Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

PROJETOS DE REDES III – 
INFRAESTRUTURA DE REDES 
LOCAIS 
AULA 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Luis José Rohling 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Um dos elementos que compõem a infraestrutura das empresas, 
principalmente nas de grande porte, é o data center. O espaço do cabeamento 
estruturado, designado como sala de equipamentos, muitas vezes é chamado 
de data center, porém, de acordo com as normas pertinentes, provavelmente 
esse espaço não atende aos requisitos das normas para receber essa 
identificação. 
Uma das normas empregadas para a elaboração de projetos de data 
center é a ANSI/TIA-942, cujo texto original foi publicado em abril de 2005, mas 
a sua versão mais atual é a TIA-942-B, de julho de 2017. A ANSI/TIA-942 
abrange a infraestrutura de telecomunicações e todos os demais aspectos de 
um data center de missão crítica, incluindo a localização de instalação do data 
center, a estrutura arquitetônica e física do edifício, a infraestrutura elétrica e 
mecânica, bem como os sistemas de segurança contra incêndio e de segurança 
física. Essa norma descreve os requisitos para um data center público ou 
privado, abrangendo todos os tipos, incluindo os corporativos e comerciais como 
SaaS, Cloud, Co-location, Wholesale etc. 
Inclusive a TIA mantém um sistema de certificação – TIA-942, que define 
os chamados órgãos de avaliação de conformidade (CABs – Conformity 
Assessment Bodies), que são considerados competentes para verificar a 
conformidade do data center com as especificações da norma. Dentro do regime 
de certificação TIA-942, os CABs serão credenciados por meio da avaliação 
independente de uma organização em relação aos padrões reconhecidos, para 
garantir sua imparcialidade, competência e consistência. 
Assim, para esta nossa aula, utilizaremos como base a norma TIA-942, 
identificando os elementos necessários da infraestrutura de um data center, 
incluindo os aspectos associados à estrutura construtiva, de energia, controle de 
ambiente, divisão e função dos espaços dentro do ambiente e do projeto de 
cabeamento estruturado. 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Figura 1 – Norma TIA-942 para o data center 
 
Fonte: TIA, S.d. 
A TIA-942 descreve as etapas de um novo data center ou a expansão de 
um já existente. A aplicação da norma visa garantir a integração dos diversos 
projetos envolvidos, que são o sistema de cabeamento de telecomunicações, a 
ocupação da área de equipamentos, os sistemas elétricos, o projeto 
arquitetônico e os sistemas de HVAC, de segurança e de iluminação. 
TEMA 1 – PROJETO DO DATA CENTER 
A norma TIA-942 fornece informações gerais sobre os fatores que devem 
ser considerados ao elaborar o projeto de um data center. Também há 
recomendações que visam permitir a sua implementação efetiva, identificando 
as ações apropriadas, a serem tomadas em cada etapa do processo de 
planejamento. Assim, para a elaboração do projeto do data center, devem ser 
consideradas as seguintes etapas: 
• Estimar os requisitos de telecomunicações, de espaço, de energia e de 
resfriamento quando operando em plena capacidade, sendo que o ideal é 
considerar também as futuras tendências de telecomunicações, de 
energia e de resfriamento, ao longo da sua vida útil. 
 
 
4 
• Prever espaço, energia, resfriamento, segurança, carga de piso, 
aterramento, proteção elétrica e outros itens de instalação para arquitetos 
e engenheiros. 
• Fornecer os requisitos para o centro de operações, doca de 
carregamento, sala de armazenamento, áreas de preparação e outras 
áreas de suporte. 
• Coordenar os planos preliminares de espaço de data center com os 
arquitetos e engenheiros, sugerido mudanças, se necessário. 
• Criar um plano de ocupação do piso de equipamentos, o que inclui a 
alocação de salas e espaços para as salas de entrada, as áreas de 
distribuição principal, as áreas de distribuição horizontal, as áreas de 
distribuição de zonas e as áreas de distribuição de equipamentos. 
• Fornecer, aos engenheiros que irão elaborar o projeto, os requisitos 
esperados de alimentação, resfriamento e carregamento do piso para os 
equipamentos, bem como para os caminhos de telecomunicações 
(telecommunications pathways). 
• Obter um plano atualizado dos engenheiros com os caminhos de 
telecomunicações, equipamentos elétricos e mecânicos adicionados ao 
plano de piso do data center em plena capacidade. 
• Projetar o sistema de cabeamento de telecomunicações com base nas 
necessidades dos equipamentos a serem alocados no data center. 
A TIA-942 define os principais espaços de um data center típico, como 
eles estão interrelacionados e como eles se relacionam com os espaços 
externos ao data center. Normatiza, dessa maneira, essa infraestrutura de 
telecomunicação, que são a sala de computadores e os espaços de suporte 
associados, definindo também o cabeamento de telecomunicações e os espaços 
fora da sala de informática, além dos suportes associados. 
Assim, os espaços definidos pela TIA-942 são: 
• Escritório da administração; 
• Salas de telecomunicações e equipamentos que atendem aos espaços 
fora do data center; 
• Salas de entrada; 
• Sala da elétrica e mecânica; 
• Escritório da equipe de suporte; 
 
 
5 
• Depósito e entrada de materiais; 
• Centro de operações; 
• Salas de telecomunicações do data center; 
• Sala de computadores. 
Na figura a seguir, temos o diagrama de interconexão dos espaços do 
data center. 
Figura 2 – Espaços do data center 
 
Fonte: Baseado na norma TIA-942 para o data center. 
São ainda englobados na norma TIA-942 os requisitos para quatro níveis 
de data center, chamados de Tier, que estão relacionados à disponibilidade e à 
segurança da infraestrutura da instalação do data center, sendo que os níveis 
mais altos correspondem à maior confiabilidade. 
TEMA 2 – SISTEMA DE CABEAMENTO 
A TIA-942 define uma topologia hierárquica para a implementação do 
sistema de cabeamento do data center. Esse modelo estabelece a relação entre 
os elementos e como eles são configurados para criar o sistema total. Esses 
itens são: 
 
 
6 
• Cabeamento horizontal (Horizontal Cabling); 
• Cabeamento de backbone (Backbone Cabling); 
• Cross-connect na sala de entrada – ER (sigla da expressão Entrance 
Room) e na área de distribuição principal – MDA (Main Distribution Area); 
• Cross-connect principal – MC (Main Cross-connect) na MDA; 
• Cross-connect horizontal – HC (Horizontal Cross-connect) na sala de 
telecomunicações – TR (Telecommunications Room) e nas áreas de 
distribuição horizontal – HDA (Horizontal Distribution Area) e MDA. 
• Tomada (Zone Outlet) ou ponto de consolidação – CP (Consolidation 
Point) na zona de distribuição – ZDA (Zone Distribution Area) 
• Tomada na área de distribuição de equipamentos – EDA (Equipment 
Distribution Area) 
Figura 3 – Topologia do data center 
 
Fonte: Baseado na norma TIA-942 para o data center. 
 
 
7 
2.1 Espaços do data center 
O data center requer espaços dedicados para suportar a infraestrutura de 
telecomunicação, além dos voltados para suportar o cabeamento e os 
equipamentos. Os espaços típicos encontrados dentro de um data center 
geralmente incluem a ER, a MDA, a área de distribuição horizontal, a ZDA e a 
EDA. Dependendo do tamanho do data center, nem todos esses espaços podem 
ser usados. Estes devem ser planejados para proporcionar o crescimento e a 
transição para as novas tecnologias em evolução e podem ou não ser separados 
dos outros espaços da sala de computadores. 
A ER é o espaço utilizado para a interface entre o sistema de cabeamento 
estruturado do data center e cabeamento interedifício, tanto do provedor de 
acesso quanto da propriedade do cliente. Esse espaço inclui o hardware do 
ponto de demarcação, definindo o limite da rede e os equipamentos do provedor 
de acesso. A ER pode estar localizada fora da sala de computadores, se o data 
center estiver em um prédio que incluaescritórios de uso geral ou outros tipos 
de espaços fora do data center. Para maior segurança, a ER pode estar fora da 
sala do computador, pois evita a necessidade de que técnicos do provedor de 
acesso entrem na sala de computadores. 
Os data centers podem ter várias salas de entrada, para fornecer 
redundância adicional ou para evitar exceder os comprimentos máximos dos 
cabos, para circuitos fornecidos pelo provedor de acesso. A ER interage com a 
sala de computadores por meio da MDA, podendo ser adjacente ou combinada 
a ela. 
A MDA inclui o MC, que é o ponto central de distribuição para o sistema 
de cabeamento estruturado do data center. Quando as áreas de equipamentos 
são atendidas diretamente pela área de distribuição, esta pode também conter o 
HC. Esse espaço se encontra na sala de computadores, podendo estar em uma 
sala com um data center multiusuários, para garantir a segurança do acesso – 
No caso, cada data center deve ter pelo menos uma MDA. Os roteadores 
principais da sala de computador, os switches LAN principais, os switches SAN 
principais e o PABX, normalmente estão instalados na MDA, pois esse espaço 
é o centro da infraestrutura de cabeamento para todo o data center. Os 
equipamentos de conexão à rede do provedor de acesso, tais como os modens 
e multiplexadores, também podem ser instalados na área de distribuição, em vez 
 
 
8 
da ER, para evitar a necessidade de uma segunda entrada, quando existirem 
restrições de comprimento do circuito. 
A MDA pode atender a uma ou mais HDAs ou áreas de distribuição de 
equipamentos, dentro do data center, e uma ou mais salas de telecomunicações 
(TRs) localizadas fora do espaço da sala de computadores, para conexão dos 
espaços de escritório, centro de operações e outras salas de suporte externos. 
A HDA é utilizada para atender às áreas de equipamentos quando o HC 
não está localizado na MDA. Portanto, quando utilizada, a área de distribuição 
horizontal pode incluir o HC, que é o ponto de distribuição do cabeamento para 
as EDAs. A HDA normalmente está instalada dentro da sala de computadores, 
mas pode estar localizada em uma sala dedicada, dentro da sala do computador, 
para maior segurança no acesso. A área de distribuição horizontal normalmente 
inclui os switches da rede LAN, da rede SAN e os computadores de 
teclado/vídeo/mouse (KVM – Keyboard/Vídeo/Mouse) para o equipamento final, 
localizado nas EDAs. Um data center pode ter espaços de sala de computador 
localizados em vários andares, com cada andar sendo atendido pelo seu próprio 
HC. Um pequeno data center pode não exigir HDAs, pois toda a sala de 
computadores pode ser suportada a partir da MDA. No entanto, um data center 
típico terá várias HDAs. 
A EDA é o espaço destinado aos equipamentos finais, incluindo os 
sistemas de computação e os equipamentos de telecomunicação. Essas áreas 
não devem ser utilizadas com a mesma finalidade de uma ER, da MDA ou HDA. 
Pode existir também um ponto de interconexão opcional dentro do cabeamento 
horizontal, que é a ZDA. Essa área está localizada entre HDA e EDA, para 
permitir a reconfiguração e flexibilidade das conexões, que são usuais em um 
ambiente de data center. 
2.2 Topologia típica do data center 
A topologia típica para um data center inclui uma única ER, possivelmente 
uma ou mais TRs, uma MDA e várias áreas de HDAs. 
 
 
 
9 
Figura 4 – Exemplo de topologia do data center 
 
Fonte: Baseado na norma TIA-942 para o data center. 
TEMA 3 – SALA DE COMPUTADORES 
A ER é um espaço cujo ambiente é controlado e que serve ao único 
propósito de alocação dos equipamentos e do cabeamento que atenderá aos 
sistemas de computador e demais sistemas de telecomunicações. A sala do 
computador deve atender ao padrão NFPA 75. 
O layout do piso deve ser consistente com os requisitos dos 
fornecedores de equipamentos e instalações, tais como: 
• Requisitos de resistência do piso, que deve suportar os equipamentos, 
cabos, cabos de manobra e mídia, considerando a carga concentrada 
 
 
10 
estática, a carga de piso estática média e a carga de movimentação de 
carga dinâmica; 
• Requisitos de espaço para o acesso aos equipamentos, incluindo a 
liberação de espaço em cada lado do equipamento – ação necessária 
para o acesso adequado do equipamento; 
• Requisitos de fluxo de ar; 
• Requisitos de montagem; 
• Requisitos de energia DC e restrições de comprimento do circuito; 
• Requisitos de comprimento de conectividade dos equipamentos, como 
os comprimentos máximos de canal para periféricos e consoles. 
3.1 Sistema de HVAC 
O sistema de controle do ambiente, que inclui o controle de temperatura, 
ventilação e ar-condicionado, é chamado de HVAC (Heating, Ventilation and Air 
Conditioning). Se a sala de computadores não possuir um sistema HVAC 
dedicado, deve estar localizada de modo que tenha acesso ao sistema principal 
de HVAC do edifício. Assim, de acordo com TIA-942, uma sala de computadores 
normalmente não é reconhecida como tal a menos que tenha um HVAC 
dedicado ou utilize o HVAC principal do edifício e tenha amortecedores 
automáticos instalados. O HVAC deve operar 24 horas por dia, 365 dias por ano 
e caso não possa ser assegurado o seu funcionamento contínuo, uma unidade 
autônoma deve ser instalada para atender à sala de computadores. 
O sistema e HVAC deve garantir que a temperatura e a umidade sejam 
controladas permanecendo dentro das seguintes faixas operacionais: 
• Temperatura: 20 °C (68 °F) a 25 °C (77 °F); 
• Umidade relativa: 40% a 55%; 
• Ponto máximo de orvalho: 21 °C (69,8 °F); 
• Taxa máxima de variação: 5 °C (9 °F) por hora; 
A temperatura ambiente e a umidade devem ser medidas após o 
funcionamento dos equipamentos, sendo que as aferições devem ser feitas a 
uma distância de 1,5 m acima do piso, a cada 3 a 6 m (10 a 30 pés) ao longo da 
linha central dos corredores frios e em qualquer local na entrada de ar do 
equipamento. As medições de temperatura devem ser realizadas em vários 
 
 
11 
locais, principalmente na entrada de ar dos equipamentos que apresentem 
potenciais problemas de resfriamento. 
3.2 Sistema de energia 
Para o sistema de alimentação de energia elétrica, a norma TIA-942 
determina que é necessário instalar circuitos de alimentação separados, para o 
atendimento à sala de computadores, devendo terminar em painel elétrico 
próprio, com um painel para cada circuito. Na sala de computadores devem ser 
instaladas tomadas de serviço (127 V / 20 A) para as ferramentas elétricas e os 
equipamentos de limpeza, cuja alimentação deve ser feita em um circuito 
diferente dos equipamentos. As tomadas de serviço não devem estar 
conectadas nos mesmos quadros de distribuição de energia dos circuitos 
elétricos utilizados para os equipamentos de telecomunicação e servidores. As 
tomadas de serviço devem ser espaçadas de no máximo 3,65 m (12 pés) ao 
longo das paredes da sala de computadores, ou mais próximas, se necessário, 
de modo que sejam alcançadas por um cabo de energia de no máximo 4,5 m (15 
pés). 
Os painéis elétricos da sala de computadores devem ser suportados pelo 
sistema gerador de reserva (standby) da sala de computadores, se for instalado 
um gerador, que permanecerá em repouso. Todos os geradores utilizados 
devem ser classificados para cargas eletrônicas, que normalmente são 
desenvolvidos para esse uso específico. Se a sala de computadores não possuir 
um sistema de gerador de espera dedicado, os painéis elétricos da sala de 
computador devem ser conectados ao sistema gerador de espera do edifício. 
Quanto ao sistema de detecção e extinção de incêndio para a sala de 
computadores, a norma TIA-942 determina que os sistemas de proteção contra 
incêndio e extintores de incêndio portáteis devem estar em conformidade com a 
norma da National Fire Protection Association (NFPA), que é a norma NFPA-75, 
sendo que os sistemas de irrigação (Sprinkler) devem ser sistemasde pré-ação. 
3.3 Sala de entrada 
A ER é um espaço, de preferência uma sala, no qual os provedores dos 
serviços de acesso vão interagir com o sistema de cabeamento do data center. 
Ele normalmente abriga os equipamentos dos provedores de acesso de 
 
 
12 
telecomunicação e é o local onde normalmente são entregues os circuitos ao 
cliente. Este ponto é chamado de ponto de demarcação, onde termina a 
responsabilidade do provedor de acesso pelo circuito. A ER abrigará os 
caminhos de infraestrutura de entrada, os blocos protetores para cabos de cobre, 
os equipamentos de terminação para cabos do provedor de acesso, os 
equipamentos dos provedores de acesso e os equipamentos de terminação para 
cabeamento da sala de computadores. 
As salas de entrada podem estar localizadas dentro ou fora do espaço 
da sala de computador, sendo que a política de segurança é que irá definir se as 
salas de entrada devem ser localizadas fora da sala de computadores, para 
evitar que o pessoal técnico do provedor de acesso trafeguem na sala de 
computadores. No entanto, em data centers maiores, as preocupações com o 
comprimento do circuito podem exigir que a ER seja localizada na sala de 
computadores. O cabeamento nas salas de entrada deve utilizar a mesma 
distribuição de cabos utilizada na sala de computadores, pois isso minimizará os 
comprimentos dos cabos, evitando uma transição das eletrocalhas de cabos 
suspensas para as eletrocalhas de cabos sob o assoalho. 
A ER deve ser dimensionada para atender aos requisitos máximos 
conhecidos e projetados para: 
• caminhos de entrada para o provedor de acesso e para o cabeamento 
do campus; 
• espaço para os quadros e painéis de terminação do cabeamento do 
provedor de acesso e do cabeamento do campus; 
• racks do provedor de acesso; 
• equipamento de propriedade do cliente a ser localizado na ER; 
• racks de demarcação, incluindo o hardware de terminação do 
cabeamento vindo da sala dos computadores; 
• Caminhos para a sala de computadores, para a MDA e possivelmente 
uma HDA para salas de entrada secundárias; 
• Caminhos para as outras salas de entrada, se houverem. 
O espaço necessário para a ER está mais relacionado com o número de 
provedores de acesso, número e tipos de circuitos a serem terminados na sala 
do que ao tamanho do data center. Assim, deve ser feito o levantamento dos 
requisitos dos provedores de acesso, para determinar espaço iniciais e futuros. 
Também deve ser alocado o espaço necessário para o cabeamento do campus. 
 
 
13 
Os cabos contendo componentes metálicos, tais como cabos de fibra 
óptica, coaxial e outros componentes metálicos, devem ser terminados com 
protetores de surto, para evitar a danificação dos equipamentos. Os protetores 
podem ser montados na parede ou montados em quadros, sendo que o espaço 
para os protetores deve ser localizado tão próximo quanto possível ao ponto de 
entrada dos cabos no edifício. Os cabos do campus de fibra óptica podem ser 
terminados na conexão principal, em vez da ER, se não tiverem componentes 
metálicos. 
A iluminação deve ser de no mínimo 500 luxes no plano horizontal e 200 
luxes no plano vertical, medindo-se a 1 m acima do piso acabado, no meio de 
todos os corredores entre os racks. As luminárias não devem ser alimentadas a 
partir do mesmo painel de distribuição elétrica que os equipamentos de 
telecomunicações na sala de computadores. A iluminação de emergência e de 
sinalização devem ser adequadamente colocadas de tal forma que a ausência 
de iluminação primária não dificulte a saída de emergência. 
As portas devem ter um mínimo de 1 m de largura e 2,13 m de altura, 
com a abertura para fora da sala ou deslizando de um lado para o outro, podendo 
também ser do tipo removíveis. As portas devem ser equipadas com uma 
fechadura e não possuir um poste central, exceto poste central removível, para 
facilitar o acesso a equipamentos de grande porte. 
A ER deve ser localizada com acesso ao sistema de HVAC da sala de 
computadores, podendo ser considerada a instalação de um sistema de ar-
condicionado dedicado. Se isso ocorrer, os circuitos de controle de temperatura 
para as unidades de ar-condicionado da sala de entrada devem ser alimentados 
a partir dos mesmos quadros de energia que atendem aos racks da ER. O HVAC 
para a ER deve ter o mesmo grau de redundância e backup que o HVAC e a 
energia da ER, devendo operar 24 horas por dia, 365 dias por ano. O sistema 
HVAC da ER deve ser alimentado também pelo sistema de gerador da sala de 
computadores, se houver, senão deve ser conectado ao sistema gerador de 
reserva do edifício. 
Para o sistema de energia elétrica da ER, devem ser instalados quadros 
de distribuição a partir de sistemas de energia do tipo UPS. A quantidade de 
circuitos elétricos para salas de entrada depende das especificações dos 
equipamentos a serem instalados. As salas de entrada devem utilizar os mesmos 
sistemas de backup elétrico (UPS e geradores) que os utilizados na sala de 
 
 
14 
computadores. O grau de redundância para a ER e para os sistemas mecânicos 
e elétricos deve ser o mesmo que o da sala de computadores. 
TEMA 4 – ELEMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO 
Conforme vimos anteriormente, a arquitetura do sistema de data center 
é composta de três elementos de distribuição, que são o MDA, o HDA e o EDA. 
Podemos ter ainda, opcionalmente, o ZDA entre o HDA e o EDA. 
4.1 A área de distribuição principal 
A MDA é o espaço central onde está localizado o ponto de distribuição 
do sistema de cabeamento estruturado no data center, sendo que o data center 
deve ter pelo menos uma MDA. Os roteadores principais e os switches principais 
para as redes de data center estão frequentemente localizados dentro ou 
próximos ao MDA. Quando usados por várias organizações, tais como data 
centers de internet e instalações de collocation, a MDA deve estar instalada em 
um espaço seguro. 
Quanto à localização, a MDA deve estar localizada de maneira central, 
para evitar que sejam excedidas as restrições máximas de distância, incluindo 
os comprimentos máximos de cabos para circuitos de provedor de acesso, 
vindos de fora da ER. Se a MDA estiver em uma sala fechada, deve ser 
considerado para essa área um sistema de HVAC dedicado de quadros e painéis 
de energia e alimentados por UPS. Se a MDA possuir um sistema de HVAC 
dedicado, os circuitos de controle de temperatura para as unidades de ar-
condicionado devem ser alimentados e controlados a partir das mesmas fontes 
de energia ou painéis de energia, que atendem aos equipamentos de 
telecomunicações na MDA. Já os requisitos arquitetônicos, mecânicos e 
elétricos para a MDA são os mesmos da sala de computadores. 
4.2 A área de distribuição horizontal 
A HDA é o espaço que suporta o cabeamento que atenderá as EDAs. 
Os switches da rede LAN, rede SAN, os consoles e switches KVM que atendem 
aos equipamentos finais também estão tipicamente localizados na HDA. A MDA 
pode também servir como uma HDA para os equipamentos mais próximos, ou 
até mesmo para toda a ER, se essa sala for pequena. 
 
 
15 
Deve haver no mínimo uma HDA por andar, sendo que podem ser 
necessárias HDAs adicionais para atender aos equipamentos, caso estejam a 
uma distância maior do que o limite do comprimento do cabeamento horizontal. 
Já o número máximo de conexões por HDA deve ser ajustado com base na 
capacidade da bandeja do cabo, deixando espaço para o cabeamento futuro. 
Em data centers que são usados por várias organizações, como data 
centers de internet e instalações de collocation, as HDAs devem estar em um 
espaço seguro. 
Com relação ao posicionamento, as HDAs devem estar em local que 
evite exceder os comprimentos máximos do cabeamento de backbone, vindo do 
MDA, cujas distâncias máximas estão associadas ao tipo de mídia utilizado. 
4.3 Área de distribuição de zona 
A ZDA deve ser limitada a servir no máximo 288 conexões de par 
trançadopara evitar congestionamento de cabos, normalmente utilizados 
colocados acima ou abaixo de do rack que será atendido pela ZDA. Fazendo a 
analogia com o cabeamento estruturado de edifícios comerciais, o ZDA seria 
equivalente ao CP, naquele tipo de cabeamento. 
A conexão cruzada não deve ser utilizada na ZDA, não devendo haver 
mais de uma ZDA dentro do mesmo cabeamento horizontal. 
Não deve haver equipamentos ativos na ZDA, com exceção dos 
equipamentos de alimentação DC. 
4.4 Área de distribuição de equipamentos 
As EDAs são os espaços alocados para os equipamentos finais, 
incluindo os sistemas computacionais e os equipamentos de comunicação. 
Essas áreas não incluem as TRs, salas de ERs, a MDA e HDAs. 
O equipamento final é normalmente um equipamento que será colocado 
diretamente sobre o piso ou um equipamento que será instalado dentro dos 
armários ou racks. 
O cabeamento horizontal será terminado em EDAs sendo feita a sua no 
hardware de conexão adequado, que será instalado nos armários ou racks. Em 
cada gabinete ou rack de equipamentos devem ser instaladas também as 
 
 
16 
tomadas de alimentação e hardware de conexão de modo a minimizar os 
comprimentos do cabo de manobra e do cabo de alimentação dos equipamentos. 
O cabeamento ponto a ponto é permitido entre os equipamentos 
localizados na área de distribuição de equipamentos, sendo que os 
comprimentos dos cabos – ponto a ponto entre os equipamentos na área de 
distribuição do equipamento – não devem ser superiores a 15m (49 pés) e 
limitados para a conexão entre equipamentos em racks adjacentes ou armários 
na mesma linha. 
4.5 Armários de telecomunicações 
Nos ambientes de data center, a TR, também conhecida como armários 
de telecomunicações, é o espaço que irá atender ao cabeamento para as áreas 
que ficam fora da sala de computadores. Mas, se necessário, pode ser 
combinada com a MDA ou com as HDAs. 
O data center pode conter mais de uma TR se as áreas não puderem 
ser atendidas a partir de uma única TR. As TRs devem atender às especificações 
da norma ANSI/TIA-569-B, que define caminhos e espaços para o cabeamento 
estruturado para edifícios comerciais, pois as áreas de trabalho das equipes, que 
fazem a gestão, operação e manutenção dos computadores instalados no data 
center, têm as mesmas características do edifício comercial convencional. 
TEMA 5 – RACKS E ARMÁRIOS 
A norma TIA-942 define dois tipos de infraestrutura para a instalação dos 
equipamentos no data center, que são os racks e os armários (cabinets). Os 
racks são equipados com trilhos de montagem laterais, para realizar a instalação 
dos equipamentos e do hardware. Os armários podem contar com trilhos de 
montagem laterais, painéis laterais, fechamento superior e porta frontal e 
traseira. Neles, frequentemente são instaladas fechaduras, sendo que esse tipo 
de infraestrutura é chamado também de rack fechado. 
5.1 Posicionamento dos armários e racks 
Os armários e racks devem ser dispostos em um padrão alternado, com 
frentes de armários/racks voltados um para o outro em uma fileira, para criar 
corredores "quentes" e "frios". Os corredores "frios" ficam em frente aos racks e 
 
 
17 
armários. Se houver um piso de acesso, os cabos de distribuição de energia 
devem ser instalados sob ele, nos corredores “frios”. Os corredores "quentes" 
são os que ficam atrás dos racks e armários. Se houver um piso de acesso, as 
bandejas de cabos para cabeamento de telecomunicações devem estar 
localizadas sob o piso de acesso nos corredores "quentes". 
Figura 5 – Vista superior dos corredores quente e frio no data center 
 
Fonte: Baseado na norma TIA-942 para o data center. 
Os equipamentos devem ser colocados em armários e racks com a 
entrada de ar "frio" na parte frontal do armário ou rack e com a saída do ar 
"quente" na parte de trás. A inversão de equipamentos no rack interromperá o 
bom funcionamento dos corredores "quentes" e "frios". Deve ser usado o 
equipamento que utiliza o esquema de resfriamento frontal-traseiro, para que 
não interrompa o funcionamento de corredores quentes e frios. 
Os painéis de fechamento devem ser instalados nos racks e espaços 
dos gabinetes que não estejam sendo utilizados, para melhorar o funcionamento 
dos corredores "quentes" e "frios". 
RACKS/ARMÁRIOS 
Corredor quente 
FRENTE 
ATRÁS 
RACKS/ARMÁRIOS 
FRENTE 
ATRÁS 
Corredor frio 
Corredor frio 
 
 
18 
As tampas perfuradas do piso de acesso devem estar localizadas nos 
corredores "frios" em vez de nos corredores "quentes", para melhorar o 
funcionamento dos corredores "quentes" e "frios". Além disso, não devem ser 
colocadas bandejas de cabo ou outra obstrução nos corredores "frios", abaixo 
das tampas perfuradas. 
Figura 6 – Tampas de piso dos corredores frios 
 
Fonte: Baseado na norma TIA-942 para o data center 
Quando colocados no piso de acesso, os armários e racks devem ser 
dispostos para que permitam que as tampas de piso na frente e atrás dos 
armários e racks possam ser levantadas. Os armários devem estar alinhados 
com a borda dianteira ou traseira ao longo da borda do piso. Os racks devem ser 
colocados de tal forma que as hastes roscadas que os prendem na laje não 
penetrem no suporte do piso elevado. 
5.2 Especificações dos armários e racks 
A TIA-942 define que deve ser disponibilizado um espaço de no mínimo 
de 1 m (3 pés) de desobstrução na parte dianteira dos armários e racks, 
permitindo a instalação dos equipamentos, sendo recomendável uma distância 
dianteira de 1,2 m (4 pés) para acomodar equipamentos mais profundos e no 
mínimo 0,6 m (2 pés) na parte de trás dos armários e racks, permitindo o acesso 
para os serviços na parte traseira, sendo o ideal um espaço de 1 m (3 pés). 
Os armários devem permitir a ventilação adequada para o equipamento 
que abrigará, podendo ser obtida utilizando: 
Rack de 
servidores 
Rack de 
servidores 
Corredor 
FRIO 
Corredor 
QUENTE 
Corredor 
QUENTE 
PISO 
PERFURADO 
 
 
19 
• fluxo de ar forçado com ventiladores; 
• fluxo de ar natural entre corredores quentes e frios, por meio de 
aberturas de ventilação nas portas dianteira e traseira dos armários; 
• uma combinação de ambos os métodos. 
Para cargas de calor moderadas, os armários podem utilizar: 
1) Ventilação mediante ranhuras ou perfurações das portas dianteiras e 
traseiras para fornecer um mínimo de 50% de espaço aberto. Aumentar o 
tamanho e a área de aberturas pode aumentar o nível de ventilação. 
2) Ventilação por meio do fluxo de ar forçado com ventiladores, em 
combinação com aberturas de porta, devidamente colocados e com o espaço 
suficiente entre o equipamento e as portas de rack. Para altas cargas de calor, 
o fluxo de ar natural não é suficiente e o fluxo de ar forçado é necessário, para 
fornecer resfriamento adequado para todos os equipamentos do gabinete. Esse 
sistema forçado utiliza uma combinação de aberturas devidamente colocadas, 
além dos sistemas de ventilador de resfriamento. 
Se os ventiladores do gabinete forem instalados, eles devem ser de tipo 
adequado, para melhorar o processo de retirada de calor e não afetar o 
funcionamento de corredores "quentes" e "frios", os quais são dimensionados 
para garantir que o fluxo de ar dos ventiladores dissipe o calor gerado no 
gabinete. 
Em data centers em que é desejada uma maior disponibilidade, os 
ventiladores devem ser conectados a circuitos separados, diferentes dos que os 
alimentados pelos sistemas de energia, ou pelos painéis de energia alimentados 
por UPS, para evitar interrupções nas telecomunicações e servidores quando 
houver alguma falha dos ventiladores. 
A TIA-942 define que a altura máxima dos rack e dos gabinetes deve ser 
de 2,4 m (8 pés). Racks e armários não devem ser, preferencialmente, mais altos 
do que 2,1 m (7 pés) para facilitar o acesso ao equipamento ou conectar o 
hardware instalado na parte superior do data center. Os armáriosdevem ter a 
profundidade adequada para acomodar os equipamentos planejados, incluindo 
cabeamento na frente e/ou atrás, cabos de alimentação, hardware de 
gerenciamento de cabos e réguas de alimentação. Para garantir o fluxo de ar 
adequado e fornecer espaço adequado para as réguas de energia e 
cabeamento, deve-se utilizar armários com pelo menos 150 mm (6 in) mais 
profundos ou mais largos do que os equipamentos mais profundos. 
 
 
20 
A configuração típica para as réguas de energia em armários deve 
fornecer pelo menos uma régua de alimentação de 20A e 127V, sendo o ideal a 
instalação de duas réguas de energia conectadas em circuitos alimentados a 
partir de diversas fontes de energia. Os circuitos de potência devem ter 
condutores de neutros e de aterramento dedicados. As réguas de alimentação 
podem conter indicadores de energização, porém nenhum interruptor ou 
disjuntores devem ser instalados no rack, para evitar o desligamento acidental. 
Uma série de réguas de energia devem ser usadas para fornecer tomadas 
suficientes, além da capacidade necessária para suportar os equipamentos 
planejados. Já as réguas de alimentação devem ser rotuladas com o identificador 
da fonte de energia ou painel em que estão conectadas, bem como com o 
número do disjuntor. Para os armários e racks que não possuem equipamentos 
ativos, não é necessária a instalação de réguas de energia. 
FINALIZANDO 
Apesar da norma TIA-942 ser obrigatória para a construção de data 
center, essas recomendações podem ser aplicadas também à ER na 
implementação da infraestrutura de cabeamento estruturado de edifícios 
comerciais. Assim, as especificações do sistema de HVAC, de energia e de 
instalação e posicionamento dos racks, podem ser aplicadas no ambiente da ER, 
aumentando a segurança e a disponibilidade. 
Para o cabeamento estruturado do data center, temos um modelo 
bastante semelhante ao cabeamento estruturado dos edifícios comerciais, 
tendo-se uma mudança na identificação dos espaços, porém mantendo-se a 
topologia em estrela hierárquica, conforme mostrado a seguir. 
Figura 7 – A topologia do cabeamento de backbone 
 
Fonte: Baseado na norma TIA-942 para o data center. 
 
 
21 
A presença do HC não é obrigatória, sendo que, quando o cabeamento 
se estende do main cross-connect até a terminação dos cabos na EDA, este será 
considerado como sendo o cabeamento horizontal. Se o cabeamento horizontal 
passar pela HDA, deve existir folga suficiente para permitir o movimento dos 
cabos ao migrar para uma conexão cruzada. 
Os cabos cruzados de backbone podem estar localizados em TRs, ERs, 
MDAs, HDAs ou em salas de entrada. No caso de existirem várias salas de 
entrada, o cabeamento de backbone direto para a conexão horizontal deve ser 
permitido quando existirem limitações de distância. 
O cabeamento de data center, assim como o cabeamento estruturado 
para edifícios comerciais, também utiliza os cabos de par trançado e as fibras 
ópticas, a serem escolhidos de acordo com a: 
a) flexibilidade em relação aos serviços suportados; 
b) necessária vida útil do cabeamento; 
c) tamanho da instalação/local e quantidade de equipamentos; 
d) capacidade do canal dentro do sistema de cabeamento; 
e) recomendações ou especificações do fornecedor de equipamentos. 
Apesar de termos distâncias curtas em um ambiente de data center, a 
quantidade de cabos é elevada e, dessa forma, a fibra óptica permitirá mais 
cabos em uma mesma infraestrutura física do cabeamento estruturado. Sendo o 
espaço físico um fator crítico no ambiente de data center, essa tecnologia 
permite uma maior eficiência na ocupação dos espaços. Assim, a utilização da 
fibra óptica no cabeamento horizontal, entre o HDA e o EDA, torna-se viável, 
mesmo com a tecnologia Ethernet, com conexões ponto a ponto entre os 
equipamentos, diferente do que acontece com o cabeamento em edifícios 
comerciais, em que a fibra óptica no cabeamento horizontal é viabilizada apenas 
com a tecnologia ponto-multiponto, com o uso do protocolo GPON. 
 
 
 
22 
REFERÊNCIAS 
CHAPPELL, L. Diagnosticando redes: Cisco Internetwork Toubleshooting. São 
Paulo: Pearson Education do Brasil, 2002. 
MAIA, L. P. Arquitetura de redes de computadores. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 
2013. 
TANEMBAUM, A. S. Redes de computadores. 2. ed. São Paulo, Pearson 
Education do Brasil, 2011.

Mais conteúdos dessa disciplina