e seu contexto são feitas as
seguintes afirmações:
I. Durante o governo de Lenin, institui-se a NEP (Nova Política
Econômica), que visava a reerguer a econo mia, estimulando a
pequena produção industrial e agrícola por meio da aplicação,
planejada pelo Estado, de algumas medidas de cunho capitalista.
II. Com os planos quinquenais, o governo de Josef Stalin consolidou,
em grande medida, os objetivos iniciais de planificação econômica
e industrialização, simultaneamente à coletivização dos campos e
de todos os meios de produção.
III.Leon Trotski, opositor de Stalin, defendia o princípio da revolução
permanente, enquanto seu inimigo político sustentava o do
socialismo num só país como condição prévia à expansão
internacional da Revolução.Assinale:
a) Se apenas I é correta. b) Se apenas II é correta.
c) Se apenas I e II são corretas. d) Se apenas I e III são corretas.
e) Se I, II e III são corretas.
5. “Uma série de medidas são tomadas pelos dirigentes do novo
regime. Entre elas, quatro decretos são vota dos respondendo às aspi -
rações populares. A aspiração principal era a saída da guerra: o decreto
da paz definiu uma paz equitativa e democrática, sem anexações e
contribuições por parte de vencidos e vencedores. O decreto sobre a
terra aboliu a grande propriedade, sem gradualismo e sem indeniza -
ções. O decreto sobre a indústria passou as empresas industriais para
o controle dos operários. Finalmente o decreto sobre as nacionalidades
estabeleceu a igualdade e a soberania de todos os povos.”
(Carlos Guilherme Mota, História Moderna e Contemporânea)
O fragmento de texto acima refere-se à
a) Conferência de Berlim.
b) Revolução Russa.
c) Comuna de Paris.
d) Guerra Civil Espanhola.
e) Revolução Francesa.
6. “Foi só um Natal! Tudo calmo, a não ser uns tiros de emboscada do
lado direito, mas nada no fronte. Nas trincheiras, aconteceram as cenas
mais extraordiná rias. Em frente a nossa barricada, nossos homens
saíram e se misturaram com os alemães, conver sando, trocando
cigarros etc. Alguns dos nossos foram até as trincheiras inimigas e lá
ficaram algum tempo, entretidos!”
(Carta de um oficial, citada no The Times. In Jornal do século.)
“Levando em conta a alta dos preços, o custo total do conflito
representa 30% da riqueza nacional francesa, 22% da alemã, 32% da
inglesa, 26% da italiana e 9% da norte-americana”.
(História Geral das Civilizações – Maurice Crouzet)
Aos fragmentos de texto acima podemos associar
a) a Guerra do Golfo.
b) a Primeira Guerra Mundial.
c) a Guerra do Vietnã.
d) a Guerra da Bósnia.
e) a Guerra do Afeganistão.
7. Vladimir Ulyanov ficou conhecido como Lenin e foi con siderado o
grande líder da Revolução Russa de 1917, que pela primeira vez na
história implantou um sistema comunista de governo. O comunismo
tem como um de seus princípios de organização social
a) a defesa da livre-iniciativa comum para todos.
b) a privatização dos aparelhos estatais.
c) o livre comércio.
d) o estímulo social à produção de capital especulativo.
e) a socialização dos meios de produção.
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206 –
8. A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) resultou de uma alteração
da ordem institucional vigente em longo período do século XIX. Entre
os motivos desta alteração, destacam-se
a) a divisão do mundo em dois blocos ideologicamente antagônicos e
a constituição de países industrializados na América.
b) a desestabilização da sociedade europeia com a emergência do
socialismo e a constituição de gover nos fascistas nos países
europeus.
c) o domínio econômico dos mercados do continente europeu pela
Inglaterra e o cerco da Rússia pelo capitalismo.
d) a oposição da França à divisão de seu território após as guerras
napoleônicas e a aproximação entre a Inglaterra e a Alemanha.
e) a unificação da Alemanha e os conflitos entre as potências
suscitados pela anexação de áreas coloniais na Ásia e na África.
9. Ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, em 1914, a Alemanha
dispunha de um plano militar – o Plano Schlieffen – que tinha como
principal objetivo
a) o ataque naval à Inglaterra.
b) neutralizar os Estados Unidos.
c) a aliança com a Itália e o Japão.
d) agir ofensivamente contra a França e a Rússia.
e) a anexação da Áustria.
10."... derrota na guerra, deserções, motins militares contra os
superiores, greves nas fábricas, falta de gêneros alimentícios e
combustíveis nas principais cidades, queda na produção, aviltamento
dos salários, incapacidade governamental e crescente miséria das
massas."
O quadro descrito no texto conduziu à
a) derrota dos franceses no Vietnã em 1954.
b) descolonização afro-asiática em 1945.
c) rebelião Boxer na China em 1900.
d) Segunda Guerra Mundial em 1939.
e) Revolução Russa em 1917.
n MÓDULO 9 – Crise de 1929 e Nazifascismo
1. "A chave da organização dos grandes espetáculos era converter a
própria multidão em peça essencial dessa mesma organização... O uso
de uniforme, comum entre os militantes nazistas, servia à dissimulação
das diferenças sociais e projetava a imagem de uma comunidade coesa
e solidária...".
(Lenharo, A. Nazismo: o triunfo da vontade. 
São Paulo: Ática, p. 39.)
A respeito do nazismo é correto afirmar:
a) Tratava-se de uma ideologia socialista que pregava o fim da
propriedade privada dos meios de produção.
b) Tratava-se de uma ideologia liberal que defendia a superioridade
racial ariana.
c) Tratava-se de uma ideologia aristocrática que sustentava a
superioridade social da burguesia.
d) Tratava-se de uma ideologia autoritária que se baseava na doutrina
social-cristã.
e) Tratava-se de uma ideologia nacionalista que camuflava as
diferenças entre as classes sociais.
2. “Eu poderia ter transformado esta sala num campo arma do de
‘camisas negras’, um acampamento para cadáveres. Eu poderia ter
costurado as portas do Parlamento.”
(Benito Mussolini, 16/11/1922)
Esse discurso
a) instaurou um governo nacional socialista e demo crático na Itália,
em oposição ao governo fascista do rei Vitor Emanuel III.
b) atacou a inoperância do Parlamento Socialista Italiano, que
emperrava as reformas políticas e sociais propostas pelo Partido
Fascista Social-Democrata Italiano.
c) marcou a despedida do cargo de deputado exercido por Mussolini,
que, a partir daquele momento, começou a lutar na região de
Piemonte para derrubar o rei.
d) defendeu o fim do governo absolutista do rei Vitor Emanuel III e a
criação de uma Monarquia Parlamen tar nos moldes da República
francesa.
e) instaurou um novo governo, cuja maioria pertencia ao Partido
Fascista Italiano, o qual ocasionou o fim da democracia parlamentar
e a formação de uma ditadura fascista.
3. “Karl Radek, um militante comunista espantado com os resultados
eleitorais do partido nazista em 1930, chamou a atenção para o fato de
que se tratava de um “partido sem história” desconhecido da literatura
burguesa e da socialista, uma ilha isolada na política alemã. Na
realidade, novo enquanto partido, o NSDAP [Partido Nacional-
Socialista Alemão dos Trabalhadores] estava agrupando muitas
propostas que nacionalistas, conservadores e até mesmo esquerdistas
vinham levantando há tempos na Alemanha. O resultado final desse
amálgama redundou num projeto contrarrevolucionário que deu certo,
até que a máquina ‘ficasse louca’, sem controle, no dizer de Félix
Guattari.”
(Alcir Lenharo, Nazismo – O triunfo da vontade)
Sobre a ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha, é correto afirmar
que
a) se relaciona diretamente com o Pacto Germano-Soviético, pois
interessava à União Soviética apoiar os nazistas para derrotar as
forças liberais europeias.
b) apesar de derrotado nas eleições parlamentares de 1932, o Partido
Nazista faz uma aliança política com a social-democracia e com a
democracia-cristã.
c) tem estreitas ligações com a conjuntura política eu ropeia, pois os
nazistas inspiraram-se na Inglaterra, a primeira nação a adotar um
regime totalitário.
d) após o fraco desempenho eleitoral nas eleições parlamentares de
1932, o Partido Nazista pratica um golpe de Estado, com apoio dos
partidos de direita.
e) foi uma decorrência dos efeitos da crise capitalista a partir de 1929,
que gerou um forte aumento no desemprego, atingindo milhões de
trabalhadores em 1932.
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– 207
4. “Hitler considerava que a propaganda sempre deveria ser popular,
dirigida às massas, desenvolvida de modo a levar em conta um nível de
compreensão dos mais baixos. ‘As grandes massas’, dizia ele, ‘têm
uma capacidade de recepção muito limitada, uma inteli gência modesta,
uma memória fraca’. Por isso mes mo, a propaganda deveria restringir-
se a pouquíssimos pontos, repetidos incessantemente...Tudo interessa
no jogo da propaganda: mentiras, calúnias;para mentir, que seja grande
a mentira, pois assim sendo, ‘nem passará pela cabeça das pessoas ser
possível arquitetar uma tão profunda falsificação da verdade’”.
(Lenharo, Alcir, Nazismo, “o triunfo da vontade”. 
6.ª ed., São Paulo, Ática, 1998, p. 47-48.)
A respeito do nazismo é correto afirmar:
a) Não pode ser definido como um regime totalitário, uma vez que a
aceitação de sua doutrina foi conseguida pelo convencimento das
massas populares, através de uma intensa propaganda.
b) Utilizou-se da propaganda para construir uma imagem grandiosa da
Alemanha, para louvar seu líder Adolph Hitler e para estimular a
perseguição a grupos considerados perigosos, traidores e inferiores
à raça ariana.
c) Os grandes espetáculos eram espontaneamente organizados pelas
massas e contavam com uma diversidade de símbolos e bandeiras
representando a pluralidade étnica característica da Alemanha.
d) A celebração procurava interferir na educação da juventude alemã,
uma vez que as escolas conse guiram manter-se a salvo das
influências nazistas.
e) Apesar da intensa propaganda, o número de parlamentares eleitos
pelo partido nazista manteve-se estável na década de 1930,
formando uma ruidosa minoria que só chegaria ao poder pelo golpe
de Estado de 1933.
5. “Atrás do jovem, a guerra, em frente a ele a ruína social, à sua
esquerda ele está sendo empurrado pelos comunistas, à direita, pelos
nacionalistas e por toda a sua volta não existe um só traço de
honestidade, de racionalidade, e todos os seus bons instintos estão
sendo distorcidos pelo ódio."
(Apud GAY, P., A cultura de Weimar, trad., 
Rio, Paz e Terra, 1978, p. 160.)
A análise acima foi feita pelo novelista alemão Jakob Wassermann e diz
respeito à situação social durante a República de Weimar, quando a
Alemanha
a) presenciou a derrocada do nazismo e o esta belecimento da
democracia tutelada pelas principais potências ocidentais e pela
União Soviética.
b) vivenciou uma experiência democrática marcada pelos sucessivos
governos de centro-esquerda, encabeçados pelo Partido Democrata
Alemão.
c) passou por uma experiência democrática abalada por graves crises
econômicas e pelas investidas de partidos e grupos extremistas de
esquerda e de direita. 
d) assistiu à consolidação no poder do grupo espar taquista liderado por
Rosa de Luxemburgo, que questionava duramente as concessões
ideológicas feitas pelos sociais-democratas.
e) enfrentou a guerra contra a Tríplice Aliança, man ten do o regime
democrático a partir de uma coalizão de centro-esquerda liderada
pelos sociais-demo cra tas.
6. Em três momentos importantes da história europeia – Revoluções
de 1830-1848, Primeira Guerra Mundial de 1914-18 e movimentos
fascista e nazista das décadas de 1920-30 – nota-se a presença de uma
força ideoló gi ca comum a todos esses acontecimentos.
Trata-se do
a) totalitarismo. b) nacionalismo.
c) imperialismo. d) conservadorismo.
e) socialismo.
7. O regime franquista espanhol (1939-75) pode ser caracterizado
como
a) uma ditadura de tipo misto, que se baseou tanto no poder do general
Franco, quanto na figura carismática do rei.
b) uma ditadura fascista, semelhante à de Mussolini, procurando
converter a região do Mediterrâneo em área sob sua influência.
c) uma ditadura pessoal, baseada exclusivamente na figura do general
Franco, que recusou a formação de instituições coletivas.
d) uma ditadura fascista, idêntica à de Mussolini e de Hitler, a ponto de
o general Franco enviar tropas para combater a União Soviética.
e) uma ditadura fascista, que evitou amplas mobilizações de massa,
com forte influência católica.
8. Hoje, os historiadores chamam de revolução as transformações
profundas (políticas, econômicas, técnicas, de valores, costumes etc)
que provocam a destruição total ou parcial da velha ordem e a sua
substituição por uma nova ordem.
“(...)
Toda vez que técnicas, costumes, tradições ou valores que eram
dominantes são substituídos por outros, alterando profundamente a
vida das pessoas e as relações entre elas, nós usamos a palavra
revolução.”
(Joelza Éster Rodrigues. História em documentos)
Assinale a alternativa que não corresponde ao conceito acima
apresentado.
a) A independência dos EUA.
b) A descoberta da agricultura e domesticação dos animais na Pré-
História.
c) Os movimentos liberais e nacionalistas europeus de 1830 e 1848.
d) A crise da bolsa de Nova York em 1929.
e) A tomada do poder pelos bolcheviques, em 1917, na Rússia.
9. “Ainda uma recordação, uma recordação pessoal: você sabe que,
em 1937, menos de um ano depois do início da guerra civil na Espanha,
a Legião Condor, a legião dos alemães nazistas posta à disposição do
general Franco, bombardeou a pequena cidade basca de Guernica,
destruindo-a completamente.”
(Pierre Villar)
Assinale a alternativa que apresenta a doutrina idelógica comum entre
os comandantes da Legião Condor, citada no texto, e o general
espanhol Fran cisco Franco.
a) Comunista. b) Fascista. c) Socialista.
d) Anarquista. e) Liberal.
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208 –
10.“(...) no afã de provar que tudo é possível, os regimes totalitários
descobriram, sem o saber, que existem crimes que os homens não
podem punir nem perdoar. Ao tornar-se possível, o impossível passou
a ser o mal absoluto, impunível e imperdoável, que já não podia ser
compreendido nem explicado pelos motivos malignos do egoísmo, da
ganância e da cobiça (...).”
(Hannah Arendt)
De acordo com o texto, os regimes totalitários que emergiram entre as
décadas de 20 e 30 do século XX tinham algumas características
comuns. Portanto, é correto afirmar que
a) eram regimes ditatoriais, presentes tanto em socie dades capitalistas
quanto em regimes socialistas, empenhados em destruir qualquer
segmento social que pudesse ameaçar sua liderança.
b) eram regimes que utilizavam a violência, apoiados em uma
ideologia política por meio da qual busca vam alcançar uma
sociedade racionalista, humanista e igualitária.
c) em todos os países onde ocorreu o totalitarismo, houve a sistemática
divulgação da verdade, mesmo com a censura aos meios de
comunicação e a pre gação de um nacionalismo exaltado.
d) a ideologia totalitária forja, por meio da educação e do controle dos
meios de comunicação, “verdades absolutas” como o desejo de
expansão dos pensa mentos revolucionários de esquerda.
e) as características desses regimes totalitários são a adoção de uma
ideologia oficial, do pluripartida rismo, de veículos de coerção das
massas, que seriam manobradas pelos partidos e pela violência
policial.
n MÓDULO 10 – Segunda Guerra Mundial,
Guerra Fria e Descolonização
1. Os Jogos Olímpicos tiveram início na Grécia, em 776 a.C., para
celebrar uma declaração de paz. Na sociedade contemporânea, embora
mantenham como ideal o congraçamento entre os povos, os Jogos
Olímpicos têm sido palco de manifestações de conflitos políticos.
Dentre os acontecimentos apre sentados abaixo, o único que evoca um
conflito armado e sugere sua superação, reafirmando o ideal olímpico,
ocorreu
a) em 1980, em Moscou, quando os norte-americanos deixaram de
comparecer aos Jogos Olímpicos.
b) em 1964, em Tóquio, quando um atleta nascido em Hiroshima foi
escolhido para carregar a tocha olímpica.
c) em 1956, em Melbourne, quando a China aban donou os Jogos
porque a representação de For mosa também havia sido convidada
para participar.
d) em 1948, em Londres, quando os alemães e os japoneses não foram
convidados a participar.
e) em 1936, em Berlim, quando Hitler abandonou o estádio ao serem
anunciadas as vitórias do universitário negro, Jesse Owens, que
recebeu quatro medalhas.
2. “[...] Até setembro de 1944, não existiam crianças em Auschwitz:
eram todas mortas a gás na chegada. De pois dessa data, começaram a
chegar famílias inteiras de poloneses: todos eles foram tatuados,
inclusive os recém-nascidos[...]”
(LEVI, Primo. Os afogados e os sobreviventes. 
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990. p. 71 e 72.) 
O texto acima refere-se
a) ao chamado holocausto do povo palestino.
b) à Primeira Guerra Mundiale à política de Anschluss.
c) ao chamado holocausto do povo judeu.
d) à Segunda Guerra Mundial e à política de Anschluss.
e) ao terror retratado pelo palestino Levi ao ver seu povo sendo
dominado pelos ingleses.
3. “Ao bater três vezes no Sino da Paz, ontem, o secretário-geral da
Organização das Na ções Unidas (ONU), Kofi Annan, celebrou o Dia
Mundial da Paz e abriu simbolicamente a Cúpula do Milênio, maior
encontro de che fes de Estado e de governo da história, que começa
formalmente hoje – sob fortes críti cas, devido às suas pretensões
aparente mente inatin gíveis.”
(DÁVILA, Sérgio. ONU abre hoje maior cúpula 
da his tória. In: FSP, 6/9/2000, p. A-12)
Não estão entre os pontos prioritários a se rem discutidos nesse
encontro o(a)
a) controle da epidemia de Aids.
b) criação de regras que conciliem livre comér cio com distribuição de
riquezas.
c) redução dos países-membros do Conselho de Segurança da ONU.
d) perspectiva de projetos para contenção das migrações.
e) atendimento a um bilhão de pessoas que vivem na pobreza absoluta
(menos de US$ 1 por dia).
4. A Segunda Guerra Mundial fez emergir interesses e aspi ra ções
conflitantes que culminaram em relevantes mudanças nos quinze anos
posteriores (1945-1960). Entre esses novos acontecimentos, é possível
citar
a) o início dos movimentos pela libertação colonial na África e a
divisão do mundo em dois blocos.
b) a balcanização do sudeste da Europa e o recrudescimento das
ditaduras na América Latina.
c) a criação do Mercosul e a expansão dos comunistas no Orien te
Médio.
d) os conflitos entre palestinos e judeus e o desapare ci men to do
império austro-húngaro.
e) o desmantelamento da União Soviética e a dominação econômica
dos Estados Unidos.
5. “Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh! não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.”
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– 209
Os belíssimos versos do poeta Vinicius de Moraes inspiraram-se em
um dos mais trágicos acon te ci men tos da história do século XX. É
correto afirmar, a res peito desse acontecimento, que
a) marcou o começo da expansão nazista no Pacífico, da mesma forma
que a invasão da Polônia assinalara o início da dominação na
Europa.
b) teve como resultado a destruição de um dos mais importantes
arsenais militares do Japão, o que obrigou o imperador japonês a
desistir da ideia de se aliar a Hitler e a Mussolini.
c) deu início à ofensiva dos Aliados, sob o comando do general
Eisenhower, que conseguiu anular as forças do Eixo e permitiu,
assim, o desembarque aliado na Normandia (o conhecido dia D).
d) provocou a imediata retaliação por parte do Japão, empreendida
contra a base naval norte-americana de Pearl Harbor, em dezembro
de 1941, garantindo à marinha japonesa o controle sobre o Pacífico.
e) assinalou os últimos momentos de um conflito mundial que, longe
de resolver as disputas ideo ló gi cas e políticas entre os países,
conduziu a um ce nário internacional marcado pela polarização e pela
ameaça de um confronto nuclear.
6. A Convenção sobre Prevenção e Punição do Crime de Genocídio,
aprovada e apresentada para assinatura e ratificação na Assembleia
Geral da ONU, em 9 de dezembro de 1948, trazia, em sua introdução
e artigo 2.º, o seguinte texto:
“As Partes Contratantes
Tendo deliberado sobre a declaração elaborada pela Assembleia Geral
das Nações Unidas em sua resolução 96 (I) datada de 11 de dezembro
de 1946 afirmando que o genocídio é um crime perante o direito
internacional, contrário ao espírito e objetivos das Nações Unidas e
condenado pelo mundo civilizado, Reconhecendo que em todos os
períodos da história o genocídio infligiu grandes perdas à humanidade,
e Estando convictas de que, para libertar a humanidade desse odioso
flagelo, faz-se necessária a cooperação internacional [...]
[...]
Artigo 2.º
Na presente Convenção, define-se genocídio como qualquer dos atos
abaixo mencionados, cometidos com intenção de destruir, no todo ou
em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, a saber:
A) matando membros do grupo;
B) causando grave dano físico ou mental aos membros do grupo;
C) infligindo deliberadamente ao grupo condições de vida calculadas
para ocasionar sua destruição física no todo ou em parte;
D) transferindo forçosamente crianças do grupo para outro grupo.”
Levando em conta esta definição apresentada pela Convenção, os
historiadores têm podido designar com o termo genocídio vários casos
históricos do século XX. Entre as alternativas abaixo, assinale aquela
a que o termo genocídio não se aplica adequadamente.
a) O extermínio de judeus pelos nazistas na Europa ao tempo da
Segunda Guerra Mundial.
b) O assassínio de presos políticos por órgãos da ditadura militar do
Brasil, entre as décadas de 1960 e 1980.
c) O massacre de curdos por forças militares de Saddam Hussein no
Iraque ao final da década de 1980.
d) A eliminação de muçulmanos bósnios por militares sérvios na
Bósnia, entre 1992 e 1995.
e) A matança de civis tutsis por tropas hutus do go ver no de Ruanda, em
1994.
7. Para os norte-americanos, a decisão de usar as armas nucleares foi
descrita em termos puramente humanitários e militares. Nas palavras
do então secretário da Guerra, Henry L. Stimson, os artefatos foram
usados “a fim de terminar com a guerra no menor prazo possível e
evitar as enormes perdas de vidas humanas que, de outra forma,
teríamos de enfrentar”.
Provavelmente, se os Estados Unidos tivessem sido derrotados na
guerra, o general Leslei Groves, responsável pelo projeto que criou a
nova arma, o coronel-aviador Paul Tibbetts, comandante do avião Enola
Gay que lançou a bomba, e os físicos chefiados por Oppenheimer
certamente seriam julgados por crimes contra a humanidade.
Sobre o evento citado no texto é incorreto afirmar que
a) no início de agosto, a vitória americana no Pacífico já estava clara.
Era apenas uma questão de tempo, até a rendição do Japão; o
governo dos EUA justificou-se, alegando que essa era a forma mais
rápida de encerrar, de uma vez por todas, a guerra.
b) a primeira bomba atômica explodiu na cidade japo nesa de
Hiroshima. Três dias depois, outra cidade ja ponesa, Nagasaki,
conheceu o poder da bomba atômica.
c) coube ao vice-presidente dos Estados Unidos, Franklin D.
Roosevelt, comandante de todas as Forças Armadas dos EUA, a
responsabilidade de tomar a decisão de lançar as bombas atômicas
sobre o Japão.
d) a bomba atômica, lançada sobre a cidade de Hiro shima em 1945,
foi um dos fatores que desen cadeou, nos anos seguintes à Guerra
Fria, um verdadeiro festival de explosões americanas e russas, que
poluíram, com radiação, quase todos os espaços da Terra.
e) para muitos analistas militares, historiadores, o uso das bombas foi
um crime de guerra dos EUA, destinado a impressionar a URSS e a
marcar sua força política, tendo em vista a nova ordem inter nacional
do pós-guerra.
8. "Esta guerra, de fato, é uma continuação da anterior." 
(Winston Churchill, em discurso feito no Parlamento em 21/8/1941.)
A afirmativa acima confirma a continuidade latente de problemas não
solucionados na Primeira Guerra Mundial que contribuíram para
alimentar os antagonismos e levaram à eclosão da Segunda Guerra
Mundial. Entre esses problemas identificamos
a) o crescente nacionalismo econômico, aumento da disputa por
mercados consumidores e por áreas de investimentos.
b) o desenvolvimento do imperialismo chinês na Ásia, com abertura
para o Ocidente.
c) os antagonismos austro-ingleses que giraram em torno da questão
Alsácia-Lorena.
d) a oposição ideológica que fragilizou os vínculos entre os países,
enfraquecendo todo tipo de nacionalismo.
e) a divisão da Alemanha que levou a uma política agressiva de
expansão marítima.
9. Não pode ser considerado um fator que propiciou a eclosão da
Segunda Guerra Mundial:a) A ascensão de regimes totalitários na Itália e na Alemanha nos anos
20 e 30.
b) Os efeitos da crise de 29 na economia europeia.
c) As cláusulas punitivas do Tratado de Versalhes, imposto à
Alemanha ao final da Primeira Guerra Mundial.
d) A vitória dos republicanos na Guerra Civil Espanhola barrando o
avanço do fascismo na Espanha.
e) A união entre a Áustria e a Alemanha empreendida por Hitler.
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210 –
10.O Afeganistão retornou, como vilão, às manchetes dos jornais do
mundo. País pobre, sua história política é, em síntese, uma história de
invasões territoriais, guerras e golpes de Estado. 
Considere os seguintes marcos políticos na história do Afeganistão:
I. O Talibã conquista Cabul, passando a controlar, primeiramente,
70% do território. 
II. Formação da República do Afeganistão. 
III.Independência do Afeganistão e, portanto, fim da tutela inglesa no
território. 
IV. Tropas soviéticas invadem o país; guerrilheiros islâmicos finan -
ciados e armados pelos EUA, Irã e Paquistão vão ao confronto. 
A sequência cronológica dos fatos acima expostos, do mais antigo para
o mais recente, é
a) I , II , IV e III . b) II , III , I e IV .
c) III , I , IV e II . d) III , II , IV e I.
e) IV , II , I e III .
11.Segundo Maurice Crouzet: “Desde o fim das operações militares
na Europa e na Ásia, as desconfianças se agravam, os mal-entendidos,
as suspeitas, as acusações se acumulam de parte a parte, as oposições
entre os aliados se aprofundaram e culminaram, em alguns anos, em
um conflito que, em todos os domínios – salvo o das armas – assumiu
caráter de uma verdadeira guerra, é a Guerra Fria, acompanhada de
uma espetacular dissolução de alianças que caracteriza o segundo pós-
guerra.”
Sobre a Guerra Fria, é correto afirmar que
a) ocorreu entre 1947 e 1991 e foi caracterizada pela divisão do mundo
em dois blocos políticos ideoló gicos antagônicos. De um lado, a
União das Repú blicas Socialistas Soviéticas; de outro, os Estados
Unidos.
b) ocorreu entre 1945 e 1968 e foi caracterizada pela divisão do mundo
em dois blocos políticos ideoló gicos antagônicos. De um lado, os
países do Primei ro Mundo; de outro, os países em desenvolvimento.
c) ocorreu após a derrota dos EUA no Vietnã, dividindo a Ásia em
dois blocos: um apoiando os EUA e o outro apoiando a República
Popular da China.
d) ocorreu entre 1945 e 1991 e foi caracterizada pela divisão do mundo
em dois blocos políticos ideoló gicos antagônicos. De um lado, os
EUA e seus alia dos; de outro, as forças do terrorismo internacional
que lutam contra os norte-americanos.
e) existe desde o fim da Segunda Guerra Mundial e opõe a Doutrina
Truman ao Plano Marshall.
12.“Naqueles tempos havia equilíbrio e medo de destruição mútua.
Naqueles tempos, uma parte tinha medo de dar um passo extra sem
consultar as outras. Era com certeza uma paz frágil e assustadora, mas
vista de hoje ela nos parece suficientemente confiável. Hoje parece que
a paz não é tão confiável.”
A declaração do presidente russo Vladimir Putin, dada em fevereiro de
2007, evoca:
a) O período anterior à Segunda Guerra Mundial.
b) A Belle Époque, que julgava impossível uma nova guerra geral.
c) A situação vigente após a Primeira Guerra Mundial.
d) A Era Stalinista, auge da URSS como potência.
e) O mundo bipolarizado da Guerra Fria.
13.Podemos definir o macartismo como:
a) Uma dura campanha de investigações dirigida por parlamentares
norte-americanos, voltada a quem fos se considerado suspeito de
subversão ou co la boração com os países comunistas.
b) Uma campanha antissemita que se estabeleceu nos Estados Unidos
após a Segunda Guerra Mundial e que investigava as vinculações
entre os judeus e os dirigentes soviéticos.
c) Uma campanha de investigações que se voltou con tra sindicalistas,
intelectuais e cientistas e poupou os artistas de Hollywood, os
diretores de cinema e os escritores norte-americanos.
d) Uma campanha publicitária que procurava enaltecer o Senador
Joseph McCarthy, candidato republicano à Presidência dos Estados
Unidos da América e que era profundamente anticomunista.
e) Uma política de aproximação entre os EUA e a União Soviética
liderada, na década de 1940, pelo socia lista Joseph McCarthy, em
virtude da necessidade de derrotar o nazifascismo.
14.“O novo secretário-geral do PC soviético, Mikhail Gorbachev, de
54 anos, assumiu o poder (...). Gorbachev é o mais jovem líder
soviético desde Josef Stalin (...).”
(Jayme Brener, Jornal do século XX)
Sobre esse governo, é correto afirmar que foi caracteri zado
a) pela ampliação do arsenal atômico da União Soviética e dos aliados
no Leste Europeu, como decorrência direta do Programa Guerra nas
Estrelas do presidente Ronald Reagan.
b) pelo projeto e execução de profundas reformas econômicas e
políticas, que superassem a estagnação econômica e garantissem o
desenvolvimento da democracia.
c) pelo aumento constante da produtividade soviética na indústria e na
agricultura, com o consequente aumento do PIB, que superou o dos
Estados Unidos em 1990.
d) pela realimentação da Guerra Fria com a acusação formal contra
espiões norte-americanos e ingleses, além do rompimento das
relações diplomáticas com a China.
e) pela recuperação de vários princípios da Era Stalinista, como os
planos quinquenais, a coletivização da terra e a obrigatoriedade de
salários iguais para os operários industriais.
15.As resistências à descolonização da Argélia derivaram essencial -
mente
a) da reação de setores políticos conservadores na Fran ça, associados
aos franceses que viviam na Ar gé lia.
b) da pressão das grandes potências que temiam a im plan tação do
fundamentalismo islâmico na região.
c) da iniciativa dos Estados Unidos que pressionaram a Fran ça a manter
a colônia a qualquer preço.
d) da ação pessoal do general De Gaulle que se opunha aos projetos
hegemônicos dos Estados Unidos.
e) da atitude da França que desejava expandir suas co lô nias, após a
Segunda Guerra Mundial.
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– 211
16.Portugal foi o país que mais resistiu ao processo de descolonização
na África, sendo Angola, Moçambique e Guiné-Bissau os últimos
países daquele continente a se tornarem independentes. Isto se explica
a) pela ausência de movimentos de libertação nacional naquelas
colônias. 
b) pelo pacifismo dos líderes Agostinho Neto, Samora Machel e
Amílcar Cabral. 
c) pela suavidade da dominação lusitana baseada no paternalismo e na
benevolência.
d) pelos acordos políticos entre Portugal e África do Sul para manter a
dominação. 
e) pela intransigência do salazarismo somente elimi na da com a
Revolução de Abril de 1974.
17.Neste final dos anos noventa, a hegemonia mundial dos Estados
Unidos parece mais incontestável do que nun ca. No entanto, em
meados dos anos oitenta, parecia a muitos que, pelo menos no âmbito
da economia, os norte-americanos estavam sendo superados
a) pela China, que, depois das reformas de tipo capita lista,
empreendidas por Deng Xiaoping, cresceu por mais de uma década
a uma taxa anual de mais de 10%, e desenvolveu um sofisticado
armamento nuclear.
b) pelo Japão, cuja economia, valendo-se do fato de não ter gastos
militares, cresceu, a partir dos anos cinquenta, a uma taxa constante
e extraordinária, combinando alta tecnologia e pleno emprego.
c) pela Rússia, que, depois do fim da União Soviética, aliviada do peso
morto de muitas áreas atrasadas e estimulada pelas reformas
capitalistas, aumentou sua indústria pesada, espacial e
armamentista.
d) pela Índia, que, em virtude de sua economia fechada e autossufi -
ciente, voltada para a fabricação de bombas atômicas, tornou-se
uma potência de caráter con ti nental, ambicionando tornar-se
também uma potência marítima.
e) pela Alemanha, que, depois da queda do muro de Berlim, quase
dobrou sua população e seus recursos naturais e passou a contar
com uma poderosa indústria voltada para a produção de armas
químicas e nucleares.
18. Nunca na história contemporânea mundial como nes ta viradade
século e de milênio, a propriedade privada dos meios de produção em
geral e da terra em particular foi tão forte e os ideais coletivos tão enfra -
que cidos. Essa situação pode ser atribuída 
a) à vigência cada vez mais ampla dos Direitos Humanos e do
multiculturalismo étnico. 
b) às exigências da divisão internacional do trabalho e ao avanço da
democracia social. 
c) à imposição da política econômica keynesiana e à adoção da terceira
via ou política do possível. 
d) à vitória do capitalismo na Guerra Fria sobre o chamado socialismo
real e à crise das utopias. 
e) à força cada vez maior das religiões e das Igrejas, favoráveis, por
princípio, ao individualismo.
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212 –
FRENTE 1
n MÓDULO 13
1) O clero brasileiro não manifestou qualquer oposição ao
processo de Independência do Brasil, diferentemente do alto
clero da América Espanhola, que adotou uma postura
claramente pró-Espanha. Deve-se, contudo, resssaltar que,
enquanto o alto clero brasileiro via na Independência a
continuidade da relação entre Igreja e Estado vigente no
Reino Português, o baixo clero ma ni festou em diversas
ocasiões uma posição mais libe ral (vide os padres da
Inconfidência Mineira, os religio sos envolvidos na Revolução
Pernambucana de 1817 e Frei Caneca na Confederação do
Equador).
Resposta: E
2) A Constituição Imperial de 1824, outorgada por D. Pe dro I,
estabelecia a subordinação da Igreja ao Estado (regalismo),
mediante às instituições do padroado e do beneplácito. Foi
também essa Constituição que im plantou no Brasil a quadri -
par tição dos poderes, com predomínio do Poder Moderador.
Resposta: C
3) A Confederação do Equador, ocorrida no Nordeste em 1824,
foi o mais importante movimento político do Primeiro
Reinado, com caráter republicano e separatista.
Resposta: C
4) Em oposição à formação no Brasil independente, de uma
monarquia cujo centralismo era agravado pelo autori tarismo
de D. Pedro I, eclodiu em Pernambuco em 1824 um
movimento de caráter republicano, liberal, federativo e
separatista, liderado por Cipriano Barata e Frei Caneca, entre
outros. Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte aderiram à
rebelião, que recebeu o nome de Con federação do Equador.
Esse movimento foi duramente reprimido por D. Pedro I.
Resposta: E
5) A Constituição de 1824 foi outorgada por D. Pedro I no
contexto de choque com a aristocracia rural, a qual pretendia
limitar o poder do imperador. Essa Constitui ção esta belecia
quatro poderes: Executivo, Legislativo, Judiciá rio
(textualmente: Poder Judicial) e Moderador — este último
exercido pelo imperador, a quem con cedia am plos poderes,
caracterizando a centralização política.
Resposta: C
6) O discurso apresentado remete-nos à Confederação do
Equador em Pernambuco (1824), movimento que se iniciou a
partir da outorga da Carta Constitucional por D. Pedro I. Vale
destacar ainda que, em 1823, D. Pedro havia fechado a
Assembleia Constituinte – epi sódio conhecido como “Noite da
Agonia” –, o que já contribuíra para acirrar os ânimos dos
liberais pernam bu canos contra o imperador.
Resposta: A
7) Os dois quadros fazem parte do movimento artístico romântico,
no Brasil representando uma valorização do passado histórico,
a exaltação da natureza da pátria e seus heróis. 
Resposta: A
8) A alternativa escolhida sintetiza a longa explanação do texto,
referente ao atraso econômico e tecnológico da agricultura
brasileira, ao retardamento de seu processo industrial e, como
consequência natural, a dependência do País em relação ao
capital estrangeiro.
Resposta: C
9) A Inglaterra reconheceu oficialmente a nossa independência
em 1825, buscando em seguida garantir a manutenção das
vantagens concedidas aos comerciantes ingleses desde o
estabelecimento de D. João no Rio de Janeiro. 
Em 1827, foram renovados os Tratados de 1810 mantendo
uma série de vantagens para os ingleses, como, por exemplo,
as tarifas alfandegárias preferenciais de 15% e a promessa de
que o Brasil deveria extinguir o tráfico negreiro até 1830.
Resposta: C
10) A Guerra de Independência do Brasil não foi contra tropas
vindas de Portugal, mas contra governadores de províncias
que não aceitaram a Declaração de Independência
proclamada pelo regente D. Pedro.
Resposta: D
n MÓDULO 14
1) O Período Regencial (1831-40) pode ser considerado uma
“experiência republicana”, pois houve a alternân cia de civis
no poder, a partir do Ato Adicional de 1834, com a criação da
Regência Una. Ao contrário do I Reinado (1822-31), as
regências caracterizaram-se pela disputa política entre os
defensores do federa lismo e do unitarismo, o que acarretou a
eclosão de su ces si vas rebeliões. Exemplos: Farroupilha – RS
(1835-45); Ca ba nagem – PA (1835-40); Sabinada – BA (1837-
39); Ba laia da – MA (1838-41) e Revolta dos Malês – BA (1835).
Resposta: E
2) A afirmativa III está errada, pois D. Pedro II, embora suce -
dendo a seu pai quando este abdi cou (1831), somente assumiu
o trono com o Golpe da Maioridade, ao final do Período Re -
gencial (1840). Outrossim, esse monar ca não im pôs “reformas
no regime escravista” lo go após ascender ao poder.
resolução dos exercícios-tarefa
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– 213
A afirmativa IV está errada, pois de acordo com a Lei da
Regência, pro mulgada em 1831, os re gentes não poderiam
exer cer o Poder Moderador – e muito menos o Exér cito
poderia fazê-lo.
Resposta: A
3) A alternativa reflete uma concepção clássica sobre o Pe ríodo
Regencial (1831-40), como uma fase de consolidação do
Estado brasileiro, pelos seguintes fa tores: manutenção da
unidade nacional contra os movimentos secessionistas;
preservação da ordem aristo crático-latifundiário-escravista
contra as insur reições populares; e superação das cisões
dentro da aristocracia rural, o que resultaria na estabilidade
po lítico-institucional do Segundo Reinado.
Resposta: B
4) Além de inúmeras fugas de escravos e assassinatos de
senhores, ocorreram durante o Brasil Monárquico várias
rebeliões da camada servil, destacando-se a Revolta dos
Malês, na Bahia (1835), e a Balaiada, no Maranhão (1838-41).
Resposta: A
5) O choque secular entre o centralismo e a descentra liza ção do
poder político manifestou-se em quase to dos os movimentos
regenciais, adquirindo caráter se paratista e republicano na
Farroupilha e na Sabinada.
Resposta: B
6) O Ato Adicional à Constituição de 1824, entre outras medidas,
criou as Assembleias Legislativas Provinciais e a Regência Una. 
A criação das Assembleias Provinciais, ao dar uma ligeira
autonomia às províncias (não se pode esquecer de que o
presidente da província, que dispunha do poder de veto,
continuava a ser nomeado pelo governo central), introduziu
no Brasil Mo nár quico um elemento federativo que seria
carac te rístico do Período Republicano. Quanto à Regência
Una, seu caráter de “experiência republicana” residia no fato
de o regente ser eleito pelo voto direto (embora cen sitário) dos
cidadãos.
Resposta: E
7) Durante o Primeiro Reinado (1822-31), a Confederação do
Equador (1824) tentou separar Per nam buco e as províncias
vizinhas do Império. Já no Período Regencial (1831-40), os
movimentos separatistas sufocados pelo governo foram a
Revolução Farroupilha (1835-45) e a Sabinada (1837-38).
Resposta: E
8) A Revolta dos Malês, liderada por escravos islamiza dos
(mais do que propriamente “muçulmanos”), deve ser
inserida no quadro das rebeliões regenciais que ameaçaram
as estruturas socioeconômicas e a própria unidade política e
territorial do País.
Resposta: A
9) A criação das Assembleias Legislativas Provinciais produ ziram
uma descentralização administrativa, pois teriam autonomia
para criar suas leis e seus impostos, além de controlar o
orçamento. Por estes motivos, essa medida contribuiu para o
chamado “avanço liberal” do Período Regencial.
Resposta: D
10) A Lei Interpretativa do Ato Adicional faz parte de um
conjuntode medidas do “regresso conservador”, quando os
conservadores procuravam adotar medidas centralizadoras e
assim acabar com o “avanço liberal” do Período Regencial.
Resposta: B
n MÓDULO 15 
1) Única alternativa compatível com o texto citado, já que o
autor enfatiza a necessidade de os senhores negociarem com
seus escravos, quando o uso da violência não surtia os
resultados desejados.
Resposta: E
2) O sistema de parceria foi implementado pelo senador
Vergueiro no interior de São Paulo, sendo considerado como
pioneiro em 1847. A expansão desse sistema ocorreu
principalmente após 1850, quando do fim do tráfico de
escravos, em um período em que a produção cafeeira estava
em expansão. Em tese, o parceiro (imigrante) cultivava um
lote de terra e dividia o lucro com o proprietário.
Resposta: E
3) As pressões britânicas contra o tráfico negreiro prati cado no
Brasil tinham por objetivo incentivar o cresci mento da mão de
obra assalariada — o que, segundo se esperava, aumentaria o
consumo de produtos ingle ses. Iniciadas com o Tratado de
Aliança e Amizade de 1810, tais pressões atingiriam o auge
com a apro vação do “Bill Aberdeen”, em 1845, e desembo -
cariam na Lei Eusébio de Queirós, aprovada pelo Parla mento
Brasileiro em 1850.
Reposta: B
4) O Segundo Reinado foi caracterizado pela expansão cafeeira
que abriu perspectivas para a modernização do País, resul -
tando na necessidade de escoamento desse produto através do
transporte ferroviário. Deve-se ressaltar a ação do Barão de
Mauá e o incentivo dado, por ele, ao desenvol vimento da
indústria e da ferrovia.
Resposta: A
5) A economia brasileira durante o Segundo Reinado manteve-
se fundamentalmente baseada na agricultura de exportação,
privilegiando a cafeicultura e a dependência em relação ao
mercado externo. Paralelamente surgiram bancos, compa -
nhias de navegação, empresas de exportação e importação e
seguradoras, caracterizando a presença marcante de inves -
timentos externos, sobretudo britânicos.
Resposta: D 
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214 –
6) As pressões inglesas contra o tráfico negreiro para o Brasil
começaram em 1810 e atingiram o clímax em 1845, com a
promulgação do “Bill Aberdeen”. Entre tanto, a expectativa
de que trabalhadores assalariados consumiriam mais
produtos ingleses não se concretizou plenamente, tendo em
vista sua baixa remuneração.
Resposta: A
7) A prática da cafeicultura no Vale do Paraíba apresenta carac -
terísticas que contrariam frontalmente os elementos
apresentados na alternativa e.
Resposta: E
8) Os Partidos Liberal e Conservador alternaram-se no poder
durante o Segundo Reinado, dentro do mecanismo político do
“Parlamentarismo às avessas”. Representando, ambos, a elite
dominante, na prática não apresentavam diferenças
significativas de atuação.
Resposta: D
9) O sistema de governo que caracterizou o Segundo Reinado,
conhecido como “Parlamentarismo às aves sas”, inverteu o
modelo clássico inglês (“o rei reina, mas não governa”), mas
foi responsável pela estabi lidade política e pela conciliação
partidária.
Resposta: C
10) Joaquim Nabuco foi um dos próceres da campanha aboli -
cionista desenvolvida no final do Segundo Rei nado. Diferen -
temente da maioria dos adversários da escravidão, que se
limitava a pregar o fim do estatuto escravista, Nabuco
defendia a integração dos ex-es cra vos na sociedade, de modo
a torná-los cidadãos pro du tivos.
Resposta: D
11) A proposição II é incorreta porque menciona a Ar gentina no
lugar do Uruguai. Com efeito, foi a inter venção brasileira no
Uruguai, visando à derrubada do presidente blanco Aguire,
aliado de Solano López, que forneceu, ao ditador paraguaio,
o pretexto para declarar guerra ao Brasil.
Resposta: C
12) A proposição II é incorreta porque o Exército brasileiro saiu
da Guerra do Paraguai fortalecido e prestigiado. Seus oficiais
ganharam maior coesão e passaram a pretender participar da
vida política — o que, no limite, iria levá-los à Proclamação da
República em 1889.
Resposta: C
13) Na realidade, a Monarquia brasileira já havia realizado as
mudanças socioeconômicas no País através da ca fei cul tura e
da abolição da escravidão. A inadequação era polí tica, isto é,
o Império centralizado não se ade quou às transformações na
economia e na sociedade.
Resposta: B
14) A questão menciona algumas das razões que levaram o Brasil,
durante o Segundo Reinado (e não “Segundo Império”), a
realizar campanhas militares (e não meras “expedições”)
contra a Argentina, o Uruguai e o Paraguai.
Resposta: E
15) O movimento abolicionista foi fortalecido pela atuação da
imprensa, que, por meio de denúncias dos maus-tratos
sofridos pelos escravos, impulsionou os sentimentos e até
mesmo ações antiescravagistas.
Resposta: D
16) O texto ressalta o número e a importância do elemento negro
nas diversas atividades relacionadas com a sociedade colonial e
imperial do Brasil. Entren tanto, a alternativa escolhida
menciona apenas “es cra vos” (que eram propriedade particular,
e, portanto, sujeitos à autoridade de seu senhor), esquecendo
que o autor também menciona “criminosos” (isto é, homens
livres apenados pelo Estado e condenados a trabalhos públicos).
Resposta: A
17) Considera-se a segunda metade do século XIX, no Brasil,
como um período de modernização, em que a disponibilidade
de capitais, em consequência do fim do tráfico negreiro e dos
lucros do café, foi utilizada na implantação de indústrias,
transportes, e serviços urbanos. Deve-se observar que essa
“moderni zação” coexistia com o Brasil rural e agrário
herdado do Período Colonial, cujas características subsistem
ainda hoje em diversas partes do País. Por outro lado, a
limita ção da capacidade de investir na indústria e a falta de
tecnologia mais avançada limitaram a produção indus trial
brasileira, na época, aos têxteis e alimentícios.
Resposta: A
18) A Questão Religiosa opôs a Maçonaria, que na época tinha
grande influência sobre o Estado brasileiro, e o episcopado
nacional, dividido entre o dever de obediência ao papa e a
instituição do padroado, que subordinava o clero brasileiro
ao governo imperial. Já a Questão Militar envolveu a filosofia
positivista, que seduziu muitos oficiais jovens, e as ideias
abolicionistas, perfilhadas por militares de patentes variadas,
com destaque para o marechal Deodoro da Fonseca
(presidente do Clube Militar) e o tenente-coronel Sena
Madureira (principal pivô da própria Questão Militar).
Resposta: D
19) Alguns setores do Exército brasileiro aderiram à filosofia
positivista e encontraram nela uma explicação para a crise do
Império, esta identificada como uma desordem que
atrapalhava o progresso do País.
Resposta: A
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– 215
n MÓDULO 16
1) A Guerra do Paraguai elevara enormemente a dívida externa
do Estado brasileiro, sobretudo em relação à Grã-Bretanha.
Na primeira década da República Brasileira (proclamada em
1889), a situação econômica do País agravou-se porque, além
da superprodução de café, o deficit público aumentou, em
decorrência do Encilhamento e dos gastos com a Revolução
Federalista do Rio Grande do Sul, a Revolta da Armada e a
Campanha de Canudos.
Resposta: A
2) A Constituição de 1891, no artigo 70 (que estabelecia quem
eram os eleitores do Brasil), veda o direito de voto aos
mendigos, analfabetos, militares situados abaixo de segundo
tenente e religiosos de ordens monásticas. Como naquele
período a educação não era considerado a um dever do
Estado, apenas podiam votar aqueles que às suas próprias
custas conseguiam ser alfabetizados. Tal situação favorecia
aos coronéis, pois estes promoviam uma alfabetização básica
dos seus trabalhadores para que pudessem apenas escrever o
nome e assim votar nos candidatos indicados pelos coronéis.
Resposta: D
3) De fato, a construção de heróis em nossa história evidencia a
visão dos vencedores, o que acaba por ex cluir a participação
efetiva das camadas populares nos movimentos políticos
nacionais,como, por exemplo, na Proclamação da República.
Resposta: A
4) A crise financeira conhecida como “Encilhamento”, ocorrida
em 1890, caracterizou-se em parte pelas manobras financeiras
e pela especulação com ações – corroborando o texto irônico
de Machado de Assis. 
Resposta: D
5) As palavras do historiador José Murilo de Carvalho podem
explicar melhor a alternativa correta: "A exclusão dos
analfabetos pela Constituição republicana (de 1891) era
particularmente discriminatória, pois ao mesmo tempo
retirava a obrigação do governo de fornecer instrução
primária, que constava do texto imperial, e exigia para a
cidadania política uma qualidade que só o direito social da
educação poderia fornecer... ." (Os Bestializados, José Murilo
de Carvalho) 
Resposta: E
6) A expressão é o lema político do Positivismo, forma abreviada
do lema de autoria do positivista francês Auguste Comte: "O
Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim".
Resposta: C
7) Inicialmente, não se pode afirmar que a [Segunda] Revolta da
Armada fosse monarquista, pois entre seus participantes
estavam os descontentes com o pequeno prestígio político da
Marinha em comparação ao do Exército, jovens oficiais e
muitos monarquistas. Entretanto, sua adesão à Revolta
Federalista do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, cujo
principal líder era monarquista, levou o governo Floriano a
classificá-la como antirrepublicana e restauradora, justifican -
do assim a sua repressão.
Resposta: A
8) O livro de Lima Barreto apresenta uma série de críticas ao
regime republicano recém-instaurado no Brasil , sobretudo
ao governo Floriano, à modernidade republicana e ao
nacionalismo militarista.
Resposta: A
9) Deodoro (que era monarquista) assumiu o comando da
República por corporativismo militarista e não confiava no
Congresso, que, segundo ele, representava os interesses da
elite cafeeira. Os constantes atritos entre os dois poderes levou
o presidente marechal a fechar o Congresso e a decretar
estado de sítio.
Resposta: B
10) Os objetivos inicias do plano adotado pelo ministro eram:
aumentar o meio circulante e fomentar o desenvolvimento
econômico e industrial do País. Contudo, gerou especulação
na Bolsa de Valores, o surgimento de empresas fantasmas,
falências e inflação.
Resposta: B
n MÓDULO 17 
1) As bases políticas da República das Oligarquias (1894-1930)
eram a Política do Café com Leite e a Política dos
Governadores, as quais foram viabilizadas pelo coronelismo.
A Política dos Governadores estabelecia um apoio recíproco
entre os governos federal e estadual, anulando as possíveis
oposições às oligarquias regionais dominantes.
Resposta: A
2) A “Coluna Prestes” (cujo comandante, aliás, era Miguel
Costa) foi a maior manifestação do Movimento Tenentista,
ocorrido na década de 1920. Embora não tenha conseguido
seus objetivos políticos (conscien tizar a população contra a
República das Oligarquias e derrubar esta última), foi, sem
dúvida, um importante feito militar, como demonstram os
dados pormeno rizados na alternativa c.
Resposta: C
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216 –
3) O Convênio de Taubaté foi firmado entre os governa do res de
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – os três maiores
produtores de café na época. O café – principal produto das
exportações brasileiras – atraves sava uma crise de
superprodução que levaria à depre cia ção dos preços no
mercado internacional. Pressio nados pelos cafeicultores, os
governos estaduais comprometeram-se a adquirir os
excedentes da produ ção. Essas compras seriam financiadas
por meio de empréstimos externos e os estoques resultantes
seriam vendidos no caso de falta do produto no mer cado. O
Convênio de Taubaté constituiu o marco inicial da “Política de
Valorização do Café”, que produziu a “privatização dos lucros
e a socialização das perdas”, segundo Celso Furtado.
Resposta: B
4) O movimento político que levou Getúlio Vargas ao poder,
conhecido como Revolução de 1930, resultou do esgotamento
do Estado Oligárquico agroexportador e da conjuntura inter -
nacional marcada pela Grande Depressão do Capitalismo
Monopolista. O Tenentismo, cujas revoltas da década de 1920
haviam fracassado, foi utilizado pela Revolução de 1930 como
dispositivo militar do movimento político.
Resposta: A
5) O “Quadriênio Progressista” de Rodrigues Alves (1902-06)
destacou-se no esforço para moder nizar o Rio de Janeiro.
Com esse objetivo, o governo empe nhou-se em remodelar o
centro urbano (obra do pre feito Pereira Passos) e em
promover o saneamento da cidade, erradicando a febre
amarela e impondo a vacinação contra a varíola (obra de
Osvaldo Cruz).
Resposta: D
6) O direito de voto às mulheres foi concedido pelo Có digo
Eleitoral de 1932 e confirmado pela Constituição de 1934; já
os analfabetos somente obtiveram o direito de voto na
Constituição de 1988 (se bem que a Cons tituição de 1824 não
o impedisse explicitamente).
Resposta: E
7) O texto refere-se à Greve Geral de São Paulo em 1917 – a
única que pode ser considerada relativamente bem-sucedida
durante a República Velha. Obs.: É ina de quado falar em
“sindicatos” no Brasil na quele mo men to, já que a simples
tentativa de organizá-los incorria na Lei de Repressão ao
Anarquismo, de 1906. Melhor seria falar em “associações
operárias” ou, no máximo, em “movimento sindicalista”.
Resposta: A
8) O Partido Democrático (PD), criado em 1926, foi na realidade
uma dissidência do PRP e não propria mente um partido
oposicionista em nível nacional. To davia, essa agremiação
partidária apre sentava pro pos tas moralizantes para a política
nacional que coinci diram mais tarde com alguns itens
defendidos pela Aliança Liberal em 1930.
Resposta: A
9) O gabarito oficial assinala a alternativa b, afirmando que a
política de valorização do café, implementada no de correr da
República Velha, utilizou como instrumentos a compra e
queima dos excedentes da produção, bem como a
desvalorização cambial. Entretanto, a política de incineração
dos excedentes de produção só foi utilizada após a Revolução
de 30, pelo governo Vargas. A rigor, as demais alternativas
têm incorreções, porque o Convênio de Taubaté, de 1906,
marco inicial da ”polí tica de valorização do café”, procurou
desestimular a produção para evitar novas crises de
superprodução (alternativas a, c e d), e não houve
financiamentos estatais para a modernização tecnológica,
pelas razões já mencionadas.
Resposta: B
10) A industrialização em São Paulo recebeu forte impulso por
parte dos capitais oriundos da cafeicultura. Os imigrantes
(sobretudo italianos) entraram com a maior parte da mão de
obra. E a desvalorização cambial do mil-réis, praticada dentro
da política de valorização do café, estimulava indiretamente a
atividade industrial, uma vez que encarecia as importações.
Resposta: B
n MÓDULO 18 
1) A Revolução Constitucionalista de 1932 conseguiu unificar os
diversos segmentos sociais do estado na luta contra o Governo
Provisório de Vargas, usando como principal fator aglutinante
o regionalismo pau lista. Por outro lado, São Paulo não
recebeu o apoio que esperava dos demais estados, cujas
populações foram convencidas pelo argumento varguista de
que o movimento dos paulistas tinha caráter separatista
(Mato Grosso foi o único estado a apoiar São Paulo).
Resposta: D
2) De fato, a Revolução Constitucionalista de 9 de julho de 1932
pode ser interpretada como uma espécie de contrarrevolução
ao movimento de 3 de outubro de 1930, que levou Getúlio
Vargas ao poder.
Respsota: C
3) Os levantes mencionados formam a Intentona Comunista de
1935, eclodida sob a liderança de Luís Carlos Prestes — que
àquela altura, já deixara o Movimento Tenentista. Aliás, o
Tenentismo pratica mente morreu quando a maioria de seus
participantes foi cooptada por Getúlio Vargas.
Resposta: B
4) A criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comér cio
visava a proporcionar, a Vargas, o controle sobre os sindicatos
(dirigidos por “pelegos” e subordinados ao Ministério)e
também sobre o patronato (para que aceitasse a legislação
trabalhista). Recursos como esse justificam a avaliação que se
faz de Vargas como “Pai dos Pobres” e “Mãe dos Ricos”.
Resposta: C
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– 217
5) A Revolução Paulista de 1932 não guarda nenhuma relação
direta com a gênese da Intentona Comunista de 1935.
Resposta: B
6) A proposição III é falsa porque o PCB foi legalizado por
Vargas somente em 1945, já na agonia do Estado Novo. O
populismo varguista somente reconhecia, como entidades
representativas da classe trabalhadora, os sindicatos dirigidos
por “pelegos” ligados ao próprio Vargas.
Resposta: C
7) Graciliano Ramos, que fora membro da Aliança Nacional
Libertadora, foi uma das muitas vítimas da perseguição
desencadeada pelo governo Vargas contra seus opositores de
esquerda, após o fracasso do levante comunista de 1935,
ocorrido em Natal, no Recife e no Rio de Janeiro.
Resposta: C
8) A luta pelo voto feminino, em todo o mundo, começou no final
do século XIX e adentrou o século XX com alguns países
reconhecendo esse direito. No Brasil, a primeira mulher a
votar foi Celina Guimarães Viana, em 1927, no Rio Grande
do Norte, quando ainda esse direito não era concedido
constitucionalmente; o que viria acontecer apenas em 1934.
Resposta: D
9) Nas décadas de 20 e 30, o Brasil apresentou uma polarização
ideológica entre AIB (integralistas) e ANL (aliancistas)
refletindo a mesma situação da Europa, que assistiu à
ascensão de governos totalitários de direita, na Itália
(fascismo) e na Alemanha (nazismo), e do totalitarismo de
esquerda na URSS (stalinismo).
Resposta: C
10) O próprio termo “Estado Novo”, usado para designar o regi -
me ditatorial instaurado por Vargas em 1937, foi criado por
Salazar em 1932. Por outro lado, o antico mu nismo era uma
característica não só do regime varguis ta como também de
todos os governos de extrema-direita (en tre os quais o
fascismo italiano e o falangismo es panhol).
Resposta: E
11) O Estado Novo, entre 1937 e 1945, foi um período da Era
Vargas marcado pela ampla concentração do poder na figu ra
do Executivo, limitando o Legislativo e os gover nos estaduais.
Entre 1937 e 1942, o Estado Novo carac te ri zou-se como uma
ditadura com componentes fas cistas. A partir de 1942, com a
participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial,
combatendo o nazifascismo, inicia-se a redemocratização do
Estado Novo, culminan do com as eleições gerais de 1945.
Resposta: E
12) O DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) tinha uma
vertente mais conhecida, relacionada com a cen sura aos
órgãos de informação e ao controle das notí cias passadas ao
público. Por outro lado, realizou tam bém um importante
papel na divulgação de uma ima gem positiva do regime
varguista, inclusive criando o cé lebre “Ufanismo”, pelo qual
intelectuais eram coop tados para escrever “Por que me ufano
de ser brasi leiro”.
Obs.: O DIP foi criado em 1938 (e não em 1930), para dar
sustentação ao Estado Novo (1937-45) – como, aliás, consta na
alternativa correta.
Resposta: E
13) Dentro do nacionalismo econômico, que caracterizou a
“política da substituição de importações” e a implan tação de
indústrias de base do Estado Novo, Vargas procurou obter
recursos e tecnologia no exterior. Apro veitando o contexto da
Segunda Guerra Mundial e a neutralidade inicial do Brasil,
Vargas pro curou negociar com os Estados Unidos e a Alema -
nha. Essa atuação pragmática culminou com o emprés timo
norte-ame ricano para a construção da Usina Siderúrgi ca de
Volta Redonda.
Resposta: A
14) Quando a Segunda Guerra Mundial (1939-45) come çou, o
governo Vargas estava dividido entre simpa tizan tes do Eixo
(tais como Felinto Müller, chefe da polícia) e defensores dos
Aliados (como o citado Os valdo Aranha). O próprio Vargas,
embora simpatizan te do Eixo, preferiu adotar uma política de
neutralidade pragmática, negociando com os Estados Unidos
ajuda financeira e tecnológica para a implantação da Side -
rúrgica de Volta Redonda.
Resposta: B
15) O discurso de Vargas, utilizado para justificar a interrupção
do processo democrático e a implantação da ditadura do
Estado Novo, fundamentou-se na defesa do Estado Nacional,
simbolizado na pessoa do presidente. 
Resposta: A
16) A política trabalhista de Vargas situa-se no contexto do
populismo, no qual o controle sobre as organizações sin dicais
tem por objetivo fortalecer o próprio gover nante, através da
mobilização do operariado em seu apoio. Para tanto, Vargas
criou os mecanismos do pe le guismo (direção dos sindicatos
por líderes ligados ao governo) e da subordinação das
organizações ope rárias ao Ministério do Trabalho.
Resposta: B
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218 –
17) A política econômica de Vargas, voltada para a im plantação
das indústrias de base e a substituição das importações,
caracterizou-se pelos elementos citados na alternativa.
Resposta: B
18) A afirmação II é incorreta porque a ANL (Aliança Nacional
Libertadora) foi fechada em 1935 – antes, portanto, da
implantação do Estado Novo.
A afirmação III também é incorreta porque a CLT foi posta
em vigor em 1943 – dentro, portanto, do Estado Novo e de
conformidade com a política populista de Vargas.
Resposta: A
19) Recém-empossado na chefia do Estado em 1930, Vargas
suspendeu a Constituição de 1891 e procurou retardar ao
máximo a promulgação de uma nova Carta Magna, pois assim
gozaria de poderes ditatoriais. Já em1945, com o Estado Novo
em franco declínio, Vargas tentou permanecer no poder por
meio do “movimento queremista”, mas foi derrubado por um
golpe militar que levou o País a concluir o processo de
redemocratização.
Resposta: A
n MÓDULO 19 
1) O período compreendido entre 1954 e 1964 iniciou-se com o
suicídio de Getúlio Vargas; continuou com a contestação da
posse de JK pelos udenistas (1955) e a renúncia de Jânio
Quadros, 7 meses após a posse (1961); e concluiu-se com o
golpe militar que depôs o presidente João Goulart.
Resposta: E
2) O golpe militar de 31 de março de 1964 foi o resultado da crise
do populismo, da conjuntura da Guerra Fria (EUA x URSS)
e da polarização ideológica entre a esquerda reformista e a
direita conservadora que acusava Jango de querer transfor -
mar o País numa República sindica lista de cunho comunista.
Resposta: A
3) O governo do presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira
(1956-61) foi marcado pelo desenvolvimento e balizado no
slogan: “50 anos de progresso em 5 anos de governo”. Para
concretizar os projetos governa mentais, foi lançado o Plano de
Metas, tendo como pilares a indústria, a energia e os
transportes. Essa situa ção provocou um clima de euforia
nacional, obtendo-se altos índices econômicos e o acesso da
classe média aos bens de consumo duráveis. Em razão desse
clima de internacionalização econômica e euforia nacional, o
presidente JK ficou conhecido como presidente “Bossa-Nova”.
Resposta: E
4) O Plano Trienal deveria ser aplicado no que se esperava serem
os três anos finais do governo de João Goulart (1963-66),
depois que o presidente recuperou o exercício do Poder
Executivo. Entretanto, não chegou a ser “implementado”, pois
o populismo de Goulart não aceitava cortes nos gastos do
governo. O presidente pinçou as “reformas de base”e fez delas
sua principal bandeira, mas foi deposto pelo Golpe de 64.
Resposta: A
5) O texto faz referência ao Plano de Metas do Pre si dente JK,
que consagrava o desenvolvimentismo nacional com base na
industrialização substitutiva de importações.
Resposta: D
6) O quinquênio de JK caracterizou-se pelo otimismo ge rado por
um forte crescimento industrial, pelo acesso da classe média
aos bens de consumo duráveis e pelo aumento dos salários e do
nível de emprego. A “Bossa Nova”, com sua temática intimista
e superficial, é con siderada um símbolo do período, tendo o
“Cinema No vo” como uma espécie de contraponto intelectual.
Resposta: D
7) Ocontexto da Guerra Fria (1945-90) provocou uma
polarização ideológica mundial entre socialismo e capitalismo.
Com o intuito de promover o alinhamento da América Latina
ao bloco capitalista, os EUA iniciaram um programa de
assistência econômica e social denominado “Aliança para o
Progresso”. Com isso, havia o explícito interesse dos EUA de
afastar as possíveis influências geradas pela Revolução
Cubana (1959), evitando a “cubanização” da América Latina.
Resposta: C
8) A charge, de 1948, é anterior ao segundo governo Vargas
(1951-54), que criou a Petrobras. Mas, pouco depois da
Segunda Guerra Mundial (1939-45) já começara a companha
“O Petróleo é Nosso”, que encontrou forte oposição por parte
das multinacionais do setor.
Resposta: B
9) Com a renúncia de Jânio Quadros (25/8/1961), a Presidência
da República deveria ser assumida pelo vice João Goulart
(“Jango”), então em viagem à China Vermelha. Em razão das
ligações do populismo de Goulart com as esquerdas, a cúpula
das Forças Armadas, for temente conservadora, opôs-se a sua
posse – o que caracterizaria uma intervenção militar no regime
democrático. A crise foi contornada temporariamente com a
adoção da emenda que instituiu o sistema parlamentarista.
Resposta: C
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– 219
10) As “reformas de base”, compreendendo as reformas agrária,
urbana, eleitoral, fiscal e bancária, entre outras, intimidaram
as elites e outros setores conservadores brasileiros, criando
condições para o golpe militar de 31 de março de 1964, que
depôs o presidente João Goulart.
Resposta: B
n MÓDULO 20 
1) O objetivo da Lei Falcão era impedir o debate político e a
denúncia da ditadura pela oposição. Apesar disso, esta obteve
um crescimento significativo nas eleições de 1976, forçando o
governo a neutralizar esse crescimento com o Pacote de Abril
de 1977, alterando a correlação de forças no Congresso.
Resposta: B
2) A questão trata dos países latino-americanos na década de 60,
quando o imperialismo norte-americano apoiou vá rios golpes
militares, inclusive o brasileiro de 1964.
Resposta: D
3) O movimento das “Diretas Já” exigia a aprovação da Emenda
Dante de Oliveira que concedia ao povo o direito de escolher
o sucessor do último general-presidente alterando o previsto
pela lei eleitoral vigente, que determinava a eleição do
presidente através do Colégio Eleitoral.
Apesar da grande mobilização popular, a emenda não obteve
os votos necessários e a eleição de Tancredo Ne ves, em janeiro
do ano seguinte às “Diretas Já”, pro cessou-se de forma
indireta, dentro do Colégio Eleitoral. De qualquer forma, a
vitória de um civil e oposicionista sig nificou o fim do regime
militar no Brasil. 
Resposta: E
4) O Ato Institucional n.º 5, cuja vigência foi estabelecida por
tempo indeterminado, suspendia as garantias constitucionais
e dava, ao presidente da República, poderes excepcionais
bastante amplos.
Resposta: A
5) Dentro de seu projeto de realizar uma abertura política
“lenta, gradual e segura”, o presidente Geisel, depois de haver
posto fim à tortura de presos políticos e afastado os militares
da chamada linha dura, decretou o recesso temporário do
Congresso e introduziu na Constituição as emendas
conhecidas pelo nome de “Pacote de Abril”. Além de criar a
figura do “senador biônico”, referida no enunciado, Geisel
modificou cer tas atribuições do Judiciário e ampliou o
mandato presidencial de cinco para seis anos.
Resposta: C
6) Mera interpretação de dados.
Resposta: E
7) Os dados estatísticos sobre as taxas de inflação entre os anos
de 1960 e 1983 demonstram que o processo de abertura
política está relacionado ao esgotamento do modelo econômico
criado pela ditadura militar. 
Resposta: B
8) Os regimes autoritários citados foram implantados no Cone
Sul depois de derrubarem governos popu listas de esquerda.
Alinhando-se com os Estados Unidos na política de
“segurança do Hemisfério” (dentro de uma perspectiva
conservadora), prati caram uma intensa repressão contra
grupos de esquerda — recorrendo inclusive à colaboração
entre os órgãos de segurança dos países mencionados, no
contexto da chamada “Operação Condor”.
Resposta: B
9) A charge (e não “caricatura”) demonstra como os co merciais
de TV acabam adquirindo maior importância que os próprios
programas das emissoras. A data da publicação (1979) remete-
nos ao regime militar (1964-85), mas tem um caráter mais
abrangente que o sugerido pela questão.
Resposta: B
10) As medidas descritas no enunciado da questão indi cam o
processo de construção do Estado Autoritário implantado
pelos militares a partir de 1964.
Resposta: A
11) A afirmativa II é falsa porque apenas a manchete 2 refere-se
à transição da ditadura militar para a Nova República.
A afirmativa III também é falsa, porque a escolha de Tancredo
Neves para o cargo de Primeiro Ministro não solucionou a
crise do Estado Populista e o parla men tarismo foi eliminado
pelo plebiscito de 63, que restau rou o presidencialismo.
Resposta: B
12) O Plano Verão reeditou o Plano Cruzado I (1986) ao congelar
preços e salários, visando conter a espiral inflacionária. Além
disso, tentou eliminar indexadores econômicos e elevar as
taxas de juros para reduzir a de manda.
Resposta: C
13) Após a rejeição da Emenda Dante de Oliveira, que
restabeleceria eleições diretas para a Presidência da
República, foi convocado o Colégio Eleitoral (Congres so
Nacional e representantes das Assembleias Legislati vas), que
elegeu o candidato Tancredo Neves, da Aliança Democrática,
contra o candidato Paulo Maluf, representante do governo
militar. Tratou-se, portanto, de uma eleição indireta.
Resposta: E
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220 –
14) O mineiro Itamar Franco, então vice-pre si dente de Fernando
Collor, assumiu o governo do País, após o impedimento do
presidente. Sem sólidas bases de apoio no Congresso, com um
discurso populista ana crô nico (defendeu a volta da fabricação
do fusca – carro po pular) e uma postura pessoal questionável
para a magnitude do cargo (participou do Carnaval do Rio
de Janeiro), deixou o País mergulhado na incerteza quanto
aos seus rumos.
Resposta: B
15) Independente de qualquer análise do texto citado, é “meridia -
namente claro” que ele se refere ao regime militar instaurado
no Brasil de 1964 a 1985.
Resposta: D
16) Foi em 1997 – portanto no primeiro quadriênio do governo
FHC – que o Congresso aprovou a Emenda Constitucional que
permite a reeleição de todos os ocupantes de cargos executi vos,
ou seja, prefeitos, governadores e presidente da República.
Resposta: D
17) Alternativa escolhida por eliminação, pois o examinador
incorreu em erro ao afirmar que o PSDB resultou de uma
dissidência do MDB (Movimento Democrático Brasileiro). O
MDB desapareceu em 1979, quando foi restabelecido o
pluripartidarismo. O PSDB foi fundado em 1988 como uma
dissidência do PMDB (Partido do Movimento Democrático
Brasileiro) por não concordar com “os cinco anos do Sarney”
discutidos durante a Assembleia Nacional Constituinte.
Resposta: B
18) A manutenção de elevadas taxas de juros nos últimos anos tem
sido justificada pelos dois últimos governos, FHC e Lula,
como uma forma de contenção da inflação por meio da
repressão ao consumo exacerbado; que seria estimulado, se
os juros fossem menores. Além disso, a taxa de juros em pata -
mares elevados é fator de atração de investimentos externos.
A oposição a essa política econômica, embora admita a neces -
sidade de conter a inflação, argumenta que as atuais reduções
nas taxas de juros são muito tímidas, pois são insuficientes
para a retomada do investimento empresarial e para que a
economia volte a crescer em ritmo mais acelerado. Além disso,
existe a necessidade de reduzir a dívida pública interna. 
Resposta: D
19) O pseudomoralismo da campanha eleitoral de Jânio Quadros
encontra-se também na campanha de Fernando Collor de
Mello, já que ambos se caracterizavam por uma retórica
populista. O primeiro, com a campanha do “tostãocontra o
milhão”, tinha a “vassoura” como símbolo do combate à
corrupção. O segundo destacou-se pelo combate aos
“marajás” e aos velhos políticos e seus partidos.
É interessante lembrar que Jânio Quadros renunciou após
alguns meses de governo e Collor renunciou para não sofrer
impeachment, em razão de vários escândalos de corrupção
envolvendo seu governo.
Resposta: D
20) Outra questão meramente factual. Cabe apenas lem brar que
Fernando Collor tentou evitar o im pea chment e a consequente
punição política, renun ciando minutos antes da decisão do
Senado. Tal manobra, porém, não surtiu efeito, pois o pedido
de renúncia não foi aceito, o que deixou o presidente sujeito ao
veredito dos se nadores.
Resposta: C
FRENTE 2
n MÓDULO 7 
1) A Conferência de Berlim (1884-1885), convocada pelo
chanceler alemão Otto von Bismarck após a Unificação Alemã
(1870-1871), estabeleceu os ditames da partilha afro-asiática,
lançando as bases do Neocolonialismo.
A finalidade da Conferência era solucionar os pro blemas do
fornecimento de matéria-prima, da amplia ção de mercados
consumidores e do abas tecimento europeu gerados após a
Segunda Revolução Industrial.
Respota: A
2) Como reflexo da Segunda Revolução Industrial (± 1850 a ±
1900), a economia mundial iniciou um processo de expansão
da indústria e da produção, conhecido pelo nome de neoco -
lonialismo, ou simplesmente imperialis mo, caracterizado pela
busca de matérias-primas e mercados consumidores, bem
como de áreas para investimento de capitais acumulados na
Europa. Outro desdobramento seria a busca de territórios
para a colo cação de excedentes populacionais, o que era neces -
sário para diminuir as tensões sociais e políticas na Europa.
Resposta: D
3) As teorias de Charles Darwin, expostas em sua obra A origem
das espécies, apontam para a seleção natural das espécies a
partir de seu isolamento geográfico.
Para justificar o Neocolonialismo / Imperialismo no século
XIX, foi criado o conceito de darwinismo social, o qual serviu
de base para a ideologia do “fardo do homem branco”; isso,
na visão dos europeus, era uma missão civilizadora que cabia
a eles realizar.
Resposta: B
4) As afirmações da questão sintetizam os principais aspectos do
neocolonialismo, ou seja, do imperialismo praticado pelas
potências industriais a partir de fins do século XIX.
Resposta: E
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– 221
5) A alternativa a é falsa porque os agentes responsáveis pelos
colonialismos antigo e novo estão invertidos.
Resposta: A
6) A nova corrida colonial faz parte do capitalismo monopolista
oriundo da Segunda Revolução Industrial. Nesse contexto,
visava a superar a crise de 1873, marca da pela superprodução
e pelo subconsumo. Buscavam-se, assim, novos mercados con -
su midores e novas fontes de matéria-prima na África e na Ásia.
Resposta: C
7) Alternativa escolhida por eliminação, pois reduz as causas do
neocolonialismo a uma visão romântica (“vontade de ocupar
novos territórios”). Por outro lado, a ligação entre “lugar
tenebroso” e “ações brutais que envolveram as investidas
europeias” não pode ser depreendida sem um conhecimento
mais aprofundado do processo colonialista.
Resposta: D
8) A rigor, a partir da publicação do livro de Hobson, difundiu-
se o significado contemporâneo (melhor do que “moderno”)
da expressão imperialismo, asso ciado a uma fase do
capitalismo caracterizada pelas em presas monopolistas
(trustes, cartéis e holdings). No plano político, o conceito de
imperialismo envolve a luta pelo domínio dos mercados (que
levaria à Primeira Guerra Mundial) e ao neocolonialismo
(aliás, contemporâneo do livro de Hobson).
Resposta: D
9) Vivendo no contexto da Segunda Revolução Industrial, Júlio
Verne foi precursor da ficção científica por fazer previsões que
acabaram se realizando, tudo motivado por sua crença no
desenvolvimento da ciência.
Resposta: E
10) A Segunda Revolução Industrial foi a fase em que a industria -
lização se espalhou por diversos países da Europa (Itália,
Alemanha) e fora dela (Estados Unidos e Japão).
Resposta: E
n MÓDULO 8 
1) A política de alianças idealizada por Otto von Bismarck,
durante o período conhecido como Paz Armada, foi rompida
com a criação da Tríplice Entente, acirrando as tensões entre
as potências europeias às vésperas da I Guerra Mundial.
O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando de
Habsburgo em Sarajevo (Bósnia) tornou-se apenas o estopim
para o início do conflito.
Resposta: B
2) Alternativa escolhida por exclusão. Supondo que a Alemanha
também em breve enve redaria pelo caminho da revolução,
Lenin previa em seu discurso que os socialistas russos e
alemães se aliariam para derrubar o capitalismo na Europa.
Entretanto, essa previsão de Lenin não chegou a se concretizar.
Por outro lado, não se deve descartar a alternativa d, pois
constitui um erro comum – inclusive entre os examinadores –
considerar que a primeira fase da Revolução Russa foi
liderada pelos mencheviques. Ora, em abril de 1917, o governo
provisório revolucio nário russo estava sob a chefia do príncipe
Lvov (um constitucional-democrata/partido moderado
burguês), sucedido depois pelo advogado Kerensky (um social -
revo lucionário, mas em hipótese alguma menchevique).
Resposta: B
3) O texto transcrito se refere à primeira fase da Revo lu ção
Russa de 1917, quando o regime czarista foi subs tituído por
um Governo Provisório burguês, chefiado pelo príncipe Lvov
(sucedido por Kerensky em julho da quele ano). Tal governo
seria derrubado pelos bolche viques (comunistas) em outubro
seguinte – ou novem bro, conforme o calendário gregoriano.
Resposta: B
4) Alternativa se explica por si mesma, pois as três proposições
estão corretas. 
Resposta: E
5) O enunciado refere-se às primeiras medidas adotadas pelo
recém-instaurado governo bolchevique, com vis tas a implan -
tar um sistema socialista na Rússia.
Resposta: B
6) Menos pelos dados fornecidos pelo historiador Maurice
Crouzet, mas fundamentalmente pela carta de um oficial
citada no The Times, descrevendo as “trin cheiras”, é possível
identificá-los com a Primeira Guer ra Mundial.
Resposta: B
7) Alternativa escolhida por exclusão, pois o examinador
confundiu comunismo (ideologia cujo estágio final seria a
sociedade igualitária e sem Estado) com o socialismo (estágio
que precede a implantação do comunismo em nível mundial).
De qualquer forma, fa lar em “sistema comunista de governo”
é uma contra dição em termos.
Resposta: E
C4_3A_ET_HIST_2015_MA 12/06/15 13:16 Página 221
222 –
8) No decorrer do século XIX, a Europa passou por um
vertiginoso crescimento econômico, decorrente dos avanços
tecnológicos ocorridos na Segunda Revolução Industrial. O
aumento da produção fez com que os países europeus
procurassem novos mercados e fontes de matérias-primas, o
que ocasionou a divisão dos territórios africanos e asiáticos
(neocolonialismo), nem sempre com a concordância de todas
as potências. Por outro lado, a unificação da Alemanha
transformou esta em uma temível força militar e industrial,
quebrando o tradicional “equilíbrio europeu” perseguido
pelas potências desde o Congresso de Viena. 
Resposta: E
9) Alfred von Schlieffen, comandante em chefe do Exército
alemão, previa que, em caso de guerra, seria necessário
derrotar o mais rápido possível a França em um ataque
dirigido através da Bélgica, da Holanda e de Luxemburgo,
desviando das defesas francesas localizadas na fronteira leste
(região da Alsácia-Lorena).
Resposta: D
10) O texto da questão relaciona as condições que antecederam a
Revolução de fevereiro de 1917, quando se iniciou a primeira
fase da Revolução Russa.
Resposta: E
n MÓDULO 9
1) “Camuflar as diferenças entre as classes sociais”, que é a frase
empregada na alternativa e, corresponde a “dissimular as
diferenças sociais”, que consta no texto citado.
Resposta: E
2) A “Marcha sobre Roma” de 1922 marcou o início da ditadura
fascista na Itália, com a ascensão de BenitoMus solini e seus
seguidores, os chamados “camisas negras”.
A Monarquia Constitucional, com o rei Vítor Emanuel III, foi
mantida, porém o poder concentrou-se nas mãos de Mussolini
– o “Duce” –, que teve seu governo marcado pelo naciona -
lismo extremado, militarismo e expan sio nismo. Caracte rizado
como um Estado totalitário de di reita, o primeiro a surgir na
Europa, o fascismo era ainda antico mu nista e antidemo -
crático. Perseguiu ferozmente a opo sição e instituiu o unipar -
tidarismo. As atividades do Par lamento sofreram restrições
contínuas, especial men te após o assassinato do deputado
socialista Matteotti.
Resposta: E
3) A Grande Depressão, que atingiu o mundo capitalista a partir
da Crise de 29, elevou o número de desem pregados na
Alemanha de 400 000 para 6 000 000. A crise impulsionou o
crescimento do Partido Comunista e levou a alta burguesia
ale mã, em reação, a apoiar o Partido Nacional-Socialista
(Nazista) de Hitler. Em 1932, os nazistas passaram a ser o
maior partido no Par lamento; consequentemente, em janeiro do
ano se guinte, Hitler foi nomeado chanceler (primeiro-minis tro).
Resposta: E
4) A transição do século XIX ao XX viu surgir o fenômeno da
vulgarização da educação básica (mantida em níveis mínimos
a vida urbana e industrial) na Europa Ociden tal. Outro
elemento foi a massificação da informação visual e escrita,
além da sociedade de consumo. Nesse contrato, a dita “massa
popular” não poderia ser mais entendida em termos
individualizados, o que explica o maciço uso da propaganda
como instrumento de fixação de valores interessantes ao
Estado e a “Grupos de Pressão” (os atuais Lobbies). Cabe
salientar que esse uso mostrado de maneira um pouco
maquiavélica não foi exclusivo do nazifascismo, mas, de todas
as forças políticas rivais ou aliadas dos anos 30 a 40 e durante
a Guerra Fria (1947 a 1989).
Resposta: B
5) Após ser derrotada na Primeira Guerra Mundial e sub metida
às imposições franco-britânicas do Tratado de Versalhes, a
Alemanha, entre o início dos anos 20 e o começo dos anos 30,
viveu politicamente uma ex pe riência democrática conhecida
como “República de Weimar”. Nesse período, o governo
sofreu oposição tanto de grupos nacionalistas de extrema-
direita (nazis tas) como dos comunistas, além de ter sido
abalado por graves crises econômicas.
Resposta: C
6) O sentimento nacionalista, presente em inúmeros mo men tos
da História e nas mais variadas situações, aparece claramente
nos eventos elencados na questão. Em 1830 e 1848, ele
predomina nas tentativas de unificação da Alemanha e da
Itália, bem como no esforço pela independência da Bélgica
(única bem-sucedida), da Polônia e da Hungria. Em 1914, o
nacionalismo impulsionou as tendências be licistas de todas as
potências envolvidas e pode também ser destacado na gênese
do conflito, pro vo cada pelo nacionalismo sérvio. Finalmente,
nos movimentos de extrema-direita do período entreguerras,
o nacio na lismo constituiu o elemento funda mental, do qual
derivaram o totalitarismo e o milita ris mo.
Resposta: B
7) A ditadura do general Francisco Franco, instalada ao final da
Guerra Civil Espanhola (1936-39), teve caráter fascista, mas
evitou as grandes mobilizações de massa utilizadas por Hitler
e Mussolini.
O regime era apoiado por um partido único, denominado
Falange Nacional Espanhola, e contou com forte sustentação
da Igreja Católica. Deve-se notar que a Espanha franquista,
apesar da ajuda recebida da Alemanha e da Itália durante a
Guerra Civil, manteve-se neutra na Segunda Guerra Mundial.
Resposta: E
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– 223
8) A Crise de 29 não constituiu uma revolução porque o
capitalismo não só sobreviveu a ela, mas se fortaleceu nas
décadas seguintes. O fato de a superação da Grande
Depressão ter resultado de uma nova política econômica (o
New Deal intervencionista de Franklin Roosevelt) não chega
a caracterizar uma mudança estrutural – não podendo,
portanto, ser considerado uma revolução.
Resposta: D
9) A Legião Condor, como o texto explicita, era nazista (nacional-
socialista). O general Franco, operado pelos avia dores
alemães na Guerra Civil Espanhola, comandava os chamados
“nacio nalistas”, cujo partido representativo era a “Falange
Espanhola”. Ora, tanto o nazismo como o falangismo eram
movimentos de extrema-direita, inspirados no fascismo
italiano — sendo, portanto, genericamente, considerados
“fascistas”.
Resposta: B
10) Os totalitarismos de extrema-direita (fascista) ou de ex trema-es -
quer da (socialista/comunista) criaram um es tamento burocrático
privilegiado e, para defendê-lo, re primiram violentamente os
segmentos sociais que o ameaçaram.
Resposta: A
n MÓDULO 10 
1) Alternativa que pode ser escolhida por exclusão, pois todas as
demais se referem a situações de pré-conflito (antecedentes da
Segunda Guerra Mundial, em 1936), conflito (China
Comunista × China Nacionalista, em 1956; e Guerra Fria, em
1980) ou de pós-conflito sem su pera ção (ressentimentos
resultantes da Segunda Guerra Mundial, em 1948).
Resposta: B
2) O texto descreve o holocausto praticado pelo nazismo,
responsável pelo extermínio de 6 milhões de judeus.
Resposta: C
3) Desde sua criação em 1945, o Conselho de Segurança da ONU
conta com cinco membros permanentes, todos com direito de
veto – o que inviabilizou a ação daquele órgão em todas as crises
importantes ocorridas até 1991. São eles: EUA, Rússia (ex-
URSS), China (República Popular), Grã-Bretanha e França.
E, apesar de pressões para que esse número seja ampliado, a
discussão desse tema não tem prosperado dentro da ONU.
Resposta: C
4) Com o término da Segunda Guerra Mundial e a derrota do
Eixo, o contexto histórico mundial passou a ser marcado pela
bipolarização político-ideológica entre capitalismo e socia lis -
mo, sob a liderança respectiva dos EUA e da URSS. Essa
situa ção, conhecida pelo nome de “Guerra Fria”, prolongou-
se até 1991, quando a URSS deixou de existir. Paralela men te,
nas primeiras décadas da Guerra Fria, ocorreu a des co lo -
nização afro-asiática, como decorrência do declínio das gran -
des po tên cias coloniais. Como a alternativa destaca, a desco -
lonização foi mais notória na África.
Resposta: A
5) Os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, em
agosto de 1945, marcaram os últimos dias da Segunda Guerra
Mundial e levaram à capitulação incondicional do Japão. O
término daquele conflito, porém, foi seguido pela intranqui -
lidade e pelas guerras localizadas que caracterizaram o longo
período da Guerra Fria (1945-1991).
Resposta: E
6) O termo genocídio implica a intenção de destruir uma
comunidade (étnica, religiosa etc) e, portanto, não se aplica à
morte de adversários ou dissidentes políticos, quando
individualmente considerados.
Resposta: B
7) A questão trata do episódio que forçou o Japão a ren der-se na
Segunda Guerra Mundial, sendo que a decisão de lançar as
bombas atômicas sobre Hiroshima e Naga saki coube ao vice-
presidente dos EUA, Henry Truman, que havia assumido a
Presidência da República com a morte de Franklin Roosevelt.
Resposta: C
8) Alguns autores consideram que as duas guerras foram
causadas pela disputa imperialista protagonizada pelo Eixo.
Resposta: A
9) A Guerra Civil Espanhola foi vencida pelos monarquistas
associa dos ao franquismo.
Resposta: D
10) Ao final da dominação inglesa, ocorreu a formação da República
do Afeganistão. Em 1979, no contexto da Guerra Fria, o país
serviu de palco de enfrentamento entre tropas soviéticas e
islâmicas, estas financiadas pelos EUA. Ao final do conflito, o país
passou a ser alvo de disputa entre as etnias, possibilitando a
ascensão do Talibã como elemento centra lizador. 
Reposta: D
11) Os blocos antagônicos da Guerra Fria eram não apenas
político-ideológicos, mas também econômicos e mili ta res
(respectivamente, capitalismo x socialismo e OTAN x Pacto
de Varsóvia). Deve-se também observar que o texto citado
omite a ocorrência de guerras localizadas relacionadas com a
Guerra Fria(guerras árabe-israe lenses, Guerra da Coreia,
Guerra do Vietnã e invasão do Afeganistão pelos soviéticos).
Além disso, a data de 1947 apenas oficializa a Guerra Fria
(proclamação da Doutrina Truman); na verdade, o confronto
EUA-URSS já se manifesta nos últimos dias da Segunda
Guerra Mundial – quando Truman recusou catego ricamente
a participação de tro pas russas na ocupação do Japão.
Resposta: A
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224 –
12) O comentário de Vladimir Putin remete-nos à Guerra Fria
(1945-91) e ao equilíbrio nuclear entre Estados Unidos e
URSS. Efetivamente, o então denominado “terror atômico” e
o receio de uma retaliação foram os fatores fundamentais de
contenção em crises como a dos mísseis soviéticos em Cuba,
em 1962.
Resposta: E
13) A alternativa retrata corretamente o macartismo, cujo prin -
cipal instigador foi o senador Joseph McCarthy, no iní cio dos
anos 50.
Resposta: A
14) Os projetos de Perestroika (reestruturação econômica) e de
Glasnost (transparência política) pretendiam criar condições
para superar a estagnação econômica e garantir a
democracia, dentro do sistema socialista. Todavia, o resultado
final dos esforços de Gorbachev foi, parado xal mente, o fim do
“socialismo real” e da própria URSS – sem garantir que a
Rússia tenha se tornado uma verdadeira democracia.
Resposta: B
15) A descolonização da Argélia resultou de uma longa guer ra
contra a França (1954-62), pois os políticos con ser vadores
franceses e os militares se opunham à per da da Argélia, no
que eram apoiados por cerca de 1 mi lhão de argelinos de
ascendência europeia (os chamados pieds noirs), que
predominavam sobre 15 milhões de muçulmanos. A
independência argelina somente foi al can çada após longas
negociações com o presidente da Fran ça, general de Gaulle.
Resposta: A
16) Sendo um regime de extrema-direita e, portanto, autoritário
e nacionalista, a ditadura salazarista recu sou-se terminan -
temente a emancipar as colônias portu guesas, mesmo depois
da morte do ditador. Assim, somente após a redemocratização
propiciada pela Re vo lução dos Cravos é que Portugal
concedeu a indepen dên cia a suas colônias.
Resposta: E
17) Naquela década, os Estados Unidos estavam ainda envolvidos
na Guerra Fria, razão pela qual os grandes investimentos e o
desenvolvimento tecnológico privilegiaram o setor militar –
um investimento a fundo perdido – em detrimento de outros
setores produtivos.
Resposta: B
18) A partir do final dos anos 80, houve a crise do sistema
socialista e a predominância do modelo capitalista. A
dicotomia capital–trabalho acentuou-se, agravando questões
sociais como a luta pela terra e o desem pre go estrutural. Por
outro lado, as novas propostas que têm sido apresentadas
ainda não comprovaram sua viabilidade.
Resposta: D
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