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VIOLÊNCIA CONTRA OS IDOSOS A presente análise irá abordar, o idoso na sociedade e na família, sobretudo, analisando, o desrespeito, o descaso e a violência contra os idosos e as devidas normas lançadas para combate dos atos ilícitos. O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta lei, assegurando - se todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade. Art. 10º do estatuto do Idoso diz: É obrigação do estado e da sociedade, assegurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a dignidade como pessoa humana e sujeito de direitos civis, políticos, individuais e sociais, garantidos na constituição e nas leis. A população brasileira manteve a tendência de envelhecimento dos últimos anos e ganhou 4,8 milhões de idosos desde 2012, superando a marca dos 30,2 milhões em 2017, segundo a pesquisa nacional por amostra de domicílio continua, característica dos moradores e domicílio, divulga hoje pelo IBGE. Minayo, (2004) utiliza algumas categorias para classificar os tipos de violência que são sofridas pelo idoso: abusos físicos, psicológicos, abandono, negligência, abusos financeiros e econômicos, sexual e autonegligência. A violência contra a pessoa idosa deve ser entendida como uma grave violação aos Direitos Humanos. E de acordo com o Art. 3º, da Lei 10.741, de 1 de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso), “É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária”. Minayo (2004) retrata os maus tratos e a violência contra os idosos em vários aspectos: com o uso da força física, obrigando-os a fazerem o que não desejam, provocando desde ferimentos mais leves como: puxões de cabelo, beliscões, tapas ou causando lesões e traumas graves que levam à internação hospitalar, chegando à incapacidade ou morte. A violência física é a campeã das queixas dos idosos. Utiliza-se também de agressões verbais ou gestuais, com atitudes de desprezo, com o objetivo de amedrontar, humilhar e, restringir-lhes a liberdade, isolando-os do convívio social, explorando-os financeiramente, usufruindo dos bens materiais e recursos financeiros sem consentimento do idoso, abuso sexual (relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças) (MINAYO, 2004). A negligência trata-se da recusa ou à omissão de cuidados. É um ato muito comum, pois se manifesta frequentemente tanto no seio familiar como em instituições que prestam serviços de cuidados e acolhimento a pessoas idosas. Abandonar é uma forma de violência que se manifesta pela ausência de amparo ou assistência pelos responsáveis em cumprir seus deveres de prestarem cuidado a uma pessoa idosa. Abuso psicológico praticado com atos, tais como, agressões verbais, tratamento com menosprezo, desprezo, ou qualquer ação que traga sofrimento emocional como humilhação, afastamento do convívio familiar ou restrição a liberdade de expressão; bem como submeter a pessoa idosa a condições de humilhação e ofensas. Visando proteger e tutelar os interesses dos idosos, em 2003 tramitou e foi aprovado no Congresso Nacional o Estatuto do Idoso, sendo sancionado pelo Presidente da República. A mencionada lei estabelece entre várias medidas, a tipificação de crimes contra o idoso, proibindo, inclusive, que estes sofram discriminação por parte dos planos de saúde, nas ocasiões em que são cobrados valores diferenciados em razão da idade. Ademais, dispõe ainda acerca de determinações quanto ao fornecimento de medicamentos, que em alguns casos são fornecidos pelo Estado. Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade... Em consonância com art. 230 da CF, o art. 3º da Lei 8.080/94(Política Nacional do Idoso), estabeleceu que, é obrigação do município assegurar aos idosos carentes, os direitos referentes à vida, à saúde à alimentação, à dignidade ao respeito, à liberdade a á convivência familiar e comunitária. A família, a sociedade e o Estado possuem o dever legal de amparar os idosos, assegurando-lhes participação na comunidade, protegendo-lhes sua dignidade e assegurando-lhes o direito à vida. Por esse motivo o dia 15 de junho é o dia em que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos celebra a conscientização da violência contra a pessoa idosa. A data foi declarada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a Rede Internacional de Prevenção à Violência da Pessoa Idosa. Desde 2006, o dia é reafirmado com realização de campanhas por todo o mundo. O principal objetivo do dia é criar uma consciência mundial, social e política, da existência da violência contra a pessoa idosa para o seu enfrentamento. Referencias; Menezes,AK- Cuidados à Pessoa Idosa: Reflexões teóricas gerais,In: Caminhos do Envelhecer. RJ: Ed. Revinter,1997. Haddad, E.G.M-A Ideologia da Velhice. São Paulo,Cortez,1986 Berquó,E.-Considerações sobre o envelhecimento da população no Brasil. In: Neri,Anita L.&Debert,Guita G.(org). Velhice e socidede. Campinas:Papirus,1998. BERZIN. M.A.V.da S. Violência contra a pessoa idosa. O que fazer in Manual do Cuidador da Pessoa idosa: cuidar melhor evitar a violência. Tomiko Born (org.) -Brasília: Secretaria dos Direitos Humanos Subsecretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, 2008.330p