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Prof. Arthur Lima 
 Aula 00 
 
1 de 140| www.direcaoconcursos.com.br 
Nome do curso 
Aula 03 – Ativo Circulante. PECLD. 
Operações com Mercadorias. 
Sistemas de Inventários. 
Contabilidade Geral e Avançada para Auditor 
da Receita Federal – 2021 
Prof. Igor Cintra 
 
Prof. Igor Cintra 
 Aula 03 
 
1 de 138 | www.direcaoconcursos.com.br 
Contabilidade Geral e Avançada para Auditor da Receita Federal – 2021 
Sumário 
AULA 03 ................................................................................................................................................. 2 
ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................... 3 
DISPONIBILIDADES ................................................................................................................................................. 3 
DIREITOS REALIZÁVEIS NO CURSO DO EXERCÍCIO SOCIAL SUBSEQUENTE ........................................................................ 7 
APLICAÇÕES DE RECURSOS EM DESPESA DO EXERCÍCIO SEGUINTE ................................................................................. 8 
PERDAS ESTIMADAS COM CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA (PECLD) ........................................... 18 
BAIXA DE TÍTULOS CONSIDERADOS INCOBRÁVEIS ...................................................................................................... 18 
REVERSÃO DO SALDO REMANESCENTE; ................................................................................................................... 19 
COMPLEMENTAÇÃO ATÉ O VALOR DA NOVA ESTIMATIVA DE PERDAS ............................................................................. 19 
PERDAS REGISTRADAS EM EXERCÍCIO ANTERIOR ....................................................................................................... 20 
PERDAS REGISTRADAS NO PRÓPRIO EXERCÍCIO ......................................................................................................... 20 
OPERAÇÕES COM MERCADORIAS ........................................................................................................ 27 
IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI) ................................................................................................ 39 
DESCONTOS INCONDICIONAIS ................................................................................................................................ 39 
FRETE E SEGURO .................................................................................................................................................. 41 
PIS E COFINS ..................................................................................................................................................... 42 
SISTEMAS DE INVENTÁRIOS ................................................................................................................ 47 
INVENTÁRIO PERIÓDICO ........................................................................................................................................ 47 
INVENTÁRIO PERMANENTE .................................................................................................................................... 50 
MÉTODO PEPS ................................................................................................................................................... 51 
MÉTODO UEPS ................................................................................................................................................... 51 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO MÓVEL ........................................................................................................................ 52 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO FIXO ........................................................................................................................... 54 
MÉTODO DO CUSTO ESPECÍFICO ............................................................................................................................ 55 
QUESTÕES DE PROVA COMENTADAS .................................................................................................. 71 
LISTA DE QUESTÕES .......................................................................................................................... 113 
GABARITO ......................................................................................................................................... 133 
RESUMO DIRECIONADO ..................................................................................................................... 134 
 
 
 
 
 
 
Prof. Igor Cintra 
 Aula 03 
 
2 de 138 | www.direcaoconcursos.com.br 
Contabilidade Geral e Avançada para Auditor da Receita Federal – 2021 
Aula 03 
E aí manada, tudo bem? Como foram os estudos da semana passada? Espero que vocês já tenham revisado 
todas as questões que vocês erraram ou tiveram muita dificuldade para acertar... 
Bata nos seus pontos fracos! 
Na aula de hoje veremos alguns aspectos do Ativo Circulante. Fique atento às questões sobre apropriação de 
seguros, que sempre é uma tendência em provas de Contabilidade Geral. Além disso, também estudaremos 
os lançamentos referentes às Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa. 
Para finalizar a aula estudaremos os conceitos de operações com mercadorias e sistemas de inventários, que 
certamente serão cobrados em sua prova! 
Qualquer dúvida estou à disposição no fórum do site. 
 
Vamos, então, à aula desta semana! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Igor Cintra 
 Aula 03 
 
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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor da Receita Federal – 2021 
ATIVO CIRCULANTE 
 
O ativo circulante compreende os bens e os direitos conversíveis em moeda (dinheiro) ao longo do exercício 
social subsequente ou do ciclo operacional, caso este tenha duração maior que o exercício social. 
Segundo o artigo 179 da Lei das Sociedades por Ações, são classificados no Ativo Circulante: 
 
Disponibilidades 
Pela sua grande liquidez, constituem o primeiro subgrupo do Ativo Circulante (lembre-se que no Ativo as 
contas serão dispostas em ordem decrescente de liquidez). Incluem o dinheiro em caixa ou em banco, cheques 
sem restrição de uso imediato, além de aplicações financeiras de liquidez imediata. 
A intitulação Disponibilidades, dada pela Lei n° 6.404/76, é usada para designar dinheiro em caixa e em 
bancos, bem como valores equivalentes, como cheques em mãos e em trânsito que representam recursos 
com livre movimentação para aplicação nas operações da empresa e para os quais não haja restrições para 
uso imediato. 
O Caixa inclui dinheiro, bem como cheque em mãos recebidos e ainda não depositados. 
Os depósitos bancários à vista são representados por contas de livre movimentação que são mantidas pela 
entidade em bancos. Podem ser subdividias em conta movimento, contas especiais para pagamentos 
específicos (tais como contas para folha de pagamento do pessoal, dividendos a pagar etc), e contas 
especiais de cobrança. 
Cabe ressaltar que Depósitos Bancários Vinculados não integram as Disponibilidades, pois seus saldos não 
estão imediatamente disponíveis para os pagamentos normais da empresa. Da mesma forma, os depósitos 
bloqueados não fazem parte das Disponibilidades. 
As Contas em Bancos em Liquidação ou sob intervenção devem ser classificados como Contas a Receber no 
Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo, dependendo da situação. 
Deste modo, compõe o subgrupo Disponibilidades as seguintes contas: 
Ativo Circulante
Disponibilidades
Direitos realizáveis no curso do 
exercício social subsequente 
Aplicações de recursos em despesas 
do exercício seguinte
Prof. Igor Cintra 
 Aula 03 
 
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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor da Receita Federal – 2021 
 
Equivalente deCaixa 
Este é um conceito normalmente trazido pelas Normas Internacionais de Contabilidade. São aplicações 
financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido 
de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. 
 
Vamos verificar como isso pode cair em sua prova! 
(FGV – Assistente – COMPESA – 2018) Uma entidade apresentava os seguintes saldos em seu balanço 
patrimonial, de 31/12/2017: 
– caixa: R$ 50.000; 
– depósitos vinculados para liquidação de importações: R$15.000; 
– depósitos com restrição de movimentação por força de cláusula contratual de financiamento: R$ 
20.000; 
– aplicações no mercado financeiro, com prazo de 2 meses, e com risco insignificante de mudança de 
valor: R$ 30.000. 
Assinale a opção que indica o saldo da conta Disponibilidades, em 31/12/2017. 
DISPONIBILIDADES
Caixa
Bancos 
Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata
Numerários em Trânsito
EQUIVALENTE 
DE CAIXA
Curto Prazo
Alta Liquidez
Prontamente Conversíveis
Insignificante Risco de Mudança de Valor
Prof. Igor Cintra 
 Aula 03 
 
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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor da Receita Federal – 2021 
a) R$ 80.000. 
b) R$ 85.000. 
c) R$ 95.000. 
d) R$ 100.000. 
e) R$ 115.000. 
RESOLUÇÃO: 
A intitulação Disponibilidades, dada pela Lei n° 6.404/76, é usada para designar dinheiro em caixa e em 
bancos, bem como valores equivalentes, como cheques em mãos e em trânsito que representam recursos 
com livre movimentação para aplicação nas operações da empresa e para os quais não haja restrições para 
uso imediato. 
O Caixa inclui dinheiro, bem como cheque em mãos recebidos e ainda não depositados. 
Os depósitos bancários à vista são representados por contas de livre movimentação que são mantidas pela 
entidade em bancos. Podem ser subdividias em conta movimento, contas especiais para pagamentos 
específicos (tais como contas para folha de pagamento do pessoal, dividendos a pagar etc), e contas 
especiais de cobrança. 
Cabe ressaltar que Depósitos Bancários Vinculados não integram as Disponibilidades, pois seus saldos não 
estão imediatamente disponíveis para os pagamentos normais da empresa. Da mesma forma, os depósitos 
bloqueados não fazem parte das Disponibilidades. 
As Contas em Bancos em Liquidação ou sob intervenção devem ser classificados como Contas a Receber no 
Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo, dependendo da situação. 
Com isso, as Disponibilidades serão de: 
 Caixa R$ 50.000,00 
( + ) Aplicações Financeiras R$ 30.000,00 
( = ) Total Disponibilidades R$ 80.000,00 
Assim, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
(CS UFG – Contador – UFG – 2017) Tratando do subgrupo disponibilidades, o saldo negativo de uma 
conta bancária, diante da impossibilidade da compensação entre contas do mesmo banco, deve ser 
registrado como item do 
a) passivo circulante, como empréstimos bancários. 
b) ativo circulante, como provisões para perdas. 
c) ativo circulante, como adiantamentos bancários. 
d) passivo não circulante, como financiamentos. 
RESOLUÇÃO: 
Prof. Igor Cintra 
 Aula 03 
 
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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor da Receita Federal – 2021 
Tenha cuidado com esta questão! O saldo negativo na conta bancária, também chamado de “cheque 
especial”, nada mais é que um empréstimo bancário pré-aprovado. 
Sendo assim, quando a conta bancária de uma entidade está negativa, a contabilidade deverá representar 
este saldo no Passivo Circulante, como uma obrigação. 
Assim, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
(FGV – ISS Cuiabá/MT – 2016) Em 31/12/2015, uma entidade possuía as seguintes contas em seu ativo: 
– Caixa: R$ 100.000,00 
– Conta Bancária no Banco Alfa: R$ 50.000,00 
– Conta Bancária no Banco Beta: R$ 30.000,00 
– Depósito vinculado à liquidação de empréstimos de curto prazo: R$ 80,000,00 
– Numerário em trânsito decorrente de remessa para filial: R$ 40,000,00 
– Aplicações de curto prazo no mercado financeiro, prontamente conversíveis em caixa e com risco 
considerável de mudança de valor: R$ 60.000,00 
Além disso, sabe-se que, na data, o Banco Beta estava em liquidação. 
Com base nas contas acima, o saldo das Disponibilidades, em 31/12/2015, foi 
a) R$ 150.000,00. 
b) R$ 180.000,00. 
c) R$ 190.000,00. 
d) R$ 220.000,00. 
e) R$ 250.000,00. 
RESOLUÇÃO: 
A intitulação Disponibilidades, dada pela Lei n° 6.404/76, é usada para designar dinheiro em caixa e em 
bancos, bem como valores equivalentes, como cheques em mãos e em trânsito que representam recursos 
com livre movimentação para aplicação nas operações da empresa e para os quais não haja restrições para 
uso imediato. 
O Caixa inclui dinheiro, bem como cheque em mãos recebidos e ainda não depositados. 
Os depósitos bancários à vista são representados por contas de livre movimentação que são mantidas pela 
entidade em bancos. Podem ser subdividias em conta movimento, contas especiais para pagamentos 
específicos (tais como contas para folha de pagamento do pessoal, dividendos a pagar etc), e contas 
especiais de cobrança. 
Cabe ressaltar que Depósitos Bancários Vinculados não integram as Disponibilidades, pois seus saldos não 
estão imediatamente disponíveis para os pagamentos normais da empresa. Da mesma forma, os depósitos 
bloqueados não fazem parte das Disponibilidades. 
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As Contas em Bancos em Liquidação ou sob intervenção devem ser classificados como Contas a Receber no 
Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo, dependendo da situação. 
Com isso, as Disponibilidades serão de: 
 Caixa R$ 100.000,00 
( + ) Conta Bancária (Alfa) R$ 50.000,00 
( + ) Numerário em Trânsito R$ 40.000,00 
( = ) Total Disponibilidades R$ 190.000,00 
Assim, correta a alternativa C. 
A aplicação financeira não deve ser considerada no conceito de equivalente de caixa, visto que o enunciado 
menciona “com risco considerável de mudança de valor”. 
GABARITO: C 
 
Direitos Realizáveis no Curso do Exercício Social Subsequente 
Podem conter direitos realizáveis reais (bens) e direitos realizáveis pessoais (créditos). Constituem os direitos 
que se tornam realizáveis ao longo do exercício social seguinte ou do ciclo operacional da entidade, caso este 
seja maior que o exercício social. 
Os estoques de matérias primas, produtos em elaboração, produtos acabados, mercadorias são exemplos de 
direitos reais. 
Duplicatas a Receber, Adiantamento a Fornecedores, Títulos a Receber, ICMS a Recuperar, IPI a Recuperar 
são exemplos de direitos pessoais. 
Desta forma, são exemplos de contas típicas do subgrupo Direitos Realizáveis no Curso do Exercício Social 
Subsequente: 
▪ Clientes 
▪ Duplicatas a Receber 
▪ Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa (Conta Retificadora) 
▪ Ajuste a Valor Presente (Conta Retificadora) 
▪ Títulos a Receber 
▪ Dividendos a Receber 
▪ Juros a Receber 
▪ Adiantamento a Terceiros 
▪ Antecipação do 13° Salário 
▪ Antecipação de Férias 
▪ IPI a Recuperar 
▪ ICMS a Recuperar 
▪ Estoques 
▪ Produtos em Elaboração 
Prof. Igor Cintra 
 Aula 03 
 
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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor da Receita Federal – 2021 
Aplicações de Recursos em Despesa do Exercício Seguinte 
As aplicações de recursos em despesa do exercício seguinte contemplam despesas que foram pagas 
antecipadamente, ou seja, cujos fatos geradores ocorrerão no futuro. Para respeitar o Regime da 
Competência essas despesas pagas antecipadamente são classificadas no Ativo. Com a realização futura dos 
fatos geradores é que as Despesas serão reconhecidas, tendo como contrapartida a diminuição de uma conta 
do Ativo. 
Então, por exemplo, se uma empresa paga três anosde aluguel antecipadamente, no valor de R$ 36.000,00, 
seria incoerente que tal desembolso fosse registrado integralmente como despesa no ato do desembolso, 
não é? Afinal, o fato gerador da despesa de aluguel é mensal! 
Desta forma, na antecipação do pagamento será realizado o seguinte lançamento: 
D – Aluguéis a Vencer R$ 36.000,00 (Ativo) 
C – Caixa R$ 36.000,00 (Ativo) 
Paulatinamente será realizado, mês a mês, o reconhecimento da despesa da seguinte forma: 
D – Despesa com Aluguel R$ 1.000,00 (Despesa) 
C – Aluguéis a Vencer R$ 1.000,00 (Ativo) 
São exemplos de aplicações de recursos em despesa do exercício seguinte: 
• Prêmio de Seguro a Apropriar (ou Seguros a Vencer) 
• Assinatura de Jornais e Revistas 
• Juros reconhecidos antecipadamente 
• Salários pagos antecipadamente 
• Aluguéis pagos antecipadamente (Aluguéis a Vencer) 
Vejam algumas questões sobre o tema, que é frequentemente cobrado em provas de Contabilidade Geral. 
(CESPE – Técnico - EBSERH – 2018) As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte são 
classificadas no ativo circulante. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
São classificados no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social 
subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. 
Assim, correta a afirmativa. 
GABARITO: C 
 
(CESPE – ACE – TCE/PA – 2016) As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte são 
consideradas ativos circulantes e devem ser baixadas quando tais despesas forem consideradas 
incorridas. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
Prof. Igor Cintra 
 Aula 03 
 
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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor da Receita Federal – 2021 
RESOLUÇÃO: 
As aplicações de recursos em despesa do exercício seguinte contemplam despesas que foram pagas 
antecipadamente, ou seja, cujos fatos geradores ocorrerão no futuro. Para respeitar o Regime da 
Competência essas despesas pagas antecipadamente são classificadas no Ativo. Com a realização futura dos 
fatos geradores é que as Despesas serão reconhecidas, tendo como contrapartida a diminuição de uma conta 
do Ativo. 
Apenas destaco que a afirmativa peca ao afirmar que as despesas do exercício seguinte são consideradas 
como “ativos circulantes”. Isso pode não ser verdade! Um exemplo disso é uma despesa paga 
antecipadamente cujo fato gerador seja de longo prazo. Neste caso ela deverá ser classificada inicialmente no 
Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo. 
Assim, correta a afirmativa. 
GABARITO: C 
 
(VUNESP – Técnico CM Indaiatuba/SP – 2018) De acordo com as regras do plano de contas contábil, 
representa uma despesa antecipada a rubrica de 
a) Despesas pré-operacionais. 
b) Aluguéis a pagar. 
c) Aluguéis a vencer. 
d) Ativo diferido. 
e) Pesquisas e desenvolvimento de produtos. 
RESOLUÇÃO: 
Vamos analisar as alternativas apresentadas. 
a) Incorreta. Em regra, as despesas pré-operacionais são apropriadas diretamente ao resultado. 
b) Incorreta. Aluguéis a pagar representam obrigações (passivo exigível). 
c) Correta. A conta “Aluguéis a Vencer” (ou Aluguéis a Apropriar) representa valores de aluguéis que a 
entidade pagou antecipadamente e cujos fatos geradores ainda não ocorreram. Trata-se, portanto, de 
despesa antecipada. 
d) Incorreta. Ativo Diferido foi um subgrupo extinto pela Lei n° 11.941/09. Vamos estuda-lo em aula futura. 
e) Incorreta. Gastos com pesquisas e gastos com desenvolvimento de produtos são considerados, em regra, 
como despesa do exercício e intangível, respectivamente. 
GABARITO: C 
 
(FGV – Assistente – COMPESA – 2018) Em 02/01/2017, uma entidade contratou uma apólice de seguro 
com vigência anual, a partir de 01/02/2017. O pagamento foi feito em quatro parcelas iguais de R$ 600 
cada, que venceram no primeiro dia útil de março, abril, maio e junho de 2017. 
Prof. Igor Cintra 
 Aula 03 
 
10 de 138 | www.direcaoconcursos.com.br 
Contabilidade Geral e Avançada para Auditor da Receita Federal – 2021 
Com base nas informações acima, assinale a opção que apresenta a contabilização da despesa de seguro 
pela entidade, de acordo com o Regime de Competência. 
a) Despesa de R$ 2.400, em janeiro de 2017. 
b) Despesa de R$ 2.400, em fevereiro de 2017. 
c) Despesa de R$ 600 em março, abril, maio e junho de 2017. 
d) Despesa de R$ 200, de janeiro a dezembro de 2017. 
e) Despesa de R$ 200, de fevereiro de 2017 a janeiro de 2018. 
RESOLUÇÃO: 
A despesa de seguro deverá ser apropriada de acordo com o prazo de vigência do contrato, ou seja, de 
fevereiro/2017 a janeiro/2018. 
Como o contrato tem o valor de R$ 2.400 (4 parcelas de R$ 600 cada), conclui-se que o valor mensal da 
despesa de depreciação será de R$ 200. 
Com isso, correta a alternativa E. 
GABARITO: E 
 
(FGV – Assistente – COMPESA – 2018) Em 30/07/2017, uma entidade pagou aluguel antecipado por três 
anos, a partir de agosto de 2017, no valor total de R$ 144.000. 
Assinale a opção que indica a contabilização da despesa antecipada com aluguel no Balanço Patrimonial 
da entidade, em 31/12/2017. 
a) R$ 48.000 no Ativo Circulante e R$ 28.000 no Ativo Realizável a Longo Prazo. 
b) R$ 48.000 no Ativo Circulante e R$ 76.000 no Ativo Realizável a Longo Prazo. 
c) R$ 48.000 no Ativo Circulante e R$ 96.000 no Ativo Realizável a Longo Prazo. 
d) R$ 68.000 no Ativo Circulante e R$ 56.000 no Ativo Realizável a Longo Prazo. 
e) R$ 68.000 no Ativo Circulante e R$ 76.000 no Ativo Realizável a Longo Prazo. 
RESOLUÇÃO: 
Inicialmente vamos analisar o lançamento contábil do pagamento do aluguel antecipado, no valor de R$ 
144.000, cuja vigência é de 3 anos. Trata-se, portanto, de despesa antecipada. 
D – Aluguéis a Vencer R$ 48.000 (Ativo Circulante) 
D – Aluguéis a Vencer R$ 96.000 (ANC Realizável a Longo Prazo) 
C – Caixa R$ 144.000 (Ativo Circulante) 
Considerando que a vigência do contrato de aluguel se inicia em agosto/2017, a partir deste mês a entidade 
realizará a apropriação mensal da despesa de aluguel. 
D – Despesa de Aluguel R$ 4.000 (Resultado) 
C – Aluguéis a Vencer R$ 4.000 (ANC Realizável a Longo Prazo) 
Prof. Igor Cintra 
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Assim, de agosto a dezembro de 2017 a entidade terá realizado 5 lançamentos. Consequentemente, 
apresentará os seguintes saldos em suas contas de despesa antecipada. 
Aluguéis a Vencer R$ 48.000 (Ativo Circulante) → ref. aos próx. 12 meses 
Aluguéis a Vencer R$ 76.000 (ANC Realizável a Longo Prazo) → parcelas restantes 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
(CESPE – ACE – TCE/MG – 2018) Uma companhia efetuou, em 1.º/9/2017, pagamento de prêmio de 
seguro, no valor de R$ 1.800.000, referente à proteção de seus imóveis contra incêndios e outros sinistros 
pelo prazo de dois anos, a contar da data do pagamento. 
Considerando-se essa situação hipotética, é correto afirmar que, em 31/12/2017, com referência às 
despesas de seguro pagas antecipadamente, deve ter constado do ativo não circulante da companhia o 
valor de 
A) R$ 900.000. 
B) R$ 1.800.000. 
C) R$ 600.000. 
D) R$ 1.500.000. 
E) R$ 300.000. 
RESOLUÇÃO: 
enunciado afirma que o contrato de seguro tem vigência de 2 anos, ou 24 meses. Como o valor pago é de R$ 
1.800.000, em 01/09/2017 a entidade reconhecerá: 
 D – Seguros a Vencer R$ 900.000 (Ativo Circulante) 
 D – Seguros a Vencer R$ 900.000 (Ativo Não Circulante) 
 C – Caixa R$ 1.800.000 (Ativo Circulante) 
Como o contrato tem vigência a partir de 01/09/2017, a entidade deverá apropriar ao final de cada mês a 
despesa com seguro, de acordo com o seguinte lançamento contábil. 
 D – Despesa com Seguro R$ 75.000 (Resultado) 
 C – Seguros a Vencer R$ 75.000 (Ativo Não Circulante) 
Assim, em 31/12/2017, após 4 meses de apropriações de despesas de seguro (de setembroa dezembro de 
2017), a conta Seguros a Vencer do Ativo Não Circulante apresentará saldo de R$ 600.000,00. 
Com isso, correta a alternativa C. 
Obs.: didaticamente lancei o crédito da apropriação mensal da despesa de seguro na conta Seguros a Vencer do 
Ativo Não Circulante, mas o correto seria lançar primeiramente na conta Seguros a Vencer do Ativo Circulante. 
No entanto, imediatamente após este lançamento temos que transferir o saldo de uma parcela da conta Seguros 
Prof. Igor Cintra 
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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor da Receita Federal – 2021 
a Vencer de longo prazo (ANC RLP) para o curso prazo (AC). Sendo assim, o que ocorre, na prática, é que o saldo 
da conta Seguros a Vencer de longo prazo é que acaba sendo consumido. 
GABARITO: C 
 
(CESPE – Analista Judiciário – TRE/PE – 2017) No dia 31/8/2015, determinada empresa pública firmou 
contrato de seguros para cobertura de seus ativos para o período equivalente a 1.º/9/2015 a 31/8/2016. 
Na referida data, a entidade pagou o montante total de R$ 18.000. Em caso de sinistro, o valor da 
franquia equivale a R$ 1.800 e a empresa poderá receber indenização no montante de até dez vezes o 
prêmio pago. 
As demonstrações contábeis da empresa foram feitas de acordo com a legislação societária em 
31/12/2015. 
Com base nessas informações, é correto afirmar que 
A) a conta Despesas Pagas Antecipadamente, integrante do grupo ativo não circulante, foi apresentada no 
balanço patrimonial, com saldo de R$ 18.000. 
B) a conta Seguros a Vencer, integrante do grupo ativo circulante, foi apresentada no balanço patrimonial, 
com saldo de R$ 12.000. 
C) o balanço patrimonial apresentou a conta Seguros a Receber, no ativo não circulante, com saldo de R$ 
180.000. 
D) a DRE continha o valor de R$ 4.500, referente à conta Despesas com Seguros, no rol de despesas 
operacionais. 
E) a DRE continha o valor de R$ 1.800, referente à conta Despesas com Seguros, no rol de despesas não 
operacionais. 
RESOLUÇÃO: 
Vamos aproveitar para verificar os lançamentos realizados quando da contratação de seguros. O enunciado 
afirma que o contrato de seguro tem vigência de 12 meses. Como o valor pago é de R$ 18.000, em 31/08/2015 
a entidade reconhecerá: 
 D – Seguros a Vencer R$ 18.000 (Ativo Circulante) 
 C – Caixa R$ 18.000 (Ativo Circulante) 
Como o contrato tem vigência a partir de 1/9/2015, a entidade deverá apropriar ao final de cada mês a 
despesa com seguro, de acordo com o seguinte lançamento contábil. 
 D – Despesa com Seguro R$ 1.500 (Resultado) 
 C – Seguros a Vencer R$ 1.500 (Ativo Circulante) 
Assim, em 31/12/2015, data das demonstrações contábeis, a entidade já terá apropriado quatro meses de 
Despesa com Seguro, no valor total de R$ 6.000. Desta maneira, a entidade apresentará em seu Ativo 
Circulante despesas antecipadas no valor de R$ 12.000 (referente ao período de jan/2016 a ago/2016). 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
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(FCC – Especialista – ARTESP – 2017) A empresa de fretes PDF S.A. contratou e pagou, em 31/01/2016, 
um seguro contra furto de mercadorias no valor de R$ 48.000,00. Esse seguro possui vigência de 
01/02/2016 a 31/01/2017. Nas demonstrações contábeis da empresa PDF S.A., em 31/12/2016, a empresa 
apresentou 
a) seguros pagos antecipadamente de R$ 48.000,00 no Balanço Patrimonial. 
b) seguros pagos antecipadamente de R$ 4.000,00 no Balanço Patrimonial. 
c) seguros pagos antecipadamente de R$ 44.000,00 no Balanço Patrimonial. 
d) despesas com seguros no valor de R$ 40.000,00 na Demonstração de Resultado. 
e) despesas com seguros no valor de R$ 48.000,00 na Demonstração de Resultado. 
RESOLUÇÃO: 
O enunciado afirma que o contrato de seguro tem vigência de 12 meses. Como o valor pago é de R$ 48.000, 
em 31/01/2016 a entidade reconhecerá: 
 D – Seguros a Vencer R$ 48.000 (Ativo Circulante) 
 C – Caixa R$ 48.000 (Ativo Circulante) 
Como o contrato tem vigência a partir de 1/2/2016, a entidade deverá apropriar ao final de cada mês a 
despesa com seguro, de acordo com o seguinte lançamento contábil. 
 D – Despesa com Seguro R$ 4.000 (Resultado) 
 C – Seguros a Vencer R$ 4.000 (Ativo Circulante) 
Assim, em 31/12/2016, data das demonstrações contábeis, a entidade já terá apropriado onze meses de 
Despesa com Seguro, no valor total de R$ 44.000. 
Desta maneira, a entidade apresentará em seu Ativo Circulante despesas antecipadas no valor de R$ 4.000 
(referente a parcela de janeiro/2017). 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
(FCC – ICMS/MA – 2016) Determinada empresa de economia mista do Estado fez o seguro do ativo 
imobilizado, junto à seguradora Martelo, para o período de 24 meses: 01/10/2015 a 30/09/2017. 
− O prêmio de seguro foi de R$ 600.000,00, pago 40% no ato e o restante 30 e 60 dias. 
− A empresa encerra seu exercício social em 31 de dezembro de cada ano. 
− O lucro do exercício de 2015 foi de R$ 1.390.000,00. 
O auditor independente no exame dos registros contábeis da apólice do seguro contratado constatou 
que: 
− 300.000,00 – foram contabilizados (apropriados) como despesas de seguro do exercício de 2015, e que o 
valor da apropriação do seguro está incorreto. 
− 300.000,00 – foram contabilizados na conta “Seguros a Vencer” classificada no realizável de curto 
prazo. 
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O auditor concluiu, se a despesa com seguro do exercício de 2015 tivesse sido apropriada corretamente, o 
lucro do exercício de 2015 passaria de R$ 1.390.000,00, para, em reais, de 
a) 1.190.000,00. 
b) 1.440.000,00. 
c) 1.615.000,00. 
d) 1.165.000,00. 
e) 1.465.000,00. 
RESOLUÇÃO: 
O enunciado afirma que o contrato de seguro tem vigência de 24 meses. Como o valor do prêmio pago é de 
R$ 600.000, em 01/10/2015 a entidade reconhecerá: 
 D – Seguros a Vencer R$ 300.000 (Ativo Circulante) 
 D – Seguros a Vencer R$ 300.000 (ANC Realizável a LP) 
 C – Caixa R$ 240.000 (Ativo Circulante) 
 C – Seguros a Pagar R$ 360.000 (Passivo Circulante) 
Como o contrato tem vigência a partir de 1/10/2015, a entidade deverá apropriar ao final de cada mês a 
despesa com seguro, de acordo com o seguinte lançamento contábil. 
 D – Despesa com Seguro R$ 25.000 (Resultado) 
 C – Seguros a Vencer R$ 25.000 (ANC Realizável a LP) 
Perceba, portanto, que ao final de 2015 a entidade deveria ter apropriado R$ 75.000 a título de despesas com 
seguro. 
No entanto, o enunciado menciona que foram apropriados R$ 300 mil como despesa de seguro. Conclui-se, 
portanto, que houve apropriação indevida ao resultado de despesas de seguro no valor de R$ 225 mil, 
afetando negativamente o resultado. 
Considerando que o lucro do exercício de 2015 foi de R$ 1.390.000,00, conclui-se que se não houvesse o 
equívoco no lançamento da despesa de seguro, o resultado alcançado seria de R$ 1.615.000 (1.390.000 + 
225.000). 
Com isso, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
(FGV – Técnico – CODEBA – 2016) Em 31/12/2015 uma empresa não possuía em seus ativos operações 
classificadas como despesas antecipadas. 
Em 02 de janeiro de 2016 a empresa realizou as seguintes operações: 
– Compra à vista de estoque com expectativa de venda nos próximos dois anos por R$ 20.000. 
– Compra à vista de carro a ser utilizado nos negócios da empresa pelos próximos cinco anos a partir de 
janeiro de 2015 por R$ 50.000. 
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– Pagamento dos salários de dezembro de 2015 no valor de R$ 10.000. 
– Contratação e pagamento de seguro antecipado do carro por doisanos a partir de janeiro de 2016 por 
R$ 24.000. 
– Contratação de aluguel antecipado por três anos a partir de fevereiro de 2015 por R$ 108.000. 
Assinale a opção que indica o valor das despesas antecipadas no Ativo Não Circulante da empresa, em 
31/01/2016. 
a) R$ 11.000. 
b) R$ 12.000. 
c) R$ 72.000. 
d) R$ 83.000 
e) R$ 124.000. 
RESOLUÇÃO: 
O enunciado deseja saber o valor das despesas antecipadas no Ativo Não Circulante da empresa, em 
31/01/2016. Temos que focar, portanto, a análise nas despesas antecipadas que se referem a partir do 
período de 02/2017. 
Entre os fatos elencados temos apenas dois que representam despesas antecipadas. Vamos analisa-los. 
– Contratação e pagamento de seguro antecipado do carro por dois anos a partir de janeiro de 2015 por 
R$ 24.000. 
Seguro com vigência de janeiro/2016 a dezembro/2017. Sendo assim, em 31/01/2016 uma parcela de despesa 
de seguro será apropriada, sendo as demais 23 parcelas classificadas no ativo circulante (12 parcelas) e ativo 
não circulante (11 parcelas). 
Como cada parcela equivale a R$ 1.000, o valor das despesas antecipadas classificadas no Ativo Não Circuante 
será de R$ 11.000. 
– Contratação de aluguel antecipado por três anos a partir de fevereiro de 2016 por R$ 108.000. 
A contratação de um aluguel é um ato administrativo e não tem impacto na contabilidade. Tenha cuidado, 
pois não há nenhum tipo de pagamento antecipado! 
Assim, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
Pessoal, reforço a necessidade de se dominar os lançamentos referentes à apropriação de despesas de 
seguros. 
 Ciclo Operacional 
É o tempo transcorrido entre a aquisição de ativos para processamento e sua realização em caixa ou seus 
equivalentes. Até agora consideramos que o ciclo operacional das empresas é de um ano ou 12 meses, não é? 
E na grande maioria das empresas realmente é assim que funciona! 
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No entanto, o art. 179 da Lei das Sociedades Anônimas diz que “na companhia em que o ciclo operacional da 
empresa tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o 
prazo desse ciclo”. 
Assim, em empresas de alta complexidade, como por exemplo, na construção de usinas nucleares ou de 
navios, o ciclo operacional pode ser maior que um ano. Desta maneira, o ciclo operacional da empresa é quem 
vai determinar a classificação de determinada conta no Ativo Circulante ou no Ativo Não Circulante. 
Então fique atento. Se a questão afirmar que o ciclo operacional de determinada entidade é de, por exemplo, 
dois anos, será este o prazo considerado na classificação dos direitos e obrigações de curto ou longo prazo. 
Vamos analisar uma questão sobre este tema! 
(CESGRANRIO – Contador – TRANSPETRO – 2018) O CPC 26 (R1) Apresentação das Demonstrações 
Contábeis, aprovado pela Deliberação CVM 676/2011, estabelece, como um dos critérios para a 
classificação dos ativos no balanço patrimonial, o ciclo operacional da empresa. 
Nesse contexto, entende-se que o ciclo operacional de uma indústria é o período decorrente entre a 
compra de matéria-prima, seu processamento e a 
a) venda e recebimento da venda 
b) emissão da nota fiscal de venda 
c) transformação em produto acabado 
d) venda e transferência da propriedade 
e) saída do produto do estoque de produtos acabados 
RESOLUÇÃO: 
Ciclo Operacional é o tempo transcorrido entre a aquisição de ativos para processamento e sua realização 
em caixa ou seus equivalentes. Em outras palavras, é o tempo decorrido entre a aquisição de matérias-primas 
e o recebimento da venda dos produtos fabricados pela entidade. 
Assim, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
(FCC – Analista – SEFAZ/PI – 2015) Considere as seguintes informações: 
− A Cia. Gama produz equipamentos especiais para revenda, cujo prazo de produção é 18 meses. 
− A Cia. Beta adquiriu equipamentos para revenda, sendo que o prazo médio de estocagem até a venda é 
de 90 dias. 
− A Cia. Industrial adquiriu equipamentos para utilizá-los em seu processo produtivo. 
− A Cia. Alfa adquiriu o direito de usar a marca da Cia. Gama por 10 anos. 
Os equipamentos no Balanço Patrimonial da Cia. Gama, da Cia. Beta e da Cia. Industrial e o direito 
adquirido no Balanço Patrimonial da Cia. Alfa foram classificados, respectivamente, no ativo 
(A) não circulante, circulante, não circulante e não circulante. 
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(B) circulante, não circulante, não circulante e não circulante. 
(C) circulante, circulante, não circulante e não circulante. 
(D) não circulante, circulante, não circulante e circulante. 
(E) circulante, circulante, não circulante e circulante. 
RESOLUÇÃO: 
Questão que explora a classificação dos itens no Ativo Circulante ou Ativo Não Circulante. Segundo o artigo 
179, I, da Lei n° 6.404/76, serão classificados no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no 
curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. 
O parágrafo único deste artigo diz que na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração 
maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo. 
Vamos analisar os itens! 
− A Cia. Gama produz equipamentos especiais para revenda, cujo prazo de produção é 18 meses. 
É o caso do parágrafo único do artigo 179 da Lei n° 6.404/76. Neste caso os equipamentos são estoques, que 
normalmente são classificados no Ativo Circulante. 
 
− A Cia. Beta adquiriu equipamentos para revenda, sendo que o prazo médio de estocagem até a venda é de 
90 dias. 
Equipamentos para revenda (estoques) cujo prazo médio de estocagem até a venda é de 90 dias devem ser 
classificados no Ativo Circulante. 
 
− A Cia. Industrial adquiriu equipamentos para utilizá-los em seu processo produtivo. 
Trata-se de Imobilizado, classificado no Ativo Não Circulante. 
 
− A Cia. Alfa adquiriu o direito de usar a marca da Cia. Gama por 10 anos. 
Trata-se de Intangível, classificado no Ativo Não Circulante. 
Assim, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
Vamos partir agora para o estudo dos lançamentos relacionados às Perdas Estimadas com Créditos de 
Liquidação Duvidosa! 
 
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PERDAS ESTIMADAS COM CRÉDITOS DE 
LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA (PECLD) 
Trata-se da antiga “Provisão para Devedores Duvidosos – PDD” e é uma conta retificadora do Ativo Circulante 
ou do Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo, de acordo com o prazo do recebimento do título. 
Desta forma, possui natureza credora. 
As empresas constituem as “Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa” de acordo com seu 
histórico, pois sabem que parte das vendas a prazo não serão recebidas. É o famoso “calote”. Desta forma, 
como o valor nominal dos títulos a receber não refletem, provavelmente, os benefícios econômicos futuros 
que serão gerados para a entidade (afinal parte dos créditos não serão efetivamente recebidos), é coerente 
constituir uma conta retificadora, de forma que serão evidenciados os valores que realmente deverão ser 
recebidos pela empresa (ou seja, já descontados os eventuais calotes). 
Por exemplo, o registro contábil de uma estimativa de perda de 3% das Duplicatas a Receber, no valor de R$ 
100.000,00 é: 
D – Devedores Duvidosos R$ 3 mil (Despesa) 
C – Perda Estimada com Créditos de Liquid. Duvidosa R$ 3 mil (Retificadora do Ativo) 
As empresas costumam adotar um percentual considerado normal para perdas, baseado em médias de 
perdas passadas (por exemplo, dos últimos três anos).Vamos analisar algumas situações envolvendo as “Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa”. 
Baixa de Títulos considerados Incobráveis 
Esta situação ocorre quando a estimativa de perdas com créditos se confirma. No exemplo anterior a 
empresa estimou uma perda com créditos no valor de R$ 3 mil. Pois bem, se essa perda se confirmar, total ou 
parcialmente, dado que tais títulos foram considerados incobráveis, qual lançamento deve ser realizado pela 
empresa? 
Perda de exatamente R$ 3 mil: 
D – PECLD R$ 3 mil (pela baixa da provisão realizada anteriormente) 
C – Clientes R$ 3 mil (pela baixa do direito considerado incobrável) 
 
Perda menor que o estimado (por exemplo, R$ 2 mil): 
D – PECLD R$ 2 mil (pela baixa da provisão realizada anteriormente) 
C – Clientes R$ 2 mil (pela baixa do direito considerado incobrável) 
Veja que neste caso a PECLD foi superestimada, pois a empresa constituiu uma PECLD de R$ 3 mil, mas 
posteriormente só R$ 2 mil foram considerados incobráveis. Neste caso existem duas alternativas para o 
saldo restante de R$ 1 mil: reversão ou complementação do saldo. 
 
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Reversão do saldo remanescente; 
A reversão zera o saldo da conta “Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa”. Como o registro 
inicial da PECLD teve como contrapartida uma conta de despesa, na reversão a conta será de receita. 
D – PECLD R$ 1 mil (pela reversão da provisão não utilizada) 
C – Outras Receitas Operac. R$ 1 mil (Receita) 
Só para você ter noção de como isso poderá aparecer em sua prova, resolva o próximo exercício! 
(ESAF – ATRFB – 2009) No encerramento do exercício social, quando ainda resta saldo não utilizado na 
conta Provisão para Devedores Duvidosos, necessário se faz contabilizar a reversão desse saldo. Nesse 
caso, o lançamento de ajuste a ser feito deverá ser: 
a) creditando-se a conta de Provisão e debitando-se a conta de Lucros Acumulados. 
b) creditando-se a conta de Provisão e debitando-se a conta de Resultado do Exercício. 
c) debitando-se a conta de Provisão e creditando-se a conta de Lucros Acumulados. 
d) debitando-se a conta de Provisão e creditando-se a conta de Resultado do Exercício. 
e) debitando-se a conta de Provisão e creditando-se a conta de Despesa. 
RESOLUÇÃO: 
Para contabilizar a reversão da antiga Provisão de Devedores Duvidosos o seguinte lançamento é efetuado: 
D – PDD (pela baixa do saldo não utilizado) 
C – Reversão de PDD (Outras Receitas Operacionais) 
Assim, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
Uma alternativa em relação à reversão do saldo existente com uma posterior constituição de nova EPCLD é a 
complementação do saldo existente até o valor da nova estimativa. Vejamos! 
Complementação até o valor da nova estimativa de perdas 
Neste caso a empresa irá complementar o valor que falta para chegar à nova estimativa de perdas. Por 
exemplo, imagine que a mesma empresa do exemplo anterior, no encerramento do exercício tenha R$ 150 
mil em créditos. Utilizando os mesmos 3% de estimativa de perdas ela chegará ao valor de R$ 4.500,00 para a 
nova PECLD. Essa é a previsão de perdas dos créditos existentes. No entanto, a conta PECLD já possui um 
saldo de R$ 1 mil. Assim, ela irá complementar com o valor restante (R$ 4.500,00 – R$ 1.000,00), ou seja; 
D – Devedores Duvidosos R$ 3.500,00 mil (Despesa) 
C – PECLD R$ 3.500,00 mil (Retificadora do Ativo) 
Zé Curioso: “Professor, e se a perda for maior que o previsto? Por exemplo, quando a empresa estima perder R$ 3 
mil com seus créditos, mas acaba perdendo R$ 5 mil?” 
Ótima pergunta Zé! Caso ocorra insuficiência de ajuste, como no seu exemplo, a empresa deverá realizar o 
seguinte lançamento: 
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D – PECLD R$ 3 mil (pela baixa da PECLD) 
D – Perdas com Clientes R$ 2 mil (excesso de perdas não estimado) 
C – Clientes R$ 5 mil (pela baixa dos direitos incobráveis ) 
O lançamento “Perdas com Clientes” será realizado como Despesa Operacional, tal como fora realizado 
quando da constituição da PECLD (Devedores Duvidosos). 
Zé Curioso: “Professor, e se depois de realizada a baixa do título, considerado incobrável, o cliente acaba 
pagando a empresa?” 
Zé, você está afiadíssimo! Nesta situação há duas possibilidades: recebimento de perdas registradas em 
exercício anterior e recebimento de perdas registradas no próprio exercício. 
Perdas Registradas em Exercício Anterior 
Neste caso a conta a ser creditada representa uma Receita Operacional: 
D – Caixa 
C – Recuperação de Créditos Baixados (Outras Receitas Operacionais) 
Perdas Registradas no Próprio Exercício 
 Neste caso a conta creditada será a própria conta de Despesas anteriormente realizada, retificando-a. 
D – Caixa 
C – Perdas com Clientes (retificando o registro de Despesa realizado) 
Vamos praticar alguns exercícios para fixar o conteúdo? As bancas adoram este assunto! Mas antes dos 
exercícios, para facilitar o entendimento, veja o esquema abaixo! 
 
Vamos analisar algumas questões! 
FASE DA PECLD CONTRAPARTIDA
CONSTITUIÇÃO DESPESA
CONSUMO BAIXA DO TÍTULO INCOBRÁVEL
REVERSÃO
OUTRAS RECEITAS 
OPERACIONAIS
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(VUNESP – Contábil Legislativo – 2018) Em 31 de dezembro de 2016, a Cia. Rocha e Silva faltava analisar 
e realizar os registros contábeis, quando necessários, das seguintes transações ocorridas em dezembro 
de 2016: 
Em 31 de dezembro de 2016, a Cia. Rocha e Silva possuía R$ 100.000,00 em duplicatas a receber de 
clientes e uma Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa – EPCLD no valor de R$ 
5.000,00, antes de considerar que o cliente Z, que devia R$ 6.000,00, tornou-se incobrável. 
Com base nessas informações, houve uma redução no Lucro Antes do Imposto de Renda – IR e 
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL referente a dezembro de 2016 de, em R$, 
a) 6.000,00. 
b) 3.000,00. 
c) 1.900,00. 
d) 1.500,00. 
e) 1.000,00. 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o enunciado a entidade possuía saldo de R$ 5.000,00 na conta Estimativa de Perdas com Créditos de 
Liquidação Duvidosa. Diz, ainda, que o cliente Z, que devia R$ 6.000,00, tornou-se incobrável. Desta forma, a 
entidade deve dar baixa no título considerado incobrável (famoso calote). 
D – PECLD R$ 5.000 (Ativo) → pelo consumo do saldo desta conta 
D – Perda com Incobráveis R$ 1.000 (Resultado) → pelo excesso de perda 
C – Duplicatas a Receber R$ 6.000 (Ativo) → pela baixa do direito considerado incobrável 
Com isso, tal fato resultou numa diminuição do lucro em R$ 1.000. 
GABARITO: E 
 
(CESGRANRIO – Contador – TRANSPETRO – 2018) A Comercial Q informou que, analisada a situação da 
carteira de Duplicatas a Receber e sua experiência de inadimplência, realizou as provisões consideradas 
necessárias, resultando no saldo da conta Perdas Estimadas em Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo), 
no Balanço de 31/dez/2016, de R$ 150.000,00. 
Informou, ainda, que, em 2/fev/2017, uma Duplicata a Receber de R$200.000,00, depois de esgotadas 
todas as tentativas necessárias e indispensáveis para o seu recebimento, foi considerada incobrável. 
Em decorrência, em 2/fev/2017, a Comercial Q fez o registro contábil da baixa dessa duplicata 
considerada incobrável, como segue: 
a) D: Perdas no Recebimento de Créditos (Resultado) 150.000,00 
 C: Perdas Estimadas em Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo) 150.000,00 
b) D: Duplicatas a Receber (Ativo) 150.000,00 
 D: Perdas no Recebimento de Crédito (Resultado) 50.000,00 
 C: Crédito de Clientes a Recuperar (Ativo) 200.000,00 
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c) D: Perdas Estimadas em Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo) 150.000,00 
 D: Perdas no Recebimento de Créditos (Resultado) 50.000,00 
 C: Duplicatas a Receber (Ativo) 200.000,00 
d) D: Perdas no Recebimento de Créditos (Resultado) 200.000,00 
 C: Duplicatas a Receber (Ativo) 200.000,00 
e) D: Perdas no Recebimento de Créditos (Resultado) 200.000,00 
 C: Perdas Estimadas em Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo) 200.000,00 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o enunciado uma duplicata a receber no valor de R$ 200.000 foi considerada incobrável. Sendo 
assim, a entidade deverá baixa-la de seu ativo. A entidade deverá utilizar o saldo de R$ 150.000 da conta 
Perdas Estimadas em Créditos de Liquidação Duvidosa, afinal é para isso que ela é constituída (fazer face a 
perdas futuras). Como seu saldo não é suficiente para cobrir o “calote”, o excesso será lançado no resultado 
como perda. Assim: 
D – PECLD R$ 150.000 (Ativo) → pelo consumo do saldo desta conta 
D – Perda com Incobráveis R$ 50.000 (Resultado) → pelo excesso de perda 
C – Duplicatas a Receber R$ 200.000 (Ativo) → pela baixa do direito considerado incobrável 
Com isso, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
(FCC – ICMS/SC – 2018) A empresa Solaris possuía as seguintes contas com os respectivos saldos em 
31/12/2017: Duplicatas a Receber de Clientes: R$ 600.000,00; Estimativa de Perdas com Créditos de 
Liquidação Duvidosa: R$ 10.000,00; Caixa e Equivalentes de Caixa: R$ 110.000,00; Contas a Pagar: R$ 
150.000,00 e Patrimônio Líquido: R$ 550.000,00. No entanto, antes do encerramento do período, a 
empresa realizou as seguintes transações em 31/12/2017: 
− Desconto de uma duplicata de R$ 150.000,00, 30 dias antes do vencimento, com taxa de desconto 
comercial de 7% ao mês. 
− Reconhecimento da estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa. A empresa possui 
conhecimento de que 5% dos seus clientes nunca pagam suas dívidas. 
Ao elaborar o balanço patrimonial de 31/12/2017, o total do ativo e o valor do passivo (capital de 
terceiros) da empresa Solaris eram, respectivamente, em reais, 
a) 819.500,00 e 289.500,00. 
b) 680.000,00 e 150.000,00. 
c) 819.500,00 e 269.500,00. 
d) 809.500,00 e 289.500,00. 
e) 809.500,00 e 300.000,00. 
RESOLUÇÃO: 
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O enunciado questiona o valor total, em 31/12/2017, do ativo e o valor do passivo da empresa. Sendo assim, 
inicialmente vamos calcular os saldos iniciais do ativo e passivo da entidade. 
Caixa e Equivalentes de Caixa R$ 110.000) 
Duplicatas a Receber de Clientes R$ 600.000) 
Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa (R$ 10.000) 
Saldo Inicial do Ativo R$ 700.000 
Contas a Pagar R$ 150.000 
Saldo Inicial do Passivo R$ 150.000 
A partir disso vamos analisar os lançamentos dos fatos contábeis ocorridos em 31/12/2017 e os impactos no 
ativo e passivo. 
1. Desconto de uma duplicata de R$ 150.000,00, 30 dias antes do vencimento, com taxa de desconto comercial de 
7% ao mês. 
D – Caixa R$ 139.500 ( ↑ Ativo Circulante) 
D – Encargos Financeiros a Transcorrer R$ 10.500 ( ↓ Passivo Circulante) 
C – Duplicatas Descontadas R$ 150.000 (↑ Passivo Circulante) 
Conclusão: houve aumento do ativo e passivo em R$ 139.500. 
 
2. Reconhecimento da estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa. A empresa possui conhecimento 
de que 5% dos seus clientes nunca pagam suas dívidas. 
Segundo o enunciado a entidade possui R$ 600 mil de créditos a receber. Considerando que a empresa possui 
conhecimento de que 5% dos seus clientes nunca pagam suas dívidas, conclui-se que ela deverá apresentar 
um saldo na conta Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa de R$ 30.000 (5% x R$ 600 mil). 
Como já há um saldo de R$ 10.000 nesta conta, basta realizar uma complementação no valor de R$ 20 mil. 
D – Despesa com PECLD R$ 20.000 ( ↓ Resultado) 
C – PECLD R$ 20.000 ( ↓ Ativo Circulante) 
Conclusão: houve diminuição do ativo em R$ 139.500. 
Com isso, vamos analisar os saldos finais do ativo e passivo da entidade. 
Saldo Inicial do Ativo R$ 700.000 
Variação Positiva (fato 1) R$ 139.500 
Variação Negativa (fato 2) (R$ 20.000) 
Saldo Final do Ativo R$ 819.500 
Saldo Inicial do Passivo R$ 150.000 
Variação Positiva (fato 1) R$ 139.500 
Saldo Final do Ativo R$ 289.500 
Com isso, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
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(FCC – Agente de Fiscalização – ARTESP – 2017) A empresa Só Luxo S.A. possuía R$ 100.000,00 na conta 
de Clientes e uma estimativa de perda com créditos de liquidação duvidosa (EPCLD) no valor de R$ 
10.000,00 no Balanço Patrimonial de 31/12/2016. Em março de 2017, o cliente A, que devia R$ 9.000,00, 
se tornou incobrável. Ao registrar este evento na contabilidade, a empresa Só Luxo S.A. 
a) reconheceu uma Perda com Clientes, no resultado, no valor de R$ 9.000,00. 
b) diminuiu em R$ 9.000,00 o total do Ativo. 
c) aumentou em R$ 9.000,00 o Passivo. 
d) diminuiu em R$ 1.000,00 o Patrimônio Líquido. 
e) diminuiu o saldo da EPCLD em R$ 9.000,00. 
RESOLUÇÃO: 
Vimos no quadro acima que o consumo da EPCLD é realizado quando ocorre a baixa do título considerado 
incobrável. Ou seja, é quando o famoso “calote” efetivamente ocorre. 
Assim, a entidade deverá realizar o seguinte lançamento contábil: 
D – EPCLD R$ 9.000 (pelo consumo da EPCLD) 
C – Duplicatas a Receber R$ 9.000 (pela baixa do título considerado incobrável) 
A partir disso vamos analisar as alternativas apresentadas. 
a) Incorreta. A Perda com Clientes seria reconhecida no resultado caso o valor do calote fosse maior que o 
valor estimado, ou seja, o valor constituído na conta EPCLD. 
b) Incorreta. O saldo total do Ativo manteve-se inalterado, visto que todas as duas contas envolvidas são do 
ativo. 
c) Incorreta. Não há impacto no passivo exigível. 
d) Incorreta. Não há impacto no patrimônio líquido. 
e) Correta. Vimos que a conta EPCLD foi debitada, ou seja, foi diminuído o saldo desta conta. 
GABARITO: E 
 
(FCC – AFRE – SEFAZ-MA – 2016) Os saldos das contas do Balanço Patrimonial de uma empresa, em 
31/12/2014, eram os seguintes, em reais: 
 
Os diversos eventos apresentados a seguir, relacionados com os Valores a Receber de Clientes existentes 
em 31/12/2014, ocorreram durante o ano de 2015 e nesta ordem: 
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− Valores a Receber de Clientes no valor total de R$ 10.000,00 foram considerados incobráveis pela 
empresa. 
− Do saldo remanescente da conta Valores a Receber de Clientes a empresa recebeu 90% em 2015 e o 
restante será recebido em 2016. 
− As vendas a prazo de 2015 que vencerão após 31/12/2015 totalizaram R$ 100.500,00. 
− A empresa estimou as prováveis perdas com clientes aplicando o percentual de 4% sobre o saldo da 
conta Valores a Receber de Clientes em 31/12/2015. 
No resultado de 2015 o valor total registrado de despesas relacionadas com a não realização de créditos 
sobre Valores a Receber de Clientes foi, em reais: 
(A) 6.520,00. 
(B) 14.020,00. 
(C) 14.400,00. 
(D) 4.400,00. 
(E) 6.900,00. 
RESOLUÇÃO: 
A questão pede o valor total registrado de despesas relacionadas com a não realização de créditos sobre 
Valores a Receber de Clientes. Veja, na tabela fornecida, que a situação inicial relacionada a créditos de 
clientes é a seguinte: 
 
A partir disso vamos analisar os fatos contábeis apresentados. 
− Valores a Receber de Clientes no valor total de R$ 10.000,00 foram considerados incobráveispela 
empresa. 
Quando direitos que a entidade possui são considerados incobráveis a entidade deve dar baixa em tais títulos 
(creditando a conta Clientes). A contrapartida será a conta PECLD, afinal sua constituição foi realizada 
exatamente para isso, ou seja, suportar calotes futuros! 
No entanto, perceba que a conta PECLD não possui saldo suficiente para cobrir o valor total da perda. Assim, 
o excesso é apropriado diretamente ao resultado. 
 D – PECLD R$ 7.500,00 (Retif. do Ativo) 
 D – Perda com Clientes Incobráveis R$ 2.500,00 (Resultado) 
 C – Clientes R$ 10.000,00 (Ativo) 
Após este lançamento veja como ficam os saldos dos razonetes envolvivos: 
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− Do saldo remanescente da conta Valores a Receber de Clientes a empresa recebeu 90% em 2015 e o 
restante será recebido em 2016. 
O saldo remanescente da conta Clientes é de R$ 95.000,00 (R$ 105.000,00 – R$ 10.000,00). Como a entidade 
recebeu 90% deste valor (R$ 85.500,00), conclui-se que o saldo final desta conta é de R$ 9.500,00. 
 
− As vendas a prazo de 2015 que vencerão após 31/12/2015 totalizaram R$ 100.500,00. 
Vamos lançar as vendas a prazo no razonete Clientes! 
 
− A empresa estimou as prováveis perdas com clientes aplicando o percentual de 4% sobre o saldo da conta 
Valores a Receber de Clientes em 31/12/2015. 
Vimos no lançamento acima que o saldo final da conta Clientes é, em 31/12/2015, de R$ 110.000,00. Com isso, 
o valor a ser constituído para perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa será de R$ 4.400,00 (4% x 
R$ 110.000,00). Assim: 
 D – Devedores Duvidosos R$ 4.400,00 (Resultado) 
 C – PECLD R$ 4.400,00 (Retif. do Ativo) 
Com isso, conclui-se que todos estes fatos contábeis provocaram as seguintes despesas relacionadas com a 
não realização de créditos sobre valores a receber de clientes: 
 Perda com Clientes R$ 2.500,00 
 Constituição de PECLD R$ 4.400,00 
 TOTAL R$ 6.900,00 
Assim, correta a alternativa E. 
GABARITO: E 
Pessoal, vamos passar para a análise dos lançamentos envolvendo operações com mercadorias. 
 
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OPERAÇÕES COM MERCADORIAS 
Neste momento iremos aprender como as empresas lidam com seus estoques de mercadorias. Quando uma 
venda é realizada ocorre o surgimento de uma receita. Ao mesmo tempo devemos dar baixa no estoque 
vendido, que na verdade representa o custo dessas vendas. Mas qual o custo dessas vendas? Como devemos 
mensurar os estoques? 
O art. 183 da Lei n° 6.404/76 disciplina que: 
Art. 183 (...) 
II. os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como 
matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, pelo custo de aquisição ou 
produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for inferior; 
(...) 
§ 1° Para efeitos do disposto neste artigo, considera-se valor justo: 
a) das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual possam ser repostos, mediante 
compra no mercado; 
b) dos bens ou direitos destinados à venda, o preço líquido de realização mediante venda no 
mercado, deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda, e a margem de lucro; 
(...) 
Apesar de não estar previsto no edital a cobrança de conceitos de Contabilidade Avançada, acho válido 
comparar a mensuração dada pela Lei n° 6.404/76 com a disposição do Pronunciamento Técnico CPC 16, que 
diz que os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o 
menor. 
 
• Valor de Custo: deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação, bem como outros custos 
incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais. 
• Valor Realizável Líquido: é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos 
custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda. 
Perceba, portanto, que enquanto a Lei n° 6.404/76 fala em comparação do custo com o “valor de mercado”, 
que nada mais é que o valor justo, o Pronunciamento Técnico CPC 16 fala em comparação com o “valor 
realizável líquido”, que é o “preço de mercado” deduzido dos custos relacionados com esta venda. 
ESTOQUE MENOR
CUSTO
VALOR REALIZÁVEL 
LÍQUIDO
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As definições, então, são um pouco diferentes. É bom que você leve as duas literalidades para sua prova, ok? 
(CESPE – ACE – TCE/MG – 2018) De acordo com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), para a 
apuração do valor realizável líquido do estoque de produtos semiacabados em uma sociedade 
empresária industrial, basta que sejam deduzidas da receita de venda estimada no curso normal dos 
negócios as despesas estimadas para a venda e o 
a) montante de custos gerais para acabamento. 
b) custo total estimado para a conclusão do produto. 
c) valor de mercado dos insumos envolvidos na produção. 
d) valor dos custos diretos necessários à conclusão do estoque. 
e) custo de oportunidade do negócio. 
RESOLUÇÃO: 
Valor Realizável Líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos custos 
estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda. 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
(CESGRANRIO – Profissional – LIQUIGÁS – 2018) Em regra geral, o custo dos estoques é o valor pelo qual 
os estoques devem ser contabilizados e reconhecidos. 
Considerando-se as normas contábeis em vigor e excetuando- se os casos específicos, dentre os quais os 
ativos biológicos e produtos agrícolas, os estoques nas indústrias devem ser mensurados pelo valor do 
custo ou pelo valor 
a) de aquisição, dos dois, o maior 
b) de produção acrescido da estocagem 
c) de reposição, dos dois, o menor 
d) justo, dos dois, o maior 
e) realizável líquido, dos dois, o menor 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo 
valor realizável líquido, dos dois o menor. 
Assim, correta a alternativa E. 
GABARITO: E 
 
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(FGV – Auditor – CGM Niterói/RJ – 2018) Uma loja de esportes vendia bolas. Em 01/11/2016, o estoque de 
bolas estava avaliado em R$ 2.000 e era composto por 100 bolas. O preço unitário da bola era de R$ 
25,00. 
No mês de novembro, nenhuma bola foi vendida. A loja fez uma promoção, diminuindo o preço da bola 
para R$ 15,00. Em dezembro nenhuma bola foi vendida. 
Assinale a opção que indica o correto reconhecimento contábil do efeito decorrente da redução do ativo 
nas demonstrações contábeis de 31/12/2016. 
a) D - despesa operacional e C - conta redutora do ativo. 
b) D - conta redutora da receita bruta e C - conta redutora do ativo. 
c) D - outras despesas operacionais e C - patrimônio líquido. 
d) D - despesa financeira e C - passivo. 
e) Não deve haver reconhecimento até que as bolas sejam vendidas. 
RESOLUÇÃO: 
Os Estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor. 
Pelas informações do enunciado conclui-se que o custo de aquisição dos estoques é de R$ 20,00 (R$ 2.000 / 
100 unidades). 
Sendo assim, considerando que o preço de venda do item foi diminuído para R$ 15,00, certamente seu valor 
realizável líquido é inferior ao custo e, consequentemente, a entidade deverá realizar um lançamento de 
ajuste: 
D – Despesa com Redução ao Valor Realizável Líquido em Estoques ( ↓ Resultado) 
C – Reduçãoao Valor Realizável Líquido em Estoques ( ↓ Ativo) 
Como a Despesa com Redução ao Valor Realizável Líquido em Estoques é uma despesa operacional, correta a 
alternativa A. 
GABARITO: A 
 
(CESPE – Técnico – EBSERH – 2018) A conta perdas estimadas por redução ao valor realizável líquido, 
componente do subgrupo estoques, tem natureza credora, apesar de figurar no ativo. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
A conta Redução ao Valor Realizável Líquido em Estoques, chamada pelo enunciado de perdas estimadas por 
redução ao valor realizável líquido, retifica o valor dos estoques em função do valor realizável líquido ser 
inferior ao custo do estoque. Trata-se, portanto, de conta de natureza credora, oposta à natureza das contas 
do ativo. 
Assim, correta a alternativa. 
GABARITO: C 
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O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação, bem como outros 
custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais. 
O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros 
tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros 
diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, 
abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição. 
 
Vamos analisar algumas questões que cobraram estes conhecimentos. 
(CESPE – Analista Judiciário – TRE-BA – 2017) O valor do custo de aquisição de estoques compreende o 
preço de compra 
A) acrescidos dos tributos, exceto os recuperáveis, e os custos de transporte diretamente atribuíveis à 
aquisição, deduzidos os descontos comerciais. 
B) acrescidos dos tributos, exceto os recuperáveis, deduzidos os custos de transporte e de seguro atribuíveis à 
aquisição. 
C) deduzidos todos os impostos, os custos de transporte diretamente atribuíveis à aquisição e os descontos 
comerciais. 
D) sem deduções ou acréscimos decorrentes do valor descrito na nota fiscal de aquisição. 
E) deduzidos todos os tributos incidentes sobre a mercadoria e acrescidos os custos de armazenagem. 
RESOLUÇÃO: 
O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros 
tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros 
diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, 
abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição. 
CUSTO
PREÇO DE COMPRA
TRIBUTOS (EXCETO RECUPERÁVEIS)
TRANSPORTE
SEGURO
DEDUÇÕES
DESCONTOS 
COMERCIAIS
ABATIMENTOS
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Com isso, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
(CESPE – Analista – EBSERH – 2018) Uma empresa adquiriu R$ 220.000 de materiais para a produção, 
sendo recuperáveis R$ 20.000 de IPI e R$ 24.000 de ICMS. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o seguinte item a respeito do tratamento contábil 
aplicável aos impostos e às contribuições. 
O lançamento contábil a ser realizado na data de aquisição dos materiais deverá ser o seguinte. 
D – Estoque de matérias-primas – R$ 176.000 
D – IPI a recuperar – R$ 20.000 
D – ICMS a recuperar – R$ 24.000 
C – Fornecedores – R$ 220.000 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros 
tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e 
outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, 
abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição. Assim: 
 Preço de Aquisição 220.000 
( – ) IPI a Recuperar (20.000) 
( – ) ICMS a Recuperar (24.000) 
( = ) Custo de Aquisição 176.000 
Com isso, o lançamento contábil da aquisição será o seguinte. 
D – Estoque R$ 176.000 (Ativo Circulante) 
D – IPI a recuperar R$ 20.000 (Ativo Circulante) 
D – ICMS a recuperar R$ 24.000 (Ativo Circulante) 
C – Fornecedores R$ 220.000 (Passivo Circulante) 
Assim, correta a afirmativa. 
GABARITO: C 
 
(FCC – Analista – DPE/AM – 2018) A Cia. Açúcar & Sal adquiriu produtos para serem utilizados no seu 
processo industrial. Os produtos foram adquiridos à vista pelo valor total de R$ 120.000,00. No valor 
pago pelos produtos estavam inclusos tributos recuperáveis de R$ 25.000,00 e tributos não recuperáveis 
de R$ 15.000,00. Na mesma data, a Cia. pagou frete e seguro no valor de R$ 8.000,00 para transporte dos 
produtos até a empresa. Na aquisição dos produtos, a Cia. Açúcar & Sal efetuou nas contas Caixa e 
Estoques os seguintes lançamentos: 
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(A) Débito em Estoques no valor de R$ 80.000,00 e crédito em Caixa no valor de R$ 128.000,00. 
(B) Débito em Estoques no valor de R$ 103.000,00 e crédito em Caixa no valor de R$ 128.000,00. 
(C) Débito em Estoques e crédito em Caixa, ambos no valor de R$ 128.000,00. 
(D) Débito em Estoques e crédito em Caixa, ambos no valor de R$ 95.000,00. 
(E) Débito em Estoques no valor de R$ 95.000,00 e crédito em Caixa no valor de R$ 128.000,00. 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de 
compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os 
custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, 
materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na 
determinação do custo de aquisição. 
Assim, vamos calcular o custo dos produtos adquiridos. 
 Preço dos Produtos 120.000 
( – ) Tributos Recuperáveis (25.000) 
( + ) Frete/Seguro 8.000 
( = ) Custo de Aquisição 103.000 
Com isso, conclui-se que a entidade vai realizar o seguinte lançamento contábil na data da aquisição dos 
estoques. 
 D – Estoques R$ 103.000 (Ativo Circulante) 
 D – Tributos a Recuperar R$ 25.000 (Ativo Circulante) 
 C – Caixa R$ 128.000 (Ativo Circulante) 
Assim, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
(FCC – ISS São Luís/MA – 2018) A Cia. Comercial Corujão adquiriu produtos para revenda e desembolsou 
os seguintes valores: 
− Valor total dos produtos adquiridos: R$ 420.000,00 
− Valor total do seguro para transporte dos produtos adquiridos até a empresa: R$ 10.000,00 
No valor total dos produtos adquiridos estavam inclusos: 
− Tributos recuperáveis: R$ 52.000,00 
− Tributos não recuperáveis: R$ 23.000,00 
A Cia. Comercial Corujão revendeu todos os produtos adquiridos por R$ 800.000,00, concedendo 5% de 
desconto pelo pagamento à vista. Sobre o valor da venda houve a incidência de ICMS no valor de R$ 
92.000,00, a Cia. pagou comissão para os vendedores no valor de R$ 8.000,00 e arcou com o pagamento 
do frete para entrega dos produtos vendidos no valor de R$ 12.000,00. Com base nessas informações, o 
valor do lucro bruto apurado pela Cia. Comercial Corujão, em relação à transação realizada foi, em reais, 
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(A) 261.000,00 
(B) 382.000,00 
(C) 278.000,00 
(D) 290.000,00 
(E) 270.000,00 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques, o custo de aquisição dos estoques compreende o 
preço de compra, os impostos de importação e outrostributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem 
como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos 
acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser 
deduzidos na determinação do custo de aquisição. 
Desta forma, vamos calcular o valor do custo do estoque. 
 Mercadorias 420.000 
( + ) Seguros 10.000 
( – ) Tributos Recuperáveis (52.000) 
( = ) Custo de Aquisição 378.000 
O enunciado diz, ainda, que a entidade vendeu todos os produtos adquiridos por R$ 800.000,00. A partir disso 
vamos calcular o lucro bruto. 
 Receita Bruta 800.000 
( – ) Descontos Incondicionais (40.000) → 5% x R$ 800.000 
( – ) ICMS sobre Vendas (92.000) 
 ( = ) Receita Líquida 668.000 
( – ) CMV (378.000) 
( = ) Lucro Bruto 290.000 
Assim, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
(FCC – ICMS/SC – 2018) A empresa Estocagem comprou, à vista, mercadorias para revenda no valor de R$ 
100.000,00, com desconto de R$ 15.000,00 em função do volume. Adicionalmente, incorreu nos 
seguintes gastos: 
− Imposto de importação no valor de R$ 10.000,00. 
− Gastos com armazenamento para que a mercadoria chegue até a empresa no valor de R$ 15.000,00. 
− Gasto com transporte das mercadorias até a empresa no valor de R$ 5.000,00. 
− IPI não recuperável no valor de R$ 4.000,00. 
− ICMS recuperável no valor de R$ 7.000,00. 
− Gastos com seguros para transporte das mercadorias até a empresa no valor de R$ 3.000,00. 
O custo das mercadorias adquiridas foi, em reais, 
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a) 137.000,00. 
b) 122.000,00. 
c) 129.000,00. 
d) 125.000,00. 
e) 107.000,00. 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques, o custo de aquisição dos estoques compreende o 
preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem 
como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos 
acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser 
deduzidos na determinação do custo de aquisição. 
O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação, bem como outros 
custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais. 
Desta forma, vamos calcular o valor do custo do estoque. 
 Mercadorias 100.000 
( – ) Descontos incondicionais (15.000) 
( + ) Imposto de Importação 10.000 
( + ) Gastos com Armazenamento 15.000 
( + ) Gastos com Transporte 5.000 
( + ) IPI 4.000 
( + ) Gastos com Seguro 3.000 
( = ) Custo de Aquisição 122.000 
Com isso, correta a alternativa B. 
Perceba que o ICMS não deve ser descontado, pois não há informações de que no valor pago pelas 
mercadorias (R$ 100 mil) compreende o valor deste imposto. 
GABARITO: B 
 
(FCC – Analista Judiciário – TRT 2ª Região – 2018) A empresa Trabalhos Manuais S.A., ao adquirir 
mercadorias para revenda, em 30/03/2017, pagou os seguintes valores: 
− Fornecedor: R$ 180.000,00 (valor líquido, sem tributos). 
− Seguro para transporte das mercadorias até a empresa: R$ 5.000,00 
− Tributos recuperáveis: R$ 23.000,00 
− Tributos não recuperáveis: R$ 16.000,00 
Em 16/4/2017, a empresa revendeu todas estas mercadorias por R$ 450.000,00, concedendo um 
desconto comercial de 10%, pagou R$ 4.500,00 de comissão para os vendedores e R$ 7.000,00 de frete 
para entrega das mercadorias vendidas. Com base nestas informações, o lucro bruto apurado pela 
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empresa Trabalhos Manuais S.A., especificamente em relação à compra e venda das mercadorias, foi, em 
reais, 
(A) 249.000,00 
(B) 204.000,00 
(C) 181.000,00 
(D) 192.500,00 
(E) 199.500,00 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques, o custo de aquisição dos estoques compreende o 
preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem 
como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos 
acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser 
deduzidos na determinação do custo de aquisição. 
Desta forma, vamos calcular o valor do custo do estoque. 
 Mercadorias 180.000 
( + ) Seguros 5.000 
( + ) Tributos Não Recuperáveis 16.000 
( = ) Custo de Aquisição 201.000 
O enunciado diz, ainda, que a entidade vendeu todos os produtos adquiridos por R$ 450.000,00. A partir disso 
vamos calcular o lucro bruto. 
 Receita Bruta 450.000 
( – ) Descontos Incondicionais (45.000) → 10% x R$ 450.000 
( = ) Receita Líquida 405.000 
( – ) CMV (201.000) 
( = ) Lucro Bruto 204.000 
Assim, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
(FCC – Analista – SABESP – 2018) No dia 31/12/2016 uma empresa realizou as seguintes vendas de 
mercadorias: 
− Vendas à vista no valor de R$ 10.000.000,00 
− Vendas a prazo no valor nominal de R$ 11.000.000,00 que será recebido integralmente em 31/12/2017. 
− Na data da venda a empresa praticava a taxa de juros de 10% ao ano nas suas vendas a prazo. 
Em relação às vendas efetuadas em 31/12/2016, é correto afirmar que a empresa deveria reconhecer: 
(A) Receita de Vendas no valor de R$ 10.500.000,00 no resultado do ano de 2016 e Receita de Vendas no valor 
de R$ 10.500.000,00 no resultado do ano de 2017. 
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(B) Receita de Vendas no valor de R$ 20.000.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 1.000.000,00 no 
resultado do ano de 2016. 
(C) Receita de Vendas no valor de R$ 20.000.000,00 no resultado do ano de 2016 e Receita Financeira no valor 
de R$ 1.000.000,00 no resultado do ano de 2017. 
(D) Receita de Vendas no valor de R$ 10.000.000,00 no resultado do ano de 2016 e Receita de Vendas no valor 
de R$ 11.000.000,00 no resultado do ano de 2017. 
(E) Receita de Vendas no valor de R$ 21.000.000,00 no resultado do ano de 2016, apenas. 
RESOLUÇÃO: 
A Fundação Carlos Chagas cobra muitas questões envolvendo o reconhecimento de receita (líquida) de 
vendas envolvendo diferenças entre o valor praticado à vista e a prazo. Neste sentido, a entidade deve 
reconhecer um Receita Líquida pelo valor que teria sido praticado numa operação à vista. 
Segundo o enunciado a entidade realizou vendas à vista no valor de R$ 10.000.000,00 e vendas a prazo no 
valor nominal de R$ 11.000.000,00 que será recebido integralmente em 31/12/2017. Com isso, temos que 
trazer o valor da venda a prazo ao valor presente, para saber qual seria o valor praticado à vista nesta 
operação. Assim: 
𝑽𝒂𝒍𝒐𝒓 𝑷𝒓𝒆𝒔𝒆𝒏𝒕𝒆 = (𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎 𝑎 𝑃𝑟𝑎𝑧𝑜)/(𝑇𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝐽𝑢𝑟𝑜𝑠) = (𝑅$ 11 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠)/1,1 = 𝑹$ 𝟏𝟎 𝒎𝒊𝒍𝒉õ𝒆𝒔 
Neste sentido, a entidade vendedora deve reconhecer: 
 Receita Bruta R$ 21.000.000 
( – ) Ajuste a Valor Presente de Vendas (R$ 1.000.000) 
( = ) Receita Líquida R$ 20.000.000 
Como a venda a prazo foi realizada em 31/12/2017 para recebimento integral em 31/12/2017 conclui-se que os 
dos juros cobrados, de R$ 1 milhão, serão apropriados ao resultado ao longo de 2017 (receita financeira). 
Com isso, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
(FCC – ISS São Luís/MA – 2018) Em 31/12/2016, uma empresa realizou vendas totais no valor de R$ 
1.075.000,00, sendo que R$ 500.000,00 foram vendidos à vista e o saldo remanescente será recebido 
integralmente após 15 meses. A empresa praticava a taxa de juros de 11,83% ao ano para as suas vendas 
a prazo, que equivale a uma taxade 15% no prazo de 15 meses. 
Em relação às vendas efetuadas em 31/12/2016, a empresa reconheceu Receita de Vendas no valor de 
(A) R$ 537.500,00 no resultado do ano de 2016 e Receita de Vendas no valor de R$ 537.500,00 no resultado do 
ano de 2017. 
(B) R$ 1.000.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 75.000,00, ambas no resultado do ano de 2016. 
(C) R$ 1.075.000,00 no resultado do ano de 2016, apenas. 
(D) R$ 500.000,00 no resultado do ano de 2016 e Receita de Vendas no valor de R$ 575.000,00 no resultado do 
ano de 2017. 
(E) R$ 1.000.000,00 no resultado do ano de 2016 e Receita Financeira no valor de R$ 59.150,00 no resultado 
do ano de 2017. 
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RESOLUÇÃO: 
A Receita Líquida de vendas a ser reconhecida pela entidade corresponde ao valor que seria recebido caso a 
venda fosse realizada à vista. Para isso temos que calcular o valor presente da venda realizada a prazo, de R$ 
575 mil. 
𝑽𝒂𝒍𝒐𝒓 𝑷𝒓𝒆𝒔𝒆𝒏𝒕𝒆 = (𝑅$ 575.000,00)/1,15 = 𝑹$ 𝟓𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
Considerando que a venda ocorreu em 31/12/2016, vamos realizar o lançamento contábil das vendas 
praticadas! 
D – Caixa R$ 500.000 (Ativo) 
D – Clientes R$ 575.000 (Ativo) 
D – AVP de Vendas R$ 75.000 (Resultado) 
C – Receita Bruta R$ 1.075.000 (Resultado) 
C – AVP de Clientes R$ 75.000 (Ativo) 
Perceba, portanto, que a Receita (líquida) de Vendas reconhecida no ano de 2016 é de R$ 1 milhão, que seria o 
valor praticado caso todas as vendas fossem realizadas à vista. 
A receita financeira embutida na venda realizada a prazo será realizada de acordo com o regime de 
competência, ou seja, entra a data da venda e o seu recebimento. Assim, a receita financeira apropriada ao 
longo de 2017 será de: 
𝑹𝒆𝒄𝒆𝒊𝒕𝒂 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒏𝒄𝒆𝒊𝒓𝒂 = 𝑅$ 500.000 × 11,83% = 𝑹$ 𝟓𝟗. 𝟏𝟓𝟎, 𝟎𝟎 
Lembro que tal receita é reconhecida mediante o seguinte lançamento: 
D – AVP de Clientes R$ 59.150 (Ativo) 
C – Receita Financeira R$ 59.150 (Resultado) 
Assim, correta a alternativa E. 
GABARITO: E 
 
(FGV – Auditor – MPE/AL – 2018) Uma livraria não possuía, em 31/12/2016, estoque do livro 
Contabilidade. Em janeiro de 2017, ela adquiriu quinhentas unidades do livro por R$ 35.000. Na compra, 
incorreu em frete para transporte dos livros, no valor de R$ 3.000. Além disso, mandou preparar folhetos 
para divulgação exclusiva desse livro, no valor de R$ 5.000. 
Em janeiro de 2017, o livro começou a ser vendido por R$ 100. Nesse mês, cem livros foram vendidos. 
Em fevereiro de 2017, a livraria passou a vender o livro a R$ 80, sendo que cinquenta unidades foram 
vendidas. 
Em março de 2017, o preço do livro passou a R$ 70 e duzentas unidades foram vendidas. 
Em abril de 2017, a livraria aumentou o preço do livro para R$ 85. No mês, quarenta unidades foram 
vendidas. 
Assinale a opção que indica o valor do custo das mercadorias vendidas referente ao livro na 
Demonstração do Resultado do Exercício, de janeiro a abril da livraria. 
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a) R$ 28.200,00. 
b) R$ 28.440,00. 
c) R$ 29.640,00. 
d) R$ 30.000,00. 
e) R$ 33.540,00. 
RESOLUÇÃO: 
Os estoques devem ser mensurados pelo custo de aquisição ou valor realizável líquido, dos dois o menor. Com 
isso, vamos calcular o custo de aquisição do item. 
 Preço de Aquisição R$ 35.000 
( + ) Frete R$ 3.000 
( = ) Custo R$ 38.000 
Perceba que os gastos com divulgação desse livro, no valor de R$ 5.000, não fazem parte do custo do estoque 
(são despesas). 
Com isso, conclui-se que o custo unitário de aquisição é de R$ 76,00 (R$ 38.000 / 500 unidades). 
Ao analisar os preços de venda praticados ao longo de 2017 percebe-se que apenas em março o valor 
realizável líquido é inferior ao custo. Neste mês, portanto certamente a entidade teve que reconhecer uma 
perda por redução ao valor realizável líquido em seus estoques, retificando-o. Aliás, quando a questão não dá 
informações a respeito das despesas de venda, considere que o valor de venda é o valor realizável líquido. 
A partir disso vamos comparar o custo do estoque, de R$ 76, com o valor realizável líquido em todos os 
meses, definindo qual é o valor contábil do estoque. 
 
A partir do valor contábil vamos calcular o custo das mercadorias vendidas em cada período. 
 
Assim, o valor total do Custo das Mercadorias Vendidas foi de R$ 28.440 (7.600 + 3.800 + 14.000 + 3.040). 
GABARITO: B 
Vamos analisar alguns aspectos do IPI e suas consequências na mensuração do estoque. 
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Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) 
O IPI, diferentemente do ICMS, é um imposto calculado por fora, ou seja, seu valor não está embutido no 
valor da operação. A base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer a saída de produtos 
industrializados, incluindo os fretes e seguros efetuados por conta do fornecedor. 
Zé Curioso: “Professor, o que quer dizer valor da operação?” 
Segundo o Regulamento do IPI (RIPI), valor da operação compreende o preço do produto, acrescido do valor 
do frete e das demais despesas acessórias, cobradas ou debitadas pelo contribuinte ao comprador ou 
destinatário. 
 
Descontos Incondicionais 
O art. 190, § 3°, do RIPI diz que “não podem ser deduzidos do valor da operação os descontos, diferenças ou 
abatimentos, concedidos a qualquer título, ainda que incondicionalmente”. 
Ou seja, pela letra da lei mesmo os descontos incondicionais (descontos comerciais) deveriam fazer parte da 
base de cálculo do IPI. No entanto, por unanimidade o Supremo Tribunal Federal considerou que o valor dos 
descontos incondicionais não integra a base de cálculo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). 
Segundo o STF a redação vista acima é inconstitucional (apenas no tocante à inclusão dos descontos 
incondicionais na base de cálculo do IPI). 
Então lembre-se disso: descontos incondicionais não integram a base de cálculo do IPI. 
Vejamos um exemplo de incidência de IPI com alíquota de 10% sobre mercadorias de R$ 100,00. A Nota Fiscal 
terá valor total de R$ 110,00, conforme demonstrado abaixo. 
 Mercadorias R$ 100,00 
 + IPI R$ 10,00 
 = Valor da Nota Fiscal R$ 110,00 (valor faturado) 
A grande dificuldade que poderá aparecer na sua prova é quando a venda está sujeita à incidência de IPI e 
ICMS. Neste caso teremos que saber a finalidade que o comprador dará às mercadorias adquiridas. 
Se a mercadoria destinar-se à comercialização ou à industrialização o IPI não fará parte da base de cálculo 
do ICMS. 
Se a mercadoria destinar-se ao ativo fixo ou uso e consumo do comprador, o IPI fará parte da base de cálculo 
do ICMS. Assim: 
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Você também pode memorizar da seguinte forma: vai haver circulação da mercadoria para fora do 
estabelecimento do comprador? Se sim, o IPI não entra na BC do ICMS. Se não (ou seja, vou integrar a 
mercadoria no ativo fixo ou vou consumi-la) o IPI entra na BC do ICMS. Simples, não é? 
(CESGRANRIO – Contador – PETROBRAS – 2018) Uma sociedade de grande porte, tributada pelo lucro 
real, cujo ramo de negócio é a compra e venda de geladeiras, adquiriu duas geladeiras, diretamente da 
indústria, nas condições abaixo descritas. 
– Geladeira para revender (comercializar) valor do custo 1.500,00 + IPI 150,00, total 1.650,00. 
– Geladeira para uso próprio (imobilizado) valor do custo 1.500,00 + IPI 150,00, total 1.650,00. 
Considerando-se a alíquota de 18% para o ICMS incidente sobre a aquisição dessas geladeiras, o valor do 
ICMS,nessa operação, evidenciado na nota fiscal emitida pelo vendedor, em reais, é: 
a) 486,00 
b) 513,00 
c) 540,00 
d) 567,00 
e) 594,00 
RESOLUÇÃO: 
Se a mercadoria destinar-se à comercialização ou à industrialização o IPI não fará parte da base de cálculo do 
ICMS. Assim, em relação à geladeira destinada à comercialização temos a seguinte situação: 
𝑰𝑪𝑴𝑺 = 18% × 𝑅$ 1.500 = 𝑹$ 𝟐𝟕𝟎 
Se a mercadoria destinar-se ao ativo fixo ou uso e consumo do comprador, o IPI fará parte da base de cálculo 
do ICMS. Assim, em relação à geladeira para uso próprio temos o seguinte valor do ICMS: 
𝑰𝑪𝑴𝑺 = 18% × 𝑅$ 1.650 = 𝑹$ 𝟐𝟗𝟕 
Com isso, o valor total do ICMS evidenciado na Nota Fiscal será de R$ 567, o que torna correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
DESTINAÇÃO DADA À MERCADORIA ADQUIRIDA
REVENDA OU 
INDUSTRIALIZAÇÃO
IPI NÃO ENTRA NA 
BC DO ICMS
ATIVO FIXO OU USO E 
CONSUMO
IPI ENTRA NA BC DO 
ICMS
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(FEPESE – Contador – CELESC – 2018) A C-Energia S.A., contribuinte do ICMS, comprou à vista 
mercadorias para revenda no valor de $3.850, com IPI incluído de 10% e ICMS, que também está incluído 
no preço total, correspondendo a 18% do valor líquido do IPI. 
Assinale a alternativa que apresenta os valores do IPI e do ICMS, respectivamente. 
a) $ 350 e $ 630. 
b) $ 385 e $ 623,70. 
c) $ 623,70 e $ 385. 
d) $ 630 e $ 350. 
e) $ 1.008,70 e $ 1.008,70. 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o enunciado o valor total de compra foi de R$ 3.850, estando incluso neste valor o IPI e o ICMS. Ou 
seja, trata-se do valor total da Nota Fiscal. 
 Mercadorias X 
( + ) IPI 0,1X 
( = ) Valor da Nota Fiscal R$ 3.850 
1,1𝑋 = 𝑅$ 3.850 
𝑿 = 𝑹$ 𝟑. 𝟓𝟎𝟎 
Assim, conclui-se que o valor do IPI é de R$ 350. Resta, portanto, calcular o valor do ICMS, cuja base de cálculo 
deve ser o valor de R$ 3.500. 
𝑰𝑪𝑴𝑺 = 18% × 𝑅$ 3.500 = 𝑹$ 𝟔𝟑𝟎, 𝟎𝟎 
Com isso, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
Frete e Seguro 
Caso o transporte e o seguro estejam incluídos no valor da Nota Fiscal, ou seja, seja por conta do fornecedor, 
tais valores integrarão a base de cálculo do IPI e do ICMS. 
Por outro lado, caso o transporte e o seguro sejam realizados por uma transportadora contratada pelo cliente 
(comprador), tais valores não integrarão a base de cálculo do IPI e do ICMS. 
Vale lembrar que, conforme vimos, quando o frete é responsabilidade do comprador tal valor irá compor o 
valor dos estoques. 
(ESAF – AFRFB – 2012) Nas operações de mercadorias, o valor dos gastos com transportes, quando estes 
são feitos sob a responsabilidade do comprador, 
a) aumentam o valor das mercadorias compradas. 
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b) são registrados a débito de uma conta de despesa. 
c) diminuem o valor dos estoques de mercadorias. 
d) não geram efeitos no custo das mercadorias vendidas quando estes são realizados. 
e) não afetam o valor dos estoques de mercadorias. 
RESOLUÇÃO: 
Tanto o frete quanto o seguro integrarão o custo de aquisição das mercadorias, quando são de 
responsabilidade do comprador. 
GABARITO: A 
Tenha cuidado com o ônus do pagamento do frete! 
 
Vamos analisar algumas disposições sobre as contribuições PIS/COFINS. 
PIS e COFINS 
Podem ser apurados pelo regime cumulativo ou não-cumulativo. 
O regime cumulativo é aquele onde os tributos não são recuperáveis, ou seja, seus valores serão integrados 
aos custos de aquisição de mercadorias. Regra geral, as alíquotas são a seguintes: 
• PIS: 0,65% 
• COFINS: 3,00% 
O regime não cumulativo é aquele onde os tributos são recuperáveis, ou seja, seus valores não serão 
integrados aos custos de aquisição de mercadorias. Regra geral, as alíquotas são a seguintes: 
• PIS: 1,65% 
• COFINS: 7,60% 
No regime não cumulativo o PIS e COFINS são recuperáveis desde que o destino das mercadorias seja o 
comércio ou indústria. Ou seja, se o destino for o consumo, o PIS/COFINS são tributos não recuperáveis. 
Zé Curioso: “Professor, no cálculo do ICMS você falou de divergências na incidência ou não sobre o valor do IPI, 
de acordo com a destinação da mercadoria. Isso existe também com o PIS e COFINS?” 
Zé, infelizmente (ou felizmente para quem estuda) sim! E para complicar a regra é diferente da usada no ICMS. 
Se a aquisição for para consumo ou comércio, o IPI integrará a base de cálculo do PIS/COFINS. 
Se a aquisição for para indústria, o IPI não integra a BC do PIS/COFINS. 
FRETE
Vendedor Despesa
Comprador Custo
QUEM PAGOU?
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Assim: 
 
No entanto, atualmente há grande dúvida em relação a inclusão, ou não, do IPI da base de cálculo do PIS e 
COFINS. Isso deveu-se a edição da Lei n° 12.973, de 13 de maio de 2014, que altera a legislação tributária 
federal em diversos pontos. 
O Decreto-Lei n° 1.598/77 previa em seu art. 12 que a receita bruta das vendas e serviços compreende o 
produto da venda de bens nas operações de conta própria e o preço dos serviços prestados. 
O § 1° do art. 12 destacava que a receita líquida de vendas e serviços será a receita bruta diminuída das vendas 
canceladas, dos descontos concedidos incondicionalmente e dos impostos incidentes sobre vendas. 
Ou seja, percebe-se claramente que os tributos incidentes sobre as vendas compunham a Receita Bruta e, 
consequentemente, a base de cálculo do PIS e COFINS. Pelo menos era este o posicionamento do fisco, já 
que não havia previsão expressa de exclusão destes valores da base cálculo das contribuições citadas. 
Haviam inúmeras discussões judiciais sobre este aspecto, havendo, inclusive, decisão do Supremo Tribunal 
Federal sobre a não inclusão do ICMS na base de cálculo da COFINS (decisão com efeito apenas inter partes). 
No entanto, a Lei n° 12.973/14, que entrou em vigor em 1 de janeiro de 2015, alterou o art. 12 do Decreto-Lei 
n° 1.598/77, que passou a vigorar com a seguinte redação: 
Art. 12. A receita bruta compreende: 
I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria; 
II - o preço da prestação de serviços em geral; 
III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; 
IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas nos incisos I a III. 
(...) 
§ 4° Na receita bruta não se incluem os tributos não cumulativos cobrados, destacadamente, do 
comprador ou contratante pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de mero 
depositário. 
§ 5° Na receita bruta incluem-se os tributos sobre ela incidentes e os valores decorrentes do ajuste 
a valor presente, de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 
1976, das operações previstas no caput, observado o disposto no § 4°. 
CONSUMO OU 
COMÉRCIO
IPI INTEGRA A BC 
DO PIS/COFINS
INDÚSTRIA
IPI NÃO INTEGRA A 
BC DO PIS/COFINS
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Percebe-se, portanto, que a nova redação prevê expressamente que se incluem no conceito de receita bruta 
os tributos sobre ela incidentes. 
Muitos contribuintes alegam a inconstitucionalidade da inclusão do IPI, ICMS e ISS na base de cálculo do PIS e 
COFINS, pois fere o princípio da estrita legalidade previsto no artigo 150, I da CF/88, art. 97 do CTN, o artigo 
195, I, "b" da CF/88 e o art. 110 do CTN, porque receita e faturamento são conceitos de direito privado que não 
podem ser alterados, pois a Constituição Federal os utilizou expressamente para definir competência 
tributária. 
Mas como ressaltado anteriormente, este é um assunto que está longe deser pacífico. Em pesquisa rápida na 
internet conseguimos verificar diferentes posicionamentos adotados pelo próprio Poder Judiciário. 
O STJ, por exemplo, já considerou legítimo que o Imposto Sobre Serviços (ISS) faz parte da base de cálculo do 
PIS e da COFINS. Ou seja, para os ministros os valores pagos a título de ISS compõem a receita bruta. 
De qualquer forma, o importante é que na legislação tributária os tributos incidentes sobre a receita bruta 
integram a base de cálculo do PIS e COFINS. Com isso, resta saber como as bancas vão se portar nas provas 
futuras! 
Aliás, interessante observar que o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou, em 2/10/2017, o acórdão do 
julgamento que definiu que o ICMS, por não compor faturamento ou receita bruta das empresas, deve ser 
excluído da base de cálculo do PIS e da Cofins. 
Para o STF o valor pago de ICMS pela empresa e repassado ao consumidor não pode ser considerado 
faturamento do contribuinte (visto tratar-se de receita dos Estados), por isso o PIS e a Cofins devem incidir 
apenas sobre o valor efetivamente faturado pela empresa com a venda de seus produtos e mercadorias. 
A inclusão do ICMS na base de cálculo da COFINS e do PIS resulta em tributação de riqueza que não pertence 
ao contribuinte. 
No entanto o STF ainda não modulou os efeitos dessa decisão, mas deve acolher o pedido da Fazenda 
Nacional para produzir efeitos prospectivos, ou seja, ex nunc. 
A Receita Federal disse, na SOLUÇÃO DE CONSULTA DISIT/SRRF06 Nº 6032, DE 30 DE JUNHO DE 2017, 
que o ICMS devido pela pessoa jurídica na condição de contribuinte do imposto (em virtude de operações ou 
prestações próprias) compõe a sua receita bruta, não havendo previsão legal que possibilite a sua exclusão 
da base de cálculo não cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep devida nas operações realizadas no 
mercado interno. 
A edição de ato declaratório pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional sobre matéria objeto de 
jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, vincula a Administração tributária, sendo vedado à 
Secretaria da Receita Federal do Brasil a constituição dos respectivos créditos tributários. 
Entretanto, inexiste ato declaratório que trate sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo da 
Contribuição para o PIS/Pasep incidente nas operações internas. A matéria, atualmente objeto de Ação 
Declaratória de Constitucionalidade, encontra-se aguardando decisão definitiva de mérito, que seja 
vinculante para a Administração Pública. 
Por esta razão, eu considero prudente manter o ICMS na base de cálculo do PIS/COFINS, pelo menos até 
edição de ato declaratório pelo PGFN sobre a decisão do STF sobre o tema. 
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Em 18 de outubro de 2018 foi publicada a Solução de Consulta Interna Cosit nº 13/2018, que dispõe sobre os 
critérios e procedimentos a serem observados para fins de exclusão do ICMS na base de cálculo do 
PIS/COFINS, no regime cumulativo ou não cumulativo, à luz do julgamento do Recurso Extraordinário nº 
574.706/PR pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 
Em síntese, o que a Receita Federal estabeleceu é que o montante a ser excluído da base de cálculo mensal da 
contribuição é o valor mensal do ICMS a recolher apurado da pessoa jurídica, referente ao mesmo período de 
apuração das Contribuições. 
Dispõe a Constituição Federal que o ICMS é imposto não-cumulativo, o qual se apura e constitui o seu valor 
(imposto a recolher) com base no resultado mensal entre o que for devido em cada operação com o montante 
cobrado nas operações anteriores pelo mesmo ou por outro Estado ou pelo Distrito Federal. De forma que o 
imposto só se constitui após o confronto dos valores destacados a débito e a crédito, em cada período. 
O ICMS a recolher aos Estados-membros não corresponde ao valor destacado em notas fiscais de saídas. 
Querer imputar ao valor do imposto incidente na operação de venda e destacado em nota fiscal, como o 
sendo o ICMS apurado e a recolher no período, é querer enquadrar e classificar o imposto como se cumulativo 
fosse, em total contraponto e desconformidade com a natureza do imposto definida pela Constituição 
Federal, de sua incidência não cumulativa. 
Portanto, o entendimento prescrito na Solução de Consulta Interna Cosit nº 13, de 2018, no qual indica que a 
parcela a ser excluída da base de cálculo mensal das contribuições vem a ser o valor mensal do ICMS a 
recolher, está perfeitamente alinhado, convergente e harmonizado com o entendimento pontificado nos 
votos dos Ministros formadores da tese vencedora, uma vez que o ICMS a ser repassado aos cofres públicos, 
não é receita da pessoa jurídica e, por conseguinte, não compõe a base de cálculo das contribuições. 
Ou seja, não é o ICMS sobre Vendas que deverá ser excluído da base de cálculo do PIS e da COFINS, mas o 
montante efetivamente recolhido de ICMS aos cofres Estaduais (visto que há o direito de compensação com 
os valores de ICMS incidentes sobre as aquisições). 
Evidentemente que você sempre deve levar em consideração informações dadas no enunciado. Por exemplo, 
caso o examinador afirme “considerando as decisões recentes do STF a respeito da inclusão, ou não, do ICMS na 
base de cálculo do PIS/Cofins...”. Neste caso não tenha dúvidas em desconsiderar o ICMS da base de cálculo do 
PIS e da Cofins. 
Para fechar o tema vamos resolver mais algumas questões envolvendo operações com mercadorias! 
(CS UFG – Contador – SANEAGO – 2018) Considere que, no mês de janeiro, a Empresa “XXX” realizou 
vendas de mercadorias no valor de R$ 110.000,00, recebeu mercadorias em devolução no valor R$ 
16.000,00, concedeu abatimento sobre as vendas no valor de R$ 10.000,00, registrou impostos sobre 
vendas no valor de R$ 20.000,00 e apurou o custo das mercadorias vendidas no valor de R$ 40.000,00. O 
lucro bruto com a venda das mercadorias no referido mês foi no valor de 
a) R$ 24.000,00 
b) R$ 40.000,00 
c) R$ 50.000,00 
d) R$ 94.000,00 
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RESOLUÇÃO: 
O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros 
tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros 
diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, 
abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição. Sendo 
assim: 
 Receita de Vendas 110.000 
( – ) Devoluções (16.000) 
( – ) Abatimento (10.000) 
( – ) Tributos sobre Vendas (20.000) 
( = ) Receita Líquida 64.000 
( – ) CMV (40.000) 
( = ) Lucro Bruto 24.000 
Com isso, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
(CESPE – Analista Judiciário – TRT/CE – 2017) Uma indústria adquiriu matéria-prima com R$ 220 mil de 
preço na nota fiscal e pagou R$ 6 mil pelo frete desse produto à transportadora. Nessa negociação, estão 
presentes as alíquotas: IPI = 10%; ICMS = 20%; PIS (não cumulativo) = 1,65% e COFINS (não cumulativo) 
= 7,6%. 
Nessa situação hipotética, o valor a ser registrado no ativo para a matéria-prima é igual a 
A) R$ 146.850. 
B) R$ 145.745. 
C) R$ 147.500. 
D) R$ 145.650. 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o enunciado o valor da nota fiscal, referente à aquisição de matéria-prima, é de R$ 220.000. Lembre-
se que neste valor já está incluso o valor do IPI, que é um imposto cobrado por fora. Assim: 
 Valor das Mercadorias X 
( + ) IPI 10% de X 
( = ) Valor da Nota Fiscal R$ 220.000 
𝑋 + 0,1𝑋 = 𝑅$ 220.000 
𝑿 = 𝑹$ 𝟐𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎 
Sabe-se que o custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e 
outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte,seguro, manuseio e 
outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. 
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Como se trata de uma indústria, todos os tributos (não-cumulativos) envolvidos sobre a compra serão 
recuperáveis para o adquirente. Ou seja, não farão parte do custo de aquisição da matéria-prima. 
Assim: 
 Valor das Mercadorias R$ 200.000 
( – ) ICMS a Recuperar (R$ 40.000) 
( – ) PIS Recuperar (R$ 3.300) → 1,65% x R$ 200 mil 
( – ) PIS Recuperar (R$ 15.200) → 7,6% x R$ 200 mil 
( + ) Frete R$ 6.000 
( = ) Custo do Estoque R$ 147.500 
Assim, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
Agora que já sabemos tudo sobre o tratamento contábil dado aos estoques vamos dar analisas os Sistemas de 
Inventários, que é um tema praticamente certo em sua prova! 
SISTEMAS DE INVENTÁRIOS 
Vejamos, agora, os sistemas e critérios utilizados pelas empresas no controle de seus estoques, bem como 
dos custos das mercadorias vendidas. 
Inventário Periódico 
Nesse sistema a empresa não controla seus estoques ao longo do período. Tal controle é realizado mediante 
levantamento físico ao final de cada período. Assim, o Custo das Mercadorias Vendidas será calculado da 
seguinte maneira: 
𝑪𝑴𝑽 = 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑰𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 + 𝑪𝒐𝒎𝒑𝒓𝒂𝒔 – 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 
Não é um sistema ideal para grandes empresas, dada a dificuldade da contagem de todo o estoque ao fim de 
cada período, que pode ser mensal, trimestral etc. Também não permite o controle do CMV após cada 
operação de venda. 
(CESPE – ICMS/RS – 2019) Ao final do exercício social, uma empresa que utiliza o sistema de inventário 
periódico realizou a contagem de estoques, porém, em auditoria, o auditor deseja calcular o estoque 
final de mercadorias com base nas informações contábeis. Para essa empresa, os saldos são os seguintes: 
– estoque inicial: R$ 55.000 
– compras líquidas: R$ 100.000 
– receita de vendas: R$ 175.000 
– lucro bruto: R$ 105.000 
Nessa situação hipotética, desconsiderando-se os efeitos de impostos/tributos e de demais 
receitas/despesas não citadas, o valor do estoque final de mercadorias com base nos saldos contábeis 
apresentados é igual a 
a) R$ 50.000. 
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b) R$ 70.000. 
c) R$ 75.000. 
d) R$ 85.000. 
e) R$ 155.000. 
RESOLUÇÃO: 
Podemos calcular o estoque final através da equação abaixo: 
𝐶𝑀𝑉 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 
O CMV pode ser calculado pela diferença entre a Receita de Vendas e o Lucro Bruto! 
 Receita de Vendas 175.000 
( – ) CMV (CMV) 
( = ) Lucro Bruto 105.000 
175.000 − 𝐶𝑀𝑉 = 105.000 
𝑪𝑴𝑽 = 𝑹$ 𝟕𝟎. 𝟎𝟎𝟎 
Assim: 
𝐶𝑀𝑉 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 
70.000 = 55.000 + 100.000 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 = 𝑹$ 𝟖𝟓. 𝟎𝟎𝟎 
Com isso, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
(CESPE – Perito Criminal – PC/MA – 2018) Determinado estabelecimento comercial, equiparado à 
indústria para fins de IPI, adotou o controle de estoques por meio de inventário permanente e verificou, 
em dado período, as transações com mercadorias apresentadas na tabela a seguir. 
informações em reais 
valor das aquisições (constante da nota fiscal) 3.000.000 
IPI incidente sobre compras 300.000 
ICMS incidente sobre compras 540.000 
frete e seguro sobre compras 20.000 
ICMS incidente sobre fretes 2.000 
Considerando-se que os estoques de mercadorias do estabelecimento para revenda às indústrias tenham 
sido de R$ 280.000 no início desse período e de R$ 50.000 no fim, é correto afirmar que, nessas 
condições, o custo, em reais, das mercadorias vendidas no período foi 
a) inferior a 2.500.000. 
b) superior a 2.500.000 e inferior a 2.800.000. 
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c) superior a 2.800.000 e inferior a 3.100.000. 
d) superior a 3.100.000 e inferior a 3.400.000. 
e) superior a 3.400.000. 
RESOLUÇÃO: 
Inicialmente vamos calcular o custo das compras do período. 
 Valor das aquisições (constante da nota fiscal) 3.000.000 
( – ) ICMS incidente sobre compras (540.000) 
( + ) frete e seguro sobre compras 20.000 
( – ) ICMS incidente sobre fretes (2.000) 
( = ) Custo de Aquisição 2.478.000 
Perceba que não é necessário adicionar o valor do IPI, visto que neste caso ele é recuperável (o enunciado 
menciona que se trata de estabelecimento comercial equiparado à indústria para fins de IPI). Não confunda 
valor da aquisição (constante da nota fiscal) com o valor total da nota fiscal, ok? Este contempla o valor das 
aquisições e o valor do IPI. 
A partir disso podemos calcular o valor do CMV. 
𝐶𝑀𝑉 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 – 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 
𝑪𝑴𝑽 = 280.000 + 2.478.000 – 50.000 = 𝑹$ 𝟐. 𝟕𝟎𝟖. 𝟎𝟎𝟎 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
(CESPE – ICMS/RS – 2019) Se, indevidamente, a contabilidade de uma empresa superestimar seu saldo 
de estoques no inventário final no ano de 20X1 e, embora constatado, esse problema não for corrigido, 
tal situação acarretará uma 
a) superestimação do lucro líquido do ano 20X2 
b) superestimação do lucro líquido do ano 20X1 
c) subestimação do lucro líquido do ano 20X1 
d) subestimação da situação líquida do ano 20X1 
e) subestimação do custo da mercadoria vendida do ano 20X2 
RESOLUÇÃO: 
Se o saldo da conta Estoque (final) estiver superestimado no inventário final do ano de 20X1 o Custo das 
Mercadorias Vendidas estará subavaliado, pois: 
↓ 𝐶𝑀𝑉 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 − ↑ 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 
Sendo assim, o Lucro Bruto, e consequentemente o Lucro Líquido, apurados em 20X1 pela entidade estarão 
superavaliados. 
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Assim, correta a alternativa B. 
Em relação ao exercício de X2, considerando a adoção do estoque inicial superavaliado (correspondente ao 
estoque final de X1 superavaliado), conclui-se que o CMV estará superavaliado e o Lucro Líqudo subavaliado. 
GABARITO: B 
Vamos analisar agora o sistema de inventário permanente! 
Inventário Permanente 
É o sistema usado por grandes empresas, pois o controle dos estoques é contínuo, por meio de fichas de 
controle, o que possibilita o cálculo do resultado (lucro ou prejuízo) das vendas de mercadorias, já que 
sabemos de imediato o valor do custo das mercadorias vendidas. 
Vamos visualizar um exemplo para ficar mais claro! Imagine as seguintes operações da Cia. Beleza: 
• 01/01/2019: Compra de Mercadorias (100 unidades) por R$ 1.000,00. 
• 15/01/2019: Compra de Mercadorias (100 unidades) por R$ 1.200,00. 
• 23/01/2019: Vendas de 130 unidades por R$ 2.000,00. 
Pergunto: Qual é o custo das 130 unidades vendidas? Perceba que as compras possuem custos unitários 
diferentes. Nas compras do dia 01 é de R$ 10,00 ao passo que nas compras do dia 15 é de R$ 12,00. E agora? 
Zé Curioso: ”Ahhh professor, faça do jeito que você quiser na hora e bola pra frente!” 
Zé, para isso existem os critérios de controle de estoques! Iremos estudar apenas os que são cobrados, com 
frequência, em concursos: 
• Método PEPS 
• Método UEPS 
• Método do Custo Médio Móvel 
• Método do Custo Médio Fixo 
• Método do Custo Específico 
Antes de verificar cada um dos métodos vamos analisar uma questão. 
(CESPE – Perito – Polícia Federal – 2018) Para uma empresa que utilize o sistema de inventário periódico 
baseado na conta de mercadorias com função desdobrada, ovalor de estoque existente pode ser 
conhecido a qualquer momento mediante a verificação do saldo da conta de mercadorias. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
É pelo sistema de inventário permanente que o estoque existente pode ser conhecido a qualquer momento 
mediante a verificação do saldo da conta de mercadorias. 
Pelo sistema de inventário periódico o valor dos estoques é calculado mediante contagem física. 
Com isso, incorreta a afirmativa. 
GABARITO: E 
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Método PEPS 
PEPS significa “Primeiro a Entrar é o Primeiro a Sair” (ou FIFO – First In, First Out). Nesse método, numa 
eventual venda iremos considerar, e contabilizar, que a saída realizada refere-se às mercadorias mais antigas, 
ficando nos estoques as mais recentes. 
No exemplo dado, da Cia Beleza, o custo das 130 unidades vendidas será: 
 100 un. (dia 01) – R$ 1.000,00 
130 un. Custo Total = R$ 1.360,00 
 30 un. (dia 15) – R$ 360,00 
Assim, o Resultado com Mercadorias (RCM) será de: 
𝑹𝑪𝑴 = 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 – 𝐶𝑀𝑉 = 𝑅$ 2.000,00 – 𝑅$ 1.360,00 = 𝑹$ 𝟔𝟒𝟎, 𝟎𝟎 
Vamos analisar uma questão! 
(IADES – Profissional – CFM – 2018) Tendo em vista as técnicas inteligentes de armazenagem de 
produtos, assinale a alternativa que corresponde ao procedimento no qual o primeiro item que entra será 
o primeiro que sairá. 
a) FOFA 
b) TIFO 
c) FIFO 
d) LIFO 
e) FIFA 
RESOLUÇÃO: 
Método PEPS significa “Primeiro a Entrar é o Primeiro a Sair” (ou FIFO – First In, First Out). 
Nesse método, numa eventual venda iremos considerar, e contabilizar, que a saída realizada refere-se às 
mercadorias mais antigas, ficando nos estoques as mais recentes. 
Com isso, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
Método UEPS 
UEPS significa “Último a Entrar é o Primeiro a Sair” (ou LIFO – Last In, Last Out). Nesse método, numa 
eventual venda iremos considerar, e contabilizar, que a saída realizada refere-se às mercadorias mais 
recentes, ficando contabilizado nos estoques as mais antigas. 
No exemplo dado, da Cia Beleza, o custo das 130 unidades vendidas será: 
 100 un. (dia 15) – R$ 1.200,00 
130 un. Custo Total = R$ 1.500,00 
 30 un. (dia 01) – R$ 300,00 
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Assim, o Resultado com Mercadorias (RCM) será de: 
𝑹𝑪𝑴 = 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 – 𝐶𝑀𝑉 = 𝑅$ 2.000,00 – 𝑅$ 1.500,00 = 𝑹$ 𝟓𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
Perceba que houve diferença no Resultado com Mercadorias. Isso é, portanto, importantíssimo, já que o 
Lucro do método PEPS foi maior que o Lucro do método UEPS. 
Aliás, você acha que o Fisco proíbe qual método? É evidente que o fisco irá proibir o método que resulta em 
menor lucro, afinal qual é a base de cálculo do Imposto de Renda e da CSLL? É o lucro! E o leão morde forte! 
Quer o maior lucro possível! 
 
Vamos analisar uma questão! 
(IADES – Profissional – CFM – 2018) Considerando as técnicas inteligentes de armazenagem de produtos, 
assinale a alternativa que corresponde ao procedimento no qual o último item que entra será o primeiro 
que sairá. 
a) PEPS 
b) UEPS 
c) FIFO 
d) TIFO 
e) FOFA 
RESOLUÇÃO: 
Método UEPS significa “Último a Entrar é o Primeiro a Sair” (ou LIFO – Last In, Last Out). Nesse método, 
numa eventual venda iremos considerar, e contabilizar, que a saída realizada se refere às mercadorias mais 
recentes, ficando contabilizado nos estoques as mais antigas. 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
Método do Custo Médio Móvel 
No Custo Médio Móvel, ou Custo Médio Ponderado, o estoque é avaliado continuamente através da média 
ponderada dos custos. Ou seja, a cada nova compra uma nova média de custo é calculada. 
No exemplo dado, da Cia Beleza, primeiramente teremos que calcular o custo médio dos estoques: 
 
 
UEPS Proibido pela Legislação Fiscal
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Data Custo Unitário Quantidade Total 
01/12 R$ 10,00 100 R$ 1.000,00 
15/12 R$ 12,00 100 R$ 1.200,00 
Total ? 200 R$ 2.200,00 
Se a “Cia Beleza” possui 200 mercadorias ao custo total de R$ 2.200,00, conclui-se que o Custo Médio é de R$ 
11,00 por unidade. 
𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝑴é𝒅𝒊𝒐 =
𝑅$ 2.200
200 𝑢𝑛𝑖𝑑
= 𝑹$ 𝟏𝟏, 𝟎𝟎 
Então, utilizando o custo médio como mensuração do estoque o CMV é de R$ 1.430,00 (130 un. x R$ 11,00). 
Assim, o Resultado com Mercadorias (RCM) será de: 
𝑹𝑪𝑴 = 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 – 𝐶𝑀𝑉 = 𝑅$ 2.000,00 – 𝑅$ 1.430,00 = 𝑹$ 𝟓𝟕𝟎, 𝟎𝟎 
Veja que o Lucro no Método do Custo Médio (R$ 570,00) ficou entre o calculado no método PEPS (R$ 640,00) 
e UEPS (500,00). 
No entanto, consideramos um ambiente inflacionário, já que as compras unitárias do dia 15 (R$ 12,00) foram 
mais caras que as compras unitárias do dia 01 (R$ 10,00), não é? 
Desta forma, é importantíssimo você saber que: 
 
Dica! Tente entender (ou decorar) apenas o ambiente inflacionário, que é o mais recorrente em concursos. O 
ambiente deflacionário terá comportamento oposto. Caso contrário, decore o quadro abaixo também! 
AMBIENTE INFLACIONÁRIO
EFPEPS > EFCUSTO MÉDIO > EFUEPS
CMVPEPS < CMVCUSTO MÉDIO < CMVUEPS
LUCROPEPS > LUCROCUSTO MÉDIO > LUCROUEPS
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No exemplo dado eram apenas duas compras e uma venda. No entanto, uma empresa lida diariamente com 
várias vendas e várias compras. Para facilitar o controle de estoques elaboramos uma tabela chamada Ficha 
Controle de Estoques onde são organizadas as compras, as vendas e o saldo. Abaixo segue um modelo. 
FICHA CONTROLE DE ESTOQUES 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01 
02 
... 
31 
 Na coluna “ENTRADAS” serão registradas as compras de mercadorias de cada período (dia 01, por exemplo), 
discriminando a quantidade, o custo unitário e o total. 
Na coluna “SAÍDAS”, por sua vez, serão registradas as vendas de mercadorias, discriminando a quantidade 
vendida, o custo unitário da venda (e não o preço de venda, tenha cuidado!) e o custo total da venda. A 
coluna “SALDO” resume o novo saldo a cada compra ou venda realizada. 
Método do Custo Médio Fixo 
No Custo Médio Fixo o estoque também é avaliado pelo custo médio, mas seu cálculo não é realizado a cada 
aquisição, conforme acabamos de verificar no Custo Médio Móvel. 
Para se chegar ao custo médio devemos considerar todas as entradas do período de uma só vez. Ou seja, 
dividimos o custo total de aquisição pela quantidade de mercadorias adquiridas no período. Perceba que 
neste método o custo das mercadorias somente será valorado ao fim do período, após a entidade calcular o 
custo médio das unidades em estoque. 
AMBIENTE DEFLACIONÁRIO
EFPEPS < EFCUSTO MÉDIO < EFUEPS
CMVPEPS > CMVCUSTO MÉDIO > CMVUEPS
LUCROPEPS < LUCROCUSTO MÉDIO < LUCROUEPS
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𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝑴é𝒅𝒊𝒐 𝑼𝒏𝒊𝒕á𝒓𝒊𝒐 =
𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝒅𝒐 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑰𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 + 𝑪𝒐𝒎𝒑𝒓𝒂𝒔
𝑼𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 𝒅𝒐 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑰𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 + 𝑼𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 𝑨𝒅𝒒𝒖𝒊𝒓𝒊𝒅𝒂𝒔
 
O custo das mercadorias vendidas é encontrado pela multiplicação deste custo médio pela quantidade de 
unidades vendidas. 
 
Método do Custo Específico 
O método do custo específico é utilizado quandoé possível controlar o estoque através da determinação clara 
de qual foi o custo de aquisição do produto que está sendo vendido. Esse é o método, por exemplo, utilizado 
no controle de custos na venda de carros por concessionárias, pois através da cor, modelo, chassi etc é 
possível identificar qual o item que está sendo vendido. 
Veja a próxima questão, que cobrou exatamente o exemplo dado! 
(CESPE – Perito Criminal – PC/PE – 2016) Em 2016, uma concessionária de veículos iniciou o mês de 
janeiro com três veículos em estoque, cada um dos quais tendo custado R$ 50.000. Ainda em janeiro, a 
empresa adquiriu mais dois veículos por R$ 40.000 cada um e, em fevereiro, vendeu três veículos, 
obtendo uma receita líquida de vendas de R$ 180.000. 
Nessa situação hipotética, considerando que a empresa adote o método do custo específico e que apenas 
um dos veículos vendidos tenha sido adquirido em janeiro de 2016, 
A) o valor total de veículos em estoque no final do mês de janeiro foi inferior a R$ 225.000. 
B) o lucro bruto auferido pela concessionária foi superior a 19% da receita líquida de vendas. 
C) o valor do estoque final no mês de fevereiro ficou abaixo de R$ 88.000. 
D) o custo das mercadorias vendidas no período foi obtido pelo valor das mercadorias que permaneceram em 
estoque no final de fevereiro. 
E) o custo dos veículos vendidos é superior a R$ 142.000. 
RESOLUÇÃO: 
Pelo método do custo específico o custo da mercadoria vendida é representado pelo valor específico da 
mercadoria que fora transacionada. É, por exemplo, um método de custo utilizado por entidades em que é 
fácil identificar qual é a mercadoria exata que foi transacionada. 
Numa concessionária de veículos, por exemplo, é perfeitamente possível e simples identificar qual foi o exato 
custo de determinado carro que foi vendido. 
Segundo o enunciado, em janeiro a entidade tinha três veículos ao custo de R$ 50 mil. Neste mesmo período 
ainda houve a aquisição de mais dois veículos por R$ 40 mil cada. Posteriormente, o enunciado diz que houve 
a venda de três veículos, sendo que apenas um deles foi adquirido em janeiro (ou seja, ao custo de R$ 40 mil). 
Assim, conclui-se que os outros dois veículos vendidos foram adquiridos ao custo de R$ 50 mil. Com isso 
podemos analisar as alternativas apresentadas. 
a) Incorreta. O valor total dos veículos em estoque no final de janeiro é de R$ 230 mil. 
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b) Correta. Considerando que a Receita Líquida foi de R$ 180.000 e que o custo das mercadorias vendidas foi 
de R$ 140.000, conclui-se que o Lucro Bruto foi de R$ 40.000, o que representa 22,2% da Receita Líquida. 
c) Incorreta. O valor do estoque final em fevereiro é de R$ 90.000. 
d) Incorreta. O custo das mercadorias vendidas foi de R$ 140.000 e foi obtido especificamente em relação ao 
custo de cada veículo transacionado (dois veículos ao custo de R$ 50 mil cada e um veículo ao custo de R$ 40 
mil). 
e) Incorreta. Vimos que o CMV foi de R$ 140.000. 
GABARITO: B 
Vamos praticar diversas questões a respeito dos sistemas de inventários! 
(AOCP – Técnico – UFOB – 2018) No método PEPS, os custos das mercadorias vendidas, em período 
inflacionário, ficarão subavaliados. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Pelo método PEPS as primeiras mercadorias que entram são as primeiras que saem. Isso quer dizer que a 
mensuração do custo das mercadorias vendidas (CMV) é realizada pelo custo de aquisição das primeiras 
mercadorias que entraram. Num ambiente inflacionário (onde há aumento constante de preços), portanto, o 
CMV pelo método PEPS é o menor possível (subavaliado). 
Você poderia facilmente matar esta questão através da memorização do quadro abaixo. 
 
Com isso, correta a assertiva. 
GABARITO: C 
 
(AOCP – Técnico – UFOB – 2018) No método UEPS, os estoques das mercadorias, em período 
inflacionário, ficarão superavaliados. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Pelo método UEPS as últimas mercadorias que entram são as primeiras que saem. Isso quer dizer que a 
mensuração dos estoques (produtos que não foram vendidos) é realizada pelos custos de aquisição das 
primeiras compras (afinal as últimas compras foram baixadas por vendas). 
Num ambiente inflacionário (onde há aumento constante de preços), portanto, o Estoque Final pelo método 
UEPS será o mais baixo possível (subavaliados). 
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Novamente era possível matar a assertiva através da memorização do quadro abaixo. 
 
Com isso, incorreta a afirmativa. 
GABARITO: E 
 
(AOCP – Técnico – UFOB – 2018) O método do Custo Médio Ponderado não é aceito pelo Regulamento 
do Imposto de Renda. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
O Art. 307 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR) admite a mensuração dos estoques através do custo 
médio ou o custo dos bens adquiridos ou produzidos mais recentemente (PEPS), admitida, ainda, a avaliação 
com base no preço de venda, subtraída a margem de lucro. 
Com isso, incorreta a afirmativa. 
GABARITO: E 
 
(FGV – Contador – MPE/AL – 2018) Em relação ao controle do estoque pelos métodos PEPS, UEPS e 
custo médio ponderado móvel, admitindo que os custos do estoque aumentam de forma contínua, 
assinale a afirmativa correta. 
a) O estoque final será maior quando utilizado o método do custo médio ponderado móvel. 
b) O lucro líquido será menor quando utilizado o UEPS. 
c) A receita de vendas será maior quando utilizado o PEPS. 
d) O custo das mercadorias vendidas será maior, se utilizado o PEPS. 
e) O lucro antes do imposto sobre a renda (LAIR) será menor, se utilizado o custo médio ponderado móvel. 
RESOLUÇÃO: 
Vamos analisar as alternativas, tomando como base um mercado inflacionário (custos do estoque aumentam 
de forma contínua). 
a) Incorreta. O estoque final será maior quando utilizado o método PEPS. 
b) Correta. O lucro líquido pelo método UEPS é o menor de todos os métodos, visto que o custo das 
mercadorias vendidas é o maior possível. 
c) Incorreta. O método de controle de estoques não tem nenhuma influência sobre as receitas, mas apenas 
custo de mercadorias vendidas. 
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d) Incorreta. O custo das mercadorias vendidas será maior utilizando-se o UEPS. 
e) Incorreta. O Lucro será menor utilizando-se o método UEPS. Aliás, é por isso que a legislação fiscal não 
admite tal método para fins de controle de estoques! O Leão morde forte! 
Se preferir decorar ao invés de raciocinar você pode matar as alternativas através do esquema abaixo! 
 
GABARITO: B 
 
(CS UFG – Analista – APARECIDAPREV – 2018) Considere uma movimentação hipotética de estoque de 
um produto com entradas de 50, 100 e 100 unidades, respectivamente, nos dias 3, 9 e 15 de janeiro de 
2018, conforme quadro a seguir. 
Data de Entrada Quantidade Custo Unitário 
03/01/2018 50 20,00 
09/01/2018 100 30,00 
15/01/2018 100 50,00 
Sabendo-se que nos dias 16 e 17 do mesmo mês saíram do estoque 100 e 60 unidades, respectivamente, 
o valor do estoque calculado no método PEPS é de 
a) 2.200,00 
b) 3.240,00 
c) 4.500,00 
d) 8.000,00 
RESOLUÇÃO: 
Uma forma rápida de se resolver questões do Método PEPS sem o auxílio da Ficha Controle de Estoques é 
simplesmente verificar quantas mercadorias há no estoque e, depois, mensurá-las. 
No caso em tela temos a aquisição de 250 unidades e a venda de 160. Sendo assim, conclui-se que o Estoque 
Final possui 90 unidades. 
Pelo Método PEPS as primeiras mercadorias que entram são as primeiras que saem. Portanto, restam nos 
estoques as últimas mercadorias que entraram. No caso em tela a última aquisição (de 100 unidades)ocorreu 
pelo custo unitário de R$ 50. Sendo assim: 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 = 50 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 × 𝑅$ 50 = 𝑹$ 𝟒. 𝟓𝟎𝟎 
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Você pode resolver esta questão com o auxílio da Ficha Controle de Estoques. 
 
Com isso, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
Imagine que determinado item tem 3 entradas. A primeira contou com 20 unidades de R$ 15,00, a 
segunda registrou 30 elementos a R$ 14,00 e a terceira, 10 exemplares a R$ 17,00. Considerando os 
métodos de avaliação dos estoques, julgue o item a seguir. 
(AOCP – Técnico – UFOB – 2018) Utilizando o método PEPS, o valor do custo das mercadorias vendidas, 
considerando a venda de 30 unidades, será de R$ 440,00. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Pelo método PEPS o Custo das Mercadorias Vendidas é mensurado através dos custos de aquisição das 
primeiras mercadorias que foram adquiridas. Assim: 
𝑪𝑴𝑽 = (20 𝑢𝑛𝑖𝑑 × 𝑅$ 15) + (10 𝑢𝑛𝑖𝑑 × 𝑅$ 14) = 𝑹$ 𝟒𝟒𝟎 
Com isso, correta a afirmativa. 
Zé Curioso: “Professor, como ficaria a resolução acima através da Ficha Controle de Estoques?” 
Zé, você é quem manda! Vamos elaborar a Ficha Controle de Estoques da situação apresentada. 
 
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GABARITO: C 
 
(AOCP – Técnico – UFOB – 2018) Utilizando o método UEPS, o valor do estoque final, considerando a 
venda de 40 unidades, será de R$ 280,00. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Pelo método UEPS o estoque final será composto pelas primeiras mercadorias que entraram (afinal as últimas 
que entraram são as primeiras que saem). Considerando vendas de 40 unidades conclui-se que restarão em 
estoque 20 unidades. Assim: 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 = (20 𝑢𝑛𝑖𝑑 × 15) = 𝑹$ 𝟑𝟎𝟎 
Com isso, incorreta a afirmativa! 
Antes que o Zé Curioso peça vamos analisar a resolução através do uso da Ficha Controle de Estoques! 
 
GABARITO: E 
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(AOCP – Técnico – UFOB – 2018) Se vendermos 5 unidades do item, o valor unitário na saída dos 
estoques, utilizando o UEPS, será de R$ 17,00. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Ao vender 5 unidades do item, utilizando o controle de estoque pelo método UEPS, o custo das mercadorias 
vendidas seria mensurado de acordo com o custo de aquisição das últimas compras (R$ 17). 
Assim, correta a afirmativa. 
GABARITO: C 
 
(AOCP – Técnico – UFOB – 2018) Caso a empresa venda todo o estoque, independentemente do método 
utilizado, o custo das mercadorias vendidas seria o mesmo para os três métodos (PEPS, UEPS e Custo 
Médio Ponderado). 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Se a empresa vender todo o estoque todas as mercadorias adquiridas serão baixadas e, consequentemente, o 
custo das mercadorias vendidas será o mesmo para os três métodos. 
Vamos comprovar isso pela análise das três Fichas de Controle de Estoques. 
 
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Percebe-se, evidentemente, que o Custo das Mercadorias Vendidas é o mesmo para os três métodos. 
GABARITO: C 
 
(Quadrix – Analista – CODHAB – 2018) Quando determinada empresa avalia seus estoques pelo preço 
médio ponderado, o custo médio existente sofre alterações em seu valor a cada entrada com preço 
diferente do constante no estoque. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Pelo método do custo médio a cada nova compra é necessário calcular uma nova média a cada nova 
aquisição. Por óbvio que este novo cálculo só é necessário de o custo de aquisição for diferente do custo 
médio do estoque existente imediatamente antes da compra. 
Assim, correta a afirmativa. 
GABARITO: C 
 
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(CESPE – Perito – Polícia Federal – 2018) A avaliação do estoque de mercadorias de uma empresa pelo 
método do preço específico é feita por meio do cálculo do custo das mercadorias vendidas ao final do 
período de apuração, levando-se em conta a média ponderada dos valores de aquisição e do estoque 
inicial. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
O método do custo específico é utilizado quando é possível controlar o estoque através da determinação clara 
de qual foi o custo de aquisição do produto que está sendo vendido. 
Com isso, para calcular o custo das mercadorias vendidas basta analisar qual foi o custo de aquisição do 
produto que está sendo vendido, não sendo necessário realizar o controle do estoque pela média ponderada, 
PEPS ou UEPS, como ocorre para produtos semelhantes (como na maioria das indústrias). 
Assim, incorreta a afirmativa. 
GABARITO: E 
 
(CS UFG – Analista – SANEAGO – 2018) A ficha de controle de estoques da Empresa “XXX” contém os 
seguintes dados: 
- Mercadorias existentes em 01/10 = 30 unidades ao custo unitário de R$ 10,00 
- Compras a prazo em 04/10 = 50 unidades ao custo unitário de R$ 12,00 
- Vendas em 10/10 = 40 unidades ao preço unitário de R$ 15,00 
A empresa não sofre tributação e avalia os estoques pelo preço (custo) médio ponderado. A operação de 
venda em 10/10 teve um custo de 
a) R$ 400,00 
b) R$ 450,00 
c) R$ 480,00 
d) R$ 600,00 
RESOLUÇÃO: 
Pelo método do Custo Médio temos que elaborar a Ficha Controle de Estoques. 
 
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Com isso, correta a alternativa B. 
Uma dica valiosa que eu dou é: nunca calcule de imediato o custo médio (neste caso de R$ 11,25), pois pode 
ser que este dado não seja utilizado. 
Nesta questão, por exemplo, a entidade vendeu no dia 10/10 metade das mercadorias existentes no estoque. 
Sendo assim, o Custo das Mercadorias Vendidas certamente será de 50% do valor do estoque antes desta 
venda (50% de R$ 900). 
Outra dica que dou é: quando houver duas ou mais compras subsequentes considere-as de uma só vez! Você 
não precisa calcular um novo custo médio na primeira compra, pois a segunda compra fatalmente ensejará 
num novo cálculo! 
GABARITO: B 
 
(IBFC – Contador – CM Feira de Santana/BA – 2018) A Empresa Comercial de Alimentos Equilibrium Ltda 
controla os seus estoques pelo método PEPS (Primeiro Entrar, Primeiro Sair). No mês de março realizou 
as seguintes transações: 
01/03 – Compra de mercadoria para revenda, 100 unidades a R$ 1,00 cada. 
05/03 – Compra de mercadoria para revenda, 200 unidades a R$ 0,90 cada. 
10/03 – Venda 150 unidades de mercadorias a R$ 1,50 cada. 
15/03 – Venda de 50 unidades de mercadorias a R$ 2,00 cada. 
20/03 – Compra de mercadoria para revenda, 250 unidades a R$ 1,10 cada. 
Sabendo-se que não haviam estoques iniciais e a alíquota de ICMS sobre compra e venda é de 18%, 
assinale a alternativa que apresenta o saldo final total de mercadorias em unidades e Reais, 
respectivamente. 
a) 350 unidades, R$ 299,30 
b) 350 unidades, R$ 365,00 
c) 350 unidades, R$ 375,00 
d) 250 unidades, R$ 275,00 
RESOLUÇÃO: 
O saldo final do estoque de mercadorias será mensurado, de acordo com o Método PEPS, pelo custo de 
aquisição das últimas mercadorias que entraram. Assim, vamos verificar quantas unidades possuem no 
estoque, considerando que não haviam estoques iniciais. 
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 − 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = 0 + (100 𝑢𝑛 + 200 𝑢𝑛 + 250 𝑢𝑛) − (150 𝑢𝑛 + 50 𝑢𝑛) 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 = 𝟑𝟓𝟎 𝒖𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 
Aliás, apenascom esta análise já matamos duas alternativas! 
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Para saber o valor do estoque basta mensurar as 350 unidades pelo custo das últimas compras (afinal estamos 
no Método PEPS). Apenas lembre-se de que devemos retirar o ICMS de 18% do custo de aquisição! Assim: 
𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝑼𝒏𝒊𝒕á𝒓𝒊𝒐 𝒅𝒆 𝑨𝒒𝒖𝒊𝒅𝒊çã𝒐𝟎𝟓/𝟎𝟑 = 𝑅$ 0,90 × 82% = 𝑹$ 𝟎, 𝟕𝟑𝟖 
𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝑼𝒏𝒊𝒕á𝒓𝒊𝒐 𝒅𝒆 𝑨𝒒𝒖𝒊𝒅𝒊çã𝒐𝟐𝟎/𝟎𝟑 = 𝑅$ 1,10 × 82% = 𝑹$ 𝟎, 𝟗𝟎𝟐 
Com isso podemos, enfim, calcular o valor do estoque final. 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 = (250 𝑢𝑛𝑖𝑑 × 𝑅$ 0,902) + (100 𝑢𝑛𝑖𝑑 × 𝑅$ 0,738) = 𝑹$ 𝟐𝟗𝟗, 𝟑𝟎 
Com isso, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
(FGV – Assistente Legislativo – ALERO – 2018) Em 01/04/2018, uma loja de maquiagem possuía em seu 
estoque 100 unidades de batom. Cada batom era vendido por R$ 50,00, enquanto seu custo unitário era 
de R$ 20,00. 
As seguintes transações aconteceram no segundo trimestre de 2018, em relação ao batom: 
– Abril: compra de 20 unidades por R$ 25,00 cada e venda de 80 unidades, por R$ 50,00 cada. 
– Maio: compra de 140 unidades por R$ 28,00 cada e venda de 120 unidades, por R$ 60,00 cada. 
– Junho: compra de 100 unidades por R$ 30,00 cada e venda de 90 unidades, por R$ 65,00 cada. 
O frete fixo de R$ 50,00 foi pago pelo fornecedor em todas as transações. 
Assinale a opção que indica o valor aproximado do estoque final de batom, em 30/06/2018, considerando 
que a loja usa o método do custo médio para avaliar o seu estoque e possui inventário permanente. 
a) R$ 1.831,70. 
b) R$ 1.860,80. 
c) R$ 2.005,70. 
d) R$ 2.037,30. 
e) R$ 4.550,00. 
RESOLUÇÃO: 
Inicialmente cabe informar que o frete não será incluído no custo de aquisição dos estoques, pois foi pago 
pelo fornecedor em todas as transações. 
Como o método de controle de estoque é o Custo Médio vamos elaborar a Ficha Controle de Estoques. 
Vamos supor que as compras ocorrem sempre antes das vendas. 
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Com isso, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
(FGV – Assistente Legislativo – ALERO – 2018) Uma papelaria vende um tipo de caderno de capa dura e 
utiliza o método PEPS para avaliar seus estoques. 
Em 01/01/2018, ela possuía 20 cadernos em seu estoque, sendo que cada unidade estava avaliada a R$ 
16,00. 
Durante o mês de janeiro de 2018, ocorreram as seguintes operações em relação a este caderno: 
– Venda de 8 unidades por R$ 30,00 cada; 
– Compra de 30 unidades por R$ 24,00 cada; 
– Venda de 18 unidades por R$ 35,00 cada. 
Assinale a opção que indica o valor do Custo das Mercadorias Vendidas relacionado aos cadernos de capa 
dura, em 31/01/2018. 
a) R$ 336,00 
b) R$ 464,00 
c) R$ 512,00 
d) R$ 560,00 
e) R$ 870,00 
RESOLUÇÃO: 
Pelo método PEPS podemos calcular o Custo das Mercadorias Vendidas analisando o custo das primeiras 
aquisições. 
Pelos dados do enunciado percebe-se que foram vendidas no período 26 unidades de cadernos. Assim, basta 
mensurar tais vendas pelos custos de aquisições das primeiras mercadorias que entraram. Assim: 
𝑪𝑴𝑽 = (20 𝑢𝑛𝑖𝑑 × 𝑅$ 16) + (6 𝑢𝑛𝑖𝑑 × 𝑅$ 24) = 𝑹$ 𝟒𝟔𝟒, 𝟎𝟎 
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Com isso, correta a alternativa B. 
Se preferir você resolver tal questão pela Ficha Controle de Estoques. 
 
GABARITO: B 
 
(FGV – Assistente – COMPESA – 2018) Uma loja, que vende apenas um tipo de estojo, possui um contrato 
com seu fornecedor, segundo o qual, ela não precisa pagar o frete, caso a compra seja de uma 
quantidade superior a 30 unidades. Se a compra é de até 30 unidades, o frete é fixo, no valor de R$ 100. 
Em 01/06/2018, o estoque da loja era formado por dez unidades de estojo e estava avaliado em R$ 130. 
No mês de junho aconteceram as seguintes operações: 
– compra de 20 unidades, por R$ 14 cada. 
– venda de 15 unidades, por R$ 40 cada. 
– compra de 35 unidades, por R$ 22 cada. 
– venda de 20 unidades, por R$ 42 cada. 
Assinale a opção que indica o lucro bruto da loja, em 30/06/2018, considerando que ela utiliza, para 
avaliar seus estoques, o método do custo médio ponderado móvel. 
a) R$ 665,00. 
b) R$ 722,50. 
c) R$ 735,00. 
d) R$ 775,00. 
e) R$ 845,00. 
RESOLUÇÃO: 
Pelo método do Custo Médio temos que elaborar a Ficha Controle de Estoques. Tenha cuidado com o frete, 
de R$ 100, pois é pago pelo adquirente (e deve compor o custo do estoque) quando a compra for de até 30 
unidades. 
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Eu quero que você perceba que em nenhum momento perdi meu tempo calculando o custo médio unitário, 
pois pela quantidade de mercadorias vendidas eu consegui chegar ao custo total das vendas de forma 
proporcional. Ou seja, a primeira venda foi d e 50% das mercadorias em estoque. A segunda, por sua vez, de 
40% das mercadorias. Assim: 
𝐶𝑀𝑉 1ª 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎 = 50% × 𝑅$ 510 = 𝑅$ 255 
𝐶𝑀𝑉 2ª 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎 = 40% × 𝑅$ 1.025 = 𝑅$ 410 
Além disso, lembre-se de que o valor do frete, de R$ 30, foi adicionado ao custo de aquisição da primeira 
compra. 
Uma vez que temos o CMV podemos calcular o Lucro Bruto! 
 Receita de Vendas 1.440 → (15 unid x R$ 40 + 20 unid x R$ 42) 
( – ) CMV (665) 
( = ) Lucro Bruto 775 
Com isso, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
(FCC – ICMS/SC – 2018) Em 31/07/2018, a Cia. Só Fitas apresentava 500 unidades de um determinado 
produto em seu estoque, registrados pelo custo total de R$ 300.000,00. A Cia. comercializa somente esse 
produto e durante o mês de agosto de 2018 realizou, em ordem cronológica, as seguintes transações 
relacionadas com a compra e a venda do produto: 
Dia Transação 
03 Compra de 300 unidades ao preço unitário de R$ 500,00. 
08 Obtenção de um abatimento no valor total de R$ 2.000,00 na compra realizada no dia 03. 
14 Venda de 40% das unidades disponíveis no estoque nesta data pelo preço unitário de R$ 1.000,00 
22 Compra de 100 unidades ao preço unitário de R$ 490,00 
29 Pagamento de frete no valor de R$ 1.200,00 referente à compra realizada no dia 22. 
30 Recebimento em devolução de 20 unidades vendidas no dia 14. 
31 Devolução de 20 unidades da compra realizada no dia 22. 
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Sabendo que não há incidência de qualquer tributo na compra e na venda desse produto, e que a Cia. Só 
Fitas utiliza o critério da média ponderada móvel, o saldo da conta Estoque evidenciado no Balanço 
Patrimonial de 31/08/2018 foi, em reais, 
a) 319.000,00. 
b) 320.200,00. 
c) 329.200,00. 
d) 320.400,00. 
e) 328.960,00. 
RESOLUÇÃO: 
Como o critério de mensuração dos estoques é a Média Ponderada vamos elaborar a Ficha Controle de 
Estoques. 
 
Assim, correta a alternativa D. 
Eu quero que você perceba que a coluna “SAÍDAS” só é utilizada quando há uma venda de mercadorias. Além 
disso, é importante mencionar que não perdi meu precioso tempo para calculas o custo médio unitário, pois o 
evento subsequente quase sempre modificaria o custo médio. 
Veja que a devolução da venda de 20 unidades foi considerada na Ficha Controle de Estoques de acordo com 
o custo médio unitário do dia 14. Além disso, perceba que a devolução de compras deve ser realizada na 
coluna “ENTRADAS”, de forma a retificar os saldos apresentados. Isso também ocorreu no lançamento do 
Abatimento de R$ 2 mil. 
GABARITO: D 
 
(CONSULPLAN – Analista – CFESS – 2017) A empresa Mais ou Menos Ltda realizou as seguintesoperações no mês de março de 2015 com um único produto: 
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Data Operação 
03/03/2015 Compra de 50 unidades a R$ 50,00 cada 
05/03/2015 Compra de 22 unidades a R$ 55,00 cada 
06/03/2015 Venda de 51 unidades a R$ 65,00 cada 
10/03/2015 Compra de 20 unidades a R$ 60,00 cada 
22/03/2015 Venda de 30 unidades a R$100,00 cada 
Sabendo que a empresa utiliza-se do método PEPS para avaliação de estoques, o saldo final em valor e o 
custo da mercadoria vendida é de, respectivamente: 
a) R$ 600,00 e R$ 4.200,00. 
b) R$ 600,00 e R$ 4.250,00. 
c) R$ 660,00 e R$ 4.200,00. 
d) R$ 660,00 e R$ 4.250,00. 
RESOLUÇÃO: 
Para avaliar o valor do Estoque Final pelo método PEPS vamos, inicialmente, verificar quantas unidades 
existem. 
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 − 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 = 0 + (50 𝑢𝑛 + 22 𝑢𝑛 + 20 𝑢𝑛) − (51 𝑢𝑛 + 30 𝑢𝑛) = 𝟏𝟏 𝒖𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 
Resta, portanto, mensurar as 11 unidades constantes do estoque pelo custo das últimas aquisições. 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 = 11 𝑢𝑛𝑖𝑑 × 𝑅$ 60 = 𝑹$ 𝟔𝟔𝟎 
O custo das 81 unidades vendidas, por sua vez, será mensurado através dos custos das primeiras aquisições. 
𝑪𝑴𝑽 = (50 𝑢𝑛𝑖𝑑 × 𝑅$50) + (22 𝑢𝑛𝑖𝑑 × 𝑅$ 55) + (9 𝑢𝑛𝑖𝑑 × 𝑅$ 60) = 𝑹$ 𝟒. 𝟐𝟓𝟎 
Com isso, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
Pessoal, é praticamente certo que em provas de Contabilidade Geral cairão questões a respeito dos tópicos 
analisados nesta aula. Não deixe de estar afiado! 
Aliás, aproveito para mencionar que tenho alguns vídeos a respeito do cálculo do estoque final e/ou Custo das 
Mercadorias Vendidas de acordo com o método PEPS, UEPS e Custo Médio em meu canal no YouTube 
(www.youtube.com/profigorcintra). Vale a pena conferir! 
Também fique atento às operações com Seguros, que é um tema muito cobrado em provas de Contabilidade 
Geral. 
Qualquer dúvida estou à disposição no fórum do site! 
Grande abraço e até a próxima! 
 
 
http://www.youtube.com/profigorcintra
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Questões de prova comentadas 
1. (NC-UFPR – Técnico – Pref. Matinhos – 2019) 
A empresa MM&Cia. possuía as seguintes contas em seu Ativo em 31/12/2017: 
Depósitos bancários à vista 2.800.000 
Créditos de funcionários 3.000.000 
Propriedades para investimentos 1.500.000 
Depósito vinculado à liquidação de empréstimo de curto prazo 6.200.000 
Participações permanentes em outras sociedades 10.000.000 
Numerários em trânsito 2.200.000 
Ágio por rentabilidade futura de investimentos (Goodwill) 5.000.000 
Acerca das contas apresentadas, o Saldo das Disponibilidades em 31/12/2017 é: 
a) 10.000.000. 
b) 5.000.000. 
c) 7.800.000. 
d) 2.800.000. 
e) 12.200.000. 
RESOLUÇÃO: 
A intitulação Disponibilidades, dada pela Lei n° 6.404/76, é usada para designar dinheiro em caixa e em 
bancos, bem como valores equivalentes, como cheques em mãos e em trânsito que representam recursos 
com livre movimentação para aplicação nas operações da empresa e para os quais não haja restrições para 
uso imediato. 
O Caixa inclui dinheiro, bem como cheque em mãos recebidos e ainda não depositados. 
Os depósitos bancários à vista são representados por contas de livre movimentação que são mantidas pela 
entidade em bancos. Podem ser subdividias em conta movimento, contas especiais para pagamentos 
específicos (tais como contas para folha de pagamento do pessoal, dividendos a pagar etc), e contas especiais 
de cobrança. 
Cabe ressaltar que Depósitos Bancários Vinculados não integram as Disponibilidades, pois seus saldos não 
estão imediatamente disponíveis para os pagamentos normais da empresa. Da mesma forma, os depósitos 
bloqueados não fazem parte das Disponibilidades. 
Com isso, as Disponibilidades serão de: 
 Depósitos Bancários à Vista R$ 2.800.000,00 
( + ) Numerário em Trânsito R$ 2.200.000,00 
( = ) Total Disponibilidades R$ 5.000.000,00 
Assim, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
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2. (VUNESP – Contador – Pref. Valinhos/SP – 2019) 
De acordo com as normas contábeis, as contas classificadas no ativo serão dispostas em ordem 
decrescente de grau de liquidez. Com isso, os balanços patrimoniais, especificamente no ativo circulante, 
apresentarão como primeira rubrica as disponibilidades. 
Considerando o referido conceito, assinale a alternativa que demonstra o saldo de caixa e equivalentes 
de caixa de uma entidade, que apresentou os seguintes valores nas contas do Balanço Patrimonial: 
Ativo Imobilizado 170.000,00 
Caixa 15.000,00 
Goodwill 15.000,00 
Bancos Depósito à Vista 90.000,00 
Impostos a Recolher 60.000,00 
Dividendos a Pagar 50.000,00 
Lucro Líquido 95.000,00 
Estoques 80.000,00 
Investimentos de Longo Prazo 50.000,00 
Contas a Receber 130.000,00 
Liquidação Duvidosa 5.000,00 
Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata 75.000,00 
a) R$ 15.000,00. 
b) R$ 105.000,00. 
c) R$ 180.000,00. 
d) R$ 230.000,00. 
e) R$ 245.000,00. 
RESOLUÇÃO: 
Equivalentes de caixa aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente 
conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança 
de valor. 
Com isso, o saldo de caixa e equivalentes de caixa de uma entidade será de: 
 Caixa R$ 15.000,00 
( + ) Bancos Depósito à Vista R$ 90.000,00 
( + ) Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata R$ 75.000,00 
( = ) Total de Caixa e Equivalente de Caixa R$ 180.000,00 
Com isso, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
 
 
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3. (CESPE – ACE – TCE/RO – 2019) 
No balancete do último mês findo, as disponibilidades de uma empresa eram compostas pelas seguintes 
contas e saldos: 
• fundo fixo de caixa: R$ 2.500; 
• caixa em moeda estrangeira: R$ 5.000; 
• depósitos bancários no Banco Alpha: R$ 5.200; 
• depósitos bancários no Banco Beta: R$ 1.200; 
• numerários em trânsito: R$ 4.000; 
• aplicações financeiras de liquidez imediata: R$ 10.000; 
• certificados de depósito bancário a vencer em mais de 180 dias: R$ 50.000. 
Informações complementares: 
• o caixa em moeda estrangeira, já convertido para a moeda nacional na data do balancete, está sujeito a 
fortes oscilações diárias em seu montante; 
• a conta-corrente no Banco Beta está negativa; 
• metade das aplicações financeiras de liquidez imediata está comprometida com uma obrigação que 
vencerá em dois meses. 
Visando apurar o fluxo de caixa do período, é correto afirmar que, a partir das informações apresentadas, 
o saldo de caixa e equivalentes de caixa a ser considerado será de 
A) R$ 15.500. 
B) R$ 16.700. 
C) R$ 21.700. 
D) R$ 25.500. 
E) R$ 76.700. 
RESOLUÇÃO: 
A intitulação disponibilidades, dada pela Lei n° 6.404/76, é usada para designar dinheiro em caixa e em 
bancos, bem como valores equivalentes, como cheques em mãos e em trânsito que representam recursos 
com livre movimentação para aplicação nas operações da empresa e para os quais não haja restrições para 
uso imediato. 
Equivalente de Caixa é um conceito normalmente trazido pelas Normas Internacionais de Contabilidade. São 
aplicações financeiras de curto prazo (geralmente realizáveis em até 90 dias), de alta liquidez, que são 
prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco 
de mudança de valor. 
Sendo assim: 
Fundo fixo de caixa R$ 2.500 
Depósitos bancários no Banco Alpha R$ 5.200Numerários em trânsito R$ 4.000 
Aplicações financeiras de liquidez imediata R$ 10.000 
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Caixa e Equivalentes R$ 21.700 
Perceba que o caixa em moeda estrangeira não foi considerado como equivalente de caixa, dado que está 
sujeito a fortes oscilações diárias. 
Além disso, o saldo na conta corrente do Banco Beta está negativa e deverá ser apresentado como obrigação 
(no Passivo Circulante). Saldo negativo nada mais é que o famoso “cheque especial”, que é um empréstimo 
pré-aprovado pela instituição financeira. 
Por fim, o fato de que metade das aplicações financeiras de liquidez imediata estarem comprometida com 
uma obrigação que vencerá em dois meses não retiram sua condição de equivalentes de caixa. 
GABARITO: C 
 
4. (VUNESP – Controlador – UNIFAI – 2019) 
As aplicações de recursos em despesas, as quais irão beneficiar períodos subsequentes, que são 
classificadas no ativo circulante e, geralmente, não representam parcela muito significativa em 
comparação aos demais ativos, são denominadas pela doutrina contábil como 
a) Ativo diferido. 
b) Equivalentes de caixa. 
c) Prêmios incentivados. 
d) Despesas, simplesmente. 
e) Despesas antecipadas. 
RESOLUÇÃO: 
As aplicações de recursos em despesa do exercício seguinte contemplam despesas que foram pagas 
antecipadamente, ou seja, cujos fatos geradores ocorrerão no futuro. Para respeitar o Regime da 
Competência essas despesas pagas antecipadamente são classificadas no Ativo. Com a realização futura dos 
fatos geradores é que as Despesas serão reconhecidas no resultado, tendo como contrapartida a diminuição 
de uma conta do Ativo. 
Com isso, correta a alternativa E. 
GABARITO: E 
 
5. (AOCP – Técnico – UFPB – 2019) 
Assinale a alternativa que reconhece a conceituação sobre despesas pagas antecipadamente. 
a) É reconhecida como uma despesa no período em que acontece. 
b) Representa despesas não incorridas e não pagas. 
c) É um direito que deve ser registrado no ativo em função de não ser considerada uma despesa do período. 
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d) É reconhecida como uma obrigação no grupo do passivo circulante. 
e) Representa uma apropriação que deve ser reconhecida na conta dos fornecedores no passivo. 
RESOLUÇÃO: 
As aplicações de recursos em despesa do exercício seguinte contemplam despesas que foram pagas 
antecipadamente, ou seja, cujos fatos geradores ocorrerão no futuro. Para respeitar o Regime da 
Competência essas despesas pagas antecipadamente são classificadas no Ativo. Com a realização futura dos 
fatos geradores é que as Despesas serão reconhecidas no resultado, tendo como contrapartida a diminuição 
de uma conta do Ativo. 
Com isso, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
6. (COPEVE – Técnico – UFMG – 2019) 
A empresa Faz Muita Coisa MTC Ltda. contratou um seguro contra incêndios no valor de R$ 50.000,00 
por um período de 24 meses, sendo que 50% foi quitado a vista (em dinheiro) e o restante será pago em 
30 dias. Sobre a contabilização quando da contratação da apólice, é CORRETO afirmar que o contador da 
empresa deve 
a) creditar a conta Seguros a Pagar (Passivo) em R$50.000,00. 
b) debitar a conta Despesas com Seguros (Despesas) em R$50.000,00. 
c) creditar a conta Prêmios de Seguro a Apropriar (Ativo) em R$25.000,00. 
d) creditar a conta Caixa (Ativo) em R$25.000,00. 
RESOLUÇÃO: 
Inicialmente vamos analisar o lançamento contábil realizado no ato da contratação. 
D – Seguros a vencer R$ 50.000 (Ativo Circulante) 
C – Caixa R$ 25.000 (Ativo Circulante) 
C – Seguros a Pagar R$ 25.000 (Passivo Circulante) 
Com isso, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
Determinada sociedade anônima contratou um seguro contra incêndio, com vigência de três anos, e 
pagou integralmente o prêmio do seguro à companhia seguradora no ato da contratação. 
A partir dessa situação hipotética, julgue os itens seguintes. 
 
 
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7. (CESPE – ICMS/AL – 2020) 
A empresa segurada estará sujeita ao reconhecimento futuro de despesas, as quais serão apropriadas pro 
rata temporis, de acordo com o regime de competência. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
A afirmativa está correta, uma vez que o pagamento antecipado do prêmio de seguro com vigência de 3 anos 
será reconhecido de acordo com o seguinte lançamento contábil: 
D – Seguros a Vencer (Ativo Circulante – Parcela ref. aos próximos 12 meses) 
D – Seguros a Vencer (Ativo Não Circulante – Parcela ref. aos 24 meses restantes) 
C – Caixa (Ativo Circulante) 
Posteriormente, ao longo dos próximos 36 meses, a entidade realizará mensalmente os lançamentos 
contábeis de apropriação de despesa de seguro ao resultado, respeitando o regime de competência. 
GABARITO: C 
 
8. (CESPE – ICMS/AL – 2020) 
Para a empresa segurada, trata-se de um fato contábil permutativo, com efeitos patrimoniais imediatos 
em contas do ativo circulante e do ativo realizável a longo prazo. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Conforme verificamos nos comentários acima, o lançamento contábil no ato do pagamento é classificado 
como permutativo, tendo impacto no Ativo Circulante e Não Circulante Realizável a Longo Prazo da entidade. 
GABARITO: C 
 
9. (VUNESP – ISS Guarulhos/SP – 2019) 
Uma entidade assinou um contrato de aluguel em 02.01.2019, com vigência por 36 meses a partir da data 
da sua assinatura, no valor de R$ 90.000,00. Sabe-se que o pagamento à imobiliária foi contratado em 
três parcelas mensais e iguais, sendo a primeira paga na data da assinatura do contrato e as outras duas 
nos dias 02.02.2019 e 02.03.2019. 
Com base nessas informações, assinale a alternativa correta sobre o reconhecimento das transações 
referentes ao mês de fevereiro de 2019. 
(A) D: Aluguéis antecipados R$ 90.000,00 
 C: Bancos R$ 30.000,00 
 C: Aluguéis a pagar R$ 60.000,00 
 (pela assinatura do contrato de aluguel e pagamento de parcela) 
 D: Despesa com aluguel R$ 2.500,00 
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 C: Aluguéis antecipados R$ 2.500,00 
 (pela apropriação da parcela mensal) 
(B) D: Despesa com aluguel R$ 2.500,00 
 C: Aluguéis antecipados R$ 2.500,00 
 (pela apropriação da parcela mensal) 
 D: Aluguéis a pagar R$ 60.000,00 
 C: Bancos R$ 60.000,00 
 (pelo pagamento da parcela) 
(C) D: Despesa com aluguel R$ 2.500,00 
 C: Aluguéis a pagar R$ 2.500,00 
 (pela apropriação da parcela mensal) 
 D: Bancos R$ 30.000,00 
 C: Aluguéis antecipados R$ 30.000,00 
 (pelo pagamento da parcela) 
(D) D: Despesa com aluguel R$ 2.500,00 
 C: Aluguéis antecipados R$ 2.500,00 
 (pela apropriação da parcela mensal) 
 D: Aluguéis a pagar R$ 60.000,00 
 C: Bancos R$ 30.000,00 
 C: Aluguéis antecipados R$ 30.000,00 
 (pelo pagamento da parcela) 
(E) D: Despesa com aluguel R$ 2.500,00 
 C: Aluguéis antecipados R$ 2.500,00 
 (pela apropriação da parcela mensal) 
 D: Aluguéis a pagar R$ 30.000,00 
 C: Bancos R$ 30.000,00 
 (pelo pagamento da parcela) 
RESOLUÇÃO: 
Inicialmente vamos analisar o lançamento contábil realizado em 02/01/2019, data em que houve a assinatura 
do contrato e em que foi paga a primeira parcela de R$ 30.000. 
D – Aluguéis Antecipados R$ 90.000 (Ativo) 
C – Caixa ou Bancos R$ 30.000 (Ativo Circulante) 
C – Aluguéis a Pagar R$ 60.00 (Passivo Circulante) 
Posteriormente, em 02/02/2019, quando houve o pagamento da segunda parcela do contrato de aluguel, a 
entidade realizará o seguinte lançamento: 
D – Aluguéis a Pagar R$ 30.000(Passivo Circulante) 
C – Caixa ou Bancos R$ 30.000 (Ativo Circulante) 
Além disso, no final do mês de fevereiro a entidade apropriará a despesa de aluguel de R$ 2.500 (R$ 90.000 / 
36 meses), de acordo com o seguinte lançamento: 
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D – Despesa de Aluguel R$ 2.500 (Resultado) 
C – Aluguéis Antecipados R$ 2.500 (Ativo) 
Com isso, correta a alternativa E. 
GABARITO: E 
 
10. (CESPE – Analista – TJ/AM – 2019) 
Situação hipotética: O pagamento à vista do prêmio de um seguro com vigência de três anos gerou um 
lançamento na conta de despesa antecipada. 
Assertiva: O valor dessa despesa deve ser registrado no ativo realizável a longo prazo do balanço 
patrimonial. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o enunciado houve o pagamento à vista do prêmio de um seguro com vigência de três anos. Assim, 
o lançamento contábil será o seguinte: 
D – Seguros a Vencer (Ativo Circulante) 
D – Seguros a Vencer (Ativo Não Circulante) 
C – Caixa (Ativo Circulante) 
Do valor total pago 1/3 será classificado no Ativo Circulante. O restante será classificado, na data do 
pagamento, no Ativo Não Circulante Realizável a Longo Prazo. 
Com isso, incorreta a afirmativa. 
GABARITO: E 
 
11. (VUNESP – Contador – Pref. Campinas/SP – 2019) 
No dia 02.01.2018, uma entidade contratou seguros no valor de R$ 237.000,00. Na contratação, ficou 
estabelecido que (1) o pagamento do contrato seria realizado em duas parcelas iguais e mensais, com 
vencimento nos dias 02.02.2018 e 02.03.2018 e (2) o seguro teria vigência de 30 meses a partir da data da 
sua contratação. Com base nessas informações, assinale a alternativa correta. 
(A) No dia 31.03.2018, a entidade reconheceu uma despesa mensal com seguros no valor de R$ 7.900,00. 
(B) No dia 31.01.2018, a entidade reconheceu um ativo de seguros antecipados no valor de R$ 7.900,00. 
(C) No dia 31.03.2018, a entidade possuía um passivo no valor de R$ 213.300,00. 
(D) No dia 02.01.2018, a entidade reconheceu uma despesa com seguros no valor de R$ 118.500,00. 
(E) No dia 02.01.2018, a entidade reconheceu um passivo no valor de R$ 118.500,00. 
RESOLUÇÃO: 
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A despesa com seguros deve ser apropriada mensalmente ao resultado ao longo da vigência do contrato (30 
meses). Sendo assim, na data da contratação (02/01/2018) não há nenhum reconhecimento de despesa com 
seguros. 
D – Seguros a Vencer R$ 237.000 (Ativo) 
C – Seguros a Pagar R$ 237.000 (Passivo Exigível) 
Com isso descartamos as alternativas D e E. 
A apropriação mensal de despesa com seguros será de R$ 7.900 (R$ 237.000 / 30 meses), de acordo com o 
seguinte lançamento. 
D – Despesa com Seguros R$ 7.900 (Resultado) 
C – Seguros a Vencer R$ 7.900 (Ativo) 
Desta forma, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
12. (CESPE – Analista – TJ/AM – 2019) 
Despesas antecipadas representam o direito de receber bens ou serviços contratados de terceiros e 
pagos pelo adquirente previamente à execução do contrato pelo fornecedor do bem ou pelo executante 
do serviço. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
As aplicações de recursos em despesa do exercício seguinte contemplam despesas que foram pagas 
antecipadamente, ou seja, cujos fatos geradores ocorrerão no futuro. Para respeitar o Regime da 
Competência essas despesas pagas antecipadamente são classificadas no Ativo. Com a realização futura dos 
fatos geradores é que as Despesas serão reconhecidas, tendo como contrapartida a diminuição de uma conta 
do Ativo. 
Com isso, correta a afirmativa. 
GABARITO: C 
 
13. (VUNESP – Contador – TJ/SP – 2019) 
Uma entidade comercial contratou um seguro para sua loja por R$ 7.800,00 no dia 01.05.2018, com 
pagamento em três parcelas, uma no ato da contratação e as outras duas com vencimento nos dias 
01.06.2018 e 01.07.2018. 
A apólice do seguro prevê que ele terá vigência de 12 meses, a partir da data de contratação. Para 
elaboração das demonstrações contábeis referentes a 30.06.2018, houve o reconhecimento e a 
mensuração 
a) de uma dívida no valor de R$ 5.200,00. 
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b) de uma despesa com seguros no valor de R$ 650,00. 
c) de uma saída de caixa oriunda de uma atividade operacional no valor e R$ 6.500,00. 
d) de uma receita com seguros no valor de R$ 650,00. 
e) do pagamento da última parcela do seguro no valor de R$ 650,00. 
RESOLUÇÃO: 
Vamos aproveitar a oportunidade e lembrar os lançamentos realizados quando da contratação de um seguro 
com pagamento antecipado. No ato da contratação, em 01/05/2018, a entidade deverá realizar o seguinte 
registro: 
D – Seguros a Vencer ou Prêmios de Seguros a Apropriar R$ 7.800 ( ↑ Ativo) 
C – Caixa R$ 2.600 ( ↓ Ativo) 
C – Seguros a Pagar R$ 5.200 ( ↑ Passivo Circulante) 
Perceba, portanto, que tal fato não provoca variação de imediato no resultado. Isso deve-se à aplicação do 
regime da competência. Assim, a apropriação ao resultado será realizada paulatinamente, entre a data da 
contratação do seguro e seu fim através do seguinte lançamento: 
D – Despesa com Seguros R$ 650 ( ↓ Resultado) 
C – Seguros a Vencer ou Prêmios de Seguros a Apropriar R$ 650 ( ↓ Ativo) 
Obs.: o valor da apropriação mensal refere-se ao valor da apólice, de R$ 7.800, dividido pela vigência do 
contrato, de 12 meses. 
Sendo assim, em 30/06/2018 conclui-se que a entidade terá efetuado duas apropriações de despesas, 
conforme lançamento evidenciado acima. 
A partir disso vamos analisar as alternativas apresentadas. 
a) Incorreta. O saldo da dívida a pagar em 30/06/2018 será de R$ 2.600, referente à parcela a vencer em R$ 
01/07/2018. 
b) Correta. Em 30/06/2019 haverá o reconhecimento da uma despesa mensal de seguro no valor de R$ 650, 
conforme lançamento realizado acima. 
c) Incorreta. Não há saída de caixa em 30/06/2018 referente ao caso em tela. De 01/05/2018 a 30/06/2018, por 
outro lado, houve a saída de caixa para pagamento da apólice no valor de R$ 5.200 (entrada + primeira 
parcela). 
d) Incorreta. Não há receita de seguros a ser apropriada, mas despesa! 
e) Incorreta. O pagamento da última parcela do seguro, no valor de R$ 2.600, ocorrerá em 01/07/2018. 
GABARITO: B 
 
 
 
 
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14. (VUNESP – Contador – TRANSERP – 2019) 
A empresa YASMIM S/A, cujo exercício social coincide com o ano calendário pagou em 30.04.2017, o 
prêmio correspondente a uma apólice de seguro contra incêndio de suas instalações para vigorar no 
período de 01.05.2017 a 30.04.2018. O valor pago de R$ 60.000,00 foi contabilizado como despesa 
operacional do exercício de 2017. Com base no princípio da competência, o lançamento de ajuste, feito 
em 31.12.2017 provocou no resultado de 2018 
a) um aumento de R$ 10.000,00. 
b) uma redução de R$ 20.000,00. 
c) uma redução de R$ 30.000,00. 
d) um aumento de R$ 20.000,00. 
e) uma redução de R$10.000,00. 
RESOLUÇÃO: 
No ato da contratação do seguro, em 30/04/2017, a entidade deverá realizar o seguinte registro: 
D – Seguros a Vencer R$ 60.000 ( ↑ Ativo) 
C – Caixa R$ 60.000 ( ↓ Ativo) 
Perceba, portanto, que tal fato não provoca nenhum impacto no resultado. 
A apropriação da despesa mensal de seguro será realizada ao longo dos próximos 12 meses, de acordo com a 
vigência do contrato de seguro. 
𝑫𝒆𝒔𝒑𝒆𝒔𝒂 𝑴𝒆𝒏𝒔𝒂𝒍 =
𝑅$ 60.000
12 𝑚𝑒𝑠𝑒𝑠
= 𝑹$ 𝟓. 𝟎𝟎𝟎 
Tal apropriação será realizada de acordo com o seguinte lançamento: 
D – Despesa com SegurosR$ 5.000 ( ↓ Resultado) 
C – Seguros a Vencer R$ 5.000 ( ↓ Ativo) 
Conclui-se, portanto, que no exercício de 2017 a entidade deverá apropriar oito parcelas de despesas mensais 
de seguro (maio a dezembro), o que totaliza o valor de R$ 40.000. No ano de 2018, por sua vez, a entidade 
apropriará o valor de R$ 20.000 a título de despesas de seguro (janeiro a abril). 
Considerando que, por equívoco, houve a apropriação da despesa de todo o valor de R$ 60.000 no período de 
2017, conclui-se que o ajuste provocará uma redução no resultado de 2018 de R$ 20.000. 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
15. (CESGRANRIO – Profissional – LIQUIGÁS – 2018) 
Uma situação comum em muitas empresas é a realização de vendas a prazo, das quais pode haver uma 
parcela que não será recebida, em decorrência de inadimplência. 
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Para esses casos, a conta perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa é retificadora da conta 
a) receitas de vendas 
b) despesas de vendas 
c) fornecedores 
d) lucro líquido 
e) clientes. 
RESOLUÇÃO: 
As Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa são contabilizadas numa conta retificadora do 
Ativo Circulante ou do Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo, de acordo com o prazo do 
recebimento do título. Desta forma, possui natureza credora. 
Sendo assim, correta a alternativa E, que representa um direito proveniente das vendas a prazo realizada pela 
entidade. 
GABARITO: E 
 
16. (CESPE – Perito Criminal – PC-PE – 2016) 
Com referência às perdas estimadas em crédito de liquidação duvidosa, assinale a opção correta. 
A) Notícia veiculada a respeito da recuperação judicial do cliente em atraso caracteriza uma perda incorrida. 
B) A baixa do título considerado incobrável é feita mediante lançamento contábil a crédito diretamente na 
conta de despesa não operacional. 
C) O fato de o cliente estar inadimplente junto a outras entidades não é motivo suficiente para que a dívida 
dele seja incluída na estimativa de perdas. 
D) As garantias reais não reduzem as perspectivas de perdas com contas a receber. 
E) A apuração da estimativa da perda dispensa a análise individual dos títulos em atraso por cliente. 
RESOLUÇÃO: 
As Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa (PECLD) representam incertezas de recebimentos 
em contas a receber. A apuração do valor estimado pode ter aspectos peculiares de acordo com o ramo de 
atividade, característica dos clientes, atual conjuntura econômica etc. O mais comum é que a entidade 
continua a PECLD de acordo com o histórico de perdas registrados no passado (últimos três anos, por 
exemplo). 
Neste sentido, a entidade realiza o seguinte lançamento, de acordo com suas estimativas realizadas: 
 D – Despesa com PECLD (Resultado) 
 C – PECLD (Retificadora do Ativo) 
Quando, e se, ocorrer a efetiva perda a entidade deve utilizar o saldo da PECLD constituída, dando baixa no 
título considerado incobrável. Assim: 
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 D – PECLD (Retificadora do Ativo) 
 C – Contas a Receber (Ativo) 
Zé Curioso: “Professor, mas como a entidade sabe se já ocorreu, ou não, a perda? É o famoso calote?” 
Isso Zé! Considera-se perdas incorridas inadimplências já existentes, atrasos fora da normalidade ocorridos, 
notícias veiculadas de falência, recuperação judicial, inadimplência junto a terceiros etc. 
A partir disso vamos analisar as alternativas apresentadas. 
a) Correta. Conforme vimos, considera-se perdas incorridas inadimplências já existentes, atrasos fora da 
normalidade ocorridos, notícias veiculadas de falência, recuperação judicial, inadimplência junto a terceiros 
etc. 
b) Incorreta. A baixa do título considerado incobrável não afeta o resultado, pois é realizado mediante o 
consumo da conta PECLD em contrapartida da baixa do título. A constituição da PECLD afeta o resultado, 
sendo considerada como uma despesa com venda (e não despesa não operacional). 
c) Incorreta. Vimos que a entidade deve dar especial atenção aos clientes inadimplentes com terceiros. 
d) Incorreta. A existência de garantias reais anula, ou reduz, sensivelmente as possibilidades de perdas. 
e) Incorreta. A análise da perda deve ser considerada em função de diversos fatores, dentre os quais a análise 
individual de títulos específicos. 
GABARITO: A 
 
17. (FCC – Analista – TRT – 11ª Região – 2017) 
Em 31/12/2015, a empresa ATP S.A. possuía R$ 520.000,00 em duplicatas a receber de clientes e saldo na 
conta Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa (EPCLD) no valor de R$ 20.800,00. Em 
fevereiro de 2016, o cliente Ônix, que devia R$ 22.000,00, se tornou incobrável. Ao registrar este evento 
na contabilidade, a empresa ATP S.A. 
(A) debitou o valor de R$ 22.000,00 na conta patrimonial Duplicatas a Receber. 
(B) debitou o valor de R$ 20.800,00 na conta patrimonial EPCLD. 
(C) debitou o valor de R$ 1.200,00 na conta patrimonial Ajuste de Avaliação Patrimonial. 
(D) creditou o valor de R$ 1.200,00 na conta de resultado Perda com Clientes. 
(E) creditou o valor de R$ 20.800,00 na conta de resultado Reversão de EPCLD. 
RESOLUÇÃO: 
A constituição da EPCLD no valor de R$ 20.800 se dá mediante o seguinte lançamento. 
D – Despesa com EPCLD R$ 20.800 (Resultado) 
C – EPCLD R$ 20.800 (Ativo) 
Perceba, portanto, que o a constituição da EPCLD impacta negativamente o resultado (despesa com venda). 
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Segundo o enunciado em fevereiro de 2016, o cliente Ônix, que devia R$ 22.000,00, se tornou incobrável. 
Com isso, temos que utilizar o saldo constituído da conta EPCLD, afinal é para isso que ela é utilizada! No 
entanto, o saldo da EPCLD não consegue cobrir todo o valor considerado incobrável. A entidade terá, então, 
que reconhecer o excesso diretamente no resultado, como perda. 
D – EPCLD R$ 20.800 (Ativo 
D – Perda com Clientes R$ 1.200 (Resultado) 
C – Duplicatas a Receber R$ 22.000 (Ativo) 
Assim, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
18. (FCC – ACE – TCM-GO – 2015) 
As contas do Balanço Patrimonial de uma empresa, em 31/12/2013, apresentavam os seguintes saldos, 
em reais: 
Adiantamentos de Clientes 2.000 
 
Estoques 10.000 
Máquinas e Equipamentos 40.000 
 
Reservas de Lucros 3.500 
Veículos 20.000 
 
Impostos a Pagar 2.000 
Fornecedores 6.000 
 
Depreciação Acumulada 8.000 
Capital 70.000 
 
Valores a Receber de Clientes 21.000 
Perdas Estimadas com Clientes 1.500 
 
Caixa e Equivalentes de Caixa 2.000 
Os diversos eventos apresentados a seguir, relacionados com os Valores a Receber de Clientes existentes 
em 31/12/2013, ocorreram durante o ano de 2014, nesta ordem: 
− Créditos com clientes no valor total de R$ 2.000,00 foram considerados incobráveis pela empresa. 
− Do saldo remanescente da conta Valores a Receber de Clientes, a empresa recebeu 90% em 2014 e o 
restante será recebido em 2015. 
− As vendas a prazo de 2014 que vencerão após 31/12/2014 totalizaram R$ 20.100,00. 
− A empresa estimou as prováveis Perdas com Clientes aplicando o percentual de 4% sobre o saldo da 
conta Valores a Receber de Clientes em 31/12/2014. 
No resultado de 2014, o valor total registrado de despesas relacionadas com a não realização de créditos 
sobre valores a receber de clientes, em reais, foi 
(A) 2.804,00. 
(B) 2.304,00. 
(C) 2.880,00. 
(D) 1.380,00. 
(E) 880,00. 
RESOLUÇÃO: 
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O enunciado quer saber qual o valortotal registrado de despesas relacionadas com a não realização de 
créditos sobre valores a receber de clientes. Vamos, portanto, analisar os fatos sabendo que o saldo inicial das 
contas “Clientes” e “Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa” é de: 
Clientes PECLD 
R$ 21.000,00 R$ 1.500,00 
 
Vejamos as informações do enunciado: 
− Créditos com clientes no valor total de R$ 2.000,00 foram considerados incobráveis pela empresa. 
Veja que há apenas R$ 1.500,00 de saldo na conta “PECLD”. Com isso, parte da perda será contabilizada 
diretamente no resultado do período, como perdas com clientes incobráveis. Lançamento: 
 D – PECLD R$ 1.500,00 (Retif. do Ativo) 
 D – Perda com Clientes Incobráveis R$ 500,00 (Resultado) 
 C – Clientes R$ 2.000,00 (Ativo) 
Após este lançamento veja como ficam os saldos dos razonetes envolvivos: 
Clientes PECLD Perdas com Clientes 
R$ 21.000,00 R$ 2.000,00 ① ① R$ 1.500,00 R$ 1.500,00 ① R$ 500,00 
 
 
− Do saldo remanescente da conta Valores a Receber de Clientes, a empresa recebeu 90% em 2014 e o 
restante será recebido em 2015. 
Veja no razonete acima que o saldo remanescente da conta “Clientes” é de R$ 19.000,00. Assim, conclui-se 
que foram recebidos R$ 17.100,00 (90% de R$ 19.000,00). Então: 
Clientes 
R$ 21.000,00 R$ 2.000,00 
 R$ 17.100,00 
 
− As vendas a prazo de 2014 que vencerão após 31/12/2014 totalizaram R$ 20.100,00. 
Vamos lançar as vendas a prazo, no valor de R$ 20.100,00, no razonete da conta “Clientes”. 
Clientes 
R$ 21.000,00 R$ 2.000,00 
R$ 20.100,00 R$ 17.100,00 
R$ 22.000,00 
 
− A empresa estimou as prováveis Perdas com Clientes aplicando o percentual de 4% sobre o saldo da 
conta Valores a Receber de Clientes em 31/12/2014. 
Vimos acima que o saldo da conta “Clientes”, em 31/12/2014, é de R$ 22.000,00. Assim, as Perdas Estimadas 
com Créditos de Liquidação Duvidosa serão de R$ 880,00 (4% de R$ 22 mil). Lançamento: 
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 D – Devedores Duvidosos R$ 880,00 (Resultado) 
 C – PECLD R$ 880,00 (Retif. do Ativo) 
Com isso, conclui-se que todos estes fatos contábeis provocaram as seguintes despesas relacionadas com a 
não realização de créditos sobre valores a receber de clientes: 
 Perda com Clientes R$ 500,00 
 Constituição de PECLD R$ 880,00 
 TOTAL R$ 1.380,00 
Assim, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
19. (VUNESP – ISS Valinhos/SP – 2019) 
Uma entidade adquiriu mercadorias para revenda por R$ 35.000,00, a prazo. Para que as mercadorias 
estivessem disponíveis para comercialização, a entidade arcou com um custo adicional de frete no valor 
de R$ 600,00. 
Considerando a situação apresentada, assinale a alternativa sobre o reconhecimento e a mensuração 
essa transação econômica nas Demonstrações Contábeis. 
(A) A entidade reconheceu mercadorias para revenda no ativo pelo custo de R$ 35.600,00. 
(B) A entidade reconheceu uma despesa de frete no valor de R$ 600,00. 
(C) A entidade reconheceu uma saída de caixa no valor de R$ 35.600,00. 
(D) Foi registrado um imobilizado no valor de R$ 35.000,00. 
(E) Foi registrado um passivo não circulante no valor de R$ 34.400,00. 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques, o custo de aquisição dos estoques compreende o 
preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem 
como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos 
acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser 
deduzidos na determinação do custo de aquisição. 
Desta forma, o custo de aquisição das mercadorias para revenda foi de R$ 35.600,00, de acordo com o 
seguinte lançamento: 
D – Estoques R$ 35.600 (Ativo) 
C – Fornecedores R$ 35.600 (Passivo Exigível) 
Com isso, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
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Determinada entidade privada adquiriu, para revenda, mercadorias pelo valor de R$ 500.000. Com base 
nesse montante, o fornecedor cobrou, ainda, 10% referentes aos tributos não recuperáveis e 5% de frete 
para entrega. 
A partir dessas informações, julgue os itens a seguir. 
20. (CESPE – ICMS/DF – 2020) 
O gestor contábil deve contabilizar as mercadorias como ativo circulante ao custo de R$ 550.000. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 o custo de aquisição dos estoques compreende o preço de 
compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os 
custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, 
materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na 
determinação do custo de aquisição. 
Sendo assim: 
 Preço de Aquisição R$ 500.000 
( + ) Tributos Não Recuperáveis R$ 50.000 
( + ) Frete R$ 25.000 
( = ) Custo do Estoque R$ 575.000 
Assim, incorreta a afirmativa. 
GABARITO: E 
 
21. (CESPE – ICMS/DF – 2020) 
O gestor contábil deve debitar como despesa operacional o valor de R$ 25.000, referente ao valor pago 
pelo frete. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 o custo de aquisição dos estoques compreende o preço de 
compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os 
custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, 
materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na 
determinação do custo de aquisição. 
Com isso, perceba que o valor do frete não será lançado como despesa, mas integrado ao custo de aquisição 
da mercadoria. 
Assim, incorreta a afirmativa. 
GABARITO: E 
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22. (CESPE – Analista – TJ/AM – 2019) 
Situação hipotética: Uma entidade comercial apresenta estoque inicial no valor de R$ 1 mil, compras líquidas 
no período no valor de R$ 500 e estoque final de R$ 500. 
Assertiva: Nesse caso, o custo da mercadoria vendida por essa entidade comercial é de R$ 1 mil. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o enunciado uma entidade comercial apresenta o estoque inicial no valor de R$ 1 mil, compras 
líquidas no período no valor de R$ 500 e estoque final de R$ 500. Assim: 𝐶 
𝑀𝑉 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 
𝑪𝑴𝑽 = 1.000 + 500 − 500 = 𝑹$ 𝟏. 𝟎𝟎𝟎 
Com isso, correta a afirmativa. 
GABARITO: C 
 
23. (CESPE – ICMS/RS – 2019) 
Em uma compra de mercadorias para composição dos estoques de entidade que utiliza inventário 
permanente, o lançamento do imposto de circulação de mercadorias e serviços (ICMS) deve ser feito em 
uma conta de natureza 
A) credora, no ativo. 
B) devedora, no ativo. 
C) credora, no passivo. 
D) devedora, no passivo. 
E) devedora, no resultado. 
RESOLUÇÃO: 
O lançamento do ICMS incidente sobre a aquisição de estoques deve ser lançado, se a entidade for 
contribuinte deste imposto, na conta ICMS a Recuperar (Ativo Circulante), cuja natureza é devedora. 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
24. (CESPE – ICMS/RS – 2019) 
As informações mostradas a seguir foram extraídas de uma nota fiscal emitida por fornecedor a uma 
companhia industrial que havia adquirido matérias-primas para seu processo produtivo. 
• valor das mercadorias: R$ 100.000,00 
• imposto sobre produtos industrializados (IPI) destacado: R$ 10.000,00Prof. Igor Cintra 
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• alíquota de ICMS: 18% 
Se a transação não implicou outros custos, então a companhia industrial deve ter contabilizado 
A) R$ 72.000,00 como entrada no estoque de mercadorias. 
B) R$ 18.000,00 como tributos a compensar. 
C) R$ 110.000,00 como custo de produção. 
D) R$ 21.951,20 como ICMS a compensar. 
E) R$ 10.000,00 como despesa de IPI. 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o enunciado as seguintes informações foram evidenciadas na nota fiscal de aquisição de matérias-
primas por um industrial: 
• valor das mercadorias: R$ 100.000,00 
• imposto sobre produtos industrializados (IPI) destacado: R$ 10.000,00 
• alíquota de ICMS: 18% 
Pelas informações acima, considerando o IPI destacado de R$ 10.000, conclui-se que o valor total da Nota 
Fiscal é de R$ 110.000 (valor das mercadorias adicionado do valor do IPI). 
Segundo o item 11 do Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques. 
11. O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros 
tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e 
outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos 
comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de 
aquisição. (Alterado pela Revisão CPC 01) 
Sendo assim, considerando que a indústria é contribuinte do ICMS e do IPI, o custo de aquisição do estoque 
será de: 
 Valor da Nota Fiscal R$ 110.000 
( – ) IPI a Recuperar (R$ 10.000) 
( – ) ICMS a Recuperar (R$ 18.000) 
( = ) Custo de Aquisição R$ 82.000 
Com isso, considerando que a aquisição foi realizada com pagamento à vista, no ato da aquisição a entidade 
realizará o seguinte lançamento. 
 D – Estoques 82.000 (Ativo Circulante) 
 D – IPI a Recuperar 10.000 (Ativo Circulante) 
 D – ICMS a Recuperar 18.000 (Ativo Circulante) 
 C – Caixa 110.000 (Ativo Circulante) 
Conclui-se, portanto, que não há alternativa correta. 
GABARITO: ANULADA 
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25. (AOCP – ISS Betim/MG – 2020) 
Uma empresa adquiriu, mercadorias pelo preço de R$ 500.000,00. Nesse valor, estavam inclusos R$ 
50.000,00 referentes aos tributos recuperáveis e R$ 20.000,00 de tributos não recuperáveis. Pelo 
montante da transação, a empresa obteve um desconto incondicional no valor de R$ 50.000,00, 
sabendo-se ainda que, na mesma operação, incorreram nos seguintes gastos: 
• Transporte sobre as compras das mercadorias até a sede da empresa no valor de R$ 10.000,00. 
• Imposto de Importação no valor de R$ 10.000,00. 
• Seguro para transporte das mercadorias até a sede da empresa no valor de R$ 5.000,00. 
Com base nas informações apresentadas, é correto afirmar que o custo de aquisição das mercadorias 
adquiridas por essa empresa foi 
(A) R$ 425.000,00. 
(B) R$ 475.000,00. 
(C) R$ 435.000,00. 
(D) R$ 405.000,00. 
(E) R$ 415.000,00 
RESOLUÇÃO: 
O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros 
tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros 
diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, 
abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição. Sendo 
assim: 
 Preço de Compra R$ 500.000 
( – ) Tributos Recuperáveis (R$ 50.000) 
( – ) Desconto Incondicional (R$ 50.000) 
( + ) Frete R$ 10.000 
( + ) Imposto de Importação R$ 10.000 
( + ) Seguro R$ 5.000 
( = ) Custo do Estoque R$ 425.000 
Com isso, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
26. (FCC – ICMS/BA – 2019) 
Uma empresa adquiriu no exterior, em 15/09/2018, mercadorias para comercialização no mercado 
brasileiro. Além do preço pago ao fornecedor no exterior, que foi R$ 3.000.000,00, a empresa arcou com 
os seguintes encargos para dispor das mercadorias em condições de venda: 
− R$ 300.000,00 de transporte marítimo internacional para trazer as mercadorias até o Brasil; 
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− R$ 150.000,00 de taxas e tarifas alfandegárias para ingresso das mercadorias no Brasil, incluindo o 
imposto de importação; 
− R$ 45.000,00 de impostos locais que são compensados com os impostos incidentes no momento em 
que ocorre a venda das mercadorias; e 
− R$ 50.000,00 para transportar as mercadorias do porto até a sede da empresa. 
Antes dessa compra, a empresa não tinha nenhum item em estoque e, em novembro de 2018, vendeu 
90% das mercadorias que haviam sido importadas. O valor bruto das vendas foi R$ 4.250.000,00 e os 
impostos incidentes sobre essas vendas totalizaram R$ 637.500,00. O Resultado Bruto com Mercadorias 
apurado pela empresa no ano de 2018, exclusivamente em relação às mercadorias importadas e 
vendidas, foi, em reais, 
(A) 1.550.000,00. 
(B) 462.500,00. 
(C) 422.000,00. 
(D) 777.500,00. 
(E) 507.500,00. 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques, o custo de aquisição dos estoques compreende o 
preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem 
como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos 
acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser 
deduzidos na determinação do custo de aquisição. 
Desta forma, vamos calcular o valor do custo do estoque. 
 Mercadorias 3.000.000 
( + ) Frete Internacional 300.000 
( + ) Taxas e tarifas alfandegárias 150.000 
( + ) Frete Interno 50.000 
( = ) Custo de Aquisição 3.500.000 
Perceba que não há necessidade de deduzir o valor dos tributos recuperáveis de R$ 45.000, visto que o 
enunciado afirmar que tal valor não está embutido no preço das mercadorias. 
O enunciado diz, ainda, que a entidade vendeu 90% dos produtos por R$ 4.250.000. A partir disso vamos 
calcular o lucro bruto. 
 Receita Bruta 4.250.000 
( – ) Tributos sobre Vendas (637.500) 
( = ) Receita Líquida 3.612.500 
( – ) CMV (3.150.000) → 90% x R$ 3.500.000 
( = ) Lucro Bruto 462.500 
Assim, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
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27. (FCC – ICMS/BA – 2019) 
No dia 01/12/2018 a empresa Só no Sapatinho S.A. realizou as seguintes vendas de mercadorias: 
− Vendas à vista: R$ 500.000,00 
− Vendas a prazo: R$ 660.000,00 
As vendas a prazo serão recebidas integralmente em 01/12/2020 e a empresa estava praticando para elas, 
na data da venda, a taxa de juros de 0,398% ao mês, equivalente a 4,88% ao ano e a 10% para o período 
de dois anos. 
A empresa Só no Sapatinho S.A. reconheceu, na Demonstração do Resultado do ano de 2018, 
exclusivamente em relação às vendas efetuadas em 01/12/2018, Receita de Vendas no valor de 
(A) R$ 1.160.000,00, apenas. 
(B) R$ 1.100.000,00, apenas. 
(C) R$ 1.094.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 2.364,12. 
(D) R$ 1.100.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 2.388,00. 
(E) R$ 1.160.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 4.616,80. 
RESOLUÇÃO: 
A Receita Líquida de vendas a ser reconhecida pela entidade corresponde ao valor que seria recebido caso a 
venda fosse realizada à vista. Para isso temos que calcular o valor presente da venda realizada a prazo, de R$ 
660 mil. 
𝑽𝒂𝒍𝒐𝒓 𝑷𝒓𝒆𝒔𝒆𝒏𝒕𝒆 =
𝑅$ 660.000
1,1
= 𝑹$ 𝟔𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎 
Considerando que a venda ocorreu em 01/12/2018,vamos realizar o lançamento contábil das vendas 
praticadas! 
D – Caixa R$ 500.000 (Ativo) 
D – Clientes R$ 660.000 (Ativo) 
D – AVP de Vendas R$ 60.000 (Resultado) 
C – Receita Bruta R$ 1.160.000 (Resultado) 
C – AVP de Clientes R$ 60.000 (Ativo) 
Perceba, portanto, que a Receita (líquida) de Vendas reconhecida no ano de 2018 é de R$ 1.160.000, que seria 
o valor praticado caso todas as vendas fossem realizadas à vista. 
A receita financeira embutida na venda realizada a prazo será realizada de acordo com o regime de 
competência, ou seja, entra a data da venda (01/12/2018) e o seu recebimento (01/12/2020). Assim, a receita 
financeira apropriada ao longo de 2018 será de: 
𝑹𝒆𝒄𝒆𝒊𝒕𝒂 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒏𝒄𝒆𝒊𝒓𝒂 = 𝑅$ 600.000 × 0,398% = 𝑹$ 𝟐. 𝟑𝟖𝟖, 𝟎𝟎 
Lembro que tal receita é reconhecida mediante o seguinte lançamento: 
D – AVP de Clientes R$ 2.388 (Ativo) 
C – Receita Financeira R$ 2.388 (Resultado) 
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Assim, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
28. (FCC – Contador – DPE/AM – 2018) 
A Cia. Fantástica possuía em seu estoque um lote de mercadoria e, em 01/12/2016, vendeu 60% desse 
lote por R$ 650.000,00 para ser recebido em 30/03/2018. Sabe-se que se o cliente tivesse adquirido as 
mercadorias à vista teria pago R$ 554.333,00, que não há incidência de qualquer tributo na compra nem 
na venda das mercadorias e que a taxa de juros cobrada pela empresa foi 1% ao mês. 
Com base nestas informações, a Cia. Fantástica reconheceu na Demonstração do Resultado de 2016, 
Receita de vendas no valor de 
(A) R$ 650.000,00, apenas. 
(B) R$ 554.333,00, apenas. 
(C) R$ 554.333,00 e Receita financeira no valor de R$ 95.667,00. 
(D) R$ 650.000,00 e Despesa financeira no valor de R$ 95.667,00. 
(E) R$ 554.333,00 e Receita financeira no valor de R$ 5.543,33. 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o enunciado a entidade vendeu mercadorias a prazo por R$ 650.000. Se as mercadorias tivessem 
sido comercializadas à vista a entidade teria cobrado R$ 554.333. Assim, vamos analisar o lucro bruto desta 
operação. 
 Receita Bruta R$ 650.000 
( – ) Ajuste a Valor Presente de Vendas (R$ 95.667) 
( = ) Receita Líquida R$ 554.333 
Atenção! Nestas questões típicas da Fundação Carlos Chagas “Receita de Vendas” refere-se à Receita Líquida 
de Vendas. 
Além disso, a entidade vai reconhecer, em 31/12/2106, a receita financeira atrelada aos juros cobrados pela 
venda ter sido realizada a prazo Assim: 
𝑹𝒆𝒄𝒆𝒊𝒕𝒂 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒏𝒄𝒆𝒊𝒓𝒂 = 𝑅$ 554.333 × 1% = 𝑹$ 𝟓. 𝟓𝟒𝟑, 𝟑𝟑 
Com isso, correta a alternativa E. 
GABARITO: E 
 
29. (FGV – Assistente – COMPESA – 2018) 
Uma entidade apresentava o seguinte balanço patrimonial, em 31/12/2016: 
Caixa: R$ 250.000,00. 
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Capital Social: R$ 250.000,00. 
No ano de 2017, aconteceram os seguintes fatos: 
– Compra à vista de R$ 200.000, em estoque. 
– Venda à vista de metade do estoque por R$ 160.000,00. 
Assinale a opção que indica o valor do saldo da conta patrimonial referente ao ICMS, em 31/12/2017, 
considerando alíquota do ICMS de 18%. 
a) ICMS a recolher de R$ 7.200. 
b) ICMS a recuperar de R$ 7.200. 
c) ICMS a recolher de R 10.800. 
d) ICMS a recuperar de R$ 10.800. 
e) ICMS a recuperar de R$ 18.000. 
RESOLUÇÃO: 
Inicialmente vamos analisar o lançamento da aquisição de mercadorias, pelo valor total de R$ 200.000 (com 
incidência de ICMS de 18%). 
D – Estoques R$ 164.000 (Ativo Circulante) 
D – ICMS a Recuperar R$ 36.000 (Ativo Circulante) → 18% x R$ 200 mil 
C – Caixa R$ 200.000 (Ativo Circulante) 
Agora vamos analisar o lançamento contábil da venda de metade do estoque por R$ 160.000. 
D – Caixa R$ 160.000 (Ativo Circulante) 
D – ICMS sobre Vendas R$ 28.800 (Resultado) → 18% x R$ 160 mil 
D – CMV R$ 82.000 (Resultado) → metade de R$ 164 mil 
C – Receita de Vendas R$ 160.000 (Resultado) 
C – ICMS a Recolher R$ 28.800 (Passivo Circulante) 
C – Estoques R$ 82.000 (Ativo Circulante) 
Após os lançamentos contábeis acima as contas ICMS a Recuperar e ICMS a Recolher serão apresentadas com 
os seguintes saldos. 
 
Como o saldo da conta ICMS a Recuperar (R$ 36.000) é superior ao saldo da conta ICMS a Recolher (R$ 
28.800), a entidade realizará o seguinte lançamento de compensação de saldos. 
D – ICMS a Recolher R$ 28.800 (Passivo Circulante) 
C – ICMS a Recuperar R$ 28.800 (Ativo Circulante) 
Desta forma, após este lançamento as contas apresentarão os seguintes saldos. 
R$ 36.000 R$ 28.800
ICMS a Recuperar ICMS a Recolher
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Assim, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
30. (FEPESE – ISS Itajaí/SC – 2020) 
A Companhia Tajay é um comércio varejista e no final do dia 30/11/2019 foi surpreendida com o roubo da 
totalidade do seu estoque de mercadorias para revenda. 
Para determinar o valor roubado, considere as seguintes informações do mês de novembro de 2019: 
– O valor do saldo da conta “estoques de mercadorias para revenda” no início do mês era de R$ 50.000. 
– A receita líquida de vendas de novembro foi de R$ 200.000, tendo recebido R$ 80.000 à vista e o 
restante registrado na conta do ativo circulante “Duplicatas a receber”. 
– No início de novembro o saldo da conta “Duplicatas a receber” era devedor em R$ 3.000. Durante o 
mês, essa conta recebeu um total de créditos de R$ 55.000, em decorrência de recebimentos de clientes. 
– A conta “Fornecedores a pagar” registra as obrigações de compras a prazo de mercadorias para 
revenda. No início de novembro o saldo dessa conta era credor em R$ 20.000. Durante o mês, ela recebeu 
um total de R$ 50.000 em débitos, que são referentes a pagamentos efetuados pela empresa aos seus 
fornecedores, de quem comprou a prazo. Ao final de novembro o saldo da conta “Fornecedores a pagar” 
era credor em R$ 35.000. 
– A Companhia Tajay tem por política comercial sempre obter uma margem bruta de 50% sobre o valor 
da receita líquida de vendas de mercadorias. 
– O valor das compras à vista de mercadorias para revenda foi de R$ 40.000. 
– As despesas operacionais do mês foram de R$ 25.000. 
– Houve a devolução de compras de mercadorias no valor de R$ 10.000. 
Então, o valor roubado do estoque de mercadorias para revenda foi de: 
a) R$ 30.000. 
b) R$ 45.000. 
c) R$ 55.000. 
d) R$ 65.000. 
e) R$ 80.000. 
RESOLUÇÃO: 
O enunciado diz que no dia 30/11/2019 foi surpreendida com o roubo da totalidade do seu estoque de 
mercadorias para revenda. Sendo assim, vamos calcular o valor do estoque final de mercadorias. Para isso 
vamos analisar os fatos apresentados. 
R$ 36.000 R$ 28.800 R$ 28.800 R$ 28.800
R$ 7.200 0
ICMS a Recuperar ICMS a Recolher
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Segundo o enunciado a entidade tem por política comercial sempre obter uma margem bruta de 50% sobre o 
valor da receita líquida de vendas de mercadorias. Considerando que a receita líquida de vendas de novembro 
foi de R$ 200.000 conclui-se que: 
 Receita Líquida R$ 200.000 
( – ) CMV (CMV) 
( = ) Lucro Bruto R$ 100.000 → 50% x Receita Líquida 
Conclui-se, portanto, que o Custo das Mercadorias Vendidas foi de R$ 100.000. Assim: 
𝑪𝑴𝑽 = 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑰𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 + 𝑪𝒐𝒎𝒑𝒓𝒂𝒔 − 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 
O enunciado fornece o valor das compras à vista de mercadorias para revenda, de R$ 40.000. Resta, portanto, 
descobrir qual é o valor das compras a prazo. Vamos analisar a conta Fornecedores. 
 
𝑅$ 20.000 + 𝑋 − 𝑅$ 50.000 = 𝑅$ 35.000 
𝑿 = 𝑹$ 𝟕𝟓. 𝟎𝟎𝟎 
Sendoassim, temos um total de compras do período de R$ 105 mil, das quais R$ 40 mil à vista e R$ 65 mil a 
prazo. No entanto, lembre-se que houve devolução de R$ 10.000 de compras, afetando o cálculo das compras 
líquidas. 
Podemos, enfim, calcular o valor do estoque final. 
𝐶𝑀𝑉 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 
𝑅$ 100.000 = 𝑅$ 50.000 + (𝑅$ 105.000 − 𝑅$ 10.000) − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 = 𝑹$ 𝟒𝟓. 𝟎𝟎𝟎 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
31. (CESGRANRIO – Auditor – PETROBRÁS – 2018) 
A indústria sujeita à incidência do IPI e do ICMS, que produz lingotes de ferro, apresentou as seguintes 
informações, em reais, sobre a compra de matéria-prima, num determinado mês: 
Custo da matéria-prima semi-industrializada 500.000 
IPI incidente sobre o custo dessa matéria-prima 50.000 
Abatimentos recebidos sobre essa matéria-prima 20.000 
ICMS incidente sobre a compra dessa matéria-prima 85.000 
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Considerando-se os aspectos técnico-conceituais para o registro das compras de matéria-prima no 
estoque, o seu valor, em reais, é de 
a) 345.000,00 
b) 365.000,00 
c) 395.000,00 
d) 445.000,00 
e) 465.000,00 
RESOLUÇÃO: 
O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros 
tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros 
diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, 
abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição. Assim: 
 Custo da matéria-prima semi-industrializada 500.000 
( – ) Abatimentos recebidos sobre essa matéria-prima (20.000) 
( – ) ICMS incidente sobre a compra dessa matéria-prima (85.000) 
( = ) Custo de Aquisição 395.000 
Com isso, correta a alternativa C. 
Perceba que não é necessário deduzir o valor do IPI, visto que no valor do custo da matéria-prima, de R$ 500 
mil, não está incluído o valor deste imposto. Isso fica claro pela própria informação do enunciado, que 
menciona “IPI incidente sobre o custo dessa matéria-prima”. 
Tenha cuidado, pois o IPI seria adicionado ao custo de aquisição de a entidade adquirente fosse comercial. 
GABARITO: C 
 
32. (FCC – ISS Manaus/AM – 2019) 
Os valores relacionados com as compras de mercadorias, por uma empresa, ocorridas durante o ano de 
2018, foram os seguintes: 
− Pagamento efetuado para o fornecedor das mercadorias: R$ 431.250,00. 
− Pagamento de seguro para cobertura de riscos até a mercadoria chegar à sede da empresa: R$ 
30.000,00 
− Valor do frete pago para transportar as mercadorias até a empresa: R$ 20.250,00. 
Nos diversos valores pagos pela empresa, estão incluídos tributos recuperáveis no valor de R$ 33.750,00 
e tributos não recuperáveis no valor de R$ 24.000,00. 
A empresa conseguiu negociar no ano abatimentos sobre as diversas compras efetuadas no valor de R$ 
45.000,00. O estoque inicial de mercadorias estava registrado pelo valor de R$ 150.000,00 e no final do 
período o saldo apresentado era R$ 112.500,00. 
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O custo das mercadorias vendidas (CMV) evidenciado no resultado do ano de 2018 foi, em reais, 
(A) 440.250,00. 
(B) 390.000,00. 
(C) 410.250,00. 
(D) 420.000,00. 
(E) 485.250,00. 
RESOLUÇÃO: 
Vamos realizar o cálculo do Custo das Mercadorias Vendidas através da seguinte equação: 
𝐶𝑀𝑉 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝐼𝑛𝑎𝑙 
O enunciado forneceu o valor dos estoques inicial e final. Sendo assim, basta calcular o valor das aquisições de 
mercadorias para se chegar ao valor do CMV. 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques, o custo de aquisição dos estoques compreende o 
preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem 
como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos 
acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser 
deduzidos na determinação do custo de aquisição. 
 Mercadorias 431.250 
( + ) Seguro 30.000 
( + ) Frete 20.250 
( – ) Tributos Recuperáveis (33.750) 
( – ) Abatimentos (45.000) 
( = ) Custo de Aquisição 402.750 
A partir disso vamos calcular o Custo das Mercadorias Vendidas. 
𝐶𝑀𝑉 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝐼𝑛𝑎𝑙 
𝑪𝑴𝑽 = 𝑅$ 150.000 + 𝑅$ 402.750 − 𝑅$ 112.500 = 𝑹$ 𝟒𝟒𝟎. 𝟐𝟓𝟎 
Com isso, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
33. (FCC – ISS Manaus/AM – 2019) 
No dia 31/10/2018 a empresa Tecnologia de Revenda S.A. adquiriu mercadorias para revenda, tendo 
pago os seguintes valores: 
− Fornecedor: R$109.500,00 
− Frete para transporte das mercadorias até a empresa: R$ 2.500,00 
No valor pago ao fornecedor estavam incluídos tributos recuperáveis no valor de R$ 11.500,00 e tributos 
não recuperáveis no valor de R$ 8.000,00. 
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Todas estas mercadorias foram negociadas em 18/12/2018 pelo valor de R$ 225.000,00, mas foram 
vendidas com um desconto comercial de 10% em função da quantidade. A empresa pagou R$ 2.250,00 de 
comissão para os vendedores e R$ 3.500,00 de frete para entrega das mercadorias vendidas. O lucro 
bruto apurado pela empresa Tecnologia de Revenda S.A., especificamente em relação à compra e venda 
das mercadorias, foi, em reais, 
(A) 90.500,00. 
(B) 124.500,00. 
(C) 102.000,00. 
(D) 99.750,00. 
(E) 96.250,00. 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques, o custo de aquisição dos estoques compreende o 
preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem 
como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos 
acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser 
deduzidos na determinação do custo de aquisição. 
Desta forma, vamos calcular o valor do custo do estoque. 
 Mercadorias 109.500 
( + ) Frete 2.500 
( – ) Tributos Recuperáveis (11.500) 
( = ) Custo de Aquisição 100.500 
O enunciado diz, ainda, que a entidade vendeu todos os produtos adquiridos por R$ 225.000,00, com 
desconto comercial de 10% em função da quantidade. A partir disso vamos calcular o lucro bruto. 
 Receita Bruta 225.000 
( – ) Descontos Incondicionais (22.500) → 10% x R$ 225.000 
( = ) Receita Líquida 202.500 
( – ) CMV (100.500) 
( = ) Lucro Bruto 102.000 
Assim, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
34. (CESPE – Analista – SLU/DF – 2019) 
Uma empresa iniciou suas atividades sem estoques e adquiriu, a prazo, mercadorias para revenda, por R$ 
30.000, tendo pagado adiantado R$ 300 de frete. Quando do pagamento das mercadorias ao fornecedor, 
por pagar no prazo estipulado, a empresa obteve 2% de desconto financeiro sobre o preço de aquisição. 
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Com referência a essa situação hipotética, julgue o seguinte item, desconsiderando quaisquer efeitos 
tributários. 
Se, em vez de ter sido adiantado, o frete fosse pago somente após 30 dias da entrega das mercadorias 
pelo fornecedor, mantidas as demais condições, o valor das mercadorias adquiridas a ser registrado seria 
de R$ 30.300. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
O valorde custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação, bem como outros 
custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais. 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 o custo de aquisição dos estoques compreende o preço de 
compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os 
custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, 
materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na 
determinação do custo de aquisição. 
Com isso, conclui-se que o custo de aquisição das mercadorias adquiridas é de R$ 30.300, conforme detalhado 
abaixo. 
 Mercadoria R$ 30.000 
( + ) Frete R$ 300 
( = ) Custo do Estoque R$ 30.300 
Perceba que o fato de o frete ter sido pago à vista ou se será pago a prazo não tem influência nenhuma sobre 
o custo do estoque. Na prática, o que ocorre é que se o frete for pago à vista a entidade creditará a conta 
Caixa. Caso o frete seja pago a prazo a entidade creditará uma conta representativa de tal obrigação (Fretes a 
Pagar, Duplicatas a Pagar etc). 
Sendo assim, correta a afirmativa. 
GABARITO: C 
 
35. (CESPE – Analista – SLU/DF – 2019) 
Caso não haja venda, aquisição ou baixa de mercadorias no período, o valor registrado dos estoques, 
após o pagamento da fatura ao fornecedor, será de R$ 30.300. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Conforme verificamos na questão anterior, o custo do estoque, considerando os dados iniciais, foi de R$ 
30.300. 
Com isso, correta a afirmativa. 
GABARITO: C 
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36. (CESPE – Analista – SLU/DF – 2019) 
Se, em razão de negociação, o desconto de 2% fosse dado no momento da aquisição das mercadorias em 
vez de devido ao pagamento no prazo estipulado, mantidas as demais condições, o valor das 
mercadorias adquiridas a ser registrado seria de R$ 29.700. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 o custo de aquisição dos estoques compreende o preço de 
compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os 
custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, 
materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na 
determinação do custo de aquisição. 
Sendo assim, caso o desconto de 2% fosse obtido no momento da aquisição das mercadorias (desconto 
incondicional ou comercial), o custo do estoque seria o seguinte: 
 Mercadoria R$ 30.000 
( + ) Frete R$ 300 
( – ) Desconto Incondicional (R$ 600) → 2% x R$ 30.000 
( = ) Custo do Estoque R$ 29.700 
Com isso, correta a afirmativa. 
GABARITO: C 
 
37. (CESPE – Analista – SLU/DF – 2019) 
O desconto obtido em razão do pagamento no prazo estipulado não influencia no valor do estoque das 
mercadorias para revenda. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
O desconto obtido em razão do pagamento no prazo estipulado é considerado condicional. Sendo assim, não 
influencia o valor de reconhecimento do estoque. 
Tenha cuidado! É o desconto incondicional (ou comercial), que é aquele obtido no momento da aquisição, que 
é deduzido do custo de aquisição do estoque. 
Assim, correta a afirmativa. 
GABARITO: C 
 
 
 
 
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38. (FCC – ISS São José do Rio Preto/SP – 2019) 
Os métodos PEPS, UEPS, média ponderada móvel e média ponderada fixa são metodologias para 
avaliação de 
(A) custo de investimentos classificados a mercado. 
(B) depreciação do ativo imobilizado. 
(C) custo dos estoques. 
(D) valor de mercado das ações em tesouraria. 
(E) passivos atuariais. 
RESOLUÇÃO: 
O método PEPS, UEPS, média ponderada móvel e média ponderada fixa são critérios utilizados pelas 
empresas no controle de seus estoques, com consequente mensuração dos custos das mercadorias vendidas. 
Com isso, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
39. (FCC – Técnico – SEMEF – Manaus – 2019) 
No dia 30/11/2018 uma empresa adquiriu mercadorias por R$ 150.000,00, tendo pago o valor à vista. A 
empresa incorreu, adicionalmente, nos seguintes gastos: 
− Frete para transporte das mercadorias até a empresa: R$ 3.000,00. 
− Seguro para o transporte até a empresa: R$ 1.200,00. 
Nos diversos valores pagos pela empresa, estavam incluídos: 
− Tributos recuperáveis: R$ 12.000,00. 
− Tributos não recuperáveis: R$ 500,00. 
Sabendo-se que a empresa não tinha estoque antes dessa compra e que nenhuma mercadoria foi 
vendida, o valor do Estoque evidenciado pela empresa no Balanço Patrimonial de 31/12/2018 foi, em 
reais, 
(A) 154.700,00. 
(B) 150.000,00. 
(C) 154.200,00. 
(D) 153.000,00. 
(E) 142.200,00. 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques, o custo de aquisição dos estoques compreende o 
preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem 
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como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos 
acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser 
deduzidos na determinação do custo de aquisição. 
Desta forma, vamos calcular o valor do custo do estoque. 
 Mercadorias 150.000 
( + ) Frete 3.000 
( + ) Seguro 1.200 
( – ) Tributos Recuperáveis (12.000) 
( = ) Custo de Aquisição 142.200 
Com isso, correta a alternativa E. 
Tenha cuidado com os tributos! Nesta questão subtraímos o valor dos tributos recuperáveis pois o enunciado 
diz que “nos diversos valores pagos pela empresa, estavam incluídos...”. 
GABARITO: E 
 
40. (OBJETIVA – Contador – Pref. Nonoai/RS – 2018) 
Segundo ALMEIDA, considerando-se os métodos de valorização dos estoques, analisar os itens abaixo: 
I – No método UEPS as quantidades que ficam em estoque são valorizadas pelos primeiros custos 
unitários; as que saem, pelos últimos custos unitários. 
II – No método PEPS, as quantidades que ficam em estoque são valorizadas pelos primeiros custos 
unitários; as que saem, pelos últimos custos unitários. 
III – Através do método do custo médio, as quantidades que ficam em estoque e as que saem são 
valorizadas pelo custo unitário médio de aquisição ou fabricação. 
Está(ão) CORRETO(S): 
a) Somente o item I. 
b) Somente o item II. 
c) Somente os itens I e III. 
d) Somente os itens II e III. 
RESOLUÇÃO: 
Vamos analisar as afirmativas. 
I. Correta. No método UEPS as mercadorias que ficam em estoque são valorizadas pelos primeiros custos 
unitários de aquisição. Por outro lado, o custo das mercadorias que são vendidas é mensurado pelos últimos 
custos unitários de aquisição. 
II. Incorreta. No método PEPS as mercadorias que ficam em estoque são valorizadas pelos últimos custos 
unitários de aquisição. As mercadorias que são vendidas, por sua vez, pelos primeiros custos unitários 
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III. Correta. É exatamente esta a função do método do custo médio: mensurar o custo das mercadorias 
vendidas utilizando uma média ponderada. Consequentemente, o valor do estoque final também utiliza o 
custo médio. 
GABARITO: C 
 
41. (CESPE – ICMS/AL – 2020) 
Em um cenário econômico de alta dos preços, a opção pela utilização do método PEPS (primeiro que 
entra, primeiro que sai) provoca custosde mercadorias vendidas em valores maiores do que os que 
seriam obtidos com a utilização do método da média ponderada. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Num cenário inflacionário o método PEPS apresenta o menor custo das mercadorias vendidas, dado que a 
baixa dos estoques vendidos se dá através do custo das primeiras mercadorias que foram adquiridas. 
Com isso, incorreta a afirmativa. 
GABARITO: E 
 
42. (CESPE – Analista – TCE/PR – 2016) 
No estoque da empresa comercial RT Ltda., havia, no início de maio de 2015, 50 unidades de raquetes de 
tênis, no valor de R$ 200 cada uma. Naquele mês, a empresa comprou, no dia 10, 150 unidades desse 
mesmo produto, ao custo unitário de R$ 210, e, no dia 18, outras 120 unidades, ao custo total de R$ 
26.400. Por apresentarem defeitos, em 24 de maio, 40 unidades da última compra foram devolvidas. A 
empresa registrou, também, duas vendas dessas raquetes, ao preço unitário de R$ 350: 80 unidades 
foram vendidas em 15 de maio e 180 unidades foram vendidas em 23 de maio. A empresa mantém um 
controle permanente do estoque. 
Assinale a opção correta acerca das operações apresentadas no mês de maio de 2015. 
A) O custo das vendas seria igual a R$ 63.875, se fosse utilizado o método primeiro que entra, primeiro que sai 
(PEPS). 
B) Se fosse calculado pelo método da média ponderada, o valor do estoque, após a primeira venda, seria 
inferior a R$ 25.000. 
C) O estoque final, que era de 20 unidades, teria custo unitário de R$ 214, se fosse utilizado o método da 
média ponderada. 
D) O custo das vendas calculado pelo método da média ponderada é igual a R$ 91.000. 
E) Entre todos os métodos utilizados, o da média ponderada é aquele que fornece o menor custo das 
mercadorias vendidas. 
RESOLUÇÃO: 
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Como a maioria das alternativas menciona o Custo Médio Ponderado, eu iniciaria a resolução por este 
método! 
CUSTO MÉDIO 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
SI - - - - - - 50 200 10.000 
10 150 210 31.500 - - - 200 207,5 41.500 
15 - - - 80 207,5 16.600 120 207,5 24.900 
18 120 220 26.400 - - - 240 213,75 51.300 
23 - - - 180 213,75 38.475 60 213,75 12.825 
24 (40) 220 (8.800) - - - 20 201,25 4.025 
 CMV = 55.075 Estoque Final = 4.025 
A partir disso vamos analisar as alternativas. 
a) Incorreta. Pelo Método PEPS o Custo das 260 mercadorias vendidas seria de R$ 54.700,00, conforme 
demonstrado abaixo. 
𝑪𝑴𝑽𝑷𝑬𝑷𝑺 = (50𝑢𝑛 × 𝑅$ 200) + (150𝑢𝑛 × 𝑅$ 210) + (60𝑢𝑛 × 𝑅$220) = 𝑹$ 𝟓𝟒. 𝟕𝟎𝟎 
b) Correta. Pela Ficha Controle de Estoques conclui-se que o valor do estoque após a primeira venda é de R$ 
24.900. 
c) Incorreta. O custo unitário do estoque pelo Custo Médio foi de R$ 201,25. 
d) Incorreta. O CMV pelo Custo Médio foi de R$ 55.075. 
e) Incorreta. Numa economia inflacionária, como no caso em tela, o método da média ponderada apresentará 
um Custo das Mercadorias Vendidas maior que o calculado pelo Método PEPS e menor que o método UEPS. 
GABARITO: B 
 
43. (ESAF – Contador – FUNAI – 2016) 
Uma empresa comercial realizou as seguintes operações durante o mês de maio de 2016: 
Data Operação 
Quantidade (em 
unidades) 
Preço de compra 
unitário (em R$) 
Preço de venda 
unitário (em R$) 
02/05 Compra 200 40,00 - 
06/05 Venda 150 - 45,00 
14/05 Compra 200 60,00 - 
19/05 Venda 180 - 72,00 
25/05 Compra 80 63,50 - 
31/05 Venda 100 - 73,00 
Sabendo que a empresa não apresentava estoque inicial e que adota o critério PEPS para avaliação dos 
estoques, o custo das mercadorias vendidas no mês de maio de 2016 foi, em reais, de 
a) 22.080,00. 
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b) 22.467,50. 
c) 21.905,00. 
d) 27.010,00. 
e) 23.080,00. 
RESOLUÇÃO: 
Uma forma simples de verificar o valor do Custo das Mercadorias Vendidas pelo método PEPS é calcular a 
quantidade de mercadorias vendidas e mensurar o CMV pelo custo das primeiras mercadorias que entraram 
no estoque da entidade. Assim: 
𝑸𝒖𝒂𝒏𝒕𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒅𝒆 𝑷𝒓𝒐𝒅𝒖𝒕𝒐𝒔 𝑽𝒆𝒏𝒅𝒊𝒅𝒐𝒔 = 150𝑢𝑛 + 180𝑢𝑛 + 100𝑢𝑛 = 𝟒𝟑𝟎𝒖𝒏 
A partir disso, e considerando que não havia estoque inicial, e que a empresa adota o critério PEPS para 
avaliação dos estoques, basta mensurar as 330 unidades vendidas ao custo das primeiras entradas. 
𝑪𝑴𝑽 = (200𝑢𝑛 × 𝑅$ 40) + (200𝑢𝑛 × 𝑅$ 60) + (30𝑢𝑛 × 𝑅$ 63,5) = 𝑹$ 𝟐𝟏. 𝟗𝟎𝟓 
Assim, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
44. (FGV – Técnico Contábil – Cuiabá-MT – 2015) 
Uma loja vende apenas um tipo de cadeira. 
Em 31/12/2014, a loja possuía em seu estoque 20 cadeiras. O estoque total estava avaliado em R$ 
2.000,00. 
Durante o primeiro trimestre de 2014, foram feitas as seguintes transações: 
• Compra de 50 cadeiras por R$ 120,00 cada. O frete de R$ 100,00 foi pago pelo comprador. 
• Venda de 30 cadeiras por R$ 130,00 cada. O frete de R$ 90,00 foi pago pelo comprador. 
• Compra de 20 cadeiras por R$ 125,00 cada. O frete de R$ 50,00 foi pago pelo vendedor. 
• Venda de 40 cadeiras por R$ 135,00 cada. O cliente foi buscar as cadeiras na loja. 
• Compra de 10 unidades de cadeira por R$ 130,00 cada. O frete de R$ 50,00 foi pago pelo comprador. 
Com base nas informações acima, considerando que a empresa utiliza o método do custo médio 
ponderado fixo para avaliar os seus estoques, assinale a opção que indica o valor do custo das 
mercadorias vendidas no primeiro trimestre de 2014. 
(A) R$ 8.142,86. 
(B) R$ 8.223,81. 
(C) R$ 8.260,00. 
(D) R$ 8.365,00. 
(E) R$ 9.300,00. 
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RESOLUÇÃO: 
O método do custo médio ponderado fixo faz a baixa dos estoques vendidos ao custo médio ao final do mês, 
de forma distinta do custo médio ponderado móvel, onde a cada aquisição há que se calcular um novo valor 
unitário médio para os estoques. 
Com isso, o custo médio será de: 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑀𝑒𝑑𝑖𝑜 =
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑎𝑠 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠
𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 
 
 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑀𝑒𝑑𝑖𝑜 =
𝑅$ 2.000,00 + 𝑅$ 6.100,00 + 𝑅$ 2.500,00 + 𝑅$ 1.350,00
20 𝑢𝑛𝑖𝑑. +50 𝑢𝑛𝑖𝑑. +20 𝑢𝑛𝑖𝑑. +10 𝑢𝑛𝑖𝑑
 
 
𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝑴𝒆𝒅𝒊𝒐 = 𝑹$ 𝟏𝟏𝟗, 𝟓𝟎 
Devemos usar o custo médio para mensurar o custo das 70 cadeiras vendidas. Assim: 
𝑪𝑴𝑽 = 70 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 × 𝑅 119,50 = 𝑹$ 𝟖. 𝟑𝟔𝟓, 𝟎𝟎 
Com isso, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
45. (CESPE – ICMS/AL – 2020) 
Uma mercadoria cujo custo de aquisição não possa ser mais recuperável deve ser mensurada a valor justo 
até a sua venda definitiva. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 16 os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo 
valor realizável líquido, dos dois o menor. 
Com isso, incorreta a afirmativa. 
GABARITO: E 
 
46. (FGV – Técnico Contábil – Cuiabá-MT – 2015) 
Uma loja, que vende vassouras, avalia o seu estoque pelo método PEPS. 
Em 01/01/2014 havia cinco vassouras no estoque, que estava avaliado em R$ 50,00. Na data, a vassoura 
era vendida por R$ 20,00. 
No mês de janeiro aconteceram os seguintes fatos: 
• Compra de 10 vassouras por R$ 15,00 cada. 
• Venda de 12 vassouras por R$ 18,00 cada. 
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• Compra de 15 vassouras a R$ 16,00 cada. 
• Venda de oito vassouras por R$ 15,00 cada. 
• Compra de três vassouras por R$ 22,00 cada. 
• Venda de oito vassouras por R$ 17,00. 
Em 31/01/2014 a vassoura passou a ser vendida a R$ 18,00. 
Assinale a opçãoque indica o saldo do estoque de vassouras em 31/01/2014. 
(A) R$ 66,00. 
(B) R$ 86,00. 
(C) R$ 90,00. 
(D) R$ 98,00. 
(E) R$ 102,00. 
RESOLUÇÃO: 
Questão interessante da FGV! 
Sabe-se que os estoques devem mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o 
menor. Vamos, portanto, verificar qual é a quantidade de mercadorias em estoque em 31/01/2014. 
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 − 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 
𝐸𝐹 = 5 𝑢𝑛𝑖𝑑. +(10 𝑢𝑛𝑖𝑑. +15 𝑢𝑛𝑖𝑑. + 3 𝑢𝑛𝑖𝑑. ) − (12 𝑢𝑛𝑖𝑑. + 8 𝑢𝑛𝑖𝑑. + 8 𝑢𝑛𝑖𝑑. ) 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 = 𝟓 𝒖𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 
Para achar o custo destas mercadorias em estoque basta analisar qual foi o custo das últimas compras, afinal 
o método de avaliação dos estoques é o PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai). A última compra foi de 3 
unidades por R$ 22,00 cada. Como esta compra não foi suficiente para cobrir as 5 unidades em estoque temos 
que buscar a compra anterior, que foi de 15 unidades a R$ 16,00 cada. 
Com isso, conclui-se que o estoque de 5 unidades possui mercadorias adquiridas nas duas últimas compras: 
3 unidades x R$ 22,00 = R$ 66,00 
2 unidades x R$ 16,00 = R$ 32,00 
Zé Curioso: “Professor, então quer dizer que o saldo em estoque em 31/01/2014 é de R$ 98,00?” 
Cuidado Zé! O enunciado disse que em 31/01/2014 a vassoura passou a ser vendida a R$ 18,00. Este é seu valor 
realizável líquido! Como os estoques devem ser mensurados pelo menor valor entre seu custo e seu valor 
realizável líquido, há que se constituir uma perda por redução ao valor realizável líquido dos estoques 
adquiridos por R$ 22,00. Assim, o valor final do estoque será de: 
3 unidades x R$ 18,00 = R$ 54,00 
2 unidades x R$ 16,00 = R$ 32,00 
TOTAL R$ 86,00 
Veja que as mercadorias adquiridas por um custo menor que o valor realizável líquido continuam mensurada 
por R$ 16,00. Aquelas adquiridas por valor superior (R$ 22,00) estão mensuradas pelo próprio valor realizável 
líquido. 
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Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
47. (FGV – Contador – SMF Niterói-RJ – 2015) 
Em 02/01/x1, a Atacadista Iota S.A. adquiriu 100.000 unidades do Protetor Solar Y, por um custo unitário 
de R$ 10,00. Em 09/01/x1, a companhia adquiriu mais 30.000 unidades, por um custo unitário de R$ 
11,30. Em 15/01/x1, a companhia vendeu 40.000 unidades desse produto, por um preço de R$ 16,00 cada. 
Em 23/01/x1, foram adquiridas mais 20.000 unidades, por um custo unitário de R$ 9,75. Em 30/01/x1, a 
companhia vendeu 60.000 unidades, por R$ 15,50 cada. Como a companhia não possuía estoques iniciais 
desse produto, a diferença entre os valores pelos quais o custo dos Protetores Solares Y vendidos 
durante janeiro de x1 poderá ser apresentado, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, 
será de: 
(A) R$ 10.000; 
(B) R$ 10.600; 
(C) R$ 13.000; 
(D) R$ 24.000; 
(E) R$ 34.000. 
RESOLUÇÃO: 
No Brasil admite-se o controle do estoque pelo método PEPS e pelo Custo Médio. Assim, teremos que 
calcular o custo das mercadorias vendidas pelos dois métodos para analisar eventuais diferenças. 
Vou aproveitar para elaborar a ficha controle de estoques pelos métodos PEPS, UEPS e Custo Médio! 
MÉTODO PEPS 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
02 100.000 10,00 
1.000.00
0 
- - - 100.000 10,00 1.000.000 
09 30.000 11,30 339.000 - - - 
100.000 
30.000 
10,00 
11,30 
1.000.000 
339.000 
15 - - - 40.000 10,00 400.000 
60.000 
30.000 
10,00 
11,30 
600.000 
339.000 
23 20.000 9,75 195.000 - - - 
60.000 
30.000 
20.000 
10,00 
11,30 
9,75 
600.000 
339.000 
195.000 
30 - - - 60.000 10,00 600.000 
30.000 
20.000 
11,30 
9,75 
339.000 
195.000 
 CMV = 1.000.000,00 
 
 
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MÉTODO DO CUSTO MÉDIO 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
02 100.000 10,00 
1.000.00
0 
- - - 100.000 10,00 1.000.000 
09 30.000 11,30 339.000 - - - 130.000 10,30 1.339.000 
15 - - - 40.000 10,30 412.000 90.000 10,30 927.000 
23 20.000 9,75 195.000 - - - 110.000 10,20 1.122.000 
30 - - - 60.000 10,20 612.000 50.000 10,20 510.000 
 CMV = 1.024.000,00 
Com isso, a diferença apurada no custo das mercadorias vendidas pelos dois métodos é de R$ 24.000,00. Com 
isso, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
48. (FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015) 
A Cia. Expec comercializa projetores multimídia e, no início do mês de janeiro de 20x4, tinha um estoque 
de 25 unidades ao custo unitário de R$1.100. Durante esse mês foram realizadas as seguintes 
movimentações: 
03/01 – Compra a prazo de seis unidades a R$1.180 cada uma; 
07/01 – Devolução de uma das unidades adquiridas na compra anterior, por defeito; 
09/01 – Venda à vista de treze unidades, pelo preço unitário de R$2.150; 
16/01 – Compra à vista de sete unidades pelo valor unitário de R$1.150; 
21/01 – Venda a prazo de dezesseis unidades, pelo preço unitário de R$2.100. 
Considerando apenas as informações apresentadas, após os registros no controle de estoque durante o 
mês de janeiro de 20x4 na Cia. Expec, é correto afirmar que: 
(A) o custo médio ponderado apresentou o menor custo das mercadorias vendidas; 
(B) o custo da venda do dia 09/01, pelo método UEPS, foi R$14.300; 
(C) pelo método PEPS, o custo da venda do dia 21/01 foi R$ 17.950; 
(D) a devolução da compra do dia 07/01 não afetou o custo médio dos estoques; 
(E) o uso do método UEPS implica menor valor do estoque final de mercadorias. 
RESOLUÇÃO: 
Vou aproveitar para elaborar a ficha controle de estoques pelos métodos PEPS, UEPS e Custo Médio! 
MÉTODO PEPS 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01 - - - - - - 25 1.100 27.500 
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03 6 1.180 7.080 - - - 
25 
6 
1.100 
1.180 
27.500 
7.080 
07 (1) (1.180) (1.180) - - - 
25 
5 
1.100 
1.180 
27.500 
5.900 
09 - - - 13 1.100,00 14.300,00 
12 
5 
1.100 
1.180 
13.200 
5.900 
16 7 1.150 8.050 - - - 
12 
5 
7 
1.100 
1.180 
1.150 
13.200 
5.900 
8.050 
21 - - - 
12 
4 
1.100 
1.180 
13.200 
4.720 
1 
7 
1.180 
1.150 
1.180 
8.050 
 CMV = 32.220,00 Estoque Final = 9.230,00 
 
MÉTODO UEPS 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01 - - - - - - 25 1.100 27.500 
03 6 1.180 7.080 - - - 
25 
6 
1.100 
1.180 
27.500 
7.080 
07 (1) (1.180) (1.180) - - - 
25 
5 
1.100 
1.180 
27.500 
5.900 
09 - - - 
8 
5 
1.100 
1.180 
8.800 
5.900 
17 1.100 18.700 
16 7 1.150 8.050 - - - 
17 
7 
1.100 
1.150 
18.700 
8.050 
21 - - - 
9 
7 
1.100 
1.150 
9.900 
8.050 
8 1.100 8.800 
 CMV = 32.650,00 Estoque Final = 8.800,00 
 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01 - - - - - - 25 1.100 27.500 
03 6 1.180 7.080 - - - 31 1.115,48 34.580 
07 (1) (1.180) (1.180) - - - 30 1.113,33 33.400 
09 - - - 13 1.113,33 14.473,33 17 1.113,33 18.926,67 
16 7 1.150 8.050 - - - 24 1.124,03 26.976,67 
21 - - - 16 1.124,03 17.984,44 9 1.124,03 8.992,22 
 CMV = 32.457,77 Estoque Final = 8.992,22 
Com isso, correta a alternativa E. 
GABARITO: E 
 
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49. (FCC – AFRE – SEFAZ-MA – 2016) 
Os estoques de uma empresa são controlados pelo Sistema de Inventário Permanente e mensurados 
pelo critério da Média Ponderada Móvel. Durante o ano de 2015, a empresa realizou, em ordem 
cronológica, as seguintes transações com compra e venda de mercadorias: 
Data Operação 
Quantidade 
(unidades) 
Preço unitário de 
compra (R$) 
Preço unitário de 
venda (R$) 
02/03/2015 Compra 500 100,00 
06/04/2015 Venda 200 − 140,00 
13/05/2015 Compra 100 96,00 
21/08/2015 Venda 200 − 144,00 
29/11/2015 Compra 100 96,00 − 
Sabendo que a empresa não detinha estoque inicial, o valor do Estoque apresentado no Balanço 
Patrimonial de 31/12/2015 foi, em reais: 
(A) 29.400,00. 
(B) 29.200,00. 
(C) 29.600,00. 
(D) 69.200,00. 
(E) 39.800,00. 
RESOLUÇÃO: 
Vamos elaborar a Ficha Controle de Estoques. 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
02/03 500 100 50.000 - - - 500 100 50.000 
06/04 - - - 200 100 20.000 300 100 30.000 
13/05 100 96 9.600 - - - 400 99 39.600 
21/08 - - - 200 99 19.800 200 99 19.800 
29/11 100 96 9.600 - - - 300 98 29.400 
O Estoque Final, portanto, será de R$ 29.400,00. 
GABARITO: A 
 
 
 
 
 
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Lista de questões 
1. (NC-UFPR – Técnico – Pref. Matinhos – 2019) 
A empresa MM&Cia. possuía as seguintes contas em seu Ativo em 31/12/2017: 
Depósitos bancários à vista 2.800.000 
Créditos de funcionários 3.000.000 
Propriedades para investimentos 1.500.000 
Depósito vinculado à liquidação de empréstimo de curto prazo 6.200.000 
Participações permanentes em outras sociedades 10.000.000 
Numerários em trânsito 2.200.000 
Ágio por rentabilidade futura de investimentos (Goodwill) 5.000.000 
Acerca das contas apresentadas, o Saldo das Disponibilidades em 31/12/2017 é: 
a) 10.000.000. 
b) 5.000.000. 
c) 7.800.000. 
d) 2.800.000. 
e) 12.200.000. 
2. (VUNESP – Contador – Pref. Valinhos/SP – 2019) 
De acordo com as normas contábeis, as contas classificadas no ativo serão dispostas em ordem 
decrescente de grau de liquidez. Com isso, os balanços patrimoniais, especificamente no ativo circulante, 
apresentarão como primeira rubrica as disponibilidades. 
Considerando o referido conceito, assinale a alternativa que demonstra o saldo de caixa e equivalentes 
de caixa de uma entidade, que apresentou os seguintes valores nas contas do Balanço Patrimonial: 
Ativo Imobilizado 170.000,00 
Caixa 15.000,00 
Goodwill 15.000,00 
Bancos Depósito à Vista 90.000,00 
Impostos a Recolher 60.000,00 
Dividendos a Pagar 50.000,00 
Lucro Líquido 95.000,00 
Estoques 80.000,00 
Investimentos de Longo Prazo 50.000,00 
Contas a Receber 130.000,00 
Liquidação Duvidosa 5.000,00 
Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata 75.000,00 
a) R$ 15.000,00. 
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b) R$ 105.000,00. 
c) R$ 180.000,00. 
d) R$ 230.000,00. 
e) R$ 245.000,00. 
 
3. (CESPE – ACE – TCE/RO – 2019) 
No balancete do último mês findo, as disponibilidades de uma empresa eram compostas pelas seguintes 
contas e saldos: 
• fundo fixo de caixa: R$ 2.500; 
• caixa em moeda estrangeira: R$ 5.000; 
• depósitos bancários no Banco Alpha: R$ 5.200; 
• depósitos bancários no Banco Beta: R$ 1.200; 
• numerários em trânsito: R$ 4.000; 
• aplicações financeiras de liquidez imediata: R$ 10.000; 
• certificados de depósito bancário a vencer em mais de 180 dias: R$ 50.000. 
Informações complementares: 
• o caixa em moeda estrangeira, já convertido para a moeda nacional na data do balancete, está sujeito a 
fortes oscilações diárias em seu montante; 
• a conta-corrente no Banco Beta está negativa; 
• metade das aplicações financeiras de liquidez imediata está comprometida com uma obrigação que 
vencerá em dois meses. 
Visando apurar o fluxo de caixa do período, é correto afirmar que, a partir das informações apresentadas, 
o saldo de caixa e equivalentes de caixa a ser considerado será de 
A) R$ 15.500. 
B) R$ 16.700. 
C) R$ 21.700. 
D) R$ 25.500. 
E) R$ 76.700. 
 
4. (VUNESP – Controlador – UNIFAI – 2019) 
As aplicações de recursos em despesas, as quais irão beneficiar períodos subsequentes, que são 
classificadas no ativo circulante e, geralmente, não representam parcela muito significativa em 
comparação aos demais ativos, são denominadas pela doutrina contábil como 
a) Ativo diferido. 
b) Equivalentes de caixa. 
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c) Prêmios incentivados. 
d) Despesas, simplesmente. 
e) Despesas antecipadas. 
 
5. (AOCP – Técnico – UFPB – 2019) 
Assinale a alternativa que reconhece a conceituação sobre despesas pagas antecipadamente. 
a) É reconhecida como uma despesa no período em que acontece. 
b) Representa despesas não incorridas e não pagas. 
c) É um direito que deve ser registrado no ativo em função de não ser considerada uma despesa do período. 
d) É reconhecida como uma obrigação no grupo do passivo circulante. 
e) Representa uma apropriação que deve ser reconhecida na conta dos fornecedores no passivo. 
 
6. (COPEVE – Técnico – UFMG – 2019) 
A empresa Faz Muita Coisa MTC Ltda. contratou um seguro contra incêndios no valor de R$ 50.000,00 
por um período de 24 meses, sendo que 50% foi quitado a vista (em dinheiro) e o restante será pago em 
30 dias. Sobre a contabilização quando da contratação da apólice, é CORRETO afirmar que o contador da 
empresa deve 
a) creditar a conta Seguros a Pagar (Passivo) em R$50.000,00. 
b) debitar a conta Despesas com Seguros (Despesas) em R$50.000,00. 
c) creditar a conta Prêmios de Seguro a Apropriar (Ativo) em R$25.000,00. 
d) creditar a conta Caixa (Ativo) em R$25.000,00. 
 
Determinada sociedade anônima contratou um seguro contra incêndio, com vigência de três anos, e 
pagou integralmente o prêmio do seguro à companhia seguradora no ato da contratação. 
A partir dessa situação hipotética, julgue os itens seguintes. 
7. (CESPE – ICMS/AL – 2020) 
A empresa segurada estará sujeita ao reconhecimento futuro de despesas, as quais serão apropriadas pro 
rata temporis, de acordo com o regime de competência. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
 
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8. (CESPE – ICMS/AL – 2020) 
Para a empresa segurada, trata-se de um fato contábil permutativo, com efeitos patrimoniais imediatos 
em contas do ativo circulante e do ativo realizável a longo prazo. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
9. (VUNESP – ISS Guarulhos/SP – 2019) 
Uma entidade assinou um contrato de aluguel em 02.01.2019, com vigência por 36 meses a partir da data 
da sua assinatura, no valor de R$ 90.000,00. Sabe-se que o pagamento à imobiliária foi contratado em 
três parcelas mensais e iguais, sendo a primeira paga na data da assinatura do contrato e as outras duas 
nos dias 02.02.2019 e 02.03.2019. 
Com base nessas informações, assinale a alternativa correta sobre o reconhecimento das transações 
referentes ao mês de fevereiro de 2019. 
(A) D: Aluguéis antecipados R$ 90.000,00 
 C: Bancos R$ 30.000,00 
 C: Aluguéis a pagar R$ 60.000,00 
 (pela assinatura do contrato de aluguel e pagamento de parcela) 
 D: Despesa com aluguel R$ 2.500,00 
 C: Aluguéis antecipados R$ 2.500,00 
 (pela apropriação da parcela mensal) 
(B) D: Despesa com aluguel R$ 2.500,00 
 C: Aluguéis antecipados R$ 2.500,00 
 (pela apropriação da parcela mensal) 
 D: Aluguéis a pagar R$ 60.000,00 
 C: Bancos R$ 60.000,00 
 (pelo pagamento da parcela) 
(C) D: Despesacom aluguel R$ 2.500,00 
 C: Aluguéis a pagar R$ 2.500,00 
 (pela apropriação da parcela mensal) 
 D: Bancos R$ 30.000,00 
 C: Aluguéis antecipados R$ 30.000,00 
 (pelo pagamento da parcela) 
(D) D: Despesa com aluguel R$ 2.500,00 
 C: Aluguéis antecipados R$ 2.500,00 
 (pela apropriação da parcela mensal) 
 D: Aluguéis a pagar R$ 60.000,00 
 C: Bancos R$ 30.000,00 
 C: Aluguéis antecipados R$ 30.000,00 
 (pelo pagamento da parcela) 
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(E) D: Despesa com aluguel R$ 2.500,00 
 C: Aluguéis antecipados R$ 2.500,00 
 (pela apropriação da parcela mensal) 
 D: Aluguéis a pagar R$ 30.000,00 
 C: Bancos R$ 30.000,00 
 (pelo pagamento da parcela) 
 
10. (CESPE – Analista – TJ/AM – 2019) 
Situação hipotética: O pagamento à vista do prêmio de um seguro com vigência de três anos gerou um 
lançamento na conta de despesa antecipada. 
Assertiva: O valor dessa despesa deve ser registrado no ativo realizável a longo prazo do balanço 
patrimonial. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
11. (VUNESP – Contador – Pref. Campinas/SP – 2019) 
No dia 02.01.2018, uma entidade contratou seguros no valor de R$ 237.000,00. Na contratação, ficou 
estabelecido que (1) o pagamento do contrato seria realizado em duas parcelas iguais e mensais, com 
vencimento nos dias 02.02.2018 e 02.03.2018 e (2) o seguro teria vigência de 30 meses a partir da data da 
sua contratação. Com base nessas informações, assinale a alternativa correta. 
(A) No dia 31.03.2018, a entidade reconheceu uma despesa mensal com seguros no valor de R$ 7.900,00. 
(B) No dia 31.01.2018, a entidade reconheceu um ativo de seguros antecipados no valor de R$ 7.900,00. 
(C) No dia 31.03.2018, a entidade possuía um passivo no valor de R$ 213.300,00. 
(D) No dia 02.01.2018, a entidade reconheceu uma despesa com seguros no valor de R$ 118.500,00. 
(E) No dia 02.01.2018, a entidade reconheceu um passivo no valor de R$ 118.500,00. 
 
12. (CESPE – Analista – TJ/AM – 2019) 
Despesas antecipadas representam o direito de receber bens ou serviços contratados de terceiros e 
pagos pelo adquirente previamente à execução do contrato pelo fornecedor do bem ou pelo executante 
do serviço. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
13. (VUNESP – Contador – TJ/SP – 2019) 
Uma entidade comercial contratou um seguro para sua loja por R$ 7.800,00 no dia 01.05.2018, com 
pagamento em três parcelas, uma no ato da contratação e as outras duas com vencimento nos dias 
01.06.2018 e 01.07.2018. 
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A apólice do seguro prevê que ele terá vigência de 12 meses, a partir da data de contratação. Para 
elaboração das demonstrações contábeis referentes a 30.06.2018, houve o reconhecimento e a 
mensuração 
a) de uma dívida no valor de R$ 5.200,00. 
b) de uma despesa com seguros no valor de R$ 650,00. 
c) de uma saída de caixa oriunda de uma atividade operacional no valor e R$ 6.500,00. 
d) de uma receita com seguros no valor de R$ 650,00. 
e) do pagamento da última parcela do seguro no valor de R$ 650,00. 
 
14. (VUNESP – Contador – TRANSERP – 2019) 
A empresa YASMIM S/A, cujo exercício social coincide com o ano calendário pagou em 30.04.2017, o 
prêmio correspondente a uma apólice de seguro contra incêndio de suas instalações para vigorar no 
período de 01.05.2017 a 30.04.2018. O valor pago de R$ 60.000,00 foi contabilizado como despesa 
operacional do exercício de 2017. Com base no princípio da competência, o lançamento de ajuste, feito 
em 31.12.2017 provocou no resultado de 2018 
a) um aumento de R$ 10.000,00. 
b) uma redução de R$ 20.000,00. 
c) uma redução de R$ 30.000,00. 
d) um aumento de R$ 20.000,00. 
e) uma redução de R$10.000,00. 
 
15. (CESGRANRIO – Profissional – LIQUIGÁS – 2018) 
Uma situação comum em muitas empresas é a realização de vendas a prazo, das quais pode haver uma 
parcela que não será recebida, em decorrência de inadimplência. 
Para esses casos, a conta perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa é retificadora da conta 
a) receitas de vendas 
b) despesas de vendas 
c) fornecedores 
d) lucro líquido 
e) clientes. 
 
16. (CESPE – Perito Criminal – PC-PE – 2016) 
Com referência às perdas estimadas em crédito de liquidação duvidosa, assinale a opção correta. 
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A) Notícia veiculada a respeito da recuperação judicial do cliente em atraso caracteriza uma perda incorrida. 
B) A baixa do título considerado incobrável é feita mediante lançamento contábil a crédito diretamente na 
conta de despesa não operacional. 
C) O fato de o cliente estar inadimplente junto a outras entidades não é motivo suficiente para que a dívida 
dele seja incluída na estimativa de perdas. 
D) As garantias reais não reduzem as perspectivas de perdas com contas a receber. 
E) A apuração da estimativa da perda dispensa a análise individual dos títulos em atraso por cliente. 
 
17. (FCC – Analista – TRT – 11ª Região – 2017) 
Em 31/12/2015, a empresa ATP S.A. possuía R$ 520.000,00 em duplicatas a receber de clientes e saldo na 
conta Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa (EPCLD) no valor de R$ 20.800,00. Em 
fevereiro de 2016, o cliente Ônix, que devia R$ 22.000,00, se tornou incobrável. Ao registrar este evento 
na contabilidade, a empresa ATP S.A. 
(A) debitou o valor de R$ 22.000,00 na conta patrimonial Duplicatas a Receber. 
(B) debitou o valor de R$ 20.800,00 na conta patrimonial EPCLD. 
(C) debitou o valor de R$ 1.200,00 na conta patrimonial Ajuste de Avaliação Patrimonial. 
(D) creditou o valor de R$ 1.200,00 na conta de resultado Perda com Clientes. 
(E) creditou o valor de R$ 20.800,00 na conta de resultado Reversão de EPCLD. 
 
18. (FCC – ACE – TCM-GO – 2015) 
As contas do Balanço Patrimonial de uma empresa, em 31/12/2013, apresentavam os seguintes saldos, 
em reais: 
Adiantamentos de Clientes 2.000 
 
Estoques 10.000 
Máquinas e Equipamentos 40.000 
 
Reservas de Lucros 3.500 
Veículos 20.000 
 
Impostos a Pagar 2.000 
Fornecedores 6.000 
 
Depreciação Acumulada 8.000 
Capital 70.000 
 
Valores a Receber de Clientes 21.000 
Perdas Estimadas com Clientes 1.500 
 
Caixa e Equivalentes de Caixa 2.000 
Os diversos eventos apresentados a seguir, relacionados com os Valores a Receber de Clientes existentes 
em 31/12/2013, ocorreram durante o ano de 2014, nesta ordem: 
− Créditos com clientes no valor total de R$ 2.000,00 foram considerados incobráveis pela empresa. 
− Do saldo remanescente da conta Valores a Receber de Clientes, a empresa recebeu 90% em 2014 e o 
restante será recebido em 2015. 
− As vendas a prazo de 2014 que vencerão após 31/12/2014 totalizaram R$ 20.100,00. 
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− A empresa estimou as prováveis Perdas com Clientes aplicando o percentual de 4% sobre o saldo da 
conta Valores a Receber de Clientes em 31/12/2014. 
No resultado de 2014, o valor total registrado de despesas relacionadas com a não realização de créditos 
sobre valores a receber de clientes, em reais, foi 
(A) 2.804,00. 
(B) 2.304,00. 
(C) 2.880,00. 
(D) 1.380,00. 
(E) 880,00. 
 
19. (VUNESP – ISS Valinhos/SP – 2019) 
Uma entidade adquiriu mercadorias para revenda por R$ 35.000,00, a prazo. Para que as mercadorias 
estivessem disponíveis para comercialização, a entidade arcou com um custo adicional de frete no valor 
de R$ 600,00. 
Considerando a situação apresentada, assinale a alternativa sobre o reconhecimento e a mensuração 
essa transaçãoeconômica nas Demonstrações Contábeis. 
(A) A entidade reconheceu mercadorias para revenda no ativo pelo custo de R$ 35.600,00. 
(B) A entidade reconheceu uma despesa de frete no valor de R$ 600,00. 
(C) A entidade reconheceu uma saída de caixa no valor de R$ 35.600,00. 
(D) Foi registrado um imobilizado no valor de R$ 35.000,00. 
(E) Foi registrado um passivo não circulante no valor de R$ 34.400,00. 
 
Determinada entidade privada adquiriu, para revenda, mercadorias pelo valor de R$ 500.000. Com base 
nesse montante, o fornecedor cobrou, ainda, 10% referentes aos tributos não recuperáveis e 5% de frete 
para entrega. 
A partir dessas informações, julgue os itens a seguir. 
20. (CESPE – ICMS/DF – 2020) 
O gestor contábil deve contabilizar as mercadorias como ativo circulante ao custo de R$ 550.000. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
21. (CESPE – ICMS/DF – 2020) 
O gestor contábil deve debitar como despesa operacional o valor de R$ 25.000, referente ao valor pago 
pelo frete. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
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22. (CESPE – Analista – TJ/AM – 2019) 
Situação hipotética: Uma entidade comercial apresenta estoque inicial no valor de R$ 1 mil, compras líquidas 
no período no valor de R$ 500 e estoque final de R$ 500. 
Assertiva: Nesse caso, o custo da mercadoria vendida por essa entidade comercial é de R$ 1 mil. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
23. (CESPE – ICMS/RS – 2019) 
Em uma compra de mercadorias para composição dos estoques de entidade que utiliza inventário 
permanente, o lançamento do imposto de circulação de mercadorias e serviços (ICMS) deve ser feito em 
uma conta de natureza 
A) credora, no ativo. 
B) devedora, no ativo. 
C) credora, no passivo. 
D) devedora, no passivo. 
E) devedora, no resultado. 
 
24. (CESPE – ICMS/RS – 2019) 
As informações mostradas a seguir foram extraídas de uma nota fiscal emitida por fornecedor a uma 
companhia industrial que havia adquirido matérias-primas para seu processo produtivo. 
• valor das mercadorias: R$ 100.000,00 
• imposto sobre produtos industrializados (IPI) destacado: R$ 10.000,00 
• alíquota de ICMS: 18% 
Se a transação não implicou outros custos, então a companhia industrial deve ter contabilizado 
A) R$ 72.000,00 como entrada no estoque de mercadorias. 
B) R$ 18.000,00 como tributos a compensar. 
C) R$ 110.000,00 como custo de produção. 
D) R$ 21.951,20 como ICMS a compensar. 
E) R$ 10.000,00 como despesa de IPI. 
 
25. (AOCP – ISS Betim/MG – 2020) 
Uma empresa adquiriu, mercadorias pelo preço de R$ 500.000,00. Nesse valor, estavam inclusos R$ 
50.000,00 referentes aos tributos recuperáveis e R$ 20.000,00 de tributos não recuperáveis. Pelo 
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montante da transação, a empresa obteve um desconto incondicional no valor de R$ 50.000,00, 
sabendo-se ainda que, na mesma operação, incorreram nos seguintes gastos: 
• Transporte sobre as compras das mercadorias até a sede da empresa no valor de R$ 10.000,00. 
• Imposto de Importação no valor de R$ 10.000,00. 
• Seguro para transporte das mercadorias até a sede da empresa no valor de R$ 5.000,00. 
Com base nas informações apresentadas, é correto afirmar que o custo de aquisição das mercadorias 
adquiridas por essa empresa foi 
(A) R$ 425.000,00. 
(B) R$ 475.000,00. 
(C) R$ 435.000,00. 
(D) R$ 405.000,00. 
(E) R$ 415.000,00 
 
26. (FCC – ICMS/BA – 2019) 
Uma empresa adquiriu no exterior, em 15/09/2018, mercadorias para comercialização no mercado 
brasileiro. Além do preço pago ao fornecedor no exterior, que foi R$ 3.000.000,00, a empresa arcou com 
os seguintes encargos para dispor das mercadorias em condições de venda: 
− R$ 300.000,00 de transporte marítimo internacional para trazer as mercadorias até o Brasil; 
− R$ 150.000,00 de taxas e tarifas alfandegárias para ingresso das mercadorias no Brasil, incluindo o 
imposto de importação; 
− R$ 45.000,00 de impostos locais que são compensados com os impostos incidentes no momento em 
que ocorre a venda das mercadorias; e 
− R$ 50.000,00 para transportar as mercadorias do porto até a sede da empresa. 
Antes dessa compra, a empresa não tinha nenhum item em estoque e, em novembro de 2018, vendeu 
90% das mercadorias que haviam sido importadas. O valor bruto das vendas foi R$ 4.250.000,00 e os 
impostos incidentes sobre essas vendas totalizaram R$ 637.500,00. O Resultado Bruto com Mercadorias 
apurado pela empresa no ano de 2018, exclusivamente em relação às mercadorias importadas e 
vendidas, foi, em reais, 
(A) 1.550.000,00. 
(B) 462.500,00. 
(C) 422.000,00. 
(D) 777.500,00. 
(E) 507.500,00. 
 
 
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27. (FCC – ICMS/BA – 2019) 
No dia 01/12/2018 a empresa Só no Sapatinho S.A. realizou as seguintes vendas de mercadorias: 
− Vendas à vista: R$ 500.000,00 
− Vendas a prazo: R$ 660.000,00 
As vendas a prazo serão recebidas integralmente em 01/12/2020 e a empresa estava praticando para elas, 
na data da venda, a taxa de juros de 0,398% ao mês, equivalente a 4,88% ao ano e a 10% para o período 
de dois anos. 
A empresa Só no Sapatinho S.A. reconheceu, na Demonstração do Resultado do ano de 2018, 
exclusivamente em relação às vendas efetuadas em 01/12/2018, Receita de Vendas no valor de 
(A) R$ 1.160.000,00, apenas. 
(B) R$ 1.100.000,00, apenas. 
(C) R$ 1.094.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 2.364,12. 
(D) R$ 1.100.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 2.388,00. 
(E) R$ 1.160.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 4.616,80. 
 
28. (FCC – Contador – DPE/AM – 2018) 
A Cia. Fantástica possuía em seu estoque um lote de mercadoria e, em 01/12/2016, vendeu 60% desse 
lote por R$ 650.000,00 para ser recebido em 30/03/2018. Sabe-se que se o cliente tivesse adquirido as 
mercadorias à vista teria pago R$ 554.333,00, que não há incidência de qualquer tributo na compra nem 
na venda das mercadorias e que a taxa de juros cobrada pela empresa foi 1% ao mês. 
Com base nestas informações, a Cia. Fantástica reconheceu na Demonstração do Resultado de 2016, 
Receita de vendas no valor de 
(A) R$ 650.000,00, apenas. 
(B) R$ 554.333,00, apenas. 
(C) R$ 554.333,00 e Receita financeira no valor de R$ 95.667,00. 
(D) R$ 650.000,00 e Despesa financeira no valor de R$ 95.667,00. 
(E) R$ 554.333,00 e Receita financeira no valor de R$ 5.543,33. 
 
29. (FGV – Assistente – COMPESA – 2018) 
Uma entidade apresentava o seguinte balanço patrimonial, em 31/12/2016: 
Caixa: R$ 250.000,00. 
Capital Social: R$ 250.000,00. 
No ano de 2017, aconteceram os seguintes fatos: 
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– Compra à vista de R$ 200.000, em estoque. 
– Venda à vista de metade do estoque por R$ 160.000,00. 
Assinale a opção que indica o valor do saldo da conta patrimonial referente ao ICMS, em 31/12/2017, 
considerando alíquota do ICMS de 18%. 
a) ICMS a recolher de R$ 7.200. 
b) ICMS a recuperar de R$ 7.200. 
c) ICMS a recolher de R 10.800. 
d) ICMS a recuperar de R$ 10.800. 
e) ICMS a recuperar de R$ 18.000. 
 
30. (FEPESE – ISS Itajaí/SC – 2020) 
A Companhia Tajay é um comércio varejista e no final do dia 30/11/2019 foi surpreendida com o roubo da 
totalidade do seu estoque de mercadorias para revenda. 
Para determinar o valor roubado, considere as seguintes informações do mês de novembro de 2019: 
– O valor do saldo da conta “estoques de mercadorias para revenda” no início do mês era de R$ 50.000. 
– A receita líquida de vendas de novembro foi de R$ 200.000, tendo recebido R$ 80.000à vista e o 
restante registrado na conta do ativo circulante “Duplicatas a receber”. 
– No início de novembro o saldo da conta “Duplicatas a receber” era devedor em R$ 3.000. Durante o 
mês, essa conta recebeu um total de créditos de R$ 55.000, em decorrência de recebimentos de clientes. 
– A conta “Fornecedores a pagar” registra as obrigações de compras a prazo de mercadorias para 
revenda. No início de novembro o saldo dessa conta era credor em R$ 20.000. Durante o mês, ela recebeu 
um total de R$ 50.000 em débitos, que são referentes a pagamentos efetuados pela empresa aos seus 
fornecedores, de quem comprou a prazo. Ao final de novembro o saldo da conta “Fornecedores a pagar” 
era credor em R$ 35.000. 
– A Companhia Tajay tem por política comercial sempre obter uma margem bruta de 50% sobre o valor 
da receita líquida de vendas de mercadorias. 
– O valor das compras à vista de mercadorias para revenda foi de R$ 40.000. 
– As despesas operacionais do mês foram de R$ 25.000. 
– Houve a devolução de compras de mercadorias no valor de R$ 10.000. 
Então, o valor roubado do estoque de mercadorias para revenda foi de: 
a) R$ 30.000. 
b) R$ 45.000. 
c) R$ 55.000. 
d) R$ 65.000. 
e) R$ 80.000. 
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31. (CESGRANRIO – Auditor – PETROBRÁS – 2018) 
A indústria sujeita à incidência do IPI e do ICMS, que produz lingotes de ferro, apresentou as seguintes 
informações, em reais, sobre a compra de matéria-prima, num determinado mês: 
Custo da matéria-prima semi-industrializada 500.000 
IPI incidente sobre o custo dessa matéria-prima 50.000 
Abatimentos recebidos sobre essa matéria-prima 20.000 
ICMS incidente sobre a compra dessa matéria-prima 85.000 
Considerando-se os aspectos técnico-conceituais para o registro das compras de matéria-prima no 
estoque, o seu valor, em reais, é de 
a) 345.000,00 
b) 365.000,00 
c) 395.000,00 
d) 445.000,00 
e) 465.000,00 
 
32. (FCC – ISS Manaus/AM – 2019) 
Os valores relacionados com as compras de mercadorias, por uma empresa, ocorridas durante o ano de 
2018, foram os seguintes: 
− Pagamento efetuado para o fornecedor das mercadorias: R$ 431.250,00. 
− Pagamento de seguro para cobertura de riscos até a mercadoria chegar à sede da empresa: R$ 
30.000,00 
− Valor do frete pago para transportar as mercadorias até a empresa: R$ 20.250,00. 
Nos diversos valores pagos pela empresa, estão incluídos tributos recuperáveis no valor de R$ 33.750,00 
e tributos não recuperáveis no valor de R$ 24.000,00. 
A empresa conseguiu negociar no ano abatimentos sobre as diversas compras efetuadas no valor de R$ 
45.000,00. O estoque inicial de mercadorias estava registrado pelo valor de R$ 150.000,00 e no final do 
período o saldo apresentado era R$ 112.500,00. 
O custo das mercadorias vendidas (CMV) evidenciado no resultado do ano de 2018 foi, em reais, 
(A) 440.250,00. 
(B) 390.000,00. 
(C) 410.250,00. 
(D) 420.000,00. 
(E) 485.250,00. 
 
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33. (FCC – ISS Manaus/AM – 2019) 
No dia 31/10/2018 a empresa Tecnologia de Revenda S.A. adquiriu mercadorias para revenda, tendo 
pago os seguintes valores: 
− Fornecedor: R$109.500,00 
− Frete para transporte das mercadorias até a empresa: R$ 2.500,00 
No valor pago ao fornecedor estavam incluídos tributos recuperáveis no valor de R$ 11.500,00 e tributos 
não recuperáveis no valor de R$ 8.000,00. 
Todas estas mercadorias foram negociadas em 18/12/2018 pelo valor de R$ 225.000,00, mas foram 
vendidas com um desconto comercial de 10% em função da quantidade. A empresa pagou R$ 2.250,00 de 
comissão para os vendedores e R$ 3.500,00 de frete para entrega das mercadorias vendidas. O lucro 
bruto apurado pela empresa Tecnologia de Revenda S.A., especificamente em relação à compra e venda 
das mercadorias, foi, em reais, 
(A) 90.500,00. 
(B) 124.500,00. 
(C) 102.000,00. 
(D) 99.750,00. 
(E) 96.250,00. 
 
34. (CESPE – Analista – SLU/DF – 2019) 
Uma empresa iniciou suas atividades sem estoques e adquiriu, a prazo, mercadorias para revenda, por R$ 
30.000, tendo pagado adiantado R$ 300 de frete. Quando do pagamento das mercadorias ao fornecedor, 
por pagar no prazo estipulado, a empresa obteve 2% de desconto financeiro sobre o preço de aquisição. 
Com referência a essa situação hipotética, julgue o seguinte item, desconsiderando quaisquer efeitos 
tributários. 
Se, em vez de ter sido adiantado, o frete fosse pago somente após 30 dias da entrega das mercadorias 
pelo fornecedor, mantidas as demais condições, o valor das mercadorias adquiridas a ser registrado seria 
de R$ 30.300. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
35. (CESPE – Analista – SLU/DF – 2019) 
Caso não haja venda, aquisição ou baixa de mercadorias no período, o valor registrado dos estoques, 
após o pagamento da fatura ao fornecedor, será de R$ 30.300. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
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36. (CESPE – Analista – SLU/DF – 2019) 
Se, em razão de negociação, o desconto de 2% fosse dado no momento da aquisição das mercadorias em 
vez de devido ao pagamento no prazo estipulado, mantidas as demais condições, o valor das 
mercadorias adquiridas a ser registrado seria de R$ 29.700. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
37. (CESPE – Analista – SLU/DF – 2019) 
O desconto obtido em razão do pagamento no prazo estipulado não influencia no valor do estoque das 
mercadorias para revenda. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
38. (FCC – ISS São José do Rio Preto/SP – 2019) 
Os métodos PEPS, UEPS, média ponderada móvel e média ponderada fixa são metodologias para 
avaliação de 
(A) custo de investimentos classificados a mercado. 
(B) depreciação do ativo imobilizado. 
(C) custo dos estoques. 
(D) valor de mercado das ações em tesouraria. 
(E) passivos atuariais. 
 
39. (FCC – Técnico – SEMEF – Manaus – 2019) 
No dia 30/11/2018 uma empresa adquiriu mercadorias por R$ 150.000,00, tendo pago o valor à vista. A 
empresa incorreu, adicionalmente, nos seguintes gastos: 
− Frete para transporte das mercadorias até a empresa: R$ 3.000,00. 
− Seguro para o transporte até a empresa: R$ 1.200,00. 
Nos diversos valores pagos pela empresa, estavam incluídos: 
− Tributos recuperáveis: R$ 12.000,00. 
− Tributos não recuperáveis: R$ 500,00. 
Sabendo-se que a empresa não tinha estoque antes dessa compra e que nenhuma mercadoria foi 
vendida, o valor do Estoque evidenciado pela empresa no Balanço Patrimonial de 31/12/2018 foi, em 
reais, 
(A) 154.700,00. 
(B) 150.000,00. 
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(C) 154.200,00. 
(D) 153.000,00. 
(E) 142.200,00. 
 
40. (OBJETIVA – Contador – Pref. Nonoai/RS – 2018) 
Segundo ALMEIDA, considerando-se os métodos de valorização dos estoques, analisar os itens abaixo: 
I – No método UEPS as quantidades que ficam em estoque são valorizadas pelos primeiros custos 
unitários; as que saem, pelos últimos custos unitários. 
II – No método PEPS, as quantidades que ficam em estoque são valorizadas pelos primeiros custos 
unitários; as que saem, pelos últimos custos unitários. 
III – Através do método do custo médio, as quantidades que ficam em estoque e as que saem são 
valorizadas pelo custo unitário médio de aquisição ou fabricação. 
Está(ão) CORRETO(S): 
a) Somente o item I. 
b) Somente o item II. 
c) Somente os itens I e III. 
d) Somente os itens II e III. 
 
41. (CESPE – ICMS/AL – 2020) 
Em um cenário econômico de alta dos preços, a opção pela utilização do método PEPS (primeiro que 
entra, primeiro que sai)provoca custos de mercadorias vendidas em valores maiores do que os que 
seriam obtidos com a utilização do método da média ponderada. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
42. (CESPE – Analista – TCE/PR – 2016) 
No estoque da empresa comercial RT Ltda., havia, no início de maio de 2015, 50 unidades de raquetes de 
tênis, no valor de R$ 200 cada uma. Naquele mês, a empresa comprou, no dia 10, 150 unidades desse 
mesmo produto, ao custo unitário de R$ 210, e, no dia 18, outras 120 unidades, ao custo total de R$ 
26.400. Por apresentarem defeitos, em 24 de maio, 40 unidades da última compra foram devolvidas. A 
empresa registrou, também, duas vendas dessas raquetes, ao preço unitário de R$ 350: 80 unidades 
foram vendidas em 15 de maio e 180 unidades foram vendidas em 23 de maio. A empresa mantém um 
controle permanente do estoque. 
Assinale a opção correta acerca das operações apresentadas no mês de maio de 2015. 
A) O custo das vendas seria igual a R$ 63.875, se fosse utilizado o método primeiro que entra, primeiro que sai 
(PEPS). 
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B) Se fosse calculado pelo método da média ponderada, o valor do estoque, após a primeira venda, seria 
inferior a R$ 25.000. 
C) O estoque final, que era de 20 unidades, teria custo unitário de R$ 214, se fosse utilizado o método da 
média ponderada. 
D) O custo das vendas calculado pelo método da média ponderada é igual a R$ 91.000. 
E) Entre todos os métodos utilizados, o da média ponderada é aquele que fornece o menor custo das 
mercadorias vendidas. 
 
43. (ESAF – Contador – FUNAI – 2016) 
Uma empresa comercial realizou as seguintes operações durante o mês de maio de 2016: 
Data Operação 
Quantidade (em 
unidades) 
Preço de compra 
unitário (em R$) 
Preço de venda 
unitário (em R$) 
02/05 Compra 200 40,00 - 
06/05 Venda 150 - 45,00 
14/05 Compra 200 60,00 - 
19/05 Venda 180 - 72,00 
25/05 Compra 80 63,50 - 
31/05 Venda 100 - 73,00 
Sabendo que a empresa não apresentava estoque inicial e que adota o critério PEPS para avaliação dos 
estoques, o custo das mercadorias vendidas no mês de maio de 2016 foi, em reais, de 
a) 22.080,00. 
b) 22.467,50. 
c) 21.905,00. 
d) 27.010,00. 
e) 23.080,00. 
 
44. (FGV – Técnico Contábil – Cuiabá-MT – 2015) 
Uma loja vende apenas um tipo de cadeira. 
Em 31/12/2014, a loja possuía em seu estoque 20 cadeiras. O estoque total estava avaliado em R$ 
2.000,00. 
Durante o primeiro trimestre de 2014, foram feitas as seguintes transações: 
• Compra de 50 cadeiras por R$ 120,00 cada. O frete de R$ 100,00 foi pago pelo comprador. 
• Venda de 30 cadeiras por R$ 130,00 cada. O frete de R$ 90,00 foi pago pelo comprador. 
• Compra de 20 cadeiras por R$ 125,00 cada. O frete de R$ 50,00 foi pago pelo vendedor. 
• Venda de 40 cadeiras por R$ 135,00 cada. O cliente foi buscar as cadeiras na loja. 
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• Compra de 10 unidades de cadeira por R$ 130,00 cada. O frete de R$ 50,00 foi pago pelo comprador. 
Com base nas informações acima, considerando que a empresa utiliza o método do custo médio 
ponderado fixo para avaliar os seus estoques, assinale a opção que indica o valor do custo das 
mercadorias vendidas no primeiro trimestre de 2014. 
(A) R$ 8.142,86. 
(B) R$ 8.223,81. 
(C) R$ 8.260,00. 
(D) R$ 8.365,00. 
(E) R$ 9.300,00. 
 
45. (CESPE – ICMS/AL – 2020) 
Uma mercadoria cujo custo de aquisição não possa ser mais recuperável deve ser mensurada a valor justo 
até a sua venda definitiva. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
46. (FGV – Técnico Contábil – Cuiabá-MT – 2015) 
Uma loja, que vende vassouras, avalia o seu estoque pelo método PEPS. 
Em 01/01/2014 havia cinco vassouras no estoque, que estava avaliado em R$ 50,00. Na data, a vassoura 
era vendida por R$ 20,00. 
No mês de janeiro aconteceram os seguintes fatos: 
• Compra de 10 vassouras por R$ 15,00 cada. 
• Venda de 12 vassouras por R$ 18,00 cada. 
• Compra de 15 vassouras a R$ 16,00 cada. 
• Venda de oito vassouras por R$ 15,00 cada. 
• Compra de três vassouras por R$ 22,00 cada. 
• Venda de oito vassouras por R$ 17,00. 
Em 31/01/2014 a vassoura passou a ser vendida a R$ 18,00. 
Assinale a opção que indica o saldo do estoque de vassouras em 31/01/2014. 
(A) R$ 66,00. 
(B) R$ 86,00. 
(C) R$ 90,00. 
(D) R$ 98,00. 
(E) R$ 102,00. 
 
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47. (FGV – Contador – SMF Niterói-RJ – 2015) 
Em 02/01/x1, a Atacadista Iota S.A. adquiriu 100.000 unidades do Protetor Solar Y, por um custo unitário 
de R$ 10,00. Em 09/01/x1, a companhia adquiriu mais 30.000 unidades, por um custo unitário de R$ 
11,30. Em 15/01/x1, a companhia vendeu 40.000 unidades desse produto, por um preço de R$ 16,00 cada. 
Em 23/01/x1, foram adquiridas mais 20.000 unidades, por um custo unitário de R$ 9,75. Em 30/01/x1, a 
companhia vendeu 60.000 unidades, por R$ 15,50 cada. Como a companhia não possuía estoques iniciais 
desse produto, a diferença entre os valores pelos quais o custo dos Protetores Solares Y vendidos 
durante janeiro de x1 poderá ser apresentado, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, 
será de: 
(A) R$ 10.000; 
(B) R$ 10.600; 
(C) R$ 13.000; 
(D) R$ 24.000; 
(E) R$ 34.000. 
 
48. (FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015) 
A Cia. Expec comercializa projetores multimídia e, no início do mês de janeiro de 20x4, tinha um estoque 
de 25 unidades ao custo unitário de R$1.100. Durante esse mês foram realizadas as seguintes 
movimentações: 
03/01 – Compra a prazo de seis unidades a R$1.180 cada uma; 
07/01 – Devolução de uma das unidades adquiridas na compra anterior, por defeito; 
09/01 – Venda à vista de treze unidades, pelo preço unitário de R$2.150; 
16/01 – Compra à vista de sete unidades pelo valor unitário de R$1.150; 
21/01 – Venda a prazo de dezesseis unidades, pelo preço unitário de R$2.100. 
Considerando apenas as informações apresentadas, após os registros no controle de estoque durante o 
mês de janeiro de 20x4 na Cia. Expec, é correto afirmar que: 
(A) o custo médio ponderado apresentou o menor custo das mercadorias vendidas; 
(B) o custo da venda do dia 09/01, pelo método UEPS, foi R$14.300; 
(C) pelo método PEPS, o custo da venda do dia 21/01 foi R$ 17.950; 
(D) a devolução da compra do dia 07/01 não afetou o custo médio dos estoques; 
(E) o uso do método UEPS implica menor valor do estoque final de mercadorias. 
 
 
 
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49. (FCC – AFRE – SEFAZ-MA – 2016) 
Os estoques de uma empresa são controlados pelo Sistema de Inventário Permanente e mensurados 
pelo critério da Média Ponderada Móvel. Durante o ano de 2015, a empresa realizou, em ordem 
cronológica, as seguintes transações com compra e venda de mercadorias: 
Data Operação 
Quantidade 
(unidades) 
Preço unitário de 
compra (R$) 
Preço unitário de 
venda (R$) 
02/03/2015 Compra 500 100,00 
06/04/2015 Venda 200 − 140,00 
13/05/2015 Compra 100 96,00 
21/08/2015 Venda 200 − 144,00 
29/11/2015 Compra 100 96,00 − 
Sabendo que a empresa não detinha estoque inicial, o valor do Estoque apresentado no Balanço 
Patrimonial de 31/12/2015 foi, em reais: 
(A) 29.400,00. 
(B) 29.200,00. 
(C) 29.600,00. 
(D) 69.200,00. 
(E) 39.800,00. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabarito 
 
01 – B 06 – D 11 – A 16 – A 21 – E 26 – B 31 – C 36 – C41 – E 46 – B 
02 – C 07 – C 12 – C 17 – B 22 – C 27 – D 32 – A 37 – C 42 – B 47 – D 
03 – C 08 – C 13 – B 18 – D 23 – B 28 – E 33 – C 38 – C 43 – C 48 – E 
04 – E 09 – E 14 – B 19 – A 24 – * 29 – B 34 – C 39 – E 44 – D 49 – A 
05 – C 10 – E 15 – E 20 – E 25 – A 30 – B 35 – C 40 – C 45 – E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Resumo direcionado 
ATIVO CIRCULANTE 
 
Disponibilidades 
Incluem o dinheiro em caixa ou em banco, cheques sem restrição de uso imediato, além de aplicações 
financeiras de liquidez imediata. 
 
 
Direitos Realizáveis no Curso do Exercício Social Subsequente 
Constituem os direitos que se tornam realizáveis ao longo do exercício social seguinte ou do ciclo operacional 
da entidade, caso este seja maior que o exercício social. 
 
Aplicações de Recursos em Despesa do Exercício Seguinte 
Contemplam despesas que foram pagas antecipadamente, ou seja, cujos fatos geradores ocorrerão no futuro. 
Para respeitar o Regime da Competência essas despesas pagas antecipadamente são classificadas 
inicialmente no Ativo. Posteriormente, sua baixa é realizada em contrapartida da apropriação da despesa 
incorrida. 
 
Ciclo Operacional 
É o tempo transcorrido entre a aquisição de ativos para processamento e sua realização em caixa ou seus 
equivalentes. Normalmente é de 12 meses. 
No entanto, o art. 179 da Lei das Sociedades Anônimas diz que “na companhia em que o ciclo operacional da 
empresa tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o 
prazo desse ciclo”. 
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PERDAS ESTIMADAS COM CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA (PECLD) 
Conta retificadora do Ativo constituída para suportar futuros “calotes” que a entidade terá que suportar. A 
constituição da PECLD é realizada com base em históricos de perdas de créditos provenientes de vendas a 
prazo. 
• Lançamento de Constituição da PECLD 
D – Devedores Duvidosos (Despesa) 
C – PECLD (Retificadora do Ativo) 
• Baixa de Títulos Considerados Incobráveis 
D – PECLD (pela baixa da provisão realizada anteriormente) 
C – Clientes (pela baixa do direito considerado incobrável) 
• Reversão do Saldo Remanescente (saldo não utilizado) 
D – PECLD (pela reversão da provisão não utilizada) 
C – Outras Receitas Operacionais (Receita) 
Atenção! Se o saldo da PECLD não cobrir o valor total do título considerado incobrável o excesso é 
apropriado diretamente ao resultado como perda. 
 
 
ESTOQUES 
Art. 183 da Lei n° 6.404/76: “os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da 
companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, serão avaliados pelo 
custo de aquisição ou de produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for 
inferior.” 
CPC 16: os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o 
menor. 
 
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• Valor de Custo: deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação, bem como outros custos 
incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais. 
• Valor Realizável Líquido: é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos 
custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda. 
O custo de aquisição dos estoques compreende: 
▪ preço de compra; 
▪ impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco); 
▪ custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição; 
 
Exemplos de itens não incluídos no custo dos estoques e reconhecidos como despesa do período em que 
são incorridos: 
• valor anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros insumos de produção; 
• gastos com armazenamento, a menos que sejam necessários ao processo produtivo entre uma e outra fase de 
produção; 
• despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu local e condição atuais; e 
• despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços aos clientes. 
 
IPI entra na Base de Cálculo do ICMS? 
 
 
 
 
 
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IPI entra na Base de Cálculo do PIS/COFINS? 
 
Cuidado! Lembrar da decisão do STF a respeito da não inclusão do ICMS na Base de Cálculo do PIS/COFINS e 
o posicionamento da receita Federal a respeito! 
 
SISTEMA DE INVENTÁRIO PERIÓDICO 
Controle é realizado mediante levantamento físico ao final de cada período. Ideal para pequenas empresas. 
𝑪𝑴𝑽 = 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑰𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 + 𝑪𝒐𝒎𝒑𝒓𝒂𝒔 – 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 
 
SISTEMA DE INVENTÁRIO PERMANENTE 
É o sistema usado por grandes empresas, pois o controle dos estoques é contínuo, por meio de fichas de 
controle, o que possibilita o cálculo do resultado (lucro ou prejuízo) das vendas de mercadorias, já que 
sabemos de imediato o valor do custo das mercadorias vendidas. 
• Método PEPS 
PEPS significa “Primeiro a Entrar é o Primeiro a Sair” (ou FIFO – First In, First Out). Nesse método, numa 
eventual venda iremos considerar, e contabilizar, que a saída realizada refere-se às mercadorias mais antigas, 
ficando nos estoques as mais recentes. 
 
• Método UEPS 
UEPS significa “Último a Entrar é o Primeiro a Sair” (ou LIFO – Last In, Last Out). Nesse método, numa 
eventual venda iremos considerar, e contabilizar, que a saída realizada refere-se às mercadorias mais 
recentes, ficando contabilizado nos estoques as mais antigas. 
 
• Método do Custo Médio (Móvel) 
No Custo Médio Móvel, ou Custo Médio Ponderado, o estoque é avaliado continuamente através da média 
dos custos. Ou seja, a cada nova compra uma nova média de custo é calculada. 
 
• Método do Custo Médio (Fixo) 
Considera-se todas as entradas do período de uma só vez, dividindo o custo total de aquisição pela 
quantidade de mercadorias adquiridas no período. 
𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝑴é𝒅𝒊𝒐 𝑼𝒏𝒊𝒕á𝒓𝒊𝒐 =
𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝒅𝒐 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑰𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 + 𝑪𝒐𝒎𝒑𝒓𝒂𝒔
𝑼𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 𝒅𝒐 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑰𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 + 𝑼𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 𝑨𝒅𝒒𝒖𝒊𝒓𝒊𝒅𝒂𝒔
 
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• Método do Custo Específico 
O método do custo específico é utilizado quando é possível controlar o estoque através da determinação clara 
de qual foi o custo de aquisição do produto que está sendo vendido. 
 
Relação entre o Estoque Final, CMV e Lucro 
 
 
 
 
 
 
 
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