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CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO A IMPORTÂNCIA DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA COMO FATOR DE REDUÇÃO DE CUSTOS NO PROCESSO PRODUTIVO POR JERÔNIMO SIMEÃO JÚNIOR 08200566 RYDAN ARAÚJO GUIMARÃES JÚNIOR 08202040 RIO DE JANEIRO (1º SEMESTRE/2012) CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO A IMPORTÂNCIA DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA COMO FATOR DE REDUÇÃO DE CUSTOS NO PROCESSO PRODUTIVO Trabalho acadêmico apresentado ao Curso de Engenharia de Produção da UNISUAM, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Bacharel em Engenharia de Produção. Por: Jerônimo Simeão Júnior 08200566 Rydan Araújo Guimarães Júnior 08202040 Professor-Orientador: Prof. Newton RIO DE JANEIRO (1º SEMESTRE/2012) JERÔNIMO SIMEÃO JÚNIOR 08200566 RYDAN ARAÚJO GUIMARÃES JÚNIOR 08202040 A IMPORTÂNCIA DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA COMO FATOR DE REDUÇÃO DE CUSTOS NO PROCESSO PRODUTIVO Banca Examinadora composta para a defesa de Monografia para obtenção do grau de Bacharel em Engenharia de Produção. APROVADA em: ______ de ___________ de _______ Professor-Orientador: ____________________________________________ Professor Convidado: ____________________________________________ Professor Convidado: ____________________________________________ Rio de Janeiro (1º SEMESTRE/2012) DEDICATÓRIA Em primeiro lugar, agradeço a Deus pela força e sabedoria para que eu conseguisse chegar ao fim dessa tão árdua jornada. Dedico este trabalho em especial à minha mãe Ione da conceição Simeão, pois mesmo sem estar presente foi dela a maior responsabilidade para que eu conseguisse estar aqui, sei que ela estaria muito orgulhosa de me ver alcançando esta vitória. Dedico também à minha esposa Quele Oliveira Lombone Simeão, que se privou de muitos momentos comigo para me apoiar ao longo desses quatro anos, seu apoio foi fundamental para que eu conseguisse superar os obstáculos que se levantaram. Dedico às minhas irmãs que sempre me apoiaram e me incentivaram durante essa jornada, vocês fazem parte disto tudo. Um agradecimento especial a todos os amigos, familiares e professores por estarem comigo durante estes momentos e me ajudarem a alcançar o objetivo. AGRADECIMENTOS Agradecimento especial ao professor _______________ que nos orientou e nos preparou para a elaboração deste trabalho. EPÍGRAFE Agir Preventivamente é antever-se ao obstáculo, preparar-se para enfrentá-lo, traçar estratégias para vencê-lo e criar métodos para que ele não se coloque em seu caminho novamente. Jerônimo Simeão Júnior RESUMO Para se consolidar no mercado de forma sólida e sustentável as empresas têm recorrido às políticas de Manutenção. Essa estratégia além de trazer confiabilidade, produtividade e eficiência, é um grande agente redutor de custos. Essa estratégia tem grande impacto no Processo de Tomada de Decisão e reduz os custos com quebras e/ou retrabalhos. A questão a ser levantada relaciona-se com a sua importância e sua forma de implantação de forma à alavancar os resultados de uma empresa e mudar o panorama de seu processo produtivo. Palavras-chave: Manutenção Preventiva – Custos – Confiabilidade - Produtividade SUMÁRIO Observe que o sumário é divido em seções primárias e secundárias. As primárias recebem títulos mais genéricos e numeração única (1, 2, etc.). As secundárias são subtemas deste título mais abrangente e recebem numeração fracionada (1.1, 1.2, etc.). Pode-se ainda inserir seções subordinadas às secundárias. Observe o exemplo que se segue: INTRODUÇÃO .................................................................................................... 1 1. PRINCIPAIS CONCEITOS........................................................................... 4 1.1 Definição ..................................................................................................... 4 1.2 Evolução da Manutenção .......................................................................... 5 1.3 Tipos de Manutenção Preventiva ............................................................. 7 1.4 FMEA.......................................................................................................... 8 1.5 RCM ............................................................................................................ 9 2. IMPLANTAÇÃO DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA ......................... 11 2.1 Ferramentas Utilizadas .......................................................................... 14 2.1.1 PDCA ................................................................................................. 14 2.1.2 RAF .................................................................................................... 18 2.1.1 5S ........................................................................................................ 21 3. ESTUDO DE CASO ...................................................................................... 22 4. GERENCIAMENTO DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA ................... 29 CONCLUSÃO .................................................................................................... 33 REFERÊNCIAS .................................................................................................. 34 1 INTRODUÇÃO A manutenção Preventiva adquiriu um status diferenciado na atual conjuntura mundial. Sua implantação e otimização se torna cada vez mais necessária, não só para a obtenção de produtividade, confiabilidade, mantenabilidade, eficiência e qualidade, mas principalmente para redução de custos. Para tal, existem áreas da manutenção que vão ao encontro das necessidades das empresas e indústrias. A política de manutenção deve ser definida pela empresa segundo os seus objetivos organizacionais apresentando-se como fator determinante do sucesso do planejamento da produção e, portanto, da produtividade do processo (Wireman, 1998). I. SITUAÇÃO PROBLEMA O assunto escolhido como tema deste trabalho surgiu em função do fato de trabalharmos há algum anos na Área de Manutenção Industrial em uma Multinacional preocupada com a organização industrial, em particular pelo segmento Manutenção Preventiva. Durante esse período atuando nesta área, sentimos grandes dificuldades de encontrar obras didáticas que demonstrassem na prática, de como realmente os fatos ocorrem e a conclusão que chegamos é que realmente poucas obras fazem referência à Manutenção Preventiva. II. OBJETIVO GERAL. Avaliar a redução de custos obtidas através do emprego e utilização da Manutenção Preventiva em suas diversas formas, assistida de um bom planejamento e utilizada como fator essencial ao processo. 2 III. METODOLOGIA. A modalidade de pesquisa que será aplicada será um estudo de caso de uma linha de Produção de uma fábrica de Envase de Cerveja Retornável, no qual utilizaremos dados como gráficos, modelos de ferramentas de gestão e controle de Manutenção. Segundo Yin, o estudo de caso representa uma investigação empírica e compreende um método abrangente, com a lógica do planejamento, da coleta e da análise de dados. Pode incluir tanto estudos de caso único quanto de múltiplos, assim como abordagens quantitativas e qualitativas de pesquisa. Para Goode e Hatt, o estudo de caso é um meio de organizar os dados, preservando do objeto estudado o seu caráter unitário. Considera a unidade como um todo, incluindo o seu desenvolvimento(pessoa, família, conjunto de relações ou processos etc.). Nesse caso, consideraremos um processo, para tal será analisado o problema de gastos e redução de custos nessa linha produção proveniente da falta de manutenção preventiva e serão levantadas as causas, as formas utilizadas, sua aplicação e seu gerenciamento. IV. ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO. Esse trabalho visa demonstrar que através da manutenção preventiva a empresa reduz custos e aumenta seus lucros, com a prevenção de falhas e paradas dos equipamentos, além de analisar a importância da manutenção Preventiva para auxiliar na redução de custos com paradas devido a quebras, diminuição da capacidade produtiva e indisponibilidade dos equipamentos de produção, sua importância se dá devido não apenas à redução de despesas com quebras e retrabalhos, mas com investimentos que resultam em confiabilidade e produtividade, auxiliando assim o processo de Tomada de decisão sobre a utilização dessa estratégia. 3 Vamos falar sobre A Importância da manutenção preventiva na redução de custos no processo produtivo, de modo à esclarecer alguns métodos e formas de implantação desse processo. Para tanto será dividido em 4 capítulos abordando o assunto. No Primeiro Capítulo abordaremos os Conceitos da manutenção e suas definições, no segundo trabalharemos a sua forma de implantação, no terceiro capitulo, abordaremos um estudo de caso acerca do nosso assunto e no último veremos como Gerenciar para manter. 4 1 – PRINCIPAIS CONCEITOS A fim de propiciar um melhor entendimento estaremos esclarecendo os principais conceitos. MANUTENÇÃO PREVENTIVA A manutenção surgiu com o início da indústria mecanizada no final do século XIX, sendo então realizada sem qualquer organização e planejamento (ZAIONS, 2003). Com o início da produção seriada por Henry Ford, surgiu a necessidade de a manutenção organizar-se e ser mais elaborada (TAVARES, 1999; O’HANLON, 2002). Ela tornou-se parte importante da estratégia de grandes e pequenas empresas. 1.1 - DEFINIÇÃO Segundo (Monchy, 1989) "o termo "manutenção" tem sua origem no vocábulo militar, cujo sentido era "manter, nas unidades de combate, o efetivo e o material num nível constante". Ainda Para Monchy (1989), a manutenção preventiva é uma intervenção de manutenção prevista, preparada e programada antes da data provável do aparecimento de uma falha. Segundo (Pinto, 1998) a manutenção preventiva “É a atuação realizada de forma a reduzir ou evitar a falha ou queda no desempenho, obedecendo a um plano previamente elaborado, baseado em intervalos definidos de tempo”. Segundo Ferreira, manutenção significa: "Ato ou efeito de manter(-se). As medidas necessárias para a conservação ou a permanência de alguma coisa ou de uma situação. Os cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de motores e máquinas". A Manutenção preventiva é uma ferramenta das mais importantes em uma indústria, sempre integrada ao planejamento e treinamento de colaboradores, aliada à execução com qualidade, ela permite que os equipamentos mantenham sua disponibilidade e aumenta sua confiabilidade. 5 A utilização da Manutenção Preventiva tem se tornado cada vez mais freqüente em indústrias de todo o mundo, visto que ela ajuda a empresa a melhorar seus índices de produtividade, qualidade, manutenção e custo. Essa busca por melhora, fez com que a Manutenção ganhasse posição de destaque em muitas empresas, e ao longo dos anos tem se otimizado através de um trabalho de Gestão da Manutenção e tornou-se uma estratégia bem sucedida nas empresas. Segundo (Pinto, 2002) “A manutenção, para ser estratégica, precisa estar voltada para os resultados empresarias da organização. É preciso, sobretudo, deixar de ser apenas eficiente para se tornar eficaz; ou seja, não basta, apenas reparar o equipamento ou instalação tão rápido quanto possível mas é preciso, principalmente, manter a função do equipamento disponível para a operação reduzindo a probabilidade de uma parada de produção ou o não fornecimento de um serviço.” Embora muitas empresas ainda enxerguem a Manutenção Preventiva como sendo um custo adicional nos gastos da empresa, quando bem gerida ela tende a ser fator importante para redução de custos e aumento de lucratividade nas empresas. Sua utilização previne quebras e diminuição da operacionalidade das máquinas, agindo sempre antes dos eventos, através de pequenas e grandes paradas programadas. A intervenção no equipamento é sistemática e periódica de modo a monitorar a vida útil das peças e efetuar sua troca antes da quebra. 1.2 – EVOLUÇÃO DA MANUTENÇÃO Imagine um rolamento que tem sua vida útil prevista em 1 (um) ano, com confiabilidade e pouca perda de eficiência durante esse período, e após 10 meses de utilização começa a apresentar falhas, como travamento parcial ou perda de esferas, devido a diversos motivos como lubrificação mal executada ou ineficiente, má utilização ou outros, se formos esperar o tempo completo de sua vida útil isso pode gerar uma diminuição de desempenho ou quebra do equipamento, e nesse momento que ocorre a intervenção, aumentando o desempenho do equipamento e prevenindo quebras. Veja no gráfico: 6 Veja que após a intervenção a peça aumenta seu desempenho, impedindo que a peça continue na sua queda de rendimento, o que poderia acarretar uma parada ou diminuição da capacidade produtiva de um determinado equipamento. Segundo Moubray (2000) e Lafraia (2001), a análise do histórico dos últimos 70 anos da manutenção permite observar que o enfoque dado comporta uma divisão em três gerações, conforme ilustrado na Figura 2 (MOUBRAY, 2000). Figura 2: Evolução da Manutenção Fonte: Moubray (2000, p. 3) 7 Na primeira Geração, observamos que a Manutenção Preventiva inexiste, de modo que o conserto somente é realizado após a avaria do equipamento, durante esse período a indústria não era totalmente mecanizada, seus equipamentos não eram complexos, o que facilitava consideravelmente a manutenção e dispensava a necessidade de manutenção preventiva. Já na segunda Geração, vemos a chegada da mecanização, um processo de gestão e evolução da manutenção, assim como o inicio da utilização de tecnologia no processo de manutenção de Equipamentos, porém ainda era alto o seu custo pelas quebras e diminuição de eficiência no processo. A partir da Terceira Geração vemos a utilização da manutenção, com enfoque na prevenção de paradas, muito devido a necessidade do mercado e ao “Just in time” onde a eficiência e produtividade tomam grande proporção para o sucesso das empresas. 1.3 – TIPOS DE MANUTENÇÃO Vamos dividir a manutenção em três tipos: Manutenção de Rotina, Manutenção Periódica e Manutenção Preditiva. Segundo Branco Filho (2000), a manutenção de rotina é aquela normalmente associada a intervenções leves, efetuadas em intervalos de tempos predeterminados. Um exemplo é a lubrificação, que não é de responsabilidade apenas da manutenção, mas também dos operadores das Máquinas e é de vital importância para redução de quebras e avarias. A Manutenção de Rotina é definida como a atuação efetuada em sistemas de proteção, buscando detectar falhas ocultas ou não perceptíveis ao pessoal de operação e manutenção (KARDEC, 2001). A Manutenção Periódica é uma forma da Manutenção Preventiva, utilizando- se de sistemas de históricos de equipamentos, que permitem o controle de intervenções no mesmo, periodicidade de trocas, acompanhamento de vida útil de peças e melhora análise de desempenho de equipamentos. Através da Manutenção Periódica é possível planejar-se quanto a custo, mão de obra e materiais para executar uma intervenção. 8 A Manutenção Preditiva, segundoTavares (1996) e Branco Filho (2000), entende-se, por controle preditivo de manutenção, a determinação do ponto ótimo para executar a manutenção preventiva num equipamento, ou seja, o ponto a partir do qual a probabilidade de o equipamento falhar assume valores indesejáveis. A Manutenção Preditiva monitora através de análises a vida do equipamento, detalhando assim de forma preventiva o momento de queda de eficiência e o momento de atuação preventiva para evitar uma possível quebra do equipamento. As análises mais comuns são: Termografia, Análise de Vibração e Análise de Óleo Lubrificante e Isolante. Para o sucesso da Manutenção Preditiva é preciso um banco de dados que arquive e monitore as analises para a tomada de decisão do melhor momento de intervenção. Devido a esse fator, muitas empresas terceirizam esse serviço, para empresas que atuam no ramo e tem mais ferramentas de controle das análises, ficando por sua conta “apenas” a manutenção preventiva do equipamento analisado. 1.4 – FMEA A FMEA é a sigla em inglês de Failure Mode and Effects Analysis, que significa Análise de Modos e Efeitos de Falhas e é utilizada na análise das possibilidades de falha de um equipamento ou sistema, enumerando essas possibilidades e todas as reações que podem surgir de tais falhas. Segundo BRANCO FILHO, 2000, É uma técnica que visa melhorar a confiabilidade de uma máquina ou sistema com a indicação de procedimentos para atenuar o efeito de uma falha. Segundo Smith (1993), a FMEA é reconhecida como uma das ferramentas mais empregadas na Engenharia de Confiabilidade, devido, principalmente, à sua praticidade e aplicação quantitativa. Seus objetivos são: assegurar que todos os modos de falha e seus efeitos sobre o sistema sejam considerados, listar potenciais falhas e a magnitude de seus efeitos; e prever bases para estabelecer prioridades nas ações corretivas, segundo Hoyland e Rausand apud Zaions (2003). 9 1.5 – RCM O RCM (Reliability Centered Maintenance ou Manutenção Centrada em Confiabilidade, é uma metodologia lógica de procedimentos que tem por objetivo estabelecer uma manutenção preditiva e preventiva para alcançar, efetivamente e eficientemente, os níveis de segurança e confiabilidade necessários para cada equipamento. De Acordo com Branco Filho (2000), RCM é o procedimento usado na Engenharia da Confiabilidade para análise das falhas de equipamentos e seus efeitos, e as providências a serem tomadas para adequar a manutenção a esta 10 análise que visa reduzir tarefas de manutenção e adequar programas de manutenção preventiva a realidade. A empresa utiliza esta ferramenta buscando a melhoria contínua, gerenciando seus índices e principalmente analisando suas falhas, quanto a tipos, importância e principalmente qual a manutenção mais efetiva para elas. 11 2 - IMPLANTAÇÃO DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA Como Implantar a Manutenção Preventiva? A implantação da Manutenção preventiva geralmente é vista com receio por grande parte das empresas, devido a todos os passos que são envolvidos neste projeto. Para exemplificar, utilizaremos um exemplo de com realizar a implantação utilizando algumas ferramentas. Processo de Implantação: Para a implantação foram utilizados alguns passos: 1º - Mapeamento de todos os pontos críticos do processo, com definição de criticidade de equipamentos para posterior classificação de criticidade quanto a intervenções que deveriam ocorrer nesses equipamentos. Foram definidos os equipamentos quanto a Classe A, B e C. Os equipamentos de Criticidade A deveriam contemplar: Inspeção Preditiva, Manutenção Periódica, Inspeção de Rota, Lubrificação e Manutenção Autônoma. Os Equipamentos de Criticidade B deveriam contemplar: Manutenção Periódica, Inspeção de Rota, Lubrificação e Manutenção Autônoma. Os Equipamentos de Criticidade C deveriam contemplar: Lubrificação e Manutenção Autônoma. 2º - Elaboração de Procedimentos para execução das atividades mapeadas como críticas por especialistas em conjunto com os fabricantes dos equipamentos. Para elaboração dos procedimentos das atividades, utilizaram o próprio conhecimento interno da fábrica, utilizando especialistas nos equipamentos em conjunto com fabricantes e operadores com grande experiência nos equipamentos para mapear os locais de intervenção, material necessário, ferramentas necessárias, tempo estimado para execução, periodicidade da execução baseada na vida útil da peça, espelhos com pontos a serem inspecionados, check-lists operacionais com todos os pontos a serem lubrificados, limpos e reapertados, e padrões com o passo a passo de toda e qualquer intervenção que ocorrem nesses equipamentos. 12 3º - Tagueamento de peças, equipamentos e subconjuntos para identificação nas ordens de serviço e procedimentos. Para melhorar na identificação do equipamento, peça ou subconjunto que receberá a manutenção, foram colocadas etiquetas com numeração única e referencia à linha de produção, estas com informação do local de instalação, numeração e iniciais da peça. Por exemplo: para o redutor 003 do transportador da linha 001, o TAG do mesmo ficou assim: RED001003, onde RED representa as iniciais do subconjunto, 001 o número da linha e 003 o número do redutor. 4º - Implantação de um sistema informatizado de Controle da Manutenção. Para facilitar, agilizar e melhorar o controle da Manutenção Preventiva a empresa comprou os direitos de utilização de um software de SGM (Sistema de Gestão da Manutenção), nele foram inseridas todas as informações coletadas no mapeamento, assim como todos os procedimentos com seus Tag’s já referenciados. Desse sistema passaram a ser emitidas as ordens de serviço, de acordo com a periodicidade definida no mapeamento para os executantes programados para a realização da manutenção, já com o procedimento incluso, assim como com todo e qualquer material e/ou ferramenta necessário para a execução. Nesse sistema foram cadastrados todos os técnicos e operadores com toda a informação relevante para escolha da melhor opção para uma intervenção em determinado equipamento, sua disponibilidade e sua área de atuação. 5º - Treinamento de Técnicos e operadores para execução das tarefas e utilização do sistema de Gestão da Manutenção. Para melhora na resposta das intervenções quanto a agilidade e qualidade, a empresa disponibilizou cursos de capacitação para os técnicos e operadores com empresas especializadas e professores dentro das áreas requisitadas, aumentando o conhecimento e melhorando o entendimento dos mesmos para execução das tarefas. 6º - Contratação de uma empresa especializada para Controle e Análise Preditiva. 13 Para dar confiabilidade ao sistema e devido a falta de estrutura para realização das análises necessárias, foi contratada uma empresa para realização das Análises de Termografia, Análise de Vibração e Análise de óleo nos equipamentos de criticidade A mapeados no 1º passo do processo. Essa empresa faz a medição em campo, retira as amostras necessárias e analisa em laboratório próprio, enviando relatórios de diagnósticos para o Sistema de Gestão de Manutenção, onde é feita a programação para execução da ordem. A empresa passou a trabalhar com a Manutenção Preditiva da seguinte maneira: INSPEÇÃO PREDITIVA: Inspeção planejada, com recursos programados, baseada na utilização de instrumentos e ferramentas especiais para medição e monitoramento, com a finalidade de diagnosticar deteriorações das condições nominais de operação de equipamentos e instalações. MANUTENÇÃO POR MONITORAMENTO PREDITIVO: Manutenção programada, com intervenções e recursos programados, baseada na análise dos resultados das " Inspeções Preditivas ". 14 Técnica Freqüência Análise de Óleo - Hidráulico BimestralB B B B B B B Análise de Óleo - Isolante Semestral S Análise de Óleo - Lubrificante Bimestral B B B B B B B Análise de Vibração Mensal M M M M M M M M M M M M M M Inspeção Termográfica Quadrimestral Q Q 2.1 - FERRAMENTAS UTILIZADAS Durante esse mapeamento e o processo de implantação, algumas ferramentas foram utilizadas para o alcance dos resultados, conforme veremos a seguir: 2.1.1 - PDCA O PDCA, uma ferramenta da Qualidade, foi desenvolvido na década de trinta pelo americano Walter A. Shewhart, vem, do inglês Plan, Do, Check e Act, ou Planejar, fazer, checar e agir. Ele foi utilizado para verificar os principais índices e suas lacunas, causas e possibilidades. Como exemplo vamos ver como foi executado o PDCA de Aumento de Produtividade em relação ao cumprimento de Lubrificação. 15 Identificação do Problema: Redução da Produtividade da linha devido a quebras Produtividade Empresa de Bebidas Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Meta Acum. Meta 92,00 92,00 92,00 92,00 92,00 93,00 93,00 94,00 94,00 95,00 96,00 96,00 96,00 Real 72,80 71,49 68,12 67,15 58,12 65,30 64,13 65,80 54,20 52,80 64,50 68,30 Para a identificação do problema, neste caso a Produtividade, foi mapeado ao longo dos meses os índices alcançados, e com base nesses valores foram traçadas as estratégias. Diagrama de Causa x Efeito Causas Prováveis 16 Primeiro, através de um brainstorm (tempestade de ideias), foram levantadas todas as possíveis causas para a diminuição da produtividade, foram colocadas nos diagrama de Causa x Efeito, também conhecido como espinha de peixe ou Ishikawa, e com ajuda de técnicos, operadores, supervisores e da área de Engenharia essas informações foram consolidadas para serem tratadas. Tabela de Priorização Causa Influente Gravidade Urgência Tendência Total Falta de manutenção Preventiva 5 5 5 15 Dificuldade em relato de anomalias 3 3 1 7 Falta de Treinamento 5 1 1 7 falta de Procedimento para atuação nas ordens 5 1 3 9 Falta de Mapeamento das atividades críticas 5 5 3 13 Legenda 5 Forte 3 Médio 1 Fraco 0 Sem influência Depois de consolidadas, as informações foram avaliadas, quanto a sua importância para a resolução do problema, na Tabela de Priorização – GUT, para saber em qual ponto atuar primeiro e qual deles alavancaria o resultado, teria um impacto maior para a Produtividade. Análise do Fenômeno Pareto do Problema: Redução da Produtividade da linha devido a quebras Tópicos de estratificação Valor Associado % Acumulado % Unitário Falta de manutenção Preventiva 500 50% 50% Falta de Mapeamento das atividades críticas 250 75% 25% Falta de Treinamento 100 85% 10% Dificuldade em relato de anomalias 100 95% 10% Falta de Procedimento para atuação nas ordens 50 100% 5% Total 1000 100% 17 Após a Avaliação dos pontos e seu impacto para a resolução do problema foi traçado um Pareto onde se visualizou quanto conseguiria ser resolvido do problema com a resolução de cada um dos pontos avaliados e consolidados como os responsáveis pela redução da Produtividade. Plano de Ação Após todos esses passos, foi traçado um plano de Ação, onde foram levantadas quais as ações necessárias para a resolução de cada um desses problemas, quem seria o responsável pela ação, como deveria fazer, quando e o acompanhamento da ação, quanto a resultados, necessidade de melhorias e de reprogramações. A partir deste momento as ideias saem do papel e passam a se tornar ações e com a resolução delas a tendência é que os problemas sejam resolvidos. 18 Verificação de Eficácia Produtividade Empresa de Bebidas Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Meta Acum. Meta 92,00 92,00 92,00 92,00 92,00 93,00 93,00 94,00 94,00 95,00 96,00 96,00 93,18 Real 76,80 81,50 88,90 91,20 92,30 92,50 93,80 94,00 94,10 95,70 96,50 97,00 Como verificamos neste caso houve grande evolução no produtividade graças ao tratamento e a utilização do PDCA. 2.1.2 - RAF O Registro de Análise de Falha (RAF) foi uma importante ferramenta utilizada para estratificar e tratar as folhas ocorridas no processo, consistindo na análise detalhada de um problema com certo tempo de duração e que acarretou parada na linha e consequentemente perda na produtividade. Como exemplo temos uma análise de um problema que aconteceu em uma linha retornável, e que claramente mostra a falta de Manutenção Preventiva para esse equipamento. 19 20 21 2.1.3 - 5S O “5S”, ou os 5 sensos japoneses: Seiri ( Senso de Utilização ou Seleção), Seiton (Senso de Organização), Seisou (Senso de Limpeza), Seiketsu (Senso de Conservação) e Shitsuke (Senso de Auto disciplina), surgiram no Japão nos anos 1950. Seus objetivos são de melhorar o meio ambiente, evitar desperdícios, melhorar relacionamentos, facilitar a localização de recursos e a realização de atividades. O 5S tem aplicabilidade em diversos tipos de situações não só empresariais, como cotidianas, facilitando assim o dia a dia. O 5S foi uma das ferramentas utilizadas na implantação da Manutenção Preventiva na linha de Produção. Embora não esteja ligada apenas a área de Manutenção essa ferramenta facilitou e muito a visualização de oportunidades de melhoria nas linhas. Com o auxilio de toda a operação foi estabelecido um cronograma que passaria por todos os sensos, começando com a limpeza, passando por seleção, organização, conservação e a auto-disciplina. Cada senso teve uma semana para ser praticado ao extremo, com grande apoio de todas as áreas, o que facilitou o sucesso da ferramenta, e com sua utilização além de iminente melhora na visualização, aumento da moral e da satisfação dos colaboradores, a empresa conseguiu economizar com a utilização de ferramentas e peças que estavam jogadas nas linhas e conseguiu também identificar grandes oportunidades nas linhas. 22 3 – Estudo de Caso Implantação em Processo produtivo de uma fábrica de bebidas. Cenário Anterior: A empresa utiliza uma política corretiva e emergencial, de forma que se o equipamento apresenta alguma anomalia é feita a intervenção corrigindo a anomalia. Durante esse cenário a empresa utilizava-se de ordens de trabalho emitidas de forma emergencial, com solicitação de materiais para reparo ou troca nas máquinas no momento da parada. Ao longo do processo foi se tornando claro e evidente a falta de planejamento e organização, visto que esta forma de manutenção estava afetando significamente a produtividade, a eficiência e a disponibilidade da linha de produção. Um exemplo básico era o procedimento de troca de rolamento de um transportador de garrafas, o rolamento este avaliado em R$ 44,31 (quarenta e quatro reais e trinta e um centavos) em sua média levava, durante a produção, cerca de 60 minutos para ser trocado. Durante esse processo a linha de produção, com capacidade máxima de envase de 63.000 (sessenta e três mil) garrafas por hora, ficava parada aguardando a intervenção. Durante este período a linha de produção deixava de produzir em torno de 55.000 garrafas/hora, visto que dificilmente opera com capacidade total de envase, e considerando o preço do produto envasado em torno de R$ 2,00 (dois reais), a empresa deixava de lucrar R$ 110.000,00 (cento e dez mil reais) durante o períodoque a linha ficou parada para a troca do rolamento. Devido à falta da manutenção preventiva, essa troca era uma constante, visto que os equipamentos requeriam uma manutenção planejada e periódica, e a não realização desses procedimentos alem de acarretarem as quebras e diminuição da vida útil dos equipamentos, diminuíam a eficiência da linha como um todo, aumentando os tempos de parada, diminuindo a capacidade produtiva e abaixando o moral da equipe de forma que as intervenções eram constantes e o processo não fluía. 23 A empresa gastava muito com essas paradas, engessando possíveis oportunidades de melhoria no processo. Por exemplo, vemos o gasto da empresa com reposição de rolamentos: Custo de Reposição - 2008 Linha Nº de rolamentos Valor Linha 2 447 R$ 25.919,78 Linha 6 267 R$ 21.730,55 Linha 5 320 R$ 20.978,64 Linha 7 334 R$ 17.942,40 Linha 3 272 R$ 15.997,71 Linha 4 285 R$ 15.522,97 Linha 1 236 R$ 13.298,79 Total R$ 131.390,84 Após análises e visualização do estado dos equipamentos, além da diminuição de índices como produtividade, eficiência e, principalmente, dos lucros na empresa foi decidido que seria implantada a Manutenção Preventiva. 24 Cenário atual Hoje, alguns anos após a implantação a empresa já colhe os frutos da utilização da Manutenção Preditiva, conforme iremos mostrar. A empresa hoje é referência em manutenção preventiva, com a implantação do sistema Kaizen, que busca a melhoria continua, o tempo de paradas emergenciais diminuiu de forma gigantesca, de modo que os planos de manutenção foram melhorados de acordo com a experiência adquirida durante esse período. Todos os equipamentos estão mapeados e cobertos pelo plano de manutenção, evitando surpresas desagradáveis, como quebras não mapeadas. Com a ajuda dos técnicos os procedimentos são melhorados continuamente quanto as informações, materiais ou ferramentas necessárias, de modo que um funcionário que entra hoje sem nenhum treinamento prévio, consegue seguindo apenas o procedimento realizar a intervenção de forma correta. 25 Hoje a fábrica já está em processo de mudança nos TAG’s nos equipamentos, juntando a eles um código de barra para utilização de dispositivos móveis interligados ao Sistema de Gestão de Manutenção que permitem em tempo real através da leitura do Tag,a identificação do local, o procedimento e as ultimas intervenções realizadas no subconjunto, alem de ver que foram os últimos executantes e os comentários feitos por eles em suas execuções. O Sistema de Gestão de manutenção permitiu a empresa a ter rastreabilidade de toda intervenção feita em todos os equipamentos, assim como adaptar as manutenções à condições especiais, como mudança de periodicidade devido a troca de um equipamento, ou a troca de um lubrificante de outro fornecedor que tem vida útil diferente do outro utilizado. Ele já trabalha em contato com as diversas áreas da empresa, não só na Engenharia, mas na área Financeira, gente e Gestão, Logística, Compras, etc. A empresa hoje consegue orçar e se planejar em relação ao gasto de manutenção necessário para os próximos meses de acordo com o material necessário para as intervenções, assim como o calculo do HH (Homem por hora) necessário, com Planejamentos diários, semanais, trimestrais (P3M). 26 Veja que a Manutenção Periódica, a medida que cresce vai diminuindo o número de paradas Emergenciais: Meta Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Períodica % 100% 83% 95% 88% 80% 94% 98% 100% 96% 97% 87% 97% 85% Emergências 2053 1618 1720 1983 1601 912 823 962 954 1143 932 1045 Inspeção de Rota % 100% 94% 96% 97% 87% 97% 92% 99% 93% 95% 84% 93% 87% Mon. Preditivo 100% 90% 92% 91% 92% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 27 A empresa tem crescido também em relação à manutenção Autônoma, graças aos treinamentos ministrados, a operação ganhou conhecimento para realizar pequenas intervenções, assim como para melhorar a qualidade de lubrificação e reaperto dos equipamentos. Os relatos de anomalia acontecem com freqüência de modo a evitar quebras, pegos geralmente através das inspeções realizadas pelo próprio operador em seu equipamento. Com todas essas alteração, hoje a empresa se planeja para fazer a manutenção em sua linha de produção uma vez por semana, onde são realizadas as intervenções através de ordens periódicas, ordens corretivas relatadas pelos operadores e técnicos durante as inspeções e ordens de Manutenção autônoma onde o próprio operador corrige algumas anomalias vistas durante o processo. Como um exemplo, aquele mesmo rolamento que antes emergencialmente deixava a linha parada por 60 minutos fazendo com que a empresa deixasse de fabricar R$ 110.000,00 em produtos, hoje é trocado em 30 minutos no dia de parada da linha, porque foi pego com uma lubrificação deficiente, ou apresentou um ruído anormal e foi relatado à engenharia antes de acarretar uma parada na linha. Veja a evolução em relação a gasto com rolamentos nas linhas: 2009 2010 2011 Tipo Gasto Tipo Gasto Tipo Gasto PM13 R$ 42,98 PM13 R$ 251,11 PM13 R$ 421,76 PM14 R$ 4.046,29 PM14 R$ 94.715,72 PM14 R$ 3.004,07 PM16 R$ 15.406,82 PM16 R$ 315,46 PM16 R$ 4.496,11 PM17 R$ 96.839,60 PM17 R$ 3.644,22 PM17 R$ 2.827,62 PM18 R$ 1.132,03 PM18 R$ 9.646,43 PM18 R$ 57.343,71 PM19 R$ 295,65 PM19 R$ 484,66 PM19 R$ 12,15 Total geral R$ 117.763,37 Total geral R$ 109.057,60 Total geral R$ 68.105,42 Legenda PM13 Ordem de Lubrificação PM14 Corretiva Programada PM16 Manutenção Autônoma PM17 Manutenção Emergencial PM18 Manutenção Preventiva PM19 Retrabalho 28 Veja que em 2009, o gasto com ordens emergenciais foi o maior em relação as outras ordens, e que o gasto com periódicas é praticamente irrisório, veja também que o gasto nesse ano é bem maior que o dos anos posteriores. Em 2010, já vemos um gasto muito maior com ordens corretivas, conseqüência da falta de Manutenção preventiva, porém temos um aumento no gasto com manutenção preventiva e uma diminuição no gasto com manutenção emergencial, já em 2011 o valor gasto com rolamentos cai em quase para quase 57% do valor gasto em 2009, e o maior gasto é empregado nas ordens de Manutenção preventiva. Hoje o gasto da linha é planejado, e somente eventualmente ocorrem surpresas,como quebras durante a produção, em sua maioria devido a falta da utilização do procedimento conforme desejado durante a execução de uma atividade. Como podemos ver o número de gasto de forma preventiva é bem maior que o de forma emergencial, o que facilita o controle e melhora a produtividade da linha de produção. 29 4. GERENCIAMENTO DA MANUTENÇÃO PILAR MANUTENÇÃO A empresa criou uma pirâmide de sustentabilidade, para alcançar sues objetivos, a qual chamou de pilar manutenção, onde foi estabelecida uma base para chegar ao nível desejado de Manutenção. Como citamos acima os fundamentos foram a base para a implantação da Manutenção Preventiva na empresa,mas o sistema de Melhoria contínua fez com que a pirâmide tivesse mais dois níveis. 2º Nível – Gerenciar para Manter No 2º Nível encontramos algumas das ferramentas utilizadas para a Manutenção do resultado alcançado: 1º - Serviços Externos. Alcançado um nível de sustentabilidade na área de manutenção junto aos seus colaboradores, a empresa passou também a treinar e certificar parceiros que atuavam dentro de certos tipos de manutençõesna empresa. Os serviços externos 30 passaram a ser acompanhados para que tivessem o padrão requerido para a empresa, tanto em qualidade quanto em segurança, organização e etc. 2º - Planejamento de Longo Prazo. O planejamento da empresa, com a utilização da Manutenção preventiva, começou a avançar em relação ao seu planejamento, agregando ferramentas e passando a fazer planejamentos a longo prazo, com prazos de 1 ano e 3 anos, integrando o já implantado planejamento de curto prazo. A integração permitiu a empresa a ter visão daqui a três anos de todas as atividades que devem ser executadas, e partiu do planejamento de curto prazo. A programação diária está inclusa dentro da programação semanal, esta por sua vez está dentro do planejamento de Médio Prazo (P3M) que é parte do Planejamento de Longo Prazo (P1A), O P1A também obedece o planejamento de 3 anos (P3A). 3º - Histórico do Equipamento Para que todas as intervenções realizadas nas máquinas servissem de histórico para qualquer consulta, e como fonte de rastreabilidade de qualquer 31 anomalia no processo, a empresa, com auxílio de seu sistema de Gestão da Manutenção, passou arquivar esses dados e utilizá-los como parte de sua estratégia de Manutenção para aquele equipamento, visto com que esse histórico ficou possível analisar tempos de quebras de componentes, período de intervenções e até mesmo a real capacidade produtiva do equipamento antes e/ou depois das intervenções. 4º - Rotinas Preditivas / CBM Foram implantadas também Rotinas Preditivas, com acompanhamento de toda a Manutenção Preditiva, assim com fluxo de revisão de todos os pontos medidos, alteração de periodicidades e elaboração da Cartilha Básica de Manutenção (CBM) onde foram definidos padrões para todas as reuniões, onde foram definidas os passos das reuniões, participantes, tempo e ferramentas empregadas, assim como orientações. 5º - Multifuncionalidade Básica Após treinamento de todos os técnicos e colaboradores em seus equipamentos, a empresa passou a investir na multifuncionalidade básica, fazendo com que através de treinamentos cruzados, um colaborador treinasse outro de outro equipamento, fazendo com que essa troca de experiência melhorasse a integração e a manutenção nos equipamentos, e principalmente multiplicando conhecimentos, pra que em um evento não planejado outros colaboradores estivesse aptos a realizarem as intervenções necessárias. Esses treinamentos fizeram com que empresa criasse uma Matriz de habilidades, onde ela controlava as habilidades de cada colaborador, medindo seus conhecimentos, sua necessidade de treinamentos externos ou on the job e sua possibilidade de disseminação de conhecimento em algumas áreas. 6º - Custo de Manutenção: Para redução e controle do Custo de Manutenção, a empresa começou a controlar os gastos por equipamentos, e passou a se preocupar com a alocação 100%, que se entende por utilização de verba de peças dentro do equipamento origem, como exemplo: um técnico precisa trocar uma válvula em um determinado 32 equipamento e tem várias ordens de serviço para equipamentos diferentes, na hora da requisição da peça a válvula tem que ser requisitada na conta daquele equipamento, para que se possa posteriormente ter a real visão do gasto empregado naquele equipamento. Passou também a disseminar a responsabilidade de controle de custo, distribuindo as metas entre as áreas e premiando as que ao longo de certos períodos conseguissem alcançar suas metas e consequentemente reduzir o custo de Manutenção. 3º Nível – Gerenciar para Melhorar Já no 3º Nível vemos a busca por melhoria na empresa através de duas ferramentas o FMEA e o RCM, ferramentas as quais já conhecemos ao longo do trabalho, e que contribuíram positivamente para a manutenção do resultado da Empresa. 33 CONCLUSÃO Como vimos a Manutenção Preventiva trouxe excelentes resultados a Empresa estudada. Foi possível analisar diversos pontos de controle, diversos índices e pode-se verificar a melhoria de todos eles. A Manutenção Preventiva trouxe aumento de Confiabilidade, melhorou a qualidade dos equipamentos e consequentemente dos produtos, a Produtividade cresceu de forma consistente acompanhada da eficiência das linhas, o que afeta o moral e a satisfação dos funcionários, fazendo com que seu rendimento melhore e assim a sua Produtividade cresça mais. Além de todos esses índices, o principal índice que a empresa melhorou, foi em relação aos custos, tanto com Manutenção quanto com instalações, diminuindo o custo do produto acabado e aumentando o lucro da empresa. Com diminuição de mais de 50% dos gastos dos anos anteriores e crescimento dos rendimentos a empresa não só ficou satisfeita com a implantação da Manutenção Preventiva, como procurou métodos e ferramentas para melhorá-la. As ferramentas aqui mostradas podem e devem ser utilizadas em estudos para implantação em empresas e processos. Cabe também ressaltar que cada empresa tem seus fluxos e particularidades, o que requer a utilização de diferentes estratégias quanto à forma de implantação, prazos, ferramentas e custos que porventura essa implantação venha requerer. Durante o estudo, algumas considerações também foram feitas: Ficou evidente a necessidade de capacitação dos técnicos e operadores para a implantação do processo, O processo para se tornar eficiente deve ser simplificado de modo a todos saberem seus papéis e o funcionamento do processo, as análises devem ser bem elaboradas e com participação de pessoas capacitadas, para que não haja emprego de esforço desnecessários onde não é a causa principal dos problemas, a Capacitação da supervisão deve e pode ser melhor planejada, para que os mesmos saibam conduzir as análises e métodos. Concluindo este trabalho, pode se dizer que os objetivos com a implantação da Manutenção Preventiva foram alcançados. 34 REFERÊNCIAS BRANCO FILHO, Gil. A Organização, o Planejamento e o Controle da Manutenção. Editora Ciência Moderna Ltda,Rio de Janeiro, 2008.. BRANCO FILHO, Gil. Indicadores e Índices de Manutenção. Editora Ciência Moderna Ltda,Rio de Janeiro, 2006. KARDEC, A. & NASCIF, J.A. Manutenção – função estratégica. 2.ª ed. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora Ltda., 2001. YIN R. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2a ed. Porto Alegre: Bookman; 2001. GOODE WJ, HATT PK. Métodos em pesquisa social. 5a ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional;1979:422. MONCHY, François. A Função Manutenção - Formação para a Gerência da Manutenção Industrial. São Paulo: Editora Durban Ltda., 1989, p. 5. PINTO, A. K.; XAVIER, J. N.; BARONI, T. - Gestão Estratégica e Técnicas Preditivas. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994. HOYLAND, Arnljot; RAUSAND, Marvin. System Reliability Theory, Models and Statistical Methods. Wiley-Interscience Publication. Wiley & Sons, Inc. 1993. LAFRAIA, João Ricardo Barusso. Manual de Confiabilidade, Mantenabilidade e Disponibilidade. Petrobrás. Rio de Janeiro: Qualitmark, 2001. 372p. http://www.5s.com.br/e/a_oquee5s/a_oquee5s.htm (Acesso em 07/05/2012) http://www.5s.com.br/e/a_oquee5s/a_oquee5s.htm