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14 EFEITOS DA GESTÃO DE CUSTOS NA CONTINUIDADE DAS EMPRESAS Clovis Antonio de Sousa, Daniela Figueiredo de Souza Ilquiani da Rocha Maulaz Tenicia da Rocha Maulaz Pedro Augusto Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Ciências Contábeis (CTB 0424) – Prática do Módulo V 11/07/2019 RESUMO O objetivo do presente artigo é demonstrar um estudo da gestão de custo meio empresarial. Pois a contabilidade é uma ciência presente desde os tempos mais antigos, passando por diversas mudanças e aprimoramentos. E hoje em uma sociedade moderna os contabilistas exercem um papel essencial no mercado econômico, pois são indispensáveis para auxiliar nas tomadas de decisões, colaborando assim com o desenvolvimento da empresa. Assim o mesmo expõe e fundamenta, o conceito custo como também descreve os métodos de custeio. Neste contexto, para alcançar o objetivo do estudo, foi realizado uma pesquisa bibliográfica, visando a gestão de custos como fonte de dados competentes na tomada de decisões, levando em consideração os métodos que podem ser utilizados para se obter esses dados demonstrando a importância da gestão de custo, afim de ampliar o conhecimento sobre o que o mercado requer. Portanto, e clara a percepção que a decisão de se investir em uma gestão adequada dos custos, pode ser a chave para o sucesso das organizações. Palavras-chave: Gestão de Custo. Método de Custeio. Tomada de Decisão. INTRODUÇÃO Vive-se em uma sociedade, cuja base do desenvolvimento encontra-se na competividade dos negócios, e cada vez mais as organizações estão implantando modernas estratégias de produção. As empresas buscam otimizar suas atividades para atingir melhor desempenho ao menor custo. Dentro deste contexto, este trabalho especifica a importância da contabilidade e da gestão de custo no meio empresarial, pois os gestores precisam buscar conhecimentos para tomar decisões corretas dentro de suas organizações, que podem auxilia-los com novos investimentos. Conforme relatou Marion, (2009, p. 25): A contabilidade é o grande instrumento que auxilia a administração a tomar decisões. Na verdade, ela coleta todos os dados econômicos, mensurando-os monetariamente, registrando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem sobremaneira para a tomada de decisões. Dentro do conceito de tomada de decisão nos negócios empresariais, destaca-se a gestão de custos, que avalia a riqueza da empresa em suas atividades de relevância, facilitando de forma eficaz, uma análise do desempenho dos gastos da empresa. Como relata, Goulart Júnior (2000), um dos fatores-chave de sucesso nas empresas é a gestão dos custos que identifica e analisa como estão sendo alocados os custos aos produtos. Considerando o exposto, o presente artigo apresenta a seguinte problemática: como as informações geradas pelos métodos de custeio podem contribuir para a tomada de decisão? Esse estudo tem por objetivo avaliar a importância da gestão de custos, assim como expor a utilização das informações geradas pelos métodos de custeio, para o auxílio da tomada de decisão nas organizações. Este artigo tomou como base de estudo uma pesquisa bibliográfica e documental descritiva pois, o mesmo expõe e fundamenta os princípios e métodos de custeio, como também demonstrar os objetivos da gestão de custos, a fim de ampliar o conhecimento sobre o que o mercado requer. Deste modo, a importância gestão de custos para a desenvolvimento do profissional, que atua na administração contábil, é essencial. Conforme nota-se, o estudo do tema em questão faz se necessário para o aperfeiçoamento do conhecimento próprio, a fim de proporcionar maior valorização da imagem de futuros contadores para sociedade. A pesquisa acadêmica traz benefícios para as empresas, como também para os profissionais que atuam na área contábil. Deste modo, esta pesquisa se favorece de relatos e artigos apresentados sobre a gestão de custos exposto por empresas que se dedicaram a estudar e desenvolver o sistema. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A gestão de Custos é o ramo da contabilidade que analisa os gastos decorrentes da produção de produtos ou da prestação de serviços. Para Leone (2010) a contabilidade de custos observa os custos de modo distinto para produzir informações diferentes que acatem a obrigações gerenciais, constitui diversos sistemas de custos e adota diferentes critérios de avaliação, cálculo e alocação para aprovisionar informações especificas estabelecidas por ambientes de produção e de gerência em constante transformação. Neste sentido assim descreveu, CRC-SP (1992, p. 15): Contabilidade de custos é o processo ordenado de usar os princípios da contabilidade geral para registrar os custos de operação de um negócio, de tal maneira que, com dados da produção e das vendas, se torne possível à administração utilizar as contas para estabelecer os custos de produção e distribuição, tanto por unidade como pelo total, para um ou para todos os produtos fabricados ou serviços prestados e os custos das outras diversas funções do negócio, com a finalidade de obter operação eficiente, econômica e lucrativa. De acordo com o CRC-SP (1992, p. 16), a contabilidade de custos precisa acatar os três objetivos básicos; a determinação do lucro utilizando, o controle das operações do estoque, e a tomada de decisões. Dentro deste contexto de tomada de decisão, assim relatou Oliveira (2004), tomada de decisão, é uma conversão das informações em ação, logo decisão é a ação tomada com base na análise de informações, sendo indispensável que tais informações, usadas na escolha da opção mais importante para a organização, sejam concisas e relevantes. Com base nas definições apresentadas, para fundamentar os aspectos teóricos, que embasam a pesquisa, foi analisado os sistemas de custeio, que são apropriados para fornecer informações que atendam as obrigações das organizações para a tomada de decisão. Sobre os métodos de custeio, Gonçalves e Leoncine (2012), relatam que os mesmos são instrumentos para a geração de informações relevantes para a tomada de decisão. Esse aspecto demonstra que necessita ser escolhido um método de custeio que seja adequado aos objetivos e características de cada empresa. Nesta perspectiva, os métodos de custeio ajudam no gerenciamento dos custos, sendo uma ferramenta para o processo de gestão. 2.1 A importância da gestão de custos A gestão de custos é uma importante ferramenta para a tomada de decisões nas organizações, porque busca a avaliar e produzir informações em diversos níveis gerenciais nas empresas, pois é o fator responsável pelo desempenho, planejamento, controle e tomada de decisão, uma vez que torna possível a alocação de recursos de maneira detalhada e acertada, logo gera mais garantia nos meios de produção de bens e serviços (SANTOS, 2011). Dentro deste contexto de tomada de decisão, assim relatou Martins (2008, p. 22): (...) no que tange à decisão, seu papel reveste-se de suma importância, pois consiste na alimentação de informações sobre valores relevantes que dizem respeito às consequências de curto e longo prazo sobre medidas de introdução ou corte de produtos, administração de preços de venda, opção de compra ou produção, etc. Deste modo, pode-se entender que a gestão de Custos é um sistema que mostra diversas informações aos seus usuários, que permitir que os mesmos tomem suas decisões de modo mais adequado. A gestão de custos analisa o modo como as informações contábeis, financeiras e de vendas podem ajudar na tomada de decisão das empresas, como também verifica o preço de venda está de acordo com as perspectivas de retorno financeiro e concorrência da organização. Como descreve Padoveze (2000): “[...] é no subsistema de gestão que as decisões são tomadas; o subsistema de gestão só pode ser especificado apósa definição maior do modelo de gestão. Nele se encontra o processo de gestão e as atividades de planejamento, execução e controle”. Nessa perspectiva, para que as organizações cheguem a uma gestão de custos eficiente, é preciso conhecimento de seus custos, como também, uma busca constante pela redução e melhoria dos mesmos, ou seja, as empresas devem buscar por meios de redução em todos os seus processos e manter a qualidade de seu produto ou do seu serviço final. Assim o sucesso e continuidade da empresa está na capacidade que ela tem de reduzir seus custos. Neste sentido considera-se que a gestão competente dos custos empresariais parte da hipótese que a composição do preço de produtos e serviços ficam cada vez mais avançadas e estabelecem acordos que superam os aspectos contábeis financeiros convencionais permitindo a escolha da melhor maneira de compor e definir os custos. Dentro deste contexto, o meio que as empresas buscam para a continuidade de sucesso, é se diferenciar em relação a concorrência, estar um passo a frente na gestão empresarial, principalmente a contabilidade, impossibilitando ao gestor estar informado sobre as informações que seriam essenciais nas tomadas de decisões. 2.2 Conceito de custos No cenário globalizado em que o mercado atual se encontra, há várias necessidades dentro de uma organização, e, para que aja um bom funcionamento, são efetuados vários gastos, dentre estes gastos estão os custos, que fazem indispensáveis na vida de uma empresa. Diante disso, os custos são todos os investimentos que uma empresa precisa fazer para realizar as suas determinadas atividades, como descreve Martins (2003, p.25) “custo é o gasto relativo a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços “. Martins (2003) ainda relata: “o custo é também um gasto, só que reconhecendo como tal, isto é, como custo, no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços) para a fabricação de um produto ou execução de um serviço”. Ou seja, os custos são os gastos ligados diretamente à produção, esses gastos sempre vão ser consumidos no ambiente de fabricação de um produto ou serviço, como exemplos de custos estão os gastos com matérias-primas, mão de obra fabril, gastos com máquinas e equipamentos utilizados na produção e etc. Para Horngren, Foster e Datar (2004, p.26) Contadores definem custos como um recurso sacrificado ou renunciado para conseguir um objetivo específico. Um custo (como materiais diretos ou publicidade) é normalmente medido como a quantia monetária que precisa ser paga para adquirir bens ou serviços. Por tanto, fica evidente então que os custos são os gastos que se relacionam diretamente com os fatores da empresa. Os custos se classificam como diretos e indiretos e ainda em fixo e variáveis. 2.2.1 Custos diretos Os custos diretos são aqueles que se identificam com precisão o seu real consumo por produto, ou seja, tem um controle de medidas, isto é, tem a quantidade exata dos componentes ao produto, como exemplo, matéria-prima, botões, embalagens dentre outros... Segundo Leone (2000, p.49), “os custos diretos são aqueles custos (ou despesas) que podem ser facilmente identificados com o objeto de custeio. São os custos diretamente identificados a seus portadores para que seja feita identificação, não há necessidade de rateio”. Portanto, fica claro a ligação que os custos diretos mantêm com os fatores da produção, pois eles são identificados de maneira clara e não precisam de nenhuma técnica, ou seja, de rateio para se alocar aos custos dos produtos elaborados. 2.2.2 Custos indiretos Estes custos necessitam de técnicas alocativas para integrarem aos custos dos produtos e serviços, e sua classificação aos produtos denomina-se rateio, pois não é possível sua identificação. Na concepção de Leone (2000, p.49) tem-se se que “...os custos indiretos são aqueles custos que não são facilmente identificados com o objeto do custeio. Às vezes, por causa da sua não-relevância, alguns custos são alocados aos objetos de custeio através de rateios...”. Nota -se que os custos indiretos são apropriados aos portadores finais mediante o emprego de critérios pré-determinados e portanto vinculados a causas correlatas, como mão-de-obra indireta, rateada por horas/homem da mão de obra direta, gastos com energia, com base em horas/máquinas utilizadas, etc. Ou seja são aqueles que apenas mediante aproximação podem ser atribuídos aos produtos por algum critério de rateio. Exemplos: 1. Mão-de-obra indireta: é representada pelo trabalho nos departamentos auxiliares nas indústrias ou prestadores de serviços e que não são mensuráveis em nenhum produto ou serviço executado, como a mão de obra de supervisores, controle de qualidade, etc. 2. Materiais indiretos: são materiais empregados nas atividades auxiliares de produção, ou cujo relacionamento com o produto é irrelevante. São eles: graxas e lubrificantes, lixas etc. 3. Outros custos indiretos: são os custos que dizem respeito à existência do setor fabril ou de prestação de serviços, como depreciação, seguros, manutenção de equipamentos, etc. 2.2.3 Custos fixos Os custos fixos são aqueles que permanecem estáveis independentemente de sua alteração no volume de produção, pois no processo industrial eles se fazem necessários, pelo motivo de se repetirem em todos os meses do ano, como o aluguel da fábrica, energia elétrica (utilizada na iluminação da fábrica). Como relata, Bruni (2000, p.70) “os gastos fixos são aqueles que não oscilam conforme os volumes de produção e vendas. Ou seja, em determinado período de tempo, e em certa capacidade instalada não variam, qualquer que seja o volume de atividade da empresa”. Diante disso, fica evidente que os custos fixos não apresentam nenhuma ligação com o volume de produção, independente de produzir mais quantidade os custos fixos sempre vão permanecer estáveis. 2.2.4 Custos variáveis Conceituado por Leone (2000, p 53) os custos variáveis “...São os custos (ou despesas) que variam de acordo com os volumes das atividades. Os volumes das atividades devem estar representados por base de volume, que são geralmente físicos...” portanto, estes custos apresentam uma relação diretamente com a produção, ou seja, quanto maior for o volume produzido, maior será os custos variáveis, como por exemplo mão-de-obra direta, matéria prima dentre outros. Rocha e Martins (2015) complementam que a variabilidade dos custos refere-se a sua dimensão física, quantitativa, e que a variação em termos monetários é consequência. Ou seja, não necessariamente a variação monetária é afetada pela variação de consumo. 2.3 Método de custeio Os métodos de custeio auxiliam no gerenciamento dos custos, sendo uma ferramenta para o processo de gestão, podem ser definidos de diversas maneiras, pela qual uma organização pode agregar os custos ao preço de venda de seu produto, com objetivo maior de fazer a distinção entre custos fixos e variáveis, apurar o custo unitário e estabelecer seu peso dentro do valor do preço de venda de seu produto fabricado (SILVA, 2016). Como relata Ferreira (2007, p. 81), “um sistema de custeio consiste num critério por meio do qual os custos são apropriados à produção. De acordo com o sistema adotado, determinados custos podem ou não fazer parte dos custos de produção”. Dentro deste contexto, a utilização adequada dos métodos de custeio auxilia os gestores na identificação diária das necessidades financeiras da entidade, fornecendo ferramentas que auxiliem na prestação de contas aos sócios das empresas. Conforme relata, Megliorini (2007, p. 2). Os métodos de custeio determinam a forma de valoração dos objetivos de custeio. Existem diferentes métodos de custeio, que são adotados de acordo com os objetivos visados pela empresa: custeio por absorção, custeio pleno ou custeio padrão, custeio variável e custeio baseado em atividades. Há vários métodos de custeio, mas o presente artigo se limitará a apresentação de quatro métodos principais, o método de custeio ABC , o método de custeio por absorção,o método de custeio variável e o método de custeio padrão. 2.3.1 Método de custeio baseado em atividades O método ABC avalia com precisão as atividades desenvolvidas pelas organizações, podendo definir como serão transferidos os gastos da produção. Uma vez que, a produção exige etapas diferenciadas que demanda tempos distintos a sua produção. Conforme relata, Nakagawa (1994, p.63), o custeio ABC permite a evidenciação de custos de forma mais apurada, tornando-se eficaz para a gestão econômica das entidades, uma vez que podem antecipar as ações dos gestores com o objetivo de minimizar e/ou eliminar os erros de decisões e contribuir para a otimização do lucro da empresa. Nessa análise também é possível identificar as atividades que não agregam valor ao produto e elimina-las. Assim, no método de Custeio ABC são identificados os custos mais altos envolvidos em cada ação ou medida que a empresa toma. A partir disso, as informações obtidas permitem que seja feito um aprimoramento onde existem ineficiências. 2.3.2 Custeio por absorção Este é um dos mais tradicionais métodos de custeio adotados na Contabilidade de Custos. Sendo um método consagrado pela Legislação Fiscal e Tributária e também pelos Princípios Fundamentais da Contabilidade. Como descreve, Nascimento, (2001 p. 58). “É o método oficial adotado no Brasil e segue a Lei Federal nº 6.404/76, aplicada às Sociedades Anônimas e demais pessoas Jurídicas” Segundo Megliorini (2012) o custeio por absorção é aquele, em que os custos fixos e as variáveis são apropriados aos produtos, ou seja, o custeio por absorção aloca, a cada fase da produção, os custos aos produtos. Deste modo, cada produto ganha sua parcela de custos até o período em que todos os custos de produção sejam absorvidos, seja pelos produtos vendidos ou pelos que foram estocados. Logo, as despesas não são apropriadas aos produtos fabricados, são lançadas no resultado do período e que incidiram. Ferreira (2007 p. 158): No custeio por absorção, são considerados como custos do produto os custos variáveis e os fixos, esses últimos, na sua totalidade, ou parte deles. No caso de todos os custos fixos serem incorporados no custo do produto, tem-se o sistema de custeio por absorção completo. Em outros casos, a parte dos custos fixos imputada ao produto é calculada recorrendo-se a cotas teóricas ou reais. Esse método define os valores reais, adicionando todos os custos no final da produção, pois o mesmo pode participar diretamente do processo produtivo identificando todos os gastos. 2.3.3 Custeio variável O custeio variável, também conhecido como custeio direto, é o método que aloca nos produtos fabricados somente o gasto variável, os custos fixos são considerados como despesa do período, ou seja, sem transitar no estoque, especificando ainda mais, estes custos são inseridos diretamente nos resultados da empresa. Tal comentário pode ser reforçado segundo Leone (1997, p. 322): O critério do custeio variável fundamenta-se na ideia de que os custos e as despesas que devem ser inventariáveis (debitadas aos produtos em processamento e acabados) serão apenas aqueles diretamente identificados com a atividade produtiva e que sejam variáveis em relação a uma medida (referência, base, volume) dessa atividade. Os demais custos de produção, definidos como periódicos, repetitivos e fixos, serão debitados diretamente contra o resultado do período. Entretanto, o custeio variável não é aceito pelas entidades regulatórias para fins de apuração de resultado, de maneira que Leone (1997, p.323), afirma que “as disposições legais que tratam da apuração dos custos de produtos e serviços são unânimes em impor o uso do critério do custeio por absorção”, além de ferir o princípio da competência, pois se deve apropriar as receitas dos os custos envolvidos para sua obtenção. Já para Martins (2000, p.220), esta situação pode mudar no futuro e observa que “Essa não aceitação do custeio variável não impede que a empresa o utilize para efeito interno […] basta, no final do exercício, fazer um lançamento de ajuste para que fique tudo amoldado aos critérios exigidos”. Os resultados do custeio variável não devem substituir, em algumas decisões, as informações decorrentes de outros critérios. As informações do custeio variável são bem aplicadas em problemas cujas soluções são de curto alcance no tempo. Para obter soluções de longo prazo, normalmente as informações do custeio variável não são recomendadas. O trabalho de análise das despesas e custos em fixos e variáveis é dispendioso e demorado. Os custos variáveis tornam - se menos relevantes diante do constante aumento das despesas e custos fixos, periódicos e repetitivos. O fato é que as máquinas, os robôs, os computadores estão ocupando cada vez mais espaços na produção e nos controles da produção. A Contabilidade de Custos tem buscado encontrar novos conceitos, critérios e modelos para ajudar a administração das empresas a enfrentar desafios. O custeio variável divide as despesas e os custos de fabricação em fixos e variáveis; determina a margem de contribuição em relação a qualquer objeto ou segmento da empresa, facilita a análise do processo de simulação – muito empregado pela função de planejamento – porque pode antever os resultados da interação de custos, volume e lucro. O custeio variável é muito empregado nos casos em que há grande variedade de produtos diferentes. Uma vez que o conceito determina que cada produto tenha seus próprios custos diretos e variáveis, surge imediatamente a margem de contribuição total unitária por produto. A administração, através dos relatórios contábeis, fica sabendo qual o produto que tem maior margem de contribuição, relativa e absoluta. Pelo método de custeio variável, a empresa teria informações importantes para tomadas de decisão, com a utilização da margem de contribuição e elaboração de relatórios gerenciais internos. No custeio variável somente são apropriados como custos de fabricação os custos variáveis, sejam eles diretos ou indiretos. 2.3.4 Custeio padrão O método de custeio padrão tem como função principal fornecer suporte para o controle de custos da empresa, proporcionando um padrão de comportamento para os custos. "O custo padrão é a determinação antecipada dos componentes do produto, em quantidade e valor, apoiada na utilização de dados de várias fontes, com validade para determinado espaço de tempo" (Dutra, 1992, p. 166). O custeio padrão é estabelecido para os materiais, a mão-de-obra e os custos indiretos. Onde nota-se que os materiais, consideram-se todos os fatores passíveis de modificação, destacando-se a especificação, a quantidade, o preço, a taxa de aproveitamento, as perdas naturais etc. Para a mão-de-obra, considera-se o tempo de execução de cada etapa, o período médio de tempo improdutivo, a taxa horária de cada componente da equipe, as alterações salariais, etc. Para os custos indiretos, há dificuldade para estabelecer um padrão. E conveniou-se demostrar as análises de custo padrão, devido às variações dos parâmetros pré-estabelecidos e devido às essas variações será necessário haver uma base quantitativa para se mensurar o evento (custo-padrão), a fim de permitir uma análise qualitativa dos desvios a partir da variação, requerendo assim a utilização de modelos matemáticos e estatísticos para o estudo do significado das variações e seus efeitos no resultado desejado. Conforme Leone (1997), "o objetivo principal do custo-padrão é estabelecer uma medida planejada que será usada para compará-los com os custos reais ou históricos (aqueles que aconteceram e foram registrados pela Contabilidade) com a finalidade de revelar desvios que serão analisados e corrigidos, mantendo, assim, o desempenho operacional dentro dos rumos previamente estabelecidos". As vantagens mais importantes do custo padrão são: remover e medir a eficiência do sistema produtivo; controlar e reduzir os custos; simplificar os processos de custo; avaliar inventários e desempenho; e fixar preços de venda. Existem alguns tipos de custeio padrões;Custo-Padrão ideal Em desuso, nasceu da tentativa de se fabricar um custo em laboratório. Os cálculos relativos a tempo de fabricação (de homem ou máquinas) seriam com base em estudo minucioso de tempos e movimentos, com experiências, usando o operário mais habilitado, sem se considerar sua produtividade oscilante durante o dia, mas aquela medida num intervalo de tempo observado no teste feito. As perdas de material seriam apenas as mínimas admitidas como impossíveis de serem eliminadas pela Engenharia de Produção; Custo-Padrão Corrente Mais válido e prático, diz respeito ao valor que a empresa fixa com custo de produção para o próximo período para um determinado produto ou serviço. Buscam-se padrões de custos e produção que, mesmo calculados cientificamente, consideram as eventuais condições de imperfeições ambientais, empresariais e de mercado. Para os seus cálculos, leva-se em conta as deficiências sabidamente existentes em termos de qualidade de materiais, mão-de-obra, equipamentos, fornecimentos de energia, água, etc. Consiste de um valor que a empresa considera difícil de ser alcançado, porém não impossível: Custo – Padrão estimado ou orçado É o custo que deverá ser, ou seja, é aquele que procura identificar os custos que deverão alcançar no futuro. Consiste no custo em que normalmente a empresa deverá obter e parte da hipótese de que a média do passado é um número válido, e apenas introduz algumas modificações esperadas, tais como: Volume de atividades, mudanças de equipamentos, etc. 3 MATERIAIS E MÉTODOS A primeira etapa deste trabalho foi desenvolvida como uma pesquisa bibliográfica e documental, ou seja, um estudo de fontes segundarias, com o tema: Efeitos da Gestão de Custos na Continuidade das Empresas. O objetivo deste artigo é identificar e demonstrar a importância dos Custos para o meio empresarial. A segunda etapa foi realizada por meio de documentos e de procedimentos técnicos bibliográficos, como por exemplo; livros, artigos e de informações que estão disponibilizadas em sites na internet. Assim relatou com Gil (2010) a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em trabalhos já publicados. Todas as pesquisas acadêmicas requerem, em algum momento, a realização de pesquisa bibliográfica, que é elaborada com o objetivo de fornecer uma base teórica ao trabalho. Pois por meio dela, é possível entender como a gestão de custos pode auxiliar gestores de uma organização na tomada de decisões baseando - se nos métodos de custeio que se enquadrem as empresas. A terceira etapa da pesquisa refere-se a fundamentação teórica, iniciando-se com a importância da gestão de custo . Na seqüência, são apresentadas os conceito dos custos. Por último, apresenta-se os métodos de custeio. Por fim, são apresentadas os resultados e discussão e a conclusão , seguidas das referências. Para atender o problema de pesquisa, assim como, os objetivos que se buscam alcançar, este estudo, parte do desenvolvimento de uma pesquisa qualitativa e descritiva. É descritivo por ter como objetivo apresentar uma descrição das publicações científicas na área de gestão de custo. De característica qualitativa, pois tem o objetivo de mostrar a importância da gestão de custo identificando a relevância dos metados de custeio nas organizações. não sendo usados dados estatísticos para análise, apenas descrevendo a complexidade do problema, analisando e valorizando os aspectos específicos relacionados ao tema. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO O objetivo deste estudo evidenciou a utilização da gestão de custos como ferramenta gerencial. Esse objetivo foi alcançado por meio da pesquisa bibliográfica e documental, onde foi constatado que as organizaçãos tem a gestão de custos como uma ferramenta de suma importancia na gestão da mesma, pois é por meio dessa gestão que e feito todo o planejamento visando o aperfeiçoamento e um controle do que se é gasto na empresa. Com base no exposto, há várias metodologias e ferramentas que a gestão de custo utiliza em termos de tomada de decisão, de aumento de competividade e de formação de preço. Segundo Leone (2010) a contabilidade de custos avalia os custos de modo distinto para produzir informações no qual atendam às necessidades gerenciais, constitui vários sistemas de custos e adota muitas formas de avaliação, cálculo e alocação para fornecer informações explicitas estabelecidas pela administração em constante transformação. Assim, um dos objetivos deste trabalho, foi um estudo sobre os métodos de custeio, logo cada método tem suas vantagens e desvantagens, porem para a contabilidade, apenas o custeio por absorção é aceitável. Entretanto, o custo padrão pode ser adotado na área contábil, desde que as modificações ocorridas sejam ajustadas em períodos mínimos trimestrais. A gestão de custos, é uma ferramenta essencial dentro de qualquer entidade. O custeio por absorção é um ótimo instrumento, que auxilia o gestor com informações precisas para o planejamento além dos relatórios para um melhor controle das operações e se tornando um grande aliado também na tomada de decisão. Diante desta percepção, nota-se, que a gestão de custos é uma ferramenta de suma importância para a organizações, pois a mesma controla seus custos de modo mais aprofundado necessitado pela grande quantidade de custos, aprovisionando informações que auxilie ao gestor no planejamento e na tomada de decisão. CONCLUSÃO Uma vez analisados todos esses aspectos, é clara a percepção que hoje, em uma sociedade contemporânea é crescente a demanda por profissionais capacitados, e que possuem habilidades dentro das organizações. Neste contexto, os profissionais de contabilidade desempenham um papel significativo quando os mesmos colaboram com desenvolvimento do mercado econômico, pois o contador auxilia nas tomadas de decisões dentro das empresas. Dentro desta perspectiva, a gestão de custo deve ser vista como um instrumento que gera é fornece informações de grande valor e importância aos gestores de uma empresa. Assim o estudo e a descrição dos métodos de custeio citados na pesquisa, quanto a suas características e relação com as organizações, foi possível perceber que não se escolhe um método que seja ideal para uma empresa, pois eles se complementam, de forma que cada um fornece aos gestores informações para satisfazer necessidades empresariais diferentes. Diante dos fatos, o presente artigo demostrou que a gestão de custo é uma ciência que estuda os fenômenos patrimoniais que ocorreram na empresa, de tal modo permite um melhor controle sobre os elementos que influência diretamente empresa, o que aumenta a possibilidade de seu sucesso, e que a mesma é indispensável para as organizações e a sociedade em geral. Portanto, diante das dificuldades encontrada em um país em que a prática dos valores éticos está cada vez mais distante cabe aos profissionais contábeis e estudantes a se conscientizarem de que os mesmos são indispensáveis, para o bom andamento e o crescimento econômico. REFERÊNCIAS BRUNI, Adriano Leal; FAMÁ, Rubens. Gestão de custos e formação de preços. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2012. CRC- SP, Curso sobre Contabilidade de Custos. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1992. DUTRA, Rene Gomes. Custos uma Abordagem Prática. 3 ed. São Paulo, SP: Atlas. 1992. FERREIRA, Jose Angelo, Custos industriais: uma ênfase gerencial. 2. ed. 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